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INTRODUÇÃO

Filipenses

Autor, data e lugar da composição

A igreja primitiva era unânime no testemunho de que Filipenses fora escrita pelo
apóstolo Paulo (v. 1.1). Internamente, a carta revela sinais de autenticidade. As
muitas referências pessoais ao autor harmonizam-se com o que conhecemos a
respeito de Paulo por meio dos demais livros do NT.
Fica evidente que Paulo escreveu a carta na prisão (v. 1.13,14). Alguns sustentam
que esse encarceramento ocorreu em Éfeso, talvez c. 53-55 d.C.; outros o situam
em Cesaréia, c. 57-59. A melhor evidência, no entanto, apóia Roma como lugar de
origem e c. 61 como data. Esses dados encaixam-se bem com o relato da prisão
domiciliar de Paulo registrada em At 28.14-31. Quando escreveu Filipenses, não
estava na Prisão Mamertima — onde estava quando escreveu 2Timóteo. Estava numa
casa alugada, onde por dois anos esteve livre para compartilhar o evangelho como
todos os que chegassem até ele.

Propósito
O propósito primordial de Paulo ao escrever essa carta era agradecer aos
filipenses a oferta que lhe tinham mandado após saberem da sua detenção em Roma
(1.5; 4.10-19). No entanto, faz uso da ocasião para cumprir vários outros desejos:
1) dar um relato das suas circunstâncias (1.12-26; 4.10-19); 2) encorajar os
filipenses a se manterem firmes diante da perseguição e a se regozijar a despeito
das circunstâncias (1.27-30; 4.4); 3) exortá-los à humildade e à unidade (2.1-11;
4.2-5); 4) recomendar Timóteo e Epafrodito à igreja de Filipos (2.19-30) e 5) advertir
os filipenses contra os judaizantes (legalistas) e os antinomistas (libertinos) entre
eles (cap. 3).

Destinatários
A cidade de Filipos foi assim chamada em homenagem ao rei Filipe II da
Macedônia, pai de Alexandre Magno. Era uma próspera colônia romana, e isso
significava que os cidadãos de Filipos eram também cidadãos da própria cidade de
Roma. Orgulhavam-se de ser romanos (v. At 16.21), vestiam-se como romanos e
muitas vezes falavam latim. Foi, sem dúvida, nesse contexto que Paulo se referiu à
cidadania celestial dos crentes (3.20,21). Muitos dos filipenses eram militares
aposentados que tinham recebido doações oficiais de terras na região e, por sua vez,
serviam de presença militar nessa cidade da fronteira. O fato de Filipos ser colônia
romana talvez explique por que não havia judeus ali suficientes para justificar a
criação de uma sinagoga e por que Paulo não cita o AT nessa carta aos filipenses.

Características
1. Filipenses não contém nenhuma citação do AT.
2. É uma carta missionária de agradecimentos, na qual o missionário presta um
relatório do progresso da sua obra.
3. Manifesta um tipo notavelmente vigoroso de viver cristão: 1) humildade (2.1-
4); 2) prosseguimento para o alvo (3.13,14); 3) falta de ansiedade (4.6); 4)
capacidade de fazer todas as coisas (4.13).
4. Destaca-se como carta da alegria do NT; a palavra “alegria” ocorre umas 16
vezes, nas suas várias formas.
5. Contém um dos trechos cristológicos mais profundos do NT (2.5-11). Mas, por
mais profundo que seja, Paulo o incluiu principalmente com fins ilustrativos.

Esboço
I. Saudação (1.1,2)
II. Ação de graças e orações pelos filipenses (1.3-11)
III. As circunstâncias pessoais de Paulo (1.12-26)
IV. Exortações (1.27—2.18)
A. Levando uma vida digna do evangelho (1.27-30)
B. Seguindo a atitude serviçal de Cristo (2.1-18)
V. Os colegas de Paulo no evangelho (2.19-30)
A. Timóteo (2.19-24)
B. Epafrodito (2.25-30)
VI. Advertências a respeito dos judaizantes e antinomistas (3.1— 4.1)
A. A respeito dos judaizantes ou legalistas (3.1-16)
B. A respeito dos antinomistas ou libertinos (3.17—4.1)
VII. Exortações finais, agradecimentos e conclusão (4.2-23)
A. Exortações sobre vários aspectos da vida cristã (4.2-9)
B. Testemunho final e novos agradecimentos (4.10-20)
C. Saudações e bênção (4.21-23)
O surgimento da igreja de Filipos

