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ENSINO MÉDIO

1
PROFESSOR MATEMÁTICA GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA

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MATEMÁTICA
GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
Luiz Roberto Dante

CONCEITOS INICIAIS DE TRIGONOMETRIA


E GEOMETRIA PLANA
1 Trigonometria no triângulo retângulo . . . . . . . . . . . . 4
Índice de subida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
A ideia de tangente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
A ideia de seno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
A ideia de cosseno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Definição de seno, cosseno e tangente por meio
de semelhança de triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Relações entre seno, coseno e tangente . . . . . . . . . . 12
Tabela com valores de seno, cosseno e tangente . . . . 14
Projeção ortogonal de um segmento de reta
sobre um eixo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
Aplicação: resolução de problemas . . . . . . . . . . . . . . 20

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
2 Conceitos básicos de geometria plana . . . . . . . . . . . . . 30
Ângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
Polígonos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Ceviana particulares e pontos notáveis
de um triângulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
Teorema de Tales . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
Teorema da bissetriz de um ângulo interno de
um triângulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
Semelhança de triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
MATEMÁTICA

Relações métricas no triângulo retângulo . . . . . . . . . . 47


Quadriláteros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
Ângulos internos e externos de um polígono . . . . . . . . 51
Revisão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
2116256 (PR)

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MÓDULO
Conceitos iniciais de
Trigonometria e Geometria plana

As grandes pir‰mides de GizŽ, no Egito, s‹o es-


truturas monumentais que foram constru’das, com
o aux’lio da Geometria, como tumbas reais para os
fara—s QuŽops, QuŽfren e Miquerinos.

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CAROLYN BROWN/PHOTORESEARCHERS/LATIN STOCK
REFLETINDO SOBRE A IMAGEM
A Geometria está em uma grande parte do
nosso mundo. Formas podem ser encontradas
a nossa volta, em todo lugar. As antigas civili-
zações egípcia e babilônica utilizavam a Geo-
metria na partilha de terras, em construções e
na observação dos movimentos dos astros, por
exemplo. Uma das figuras mais proeminentes
é o triângulo retângulo, utilizado, por exemplo,
para achar as medidas e compor vários tipos
de estrutura. Você sabe por que os triângulos
são formas bastante utilizadas nas construções?
Quais são as propriedades do triângulo retân-
gulo? Conhecendo apenas a medida de um ân-
gulo e de um dos lados do triângulo, podemos
determinar a medida dos outros dois lados?

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Ao construir uma pirâmide, o empreiteiro real


precisava construir lados e ângulos iguais sem o
uso de instrumentos complexos. Para certificar-se
de que a base era quadrada, e não um losango, ele
utilizava 4 triângulos retângulos.

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CAPÍTULO
Trigonometria no triângulo
1 retângulo

Veja, no Guia do Professor, o quadro de competências e habilidades desenvolvidas neste módulo.

Objetivos: O ato de medir envolve sempre uma comparação entre grandezas. Mas como medir uma
grandeza inacessível, como a altura de uma torre ou de uma árvore, a largura de um rio ou a dis-
c Identificar e
tância entre dois planetas? Sendo a Astronomia uma ciência bastante desenvolvida na Antiguidade,
aplicar as relações
imagina-se que seus questionamentos tenham despertado nos estudiosos as primeiras noções de
trigonométricas
trigonometria. Hiparco de Niceia, conhecido como “fundador da astronomia”, foi o maior astrônomo
básicas: seno, cosseno
da Antiguidade, ao lado de Cláudio Ptolomeu.
e tangente.
É atribuída a Hiparco a construção da primeira tábua trigonométrica no século II a.C. Mais tarde,
c Aplicar conceitos de por volta do ano 100 d.C., Ptolomeu escreveu treze livros sobre Trigonometria tomando como base
trigonometria em o trabalho de Hiparco.
situações-problema.

ALAMY/OTHER IMAGES

Hiparco (190-120 a.C.), nascido em Niceia,


trabalhou em Alexandria e Rodes, onde
fundou um observatório e desenvolveu
importantes atividades astronômicas.

4 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

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Observe na figura uma pessoa que sobe dois tipos de rampa:

Subida
Subida
30° 55°

Dizemos que a segunda rampa é mais íngreme ou tem aclive maior, pois seu ângulo de subida
é maior (55° . 30°).
Vejamos agora a seguinte situação-problema: sem conhecer os ângulos de subida, como saber
qual das duas rampas abaixo é a mais íngreme?

ILUSTRAÇÕES: FORMATO
COMUNICAÇÃO/ARQUIVO
DA EDITORA
3m

5m
4m

7m

Situações como essa, que envolvem lados e ângulos de um triângulo, podem ser resolvidas com
o estudo da Trigonometria.

ÍNDICE DE SUBIDA
Para cada ponto P alcançado na subida, temos um percurso, um afastamento e uma altura. Exemplos:

P
P

Percurso
Altura

Percurso
Altura
Afastamento

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
Afastamento

Observe a figura e a tabela a seguir.

C
6m
B
A 4m
2m
Ponto Afastamento Altura
1m
A 2m 1m PARA
MATEMÁTICA

2m B 4m 2m 32 REFLETIR
4m C 8m 4m 34 A proporcionalidade dos valores
8m D 12 m 6m 36 é decorrente da semelhança dos
triângulos retângulos.
12 m

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 5

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Para cada um dos pontos, a razão entre a altura e o afastamento correspondente é dada por:
altura 1m 1
ponto A: 5 5
afastamento 2m 2
altura 2m 1
ponto B: 5 5
afastamento 4m 2
altura 4m 1
ponto C: 5 5
afastamento 8m 2
altura 6m 1
ponto D: 5 5
afastamento 12 m 2
Note que a razão entre a altura e o afastamento, para cada ponto de uma mesma subida, é
1
uma constante, ou seja, é sempre a mesma. No exemplo dado, essa constante é e a ela damos o
PARA 2
nome de índice de subida:
REFLETIR

Como devem ser a altura e o altura


afastamento para que o índice índice de subida 5
de subida seja 1? E para que seja
afastamento
maior que 1?
2
Na figura abaixo, por exemplo, o índice de subida da rampa é , isto é, a cada 3 unidades que
3
nos afastamos, elevamo-nos 2 unidades.
C

6
A
4

3
6
9

Relacionando o ângulo de subida e o índice de subida


Até agora, verificamos quanto uma subida é íngreme usando o ângulo de subida ou o índice
de subida.

h1
h2
a
a1
b
PARA a2
REFLETIR
Quanto maior o ângulo de subida, mais íngreme é a subida.
Relacione com ., , ou 5 os ân-
Quanto maior o índice de subida, mais íngreme é a subida.
h1 h Será que podemos associar esses dois coeficientes numa mesma subida? É o que veremos a
gulos a e b e as razões e 2.
a1 a2 seguir.

6 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

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A IDEIA DE TANGENTE
Usaremos a palavra “tangente” para associar a medida do ângulo de subida e o índice na mesma
subida. A tangente do ângulo de subida é igual ao índice de subida associado, e ela será indicada por k1.

Tangente de um ângulo de subida 5 k1


tg a 5 k1
Altura
altura
a tg a 5 5 índice de subida
afastamento
Afastamento

Temos agora condições de resolver a situação-problema apresentada no início do capítulo.


Vamos retomar as duas figuras e depois construir seus modelos matemáticos, que são dois
triângulos retângulos.
ILUSTRAÇÕES: FORMATO COMUNICAÇÃO/ARQUIVO
DA EDITORA

3m 3
a

4m 4

5
5m

b
7 PARA
7m
REFLETIR
3 3 5
Índice de subida da primeira ou tg a 5 Podemos concluir que .
4 4 7
5 reduzindo as duas frações ao
Índice de subida da segunda ou tg b 5 mesmo denominador ou trans-
7
formando-as em decimais.
3 5
Como . , a primeira subida é a mais íngreme.
4 7
Observação:
Além da tangente do ângulo de subida, que é obtida pela razão entre a altura e o afastamento,
veremos que há outras razões que envolvem também o percurso e que podem ser úteis na resolução
de problemas.

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
A IDEIA DE SENO
Em qualquer subida podemos determinar a razão entre a altura e o percurso, que será um
número indicado por k2, ao qual chamaremos de seno de a.
altura
5 número k 2
percurso
O número k2, da mesma forma que a medida do ângulo de subida, pode nos indicar quanto a
subida é íngreme.
MATEMÁTICA

Seno de um ângulo de subida 5 k2


sen a 5 k2
Percurso
Altura altura
sen a 5
a percurso

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 7

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PARA
REFLETIR De onde vem o nome seno?
Quando estudei Trigonometria no colégio, meu professor ensinou que seno vem
Pense em duas subidas com per-
cursos iguais e ângulos de subida do latim sinus, que significa seio, volta, curva, cavidade (como nas palavras enseada,
a e b, com a b: sinuosidade). E usou o gráfico da função, que é realmente bastante sinuoso, para
justificar o nome.
Qual delas terá altura maior?
Mais tarde vim a aprender que não é bem assim. Sinus é a tradução latina da
Quem é maior: sen a ou sen b? palavra árabe jaib, que significa dobra, bolso ou prega de uma vestimenta. Isso não
Qual das subidas é mais íngre- tem nada a ver com o conceito matemático de seno. Trata-se de uma tradução defei-
me? tuosa, que infelizmente durou até hoje. A palavra árabe adequada, a que deveria ser
Qual delas terá afastamento traduzida seria jiba, em vez de jaib. Jiba significa a corda de um arco (de caça ou de
maior? guerra). Uma explicação para esse erro é proposta por A. Aaboe (Episódios da história
Quem é maior: cos a ou cos b? antiga da Matemática, p. 139): em árabe, como em hebraico, é frequente escreverem-se
Faça desenhos para conferir suas apenas as consoantes das palavras; o leitor se encarrega de completar as vogais. Além
respostas. de “jiba” e “jaib” terem as mesmas consoantes, a primeira dessas palavras era pouco
comum, pois tinha sido trazida da Índia e pertencia ao idioma sânscrito.
Evidentemente, quando se buscam as origens das palavras, é quase inevitável que
se considerem várias hipóteses e dificilmente se pode ter certeza absoluta sobre a
conclusão. Há outras explicações possíveis para a palavra seno. Uma delas é de que se
teria originado da abreviatura s. ins. (semicorda inscrita).
LIMA, Elon Lages. Meu professor de Matemática. Rio de Janeiro: Instituto de Matemática Pura e Aplicada
(IMPA)/Vitae – Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social, 1991. p. 187. Adaptado.

A IDEIA DE COSSENO
Em qualquer subida podemos determinar a razão entre o afastamento e o percurso, número que
indicaremos por k3 e chamaremos de cosseno de a.
afastamento
5 número k3
percurso
O número k3, da mesma forma que a medida do ângulo de subida, indica-nos quanto a subida
é íngreme.

Cosseno de um ângulo de subida 5 k3


Percurso cos a 5 k3
Altura afastamento
cos a 5
a percurso
Afastamento

DEFINIÇÃO DE SENO, COSSENO E TANGENTE POR


MEIO DE SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS
Se ABC é um triângulo retângulo em A, temos:
a é a medida da hipotenusa (lado oposto ao ângulo reto); C
b e c são as medidas dos catetos (lados que formam o ângulo
B
C
reto);
B B e BC são ângulos agudos; a b
AC é o cateto oposto ao ângulo B B;
AB é o cateto adjacente ao ângulo B B.
BB
B c A

8 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

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Consideremos agora um ângulo ABOB 5 u, 0° , u , 90° e tracemos, a partir dos pontos C, E, G,
etc. da semirreta OA, as perpendiculares CD, EF, GH, etc. à semirreta OB.
G A

u
O D F H B

Os triângulos OCD, OEF, OGH, etc. possuem os mesmos ângulos internos; logo, são semelhan-
tes. Podemos, portanto, escrever:
CD EF GH
5 5 5 ... ( constante )
OC OE OG
Essa relação depende apenas do ângulo u (e não do tamanho do triângulo retângulo do qual
PARA
u é um dos ângulos agudos). Ela é chamada de seno de u, e escrevemos:
REFLETIR

CD medida do cateto oposto ao ângulo u Com um colega, procure justifi-


sen u 5 5 car as seguintes afirmações:
OC medida da hipotenusa
Se B B é um dos ângulos agudos de
(0° , u , 90°) um triângulo retângulo, então:
sen B B é um número entre 0 e 1;
De modo análogo, da semelhança de triângulos obtemos as relações:
cos B B é um número entre 0 e 1;
OD OF OH tg B B é um número maior do
5 5 5 ... ( constante )
OC OE OG que 0 e pode ser menor, igual
CD EF GH ou maior do que 1.
5 5 5 ... ( constante ) C
OD OF OH
B
C
que também dependem apenas do ângulo u e que definimos, respectivamente, como cosseno do Hipotenusa Cateto
ângulo u e tangente do ângulo u: B
oposto a B

B
B
OD medida do cateto adjacente ao ângulo u B Cateto adjacente a B B A
cos u 5 5
OC medida da hipotenusa
(0° , u , 90°)
CD medida do cateto oposto ao ângulo u
tg u 5 5
OD medida da cateto adjacente ao ângulo u

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
(0° , u , 90°)

CD OD CD
As razões u 5 , cos u 5 e tg u 5 são chamadas razões trigonométricas em
relação ao ângulo u. OC OC OD

Observação:
A semelhança de triângulos é a base de toda a trigonometria.

Seno, cosseno e tangente só dependem do ângulo


É importante salientar que sen B B, cos B B e tg B B dependem apenas do ângulo B B, mas não do tama-
MATEMÁTICA

nho do triângulo retângulo do qual B B é um dos ângulos agudos. Vamos provar isso.
; é o símbolo matemático para
Consideremos dois triângulos retângulos, ABC e A'B'C', que tenham um ângulo agudo de mesma
congruência (> também é uti-
medida (B B ; B B'). Nesse caso, eles são semelhantes, pois têm dois ângulos correspondentes, B B ; B B' e
lizado).
B A ; B A' (retos):

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 9

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C
a
b B
C
B
B
A c B
C'
B
C
a'
b'

B
B
A' c' B'

Dessa semelhança, temos:

b' 5 b c'  5  c b'  5  b


a' a a' a c' c
ou seja, sen B B' 5 sen B B, cos B B' 5 cos B B e tg B B' 5 tg B B.
Portanto, o seno, o cosseno e a tangente dizem respeito apenas ao ângulo, e não ao triângulo
que os contém.

BIOGRAFIA Trigonometria: história e importância


Matemático e físico francês, Jean- As funções trigonométricas constituem um tema importante da Matemática, tanto por
-Baptiste Joseph Fourier (1768- suas aplicações (que vão desde as mais elementares, no dia a dia, até as mais complexas, na
-1830) é reconhecido por mos-
ciência e na alta tecnologia) como pelo papel central que desempenham na Análise de Fourier.
trar como a condução de calor
em corpos sólidos pode ser ana- A Trigonometria teve seu início na Antiguidade remota, quando se acreditava que os pla-
lisada em termos de séries, ma- netas descreviam órbitas circulares ao redor da Terra, surgindo daí o interesse em relacionar o
temáticas infinitas, chamadas de comprimento da corda de uma circunferência com o ângulo central por ela subtendido. Se c
séries de Fourier. é o comprimento da corda, α é o ângulo e r é o raio da circunferência, então c 5 2r . sen a .
2
O objeto inicial da Trigonometria era o tradicional problema da resolução de triângulos,
que consiste em determinar os seis elementos dessa figura (três lados e três ângulos) quando
se conhecem três deles, sendo pelo menos um deles um lado.
Posteriormente, com a criação do cálculo infinitesimal e do seu prolongamento, que
é a análise matemática, surgiu a necessidade de atribuir às noções de seno, cosseno e suas
associadas tangente, cotangente, secante e cossecante o status de função real de uma variável
real. Assim, por exemplo, ao lado de cos AB , o cosseno do ângulo AB , tem-se também cos x, o
cosseno do número real x, isto é, a função cos: R → R. Analogamente, têm-se as funções
sen, tg, cotg, sec e cossec, completando as funções trigonométricas.
Uma propriedade fundamental das funções trigonométricas é que elas são periódicas.
Por isso são especialmente adaptadas para descrever os fenômenos de natureza periódica,
oscilatória ou vibratória, os quais abundam no Universo: movimento de planetas, som, cor-
rente elétrica alternada, circulação do sangue, batimentos cardíacos, etc.
A importância das funções trigonométricas foi grandemente reforçada com a descober-
ta de Joseph Fourier, em 1822, de que toda função periódica (com ligeiras e naturais restrições)
é uma soma (finita ou infinita) de funções do tipo a . cos nx 1 b . sen nx. Para que se tenha
uma ideia da relevância desse fato, que deu origem à chamada Análise de Fourier, basta dizer
que, segundo o banco de dados da revista Mathematical Reviews, o nome mais citado nos
títulos de trabalhos matemáticos nos últimos 50 anos é o de Fourier.
LIMA, Elon Lages et al. A Matemática do Ensino Médio – v. 1. Rio de Janeiro: SBM, 1997. p. 209.
Coleção do Professor de Matemática. Adaptado.

10 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

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PARA CONSTRUIR

1 Examine o triângulo retângulo da figura e calcule o valor das c) Calcule o valor das expressões:
razões em cada item. Avalie se os resultados estão coerentes sen B F 5 11
com as afirmações do “Para refletir” da página 9. (sen BF)2 1 (cos BF)2 1
B
cos F 11
Sim, os resultados estão coerentes.

sen G B 11
sen2 BG 1 cos2 BG 1
b B
cos G 5

15
9

PARA
a REFLETIR
12
a) sen a d) sen b B é o mesmo que (sen G
sen2 G B )2.
sen α = 9 = 3 = 0,6 sen b = 12 = 4 = 0,8 B .
Usa-se com mais frequência sen2 G
15 5 15 5

b) cos a e) cos b 3 (UEMG) Em uma de suas viagens para o exterior, Luís Alves e
cos α = 12 = 4 = 0,8 cos b = 9 = 3 = 0,6 Guiomar observaram um monumento de arquitetura asiáti-
15 5 15 5
ca. Guiomar, interessada em aplicar seus conhecimentos ma-
temáticos, colocou um teodolito distante 1,20 m da obra e
c) tg a f ) tg b obteve um ângulo de 60°, conforme mostra a figura:
tg α = 9 = 3 = 0,75 tg b = 12 = 4
12 4 9 3

2 Em um triângulo EFG, retângulo em E, temos sen B F 5 5 ,


6
cos B F 5 11 e tg B F 5 5 11. 60°
6 11 1,20 m
F 130 cm

BF Sabendo-se que a altura do teodolito corresponde a 130 cm,


a altura do monumento, em metros, é aproximadamente: d
a) 6,86
b) 6,10 Admitindo que 1,20 m seja a dis-
B
G tância do teodolito ao eixo vertical
c) 5,24
E G do monumento, temos:
d) 3,34
a) Calcule sen BG, cos BG e tg BG.
sen BG = EF = cos B F = 11

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
FG 6
cos BG =
EG = sen B F = 5 60°
FG 6 1,20 m 130 cm
B 5 EF 5 1 5 1 5 1 5 11 5 11 ⋅ 115 11
tg G
EG EG tg FB 5 11 5 11 5 11 11 5
EF Sendo x a altura do monumento, temos:
11
x 2 1,30
b) Se a hipotenusa do nEFG mede 30 cm, quanto medem os 5 tg 60º
1,20
catetos? x 2 1,30 5 1,20 ⋅ 3
B 5 EG 5
sen F 5 ⇒ EG 5 25 Logo, x é aproximadamente 1,30 + 2,04, ou seja, x = 3,34 m.
30 6
B 5 EF 5 11 ⇒ EF 5 5 11
cos F
MATEMÁTICA

30 6

TAREFA PARA CASA: Para praticar: 1 e 2

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 11

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RELAÇÕES ENTRE SENO, COSSENO E TANGENTE
As razões trigonométricas seno, cosseno e tangente se relacionam de várias formas, como ve-
remos a seguir.
1a) Relação fundamental do triângulo retângulo
B e b é a medida
No triângulo retângulo ABC (BA é reto) da figura abaixo, em que a é a medida de C
de B B, temos:
C
PARA sen b 5 b sen a 5 c
REFLETIR
a a
a

cos b 5 c cos a 5 b
a
O cateto oposto ao ângulo β é o b
a a
cateto adjacente ao ângulo α.
b
tg b 5 b tg a 5 c
A c B c b

Observe que a 1 b 5 90° (ângulos complementares). Logo, a 5 90° 2 b e b 5 90° 2 a.


