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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 3ª VARA CÍVEL DA

COMARCA DE CUIABÁ/MT

Processo n.º 19866-87.2018.811.0042

Código: 480062

NAS NUVENS COMPANHIA AÉREA S/A, já qualificado nos autos em


epígrafe, representado por seus advogados, constituídos e qualificados no incluso instrumento
de Outorga, procuração anexa, com escritório estabelecido na Av. Duque de Caxias, 2018 -
Centro, Cuiabá/MT, onde recebe notificações e intimações, vem, mui respeitosamente à
presença de Vossa Excelência, apresentar

CONTESTAÇÃO

Nos autos da Ação de Indenização por Danos Morais/Materiais e Lucros


Cessantes, proposta por Melissa da Silva Amorim e Joaquim Alvarenga Amorim, já qualificada
nos autos do processo em epígrafe, pelos fatos e fundamentos adiante expostos:

1. DA REALIDADE DOS FATOS

Os Autores alegam em sua petição inicial alega fatos que não condizem com a
verdade, iniciando-se pelo acidente que a requerente sofreu, por total descuido desta, pois como
podemos constatar por testemunhas que estavam no local (declarações em anexo c/
reconhecimento de firma), a Sra. Melissa desceu em total desespero do avião, inclusive
passando na frente de pessoas idosas que teriam a preferência no desembarque, pois queria
chegar primeiro na área de desembarque das bagagens, estava em um estado total de descontrole
e pressa que elevou a sua voz com pessoas a sua frente e com seu próprio cônjuge, que segundo
ela, estava andando muito lentamente. Não nos surpreende que se machucasse desta forma.

A aeromoça assim que viu a autora se machucar, solicitou ineditamente a um


funcionário do aeroporto que trouxesse uma cadeira de rodas e se disponibilizou a leva-la ao
pronto atendimento do aeroporto ou para algum hospital para ver a situação de sua torção, o que
a Sra. Melissa negou veemente porque queria chegar a suas bagagens.

Após ter a noticia do extravio de seus pertences, os autores tiveram estipulado


pela Ré o prazo padrão de 72 horas para algum retorno sobre esse assunto.

A companhia área ofereceu diferente do alegado na exordial, pagamento pela


estadia dos autores em um hotel o qual tem parceria, muito bem qualificado e recomendado na
cidade, mas estes negaram diante do fato que não ficariam tão próximos a praia quanto
gostariam e preferiram seguir o que já tinham planejado, segundo eles.

Quanto a bagagem, destaca-se neste contexto que o “item pessoal” citado pelas
companhias em seus regulamentos se refere a objetos como pasta de trabalho, computador
portátil, bolsa pequena, bolsa de câmera fotográfica, muletas, guarda-chuva e cobertor, e sempre
se recomenda veemente pelos funcionários da empresa Nas Nuvens Companhia Aéreas, como
procedimento padrão, que o passageiro leve como bagagem de mão, para evitar infortúnios, isto
é, a autora não pode culpar a ré, por uma escolha sua, previamente não recomendada, de levar
seu objeto notebook na bagagem despachada.

Quanto a prazos perdidos, como a autora está de férias, seria de sua única e
exclusiva responsabilidade, deixar alguém de sua confiança incumbido destes, pois na maioria
das vezes de acordo com sua profissão de advogada, é preciso comparecer ao judiciário para
realizar suas funções, o que ela não poderia fazê-lo estando em outra localidade.

O extravio das bagagens foi reconhecido como falha da companhia aérea ao


final das 72 horas, por conta de caso fortuito, onde está assumiu todos os encargos e
constatando a não possibilidade de restituição da bagagem perdida, se dispôs a restituir o valor
monetário. Mas os autores, se aproveitando da boa-fé da ré, tentaram excessivamente encarecer
o conteúdo de seus pertences, o qual claramente não foi aceito pela empresa que tentou de todas
as formas um acordo, tanto por telefone , quanto por email (documentos em anexo), sendo
rechaçada todas as propostas por eles.

A ação interposta pelo Autor constitui um verdadeira afronta aos ditames


processuais, com o objetivo de se enriquecer à custa da Ré, na mais evidente prática de abuso de
direito e enriquecimento sem causa, utilizando-se do Poder Judiciário para alcançar tal feito.
2. DA JUSTIÇA GRATUITA

Em que pesem os argumentos contidos na inicial, constata-se a inexistência de


fundamentações jurídicas ou a ocorrência de qualquer fato capaz de possibilitar a concessão da
justiça gratuita.

Neste sentido o julgado do STJ, verbis:

RECURSO ESPECIAL. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA.


REQUERIMENTO FORMULADO NO CURSO DA AÇÃO.
INDEFERIMENTO. CRITÉRIO DO JUIZ. REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA
7/STJ. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO.

