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12 - O SI em Funcionamento IV - Ativação de macrófagos. Reconhecimento antigênico e tráfego de células.

Tomando como exemplo um determinado órgão-alvo de uma infecção, como por exemplo, um vírus que
invade o organismo infecta os hepatócitos, a resposta imune adaptativa contra esse vírus necessariamente
precisa de uma etapa de ativação da célula T no órgão linfóide secundário.

Uma célula dendrítica interage com LT que então entra em expansão clonal. Os clones ativados e em
expansão caem na circulação sanguínea, chegando ao local onde está a célula infectada, interagindo e
matando esta célula.

A especificidade é fundamental para que o Linfócito específico alcance o local de infecção. Basicamente,
somente chega ao local o Linfócito específico que tem interação com a APC (adesão, 1º sinal, união estável,
2º sinal), expansão clonal e entrada na circulação sanguínea. Para que ocorra a morte desta célula infectada
pela ação da célula TCD8+, é preciso que esta APC expresse o antígeno no MHC I.

Obs: Para que uma célula inespecífica para o antígeno também seja capaz de sair do vaso sanguíneo, cair no
parênquima hepático e interagir com o hepatócito é necessário que esta célula inespecífica seja uma célula
ativada (de memória). Ou seja, tem que ter sido uma célula, inespecífica para esse antígeno, porém ativada
e expandida com estímulo de outra célula dendrítica com outro peptídeo.

São necessários alguns sinais que facilitem este processo de migração. Lembrar que o 1º sinal já é dado no
órgão linfóide secundário e, caso a célula seja ativada, há um conjunto de receptores que aparecem em
qualquer célula T ativada, como o RECEPTOR VLA-4.

Esta molécula VLA-4 não é específica para o antígeno. Ela é uma integrina, semelhante ao LFA-1. Assim,
mediante ativação, há um aumento em sua quantidade em sua afinidade pelo seu contra-receptor (ligante).
O ligante desta molécula se chama VCAM1 e é uma molécula de adesão celular vascular. Está localizado
principalmente nas células endoteliais e, embora esteja no endotélio, só ocorre aumento em sua expressão
caso algo esteja de fato acontecendo em resposta a processos inflamatórios, impedindo que haja qualquer
invasão linfocitária desnecessária. Então, a infecção gera, desde o início, sinais inflamatórios que
modificam o endotélio do parênquima hepático, aumentando a quantidade de VCAM1.

Percebe-se então que existe a presença de sinais que identificam a especificidade da interação e levam
esta célula à expansão clonal e também existem sinais que definem o local onde estas células têm que agir.
Um acontecimento no órgão linfóide secundário, com outro acontecimento no sítio-alvo do processo efetor
define que todo processo de circulação nada mais seja do que o processo que permite a ocorrência destas
coincidências.

Portanto, células virgens (que recirculam o tempo todo no organismo) não poderão entrar no sítio-alvo, pois
a elas falta a especificidade, a qual lhe daria o sinal para a expressão de VLA-4.

Imaginando uma célula ativada que expressa VLA-4 e é específica para determinado vírus, se houver um
processo infeccioso que não seja efetivo o bastante para dar sinais de modificação no endotélio (ou seja,
ou processo inflamatório inicial não foi efetivo ou houve uma debelação precoce da infecção), nesse caso
não adianta haver o processo de expansão clonal, já que a célula efetora circulante não reconhecerá o
sítio-alvo.