Os ângulos a e b são agudos.
Nas relações anteriores vimos que:
sen b 5 cos a, ou seja, sen b 5 cos (90° 2 b)
cos b 5 sen a, ou seja, cos b 5 sen (90° 2 b)

Então, para ângulos agudos a e b tal que a 1 b 5 90°, temos:

O seno de um ângulo é igual ao cosseno do seu complemento;


O cosseno de um ângulo é igual ao seno do seu complemento
(cosseno: seno do complemento).

Ainda no mesmo triângulo retângulo da figura, usando a relação de Pitágoras, a2 5 b2 1 c2,


podemos mostrar que:
PARA 2 2
 c  b c 2 b2 b2  1 c 2 2
REFLETIR 2 2
sen a 1 cos a 5   1 5 21 2 5 5 a2 5 1
a  a a a a 2
a
Como sen2 a 1 cos2 a 5 1, basta ou seja:
construir a tabela de senos para
ter a de cossenos, ou vice-versa.
sen2 a 1 cos2 a 5 1 (0° , a , 90°)

sen α
2 a) tg α 5 (0° , a , 90°)
cos α

Demonstração:
C

a
b

A c B

12 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

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b
sen  a  5 a  5 b
5 tg a ou
cos  a c c
a
b
a
tg a 5  5   5 sen  a (dividimos ambos os termos da razão por a Þ 0)
b
c c cos  a
a
sen  a
Portanto, tg a 5 (0° , a, 90°)
cos  a
3a) Se num triângulo retângulo conhecermos um ângulo agudo a e a medida a da hipotenusa, os
catetos medirão:
a ? sen a (cateto oposto a a)
a ? cos a (cateto adjacente a a)

a
a ? sen a

a
a ? cos a

4a) Se dois ângulos a e b são complementares (a 1 b 5 90°), então sen a 5 cos b (o seno de um
1 .
ângulo é igual ao cosseno do ângulo complementar e vice-versa) e tg a 5
tg β
Demonstração:
C

a
b

a
B c A
a e b são complementares

Aplicando as definições de seno, cosseno e tangente no triângulo anterior, temos:

sen a 5 b 5 cos b; portanto, sen a 5 cos b


a

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
cos a 5 c 5 sen b; portanto, cos a 5 sen b
a

b5 1 5 1 ; 1
tg a 5 portanto, tg a 5
c c tg b tg b
b
Observações:
Dessa propriedade surgiu o nome cosseno: seno do complemento.
MATEMÁTICA

Com essa propriedade, conhecendo as razões trigonométricas de ângulos a, tal que 0° , a , 45°,
passamos a conhecer imediatamente as razões trigonométricas dos ângulos complementares
b, tal que 45° , b , 90°, e vice-versa. Por exemplo, sabendo que sen 30° 5 1 , já sabemos que
1 2
cos 60° 5 , pois 30° e 60° são complementares.
2

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 13

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 13 9/30/14 11:32 AM


TABELA COM VALORES DE SENO, COSSENO
E TANGENTE
Sabemos que, em um nABC, retângulo em B A, temos:
C

B
C
PARA a
b
REFLETIR
B
B
A c B
Se a é um ângulo agudo, então
tg a, sen a e cos a são números b 5 sen B B, ou seja, b 5 a ? sen B B
reais tal que: a
0 , sen a , 1 c 5 cos B B, ou seja, c 5 a ? cos B B
a
0 , cos a , 1
tg a . 0 Da mesma forma chegamos a:
b 5 a ? cos C B
c 5 a ? sen C B
b 5 c ? tg B B
c 5 b ? tg C B
Sabemos também que vale a relação de Pitágoras, que envolve as medidas dos três lados
(a2 5 b2 1 c2), e a relação m(B B) 1 m(C
B ) 5 90°, que envolve as medidas dos dois ângulos agudos.
Assim, por meio dessas relações e da tabela com valores de seno, cosseno e tangente de ângu-
los agudos (de medidas em graus), conseguimos descobrir as medidas dos lados e dos ângulos de
um triângulo retângulo, bastando para isso conhecer as medidas de dois lados ou de um lado e um
ângulo agudo.

EXERCÍCIO RESOLVIDO

1 (IFSP) Uma forma pouco conhecida de arte é a de preenchi- Com base nas informações anteriores, os catetos de cada
mento de calçadas com pedras, como vemos na calçada en- triângulo medem, em cm,
contrada em Brazlândia – DF, conforme a figura. a) 25 e 255 3
b) 25 e 255 2
c) 25 e 500 3
d) 50 e 500 3
e) 50 e 500 2

100
y

30º
x

RESOLUÇÃO:
1
Em relação ao desenho da calçada, considere o seguinte: y 5100 ⋅ sen 30° 5100 ⋅ 5 50
2
todos os triângulos são retângulos; 3
x 5100 ⋅ cos 30° 5100 ⋅ 5 50 ⋅ 3
cada triângulo possui um ângulo de 30°; 2
a hipotenusa de cada triângulo mede 100 cm. Alternativa d.

14 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 14 9/30/14 11:32 AM


Tabela trigonométrica
Seno, cosseno e tangente são conhecidos há muito tempo, e os antigos tabelaram, para
todos os ângulos de 1° a 90°, os valores dessas relações (veja a tabela na página 29). Hoje em dia, as
tabelas trigonométricas foram em grande parte substituídas pelas calculadoras científicas, que ofe-
recem os valores de senos, cossenos e tangentes com precisão e maior facilidade de manipulação.

PARA CONSTRUIR

4 Responda com base na análise do triângulo retângulo da figu- Dado cos α 5 0,8, a altura, em metros, atingida pelo ponto
ra a seguir. P, em relação ao solo, quando o ângulo de giro α for má-
ximo, é: c
A y P
B a) 4,8
BB
b) 5,0 a
Q M
c) 3,8
z d) 4,4
x
B
e) 4,0
C a
S N
C

a) Qual é o valor da soma m(BB) 1 m(C


B )? T
m(BA) 1 m(B B) 1 m(BC) 5 180° ⇒ 90° 1 m(B B) 1 m(BC) 5 180° ⇒
⇒ m(B B) 1 m(BC) 5 90°

b) Indique as frações correspondentes a sen BB, cos BB, tg BB,


Considere a figura.
B , cos C
sen C B e tg C
B . Sabendo que cos α 5 0,8 e sen2 α 1 cos2 α 5 1, obtemos
z y z y z y
sen B B 5 ; cos B B 5 ; tg B B 5 ; sen B C 5 ; cos B C 5 ; tg B C 5 sen α 5 0,6. Logo, do triângulo QNS vem:
x x y x x z QS
sen α 5 ⇔ QS 5 0,6 ⋅ 3 5 1,8 m.
5 (Vunesp) A caçamba de um caminhão basculante tem 3 m NQ
de comprimento das direções de seu ponto mais frontal P Por outro lado, do triângulo MPQ, encontramos:
MP
até a de seu eixo de rotação e 1 m de altura entre os pon- cos α 5 ⇔ MP 5 0,8 ⋅ 15 0,8 m.
PQ
tos P e Q. Quando na posição horizontal e, isto é, quando os
Assim, o resultado pedido é dado por:
segmentos de retas r e s se coincidirem, a base do fundo da MP 1 QS 1 ST 5 0,8 1 1,8 1 1,2 5 3,8 m.
caçamba distará 1,2 m do solo. Ela pode girar, no máximo, α
graus em torno de seu eixo de rotação, localizado em sua
parte traseira inferior, conforme indicado na figura.

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
1m

s 3m
Q

α
Eixo de
r
rotação
MATEMÁTICA

1,2 m

Disponível em: <autobrutus.com>. Adaptado.

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 15

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 15 9/30/14 11:32 AM


Quadro-resumo sobre triângulos retângulos
C
O triângulo ABC é retângulo em A, isto é, A B é reto (90°).
a: medida da hipotenusa
B
C
b e c: medidas dos catetos
B : reto (90°)
A
BB e CB : agudos e complementares (B B 1 C B 5 90°) b a
Relação entre os lados (relação de Pitágoras): a2 5 b2 1 c2
Relação entre os ângulos: B A 1 B B 1 C B 5 180°
Relações entre lados e ângulos:
BB
b c B
sen B B 5 A
a
c
cos B B 5
a
b
tg B B 5
c
sen C B 5c
a
b
cos C B 5
a
c
tg C B 5
b
Relações entre seno, cosseno e tangente dos ângulos agudos:
sen B B sen B B 5 cos C
B
www.ser.com.br sen2 B B 1 cos2 B B 5 1 tg B B 5
cos B B , pois B B 1 C
B 5 90°
Acesse o portal e abra o simula- B 5 cos B B
sen C
dor Razões trigonométricas e 2 B 2 B sen C B
conceitos. Visualize as relações sen C + cos C 5 1 tg CB 5
cos C B
apresentadas no capítulo e reali-
ze aplicações.

Ângulos e medidas de segmento


No triângulo abaixo está traçada a altura h em relação à base AB.
C

A H B

Neste caso, temos:


h ⇒
sen B B 5 h 5 BC ? sen B B
BC
Vemos, por essa fórmula, que a Trigonometria nos auxilia a relacionar ângulos com
comprimentos de segmentos. Isso mostra que ela é uma importante ferramenta de cálculo
na Geometria.

16 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 16 9/30/14 11:32 AM


EXERCÍCIO RESOLVIDO

2 Determine a área da região triangular abaixo.


C

7 cm
h

20°
A B
12 cm

RESOLUÇÃO:
sen 20° 5 0,342; BC 5 7 cm; AB 5 12 cm
AB ⋅ h
Área 5 5?
2
h 5 BC ? sen B B ⇒ h 5 7 ? 0,342 ⇒ h . 2,4 cm
Logo:
12 ⋅ 2, 4
Área . 5 14,4 cm2
2
A área da região triangular é de, aproximadamente, 14,4 cm2.

PROJEÇÃO ORTOGONAL DE UM SEGMENTO DE RETA


SOBRE UM EIXO
Observe que, se A'B' é a projeção ortogonal do segmento de reta AB sobre um eixo, então as
medidas de AB e A'B' são relacionadas pela fómula:

A'B' 5 AB ? cos α

em que a é o ângulo formado por AB e o referido eixo.


B

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
a
A

A' B'

Exemplo:
MATEMÁTICA

Se AB 5 5 cm e a 5 29°, temos que:


A'B' 5 AB ? cos a ⇒ A'B' 5 5 ? cos 29°
Consultando a tabela de razões trigonométricas ou usando uma calculadora científica, vemos
que cos 29° = 0,875. Logo, A'B' 5 5 ? 0,875 . 4,38.
Portanto, A'B' 5 4,38 cm.

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 17

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 17 9/30/14 11:32 AM


EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

“Resolver” um triângulo retângulo é determinar as medidas RESOLUÇÃO:


não conhecidas dos seus seis elementos (3 lados e 3 ângulos)
quando se conhecem somente algumas delas. 1: medida do cateto oposto ao ângulo de 15°
Dados
x : medida do cateto adjacente ao ângulo de 15°
3 “Resolva” o triângulo retângulo abaixo usando a tabela da pá-
gina 29 ou uma calculadora científica.
1 1
tg 15° 5 ⇒ 0,26 5 ⇒ 0,26x 5 1 ⇒
B x x
1
b ⇒x5 > 3,84
x 0,26
4

a 6 Consulte a tabela da página 29 e responda:


A 4 3 C a) Se sen a 5 0,94, qual o valor de a?
b) Se cos a 5 0,407, qual o valor de a?
RESOLUÇÃO:
RESOLUÇÃO:
Conhecemos AB (4), AC ( 4 3 ) e B A (90°). Devemos descobrir a) Na tabela da página 29 procuramos por 0,94 na coluna do
BC (x), B C (a) e B B (β). seno (sen). Encontramos o valor de a 5 70°.
2
x2 5 42 1 ( 4 3 ) ⇒ x2 5 16 1 48 ⇒ x2 5 64 ⇒ x 5 8 b) Na mesma tabela, procuramos por 0,407 na coluna do
4 1 cosseno (cos). Encontramos o valor de a 5 66°.
sen a 5 5 5 0,5 ⇒ α 5 30° (Usando a tabela da pági- Poderíamos também usar uma calculadora científica em
8 2
na 29.) vez da tabela.
2
A 1 BB 1 B C 5 180° ⇒ 90° 1 b 1 30° 5 180° ⇒ b 5 60°
7 Se a é a medida de um ângulo agudo e cos a 5 , quanto
5
vale tg a?
Portanto, BC 5 8, B B 5 60° e BC 5 30°.
RESOLUÇÃO:
4 No triângulo retângulo da figura abaixo, calcule a medida x in-
dicada. (Dados: sen 40° 5 0,64; cos 40° 5 0,76 e tg 40° 5 0,83.) Consideremos um triângulo retângulo
cujo cateto adjacente ao ângulo de medi-
C
da α vale 2 e a hipotenusa vale 5, ou seja,
2
6
cos α 5 .
x 5 5
x Aplicando o teorema de Pitágoras, calcu-
40° lamos o valor de x :
B A 52 5 x2 1 22 ⇒ x2 5 25 2 4 5 21 ⇒
⇒ x 5 21
RESOLUÇÃO: a
Portanto:
6: medida da hipotenusa
Dados 2 x 21
x : medida do cateto oposto ao ângulo de 40° tg a 5 5
2 2
x x
sen 40° 5 ⇒ 0,64 5 ⇒ x 5 0,64 ? 6 5 3,84 PARA
6 6
5 No triângulo retângulo abaixo, calcule a medida x indicada. REFLETIR
(Dados: sen 15° 5 0,25; cos 15° 5 0,96 e tg 15° 5 0,26.) A solução deste exercício resol-
C vido também pode ser obtida
usando as relações sen2 a 1
sen α
1 1 cos2 a 5 1 e tg a 5 ,
cos α
15° para a agudo.
B x A

18 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 18 9/30/14 11:32 AM


8 Uma rampa tem índice de subida igual a 1 . Qual é o ângulo Para obter o ângulo de subida a, vamos calcular tg a:
de subida dessa rampa? 5 cateto oposto
tg a 5 5 1 5 0,2
cateto adjacente 5
RESOLUÇÃO:
Procurando na tabela da página 29 o ângulo cuja tangente é
Vamos considerar uma rampa com al- 0,2, encontramos um valor entre 11° e 12°. Portanto, vamos
tura 1 e afastamento 5, pois o índice 1 admitir a 5 11,5°.
1 a Observação: Se utilizarmos uma calculadora científica, ob-
de subida é . 5
5 teremos a 5 11,3°.

PARA CONSTRUIR

6 Você vai construir uma tabela de valores muito importantes. c) Calcule sen 60°, cos 60° e tg 60° utilizando o triângulo re-
Para isso: tângulo destacado do triângulo equilátero abaixo:
a) Calcule sen 45°, cos 45° e tg 45° utilizando o triângulo re-
tângulo destacado do quadrado abaixo:

 , , ,
, 3 , 3
2 2
 2
  2  ,
60° 60°
45°
45° , , ,
, 2 2 2

ø 3 ø
, 2 2 , 2 2
sen 45º 5 ⋅ 5 cos 45º 5 ⋅ 5 sen 60º 5 2 5 3 cos 60º 5 2 5 1
, 2 2 2 , 2 2 2 ø 2 ø 2
, ø 3
tg 45º 5 5 1
,
tg 60º 5 2 5 3
ø
2
b) Calcule sen 30°, cos 30° e tg 30° utilizando o triângulo re-
tângulo destacado do triângulo equilátero abaixo: d) Com os valores que você encontrou, complete a tabela:

30° 45° 60°

30° 30° 1 2 3
Os ângulos de sen
2 2 2
, , ,

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
, 3 , 3 30º, 45º e 60º 3 2 1
cos
2 2 são chamados 2 2 2
ângulos notáveis. 3
tg 1 3
3
, , ,
2 2 2
7 (UFRN) A figura a seguir é formada por 1
, , 3 três triângulos retângulos. As medidas
1 3
sen 30º 5 2 5 cos 30º 5 2 5 dos catetos do primeiro triângulo são 1
, 2 , 2
,
iguais a 1. Nos demais triângulos, um
3 dos catetos é igual à hipotenusa do
MATEMÁTICA

tg 30º 5 2 5
, 3 3 triângulo anterior e o outro cateto
2 g 1
tem medida igual a 1. Considerando b
os ângulos a, β e γ na figura, atenda a
às solicitações seguintes. 1

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 19

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 19 9/30/14 11:32 AM


a) Calcule tg a, tg β e tg g.
tg α 5 1
tg β 5 1 ⋅ 25 2
cm
2 2 2 20
tg γ 5 1 ⋅ 35 3
3 3 3

5 cm
b) Calcule os valores de a e g.
a 5 45°
g 5 30°
a) 75°
b) 60°
c) 45°
d) 30°
e) 15°
c) Justifique por que 105° , a 1 β 1 g , 120°.
30° , b , 45° ⇒ 75° 1 30° , 75° 1 b , 45° 1 75° ⇒
⇒ 105° , 45° 1 30° 1 b , 120° ⇒ 105° , a 1 b 1 g , 120°

sen α 5 5 ⇒ α 5 30º
cm 5 10
10
a

8 (UFPR) Um recipiente, no formato de hemisfério, contém um 5 cm

líquido que tem profundidade máxima de 5 cm. Sabendo


que a medida do diâmetro do recipiente é de 20 cm, qual o
maior ângulo, em relação à horizontal, em que ele pode ser
inclinado até que o líquido alcance a borda, antes de come-
çar a derramar? d

TAREFA PARA CASA: Para praticar: 3 a 9 Para aprimorar: 1 a 4

APLICAÇÃO: RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS


Vamos resolver agora alguns problemas cujas soluções exigem o conhecimento das razões
trigonométricas no triângulo retângulo.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

9 (UFSJ-MG) Uma escada com x metros de comprimento for- RESOLUÇÃO:


ma um ângulo de 30° com a horizontal, quando encostada
ao edifício de um dos lados da rua, e um ângulo de 45° se for
encostada ao prédio do outro lado da rua, apoiada no mes-
mo ponto do chão.
Sabendo que a distância entre os prédios é igual a
(5 3 1 5 2 ) metros de largura, assinale a alternativa que
contém a altura da escada, em metros.
x
x
a) 5 2 c) 10 3 30° 45°
b) 5 d) 10 5 315 2

20 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 20 9/30/14 11:32 AM


Considerando x a altura da escada, temos: Calcule a altura h de uma formação rochosa sabendo que
x ⋅ cos 30° 1 x ⋅ cos 45° 5
555 3 1 5 2 a 5 44°, β 5 39° e p 5 120 m. Use uma calculadora ou con-
 3  sulte a tabela trigonométrica da página 29 para obter os valo-
x ⋅  1 2 5 5( 3 1 2 ) res de seno, cosseno e tangente que forem necessários.
2 2 
x 5 110 m RESOLUÇÃO:

DE AGOSTINI/GETTY IMAGES
10 Do alto da torre de uma plataforma marítima de petróleo de
45 m de altura, o ângulo de depressão em relação à proa de
um barco é de 60°. A que distância o barco está da plataforma?
h
RESOLUÇÃO:
44°
Realidade Modelo matemático 39°
a 120 m
60°
60°
30°
tg 44° 5 h 5 0,966 ⇒ h 5 0,966a
45 m
30°
a
45
h
tg 39° 5 5 0,810 ⇒
120 1 a
⇒ h 5 0,810(120 1 a) 5 0,966a ⇒
x ⇒ 97,2 1 0,810a 5 0,966a ⇒ 0,156a 5 97,2 ⇒
Pela figura, temos: ⇒ a . 623,08
Então, h . 602 m.
45: medida do cateto adjacente ao ângulo de 30°
x : medida do cateto oposto ao ângulo de 30° A formação rochosa tem, aproximadamente, 602 m.

x 3 x 45 3 12 Medida do raio da Terra


tg 30° 5 ⇒ 5 ⇒x5 ⇒
45 3 45 3 Como medir o raio da Terra, um comprimento inacessível às
medidas diretas?
⇒ x 5 15 3 . 15(1,73) . 25,95 m
Portanto, o barco está a 25,95 m da plataforma. RESOLUÇÃO:
Um processo usado desde a época dos gregos é o seguinte:
11 Medição de alturas inacessíveis
sobe-se a uma torre de altura h e mede-se o ângulo a que faz
Medir alturas de montanhas e outras formações rochosas, a reta BC do horizonte de B com a vertical BO do lugar.
em geral, não é simples. Pelo fato de não ser possível obter as B
medidas do triângulo retângulo teórico que permite o cálcu- h
lo da altura por meio do uso das relações trigonométricas (a  Torre
não ser que se fizesse um túnel até o centro da montanha, o
que não é prático), deve-se recorrer a outra técnica.

