Você está na página 1de 61

MOD.AFTEBI.P-051.

REV02

TECNOLOGIA DO CORTE

MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO

6 DE MAIO DE 2013
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

ÍNDICE:

ESTRUTURA ............................................................................................................................................3  

OBJECTIVO GERAL ........................................................................................................................................................................ 3  


DESTINATÁRIOS............................................................................................................................................................................. 3  
PROGRAMA MÓDULO TECNOLOGIA DO CORTE ........................................................................................................................... 3  

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS ......................................................................................................................... 5  

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO ....................................................................................................................................................... 6  


DESENVOLVIMENTO ...................................................................................................................................................................... 8  
MANUAL DE ENGENHARIA TÊXTIL - VOLUME I E II, MÁRIO DE ARAÚJO, E. M. DE MELO E CASTRO - FUNDAÇÃO CALOUSTE
GULBENKIAN; ............................................................................................................................................................................ 60  
TECNOLOGIA DO VESTUÁRIO, MÁRIO DE ARAÚJO, FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIEN; ........................................................ 60  
CLOTHING TECHNOLOGY, HANNELORE EBERLE, HERMANN HERMELING, MARIANNE HORNBERGER, DIETER MENZER, WERNER
RING - VERLAG EUROPA-LEHRMITTEL. ........................................................................................................................................ 60  
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA PARA DESENVOLVIMENTO DAS APRENDIZAGENS E DOCUMENTAÇÃO DE APOIO .......................... 61  
ARTIGOS EXTRAÍDOS DA INTERNET E DE JORNAIS PARA DOCUMENTAR CASOS PRÁTICOS ........................................................... 61  
CONFEC@NET – CITEVE; ........................................................................................................................................................ 61  
TEX@NET – CITEVE; ................................................................................................................................................................ 61  
CATÁLOGOS DIVERSOS. ............................................................................................................................................................ 61  

2 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

ESTRUTURA

OBJECTIVO GERAL

Reconhecer e aplicar os principais processos de tecnologia de corte.

DESTINATÁRIOS

Formandos a frequentar o nivel IV do curso Industrialização de Produto Moda

PROGRAMA MÓDULO TECNOLOGIA DO CORTE

1. Enquadramento do processo de corte

2. As fases do processo de corte

3. Propriedades dos materiais e dos produtos relevantes para o corte

4. Análise da fase de preparação para o corte


- Ordem de fabricação
- Definição do plano de corte
- Tentativas de redução do plano
- Técnicas de risco
- Principais características dos equipamentos de risco
- Organização do corte - Planeamento e Controlo
- Utilização de material
- Métodos de planeamento
- Preparação para o corte
- Regras para a optimização do plano

5. Análise da fase de estendimento


- Técnicas de estendimento manuais e automáticas
- Defeitos que afectam a estendida

3 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

- Métodos de estendimento
- Tipologia dos colchões
- Máquinas de estendimento
- Dispositivos das máquinas de estendida
- Requisitos da estendida
- Optimização da estendida
- Natureza do material
- Tipos de mesas de estender

6. Análise da fase de corte


- Máquinas de corte
- Análise de desperdícios
- Programação do corte
- Requisitos do corte
- Optimização do corte
- Métodos de corte manual
- Métodos de corte automático
- Tipos de mesas de corte
- Dispositivos das máquinas de corte
- Parâmetros importantes no dimensionamento

4 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

Reconhecer as principais etapas do processo de corte;

Identificar as principais metodologias e tecnologias do processo de corte;

Reconhecer o funcionamento dos principais equipamentos utilizados ao longo do processo de corte;

Identificar e realizar operações de corte.

5 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1. Enquadramento do processo de corte

2. As fases do processo de corte

3. Análise da fase de preparação para o corte


- Ordem de fabricação
- Definição do plano de corte
- Tentativas de redução do plano
- Técnicas de risco
- Principais características dos equipamentos de risco
- Organização do corte - Planeamento e Controlo
- Utilização de material
- Métodos de planeamento
- Preparação para o corte
- Regras para a optimização do plano

4. Análise da fase de estendimento


- Técnicas de estendimento manuais e automáticas
- Defeitos que afectam a estendida
- Métodos de estendimento
- Tipologia dos colchões
- Máquinas de estendimento
- Dispositivos das máquinas de estendida
- Requisitos da estendida
- Optimização da estendida
- Natureza do material
- Tipos de mesas de estender

5. Análise da fase de corte


- Máquinas de corte
- Análise de desperdícios
- Programação do corte
- Requisitos do corte
- Optimização do corte

