Você está na página 1de 31

Direito

do trabalho

GUIA
A S S U N TO S Segurança
social
LABORAIS

Convenções
colectivas
Edição n.º 137 de trabalho
maio 2015

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre


direito do trabalho ▪ ÍNDICE  1  30

DICAS E SUGESTÕES jurisprudência

1. Fundo de Garantia Salarial 1. Despedimento ilícito (Justa causa, dever de 6. Contrato de trabalho a termo (Motivo
zelo e diligência) justificativo)
2. Tratamento de dados pessoais
2. Resolução do contrato pelo trabalhador 7. Despedimento (Justa causa, deveres de
3. Actualização das pensões por acidentes de
( justa causa, prova do trabalho suplementar e obediência, zelo e diligência)
trabalho
unidade ou pluralidade de empregadores)
8. Despedimento (Justa causa)
4. Promoção da natalidade
3. Trabalho suplementar (fundamentos e
9. Despedimento (Procedimento disciplinar,
determinação, ónus da prova)
comunicação da decisão)
4. Crédito laboral (Privilégio creditório imobiliário
10. Cedência de trabalhadores (Pluralidade de
legislação especial
empregadores, despedimento ilícito)
5. Resolução do contrato pelo trabalhador ( justa
causa, pagamento do trabalho suplementar)
1. Igualdade de género

2. Fundo de Garantia Salarial

3. Serviço doméstico

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
4. Medida Reativar

Cristina Vilar dos Santos • Advogada


segurança social ▪ ÍNDICE  2  30

DICAS E SUGESTÕES legislação jurisprudência

1. Segurança Social Directa – Comunicação da 1. Subsídio Social de Mobilidade


1. Supremo Tribunal de Justiça:
admissão de novos trabalhadores ou alteração
2. Fundo de Reestruturação do Sector Solidário –
de taxa contributiva – Taxas contributivas a) FGADM – Fundo de Garantia de
Alterações
disponíveis Alimentos Devidos a Menores
3. Desemprego – Medida REATIVAR
– Montante dos alimentos –
4. SNS – Exercício de funções públicas por Uniformização da Jurisprudência
médicos aposentados Obrigações Mensais
5. FGS – Fundo de Garantia Salarial – Novo
b) Plano de insolvência – Homologação –
regime jurídico
Ineficácia perante a Autoridade Tributária
6. SNS – Regime das taxas moderadoras –
e a Segurança Social
obrigações mensais Alteração

7. Complementos de pensão dos antigos


trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana
1. Mês de maio de 2015 do Castelo e da Gestnave – Transferência
da respon-sabilidade para a Caixa Geral de

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
Aposentações

José Barrias • Advogado


convenções colectivas de trabalho ▪ ÍNDICE  3  30

1. BTE n.º 13, de 08 de abril de 2015

2. BTE n.º 14, de 15 de abril de 2015

3. BTE n.º 15, de 22 de abril de 2015

4. BTE n.º 16, de 29 de abril de 2015

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
Carla Jobling • Advogada
direito do trabalho ▪ DICAS E SUGESTÕES  4  30

1. Fundo de Garantia Salarial


cia do empregador, ou seja proferido despacho do juiz que designa o
O Decreto-Lei nº 59/2015, publicado no passado dia 21 de Abril e em administrador judicial provisório, em caso de processo especial de revita-
vigor no primeiro dia útil seguinte, aprova o novo regime do Fundo lização ou, ainda, seja proferido despacho de aceitação do requerimento
de Garantia Salarial, previsto no artigo 336.º do Código do Trabalho, proferido pelo IAPMEI — Agência para a Competitividade e Inovação, I. P.
transpondo para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 2008/94/CE, do (IAPMEI, I. P.), no âmbito do procedimento extrajudicial de recuperação
Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de Outubro de 2008, relativa de empresas.
à protecção dos trabalhadores assalariados em caso de insolvência do
empregador. Estão abrangidos créditos que se tenham vencido nos seis meses ante-
riores à propositura da acção de insolvência, à apresentação do reque-
Conforme já indicámos em edição anterior, este diploma procura, nomea- rimento do PER (Plano Especial de Revitalização) ou do procedimento
damente, unificar e harmonizar a legislação sobre a matéria. extrajudicial de recuperação de empresas, aos quais são deduzidos os
valores respeitantes a quotizações para a segurança social e retenções
O novo regime aplica-se sobretudo a pedidos apresentados após a sua na fonte.
entrada em vigor. No entanto, uma das principais alterações do novo
regime consiste no alargamento do âmbito de aplicação do Fundo de A compensação devida ao trabalhador por cessação do contrato de

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
Garantia Salarial, com o acesso ao mesmo de outros trabalhadores, trabalho que seja calculada nos termos do artigo 366.º do Código do
nomeadamente trabalhadores que tenham apresentado requerimentos Trabalho, directamente ou por remissão legal, é paga pelo Fundo, com
na pendência de PER (Plano Especial de Revitalização) e trabalhadores exceção da parte que caiba ao fundo de compensação do trabalho (FCT),
abrangidos por plano de insolvência, homologado por sentença, que ao fundo de garantia de compensação do trabalho (FGCT) ou a meca-
tenham apresentado requerimentos entre 1.9.2012 e a entrada em vigor nismo equivalente (ME), após o mesmo ter sido accionado, salvo nos
deste novo diploma. casos em que este não possa ter lugar.

O Fundo de Garantia Salarial assegura o pagamento ao trabalhador dos O diploma passa a prever que o Fundo só assegura o pagamento dos
créditos emergentes de contrato de trabalho, ou da sua violação ou créditos quando o pagamento lhe seja requerido até um ano a partir do
cessação, desde que seja proferida sentença de declaração de insolvên- dia seguinte àquele em que cessou o contrato de trabalho.
direito do trabalho ▪ DICAS E SUGESTÕES  5  30

O Fundo assegura ainda o pagamento de créditos emergentes do con- De acordo com a referida recomendação o empregador não deve aceder a
trato de trabalho, com o limite máximo global equivalente a seis meses e-mails dos trabalhadores sem autorização prévia dos mesmos, devendo
de retribuição, e com o limite máximo mensal correspondente ao triplo as contas de correio electrónico ser imediatamente desactivadas quando
da retribuição mínima mensal garantida. os mesmos deixem as empresas, e impede ou limita o acesso ao que o
trabalhador partilhe nas redes sociais, como, por exemplo, o Facebook
O diploma agora publicado introduz também uma norma destinada a ou Twitter.
prevenir ou combater situações abusivas, a qual não só determina que
o Fundo de Garantia Salarial pode recusar o pagamento dos créditos A Recomendação faz também referência, entre outros aspectos, à proi-
garantidos caso se verifique situação de abuso, nomeadamente conluio bição da videovigilância e  de equipamentos que revelem a localização
ou simulação, como permite a redução do valor dos mesmos, caso se do trabalhador.
verifique desconformidade dos montantes requeridos com a medida dos
valores constantes das declarações de remunerações dos doze meses O texto da Recomendação, em língua inglesa, pode ser consultado em:
anteriores à data do requerimento, quando as mesmas se refiram a
remuneração efectivamente auferida. http://www.dgpj.mj.pt/sections/noticias/conselho-da-
europa_3/downloadFile/attachedFile_f0/CMRec20155E.
pdf?nocache=1428485746.25

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
2. Tratamento de dados pessoais

O Comité de Ministros do Conselho da Europa elaborou uma recomen- 3. Actualização das pensões por acidentes de trabalho
dação sobre tratamento de dados pessoais no contexto do emprego,
que deve ser seguida pelo nosso país (Conselho da Europa – Recomen- Foi já aprovada, pelo Conselho de Ministros, no final do mês de Abril, a
dação do Comité de Ministros sobre o Tratamento de Dados Pessoais no suspensão do regime de actualização anual das pensões por incapacidade
contexto do emprego (CM/REC (2015)5 – 1 de Abril). Salienta-se que a permanente ou morte em resultado de acidente de trabalho, tendo em
Comissão Nacional de Protecção de Dados tinha já algumas recomenda- vista evitar a descida dos valores das pensões por acidentes de trabalho
ções sobre esta matéria. em 2015, o que aconteceria, a manter-se o regime, tendo em conta a
forma de cálculo prevista.
direito do trabalho ▪ DICAS E SUGESTÕES  6  30