1. É admitido ao juiz, quando tiver fundadas razões, indeferir pedido


de assistência judiciária gratuita, não obstante declaração da parte de
que a situação econômica não lhe possibilita pagar as custas do
processo e os honorários de advogado, sem prejuízo do sustento
próprio ou da família.(Lei nº 1.060/50).

2. (...) 3.(...)” (REsp 785043; Rel. Min. Hélio Quaglia Barbosa, 4ª T.,
j. em 20.03.2007, DJ n. 16.04.2007).

Analisando os fatos que consta na presente inicial, verifica-se que realmente é


caso de indeferimento do pedido. O fato de ter rendimentos mensais líquidos, conforme (Doc. 6)
anexado na petição, ter contratado advogado particular e, ainda, ter viajado para uma cidade
extremamente turística para passar 15 (quinze) dias com uma estimativa de que os objetos
contidos na bagagem alcançam o valor de R$ 20.000,00 (vinte mil) reais, conforme (Doc. 4),
afastam a presunção de carência e reforçam a tese de ter a autora condições econômicas para
arcar com as despesas do processo sem prejuízo de seu sustento e de sua família.

3. DO LUCRO CESSANTE

Como consta na inicial, o autor pleiteia os lucros cessantes, tendo em vista, a


alegação de que foi prejudicada, pois perdeu prazos por conta da perda do seu instrumento
labora. No entanto, como a autora planejou o casamento, bem como a lua de meu, entendesse
que a mesma estaria de licença das suas atividades laborais, sendo assim, o mais prudente seria
a mesma designar alguém para lhe representar no período de 15 (quinze) dias que ficaria em
Salvador/BA.

Ademais, os autores não juntaram/anexaram comprovantes de despacho de


bagagem, sendo assim, fica incumbido à autora provar que realmente despachou a bagagem pela
empresa aérea, pois quando se despacha a bagagem a empresa fornece um comprovante. Por
fim, como consta no doc. 6, eles pleiteiam um valor estimado, ou seja, que supostamente
ganhariam, não juntaram a renda dos últimos 12 (doze) meses como parâmetro.
Nesse sentido, é como posiciona a jurisprudência:

TRANSPORTE AÉREO. Voo doméstico. Extravio de bagagem. 1.


Ausência de declaração de conteúdo/valor e de comprovação nos
autos de que os equipamentos elencados estavam acondicionados na
bagagem despachada. Indenização fixada conforme critérios da
Convenção de Montreal. Cabimento. Majoração da indenização para
1.000 Direitos Especiais de Saques, de acordo com o disposto na
alínea 2, do artigo 22, da Convenção. 2. Lucros cessantes. Ausência de
provas hábeis a respeito. 3. Danos morais. Ocorrência. Compensação
fixada em valor razoável e proporcional. 4. Juros de mora a partir da
citação, visto que o caso envolve responsabilidade contratual. Recurso
do autor parcialmente provido, não provido o da ré.

(TJ-SP - APL: 10086515320148260506 SP 1008651-


53.2014.8.26.0506, Relator: Gilberto dos Santos, Data de Julgamento:
23/03/2017, 11ª Câmara de Direito Privado, Data de Publicação:
27/03/2017)

4. DO DANO MORAL

Vemos pelos fatos narrados acima que não se encaixa o dano moral peticionado
pelos autores. O entendimento jurisprudencial pátrio consolidado posiciona-se no sentido de que
o mero aborrecimento ou dissabor cotidiano é o fato contumaz e imperceptível que não atinge a
esfera jurídica personalíssima do indivíduo, sendo um fato da vida e, portanto, não repercutindo
ou alterando o aspecto psicológico ou emocional de alguém.

Não resta nenhum tipo de dúvida de que a indenização deve, primeiramente,


levar em conta a conduta e a situação da vítima e do réu, isto é, a dor física e moral da vítima, a
repercussão do fato vexatório e danoso, a condição financeira das partes envolvidas, o grau de
culpa do réu, a inversão do ônus da prova, entre outros, e o efeito educativo ou “corregedor” da
decisão, desestimulando condutas assemelhadas e erros futuros.

Considerando o perfil econômico do requerente e do requerido, a gravidade e os


efeitos da repercussão da notícia danosa, bem como a contextualização dos fatos no momento
em que ocorreram, vê-se cabalmente comprovada que a ocorrência não caracteriza dano moral e
por isso não deve ser reconhecido o dever de ressarcir na demanda judicial.

