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O Sofrimento de Jesus na

Cruz: Da Crucificação Até


Sua Morte
Por
Diego Nascimento
50

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A morte de Jesus na cruz é a maior demonstração do grande amor de Deus por


nós e a redenção da humanidade. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira
que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça,
mas tenha a vida eterna.” (João 3.16)
Pois da mesma forma que por um homem entrou o pecado no mundo, isto é
Adão, por meio de um homem só, Jesus, uma grande multidão de transgressões
foi perdoada.
Neste estudo bíblico veremos em ordem cronológica e passo a passo o que
aconteceu a Jesus, antes e depois da crucificação.
A ordem é a seguinte:
1.A forma brutal de tortura dos soldados romanos antes de colocar Jesus na
cruz;
2.Como foi instituída a crucificação e por quê?;
3.Por que colocaram Jesus na cruz e não Barrabás?;
4.O passo-a-passo da condenação;
5.Os sofrimentos de Jesus na cruz;
7.As sete declarações de Jesus antes de sua morte;
8.O véu do Templo e a morte de Jesus na cruz.
O Julgamento
“Então Pilatos soltou-lhes Barrabás. Depois mandou chicotear Jesus, e o
entregou aos soldados romanos para que fosse crucificado.” (Mateus 27.26)
Pilatos solta Barrabás a pedido da multidão. Um criminoso qualificado.
Assassino. Ladrão. Sedicioso. Barrabás é um resumo da humanidade pecadora.
A intenção de Pilatos ao apresentar a escolha entre um dos dois presos era
extremante desproporcional. Ele achou que a multidão jamais iria preferir
Barrabás à Jesus.
Mas não foi o que aconteceu. Obviamente ele foi solto porque Jesus
Cristo assumiu seu lugar.
Barrabás representa cada um de nós. Pecadores. Maus.
Mesquinhos. Merecíamos a morte. Uma morte horrível. Mas o Filho de
Deus assumiu nosso lugar.