4. Promoção da natalidade até 3 anos poder exercer a sua actividade em teletrabalho se


tal for compatível com a actividade desempenhada, bem como
Foram apresentadas e discutidas na Assembleia da República, no mês de excluir a aplicação do regime de adaptabilidade ou banco de
Abril, diversas propostas da maioria parlamentar e da oposição, no âmbito horal grupal a trabalhador com filho até 3 anos de idade que
da promoção da natalidade. Algumas destas propostas foram aprovadas não manifeste por escrito a sua concordância.
na generalidade, seguindo-se a sua discussão na especialidade. Entre as
b) Alteração da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, consa-
diversas propostas em discussão e aprovadas, salientam-se as seguintes:
grando uma nova modalidade de horário de trabalho – a meia
jornada, com remuneração a 60%, nomeadamente para traba-
A criação de um mecanismo adicional de protecção das trabalhadoras
lhadores com idade superior a 55 anos que tenham netos com
grávidas, puérperas ou lactantes, por via do qual as empresas conde-
idade inferior a 12 anos e para trabalhadores com filhos menores
nadas por despedimento ilegal das referidas trabalhadoras nos dois
de 12 anos ou, independentemente da idade, com deficiência ou
anos anteriores à candidatura a subsídios ou subvenções públicas ficam
doença crónica.
impedidas de beneficiar dos mesmos.


a) A alteração do Código do Trabalho, nomeadamente, no sentido
de permitir o gozo alternado ou simultâneo pelo pai e mãe da

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
licença parental inicial, o aumento da licença parental do pai de
10 para 15 dias úteis, a possibilidade de o trabalhador com filho
direito do trabalho ▪ LEGISLAÇÃO  7  30

1. Igualdade de género 3. Serviço doméstico

No passado dia 14 de Abril foi publicada no Diário da República a Lei A Resolução da Assembleia da República nº42/2015, publicada no Diário
nº28/2015, em vigor a partir do primeiro dia útil do mês seguinte, que da República no dia 27 de Abril, aprova a Convenção n.º 189, relativa
altera o artº 24º do Código do Trabalho (oitava alteração ao Código do ao Trabalho Digno para as Trabalhadoras e Trabalhadores do Serviço
Trabalho), e consagra dessa forma a igualdade de género no âmbito do Doméstico, adoptada pela Conferência Geral da Organização Interna-
direito à igualdade no acesso a emprego e no trabalho. cional do Trabalho, na sua 100.ª sessão, realizada em Genebra, em 16 de
Junho de 2011.

2. Fundo de Garantia Salarial A referida Convenção foi ainda ratificada pelo Decreto do Presidente da
República nº 31/2015, publicado na mesma data.
No passado dia 21 de Abril foi igualmente publicado no Diário da Repú-
blica o Decreto-Lei nº 59/2015, também ele em vigor no primeiro dia
útil seguinte ao da sua publicação, que aprova o novo regime do Fundo 4. Medida Reativar
de Garantia Salarial, previsto no artigo 336.º do Código do Trabalho,
transpondo a Directiva n.º 2008/94/CE, do Parlamento Europeu e do No passado dia 13 de Abril foi publicado na II série do Diário da Repú-

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
Conselho, de 22 de Outubro de 2008, relativa à proteção dos trabalha- blica, o Despacho n.º 3651/2015, que define a comparticipação financeira
dores assalariados em caso de insolvência do empregador. do IEFP, I.P., por mês e por estágio no âmbito da medida Reativar.


direito do trabalho ▪ jurisprudência  8  30

Salientamos nesta edição alguma da jurisprudência do Supremo Tribunal Fonte: Ac. do Supremo Tribunal de Justiça de 17-12-2014
de Justiça recentemente publicada, cujos sumários transcrevemos, total (Proc. 723/12.1TTMTS.P1.S1).
ou parcialmente.
Poderá consultar o texto integral em

1. Despedimento ilícito (Justa causa, dever de zelo e http://www.dgsi.pt/jstj.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/e6e35


diligência) – Processo n.º 723/12.1TTMTS.P1.S1 4945394464280257db1005c0968?OpenDocument

“Sumário:
2. Resolução do contrato pelo trabalhador ( justa
I – Constitui justa causa de despedimento o comportamento culposo do causa, prova do trabalho suplementar e unidade
trabalhador que, pela sua gravidade e consequências, torne imediata e ou pluralidade de empregadores) – Processo n.º
praticamente impossível a subsistência da relação de trabalho, pautan- 397/11.7TTMTS.P1.S1
do-se este juízo por critérios de razoabilidade, exigibilidade e proporcio-
nalidade. “Sumário:

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
1 – (…);
II – Resultando embora provado que a conduta global da autora é cen-
surável e assume relevância disciplinar, por violação, nomeadamente, dos 2 – (…);
deveres de zelo e diligência, se a mesma apenas se traduziu em factos que
consubstanciam um conjunto de lapsos, erros e incúrias (não se provou, 3 – Deve entender-se por “documento idóneo” para efeitos do disposto
para além do mais, que a autora tivesse efetuado quaisquer operações no artigo 337.º, n.º 2, do CT/2009, artigo 381.º, n.º 2, do CT/2003 e artigo
bancárias à margem de instruções, ainda que meramente verbais, dos 38.º, n.º 2, da LCT, o documento escrito, emanado da entidade emprega-
clientes da R.), não é razoável nem proporcional sancioná-la com a mais dora que, por si só, sem necessidade de recurso a qualquer outro meio
grave das sanções disciplinares, resultando, assim, ilícito o despedimento de prova, demonstre a existência do trabalho suplementar prestado há
promovido pela ré.” mais de cinco anos;
direito do trabalho ▪ jurisprudência  9  30

4 – Para aferir se um trabalhador se encontra vinculado a um único empre- Poderá consultar o texto integral em
gador ou a vários, o critério relevante é o da subordinação jurídica, não se
reflectindo na relação jurídica entre um trabalhador e o seu empregador http://www.dgsi.pt/jstj.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/840ed
os meros vínculos de natureza económica porventura existentes entre o 7018cfd2bbb80257db1005b6c46?OpenDocument
empregador e outras empresas a que esteja associado;

5 – A justa causa de resolução do contrato por iniciativa do trabalhador 3. Trabalho suplementar (fundamentos e determinação,
pressupõe, em geral, que da actuação imputada ao empregador resultem ónus da prova) – Processo n.º 1364/11.6TTCBR.C1.S1
efeitos de tal modo graves, em si e nas suas consequências, que se torne
inexigível ao trabalhador a continuação da prestação da sua actividade; “Sumário:

6 – Na ponderação da inexigibilidade da manutenção da relação de tra- I. É trabalho suplementar todo aquele que é prestado fora do horário de
balho deve atender-se ao grau de lesão dos interesses do trabalhador, ao trabalho, como tal se considerando também o que, em caso de isenção
carácter das relações entre as partes e às demais circunstâncias relevan- de horário de trabalho limitado a um determinado número de horas, seja
tes, tendo o quadro de gestão da empresa como elemento estruturante prestado fora desse período.
de todos esses factores.

