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TELEDETECÇÃO

Prof. A. Cordeiro 1
Engenharia Geográfica
157
BIBLIOGRAFIA

Lições Teóricas: http://enggeografica.fc.ul.pt/biblioteca.htm

Detecção Remota
Ana Duarte Fonseca
João Cordeiro Fernandes Ed. Lidel, 2004.

Teledetecção – Aulas Teóricas


Gerd Redweik FCUL, 2004.

Remote Sensing and Image Interpretation


Thomas Lillesand & Ralph Kiefer John Wiley, 2000 (4th.Ed.)
2
TELEDETECÇÃO
Conjunto de métodos de aquisição
de informação sobre qualquer espaço,
em particular a superfície terrestre,
pela medição e interpretação das
radiações recebidas,
em geral sob a forma de imagem.

3
teledetecção INTRODUÇÃO

TELEDETECÇÃO
DO ESPAÇO
CÓSMICO

4
200, 255, 240
teledetecção INTRODUÇÃO

TELEDETECÇÃO
DE SUPERFÍCIES
PLANETÁRIAS

LUA
(Tycho –
Surveyor 7)

MARTE
(Mars Express)

TITÃ 5
(Lua de Saturno) 200, 255, 240
teledetecção INTRODUÇÃO

TELEDETECÇÃO DA SUPERFÍCIE TERRESTRE


ANTES DO TSUNAMI (Sistema/Satélite QuickBird)

26 de Dezembro de 2004 6
( PRAIA DE KALATURA – SRI LANKA)
teledetecção INTRODUÇÃO

TELEDETECÇÃO DA SUPERFÍCIE TERRESTRE


ANTES DO TSUNAMI (Sistema/Satélite QuickBird)

26 de Dezembro de 2004 7
( PRAIA DE KALATURA – SRI LANKA)
teledetecção INTRODUÇÃO

TELEDETECÇÃO DA SUPERFÍCIE TERRESTRE


DEPOIS DO TSUNAMI (Sistema/Satélite QuickBird)

26 de Dezembro de 2004 8
( PRAIA DE KALATURA – SRI LANKA)
teledetecção INTRODUÇÃO

PRIMÓRDIOS
DA TELEDETECÇÃO

A. Ballut – 1889
B. (Labrugauere, França)

1860´s - FELIX TOURNACHON - Foto de um vale em França.


1879 - TRIBOULET - 1º Vôo de Fotografia Aérea.
1882 - E. ARCHIBALD (UK) - Fotografia Aérea como procedimento.
1887 - Carta Florestal de Berlim 9
teledetecção INTRODUÇÃO

PRIMÓRDIOS
DA TELEDETECÇÃO

Câmara Exterior
(I Guerra Mundial)

Alvos estratégicos

10
teledetecção INTRODUÇÃO

PRIMÓRDIOS
DA TELEDETECÇÃO
FASE ESPACIAL

Primeiros Foguetões
Alfred Maul - 1904

Alfred Nobel - 1897


( 100 METROS )

11
( 600 METROS )
teledetecção INTRODUÇÃO

VECTORES E
PLATAFORMAS RECENTES

Foguetão
Vicking
1950

Space Shuttle Tiros- 1


12
NASA 1960
teledetecção INTRODUÇÃO

VECTORES E
PLATAFORMAS RECENTES
THEMATIC MAPPER

13
02_Part2_15.html
teledetecção INTRODUÇÃO

TELEDETECÇÃO – Principais Agentes


SENSOR Medição e registo das radiações (sinal).
(Eventualmente: Medição de sinais emitidos)

PLATAFORMA Dispositivos de orientação das radiações,


de controlo programado e de alimentação
do sistema se aquisição.

(VECTOR) (Sistemas de Transporte das Plataformas)

SISTEMA de OBSERVAÇÃO (PROGRAMA)

Conjunto de Segmentos que concorrem para a coordenação,


recepção, gestão e controlo do sistema de aquisição e
de difusão dos dados da Teledetecção.
14
Comercialização
teledetecção INTRODUÇÃO

TELEDETECÇÃO – Principais Factores

RADIAÇÕES ELETRICO-MAGNÉTICAS (Fonte e Natureza)

OBJECTO (Reflector, Emissor)

MEIO ATMOSFÉRICO

SENSOR (Tipo)

RECEPTOR (Sistema de Recepção)

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teledetecção INTRODUÇÃO

TELEDETECÇÃO – Principais Evoluções


ESTUDO DAS RADIAÇÕES
1800 Descoberto da região do Infravermelho (Herschel)
1889 Deflexão das ondas radio em objectos (Hertz)

SENSORES
Dados sequenciais (Temporalmente ordenados)
Dados espacialmente estruturados (Imagens)
1916 Primeiros sensores térmicos (Hoffman)
1930 Padrões térmicos aplicados a fins militares
1940 Primeiros sistemas de radar de Teledetecção

VECTORES Terrestres
Aéreos
Espaciais 16
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

17
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

TELEDETECÇÃO

Conjunto de métodos de aquisição


de informação sobre qualquer espaço,
em particular a superfície terrestre,
pela medição e interpretação das radiações
recebidas,
em geral sob a forma de imagem.

18
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

Formas de Energia
Dinâmica
Térmica
Nuclear
Electromagnética
(Luminosa e
não-visível)

TELEDETECÇÃO

19
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

RADIAÇÕES

Comprimento
de onda (m)
Ordem de Ponto
H2O
grandeza
Designação
corrente Ondas Rádio Infravermelho Ultravioleta Raios X

Visível
Micro-ondas Raios Gama

Fontes de
radiação

FM Micro-ondas Radar Elementos


radioactivos
Frequência

Energia
de 1 fotão

20
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

FREQUÊNCIA
Número de cristas (vibrações)
registadas por segundo
no mesmo ponto

Menores Frequências Maiores Frequências

0.7 µ
0.4 µ
Maior comprimento de Menor comprimento
onda de onda
21
02_Part2_02.html
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

PROPAGAÇÃO LUZ SOLAR

Propriedades: Ondulatórias e corpusculares.


Maxwell: Propagação de dois campos vectoriais, elétrico e magnético,
orientados ortogonalmente entre si. Avanço perpendicular ao plano dos vectores.
Fenómenos: Interferência e difracção da luz (Maxwell). Efeito fotoelétrico (Planck).

CAMPOS
Eléctrico
Magnético

Reflexão: Características físicas e químicas dos objectos.


Dados: Registo por Satélites de Observação da Terra (S.O.T). 22
02_Part2_02.html
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

ONDAS E ESPECTRO
Velocidade: c=λf Energia: E=hf
c = 299.8 ×106 m /s
Relação Onda-Energia: E=hc/λ h = 6.626 J•s (Planck)

Conclusões: 1. Maior o comprimento de onda, menor a energia.


2. Maior o comprimento de onda, mais tempo, mais superfície ou
maior largura de banda para acumular uma mesma energia
no sensor (Bandas Térmicas dos Sensores). 23
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

GRANDEZAS RADIOMÉTRICAS

RA
FL IAN
UX TE
D

O
Normal à
superfície
Ângulo de D A = área
Incidência
Θ L = Radiância
L = I cos Θ
Fonte de Φ = L (A/D2)
Intensidade I

24
02_Part2_02.html
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

PROPRIEDADES EMISSIVAS DOS CORPOS

A Intensidade da radiação própria de um dado


corpo é determinada pela sua Temperatura.

Alterando-se as amplitudes dos comprimentos de onda,


com diferentes temperaturas.

Outros parâmetros:
Estrutura molecular
Natureza da superfície
25
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

PROPRIEDADES EMISSIVAS DOS CORPOS

CORPO NEGRO

Corpo ideal (padrão) com a


propriedade de absorver toda a
energia recebida.
Emite energia própria em função da
sua temperatura.

(Mais significativa a partir de 700º K)

A temperatura determina uma côr emitida:

(“Frio”) (“Quente”)

26
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

PROPRIEDADES EMISSIVAS DOS CORPOS


Visível

CORPO NEGRO
Absorvidade Máxima (=1)
SOL (Corpo Negro)
Corpo ideal (padrão) com a ( 0.48 µ m )

propriedade de absorver toda a


energia recebida.
Emite energia própria em função da
sua temperatura.

Temp.
Radiacção Solar Terrestre
reflectida

27
B6 (Landasat 5)
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

INTERACÇÂO DAS RADIAÇÕES COM A MATÉRIA

Os corpos absorvem e reflectem


parte das radiações recebidas, intervindo
também no processo da sua difusão.

FACTORES

1. Comprimento de onda
2. Ângulo de incidência
3. Natureza do corpo
4. Características físicas
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teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

INTERACÇÂO DAS RADIAÇÕES COM A MATÉRIA

Fontes de
Energia
Pr

o
op


ag

f le
Atmosfera aç

Re
ã o

Objectos
(Terra) Absorção
Transmissão

29
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

INTERACÇÂO DAS RADIAÇÕES COM A MATÉRIA

ABSORÇÃO: Troca de energia entre fotões e átomos do corpo,


alterando as suas propriedades físicas (Temperatura). EMISSÂO

(Massas de água profunda)


ABSORÇÃO

DIFUSÃO: (Re) Emissão de energia radiativa


para o meio exterior, em numeroras direcções. EMISSÂO

ALBEDO (Superfície de Lambert) DIFUSÂO


Difusão isotrópica da radiação incidente,
i.e., com igual intensidade, em todas as
direcções e em todas as fequências.
Reflector difuso
ALBEDO Terrestre: 40 % da Eincidente (Lambertiano)
Neve: ≈ 90 %
30
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

INTERACÇÂO DAS RADIAÇÕES COM A MATÉRIA

TRANSMISSÃO: Filtragem simples da energia recebida,


sem alteração da frequência da radiação.
MEIO 1

(Atmosfera - Alta)
(Rochas – Prat. nula) Difusor transparente MEIO 2

TRANSMISSÃO
REFLEXÃO: Restituição ao mesmo espaço da energia recebida,
sem alteração da frequência da radiação.
REFLECÇÃO
(Superfícies lacustres)

Reflector especular

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teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

INTERACÇÂO DAS RADIAÇÕES COM A MATÉRIA

BALANÇO ENERGÉTICO: A soma das energias radiantes absorvidas,


transmitidas e reflectidas (difundidas) por um corpo
é igual à Energia Radiante incidente nesse corpo.