Assim, percebe-se a importância do processo circulatório e da existência de vasos comunicantes entre os


diversos tecidos. Outro exemplo: Uma célula virgem sai do timo, entra na circulação e segue em direção ao
órgão linfóide secundário. Para que esta célula entre neste órgão, ela precisa ser uma célula virgem, uma
vez que a célula virgem possui em sua membrana a L-SELECTINA (CD62L). É necessário também possuir um
TCR específico para interagir com a célula dendrítica que transporta seu peptídeo específico.
Se houver a ativação desta célula virgem, esta célula (agora ativada) deixa de expressar a L-selectina e
passa a expressar VLA-4. Então a célula ativada circula pelo organismo, mas não lhe é vantajoso fazer a
recirculação inteira, já que nesta etapa secundária não é mais necessária a entrada facilitada em órgãos
linfóides secundários (fundamental para a interação inicial). O que importa é a presença do VLA-4.
Caso a célula não tenha VLA-4, mesmo que haja o sinal inflamatório com expressão de VCAM1 no endotélio,
ela não será capaz de interagir com as células endoteliais.

ATIVAÇÃO MACROFÁGICA (Parte Inicial)


A presença do macrófago no sítio-alvo é fundamental, pois ele gera um conjunto de sinais que permitem o
reconhecimento desta área como uma área onde está acontecendo um processo inflamatório. Ao mesmo
tempo, o macrófago é uma das células efetoras cuja ação é mais efetiva diante da presença de linfócitos
que recirculam e chegam até o local de ação.

Então, o macrófago, que está presente nesta fase inicial, é essencial para ditar processos inflamatórios
que serão fundamentais para a sinalização do sítio-alvo, para que os LTs específicos tornem-se ativados e
recirculem, chegando neste local. Este linfócito recirculante efetor que chega a área de infecção, também
gera sinal para que o macrófago seja mais efetivo em realizar sua ação efetora (cuja ação principal é a
ação microbicida).

O macrófago, derivado dos monócitos, é uma das principais células fagocíticas que temos, presente
praticamente em todos os tecidos. Macrófagos, neutrófilos e célula dendrítica são de fato os fagócitos.
A célula monocítica, ao atingir determinados tecidos, passa a ter determinadas características, porém
todas são, de fato, macrófagos. Por exemplo, a micróglia são os macrófagos do SNC, as células de Kupfer
são os macrófagos do fígado, as células mesangiais são os macrófagos dos rins, os osteoclastos nos ossos,
as células de Langerhans na pele, etc.

Em boa parte das vezes, principalmente quando se lida com vários microorganismos patogênicos, a própria
célula-alvo pode ser o macrófago. Ou seja, microorganismos infecciosos são capazes de atingir os
macrófagos e são capazes de os utilizarem como células hospedeiras. Desse modo, temos mecanismos no
sistema imune cuja principal ação efetora é a ativação de macrófagos infectados, onde há uma célula T
especializada para esta função, a CÉLULA TH1.

Será discutido aqui, todo o processo pelo qual o macrófago contribui para a resposta imune, desde sua ação
inicial no processo inflamatório até sua ação final microbicida, auxiliada pela célula Th1.

É importante lembrar de componentes fundamentais na Imunologia.

PAMPs, são padrões moleculares associados aos patógenos. Embora durante todo o curso de Imunologia
haja a discussão sobre a questão da especificidade na resposta adaptativa, há um aspecto fundamental de
especificidade relativa dentro da imunidade inata, que se dá justamente quando se define pelo organismo
que existe um conjunto de moléculas expressas exclusivamente em determinados grupos de patógenos, e
que por isso são reconhecidos por células da imunidade inata pelos RECEPTORES DE PAMPS (TLRS) que são
os receptores de padrões de reconhecimento.

Como exemplo, dentro de um mesmo grupo, como o das bactérias, podemos (microbiologicamente)
subdividi-las em Gram-positivas e Gram-negativas, mediante características sob coloração, que traduzem
estruturas moleculares diferentes presentes em sua parede bacteriana, os PAMPs.

Há um conjunto de receptores, presentes principalmente na resposta imune inata, que são capazes de
identificar diferenças em patógenos. P. ex., o receptor semelhante à Toll do tipo 4 (TLR4) foi o primeiro a
ser descoberto em células humanas (macrófagos), e reconhece o LPS, que é um componente de parede de
bactérias Gram-negativas. Já se sabia da existência do LPS; depois foi descoberta sua capacidade de
ativar macrófagos e céls dendríticas; e por fim descobriram que ele possuía um receptor específico.
Outro exemplo, é que no momento em que temos o TLR2 junto ao TLR1, somos capazes de reconhecer o
Lipopeptídeo bacteriano, presente em bactérias Gram-positivas. O TLR5 reconhece a flagelina, que é uma
proteína presente em bactérias flageladas ou protozoários flagelados. Os receptores tipo 7 ou tipo 9 não
reconhecem oligoproteínas ou oligossacarídeos, mas reconhecem nucleotídeos, como o RNA fita simples
presente em alguns componentes virais (TLR7), ou então determinados padrões de metilação ausentes em
humanos porém presentes principalmente em DNA bacteriano, como padrões de repetições CG (TLR9).

Isso significa que componentes da imunidade inata possuem receptores com capacidade de identificar
vírus, tipos bacterianos, determinados protozoários, etc. Estes receptores estão na membrana das células
dendríticas, na membrana dos macrófagos, em células epiteliais em regiões de mucosa.

O principal ponto de contato com partículas virais é intracelular. Há algumas bactérias que também têm um
momento de adesão extracelular, mas são rapidamente englobadas (ativamente ou passivamente), sendo
que o principal ponto de contato com esses microorganismos é intracelular.
Vários destes receptores de padrões moleculares associados aos patógenos estão presentes dentro da
célula. Por exemplo, os TLRs 3, 7 e 9 estão em vesículas endocíticas.

Hoje já é conhecido que temos pelo menos mais dois componentes receptores, que não são tipo Toll, mas
são parecidos. São os RECEPTORES SEMELHANTES À NOD (Nod 1 e Nod 2), que são capazes de reconhecer
componentes bacterianos, porém só estão presentes dentro da célula. Então, várias bactérias de vida
intracelular obrigatória passam a ser reconhecidas por estes componentes (receptores). E estes
componentes têm determinado grau de especificidade. Nod1 reconhece determinados peptídeos derivados
de lipopeptídeos presentes em parede de bactérias Gram-negativas. Já o Nod2 reconhece peptídeos
bacterianos derivados de lipopeptídeos presentes na parede de bactérias tanto Gram-negativas quanto
Gram-positivas.

Seja os receptores intracelulares do tipo Nod ou Toll, seja os receptores extracelulares tipo Toll, eles
todos culminam com o processo de ativação e geração de citocinas pró-inflamatórias: IL-12, TNF α ,
Interferons. Embora haja variações nos componentes intermediários (MyD88, etc.) todas as vias geram
respostas inflamatórias. Este é o ponto inicial da geração da resposta inflamatória e as principais células
envolvidas neste processo, são os macrófagos e células dendríticas.

Obs: A descrição da ativação da célula macrofágica vale também para ativação de célula dendrítica.

O macrófago, pós-processo de ativação, produz um conjunto de citocinas inflamatórias: IL-1, IL-6, TNF α,
IL-8, IL-12. Estas citocinas são classificadas como citocinas inflamatórias, primeiro: porque estão
envolvidas no processo inicial de reconhecimento das PAMPs e, segundo: porque quando se analisa as
primeiras citocinas produzidas pelos macrófagos (que não tem relação com a especificidade da imunidade
adaptativa) percebe-se que todas as ações destas células são de aumento/exacerbação do processo
inflamatório. As citocinas IL-1, IL-6 e TNFα são as principais citocinas indutoras da resposta de fase
aguda (citocinas pirogênio-endógenas, ou seja, indutoras de febre). *obviamente, sabe-se que também
existem outros conjuntos de, p.ex, citormônios, neuropeptídeos, que também estão envolvidos na geração
de febre. Todos estes componentes induzem febre e induzem alguns processos que estão envolvidos: seja
na ativação linfocitária; seja na ativação do endotélio vascular.

