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COMANDO DA AERONÁUTICA

PESSOAL MILITAR

RMA 35-1

ESTATUTO DOS MILITARES

31 JAN. 81

* Atualizado em 23/5/2003, pelo CENDOC.


COMANDO DA AERONÁUTICA
ESTADO-MAIOR DA AERONÁUTICA

PESSOAL MILITAR

RMA 35-1

ESTATUTO DOS MILITARES

31 JAN. 81
NOTA:Visando disponibilizar para os usuários do COMAER
os regulamentos ainda em vigor, que sofreram diversas
alterações ao longo dos anos sem serem reeditados ou
alterado seu conteúdo, o CENDOC adotou o procedimento
apresentado nesta publicação, disponibilizando o texto
original e todos os atos posteriores expedidos,
citados no texto original.
Toda legislação citada no texto deste Estatuto,
que altera ou revoga parte da Lei 6880, de 9/12/1980,
foi acrescentada como anexo a esta publicação, sendo
cada ato transcrito na íntegra, compondo os Anexos
“A” até “U”.
LEI Nº 6.880, DE 09 DE DEZEMBRO DE 1980
Dispõe sobre o Estatuto dos Militares.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
seguinte Lei:
................................................................
........................................................................
........................................................................
Brasília, 09 de dezembro de 1980;
159º da Independência e 92º da República

JOÃO FIGUEIREDO
Maximiano Fonseca
Ernani Ayrosa da Ailva
Délio Jardim de Mattos
José Ferraz da Rocha

(DO de 11 Dez 80)


SUMÁRIO

TÍTULO I..........GENERALIDADES.......................................07
CAPÍTULO I....DISPOSIÇÕES PRELIMINARES............................07
CAPÍTULO II...DO INGRESSO NAS FORÇAS ARMADAS......................09
CAPÍTULO III..DA HIERARQUIA MILITAR E DA DISCIPLINA...............10
CAPÍTULO IV...DO CARGO E DA FUNÇÃO MILITAR........................12

TÍTULO II.........DAS OBRIGAÇÕES E DOS DEVERES MILITARES..............14


CAPÍTULO I....DAS OBRIGAÇÕES MILITARES............................14
CAPÍTULO II...DOS DEVERES MILITARES...............................16
CAPÍTULO III..DA VIOLAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES E DOS DEVERES MILITARES..18

TÍTULO III........DOS DIREITOS E DAS PRERROGATIVAS DOS MILITARES......20


CAPÍTULO I....DOS DIREITOS........................................20
CAPÍTULO II...DAS PRERROGATIVAS...................................30

TÍTULO IV.........DAS DISPOSIÇÕES DIVERSAS............................31


CAPÍTULO I....DAS SITUAÇÕES ESPECIAIS.............................31
CAPÍTULO II...DA EXCLUSÃO DO SERVIÇO ATIVO........................36
CAPÍTULO III..DA REABILITAÇÃO.....................................55
CAPÍTULO IV...DO TEMPO DE SERVIÇO.................................55
CAPÍTULO V....DO CASAMENTO........................................59
CAPÍTULO VI...DAS RECOMPENSAS E DAS DISPENSAS DO SERVIÇO..........59

TÍTULO IV.........DISPOSIÇÕES GERAIS, TRANSITÓRIAS E FINAIS...........60

ANEXOS.
ANEXO A: - LEI N º 288, DE 08 DE JUNHO DE 1948.................65
ANEXO B: - LEI Nº 616, DE 2 DE FEVEREIRO DE 1949...............67
ANEXO C: - LEI Nº 1.156, DE 12 DE JULHO DE 1950................68
ANEXO D: - EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 1, DE 17 DE OUTUBRO
DE 1969.............................................69
ANEXO E: - LEI N° 5.774, DE 23 DE DEZEMBRO DE 1971...Revogada.139
ANEXO F: - DECRETO N º 88.455, DE 04 DE JULHO DE 1983.........180
ANEXO G: - LEI Nº 7.503, DE 2 DE JULHO DE 1986................182
ANEXO H: - LEI N º 7.580, DE 23 DE DEZEMBRO DE 1986...........186
ANEXO I: - DECRETO Nº 94.507, DE 23 DE JUNHO DE 1987..........187
ANEXO J: - LEI Nº 7.659, DE 10 DE MAIO DE 1988................188
ANEXO K: - LEI Nº 7.666, DE 22 DE AGOSTO DE 1988..............189
ANEXO L: - LEI Nº 7.698, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1988............191
ANEXO M: - LEI Nº 8.237, DE 30 DE SETEMBRO DE 1991............192
ANEXO N: - LEI Nº 9.297, DE 25 DE JULHO DE 1996...............213
ANEXO O: - MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.492-14, DE 2 DE OUTUBRO
DE 1996............................................214
ANEXO P: - LEI Nº 9.442, DE 14 DE MARÇO DE 1997...............216
ANEXO Q: - MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.799-6, DE 10 DE JUNHO
DE 1999............................................225
ANEXO R: - MEDIDA PROVISÓRIA Nº 2.131, DE 28 DE DEZEMBRO
DE 2000............................................247
ANEXO S: - MEDIDA PROVISÓRIA Nº 2.215-10, DE 31 DE AGOSTO
DE 2001............................................280
ANEXO T: - LEI Nº 10.416, DE 27 DE MARÇO DE 2002..............307
ANEXO U: - DECRETO Nº 4.573, DE 14 DE JANEIRO DE 2003.........309
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ESTATUTO DOS MILITARES
TÍTULO I – Generalidades
CAPÍTULO I – Disposições Preliminares
Art. 1º - O presente Estatuto regula a situação, obrigações, deveres,
direitos e prerrogativas dos membros das Forças Armadas.
Art. 2º - As Forças Armadas, essenciais à execução da política de
segurança nacional, são constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela
Aeronáutica, e destinam-se a defender a Pátria e a garantir os poderes
constituídos, a lei e a ordem. São instituições nacionais, permanentes e
regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a
autoridade suprema do Presidente da República e dentro dos limites da
lei.
Art. 3º - Os membros das Forças Armadas, em razão de sua destinação
constitucional, formam uma categoria especial de servidores da Pátria e
são denominados militares.
§ 1º - Os militares encontram-se em uma das seguintes situações:
a) na ativa:
I – os de carreira;
II – os incorporados às Forças Armadas para prestação de serviço militar
inicial, durante os prazos previstos na legislação que trata do serviço
militar, ou durante as prorrogações daqueles prazos;
III – os componentes da reserva das Forças Armadas quando convocados,
reincluídos, designados ou mobilizados;
IV – os alunos de órgão de formação de militares da ativa e da reserva;
e
V – em tempo de guerra, todo cidadão brasileiro mobilizado para o
serviço ativo nas Forças Armadas.
b) na inatividade:
I – os da reserva remunerada, quando pertençam à reserva das Forças
Armadas e percebam remuneração da União, porém sujeitos, ainda, à
prestação de serviço na ativa, mediante convocação ou mobilização; e
II – os reformados, quando, tendo passado por uma das situações
anteriores estejam dispensados, definitivamente, da prestação de serviço
na ativa, mas continuem a perceber remuneração da União.
III – os da reserva remunerada, e, excepcionalmente, os reformados,
executando tarefa por tempo certo, segundo regulamentação para cada
Força Armada;

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Nota:
Redação dada pelo(a) MP nº 1.492-14/1996 e convalidado(a) pelo(a) Lei nº
9.442/1997 Redação(ões) anterior(es) Acrescentado(a) pelo(a) Lei nº
8.237/1991
§ 2º - Os militares de carreira são os da ativa que, no desempenho
voluntário e permanente do serviço militar, tenham vitaliciedade
assegurada ou presumida.
Art. 4º - São considerados reserva das Forças Armadas:
I – individualmente:
a) os militares da reserva remunerada; e
b) os demais cidadãos em condições de convocação ou de mobilização para
a ativa.
II – no seu conjunto:
a) as Polícias Militares; e
b) os Corpos de Bombeiros Militares.
§ 1º - A Marinha Mercante, a Aviação Civil e as empresas declaradas
diretamente devotada às finalidades precípuas das Forças Armadas,
denominada atividade efeitos de mobilização e de emprego, reserva das
Forças Armadas.
§ 2º - O pessoal componente da Marinha Mercante, da Aviação Civil e das
empresas declaradas diretamente relacionadas com a segurança nacional,
bem como os demais cidadãos em condições de convocação ou mobilização
para a ativa, só serão considerados militares quando convocados ou
mobilizados para o serviço nas Forças Armadas.
Art. 5º - A carreira militar é caracterizada por atividade continuada e
inteiramente devotada às finalidades precípuas das Forças Armadas,
denominada atividade militar.
§ 1º - A carreira militar é privativa do pessoal da ativa, inicia-se com
o ingresso nas Forças Armadas e obedece às diversas seqüências de graus
hierárquicos.
§ 2º - São privativas de brasileiro nato as carreiras de oficial da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
Art. 6º São equivalentes as expressões “na ativa”, “da ativa”, “em
serviço ativo”, “em serviço na ativa”, “em serviço”, “em atividade” ou
“em atividade militar”, conferidas aos militares no desempenho de cargo,
comissão, encargo, incumbência ou missão, serviço ou atividade militar
ou considerada de natureza militar nas organizações militares das Forças
Armadas, bem como na Presidência da República, na Vice-Presidência da

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República, no Ministério da Defesa e nos demais órgãos quando previsto
em lei, ou quando incorporados às Forças Armadas.
Nota:
Redação dada pelo(a) MP nº 1.799-6/1999 e convalidado(a) pelo(a) MP nº
2.215-10/2001 Redação(ões) anterior(es):Redação original
Art. 7º - A condição jurídica dos militares é definida pelos
dispositivos da Constituição que lhes sejam aplicáveis, por este
Estatuto e pela legislação, que lhes outorgam direitos e prerrogativas e
lhes impõem deveres e obrigações.
Art. 8º - O disposto neste Estatuto aplica-se, no que couber:
I – aos militares da reserva remunerada e reformados;
II – aos alunos de órgão de formação da reserva;
III – aos membros do Magistério Militar; e
IV – aos Capelães Militares.
Art. 9º - Os oficiais-generais nomeados Ministros do Superior Tribunal
Militar, os membros do Magistério Militar e os Capelães Militares são
regidos por legislação específica.
CAPÍTULO II – Do Ingresso nas Forças Armadas
Art. 10 – O ingresso nas Forças Armadas é facultado, mediante
incorporação, matrícula ou nomeação, a todos os brasileiros que
preencham os requisitos estabelecidos em lei e nos regulamentos da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
§ 1º - Quando houver conveniência para o serviço de qualquer das Forças
Armadas, o brasileiro possuidor de reconhecida competência técnico-
profissional ou de notória cultura científica poderá, mediante sua
aquiescência e proposta do Ministro da Força interessada, ser incluído
nos Quadros ou Corpos da Reserva e convocado para o serviço na ativa em
caráter transitório.
§ 2º - A inclusão nos termos do parágrafo anterior será feita em grau
hierárquico compatível com sua idade, atividades civis e
responsabilidades que lhe serão atribuídas, nas condições reguladas pelo
Poder Executivo.
Art. 11 – Para matrícula nos estabelecimentos de ensino militar
destinados à formação de oficiais, da ativa e da reserva, e de
graduados, além das condições relativas à nacionalidade, idade, aptidão
intelectual, capacidade física e idoneidade moral, é necessário que o
candidato não exerça ou não tenha exercido atividades prejudiciais ou
perigosas à segurança nacional.

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Parágrafo único. O disposto neste artigo e no anterior aplica-se,
também, aos candidatos ao ingresso nos Corpos ou Quadros de Oficiais em
que é exigido o diploma de estabelecimento de ensino superior
reconhecido pelo Governo Federal.
Art. 12 – A convocação em tempo de paz é regulada pela legislação que
trata do serviço militar.
§ 1º - Em tempo de paz e independentemente de convocação, os integrantes
da reserva poderão ser designados para o serviço ativo, em caráter
transitório e mediante aceitação voluntária.
§ 2º - O disposto no parágrafo anterior será regulamentado pelo Poder
Executivo.
Art. 13 – A mobilização é regulada em legislação específica.
Parágrafo único. A incorporação às Forças Armadas de deputados federais
e senadores, embora militares e ainda que em tempo de guerra, dependerá
de licença da Câmara respectiva.
CAPÍTULO III – Da Hierarquia Militar e da Disciplina
Art. 14 – A hierarquia e a disciplina são a base institucional das
Forças Armadas. A autoridade e a responsabilidade crescem com o grau
hierárquico.
§ 1º - A hierarquia militar é a ordenação da autoridade, em níveis
diferentes, dentro da estrutura das Forças Armadas. A ordenação se faz
por postos ou graduações; dentro de um mesmo posto ou graduação se faz
pela ntigüidade no posto ou na graduação. O respeito à hierarquia é
consubstanciado no espírito de acatamento à seqüência de autoridade.
§ 2º - Disciplina é a rigorosa observância e o acatamento integral das
leis, regulamentos, normas e disposições que fundamentam o organismo
militar e coordenam seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se
pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos
componentes desse organismo.
§ 3º - A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos em
todas as circunstâncias da vida entre militares da ativa, da reserva
remunerada e reformados.
Art. 15 – Círculos hierárquicos são âmbitos de convivência entre os
militares da mesma categoria e têm a finalidade de desenvolver o
espírito de camaradagem, em ambiente de estima e confiança, sem prejuízo
do respeito mútuo.
Art. 16 – Os círculos hierárquicos e a escala hierárquica nas Forças
Armadas, bem como a correspondência entre os postos e as graduações da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica, são fixados nos parágrafos
seguintes e no Quadro em anexo.

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§ 1º - Posto é o grau hierárquico do oficial, conferido por ato do
Presidente da República ou do Ministro de Força Singular e confirmado em
Carta Patente.
§ 2º - Os postos de Almirante, Marechal e Marechal-do-Ar somente serão
providos em tempo de guerra.
§ 3º - Graduação é o grau hierárquico da praça, conferido pela
autoridade militar competente.
§ 4º - Os Guardas-Marinha, os Aspirantes-a-Oficial e os alunos de órgãos
específicos de formação de militares são denominados praças especiais.
§ 5º - Os graus hierárquicos inicial e final dos diversos Corpos,
Quadros, Armas, Serviços, Especialidades ou Subespecialidades são
fixados, separadamente, para cada caso, na Marinha, no Exército e na
Aeronáutica.
§ 6º - Os militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, cujos
graus hierárquicos tenham denominação comum, acrescentarão aos mesmos,
quando julgado necessário, a indicação do respectivo Corpo, Quadro, Arma
ou Serviço e, se ainda necessário, a Força Armada a que pertencerem,
conforme os regulamentos ou normas em vigor.
§ 7º - Sempre que o militar da reserva remunerada ou reformado fizer uso
do posto ou graduação, deverá fazê-lo com as abreviaturas respectivas de
sua situação.
Art. 17 – A precedência entre militares da ativa do mesmo grau
hierárquico, ou correspondente, é assegurada pela ntigüidade no posto
ou graduação, salvo nos casos de precedência funcional estabelecida em
lei.
§ 1º - A ntigüidade em cada posto ou graduação é contada a partir da
data da assinatura do ato da respectiva promoção, nomeação, declaração
ou incorporação, salvo quando estiver taxativamente fixada outra data.
§ 2º - No caso do parágrafo anterior, havendo empate, a ntigüidade será
estabelecida:
a) entre militares do mesmo Corpo, Quadro, Arma ou Serviço, pela
posição nas respectivas escalas numéricas ou registros existentes
em cada Força;
b) nos demais casos, pela ntigüidade no posto ou graduação anterior;
se, ainda assim, subsistir a igualdade, recorrer-se-á, sucessivamente,
aos graus hierárquicos anteriores, à data de praça e à data de
nascimento para definir a procedência, e, neste último caso, o de mais
idade será considerado o mais antigo;
c) na existência de mais de uma data de praça, inclusive de outra Força
Singular, prevalece a ntigüidade do militar que tiver maior tempo de
efetivo serviço na praça anterior ou nas praças anteriores; e
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d) entre os alunos de um mesmo órgão de formação de militares, de acordo
com o regulamento do respectivo órgão, se não estiverem especificamente
enquadrados nas letras “a”, “b” e “c”.
§ 3º - Em igualdade de posto ou de graduação, os militares da ativa têm
precedência sobre os da inatividade.
§ 4º - Em igualdade de posto ou de graduação, a precedência entre os
militares de carreira na ativa e os da reserva remunerada ou não, que
estejam convocados, é definida pelo tempo de efetivo serviço no posto ou
graduação.
Art. 18 – Em legislação especial, regular-se-á:
I – a precedência entre militares e civis, em missões diplomáticas, ou
em comissão no País ou no estrangeiro; e
II – a precedência nas solenidades oficiais.
Art. 19 – A precedência entre as praças especiais e as demais praças é
assim regulada:
I – os Guardas-Marinha e os Aspirantes-a-Oficial são hierarquicamente
superiores às demais praças;
II – os Aspirantes, alunos da Escola Naval, e os Cadetes, alunos da
Academia Militar das Agulhas Negras e da Academia da Força Aérea, bem
como os alunos da Escola de Oficiais Especialistas da Aeronáutica, são
hierarquicamente superiores aos suboficiais e aos subtenentes;
III – os alunos de Escola Preparatória de Cadetes e do Colégio Naval têm
precedência sobre os Terceiros-Sargentos, aos quais são equiparados;
IV – os alunos dos órgãos de formação de oficiais da reserva, quando
fardados, têm precedência sobre os Cabos, aos quais são equiparados; e
V – os Cabos têm precedência sobre os alunos das escolas ou dos centros
de formação de sargentos, que a eles são equiparados, respeitada, no
caso de militares, a ntigüidade relativa.
CAPÍTULO IV – Do Cargo e da Função Militares
Art. 20 – Cargo militar é um conjunto de atribuições, deveres e
responsabilidades cometidos a um militar em serviço ativo.
§ 1º - O cargo militar, a que se refere este artigo, é o que se encontra
especificados nos Quadros de Efetivo ou Tabelas de Lotação das Forças
Armadas ou previsto, caracterizado ou definido como tal em outras
disposições legais.
§ 2º - As obrigações inerentes ao cargo militar devem ser compatíveis
com o correspondente grau hierárquico e definidas em legislação ou
regulamentação específicas.

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Art. 21 – Os cargos militares são providos com pessoal que satisfaça aos
requisitos de grau hierárquico e de qualificação exigidos para o seu
desempenho.
Parágrafo único. O provimento de cargo militar far-se-á por ato de
nomeação ou determinação expressa da autoridade competente.
Art. 22 – O cargo militar é considerado vago a partir de sua criação e
até que um militar nele tome posse, ou desde o momento em que o militar
exonerado, ou que tenha recebido determinação expressa da autoridade
competente, o deixe e até que outro militar nele tome posse de acordo
com as normas de provimento previstas no parágrafo único do artigo
anterior.
Parágrafo único. Consideram-se também vagos os cargos militares cujos
ocupantes tenham:
a) falecido;
b) sido considerados extraviados;
c) sido feitos prisioneiros; e
d) sido considerados desertores.
Art. 23 – Função militar é o exercício das obrigações inerentes ao cargo
militar.
Art. 24 – Dentro de uma mesma organização militar, a seqüência de
substituições para assumir cargo ou responder por funções, bem como as
normas, atribuições e responsabilidades relativas, são as estabelecidas
na legislação ou regulamentação específicas, respeitadas a precedência e
a qualificação exigidas para o cargo ou o exercício da função.
Art. 25 – O militar ocupante de cargo provido em caráter efetivo ou
interino, de acordo com o parágrafo único do art. 21, faz jus aos
direitos correspondentes ao cargo, conforme previsto em dispositivo
legal.
Art. 26 – As obrigações que, pela generalidade, peculiaridade, duração,
vulto ou natureza, não são catalogadas como posições tituladas em
“Quadro de Efetivo”, “Quadro de Organização”, “Tabela de Lotação” ou
dispositivo legal, são cumpridas como encargo, incumbência, comissão,
serviço ou atividade, militar ou de natureza militar.
Parágrafo único. Aplica-se, no que couber, a encargo, incumbência,
comissão, serviço ou atividade, militar ou de natureza militar, o
disposto neste Capítulo para cargo militar.

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TÍTULO II – Das Obrigações e dos Deveres Militares
CAPÍTULO I – Das Obrigações Militares
SEÇÃO I – Do Valor Militar

Art. 27 – São manifestações essenciais do valor militar:


I – o patriotismo, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever
militar e pelo solene juramento de fidelidade à Pátria até com o
sacrifício da própria vida;
II – o civismo e o culto das tradições históricas;
III – a fé na missão elevada das Forças Armadas;
IV – o espírito de corpo, orgulho do militar pela organização onde
serve;
V – o amor à profissão das armas e o entusiasmo com que é exercida; e
VI – o aprimoramento técnico-profissional.
SEÇÃO II – Da Ética Militar
Art. 28 – O sentimento do dever, o pundonor militar e o decoro da classe
impõem, a cada um dos integrantes das Forças Armadas, conduta moral e
profissional irrepreensíveis, com a observância dos seguintes preceitos
de ética militar:
I – amar a verdade e a responsabilidade como fundamento de dignidade
pessoal;
II – exercer, com autoridade, eficiência e probidade, as funções que lhe
couberem em decorrência do cargo;
III – respeitar a dignidade da pessoa humana;
IV – cumprir e fazer cumprir as leis, os regulamentos, as instruções e
as ordens das autoridades competentes;
V – ser justo e imparcial no julgamento dos atos e na apreciação do
mérito dos subordinados;
VI – zelar pelo preparo próprio, moral, intelectual e físico e, também,
pelo dos subordinados, tendo em vista o cumprimento da missão comum;
VII – empregar todas as suas energias em benefício do serviço;
VIII – praticar a camaradagem e desenvolver, permanentemente, o espírito
de cooperação;
IX – ser discreto em suas atitudes, maneiras e em sua linguagem escrita
e falada;

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X – abster-se de tratar, fora do âmbito apropriado, de matéria sigilosa
de qualquer natureza;
XI – acatar as autoridades civis;
XII – cumprir seus deveres de cidadão;
XIII – proceder de maneira ilibada na vida pública e na particular;
XIV – observar as normas da boa educação;
XV – garantir assistência moral e material ao seu lar e conduzir-se como
chefe de família modelar;
XVI – conduzir-se, mesmo fora do serviço ou quando já na inatividade, de
modo que não sejam prejudicados os princípios da disciplina, do respeito
e do decoro militar;
XVII – abster-se de fazer uso do posto ou da graduação para obter
facilidades pessoais de qualquer natureza ou para encaminhar negócios
particulares ou de terceiros;
XVIII – abster-se, na inatividade, do uso das designações hierárquicas:
a) em atividades político-partidárias;
b) em atividades comerciais;
c) em atividades industriais;
d) para discutir ou provocar discussões pela imprensa a respeito de
assuntos políticos ou militares, excetuando-se os de natureza
exclusivamente técnica, se devidamente autorizado; e
e) no exercício de cargo ou função de natureza civil, mesmo que seja da
Administração Pública; e
XIX – zelar pelo bom nome das Forças Armadas e de cada um de seus
integrantes, obedecendo e fazendo obedecer aos preceitos da ética
militar.
Art. 29 – Ao militar da ativa é vedado comerciar ou tomar parte na
administração ou gerência de sociedade ou dela ser sócio ou participar,
exceto como acionista ou quotista, em sociedade anônima ou por quotas de
responsabilidade limitada.
§ 1º - Os integrantes da reserva, quando convocados, ficam proibidos de
tratar, nas organizações militares e nas repartições públicas civis, de
interesse de organizações ou empresas privadas de qualquer natureza.
§ 2º - Os militares da ativa podem exercer, diretamente, a gestão de
seus bens, desde que não infrinjam o disposto no presente artigo.

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§ 3º - No intuito de desenvolver a prática profissional, é permitido aos
oficiais titulares dos Quadros ou Serviços de Saúde e de Veterinária o
exercício de atividade técnico-profissional no meio civil, desde que tal
prática não prejudique o serviço e não infrinja o disposto neste artigo.
Art. 30 – Os Ministros das Forças Singulares poderão determinar aos
militares da ativa da respectiva Força que, no interesse da salvaguarda
da dignidade dos mesmos, informem sobre a origem e natureza dos seus
bens, sempre que houver razões que recomendem tal medida.
CAPÍTULO II – Dos Deveres Militares
SEÇÃO I – Conceituação

Art. 31 – Os deveres militares emanam de um conjunto de vínculos


racionais, bem como morais, que ligam o militar à Pátria e ao seu
serviço, e compreendem, essencialmente:
I – a dedicação e a fidelidade à Pátria, cuja honra, integridade e
instituições devem ser defendidas mesmo com o sacrifício da própria
vida;
II – o culto aos Símbolos Nacionais;
III – a probidade e a lealdade em todas as circunstâncias;
IV – a disciplina e o respeito à hierarquia;
V – o rigoroso cumprimento das obrigações e das ordens; e
VI – a obrigação de tratar o subordinado dignamente e com urbanidade.
SEÇÃO II – Do Compromisso Militar
Art. 32 – Todo cidadão, após ingressar em uma das Forças Armadas
mediante incorporação, matrícula ou nomeação, prestará compromisso de
honra, no qual afirmará a sua aceitação consciente das obrigações e dos
deveres militares e manifestará a sua firme disposição de bem cumpri-
los.
Art. 33 – O compromisso do incorporado, do matriculado e do nomeado, a
que se refere o artigo anterior, terá caráter solene e será sempre
prestado sob a forma de juramento à Bandeira na presença de tropa ou
guarnição formada, conforme os dizeres estabelecidos nos regulamentos
específicos das Forças Armadas, e tão logo o militar tenha adquirido um
grau de instrução compatível com o perfeito entendimento de seus deveres
como integrante das Forças Armadas.
§ 1º - O compromisso de Guarda-Marinha ou Aspirante-a-Oficial é prestado
nos estabelecimentos de formação, obedecendo o cerimonial ao fixado nos
respectivos regulamentos.

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§ 2º - O compromisso como oficial, quando houver, será regulado em cada
Força Armada.
SEÇÃO III – Do Comando e da Subordinação
Art. 34 – Comando é a soma de autoridade, deveres e responsabilidades de
que o militar é investido legalmente quando conduz homens ou dirige uma
organização militar. O comando é vinculado ao grau hierárquico e
constitui uma prerrogativa impessoal, em cujo exercício o militar se
define e se caracteriza como chefe.
Parágrafo único. Aplica-se à direção e à chefia de organização militar,
no que couber, o estabelecido para comando.
Art. 35 – A subordinação não afeta, de modo algum, a dignidade pessoal
do militar e decorre, exclusivamente, da estrutura hierarquizada das
Forças Armadas.
Art. 36 – O oficial é preparado, ao longo da carreira, para o exercício
de funções de comando, de chefia e de direção.
Art. 37 – Os graduados auxiliam ou complementam as atividades dos
oficiais, quer no adestramento e no emprego de meios, quer na instrução
e na administração.
Parágrafo único. No exercício das atividades mencionadas neste artigo e
no comando de elementos subordinados, os suboficiais, os subtenentes e
os sargentos deverão impor-se pela lealdade, pelo exemplo e pela
capacidade profissional e técnica, incumbindo-lhes assegurar a
observância minuciosa e ininterrupta das ordens, das regras do serviço e
das normas operativas pelas praças que lhes estiverem diretamente
subordinadas e a manutenção da coesão e do moral das mesmas praças em
todas as circunstâncias.
Art. 38 – Os Cabos, Taifeiros-Mores, Soldados-de-Primeira-Classe,
Taifeiros-de-Primeira-Classe, Marinheiros, Soldados, Soldados-de-
Segunda-Classe e Taifeiros-de-Segunda-Classe são, essencialmente,
elementos de execução.
Art. 39 – Os Marinheiros-Recrutas, Recrutas, Soldados-Recrutas e
Soldados-de-Segunda-Classe constituem os elementos incorporados às
Forças Armadas para a prestação do serviço militar inicial.
Art. 40 – Às praças especiais cabe a rigorosa observância das
prescrições dos regulamentos que lhes são pertinentes, exigindo-se-lhes
inteira dedicação ao estudo e ao aprendizado técnico-profissional.
Parágrafo único. Às praças especiais também se assegura a prestação do
serviço militar inicial.
Art. 41 – Cabe ao militar a responsabilidade integral pelas decisões que
tomar, pelas ordens que emitir e pelos atos que praticar.

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CAPÍTULO III – Da Violação das Obrigações e dos Deveres Militares
SEÇÃO I – Conceituação
Art. 42 – A violação das obrigações ou dos deveres militares constituirá
crime, contravenção ou transgressão disciplinar, conforme dispuser a
legislação ou regulamentação específicas.
§ 1º - A violação dos preceitos da ética militar será tão mais grave
quanto mais elevado for o grau hierárquico de quem a cometer.
§ 2º - No concurso de crime militar e de contravenção ou transgressão
disciplinar, quando forem da mesma natureza, será aplicada somente a
pena relativa ao crime.
Art. 43 – A inobservância dos deveres especificados nas leis e
regulamentos, ou a falta de exação no cumprimento dos mesmos, acarreta
para o militar responsabilidade funcional, pecuniária, disciplinar ou
penal, consoante a legislação específica.
Parágrafo único. A apuração da responsabilidade funcional, pecuniária,
disciplinar ou penal poderá concluir pela incompatibilidade do militar
com o cargo ou pela incapacidade para o exercício das funções militares
a ele inerentes.
Art. 44 – O militar que, por sua atuação, se tornar incompatível com o
cargo, ou demonstrar incapacidade no exercício de funções militares a
ele inerentes, será afastado do cargo.
§ 1º - São competentes para determinar o imediato afastamento do cargo
ou o impedimento do exercício da função:
a) o Presidente da República;
b) os titulares das respectivas pastas militares e o Chefe do Estado-
Maior das Forças Armadas; e
c) os comandantes, os chefes e os diretores, na conformidade da
legislação ou regulamentação específica de cada Força Armada.
§ 2º - O militar afastado do cargo, nas condições mencionadas neste
artigo, ficará privado do exercício de qualquer função militar até a
solução do processo ou das providências legais cabíveis.
Art. 45 – São proibidas quaisquer manifestações coletivas, tanto sobre
atos de superiores quanto as de caráter reivindicatório ou político.
SEÇÃO II – Dos Crimes Militares
Art. 46 – O Código Penal Militar relaciona e classifica os crimes
militares, em tempo de paz e em tempo de guerra, e dispõe sobre a
aplicação aos militares das penas correspondentes aos crimes por eles
cometidos.

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SEÇÃO III – Das Contravenções ou Transgressões Disciplinares

Art. 47 – Os regulamentos disciplinares das Forças Armadas especificarão


e classificarão as contravenções ou transgressões disciplinares e
estabelecerão as normas relativas à amplitude e aplicação das penas
disciplinares, à classificação do comportamento militar e à interposição
de recursos contra as penas disciplinares.
§ 1º - As penas disciplinares de impedimento, detenção ou prisão não
podem ultrapassar 30 (trinta) dias.
§ 2º - À praça especial aplicam-se, também, as disposições disciplinares
previstas no regulamento do estabelecimento de ensino onde estiver
matriculada.
SEÇÃO IV – Dos Conselhos de Justificação e de Disciplina
Art. 48 – O oficial presumivelmente incapaz de permanecer como militar
da ativa será, na forma da legislação específica, submetido a Conselho
de Justificação.
§ 1º - O oficial, ao ser submetido a Conselho de Justificação, poderá
ser afastado do exercício de suas funções, a critério do respectivo
Ministro, conforme estabelecido em legislação específica.
§ 2º - Compete ao Superior Tribunal Militar, em tempo de paz, ou a
Tribunal Especial, em tempo de guerra, julgar, em instância única, os
processos oriundos dos Conselhos de Justificação, nos casos previstos em
lei específica.
§ 3º - A Conselho de Justificação poderá, também, ser submetido o
oficial da reserva remunerada ou reformado, presumivelmente incapaz de
permanecer na situação de inatividade em que se encontra.
Art. 49 – O Guarda-Marinha, o Aspirante-a-Oficial e as praças com
estabilidade assegurada, presumivelmente incapazes de permanecerem como
militares da ativa, serão submetidos a Conselho de Disciplina e
afastados das atividades que estiverem exercendo, na forma da
regulamentação específica.
§ 1º - O Conselho de Disciplina obedecerá a normas comuns às três Forças
Armadas.
§ 2º - Compete aos Ministros das Forças Singulares julgar, em última
instância, os processos oriundos dos Conselhos de Disciplina convocados
no âmbito das respectivas Forças Armadas.
§ 3º - A Conselho de Disciplina poderá, também, ser submetida a praça na
reserva remunerada ou reformada, presumivelmente incapaz de permanecer
na situação de inatividade em que se encontra.

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TÍTULO III – Dos Direitos e das Prerrogativas dos Militares
CAPÍTULO I – Dos Direitos
SEÇÃO I – Remuneração

Art. 50 – São direitos dos militares:


I – a garantia da patente em toda a sua plenitude, com as vantagens,
prerrogativas e deveres a ela inerentes, quando oficial, nos termos da
Constituição;
II – o provento calculado com base no soldo integral do posto ou
graduação que possuía quando da transferência para a inatividade
remunerada, se contar com mais de trinta anos de serviço;
Nota:
Redação dada pelo(a) MP nº 2.131/2000 e convalidado(a) pelo(a) MP nº
2.215-10/2001 Redação(ões) anterior(es): Redação original
III – o provento calculado com base no soldo integral do posto ou
graduação quando, não contando trinta anos de serviço, for transferido
para a reserva remunerada, ex-officio, por ter atingido a idade-limite
de permanência em atividade no posto ou na graduação, ou ter sido
abrangido pela quota compulsória; e
Nota:
Redação dada pelo(a) MP nº 2.131/2000 e convalidado(a) pelo(a) MP nº
2.215-10/2001 Redação(ões) anterior(es): Redação original
IV – nas condições ou nas limitações impostas na legislação e
regulamentação específicas:
a) a estabilidade, quando praça com 10 (dez) ou mais anos de tempo de
efetivo serviço;
b) o uso das designações hierárquicas;
c) a ocupação de cargo correspondente ao posto ou à graduação;
d) a percepção de remuneração;
e) a assistência médico-hospitalar para si e seus dependentes, assim
entendida como o conjunto de atividades relacionadas com a prevenção,
conservação ou recuperação da saúde, abrangendo serviços profissionais
médicos, farmacêuticos e odontológicos, bem como o fornecimento, a
aplicação de meios e os cuidados e demais atos médicos e paramédicos
necessários;
f) o funeral para si e seus dependentes, constituindo-se no conjunto de
medidas tomadas pelo Estado, quando solicitado, desde o óbito até o
sepultamento condigno;

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g) a alimentação, assim entendida como as refeições fornecidas aos
militares em atividade;
h) o fardamento, constituindo-se no conjunto de uniformes, roupa branca
e roupa de cama, fornecido ao militar na ativa de graduação inferior a
terceiro-sargento e, em casos especiais, a outros militares;
D) a moradia para o militar em atividade, compreendendo:
1 – alojamento em organização militar, quando aquartelado ou embarcado;
e
2 – habitação para si e seus dependentes; em imóvel sob a
responsabilidade da União, de acordo com a disponibilidade existente.
j) o transporte, assim entendido como os meios fornecidos ao militar
para seu deslocamento por interesse do serviço; quando o deslocamento
implicar em mudança de sede ou de moradia, compreende também as
passagens para seus dependentes e a translação das respectivas bagagens,
de residência a residência;
Nota:
Revogado(a) pelo(a) MP nº 2.215-10/2001
l) a constituição de pensão militar;
m) a promoção;
n) a transferência a pedido para a reserva remunerada;
o) as férias, os afastamentos temporários do serviço e as licenças;
p) a demissão e o licenciamento voluntários;
q) o porte de arma quando oficial em serviço ativo ou em inatividade,
salvo caso de inatividade por alienação mental ou condenação por crimes
contra a segurança do Estado ou por atividades que desaconselhem aquele
porte;
r) o porte de arma, pelas praças, com as restrições impostas pela
respectiva Força Armada; e
s) outros direitos previstos em leis específicas.
§ 1º - A percepção da remuneração correspondente ao grau hierárquico
superior ou melhoria da mesma, a que se refere o item II deste artigo,
obedecerá às seguintes condições:
Nota:
Revogado(a) pelo(a) MP nº 2.215-10/2001
a) o oficial que contar mais de 30 (trinta) anos de serviço, após o
ingresso na inatividade, terá seus proventos calculados sobre o soldo
correspondente ao posto imediato, se em sua Força existir, em tempo de
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paz, posto superior ao seu, mesmo que de outro Corpo, Quadro, Arma ou
Serviço; se ocupante do último posto da hierarquia militar de sua Força,
em tempo de paz, o oficial terá os proventos calculados tomando-se por
base o soldo de seu próprio posto, acrescido de percentual fixado em
legislação específica;
b) os subtenentes e suboficiais, quando transferidos para a inatividade,
terão os proventos calculados sobre o soldo correspondente ao posto de
segundo-tenente, desde que contem mais de 30 (trinta) anos de serviço; e
c) as demais praças que contem mais de 30 (trinta) anos de serviço, ao
serem transferidas para a inatividade, terão os proventos calculados
sobre o soldo correspondente à graduação imediatamente superior.
§ 2º - São considerados dependentes do militar:
I – a esposa;
II – o filho menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou interdito;
III – a filha solteira, desde que não receba remuneração;
IV – o filho estudante, menor de 24 (vinte e quatro) anos, desde que não
receba remuneração;
V – a mãe viúva, desde que não receba remuneração;
VI – o enteado, o filho adotivo e o tutelado, nas mesmas condições dos
itens II, III e IV;
VII – a viúva do militar, enquanto permanecer neste estado, e os demais
dependentes mencionados nos itens II, III, IV, V e VI deste parágrafo,
desde que vivam sob a responsabilidade da viúva;
VIII – a ex-esposa com direito à pensão alimentícia estabelecida por
sentença transitada em julgado, enquanto não contrair novo matrimônio.
§ 3º - São, ainda, considerados dependentes do militar, desde que vivam
sob sua dependência econômica, sob o mesmo teto, e quando expressamente
declarados na organização militar competente:
a) a filha, a enteada e a tutelada, nas condições de viúvas, separadas
judicialmente ou divorciadas, desde que não recebam remuneração;
b) a mãe solteira, a madrasta viúva, a sogra viúva ou solteira, bem como
separadas judicialmente ou divorciadas, desde que, em qualquer dessas
situações, não recebam remuneração;
c) os avós e os pais, quando inválidos ou interditos, e respectivos
cônjuges, estes desde que não recebam remuneração;
d) o pai maior de 60 (sessenta) anos e seu respectivo cônjuge, desde que
ambos não recebam remuneração;

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e) o irmão, o cunhado e o sobrinho, quando menores ou inválidos ou
interditos, sem outro arrimo;
f) a irmã, a cunhada e a sobrinha, solteiras, viúvas, separadas
judicialmente ou divorciadas, desde que não recebam remuneração;
g) o neto, órfão, menor inválido ou interdito;
h) a pessoa que viva, no mínimo há 5 (cinco) anos, sob a sua exclusiva
dependência econômica, comprovada mediante justificação judicial;
i) a companheira, desde que viva em sua companhia há mais de 5 (cinco)
anos, comprovada por justificação judicial; e
j) o menor que esteja sob sua guarda, sustento e responsabilidade,
mediante autorização judicial.
§ 4º - Para efeito do disposto nos parágrafos 2º e 3º deste artigo, não
serão considerados como remuneração os rendimentos não provenientes de
trabalho assalariado, ainda que recebidos dos cofres públicos, ou a
remuneração que, mesmo resultante de relação de trabalho, não enseje ao
dependente do militar qualquer direito à assistência previdenciária
oficial.
Art. 51 – O militar que se julgar prejudicado ou ofendido por qualquer
ato administrativo ou disciplinar de superior hierárquico poderá
recorrer ou interpor pedido de reconsideração, queixa ou representação,
segundo regulamentação específica de cada Força Armada.
§ 1º - O direito de recorrer na esfera administrativa prescreverá:
a) em 15 (quinze) dias corridos, a contar do recebimento da comunicação
oficial, quanto a ato que decorra de inclusão em quota compulsória
ou de composição de Quadro de Acesso; e
b) em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos.
§ 2º - O pedido de reconsideração, a queixa e a representação não podem
ser feitos coletivamente.
§ 3º - O militar só poderá recorrer ao Judiciário após esgotados todos
os recursos administrativos e deverá participar esta iniciativa,
antecipadamente, à autoridade à qual estiver subordinado.
Art. 52 – Os militares são alistáveis, como eleitores, desde que
oficiais, guardas-marinha ou aspirantes-a-oficial, suboficiais ou
subtenentes, sargentos ou alunos das escolas militares de nível superior
para formação de oficiais.
Parágrafo único. Os militares alistáveis são elegíveis, atendidas às
seguintes condições:

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a) se contar menos de 5 (cinco) anos de serviço, será, ao se candidatar
a cargo eletivo, excluído do serviço ativo mediante demissão ou
licenciamento “ex officio”; e
b) se em atividade, com 5 (cinco) ou mais anos de serviço, será, ao se
candidatar a cargo eletivo, afastado, temporariamente, do serviço ativo
e agregado, considerado em licença para tratar de interesse particular;
se eleito, será, no ato da diplomação, transferido para a reserva
remunerada, percebendo a remuneração a que fizer jus em função do seu
tempo de serviço.
SEÇÃO II – Da Remuneração
Art. 53. A remuneração dos militares será estabelecida em legislação
específica, comum às Forças Armadas.
Nota:
Redação dada pelo(a) MP nº 2.131/2000 e convalidado(a) pelo(a) MP nº
2.215-10/2001 Redações anteriores: Redação original Redação dada pela
Lei nº 8.237/91
Art. 54 – O soldo é irredutível e não está sujeito à penhora, seqüestro
ou arresto, exceto nos casos previstos em lei.
Art. 55 – O valor do soldo é igual para o militar da ativa, da reserva
remunerada ou reformado, de um mesmo grau hierárquico, ressalvado o
disposto no item II, do “caput”, do art. 50.
Art. 56 – Por ocasião de sua passagem para a inatividade, o militar terá
direito a tantas quotas de soldo quantos forem os anos de serviço,
computáveis para a inatividade, até o máximo de 30 (trinta) anos,
ressalvado o disposto no item III do “caput”, do art. 50.
Parágrafo único. Para efeito de contagem das quotas, a fração de tempo
igual ou superior a 180 (cento e oitenta) dias será considerada 1 (um)
ano.
Art. 57 – Nos termos do § 9º, do art. 93, da Constituição, a proibição
de acumular proventos de inatividade não se aplica aos militares da
reserva remunerada e aos reformados quanto ao exercício de mandato
eletivo, quanto ao de função de magistério ou de cargo em comissão ou
quanto ao contrato para prestação de serviços técnicos ou
especializados.
Art. 58 – Os proventos de inatividade serão revistos sempre que, por
motivo de alteração do poder aquisitivo da moeda, se modificarem os
vencimentos dos militares em serviço ativo.
Parágrafo único. Ressalvados os casos previstos em lei, os proventos da
inatividade não poderão exceder à remuneração percebida pelo militar da
ativa no posto ou graduação correspondente aos dos seus proventos.

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SEÇÃO III – Da Promoção

Art. 59 – O acesso na hierarquia militar, fundamentado principalmente no


valor moral e profissional, é seletivo, gradual e sucessivo e será feito
mediante promoções, de conformidade com a legislação e regulamentação de
promoções de oficiais e de praças, de modo a obter-se um fluxo regular e
equilibrado de carreira para os militares.
Parágrafo único. O planejamento da carreira dos oficiais e das praças é
atribuição de cada um dos Ministérios das Forças Singulares.
RUIM
Art. 60 – As promoções serão efetuadas pelos critérios de antigüidade,
merecimento ou escolha, ou, ainda, por bravura e “post mortem”.
BOM
§ 1º - Em casos extraordinários e independentemente de vagas, poderá
haver promoção em ressarcimento de preterição.
§ 2º - A promoção de militar feita em ressarcimento de preterição será
efetuada segundo os critérios de ntigüidade ou merecimento, recebendo
ele o número que lhe competir na escala hierárquica, como se houvesse
sido promovido, na época devida, pelo critério em que ora é feita sua
promoção.
Art. 61. A fim de manter a renovação, o equilíbrio e a regularidade de
acesso nos diferentes Corpos, Quadros, Armas ou Serviços, haverá anual e
obrigatoriamente um número fixado de vagas à promoção, nas proporções
abaixo indicadas:
I – Almirantes-de-Esquadra, Generais-de-Exército e Tenentes-Brigadeiros
– ¼ (um quarto) dos respectivos Corpos ou Quadros;
II – Vice-Almirantes, Generais-de-Divisão e Majores-Brigadeiros – ¼ (um
quarto) dos respectivos Corpos ou Quadros;
III – Contra-Almirantes, Generais-de-Brigada e Brigadeiros – ¼ (um
quarto) dos respectivos Corpos ou Quadros;
IV – Capitães-de-Mar-e-Guerra e Coronéis – no mínimo 1/8 (um oitavo) dos
respectivos Corpos, Quadros, Armas ou Serviços;
V – Capitães-de-Fragata e Tenentes-Coronéis – no mínimo 1/15 (um quinze
avos) dos respectivos Corpos, Quadros, Armas ou Serviços;
VI – Capitães-de-Corveta e Majores – no mínimo 1/20 (um vinte avos) dos
respectivos Corpos, Quadros, Armas ou Serviços; e
VII – Oficiais dos 3 (três) últimos postos dos Quadros de que trata a
alínea b do inciso I do art. 98, ¼ para o último posto, no mínimo 1/10
para o penúltimo posto, e no mínimo 1/15 para o antepenúltimo posto, dos
respectivos Quadros, exceto quando o último e o penúltimo postos forem
Capitão-Tenente ou capitão e 1º Tenente, caso em que as proporções serão
no mínimo 1/10 e 1/20, respectivamente.

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Nota:
Redação dada pelo(a) Lei nº 7.666/1988 Redação(ões) anterior(es):
Redação original Redação dada pelo(a) Lei nº 7.503/1986

§ 1º O número de vagas para promoção obrigatória em cada ano-base para


os postos relativos aos itens IV, V, VI e VII deste artigo será fixado,
para cada Força, em decretos separados, até o dia 15 (quinze) de janeiro
do ano seguinte.
§ 2º As frações que resultarem da aplicação das proporções estabelecidas
neste artigo serão adicionadas, cumulativamente, aos cálculos
correspondentes dos anos seguintes, até completar-se pelo menos 1 (um)
inteiro que, então, será computado para obtenção de uma vaga para
promoção obrigatória.
§ 3º As vagas serão consideradas abertas:
a) na data da assinatura do ato que promover, passar para a inatividade,
transferir de Corpo ou Quadro, demitir ou agregar o militar;
b) na data fixada na Lei de Promoções de Oficiais da Ativa das Forças
Armadas ou seus regulamentos, em casos neles indicados; e
c) na data oficial do óbito do militar.
Art. 62 – Não haverá promoção de militar por ocasião de sua
transferência para a reserva remunerada ou reforma.
SEÇÃO IV – Das Férias e de Outros Afastamentos Temporários do Serviço

Art. 63 – Férias são afastamentos totais do serviço, anual e


obrigatoriamente concedidos aos militares para descanso, a partir do
último mês do ano a que se referem e durante todo o ano seguinte.
§ 1º - O Poder Executivo fixará a duração das férias, inclusive para os
militares servindo em localidades especiais.
§ 2º - Compete aos Ministros Militares regulamentar a concessão de
férias.
§ 3º - A concessão de férias não é prejudicada pelo gozo anterior de
licença para tratamento de saúde, nem por punição anterior decorrente de
contravenção ou transgressão disciplinar, ou pelo estado de guerra, ou
para que sejam cumpridos atos em serviço, bem como não anula o direito
àquela licença.
Nota:
Redação dada pelo(a) MP nº 2.131/2000 e convalidado(a) pelo(a) MP nº
2.215-10/2001 Redação(ões) anterior(es):Redação original
§ 4º - Somente em casos de interesse da segurança nacional, de
manutenção da ordem, de extrema necessidade do serviço, de transferência
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para a inatividade, ou para cumprimento de punição decorrente de
contravenção ou de transgressão disciplinar de natureza grave e em caso
de baixa a hospital, os militares terão interrompido ou deixarão de
gozar na época prevista o período de férias a que tiverem direito,
registrando-se o fato em seus assentamentos.
§ 5º - Na impossibilidade do gozo de férias no ano seguinte pelos
motivos previstos no parágrafo anterior, ressalvados os casos de
contravenção ou transgressão disciplinar de natureza grave, o período de
férias não gozado será computado dia a dia, pelo dobro no momento da
passagem do militar para a inatividade e, nesta situação, para todos os
efeitos legais.
Nota:
Revogado(a) pelo(a) MP nº 2.215-10/2001
Art. 64 – Os militares têm direito, ainda, aos seguintes períodos de
afastamento total do serviço, obedecidas às disposições legais e
regulamentares, por motivo de:
I – núpcias: 8 (oito) dias;
II – luto: 8 (oito) dias;
III – instalação: até 10 (dez) dias; e
IV – trânsito: até 30 (trinta) dias.
Art. 65 – As férias e os afastamentos mencionados no artigo anterior são
concedidos com a remuneração prevista na legislação específica e
computados como tempo de efetivo serviço para todos os efeitos legais.
Art. 66 – As férias, instalação e trânsito dos militares que se
encontrem a serviço no estrangeiro devem ter regulamentação idêntica
para as três Forças Armadas.
SEÇÃO V – Das Licenças
Art. 67 – Licença é a autorização para afastamento total do serviço, em
caráter temporário, concedida ao militar, obedecidas às disposições
legais e regulamentares.
§ 1º - A licença pode ser:
a) especial;
Nota:
Revogado(a) pelo(a) MP nº 2.215-10/2001
b) para tratar de interesse particular;
c) para tratamento de saúde de pessoa da família; e
d) para tratamento de saúde própria.
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§ 2º - A remuneração do militar licenciado será regulada em legislação
específica.
§ 3º A concessão da licença é regulada pelo Comandante da Força.
Nota:
Redação dada pelo(a) MP nº 2.131/2000 e convalidado(a) pelo(a) MP nº
2.215-10/2001 Redação(ões) anterior(es): Redação original
Art. 68 – Licença especial é a autorização para o afastamento total do
serviço, relativa a cada decênio de tempo de efetivo serviço prestado,
concedida ao militar que a requeira, sem que implique em qualquer
restrição para a sua carreira.
Nota:
Revogado(a) pelo(a) MP nº 2.215-10/2001
§ 1º - A licença especial tem a duração de 6 (seis) meses, a ser gozada
de uma só vez; quando solicitado pelo interessado e julgado conveniente
pela autoridade competente, poderá ser parcelada em 2 (dois) ou 3 (três)
meses.
§ 2º - O período de licença especial não interrompe a contagem de tempo
de efetivo serviço.
§ 3º - Os períodos de licença especial não-gozados pelo militar são
computados em dobro para fins exclusivos de contagem de tempo para a
passagem à inatividade e, nesta situação, para todos os efeitos legais.
§ 4º - A licença especial não é prejudicada pelo gozo anterior de
qualquer licença para tratamento de saúde e para que sejam cumpridos
atos de serviço, bem como não anula o direito àquelas licenças.
§ 5º - Uma vez concedida a licença especial, o militar será exonerado do
cargo ou dispensado do exercício das funções que exercer e ficará à
disposição do órgão de pessoal da respectiva Força Armada, adido à
Organização Militar onde servir.
Art. 69 – Licença para tratar de interesse particular é a autorização
para o afastamento total do serviço, concedida ao militar, com mais de
10 (dez) anos de efetivo serviço, que a requeira com aquela finalidade.
Parágrafo único. A licença de que trata este artigo será sempre
concedida com prejuízo da remuneração e da contagem de tempo de efetivo
serviço, exceto, quanto a este último, para fins de indicação para a
quota compulsória.
Art. 70 – As licenças poderão ser interrompidas a pedido ou nas
condições estabelecidas neste artigo.
§ 1º A interrupção da licença para tratar de interesse particular poderá
ocorrer:

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Nota:
Redação dada pelo(a) MP nº 2.131/2000 e convalidado(a) pelo(a) MP nº
2.215-10/2001 Redação(ões) anterior(es):Redação original
a) em caso de mobilização e estado de guerra;
b) em caso de decretação de estado de emergência ou de estado de sítio;
c) para cumprimento de sentença que importe em restrição da liberdade
individual;
d) para cumprimento de punição disciplinar, conforme regulamentação de
cada Força.
Nota:
Redação dada pelo(a) MP nº 2.131/2000 e convalidado(a) pelo(a) MP nº
2.215-10/2001 Redação(ões) anterior(es): Redação original
e) em caso de denúncia ou de pronúncia em processo criminal ou
indiciação em inquérito militar, a juízo da autoridade que efetivou a
denúncia, a pronúncia ou a indiciação.
§ 2º - A interrupção de licença para tratar de interesse particular será
definitiva quando o militar for reformado ou transferido “ex officio”
para a reserva remunerada.
§ 3º - A interrupção da licença para tratamento de saúde de pessoa da
família, para cumprimento de pena disciplinar que importe em restrição
da liberdade individual, será regulada em cada Força.
SEÇÃO VI – Da Pensão Militar
Art. 71 – A pensão militar destina-se a amparar os beneficiários do
militar falecido ou extraviado e será paga conforme o disposto em
legislação específica.
§ 1º - Para fins de aplicação da legislação específica, será considerado
como posto ou graduação do militar o correspondente ao soldo sobre o
qual forem calculadas as suas contribuições.
§ 2º - Todos os militares são contribuintes obrigatórios da pensão
militar correspondente ao seu posto ou graduação, com as exceções
previstas em legislação específica.
§ 3º - Todo militar é obrigado a fazer sua declaração de beneficiários
que, salvo prova em contrário, prevalecerá para a habilitação dos mesmos
à pensão militar.
Art. 72 – A pensão militar defere-se nas prioridades e condições
estabelecidas em legislação específica.

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CAPÍTULO II – Das Prerrogativas
SEÇÃO I – Constituição e Enumeração
Art. 73 – As prerrogativas dos militares são constituídas pelas honras,
dignidades e distinções devidas aos graus hierárquicos e cargos.
Parágrafo único. São prerrogativas dos militares:
a) uso de títulos, uniformes, distintivos, insígnias e emblemas
militares das Forças Armadas, correspondentes ao posto ou graduação,
Corpo, Quadro, Arma, Serviço ou Cargo;
b) honras, tratamento e sinais de respeito que lhes sejam assegurados em
leis e regulamentos;
c) cumprimento de pena de prisão ou detenção somente em organização
militar da respectiva Força cujo comandante, chefe ou diretor tenha
precedência hierárquica sobre o preso ou, na impossibilidade de cumprir
esta disposição, em organização militar de outra Força cujo comandante,
chefe ou diretor tenha a necessária precedência; e
d) julgamento em foro especial, nos crimes militares.
Art. 74 – Somente em caso de flagrante delito o militar poderá ser preso
por autoridade policial, ficando esta obrigada a entregá-lo
PRISÃO imediatamente à autoridade militar mais próxima, só podendo retê-lo, na
delegacia ou posto policial, durante o tempo necessário à lavratura do
flagrante.
§ 1º - Cabe à autoridade militar competente a iniciativa de
responsabilizar a autoridade policial que não cumprir ao disposto neste
artigo e a que maltratar ou consentir que seja maltratado qualquer preso
militar ou não lhe der o tratamento devido ao seu posto ou graduação.
§ 2º - Se, durante o processo e julgamento no foro civil, houver perigo
de vida para qualquer preso militar, a autoridade militar competente,
mediante requisição da autoridade judiciária, mandará guardar os
pretórios ou tribunais por força federal.
Art. 75 – Os militares da ativa, no exercício de funções militares, são
dispensados do serviço na instituição do Júri e do serviço na Justiça
Eleitoral.
SEÇÃO II – Do Uso dos Uniformes

Art. 76 – Os uniformes das Forças Armadas, com seus distintivos,


insígnias e emblemas, são privativos dos militares e simbolizam a
autoridade militar, com as prerrogativas que lhe são inerentes.
Parágrafo único. Constituem crimes previstos na legislação específica o
desrespeito aos uniformes, distintivos, insígnias e emblemas militares,
bem como seu uso por quem a eles não tiver direito.
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Art. 77 – O uso dos uniformes com seus distintivos, insígnias e
emblemas, bem como os modelos, descrição, composição, peças acessórias e
outras disposições, são os estabelecidos na regulamentação específica de
cada Força Armada.
§ 1º - É proibido ao militar o uso dos uniformes:
a) em manifestação de caráter político-partidária;
b) em atividade não-militar no estrangeiro, salvo quando expressamente
determinado ou autorizado; e
c) na inatividade, salvo para comparecer a solenidades militares, a
cerimônias cívicas comemorativas de datas nacionais ou a atos sociais
solenes de caráter particular, desde que autorizado.
Comandante
§ 2º - O oficial na inatividade, quando no cargo de Ministro de Estado
da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, poderá usar os mesmos
uniformes dos militares na ativa.
§ 3º - Os militares na inatividade cuja conduta possa ser considerada
como ofensiva à dignidade da classe poderão ser definitivamente
proibidos de usar uniformes por decisão do Ministro da respectiva Força
Singular.
Art. 78 – O militar fardado tem as obrigações correspondentes ao
uniforme que use e aos distintivos, emblemas ou às insígnias que
ostente.
Art. 79 – É vedado às Forças Auxiliares e a qualquer elemento civil ou
organizações civis usar uniformes ou ostentar distintivos, insígnias ou
emblemas que possam ser confundidos com os adotados nas Forças Armadas.
Parágrafo único. São responsáveis pela infração das disposições deste
artigo, além dos indivíduos que a tenham cometido, os comandantes das
Forças Auxiliares, diretores ou chefes de repartições, organizações de
qualquer natureza, firmas ou empregadores, empresas, institutos ou
departamentos que tenham adotado ou consentido sejam usados uniformes ou
ostentados distintivos, insígnias ou emblemas que possam ser confundidos
com os adotados nas Forças Armadas.
TÍTULO IV – Das Disposições Diversas
CAPÍTULO I – Das Situações Especiais
SEÇÃO I – Da Agregação

Art. 80 – Agregação é a situação na qual o militar da ativa deixa de


ocupar vaga na escala hierárquica de seu Corpo, Quadro, Arma ou Serviço,
nela permanecendo sem número.
Art. 81 – O militar será agregado e considerado, para todos os efeitos
legais, como em serviço ativo quando:
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I – for nomeado para cargo, militar ou considerado de natureza militar,
estabelecido em lei ou decreto, no País ou no estrangeiro, não-previsto
nos Quadros de Organização ou Tabelas de Lotação da respectiva Força
Armada, exceção feita aos membros das comissões de estudo ou de
aquisição de material, aos observadores de guerra e aos estagiários para
aperfeiçoamento de conhecimentos militares em organizações militares ou
industriais no estrangeiro;
II – for posto à disposição exclusiva do Ministério da Defesa ou de
Força Armada diversa daquela a que pertença, para ocupar cargo militar
ou considerado de natureza militar;
Nota:
Redação dada pelo(a) MP nº 1799-6/1999 e convalidado(a) pelo(a) MP nº
2.215-10/2001 Redação(ões) anterior(es): Redação original
III – aguardar transferência “ex officio” para a reserva, por ter sido
enquadrado em quaisquer dos requisitos que a motivaram;
IV – o órgão competente para formalizar o respectivo processo tiver
conhecimento oficial do pedido de transferência do militar para a
reserva; e
V – houver ultrapassado 6 (seis) meses contínuos na situação de
convocado para funcionar como Ministro do Superior Tribunal Militar.
§ 1º - A agregação de militar nos casos dos itens I e II é contada a
partir da data da posse no novo cargo até o regresso à Força Armada a
que pertence ou a transferência “ex officio” para a reserva.
§ 2º - A agregação de militar no caso do item III é contada a partir da
data indicada no ato que tornar público o respectivo evento.
§ 3º - A agregação de militar no caso do item IV é contada a partir da
data indicada no ato que tornar pública a comunicação oficial até a
transferência para a reserva.
§ 4º - A agregação de militar no caso do item V é contada a partir do
primeiro dia após o respectivo prazo e enquanto durar o evento.
Art. 82 – O militar será agregado quando for afastado temporariamente do
serviço ativo por motivo de:
I – ter sido julgado incapaz temporariamente, após 1 (um) ano contínuo
de tratamento;
II – haver ultrapassado 1 (um) ano contínuo em licença para tratamento
de saúde própria;
III – haver ultrapassado 6 (seis) meses contínuos em licença para tratar
de interesse particular;

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IV – haver ultrapassado 6 (seis) meses contínuos em licença para tratar
de saúde de pessoa da família;
V – ter sido julgado incapaz definitivamente, enquanto tramita o
processo de reforma;
VI – ter sido considerado oficialmente extraviado;
VII – ter-se esgotado o prazo que caracteriza o crime de deserção
previsto no Código Penal Militar, se oficial ou praça com estabilidade
assegurada;
VIII – como desertor, ter-se apresentado voluntariamente, ou ter sido
capturado, e reincluído a fim de se ver processar;
IX – se ver processar, após ficar exclusivamente à disposição da Justiça
Comum;
X – ter sido condenado à pena restritiva de liberdade superior a 6
(seis) meses, em sentença transitada em julgado, enquanto durar a
execução, excluído o período de sua suspensão condicional, se concedida
esta, ou até ser declarado indigno de pertencer às Forças Armadas ou com
elas incompatível;
XI – ter sido condenado à pena de suspensão do exercício do posto,
graduação, cargo ou função prevista no Código Penal Militar;
XII – ter passado à disposição de Ministério Civil, de órgão do Governo
Federal, de Governo Estadual, de Território ou Distrito Federal, para
exercer função de natureza civil;
XIII – ter sido nomeado para qualquer cargo público civil temporário,
não-eletivo, inclusive da administração indireta, e
XIV – ter-se candidatado a cargo eletivo, desde que conte 5 (cinco) ou
mais anos de serviço.
§ 1º - A agregação de militar nos casos dos itens I, II, III e IV é
contada a partir do primeiro dia após os respectivos prazos e enquanto
durar o evento.
§ 2º - A agregação de militar nos casos dos itens V, VI, VII, VIII, IX,
X e XI é contada a partir da data indicada no ato que tornar público o
respectivo evento.
§ 3º - A agregação de militar nos casos dos itens XII e XIII é contada a
partir da data de posse no novo cargo até o regresso à Força Armada a
que pertence ou transferência “ex officio” para a reserva.
§ 4º - A agregação de militar no caso do item XIV é contada a partir da
data do registro como candidato até sua diplomação ou seu regresso à
Força Armada a que pertence, se não houver sido eleito.

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Art. 83 – O militar agregado fica sujeito às obrigações disciplinares
concernentes às suas relações com outros militares e autoridades civis,
salvo quando titular de cargo que lhe dê precedência funcional sobre
outros militares mais graduados ou mais antigos.
Art. 84 – O militar agregado ficará adido, para efeito de alterações e
remuneração, à organização militar que lhe for designada, continuando a
figurar no respectivo registro, sem número, no lugar que até então
ocupava.
Art. 85 – A agregação se faz por ato do Presidente da República ou da
autoridade à qual tenha sido delegada a devida competência.
SEÇÃO II – Da Reversão
Art. 86 – Reversão é o ato pelo qual o militar agregado retorna ao
respectivo Corpo, Quadro, Arma ou Serviço tão logo cesse o motivo que
determinou sua agregação, voltando a ocupar o lugar que lhe competir na
respectiva escala numérica, na primeira vaga que ocorrer, observado o
disposto no § 3º do art. 100.
Parágrafo único. Em qualquer tempo poderá ser determinada a reversão do
militar agregado nos casos previstos nos itens IX, XII e XIII do art.
82.
Art. 87 – A reversão será efetuada mediante ato do Presidente da
República ou da autoridade à qual tenha sido delegada a devida
competência.
SEÇÃO III – Do Excedente
Art. 88 – Excedente é a situação transitória a que, automaticamente,
passa o militar que:
I – tendo cessado o motivo que determinou sua agregação, reverta ao
respectivo Corpo, Quadro, Arma ou Serviço, estando qualquer destes com
seu efetivo completo;
II – aguarda a colocação a que faz jus na escala hierárquica, após haver
sido transferido de Corpo ou Quadro, estando os mesmos com seu efetivo
completo;
III – é promovido por bravura, sem haver vaga;
IV – é promovido indevidamente;
V – sendo o mais moderno da respectiva escala hierárquica, ultrapasse o
efetivo de seu Corpo, Quadro, Arma ou Serviço, em virtude de promoção de
outro militar em ressarcimento de preterição; e
VI – tendo cessado o motivo que determinou sua reforma por incapacidade
definitiva, retorne ao respectivo Corpo, Quadro, Arma ou Serviço,
estando qualquer destes com seu efetivo completo.
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§ 1º - O militar cuja situação é a de excedente, salvo o indevidamente
promovido, ocupa a mesma posição relativa, em antigüidade, que lhe cabe
na escala hierárquica e receberá o número que lhe competir, em
conseqüência da primeira vaga que se verificar, observado o disposto no
§ 3º do art. 100.
§ 2º - O militar, cuja situação é de excedente, é considerado, para
todos os efeitos, como em efetivo serviço e concorre, respeitados os
requisitos legais, em igualdade de condições e sem nenhuma restrição, a
qualquer cargo militar, bem como à promoção e à quota compulsória.
§ 3º - O militar promovido por bravura sem haver vaga ocupará a primeira
vaga aberta, observado o disposto no § 3º do art. 100, deslocando o
critério de promoção a ser seguido para a vaga seguinte.
§ 4º - O militar promovido indevidamente só contará a ntigüidade e
receberá o número que lhe competir na escala hierárquica quando a vaga
que deverá preencher corresponder ao critério pelo qual deveria ter sido
promovido, desde que satisfaça aos requisitos para promoção.
SEÇÃO IV – Do Ausente e do Desertor
Art. 89 – É considerado ausente o militar que, por mais de 24 (vinte e
quatro) horas consecutivas:
I – deixar de comparecer à sua organização militar sem comunicar
qualquer motivo de impedimento; e
II – ausentar-se, sem licença, da organização militar onde serve ou
local onde deve permanecer.
Parágrafo único. Decorrido o prazo mencionado neste artigo, serão
observadas as formalidades previstas em legislação específica.
Art. 90 – O militar é considerado desertor nos casos previstos na
legislação penal militar.
SEÇÃO V – Do Desaparecido e do Extraviado
Art. 91 – É considerado desaparecido o militar na ativa que, no
desempenho de qualquer serviço, em viagem, em campanha ou em caso de
calamidade pública, tiver paradeiro ignorado por mais de 8 (oito) dias.
Parágrafo único. A situação de desaparecimento só será considerada
quando não houver indício de deserção.
Art. 92 – O militar que, na forma do artigo anterior, permanecer
desaparecido por mais de 30 (trinta) dias, ser oficialmente considerado
extraviado.