LEONELLO CALVETTI/SHUTTERSTOCK
C
e

R
nt

Uma técnica que permite a medição correta da altura é a se-


o
riz

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
ho

guinte: de um ponto no chão, mede-se o ângulo de elevação


do

do chão ao topo da montanha (a); caminha-se um valor co-


a
nh

R O
Li

nhecido de metros para trás (p); mede-se novamente o ân-


gulo de elevação do chão ao topo da montanha (β).
DE AGOSTINI/GETTY IMAGES

Examinando a figura percebe-se que:


R 5 sen a ⇒ R ? sen a 1 h ? sen a 5 R ⇒ R 5 h ⋅ sen
s α
R 1h 1 2 ssen α
MATEMÁTICA

α Com as medidas h e a (que são acessíveis) e uma tabela de


β
senos (ou uma calculadora), podemos chegar à medida do
p
raio da Terra.

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 21

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 21 9/30/14 11:32 AM


PARA CONSTRUIR

9 (UFG-GO) Um navio, que possui 20 m de altura sobre a água, O teleférico sai da estação de Barinitas, a 1 577 metros acima
passa por um canal e, em certo momento, o capitão da em- do nível do mar, na cidade de Mérida e, depois de se deslocar
barcação avista uma ponte plana sobre o canal, a qual ele 12,5 km, atinge o topo do Pico Espejo.
desconhece as dimensões e tem de decidir se o navio pode Considere que o cabo do teleférico seja completamente esti-
passar sob a ponte. Para isso, ele inicia uma série de cálculos cado e que θ seja o ângulo, com vértice na estação de Barini-
e medições. A primeira constatação que ele faz é a de que, tas, formado pelo cabo do teleférico e a horizontal, conforme
a uma certa distância, d, da projeção da base da ponte, a in- a figura.
Topo do Pico
clinação do segmento que une a parte retilínea inferior da Espejo
ponte e o ponto mais avançado do navio, que está a 4 m de
altura sobre a água, é de 7°. Percorridos 102 m em linha reta
em direção à ponte, ele volta a medir a inclinação, obtendo
um ângulo de 10°, e verifica que a distância entre a parte re- Cabo do
tilínea inferior da ponte e o ponto mais avançado do navio é teleférico
de 100 m, como ilustra a figura a seguir.
u
Ponte Barinitas
100 h
20 7° 10°
4 102
d Nessas condições, determine o valor aproximado do ângulo θ. b
Utilize:
Diante do exposto, admitindo que a superfície do rio é plana,
Medida
determine a altura da ponte e conclua se esta é suficiente Seno Cosseno Tangente
para que o navio passe sob ela. do ângulo
Dados: tg (7°) . 0,12 e cos (10°) . 0,98 11° 0,191 0,982 0,194
Tem-se que: 15° 0,259 0,966 0,268
d − 102 d − 102
cos 10° 5 ⇒ 0,98  ⇒ d  200 m. 18° 0,309 0,951 0,325
100 100
Daí, 22° 0,375 0,927 0,404
tg7° 5 h ⇒ h  0,12 ⋅ 200 ⇒ h  24 m.
d 25° 0,423 0,906 0,467
Portanto, como 24 . 16, segue-se que a altura da ponte é suficiente
para que o navio passe sob ela. a) 11°
b) 15°
c) 18°
10 (Ceeteps-SP) O passeio em teleférico é uma opção turística d) 22°
em várias cidades do mundo. e) 25°
O teleférico mais alto e o segundo mais longo do mundo fica
na cidade de Mérida, Venezuela, unindo a cidade ao Pico Es- 00
5
pejo, cujo topo está a uma altura de 4 765 metros acima do 12, 4,765 2 1,577 5 3,188 m

nível do mar. 4,765 m u

1,577 m

Na figura, temos:
3,188
sen θ 5 5 0,25504
12,500
De acordo com a tabela dada, a medida aproximada de u é 15°.

11 (Cefet-MG) Uma formiga sai do ponto A e segue por uma tri-


lha, representada pela linha contínua, até chegar ao ponto B,
como mostra a figura.

22 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 22 9/30/14 11:32 AM


A dulo (tamanho) 10, cuja direção está inclinada 30° em relação
à horizontal. Use seus conhecimentos de trigonometria para
2m calcular qual é o módulo (tamanho) do vetor vx na horizontal
e do vetor vy na vertical. (Observação: As linhas tracejadas são
perpendiculares aos eixos horizontal e vertical.)
60°

3m

v 5 10
1m vy
30°
vx

vx 5 10 ? cos 30o = 10 · 3 55 3
2 3m 2
vy 5 10 ? sen 30o = 10 · 1 5 5
2
13 (UEPG-PR) Num instante t1, um avião é visto por um observa-
B
dor situado no solo sob um ângulo de 60° e, no instante t2,
A distância, em metros, percorrida pela formiga é: d sob um ângulo de 30°. Sabendo-se que o avião voa numa reta
horizontal a uma altitude de 5 km, assinale o que for correto.
a) 11 2 3
(01)No instante t1, a distância entre o observador e o avião é
b) 3 1 3 3 10 3 km..
c) 5 1 2 3 (02)No instante t2, a distância entre o observador e o avião é
10 km.
d) 7 1 3 3
(04)A distância percorrida pelo avião entre os instantes t1 e t2
A
é maior que 5 km.
(08)A distância percorrida pelo avião entre os instantes t1 e t2
2m é menor que 4 km. 02 1 04 5 06
A

60° x

3m
30°
x y 5 km
1m
30°
y

2 3m 30° 60°
t2 z t1 w B

5 3 5 10 3
B (01) Falsa, pois sen 60° 5 ⇒ 5 ⇒y5 km
y 2 y 3

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
Calculando x e y nos triângulos assinalados: 5 1 5
(02) Verdadeira, pois sen 30° 5 ⇒ 5 ⇒ x 5 10 km
2 1 2 x 2 x
sen 30° 5 ⇔ 5 ⇔x54
x 2 x (04) Verdadeira, pois o triângulo At1t2 é isósceles, logo z 5 y . 5
(08) Falsa, pois z 5 y . 5
1 3 1
tg 30° 5 ⇔ 5 ⇔y5 3
y 3 y
Logo, a distância percorrida pela formiga é: 14 (Vunesp) A figura mostra duas circunferências de raios 8 cm e
2 1 x 1 1 1 y 1 2 3 5 2 1 4 1 1 1 3 1 2 3 5 (7 1 3 3) m 3 cm, tangentes entre si e tangentes à reta r. C e D são os cen-
tros das circunferências.
12 Em Física, muitas grandezas são representadas por vetores:
segmentos de reta orientados que possuem um tamanho (fa-
MATEMÁTICA

la-se “módulo” do vetor), uma direção e um sentido (indicado


C
pela flecha na ponta do vetor). Quando a direção desses veto-
res não é nem horizontal nem vertical, eles podem ser decom- D
postos em outros dois vetores, sendo um horizontal e outro r
vertical. Na figura a seguir, você observa um vetor v, de mó- O P

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 23

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 23 9/30/14 11:32 AM


Se α é a medida do ângulo CBOP, o valor de sen a é: Qual foi a largura do rio que ele encontrou? a

a) 1 a) 9 3 metros
6
b) 3 3 metros
5 x Rio
b) 9 3 metros
11 c)
14 C 2
1 D 60°
c) d) 3 metros
2 x 8 9m
3
r
e) 4,5 metros
α
d) 8 O
E P
x
tg 60° 5 ⇒ x 5 9 ⋅ tg 60° 5 9 ⋅ 3 m
23 9
16 (Uneb-BA) A tirolesa é uma técnica utilizada para o transporte
e) 3 de carga de um ponto a outro. Nessa técnica, a carga é presa a
8
3 uma roldana que desliza por um cabo, cujas extremidades geral-
Pelo nODE, temos sen a 5
31x mente estão em alturas diferentes. A tirolesa também é utilizada
Pelo nOPC, temos sen a 5
8 como prática esportiva, sendo considerada um esporte radical.
14 1 x
Então: Em certo ecoparque, aproveitando a geografia do local, a
3 5 8 ⇒ 42 + 3x 5 24 + 8x ⇒ 18 5 5x ⇒ x 5 18 cm
estrutura para a prática da tirolesa foi montada de maneira
3 1 x 14 1 x 5
que as alturas das extremidades do cabo por onde os partici-
Logo:
3 3
pantes deslizam estão a cerca de 52 m e 8 m, cada uma, em
sen a 5 ⇒ sen a 5 ⇒ sen a 5 15 ⇒ sen a 5 5 relação ao nível do solo, e o ângulo de descida formado com
3 1 18 33 33 11
5 5 a vertical é de 80°.
15 (ESPCEX-SP) Um tenente do Exército está fazendo um le- Nessas condições, considerando-se o cabo esticado e que
vantamento topográfico da região onde será realizado um tg 10° = 0,176, pode-se afirmar que a distância horizontal per-
exercício de campo. Ele quer determinar a largura do rio que corrida, em metros, ao final do percurso, é aproximadamente
corta a região e por isso adotou os seguintes procedimen- igual a: a
tos: marcou dois pontos, A (uma árvore que ele observou na a) 250 80°

outra margem) e B (uma estaca que ele fincou no chão na b) 252 44 m

margem onde ele se encontra); marcou um ponto C distante c) 254 52 m


10°
9 metros de B, fixou um aparelho de medir ângulo (teodolito) d) 256
8m
de tal modo que o ângulo no ponto B fosse reto e obteve e) 258 x

π
uma medida de rad para o ângulo ACB. B tg 10° 5
44
⇒x5
44
⇒ x 5 250 m.
3 x 0,176

TAREFA PARA CASA: Para praticar: 10 a 18 Para aprimorar: 5 a 12


Veja, no Guia do Professor, as respostas da “Tarefa
para casa”. As resoluções encontram-se no portal,
em Resoluções e Gabaritos. TAREFA PARA CASA
As resoluções dos exercícios encontram-se no portal, em Resoluções e Gabaritos.

a) C c) C
PARAPARA PRATICAR
PRATICAR
40°
1 No triângulo retângulo abaixo, determine o seno, o cosseno e 8

a tangente do ângulo B B; depois, consulte a tabela e determine x

a medida aproximada de B B, em graus.


C B x A
62°
A 5 B
4
2 b) C 5 3 A
30°

B 2 3 A x

2 Nos triângulos retângulos seguintes, calcule a medida x indicada. B


(Dados: sen 62° 5 0,88; cos 62° 5 0,46 e tg 62° 5 1,88.) (Dados: sen 40° 5 0,64; cos 40° 5 0,76 e tg 40° 5 0,83.)

24 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 24 9/30/14 11:32 AM


3 No triângulo retângulo da figura, temos α 30° 45° 60°

x 1 2 3
12 . sen α
16 m cos a 5 2 2 2
13
a
3 2 1
cos α
a) Calcule sen a e tg a. 2 2 2
b) Determine a medida da hipotenusa.
3
tg α 1 3
4 Nos triângulos retângulos seguintes, calcule a medida x indi- 3
cada.
Nessas condições, a largura do rio, no trecho considerado, é
a) C c)
3 2
expressa por:
A B
12
x a) 1 AC c) 3
AC
3 2
30° x
45°
b) 1 AC d) 3 3 AC
A B
2 3
C C
b)
9 (Fuvest-SP) Calcule a medida x indicada na figura abaixo:
60° x

B 6 3 A

5 Sabendo que sen a 5 4 , qual é o valor de cos a? (a é ângulo 60°


5 30°
agudo.)
100

6 Quanto vale tg a se cos a 5 1 ? ( a é ângulo agudo.)


4 10 Em um exercício de tiro esportivo, o alvo se encontra numa
7 Calcule o valor de x no triângulo retângulo ABC abaixo. parede e sua base está situada a 20 m do atirador. Sabendo
que o atirador vê o alvo sob um ângulo de 10° em relação
C
à horizontal, calcule a que distância o centro do alvo se en-
contra do chão. (Dados: sen 10° 5 0,17; cos 10° 5 0,98 e
tg 10° 5 0,18.)
x

30° 45°
A D B
70

8 (Cefet-MG) O percurso reto de um rio, cuja correnteza aponta


10°
para a direita, encontra-se representado pela figura a seguir.

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
Um nadador deseja determinar a largura do rio nesse trecho
20 m
e propõe-se a nadar do ponto A ao B, conduzindo uma corda,
a qual tem uma de suas extremidades retida no ponto A. Um
observador localizado em A verifica que o nadador levou a 11 Do alto de uma torre de 50 m de altura, localizada em uma ilha,
corda até o ponto C. avista-se um ponto da praia sob um ângulo de depressão de 30°.
Dados: Qual é a distância da torre até esse ponto? (Desconsidere a largu-
ra da torre.)
B C
ILUSTRAÇÕES: FORMATO
COMUNICAÇÃO/ARQUIVO
DA EDITORA

120° 30°
MATEMÁTICA

50 m

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 25

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 25 9/30/14 11:32 AM


12 (Enem) As torres Puerta de Eu- 15 (UFSC) Uma escada com 10 m de comprimento foi apoiada
ropa são duas torres inclinadas A em uma parede que é perpendicular ao solo. Sabendo que o
uma contra a outra, construí- pé da escada está afastado 6 m da base da parede, determine
das numa avenida de Madri, a altura, em metros, alcançada pela escada.
na Espanha. A inclinação das
torres é de 15° com a vertical e 16 (UEM-PR) Para obter a altura CD de uma torre, um matemá-
elas têm, cada uma, uma altura tico, utilizando um aparelho, estabeleceu a horizontal AB e
de 114 m (a altura é indicada determinou as medidas dos ângulos a 5 30° e β 5 60°
na figura como o segmento e a medida do segmento BC 5 5 m, conforme especificado
AB). Estas torres são um bom na figura. Nessas condições, a altura da torre, em metros, é:
exemplo de um prisma oblí-
D
quo de base quadrada e uma
delas pode ser observada na
B
imagem.
Utilizando 0,26 como valor aproximado para tangente de 15°
e duas casas decimais nas operações, descobre-se que a área
da base desse prédio ocupa na avenida um espaço:
a) menor que 100 m2.
b) entre 100 m2 e 300 m2. 60°
B
c) entre 300 m2 e 500 m2. A
30°
d) entre 500 m2 e 700 m2. 5m
e) maior que 700 m2.

13 Para determinar a altura de uma torre, um topógrafo coloca o C


teodolito a 100 m da base e obtém um ângulo de 30°, con-
forme mostra a figura. Sabendo que a luneta do teodolito está 17 (UEL-PR) Um engenheiro fez um projeto para a construção
a 1,70 m do solo, qual é aproximadamente a altura da torre? de um prédio (andar térreo e mais 6 andares), no qual a dife-
(Dados: sen 30° 5 0,50; cos 30° 5 0,87 e tg 30° 5 0,58.) rença de altura entre o piso de um andar e o piso do andar
imediatamente superior é de 3,5 m. Durante a construção, foi
necessária a utilização de rampas para transporte de mate-
rial do chão do andar térreo até os andares superiores. Uma
rampa lisa de 21 m de comprimento, fazendo ângulo de 30°
com o plano horizontal, foi utilizada. Uma pessoa que subir
essa rampa inteira transportará material, no máximo, até o
piso do:
h
a) 2o andar.
30°
b) 3o andar.
c) 4o andar.
d) 5o andar.
e) 6o andar.

100 m 18 (UFPE) Dois pavimentos de uma construção devem ser liga-


dos por uma escada com 10 degraus de mesma altura, cons-
14 Um cowboy joga uma moeda para o alto. Quando a moeda truída sobre uma rampa de 3,6 m como ilustrado na figura. Se
atinge sua altura máxima, ele dá um tiro nela, com o braço in- 1
sen a 5 , indique a altura, em centimetros, de cada degrau.
clinado 60° em relação ao solo, acertando-a. A moeda come- 2
ça a cair em linha reta, perpendicularmente ao solo, e, com o
braço inclinado 45° em relação ao solo, o cowboy acerta mais
um tiro nela. Sabendo que entre um tiro e outro a moeda
caiu 12 m e que a altura do revólver em relação ao solo na
hora dos dois disparos era de 2 m, qual foi a altura máxima a
alcançada pela moeda? 3,60 m
(Observação: Considere que os tiros não desviam a moeda
da linha vertical em que ela está caindo.)

26 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 26 9/30/14 11:32 AM


alto do telhado. (Dados: sen 20° 5 0,34; cos 20° 5 0,94 e
PARA
PARA APRIMORAR
PRATICAR tg 20° 5 0,36.)

1 Na figura abaixo, h 5 2, a 5 30° e β 5 60°. Calcule a medi- 6 6


da x 1 y. 20°

a b
3
h

x y 6 (Insper-SP) Um empreendedor está desenvolvendo um siste-


ma para auxiliar o julgamento de lances duvidosos em parti-
2 Um avião levanta voo em A e sobe fazendo um ângulo cons- das de futebol. Seu projeto consiste de um chip instalado na
tante de 15° com a horizontal. A que altura estará e qual a bola e um sensor posicionado em um dos cantos do campo
distância percorrida quando sobrevoar uma torre situada a (ponto P).
2 km do ponto de partida? (Dados: sen 15° 5 0,26; cos 15° 5 R
5 0,97 e tg 15° 5 0,27.)

d
B
h

15° y
A

2 km 5 2 000 m
P x Q

3 Uma escada rolante liga dois andares de uma loja e tem uma O sensor detecta a distância r entre os pontos P e B (bola) e
inclinação de 30°. Sabendo que a escada rolante tem 10 m de a medida α do ângulo BB PQ. Em seguida, transforma essas in-
comprimento, qual é a altura entre os dois andares? formações nas distâncias x e y indicadas na figura. Isso pode
ser feito por meio das expressões:

10 m
a) x 5 1sen a e y 5 1cos a
r r
h
b) x 5 r 2 cos a e y 5 r 2 sen a
30° c) x 5 r sen 2a e y 5 r cos 2a
d) x 5 r cos a e y 5 r sen a
4 (Mack-SP)
A B e) x 5 1sen 2a e y 5 1cos 2a
r r
7 (UEL-PR) Analise a figura a seguir.

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
Co

60° 60°
m
pr
Altura

im

C D E F
en

1m
to
da

Se, na figura, AD 5 3 2 e CF 514 6 , então a medida de AB é:


ra

30°
m

Com
prim
pa

horiz ento
ontal
a) 8 6 c) 12 6 e) 14 5
b) 10 6 d) 28
A questão da acessibilidade nas cidades é um desafio para
MATEMÁTICA

5 Na construção de um telhado foram usadas telhas francesas, o poder público. A fim de implementar as políticas inclusi-
e o “caimento” do telhado é de 20° em relação ao plano hori- vas, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) criou
zontal. Sabendo que, em cada lado da casa, foram construí- normas para acessibilidade arquitetônica e urbanística. Entre
dos 6 m de telhado e que, até a laje do teto, a casa tem 3 m elas estão as de construção de rampas de acesso, cuja incli-
de altura, determine a que altura se encontra o ponto mais nação com o plano horizontal deve variar de 5% a 8,33%.

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 27

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 27 9/30/14 11:32 AM


Uma inclinação de 5% significa que, para cada metro percor- b) Denotando por un o ângulo (AnA OAn 1 1), conforme a figura
rido na horizontal, a rampa sobe 0,05 m. Recorrentemente, da direita, descreva os elementos a1, a2, a3 e a9 da sequên-
os acessos por rampas não respeitam essas normas, geran- cia (a1, a2, a3, ..., a8, a9), sendo an 5 sen (un).
do percursos longos em inclinações exageradas. Conforme
a figura, observou-se uma rampa de acesso, com altura de 10 Ao construir dois triângulos retângulos semelhantes, impo-
1 metro e comprimento da rampa igual a 2 metros. mos que as razões entre as medidas dos lados correspon-
dentes sejam iguais. Faça o esboço de dois triângulos re-
Se essa rampa fosse construída seguindo as normas da ABNT,
tângulos semelhantes e nomeie seus lados de maneira que
com inclinação de 5%, assinale a alternativa que apresenta,
seja possível identificar lados correspondentes. Por exem-
corretamente, a diferença de comprimento dessas rampas,
plo, a e a' para os lados que correspondem às hipotenusas,
em metros.
e assim por diante. Em seguida, escreva as razões referidas
a) 5
acima igualando-as. Finalmente, extraia dessa igualdade as
b) 20
razões trigonométricas relativas aos ângulos representados
c) 2 1 1 nos triângulos.
20
d) 401 2 2
11 Considere a seguinte situação: uma jogadora de futebol está
e) 4 , 01 1 1 a uma distância de 30 m do gol, que tem 2 m de altura. Ela
20
chuta a bola direto para o gol. Recorra à semelhança de triân-
8 (UFG-GO) Em um jogo de sinuca, uma bola é lançada do
gulos e calcule o ângulo de inclinação da trajetória da bola
ponto O para atingir o ponto C, passando pelos pontos A e B,
em relação ao chão para que a bola bata no travessão. Use
seguindo a trajetória indicada na figura a seguir.
material de desenho, inclusive transferidor.
x

CLSGRAPHICS/ISTOCKPHOTO/GETTY IMAGES
A C
a a

0,8 m
u
1,2 m

Bola
O
b

B
2,0 m

Nessas condições, calcule:


a) o ângulo β em função do ângulo θ;
b) o valor de x indicado na figura.