Crucificação Parte 1: Os Açoites


Era realizado no pretório. O chicote era feito de tiras de couro. Traziam na ponta
pedaços de ferro, chumbo ou osso. A intenção era dilacerar o corpo do
condenado. Fazê-lo agonizar de dor.
Não raramente esse espancamento causava a morte, dada a brutalidade do
massacre ao qual o condenado era submetido.
Jesus foi levado à casa do governador (Pretório). Era ali que residia quando não
estava em Cesaréia, sua fortaleza em Israel.
Os soldados que o conduziram chamaram toda a tropa que estava ali, cerca de
500 ou 600 homens (Mateus 27.27). A intenção dos soldados era: torturar e
humilhar Jesus. “Tiraram-lhe a roupa e vestiram-lhe um manto vermelho.”
(Mateus 27.28)
Este manto vermelho era a tradicional capa curta utilizada por soldados, oficiais,
magistrados, reis e imperadores. Dessa forma eles continuaram a ferir o Senhor
física e emocionalmente.
Humilhando-o com seus adereços debochados. Caracterizando ainda mais o
seu desprezo pelo Filho de Deus.
A Coroa de Espinhos
“Fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram em sua cabeça; depois puseram-
lhe uma vara na mão direita, como se fosse um cetro, e se ajoelharam diante
dele em sinal de zombaria. “Salve, rei dos judeus”, gritavam eles.” (Mateus
27.29)
A coroa de espinhos representa o diadema real. A vara, o cetro. Ambos usados
por magistrados romanos. A intenção dos soldados era fazer de Jesus uma
caricatura real.
A matéria prima da coroa eram ramos de espinheiros ou acácia da Síria, comuns
na região e com espinhos tão longos quanto um dedo.
A tropa (500 ou 600 soldados) formaram uma espécie de fila, enquanto
ajoelhavam-se diante de Jesus desejando-lhe vida longa e prosperidade.
Sorrisos debochados. Gargalhadas. Gritos. O barulho do escárnio misturado aos
açoites, preenchia o ambiente. Diziam: “Salve, rei dos judeus!”, e gargalhavam.
Essa era a saudação que imperador ouvia ao voltar vitorioso da batalha. Para os
soldados, Jesusnão passava de um idiota fracassado. Um louco.
Diante do Rei do Céu e da Terra, os soldados romanos deram seu melhor no
quesito desmoralizar.
O Cuspe
“E cuspiam nele, tomavam a vara da mão dele e batiam com ela na cabeça dele.”
(Mateus 27.30)
Autoridades romanas tinham o costume de se cumprimentarem beijando os
lados da face, um do outro. Especialmente no retorno de batalhas.
Em lugar do beijo de cumprimento, Jesus de Nazaré recebeu cuspe.
Aprofundando ainda mais a sensação de humilhação e desprezo.
Ao mesmo tempo outro soldado, toma a vara de sua mão e sem nenhuma
misericórdia, bate em sua cabeça. Os cravos ficam cada vem mais fincados no
crânio. O sangue escorre por sua face e Jesus mal consegue ficar acordado.
As pancadas e a perda de sangue o deixam tonto. Confuso. Os gritos e as
gargalhadas, o barulho, só pioram.
A Zombaria
“Depois da zombaria, eles tiraram o manto e o vestiram novamente com as suas
próprias roupas; aí o levaram para fora, a fim de crucificá-lo.” (Mateus 27.31)
Provavelmente isso aconteceu após a tentativa de Pilatos para soltar
Jesus. Pilatos saiu outra vez e disse aos judeus:“Agora eu vou trazer Jesus aqui
fora para vocês, mas entendam que eu não acho nele motivo algum de
acusação”. Então Jesus saiu com a coroa de espinhos e o manto de púrpura.
Pilatos disse: “Aqui está o homem!” Ao ver Jesus, os sacerdotes principais e os
guardas do templo começaram a gritar: “Crucifique! Crucifique!” (João
19.4-6).
A multidão estava cega. Queria matar a Jesus. Grita loucamente.
Visto que a decisão final era a crucificação, os soldados tiram de Jesus a capa
e devolvem suas roupas. Isto provavelmente aconteceu porque os romanos não
queriam que todos os judeus vissem outro judeu ser humilhado daquela
forma. Podia inflamar ainda mais o sentimento político de revolta.
A essa altura Jesus estava moído. Ferido. Fisicamente esgotado.
Estava se cumprindo a profecia do profeta Isaías:
“A verdade, porém, é esta: Ele foi ferido por causa de nossos pecados; seu corpo
foi esmagado por causa das nossas maldades. O castigo que nos trouxe paz
estava sobre ele, e pelos seus ferimentos nós fomos sarados!”
“Ele foi maltratado e humilhado, mas não disse uma única palavra! Foi levado
como um cordeiro vai para o matadouro; como a ovelha fica muda diante de
quem corta a sua lã, ele não abriu a boca.”
“Foi condenado num julgamento injusto e mentiroso. E quem pode falar dos seus
descendentes? Pois ele foi cortado da terra dos viventes; por causa dos pecados
do meu povo, ele foi castigado!” (Isaías 53.5,7,8)
Jesus é vestido e conduzido para fora da cidade.
Começa a segunda parte da crucificação.