ER inc (λ) = ER ref (λ)+ ER abs (λ)+ ER trans (λ)

GRANDEZAS RELATIVAS Resposta espectral

Reflectância: R f = ER ref (λ) / ER inc (λ)

Absortância: A bs = ER abs (λ) / ER inc (λ) I = R f + A bs + T r


Transmitância: T r = ER trans (λ) / ER inc (λ)
( I = Unidade) 32
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

INTERACÇÂO DAS RADIAÇÕES COM A ATMOSFERA


100 O2 O3 H2O CO2 H2O O3 CO2

TRANSMISSIVIDADE
Absorção
Componentes
Gases

(%)
Água
Aerossóis 0
1µ 100µ 1mm 1m

VISÍVEL
10µ

VERMELHO
VIOLETA
ULTRA-

INFRA-

MICRONDAS
ENERGIA

Agentes SOL
Principais Terra

©CCRS / CCT / chapter1_4_e.html


Vapor de água
Dióxido (CO2) Comp.
de onda

Visão humana
SENSORES

Sensores Radar e
Fotografia Térmicos Micro-ondas
passivas
Sensores Multiespectrais 33
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

INTERACÇÂO COM A ATMOSFERA E COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE


ALVO DA TELEDETECÇÃO: RADIÂNCIA ASCENDENTE

Equação de Transferência Relativa


Descripção matemática dos processos de transformação de radiação
no sistema superfície terrestre – atmosfera.

Superfície não-uniforme e não-lambertiana.

SIMPLIFICAÇÃO

Permissas:
1. Dispersão singular (ausência de interferências secundárias)
2. Superfícies não-uniformes, (mas) lambertianas.

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teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

INTERACÇÂO COM A ATMOSFERA E COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE

Espessura Óptica:
Determinada sobretudo
pelo conteúdo momentâneo
de aerosol no ar.

Medição a grande altitude LT=LET+ Latm


(Radiómetros espectrais) Latm

Radiância Solar (EET)


Transmitância (Tθs, θs ) LET
Radiância Difusa (ED)
EET = E0 Tθo cos θo + ED

7-16 Km
Radiância Atmosférica (Latm):
Modelos com parâmetros LET = (Rf Tθs EET ∆λ) / π
calculados a partir dos
dados dos sensores. 35
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

INTERACÇÂO COM A ATMOSFERA E COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE


LT – Radiância Total
NÍVEL RADIOMÉTRICO
LET – Radiância do elemento do terreno
Latm – Radiância do percurso atmosférico
NR = G LT + O
G = ganho do sensor
O = enviezamento
LT=LET+ Latm
Rf = C1 NR + C2
Latm
C1=ƒ(G, Tθs, EET, ∆λ )
C2=ƒ(G, Tθs, EET, ∆λ, O, Latm ) LET

EET = E0 Tθο cos θo + ED

7-16 Km
DADOS:
Irradiância Solar (EET)
Transmitância (Tθs, θs ) LET = (Rf Tθs EET ∆λ) / π
Radiância Atm. (Latm)
Radiância Total (LT)
36
Ganho (G), Enviezamento (O)
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

INTERACÇÂO DA RADIAÇÃO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE

Reflectância Espectral (Curva/Assinatura)


Variação da reflectância de um objecto
com o comprimento de onda da radiância.

Outros parâmetros
Reflectância (%)

Estação do ano
Climatologia Pinhal
Pasto
Areia
vermelha

Lodo

Comprimento de onda (µm) 37


02_Part2_05.html
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

INTERACÇÂO DA RADIAÇÃO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE


REFLECTÂNCIA DA ÁGUA E VEGETAÇÃO

SPOT Pan
Reflectância (%)

1 2 3 4 TM

Landsat

MSS
38
TM
Pan ETM+
Comprimento de onda (µm)
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

INTERACÇÂO DA RADIAÇÃO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE


REFLECTÂNCIA DO SOLO, DA VEGETAÇÃO E DA ÁGUA

Absorção da Absorção da
Clorofila Água

G R IR IRm Spot
Reflectância (%)

Solo

Água Vegetação

Comprimento de onda (µm) 39


teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

INTERACÇÂO DA RADIAÇÃO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE


REFLECTÂNCIA SEGUNDO O TEOR DE HUMIDADE (Folhas de Milho)

80
70 <40%
60 40-54%
Reflectância (%)

50 54-66%
40 >66%
30

20

10

0.5 0.7 0.9 1.1 1.3 1.5 1.7 1.9 2.1 2.3 2.5
Comprimento de onda (µm)

40
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

INTERACÇÂO DA RADIAÇÃO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE


REFLECTÂNCIA SEGUNDO O TEOR DE HUMIDADE (Solo Arenoso)

Outros
parâmetros
Textura
Rugosidade
Matéria orgânica
Físico-químicos

41
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

INTERACÇÂO DA RADIAÇÃO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE


REFLECTÂNCIA E A SENESCÊNCIA DA VEGETAÇÃO (Relva)

42
teledetecção RADIAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

INTERACÇÂO DA RADIAÇÃO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE


REFLECTÂNCIA DA ÁGUA SEGUNDO A TURBIDEZ

Spot
99 mg/l IRm
Reflectância (%)

10 mg/l
IR

G R

Comprimento de onda (µm) 43


teledetecção

II

PALATAFORMAS E SENSORES

44
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

PLATAFORMAS E SISTEMA GERAL DE AQUISIÇÃO

AQUISIÇÃO DE DADOS INFORMAÇÃO

Dados
Plataformas extras

Sensores

Imagens

Fontes de Vectores Numéricos


Energia P Utilizadores
ro
pa
o

ga

çã
fl e

Atmosfera o
Re

DADOS ANÁLISE e PRODUTOS


INTERPRETAÇÃO
Objectos Absorção
(Terra) Transmissão 45
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

PLATAFORMAS E SENSORIAMENTO DOS ESTADOS FÍSICOS

Medição Directa
A grandeza física medida é a do local do sensor.
Termómetro, Gravímetro.

Telemedição
Medição no local distante, mas recolha de dados
via telemetria.
Temperatura do ar via sonda.
Gravímetro a bordo de satélite.

46
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

PLATAFORMAS E SENSORIAMENTO DOS ESTADOS FÍSICOS

TELEDETECÇÃO
Medição de estados físicos relativos a objectos distantes,
em geral via plataforma distante.
Vista humana, sensores terrestres e em aeronaves e satélites.

PLATAFORMAS
TERRESTRES

47
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

PLATAFORMAS ESPACIAIS

ATRIBUTOS
● Geometria Orbital
● Movimento
● Atitude das plataformas

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teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

PARÂMETROS ORBITAIS

PLATAFORMAS ESPACIAIS ÓRBITA Par. Definição


Posição i Inclinação do plano da órbita

GEOMETRIA ORBITAL Posição Ω Ascensão recta do nodo ascendente


Orientação ω Argumento do perigeu
Forma a Semieixo maior

Forma e Excentricidade (órbita elíptica): 0<e < 1

Leis de KEPLER
Lei de NEWTON

Sistema de Referência
Equatorial Celeste
Ponto Vernal 49
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

PARÂMETROS ORBITAIS

PLATAFORMAS ESPACIAIS ÓRBITA Par. Definição


Posição i Inclinação do plano da órbita

GEOMETRIA ORBITAL Posição Ω Ascensão recta do nodo ascendente


Orientação ω Argumento do perigeu
Forma a Semieixo maior

Forma e Excentricidade (órbita elíptica): 0<e < 1

N – nodo ascendente
P – perigeu
A – apogeu

Anomalias
v – anomalia verdadeira
E – anomalia excêntrica
M – anomalia média (satélite fictício)

M = E – e sen E
50
Tg(E/2) = [(1-e) / (1+e)] tg (v/2)
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PLATAFORMAS ESPACIAIS

GEOMETRIAS ORBITAIS
Satélites de Observação da Terra (SOT)
(Imagens Via Satélite – IVS)

Equatoriais Geossíncronas (Geoestacionárias*)


Observação da Atmosfera (Satélites Metereológicos).
Visão global permanente de um hemisfério.

(*)Velocidade angular idêntica


à da rotação da Terra 51
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

PLATAFORMAS ESPACIAIS
● Geometria Orbital
● Movimento
● Atitude das plataformas

GEOMETRIAS ORBITAIS
Satélites de Observação da Terra (SOT)
(Imagens Via Satélite – IVS)

Quase Polares e Heliossíncronas


Satélites de Observação da Superfície
Terrestre.
Melhor cobertura sistemática da Terra,
de maior resolução e melhor iluminação
solar, constante.

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teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

GEOMETRIAS ORBITAIS

Quase Polares e Heliossíncronas

TRAÇO ORBITAL

53
POES (NOAA)
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

GEOMETRIAS ORBITAIS
http://science.nasa.gov/Realtime/jtrack/Spacecraft.html

Parte iluminada

54
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

GEOMETRIAS ORBITAIS
http://science.nasa.gov/Realtime/jtrack/Spacecraft.html

55
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

GEOMETRIAS ORBITAIS
http://science.nasa.gov/Realtime/jtrack/Spacecraft.html

56
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

GEOMETRIAS ORBITAIS
http://science.nasa.gov/Realtime/jtrack/Spacecraft.html

57
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

GEOMETRIAS ORBITAIS
http://science.nasa.gov/Realtime/jtrack/Spacecraft.html

STATION - ISS
Chandra X-Ray Observatory
HST - Hubble Space Telesc.
58
COBE _ Cosmic Background Explorer (Explorer 66 )
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

GEOMETRIAS ORBITAIS
http://science.nasa.gov/Realtime/jtrack/Spacecraft.html

STATION - ISS
Chandra X-Ray Observatory
HST - Hubble Space Telesc.
59
COBE _ Cosmic Background Explorer (Explorer 66 )
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

GEOMETRIAS ORBITAIS 16 de Março 2006 - 16.49 TU

60
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

GEOMETRIAS ORBITAIS

a cio nária
geoes t

61
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

PLATAFORMAS ESPACIAIS

VELOCIDADES E PERÍODOS ORBITAIS

Plataformas Altit.(Km) Veloc.(Km/s) Período (min)


ERS-2 785 7.46 100.5
IRS-1C 817 7.44 101.2
JERS-1 569 7.58 96.0
Landsat 5 705 7.50 98.9
RADARSAT 798 7.45 100.8
SPOT -3 832 7.44 101.5
IKONOS 681 7.51 98.8

62
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

PLATAFORMAS ESPACIAIS

RESOLUÇÕES E FAIXAS

63
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

PLATAFORMAS ESPACIAIS

VANTAGENS

1. Capacidade de observação sobre uma larga zona da Terra


2. Baixa relação preço/qualidade.
3. Órbitas não influenciáveis pela atmosfera.
4. Cobertura terrestre global.
5. Resoluções utilizáveis para a cartografia até 1/5.000.
6. Adaptáveis a fins militares.