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
II. O trabalho suplementar só pode ser prestado com fundamento em
7 − Provando-se que a mora no pagamento da retribuição ocorreu ape- necessidades anormais de gestão (quando a empresa tenha de fazer face
nas relativamente a parte diminuta da mesma ao longo de um período a acréscimos eventuais e transitórios de trabalho e não se justifique para
de cerca de 21 anos e que a violação de direitos do trabalhador foi de tal a admissão do trabalhador), podendo ainda ser prestado havendo
pouco relevo no âmbito geral da execução do contrato, tais incumpri- motivo de força maior ou quando seja indispensável para prevenir ou
mentos do empregador não tornam prática e imediatamente impossível reparar prejuízo grave para a empresa ou para a sua viabilidade.
a manutenção do contrato de trabalho.”
III. A determinação do trabalho suplementar cabe ao empregador, sendo
Fonte: Ac. do Supremo Tribunal de Justiça de 17-12-2014 o trabalhador obrigado, por regra, à sua prestação, excepto quando,
(Proc.397/11.7TTMTS.P1.S1). havendo motivos atendíveis, expressamente solicite a sua dispensa.
direito do trabalho ▪ jurisprudência  10  30

IV. É exigível o pagamento do trabalho suplementar cuja prestação tenha 4. Crédito laboral (Privilégio creditório imobiliário
sido prévia e expressamente determinada, ou realizada de modo a não especial) – Processo n.º 1145/12.0TBBCL-C.G1.S1
ser previsível a oposição do empregador, impendendo sobre o trabalha-
dor o ónus da prova dos respectivos pressupostos, enquanto elementos “Sumário:
de facto constitutivos do direito peticionado.
I – O que justifica a concessão do privilégio imobiliário especial aos crédi-
V. Não tendo sido prévia e expressamente determinada, não é de consi- tos laborais é, sem dúvida, a especial ligação funcional – e não meramente
derar como realizada de modo a não ser previsível a oposição do empre- naturalística – do trabalhador ao imóvel, através do exercício da sua
gador a prestação de trabalho suplementar realizada a título espontâneo, actividade, a qual, tendo de ser circunscrita no espaço e no tempo, não
prolongada para além do contratado período (de mais uma hora) de pode ser reportada aos diversos prédios ou fracções autónomas em cuja
isenção de horário de trabalho, se o trabalhador não alegou/demonstrou construção tenha participado, o que, podendo até integrar já património
que trabalho prestou suplementarmente, concretizando-o e justificando alheio por via de subsequente comercialização, não pode constituir o
a sua necessidade.” imóvel em que o trabalhador presta a sua actividade, antes tendo de ser
encarado como o resultado ou produto da respectiva actividade, como o
Fonte: Ac. do Supremo Tribunal Tribunal de Justiça de 17-12-2014 seriam, v.g., os artigos de vestuário ou calçado produzidos pela respectiva
(Proc. 1364/11.6TTCBR.C1.S1). entidade patronal que tais actividades tivesse por objecto.

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
Poderá consultar o texto integral em II – O entendimento contrário acarretará, designadamente nas empresas
de construção civil, um tratamento discriminatório – completamente arbi-
http://www.dgsi.pt/jstj.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/204b0 trário e alheado do critério interpretativo dimanado do art. 9.º, n.º 3, do CC,
12407dc2c1f80257db1005b4e28?OpenDocument e, pois, não prosseguido pelo legislador – entre trabalhadores da mesma
empresa, conforme as funções por si exercidas o sejam no estabeleci-
mento da respectiva sede – v.g. pessoal administrativo, da área financeira,
de gestão, etc. – ou nos seus edifícios construídos ou em edificação – v.g.
trolhas, serventes, carpinteiros, canalizadores, pintores, electricistas, etc.”
direito do trabalho ▪ jurisprudência  11  30

Fonte: Ac. do Supremo Tribunal de Justiça de 13-01-2015 3. Não obstante as circunstâncias a apreciar para a verificação da justa causa
(Proc. 1145/12.0TBBCL-C.G1.S1). para a resolução do contrato por parte do trabalhador serem reportadas
às estabelecidas para os casos da justa causa de despedimento levado
Poderá consultar o texto integral em a cabo pelo empregador, o juízo de inexigibilidade da manutenção do
vínculo tem de ser valorado de uma forma menos exigente relativamente
http://www.dgsi.pt/jstj.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/290b0 à que se impõe para a cessação do vínculo pelo empregador, uma vez
0e20251490d80257dcc0054e3cd?OpenDocument que este, ao contrário do trabalhador, tem outros meios legais de reação
à violação dos deveres laborais.

5. Resolução do contrato pelo trabalhador ( justa causa, 4. O vencimento da obrigação de pagamento da retribuição referente
pagamento do trabalho suplementar) – Processo n.º a trabalho suplementar não está dependente de qualquer interpelação
2881/07.8TTLSB.L1.S1 por parte do trabalhador, ocorrendo logo que seja prestado o trabalho,
ficando o empregador constituído em mora se o trabalhador, por facto
“Sumário: que não lhe seja imputável, não puder dispor do montante da retribuição
na data do vencimento.”
1. (…).

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
Fonte: Ac. do Supremo Tribunal de Justiça de 14-01-2015
2. Invocando justa causa subjetiva, o trabalhador só pode resolver o (Proc. 2881/07.8TTLSB.L1.S1).
contrato de trabalho se o comportamento do empregador for ilícito,
culposo e tornar, em razão da sua gravidade e consequências, imediata e Poderá consultar o texto integral em
praticamente impossível a subsistência da relação de trabalho, devendo
demonstrar, de igual passo, a existência do nexo de causalidade entre http://www.dgsi.pt/jstj.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/e178d
aquele comportamento e a inexigibilidade para o trabalhador na manu- 4a15830568380257dce0038a82b?OpenDocument
tenção do vínculo.
direito do trabalho ▪ jurisprudência  12  30

6. Contrato de trabalho a termo (Motivo justificativo) – Poderá consultar o texto integral em


Processo n.º 488/11.4TTVFR.P1.S1
http://www.dgsi.pt/jstj.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/5fa7b
“Sumário: d893a75149e80257dce0037ede2?OpenDocument

I. (…).
7. Despedimento (Justa causa, deveres de obediência,
II. O contrato de trabalho a termo (resolutivo) é um contrato especial, zelo e diligência) – Processo n.º 497/12.6TTVRL.P1.S1
de uso excepcional, sujeito a forma escrita, dela devendo constar, além
de outras, a indicação do termo estipulado e do motivo justificativo da “Sumário:
contratação, este com menção expressa dos factos que o integram, de
modo a estabelecer-se a relação entre a justificação invocada e o termo 1. (…).
estipulado.
2. Provando-se que o trabalhador, que exercia as funções de chefe de
III. Cumpre este requisito legal a indicação, no clausulado do contrato, mesa, (i) não respeitou as regras de indumentária em vigor no hotel
cujos termos permitam a sindicabilidade dos fundamentos invocados e que, instado várias vezes para respeitar essas regras, optou por uma

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
para a contratação precária e a verificação da relação entre o motivo posição de repúdio directo contra essa ordem e (ii) que cobrou valores
invocado e o termo estabelecido, em que expressamente se consignou diversos dos consumidos, em dias sucessivos e a vários clientes, violou,
que o mesmo é celebrado para prover ao acréscimo excepcional da acti- culposamente e de forma grave, os deveres de cumprir as ordens e ins-
vidade decorrente do lançamento de uma campanha promocional, com truções do empregador atinentes à execução do trabalho e de realizar
a duração inicialmente estimada em seis meses.” com zelo e diligência as funções que lhe estavam confiadas.

