ERGONOMIA EM ODONTOLOGIA

O CONSULTÓRIO:

SUA INSTALAÇÃO, O AMBIENTE FÍSICO DE TRABALHO, O EQUIPAMENTO E A DISTRIBUIÇÃO NA SALA CLÍNICA

WILSON GALVÃO NARESSI

1

À Suely, Esposa e companheira, incentivadora de um trabalho profícuo;

Aos nossos filhos, Paulo Eduardo, Fernando Augusto e Ana Luísa, razão de tudo. Que possamos servir-lhes de exemplo;

A todos que, ao se preocuparem com a educação continuada, possam realizar a prática odontológica da maneira a mais racional e produtiva, pois “O objetivo da educação é despertar no indivíduo toda a perfeição de que ele seja capaz.” (Kant)

2

GNATUS “A ERGONOMIA NA SUA PLENITUDE”

3 SUMÁRIO INTRODUÇÃO A ERGONOMIA APLICADA À ODONTOLOGIA A LOCALIZAÇÃO PROFISSIONAL A INSTALAÇÃO DO CONSULTÓRIO O AMBIENTE FÍSICO DE TRABALHO A SIMPLICAÇÃO DO TRABALHO O EQUIPAMENTO DE CONCEPÇÃO ERGONÔMICA DISTRIBUIÇÃO RACIONAL DO EQUIPAMENTO E INSTRUMENTAL BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA 04 05 06 07 13 16 18 25 31 .

adaptadas às realidades individuais. possam contribuir como diretriz para uma tomada de posição. em essência. Atualmente. Não se esqueça também de que o marketing. aplica-se integralmente à Odontologia. Jamais se deva descuidar da cultura. o grande objetivo é o êxito profissional. inclusive. em época de incertezas. A globalização. recém-formado ou mesmo já militando há mais tempo na Odontologia. obriga o indivíduo a mostrar toda a sua criatividade. O sucesso estará garantido! . Este compõe-se. Economia. Administração. de dois expressivos fatores: o êxito tecno-científicocultural.4 INTRODUÇÃO Os recentes acontecimentos econômicos abalaram praticamente todos os tipos de atividades profissionais. Algumas propostas serão apresentadas no sentido de que. Direito. Não se esqueça de que há cerca de mil resultados de pesquisa publicados mensalmente nas revistas especializadas. O êxito financeiro decorre da preparação que você tenha em termos administrativos. Esta profissão. Sociologia. entre todas as demais. No entanto. palavra de ordem na atualidade. para ser um Cirurgião-Dentista. Você. Ela é a base de todo o conhecimento. mola mestra das últimas décadas. saiba que a educação continuada do que aprendeu na Faculdade é fundamental para consolidar seu conhecimento. Não seja apenas um técnico CirurgiãoDentista. ao qual o da Odontologia vem complementar. ressentiu-se grandemente desse quadro. talvez seja a que foi contemplada com o maior avanço tecno-científico. o indivíduo deve ter conhecimento de Ergonomia. Psicologia e Biossegurança. aliado à satisfação financeira decorrente. Saiba ser bom profissional e bom administrador. A Odontologia. Só depende de você querer saber mais e mais. há que se driblar a crise. Sem dúvidas.

Em Odontologia. a Ergonomia tem como objetivos racionalizar o trabalho. temperatura. ex. a interação do homem ao ambiente de trabalho e deste ao homem. . informática e gerência industrial. Resta. biomecânica. e o ambiente. p. bursite. fisiologia. para que os sistemas se tornem eficazes e as tarefas ou ações sejam produtivas. sistemas e tarefas. equipamentos. com conhecimentos de desenho industrial engenharia mecânica. a máquina.5 A ERGONOMIA APLICADA À ODONTOLOGIA Generalidades Desde o despontar da História. Esses princípios estão regidos por um conjunto de regras que recebe o nome genérico de Ergonomia. fazer com que sejam adequadamente utilizados. ISO (Internacional Standardization Organization) e FDI (Federation Dentaire International) homologaram as normas e diretrizes oficiais extraídas das conclusões de estudos. considerada a longa extensão do percurso feito. nomos – regras) é a “ciência que estuda as leis naturais do trabalho humano”. os equipamentos odontológicos são muito bem projetados. Permite estudar o trabalho em termos do “sistema homem-máquina-ambiente”. toxicologia. através da adequação de fatores como iluminação. produzir mais e melhor na unidade de tempo. seu progresso tem sido constante e seguro. Na maioria das vezes. Órgãos internacionais como IEA (International Ergonomics Association). ruídos e cores. notam-se serem escassos os cursos de Odontologia que oferecem uma Disciplina ou mesmo um conteúdo programático que contemple esses conhecimentos. com qualidade de vida da equipe profissional. eletrônica. Na atualidade. bem como catalogaram os conceitos ergonômicos aplicados à Odontologia. mediante a aplicação de conhecimentos de psicologia.) podem ser atribuídas ao mau projeto e ao uso inadequado de equipamentos. A Ergonomia contribui decisivamente para reduzir esses problemas. Assim. eliminar manobras não produtivas. conforto e eficiência do trabalho. saúde. anatomia. O que é Ergonomia? A Ergonomia (ergon – trabalho. doenças do sistema ósteo-muscular (dores nas costas. Embora fundamentais à boa prática odontológica. nota-se que o profissional CD está muito mais preocupado com o que está fazendo do que como está fazendo. sistemas e tarefas. com o objetivo de melhorar a segurança. tenossinovites) e as psicológicas (estresse. antropometria. o homem vem lutando para avaliar o fardo de seus esforços diários. Muito desse progresso se deve à aplicação de certos princípios aos projetos de máquinas. Quando todo esse conjunto atua harmonicamente tem-se o trabalho sendo produzido da maneira mais natural possível. isto é. proporcionar maior conforto e segurança ao paciente. configura-se a vastidão poliprofissional que compõe a Ergonomia: o homem. Assim. portanto.