Posicionamentos jurisprudenciais:

"RESPONSABILIDADE CIVIL - A decisão que, considerando a


ausência de dolo ou culpa da ré e mesmo a não ocorrência de
comprovação de dano, mantém a sentença que desacolhera pedido de
indenização, não maltrata o art. 159 do Código Civil Recurso Especial
não conhecido. Unânime." (Resp nº 27.601 - STJ - Rel. Min. Fontes
de Alencar - 4' Turma - DJ 27.06.94)
E tal ausência de responsabilidade por parte da Ré está patente nos autos, quer
pela narração dos fatos, quanto pelas provas juntadas aos autos.

RECURSO ESPECIAL - AÇÃO DE RESCISÃO DE


COMPROMISSO DE COMPRA E VENDADE IMÓVEL - MORA
DA CONSTRUTORA PROMITENTE VENDEDORA -
RESTITUIÇÃOINTEGRAL DAS PARCELAS PAGAS -
CABIMENTO - IMPONTUALIDADE NA ENTREGADO IMÓVEL
- DANO MORAL - INEXISTÊNCIA, EM REGRA -
PRECEDENTES -RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE
PROVIDO.

I - O consumidor está autorizado, por nosso ordenamento jurídico,


apleitear a rescisão contratual, bem como a devolução imediata
dosvalores pagos.

II - Decorrente da rescisão contratual, em virtude da morainjustificada


da Construtora, promitente vendedora, a devoluçãointegral das
parcelas pagas é medida de rigor e está em consonânciacom a
orientação preconizada por esta Corte Superior.

III - Todavia, salvo circunstância excepcional que coloque


ocontratante em situação de extraordinária angústia ou
humilhação,não há dano moral. Isso porque, o dissabor inerente à
expectativafrustrada decorrente de inadimplemento contratual se
insere nocotidiano das relações comerciais e não implica lesão à honra
ouviolação da dignidade humana. Precedentes.

IV - Recurso especial parcialmente provido.

Acordão

Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima


indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, a Turma, por unanimidade, dar parcial provimento
ao recurso especial, nos termos do voto do (a) Sr (a) Ministro (a)
Relator (a). Os Srs. Ministros Sidnei Beneti, Paulo de Tarso
Sanseverino, Ricardo Villas Bôas Cueva e Nancy Andrighi votaram
com o Sr. Ministro Relator.

JUIZADOS ESPECIAIS. DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR.


SERVIÇO DE TELEFONIA. ALEGAÇÃO DE CONDUTA
CONTRÁRIA A OFERTA ANUNCIADA. PLANO FAMILIAR.
INADIMPLEMENTO CONTRATUAL. RECLAMAÇÕES
DIRIGIDAS À OPERADORA PARA SOLUCIONAR O
PROBLEMA. SUBSTRATO FÁTICO ENSEJADOR DE
DISSABORES DIANTE DE NEGÓCIO JURÍDICO QUE NÃO SE
DESENVOLVEU DA FORMA ESPERADA PELO USUÁRIO.
OFENSA A ATRIBUTOS DA PESSOA HUMANA NÃO
CARACTERIZADO. INCONFORMISMO DO RECORRENTE
SOMENTE PARA REDUZIR O VALOR ARBITRADO A TÍTULO
DE DANO MORAL. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.

1. É entendimento pacífico no Superior Tribunal de Justiça de


que: o mero inadimplemento contratual não enseja, por si só,
indenização por dano moral. "Salvo circunstância excepcional que
coloque o contratante em situação de extraordinária angústia ou
humilhação, não há dano moral. Isso porque, o dissabor inerente
à expectativa frustrada decorrente de inadimplemento contratual
se insere no cotidiano das relações comerciais e não implica lesão
à honra ou violação da dignidade humana" (REsp n.
1.129.881/RJ). Precedentes: AgRg no AgRg no Ag 546608/RJ, REsp
827833/MG, REsp 744741/PR, REsp 201414/PA. Portanto,
reclamações dirigidas à empresa de telefonia para solucionar problema
relativo a divergência de valor de fatura não enseja, por si só, lesão a
atributo da personalidade, mas tãosomente de cumprimento contratual.
Inexistência de elementos de convicção no caso em apreço de ofensa
anormal à atributo da pessoa humana.

2. Entrementes, não se conforma o Recorrente com o valor arbitrado a


título de dano moral, pretendendo, unicamente, sua redução. Assim
sendo, em atenção ao princípio da congruência, pelo qual a decisão do
juiz está vinculada à causa de pedir e ao pedido, simples reforma da
sentença para redução da quantia fixada por dano moral há de ser
considerada. Em o fazendo, e tendo em vista que a situação posta na
lide configura apenas inadimplemento contratual, estabeleço em
R$500,00 (quinhentos reais) o valor da reparação extrapatrimonial. A
data da prolação da decisão que fixa o montante a ser indenizado por
dano moral, no caso, a de julgamento do presente Inominado, deve ser
tida como termo inicial para contabilização das parcelas relativas a
atualização do valor da moeda.