Fonte: Ac. do Supremo Tribunal de Justiça de 14-01-2015 3. Neste contexto, este comportamento tornou, pela sua gravidade e
(Proc. 488/11.4TTVFR.P1.S1). consequências, imediata e praticamente impossível a subsistência da
relação laboral, verificando-se, assim, justa causa para o despedimento.”
direito do trabalho ▪ jurisprudência  13  30

Fonte: Ac. do Supremo Tribunal de Justiça de 14-01-2015 não sofrera, no dia 26 de Março de 2008, quaisquer lesões produzidas
(Proc. 497/12.6TTVRL.P1.S1). pelo impacto das portas automáticas existentes no local de trabalho, invo-
cou, deliberadamente, aqueles eventos, que sabia não corresponderem à
Poderá consultar o texto integral em realidade, com o propósito de beneficiar da protecção contemplada no
regime jurídico dos acidentes de trabalho.
http://www.dgsi.pt/jstj.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/d0325
7d45a18e54680257dce0037ccc0?OpenDocument 3. Assim, a trabalhadora, com o seu comportamento grave e culposo, pôs
em crise a permanência da confiança em que se alicerçava a relação de
trabalho e que, insubsistindo, torna imediata e praticamente impossível a
8. Despedimento (Justa causa) – Processo n.º respectiva manutenção, que não é razoável exigir à empregadora, verifi-
4792/08.0TTLSB.L1.S1 cando-se, assim, justa causa para o despedimento, nos termos do artigo
396.º, n.º 1, do Código do Trabalho de 2003.”
“Sumário:
Fonte: Ac. do Supremo Tribunal de Lisboa de 24-01-2015
1. Tendo a trabalhadora participado acidente de trabalho em que as (Proc. 4792/08.0TTLSB.L1.S1).
lesões declaradas não ocorreram no dia, hora, local e circunstancialismo

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
declarados, tal actuação assume, indiscutivelmente, relevância disciplinar, Poderá consultar o texto integral em
violando o dever de lealdade para com a empregadora, tomado este no
sentido de necessidade do ajustamento da conduta do trabalhador ao http://www.dgsi.pt/jstj.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/69a0d
princípio da boa fé no cumprimento das obrigações. 31bdcae5b7b80257dce003795fc?OpenDocument

2. O apurado comportamento da trabalhadora não pode deixar de con-


siderar-se particularmente grave e censurável, já que, bem sabendo que
direito do trabalho ▪ jurisprudência  14  30

9. Despedimento (Procedimento disciplinar, 5 – A exclusividade da culpa do trabalhador na não recepção tempestiva


comunicação da decisão) – Processo n.º da comunicação, relevante nos termos do n.º 7 parte final do artigo 357.º
649/11.6TTFUN.L1.S1 do Código do Trabalho, afere-se da ponderação do facto mencionado
no número anterior, no contexto das circunstâncias que enquadrem a
“Sumário: cessação da relação de trabalho.”

1 – A decisão de despedimento proferida no procedimento disciplinar é Fonte: Ac. do Supremo Tribunal de Justiça de 22-01-2015
comunicada ao trabalhador visado, por cópia ou transcrição, e determina (Proc. 649/11.6TTFUN.L1.S1).
a cessação do contrato de trabalho, logo que chega ao poder do desti-
natário, ou dele é conhecida por forma processualmente válida. Poderá consultar o texto integral em

2 − A decisão de despedimento produz igualmente efeitos e determina http://www.dgsi.pt/jstj.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/3367e


a cessação do contrato de trabalho quando, por culpa exclusiva do tra- fd64e5630ec80257dd60030c15d?OpenDocument
balhador visado, não foi por ele oportunamente recebida.

3 – O trabalhador tem o dever de comunicar ao empregador a sua resi- 10. Cedência de trabalhadores (Pluralidade de

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
dência e as alterações da mesma que ocorram no contexto da relação empregadores, despedimento ilícito) – Processo n.º
de trabalho. 170/09.2TTOAZ.P1.S1

4 – A devolução pelos serviços postais de carta registada com aviso de “Sumário:


recepção destinada a efectuar a comunicação referida no n.º 1 e enviada
para a morada do trabalhador constante dos serviços do empregador, I – A cedência de trabalhadores só é lícita se for temporária. Por outro
motivada por alteração de residência não comunicada ao empregador, lado, entre outras exigências, esta figura, pressupõe que, em princípio,
indicia culpa do trabalhador na não recepção da comunicação. durante o prazo de duração da cedência ocasional, o trabalhador exerça
funções exclusivamente ao serviço da empresa cessionária.
direito do trabalho ▪ jurisprudência  15  30

II – Embora a LCT não previsse, expressamente, a figura da pluralidade de um despedimento ilícito (art. 92.º, n.º 3, do Código de Trabalho de
de empregadores, nada impedia que um trabalhador se vinculasse, em 2003).”
simultâneo (originária ou sucessivamente) com vários empregadores,
dirigindo todos eles o seu trabalho, ao abrigo do mesmo vínculo, sendo Fonte: Ac. do Supremo Tribunal de Justiça de 28-01-2015
decisivo, no domínio de vigência daquela lei, o critério da subordinação (Proc. 170/09.2TTOAZ.P1.S1).
jurídica.
Poderá consultar o texto integral em
III – Resultando provado que, a partir de Março de 2001 e até à data da
cessação do seu contrato de trabalho (ocorrida em 8 de Junho de 2008), http://www.dgsi.pt/jstj.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/
o trabalhador passou, indistintamente, a cumprir ordens e a prestar o seu d26a9fc02075faf180257ddc00369f2d?OpenDocument
trabalho a favor de dois empregadores, não estamos perante um quadro


de cedência de trabalhador.

IV – Perante o trabalhador, ambos os empregadores são cotitulares de


todas as obrigações decorrentes do contrato, inclusive as que decorram

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
segurança social ▪ legislação  16  30

Nota: A legislação aqui referida pode ser consultada em www.dre.pt 2. Fundo de Reestruturação do Sector Solidário –
Alterações – Decreto-Lei n.º 44/2015, de 1 de Abril

1. Subsídio Social de Mobilidade – Portaria Este diploma altera o regime do Fundo de Reestruturação do Sector
n.º 95-A/2015, de 27 de Março Solidário (FRSS), criado pelo DL-165-A/2013, de 23 de Dezembro, com
o objectivo de apoiar a reestruturação e a sustentabilidade económica
A presente portaria estabelece as regras de apuramento do valor do e financeira das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e
subsídio social de mobilidade a atribuir pelo Estado aos passageiros equiparadas.
residentes, equiparados e a estudantes nas viagens de avião entre o
continente e a Região Autónoma dos Açores ou entre esta e a Região As alterações introduzidas clarificam o modelo de financiamento do
Autónoma da Madeira. FRSS pelas instituições participantes, limitam a 3% do activo do fundo
o montante das despesas que podem ser realizadas, reforçam as com-
O valor do subsídio social de mobilidade corresponde à diferença entre petências das instituições participantes na sua gestão e alargam a área
o custo elegível e o valor máximo duma viagem de ida e volta a seguir de recrutamento do presidente do conselho de gestão à qualidade de
indicado: membro do conselho directivo do IGFSS.

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
a) Entre o continente e a RA Açores:

• 
Para passageiros residentes e equiparados – valor máximo: 3. Desemprego – Medida REATIVAR – Despacho
134,00 euros; n.º 3651/2015, de 6 de Abril (in DR. II.ª série, n.º 71,
• Para passageiros estudantes – valor máximo: 99,00 euros; de 13/04/2015)
a) Entre a RA Açores e a RA Madeira:
O presente despacho define os valores da comparticipação financeira do
• 
Para passageiros residentes e equiparados – valor máximo: Instituto de Emprego e Formação Profissional, I.P. às entidades promoto-
119,00 euros; ras dos estágios enquadrados na “Medida REATIVAR” criada pela Portaria
• Para passageiros estudantes – valor máximo: 89,00 euros. n.º 86/2015, de 20 de Março.
segurança social ▪ legislação  17  30

Os valores da comparticipação, definida na modalidade de custos uni- médicos contratados que tenham sido aposentados na idade normal
tários, por mês e por estágio, constam dos anexos I, II e III do referido (sem antecipação) possam optar por acumular a remuneração do cargo
despacho. com um terço da pensão de aposentação ou por acumular um terço da
remuneração do cargo com a totalidade da pensão de aposentação.

4. SNS – Exercício de funções públicas por O presente diploma alterou também, em norma transitória, o regime de
médicos aposentado – Decreto-Lei n.º 53/2015, acumulação da pensão de aposentação com remuneração anteriormente
de 15 de Abril definida para os médicos com pensão de aposentação antecipada. Dan-
tes a pensão de aposentação era suspensa enquanto durasse o contrato
Este decreto-lei prorroga por mais três anos a partir de 31/07/2015 a de trabalho em funções públicas; agora, com este diploma, o médico
vigência do DL-89/2010, de 21 de Julho que estabeleceu um regime com aposentação antecipada tem direito a manter a respectiva pen-
excepcional e temporário para o exercício de funções públicas em esta- são, acumulando-a com 1/3 do valor da remuneração correspondente
belecimentos do Serviço Nacional de Saúde por médicos aposentados à categoria, índice e escalão em que estava posicionado aquando da
pela Caixa Geral de Aposentações (CGA). aposentação.