Então, o processo inflamatório inicial une-se a dois eventos principais fundamentais (ativação de Linfócitos
e ativação do endotélio) para que haja uma resposta efetora final. É preciso ativar o linfócito e é preciso
ativar o endotélio para que o linfócito saiba onde entrar e agir.

A IL-8 (CXCL-8) é uma quimiocina produzida principalmente pelos macrófagos e provavelmente é o


principal fator quimiotático para neutrófilos. Além do macrófago, uma das principais fontes de IL-8 é a
célula endotelial. A principal diferença entre as duas é que o macrófago produz imediatamente IL-8, e a
célula endotelial produz IL-8 por indução do TNF α produzido por macrófagos ativados (e depois também
por céls. Th1). As grandes ações do TNFα são: a ativação do próprio macrófago e a ativação do endotélio.
A TNFα talvez seja a principal citocina (de maior importância) dentre o conjunto de citocinas produzidas
por macrófagos. Hoje existem pelo menos três medicamentos que por objetivo inibir a TNF α , pois ela
acaba sendo uma molécula patogênica em varias situações, embora seja importante na ação microbicida
macrofágica. A TNFα produzida pelo macrófago pode agir nele mesmo, facilitando a atividade microbicida,
mas também pode ter atividade endotelial ativando essas células a fazer pelo menos duas coisas: produzir
IL-8 e aumentar a expressão de VCAM1.

RESPOSTA DE FASE AGUDA

Este trio de citocinas (TNFα, IL-1β e IL-6) produzidas pelos macrófagos são citocinas indutoras da
resposta de fase aguda. A resposta de fase aguda ocorre quando o fígado (que é uma "fábrica
biossintética"), em resposta a proteínas inflamatórias, produz um conjunto de fatores que têm importância
na resposta imune inata (ou na resposta inflamatória inicial), como por exemplo a MBL (proteína ligadora de
manose, envolvida na ativação do sistema complemento pela via da lectina), Proteína C-reativa (CRP)
(laboratorialmente usada para definir o caráter do processo infeccioso: viral ou bacteriano, tumor, etc).

Então, qualquer um estes componentes tem um papel no reconhecimento de microorganismos e na ação da


imunidade inata, seja a MBL, seja a ptn C-reativa, seja ptn amilóide sérica (SAP).

REVISÃO

Houve um processo inicial de reconhecimento de PAMPs, ativou-se o macrófago (pelas vias descritas), que
então produziu várias ptns inflamatórias, que tem ação: de ativação linfocitária, ação de ativação de
endotélio e também no processo de ativação de hepatócitos.

Quando estas citocinas inflamatórias (especificamente a tríade) que são as citocinas inflamatórias
indutoras da resposta de fase aguda onde, essencialmente, há dois sinais claros: aumento da capacidade
sintética do fígado e febre. Isto é a resposta de fase aguda. Nela, podemos perceber no fígado um
conjunto de fatores do tipo CRP, MBL, SAP, fibrinogênio, enfim, dezenas de moléculas importantes na
resposta imune inata.

PARTE EFETORA DA RESPOSTA

LEMBRANDO
A principal ação do L Th1 é a ativação macrofágica, pois produz IFN-γ, que é o principal fator ativador de
macrófago.

É importante lembrar que há também a ativação da célula dendrítica, ocorrendo praticamente do mesmo
modo que a ativação macrofágica. O que muda é que esta adquire uma capacidade de migração efetiva até o
órgão linfóide secundário. Neste processo, ela aumenta a expressão de MHC, de B7, produz IL-12.
Dessa forma, a célula dendrítica sendo ativada (ou seja, secretando IL-12), tende a facilitar a resposta
tipo Um da célula TCD4+.

Então, esta célula TCD4+ expande, produz IL-2 (principal fator de crescimento para LTs), expande mais,
entra na circulação, adquire o potencial de ser uma célula produtora de IFN- γ, e também adquire o VLA-4
na membrana. Agora este linfócito pode reconhecer o sítio-alvo do processo inflamatório inicial, tendo em
vista que o endotélio naquele local foi ativado (com aumento de quimiocinas, aumento de expressão de
VCAM1), fechando o circuito para que o Linfócito Th1 chegue àquele local.
*É importante saber (inclusive para a Imunologia Médica) que há dois componentes fundamentais no LT
ativado, principalmente no Tipo Um, o qual está na maior parte das respostas imunológicas:
[sendo que o Tipo Dois é abordado exclusivamente em dois momentos específicos: ao estudar a resposta
imune contra helmintos e ao estudar a resposta alérgica].
1) Na maior parte das vezes, a participação do IFN-γ é fundamental e tem participação na resposta
adaptativa em quase 100% das vezes, agindo em macrófagos e neutrófilos.
2) A segunda informação fundamental é entender que uma segunda molécula muito importante na ativação
do macrófago se chama CD40L, que é expresso exclusivamente pelos LTs CD4+ ativados. O macrófago
possui o CD40, da mesma forma que o LB também o possui (o que permite ao LB o sinal para a troca de
isótipo da Ig). Então o LT CD4+ ativado pode ativar macrófagos via interação CD40L-CD40.

! O aumento da ação efetora da atividade microbicida do macrófago é totalmente dependente do L Th1


(IFN-γ e CD40L).

Além disso, há um conjunto de fatores que a Célula Th1 possui: FasL (CD95L), TNF- β (é uma molécula que
também induz apoptose, de forma parecida com FasL), produção de IL-2 e de outras quimiocinas do tipo
CCL2 (atrai principalmente macrófagos, aumentando sua presença no sítio-alvo).

PROCESSO FINAL DA ATIVAÇÃO DE MACRÓFAGOS

O papel central da Célula Th1 é tornar mais eficiente a ação efetora do macrófago.

O macrófago é uma célula que não só faz produtos biológicos em geral (igual ao hepatócito), como também
produz vários componentes químicos.

→ Abaixo estão descritos os principais componentes envolvidos em uma resposta imune efetora eficiente:

O macrófago pós-ativação aumenta a expressão de MHC I e MHC II, moléculas B7 e CD40.

A célula dendrítica também aumenta a expressão de MHC I e MHC II e moléculas B7, mas é valido notar
que a célula dendrítica tem ação mais significativa na apresentação antigênica, enquanto que o macrófago
tem importância muito maior na ação microbicida.

O L Th1 possui o CD40L que, ao agir no CD40, é um dos sinais de ativação do macrófago (que leva ao
aumento de MHC I e II e B7).

Há pacientes que não tem CD40L ou receptores para IFN -γ.

O macrófago ativado também produz duas substâncias efetoras fundamentais: os RADICAIS OXIDATIVOS, o
ÓXIDO NÍTRICO E ÂNIO SUPERÓXIDO, uma produção que se destina tanto para as vesículas endocíticas
quanto para o exterior da célula.

Além disso, o macrófago ativado produz TNF-α, um componente vasoativo potente (o mais perigoso).
Buscam-se grandemente drogas que sejam capazes de bloquear TNF- α, principalmente em málaria cerebral
e sepses.

O macrófago ativado também tem receptor para TNF- α que, junto com IFN-γ e CD40L, passa a ser o
terceiro grande ativador do macrófago.

*Distúrbios no processo da resposta e na regulação da resposta contra patógenos:


Um exemplo (suposto, nunca registrado) seria a ausência de MyD88, molécula que adapta o receptor Toll à
toda sinalização celular até ter a produção de citocinas inflamatórias, cuja deficiência aumentaria a
susceptibilidade a microorganismos patogênicos (p. ex., Toxoplasma gondii, protozoário intracelular
obrigatório).