INCONVENIENTES

1. Grande distância ao objecto


2. Sofre todos os efeitos da atmosfera.
3. Resolução limitada.
4. Órbitas fixas temporal e espacialmente.
5. Tecnologia a bordo inalterável.
6. Quase impossibilidade em resolver problemas técnicos s bordo.
64
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

INSTABILIDADE DAS PLATAFORMAS


ATITUDE DOS VECTORES E PLATAFORMAS

FACTORES
Internos (Sist. não rígido)
Externos
Matéria espacial
Radiações
Magnetismo
Anomalias Gravíticas

CONSEQUÊNCIAS
Centro de Massa
Distorções Geométricas

CORRECÇÕES
1.Determinação de eixo
(vector) próprio.
2.Propulsão p/Hidrasina. 65
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PLATAFORMAS AEROTRANSPORTADAS

CRITÉRIOS GERAIS (Coberturas)

1. Visão nadiral.
2. Estabilidade (Atitude) satisfatória em vôo.
3. Adequação da velocidade à escala do levantamento.
4. Velocidade e potência de subida apreciável.
5. Grande autonomia.

Outras Condições

Pressurização ou máscaras de oxigénio.

OBJECTIVOS CARTOGRAFIA TOPOGRÁFICA (Prog.Fotogrametria)

CARTOGRAFIA TEMÁTICA (Prog.Teledetecção) 66


teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

PLATAFORMAS AEROTRANSPORTADAS

VANTAGENS (Adequação do levantamento aos objectivos)

1. Escolha da escala e do grau de sobreposição (para fiadas).


2. Determinação da zona a ser coberta.
3. Escolha da época e hora do levantamento.
4. Opção pelo tipo de sensor / plataforma.

Resolução espacial e espectral.

INCONVENIENTES

1. Maior afastamento da vertical do eixo óptico (→Ortorectificação).


2. Maiores variações de escala (→Ortoprojecção)
3. Correcção eventual da esfericidade da Terra.
4. Desvios resultantes da perspectiva.
5. Deformações resultantes da instabilidade (Atitude) de vôo. 67
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

CLASSIFICAÇÃO DOS SENSORES

REGISTO Unitários
DIGITAIS Em linha
Matriciais
ANALÓGICOS Emulsões fotográficas

OPERAÇÃO
Radiómetros
Espectrómetros
Espectroradiómetros
REACÇÃO
ACTIVOS
PASSIVOS 68
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES
DIGITAL versus ANALÓGICO
Características Câmara Fotográfica Câmara Digital

Tempo de vôo 20% menos -


Laboratório Sim Não
Digitalização a bordo (12-bit) Não Sim
Varrimento (8/10-bit) Sim Não necessário
Volume de dados 20-50% less
Pré-processamento No Sim
GPS / Galileu GNSS / DORIS Yes (opcional) Sim
INS – Sist.Inerciais inhabitual Sim
Centros de Projecção interpolados (poucos) interpolado (bastantes)
Pontos de apoio Sim, GPS possível. Sim, GPS possível.

Pontos de ligação Poucos – entre imagens Muitos

69
http://phot.epfl.ch/workshop/wks99/2_2.html#1.%20Introduction
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES UNITÁRIOS
VARRIMENTO MECÂNICO PONTUAL (SCANNERS)

Sensores

Espectroscópio

Espelho giratório
Espelho oscilante vôo
d e
do
ti
S en

Campo de visão
instantâneo

(Mod. Daedalus) 70
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES UNITÁRIOS

INSTABILIDADE NA ATITUDE DAS PLATAFORMAS

o
vent

Imagem Scanner Roll Deriva Pitch

71
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES UNITÁRIOS

MSS Scanner

72
02_Part2_15.html
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES EM LINHA
Linear Array Sensor
(Pushbroom)

SPOT – 6.000 sensores Resol. Tranversal


(Resolução 10 m ) (nº de sensores)
Matriz
de linhas Vector
Resolução Logitudinal linear
(Velocidade e tempo
de leitura)

Óptica

Traço
do vôo

Captação
instantânea
do vector linha
73
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES EM LINHA
Linear Array Sensor
(Pushbroom)

SPOT 5 – 12.000 sensores


(Resolução 5 m )

74
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES EM LINHA
BARRAS CCD

Cadência de Linha (Descarga)


3.008 ms (multispectral)
1.504 ms (monospectral)

12 a 20.000 Sensores

SPOT 5
IKONOS

RESOLUÇÃO
Pancromático – 1 metro
Multiespectral – 4 metros
(Vermelho – Verde – Azul – IV próximo) 75
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES EM LINHA PLATAFORMAS RECENTES

EARLYBIRD Resolução: 3 m (panchromatic)


15 m (multi-spectral)
(Verde, Vermelho, IV próximo)

Dezembro, 1997
QUICKBIRD

Resolução: 0.61 m (panchromatic)


2.4 m (multi-spectral)
(Verde, Vermelho, IV próximo, ev. Azul)
Imagens: 11 × 11 km
Faixas: 11 × 225 km
Outubro, 2001
76
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES EM LINHA
Wide- Angle Aircraft Camera (WAAC)
LH Systems (ex-.Leica Geosystems)

MARS96 Mission
Operacional 1998
Actualmente: 20.000 pixels (Leica ADS40),
(Multi-Bandas, maior ganho) WAOSS (Wide Angle Optical Stereo Sensor
77
http://phot.epfl.ch/workshop/wks99/2_2.html#1.%20Introduction
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES EM LINHA
Wide- Angle Aircraft Camera (WAAC)
LH Systems (ex-.Leica Geosystems)
CARACTERÍSTICAS

Princípio 3 line CCD stereo sensor


Pixels por linha CCD 12,000
Dimensão do Pixel 6.5 µm
Resolution Radiométrica 8 bit (0 – 256)
FOV (across track) 52°
Focal length 80 mm
Fiada 3.100 m 3,000m (1,9 mi)
pixel de 25 cm (ao solo)
Stereo angles 17°, 25°, 37°
Recording interval per line 1.2 ms
Filter range (at l 50) Panchromatic, 465nm – 680nm

78
http://phot.epfl.ch/workshop/wks99/2_2.html#1.%20Introduction
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES EM LINHA

INSTABILIDADE NA ATITUDE DAS PLATAFORMAS


CORRECÇÃO SOBRE A IMAGEM
SENTIDO DE VÔO

Roll
Pitch
79
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

EXPLORAÇÃO PLANETÁRIA

HRSC (High Resolution Stereo Camera)

Mars Express

80
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SISTEMATIZAÇÃO
DOS SENSORES
DEFINIÇÕES
RADIÓMETRO
Sensor que integra toda a
energia recebida, dentro
ESPECTRÓMETRO
de uma determinada
amplitude de radiação. Sistema que permite a
difração completa das
diferentes radiações
recebidas, dentro de uma
ESPECTRO-RADIÓMETRO
determinada amplitude.
Sensor que separa e regista as (ESPECTROSCÓPIO)
diferentes radiações recebidas,
dentro de uma determinada
amplitude.
IMAGENS DE BANDAS ESPECTRAIS 81
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SISTEMATIZAÇÃO COMPOSIÇÃO MATRICIAL

DOS SENSORES ALTÍMETROS - SONDAS

AL

RA
CI
RI

DI
ESPACIAL

AT

MO
M

ET
A
RI

RI
ET

A
M
M

AT
RO

RI
CT

CI
PE

AL
ES

ESPECTRAL ENERGÉTICO
ESPECTRORADIOMETRIA
ESPECTRÓMETROS RADIÓMETROS
DISPERSÓMETROS
82
POLARÍMETROS
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SISTEMATIZAÇÃO
DAS PLATAFORMAS POSIÇÃO DO SISTEMA DIRECCIONAL
E TIPO DE REGISTO

OPTO-MECÂNICOS OPTO-ELECTRÓNICOS

Plano da Imagem Plano do Objecto 83


teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SISTEMATIZAÇÃO
DAS PLATAFORMAS SENTIDO DO VARRIMENTO
E O TRAÇO DO VÔO
(Whiskbroom) (Pushbroom)

Plano
focal

l
r sa
s ve
n
T ra
Lo
ng
itu
din
al

Pixel Linha
84
de pixels
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SISTEMATIZAÇÃO
DAS PLATAFORMAS PASSIVIDADE / ACTIVIDADE

PASSIVO ACTIVO

85
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

CLASSIFICAÇÃO DOS SENSORES/PLATAFORMAS

Camâra TV
NO PLANO
Scanner de ângulo sólido
DA IMAGEM
Radar passivo
POR
VARRIMENTO
NO PLANO Radiómetro de microondas
DO OBJECTO Scanner óptico-mecânico

PASSIVOS
Pancromáticos
Cor natural
MATRICIAIS
Infra-vermelhos (mono)
Infra-vermelhos a cores
SEM
VARRIMENTO
Radiómetros de microondas
NÃO Sensores magnéticos
MATRICIAIS
Espectrómetros de Fourier
86
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

CLASSIFICAÇÃO DOS SENSORES


SENSORES/PLATAFORMAS

POR NO PLANO Radar de abertura real


VARRIMENTO DO OBJECTO Radar de abertura sintética
(MATRICIAIS)

ACTIVOS

Radómetro de microondas
SEM Altímetro de microondas
VARRIMENTO Laser de profundidade (batimétrico)
Lazer distânciómetro
(NÃO- MATRICIAIS)

87
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES ACTIVOS DE MICROONDAS

SISTEMAS RADAR

Elementos de Estudo

Aula nº 9 dos Apontamentos de Teledetecção – Prof. Redweik


Cap.II –Sec. 2.4 – Detecção Remota – Ana Duarte Fonseca
Interferometria SAR e as suas aplicações – Engª Cristina Catita
88
fcul

TELEDETECÇÃO

SISTEMAS
RADAR
Interferometria de Microondas

Prof. A. Cordeiro 89
Engenharia Geográfica
teledetecção SISTEMAS RADAR

CARTOGRAFIA
POR SISTEMAS ACTIVOS
DE TELEDETECÇÃO

Comprimentos de onda de 1 cm a 1 m

Penetração de
Núvens
Nevoeiro
Poeiras
Chuva
Vegetação 90
teledetecção SISTEMAS RADAR

CARTOGRAFIA
Banda λ (cm) Freq. (MHz) POR SISTEMAS ACTIVOS
Ka 0.75 1.1 40.000 26.500 DE TELEDETECÇÃO
K 1.1 1.67 26.500 18.000
Ku 1.67 204 18.000 12.500
X 204 3.75 12.500 8.000
C 3.75 7.5 8.000 4.000
S 7.5 15 4.000 2.000
L 15 30 2.000 1.000
P 30 100 1.000 0.300

91
teledetecção SISTEMAS RADAR

Porquê e para quê?