Isto é importante na complementação de sua formação intelectual. social e cultural. Analisar-se o que é mais expressivo: fluxo de pessoas ou de veículos. APCD. Há que verificar-se o número e tipo e laboratórios e casas de artigos odontológicos. a pesquisa de mercado para instalar-se profissionalmente é fundamental. Entidades como IBGE. na prática de uma Odontologia mais produtiva. bem como a colocação de sua placa no jardim ou mesmo do tipo “totem” na calçada são muito estratégicos para a visualização de seus pretensos pacientes. o saguão de entrada contém o painel indicativo. atente para o detalhamento cultural presente na cidade. Atente-se para os serviços de saúde local. ABO. podem contemplar dados a respeito da relação habitantes/ profissionais CD. Há que se pensar na facilidade de acesso e estacionamento de seus pacientes.6 Assim. existência de serviços públicos (Divisão Odontológica do Estado e das Prefeituras) e assistenciais (SESC. este manual destina-se a orientar o futuro profissional. Comunique-se! Saiba tornar-se conhecido! . Centro ou bairro? Isto depende de seus objetivos e subjetivos. número de agências bancárias (indicam a potencialidade econômica da região). bem como o recémformado ou mesmo o profissional com mais tempo de graduação. Definida a cidade. bem como na possibilidade de futura ampliação de suas instalações. Via do tipo bulevar (“calçadão”) ou rua/ avenida? Isto tudo irá influenciar integralmente a sua indicação profissional: onde e como colocar a sua placa indicativa? Em edifício. especialidades nas cidades-alvo da pesquisa. Não se esqueça de que você poderá constituir sua família nesse local e esses recursos serão fundamentais na educação dos filhos. nos custos de manutenção (condomínio e outras despesas). Objetivos que devam nortear aquele que busca onde iniciar sua vida profissional: para onde vou? Como proceder? Quando chegarei lá? Que tipo de clínica pretendo? Quais os meios? Quais as etapas? A pesquisa de mercado visa coletar informações de natureza profissional. Edifício ou casa térrea? Ambos oferecem vantagens e desvantagens. Sindicatos e outros) que podem acenar com a possibilidade de um emprego inicial. como base para firmar-se profissionalmente no local. Importante a presença de lazer: clube sociais e/ou desportivos. visto que racionalizada. Saiba que a Portaria do CFO publicada em 01/08/98 liberou todas as formas de propaganda. Há que se pensar no fator segurança. entre outras. inclusive outdoors. CFO. Culminando essa pesquisa. Prefeituras. bem como a qualidade dos serviços públicos. A LOCALIZAÇÃO PROFISSIONAL Sem dúvida. E se for em casa térrea? Não se esqueça de que sua indicação na fachada dos muros limitantes do imóvel. há que se eleger o ponto de instalação profissional. tipo e diversificação de comércio. Muito importante o nível e a qualidade dos recursos educacionais. Apenas é vedado anunciar preços e forma de pagamento dos tratamentos.

Dependendo da cidade. .7 A INSTALAÇÃO DO CONSULTÓRIO Para obter a melhor distribuição de espaços no consultório. Portanto. existem edifícios onde se encontram salas previamente concebidas para consultórios odontológicos. com áreas que variam desde as necessidades mínimas para um CD (sala de recepção de 6 a 8m². área total de 17 a 19m²: um pequeno grande mundo!). escritório: 6m². Por isto. propiciando condições ideais de ambientação e de integração ao trabalho. copa: 4m². deverá ser escolhido um local que permita a instalação ergonômica dos equipamentos. sanitário de paciente: 2m². melhorando sua qualidade e produtividade. a instalação do consultório demanda dois importantes fatores: a adequação do imóvel e a infra-estrutura (representada por água. portanto. sala de clínica com 9m² e um sanitário com 2m². 2 salas de clínica: 9m² cada. até à instalação ideal ou sofisticada: sala de recepção: 8m². serão 48m² totalmente aproveitáveis. A adequação do imóvel representa o primeiro passo. sanitário da equipe: 4m². laboratório ou similar: 6m². ar comprimido e eletricidade).

.8 Em qualquer destas alternativas. Muito importante a admissão do paciente: seu trajeto entre a entrada e seu atendimento deve ser mais curto. evitando-se sua circulação em diagonal pela sala de recepção. de modo a evitarem-se pontos de atrito entre os ocupantes. há que se atentar para o fluxo interno: a disposição das salas deve ser bem elaborada.