Crucificação Parte 2: A Caminho do Gólgota

“Quando estavam a caminho do lugar de execução, encontraram um homem de


Cirene, chamado Simão, e o forçaram a carregar a cruz de Jesus.” (Mateus
27.32)
O caminho até a cruz é comumente chamado de Via Dolorosa. Aprendemos com
a História que a crucificação teve início no período das guerras entre Roma e
Cartago (Guerras Púnicas), cerca de 200 a.C.
Os romanos passaram a empregá-la como condenação aos prisioneiros da
época. Lembrando que a violência extrema era marca do império romano. A
crucificação era morte por tortura. A intenção não era apenas aniquilar, mas fazer
sofrer.
Por isso o condenado era açoitado antes, para que sofresse ainda mais no
momento de carregar o pathibulum, o poste vertical da cruz.
Contudo, Jesus já está muito desgastado e não suporta carregar a cruz.
Os soldados romanos jamais se rebaixariam a carregá-la, então chamaram
Simão, o cireneu para ajudá-lo. Enquanto Simão Pedro abandou o Mestre,
seu Pai providenciou outro para ajudá-lo.
Provavelmente este Simão, veio a tornar-se cristão. E seus filhos são citados:
Alexandre e Rufo.
A ajuda de Simão deixa clara a humanidade de Jesus. Mostra que Ele não se
utilizou de nenhum artificio sobrenatural para suportar mais dor.
A impossibilidade de carregar a cruz devido à debilidade do seu corpo mostra
isso, assim como sua agonia no Getsêmani.
O Gólgota
“Então saíram para um lugar conhecido como Gólgota, isto é, “monte da
Caveira…” (Mateus 27.33)
A palavra Gólgota é originária do latim, para traduzir o aramaico Gulgatha, no
hebraico Gulgoleth, que significa crânio.Alguns acreditam que recebeu esse
nome pelo fato de ali ser um lugar de execuções, onde ossos dos cadáveres
jaziam.
A crença mais difundida, no entanto, é a de que o nome é uma referência a
formação rochosa do monte, que parece sim, uma caveira.
A segunda tese ganha ainda maior força quando pensamos que José de
Arimateia e Nicodemos, dois judeus ricos, não comprariam seus sepulcros em
um lugar onde os ossos ficavam espalhados ao chão, já que era algo contrário
as leis judaicas.
Para Aliviar a Dor…
“(…) onde os soldados lhe deram para beber vinho para aliviar a dor; mas depois
de prová-lo, rejeitou-o.” (Mateus 27.34)
Essa era a bebida normalmente usada pelos soldados romanos para amenizar
a dor causada pelos ferimentos de batalha. Soldados mais piedosos ofereciam
ao réu, na cruz, a fim de aliviar um pouco o sofrimento.
Jesus não! Ele recusou completamente. Não aceitou qualquer tipo de
entorpecimento. Estava pronto a beber o cálice que o Pai havia lhe dado.

Crucificação – Parte 3: Jesus na Cruz


“Depois da crucificação, os soldados tiraram a sorte para dividir entre si as
roupas dele. então sentaram-se em volta e ficaram montando guarda, enquanto
ele estava pendurado ali.” (Mateus 27.35,36)
Havia três tipos de cruz:
1. X – A cruz de Santo André, com formato de X.
2. T – A cruz de Sato Antônio, com formato de T.
3. † – A cruz latina, com formato mais popular no mundo.
No Gólgota a crucificação se dava da seguinte forma:
 As roupas do prisioneiro eram tiradas;
 Mãos: pulso ou metacarpo eram cravados, primeiro a direita, em seguida a
esquerda com o corpo do condenado no chão;
 O corpo: apoiado ou amarrado ao pathibulum;
 Pés fixados no poste, juntos ou separados, um palmo acima do chão de forma
que os joelhos permanecessem inclinados.
O Sofrimento de Jesus Cristo Na Cruz
 Sede;
 Exposição aos elementos do tempo como: sol e calor causticante;
 Paralisação da circulação sanguínea;
 Dores intensas;
 Artérias da cabeça e estômago cheias de sangue;
 Febre traumática;
 Tétano;
 Perda contínua de sangue;
 Morte lenta e dolorosa com duração de 36 horas a 9 dias.
Para apressar a morte dos prisioneiros os soldados romanos despedaçavam
suas pernas com um porrete pesado ou martelo. A cruz era um símbolo de
maldição. Vergonha.
Não é a toa que o apóstolo Paulo diz:
“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque
está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”(Gálatas 3:13)
Era o tipo de morte reservado para os piores infratores da época. E só foi abolida
por Constatino, em 300 d.C.
A Inscrição
“E puseram uma tabuleta por cima da sua cabeça com a acusação feita contra
ele: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”. (Mateus 27.38)
O texto da acusação varia nos evangelhos:
 Mateus – “Este é Jesus, o Rei dos Judeus” (Mateus 27.38)
 Marcos – O Rei dos Judeus (Marcos 15.26)
 Lucas – Este é o Rei dos Judeus (Lucas 23.38)
 João – Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus (João 19.19)
Devemos lembrar que a acusação foi escrita em três idiomas conforme diz João
19.19,20:
“Pilatos pregou por cima dele uma tabuleta que dizia: “JESUS DE NAZARÉ, REI
DOS JUDEUS”. O lugar onde Jesus foi crucificado ficava perto da cidade; e a
tabuleta estava escrita em hebraico, latim e grego, de modo que muitas pessoas
puderam ler a inscrição. ”
É possível que essa seja a causa da variação, já que os idiomas têm sintaxes
diferentes.
Oficialmente Jesus foi crucificado por traição a Roma. Os romanos jamais o
teriam crucificado por motivo de blasfêmia de religiosa. A acusação
contra Jesus foi alta traição.
O objetivo era dar as autoridades judaicas uma advertência: “Isto é o que os
romanos farão a qualquer que se levante como rei dos judeus”.
Sabemos, porém, que Jesus era inocente em relação à acusação. Em nenhum
momento Ele se levantou contra o governo de Roma, algo que muitos
imaginavam que Ele fizesse. Jesus Cristo deixa isso muito claro no episódio da
moeda com a inscrição de César em Lucas 20.25.
Noutra parte Ele disse:
“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste
mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus;
mas agora o meu reino não é daqui. ” (João 18:36)