6 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

- Métodos de corte manual


- Métodos de corte automático
- Tipos de mesas de corte
- Dispositivos das máquinas de corte
- Parâmetros importantes no dimensionamento

7 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

DESENVOLVIMENTO

CRIACÇÃO / ADAPTAÇÃO

MODELOS

TABELA

TAMANHOS

PLANEAMENTO DO RISCO

OU MARCADA

ESTENDIDA

CORTE

8 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

Empresas confecção Empresas confecção tradicionais

centenas operários menos de 50 operários

número reduzido grande número

Factores especiais da Indústria de moda:

1. MODA requer uma resposta rápida

- quantidades reduzidas

- custo elevado

- mudança rápida de estilos

- Preços moderados

- vida útil curta

2. A Indústria de Vestuário é de mão-de-obra intensiva e não requer


muito capital fixo

- Fácil iniciar atividade.

9 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

CONFECÇÃO (COSTURA) ESTENDIDA/CORTE

Bastantes operários Reduzido nª de operários

1/5 tempo costura Automatização é possível

4/5 tempo manuseamento Tendência à divisão em


fábricas pequenas
Tendência à concentração

Nas empresas mais pequenas a tendência é para concentrar o corte e a


costura no mesmo local

10 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

O custo do material é cerca de metade do custo de venda de um


produto

Grande enfase à economia de material durante o corte das peças

Os custos típicos mais elevados na Indústria de Vestuário são a


mão-de-obra

(20-25% custo total)

95% costura e 5% corte

11 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

- Pressão na produtividade da sala de costura

- Melhorar a eficiência dos métodos de trabalho

- Controlo detalhado da performance de cada operário

- Incentivos monetários

- Maior atenção ao Controlo de Qualidade

12 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

ORGANIZAÇÃO DO CORTE - PLANEAMENTO DO RISCO


OU MARCADA

Disposição dos moldes sobre a mesa de corte.

Objectivo: Máximo aproveitamento de tecido.

Eficiência (E) = (Área total moldes/Área total 1 folha tecido) x 100 (%)

aumenta com o número de moldes

Criatividade

SUCESSO < > OPERADOR

Intuição

13 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

Aspectos a ter em consideração pelo operador:

- Tipo de tecido (direito e avesso, sentido).

- Alinhar os moldes de acordo com o correr do tecido

- Simetria e assimetria dos modelos.

14 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

PLANEAMENTO DO RISCO OU MARCADA – PLANO DE CORTE

i) Risco Manual com Moldes em Tamanho Natural

a) com giz

b) com cartões perfurados

c) com spray

d) sobre papel

e) risco sobre papel com reprodução de várias cópias

1 - com químico

2 - com duplicação a álcool

3 - com duplicador heliográfico

4 - com duplicador bomográfico

ii) Risco Manual com Moldes em Tamanho Reduzido

15 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

iii) Risco Assistido por Computador

a) Introdução das peças no sistema

1 - Criação

2 - Digitalização

3 - "Scanner"

b) Especificações

c) Escalado

d) Elaboração da ordem de corte – PLANO DE CORTE

e) Impressão

16 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

MÉTODOS DE PLANEAMENTO

i) - Risco manual com moldes em tamanho real

DESV. - Impossibilidade de visualização da totalidade do plano de


corte.

- Ocupação da mesa.

a) com giz

DESV. - Apagar.

- Imprecisão.

- Moroso.

VANT. - Simples.

- Baixo investimento.

- Permite correções aos moldes originais.

- Visualização de defeitos.

17 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

b) com cartões perfurados

O cartão é colocado sobre o colchão e salpicado com pó.

DESV. - Imprecisão (pontos de giz).

- Armazenamento dos cartões.

- Largura constante do tecido.

VANT. - Mais rápido.

- Várias utilizações.

- Dimensões e posicionamento dos moldes


constantes.

c) com spray

Os moldes são colocados sobre o colchão e pulverizados


com pó húmido especial através de um pulverizador.

Retirando-se os moldes, o desperdício fica colorido.

DESV. - Imprecisão.

- Polimento dos moldes.

- Investimento no aparelho e pó.

- Maior consumo de tecido (separação moldes).

18 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

VANT. - Independente do nº de moldes e da dificuldade do


traçado.

- sobre tecido ou papel.

d) sobre papel

Os moldes são riscados sobre uma folha de papel, que é colocada


sobre o colchão.

É necessário evitar o deslizamento do papel durante o corte através


de:

- papel autocolante - custo mais elevado.

- alfinetes - simples mas moroso.

- agrafes - mais rápido mas irrecuperáveis.

- pesos - económico mas impreciso.

19 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

e) Risco sobre papel com reprodução de várias cópias

1 - com químico

- colocam-se 4 - 5 folhas de químico quando


se está a efetuar o risco sobre o papel.

- colchões pequenos e com pouca repetição.

2 - com duplicação a álcool

- até 50 cópias.

- ultrapassado porque ao fim de algumas


cópias o papel altera-se e fica torto.

3 - com duplicador heliográfico

- bastante caros.

- colchões de
comprimento não
relevante.

4 - com duplicador bromográfico

20 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

ii) Risco manual com moldes em tamanho reduzido

- Pantógrafo.

- Mesa.

- Máquina fotográfica.

- Aparelho de medição de áreas.

- Arquivo.

iii) Risco Assistido por computador

a) Introdução das peças no sistema

1 - Criação

O sistema possui uma base de dados com os modelos antigos,


permitindo criar novos modelos a partir de modificações aos
existentes.

Permite também criar modelos totalmente novos.

21 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

Estirador electrónico

A modelista trabalha com os seus instrumentos tradicionais


(caneta, régua, esquadro, etc.) e simultaneamente o trabalho é
introduzido no computador.

Os riscos do molde base efectuados sobre a mesa são


reconhecidos pelo computador e reproduzidos no écran.

O molde pode ser impresso para verificação e corrigido sobre o


estirador electrónico.

2 - Digitalização

Os modelos já existem.

O modelo base é introduzido no sistema a partir de uma mesa


magnética e um cursor que desliza livremente sobre a mesa. Cada
tecla envia uma mensagem ao computador sobre as coordenadas
do ponto.

São introduzidos os principais pontos de contorno do molde com


as devidas marcações e fim de peça.

- pontos de escala sevem de suporte à criação dos


diferentes tamanhos.

- pontos intermédios para a reprodução das linhas curvas

No caso de a peça ser maior do que a mesa existe um sistema


que permite efetuar a digitalização por partes.

Procedimento:

* colocar o molde base paralelamente à base da mesa.

22 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

* efetuar a leitura dos principais pontos seguindo a


ordem no sentido horário.

* seguir as regras de digitalização.

O programa constitui a peça com o seu formato e armazena no


ficheiro de peças da base de dados.

3 - "Scanner"
Sistema de leitura óptica dos moldes.
- Rapidez e precisão.
- Consoante o tipo de "scanner" pode dispensar a identificação
dos moldes via teclado.

23 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

b) Especificações

Especificar as caraterísticas do tecido


- listado.
- xadrez.
- direito e avesso.
- sentido (se tem correr ou não).
- simetria e assimetria dos modelos

Após a criação dos modelos deve-se especificar a composição


dos encaixes a efetuar, não esquecendo o intervalo de segurança
para distância entre as peças (0 - 9 mm).

* tecido liso
- em bicos e rectas mínimo 3 mm
- em curvas e rectas mínimo 3 mm
- em curvas opostas mínimo 3 mm
- em rectas e rectas coincidentes, de
preferência

* tecido xadrez ou com riscas

Ter em conta a margem de segurança no acerto das


riscas ou do xadrez (variável consoante o padrão e o tipo
de tecido).

Emendas e/ou Escadas

Margem de segurança mínimo 1 cm

máxima 2.5 cm

24 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

c) Escalado

O escalado é efectuado com base no crescimento das peças


determinado pela modelista.

A quantidade de peças diferentes necessárias fica assim


determinada, para poder ser elaborado o planeamento do risco ou
marcada.

25 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

d) Elaboração da ordem de corte – PLANO DE CORTE ou

MARCADA

A ordem de corte é elaborada com base na tabela de


tamanhos, com o número de tamanhos necessários, de forma
a optimizar o trabalho de corte (E).

O sistema permite girar a peça, deslocar, alinhar, etc.,


consoante o tipo de restrições impostas.

Existe um encaixe automático sem a intervenção do operador.

É sempre menos eficiente do que o efectuado pelo operador.

- 60% mais inteligentes do que o computador.

- os programas de marcadas automáticas tem melhorado


bastante em termos de eficiência.

- Fundamental para as necessidades atuais das empresas de


responder rapidamente, com uma grande variabilidade de
marcadas ao longo do dia.

Caminhamos no sentido da "inteligência" do computador igualar


a nossa.

redução de tempo

26 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

As marcadas ficam armazenadas, sendo sempre possível repetir


uma marcada antiga caso de uma encomenda repetida.

O sistema permite aumentar ou diminuir o tamanho das peças


para casos específicos em que o colchão possa sofrer alguma
alteração dimensional inesperada.

- a partir da sala de corte.

- afectar todos os moldes nessa direção.

e) Impressão

Transferência da marcada para a "plotter", onde é


efectuada a sua reprodução.

- papel.

- cartão.

Tipos:

- caneta / tinteiro.

- papel solto / enrolado (saída).

- cortar / não cortar os moldes.

Sendo transportada para a mesa de corte:

- manual (mais comum).

- sistema corte automático - CAM.

27 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

TÉCNICAS DE ESTENDIDA

i) zig - zag ou acordeão

- avesso com avesso.

- direito com direito.

- técnica mais rápida porque aproveita a ida e volta do


pessoal ou do carro estendedor.

ii) direito com avesso

- O tecido é cortado no inicio da mesa de estendimento após


estender uma folha.

- Regresso (operário ou máquina) ao inicio do colchão e


recomeça a estender a folha seguinte, a partir da mesma
extremidade.

- Tecidos com desenhos orientados.

- No caso do tecido fugir de um lado.

iii) direito com direito sentidos opostos

- mesmo processo que o anterior, no entanto, o rolo é virado


em cada folha.

- as peças cortadas são simétricas.

28 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

- As peças da folha n são simétricas das peças das folhas n-


1 e n+1.

- Veludos - para aumentar o atrito entre as folhas, evitando-


se o deslizamento.

- Usada quando as duas faces do tecido são idênticas, ou caso


contrário, cada peça tenha o seu simétrico.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESTENDIDA

1 - Antes de se iniciar a estendida é necessário fixar os pontos de inicio


e fim do colchão.

2 - Requisitos:

- alinhamento das folhas.

- dimensão correta da folha.

- eliminação da eletricidade estática.

- evitar a distorção das folhas.

- evitar a fusão dos tecidos durante o corte.

- eliminação de defeitos do tecido

* defeitos localizados num ponto do tecido


(buracos, fios grossos, sujidade, etc.).

* defeitos no tecido em toda a sua largura.

* defeitos no tecido em todo o seu comprimento.

* zonas manchadas.

29 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

Duas atitudes:

- Ignorar o defeito.

- Eliminando por sobreposição de um comprimento igual


ao do defeito.

3 - No caso da malha tubular, por cada passagem ficam duas folhas

direito com direito e avesso com avesso.

- Permite colocar meios modelos simétricos num dos bordos da


malha - festo.

4 - Altura do colchão

- Constante - todas as folhas tem o mesmo comprimento


----------------------------------------------
----------------------------------------------
----------------------------------------------
----------------------------------------------

- Em escada
-----------
-----------
------------------------
------------------------
----------------------------------------------
----------------------------------------------
----------------------------------------------

30 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

5 - Escolha da técnica de estendida

6 - Após a estendida, é necessário transportar o colchão para a zona de


corte propriamente dita, sem provocar distorções.

- O avanço do colchão pode ser efectuado por:

- Tapetes rolantes.

- Ar comprimido.

o colchão é levantado por pequenos jactos de ar,


com o sentido do movimento, dispostos ao longo de
toda a mesa de estendida, tornando fácil a sua
deslocação.

31 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

MÉTODOS DE ESTENDIDA

i) Estendida manual com mesa horizontal

- tecido puxado folha a folha.

- dois operários (largura do tecido).

- desenrolador fixo na mesa.

- apenas permite estendida direito com avesso respeitando o


sentido.

- para estendida em zig - zag é necessário utilizar barras.

- tecidos bastante pesados (rolo fixo).

ii) Estendida manual com mesa vertical (inclinável)

- pouco utilizado.

- as folhas são presas por molas na extremidade superior.

- tecidos com padrões (alinhamento mais fácil).

32 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

iii) Estendida com carro estendedor

- Fabricação em série.

a) Manual

O rolo é colocado sobre uma plataforma que percorre o colchão.

- Dois operários (largura tecido).

- Utilizado especialmente para malha tubular.

Dispositivos:

- Corte das folhas por lâmina circular.

- Dispositivo de rotação da parte superior.

- Alinhamento das ourelas por célula fotoeléctrica.

b) Automático

- Colchões altos e compridos.

- Qualquer tipo de estendida.

- Material em rolo ou em livro.

- Um operador sentado a observar, intervindo quando for


necessário.

- Folhas uniformemente tencionadas - sistema alimentação

positiva.

33 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

- Alimentação de bobinas mediante suportes em cunha,


cada suporte conta com um controlo independente. De
acordo com o programa, o carro troca as bobinas sozinho.

- Largura dos carros - 60 - 210 cm….

- Velocidade - 20 - 60 m/min…..

- Altura do colchão - 15 - 30 cm - ……

(tipo de tecido e tecnologia).

Dispositivos:

- Alinhamento das ourelas por célula fotoeléctrica.

- Estendida em zig-zag.

- Corte no fim da estendida.

- Carga e descarga do carro automático.

- Calandragem da malha tubular.

- Alinhamento manual das ourelas.

- Enfiamento automático da malha.

- Eliminação da eletricidade estática.

- Comando à distância.

- Mesa luminosa para revistar durante a estendida.

- Indicador de comprimento, número de folhas e fim de


peça.

- Plataforma para transporte do utilizador.

34 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

- Plataforma para alimentação do carro com as peças em


livro.

- Detector de costuras, para peças juntas.

- Rolo de chamada recoberto de um fio de poliamida


colocado em espiral para evitar a formação de vincos.

- Avanço automático do carro, lentamente na parte final e


inversão do sentido de marcha.

- Regresso rápido do carro (estendida folha a folha).

- Possibilidade de utilizar o mesmo carro para várias


mesas.

35 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

CORTE

Produzir em "tecido" réplicas de moldes.

Manual.

Automático.

MÉTODOS DE CORTE MANUAL

i) Tesoura Manual

- Flexível, isto é, permite cortar qualquer tipo de molde.

- Apenas uma ou duas folhas de tecido.

- Bastante moroso.

- Confecção por medida / Alta Costura.

ii) Tesoura Eléctrica Vertical

É o método de corte mais comum. Existe um motor (colocado no


topo da tesoura) que dá à lâmina, por intermédio de uma biela, um
movimento de subida e descida.

- muito utilizado para dividir o colchão em secções, para

posteriormente serem aparadas com uma serra de fita.

- a altura do colchão, curvatura de linha e movimento da

lâmina são condicionados pela força do motor.

36 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

maior potencia do motor => maior peso => maior dificuldade

de manuseamento

- força do operador é factor importante.

- este tipo de lâmina é versátil, portátil, económico e com boa

precisão.

iii) Tesoura Eléctrica Circular

Semelhante à tesoura eléctrica vertical, apenas com a diferença de a


lâmina ser circular.

- lâmina circular com diâmetro de 6 - 30 cm.

- dificuldade de execução de curvas.

- menor precisão que a tesoura eléctrica vertical.

iv) Corte servo assistido

No corte servo assistido o operador não efetua qualquer esforço,


apenas empurra a tesoura, que se encontra suspensa num braço
articulado que pode ser deslocado ao longo de toda a mesa de corte.

- a base é pequena e delgada.

- corpo e lâmina reduzidos.

37 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

v) Serra de Fita

- bastante utilizada para efetuar corte com precisão.

- lâmina contínua, elástica, resistente à tração e lisa.

- lâmina mais estreita (sem protetor).

- grande precisão de corte.

- comprimento 3 - 4 m.

maior comprimento => menor aquecimento

- largura da lâmina 5 - 10 mm - limita a curvatura dos


cortes.

- espessura (aprox.) 0.45 mm.

- libertação das duas mãos.

- variador de velocidades.

- a velocidade de avanço é função da resistência do


material e da perícia do operador.

- velocidade linear da lâmina 7 - 18 m/s.

38 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

vi) Prensa Cortante

O molde é reproduzido por uma fita de aço, que é pressionada sobre


o material a ser cortado.

- grande precisão e rapidez.

- força da cabeça pode atingir as 120 t.

- acionamento hidráulico (mais comum).

- preço elevado => grandes quantidades.

- Baixa eficiência (E).

Muito utilizada no corte de peças que requerem grande precisão,


como colarinhos, punhos, etc.

39 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

ESTRUTURA DAS MESAS DE CORTE - LÂMINA

- Sistema de vácuo

- Redução da altura do colchão precisão de

- Manutenção da posição do colchão corte

Colocar uma folha de plástico (polietileno) sobre o colchão de


modo a promover a sua sucção.

As folhas assim comprimidas facilitam o corte.

À medida que o corte é efectuado uma nova folha é sobreposta


para evitar fugas e consequente perda do vácuo.

Aspiração:

- pela parte inferior (GGT, LECTRA e INVESTRÓNICA)

- lateralmente (BULLMER)

A BULLMER introduziu este tipo de aspiração para evitar o corte


das pontas de poliamida pela lâmina.

40 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

Quando a aspiração é efectuada pela parte inferior da mesa, pode


suceder que as pontas de poliamida sofram uma inclinação,
conduzindo ao seu corte aquando da passagem da lâmina.

Localização:

- junto ao cortador

- + económico

- maior barulho

- mais vibrações à mesa

- no exterior

- mais caro

- maior qualidade

- Capacidade do sistema de corte

Como caracterizar a capacidade de um sistema de corte:

Pela altura do colchão (número de centímetros) ?

Pelo número de folhas ?

O valor em centímetros do colchão é dependente da capacidade


do sistema de compressão - vácuo.

41 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

O sistema pode ter baixa compressão e no entanto ser capaz de


conter muitas folhas.

Assim, a informação mais importante não é o número de


centímetros da altura do colchão mas sim o número de folhas que
é capaz de cortar e o tipo de artigo envolvido.

Por exemplo:

Denim é o artigo mais difícil de cortar porque é muito


difícil de comprimir.

(máximo 60 folhas => 45 - 50 mm)

Dentro dos não têxteis, as aramidas


(ex: Kevlar).

Tecido camisaria abate muito pouco com o vácuo, daí permitir


80 - 100 folhas, consoante o tipo de sistema.

TIPOS DE MESAS DE CORTE

i) Mesas de corte estático

- ocupação de muito espaço para o estendimento do colchão.

- manutenção simples da posição do colchão.

- forças de depressão constantes.

42 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

ii) Mesas de corte dinâmico

Efetuam o avanço automático do colchão cada vez que se


completa o corte de uma janela de dimensão fixa ou variável.

O avanço é efectuado sob vácuo, mas há necessidade de


diminuir ligeiramente a depressão.

Qualquer movimento do colchão deve ser detectado e corrigido


pela máquina.

- economia de espaço pela sua dimensão reduzida.

43 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

i) Lâmina

- Método mecânico

- Sistema de corte mais utilizado na Indústria Têxtil.

- o corte é promovido pelo atrito da lâmina contra o material.

A lâmina afiada é pressionada e friccionada de encontro ao


tecido, separando as fibras ou partículas.

- O movimento vertical rápido da lâmina mais o avanço de


penetração permitem obter um corte limpo.

- Lâmina bem afiada.

O fio da lâmina é renovado durante o processo de corte, de x


em x metros (regulável) => perda produção.

O afiar da lâmina pode ser efectuado por pedra amolar (GGT,


LECTRA e outros) ou por meio de uma lixa (BULLMER).

Afiamento por pedra amolar ou esmeril

44 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

- maior desgaste - 1 - 2 dias (dois turnos).

- aquando da substituição da pedra, é necessária uma


intervenção mecânica, sendo o tempo de paragem superior.

Afiamento por lixa

- menor desgaste da lâmina - 1 semana (dois turnos).

- necessidade de substituir a lixa quando substitui a lâmina - 4


lixas 8/48h

- mudança fácil da lixa.

Import: Custos e eficiência do afiamento

A necessidade de substituir a lixa e a pedra de amolar reside no


facto de estas ficarem sujas de "cotton", devido à lubrificação da
lâmina, escorrendo o óleo lubrificante para o afiador, facilitando o
agarrar do "cotton".

- Lâminas inteligentes "Knife inteligence"

- são dispositivos mecânicos e electrónicos incorporados na


cabeça de corte que compensam os deslocamentos
angulares e de torção na lâmina, originadas pelas forças
provocadas pelo corte em curva.

45 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

Permite obter:

* corte de precisão.

* boa velocidade e altura de colchão superior.

- Permite o corte de qualquer tipo de material.

ii) Jacto de água

- o corte é promovido pela elevada pressão do jacto de água,


que provoca a abrasão do material.

- a água é pressurizada a 250 bar, passando a ser um corte por


gás.

- sendo o bico metálico, vai-se desgastando, tornando o corte


grosseiro.

- muito utilizado no corte da materiais não homogéneos (ex.


couro).

46 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

iii) Laser

Método de combustão ou vaporização.

- Corte promovido pela elevada temperatura do raio laser.

- um jacto complementar de ar ou nitrogénio remove o material


inutilizado e o fumo, impedindo também a formação de chamas de
combustão.

- Rápida difusão do raio laser => corte de uma ou duas folhas

O ponto de focagem tem dimensões mínimas no plano focal e


aumenta rapidamente de diâmetro a distâncias muito pequenas
desse plano.

- Elevada temperatura => fusão de materiais termoplásticos,

- Fumos e odores provocados pelo laser.

- Velocidades superiores (≅ duas vezes a de uma lâmina), mas a


qualidade final é muito inferior (ourelas).

Ourelas ficam escondidas, mas com o uso, as costuras tornam-se


numa fonte de irritação.

47 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

(No caso da lã não existe este problema das ourelas).

Este sistema de corte não desperta grande interesse por parte dos
principais produtores de sistemas de corte automático.

LASER é uma espécie de CHAMA, e é extremamente perigoso


colocar a palavra CHAMA junto da palavra "TECIDO".

É, sem dúvida, uma técnica vantajosa para certo tipo de materiais,


mas de momento é complicar uma coisa simples, uma vez que
com soluções mais "naturais", como a lâmina, se podem fazer
grandes coisas.

iv) Plasma

Descarga de gás

Chama fina direcionada

Corte promovido pela elevada temperatura

Corte de uma só folha (sistema de corte mais rápido)

Gases: Argon, Hidrogénio, Azoto, Oxigénio, Misturas N2/H2

48 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

v) Ultrassom

A técnica de Ultrassom pode ser de dois tipos:

natural

- o corte é promovido pela elevada temperatura das ondas


ultrassónicas.

mecânica

- o corte é promovido por uma lâmina que vibra por meio de ondas
ultrassónicas. Vibrações de muito baixo comprimento de onda a
uma elevada frequência (em vez das frequências médias de uma
lâmina normal).

A técnica do Ultrassom encontra-se em fase de investigação.

49 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

TRATAMENTO DOS DEFEITOS NO CORTE

- Estiramento do material, i.e., mal estendido.

- Descanso insuficiente da malha.

Colchão inferior à marcada => acerto do tamanho de todos os


moldes nesse comprimento.

- Maus tratos dos tecidos:

* Rolos defeituosos.

* Ourelas molhadas, deterioradas, etc.

* mau armazenamento do tecido.

* interior do rolo de cartão partido, faz com que o rolo de


tecido ande aos saltos no estendedor.

- Enviesamento da malha.

- Um dos grandes problemas é que os tecidos são elásticos, e


como tal pode ser esticado aquando da estendida. O carro é que
retira o tecido do rolo.

- Erro na programação do corte automático (ex. envio do Plano de


Corte errado à máquina de corte automático).

Aqui reside a importância da colocação da marcada em papel


sobre o colchão e do operador.

50 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

PREPARAÇÃO PARA A COSTURA

i) Manualmente

O operador possuí uma planta da marcada em A4 e identifica


manualmente cada uma das peças.

ii) Papel com a identificação das peças que compõem a marcada

Durante o traçado do risco na plotter, cada uma das peças é


identificada com o mínimo de caracteres possível, para
diminuição do tempo de traçado.

iii) Etiquetagem das peças cortadas

O etiquetador é acoplado à máquina de corte, e permite identificar


as peças cortadas com a informação de cada peça em escrita
normal ou em código de barras.

Com esta inovação o tempo de processo fica reduzido, uma vez


que na plotter já não é necessário identificar todas as peças
(operação que leva mais tempo).

51 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

CORTE DE TECIDOS XADREZ OU RISCAS

É extremamente difícil efetuar o corte automático deste tipo de


tecidos devido à dificuldade de alinhar corretamente as folhas e
colocar os moldes nos locais corretos.

Contudo, os principais produtores de sistemas de corte


desenvolveram mecanismos para contornar este problema.

- utilização de alfinetes na mesa de estendida.

- adaptação ao sistema base de uma tele câmara e um


processador digital de imagem interface.

O sistema analisa o artigo e determina a posição exata do


xadrez ou risca e efetua todas as modificações menores
necessárias de modo que todas as partes das peças
encaixem perfeitamente.

custo extra elevado.

Este tipo de sistema tem muito pouca saída porque a maioria dos
confecionadores não se importa com a perfeição do encaixe.

52 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

MÉTODOS DE CORTE AUTOMÁTICO POR COMANDO NÚMÉRICO


COMPUTADORIZADO

Mesa especial

Sistema de corte situado numa cabeça de corte, que


percorre todo o colchão.

O comando da cabeça de corte é numérico e


transmitido via computador.

Mesa de corte superficial.

Colchão assenta sobre pontas de poliamida flexíveis, que


permitem a passagem de ar (para criar o vácuo) e da lâmina.

O corte é efectuado por uma cabeça de corte que se desloca ao


longo do colchão, através de:

- Lâmina,

- Jacto de água,

- Laser,

- Plasma,

- Ultrassom.

53 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

As máquinas modernas possuem dois computadores:

- Um para o controlo do movimento da cabeça de corte.

- Outro para preparação e armazenamento de dados.

54 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

SISTEMAS DE CORTE - CAM

Lâmina

- Corte efectuado pelo atrito da lâmina contra o material.

- Qualquer tipo de matéria prima.

Jacto de água

- Corte efectuado pela elevada pressão, que origina a


abrasão do material.

- Materiais não homogéneos (couro).

55 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

Laser
Máquina de corte laser para bordados e
corte de partes para confecção.

Equipada com um programa de


digitalização.

Apta para qualquer tipo de tecidos.

As margens do tecido não se desfazem devido ao corte por laser.

O laser permite realizar cortes de qualquer forma ou tamanho, abertos


ou fechados.

O programa de digitalização, específico para a máquina de corte,


permite trabalhar sobre imagens de qualquer formato, obtidos por
scanarização, câmara digital, programa de desenho, etc.

Possui detecção e digitalização automática de contornos em imagens


(auto curva).

É possível ajustar vários níveis de potencia para marcar e cortar sobre o


mesmo tecido em uma só passagem.

Velocidade máxima de 80 mm/seg (5 m/min).

Gerador laser de CO2, com 25 W e está refrigerado por ar.

56 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

Dispositivos:

* Fácil acesso a informação acerca do que a máquina está a


cortar no momento - funcionamento em rede.

* Alterações dinâmicas ao plano de corte.

* Velocidade de avanço.

* Velocidade da faca.

* Acesso a outros planos de corte.

* Knife Intelligence.

* Sistema de Optimização do Tempo de Corte - trajetória de


corte.

* Tabelas de graduação.

Consoante o escalado que se quer dar ao molde base para


ajustes de última hora.

* Leitura das coordenadas das arestas do colchão para


compensar possíveis enviesamentos, efetuando uma
adaptação ao plano de corte.

* Ajuste automático de eventuais enviesamentos do colchão ao


plano da marcada.
57 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

* Opção de corte prioritário dos moldes mais reduzidos para


evitar deformações.

* Manutenção do motor a trabalhar em vazio quando a máquina


está parada, de modo que, ao ser solicitado movimento, este
seja debitado imediatamente, sem necessidade de tempo de
aceleração.

* Mecanismo hidráulico para efetuar furos (marcas, acessórios.

* Rolo Polietileno para evitar perdas da capacidade de vácuo,


acompanhando o movimento da cabeça de corte.

* Bite-Feed - Divisão em fracções do comprimento total da


estendida.

Cada fracção tem um comprimento total igual ou inferior à


área útil de corte para rentabilizar o nº de peças inteiras a
cortar.

58 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

3 zonas:

Corte
Transmove Transclear
propriamente dito
(convoyeur)

Armazena o colchão que Deslocação das peças já


não cabe na mesa de corte cortadas (separação de
lotes e limpeza)

* Sistema de Vídeo para ajuste dos moldes (xadrez, riscas), de


modo a garantir encaixes perfeitos na confecção.

* Comandos que traduzem movimentos que a máquina tem


que efetuar durante o corte

L (lift) - Subir
P (plunge) - Descer
X - Coordenada de comprimento
Y - Coordenada de largura
Z - Coordenada de penetração da faca
C - Coordenada de rotação da faca
- Levantar faca para afiar
- Afiar a faca

59 de 61
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE CONFECÇÃO (TECNOLOGIA DO CORTE)
FORMADOR: MIGUEL ÂNGELO FERNANDES CARVALHO
DATA 2009/2010

MOD.AFTEBI.P-051.REV02

BIBLIOGRAFIA UTILIZADA

MANUAL DE ENGENHARIA TÊXTIL - VOLUME I E II, MÁRIO DE ARAÚJO, E. M. DE MELO E CASTRO -


FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN;

TECNOLOGIA DO VESTUÁRIO, MÁRIO DE ARAÚJO, FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIEN;

CLOTHING TECHNOLOGY, HANNELORE EBERLE, HERMANN HERMELING, MARIANNE HORNBERGER, DIETER


MENZER, WERNER RING - VERLAG EUROPA-LEHRMITTEL.

60 de 61
MOD.AFTEBI.P-051.REV02

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA PARA DESENVOLVIMENTO DAS APRENDIZAGENS E DOCUMENTAÇÃO DE


APOIO

ARTIGOS EXTRAÍDOS DA INTERNET E DE JORNAIS PARA DOCUMENTAR CASOS PRÁTICOS

CONFEC@NET – CITEVE;

TEX@NET – CITEVE;

CATÁLOGOS DIVERSOS.