que permite fácil higienização. Quanto mais adequado estiver o ambiente físico. c) fazer-se o inquérito de saúde. planos de tratamento e recebimento de honorários. por exemplo. para conter adequadamente a mesa e cadeira do profissional. Se houver um único sanitário. alternando-se um assento/ encosto com um revisteiro. Assim. h) arquivos de documentos e fichas. inclusive obtendo-se o perfil psicológico deste que nos procura. f) utilização de recursos instrucionais áudio-visuais. . isto poderá caracterizar quebra de sigilo profissional (Art. ruídos e cores serão detidamente analisados no capítulo “Ambiente físico e produtividade”. utilize apenas poltronas para individualizar cada usuário. Assim. a primeira preocupação é quanto à área a ser destinada à sala de recepção. Explica-se: dada a individualidade do escritório. pintadas com tinta acrílica. Dependendo da disponibilidade da área. Outra solução é utilizar-se banco de alvenaria contínuo. no caso de um terceiro bater à porta por alguma razão e b) se este terceiro tomar conhecimento. prognóstico. Também o revestimento de madeira sintética ou ampliações fotográficas devidamente impermeabilizadas compõem muito bem. e) recepção de terceiros. Importante salientar que as características de piso e paredes devam ser similares às da sala de recepção. As paredes poderão ser simplesmente revestidas de massa corrida. pois este deve ser absolutamente não escorregadio. se alguém da equipe ou aguardando na sala de recepção necessitar usar o toalete. ESCRITÓRIO – Outra consideração igualmente importante é que o paciente não deva ter acesso direto da sala de recepção à sala de clínica. corre-se o risco de a) constrangimento do paciente que está sendo atendido. A escolha.esta é o primeiro ponto de contatarão entre o pretenso paciente e o consultório. cadeira para terceiros. o escritório pode ter dimensões que variam de 4 a 8m². d) local para fazer-se diagnóstico. por razões óbvias: a probabilidade de retenção de poeiras e/ou manchamentos decorrentes do uso contínuo. da intervenção que está sendo realizada no paciente. temperatura. Os detalhes de iluminação. A escolha poderá recair sobre materiais do tipo sintético simulando madeira. negatoscópio e telefone. Comodidades – sempre que possível. g) uso particular de telefone. ou este local não oferecerá o menor atrativo para o pequeno paciente. de acordo com o fluxo de pacientes. respeitando-se a individualidade do paciente que está sendo atendido na sala clínica. mas sim pelo escritório. em torno de 6 a 8m². aliados à facilidade de limpeza. não se recomenda o uso de carpete ou forração similar. armário para arquivo e diversos. a presença do escritório contribui sobremaneira para: a) ser uma área neutra entre o ambiente social – sala de recepção – e o ambiente profissional – sala de clínica. pode fazê-lo sem constrangimento. visualmente. mais agradável será a permanência de pessoas. de piso frio deverá ser muito criteriosa. Da mesmo maneira. Explica-se: quando este acesso se faz diretamente da recepção à sala clínica. com muita variedade de padrões que certamente irão compor agradavelmente o ambiente. Pisos tipo emborrachados tendem a sofrer desgaste nos locais de uso mais constante. 154 do Código Penal Brasileiro) com seriais implicações ao profissional. Também muito importantes as variações necessárias para odontopediatria no caso de você atender adultos e crianças: estas necessitam identificar-se com o seu mundo. O piso e paredes deverão ser revestidos em material refratário e de fácil limpeza.9 SALA DE RECEPÇÃO . b) primeiros contatos entre o profissional e um pretenso paciente. que este fique adstrito ao escritório e não à sala de recepção.

Compressores Air Zap Modelo 25V100 Modelo 25V50 Deve-se atentar para o local de emergência da tubulação na sala clínica. Maiores detalhes dos tipos de compressores serão expostos no capítulo “O equipamento de concepção ergonômica”. É necessário haver registro específico para a sala clínica. iluminação e ar condicionado. . se houver problema em algum circuito específico. Seu acesso. sendo dotado de filtro que impeça qualquer probabilidade de entupimento. .água: há que atentar-se para o local de emergência da tubulação na sala clínica. Se for modelo odontológico. bem como o local de saída. . este deve ter pelo menos o dobro do diâmetro da tubulação de água.10 Outra recomendação útil: se possível. bem como o reservatório específico para motores de alta rotação. motores. . O revestimento acústico colabora ainda mais para que possa ser instalado na própria sala de clínica. ou mediante cilindros de ar estéril. para ser adequadamente funcional.eletricidade: é necessário haver um quadro de disjuntores para tomadas. SALA CLÍNICA – sua concepção deve conter todo o detalhamento da infraestrutura (água.esgoto – em princípio. há os tipos que são lubrificados a óleo e outros que apresentam lubrificação mediante pó de grafite. ar comprimido e esgoto) e do ambiente físico.ar comprimido: absolutamente necessário ao trabalho. devem ser bastante facilitados. há que ser aquele que tenha ótimo desempenho e baixo nível de ruídos. para que o paciente atendido não retorne pela recepção. evita-se a descontinuidade do fluxo de trabalho. com isto. energia. . bem como os cuidados na manutenção. que tenha admissão e saída independentes. para permitir inspeção eventual. Pode ser fornecido mediante compressor modelo odontológico ou convencional.

para que não interfira na área de ação de CD e ACD. . em forma de L ou U. o ACD e o paciente. O esquema de circulação do paciente deve ser estratégico: sua admissão e saída devem ser mediante porta à direita ou à frente da cadeira clínica. ar comprimido. energia elétrica. para permitir abrigar todo o equipamento.11 Convém ressaltar que o ponto de emergência da tubulação de água. considerando o CD destro. o que permitirá a distribuição dos armários de estoque.aspectos de praticidade – sua dimensão ideal é em torno de 9m². atualmente. esgoto e o comando dos sugadores deva estar contido no Módulo de Comando. situado a 30 cm do eixo longitudinal na lateral esquerda da base da cadeira. de acordo com a necessidade ou preferência do CD. há equipamentos cujo módulo de comando encontra-se embutido na base da cadeira clínica. o CD. próximo aos pés. evidenciando a funcionalidade. . A distribuição do equipamento estará de acordo com a posição da cadeira clínica: esta deverá estar em diagonal ao longo eixo da sala.