9 (Unifesp) Os triângulos que aparecem na figura da esquerda são


retângulos e os catetos OA1, A1A2, A2A3, A3A4, A4A5, ..., A9A10 têm
comprimento igual a 1.

A4
An 1 1 12 Os degraus de uma escada benfeita seguem um padrão no
A3 1
qual as medidas do “passo” (a parte do degrau que é pisada) e
1 1 do “eretor” (porção vertical entre os degraus) são determinadas.
un Supondo-se que esse padrão seja dado pela fórmula a + 2b =
A2
O = 63, na qual a é a medida do passo e b a do eretor, e sabendo
An
que 23 , a , 35, responda:
1
a) qual escada é mais íngreme, aquela cuja medida do passo
está mais próxima de 23 ou a que tem a medida do passo
A1 1 0
mais próxima de 35?
b) tomando como ideal a medida de a central no intervalo
a) Calcule os comprimentos das hipotenusas OA2, OA3, OA4
dado, você seria capaz de estimar o ângulo de inclinação
e OA10.
da escada para essa medida? Justifique.

28 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 28 9/30/14 11:32 AM


TABELA DE RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS

Ângulo sen cos tg Ângulo sen cos tg

1° 0,017 1,000 0,017 46° 0,719 0,695 1,036


2° 0,035 0,999 0,035 47° 0,731 0,682 1,072
3° 0,052 0,999 0,052 48° 0,743 0,669 1,111
4° 0,070 0,998 0,070 49° 0,755 0,656 1,150
5° 0,087 0,996 0,087 50° 0,766 0,643 1,192
6° 0,105 0,995 0,105 51° 0,777 0,629 1,235
7° 0,122 0,993 0,123 52° 0,788 0,616 1,280
8° 0,139 0,990 0,141 53° 0,799 0,602 1,327
9° 0,156 0,988 0,158 54° 0,809 0,588 1,376
10° 0,174 0,985 0,176 55° 0,819 0,574 1,428
11° 0,191 0,982 0,194 56° 0,829 0,559 1,483
12° 0,208 0,978 0,213 57° 0,839 0,545 1,540
13° 0,225 0,974 0,231 58° 0,848 0,530 1,600
14° 0,242 0,970 0,249 59° 0,857 0,515 1,664
15° 0,259 0,966 0,268 60° 0,866 0,500 1,732
16° 0,276 0,961 0,287 61° 0,875 0,485 1,804
17° 0,292 0,956 0,306 62° 0,883 0,469 1,881
18° 0,309 0,951 0,325 63° 0,891 0,454 1,963
19° 0,326 0,946 0,344 64° 0,899 0,438 2,050
20° 0,342 0,940 0,364 65° 0,906 0,423 2,145
21° 0,358 0,934 0,384 66° 0,914 0,407 2,246
22° 0,375 0,927 0,404 67° 0,921 0,391 2,356
23° 0,391 0,921 0,424 68° 0,927 0,375 2,475
24° 0,407 0,914 0,445 69° 0,934 0,358 2,605
25° 0,423 0,906 0,466 70° 0,940 0,342 2,747
26° 0,438 0,899 0,488 71° 0,946 0,326 2,904
27° 0,454 0,891 0,510 72° 0,951 0,309 3,078
28° 0,469 0,883 0,532 73° 0,956 0,292 3,271
29° 0,485 0,875 0,554 74° 0,961 0,276 3,487
30° 0,500 0,866 0,577 75° 0,966 0,259 3,732
31° 0,515 0,857 0,601 76° 0,970 0,242 4,011
32° 0,530 0,848 0,625 77° 0,974 0,225 4,332
33° 0,545 0,839 0,649 78° 0,978 0,208 4,705
34° 0,559 0,829 0,675 79° 0,982 0,191 5,145

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
35° 0,574 0,819 0,700 80° 0,985 0,174 5,671
36° 0,588 0,809 0,727 81° 0,988 0,156 6,314
37° 0,602 0,799 0,754 82° 0,990 0,139 7,115
38° 0,616 0,788 0,781 83° 0,993 0,122 8,144
39° 0,629 0,777 0,810 84° 0,995 0,105 9,514
40° 0,643 0,766 0,839 85° 0,996 0,087 11,430
41° 0,656 0,755 0,869 86° 0,998 0,070 14,301
42° 0,669 0,743 0,900 87° 0,999 0,052 19,081
43° 0,682 0,731 0,933 88° 0,999 0,035 28,636
44° 0,695 0,719 0,966 89° 1,000 0,017 57,290
MATEMÁTICA

45° 0,707 0,707 1,000

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 29

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C01.indd 29 9/30/14 11:32 AM


CAPÍTULO

2 Conceitos básicos de
geometria plana

Objetivos: Na Arquitetura, o uso de figuras geométricas e suas propriedades é muito presente. A escola
flutuante da comunidade de Makoko, na Nigéria, foi uma solução arquitetônica para os imprevisíveis
c Distinguir polígonos
níveis de água da região, que regularmente causavam inundações. Fornecendo instalações de ensino
e identificar seus
para a vila, seu perfil triangular é o formato ideal para flutuar na água, pois proporciona estabilidade
elementos.
e equilíbrio sobre a água.
c Sistematizar e utilizar o
conceito de polígonos
MohaMMeD elShaMY/aNaDolU aGeNCY/GettY IMaGeS

regulares.

c Identificar os pontos
notáveis do triângulo e
suas propriedades.

c Interpretar e aplicar o
teorema de Tales.

c Utilizar o conceito
de semelhança de
triângulos
na resolução de
problemas.

c Interpretar e aplicar o
teorema de Pitágoras
e as outras relações
métricas no triângulo
retângulo.

Escola flutuante de Makoko, em Lagos,


na Nigéria.

30 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 30 9/30/14 11:33 AM


Podemos dizer que a Matemática se divide em Geometria e Álgebra, sendo essas duas áreas
complementares entre si e de igual importância. Uma grande característica da Matemática é ser
icônica, quer dizer, utiliza-se de esquemas (desenho, gráfico ou um simples ícone) para ajudar a con-
duzir o raciocínio. A Geometria Euclidiana retrata as formas que estão à nossa volta, sendo, por isso,
bastante intuitiva e de fácil compreensão. Ela é chamada assim porque deve a Euclides, matemático
grego que viveu nos séculos IV e III a.C., sua representação e organização teórico-dedutiva.

âNguLos
Ângulo é uma figura plana formada por duas semirretas de mesma origem. As semirretas cha-
mam-se lados do ângulo e o ponto de origem chama-se vértice.
Ângulo raso: ângulo de medida 180° (ou seja, seus lados formam uma reta).
Ângulo reto: ângulo de medida 90°.
Ângulo agudo: ângulo cuja medida está entre 0° e 90°.
Ângulo obtuso: ângulo cuja medida está entre 90° e 180°.
Ângulos congruentes: ângulos que têm a mesma medida (símbolo: ).
Ângulos complementares: par de ângulos cuja soma das medidas é 90°.
Ângulos suplementares: par de ângulos cuja soma das medidas é 180°. BiogrAFiA
Ângulos adjacentes: ângulos que possuem um lado comum e as regiões determinadas por eles não Euclides de Alexandria, conhe-
têm mais pontos comuns. cido como “o pai da Geometria”,
é reconhecido principalmente
ângulos formados por duas retas paralelas pelos seus ensaios sobre Mate-
cortadas por uma transversal mática. Sua obra Os Elementos,
composta de 13 livros, apresenta
um desenvolvimento lógico em
Geometria e outros ramos da
Matemática, que influenciou as
Bb
ciências exatas desde então.
Ba

IMaGe aSSet/KeYStoNe
r

Bc
Bd

Bf
Be
s

Bg
Bh

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
t

r e s: retas paralelas
t : reta transversal
Ba e Bc: ângulos opostos pelo vértice
Ba e Be: ângulos correspondentes
Ba e Bg: ângulos alternos externos
Bc e Be: ângulos alternos internos
MATEMÁTICA

Bc e Bf: ângulos colaterais internos


Ba e Bh: ângulos colaterais externos

Do esquema podemos concluir que os pares opostos pelo vértice, alternos (internos ou exter-
nos) e correspondentes, são congruentes, e os pares colaterais são suplementares.

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 31

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 31 9/30/14 11:33 AM


eXerCÍCio resoLvido

1 Calcule as medidas x e y, em graus, dos ângulos:


a) r // s b) r // s e s // t
t u r // s significa reta
55° r 70° r r paralela à reta s.
x
x s
y s y
t

resoLuÇÃo:
a) Pela figura podemos concluir que x 1 55° 5 180°; logo, x 5 125°. Como y e 55° são correspondentes, então y 5 55°.
b) Os ângulos x e 70° são correspondentes; logo, x 5 70°. Os ângulos x e y são suplementares; logo, y 5 110°.

PArA CoNsTruir

1 Considerando r // s, determine, em graus, o valor de cada uma 2 Sendo r // s, determine as medidas de x, y e z, em graus, dos
das medidas dos ângulos assinalados. ângulos assinalados.
t r
a)
x x x z
a5 1 y
2 3
r
s 120° 130°
s
x z 1 130° 5 180° ⇒ z 5 50°
b5 1 140°
2 x 1 120° 5 180° ⇒ x 5 60°
x 1 y 1 z 5 180° ⇒ y 5 180° 2 50° 2 60° 5 70°

a 1 b 5 180° ⇒ x 1 x 1 x 1 140° 5 180° ⇒


2 3 2
3x 1 2x 1 3x 6 ? 40o
⇒ 5 ⇒ 8x 5 240° ⇒ x 5 30°
6 6
o o
a 5 30 1 30 5 15° 1 10° 5 25° 3 Calcule o valor de x sabendo que as retas r e s são paralelas.
2 3
o
b 5 30 1 140° 5 15° 1 140° 5 155° r
2
110°
x
s
b) t 50°
r
r
2x
x s 110°

50° x t t // r
70°

s
2x 1 x 5 180° ⇒ 3x 5 180° ⇒ x 5 60°
2x 5 120° 50°

x 5 70° 1 50° 5 120°

32 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 32 9/30/14 11:33 AM


PoLÍgoNos
Polígono – do grego poli (muitos) 1 gono (ângulos) – é uma superfície plana fechada, limitada
por segmentos de reta, na qual há a intersecção de cada segmento com dois extremos.

Polígonos convexos e não convexos


O polígono ABCDE é convexo e o polígono PQRST é não convexo.
A P Q

M S
E X B
N
Y

T R
D C

No polígono ABCDE, se tomarmos dois pontos quaisquer X e Y na região limitada pelo polígo-
no, o segmento de reta que os une estará inteiramente contido nessa região. Já no polígono PQRST
isso não ocorre: é possível encontrarmos dois pontos (M e N) de modo que o segmento de reta MN
não esteja inteiramente contido na região limitada por esse polígono.
Observação:
A partir de agora, quando não explicitarmos o tipo de polígono, estaremos considerando que
o polígono citado é convexo.

elementos de um polígono convexo


O polígono convexo desenhado é indicado por ABCDEF. Nele, destacamos os seguintes ele-
mentos:
A B

F C

E D

Vértices: são os pontos A, B, C, D, E e F.


Lados: são os segmentos de reta AB, BC, CD, DE, EF e FA.
Diagonais: são os segmentos de reta que ligam um vértice a outro vértice não consecutivo a
ele: AC, AD, AE, BD, BE, BF, CE, CF e DF.
P
A B A Aa B Q
Ab
AA AB AA AB

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
Af
U
F AF AC C F AF AC C
R
Ac
AE AD AE AD
Ae
E D T E Ad D
S

Ângulos internos: são os ângulos formados por dois lados consecutivos contidos na região
interna do polígono: ABBC ou BB, BCD
B B CDE
ou C, B B DBEF ou BE, EBFA ou BF, FAB
ou D, B B
ou A.
Ângulos externos: são os ângulos formados por um lado e pelo prolongamento do lado con-
MATEMÁTICA

B
secutivo a este: PAB ou B a, QBBC ou B b, RCD
B ou B c, SDE
B ou Bd, TBEF ou B e, UBFA ou B f.

Em qualquer polígono convexo, o número de vértices, de lados,


de ângulos internos e de ângulos externos é o mesmo.

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 33

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 33 9/30/14 11:33 AM


GooGle earth pro

Nome dos polígonos quanto ao número de lados


Vamos recordar o nome de alguns polígonos e aprender outros:

Número de lados Nome do polígono

3 (tri) Triângulo
4 (quadri) Quadrilátero
5 (penta) Pentágono
6 (hexa) Hexágono
7 (hepta) Heptágono
8 (octo) Octógono
9 (enea) Eneágono
O Pentágono, sede do Departamento de
Defesa dos Estados Unidos da América, 10 (deca) Decágono
tem a forma de uma pentágono regular.
11 (um a mais do que dez) Undecágono
12 (dois a mais do que dez) Dodecágono
15 (cinco a mais do que dez) Pentadecágono
20 (icos) Icoságono

Polígonos regulares
Um polígono convexo é denominado regular quando todos os seus lados são congruentes e
todos os seus ângulos internos são congruentes.

Triângulos
Triângulo é um polígono que tem três lados (consequentemente tem três vértices e três ângulos
internos).
Condição de existência de um triângulo
Em que condição, dadas as medidas de três segmentos de reta, é possível construir um triângulo
cujos lados tenham essas medidas?
Experimente construir um triângulo de lados medindo 2 cm, 3 cm e 4 cm. E um outro de lados
medindo 1,5 cm, 2 cm e 4 cm.

3 cm 2 cm 1,5 cm
2 cm

4 cm 4 cm

Observe que no primeiro caso qualquer um dos lados é sempre menor do que a soma dos
outros dois. Isso não acontece no segundo caso.
Mas essa não é uma condição necessária, embora seja suficiente para que exista o triângulo.
Na verdade, basta considerarmos o maior lado e verificarmos se ele é menor que a soma dos
outros dois, pois estes, sendo menores que ele, serão também menores que a soma dele com
qualquer outro.
Assim, se a, b e c são três medidas, na mesma unidade, e a é a maior delas, podemos afirmar
que se a , b 1 c, então existe o triângulo cujos lados tenham essas medidas.

34 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 34 9/30/14 11:33 AM


ângulo externo de um triângulo
É cada ângulo adjacente e suplementar a um ângulo interno do triângulo.
São três os ângulos externos em um triângulo.

Be

BD: ângulo externo ao ângulo Ba.


Be: ângulo externo ao ângulo BB.
BB
BF: ângulo externo ao ângulo C
B .

BD
Ba BC

BF

Classificação dos triângulos

Quanto aos ângulos Quanto aos lados

Acutângulo: possui três ângulos agudos. Equilátero: três lados de mesma medida.
Retângulo: possui dois ângulos agudos e um reto. Isósceles: dois lados de mesma medida.
Obtusângulo: possui dois ângulos agudos e um obtuso. Escaleno: três lados de medidas diferentes entre si.

Propriedades dos triângulos


Isósceles: os ângulos da base têm a mesma medida.
Equilátero: os três ângulos internos têm a mesma medida, igual a 60°.
Retângulo: o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos (teorema de
Pitágoras).

soma das medidas dos ângulos internos de um triângulo


A soma das medidas dos ângulos internos de um triângulo é igual a 180°.
Demonstração:
Observe o esquema:

A A r

g' b'
a a

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
g b g b s
C B C
B

r // s

Qualquer que seja o triângulo, é possível conduzirmos por um de seus vértices uma reta (neste
caso, r) que seja paralela à reta (s) que contém o lado oposto ao vértice considerado.
Assim, os outros lados do triângulo resultam em transversais das paralelas r e s, determinando PArA
ângulos alternos internos: g e g ’ e b e b'. Logo, g 5 g ' e b 5 b'. reFLeTir
Como a 1 b' 1 g ' 5 180°, então:
MATEMÁTICA

O postulado de Euclides, tam-


a 1 b 1 g 5 180°. bém chamado axioma das pa-
ralelas, afirma que “a reta que
Observe que esse esquema é um apoio para conduzir o nosso raciocínio. Em momento algum
passa por um ponto dado e é
“medimos” qualquer coisa nesse esquema. Toda a argumentação é desenvolvida de maneira genérica, paralela a uma reta dada é única”.
ou seja, para qualquer triângulo. Isso é o que chamamos de raciocínio dedutivo.

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 35

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 35 9/30/14 11:33 AM


Teorema do ângulo externo de um triângulo
Em todo triângulo, a medida de um ângulo externo é igual à soma das medidas dos ângulos
internos não adjacentes a ele.
Demonstração:
Veja o esquema:
A

g
C
b
B

A
x

g
C
b
B
Seja ABC o triângulo e a, b e g seus ângulos internos, como na figura anterior.
Seja x um ângulo adjacente suplementar a a.
Por definição, x é ângulo externo ao triângulo ABC. Então, x 1 a 5 180°.
Mas, por um teorema já demonstrado,
b 1 g 1 a 5 180°. Logo, x 5 b 1 g.

PArA CoNsTruir

4 Em cada item verifique se existe ou não o triângulo cujos 6 O maior lado de um triângulo mede 8 cm e um dos outros
lados têm as medidas dadas. Nos casos positivos, diga se o dois lados mede 4 cm. Quais as possíveis medidas inteiras
triângulo é escaleno, isósceles ou equilátero. que o terceiro lado deve ter?
a) 8 cm, 14 cm e 7 cm 8,41x⇒41x.8⇒x.4
4 , x , 8, pois 8 é o maior lado. logo, as possíveis medidas
triângulo escaleno. inteiras são 5 cm, 6 cm e 7 cm.

b) 3 cm, 6 cm e 10 cm 7 Na figura, os dois triângulos ABC e DEF são equiláteros. Qual


Não existe o triângulo. é o valor do ângulo x?
c) 5 cm, 5 cm e 9 cm B
F
E
triângulo isósceles.
H x° C
d) 7 cm, 7 cm e 7 cm
triângulo equilátero. G

e) 12 cm, 7 cm e 5 cm
Não existe o triângulo.
75° 65°
f) 4 cm, 2 cm e 4 cm A D
B F o ângulo BC do triângulo
triângulo isósceles. E
aBC mede 60° e, por se-
H x¡ C
5 Se x é a medida do lado maior em um triângulo escaleno e G
rem opostos pelo vértice,
o ângulo BG do triângulo
7 cm e 4 cm são as medidas dos outros dois lados, quais os 80¡
hGC vale 80°. logo, o
possíveis valores de x em centimetros? 60¡ 60¡
75¡ 45¡ 55¡ 65¼ ângulo x vale 180° 5 x 1
x , 7 1 4 ⇒ x , 11 A D 1 80 1 60 ⇒ x = 40°.
x . 7, pois é o maior lado. logo, 7 , x , 11.

36 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 36 9/30/14 11:33 AM


8 Dado o triângulo retângulo ABC, sendo BC a hipotenusa e c) GHI, de lados 4 3, 2 5 e 4 2.
AB e AC os catetos, sabemos que (BC)2 5 (AB)2 1 (AC)2, pelo triângulo acutângulo.
teorema de Pitágoras. Encontre uma relação entre os lados
de um triângulo, similar à anterior, no caso de o triângulo ser: d) JKL, de lados 9, 5 e 5.
a) acutângulo triângulo obtusângulo.

B e) MNO, de lados 4, 4 e 4.
triângulo acutângulo.

10 O triângulo ABC é isósceles com AB 5 AC. Calcule mental-


mente o valor de x, em graus, sabendo que BC // PQ.
B 2y 5 180° 2 56° ⇒ y 5 62°
a C
h x 5 y 5 62° (ângulos correspondentes)
P
Seja BC o maior lado do triângulo acutângulo acima.
(Bh)2 5 (BC)2 2 (Ch)2 5 (aB)2 2 (ah)2 ⇒
⇒ (BC)2 5 (aB)2 1 (Ch)2 2 (ah)2 ⇒
⇒ (BC)2 5 (aB)2 1 (Ch 1 ah)(Ch 2 ah) ⇒ 56° A
⇒ (BC)2 5 (aB)2 1 aC ? (Ch 2 ah) , (aB)2 1 (aC)2 ⇒ x
⇒ (BC)2 , (aB)2 1 (aC)2
b) obtusângulo Q
B
C

11 Determine o valor de x no triângulo abaixo:

x
h C
a
Seja BC o maior lado do triângulo obtusângulo acima.
(Bh)2 5 (BC)2 2 (aC 1 ah)2 5 (aB)2 2 (ah)2 ⇒
⇒ (BC)2 2 (aC)2 2 2aC ? ah 2 (ah)2 5 (aB)2 2 (ah)2 ⇒
⇒ (BC)2 5 (aB)2 1 (aC)2 1 2aC ? ah . (aB)2 1 (aC)2 ⇒
⇒ (BC)2 . (aB)2 1 (aC)2
50° 3x 2 20°
9 Aplique as relações encontradas no exercício anterior para
classificar quanto aos ângulos os seguintes triângulos: 180° 2 (3x 2 20°) 1 x 1 50° 5 180°
23x 1 20° 1 x 1 50° 5 0
a) ABC, de lados 20, 15 e 9. 2x 5 70°
triângulo obtusângulo. x 5 35°

b) DEF, de lados 28, 35 e 21.


triângulo retângulo.