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SEÇÃO VI – Do Comissionado

Art. 93 – Após a declaração de estado de guerra, os militares em serviço


ativo poderão ser comissionados, temporariamente, em postos ou
graduações superiores aos que efetivamente possuírem.
Parágrafo único. O comissionamento de que trata este artigo será
regulado em legislação específica.
CAPÍTULO II – Da Exclusão do Serviço Ativo
SEÇÃO I – Da Ocorrência

Art. 94 – A exclusão do serviço ativo das Forças Armadas e o conseqüente


desligamento da organização a que estiver vinculado o militar decorrem
dos seguintes motivos:
I – transferência para a reserva remunerada;
II – reforma;
III – demissão;
IV – perda de posto e patente;
V – licenciamento;
VI – anulação de incorporação;
VII – desincorporação;
VIII – a bem da disciplina;
IX – deserção;
X – falecimento; e
XI – extravio.
§ 1º - O militar excluído do serviço ativo e desligado da organização a
que estiver vinculado passará a integrar a reserva das Forças Armadas,
exceto se incidir em qualquer dos itens II, IV, VI, VIII, IX, X e XI
deste artigo ou for licenciado, “ex officio”, a bem da disciplina.
§ 2º - Os atos referentes às situações de que trata o presente artigo
são da alçada do Presidente da República, ou da autoridade competente
para realizá-los, por delegação.
Art. 95 – O militar na ativa, enquadrado em um dos itens I, II, V e VII
do artigo anterior, ou demissionário a pedido, continuará no exercício
de suas funções até ser desligado da organização militar, em que serve.
§ 1º - O desligamento do militar da organização em que serve deverá ser
feito após a publicação em “Diário Oficial”, em Boletim ou em Ordem de
Serviço de sua organização militar, do ato oficial correspondente, e não
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poderá exceder 45 (quarenta e cinco) dias da data da primeira publicação
oficial.
§ 2º - Ultrapassado o prazo a que se refere o parágrafo anterior, o
militar será considerado desligado da organização a que estiver
vinculado, deixando de contar tempo de serviço, para fins de
transferência para a inatividade.
SEÇÃO II – Da Transferência para a Reserva Remunerada

Art. 96 – A passagem do militar à situação de inatividade, mediante


transferência para a reserva remunerada, se efetua:
I – a pedido; e
II – “ex officio”.
Parágrafo único. A transferência do militar para a reserva remunerada
pode ser suspensa na vigência do estado de guerra, estado de sítio,
estado de emergência ou em caso de mobilização.
Art. 97 – A transferência para a reserva remunerada, a pedido, será
concedida mediante requerimento, ao militar que contar, no mínimo, 30
(trinta) anos de serviço.
§ 1º - O oficial da ativa pode pleitear transferência para a reserva
remunerada mediante inclusão voluntária na quota compulsória.
§ 2º - No caso de o militar haver realizado qualquer curso ou estágio de
duração superior a 6 (seis) meses, por conta da União, no estrangeiro,
sem haver decorrido 3 (três) anos de seu término, a transferência para a
reserva só será concedida mediante indenização de todas as despesas
correspondentes à realização do referido curso ou estágio, inclusive as
diferenças de vencimentos. O cálculo da indenização será efetuado pelos
respectivos Ministérios.
§ 3º - O disposto no parágrafo anterior não se aplica aos oficiais que
deixem de ser incluídos em Lista de Escolha, quando nela tenha entrado
oficial mais moderno do seu respectivo Corpo, Quadro, Arma ou Serviço.
§ 4º - Não será concedida transferência para a reserva remunerada, a
pedido, ao militar que:
a) estiver respondendo a inquérito ou processo em qualquer jurisdição; e
b) estiver cumprindo pena de qualquer natureza.
Art. 98. A transferência para a reserva remunerada, ex officio ,
verificar-se-á sempre que o militar incidir em um dos seguintes casos:
I – atingir as seguintes idades-limite:
a) na Marinha, no Exército e na Aeronáutica, para os Oficiais dos
Corpos, Quadros, Armas e Serviços não incluídos na alínea b;
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Nota:
Redação dada pelo(a) Lei nº 7.666/1988 Redação(ões) anterior(es):
Redação original Redação dada pelo(a) Lei nº 7.503/1986

Postos Idades
Almirante-de-Esquadra, General-de-Exéreito e Tenente-Brigadeiro 66 anos
Vice-Almirante, General-de-Divisão e Major-Brigadeiro 64 anos
Contra-Almirante, General-de-Brigada e Brigadeiro 62 anos
Capitão-de-Mar-e-Guerra e Coronel 59 anos
Capitão-de-Fragata e Tenente-Coronel 56 anos
Capitão-de-Corveta e Major 52 anos
Capitão-Tenente ou Capitão e Oficiais Subalternos 48 anos

b) na Marinha, para os Oficiais do Quadro de Cirurgiões-Dentistas (CD) e


do Quadro de Apoio à Saúde (S), componentes do Corpo de Saúde da Marinha
e do Quadro Técnico (T), do Quadro Auxiliar da Armada (AA) e do Quadro
Auxiliar de Fuzileiros Navais (AFN), componentes do Corpo Auxiliar da
Marinha; no Exército, para os Oficiais do Quadro Complementar de
Oficiais (QCO), do Quadro Auxiliar de Oficiais (QAO), do Quadro de
Oficiais Médicos (QOM), do Quadro de Oficiais Farmacêuticos (QOF), e do
Quadro de Oficiais Dentistas (QOD); na Aeronáutica, para os Oficiais do
Quadro de Oficiais Médicos (QOMed), do Quadro de Oficiais Farmacêuticos
(QOFarm), do Quadro de Oficiais Dentistas (QODent), do Quadro de
Oficiais de Infantaria da Aeronáutica (QOInf), dos Quadros de Oficiais
Especialistas em Aviões (QOEAv), em Comunicações (QOECom), em Armamento
(QOEArm), em Fotografia (QOEFot), em Meteorologia (QOEMet), em Controle
de Tráfego Aéreo (QOECTA), em Suprimento Técnico (QOESup) e do Quadro de
Oficiais Especialistas da Aeronáutica (QOEA):

Postos Idades

Capitão-de-Mar-e-Guerra e Coronel 62 anos

Capitão-de-Fragata e Tenente-Coronel 60 anos

Capitão-de-Corveta e Major 58 anos

Capitão-Tenente e Capitão 56 anos

Primeiro Tenente 56 anos

Segundo-Tenente 56 anos
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Nota:
Redação dada pelo(a) Lei nº 10.416/2002 Redação(ões) anterior(es):
Redação original Redação dada pelo(a) Lei nº 7.503/1986 Redação dada
pelo(a) Lei nº 7.666/1988
c) na Marinha, no Exército e na Aeronáutica, para Praças:
Graduação Idades
Suboficial e Subtenente 54 anos
Primeiro-Sargento e Taifeiro-Mor 52 anos
Segundo-Sargento e Taifeiro-de-Primeira-Classe 50 anos
Graduação Idades
Terceiro-Sargento 49 anos
Cabo e Taifeiro-de-Segunda-Classe 48 anos
Marinheiro, Soldado e Soldado-de-Primeira-Classe 44 anos
Nota:
Redação dada pelo(a) Lei nº 7.666/1988 Redação(ões) anterior(es):
Redação original Redação dada pelo(a) Lei nº 7.503/1986
d) no Exército, para os oficiais do Quadro Complementar de Oficiais
(QCO) e do quadro Auxiliar de Oficiais (QAO):
Postos Idades
Coronel 62 anos
Tenente-Coronel 60 anos
Major 58 anos
Capitão 56 anos
Primeiro-Tenente 56 anos
Segundo-Tenente 56 anos

Nota:
Acrescentado(a) pelo(a) Lei nº 7.503/1986
e) no Exército, para as praças:
Graduações Idades
Subtenente. 54 anos

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Primeiro-Sargento e Taifeiro-Mor 52 anos
Segundo-Sargento e Taifeiro-de-Primeira-Classe 50 anos
Terceiro-Sargento 49 anos
Cabo e Taifeiro-de-Segunda-Classe 48 anos
Soldado 44 anos

Nota:
Acrescentado(a) pelo(a) Lei nº 7.503/1986
f) na Aeronáutica, para os oficiais do Quadro de Oficiais Farmacêuticos,
do Quadro de Oficiais Dentistas, do Quadro de Oficiais de Infantaria da
Aeronáutica, dos Quadros de Oficiais Especialistas e do Quadro de
Oficiais de Administração:
Postos Idades
Coronel 62 anos
Tenente-Coronel 60 anos
Major 58 anos
Capitão 56 anos
Primeiro-Tenente 56 anos
Segundo-Tenente 56 anos

Nota:
Acrescentado(a) pelo(a) Lei nº 7.503/1986
g) na Aeronáutica, para as praças:
Graduações Idades
Suboficial 54 anos
Primeiro-Sargento e Taifeiro-Mor 52 anos
Segundo-Sargento e Taifeiro-de-Primeira-Classe 50 anos
Terceiro-Sargento 49 anos
Cabo e Taifeiro-de-Segunda-Classe 48 anos

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Soldado-de-Primeira-Classe 44 anos

Nota:
Acrescentado(a) pelo(a) Lei nº 7.503/1986
II – completar o Oficial-General 4 (quatro) anos no último posto da
hierarquia, em tempo de paz, prevista para cada Corpo ou Quadro da
respectiva Força.
Nota:
Redação dada pelo(a) Lei nº 7.659/1988 Redação(ões) anterior(es):
Redação original
III – completar os seguintes tempos de serviço como Oficial-General:
a) nos Corpos ou Quadros que possuírem até o posto de Almirante-de-
Esquadra, General-de-Exército e Tenente-Brigadeiro, 12 (doze) anos;
b) nos Corpos ou Quadros que possuírem até o posto de Vice-Almirante,
General-de-Divisão e Major-Brigadeiro, 8 (oito) anos; e
c) nos Corpos ou Quadros que possuírem apenas o posto de Contra-
Almirante, General-de-Brigada e Brigadeiro, 4 (quatro) anos;

CFOE IV – ultrapassar o oficial 5 (cinco) anos de permanência no último posto


EAOF da hierarquia de paz de seu Corpo, Quadro, Arma ou Serviço; para o
Capitão-de-Mar-e-Guerra ou Coronel esse prazo será acrescido de 4
RR
(quatro) anos se, ao completar os primeiros 5 (cinco) anos no posto, já
Integral
possuir o curso exigido para a promoção ao primeiro posto de oficial-
5 anos
general, ou nele estiver matriculado e vier a concluí-lo com
último
aproveitamento;
posto
TC V – for o oficial abrangido pela quota compulsória;
VI – for a praça abrangida pela quota compulsória, na forma regulada em
decreto, para cada Força Singular;
VII – for o oficial considerado não-habilitado para o acesso em caráter
definitivo, no momento em que vier a ser objeto de apreciação para
ingresso em Quadro de Acesso ou Lista de Escolha;
VIII – deixar o Oficial-General, o Capitão-de-Mar-e-Guerra ou o Coronel
de integrar a Lista de Escolha a ser apresentada ao Presidente da
República, pelo número de vezes fixado pela Lei de Promoções de Oficiais
da Ativa das Forças Armadas, quando na referida Lista de Escolha tenha
entrado oficial mais moderno do seu respectivo Corpo, Quadro, Arma ou
Serviço;
IX – for o Capitão-de-Mar-e-Guerra ou o Coronel, inabilitado para o
acesso, por estar definitivamente impedido de realizar o curso exigido,
ultrapassado 2 (duas) vezes, consecutivas ou não, por oficial mais

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moderno do respectivo Corpo, Quadro, Arma ou Serviço, que tenha sido
incluído em Lista de Escolha;
X – na Marinha e na Aeronáutica, deixar o oficial do penúltimo posto de
Quadro, cujo último posto seja de oficial superior, de ingressar em
Quadro de Acesso por Merecimento pelo número de vezes fixado pela Lei de
Promoções de Oficiais da Ativa das Forças Armadas, quando nele tenha
entrado oficial mais moderno do respectivo Quadro;
XI – ingressar o oficial no Magistério Militar, se assim o determinar a
legislação específica;
XII – ultrapassar 2 (dois) anos, contínuos ou não, em licença para
tratar de interesse particular;
XIII – ultrapassar 2 (dois) anos contínuos em licença para tratamento de
saúde de pessoa de sua família;
XIV – passar a exercer cargo ou emprego público permanentes estranhos à
sua carreira, cujas funções sejam de magistério;
Nota:
Revogado(a) pelo(a) Lei nº 9.297/1996
XV – ultrapassar 2 (dois) anos de afastamento, contínuos ou não,
agregado em virtude de ter passado a exercer cargo ou emprego público
civil temporário, não-eletivo, inclusive da administração indireta; e
XVI – ser diplomado em cargo eletivo, na forma da letra b , do parágrafo
único, do artigo 52.
§ 1º A transferência para a reserva processar-se-á quando o militar for
enquadrado em um dos itens deste artigo, salvo quanto ao item V, caso em
que será processada na primeira quinzena de março.
§ 2° A transferência para a reserva do militar enquadrado no item XIV
deste artigo será efetivada no posto ou graduação que tinha na ativa,
podendo acumular os proventos a que fizer jus na inatividade com a
remuneração do cargo ou emprego para o qual foi nomeado ou admitido.
Nota:
Revogado(a) pelo(a) Lei nº 9.297/1996
§ 3° A nomeação ou admissão do militar para os cargos ou empregos
públicos de que trata o inciso XV deste artigo somente poderá ser feita
se:
Nota:
Redação dada pelo(a) Lei nº 9.297/1996 Redação(ões) anterior(es):
Redação original

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a) oficial, pelo Presidente da República ou mediante sua autorização
quando a nomeação ou admissão for da alçada de qualquer outra autoridade
federal, estadual ou municipal; e
b) praça, mediante autorização do respectivo Ministro.
§ 4º Enquanto o militar permanecer no cargo ou emprego de que trata o
item XV:
a) é-lhe assegurada a opção entre a remuneração do cargo ou emprego e a
do posto ou da graduação;
b) somente poderá ser promovido por ntigüidade; e
c) o tempo de serviço é contado apenas para aquela promoção e para a
transferência para a inatividade.
§ 5º Entende-se como Lista de Escolha aquela que como tal for definida
na lei que dispõe sobre as promoções dos oficiais da ativa das Forças
Armadas.
Art. 99 – A quota compulsória, a que se refere o item V do artigo
anterior, é destinada a assegurar a renovação, o equilíbrio, a
regularidade de acesso e a adequação dos efetivos de cada Força
Singular.
Art. 100 – Para assegurar o número fixado de vagas à promoção na forma
estabelecida no art. 61, quando este número não tenha sido alcançado com
as vagas ocorridas durante o ano considerado ano-base, aplicar-se-á a
quota compulsória a que se refere o artigo anterior.
Nota:
Para fim de aplicação da Quota Compulsória de que trata este artigo,
referente ao ano-base de 2002, e estabelecimento do número de vagas para
promoção obrigatória, nos Corpos e Quadros de Oficiais da Marinha, de
que trata a referida Lei, ficam fixadas as seguintes proporções sobre os
efetivos dos postos de acordo com o Decreto nº 4.573/2003.
§ 1º - A quota compulsória é calculada deduzindo-se das vagas fixadas
para o ano-base para um determinado posto:
a) as vagas fixadas para o posto imediatamente superior no referido
ano-base; e
b) as vagas havidas durante o ano-base e abertas a partir de 1º
(primeiro) de janeiro até 31 (trinta e um) de dezembro, inclusive.
§ 2º - Não estarão enquadradas na letra “b” do parágrafo anterior as
vagas que:
a) resultarem da fixação de quota compulsória para o ano anterior ao
ano-base; e

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b) abertas durante o ano-base, tiverem sido preenchidas por oficiais
excedentes nos Corpos, Quadros, Armas ou Serviços ou que a eles houverem
revertido em virtude de terem cessado as causas que deram motivo à
agregação, observado o disposto no § 3º deste artigo.
§ 3º - As vagas decorrentes da aplicação direta da quota compulsória e
as resultantes das promoções efetivadas nos diversos postos, em face
daquela aplicação inicial, não serão preenchidas por oficiais excedentes
ou agregados que reverterem em virtude de haverem cessado as causas da
agregação.
§ 4º - As quotas compulsórias só serão aplicadas quando houver, no posto
imediatamente abaixo, oficiais que satisfaçam às condições de acesso.
Art. 101 – A indicação dos oficiais para integrarem a quota compulsória
obedecerá às seguintes prescrições:
I – inicialmente serão apreciados os requerimentos apresentados pelos
oficiais da ativa que, contando mais de 20 (vinte) anos de tempo de
efetivo serviço, requererem sua inclusão na quota compulsória, dando-se
atendimento, por prioridade em cada posto, aos mais idosos; e
II – se o número de oficiais voluntários na forma do item I não atingir
o total de vagas da quota fixada em cada posto, esse total será
completado, “ex officio”, pelos oficiais que:
a) contarem, no mínimo, como tempo de efetivo serviço:
1 – 30 (trinta) anos, se Oficial-General;
2 – 28 (vinte e oito) anos, se Capitão-de-Mar-e-Guerra ou Coronel;
3 – 25 (vinte e cinco) anos, se Capitão-de-Fragata ou Tenente Coronel, e
4 – 20 (vinte) anos, de Capitão-de-Corveta ou Major.
b) possuírem interstício para promoção, quando for o caso;
c) estiverem compreendidos nos limites quantitativos de ntigüidade que
definem a faixa dos que concorrem à constituição dos Quadros de Acesso
por Antigüidade, Merecimento ou Escolha;
d) ainda que não concorrendo à constituição dos Quadros de Acesso por
Escolha, estiverem compreendidos nos limites quantitativos de
ntigüidade estabelecidos para a organização dos referidos Quadros, e e)
satisfizerem às condições das letras “a”, “b”, “c” e “d”, na seguinte
ordem de prioridade:
1) não possuírem as condições regulamentares para a promoção, ressalvada
a incapacidade física até 6 (seis) meses contínuos ou 12 (doze) meses
descontínuos; dentre eles os de menor merecimento a ser apreciado pelo
órgão competente da Marinha, do Exército e da Aeronáutica; em igualdade

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de merecimento, os de mais idade e, em caso de mesma idade, os mais
modernos;
2) deixarem de integrar os Quadros de Acesso por Merecimento ou Lista de
Escolha, pelo maior número de vezes no posto, quando neles tenha entrado
oficial mais moderno; em igualdade de condições, os de menor merecimento
a ser apreciado pelo órgão competente da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica; em igualdade de merecimento, os de mais idade e, em caso de
mesma idade, os mais modernos; e
3) forem os de mais idade e, no caso da mesma idade, os mais modernos.
§ 1º - Aos oficiais excedentes, aos agregados e aos não-numerados em
virtude de lei especial aplicam-se as disposições deste artigo e os que
forem relacionados para a compulsória serão transferidos para a reserva
juntamente com os demais componentes da quota, não sendo computados,
entretanto, no total das vagas fixadas.
§ 2º - Nos Corpos, Quadros, Armas ou Serviços, nos quais não haja posto
de Oficial-General, só poderão ser atingidos pela quota compulsória os
oficiais do último posto da hierarquia que tiverem, no mínimo, 28 (vinte
e oito) anos de tempo de efetivo serviço e os oficiais dos penúltimo e
antepenúltimo postos que tiverem, no mínimo, 25 (vinte e cinco) anos de
tempo de efetivo serviço.
§ 3º - Computar-se-á, para os fins de aplicação da quota compulsória, no
caso previsto no item II, letra “a”, número 1, como de efetivo serviço,
o acréscimo a que se refere o item II do art. 137.
Art. 102 – O órgão competente da Marinha, do Exército e da Aeronáutica
organizará, até o dia 31 (trinta e um) de janeiro de cada ano, a lista
dos oficiais destinados a integrarem a quota compulsória, na forma do
artigo anterior.
§ 1º - Os oficiais indicados para integrarem a quota compulsória anual
serão notificados imediatamente e terão, para apresentar recursos contra
essa medida, o prazo previsto na letra “a”, do § 1º, do art. 51.
§ 2º - Não serão relacionados para integrarem a quota compulsória os
oficiais que estiverem agregados por terem sido declarados extraviados
ou desertores.
Art. 103 – Para assegurar a adequação dos efetivos à necessidade de cada
Corpo, Quadro, Arma ou Serviço, o Poder Executivo poderá aplicar também
a quota compulsória aos Capitães-de-Mar-e-Guerra e Coronéis não-
numerados, por não possuírem o curso exigido para ascender ao primeiro
posto de Oficial-General.
§ 1º - Para aplicação da quota compulsória na forma deste artigo, o
Poder Executivo fixará percentual calculado sobre os efetivos de
oficiais não-remunerados existentes em cada Corpo, Quadro, Arma ou
Serviço, em 31 de dezembro de cada ano.
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§ 2º - A indicação de oficiais não-numerados para integrarem a quota
compulsória, os quais deverão ter, no mínimo, 28 (vinte e oito) anos de
efetivo serviço, obedecerá às seguintes prioridades:
1) os que requererem sua inclusão na quota compulsória;
2) os de menor merecimento a ser apreciado pelo órgão competente da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica; em igualdade de merecimento, os
de mais idade e, em caso de mesma idade, os mais modernos; e
3) forem os de mais idade e, no caso de mesma idade, os mais modernos.
§ 3º - Observar-se-ão na aplicação da quota compulsória, referida no
parágrafo anterior, as disposições estabelecidas no art. 102.
SEÇÃO III – Da Reforma

Art. 104 – A passagem do militar à situação de inatividade, mediante


reforma, se efetua:
I – a pedido; e
II – “ex officio”.
Art. 105 – A reforma a pedido, exclusivamente aplicada aos membros do
Magistério Militar, se o dispuser a legislação específica da respectiva
Força, somente poderá ser concedida àquele que contar mais de 30
(trinta) anos de serviço, dos quais 10 (dez), no mínimo, de tempo de
Magistério Militar.
Art. 106 – A reforma “ex officio” será aplicada ao militar que:
I – atingir as seguintes idades-limite de permanência na reserva:
a) para Oficial-General, 68 (sessenta e oito) anos;
b) para Oficial Superior, inclusive membros do Magistério Militar, 64
(sessenta e quatro) anos;
c) para Capitão-Tenente, Capitão e oficial subalterno, 60 (sessenta)
anos; e
d) para Praças, 56 (cinqüenta e seis) anos.
II – for julgado incapaz, definitivamente, para o serviço ativo das
Forças Armadas;
III – estiver agregado por mais de 2 (dois) anos por ter sido julgado
incapaz, temporariamente, mediante homologação de Junta Superior de
Saúde, ainda que se trate de moléstia curável;
IV – for condenado à pena de reforma prevista no Código Penal Militar,
por sentença transitada em julgado;

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V – sendo oficial, a tiver determinada em julgado do Superior Tribunal
Militar, efetuado em conseqüência de Conselho de Justificação a que foi
submetido; e
VI – sendo Guarda-Marinha, Aspirante-a-Oficial ou praça com estabilidade
assegurada, for para tal indicado, ao Ministro respectivo, em julgamento
de Conselho de Disciplina.
Parágrafo único. O militar reformado na forma do item V ou VI só poderá
readquirir a situação militar anterior:
a) no caso do item V, por outra sentença do Superior Tribunal Militar e
nas condições nela estabelecidas; e
b) no caso do item VI, por decisão do Ministro respectivo.
Art. 107 – Anualmente, no mês de fevereiro, o órgão competente da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica organizará a relação dos
militares, inclusive membros do Magistério Militar, que houverem
atingido a idade-limite de permanência na reserva, a fim de serem
reformados.
Parágrafo único. A situação de inatividade do militar da reserva
remunerada, quando reformado por limite de idade, não sofre solução de
continuidade, exceto quanto às condições de mobilização.
Art. 108 – A incapacidade definitiva pode sobrevir em conseqüência de:
I – ferimento recebido em campanha ou na manutenção da ordem pública;
II – enfermidade contraída em campanha ou na manutenção da ordem
pública, ou enfermidade cuja causa eficiente decorra de uma dessas
situações;
III – acidente em serviço;
IV – doença, moléstia ou enfermidade adquirida em tempo de paz, com
relação de causa e efeito a condições inerentes ao serviço;
V – tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira,
lepra, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, mal de
Parkinson, pênfigo, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave e
outras moléstias que a lei indicar com base nas conclusões da medicina
especializada; e
VI – acidente ou doença, moléstia ou enfermidade, sem relação de causa e
efeito com o serviço.
§ 1º - Os casos de que tratam os itens I, II, III e IV serão provados
por atestado de origem, inquérito sanitário de origem ou ficha de
evacuação, sendo os termos do acidente, baixa ao hospital, papeleta de
tratamento nas enfermarias e hospitais, e os registros de baixa
utilizados como meios subsidiários para esclarecer a situação.
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§ 2º - Os militares julgados incapazes por um dos motivos constantes do
item V deste artigo somente poderão ser reformados após a homologação,
por Junta Superior de Saúde, da inspeção de saúde que concluiu pela
incapacidade definitiva, obedecida à regulamentação específica de cada
Força Singular.
Art. 109 – O militar da ativa julgado incapaz definitivamente por um dos
motivos constantes dos itens I, II, III, IV e V do artigo anterior será
reformado com qualquer tempo de serviço.
Art. 110 – O militar da ativa ou da reserva remunerada, julgado incapaz
definitivamente por um dos motivos constantes do incisos I e II do art.
108, será reformado com a remuneração calculada com base no soldo
correspondente ao grau hierárquico imediato ao que possuir ou que
possuía na ativa, respectivamente.
Nota:
Redação dada pelo(a) Lei nº 7.580/1986 Redação(ões) anterior(es):
Redação original
§ 1º - Aplica-se o disposto neste artigo aos casos previstos nos itens
III, IV e V do art. 108, quando, verificada a incapacidade definitiva,
for o militar considerado inválido, isto é, impossibilitado total e
permanentemente para qualquer trabalho.
§ 2º - Considera-se, para efeito deste artigo, grau hierárquico
imediato:
a) o de Primeiro-Tenente, para Guarda-Marinha, Aspirante-a-Oficial e
Suboficial ou Subtenente;
b) o de Segundo-Tenente, para Primeiro-Sargento, Segundo-Sargento e
Terceiro-Sargento; e
c) o de Terceiro-Sargento, para Cabo e demais praças constantes do
Quadro a que se refere o art. 16.
§ 3º - Aos benefícios previstos neste artigo e seus parágrafos poderão
ser acrescidos outros relativos à remuneração, estabelecidos em leis
especiais, desde que o militar, ao ser reformado, já satisfaça às
condições por elas exigidas.
§ 4º - O direito do militar previsto no art. 50, item II, independerá de
qualquer dos benefícios referidos no “caput” e no § 1º deste artigo,
ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 152.
Nota:
Revogado(a) pelo(a) MP nº 2.215-10/2001
§ 5º - Quando a praça fizer jus ao direito previsto no art. 50, item II,
e, conjuntamente, a um dos benefícios a que se refere o parágrafo
anterior, aplicar-se-á somente o disposto no § 2º deste artigo.

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Nota:
Revogado(a) pelo(a) MP nº 2.215-10/2001
Art. 111 – O militar da ativa julgado incapaz definitivamente por um dos
motivos constantes do item VI do art. 108 será reformado:
I – com remuneração proporcional ao tempo de serviço, se oficial ou
praça com estabilidade assegurada; e
II – com remuneração calculada com base no soldo integral do posto ou
graduação, desde que, com qualquer tempo de serviço, seja considerado
inválido, isto é, impossibilitado total e permanentemente para qualquer
trabalho.
Art. 112 – O militar reformado por incapacidade definitiva que for
julgado apto em inspeção de saúde por junta superior, em grau de recurso
ou revisão, poderá retornar ao serviço ativo ou ser transferido para a
reserva remunerada, conforme dispuser regulamentação específica.
§ 1º - O retorno ao serviço ativo ocorrerá se o tempo decorrido na
situação de reformado não ultrapassar 2 (dois) anos e na forma do
disposto no § 1º do art. 88.
§ 2º - A transferência para a reserva remunerada, observado o limite de
idade para a permanência nessa reserva, ocorrerá se o tempo transcorrido
na situação de reformado ultrapassar 2 (dois) anos.
Art. 113 – A interdição judicial do militar reformado por alienação
mental deverá ser providenciada junto ao Ministério Público, por
iniciativa de beneficiários, parentes ou responsáveis, até 60 (sessenta)
dias a contar da data do ato da reforma.
§ 1º - A interdição judicial do militar e seu internamento em
instituição apropriada, militar ou não, deverão ser providenciados pelo
Ministério Militar, sob cuja responsabilidade houver sido preparado o
processo de reforma, quando:
a) não existirem beneficiários, parentes ou responsáveis, ou estes não
promoverem a interdição conforme previsto no parágrafo anterior; ou
b) não forem satisfeitas às condições de tratamento exigidas neste
artigo.
§ 2º - Os processos e os atos de registro de interdição do militar terão
andamento sumário, serão instruídos com laudo proferido por Junta
Militar de Saúde e isentos de custas.
§ 3º - O militar reformado por alienação mental, enquanto não ocorrer a
designação judicial do curador, terá sua remuneração paga aos seus
beneficiários, desde que estes o tenham sob sua guarda e
responsabilidade e lhe dispensem tratamento humano e condigno.

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Art. 114 – Para fins de passagem à situação de inatividade, mediante
reforma “ex officio”, as praças especiais, constantes do Quadro a que se
refere o art. 16, são consideradas como:
I – Segundo-Tenente: os Guardas-Marinha, Aspirantes-a-Oficial;
II – Guarda-Marinha ou Aspirante-a-Oficial: os Aspirantes, os Cadetes,
os alunos da Escola de Oficiais Especialistas da Aeronáutica, conforme o
caso específico;
III – Segundo-Sargento: os alunos do Colégio Naval, da Escola
Preparatória de Cadetes do Exército e da Escola Preparatória de Cadetes-
do-Ar;
IV – Terceiro-Sargento: os alunos de órgão de formação de oficiais da
reserva e de escola ou centro de formação de sargentos; e
V – Cabos: os Aprendizes-Marinheiros e os demais alunos de órgãos de
formação de praças, da ativa e da reserva.
Parágrafo único. O disposto nos itens II, III e IV é aplicável às praças
especiais em qualquer ano escolar.
SEÇÃO IV – Da Demissão
Art. 115 – A demissão das Forças Armadas, aplicada exclusivamente aos
oficiais, se efetua:
I – a pedido; e
II – “ex officio”.
Art. 116 – A demissão a pedido será concedida mediante requerimento do
interessado:
I – sem indenização aos cofres públicos, quando contar mais de 5 (cinco)
anos de oficialato, ressalvado o disposto no § 1º deste artigo; e
II – com indenização das despesas feitas pela União, com a sua
preparação e formação, quando contar menos de 5 (cinco) anos de
oficialato.
§ 1º - A demissão a pedido só será concedida mediante a indenização de
todas as despesas correspondentes, acrescidas, se for o caso, das
previstas no item II, quando o oficial tiver realizado qualquer curso ou
estágio, no País ou no exterior, e não tenham decorrido os seguintes
prazos:
a) 2 (dois) anos, para curso ou estágio de duração igual ou superior a 2
(dois) meses e inferior a 6 (seis) meses;
b) 3 (três) anos, para curso ou estágio de duração igual ou superior a 6
(seis) meses e igual ou inferior a 18 (dezoito) meses;

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c) 5 (cinco) anos, para curso ou estágio de duração superior a 18
(dezoito) meses.
§ 2º - O cálculo das indenizações a que se referem o item II e o
parágrafo anterior será efetuado pelos respectivos Ministérios.
§ 3º - O oficial demissionário, a pedido, ingressará na reserva, onde
permanecerá sem direito a qualquer remuneração. O ingresso na reserva
será no mesmo posto que tinha no serviço ativo e sua situação, inclusive
promoções, será regulada pelo Regulamento do Corpo de Oficiais da
Reserva da respectiva Força.
§ 4º - O direito à demissão a pedido pode ser suspenso na vigência de
estado de guerra, estado de emergência, estado de sítio ou em caso de
mobilização.
Art. 117. O oficial da ativa que passar a exercer cargo ou emprego
público permanente, estranho à sua carreira, será imediatamente demitido
ex-officio e transferido para a reserva não remunerada, onde ingressará
com o posto que possuía na ativa e com as obrigações estabelecidas na
legislação do serviço militar, obedecidos os preceitos do art. 116 no
que se refere às indenizações.
Nota:
Redação dada pelo(a) Lei nº 9.297/1996 Redação(ões) anterior(es):
Redação original
SEÇÃO V – Da Perda do Posto e da Patente
Art. 118 – O oficial perderá o posto e a patente se for declarado
indigno do oficialato, ou com ele incompatível, por decisão do Superior
Tribunal Militar, em tempo de paz, ou de Tribunal Especial, em tempo de
guerra, em decorrência de julgamento a que for submetido.
Parágrafo único. O oficial declarado indigno do oficialato, ou com ele
incompatível, e condenado à perda de posto e patente só poderá
readquirir a situação militar anterior por outra sentença dos tribunais
referidos neste artigo e nas condições nela estabelecidas.
Art. 119 – O oficial que houver perdido o posto e a patente será
demitido “ex officio” sem direito a qualquer remuneração ou indenização
e receberá a certidão de situação militar prevista na legislação que
trata do serviço militar.
Art. 120 – Ficará sujeito à declaração de indignidade para o oficialato,
ou de incompatibilidade com o mesmo, o oficial que:
I – for condenado, por tribunal civil ou militar, em sentença transitada
em julgado, à pena restritiva de liberdade individual superior a 2
(dois) anos;
II – for condenado, em sentença transitada em julgado, por crimes para
os quais o Código Penal Militar comina essas penas acessórias e por
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crimes previstos na legislação especial concernente à segurança do
Estado;
III – incidir nos casos, previstos em lei específica, que motivam o
julgamento por Conselho de Justificação e neste for considerado culpado;
e
IV – houver perdido a nacionalidade brasileira.
SEÇÃO VI – Do Licenciamento
Art. 121 – O licenciamento do serviço ativo se efetua:
I – a pedido; e
II – “ex officio”.
§ 1º - O licenciamento a pedido poderá ser concedido, desde que não haja
prejuízo para o serviço:
a) ao oficial da reserva convocado, após prestação do serviço ativo
durante 6 (seis) meses; e
b) à praça engajada ou reengajada, desde que conte, no mínimo, a metade
do tempo de serviço a que se obrigou.
§ 2º - A praça com estabilidade assegurada, quando licenciada para fins
de matrícula em Estabelecimento de Ensino de Formação ou Preparatório de
outra Força Singular ou Auxiliar, caso não conclua o curso onde foi
matriculada, poderá ser reincluída na Força de origem, mediante
requerimento ao respectivo Ministro.
§ 3º - O licenciamento “ex officio” será feito na forma da legislação
que trata do serviço militar e dos regulamentos específicos de cada
Força Armada:
a) por conclusão de tempo de serviço ou de estágio;
b) por conveniência do serviço; e
c) a bem da disciplina.
§ 4º - O militar licenciado não tem direito a qualquer remuneração e,
exceto o licenciado “ex officio” a bem da disciplina, deve ser incluído
ou reincluído na reserva.
§ 5º - O licenciado “ex officio” a bem da disciplina receberá o
certificado de isenção do serviço militar, previsto na legislação que
trata do serviço militar.
Art. 122. O Guarda-Marinha, o Aspirante-a-Oficial e as demais praças
empossados em cargos ou emprego público permanente, estranho à sua
carreira, serão imediatamente, mediante licenciamento ex-officio,

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transferidos para a reserva não remunerada, com as obrigações
estabelecidas na legislação do serviço militar.
Nota:
Redação dada pelo(a) Lei nº 9.297/1996 Redação(ões) anterior(es):
Redação original
Art. 123 – O licenciamento poderá ser suspenso na vigência de estado de
guerra, estado de emergência, estado de sítio ou em caso de mobilização.
SEÇÃO VII – Da Anulação de Incorporação e da Desincorporação da Praça
Art. 124 – A anulação de incorporação e a desincorporação da praça
resultam na interrupção do serviço militar com a conseqüente exclusão do
serviço ativo.
Parágrafo único. A legislação que trata do serviço militar estabelece os
casos em que haverá anulação de incorporação ou desincorporação da
praça.
SEÇÃO VIII – Da Exclusão da Praça a bem da Disciplina
Art. 125 – A exclusão a bem da disciplina será aplicada “ex officio” ao
Guarda-Marinha, ao Aspirante-a-Oficial ou às praças com estabilidade
assegurada:
I – quando assim se pronunciar o Conselho Permanente de Justiça, em
tempo de paz, ou Tribunal Especial, em tempo de guerra, ou Tribunal
Civil após terem sido essas praças condenadas, em sentença transitada em
julgado, à pena restritiva de liberdade individual superior a 2 (dois)
anos ou, nos crimes previstos na legislação especial concernente à
segurança do Estado, a pena de qualquer duração;
II – quando assim se pronunciar o Conselho Permanente de Justiça, em
tempo de paz, ou Tribunal Especial, em tempo de guerra, por haverem
perdido a nacionalidade brasileira; e
III – que incidirem nos casos que motivarem o julgamento pelo Conselho
de Disciplina previsto no art. 49 e nele forem considerados culpados.
Parágrafo único. O Guarda-Marinha, o Aspirante-a-Oficial ou a praça com
estabilidade assegurada que houver sido excluído a bem da disciplina só
poderá readquirir a situação militar anterior:
a) por outra sentença do Conselho Permanente de Justiça, em tempo de
paz, ou Tribunal Especial, em tempo de guerra, e nas condições nela
estabelecidas, se a exclusão tiver sido conseqüência de sentença de um
daqueles Tribunais; e
b) por decisão do Ministro respectivo, se a exclusão foi conseqüência de
ter sido julgado culpado em Conselho de Disciplina.

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Art. 126 – É da competência dos Ministros das Forças Singulares, ou
autoridades às quais tenha sido delegada competência para isso, o ato de
exclusão a bem da disciplina do Guarda-Marinha e do Aspirante-a-Oficial,
bem como das praças com estabilidade assegurada.
Art. 127 – A exclusão da praça a bem da disciplina acarreta a perda de
seu grau hierárquico e não a isenta das indenizações dos prejuízos
causados à Fazenda Nacional ou a terceiros nem das pensões decorrentes
de sentença judicial.
Parágrafo único. A praça excluída a bem da disciplina receberá o
certificado de isenção do serviço militar previsto na legislação que
trata do serviço militar, sem direito a qualquer remuneração ou
indenização.
SEÇÃO IX – Da Deserção

Art. 128 – A deserção do militar acarreta interrupção do serviço


militar, com a conseqüente demissão “ex officio” para o oficial, ou a
exclusão do serviço ativo, para a praça.
§ 1º - A demissão do oficial ou a exclusão da praça com estabilidade
assegurada processar-se-á após 1 (um) ano de agregação, se não houver
captura ou apresentação voluntária antes desse prazo.
§ 2º - A praça sem estabilidade assegurada será automaticamente excluída
após oficialmente declarada desertora.
§ 3º - O militar desertor que for capturado ou que se apresentar
voluntariamente, depois de haver sido demitido ou excluído, será
reincluído no serviço ativo e, a seguir, agregado para se ver processar.
§ 4º - A reinclusão em definitivo do militar de que trata o parágrafo
anterior dependerá de sentença de Conselho de Justiça.
SEÇÃO X – Do Falecimento e do Extravio
Art. 129 – O militar na ativa que vier a falecer será excluído do
serviço ativo e desligado da organização a que estava vinculado, a
partir da data da ocorrência do óbito.
Art. 130 – O extravio do militar na ativa acarreta interrupção do
serviço militar, com o conseqüente afastamento temporário do serviço
ativo, a partir da data em que o mesmo for oficialmente considerado
extraviado.
§ 1º - A exclusão do serviço ativo será feita 6 (seis) meses após a
agregação por motivo de extravio.
§ 2º - Em caso de naufrágio, sinistro aéreo, catástrofe, calamidade
pública ou outros acidentes oficialmente reconhecidos, o extravio ou o
desaparecimento de militar da ativa será considerado, para fins deste
Estatuto, como falecimento, tão logo sejam esgotados os prazos máximos
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de possível sobrevivência ou quando se dêem por encerradas as
providências de salvamento.
Art. 131 – O militar reaparecido será submetido a Conselho de
Justificação ou a Conselho de Disciplina, por decisão do Ministro da
respectiva Força, se assim for julgado necessário.
Parágrafo único. O reaparecimento de militar extraviado, já excluído do
serviço ativo, resultará em sua reinclusão e nova agregação, enquanto se
apuram as causas que deram origem ao seu afastamento.
CAPÍTULO III – Da Reabilitação

Art. 132 – A reabilitação do militar será efetuada:


I – de acordo com o Código Penal Militar e o Código de Processo Penal
Militar, se tiver sido condenado, por sentença definitiva, a quaisquer
penas previstas no Código Penal Militar;
II – de acordo com a legislação que trata do serviço militar, se tiver
sido excluído ou licenciado a bem da disciplina.
Parágrafo único. Nos casos em que a condenação do militar acarretar sua
exclusão a bem da disciplina, a reabilitação prevista na legislação que
trata do serviço militar poderá anteceder a efetuada de acordo com o
Código Penal Militar e o Código de Processo Penal Militar.
Art. 133 – A concessão da reabilitação implica em que sejam cancelados,
mediante averbação, os antecedentes criminais do militar e os registros
constantes de seus assentamentos militares ou alterações, ou
substituídos seus documentos comprobatórios de situação militar pelos
adequados à nova situação.
CAPÍTULO IV – Do Tempo de Serviço
Art. 134 – Os militares começam a contar tempo de serviço nas Forças
Armadas a partir da data de seu ingresso em qualquer organização militar
da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica.
§ 1º - Considera-se como data de ingresso, para fins deste artigo:
a) a do ato em que o convocado ou voluntário é incorporado em uma
organização militar;
b) a de matrícula como praça especial; e
c) a do ato de nomeação.
§ 2º - O tempo de serviço como aluno de órgão de formação da reserva é
computado, apenas, para fins de inatividade na base de 1 (um) dia para
cada período de 8 (oito) horas de instrução, desde que concluída com
aproveitamento a formação militar.

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§ 3º - O militar reincluído recomeça a contar tempo de serviço a partir
da data de sua reinclusão.
§ 4º - Quando, por motivo de força maior, oficialmente reconhecida,
decorrente de incêndio, inundação, naufrágio, sinistro aéreo e outras
calamidades, faltarem dados para contagem de tempo de serviço, caberá
aos Ministros Militares arbitrar o tempo a ser computado para cada caso
particular, de acordo com os elementos disponíveis.
Art. 135 – Na apuração do tempo de serviço militar, será feita distinção
entre:
I – tempo de efetivo serviço; e
II – anos de serviço.
Art. 136 – Tempo de efetivo serviço é o espaço de tempo computado dia a
dia entre a data de ingresso e a data-limite estabelecida para a
contagem ou a data do desligamento em conseqüência da exclusão do
serviço ativo, mesmo que tal espaço de tempo seja parcelado.
§ 1º - O tempo de serviço em campanha é computado pelo dobro como tempo
de efetivo serviço, para todos os efeitos, exceto indicação para a quota
compulsória.
§ 2º - Será, também, computado como tempo de efetivo serviço o tempo
passado dia a dia nas organizações militares, pelo militar da reserva
convocado ou mobilizado, no exercício de funções militares.
§ 3º - Não serão deduzidos do tempo de efetivo serviço, além dos
afastamentos previstos no art. 65, os períodos em que o militar estiver
afastado do exercício de suas funções em gozo de licença especial.
§ 4º - Ao tempo de efetivo serviço, de que trata este artigo, apurado e
totalizado em dias, será aplicado o divisor 365 (trezentos e sessenta e
cinco) para a correspondente obtenção dos anos de efetivo serviço.
Art. 137 – Anos de serviço é a expressão que designa o tempo de efetivo
serviço a que se refere o artigo anterior, com os seguintes acréscimos:
I – tempo de serviço público federal, estadual ou municipal, prestado
pelo militar anteriormente à sua incorporação, matrícula, nomeação ou
reinclusão em qualquer organização militar;
II – 1 (um) ano para cada 5 (cinco) anos de tempo de efetivo serviço
prestado pelo oficial do Corpo, Quadro ou Serviço de Saúde ou
Veterinária que possuir curso universitário até que este acréscimo
complete o total de anos de duração normal do referido curso, sem
superposição a qualquer tempo de serviço militar ou público
eventualmente prestado durante a realização deste mesmo curso;
Nota:
Revogado(a) pelo(a) MP nº 2.215-10/2001
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III – tempo de serviço computável durante o período matriculado como
aluno de órgão de formação da reserva;
IV – tempo relativo a cada licença especial não-gozada, contado em
dobro;
Nota:
Revogado(a) pelo(a) MP nº 2.215-10/2001
V – tempo relativo a férias não-gozadas, contado em dobro;
Nota:
Revogado(a) pelo(a) MP nº 2.215-10/2001
VI – 1/3 (um terço) para cada período consecutivo ou não de 2 (dois)
anos de efetivo serviço passados pelo militar nas guarnições especiais
da Categoria “A”, a partir da vigência da Lei nº 5.774, de 23 de
dezembro de 1971.
Nota:
Redação dada pelo(a) Lei nº 7.698/1988 Redação(ões) anterior(es):
Redação original
§ 1º - Os acréscimos a que se referem os itens I, III e VI serão
computados somente no momento da passagem do militar à situação de
inatividade e para esse fim.
§ 2º - Os acréscimos a que se referem os itens II, IV e V serão
computados somente no momento da passagem do militar à situação de
inatividade e, nessa situação, para todos os efeitos legais, inclusive
quanto à percepção definitiva de gratificação de tempo de serviço,
ressalvado o disposto no § 3º do art. 101.
Nota:
Revogado(a) pelo(a) MP nº 2.215-10/2001
§ 3º - O disposto no item II aplicar-se-á, nas mesmas condições e na
forma da legislação específica, aos possuidores de curso universitário,
reconhecido oficialmente, que vierem a ser aproveitados como oficiais
das Forças Armadas, desde que este curso seja requisito essencial para
seu aproveitamento.
Nota:
Revogado(a) pelo(a) MP nº 2.215-10/2001
§ 4º - Não é computável para efeito algum, salvo para fins de indicação
para a quota compulsória, o tempo:
a) que ultrapassar de 1 (um) ano, contínuo ou não, em licença para
tratamento de saúde de pessoa da família;
b) passado em licença para tratar de interesse particular;

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c) passado como desertor;
d) decorrido em cumprimento de pena de suspensão do exercício do posto,
graduação, cargo ou função por sentença transitada em julgado; e
e) decorrido em cumprimento de pena restritiva da liberdade, por
sentença transitada em julgado, desde que não tenha sido concedida
suspensão condicional de pena, quando, então, o tempo correspondente ao
período da pena será computado apenas para fins de indicação para a
quota compulsória e o que dele exceder, para todos os efeitos, caso as
condições estipuladas na sentença não o impeçam.
Art. 138 – Uma vez computado o tempo de efetivo serviço e seus
acréscimos, previstos nos artigos 136 e 137, e no momento da passagem do
militar à situação de inatividade, pelos motivos previstos nos itens I,
II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX e X do art. 98 e nos itens II e III do
art. 106, a fração de tempo igual ou superior a 180 (cento e oitenta)
dias será considerada como 1 (um) ano para todos os efeitos legais.
Nota:
Revogado(a) pelo(a) MP nº 2.215-10/2001
Art. 139 – O tempo que o militar passou ou vier a passar afastado do
exercício de suas funções, em conseqüência de ferimentos recebidos em
acidente quando em serviço, combate, na defesa da Pátria e na garantia
dos poderes constituídos, da lei e da ordem, ou de moléstia adquirida no
exercício de qualquer função militar, será computado como se o tivesse
passado no exercício efetivo daquelas funções.
Art. 140 – Entende-se por tempo de serviço em campanha o período em que
o militar estiver em operações de guerra.
Parágrafo único. A participação do militar em atividades dependentes ou
decorrentes das operações de guerra será regulada em legislação
específica.
Art. 141 – O tempo de serviço dos militares beneficiados por anistia
será contado como estabelecer o ato legal que a conceder.
Art. 142 – A data-limite estabelecida para final da contagem dos anos de
serviço para fins de passagem para a inatividade será do desligamento em
conseqüência da exclusão do serviço ativo.
Art. 143 – Na contagem dos anos de serviço não poderá ser computada
qualquer superposição dos tempos de serviço público federal, estadual e
municipal ou passado em administração indireta, entre si, nem com os
acréscimos de tempo, para os possuidores de curso universitário, e nem
com o tempo de serviço computável após a incorporação em organização
militar, matrícula em órgão de formação de militares ou nomeação para
posto ou graduação nas Forças Armadas.

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CAPÍTULO V – Do Casamento

Art. 144 – O militar da ativa pode contrair matrimônio, desde que


observada a legislação civil específica.
§ 1º - Os Guardas-Marinha e os Aspirantes-a-Oficial não podem contrair
matrimônio, salvo em casos excepcionais, a critério do Ministro da
respectiva Força.
§ 2º - É vedado o casamento às praças especiais, com qualquer idade,
enquanto estiverem sujeitas aos regulamentos dos órgãos de formação de
oficiais, de graduados e de praças, cujos requisitos para admissão
exijam a condição de solteiro, salvo em casos excepcionais, a critério
do Ministro da respectiva Força Armada.
§ 3º - O casamento com mulher estrangeira somente poderá ser realizado
após a autorização do Ministro da Força Armada a que pertencer o
militar.
Art. 145 – As praças especiais que contraírem matrimônio em desacordo
com os parágrafos 1º e 2º do artigo anterior serão excluídas do serviço
ativo, sem direito a qualquer remuneração ou indenização.
CAPÍTULO VI – Das Recompensas e das Dispensas do Serviço
Art. 146 – As recompensas constituem reconhecimento dos bons serviços
prestados pelos militares.
§ 1º - São recompensas:
a) os prêmios de Honra ao Mérito;
b) as condecorações por serviços prestados na paz e na guerra;
c) os elogios, louvores e referências elogiosas; e
d) as dispensas de serviço.
§ 2º - As recompensas serão concedidas de acordo com as normas
estabelecidas nos regulamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
Art. 147 – As dispensas de serviço são autorizações concedidas aos
militares para afastamento total do serviço, em caráter temporário.
Art. 148 – As dispensas de serviço podem ser concedidas aos militares:
I – como recompensa;
II – para desconto em férias; e
III – em decorrência de prescrição médica.
Parágrafo único. As dispensas de serviço serão concedidas com a
remuneração integral e computadas como tempo de efetivo serviço.

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TÍTULO V – Disposições Gerais, Transitórias e Finais

Art. 149 – A transferência para a reserva remunerada ou a reforma não


isentam o militar da indenização dos prejuízos causados à Fazenda
Nacional ou a terceiros, nem do pagamento das pensões decorrentes de
sentença judicial.
Art. 150 – A Assistência Religiosa às Forças Armadas é regulada por lei
específica.
Art. 151 – É vedado o uso por organização civil de designações que
possam sugerir sua vinculação às Forças Armadas.
Parágrafo único. Excetuam-se das prescrições deste artigo as
associações, clubes, círculos e outras organizações que congreguem
membros das Forças Armadas e que se destinem, exclusivamente, a promover
intercâmbio social e assistencial entre os militares e suas famílias e
entre esses e a sociedade civil.
Art. 152 – Ao militar amparado por uma ou mais das Leis nºs 288, de 8 de
junho de 1948, 616, de 2 de fevereiro de 1949, 1.156, de 12 de julho de
1950, e 1.267, de 9 de dezembro de 1950, e que em virtude do disposto no
art. 62 desta Lei não mais usufruirá as promoções previstas naquelas
leis, fica assegurada, por ocasião da transferência para a reserva ou da
reforma, a remuneração da inatividade relativa ao posto ou graduação a
que seria promovido em decorrência da aplicação das referidas leis.
Parágrafo único. A remuneração de inatividade assegurada neste artigo
não poderá exceder, em nenhum caso, a que caberia ao militar, se fosse
ele promovido até 2 (dois) graus hierárquicos acima daquele que tiver
por ocasião do processamento de sua transferência para a reserva ou
reforma, incluindo-se nesta limitação a aplicação do disposto no § 1º do
art. 50 e no art. 110 e seu § 1º.
Art. 153 – Na passagem para a reserva remunerada, aos militares
obrigados ao vôo serão computados os acréscimos de tempo de efetivo
serviço decorrentes das horas de vôo realizadas até 20 de outubro de
1946, na forma da legislação então vigente.
Art. 154 – Os militares da Aeronáutica que, por enfermidade, acidente ou
deficiência psicofisiológica, verificada em inspeção de saúde, na forma
regulamentar, forem considerados definitivamente incapacitados para o
exercício da atividade aérea, exigida pelos regulamentos específicos, só
passarão à inatividade se essa incapacidade o for também para todo o
serviço militar.
Nota:
Regulamentado pelo(a) Decreto nº 94.507/1987
Parágrafo único. A regulamentação própria da Aeronáutica estabelece a
situação do pessoal enquadrado neste artigo.

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Art. 155 – Aos Cabos que, na data da vigência desta Lei, tenham
adquirido estabilidade será permitido permanecer no serviço ativo, em
caráter excepcional, de acordo com o interesse da respectiva Força
Singular, até completarem 50 (cinqüenta) anos de idade, ressalvadas
outras disposições legais.
Art. 156 – Enquanto não entrar em vigor nova Lei de Pensões Militares,
considerar-se-ão vigentes os artigos 76 a 78 da Lei nº 5.774, de 23 de
dezembro de 1971.
Nota:
Revogado(a) pelo(a) MP nº 2.215-10/2001
Art. 157 – As disposições deste Estatuto não retroagem para alcançar
situações definidas anteriormente à data de sua vigência.
Art. 158 – Após a vigência do presente Estatuto serão a ele ajustadas
todas as disposições legais e regulamentares que com ele tenham ou
venham a ter pertinência.
Art. 159 – O presente Estatuto entrará em vigor a partir de 1º de
janeiro de 1981, salvo quanto ao disposto no item IV do art. 98, que
terá vigência 1 (um) ano após a data da publicação desta Lei.
Parágrafo único. Até a entrada em vigor do disposto no item IV do art.
98, permanecerão em vigor as disposições constantes dos itens IV e V do
art. 102 da Lei nº 5.774, de 23 de dezembro de 1971.
Art. 160 – Ressalvado o disposto no art. 156 e no parágrafo único do
artigo anterior, ficam revogadas a Lei nº 5.774, de 23 de dezembro de
1971, e demais disposições em contrário.
Nota:
Revogado(a) pelo(a) MP nº 2.215-10/2001
Brasília, em 09 de dezembro de 1980; 159º da Independência e 92º da
República.
JOÃO FIGUEIREDO
Maximiano Fonseca
Ernani Ayrosa da Silva
Délio Jardim de Mattos
José Ferraz da Rocha
ANEXO
CÍRCULOS E ESCALA HIERÁRQUICA NAS FORÇAS ARMADAS

Hierarquização Marinha Exército

Círculo de Oficiais Postos

61
Círculo de Almirante Marechal
Oficiais-Generais
Almirante-de- General-de-
Esquadra Exército
Vice- Almirante General-de-
Divisão
Contra- Almirante General-de-
Brigada
Círculo de Oficiais Capitão-de-Mar-e- Coronel
Superiores Guerra
Capitão-de- Fragata Tenente- Coronel
Capitão-de- Corveta Major
Círculo de Oficiais Capitão- Tenente Capitão
Intermediários
Círculo de Oficiais Primeiro- Tenente Primeiro- Tenente
Subalternos
Segundo- Tenente Segundo- Tenente
Círculo de Praças Graduações
Círculo de Suboficial Subtenente
Suboficiais
Subtenentes e Primeiro- Sargento Primeiro- Sargento
Sargentos Segundo- Sargento Segundo- Sargento
Terceiro- Sargento Terceiro- Sargento
Círculo de Cabos e Cabo Cabo e Taifeiro-
Soldados Mor
Marinheiro e Soldado Soldado e
Marinheiro-Recruta e Taifeiro-de-
Recruta Primeira-Classe
Marinheiro Soldado-Recruta e
Especializado e Taifeiro-de-
Soldado Segunda- Classe
Especializado

Praças Especiais

Freqüentam o Guarda- Marinha Aspirante-a-


Círculo de Oficiais Oficial
Subalternos
Excepcionalmente ou Aspirante (aluno da Cadete (aluno da
em reuniões sociais Escola Naval) Academia Militar)

62
têm acesso aos Aluno do Colégio Aluno da Escola
Círculos dos Naval Preparatória de
Oficiais Cadetes do
Exército
Aluno de Órgão de Aluno de Órgão de
Formação de Oficiais Formação de
da Reserva Oficiais da
Reserva
Excepcionalmente ou Aluno de Escola ou Aluno da Escola ou
em reuniões sociais Centro de Formação Centro de Formação
têm acesso ao de Sargentos de Sargentos
Círculo de
Suboficiais,
Subtenentes e
Sargentos
Freqüentam o Aprendiz-Marinheiro Aluno de Órgão de
Círculo de Cabos e Aluno de Órgão de Formação de Praças
Soldados Formação de Praças da Reserva
da Reserva

Hieraquização Aeronáutica
Círculo de Oficiais Postos
Círculo de Oficiais-Generais Marechal-do- Ar
Tenente- Brigadeiro
Major-Brigadeiro
Brigadeiro

Círculo de Oficiais Coronel


Superiores Tenente- Coronel
Major

Círculo de Oficiais Capitão


Intermediários
Círculo de Oficiais Primeiro- Tenente
Subalternos
Segundo- Tenente
Círculo de Praças Graduações
Círculo de Suboficiais Suboficial
Subtenentes e Sargentos Primeiro- Sargento

63
Segundo-Sargento
Terceiro-Sargento

Círculo de Cabos e Soldados Cabo e Taifeiro- Mor


Soldado-de-Primeira-Classe e
Taifeiro-de-Primeira-Classe
Soldado-de-Segunda-Classe e
Taifeiro-de-Segunda-Classe

Praças Especiais
Freqüentam o Círculo de Aspirante-a- Oficial
Oficiais Subalternos
Excepcionalmente ou em Cadete (aluno da Academia da
reuniões sociais têm acesso Força Aérea) e aluno da
aos Círculos dos Oficiais Escola de Oficiais
Especialistas da Aeronáutica
Aluno da Escola Preparatória
de Cadetes-do-Ar
Aluno de Órgão de Formação de
Oficiais da Reserva
Excepcionalmente ou em Aluno de Escola ou Centro de
reuniões sociais têm acesso Formação de Sargentos
ao Círculo de Suboficiais,
Subtenentes e Sargentos
D.ºU., 11/12/1980

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ANEXO A - LEI N º 288, DE 08 DE JUNHO DE 1948.

DOU 15/06/1948
Concede Vantagens a Militares e Civis que Participaram de Operações de
Guerra.
Art. 1º - O oficial das Forças Armadas, que serviu no teatro de guerra
da Itália, ou tenha cumprido missões de patrulhamento, vigilância e
segurança do litoral, e operações de guerra e de observações em qualquer
outro teatro de operações de guerra definidas pelo Ministério
respectivo, inclusive nas ilhas de Trindade, Fernando de Noronha e nos
navios da Marinha de Guerra, que defendiam portos nacionais em zonas de
operações de guerra, quando transferido para a reserva remunerada, ou
reformado, será previamente promovido ao posto imediato, com os
respectivos vencimentos integrais.
Nota:
Redação dada pela Lei nº 616/49
Art. 2º - Os subtenentes, suboficiais e sargentos da FEB, FAB e Marinha
de Guerra, que preencherem as condições exigidas no art. 1º, gozarão das
mesmas vantagens concedidas aos oficiais.
Parágrafo único. Os sargentos que possuírem curso de comandante de
pelotão, secção ou equivalente, quando transferidos para a reserva ou
reformados, serão promovidos ao posto de segundo tenente, com os
vencimentos integrais deste.
Art. 3º - Os militares que já tenham sido transferidos para a reserva
remunerada, ou reformados, gozarão destas vantagens, desde que
satisfaçam as exigências dos artigos anteriores.
Art. 4º - Os militares, inclusive os convocados, incapacitados
fisicamente para o serviço, em conseqüência de ferimentos recebidos, ou
de moléstias adquiridas no teatro de operações da última guerra, serão
promovidos ao posto imediato ao que tinham quando receberam os
ferimentos ou adquiriram a moléstia, e reformados com os vencimentos da
última promoção, na forma estatuída pelo Decreto-lei nº 8.795, de 1946.
Art. 5º - Os funcionários públicos federais, estaduais, municipais, de
entidades autárquicas ou de sociedades de economia mista, que tenham
participado das referidas operações de guerra, ao se aposentarem,
gozarão das vantagens estabelecidas na presente Lei.
Art. 6º - Idênticas vantagens serão concedidas aos civis e militares
componentes da Missão Médica que o Brasil enviou à França, em caráter
militar, na guerra de 1914 a 1918 assim também aos oficiais,
suboficiais, subtenentes e sargentos das Forças Armadas, que naquela
luta mundial tomaram parte, em missões de patrulhamento e operações de
guerra dentro ou fora do país, e nas ilhas de Fernando de Noronha e
65
Trindade, com direito a receber os vencimentos correspondentes ao posto
da promoção conferida por esta Lei somente a partir da sua vigência.
Nota:
Redação dada pela Lei nº 616/49
Art. 7º - Revogam-se as disposições em contrário.

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ANEXO B - LEI Nº 616, DE 2 DE FEVEREIRO DE 1949.

Altera os artigos 1º e 6º da Lei nº 288, de 8 de junho de 1948, que


concede vantagens a militares e civis que participaram de operações de
guerra.

O Presidente da República:
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
Lei:

Art. 1º Os artigos 1º e 6º da Lei nº 288, de 8 de junho de 1948, passam


a ter esta redação:
"Art. 1º O oficial das Forças Armadas, que serviu no teatro de guerra da
Itália, ou tenha cumprido missões de patrulhamento, vigilância e
segurança do litoral, e operações de guerra e de observações em qualquer
outro teatro de operações definidas pelo Ministério respectivo,
inclusive nas ilhas de Trindade, Fernando de Noronha e nos navios da
Marinha de Guerra, que defendiam portos nacionais em zonas de operações
de guerra, quando transferido para a reserva remunerada, ou reformado,
será previamente promovido ao posto imediato, com os respectivos
vencimentos integrais.
Art. 6º Idênticas vantagens serão concedidos aos civis e militares
componentes da Missão Médica que o Brasil enviou à França em caráter
militar, na guerra de 1914 a 1918, assim também aos oficiais,
suboficiais, subtenentes e sargentos das Forças Armadas, que naquela
luta mundial tomaram parte, em missões de patrulhamento e operações de
guerra dentro ou fora do país, e nas ilhas de Fernando de Noronha e
Trindade, com direito a receber os vencimentos correspondentes ao posto
da promoção conferida por esta Lei somente a partir da sua vigência."

Art. 2º Revogam-se as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 2 de fevereiro de 1949, 128º da Independência e 61º da


República.

EURICO G. DUTRA.
Sylvio de Noronha.
Canrobert P. da Costa.
Armando Trompowsky.
D.O.U. 02/02/49

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ANEXO C - LEI Nº 1.156, DE 12 DE JULHO DE 1950.


Dispõe sôbre concessão de vantagens a militares e civis que participaram
de operações de guerra.
O Presidente da República:
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
Lei:
Art. 1º São amparados pela Lei nº 616, de 2 de fevereiro de 1949, todos
os militares que prestaram serviço na zona de guerra definida e
delimitada pelo art. 1º do Decreto nº 10.490-A, de 25 de setembro de
1942.
Parágrafo Único. Ficam também reconhecidos os direitos dos militares já
falecidos.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 12 de julho de 1950; 129º da Independência e 62º da
República.
EURICO G. DUTRA.
Canrobert P. da Costa.
Sylvio de Noronha.
Armando Trompowsky.
D.O.U., 18/07/50

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ANEXO D - EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 1, DE 17 DE OUTUBRO DE 1969.
OS MINISTROS DA MARINHA DE GUERRA, DO EXÉRCITO E DA AERONÁUTICA MILITAR,
usando das atribuições que lhes confere o art. 3º do Ato Institucional
nº 16, de 14 de outubro de 1969, combinado com o § 1º do art. 2º do Ato
Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968; e,
CONSIDERANDO que, nos termos do Ato Complementar nº 38, de 13 de
dezembro de 1968, foi decretado a partir dessa data, o recesso do
Congresso Nacional;
CONSIDERANDO que, decretado o recesso parlamentar, o Poder Executivo
Federal fica autorizado a legislar sobre todas as matérias, conforme o
disposto no § 1º do art. 2º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro
de 1968;
CONSIDERANDO que a elaboração de emendas à Constituição, compreendida no
processo legislativo (artigo 49, I), está na atribuição do Poder
Executivo Federal;
CONSIDERANDO que a Constituição de 24 de janeiro de 1967, na sua maior
parte, deve ser mantida, pelo que salvo emendas de redação, continuam
inalterados os seguintes dispositivos: art. 1º e seus §§ 1º, 2º e 3º;
art. 2º; art. 3º; art. 4º e itens II, IV e V, art. 5º art. 6º e seu
parágrafo único;
art. 7º e seu parágrafo Único; art. 8º, seus itens I, II, III, V, VI,
VII e suas alíneas a, c e d, VIII, IX, X, XI, XII, XV e suas alíneas a,
b, c e d, XVI, XVII e suas alíneas a, d, e,, f, g, h, j, l, m, n, o, p,
q, r, t, u e v e § 2º, art. 9º e seus itens I e III; art. 10º e seus
itens I, II, IV, V e alíneas a, b e c, VI, VII e suas alíneas a, b, d,
e, f e g art. 11, seu § 1º e suas alíneas a, b e c, e seu § 2º, art. 12
e seus itens I e II, e seus §§ 1º, 2º e 3º; art. 13 e seus itens I, II,
III e IV, e seus §§ 2º, 3º e 5º; art. 14, art. 15, art. 16, seu item II
e suas alíneas a e b, e seus §§ 1° e suas alíneas a e b, 3º e suas
alíneas a e b, e 5º, art. 17 e seus §§ 1º e 3º; art. 19 e seus itens I e
II, e seus §§ 1º, 2º, 4º, 5º e 6º; art. 20 e seus itens I e III e suas
alíneas a, b, c e d, art. 21 e seus itens I, II e III; art. 22 e seus
itens III, VI e VII, e seus §§ 1º e 4º; art. 23; art. 24 e seu § 7º,
art. 25 e seus itens I e II, e seus §§ 1º, alínea a, e 2º; § 3º do art.
26; art. 28 e seus itens I, II e III, e seu parágrafo único e alíneas a
e b; art. 29; art. 30, § 3º do art. 31, art. 33; § 5º do art. 34; art.
36 e seus itens a e b, e II alíneas a, b, c e d, art. 37 e seu item I, §
2º do art. 38, art. 39;- §§ 1º e 2º do art. 40; § 1º do art. 41, art. 42
e seus itens I e II; §§ 1º e 2º do art. 43, art. 44, seus itens I e II,
e seu parágrafo único; itens III, IV e V do art. 45; art. 46 e seus
itens I, II, V, VII e VIII, art. 47 e seus itens I, II, III, IV, V, VI e
VIII, art. 48, art. 49 e seus itens I a VII;art. 50 e seus itens I e II,
e seus §§ 1º e 2º; art. 52; art. 53; art. 54 e seus §§ 2º, 3º e 5º, art.
55 e seu parágrafo único e item I; art. 56, art. 57 e seu parágrafo
único; art. 58 e seu item I, e seu parágrafo único, art. 59 e seu
69
parágrafo único, art. 60 e seus itens I, II e III, e seu parágrafo único
e alíneas a e b; art. 61 e seus §§ 1º e 2º; §§ 4° e 5º do art. 62, art.
63 e seu item I e seu parágrafo único; art. 64 e alíneas b e c de seu §
1º, e seu § 2º; §§ 1º e 5º do art. 65, art. 67 e seu § 1º § 4º do art.
68; art. 69 e seu § 2º e alíneas a, b e c; art. 71 e seus parágrafos;
art. 72 e seus itens I, II e III; art. 73 e seus §§ 1º, 2º, 3º e 4º,
alíneas a, b e c do § 5º, e §§ 6º, 7º e 8º; art. 74; § 3º do art. 76;
art. 77 e seus §§ 1. e 2º; art. 78 e seus §§ 1º e 2º; art. 79, caput,
art. 80, art. 81, art. 82, art. 83 e seus itens I, II, III, IV, V, VII,
VIII, IX, X, XI, XII XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII e XIX, art. 84 e
seus itens I a VII, e seu parágrafo único; art. 85 e seus parágrafos;
art. 87 e seus itens I, II e III; art. 89; art. 90 e seu § 2º; art. 91 e
alíneas a, b e c do item II e item III e parágrafo único; art. 92 e seus
§§ 1º e 2º; art. 93 e seu parágrafo único; art. 94 e seus §§ 1º e 3º,
art. 95 e seu § 2º; art. 96; art. 97 e seus itens I a IV, e seus §§ 1º a
3º; art. 99, caput; art. 100 e seus itens I, II e III e seu § 1º; art.
101 e seus itens I, alíneas a e b, II, e seus §§ 1º 2º e 3º, § 2º do
art. 102; art. 103 e seus itens I e II, e seu parágrafo único; art. 105
e seu parágrafo único; art. 107 e seus itens I a V; art. 108 e seus
itens I e II e seus §§ 1º e 2º; art. 109 e seus itens I II e III; art.
110 e seus itens I, II e III, art. 111; art. 112 e seus §§ 1º e 2º; art.
114 e seu item I, alíneas f, g, j, l, m e n, item II, alínea c, alíneas
a, b e c do item III art. 115 e seu parágrafo único e alíneas a, b, c e
d, art. 116 e seu § 2º; art. 117 e seu item I, alíneas a e c item II e
parágrafo único; art. 119 e seus itens III, IV, V, VI, VII, IX e X, e
seus §§ 1º e 2º, art. 120; art. 121 alíneas a e b de seu § 1º, e seu §
2º; art. 122 e seus §§ 1º, 2º e 3º; art. 123 e seus itens I a IV, e seu
parágrafo único; item II do art. 124 e alínea b do seu item I; art. 125;
art. 126 e seus itens I, alíneas a e b, II, III, e seus §§ 1º e 2º; art.
127; art. 129; art. 130 e seus itens I a VIII; art. 131 e seus itens I a
IV; art. 133 e seus itens, seu § 1º, alíneas a e b, e seus §§ 2º a 5º;
art. 134 e seu § 1º; art. 135; art. 136 e seus itens I, II, alínea b,
III, IV, seu § 1º e alíneas a, b e c, e seus §§ 2º e 6º, art. 137; § 1º
do art. 138; art. 139; art. 140 e seus itens I, alíneas a, b e c, e II,
alíneas a e b e ns. 1, 2 e 3, art. 141 e seus itens I, II e III; art.
142 e seus §§ 1º, 2º e 3º, alíneas a, b e c; alíneas b e c do item II do
art. 144; art. 145 e seu parág. único e alíneas a, b e c; art. 149 e
seus itens I, II III, IV, V, VI e VIII; art. 150 e seus §§ 1º a 7º, 9º e
10, 12 a 17, 19 e 20, 23 a 27, 30 a 32, 34 e 35; art. 152 e seus itens I
e II, e seus §§ 1º, 2º, alíneas a a f e 3º; art. 153 e seu § 1º, art.
154; art. 155; art. 156; itens I, II, III, IV e VI do art. 157 e seus §§
2º, 3º, 4º, 5º, 7º, 8º, 9º e 10; art. 158 e seus itens I a XV e XVIII a
XXI, e seu § 1º; art. 159 e seus §§ 1º e 2º; art. 160 e seus itens I, II
e III; art. 161 e seus §§ I a IV, art. 162; art. 163 e seus §§ 1º e 3º;
art. 164 e seu parágrafo único; art. 165 e seu parágrafo único, art. 166
e seus itens I, II e III, e seus §§ 1º e 2º; art. 167 e seus §§ 1º, 2º e
3º; §§ 1°, 2º e 3º e seus itens I a V, do art. 168; art. 169 e seus §§
1º e 2º; parágrafo único, do art. 170; art. 171 e seu parágrafo único; e
art. 172 e seu parágrafo único;

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CONSIDERANDO as emendas modificativas e supressivas que, por esta forma,
são ora adotadas quanto aos demais dispositivos da Constituição, bem
como as emendas aditivas que nela são introduzidas;
CONSIDERANDO que, feitas as modificações mencionadas, todas em caráter
de Emenda, a Constituição poderá ser editada de acordo com o texto que
adiante se pública,PROMULGAM a seguinte Emenda à Constituição de 24 de
janeiro de 1967:
Art. 1º A Constituição de 24 de janeiro de 1967 passa a vigorar com a
seguinte redação:
"O Congresso Nacional, invocando a proteção de Deus, decreta e promulga
a seguinte:
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Título I
DA ORGANIZAÇÃO NACIONAL
Capítulo I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º O Brasil é uma República Federativa, constituída sob o regime
representativo, pela união indissolúvel dos Estados, do Distrito Federal
e dos Territórios.
§ 1º Todo o poder emana do povo e em seu nome é exercido.
§ 2º São símbolos nacionais a bandeira e o hino vigorantes na data da
promulgação desta Constituição e outros estabelecidos em lei.
§ 3º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos
próprios.
Art. 2º O Distrito Federal é a Capital da União.
Art. 3º A criação de Estados e Territórios dependerá de lei
complementar.
Art. 4º Incluem-se entre os bens da União:
I - a porção de terras devolutas indispensável à segurança e ao
desenvolvimento nacionais;
II - os lagos e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio,
ou que banhem mais de um Estado, constituam limite com outros países ou
se estendam a território estrangeiro; as ilhas oceânicas, assim como as
ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países;
III - a plataforma continental;

71
IV - as terras ocupadas pelos silvícolas;
V - os que atualmente lhe pertencem; e VI - o mar territorial.
Art. 5º Incluem-se entre os bens dos Estados os lagos em terrenos de seu
domínio, bem como os rios que neles tem nascente e foz, as ilhas
fluviais e lacustres e as terras devolutas não compreendidas no artigo
anterior.
Art. 6º São Poderes da União, independentes e harmônicos, o Legislativo,
o Executivo e o Judiciário.
Parágrafo único. Salvo as exceções previstas nesta Constituição, é
vedado a qualquer dos Poderes delegar atribuições, quem for investido na
função de um deles não poderá exercer a de outro.
Art. 7º Os conflitos internacionais deverão ser resolvidos por
negociações diretas, arbitragem e outros meios pacíficos, com a
cooperação dos organismos internacionais de que o Brasil participe.
Parágrafo único. É vedada a guerra de conquista.
Capítulo II
DA UNIÃO
Art. 8º Compete à União:
I - manter relações com Estados estrangeiros e com eles celebrar
tratados e convenções; participar de organizações internacionais;
II - declarar guerra e fazer a paz;
III - decretar o estado de sítio;
IV - organizar as forças armadas;
V - planejar e promover o desenvolvimento e a segurança nacionais;
VI - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças
estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam
temporariamente;
VII - autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico;
VIII - organizar e manter a polícia federal com a finalidade de:
a) executar os serviços de polícia marítima, aérea e de fronteiras;
b) prevenir e reprimir o tráfico de entorpecentes e drogas afins;
c) apurar infrações penais contra a segurança nacional, a ordem política
e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União, assim
como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual e

72
exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei; e d) prover a
censura de diversões públicas;
IX - emitir moeda;
X - fiscalizar as operações de crédito, capitalização e seguros;
XI - estabelecer o plano nacional de viação;
XII - manter o serviço postal e o Correio Aéreo Nacional;
XIII - organizar a defesa permanente contra as calamidades públicas,
especialmente a seca e as inundações;
XIV - estabelecer e executar planos nacionais de educação e de saúde,
bem como planos regionais de desenvolvimento;
XV - explorar, diretamente ou mediante autorização ou concessão:
a) os serviços de telecomunicações;
b) os serviços e instalações de energia elétrica de qualquer origem ou
natureza;
c) a navegação aérea; e d) as vias de transporte entre portos marítimos
e fronteiras nacionais ou que transponham os limites de Estado ou
Território;
XVI - conceder anistia; e XVII - legislar sobre:
a) cumprimento da Constituição e execução dos serviços federais;
b) direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário,
marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;
c) normas gerais sobre orçamento, despesa e gestão patrimonial e
financeira de natureza pública; de direito financeiro; de seguro e
previdência social; de defesa e proteção da saúde; de regime
penitenciário;
d) produção e consumo;
e) registros públicos e juntas comerciais;
f) desapropriação;
g) requisições civis e militares em tempo de guerra;
h) jazidas, minas e outros recursos minerais, metalurgia, florestas,
caça e pesca;
i) águas, telecomunicações, serviço postal e energia (elétrica, térmica,
nuclear ou qualquer outra);
j) sistema monetário e de medidas, título e garantia dos metais;
73
l) política de crédito, câmbio, comércio exterior e interestadual,
transferência de valores para fora do País;
m) regime dos portos e da navegação de cabotagem, fluvial e lacustre;
n) tráfego e trânsito das vias terrestres;
o) nacionalidade, cidadania e naturalização; incorporação dos silvícolas
à comunhão nacional;
p) emigração e imigrarão; entrada, extradição e expulsão de
estrangeiros;
q) diretrizes e bases da educação nacional; normas gerais sobre
desportos;
r) condições de capacidade para o exercício das profissões liberais e
técnico-científicas;
s) símbolos nacionais;
t) organização administrativa e judiciária do Distrito Federal e dos
Territórios;
u) sistema estatístico e sistema cartográfico nacionais; e v)
organização, efetivos, instrução, justiça e garantias das polícias
militares e condições gerais de sua convocação, inclusive mobilização.
Parágrafo único. A competência da União não exclui a dos Estados para
legislar supletivamente sobre as matérias das alíneas c, d, e, n, q e v
do item XVII, respeitada a lei federal.
Art. 9º A União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios é
vedado:
I - criar distinções entre brasileiros ou preferências em favor de uma
dessas pessoas de direito público interno contra outra;
II - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los,
embaraçar-lhes o exercício ou manter com eles ou seus representantes
relações de dependência ou aliança, ressalvada a colaboração de
interesse público, na forma e nos limites da lei federal, notadamente no
setor educacional, no assistencial e no hospitalar; e III - recusar fé
aos documentos públicos.
Art. 10. A União não intervirá nos Estados, salvo para:
I - manter a integridade nacional;
II - repelir invasão estrangeira ou a de um Estado em outro;
III - pôr termo a perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção ou a
corrupção no poder público estadual;

74
IV - assegurar o livre exercício de qualquer dos Poderes estaduais;
V - reorganizar as finanças do Estado que:
a) suspender o pagamento de sua dívida fundada durante dois anos
consecutivos, salvo por motivo de força maior;
b) deixar de entregar aos municípios as quotas tributárias a eles
destinadas; e c) adotar medidas ou executar planos econômicos ou
financeiros que contrariem as diretrizes estabelecidas em lei federal;
VI - prover à execução de lei federal, ordem ou decisão judiciária; e
VII - exigir a observância dos seguintes princípios:
a) forma Republicana representativa;
b) temporariedade dos mandatos eletivos cuja duração não excederá a dos
mandatos federais correspondentes;
c) independência e harmonia dos Poderes;
d) garantias do Poder Judiciário;
e) autonomia municipal;
f) prestação de contas da administração; e g) proibição ao deputado
estadual da prática de ato ou do exercício de cargo, função ou emprego
mencionados nos itens I e II do art. 34, salvo a função de secretário de
Estado.
Art. 11. Compete ao Presidente da República decretar a intervenção.
§ 1º A decretação da intervenção dependerá:
a) no caso do item IV do art. 10, de solicitação do Poder Legislativo ou
do Poder Executivo coacto ou impedido, ou de requisição do Supremo
Tribunal Federal, se a coação for exercida contra o Poder Judiciário;
b) no caso do item VI do art. 10, de requisição do Supremo Tribunal
Federal ou do Tribunal Superior Eleitoral, segundo a matéria, ressalvado
o disposto na alínea c deste parágrafo;
c) do provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do
Procurador-Geral da República, no caso do item VI, assim como nos do
item VII, ambos do art. 10, quando se tratar de execução de lei federal.
§ 2º Nos casos dos itens VI e VII do art. 10, o decreto do Presidente da
República limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado, se essa
medida tiver eficácia.
Art. 12. O decreto de intervenção, que será submetido à apreciação do
Congresso Nacional, dentro de cinco dias, especificará a sua amplitude,
prazo e condições e de execução e, se couber, nomeará o interventor.

75
§ 1º Se não estiver funcionando, o Congresso Nacional será convocado,
dentro do mesmo prazo de cinco dias, para apreciar o ato do Presidente
da República.
§ 2º Nos casos do § 2º do artigo anterior, ficará dispensada a
apreciação do decreto do Presidente da república pelo Congresso
Nacional, se a suspensão do ato houver produzido os seus efeitos.
§ 3º Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de
seus cargos a eles voltarão, salvo impedimento legal.
Capítulo III
DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS
Art. 13. Os Estados organizar-se-ão e reger-se-ão pelas Constituições e
leis que adotarem, respeitados, dentre outros princípios estabelecidos
nesta Constituição, os seguintes:
I - os mencionados no item VII do art. 10;
II - a forma de investidura nos cargos eletivos;
III - o processo legislativo;
IV - a elaboração do orçamento, bem como a fiscalização orçamentária e a
financeira, inclusive a da aplicação dos recursos recebidos da União e
atribuídos aos municípios;
V - as normas relativas aos funcionários públicos, inclusive a
aplicação, aos servidores estaduais e municipais, dos limites máximos de
remuneração estabelecidos em lei federal;
VI - a proibição de pagar, a qualquer título, a deputados estaduais mais
de dois terços dos subsídios e da ajuda de custo atribuídos em lei aos
deputados federais, bem como de remunerar mais de oito sessões
extraordinárias mensais;
VII - a emissão de títulos da dívida pública de acordo com o
estabelecido nesta Constituição;
VIII - a aplicação aos deputados estaduais do disposto no art. 35 e seus
parágrafos, no que couber; e IX - a aplicação, no que couber, do
disposto nos itens I a III do art. 114 aos membros dos Tribunais de
Contas, não podendo o seu número ser superior a sete.
§ 1º Aos Estados são conferidos todos os poderes que, explícita ou
implicitamente, não lhes sejam vedados por esta Constituição.
§ 2º A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado far-se-á por
sufrágio universal e voto direto e secreto.

76
§ 3º A União, os Estados e os Municípios poderão celebrar convênios para
execução de suas leis, serviços ou decisões, por intermédio de
funcionários federais, estaduais ou municipais.
§ 4º As polícias militares, instituídas para a manutenção da ordem
pública nos Estados, nos Territórios e no Distrito Federal, e os corpos
de bombeiros militares são considerados forças auxiliares, reserva do
Exército, não podendo seus postos ou graduações ter remuneração superior
à fixada para os postos e graduações correspondentes no Exército.
§ 5 ° Não será concedido, pela União, auxílio a Estado ou Município, sem
a prévia entrega, ao órgão federal competente, do plano de sua
aplicação. As contas do Governador e as do Prefeito serão prestadas nos
prazos e na forma da lei e precedidas de publicação no jornal oficial do
Estado.
§ 6º O número de deputados à Assembléia Legislativa corresponderá ao
triplo da representação do Estado na Câmara Federal e, atingido o número
de trinta e seis, será acrescido de tantos quantos forem os deputados
federais acima de doze.
Art. 14. Lei complementar estabelecerá os requisitos mínimos de
população e renda pública, bem como a forma de consulta prévia às
populações, para a criação de municípios.
Parágrafo único. A organização municipal, variável segundo as
peculariedades locais, a criação de municípios e a respectiva divisão em
distritos dependerão de lei.
Art. 15. A autonomia municipal será assegurada:
I - pela eleição direta de Prefeito, Vice-Prefeito e vereadores
realizada simultaneamente em todo o País, em data diferente das eleições
gerais para senadores deputados federais e deputados estaduais;
II - pela administração própria, no que respeite ao seu peculiar
interesse, especialmente quanto:
a) à decretação e arrecadação dos tributos de sua competência e à
aplicação de suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar
contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei; e b) à
organização dos serviços públicos locais.
§ 1º Serão nomeados pelo Governador com prévia aprovação:
a) da Assembléia Legislativa os Prefeitos das Capitais dos Estados e dos
Municípios considerados estâncias hidrominerais em lei estadual; e b) do
Presidente da República, os Prefeitos dos Municípios declarados de
interesse da segurança nacional por lei de iniciativa do Poder
Executivo.
§ 2º A remuneração dos vereadores será fixada pelas respectivas Câmaras
Municipais para a legislatura seguinte, nos limites e critérios
77
estabelecidos em lei complementar.* § 3º A intervenção nos municípios
será regulada na Constituição do Estado, somente podendo ocorrer quando:
* Redação dada pela EC nº 4, de 23-4-1975. Redação anterior:
"somente farão jus à remuneração os vereadores das capitais e dos
municípios de população superior a duzentos mil habitantes, dentro dos
limites e critérios fixados em lei complementar".
a) se verificar impontualidade no pagamento de empréstimo garantido pelo
Estado;
b) deixar de ser paga, por dois anos consecutivos, dívida fundada;
c) não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;
d) o Tribunal de Justiça do Estado der provimento à representação
formulada pelo Chefe do Ministério Público local para assegurar a
observância dos princípios indicados na Constituição estadual, bem como
para prover à execução de lei ou de ordem ou decisão judiciária,
limitando-se o decreto do Governador a suspender o ato impugnado, se
essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade;
e) forem praticados, na administração municipal, atos subversivos ou de
corrupção; e f) não tiver havido aplicação, no ensino primário, em cada
ano, de vinte por cento, pelo menos, da receita tributária municipal.
§ 4º O número de vereadores será, no máximo, de vinte e um, guardando-se
proporcionalidade com o eleitorado do município.
Art. 16. A fiscalização financeira e orçamentária dos municípios será
exercida mediante controle externo da Câmara Municipal e controle
interno do Executivo Municipal, instituídos por lei.
§ 1° O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio
do Tribunal de Contas do Estado ou órgão estadual a que for atribuída
essa incumbência.
§ 2º Somente por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal
deixará de prevalecer o parecer prévio, emitido pelo Tribunal de Contas
ou órgão estadual mencionado no § 1º, sobre as contas que o prefeito
deve prestar anualmente.
§ 3º Somente poderão instituir Tribunais de Contas os municípios com
população superior a dois milhões de habitantes e renda tributária acima
de quinhentos milhões de cruzeiros novos.
Capítulo IV
DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS

Art. 17. A lei disporá sobre a organização, administrativa e judiciária


do Distrito Federal e dos Territórios.

78
§ 1º Caberá ao Senado Federal discutir e votar projetos de lei sobre
matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da
administração do Distrito Federal.
§ 2º O Governador do Distrito Federal e os Governadores dos Territórios
serão nomeados pelo Presidente da República.
§ 3º Caberá ao Governador do Território a nomeação dos Prefeitos
Municipais.
Capítulo V
DO SISTEMA TRIBUTÁRIO
Art. 18. Além dos impostos previstos nesta Constituição, compete à
União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir:
I - taxas, arrecadadas em razão do exercício do poder de polícia ou pela
utilização efetiva ou potencial de serviços públicos específicos e
divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição; e II -
contribuição de melhoria, arrecadada dos proprietários de imóveis
valorizados por obras públicas que terá como limite total a despesa
realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra
resultar para cada imóvel beneficiado.
§ 1° Lei complementar estabelecerá normas gerais de direito tributário,
disporá sobre os conflitos de competência nessa matéria entre a União,
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e regulará as limitações
constitucionais do poder de tributar.
§ 2º Para cobrança de taxas não se poderá tomar como base de cálculo a
que tenha servido para a incidência dos impostos.
§ 3º Somente a União, nos casos excepcionais definidos em lei
complementar, poderá instituir empréstimo compulsório.
§ 4º Ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em municípios
competem, cumulativamente, os impostos atribuídos aos Estados e aos
Municípios; e à União, nos Territórios Federais, os impostos atribuídos
aos Estados e, se o Território não for dividido em municípios, os
impostos municipais.
§ 5º A União poderá, desde que não tenham base de cálculo e fato gerador
idênticos aos dos previstos nesta Constituição, instituir outros
impostos, além dos mencionados nos arte. 21 e 22 e que não sejam da
Competência tributária privativa dos Estados, do Distrito Federal ou dos
Municípios, assim como transferir-lhes o exercício da competência
residual em relação a impostos, cuja incidência seja definida em lei
federal.
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios:

79
I - instituir ou aumentar tributo sem que a lei o estabeleça,
ressalvados os casos previstos nesta Constituição;
II - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou mercadorias, por
meio de tributos interestaduais ou intermunicipais; e III - instituir
imposto sobre:
a) o patrimônio, a renda ou os serviços uns dos outros;
b) os templos de qualquer culto;
c) o patrimônio, a renda ou os serviços dos partidos políticos e de
instituições de educação ou de assistência social observados os
requisitos da lei; e d) o livro, o jornal e os periódicos, assim como o
papel destinado à sua impressão.
§ 1º O disposto na alínea a do item III é extensivo às autarquias, no
que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços vinculados às suas
finalidades essenciais ou delas decorrentes; mas não se estende aos
serviços públicos concedidos, nem exonera o promitente comprador da
obrigação de pagar imposto que incidir sobre imóvel objeto de promessa
de compra e venda.
§ 2º A União, mediante lei complementar e atendendo a relevante
interesse social ou econômico nacional, poderá conceder isenções de
impostos estaduais e municipais.
Art. 20. É vedado:
I - à União instituir tributo que não seja uniforme em todo o território
nacional ou implique distinção ou preferência em relação a qualquer
Estado ou Município em prejuízo de outro;
II - à União tributar a renda das obrigações da dívida pública estadual
ou municipal e os proventos dos agentes dos Estados e Municípios, em
níveis superiores aos que fixar para as suas próprias obrigações e para
os proventos dos seus próprios agentes; e III - aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens de
qualquer natureza, em razão da sua procedência ou destino.
Art. 21. Compete à União instituir imposto sobre:
I - importação de produtos estrangeiros, facultado ao Poder Executivo,
nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar-lhe as
alíquotas ou as bases de cálculo;
II - exportação, para o estrangeiro, de produtos nacionais ou
nacionalizados, observado o disposto no final do item anterior;
III - propriedade territorial rural;
IV - renda e proventos de qualquer natureza salvo ajuda de custo e
diárias pagas pelos cofres públicos na forma da lei;
80
V - produtos industrializados, também observado o disposto no final do
item I;
VI - operações de crédito, câmbio e seguro ou relativas a títulos ou
valores mobiliários;
VII - serviços de transporte e comunicações, salvo os de natureza
estritamente municipal;
VIII - produção, importação, circulação, distribuição ou consumo de
lubrificantes e combustíveis líquidos ou gasosos e de energia elétrica,
imposto que incidirá uma só vez sobre qualquer dessas operações,
excluída a incidência de outro tributo sobre elas; e IX - a extração, a
circulação, a distribuição ou o consumo dos minerais do País enumerados
em lei, imposto que incidirá uma só vez sobre qualquer dessas operações,
observado o disposto no final do item anterior.
§ 1º A União poderá instituir outros impostos, além dos mencionados nos
itens anteriores, desde que não tenham fato gerador ou base de cálculo
idênticos aos dos previstos nos arts. 23 e 24.
§ 2º A União pode instituir:
I - contribuições, nos termos do item I deste artigo, tendo em vista
intervenção no domínio econômico e o interesse da previdência social ou
de categorias profissionais; e II - empréstimos compulsórios, nos casos
especiais definidos em lei complementar, aos quais se aplicarão as
disposições constitucionais relativas aos tributos e às normas gerais do
direito tributário.
§ 3º O imposto sobre produtos industrializados será seletivo em função
da essencialidade dos produtos e não-cumulativo, abatendo-se, em cada
operação, o montante cobrado nas anteriores.
§ 4º A lei poderá destinar a receita dos impostos enumerados nos itens
II e VI deste artigo à formação de reservas monetárias ou de capital
para financiamento de programa de desenvolvimento econômico.
§ 5º A União Poderá transferir o exercício supletivo de sua competência
tributária aos Estados, ao Distrito Federal ou aos Municípios.
§ 6° O imposto de que trata o item III deste artigo não incidirá sobre
glebas rurais de área não excedente a vinte e cinco hectares, quando as
cultive, só ou com sua família, o proprietário que não possua outro
imóvel.
Art. 22. Compete à União, na iminência ou no caso de guerra externa,
instituir, temporariamente, impostos extraordinários compreendidos, ou
não, em sua competência tributária, os quais serão suprimidos
gradativamente, cessadas as causas de sua criação.
Art. 23. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos
sobre:
81
I - transmissão, a qualquer título, de bens imóveis por natureza, e
acessão física e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia,
bem como sobre a cessão de direitos à sua aquisição; e II - operações
relativas à circulação de mercadorias, realizadas por produtores,
industriais e comerciantes, impostos que não serão comutativos e dos
quais se abaterá, nos termos do disposto em lei complementar o montante
cobrado nas anteriores pelo mesmo ou por outro Estado.
§ 1º O produto da arrecadação do imposto a que se refere o Item IV do
art. 21, incidente sobre rendimentos do trabalho e de títulos da dívida
pública pagos pelos Estados e pelo Distrito Federal, será atribuído a
estes, na forma que a lei estabelecer, quando forem obrigados a reter o
tributo.
§ 2º O imposto de que trata o item I compete ao Estado onde está situado
o imóvel, ainda que a transmissão resulte de sucessão aberta no
estrangeiro; sua alíquota não excederá os limites estabelecidos em
resolução do Senado Federal por proposta do Presidente da República, na
forma prevista em lei.
§ 3º O imposto a que se refere o item I não incide sobre a transmissão
de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa Jurídica em
realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos
decorrentes de fusão, incorporação ou extinção de capital de pessoa
jurídica, salvo se a atividade preponderante dessa entidade for o
comércio desses bens ou direitos ou a locação de imóveis.
§ 4° Lei complementar poderá instituir, além das mencionadas no item II,
outras categorias de contribuintes daquele imposto.
§ 5º A alíquota do imposto a que se refere o item II será uniforme para
todas as mercadorias nas operações internas e interestaduais; o Senado
Federal, mediante resolução tomada por iniciativa do Presidente da
República, fixará as alíquotas máximas para as operações internas, as
interestaduais e as de exportação.
§ 6º As isenções do imposto sobre operações relativas à circulação de
mercadorias serão concedidas ou revogadas nos termos fixados em
convênios, celebrados e ratificados pelos Estados, segundo o disposto em
lei complementar.
§ 7º O imposto de que trata o item II não incidirá sobre as operações
que destinem ao exterior produtos industrializados e outros que a lei
indicar.
§ 8º Do produto da arrecadação do imposto mencionado no item II, oitenta
por cento constituirão receita dos Estados e vinte por cento, dos
municípios. As parcelas pertencentes aos municípios serão creditadas em
contas especiais abertas em estabelecimentos oficiais de crédito, na
forma e nos prazos fixados em lei federal.
Art. 24 Compete aos municípios instituir imposto sobre:
82
I - propriedade predial e territorial urbana; e II - serviços de
qualquer natureza não compreendidos na competência tributária da União
ou dos Estados, definidos em lei complementar.
§ 1° Pertence aos municípios o produto da arrecadação do imposto
mencionado no item III do art. 21, incidente sobre os imóveis situados
em seu território.
§ 2º Será distribuído aos municípios, na forma que a lei estabelecer, o
produto da arrecadação do imposto de que trata o item IV do art. 21,
incidente sobre rendimentos do trabalho e de títulos da dívida pública
por eles pagos, quando forem obrigados a reter o tributo.
§ 3º Independentemente de ordem superior, em prazo não maior de trinta
dias, a contar da data da arrecadação, e sob pena de demissão, as
autoridades arrecadadoras dos tributos mencionados no § 1° entregarão
aos municípios as importâncias que a eles pertencerem, à medida que
forem sendo arrecadadas.
4. Lei complementar poderá fixar as alíquotas máximas do imposto de que
trata o item II.
Art. 25. Do produto da arrecadação dos impostos mencionados nos itens IV
e V do artigo 21, a União distribuirá vinte por cento na forma seguinte:
* I - nove por cento ao Fundo de Participação dos Estados, do Distrito
Federal e Territórios;
II - nove por cento ao Fundo de Participação dos Municípios; e III -
dois por cento ao Fundo Especial que terá sua aplicação regulada em lei.
§ 1º A aplicação dos fundos previstos nos itens I e II será regulada por
lei federal, que incumbirá o Tribunal de Contas da União de fazer o
cálculo das quotas estaduais e municipais, ficando a sua entrega a
depender:
a) da aprovação de programas de aplicação elaborados pelos Estados,
Distrito Federal e Municípios, com base nas diretrizes e prioridades
estabelecidas pelo Poder Executivo Federal;
b) da vinculação de recursos próprios, pelos Estados, pelo Distrito
Federal e pelos Municípios, para execução dos programas citados na
alínea a;
* O artigo 25 e números têm a redação dada pela EC nº 5, de 28-6-1975.
Redação anterior: "Do produto da arrecadação dos impostos mencionados
nos itens IV e V do art. 21, a União distribuirá doze por cento na forma
seguinte: I - cinco por cento ao Fundo de Participação dos Estados, do
Distrito Federal e dos Territórios; II - cinco por cento ao Fundo de
participação dos Municípios; e III - dois por cento a Fundo Especial que
terá sua aplicação regulada em lei".
c) da transferência efetiva, para os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios, de encargos executivos da União; e d) do recolhimento dos
83
impostos federais arrecadados pelos Estados, pelo Distrito Federal e
pelos Municípios, e da liquidação das dívidas dessas entidades ou de
seus órgãos de administração indireta, para com a União, inclusive as
oriundas de prestação de garantia.
§ 2° Para efeito de cálculo da porcentagem destinada aos Fundos de
Participação, excluir-se-á a parcela do imposto de renda e proventos de
qualquer natureza que, nos termos dos arts. 23, § 1º, e 24, § 2º,
pertence aos Estados e Municípios.
Art. 26. A União distribuirá aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios:
I - quarenta por cento do produto da arrecadação do imposto sobre
lubrificantes e combustíveis líquidos ou gasosos mencionado no item VIII
do artigo 21;
II - sessenta por cento do produto da arrecadação do imposto sobre
energia elétrica mencionado no item VIII do art. 21; e III - noventa por
cento do produto da arrecadação do imposto sobre minerais do País
mencionado no item IX do art. 21.
§ 1º A distribuição será feita nos termos de lei federal, que poderá
dispor sobre a forma e os fins de aplicação dos recursos distribuídos,
conforme os seguintes critérios:
a) nos casos dos itens I e II, proporcional à superfície, população,
produção e consumo, adicionando-se, quando couber, no tocante ao item
II, quota compensatória da área inundada pelos reservatórios;
b) no caso do item III, proporcional à produção.
§ 2º As indústrias consumidoras de minerais do País poderão abater o
imposto a que se refere o item IX do art. 21, do imposto sobre a
circulação de mercadorias e do imposto sobre produtos industrializados,
na proporção de noventa por cento e dez por cento, respectivamente.
Capítulo VI
DO PODER LEGISLATIVO
Seção I - Disposições Gerais

Art. 27. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se


compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal;
Art. 28 A eleição para deputados e senadores far-se-á simultaneamente em
todo o País.
Art. 29. O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital da
União, 1º de março a 30 de Junho e de 1º de agosto a 5 de dezembro. * §
1º A convocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á:

84
a) pelo Presidente do Senado, em caso de decretação de estado de sítio
ou de intervenção federal; ou b)pelo presidente da República, quando
este a entender necessária.
§ 2° Na sessão legislativa extraordinária, o Congresso Nacional somente
deliberará sobre a matéria para a qual for convocado.
§ 3º Além de reuniões para outros fins previstos nesta Constituição,
reunir-se-ão, em sessão conjunta, funcionando como Mesa a do Senado
Federal, este e a Câmara dos Deputados, para:
I - inaugurar sessão legislativa;
II - elaborar regimento comum, e III - discutir e votar o orçamento.
___________ * Redação dada pela EC nº 3, de 15-6-1972. Redação anterior:
"O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na capital da União, de
31 de março a 30 de novembro". § 4º Cada uma das Câmaras reunir-se-á em
sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da
legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas
Mesas. Art. 30. A cada uma das Câmaras compete elaborar seu regimento
interno, dispor sobre sua organização, polícia e provimento de cargos de
seus serviços. Parágrafo único. Observar-se-ão as seguintes normas
regimentais: a) na constituição das comissões, assegurar-se-á, tanto
quanto possível, a representação proporcional dos partidos nacionais que
participem da respectiva Câmara; b) não poderá ser realizada mais de uma
sessão ordinária por dia; c) não será autorizada a publicação de
pronunciamentos que envolverem ofensas às Instituições Nacionais,
propaganda de guerra, de subversão da ordem política ou social, de
preconceito de raça, de religião ou de classe, configurarem crimes
contra a honra ou contiverem incitamento à prática de crimes de qualquer
natureza; d) a Mesa da Câmara dos Deputados ou a do Senado Federal
encaminhará, por intermédio da Presidência da República, somente pedidos
de informação sobre fato relacionado com matéria legislativa em trâmite
ou sobre fato sujeito à fiscalização do Congresso Nacional ou de suas
Casas; e) não será criada comissão parlamentar de inquérito enquanto
estiverem funcionando concomitantemente pelo menos cinco, salvo
deliberação por parte da maioria da Câmara dos Deputados ou do Senado
Federal; f) a comissão parlamentar de inquérito funcionará na sede do
Congresso Nacional, não sendo permitidas despesas com viagens para seus
membros; g) não será de qualquer modo subvencionada viagem de
congressista ao exterior, salvo no desempenho de missão temporária, de
caráter diplomático ou cultural mediante prévia designação do Poder
Executivo e concessão de licença da Câmara a que pertencer o deputado ou
senador; e h) será de dois anos o mandato para membro da Mesa de
qualquer das Câmaras, proibida a reeleição. Art. 31. Salvo disposição
constitucional em contrário, as deliberações de cada Câmara serão
tomadas por maioria de votos, presente a maioria de seus membros. Art.
32. Os deputados e senadores são invioláveis no exercício do mandato,
por suas opiniões, palavras e votos, salvo nos casos de injúria,
difamação ou calúnia, ou nos previstos na Lei de Segurança Nacional. §
1º Durante as sessões, e quando para elas se dirigirem ou delas
85
regressarem, os deputados e senadores não poderão ser presos, salvo em
flagrante de crime comum ou perturbação da ordem pública. § 2º Nos
crimes comuns, os deputados e senadores serão submetidos a julgamento
perante o Supremo Tribunal Federal. § 3º A incorporação, às forças
armadas, de deputados e senadores, embora militares e ainda que em tempo
de guerra, dependerá de licença da Câmara respectiva. § 4º As
prerrogativas processuais dos senadores e deputados, arrolados como
testemunhas, não subsistirão, se deixarem eles de atender, sem justa
causa, no prazo de trinta dias, o convite judicial. Art. 33. O subsídio,
dividido em parte fixa e parte variável, e a ajuda de custo de deputados
e senadores serão iguais e estabelecidos no fim de cada legislatura para
a subseqüente. § 1º Por ajuda de custo entender-se-á a compensação de
despesas com transporte e outras imprescindíveis para o comparecimento à
sessão legislativa ordinária ou a sessão legislativa extraordinária
convocada na forma do § 1º do art. 29. § 2° O pagamento da ajuda de
custo será feito em duas parcelas, somente podendo o congressista
receber a segunda se houver comparecido a dois terços da sessão
legislativa extraordinária. § 3° O pagamento da parte variável do
subsídio corresponderá ao comparecimento efetivo do congressista e à
participação nas votações. § 4° Serão remuneradas, até o máximo de oito
por mês, as sessões extraordinárias da Câmara dos Deputados e do Senado
Federal; pelo comparecimento a essas sessões e às do Congresso Nacional,
será paga remuneração não excedente, por sessão, a um trinta avos a
parte variável do subsídio mensal. Art. 34. Os deputados e senadores não
poderão: I - desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato
com pessoa de direito público autarquia, empresa pública, sociedade de
economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo
quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes; b) aceitar ou exercer
cargo, função ou emprego remunerado nas entidades constantes da alínea
anterior; II - desde a posse: a) ser proprietários ou diretores de
empresas que goze de favor decorrente de contrato com pessoa Jurídica de
direito público, ou nela exercer função remunerada; b) ocupar cargo,
função ou emprego, de que sejam demissíveis ad nutum, nas entidades
referidas na alínea a do item I; c) exercer outro cargo eletivo federal,
estadual ou municipal; e d) patrocinar causa
em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere a alínea
a do item I: Art. 35. Perderá o mandato o deputado ou senador; I - que
infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior; II -
cujo procedimento for declarado incompatível com o decorrer parlamentar,
ou atentatório das instituições vigentes; III - que deixar de
comparecer, em cada sessão legislativa anual, à terça parte das sessões
ordinárias da Câmara a que pertencer, salvo doença comprovada, licença
ou missão autorizada pela respectiva Casa; IV - que perder ou tiver
suspensos os direitos políticos; ou V - que praticar atos de
infidelidade partidária, segundo o previsto no parágrafo único do art.
152. § 1° Além de outros casos definidos no regimento interno;
considerar-se-á incompatível com o decoro parlamentar o abuso das
prerrogativas asseguradas ao congressista ou a percepção, no exercício
do mandato, de vantagens ilícitas ou imorais. § 2º Nos casos dos itens I

86
e II, a perda do mandato será declarada pela Câmara dos Deputados ou
pelo Senado Federal, mediante provocação de qualquer de seus membros, da
respectiva Mesa ou de partido político. § 3º No caso do item III, a
perda do mandato poderá ocorrer por provocação de qualquer dos membros
da Câmara, de partido político ou do primeiro suplente do partido, e
será declarada pela Mesa da Câmara a que pertencer o representante,
assegurada plena defesa e podendo a decisão ser objeto de apreciação
judicial. § 4º Se ocorrerem os casos dos itens IV e V, a perda será
automática e declarada pela respectiva Mesa. Art. 36. Não perde o
mandato o Deputado ou Senador investido na função de Ministro de Estado,
Secretário de Estado ou Prefeito de Capital. * § 1º Somente se convocará
suplente no caso de vaga ou nos de investidura em função prevista neste
artigo. Não havendo suplente e tratando-se de vaga, far-se-á
* Redação dada pela EC nº 3, de 15-6-1972. Redação anterior: "Não
perderá o mandato o deputado ou senador investido na função de Ministro
de Estado".
eleição para preenchê-la se faltarem mais de quinze meses para o término
do mandato. ** § 2º Com licença de sua Câmara, poderá o deputado ou
senador desempenhar missões temporárias de caráter diplomático ou
cultural.
Art. 37. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, em conjunto ou
separadamente, criarão comissões de inquérito sobre fato determinado e
por prazo certo, mediante requerimento de um terço de seus membros.
Art. 38. Os Ministros de Estado serão obrigados a comparecer perante a
Câmara dos Deputados, o Senado Federal ou qualquer de suas comissões,
quando uma ou outra Câmara, por deliberação da maioria, os convocar para
prestarem, pessoalmente, informações acerca de assunto previamente
determinado.
§ 1º A falta de comparecimento, sem justificação, importa crime de
responsabilidade.
§ 2º Os Ministros de Estado, a seu pedido, poderão comparecer perante as
comissões ou o plenário de qualquer das Casas do Congresso Nacional e
discutir projetos relacionados Com o Ministério sob sua direção.
Seção II - Da Câmara dos Deputados
Art. 39. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo,
eleitos, entre cidadãos maiores de vinte e um anos e no exercício dos
direitos políticos, por voto direto e secreto, em cada Estado e
Território.
§ 1º Cada legislatura durará quatro anos.
§ 2° O número de deputados por Estado será estabelecido em lei, na
proporção dos eleitores nele inscritos, conforme os seguintes critérios.

87
a) até cem mil eleitores, três deputados;
** Redação dada pela EC nº 3, de 15-6-1972. Redação anterior: "Dar-se-á
a convocação de suplente apenas no caso de vaga em virtude de morte,
renúncia ou investidura na função de Ministro de Estado. Não havendo
suplente, só será feita a eleição do substituto em caso de vaga, se
faltarem mais de quinze meses para o término do mandatos."
b) de cem mil e um a três milhões de eleitores, mais um deputado para
cada grupo de cem mil ou fração superior a cinqüenta mil;
c) de três milhões e um a seis milhões de eleitores, mais um deputado
para cada grupo de trezentos mil ou fração superior a cento e cinqüenta
mil; e d) além de seis milhões de eleitores, mais um deputado para cada
grupo de quinhentos mil ou fração superior a duzentos e cinqüenta mil.
§ 3° Excetuado o de Fernando de Noronha, cada Território será
representado na Câmara por um deputado.
§ 4° O número de deputados não vigorará na legislatura em que for
fixado.
Art. 40. Compete privativamente à Câmara dos deputados:
I - declarar, por dois terços dos seus membros, a procedência de
acusação contra o Presidente da República e os Ministros de Estado;
II - proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não
apresentadas ao Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a
abertura da sessão legislativa;
III - propor projetos de lei que criem ou extingam cargos de seus
serviços e fixem os respectivos vencimentos.
Seção III - Do Senado Federal
Art. 41. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados,
eleitos pelo voto secreto e direto dentre os cidadãos maiores de trinta
e cinco anos, no exercício de seus direitos políticos segundo o
princípio majoritário.
§ 1º Cada Estado elegerá três senadores, com mandato de oito anos,
renovando-se a representação, de quatro em quatro, alternadamente, por
um e por dois terços.
§ 2º Cada senador será eleito com seu suplente.
Art. 42. Compete privativamente ao Senado Federal;
I - Julgar o Presidente da República nos crimes de responsabilidade e os
Ministros de Estado nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles:
II - processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal e o
Procurador-Geral da República, nos crimes de responsabilidade;
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III - aprovar, previamente, por voto secreto, a escolha de magistrados,
nos casos determinados pela Constituição, dos Ministros do Tribunal de
Contas da União, do Governador do Distrito Federal, bem como dos
Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal e dos chefes de
missão diplomática de caráter permanente;
IV - autorizar empréstimos, operações ou acordos externos, de qualquer
natureza, de interesse dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, ouvido o Poder Executivo Federal;
V - legislar para o Distrito Federal, segundo o disposto no § 1º do art.
17, e nele exercer a fiscalização financeira e orçamentária, com o
auxílio do respectivo Tribunal de Contas.
VI - fixar, por proposta do Presidente da República e mediante
resolução, limites globais para o montante da dívida consolidada dos
Estados e dos Municípios; estabelecer e alterar limites de prazo mínimo
e máximo, taxas de juros e demais condições das obrigações por eles
emitidas, e proibir ou limitar temporariamente a emissão e o lançamento
de quaisquer obrigações dessas entidades;
VII - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei ou decreto,
declaradas inconstitucionais por decisão definitiva do Supremo Tribunal
Federal;
VIII - expedir resoluções; e IX - propor projetos de lei que criem ou
extingam cargos de seus serviços e fixem os respectivos vencimentos.
Parágrafo único. Nos casos previstos nos itens I e II, funcionará como
Presidente do Senado Federal o do Supremo Tribunal Federal; somente por
dois terços de votos será preferida a sentença condenatória, e a pena
limitar-se-á à perda do cargo, com inabilitação, por cinco anos, para o
exercício de função pública, sem prejuízo de ação da justiça ordinária.
Seção IV - Das Atribuições do Poder Legislativo
Art. 43. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da
República, dispor sobre todas as matérias de competência da União
especialmente:
I - tributos, arrecadação e distribuição de rendas;
II - orçamento anual e plurianual; abertura e operação de crédito,
dívida pública; emissões de curso forçado;
III - fixação dos efetivos das forças armadas para o tempo de paz;
IV - planos e programas nacionais e regionais de desenvolvimento;
V - criação de cargos públicos e fixação dos respectivos vencimentos,
ressalvado o disposto no item III do art. 55;

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VI - limites do território nacional; espaço aéreo e marítimo; bens do
domínio da União;
VII - transferência temporária da sede do Governo Federal;
VIII - concessão de anistia; e IX - organização administrativa e
judiciária dos territórios.
Art. 44. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
I - resolver definitivamente sobre os tratados, convenções de atos
internacionais celebrados pelo Presidente da República;
II - autoriza o Presidente da República a declarar guerra e a fazer a
paz; a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território
nacional ou nele permaneçam temporariamente, nos casos previstos em lei
complementar;
III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se
ausentarem do País;
IV - aprovar ou suspender a intervenção federal ou o estado de sítio;
V - aprovar a incorporação ou desmembramento de áreas de Estado ou de
Territórios;
VI - mudar temporariamente a sua sede;
VII - fixar, para viger na legislatura seguinte, a ajuda de custo dos
membros do Congresso Nacional, assim como os subsídios destes, os do
Presidente e os do Vice-Presidente da República;
VIII - julgar as contas do Presidente da República; e IX - deliberar
sobre o adiamento e a suspensão de suas sessões.
Art. 45. A lei regulará o processo de fiscalização, pela Câmara dos
Deputados e pelo Senado Federal, dos atos do Poder Executivo, inclusive
os da administração indireta.
Seção V - Do Processo Legislativo
Art. 46. O processo legislativo compreende a elaboração de:
I - emendas à Constituição;
II - leis complementares à Constituição;
III - leis ordinárias;
IV - leis delegadas;
V - decretos-leis;
VI - decretos legislativos; e VII - resoluções.

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Art. 47. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
I - de membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal; ou II - do
Presidente da República.
§ 1º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a
abolir a Federação ou a República.
§ 2º A Constituição não poderá ser emendada na vigência de estado de
sítio.
§ 3º No caso do item I, a proposta deverá ter a assinatura de um terço
dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal.
Art. 48. Em qualquer dos casos do artigo anterior, itens I e II, a
proposta será discutida e votada em reunião do Congresso Nacional, em
duas sessões, dentro de sessenta dias, a contar da sua apresentação ou
recebimento, e havida por aprovada quando obtiver, em ambas as votações,
dois terços dos votos dos membros de suas casas.
Art. 49. A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara
dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.
Art. 50. As leis complementares somente serão aprovadas, se obtiverem
maioria absoluta dos votos dos membros das duas Casas do Congresso
Nacional, observados os demais termos da votação das leis ordinárias.
Art. 51. O presidente da República poderá enviar ao Congresso Nacional
projetos de lei sobre qualquer matéria, os quais, se o solicitar, serão
apreciados dentro de quarenta e cinco dias, a contar do seu recebimento
na Câmara dos Deputados, e de igual prazo no Senado Federal.
§ 1° A solicitação do prazo mencionado neste artigo poderá ser feita
depois da remessa do projeto e em qualquer fase de seu andamento.
§ 2º Se o Presidente da República julgar urgente o projeto, poderá
solicitar que a sua apreciação seja feita em sessão conjunta do
Congresso Nacional, dentro do prazo de quarenta dias.
§ 3° Na falta de deliberação dentro dos prazos estipulados neste artigo
e parágrafos anteriores, considerar-se-ão aprovados os projetos.
§ 4° A apreciação as emendas do Senado Federal pela Câmara dos Deputados
far-se-á, nos casos previstos neste artigo e em seu § 1º, no prazo de
dez dias; findo este, serão tidas por aprovadas, se não tiver havido
deliberação.
§ 5° Os prazos do art. 48, deste artigo e de seus parágrafos e do § 1º
do art. 55 não correrão nos períodos de recesso do Congresso Nacional.
§ 6º O disposto neste artigo não se aplicará aos projetos de
codificação.

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Art. 52. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da
República, comissão do Congresso Nacional ou de qualquer de suas Casas.
Parágrafo único. Não serão objeto de delegação os atos da competência
exclusiva do Congresso Nacional, nem os da competência privativa da
Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, nem a legislação sobre:
I - a organização dos juízos e tribunais e as garantias da magistratura;
II - a nacionalidade, a cidadania, os direitos políticos e o direito
eleitoral; e III - o sistema monetário.
Art. 53. No caso de delegação a comissão especial, sobrem qual disporá o
regimento do Congresso Nacional, o projeto aprovado será remetido a
sanção, salvo se, no prazo de dez dias da sua publicação, a maioria dos
membros da comissão ou um quinto da Câmara dos Deputados ou do Senado
Federal requerer a sua votação pelo plenário.
Art. 54. A delegação ao Presidente da República terá a forma de
resolução do Congresso Nacional, que especificará seu conteúdo e os
termos do seu exercício.
Parágrafo único. Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo
Congresso Nacional, esse a fará em votação única, vedada qualquer
emenda.
Art. 55. O Presidente da República, em casos de urgência ou de interesse
público relevante, e desde que não haja aumento de despesa, poderá
expedir decretos-leis sobre as seguintes matérias:
I - segurança nacional;
II - finanças públicas, inclusive normas tributárias; e III - criação de
cargos públicos e fixação de vencimentos.
§ 1º Publicado o texto, que terá vigência imediata, o Congresso Nacional
o aprovará ou rejeitará, dentro de sessenta dias, não podendo emendá-lo;
se, nesse prazo, não houver deliberação, o texto será tido por aprovado.
§ 2º A rejeição do decreto-lei não implicará a nulidade dos atos
praticados durante a sua vigência.
Art. 56. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da
Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, ao Presidente da República e
aos Tribunais Federais com Jurisdição em todo o território nacional.
Parágrafo único. A discussão e votação dos projetos de iniciativa do
Presidente da República terão início na Câmara dos Deputados, salvo o
disposto no § 2º do art. 51.
Art. 57. É da competência exclusiva do Presidente da República a
iniciativa das leis que:

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I - disponham sobre matéria financeira;
II - criem cargos, funções ou empregos públicos ou aumentem vencimentos
ou a despesa pública;
III - fixem ou modifiquem os efetivos das forças armadas;
IV - disponham sobre organização administrativa e Judiciária, matéria
tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração
do Distrito Federal, bem como sobre organização judiciária,
administrativa e matéria tributária dos Territórios;
V - disponham sobre servidores públicos da União, seu regime jurídico,
provimento de cargos públicos, estabilidade e aposentadoria de
funcionários civis, reforma e transferência de militares para a
inatividade; ou VI - concedam anistia relativa a crimes políticos,
ouvido o Conselho de Segurança Nacional.
Parágrafo único. Não serão admitidas emendas que aumentem a despesa
prevista:
a) nos projetos cuja iniciativa seja da exclusiva competência do
Presidente da República; ou b) nos projetos sobre organização dos
serviços administrativos da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e
dos Tribunais Federais.
Art. 58. O projeto de lei aprovado por uma Câmara será revisto pela
outra, em um só turno de discussão e votação.
§ 1° Se a Câmara revisora o aprovar, o projeto será enviado a sanção ou
a promulgação; se o emendar, volverá à Casa iniciadora, para que aprecie
a emenda; se o rejeitar, será arquivado.
§ 2º O projeto de lei, que receber, quanto ao mérito, parecer contrário
de todas as comissões, será tido como rejeitado.
§ 3º A matéria constante do projeto de lei rejeitado ou não sancionado,
assim como a constante de proposta de emenda à Constituição, rejeitada
ou havida por prejudicada, somente poderá constituir objeto de novo
projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria
absoluta dos membros de qualquer das Câmaras, ressalvadas as proposições
de iniciativa do Presidente da República.
Art. 59. Nos casos do art. 43, a Câmara na qual se haja concluído a
votação enviará o projeto ao Presidente da República, que, aquiescendo,
o sancionará; para o mesmo fim, ser-lhe-ão remetidos os projetos havidos
por aprovados nos termos do § 3º do art. 51.
§ 1º Se o Presidente da República julgar o projeto, no todo ou em parte,
inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á, total ou
parcialmente, dentro de quinze dias úteis, contados daquele em que o
receber, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do
Senado Federal os motivos do veto. Se a sanção for negada, quando
93
estiver finda a sessão legislativa, o Presidente da República publicará
o veto.
§ 2º Decorrida a quinzena, o silêncio do Presidente da República
importará sanção.
§ 3º Comunicado o veto ao Presidente do Senado Federal, este convocará
as duas Câmaras para, em sessão conjunta, dele conhecerem, considerando-
se aprovado o projeto que, dentro de quarenta e cinco dias, em votação
pública, obtiver o voto de dois terços dos membros de cada uma das
Casas. Nesse caso, será o projeto enviado, para promulgação, ao
Presidente da República.
§ 4º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no parágrafo
anterior, o veto será considerado mantido.
§ 5º Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo
Presidente da República, nos casos do § 2º e do § 3º, o Presidente do
Senado Federal a promulgará e, se este não o fizer em igual prazo, fá-
lo-á o Vice-Presidente do Senado Federal.
§ 6º Nos casos do art. 44, após a aprovação final, a lei será promulgada
pelo Presidente do Senado Federal.
§ 7º No caso do item V do art. 42, o projeto de lei vetado será
submetido apenas ao Senado Federal, aplicando-se, no que couber, o
disposto no § 3º.

Seção VI - Do Orçamento
Art. 60. A despesa pública obedecerá à lei orçamentária anual, que não
conterá dispositivo estranho à fixação da despesa e à previsão da
receita. Não se incluem na proibição:
I - a autorização para abertura de créditos suplementares e operações de
crédito por antecipação da receita; e II - as disposições sobre a
aplicação do saldo que houver.
Parágrafo único. As despesas de capital obedecerão ainda a orçamentes
plurianuais de investimento, na forma prevista em lei complementar.
Art. 61. A lei federal disporá sobre o exercício financeiro, a
elaboração e a organização dos orçamentes públicos.
§ 1º É vedada:
a) a transposição, sem prévia autorização legal, de recursos de uma
dotação orçamentária para outra;
b) a concessão de créditos ilimitados;

94
c) a abertura de crédito especial ou suplementar sem prévia autorização
legislativa e sem indicação dos recursos correspondestes; e d) a
realização, por qualquer dos Poderes, de despesas que excedam os
créditos orçamentários ou adicionais.
§ 2° A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para
atender despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de
guerra, subversão interna ou calamidade pública.
Art. 62. O orçamento anual compreenderá obrigatoriamente as despesas e
receitas relativas a todos os Poderes, órgãos e fundos, tanto da
administração direta quanto da indireta, excluídas apenas as entidades
que não recebam subvenções ou transferências à conta do orçamento.
§ 1º A inclusão, no orçamento anual, da despesa e da receita dos órgãos
da administração indireta será feita em dotações globais e não lhes
prejudicará a autonomia na gestão legal dos seus recursos.
§ 2º Ressalvados os impostos mencionados nos itens VIII e IX do art. 21
e as disposições desta Constituição e de leis complementares, é vedada a
vinculação do produto da arrecadação de qualquer tributo a determinado
órgão, fundo ou despesa. A lei poderá, todavia, estabelecer que a
arrecadação parcial ou total de certos tributos constitua receita do
orçamento de capital, proibida sua aplicação no custeio de despesas
correntes.
§ 3º Nenhum investimento, cuja execução ultrapasse um exercício
financeiro, poderá ser iniciado sem prévia inclusão no orçamento
plurianual de investimento ou sem prévia lei que autorize e fixe o
montante das dotações que anualmente constarão do orçamento, durante o
prazo de sua execução.
§ 4º Os créditos especiais e extraordinários não poderão ter vigência
além do exercício em que forem autorizados, salvo se o ato de
autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício,
caso em que, reabertos nos limites dos seus saldos, poderão viger até o
término do exercício financeiro subseqüente.
Art. 63. O orçamento plurianual de investimento consignará dotações para
a execução dos planos de valorização das regiões menos desenvolvidas do
País.
Art. 64. Lei complementar estabelecerá os limites para as despesas de
pessoal da União, dos Estados e dos Municípios.
Art. 65. É da competência do Poder Executivo a iniciativa das leis
orçamentárias e das que abram créditos, fixem vencimentos e vantagens
dos servidores públicos, concedam subvenção ou auxílio ou, de qualquer
modo, autorizem, criem ou aumentem a despesa pública.

95
§ 1º Não será objeto de deliberação a emenda de que decorra aumento de
despesa global ou de cada órgão, fundo, projeto ou programa, ou que vise
a modificar-lhe o montante, a natureza ou o objetivo.
§ 2º Observado, quando ao projeto de lei orçamentária anual, o disposto
nos §§ 1º, 2º e 3º do artigo seguinte, os projetos de lei mencionados
neste artigo somente receberão emendas nas comissões do Congresso
Nacional, sendo final o pronunciamento das comissões, salvo se um terço
dos membros da Câmara respectiva pedir ao seu Presidente a votação em
fará sem discussão, de emenda aprovada ou rejeitada nas comissões.
Art. 66. O projeto de lei orçamentária anual será enviado, pelo
Presidente da República ao Congresso Nacional, para votação conjunta das
duas Casas, até quatro meses antes do início do exercício financeiro
seguinte; se, até trinta dias antes do encerramento do exercício
financeiro, o Poder Legislativo não o devolver para sanção, será
promulgado como lei.
§ 1º Organizar-se-á comissão mista de senadores e deputados para
examinar o projeto de lei orçamentária e sobre ele emitir parecer.
§ 2º Somente na comissão mista poderão ser oferecidas emendas.
§ 3º O pronunciamento da comissão sobre as emendas será conclusivo e
final, salvo se um terço dos membros da Câmara dos Deputados e mais um
terço dos membros do Senado Federal requererem a votação em plenário de
emenda aprovada ou rejeitada na comissão.
§ 4º Aplicam-se ao projeto de lei orçamentária, no que não contrariem o
disposto nesta seção, as demais normas relativas à elaboração
legislativa.
§ 5º O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso
Nacional para propor a modificação do projeto de lei orçamentária,
enquanto não estiver concluída a votação da parte cuja alteração é
proposta.
Art. 67. As operações de crédito para antecipação da receita autorizada
no orçamento anual não excederão a quarta parte da receita total
estimada para o exercício financeiro, e, até trinta dias depois do
encerramento deste, serão obrigatoriamente liquidadas.
Parágrafo único. Excetuadas as operações da dívida pública, a lei que
autorizar operação de crédito, a qual deva ser liquidada em exercício
financeiro subseqüente, fixará desde logo as dotações que hajam de ser
incluídas no orçamento anual, para os respectivos serviços de juros,
amortização e resgate, durante o prazo para a sua liquidação.
Art. 68. O numerário correspondente às dotações destinadas à Câmara dos
Deputados, ao Senado Federal e aos Tribunais Federais será entregue no
início de cada trimestre, em quotas estabelecidas na programação
financeira do Tesouro Nacional, com participação percentual nunca
96
inferior à estabelecida pelo Poder Executivo para os seus próprios
órgãos.
Art. 69. As operações de resgate e de colocação de títulos do Tesouro
Nacional, relativas à amortização de empréstimos internos, não atendidas
pelo orçamento anual, serão reguladas em lei complementar.
Seção VII - Da Fiscalização Financeira e Orçamentária
Art. 70. A fiscalização financeira e orçamentária da União será exercida
pelo Congresso Nacional mediante controle externo e pelos sistemas de
controle interno do Poder Executivo, instituídos por lei.
§ 1º o controle externo do Congresso Nacional será exercido com o
auxílio do Tribunal de Contas da União e compreenderá a apreciação das
contas do Presidente da República, o desempenho das funções de auditoria
financeira e orçamentária, bem como o julgamento das contas dos
administradores e demais responsáveis por bens e valores públicos.
§ 2º O Tribunal de Contas da União dará parecer prévio, em sessenta
dias, sobre as contas que o Presidente da República prestar anualmente;
não sendo estas enviadas dentro do prazo, o fato será comunicado ao
Congresso Nacional, para os fins de direito, devendo aquele Tribunal, em
qualquer caso, apresentar minucioso relatório do exercício financeiro
encerrado.
§ 3º A auditoria financeira e orçamentária será exercida sobre as contas
das unidades administrativas dos três Poderes da União, que, para esse
fim, deverão remeter demonstrações contábeis ao Tribunal de Contas na
União, a que caberá realizar as inspeções necessárias.
§ 4º O julgamento da regularidade das contas dos administradores e
demais responsáveis será baseado em levantamentos contábeis,
certificados de auditoria e pronunciamento das autoridades
administrativas, sem prejuízo das inspeções mencionadas no parágrafo
anterior.
§ 5° As normas de fiscalização financeira e orçamentária estabelecidas
nesta seção aplicar-se-ão às autarquias.
Art. 71. O Poder Executivo manterá sistema de controle interno, a fim
de:
I - criar condições indispensáveis para assegurar eficácia ao controle
externo e regularidade à realização da receita e da despesa;
II - acompanhar a execução de programas de trabalho e a do orçamento; e
III - avaliar os resultados alcançados pelos administradores e verificar
a execução dos contratos.
Art. 72. O Tribunal de Contas da União, com sede no Distrito Federal e
quadro próprio de pessoal, tem Jurisdição em todo o País.

97
§ 1º O Tribunal exerce, no que couber, as atribuições previstas no art.
115.
§ 2° A lei disporá sobre a organização do Tribunal, podendo dividi-lo em
Câmaras e criar delegações ou órgãos destinados a auxiliá-lo no
exercício das suas fundos e na descentralização dos seus trabalhos.
§ 3º Os seus Ministros serão nomeados pelo Presidente da República,
depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal dentre brasileiros,
maiores de trinta e cinco anos, de idoneidade moral e notórios
conhecimentos jurídicos, econômicos, financeiros ou de administração
pública, e terão as mesmas garantias, prerrogativas, vencimentos e
impedimentos dos Ministros do Tribunal Federal de Recursos.
§ 4° No exercício de suas atribuições de controle de administração
financeira e orçamentária, o Tribunal representará ao Poder Executivo e
ao Congresso Nacional sobre irregularidades e abusos por ele
verificados.
§ 5º O Tribunal, de ofício ou mediante provocação do Ministério Público
ou das auditorias financeiras e orçamentárias e demais órgão auxiliares,
se verificar ilegalidade de qualquer despesa, inclusive as decorrentes
de contratos, deverá:
a) assinar prazo razoável para que o órgão da administração pública
adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei;
b) sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, exceto em
relação a contrato;
c) solicitar ao Congresso Nacional, em caso de contrato, que determine a
medida prevista na alínea anterior ou outras necessárias ao resguardo
dos objetivos legais.
§ 6º O Congresso Nacional deliberará sobre a solicitação de que cogita a
alínea c do parágrafo anterior, no prazo de trinta dias, findo o qual,
sem pronunciamento do Poder Legislativo, será considerada insubsistente
a impugnação.
§ 7º O Presidente da República poderá ordenar a execução do ato a que se
refere a alínea b do § 5º, ad referendum do Congresso Nacional.
§ 8º O Tribunal de Contas da União julgará da legalidade das concessões
iniciais de aposentadorias reformas e pensões, não dependendo de sua
decisão as melhorias posteriores.
Capítulo VII
DO PODER EXECUTIVO
Seção I - Do Presidente e do Vice-Presidente da República

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Art. 73. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República,
auxiliado pelos Ministros de Estado.
Art. 74. O Presidente será eleito, entre os brasileiros maiores de
trinta e cinco anos e no exercício dos direitos políticos, pelo sufrágio
de um colégio eleitoral, em sessão pública e mediante votação nominal.
§ 1º O colégio eleitoral será composto dos membros do Congresso Nacional
e de delegados das Assembléias Legislativas dos Estados.
§ 2° Cada Assembléia indicará três delegados, dentre seus membros, e
mais um por quinhentos mil eleitores inscritos no Estado, não podendo
nenhuma representação ter menos de quatro delegados.
§ 3º A composição e o funcionamento do colégio eleitoral serão regulados
em lei complementar.
Art. 75. O colégio eleitoral reunir-se-á na sede do Congresso Nacional,
a 15 de Janeiro do ano em que findar o mandato presidencial.
§ 1° Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por
partido político, obtiver maioria absoluta de votos.
§ 2° Se nenhum candidato obtiver maioria absoluta na primeira votação,
os escrutínios serão repetidos, e a eleição dar-se-á no terceiro, por
maioria simples.
§ 3º O mandato do Presidente da República é de cinco anos.
Art. 76. O Presidente tomará posse em sessão do Congresso Nacional e, se
este não estiver reunido, perante o Supremo Tribunal Federal, prestando
compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, observar as
leis, promover o bem geral e sustentar a união, a integridade e a
independência do Brasil.
Parágrafo único. Se decorridos dez dias da data fixada para a posse, o
Presidente ou o Vice-Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver
assumido o cargo, este será declarado vago pelo Congresso Nacional.
Art. 77. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-
lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente.
§ 1º O candidato a Vice-Presidente, que deverá satisfazer os requisitos
do art. 74, considerar-se-á eleito em virtude da eleição do candidato a
Presidente com ele registrado; o seu mandato é de cinco anos e na sua
posse observar-se-á o disposto no art. 76 e seu parágrafo único.
§ 2º O Vice-Presidente, além de outras atribuições que lhe forem
conferidas em lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por
ele convocado para missões especiais.
Art. 78. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente ou
vacância dos respectivos cargos serão sucessivamente chamados ao
99
exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do
Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.
Art. 79. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente, far-se-á
eleição trinta dias depois de aberta a última vaga, e os eleitos
completarão os períodos de seus antecessores.
Art. 80. O Presidente e o Vice-Presidente não poderão ausentar-se do
País sem licença do Congresso Nacional, sob pena de perda do cargo.
Seção II - Das Atribuições do Presidente da República

Art. 81. Compete privativamente ao Presidente da República:


I - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado a direção superior da
administração federal;
II - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos
nesta Constituição;
III - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis expedir decretos e
regulamentos para a sua fiel execução;
IV - vetar projetos de lei;
V - dispor sobre a estruturação, atribuições e funcionamento dos órgãos
da administração federal;
VI - nomear e exonerar os Ministros de Estado, o Governador do Distrito
Federal e os dos Territórios;
VII - aprovar a nomeação dos prefeitos dos municípios declarados de
interesse da segurança nacional;
VIII - prover e extinguir os cargos públicos federais;
IX - manter relações com os Estados estrangeiros;
X - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, ad referendum
do Congresso Nacional;
XI - declarar guerra, depois de autorizado pelo Congresso Nacional, ou,
sem prévia autorização, no caso de agressão estrangeira ocorrida no
intervalo das sessões legislativas;
XII - fazer a paz, com autorização ou ad referendum do Congresso
Nacional;
XIII - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças
estrangeiras transitem pelo território-nacional ou nele permaneçam
temporariamente;
XIV - exercer o comando supremo das forças armadas;

100
XV - decretar a mobilização nacional, total ou parcialmente;
XVI - decretar o estado de sítio;
XVII - decretar e executar a intervenção federal;
XVIII - autorizar brasileiros a aceitar pensão, emprego ou comissão de
governo estrangeiro;
XIX - enviar proposta de orçamento ao Congresso Nacional;
XX - prestar anualmente ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias
após a abertura da sessão legislativa, as contas relativas ao ano
anterior;
XXI - remeter mensagem ao Congresso Nacional por ocasião da abertura da
sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando as
providências que julgar necessárias; e XXII - conceder indulto e comutar
penas com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei.
Parágrafo único. O Presidente da República poderá outorgar ou delegar as
atribuições mencionadas nos itens V, VIII, primeira parte, XVIII e XXII
deste artigo aos Ministros de Estado ou a outras autoridades, que
observarão os limites traçados nas outorgas e delegações.
Seção III - Da Responsabilidade do Presidente da República
Art. 82. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente que
atentarem contra a Constituição Federal e, especialmente:
I - a existência da União;
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e dos
Poderes constitucionais dos Estados;
III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV - a segurança interna do País;
V - a probidade na administração;
VI - a lei orçamentária; e VII - o cumprimento das leis e das decisões
judiciárias.
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que
estabelecerá as normas de processo e julgamento.
Art. 83. O Presidente, depois que a Câmara dos Deputados declarar
procedente a acusação pelo voto de dois terços de seus membros, será
submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nos crimes
comuns, ou perante o Senado Federal, nos de responsabilidade.
§ 1º Declarada procedente a acusação, o Presidente ficará suspenso de
suas funções.
101
§ 2º Se, decorrido o prazo de sessenta dias, o julgamento não estiver
concluído, será arquivado o processo.
Seção IV - Dos Ministros de Estado
Art. 84. Os Ministros de Estado, auxiliares do Presidente da República,
serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e cinco anos e no
exercício dos direitos políticos.
Art. 85. Compete ao Ministro de Estado, além das atribuições que a
Constituição e as leis estabelecerem:
I - exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e
entidades da administração federal na área de sua competência, e
referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente;
II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e
regulamentos;
III - apresentar ao Presidente da República relatório anual dos serviços
realizados no Ministério; e IV - praticar os atos pertinentes às
atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente da
República.
Seção V - Da Segurança Nacional
Art. 86. Toda pessoa natural ou jurídica, é responsável pela segurança
nacional, nos limites definidos em lei.
Art. 87. O Conselho de Segurança Nacional é o órgão de mais alto nível
na assessoria direta ao Presidente da República, para formulação e
execução da política de segurança nacional.
Art. 88. O Conselho de Segurança Nacional é presidido pelo Presidente da
República e dele participam, no caráter de membros natos, o Vice-
Presidente da República e todos os Ministros de Estado.
Parágrafo único. A lei regulará a sua organização, competência e
funcionamento e poderá admitir outros membros natos ou eventuais.
Art. 89. Ao Conselho de Segurança Nacional compete:
I - estabelecer os objetivos nacionais permanentes e as bases para a
política nacional;
II - estudar, no âmbito interno e externo, os assuntos que interessem à
segurança nacional;
III - indicar as áreas indispensáveis à segurança nacional e os
municípios considerados de seu interesse;
IV - dar, em relação às áreas indispensáveis à segurança nacional,
assentimento prévio para:

102
a) concessão de terras, abertura de vias de transportes e instalação de
meios de comunicação;
b) construção de pontes, estradas internacionais e campos de pouso; e c)
estabelecimento ou exploração de indústrias que interessem à segurança
nacional;
V - modificar ou cassar as concessões ou autorizações mencionadas no
item anterior; e VI - conceder licença para o funcionamento de órgãos ou
representações de entidades sindicais estrangeiras, bem como autorizar a
filiação das nacionais a essas entidades.
Parágrafo único. A lei indicará os municípios de interesse da segurança
nacional e as áreas a esta indispensáveis, cuja utilização regulará,
sendo assegurada nas indústrias nelas situadas, predominância de
capitais e trabalhadores brasileiros.
Seção VI - Das Forças Armadas
Art. 90. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e
pela Aeronáutica, são instituições nacionais, permanentes e regulares,
organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade
supremo do Presidente da República e dentro dos limites da lei.
Art. 91. As Forças Armadas, essenciais à execução da política de
segurança nacional, destinam-se à defesa da Pátria e à garantia dos
poderes constituídos, da lei e da ordem.
Parágrafo único. Cabe ao Presidente da República a direção da política
da guerra e a escolha dos Comandantes-Chefes.
Art. 92. Todos os brasileiros são obrigados ao serviço militar ou a
outros encargos necessários à segurança nacional, nos termos e sob as
penas da lei.
Parágrafo único. As mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do serviço
militar em tempo de paz, sujeitos porém, a outros encargos que a lei
lhes atribuir.
Art. 93. As patentes, com as vantagens, prerrogativas e deveres a elas
inerentes, são asseguradas em toda a plenitude, assim aos oficiais da
ativa e da reserva como aos reformados.
§ 1º Os títulos, postos e uniformes militares são privativos dos
militares da ativa, da reserva ou reformados. Os uniformes serão usados
na forma que a lei determinar.
§ 2º O oficial das Forças Armadas só perderá o posto e a patente se for
declarado indigno do oficialato ou com ele incompatível, por decisão de
tribunal militar de caráter permanente, em tempo de paz, ou de tribunal
especial, em tempo de guerra.

103
§ 3º O militar condenado por tribunal civil ou militar a pena restritiva
da liberdade individual superior a dois anos, por sentença condenatória
passada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no parágrafo
anterior.
§ 4º O militar da ativa empossado em cargo público permanente, estranho
à sua carreira, será imediatamente transferido para a reserva, com os
direitos e deveres definidos em lei.
§ 5º A lei regulará a situação do militar da ativa nomeado para qualquer
cargo público civil temporário, não eletivo, inclusive da administração
indireta. Enquanto permanecer em exercício, ficará ele agregado ao
respectivo quadro e somente poderá ser promovido por antigüidade,
contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e
transferência para a inatividade, e esta se dará depois de dois anos de
afastamento, contínuos ou não, na forma da lei.
§ 6º Enquanto perceber remuneração do cargo a que se refere o parágrafo
anterior, o militar da ativa não terá direito aos vencimentos e
vantagens do seu posto, Assegurada a opção.
§ 7º A lei estabelecerá os limites de idade e outras condições de
transferência para a inatividade.
§ 8º Os proventos da inatividade serão revistos sempre que, por motivo
de alteração do poder aquisitivo da moeda, se modificarem os vencimentos
dos militares em serviço ativo; ressalvados os casos previstos em lei,
os proventos da inatividade não poderão exceder a remuneração percebida
pelo militar da ativa no posto ou graduação correspondente aos dos seus
proventos.
§ 9º A proibição de acumular proventos de inatividade não se aplicará
aos militares da reserva e aos reformados, quanto ao exercício de
mandato eletivo, quanto ao de função de magistério ou de cargo em
comissão ou quanto ao contrato para prestação de serviço técnicos ou
especializados.
Seção VII - Do Ministério Público
Art. 94. A lei organizará o Ministério Público da União Junto aos Juízes
e tribunais federais.
Art. 95. O Ministério Público federal tem por chefe o Procurador-Geral
da República, nomeado pelo Presidente da República, dentre cidadãos
maiores de trinta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação
ilibada.
§ 1º Os membros do Ministério Público da União, do Distrito Federal e
dos Territórios ingressarão nos cargos iniciais de carreira, mediante
concurso público de provas de títulos; após dois anos de exercício, não
poderão ser demitidos senão por sentença judiciária ou em virtude de
processo administrativo em que se lhes faculte ampla defesa, nem
104
removidos a não ser mediante representação do Procurador-Geral, com
fundamento em conveniência do serviço.
§ 2º Nas comarcas do interior, a União poderá ser representada pelo
Ministério Público estadual.
Art. 96. O Ministério Público dos Estados será organizado em carreira,
por lei estadual, observado o disposto no § 1º do artigo anterior.
Seção VIII - Dos Funcionários Públicos
Art. 97. Os cargos públicos serão acessíveis a todos os brasileiros que
preencham os requisitos estabelecidos em lei.
§ 1º A primeira investidura em cargo público dependerá de aprovação
prévia, em concurso público de provas ou de provas e títulos, salvo os
casos indicados em lei.
§ 2º Prescindirá de concurso a nomeação para cargos em comissão,
declarados em lei, de livre nomeação e exoneração.
Art. 98. Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder
Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo,
para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas.
Parágrafo único. Respeitado o disposto neste artigo, é vedada vinculação
ou equiparação de qualquer natureza para o efeito de remuneração do
pessoal do serviço público.
Art. 99. É vedada a acumulação remunerado de cargos e funções públicas,
exceto:
I - a de juiz com um cargo de professor;
II - a de dois cargos de professor;
III - a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; ou IV
- a de dois cargos privativos de médico.
§ 1º Em qualquer dos casos, a acumulação somente será permitida quando
houver correlação de matérias e compatibilidade de horários.
§ 2º A proibição de acumular estende-se a cargos, funções ou empregos em
autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista.
§ 3° Lei complementar, de iniciativa exclusiva do Presidente da
República, poderá estabelecer, no interesse do serviço público, outras
exceções à proibição de acumular, restritas a atividades de natureza
técnica ou científica ou de magistério, exigidas, em qualquer caso,
correlação de matérias e compatibilidade de horários.
§ 4º A proibição de acumular proventos não se aplica aos aposentados,
quanto ao exercício de mandato eletivo, quanto ao de um cargo em

105
comissão ou quanto a contratos para prestação de serviços técnicos ou
especializados.
Art. 100. Serão estáveis, após dois anos de exercício, OS funcionarias
nomeados por concurso.
Parágrafo único. Extinto o cargo ou declarada pelo Poder Executivo a sua
desnecessidade, o funcionário estável ficará em disponibilidade
remunerado, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.
Art. 101. O funcionário será aposentado:
I - por invalidez;
II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade; ou III -
voluntariamente, após trinta e cinco anos de serviço.
Parágrafo único. No caso do item III, o prazo é de trinta anos para as
mulheres.
Art. 102. Os proventos da aposentadoria serão:
I - integrais, quando o funcionário:
a) contar trindade cinco anos de serviço, se do sexos masculino, ou
trinta anos de serviço, se do feminino; ou b) se invalidar por acidente
em serviço por moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou
incurável, especificada em lei;
II - proporcionais ao tempo de serviço, quando o funcionário contar
menos de trinta e cinco anos de serviço, salvo o disposto no parágrafo
único do artigo 101.
§ 1º Os proventos da inatividade serão revistos sempre que, por motivo
de alteração do poder aquisitivo da moeda, se modificarem os vencimentos
dos funcionários em atividade.
§ 2º Ressalvado o disposto no parágrafo anterior, em caso nenhum os
proventos da inatividade poderão exceder a remuneração percebida na
atividade.
§ 3º O tempo de serviço público federal, estadual ou municipal será
computado integralmente para os efeitos de aposentadoria e
disponibilidade, na forma da lei.
Art. 103. Lei complementar, de iniciativa exclusiva do Presidente da
República, indicará quais as exceções às regras estabelecidas, quanto ao
tempo e natureza de serviço, para aposentadoria, reforma, transferência
para a inatividade e disponibilidade.
Art. 104. O servidor público federal, estadual ou municipal, da
administração direta ou indireta, exercerá o mandato eletivo obedecidas
as disposições deste artigo.

106
§ 1º Em se tratando de mandato eletivo federal ou estadual, ficará
afastado de seu cargo, emprego ou função.
§ 2º Investido no mandato de Prefeito Municipal, será afastado de seu
cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua
remuneração.
§ 3º Investido no mandato de vereador, havendo compatibilidade de
horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem
prejuízo dos subsídios a que faz jus. Não havendo compatibilidade,
aplicar-se-á a norma prevista no parágrafo 1º deste artigos.
§ 4º Em qualquer caso em que lhe seja exigido o afastamento para o
exercício do mandato, o seu tempo * Redação do artigo e §§ conforme a EC
nº 6, de 4-6-1976. Redação anterior: "Art. 104. O funcionário público
investido em mandato eletivo federal ou estadual ficará afastado do
exercício do cargo e somente por antigüidade será promovido. § 1º O
período do exercício de mandato federal ou estadual será contado como
tempo de serviço apenas para efeito de promoção por antigüidade e
aposentadoria. § 2º A lei poderá estabelecer outros impedimentos para o
funcionário candidato a mandato eletivo, diplomado para exercê-lo ou já
em seu exercício. § 3º O funcionário municipal investido em mandato
gratuito de vereador fala jus à percepção de vantagens de seu cargo nos
dias em que comparecer às sessões da Câmara".
de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para
promoção por merecimento.
§ 5º É vedado ao vereador, no Âmbito da administração pública direta ou
indireta municipal, ocupar cargo em comissão ou aceitar, salvo concurso
público, emprego ou função.
Art. 105. A demissão somente será aplicada ao funcionário:
I - vitalício, em virtude de sentença judiciária;
II - estável, na hipótese de número anterior ou mediante processo
administrativo, em que lhe seja assegurada ampla defesa.
Parágrafo único. Invalidada por sentença a demissão, o funcionário será
reintegrado; e exonerado quem une ocupava o lugar ou, se ocupava outro
cargo, a este reconduzido, sem direito a indenização.
Art. 106. O regime jurídico dos servidores admitidos em serviços de
caráter temporário ou contratados para funções de natureza técnica
especializada será estabelecido elo lei especial.
Art. 107. As pessoas jurídicas de direito público responderão pelos
danos que seus funcionários, nessa quantidade, causarem a terceiros.
Parágrafo único. Caberá ação regressiva contra o funcionário
responsável, nos casos de culpa ou dolo.

107
Art. 108. O disposto nesta Seção aplica-se aos funcionários dos três
Poderes da União e aos funcionários em geral, dos Estados, do Distrito
Federal, dos Territórios, e dos Municípios.
§ 1º Aplicam-se, no que couber, aos funcionários do Poder Legislativo e
do Poder Judiciário da União e dos Estacas, e aos das Câmaras
Municipais, os sistemas de classificação e níveis de vencimentos dos
cargos do serviço civil do respectivo Poder Executivo.
§ 2º Os Tribunais federais e estaduais, assim como o Senado Federal, a
Câmara dos Deputados, as Assembléias Legislativas Estaduais e as Câmaras
Municipais somente poderão admitir servidores mediante concurso político
de provas, ou provas e títulos, após a criação dos cargos respectivos,
por lei aprovada pela maioria absoluta dos membros das casas
legislativas competentes.
§ 3º A lei a que se refere o parágrafo anterior será votada em dois
turnos, com intervalo mínimo de quarenta e oito horas entre eles.
§ 4º Aos projetos de lei de que tratam os §§ 2º e 3º somente serão
admitidas emendas que de qualquer forma aumentem as despesas ou o número
de cargos previstos, quando assinadas pela metade, no mínimo, dos
membros das respectivas casas legislativas.
Art. 109. Lei federal, de iniciativa exclusiva do Presidente da
República, respeitado o disposto no artigo 97 e seu § 1º e no § 2º do
art. 108, definirá:
I - o regime jurídico dos servidores públicos da união, do Distrito
Federal e dos Territórios;
II - a forma e as condições de provimento dos cargos públicos; e III -
as condições para aquisição de estabilidade.
Art. 110. Os litígios decorrentes das relações de trabalho dos
servidores com a União, inclusive as autarquias e as empresas públicas
federais, qualquer que seja o seu regime jurídico, processar-se-ão e
julgar-se-ão perante os juízes federais, devendo ser interposto recurso,
se couber, para o Tribunal Federal de Recursos.
Art. 111. A lei poderá criar contencioso administrativo e atribuir-lhe
competência para o julgamento das causas mencionadas no artigo anterior.
Capítulo VIII
DO PODER JUDICIÁRIO
Seção I - Disposições Preliminares
Art. 112. O Poder Judiciário é exercido pelos seguintes órgãos:
I - Supremo Tribunal Federal;

108
II - Tribunais Federais de Recursos e juízes federais;
III- Tribunais e juízes militares;
IV - Tribunais e juízes eleitorais V - Tribunais e juízes do trabalho VI
- Tribunais e juízes estaduais.
Parágrafo único. Para as causas ou litígios, que a lei definirá, poderão
ser instruídos processo e julgamento de rito sumaríssimo, observados os
critérios de descentralização, de economia e de comodidade das partes.
Art. 113. Salvo as restrições expressas nesta Constituição, os juízes
gozarão das seguintes garantias:
I - vitaliciedade, não podendo perder o cargo senão por sentença
judiciária;
II - inamovibilidade, exceto por motivo de interesse público, na forma
do § 2º;
III - irredutibilidade de vencimentos, sujeitos, entretanto, aos
impostos gerais, inclusive o de renda, e os impostos extraordinários
previstos no art. 22.
§ 1º A aposentadoria será compulsório aos setenta arcos de idade ou por
invalidez comprovada, e facultativa após trinta anos de serviço público,
em todos esses casos com os vencimentos integrais.
§ 2º O Tribunal competente poderá determinar, por motivo de interesse
público, em escrutínio secreto e pelo voto de dois terços de seus juízes
efetivos, a remoção ou a disponibilidade do juiz de categoria inferior,
com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, assegurando-lhe
defesa, e proceder da mesma forma, em relação a seus próprios juízes.
Art. 114. É vedado ao juiz, sob pena de perda do cargo judiciário:
I - exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função
pública, salvo um cargo de magistério e nos casos previstos nesta
Constituição;
II - receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, porcentagem nos
processos sujeitos a seu despacho e julgamento; e III - exercer
atividade político-partidária.
Art. 115. Compete aos Tribunais:
I - eleger atividade político-partidária Art. 115. Compete aos
Tribunais:
I - eleger sus Presidente e demais titulares de sua direção;
II - elaborar seus regimentos internos e organizar os serviços
auxiliares, provendo-lhe os cargos na forma da lei, propor ao Poder
Legislativo a criação ou a extinção de cargos e a fixação dos

109
respectivos vencimentos; e III - conceder licença e férias nos termos da
lei, aos seus membros e aos juízes e serventuários que lhes forem
imediatamente subordinados.
Art. 116. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros, poderão
os Tribunais, declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato do poder
público.
Art. 117. Os pagamentos devidos pela Fazenda federal, estadual ou
municipal, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão na ordem de
apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos,
proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias
e nos créditos extra-orçamentários abertos para esse fim.
§ 1º É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito
público, de verba necessária ao pagamento dos seus débitos constantes de
precatórios judiciários, apresentados até primeiro de julho.
§ 2º As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados
ao Poder Judiciário, recolhendo-se as importâncias respectivas à
repartição competente. Caberá ao Presidente do Tribunal que proferir a
decisão exeqüenda determinar o pagamento, segundo as possibilidades do
depósito, e autorizar, a requerimento do credo preferido no seu direito
de precedência, ouvido o chefe do Ministério Público, o seqüestro da
quantia necessária à satisfação do débito.
Seção II - Do Supremo Tribunal Federal
Art. 118. O Supremo Tribunal Federal, com sede na Capital da União e
jurisdição em todo o território nacional, compõe-se de onze Ministros.
Parágrafo único. Os Ministros serão nomeados pelo Presidente da
República, depois de aprovada a escolho pelo Senado Federal, dentre
cidadãos maiores de trinta e cinco anos, de notável saber jurídico e
reputação ilibada.
Art. 119. Compete ao Supremo Tribunal Federal:
I - processar e julgar originalmente:
a) nos crimes comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os
Deputados e Senadores, os Ministros de Estado e o Procurador-Geral da
República;
b) nos crimes comuns e de responsabilidade, os Ministros de Estado,
ressalvado o disposto no item I do art. 42, os membros dos Tribunais de
Justiça dos Territórios e do Distrito Federal, os Ministros do Tribunal
de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter
permanente;
c) os litígios entre Estados estrangeiros ou organismos internacionais e
a União, e os Estados, o Distrito Federal ou os Territórios;

110
d) as causas e conflitos entre a União e os Estados ou Territórios ou
entre uns e outro, inclusive os respectivos órgãos de administração
indireta;
e) os conflitos de jurisdição entre Tribunais Federais e categorias
diversas e entre Tribunais de Estados e os do Distrito Federal;
f) os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e
judiciárias da União ou entre autoridades judiciárias de um Estado e as
administrativas de outro, ou do Distrito Federal e dos Territórios, ou
entre as destes e as da União.
g) a extradição requisitas por Estado estrangeiro e a homologação das
sentenças estrangeiras;
h) o habeas corpus, quando o coator ou o paciente for Tribunal,
autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à
jurisdição do Supremo Tribunal Federal ou se tratar de crime sujeito à
mesma jurisdição em única instância;
i) os mandados de segurança contra atos do Presidente da República, das
Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Presidente do Supremo Tribunal
Federal e do Tribunal de Contas da União, bem como os impetrados pela
União contra atos de governos estaduais;
j) a declaração de suspensão de direitos na forma do art. 154;
l) a representação do Procurador-Geral da República, por
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual;
m) as revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados; e n) a
execução das sentenças, nas causas de sua competência ordinária,
facultada a delegação de atos processuais;
II - julgar em recurso ordinário:
a) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo
internacional, de um lado, e, de outro município ou pessoa domiciliado
ou residente no País;
b) os casos previstos no art. 129, § 1º e § 2º; e c) os habeas corpus
decididos em única ou última instância pelos tribunais federais ou
tribunais de justiça dos Estados, se denegatória a decisão, não podendo
o recurso ser substituído por pedido originário;
III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas, decididas em
única ou última instância por outros tribunais, quando a decisão
recorrida;
a) contrariar dispositivo desta Constituição ou negar vigência de
tratado ou lei federal;
b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;
111
c) julgar válida lei ou ato do governo local contestado em face da
Constituição ou de lei federal; ou d) der à lei federal interpretação
divergente da que lhe tenha dado outro Tribunal ou o próprio Supremo
Tribunal Federal.
Parágrafo único. As causas a que se refere o item III, alíneas a e d,
deste artigo, serão indicadas pelo Supremo Tribunal Federal no regimento
interno, que atenderá à sua natureza, espécie ou valor pecuniário.
Art. 120. O Supremo Tribunal Federal funcionará em plenário ou dividido
em turmas.
Parágrafo único. O regimento interno estabelecerá:
a) a competência do plenário, além dos casos previstos nas alíneas a, b,
c, d, i, j e l, no item I do art. 119, que lhe são privativos;
b) a composição e a competência das turmas;
c) o processo e o julgamento dos feitos de sua competência originária ou
de recurso; e d) a competência de seu Presidente para conceder exequatur
a cartas rogatórias de tribunais estrangeiros.
Seção III - Dos Tribunais Federais de Recursos
Art. 121. O Tribunal Federal de Recursos compõe-se de treze Ministros
vitalícios nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a
escolha pelo Senado Federal, sendo oito entre magistrados e cinco entre
advogados e membros do Ministério Público, que satisfaçam os requisitos
do parágrafo único do art. 118.
§ 1º Lei Complementar poderá criar Tribunais Federais de Recursos, um no
Estado de Pernambuco, um no de São Paulo, fixando-lhes a jurisdição e o
número de Ministros, cuja escolha se fará na forma deste artigo, bem
como poderá dispor sobre a divisão, do atual e dos novos em câmaras de
competência privativa, e manter ou reduzir o número de seus juízes.
§ 2º É privativo do Tribunal Federal de Recursos, com sede na Capital da
União, o julgamento de mandado de segurança contra ato de Ministro de
Estado.
§ 3º Os Tribunais Federais de Recursos funcionarão em plenário, câmaras
ou turmas.
Art. 122. Compete aos Tribunais Federais de Recursos:
I - processar e julgar originariamente:
a) as revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados;
b) os juízes federais, os juízes do trabalho e os membros dos tribunais
regionais do trabalho, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e
os do Distrito Federal, nos crimes comuns e de responsabilidade;

112
c) os mandados de segurança contra ato de Ministro de Estado, do
Presidente do próprio Tribunal ou de suas câmaras ou turmas, do
responsável pela direção geral da polícia federal ou juiz federal;
d) os habeas corpus, quando a autoridade coatora for Ministro de Estado
ou a responsável pela direção geral da polícia federal ou juiz federal;
e e) os conflitos de jurisdição entre juízes federais subordinados ao
mesmo tribunal ou entre suas câmaras ou turmas; entre juízes federais de
várias categorias, entre juízes federais subordinados a tribunais
diferentes; entre juízes de Estados diversos, entre juízes de Estado e
do Distrito Federal ou dos Territórios, entre juízes do Distrito Federal
e dos Territórios; e os conflitos entre juízes de um Território e os de
outro; e II - julgar, em grau de recurso, as causas decididas pelos
juízes federais.
Parágrafo único. A lei poderá estabelecer a competência originária dos
Tribunais Federais de Recursos para a anulação de atos administrativos
de natureza tributária.
Seção IV - Dos Juízes Federais

Art. 123. Os juízes federais serão nomeados pelo Presidente da


República, dentre os juízes federais substitutos, alternadamente, por
antigüidade e por escolha em lista tríplice de merecimento, organizada
pelo Tribunal Federal de Recursos com jurisdição na circunscrição
Judiciária onde houver ocorrido a vaga.
Parágrafo único. O provimento do cargo de juiz federal substituto far-
se-á mediante concurso público de provas e títulos organizado pelo
Tribunal Federal de Recursos, conforme a respectiva jurisdição, devendo
os candidatos satisfazer os requisitos de idoneidade moral e de idade
maior de vinte e cinco anos.
Art. 124. Cada Estado, bem como o Distrito Federal constituirá uma Seção
Judiciária, que terá por sede a respectiva Capital, e varas localizadas
segundo o estabelecido em lei.
Parágrafo único. Nos Territórios do Amapá, Roraima e Rondônia, a
jurisdição e as atribuições cometidas aos juízes federais caberão aos
juízes da justiça local na forma que a lei dispuser. O Território de
Fernando de Noronha compreender-se-á na Seção Judiciária do Estado de
Pernambuco.
Art. 125. Aos juízes federais compete processar e julgar, em primeira
instância:
I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública
federal forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou
opoentes, exceto as de falência e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à
Militar II - as causas entre Estado estrangeiro ou organismo
internacional e municípios ou pessoas domiciliado ou residente no
Brasil;
113
III - as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado
estrangeiro ou organismo internacional;
IV - os crimes políticos e os praticados em detrimento de bens, serviços
ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas
públicas, ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça
Eleitoral;
V - os crimes previstos em tratado ou convenção internacional e os
cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a competência da
Justiça Militar, VI - os crimes contra a organização do trabalho ou
decorrentes de greve;
VII - os habeas corpus em matéria criminal de sua competência ou quando
o constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam
diretamente sujeitos a outra jurisdição;
VIII - os mandados de segurança contra ato de autoridade federal,
excetuados os casos de competência dos tribunais federais;
IX - as questões de direito marítimo e de navegação inclusive a aérea; e
X - os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro, a
execução de carta rogatória, após o exequatur, e de sentença
estrangeira, após a homologação, as causas referentes à nacionalidade,
inclusive a respectiva opção, e à naturalização.
§ 1º As causas em que a União for autora serão aforadas na Capital do
Estado ou Território onde tiver domicílio a outra parte; as intentadas
contra a União poderão ser aforadas na Capital do Estado ou Território
em que for domiciliado o autor; e na Capital do Estado onde houver
ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou onde esteja situada a
coisa ou ainda no Distrito Federal.
§ 2º As causas propostas perante outros juízes, se a União nelas
intervier, como assistente ou opoente, passarão a ser da competência do
juiz federal respectivo.
§ 3º Processar-se-ão e julgar-se-ão na justiça estadual, no foro do
domicílio dos segurados ou beneficiários as causas em que for parte
instituição de previdência social e cujo objeto for benefício de
natureza pecuniária, sempre que a comarca não seja sede de vara do juízo
federal. O recurso, que no caso couber, deverá ser interposto para o
Tribunal Federal de Recursos.
§ 4º Nos portos e aeroportos onde não existir vara da Justiça federal,
serão processados perante a justiça estadual as ratificações de
protestos formados a bordo de navio ou aeronave.
Art. 126. A lei poderá permitir que a ação fiscal e outras sejam
promovidas no foro de Estado ou Território e atribuir ao Ministério
Público respectivo a representação Judicial da União.

114
Seção V - Dos Tribunais e Juízes Militares

Art. 127. São órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os


Tribunais e juízes inferiores instituídos por lei.
Art. 128. O Superior Tribunal Militar compor-se-á de quinze Ministros
vitalícios, nomeados pelo Presidente a República, depois de aprovada a
escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa
da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três
entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.
§ 1º Os Ministros civis serão escolhidos pelo Presidente da República
dentre cidadãos maiores de trinta e cinco anos, sendo:
a) três de notório saber jurídico e idoneidade moral com prática forense
de mais de dez anos; e b) dois auditores e membros do Ministério Público
da Justiça Militar, de comprovado saber jurídico.
§ 2º Os juízes militares e tocados do Superior Tribunal Militar terão
vencimentos iguais aos dos Ministros dos Tribunais Federais de Recursos.
3º Excepcionalmente, oficial-general da reserva de primeira classe
poderá ser nomeado Ministro do Superior Tribunal Militar.
Art. 129. A Justiça Militar compete processar e julgar, nos crimes
militares definidos em lei, os militares e as pessoas que lhe são
assemelhadas.
§ 1º Esse foro especial estender-se-á aos civis, nos casos expressos em
lei, para repressão de crimes contra a segurança nacional ou as
instituições militares.
§ 2º Compete originariamente ao Superior Tribunal Militar processar e
julgar os Governadores de Estado e seus Secretários, nos crimes de que
trata o § 1º.
§ 3º A lei regulará a aplicação das penas da legislação militar.
Seção VI - Dos Tribunais e Juízes Eleitorais
Art. 130. Os órgãos da Justiça Eleitoral são os seguintes:
I - Tribunal Superior Eleitoral;
II - Tribunais Regionais Eleitorais;
III - Juízes Eleitorais;
IV - Juntas Eleitorais.
Parágrafo único. Os juízes dos Tribunais Eleitorais, salvo motivo
justificado, servirão obrigatoriamente por dois anos, no mínimo, e nunca
por mais de dois biênios consecutivos, os substitutos serão escolhidos
na mesma ocasião e pelo mesmo processo, em número igual para cada
categoria.
115
Art. 131. O Tribunal Superior Eleitoral, com sede na Capital da União,
compor-se-á:
I - mediante eleição, pelo voto secreto:
a) de três juízes, entre os Ministros do Supremo Tribunal Federal, e b)
de dois juízes, entre os membros do Tribunal Federal de Recursos da
Capital da União;
II - por nomeação do Presidente da República de dois entre seis
advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo
Supremo Tribunal Federal.
Parágrafo único. O Tribunal Superior Eleitoral elegera seu Presidente e
seu Vice-Presidente entre os três Ministros do Supremo Tribunal Federal.
Art. 132. Haverá um Tribunal Regional Eleitoral na Capital de cada
Estado e no Distrito Federal.
Art. 133. Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão:
I - mediante eleição, pelo voto secreto:
a) de dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça; e b)
de dois juízes, dentre juízes de direito, escolhidos pelo Tribunal de
Justiça;
II - de juiz federal e, havendo mais de um, do que for escolhido pelo
Tribunal Federal de Recursos; e III - por nomeação do Presidente - da
República, de dois dentre seis cidadãos de notável saber jurídico e
idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justiça.
§ 1º O Tribunal Regional Eleitoral elegerá Presidente um dos dois
desembargadores do Tribunal de Justiça a, cabendo ao outro a Vice-
Presidência.
§ 2º O número dos juízes dos Tribunais Regionais Eleitorais é
irredutível, mas poderá ser elevado, por lei, mediante proposta do
Tribunal Superior Eleitoral.
Art. 134. A lei disporá sobre a organização das juntas eleitorais, que
serão presididas por juiz de direito e cujo membros serão aprovados pelo
Tribunal Regional Eleitoral e nomeados pelo seu Presidente.
Art. 135. Os juízes de direito exercerão as funções de Juízes
eleitorais, com jurisdição plena e na forma da à Parágrafo único. A lei
poderá outorgar a outros juízes competência para funções não decisórias.
Art. 136. Os juízes e membros dos tribunais e juntas eleitorais, no
exercício de suas funções, e no que lhes for aplicável, gozarão de
plenas garantias e serão inamovíveis.

116
Art. 137 A lei estabelecerá a competência dos juízes e Tributária
Eleitorais incluindo entre as suas atribuições:
I - o registro e a cassação de registro dos partidos Políticos, assim
como a fiscalização das suas finanças;
II - a divisão eleitoral do País;
III - o alistamento eleitoral;
IV - a fixação das datas das eleições, quando não determinadas por
disposição constitucional ou legal;
V - o processamento e apuração das eleições e a expedição dos diplomas;
VI - a decisão das argüições de inelegibilidade;
VII - o processo e julgamento dos crimes eleitorais e os que lhes são
conexos, bem como os de habeas corpus e mandado de segurança ela matéria
eleitoral;
VIII - o julgamento de reclamações relativas a obrigações impostas por
lei aos partidos políticos; e IX - a decretação da perda de mandato de
senadores, deputados e vereadores nos casos do parágrafo único do art.
152.
Art. 138. Das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais somente caberá
recurso para o Tribunal Superior Eleitoral, quando:
I - forem preferidas contra expressa disposição de lei;
II - ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois ou mais
tribunais eleitorais;
III - versarem sobre inelegibilidade ou expedição de diploma nas
eleições federais e estaduais; ou IV - denegarem habeas corpus ou
mandado de segurança.
Art. 139. São irrecorríveis as decisões do Tribunal Superior Eleitoral,
salvo a que contrariarem esta Constituição e as denegatórias de habeas
corpus, das quais caberá recurso para o Supremo Tribunal Federal.
Art. 140 Os Territórios Federais do Amapá, Roraima Rondônia e Fernando
de Noronha ficam a jurisdição, respectivamente, dos Tribunais Regionais
Eleitorais do Pará, Amazonas, Acre e Pernambuco.
Seção VII - Dos Tribunais e Juízos do Trabalho
Art. 141. Os órgãos da Justiça do Trabalho são os seguintes:
I - Tribunal Superior do Trabalho;
II - Tribunais Regionais do Trabalho;

117
III - Juntas de Conciliação e Julgamento.
§ 1º O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de dezessete juízes com
a denominação com a denominação de ministros sendo:
a) onze togados e vitalícios, nomeados pelo Presidente da República,
depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal; sete entre magistrados
da justiça do Trabalho; dois entre advogados no efetivo exercício da
profissão; e dois membros do Ministério Público da Justiça do Trabalho,
que satisfaçam os requisitos do parágrafo único do art. 118; e b) seis
classistas e temporários, em representação paritária dos empregadores e
dos trabalhadores, nomeados pelo Presidente da República, de
conformidade com o que a lei dispuser e vedada a recondução por mais de
dois períodos.
§ 2º A lei fixará o número dos Tribunais Regionais do Trabalho e
respectivas sedes e instituirá as Juntas de Conciliação e Julgamento,
podendo, nas comarcas onde não forem instituídas, atribuir sua
jurisdição aos juízes de direito.
§ 3º Poderão ser criados por lei outros órgãos da Justiça do Trabalho.
§ 4º A lei observado o disposto o § 1º, disporá sobre a constituição,
investitura, jurisdição, competência, garantia e condições de exercício
dos órgãos da Justiça do Trabalho, assegurada a paridade de
representação de empregadores e trabalhadores.
§ 5º Os Tribunais Regionais do Trabalho serão compostos de dois terços
de juízes togados vitalícios e um terço de juízes classistas
temporários, assegurada, entre os juízes togados a participação de
advogados e membro do Ministério Público da Justiça do trabalho, nas
proporções estabelecidas na alínea a do § 1º.
Art. 142 Compete à Justiça do Trabalho conciliar e julgar os dissídios
individuais e coletivos entre empregados e empregadores e, mediante lei
outras controvérsias oriundas de relação de trabalho.
§ 1º A lei especificará as hipóteses em que as decisões, nos dissídios
coletivos, poderão estabelecer normas, e condições de trabalho.
§ 2º Os litígios relativos a acidentes do trabalho são da competência da
justiça ordinária, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Territórios.
Art. 143 As decisões do Tribunal Superior do Trabalho serão
irrecorríveis, salvo se contrariarem esta Constituição, caso em que
caberá recurso para o Supremo Tribunal Federal.

Seção VIII - Dos Tribunais e Juízes Estaduais


Art. 144 Os Estados organizarão a sua justiça, observados os arts. 113 a
117 desta Constituição e os dispositivos seguintes:
118
I - o ingresso na magistratura de carreira dar-se-á mediante concurso
público de provas e títulos, realizado pelo Tribunal de Justiça, com
participação do Conselho Secional da Ordem dos Advogados do Brasil, a
indicação dos candidatos far-se-á sempre que possível em lista tríplice;
II - a proporção de juízes far-se-á de entrância a entrância, por
antigüidade e por merecimento alternadamente, observado o seguinte:
a) apurar-se-á na entrância a antigüidade e o merecimento, este em lista
tríplice;
b) no caso de antigüidade, o Tribunal somente poderá recusar o juiz mais
antigo pelo voto da maioria absoluta de seus membros, repetindo-se a
votação até fixar-se a indicação;
c) somente após três anos de exercício na respectiva entrância poderá o
juiz ser promovido, salvo se não houver, com tal requisito, quem aceite
o lugar vago;
III - o acesso aos Tribunais de Segunda instância, dar-se-á por
antigüidade e por merecimento, alternadamente. A antigüidade apurar-se-á
na última entrância, quando se tratar de promoção para o Tribunal de
justiça. Neste caso o Tribunal de Justiça, somente poderá recusar o juiz
mais antigo pelo voto da maioria dos desembargadores, repetindo-se a
votação até fixar-se a indicação. No caso de merecimento, a lista
tríplice compor-se-á de nomes escolhidos dentre os juízes de qualquer
entrância;
IV - na composição de qualquer Tribunal um quinto dos lugares será
preenchido por advogados, em efetivo exercício da profissão, e membros
do Ministério Público, todos de notório merecimento e idoneidade moral,
com dez anos, pelo menos, de prática forense. Os lugares reservados a
membros do Ministérios Público ou advogados serão preenchidos,
respectivamente, por advogados ou membros do Ministério Público,
indicados em lista tríplice.
§ 1º A lei poderá criar, mediante proposta do Tribunal de Justiça:
a) tribunais inferiores de segunda instância, com alçada em causas de
valor limitado ou de espécies ou de uma e outras;
b) juízes togados com investidura limitada no tempo, os quais terão
competência para julgamento de causas de pequeno valor e poderão
substituir juízes vitalícios;
c) justiça de paz temporária, competente para habilitação e celebração
de casamentos e outros atos previstos em lei e com atribuição judiciária
de substituição, exceto para julgamentos finais ou irrecorríveis;
d) justiça militar estadual de primeira instância constituída pelos
Conselhos de Justiça, que terão como órgãos de segunda instância o
próprio Tribunal de Justiça.

119
§ 2º Em caso de mudança da sede do juízo, será facultado ao juiz
remover-se para ela ou para comarca de igual entrância ou obter a
disponibilidade com vencimentos integrais.
§ 3º Compete privativamente ao Tribunal de Justiça processar e julgar os
membros do Tribunal de Alçada e os juízes de inferior instância nos
crimes comuns e nos de responsabilidade, ressalvada a competência da
Justiça Eleitoral.
§ 4º Os vencimentos dos juízes vitalícios serão fixados com diferença
não excedente a vinte por cento de uma para outra entrância, atribuindo-
se aos de entrância mais elevada não menos de dois terços dos
vencimentos dos desembargadores e não podendo nenhum membro da justiça
estadual perceber mensalmente importância total superior ao limite
máximo estabelecido em lei federal.
§ 5º Cabe ao Tribunal de Justiça dispor, em resolução, pela maioria
absoluta de seus membros, sobre a divisão e a organização judiciária,
cuja alteração somente poderá ser feita de cinco em cinco anos.
§ 6º Dependerá de proposta do Tribunal de Justiça a alteração do número
de seus membros ou dos membros dos tribunais inferiores de segunda
instância.
Título II DA DECLARAÇÃO DE DIREITOS
Capítulo I
DA NACIONALIDADE
Art. 145. São brasileiros:
I - natos:
a) os nascidos em território brasileiro, embora de pais estrangeiros,
desde que estes não estejam a serviço de seu país;
b) os nascidos fora do território nacional, de pai brasileiro ou mãe
brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço do Brasil; e c) os
nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, embora não
estejam estes a serviço do Brasil, desde que registrados em repartição
brasileira competente no exterior ou, não registrados, venham a residir
no território nacional antes da atingir a maioridade; neste caso,
alcançada esta, deverão, dentro de quatro anos, optar pela nacionalidade
brasileira.
II - naturalizados:
a) os que adquiriram a nacionalidade brasileira, nos termos do art. 69,
itens IV e V, da constituição de 24 de fevereiro de 1891; * _____
* "Art. 69 São cidadãos brasileiros: IV. Os estrangeiros que, achando-se
no Brasil aos 15 de novembro de 1889, não declararem, dentro em seis
meses depois de entrar em vigor a Constituição, o
120
b) pela forma que a lei estabelecer:
1 - os nascidos no estrangeiro, que hajam sido admitidos no Brasil
durante os primeiros cinco anos de vida, estabelecidos definitivamente
no território nacional. Para preservar a nacionalidade brasileira,
deverão manifestar-se por ela, inequivocamente, até dois anos após
atingir a maioridade;
2 - os nascidos no estrangeiro que, vindo residir no País antes de
atingida a maioridade, façam curso superior em estabelecimento nacional
e requeiram a nacionalidade até um ano depois da formatura;
3 - os que, por outro modo, adquirirem a nacionalidade brasileira,
exigidas aos portugueses apenas residências por um ano ininterrupto,
idoneidade moral e sanidade física.
Parágrafo único. São privativos de brasileiro nato os cargos de
Presidente e Vice-Presidente da República, Ministro de Estado, Ministro
do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal Militar, do Tribunal
Superior Eleitoral, do Tribunal Superior do Trabalho, do Tribunal
Federal de Recursos, do Tribunal de Contas da União Procurador-Geral da
República, Senador, Deputado Federal, Governador do Distrito Federal,
Governador e Vice-Governador de Estado e de Território e seus
substitutos, os de Embaixador e os das carreiras de Diplomata, de
Oficial da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
Art. 146. Perderá à nacionalidade o brasileiro que:
I - por naturalização voluntária, adquirir outra nacionalidade;
II - sem licença do Presidente da República, aceitar comissão, emprego
ou pensão de governo estrangeiro; ou
ânimo de conservar a nacionalidade de origem; V. Os estrangeiros que
possuírem bens imóveis no Brasil e forem casados com brasileiros ou
tiverem filhos brasileiros, contato que residam no Brasil, salvo se mau
manifestaram a intenção de não mudar de nacionalidade".
III - em virtude de sentença judicial, tiver cancelada a naturalização
por exercer atividade contrária ao interesse nacional.
Parágrafo único. Será anulada por decreto do Presidente da República a
aquisição de nacionalidade obtida em fraude contra a lei.
Capítulo II
DOS DIREITOS POLÍTICOS
Art. 147. São eleitores os brasileiros maiores de dezoito nos, alistados
na forma da lei.
§ 1º O alistamento e o voto são obrigatórios para os brasileiros de
ambos os sexos, salvo as exceções previstas em lei.

121
§ 2º Os militares serão alistáveis, desde que oficiais, aspirantes a
oficiais, guarda-marinha, subtenentes ou suboficiais, sargentos ou
alunos das escolas militares de ensino superior para formação de
oficiais.
§ 3º Não poderão alistar-se eleitores:
a) os analfabetos;
b) os que não saibam exprimir-se na língua nacional; e c) os que
estiverem privados, temporária ou definitivamente, dos direitos
políticos.
Art. 148. O sufrágio é universal e o voto é direto e secreto, salvo nos
casos previstos nesta Constituição: os partidos políticos terão
representação proporcional, total ou parcial, na forma que a lei
estabelecer.
Art. 149. Assegurada ao paciente ampla defesa, poderá ser declarada a
perda ou a suspensão dos seus direitos políticos.
§ 1º O Presidente da República decretará a perda dos direitos políticos:
a) nos casos dos itens I, II e parágrafo único do art. 146;
b) pela recusa, baseada em convicção religiosa, filosófica ou política,
à prestação de encargo ou serviço impostos aos brasileiros em geral; ou
c) pela aceitação de condecoração ou título nobiliário estrangeiros que
importem restrição de direito de cidadania ou dever para com o Estado
brasileiro.
§ 2º A perda ou a suspensão dos direitos políticos dar-se-á por decisão
judicial:
a) no caso do item II do art. 146;
b) por incapacidade civil absoluta ou;
c) por motivo de condenação criminal, enquanto durarem seus efeitos.
§ 3º Lei complementar disporá sobre a especificação dos direitos
políticos, o gozo, o exercício, a perda ou suspensão de todos ou de
qualquer deles e os casos e as condições de sua reaquisição.
Art. 150 São inelegíveis os inalistáveis.
§ 1º Os militares alistáveis são elegíveis, atendidas as seguintes
condições:
a) o militar que tiver menos de cinco anos de serviço será, ao
candidatar-se a cargo eletivo, excluído do serviço ativo;
b) o militar em atividade, com cinco ou mais anos de serviço, ao
candidatar-se a cargo eletivo será afastado, temporariamente, do serviço
122
ativo e agregado para tratar de interesse particular; e c) o militar não
excluído, se eleito, será, no ato da diplomação, transferido para a
inatividade, nos termos da lei.
§ 2º A elegibilidade, a que se referem as alíneas a e b do parágrafo
anterior, não depende, para o militar da ativa, de filiação político-
partidária que seja ou venha a ser exigida por lei.
Art. 151 Lei complementar estabelecerá os casos de inelegibilidade e os
prazos dentro dos quais cessará esta, visando a preservar:
I - o regime democrático.
II - a probidade administrativa;
III - a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência ou o
abuso do exercício de função, cargo ou emprego públicos da administração
direta ou indireta, ou do poder econômico;
IV - a moralidade para o exercício do mandato, levada em consideração a
vida pregressa do candidato.
Parágrafo único. Observar-se-ão as seguintes normas, desde já em vigor,
na elaboração da lei complementar:
a) a irreelegibilidade de quem haja exercido cargo de Presidente e de
Vice-Presidente da República, de Governador e de Vice-Governador, de
Prefeito e de Vice-Prefeito, por qualquer tempo, no período
imediatamente anterior;
b) a inelegibilidade de quem, dentro dos seis meses anteriores ao
pleito, haja sucedido ao titular ou o tenha substituído em qualquer dos
cargos indicados na alínea a;
c) a inelegibilidade do titular efetivo ou interino de cargo ou função
cujo exercício possa influir para perturbar a normalidade ou tornar
duvidosa a legitimidade das eleições, salvo se se afastar
definitivamente de um ou de outra no prazo marcado nela lei, o qual não
será maior de seis nem menor de dois meses anteriores ao pleito;
d) a inelegibilidade, no território de jurisdição do titular, do cônjuge
e dos parentes consangüíneos ou afins, até o terceiro grau ou por
adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou de
Território, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis
meses anteriores ao pleito; e e) a obrigatoriedade de domicílio
eleitoral no Estado ou no município por prazo entre um e dois anos,
fixado conforme a natureza do mandato ou função.
Capítulo III
DOS PARTIDOS POLÍTICOS

123
Art. 152. A organização, o funcionamento e a extinção dos partidos
políticos serão regulados em lei federal, observados os seguintes
princípios:
I - regime representativo e democrático, baseado na pluralidade de
partidos e na garantia dos direitos fundamentais do homem;
II - personalidade jurídica, mediante registro dos estatutos;
III - atuação permanente, dentro de programa aprovado pelo Tribunal
Superior Eleitoral, e sem vinculação, de qualquer natureza, com a ação
de governos, entidades ou partidos estrangeiros;
IV - fiscalização financeira;
V - disciplina partidária;
VI - âmbito nacional, sem prejuízo das funções deliberativas dos
diretórios locais;
VII - exigência de cinco por cento do eleitorado que haja votado na
última eleição geral para a Câmara dos Deputados, distribuídos, pelo
menos, em sete Estados, com o mínimo de sete por cento em cada um deles;
e VIII - proibição de coligações partidárias.
Parágrafo único. Perderá o mandato no Senado Federal, na Câmara dos
Deputados, nas Assembléias Legislativas e nas Câmaras Municipais quem,
por atitudes ou pelo voto, se opuser às diretrizes legitimamente
estabelecidas pelos órgãos de direção partidária ou deixar o partido sob
cuja legenda foi eleito. A perda do mandato será decretada pela Justiça
Eleitoral, mediante representação do partido, assegurado o direito de
ampla defesa.
Capítulo IV
DOS DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS
Art. 153. A Constituição assegura aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade dos direitos concernentes à vida, à
liberdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
§ 1º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de sexo, raça,
trabalho, credo religioso e convicções políticas. Será punido pela lei o
preconceito de raça.
§ 2º Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão
em virtude de lei.
§ 3º A lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito
e a coisa julgada.
§ 4º A lei não poderá excluir da apreciação do Poder Judiciário qualquer
lesão de direito individual.

124
§ 5º É plena a liberdade de consciência e fica assegurado aos crentes o
exercício dos cultos religiosos, que não contrariem a ordem pública e os
bons costumes.
§ 6º Por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou
política, ninguém será privado de qualquer dos seus direitos, salvo se o
invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta, caso em que a
lei poderá determinar a perda dos direitos incompatíveis com a escusa de
consciência.
§ 7º Sem caráter de obrigatoriedade, será prestada por brasileiros, nos
termos da lei, assistência religiosa às forças armadas e auxiliares e,
nos estabelecimentos de internação coletiva, aos interessados que a
solicitarem, diretamente ou por intermédio de seus representantes
legais.
§ 8º É livre a manifestação de pensamento, de convicção política ou
filosófica, bem como a prestação de informação independentemente de
censura, salvo quanto a diversões e espetáculos públicos, respondendo
cada um nos termos da lei, pelos abusos que cometer. É assegurado o
direito de resposta. A publicação de livros, jornais e periódicas não
depende de licença da autoridade. Não serão, porém, toleradas a
propaganda de guerra, de subversão da ordem ou de preconceitos de
religião, de raça ou de classe, e as publicações e exteriorizações
contrárias à moral e aos bons costumes.
§ 9º É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações
telegráficas e telefônicas.
§ 10. A casa é o asilo inviolável do indivíduo; ninguém pode penetrar
nela, à noite sem consentimento do morador, a não ser em caso de crime
ou desastre, nem durante o dia, fora dos casos e na forma que a lei
estabelecer.
§ 11. Não haverá pena de morte, de prisão perpétua, de banimento ou
confisco, salvo nos casos de guerra externa, psicológica adversa, ou
revolucionária ou subversiva nos termos que a lei determinar. Esta
disporá, também, sobre o perdimento de bens por danos causados ao
erário, ou no caso de enriquecimento ilícito no exercício do cargo,
função ou emprego na Administração Pública, direta ou indireta.
§ 12. Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita
de autoridade competente. A lei disporá sobre a prestação de fiança. A
prisão ou detenção de qualquer pessoa será imediatamente comunicada ao
juiz competente, que a relaxará, se não for legal.
§ 13. Nenhuma pena passará da pessoa do delinqüente. A lei regulará a
individualização da pena.
§ 14. Impõe-se a todas as autoridades o respeito à integridade física e
moral do detento e do presidiário.

125
§ 15. A lei assegurará aos acusados ampla defesa, com os recursos a ela
inerentes. Não haverá foro privilegiado nem tribunais de exceção.
§ 16. A instrução criminal será contraditório, observada a lei anterior,
no relativo ao crime e à pena, salvo quando agravar a situação do réu.
§ 17. Não haverá prisão civil por dívida, multa ou custas, salvo o caso
do depositário infiel ou do responsável pelo inadimplemento de obrigarão
alimentar, na forma da lei.
§ 18. É mantida a instituição do júri, que terá competência no
julgamento dos crimes dolosos contra a vida.
§ 19. Não será concedido a extradição do estrangeiro por crime político
ou de opinião, nem, em caso algum, a de brasileiro.
§ 20. Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar
ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção,
por ilegalidade ou abuso de poder. Nas transgressões disciplinares não
caberá habeas corpus.
§ 21. Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e
certo não amparado por habeas corpus, sela qual for a autoridade
responsável pela ilegalidade ou abuso de poder.
§ 22. É assegurado os direito de propriedade, salvo o caso de
desapropriação por necessidade ou utilidade pública ou por interesse
social, mediante prévia e justa indenização em dinheiro, ressalvado o
disposto no art. 161, facultando-se ao expropriado aceitar o pagamento
em título da dívida pública, com cláusula de exata correção monetária.
Em caso de perigo público iminente as autoridades competentes poderão
usar da propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização
ulterior.
§ 23. É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão,
observadas as condições de capacidade que a lei estabelecer.
§ 24. A lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio
temporário para sua utilização, bem como a propriedade das marcas de
indústria e comércio e a exclusividade do nome comercial.
§ 25. Aos autores de obras literárias artísticas e científicas pertence
o direito exclusivo de utilizá-las. Esse direito é transmissível por
herança, pelo tempo que a lei fixar.
§ 26. Em tempo de paz, qualquer pessoa poderá entrar com seus bens no
território nacional, nele permanecer ou dele sair, respeitados os
preceitos da lei.
§ 27. Todos podem reunir-se sem armas, não intervindo a autoridade senão
para manter a ordem. A lei poderá determinar os casos em que será
necessária a comunicação prévia à autoridade, bem como a designação, por
esta, do local da reunião.
126
§ 28. É assegurada a liberdade de associação para fins lícitos. Nenhuma
associação poderá ser dissolvida, senão em virtude de decisão judicial.
§ 29. Nenhum tributo será exigido, ou aumentado sem que a lei o
estabeleça, nem cobrado, em cada exercício, sem que a lei que o houver
instituído ou aumentado esteja em vigor antes do início do exercício
financeiro, ressalvados a tarifa alfandegária e a de transporte, o
imposto sobre produtos industrializados e o imposto lançado por motivo
de guerra e demais casos previstos nesta Constituição.
§ 30. É assegurado a qualquer pessoa o direito de representação e de
petição aos Poderes Públicos, em defesa de direito ou contra abusos de
autoridade:
§ 31. Qualquer cidadão será parte legítima para propor ação popular que
vise a anular atos lesivos ao já patrimônio de entidades públicas.
§ 32. Será concebida assistência judiciária aos necessitados, na forma
da lei.
§ 33. A sucessão de bens de estrangeiros situados no Brasil será
regulada pela lei brasileira, em benefício do cônjuge ou dos filhos
brasileiros, sempre que lhes não seja mais favorável a lei pessoal do de
cujus.
§ 34. A lei disporá sobre a aquisição da propriedade rural por
brasileiro e estrangeiro residente no País, assim como por pessoa
natural ou jurídica, estabelecendo condições, restrições, limitações e
demais exigências, para a defesa da integridade do território, a
segurança do Estado e a justa distribuição da propriedade.
§ 35. A lei assegurará a expedição de certidões requeridas às
repartições administrativas, para defesa de direito e esclarecimento de
situações § 36. A especificação dos direitos e garantias expressos nesta
Constituição não exclui outros direitos e garantias decorrentes do
regime e dos princípios que ela adota.
Art. 154. O abuso de direito individual ou político, com o propósito de
subversão do regime democrático ou de corrupção, importará a suspensão
daqueles direitos de, dois a dez anos, a qual será declarada pelo
Supremo Tribunal Federal, mediante representação do Procurador-Geral da
República, sem prejuízo da ação " cível ou penal " que couber,
assegurada ao paciente ampla defesa.
Parágrafo único. Quando se tratar de titular de mandato eletivo, o
processo não dependerá de licença da Câmara a que pertencer.
Capítulo V
DO ESTADO DE SÍTIO

Art. 155. O Presidente da República poderá decretar o estado de sítio


nos casos de:
127
I - grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção;
II - guerra.
§ 1º O decreto de estado de sítio especificará as regiões que essa
providência abrangerá, bem como as normas que serão observadas, e
nomeará as pessoas incumbidas de sua execução.
§ 2º O estado de sítio autoriza as seguintes medidas coercitivas:
a) obrigação de residência em localidade determinada;
b) detenção em edifícios não destinados aos réus de crimes comuns;
c) busca e apreensão em domicílio;
d) suspensão da liberdade de reunião e de associação;
e) censura da correspondência, da imprensa, das telecomunicações e
diversões públicas; e f) uso ou ocuparão temporária de bens das
autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista ou
concessionários de serviços públicos, assim como a suspensão do
exercício de cargo, função ou emprego nas mesmas entidades.
§ 3º A fim de preservar a integridade e a independência do País, o livre
funcionamento dos Poderes e a prática das instituições, quando
gravemente ameaçados por fatores de subversão ou corrupção, o Presidente
da República, ouvido o Conselho de Segurança Nacional poderá tomar
outras medidas estabelecidas em lei.
Art. 156. A duração do estado de sítio, salvo em caso de guerra, não
será superior a 180 dias, podendo ser prorrogada, se persistirem as
razões que o determinarem.
§ 1º O decreto de estado de sítio ou de sua prorrogação será submetido,
dentro de cinco dias, com a respectiva justificação, pelo Presidente da
República ao Congresso Nacional.
§ 2º Se o Congresso Nacional não estiver reunido, será convocado
imediatamente pelo seu Presidente.
Art. 157. Durante a vigência do estado de sítio e sem prejuízo das
medidas previstas no art. 154, também o Congresso Nacional, mediante
lei, poderá determinar a suspensão de garantias constitucionais.
Parágrafo único. As imunidades dos deputados federais e senadores
poderão ser suspensas durante o estado de sítio por deliberação da casa
a que eles pertencerem.
Art. 158. Findo o estado de sítio, cessarão os seus efeitos e o
Presidente da República, dentro de trinta dias, enviará mensagem ao
Congresso Nacional com a justificação das providências adotadas.

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Art. 159. A inobservância de qualquer das prescrições relativas ao
estado de sítio tornará ilegal a coação e permitirá ao paciente recorrer
ao Poder Judiciário.
Título III
DA ORDEM ECONÔMICA E SOCIAL
Art. 160. A ordem econômica e social tem por fim realizar o
desenvolvimento nacional e a justiça social, com base nos seguintes
princípios:
I - liberdade de iniciativa;
II - valorização do trabalho como condição da dignidade humana;
III - função social da propriedade;
IV - harmonia e solidariedade entre as categorias sociais de produção;
V - repressão ao abuso do poder econômico, caracterizado pelo domínio
dos mercados, a eliminação da concorrência e o aumento arbitrário dos
lucros; e VI - expansão das oportunidades de emprego produtivo.
Art. 161. A União poderá promover a desapropriação da propriedade
territorial rural, mediante pagamento de justa indenização, fixada
segundo os critérios que a lei estabelecer, em títulos especiais da
dívida pública, com cláusula de exata correção monetária, resgatáveis no
prazo de vinte anos, em parcelas anuais sucessivas, assegurada a sua
aceitação, a qualquer tempo, como meio de Pagamento até cinqüenta por
cento do imposto territorial Rural e como pagamento do preço de terras
públicas.
§ 1º A lei disporá sobre o volume anual ou periódico das emissões dos
títulos, suas características, taxa dos juros, prazo e condições do
resgate.
§ 2º A desapropriação de que trata este artigo é da competência
exclusiva da União e limitar-se-á às áreas incluídas nas zonas
prioritárias, fixadas em decreto do Poder Executivo, só recaindo sobre
propriedades rurais cuja forma de exploração contrarie o acima disposto,
conforme for estabelecido em lei.
§ 3º A indenização em títulos somente será feita quando se tratar de
latifúndio, como tal conceituado em lei, excetuadas as benfeitorias
necessárias e úteis que serão sempre pagas em dinheiro.
§ 4º O Presidente da República poderá delegar as atribuições para a
desapropriação de imóveis rurais por interesse social, sendo-lhe
privativa a declaração de zonas prioritárias.

129
§ 5º Os proprietárias ficarão isentos dos impostos federais, estaduais e
municipais que incidam sobre a transferência da propriedade sujeita a
desapropriação na forma deste artigo.
Art. 162. Não será permitida greve nos serviços públicos e atividades
essenciais, definidas em lei.
Art. 163. São facultados a intervenção no domínio econômico e o
monopólio de determinada indústria ou atividade, mediante lei federal,
quando indispensável por motivo de segurança nacional ou para organizar
setor que não possa ser desenvolvido com eficácia no regime de
competição e de liberdade de iniciativa, assegurados os direitos e
garantias individuais.
Parágrafo único. Para atender a intervenção de que trata este artigo, a
União poderá instituir contribuições destinadas ao custeio dos
respectivos serviços e encargos, na forma que a lei estabelecer.
Art. 164. A União, mediante lei complementar, poderá, para a realização
de serviços comuns, estabelecer regiões metropolitanas, constituídas por
municípios que, independentemente de sua vinculação administrativa,
façam parte da mesma comunidade sócio-econômica.
Art. 165. A Constituição assegura aos trabalhadores os seguintes
direitos, além de outros que, nos termos da lei, visem à melhoria de sua
condição social:
I - salário-mínimo capaz de satisfazer, conforme as condições de cada
região, as suas necessidades normais e as de sua família;
II - salário-família aos seus dependentes;
III - proibição de diferença de salário e de critério de admissões por
motivo de sexo, cor e estado civil;
IV - salário de trabalho noturno superior ao diurno;
V - integração na vida e no desenvolvimento da empresa, com participação
nos lucros e, excepcionalmente, na gestão, segundo for estabelecido em
lei;
VI - duração diária do trabalho não excedente a oito horas, com
intervalo para descanso, salvo casos especialmente previstos;
VII - repouso semanal remunerado e nos feriados civis e religiosos, de
acordo com a tradição local;
VIII - férias anuais remuneradas;
IX - higiene e segurança do trabalho;

130
X - proibição de trabalho, em indústrias insalubres, a mulheres e
menores de dezoito anos, de trabalho noturno a menores de dezoito anos e
de qualquer trabalho a menores de doze anos;
XI - descanso remunerado da gestante, antes e de pois do parto, sem
prejuízo do emprego e do salário;
XII - fixação das porcentagens de empregados brasileiros nos serviços
públicos dados em concessão e nos estabelecimentos de determinados ramos
comerciais e industriais;
XIII - estabilidade, Com indenização ao trabalhador despedido ou fundo
de garantia equivalente;
XIV - reconhecimento das convenções coletivas de Trabalho;
XV - assistência sanitário, hospitalar e médica preventiva;
XVI - previdência social nos casos de doença, velhice, invalidez e
morte, seguro-desemprego, seguro contra acidentes do trabalho e proteção
da maternidade, mediante contribuição da União, do empregador e do
empregado;
XVII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico ou
intelectual ou entre os profissionais respectivos;
XVIII - colônias de férias e clínicas de repouso recuperação e
convalescença, mantidas pela União, conforme dispuser a lei;
XIX - aposentadoria para a mulher, aos trinta anos de trabalho, com
salário integral; e XX - greve, salvo o disposto no art. 162.
Parágrafo único. Nenhuma prestação de serviço de assistência ou de
benefício compreendidos na previdência social será criada, majorada ou
estendida, sem a correspondente fonte de custeio total.
Art. 166. É livre a associação profissional ou sindical, a sua
constituição, a representação legal nas convenções coletivas de trabalho
e o exercício de funções delegadas de poder público serão regulados em
lei.
§ 1º Entre as funções delegadas a que se refere este artigo, compreende-
se a de arrecadar, na forma da lei, contribuições para o custeio da
atividade dos órgãos sindicais e profissionais e para a execução de
programas de interesse das categorias por eles representadas.
§ 2º É obrigatório o voto nas eleições sindicais.
Art. 167. A lei disporá sobre o regime das empresas concessionárias de
serviços públicos federais, estaduais e municipais, estabelecendo:
I - obrigação de manter serviço adequado;

131
II - tarifas que permitam a justa remuneração do capital, o melhoramento
e a expansão dos serviços e assegurem o equilíbrio econômico e
financeiro do contrato; e III - fiscalização permanente e revisão
periódico das tarifas, ainda que estipuladas em contrato anterior.
Art. 168. As jazidas minas e demais recursos minerais e os potenciais de
energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo, para o
efeito de exploração ou aproveitamento industrial.
§ 1º A exploração e o aproveitamento das jazidas minas e demais recursos
minerais e dos potenciais de energia hidráulica dependerão de
autorização ou concessão federal, na forma da lei, dadas exclusivamente
a brasileiros ou a sociedades organizadas no País.
§ 2º É assegurada ao proprietário do solo a participação nos resultados
da lavra, quanto às jazidas e minas cuja exploração constituir monopólio
da União, a lei regulará a forma da indenização.
§ 3º A participação de que trata o parágrafo anterior será igual ao
dízimo do imposto sobre minerais.
§ 4º Não dependerá de autorização ou concessão o Aproveitamento de
energia hidráulica de potência reduzida.
Art. 169. À pesquisa e a lavra de petróleo em território nacional
constituem monopólio da União, nos termos da lei.
Art. 170. ÀS empresas privadas compete, preferencialmente, com o
estímulo e o apoio do Estado, organizar e explorar as atividades
econômicas.
§ 1º Apenas em caráter suplementar da iniciativa privada o Estado
organizará e explorará diretamente a Atividade econômica.
§ 2º Na exploração, pelo Estado, da atividade econômica, as empresas
públicas e as sociedades de economia mista reger-se-ão pelas normas
aplicáveis às empresas privadas, inclusive quanto ao direito do trabalho
e ao das obrigações.
§ 3º A empresa pública que explorar atividade não monopolizada ficará
sujeita ao mesmo regime tributário aplicável às empresas privadas.
Art. 171. A lei federal disporá sobre as condições de legitimação da
posse e de preferência para aquisição, até cem hectares, de terras
públicas por aqueles que as tornarem produtivas com o seu trabalho e o
de sua família.
Parágrafo único. Salvo para execução de planos de reforma agrária, não
se fará, sem prévia aprovação do Senado Federal, alienação ou concessão
de terras públicas com área superior a três mil hectares.
Art. 172. A lei regulará, mediante prévio levantamento ecológico, o
aproveitamento agrícola de terras sujeitas a intempéries e calamidades.
132
O mau uso da terra impedirá o proprietário de receber incentivos e
auxílios do Governo.
Art. 173. A navegação de cabotagem para o transporte de mercadorias é
privativa dos navios nacionais, salvo caso de necessidade pública.
§ 1º Os proprietárias, armadores e comandantes de navios nacionais,
assim como dois terços, pelo menos, dos seus tripulantes, serão
brasileiros natos.
§ 2º O disposto no parágrafo anterior não se aplica aos navios nacionais
de pesca, sujeitos a regulamentação em lei federal.
Art. 174. A propriedade e a administração de empresas jornalísticas, de
qualquer espécie, inclusive de televisão e de radiodifusão, são vedadas:
I - a estrangeiros;
II - a sociedades por ações ao portador; e III - a sociedades que
tenham, como acionistas ou sócios, estrangeiros ou pessoas jurídicas,
exceto partidos políticos.
§ 1º A responsabilidade e a orientação intelectual e administrativa das
empresas mencionadas neste artigo caberão somente a brasileiros natos.
§ 2º Sem prejuízo da liberdade de pensamento e de informação, a lei
poderá estabelecer outras condições para a organização e o funcionamento
das empresas jornalísticas ou de televisão e de radiodifusão, no
interesse do regime democrático e do combate à subversão e à corrupção.
Título IV
DA FAMÍLIA, DA EDUCAÇÃO E DA CULTURA

Art. 175. A família é constituída pelo casamento e terá direito à


proteção dos Poderes Públicos.
§ 1º O casamento é indissolúvel.
§ 2º O casamento será civil e gratuita a sua celebração. O casamento
religioso equivalerá ao civil se, observados os impedimentos e
prescrições da lei, o ato for inscrito no registro público, a
requerimento do celebrante ou de qualquer interessado.
§ 3º O casamento religioso celebrado sem as formalidades do parágrafo
anterior terá efeitos civis, se, a requerimento do casal, for inscrito
no registro público, mediante prévia habilitação perante a autoridade
competente.
§ 4º Lei especial disporá sobre a assistência à maternidade, à infância
e à adolescência e sobre a educação de excepcionais.

133
Art. 176. A educação, inspirada no princípio da unidade nacional e nos
ideais de liberdade e solidariedade humana, é direito de todos e dever
do Estado, e será dada no lar e na escola.
§ 1º O ensino será ministrado nos diferentes graus pelos Poderes
Públicos.
§ 2º Respeitadas as disposições legais, o ensino é livre a iniciativa
particular, a qual merecerá o amparo técnico e financeiro dos Poderes
Públicos, inclusive mediante bolsas de estudos.
§ 3º A legislação do ensino adotará os seguintes princípios e normas:
I - o ensino primário somente será ministrado na língua nacional;
II - o ensino primário é obrigatório para todos, dos sete aos quatorze
anos, e gratuito nos estabelecimentos;
III - o ensino público será igualmente gratuito para quantos, no nível
médio e no superior, demonstrarem efetivo aproveitamento e provarem
falta ou insuficiência;
IV - o Poder Público substituirá, gradativamente , o regime de
gratuidade no ensino médio e no superior pelo sistema de concessão de
bolsas de estudos, mediante restituição, que a lei regulará;
V - o ensino religioso, de matricula facultativa constituirá disciplina
dos horários normais das escolas oficiais de grau primário e médio;
VI - o provimento dos cargos iniciais e finais das carreiras do
magistério de grau médio e superior dependerá, sempre, de prova de
habilitação, que consistirá em concurso público de provas e títulos,
quando se tratar de ensino oficial; e VII - a liberdade de comunicação
de conhecimentos no exercício do magistério, ressalvado o disposto no
Art. 177. Os Estados e o Distrito Federal organizarão os seus sistemas
de ensino, e União, os dos Territórios, assim como o sistema federal,
que terá caráter supletivo e se estenderá a todo o País, nos estritos
limites das deficiências locais.
§ 1º A União prestara assistência técnica e financeira aos Estados e ao
Distrito Federal para desenvolvimento dos seus sistemas de ensino.
§ 2º Cada sistema de ensino terá, obrigatoriamente, serviços de
assistência educacional, que assegurem aos alunos necessitados condições
de eficiência escolar.
Art. 178. As empresas comerciais, industriais e agrícolas são obrigadas
a manter o ensino primário gratuito de seus empregados e o ensino dos
filhos destes, entre os sete e os quatorze anos, ou a concorrer para
aquele fim,- mediante a contribuição do salário-educação, na forma que a
lei estabelecer.

134
Parágrafo único. As empresas comerciais e industriais são ainda
obrigadas a assegurar, em cooperação, condições de aprendizagem aos seus
trabalhadores menores e a promover o preparo de seu pessoal qualificado.
Art. 179. As ciências, as letras e as artes são livres, ressalvado o
disposto no parágrafo 8º do art. 153.
Parágrafo único. O Poder Público incentivara a pesquisa e o ensino
científico e tecnológico.
Art. 180. O amparo à cultura é dever do Estado.
Parágrafo único. Ficam sob a proteção especial do Poder Público os
documentos, as obras e os locais de valor histórico ou artístico, os
monumentos e as paisagens naturais notáveis, bem como as jazidas
arqueológicas.
Título V
DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 181. Ficam aprovados e excluídos de apreciação Judicial os atos
praticados pelo Comando Supremo da Revolução de 31 de março de 1964,
assim como:
I - os atos do Governo Federal, com base nos Atos Institucionais e nos
Atos Complementares e seus efeitos bem como todos os atos dos Ministros
Militares e seus efeitos, quando no exercício temporário da Presidência
da República, com base no Ato Institucional nº 12, de 31 de agosto de
1969;
II - as resoluções, fundadas em Atos Institucionais das Assembléias
Legislativas e Câmaras Municipais que hajam cassado mandatos eletivos ou
declarado o impedimento de governadores, deputados, prefeitos e
vereadores quando no exercício dos referidos cargos; e III - os atos de
natureza legislativa expedidos com base nos Atos Institucionais e
Complementares indicados no item I.
Art. 182. Continua em vigor o Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro
de 1968, e os demais Atos posteriormente baixados.
Parágrafo único. O Presidente da República, ouvido o Conselho de
Segurança Nacional, poderá decretar a cessação da vigência de qualquer
desses Atos ou dos seus dispositivos que forem considerados
desnecessários.
Art. 183. O mandato do Presidente e o do Vice-Presidente da República,
eleitos na forma do Ato Institucional nº 16, de 14 de outubro de 1969,
terminarão em 15 de março de 1974.
Art. 184. Cessada a investidura no cargo de Presidente da República,
quem o tiver exercido, em caráter permanente, fará jus, a título de
representação, desde que não tenha sofrido suspensão dos direitos
135
políticos, a um subsídio mensal e vitalício igual ao vencimento do cargo
de Ministro do Supremo Tribunal Federal.
Parágrafo único. Se o Presidente da República, em razão do exercício do
cargo, for atacado de moléstia que o inabilite para o desempenho de suas
funções, as despesas de tratamento médico e hospitalar correrão por
conta da União.
Art. 185. São inelegíveis para os cargos de Presidente e Vice-Presidente
da República, de Governador e Vice-Governador de Prefeito e Vice-
Prefeito, e demais cargos eletivos, os cidadãos que, mediante decreto do
Presidente da República, com fundamento em Ato Institucional, hajam
sofrido a suspensão dos seus direitos políticos.
Art. 186. O mandato das Mesas do Senado Federal e da Câmara dos
Deputados, no período que se iniciará em 31 de março de 1970, será de um
ano, não podendo ser reeleito qualquer de seus membros para a Mesa do
período seguinte.
Art. 187. Durante a legislatura que findará em 31 de janeiro de 1971,
não perderá o mandato o deputado ou senador investido na função de
Interventor Federal, Secretário de Estado ou Prefeito de Capital.
Art. 188. Somente a partir da próxima legislatura prevalecerá a redução
do número de deputados federais e deputados estaduais.
Art. 189. A eleição para Governadores e Vice-Governadores dos Estados,
em 1970, será realizada, em sessão pública e mediante votação nominal,
pelo sufrágio de um colégio eleitoral constituído pelas respectivas
Assembléias Legislativas.* Parágrafo único. O colégio eleitoral reunir-
se-á na sede da Assembléia Legislativa do Estado, no dia 3 de outubro de
1970, e a eleição deverá processar-se nos termos dos §§ 1º e 2º do art.
75.
Art. 190. Somente para o exercício de mandato na atual legislatura não
se aplica a proibição de atividade político-partidária aos ministros ou
juízes dos Tribunais de Contas da União, dos Estados e dos Municípios
Art. 191. Continuará em funcionamento apenas o Tribunal de Contas do
Município de São Paulo, salvo deliberação em contrário da respectiva
Câmara, sendo declarados extintos todos os outros tribunais de contas
municipais.
Art. 192. São mantidos como órgãos de segunda instância da justiça
militar estadual os tribunais especiais criados, para o exercício dessas
funções, antes de 15 de março de 1967.
Art. 193. O título de Ministro é privativo dos Ministros de Estado, dos
Ministros do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal Federal de Recursos,
do Superior Tribunal Militar, do Tribunal Superior Eleitoral, do
Tribunal Superior do Trabalho, do Tribunal de Contas da União e dos da
carreira de Diplomata.

136
Parágrafo único. Os membros do Tribunal de Contas do Distrito Federal
terão o título de Conselheiros.
Art. 194. Fica assegurada a vitaliciedade aos professores catedráticos e
titulares de ofício de justiça nomeados até 15 de março de 1967, assim
como a estabilidade de funcionários amparados pela legislação anterior
àquela data.
* V. EC nº 2, de 9.5.1972. que regulou a eleição de Governadores e Vice-
Governadores dos Estados em 1974.
Art. 195. Os atuais substitutos de auditor e promotor da Justiça Militar
da União, que tenham adquirido estabilidade nessas funções, poderão ser
aproveitados em cargo inicial dessas carreiras, respeitados os direitos
dos candidatos aprovados em concurso.
Art. 196. É vedada a participação de servidores públicos no produto da
arrecadação de tributos e multas, inclusive da dívida ativa.
Art. 197. Ao civil, ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, que tenha
participado efetivamente em operações bélicas da Força Expedicionária
Brasileira, da Marinha, da Força Aérea Brasileira, da Marinha Mercante
ou de Força do Exército, são assegurados os seguintes direitos:
a) estabilidade, se funcionário público;
b) aproveitamento no serviço público, sem a exigência do disposto no §
1º do art. 97;
c) aposentadoria com proventos integrais aos vinte e cinco anos de
serviço efetivo, se funcionário público da administração direta ou
indireta ou contribuinte da Previdência Social ;e d) assistência médica,
hospitalar e educacional, se carente de recursos.
Art. 198. As terras habitadas pelos silvícolas são inalienáveis nos
termos que a lei federal determinar, a eles cabendo a sua posse
permanente e ficando reconhecido o seu direito ao usufruto exclusivo das
riquezas naturais e de todas as utilidades nelas existentes.
§ 1º Ficam declaradas a nulidade e a extinção dos efeitos jurídicos de
qualquer natureza que tenham por objeto o domínio, a posse ou a ocupação
de terras habitadas pelos silvícolas.
§ 2º A nulidade e extinção de que trata o parágrafo anterior não dão aos
ocupantes direito a qualquer ação ou indenização contra a União e a
Fundação Nacional do Índio.
Art. 199. Respeitado o disposto no parágrafo único do art. 145, as
pessoas naturais de nacionalidade portuguesa não sofrerão qualquer
restrição em virtude da condição e nascimento, se admitida a
reciprocidade em favor de Brasileiros. *

137
Art. 200. As disposições constantes desta Constituição ficam
incorporadas, no que couber, ao direito constitucional legislado dos
Estados.
Parágrafo único. As Constituições dos Estados poderão adotar o regime de
leis delegadas, proibidos os decretos-leis.
Art. 201 A presente Emenda entrará em vigor no dia 30 de outubro de
1969.
Brasília, 17 de outubro de 1969; 148º da Independência e 81º da
República.
AUGUSTO HAMANN RADEMAKER GRÜNEWALD
AURÉLIO DE LYRA TAVARES
MÁRCIO DE SOMA E MELLO
* V. D. nº 70.391, de 12.4.1972, que promulgou a convenção sobre
igualdade de direitos e deveres entre brasileiros e portugueses: e D. nº
70.436, de 18.4.1972, que regulamentou a aquisição pelos portugueses, no
Brasil, dos direitos e obrigações previstos no Estatuto da Igualdade.

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ANEXO E - LEI N° 5.774, DE 23 DE DEZEMBRO DE 1971
Dispõe sôbre o Estatutos dos Militares e dá outras providências.

Nota:
Revogada pela Lei nº 6.880/80

O Presidente da República
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
Lei:
ESTATUTOS DOS MILITARES
TÍTULO I
Generalidades

Art. 1° O presente Estatuto regula a situação, obrigações, deveres,


direitos e prerrogativas dos militares.
Art. 2° As Fôrças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e
pela Aeronáutica, destinam-se a defender a Pátria e a garantir os
podêres constituídos, a lei e a ordem. São instituições nacionais,
permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na
disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República e dentro
dos limites da lei.
Art. 3º Os membros das Fôrças Armadas, em razão de sua destinação
constitucional, formam uma categoria especial de servidores da Pátria e
são denominados militares.
§ 1° Os militares encontram-se em uma das seguintes situações:
a) na ativa:
I - os militares de carreira;
II - os incorporados às Fôrças Armadas para prestação do serviço militar
inicial, durante os prazos previstos na lei do serviço Militar ou
durante as prorrogações daqueles prazos;
III - os componentes da reserva das Forças Armadas quando convocados ou
mobilizados;
IV - os alunos de órgão de formação de militares da ativa e da reserva;
e
V - em tempo de guerra, todo cidadão brasileiro mobilizado para o
serviço ativo nas Fôrças Armadas.
b) na inatividade:
I - na reserva remunerada, quando pertencem à reserva das Fôrças Armadas
e percebem remuneração da União, porém sujeitos, ainda, à prestação de
serviço na ativa, mediante convocação ou mobilização; e
II - reformados, quando, tendo passado por uma das situações anteriores,
estão dispensados, definitivamente, da prestação de serviço na ativa,
mas continuam a perceber remuneração da União.
§ 2° Os militares de carreira são os que, no desempenho voluntário e
permanente do serviço militar, têm vitaliciedade assegurada ou
presumida.
Art. 4º O serviço militar consiste no exercício de atividades
específicas nas Fôrças Armadas e compreenderá, na mobilização, todos os
encargos relacionados com a defesa nacional.
139
Art. 5º Consideram-se reserva das Fôrças Armadas:
I - Individualmente:
a) os militares mencionados no item I, letra b do parágrafo 1° do artigo
3º; e
b) os demais cidadãos em condições de convocação ou de mobilização para
a ativa;
II - no seu conjunto:
a) as polícias militares; e
b) os corpos de bombeiros militares.
§ 1° A marinha mercante, a aviação civil e as emprêsas declaradas
diretamente relacionadas com a Segurança Nacional são, também,
consideradas, para efeitos de mobilização e de emprêgo, reserva das
Fôrças Armadas.
§ 2º O pessoal componente da marinha mercante, da aviação civil e das
empresas declaradas diretamente relacionadas com a Segurança Nacional,
bem como os demais cidadãos em condições de convocação ou mobilização
para a ativa, só serão considerados militares quando convocados ou
mobilizados para o serviço nas Fôrças Armadas.
§ 3º O pessoal do Magistério Militar terá sua situação definida nos
têrmos da legislação específica de cada Fôrça Armada.
Art. 6º A carreira militar é caracterizada por atividade continuada e
inteiramente devotada às finalidades precípuas das Fôrças Armadas,
denominada atividade militar.
§ 1° A carreira militar é privativa do pessoal da ativa. Inicia-se com o
ingresso nas Fôrças Armadas e obedece às diversas seqüências de graus
hierárquicos.
§ 2º São privativas de brasileiro nato as carreiras de Oficial da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
Art. 7º São equivalentes as expressões "na ativa" "da ativa", "em
serviço ativo", "em serviço na ativa", "em serviço", "em atividade" ou
"em atividade militar" conferidas aos militares no desempenho de cargo,
comissão, encargo, incumbência ou missão, serviço ou atividade militar
ou considerada de natureza militar, nas Organizações Militares das
Fôrças Armadas, bem como na Presidência da República, na Vice-
Presidência da República e nos demais Órgãos quando previsto em lei ou
regulamento, ou quando incorporados às Fôrças Armadas.
Art. 8º A condição jurídica dos militares é definida pelos dispositivos
da Constituição que lhes forem aplicáveis, por êste Estatuto e pela
legislação, que lhes outorgam direitos e prerrogativas e lhes impõem
deveres e obrigações.
Art. 9º disposto neste Estatuto aplica-se no que couber:
I - Aos militares reformados e da reserva remunerada;
II - Aos alunos de órgão de formação da reserva;
III - Aos membros do Magistério Militar; e
IV - Aos Capelães Militares.
Art. 10. Os oficiais-generais nomeados Ministros do Superior Tribunal
Militar são regidos por legislação específica.

CAPÍTULO I

140
Do Ingresso nas Fôrças Armadas

Art. 11. O ingresso nas Fôrças Armadas é facultado a todos os


brasileiros, sem distinção de raça ou de crença religiosa mediante
incorporação, matrícula ou nomeação e observadas as condições prescritas
em lei e nos regulamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
§ 1º Quando houver conveniência para o serviço de qualquer das Fôrças
Armadas, o brasileiro possuidor de reconhecida competência técnico-
profissional ou de notória cultura científica poderá, mediante sua
aquiescência e proposta do Ministro da Fôrça interessada, ser incluído
nos Quadros ou Corpos da Reserva e convocado para o serviço na ativa em
caráter transitório.
§ 2° A inclusão nos têrmos do parágrafo 1° será feita em grau
hierárquico compatível com a sua idade, atividades civis e
responsabilidades que lhe serão atribuídas, nas condições reguladas pelo
Ministério interessado.
Art. 12. Para a matrícula nos estabelecimentos de ensino militar
destinados à formação de oficiais, da ativa e da reserva, e de
graduados, além das condições relativas à nacionalidade, idade, aptidão
intelectual, capacidade física e idoneidade moral, é necessário que o
candidato não exerça ou não tenha exercido atividades prejudiciais ou
perigosas à segurança Nacional.
Parágrafo único. O disposto neste artigo e no anterior aplica-se,
também, aos candidatos ao ingresso nos Quadros ou Corpos de Oficiais em
que é exigido o diploma de estabelecimento de ensino superior
reconhecido pelo Govêrno Federal.
Art. 13. A convocação em tempo de paz é regulada pela Lei do Serviço
Militar.
Parágrafo único. Em tempo de paz e independentemente de convocação, os
integrantes da reserva poderão ser designados para o serviço ativo, em
caráter transitório e mediante a aceitação voluntária.
Art. 14. A mobilização é regulada em legislação específica.
Parágrafo único. A incorporação às Fôrças Armadas de deputados federais
e senadores, embora integrantes da reserva e ainda que em tempo de
guerra, dependerá de licença da Câmara respectiva.

CAPÍTULO II
Da Hierarquia Militar e da Disciplina

Art. 15. A hierarquia e a disciplina são a base institucional das Fôrças


Armadas. A autoridade e a responsabilidade crescem com o grau
hierárquico.
§ 1° A hierarquia militar é a ordenação da autoridade, em níveis
diferentes, dentro da estruturas das Fôrças Armadas. A ordenação se faz
por pôstos ou graduações; dentro de um mesmo pôsto ou graduação se faz
pela antigüidade no pôsto ou na graduação. O respeito à hierarquia
consubstanciado no espírito de acatamento à seqüência de autoridade.
§ 2º Disciplina é a rigorosa observância e o acatamento integral das
leis, regulamentos, normas e disposições que fundamentam o organismo

141
militar e coordenam seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se
pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos
componentes dêsse organismo.
§ 3° A disciplina e o respeito a hierarquia devem ser mantidos em tôdas
as circunstâncias da vida, entre militares da ativa, da reserva
renumerada e reformados.
Art. 16. Círculos hierárquicos são âmbitos de convivência entre os
militares da mesma categoria e têm a finalidade de desenvolver o
espírito de camaradagem, em ambiente de estima e confiança, sem prejuízo
do respeito mútuo.
Art. 17. Os círculos hierárquicos e a escala hierárquica nas Fôrças
Armadas, bem como a correspondência entre os postos e as graduações da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica, são fixados nos parágrafos e ,
quadro seguintes.
§ 1° Pôsto é o grau hierárquico do Oficial, conferido por ato do
Presidente da República ou de Ministro Militar e confirmado em Carta
Patente.
§ 2º Os postos de Almirante, Marechal, e Marechal-do-Ar sòmente serão
providos em tempo de guerra.
§ 3º Graduação é o grau hierárquico da praça, conferido pela autoridade
militar competente.
§ 4° Os Guardas-Marinha, os Aspirantes-a-Oficial e os alunos de órgãos
específicos de formação de militares são denominados praças especiais.
§ 5º Os graus hierárquicos inicial e final das diversas Armas ou
Serviços, Quadros, Corpos, Especialidades ou Subespecialidades são
fixados separadamente, para cada caso, na Marinha, no Exército e na
Aeronáutica.
§ 6° Os militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, cujos graus
hierárquicos tenham denominação comum, quando julgado necessário,
acrescentarão aos mesmos a indicação do respectivo Quadro, Corpo, Arma
ou Serviço e se ainda necessário, a Fôrça Armada a que pertencerem,
conforme os regulamentos ou normas em vigor.
§ 7º Sempre que o militar da reserva remunerada ou reformado fizer uso
do posto ou graduação, deverá fazê-lo com as abreviaturas respectivas de
sua situação.
Art. 18. A precedência entre militares da ativa do mesmo grau
hierárquico, ou correspondente, é assegurada pela antigüidade no pôsto
ou graduação, salvo nos casos de precedência funcional estabelecida em
lei.
§ 1º A antigüidade em cada posto ou graduação é contada a partir da data
da assinatura do ato da respectiva promoção, nomeação, declaração ou
incorporação, salvo quando estiver taxativamente fixada outra data.
§ 2° No caso de ser igual a antigüidade referida no parágrafo anterior,
a antigüidade é estabelecida:
a) entre militares do mesmo Quadro ou Corpo, Arma ou Serviço, pela
posição nas respectivas escalas numéricas ou registros a que se refere o
artigo 21;
b) nos demais casos, pela antigüidade no pôsto ou graduação anterior;
se, ainda assim, subsistir a igualdade de antigüidade, recorrer-se-á,

142
sucessivamente, aos graus hierárquicos anteriores, à data de praça e à
data de nascimento para definir a precedência, e, neste último caso, o
mais velho será considerado o mais antigo;
c) entre os alunos de um mesmo órgão de formação de militares, de acordo
com o regulamento do respectivo órgão, se não estiverem especificamente
enquadrados nas letras a e b.
§ 3° Em igualdade de posto ou de graduação, os militares da ativa têm
precedência sôbre os da inatividade.
§ 4° Em igualdade de posto ou de graduação, a precedência entre os
militares de carreira na ativa e os da reserva, remunerada ou não, que
estiverem convocados, é definida pelo tempo de efetivo serviço no pôsto
ou graduação.
Art. 19 - Em legislação especial, regular-se-á:
I - a precedência entre militares e civis, em missões diplomáticas, ou
em comissão no País ou no estrangeiro;
II - a precedência nas solenidades oficiais.
Art. 20. A precedência entre as praças especiais e as demais praças é
assim regulada:
I - os guardas-marinha e os aspirantes-a-oficial são hieràrquicamente
superiores às demais praças;
II - os aspirantes, alunos da Escola Naval, e os cadetes, alunos da
Academia Militar e da Academia da Fôrça Aérea, bem como os alunos da
Escola de Oficiais Especialistas e de Infantaria de Guarda, são
hieràrquicamente superiores aos suboficiais e aos subtenentes;
III - os alunos do Centro de Formação de Pilôtos Militares da
Aeronáutica são equiparados aos suboficiais e aos subtenentes, os quais
têm precedência sôbre aquêles;
IV - os alunos de escola preparatória e de colégio naval têm precedência
sôbre os terceiros-sargentos, aos quais são equiparados;
V - os alunos de órgãos de formação de oficiais da reserva, quando
fardados, têm precedência sôbre os cabos, aos quais são equiparados;
VI - os cabos têm precedência sôbre os alunos das escolas ou dos centros
de formação de sargentos, que a êles são equiparados, respeitada, no
caso de militares, a antigüidade relativa.
Art. 21. Cada Fôrça Armada manterá um registro de todos os dados
referentes ao seu pessoal da ativa e da reserva, dentro das respectivas
escalas numéricas, segundo as instruções baixadas pelo respectivo
Ministro.
Art. 22. Os alunos dos órgãos de formação de oficiais são declarados
Guardas-Marinha ou Aspirantes-a-Oficial pelo Diretor ou pelo Comandante
daqueles órgãos, na forma especificada em seus regulamentos.
Art. 23. Os alunos que concluírem satisfatoriamente o curso do Centro de
Formação de Pilôtos Militares da Aeronáutica e não forem matriculados na
Academia da Fôrça Aérea serão declarados Aspirantes-a-Oficial da Reserva
da Aeronáutica pelo Comandante daquele estabelecimento de ensino.

CAPÍTULO III
Do Cargo e da Função Militares

143
Art. 24. Cargo militar é aquêle que só pode ser exercido por militar em
serviço ativo.
§ 1º O cargo militar a que se refere êste artigo é o que se encontra
especificado nos Quadros de Efetivo ou Tabelas de Lotação das Fôrças
Armadas ou previsto, caracterizado ou definido como tal em outras
disposições legais.
§ 2º A cada cargo militar corresponde um conjunto de atribuições,
deveres e responsabilidades que se constituem em obrigações do
respectivo titular.
§ 3º As obrigações inerentes ao cargo militar devem ser compatíveis com
o correspondente grau hierárquico e definidas em legislação ou
regulamentação específicas.
Art. 25. Os cargos militares são providos com pessoal que satisfizer aos
requisitos de grau hierárquico e de qualificação exigidos para o seu
desempenho.
Parágrafo único. O provimento de cargo militar se faz por ato de
nomeação, de designação ou determinação expressa de autoridade
competente.
Art. 26. O cargo militar é considerado vago a partir de sua criação e
até que um militar tome posse ou desde o momento em que o militar
exonerado, dispensado ou que tenha recebido determinação expressa de
autoridade competente, o deixa e até que outro militar tome posse de
acôrdo com as normas de provimento previstas no parágrafo único do
artigo 25.
Parágrafo único. Consideram-se também vagos os cargos militares cujos
ocupantes:
a) tenham falecido;
b) tenham sido considerados extraviados;
c) tenham sido feito prisioneiros; e
d) tenham sido considerados desertores.
Art. 27. Função militar é o exercício das obrigações inerentes ao cargo
militar.
Art. 28. Dentro de uma mesma organização militar, a seqüência de
substituições para assumir cargo ou responder por funções, bem como a
normas, atribuições e responsabilidades relativas, são estabelecidas na
legislação específica, respeitadas a precedência e a qualificação
exigida para o cargo ou para o exercício da função.
Art. 29. O militar ocupante de cargo provido em caráter efetivo ou
interino, de acordo com o parágrafo único do artigo 25, faz jus às
gratificações e a outros direitos correspondentes ao cargo, conforme
previsto em lei.
Art. 30. As obrigações que, pela generalidade, peculiaridade, duração,
vulto ou natureza, não são catalogadas como posições tituladas em
"Quadro de Efetivo", "Quadro de Organização", "Tabela de Lotação" ou
dispositivo legal são cumpridas como Encargo, Incumbência, Comissão,
Serviço ou Atividade, militar ou de natureza militar.
Parágrafo único. Aplica-se, no que couber, ao Encargo, Incumbência,
Comissão, Serviço ou Atividade, militar ou de natureza militar, o
disposto neste Capítulo para Cargo Militar.

144
TÍTULO II
Das Obrigações e dos Deveres Militares
CAPÍTULO I
Das Obrigações Militares
SEÇÃO I
Do Valor Militar

Art. 31. São manifestações essenciais do valor militar:


I - o patriotismo, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever
militar e solene juramento de fidelidade à Pátria, até com o sacrifício
da própria vida;
II - o civismo e o culto das tradições históricas;
III - a fé na missão elevada das Fõrças Armadas;
IV - o espírito de corpo, orgulho do militar pela organização onde
serve;
V - o amor à profissão das armas e o entusiasmo com que é exercida; e
VI - o aprimoramento técnico profissional.

SEÇÃO II
Da Ética Militar

Art. 32. O sentimento do dever, o pundonor militar e o decôro da classe


impõem, a cada um dos integrantes das Fôrças Armadas, conduta moral e
profissional irrepreensíveis, com a observância dos seguintes preceitos
de ética militar:
I - amar a verdade e a responsabilidade como fundamento da dignidade
pessoal;
II - exercer, com autoridade, eficiência e probidade, as funções que lhe
couberem em decorrência do cargo;
III - respeitar a dignidade da pessoa humana;
IV - cumprir e fazer cumprir as leis, os regulamentos, as instruções e
as ordens das autoridades competentes;
V - ser justo e imparcial no julgamento dos atos e na apreciação do
mérito dos subordinados;
VI - zelar pelo preparo próprio moral, intelectual e físico e, também
pelo dos subordinados, tendo em vista o cumprimento da missão comum;
VII - empregar tôdas as suas energias em benefício do serviço;
VIII - praticar a camaradagem e desenvolver, permanentemente, o espírito
de cooperação;
IX - ser discreto em suas atitudes, maneiras e em sua linguagem escrita
e falada;
X - abster-se de tratar, fora do âmbito apropriado, de matéria sigilosa
relativa à Segurança Nacional;
XI - acatar as autoridades civis;
XII - cumprir seus deveres de cidadão;
XIII - proceder de maneira ilibada na vida pública e na particular;
XIV - observar as normas da boa educação;

145
XV - garantir assistência moral e material ao seu lar e conduzir-se como
chefe de família modelar;
XVI - conduzir-se, mesmo fora do serviço ou na inatividade, de modo que
não sejam prejudicados os princípios da disciplina, do respeito e do
decôro militar;
XVII - abster-se de fazer uso do pôsto ou da graduação para obter
facilidades pessoais de qualquer natureza ou para encaminhar negócios
particulares ou de terceiros;
XVIII - abster-se o militar em inatividade do uso das designações
hierárquicas quando:
a) em atividades político-partidárias;
b) em atividades comerciais;
c) em atividades industriais;
d) para discutir ou provocar discussões pela imprensa a respeito de
assuntos políticos ou militares, excetuando-se os de natureza
exclusivamente técnica, se devidamente autorizados; e
e) no exercício de funções de natureza não militar mesmo oficiais;
XIX - zelar pelo bom nome das Forças Armadas e de cada um de seus
integrantes, obedecendo e fazendo obedecer aos preceitos da ética
militar.
Art. 33. Ao militar da ativa, ressalvado o disposto nos parágrafos 2° e
3°, é vedado comerciar ou tomar parte na administração ou gerência de
sociedade ou dela ser sócio ou participar, exceto como acionista ou
quotista em sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade
limitada.
§ 1° Os integrantes da reserva, quando convocados, ficam proibidos de
tratar, nas organizações militares e nas repartições públicas civis, de
interêsse de organizações ou empresas privadas de qualquer natureza.
§ 2º Os militares da ativa podem exercer, diretamente, a gestão de seus
bens, desde que não infrinjam o disposto no presente artigo.
§ 3° No intuito de desenvolver a pátria profissional dos oficiais
titulados dos Quadros ou Serviços de Saúde e de Veterinária, é-lhes
permitido o exercício de atividade técnico-profissional, no meio civil,
desde que tal prática não prejudique o serviço.
Art. 34. Os Ministros Militares poderão determinar aos militares da
ativa da respectiva Fôrça que, no interêsse da salvaguarda da dignidade
dos mesmos informem sôbre a origem e natureza dos seus bens, sempre que
houver razões que recomendem tal medida.
Dos Deveres Militares
Art. 35. Os deveres militares emanam de um conjunto de vínculos
racionais, bem como morais, que ligam o militar à Pátria e ao seu
serviço, e compreendem, essencialmente:
I - a dedicação e a fidelidade à Pátria, cuja honra, integridade e
instituições devem ser defendidas mesmo com o sacrifício da própria
vida;
II - o culto aos símbolos nacionais;
III - a probidade e lealdade em tôdas as circunstâncias;
IV - a disciplina e o respeito à hierarquia;
V - o rigoroso cumprimento das obrigações e ordens; e

146
VI - a obrigação de tratar o subordinado dignamente e com urbanidade.
Do Compromisso Militar
Art. 36. Todo cidadão após ingressar em uma das Fôrças Armadas mediante
incorporação matrícula ou nomeação, prestará compromisso de honra, no
qual afirmará a sua aceitação consciente das obrigações e dos deveres
militares e manifestará a sua firme disposição de bem cumpri-los.
Art. 37. O compromisso do incorporado, do matriculado e do nomeado a que
se refere o artigo anterior terá caráter solene e será sempre prestado
sob a forma de juramento à Bandeira e na presença de tropa ou guarnição
formada, conforme os dizeres estabelecidos nos regulamentos específicos
das Fôrças Armadas, e tão logo o militar tenha adquirido um grau de
instrução compatível com o perfeito entendimento de seus deveres como
integrante das Fôrças Armadas.
§ 1° O compromisso de Guarda-Marinha ou Aspirante-a-Oficial é prestado
nos estabelecimentos de formação, sendo o cerimonial de acôrdo com os
regulamentos daqueles estabelecimentos de ensino.
§ 2º O compromisso como oficial quando houver, será regulado em cada
Fôrça Armada, de acôrdo com suas peculiaridade.

Seção II
Do Comando e da Subordinação

Art. 38. Comando é a soma de autoridade, deveres e responsabilidades de


que o militar é investido legalmente quando conduz homens ou dirige uma
organização militar. Comando é vinculado ao grau hierárquico e constitui
uma prerrogativa impessoal, em cujo exercício o militar se define e se
caracteriza como chefe.
Parágrafo único. Aplica-se à Direção e à Chefia de Organização Militar,
no que couber, o estabelecido para Comando.
Art. 39. A subordinação não afeta, de modo algum, a dignidade pessoal do
militar e decorre, exclusivamente, da estrutura hierarquizada das Fôrças
Armadas.
Art. 40. O oficial é preparado, ao longo da carreira, para o exercício
do Comando, da Chefia e da Direção das Organizações Militares.
Art. 41. Os suboficiais, os subtenentes e os sargentos auxiliam ou
complementam as atividades dos oficiais, quer no adestramento e no
emprego de meios, quer na instrução e na administração.
Parágrafo único. No exercício das atividades mencionadas neste artigo e
no comando de elementos subordinados, os suboficiais, os subtenentes e
os sargentos deverão impor-se pela lealdade pelo exemplo e pela
capacidade profissional e técnica, incumbindo-lhes assegurar a
observância minuciosa e ininterrupta das ordens, das regras do serviço e
das normas operativas pelas praças que lhes estiverem diretamente
subordinadas e a manutenção da coesão e do moral das mesmas praças em
tôdas as circunstâncias.
Art. 42. Os cabos, taifeiros-mores, marinheiros, soldados, soldados de
1ª e 2ª classes e taifeiros de 1ª e 2ª classes são, essencialmente, os
elementos de execução.

147
Art. 43. Os marinheiros-recrutas, recrutas, soldados-recrutas e soldados
de 2ª classe constituem os elementos incorporados às Fôrças Armadas para
a prestação do serviço militar inicial.
Art. 44. As praças especiais cabe a rigorosa observância das prescrições
dos regulamentos que lhes são pertinentes, exigindo-se-lhes inteira
dedicação ao estudo e ao aprendizado técnico-profissional.
Parágrafo único. Às praças especiais também se assegura a prestação do
serviço militar inicial.
Art. 45. Cabe ao militar a responsabilidade integral pelas decisões que
tomar, pelas ordens que emitir e pelos atos que praticar.
Da Violação das Obrigações e dos Deveres Militares
Art. 46. A violação das obrigações ou dos deveres militares constituirá
crime, contravenção ou transgressão disciplinar, conforme dispuseram a
legislação ou regulamentação específicas.
§ 1° A violação dos preceitos da ética militar é tão mais grave quanto
mais elevado fôr o grau hierárquico de quem a cometer.
§ 2° No concurso de crime militar e de contravenção ou transgressão
disciplinar, será aplicada somente a pena relativa ao crime.
Art. 47. A inobservância dos deveres especificados nas leis e
regulamentos ou a falta de exação no cumprimento dos mesmos acarreta
para o militar responsabilidade funcional, pecuniária, disciplinar ou
penal, consoante a legislação específica.
Parágrafo único. A apuração da responsabilidade funcional, pecuniária,
disciplinar ou penal poderá concluir pela incompatibilidade do militar
com o cargo ou pela incapacidade do exercício das funções militares a
êle inerentes.
Art. 48. O militar que, por sua atuação, se tornar incompatível com o
cargo, ou demonstrar incapacidade no exercício de funções militares a
êle inerentes, será afastado do cargo.
§ 1º São competentes para determinar o imediato afastamento do cargo ou
o impedimento do exercício da função:
a) o Presidente da República;
b) os titulares das respectivas pastas militares e o Chefe do Estado
Maior das Fôrças Armadas; e
c) os Comandantes, os Chefes e os Diretores, na conformidade da
legislação ou regulamentação específicas de cada Fôrça Armada.
§ 2º O militar afastado do cargo nas condições mencionadas neste artigo,
ficará privado do exercício de qualquer função militar até a solução do
processo ou das providências legais que couberem no caso.
Art. 49. São proibidas quaisquer manifestações coletivas, tanto sôbre
atos de superiores quanto as de caráter reivindicatório.
Dos Crimes Militares
Art. 50. O Código Penal Militar relaciona e classifica os crimes
militares, em tempo de paz e em tempo de guerra, e dispõe sôbre a
aplicação aos militares das penas correspondente aos crimes por êles
cometidos.

Das Contravenções ou Transgressões Disciplinares

148
Art. 51. Os regulamentos disciplinares das Fôrças Armadas especificarão
e classificarão as contravenções ou transgressões disciplinares e
estabelecerão as normas relativas à amplitude e à aplicação das penas
disciplinares à classificação do comportamento militar e à interposição
de recursos contra as penas disciplinares.
§ 1° As penas disciplinares de impedimento, detenção ou prisão não podem
ultrapassar de trinta dias.
§ 2º A praça especial aplicam-se, também, as disposições disciplinares
previstas no regulamento do estabelecimento de ensino onde estiver
matriculado.

SEÇÃO III
Dos Conselhos de Justificação e de Disciplina

Art. 52. O oficial presumivelmente incapaz de permanecer como militar da


ativa será, na forma da legislação específica, submetido a Conselho de
Justificação.
§ 1º O oficial, ao ser submetido a Conselho de Justificação, poderá ser
afastado do exercício de suas funções automaticamente ou a critério do
respectivo Ministro, conforme estabelecido em lei específica.
§ 2º Compete ao Superior Tribunal Militar em tempo de paz, ou a tribunal
especial, em tempo de guerra, Julgar os processos oriundo dos Conselhos
de Justificação, na forma estabelecida em lei específica.
§ 3° O Conselho de Justificação também poderá ser aplicado aos oficiais
reformados e na reserva remunerada.
Art. 53. O Guarda-Marinha ou Aspirante-a-Oficial, bem como as praças com
estabilidade assegurada, presumivelmente incapazes de permanecerem como
militares da ativa, serão submetidos a Conselho de Disciplina, na forma
da legislação específica.
§ 1° O Guarda-Marinha, o Aspirante-a-Oficial e as praças com
estabilidade assegurada, ao serem submetidos a Conselho de Disciplina,
serão afastados das atividades que estiverem exercendo.
§ 2º O Conselho de Disciplina obedecerá a normas comuns às três Fôrças
Armadas.
§ 3º Compete aos Ministros Militares julgar, em última instância, os
processos oriundos dos Conselhos de Disciplina convocados no âmbito das
respectivas Fôrças Armadas.
§ 4º O Conselho de Disciplina também poderá ser aplicado às praças
reformadas e na reserva remunerada.

TÍTULO III
Dos Direitos e das Prerrogativa, dos Militares
Dos Diretores

Art. 54. São direitos dos militares:


I - garantia da patente em tôda a sua plenitude, com as vantagens,
prerrogativas e deveres a ela inerentes, quando oficial, nos têrmos de
Constituição;

149
II - a percepção de remuneração correspondente ao grau hierárquico
superior ou melhoria da mesma quando ao ser transferido para a
inatividade, contar mais de 35 (trinta cinco) anos de serviço, se
oficial, mais de 30 (trinta) anos de serviços se praça; e
III - nas condições ou nas limitações impostas na legislação e
regulamentação específicas:
a) a estabilidade quando praça com 10 (dez) ou mais anos de tempo de
efetivo serviço;
b) o uso das designações hierárquicas;
c) a ocupação de cargo correspondente ao pôsto ou à graduação;
d) a percepção de remuneração;
e) outros direitos previstos na lei específica que trata da remuneração
dos militares;
f) a constituição de pensão militar;
g) a promoção;
h) a transferência para a reserva remunerada, a pedido, ou a reforma;
i) as férias, os afastamentos temporários do serviço e as licenças;
j) a demissão e o licenciamento voluntários;
l) o porte de arma quando oficial em serviço ativo ou em inatividade,
salvo aquêles em inatividade por alienação mental ou condenação por
crimes contra a segurança do Estado ou por atividades que desaconselhem
aquêle porte, e
m) o porte de arma, pelas praças, com as restrições impostas pela
respectiva Fôrça Armada.
Parágrafo único. A percepção de remuneração ou melhoria da mesma, de que
trata o item II, obedecerá ao seguinte:
a) o oficial que contar mais de 35 (trinta e cinco) anos de serviço,
apôs o ingresso na inatividade, terá seus proventos calculados sôbre o
sôldo correspondente ao pôsto imediato, se em sua Fôrça existir, em
tempo de paz, pôsto superior ao seu, mesmo que de outro Quadro, Corpo,
Arma ou Serviço. Se ocupante do último pôsto da hierarquia militar de
sua fôrça, em tempo de paz, o oficial terá os proventos calculados
tomando-se por base o sôldo de seu prôprio pôsto acrescido de 20 %
(vinte por cento);
b) os subtenentes e suboficiais, quando transferidos para a inatividade,
terão os proventos calculados sôbre o sôldo correspondente ao pôsto de
segundo-tenente, desde que contem mais de 30 (trinta) anos de serviço; e
c) as demais praças que contem mais de 30 (trinta) anos de serviço, ao
serem transferidas para a inatividade, terão os proventos calculados
sôbre o sôldo correspondente à graduação imediatamente superior.
Art. 55. O militar que se julgar prejudicado ou ofendido por qualquer
ato administrativo ou disciplinar de superior hierárquico poderá
recorrer ou interpor pedido de reconsideração, queixa ou representação,
segundo legislação específica de cada Fôrça Armada.
§ 1º O direito de recorrer na esfera administrativa prescreverá:
a) em 15 (quinze) dias corridos, a contar do recebimento da comunicação
oficial, quanto a ato que decorra de inclusão em quota compulsória ou de
composição de Quadro de Acesso, e
b) em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos.

150
§ 2° O pedido de reconsideração, a queixa e a representação não podem
ser feitos coletivamente.
§ 3° O militar da ativa que, nos casos cabíveis, se dirigir ao Poder
Judiciário deverá participar, antecipadamente, esta iniciativa à
autoridade à qual estiver subordinado.
Art. 56. Os militares são alistáveis, como eleitores, desde que
oficiais, guardas-marinha ou aspirantes-a-oficial, suboficiais ou
subtenentes, sargentos ou alunos das escolas militares de nível superior
para formação de oficiais.
Parágrafo único. Os militares alistáveis são elegíveis, atendidas as
seguintes condições:
a) o militar que tiver menos de 5 (cinco) anos de efetivo serviço será,
ao se candidatar a cargo eletivo, excluído do serviço ativo, mediante
demissão ou licenciamento "ex officio"; e
b) o militar em atividade, com 5 (cinco) ou mais anos de efetivo
serviço, ao se candidatar a cargo eletivo será afastado,
temporariamente, do serviço ativo e agregado, considerado em licença
para tratar de interêsse particular. Se eleito, será. no ato da
diplomação, transferido para a reserva remunerada, percebendo a
remuneração a que fizer jus em função do seu tempo de serviço.
Da Remuneração
Art. 57. A remuneração dos militares compreende vencimentos ou
proventos, indenizações e outros direitos e é devida em bases
estabelecidas em lei específica.
§ 1º Os militares na ativa percebem remuneração constituída pelas
seguintes parcelas:
a) mensalmente:
I - vencimentos, compreendendo soldo e gratificações; e
II - indenizações
b) eventualmente outras indenizações; e
c) em campanha;
I - gratificação de campanha; e
II - abono de campanha.
§ 2° Os militares em inatividade percebem remuneração constituída pelas
seguintes parcelas:
a) mensalmente:
I - proventos, compreendendo sôldo ou quotas de sôldo, gratificações e
indenização incorporável; e II - adicional de inatividade: e
b) eventualmente: auxílio-invalidez.
§ 3º Os militares receberão o salário-família de conformidade com a lei
que o rege.
Art. 58. O auxílio-invalidez, atendidas as condições estipuladas na lei
específica que trata da remuneração dos militares, será concedido ao
militar que, quando em serviço ativo, tenha sido ou venha a ser
reformado por incapacidade definitiva e considerado inválido, isto é,
impossibilitado total e permanentemente para qualquer trabalho, não
podendo prover os meios de subsistência.
Art. 59. O sôldo é irredutível e não está sujeito a penhora, seqüestro
ou arresto, exceto nos casos previstos em lei.

151
Art. 60. O valor do sôldo é igual para o militar da ativa, da reserva
remunerada ou reformado, de um mesmo grau hierárquico, ressalvado o
disposto no item II do artigo 54 dêste Estatuto.
Art. 61. A remuneração dos militares será regulada em legislação
especifica, comum às três Fôrças Armadas.
Art. 62. É proibido acumular remuneração de inatividade.
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos militares da
reserva remunerada e aos reformados quanto ao exercício de mandato
eletivo, quanto ao de função de magistério ou cargo em comissão ou
quanto ao contrato para prestação de serviços técnicos ou
especializados.
Art. 63. Os proventos da inatividade serão revistos sempre que, por
motivo de alteração do poder aquisitivo da moeda, se modificarem os
vencimentos dos militares em serviço ativo.
Parágrafo único. Ressalvados os casos previstos em lei, os proventos da
inatividade não poderão exceder a remuneração percebida pelo militar da
ativa no pôsto ou graduação correspondentes aos dos seus proventos.
Da Promoção
Art. 64. O acesso na hierarquia militar é seletivo, gradual e sucessivo
e será feito mediante promoções, de conformidade com o disposto na
legislação e regulamentação de promoções de oficiais e de praças, de
modo a obter-se um fluxo regular e equilibrado de carreira para os
militares a que êsses dispositivos se referem.
§ 1º O planejamento da carreira dos oficiais e das praças, obedecidas as
disposições da legislação e regulamentação a que se refere êste artigo,
é atribuição de cada um dos Ministérios Militares.
§ 2º A promoção é um ato administrativo e tem como finalidade básica a
seleção dos militares para o exercício de funções pertinente ao grau
hierárquico superior.
Art. 65. As promoções serão efetuadas pelos critérios de antigüidade,
merecimento ou escolha, ou ainda, por bravura e post-mortem.
§ 1° Em casos extraordinários, poderá haver promoção em ressarcimento de
preterição.
§ 2º A promoção de militar feita em ressarcimento de preterição será
efetuada segundo os princípio de antigüidade ou merecimento, recebendo
êle o número que lhe competir na escala hierárquica como se houvesse
sido promovido, na época devida, pelo princípio em que ora é feita sua
promoção.
Art. 66. Não haverá promoção de militar por ocasião de sua transferência
para a reserva remunerada.
Parágrafo único. A situação do oficial do Magistério Militar, por
ocasião da transferência para a reserva remunerada por ingresso no
magistério, se for o caso, é regulada por lei específica da respectiva
Fôrça.
Art. 67. Não haverá promoção do militar por ocasião de sua reforma.
Das Férias e de Outros Afastamentos Temporários do Serviço
Art. 68. As férias são afastamentos totais do serviço, anual e
obrigatoriamente, concedidos aos militares para descanso, a partir do
último mês do ano a que se referem e durante todo o ano seguinte.

152
§ 1° O Poder Executivo fixará a duração das férias, inclusive para os
militares servindo em localidades especiais.
§ 2° Compete aos Ministros Militares regulamentarem a concessão das
férias anuais.
§ 3° A concessão de férias não é prejudicada pelo gôzo anterior de
licenças para tratamento de saúde, por punição anterior decorrente de
contravenção ou transgressão disciplinar, pelo estado de guerra ou para
que sejam cumpridos atos de serviço, bem como não anula o direito
àquelas licenças.
§ 4º Sòmente em casos de interêsse da Segurança Nacional, de manutenção
da ordem, de extrema necessidade do serviço ou de transferência para a
inatividade, os militares terão interrompido ou deixarão de gozar na
época prevista o período de férias a que tiverem direito, registrando-
se, então, o fato, em seus assentamentos.
§ 5º Na impossibilidade absoluta do gôzo de férias no ano seguinte ou no
caso de sua interrupção pelos motivos previstos o período de férias não
gozado será computado no dia a dia, pelo dôbro, no momento da passagem
do militar para a inatividade e sòmente para êsse fim.
Art. 69. Os militares têm direito, ainda, aos seguintes períodos de
afastamento total do serviço, obedecidas as disposições legais e
regulamentares, por motivo de:
I - núpcias: 8 (oito) dias;
II - luto: até 8 (oito) dias;
III - instalação: até 1 (dez) dias, e
IV - trânsito: até 30 (trinta) dias.
Parágrafo único. O afastamento do serviço por motivo de núpcias ou de
luto será concedido, no primeiro caso, se solicitado, por antecipação à
data do evento e no segundo caso, tão logo a autoridade à qual estiver
subordinado o militar tenha conhecimento do óbito.
Art. 70. As férias e os outros afastamentos mencionados nesta Seção são
concedidos com a remuneração prevista na legislação específica e
computados como tempo de efetivo serviço para todos os efeitos legais.
Art. 71. As férias, instalação e trânsito dos militares que se encontram
a serviço no estrangeiro devem ter regulamentação idêntica para as três
Fôrças Armadas.

SEÇÃO IV
Das Licenças

Art. 72. Licença é a autorização para afastamento total do serviço em


caráter temporário, concedida ao militar, obedecidas as disposições
legais e regulamentares.
§ 1º A licença pode ser:
a) especial;
b) para tratar de interêsse particular;
c) para tratamento de saúde de pessoa da família; e
d) para tratamento de saúde própria.

153
§ 2º A remuneração do militar, quando em qualquer das situações de
licença constantes do parágrafo anterior, será regulada em legislação
específica.
Art. 73. A licença especial é a autorização para afastamento total do
serviço, relativa a cada decênio de tempo de efetivo serviço prestado,
concedida ao militar que a requerer, sem que implique em qualquer
restrição para a sua carreira.
§ 1° A licença especial tem a duração de 6 (seis) meses, a ser gozada de
uma só vez, podendo ser parcelada em 2 (dois) ou 3 (três) meses por ano
civil, quando solicitado pelo interessado e julgado conveniente pela
autoridade competente.
§ 2º O período de licença especial não interrompe a contagem de tempo de
efetivo serviço.
§ 3º Os períodos de licença especial não gozados pelo militar são
computado em dôbro para fins exclusivos de contagem de tempo para a
passagem para a inatividade e, nesta situação, para todos os efeito
legais.
§ 4º A licença especial não e prejudicada pelo gôzo anterior de qualquer
licença para tratamento de saúde e para que sejam cumpridos atos de
serviço bem como não anula o direito àquelas licenças.
§ 5º Uma vez concedida a licença especial, o militar será exonerado do
cargo ou dispensado do exercício das funções que exerce e ficará à
disposição do órgão de pessoal da respectiva Fôrça Armada.
§ 6° A concessão da licença especial é regulada pelos Ministros
Mílitares, de acôrdo com o interêsse do serviço.
Art. 74. A licença para tratar de interêsse particular é a autorização
para afastamento total do serviço concedida ao militar, com mais de 10
(dez) anos de efetivo serviço, que a requerer com aquela finalidade.
§ 1° A licença será sempre concedida com prejuízo da remuneração e da
contagem de tempo de efetivo serviço, exceto, quanto a êste último, para
fins de indicação para a quota compulsória.
§ 2° A concessão da licença para tratar de interêsse particular é
regulada pelos Ministros Militares, de acôrdo com interêsse do serviço.
Art. 75. As licenças poderão ser interrompidas a pedido ou nas condições
estabelecidas neste artigo.
§ 1° A interrupção da licença especial e da licença para tratar de
interêsse particular poderá ocorrer:
a) em caso de mobilização e estado de guerra;
b) em caso de decretação de estado de sítio;
c) para cumprimento de sentença que importe em restrição da liberdade
individual;
d) para cumprimento de punição disciplinar, conforme regulado pelo
respectivo Ministério Militar; e
e) em caso de pronúncia em processo criminal ou indiciação em inquérito
militar, a juízo da autoridade que efetivou a pronúncia ou a indiciação.
§ 2º A interrupção de licença para tratamento de saúde de pessoa da
família, para cuprimento de pena disciplinar que importe em restrição da
liberdade individual, será regulada na legislação de cada Fôrça.

154
Seção V
Da Pensão Militar

Art. 76. A pensão militar destinada a amparar os beneficiários do


militar falecido ou extraviado será paga conforme o disposto na Lei de
pensões Militares.
§ 1º Para fins de aplicação da Lei de Pensões Militares, será
considerado como pôsto ou graduação do militar o correspondente ao sôldo
sôbre o qual forem calculadas as suas contribuições.
§ 2º Todos os militares são contribuintes obrigatórios da pensão militar
correspondente ao seu pôsto ou graduação, com as exceções previstas na
lei específica.
§ 3° Todo militar é obrigado a fazer sua declaração de beneficiários
que, salvo prova em contrário, prevalecerá para a habilitação dos mesmos
à pensão militar.
Art. 77. A pensão militar defere-se nas prioridades e condições
estabelecidas a seguir e de acôrdo com as demais disposições da Lei de
Pensões Militares:
a) à viúva;
b) aos filhos de qualquer condição, exclusive os maiores do sexo
masculino, que não sejam interditos ou inválidos;
c) aos netos, órfãos de pai e mãe, nas condições estipuladas para os
filhos;
d) à mãe ainda que adotiva, viúva, desquitada ou solteira, como também a
casada sem meios de subsistência, que viva na dependência econômica do
militar, desde que comprovadamente separada do marido, e ao pai ainda
que adotivo, desde que inválido interdito ou maior de 60 (sessenta)
anos;
e) às irmãs, germanas ou consangüineas, solteiras, viúvas ou
desquitadas, bem como aos irmãos, germanos ou consagüineos menores de 21
(vinte e um) anos mantidos pelo contribuinte, ou maiores interditos ou
inválidos; e
f) ao beneficiário instituído que, se do sexo masculino, só poderá ser
menor de 21 (vinte e um) anos ou mais de 60 (sessenta) anos, interdito
ou inválido e, se do sexo feminino, solteira.
Art. 78 O militar viúvo, desquitado ou solteiro poderá destinar pensão
militar, se não tiver filhos capazes de receber o beneficio, á pessoa
que viva sob sua dependência econômica no mínimo há 5 (cinco) anos e
desde que haja subsistido impedimento legal para o casamento.
§ 1° Se o militar tiver filhos, somente poderá destinar à referida
beneficiária metade da pensão militar.
§ 2º O militar que fôr desquitado somente poderá valer-se do disposto
neste artigo se não estiver compelido judicialmente a alimentar a ex-
espôsa.
Das Prerrogativas

155
Art. 79. As prerrogativas dos militares são constituídas pelas honras,
dignidades e distinções devidas aos graus hierárquicos e cargos.
Parágrafo único. São prerrogativas dos militares:
a) uso de títulos, uniformes, distintivos, insígnias e emblemas
militares das Fôrças Armadas correspondentes ao pôsto ou graduação,
Quadro, Corpo, Arma ou Serviço, ou cargo;
b) honras, tratamento e sinais de respeito que lhes sejam assegurado em
leis e regulamentos;
c) cumprimento de pena de prisão ou detenção somente em organização
militar da respectiva Fôrça cujo comandante, Chefe ou Diretor tenha
precedência hierárquica sobre o preso ou, na impossibilidade de cumprir
esta disposição, em organização militar de outra Fôrça cujo Comandante,
Chefe ou Diretor tenha a necessária precedência; e
d) julgamento em fôro especial, nos crimes militares.
Art. 80. Sòmente em caso de flagrante delito o militar poderá ser prêso
por autoridade policial, ficando esta obrigada a entregá-lo
imediatamente à autoridade militar mais próxima, só podendo retê-lo, na
delegacia ou pôsto policial, durante o tempo necessário à lavratura do
flagrante.
§ 1° Cabe à autoridade militar competente a iniciativa de
responsabilizar a autoridade policial que não cumprir o disposto neste
artigo e que maltratar ou consentir que seja maltratado qualquer prêso
militar ou não lhe der o tratamento devido ao seu pôsto ou graduação.
§ 2º Se, durante o processo e julgamento, no fôro civil, houver perigo
de vida para qualquer prêso militar, a autoridade militar competente,
mediante entendimento com a autoridade judiciária, mandará guardar os
pretórios ou tribunais por fôrça federal.
Art. 81. Os militares da ativa, no exercício de funções militares, são
dispensados do serviço de júri na justiça civil e do serviço na justiça
eleitoral.

SEÇÃO ÚNICA
Do Uso dos Uniformes das Fôrças Armadas

Art. 82. Os uniformes das fôrças Armadas, com seus distintivos,


insígnias e emblemas, são privativos dos militares e representam o
símbolo da autoridade militar com as prerrogativas que lhe são
inerentes.
Parágrafo único. Constituem crimes previstos na legislação específica, o
desrespeito aos uniformes, distintivos, insígnias e emblemas militares,
bem como seu uso por quem a eles não tiver direito.
Art. 83. O uso dos uniformes com seus distintivos, insígnias e emblemas
bem como os modelos, descrição, composição, peças acessórias e outras
disposições, são estabelecidos na regulamentação específica de cada
Fôrça Armada.
§ 1º É proibido ao militar o uso dos uniformes:
a) em manifestação de caráter político-partidário;
b) em atividade não militar no estrangeiro, salvo quando expressamente
determinado ou autorizado;

156
c) na inatividade, salvo para comparecer a solenidades militares e,
quando autorizado, a cerimônias cívicas comemorativas de datas nacionais
ou a atos sociais solenes de caráter particular.
§ 2º O oficial na inatividade, quando no cargo de Ministro de Estado da
Marinha, Exército ou Aeronáutica, poderá usar os mesmos uniformes dos
militares na ativa.
§ 3º Os militares na inatividade cuja conduta possa ser considerada como
ofensiva à dignidade da classe poderão ser definitivamente proibidos de
usar uniformes por decisão do respectivo Ministro Militar.
§ 4º O uso de uniformes pelos asilados obedece a regulamentação
especial.
Art. 84. O militar fardado tem as obrigações correspondentes ao uniforme
que use e aos distintivos, emblemas ou às insígnias que ostente.
Art. 85. É vedado às Fôrças auxiliares e a qualquer elemento civil ou
organizações civis usar uniformes ou ostentar distintivos, insígnias ou
emblemas que possam ser confundidos com os adotados nas Fôrças Armadas.
Parágrafo único. São responsáveis pela infração das disposições dêste
artigo os comandantes das Fôrças Auxiliares, diretores ou chefes de
repartições, organizações de qualquer natureza, firma ou empregadores,
emprêsas, institutos ou departamentos que tenham adotado ou consentido
sejam usados uniformes ou ostentados distintivos, insígnias ou emblemas
que possam ser confundidos com os adotados nas Fôrças Armadas.

TÍTULO IV
Das Disposições Diversas
Das Situações Especiais
SEÇÃO I
Da Agregação

Art. 86. A agregação é a situação na qual o militar da ativa deixa de


ocupar vaga na escala hierárquica de seu Quadro, Corpo, Arma ou Serviço,
nela permanecendo sem número.
§ 1º O militar deve ser agregado quando:
a) fôr nomeado para cargo, militar ou considerado de natureza militar,
estabelecido em lei ou decreto no País ou no estrangeiro, não previsto
nos quadros de organização ou tabelas de lotação da respectiva Fôrça
Armada, exceção feita dos membros das comissões de estudo ou de
aquisição de material, observadores de guerra e dos estagiários para
aperfeiçoamento de conhecimentos militares em organizações militares ou
industriais no estrangeiro;
b) fôr pôsto à disposição exclusiva de outro Ministério Militar para
ocupar cargo militar ou considerado de natureza militar;
c) aguardar transferência ex officio para a reserva, por ter sido
enquadrado em quaisquer dos requisitos que a motivam; e
d) fôr afastado, temporàriamente, do serviço ativo por motivo de:
I - ter sido julgado incapaz temporàriamente, após um ano contínuo de
tratamento;
II - ter sido julgado incapaz definitivamente, enquanto tramita o
processa de reforma;

157
III - haver ultrapassado um ano contínuo em licença para tratamento de
saúde própria;
IV - haver ultrapassado 6 (seis) meses contínuo em licença para tratar
de interêsse particular;
V - haver ultrapassado 6 (seis) meses contínuo em licença para tratar de
saúde de pessoa da família, VI - ter sido considerado oficialmente
extraviado;
VII - haver sido esgotado o prazo que caracteriza o crime de deserção
previsto no Código Penal Militar, se oficial ou praça com estabilidade
assegurada;
VIII - como desertor, ter-se apresentado voluntàriamente, ou ter sido
capturado, e reincluído a fim de se ver processar;
IX - se ver processar, após ficar exclusivamente à disposição da Justiça
Civil;
X - haver ultrapassado 6 (seis) meses contínuos sujeito a processo no
fôro militar;
XI - ter sido condenado à pena restritiva de liberdade superior a
6(seis) meses, em sentença passada em julgado, enquanto durar a execução
ou até ser declarado indigno de pertencer às Fôrças Armadas ou com elas
incompatível;
XII - ter passado à disposição de Ministério Civil, de órgão do Governo
Federal, de Govêrno Estadual de Território ou do Distrito Federal, para
exercer função de natureza civil;
XIII - Ter sido nomeado para qualquer cargo público civil temporário,
não eletivo, inclusive de administração indireta;
XIV - Ter se candidatado a cargo eletivo, desde que conte 5 (cinco) ou
mais anos de efetivo serviço;
XV - Haver ultrapassado 6(seis) meses contínuos na situação de
convocado, para funcionar como Ministro do Superior Tribunal Militar;
XVI - Ter sido condenado à pena de suspensão do exercício do pôsto,
graduação, cargo ou função prevista no Código Penal Militar.
§ 2º O militar agregado de conformidade com as letras a, b e c e item XV
da letra d do parágrafo 1º, continua a ser considerado, para todos os
efeitos, como em serviço ativo.
§ 3º A agregação de militar, a que se referem as letras a e b e os itens
XII e XIII da letra d do parágrafo 1º, é contada a partir da data de
posse no nôvo cargo até o regresso à Fôrça Armada a que pertence ou
transferência ex officio para a reserva.
§ 4º A agregação de militar, a que se referem os itens I, III, IV, V, X
e XV da letra d do parágrafo 1º é contada a partir do primeiro dia após
os respectivos prazos e enquanto durar o respectivo evento.
§ 5º A agregação de militar, a que se referem a letra c e os itens II,
VI, VII, VIII, IX, XI e XVI da letra d do parágrafo 1º, é contada a
partir da data indicada no ato que torna público o respectivo evento.
§ 6º A agregação de militar, a que se refere o item XIV da letra d do
parágrafo 1º, é contada a partir da data do registro como candidato até
sua diplomação ou seu regresso à Fôrça Armada a que pertence, se não
houver sido eleito.

158
§ 7º O militar agregado fica sujeito às obrigações disciplinares
concernentes às suas relações com outros militares e autoridades civis,
salvo quando titular de cargo que lhe dê precedência funcional sôbre
outros militares mais graduados ou mais antigos.
Art. 87. O militar agregado ficará adido, para efeito de alterações e
remuneração, à Organização Militar que lhe fôr designada, continuando a
figurar no respectivo registro, em número, no lugar que até então
ocupava, com a abreviatura "Ag" e anotações esclarecedoras de sua
situação.
Art. 88. A agregação se faz por ato do Presidente da República ou de
Autoridade à qual tenham sido delegados poderes, para isso.

Da Reversão

Art. 89. Reversão é o ato pelo qual o militar agregado retorna ao


respectivo Quadro, Corpo, Arma ou serviço tão logo cessa o motivo que
determinou a sua agregação, voltando a ocupar o lugar que lhe competir
na respectiva escala numérica, na primeira vaga que ocorrer, observado o
disposto no parágrafo 6º do artigo 103.
Parágrafo único. Em qualquer tempo poderá ser determinada a reversão do
militar agregado, exceto nos casos previstos nos itens I, II, III, VI,
VII, VIII, XI, XIV e XVI da letra d do parágrafo primeiro do artigo 86.
Art. 90. A reversão será efetuada mediante ato do Presidente da
República ou de autoridade à qual tenham sido delegados podêres para
isso.

Do excedente

Art. 91. Excedente é a situação transitória a que automàticamente passa


o militar que:
I - Tendo cessado o motivo que determinou sua agregação, reverte ao
respectivo Quadro, Corpo, Arma ou Serviço, estando qualquer dêstes com
seu efetivo completo;
II - Aguarda a colocação a que faz jus na escala hierárquica, após haver
sido transferido de Quadro ou Corpo, estando os mesmos com seu efetivo
completo;
III - É promovido por bravura, sem haver vaga;
IV - É promovido indevidamente;
V - Sendo o mais moderno, da respectiva escala hierárquica, ultrapassa o
efetivo de seu Quadro ou Corpo, Arma ou Serviço, em virtude de promoção
de outro militar em ressarcimento de preterição; e VI - tendo cessado o
motivo que determinou sua reforma por incapacidade definitiva, retorna
ao respectivo Quadro, Corpo, Arma ou Serviço, estando qualquer destes
com seu efetivo completo.
§ 1º O militar cuja situação é a de excedente, salvo o indevidamente
promovido, ocupa a mesma posição relativa, em antigüidade, que lhe cabe
na escala hierárquica, com a abreviatura "Excd" e receberá o número que
lhe competir, em conseqüência da primeira vaga que se verificar,
observado o disposto no § 6º do artigo 103.

159
§ 2º O militar, cuja situação é de excedente, é considerado como em
efetivo serviço para todos os efeitos e concorre, respeitados os
requisitos legais, em igualdade de condições e sem nenhuma restrição, a
qualquer cargo militar, bem como à promoção e à quota compulsória.
§ 3º O militar promovido por bravura sem haver vaga ocupará a primeira
vaga aberta, observado o disposto no parágrafo 6º do artigo 103,
deslocando o princípio de promoção a ser seguido para a vaga seguinte.
§ 4º O militar promovido indevidamente só contará antigüidade e receberá
o número que lhe competir na escala hierárquica quando a vaga que deverá
preencher correspondente ao princípio pelo qual deveria ter sido
promovido, desde que satisfaça os requisitos para promoção.
Do Ausente e do Desertor
Art. 92. É considerado ausente o militar que, por mais de 24 (vinte e
quatro) horas consecutivas:
I - deixar de comparecer à sua Organização Militar sem comunicar
qualquer motivo de impedimento; e II - ausentar-se, sem licença, da
Unidade onde serve ou local onde deve permanecer.
Parágrafo único. Decorrido o prazo mencionado neste artigo, serão
observadas as formalidades previstas em legislação específica.
Art. 93. O militar é considerado desertor nos casos previstos na
legislação penal militar.

SEÇÃO V
Do Desaparecimento e do Extravio

Art. 94. É considerado desaparecido o militar da ativa que, no


desempenho de qualquer serviço, em viagem, em campanha ou caso de
calamidade pública, tiver paradeiro ignorado por mais de 8 (oito) dias.
Parágrafo único. A situação de desaparecimento só será considerada
quando não houver indício de deserção.
Art. 95. 0 militar que, na forma do artigo anterior, permanecer
desaparecido por mais de 30 (trinta) dias, será oficialmente considerado
extraviado.

SEÇÃO VI
Do Comissionamento

Art. 96. Após a declaração de estado de guerra, os militares em serviço


ativo poderão ser comissionados, temporariamente, em postos ou
graduações superiores aos que efetivamente possuírem.
Parágrafo único. O comissionamento de que trata êste artigo será
regulado em legislação específica.
Do Desligamento ou Exclusão do Serviço Ativo
Art. 97. O desligamento ou exclusão do serviço ativo das Fôrças Armadas
é feito em conseqüência de:
I - transferência para a reserva remunerada;
II - reforma;
III - demissão;

160
IV - perda de pôsto e patente;
V - licenciamento;
VI - anulação de incorporação;
VII - desincorporação;
VIII - exclusão a bem da disciplina;
IX - deserção;
X - falecimento; e
XI - extravio.
§ 1º O militar desligado ou excluído do serviço ativo passa a integrar a
reserva das Fôrças Armadas, exceto se estiver enquadrado em um dos itens
II, IV, VIII, IX, X e XI ou fôr licenciado, ex officio, a bem da
disciplina.
§ 2º O desligamento do serviço ativo será processado após a expedição de
ato do Presidente da República ou autoridade à qual tenham sido
delegados podêres para isso.
Art. 98. A transferência para a reserva remunerada ou a reforma não
isentam o militar da indenização dos prejuízos causados a Fazenda
Nacional ou a terceiros, nem do pagamento das pensões decorrentes de
sentença judicial.
Art. 99. O militar da ativa, enquadrado em um dos itens, I, II, V e VII
do art. 97, ou demissionário a pedido, continuará no exercício de suas
funções até ser desligado da organização militar em que serve.
Parágrafo único. O desligamento da Organização Militar em que serve
deverá ser feito após a publicação em Diário Oficial, em Boletim ou em
Ordem de Serviço de sua Organização Militar, do ato oficial
correspondente, e não poderá exceder de 45 (quarenta e cinco) dias da
data da primeira publicação oficial.
Da Transferência para a Reserva Remunerada

Art. 100. A passagem do militar à situação de inatividade, mediante


transferência para a reserva remunerada, se efetua:
I - a pedido; e II - ex officio.
Art. 101. A transferência para a reserva remunerada, a pedido, será
concedida, mediante requerimento, ao militar que contar, no mínimo, 30
(trinta) anos de serviço.
§ 1º O oficial da ativa pode pleitear transferência para a reserva
remunerada mediante inclusão voluntária na quota compulsória.
§ 2º No caso de o militar haver realizado qualquer curso ou estágio de
duração superior a 6 (seis) meses, por conta da União, no estrangeiro,
sem haver decorrido 3 (três) anos de seu término, a transferência para a
reserva só será concedida mediante indenização de tôdas as despesas
correspondentes à realização do referido curso ou estágio, inclusive as
diferenças de vencimentos. O cálculo da indenização será efetuado; pelos
respectivos Ministérios.
§ 3º Não será concedida transferência para a reserva remunerada , a
pedido, ao militar:
a) que estiver respondendo a inquérito ou processo em qualquer
jurisdição; e b) que estiver cumprindo pena de qualquer natureza.

161
Art. 102. A transferência para a reserva remunerada, ex officio,
verifica-se-á sempre que o militar incidir nos seguintes casos:
I - atingir as seguintes idades-limite:
a) na Marinha, no Exército e na Aeronáutica, para os oficiais aos
Corpos, Quadros, Armas e Serviços não incluídos na letra b;
Postos - idades
Almirante-de-Esquadra, General-de-Exército e Tenente-Brigadeiro. 66 anos
Vice-almirante, General-de-Divisão e Major-Brigadeiro. ......... 64 anos
Contra-almirante, General-de-Brigada e Brigadeiro. ............. 62 anos
Capitão-de-Mar-e Guerra e Coronel. ............................. 59 anos
Capitão-de-Fragata e Tenente- Coronel. ......................... 56 anos
Capitão-de-Corveta e Major. .................................... 52 anos
Capitão-Tenente ou capitão e Oficiais Subalternos. ............. 48 anos
b) na Marinha, para os oficiais do Quadro de Oficiais Auxiliares da
Marinha (QOAM), do Quadro de Oficiais Auxiliares do Corpo de Fuzileiros
Navais (QOACFN), do Quadro de Músicos Fuzileiros navais, do Quadro de
Práticos da Armada e do Quadro de Práticos (em extinção); no Exército,
para os oficiais do Quadro Auxiliar de oficiais (QAO) (em extinção), do
Quadro de Oficiais de Administração (QOA) e dos Quadros de Oficiais
Especialistas (QOE); na Aeronáutica, para os oficiais dos Quadros de
Oficiais Especialista, do Quadro de infantaria de Guarda e do Quadro de
Administração (QOAdm):
Postos - Idades
Capitão-de-Fragata e Tenente-Coronel. .......................... 60 anos
Capitão-de-Corveta e Major. .................................... 58 anos
Capitão-Tenente e Capitão . .................................... 56 anos
Primeiro-Tenente. .............................................. 54 anos
Segundo-Tenente . .............................................. 52 anos
c) na Marinha, no Exército e na Aeronáutica, para as praças:
Graduação Idades
Suboficial ou Subtenente. ...................................... 52 anos
Primeiro-Sargento e Taifeiro-Mor. .............................. 50 anos
Segundo-Sargento e Taifeiro-de-Primeira Classe (Aer.)........... 48 anos
Terceiro-Sargento e Taifeiro-de-Segunda Classe (Aer.)........... 47 anos
Cabo. .......................................................... 45 anos
Marinheiro, Soldado e Soldado-de-Primeira classe. .............. 44 anos
II - completar o Oficial-General 4 (quatro) anos no último pôsto da
hierarquia de paz da respectiva Fôrça;
III - completar os seguinte tempos de serviço como Oficial-General:
a) nos Quadros ou Corpos que possuírem até o posto de Almirante-de-
Esquadra, General-de-Exército e Tenente-Brigadeiro, 12 (doze) anos;
b) nos Quadros ou Corpos que possuírem até o pôsto de Vice-Almirante,
General-de-Divisão e Major-Brigadeiro, 8 (oito) anos; e c) nos Quadros
ou Corpos que possuírem apenas o pôsto de Contra-Almirante, General-de-
Brigada e Brigadeiro, 4 (quatro) anos;
IV - ultrapassar 7 (sele) anos de permanência no último pôsto de oficial
superior da hierarquia de paz de seu Corpo, Quadro, Arma ou Serviço.
Êsse prazo será acrescido de 2 (dois) anos se o oficial ao completar os

162
primeiros 7 (sete) anos já satisfazer as condições de acesso, de acôrdo
com a legislação de promoções;
V - ultrapassar o oficial intermediário 6 (seis) anos de permanência no
pôsto, quando êste fôr o último da hierarquia de paz de seu Quadro,
Corpo, Arma ou Serviço;
VI - fôr o oficial abrangido pela quota compulsória;
VII - fôr a praça abrangida pela quota compulsória, na forma a ser
regulada em decreto, por proposta do respectivo Ministro;
VIII - fôr o oficial considerado, não habilitado para o acesso em
caráter definitivo, no momento em que vier a ser objeto de apreciação
para ingresso em Quadro de Acesso ou Lista de Escolha;
IX - deixar o Oficial-General, o Capitão-de-Mar-e-Guerra ou o Coronel de
integrar a Lista de Escolha a ser apresentada ao Presidente da
República, pelo número de vêzes a ser fixado pela legislação de
promoções de oficiais quando nela tenha entrado oficial mais moderno, do
seu respectivo Quadro, Corpo, Arma ou Serviço;
X - ingressar o oficial no Magistério Militar, se assim o determinar a
legislação específica;
XI - ultrapassar 2 (dois) anos: contínuos ou não, em licença para tratar
de interesse particular;
XII - ultrapassar 2 (dois) anos contínuos em licença para tratamento de
saúde de pessoa de sua família;
XIII - ser empossado em cargo público permanente estranho à sua
carreira, cujas funções sejam de magistério;
XIV - ultrapassar 2 (dois) anos de afastamento, contínuos ou não,
agregados em virtude de ter sido empossado em cargo público civil
temporário, não eletivo, inclusive da administração indireta; e XV - ser
diplomado em cargo eletivo, na forma da letra b, do parágrafo único do
artigo 56.
§ 1º A transferência para a reserva processar-se-á a medida em que o
militar for enquadrado em um dos itens dêste artigo, salvo quanto ao
item VI, caso em que será processada na primeira quinzena de março.
§ 2º À transferência para a reserva do militar enquadrado no tem XIII
será efetivada no pôsto ou graduação que tinha na ativa, podendo
acumular os proventos a que fizer jus, na inatividade com a remuneração
do cargo para que foi nomeado.
§ 3º A nomeação do militar para os cargos públicos de que tratam os
itens XIII e XIV somente poderá ser feita:
a) se Oficial, pelo Presidente da República ou mediante sua autorização
quando a nomeação fôr da alçada de qualquer outra autoridade federal,
estadual ou municipal; e
b) se praça, mediante autorização do respectivo Ministro.
§ 4º Enquanto permanecer no cargo de que trata o item XIV:
a) é-lhe assegurada a opção entre a remuneração do cargo e a do pôsto ou
da graduação;
b) somente poderá ser promovido por antigüidade; e
c) o tempo de serviço é contado apenas para aquela promoção e para a
transferência para a inatividade.

163
§ 5º Entende-se como Lista de Escolha aquela que como tal fôr definida
na legislação de cada fôrça.
Art. 103. A quota compulsória, a que se refere o item VI do artigo 102,
é destinada a renovação, ao equilíbrio e a regularidade de acesso nos
diferentes Corpos, Quadros, Armas ou Serviços, assegurando, anual e
obrigatoriamente, um mínimo de vagas para promoção, nas proporções
abaixo indicadas, sempre que tal mínimo não tenha sido alcançado com as
vagas ocorridas durante o ano considerado ano-base:
I - Almirantes-de-Esquadra, Generais-de-Exército e Tenentes-de-
Brigadeiros: l/4 dos respectivos Quadros;
II - Vice-Almirantes, Generais-de-Divisão e Majores-Brigadeiros: 1/4 dos
respectivos Quadros;
III - Contra-Almirantes, Generais-de-Brigada e Brigadeiros: 1/4 dos
respectivos Quadros;
IV - Capitães-de-Mar-e-Guerra e Coronéis: no mínimo 1/8 dos respectivos
Corpos, Quadros, Armas ou Serviços;
V - Capitães-de-Fragata e Tenentes-Coronéis: no mínimo 1/15 dos
respectivos Corpos, Quadros, Armas ou Serviços;
VI - Capitães-de-Corveta e Majores: no mínimo 1/20 dos respectivos
Corpos, Quadros, Armas ou Serviços; e
VII - oficiais dos 3 (três) últimos postos dos Quadros de que trata a
letra b do item I do artigo 102: l/4 para o último pôsto, de 1/10 a l/6
para o penúltimo pôsto e no máximo 1/10 para o antepenúltimo pôsto dos
respectivos Quadros, exceto quando o último e o penúltimo pôstos forem
Capitão-Tenente ou Capitão e Primeiro-Tenente, caso em que as proporções
poderão variar de 1/10 a 1/4 e de 1/20 a 1/10, respectivamente.
§ 1º O número de vagas para promoção obrigatória em cada ano (ano-base)
para determinado pôsto, observado o disposto no parágrafo 3º será fixado
até o dia 15 (quinze) de janeiro do ano seguinte, e dêsse número serão
deduzidas, para o cálculo da quota compulsória:
a) as vagas fixadas para o pôsto imediatamente superior, no referido
ano-base; e b) as vagas havidas durante o ano-base e abertas a partir de
1º (primeiro) de janeiro até 31 (trinta e um) de dezembro, inclusive.
§ 2º As vagas constantes da letra b do parágrafo 1º são consideradas
abertas:
a) na data da assinatura do ato que promove, passa para a inatividade,
demite, ou agrega o militar; e
b) na data oficial do óbito.
§ 3º Não estão enquadradas na letra b do parágrafo 1º as vagas:
a) que resultarem da fixação de quota compulsória para o ano anterior ao
ano-base; e
b) que, abertas durante o ano-base, tiverem sido preenchidas por
oficiais excedentes nos Corpos, Quadros, Armas ou Serviços ou que a êles
houverem revertido em virtude de terem cessado as causas que deram
motivo a agregação, observado o disposto no parágrafo 6º.
§ 4º As proporções a serem observadas nos itens, IV, V, VI e VI serão
fixadas em decreto, separadamente, na Marinha, no Exército e na
Aeronáutica, tendo em vista a manutenção anual de um fluxo regular e

164
equilibrado de carreira para os oficiais, nos diferentes Corpos, Quadro,
Armas e Serviços.
§ 5º As frações que resultarem da aplicação das proporções estabelecidas
neste artigo serão adicionadas cumulativamente, aos cálculos
correspondentes dos anos seguintes, a completar-se pelo menos 1 (um)
inteiro que, então, será computado para a obtenção de uma vaga para
promoção obrigatória,
§ 6º As vagas decorrentes da aplicação direta da quota compulsória e as
resultantes das promoções efetivadas nos diversos postos em face daquela
aplicação inicial não serão preenchidas por oficiais excedentes ou
agregados que reverterem em virtude de haver cessado as causas da
agregação
§ 7º As quotas compulsórias só serão aplicadas quando houver, no pôsto
imediatamente abaixo, oficiais que satisfaçam as condições de acesso.
Art. 104 A indicação dos oficiais para integrarem a quota compulsória
obedecerá às seguintes prescrições:
I - inicialmente serão apreciados os requerimentos apresentados pelos
oficiais da ativa que, contando mais de 20 (vinte) anos de tempo de
efetivo serviço, requererem sua inclusão na quota compulsória, dando-se
atendimento, por prioridade em cada pôsto, aos mais idosos,
II - se o número de oficiais voluntários na forma do item I não atingir
o total de vagas da quota fixada em cada pôsto, êsse total será
completado, ex officio, pelos oficiais que:
a) contarem, no mínimo, como tempo de efetivo serviço:
I - 30 (trinta) anos, se Oficial-General;
II - 28 (vinte e oito) anos, se Capitão-de-Mar-e-Guerra ou Coronel;
III - 25 (vinte e cinco) anos, se Capitão-de-Fragata ou Tenente-Coronel;
e
IV - 20 (vinte) anos, se Capitão-de-Corveta ou Major;
b) possuírem interstício para promoção, quando fôr o caso;
c) integrarem as faixas dos que concorrem à constituição dos Quadros de
Acesso por antigüidade ou merecimento e de Lista de Escolha; e
d) satisfeitas as 3 (três) condições das letras a, b e c e na seguinte
ordem de prioridade:
1ª) não possuírem as condições regulamentares para a promoção,
ressalvada a incapacidade física até 6 (seis) meses contínuos ou 12
(doze) meses descontínuos. Dentre êles os de menor merecimento a ser
apreciado pelo órgão competente da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica. Em igualdade de merecimento, os de mais idade e, em caso de
mesma idade, os mais modernos;
2ª) deixarem de integrar os Quadros de Acesso por merecimento ou Lista
de Escolha, pelo maior número de vêzes no pôsto, quando nêles tenha
entrado oficial mais moderno. Em igualdade de condições os de menor
merecimento a ser apreciado pelo órgão competente da Marinha do Exército
e da Aeronáutica. Em igualdade de merecimento os de mais idade, e, em
caso de mesma idade, os mais modernos; e
3ª) forem os de mais idade, e, no caso da mesma idade, os mais modernos.
§ 1º Aos oficiais excedentes, aos agregados e aos não numerados em
virtude de lei especial aplicam-se as disposições deste artigo e os que

165
forem relacionados para a compulsória serão transferidos para a reserva
juntamente com os demais componentes da quota, não sendo computados,
entretanto, no total das vagas fixadas.
§ 2º Nos Corpos, Quadros, Armas ou Serviços nos quais não haja pôsto de
Oficial-General, só poderão ser atingidos pela quota compulsória os
oficiais do último pôsto da hierarquia que tiverem no mínimo 28 (vinte e
oito) anos de tempo de efetivo serviço, e os oficiais do penúltimo e
antepenúltimo pôsto que tiverem, no mínimo, 25 (vinte e cinco) anos de
tempo de efetivo serviço.
Art. 105 O órgão competente da Marinha, do Exército e da Aeronáutica
organizará, até o dia 31 (trinta e um) de janeiro de cada ano, a lista
dos oficiais destinados a integrarem a quota compulsória, na forma do
artigo anterior.
Parágrafo único. Não serão relacionados para integrar a quota
compulsória os oficiais que estiverem agregados por terem sido
declarados extraviados ou desertores.
Art. 106 Os oficiais indicados para integrarem a quota compulsória anual
serão notificados imediatamente e terão, para apresentar recursos contra
essa medida, o prazo previsto na letra a do parágrafo 1º do artigo 55.
Art. 107 A transferência do militar para a reserva remunerada pode ser
suspensa na vigência do estado de guerra, estado de sítio ou em caso de
mobilização.

Da Reforma

Art. 108 A passagem do militar à situação de inatividade, mediante


reforma, se efetua:
I - a pedido; e
II - ex officio.
Art. 109 A reforma a pedido, exclusivamente aplicada aos membros do
Magistério Militar, se o dispuser a legislação específica da respectiva
Força, somente poderá ser concedida àquele que contar mais de 30
(trinta) anos de serviço, dos quais 10 (dez) no mínimo, de tempo de
Magistério Militar.
Art. 110. A reforma ex officio será aplicada ao militar que:
I - atingir as seguintes idades-limite de permanência na reserva:
a) para Oficial-General, 68 anos;
b) para Oficial Superior (inclusive membros do Magistério Militar), 64
anos;
c) para Capitão-Tenente, Capitão e Oficial Subalterno, 60 anos; e
d) para Praças, 56 anos;
II - fôr julgado incapaz, definitivamente, para o serviço ativo das
Fôrças Armadas;
III - estiver agregado por mais de 2 (dois) anos por ter sido julgado
incapaz, temporàriamente, mediante homologação de Junta Superior de
Saúde, ainda mesmo que se trate de moléstia curável;
IV - fôr condenado à pena de reforma prevista no Código Penal Militar,
por sentença passada em julgado;

166
V - sendo oficial, a tiver determinada pelo Superior Tribunal Militar,
em julgamento por ele efetuado, em conseqüência de Conselho de
Justificação a que foi submetido; e
VI - sendo Guarda-Marinha, Aspirante-a-Oficial ou praça com estabilidade
assegurada, fôr para tal indicado, ao Ministro respectivo, em julgamento
de Conselho de Disciplina.
Parágrafo único. O militar reformado na forma dos itens V ou VI só
poderá readquirir a situação militar anterior, respectivamente, por
outra sentença do Superior Tribunal Militar e nas condições nela
estabelecidas ou por decisão do Ministro respectivo.
Art. 111. Anualmente, no mês de fevereiro, o órgão competente da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica organizará a relação dos
militares, inclusive membros do Magistério Militar, que houverem
atingido a idade-limite de permanência na reserva, a fim de serem
reformados.
Parágrafo único A situação de inatividade do militar da reserva
remunerada, quando reformado por limite de idade, não sofre solução de
continuidade, exceto quanto às condições de mobilização.
Art. 112 A incapacidade definitiva pode sobrevir em conseqüência de:
I - ferimento recebido em campanha ou na manutenção da ordem pública ou
enfermidade contraída nessa situação, ou que nela tenha sua causa
eficiente;
II - acidente em serviço;
III - doença, moléstia ou enfermidade adquirida em tempo de paz, com
relação de causa e efeito a condições inerentes ao serviço;
IV - tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia malígna, cegueira,
lepra, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, mal de
Parkinson, pênfigo, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave e
outras moléstias que a lei indicar com base nas conclusões da medicina
especializada; e
V - acidente ou doença, moléstia ou enfermidade, sem relação de causa e
efeito com o serviço.
§ 1º Os casos de que tratam o itens I, II e III, serão provados por
atestado de origem, inquérito sanitário de origem ou ficha de evacuação,
sendo os têrmos do acidente, baixa ao hospital, papeleta de tratamento
nas enfermarias e hospitais, os registros de baixa utilizados como meios
subsidiários para esclarecer situação.
§ 2º Nos casos de tuberculose, Juntas Militares de Saúde deverão basear
seus julgamentos, obrigatòriamente em observações clínicas acompanhadas
de repetidos exames subsidiários, de modo a comprovar, com segurança, a
atividade da doença, após acompanhar sua evolução até 3 (três) períodos
de 6 (seis) meses de tratamento clínico-cirúrgico metódico, atualizado
e, sempre que necessário, nosocomial, salvo quando se tratar de formas
"grandemente avançadas" no conceito clínico e sem qualquer possibilidade
de regressão completa, as quais terão parecer imediato de incapacidade
definitiva.
§ 3º O parecer definitivo a adotar, nos casos de tuberculose, para os
portadores de lesões aparentemente inativas, ficará condicionado a um

167
período de consolidação extra-nosocomial nunca inferior a 6 (seis)
meses, contados a partir da época da cura.
§ 4º Considera-se alienação mental todo caso de distúrbio mental ou
neuro-mental grave persistente, no qual, esgotados os meios habituais de
tratamento, permaneça alteração completa ou considerável na
personalidade, destruindo a autodeterminação do pragmatismo e tornando o
indivíduo total e permanentemente impossibilitado para qualquer
trabalhado.
§ 5º Ficam excluídas do conceito de alienação mental as epilepsias
psíquicas e neurológicas, assim julgadas pelas Juntas Militares de
Saúde.
§ 6º Considera-se paralisia todo caso de neuropatia grave e definitiva
que afeta a motilidade, sensibilidade, troficidade e mais funções
nervosas, no qual, esgotados os meios habituais de tratamento,
permaneçam distúrbios graves, extensos e definitivos que tornem o
indivíduo total e permanentemente impossibilitado para qualquer
trabalho.
§ 7º São também equiparados às paralisias os casos de afecção ósteo-
músculo-articulares graves e crônicos (reumatismos graves e crônicos ou
progressivos e doenças similares, nos quais, esgotados os meios
habituais de tratamento, permaneçam distúrbios extensos e definitivos,
quer ósteo-músculo-articulares residuais, quer secundários das funções
nervosas, motilidade, troficidade ou mais funções , que tornem o
indivíduo total e permanentemente impossibilitado para qualquer
trabalho.
§ 8º São equiparados à cegueira não só os casos de afecções crônicas
progressivas e incuráveis, que conduzirão à cegueira total, como também
os de visão rudimentar que apenas permitam a percepção de vultos, não
susceptíveis de correção por lentes nem removíveis por tratamento
médico-cirúrgico.
Art. 113. O militar da ativa julgado incapaz definitivamente por um dos
motivos constantes dos itens I, II, III e IV do artigo 112, será
reformado com qualquer tempo de serviço.
Art. 114. O militar da ativa julgado incapaz definitivamente por um dos
motivos constantes do item I do artigo 112, será reformado com
remuneração calculada com base no sôldo correspondente ao grau
hierárquico imediato ao que possuir na ativa.
§ 1º Aplica-se o disposto neste artigo aos casos previstos nos itens II,
III e IV do artigo 112, quando, verificada a incapacidade definitiva,
fôr o militar considerado inválido, isto é, impossibilitado total e
permanentemente para qualquer trabalho.
§ 2º Considera-se, para efeito dêste artigo, grau hierárquico imediato:
a) o de Primeiro-Tenente, para Guarda - Marinha e Aspirante-a-Oficial;
b) o de Segundo-Tenente, para Suboficial ou Subtenente, Primeiro-
Sargento, Segundo-Sargento e Terceiro-Sargente; e
c) o de Terceiro-Sargento, para Cabo e demais praças constantes do
Quadro a que se refere o artigo 17.
§ 3º Aos benefícios previstos neste artigo e seus parágrafos poderão ser
acrescidos outros relativos à remuneração, estabelecidos em leis

168
especiais, desde que o militar, ao ser reformado, já satisfaça as
condições por elas exigidas.
Art. 115. O militar da ativa julgado incapaz definitivamente por um dos
motivos constantes do item V do artigo 112, será reformado:
a) com remuneração proporcional ao tempo de serviço, se oficial ou praça
com estabilidade assegurada; e
b) com remuneração calculada com base no soldo integral do posto ou
graduação, desde que, com qualquer tempo de serviço, seja considerado
inválido, isto é, impossibilitado total e permanentemente para qualquer
trabalho.
Art. 116. O militar reformado por incapacidade definitiva que fôr
julgado apto em inspeção de saúde por Junta Superior, em grau de recurso
ou revisão, poderá retornar ao serviço ativo ou ser transferido para a
reserva remunerada, conforme dispuser regulamentação específica.
§ 1º O retôrno ao serviço ativo ocorrerá se o tempo decorrido na
situação de reformado não ultrapassar 2 (dois) anos e na forma do
disposto no parágrafo 1º do artigo 91.
§ 2º A transferência para a reserva remunerada, observado o limite de
idade para a permanência nessa reserva, ocorrerá se o tempo transcorrido
na situação de reformado ultrapassar 2 (dois) anos.
Art. 117. O militar reformado por alienação mental, enquanto não ocorrer
a designação judicial do curador, terá sua remuneração paga aos seus
beneficiários, desde que êstes o tenham sob sua guarda e
responsabilidade e lhe dispensem tratamento humano e condigno.
§ 1º A interdição judicial do militar reformado por alienação mental
deverá ser providenciada junto ao Ministério Público, por iniciativa de
beneficiários, parentes ou responsáveis, até 60 (sessenta) dias a contar
da data do ato da reforma.
§ 2º A interdição judicial do militar e seu internamento em instituição
apropriada, militar ou não, deverão ser providenciados pelo Ministério
Militar, sob cuja responsabilidade houver sido preparado o processo de
reforma, quando:
a) não houver beneficiários, parentes ou responsáveis; ou
b) não forem satisfeitas as condições de tratamento exigidas neste
artigo.
§ 3º os processos e os atos de registro de interdição do militar terão
andamento sumario, serão instruídos com laudo proferido por Junta
Militar de Saúde e isentos de custas.
Art. 118 Para fins do previsto na presente Seção, as praças especiais,
constantes do Quadro a que se refere o artigo 17, são consideradas:
I - Segundo-Tenente: os Guardas-Marinha e Aspirantes-a-Oficial;
II - qualquer que seja o ano:
a) Guarda-Marinha: os Aspirantes; e
b) Aspirante-a-Oficial: os Cadetes e os alunos da Escola de Oficiais
Especialistas e de Infantaria de Guarda;
III - Suboficial: os alunos do Centro de Formação de Pilotos Militares;
IV - Segundo-Sargento: os alunos do Colégio Naval, da Escola
Preparatória de Cadetes do Exercito e da Escola Preparatória de Cadetes
da Aeronáutica, qualquer que seja o ano;

169
V - Terceiro-Sargento: os alunos de órgão de formação de oficiais da
reserva e de escola ou centro de formação de sargento, qualquer que seja
o ano, e
VI - Cabo: os Grumetes, os aprendizes-Marinheiros e os demais alunos de
órgão de formação de praças, da ativa e da reserva.
Da Demissão, da Perda do Posto e da Patente e da Declaração de
Indignidade ou Incompatibilidade com o Oficialato
Art. 119. A demissão das Fõrças Armadas, aplicada exclusivamente aos
oficiais, se efetua:
I - a pedido; e
II - ex officio.
Art. 120. A demissão a pedido será concedida mediante requerimento do
interessado:
I - sem indenização aos cofres públicos, quando contar mais de 5 (cinco)
anos de oficialato; e
II - com indenização das despesas feitas pela União, com a sua
preparação e formação, quando contar menos de 5 (cinco) anos de
oficialato.
§ 1º No caso de o oficial ter feito qualquer curso ou estagio de duração
igual ou superior a 6 (seis) e inferior ou igual a 18 (dezoito) meses,
por conta da União, e não tendo decorrido mais de 3 (três) anos de seu
término, a demissão só será concedida mediante indenização de tôdas as
despesas correspondentes ao referido curso ou estágio, acrescidas, se
fôr o caso, das previstas no item II das diferenças de vencimentos.
§ 2º No caso de o oficial ter feito qualquer curso ou estágio de duração
superior a 18 (dezoito) meses, por conta da União, aplicar-se-á o
disposto no parágrafo anterior se ainda não houver decorrido mais de 5
(cinco) anos de seu término.
§ 3º O cálculo das indenizações a que se referem o item II e os
parágrafos 1º e 2º será efetuado pelos respectivos Ministérios.
§ 4º O oficial demissionário, a pedido, ingressará na reserva, onde
permanecerá sem direito a qualquer remuneração. O ingresso na reserva
será no mesmo posto que tenha no serviço ativo e sua situação, inclusive
promoções, será regulada pelo regulamento do Corpo de Oficiais da
Reserva da respectiva Fôrça.
§ 5º O direito à demissão a pedido pode ser suspenso na vigência de
estado de guerra, estado de sítio ou em caso de mobilização.
Art. 121. O oficial da ativa empossado em cargo público permanente,
estranho a sua carreira e cuja função não seja de magistério, será,
imediatamente, mediante demissão ex officio por esse motivo, transferido
para a reserva, onde ingressará com o pôsto que possuía na ativa e com
as obrigações estabelecidas na Lei do Serviço Militar, não podendo
acumular qualquer provento de inatividade a remuneração do cargo público
permanente.
Art. 122. O oficial que houver perdido o pôsto e a patente será demitido
ex officio sem direito a qualquer remuneração ou indenização e receberá
a certidão de situação militar prevista na Lei do Serviço militar.
Art. 123. O oficial perderá o pôsto e a patente se fôr declarado indigno
do oficialato, ou com êle incompatível, por decisão do Superior Tribunal

170
militar em tempo de paz, ou de tribunal especial, em tempo de guerra, em
decorrência de julgamento a que fôr submetido.
Parágrafo único. O oficial declarado indigno do oficialato, ou com ele
incompatível, e condenado à perda de pôsto e patente só poderá
readquirir a situação militar anterior por outra sentença dos tribunais
mencionados e nas condições nela estabelecidas.
Art. 124. Fica sujeito à declaração de indignidade para o oficialato, ou
de incompatibilidade com o mesmo, o oficial que:
I - fôr condenado, por tribunal civil ou militar, à pena restritiva de
liberdade individual superior a 2 (dois) anos, em decorrência de
sentença condenatória passada em julgado;
II - fôr condenado, por sentença passada em julgado, por crimes para os
quais o Código Penal Militar comina essas penas acessórias e por crimes
previstos na legislação especial concernente à segurança do Estado;
III - incidir nos casos, previstos em lei específica, que motivam o
julgamento por Conselho de Justificação e neste fôr considerado culpado;
e
IV - houver perdido a nacionalidade brasileira.
Do Licenciamento
Art. 125. O licenciamento do serviço ativo se efetua:
I - a pedido; e
II - ex officio.
§ 1º O licenciamento a pedido poderá ser concedido, desde que não haja
prejuízo para o serviço:
a) ao oficial da reserva convocado, após prestação do serviço ativo
durante 6 (seis) meses; e
b) à praça engajada ou reengajada, desde que conte, no mínimo, a metade
do tempo de serviço a que se obrigou.
2º O licenciamento ex officio será feito na forma da Lei do Serviço
Militar e regulamentos específicos de cada, Fõrça Armada:
a) por conclusão de tempo de serviço ou de estágio;
b) por conveniência do serviço; e
c) a bem da disciplina.
§ 3º O militar licenciado não tem direito a qualquer remuneração e,
exceto o licenciado ex officio a bem da disciplina, deve ser incluído ou
reincluído na reserva.
§ 4º O licenciado ex officio a bem da disciplina receberá o certificado
de isenção do serviço militar, previsto na Lei do Serviço Militar.
Art. 126. O Guarda-Marinha, o Aspirante-a-Oficial e as demais praças
empossadas em cargo público permanente, estranho à sua carreira e cuja
função não seja de magistério, serão imediatamente, mediante
licenciamento ex officio por êsse motivo, transferidos para a reserva
com as obrigações estabelecidas na Lei do Serviço Militar.
Art. 127. O licenciamento poderá ser suspenso na vigência de estado de
guerra, estado de sítio ou em caso de mobilização.
Da Anulação de Incorporação e da Desincorporação da Praça
Art. 128. A anulação de incorporação e a desincorporação da praça
resultam na interrupção do serviço militar com o conseqüente
desligamento do serviço ativo.

171
Parágrafo único. A Lei do Serviço Militar estabelece os casos em que
haverá anulação de incorporação ou desincorporação da praça.
Da Exclusão da Praça a Bem da Disciplina
Art. 129. A exclusão a bem da disciplina será aplicada ex officio ao
Guarda-Marinha, ao Aspirante-a-Oficial ou as praças com estabilidade
assegurada:
I - sôbre as quais houver pronunciado tal sentença Conselho Permanente
de Justiça, em tempo de paz ou tribunal especial, em tempo de guerra,
por haverem sido condenadas, em sentença passada em julgamento, por
qualquer daqueles tribunais militares ou tribunal civil, a pena
restritiva de liberdade individual superior a 2 (dois) anos ou, nos
crimes previstos na legislação especial concernente à segurança do
Estado, à pena de qualquer duração;
II - sôbre as quais houver pronunciado tal sentença Conselho Permanente
de Justiça, em tempo de paz, ou tribunal especial, em tempo de guerra,
por haverem perdido a nacionalidade brasileira; e
III - que incidirem nos casos que motivarem o julgamento pelo Conselho
de Disciplina previsto no artigo 53 e neste forem considerados culpados
Parágrafo único. O Guarda-Marinha, Aspirante-a-Oficial ou a praça com
estabilidade assegurada que houver sido excluído a bem da disciplina só
poderá readquirir a situação militar anterior:
a) por outra sentença de Conselho Permanente de Justiça, em tempo de
paz, ou tribunal especial, em tempo de guerra, e nas condições nela
estabelecidas, se a exclusão fôr conseqüência de sentença de um
daqueles, tribunais; e
b) por decisão do Ministro respectivo, se a exclusão fôr conseqüência de
ter sido julgado culpado em Conselho de Disciplina.
Art. 130. É da competência dos Ministros Militares, ou autoridades às
quais tenha sido delegada competência para isso o ato de exclusão a bem
da disciplina do Guarda-Marinha e do Aspirante-a-Oficial, bem como das
praças com estabilidade assegurada.
Art. 131. A exclusão da praça a bem da disciplina acarreta a perda de
seu grau hierárquico e não a isenta das indenizações dos prejuízos
causados a Fazenda Nacional ou a terceiros, nem das pensões decorrentes
de sentença judicial.
Parágrafo único. A praça excluída a bem da disciplina receberá o
certificado de isenção do serviço militar previsto na Lei do Serviço
Militar e não terá direito a qualquer remuneração ou indenização.

SEÇÃO VII
Da Descrição

Art. 132. A deserção do militar acarreta uma interrupção do serviço


militar, com a conseqüente demissão ex officio, para o oficial, ou
exclusão do serviço ativo, para a praça.
§ 1º A demissão do oficial ou a exclusão da praça com estabilidade
assegurada processar-se-á após 1 (um) ano de agregação, se não houver
captura ou apresentação voluntária antes dêsse prazo.

172
§ 2º A praça sem estabilidade assegurada será automaticamente excluída
após oficialmente declarada desertora .
§ 3º O militar desertor que fôr capturado ou que se apresentar
voluntàriamente, depois de haver sido demitido ou excluído, será
reincluído no serviço ativo e a seguir agregado para se ver processar.
§ 4º A reinclusão em definitivo do militar de que trata o parágrafo
anterior dependerá de sentença de Conselho de Justiça.

SEÇÃO VIII
Do Falecimento e do Extravio

Art. 133. O falecimento do militar da ativa acarreta interrupção do


serviço militar, com o conseqüente desligamento ou exclusão do serviço
ativo, a partir da data da ocorrência do óbito.
Art. 134. O extravio do militar da ativa acarreta interrupção do serviço
militar, com o conseqüente afastamento temporário do serviço ativo, a
partir da data em que o mesmo fôr oficialmente considerado extraviado.
§ 1º O desligamento do serviço ativo será feito 6 (seis) meses após a
agregação por motivo de extravio.
§ 2º Em caso de naufrágio, sinistro aéreo, catástrofe, calamidade
pública ou outros acidentes oficialmente reconhecidos, o extravio ou o
desaparecimento de militar da ativa será considerado como falecimento
para fins dêste Estatuto, tão logo sejam esgotados os prazos máximos de
possível sobrevivência ou quando se dêem por encerradas as providências
do salvamento.
Art. 135. O reaparecimento de militar extraviado ou desaparecido, já,
desligado do serviço ativo, resulta em sua reinclusão e nova agregação
enquanto se apuram as causas que deram origem ao seu afastamento.
Parágrafo único. O militar reaparecido será submetido a Conselho de
Justificação ou a Conselho de Disciplina, por decisão do Ministro da
respectiva Fôrça, se assim fôr julgado necessário.
Da Reabilitação
Art. 136. A reabilitação do militar será efetuada:
I - de acôrdo com os Códigos Penal Militar e de Processo Penal Militar,
se tiver sido condenado, por sentença definitiva, a quaisquer penas
previstas no Código Penal Militar; e
II - de acôrdo com a Lei do Serviço Militar, se tiver sido excluído ou
licenciado a bem da disciplina.
Parágrafo único. Nos casos em que a condenação do militar acarretar sua
exclusão a bem da disciplina, a reabilitação prevista na Lei do Serviço
Militar poderá anteceder a efetuada de acôrdo com os Códigos Penal
Militar e de Processo Penal Militar.
Art. 137. A concessão da reabilitação implica em que sejam cancelados,
mediante averbação, os antecedentes criminais do militar ou substituídos
seus documentos comprobatórios de situação militar pelos adequados à
nova situação.

CAPÍTULO IV
Do Tempo de Serviço

173
Art. 138. Os militares começam a contar tempo de serviço nas Fôrças
Armadas a partir da data de sua incorporação em qualquer Organização
Militar da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, matrícula em órgão de
formação de militares ou nomeação para posto ou graduação nas Forças
Armadas.
§ 1º Considera-se como data de incorporação, para fins deste artigo:
a) a data do ato em que o convocado ou voluntário é considerado incluído
em uma Organização Militar ou a ela incorporado; e
b) a data inicial de admissão como praça especial.
§ 2º O tempo de serviço como aluno de órgão de formação da reserva
computado, apenas para fins de inatividade, na base de 1 (um) dia para
cada período de 8 (oito) horas de instrução, desde que concluída com
aproveitamento a formação militar.
§ 3º O militar reincluído recomeça a contar tempo de serviço da dada de
sua reinclusão.
§ 4º Quando, por motivo de fôrça maior, oficialmente reconhecido
(incêndio, inundação, naufrágio, sinistro, aéreo e outras calamidades),
faltarem dados para a contagem do tempo de serviço, caberá aos Ministros
Militares arbitrar o tempo a ser computado, para cada caso particular,
de acôrdo com os elementos disponíveis.
Art. 139. Na apuração do tempo de serviço militar, será feita distinção
entre:
I - tempo de efetivo serviço; e
II - anos de serviço.
Art. 140 Tempo de efetivo serviço é o espaço de tempo computado dia a
dia entre a data de incorporação e a data limite estabelecida para a
contagem ou a data do desligamento do serviço ativo, mesmo que tal
espaço de tempo seja parcelado.
§ 1º. O tempo de serviço em campanha é computado pelo dôbro como tempo
de efetivo serviço, para todos os efeitos, exceto indicação para a quota
compulsória.
§ 2º. Será, também, computado como tempo de efetivo serviço, tempo
passado dia a dia, nas Organizações Militares, pelo militar da reserva
convocado ou mobilizado, no exercício de funções militares.
§ 3º. Não serão deduzidos do tempo de efetivo serviço, além dos
afastamentos previstos no artigo 70, os períodos em que o militar,
estiver afastado do exercício de suas funções em gôzo de licença
especial.
§ 4º. Ao tempo de efetivo serviço, de que tratam este artigo e
parágrafos anteriores, apurado e totalizado em dias, será aplicado o
divisor 365 (trezentos e sessenta e cinco) para a correspondente
obtenção dos anos de efetivo serviço.
Art. 141. "Anos de serviço" é a expressão que designa o tempo de efetivo
serviço a que se referem o artigo 140 e seus parágrafos, com os
seguintes acréscimos:
I - tempo de serviço publico federal, estadual ou municipal, prestado
pelo militar anteriormente a sua incorporação, matrícula, nomeação ou
reinclusão em qualquer Organização Militar;

174
II - 1 (um) ano para cada 5 (cinco) anos de tempo de efetivo serviço
prestado pelo oficial do quadro ou Corpo ou Serviço de Saúde ou
Veterinária que possuir curso universitário, até que este acréscimo
complete o total de anos de duração normal correspondente ao referido
curso, sem superposição a qualquer tempo de serviço militar ou público
eventualmente prestado durante a realização deste mesmo curso;
III - tempo de serviço computável durante o período matriculado como
aluno de órgão de formação da reserva;
IV - tempo relativo a cada licença especial não gozada, contado em
dobro;
V - tempo relativo a férias não gozadas, contado em dobro; e
VI - tempo de efetivo serviço passado pelo militar nas guarnições
especiais e contado na forma a ser estabelecida em regulamento
assegurados, porém, os direitos e vantagens dos militares amparados pela
legislação vigente.
§ 1°. Os acréscimos a que se referem os itens I, III, V e VI serão
computados somente no momento da passagem do militar à situação de
inatividade e para esse fim.
§ 2º. Os acréscimos a que se referem os itens II e IV serão computados
somente no momento da passagem do militar à situação de inatividade e,
nessa situação, para todos os efeitos legais, inclusive quanto à
percepção definitiva de gratificação de tempo de serviço e de adicional
de inatividade
§ 3°. O disposto no item II aplicar-se-á, nas mesmas condições e na
forma da legislação específica, aos possuidores de curso universitário,
reconhecido oficialmente, que venham a ser aproveitados como oficiais
das Fôrças Armadas, desde que êste curso seja requisito essencial para
seu aproveitamento.
§ 4°. Não é computável para efeito algum, salvo para fins de indicação
para a quota compulsória, o tempo:
a) que ultrapassar de 1 (um) ano contínuo ou não, em licença para
tratamento de saúde de pessoa da família;
b) passado em licença para tratar de interêsse particular;
c) passado como desertor;
d) decorrido em cumprimento de pena de suspensão do exercício do pôsto,
graduação, cargo ou função por sentença passada em julgado; e
e) decorrido em cumprimento de pena restritiva da liberdade, por
sentença passada em julgado, desde que não tenha sido concedida
suspensão condicional da pena, quando, então, o tempo correspondente ao
período da pena será computado apenas para fins de indicação para a
quota compulsória e o que dêle exceder, para todos os efeitos, caso as
condições estipuladas na sentença não o impeçam.
Art. 142. O tempo que o militar passou ou vier a passar afastado do
exercício de suas funções, em conseqüência de ferimentos recebidos em
acidente quando em serviço, em combate, na defesa da Pátria e na
garantia dos podêres constituídos, da lei e da ordem, ou de moléstia
adquirida no exercício de qualquer função militar, será computado como
se ele o tivesse passado no exercício efetivo daquelas funções.

175
Art. 143. Entende-se por tempo de serviço em campanha o período em que o
militar estiver em operações de guerra.
Parágrafo único. A participação do militar em atividades dependentes ou
decorrentes das operações de guerra será regulada em legislação
específica.
Art. 144. O tempo de serviço dos militares beneficiados por anistia será
contado como estabelece o ato legal que a conceder.
Art. 145. A data limite estabelecida para final da contagem dos anos de
serviço para fins de passagem para a inatividade será a do desligamento
do serviço ativo Parágrafo único. A data limite não poderá exceder de 45
(quarenta e cinco) dias, dos quais o máximo de 15 (quinze) no órgão
encarregado de efetivar a transferência, da data da publicação do ato de
transferência para a reserva ou reforma, em Diário Oficial ou Boletim ou
Ordem de Serviço da Organização Militar, considerada sempre a primeira
publicação oficial.
Art. 146. Na contagem dos anos de serviço não poderá ser computada
qualquer superposição dos campos de serviço publico (federal, estadual e
municipal ou passado em administração indireta) entre si, nem com os
acréscimos de tempo, para os possuidores de curso universitário, e nem
com o tempo de serviço computável após a incorporação em Organização
Militar, matrícula em órgão de formação de militares ou nomeação para
posto ou graduação nas Forças Armadas.

CAPÍTULO V
Do Casamento

Art. 147. O militar da ativa pode contrair matrimônio, desde que


observada a legislação civil específica.
§ 1°. É vedado o casamento as praças especiais, com qualquer idade,
enquanto estiverem sujeitas aos regulamentos dos órgãos de formação de
oficiais, de graduados e de praças, cujos requisitos para admissão
exijam a condição de solteiro, salvo em casos excepcionais, a critério
do Ministro da respectiva Força Armada.
§ 2º. O casamento com mulher estrangeira sòmente poderá ser realizado
após a autorização do Ministro da Fôrça Armada a que pertencer o
militar.
Art. 148. As praças especiais que contraírem matrimônio em desacôrdo com
o parágrafo 1º do artigo anterior serão excluídas sem direito a qualquer
remuneração ou indenização.

CAPÍTULO VI
Das Recompensas e das Dispensas do Serviço

Art. 149. As recompensas constituem reconhecimento dos bons serviços


prestados pelos militares.
§ 1º. São recompensas militares:
a) prêmios de Honra ao Mérito;
b) condecorações por serviços prestados na paz e na guerra;
c) elogios, louvores e referências elogiosas; e

176
d) dispensas de serviço.
§ 2º. As recompensas serão concedidas de acôrdo com as normas
estabelecidas nas leis e regulamentos da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica.
Art. 150. As dispensas de serviço são autorizações concedidas aos
militares para afastamento total do serviço, em caráter temporário.
Art. 151. As dispensas de serviço podem ser concedidas aos militares:
I - como recompensa;
II - para desconto em férias; e
III - em decorrência de prescrição médica.
Parágrafo único. As dispensas de serviço serão concedidas com a
remuneração integral e computadas como tempo de efetivo serviço.
Disposições Finais e Transitórias
Art. 152. A Assistência Religiosa às Forças Armadas é regulada por lei
específica.
Art. 153. É vedado o uso, por parte de organização civil, de designações
que possam sugerir sua vinculação às Fôrças Armadas.
Parágrafo único. Excetuam-se das prescrições dêste artigo as
associações, clubes, cálculos e outros, que congregam membros das Fôrças
Armadas e que se destinam, exclusivamente, a promover intercâmbio social
e assistencial entre os militares e suas famílias e entre êsses e a
sociedade civil local.
Art. 154. Os atuais Quadros ou Corpos e respectivos ramos ou
especialidades que não estiverem dentro das denominações básicas
prescritas neste Estatuto ou da correspondência hierárquica nele
estabelecida, serão imediatamente ajustados, ao estabelecido no artigo
17, respeitado o círculo a que pertence o respectivo pessoal.
§ 1°. Quando, em virtude das peculiaridades da Força Armada interessada
ou da aplicação das atuais normas, de formação de especialistas for
impraticável a adaptação daquele pessoal dentro da correspondência,
seqüência ou denominações fixadas no artigo 17, o Quadro ou Corpo
entrará imediatamente em extinção e será criado um novo Corpo ou
especialidade que atenda a possibilidade de especialização e de
promoção.
§ 2°. Será assegurada a opção de permanência no Quadro ou corpo em
extinção, ou transferência para a nova situação, desde que satisfeitos
os requisitos que vierem a ser estabelecidos.
§ 3º. O disposto neste artigo e parágrafos será regulamentado
separadamente, em cada Fôrça Armada.
Art. 155. Ao militar beneficiado por uma ou mais das Leis nºs 288, de 8
de junho de 1948; 616, de 2 de fevereiro de 1949; 1.156, de 12 de julho
de 1950; 1.267, de 9 de dezembro de 1.950; e que em virtude do disposto
aos artigos 63 e 67 desta Lei não mais usufruirá as promoções previstas
daquelas leis, fica assegurada, por ocasião da transferência para a
reserva ou da reforma, a remuneração de inatividade relativa ao pôsto ou
graduação a que seria promovido em decorrência da aplicação das
referidas leis.
Parágrafo único. A remuneração de inatividade assegurada neste artigo
não poderá exceder, em nenhum caso, a que caberia ao militar, se fôsse

177
ele promovido até 2 (dois) graus hierárquicos acima daqueles que tiver
por ocasião do processamento de sua transferência para a reserva ou
reforma, incluindo-se nesta limitação a aplicação do disposto no
parágrafo 1º do artigo 114 e seu parágrafo 1º.
Art. 156. Na passagem para a reserva remunerada, aos militares obrigados
ao vôo serão computados os acréscimos de tempo de efetivo serviço
decorrentes das horas de vôo realizadas até 20 do outubro de 1946, na
forma da legislação vigente até esta última data.
Art. 157. Os militares da Aeronáutica que, por enfermidade, acidente ou
deficiência psicofisiológica verificada em inspeção de saúde na forma
regulamentar, forem considerados definitivamente incapacitados para o
exercício da atividade aérea exigida pelos regulamentos específicos, só
passarão à inatividade se essa incapacidade o fôr também para todo o
serviço militar.
Parágrafo único. A legislação própria da Aeronáutica estabelece a
situação do pessoal enquadrado neste artigo.
Art. 158. As praças reformadas por incapacidade definitiva que não
possam prover sua subsistência, a seu pedido ou ex officio, poderão
residir no Asilo de Inválidos da Pátria, mediante ato do Ministro da
Força a que pertencem.
Art. 159. Fica assegurado ao militar que na data de 10 de outubro de
1966 contava 20 (vinte) ou mais anos de efetivo serviço, direito a
transferência, pedido, para a reserva remunerada a partir da data em que
completou ou venha a completar 25 (vinte e cinco) anos de tempo de
efetivo serviço.
Art. 160. Após a vigência do presente Estatuto serão a ele ajustados
todos os dispositivos legais e regulamentares que com ele tenham
preferência.
Art. 161. 0 presente estatuto entra em vigor em 26 de dezembro de 1971,
ficando revogadas as leis nº 4.902, de 16 de dezembro de 1965, e nº
5.058, de 29 de julho de 1966, bem como os Decretos-leis nº 1.029, de 21
de outubro de 1969, e nº 1.078, de 27 de janeiro de 1970, e demais
disposições em contrário.

Brasília, 23 de dezembro de 1971; 150º, da Independência e 83º da


República.

EMÍLIO G. MÉDICI
Adalberto de Barros Nunes
Orlando Geisel
J. Araripe Macêdo
D.O.U. 23/12/71
CAPÍTULO II
SEÇÃO I
CAPÍTULO III
SEÇÃO I
SEÇÃO II
CAPÍTULO I
SEÇÃO I

178
SEÇÃO II
SEÇÃO III
CAPÍTULO II
CAPÍTULO I
SEÇÃO II
SEÇÃO III
SEÇÃO IV
CAPÍTULO II
SEÇÃO I
SEÇÃO II
SEÇÃO III
SEÇÃO IV
SEÇÃO V
SEÇÃO VI
CAPÍTULO III
CAPÍTULO V

179
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ANEXO F - DOU 05/07/1983

DECRETO N º 88.455, DE 04 DE JULHO DE 1983.


Regulamenta a Designação de Militar da Reserva Remunerada das Forças
Armadas para o Serviço Ativo Prevista no Estatuto dos Militares.
Art. 1º - O militar da reserva remunerada das Forças Armadas, em tempo
de paz e independente de convocação, poderá ser designado para o serviço
ativo, em caráter transitório, quando se fizer necessário o seu
aproveitamento.
I - se fizer necessário o aproveitamento de conhecimentos técnicos e
especializados do militar;
II - não houver, no momento, no serviço ativo, militar habilitado a
exercer a função vaga existente na Organização Militar.
Parágrafo único. A designação, na forma deste artigo, só poderá ser
efetuada mediante aceitação voluntária do militar e se for julgado apto
em inspeção de saúde.
Art. 2º - O período para a permanência do militar na situação de
designado para o serviço ativo será de, no mínimo, 6 (seis) meses, e, no
máximo, 3 (três) anos.
Parágrafo único. O prazo total de permanência nessa situação poderá ser
prorrogado em períodos de até 3 (três) anos, segundo o interesse de cada
Ministério Militar.
Art. 3º - O militar da reserva remunerada designado para o serviço ativo
será considerado:
I - em exercício de comissão de natureza militar; e
II - agregado, de conformidade com o art. 81, item I, combinado com os
artigos 6º e 26 da Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980.
Parágrafo único. O militar considerado agregado na forma do item II
deste artigo, passa a figurar no registro da respectiva Força, sem
número, observado o disposto no art. 17 do Estatuto dos Militares, no
lugar que lhe couber, com a indicação:
"Da reserva remunerada designado para o serviço ativo".
Art. 4º - O militar da reserva remunerada designado para o serviço ativo
será dispensado do serviço ativo:
I - a pedido; e
II - "ex officio":

180
a) por conclusão do prazo a que se obrigou a servir na ativa ao aceitar
a designação;
b) por terem cessados os motivos de sua designação para o serviço ativo
ou por interesse da Administração, a qualquer tempo;
c) por ter sido julgado incapaz para o serviço, em inspeção de saúde
realizada por Junta Militar de Saúde, no decorrer do prazo a que se
obrigou a servir na ativa.
Art. 5º - (Revogado pelo Decreto nº 95.599, de 07/01/1988).
Art. 6º - A designação de militar da reserva remunerada para o serviço
ativo, de acordo com este Decreto, será efetuada:
I - pelo Presidente da República, quando se tratar de Oficial- General;
II - pelo respectivo Militar, nos demais casos.
III - (Inciso III do art. 6º revogado pelo Decreto nº 95.601, de
07/01/1988).
Art. 7º - O militar da reserva remunerada, designado para o serviço
ativo, não concorre às:
I - promoções previstas para o pessoal de carreira da ativa;
II - substituições temporárias; e
III - missões no exterior, de caráter permanente.
Parágrafo único. O militar de que trata este artigo só poderá exercer
comissão fora de sua força, naquelas consideradas de natureza militar;
nas Organizações Militares de outra Força Singular; bem como na
Presidência da República, Vice-Presidência da República e nos demais
órgãos quando previsto em lei, ou quando incorporados às Forças Armadas.
Art. 8º - Os Ministros de Estado da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica baixarão portarias revogando as designações para o serviço
ativo, anteriores a este Decreto, e demais atos necessários à execução
deste Decreto nos respectivos Ministérios.
Art. 9º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.

181
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ANEXO G - LEI Nº 7.503, DE 2 DE JULHO DE 1986.

Altera dispositivos da Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980, que


dispõe sobre o Estatuto dos Militares.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA,
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
lei:
Art. 1º Os incisos VII, do artigo 61, e I, do artigo 98, da Lei nº
6.880, de 9 de dezembro de 1980, passam a vigorar com a seguinte
redação:
”Art. 61...............................................................
........................................................................

VII – Oficiais dos 3 (três) últimos postos dos Quadros de que tratam as
alíneas b, d e f do inciso I do artigo 98, ¼ (um quarto) para o último
posto, no mínimo, 1/10 (um décimo) para o penúltimo posto e, no mínimo,
1/15 (um quinze avos) para o antepenúltimo posto, dos respectivos
Quadros, exceto quando o último e o penúltimo postos forem de Capitão-
Tenente ou de Capitão e Primeiro-Tenente, caso em que as proporções
serão de, no mínimo, 1/10 (um décimo) e 1/20 (um vinte avos),
respectivamente.

......................................................................
Art.98................................................................
I – atingir as seguintes idades-limite:
D. . . na Marinha, no Exército e na Aeronáutica, para os oficiais dos
Corpos, Quadros, Armas e Serviços não incluídos nas alíneas b,
d e f:
Postos Idades
Almirante-de-Esquadra, General-de-Exéreito e Tenente-Brigadeiro 66 anos
Vice-Almirante, General-de-Divisão e Major-Brigadeiro 64 anos
Contra-Almirante, General-de-Brigada e Brigadeiro 62 anos
Capitão-de-Mar-e-Guerra e Coronel 59 anos
Capitão-de-Fragata e Tenente-Coronel 56 anos
Capitão-de-Corveta e Major 52 anos
Capitão-Tenente ou Capitão e Oficiais Subalternos 48 anos
b) na Marinha, para os oficiais do Quadro de Oficiais Auxiliares da
Armada (QOAA), do Quadro de Oficiais Auxiliares do CFN (QOA-CFN) e dos
182
Quadros Complementares de Oficiais de Marinha, do Quadro de
Farmacêuticos do CSM (QF-CSM) e do Quadro de Cirurgiões-Dentistas do
CSM (QCD-CSM):
Postos Idades
Capitão-de-Mar-e-Guerra 62 anos
Capitão-de-Fragata 60 anos
Capitão-de-Corveta 58 anos
Capitão-Tenente 56 anos
Primeiro-Tenente 54 anos
Segundo-Tenente 52 anos
c) na Marinha, para as praças:
Graduações Idades
Suboficial 54 anos
Primeiro-Sargento 52 anos
Segundo-Sargento 50 anos
Terceiro-Sargento 49 anos
Cabo 48 anos
Marinheiro 44 anos
d) no Exército, para os oficiais do Quadro Complementar de Oficiais
(QCO) e do quadro Auxiliar de Oficiais (QAO):
Postos Idades
Coronel 62 anos
Tenente-Coronel 60 anos
Major 58 anos
Capitão 56 anos
Primeiro-Tenente 56 anos
Segundo-Tenente 56 anos
e) no Exército, para as praças:
Graduações Idades
Subtenente. 54 anos
183
Primeiro-Sargento e Taifeiro-Mor 52 anos
Segundo-Sargento e Taifeiro-de-Primeira-Classe 50 anos
Terceiro-Sargento 49 anos
Cabo e Taifeiro-de-Segunda-Classe 48 anos
Soldado 44 anos
f) na Aeronáutica, para os oficiais do Quadro de Oficiais Farmacêuticos,
do Quadro de Oficiais Dentistas, o Quadro de Oficiais de Infantaria da
Aeronáutica, dos Quadros de Oficiais Especialistas e do Quadro de
ficiais de Administração:
Postos Idades
Coronel 62 anos
Tenente-Coronel 60 anos
Major 58 anos
Capitão 56 anos
Primeiro-Tenente 56 anos
Segundo-Tenente 56 anos
g) na Aeronáutica, para as praças:
Graduações Idades
Suboficial 54 anos
Primeiro-Sargento e Taifeiro-Mor 52 anos
Segundo-Sargento e Taifeiro-de-Primeira-Classe 50 anos
Terceiro-Sargento 49 anos
Cabo e Taifeiro-de-Segunda-Classe 48 anos
Soldado-de-Primeira-Classe 44 anos”
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 2 de julho de 1986; 165º da Independência e 98º da República.
JOSÉ SARNEY

José Maria do Amaral Oliveira

184
D.ºU. 03/07/86

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ANEXO H - LEI N º 7.580, DE 23 DE DEZEMBRO DE 1986.

Dá Nova Redação ao art. 110 da Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980,


que Dispõe sobre o Estatuto dos Militares.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e
eu sanciono a seguinte lei:
Art. 1º - O “caput”, do art. 110, da Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de
1980, que dispõe sobre o Estatuto dos Militares, passa a vigorar com a
seguinte redação:
“Art. 110 – O militar da ativa ou da reserva remunerada, julgado incapaz
definitivamente por um dos motivos constantes do incisos I e II do
art.108, será reformado com a remuneração calculada com base no soldo
correspondente ao grau hierárquico imediato ao que possuir ou que
possuía na ativa, respectivamente.”
Art. 2º - As disposições do art. 110 da Lei nº 6.880, de 9 de dezembro
de 1980, são extensivas aos militares que na vigência desta Lei já se
encontrem na reserva remunerada e que tenham sido reformados com base
nos incisos I e II do art. 108.
Art. 3º - O aumento da remuneração decorrente da aplicação do artigo
anterior será concedido a partir da vigência desta Lei, a requerimento
do interessado.
Art. 4º - O Poder Executivo regulamentará a aplicação desta Lei de
conformidade com as peculiaridades de cada Força.
Art. 5º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 6º - Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 23 de dezembro de 1986; 165º da Independência e 98º da
República.
JOSÉ SARNEY
Paulo Campos Paiva
D.ºU. 30/12/1986

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ANEXO I - DECRETO Nº 94.507, DE 23 DE JUNHO DE 1987

DOU 24/06/1987
Regulamenta as Disposições Contidas no art. 154, da Lei nº 6.880, de 9
de dezembro de 1980 que dispõe sobre os Militares da Aeronáutica
Incapacitados para Atividades Aéreas.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o artigo
81, item III, da Constituição e de acordo com o disposto no parágrafo
único do artigo 154 da Lei n° 6.880, de 9 dezembro de 1980,
DECRETA:
Art. 1º - Os militares da Aeronáutica funcionalmente obrigados ao vôo
que, por enfermidades, acidentes ou deficiência psicofisiológica,
verificada em inspeção de saúde, forem considerados definitivamente
incapacitados para o exercício de atividades aéreas exigidas pelos
regulamentos específicos, porém aptos para o desempenho de funções em
terra, serão incluídos em uma categoria especial, denominada
extranumerário.
Art. 2º - Os militares incluídos na categoria extranumerário não
ocuparão vagas nos respectivos quadros a que pertençam; gozarão dos
direitos de suas antiguidades e ocuparão os mesmos lugares na escala
hierárquica, substituindo-se a numeração ordinária pela designação
abreviada de sua categoria (EXT).
Art. 3º - A inclusão na categoria de extranumerário será feita após
inspeção de saúde realizada por Junta de Saúde da Aeronáutica, por ato:
1 - do Presidente da República, quando se tratar de Oficiais Generais; 2
- do Ministro da Aeronáutica, quando se tratar de Oficiais Superiores,
Capitães, Tenentes e Aspirantes-a-Oficial; e 3 - do Comandante-Geral do
Pessoal, quando se tratar de Suboficiais e Sargentos.
Art. 4º - O Aspirante-a-Oficial que não desejar se beneficiar da
inclusão prevista no art. 1º, será licenciado nos termos do art. 94,
item V, combinado com o art. 121, item II, § 3º, letra "b", do Estatuto
dos Militares.
Art. 5º - Os casos não previstos serão resolvidos pelo Ministro da
Aeronáutica.
Art. 6º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação,
ficando revogados o Decreto nº 77.248, de 27 de fevereiro de 1976 e
demais disposições em contrário.

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ANEXO J - LEI Nº 7.659, DE 10 DE MAIO DE 1988.

Altera o art. 98 da Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980, que dispõe


sobre o Estatuto dos Militares.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA,
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
lei:
Art. 1º O inciso II do art. 98 da Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de
1980, e suas alterações, passam a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 98
.......................

I-........................

II - completar o Oficial-General 4 (quatro) anos no último posto da


hierarquia, em tempo de paz, prevista para cada Corpo ou Quadro da
respectiva Força.
III - ........................"
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 10 de maio de 1988; 167º da Independência e 100º da República.

JOSÉ SARNEY
Paulo Roberto Coutinho Camarinha

D.O.U. 11/05/1988

188
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ANEXO K - LEI Nº 7.666, DE 22 DE AGOSTO DE 1988.

Altera dispositivos da Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980, que


dispõe sobre o Estatuto dos Militares.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA,
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
Lei:
Art. 1º Os incisos VII do art. 61 e I do art. 98 da Lei nº 6.880, de 9
de dezembro de 1980, alterados pela Lei nº 7.503, de 2 de julho de 1986,
passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 61.
........................................................................

VII – Oficiais dos 3 (três) últimos postos dos Quadros de que trata a
alínea b do inciso I do art. 98, ¼ para o último posto, no mínimo 1/10
para o penúltimo posto, e no mínimo 1/15 para o antepenúltimo posto, dos
respectivos Quadros, exceto quando o último e o penúltimo postos forem
Capitão-Tenente ou Capitão e 1º Tenente, caso em que as proporções serão
no mínimo 1/10 e 1/20, respectivamente.
........................................................................

Art. 98. ............................................................

I –
........................................................................

a) na Marinha, no Exército e na Aeronáutica, para os Oficiais dos


Corpos, Quadros, Armas e Serviços não incluídos na alínea b;
........................................................................
b) na Marinha, para os Oficiais do Quadro de Oficiais Auxiliares da
Armada – QOAA, do Quadro de Oficiais Auxiliares do CFN – QOA-CFN e dos
Quadros Complementares de Oficiais de Marinha, do Quadro de
Farmacêuticos do CSM – QF-CSM e do Quadro de Cirurgiões-Dentistas do CSM
– QCD-CSM; no Exército, para Oficiais do Quadro Complementar de Oficiais
– QCO, do Quadro Auxiliar de Oficiais – QAO, do Quadro de Oficiais
Médicos – QOM, do Quadro de Oficiais Farmacêuticos – QOF, do Quadro de
Oficiais Dentistas – QOD e do Quadro de Oficiais
Veterinários – QOV; na Aeronáutica, para os Oficiais do Quadro de
Oficiais Farmacêuticos, do Quadro de Oficiais Dentistas, do Quadro de
Oficiais de Infantaria da Aeronáutica, do Quadro de Oficiais Técnicos e
do Quadro de Oficiais Especialistas da Aeronáutica.
189
Postos Idades
Capitão-de-Mar-e-Guerra e Coronel 62 anos
Capitão-de-Fragata e Tenente-Coronel 60 anos
Capitão-de-Corveta e Major 58 anos
Capitão-Tenente e Capitão 56 anos
Primeiro-Tenente 56 anos
Segundo-Tenente 56 anos
c) na Marinha, no Exército e na Aeronáutica, para Praças:
Graduação Idades
Suboficial e Subtenente 54 anos
Primeiro-Sargento e Taifeiro-Mor 52 anos
Segundo-Sargento e Taifeiro-de-Primeira-Classe 50 anos
Graduação Idades
Terceiro-Sargento 49 anos
Cabo e Taifeiro-de-Segunda-Classe 48 anos
Marinheiro, Soldado e 44 anos”
Soldado-de-Primeira-Classe
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 22 de agosto de 1988; 167º da Independência e 100º da
República.
JOSÉ SARNEY
Henrique Sabóia
Leônidas Pires Gonçalves
Octávio Júlio Moreira Lima
Valbert Lisieux Medeiros de Figueiredo
D.ºU. 23/08/1988

190
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ANEXO L - LEI Nº 7.698, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1988.

Altera dispositivos da Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980, que


dispõe sobre o Estatuto dos Militares.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA,
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
Lei:
Art. 1º O inciso VI do art. 137 da Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de
1980, que dispõe sobre o Estatuto dos Militares, passa a vigorar com a
seguinte redação:
“Art. 137. .............................................................
VI – 1/3 (um terço) para cada período consecutivo ou não de 2 (dois)anos
de efetivo serviço passados pelo militar nas guarnições especiais da
Categoria “A”, a partir da vigência da Lei nº 5.774, de 23 dedezembro de
1971.”
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 20 de dezembro de 1988; 167º da Independência e 100º da
República.

JOSÉ SARNEY
Valbert Lisieux Medeiros de Figueiredo
D.ºU. 21/12/1988

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ANEXO M - LEI Nº 8.237, DE 30 DE SETEMBRO DE 1991.

Dispõe sobre a Remuneração dos Servidores Militares Federais das Forças


Armadas, e dá outras Providências.
Nota:

Revogada pela MP2.215-10/2001


O PRESIDENTE DA REPÚBLICA,
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
lei:
TÍTULO I – Das Disposições Preliminares
Art. 1º - Esta Lei regula a remuneração dos Servidores Militares
Federais, da Ativa e na Inatividade Remunerada, integrantes das Forças
Armadas – Marinha, Exército e Aeronáutica, no País, em tempo de paz.
Art. 2º - A estrutura remuneratória dos Servidores Militares Federais da
Ativa tem a seguinte constituição:
I – Soldo;
II – Gratificações:
b) Gratificação de Tempo de Serviço;
b) Gratificação de Compensação Orgânica;
c) Gratificação de Habilitação Militar.
III – Indenizações:
b) Regulares:
1 – Indenização de Representação;
2 – Indenização de Moradia;
3 – Indenização de Localidade Especial.
b) Eventuais:
1 – Diária;
2 – Transporte;
3 – Ajuda de Custo.
IV – Adicionais:

192
b) Adicional de Férias;
b) Adicional Natalino;
c) Adicional de Natalidade;
d) Salário-Família;
e) Adicional de Funeral.
Art. 3º - A estrutura remuneratória dos Servidores Militares Federais,
na Inatividade, tem a seguinte constituição:
I – Proventos;
II – Adicionais:
b) Adicional de Inatividade;
b) Adicional de Invalidez;
c) Adicional Natalino;
d) Adicional de Natalidade;
e) Salário-Família;
f) Adicional de Funeral.
Art. 4º - Remuneração é o somatório das parcelas devidas, mensal e
regularmente, ao militar, pelo efetivo exercício da atividade militar,
ou, em decorrência deste, quando na Inatividade.
Art. 5º - A remuneração do militar não está sujeita a penhora, seqüestro
ou arresto, exceto nos casos especificamente previstos em lei.
Art. 6º - Soldo é a parte básica da remuneração, inerente ao posto ou à
graduação do militar, e é irredutível.
Art. 7º - Gratificações são parcelas remuneratórias devidas ao militar
pelo exercício, ou por condições reunidas ou adquiridas em virtude do
exercício de atividades militares.
Parágrafo único. As gratificações são incorporadas aos proventos do
militar, quando da passagem para a Inatividade.
Art. 8º - Indenizações são parcelas remuneratórias regulares ou
eventuais, devidas ao militar, para compensar despesas realizadas em
decorrência do exercício de suas funções.
§ 1º - Indenizações Regulares são aquelas de natureza continuada,
devidas, mensal e regularmente, ao militar, enquanto preencher ou
estiver sujeito às condições que lhe dão direito à sua percepção.

193
§ 2º - Indenizações Eventuais são aquelas de natureza esporádica ou de
freqüência não continuada.
§ 3º - As indenizações não se incorporam aos Proventos do militar,
quando de sua passagem para a Inatividade.
Art. 9º - Adicionais são parcelas pecuniárias de natureza eventual ou
especial, devidas, em razão de legislação específica, aos militares da
Ativa ou na Inatividade.
Art. 10 – Proventos são o somatório das parcelas remuneratórias,
constituído de soldo ou quotas de soldo e das gratificações
incorporadas, devidos regularmente ao militar, quer na reserva
remunerada, quer na situação de reformado.
Art. 11 – O direito do militar à remuneração tem início na data:
I – do ato da promoção, da apresentação atendendo convocação ou
designação para o serviço ativo, para o Oficial;
II – do ato da designação ou declaração, da apresentação atendendo
convocação para o serviço ativo, para o Guarda-Marinha ou Aspirante-a-
Oficial;
III – do ato da nomeação ou promoção a Oficial, para o Suboficial ou
Subtenente;
IV – do ato da promoção, classificação ou engajamento, para as demais
praças;
V – da incorporação às Forças Armadas, para os convocados e voluntários;
VI – da apresentação à organização competente do respectivo Ministério,
quando da nomeação inicial para qualquer posto ou graduação das Forças
Armadas;
VII – do ato da matrícula, para os alunos das Escolas ou Centros de
Formação de Oficiais e de Praças e das Escolas Preparatórias e suas
congêneres.
Parágrafo único. Nos casos de retroatividade, a remuneração será devida
a partir das datas declaradas nos respectivos atos.
Art. 12 – Suspende-se temporariamente o direito do militar à
remuneração, com exceção do salário-família, quando:
I – em licença para tratar de interesse particular;
II – na situação de desertor;
III – agregado, para exercer atividades estranhas às Forças Armadas,
estiver em cargo, emprego ou função pública temporária não eletiva,
ainda que na Administração Pública Indireta, respeitado o direito de
opção pela remuneração do posto ou graduação.
194
Parágrafo único. O militar que usar do direito de opção fará jus à
representação mensal do cargo, emprego ou função pública temporária.
Art. 13 – O direito à remuneração em atividade cessa, quando o militar
for desligado do Serviço Ativo das Forças Armadas por:
I – anulação de incorporação, desincorporação, licenciamento ou
demissão;
II – exclusão a bem da disciplina ou perda do posto e patente;
III – transferência para a reserva remunerada ou reforma;
IV – falecimento.
Parágrafo único. A remuneração a que faria jus, em vida, o militar
falecido será paga aos seus beneficiários habilitados até a conclusão do
processo referente à Pensão Militar.
Art. 14 – Quando o militar for considerado desaparecido ou extraviado em
casos de calamidade pública, em viagem, no desempenho de qualquer
serviço ou em manobra, sua remuneração será paga aos que teriam direito
à sua Pensão Militar.
§ 1º - No caso previsto neste artigo, decorridos seis meses, far-se-á a
habilitação dos beneficiários à Pensão Militar, cessando o pagamento da
remuneração.
§ 2º - Reaparecendo o militar, e apuradas as causas de seu afastamento,
caber-lhe-á, se for o caso, o pagamento da diferença entre a
remuneração, a que faria jus se tivesse permanecido em serviço, e a
pensão paga aos seus beneficiários.
TÍTULO II – Da Remuneração do Militar na Ativa
CAPÍTULO I – Do Soldo

Art. 15 – As Tabelas de Soldo são as constantes do Anexo I desta Lei.


Parágrafo único. As Tabelas de que trata este artigo deverão ser
constituídas por valores arredondados para múltiplos de trinta.
CAPÍTULO II – Das Gratificações
SEÇÃO I – Da Gratificação de Tempo de Serviço
Art. 16 – A Gratificação de Tempo de Serviço é devida à razão de um por
cento por ano de serviço público, incidindo sobre o soldo do posto ou
graduação.
Parágrafo único. O militar fará jus à gratificação de que trata este
artigo a partir do mês em que completar cada anuênio.

195
Art. 17 – É contado, para todos os efeitos, o tempo de serviço público,
mesmo o prestado como servidor civil.
SEÇÃO II – Da Gratificação de Compensação Orgânica
Art. 18 – A Gratificação de Compensação Orgânica é destinada a compensar
os desgastes orgânicos conseqüentes das variações de altitude, das
acelerações, das variações barométricas, dos danos psicossomáticos e da
exposição a radiações resultantes do desempenho continuado das
atividades especiais seguintes:
I – vôo em aeronave militar como tripulante orgânico, observador
meteorológico, observador aéreo e fotogramétrico;
II – salto em pára-quedas, cumprindo missão militar;
III – imersão no exercício de funções regulamentares a bordo de
submarino;
IV – mergulho com escafandro ou com aparelho;
V – trabalho com raios X ou substâncias radioativas;
VI – controle de tráfego aéreo.
Parágrafo único. A um mesmo militar somente será atribuída gratificação
correspondente a uma atividade especial.
Art. 19 – A Gratificação de Compensação Orgânica é devida:
I – durante a aprendizagem da respectiva atividade especial, a partir da
data:
b) do primeiro exercício de vôo em aeronave militar;
b) do primeiro salto de pára-quedas de aeronave militar em vôo;
c) da primeira imersão em submarino;
d) do primeiro mergulho em escafandro ou com aparelho;
e) do início efetivo da atividade de controlador de tráfego aéreo.
II – no exercício financeiro subseqüente ao cumprimento do plano de
provas ou de exercícios, ao militar qualificado para a atividade
especial de vôo;
III – durante o período em que estiver servindo em Organização Militar
específica da atividade considerada, ao militar qualificado para as
atividades especiais de salto, submarino ou mergulho, e desde que cumpra
as missões, planos de provas ou de exercícios estabelecidos para as
referidas atividades.

196
Parágrafo único. A Gratificação de Compensação Orgânica, por trabalho
com raios X ou substâncias radioativas, será concedida na forma da
legislação pertinente.
Art. 20 – Não perderá o direito à percepção da Gratificação de
Compensação Orgânica o militar:
I – hospitalizado ou em licença para tratamento de saúde própria;
II – afastado da sua organização para participar de curso ou estágio de
especialização ou aperfeiçoamento relacionado com a respectiva atividade
especial, como instrutor, munitor ou aluno.
Parágrafo único. O aluno de Escola de Formação de Oficiais, recrutado
entre praças, e que já tenha assegurado o direito à percepção da
Gratificação de Compensação Orgânica, continuará a recebê-la nas mesmas
condições em que a recebia por ocasião da matrícula.
Art. 21 – É assegurado ao militar que tenha feito jus à Gratificação de
Compensação Orgânica o seu pagamento definitivo, por quotas
correspondentes aos anos de efetivo desempenho da atividade especial
considerada, na forma da legislação específica.
Parágrafo único. Os Ministros Militares, no âmbito das respectivas
Forças, estabelecerão os planos de provas ou de exercícios de cada
atividade especial que darão direito ao pagamento definitivo de quotas.
Art. 22 – Em função de futuras promoções, o militar terá assegurada a
evolução dos cálculos para o pagamento definitivo da Gratificação de
Compensação Orgânica, desde que, após a promoção, execute, pelo menos,
um novo plano de provas ou de exercícios no posto ou graduação
considerados.
SEÇÃO III – Da Gratificação de Habilitação Militar
Art. 23 – A Gratificação de Habilitação Militar é devida ao militar
pelos cursos realizados, com aproveitamento, inerentes à sua progressão
na carreira militar.
§ 1º - Os cursos que dão direito à Gratificação de Habilitação Militar,
bem como sua equivalência, serão estabelecidos pelo Estado Maior das
Forças Armadas, em ato comum às três Forças.
§ 2º - Ao militar que possuir mais de um curso, somente lhe será
atribuída a gratificação de maior valor percentual.
§ 3º - A gratificação estabelecida neste artigo é devida a partir da
data de conclusão do curso correspondente.
CAPÍTULO III – Das Indenizações Regulares
SEÇÃO I – Da Indenização de Representação

197
Art. 24 – A Indenização de Representação destina-se a atender às
despesas extraordinárias decorrentes de compromissos de ordem
profissional, protocolar, social ou diplomática, inerentes ao desempenho
da atividade militar em condições determinadas por ato do Poder
Executivo.
SEÇÃO II – Da Indenização de Moradia
Art. 25 – A Indenização de Moradia é o quantitativo mensal em dinheiro
destinado a auxiliar as despesas com a habitação do militar e seus
dependentes, em razão das condições obrigatórias de mudanças freqüentes
de residência a que está sujeito.
Art. 26 – A ocupação de próprio nacional residencial, sob
responsabilidade de órgãos militares, importará no pagamento mensal,
pelo militar, de uma Taxa de Uso, descontada de sua remuneração, que
será igual ao valor da Indenização de Moradia percebida.
§ 1º - A destinação da Taxa de Uso, a cobrança de multas por ocupações
irregulares e de outras despesas decorrentes da ocupação serão reguladas
pelos Ministros Militares, no âmbito das respectivas Forças.
§ 2º - Quando o militar for casado com militar de quadro feminino, a
Taxa de Uso será paga apenas pelo cônjuge responsável pelo imóvel.
Art. 27 – Quando o militar ocupar imóvel da União, sob a
responsabilidade de outro órgão, descontará, em favor deste, a
importância correspondente à respectiva taxa, nos termos da legislação
específica.
SEÇÃO III – Da Indenização de Localidade Especial
Art. 28 – O militar em serviço ativo fará jus à Indenização de
Localidade Especial, quando servir em regiões inóspitas, seja pelas
condições precárias de vida, seja pela insalubridade.
§ 1º - A Indenização de Localidade Especial terá valores correspondentes
às categorias em que forem classificadas as regiões consideradas
localidades especiais, de acordo com a variação das condições de vida e
insalubridade.
§ 2º - É assegurado ao militar o direito à Indenização de Localidade
Especial nos afastamentos da sua Organização Militar por motivo de
serviço, férias, luto, núpcias, dispensa do serviço e hospitalização ou
licença por motivo de acidente em serviço ou de moléstia adquirida em
conseqüência da inospitalidade da região.
§ 3º - O direito à Indenização começa no dia da apresentação do militar
pronto para o serviço e cessa no dia do seu desligamento da Organização
Militar.
CAPÍTULO IV – Das Indenizações Eventuais

198
SEÇÃO I – Da Diária

Art. 29 – O militar que se afastar da sede, em serviço de caráter


eventual ou transitório, para outro ponto do Território Nacional, fará
jus a diárias para cobrir as correspondentes despesas de pousada,
alimentação e locomoção urbana.
Parágrafo único. A diária será concedida por dia de afastamento, sendo
devida pela metade, quando o deslocamento não exigir pernoite fora da
sede.
Art. 30 – O militar que receber diárias e não se afastar da sede, por
qualquer motivo, fica obrigado, de imediato, a restituí-las
integralmente.
Parágrafo único. Na hipótese de o militar retornar à sede em prazo menor
do que o previsto para o seu afastamento, restituirá as diárias
recebidas em excesso.
Art. 31 – Não serão atribuídas diárias quando as despesas decorrentes
das viagens forem custeadas pela União, Estados, Distrito Federal,
Municípios ou Instituições Públicas ou Privadas, nem quando o
afastamento for inferior a oito horas consecutivas.
Art. 32 – O valor da diária será estabelecido mediante ato do Estado
Maior das Forças Armadas, comum às Forças Singulares.
Art. 33 – As condições de concessão, percepção e restituição de diárias
serão estabelecidas pelos Ministros Militares no âmbito das respectivas
Forças.
SEÇÃO II – Do Transporte
Art. 34 – O militar da Ativa, quando movimentado por interesse do
serviço, será indenizado das despesas de transportes, nelas
compreendidas a passagem e a translação da respectiva bagagem, para si,
seus dependentes, e um empregado doméstico, da localidade onde residir
para outra, onde fixará residência dentro do Território Nacional, quando
o transporte não for realizado por conta da União.
SEÇÃO III – Da Ajuda de Custo
Art. 35 – Ajuda de Custo é a indenização paga adiantadamente, para
custeio das despesas de locomoção e instalação, exceto transporte, nas
movimentações com mudança de sede.
Art. 36 – O valor da Ajuda de Custo para o militar que possuir
dependente corresponde:
I – a duas vezes o valor da remuneração nas movimentações com
desligamento da Organização Militar;

199
II – a duas vezes o valor da remuneração na ida e uma vez na volta, nas
movimentações para comissão superior a três e igual ou inferior a seis
meses, sem desligamento;
III – ao valor da remuneração na ida e outro na volta, nas movimentações
para comissão superior a quinze dias e igual ou inferior a três meses,
sem desligamento.
Parágrafo único. O militar, quando transferido para Localidade Especial
Categoria “A” ou de uma Localidade Especial Categoria “A” para qualquer
outra Organização Militar, terá direito à Ajuda de Custo de que trata o
inciso I, em dobro.
Art. 37 – A Ajuda de Custo referida no artigo anterior será paga pela
metade, quando o militar não possuir dependente.
Art. 38 – Fará jus à Ajuda de Custo o militar deslocado com a
Organização Militar que tenha sido transferida de sede, desde que, com
isso, seja obrigado a mudar de residência.
Art. 39 – Para efeito de cálculo do seu valor, determinação do exercício
financeiro e constatação de dependentes, tomar-se-á como base a data do
ajuste de contas do militar beneficiado na concessão da Ajuda de Custo.

CAPÍTULO V – Dos Adicionais


SEÇÃO I – Do Adicional de Férias

Art. 40 – Independentemente de solicitação, será pago ao militar, por


ocasião de suas férias regulamentares, antecipadamente, um adicional
correspondente a 1/3 da remuneração do mês de início das férias.
Art. 41 – É facultado ao militar converter 1/3 das férias em abono
pecuniário, desde que o requeira com, pelo menos, sessenta dias de
antecedência.
Nota:
Revogado pela Lei nº 9.442/97.
§ 1º - No cálculo do abono pecuniário, será considerado o valor do
Adicional de Férias.
§ 2º - Não poderá ser convertido em abono pecuniário o período de vinte
dias de férias relativas aos militares que trabalham com raios X ou
substâncias radioativas.
SEÇÃO II – Do Adicional Natalino

200
Art. 42 – O Adicional Natalino corresponde a 1/12 da remuneração a que o
militar fizer jus no mês de dezembro, por mês de serviço, no respectivo
ano, de acordo com o estabelecido na legislação específica.
§ 1º - O militar excluído do serviço ativo e desligado da Organização
Militar a que estiver vinculado, por motivo de demissão, licenciamento
ou desincorporação, receberá o Adicional de forma proporcional,
calculado sobre a remuneração do mês do desligamento.
§ 2º - A fração igual ou superior a quinze dias será considerada como
mês integral.
Art. 43 – O Adicional Natalino será pago em duas parcelas:
I – a primeira parcela, correspondente à metade da remuneração percebida
no mês anterior às férias, será paga, como adiantamento, conforme
dispuser o Regulamento:
b) medinte requerimento do interessado, ao ensejo das férias;
b) até o mês de novembro, nos demais casos.
II – a segunda parcela será paga até o dia vinte de dezembro de cada
ano, nos termos do “caput” do artigo anterior, descontado o adiantamento
da primeira parcela.
SEÇÃO III – Do Adicional de Natalidade
Art. 44 – O Adicional de Natalidade é devido a militar por motivo de
nascimento de filho, no valor correspondente ao soldo de seu posto ou
graduação.
§ 1º - Na hipótese de parto múltiplo, o valor será acrescido de
cinqüenta por cento por recém-nascido.
§ 2º - O adicional será pago ao cônjuge ou companheiro militar, quando a
parturiente não for militar.
§ 3º - Se a parturiente for servidora civil, far-se-á o pagamento na
forma do parágrafo anterior, mediante sua renúncia expressa ao mesmo
benefício previsto na legislação específica.
SEÇÃO IV – Do Salário-Família

Art. 45 – O Salário-Família é devido ao militar por dependente.


Art. 46 – Consideram-se dependentes do militar, para efeito de percepção
do Salário-Família, aqueles estabelecidos no Estatuto dos Militares.
Art. 47 – A concessão e as condições de percepção do Salário-Família são
as estabelecidas na legislação pertinente.
SEÇÃO V – Do Adicional de Funeral

201
Art. 48 – O Adicional de Funeral é devido ao militar por morte do
cônjuge, companheira ou dependente, em valor equivalente ao soldo
efetivamente percebido, não podendo ser inferior ao do soldo de
Terceiro-Sargento.
Parágrafo único. Em caso de falecimento do militar, o Adicional de
Funeral será devido ao beneficiário, obedecida a ordem de habilitação
para a Pensão Militar.
CAPÍTULO VI – Dos outros Direitos Remuneratórios
SEÇÃO I – Da Indenização de Alimentação

Art. 49 – O militar, quando sua Organização, ou outra nas proximidades


do local de serviço ou expediente, não lhe possa fornecer alimentação
por conta da União e, por imposição do horário de trabalho e distância
de sua residência, seja obrigado a fazer refeições fora dela, tendo,
para tanto, despesas extraordinárias, fará jus:
I – a dez vezes o valor da etapa comum fixada para a localidade, quando
em serviço de escala de duração de 24 horas;
II – à metade do previsto no inciso anterior, quando em serviço ou
expediente de duração igual ou superior a oito horas de efetivo
trabalho, porém inferior a 24 horas.
Art. 50 – O militar, quando servir em Organização Militar que não tenha
Rancho organizado e não possa ser arranchado por outra Organização nas
proximidades, terá direito à indenização do valor igual à etapa comum
fixada para a localidade.
Art. 51 – A praça, de graduação inferior a Terceiro-Sargento, quando em
férias regulamentares e não for alimentada por conta da União, receberá
a indenização estipulada no artigo 50.
Parágrafo único. Idêntica indenização receberá a praça de graduação
inferior a Terceiro-Sargento, quando servir em Localidade Especial de
categoria correspondente à indenização de maior valor e seja acompanhada
de dependente.
Art. 52 – É vedada a acumulação das indenizações previstas nos artigos
49 a 51 desta Lei.
SEÇÃO II – Do Auxílio-Fardamento
Art. 53 – O Aspirante, o Cadete, o Aluno do Colégio Naval ou das Escolas
Preparatórias de Cadetes, o Aluno gratuito ou órfão de Colégio Militar e
as praças de graduação inferior a Terceiro-Sargento têm direito, por
conta da União, a uniformes, roupa branca e roupa de cama, de acordo com
as tabelas de distribuição estabelecidas pelos respectivos Ministérios.
Art. 54 – O militar, ao ser declarado Guarda-Marinha ou Aspirante-a-
Oficial da Ativa, ou promovido a Terceiro-Sargento, faz jus a um Auxílio
202
para aquisição de uniformes, no valor de três vezes o soldo do seu posto
ou graduação.
§ 1º - Idêntico direito ao previsto neste artigo assiste aos nomeados
Oficiais ou Sargentos, ou matriculados em escolas de formação mediante
habilitação em concurso e aos nomeados Capelães Militares.
§ 2º - Os Aspirantes-a-Oficial, oriundos dos órgãos de formação de
oficiais da reserva, convocados para a prestação do serviço militar, bem
como os médicos, farmacêuticos, dentistas e veterinários, quando
convocados para o serviço militar inicial, fazem jus ao mesmo auxílio,
no valor de dois soldos do seu posto.
Art. 55. Ao Oficial, Suboficial ou Subtenente e Sargento, ao ser
promovido, será concedido um Auxílio-Fardamento correspondente ao valor
de dois soldos do novo posto ou graduação.
§ 1º - Quando a promoção for ao primeiro posto de Oficial-General, o
auxílio a que se refere este artigo será de três vezes o valor do soldo
do militar.
§ 2º - O auxílio poderá ser renovado a cada quatro anos se o militar
permanecer no mesmo posto ou graduação.
§ 3º - Ocorrendo a promoção do militar até um ano após o recebimento do
auxílio, ser-lhe-á devida a diferença entre o valor do auxílio,
referente ao novo posto ou graduação, e o do efetivamente recebido.
Art. 56 – O militar que perder seus uniformes em sinistro havido em
Organização Militar, a bordo de embarcação ou aeronave militar, ou em
deslocamento a serviço, receberá um auxílio correspondente a até três
vezes o valor do soldo de seu posto ou graduação.
Parágrafo único. O auxílio será avaliado mediante sindicância sobre o
sinistro, determinada pelo comandante do militar, por solicitação do
sinistrado.
Art. 57 – O militar, ao retornar à Ativa em virtude de convocação,
designação ou reinclusão, terá direito ao mesmo auxílio, no valor de um
soldo, desde que tenha permanecido mais de seis meses na Inatividade.
TÍTULO III – Dos Direitos do Militar ao Passar para a Inatividade
Art. 58 – O militar da Ativa, ao ser transferido para a Inatividade
remunerada, faz jus aos seguintes direitos:
I – ao valor de uma remuneração do último posto ou graduação que possuía
na Ativa;
II – ao transporte para si, seus dependentes e um empregado doméstico,
bem como à translação da respectiva bagagem, do local onde servia para
outra localidade do Território Nacional onde declarou fixar residência.

203
§ 1º - O direito ao transporte prescreve após decorridos 180 dias da
data da primeira publicação oficial do ato da transferência para a
reserva remunerada ou reforma.
§ 2º - Os militares transferidos para a reserva remunerada e designados
para o serviço ativo antes de esgotado o prazo previsto no parágrafo
anterior, ou que tenham que permanecer em atividade por força de
dispositivo legal, terão o mesmo prazo assegurado, a contar da dispensa
do cargo ou exclusão do serviço ativo.
TÍTULO IV – Da Remuneração do Militar na Inatividade
CAPÍTULO I – Da Remuneração e dos Proventos

Art. 59 – A remuneração do militar na Inatividade é constituída do


somatório dos Proventos e Adicionais.
Parágrafo único. Os proventos são constituídos das seguintes parcelas:
I – Soldo ou quotas de soldo;
II – Gratificação de Tempo de Serviço incorporada;
III – Gratificação de Habilitação Militar incorporada;
IV – Gratificação de Compensação Orgânica incorporada.
Art. 60 – A remuneração é devida ao militar na Inatividade a partir da
data de seu desligamento do serviço ativo, em razão de:
I – transferência para a Reserva Remunerada;
II – reforma;
III – retorno à Inatividade após convocação ou designação para o serviço
ativo, quando já se encontrava na Reserva Remunerada.
Parágrafo único. O militar, enquanto não for desligado, continuará a
perceber remuneração na Ativa até a publicação de seu desligamento, que
não poderá ultrapassar de 45 dias da data da primeira publicação oficial
de seu respectivo ato.
Art. 61 – Suspende-se, temporariamente, o direito do militar à percepção
da remuneração na Inatividade, na data da sua apresentação à Organização
Militar competente, quando, na forma da legislação em vigor, retornar à
Ativa, for convocado ou designado para o desempenho de cargo ou comissão
nas Forças Armadas.
Art. 62 – Cessa o direito à percepção da remuneração na Inatividade na
data:
I – do falecimento do militar;
II – do ato que prive o Oficial do posto e da patente;
204
III – do ato da exclusão a bem da disciplina das Forças Armadas, para a
praça.
Art. 63 – A remuneração do militar na Inatividade, considerado
desaparecido ou extraviado, será paga aos que teriam direito à sua
Pensão Militar.
§ 1º - No caso previsto no “caput” deste artigo, decorridos seis meses,
far-se-á a habilitação dos beneficiários à Pensão Militar na forma da
lei, cessando o pagamento da remuneração.
§ 2º - Verificando-se o reaparecimento do militar, caber-lhe-á, se for o
caso, o pagamento da diferença entre a remuneração a que faria jus e a
pensão militar recebida pelos beneficiários.
Art. 64 – O militar que contar mais de trinta anos de serviço, ao passar
para a Inatividade remunerada, terá o cálculo da sua remuneração
referido ao soldo do posto ou graduação imediatamente superior ao seu.
Parágrafo único. O oficial, nas condições deste artigo, se ocupante do
último posto da hierarquia militar de sua Força Armada, em tempo de paz,
terá o cálculo dos proventos, tomando-se por base o soldo do seu próprio
posto, acrescido da diferença entre o soldo deste posto e o soldo do
posto imediatamente anterior.
Art. 65 – O militar na Inatividade, convocado ou designado para o
serviço ativo, ao retornar à Inatividade, terá sua remuneração
recalculada em função do novo cômputo de tempo de serviço e das novas
situações alcançadas como convocado, designado ou reincluído.
CAPÍTULO II – Das Quotas de Soldo e Gratificações
Art. 66 – O soldo constitui o valor básico do cálculo da remuneração a
que faz jus o militar na Inatividade.
§ 1º - Para efeito de cálculos, a quota de soldo corresponde a 1/30 de
seu valor, por ano de serviço computável para a Inatividade, até o
máximo de trinta anos.
§ 2º - Para efeito de contagem de quotas, a fração do tempo igual ou
superior a 180 dias será considerada como um ano.
§ 3º - O militar transferido para a Reserva Remunerada “ex officio”, por
haver atingido a idade limite de permanência, em atividade, no posto ou
graduação, ou não haver preenchido as condições de escolha para acesso
ao generalato, tem direito ao soldo integral.
Art. 67 – As Gratificações incorporadas pelo militar, ao passar para a
Inatividade remunerada, serão pagas nas mesmas condições previstas para
o militar da ativa.
CAPÍTULO III – Dos Adicionais

205
Art. 68 – O Adicional de Inatividade incide mensalmente sobre o valor do
soldo ou das quotas de soldo a que o militar fizer jus na Inatividade.
§ 1º - O Adicional de Inatividade integrarará, para fins de cálculo de
pensão, a estrutura de remuneração do militar falecido em serviço ativo,
inclusive com menos de trinta anos de serviço, com base nos percentuais
estbelecidos na Tabela VI do Anexo II desta Lei.
Nota:
Acrescentado pela Lei nº 9.442/97
§ 2º - Os efeitos financeiros decorrentes do disposto no parágrafo
anterior, para os já falecidos, vigorarão a partir de 1º de dezembro de
1996.

Nota:
Acrescentado pela Lei nº 9.442/97
Art. 69 – O militar na Inatividade remunerada, reformado como inválido,
por incapacidade para o serviço ativo, faz jus, mensalmente, a um
Adicional de Invalidez no valor de sete quotas e meia do soldo, desde
que satisfaça a uma das condições abaixo especificadas, devidamente
constatada por Junta Militar de Saúde, quando necessitar de:
I – internação especializada, militar ou não;
II – assistência ou cuidados permanentes de enfermagem.
§ 1º - Também faz jus ao Adicional de Invalidez o militar que, por
prescrição médica homologada por Junta Militar de Saúde, receber
tratamento na própria residência, nas condições do inciso II.
§ 2º - Para continuidade do direito ao recebimento do Adicional de
Invalidez, o militar apresentará, anualmente, declaração de que não
exerce nenhuma atividade remunerada, pública ou privada e, a critério da
Administração, submeter-se-á periodicamente à inspeção de saúde.
§ 3º - O direito ao Adicional de Invalidez será suspenso automaticamente
pela autoridade competente, se for verificado que o militar beneficiado
exerce ou tenha exercido, após a concessão do adicional, qualquer
atividade remunerada, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, bem como
se, em inspeção de saúde, for constatado não se encontrar nas condições
previstas neste artigo.
§ 4º - O militar de que trata este artigo terá direito ao transporte,
dentro do Território Nacional, pessoal e para acompanhante, se for o
caso, quando obrigado a se afastar do seu domicílio para ser submetido à
inspeção de saúde de controle, prevista no parágrafo anterior.
§ 5º - O valor do Adicional de Invalidez não poderá ser inferior ao
soldo de cabo engajado.

206
Art. 70 – Os Adicionais de Natalidade e de Funeral serão concedidos ao
militar na Inatividade nas mesmas condições previstas para o militar da
Ativa.
Art. 71 – O Adicional Natalino será pago integralmente sobre a
remuneração na Inatividade, nas mesmas condições previstas nos incisos
I, “b”, e II do artigo 43.
TÍTULO V – Do Limite da Remuneração

Art. 72 – Nenhum servidor militar federal, da Ativa ou na Inatividade,


poderá perceber, mensalmente, a título de remuneração, importância
superior à soma dos valores percebidos como remuneração, em espécie, a
qualquer título, pelos Ministros de Estado.
Parágrafo único. Excluem-se do teto da remuneração, para os fins deste
artigo:
I – Gratificação de Tempo de Serviço;
II – Gratificação de Compensação Orgânica;
III – Indenização de Moradia;
IV – Indenização de Localidade Especial;
V – Ajuda de Custo, Diárias e Indenização de Transporte;
VI – Adicionais de Férias, Natalino, de Natalidade e de Funeral;
VII – Auxílio-Fardamento e Alimentação;
VIII – importâncias correspondentes à conversão de férias em pecúnia;
IX – quaisquer parcelas remuneratórias atrasadas, devidas em função de
promoções, sentenças judiciais ou acertos de contas administrativos.
Art. 73 – Nenhum militar da Ativa, ou na Inatividade remunerada, bem
como o beneficiário de Pensão Militar, poderá receber, como remuneração
mensal ou Pensão Militar, valor inferior ao do salário- mínimo mensal
vigente, sendo-lhe paga, como complemento, a diferença encontrada.
Parágrafo único. Excluem-se do disposto neste artigo as praças
prestadoras de serviço militar inicial e as praças especiais, exceto o
Guarda-Marinha e o Aspirante-a-Oficial.
TÍTULO VI – Dos Descontos, Consignantes e Consignatários
CAPÍTULO I – Dos Descontos
Art. 74 – Desconto é o abatimento que pode sofrer a remuneração do
militar para cumprimento de obrigações assumidas ou impostas em virtude
de disposição de lei ou de regulamento.

207
§ 1º - Os descontos são classificados em obrigatórios e autorizados.
§ 2º - Os descontos obrigatórios têm prioridade sobre os autorizados.
Art. 75 – São descontos obrigatórios:
I – contribuição para a Pensão Militar;
II – contribuição para assistência médico-hospitalar militar;
III – impostos incidentes sobre a remuneração, de acordo com a lei;
IV – indenização à Fazenda Nacional, em decorrência de dívida;
V – indenização pela prestação de assistência médico-hospitalar, por
intermédio de Organização Militar;
VI – pensão alimentícia ou judicial;
VII – taxa de uso por ocupação de Próprio Nacional Residencial.
VIII – multa por ocupação irregular de Próprio Nacional Residencial.
Nota:
Acrescentado pela Lei nº 9.442/97
Art. 76 – São descontos autorizados os efetuados em favor de:
I – entidades consideradas consignatárias;
II – serviços de assistência social dos Ministérios Militares;
III – agentes do Sistema Financeiro da Habitação;
IV – locador de casa para residência do consignatário;
V – outros fins de interesse de cada Ministério Militar.
Parágrafo único. Os Ministros Militares regulamentarão os descontos
autorizados no âmbito das respectivas Forças.
Art. 77 – Efetuados os descontos obrigatórios, serão consideradas, para
efeito dos demais, as seguintes parcelas mensais, denominadas “bases
para descontos”, para os militares da Ativa e na Inatividade:
I – Soldo ou quotas de soldo;
II – Gratificação de Tempo de Serviço;
III – Gratificação de Habilitação Militar.
CAPÍTULO II – Dos Consignantes e Consignatários
Art. 78 – Podem ser consignantes:

208
I – o Oficial, o Guarda-Marinha, o Aspirante-a-Oficial, o Suboficial, o
Subtenente e o Sargento;
II – o Cabo, o Taifeiro, o Marinheiro e o Soldado da ativa com mais de
cinco anos de serviço;
III – o militar da Reserva Remunerada ou Reformado.
Art. 79 – Em nenhuma hipótese, o consignante poderá receber, em folha de
pagamento, quantia líquida inferior a trinta por cento das “bases para
descontos”.
Art. 80 – Os Ministros Militares, no âmbito de cada Força Singular,
especificarão as entidades que devam ser consideradas consignatárias,
para os efeitos desta Lei.
TÍTULO VII – Das Disposições Diversas
CAPÍTULO I – Das Disposições Especiais

Art. 81 – O militar que, na data da publicação desta Lei, encontrar-se


reformado com fundamento no Decreto-lei nº 8.795, de 23 de janeiro de
1946, bem como na Lei nº 2.579, de 23 de agosto de 1955, terá o cálculo
de seus proventos referidos ao soldo do posto de Segundo- Tenente, ou,
se mais benéfico, do posto a que ele faz jus na inatividade.
Nota:
Redação dada pela Lei nº 8.717/93
Art. 82 – Os militares nomeados Ministros de Estado ou Ministros do
Superior Tribunal Militar têm remunerações estabelecidas em legislação
própria, assegurado aos Ministros de Estado o direito de opção.
Art. 83 – A remuneração dos militares da Ativa, em campanha, no País ou
no Exterior, será estabelecida em lei específica.
Art. 84 – O convocado para manobra, exercício ou manutenção da ordem
interna não faz jus à remuneração prevista nesta Lei, quando optar pela
remuneração ou salário a que tiver direito como servidor público
federal, estadual ou municipal.
Art. 85 – Aos militares que participarem de trabalhos de construção de
estradas, aeródromos e obras públicas, mapeamento e levantamento
cartográfico e hidrográfico e construção de instalações de rede de
proteção ao vôo poderão ser conferidas gratificações “pro labore” na
forma estabelecida em convênio com os órgãos públicos ou privados
interessados nos referidos trabalhos, à conta dos recursos a estes
destinados.
Art.86 – Ao militar da reserva remunerada, exceto quando convocado,
reincluído, designado ou mobilizado, e, excepcionalmente, ao reformado,
que prestarem tarefa por tempo certo a qualquer das Forças Armadas, será

209
conferido adicional pro labore calculado sobre os proventos que
efetivamente estiver percebendo.
Nota:
Redação dada pela Lei nº 9.442/97
Redação anterior :
Art. 86 – Ao militar da reserva remunerada, exceto quando convocado,
reincluído, designado ou mobilizado, que prestar tarefa por tempo certo
a qualquer das Forças Armadas será conferido Adicional “pro labore”
calculado sobre os proventos que efetivamente estiver percebendo.
Art. 87 – Os militares que, na data da promulgação desta Lei, estiverem
em gozo de vantagens nela não previstas, resultantes de sentenças
judiciais, poderão optar pela nova situação, ou permanecer no regime em
que se encontram, caso não façam a opção no prazo de sessenta dias a
contar da publicação desta Lei.
Art. 88 – O militar que, até 1 de março de 1976, fez jus a quotas da
Indenização de Compensação Orgânica, calculadas pela metade de seu
valor, continua com os seus direitos assegurados nos termos do Decreto-
Lei número 1.447, de 13 de fevereiro de 1976.
Art. 89 – Os descontos em folha das consignações referidas nesta Lei não
sofrerão, em decorrência da reestruturação da composição da remuneração
dos militares, majorações dos respectivos valores em proporção superior
às variações da remuneração efetivamente ocorridas em decorrência desta
Lei.
CAPÍTULO II – Das Disposições Gerais
Art. 90 – Fica assegurada a remuneração integral ao militar em gozo de
licença especial.
Art. 91 – A licença, por motivo de afastamento do cônjuge, será
concedida sem remuneração.
Art. 92 – Na aplicação desta Lei, os casos suscetíveis de interpretação
serão resolvidos pelo Estado-Maior das Forças Armadas, ouvidos os
Ministérios Militares.
Art. 93 – Ficam extintas quaisquer outras vantagens remuneratórias que
vinham sendo pagas aos militares da Ativa e na Inatividade, que não
tenham sido mantidas por esta Lei.
Art. 94 – O militar que, em virtude da aplicação desta Lei, venha a
fazer jus a uma remuneração inferior à que vinha recebendo, terá direito
a um complemento igual ao valor da diferença encontrada, pago como
vantagem individual.
Art. 95 – Os valores das Gratificações de Compensação Orgânica e
Habilitação Militar, das Indenizações Regulares e do Adicional de
210
Inatividade são os estabelecidos nas Tabelas constantes do Anexo II
desta Lei.
Art. 96 – O valor da contribuição para a Pensão Militar será igual a
dois dias de soldo, arredondado em cruzeiros para a importância
imediatamente superior.
CAPÍTULO III – Das Disposições Transitórias
Art. 97 – Enquanto não entrar em vigor a lei especial que trata da
remuneração em campanha no País e no Exterior, permanecerão em vigor os
artigos 101 a 109 da Lei nº 5.787, de 27 de junho de 1972.
Art. 98 – Ao militar na inatividade fica assegurada a aplicação do
disposto no § 3º do artigo 66, desde que tenha passado para a
inatividade nas condições ali previstas.
CAPÍTULO IV – Das Disposições Finais

Art. 99 – O Poder Executivo, em decreto comum às Forças Armadas,


regulamentará a presente Lei.
Art. 100. Fica acrescentado à alínea “b” do § 1º do artigo 3º da Lei nº
6.880, de 9 de dezembro de 1980, o seguinte inciso:
“III – os da reserva remunerada, executando tarefa por tempo certo,
segundo regulamentação para cada Força Armada.”
Nota:
Revogado pela Lei nº 9.442/97.
Art. 101 – O artigo 53 da Lei nº 6.880, de 1980, passa a vigorar com a
seguinte redação:
“Art. 53. A remuneração dos militares será estabelecida em legislação
específica, comum às Forças Armadas, e compreende:
I – na ativa;
b) soldo, gratificações e indenizações regulares;
II – na inatividade:
b) proventos, constituídos de soldo os quotas de soldo e
gratificações incorporáveis;
b) adicionais.”
Art. 102 – Ficam revogados: a Lei nº 5.787, de 27 de junho de 1972,
ressalvado o disposto no artigo 97 desta Lei; a Lei nº 5.844, de 6 de
dezembro de 1972; o Decreto-Lei nº 1.447, de 13 de fevereiro de 1976; o
Decreto-Lei nº 1.603, de 22 de fevereiro de 1978; o Decreto-Lei nº
1.693, de 30 de agosto de 1979; o Decreto-Lei nº 1.824, de 22 de
dezembro de 1980; o Decreto-Lei nº 1.848, de 6 de janeiro de 1981; o
211
Decreto-Lei nº 1.901, de 22 de dezembro de 1981; o Decreto-Lei nº 2.201,
de 27 de dezembro de 1984; a Lei nº 7.594, de 8 de abril de 1987; o
Decreto-Lei nº 2.409, de 7 de janeiro de 1988; o “caput” do artigo 3º da
Lei nº 3.765, de 4 de maio de 1960, com a redação dada pelo artigo 29 da
Lei nº 8.216, de 13 de agosto de 1991; e demais disposições em
contrário.
Art. 103 – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, com
efeitos financeiros a partir do primeiro dia do mês subseqüente.
Brasília, 30 de setembro de 1991; 170º da Independência e 103º da
República.
FERNANDO COLLOR
Jarbas Passarinho
Mário César Flores
Carlos Tinoco Ribeiro Gomes
Sócrates da Costa Monteiro

DOU 30/09/1991

212
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ANEXO N - LEI Nº 9.297, DE 25 DE JULHO DE 1996.

Dá nova redação a dispositivos da Lei n° 6.880, de 9 de dezembro de


1980, que dispõe sobre o Estatuto dos Militares.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA,
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
Lei:
Art. 1º O § 3º do art. 98 e os arts. 117 e 122 da Lei n° 6.880, de 9 de
dezembro de 1980, passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art.98. ...............................................................
........................................................................
§ 3° A nomeação ou admissão do militar para os cargos ou empregos
públicos de que trata o inciso XV deste artigo somente poderá ser feita
se:
........................................................................
Art. 117. O oficial da ativa que passar a exercer cargo ou emprego
público permanente, estranho à sua carreira, será imediatamente demitido
ex-officio e transferido para a reserva não remunerada, onde ingressará
com o posto que possuía na ativa e com as obrigações estabelecidas na
legislação do serviço militar, obedecidos os preceitos do art. 116 no
que se refere às indenizações.
Art. 122. O Guarda-Marinha, o Aspirante-a-Oficial e as demais praças
empossados em cargos ou emprego público permanente, estranho à sua
carreira, serão imediatamente, mediante licenciamento ex-officio,
transferidos para a reserva não remunerada, com as obrigações
estabelecidas na legislação do serviço militar.”
Art. 2° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Revogam-se o inciso XIV e o § 2° do art. 98 da Lei n° 6.880, de
9 de dezembro de 1980.
Brasília, 25 de julho de 1996; 175° da Independência e 108° da
República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Benedito Onofre Bezerra Leonel
D.ºU. 26/07/96

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ANEXO O - MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.492-14, DE 2 DE OUTUBRO DE 1996.

Cria a Gratificação de Condição Especial de Trabalho – GCET para os


servidores militares federais das Forças Armadas, altera dispositivos
das Leis nºs 6.880, de 9 de dezembro de 1980, e 8.237, de 30 de setembro
de 1991, dispõe sobre o Auxílio-Funeral a ex-Combatentes, e dá outras
providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art.
62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de
lei:
Art. 1º Fica instituída a Gratificação de Condição Especial de Trabalho
– GCET, devida mensal e regularmente aos servidores militares federais
das Forças Armadas ocupantes de cargo militar.
Parágrafo único. Excetuam-se do disposto neste artigo as praças
prestadoras do serviço militar inicial.
Art. 2º A Gratificação de Condição Especial de Trabalho – GCET será
calculada obedecendo à hierarquização entre os diversos postos e
graduações, dentro dos respectivos círculos das Forças Armadas e paga a
partir de 1º de agosto de 1995 até 31 de agosto de 1996, de acordo com o
Anexo I, e a partir de 1º de setembro de 1996, de acordo com o Anexo
III.
Art. 3º Simultaneamente, até 31 de agosto de 1996, será concedida uma
Gratificação Temporária aos servidores de que trata o art. 1º, no valor
constante do Anexo II.
Parágrafo único. A Gratificação Temporária é acumulável com a
Gratificação de Condição Especial de Trabalho – GCET e:
b) não servirá de base para cálculo de qualquer vantagem ou parcela
remuneratória, ressalvadas aquelas de que tratam os arts. 35, 40,
42 e 86 da Lei nº 8.237, de 30 de setembro de 1991;
b) será considerada, até a sua extinção, para efeito de pensões e
remuneração na inatividade.
Art. 4º A Gratificação de Condição Especial de Trabalho – GCET passa a
integrar a estrutura remuneratória dos militares da ativa, inativos e
pensionistas, prevista na legislação em vigor.
Art. 5º O inciso III da alínea b do § 1º do art. 3º da Lei nº 6.880, de
9 de dezembro de 1980, passa a vigorar com a seguinte redação:
“III – os da reserva remunerada, e, excepcionalmente, os reformados,
executando tarefa por tempo certo, segundo regulamentação para cada
Força Armada.”