de acordo com o CVS (Centro de Vigilância Sanitária). . Ressalta-se que o piso e as paredes devam ser de material o mais refratário possível. é absolutamente imperiosa a presença de dois lavatórios mesmo que o CD trabalhe só: um destina-se à higienização de suas mãos e outro à lavagem do instrumental a ser esterilizado. ruídos e cores serão expostos no capítulo “Ambiente físico de trabalho”.12 Importante enfatizar que. Os detalhes sobre iluminação. ambos com liberação automatizada de água. a seguir. temperatura.

para permitir correta visibilidade na leitura ou lazer na recepção. demonstram a necessidade de adequar-se convenientemente o ambiente físico de trabalho. por exemplo. temperatura. Cores – respeitadas as preferências individuais. Os estudos sistemáticos sobre os aspectos ergonômicos. três diferentes intensidades de iluminação: . procurando-se manter a umidade relativa desejada. É também importante para a seleção de cores de dentes artificiais. A iluminação artificial permite complementar a iluminação natural. tais como iluminação. por condições gerais do ambiente físico. a sala de clínica deve apresentar dois tipos de iluminação: natural e artificial. resfriando ou aquecendo o ambiente. bem como evitará a incidência de raios solares diretos dentro da sala de clínica. Na impossibilidade. pois isto confere uma sensação aconchegante e agradável ao ocupante. a iluminação natural tem seu efeito psicológico sobre os indivíduos: sua ausência torna-se opressiva tanto para o paciente quanto à equipe profissional. de efeito repousante. estes ambientes devem ter predomínio de tons quentes nas superfícies mais amplas. precisão. rapidez e eficiência. Se possível. A iluminação natural ideal é aquela obtida quando a janela situa-se numa posição em que oferece a iluminação proveniente da direção Norte: isto permitirá excelente qualidade de iluminação. procure promover iluminação artificial adequada. SALA DE CLÍNICA Iluminação – as condições de visibilidade dos objetos devem ser tais que permitam ao observador a realização da tarefa visual com segurança. basicamente. que haja a presença de iluminação natural. Temperatura – o ar-condicionado é um substituto da ventilação natural renovando o ar ambiental. desde que em horário compatível. Além disso.700°K (luz amarela). entre outras. ruídos e cores. produzido. Impõe-se o isolamento acústico em relação à sala de clínica. visando a melhoria de produtividade. Preferencialmente. A sala de clínica deve apresentar. mediante lâmpadas comuns (filamento aquecido) ou “lâmpadas econômicas” com 2.com nível adequado (cerca de 500 lux).13 O AMBIENTE FÍSICO DE TRABALHO O desempenho de uma tarefa profissional é condicionado. SALA DE RECEPÇÃO E ESCRITÓRIO Iluminação – deve proporcionar atmosfera agradável. Ruídos – devem apresentar um nível sonoro agradável. por música instrumental.

500 ºK. Um tipo de lâmpada tubular fluorescente adequado à prática odontológica é a G.000 Lux) LED Plus .E Duramax super luz do dia 40 W 5. . com intensidade luminosa entre 800 e 1000 lux.3 Leds (25. High Output (HO) super luz do dia 85 W 5. não deve modificar as cores com que os objetos se mostram. .14 .000 a 25. As áreas periféricas e de ação devem receber iluminação por lâmpadas tubulares fluorescentes. entre as quais. irradiando grande intensidade de luz).área de intervenção: compreende a boca do paciente.área periférica: é aquela situada nos limites da sala.000 Lux) LED Plus . em conjunto. A área de intervenção (cavidade bucal) deve receber iluminação com nível mínimo de 8. Essa intensidade é conseguida com refletores de luminosidade fria: apresentam lâmpadas de tungstênio-halogêneo ou LEDs (semicondutores que geram luz fria com grande vida útil a partir de uma baixíssima quantidade de energia. em comparação à luz natural.000 lux. outro tipo bastante satisfatório é a G. definem a qualidade da iluminação. com aproximadamente 500 lux de iluminação. ambas provêem intensa iluminação de excelente qualidade e reproduzem adequada discriminação de cores devido à temperatura de cor: 5.500 Kº (3 lâmpadas para uma sala clínica com até 10m²).área de ação: compreende o espaço onde se situam os elementos de trabalho do CD e ACD (0. com um nível mínimo de 15.500º K (6 lâmpadas para uma sala clínica com até 10m²).000 Lux) . Persus L (8.5 Leds (35.E. Algumas condições.000 lux.5 m em torno do apoio de cabeça do paciente).