A região espectral de operação permite a alta transmissão
das ondas electromagnéticas na atmosfera
independente da iluminação solar,
mesmo quando a atmosfera se apresenta nublada
ou durante precipitações, podendo assim gerar imagens
sob as condições mais adversas.

O poder de transmissão das ondas electromagnéticas,


por um determinado meio, é directamente proporcional
ao comprimento de onda. Desta forma, quanto menor
a frequência do radar, maior será a sua penetração.

92
teledetecção SISTEMAS RADAR

Porquê e para quê?

SÉRIES CARTOGRÁFICAS Cobertura Global Terrestre


(Precisão das Observações Geodésicas)

DINÂMICA TERRESTRE

Escala Gobal Tectónica de Placas

Escala Regional Sismologia


Vulcanologia
Dinâmica dos Glaciares
Recursos Minerais
Geotermalismo
Aquíferos
Arqueologia 93
teledetecção SISTEMAS RADAR

Factores de penetração da radiação

1. Humidade.
2. Densidade da vegetação.
3. Comprimento de onda.

→ Comprimentos de onda menores interagem com


as camadas superficiais da vegetação.
→ Comprimentos de onda mais longos com as camadas
inferiores da vegetação podendo, em alguns casos,
até mesmo interagir com o solo ou ainda com o subsolo.

94
teledetecção SISTEMAS RADAR

Sistemas de radar

1. Imageadores:
→ Sistemas de antena giratória
→ Sistemas de visada lateral de abertura real (SLAR)
→ Sistemas de visada lateral de abertura sintética (SAR).

2. Não imageadores:
→ Dispersómetros
→ Espectrómetros
→ Altímetros

95
teledetecção SISTEMAS RADAR

Sistemas Imageadores de Radar

Fases e elementos

1. Um gerador de impulsos (~1000/s) transforma energia sob a


forma de micro-ondas.
2. Um sistema transmissor irradia a ondas electromagnéticas.
3. Um duplexer separa a onda emergente das ondas recebidas.
4. Uma antena direccional modula e focaliza cada impulso numa
dada amplitude.
5. Os impulsos recebidos pela antena são enviados para um
receptor que converte (e amplifica) para sinais vídeo.
6. Um registador armazena a imagem num formato digital para
processamento posterior num monitor ou regista as imagens
numa película.
96
teledetecção SISTEMAS RADAR

RADAR LATERAL (Aerotransportado)


Side-Looking Airborne Radar (SLAR)

97
teledetecção SISTEMAS RADAR

RADAR
LATERAL

98
teledetecção SISTEMAS RADAR

RADAR Resolução ao Solo e Duração do Sinal


LATERAL

99
teledetecção SISTEMAS RADAR

RADAR Resolução ao Solo e Incidência angular


LATERAL
c .τ
Incidência angular Rs =
2 cos α
τ - Duração do Sinal

τ = 0.1µ , α = 45º Rs = 21 m

Resolução ao Solo
( Rs )

100
Resolução Directa
teledetecção SISTEMAS RADAR

Resolução Azimutal e Abertura da Antena


RADAR
LATERAL
Rα = GR β

GR = Alcance
β = abertura da antena

β = 1.8 mrad

6 Km 10.8 m

12 Km 21.6 m
101
teledetecção SISTEMAS RADAR

Parâmetros da Resolução SLAR


RADAR
LATERAL

Zona dianteira
( Frequências superiores)
Zona da retaguarda
(Redução de frequência)
Desvio Doppler nulo

Resolução Azimutal
( Condicionado pelo efeito Doppler)
Resolução ao Solo
( Condicionado pela duração do Sinal) 102
Resolução espacial efectiva
teledetecção SISTEMAS RADAR

RADAR
LATERAL

RELEVO
Compressão
e Dilatação
de Distâncias

(Possibilidade
de Inversão)

103
teledetecção SISTEMAS RADAR

Radar de
Abertura Sintética (SAR)

104
teledetecção SISTEMAS RADAR

Sistemas de Levantamento
por Radar

Onda Transmitida
Onda Recebida

Interferometria por duas antenas


na emissão e recepção de impulsos

105
teledetecção SISTEMAS RADAR

PROGRAMA
Dados

106
teledetecção SISTEMAS RADAR

PROGRAMA SRTM
COMPARAÇÃO COM COBERTURAS EXISTENTES

Resolução SRTM: 30 m

Resolução da melhor cobertura:


USGS GTOPO30 – 1 Km 107
teledetecção SISTEMAS RADAR

MISSÕES PLANETÁRIAS
Missão cartográfica MAGELLAN a Vénus
Agosto 1990 - Em órbita.
Outubro 1994 - Descida na atmosfera.
Levantamento Radar de 98 % do planeta.
100 metros de resolução.

108
teledetecção SISTEMAS RADAR

Informações obtidas por Radar de MAGELLAN

109
teledetecção SISTEMAS RADAR
SISTEMAS RADAR

Sistemas de Levantamento Lagoas Ondas


por Radar
Pela medição da intensidade
do sinal reflectido, assim a
imagem apresenta-se com
tons mais claros ou mais
escuros, determinados por
diferentes estruturas,
capacidades de absorção e
tipos de reflectância das
formações terrestres.

Urbano
Floresta

110
teledetecção SISTEMAS RADAR
SISTEMAS RADAR

Sistemas de Levantamento
por Radar

Sistema SIR-A do Space Shuttle


Bolívia Amazónia

Altas Planícies Baixas Planícies


(300 Km – Altiplano > Amazónia)

111
teledetecção SISTEMAS RADAR
SISTEMAS RADAR

Sistemas de Levantamento
por Radar

INFORMAÇÃO E PENETRAÇÃO DAS MICROONDAS

As microondas de comprimento médio ( a partir de 5


cm), de grande comprimento no espectro
electromagnético, penetram não só as nuvens mas
também a folhagem das florestas, formações do tipo solo
vegetal ou arenoso e a neve, pondo a “descoberto”
informação não detectada por sistemas radiométricos de
menor comprimento de onda.
112
teledetecção SISTEMAS RADAR
SISTEMAS RADAR

Rede hidrográfica primária Rede hidrográfica fina

113
Landsat TM - Bandas 754 ERS-1 SAR C-Band
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES ACTIVOS DE LASER


LIGHT DETECTION AND RANGING - LIDAR

Medição Óptica de Raios Laser Reflectidos

114
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES ACTIVOS DE LASER

LIDAR

CARACTERÍSTICAS

1. Emissão de radiação electromagnética em ondas ultra-curtas (1-10 µm).


2. Existência de um sistema de focagem para o sensor.
3. Maior resolução geométrica que o radar (microondas).
4. Bastante sensível às perturbações atmosféricas.

PRINCIPAIS APLICAÇÕES

1. BATIMETRIA (Topografia sub-aquática).


2. ALTIMETRIA perfis altimétricos e DSM’s
3. Determinação da biomassa
4. Grau de Poluição atmosférica e em superfícies aquáticas. 115
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES ACTIVOS DE LASER

LIDAR

BATIMETRIA
S1
Intervalo (t)
S2

Profundidade S0

H= c • T / 2 Raio Laser
Raio Laser reflectido
emitido
S1

Fundo
S2
marítimo
116
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES ACTIVOS DE LASER

Varrimento Laser (Laserscanning)

CARACTERÍSTICAS

1. Medição de distâncias (Objecto natural como reflector).


2. Varrimento perpendicular à linha de vôo.
3. Utilização de sistemas de coordenadas do vector (GPS/INS).
4. Amostragem possível de alta densidade.
5. Utilização aerotransportada (aviões, helicópteros) e terrestre.

PRINCIPAIS APLICAÇÕES

1. DTM de zonas com coberto vegetal.


2. DSM (Digital Surface Model) de zonas urbanas.
3. Implantações e controlos industriais.
117
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES ACTIVOS DE LASER

Varrimento Laser
(Laserscanning)

SISTEMA
INTEGRADO DE
GEORREFERENCIAÇÃO

118
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES ACTIVOS DE LASER

Varrimento Laser
(Laserscanning) Impulso

Recepção
T
e
m
p
o

119
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES ACTIVOS DE LASER

Varrimento Laser
(Laserscanning) IMAGENS A DIFERENTES NÍVEIS

Copas das árvores

Terreno “nú”

120
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

SENSORES ACTIVOS DE LASER

LIDAR / LIF (Laser Induced Flurescence)

CARACTERÍSTICAS

1. Sistema Lidar, com sensibilidade a menores frequências reflectidas.


2. Reconhecimento da capacidade de fluorescência dos objectos.
3. Utilização de detectores multiespectrais.

PRINCIPAIS APLICAÇÕES

1. Poluição aquática (manchas de petróleo, infestantes clorofílicos, etc)


2. Poluição atmosférica.

121
teledetecção PLATAFORMAS E SENSORES

III

PODER DE RESOLUÇÃO DOS SENSORES

122
teledetecção RESOLUÇÃO DOS SENSORES

PODER DE RESOLUÇÃO DOS SENSORES

GEOMÉTRICA (ESPACIAL)
ESPECTRAL
RADIOMÉTRICA
TÉRMICA
TEMPORAL

123
teledetecção RESOLUÇÃO DOS SENSORES

DETECTORES

Sistemas que integram os Sensores propriamente ditos.