TAREFA PARA CASA: Para praticar: 1 a 3 Para aprimorar: 1

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
Congruência de triângulos
Dois triângulos são congruentes se coincidem ao serem sobrepostos. Isso significa que seus lados,
dois a dois, terão a mesma medida e o mesmo ocorrerá com os ângulos.
Mas, da mesma forma que para construirmos um triângulo é suficiente conhecermos alguns de
seus elementos, também aqui não precisaremos verificar a congruência dos seis elementos (três lados
e três ângulos). Assim, aparecem os “casos de congruência” que você estudou no Ensino Fundamental.
Para saber quais são os casos de congruência, analise a possibilidade de o triângulo ser cons-
MATEMÁTICA

truído, dadas:
as medidas dos três lados;
as medidas de dois de seus lados e um ângulo;
as medidas dos três ângulos;
as medidas de um lado e dois de seus ângulos.

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 37

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 37 9/30/14 11:33 AM


Veja que resultam apenas quatro possibilidades (quatro casos).
1o caso: LAL (dois lados congruentes e o ângulo formado por eles
congruente)
B é formado por AB e AC, e que BE é formado por EF e EG.
Observe, nas figuras, que A

C G

A B E F

Se AB ù EF, A
B  BE e AC  EG, então podemos garantir que nABC  nEFG.

2o caso: LLL (três lados congruentes)


Se AB  EF, AC  EG e BC  FG, então nABC  nEFG.

C G

A B F E

B  BE, BB  BF e C
Podemos então afirmar que A B  G.
B

3o caso: ALA (dois ângulos congruentes e o lado compreendido entre eles


congruente)
B  BE, AB  EF e BB  BF, então C
Se A B  G,
B AC  EG e BC  FG, ou seja, nABC  nEFG.

A B E F

C G

4o caso: LAAo (um lado congruente, um ângulo adjacente e o ângulo oposto


a esse lado congruente)
Se AB  EF, A
B  BE e C
B  G,
B então nABC  nEFG.

C G

B E F

38 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 38 9/30/14 11:33 AM


PArA CoNsTruir

12 Na figura abaixo, temos que M é o ponto médio dos segmen- b) 70¡ 50¡
tos AB e CD. Determine os valores x e a. 60¡

60¡
70¡ 50¡
5x 2 12
Não podemos garantir.

a 1 45°
c)
A B
3a 1 15° M 50° 30°
30°
3,3 cm
3,3 cm
x14
Sim, ala.
50°

C
Como aM 5 BM, DM 5 CM e os ângulos aMC B B
e DMB são opostos
pelo vértice (mesma medida); temos que os triângulos aMC e DMB d)
são congruentes (lal). logo: 70°
4 cm
3a 1 15 5 a 1 45 ⇒ 2a 5 30 ⇒ a 5 15° 2,5 cm
x 1 4 5 5x 2 12 ⇒ 16 5 4x ⇒ x 5 4 4 cm
13 Verifique em cada item se podemos ou não garantir que os 70¡
2,5 cm
triângulos são congruentes sem efetuar medições. Em caso Sim, lal.
positivo, indique o caso de congruência (LLL, LAL, ALA ou
LAA0). e)

a) 60°
3 cm
3,2 cm 3,2 cm
2 cm 2 cm

70° 60° 70°


2,5 cm 2,5 cm 3 cm
Sim, lll. Sim, laao.

TAREFA PARA CASA: Para praticar: 4 e 5 Para aprimorar: 2 e 3

relação entre lados e ângulos de um triângulo

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
Em todo triângulo, ao maior ângulo opõe-se o maior lado e, reciprocamente, ao maior
lado opõe-se o maior ângulo.
O exercício 3 da seção “Para aprimorar” (p. 58) nos dá uma pista para a demonstração
dessa proposição, já que “se dois lados de um triângulo são congruentes, os ângulos opostos
a eles também são congruentes”.
Seja o triângulo ABC com AB 5 c, AC 5 b e BC 5 a. A

Vamos provar uma das afirmações: se a . c, então A . C.


B B
c
x m
b
Sendo a 5 BC, determinamos o ponto D, entre B e C, de
modo que BD 5 c, formando um triângulo isósceles. x
B c D C
Então, BADB  BDA.
B Seja x esse ângulo. a
MATEMÁTICA

B 5 x 1 m, temos:
Se A
x1m.x
x . CB (pois x é externo ao nACD).
Logo, x 1 m . CB . Então, A B .C B (como queríamos demonstrar).

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 39

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 39 9/30/14 11:33 AM


CeviANAs PArTiCuLAres e PoNTos NoTáveis de um TriâNguLo
Ceviana é um segmento de reta que liga um vértice de um triângulo a um ponto qualquer do lado oposto. O nome ceviana é uma ho-
menagem a Giovanni Ceva, matemático italiano (1648-1734).

Ceviana Definição Ponto notável Representação gráfica

É o segmento que tem como


Baricentro: é o ponto de encontro das
extremidades um vértice do triângulo M P
Mediana medianas do triângulo; é o centro de
e o ponto médio do lado oposto a
gravidade (ponto de equilíbrio) do triângulo. G
esse vértice.

B C
N

a a

É o segmento que tem uma


Incentro: é o encontro das bissetrizes
extremidade em um vértice do Sb
internas ao triângulo; é o centro da Sc
Bissetriz triângulo, divide o ângulo ao meio r
circunferência inscrita no triângulo, pois
e tem a outra extremidade no lado
equidista dos três lados. I
oposto a esse vértice.
b
g
b
g
B C
Sa

É o segmento com uma extremidade


em um vértice e a outra extremidade Ortocentro: é o ponto de encontro das retas
Altura no lado oposto ou no seu que contêm as alturas, podendo pertencer ao
A
prolongamento, formando com ele exterior do triângulo.
ângulos retos.

B C

Circuncentro: é o ponto de encontro das


Reta que passa pelo ponto médio
mediatrizes dos lados do triângulo; é o centro O
Mediatriz de um lado do triângulo e é
da circunferência circunscrita ao triângulo, r
perpendicular a ele.
pois equidista dos três vértices. B C

40 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 40 9/30/14 11:33 AM


Observações:
Mediana e altura referem-se apenas a triângulos, mas bissetriz e mediatriz também podem ser
definidas para outros elementos geométricos (ângulos ou segmentos). São conceitos independentes.
A mediatriz, por não passar, necessariamente, por um vértice, não satisfaz a definição de ceviana,
mas é excepcionalmente incluída nesse grupo.
Lugar geométrico é o nome que se dá a um conjunto de pontos que tenham alguma proprie-
dade comum.
Veja como bissetriz e mediatriz são definidas inicialmente:
Bissetriz de um ângulo é o lugar geométrico dos pontos do plano equidistantes dos lados do ângulo
considerado.
Como consequência dessa definição, a bissetriz acaba dividindo o ângulo dado em dois ângulos
congruentes, e a demonstração dessa afirmação é feita por meio de congruência de triângulos.
Faça isso, como exercício.
V
a
a

Bissetriz
Q

Mediatriz de um segmento é o lugar geométrico dos pontos do plano que são equidistantes dos
extremos do segmento.
Aqui também, como consequência da definição, a mediatriz acaba por passar pelo ponto médio
do segmento (já que ele é um dos pontos que satisfazem a definição) e forma um ângulo reto com
ele. Mais uma vez, demonstra-se esse fato por meio de congruência de triângulos. Experimente
demonstrá-lo.
Mediatriz

A
P

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
B

PArA
reFLeTir

Triângulos que apresentem alguma particularidade terão seus pontos notáveis em posições par-
ticulares. A
Considere, por exemplo, um triângulo isósceles ABC, no qual AB ù AC.
MATEMÁTICA

É possível provar que a mediana, a bissetriz, a altura, que partem do vértice A,


e a mediatriz do lado BC coincidem.
E se o triângulo for equilátero, haverá mais coincidências? Verifique isso.
Por outro lado, se o triângulo for retângulo, o que acontecerá com o ortocentro? B C

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 41

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 41 9/30/14 11:33 AM


PArA CoNsTruir

14 Calcule o valor de x e y com base nas informações dadas. 15 (CN-RJ) Em um triângulo acutângulo não equilátero, os três
a) AN é uma bissetriz do nABC. pontos notáveis (ortocentro, circuncentro e baricentro) estão
alinhados. Dado que a distância entre o ortocentro e o cir-
C
cuncentro é k, pode-se concluir que a distância entre o cir-
65° cuncentro e o baricentro será: e
N
x 5 105° e y 5 40°
a) 5k Seja aBC um triângulo acutângulo isósceles.
x 2 Sejam o, G e h, respectivamente, o circuncentro, o bari-
centro e o ortocentro.
y
35° b) 4k Como a distância do baricentro ao ortocentro é o dobro da
B 3 distância do baricentro ao circuncentro, segue que
A
Gh 5 2 ⋅ oG k
⇒ 3 ⋅ oG 5 k ⇒ oG 5
c) 4k oh 5 Gh 1 oG 5 k 3
b) FP é uma altura do nEFG. 5
A
E
d) k
2
50°
e) k
x 5 40° e y 5 90° 3 O
G
P
H
y
C B
x
65°
G F

c) PH é uma altura do nPQR. RS é uma bissetriz do nPQR. 16 Determine o valor de x na figura abaixo.
P
30°

40°
x 5 115°
S x 5 65° e y 5 115°
y x
O
x

Q H R 35°

TAREFA PARA CASA: Para praticar: 6 a 9 Para aprimorar: 4 e 5

TeoremA de TALes
Um feixe de paralelas determina, em duas transversais quaisquer, a b
segmentos proporcionais. A A' r
Assim, dado o seguinte feixe de paralelas r, s e t, e as transversais B B' s
a e b, temos:
C C' t
AB 5 AC 5 BC
A'B' A'C' B'C'
E em decorrência das propriedades das proporções, valem também as igualdades:

AC AC
' ' AC AC ' '
5 ou 5
AB AB
' ' BC B 'C'

42 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 42 9/30/14 11:33 AM


PArA CoNsTruir

17 (Cefet-MG) Considere a figura em que r // s // t. pasto. Com essa finalidade, a área produtiva da fazenda foi
dividida em três partes conforme a figura.
r s t
C D
x x12 a A B

b Milho Soja Pasto

H
G
2x 1 7 F
E
x16
Considere que:
os pontos A, B, C e D estão alinhados;
O valor de x é: b
os pontos H, G, F e E estão alinhados;
a) 3 c) 5 os segmentos AH, BG, CF e DE são, dois a dois, paralelos
b) 4 d) 6 entre si;
aplicando o teorema de tales na figura, temos: AB 5 500 m, BC 5 600 m, CD 5 700 m e HE 5 1 980 m.
x x 16
5 ⇔ 2x 2 1 7x 5 x 2 1 8x 1 12 ⇔ Nessas condições, a medida do segmento GF é, em metros:
x 1 2 2x 1 7
⇔ x 2 2 x 2 12 5 0 ⇔ x 5 4 a) 665 b
ou b) 660
A 500 B 600 C 700 D
x = –3 (não convém) c) 655
portanto, x = 4. d) 650 Utilizando o teorema de
e) 645 tales, temos:
GF 600 H
5 ⇒ G
18 (Ceeteps-SP) Para melhorar a qualidade do solo, aumentan- 1980 1800 ? F
E
do a produtividade do milho e da soja, em uma fazenda GF 1
⇒ 5 ⇒ GF 5 660 m
é feito o rodízio entre essas culturas e a área destinada ao 1980 3 1 980
m

TeoremA dA BisseTriZ de um âNguLo iNTerNo


de um TriâNguLo A

Em todo triângulo, a bissetriz de qualquer ângulo interno divide o lado oposto a ele em duas
partes proporcionais aos lados que formam esse ângulo.
Considere o triângulo ABC e seja AD uma bissetriz. Vamos demonstrar que BD 5 AB (usando
DC AC
o teorema de Tales).
Para isso, prolongamos o lado BA e traçamos a semirreta de origem em C e paralela à bissetriz B D C
AD, obtendo o ponto E.

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
E

A1
A
BD 5 AB . I
No nBEC temos AD // EC, logo
DC AE A3 A4
A2

B D C
Analisando a figura, vemos que:
B3  B4, pois AD é bissetriz do A.
B
B3  B1, pois são correspondentes de paralelas cortadas por transversal.
B4  B2, pois são alternos internos de paralelas cortadas por transversal.
MATEMÁTICA

Então, B 1  B 2. Daí podemos afirmar que nACE é isósceles de base EC. Desse modo, temos que
AE  AC. II
Substituindo II em I , chegamos à proporção que queríamos demonstrar: BD 5 AB .
DC AC

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 43

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 43 9/30/14 11:33 AM


PArA CoNsTruir

19 Calcule o valor de x em cada item: c) NA é bissetriz do nMNP. x 5 12

a) ER é bissetriz do nFEG. 60 N
M
FG mede 15.
x
F
x A 65
R x11
x55
6
P

G 20 (PUC-RJ) Considere um triângulo ABC retângulo em A, onde


E 12
AB 5 21 e AC 5 20. BD é a bissetriz do ângulo ABBC. Quanto
mede AD? a C
b) BS é bissetriz do nABC.
20 2 x
A a) 42
5 D
x
8 16 b) 21 A 21 B
20 admitindo aD 5 x.
S BC2 5 202 1 212 ⇒ BC 5 29
B c) 20 Utilizando o teorema da bis-
x 5 20 21
10 setriz interna, temos:
x d) 9 21
5
29
⇒x5
42
x 20 2 x 5
C e) 8 42
logo, aD 5 .
5

TAREFA PARA CASA: Para praticar: 10

semeLHANÇA de TriâNguLos
Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, possuem os três ângulos ordenadamente
congruentes e os lados homólogos proporcionais.
Observe os triângulos ABC e A'B'C':
A
A'

c b c' b'

B a C B' a' C'

nABC e nA'B'C' são semelhantes. Indicamos assim: nABC , nA’B ’C ’.

A
B > A B '
ABC A'B'C' B B > B B '

CB >C B '
e
a b c
5 5 5 k (constante de proporcionalidade)
a' b' c'

44 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 44 9/30/14 11:33 AM


Da mesma forma que na congruência de triângulos, basta verificar alguns elementos para saber
se dois triângulos são semelhantes.
Veja a seguir os casos de semelhança:
1o caso: AA (dois ângulos congruentes)
Observe que, se dois ângulos de um triângulo são respectivamente congruentes a dois ângulos
de outro, o terceiro ângulo também será congruente.

2o caso: LLL (três lados proporcionais)


Dois triângulos são semelhantes se os lados de um são proporcionais aos lados do outro.

k m
2m
2k
n

2n
o
3 caso: LAL (dois lados proporcionais e o ângulo formado por eles é
congruente)
Dois triângulos são semelhantes se possuem um ângulo congruente compreendido entre lados
proporcionais.

k
2k
a
n
a

2n

eXerCÍCios resoLvidos

2 Considere o triângulo ABC, retângulo em A, e seja D um ponto do segmento AC e DE perpendicular ao lado BC. Prove que

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
nEDC , nABC.
B

A D C
MATEMÁTICA

resoLuÇÃo:

DEC
C > BAC
B (retos)
⇒ nEDC , nABC (caso AA)
BC é comum

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 45

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 45 9/30/14 11:33 AM


3 A figura a seguir mostra um quadrado PQRS inscrito em um
triângulo ABC. Sendo BC 5 24 cm e a altura relativa a essa Teorema fundamental
base igual a 16 cm, calcule a medida do lado desse quadrado. da semelhança
A Toda reta paralela a um lado de um triângulo que in-
tersecta os outros dois lados em pontos distintos determina
16 2 x outro triângulo semelhante ao primeiro.
P x Q A
16

x x

D E r
B x C
R S
24

resoLuÇÃo:
B C
No quadrado PQRS, o lado PQ é paralelo ao lado BC do nABC.
Como o nAPQ é semelhante ao nABC, temos: r // BC 

x 16 2 x 48 5 9,6 r ùAB 5{D}  ⇒ nADE , nABC
 5   ⇒ x 5  r ù AC 5{E} 
24 16 5
Logo, o lado do quadrado mede 9,6 cm.

PArA CoNsTruir

21 Os triângulos ABC e MNO são semelhantes. Determine as 24 (Enem) O dono de um sítio pretende colocar uma haste de
medidas n e o. sustentação para melhor firmar dois postes de comprimentos
A O iguais a 6 m e 4 m. A figura representa a situação real na qual
7 cm 18 cm
C N
os postes são descritos pelos segmentos AC e BD e a haste
é representada pelo segmento EF, todos perpendiculares ao
8 cm n
o solo, que é indicado pelo segmento de reta AB. Os segmentos
15 cm AD e BC representam cabos de aço que serão instalados. c
M
B D
n 5 8,4 e o 5 9,6
C
22 Num triângulo ABC, AB 5 4 cm, BC 5 5 cm e AC 5 6 cm. Cal-
cule os lados de um triângulo semelhante ao triângulo ABC E 6
cujo perímetro seja 20 cm. 4

16
a'B' 5  cm; B'C' 5 20  cm; a'C' 5 8 cm
3 3 A F B

Qual deve ser o valor do comprimento da haste EF?


23 Determine o valor de x. a) 1 m c) 2,4 m e) 2 6 m
A
b) 2 m d) 3 m
10 nFeB , naCB (caso aa); nFea , nBDa (caso aa).

D
eF 5 FB ⇒ eF 5 FB ; eF 5 aF ⇒ eF 5 aF .
aC aB 4 aB BD aB 6 aB
15
x 5 11,25 Como aF 1 FB 5 aB, tem-se que:
15
x eF ⋅ aB 1 eF ⋅ aB 5 aB ⇒ eF 1 eF 5 1 ⇒
6 4 6 4
⇒ 2eF 1 3eF 5 12 ⇒ 5eF 5 12 ⇒ eF 5 2,4 m
B E C
20

46 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 46 9/30/14 11:33 AM


25 (PUC-RJ) O retângulo DEFG está inscrito no triângulo isósce- Assumindo DE 5 GF 5 12, EF 5 DG 5 8 e AB 5 15, a altura
les ABC, como na figura abaixo: do triângulo ABC é: d
Seja h a altura do triângulo aBC.
C
a) 35 Como os triângulos aBC e DGC são semelhantes,
4 temos que:
h 2 12 8 180
5 ⇔ 15h 2 180 5 8h ⇔ h 5
b) 150
u.c.
h 15 7
7
D G c) 90
7

d) 180
7

A B e) 28
E F 5

TAREFA PARA CASA: Para praticar: 11 a 15 Para aprimorar: 6 a 8

reLAÇÕes mÉTriCAs No TriâNguLo reTâNguLo


Consideremos um triângulo ABC, retângulo em A, e o segmento AD perpendicular ao lado BC,
com D em BC.
A

c b
h

m n
B C
D
a

Ficam definidos os seguintes segmentos no nABC:


BC: hipotenusa (medida a)
AC: cateto (medida b)
AB: cateto (medida c)
BD: projeção do cateto AB sobre a hipotenusa (medida m)
CD: projeção do cateto AC sobre a hipotenusa (medida n)

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
AD: altura relativa à hipotenusa (medida h)
A altura relativa à hipotenusa de um triângulo retângulo ABC o divide em dois triângulos
retângulos semelhantes a ele e semelhantes entre si. Observe:

A A A

a
b
c b b
c
MATEMÁTICA

h
h h

a a
b b
B D a C m n
B D D C

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 47

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 47 9/30/14 11:33 AM


PArA Como os três triângulos têm todos os ângulos congruentes, pelo 1o caso de semelhança temos:
reFLeTir nABC , nDBA , nDAC.
Da semelhança entre nABC e nDBA, podemos concluir que:
Você reparou que as relações I AB 5 DB ⇒ c 5 m
e III são as mesmas? Ambas po-
⇒ c2 5 am I
BC BA a c
dem ser generalizadas como:
cateto2 5 hipotenusa ? projeção Da semelhança entre nABC e nDAC, temos:
do cateto. AB 5 DA ⇒ c 5 h ⇒ ah 5 bc II
BC AC a b

AC 5 DC ⇒ b 5 n ⇒ b2 5 an III
BC AC a b
Da semelhança entre nDBA e nDAC, temos:
DA 5 DC ⇒ h 5 n ⇒
h2 5 mn IV
DB DA m h
Observe que somando membro a membro I e III , temos:
1 c2 5 am
b2 5 an
b 1 c2 5 am 1 an 5 b2 1 c2 5 a(m 1 n) ⇒
2

⇒ b2 1 c2 5 a2 V (teorema de Pitágoras)

As igualdades I a V são chamadas de relações métricas no triângulo retângulo.