Foi a primeira igreja que Paulo fundou na Europa, na segunda viagem


missionaria por volta de 51 d.C. Lídia e o carcereiro de Felipos estavam
entre os convertidos, Lucas autor de um dos evangelhos e de atos dos
apóstolos, foi seu pastor durante os seis primeiros anos

Atos 16

A visão em Trâode. Paulo passa à Macedónia e prega em Filipos - Lídia, a


pitonisa.O carcereiro de Filipos ( ou A visão em Tôade. Pregação em
Filipos: A Conversão de Lídia e do carcereiro. A cura da pitosina)

9 E Paulo teve de noite uma visão, em que se apresentou um homem da


Macedônia, e lhe rogou, dizendo: Passa à Macedônia, e ajuda-nos.
10 E, logo depois desta visão, procuramos partir para a Macedônia,
concluindo que o Senhor nos chamava para lhes anunciarmos o evangelho.
11 E, navegando de Trôade, fomos correndo em caminho direito para a
Samotrácia e, no dia seguinte, para Neápolis;
12 E dali para Filipos, que é a primeira cidade desta parte da Macedônia, e
é uma colônia; e estivemos alguns dias nesta cidade.

A conversão de Lídia
13 E no dia de sábado saímos fora das portas, para a beira do rio, onde se
costumava fazer oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que ali se
ajuntaram.
14 E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade
de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o SENHOR lhe abriu o coração
para que estivesse atenta ao que Paulo dizia.
15 E, depois que foi batizada, ela e a sua casa, nos rogou, dizendo: Se
haveis julgado que eu seja fiel ao SENHOR, entrai em minha casa, e ficai
ali. E nos constrangeu a isso.

Paulo e Silas espancados e presos


16 E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem,
que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro
aos seus senhores.
17 Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que
nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo.
18 E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse
ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na
mesma hora saiu.
19 E, vendo seus senhores que a esperança do seu lucro estava perdida,
prenderam Paulo e Silas, e os levaram à praça, à presença dos
magistrados.
20 E, apresentando-os aos magistrados, disseram: Estes homens, sendo
judeus, perturbaram a nossa cidade,
21 E nos expõem costumes que não nos é lícito receber nem praticar, visto
que somos romanos.
22 E a multidão se levantou unida contra eles, e os magistrados, rasgando-
lhes as vestes, mandaram açoitá-los com varas.
23 E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando
ao carcereiro que os guardasse com segurança.
24 O qual, tendo recebido tal ordem, os lançou no cárcere interior, e lhes
segurou os pés no tronco.

A conversão do carcereiro
25 E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus,
e os outros presos os escutavam.
26 E de repente sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do
cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as
prisões de todos.
27 E, acordando o carcereiro, e vendo abertas as portas da prisão, tirou a
espada, e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido.
28 Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal,
que todos aqui estamos.
29 E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e
Silas.
30 E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça
para me salvar?
31 E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua
casa.
32 E lhe pregavam a palavra do Senhor, e a todos os que estavam em sua
casa.
33 E, tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os
vergões; e logo foi batizado, ele e todos os seus.
34 E, levando-os à sua casa, lhes pôs a mesa; e, na sua crença em Deus,
alegrou-se com toda a sua casa.