SISTEMA DE COLECTA
Sistema do orientação do sinal para o Sensor.

SENSOR
Sistema de transformação da radição em sinal electrico.

PROCESSADOR
Sistema de transformação do sinal eléctrico,
dando-lhe as características desejadas.
124
teledetecção RESOLUÇÃO DOS SENSORES

RESOLUÇÃO ESPACIAL

Imagens digitais

Dimensão do pixel à escala do objecto observado.

Emulsões fotográficas
Dimensão mínima do objecto observado,
distinguível no produto da Teledetecção.

Geral
A mais pequena unidade de distância
que pode ser discriminada numa medição.
125
teledetecção RESOLUÇÃO DOS SENSORES

EMULSÕES FOTOGRÁFICAS

A Resolução é função do poder separador


expresso em linhas duplas por milímetro

Pág.214
126
teledetecção RESOLUÇÃO DOS SENSORES

EMULSÕES FOTOGRÁFICAS

FUNÇÃO de TRANSFERÊNCIA DE CONTRASTE

Relação entre o contraste do objecto (K) K´


e o contraste da imagem (K´), após transmissão. C´ =
K

Imax
FACTORES QUE AFECTAM OS PARÂMETROS (K e K´ )* K=
Imin
1. Sensibilidade da Emulsão
2. Rapidez da Emulsão
3. Resolução do sistema óptico
4. Velocidade da câmara.
127
* Para um dado tempo de exposição.
teledetecção RESOLUÇÃO DOS SENSORES

IMAGENS DIGITAIS

Resolução determinada pelo Campo de Visão Instantâneo


- CVI (IFOV) relativo a um sensor unitário

Mas também …
… pelo valor de radiância contrastante,
ou seja:

O CVI deve ser próximo do


Elemento de Resolução Efectivo (ERE).

ERE – Área à qual é atribuído um valor único


de radiância, não se desviando de mais de 5 % DR- 41
da radiância relativa efectiva. 128
teledetecção RESOLUÇÃO DOS SENSORES

RESOLUÇÃO ESPECTRAL

Amplitude dos intervalos de comprimento de onda


nos quais a radiação electromagnética é registada.
( Intervalos mais estreitos → Maior resolução espectral )
(Maior resolução espectral → Assinaturas espectrais mais rigorosas )

RESOLUÇÃO RADIOMÉTRICA
NIVEL RADIOMÉTRICO (NR) → Intensidade do sinal medido pelo sensor.

NR = G • L + O
Desvio (Offset)
Radiância
129
Ganho
teledetecção RESOLUÇÃO DOS SENSORES

RESOLUÇÃO RADIOMÉTRICA

SENSIBILIDADE
RADIOMÉTRICA

Constante de proporcionalidade
entre o sinal de saída e o fluxo
incidente no sensor.

CALIBRAÇÃO
Deterninação da sensibilidade
radiométrica do sensor.

DR- 38
130
teledetecção RESOLUÇÃO DOS SENSORES

RESOLUÇÃO RADIOMÉTRICA

Menor variação da intensidade


do sinal, identificada pelo sensor. Função de Calibração Inversa

Quantidade de tons diferentes


possíveis de serem representados,
a partir do registos de um sensor.

POTÊNCIA RADIOMÉTRICA RESOLVENTE (em bits)

MSS 4-5-6 ⇒ 7 bits (128 NR)


MSS 7 ⇒ 6 bits ( 64 NR)
Landsat TM ⇒ 8 bits (256 NR)
SPOT Pan ⇒ 8 bits (256 NR) 131
teledetecção RESOLUÇÃO DOS SENSORES

RESOLUÇÃO RADIOMÉTRICA
NÚMERO DE NÍVEIS RADIOMÉTRICOS
VISUALIZAÇÃO

2 4
ACUIDADE DE VISUALIZAÇÃO
A vista humana dificilmente
distingue mais de 30 níveis de
cinzento, numa imagem.
8 16

TRATAMENTO COMPUTACIONAL

O tratamento e análise digital ultrapassa


a capacidade humana, permitindo um
muito maior grau de discriminação dos NR. 32 64
132
teledetecção RESOLUÇÃO DOS SENSORES

RAZÃO SINAL / RUÍDO

RUÍDO – Variação não previsível


na medição do sinal
Mais importante que o conhecimento dos
valores absolutos do Sinal e do Ruído é o
conheciemnto da razão sinal/ruído.
RUÍDO EXTERNO

Óptica do sistema.
RUÍDO INTERNO
Vibrações do sistema óptico.
Filtragem inadequada. Imperfeições no sensor.
Imprecisões relativas ao CVI. Processamento imperfeito.
Dispersão Aleatória das REM. 133
teledetecção RESOLUÇÃO DOS SENSORES

RESOLUÇÃO TÉRMICA

Menor diferença de temperatura medida pelo sensor,


para uma dada temperatura de um corpo.

Variação diurna do grau

Nascer do Sol

as
roch
de emissividade térmica
dos corpos

e
Solo
Água

Pôr do Sol
134
teledetecção RESOLUÇÃO DOS SENSORES

TELEDETECÇÃO TÉRMICA

DIURNA

NOTURNA

135
teledetecção RESOLUÇÃO DOS SENSORES

TELEDETECÇÃO TÉRMICA

Movimentação
de Objectos DIURNA

136
teledetecção RESOLUÇÃO DOS SENSORES

RESOLUÇÃO TEMPORAL

Intervalo de tempo decorrido entre duas


passagens sucessivas sobre o mesmo ponto de
uma determinada órbita.
Satélite ∆t
SPOT 26 dias

LANDSAT 1-3 18 dias

LANDSAT 4-5 16 dias

NIMBUS 7 6 dias

ERS-1 3 dias

TIROS - N 12 horas (Meteorológico)

NOAA 12 horas (Meteorológico)

Meteosat 30 min. (Meteor.geoestac.) 137


teledetecção

IV

PROCESSAMENTO E ANÁLISE
DE IMAGEM
(COMPLEMENTOS)

138
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

PROCESSAMENTO E ANÁLISE DE IMAGEM

Extracção de informação qualitativa e/ou quantitativa


necessária para determinadas aplicações

FASEAMENTO GERAL PÓS-AQUISIÇÃO

RECONSTITUIÇÃO PROCESSAMENTO EXPLORAÇÃO

Outras significações

Restauração Extracção de
Condicionamento
Recuperação Informação

139
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

RECONSTITUIÇÃO

RADIOMÉTRICA Correcção dos valores radiométricos registados


pelos sensores que, por influência externa ou
falha interna, não são coerentes com os seus
vizinhos ou proporcionais às radiâncias
espectáveis dos objectos.

Correcção das posições absolutas ou relativas


GEOMÉTRICA resultantes de anomalias na atitude, posição e
velocidade das plataformas.

140
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

RECONSTITUIÇÃO
RADIOMÉTRICA
Problemas
Causas

Valores uniformemente elevados Humidade atmosférica elevada

Alinhamentos sem informação Falhas de determinados sensores

Linhas desfasadas (striping) Falhas de calibração dos sensores

Diminuição imprevisível e aleatória do desempenho


Ruído aleatório dos sensores ou da transmissão dos dados

141
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

RECONSTITUIÇÃO
RADIOMÉTRICA
Ajustamentos (Reamostragem)
(Ajustamentos cosméticos, orientados para o valor mais provável)

PARÂMETROS
Estatísticos: Médias, Desvios Padrão (s), Frequências (Histograma).
CRITÉRIOS
De vizinhança: NR = Níveis radiométricos

NR i, j, k = NR i-1 , j, k
sk , sr estimativas de
desvio padrão
NR i, j, k = ( NR i−1 , j, k + NR i+1 , j, k) /2 das imagens

Inter-bandas:
NR i, j, k = ( sk / sr ) { NR i, j, r − ( NR i−1 , j, r + NR i+1 , j, r)/2 }+( NR i−1 , j, k + NR i+1 , j, k)/2
142
(banda k – a corrigir - e a banda r, de referência)
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

RECONSTITUIÇÃO
RADIOMÉTRICA
Ajustamentos (Reamostragem)
(Ajustamentos cosméticos, orientados para o valor mais provável)

CRITÉRIOS
Método Linear:
I. As distribuições são idênticas de sensor para cada sensor.
II. O sinal de saída é função linear do sinal de entrada.

1. Estabelecimento do valor médio provável do histograma da imagem (X).


→ média dos valores médios ( xi) dos histogramas dos sensores

2. Estabelecimento da variância provável do histograma da imagem (S2).

3. Determinação do valor mais provável 143


teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

RECONSTITUIÇÃO
GEOMÉTRICA
Princípio Geral

Qualquer deslocação ou redefinição espacial


(geométrica) de um pixel não deve alterar o seu
valor radiométrico em absoluto ou, pelo menos,
relativamente à sua vizinhança.

Transformações
Helmert (n≥2)
Afim (n≥3)
Polinomial ( n ≈ 10 → µ ≈ 0.7 px ) ( 11ª Aula - PDI ) 144
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

RECONSTITUIÇÃO
GEOMÉTRICA
Aplicações

Georreferenciação.
Aproximação geométrica de sensores.
Redução da distorção panorâmica.
Redução das distorções de imagens de cartas.
Ortoprojecção (Rectificação ortogonal)
Correlação de imagens
(Orientação relativa automática)
145
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

CONDICIONAMENTO (PROCESSAMENTO)

Conjunto de procedimentos de modo


a reordenar ou realçar a informação
contida nas imagens reconstituidas.

PROCEDIMENTOS GERAIS

Sobre o domínio espectral.


Sobre o domínio espacial. (

Sobre os níveis de cinzento (NR).

146
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

CONDICIONAMENTO
PROCESSAMENTO ESPECTRO-ESPACIAL

TRANSFORMAÇÕES

LINEARES
→ Novas bandas, por combinações lineares.

ARITMÉTICAS
→ Novas bandas, por operações aritméticas entre bandas.

DE FOURIER
→ Novas bandas, por representação num espaço de frequência.

TEXTURAIS
→ Novas bandas, por representação da textura numa vizinhança.
147
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO

REALCE (Processamento)

Ajustamento da imagem a uma melhor apreciação


visual do operador.

SEGMENTAÇÃO

Delimitação de zonas homogéneas em função de um


determinado atributo dos objectos das imagens.

RECONHECIMENTO

Identificação dos objectos em função da sua forma


e natureza (conteúdo). 148
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO REALCE


1 2 (ENHANCEMENT)

Imagens RESURS-O1
(160 m)

banda 1 ... 0.5 - 0.6 µm


banda 2 ... 0.6 - 0.7 µm
3 4 banda 3 ... 0.7 - 0.8 µm
banda 4 ... 0.8 - 1.1 µm

149
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO REALCE


(ENHANCEMENT)

FORMATO BIL Imagens RESURS-O1


(160 m)
Band Interleaved by Line

110 115 138 215 ... linha 1 da banda spectral 1


72 85 97 105 ......... linha 1 da banda spectral 2
218 172 160 35 .... linha 1 da banda spectral 3
156 134 129 92 .... linha 1 da banda spectral 4
111 115 142 210 ... linha 1 da banda spectral 2
69 83 96 104 ....... linha 2 da banda spectral 2

( BIL + metadados → ) BILIDRIS


150
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
Band Interleaved by Line
Parameter Description Example

IDENTIFIER Unique name of standard product SK950…E015


DATE Acquisition date, year/month/day 950709
TIME Acquisition start time (UTC), hour/minute 0905
CENTER_LAT Scene Centre Latitude, degrees minutes 50 15
CENTER_LON Scene Centre Longitude, degrees minutes 15 53
NW_LAT North-West Corner Latitude, degrees minutes 53 27
NW_LON North-West Corner Longitude, degrees minutes 12 9
NE_LAT North-East Corner Latitude, degrees minutes 52 8
NE_LON North-East Corner Longitude, degrees minutes 21 24
SW_LAT South-West Corner Latitude, degrees minutes 48 7
SW_LON South-West Corner Longitude, degrees minutes 10 48
SE_LAT South-East Corner Latitude, degrees minutes 46 57
SE_LON South-East Corner Longitude, degrees minutes 19 8

DADOS → BILIDRIS (→ Graus e decimais) 151


teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
Band Interleaved by Line
DADOS → BILIDRIS
Parameter Description Example
PROD_BANDS Image bands in the product (1-4 digits) 1234
DEVICE Instrument device number SK1
TRANSMISSION Direct data dump or tape-recorder playback DIRECT
MISSION Resurs-O1 mission 3
STATION Ground station where data is received Kiruna
IMGFILE Name of the file with image data AL191021.bil
NCOLS Number of columns in the image file 4000
NROWS Number of lines in the image file 3750
NBANDS Number of bands in the image file 4
LAYOUT Organisation of bands in the image file BIL

152
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO REALCE


1 (ENHANCEMENT)

153
salzbg1
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO REALCE


2 (ENHANCEMENT)

154
salzbg2
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO REALCE


3 (ENHANCEMENT)

155
salzbg3
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO REALCE


4 (ENHANCEMENT)

156
salzbg4
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO REALCE


(ENHANCEMENT)

Imagem de
baixo contraste

157
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO REALCE


(Enhancement)
Expansão linear de contraste (Stretch)

(Possibilidade de redução de contraste) 158


teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO REALCE


(Enhancement)
Expansão contraste por Histograma

159
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
COMBINAÇÃO DE
IMAGENS

160
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
COMBINAÇÃO DE
IMAGENS
COMPOSIT

161
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
COMBINAÇÃO DE
IMAGENS
COMPOSIT

162
index = blue + (green*6) + (red*36)
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
ANÁLISE EM COMPONENTES
PRINCIPAIS
Matriz de Variâncias / Co-variâncias
VAR/ tm1 tm2 tm3 tm4 tm5 tm7
COVAR
tm1 3087.33 2070.67 2530.54 974.94 -517.63 -34.25

tm2 2070.67 1546.11 1842.13 844.92 -359.73 -54.99

tm3 2530.54 1842.13 2218.84 960.56 -411.23 -38.62

tm4 974.94 844.92 960.56 1063.28 106.61 -22.00


tm5 -517.63 -359.73 -411.23 106.61 1021.40 482.89

tm7 -34.25 -54.99 -38.62 -22.00 482.89 290.16

163
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
ANÁLISE EM COMPONENTES
PRINCIPAIS
Matriz de Correlações

COR-
TM1 TM2 TM3 TM4 TM5 TM7
MATRX
TM1 1.000000 0.947761 0.966847 0.538101 -0.291492 -0.036191
TM2 0.947761 1.000000 0.994571 0.658977 -0.286261 -0.082100
TM3 0.966847 0.994571 1.000000 0.625371 -0.273162 -0.048126
TM4 0.538101 0.658977 0.625371 1.000000 0.102303 -0.039612
TM5 -0.291492 -0.286261 -0.273162 0.102303 1.000000 0.887027
TM7 -0.036191 -0.082100 -0.048126 -0.039612 0.887027 1.000000

164
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
ANÁLISE EM COMPONENTES
PRINCIPAIS
Variabilidade das Componentes Principais

COMPONENTES C1 C2 C3 C4 C5 C6

% Var. 77.51 14.42 6.45 1.08 0.37 0.06


Valor Próprio 7274.64 1353.37 605.34 101.62 34.36 5.92

As percentagens mostram quanta variância é expressa pelas


componentes: Só as 3 primeiras componentes agregam 98.38 %
de toda a informação contida nas 6 imagens!

165
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
ANÁLISE EM COMPONENTES
PRINCIPAIS
Vectores Próprios (por Valor Próprio)

1 2 3 4 5 6
eigvec.1 0.637395 -0.024205 -0.332783 -0.664908 0.078396 -0.132783

eigvec.2 0.453689 0.032000 0.011831 0.568448 0.035183 -0.684566

eigvec.3 0.551395 0.026079 -0.050350 0.419740 0.048126 0.716756

eigvec.4 0.250048 0.409488 0.816091 -0.233731 -0.101826 0.000000

eigvec.5 -0.111267 0.798522 -0.256041 0.062861 -0.203832 0.000000

eigvec.6 -0.019534 0.384777 -0.388984 0.000205 0.000000 0.000000

166
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
ANÁLISE EM COMPONENTES
PRINCIPAIS
Quantidade (importância relativa) de Informação
Imagem / Componente

CARGA C1 C2 C3 C4 C5 C6
taurtm1 0.978414 -0.016026 -0.147356 -0.120630 0.008270 -0.005814
taurtm2 0.984110 0.029939 0.007403 0.145732 0.005245 -0.042358
taurtm3 0.998401 0.020367 -0.026299 0.089826 0.005989 0.037021
taurtm4 0.654042 0.461983 0.615764 -0.072257 -0.018305 0.000000
taurtm5 -0.296944 0.919171 -0.197110 0.019828 -0.037385 0.000000
taurtm7 -0.097810 0.830999 -0.561843 0.000121 0.000000 0.000000

167
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
ANÁLISE EM COMPONENTES
PRINCIPAIS
Níveis de cinzento projectados nas Componentes Principais

C1 C2 C3

168
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
ANÁLISE EM COMPONENTES
PRINCIPAIS
Níveis de cinzento projectados nas Componentes Principais

C4 C5 C6

169
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
ANÁLISE EM COMPONENTES
PRINCIPAIS

Aplicações das Imagens segundo as Componentes Principais

Realce de determinadas categorias de objectos.


Redução da informação (retendo a mais importante).

Apoio à classificação da informação (segmentação).

170
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
ANÁLISE EM COMPONENTES
PRINCIPAIS
Diagramas de Dispersão

SCATTER
171
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
SEGMENTAÇÃO
OBJECTIVOS GERAIS

SEGMENTAÇÃO DE ZONAS HOMOGÉNEAS


Delimitação de regiões em função de um
determinado atributo (padrão).

SEGMENTAÇÃO POR CONTORNOS


Delineação de limites ou fronteiras de regiões
ou objectos lineares.

172
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO

SEGMENTAÇÃO DE ZONAS HOMOGÉNEAS

SEGMENTAÇÃO EM AMPLITUDE (Unicanal)


Delimitação de zonas em função do nível Limiarização.
radiométrico (NR) dos pixels.

SEGMENTAÇÃO TEXTURAL (Unicanal)

Delimitação de zonas em função da repetição de padrões de


variabilidade do NR (estrutura) dos pixels. (Proc.complexos)

SEGMENTAÇÃO ESPECTRAL (Multicanal)

Delimitação de zonas homogéneas em função Classificação


de assinaturas espectrais médias dos objectos. 173
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
LIMIARIZAÇÃO

1 se t1 ≤ f (i, j) ≤ t2 f (i, j) ∈ D
g (i, j) =
0 de outro modo.
t1 , t2 ⇒ limiares.

174
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
LIMIARIZAÇÃO

Imagem
optimizada

175
Limiares afastados Limiares próximos
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
LIMIARIZAÇÃO

CARACTERÍSTICAS E CONDIÇÕES DE APLICAÇÃO

Facilidade de aplicação e modelação.


Eficiente em imagens contrastadas e com ruído não significativo.
Natureza multimodal clara do histograma da imagem

176
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
SEGMENTAÇÃO
SEGMENTAÇÃO POR CONTORNOS

1. Bacias de Escoamento (Watershed)


Aplicação de transformações definidas
no âmbito da Morfologia Matemática

2. Gradiente (Zero-crossing)
Filtros lineares

Filtros morfológicos 177


teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
BACIAS DE ESCOAMENTO
( Watershed )

178
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
BACIAS DE ESCOAMENTO
( Watershed )

Recuperação das “linhas de festo” de uma imagem


numérica (máximos locais), considerada como
representativa de uma superfície irregular (relevo), por
simulação de um “preenchimento” ou limiarização dos
níveis de cinzento inferiores, a partir de mínimos locais.

