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A VERDADE BÍBLICA SOBRE O VINHO

Ouço muitas coisas sobre o vinho e o não beber vinho, e estas: Podemos beber vinho
se o fizermos de maneira moderada. A própria Bíblia não ensina a abstinência, mas a
sobriedade. O próprio Jesus transformou água em vinho e deixou que várias pessoas
tomassem dele. Também na Bíblia se recomenda que certa classe de pessoas não deve ser
dada a muito vinho, o que deixa subentendido não haver mal na moderação: Tito 2:3, etc.
Paulo recomenda a Timóteo a ingestão não só da água , mas também de vinho. E digo:
Ninguém deixa de achar a verdade se quiser buscá-la mesmo. A Bíblia também diz que o
vinho é escarnecedor, e também diz haver contenda nele. As contradições na Bíblia são
aparentes; no homem são sempre reais. Eu quis descobrir a verdade, e eis o que consegui:
NOSSOS INTERESSES PREJUDICAM A BUSCA DA VERDADE
Paulo ao declarar: “...pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de
Cristo” (Ef. 2:21). Estabeleceu um princípio claro, segundo o qual, a busca de nossos
interesses nos prejudica o encontro com a verdade, seja ela de que tipo ou dimensão for. No
caso do vinho, se meu interesse no consumo desse líquido é algo que me domina, terei
bastante dificuldade de enxergar a verdade bíblica sobre o assunto, apegando-me a textos que
me “apoiam” e rejeitando qualquer luz pra enxergar a verdade toda. Ninguém teria chegado à
lua se seu interesse de ficar grudado à terra o tivesse dominado.
HONESTIDADE E COERÊNCIA AJUDAM BASTANTE A ACHAR A VERDADE
A honestidade cristã nos permite encontrar apoio na bíblia para os nossos pontos de
vista já estabelecidos? Não! Jamais! Procurar incoerência em Deus equivale a uma tentativa
de levá-lo a negar o Seu próprio caráter. Não existe contradição DE FATO em Deus. Ele
nunca se arrepende de qualquer mal moral cometido, pois jamais o comete. Arrepende-se de
trazer o mal (juízo, justiça) ao pecador que se humilha a seus pés arrependidos de seus
pecados (Jonas 3:10), e sente pesar-lhe o coração por ver o homem exercendo seu livre
arbítrio para a prática do mal, afastado Dele. Deus é sempre coerente. Sua coerência em nós,
nos ajuda a ver a verdade. A COERÊNCIA DE DEUS JAMAIS DEVE SER POSTA DE
LADO, QUANDO QUEREMOS ACERTAR NA PROCURA DE VERDADES BÍBLICAS.
Deixar de ver bem a diferença entre coisas e coisas, só porque isso nos aproveita, é
desconhecer a coerência de Deus e fazer pouco caso da honestidade.
Referindo-se ao vinho, em sua Palavra, Deus pergunta: “Para quem são os ais? Para
quem os pesares? Para quem as rixas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem
causa? E para quem os olhos vermelhos?” E responde: “ Para os que se demoram em beber
VINHO, para os que andam buscando bebida misturada.” E revelando sua aversão ao
VINHO e as suas funestas consequências, Deus ordena: “NÃO OLHES PARA O VINHO,
QUANDO SE MOSTRA VERMELHO, QUANDO RESPLANDECE NO COPO, E SE
ESCOA SUAVEMENTE.” Se exagero em Deus,acertem isso com Ele, pois Ele ordena que
NEM DEVEMOS OLHAR PARA O VINHO QUANDO SE MOSTRA VERMELHO E
QUANDO RESPLANDECE NO COPO! E as drásticas consequências não o justificariam? –
“Pois ao cabo morderá como a cobra, e picará como o basilisco. Os teus olhos verão coisas
esquisitas, e o teu coração falará perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar, e
como o que se deita no alto do mastro, e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me,
e não o senti; quando despertarei? Então TORNAREI A BEBER” (Pr. 23:29-35). Depois de
todas essas desgraças o escravo do vinho ainda afirma: “Tornarei a beber!” De passagem
dever-se-ia lembrar que ninguém se torna escravo do vinho sem que comece a beber pequenos
goles, numa perigosa tentativa de testar o seu domínio próprio!