214
Art. 6º Os arts. 75 e 86 da Lei nº 8.237, passam a vigorar com as
seguintes alterações:
“Art. 75.
VIII – multa por ocupação irregular de Próprio Nacional Residencial.”
“Art. 86. Ao militar da reserva remunerada, exceto quando convocado,
reincluído, designado ou mobilizado, e, excepcionalmente, ao reformado,
que prestarem tarefa por tempo certo a qualquer das Forças Armadas, será
conferido adicional pro labore calculado sobre os proventos que
efetivamente estiver percebendo.”
Art. 7º Ao ex-Combatente que tenha efetivamente participado de operações
bélicas durante a Segunda Guerra Mundial, nos termos da Lei nº 5.315, de
12 de setembro de 1967, e que esteja percebendo Pensão Especial, será
concedido Auxílio-Funeral, para ressarcimento das despesas efetuadas,
até o limite equivalente ao valor do soldo de Segundo-Tenente.
Parágrafo único. O Auxílio-Funeral será ressarcido pelo órgão
responsável pelo pagamento da Pensão Especial à pessoa que houver
custeado o funeral do ex-Combatente, mediante requerimento.
Art. 8º Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida
Provisória nº 1.492-13, de 5 de setembro de 1996.
Art. 9º Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 10. Revogam-se os arts. 41 e 100 da Lei nº 8.237, de 30 de setembro
de 1991.
Brasília, 2 de outubro de 1996; 175º da Independência e 108º da
República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Pedro Pullen Parente
Antonio Kandir
Clovis de Barros Carvalho
Anexo(s) Publicado(s) no Diário Oficial.

215
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ANEXO P - LEI Nº 9.442, DE 14 DE MARÇO DE 1997.

Cria a Gratificação de Condição Especial de Trabalho – GCET para os


servidores militares federais das Forças Armadas, altera dispositivos
das Leis nºs 6.880, de 9 de dezembro de 1980, e 8.237, de 30 de setembro
de 1991, dispõe sobre o Auxílio-Funeral a ex-Combatentes, e dá outras
providências.
Faço saber que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA adotou a Medida Provisória nº
1.544-19 de 1997, que o Congresso Nacional aprovou, e eu, Antônio Carlos
Magalhães, Presidente, para os efeitos do disposto no parágrafo único do
artigo 62 da Constituição Federal, promulgo a seguinte lei :
Art. 1º - Fica instituída a Gratificação de Condição Especial de
Trabalho – GCET, devida mensal e regularmente aos servidores militares
federais das Forças Armadas ocupantes de cargo militar.
Nota:

Revogado pela MP2.215-10/2001


Parágrafo único – Excetuam-se do disposto neste artigo as praças
prestadoras do serviço militar inicial.
Art. 2º - A Gratificação de Condição Especial de Trabalho – GCET será
calculada obedecendo à hierarquização entre os diversos postos e
graduações, dentro dos respectivos círculos das Forças Armadas e paga de
1º de agosto de 1995 até 31 de agosto de 1996, de acordo com o Anexo I,
e a partir de 1º de setembro de 1996, de acordo com o Anexo III.
Nota:
Revogado pela MP2.215-10/2001
Art. 3º - Simultaneamente, até 31 de agosto de 1996, será concedida uma
Gratificação Temporária aos servidores de que trata o art. 1º, no valor
constante do Anexo II.
Nota:

Revogado pela MP2.215-10/2001


Parágrafo único – A Gratificação Temporária é acumulável com a
Gratificação de Condição Especial de Trabalho – GCET e:
D. . . não servirá de base para cálculo de qualquer vantagem ou
parcela remuneratória, ressalvadas aquelas de que tratam os
arts. 35, 40, 42 e 86 da Lei nº 8.237, de 30 de setembro de
1991;
b) será considerada, até a sua extinção, para efeito de pensões e
remuneração na inatividade.
216
Art. 4º - A Gratificação de Condição Especial de Trabalho – GCET passa a
integrar a estrutura remuneratória dos militares da ativa, inativos e
pensionistas, prevista na legislação em vigor.
Nota:

Revogado pela MP2.215-10/2001


Art. 5º - O inciso III da alínea “b” do § 1º do art. 3º da Lei nº 6.880,
de 9 de dezembro de 1980, passa a vigorar com a seguinte redação:
“III – os da reserva remunerada, e, excepcionalmente, os reformados,
executando tarefa por tempo certo, segundo regulamentação para cada
Força Armada.”
Art. 6º - Os arts. 68, 75 e 86 da Lei nº 8.237, de 1991, passam a
vigorar com as seguintes alterações:
Nota:

Revogado pela MP2.215-10/2001


“Art. 68 - .............................................................
§ 1º - O Adicional de Inatividade integrarará, para fins de cálculo de
pensão, a estrutura de remuneração do militar falecido em serviço ativo,
inclusive com menos de trinta anos de serviço, com base nos percentuais
estabelecidos na Tabela VI do Anexo II desta Lei.
§ 2º - Os efeitos financeiros decorrentes do disposto no parágrafo
anterior, para os já falecidos, vigorarão a partir de 1º de dezembro de
1996.”

”Art. 75 - ....................................................
........................................................................
VIII – multa por ocupação irregular de Próprio Nacional Residencial.”
“Art. 86 – Ao militar da reserva remunerada, exceto quando convocado,
reincluído, designado ou mobilizado, e, excepcionalmente, ao reformado,
que prestarem tarefa por tempo certo a qualquer das Forças Armadas, será
conferido adicional pro labore calculado sobre os proventos que
efetivamente estiver percebendo.”
Art. 7º - Ao ex-combatente que tenha efetivamente participado de
operações bélicas durante a Segunda Guerra Mundial, nos termos da Lei nº
5.315, de 12 de setembro de 1967, e que esteja percebendo Pensão
Especial, será concedido Auxílio-Funeral, para ressarcimento das
despesas efetuadas, até o limite equivalente ao valor do soldo de
Segundo-Tenente.

217
Parágrafo único – O Auxílio-Funeral será ressarcido pelo órgão
responsável pelo pagamento da Pensão Especial à pessoa que houver
custeado o funeral do ex-Combatente, mediante requerimento.
Art. 8º - Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida
Provisória nº 1.544-18, de 16 de janeiro de 1997.
Art. 9º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 10. Revogam-se o art. 41 e 100 da Lei nº 8.237, de 30 de setembro
de 1991.

Congresso Nacional, 14 de março de 1997; 176º da Independência e 109º da


República.

Senador ANTÔNIO CARLOS MAGALHÃES

Presidente do Congresso Nacional

Nota:
A MP convalidada foi a de nº 1.544-18, quando deveria ter sido a de nº
1.544-19.

ANEXO I

TABELA DE ESCALONAMENTO DOS FATORES DA GRATIFICAÇÃO DE CONDIÇÃO ESPECIAL


DE TRABALHO (GCET)
I – OFICIAIS (FATOR MULTIPLICATIVO SOBRE O SOLDO DO ALMIRANTE-DE-
ESQUADRA)

POSTO FATOR
ALMIRANTE-DE-ESQUADRA,
0,733
GENERAL-DE-EXÉRCITO E TENENTE-BRIGADEIRO

VICE-ALMIRANTE, GENERAL-DE-DIVISÃO E
0,688
MAJOR-BRIGADEIRO

CONTRA-ALMIRANTE, GENERAL-DE-BRIGADA E
0,644
BRIGADEIRO
CAPITÃO-DE-MAR-E-GUERRA E CORONEL 0,534
CAPITÃO-DE-FRAGATA E TENENTE-CORONEL 0,495
CAPITÃO-DE-CORVETA E MAJOR 0,428
CAPITÃO-TENENTE E CAPITÃO 0,341
PRIMEIRO-TENENTE 0,302
218
SEGUNDO-TENENTE 0,266

II – PRAÇAS ESPECIAIS (FATOR MULTIPLICATIVO SOBRE O SOLDO DE GUARDA-


MARINHA)

GRADUAÇÃO FATOR
GUARDA-MARINHA E ASPIRANTE-A-OFICIAL 0,377
ASPIRANTE E CADETE (ÚLTIMO ANO) 0,065
ASPIRANTE E CADETE (DEMAIS ANOS), ALUNO
DO CENTRO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS DA AERONÁUTICA E
0,059
ALUNO DE ÓRGÃO DE FORMAÇÃO DE
OFICIAIS DA RESERVA

ALUNO DO COLÉGIO NAVAL E DA ESCOLA


0,055
PREPARATÓRIA DE CADETES (ÚLTIMO ANO)

ALUNO DO COLÉGIO NAVAL E DA ESCOLA


0,049
PREPARATÓRIA DE CADETES (DEMAIS ANOS)
ALUNO DA ESCOLA DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS 0,049
GRUMETE 0,049
APRENDIZ-MARINHEIRO E ALUNO DE ÓRGÃO
0,040
DE FORMAÇÃO DE PRAÇAS DA RESERVA

III – PRAÇAS (FATOR MULTIPLICATIVO SOBRE O SOLDO DE GUARDA-MARINHA)

GRADUAÇÃO FATOR
SUBOFICIAL E SUBTENENTE 0,377
PRIMEIRO-SARGENTO 0,317
SEGUNDO-SARGENTO 0,263
TERCEIRO-SARGENTO 0,221
CABO (ENGAJADO) E TAIFEIRO-MOR 0,143
TAIFEIRO-DE-PRIMEIRA-CLASSE 0,123
TAIFEIRO-DE-SEGUNDA-CLASSE 0,109
MARINHEIRO, SOLDADO FUZILEIRO NAVAL,
SOLDADO DO EXÉRCITO E SOLDADO DE 1ª CLASSE
(ESPECIALIZADOS, CURSADOS E ENGAJADOS), 0,089
SOLDADO-CLARIM OU CORNETEIRO DE 1ª CLASSE E SOLDADO-
PARAQUEDISTA (ENGAJADO)

219
MARINHEIRO, SOLDADO FUZILEIRO NAVAL E
SOLDADO DE 1ª CLASSE (NÃO ESPECIALIZADOS), SOLDADO DO
0,082
EXÉRCITO (ESPECIALIZADO) E
SOLDADO-CLARIM OU CORNETEIRO DE 2ª CLASSE

SOLDADO DO EXÉRCITO E SOLDADO DE 2ª


0,065
CLASSE (ENGAJADOS E NÃO ESPECIALIZADOS)
SOLDADO-CLARIM OU CORNETEIRO DE 3ª CLASSE 0,049

D. . . ANEXO II
I – OFICIAIS

POSTO VALOR (R$)


ALMIRANTE-DE-ESQUADRA,
453,30
GENERAL-DE-EXÉRCITO E TENENTE-BRIGADEIRO

VICE-ALMIRANTE, GENERAL-DE-DIVISÃO E
425,40
MAJOR-BRIGADEIRO

CONTRA-ALMIRANTE, GENERAL-DE-BRIGADA E
398,40
BRIGADEIRO

CAPITÃO-DE-MAR-E-GUERRA E CORONEL 330,30

CAPITÃO-DE-FRAGATA E TENENTE-CORONEL 306,00

CAPITÃO-DE-CORVETA E MAJOR 264,30

CAPITÃO-TENENTE E CAPITÃO 210,60

PRIMEIRO-TENENTE 186,90
SEGUNDO-TENENTE 164,70

II – PRAÇAS ESPECIAIS

GRADUAÇÃO VALOR (R$)


GUARDA-MARINHA E ASPIRANTE-A-OFICIAL 110,70

220
ASPIRANTE E CADETE (ÚLTIMO ANO) 19,20

ASPIRANTE E CADETE (DEMAIS ANOS), ALUNO


DO CENTRO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS DA AERONÁUTICA E
17,40
ALUNO DE ÓRGÃO DE FORMAÇÃO DE
OFICIAIS DA RESERVA

ALUNO DO COLÉGIO NAVAL E DA ESCOLA


16,20
PREPARATÓRIA DE CADETES (ÚLTIMO ANO)

ALUNO DO COLÉGIO NAVAL E DA ESCOLA


14,40
PREPARATÓRIA DE CADETES (DEMAIS ANOS)

ALUNO DA ESCOLA DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS 14,40

GRUMETE 14,40

APRENDIZ-MARINHEIRO E ALUNO DE ÓRGÃO


12,00
DE FORMAÇÃO DE PRAÇAS DA RESERVA

III – PRAÇAS

GRADUAÇÃO VALOR (R$)


SUBOFICIAL E SUBTENENTE 110,70

PRIMEIRO-SARGENTO 93,00

SEGUNDO-SARGENTO 77,10

TERCEIRO-SARGENTO 65,10

CABO (ENGAJADO) E TAIFEIRO-MOR 42,00

TAIFEIRO-DE-PRIMEIRA-CLASSE 36,30

TAIFEIRO-DE-SEGUNDA-CLASSE 32,10

MARINHEIRO, SOLDADO FUZILEIRO NAVAL,


SOLDADO DO EXÉRCITO E SOLDADO DE 1ª CLASSE
(ESPECIALIZADOS, CURSADOS E ENGAJADOS), 26,40
SOLDADO-CLARIM OU CORNETEIRO DE 1ª CLASSE E SOLDADO-
PARAQUEDISTA (ENGAJADO)

MARINHEIRO, SOLDADO FUZILEIRO NAVAL E 24,00


SOLDADO DE 1ª CLASSE (NÃO ESPECIALIZADOS), SOLDADO DO
221
EXÉRCITO (ESPECIALIZADO) E
SOLDADO-CLARIM OU CORNETEIRO DE 2ª CLASSE

SOLDADO DO EXÉRCITO E SOLDADO DE 2ª


19,20
CLASSE (ENGAJADOS E NÃO ESPECIALIZADOS)

SOLDADO-CLARIM OU CORNETEIRO DE 3ª CLASSE 14,40

D. . . ANEXO III
TABELA DE CÁLCULO DA GCET
I – OFICIAIS (FATOR MULTIPLICATIVO SOBRE O SOLDO DE
ALMIRANTE-DE-ESQUADRA)

POSTO FATOR
ALMIRANTE-DE-ESQUADRA,
1,466
GENERAL-DE-EXÉRCITO E TENENTE-BRIGADEIRO

VICE-ALMIRANTE, GENERAL-DE-DIVISÃO E
1,376
MAJOR-BRIGADEIRO

CONTRA-ALMIRANTE, GENERAL-DE-BRIGADA E
1,288
BRIGADEIRO

CAPITÃO-DE-MAR-E-GUERRA E CORONEL 1,068

CAPITÃO-DE-FRAGATA E TENENTE-CORONEL 0,990

CAPITÃO-DE-CORVETA E MAJOR 0,856

CAPITÃO-TENENTE E CAPITÃO 0,682

PRIMEIRO-TENENTE 0,604
SEGUNDO-TENENTE 0,532

II – PRAÇAS ESPECIAIS (FATOR MULTIPLICATIVO SOBRE O


SOLDO DE GUARDA-MARINHA)

GRADUAÇÃO FATOR
GUARDA-MARINHA E ASPIRANTE-A-OFICIAL 0,754

222
ASPIRANTE E CADETE (ÚLTIMO ANO) 0,130

ASPIRANTE E CADETE (DEMAIS ANOS), ALUNO


DO CENTRO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS DA AERONÁUTICA E
0,118
ALUNO DE ÓRGÃO DE FORMAÇÃO DE
OFICIAIS DA RESERVA

ALUNO DO COLÉGIO NAVAL E DA ESCOLA


0,110
PREPARATÓRIA DE CADETES (ÚLTIMO ANO)

ALUNO DO COLÉGIO NAVAL E DA ESCOLA


0,098
PREPARATÓRIA DE CADETES (DEMAIS ANOS)

ALUNO DA ESCOLA DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS 0,098

GRUMETE 0,098

APRENDIZ-MARINHEIRO E ALUNO DE ÓRGÃO


0,080
DE FORMAÇÃO DE PRAÇAS DA RESERVA

III – PRAÇAS (FATOR MULTIPLICATIVO SOBRE O SOLDO DE


GUARDA-MARINHA)

GRADUAÇÃO FATOR
SUBOFICIAL E SUBTENENTE 0,754

PRIMEIRO-SARGENTO 0,634

SEGUNDO-SARGENTO 0,526

TERCEIRO-SARGENTO 0,442

CABO (ENGAJADO) E TAIFEIRO-MOR 0,286

TAIFEIRO-DE-PRIMEIRA-CLASSE 0,246

TAIFEIRO-DE-SEGUNDA-CLASSE 0,218

MARINHEIRO, SOLDADO FUZILEIRO NAVAL,


SOLDADO DO EXÉRCITO E SOLDADO DE 1ª CLASSE
(ESPECIALIZADOS, CURSADOS E ENGAJADOS), 0,178
SOLDADO-CLARIM OU CORNETEIRO DE 1ª CLASSE E SOLDADO-
PARAQUEDISTA (ENGAJADO)
223
MARINHEIRO, SOLDADO FUZILEIRO NAVAL E
SOLDADO DE 1ª CLASSE (NÃO ESPECIALIZADOS), SOLDADO DO
0,164
EXÉRCITO (ESPECIALIZADO) E
SOLDADO-CLARIM OU CORNETEIRO DE 2ª CLASSE

SOLDADO DO EXÉRCITO E SOLDADO DE 2ª


0,130
CLASSE (ENGAJADOS E NÃO ESPECIALIZADOS)
SOLDADO-CLARIM OU CORNETEIRO DE 3ª CLASSE 0,098

Nota:
Passa a vigorar, a partir de 1º de fevereiro de 1998, na forma do Anexo
I da Lei nº 9.633/98
Passa a vigorar, a partir de 1º de fevereiro de 1999, na forma do Anexo
II da Lei nº 9.633/98
Observações:
1 – Valor do soldo de Almirante-de-Esquadra (Base para cálculo da GCET
para os oficiais): R$ 618,00
2 – Valor do soldo de Guarda-Marinha (Base para cálculo da GCET para as
praças): R$ 293,10
D.O.U. 15/03/97

224
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ANEXO Q - MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.799-6, DE 10 DE JUNHO DE 1999.

Altera dispositivos da Lei nº 9.649, de 27 de maio de 1998, que dispõe


sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios, e dá
outras providências.
Nota:
Revogada pela MP1.911-7/99
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art.
62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de
lei:
Art. 1º A Lei nº 9.649, de 27 de maio de 1998, passa a vigorar com as
seguintes alterações:
“Art. 1º A Presidência da República é constituída, essencialmente, pela
Casa Civil e pela Casa Militar.
§ 1º Integram a Presidência da República como órgãos de assessoramento
imediato ao Presidente da República:
I – o Conselho de Governo;
II – o Advogado-Geral da União;
III – a Secretaria de Estado de Comunicação de Governo;
IV – a Secretaria de Estado de Relações Institucionais;
V – Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano;
VI – o Gabinete do Presidente da República;
.................................................................. “(NR)
“Art. 2º À Casa Civil da Presidência da República compete assistir
direta e imediatamente ao Presidente da República no desempenho de suas
atribuições, especialmente na coordenação e na integração da ação do
governo, na verificação prévia da constitucionalidade e legalidade dos
atos presidenciais, bem assim supervisionar e executar as atividades
administrativas da Presidência da República e supletivamente da Vice-
Presidência da República, tendo como estrutura básica o Conselho do
Programa Comunidade Solidária, o Gabinete, uma Secretaria, até três
Subchefias, sendo uma Executiva, e um órgão de Controle Interno.”(NR)
“Art. 4º À Secretaria de Estado de Comunicação de Governo da Presidência
da República compete assistir direta e imediatamente ao Presidente da
República no desempenho de suas atribuições, especialmente nos assuntos
relativos à política de comunicação e divulgação social do governo e de
implantação de programas informativos, cabendo-lhe a coordenação,
225
supervisão e controle da publicidade dos órgãos e entidades da
Administração Pública Federal, direta e indireta, e de sociedades sob
controle da União, e convocar redes obrigatórias de rádio e televisão,
tendo como estrutura básica o Gabinete, e até três Secretarias.” (NR)
“Art. 5º À Secretaria de Estado de Relações Institucionais da
Presidência da República compete assistir direta e imediatamente ao
Presidente da República no desempenho de suas atribuições, especialmente
no relacionamento com o Congresso Nacional e na interlocução com os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, partidos políticos e
entidades civis, tendo como estrutura básica o Gabinete, e até duas
Secretarias.”(NR)
“Art. 5º-º À Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano da
Presidência da República compete assistir direta e imediatamente ao
Presidente da República no desempenho de suas atribuições, especialmente
na formulação e coordenação das políticas nacionais de desenvolvimento
urbano, na articulação das ações e programas das diversas esferas de
governo voltadas para habitação e saneamento, transporte urbano, tendo
como estrutura básica o Gabinete, e até três Secretarias.” (NR)
“Art. 6º À Casa Militar da Presidência da República compete assistir
direta e imediatamente ao Presidente da República no desempenho de suas
atribuições, especialmente nos assuntos militares, coordenar a atividade
de inteligência federal, zelar pela segurança pessoal do Chefe de
Estado, do Vice-Presidente da República, e respectivos familiares, dos
titulares dos órgãos essenciais da Presidência da República, e de outras
autoridades ou personalidades quando determinado pelo Presidente da
República, bem assim pela segurança dos palácios presidenciais, tendo
como estrutura básica o Conselho Nacional Antidrogas, a Secretaria
Nacional Antidrogas, o Gabinete, uma Secretaria, e até quatro
Subchefias, sendo uma Executiva.
§ 1° Compete, ainda, à Casa Militar, coordenar e integrar as ações do
Governo nos aspectos relacionados com as atividades de prevenção e
repressão ao tráfico ilícito, ao uso indevido e à produção não
autorizada de substâncias entorpecentes e drogas que causem dependência,
bem como aquelas relacionadas com o tratamento de dependentes.
§ 2º A Secretaria Nacional Antidrogas desempenhará as atividades de
secretaria executiva do Conselho Nacional Antidrogas.”(NR)
“Art. 7º........................................
I – Conselho de Governo, integrado pelos Ministros de Estado, pelos
titulares dos órgãos essenciais da Presidência da República, pelos
Secretários de Estado da Presidência da República e pelo Advogado-Geral
da União, que será presidido pelo Presidente da República, ou, por sua
determinação, pelo Chefe da Casa Civil, e secretariado por um dos
membros para este fim designado pelo Presidente da República;

226
II – Câmaras do Conselho de Governo, com a finalidade de formular
políticas públicas setoriais, cujo escopo ultrapasse as competências de
um único Ministério, integradas pelos Ministros de Estado das áreas
envolvidas e outros membros do Governo quando indicados pelo Presidente
da Câmara, e presididas, quando determinado, pelo Chefe da Casa Civil.
§ 1º Para desenvolver as ações executivas das Câmaras mencionadas no
inciso II, serão constituídos Comitês Executivos, integrados pelos
Secretários-Executivos dos Ministérios, cujos titulares as integram, e
pelo Subchefe-Executivo da Casa Civil, presididos por um de seus
membros, designado pelo Chefe da Casa Civil.
§ 4º O Ministro de Estado da Fazenda e o Ministro de Estado do Orçamento
e Gestão integrarão, sempre que necessário, as demais Câmaras de que
trata o inciso II.
..........................................” (NR)
“Art. 11...................................
Parágrafo único. O Conselho de Defesa Nacional e o Conselho da República
terão como secretários-Executivos, respectivamente, o Chefe da Casa
Militar e o Chefe da Casa Civil.”(NR)
“Art. 13. Os Ministérios são os seguintes:
I – da Agricultura e do Abastecimento;
II – da Ciência e Tecnologia;
III – das Comunicações;
IV – da Cultura;
V – da Defesa
VI – do Desenvolvimento, Indústria e Comércio;
VII – da Educação;
VIII – do Esporte e Turismo;
IX – da Fazenda;
X – da Justiça;
XI – do Meio Ambiente;
XII – de Minas e Energia;
XIII – do Orçamento e Gestão;
XIV – da Previdência e Assistência Social;
XV – das Relações Exteriores;
227
XVI – da Saúde;
XVII – do Trabalho e Emprego;
XVIII – dos Transportes.
Parágrafo único. São Ministros de Estado os titulares dos Ministérios, o
Chefe da Casa Civil e o Chefe da Casa Militar da Presidência da
República.”(NR)
”Art. 14. Os assuntos que constituem área de competência de cada
Ministério são os seguintes:
I – Ministério da Agricultura e do Abastecimento;
c) política agrícola, abrangendo produção, comercialização,
abastecimento, armazenagem e garantia de preços mínimos;
b) produção e fomento agropecuário, inclusive das atividades pesqueira e
da heveicultura;
d) mercado, comercialização e abastecimento agropecuário, inclusive
estoques reguladores e estratégicos;
e) informação agrícola;
e) defesa sanitária animal e vegetal;
f) fiscalização dos insumos utilizados nas atividades agropecuárias e da
prestação de serviços no setor;
g) classificação e inspeção de produtos e derivados animais e vegetais;
h) proteção, conservação e manejo do solo e água, voltados ao processo
produtivo agrícola e pecuário;
f) pesquisa tecnológica em agricultura e pecuária;
j) meteorologia e climatologia;
l) desenvolvimento rural, cooperativismo e associativismo;
m) energização rural, agroenergia, inclusive eletrificação rural;
n) assistência técnica e extensão rural;
II – Ministério da Ciência e Tecnologia:
g) política nacional de pesquisa científica e tecnológica;
b) planejamento, coordenação, supervisão e controle das atividades da
ciência e tecnologia;
h) política de desenvolvimento de informática e automação;
i) política nacional de biossegurança;
228
III – Ministério das Comunicações:
j) política nacional de telecomunicações, inclusive radiodifusão;
b) regulamentação, outorga e fiscalização de serviços de
telecomunicações;
k) controle e administração do uso do espectro de radiofreqüências;
l) serviços postais;
IV – Ministério da Cultura:
m) política nacional de cultura;
b) proteção do patrimônio histórico e cultural;
V – Ministério da Defesa:
n) política de defesa nacional;
b) política de estratégia militares;
o) doutrina e planejamento de emprego das Forças Armadas;
p) projetos especiais de interesse da defesa nacional;
e) inteligência estratégica e operacional no interesse da defesa;
f) operações militares das Forças Armadas;
g) relacionamento internacional das Forças Armadas;
h) orçamento de defesa;
i) legislação militar;
j) política de mobilização nacional;
l) política de ciência e tecnologia nas Forças Armadas;
m) política de comunicação social nas Forças Armadas;
n) política de remuneração dos militares e pensionistas;
o) fomento às atividade de pesquisa e desenvolvimento e de produção e
exportação em áreas de interesse da defesa;
p) atuação das Forças Armadas na preservação da ordem pública, no
combate a delitos transfronteiriços ou ambientais, na defesa civil e no
desenvolvimento nacional;
q) logística militar
r) serviço militar;
s) assistência à saúde, social e religiosa das Forças Armadas;
229
t) constituição, organização, efetivos, adestramento e aprestamento das
forças navais, terrestres e aéreas;
u) política marítima nacional;
v) segurança da navegação aérea e do tráfego aquaviário e salvaguarda da
vida humana no mar;
x) política aeronáutica nacional e atuação na política nacional de
desenvolvimento das atividades aeroespaciais;
z) infra-estrutura aeroespacial, aeronáutica e aeroportuária;
VI – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio:
q) política de desenvolvimento da indústria, do comércio e dos
serviços;
b) propriedade intelectual e transferência de tecnologia;
r) metrologia, normalização e qualidade industrial;
s) comércio exterior;
e) formulação da política de apoio à microempresa, empresa de pequeno
porte e artesanato;
f) execução das atividades de registro do comércio;
g) política relativa ao café, açúcar e álcool;
h) planejamento e exercício da ação governamental nas atividades do
setor agroindustrial canavieiro;
VII – Ministério da Educação:
t) política nacional de educação;
b) educação infantil;
u) educação em geral, compreendendo ensino fundamental, ensino médio,
ensino superior, educação de jovens e adultos, educação
profissional, educação especial e educação à distância exceto
ensino militar;
v) avaliação, informação e pesquisa educacional;
e) pesquisa e extensão universitária;
f) magistério;
VIII – Ministério do Esporte e Turismo:
w) política nacional de desenvolvimento do turismo e da prática dos
esportes;
230
b) promoção e divulgação do turismo nacional, no País e no
exterior;
x) estímulo às iniciativas públicas e privadas de incentivo às
atividades turísticas e esportivas;
y) planejamento, coordenação, supervisão e avaliação dos planos e
programas de incentivo ao turismo e esportes;
IX – Ministério da Fazenda:
z) moeda, crédito, instituições financeiras, capitalização, poupança
popular, seguros privados e previdência privada aberta;
b) política, administração, fiscalização e arrecadação tributária e
aduaneira;
aa) administração financeira, controle interno, auditoria e
contabilidade públicas;
bb) administração das dívidas públicas interna e externa;
e) negociações econômicas e financeiras com governos e entidades
nacionais, estrangeiras e internacionais;
f) preços em geral e tarifas públicas e administradas;
g) fiscalização e controle do comércio exterior;
h) formulação do planejamento estratégico nacional de médio e longo
prazos;
cc) realização de estudos e pesquisas sócio-econômicos e de
administração dos sistemas cartográficos e estatísticos nacionais;
X – Ministério da Justiça:
dd) defesa da ordem jurídica, dos direitos políticos e das garantias
constitucionais;
b) política judiciária;
ee) Direito da cidadania, direitos da criança, do adolescente, dos
índios e das minorias;
ff) entorpecentes, segurança pública, trânsito, Polícias Federal,
Rodoviária e Ferroviária Federal e do Distrito Federal;
e) defesa dos direitos das pessoas portadoras de deficiência e
promoção da sua integração à vida comunitária;
f) defesa da ordem econômica nacional e dos direitos do consumidor;
g) planejamento, coordenação e administração da política penitenciária
nacional;

231
h) nacionalidade, imigração e estrangeiros;
gg) documentação, publicação e arquivo dos atos oficiais;
j) ouvidoria-geral;
l) ouvidoria das polícias federais;
m) assistência jurídica, judicial e extrajudicial, integral e
gratuita, aos necessitados, assim considerados em lei;
XI – Ministério do Meio Ambiente:
hh) política nacional do meio ambiente e dos recursos hídricos;
b) política de preservação, conservação e utilização sustentável de
ecossistemas, e biodiversidade e florestas;
ii) proposição de estratégias, mecanismos e instrumentos econômicos e
sociais para a melhoria da qualidade ambiental e do uso
sustentável dos recursos naturais;
jj) políticas para integração do meio ambiente e produção;
e) políticas e programas ambientais para a Amazônia Legal;
XII – Ministério de Minas e Energia:
kk) geologia, recursos minerais e energéticos;
b) aproveitamento da energia hidráulica;
ll) mineração e metalurgia;
mm) petróleo, combustível e energia elétrica, inclusive nuclear;
XIII – Ministério do Orçamento e Gestão:
nn) condução, coordenação e gestão dos sistemas de orçamento federal,
de pessoal civil, de organização e modernização administrativa, de
administração de recursos da informação e informática e de
serviços gerais;
b) políticas e diretrizes para modernização do Estado;
oo) políticas e administração de recursos humanos e desenvolvimento
institucional;
d) organização, modernização e gestão da Administração Pública
Federal e promoção da qualidade no Setor Público;
e) formulação de diretrizes e controle da gestão das empresas
estatais;
f) elaboração, acompanhamento e avaliação do plano plurianual e de
projetos especiais de desenvolvimento;

232
g) administração patrimonial;
h) acompanhamento e avaliação dos gastos públicos federais;
pp) formulação de diretrizes, avaliação e coordenação das negociações
com organismos multilaterais e agências governamentais
estrangeiras, relativas a financiamentos de projetos públicos;
XIV – Ministério da Previdência e Assistência Social:
qq) previdência social;
b) previdência complementar;
rr) assistência social;
XV – Ministério das Relações Exteriores:
ss) política internacional;

b) relações diplomáticas e serviços consulares;


tt) participação nas negociações comerciais, econômicas, técnicas e
culturais com governos e entidade estrangeiras;
uu) programas de cooperação internacional;
e) apoio a delegações, comitivas e representações brasileiras em
agências e organismos internacionais e multilaterais;
XVI – Ministério da Saúde
vv) política nacional de saúde;
b) coordenação e fiscalização do Sistema Único de Saúde;
ww) saúde ambiental e ações de promoção, proteção e recuperação da
saúde individual e coletiva, inclusive a dos trabalhadores e dos
índios;
xx) informações de saúde;
e) insumos críticos para a saúde;
f) ação preventiva em geral, vigilância e controle sanitário de
fronteiras e de portos marítimos, fluviais e aéreos;
g) vigilância de saúde, especialmente drogas, medicamentos e alimentos;
h) pesquisa científica e tecnológica na área de saúde;
XVII – Ministério do Trabalho e Emprego:
yy) política e diretrizes para a geração de emprego e renda e de apoio
ao trabalhador;
233
b) política e diretrizes para a modernização das relações de trabalho;
zz) fiscalização do trabalho, inclusive do trabalho portuário, bem
como aplicação das sanções previstas em normas legais ou
coletivas;
aaa) política salarial;
e) formação e desenvolvimento profissional;
f) segurança e saúde no trabalho;
g) política de imigração;
XVIII – Ministério dos Transportes
bbb) política nacional de transportes ferroviário, rodoviário e
aquaviário;
b) marinha mercante, portos e vias navegáveis;
ccc) participação na coordenação dos transportes aeroviários.
§ 1º Em casos de calamidade pública ou de necessidade de especial
atendimento à população, o Presidente da República poderá dispor sobre a
colaboração dos Ministérios com os diferentes níveis da administração
pública.
........................................................................
§ 5º Compete às Secretarias de Estado:
“I – dos Direitos Humanos, a que se refere o inciso IX do art. 16:
ddd) direitos da cidadania, direitos da criança, do adolescente e
das minorias;
b) defesa dos direitos das pessoas portadoras de deficiência e promoção
da sua integração à vida comunitária;
II – da Administração e do Patrimônio, a que se refere o inciso XII do
art. 16:
eee) supervisão e execução do sistema de pessoal civil;
b) desenvolvimento de ações de controle da folha de pagamento dos órgãos
e das entidades do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal –
SIPEC;
fff) administração dos bens imóveis da União;
ggg) supervisão e coordenação dos sistemas de administração de
recursos da informação e informática e de serviços gerais;
III – de Assistência Social a que se refere o inciso XIII do art. 16:
hhh) política de assistência social;
234
b) normatização, orientação, supervisão e avaliação da execução da
política de assistência social;
IV – de Planejamento e Avaliação a que se refere o inciso VII do art.
16:
iii) formulação do planejamento estratégico nacional de médio e
longo prazos;
b) avaliação dos impactos sócio-econômicos de programas do Governo
Federal;
c)estudos especiais com vistas à recomendação de políticas e
acompanhamento sistemático da conjuntura sócio-econômicas;
jjj) realização de estudos e pesquisas sócio-econômicos e de
administração dos sistemas cartográficos e estatísticos
nacionais.” (NR)
“Art. 15 .............................................................
§ 2º Caberá ao Secretário-Executivo, titular do órgão a que se refere o
inciso I, além da supervisão e da coordenação das Secretarias
integrantes da estrutura do Ministério, exceto das Secretarias de
Estado, exercer as funções que lhe forem atribuídas pelo Ministro de
Estado.
§ 3º Poderá haver na estrutura básica de cada Ministério, vinculado à
Secretaria-Executiva, um órgão responsável pelas atividades de
administração de pessoal, material, patrimonial, de serviços gerais e de
orçamento e finanças.”(NR)
“Art. 16. Integram a estrutura básica:
I – do Ministério da Agricultura e do Abastecimento o Conselho Nacional
de Política Agrícola, a Comissão Especial de Recursos, a Comissão
Executiva do Plano de Lavoura Cacaueira, o Instituto Nacional de
Metrologia e até três Secretarias;
II – do Ministério da Ciência e Tecnologia o Conselho Nacional de
Ciência e Tecnologia, o Conselho Nacional de Informática e Automação, o
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Instituto Nacional de
Pesquisas da Amazônia, o Instituto Nacional de Tecnologia, a Comissão
Técnica Nacional de Biossegurança e até quatro Secretarias;
III – do Ministério das Comunicações até duas Secretarias;
IV – do Ministério da Cultura o Conselho Nacional de Política Cultural,
a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, a Comissão de Cinema e até
quatro Secretarias;
V – do Ministério da Defesa, o Conselho Militar de Defesa, o Comando da
Marinha, o Comando do Exército, o Comando da Aeronáutica, o Estado-Maior
de Defesa, a Escola Superior de Guerra, Hospital das Forças Armadas, o
Centro de Catalogação das Forças Armadas, a Representação Brasileira na
Junta Interamericana de Defesa e até três Secretarias;
235
VI – do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio o Conselho
Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, o Conselho
Nacional das Zonas de Processamento de Exportação, o Conselho
Deliberativo da Política do Café e até três Secretarias;
VII – do Ministério da Educação o Conselho Nacional de Educação, o
Instituto Benjamin Constant, o Instituto Nacional de Educação de Surdos
e até cinco Secretarias;
VIII – do Ministério da Fazenda a Secretaria de Estado de Planejamento e
Avaliação, o Conselho Monetário Nacional, o Conselho Nacional de
Política Fazendária, o Conselho de Recursos do Sistema Financeiro
Nacional, o Conselho Nacional de Seguros Privados, o Conselho de
Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados, de Previdência Privada
Aberta e de Capitalização, o Conselho de Controle de Atividades
Financeiras, a Câmara Superior de Recursos Fiscais, o Conselho
Consultivo do Sistema de Controle Interno, os 1º, 2º e 3º Conselhos de
Contribuintes, o Conselho Diretor do Fundo de Garantia à Exportação –
CFGE, o Comitê Brasileiro de Nomenclatura, o Comitê de Avaliação de
Créditos ao Exterior, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a Escola
de Administração Fazendária, a Junta de Programação Financeira e até
seis Secretarias;
IX – do Ministério da Justiça, a Secretaria de Estado dos Direitos
Humanos, o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, o Conselho
Nacional de Política Criminal e Penitenciária, o Conselho Nacional de
Trânsito, o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, o Conselho
Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Conselho Nacional
de Segurança Pública, o Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa dos
Direitos Difusos, o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora
de Deficiência, a Ouvidoria-Geral das Polícias Federais, o Departamento
de Polícia Federal, o Departamento de Polícia Rodoviária Federal, o
Arquivo Nacional, a Imprensa Nacional, a Ouvidoria-Geral da República, a
Defensoria Pública da União e até quatro Secretarias;
X – do Ministério do Meio Ambiente o Conselho Nacional do Meio Ambiente,
o Conselho Nacional da Amazônia Legal, o Conselho Nacional de Recursos
Hídricos, o Comitê do Fundo Nacional do Meio Ambiente, o Instituto de
Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e até cinco Secretarias;
XI – do Ministério de Minas e Energia até duas Secretarias;
XII – do Ministério do Orçamento e Gestão a Secretaria de Estado da
Administração e do Patrimônio, a Comissão de Financiamentos Externos e
até quatro Secretarias;
XIII – do Ministério da Previdência e Assistência Social a Secretaria de
Estado de Assistência Social, o Conselho Nacional de Previdência Social,
o Conselho Nacional de Assistência Social, o Conselho de Recursos da
Previdência Social, o Conselho de Gestão da Previdência Complementar, a
Inspetoria-Geral da Previdência Social e até duas Secretarias;
236
XIV – do Ministério das Relações Exteriores o Cerimonial, a Secretaria
de Planejamento Diplomático, a Inspetoria-Geral do Serviço Exterior, a
Secretaria-Geral das Relações Exteriores, esta composta de até três
Subsecretarias, a Secretaria de Controle Interno, o Instituto Rio
Branco, as missões diplomáticas permanentes, as repartições consulares,
o Conselho de Política Externa e a Comissão de Promoções;
XV – do Ministério da Saúde o Conselho Nacional de Saúde e até quatro
Secretarias;
XVI – do Ministério do Trabalho e Emprego o Conselho Nacional do
Trabalho, o Conselho Nacional de Imigração, o Conselho Curador do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço, o Conselho Deliberativo do Fundo de
Amparo ao Trabalhador e até quatro Secretarias;
XVII – do Ministério dos Transportes a Comissão Federal de Transportes
Ferroviários – COFER e até três Secretarias.
§ 1º O Conselho de Política Externa, a que se refere o inciso XIV, será
presidido pelo Ministro de Estado das Relações Exteriores e integrado
pelo Secretário-Geral, pelo Secretário-Geral-Adjunto, pelos
Subsecretários-Gerais da Secretaria-Geral das Relações Exteriores, e
pelo Chefe de Gabinete do Ministro de Estado das Relações Exteriores.
§ 2º A Ouvidoria-Geral das Polícias Federais vincula-se diretamente ao
Ministro de Estado da Justiça.
§ 3º O titular da Ouvidoria-Geral de que trata o parágrafo anterior,
será nomeado pelo Presidente da República, para mandato de três anos,
após aprovação pelo Senado Federal na forma do art. 52, inciso III,
alínea “f”, da Constituição.
§ 4º As Secretarias de Estado dos Direitos Humanos, de Assistência
Social e de Planejamento e Avaliação serão compostas de até duas
secretarias finalísticas e a da Administração e do Patrimônio de até
três secretarias.” (NR)
“Art. 17. São transformados:
I – a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em
Secretaria de Estado de Comunicação de Governo da Presidência da
República;
II – o Ministério do Planejamento e Orçamento, em Ministério do
Orçamento e Gestão;
III – o Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos, e da
Amazônia Legal, em Ministério do Meio Ambiente;
IV – o Ministério da Educação e do Desporto, em Ministério da Educação;
V – o Ministério do Trabalho, em Ministério do Trabalho e Emprego;

237
VI – o Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, em Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio;
VII – a Secretaria-Geral da Presidência da República, em Secretaria de
Estado de Relações Institucionais da Presidência da República;
VIII – a Secretaria de Estado de Planejamento e Avaliação da Presidência
da República, em Secretaria de Estado de Planejamento e Avaliação do
Ministério da Fazenda;
IX – o Conselho Federal de Entorpecentes, em Conselho Nacional
Antidrogas.
X – o Ministério da Marinha em Comando da Marinha;
XI – o Ministério do Exército em Comando do Exército; e
XII – o Ministério da Aeronáutica em Comando da Aeronáutica.”(NR)
Art. 18 ................................................................
III – administrativas, da Secretaria-Geral da Presidência da República
para a Casa Civil da Presidência da República;
..................................................................” (NR)
“Art. 19 ...............................................................
X – o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado;
XI – a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República;
XII – o Gabinete a que se refere o inciso I do art. 4º da Lei nº 9.615,
de 24 de março de 1998;
XIII – o Alto Comando das Forças Armadas; e
XIV – o Estado-Maior das Forças Armadas.” (NR)
“Art. 20. Fica criada na Câmara de Políticas Regionais do Conselho de
Governo a Secretaria Especial de Políticas Regionais com as seguintes
competências:
I – integração dos aspectos regionais das políticas setoriais;
II – defesa civil;
III – fixação das diretrizes, acompanhamento e avaliação dos programas
de financiamento de que trata a alínea “c” do inciso I do art. 159 da
Constituição Federal;
IV – obras contra as secas de infra-estrutura hídrica.
Parágrafo único. Integram a estrutura da Secretaria Especial de que
trata este artigo o Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional de
Financiamento do Centro-Oeste e até duas secretarias.” (NR)
238
“Art. 22-A. Ficam extintos os cargos de Secretário-Geral da Presidência
da República, de Secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da
República, de Secretário de Comunicação Social da Presidência da
República, de Ministro de Estado da Administração Federal e Reforma do
Estado, de Ministro de Estado da Educação e do Desporto, de Ministro de
Estado do Trabalho, de Ministro de Estado da Indústria, do Comércio e do
Turismo, de Ministro de Estado do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e
da Amazônia Legal, de Ministro de Estado do Planejamento e Orçamento, de
Ministro de Estado da Marinha, de Ministro de Estado do Exército, de
Ministro de Estado da Aeronáutica, de Ministro de Estado Chefe do
Estado-Maior das Forças Armadas e de Ministro de Estado Extraordinário
dos Esportes.” (NR)
“Art. 24-A. São criados os cargos de Ministro de Estado da Defesa, de
Ministro de Estado Chefe da Casa Militar da Presidência da República, de
Ministro de Estado da Educação, de Ministro de Estado do Trabalho e
Emprego, de Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio,
de Ministro de Estado do Meio Ambiente, de Ministro de Estado do Esporte
e Turismo e de Ministro de Estado do Orçamento e Gestão.” (NR)
“Art. 25-A. São criados os cargos de Secretário de Estado de Comunicação
de Governo, de Secretário de Estado de Relações Institucionais, de
Secretário de Estado de Planejamento e Avaliação, de Secretário de
Estado de Desenvolvimento Urbano, de Secretário de Estado de Assistência
Social, de Secretário de Estado dos Direitos Humanos, e de Secretário de
Estado da Administração e do Patrimônio, de Comandante da Marinha, de
Comandante do Exército e de Comandante da Aeronáutica.
Parágrafo único. Os cargos de que tratam o caput deste artigo são de
Natureza Especial.” (NR)
“Art. 26. O titular do cargo de Natureza Especial de Secretário-
Executivo da Câmara de Políticas Regionais do Conselho de Governo, a que
se refere o § 3º do art. 7º, será também o titular da Secretaria
Especial a que se refere o art. 20.
Parágrafo único. O titular do cargo de que trata o caput terá
prerrogativas, garantias, vantagens e direitos equivalentes aos de
Ministro de Estado.” (NR)
“Art. 28. É o Poder Executivo autorizado a manter os servidores e
empregados da Administração Federal direta e indireta, ocupantes ou não
de cargo em comissão ou função de direção, chefia ou assessoramento que,
em 31 de dezembro de 1998, se encontravam à disposição de órgãos da
Administração direta.
§ 1º Aos servidores e empregados que, em 31 de dezembro de 1998, se
encontravam requisitados e em exercício nos Ministérios do Planejamento
e Orçamento e da Administração Federal e Reforma do Estado, aplica-se o
disposto no parágrafo único do art. 2º da Lei nº 9.007, de 17 de março

239
de 1995, enquanto permanecerem em exercício no Ministério do Orçamento e
Gestão.
§ 2º Ficam mantidas no Ministério do Orçamento e Gestão, as funções de
que trata o art. 20 da Lei nº 8.216, de 13 de agosto de 1991, até que
sejam dispensados seus ocupantes, quando, então, serão consideradas
extintas.” (NR)
“Art. 28-A. O Centro de Informática do IPEA fica transferido da Fundação
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, para o Ministério do
Orçamento e Gestão.
Parágrafo único. O patrimônio do Centro de Informática do IPEA e os
servidores nele lotados ficam também transferidos para o Ministério do
Orçamento e Gestão, garantida a estes servidores a percepção da
Gratificação de Desempenho e Produtividade a que se refere a Lei nº
9.625, de 7 de abril de 1998.” (NR)
“Art. 29. É o Poder Executivo autorizado a remanejar, transpor,
transferir ou utilizar as dotações orçamentárias aprovadas na Lei
Orçamentária de 1999, em favor dos órgãos extintos, transformados,
transferidos, incorporados ou desmembrados por esta Medida Provisória,
mantida a mesma classificação funcional-programática, expressa por
categoria de programação em seu menor nível, conforme definida no art.
6º, § 1º, da Lei nº 9.692, de 27 de julho de 1998, inclusive os títulos,
descritores, metas e objetivos, assim como o respectivo detalhamento por
esfera orçamentária, grupos de despesa, fontes de recursos, modalidades
de aplicação e identificadores de uso.
Parágrafo único. Aplicam-se os procedimentos previstos no caput aos
créditos antecipados na forma estabelecida no art. 72 da Lei nº 9.692,
de 1998.” (NR)
“Art. 32. O Poder Executivo disporá, em decreto, na estrutura regimental
dos Ministérios, dos órgãos essenciais e Secretarias de Estado da
Presidência da República, sobre as competências e atribuições,
denominação das unidades e especificação dos cargos.” (NR)
“Art. 37. São criados:
I – na Administração Pública Federal, dois mil, duzentos e oitenta
cargos em comissão e funções gratificadas, sendo treze de Natureza
Especial, mil e setenta e três do Grupo-Direção e Assessoramento
Superiores – DAS e mil, cento e noventa e quatro funções gratificadas,
assim distribuídos: Três DAS 6; setenta e um DAS 5; noventa e dois DAS
4; cento e nove DAS 3; cinqüenta e oito DAS 2; setecentos e quarenta DAS
1 e mil, cento e noventa e quatro FG1;
III – na Administração Pública Federal, em caráter temporário, pelo
prazo de até cento e oitenta dias, contados de 10 de junho de 1999, mil
duzentos e trinta e três cargos em comissão e funções gratificadas,
sendo quatrocentos e quarenta e nove do Grupo-Direção e Assessoramento
240
Superiores – DAS e setecentos e oitenta e quatro funções gratificas,
assim distribuídos; dez DAS 3; duzentos e oitenta e dois DAS 2; cento e
cinqüenta e sete DAS 1; cento e cinqüenta e seis FG1; cento e setenta e
oito FG 2 e quatrocentas e cinqüenta FG 3.
.................................................................. “(NR)
“Art. 37-A. Ficam extintos quatro mil, setecentas e cinqüenta e cinco
funções gratificadas, assim distribuídas; mil, duzentas e vinte e quatro
FG-2 e três mil, quinhentas e trinta e uma FG-1.”(NR)
“Art. 40. O Poder Executivo disporá, até 30 de setembro de 1999, sobre a
organização, a reorganização e o funcionamento dos Ministérios e órgãos
de que trata esta Lei, mediante aprovação ou transformação das
estruturas regimentais.” (NR)
“Art. 42 ...............................................................
V – pelo Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado, para o
Ministério do Orçamento e Gestão.” (NR)
“Art. 43. Os cargos efetivos vagos, ou que venham a vagar dos órgãos
extintos, serão remanejados para a Secretaria de Estado da Administração
e do Patrimônio para redistribuição e os cargos em comissão e funções de
confiança, transferidos para a Secretaria de Gestão do Ministério do
Orçamento e Gestão, para utilização ou extinção de acordo com o
interesse da Administração Pública.
Parágrafo único. No encerramento dos trabalhos de inventariança, e nos
termos fixados em decreto, poderão ser remanejados para a Secretaria de
Estado da Administração e do Patrimônio, com os respectivos ocupantes,
os cargos e funções estritamente necessários à continuidade das
atividades de prestação de contas decorrentes de convênios, contratos e
instrumentos similares firmados pelos órgãos extintos e seus
antecessores.” (NR)
“Art. 43-A. No processo de inventariança do Estado-Maior das Forças
Armadas, as gratificações a que se referem os arts. 11 e 13 da Lei nº
8.460, de 17 de setembro de 1992, poderão ser remanejadas para o
Ministério da Defesa nos quantitativos e valores necessários.”(NR)
“Art. 44. Enquanto não for aprovado e implantado o quadro de provimento
efetivo do Ministério do Esporte e Turismo e do INDESP, fica o Ministro
de Estado do Esporte e Turismo autorizado a requisitar servidores da
Administração Federal direta para ter exercício naqueles órgãos,
independentemente da função a ser exercida.” (NR)
“Art. 45. Até que sejam aprovadas as estruturas regimentais dos órgãos
essenciais e das Secretarias de Estado da Presidência da República, e
dos Ministérios, de que trata o art. 13, são mantidas as estruturas, as
competências, inclusive as transferidas, as atribuições, a denominação
das unidades e a especificação dos respectivos cargos, vigentes em 31 de
241
dezembro de 1998, observadas as alterações introduzidas por esta Medida
Provisória, ressalvadas as disposições expressas previstas em decreto.”
(NR)
“Art. 48. O art. 17 da Lei nº 8.025, de 12 de abril de 1990, passa a
vigorar com a seguinte redação:
“Art. 17. Os imóveis de que trata o art. 14, quando irregular sua
ocupação, serão objeto de reintegração de posse liminar em favor da
União, independentemente do tempo em que o imóvel estiver ocupado.
§ 1º A Secretaria de Estado da Administração e do Patrimônio, por
intermédio do órgão responsável pela administração dos imóveis, será a
depositária dos imóveis reintegrados.
§ 2º Julgada improcedente a ação de reintegração de posse em decisão
transitada em julgado, a Secretaria de Estado da Administração e do
Patrimônio colocará o imóvel à disposição do juízo dentro de cinco dias
da intimação para fazê-lo.” (NR)
“Art. 50. O art. 22 da Lei nº 9.028, de 12 de abril de 1995, passa a
vigorar com a seguinte redação:
“Art. 22. A Advocacia-Geral da União e os seus órgãos vinculados, nas
respectivas áreas de atuação, ficam autorizados a representar
judicialmente os titulares e os membros dos Poderes da República, das
Instituições Federais referidas no Título IV, Capítulo IV, da
Constituição, inclusive os titulares dos Ministérios e demais órgãos da
Presidência da República, de Autarquias e Fundações públicas federais,
bem como os de cargos de natureza especial e de direção e assessoramento
superiores (DAS) de níveis 6, 5 e 4, quanto a atos praticados, no
exercício de suas atribuições constitucionais, legais ou regulamentares,
no interesse público, especialmente da União, suas respectivas
autarquias e fundações, ou das Instituições mencionadas, podendo, ainda,
quanto aos mesmos atos, impetrar ábeas corpus e mandado de segurança em
defesa dos agentes públicos de que trata este artigo.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se aos ex-titulares dos
cargos ou funções referidos no caput, e ainda:
I – aos designados para a execução dos regimes especiais previstos na
Lei nº 6.024, de 13 de março de 1974, nos Decretos-Leis nºs 73, de 21 de
novembro de 1966, e 2.321, de 25 de fevereiro de 1987; e
II – aos militares das Forças Armadas quando, em decorrência do
cumprimento de dever constitucional, legal ou regulamentar, responderem
a inquérito policial ou a processo judicial.” (NR)
“Art. 56. Fica o Poder Executivo autorizado a atribuir a órgão ou
entidade da Administração Pública Federal, diverso daquele a que está
atribuída a competência, a responsabilidade pela execução das atividades

242
de administração de pessoal, material, patrimonial, de serviços gerais,
orçamento e finanças e de controle interno.” (NR)
“Art. 61. Nos conselhos de administração das empresas públicas,
sociedades de economia mista suas subsidiárias e controladas e demais
empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do
capital social com direito a voto, haverá sempre um membro indicado pelo
Ministro de Estado do Orçamento e Gestão.” (NR)
Art. 2º. O art. 2º da Lei nº 7.735, de 22 de fevereiro de 1989, com a
redação dada pela Lei nº 7.804, de 18 de julho de 1989, passa a vigorar
com a seguinte redação:
“Art. 2º É criado o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis – IBAMA, entidade autárquica de regime especial
dotada de personalidade jurídica de direito público, vinculada ao
Ministério do Meio Ambiente, com a finalidade de executar as políticas
nacionais de meio ambiente referentes às atribuições federais
permanentes relativas à preservação, à conservação e ao uso sustentável
dos recursos ambientais e sua fiscalização e controle, bem como apoiar o
Ministério do Meio Ambiente na execução da Política Nacional de Recursos
Hídricos e na execução das ações supletivas da União, de conformidade
com a legislação em vigor e as diretrizes daquele Ministério.
Parágrafo único. O Poder Executivo disporá, até 30 de abril de 1999,
sobre a estrutura regimental do IBAMA.” (NR)
Art. 3º Os arts. 8º e 9º da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, passa
a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 8º ...............................................................
II – Ministro de Estado do Orçamento e Gestão;
..................................................................” (NR)
“Art. 9º................................................................
III – Secretário-Executivo do Ministério do Orçamento e Gestão;
..................................................................” (NR)
Art. 4º Fica criada a Comissão de Coordenação das atividades de
Meteorologia, Climatologia e Hidrologia – CMCH, vinculada ao Ministério
da Ciência e Tecnologia, com a finalidade de coordenar a política
nacional para o setor, a ser regulamentada pelo Poder Executivo.
Art. 5º É o poder Executivo autorizado a:
I – extinguir a Fundação Centro Tecnológico para a Informática,
instituída em conformidade com o disposto nos arts. 32 a 39 da Lei nº
7.232, de 29 de outubro de 1984.

243
II – transferir o Centro de Tecnologia Mineral – CETEM, de que trata a
Lei nº 7.677, de 21 de outubro de 1988, do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq para o Ministério da
Ciência e Tecnologia.
Art. 6º Ficam transferidas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da
Presidência da República para o Gabinete do Ministro de Estado
Extraordinário de Projetos Especiais as atribuições e competências
estabelecidas em leis gerais ou específicas, inclusive a elaboração de
cenários exploratórios, exceto aquelas cometidas à Secretaria de Estado
de Planejamento e Avaliação do Ministério da Fazenda.
Parágrafo único. O Centro de Estudos Estratégicos e o Centro de Pesquisa
e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações passam à supervisão
direta do Ministro de Estado Extraordinário de Projetos Especiais.
Art. 7º A Lei nº 9.257, de 9 de janeiro de 1996, passa a vigorar com as
seguintes alterações:
“Art. 2º O Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia reunir-se-á
mediante convocação determinada pelo Presidente da República, que
presidirá cada sessão de instalação dos trabalhos.
§ 1º Na ausência do Presidente da República, este designará um vice-
presidente, dentre os membros representantes do Governo Federal, que
exercerá a presidência da reunião.
§ 2º O Conselho será constituído de membros designados pelo Presidente
da República e terá a seguinte composição:
I – oito representantes do Governo Federal;
II – oito representantes dos produtores e usuários de ciência e
tecnologia, e respectivos suplentes, com mandato de três anos, admitida
uma única recondução.
§ 3º A representação dos produtores e usuários de ciência e tecnologia
será renovada a cada ano, com a substituição parcial de seus membros.
§ 4º A participação no Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia não
será remunerada.
§ 5º A critério do Presidente da República, poderão ser convocadas
outras personalidades para participar das reuniões do Conselho.
§ 6º O Conselho poderá constituir, sob a coordenação de qualquer dos
seus membros, comissões de trabalho temáticas setoriais, temporárias que
poderão incluir representantes estaduais, dos trabalhadores, dos
produtores e dos usuários de ciência e tecnologia e da comunidade
científica e tecnológica.” (NR)
“Art. 5-A. Para os efeitos do disposto no § 3º do art. 2º desta Lei, a
próxima renovação da representação dos produtores e usuários de ciência
244
e tecnologia far-se-á mediante a escolha de representantes com mandatos
de um, dois e três anos, na forma do regulamento.” (NR)
Art. 8º A Lei nº 8.183, de 11 de abril de 1991, passa a vigorar com as
seguintes alterações:
“Art.
2º......................................................................
§ 3º O Conselho de Defesa Nacional terá uma Secretaria-Executiva para
execução das atividades permanentes necessárias ao exercício de sua
competência constitucional.”(NR)
“Art. 4º Cabe à Casa Militar da Presidência da República executar as
atividades permanentes necessárias ao exercício da competência do
Conselho de Defesa Nacional – CDN.
Parágrafo único. Para o trato de problemas específicos da competência do
Conselho de Defesa Nacional, poderão ser instituídos, junto à Casa
Militar da Presidência da República, grupos e comissões especiais,
integrados por representantes de órgãos e entidades, pertencentes ou não
à Administração Pública Federal.” (NR)
“Art. 6º Os órgão e as entidades de Administração Federal realizarão
estudos, emitirão pareceres e prestarão toda a colaboração de que o
Conselho de Defesa Nacional necessitar, mediante solicitação de sua
Secretaria-Executiva.”(NR)
Art. 9º O art. 5º da Lei nº 8.854, de 10 de fevereiro de 1994, passa a
vigorar acrescido do seguinte parágrafo:
“Parágrafo único. Fica o Poder Executivo autorizado a dispor sobre a
estrutura, vinculação e denominação dos cargos em comissão, funções de
confiança e das unidades da Agência Espacial Brasileira.” (NR)
Art. 10. O art. 7º da Lei nº 5.537, de 21 de novembro de 1968, com as
alterações do Decreto-Lei nº 872, de 15 de setembro de 1969, passa a
vigorar com a seguinte redação:
“Art. 7º O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE será
administrado por um Conselho Deliberativo constituído de nove membros,
conforme disposto em regulamento.” (NR)
Art. 11. Os art. 6º e 81 da Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980,
passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 6º São equivalentes as expressões”na ativa”, “em serviço ativo”,
“em serviço na ativa”, “em serviço”, “em atividade”, conferidas aos
militares no desempenho de cargo, comissão, encargo, incubência ou
missão, serviço ou atividade militar ou considerada de natureza militar
nas organizações militares das Forças Armadas, bem como na Presidência
da República, na Vice-Presidência da República, no Ministério da Defesa

245
e nos Demais órgão quando previsto em lei, ou quando incorporados às
Forças Armadas.”(NR)
“Art.
81......................................................................
II – for posto à disposição exclusiva do Ministério da Defesa ou Força
Armada diversa daquela a que pertença, para ocupar cargo militar ou
considerado de natureza militar;
..................................................................” (NR)
Art. 12 Enquanto não dispuser de quadro de pessoal permanente, aplicam-
se aos servidores civis e aos militares em exercício no Ministério da
Defesa as normas vigentes para os servidores civis e militares em
exercício nos órgãos da Presidência da República, em especial as
referidas no art. 20 da Lei nº 8.216, de 13 de agosto de 1991, no § 4º
do art. 93 da lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e nos arts. 11 e
13 da lei nº 8.460, de 17 de setembro de 1992.
Parágrafo único. Exceto nos caso previstos em Lei e até que se cumpram
as condições definidas neste artigo, as requisições de servidores para
os órgão mencionados serão irrecusáveis e deverão ser prontamente
atendidas.
Art. 13. Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida
Provisória nº 1.799-5, de 13 maio de 1999.
Art. 14. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua
publicação.
Art. 15. Revogam-se o art. 13 da Lei nº 7.853, de 24 de outubro de
1989,os arts. 6º, 7º, 63, 64, 65, 66, 77, 84 e 86 da Lei nº 8.212, de 24
de julho de 1991; os arts. 7º e 8º da Lei nº 8.213, de 24 de julho de
1991; a Lei nº 8.954, de 13 de dezembro de 1994; o art. 3º da Lei nº
9.257, de 9 de janeiro de 1996; os arts. 3º, 9º, 10, os §§ 2º, 3º e 4º
do art. 14, o parágrafo único do art. 18, e os arts. 23, 38, e 62 da Lei
nº 9.649, de 27 de maio de 1998.
Brasília, 10 de junho de 1999; 178º da Independência e 111º da
República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Clovis de Barros Carvalho
D.ºU., 11/06/99.

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ANEXO R - MEDIDA PROVISÓRIA Nº 2.131, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2000

Dispõe sobre a reestruturação da remuneração dos militares das Forças


Armadas, altera as Leis nº 3.765, de 4 de maio de 1960, e 6.880, de 9 de
dezembro de 1980, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art.
62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de
lei:
CAPÍTULO I
DA REMUNERAÇÃO

Art. 1º A remuneração dos militares integrantes das Forças Armadas -


Marinha, Exército e Aeronáutica, no País, em tempo de paz, compõe-se de:
I - soldo;
II - adicionais:
a) militar;
b) de habilitação;
c) de tempo de serviço, observado o disposto no art. 30 desta Medida
Provisória;
d) de compensação orgânica; e
e) de permanência;
III - gratificações:
a) de localidade especial; e
b) de representação.
Parágrafo único. As tabelas de soldo, adicionais e gratificações são as
constantes dos Anexos I, II e III desta Medida Provisória.
Art. 2º Além da remuneração prevista no art. 1º desta Medida Provisória,
os militares têm os seguintes direitos remuneratórios:
I - observadas as definições do art. 3º desta Medida Provisória:
a) diária;
b) transporte;
c) ajuda de custo;
d) auxílio-fardamento;

247
e) auxílio-alimentação;
f) auxílio-natalidade;
g) auxílio-invalidez; e
h) auxílio-funeral;
II - observada a legislação específica:
a) auxílio-transporte;
b) assistência pré-escolar;
c) salário-família;
d) adicional de férias; e
e) adicional natalino.
Parágrafo único. Os valores referentes aos direitos previstos neste
artigo são os estabelecidos em legislação específica ou constantes das
tabelas do Anexo IV.
Art. 3º Para os efeitos desta Medida Provisória, entende-se como:
I - soldo - parcela básica mensal da remuneração e dos proventos,
inerente ao posto ou à graduação do militar, e é irredutível;
II - adicional militar - parcela remuneratória mensal devida ao militar,
inerente a cada círculo hierárquico da carreira militar;
III - adicional de habilitação - parcela remuneratória mensal devida ao
militar, inerente aos cursos realizados com aproveitamento, conforme
regulamentação;
IV - adicional de tempo de serviço - parcela remuneratória mensal devida
ao militar, inerente ao tempo de serviço, conforme regulamentação,
observado o disposto no art. 30 desta Medida Provisória;
V - adicional de compensação orgânica - parcela remuneratória mensal
devida ao militar para compensação de desgaste orgânico resultante do
desempenho continuado de atividades especiais, conforme regulamentação;
VI - adicional de permanência - parcela remuneratória mensal devida ao
militar que permanecer em serviço após haver completado o tempo mínimo
requerido para a transferência para a inatividade remunerada, conforme
regulamentação;
VII - gratificação de localidade especial - parcela remuneratória mensal
devida ao militar, quando servindo em regiões inóspitas, conforme
regulamentação;
VIII - gratificação de representação:

248
a) parcela remuneratória mensal devida aos Oficiais Generais e aos
demais oficiais em cargo de comando, direção e chefia de organização
militar, conforme regulamentação; e
b) parcela remuneratória eventual devida ao militar pela participação em
viagem de representação, instrução, emprego operacional ou por estar às
ordens de autoridade estrangeira no País, conforme regulamentação;
IX - diária - direito pecuniário devido ao militar que se afastar de sua
sede, em serviço de caráter eventual ou transitório, para outro ponto do
território nacional, destinado a cobrir as correspondentes despesas de
pousada, alimentação e locomoção urbana, conforme regulamentação;
X - transporte - direito pecuniário devido ao militar da ativa, quando o
transporte não for realizado por conta da União, para custear despesas
nas movimentações por interesse do serviço, nelas compreendidas a
passagem e a translação da respectiva bagagem, para si, seus dependentes
e um empregado doméstico, da localidade onde residir para outra, onde
fixará residência dentro do território nacional;
XI - ajuda de custo - direito pecuniário devido ao militar, pago
adiantadamente, conforme regulamentação:
a) para custeio das despesas de locomoção e instalação, exceto as de
transporte, nas movimentações com mudança de sede; e
b) por ocasião de transferência para a inatividade remunerada, conforme
dispuser o regulamento;
XII - auxílio-fardamento - direito pecuniário devido ao militar para
custear gastos com fardamento, conforme regulamentação;
XIII - auxílio-alimentação - direito pecuniário devido ao militar para
custear gastos com alimentação, conforme regulamentação;
XIV - auxílio-natalidade - direito pecuniário devido ao militar por
motivo de nascimento de filho, conforme regulamentação;
XV - auxílio-invalidez - direito pecuniário devido ao militar na
inatividade, reformado como inválido, por incapacidade para o serviço
ativo, conforme regulamentação; e
XVI - auxílio-funeral - direito pecuniário devido ao militar por morte
do cônjuge, do companheiro ou companheira ou do dependente, ou ainda ao
beneficiário no caso de falecimento do militar, conforme regulamentação.
Parágrafo único. O militar quando em viagens a serviço terá direito a
passagens, conforme regulamentação.
Art. 4º A remuneração e os proventos do militar não estão sujeitos a
penhora, seqüestro ou arresto, exceto nos casos especificamente
previstos em lei.

249
Art. 5º O direito do militar à remuneração tem início na data:
I - do ato da promoção, da apresentação atendendo convocação ou
designação para o serviço ativo, para o Oficial;
II - do ato da designação ou declaração, da apresentação atendendo
convocação para o serviço ativo, para o Guarda-Marinha ou o Aspirante-a-
Oficial;
III - do ato da nomeação ou promoção a Oficial, para Suboficial ou
Subtenente;
IV - do ato da promoção, classificação ou engajamento, para as demais
praças;
V - da incorporação às Forças Armadas, para convocados e voluntários;
VI - da apresentação à organização competente do Ministério da Defesa ou
Comando, quando da nomeação inicial para qualquer posto ou graduação das
Forças Armadas; ou
VII - do ato da matrícula, para os alunos das escolas, centros ou
núcleos de formação de oficiais e de praças e das escolas preparatórias
e congêneres.
Parágrafo único. Nos casos de retroatividade, a remuneração é devida a
partir das datas declaradas nos respectivos atos.
Art. 6º Suspende-se temporariamente o direito do militar à remuneração
quando:
I - em licença para tratar de interesse particular;
II - na situação de desertor; ou
III - agregado, para exercer atividades estranhas às Forças Armadas,
estiver em cargo, emprego ou função pública temporária não eletiva,
ainda que na Administração Pública Federal indireta, respeitado o
direito de opção pela remuneração correspondente ao posto ou graduação.
Parágrafo único. O militar que usar do direito de opção pela remuneração
faz jus à representação mensal do cargo, emprego ou função pública
temporária.
Art. 7º O direito à remuneração em atividade cessa quando o militar for
desligado do serviço ativo das Forças Armadas por:
I - anulação de incorporação, desincorporação, licenciamento ou
demissão;
II - exclusão a bem da disciplina ou perda do posto e patente;
III - transferência para a reserva remunerada ou reforma; ou

250
IV - falecimento.
§ 1º O militar, enquanto não for desligado, continuará a perceber
remuneração na ativa até a publicação de seu desligamento, que não
poderá ultrapassar quarenta e cinco dias da data da primeira publicação
oficial do respectivo ato.
§ 2º A remuneração a que faria jus, em vida, o militar falecido será
paga aos seus beneficiários habilitados até a conclusão do processo
referente à pensão militar.
Art. 8º Quando o militar for considerado desaparecido ou extraviado, nos
termos previstos na Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980, sua
remuneração ou proventos serão pagos aos que teriam direito à sua pensão
militar.
§ 1º No caso previsto neste artigo, decorridos seis meses, iniciar-se-á
a habilitação dos beneficiários à pensão militar, cessando o pagamento
da remuneração ou dos proventos quando se iniciar o pagamento da pensão
militar.
§ 2º Reaparecendo o militar, caber-lhe-á, se for o caso, o pagamento da
diferença entre a remuneração ou os proventos a que faria jus e a pensão
paga a seus beneficiários.
CAPÍTULO II
DOS DIREITOS PECUNIÁRIOS AO PASSAR PARA A INATIVIDADE
Art. 9º O militar, ao ser transferido para a inatividade remunerada,
além dos direitos previstos nos arts. 10 e 11 desta Medida Provisória,
faz jus:
I - à ajuda de custo prevista na alínea "b" do inciso XI do art. 3º
desta Medida Provisória; e
II - ao valor relativo ao período integral das férias a que tiver
direito e, ao incompleto, na proporção de um doze avos por mês de
efetivo serviço.
§ 1º No caso do inciso II deste artigo, a fração igual ou superior a
quinze dias é considerada como mês integral.
§ 2º Os direitos previstos neste artigo são concedidos aos beneficiários
da pensão militar no caso de falecimento do militar em serviço ativo.
CAPÍTULO III
DOS PROVENTOS NA INATIVIDADE
Art. 10. Os proventos na inatividade remunerada são constituídos das
seguintes parcelas:
I - soldo ou quotas de soldo;
251
II - adicional militar;
III - adicional de habilitação;
IV - adicional de tempo de serviço, observado o disposto no art. 30
desta Medida Provisória;
V - adicional de compensação orgânica; e
VI - adicional de permanência.
§ 1º Para efeitos de cálculo, os proventos são:
I - integrais, calculados com base no soldo; ou
II - proporcionais, calculados com base em quotas do soldo,
correspondentes a um trinta avos do valor do soldo, por ano de serviço.
§ 2º Aplica-se o disposto neste artigo ao cálculo da pensão militar.
§ 3º O militar transferido para a reserva remunerada ex officio, por
haver atingido a idade limite de permanência em atividade, no respectivo
posto ou graduação, ou por não haver preenchido as condições de escolha
para acesso ao generalato, tem direito ao soldo integral.
Art. 11. Além dos direitos previstos no artigo anterior, o militar na
inatividade remunerada faz jus a:
I - adicional-natalino;
II - auxílio-invalidez;
III - assistência pré-escolar;
IV - salário-família;
V - auxílio-natalidade; e
VI - auxílio-funeral.
Art. 12. Suspende-se o direito do militar inativo à percepção de
proventos, quando retornar à ativa, convocado ou designado para o
desempenho de cargo ou comissão nas Forças Armadas, na forma da
legislação em vigor, a partir da data da sua apresentação à organização
militar competente.
Art. 13. Cessa o direito à percepção dos proventos na inatividade na
data:
I - do falecimento do militar;
II - do ato que prive o Oficial do posto e da patente; ou
III - do ato da exclusão a bem da disciplina das Forças Armadas, para a
praça.
252
CAPÍTULO IV
DOS DESCONTOS
Art. 14. Descontos são os abatimentos que podem sofrer a remuneração ou
os proventos do militar para cumprimento de obrigações assumidas ou
impostas em virtude de disposição de lei ou de regulamento.
§ 1º Os descontos podem ser obrigatórios ou autorizados.
§ 2º Os descontos obrigatórios têm prioridade sobre os autorizados.
§ 3º Na aplicação dos descontos, o militar não pode receber quantia
inferior a trinta por cento da sua remuneração ou proventos.
Art. 15. São descontos obrigatórios do militar:
I - contribuição para a pensão militar;
II - contribuição para a assistência médico-hospitalar e social do
militar;
III - indenização pela prestação de assistência médico-hospitalar, por
intermédio de organização militar;
IV - impostos incidentes sobre a remuneração ou os proventos, de acordo
com a lei;
V - indenização à Fazenda Nacional em decorrência de dívida;
VI - pensão alimentícia ou judicial;
VII - taxa de uso por ocupação de próprio nacional residencial, conforme
regulamentação;
VIII - multa por ocupação irregular de próprio nacional residencial,
conforme regulamentação.
Art. 16. Descontos autorizados são os efetuados em favor de entidades
consignatárias ou de terceiros, conforme regulamentação de cada Força.
CAPÍTULO V
DOS LIMITES DA REMUNERAÇÃO E DOS PROVENTOS

Art. 17. Nenhum militar, na ativa ou na inatividade, pode perceber


mensalmente, a título de remuneração ou proventos, importância superior
à remuneração bruta do Comandante de Força.
Parágrafo único. Excluem-se, para fim de aplicação deste artigo, os
valores inerentes a:
I - direitos remuneratórios previstos no art. 2º desta Medida
Provisória;

253
II - adicional de tempo de serviço, observado o disposto no art. 30
desta Medida Provisória;
III - adicional de compensação orgânica;
IV - gratificação de localidade especial;
V - gratificação de representação; e
VI - adicional de permanência.
Art. 18. Nenhum militar ou beneficiário de pensão militar pode receber,
como remuneração, proventos mensais ou pensão militar, valor inferior ao
do salário mínimo vigente, sendo-lhe paga, como complemento, a diferença
encontrada.
§ 1º A pensão militar de que trata o caput deste artigo é a pensão
militar tronco e não as cotas partes resultantes das subdivisões aos
beneficiários.
§ 2º Excluem-se do disposto no caput deste artigo as praças prestadoras
de serviço militar inicial e as praças especiais, exceto o Guarda-
Marinha e o Aspirante-a-Oficial.
§ 3º O complemento previsto no caput deste artigo constituirá parcela de
proventos na inatividade, além das previstas no art. 10 desta Medida
Provisória, até que seja absorvido por ocasião de futuros reajustes.
CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS, TRANSITÓRIAS E FINAIS
Seção I
Das Disposições Gerais
Art.19. Os convocados ou mobilizados fazem jus à remuneração prevista
nesta Medida Provisória.
Parágrafo único. Ao servidor público federal, estadual ou municipal fica
garantido o direito de optar pela remuneração que percebia antes da
convocação ou mobilização.
Art. 20. Os militares da ativa nomeados Ministros de Estado ou Ministros
do Superior Tribunal Militar têm remuneração estabelecida em legislação
própria, assegurado o direito de opção.
Art. 21. Ao militar que, em 29 de dezembro de 2000, encontrar-se
reformado com fundamento no Decreto-Lei nº 8.795, de 23 de janeiro de
1946, ou na Lei nº 2.579, de 23 de agosto de 1955, fica assegurado o
cálculo de seus proventos referentes ao soldo do posto de Segundo-
Tenente, ou, se mais benéfico, o do posto a que ele faz jus na
inatividade.

254
Art. 22. Aos militares que participarem da construção de estradas,
aeródromos e obras públicas, mapeamento e levantamento cartográfico e
hidrográfico, construção e instalação de rede de proteção ao vôo,
serviços de sinalização náutica e reboque poderão ser conferidas
gratificações na forma estabelecida em convênio com órgãos públicos ou
privados interessados no referido trabalho, à conta dos recursos a estes
destinados.
Art. 23. O militar da reserva remunerada, e excepcionalmente o
reformado, que tenha modificada sua situação na inatividade para aquela
prevista para a prestação de tarefa por tempo certo, faz jus a um
adicional igual a três décimos dos proventos que estiver percebendo.
Art. 24. O militar que, até 1º de março de 1976, tinha direito a
compensação orgânica pela metade do valor, quando em deslocamento em
aeronave militar, a serviço de natureza militar, não sendo tripulante
orgânico, observador meteorológico, observador aéreo ou observador
fotogramétrico, tem o seu direito assegurado.
Art. 25. A contribuição para a assistência médico-hospitalar e social é
de até três e meio por cento ao mês e incidirá sobre as parcelas que
compõem a pensão ou os proventos na inatividade, conforme previsto no
art. 10 desta Medida Provisória.
Seção II
Das Disposições Transitórias

Art. 26. Enquanto não entrar em vigor lei especial dispondo sobre
remuneração em campanha, permanecem em vigor os arts. 101 a 109 da Lei
nº 5.787, de 27 de junho de 1972.
Seção III
Das Disposições Finais
Art. 27. A Lei nº 3.765, de 4 de maio de 1960, passa a vigorar com as
seguintes alterações:
"Art. 1º São contribuintes obrigatórios da pensão militar, mediante
desconto mensal em folha de pagamento, todos os militares das Forças
Armadas.
Parágrafo único. Excluem-se do disposto no caput deste artigo:
I - o aspirante da Marinha, o cadete do Exército e da Aeronáutica e o
aluno das escolas, centros ou núcleos de formação de oficiais e de
praças e das escolas preparatórias e congêneres; e
II - cabos, soldados, marinheiros e taifeiros, com menos de dois anos de
efetivo serviço." (NR)

255
"Art. 3º-A. A contribuição para a pensão militar incidirá sobre as
parcelas que compõem os proventos na inatividade.
Parágrafo único. A alíquota de contribuição para a pensão militar é de
sete e meio por cento." (NR)
"Art. 4º Quando o militar, por qualquer circunstância, não puder ter
descontada a sua contribuição para a pensão militar, deverá ele efetuar
o seu recolhimento, imediatamente, à unidade a que estiver vinculado.
Parágrafo único. Se, ao falecer o contribuinte, houver dívida de
contribuição, caberá aos beneficiários saldá-la integralmente, por
ocasião do primeiro pagamento da pensão militar." (NR)
"Art. 7º A pensão militar é deferida em processo de habilitação,
tomando-se por base a declaração de beneficiários preenchida em vida
pelo contribuinte, na ordem de prioridade e condições a seguir:
I - primeira ordem de prioridade:
a) cônjuge;
b) companheiro ou companheira designada ou que comprove união estável
como entidade familiar;
c) pessoa desquitada, separada judicialmente, divorciada do instituidor
ou a ex-convivente, desde que percebam pensão alimentícia;
d) filhos ou enteados até vinte e um anos de idade ou até vinte e quatro
anos de idade, se estudantes universitários ou, se inválidos, enquanto
durar a invalidez; e
e) menor sob guarda ou tutela até vinte e um anos de idade ou, se
estudante universitário, até vinte e quatro anos de idade ou, se
inválido, enquanto durar a invalidez.
II - segunda ordem de prioridade, a mãe e o pai que comprovem
dependência econômica do militar;
III - terceira ordem de prioridade:
a) o irmão órfão, até vinte e um anos de idade ou, se estudante
universitário, até vinte e quatro anos de idade, e o inválido, enquanto
durar a invalidez, comprovada a dependência econômica do militar;
b) a pessoa designada, até vinte e um anos de idade, se inválida,
enquanto durar a invalidez, ou maior de sessenta anos de idade, que
vivam na dependência econômica do militar.
§ 1º A concessão da pensão aos beneficiários de que tratam o inciso I,
alíneas "a", "b", "c" e "d", exclui desse direito os beneficiários
referidos nos incisos II e III.

256
§ 2º A pensão será concedida integralmente aos beneficiários do inciso
I, alíneas "a" e "b", ou distribuída em partes iguais entre os
beneficiários daquele inciso, alíneas "a" e "c" ou "b" e "c", legalmente
habilitados, exceto se existirem beneficiários previstos nas suas
alíneas "d" e "e".
§ 3º Ocorrendo a exceção do parágrafo anterior, metade do valor caberá
aos beneficiários do inciso I, alíneas "a" e "c" ou "b" e "c", sendo a
outra metade do valor da pensão rateada, em partes iguais, entre os
beneficiários do inciso I, alíneas "d" e "e". (NR)
"Art. 15. A pensão militar será igual ao valor da remuneração ou dos
proventos do militar.
Parágrafo único. A pensão do militar não contribuinte da pensão militar
que vier a falecer na atividade em conseqüência de acidente ocorrido em
serviço ou de moléstia nele adquirida não poderá ser inferior:
I - à de aspirante a oficial ou guarda-marinha, para os cadetes do
Exército e da Aeronáutica, aspirantes de marinha e alunos dos Centros ou
Núcleos de Preparação de Oficiais da reserva; ou
II - à de terceiro-sargento, para as demais praças e os alunos das
escolas de formação de sargentos." (NR)
"Art. 23. Perderá o direito à pensão militar o beneficiário que:
I - venha a ser destituído do pátrio poder, no tocante às quotas-partes
dos filhos, as quais serão revertidas para estes filhos;
II - atinja, válido e capaz, os limites de idade estabelecidos nesta
lei;
III - renuncie expressamente ao direito;
IV - tenha sido condenado por crime de natureza dolosa, do qual resulte
a morte do militar ou do pensionista instituidor da pensão militar."
(NR)
"Art. 27. A pensão militar não está sujeita à penhora, seqüestro ou
arresto, exceto nos casos especificamente previstos em lei." (NR)
"Art. 29. É permitida a acumulação:
I - de uma pensão militar com proventos de disponibilidade, reforma,
vencimentos ou aposentadoria;
II - de uma pensão militar com a de outro regime, observado o disposto
no art. 37, inciso XI, da Constituição Federal." (NR)
Art. 28. A Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980, passa a vigorar com
as seguintes alterações:

257
"Art. 6º São equivalentes as expressões "na ativa", "da ativa", "em
serviço ativo", "em serviço na ativa", "em serviço", "em atividade" ou
"em atividade militar", conferidas aos militares no desempenho de cargo,
comissão, encargo, incumbência ou missão, serviço ou atividade militar
ou considerada de natureza militar nas organizações militares das Forças
Armadas, bem como na Presidência da República, na Vice-Presidência da
República, no Ministério da Defesa e nos demais órgãos quando previsto
em lei, ou quando incorporados às Forças Armadas." (NR)
"Art. 50.
........................................................................
........................................................................
........................................................................
II - o provento calculado com base no soldo integral do posto ou
graduação que possuía quando da transferência para a inatividade
remunerada, se contar com mais de trinta anos de serviço;
III - o provento calculado com base no soldo integral do posto ou
graduação quando, não contando trinta anos de serviço, for transferido
para a reserva remunerada, ex-officio, por ter atingido a idade-limite
de permanência em atividade no posto ou na graduação, ou ter sido
abrangido pela quota compulsória; e
........................................................................
...............&quo t; (NR)
"Art. 53. A remuneração dos militares será estabelecida em legislação
específica, comum às Forças Armadas." (NR)
"Art. 63. ..............................................................
........................................................................
§ 3º A concessão de férias não é prejudicada pelo gozo anterior de
licença para tratamento de saúde, nem por punição anterior decorrente de
contravenção ou transgressão disciplinar, ou pelo estado de guerra, ou
para que sejam cumpridos atos em serviço, bem como não anula o direito
àquela licença.
........................................................................
...............&quo t; (NR)
"Art. 67. ..............................................................
........................................................................
§ 3º A concessão da licença é regulada pelo Comandante da Força." (NR)
"Art. 70. ..............................................................
§ 1º A interrupção da licença para tratar de interesse particular poderá
ocorrer:
258
........................................................................
d) para cumprimento de punição disciplinar, conforme regulamentação de
cada Força.
............................................................&quo t; (NR)
"Art. 81. ..............................................................
........................................................................
II - for posto à disposição exclusiva do Ministério da Defesa ou de
Força Armada diversa daquela a que pertença, para ocupar cargo militar
ou considerado de natureza militar;
............................................................&qu ot; (NR)
Art. 29. Constatada a redução de remuneração, de proventos ou de
pensões, decorrente da aplicação desta Medida Provisória, o valor da
diferença será pago a título de vantagem pessoal nominalmente
identificada, sendo absorvido por ocasião de futuros reajustes.
Parágrafo único. A vantagem pessoal nominalmente identificada prevista
no caput deste artigo constituirá parcela de proventos na inatividade,
além das previstas no art. 10 desta Medida Provisória, até que seja
absorvida por ocasião de futuros reajustes.
Art. 30. Fica extinto o adicional de tempo de serviço previsto na alínea
"c" do inciso II do art. 1º desta Medida Provisória, assegurado ao
militar o percentual correspondente aos anos de serviço a que fizer jus
em 29 de dezembro de 2000.
Art. 31. Fica assegurada aos atuais militares, mediante contribuição
específica de um vírgula cinco por cento das parcelas constantes do art.
10 desta Medida Provisória, a manutenção dos benefícios previstos na Lei
nº 3.765, de 1960, até 29 de dezembro de 2000.
§ 1º Poderá ocorrer a renúncia, em caráter irrevogável, ao disposto no
caput, que deverá ser expressa até 30 de junho de 2001.
§ 2º Os beneficiários diretos ou por futura reversão das pensionistas
são também destinatários da manutenção dos benefícios previstos na Lei
nº 3.765, de 1960, até 29 de dezembro de 2000.
Art. 32. Ficam assegurados os direitos dos militares que até 29 de
dezembro de 2000, contribuíam para a pensão militar correspondente a um
ou dois postos ou graduações acima da que fizerem jus.
§ 1º O direito à pensão fica condicionado ao recebimento de vinte e
quatro contribuições mensais que será deixado aos beneficiários,
permitindo-se a estes fazerem o respectivo pagamento, ou completarem o
que faltar.

259
§ 2º O militar que, preenchendo as condições legais para ser transferido
para a reserva remunerada ou reformado, com proventos calculados sobre o
soldo do posto ou graduação superior, venha a falecer na ativa, deixará
pensão correspondente a esta situação, observado o disposto no caput
deste artigo.
Art. 33. Os períodos de licença especial, adquiridos até 29 de dezembro
de 2000, poderão ser usufruídos ou contados em dobro para efeito de
inatividade, e nessa situação para todos os efeitos legais, ou
convertidos em pecúnia no caso de falecimento do militar.
Parágrafo único. Fica assegurada a remuneração integral ao militar em
gozo de licença especial.
Art. 34. Fica assegurado ao militar que, até 29 de dezembro de 2000,
tenha completado os requisitos para se transferir para a inatividade o
direito à percepção de remuneração correspondente ao grau hierárquico
superior ou melhoria dessa remuneração.
Art. 35. Fica assegurada a condição de contribuinte ao oficial demitido
a pedido e à praça licenciada ou excluída que, até 29 de dezembro de
2000, contribuíam para a pensão militar.
Art. 36. Os períodos de férias não gozadas, adquiridos até 29 de
dezembro de 2000, poderão ser contados em dobro para efeito de
inatividade.
Art. 37. Fica assegurado ao militar o acréscimo de um ano de serviço
para cada cinco anos de tempo de efetivo serviço prestado, até 29 de
dezembro de 2000, pelo oficial dos diversos corpos, quadros e serviços
que possuir curso universitário, reconhecido oficialmente, desde que
esse curso tenha sido requisito essencial para a sua admissão nas Forças
Armadas, até que este acréscimo complete o total de anos de duração
normal do respectivo curso.
Art. 38. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua
publicação, gerando efeitos financeiros a partir de 1º de janeiro de
2001.
Art. 39. Ficam revogados o art. 2º , os §§ 1º , 2º , 3º , 4º e 5º do
art. 3º , os arts. 5º , 6º , 8º , 16, 17, 18, 19 e 22 da Lei nº 3.765,
de 4 de maio de 1960, a alínea "j" do inciso IV e o § 1º do art. 50, o §
5º do art. 63, a alínea "a" do § 1º do art. 67, o art. 68, os §§ 4º e 5º
do art. 110, os incisos II, IV e V, e os §§ 2º e 3º do art. 137, os
arts. 138, 156 e 160 da Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980, o art.
7º da Lei nº 7.412, de 6 de dezembro de 1985, o art. 2º da Lei nº 7.961,
de 21 de dezembro de 1989, o art. 29 da Lei nº 8.216, de 13 de agosto de
1991, a Lei nº 8.237, de 30 de setembro de 1991, o art. 6º da Lei nº
8.448, de 21 de julho de 1992, os arts. 6º e 8º da Lei nº 8.622, de 19
de janeiro de 1993, a Lei Delegada nº 12, de 7 de agosto de 1992, o
inciso I do art. 2º e os arts. 20, 25, 26 e 27 da Lei nº 8.460, de 17 de
setembro de 1992, o art. 2º da Lei nº 8.627, de 19 de fevereiro de 1993,
260
a Lei nº 8.717, de 14 de outubro de 1993, a alínea "b" do inciso I do
art. 1º da Lei nº 8.852, de 4 de fevereiro de 1994, os arts. 3º e 6º da
Lei nº 9.367, de 16 de dezembro de 1996, os arts. 1º ao 4º e 6º da Lei
nº 9.442, de 14 de março de 1997, e a Lei nº 9.633, de 12 de maio de
1998.
Brasília, 28 de dezembro de 2000; 179º da Independência e 112º da
República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Geraldo Magela da Cruz Quintão
Pedro Malan
Guilherme Gomes Dias
ANEXO I
TABELA I - SOLDO
Posto ou Graduação

1. OFICIAIS GENERAIS Valor (R$)

Almirante-de-Esquadra, General-de- 4.500,00


Exército e Tenente-Brigadeiro

Vice-Almirante, General-de-Divisão e 4.290,00


Major-Brigadeiro

Contra-Almirante, General-de-Brigada 4.101,00


e Brigadeiro

2. OFICIAIS SUPERIORES

Capitão-de-Mar-e- Guerra e Coronel 3.741,00

Capitão-de-Fragata e Tenente-Coronel 3.591,00


261
Capitão-de-Corveta e Major 3.432,00

3. OFICIAIS INTERMEDIÁRIOS

Capitão-Tenente e Capitão 2.700,00

4. OFICIAIS SUBALTERNOS

Primeiro-Tenente 2.520,00

Segundo-Tenente 2.250,00

5. PRAÇAS ESPECIAIS

Guarda-Marinha e Aspirante-a-Oficial 2.100,00

Aspirante, Cadete (último ano) e 405,00


Aluno do Instituto Militar de
Engenharia

Aspirante e Cadete (demais anos),


Alunos do Centro de Formação de 330,00
Oficiais da Aeronáutica, Aluno de
Órgão de Formação de Oficiais da
Reserva

262
Aluno do Colégio Naval, Aluno da
Escola Preparatória de Cadetes 300,00
(último ano) e Aluno da Escola de
Formação de Sargentos

Aluno do Colégio Naval, Aluno da


Escola Preparatória de Cadetes 294,00
(demais anos) e Grumete

Aprendiz-Marinheiro 231,00

6. PRAÇAS GRADUADAS

Suboficial e Subtenente
1.890,00

Primeiro-Sargento 1.647,00

Segundo-Sargento 1.407,00

Terceiro-Sargento 1.140,00

Cabo (engajado) e Taifeiro-Mor 795,00

Cabo (não engajado) 180,00

7. DEMAIS PRAÇAS

263
Taifeiro de 1ª Classe 750,00

Taifeiro de 2ª Classe 690,00

Marinheiro, Soldado Fuzileiro Naval


e Soldado de 1ª Classe
(especializados, cursados e 540,00
engajados), Soldado-Clarim ou
Corneteiro de 1ª Classe e Soldado
Pára-Quedista (engajado)

Marinheiro, Soldado Fuzileiro


Naval, Soldado de 1ª Classe (não
especializado) e Soldado-Clarim ou 450,00
Corneteiro de 2ª Classe, Soldado do
Exército e Soldado de 2ª Classe
(engajado)

Marinheiro-Recruta, Recruta,
Soldado, Soldado-Recruta, Soldado de
2ª Classe (não engajado) e Soldado- 153,00
Clarim ou Corneteiro de 3ª Classe
ANEXO I
TABELA II ESCALONAMENTO VERTICAL
Posto ou Graduação

1. OFICIAIS GENERAIS Índice

Almirante-de-Esquadra, General-de- 1000


Exército e Tenente-Brigadeiro

Vice-Almirante, General-de-Divisão e 953


Major-Brigadeiro

Contra-Almirante, General-de-Brigada 911


e Brigadeiro

264
2. OFICIAIS SUPERIORES

Capitão-de-Mar-e- Guerra e Coronel 831

Capitão-de-Fragata e Tenente-Coronel 798

Capitão-de-Corveta e Major 763

3. OFICIAIS INTERMEDIÁRIOS

Capitão-Tenente e Capitão 600

4. OFICIAIS SUBALTERNOS

Primeiro-Tenente 560

Segundo-Tenente 500

5. PRAÇAS ESPECIAIS

Guarda-Marinha e Aspirante-a-Oficial 467

265
Aspirante, Cadete (último ano) e 90
Aluno do Instituto Militar de
Engenharia

Aspirante e Cadete (demais anos),


Alunos do Centro de Formação de
Oficiais da Aeronáutica, Aluno de 73
Órgão de Formação de Oficiais da
Reserva

Aluno do Colégio Naval, Aluno da


Escola Preparatória de Cadetes
(último ano) e Aluno da Escola de 67
Formação de Sargentos

Aluno do Colégio Naval, Aluno da


Escola Preparatória de Cadetes 65
(demais anos) e Grumete

Aprendiz-Marinheiro 51

6. PRAÇAS GRADUADAS

Suboficial e Subtenente
420

Primeiro-Sargento 366

Segundo-Sargento 313

Terceiro-Sargento 253

Cabo (engajado) e Taifeiro-Mor 177

266
Cabo (não engajado) 40

7. DEMAIS PRAÇAS

Taifeiro de 1ª Classe 167

Taifeiro de 2ª Classe 153

Marinheiro, Soldado Fuzileiro Naval


e Soldado de 1ª Classe
(especializados, cursados e 120
engajados), Soldado-Clarim ou
Corneteiro de 1ª Classe e Soldado
Pára-Quedista (engajado)

Marinheiro, Soldado Fuzileiro


Naval, Soldado de 1ª Classe (não
especializado) e Soldado-Clarim ou 100
Corneteiro de 2ª Classe, Soldado do
Exército e Soldado de 2ª Classe
(engajado).

Marinheiro-Recruta, Recruta,
Soldado, Soldado-Recruta, Soldado de
2ª Classe (não engajado) e Soldado- 34
Clarim ou Corneteiro de 3ª Classe
ANEXO II
TABELAS DE ADICIONAIS
TABELA I ADICIONAL MILITAR (A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2001)
CÍRCULOS QUANTITATIVO FUNDAMENTO
PERCENTUAL SOBRE O
SOLDO
17 Arts. 1º e 3º .
Oficial General.

267
14

Oficial Superior.

11
Oficial Intermediário.

Oficial Subalterno, 8
Guarda-Marinha e
Aspirante a Oficial.

6
Suboficial, Subtenente
e Sargento.

Demais Praças 13
Especiais e Praças de
graduação inferior a
Terceiro Sargento,
exceto as que estejam
prestando Serviço
Militar Inicial.
TABELA II ADICIONAL MILITAR (A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2002)
CÍRCULOS QUANTITATIVO FUNDAMENTO
PERCENTUAL SOBRE O
SOLDO
28 Arts. 1º e 3º .
Oficial General.

25

Oficial Superior.

22
Oficial Intermediário.

Oficial Subalterno, 19
Guarda-Marinha e
Aspirante a Oficial.

16
Suboficial, Subtenente
268
e Sargento.

Demais Praças 13
Especiais e Praças de
graduação inferior a
Terceiro Sargento,
exceto as que estejam
prestando Serviço
Militar Inicial.

ANEXO II
TABELA III ADICIONAL DE HABILITAÇÃO
TIPOS DE CURSO QUANTITATIVO FUNDAMENTO
PERCENTUAL SOBRE O
SOLDO
30 Arts. 1º e 3º .
Altos Estudos Categoria
I.

25
Altos Estudos Categoria
II.

20
Aperfeiçoamento.

16
Especialização.

12
Formação.

TABELA IV ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO


BASE QUANTITATIVO FUNDAMENTO
PERCENTUAL SOBRE O
SOLDO
1% por ano Arts. 1º , 3º e 30.
Tempo de Serviço

TABELA V ADICIONAL DE COMPENSAÇÃO ORGÂNICA


269
SITUAÇÕES VALOR PERCENTUAL QUE FUNDAMENTO
INCIDE SOBRE O SOLDO
Vôo em aeronave 20 Arts. 1º e 3º .
militar como tripulante
orgânico, observador
meteorológico,
observador aéreo e
fotogramétrico.

Salto em pára-quedas,
cumprindo missão
militar.

Imersão no exercício
de funções
regulamentares a bordo
de submarinos.

Mergulho com
escafandro ou com
aparelho.

Controle de Tráfego
Aéreo.

Trabalho com Raios X 10


ou substâncias
radioativas.
TABELA VI ADICIONAL DE PERMANÊNCIA
SITUAÇÕES VALOR PERCENTUAL FUNDAMENTO
QUE INCIDE SOBRE O
SOLDO
A Arts. 1º e 3º .
Militar que, em 5%
atividade, a
partir de 29 de
dezembro de 2000,
tenha completado,
ou venha a
completar, 720
dias a mais que o
tempo requerido
para transferência
para a inatividade
remunerada.

270
B
Militar que, tendo 5% a cada promoção
satisfeito o
requisito da
alínea "a" acima,
venha a ser
promovido em
atividade ao posto
ou graduação
superior.

ANEXO III
TABELAS DE GRATIFICAÇÕES
TABELA I GRATIFICAÇÃO DE LOCALIDADE ESPECIAL
SITUAÇÕES VALOR PERCENTUAL QUE FUNDAMENTO
INCIDE SOBRE O SOLDO
Categoria A. 20 Arts. 1º e 3º .

Categoria B. 10
TABELA II GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO
SITUAÇÕES VALOR PERCENTUAL QUE FUNDAMENTO
INCIDE SOBRE O SOLDO
Oficial General. 10 Arts. 1º e 3º .

Oficial Superior, 10
Intermediário e
Subalterno em cargo de
Comando, Direção ou
Chefia.

Participante em viagem 2
de representação,
instrução, emprego
operacional ou por
estar às ordens de
autoridade estrangeira,
no País.
271
ANEXO IV
TABELAS DE OUTROS DIREITOS
TABELA I AJUDA DE CUSTO
SITUAÇÕES VALOR FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
A
Militar, com Duas vezes o valor Art. 1º e art. 3º
dependente, nas da remuneração. , inciso XI,
movimentações com alínea "a".
desligamento da
organização
militar.

B Duas vezes o
Militar, com valor da
dependente, nas remuneração na ida
movimentações para e uma vez na
comissão superior volta.
a três e igual ou
inferior a seis
meses, sem
desligamento de
organização
militar.

C
Militar, com Uma vez o valor da
dependente, nas remuneração na ida
movimentações para e outra na volta.
comissão superior
a quinze dias e
igual ou inferior
a três meses, sem
desligamento de
organização
militar.

D
Militar, com Quatro vezes o
dependente, quando valor da
transferido para remuneração.
Localidade
Especial Categoria
"A" ou de uma
272
Localidade
Especial Categoria
"A" para qualquer
outra localidade,
nas movimentações
com desligamento
da organização
militar.

E
Militar, sem Metade dos valores
dependente, nas representativos
situações "a", estabelecidos para
"b", "c" e "d" as situações "a",
desta tabela. "b", "c", e "d"
desta tabela.

F
Militar, com ou Oficial quatro Art. 1º e art. 3º
sem dependente, vezes o valor da , inciso XI,
por ocasião de remuneração alínea "b".
transferência para calculado com base
a inatividade no soldo do último
remunerada. posto do círculo
hierárquico a que
pertencer o
militar.

Praça quatro vezes


o valor da
remuneração
calculado com base
no soldo de
Suboficial.

ANEXO IV
TABELA II AUXÍLIO-FARDAMENTO
SITUAÇÕES VALOR FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
A
O Aspirante, o Recebem, por conta Art. 2º e art. 3º
Cadete, o aluno do da União, , inciso XII.
Colégio Naval ou uniformes, roupa
das Escolas branca e roupa de
273
Preparatórias de cama, de acordo
Cadetes, o Aluno com as tabelas de
Gratuito ou Órfão distribuição
do Colégio Militar estabelecidas
e as praças de pelos respectivos
graduação inferior Comandos de Força.
a Terceiro-
Sargento.

B
O militar, Um soldo e meio.
declarado Guarda-
Marinha ou
Aspirante a
Oficial da Ativa,
ou promovido a
Terceiro Sargento.

C
Os nomeados
Oficiais ou
Sargentos, ou
matriculados em
escolas de
formação mediante
habilitação em
concurso e os
nomeados Capelães
Militares.

D
O Oficial Um soldo.
promovido ao
primeiro posto de
Oficial General.

E
Os Guardas-Marinha
e Aspirantes a
Oficial, oriundos
dos Órgãos de
Formação de
Oficiais da
Reserva,
convocados para a

274
prestação do
Serviço Militar.

F
Os médicos,
farmacêuticos,
dentistas e
veterinários,
quando convocados
para o Serviço
Militar Inicial.

G
O Oficial,
Suboficial ou
Subtenente e
Sargento ao ser
promovido.

H
A cada três anos
quando permanecer
no mesmo posto ou
graduação.

I
O militar
reincluído,
convocado ou
designado para o
serviço ativo.

J
O militar que
retornar à ativa
por convocação,
designação ou
reinclusão, desde
que há mais de
seis meses de
inatividade.

L
O militar que
275
perder o uniforme Um soldo e meio.
em sinistro ou em
caso de
calamidade.

ANEXO IV
TABELA III AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO
SITUAÇÕES VALOR FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
A
O militar, quando Dez vezes o valor Art. 2º e art. 3º
não puder receber da etapa comum , inciso XIII.
alimentação por fixada para a
sua organização ou localidade, quando
por outra nas em serviço de
proximidades do escala de duração
local de serviço de vinte e quatro
ou expediente, ou horas.
quando, por
imposição do
horário de
trabalho e
distância de sua
residência, seja
obrigado a fazer
refeições fora
dela, tendo para
tanto despesas
extraordinárias.

Cinco vezes o
valor da etapa
comum fixada para
a localidade,
quando em serviço
ou expediente de
duração superior a
oitos horas de
efetivo trabalho e
inferior a vinte e
quatro horas.

B
O Militar, quando Uma vez a etapa
servir em comum fixada para
276
organização a localidade.
militar que não
tenha serviço de
rancho organizado
e não possa ser
arranchado por
outra organização
nas proximidades.

C
A Praça, de Uma vez a etapa
graduação inferior comum fixada para
a Terceiro- a localidade.
Sargento, quando
em férias
regulamentares e
não for alimentada
pela União.

D
A Praça, de Uma vez a etapa
graduação inferior comum fixada para
a Terceiro- a localidade.
Sargento servindo
em Localidade
Especial de
Categoria "A",
quando acompanhada
de dependente.

TABELA IV AUXÍLIO-NATALIDADE
SITUAÇÃO VALOR FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
A
Nascimento de Uma vez o soldo do Art. 2º e art. 3º
filho do militar posto ou , inciso XIV.
da ativa ou da graduação.
inatividade
remunerada.

B Uma vez o soldo


Nascimento de do posto ou
filhos, em parto graduação,
múltiplo, do acrescido de
militar da ativa cinqüenta por
ou da inatividade cento por recém-
id
277
remunerada. nascido.

ANEXO IV
TABELA V AUXÍLIO-INVALIDEZ
SITUAÇÃO VALOR FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
A
O militar, que Sete quotas e meia Art. 2º e art. 3º
necessitar de de soldo. , inciso XV.
internação
especializada
militar ou não ou
assistência ou
cuidados
permanentes de
enfermagem,
devidamente
constatadas por
Junta Militar de
Saúde.

B
O militar que, por Sete quotas e meia
prescrição médica do soldo.
homologada por
Junta Militar de
Saúde, receber
tratamento na
própria
residência,
necessitando
assistência ou
cuidados
permanentes de
enfermagem.

TABELA VI AUXÍLIO-FUNERAL
SITUAÇÃO VALOR FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
A
Morte do cônjuge, Uma vez a Art. 2º e art. 3º
companheira(o) ou remuneração , inciso XVI.
d d t bid ã
278
dependente. percebida, não
podendo ser
inferior ao soldo
de Suboficial.
B
Na morte do
militar pago ao
beneficiário da
pensão militar.

D.O.U., 29/12/2000
RET., 29/12/2000 - EDIÇÃO EXTRA

279
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ANEXO S - MEDIDA PROVISÓRIA Nº 2.215-10, DE 31 DE AGOSTO DE 2001.

Dispõe sobre a reestruturação da remuneração dos militares das Forças


Armadas, altera as Leis nºs 3.765, de 4 de maio de 1960, e 6.880, de 9
de dezembro de 1980, e dá outras providências.
Nota:
Regulamentada pelo(a) Decreto nº 4.307/2002
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art.
62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de
lei:
CAPÍTULO I
DA REMUNERAÇÃO
Art. 1º A remuneração dos militares integrantes das Forças Armadas –
Marinha, Exército e Aeronáutica, no País, em tempo de paz, compõe-se de:
I – soldo;
II – adicionais:
c) militar;
b) de habilitação;
d) de tempo de serviço, observado o disposto no art. 30 desta Medida
Provisória;
e) de compensação orgânica; e
e) de permanência;
III – gratificações:
f) de localidade especial; e
b) de representação.
Parágrafo único. As tabelas de soldo, adicionais e gratificações são as
constantes dos Anexos I, II e III desta Medida Provisória.
Art. 2º Além da remuneração prevista no art. 1º desta Medida Provisória,
os militares têm os seguintes direitos remuneratórios:
I – observadas as definições do art. 3º desta Medida Provisória:
g) diária;
b) transporte;

280
h) ajuda de custo;
i) auxílio-fardamento;
e) auxílio-alimentação;
f) auxílio-natalidade;
g) auxílio-invalidez; e
h) auxílio-funeral;
II – observada a legislação específica:
j) auxílio-transporte;
b) assistência pré-escolar;
k) salário-família;
l) adicional de férias; e
e) adicional natalino.
Parágrafo único. Os valores referentes aos direitos previstos neste
artigo são os estabelecidos em legislação específica ou constantes das
tabelas do Anexo IV.
Art. 3º Para os efeitos desta Medida Provisória, entende-se como:
I – soldo – parcela básica mensal da remuneração e dos proventos,
inerente ao posto ou à graduação do militar, e é irredutível;
II – adicional militar – parcela remuneratória mensal devida ao militar,
inerente a cada círculo hierárquico da carreira militar;
III – adicional de habilitação – parcela remuneratória mensal devida ao
militar, inerente aos cursos realizados com aproveitamento, conforme
regulamentação;
IV – adicional de tempo de serviço – parcela remuneratória mensal devida
ao militar, inerente ao tempo de serviço, conforme regulamentação,
observado o disposto no art. 30 desta Medida Provisória;
V – adicional de compensação orgânica – parcela remuneratória mensal
devida ao militar para compensação de desgaste orgânico resultante do
desempenho continuado de atividades especiais, conforme regulamentação;
VI – adicional de permanência – parcela remuneratória mensal devida ao
militar que permanecer em serviço após haver completado o tempo mínimo
requerido para a transferência para a inatividade remunerada, conforme
regulamentação;

281
VII – gratificação de localidade especial – parcela remuneratória mensal
devida ao militar, quando servindo em regiões inóspitas, conforme
regulamentação;
VIII – gratificação de representação:
m) parcela remuneratória mensal devida aos Oficiais Generais e aos
demais oficiais em cargo de comando, direção e chefia de
organização militar, conforme regulamentação; e
b) parcela remuneratória eventual devida ao militar pela participação em
viagem de representação, instrução, emprego operacional ou por estar às
ordens de autoridade estrangeira no País, conforme regulamentação;
IX – diária – direito pecuniário devido ao militar que se afastar de sua
sede, em serviço de caráter eventual ou transitório, para outro ponto do
território nacional, destinado a cobrir as correspondentes despesas de
pousada, alimentação e locomoção urbana, conforme regulamentação;
X – transporte – direito pecuniário devido ao militar da ativa, quando o
transporte não for realizado por conta da União, para custear despesas
nas movimentações por interesse do serviço, nelas compreendidas a
passagem e a translação da respectiva bagagem, para si, seus dependentes
e um empregado doméstico, da localidade onde residir para outra, onde
fixará residência dentro do território nacional;
XI – ajuda de custo – direito pecuniário devido ao militar, pago
adiantadamente, conforme regulamentação:
n) para custeio das despesas de locomoção e instalação, exceto as de
transporte, nas movimentações com mudança de sede; e
b) por ocasião de transferência para a inatividade remunerada, conforme
dispuser o regulamento;
XII – auxílio-fardamento – direito pecuniário devido ao militar para
custear gastos com fardamento, conforme regulamentação;
XIII – auxílio-alimentação – direito pecuniário devido ao militar para
custear gastos com alimentação, conforme regulamentação;
XIV – auxílio-natalidade – direito pecuniário devido ao militar por
motivo de nascimento de filho, conforme regulamentação;
XV – auxílio-invalidez – direito pecuniário devido ao militar na
inatividade, reformado como inválido, por incapacidade para o serviço
ativo, conforme regulamentação; e
XVI – auxílio-funeral – direito pecuniário devido ao militar por morte
do cônjuge, do companheiro ou companheira ou do dependente, ou ainda ao
beneficiário no caso de falecimento do militar, conforme regulamentação.

282
Parágrafo único. O militar quando em viagens a serviço terá direito a
passagens, conforme regulamentação.
Art. 4º A remuneração e os proventos do militar não estão sujeitos a
penhora, seqüestro ou arresto, exceto nos casos especificamente
previstos em lei.
Art. 5º O direito do militar à remuneração tem início na data:
I – do ato da promoção, da apresentação atendendo convocação ou
designação para o serviço ativo, para o Oficial;
II – do ato da designação ou declaração, da apresentação atendendo
convocação para o serviço ativo, para o Guarda-Marinha ou o Aspirante-a-
Oficial;
III – do ato da nomeação ou promoção a Oficial, para Suboficial ou
Subtenente;
IV – do ato da promoção, classificação ou engajamento, para as demais
praças;
V – da incorporação às Forças Armadas, para convocados e voluntários;
VI – da apresentação à organização competente do Ministério da Defesa ou
Comando, quando da nomeação inicial para qualquer posto ou graduação das
Forças Armadas; ou
VII – do ato da matrícula, para os alunos das escolas, centros ou
núcleos de formação de oficiais e de praças e das escolas preparatórias
e congêneres.
Parágrafo único. Nos casos de retroatividade, a remuneração é devida a
partir das datas declaradas nos respectivos atos.
Art. 6º Suspende-se temporariamente o direito do militar à remuneração
quando:
I – em licença para tratar de interesse particular;
II – na situação de desertor; ou
III – agregado, para exercer atividades estranhas às Forças Armadas,
estiver em cargo, emprego ou função pública temporária não eletiva,
ainda que na Administração Pública Federal indireta, respeitado o
direito de opção pela remuneração correspondente ao posto ou graduação.
Parágrafo único. O militar que usar do direito de opção pela remuneração
faz jus à representação mensal do cargo, emprego ou função pública
temporária.
Art. 7º O direito à remuneração em atividade cessa quando o militar for
desligado do serviço ativo das Forças Armadas por:

283
I – anulação de incorporação, desincorporação, licenciamento ou
demissão;
II – exclusão a bem da disciplina ou perda do posto e patente;
III – transferência para a reserva remunerada ou reforma; ou
IV – falecimento.
§ 1º O militar, enquanto não for desligado, continuará a perceber
remuneração na ativa até a publicação de seu desligamento, que não
poderá ultrapassar quarenta e cinco dias da data da primeira publicação
oficial do respectivo ato.
§ 2º A remuneração a que faria jus, em vida, o militar falecido, será
paga aos seus beneficiários habilitados até a conclusão do processo
referente à pensão militar.
Art. 8º Quando o militar for considerado desaparecido ou extraviado, nos
termos previstos na Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980, sua
remuneração ou proventos serão pagos aos que teriam direito à sua pensão
militar.
§ 1º No caso previsto neste artigo, decorridos seis meses, iniciar-se-á
a habilitação dos beneficiários à pensão militar, cessando o pagamento
da remuneração ou dos proventos quando se iniciar o pagamento da pensão
militar.
§ 2º Reaparecendo o militar, caber-lhe-á, se for o caso, o pagamento da
diferença entre a remuneração ou os proventos a que faria jus e a pensão
paga a seus beneficiários.
CAPÍTULO II
DOS DIREITOS PECUNIÁRIOS AO PASSAR PARA A INATIVIDADE
Art. 9º O militar, ao ser transferido para a inatividade remunerada,
além dos direitos previstos nos arts. 10 e 11 desta Medida Provisória,
faz jus:
I – à ajuda de custo prevista na alínea “b” do inciso XI do art. 3º
desta Medida Provisória; e
II – ao valor relativo ao período integral das férias a que tiver
direito e, ao incompleto, na proporção de um doze avos por mês de
efetivo serviço.
§ 1º No caso do inciso II deste artigo, a fração igual ou superior a
quinze dias é considerada como mês integral.
§ 2º Os direitos previstos neste artigo são concedidos aos beneficiários
da pensão militar no caso de falecimento do militar em serviço ativo.
CAPÍTULO III
284
DOS PROVENTOS NA INATIVIDADE

Art. 10. Os proventos na inatividade remunerada são constituídos das


seguintes parcelas:
I – soldo ou quotas de soldo;
II – adicional militar;
III – adicional de habilitação;
IV – adicional de tempo de serviço, observado o disposto no art. 30
desta Medida Provisória;
V – adicional de compensação orgânica; e
VI – adicional de permanência.
§ 1º Para efeitos de cálculo, os proventos são:
I – integrais, calculados com base no soldo; ou
II – proporcionais, calculados com base em quotas do soldo,
correspondentes a um trinta avos do valor do soldo, por ano de serviço.
§ 2º Aplica-se o disposto neste artigo ao cálculo da pensão militar.
§ 3º O militar transferido para a reserva remunerada ex officio, por
haver atingido a idade limite de permanência em atividade, no respectivo
posto ou graduação, ou por não haver preenchido as condições de escolha
para acesso ao generalato, tem direito ao soldo integral.
Art. 11. Além dos direitos previstos no art. 10, o militar na
inatividade remunerada faz jus a:
I – adicional-natalino;
II – auxílio-invalidez;
III – assistência pré-escolar;
IV – salário-família;
V – auxílio-natalidade; e
VI – auxílio-funeral.
Art. 12. Suspende-se o direito do militar inativo à percepção de
proventos, quando retornar à ativa, convocado ou designado para o
desempenho de cargo ou comissão nas Forças Armadas, na forma da
legislação em vigor, a partir da data da sua apresentação à organização
militar competente.
Art. 13. Cessa o direito à percepção dos proventos na inatividade na
data:
285
I – do falecimento do militar;
II – do ato que prive o Oficial do posto e da patente; ou
III – do ato da exclusão a bem da disciplina das Forças Armadas, para a
praça.
CAPÍTULO IV
DOS DESCONTOS
Art. 14. Descontos são os abatimentos que podem sofrer a remuneração ou
os proventos do militar para cumprimento de obrigações assumidas ou
impostas em virtude de disposição de lei ou de regulamento.
§ 1º Os descontos podem ser obrigatórios ou autorizados.
§ 2º Os descontos obrigatórios têm prioridade sobre os autorizados.
§ 3º Na aplicação dos descontos, o militar não pode receber quantia
inferior a trinta por cento da sua remuneração ou proventos.
Art. 15. São descontos obrigatórios do militar:
I – contribuição para a pensão militar;
II – contribuição para a assistência médico-hospitalar e social do
militar;
III – indenização pela prestação de assistência médico-hospitalar, por
intermédio de organização militar;
IV – impostos incidentes sobre a remuneração ou os proventos, de acordo
com a lei;
V – indenização à Fazenda Nacional em decorrência de dívida;
VI – pensão alimentícia ou judicial;
VII – taxa de uso por ocupação de próprio nacional residencial, conforme
regulamentação;
VIII – multa por ocupação irregular de próprio nacional residencial,
conforme regulamentação.
Art. 16. Descontos autorizados são os efetuados em favor de entidades
consignatárias ou de terceiros, conforme regulamentação de cada Força.
CAPÍTULO V
DOS LIMITES DA REMUNERAÇÃO E DOS PROVENTOS

Art. 17. Nenhum militar, na ativa ou na inatividade, pode perceber


mensalmente, a título de remuneração ou proventos, importância superior
à remuneração bruta do Comandante de Força.
286
Parágrafo único. Excluem-se, para fim de aplicação deste artigo, os
valores inerentes a:
I – direitos remuneratórios previstos no art. 2º desta Medida
Provisória;
II – adicional de tempo de serviço, observado o disposto no art. 30
desta Medida Provisória;
III – adicional de compensação orgânica;
IV – gratificação de localidade especial;
V – gratificação de representação; e
VI – adicional de permanência.
Art. 18. Nenhum militar ou beneficiário de pensão militar pode receber,
como remuneração, proventos mensais ou pensão militar, valor inferior ao
do salário mínimo vigente, sendo-lhe paga, como complemento, a diferença
encontrada.
§ 1º A pensão militar de que trata o caput deste artigo é a pensão
militar tronco e não as cotas partes resultantes das subdivisões aos
beneficiários.
§ 2º Excluem-se do disposto no caput deste artigo as praças prestadoras
de serviço militar inicial e as praças especiais, exceto o Guarda-
Marinha e o Aspirante-a-Oficial.
§ 3º O complemento previsto no caput deste artigo constituirá parcela de
proventos na inatividade, além das previstas no art. 10 desta Medida
Provisória, até que seja absorvido por ocasião de futuros reajustes.
CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS, TRANSITÓRIAS E FINAIS
Seção I
Das Disposições Gerais

Art. 19. Os convocados ou mobilizados fazem jus à remuneração prevista


nesta Medida Provisória.
Parágrafo único. Ao servidor público federal, estadual ou municipal fica
garantido o direito de optar pela remuneração que percebia antes da
convocação ou mobilização.
Art. 20. Os militares da ativa nomeados Ministros de Estado ou Ministros
do Superior Tribunal Militar têm remuneração estabelecida em legislação
própria, assegurado o direito de opção.

287
Art. 21. Ao militar que, em 29 de dezembro de 2000, encontrar-se
reformado com fundamento no Decreto-Lei nº 8.795, de 23 de janeiro de
1946, ou na Lei nº 2.579, de 23 de agosto de 1955, fica assegurado o
cálculo de seus proventos referentes ao soldo do posto de Segundo-
Tenente, ou, se mais benéfico, o do posto a que ele faz jus na
inatividade.
Art. 22. Aos militares que participarem da construção de estradas,
aeródromos e obras públicas, mapeamento e levantamento cartográfico e
hidrográfico, construção e instalação de rede de proteção ao vôo,
serviços de sinalização náutica e reboque poderão ser conferidas
gratificações na forma estabelecida em convênio com órgãos públicos ou
privados interessados no referido trabalho, à conta dos recursos a estes
destinados.
Art. 23. O militar da reserva remunerada, e excepcionalmente o
reformado, que tenha modificada sua situação na inatividade para aquela
prevista para a prestação de tarefa por tempo certo, faz jus a um
adicional igual a três décimos dos proventos que estiver percebendo.
Art. 24. O militar que, até 1º de março de 1976, tinha direito a
compensação orgânica pela metade do valor, quando em deslocamento em
aeronave militar, a serviço de natureza militar, não sendo tripulante
orgânico, observador meteorológico, observador aéreo ou observador
fotogramétrico, tem o seu direito assegurado.
Art. 25. A contribuição para a assistência médico-hospitalar e social é
de até três e meio por cento ao mês e incidirá sobre as parcelas que
compõem a pensão ou os proventos na inatividade, conforme previsto no
art. 10 desta Medida Provisória.
Seção II
Das Disposições Transitórias
Art. 26. Enquanto não entrar em vigor lei especial dispondo sobre
remuneração em campanha, permanecem em vigor os arts. 101 a 109 da Lei
nº 5.787, de 27 de junho de 1972.
Seção III
Das Disposições Finais
Art. 27. A Lei nº 3.765, de 4 de maio de 1960, passa a vigorar com as
seguintes alterações:
“Art. 1º São contribuintes obrigatórios da pensão militar, mediante
desconto mensal em folha de pagamento, todos os militares das Forças
Armadas.
Parágrafo único. Excluem-se do disposto no caput deste artigo:

288
I – o aspirante da Marinha, o cadete do Exército e da Aeronáutica e o
aluno das escolas, centros ou núcleos de formação de oficiais e de
praças e das escolas preparatórias e congêneres; e
II – cabos, soldados, marinheiros e taifeiros, com menos de dois anos de
efetivo serviço.” (NR)
“Art. 3º-º A contribuição para a pensão militar incidirá sobre as
parcelas que compõem os proventos na inatividade.
Parágrafo único. A alíquota de contribuição para a pensão militar é de
sete e meio por cento.” (NR)
“Art. 4º Quando o militar, por qualquer circunstância, não puder ter
descontada a sua contribuição para a pensão militar, deverá ele efetuar
o seu recolhimento, imediatamente, à unidade a que estiver vinculado.
Parágrafo único. Se, ao falecer o contribuinte, houver dívida de
contribuição, caberá aos beneficiários saldá-la integralmente, por
ocasião do primeiro pagamento da pensão militar.” (NR)
“Art. 7º A pensão militar é deferida em processo de habilitação,
tomando-se por base a declaração de beneficiários preenchida em vida
pelo contribuinte, na ordem de prioridade e condições a seguir:
I – primeira ordem de prioridade:
o) cônjuge;
b) companheiro ou companheira designada ou que comprove união estável
como entidade familiar;
p) pessoa desquitada, separada judicialmente, divorciada do
instituidor ou a ex-convivente, desde que percebam pensão
alimentícia;
q) filhos ou enteados até vinte e um anos de idade ou até vinte e
quatro anos de idade, se estudantes universitários ou, se
inválidos, enquanto durar a invalidez; e
e) menor sob guarda ou tutela até vinte e um anos de idade ou, se
estudante universitário, até vinte e quatro anos de idade ou, se
inválido, enquanto durar a invalidez.
II – segunda ordem de prioridade, a mãe e o pai que comprovem
dependência econômica do militar;
III – terceira ordem de prioridade:
r) o irmão órfão, até vinte e um anos de idade ou, se estudante
universitário, até vinte e quatro anos de idade, e o inválido,
enquanto durar a invalidez, comprovada a dependência econômica do
militar;

289
b) a pessoa designada, até vinte e um anos de idade, se inválida,
enquanto durar a invalidez, ou maior de sessenta anos de idade, que
vivam na dependência econômica do militar.
§ 1º A concessão da pensão aos beneficiários de que tratam o inciso I,
alíneas “a”, “b”, “c” e “d”, exclui desse direito os beneficiários
referidos nos incisos II e III.
§ 2º A pensão será concedida integralmente aos beneficiários do inciso
I, alíneas “a” e “b”, ou distribuída em partes iguais entre os
beneficiários daquele inciso, alíneas “a” e “c” ou “b” e “c”, legalmente
habilitados, exceto se existirem beneficiários previstos nas suas
alíneas “d” e “e”.
§ 3º Ocorrendo a exceção do § 2º, metade do valor caberá aos
beneficiários do inciso I, alíneas “a” e “c” ou “b” e “c”, sendo a outra
metade do valor da pensão rateada, em partes iguais, entre os
beneficiários do inciso I, alíneas “d” e “e”. (NR)
“Art. 15. A pensão militar será igual ao valor da remuneração ou dos
proventos do militar.
Parágrafo único. A pensão do militar não contribuinte da pensão militar
que vier a falecer na atividade em conseqüência de acidente ocorrido em
serviço ou de moléstia nele adquirida não poderá ser inferior:
I – à de aspirante a oficial ou guarda-marinha, para os cadetes do
Exército e da Aeronáutica, aspirantes de marinha e alunos dos Centros ou
Núcleos de Preparação de Oficiais da reserva; ou
II – à de terceiro-sargento, para as demais praças e os alunos das
escolas de formação de sargentos.” (NR)
“Art. 23. Perderá o direito à pensão militar o beneficiário que:
I – venha a ser destituído do pátrio poder, no tocante às quotas-partes
dos filhos, as quais serão revertidas para estes filhos;
II – atinja, válido e capaz, os limites de idade estabelecidos nesta
Lei;
III – renuncie expressamente ao direito;
IV – tenha sido condenado por crime de natureza dolosa, do qual resulte
a morte do militar ou do pensionista instituidor da pensão militar.”
(NR)
“Art. 27. A pensão militar não está sujeita à penhora, seqüestro ou
arresto, exceto nos casos especificamente previstos em lei.” (NR)
“Art. 29. É permitida a acumulação:

290
I – de uma pensão militar com proventos de disponibilidade, reforma,
vencimentos ou aposentadoria;
II – de uma pensão militar com a de outro regime, observado o disposto
no art. 37, inciso XI, da Constituição Federal.” (NR)
Art. 28. A Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980, passa a vigorar com
as seguintes alterações:
“Art. 6º São equivalentes as expressões “na ativa”, “da ativa”, “em
serviço ativo”, “em serviço na ativa”, “em serviço”, “em atividade” ou
“em atividade militar”, conferidas aos militares no desempenho de cargo,
comissão, encargo, incumbência ou missão, serviço ou atividade militar
ou considerada de natureza militar nas organizações militares das Forças
Armadas, bem como na Presidência da República, na Vice-Presidência da
República, no Ministério da Defesa e nos demais órgãos quando previsto
em lei, ou quando incorporados às Forças Armadas.” (NR)
“Art. 50................................................................
II – o provento calculado com base no soldo integral do posto ou
graduação que possuía quando da transferência para a inatividade
remunerada, se contar com mais de trinta anos de serviço;
III – o provento calculado com base no soldo integral do posto ou
graduação quando, não contando trinta anos de serviço, for transferido
para a reserva remunerada, ex officio, por ter atingido a idade-limite
de permanência em atividade no posto ou na graduação, ou ter sido
abrangido pela quota compulsória; e
..................................................................” (NR)
“Art. 53. A remuneração dos militares será estabelecida em legislação
específica, comum às Forças Armadas.” (NR)
“Art. 63................................................................
§ 3º A concessão de férias não é prejudicada pelo gozo anterior de
licença para tratamento de saúde, nem por punição anterior decorrente de
contravenção ou transgressão disciplinar, ou pelo estado de guerra, ou
para que sejam cumpridos atos em serviço, bem como não anula o direito
àquela licença.
..................................................................” (NR)
“Art.
67......................................................................
§ 3º A concessão da licença é regulada pelo Comandante da Força.” (NR)
“Art. 70................................................................

291
§ 1º A interrupção da licença para tratar de interesse particular poderá
ocorrer:
........................................................................
s) para cumprimento de punição disciplinar, conforme regulamentação
de cada Força.
..................................................................” (NR)
“Art. 81................................................................
........................................................................
II – for posto à disposição exclusiva do Ministério da Defesa ou de
Força Armada diversa daquela a que pertença, para ocupar cargo militar
ou considerado de natureza militar;
..................................................................” (NR)
Art. 29. Constatada a redução de remuneração, de proventos ou de
pensões, decorrente da aplicação desta Medida Provisória, o valor da
diferença será pago a título de vantagem pessoal nominalmente
identificada, sendo absorvido por ocasião de futuros reajustes.
Parágrafo único. A vantagem pessoal nominalmente identificada prevista
no caput deste artigo constituirá parcela de proventos na inatividade,
além das previstas no art. 10 desta Medida Provisória, até que seja
absorvida por ocasião de futuros reajustes.
Art. 30. Fica extinto o adicional de tempo de serviço previsto na alínea
“c” do inciso II do art. 1º desta Medida Provisória, assegurado ao
militar o percentual correspondente aos anos de serviço a que fizer jus
em 29 de dezembro de 2000.
Art. 31. Fica assegurada aos atuais militares, mediante contribuição
específica de um vírgula cinco por cento das parcelas constantes do art.
10 desta Medida Provisória, a manutenção dos benefícios previstos na Lei
nº 3.765, de 1960, até 29 de dezembro de 2000.
§ 1º Poderá ocorrer a renúncia, em caráter irrevogável, ao disposto no
caput, que deverá ser expressa até 31 de agosto de 2001.
§ 2º Os beneficiários diretos ou por futura reversão das pensionistas
são também destinatários da manutenção dos benefícios previstos na Lei
nº 3.765, de 1960, até 29 de dezembro de 2000.
Art. 32. Ficam assegurados os direitos dos militares que até 29 de
dezembro de 2000, contribuíam para a pensão militar correspondente a um
ou dois postos ou graduações acima da que fizerem jus.
§ 1º O direito à pensão fica condicionado ao recebimento de vinte e
quatro contribuições mensais que será deixado aos beneficiários,

292
permitindo-se a estes fazerem o respectivo pagamento, ou completarem o
que faltar.
§ 2º O militar que, preenchendo as condições legais para ser transferido
para a reserva remunerada ou reformado, com proventos calculados sobre o
soldo do posto ou graduação superior, venha a falecer na ativa, deixará
pensão correspondente a esta situação, observado o disposto no caput
deste artigo.
Art. 33. Os períodos de licença especial, adquiridos até 29 de dezembro
de 2000, poderão ser usufruídos ou contados em dobro para efeito de
inatividade, e nessa situação para todos os efeitos legais, ou
convertidos em pecúnia no caso de falecimento do militar.
Parágrafo único. Fica assegurada a remuneração integral ao militar em
gozo de licença especial.
Art. 34. Fica assegurado ao militar que, até 29 de dezembro de 2000,
tenha completado os requisitos para se transferir para a inatividade o
direito à percepção de remuneração correspondente ao grau hierárquico
superior ou melhoria dessa remuneração.
Art. 35. Fica assegurada a condição de contribuinte ao oficial demitido
a pedido e à praça licenciada ou excluída que, até 29 de dezembro de
2000, contribuíam para a pensão militar.
Art. 36. Os períodos de férias não gozadas, adquiridos até 29 de
dezembro de 2000, poderão ser contados em dobro para efeito de
inatividade.
Art. 37. Fica assegurado ao militar o acréscimo de um ano de serviço
para cada cinco anos de tempo de efetivo serviço prestado, até 29 de
dezembro de 2000, pelo oficial dos diversos corpos, quadros e serviços
que possuir curso universitário, reconhecido oficialmente, desde que
esse curso tenha sido requisito essencial para a sua admissão nas Forças
Armadas, até que este acréscimo complete o total de anos de duração
normal do respectivo curso.
Art. 38. Fica o Poder Executivo autorizado a editar ato que antecipe,
até 30 de junho de 2002, a aplicação da Tabela II do Anexo II desta
Medida Provisória, sendo observado o disposto no art. 21 da Lei
Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000.
Art. 39. Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida
Provisória nº 2.188-9, de 24 de agosto de 2001.
Art. 40. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua
publicação, gerando efeitos financeiros a partir de 1º de janeiro de
2001.
Art. 41. Ficam revogados o art. 2, os §§ 1º, 2º, 3º, 4º e 5º do art. 3º,
os arts. 5º, 6º, 8º, 16, 17, 18, 19 e 22 da Lei nº 3.765, de 4 de maio

293
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de 1960, a alínea “j” do inciso IV e o § 1º do art. 50, o § 5º do art.
63, a alínea “a” do § 1º do art. 67, o art. 68, os §§ 4º e 5º do art.
110, os incisos II, IV e V, e os §§ 2º e 3º do art. 137, os arts. 138,
156 e 160 da Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980, o art. 7º da Lei nº
7.412, de 6 de dezembro de 1985, o art. 2º da Lei nº 7.961, de 21 de
dezembro de 1989, o art. 29 da Lei nº 8.216, de 13 de agosto de 1991, a
Lei nº 8.237, de 30 de setembro de 1991, o art. 6º da Lei nº 8.448, de
21 de julho de 1992, os arts. 6º e 8º da Lei nº 8.622, de 19 de janeiro
de 1993, a Lei Delegada nº 12, de 7 de agosto de 1992, o inciso I do
art. 2º e os arts. 20, 25, 26 e 27 da Lei nº 8.460, de 17 de setembro de
1992, o art. 2º da Lei nº 8.627, de 19 de fevereiro de 1993, a Lei nº
8.717, de 14 de outubro de 1993, a alínea “b” do inciso I do art. 1º da
Lei nº 8.852, de 4 de fevereiro de 1994, os arts. 3º e 6º da Lei nº
9.367, de 16 de dezembro de 1996, os arts. 1º ao 4º e 6º da Lei nº
9.442, de 14 de março de 1997, e a Lei nº 9.633, de 12 de maio de 1998,
e a Medida Provisória nº 2.188-9, de 24 de agosto de 2001.
Brasília, 31 de agosto de 2001; 180º da Independência e 113º da
República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Geraldo Magela da Cruz Quintão
Pedro Malan
Martus Tavares
ANEXO I
TABELA I – SOLDO
Posto ou Graduação
1. OFICIAIS GENERAIS Valor
(R$)
Almirante-de-Esquadra, General-de-Exército e 4.500,00
Tenente-Brigadeiro
Vice-Almirante, General-de-Divisão e Major- 4.290,00
Brigadeiro
Contra-Almirante, General-de-Brigada e 4.101,00
Brigadeiro
2. OFICIAIS SUPERIORES
Capitão-de-Mar-e-Guerra e Coronel 3.741,00
Capitão-de-Fragata e Tenente-Coronel 3.591,00
Capitão-de-Corveta e Major 3.432,00
3. OFICIAIS INTERMEDIÁRIOS

294
Capitão-Tenente e Capitão 2.700,00
4. OFICIAIS SUBALTERNOS
Primeiro-Tenente 2.520,00
Segundo-Tenente 2.250,00
5. PRAÇAS ESPECIAIS
Guarda-Marinha e Aspirante-a-Oficial 2.100,00
Aspirante, Cadete (último ano) e Aluno do 405,00
Instituto Militar de Engenharia (último ano)
Aspirante e Cadete (demais anos), Alunos do 330,00
Centro de Formação de Oficiais da Aeronáutica,
Aluno de Órgão de Formação de Oficiais da
Reserva
Aluno do Colégio Naval, Aluno da Escola 300,00
Preparatória de Cadetes (último ano) e Aluno
da Escola de Formação de Sargentos
Aluno do Colégio Naval, Aluno da Escola 294,00
Preparatória de Cadetes (demais anos) e
Grumete
Aprendiz-Marinheiro 231,00
6. PRAÇAS GRADUADAS
Suboficial e Subtenente 1.890,00
Primeiro-Sargento 1.647,00
Segundo-Sargento 1.407,00
Terceiro-Sargento 1.140,00
Cabo (engajado) e Taifeiro-Mor 795,00
Cabo (não engajado) 180,00
7. DEMAIS PRAÇAS
Taifeiro de 1ª Classe 750,00
Taifeiro de 2ª Classe 690,00
Marinheiro, Soldado Fuzileiro Naval e Soldado 540,00
de 1ª Classe (especializados, cursados e
engajados), Soldado-Clarim ou Corneteiro de 1ª
Classe e Soldado Pára-Quedista (engajado)
Marinheiro, Soldado Fuzileiro Naval, Soldado 450,00
de 1ª Classe (não especializado) e Soldado-
Clarim ou Corneteiro de 2ª Classe, Soldado do
Exército e Soldado de 2ª Classe (engajado)

295
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Marinheiro-Recruta, Recruta, Soldado, Soldado- 153,00
Recruta, Soldado de 2ª Classe (não engajado) e
Soldado-Clarim ou Corneteiro de 3ª Classe

ANEXO I
TABELA II – ESCALONAMENTO VERTICAL

Posto ou Graduação
1. OFICIAIS GENERAIS Índice
Almirante-de-Esquadra, General-de-Exército e 1000
Tenente-Brigadeiro
Vice-Almirante, General-de-Divisão e Major- 953
Brigadeiro
Contra-Almirante, General-de-Brigada e 911
Brigadeiro
2. OFICIAIS SUPERIORES
Capitão-de-Mar-e-Guerra e Coronel 831
Capitão-de-Fragata e Tenente-Coronel 798
Capitão-de-Corveta e Major 763
3. OFICIAIS INTERMEDIÁRIOS
Capitão-Tenente e Capitão 600
4. OFICIAIS SUBALTERNOS
Primeiro-Tenente 560
Segundo-Tenente 500
5. PRAÇAS ESPECIAIS
Guarda-Marinha e Aspirante-a-Oficial 467
Aspirante, Cadete (último ano) e Aluno do 90
Instituto Militar de Engenharia (último ano)
Aspirante e Cadete (demais anos), Alunos do 73
Centro de Formação de Oficiais da Aeronáutica,
Aluno de Órgão de Formação de Oficiais da
Reserva
Aluno do Colégio Naval, Aluno da Escola 67
Preparatória de Cadetes (último ano) e Aluno da
Escola de Formação de Sargentos

296
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Aluno do Colégio Naval, Aluno da Escola 65
Preparatória de Cadetes (demais anos) e Grumete
Aprendiz-Marinheiro 51
6. PRAÇAS GRADUADAS
Suboficial e Subtenente 420
Primeiro-Sargento 366
Segundo-Sargento 313
Terceiro-Sargento 253
Cabo (engajado) e Taifeiro-Mor 177
Cabo (não engajado) 40
7. DEMAIS PRAÇAS
Taifeiro de 1ª Classe 167
Taifeiro de 2ª Classe 153
Marinheiro, Soldado Fuzileiro Naval e Soldado de 120
1ª Classe (especializados, cursados e
engajados), Soldado-Clarim ou Corneteiro de 1ª
Classe e Soldado Pára-Quedista (engajado)
Marinheiro, Soldado Fuzileiro Naval, Soldado de 100
1ª Classe (não especializado) e Soldado-Clarim
ou Corneteiro de 2ª Classe, Soldado do Exército
e Soldado de 2ª Classe (engajado).
Marinheiro-Recruta, Recruta, Soldado, Soldado- 34
Recruta, Soldado de 2ª Classe (não engajado) e
Soldado-Clarim ou Corneteiro de 3ª Classe
ANEXO II
TABELAS DE ADICIONAIS
TABELA I – ADICIONAL MILITAR (A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2001)
QUANTITATIVO
CÍRCULOS PERCENTUAL SOBRE FUNDAMENTO
O SOLDO
Oficial General. 17 Arts. 1º e 3º.
Oficial Superior. 14
Oficial
11
Intermediário.
Oficial Subalterno,
Guarda-Marinha e8
Aspirante a Oficial.

297
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For Evaluation Only.
Suboficial,
Subtenente e6
Sargento.
Demais Praças
Especiais e Praças de
graduação inferior a
Terceiro Sargento, 13
exceto as que estejam
prestando Serviço
Militar Inicial.

TABELA II – ADICIONAL MILITAR (A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2003)


Nota:
Os efeitos financeiros da Tabela II do Anexo II desta Medida Provisória
passam a vigorar a partir de 1º de junho de 2002, de acordo com o
Decreto nº 4.184/2002
QUANTITATIVO
CÍRCULOS PERCENTUAL SOBRE FUNDAMENTO
O SOLDO
Oficial General. 28 Arts. 1º e 3º.
Oficial Superior. 25
Oficial
22
Intermediário.
Oficial Subalterno,
Guarda-Marinha e 19
Aspirante a Oficial.
Suboficial,
Subtenente e 16
Sargento.
Demais Praças
Especiais e Praças de
graduação inferior a
Terceiro Sargento, 13
exceto as que estejam
prestando Serviço
Militar Inicial.
ANEXO II

TABELA III – ADICIONAL DE HABILITAÇÃO


TIPOS DE CURSO QUANTITATIVO FUNDAMENTO
298
PERCENTUAL SOBRE
O SOLDO
Altos Estudos – 30 Arts. 1º e 3º.
Categoria I.
Altos Estudos – 25
Categoria II.
Aperfeiçoamento. 20
Especialização. 16
Formação. 12
TABELA IV – ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO
QUANTITATIVO
BASE PERCENTUAL SOBRE FUNDAMENTO
O SOLDO
Tempo de Serviço 1% por ano Arts. 1º, 3º e
30.
TABELA V – ADICIONAL DE COMPENSAÇÃO ORGÂNICA
VALOR PERCENTUAL
SITUAÇÕES QUE INCIDE SOBRE O FUNDAMENTO
SOLDO
Vôo em aeronave Arts. 1º e
militar como 3º.
tripulante orgânico,
observador
meteorológico,
observador aéreo e
fotogramétrico.
Salto em pára-quedas,
cumprindo missão
militar. 20
Imersão no exercício
de funções
regulamentares a bordo
de submarinos.
Mergulho com
escafandro ou com
aparelho.
Controle de Tráfego
Aéreo.
Trabalho com Raios X
ou substâncias 10
radioativas.
TABELA VI – ADICIONAL DE PERMANÊNCIA
VALOR PERCENTUAL
SITUAÇÕES QUE INCIDE SOBRE FUNDAMENTO
O SOLDO
299
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Militar que, em 5% Arts. 1º e 3º.
atividade, a partir
de 29 de dezembro de
2000, tenha
completado, ou venha
aa completar, 720
dias a mais que o
tempo requerido para
transferência para a
inatividade
remunerada.
Militar que, tendo 5% a cada
satisfeito o promoção
requisito da alínea
“a” acima, venha a
B
ser promovido em
atividade ao posto
ou graduação
superior.

ANEXO III
TABELAS DE GRATIFICAÇÕES

TABELA I – GRATIFICAÇÃO DE LOCALIDADE ESPECIAL


VALOR PERCENTUAL
SITUAÇÕES QUE INCIDE SOBRE O FUNDAMENTO
SOLDO
Categoria º 20 Arts. 1º e 3º.
Categoria B. 10
TABELA II – GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO
VALOR PERCENTUAL
SITUAÇÕES QUE INCIDE SOBRE O FUNDAMENTO
SOLDO
Oficial General. 10 Arts. 1º e 3º.
Oficial Superior,
Intermediário e
Subalterno em cargo 10
de Comando, Direção
ou Chefia.

300
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For Evaluation Only.
Participante em
viagem de
representação,
instrução, emprego
2
operacional ou por
estar às ordens de
autoridade
estrangeira, no País.
ANEXO IV
TABELAS DE OUTROS DIREITOS

TABELA I – AJUDA DE CUSTO


VALOR
SITUAÇÕES FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
Militar, com Art. 1º e art.
dependente, nas 3º, inciso XI,
Duas vezes o valor
a movimentações com alínea “a”.
da remuneração.
desligamento da
organização militar.
Militar, com
dependente, nas
movimentações para
Duas vezes o valor
comissão superior a
da remuneração na
B três e igual ou
ida e uma vez na
inferior a seis
volta.
meses, sem
desligamento de
organização militar.
Militar, com
dependente, nas
movimentações para
comissão superior a Uma vez o valor da
C quinze dias e igual remuneração na ida
ou inferior a três e outra na volta.
meses, sem
desligamento de
organização militar.

301
Militar, com
dependente, quando
transferido para
Localidade Especial
Categoria “A” ou de
Quatro vezes o
uma Localidade
D valor da
Especial Categoria
remuneração.
“A” para qualquer
outra localidade,
nas movimentações
com desligamento da
organização militar.
Militar, sem Metade dos valores
dependente, nas representativos
situações “a”, “b”, estabelecidos para
E
“c” e “d” desta as situações “a”,
tabela. “b”, “c”, e “d”
desta tabela.
Militar, com ou sem Oficial – quatro Art. 1º e art.
dependente, por vezes o valor da 3º, inciso XI,
ocasião de remuneração alínea “b”.
transferência para a calculado com base
inatividade no soldo do último
remunerada. posto do círculo
hierárquico a que
F pertencer o
militar.
Praça – quatro
vezes o valor da
remuneração
calculado com base
no soldo de
Suboficial.

302
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ANEXO IV

TABELA II – AUXÍLIO-FARDAMENTO
VALOR
SITUAÇÕES FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
O Aspirante, o Art. 2º e art.
Recebem, por conta
Cadete, o aluno do 3º, inciso
da União,
Colégio Naval ou das XII.
uniformes, roupa
Escolas
branca e roupa de
Preparatórias de
cama, de acordo
a Cadetes, o Aluno
com as tabelas de
Gratuito ou Órfão do
distribuição
Colégio Militar e as
estabelecidas
praças de graduação
pelos respectivos
inferior a Terceiro-
Comandos de Força.
Sargento.
O militar, declarado
Guarda-Marinha ou
Aspirante a Oficial
B
da Ativa, ou
promovido a Terceiro
Sargento.
Os nomeados Oficiais Um soldo e meio.
ou Sargentos, ou
matriculados em
escolas de formação
C
mediante habilitação
em concurso e os
nomeados Capelães
Militares.
O Oficial promovido
D ao primeiro posto de Um soldo.
Oficial General.
Os Guardas-Marinha e
Aspirantes a
Oficial, oriundos
dos Órgãos de
E Formação de Oficiais
da Reserva,
convocados para a
prestação do Serviço
Militar.

303
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For Evaluation Only.
Os médicos,
farmacêuticos,
dentistas e
F veterinários, quando
convocados para o
Serviço Militar
Inicial.
O Oficial,
Suboficial ou
G Subtenente e
Sargento ao ser
promovido.
A cada três anos
quando permanecer no
H
mesmo posto ou
graduação.
O militar
reincluído,
I convocado ou
designado para o
serviço ativo.
O militar que
retornar à ativa por
convocação,
designação ou
J
reinclusão, desde
que há mais de seis
meses de
inatividade.
O militar que perder
o uniforme em
L Um soldo e meio.
sinistro ou em caso
de calamidade.
ANEXO IV

TABELA III – AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO


VALOR
SITUAÇÕES FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
O militar, quando Dez vezes o valor Art. 2º e art.
não puder receber da etapa comum 3º, inciso
alimentação por sua fixada para a XIII.
organização ou por localidade, quando
a
outra nas em serviço de
proximidades do escala de duração
local de serviço ou de vinte e quatro
expediente, ou horas.

304
quando, por Cinco vezes o
imposição do horário valor da etapa
de trabalho e comum fixada para
distância de sua a localidade,
residência, seja quando em serviço
obrigado a fazer ou expediente de
refeições fora dela, duração superior a
tendo para tanto oitos horas de
despesas efetivo trabalho e
extraordinárias. inferior a vinte e
quatro horas.
O Militar, quando Uma vez a etapa
servir em comum fixada para
organização militar a localidade.
que não tenha
serviço de rancho
B
organizado e não
possa ser arranchado
por outra
organização nas
proximidades.
A Praça, de Uma vez a etapa
graduação inferior a comum fixada para
Terceiro-Sargento, a localidade.
C quando em férias
regulamentares e não
for alimentada pela
União.
A Praça, de Uma vez a etapa
graduação inferior a comum fixada para
Terceiro-Sargento a localidade.
servindo em
D
Localidade Especial
de Categoria “A”,
quando acompanhada
de dependente.
TABELA IV – AUXÍLIO-NATALIDADE
VALOR
SITUAÇÃO FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
Nascimento de filho Uma vez o soldo do Art. 2º e art.
do militar da ativa posto ou 3º, inciso
a
ou da inatividade graduação. XIV.
remunerada.

305
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For Evaluation Only.
Nascimento de Uma vez o soldo do
filhos, em parto posto ou
múltiplo, do militar graduação,
B da ativa ou da acrescido de
inatividade cinqüenta por
remunerada. cento por recém-
nascido.
ANEXO IV
TABELA V – AUXÍLIO-INVALIDEZ
VALOR
SITUAÇÃO FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
O militar, que Sete quotas e meia Art. 2º e art.
necessitar de de soldo. 3º, inciso XV.
internação
especializada –
militar ou não – ou
assistência ou
a
cuidados permanentes
de enfermagem,
devidamente
constatadas por
Junta Militar de
Saúde.
O militar que, por Sete quotas e meia
prescrição médica do soldo.
homologada por Junta
Militar de Saúde,
receber tratamento
B na própria
residência,
necessitando
assistência ou
cuidados permanentes
de enfermagem.
TABELA VI – AUXÍLIO-FUNERAL
VALOR
SITUAÇÃO FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
Morte do cônjuge, Uma vez a Art. 2º e art.
a companheira(o) ou remuneração 3º, inciso
dependente. percebida, não XVI.
Na morte do militar podendo ser
B pago ao beneficiário inferior ao soldo
da pensão militar. de Suboficial.
D.ºU., 01/09/2001 – EDIÇÃO EXTRA