Recorda-se que, no âmbito do Estatuto da Aposentação (artigos 78.º

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
e 79.º), os aposentados não podem exercer funções públicas, excepto 5. FGS – Fundo de Garantia Salarial – Novo regime
quando haja lei especial que o permita (como é o caso dos médicos do jurídico – Decreto-Lei n.º 59/2015, de 21 de Abril
SNS) ou quando sejam devidamente autorizados pelo Primeiro-Ministro,
por motivo de interesse público do cargo e, quando permitida a acumu- O diploma em referência estabelece o novo regime jurídico do Fundo
lação, a pensão de aposentação é suspensa, enquanto durar o exercício de Garantia Salarial (FGS) a que se refere o artigo 336.º do Código de
de funções. Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro, destinado a
assegurar o pagamento das remunerações de trabalho subordinado não
Ora, o regime de acumulação, agora prorrogado, introduziu várias excep- pagas por entidades empregadoras em falência ou situação económica
ções ao regime geral de proibição de acumulação, permitindo que os difícil.
segurança social ▪ legislação  18  30

A regulamentação deste Fundo constava dos artigos 317.º a 326.º da Lei Alarga o prazo de apresentação do requerimento até um ano
f) 
n.º 35/2004, de 29 de Julho e do DL-139/2001, de 24 de Abril, que agora após a cessação do contrato;
são revogados.
Continua a abranger as remunerações em atraso desde os
g) 
últimos seis meses anteriores à apresentação do pedido de
As principais alterações introduzidas neste novo regime jurídico do FGS
insolvência ou revitalização ou recuperação com o limite mensal
são as seguintes:
de 3 salários mínimos e o limite global de seis meses ou seja 18
a) Unifica as normas regulamentares num só diploma; salários mínimos.

Passa a abranger os trabalhadores com actividade habitual


b)  Procedimento – Os trabalhadores de empresas em processo de insolvên-
em Portugal, mas ao serviço de empregador com actividade cia, de revitalização ou de recuperação e que tenham salários em atraso
em dois ou mais Estados-Membros, mesmo nas situações em ou indemnizações por cessação do contrato de trabalho podem requerer
que o empregador seja declarado insolvente por tribunal ou o pagamento dos créditos em dívida, mediante o preenchimento do
autoridade de outro Estado-Membro ou do espaço económico formulário de modelo GS 1/2014 – DGSS, disponível em www.seg-social.
europeu (Islândia, Listenstaina e Noruega); pt, juntando os documentos solicitados e entregar o requerimento no
serviço de atendimento da segurança social, de preferência nos serviços
Passa a abranger os trabalhadores de empresas em processo de
c) 
da área da sede da empresa.

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
revitalização (Programa Revitalizar) ou em processo de recupe-
ração (SIREVE);
O requerimento deve ser certificado, conforme o caso, pelo administrador
Prevê uma norma antiabuso, permitindo a redução dos valores
d)  da insolvência, pelo administrador judicial provisório, pelo empregador
pedidos quando estejam em desconformidade com a média dos ou pela inspecção do trabalho (autoridade para as condições de trabalho).
valores das declarações de remunerações dos últimos 12 meses;
O Centro Distrital de Segurança Social promoverá a instrução e aprecia-
Promove a articulação entre o regime do FGS e o Fundo de
e) 
ção do pedido, devendo tomar uma decisão no prazo de 30 dias a contar
Compensação do Trabalho (FCT), mecanismo equivalente (ME) e
da data em que o requerimento esteja devidamente instruído.
do Fundo de Garantia de Compensação do Trabalho (FGCT);
segurança social ▪ legislação  19  30

a) Prazo de apresentação do requerimento: O requerimento deve ser • Subsídios de Natal;


apresentado no prazo de um ano a contar da data de cessação
• Subsídios de alimentação;
do contrato de trabalho.
• Indemnização por despedimento ou compensação por
b) Documentos a juntar ao requerimento: O requerimento deve ser
cessação do contrato de trabalho;
instruído com o documento comprovativo dos créditos recla-
mados pelo trabalhador emitida pelo administrador de insol- • Créditos emergentes da violação do contrato de trabalho.
vência ou pelo administrador judicial provisório ou, não sendo
e) Montante garantido: O FGS garante o pagamento dos créditos
o trabalhador parte constituída, com declaração comprovativa
vencidos desde os últimos seis meses anteriores ao início dos
da natureza e montante dos créditos em dívida e declarados
processos referidos (data da propositura da acção de insol-
no requerimento pelo trabalhador, emitida pelo empregador ou
vência, data da entrada do requerimento no processo especial
pela inspecção do trabalho.
de revitalização, data de entrada do pedido do procedimento
c) Situações abrangidas: Trabalhadores de empresas: extrajudicial de recuperação), até ao limite máximo global de
seis meses e limite máximo mensal de três salários mínimos ou
• Em processo de insolvência com sentença de declaração de
seja, o limite global garantido pelo FGS é de 18 salários mínimos
insolvência;
(em 2015: 18 x € 505,00 = € 9.090,00).

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
• Em processo especial de revitalização com despacho do juiz
Ao montante apurado, são deduzidos:
que designa o administrador judicial provisório;
• Os valores das contribuições para a segurança social da
• Em processo extrajudicial de recuperação da empresa com
responsabilidade do trabalhador;
despacho de aceitação do requerimento pelo IAPMEI.
• Os valores da retenção na fonte do IRS;
d) Créditos abrangidos: Créditos emergentes do contrato de traba-
lho ou da sua violação ou cessação, designadamente: • Eventuais subsídios de desemprego decorrentes do regime
de salários em atraso do período reclamado.
• Remunerações mensais em atraso;

• Subsídios de Férias;
segurança social ▪ legislação  20  30

f) Notificação do trabalhador: O trabalhador deve ser notificado • Aplicação retroactiva: No entanto, devem ser reapreciados
da decisão final com indicação do montante a pagar, os valores oficiosamente e com base no novo regime do FGS os reque-
deduzidos e a forma de pagamento; rimentos apresentados:

• Na pendência do Processo Especial de Revitalização;


g) Pagamento: O valor devido pelo FGS é pago numa única pres-
tação através de transferência bancária para o IBAN que constar • Entre 01/09/2012 e 04/05/2015 por trabalhadores
do sistema de segurança social ou por carta cheque “não à abrangidos por plano de insolvência homologado por
ordem” (não pode ser endossado e só pode ser levantado ou sentença, no processo de insolvência.
depositado pelo próprio).

h) Notificação do empregador: Com o pagamento ao trabalhador, 6. SNS – Regime das taxas moderadoras – Alteração –
o empregador é notificado do montante ilíquido dos créditos Decreto-Lei n.º 61/2015, de 22 de Abril
laborais pagos e que passam a constituir dívida do empregador
ao Fundo de Garantia Salarial; Este decreto-lei alarga a isenção de taxas moderadoras aos menores até
aos 18 anos e entra em vigor em 01/05/2015. Antes desta alteração os
i) Garantias do FGS: O FGS fica sub-rogado nos direitos e privilé- menores apenas estavam isentos até aos 12 anos de idade.

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
gios creditórios do trabalhador até ao montante dos créditos
pagos, sendo a dívida graduada a par do valor remanescente Assim, actualmente beneficiam da isenção das taxas moderadoras os
dos créditos laborais dos trabalhadores; utentes que se encontrem numa das seguintes situações:

• Grávidas e parturientes;
j) Aplicação da lei no tempo:
• Menores;
• Aplicação para o futuro: O novo regime do FGS aplica-se aos
requerimentos apresentados a partir da data da sua entrada • Transplantados;
em vigor (04/05/2015), sendo os requerimentos anteriores
• Dadores de sangue (nos serviços de saúde dos cuidados primá-
apreciados com base na regulamentação anterior;
rios);
segurança social ▪ legislação  21  30

• Dadores vivos de células, tecidos e órgãos (nos serviços de saúde de pensão de reforma por invalidez e velhice e dos complementos de
dos cuidados primários); pensão de sobrevivência, que se vencerem a partir de 01/05/2015, dos
antigos trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, S.A. e
• Utentes com incapacidade igual ou superior a 60%;
da Gestnave – Serviços Industriais, S.A. e que sejam devidos pelo Fundo
• Militares e ex-militares (com incapacidade permanente) de Pensões ENVC e pelo Fundo de Pensões GESTNAVE.

• Bombeiros;
As responsabilidades transferidas para a CGA compreendem:
• Jovens institucionalizados (protecção de jovens em risco, pro-
cesso tutelar ou em medida cautelar em centro educativo); Os complementos de pensão devidos pelo Fundo de Pensões
a) 
ENVC em 31/12/2014:
• Requerentes de asilo e refugiados e familiares directos;
• 
Complementos de pensão de reforma relativos a trabalhado-
• Utentes com rendimento médio mensal igual ou inferior a
res reformados a partir de 01/07/2000.
1,5xIAS (em 2015: € 628,83);
• 
São devidas 13 mensalidades no ano pelo valor mensal em
• Desempregados de longa duração.
curso em 31/12/2014.

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
• 
Complementos de pensão de sobrevivência. São devidas
13 mensalidades no ano pelo valor mensal em curso em
7. Complementos de pensão dos antigos trabalhadores
31/12/2014.
dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e da
Gestnave – Transferência da responsabilidade para • 
Complementos de pensão de sobrevivência decorrentes de
a Caixa Geral de Aposentações – Decreto-Lei n.º óbitos ocorridos a partir de 01/01/2015 de beneficiários que
62/2015, de 23 de Abril. se tenham reformado entre 01/07/1993 e 31/12/2014. São
devidas 13 mensalidades no ano pelo valor mensal corres-
O presente diploma transfere para a Caixa Geral de Aposentações (CGA) a pondente ao último complemento de pensão de reforma
responsabilidade pelo processamento e pagamento dos complementos com o limite máximo mensal de € 249,40.
segurança social ▪ legislação  22  30

Os complementos de pensão devidos pelo Fundo de Pensões


a)  O presente diploma procede também à transferência para a CGA dos
GESTNAVE em 31/12/2014. meios necessários à cobertura das responsabilidades transferidas, ava-
liadas em 23,597 M€ (plano de pensões do Fundo ENVC) e em 33,872
• 
Complementos de pensão de reforma.
M€ (plano de pensões do Fundo Gestnave) e à extinção dos fundos de
• 
Complementos de pensão de sobrevivência. pensões referidos.


• 
Complementos de pensão de sobrevivência decorrentes
de óbitos ocorridos a partir de 01/01/2015 de beneficiários
reformados até 31/12/2014. São devidas 13 mensalidades no
ano, sendo o valor mensal actualizado pelo IPC de Dezembro
do ano anterior.

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
segurança social ▪ jurisprudência  23  30

Nota: Os acórdãos aqui referidos podem ser consultados nos portais “Nos termos do disposto no artigo 2.° da Lei n.º 75/98, de 19 de
electrónicos dos respectivos tribunais através de www.dgsi.pt Novembro, e no artigo 3.º n.º 3 do DL-164/99, de 13 de Maio, a
prestação a suportar pelo Fundo de Garantia de Alimentos Devi-
dos a Menores não pode ser fixada em montante superior ao da
1. Supremo Tribunal de Justiça: prestação de alimentos a que está vinculado o devedor originário.”

a) FGADM – Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores b) Plano de insolvência – Homologação – Ineficácia perante
– Montante dos alimentos – Uniformização da Jurisprudência a Autoridade Tributária e a Segurança Social – Acórdão de
– Acórdão de 19/03/2015 (Proc. 252/08.8TBSRP-B-AE1.S1-A – 24/03/2015 (Proc. 664/10.7TYVNG.P1.S1 – 6.ª secção)
Tribunal Pleno)
A jurisprudência tem sido uniforme sobre as consequências da
Sobre qual poderá ser o montante da pensão de alimentos não aprovação do plano de insolvência pelos credores Admi-
devida pelo FGADM, no caso de incumprimento do progenitor nistração Fiscal e Segurança Social: o plano de insolvência
obrigado, numa primeira fase, a jurisprudência dividiu-se, sendo aprovado pelos restantes credores deve ser homologado, mas é
maioritária a que defendia que os alimentos devidos pelo FGADM ineficaz em relação à Segurança Social e à Administração Fiscal
podiam ser fixados em montante inferior, igual ou superior ao se tiverem votado contra a sua aprovação.

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
devido pelo progenitor obrigado.
O presente acórdão confirma esta jurisprudência e decidiu
Numa segunda fase, a jurisprudência orientou-se com alguma homologar o plano de insolvência aprovado pelos restantes
uniformidade no sentido de que os alimentos devidos a menores credores e declará-lo ineficaz em relação à Administração Fiscal
pelo FGADM não podem ser fixados em montante superior ao e à Segurança Social, revogando o acórdão do Tribunal da
devido pelo progenitor obrigado. Relação que havia decidido pela não homologação.

O presente acórdão do STJ, com 24 votos a favor e 12 contra, fixa


e uniformiza a jurisprudência no sentido seguinte: •
segurança social ▪ dicas e sugestões  24  30

1. Segurança Social Directa – Comunicação da admissão Entidade Taxa contributiva global


de novos trabalhadores ou alteração de taxa
contributiva – Taxas contributivas disponíveis: RG – Entidades com fins lucrativos 34,75%
RG – Trabalhadores dos seguros 35,75%
Foram alteradas no serviço “Segurança Social Directa” as taxas con-
tributivas que as entidades empregadoras podem utilizar aquando da RG – Entidades sem fins lucrativos
33,30%
comunicação da admissão de novos trabalhadores. RG – IPSS (Instituições Particulares 32,60%
de Solidariedade Social)
Assim, as taxas contributivas disponíveis da “Segurança Social Directa”
RG – Trabalhadores em funções públicas:
são as seguintes:
Com contrato
34,75%
Com vínculo de nomeação 29,60%

Militares:

Com contrato 34,75%

Com vínculo de nomeação

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
29,60%
RG – Trabalhadores agrícolas 33,30%

Pensionistas de velhice
23,90%
Pensionistas de invalidez 28,20%

RG – Primeiro emprego
11,00%
RG – Desempregado de longa duração 11,00%

Restantes situações – preencher e remeter


Formulário RV1009 – DGSS
segurança social ▪ obrigações mensais  25  30

Calendário social do mês de Maio de 2015: alteração da modalidade de contrato no prazo de 1 a 10 do mês
seguinte àquele em que tenham ocorrido os respetivos factos,
As obrigações contributivas decorrentes do Código dos Regimes Contri- através da Internet em www.seg-social.pt.
butivos devem ser cumpridas nos seguintes prazos:
Note que a falta de entrega destas declarações no prazo indicado,
constitui contraordenação leve e faz presumir a continuidade da rela-
1. De 1 a 10 – Devem ser cumpridas as obrigações ção laboral, pelo que se mantém a obrigação contributiva (obrigação
declarativas: de incluir o trabalhador na declaração de remunerações e de pagar as
correspondentes contribuições) até ao cumprimento da obrigação.
a) Declaração de remunerações – A declaração com as remunera-
ções do mês de Fevereiro deve ser entregue de 1 a 10 do mês
seguinte. 2. De 10 a 20 – Devem ser cumpridas as obrigações
de pagamento:
Nota: Esta declaração deve ser feita obrigatoriamente por transmissão
eletrónica de dados, através do sítio na da internet da Segurança Social, a) Pagamento das contribuições (Regime Geral) – As contribui-
www.seg-social.pt, independentemente do número de trabalhadores. ções devidas à segurança social pelas entidades empregadoras

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
(singulares ou coletivas) devem ser pagas no período de 10 a 20
Note que a falta de entrega da declaração de remunerações no prazo de cada mês. O pagamento pode ser feito:
indicado constitui contraordenação leve, se cumprida nos 30 dias seguin-
Nas instituições bancárias que tenham acordo com o
• 
tes ou contraordenação grave, se não cumprida ou cumprida depois de
Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I.P;
decorridos 30 dias do fim do prazo.
Nas tesourarias dos serviços da Segurança Social;
• 
b) Declaração de cessação ou suspensão do contrato de trabalho –
A entidade empregadora é obrigada a declarar à instituição de Nas Caixas Multibanco, obtendo a referência multi-
• 
segurança social competente a cessação ou suspensão do con- banco a partir da Segurança Social Direta.
trato de trabalho e o motivo que lhes deu origem, bem como a
segurança social ▪ obrigações mensais  26  30

Note que a falta de pagamento pela entidade empregadora das contri- Trabalhadores do Serviço Doméstico:
buições devidas pelos trabalhadores por conta de outrem ao seu serviço
• Multibanco – Serviço Especial;
constitui crime contra a segurança social, independentemente do valor
das contribuições em causa. • Homebanking;

• Tesourarias da Segurança Social.


b) Pagamento das contribuições (Doméstico/Independentes/
seguro social voluntário) – As contribuições devidas à segurança A falta de pagamento das contribuições no prazo indicado determina a
social no regime dos trabalhadores do serviços doméstico ou aplicação de juros de mora.
pelos beneficiários do regime dos trabalhadores independentes
A falta de pagamento das quotizações pelos trabalhadores independentes
e do seguro social voluntário devem ser pagas no período de
no prazo de indicado constitui também contraordenação leve, se cumprida
1 a 20 de cada mês.
no prazo de 30 dias ou grave, se cumprida depois de decorridos 30 dias.

Note que a partir de 01/03/2015, deixou de ser possível fazer o paga-


mento destas quotizações através dos CTT, passando estas quotizações
a ser pagas pelas seguintes vias: 3. Até 31 de Maio – Renovação do Subsídio Social
de Desemprego

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
Trabalhadores Independentes e Seguro Social Voluntário:
Os beneficiários que estejam a receber o subsídio social de desemprego
• Multibanco – Serviço Especial;
devem renovar, através do serviço “segurança social directa” ou no serviço
• Multibanco – Pagamento de Serviços; de atendimento da área de residência, a prova da composição do agre-
gado familiar e dos rendimentos durante o mês em que completarem
• Homebanking;
cada período de 180 dias consecutivos de atribuição do subsídio.
• Sistema de Débitos Diretos;
Assim, no mês de Maio devem proceder à renovação das referidas con-
• Tesourarias da Segurança Social. dições os beneficiários cujo subsídio social de desemprego tenha tido
início nos meses de Novembro ou Maio.
segurança social ▪ obrigações mensais  27  30

A falta da renovação da prova determina a suspensão do pagamento do 4. Pedido da Prestação Compensatória dos Subsídios de
subsídio social de desemprego a partir do início do mês seguinte àquele Férias e de Natal
em que a prova devia ter sido efectuada. O direito ao subsídio social de
desemprego cessa a partir do segundo mês seguinte, sem que tenha sido Está a decorrer o prazo de 6 meses (desde 01/01/2015) para os traba-
feita a renovação da prova. lhadores requererem a Prestação Compensatória dos Subsídios de Férias
e/ou de Natal, relativa aos subsídios perdidos por motivo de doença
durante o ano de 2014.
4. Até 31 de Maio – Trabalhadores Independentes –
Anexo SS ao Modelo 3 do IRS Na verdade, os trabalhadores que, em consequência da ausência ao tra-
balho por doença subsidiada, não receberem o subsídio de férias e/ou de
Os trabalhadores por conta própria que estejam a contribuir para o Natal, no todo ou em parte, por força de instrumento de regulamentação
regime geral dos trabalhadores independentes e que, durante o mês de colectiva de trabalho ou outra fonte de direito laboral, têm direito a uma
Abril, entreguem à Administração Fiscal o Modelo 3 da Declaração em prestação compensatória do subsídio em falta.
suporte papel, devem entregar também o Anexo SS com a discriminação
do valor dos serviços prestados por entidade. A atribuição da prestação compensatória do subsídio de férias, de Natal
ou outras de natureza análoga depende de requerimento a entregar nos

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
O Anexo SS corresponde ao modelo RC-3048-DGSS e foi aprovado pela serviços de segurança social, em impresso de modelo próprio, acompa-
Portaria n.º 284/2014, de 31 de Dezembro. nhado dos documentos de prova nele indicados, no prazo de 6 meses,
contados a partir de 1 de Janeiro do ano seguinte àquele em que os
subsídios eram devidos.


convenções colectivas de trabalho  28  30

RE/ Efeitos Tabela


CCT BTE Identificação do IRCT Aplicação Alterações / Rectificações / Novos Salarial CAE

Secção C – Indústrias transformadoras

CCT N.º 13 Contrato coletivo entre a ANAREC – Associação Nacional de Território nacional Novo CCT 01/01/2015 46711
08/04/2015 Revendedores de Combustíveis e a FEPCES – Federação Portuguesa dos
Sindicatos do Comércio, Escritórios e Serviços e outras – Revisão global.

AE N.º 13 Acordo de empresa entre a CELTEJO – Empresa de Celulose do Tejo, SA e Território nacional Alteração do regime juridico da transferência definitiva de 01/01/2015 17120
08/04/2015 a COFESINT – Federação de Sindicatos da Indústria, Energia e Transportes local de trabalho; do trabalho suplementar prestado em dia
e outros – Alteração salarial e outras. normal de trabalho; Diuturnidades (10,60€) ; do subsídio de
turno; Abono para falhas (53,85 €); Subsídio de refeição (6,20
€); e alteração da tabela salarial com alteração do conteudo
funcional de categorias nele indicadas.

AE N.º 13 Acordo de empresa entre a CELTEJO – Empresa de Celulose do Tejo, SA Território nacional Alteração do regime juridico da transferência definitiva de 01/01/2015 17120
08/04/2015 e a FIEQUIMETAL – Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, local de trabalho; do trabalho suplementar prestado em dia
Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, normal de trabalho; Diuturnidades (10,60€) ; do subsídio de
Energia e Minas e outros – Alteração salarial e outras. turno; Abono para falhas (53,85 €); Subsídio de refeição (6,20
€); e alteração da tabela salarial com alteração do conteudo
funcional de categorias nele indicadas.

AE N.º 13 Acordo de empresa entre a Portucel, SA e a COFESINT – Federação de Território nacional Alteração do regime juridico das Transferências; da Troca de 01/01/2015 17120
08/04/2015 Sindicatos da Indústria, Energia e Transportes e outra – Alteração salarial turnos; Abono para falhas (54,90 €); Remuneração de trabalho
e outras. suplementar; Subsídio de alimentação (6,90 €); alteração do
regime juridico da Segurança e saúde no trabalho e alteração
da tabela salarial

AE N.º 13 Acordo de empresa entre a Portucel, SA e a FIEQUIMETAL – Federação Território nacional Alteração do regime juridico das Transferências; da Troca de 01/01/2015 17120
08/04/2015 Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, turnos; Abono para falhas (54,90 €); Remuneração de trabalho
Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas e outros suplementar; Subsídio de alimentação (6,90 €); alteração do
– Alteração salarial e outras. regime juridico da Segurança e saúde no trabalho e alteração
da tabela salarial

CCT N.º 14 Contrato coletivo entre a ITA – Associação Portuguesa dos Industriais Território nacional Novo CCT 01/01/2015 10110

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
15/04/2015 de Tripas e Afins e a FESAHT – Federação dos Sindicatos da Agricultura,
Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal – Revisão global.

ACT N.º 14 Acordo de empresa entre a Sidul Açucares, Unipessoal, L.da e a Território nacional Ajudas de custo (72,40 €); alteração da Retribuição do 01/01/2015 10810
15/04/2015 COFESINT – Federação de Sindicatos da Indústria, Energia e Transportes e trabalho por turnos; das Diuturnidades (35,70 €); Abono para
outra – Alteração salarial e outras. falhas (94,80 €); alteração do valor do Prémio de antiguidade;

AE N.º 16 Acordo de empresa entre a DAI – Sociedade de Desenvolvimento Agro- Território nacional Novo AE 01/01/2015 10810
29/04/2015 Industrial, SA e a COFESINT – Federação de Sindicatos da Indústria,
Energia e Transportes e outra – Revisão global.

AE N.º 15 Acordo de empresa entre a Font Salem Portugal, SA e a FESAHT – Distrito de Santarém Novo AE 01/01/2015 11050
22/04/2015 Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria
e Turismo de Portugal.

AE N.º 16 Acordo de empresa entre a Portucel, SA e a FETESE – Federação dos Território nacional da Troca de turnos; Abono para falhas (54,90 €); Remuneração 01/01/2015 17110
29/04/2015 Sindicatos da Indústria e Serviços – Alteração salarial e outras. de trabalho suplementar; Subsídio de alimentação (6,90
€); Subsídio de infantário ( 63,69 €); do regime juridico das
Diuturnidades; Da Retribuição da prevenção e alteração da
tabela salarial
convenções colectivas de trabalho  29  30

RE/ Efeitos Tabela


CCT BTE Identificação do IRCT Aplicação Alterações / Rectificações / Novos Salarial CAE

Secção G – Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis, motociclos

CCT N.º 13 Contrato coletivo entre a ANAREC – Associação Nacional de Território nacional Novo CCT 01/01/2015 46711
08/04/2015 Revendedores de Combustíveis e a FEPCES – Federação Portuguesa
dos Sindicatos do Comércio, Escritórios e Serviços e outras – Revisão
global.

Secção H – Transportes e armazenagem

ACT N.º 14 Acordo coletivo entre a Empresa de Navegação Madeirense, L.da e Território nacional Alteração do valor da Alimentação; do regime juridico das 01/03/2015 50102
15/04/2015 outras e a FESMAR – Federação de Sindicatos dos Trabalhadores do Deslocações para embarque/Desembarque e repatriamento;
Mar – Alteração salarial e outras. da Retribuição dos praticantes e estagiários e alteração da
tabela salarial

ACT N.º 14 Acordo de empresa entre a PROMARINHA – Gabinete de Estudos e Território nacional Alteração do valor da Alimentação; do regime juridico das 01/03/2015 52220
15/04/2015 Projectos, SA e a FESMAR – Federação de Sindicatos dos Trabalhadores Deslocações para embarque/Desembarque e repatriamento;
do Mar – Alteração salarial e outras. e alteração da tabela salarial

AE N.º 15 Acordo de empresa entre a PROMETRO, SA e a APROFER – Associação Território nacional Integração em níveis de qualificação das profissões nele 27/04/2015 49392
22/04/2015 Sindical dos Profissionais do Comando e Controlo Ferroviário – Integração elencadas
em níveis de qualificação.

Secção N – Actividades administrativas e dos serviços de apoio

PE N.º 13 Portaria de extensão do contrato coletivo entre a AES – Associação de Território do Continente Estende a todo este sector de actividade o CCT celebrado 01/05/2015 80100
08/04/2015 Empresas de Segurança e outra e a FETESE – Federação dos Sindicatos com estes intervenientes e publicado no BTE 1.ª Série
da Indústria e Serviços e outro. publicado n.º 32, de 29 de Agosto de 2014

Secção O – Administração Pública e Defesa: Segurança Social Obrigatória

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
AE N.º 15 Acordo de empresa entre a Associação Humanitária dos Bombeiros Território nacional Novo AE 01/12/2014 84250
22/04/2015 Voluntários de Salvaterra de Magos e o SNBP – Sindicato Nacional dos
Bombeiros Profissionais.

AE N.º 15 Acordo de empresa entre a PTM Ibérica, Unipessoal, L.da e o Sindicato Território nacional Integração em níveis de qualificação das profissões nele 27/04/2015 84250
22/04/2015 dos Trabalhadores do Porto de Aveiro – Integração em níveis de elencadas
qualificação.

Secção P – Educação

CTT N.º 16 Contrato coletivo entre a APEC – Associação Portuguesa de Escolas de Território nacional Diuturnidades (28,00 €); Abono para falhas (36,00 €); subsidio 01/01/2015 85530
29/04/2015 Condução e a FETESE – Federação dos Sindicatos da Indústria e Serviços de refeição (7,00 €); alteração do regime do Alojamento e
– Alteração salarial e outras. subsídio de deslocação e alteração da tabela salarial
GUIA DE ASSUNTOS LABORAIS
ISBN: 978-989-642-056-7

Os autores:

Cristina Vilar dos Santos


Licenciada em Direito pela Universidade Católica Portuguesa. Pós-Graduada em Direito do Trabalho pela Faculdade de Direito
da Universidade Católica Portuguesa. Conclusão da componente lectiva do curso de Mestrado em Direito do Trabalho, da mesma
faculdade. Advogada.

José Barrias
Licenciado em Direito e titular de Master en Direccíon y Gestión de los Sistemas de Seguridad Social, outorgado pela OISS e
pela Universidade de Alcalá de Henáres (Madrid). Director do Centro Nacional de Pensões e Assessor Principal do Quadro
do Centro Regional de Segurança Social de Lisboa e Vale do Tejo.

Carla Jobling
Pós-Graduada em Direito do Trabalho, pelo Instituto de Direito do Trabalho da Universidade de Direito de Lisboa. Pós-graduada em
Direito Empresarial, pela Faculdade de Direito da Católica de Lisboa. Frequência do curso de Mestrado na área de ciências jurídicas,
com especialização em Direito Comercial e Direito do Trabalho. Formadora na área do Direito Laboral. Especialista em Direito do
Trabalho reconhecida pela Ordem dos Advogados.

Quadritópico, Lda.
(Distribuidor titular da licença oficial para Portugal)
Edifício Castilho, Piso 1
Rua Castilho 5, 1250-066 Lisboa
E-mail: info@quadritopico.pt
Coordenação editorial: Ana António

Paginação e design: M. Pinho, Produtos Digitais, Unipessoal, L.da

Todos os direitos, nomeadamente os direitos de título, de licença e de propriedade industrial são, de um modo geral, propriedade da edi-
tora Dashöfer Holding Ltd., Chipre.

Copyright © 2015, Dashöfer Holding Ltd., Chipre — Edição 137 Maio de 2015
Todos os direitos são reservados, especialmente o direito de reprodução e transformação, bem como o de tradução. Nenhum título da obra
pode ser, por qualquer meio, reproduzido sem a autorização da Editora (seja por fotocópia, impressão, processos eletrónicos ou outros).

Os conteúdos deste guia fornecem informações e orientações de carácter geral para leitura, não podendo ser considerados meios de
consultadoria jurídica ou outra. A utilização deste guia não substitui a consulta de um profissional e/ou de um jurista, assim como da
legislação em vigor. Os conteúdos desta obra foram elabo­rados de boa-fé e com base nos conhecimentos disponíveis à data da sua publi-
cação. As constantes alterações legislativas e/ou tecnológicas poderão levar à sua inexatidão. Pela falta de uniformização da jurisprudência
existente, pela constante mutação das decisões da Administração Pública e por todos os fundamentos supra referidos, nem a Editora nem
os seus autores podem garantir a utilização rigorosa dos conteúdos para fins e objetivos a que os mesmos são alheios, devendo s­ empre o
leitor ter em conta o carácter geral dos mesmos.

Esta publicação foi concebida para ser consultada recorrendo à versão grátis do Adobe Acrobat Reader (http://get.adobe.com/reader/)
que corre no sistema operativo Windows. Dada a fragmentação de sistemas operativos e das aplicações capazes de ler ficheiros PDF
(Portable Document Format) não podemos ter a certeza de que todos os recursos disponibolizados aqui possam ser cabalmente
utilizados por essas aplicações noutros sistemas operativos (designadamente, links para o respectivo documento e hyperlinks para
sites na Web).