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E OS CONFINS DA TERRA?

...E SALVA OS QUE CAMBALEIAM, INDO PARA SEREM MORTOS.


(Prov. 24:11)
E OS CONFINS DA TERRA?
Marcos 16:5; Atos 1:8

O irmão já pensou nos confins da terra? Na ordem que Jesus nos deu para
evangelizarmos o mundo Ele incluiu os confins da terra. Leia Mateus 24:14, e veja que a
segunda vinda de Jesus será determinada, quando os crentes evangelizarem o mundo inteiro,
sem se esquecerem dos confins da terra.
Talvez o irmão queira perguntar: “Que são e onde ficam os confins da terra?”
respondemos: São aquelas regiões povoadas palas tribos indígenas, e ficam além da
civilização, em geral nas grandes matas e florestas deste mundo.
Há no Brasil, dizem, cerca de 180 tribos indígenas. Mas num recente contacto que tive
com um missionário da Wyeliffe’s Translators, soube que, muito provavelmente, 50% destas
tribos já não existem mais. A oportunidade de eles ouvirem o evangelho, nunca chegou e
passaram para eternidade sem nunca ouvirem o nome de Cristo. o fato é que não sabe ao
certo o número exato de tribos no Brasil. Contudo, já umas quarenta tribos aproximadamente
estão sendo alcançadas e evangelizadas. Vivem na mais tremenda escuridão, com medo dos
demônios e são possessão quase absoluta de Satanás. Vivem sem esperança, aflitos e morrem
sem Deus num horrível desespero.
Quando os missionários alcançaram certa tribo e conseguiram levar muitos índios para
Cristo e o próprio cacique, este lhes perguntou: “ Que aconteceu com os nossos antepassados,
que morreram sem ouvir o evangelho de Jesus?” com uma dor na alma, um dos missionários
respondeu: “Foram para o inferno, estão perdidos.” Encarando o missionário com um olhar
pesado, o cacique fez a terrível pergunta: “E por que vocês não vieram antes?” A resposta do
missionário foi um corar de rosto, um silêncio pesado e dois olhos marejados de lágrimas.
Agora, contudo, para a sua alegria, saiba que as tribos do Brasil e do mundo, estão
sendo alcançados. Leia o que segue e dê graças a Deus; no Vale do Rio Içana, extremo norte
do Amazonas, foi começado um trabalho por volta de 1950 pela jovem missionária Sophie
Muller entre os índios Baniwas e Nhengatus. Hoje após 18 anos de trabalho, já há mais de 80
igrejas com cerca de 2 mil índios convertidos. Os pastores, os diáconos, os evangelistas, e
missionários são índios convertidos da própria tribo!
Quando os Wai-Wais foram alcançados pelos missionários, a tribo estava num
deplorável estado de miséria moral e material indescritível. Durante 5 anos os missionários
aprenderam a língua deles. Começaram, então a evangelizar. O primeiro convertido entre eles
foi Elka, o feiticeiro da tribo. Depois outro temível feiticeiro se converteu: Muyuwa. Hoje, a
tribo toda está convertida, eo ex-feiticeiro Elka é o pastor da igreja indígena entre eles. Esta
tribo, à semelhança de outras tribos, está empenhada na evangelização de outras tribos. Os
Hixkaryanas, por exemplo, foram alcançados pelos índios crentes Wai-Wais. Hoje, estão todos
convertidos. Os Wai-Wais vivem no sul da Guiana Inglesa.
Nossos antropólogos, na Serra dos Pacaas Novos, foram alcançados.
Conheci Abe Koop, um da equipe de três que fizeram o contacto com os temíveis
assassinos antropófagos e necrófagos Pacaas-Novos das matas de Rondônia. A história do
contacto comove até lagrimas. Em maio de 1965, estive entre eles, nove anos depois do
contacto, e testemunhei a transformação operada na tribo. Já não são mais antropófagos nem
comem mais os mortos, e, embora só agora, o evangelho começa ser pregado na língua deles,
já há grandes sinais da operação do Espírito de Deus entre eles. Há uma equipe de
missionários vivendo entre eles, em suas próprias aldeias, muito além da civilização.
Entre os Xerentes, norte de Goiás aparecem os primeiros convertidos.
A história do contacto com os implacáveis assassinos índios Aucas, no Equador é algo
arrebatador, digno de uma epopeia: Eles assassinaram os cinco missionários, mas a esposa de
um eles bem como a irmã de um outro conseguiram entrar na tribo, e uma comovente página
foi escrita para a glória de Deus. Os assassinos se converteram e uma grande e profunda
transformação se operou na tribo.
Na Colômbia, onde opera atualmente Sophie Muller, algumas grandes tribos foram
alcançadas, e já muitas centenas de índios estão convertidos. E como esses índios trabalham
para evangelizar outras tribos! Sophie está trabalhando atualmente com 11 tribos, na
Colômbia.
Arrebata ouvir s história dos Sanapanás,nas matas do Paraguai. Após anos de lutas e
quase desistência do missionário, Deus fê-lo ver os frutos de seu grande labor. Há hoje cerca
de 200 igrejas (duzentas sim) entre eles, com muitas centenas de índios convertidos. Os Yukis
e os Toromonos, na Bolívia, acabam de ser alcançados num contacto que comove até às
lágrimas. São índios bárbaros da idade da pedra. Os Ayorés, também na Bolívia, mataram os
cinco missionários, que, pela fé, fizeram o contacto com eles. Mas o trabalho prosseguiu, e
hoje estão quase todos convertidos.
As tribos guerreiras da Nova Guiné, no Pacífico, estão sendo alcançadas. Das 700
tribos lá existentes, mais de 10 já foram atingidas com a mensagem do evangelho. Aqui tenho
um livro: “Cannibal Valley “. Descreve o horror do mundo onde Satanás é o senhor absoluto,
mas também mostra o trono de Cristo erguido em algumas tribos. Aqui está, numa fotografia,
uma multidão da tribo Uhunduni, queimando os seus objetos de feitiçaria, por ter aceitado a
Cristo. Aqui está um evangelista da impetuosa tribo Dani, pregando a uma enorme multidão
de seu povo. Outra foto mostra uma igreja da mesma tribo, celebrando a ceia do Senhor!
Terríveis assassinos de várias tribos ali são hoje testemunhas poderosas do Senhor Jesus.
Os milhares de Macuxis de Roraima estão sendo evangelizados pelos missionários da
cruzada de evangelização Mundial.
Na Ilha do Bacanal, em Goiás, a tribo dos Carajás está ouvindo o evangelho já há
vários anos. Há igrejas, pastores e muitos crentes Carajás. A história é uma glória para os
céus. Recentemente, a missionária Almerinda ganhou um dos maiores feiticeiros Carajás para
Cristo: o temível Zezão.
Sophie Muller está atualmente empenhada no contacto com os perigosos Macus da
Colômbia.
Não me seria possível contar, numa só emissão de voz das maravilhas que Deus está
operando, através das várias missões evangélicas, entre as tribos selvagens do mundo inteiro.
Nas Filipinas os temíveis caçadores de cabeça humana – os Ilongots – foram alcançados e já
há uma igreja entre eles. Várias tribos de Roraima, bem para dentro do terrível inferno Verde,
estão sendo alcançadas, e trata-se a batalha da redenção dos Boriteris, dos K twenas, dos
Usicás, dos adoradores da serpente sucuri os Marabus e de muitos outros na vasta região
amazônica. Deus opera maravilhas entre os Caiapós do Pará, os Terenos e Caiuás de Mato
Grosso, e muitos já estão na mira para serem alcançados. O objetivo destas missões é alcançar
os índios do mundo inteiro nesta geração.
Agora, desejo lhe dar uma palavra sobre a SAMI SOCIEDADE DOS AMIGOS DAS
MISSÕES INDIGENAS. Para sanar algumas de suas dúvidas, começo dizendo:
1º O QUE SAMI NÃO É
1) – Não é uma junta missionária de qualquer denominação. Não é, portanto, uma
nova junta entre os batistas, não deseja competir com quaisquer juntas e não interfere no
trabalho missionário de junta alguma.
2) – Não é um movimento missionário, visando abrir trabalho missionário para enviar
obreiros. A Sami não tem campo missionário, nem obreiro.
3) – Não é campanha para enfraquecer as forças do determinado trabalho
denominacional. Não pede dinheiro às igrejas, nem tampouco impede que o crente sinta a
responsabilidade que ele tem de cooperar coma obra missionária de sua denominação.
4) – Não é um movimento sem fundamento bíblico, sem propósito bíblico. A Sami
surgiu, como surge quaisquer movimentos missionários, fruto do sentir da responsabilidade
pessoal missionária e da compreensão de que o “Ide” de Jesus é para cada crente
individualmente.
2º - O QUE É A SAMI
1) – A Sami é a operação Estéfanas-Fortunato-Acaico, conforme I Coríntios 16:15-18.
Famílias crentes e crentes em geral, que cooperam voluntariamente para AUXILIAR os
missionários naquilo de que têm necessidade, conforme a razão dada por Paulo: “Porque estes
supriram o que da vossa parte faltava.”
2) – Como resultado desta operação, a Sami vai ao encontro daqueles missionários
que, trabalhando em missões cujo os obreiros são sustentados por igrejas, famílias ,
indivíduos crentes, não têm ainda sustento proveniente dessas fontes. A Sami, então, na
medida do possível, os auxilia, bem como aqueles que recebem um pequeno auxilio, que não
suficiente para o seu sustento.
3) – A Sami é uma agência de divulgação da obra missionária indígena. A obra das
missões indígenas que ela propaga é um apelo irresistível ao coração do crente. Sob o impacto
das maravilhas que Deus está operando nas selvas do mundo, da orientação missionária
bíblica e do desafio que se constitui a vida do missionário que opera além da civilização, entre
as tribos pacíficas, selvagens ou belicosas, os crentes, em geral, sentem vontade de cooperar.
E quem pode impedir que os crentes ajudem e participem da obra missionária de modo mais
intenso e real?
É nessa ocasião que, respondido ao apelo, muitos se tornam sócios da Sami.

4) – A Sami adota o método de “inscrição de sócios”, para crentes evangélicos


(aqueles cujas doutrinas não se chocam com as doutrinas fundamentais do povo evangélico)
conforme seus estatutos.

5) – A Sami aceita também doações de bens e ofertas para o seu trabalho.

6) – A Sami é criteriosa e respeita a ética. Ela nunca será ouvida num igreja, cujo
pastor discordar de sua ação e escopo. Uma denominação não precisa temê-la. Ela não é
denominacional, nem antidenominacional. É indenominacional. É, recordemos a operação:
Estéfanas, Fortunato, Acaico – santos a serviço dos santos. Pode desaparecer, quando não
mais for necessária. Seus estatutos definem sua posição doutrinária, declara os pseudos-
evangélicos de modo que sua diretoria fica nas mãos de homens realmente evangélicos, tipo
Estéfanas, Fortunato e Acaico.
7 – A Sami, sempre que possível, mantém nas igrejas um representante que além de
lembrar aos cooperadores da necessidade do envio mensal das verbas, arrecada mensalmente
essas verbas e as envia para o escritório da Sami em nome do secretário correspondente da
Sami. O secretário atual é Da. Eunice Lopes rocha. Cx. Postal 20, Vitória da Conquista,
Bahia.
8) – A Sami ajuda atualmente a vários missionários entre os índios, vários estudantes
que estudam no Instituto Evangélico Missionário Peniel para o trabalho indígena e ajuda nas
viagens missionárias do secretário de propaganda, Pastor Gérson Rocha. Muitos moços em
toda parte têm se decidido para trabalho indígena, como resultado do trabalho da Sami.
Agora querido irmão, faça a sua decisão sob o poder da palavra de Deus, em
Provérbios 24.11,12 – “Livra os que estão sendo levados para a morte, e salva os que
cambaleiam, indo para serem mortos. Se disseres: Não o soubemos, não o perceberá aquele
que pesa os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? E não pagará ele ao
homem segundo as suas obras”. E Deus o ajude a entender, meu irmão, que “O ide é Com
Você”.
Gérson Rocha