Crucificação – Parte 4: Jesus na Cruz Entre


Ladrões

“Dois assaltantes foram também crucificados ali, um à sua direita e outro


à sua esquerda.” (Mateus 27.38)
Esses homens mereciam estar ali. Cometeram crimes reais. Sua condenação
era legítima de acordo com as leis da época. Um deles reconhece isso:
“Um dos criminosos ao lado zombava: “Então você é o Cristo, não é? Prove isso,
salvando-se a si mesmo e a nós também! ” Mas o outro criminoso o repreendeu,
dizendo: “Você não teme a Deus, nem estando sob a mesma sentença? Nós
merecemos morrer pelos nossos crimes, mas este homem não cometeu nenhum
mal”. (Lucas 23.39-41)
Provavelmente eram terroristas, insurgentes. Alguns acreditam até que foram
presos com Barrabás.
Esse fato – Jesus crucificado entre dois criminosos – cumpriu a profecia de
Isaías 53.12:
“Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo;
porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores;
mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores. ”
O Pior do Três
O fato de ter ficado no meio dos três caracterizava Jesus como o pior dos três
criminosos.
“E o povo que passava dirigia-lhe ofensas, sacudindo a cabeça para ele e
dizendo: “É! Você pode destruir o templo e construí-lo outra vez em três dias,
não é? Ora, desça da cruz e salve sua vida se é o Filho de Deus!” (Mateus 27.39)
O sumo sacerdote zombou de Jesus antes de ser condenado. Os soldados
zombaram de Jesus após a condenação. Agora a multidão zomba do Senhor,
enquanto Ele agoniza na cruz.
A cruz ficava próxima a uma estrada. As pessoas que iam e vinham olhavam
com desprezo para os condenados, balançavam a cabeça em sinal de
desaprovação ao que fizeram e dirigiam insultos, xingamentos aos presos.
A palavra grega usada para blasfêmia, indica difamação ou insultos abusivos. É
a mesma palavra usada em:
Apocalipse 2.9: “Eu sei quanto você sofre pelo Senhor e sei tudo a respeito da
sua pobreza, mas você tem riquezas! Conheço a calúnia daqueles que se opõem
a você, que dizem que são judeus, mas não são, porque sustentam a causa de
Satanás.”
Judas 9: “O próprio Miguel, um dos anjos mais poderosos, quando estava
discutindo com o Diabo a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a acusar
ou zombar dele, mas simplesmente lhe disse: “Que o Senhor o repreenda! ”
Mateus 26.65,66: “Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes, gritando:
“Blasfêmia! Que necessidade nós temos de outras testemunhas? Todos ouviram
o que ele disse! Qual é a sentença de vocês?” Eles bradaram: “Ele é culpado de
morte!”
O fato de Jesus ter suportado toda essa zombaria em silêncio prova que nele
não havia treva alguma 1 João 1.5
Umas das principais acusações feitas a Jesus na cruz, é a de que ele era um
traidor. É o fato de ter dito que destruiria o templo e o reedificaria em três
dias. Isso parecia provar que Ele desejava promover uma revolução.
Essa declaração se espalhou de forma viral. Alguns a consideravam ridícula,
outros esperavam ansiosamente, para ver como faria isso. A verdade é que as
pessoas não entenderam que ele falava sobre o seu próprio corpo. De que Ele
edificaria um Templo muito superior aquele.
“Pois bem”, respondeu Jesus. “Destruam este santuário, e em três dias eu o
levantarei!” “Como? ”, exclamaram eles. “Levou 46 anos para construir-se este
templo, e o Senhor vai levantá-lo em três dias? ” acontece que o templo do qual
ele falava era o seu corpo. Mais tarde, quando Jesus ressuscitou, os seus
discípulos se lembraram que ele havia dito isso. Então creram na Escritura e na
palavra que Jesus dissera. (João 2.19-22)
De qualquer forma os acusadores estavam de “alma lavada”, e lançaram isso
em rosto:
“É! Você pode destruir o templo e construí-lo outra vez em três dias, não é? Ora,
desça da cruz e salve sua vida se é o Filho de Deus!”
“E os sacerdotes principais e os mestres da lei também zombaram dele. “Ele
salvou os outros”, caçoavam, “mas não pode salvar-se a si mesmo! Então ele é
o rei de Israel? Pois desça da cruz e nós creremos nele! Ele confiou em Deus.
Deus que mostre sua aprovação a ele, livrando-o! Ele não disse: ‘Sou o Filho de
Deus’? ” E os assaltantes que haviam sido crucificados com ele também faziam-
lhe as mesmas acusações. ” (Mateus 27.41- 44)
Nesse ponto a zombaria era generalizada. Todos escarneciam.
Reconhecem que Jesus salvou os outros. As curas, libertações, ressurreições,
enfim, tinham em mente os milagres que Jesus operou. No entanto, ele o
desafiam a descer da cruz. Se o fizesse creriam nele.
É algo parecido com a insinuação do Diabo na tentação:
“Então o Diabo tentou Jesus, sugerindo: “Já que você é Filho de Deus,
transforme estas pedras em pães” (Mateus 4.3)
Mas Jesus não cedeu. Ele não podia descer. Havia conversado com o Pai sobre
isso noGetsêmani. Poder não lhe faltava.
Jesus na cruz, sabia que em pouco tempo ressuscitaria. Descer da cruz a essa
altura seria um desperdício, já que havia suportado coisas horríveis.