Além disto. Ao contrário do que ocorre na sala de recepção. condicionador de ar). turbinas de alta rotação.paredes: bege claro (é a cor que mais adequadamente reflete a iluminação). . sempre que possível. cores frias (verde. Vamos trabalhar? . renova o ar saturado com substâncias químicas volatilizadas e microorganismos em suspensão. os tons pastéis em verde são especialmente recomendados para obter-se uma atmosfera repousante. entre 70 e 90 dB aumenta a sensação de desconforto (atenção! Os motores de alta rotação convencionais situam-se na faixa de 82 a 86 dB). acolhedora. recomenda-se a substituição de aparelhos ruidosos. entre 90 e 140 dB. . de forma a permitir uma produtividade satisfatória. especialmente na sala de clínica. que as cores devam obedecer a critério científico. no máximo. as cores inadequadas podem influir negativamente do rendimento do trabalho. globo ocular injetado. sendo de mais difícil controle. onde a equipe permanece em média oito horas ao dia. complementada pela harmonia cromática dos demais componentes (piso. para criar uma atmosfera aconchegante. leva à fadiga visual. Mesmo o guardanapo colocado no paciente deve apresentar cor fria. tendência a esfregar os olhos. para o teto da sala de clínica. alto risco da acuidade auditiva. em fórmica fosca.equipamento: bege mais claro. pois devido ao fato de ser extremamente reflexiva. A cor branca é aceita. azul). Cores – estudos realizados pelo Canadian Color Studio (Toronto. indicam que o profissional trabalhando em ambiente cromaticamente concebido pode render cerca de 10% a mais. etc. dependendo do tipo.piso: verde mate É importante notar.15 Temperatura – é imprescindível a utilização de aparelho de ar condicionado para manter-se o conforto térmico (21/22 º C) e a estabilidade dos materiais odontológicos em uso. com tampo também verde água. Uma sugestão para a sala de clínica: . Muito bem! Seu consultório está adequadamente pronto. Os ruídos externos compreendem todas as formas de poluição sonora: ruas de trânsito intenso e outras. Ruídos – os níveis ideais de ruídos situam-se entre 60 e 70 dB (decibéis). . Um detalhe importante: a cor branca ou gelo deve ser evitada. sucção de alta potência e outros. Canadá). aos 140 dB situa-se o limite da dor. com pintura semi-brilho e estofamento verde água. aparelho de baixa rotação. do local da sua instalação. a sala de clínica deve apresentar. presentes na sala de clínica.armários (estoque e clínico) na mesma cor do equipamento. com sério risco de dano irreversível da membrana timpânica Na sala de clínica temos os ruídos ambientais (motores: compressor de ar. equipamento e ornamentos).

o tempo de presa do material. Na Odontologia acontece a mesma coisa. ESTUDOS DOS TEMPOS Em Odontologia. etc. Nem sempre este tempo pode ser eliminado. Quanto mais o tempo for melhor aproveitado e quanto mais consistentes e racionalizados forem os movimentos. exclusivamente pelo CD. porém não requerem formação universitária por quem realiza. jornadas e similares). todo trabalho pode ser simplificado. a ACD (auxiliar de consultório dentário). a substituição de brocas. mas sim minimizado. ações e movimentos. ESTUDOS DE AÇÕES O conjunto de atos destinados à produção de um trabalho compreende dois tipos de ação: as diretas (ou irreversíveis) e as indiretas (ou reversíveis). sendo fundamentais na geração do produto final. São as ações que. simultâneas e complementares à realização do trabalho. temos: • Tempo (ou turno) profissional: é aquele dedicado ao exercício da profissão. veremos que ele abrange tempos. As ações diretas são as realizadas na boca do paciente.16 A SIMPLIFICAÇÃO DO TRABALHO Em princípio. mais produtivo será o trabalho. devem ser delegáveis a outra pessoa adequadamente preparada para essas tarefas. com atendimento aos pacientes ou dedicando-se ao aperfeiçoamento (cursos. Se cada ato profissional for decomposto. Estas ações indiretas são três tipos: as prévias. a indução anestésica. congressos. preferentemente. as simultâneas e as complementares a qualquer intervenção. ou seja. e podem ser sintetizados no seguinte fluxograma: . As ações indiretas são realizadas fora ou dentro da boca. Exigem conhecimento tecno-científico universitário. tal como aguardar a chegada do paciente. racionalizado. • tempo despendido produtivo: compreende as ações prévias. • tempo despendido improdutivo: também conhecido como tempo de espera. É aquele que interrompe o fluxo de trabalho.

5 m da boca do paciente). abolidos. antebraço e braço 5 . ESTUDOS DOS MOVIMENTOS A classificação geral da movimentação (cinética) da mão compreende os movimentos de: 1 – dedos 2 – dedos e punho 3 – dedos. Para que isto ocorra. O movimento nº 4 é realizado dentro do chamado espaço máximo de apreensão (todo o conjunto de trabalho está além de 0. • utilização eficiente de pessoal auxiliar. punhos. move. do refletor e do armário clínico. apreende e descarta instrumentos) mantendo os cotovelos o mais próximo possível do tronco. braço e ombro. devem estar presentes no planejamento do procedimento a ser realizado. punhos. do mocho. gira. as diretas e as indiretas são realizadas simultaneamente. • posturas ergonômicas de trabalho. é clássico afirmar-se que o movimento ideal é aquele contido até ao nº 3 ou seja. da unidade auxiliar. a repetir-se com freqüência passa a ser francamente agressivo. . o que propicia o desencadeamento precoce do processo de fadiga. com manifesta diminuição do processo de fadiga.dedos. bem como a situação de conforto e a melhoria de qualidade de trabalho. algumas condições precisam estar presentes: • equipamento adequado. aquele em que o CD realiza suas tarefas (alcança. punho e antebraço 4 – dedos. promovendo episódios inflamatórios que podem culminar nas lesões por esforço repetitivo (LER). das pontas ativas. antebraço. • distribuição racional do equipamento e do instrumento nas áreas de ação do CD e de ACD. Em odontologia. o que exige a extensão de todo o braço: isto envolve um número adicional de músculos. isto é. A utilização adequada de pessoal auxiliar e a racionalização de técnicas. posiciona. bem como o ajuste às limitações fisiológicas do corpo relativamente aos movimentos dele requeridos. movimento este implicando mudança de postura do profissional. tem-se o aumento de produtividade. onde os princípios ergonômicos tenham sido observados na concepção da cadeira. o material e as pontas ativas estejam dentro do chamado espaço ideal de apreensão (aproximadamente a 0. aplica pressão.5 m da boca do paciente). que o instrumental. inclusive na função instrumentadora.17 Quando ambos os tipo de ações. Especial atenção deve ser dispensada à coluna vertebral durante a realização do procedimento: os movimentos de lateralidade devem ser reduzidos e os de torção.

