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NUTRIGENÉTICA E NUTRIGENÔMICA

Prof. José Aroldo Filho

Prof. José Aroldo Filho goncalvesfilho@nutmed.com.br

goncalvesfilho@nutmed.com.br

Prof. José Aroldo Filho goncalvesfilho@nutmed.com.br
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CONCEITOS

O termo “nutrigenética” foi criado em 1975 por RO Brennam e, posteriormente, foram propostos os termos “nutrigenômica” ou “genômica nutricional” que obtiveram uso mais amplo e mais popular. As definições frequentemente aceitas destes termos são:

- nutrigenética estudo do mecanismo pelo qual componentes dietéticos bioativos interagem com o material genético e de como a variação genética afeta a interação entre esses componentes dietéticos bioativos, bem como sua implicação na saúde e na doença do indivíduo.

Dois de cada três SNP envolvem a substituição de CITOSINA (C) por TIMINA (T). Os SNP ocorrem na região codificadora (genes) do genoma e na região não codificadora. A transcrição completa do DNA para RNA mensageiro é conhecida como transcriptoma e o resultado pode ser percebido através da síntese de proteínas (proteoma). Alterações na sequencia de aminoácidos das proteínas modificam a estrutura celular e influenciam processos biológicos que determinam o fenótipo. O polimorfismo de genes foi identificado como instrumento de avaliação para determinação do risco de doenças.

NUTRIGENÔMICA,

COMPOSTOS

FARMACÊUTICOS

E

NUTRACÊUTICOS

- nutrigenômica os efeitos de componentes bioativos da dieta sobre o genoma, o proteoma (somatório de todas as proteínas) e o metaboloma (a soma de todos os metabólicos).

Compostos farmacêuticos e nutracêuticos são metabolizados in vivo pela ação de enzimas. A atividade das enzimas do Citocromo P450 (CYP) é alterada pela dieta e pelo genótipo, e isto é relevante para o risco de doenças, resposta ao tratamento, bem como para determinar dose de drogas no contexto clínico, por exemplo, dietas ricas em CHO ou em lipídios podem aumentar a atividade da CYP 2E1 e da CYP 4A, bem como o suco de framboesa pode inativa irreversivelmente o CYP 3A4 intestinal.

- genômica nutricional  avalia a influencia da dieta e estilo de vida, no funcionamento
- genômica nutricional  avalia a influencia da dieta e estilo
de vida, no funcionamento de órgãos e células.
A genômica nutricional visa estabelecer um conceito de
“nutrição personalizada” ou mesmo “nutrição dirigida a um
alvo”, que busca no futuro o desenvolvimento de terapias
nutricionais individualizadas através do conhecimento
molecular da interação gene-nutriente, por exemplo, o que é
apropriado para um indivíduo pode ser inadequado ou
possivelmente evitar conflitos entre os termos, escolhe-se
O SNP determina os níveis satisfatórios de nutrientes ou
compostos fitoquímicos para regular a síntese de proteínas.
A nutrigenômica é uma alternativa às abordagens
farmacêuticas que modulam a expressão de genes que
estão relacionados com desenvolvimento de doenças e com
como nomenclatura geral o termo nutrigenômica.
o envelhecimento.
EFEITO DA DIETA SOBRE A EXPRESSÃO DE GENES
INFLAMAÇÃO CRÔNICA
A dieta é um dos principais fatores ambientais a que os
nossos genes são expostos por toda a vida. A
nutrigenômica estuda como componentes da dieta alteram a
expressão molecular da informação genética do indivíduo. O
promotor genético principal é representado pelo SNP (single
nucleotide polymorphism).
Os processos inflamatórios promovem a liberação de
citocinas e quimiocinas pró-inflamatórias, fatores de
crescimento e angiogênicos, formação de radicais livres de
oxigênio (ROS) e de nitrogênio (RNS), que constituem parte
importante da resposta do sistema imune. A inflamação
crônica é definida como “resposta inflamatória prolongada,
devido à persistência do estímulo causador da inflamação
nos tecidos”.
Geralmente, as inflamações crônicas são atribuídas a
agentes infecciosos que são resistentes ao sistema imune
do hospedeiro. ROS e RNS podem causar danos no DNA,

Diferenças no SNP acarretam variações no aparecimento de doenças. Através da análise da expressão dos genes, SNP e resultados bioquímicos e fisiológicos, é possível estudar as respostas de indivíduos e grupos à dieta. Variações no SNP podem ocasionar alterações na expressão dos genes e modificar a estrutura e função de uma proteína. Os genes podem apresentar um ou mais SNP associados a padrões fenotípicos de doenças associadas à nutrição, como hiperhomocisteinemia, hipo ou hipercolesterolemia, intolerância à lactose etc.

EXPRESSÃO DE GENES

lípides ou proteínas e intensificar o processo inflamatório, através da ativação das quinases. O fator nuclear kappa- beta (NFkB) e AP-1 são fatores de transcrição, que regulam

a expressão de genes e codificam proteínas essenciais para

a resposta ao estresse, comunicação intercelular, controle do ciclo celular e apoptose.

A expressão gênica é influenciada pela quantidade e tipo

de nutriente ingerido. Assim, o conhecimento da interação nutriente versus gene é fundamental, pois a ativação ou silenciamento de genes em resposta a fatores da dieta pode afetar o equilíbrio entre saúde e doença. As doenças crônicas geralmente são de natureza multifatorial e nem todos os fatores etiológicos envolvidos são bem conhecidos.

Alterações genéticas (SNP, haplótipos), fatores ambientais, comportamentais e nível sócio econômico são alguns fatores que influenciam a fisiologia do corpo humano ao longo do tempo, ocasionando doença de gravidade variável.

A inflamação crônica, como as variantes no gene na

interleucina 1 (IL-1) e fator de necrose tumoral alfa (TNF-α)

pode ser um mecanismo subjacente comum a várias doenças crônicas não transmissíveis, como a doença de Alzheimer, doenças cardiovasculares, diabetes, artrite reumatoide e câncer.

O excesso de radicais livres pode danificar o material

genético e provocar mutações primárias que contribuem para o desenvolvimento de neoplasias. Além disso, a liberação de citocinas pró-inflamatórias por macrófagos e fatores de crescimento podem estimular o crescimento de celular e promover avanços da carcinogênese. O NFkB age

no microambiente tumoral, estimula a sobrevivência de

células epiteliais malignas e promove o crescimento e

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vascularização do tumor. Polimorfismos associados à resposta imune tem efeito sobre a susceptibilidade a doenças, porém os genes envolvidos na sinalização celular, apoptose e a atividade antioxidante não têm efeitos definidos.

à

inflamação crônica e ao aumento da suscetibilidade a

doenças, por exemplo:

Nutrientes

podem

modular

processos

que

levam

1.Aminoácidos: arginina e glutamina podem ser depletados durante resposta e imune e tornarem-se “condicionalmente essenciais”. Aminoácidos sulfurados atuam como substratos para proteínas de fase aguda e síntese de Ig, logo, níveis baixos podem ter exercer influência pró-inflamatória.

2.Antioxidantes: danos ao DNA e aos tecidos estão associados à inflamação crônica devido à formação de ROS e/ou RNS, bem como pelo malonaldeído a partir da peroxidação lipídica. Indivíduos com Doença de Crohn apresentam altos níveis de danos oxidativos em comparação à população normal. A suplementação de antioxidantes dietéticos é uma estratégia terapêutica importante em doenças pulmonares inflamatórias crônicas como asma e DPOC.

Polimorfismos em CARD15 aumentam a susceptibilidade à doença de Crohn e estão relacionados ao desenvolvimento de câncer colorretal. Os genes do antígeno leucocitário humano (HLA) regulam a resposta imune e estão associados às doenças inflamatórias. Quanto ao metabolismo de lipídios e coronariopatias, o gene Apo-A1 desempenha papel importante, onde a transição da GUANINA (A) para ADENINA (A) associa-se a níveis elevados de colesterol HDL-C, porém em outros estudos, este aumento não foi observado.

A participação de ROS na inflamação crônica e na destruição tecidual sugere que genes e/ou nutrientes envolvidos na regulação da resposta antioxidante tem participação na evolução da inflamação. A homeostase redox é obtida pelo equilíbrio entre geração e remoção redox através de mecanismos que inclui antioxidante celular e defesa antioxidante intracelular. A resposta antioxidante é regulada por uma classe de genes citoprotetores, que são responsáveis pela atividade das enzimas glutationa-S- transferase e γ-glutamilcisteína sintase, que são enzimas destoxificantes de fase II.

OUTROS GENES COM IMPACTO SOBRE AS NECESSIDADES DE NUTRIENTES Polimorfismos em genes que controlam a
OUTROS GENES COM IMPACTO SOBRE AS
NECESSIDADES DE NUTRIENTES
Polimorfismos em genes que controlam a absorção de
nutrientes atuam no desenvolvimento do processo
inflamatório.
Indivíduos portadores de SNP no códon 593 da enzima
antioxidante glutationa-peroxidase-1 humana (hGPX1)
possuem atividade diminuída da glutationa peroxidase
(GPx), aumentando a susceptibilidade a câncer de mama,
pulmão e próstata, entretanto, a atividade basal desta
enzima não é influenciada pelo aumento do selênio da
dieta. Logo, a suplementação de selênio não melhora essa
condição e não há melhora comprovada com
suplementação de selênio nos casos de risco de câncer
de próstata.
MODULAÇÃO DIETÉTICA NA INFLAMAÇÃO CRÔNICA
3.Micronutrientes: diversas vitaminas e alguns sais
minerais são antioxidantes naturais derivados de alimentos
vegetais, como por exemplo, vitamina C, vitamina E e
carotenóides. Durante a resposta imune os antioxidantes
são consumidos no transporte e na proliferação celular.
Bons níveis de selênio são fundamentais para a produção
eficiente de anticorpos por células B, bem como para
quimioprofilaxia e atividade de neutrófilos. A suplementação
com selênio melhora a resposta das células T pela
suprarrenal do receptor IL-2 e aumento da síntese de
anticorpos. O zinco participa da transdução de sinais para
ativação de células T e à interação com células B. Embora o
cobre seja essencial para a função imune ótima, pouco se
sabe sobre o mecanismo subjacente. A deficiência de cobre
provoca diminuição da proliferação de células T,
possivelmente pela supressão de IL-2 e redução do número
de neutrófilos circulantes. Deficiência de ferro causa
redução da função de neutrófilos, depressão do número de
células T com atrofia do timo, resposta proliferativa de
células T defeituosa e alteração da produção de IL-2 pelos
linfócitos. Evidências demonstram que micronutrientes são
importantes na síntese e no reparo do DNA, na prevenção
de danos oxidativos ao DNA e na metilação de DNA, que
variam em diferentes tecidos, indivíduos e condições
mórbidas. Os micronutrientes estão envolvidos na
manutenção geral da estabilidade do genoma.
Micronutriente
Papel na estabilidade genética
Consequências da deficiência
Vitamina C e E
Prevenção da oxidação do DNA e de lipídios
DNA SB, CA, lípides peróxidos aduzidos ao DNA
Folato, vitamina
B2, B6 e B12
Manutenção da metilação do DNA; síntese de TMP a
partir de deficiência de UMP reciclagem do folato
Incorporação incorreta de uracil ao DNA, ↑CA e
hipometilação de DNA
Niacina
Necessária como substrato para a poli (ADP-ribose)
polimerase que está envolvida na clivagem e na
remontagem do DNA e na manutenção do
comprimento do telômero
entalhes não reparados do DNA, CA e mutações
Zinco
Necessário como cofator para Cu/Zn SOD,
endonuclease IV, função da p53 em proteínas Zn como
PARP
oxidação de DNA, rupturas do DNA
Ferro
Necessário como componente da ribonucleotídeo
redutase e dos citocromos mitocondriais
reparo do
DNA, ↑
danos oxidativos ao DNA
mitocondrial
Magnésio
Necessário como componente da SOD mitocondrial
Susceptibilidade aumentada a danos do DNA
Manganês
Necessário como componente da MnSOD mitocondrial
Susceptibilidade aumentada a danos do DNA
Selênio
Componente da GPx e outras selenoproteínas que
protegem em relação ao estresse oxidativo
Susceptibilidade aumentada a danos do DNA

FITOQUÍMICOS

Um grande número de fitoquímicos, especialmente polifenóis como as catequinas e antocianinas demonstraram

agir in vitro como antioxidantes potentes, porém, em seres humanos, não está claro seu potencial antioxidante. Os antioxidantes, além de remover radicais livres, apresentam influência na transdução de sinais.

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NUTRIGENÔMICA E CÂNCER

Epigenética é o estudo das alterações passíveis de transmissão hereditária na expressão de genes que ocorrem sem alterações na sequência do DNA. Fatores epigenéticos são componentes importantes para o desenvolvimento e proliferação celular normais. Anormalidades nesses mecanismos são fatores promotores de doenças. Os fatores dietéticos são importantes para a provisão e regulação do suprimento e regulação de grupos metil para a formação da S-adenolimetionina (SAM ou SAMe). Compostos bioativos da dieta podem modificar a utilização do grupo metil, alterando a atividade da DNA metiltransferase. A desmetilação do DNA, pode alterar a regulação dos genes que influenciam absorção, metabolismo ou o local de ação de componentes bioativos.

de gengibre estimulou a produção de enzimas desintoxicantes e antioxidantes, sugerindo papel modulador na sua expressão.

POSSIBILIDADES

PERFIL NUTRIGENÉTICO

A

CERCA

DO

CONHCIMENTO

DO

Obter orientações mais próximas das necessidades individuais do que as recomendações aplicáveis à população em geral.

Reduzir o risco de desenvolver algumas doenças como obesidade, hipertensão, dislipidemias, câncer de cólon e diabetes, a partir de intervenção precoce no estilo de vida.

Prediz e prevenir carências nutricionais.

Potencializar os resultados desejados para ganho de peso, emagrecimento ou desempenho esportivo, a partir da identificação de variantes metabólicas sobre gasto calórico, regulação do apetite, comportamento alimentar e utilização dos estoques de energia.

Compostos fitoquímicos com potencial anti-inflamatórios podem ter papel importante na quimioprevenção. Muitas pesquisas têm focalizado vários polifenois vegetais, incluindo epigalocatequina 3 galato (EGCG), curcumina, 6- gingerol e resveratrol. Esses compostos demonstraram inibir as vias de transdução de sinais na cascata de quinases, incluindo as vias da proteína quinase C (PKC), I-kB quinase (IKK), quinase de proteínas ativas de mitógenos (MAPK) e fosfoinositol-3-quinase (PI3K), provocando ativação diminuída de fatores de transcrição pró-inflamatórios como NFkB, AP-1 e β-catequina. A inibição dessas vias reduz a formação de enzimas pró-inflamatórias, incluindo ciclooxigenase-2 (COX-2) e óxido sintase induzível (iNOS) e de mediadores pró-inflamatórios como TNF-α, IL-8, PGE2 e óxido nítrico. Efeitos semelhantes sobre a sinalização celular e a inflamação foram observados nas antocianinas, e em uma variedade de polifenóis vegetais comuns em alimentos de cores vivas, como batata doce.

Identificar risco de ganho de peso excessivo na gestação e retenção de peso pós-parto, além
Identificar risco de ganho de peso excessivo na gestação
e retenção de peso pós-parto, além de auxiliar na definição
de dose para suplementação de ácido fólico no período pré-
concepcional e no primeiro trimestre gestacional.
Identificar capacidade antioxidante e de desintoxicação,
assim como resposta ao consumo de sódio e cafeína.
Identificar vulnerabilidade e intolerâncias alimentares, a
exemplo do glúten e da lactose.
Obter informações acerca da eficácia e segurança na
suplementação e medicação.
EFEITOS MODULADORES DE CONDIMENTOS
Cúrcuma  os efeitos antimutagênicos foram demonstrados
em relação aos carcinógenos em modelo animal. A cúrcuma
ativa enzimas xenobióticas teciduais que são protetoras em
relação ao metabolismo de carcinógenos. A administração
de 1,5g/dia em humanos fumantes por um mês inibiu a
formação de agentes mutagênicos endógenos derivados do
tabaco, seu metabolismo e excreção pela urina, mas a
resposta mutagênica variou entre indivíduos.
Conhecer as tendências genéticas que possam motivar
mudanças positivas no cotidiano, com o intuito de promover
melhorias na qualidade de vida do indivíduo.
Parece que o aconselhamento genético baseado no
DNA resulta em maiores mudanças na ingestão de alguns
componentes da dieta, especialmente o sódio, quando
comparado ao aconselhamento direcionado à população
geral no longo prazo.
Dentre os testes disponíveis citam-se:

Alliums legumes da família Allium tem efeitos benéficos para a saúde pela indução da expressão de genes responsáveis pela síntese de enzimas desintoxicantes como glutationa-S-transferase (GST), que protege contra danos oxidativos ao DNA em consequência da exposição a compostos xenobióticos endógenos e exógenos. A cebola e o alho são os legumes mais comumente consumidos que contém compostos sulfurados como dialilsufeto, dialidisulfeto, alicina e ajoena.

1.Perfil detox analisa a expressão de genes associados à reposta inflamatória exacerbada e ao desequilíbrio oxidativo que se relacionam com envelhecimento e dano celular. Possibilita avaliar alterações genéticas implicadas no processo de destoxificação.

2.Perfil de composição corporal destina-se a aperfeiçoar

o controle ou redução de peso por meio da determinação

das variantes genéticas que predispõem à obesidade e sua

relação com fatores nutricionais e gasto energético.

Gengibre na Medicina Tradicional o gengibre, na forma de pó seco, cru e em suco, tem sido prescrito para melhorar condições como transtornos reumáticos, inflamações e desconfortos gastrointestinais. Danos citogenéticos aos tecidos são usados como biomarcadores para a intervenção. Linfócitos sanguíneos humanos de homens fumantes, homens não fumantes e mulheres não fumantes foram expostos ao óxido transtilbene na presença e na ausência de gengibre. Os danos citogenéticos de micronúcleos foram reduzidos devido à presença de gengibre. Observou-se que o gengibre combate danos ao DNA em linfócitos periféricos humanos. Ratos expostos a benzo (a) pireno alimentados com gengibre tiveram excreção diminuída de mutagênicos urinários. O consumo

3.Perfil nutrigenético é o teste mais completo em mercado brasileiro, consiste no mapeamento de 109 genes associados à alimentação e ao risco de DCNT: obesidade, DM2, HAS, metabolismo lipídico, intolerâncias alimentares (glúten e lactose), metabolismo de cafeína e vitaminas (A, C, D, E, B9 e B12), modulação de resposta inflamatória, estresse oxidativo e desintoxicação.

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