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A VERDADE

SOBRE O DÍZIMO
(título original: The Truth About Tithing - F.A.C.T. vs.
F.I.C.T.I.O.N.)

A verdade sobre o dízimo – FATOS


versus FICÇÃO

O Dadivar embasado na Fé da
Aliança Abraâmica versus
CONDENAÇÃO INDUZIDA PELO
MEDO, O QUE É OPRESSIVO E
NEGATIVO.

Uma nota pessoal:

Escrevi este artigo porque, durante anos, tenho visto as doutrinas ao


redor do assunto do dinheiro, numa indução consideravelmente
perversa. Pouco antes de escrever isto, ouvi um ministro dizer: “O segredo
do verdadeiro poder sobre o diabo é o dízimo” e “O segredo de uma
contínua relação com Deus é o dízimo.” O que achei por demais preocupante
é que numa igreja com umas 200 pessoas, ninguém hesitava nem parecia
reconhecer que o legítimo Evangelho de Cristo estava sendo comprometido.
Peguem suas Bíblias, abandonem suas opiniões e vejamos o que ela
REALMENTE diz sobre este assunto.

1.- O dízimo antes da lei não era rotineiro, e


[era] voluntário.

Os dois exemplos do dízimo antes da lei (em Gênesis) foram


eventos únicos, VOLUNTÁRIOS e envolvendo mais do que dinheiro. O
exemplo de Abraão foi do dízimo entregue uma vez apenas, dos
despojos de uma guerra (Hebreus 7:2; Gênesis 14:20). Visto como
Abraão havia feito um voto de não tomar pessoalmente qualquer
despojo dessa guerra, (Gênesis 14:22-24), aparentemente ele dizimou
o que pertencia aos outros ou o que poderia em breve lhes
pertencer. Nada existe na Escritura dizendo que Abraão tenha dado o
dízimo de sua própria renda ou riqueza, em tempo algum.
Abraaão recebeu uma bênção e em seguida deu o dízimo, e
aparentemente fez isto por um costume da sociedade, sem qualquer
mandamento divino para fazê-lo. (Gênesis 14 e Hebreus 7:1).
O exemplo único de Jacó [dizimar] foi prometido SE Deus
fizesse algo, e a Escritura não esclarece se Jacó de fato o cumpriu
(Gênesis 28:22).
De qualquer maneira, estes dois exemplos esclarecem que o
dízimo antes da lei não era obrigatório, mas voluntário. Visto como a
Escritura, antes da lei, só registra incidentes onde o dízimo foi
dado uma única vez na vida, fica claro que ele não era uma prática
rotineira... Também, tendo em vista que Jacó prometeu dizimar o que
ele já havia ganho e possuía (quer dizer, possuía totalmente, depois
de pagar todos os custos e débitos associados, que não foi tomado
emprestado ou falta pagar uma parte dele, nem que serve de penhor,
nem que está hipotecado ou sob qualquer tipo de reserva de domínio),
entende-se que ele pretendia dizimar sobre os seus lucros. Isso é
importante, e discutiremos mais tarde sobre os lucros. Os que
procuram tornar o dízimo estritamente baseado em dinheiro,
obrigatório e rotineiro, afirmando ter ele existido "antes da lei", não
estão ensinando como ele realmente foi dado, “antes da lei”. Notem
ainda as seguintes escrituras mostrando a natureza voluntária de
como se ofertava antes da lei (Êxodo 35:5, 21,22,24, 29).
“Tomai do que tendes, uma oferta para o SENHOR; cada um, cujo
coração é voluntariamente disposto, a trará por oferta alçada ao SENHOR:
ouro, prata e cobre,” (Ex 35:5 ACF)
“21 E veio todo o homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele
cujo espírito voluntariamente o excitou, e trouxeram a oferta alçada ao
SENHOR para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e
para as vestes santas. 22 Assim vieram homens e mulheres, todos dispostos
de coração; trouxeram fivelas, e pendentes, e anéis, e braceletes, todos os
objetos de ouro; e todo o homem fazia oferta de ouro ao SENHOR;” (Ex 35:21-
22 ACF)
“Todo aquele que fazia oferta alçada de prata ou de metal, a trazia
por oferta alçada ao SENHOR; e todo aquele que possuía madeira de acácia,
a trazia para toda a obra do serviço.” (Ex 35:24 ACF)
“Todo homem e mulher, cujo coração voluntariamente se moveu a
trazer alguma coisa para toda a obra que o SENHOR ordenara se fizesse pela
mão de Moisés; assim os filhos de Israel trouxeram por oferta voluntária ao
SENHOR.” (Ex 35:29 ACF)
Alguns mestres que ensinam a obrigação de dizimar usam as
escrituras que declaram que se TRAGA, em vez de DAR o dízimo, a fim
de provar que este é obrigatório. Como veremos a seguir, o dízimo na
lei era obrigatório, enquanto as escrituras que mencionam o dízimo
ANTES DA LEI dizem que este era DADO. (Ver também a parte 16 -
"Alguns Pensamentos Sobre Melquisedeque" para futura discussão
sobre o dízimo antes da lei).

2. - O dízimo não era em dinheiro nem


baseado no ganho, mas baseado na TERRA.

Se dois fazendeiros fizessem a colheita de dez cenouras, cada


um, ambos seriam obrigados a dizimar uma cenoura. Sob o sistema
agrário do dízimo, não importava se um deles vendesse as nove
cenouras restantes por cinco e o outro por 10 dólares. O dízimo da
colheita não se relacionava ao ganho [mas à TERRA]. O dinheiro era
raramente uma coisa dizimada na Bíblia, se é que jamais o foi
(Neemias 13:10-13). Para ser realmente bíblico, o dizimo NÃO era
baseado no ganho ou no dinheiro, DE MODO ALGUM! [Deuteronômio
14:22-23; 18:1-5; 26:12; Neemias 10:38-39; 12:44; Levítico 27:30-33;
Josué 13:14]. O dízimo antes da lei era voluntário e baseado no lucro;
o dízimo na lei era obrigatório e baseado na PRODUÇÃO (agrária). Os
meios agrários (da terra) e o dízimo agrário eram baseados no que se
conseguia PRODUZIR na terra, em plantações e animais. Deus
ordenava que as pessoas trouxessem 1/10 da produção da terra,
ANTES de vendê-las. Então o dízimo não era baseado no ganho da
colheita. De fato, era contra a lei vender o dízimo. Era obrigação levar
o PRODUTO e não aquilo que dele resultasse (Levítico 27:28). Existem
muitas referências para dizimar o “excedente” (Por exemplo,
Deuteronômio 14:22, usando “tbuw’ah”), o que significa literalmente
fruto ou produto e, nos versos sobre dizimar, COMER o dízimo é
sempre mencionado. Notem em Neemias 13:10 que os levitas iam
para o CAMPO a fim de repor os dízimos em falta. Durante o tempo da
lei agrária a troca e substituição de produtos do dízimo era comum,
mas também havia SISTEMAS MONETÁRIOS em vigor (Gênesis 23:15-
16 e 42:25; Jeremias32:9-11; Deuteronômio 14:25 e Malaquias 3:5).
Mesmo assim, permanecia o dízimo agrário (baseado na terra).

Conforme o Dicionário Douglas/Teney da Bíblia NIV [a tradutora


e o site solascriptura-tt repudiam esta Bíblia], Levítico 27:31 deixa
claro que uma penalidade de 20% sobre o dízimo era cobrada de
alguém que redimisse o seu dízimo, e isto repudia o uso de
dinheiro como um pagamento [substituto] [do dízimo] .
Novamente, isso mostra que [o dízimo] não era baseado no ganho
[bruto] nem no dinheiro.

Deus deu por herança aos levitas os dízimos de Israel, em vez


da terra (Josué 13:14; Deuteronômio 10:6-9; 18:1-5, Números 18:21-
24). Os levitas davam os dízimos [dos seus dízimos] e ofertas aos
sacerdotes (Neemias 10:38, Números 18), mas, aparentemente, os
levitas não precisavam dizimar o ganho [bruto] da venda de
propriedades herdadas (Deuteronômio 18:6-8). Os levitas e sacerdotes
dependiam dos dízimos para COMER. A casa de Deus era um
ARMAZÉM e PONTO DE DISTRIBUIÇÃO para os sacrifícios, levitas,
sacerdotes e os necessitados “Trazei todos os dízimos à CASA DO
TESOURO, para que haja MANTIMENTO na Minha Casa, e
depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos,
se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre
vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a
recolherdes” (Malaquias 3:10). ([Ver também] Neemias 13:10-13; 1
Samuel 8:15, 17; 2 Crônicas 31:11; Deuteronômio 12:6-7; 17-19;
14:22-23). Na lei, houve [somente] uma exceção para se converter o
dízimo em dinheiro. Segundo muitos eruditos, tal exceção foi mais
tarde abolida. Deuteronômio 14:24-27 mostra essa antiga exceção,
provando que sistemas financeiros estavam em vigor, sem que o
dizimo fosse baseado em dinheiro. Nessa antiga exceção, poder-se-ia
vender o dízimo [da produção da terra] em circunstâncias específicas,
para se gastar o dinheiro no que se desejasse, contanto que isso
fosse compartilhado com o levita local. Esses versos também deixam
claro que “se a distância fosse longa demais para CARREGAR O SEU
DÍZIMO”, provando que o dízimo NÃO era baseado em dinheiro. O
Novo Testamento mostra os fariseus dizimando não sobre o lucro ou
dinheiro, mas sobre o que eles POSSUÍAM E CULTIVAVAM (Lucas
18:12; Mateus 23:23), mostrando que o dízimo era [baseado nos]
LUCRO e PRODUÇÃO AGRÁRIA.

3. - O ato de dizimar SEMPRE foi feito para


honrar a Deus. NUNCA foi feito para se
conseguir alguma coisa de volta nem para ser
equivalente a uma loteria cristã.