permitindo que o paciente seja confortavelmente instalado. facilitando o acesso do profissional ao campo de trabalho. se possível. propiciando a visão direta a todos os segmentos da cavidade bucal. para ser acionado tanto por CD quanto por ACD. Deve permitir posicionamento horizontal do usuário (a chamada posição supina). • o comando deve ser elétrico. deve ser um dispositivo tipo pedal localizado na parte posterior da base da cadeira. quais sejam: • sua forma deve ser reta e simples. Este comando. .18 O EQUIPAMENTO DE CONCEPÇAO ERGONÔMICA CADEIRA CLÍNICA Este importante componente do equipamento deve preencher determinados requisitos. Isto mantém seu corpo totalmente apoiado. o apoio de cabeça deve ser ajustável. seja na mandíbula ou na maxila. na distância correta de visibilidade. tanto para sua elevação e descenso quanto para o reajustes horizontais.

para permitir deslocamento sem risco de queda. O encosto deve proporcionar correto apoio à coluna vertebral lombar. apresentando regulagens em altura e profundidade de acordo com o biótipo do usuário. sem risco de compressão das safenas. situadas na porção póstero-interna da coxa. de consistência semirígida.19 • o apoio de braços da cadeira deve ter design moderno. com o fêmur paralelo ao solo. Sua elevação pode ser à gás ou mecânica. com movimentação ou não.50 m a 1. MOCHO Este componente deve preencher os seguintes requisitos: • sua base deve ter preferentemente 5 rodízios. permitindo fácil acesso do paciente. O diâmetro do assento poderá ser em torno de 30 cm. o que permitirá que a circulação de retorno (hemodinâmica) se processe naturalmente. isto é.80 m possa sentar-se corretamente. . Os mochos de CD e de ACD devem ter as mesmas características. A altura do assento deverá permitir que o profissional com variação de estatura de 1.

para evitar contágio entre pacientes. pois. se possível. com RPM acima de 400 mil. para evitar contra-pressão ao usar o aparelho. a critério do fabricante. O esquema de lubrificação deva ser rigorosamente obedecido.20 Mocho Syncrus TOP Mocho Syncrus GLX Mocho Syncrus GL Mocho Syncrus PONTAS ATIVAS Nome genérico das canetas de alta e baixa rotação. A pressão de ar de trabalho deve ser em torno de 32 e 35 Ibs. seja a peça reta ou o contra-ângulo. de 3 a 4 orifícios de resfriamento. Presença ou não de sistema de resfriamento. a mangueira não seja espiralada ou curta. Muito importante o sistema de esterilização: estas pontas ativas devem ser passíveis de autoclavagem. também deva ser impulsionada a ar. psicologicamente é mais bem aceita pelo paciente. bem como da seringa tríplice. As características ideais de uma caneta de alta rotação compreendem: extratorque. . Muito importante é que. sistema friction grip com saca brocas ou push-button de liberação de broca. A caneta de baixa rotação. A seringa tríplice sempre impõe o recobrimento de sua ponta. nível de ruído até 75 dB. acoplamento de mangueira tipo Borden para facilitar a maneabilidade do instrumento.

Unidade de Água Syncrus Alcance 4T BV UE BIO VAC IV BIO VAC II O suctor é o dispositivo para a sucção de alta potência. Em qualquer tipo de atendimento. O kit Suctor deve apresentar alternativas de acoplamento em coluna ou em laterais de armários. observe-se que o paciente não deve levantar-se para cuspir: a sucção deverá ocorrer o tempo todo. Esta potência deve ser propiciada por bomba à vácuo. destinado ao trabalho com campo seco. Kit suctor BIO VAC IV Kit suctor BIO VAC II .21 UNIDADE AUXILIAR É composta pela unidade suctora (suctor e salivador) e a cuspideira. que pode suprir 4 consultórios simultaneamente (BIO VAC IV) ou 2 consultórios simultaneamente (BIO VAC II).