Também Deus diz em Sua Palavra que “o vinho é escarnecedor, e a bebida forte
alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido, não é sábio” (Pr. 20:1). Chamar Deus o
vinho de ESCARNECEDOR, ordenando que nem sequer olhemos para ele, e depois autorizar
um apóstolo se aconselhar a outro servo Seu a beber um pouco dessa danosa, seria expor-se
Deus a que os homens O pegassem numa incoerência. Mas é nessa aparente contradição que
temos de fazer funcionar a honestidade de Deus, que deve estar em nós, para que possamos
distinguir bem entre água e água, leite e leite, homem e homem, céu e céu, vinho e vinho.
VEJO BEM QUANDO OUÇO O QUE JESUS DIZ.
“Jesus instituiu a ceia e chamou o vinho de: “O QUE ESTÁ NO FRUTO DA
VIDEIRA” nestes termos: “ E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei DESTE
FRUTO DA VIDEIRA, até aquele dia em que o hei de beber,de novo, convosco no reino de
meu Pai.” No grego está assim: “Do que procede deste fruto da videira...” A preposição EK
significa: “De dentro para fora, procedente de, do interior de, da parte de, do interior para
fora”,etc.(Mat. 26:29). O fruto da videira é a uva. O que sai imediatamente do interior dela é
suco. Como posso me envergonhar de afirmar o que Ele declarou? Foi o suco da uva que Ele
tomou na ceia; não o vinho alcoólico, não o vinho fermentado inebriante, não a bebida forte
“alvoroçadora” que Deus proibiu a Seus filhos. Esse é o vinho que os filhos das trevas
fabricam, não o que a videira produz! O vinho que sai da uva é uma benção, e não um poder
demolidor da dignidade humana. Sim, UMA BENÇÂO! E é isto que a Bíblia ensina: “Assim
diz o Senhor: Como quando alguém acha VINHO NUM CACHO DE UVAS, dizendo: Não o
desperdices, pois há BENÇÃO nele...” A palavra hebraica traduzida aí por vinho é
“TIROSH”, cuja tradução primária é “MOSTO”, antes de “suco de fruta, vinho novo, etc. E
mosto significa “SUMO ESPREMIDO DE UVA ANTES DE FERMENTAR” (Novo
Dicionário Ilustrado da Língua Portuguesa”, do professor Alves de Almeida). Repito: o vinho
que se acha num cacho de uvas é uma BENÇÃO, pois é um suco nutritivo e saboroso; mas o
vinho que se vende nas tabernas é ESCARNECEDOR, ALVORAÇADOR e
CONTENCIOSO. Gerações inteiras, no tempo e na eternidade, tem amaldiçoado esse tipo de
vinho. Não há incoerência em Deus, pois há vinho e vinho. Lede sobre esta benção que se
encontra num cacho de uvas, em Isaias 65:8. E jamais nos devemos esquecer também que há
mosto e mosto. Mas o mosto inebriante não é o vinho benção que procede de um cacho de
uvas.
A Igreja de Corinto, carnal que era, estava tomando na Ceia do Senhor o vinho
escarnecedor, mas Paulo, tendo ouvido bem o que Jesus disse, ajudou aquela igreja a usar
vinho-benção que sai de um cacho de uvas. Reprovando a prática de tomar “Contencioso”,
numa profanação de embriagados ante a Ceia do Senhor, Paulo lhes ensinou a tomar na ceia e
em casa aquilo que ele recebeu do Senhor: O cálice que continha o que sai do fruto da videira
– suco de uva: O VINHO DOD FILHOS DE DEUS. E não poderia ser o outro a que Paulo
chama de “Contencioso”: “E não vos embriaguei com vinho, no qual há dissolução...” ou
“contenda”, na tradução de Almeida. Veja tudo em I Coríntios 3:1-4; 11:20-22.
Atente-se no que diz o v.23 d I Co. 11: “Eu recebi do Senhor o que também vos
entreguei...” E já que se tratava de celebração da ceia, Paulo, após a já aludida reprovação,
deixa claro que ele recebera da parte do Senhor o ensino, segundo o qual, o vinho
embriagador deveria ser abolido da Ceia e substituído pelo vinho que o Senhor deu aos seus
discípulos, no dia da instituição da Ceia, conforme Mateus 26:29.
Aquele vinho misturado com fel, Jesus rejeitou tomar na cruz, não podia ser vinho-
benção, mas o “escarnecedor”. Sim, aquele vinho foi usado para escarnecer de Jesus.
Misturado com fel, ou mirra (Mc. 15:23). Satanás tentava sedá-lo para que Seu sofrimento na
cruz fosse uma farsa, e Ele não padecesse a agudíssima dor dos meus pecados. Graças a Deus!
– Jesus recusou tomar UM POUCO do “escarnecedor”! Deus jamais inspiraria Seus servos
tomar “UM POUCO” da bebida alvoroçadora rejeitada na solene hora de nossa redenção, no
Calvário. É bom que se frise: Ali na cruz, entre outras solenes lições, Jesus nos ensinou a
rejeitar o que o Espírito Santo chamou de alvoroçador, contencioso e escarnecedor (Mt.
27;34).
É verdade que O chamaram de glutão e bebedor de vinho (Lc. 7:34), mas concordar
alguém com esses insultos par justificar sua glutonaria e sua bebedice é mais do que a
revelação de um caráter em ruínas: É mostrar-se numa posição contrária à dignidade de Jesus.
Como Varão de Dores padeceu toda espécie de escárnio. Seus inimigos também O
acusaram de possesso por Belzebu: outros O indicaram como enganador do povo. Por que
aceitar as acusações que nos convenientes? Colocam-se mal diante de Deus os usuários do
vinho e os glutões, quando justificam sua “oinomania” e sua glutonaria, na base dos insultos
que os inimigos de Jesus LHE lançaram! Os escárnios contra Ele continham ainda hoje e
percebo que irão se intensificar mais e mais até que fique cheio o cálice da ira de deus.
Vilmente escarnecido no filme “Jesus Cristo Super-Star”, pensam agora em filmar “Os
Amores de Jesus Cristo”., para lançar o mundo inteiro no adultério! Sei que a geração adúltera
e pecadora há de gostar de um Jesus farrista e mundano, bebedor de vinho e mulherengo. E, à
imagem e semelhança desta geração, ele já está aí. Não é, porém, o Jesus dos salvos: “O Santo
de Deus”, reconhecido pelos demônios; “O Cordeiro Digno”, cantado pelos anjos, nem “O
Meu Filho Amado”, apontado pelo Pai Celestial (Mc. 1:24; Ap. 5:8-14; Mc. 1:11).

QUE VINHO BEBERIA EU NAS BODAS DE CANÁ?

Eu não beberia o vinho “inferior” que o povo esquecido de Deus estava bebendo. Em
João 2:10, onde se diz: “...e quando já beberam fartamente...” está assim no grego: “... e
quando já estão bem embriagados...” E ali nas bodas de Caná Jesus se encontrava para se opor
aquilo, dando-lhe a água transformada em vinho.” Por causa do caráter de Jesus, não tenho
receio de dizer que Ele transformou a água naquilo que sai do fruto da videira! Aquele vinho,
por isso, mereceu, com justiça, o nome de bom. Se feito por Jesus e epitetado de “BOM” –
“BOM” segundo a dignidade Daquele que o fez, diga-se – como poderia aquele vinho ser o
“ESCARNECEDOR”, o “ALVOROÇADOR”, o “CONTENCIOSO?” Além de a indiscutível
dignidade de Jesus O impedir de transformar a água no vinho que torna homens sóbrios em
bêbados, Ele estaria contra o ensino claro das Escrituras. O Deus-Filho estaria contra Deus-
Pai!!! Em Lucas 11:14-20, ao ensejo da acusação de que Ele expulsava demônios por
Belzebu, Ele disse que isso fosse verdade, ter-se-ia dado a divisão do reino de Satanás, pois
este estaria contra Belzebu, o príncipe dos demônios, declarando com tremenda firmeza: “Se
também Satanás estiver dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? É preciso que
haja coerência no inferno para que as obras das trevas prossigam.
Assim, como poderia o Filho De Deus transformar água no vinho de dissolução,
quando Deus o Pai condena tal vinho? Seria a hora de parodiá-lo: SE A DEIDADE ESTIVER
DIVIDIDA CONTRA SI MESMA, COMO SUBSISTIRÁ O SEU REINO? Ponha-se na
mente a sala das bodas de Caná cheia dos que haviam bebido fartamente o vinho inebriante.
Agora aparece Jesus e lhes dá mais cerca de 500 litros de vinho alcoólico! Duas ou três
metretas cabiam em cada talha, e eram seis. Quarenta a sessenta litros cabiam em cada
metreta. Pode se achar até mais de 500 litros do vinho “alvoroçador” que os temulentos e os
temperantes querem que Jesus tenha dado ao povo já “alegre”, nas Bodas de Caná! É preciso
esforço para entender a que deprimente situação teria Jesus levado os convivas aquele
casamento? Cooperaria Jesus com uma festa de ébrios? Afirmar que Jesus transformou água
em vinho inebriante seria o mesmo que decretar a divisão do céu e o fim do Reino de Deus.
Sim, seria o fim – e não tapem os ouvidos – pois Jesus estaria incluído no “ai” que Deus lança
sobre os “...que seguem a bebedice, e continuam até alta noite, até que o VINHO OS
ESQUENTA” (is. 5:11). Estaria posto sob a maldição que Deus lança sobre os que “são heróis
para beber vinho e valentes para misturar bebida forte” (Is. 5:22). Estaria sob a fervente
condenação de Deus sobre “o vale dos vencidos do vinho” (Is. 28:1). Jesus seria culpado dos
que “cambaleiam por causa do vinho, e não podem ter-se em pé por causa da bebida forte”. O
sacerdote e o profeta iriam à vala SEM ESPERANÇA se Jesus tivesse feito o “alvoroçador”,
nas bodas de Caná: “...o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, são
vencidos pelo vinho, não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; erram na visão,
tropeçam no juízo. Homens na cloaca! – “Porque todas as suas mesas estão cheias de vomito e
não há lugar sem imundície” (Is.28;1,7,8). E, contundente, Oséias afirma: “A sensualidade, o
vinho... tiram o entendimento. “Oséias 4:11. Além de “escarnecedor”, como vemos aí nas
mesas cheias de vômito, a Bíblia diz que o vinho é ENGANOSO (Hc. 2:5). Três nomes são
dados a Jesus, em Apocalipse 19:1-13. Um deles é: VERDADEIRO. Agora, oinófilo, abra a
boca ou feche-a de uma vez por todas! Se o VERDADEIRO deu o ENGANOSO na festa
nupcial de Caná, afirme-o e apegue-se ao vinho; mas se isso lhe é chocante, cale-se e
arrependa-se! Quanto a mim não teria qualquer atração por Jesus se Ele, tivesse ao mundo
para dar – Ele, o VERDADEIRO, alo enganoso para os homens.
Os franceses chamam “cachaça” de “I’eau de vie”, e água da vida de “eau vive”. Certo
pregador pode ter se enganado, quando ao pregar com pouco conhecimento desta língua,
disse, que Jesus deu “I’eau de vie” em vez de “I’ eau vivve” à samaritana. Mas, nas bodas de
Caná, Jesus jamais se poderia se enganar, dando o “escarnecedor” aos homens em vez do
“Vinho da Benção.” Já sabeis por que: Ele ficaria sob o terrível anátema de Deus enviado pelo
profeta Habacuque: “Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro, misturando À bebida o
seu furor, e que o embebeda para lhe contemplar as vergonhas!” (Hc. 2:15). Agora imagine-se
a reprovação vindo sobre Jesus se estivesse embebedado os homens de Caná com mais de 500
litros de vinho alcoólico: “Serás farto de opróbrio em vez de honra; bebe tu também, e exibe a
tua incircuncisão; chegará a tua vez de tomares o Alice da mão direita do Senhor, e ignomínia
cairá sobre a tua glória” (Hc. 2:16). Jesus reprovado em sua honra e glória! Não, nem é bom
pensar! Mas é isso que aconteceria se Ele tivesse transformado água no vinho inebriante. Ele
estaria transformando aquela gente em FILHOS DE BELIAL! Não foi isto que Deus inspirou
Ana, mãe de Samuel, a dizer sobre os que bebem vinho? Veja-se a verdade em I Samuel 1:14-
16.
Se estivesse presente às bodas de Caná, eu beberia aquele suco de uvas que Jesus fez
surgir da água, pois tenho certeza de que não sentiria sequer o cheiro do “ENGANOSO”. O
Deus que eu conheço chama-se “VERDADEIRO” (I Jo. 5:20). Tanto quanto lhe e possível
mentir, é-lhe também absolutamente impossível fazer algo enganoso. Engano não pode surgir
da fonte de toda verdade, dí-lo Tiago, o irmão de Jesus (Tiago 3:10-12). Como iria tirar Ele o
entendimento dos homens? (Os. 4;11).

NESTA LUZ AS SOMBRAS SE DISSIPAM.

Igualmente Paulo jamais se poria sob as maldições divinas, aconselhando a Timóteo


que bebesse um pouco do “escarnecedor” para as suas frequentes enfermidades. É só recordar
Efésios 5:18 para concluir, sem esforço, que ele recomendara a Timóteo o uso do que sai do
fruto da vide. Mas se o álcool entra como ingredientes, em certas porções medicinais, nada
têm a dizer. É como medicina. Há remédios contem veneno de víboras e curam. Convém-me
ficar fora deste assunto, pois pertence a área da ciência médica.
Em Tito 1:7 e I Timóteo 3:3 não encontramos qualquer vestígio para a oinofilia; antes
pelo contrário: Paulo recomenda que o bispo não seja “PÁROINOS”, isto é: Não dado , não
aficionado ao vinho inebriante! E a maneira correta de não ser um “pároinos”, é atentar para o
ensino geral da Palavra de Deus contra o vinho inebriante, como já vimos fartamente, e
aceitar o que o próprio Paulo ensinou sobre essa alvoroçadora bebida: “... VINHO NO QUAL
HÀ DISSOLUÇÃO” (Efésios 5:18).
Em Tito 2:3, o assunto fica, à luz de todo ensino Bíblico, plenamente resolvido.
Primeiro: Fica fora de cogitações que não se trata aqui da “alvoroçadora”. Jamais Paulo cairia
numa hipócrita contradição, mormente num assunto em que foi tão claro, ao dizer que “HÁ
CONTENDA NO VINHO”. Segundo: Por questão de coerência e por força da exegese e da
hermenêutica, o vinho a que Paulo se refere aqui é o produto imediato do fruto da videira. As
mulheres idosas não deveriam ser dadas a muito desse vinho licito. Para essas velhinhas a
temperança é recomendada no vinho lícito aos crentes. Há muitas outras coisas, no terreno
alimentar, em que pessoas idosas devem ser temperantes. Menos açúcar, menos gorduras,
menos condimentos, etc., ajudam muito na idade avançada. Uma razão deveras final para a
pergunta: “Por que ser temperante no vinho em que embriaga? E por que a recomendação se
dirige apenas as mulheres longevas?” é está: PORQUE DEUS MANDOU! Ao jovem pastor
Timóteo Deus também ordena que Paulo diga: “Ninguém que milita se embaraça com
negócios desta vida” ( II Tim. 2:14). Etc...
Mas supondo que o vinho a que Paulo se refere aí em Tito 2:3 seja alcoólico. Então
temos que enfrentar dois problemas graves: 1º - As velhinhas podem tomar um pouco do
“escarnecedor” de vez em quando. Pobrezinhas! Já senis, por isso que já enfraquecidas
intelectualmente, devem, contudo, tomar o vinho inebriante em quantidade menor! Graças a
Deus que Oseias vem em socorro de nossas vovozinhas, ao dizer: “A sensualidade, o vinho e
o mosto TIRAM O ENTENDIMENTO.” Paulo não é insensato! Ele ordena que você vovó,
tome comedidamente o vinho-benção de Isaias 65:8! 2º - Se o vinho alcoólico que as
senhoras idosas devem tomar, embora não muito, que se infere? Que todos os mais jovens que
elas podem bastante à vontade! E agora, senhores oinófilos (amigos do vinho)?! Que fazer
com todo o ensino das Escrituras fulminantemente contrário à bebedeira? Não olhar para o
vinho, quando se mostra vermelho (Pr. 20:1).
Valeria recordar o caso dos recabitas e dos nazireus em Jeremias 35:1-10. Lede com
atenção. Lede também números 6:1-21. Por que nem uvas passas podiam comer? Por que os
recabitas nem mesmo casas podiam construir? Eles mesmos deram as respostas: “NOSSO PAI
JONADABE ORDENOU...” Aí ficou encerrado o assunto. Deus mandou que as senhoras
idosas fossem temperantes até no Vinho-benção. Está encerrado o assunto. Depois que
conheci a Deus, deixei de contestá-lo para fazer uma coisa bem melhor: Amá-lo!
Contestar o articulista? Eis uma perda de tempo e uma coisa desassisada. Quem disse:
“Não senhor, eu sou mulher atribulada de espírito, ano bebi vinho nem bebida forte... no
tenhas, pois, a tua serva POR FILHA DE BELIAL”, foi Ana (I Samuel 1:16).
Quem disse: “Aí daquele que dá de beber ao seu companheiro, misturando à bebida o
seu furor, e que o embebeda para lhe contemplar as vergonhas! Serás farto de opróbrio em vez
de honra; bebe ; também, e exibe a tua incircuncisão; chegará a tua vez de tomares o cálice da
mão direita do Senhor, e ignomínia caíra sobre a tua gloria”, foi Habacuque (Hab.2:15,16).
Quem disse: “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora...”, foi Salomão
(Prov.20:1).
Quem “resolveu finalmente não se contaminar com as finas iguarias do rei, nem com o
VINHO que ele bebia...”, foi Daniel (Dn. 1:8).
Quem afirmou haver dissolução no vinho foi Paulo (Ef. 5:18).
Quem disse; “Ai dos eu são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida
forte”, foi Isaias (Is. 5:22). Heróis são aqueles que acham que não podem ser vencidos... e não
se importa a Bíblia quando diz ser ESCARNECEDOR o vinho, quer sejam, quer não sejam
vencidos por ele.
E foi Deus que inspirou a todos esses homens a escreverem assim fulminantemente
contra o “ESCARNECEDOR”. Contestem –NO e deixam os profetas em paz!
Se puderem – sem por de lado o caráter de Jesus e a coerência de Deus – me provar
que Jesus deu vinho inebriante nas bodas de Caná, quem lucrará com isso? Os temperantes
lucrarão, e muito mais os temulentos! Que poderão continuar cantando a canção de seu
infortúnio: “Tornei me um ébrio! Na bebida busco esquecer aquela ingrata...” Como é que eu
vou combater o alcoolismo se Jesus deu vinho alcoólico nas bodas de Caná?

AMETISTA

O duodécimo fundamento da Cidade Celestial é uma pedra preciosa chamada


AMETISTA. Ela se origina do verbo grego: “METHUKOU” – Embriago-me; o qual, através
do adjetivo MÉTHUSOS, ÚSSE, USSON (Bêbado...) e com alfa negativo, nos deu a palavra
AMETISTA que, etimologicamente, significa: NÃO BÊBADO. Aquele belíssimo fundamento
da Cidade de Deus tem esta inamovível mensagem; “ AQUI NÃO ENTRAM BÊBADOS.
Aqui não entram viciados em bebidas alcoólicas. O apóstolo Paulo sabia disto, quando
escreveu uma lista dos que não podiam entrar no reino de Deus. E nela ele concluiu os
BÊBADOS (I Cor. 6:9-11). Voltemos agora as festas do casamento em Caná. Vejamos o povo
ali se reembriagando com os mais de 500 litros de vinho alcoólico eu Jesus lhes TERIA
DADO para beber. O vinho esquentou tudo. Tudo virou um carnaval com Harpas e tamboris
(Is. 5:11,12). Agora olhe para Jesus e lhe pergunte: como poderia o Senhor embriagar os
homens de Caná, se Sua Palavra diz que os bêbados não entram no reino de Deus? A resposta
de Jesus seria: “ERRAIS, NÃO CONHECENDO AS ESCRITURAS NEM O PODER DE
DEUS” (Mt. 22:29), e mais: “AMETISTA”.
O bêbado é o símbolo perfeito do homem que perdeu o autodomínio. E se esse
domínio é o fruto do Espírito Santo, no qual o crente está selado para o dia da Redenção (Gl.
5:23; Ef. 1:13,14), ninguém pode remover aquele fundamento: AMETISTA!

Pastor Gérson Rocha.