PArA CoNsTruir

26 Dado um triângulo equilátero de lado a, calcule sua altura, 28 (Unicamp-SP) Um triângulo equilátero tem o mesmo pe-
em função de a. rímetro que um hexágono regular cujo lado mede 1,5 cm.
Calcule:
h5 a 3
2 a) O comprimento de cada lado do triângulo.
3, 5 6 ? 1,5
,53

27 Se AB 5 10 cm é a medida de uma corda e OB 5 8 cm é a


medida do raio de uma circunferência, qual é a distância OD
do centro à corda? b) A razão entre as áreas do hexágono e do triângulo.

( 2, )
2
oD 5 39  cm 6? 3
6 ? ,2 ? 3
4 4 3
5 5
,2 3 ,2 3 2
4

48 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 48 9/30/14 11:34 AM


29 (Cefet-MG) Nessa figura, ABCD é um retângulo cujos lados 30 (ITA-SP) Considere o triângulo ABC retângulo em A. Sejam AE
medem b e 2b. O ponto R pertence aos segmentos AC e e AD a altura e a mediana relativa à hipotenusa BC, respecti-
BD, e ARDS é um quadrilátero em que M é ponto médio do ( )
vamente. Se a medida de BE é 2 2 1 cm e a medida de AD
segmento RS. é 1 cm, então AC mede, em cm: c

A
b
B
a) 4 2 2 5 d) 3 ( 2 21)
b) 3 2 2 e) 3 4 2 2 5

c) 622 2
M
S R 2b A

D C

O segmento MP, expresso em função de b, é: a


B 221 E D 1 C
b 5 b 5 2b 5 3b 5
a) b) c) d) 2
5 3 3 5
Como M é ponto médio de Sr, aMS B 5 90° e ar 5 aD, temos que No triângulo aBC, temos:
arDS é um losango. aD 5 BD 5 CD 5 1
aplicando o teorema de pitágoras no triângulo aDC, encontramos (
aB2 5 2 2 2 1 )
b 5
aC 5 b 5. logo, ar 5 DS 5 . e
2
aC2 1 aB2 5 22
portanto, como o produto dos catetos é igual ao produto da hipote-
nusa pela altura, do triângulo MSD, vem: aC 5 4 2 2 ⋅ ( 2 2 1)

b 5 b b 5 aC 5 6 2 2 ⋅ 2
DS ⋅ Mp 5 MS ⋅ DM ⇔ ⋅ Mp 5 ⋅ b ⇔ Mp 5 .
2 2 5

TAREFA PARA CASA: Para praticar: 16

QuAdriLáTeros
Os quadriláteros são polígonos de quatro lados e, portanto, de quatro vértices e quatro ângulos

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
internos.

soma das medidas dos ângulos internos de um quadrilátero convexo


Em todo quadrilátero convexo, a soma das medidas dos ângulos internos é 360°, já que ele pode
ser dividido em dois triângulos, a partir de uma diagonal.

Paralelogramos PArA
São os quadriláteros formados por dois pares de lados paralelos. reFLeTir
MATEMÁTICA

Propriedades: Quadrilátero convexo é aquele


1ª) Em todo paralelogramo, dois ângulos opostos são congruentes (medidas iguais) e dois ângulos em que, unindo-se dois pontos
não opostos são suplementares (soma das medidas: 180°); quaisquer de dois de seus lados,
obtemos um segmento contido
2ª) Em todo paralelogramo, os lados opostos são congruentes;
na sua região interna.
3ª) Em todo paralelogramo, as diagonais cortam-se ao meio.

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 49

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 49 9/30/14 11:34 AM


eXerCÍCio resoLvido

4 Demonstre as três propriedades dos paralelogramos utilizando 2· propriedade:


os conceitos revisados neste capítulo. a B
a
resoLuÇÃo: b

1· propriedade: c
d
D C

a B
a Traçando a diagonal AC, temos nABC  nADC pelo caso
b ALA, pois a 5 d e b 5 c (ângulos alternos internos).
AC é lado comum; logo, AB  CD e AD  CB.
3· propriedade:
d
c A B

D C
O

AB // CD e AD é uma transversal. Logo: D C

a 1 d 5 d 1 c 5 180° (ângulos colaterais internos). nAOB  nCOD pelo caso ALA. Logo, AO  CO e BO  DO,
Como a 1 d 5 d 1 c, então a 5 c. ou seja, O é o ponto médio.

retângulo, losango e quadrado


Como o retângulo, o losango e o quadrado são casos particulares de paralelogramos, as pro-
priedades mencionadas também se aplicam a eles. Mas, por serem particulares, cada um deles terá
alguma característica especial.

Quanto aos ângulos Quanto às diagonais Quanto aos lados Representação gráfica

A B

Paralelogramo Ângulos opostos congruentes


Encontram-se no seu ponto
genérico e ângulos adjacentes Lados opostos congruentes.
médio.
suplementares. D C

AB // CD e AD // BC
A B

Retângulo Quatro ângulos retos. São congruentes. Lados opostos congruentes.

D C

B
São perpendiculares entre si e
Ângulos opostos congruentes
estão contidas nas bissetrizes A D
Losango e ângulos adjacentes Quatro lados congruentes.
dos ângulos internos do
suplementares.
losango.
C

50 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 50 9/30/14 11:34 AM


Quanto aos ângulos Quanto às diagonais Quanto aos lados Representação gráfica

A B

Encontram-se no seu ponto


Quadrado Quatro ângulos retos. Quatro lados congruentes.
médio e são congruentes.

D C

Repare que o quadrado possui os mesmos elementos que caracterizam tanto o retângulo
como o losango. Por isso, dizemos que todo quadrado é ao mesmo tempo losango e retângulo.

Trapézios
Os trapézios são quadriláteros que têm apenas um par de lados paralelos, chamados base
maior e base menor.
Trapézio retângulo Trapézio isósceles
É todo trapézio que tem dois ângulos re- É todo trapézio que tem dois lados não
tos. Nele, um dos lados que não é base é per- paralelos congruentes.
pendicular às duas bases.
D C B C

A B A D

âNguLos iNTerNos e eXTerNos de um PoLÍgoNo


soma das medidas dos ângulos internos de um polígono convexo
Anteriormente foi demonstrado que a soma dos ângulos internos de um triângulo qualquer
é igual a 180°.
Pois bem, repare que um quadrilátero pode ser dividido em 2 triângulos a partir de uma de
suas diagonais.

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
Logo, a soma dos seus ângulos internos será: Si 5 2 ? 180° 5 360°.
De modo semelhante, podemos dividir um pentágono em 3 triângulos, a partir de 2 de suas diagonais:
MATEMÁTICA

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 51

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 51 9/30/14 11:34 AM


Assim, a soma dos seus ângulos internos será: Si 5 3 ? 180° 5 540°.
Repare que o número de triângulos encontrados, em relação ao número de lados do polígono,
é sempre dois a menos.
Portanto, em um polígono convexo de n lados, a soma das medidas dos ângulos internos (Si) é:

Si 5 (n 2 2) ? 180°

soma das medidas dos ângulos externos de um polígono convexo


Em qualquer polígono convexo, a soma das medidas dos ângulos externos é igual a 360°.
Para provar isso, vamos considerar um polígono qualquer de n lados.
Em cada vértice, a soma das medidas dos ângulos interno e externo é 180°. Como temos n
vértices, teremos n ? 180° ao todo.
Assim:

Si 1 Se 5 n ? 180°

Como Si 5 (n 2 2) ? 180°, podemos escrever:


(n 2 2) ? 180° 1 Se 5 n ? 180°
180°n 2 360° 1 Se 5 180°n
Se 5 180°n 2 180°n 1 360°

Se 5 360° como queríamos provar.

ângulos internos de um polígono regular


Lembre-se: polígono regular é aquele que tem todos os lados com a mesma medida e todos os
ângulos com a mesma medida.
Indicando por:
ai: medida de cada ângulo interno de um polígono regular;
ae: medida de cada ângulo externo de um polígono regular; temos:

Si (n 2 2) ? 180° Se 360°
ai 5 5 e ae 5 5
n n n n

Você não precisa decorar essas fórmulas, pois facilmente se deduzem esses valores; todo po-
lígono regular pode ser inscrito numa circunferência, ou seja, existe um ponto equidistante de seus
vértices (o centro da circunferência que passa por eles). Assim, os lados do polígono determinam,
com o centro da circunferência, triângulos isósceles de lados congruentes de medida igual ao raio
da circunferência.

,5
,4

,3
O O O

O ângulo desse triângulo que tem vértice em O será sempre 360° , sendo n o número de lados
n
do polígono. E, a partir desse triângulo isósceles, chegamos ao valor do ângulo interno do polígono.

52 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 52 9/30/14 11:34 AM


Nos casos representados anteriormente, temos:
Triângulo equilátero: Quadrado: Pentágono:
360° 5 120° 360° 5 90° 360° 5 72°
3 4 5
180° 2 120° 5 60° 180° 2 90° 5 90° 180° 2 72° 5 108°
Portanto, ai 5 60°. Portanto, ai 5 90°. Portanto, ai 5 108°.

diagonais de um polígono
Um polígono de n lados tem n vértices. De cada um dos vértices de um polígono partem dia-
gonais para todos os outros vértices do polígono, menos para o próprio vértice e para os dois vértices
vizinhos. Portanto, de cada vértice partem (n 2 3) diagonais. Contando todas as diagonais possíveis
teremos n(n 2 3) diagonais; mas cada diagonal será contada duas vezes:
D
E

B C
AC e CA
Portanto, precisamos dividir n(n 2 3) por 2. Assim, temos:

n(n 2 3)
d5
2

Por exemplo, se um polígono tem 24 lados, para calcularmos o número de diagonais temos:
24 ( 24 2 3 )
d5 5 252 diagonais
2

PArA CoNsTruir

31 (IFSP) Considerando que as medidas de dois ângulos opostos 32 Determine o valor de x, y, z e w no trapézio abaixo:
de um losango são dadas, em graus, por 3x 1 60° e 135° 2 2x,

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
a medida do menor ângulo desse losango é: a y
118°
a) 75° c) 65° e) 55° 115°
x
z
b) 70° d) 60°

3x 1 60¡ 3x 1 60° 5 135° 2 2x w


a 5x 5 75°
x 5 15° x 5 180° 2 118° 5 62°
135¡ 2 2x
a 1 3 ? 15° 1 60 5 180° ⇒ a 5 75° y 5 180° 2 62° 5 118°
z 5 115°
w 5 180° 2 115° 5 65°
MATEMÁTICA

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 53

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 53 9/30/14 11:34 AM


33 Demonstre que: 35 Um trapézio é isósceles e a medida de um dos seus ângulos
a) em um trapézio isósceles, os ângulos da mesma base são agudos corresponde a 2 da medida de um dos seus ângulos
congruentes; 3
obtusos. Quais são as medidas dos quatro ângulos internos
B C
desse trapézio?
2x
x1 5 180° ⇒ 3x 1 2x 5 540° ⇒ x 5 108°
3
2
A
F E
D ? 108° 5 72°
3
Seja BF e CE perpendiculares a AD. Nos triângulos retângulos Medidas dos ângulos: 72°, 72°, 108° e 108°.
AFB e DEC, AB > DC e BF > CE. Pelo teorema de Pitágoras
concluímos que AF > DE. Logo, nAFB > nDEC pelo caso LLL
e, consequentemente, BA > BD e BB > BC. 36 Em um polígono regular de 20 lados (icoságono regular),
qual é a medida de cada ângulo interno? E de cada ângulo
externo?
ae 5 18°
ai 5 162°
b) em um trapézio isósceles, as diagonais são congruentes.
A B

37 Em um polígono regular, cada ângulo interno mede 135°.


D C Quantos lados tem esse polígono?
ae 5 180° – 135° 5 45°
nACD > nBDC, pelo caso LAL, pois AD > BC (trapézio isósce-
n · ae 5 360° ⇒ 45° · n 5 360° ⇒ n 5 8
les), CD é lado comum dos dois triângulos e os ângulos da base
são congruentes conforme demonstrado no item anterior. Logo,
AC > BD.

38 (Uece) Se, em um polígono convexo, o número de lados n é


um terço do número de diagonais, então o valor de n é: a
a) 9
34 (IFSP) Uma pessoa pegou um mapa rasgado em que consta- b) 11
va um terreno delimitado por quatro ruas. Na parte visível do c) 13
mapa, vê-se que o ângulo formado pela rua Saturno e pela d) 15
rua Júpiter é 90°; o ângulo formado pela rua Júpiter e pela Admitindo que n seja o número de lados de um polígono e d o nú-
rua Netuno é 110° e o ângulo formado pela rua Netuno e mero de diagonais, temos:
n ⋅ (n 2 3)
n 5   ⋅ d ⇒ d 5 3 ⋅ n ⇒
pela rua Marte é 100°. Nessas condições, a medida de um 1
5 3n ⇒
 3 2
ângulo formado pelas ruas Marte e Saturno, na parte rasgada ⇒ n 2 3 ⋅ n 5 6n ⇒ n 2 9 ⋅ n 5 0 ⇒
2 2

do mapa, é de: b n 5 0 (não convém) ou


n59
R. Netuno
Logo, o valor de n é 9.
R. Netuno R. Marte
R. Júpiter

R. Marte R. Saturno
R. Júpiter

39 (Unifesp) A soma de n 2 1 ângulos internos de um polígono


convexo de n lados é 1 900°. O ângulo remanescente mede:
R. Saturno
a) 120° d
b) 105° A soma deve ser um múltiplo de 180°.
O primeiro múltiplo de 180° maior que
c) 95° 1 900° é 1 980°; portanto, o ângulo rema-
a) 50° d) 80° nescente mede 80°.
b) 60° Si 5 (4 2 2) ? 180° 5 2 ? 180° 5 360° e) 60°
c) 70° No quadrilátero formado pelas ruas, temos:
d) 80° 90° 1 110° 1 100° 1 x 5 360°
x 5 360° 2 300°
e) 90° x 5 60°

TAREFA PARA CASA: Para praticar: 17 a 29 Para aprimorar: 9 a 12

54 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 54 10/8/14 2:35 PM


Veja, no Guia do professor, as respostas da “tarefa para casa”.
as resoluções dos exercícios encontram-se no portal, em resoluções e Gabaritos.

TAreFA PArA CAsA


As resoluções dos exercícios encontram-se no portal, em Resoluções e Gabaritos.

e) nABC é isósceles de 20 cm de perímetro e nMNO é isós-


PARAPArA PrATiCAr
PRATICAR celes de 20 cm de perímetro.
f ) nEFG é equilátero com 12 cm de perímetro e nPQR é
1 Em um triângulo, um ângulo externo mede 120°. Qual é a equilátero com 12 cm de perímetro.
medida dos dois ângulos internos não adjacentes a ele, sa-
bendo que eles são congruentes? 5 Sabendo que esses triângulos são congruentes, quais são os
valores de x, y e z?
2 Determine o valor de cada uma das medidas dos ângulos do x
B
A
triângulo abaixo. a

y
x 1 10° z

150°
x C
C B P

3 Observe esta figura e calcule o valor de y.


3,5 cm 4 cm

158¡

b a
y
15¡ R 5 cm Q

6 Determine o valor de x, sabendo que O é o ortocentro do


4 Verifique em cada item abaixo se é possível afirmar que os triân- nABC.
gulos são congruentes. Em caso positivo, escreva qual é o caso
a) A
de congruência e quais são os demais elementos congruentes.
a) A Q
P

O
x 40°
B C

b) A

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
B R
C

O
b) nFEG e nXYZ são tais que EF  XY, EG  XZ e BF  BY. x
B reto, PR  MO e QR  NO.
c) nPQR e nMNO têm BR reto, O
50¡
d) B C
G N
7 Determine o perímetro do nAMN, sabendo que AB 5 16 cm,
AC 5 18 cm, I é o incentro do nABC e MN // BC.
A
MATEMÁTICA

I
M N

F H L M
B C

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 55

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 55 9/30/14 11:34 AM


8 Se C é o circuncentro do nEFG, determine x e y nas figuras 13 (Vunesp) Uma semicircunferência de centro O e raio r está inscri-
abaixo. ta em um setor circular de centro C e raio R conforme a figura.
a) B
y
D
80° s
C
x

O
b) C
A
r
R
20°
O ponto D é de tangência de BC com a semicircunferência.
C
Se AB 5 s, demonstre que R ? s 5 R ? r 1 r ? s.
x
y 30° 14 (FEI-SP) Na figura, x mede:

9 Obtenha o ângulo HAS


B no triângulo abaixo, sabendo que AH é
a altura e AS é a bissetriz.
A 8

x
5

50° 17
32°
B C
H S a) 3
10
10 (FGV-SP) Na figura abaixo, o triângulo AHC é retângulo em H b) 2
15
B
e s é a reta suporte da bissetriz do ângulo CAH. c) Faltam dados para calcular x.
H 10
d) 3 1 2
15
s B
b e) N.R.A.
x

15 (IFCE)
c
C A

Se c 5 30° e b 5 110°, então:


a) x 5 15° c) x 5 20° e) x 5 5°
b) x 5 30° d) x 5 10°
11 A maquete de um edifício tem 50 cm de altura e o edifício
tem 40 m de altura. Sabendo que as janelas dos apartamen-
8 2
tos têm 2 m de largura, qual é a largura das janelas na maque-
te do edifício? O valor do lado de um quadrado inscrito em um triângulo
retângulo, conforme o esboço mostrado na figura, é:
12 Calcule o valor de x, sabendo que, na figura a seguir, temos
três quadrados. a) 10 c) 6 e) 2
b) 8 d) 4

16 Num triângulo retângulo, a razão entre as projeções dos ca-


tetos sobre a hipotenusa é 9 . Sabendo que a hipotenusa
16
mede 10 cm, calcule a medida dos catetos.
17 Quais são as medidas dos ângulos de um quadrilátero sabendo
que um deles mede x graus e os outros medem o dobro, o triplo
x 6 9 e o quádruplo de x?

56 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 56 9/30/14 11:34 AM


18 (Cefet-RJ) Quais são, respectivamente, as medidas dos ângu- 23 Qual é o valor de x nesta figura?
los X e Y na figura abaixo, sabendo que E é o ponto médio do
segmento AD e que BCDE é um losango? 160°
95°
A
B X

112¡ x
E
C Y
24 Calcule a soma das medidas dos ângulos internos de um:
a) decágono; b) dodecágono.
D
25 Determine a medida do ângulo interno de um:
19 Determine os valores de x e y no trapézio abaixo. a) eneágono regular; b) pentágono regular.
26 Há um polígono cujo número de diagonais é sete vezes o
número de lados. Que polígono é esse?
x 1 3y
27 Qual é o número de diagonais de um polígono regular
convexo cujo ângulo externo é 24°?
28 Calcule x e y no retângulo abaixo.
x2y

76¡
x 2 3y
y
2x 2 3y x

29 Dado um quadrado de lado a, calcule a medida das diago-


20 (Fuvest-SP) No retângulo a seguir, o valor, em graus, de a 1 b é: nais desse quadrado, em função de a.

PArA
PARA APrimorAr
PRATICAR
40°
b

1 (Mack-SP) Na figura, se MN // AC, a medida de a é:

a
4a

a) 50 b) 90 c) 120 d) 130 e) 220 M N


a
21 Determine o valor de x e as medidas dos ângulos internos do
A C

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
trapézio isósceles ABCD abaixo.
a) 28° b) 30° c) 32° d) 34° e) 36°
A B
2x 2 Prove que os triângulos são congruentes sabendo que AB 5
5 BD 5 2 cm e que BC 5 BE 5 3 cm.
A D
x
D C

x y
22 Calcule: B
MATEMÁTICA

a) a soma das medidas dos ângulos internos de um heptá-


gono;
b) o número de lados de um polígono convexo no qual
C E
Si 5 1 440°.