Linha de “Separação de Águas” (LSA).

179
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
BACIAS DE ESCOAMENTO
( Watershed )
SOBRE-SEGMENTAÇÃO

180
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
BACIAS DE ESCOAMENTO
( Watershed )
MARCADORES

181
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO

CLASSIFICADORES

Dispersão amostral

(Mín. / Máx.)

182
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO

CLASSIFICADORES

Médias amostrais

183
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO

AMOSTRAGENS

Espaços amostrais

Bandas 1 / 2

184
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO

AMOSTRAGENS

Espaços amostrais

Bandas 4 / 5

185
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO

CLASSIFICADORES

RÍGIDOS (ABSOLUTOS)
Distância mínima às médias amostrais
Paralelipípedo
Máxima Verosimilhança

FLEXÍVEIS (RELATIVOS)
Difusos
Redes Neuronais
186
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
DISTÂNCIA MÍNIMA
(Euclidiana)

VANTAGENS
Simplicidade (1)

INCONVENIENTES
Classificações
incorrectas (2)
(Classes de grande dispersão)
187
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
DISTÂNCIA MÍNIMA
(Normalizada)
Isolinhas de
desvio padrão

VANTAGENS
Simplicidade (1)
Classificações menos
incorrectas (2)

188
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
PARALELIPÍPEDO

Caixas de unidades
de desvio padrão

VANTAGENS
Execução rápida.

INCONVENIENTES
Classificações
incorrectas
(Dispersão “nubelar”)
189
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
PARALELIPÍPEDO

(Modificado)

190
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
MÁXIMA
VEROSIMILHANÇA

Determinação
estatística da
probabilidade de
pertença a uma classe

DISTRIBUIÇÃO
Normal (assumida)
PARÂMETROS
Vector médio
Matriz de covariância
191
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
MÁXIMA
VEROSIMILHANÇA

192
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
MÁXIMA
VEROSIMILHANÇA

CONDIÇÕES PREFERENCIAIS
DE APLICAÇÃO NÃO-SUPERVISADA

1. Nível de ruído não significativo


2. Pequena variabilidade intra-classe

Classes espectrais independentes,


mas com algum desvio das classes reais.
193
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO

MÁXIMA CLASSIFICADORES
VEROSIMILHANÇA

CONDIÇÕES PREFERENCIAIS
DE APLICAÇÃO SUPERVISADA

1. Classes espectrais suficientemente disjuntas


2. Amostragens representativas

Classes espectrais próximas da realidade,


mas com alguns desvios na sua
distribuição espacial.
194
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO

MÁXIMA CLASSIFICADORES
VEROSIMILHANÇA

INTRODUÇÃO DE
CONHECIMENTO CONTEXTUAL

PIXELS ISOLADOS Valores da vizinhança

CONJUNTOS MAL
Conhecimento Prévio
CLASSIFICADOS

195
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO

MÁXIMA CLASSIFICADORES
VEROSIMILHANÇA

PROCEDIMENTOS
PRÉ-CLASSIFICAÇÃO

Fusão de pixels em regiões homogéneas,


sujeitas a classificação.

Ex.: Limiarização de classes ou


grupos de classes distintas.

196
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO

MÁXIMA CLASSIFICADORES
VEROSIMILHANÇA

PROCEDIMENTOS
PÓS-CLASSIFICAÇÃO

1. Repetição da classificação, tendo em conta


a classificação dos pixels da vizinhança

2. Repetição da classificação, tendo em conta


informação contextual prévia

197
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO

MÁXIMA CLASSIFICADORES
VEROSIMILHANÇA

PROCEDIMENTOS CONJUGANDO
CONHECIMENTO CONTEXTUAL
E CONHECIMENTO PRÉVIO

A classificação de cada pixel da imagem


depende simultâneamente dos seus níveis de
cinzento e do seu contexto (níveis de cinzento
dos pixels vizinhos).

198
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
MÁXIMA
VEROSIMILHANÇA

CONHECIMENTO CONTEXTUAL

1. A classificação contextual baseia-se no


Classificador de Erro Mínimo de Bayes.

2. Cada pixel x0 é representado por um vector


ξ que inclui o seu nível de cinzento e os de
uma determinada vizinhança.

199
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
CONHECIMENTO CONTEXTUAL

VECTOR CONTEXTUAL

ξ = [ f ( x0 ), f ( x1 ),..., f ( xk ) ]
xi ∈ V ( x0 ) i = 0,..., k

V = Vizinhança de x0

200
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
CONHECIMENTO CONTEXTUAL

VECTOR DA CLASSIFICAÇÃO

η = (θ 0 , θ1 ,..., θ k ) θ i ∈ [ω1 , ω2 ,..., ω R ]


CLASSIFICAÇÃO DA VIZINHANÇA

η~ = (θ1 , θ 2 ,...,θ k )
ωs = Classes consideradas
201
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
CONHECIMENTO CONTEXTUAL

VIZINHANÇAS

Em geral:
k = 4, 8.

Vizinhança 4. Vizinhança 8.

202
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
CONHECIMENTO CONTEXTUAL

CLASSIFICAÇÃO CONVENCIONAL PELO ERRO MÍNIMO

θ0 = ωr se
P (ω r | f ( x0 )) = max P (ω s | f ( x0 ))
s =1,..., R

x0 ⇒ ωr se essa probabilidade for máxima

203
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
CONHECIMENTO CONTEXTUAL

CLASSIFICAÇÃO CONTEXTUAL

θ0 = ωr se
P (ω r | ξ ) = max P (ω s | ξ )
s =1,..., R

x0 ⇒ ωr se a probabilidade de xi for máxima

204
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
CONHECIMENTO CONTEXTUAL

PROBABILIDADE A POSTERIORI

p (ω s | ξ ) P (ω s )
P (ω s | ξ ) =
p (ξ )

Teorema de Bayes

205
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
CONHECIMENTO CONTEXTUAL
FASEAMENTO
Algoritmo

1. Formação, para cada pixel, do seu vector contextual ξ .


2. Determinação dos parâmetros da distribuição de
probabilidade p(ξ|ωs) e P(ws), a partir do
conjunto de treino.
3. Cálculo das probabilidades máximas a priori P(wr|ξ),
introduzindo-as na classificação contextual.

206
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
CONHECIMENTO CONTEXTUAL

Classificação
não contextual

Classificação
contextual

Dados Classificações 207


teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
CONHECIMENTO CONTEXTUAL
Algoritmo Contextual – FASE 2
Parâmetros de probabilidade a
partir dos conjuntos de treino

Dados Classificações 208


teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
CONHECIMENTO CONTEXTUAL
Dados
Algoritmo Contextual – FASE 3

Passo Inicial

Classificação contextual a
partir das probabilidades
máximas a priori

Classificações

Classificações 209
teledetecção PROCESSAMENTO E ANÁLISE

EXTRACÇÃO DE INFORMAÇÃO
CLASSIFICADORES
CONHECIMENTO CONTEXTUAL
Dados

Algoritmo Contextual – FASE 3

Passo Recursivo

Classificação contextual a
partir das probabilidades
máximas a priori
Classificações

Classificações 210
teledetecção APLICAÇÕES DA TELEDETECÇÃO

APLICAÇÕES DA TELEDETECÇÃO

211
teledetecção APLICAÇÕES DA TELEDETECÇÃO

CONTRIBUTOS DA TELEDETECÇÃO

1. Fornecem ao ser humano uma visão global e registada


da realidade, em particular da superfície do globo.

2. Alargam a exploração de dados a diferentes resoluções


espaciais, temporais e espectrais, reproduzindo a sua
capacidade estereoscópica e ultrapaçando a capacidade do
olho humano.

3. O seu volume crescente vai ao encontro do imparável


aumento do desempenho das plataformas informáticas.
212
teledetecção APLICAÇÕES DA TELEDETECÇÃO

AGRICULTURA

PROPRIEDADES FÍSICAS DO SOLO


USO E OCUPAÇÃO DO SOLO
APTIDÃO E FITOSANIDADE

PLANEAMENTO DE SEMENTEIRAS
QUANTIFICAÇÃO E MOMENTO DAS COLHEITAS

Objectivos cada vez mais apoiados pelo aumento


recente de resoluções espaciais e temporais e espectrais
213
teledetecção APLICAÇÕES DA TELEDETECÇÃO

AGRICULTURA
CARTOGRAFIA AGRÍCOLA
IDENTIFICAÇÃO DA OCUPAÇÃO
DELIMITAÇÃO DAS UNIDADES
QUANTIFICAÇÃO DA PRODUÇÃO

Sistemas multiespectrais
PLATAFORMAS
Sistemas activos (Radar)

INFORMAÇÃO Imagens multitemporais


Amostragens de campo
ALGORITMOS Classificação / Segmentação 214
teledetecção APLICAÇÕES DA TELEDETECÇÃO

AGRICULTURA
INVENTÁRIO AGRÍCOLA PERMANENTE

Base de Estudos Específicos

► Estatísticas agrícolas
► Previsão de colheitas
► Sistemas de rotatividade das culturas
► Avaliação da produtividade dos solos
► Factores constrangedores das culturas
► Efeitos de intempéries (seca e inundações)
► Monitorização das actividades agrícolas
► etc.
215
teledetecção APLICAÇÕES DA TELEDETECÇÃO

AGRICULTURA
POLÍTICA AGRÍCOLA PERMANENTE

Base de Estudos Específicos

► Estatísticas agrícolas
► Previsão de colheitas
► Sistemas de rotatividade das culturas
► Avaliação da produtividade dos solos
► Factores constrangedores das culturas
► Efeitos de intempéries (seca e inundações)
► Monitorização das actividades agrícolas
► etc.
216
teledetecção

VI

SISTEMAS SATELITÁRIOS
DE TELEDETECÇÃO

217
teledetecção SISTEMAS DE TELEDETECÇÃO

SISTEMAS SATELITÁRIOS
DE TELEDETECÇÃO

Sistemas ou Programas Satelitários de


Teledetecção constituem um conjunto de
Estruturas (Segmentos), Tecnologia e
Equipamentos que concorrem para a Captação,
Tratamento e Difusão (comercialização) de um
produto de Teledetecção Via Satélite.