Paulos e Silas são soltos da prisão


35 E, sendo já dia, os magistrados mandaram quadrilheiros, dizendo:
Soltai aqueles homens.
36 E o carcereiro anunciou a Paulo estas palavras, dizendo: Os magistrados
mandaram que vos soltasse; agora, pois, saí e ide em paz.
37 Mas Paulo replicou: Açoitaram-nos publicamente e, sem sermos
condenados, sendo homens romanos, nos lançaram na prisão, e agora
encobertamente nos lançam fora? Não será assim; mas venham eles
mesmos e tirem-nos para fora.
38 E os quadrilheiros foram dizer aos magistrados estas palavras; e eles
temeram, ouvindo que eram romanos.
39 E, vindo, lhes dirigiram súplicas; e, tirando-os para fora, lhes pediram
que saíssem da cidade.
40 E, saindo da prisão, entraram em casa de Lídia e, vendo os irmãos, os
confortaram, e depois partiram.
Estudar sobre a origem da igreja da Macedonia

A oração do apostolo Paulos pelo Filipenses


Após apresentar-se e saudar a igreja de Felipos (1.1,2), Paulo faz uma oração
de ação de graças, pelos crentes,

1.3 Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós,

Ele enfatiza Dou graças ao meu Deus pelo fato das boas recordações que tem
dessa igreja, a ocasião em que Paulo sentiu-se cheio de gratidão foi quando a
igreja de Felipos na prática demonstrou sua preocupação por ele “ap. Paulo”,
sustentando-o:

Felipenses:
4.15 Sabeis, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da
Macedônia, nenhuma igreja se comunicou comigo quanto a dar e receber, mas
somente vós;

4.16 pois, enquanto eu ainda estava em Tessalônica, supristes as minhas


necessidades, não só uma vez, mas duas.

4.17 Não que eu procure doações, mas procuro o fruto que amplie o vosso
crédito.

Outras boas lembrança que o apostolo Paulo tem da igreja de Felipos, que o
faz render graças a Deus e a cooperação dos crentes com a causa do
evangelho, isso é destaco por ele mesmo no verso de número 5 deste mesmo
capitulo, olha o que ele diz:

1.5 em razão da vossa cooperação na causa do evangelho, desde o primeiro


dia até agora

Desde sua aceitação quando apostolo Paulo em sua viagem missionaria a


Macedônia pregou o evangelho na cidade de Felipos, até o presente momento.

(data da pregação do evangelho)  DESTACAR

1.4 fazendo sempre súplicas por todos vós, em todas as minhas orações, com
alegria,

1.5 em razão da vossa cooperação na causa do evangelho, desde o primeiro


dia até agora.
1.6 E estou certo disto: aquele que começou a boa obra em vós irá aperfeiçoá-
la até o dia de Cristo Jesus.

1.7 É justo que eu me sinta assim a respeito de todos vós, pois estais em meu
coração, já que todos sois participantes comigo da graça, tanto nas minhas
prisões quanto na defesa e na confirmação do evangelho.

1.8 Deus é testemunha de que tenho saudades de todos vós, com a terna
misericórdia de Cristo Jesus.

1.9 E peço isto em oração: Que o vosso amor aumente cada vez mais no pleno
conhecimento e em todo entendimento,

1.10 para que aproveis as coisas superiores, a fim de serdes sinceros e


irrepreensíveis até o dia de Cristo,

1.11 cheios do fruto de justiça, que vem por meio de Jesus Cristo, para glória e
louvor de Deus.
A oração pelo próximo produz alegria.

1.3 Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós,

1.4 fazendo sempre súplicas por todos vós, em todas as minhas orações, com
alegria,

1.5 em razão da vossa cooperação na causa do evangelho, desde o primeiro


dia até agora.

1.6 E estou certo disto: aquele que começou a boa obra em vós irá aperfeiçoá-
la até o dia de Cristo Jesus.

1.7 É justo que eu me sinta assim a respeito de todos vós, pois estais em meu
coração, já que todos sois participantes comigo da graça, tanto nas minhas
prisões quanto na defesa e na confirmação do evangelho.

1.8 Deus é testemunha de que tenho saudades de todos vós, com a terna
misericórdia de Cristo Jesus.

1.9 E peço isto em oração: Que o vosso amor aumente cada vez mais no pleno
conhecimento e em todo entendimento,

1.10 para que aproveis as coisas superiores, a fim de serdes sinceros e


irrepreensíveis até o dia de Cristo,

1.11 cheios do fruto de justiça, que vem por meio de Jesus Cristo, para glória e
louvor de Deus.