destina-se a intervenções onde o isolamento absoluto seja necessário. isto é. irradiando grande intensidade de luz). REFLETOR Durante a intervenção sempre impõe-se a presença de iluminação fria. b) mediante acionamento através do pedal de comando da cadeira. MESA CLÍNICA E ARMÁRIO CLÍNICO São elementos do equipamento que permitem complementar o trabalho racionalizado. teremos a aplicação dos princípios de produtividade na sua plenitude. preparo. destina-se ao conforto do paciente. um procedimento de dentística restauradora abrange cinco fases: anestesia. Contêm a bandeja de instrumentos e materiais. dispositivo de sucção de baixa potência. apenas quando encerrado o atendimento. A cuspideira. o que permite organizar a bandeja adequadamente num trabalho a quatro mãos.000 Hz Ultra-som e jato de bicarbonato. Jet Sonic 30. Cada uma destas fases demanda o instrumental e o material necessários. O braço do refletor deve ter extensão suficiente para que o foco luminoso recaia verticalmente na boca do paciente. ficando sob o lençol de borracha.D.22 O salivador. confeccionada em porcelana esmaltada. Assim. quando na posição supina. Seu acionamento pode ser: a) mediante interruptor com haste longa. mediante o conjunto de lâmpadas de tungstênio-halogêno ou LEDs (semicondutores que geram luz fria com grande vida útil a partir de uma baixíssima quantidade de energia. não trabalha auxiliado a 4 mãos. Um recurso muito valioso é o suporte de pontas ativas com extensor.. quando este trabalha só. que devem ser dispostos de acordo com a seqüência de uso na intervenção a ser realizada. Este dispositivo extensor permite posicionar os terminais próximos ao C. isolamento. Se levarmos esse raciocínio para todos os tipos de intervenção clínica. forramento e restauração. dotado de um aparelho fotopolimerizador Optlight LD Max. como os periféricos de alta qualidade. por exemplo. A intensidade luminosa deve variar de um mínimo de 8 mil até 35 mil lux. impondo seu recobrimento como medida de biossegurança. Sistema piezoelétrico. Aparelho que reúne características de ultra-som convencional com . níveis que permitem a adequada iluminação de todos os quadrantes da cavidade bucal. para conforto do paciente. PERIFÉRICOS É óbvio que a excelência de serviços oferecidos e realizados conta ainda com outros recursos valiosos.

proporcionando máxima eficiência clínica em diversas especialidades. Funções: • Remoção de Tártaro • Endodontia • Periodontia • Condensação de Guta-Percha • Condensação de Amálgama • Condensação de Inlays/ Onlays • Remoção de Pinos e Coroas • Jato de Bicarbonato Jet Sonic US 30.000 Hz Ultra-som piezoelétrico. Funções: • Remoção de Tártaro • Endodontia • Periodontia • Condensação de Guta-Percha • Condensação de Amálgama • Condensação de Inlays/ Onlays • Remoção de Pinos e Coroas .23 multifunções.

satisfatório (entre 50 e 60 dB) a ponto de sequer ser percebido pela equipe e o paciente.24 Optilight LD Max Fotopolimerizador/ Clareador Raios-X Timex 70 Parede Amalgamix Amalgamador digital Atenção especial deve ser dada a um importante elemento do equipamento: o compressor de ar. além de alta eficiência.Modelo 25V100 . tenha um nível de ruído muito compatível. impõe-se que. Como na maioria das vezes este componente está na sala de clínica ou próximo a ela. Compressor Air Zap .

fungos e vírus.0 e 1. . 1997. e círculos concêntricos (A). Gnatus Divulgação. (B) e (C) de raios 0. et al.25 Finalmente. inclusive na sua forma vegetativa e esporulada.) BIOCLAVE 12L Inox Autoclave DISTRIBUIÇÃO RACIONAL DO EQUIPAMENTO E INSTRUMENTAL Para a análise da distribuição do equipamento na sala clínica. sendo este último o meio mais eficaz e prático.5 metros respectivamente. L. que se destinam à localização dos elementos do equipamento. Os métodos de esterilização mais comuns em Odontologia são o uso de calor seco (estufa) e o calor úmido (autoclave). Esta é um processo capaz de destruir todas as formas de vida microbiana como bactérias. há que se atentar para a esterilização.5. como recomendação de biossegurança extremamente necessária. as entidades ISO/ FDI convencionaram dividir a sala idealizando um mostrador de relógio: o centro corresponde ao eixo dos ponteiros e à boca do paciente. 1. A eficiência de cada método estará na dependência das recomendações do fabricante do produto. quando em posição supina. bem como na seqüência rotineira do protocolo de esterilização (GUANDALINI. Londrina. S. “Como controlar a infecção na Odontologia”. 88p.

seja destro ou sinistro (canhoto). tantas quantas forem necessárias. Aí também devem estar os mochos. Aí se localizam os lavatórios e armários fixos.Área limitada entre círculos (A) e (B): é a área útil de trabalho. .Área limitada entre os círculos (B) e (C): indica a área da sala clínica. alcançada nos movimentos com o braço estendido (espaço máximo de apreensão). quando abertas. Apresenta uma ou mais alças para permitir sua aproximação à posição adequada ao trabalho do CD. não devendo exceder os 3 m de diâmetro para não se tornar anti-ergonômica. permitindo assim ascensão/descenso. . Equipo Syncrus GLX F . respectivamente. O equipo semi-móvel é conectado à estrutura da cadeira mediante uma haste/ coluna.Área limitada pelo círculo (A): os instrumentos e as pontas ativas do equipo devem estar situados nela. devem alcançar o círculo (B). CLASSIFICAÇÃO DOS EQUIPOS QUANTO À SUA MOBILIDADE Um equipo de concepção ergonômica pode ser classificado em semi-móvel e totalmente móvel. Estas áreas são destinadas ao CD e à ACD. à direita e à esquerda da cadeira. uma haste com ajuste para movimento horizontal e vertical contém o equipo com as pontas ativas. . A partir da coluna.26 DIVISÕES DAS ÁREAS DA SALA . compreendendo a área de transferência (espaço ideal de apreensão). sendo que suas gavetas.Eixo 6-12 horas: divide a sala em duas áreas.

o conjunto pode ser movimentado à vontade. A partir dessa base. Mediante alças. também seja o CD destro ou canhoto. a uma altura padrão. uma coluna sustenta o equipo. Equipo Syncrus GLX C OS CONCEITOS BÁSICOS ISO/ FDI PARA POSICIONAMENTO DE EQUIPO EM RELAÇÃO À CADEIRA CLÍNICA E AO CD .27 Equipo Syncrus HLX O modelo totalmente móvel compõe-se de uma plataforma sobre rodízios.