Nenhuma das palavras inglesas “sacrifice”, “offering” ou “gift”


corresponde às palavras bíblicas korban, corban ou quorban. (Ver a
palavra “gift” em Marcos 7:11), sendo estas derivadas de um verbo
que de um modo significa “estar perto” e do outro, “trazer para perto”.
No primeiro caso, ele se refere às próprias ofertas e no outro, aos
ofertantes, como sendo estes trazidos para perto de Deus. Hoje em
dia, a mentalidade de “dar para receber” é vergonhosamente pregada,
enquanto dar para honrar a Deus, ou ficar mais perto de Deus, é
mencionada apenas como formalidade.

Viver com débitos foi biblicamente reprovado e a usura tornou-


se ilegal entre os judeus. O cancelamento de dívidas cada sete anos e
o Ano do Jubileu cada cinqüenta anos, os quais eram LEI, já não se
encontram mais em efeito (Deuteronômio 15 e Levítico 25) [hoje em
dia]. Toda a Lei ou nada dela! [o autor deve estar querendo dizer que
ou toda a lei sobre propriedade e dívidas e dízimos deve ser tomada,
ou nada dela deve ser tomada.] No mundo hodierno, usar dinheiro
para "pagar os dízimos a fim de sair das dívidas” e, com tal pagamento
de dízimos, ficar devendo a alguém por serviços ou produtos já
recebidos ou contratados e NÃO pagá-los imediata e apropriadamente,
ou ter que tirar empréstimos pagando altos juros, é terrivelmente tolo,
enganoso e não escriturístico. Isso equivale a uma loteria ”cristã” e
aos cristãos imbuídos do “espírito de jogatina”.

Vejo que estamos numa cultura de débitos e não estou dizendo


que os cristãos devem estar 100% isentos de dívidas, ANTES de
ofertar qualquer dinheiro [para a obra de Deus]. Estou falando da
OBRIGAÇÃO (lei) de contribuir [para a obra de Deus], quando as
pessoas estão fazendo essas contribuições somente por obrigação, por
medo ou por motivação inapropriada, em vez de honrar suas
responsabilidades legais, resultando isso em dar desproporcionalmente
e entrar em mais débitos. Os pregadores de hoje raramente condenam
o contribuir [para a obra de Deus] através de entrar em débito, e,
vergonhosamente, até encorajam isso, chamando-o de um ato de fé.
Infelizmente, a realidade é que muitas vezes o contribuir através de
entrar ou se manter em débito é uma forma de jogo cristão, um jogo
de dados, um ato de desespero por parte de alguém que já está
sobrecarregado de dívidas.

Referindo-se à oferta da viúva, o mesmo Cristo que observou


ser sacrificial a abundância em dar, disse em outra parte para sermos
financeiramente responsáveis. Ele denunciou a prática de dar a Deus,
enquanto se ignoram as responsabilidades (Marcos 12:41-44; 7:10-13;
Mateus 22:21; 17:25-27). Romanos 13:7-8 diz: “Portanto, dai a cada um o
que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor,
temor; a quem honra, honra. A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com
que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.”

Nos dias de hoje, quando você não está em condições de dar


[seu dízimo e ofertas adicionais], logo lhe dirão para usar o seu cartão
de crédito ou assumir um compromisso [assinar notas promissórias,
etc.] de dar [o que contraria totalmente o mandamento supra citado].
Onde, por acaso, já foi uma dívida encorajada na Bíblia? Ela fala de
pessoas dando aquilo que possuíam e NÃO daquilo que seria através
de empréstimos e pagamento de juros [nem de deixar de pagar suas
obrigações]. Escutei, recentemente, numa TV cristã, que alguém
deveria entregar o montante de sua dívida ao Senhor e que esse
alguém iria receber uma resultante bênção divina para liquidar essa
dívida. Isso não passa de um jogo “cristão” antibíblico.

4 - A lei do dízimo era baseada num sistema


agrário (terra), dentro de um governo
teocrático e uma sociedade agrícola.

A terra era propriedade oficial do Senhor, "concedida para ser


usada” pela igreja [a tradutora e o site solascriptura-tt corrigem este
termo para Israel], com os levitas recebendo os dízimos de Israel, em
lugar [do uso] da terra (Levítico 25:23-24). Tal sistema já não existe,
daí por que muitos judeus já não dizimam. Poderia existir o argumento
de que uma forma de sistema agrário ainda existe com o governo
substituindo a igreja. Hoje, o governo é “proprietário” da terra e a
explora através de impostos e taxas. Todos pagam esse “dízimo”,
direta ou indiretamente ao governo, através de IPTUs, aluguéis,
impostos comerciais [ICMS, IPI, etc.] e impostos agrícolas.

O tempo do dízimo obrigatório corresponde ao princípio da


organização do governo do estado teocrático judaico, através da Lei de
Moisés, da exploração agrícola da terra pelo estado teocrático de
Israel, do sacerdócio levítico e do primeiro Templo judaico a Tenda do
Encontro [com Deus]. Seja feita uma distinção importante de que
numa teocracia a igreja É o governo, com todas as responsabilidades
de governo. Hoje a igreja já não explora a terra; não responde pelo
sistema judicial, legislativo e governamental; não mantém nem dirige
as forças armadas, nem a força policial; não cuida dos impostos, da
distribuição dos recursos públicos, dos serviços de saúde, do bem
estar social, das aposentadorias, nem de outras responsabilidades
governamentais. O governo teocrático judaico fazia tudo isso, e muito
mais, sob a Lei. Nos USA [e no Brasil, e em todos os países
ocidentais], a igreja e o estado são SEPARADOS e muito mais de
10% são pagos em impostos, pela substancial maioria dos americanos
[e brasileiros], às funções governamentais e já não mais à igreja. De
vinte e cinco até trinta por cento das taxas americanas [e brasileiras]
vão para uma variedade de causas, enquanto que muitas, se não a
maioria, são manuseadas pela igreja, num governo teocrático. Hoje
em dia, as deduções de pagamentos e outras taxas até ajudam na
isenção de impostos, diminuindo os lucros, inclusive as doações feitas
às igrejas.

Samuel advertiu o povo de Deus no sentido de que se este


abandonasse a forma de governo teocrático, os dízimos seriam
cobrados do povo, levando-o a protestar em razão das exigências
governamentais (1 Samuel 8:2-22). A história está repleta de
exemplos de excessivas exigências governamentais e a maioria dos
americanos [e brasileiros] já é triplamente "dizimada” em seus
impostos pelas funções do governo, que teriam sido antes
manuseadas pela igreja, numa teocracia.
5 - Sob o sistema agrário de dizimar, o estado
teocrático de Israel tinha encargos com
relação a manusear e distribuir os dízimos.
Tais encargos já não se encontram em efeito.

O estado teocrático, sob a lei agrária de dizimar, tinha


responsabilidades específicas sociais e comunitárias por causa da lei,
tais como: usar uma porcentagem para ajudar os pobres
(Deuteronômio 14:28-29; 2 Crônicas 31:14-15; Neemias 13:12-13).
Em alguns casos, o estado teocrático dava também pensões a certos
membros (2 Crônicas 31:16-18). O uso comunitário e a distribuição era
para os levitas, sacerdotes, estrangeiros, peregrinos, órfãos e viúvas
(Deuteronômio 26:12 e 14:29). Não existem mais
esses encargos para a distribuição comunitária do dízimo, na igreja
de hoje. Cada igreja cristã que tenho visto ensinando o que é
incorretamente chamado “dízimo bíblico”como lei, não está praticando
realmente o dízimo, conforme os pactos exigidos (Deuteronômio
26:12-15), responsabilidades comunitárias e distribuição de recursos
pela igreja, conforme evidenciado no Livro de Atos. Na igreja do Novo
testamento, as pessoas vendiam o que possuíam e entregavam o
resultado à igreja, para que ninguém ficasse em falta (Atos 4:34-35).
Convém notar que, sob a lei, as responsabilidades comunitárias eram
encargos obrigatórios, enquanto as doações do Novo Testamento
eram VOLUNTÁRIAS e o dízimo jamais foi mencionado (Atos 4:34-35 e
5:4). Pedro falou para Ananias: “Guardando-a não ficava para TI? E, vendida,
não estava em teu poder?” Ele jamais falou: “Você era obrigado a trazer o
dízimo dessa venda”. Paulo também encorajou o sistema de
distribuição de recursos, na 2 Coríntios 8:13-15 e em Romanos 12:13.
O propósito do Velho e do Novo Testamentos em relação à riqueza
não era ficar rico ou impressionar as pessoas, mas realizar a obra de
Deus e compartilhar as necessidades (Deuteronômio 15, Levítico 25,
Mateus 19:21 e Efésios 4:28).

Hoje em dia, um sistema de distribuição de recursos, conforme


a igreja primitiva do Novo Testamento, seria impossível e teria uma
aparência de seita. Contudo, o princípio de usar o supérfluo de
alguém para suprir as necessidades de outrem permanece claro
através do Novo Testamento. Hoje em dia, muitas pessoas dão o
“dízimo” a um povo rico e bem sucedido, com pouca ou nenhuma
consideração pelos realmente necessitados. O objetivo de dar tem se
tornado o de receber, em vez de distribuir os recursos aos carentes e
a outros. Cristo ensinou ao jovem rico que vendesse suas possessões e
desse esmolas aos pobres (Lucas 12:33). Deus ficou impressionado
porque Salomão não Lhe pediu riqueza como prioridade de sua vida (2
Crônicas 1:7-12).

6 – O Dízimo, segundo se ensina hoje, foi


modificado e já NÃO corresponde ao dízimo
bíblico.

Deus destinou os dízimos aos levitas em recompensa pelos seus


serviços e por não terem recebido a herança pessoal da terra. Os
levitas davam aos sacerdotes o dízimo dos dízimos que recebiam. O
Cristianismo não tem um sistema agrícola nem levitas, e cada cristão
agora é um sacerdote, é o templo e um co-trabalhador com Cristo (2
Pedro 2:5-9; Apocalipse 1:6; 5:10. 20:6).

De cada judeu era exigido, pela Lei Levítica, que fossem pagos
três dízimos [dos lucros] de sua propriedade:
1. - Um dízimo para os levitas;
2. - Um dízimo para uso do Templo e para as grandes festas; e
3. - Um dízimo para os pobres da terra. [Números 18, Deuteronômio
14]

Em vista do acima exposto, é claro que qualquer igreja que


exigisse o dízimo deveria estar gastando PELO MENOS UM TERÇO de
sua entrada com os pobres, visto como essa era a exigência sob a lei
do dízimo obrigatório. Será que existe alguma igreja que se aproxime
disso? Não conheço uma sequer! Contudo, não é incomum o fato de
alguns ministros [eu diria muitos] chamarem seus paroquianos de
ladrões, quando estes não entregam o dízimo. Toda a Lei ou nada
dela! [o autor deve estar querendo dizer que ou toda a lei sobre
propriedade e dívidas e dízimos deve ser tomada, ou nada dela deve
ser tomada.]

Os dois únicos exemplo de dízimos antes da lei, em Gênesis,


foram voluntários, não rotineiros e baseados no lucro. A lei bíblica de
dizimar era na base agrária (da terra). Nenhum desses dízimos era
dado em dinheiro, conforme geralmente se ensina hoje. As pessoas
não deveriam estar “criativamente inventando” uma doutrina
ensinando que o dízimo bíblico é dar 10% da renda bruta ou líquida,
apanhando e escolhendo qual a parte da lei que elas devem seguir,
determinando quantias ou misturando a lei com a graça. A Bíblia é
clara sobre o que era o dízimo, antes e durante a vigência da Lei e
como deve ser manipulado. Um dízimo corresponde a 1/10... Mas 1/10
sobre o que e... como? Se alguém quer ensinar que o dízimo é 1/10 da
renda bruta ou líquida, que NÃO chame isso de dízimo bíblico. E caso
seja esse o SEU plano, tenha muito cuidado para NÃO colocar pedras
de tropeço no caminho das pessoas, pressupondo que o seu plano é a
Lei de Deus, resultando em castigo, caso não seja obedecido.

O dízimo NÃO PODE ser praticado conforme o foi nos tempos


bíblicos, porque a lei do sistema agrário, dos sacrifícios, do
cancelamento de dívidas, do Ano do Jubileu e outros fatos inter-
relacionados foram todos abolidos. Além disso, as igrejas não têm lei
alguma substituindo-os, para exigir as responsabilidades comunitárias
da distribuição de recursos, conforme o dizimar na lei agrária. Nesse
caso, seria melhor deixar inteiramente de lado a palavra “dizimar”,
nesta Era da Graça, a fim de evitar a mistura da Lei com a Graça,
como tem sido tão comum hoje em dia.

Contudo, isso deve ser difícil em razão da “dizimomania” que


tem varrido a terra. Muitos vão acreditar que um “plano de dar” vai
assistir, contribuir e ajudar as pessoas a decidir o que é apropriado a
dar, o que será brevemente discutido.

7 - Controle, ambição ou completa ignorância


constituem a motivação por trás de muitas das
mensagens atuais sobre o dízimo obrigatório.

O Novo testamento é claro neste ponto; somos comandados a


dar. Para sermos abençoados devemos dar generosa, alegre e
voluntariamente, não por necessidade, mas conforme nossas posses,
em espírito de fé, amor e retidão. O Novo Testamento NÃO estabelece
claramente, de modo algum, quantia ou porcentagem. Paulo NÃO diz
para darmos conforme uma porcentagem, mesmo estando a par do
ato de dizimar (1 Coríntios 16:2) [Paulo ordenava que se fizessem as
coletas antes dele chegar, o que demonstra a sua preocupação de
jamais induzir - com a sua presença - os crentes a darem essas
ofertas]. Várias vezes Paulo compara o dar voluntariamente com dar
fruto e com ofertas queimadas (o seu uso da terminologia do VT (fruto
e ofertas queimadas), semmencionar o dízimo, NÃO poderia ter sido
um lapso, em razão de sua ascendência judaica (Filipenses 4:17-18;
Romanos 15:26-28). A Bíblia ensina a dar, conforme o Senhor nos tem
feito prosperar e conforme nossa capacidade e posses (2 Coríntios
8:11; 9:5-13 e Atos 11:29). A palavra “meios” tem o significado grego
de possessão e propriedade. Isso quer dizer que você está dando o
que é totalmente seu e não o que se baseia de crediários ou juros.

O Dadivar embasado na Fé da Aliança Abraâmica [em


inglês: F.A.C.T. - Faith-based Abrahamic Covenant Tithing] - já
resumidamente discutido, pode ser ensinado como uma prática
voluntária embasada na fé e na graça, evitando, contudo, toda
controvérsia sobre a mutilada doutrina do dizimar hoje ensinada. Por
que não se ensina o dizimar dessa maneira? É por causa
do controle [desejo de controlar as pessoas], da ambição e, algumas
vezes, da ignorância. A ignorância corre livre, e é mais fácil e rendoso
controlar as pessoas através do sentimento de culpa e obrigação.
Chamar os não dizimistas de ladrões, ou pregar o dízimo junto com a
condenação, com a obrigação e com o medo, com relação a
específicas quantias dadas, sem o conhecimento do sacrifício, da fé e
dos compromissos (que serão discutidos mais tarde), e a intenção que
moveu o doador, é o mesmo que pregar a lei. É também uma pedra
de tropeço, não é escriturístico, sendo, portanto, um pecado. [Pagar]
uma CONTA obrigatória [e sendo cobrada com pressão] não pode ser
“dar” e “Tudo que não é de fé é PECADO”, portanto, vamos acabar com
a F.I.C.T.I.O.N. (Fear Induced Condemnation That Is Oppressive & N
egative, traduzido como Condenação Induzida pelo Medo, o Que É
Opressivo e Negativo). Cristo ensinou que um homem deveria vender
tudo que tinha e dar aos pobres (Marcos 10:21), contudo ficou
satisfeito quando o outro [Zaqueu] prometeu que daria a metade dos
seus bens aos pobres (Lucas 19:1-10), o que mostra claramente que
quantias específicas não são importantes para a Deus.

A história das duas pequenas moedas da viúva torna


meridianamente claro que a relação com o dinheiro, a atitude do
doador e o sacrifício é que são importantes. Cristo disse que a viúva
havia ofertado MAIS do que os ricos, apesar dos ricos terem ofertado
mais (Marcos 12:41-44). Cristo focalizou claramente o sacrifício feito e
NÃO as quantias ofertadas. Os mestres do dízimo obrigatório apelam
estupidamente para o fato de que uma pessoa rica poderia dizimar
sem fazer sacrifício algum, em razão de sua renda. Para um rico fazer
o mesmo sacrifício de uma pessoa pobre, quando esta dá 10%, ele
teria de dar 90% ou mais de sua renda. A Bíblia está cheia de
admoestações contra a opressão aos pobres. A intricada doutrina do
dízimo obrigatório, baseada na entrada da renda, nos dias de hoje, é
uma coisa que Deus NÃO iria autorizar, visto como oprime os pobres.
Lembrem-se que a lei do dízimo obrigatório não era baseada na
entrada da renda, conforme ficou claro na seção 2. Cristo ficou
impressionado com o sacrifício feito na oferta e NÃO com as quantias
ofertadas. Se uma pessoa rica dá 10% sem sentir sacrifício, o mesmo
Cristo, que não se impressionou com as grandes ofertas em Marcos
12:41-44, também não se impressionará com as mesmas ofertas,
hoje.

Alguns ensinam, ofensiva e desavergonhadamente, o "dizimar"


como lei. Muitos usam sutis distorções mentais que chegam a esse
ponto: “Não, o dízimo não é obrigatório, mas se você é um filho de
Deus, vai querer dar 10% de sua renda” ou então usam uma técnica
semelhante de obrigação e culpa. A outros dizem que não entreguem
o seu dinheiro a alguém em necessidade, mas a “um ministério, onde
a unção financeira está fluindo”. É então “sugerido” que sem isso não
haverá bênção. Outros ainda têm a desfaçatez de dizer: “Não fui eu
quem disse isso, foi Deus”. Um boato aplicado a uma Escritura mal
aplicada ou ainda a mal aplicada “maldição de Malaquias”, serão
discutidos na seção 10. Outros dizem: “Todo o seu dinheiro pertence a
Deus.” Conquanto todas as coisas pertençam a Deus, convém lembrar
que Ele também disse: “O trabalhador é digno do seu salário”. E que a
Escritura é válida para todos, não somente para os que fazem a obra
de Deus. Cristo ensinou que vendêssemos o que temos para dar aos
pobres, mostrando a respeito do dinheiro um foco consideravelmente
diferente do que demonstram os modernos líderes da prosperidade:
“Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam;
tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não
(Lucas 12:33). Enquanto isso, muitos líderes de igreja, hoje em dia,
rói.
contentam-se em pregar uma mensagem mista, quanto a se o dízimo
é ou não é obrigatório [deixando os membros de suas igrejas cada vez
mais confusos quanto ao assunto]. Essa F.I.C.T.I.O.N. precisa acabar!

Alguns chegam ao extremo de ensinar que o dízimo obrigatório


é simplesmente uma “janela aberta às bênçãos” e que “dizimar além
do dízimo é que produz uma tempestade de bênçãos” [Quem tem
medo de tempestades, como eu, continue sendo um
crente não dizimista, como eu!]. Com uma média de 30 a 35% de sua
renda entregue ao governo, para que este exerça as funções que a
igreja não mais exerce, dando mais 10% de dízimos MAIS ofertas,
presume-se que os americanos doem no mínimo 50% de sua renda
bruta, conforme a pregação dos mestres do dízimo obrigatório. [No
Brasil os impostos do governo já atingem uma faixa de quase 50%.
Nesse caso, o brasileiro que entrega o dízimo retém apenas 40% do
que ele recebe de renda bruta... Então é o caso de indagar: Deus
deseja ver os Seus filhos passando necessidade, enquanto os
líderes malaquianos se locupletam de bens?]

O antigo ditado: “Deus não se deixa vencer em


generosidade”! é realmente correto. JAMAIS poderíamos dar mais do
que Deus nos dá. Contudo, levar as pessoas a crer que elas podem dar
indiscriminadamente o seu dinheiro para terem suas necessidades
miraculosamente supridas, é infantil e, de modo algum, tem respaldo
nas Escrituras. Deus deixa bem claro que devemos ser responsáveis
e auto-sustentáveis, sem dependermos dos outros. Isso não quer dizer
que Ele não abençoe o ato de dar com sacrifício. ELE O FAZ. Refiro-me
ao dar sem responsabilidade, ao dar indiscriminado, manipulado ou
impropriamente motivado e coagido.

Certo ministro declarou: “Não vamos permitir que façam


trabalho na igreja pessoas que não sejam dizimistas fiéis!” Este é um
édito FEITO PELO HOMEM e DE MODO ALGUM é espiritual. Será que
Paulo alguma vez exigiu dinheiro para alguém servir às igrejas? Será
que o Novo Testamento tornou o dízimo obrigatório para o exercício
de QUALQUER cargo nas igrejas? [Imaginem Paulo recomendando:
Timóteo, antes do Apolo servir à igreja tal, veja se ele é
um dizimista fiel!]. Primeiro, esses ministros parecem ignorar que para
os crentes que escolhem o modo bíblico de dizimar, conforme este
documento, TUDO deveria ser dizimado ao Senhor: os dons, os
talentos, as posses, o tempo, etc. Contudo, duvido que esses ministros
tenham se preocupado em indagar a qualquer uma dessas pessoas
do corpo de Cristo, sobre as suas carências. Parece que a
sua única preocupação é com o que estas estariam dando em
dinheiro ao templo... Os hebreus sob a lei agrária eram obrigados a
declarar, honestamente, que haviam dado o dízimo “aos levitas, aos
estrangeiros, aos peregrinos, aos órfãos e às viúvas” (Deuteronômio
26:134-15). [No contexto atual, o crente que reside num prédio de
classe média baixa (ou pobre), em vez de dar o dízimo, deveria ajudar
os vizinhos mais pobres, uma vez que Paulo diz em Gálatas 5:14: “toda
a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. ]
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******

Será que os defensores do dízimo obrigatório, levam em conta o


dinheiro de origem duvidosa, da negligência nos pagamentos, dos
compromissos de dizimar, com o crente contraindo dívidas
para isso? Todas essas considerações são bíblicas e poderão acarretar
a REJEIÇÃO divina ao dízimo. Não consigo me lembrar de
ter uma única vez escutado qualquer mensagem sobre essas
considerações bíblicas. A verdade é que muitos ministros do dízimo
obrigatório não se importariam com a origem “corrupta” do mesmo,
contanto que o recebam... Contudo, Deus fica muito mais satisfeito
com uma vida HONESTA E RESPONSÁVEL do que com aquele crente
que dá, movido pelo temor e deslumbrado com as grandes igrejas!

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***

A lei de dar por obrigação era em geral flexível. Existem muitos


exemplos bíblicos com relação ao dar obrigatório, dizendo por
exemplo: “Quem não tiver um touro, pode dar uma pomba; se não
tiver uma pomba, que dê uma taça de farinha, etc.” Pelo visto, a lei
tinha muito maior consideração às realidades da vida do que muitos
pregadores atuais da prosperidade (Ver Levítico 12:6).

Imaginem a situação de duas pessoas vivendo separadamente,


cada uma ganhando 400 dólares por semana. Uma delas não tem
despesa alguma para viver, enquanto a outra tem dois paralíticos em
casa para serem cuidados. Imaginem outra situação em que duas
pessoas ganham 500 dólares por semana. Uma delas mora com os
pais, sem pagar aluguel, enquanto a outra mora num apartamento
alugado, com três filhos para criar, com um dos filhos deficiente, sem
plano de saúde... Pois o dízimo obrigatório ordena que TODAS essas
pessoas dêem exatamente o mesmo, a fim de não serem
amaldiçoadas! [Será que Deus aprovaria isso?] Isso é um absurdo! As
despesas de nossa vida devem ser responsavelmente manuseadas,
segundo a Escritura, e o dinheiro que é gasto com enfermidade ou
necessidade certamente faz parte da “obra de Cristo”. Quem diz o
contrário é um legalista, sem consideração com o próximo, um imaturo
e ambicioso.

Quando satisfazemos as necessidades do outro estamos


realizando a obra de Cristo (Mateus 25:31-46). As cegas REGRAS DA
LEI com relação às quantias, NÃO são o DAR que o Novo Testamento
ensina realmente. Quando Paulo fala em dar, ele sempre deixa claro
que não era um mandamento ou lei [2Coríntios 8:8). Cristo e Paulo
fazem claro que o sacrifício é mais importante do que
as quantias (Marcos 12:42-44; 2 Coríntios 8:1-5,12). Cristo nos
ensinou a nos libertarmos do dar por obrigação (Mateus 17:24-27).

8 - Deus é Soberano e as recompensas podem


não ser vistas, conforme se espera nesta vida.

A história de Jó pode ser resumida em duas declarações:


Primeira, não questione Deus por causa das coisas ruins que possam
acontecer com as pessoas boas.
Segunda, não julgue as pessoas em tempos difíceis, porque os
caminhos de Deus estão acima de nossa capacidade de compreensão.

Jó deixa claro que muitas vezes as circunstâncias da vida podem


não estar completamente relacionadas com ações da pessoa. A vida
pode ser cíclica e, algumas vezes, parecer completamente má e
injusta. Ensinar que dar é de certa maneira garantir uma
situação particular da vida é imaturo e não escriturístico.

O Soberano Senhor pode dar e tomar, independente da pessoa


dar ou de sua espiritualidade. A história de Lázaro mostra um homem
que viveu e morreu na pobreza e, contudo, foi levado por anjos ao
seio de Abraão, enquanto o rico foi para o inferno (Lucas 16:19-22).
Circunstâncias financeiras da vida não refletem necessariamente a
condição espiritual. A Bíblia está repleta de admoestações sobre as
armadilhas do dinheiro.

Muitos ensinam que dizimar é uma forma de “proteção ao


dinheiro”, que garantirá o dizimista contra prejuízos, acidentes e
outras calamidades da vida. Certo pregador disse: “Se eu não
dizimasse teria medo de atravessar a rua”. Outro disse: “Sei que posso
evitar as calamidades, pois dou o dízimo”. Estes pregadores precisam
aprender duas lições. Uma delas é lidar com as realidades, conforme é
ensinado na história de Jó. A outra é aprender sobre a vida dos
apóstolos e incontáveis outros cristãos, que sofreram através dos
tempos, por amor a Deus, à verdade e à causa de Cristo. Todos os
apóstolos, exceto um deles, foram martirizados. Muitos
experimentaram bofetadas, apedrejamentos, naufrágios e outras
calamidades e problemas, pois “Muitas são as aflições do justo, mas o
SENHOR O LIVRA de todas” (Salmos 34:19). (Ler também Atos 14:22).
Muitos dos pregadores “bem vestidos” de hoje são ignorantes. Eles
vão aonde são bem recebidos, bem pagos e aplaudidos, e consideram
qualquer crítica - válida ou inválida - como “perseguição pela causa de
Cristo” como se o criticismo os igualasse àqueles que têm REALMENTE
sofrido ou estão realmente sofrendo por causa de Cristo. O
Cristianismo ao estilo Poliana [heroína de livros infantis que sempre
estava feliz e alegre] é imaturo e sempre conduz a problemas. A
realidade é que a maioria de todos nós cresce mais com a dor, com as
acusações e tribulações do que com a facilidade, o conforto e as águas
plácidas.

Devemos examinar TODA a Escritura e não apenas as


promessas de prosperidade que [homens] gotejam em nossos ouvidos.
Paulo diz que Deus nos abençoa com abundância em todas as coisas
(Filipenses 4:19), CONQUANTO falando também de receber uma
oferta para os cristãos necessitados. Ele jamais sugeriu que esses
cristãos tivessem ficado pobres por causa da falta de fé ou da má
conduta. De fato, ele até ensina que em outro tempo poderia até ser
que esses cristãos doadores pudessem vir a ter necessidade, como os
atuais necessitados, mesmo tendo sido abençoados e capazes de
levantar oferta, nessa ocasião, e abençoá-los.

Paulo disse claramente que a vida não significa uma bênção


financeira atrás da outra, sem jamais acontecer uma carência (2
Coríntios 9:5-13 e 8:13-15). Será que é possível admitir que Pedro não
tivesse fé, nem levava uma vida correta e bem sucedida, quando disse
àquele mendigo: “Não tenho prata nem ouro...” (Atos 3:6)? Será que Maria
não tinha uma vida correta? Pois ela teve de levar uma oferta de
pobre para ser purificada (Lucas 2:22-24; Levítico 12:6-8).
Francamente, acho que se a maioria dos cristãos atuais tivesse de
viver, durante um ano, conforme a igreja primitiva viveu ou como
viveram os apóstolos, iria se afastar das coisas supérfluas. O mesmo
Cristo que disse: “Dai e vos será dado”, também ensinou a dar a quem
não podia retribuir, com uma bênção, na ressurreição, à pessoa que
deu (Lucas 14:12-14).
9 - Cristo NÃO ensinou a dar 10% da renda
[bruta] de alguém, contudo permanece o
princípio de sustentar ministros e igrejas.

Havia um bem estabelecido sistema em vigor, no tempo de


Cristo. Contudo, a ÚNICA menção direta sobre o dízimo foi feita a um
JUDEU, ainda sob a lei e o dízimo era em HORTALIÇAS (agrário). NÃO
em dinheiro ou lucro pela venda das hortaliças (Mateus 23:23; Lucas
11:42). Certamente havia um comércio de ervas e condimentos (João
12:5 e Marcos 14:3-5), contudo os dízimos mencionados por Jesus
eram claramente dados em hortaliças e não em dinheiro destas
procedentes.

Nesse caso, devemos dizer aos cristãos de hoje que eles devem
dizimar com hortaliças? Ou será que devemos dar um pulo totalmente
antibíblico das hortaliças para os 10% da renda em dinheiro? Cristo
também ordenou que alguns realizassem a purificação cerimonial,
lavagem dos pés e celebração dos dias santos e das festas judaicas.
Então, porque não se exigem mais essas coisas dos cristãos, hoje em
dia? [Será porque não dão o mesmo lucro?]. TODA a Lei ou nada dela!
[o autor deve estar querendo dizer que ou toda a lei sobre propriedade
e dívidas e dízimos deve ser tomada, ou nada dela deve ser tomada.]
NEM MESMO nos ensinos aos judeus Cristo ensinou a dar o dízimo
como prioridade para Deus (Lucas 18:9-14), dizendo que havia coisas
mais importantes com que se preocuparem (Mateus 23:23). Além
disso, considerem-se as várias traduções com referência à menção de
Jesus do dízimo e observem as significativas mudanças...

[Nota da tradutora: Aqui deixo de traduzir as comparações nas


várias traduções da Bíblia].

Conquanto os mandamentos para dizimar não existam no Novo


Testamento, o princípio de que a igreja e os ministros podem ser
sustentados é uma indisputável doutrina do Novo Testamento (1
Coríntios 9:6-9, 13,14 e Lucas 10:7). Convém notar que, às vezes,
Paulo não se recusou a receber doações, quando achou que o Senhor
seria assim mais bem servido. (1 Coríntios 9:13-19).
10 - Malaquias 3 está sendo usado como
“bruxaria cristã”.

Malaquias 3:8-12 tem sido rotineiramente retirado do contexto e


usado como maldição, uma espécie de ”bruxaria cristã” pelos pastores
ambiciosos e manipuladores, alguns deles cegos pela ignorância
bíblica. Malaquias foi escrito para um Israel que existia sob a lei. O
dízimo era agrário e NÃO baseado na renda. Israel havia se tornado
relapso, os sacerdotes NÃO faziam o seu trabalho, os sacrifícios eram
corrompidos e rejeitados por Deus, com o povo negligenciando
totalmente as leis matrimoniais e a manutenção e restauração da Casa
de Deus. Já não se faziam sacrifícios aceitáveis.

Usar Malaquias como “maldição” contra pessoas salvas, que


confiam no perfeito sacrifício de Cristo, pessoas que respeitam o
matrimônio e não estão negligenciando o templo do Novo Testamento
(ou seja, o seu corpo e condição espiritual), nem faltam às reuniões do
“Corpo de Cristo”, é aplicar erroneamente a Palavra d Deus,
visando lucro financeiro. Vejam o que declara o autor de
um bestseller sobre o dízimo obrigatório:

”Todo cristão que não está honrando Deus com o dízimo é


culpado de estar roubando-O; está vivendo sob uma maldição e ficará
na escravidão financeira, até que obedeça a Palavra de Deus e comece
a dizimar. O dízimo quebra a maldição.” (“God’s Financial Plan”, por
Norman Robertson, p. 61, #12). [Este malaquiano é quem deveria ser
amaldiçoado por torcer de tal maneira a Palavra Santa].

Isso é o que deve ser dito a uma pessoa salva? O sacrifício de


Cristo não é suficiente? Será que Cristo removeu todas as
maldições, menos a maldição financeira? Isso é
plano F.I.C.T.I.O.N. (Fear Induced Condemnation That Is Opressive &
Negative, traduzido como Condenação Induzida pelo Medo Que É
Opressivo e Negativo). Esta declaração mistura a lei com a graça,
deixando de manejar corretamente a Palavra da Verdade,
constituindo-se em pedra de tropeço, não sendo um artigo de fé e,
portanto, sendo pecado.

Recentemente escutei um ministro lançar a despropositada


maldição de Malaquias à igreja, declarando que estava cansado de ver
a sua igreja sem receber as bênçãos totais de Deus, por causa
dos ladrões que entraram na igreja e não dizimavam, dando somente
uma renda de fonte corrupta. Será que esse ministro iria recusar
todo o dinheiro desses “ladrões não dizimistas”? Por que iria ele
participar de sua “ladroagem e pecado”, aceitando o dinheiro de uma
“fonte corrupta?” (Malaquias 1:10; Amós 5:22) ...

Para estar certo de que não haveria engano na lei do dízimo


agrário sob a lei, cada hebreu tinha de fazer uma declaração de
honestidade perante o Senhor (Deuteronômio 26:13-15). Essa
declaração obrigatória também especificava que o dízimo tinha sido
dado honestamente “... ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva”.

11 - Viva erradamente ou dê erradamente, e


de nada lhe aproveitará dar.

Devemos manejar corretamente a Palavra da Verdade. A 1


Coríntios 13 esclarece: “E ainda que distribuísse TODA a minha fortuna para
sustento dos pobres e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não
Esse é o amor ÁGAPE. Sugiro
tivesse amor, NADA disso me aproveitaria”.
que quem dá com o propósito de receber está impropriamente
motivado, pois NÃO é dado com amor ÁGAPE. Devemos dar por
amor, porque isso é correto. Tudo que recebemos de Deus é pela
GRAÇA através da fé em Jesus Cristo e Ele jamais nos ensinou a nos
basearmos em obras (Lucas 18:9-14). A Escritura ensina que Deus não
aceita ofertas de pessoas que vivem desonestamente e que
não dêem com espírito reto. (Malaquias 1:10; Amós 5:22, 1 Coríntios
13:3).

O Novo Testamento sempre APERFEIÇOA a lei. No Novo


Testamento a INTENÇÃO é mais importante do que a REGRA. Segundo
nos esclarece a 1 Coríntios 13, TUDO que é dado com falsas
intenções de lucro resulta em NENHUM lucro individual. As promessas
de Deus são de fé e esperança, mas dar sem amor ÁGAPE não dá
resultado algum. Alguém pode crer e esperar por boas coisas do Pai,
sem dar com o objetivo principal de receber. De outro modo, esse ato
se torna centrado em obras. E tudo que afeta e perfeita obra de
Cristo não provém de Deus. (ver Lucas 18:9-14).
12. - O Dizimo antes e durante a lei JAMAIS foi
o mesmo que a oferta das primícias

Muitos mestres do dízimo obrigatório confundem o dízimo com a


oferta das primícias. Por não saberem manejar corretamente a Palavra
da Verdade, muitas escrituras com relação a dar as primícias são mal
aplicadas, a fim de darem suporte à doutrina do dízimo obrigatório. A
oferta das primícias acontecia quando os israelitas traziam como oferta
a primeira porção dos frutos colhidos. Isto era visto como um penhor-
promessa referente às colheitas futuras, as quais, então, seriam
dizimadas. [Era uma forma de promessa de que os dízimos das
colheitas seriam entregues]. A oferta das primícias NUNCA foi dizimo,
antes nem durante a vigência da Lei Mosaica.

13 - A obra de Cristo não deve ser vista


como promessa de que seremos bem
sucedidos e nos tornaremos ricos.

Agora vou inserir alguns comentários de uma entrevista feita com o ex-
pregador pentecostal, Jim Baker, depois que ele se arrependeu e Deus
ressuscitou o seu ministério [a tradutora e o site solascriptura-tt repudiam as
doutrinas e obras de Baker, seu ministério era mau antes da sua queda em
pecado e seu afastamento do ministério, e continua mal depois que voltou a
ele]:

“Sobre a pregação da prosperidade: Comecei a ler e escrever


cada palavra conforme registrada no Evangelho. Chorei por ter estado tão
errado, pregando outro evangelho e outro Jesus. Jesus chamou a riqueza de
enganosa. Ele também disse: ‘Ai dos ricos’ e que ‘Não se pode servir a Deus e às
riquezas’ (Mateus 6:24; Lucas 16:13). Ele jamais colocou os ricos e as riquezas
num foco positivo. Como eu pude desperdiçar tanto tempo enfatizando
bênçãos financeiras?

Eu costumava citar a 3 João 2 dizendo: ‘Acima de tudo, Deus deseja


que vocês prosperem’. Eu amava essa passagem da Escritura. Ela parece
ótima, num cenário da TV, quando se levantam fundos, e eu as interpretava
como se Deus desejasse que fôssemos todos ricos. Mas quando cheguei às
palavras de João, pensei: ‘Ora, isso não faz sentido.’ Então procurei a palavra
‘próspero’ no Grego e descobri que ela é composta de dois vocábulos: o
primeiro significando ‘bom’ ou ‘bem’ e o segundo significando ‘jornada’. É
uma palavra progressiva, então parece uma jornada.

Então, temos aqui basicamente o que João quis dizer: ‘Amado. Desejo-
lhe uma boa jornada pela vida, do mesmo modo como sua alma tem feito
uma boa jornada para o céu’. Era uma saudação! Construir uma teologia
sobre esse verso é o mesmo que edificar a igreja sobe a frase ‘Tenha um dia
feliz!’

Comecei a examinar as passagens da Escritura, usadas no ensino da


prosperidade, tais como “Dai, e ser-vos-á dado’ (Lucas 6:38). Mas quando fui
ao contexto da Escritura, descobri que Cristo estava nos ensinando que na
mesma medida em que perdoamos somos também perdoados. Ele estava
ensinando o perdão, não dinheiro. Ele estava nos ensinando que na medida
em que perdoamos somos também perdoados.

Eu costumava copiar meus sermões de outros pregadores. A Bíblia


admoesta os pastores que obtêm suas mensagens de outros. Acho que a
razão de termos hoje outro evangelho e outro Jesus sendo pregados é porque
os pregadores tiram seus sermões dos outros e do ensino motivacional. Uma
porção do que está sendo ensinado hoje é simplesmente ensino motivacional,
com um pouco de Escritura nele inserido”.

Para alguns pregadores o Cristianismo dos tempos atuais


parece nada mais do que um bolo de sucesso com uma camada de
cobertura cristã. Para eles “a riqueza é igual à piedade’. E ‘a falta de
riqueza é igual à 'maldição' ”. Mas vamos ler Tiago 1:9-11: “Mas glorie-
se o irmão abatido na sua exaltação, e o rico em seu abatimento; porque ele passará
como a flor da erva. porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a
formosa aparência do seu aspecto perece; assim se murchará também o rico em
seus caminhos”. Muitos arrogantes mestres da prosperidade olham com
desdém para os pobres, esquecendo que uma boa fatia do seu
dinheiro provém dos baixos salários do trabalhador. Tal arrogância
leva muitos deles a acreditarem que “Deus sempre se encontra onde o
dinheiro está fluindo”. Muitos dos que são escravos da doutrina da
prosperidade pensam assim: “Ora, se eu estou faturando tanto
dinheiro, isso só pode ser de Deus!”

Deus já não habita em templos. As PESSOAS é que são a


Casa de Tesouro de Deus e o Corpo de Cristo. Mesmo com tanta
“revelação” grassando, hoje em dia, na igreja, elas não conseguem
entender isso e muitos continuam a buscar no Velho
Testamento a [extinta] glória do Templo. A Casa do Tesouro de
Deus agora é agora constituída pelo SEU POVO.
Certa igreja gastou milhares de dólares na aquisição de aparelhos
eletrônicos de som e em computadores. Mas não pôde ajudar um
cristão carente, o qual , por motivo de doença, não dispunha de uma
pequena quantia para não perder o seu veículo utilitário [utilizado e
vital para seu trabalho]. A obra de Cristo e do Corpo de Cristo é mais
do que os cofres da igreja e seus edifícios. Ela deve ser compartilhada
com as necessidades das PESSOAS, em muitos níveis diferentes, ONDE
QUER que estas se encontrem.

Quem gasta dinheiro num ministério de presos, está gastando-o


para Cristo. Quem alimenta o próximo faminto, está alimentando a
obra de Cristo. Conquanto a igreja local não deva ser
negligenciada, não existe qualquer Escritura dizendo que todo o
dinheiro destinado a Deus tenha de entrar na igreja, para os cofres
dos ministros. Muitos pregadores e igrejas até fazem parecer que o
único doar que é "para o Senhor" é o doar para eles. Certa vez escutei
um deles dizer: “Se alguém à sua esquerda ou à sua direita precisar de
pneus ou se você precisa de muletas para o seu filho, você precisa dar
o dízimo [para o pastor de sua igreja], antes de pensar nessas
coisas”. [Esse pastor nunca leu a 1 Timóteo 5:8, que diz: “Mas, se
alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e
Como se ajudar o irmão ou satisfazer as
é pior do que o infiel”. ...
necessidades da família não fosse a verdadeira obra de Deus!]
Leiamos a história do Bom Samaritano. Quantos estão pagando aos
outros para fazerem a SUA obra. Estão pagando aos outros para que
esses ministrem em SEU LUGAR. Muitos estão dizimando por medo da
ridícula “Maldição de Malaquias”’, deixando o seu vizinho passar
necessidade. Eles acham que somente após terem conseguido a sua
“chuva de bênçãos financeiras” poderão ajudar os carentes. Essas
igrejas procuram ainda a glória do Templo judaico, esquecendo a
glória do templo do Novo Testamento... o Corpo de Cristo, que [é
gente que] vive e respira.

Muitas igrejas de hoje ainda buscam a "glória do templo" e dão


pouca ou nenhuma atenção à glória do Templo que encontramos no
Novo Testamento ... que é o corpo (aquele que está vivendo e
respirando) de Cristo. Muitos “dizimistas fiéis” têm deixado de
ajudar um casal de idosos carentes, a fim de darem o dízimo
na igreja, porque ali sua ação será registrada, enquanto o ato de dar
ao próximo ficará em segredo. Contudo Cristo nos mandou dar em
secreto. Hoje existem incontáveis gigantescos edifícios eclesiásticos e
todo tipo de ministério cristão na Mídia e na Internet, etc. Com toda
essa construção de coisas será que o Cristianismo melhorou?
Recentemente, quando via um certo programa “cristão” na TV, em
casa, precisei desligar o aparelho quando entrou um descrente em
minha casa, [desliguei-a] com vergonha da escandalosa
petição mercenária de dinheiro. Muitas (mesmo que não todas)
vezes essas coisas são feitas para a "glória do templo" às custas do
real templo, o corpo (aquele que está vivendo e respirando) de
Cristo [Nota da tradutora: Por essas e outras é que só ligo a TV para
ver o Jornal Noticioso ou então novelas, para não precisar “me
envergonhar do Evangelho, que antes era o poder de Deus e agora é
dos pastores malaquianos]...

A desculpa é que o mundo não vai escutar a mensagem do


evangelho, a não ser que você seja rico e bem sucedido, o que é uma
tolice. Cristo não tinha onde reclinar a cabeça e mesmo assim as
multidões afluíam para Ele. João Batista vivia como um eremita e
mesmo assim as multidões corriam para ele. Muitos cristãos, no Livro
de Atos, vendiam o que possuíam, para que as pessoas carentes
tivessem o necessário. Mesmo assim, a mensagem deles foi
tremendamente bem sucedida. Pelo que sei, nenhum dos apóstolos
ficou conhecido como um bem sucedido homem de negócios, mas,
mesmo assim, eles entregaram muito bem a sua mensagem.

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A Bíblia ensina que nada há de errado com a prosperidade ou o


sucesso obtidos, desde que saibamos lidar apropriadamente
[biblicamente] com eles. Oro para que os alcancemos através de uma
vida limpa, de fé, graça e amor, não pelo temor da lei, da condenação
ou da F.I.C.T.I.O.N.

14 - O que significa Dadivar pela Fé embasada


no Pacto Abraâmico – F.A.C.T.?

Os dois exemplos de dizimar em Gênesis foram voluntários,


baseados no lucro e na fé. Estudem Gálatas 3, Efésios 2:12 e
Romanos, particularmente Romanos 4, e verão como Paulo relata a fé,
a justiça e o que é ser um “verdadeiro israelita”, voltando à fé
de antes da lei e à promessa feita a Abraão.
O F.A.C.T. [Dadivar embasado na Fé da Aliança Abraâmica] está
baseado nesse princípio abraâmico, e no princípio bíblico de que a
dádiva deve ser oferecida a Deus do que é totalmente posse
do dizimista, jamais baseado em nada que foi tomado emprestado ou
falta pagarmos uma parte dele, nem que serve de penhor, nem que
está hipotecado ou sob qualquer tipo de reserva de
domínio. Melquisedeque, Rei de Jerusalém, foi um tipo PRÉ-LEI de
Cristo e recebeu dízimos voluntários de lucros. [Aquilo que é
plenamente possuído, não aquilo que foi tomado emprestado ou falta
pagar uma parte dele, nem que serve de penhor, nem que está
hipotecado ou sob qualquer tipo de reserva de domínio Hebreus 7: 2-
6, Gênesis 14: 17-20]. Ver também seção 16 (Alguns pensamentos
sobre Melquisedeque) para maior discussão do dizimar pré-
lei. F.A.C.T. [Dadivar embasado na Fé da Aliança Abraâmica] NÃO
muda a lei do dízimo em um mandado para se dar 10% de toda a
renda [bruta] e ignorar as outras exigências da lei com respeito ao
dízimo, como é rotineiramente feito hoje. Não há NENHUMA alteração,
nenhum torcer de escrituras ou mistura da lei e da Graça, dentro do
sistema de dadivar de F.A.C.T.

O que é "lucro" e por que é F.A.C.T. (Faith-


based Abrahamic Covenant Tithing, ou "Dadivar embasado na Fé da
Aliança Abraâmica") baseado no lucro?

LUCRO é aquilo que sobra depois de se pagar as despesas necessárias


e obrigatórias, as quais são PROMESSAS [inquebráveis] de uma forma
ou de outra. Deus não deseja aquilo que foi solenemente prometido a
outras pessoas, portanto ninguém pode prometer a Deus aquilo que já
solenemente prometido a outras pessoas.

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Não se pode “colocar Deus em primeiro lugar”, negligenciando o


pobre e necessitado, as obrigações financeiras, as necessidades
familiares e os compromissos assumidos. Quem faz isso não está
colocando Deus em primeiro lugar, mas querendo impressioná-Lo,
esperando que Ele lhe mande uma “chuva de bênçãos”. Em outras
palavras, você está dando para receber... Você está pensando que
ENTÃO, depois das chuvas de bênçãos caírem, você terá a
responsabilidade [de dar uma parte do lucro advindo]. Esse tipo de
pensamento impingido pela teologia da prosperidade é imaturo,
não escriturístico e antiético. Ele não passa de um “jogo cristão”, um
câncer que se alastra no Corpo de Cristo...
Nos tempos em que a Bíblia foi escrita, os salários dos
trabalhadores eram pagos diariamente, portanto todas as despesas
necessárias [à obtenção da renda] eram pagas ANTES que o dízimo
fosse oferecido [Levítico 19:13, Deuteronômio 24:14-15]. Deus espera
que sejamos financeiramente responsáveis, não estultamente imbuídos
desse completo “espírito de jogatina” ["dar muito a Deus mesmo sem
eu ter nenhum dinheiro (pois o que tenho eu já devo a outros), na
falsa certeza de, por isso, ser premiado por Deus e receber tanto de
volta que seja suficiente para eu pagar a todos e, mesmo assim, ficar
muito rico"]. (Romanos 13:7-8). Não se pode oferecer a Deus coisa
alguma que esteja contaminada por débitos. As doações a Ele devem
ser feitas de coisas que nos pertençam ou que tenham sido
honestamente adquiridas através de doações (2 Samuel 14:24).
Entretanto, raramente se escuta isso dos pregadores da prosperidade.
Cristo disse “23 Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te
lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 Deixa ali
diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te PRIMEIRO com teu
irmão e, DEPOIS, vem e apresenta a tua oferta. ....” (Mt 5:23-26 ACF).
Muitos crentes não pensam que quebras de contratos orais ou escritos
devem ser consideradas antes de dadivarem e ofertarem. Mas Cristo
ensinou responsabilidade financeira. Cristo NÃO aprova que se dê a
Deus às custas de se ignorar responsabilidades. [Marcos 7:10-13,
Mateus 5:23-26]. Nossas ofertas a Deus devem ser puras, dadas a
partir daquilo que possuímos totalmente e depois de pagarmos todos
os custos e débitos associados à renda, não devem ser dadas a partir
daquilo que foi tomado emprestado ou falta pagar uma parte dela,
nem a partir daquilo que serve de penhor, nem que está hipotecado
ou sob qualquer tipo de reserva de domínio. Nossas ofertas a Deus
devem também não estar maculadas por impróprias conduta ou
motivação. Deus não deseja o dinheiro que você está retendo [a
propriedade e direitos] de outros irresponsavelmente, nem
pecaminosamente, nem ilegalmente, quebrando contrato oral ou
escrito, ou fraudulenta e enganosamente.

Antes de você escolher o método F.A.C.T., as despesas


obrigatórias devem ser deduzidas de sua renda bruta. Disso resultará
um valor menor que servirá de base para calcular e decidir quanto
poderá dar. [Nota da tradutora: Recebo em média R$2.300 mensais.
Quando deduzo as despesas de Plano de Saúde, energia elétrica,
telefone, Ministério, Condomínio, faxineira, prestações, etc. me sobram
apenas R$ 600,00 para alimentação, por isso entrego R$ 60,00 à
igreja, não como dízimo, mas como ajuda na construção do novo
templo. O Governo brasileiro já nos taxa em mais de 37% do nosso
ganho [através de impostos embutidos nos preços, e através de outros
impostos e de taxas mais visíveis]; portanto, a igreja não pode receber
um dízimo e deixar-me passando necessidade.]

Se alguém quiser dar 10, 20 ou 30% do que recebe, maravilha!


Mas que o dê generosa, alegre e voluntariamente e não por temor de
maldição. [Nota da tradutora: Contanto que depois não entre no SPC,
como certas amigas, que eram membros de uma
igreja malaquiana (da fé) e se endividaram tanto que vieram pedir
meu nome para fazer o crediário de um aparelho (R$ 400) na cidade.
Dei a uma delas... a qual, depois, não pôde me pagar. Mas como é
honesta, simplesmente me devolveu o que ela havia comprado em
meu nome, mesmo sem eu exigir]. Somente quem oferta conforme as
exigências do Novo Testamento pode candidatar-se às bênçãos
divinas.

15 - Cuidado com as corrupções nas Bíblias


Modernas

No afã de facilitarem a petição de dinheiro, a maioria das Bíblias


modernas troca palavras como “hortaliças” (Lucas 11:42) por
"dinheiro" e coisas desse tipo. Recomendamos o uso da Bíblia King
James - para quem saber ler Inglês - e da Bíblia Corrigida FIEL em
Português. Essas não fazem sabotagem na Palavra, com o fito de
engodar os cristãos.... [Nota da tradutora: esta parte foi
resumidamente interpretada porque a achei muito complicada].

16. - Algumas considerações


sobre Melquisedeque

Muito tem sido criado sobre o misterioso Rei


de Salém (Jerusalém) em Gênesis 14 pelos mestres do dízimo
obrigatório. A realidade [porém] é que, no tempo dele, dizimar era
uma prática predominantemente pagã e um hábito voluntário especial
de reconhecer um superior que é amado. Usar o argumento de que o
dízimo é hoje obrigatório porque Abraão o deu a Melquisedeque é
ridículo pelas seguintes razões:

Primeira, Abraão dizimou VOLUNTARIAMENTE os seus despojos


de guerra, não sua riqueza pessoal.

Segunda, NÃO havia qualquer ordem dada por Deus no sentido


de dizimar.

Terceira, Abraão já havia sido abençoado pela vitória que Deus


lhe dera (Hebreus 7:2; Gênesis 14:20,22,24). NADA existe na Escritura
que diga ter sido a bênção sobre Abraão o resultado do seu dízimo.

Quarta, o dízimo de Abraão foi um exemplo único [na vida].

A questão do sacerdócio de Melquisedeque é puramente


judaica. Não é assunto gentílico, visto como os gentios nada tiveram a
ver com o sacerdócio levítico. Foram os judeus que tiveram problema
em aceitar Cristo como O Sumo Sacerdote, porque Ele era da tribo de
Judá e não da Tribo de Levi, da qual os judeus haviam sido
doutrinados que deveriam sair os sacerdotes. Essa é a razão de ter
Paulo discutido amplamente o assunto na Epístola aos Hebreus. Os
judeus, obviamente, não podiam entender o sacerdócio de Cristo e
Paulo tentou explicá-lo. Hebreus 7 é um capítulo difícil de entender e
eu acho que a Versão Amplificada [a tradutora e o site solascriptura-
tt repudiam esta Bíblia] fez um bom trabalho nesse ponto. Lembrem-
se que os levitas pagavam o dízimo do dízimo aos sacerdotes. Paulo
tentou explicar aos judeus que a Tribo de Levi ainda não havia nascido
e estava no seio de Abraão e que eles, de fato, pagaram o dízimo ao
sacerdócio eterno de Melquisedeque, ao qual pertencia Cristo, para
assim reconhecer o sacerdócio de Melquisedeque, mesmo
indiretamente. Paulo estava tentando mostrar aos judeus que o
sacerdócio levítico era ineficiente e temporário, enquanto o
de Melquisedeque era eterno e melhor. Os levitas ainda não nascidos,
ao pagar o dízimo via Abraão, não justificam uma doutrina obrigatória
do dízimo pelas quatro razões supra citadas.

É difícil os gentios entenderem estes assuntos, por serem eles


basicamente irrelevantes à sua aceitação de Cristo. Os gentios não
precisam tornar-se judeus para se tornarem cristãos e Paulo deixou
claro ser errado colocar sobre eles o fardo das questões e obrigações
judaicas.
Posso garantir que ESTE é o legítimo significado do
aparecimento de Melquisedeque em Gênesis 14: Abraão havia
arriscado a sua vida pra resgatar o seu sobrinho [Ló]. Este é o
primeiro relato bíblico de alguém tentando salvar um homem com total
altruísmo. Lembrem-se que Abraão poderia ter tomado para si os
despojos de guerra, mas recusou-se a fazê-lo. Sua única motivação
[para essa guerra] foi salvar o sobrinho. Após o registro desse primeiro
ato de altruísmo, repentinamente o Rei de Salémaparece com pão e
vinho [comunhão]. Abraão passara no teste por ter querido sacrificar-
se pelo outro. Mais tarde, ele estaria concordando em sacrificar o
próprio filho [Isaque] e temos aqui novamente um tipo de Cristo em
forma de sacrifício e promessa.

Isso não faz muito mais sentido bíblico do que tentar torcer a
Escritura, a fim de fazer parecer que Melquisedeque quis ensinar a
obrigatoriedade do dízimo, especialmente em vista dos demais
assuntos discutidos neste documento?

17 - Outras considerações finais

Estudem e orem bastante sobre este assunto, a fim de se


persuadirem do mesmo. Não se permitam ficar sob uma condenação
desnecessária... “Quando alguém acha que algo é pecado, então para
ele é pecado". Porque sua consciência não está limpa. Romanos 14 e
Mateus 6:2-4 poderão ajudá-lo a entender isso e ajudá-lo também a
lidar com outros itens com referência ao dízimo como uma obrigação,
na Lei, de modo a vocês não se deixarem influenciar pelo vento
prevalecente. O que eu ensino a vocês neste documento é FATO
[Faith-based Abrahamic Covenant Tithing, ou "Dadivar embasado
na Fé da Aliança Abraâmica"] não influenciado pelos ventos
prevalentes [de hoje]. O plano F.A.C.T. é bom, voluntário, bíblico,
embasado na fé e na graça, e poderia ser ensinado sem a herética e
mestiça reconstrução da lei agrária do dízimo ou a mistura da lei e da
graça.

**********************************************

O plano F.A.C.T. de dar é exatamente isto ... UM plano. A


realidade é se alguém está realmente dando em obediência a Deus,
segundo as exigências do NT detalhadas neste documento, fazendo,
portanto, a coisa certa, mesmo sem determinar porcentagens. Que os
crentes sejam conduzidos pelo Espírito, sejam corretos e, sobretudo,
GENEROSOS, segundo o MANDAMENTO de Cristo. Que não usem
este documento como desculpa para serem avarentos.

******************************************

Embora eu tenha encontrado termos como dízimo financeiro,


dízimo inspirador, dízimo de revelação, e outros, a Bíblia realmente só
ensina (a) dízimo voluntário, de antes da lei, e baseado na renda; e
(b) o dízimo agrário da lei, baseado na produção da terra.

Conquanto alguns que pregam o dízimo obrigatório possam


dizer que eu “não tenho a revelação”, muitos encontrarão a verdade
neste documento. Outros que pregam o dízimo obrigatório poderão
ver a verdade neste documento, DEPOIS que caírem em desgraça,
sofrerem calamidades, algo que os torne menos egoístas e dirigidos
por objetivos [egoístas], ou estejam se aproximando da morte.

Estejam certos de que eu já tenho estado em AMBOS os lados


desta questão, e eu creio nas bênçãos divinas. Pessoalmente tenho
experimentado milagres da providência e provisão de Deus. Talvez
vocês perguntem: “Por que, então você toma agora essa posição?”
Posso responder com uma palavra apenas - MATURIDADE.

Em vista da atual realidade financeira mundial, quem achar que


deve ensinar um "plano [bem fixo e determinado] de dar", para
facilitar o dar, que ensine o "O Dadivar embasado na Fé da
Aliança Abraâmica" [F.A.C.T.] descrito neste documento. Ofertas
voluntárias podem, em muitos [casos] se não forem na maioria dos
casos, suplementar o dadivar do plano F.A.C.T.. Este pode ser
praticado segundo a fé de que somos os “legítimos israelitas”, os quais
irão governar com Cristo, e compartilharão da herança da fé, não
baseada na lei abraâmica. Que a Igreja de Deus possa dividir
corretamente a Palavra, sem jamais ultrapassar o que nela está escrito
e NUNCA praticar uma doutrina que misture a lei com a graça.

A questão, portanto, é a seguinte: os pregadores de hoje têm a


mesma fé abraâmica para pregar o plano F.A.C.T., ou será que
continuarão pregando o
plano F.I.C.T.I.O.N. (Fear Induced Condemnation That Is Opressive &
Negative, traduzido comoCondenação Induzida pelo Medo Que É
Opressivo e Negativo)? Conquanto alguns continuarão [pregando o
plano F.I.C.T.I.O.N.] por causa de ignorância ou de hábito, outros
pregadores “da fé” não terão bastante fé nem caráter para pregar a
verdade contida neste documento. Eles preferirão justificar a mistura
da lei com a graça, usando o sentimento de culpa, a manipulação e o
controle, enganando a si mesmo e a outros para imaginarem que a
obra de Cristo está sendo [deste modo] melhor servida.

Dei-lhes a verdade sobre o dízimo e os libertei


da doutrina do dízimo como uma sentença.
Se você quiser contribuir para ajudar-me a
promover esta mensagem, por favor Doe
online AGORA online ou envie correspondência
para o endereço abaixo.

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Alguns comentários, revisões, etc. de rabis e


de outras pessoas, sobre dízimo e sobre este
documento:

Palavras de Russel Kelly, autor do


artigo “Should the Church Teach Tithing?” (Deveria a Igreja
Ensinar o Dízimo?):
Aprecio este artigo escrito sobre o dízimo. Concordo 95%, com
ele, o que é ótimo para mim. Minha tese de 364 páginas de doutorado
PHD engloba a maior parte dos seus pontos em detalhe. (Checar os
pontos da revisão-sumário em amazon.com
(http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/0595159788/qid%3D105
0295584/sr%3D11-1/ref%3Dsr%5F11%5F1/002-4336701-6328038).
Só discordo com a afirmação de que o dízimo de Abraão foi baseado
na fé e foi voluntário. A Bíblia não diz isso, embora muitos tenham
assumido ser esta a verdade. Minha pesquisa em Gênesis 14:21, não
14:20, me fez chegar à conclusão de que Abraão parece ter pago o
dízimo dos despojos de guerra em vista da TRADIÇÃO CANANITA DE
OBRIGATORIEDADE, a qual podemos comprovar que tem continuado
a existir pelo mundo, até o dia de hoje. [Irmão Garganta:] Visto como
a sua definição “agrária” do dízimo é a única definição correta,
então a palavra [dízimo] não deveria ser usada com outra definição –
independente de quão sincera a pessoa possa ser. Tenho muito o que
compartilhar com você, caso esteja interessado. Passei mais de dez
anos fazendo pesquisa para escrever o meu livro. As. Russell Kelly.

Rabino Robert Alput - “Dizimar no sentido de colheitas,


certamente já não se faz. Claro que os judeus são encorajados a fazer
caridade (tzedakkab). Se eles dão 10% ou mais, isso é com eles, com
Deus e com os seus contadores”.

Zola Lewitt - É o dizimo para os cristãos de hoje? Dizimar era


parte da Lei de Moisés, sob a economia legal de Israel e não se aplica
à igreja hodierna, visto como vivemos sob a graça e não sob a lei
(Romanos 6:14 e 10:4). Portanto, temos a obrigação de “apresentar
os nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o
nosso culto racional. E não sermos conformados com este mundo, mas
sermos transformados pela renovação do nosso entendimento, para
que experimentemos qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de
Deu” (Romanos 12:1-2).
O Novo Testamento ensina a dar conforme o que temos e não o
que não temos. (2 Coríntios 8:12). Se pudermos dar apenas 5%,
conforme o Senhor nos ordenar, que assim seja. Não é quanto damos
que importa a Deus, mas a atitude e a motivação com que o fazemos.
Essa é a preocupação do NT com respeito a dar, em vez de medir a
quantia que é dada (2 Coríntios 8-9).

A Concordância Greco-Hebraica de Estudo da Bíblia da


Versão BKJ (The Hebrew-Greek Key Word Study Bible) oferece uma
nota explicativa sobre Malaquias 3:7-15: “Esta passagem é muito
usada pelos que advogam o ‘dizimar para manter a minha casa’, ou
seja, ‘Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja
mantimento na minha casa’ (no caso, a igreja local), em vez de levar a
outro local. Eles sugerem que os donativos aos ministérios deveriam
ser além do “dízimo”. Certamente “a casa do tesouro”
de Malaquias significa o Templo ou algum anexo do mesmo. Contudo,
o dízimo do Velho Testamento - ou 10% - não poderia ser
razoavelmente equiparado com os 10% do salário ou renda bruta que
a maioria das pessoas recebe hoje em dia. Acima de tudo, o ato de dar
deveria ser um assunto entre o Espírito Santo e o crente, jamais uma
regra estabelecida. Ele pode ser um guia adequado para determinar
quanto as pessoas podem dar (de fato, para muitos numa sociedade
próspera este nível pode até ser adequado), mas a quantia a ser dada
deve ser uma decisão pessoal. O Apóstolo Paulo escreveu que Deus
examina a motivação para dar e não a quantia (2 Coríntios 9:7). Ele
diz ainda que as igrejas estão gastando cada vez mais do seu
orçamento, com itens como cadeiras de teatro, ampliação de sistemas
sonoros, ao mesmo tempo em que cortam despesas nos fundos para
os programas de alcance exterior. Também convém notar que muitos
dos ministérios que se recusam a mostrar a completa contabilidade
financeira são aqueles cujos mestres são mais enfáticos no dízimo
obrigatório.

Apesar dos "améns" ouvidos durante as mensagens sobre


dízimo obrigatório, é bem claro que a avassaladora maioria de
crentes NÃO está persuadida desta doutrina:
Trecho do artigo "Church Loses Financial Ground in
2000" (Financeiramente, as Igrejas Perdem Terreno em 2000),
por Barna Research: “Dízimo é raro” - Uma de cada seis (17% das)
pessoas adultas [membros de igrejas em geral e que se dizem
"protestantes"] alega que dá o dízimo, mas uma comparação do total
de dinheiro que tais pessoas entregam às igrejas e das suas rendas
revelaram que apenas 6% de tais pessoas realmente deram um
décimo de suas rendas (antes ou depois dos descontos de impostos)
às igrejas. O nível de alegações incorretas [sobre
serem dizimistas] entre os crentes que se dizem [realmente]
"nascidos de novo" foi igualmente prolífico: 32% deles relataram que
dão dízimos, todavia apenas 12% realmente deu 10% de suas rendas
em 2000. Claramente muitas destas "alegações incorretas" equivalem
a MENTIRA.
A Willow Creek Association [a tradutora e o site solascriptura-
tt repudiam tudo relacionado com Willow Creek: "Igrejas Dirigidas por
Propósitos", "Movimento de Crescimento de Igrejas", etc.], um grupo
representando cerca de 5.000 igrejas evangélicas, disse que o número
médio de pessoas realmente dando 10% de suas rendas é de cerca de
2,6% [dois virgula seis porcento!]. Tal associação também disse
que as igrejas estão gastando crescentes percentagens de seus
orçamentos com coisas tais como [confortabilíssimos] assentos de
cinema e soberbos sistemas de som, enquanto [cada vez mais] cortam
verbas para programas de evangelismo e assistência aos estranhos
[tanto localmente como no campo missionário]. Também é digno de
nota que muitos ministérios recusando voluntariamente se oferecerem
para plena responsabilidade contável [onde um grupo externo de
auditores examina as suas contas] são os mais ardentes em ensinar
[pressionando] que o dízimo é obrigatório.

Richard Wayne Garganta - "Muitas pessoas criticam os pregadores


da prosperidade, chamando-os ambiciosos coletores de dinheiro,. A
realidade é que a razão deles existirem é a cobiça das massas que
vivem atormentadas pela mentalidade do 'dar para receber'.
Diferenciem que existem 'pregadores de fé' e existem pregadores
íntegros e confiáveis. Existem os 'treinadores para se obter sucesso',
mas também existem aqueles que pregam a [verdadeira e pura]
mensagem do Evangelho. Os leitores já devem estar bem
aconselhados para aprenderem [a reconhecer] as diferença entre
eles."