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 57

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 57 9/30/14 11:34 AM


3 Demonstre que num triângulo isósceles os ângulos da base as cidades são planas e disponíveis para a obra da estrada.
são congruentes. (Sugestão: recorra à congruência de Uma possível planta de tal estrada está esboçada na figura
triângulos.) a seguir em linha pontilhada:
B
4 Se o centro da circunferência circunscrita a um triângulo é
o ponto de intersecção entre as mediatrizes, prove que é 5 km
sempre possível traçar uma circunferência que passe por três
D K
pontos não alinhados.
2,5 km Rio
H
5 (ITA-SP) Em um triângulo de vértices A, B e C, a altura, a bis- 2,5 km
C K'
setriz e a mediana, relativamente ao vértice C, dividem o ân-
A
B
gulo B CA em quatro ângulos iguais. Se , é a medida do lado
oposto ao vértice C, calcule: Considere que, na figura, o segmento HD é paralelo a AC e a
a) a medida da mediana em função de ,; distância HK' 5 18 km.
B
b) os ângulos CAB, ABBC e BCA.
B Calcule a que distância, em kilometros, deverá estar a cabe-
ceira da ponte na margem do lado da cidade B (ou seja, o
6 (UFMG) Nos séculos XVII e XVIII, foi desenvolvida no Ja- ponto D) do ponto K, de modo que o percurso total da cida-
pão uma forma particular de produzir Matemática. Um dos de A até a cidade B tenha comprimento mínimo.
hábitos que a população adotou foi o de afixar em tem-
8 (Unicamp-SP) Em um aparelho experimental, um feixe laser
plos placas contendo problemas, em geral de Geometria.
emitido no ponto P reflete internamente três vezes e chega
Essas placas, conhecidas como sangaku, apresentavam o
ao ponto Q, percorrendo o trajeto PFGHQ. Na figura abaixo,
problema com ilustrações e a resposta, sem registrar a so-
considere que o comprimento do segmento PB é de 6 cm, o
lução dos autores. O seguinte problema foi adaptado de
do lado AB é de 3 cm, o polígono ABPQ é um retângulo e os
um desses sangakus: considere ABCD um retângulo com ângulos de incidência e reflexão são congruentes, como se
AB 5 160 e AD 5 80; tome uma circunferência de centro indica em cada ponto da reflexão interna. Qual é a distância
O tangente aos lados AB, BC e CD do retângulo, e seja BD total percorrida pelo feixe luminoso no trajeto PFGHQ?
uma de suas diagonais, interceptando a circunferência nos
pontos P e Q. B H P

D C

O
A F Q
Q
a) 12 cm
P b) 15 cm
c) 16 cm
A B d) 18 cm

Considerando essas informações: 9 Demonstre que as diagonais do losango são perpendiculares


a) determine o raio QO da circunferência. entre si.
b) determine o comprimento do segmento PQ.
10 Há um polígono cujo número de diagonais é seis vezes o nú-
7 (UFSC) Duas cidades, marcadas no desenho a seguir como mero de lados. Que polígono é esse?
A e B, estão nas margens retilíneas e opostas de um rio,
cuja largura é constante e igual a 2,5 km, e a distâncias de 11 Um polígono convexo tem 13 vértices. Quantas diagonais ele
2,5 km e de 5 km, respectivamente, de cada uma das suas possui?
margens. Deseja-se construir uma estrada de A até B que,
por razões de economia de orçamento, deve cruzar o rio 12 (ITA-SP) Seja n o número de lados de um polígono convexo.
por uma ponte de comprimento mínimo, ou seja, perpendi- Se a soma de n 2 1 ângulos (internos) do polígono é 2 004°,
cular às margens do rio. As regiões em cada lado do rio e até determine o número n de lados do polígono.

58 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 58 9/30/14 11:34 AM


reFerÊNCiAs BiBLiográFiCAs
ÁVILA, G. C‡lculo 1: fun•›es de uma vari‡vel. Rio de Janeiro: Livros TŽcnicos e Cient’ficos, 1982.
BOYER, C. B. Hist—ria da Matem‡tica. S‹o Paulo: Edgard BlŸcher/Edusp, 1974.
COLEÇÌO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA. Rio de Janeiro: SBM, 1993. 14 v.
DANTE, L. R. Did‡tica da resolu•‹o de problemas de Matem‡tica. 12. ed. S‹o Paulo: Ática, 1997.
DAVIS, P. J.; HERSH, R. A experi•ncia matem‡tica. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989.
LIMA, Elon Lages. Meu professor de Matem‡tica. Rio de Janeiro: Instituto de Matem‡tica Pura e Aplicada
(Impa)/Vital Ð Apoio ˆ Cultura, Educa•‹o e Promo•‹o Social, 1991.
____. et al. A Matem‡tica do Ensino MŽdio. Rio de Janeiro: SBM, 1997. (Cole•‹o do Professor de Matem‡tica, v.
1 e 2.)
MORETTIN, P. A.; BUSSAB, W. O. Estat’stica b‡sica. S‹o Paulo: Atual, 1981.
POLYA, G. A arte de resolver problemas. Rio de Janeiro: Interci•ncia, 1986.
____. Mathematical Discovery. New York: John Wiley & Sons, 1981. 2 v.
REVISTA do professor de matem‡tica. S‹o Paulo: SBM, 1982/1998. v. 1 a 36.

ANOTAÇÕES

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
MATEMÁTICA

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 59

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 59 9/30/14 11:34 AM


Veja, no Guia do professor, as respostas da “revisão”.
as resoluções encontram-se no portal em resoluções e Gabaritos.

revisÃo As resoluções dos exercícios encontram-se no portal, em Resoluções e Gabaritos.

1. (UTFPR) Um caminhão, cuja carroceria está a uma altura e u 5 30°. A área do retângulo ABCD, em centimetros
de 1,2 m do chão, está estacionado em um terreno plano. quadrados, é:
Deseja-se carregar uma máquina pesada neste caminhão A D
e para isso será colocada uma rampa da carroceria do ca- u
minhão até o chão. O comprimento mínimo da rampa
para que esta forme com o chão um ângulo máximo de
30° é, em metros, de:
 1 os 30  H
 Considere sen 30° 5 , ccos 30° 5 3 e tg 30° 5 3 
2 2 3  B
C

a) 0,88 3 a) 1000 3
b) 2,4 b) 1055 3
c) 1,22 3 c) 1100 3
d) 0,66 3 d) 1500 2
e) 0,6 e) 175 2
2. (UFG-GO) Um topógrafo deseja calcular a largura de um
5. (Uerj) Um foguete é lançado com velocidade igual a
rio em um trecho onde suas margens são paralelas e re-
180 m/s, e com um ângulo de inclinação de 60° em re-
tilíneas. Usando como referência uma árvore, A, que está
lação ao solo. Suponha que sua trajetória seja retilínea e
na margem oposta, ele identificou dois pontos B e C, na
margem na qual se encontra, tais que os ângulos ABBC e sua velocidade se mantenha constante ao longo de todo
ACBB medem 135° e 30°, respectivamente. O topógrafo, o percurso. Após cinco segundos, o foguete se encontra a
então, mediu a distância entre B e C, obtendo 20 metros. uma altura de x metros, exatamente acima de um ponto
Considerando-se o exposto, calcule a largura do rio. no solo, a y metros do ponto de lançamento. Os valores
de x e y são, respectivamente:
Dado: 3 . 1,7.
a) 90 e 90 3
3. (Unicamp-SP) Ao decolar, um avião deixa o solo com um b) 90 3 e 90
ângulo constante de 15°. A 3,8 km da cabeceira da pista
c) 450 e 450 3
existe um morro íngreme. A figura abaixo ilustra a decola-
gem, fora de escala. d) 450 3 e 450

Aeroporto
6. (UFRRJ) Em um campo de futebol, o “grande círculo” é for-
15¡ mado por uma circunferência no centro, de 30 metros de
diâmetro, como mostra a figura:
3,8 km

Podemos concluir que o avião ultrapassa o morro a uma A


altura, a partir da sua base, de:
a) 3,8 tan (15°) km 30¡ C
b) 3,8 sen (15°) km B
c) 3,8 cos (15°) km
d) 3,8 sec (15°) km

4. (IFSP) Na figura, ABCD é um retângulo em que BD é Ao tentar fazer a marcação da linha divisória (AB), um
uma diagonal, AH é perpendicular a BD, AH 5 5 3 cm funcionário distraído acabou traçando a linha (AC), como

60 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 60 9/30/14 11:34 AM


podemos ver na figura. Desta forma, o número de metros 9. No nEFG, uma das bissetrizes é GM. Calcule o perímetro
que ele traçou foi de: do nEFG.
a) 5 3 m
3 c) 10 2  m e) 15 2  m E

b) 10 3 m d) 15 3 m
x
7. (Ufam) Em relação ao triângulo ABC abaixo:
M 3x
B
x22

F
h 24
G

a C
h
10. Assinale a alternativa que associa corretamente cada ele-
Dados AB 5 3 cm, AC 5 8 cm e BA 5 60 . Pode-se dizer,
o mento da coluna da esquerda com um dos elementos da
então, que é verdadeira a seguinte afirmação: coluna da direita.
1) mediatriz I) ortocentro
a) Seu perímetro é 20 cm. 2) altura II) baricentro
1 3) bissetriz III) incentro
b) sen BA 5
2 4) mediana IV) circuncentro
c) Sua área é 6 3 cm2 a) 1-II, 2-I, 3-III, 4-IV
d) É um triângulo retângulo b) 1-IV, 2-II, 3-I, 4-III
c) 1-IV, 2-I, 3-II, 4-III
e) BH 5 7 3 cm
2 d) 1-I, 2-III, 3-II, 4-IV
8. (UFG-GO) Gerard Stenley Hawkins, matemático e físi- e) 1-IV, 2-I, 3-III, 4-II
co, nos anos 1980, envolveu-se com o estudo dos mis-
teriosos círculos que apareceram em plantações na 11. (FGV-SP) Considere as retas r, s, t, u todas num mesmo
Inglaterra. Ele verificou que certos círculos seguiam o plano, com r // u.
padrão indicado na figura a seguir, isto é, três círculos t
congruentes, com centros nos vértices de um triân-
r
gulo equilátero, tinham uma reta tangente comum.
120¡

y
20¡ u

x s

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
O valor em graus de (2x 1 3y) é:
a) 64°
b) 500°
c) 520°
d) 660°
e) 580°

12. (UFRN) A diferença entre os ângulos agudos de um triân-


gulo retângulo é 50°. Qual a medida do menor ângulo
MATEMÁTICA

Nestas condições, e considerando-se uma circunferên- desse triângulo?


cia maior que passe pelos centros dos três círculos con- a) 10° d) 40°
gruentes, calcule a razão entre o raio da circunferência b) 20° e) 70°
maior e o raio dos círculos menores. c) 25°

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 61

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 61 9/30/14 11:34 AM


13. (Fuvest-SP) As retas t e s são paralelas. A medida do ângu- D C
lo x, em graus, é:

120°
P A B

140° Então, a medida AP é:


t s
a) 0,2
a) 30 b) 2
b) 40
c) 50 c) 2 110
5
d) 60
e) 70 10
d)
5
14. (Fuvest-SP) A sombra de um poste vertical, projetada pelo
sol sobre um chão plano, mede 12 m. Nesse mesmo ins- 18. (Fuvest-SP) Um teleférico transporta turistas entre os pi-
tante, a sombra de um bastão vertical de 1 m de altura cos A e B de dois morros. A altitude do pico A é de 500 m,
mede 0,6 m. A altura do poste é: a altitude do pico B é de 800 m e a distância entre as retas
a) 6 m verticais que passam por A e B é de 900 m. Na figura, T
b) 7,2 m representa o teleférico em um momento de sua ascensão
c) 12 m e x e y representam, respectivamente, os deslocamentos
d) 20 m horizontal e vertical do teleférico, em metros, até este
e) 72 m momento.
B
15.(Mack-SP) Na figura abaixo, MNPQ é um losango. Se
T
MT 5 12 e MS 5 6, quanto mede cada lado do losango?
A y
M x

800 m
N
Q 500 m

T S
P
900 m

16. (Fuvest-SP) Uma circunferência de raio 3 cm está inscri- a) Qual é o deslocamento horizontal do teleférico quan-
ta no triângulo isósceles ABC, no qual AB 5 AC. A altura do o seu deslocamento vertical é igual a 20 m?
relativa ao lado BC mede 8 cm. O comprimento de BC é, b) Se o teleférico se desloca com velocidade constante
portanto, igual a: de 1,5 m/s, quanto tempo o teleférico gasta para ir do
a) 24 cm pico A ao pico B?
b) 13 cm
c) 12 cm 19.(UFSJ-MG) Considere uma corda AB, perpendicular ao
d) 9 cm diâmetro EC de um círculo de centro O. Sendo o ponto D
e) 7 cm a interseção dos segmentos AB e EC e sabendo que
CD 5 4 cm e ED 5 9 cm, a área do triângulo AED, em cm2,
17. (Epcar-MG) Seja ABCD um paralelogramo cujos lados AB é igual a:
e BC medem, respectivamente, 5 e 10. a) 27
Prolongando o lado AB até o ponto P, obtém-se o triân- b) 18
gulo APD, cujo ângulo ABPD é congruente ao ângulo ACB,
B c) 36
conforme a figura. d) 78

62 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

SER1_CAD1_MAT_GEOM_C02.indd 62 9/30/14 11:34 AM


Ciências Humanas e suas Tecnologias

MAIS ENEM Ciências da Natureza e suas Tecnologias


Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
matemática e suas Tecnologias

Crescente
disTâNCiAs AsTroNÔmiCAs
Quão distantes estão da Terra, o Sol e a Lua? Quais as dimen-
sões desses três corpos celestes? Foram perguntas assim que motiva- Terra Sol
a
ram o estudo de ângulos e as relações no triângulo retângulo, ideias
que estão ligadas a noções básicas e fundamentais de Geometria. a

Para constatar que o Sol está mais distante da Terra que a Lua,
basta observar atentamente as várias fases da Lua. Se ela estivesse mais
longe da Terra que o Sol, então, por simples análise de suas várias po- Minguante
sições em relação ao Sol e à Terra (fig. 1), concluímos que ela estaria Fig. 2 – Há duas posições da Lua, em sua órbita, nas quais
sempre iluminada pelo Sol quando vista da Terra. Pensando assim, não o disco lunar apresenta-se metade iluminada e a outra
haveria lua nova (quando a Lua se encontra entre a Terra e o Sol, com metade escura para um observador terrestre, de forma
sua face escura virada quase que completamente para a Terra, ou seja, que o triângulo formado por Terra, Sol e Lua é retângulo.
não é visível a olho nu). Além disso, haveria duas posições da Lua, em 1
e em 3 (fig. 1), onde ela seria lua cheia – no caso da figura 3, isso acon-
Tamanho dos corpos celestes
teceria em pleno meio-dia, o que nunca acontece realmente. Já para o tamanho do Sol e da Lua, Aristarco observou que am-
bos possuem o mesmo “tamanho angular”, ou seja, o ângulo 2b, sob
2 o qual um observador na Terra vê o Sol, é o mesmo sob o qual ele
vê a Lua – fato comprovado pela observação de um eclipse total do
Sol, no qual o disco lunar coincide com o disco solar (a Lua encobre
o Sol por inteiro).
S'
3 Sol Terra 1
L'

b
T b L S

Lua
Fig. 3 – Eclipse solar, quando a Lua coloca-se entre a Terra e o Sol,
4 tapando o disco solar por completo (comprovando que ambos
possuem o mesmo “tamanho angular”).
Fig. 1 – Figura ilustrando a hipótese de a Lua estar
mais distante da Terra que o Sol. ÁVILA, Geraldo. ÒA Geometria e as dist‰ncias astron™micas na GrŽcia AntigaÓ.
Dispon’vel em: <www.ufrgs.br/espmat/disciplinas/geotri/modulo3/mod3_pdf/
rpm_geometria_astronomia.PDF>. Acesso em: 28 jul. 2014. Adaptado.
Agora, a hipótese que o Sol está mais distante da Terra que a
Lua é a única compatível com as várias fases que vemos da Lua, em exercício
particular a ocorrência das luas novas.
Outro fato que confirma esta hipótese é a ocorrência de eclipses Considerando cos 89,86° . 0,0025, assinale a alternativa cor-
solares, que só são possíveis com a Lua mais próxima da Terra que o Sol. reta: d
a) A distância da Terra ao Sol é 300 vezes maior que a distân-
distâncias entre os corpos celestes cia da Terra à Lua.
O greto Aristarco de Samos (século III a.C.), da escola de Ale- b) O fato de ser muito próximo de 90° implica que os raios
xandria, elaborou um método para comparar as distâncias da Terra solares que atigem a Terra não são paralelos entre si.
à Lua e da Terra ao Sol. c) O raio do Sol é cerca de 300 vezes maior que o raio da Lua.
Ele observou que há duas posições da Lua, em sua órbita – o d) A distância da Terra à Lua é cerca de 400 vezes menor
“quarto crescente” e o “quarto minguante” –, nas quais o triângulo que a distância da Terra ao Sol.
Terra-Sol-Lua é retângulo, com o ângulo reto sendo o do vértice ocu- e) Não é possível saber aproximadamente a distância da
pado pela Lua e o ângulo a medindo aproximadamente 89,86°. Terra ao Sol em relação à distância da Terra à Lua.

63

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QUADRO DE IDEIAS

Presidência: Mário Ghio Júnior


Direção: Carlos Roberto Piatto
Direção de inovação em conteúdo: René Agostinho
Triângulo Direção editorial: Lidiane Vivaldini Olo
Conselho editorial: Bárbara Muneratti de Souza Alves,
Carlos Roberto Piatto, Daniel Augusto Ferraz Leite,
Eduardo dos Santos, Eliane Vilela, Helena Serebrinic,
Lidiane Vivaldini Olo, Luís Ricardo Arruda de Andrade,
Marcelo Mirabelli, Marcus Bruno Moura Fahel,
Triângulo retângulo Casos de Casos de Marisa Sodero, Ricardo Leite, Ricardo de Gan Braga,
C semelhança: congruência: Tania Fontolan
a AA LLL Gerência editorial: Bárbara Muneratti de Souza Alves
n
a Edição: Alessandra Naomi Oskata (coord.),
b LLL LAL Pietro Ferrari, Tatiana Leite Nunes
h m LAL ALA Assistência editorial: Aline Moojen Pedreira,
b LAAO Tadeu Nestor Neto
A c B Organização didática: Maitê Fracassi
Revisão: Adriana Gabriel Cerello (coord.), Danielle Modesto,
Edilson Moura, Letícia Pieroni, Marília Lima, Tatiane Godoy,
Tayra Alfonso, Vanessa Lucena;
Colaboração: Aparecida Maffei, Karina Novais,

c2 5 a ? m Rayssa do Valle
sen a 5 cos b 5 c Coordenação de produção: Fabiana Manna (coord.);
a b2 5 a ? n Adjane Oliveira, Solange Pereira
h2 5 m ? n Supervisão de arte e produção: Ricardo de Gan Braga
cos a 5 sen b 5 b a?h5b?c Edição de arte: Daniel Hisashi Aoki
a Diagramação: Antonio Cesar Decarli,
sen a c a2 5 b2 1 c2 Claudio Alves dos Santos, Fernando Afonso do Carmo,
tg a 5 5 Flávio Gomes Duarte, Kleber de Messas
cos a b Iconografia: Sílvio Kligin (supervisão), Marcella Doratioto;
Colaboração: Fábio Matsuura, Fernanda Siwiec,
sen2 a 1 cos2 a 5 1 Fernando Vivaldini
Licenças e autorizações: Edson Carnevale
Capa: Daniel Hisashi Aoki
Foto de capa: Simon Bratt/Shutterstock
Projeto gráfico de miolo: Daniel Hisashi Aoki
Editoração eletrônica: Casa de Tipos

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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Dante, Luiz Roberto


Sistema de ensino ser : ensino médio, caderno 1 :
geometria : PR / Luiz Roberto Dante. -- 2. ed. --
São Paulo : Ática, 2015.

1. Geometria (Ensino médio) 2. Matemática (Ensino


médio) I. Título.

14–10530 CDD–510.7

Si (n 2 2) ? 180° Se 360° n ? (n 2 3) Índice para catálogo sistemático:


ai 5 5 ae 5 5 d5 1. Matemática : Geometria : Ensino médio 510.7
n n n n 2 2014
ISBN 978 85 08 17109-5 (AL)
ISBN 978 85 08 17099-9 (PR)
1ª edição
1ª impressão

Impressão e acabamento

Uma publicação

64 Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

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MATEMÁTICA
GeomeTria e TriGonomeTria
GUIA DO PROFESSOR

LUIZ ROBERTO DANTE


Livre-docente em Educação Matemática pela Unesp – Rio Claro/SP.
Doutor em Psicologia da Educação: Ensino da Matemática pela
PUC/São Paulo.
Mestre em Matemática pela USP.
Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Educação Matemática
(Sbem).
Ex-secretário executivo do Comitê Interamericano de Educação
Matemática (Ciaem).