1/2. Equipo: Conceito básico 3/ Localiza-se por sobre a cadeira. conforme sua localização. Embora o diagrama traga o conceito 4/4. Unidade Auxiliar: Conceito básico /3 A seringa tríplice e o Kit Suctor/ Salivador situam-se por sobre a cadeira. sendo somente do tipo totalmente móvel. mais à direita ou à esquerda. compondo o equipo do tipo móvel do CD. 3/2. 1/2. Observação: Estes elementos combinados formam várias concepções de equipamentos. a indústria nacional não oferece esta opção. estando conectada a esta. Unidade Auxiliar: Conceito básico /1 Localiza-se à esquerda da ACD e da cadeira clínica. 3/1. Equipo: Conceito básico 1/ É posicionado à direita da cadeira odontológica e à direita do CD. etc. Será sempre do tipo semi-móvel. Cirurgião-dentista destro . 2/1. 2/1.28 Estes conceitos compreendem um sistema de classificar o equipamento de intervenção do CD e a unidade auxiliar em tipos 1. Unidade Auxiliar: Conceito básico /2 A seringa tríplice e o Kit Suctor/ Salivador situam-se à direita da ACD e atrás da cadeira. A cuspideira permanece conectada à cadeira clínica. 3/3. conforme o CD seja destro ou canhoto. e 3 (modelos nacionais). Exemplo: 1/1. 2. A inscrição gráfica de diferenciação do elemento do CD e o da ACD se faz mediante uma barra: o que estiver à esquerda significa o equipo e à direita representa a unidade auxiliar. Seqüência de diagramas: 1/1. de acordo com CD destro ou canhoto. compondo o equipo do tipo semi-móvel do CD. A cuspideira permanece conectada à cadeira. Equipo: Conceito básico 2/ É localizado à esquerda do CD e atrás da cadeira. 2/2.

29 Cirurgião-dentista canhoto .

30 .

A. Quanto mais bem treinada for esta pessoa. com a conseqüente melhora na qualidade do trabalho. M. para que o trabalho seja realizado com a maior produtividade.31 Finalmente. F. . mais ampla será a delegação de funções. impõese a ação de ACD. “O consultório odontológico” (referência nº 16). “Treinamento do pessoal auxiliar em odontologia” (referência nº 6). Obras que oferecem todo o subsídio nesse sentido são: PORTO.D. e FIGLIOLI.

Manual Prático de Marketing para Cirurgião-Dentista. PAES Jr... THOMPSON. Jan/ Fev/ Mar. Porto Alegre: Ed. Ergonomia e coluna vertebral. 1987. 14. o contato direto com o cliente. 18. v. 15. CORLETT. Orientação profissional em odontologia. R. 1. 1979. Ars Cvrandi. Curitiba. 1983. FARAH.. v. SAQUY.A. BARROS. 727-34.Gráfica e Editora Ltda-ME. 1978. Introdução à Ergonomia. p. B. J. Ergonomia e Organização.S.. 1998. 31.A. PÉCORA. Saúde Trab. S. T. Ergonomics. 2. 7. 20.B.D. A. LinsSP:J. São Carlos: Scritti. Ciência ocupacional e administração de clínica odontológica. São Paulo: Livraria Santos Editora Ltda. . BERVIQUE. p. 1988.G. 2008.D. Autor. PTO: Posto de Trabalho Odontológico. 21. Como obter indicação de pacientes. 17. Quintessência do Brasil.Condutas e Procedimentos. Marketing odontológico. GRANDJEAN.. E.A. GUANDALINI. 141 – 3.. 73-5. Departamento de Medicina Social. p. Quintessência do Brasil. E. J. L. U. ed. v. 67 – 81. 13. 1982. Marketing interpessoal. H.I.. 95 – 102.G. Como controlar a infecção na Odontologia. K. 1981. M. p. WAGNER. p. RIBEIRO. MARQUART. FIGLIOLI. 19. Ars Cvrandi. 12. Quintessência do Brasil. 1999. Pers. Odontex. Ergonomia: ajustando a tarefa ao homem. 1997. C.G.O. 9. 1. 16. R. Belo Horizonte: s. Londrina: Gnatus divulgação. A Ergonomia: a racionalização humanizada do trabalho. Bauru. 1994. Maringá:Dental Press. BARROS. n.C. J. 1980. 6. 1986.. E. Rio de Janeiro: Ed. 1985. W. VERDUSSEN. M. BARREIRA. 2006 4. J. 22. 1997. MORAIS. KNOPLICH. 8. n. 14. et al.R. Treinamento do pessoal auxiliar em odontologia. 5. Odontologia ergonômica a 4 mãos. CASTRO. NARESSI.C. PORTO. Dez. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos. E. S. KIMMEL. n. 2ª ed. MANUAL DE PRÉ-INSTALAÇÃO GNATUS. 9.N. 5. São Paulo: Quest. v. Ergonomics. O consultório odontológico. 1997.32 BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA 1.Garozi.P. Ganhar e não perder clientes.O. v.A.E. O ambiente físico de trabalho e a produtividade. 1996. P. Ergonomia: a saúde do Cirurgião-Dentista. n. 9. E. 3.C. jun 1986. Rio de Janeiro: Ed. F. 6. 1. O. BWEHRENBERG.B. MEDEIROS. 11.1ªEd. São Paulo: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. 10. The investigation and evaluation of work and workplaces. 1994 (Apostila). 1997.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful