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NUTRIÇÃO

PARENTERAL
TOTAL
NUTRIÇÃO PARENTERAL TOTAL

CONCEITO
Solução estéril de nutrientes
infundida via intravenosa periférica
ou central, de forma que o trato
digestivo seja completamente
excluído do processo.

INDICAÇÕES
Quando o trato digestivo não
E. V. A. Multilaminado funciona, está obstruído ou
inacessível, e antecipa-se que essa
situação continue por pelo menos 7
dias.
CONTRA-INDICAÇÕES

 Pacientes hemodinamicamente instáveis


(hipovolemia, choque cardiogênico ou séptico,
edema agudo de pulmão, anúria sem diálise)
 Graves distúrbios metabólicos
 Graves distúrbios eletrolíticos
NPT
NPT - PREPARO

 Até 1992
1992,, usava
usava--se Nutrição
Parenteral em frascos de vidro
vidro..

 Manipulação é atribuição do
farmacêutico .
NPT - PREPARO

PARAMENTAÇÃO

Utilização de uniformes especiais constituídos


de materiais que não liberam partículas, luvas
cirúrgicas em látex
látex..
NPT - PREPARO
TÉCNICA ASSÉPTICA EM EQUIPAMENTO DE FLUXO UNIDIRECIONAL

Manipulação utilizando técnica asséptica.


NPT - PREPARO
NPT - PREPARO

ANÁLISE MICROBIOLÓGICA

A esterilidade das soluções é comprovada


por testes laboratoriais que garantem a
validade do processo asséptico.
DIFICULDADES PARA ELABORAR
FORMULAÇÕES
1) Todos os nutrientes essenciais devem ser
fornecidos, mas devido a obstáculos de ordem
farmacotécnica (estabilidade, solubilidade, e
compatibilidade) alguns substratos não são veiculados
na solução.
2) As necessidades dos elementos traços não são
totalmente conhecidas.
3) Deve ser adaptado às condições do paciente e
alterada sempre que necessário, dificultando o uso de
formulações padronizadas.
ELABORAÇÃO DE NPT
ADULTO
REGRAS GERAIS PARA USO DE NPT

1) Estimar os objetivos e a duração da NPT.


a) Período CURTO: é considerado < 2 semanas.
b) Período LONGO: é considerado > 2 semanas
2) Decidir a via de acesso.
3) Determinar as necessidades hídricas.
4) Estabelecer os requerimentos de calorias, proteína,
lipídio, CHO, vitaminas e minerais.
5) Determinar a taxa de infusão de NPT e lipídio.
VIAS DE ACESSO EM NPT
NPT COM ACESSO PERIFÉRICO

• Mais utilizada para pacientes bem nutridos tendo


curta duração.
• Não supre todas as necessidades sendo em sua
maioria suplementar ou usada em fase de
transição.
• Evita o acesso central em indivíduos nos quais
as necessidades de macronutrientes não pode
ser suprida somente via oral ou enteral (ex: fase
de transição).
NPT COM ACESSO PERIFÉRICO

• Geralmente usa veias do braço.


• Usa grandes volumes devido a infusões diluídas
e seu maior problema é a tromboflebite.
• O seu objetivo é reduzir a gliconeogênese e a
negatividade do balanço nitrogenado por alguns
dias.
NPT COM ACESSO CENTRAL

• Uso da veia subclávia


ou jugular até atingir a
veia cava superior.

• Também pode ser


inserido
perifericamente em
veia na área
antecubital do braço,
chegando
posteriormente na veia
cava superior. Fornece
melhor mobilidade
para o paciente.
NPT PERIFÉRICA X CENTRAL

Características NPT periférica NPT central

Duração Curta Longa

Concentração de < 12,0 a 15% Até 40%


Glicose
Concentração de Até 3% de AA Até 6% de AA
Aminoácido
Osmolaridade (L) < 1000 mOsm/L < 1000 mOsm/L

Osmolalidade (Kg) < 800 a 900 < 800 a 900


mOsm/kg mOsm/kg
SUBSTRATOS USADOS EM NPT
Necessidades
Nutrientes
Kcal/g Paciente Paciente
crítico estável
Carboidrato
4
alimentar
Não exceder a
Glicose 7 mg/kg/mim.
< 4 mg/kg/minuto
monoidratada 3,4 Usual: 40 a 60% do
VCT
0,8 a1,0 /kg /dia ou 15
a 20% do VCT.
Proteína (AA) 4 1,2 a 1,5 g/kg/dia. Considerar Kcal/gN.
Máximo de 2,5 g/kg/dia.
SUBSTRATOS USADOS EM NPT

Necessidades
Nutrientes Kcal/g
Paciente Paciente
crítico estável
TCL = 9
1,0 g/kg/dia. 1,0 g/kg/dia
TCM = 8,3
Lipídio Até 30% do 20 a 40 % do
TCC = 5,3
VCT. VCT
TCL10% = 11
Não exceder a Não exceder a
TCL 20% = 10 (↓ 2,0 g/kg/dia 2,0 g/kg/dia
glicerol)
PROTEÍNAS

• Fornecida através de soluções de AAs cristalinos


essenciais e não essenciais.
• Existem soluções para hepatopatias, nefropatias e
estados hipermetabólicos (maior custo).
• Soluções comerciais com concentrações variando
de 3 a 15% de proteína.
• Fazer cálculos usando g/kg pc, % do VCT e kcal/gN.
• Considerar que deve ser usada para processos
anabólicos e não como fonte de energia.
CONCENTRAÇÕES DE AA EM
ALGUMAS SOLUÇÕES

Produto Volumes (mL) AA %

Aminoplasmal L 5A (B. Braun) 1000 e 500 5

Aminoplasmal LS 10-A (B.Braun) 100, 250, 500 e 1000 10

Aminon (JP) 500 e 1000 10

Aminosteril (Fresenius) 500 e 1000 10

Aminorin (JP) 250 6,9


CONCENTRAÇÕES DE AA EM
ALGUMAS SOLUÇÕES
Produto Volumes (mL) AA %

Aminosteril nefro(Fresenius) 250 6,7

Nefroamino (B. Braun) 100, 250, 500 e 1000. 6,9

Aminosteril Hepa (Fresenius ) 500 8

Hepatoamino (JP) 100, 250 e 500 8


CARBOIDRATOS

• Fonte: monoidrato de dextrose.


• Soluções comerciais mais comuns variam:
glicose 5%, 10% e 50%.
• Altas concentrações: hiperglicemia,
anormalidades hepáticas e aumento do esforço
respiratório.
SORO GLICOSADO

Vol. do SG50% = ( g glicose totais x10) - vol de solução


4

O volume de SG 10% (VSG10 %) será:


Volume SG 10 % = volume final – volume SG 50 %
LIPÍDIO
• Soluções comerciais possuem 10 e 20% de lipídio.
• Suspensões aquosas de óleo de soja com
fosfolipídios da gema do ovo como emulsificante.

Solução a 10 % = fornece 1,1 kcal/ml de solução, o


lipídio da solução possui 11 kcal/g.

Solução a 20% = fornece 2,0 kcal/ml de solução, o


lipídio da solução possui 10 kcal/g.
Lipídio
• Óleos de açafrão ou soja possuem alto nível de
linoléico suprindo as necessidades do ac. Graxo
essencial.

• Usado até 30% do VCT, níveis mais elevados em


casos de hiperglicemia e comprometimento
pulmonar (cuidado para não exceder a 2 g/kg pc).
Eletrólitos e Vitaminas
• Administrados por via parenteral não passando
pelos processos digestivos e absortivos:
recomendações < DRIs.

• Ajustes após o início da NPT para adequar os


fluidos e os eletrólitos, dependendo da
estabilidade do paciente.

• Vitamina K → semanalmente injetável.

• Ferro → dado separadamente .


RECOMENDAÇÕES DE MINERAIS EM NPT
Eletrólito ASPEN GRANT SCHICTIG EHE-PO**

Cálcio 10 a 15 0,2 a 0,3 10 a 20 5 a 10 mEq/dia


mEq/dia mEq/kg mmol/dia

Magnésio 8 a 20 0,35 a 15 a 20 4 a 10 mEq/dia


mEq/dia 0,45 mEq/dia
mEq/kg
Sódio 1a2 60 a 150 70 a 100 1 a 1,5 mEq/kg
mEq/kg mEq/dia mEq/dia ou 80 mEq/dia
Potássio 1a2 70 a 150 70 a 150 1mEq/kg ou
mEq/kg mEq/dia mEq/dia 50 mEq/dia
Fosfato 20 a 40 7 a 10 20 a 30 PO4
mmol/dia* mmol/100 mmol/dia 50 mEq/dia
0kcal
Fósforo: utilizado o na forma de HPO42- 1 mmol = 2 mEq (HPO4-2) = 31 mg
Cálcio: 1 mEq = 20 mg = 0,5 mmol Sódio: 23 mg = 1 mEq = 1mmol
Potássio: 1 mEq = 1 mmol = 39 g Magnésio: 1 mEq = 0,5 mmol = 12 mg
*1mmol = 1 mEq/valência **Fonte: Equilíbrio hidro-eletrolítico no pós operatório.
Elementos Traços
Elemento ASPEN AMA

Cromo 10 a 15 mcg 10 15 mcg

Cobre 0,3 a 0,5 mg 0,5 a 1,5 mg

Manganês 60 a 100 mcg 0,15 a 0,8 mg

Zinco 2,5 a 5,0 mg 2,5 a 4 mg

AMA- American Medical Association - Department of


Foods and Nutrition
POLIVITAMÍNICOS E MINERAIS
COMERCIAIS SUPREM
NECESSIDADES DIÁRIAS:
• Polivit A - complexo vitamínico adulto A – 10 ml –
supre A, C, D, E, tiamina, riboflavina, niacina, ác.
Pantotênico e piridoxina.
• Polivit B - complexo vitamínico adulto B – 10 ml –
supre folato, cianocobalamina e biotina.
• Adelement oligoelementos adulto – 2 ml – supre Zn,
cu, Mn, cr.
• Outros WAITZBERG (2002) pag. 1775.
Concentrações De Algumas
Soluções Usadas Em NPT

Soluções Quantidade em Quantidade em


mEq/ml mg/ml
Acetato de sódio 10% 1,2 mEq/ml de Na 28 mg/ml de Na
Acetato de sódio 2 mEq/ml 2 mEq/ml de Na 46 mg/ml de Na
Acetato de zinco 0,5 0,5 mEq/ml de Zn 16,3 mg/ml de Zn
mEq/ml
Bicarbonato de sódio 10% 1,2 mEq/ml de Na 27,4 mg/ml de Na
Cloreto de sódio 20% 3,4 mEq/ml de Na 78,6 mg/ml de Na
Cloreto de potássio 19,1% 2,6 mEq/ml de K 100,1 mg/ml de K
Concentrações De Algumas
Soluções Usadas Em NPT
Soluções Quantidade em Quantidade em
mEq/ml mg/ml
Fosfato de potássio 2 2 mEq/ml de K 79 mg/ml de K
mEq/ml 2 mEq/ml de P 35 mg/ml de P
(K2HPO4) 1,1 mmol/ml P
Gluconato de cálcio 10% 0,5 mEq/ml de 8,9 mg/ml de Ca
Ca
Sulfato de magnésio 10% 0,8 mEq/ml de 9,9 mg/ml de Mg
Mg
Sulfato de magnésio 1 1 mEq/ml de Mg 12,2 mg/ml de Mg
mEq/ml
Fosfato orgânico 12,54% 0,66 mEq/ml de 31,66 mg/ml de P
0,66 mEq/kg P 0,33 mmol/ml P
Exemplos de cálculo em NPT
 Para determinar a quantidade usada de uma determinada
solução, deve-se dividir o valor da necessidade pela
concentração de um ml, como por exemplo:

1 ml ____0,5 mEq Ca
x ml ____10 mEq Ca

Volume=necessidade/concentração da solução = 20 ml
DROGAS

• Discutir sobre necessidade de uso de drogas junto a


NPT, evitar.

• Mais comuns: insulina, heparina (1 a 3 u/ml –


profilaxia de trombose do cateter venoso central e
da veia subclávia, sem comprometer o tempo de
coagulação do paciente), antiácidos, albumina
exógena, antibióticos, vasopressores, etc...
NECESSIDADE HÍDRICA

• Raramente excede a 3 litros.

• Observar outras infusões, fazer balanço


hidro-eletrolítico.
ADMINISTRAÇÃO DE NPT
ATRAVÉS DE INFUSÃO CONTÍNUA

• Iniciar com 42 ml/hora ou 1000 ml/dia.


• Aumentar a cada 2 ou 3 dias (varia de acordo
com a evolução do paciente).
• Evitar interrupção abrupta quando em uso de ↑ [ ]
de glicose.
• Se interromper uso de glicose 10% para evitar a
hipoglicemia de rebote.
Administração De NPT Através De
Infusão Ciclíca

• Por período de 8 a 12 horas: geralmente a noite


para melhorar a qualidade de vida do paciente.
• ↑ Taxa de infusão.
• ↑ Concentração das soluções.
• Não usar em intolerância a glicose.