Crucificação – Parte 5: O Pôr do Sol


“Naquela tarde, a terra inteira ficou escura durante três horas, desde o meio-dia
até as três da tarde. Perto das três horas, Jesus clamou: “Eli, Eli, lamá
sabactâni?”, que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que o Senhor me
abandonou?” (Mateus 27.45,46)
A natureza manifesta sua tristeza. O mundo escureceu. A luz do mundo estava
prestes a ser apagada e seu servo, o sol, recolhe também a sua luz. Não podia
brilhar enquanto seu mestre padecia.
Jesus é o Príncipe da Criação. Veja o que diz as Escrituras:
“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.”
(João 1:3)
“Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis
e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam
potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.E ele é antes de todas as coisas,
e todas as coisas subsistem por ele. (“Colossenses 1.16,17)
E assim como quando Jesus nasceu uma grande luz brilhou (Lucas 2.9), agora
quando Ele está desfalecendo a natureza desfalece, em reverência a seu
maestro.
Ao final das três horas de trevas, Jesus clama em aramaico: “Meu Deus, meu
Deus, por que o Senhor me abandonou?”
Essa declaração é o resumo do sofrimento de Jesus. Aquele que era um com o
Pai. O Unigênito. Procura e não encontra. Jesus estava separado de Deus por
causa do pecado da humanidade que agora estava sobre Ele. Estar longe de
seu Pai foi sua maior dor.
Delírio?
“Alguns dos que estavam presentes ouviram isso e disseram: “Ele está
chamando Elias”. Um deles correu e ensopou uma esponja com vinho azedo,
pôs numa vara e suspendeu-a para que ele bebesse. Mas os outros diziam:
“Deixe-o sozinho. Vamos ver se Elias vem salvá-lo”. (Mateus 27.47-49)
O Messias é mais uma vez incompreendido. Por acharem que Ele estava
delirando. Algo não incomum devido a sede, a perda de sangue, a dor, a febre,
era normal que o réu começasse a dizer coisas sem sentido.
Por acharem que era esse o caso, alguém ensopou uma esponja com vinho
azedo e mais uma vez tentou dar a Jesus, o condenado.

Crucificação – Parte 6: A Morte de Jesus Na Cruz


“Então Jesus clamou outra vez, entregou o espírito e morreu.” (Mateus 27.50)
É espantoso o fato de Jesus ter morrido tão rápido. Ele permaneceu apenas seis
horas na cruz. Das nove da manhã, até as seis da tarde. Isso nos leva a pensar
que a causa foi a terrível tortura aplicada pelos soldados.
A morte de Jesus na cruz foi real. Sua morte comprova sua humanidade. Ele se
identificou perfeitamente conosco. É provável que causa da morte tenha sido
ruptura do coração, o que explicaria seu grito agonizante de dor.
A descrição de João nos leva a pensar assim:
“Então os soldados vieram e quebraram as pernas dos dois homens crucificados
com Jesus; mas quando chegaram a Jesus, viram que já estava morto, e por
isso não quebraram as suas pernas. Contudo, um dos soldados furou seu lado
com uma lança, e daí correu sangue com água. (João 19.32-34)
A lança chegou até perto de seu coração.
Quando o coração se rompe, o sangue fica concentrado no pericárdio, o
ligamento em torno da parede do coração, dividindo-se numa espécie de coágulo
de sangue e soro aquoso.
Essa evidência é contundente na afirmação de que Jesus realmente morreu na
cruz, não foi tirado vivo para depois ser reanimado e forjar a ressurreição.
Ou seja, o registro de João se reveste de maravilhoso valor, embora ele não
tivesse conhecimento científico.

As Sete Palavras de Jesus Na Cruz


A sequência listada abaixo não representa necessariamente a ordem original
das sete palavras de Jesus na cruz, pelo fato de ser extraída de todos os
evangelhos, que não apresentam sequência específica para tal.
1. A oração de Jesus pedindo perdão para seus inimigos. Proferida
provavelmente quando a crucificação estava no começo. (Lucas 23.34);
2.A promessa ao assaltante arrependido (Lucas 23.42);
3.Confia sua mãe aos cuidados de João (João 19.26,27);
As declarações iniciais foram feitas antes que as trevas cobrissem o local. Outro
ponto a ser destacado é que nessas sete palavras de Jesus na Cruz, percebe-
se a preocupação dele por outros, algo que demonstra a grandeza do seu Amor.
4.Pouco antes de sua morte, ouve-se o clamor à procura do Pai (Marcos 15.34;
Mateus 27.46);
5.O grito de angústia física (João 19.28);
6.O grito de vitória (João 19.30);
7.O grito de resignação (Lucas 23.46);
As quatro últimas declarações dizem respeito a Ele mesmo. A sua separação de
Deus, sua dor, seu triunfo. Sua entrega.

O Véu Do Templo e a Morte de Jesus Na Cruz


“Naquele mesmo instante a cortina que separava o Lugar Santíssimo do Templo
foi rasgada de cima até embaixo; a terra estremeceu, e as rochas se partiram.”
(Mateus 27.51)
O véu do Templo era extremamente resistente. Tinha a largura de uma mão de
espessura. Era tecido com setenta e duas dobras torcidas, cada dobra feita com
vinte e dois fios. Sua altura era de dezoito metros com nove de largura.
Somente uma força extraordinária para rasgá-lo de alto a baixo.
O véu dividia o Lugar Santo do Santo dos Santos, onde o sumo sacerdote se
apresentava no dia da expiação (Levítico 16.1-30).
A presença de Deus estava diretamente ligada ao Santo dos Santos, sendo
assim era um lugar de maior acesso a Deus. A morte de Jesus na cruz deu fim
a essa separação, entre os homens e Deus.
O sacrifício de Jesus foi perfeito e definitivo. O sangue de Jesus na cruz é
superior ao de animais.
E, uma vez por todas, levou sangue para dentro do Santo dos Santos, e o
salpicou sobre o propiciatório; mas não era sangue de bodes nem de bezerros.
Lá, ele levou o seu próprio sangue e, com esse sangue, ele garantiu a nossa
salvação eterna.
E se, sob o sistema antigo, o sangue dos touros e bodes e as cinzas das novilhas
eram espalhadas sobre as pessoas impuras e tornavam as pessoas
exteriormente puras, quanto mais o sangue de Cristo transformará as nossas
vidas e os nossos corações.
O sacrifício dele purificará a nossa consciência de atos que levam à morte e nos
faz desejar servir ao Deus vivente; pois, com a ajuda do eterno Espírito Santo,
Cristo de bom grado entregou-se a Deus para morrer pelos nossos pecados —
ele, que era perfeito, sem uma única falta ou pecado.
Cristo veio para ser o mediador desta nova aliança para que todos os que são
convidados possam vir e herdar para sempre todas as maravilhas que Deus lhes
prometeu.
Porque Cristo morreu para livrá-los do castigo dos pecados que eles tinham
cometido enquanto ainda estavam debaixo da primeira aliança. (Hebreus 9.11-
15)
O véu rasgado simboliza o fim da adoração judaica (ritos, costumes, dias,
sacrifícios, etc.) como caminho da alma à procura de Deus.
Após a morte de Jesus na cruz os judeus viram que o véu do Templo foi rasgado,
foi então que eles souberam que haviam cometido um grande erro.
Algo que ficou ainda mais evidente na madrugada do terceiro dia, quando Jesus
Ressuscitou!

Conclusão
Pois bem, chegamos ao fim do nosso estudo sobre a morte de Jesus na Cruz.
Nós gostaríamos de saber sua opinião sobre esse assunto. O que você gostaria
de acrescentar? Deixe seu comentário! Fale qual foi sua impressão.
Caso conheça alguém que tenha interesse no tema compartilhe. Abençoe a vida
de alguém, esse conhecimento acerca de Jesus na cruz pode mudar a sua
história.

20 fatos sobre a morte de Jesus C. na cruz


dezembro 4th, 2012|Curiosidades|76 Comments

Símbolo máximo do cristianismo, a cruz é associada a Jesus Cristo e vista em


igrejas e altares. Nesta postagem, vamos apresentar 20 fatos sobre a morte de
Jesus Cristo na cruz, sob um ponto de vista menos religioso, e mais científico.
Você vai saber como a cruz era utilizada na antiguidade como método de execução.
Além disso, vai conhecer o que ocorreu com o corpo de Jesus durante o processo
de crucificação.

 Vídeo: Ciência Contida na Bíblia [Completo]


 Vídeo: Os Rituais de Morte [Completo]

– A crucificação foi um método de execução cruel utilizado na Antiguidade e


comum tanto em Roma quanto em Cartago. Abolido no século IV, por Constantino,
consistia em torturar o condenado e obrigá-lo a levar até o local do suplício a barra
horizontal da cruz, onde já se encontrava a parte vertical cravada no chão.
– Uma vez posto na cruz, de braços abertos, o condenado era amarrado e pregado
na madeira pelos pulsos e pelos pés e morria, depois de horas de exaustão. A morte
ocorria por parada cardíaca ou asfixia, pois a cabeça pendida sobre o peito
dificultava a respiração.

– Acredita-se que a crucificação foi criada na Pérsia, sendo trazido no tempo de


Alexandre para o Ocidente, sendo então copiado dos cartagineses pelos romanos.
Neste ato combinavam-se os elementos de vergonha e tortura, e por isso o processo
de crucificação era olhado com profundo horror.

– O castigo da crucificação começava com flagelação, depois do criminoso ter sido


despojado de suas vestes. Na ponta do açoite, os soldados fixavam pregos, pedaços
de ossos, e coisas semelhantes, podendo a tortura do açoitamento ser tão forte que
às vezes o flagelado morria em consequência do açoite.

– Para abreviar a morte, os torturadores às vezes fraturavam as pernas do


condenado, removendo totalmente sua capacidade de sustentação. No entanto, era
mais comum a colocação de “bancos” no crucifixo, o que fazia com que a vítima
vivesse por mais tempo. Nos momentos finais, falar ou gritar exigia um enorme
esforço.

– A crucificação é geralmente associada à Jesus Cristo que, segundo as escrituras,


teria sido morto desta forma. Considerando o que é narrado nos Evangelhos, alguns
pesquisadores, como Jim Bishop, analisaram cientificamente como foi o sofrimento
de Jesus, desde de sua captura, até a sua morte.

– De acordo com os Evangelhos, no jardim do Getsêmani, Jesus Cristo suou gotas


de sangue. Segundo a medicina, sob um grande stress emocional, vasos capilares
nas glândulas sudoríparas (responsáveis pela transpiração) podem partir,
misturando sangue com suor. Este fenômeno raro é chamado de hematidrose.
– Após ser levado à presença de Caifás e, posteriormente, de Pilatos, Jesus Cristo
foi condenado. Em seguida, foi levado para ser torturado e flagelado. O açoite usado
na flagelação era descido com toda a força vez após outra nos ombros, costas e
pernas do condenado.

– No primeiro contato, o açoite cortava apenas a pele. Então os golpes continuavam,


cortavam mais profundamente o tecido subcutâneo, produzindo primeiramente um
gotejamento de sangue dos vasos capilares e veias da pele e finalmente jorros de
sangue arterial das veias dos músculos.

– Além da tortura, Jesus era motivo de chacota, pois era denominado rei dos judeus.
Os soldados romanos, ironicamente, vestiram um manto sobre os ombros de Jesus
e colocaram um bastão em suas mãos como um cetro real. Em sua cabeça foi
depositada uma coroa de espinhos.

– Os espinhos utilizados na coroa eram agudos, longos e curvos. Uma vez cravados
na cabeça de Jesus, os espinhos atingiram ramos de nervos que provocam dores
terríveis quando são irritados. É o caso do nervo trigêmeo, na parte frontal do
crânio, e do grande ramo occipital, na parte de trás.

– Cansados da brincadeira, os romanos arrancaram a túnica bruscamente. O manto


já tinha aderido às costas em carne viva junto aos coágulos de sangue e soro das
feridas, e a sua retirada causava intensa dor. As feridas começaram a sangrar
novamente.

– Após o suplício dessa coroação, amarraram nos ombros de Jesus a parte


horizontal de sua cruz (cerca de 22 quilos) e penduraram em seu pescoço uma placa
com o nome e o crime cometido pelo crucificado, em latim, INRI – Jesus de Nazaré,
Rei dos Judeus.
– A parte vertical da cruz ficava esperando pelo condenado. Jesus teve que
caminhar um pouco mais de meio quilômetro (entre 600 a 650 metros) para chegar
ao lugar do suplício, conhecido como Golgotha, “lugar da caveira”. Hoje se chama,
pela tradução latina, calvário.

– Antes de começar o suplício da crucificação, era costume dar uma bebida


narcótica (vinho com mirra e incenso) aos condenados, com o fim de diminuir um
pouco suas dores. Segundo o Evangelho, quando apresentaram essa bebida a
Jesus, ele não quis bebê-la.

– Com os braços estendidos, mas não tensos, os pulsos eram cravados na cruz.
Desta forma, os pregos de aproximadamente 12,5 centímetros eram provavelmente
postos entre o rádio e os metacarpianos, ou entre as duas fileiras de ossos
carpianos. Estes locais conseguiam sustentar o peso do corpo.

– Uma vez com o prego nos pulsos, a parte horizontal da cruz foi erguida e
encaixada na parte vertical. Em seguida, colocaram o pé esquerdo sobre o direito,
e deixando-os totalmente estendidos, atravessaram o prego, cravando-lhes na
madeira e com os joelhos flexionados. A crucificação estava completa.

– Assim que Jesus pendia lentamente para respirar e colocava peso nos punhos,
uma dor alucinante era sentida nas mãos, subia pelos braços e explodia no cérebro,
uma vez que os pregos nos punhos pressionavam os nervos médios desse membro.

– O mesmo ocorria ao sustentar o peso do corpo nos pés. Após horas de sofrimento,
os músculos quase totalmente paralisados traziam-lhe uma parcial asfixia e fortes
dores vindas de suas costas quando estas eram esfregadas contra a madeira
áspera.
– Segundo a medicina, Jesus pode ter morrido devido a perda de sangue no corpo
(choque hipolovêmico) por causa das várias lesões. A perda de sangue levou a uma
diminuição ou ausência de oxigênio no cérebro (hipoxia-anoxia) e subsequente
insuficiência cardíaca e respiratória.