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
Pesquisador em ensino e aprendizagem da Matemática pela Unesp
– Rio Claro/SP
Autor de vários livros: Didática da resolução de problemas de
Matemática; Didática da Matemática na pré-escola; Coleção
Aprendendo Sempre – Matemática (1o ao 5o ano); Tudo é Mate-
mática (6o ao 9o ano); Matemática – Contexto & Aplicações – Vo-
lume único (Ensino Médio); Matemática – Contexto & Aplicações
– 3 volumes (Ensino Médio).

MÓDULO
MATEMÁTICA

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana


(18 aulas)

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana

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aulas 1 e 2 Páginas: 4 a 11

MÓDULO Índice de subida; as ideias de tangente, seno


e cosseno; definição de seno, cosseno e
Conceitos iniciais de tangente por meio de semelhança de triângulos
Trigonometria e Geometria plana objetivos
Mostrar nos lados do triângulo retângulo as medidas de percurso,
afastamento e altura.
Plano de aulas sugerido Explicar como calcular a razão entre altura e afastamento utilizan-
Carga semanal de aulas: 2 do o índice de subida.
Definir as ideias de seno, cosseno e tangente por meio da seme-
Número total de aulas do módulo: 18 lhança de triângulos.
Mostrar que seno, cosseno e tangente só dependem do ângulo e
não do tamanho do triângulo.
Competências Habilidades estratégias
c Utilizar o conhecimento c Identificar características de Conceitue os termos íngreme e aclive.
geométrico para realizar a figuras planas ou espaciais. Explique índice de subida mostrando exemplos.
leitura e a representação da c Resolver situações-problema
Explicite o cálculo de índice de subida.
realidade e para agir sobre que envolvam conhecimentos
ela. Leia e discuta com os alunos os textos das páginas 8 e 10.
geométricos de espaço e Defina seno e cosseno por meio da semelhança de triângulos.
c Construir noções de
forma.
grandezas e medidas para a Mostre que seno, cosseno e tangente só dependem do ângulo.
c Utilizar conhecimentos
compreensão da realidade e Tarefa para casa
geométricos de espaço
para a solução de problemas
e forma na seleção de Solicite aos alunos que façam em casa as atividades 1 e 2 do "Para
do cotidiano.
argumentos propostos praticar" (página 24).
como solução de problemas Se achar oportuno, no início da próxima aula corrija as questões
cotidianos.
c Identificar relações entre
juntamente com a classe.
grandezas e unidades de aula 3 Páginas: 12 a 15
medida.
relações entre seno, cosseno e tangente; tabela
c Resolver situações-problema
que envolvam medidas de
com valores de seno, cosseno e tangente
grandezas. objetivos
c Avaliar o resultado de uma Demonstrar e aplicar as relações entre seno, cosseno e tangente.
medição na construção de Explicar como utilizar as relações e a tabela com valores de seno,
um argumento consistente. cosseno e tangente para calcular os lados do triângulo retângulo,
c Avaliar propostas de dada a medida em graus de um dos ângulos agudos.
intervenção na realidade estratégias
utilizando conhecimentos
Demonstre a relação fundamental do triângulo retângulo e a relação
geométricos relacionados a
da tangente.
grandezas e medidas.
Explique a relação utilizada para medir catetos de um triângulo
retângulo.
Explique a relação entre ângulos complementares.
Explicite a utilização da tabela com valores de seno, cosseno e tangente.
1. TriGonomeTria no TriânGulo Explane o exercício resolvido 1 (página 14).
reTânGulo aulas 4 e 5 Páginas: 16 a 20

Objeto do conhecimento relações entre seno, cosseno e tangente


Conhecimentos geométricos. (cont.); quadro-resumo sobre triângulos
Objeto específico retângulos; projeção ortogonal de um
Características das figuras geométricas, planas e espaciais. segmento de reta sobre um eixo
Grandeza, unidades de medida e escalas. Comprimentos, áreas objetivos
e volumes. Congruência e semelhança de triângulos. Relações Introduzir a relação fundamental entre seno e cosseno e a relação
métricas nos triângulos. Trigonometria do ângulo agudo. de tangente.

2 GUIA DO PROFESSOR

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Explicar como “resolver” um triângulo retângulo. aulas 8 a 10 Páginas: 30 a 39
estratégias
Mostre as relações que envolvem seno, cosseno e tangente de ângulos e polígonos
ângulos agudos. objetivos
Faça com os alunos a leitura do boxe “Ângulos e medidas de seg-
Apresentar as medidas de ângulos formados por duas retas para-
mento” (página 16).
lelas cortadas por uma transversal.
Explicite o exemplo de projeção ortogonal de um segmento de
Definir polígono convexo e seus elementos e polígono não convexo.
reta sobre um eixo. Rever os nomes dos polígonos quanto ao número de lados.
Explique os exercícios resolvidos. Definir polígonos regulares.
Tarefa para casa Classificar triângulos quanto aos ângulos e quanto aos lados.
Solicite aos alunos que façam em casa as atividades 3 a 9 do "Para Demonstrar que a soma das medidas dos ângulos internos de um
praticar" (página 25) e as atividades 1 a 4 do "Para aprimorar" (página 27). triângulo é igual a 180°.
Se achar oportuno, no início da próxima aula corrija as questões Demonstrar o teorema do ângulo externo de um triângulo.
juntamente com a classe. Mostrar a condição de existência de um triângulo.
Explicar como se aplicam os casos de congruência de triângulos.
aula 6 Páginas: 20 a 24
estratégias
aplicação: resolução de problemas Conceitue ângulo e os vários tipos de ângulos.
objetivo Explique o exercício resolvido 1 (página 32).
Resolver problemas aplicando as razões trigonométricas no triân- Defina polígonos convexos e não convexos.
gulo retângulo. Mostre os elementos de um polígono.
Recorde o nome dos polígonos quanto ao número de lados.
estratégia Conceitue polígonos regulares.
Explique os exercícios resolvidos 9 a 12 (páginas 20 e 21). Conceitue triângulo e explique sua classificação.
Tarefa para casa Demonstre a soma das medidas dos ângulos internos de um polí-
gono e o teorema do ângulo externo.
Solicite aos alunos que façam em casa as atividades 10 a 18 do "Para
Explique a condição de existência de um triângulo. Para facilitar
praticar" (páginas 25 e 26) e as atividades 5 a 12 do "Para aprimorar"
a compreensão dos alunos, faça a construção, com régua e com-
(páginas 27 e 28).
passo, dos triângulos do exercício 4 da seção “Para construir”, itens
Se achar oportuno, no início da próxima aula corrija as questões
juntamente com a classe. (a), (b) e (c).
Mostre os quatro casos de congruência de triângulos.
aula 7 Páginas: 60 a 62
Tarefa para casa
revisão
Solicite aos alunos que façam em casa as atividades 1 a 5 do "Para prati-
objetivo car" (página 55) e as atividades 1 a 3 do "Para aprimorar" (páginas 57 e 58).
Desenvolver, por meio de exercícios, uma revisão dos conteúdos Se achar oportuno, no início da próxima aula corrija as questões
estudados no capítulo. juntamente com a classe.
estratégias Ler o boxe “Relação entre lados e ângulos de um triângulo” (pá-
Selecione alguns exercícios da “Revisão” e proponha aos alunos gina 39).

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
que, em duplas, os resolvam. Identifique os conteúdos que ainda ge-
ram dúvidas e resolva os exercícios correspondentes na lousa. aula 11 Páginas: 40 a 42

2. ConCeiTos BÁsiCos Cevianas particulares e pontos notáveis de


De GeomeTria Plana um triângulo
Objeto do conhecimento objetivos
Conhecimentos geométricos. Mostrar as cevianas particulares e os pontos notáveis de um
Conhecimentos algébricos/geométricos. triângulo.
Objeto específico Aplicar os conceitos vistos em exercícios.
MATEMÁTICA

Características das figuras geométricas, planas e espaciais.


estratégias
Grandeza, unidades de medida e escalas. Comprimentos, áreas e
volumes. Ângulos. Posições de retas. Congruência e semelhança Conceitue os tipos de cevianas e o ponto notável de cada uma delas.
de triângulos. Teorema de Tales. Relações métricas nos triângulos. Explique as duas observações e responda à questão do boxe “Para
Retas. Paralelismo e perpendicularidade. refletir” da página 41.

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 3

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Tarefa para casa “Para refletir” e proponha a resolução dos exercícios da seção “Para
Solicite aos alunos que façam em casa as atividades 6 a 9 do "Para prati- construir” em grupos.
car" (páginas 55 e 56) e as atividades 4 e 5 do "Para aprimorar" (página 58).
Tarefa para casa
Se achar oportuno, no início da próxima aula corrija as questões
juntamente com a classe. Solicite aos alunos que façam em casa a atividade 16 do "Para pra-
ticar" (página 56).
aula 12 Páginas: 42 a 44 Se achar oportuno, no início da próxima aula corrija a questão jun-
tamente com a classe.
Teorema de Tales e teorema da bissetriz de
um ângulo interno de um triângulo aulas 15 e 16 Páginas: 49 a 54
objetivos
Quadriláteros e ângulos internos e externos
Apresentar o teorema de Tales.
de um polígono
Apresentar o teorema da bissetriz de um ângulo interno de um
triângulo. objetivos
estratégias Definir quadrilátero e aplicar nos exercícios a propriedade:
a soma dos ângulos internos de um quadrilátero convexo é 360°.
Explique o teorema de Tales. Mostrar as propriedades dos paralelogramos.
Exponha o teorema da bissetriz de um ângulo interno de um triângulo. Explicar as características do retângulo, do losango e do quadrado.
Apresentar os tipos de trapézio.
Tarefa para casa
Deduzir e aplicar as fórmulas sobre a soma das medidas dos ângu-
Solicite aos alunos que façam em casa a atividade 10 do "Para pra- los internos e dos ângulos externos de um polígono convexo.
ticar" (página 56). Calcular ângulos internos de um polígono regular.
Se achar oportuno, no início da próxima aula corrija a questão jun- Determinar a quantidade de diagonais de um polígono.
tamente com a classe.
aula 13
estratégias
Páginas: 44 a 47
Conceitue quadrilátero e fale sobre a soma dos seus ângulos internos.
semelhança de triângulos Conceitue paralelogramo e explique suas propriedades.
Explique o exercício resolvido 4 (página 50).
objetivos Apresente as características do retângulo, do losango e do quadrado.
Mostrar como identificar dois triângulos semelhantes e aplicar os Explique o quadro com as características especiais de cada quadrilátero.
três casos de semelhança. Conceitue trapézio e seus tipos.
Apresentar o teorema fundamental da semelhança. Explique a fórmula para calcular a soma das medidas dos ângulos
internos de um polígono convexo, e também dos ângulos externos.
estratégias
Demonstre como calcular os ângulos internos de um polígono re-
Conceitue semelhança de triângulos e explique os três casos de gular, assim como a quantidade de diagonais.
semelhança.
Explique o teorema fundamental da semelhança fazendo o exer- Tarefa para casa
cício resolvido 3. Solicite aos alunos que façam em casa as atividades 17 a 21 do "Para pra-
ticar" (páginas 56 e 57) e as atividades 9 a 12 do "Para aprimorar" (página 58).
Tarefa para casa
Se achar oportuno, no início da próxima aula corrija as questões
Solicite aos alunos que façam em casa as atividades 11 a 15 do "Para juntamente com a classe.
praticar" (página 56) e as atividades 6 a 8 do "Para aprimorar" (página 58).
Se achar oportuno, no início da próxima aula corrija as questões jun- revisão e mais enem
tamente com a classe. aulas 17 e 18 Páginas: 60 a 63
aula 14 Páginas: 47 a 49
objetivo
relações métricas no triângulo retângulo
Desenvolver, por meio de exercícios, uma revisão dos conteúdos
objetivo estudados no capítulo.
Mostrar as relações métricas no triângulo retângulo e sua aplicação
em exercícios. estratégias
Selecione exercícios da "Revisão" e proponha aos alunos que, em
estratégias duplas, os resolvam. Identifique os conteúdos que ainda geram dúvi-
Explique as relações métricas no triângulo retângulo reproduzindo das e resolva os exercícios correspondentes na lousa.
na lousa sua dedução. Chame a atenção dos alunos para a seção Explore o texto e o exercício proposto na seção “Mais Enem”.

4 GUIA DO PROFESSOR

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resPosTas

10.
CaPÍTulo 1 – TriGonomeTria no B
TriânGulo reTânGulo
B'
a
Para PraTiCar – páginas 24 a 26 c
a'
c'
1. a) sen B B 5 1 ; cos B B 5 3 ; tg B B 5 3 ; B B 5 30°
2 2 3
2. a) x 5 9,4 A C A' C'
b b'
b) x 5 10
a 5 b 5 c
c) x 5 5,12 a' b' c'
3. a) sen α 5 5 ; tg α 5 5 Considerando os ângulos ABC
B ou A'B B 'C':
13 12

b) x 5 208 a 5 b ⇒ b' 5 b  cateto oposto 


5 a' b' a' a  hipotenussa 
4. a) x56
b) x56
c) x56 a 5 c ⇒ c' 5 c  cateto adjacente 
a' c' a' a  hipoteenusa 
5. 3
5
b 5 c ⇒ b 5 b'  cateto oposto 
6. 15 b' c' c c'  cateto adjacente 
7. x 5 35 3 1 35
8. c. 11.
9. x 5 50 3 2m
Em escala de
10. 3,6 m α 1; 400
11. 50 3 m 30 m

12. e.
α 0,5 cm
13. 59,7 m 7,5 cm
14. ( 20 1 6 3 ) m α . 5°

15. 8 m 12. a) a 1 2b 5 63
16. 20 m 23 , a , 35
b
17. b.
20 . b . 14
18. 18 cm a

14 , b , 20 ⇒ 0,4 , b , 0,87
Para aPrimorar – páginas 27 e 28 35 a 23 a

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
1. 4 6 Mais íngreme
3
Logo, a mais íngreme é aquela cujo passo está mais próximo de 23.
2. h 5 540 m; d 5 2 062 m
3. 5 m b) acentral 5 35 1 23 5 19
2
4. c.
Então, b 5 22.
5. 5,04 m
6. d. Valores divididos por 4
7. d. α
22
5,5 cm
8. a) b 5 2u b) x 5 0,5 m 19
MATEMÁTICA

9. a) OA2 5 2 ; OA3 5 3 ; OA 4 5 2; OA10 5 10 50°


4,75 cm
2 ; a 5 3 ; a 5 1 ; a 5 10
b) a1 5
2 2
3 3
2 0 10 Logo, o ângulo de inclinação é, aproximadamente, 50°.

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 5

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Para reFleTir – página 6 8. a) x 5 y 5 50°
Para que o índice de subida seja 1, a altura e o afastamento devem b) x 5 40° e y 5 30°
ser iguais.  5 9°
9. HAS
Para que o índice seja maior que 1, a altura deve ser maior que o 10. d.
afastamento.
11. 2,5 cm
h1 h
α , β; , 2 12. x 5 4
a1 a2
B
13.
página 8
D
Terá altura maior a que tem ângulo de subida α.
sen α . sen β.
A mais íngreme é a que tem ângulo de subida maior (α), ou seja, de
seno maior. C O A E

Os triângulos retângulos ODC e BAC são semelhantes. Logo,


β
OC 5 OD ⇔ R 2 r 5 r ⇔ R ? s 2 r ? s 5 R ? r ⇔
α BC BA R s
A que tem ângulo de subida menor (β). ⇔ R ? s 5 R ? r 1 r ? s; c.q.d.
cos β . cos α.
14. b.
página 18
15. c.
sen2 α 1 4 5 1 ⇒ sen2 α 5 1 2 4 5 21 ⇒
25 25 25 16. 6 cm e 8 cm
⇒ sen α 5 21
5 17. 36°, 72°, 108° e 144°

21 ; 2 5 21 ? 5 5 21 18. x 5 34° e y 5 68°


tg α 5
5 5 5 2 2 19. x 5 80°; y 5 10°
20. d.
21. x 5 60°; medidas dos ângulos: 60°, 60°, 120° e 120°.
CaPÍTulo 2 – ConCeiTos BÁsiCos De 22. a) Si 5 900°
GeomeTria Plana b) 10 lados

Para PraTiCar – páginas 55 a 57 23. x 5 75°


1. 60° 24. a) Si 5 1 440°
2. A  5 70°
 5 80°; B 5 30°; C b) Si 5 1 800°
25. a) ai 5 140°
3. y 5 37°
 > P , b) ai 5 108°
4. a) Sim; LAAo; demais elementos congruentes: C
26. Heptadecágono (17 lados)
AB > RQ e BC > PQ.
27. 90 diagonais
b) Não podemos garantir.
28. x 5 128° e y 5 52°
c) Sim; LAL; demais elementos congruentes: P$ > M,µ Q
µ >N
$ e
PQ > MN. 29. d 5 a 2
 > L,
d) Sim; ALA; demais elementos congruentes: H  GH > NL e
FH > ML .
Para aPrimorar – páginas 57 e 58
e) Não podemos garantir.
1. b.
f ) Sim; LLL; ambos têm lados de 4 cm.
2. Há várias possibilidades de resposta.
5. x 5 4 cm; y 5 3,5 cm e z 5 5 cm
3. Há várias possibilidades de resposta.
6. a) x 5 50°
4. Há várias possibilidades de resposta.
b) x 5 130°
7. 34 cm 5. a) ,
2

6 GUIA DO PROFESSOR

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b) CAB
B 5 67° 30'; 3. a.
4. a.
ABC
B 5 22¡ 30''
5. d.
 5 90°
BCA 6. d.
6. a) 40 b) PQ 5 32 5 7. c.
7. 12 km
4
8. b. 8. 3

9. Há várias possibilidades de resposta. 9. 72


10. Pentadecágono. 10. e.
11. 65 diagonais 11. b.
12. n 5 14 12. b.
Para reFleTir – página 41 13. e.
Um triângulo isósceles possui dois lados de mesma medida; logo, 14. d.
a mesma demonstração será usada para o triângulo equilátero.
15. 4
Em um triângulo retângulo cada cateto forma ângulo reto com
o outro; logo, um é altura relativa do outro. O ortocentro será o 16. c.
vértice do triângulo onde os dois catetos se encontram. 17. b.

reVisÃo – páginas 60 a 62 18. a) 60 m


1. b. b) 200 10 s
2. 27 m 19. a.

reFerÊnCias BiBlioGrÁFiCas
ÁVILA, G. Cálculo 1: funções de uma variável. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1982.
BOYER, C. B. História da Matemática. São Paulo: Edgard Blücher/Edusp, 1974.
COLEÇÃO do professor de Matemática. Rio de Janeiro: SBM, 1993. 14 v.
DANTE, L. R. Didática da resolução de problemas de Matemática. 12. ed. São Paulo: Ática, 1997.
DAVIS, P. J.; HERSH, R. A experiência matemática. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989.
LIMA, Elon Lages. Meu professor de Matemática. Rio de Janeiro: Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa)/Vital – Apoio à Cultura, Educação e Promoção
Social, 1991.
et al. A Matemática do Ensino Médio. Rio de Janeiro: SBM, 1997. (Coleção do Professor de Matemática, v. 1 e 2.)
MORETTIN, P. A.; BUSSAB, W. O. Estatística básica. São Paulo: Atual, 1981.

GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
POLYA, G. A arte de resolver problemas. Rio de Janeiro: Interciência, 1986.
. Mathematical discovery. New York: John Wiley & Sons, 1981. 2 v.
REVISTA DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA. São Paulo: SBM, 1982/1998. v. 1 a 36.

MATEMÁTICA

Conceitos iniciais de Trigonometria e Geometria plana 7

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ANOTAÇÕES

8 GUIA DO PROFESSOR

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O sistema de ensino SER quer conscientizar seus alunos sobre os problemas da
atualidade. Pensando nisso, apresentamos, no Ensino Médio, capas com animais da
fauna brasileira em extinção. Esperamos que as imagens e as informações fornecidas
motivem os estudantes a agir em favor da preservação do meio ambiente.
O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é um animal de pelagem alaranjada
e de pequeno porte, que pesa aproximadamente 600 g e mede cerca de 60 cm de
comprimento. Trata-se de uma espécie territorialista e que vive em grupos familiares,
de seis indivíduos em média.
Desde a década de 1970, institutos nacionais e internacionais estudam estratégias
de preservação desse animal. O impacto humano na Mata Atlântica provocou o
confinamento do mico-leão-dourado e de outros animais a pequenas áreas não
devastadas, ocasionando, perda de variabilidade genética e aumento do risco de
extinção. Além do desmatamento, a expansão agropecuária e a urbanização são os
principais fatores que afetam o hábitat desse mamífero.

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