218
teledetecção SISTEMAS DE TELEDETECÇÃO

PRINCIPAIS DADOS
E CARACTERÍSTICAS
DATA INÍCIO (COLOCAÇÃO EM ÓRBITA) ou PREVISÃO
PRINCIPAIS APLICAÇÕES

NATUREZA DA INFORMAÇÃO
RESOLUÇÃO ESPECTRAL

CARACTERÍSTICAS
ORBITAIS (NATUREZA, INCLINAÇÃO, ALTITUDE)
RESOLUÇÃO ESPACIAL
RESOLUÇÃO TEMPORAL
ESTEREOSCOPIA
FAIXA
VARRIMENTO

EVOLUÇÕES PREVISTAS 219


teledetecção SISTEMAS DE TELEDETECÇÃO

LANDSAT MSS – MULTI SPECTRAL SCANNER 1972 – (Exp.) – 1983 (2,3)


Operacionais: 5 (84) / 7 (99)
(ERTS-1 EARTH RESOURSE TECHNOLOGY SATELLITE)

OBJECTIVO INICIAL : Previsão de Culturas (Produção Extensiva)

INFORMAÇÃO: Multiespectral – 6 Canais

CARACTERÍSTICAS
ORBITAIS: Heliossíncrona – 98.2 º - Equat. 9.45 h – 99 min. - 705 Km.
RESOLUÇÃO ESPACIAL : 79 m
RESOLUÇÃO TEMPORAL: 16 dias
ESTEREOSCOPIA – N/A
FAIXA: 2875 Km
VARRIMENTO: Scanner (Whiskbroom)
EVOLUÇÕES PREVISTAS – Continuidade das características

220
Imagem RBV de Landsat 3
teledetecção SISTEMAS DE TELEDETECÇÃO

SPOT – SYSTEME PROBATOIRE D’OBSERVATION DE LA TERRE 1986 (SPOT 1)


2002 (SPOT 5)

OBJECTIVO PRINCIPAL : Produção Agrícola Minifúndio Intensivo

INFORMAÇÃO: Multiespectral – 4 + 4 - Canais: 3 XS , 1 Pan / 4 Vegetação

CARACTERÍSTICAS
ORBITAIS: Heliossíncrona – 98.7 º - Equat. 10.30 h – 101.4 min. - 832 Km.
RESOLUÇÃO ESPACIAL : 20 - 10 – 5 m (2.5 HRG)
RESOLUÇÃO TEMPORAL: 26 dias ( 1 – 7 , visada lateral)
ESTEREOSCOPIA (27º Lateral)
FAIXA: 950 Km
VARRIMENTO: CCD (Pushbroom)

EVOLUÇÕES PREVISTAS – Continuidade das características


221
teledetecção SISTEMAS DE TELEDETECÇÃO

LANDSAT THEMATIC MAPPER


1982 – LANDSAT 4

OBJECTIVO PRINCIPAL : Produção Agrícola Intensiva

INFORMAÇÃO: Multiespectral – 7 Canais (Visível – Infra-vermelho – Térmico)

CARACTERÍSTICAS
ORBITAIS: Heliossíncrona – 98.2 º - Equat. 9.45 h – 99 min. - 705 Km.
RESOLUÇÃO ESPACIAL : 30 (35 ef.) – 15 (Pan) - 120 m
RESOLUÇÃO TEMPORAL: 16 dias
ESTEREOSCOPIA – N/A
FAIXA: 2875 Km
VARRIMENTO: Scanner (Whiskbroom)

EVOLUÇÕES PREVISTAS – Continuidade das características


222
teledetecção SISTEMAS DE TELEDETECÇÃO

LANDSAT MSS, ETM+ (ENHANCED THEMATIC MAPPER )

PERÍODOS OPERACIONAIS

Landsat 7 ETM+
Landsat 5 MSS, TM
Landsat 4 MSS, TM
Landsat 3 MSS
Landsat 2 MSS
Landsat 1 MSS
2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 12 3 4 5 6 7 8 9 0 12 3 4 5 6
1972 1980 1990 2000

223
teledetecção SISTEMAS DE TELEDETECÇÃO

LANDSAT MSS, ETM+ (ENHANCED THEMATIC MAPPER )

COBERTURA DAS ESTAÇÕES DE RECEPÇÃO

224
teledetecção SISTEMAS DE TELEDETECÇÃO

IKONOS 2 1999

OBJECTIVO PRINCIPAL : Tecidos Urbanos (Alta Resolução) / Recursos Naturais

INFORMAÇÃO: Multiespectral – 4 + Pan

CARACTERÍSTICAS
ORBITAIS: Heliossíncrona – 98.1 º - Equat. 10.30 h – 101.4 min. - 680 Km.
RESOLUÇÃO ESPACIAL : 4 - 1 m (Pan)
RESOLUÇÃO TEMPORAL: 1.5 - 2.9 dias ( Pan)
ESTEREOSCOPIA N/A
FAIXA: Km
VARRIMENTO: CCD (Pushbroom)

EVOLUÇÕES PREVISTAS – 7 anos de actividade.


225
teledetecção SISTEMAS DE TELEDETECÇÃO

IKONOS 2 1999

226
teledetecção SISTEMAS DE TELEDETECÇÃO

Programa ERS /ESA


1991 / 1995
OBJECTIVO PRINCIPAL : Interferometria Radar

INFORMAÇÃO: Imagem Radar Alta Resolução (SAR 5.3 GHz)

CARACTERÍSTICAS
ORBITAIS: Heliosíncrona – 98.52 º - Equat. 10.30 h (desc.) – 100 min. - 782 Km.
RESOLUÇÃO ESPACIAL : 30 m
RESOLUÇÃO TEMPORAL: 3 dias
ESTEREOSCOPIA – Possível (SAR).
ANTENA – 10 x 1 m

EVOLUÇÕES PREVISTAS –
Continuidade no Programa ENVISAT

227
teledetecção SISTEMAS DE TELEDETECÇÃO

Programa ERS /ESA


A PLATAFORMA ERS

O Nível Médio Oceânico por Radar

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Programa CBERS 1999

OBJECTIVO PRINCIPAL : Recursos Naturais (Imagens) / Radar

INFORMAÇÃO: Multiespectral – 4 + Pan

CARACTERÍSTICAS
ORBITAIS: Heliossíncrona – 98.5 º - Equat. 10.30 h – 101.4 min. - 778 Km.
RESOLUÇÃO ESPACIAL : 80 – 120 - 160 m (Pan)
RESOLUÇÃO TEMPORAL: 26 dias ( Pan)
ESTEREOSCOPIA - Possível
FAIXA: 120 - 890 Km (Resol. 260 m)
VARRIMENTO: CCD (Pushbroom)
POLARIMETRIA RADAR: (HH, HV, VV, VH)
EVOLUÇÕES PREVISTAS – 7 anos de actividade.
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QUICKBIRD 2001

OBJECTIVO PRINCIPAL : Recursos Naturais

INFORMAÇÃO: Multiespectral – 4 + Pan (11 bits)

CARACTERÍSTICAS
ORBITAIS: Heliossíncrona – 97.2º - 93.5 min - 450 Km.
RESOLUÇÃO ESPACIAL : 2.88 – 0.61 m (Pan) / Posic.Absol. 17 m (GPS)
RESOLUÇÃO TEMPORAL: 1 – 3.5 dias ( Altas Latitudes)
ESTEREOSCOPIA: 0 – 25º
FAIXA: 16.5 x 165 Km
VARRIMENTO: CCD (Pushbroom)

EVOLUÇÕES PREVISTAS – 7 anos de actividade.


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Bandas Pan: 450 - 900 nm


Espectrais B: 450 - 520 nm
QUICKBIRD G: 520 - 600 nm
R: 630 - 690 nm
IR: 760 - 900 nm

Refinaria na Nigéria Resolução: 0.62 m

Cores Naturais Infra-vermelho Próximo Índice de Vegetação


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IRS – 1D 1995 - 97
Pan: 0.50-0.75 µm
B: 0.52-0.59 µm
OBJECTIVO PRINCIPAL : Recursos Naturais G: 0.62-0.68 µm
IR1: 0.77-0.86 µm
INFORMAÇÃO: Multiespectral – 4 + Pan IR2: 1.55-1.70 µm
CARACTERÍSTICAS
ORBITAIS: Heliossíncrona – 98.69º - 817 Km.
RESOLUÇÃO ESPACIAL : 20 (23.7) – 5 (5.8) m (Pan) – Por reamostragem
RESOLUÇÃO TEMPORAL: 24 dias
ESTEREOSCOPIA – N/A
FAIXA: 16.5 x 165 Km
VARRIMENTO: CCD (Pushbroom)

EVOLUÇÕES PREVISTAS –
Continuidade das características.

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RADARSAT - 2
1995

OBJECTIVO PRINCIPAL : Interferometria Radar

INFORMAÇÃO: Radar

CARACTERÍSTICAS
ORBITAIS: Heliossíncrona – 98.6º - 798 Km.
RESOLUÇÃO ESPACIAL : 3 m
ESTEREOSCOPIA – Possível
FAIXA: 500 Km
POLARIMETRIA: (HH, HV, VV, VH)

EVOLUÇÕES PREVISTAS – Continuidade das características.

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RADARSAT - 2

MODOS OPERATÓRIOS

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RADARSAT - 2 MODOS OPERATÓRIOS

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PoSAT - 1 1993

OBJECTIVO PRINCIPAL : Investigação

INFORMAÇÃO: Multiespectral – 4 + Pan

CARACTERÍSTICAS
ORBITAIS: Heliossíncrona – 98.69º - 790 Km.
RESOLUÇÃO ESPACIAL : 2200 – 220 m (Pan)
RESOLUÇÃO TEMPORAL: 14 dias
ESTEREOSCOPIA – N/A
FAIXA: 1232 x 1267 Km / 123 x 127 Km
VARRIMENTO: CCD (Pushbroom)

EVOLUÇÕES PREVISTAS – Continuidade das características.


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teledetecção

FIM

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