3. Recurso conhecido e provido. Sem condenação em custas e


honoráriosadvocatícios.

4. Acórdão lavrado por súmula de julgamento, conforme permissão


posta no Artigo 46 da Lei dos Juizados Especiais Estaduais Cíveis e
art. 99 do Regimento Interno das Turmas Recursais dos Juizados
Especiais do Distrito Federal, porque não modificada a conclusão do
julgador monocrático. (Acórdão n. 610906,20111160018520ACJ,
Relator DIVA LUCY DE FARIA PEREIRA, 1ª Turma Recursal dos
Juizados Especiais do Distrito Federal, julgado em 14/08/2012,
DJ17/08/2012 p. 198)

Não restou evidenciado que os danos materiais e morais suportados e alegados


pelos Autores decorreram de impulso ou de qualquer ato lesivo voluntário e deliberadamente
fossem praticados pela Ré.

5. DO DANO MATERIAL
Os Autores não comprovaram os danos materiais pretendidos. Não juntaram um
só documento a demonstrar categoricamente os danos suportados.

E com relação ao pleito de danos materiais, doutrina e jurisprudência são


unânimes quanto à necessidade e obrigatoriedade de sua comprovação.

REsp 609107 / SE RECURSO ESPECIAL 2003/0194798-5

Relator(a): Ministro CASTRO FILHO (1119)

Órgão Julgador: T3 - TERCEIRA TURMA

Data do Julgamento: 07/05/2007

Data da Publicação/Fonte: DJ 01.08.2007 p. 455

Ementa:

DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL.


DANOS MATERIAIS. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO.
INEXISTÊNCIA DE PROVA DE PREJUÍZO PATRIMONIAL.
SÚMULA 7/STJ. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.

SÚMULAS 282 E 356/STF.

I - Sem a devida comprovação do prejuízo material, que não foi


identificado pelo tribunal estadual, não há como impor condenação.
Ficando assentado no acórdão recorrido, por força da análise das
circunstâncias fáticas da causa, que não houve prova de danos
materiais, não poderá a matéria ser revista no âmbito do especial, ante
o óbice do enunciado nº 7 da Súmula deste Tribunal.

II – O prequestionamento está adstrito à própria existência do recurso


especial, que exige, como pressuposto constitucional, tenha a matéria
sido decidida em única ou última instância.

Recurso especial não conhecido.

Portanto, indevidos os danos materiais pleiteados.

6. DO EXCESSIVO VALOR DOS DANOS MORAIS

Os Autores pleiteiam o pagamento de indenização por danos Morais/Materiais


no valor de R$ 50.000,00.

No entanto, não estão demonstradas e muito explicadas as razões do pleito de


tal quantia.

Segundo Maria Helena Diniz, "o dano moral vem a ser a lesão de interesses não
patrimoniais de pessoa física ou jurídica, provocada pelo fato lesivo".
Doutrina e jurisprudência, por maioria, entendem que o dano moral independe
de prova, bastando, para tanto a comprovação do nexo de causalidade entre o evento danoso e
os aborrecimentos, angústias e dissabores enfrentados pela vítima.

Contudo, ainda que se considere a ocorrência de dano, e consequente obrigação


à reparação, o que se admite apenas por amor ao argumento, à quantia pleiteada é absolutamente
improcedente.

Aliás, eventual indenização por dano moral deve levar em conta que o ofendido
não pode ficar em situação melhor do que aquela que se encontrava antes de ter sofrido o
pretenso dano.

É sabido, à saciedade, que a indenização, deve situar se, o mais que


possível, dentro da razoabilidade e da realidade, evitando-se, ainda,
que a vítima de dano moral venha a enriquecer-se por conta do
mesmo; não é esta, à toda evidência, a intenção da lei; o dano moral
não pode e não deve ser causa de enriquecimento do ofendido; a
indenização, em que pese ao arbítrio do Magistrado, deve ser fixada
em montante compatível - in Lex JTJ 177/89 - Apelação Cível nº
218.449-1 - São José do Rio Preto - Rel. Des. Antonio Manssur.

Sem dúvida, se os autores tivessem atitudes ou comportamentos mais


adequados à situação, não teriam se envolvido nesses infortúnios.

7. DAS PROVAS

Protesta por todos os meios de prova em direito admitidos, depoimentos de


testemunhas, bem como novas provas, documentais e outras, que eventualmente venham a
surgir.

8. DOS PEDIDOS

Ante o exposto, requer:

1. No mérito, o julgamento improcedente do pedido, quanto ao pagamento de


dano material e dano moral ou lucros cessantes, porquanto não comprovados, condenando o
autor ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios sucumbenciais, ou,
sucessivamente:
2. Caso o douto juízo, deferindo o dano material, opte por bem também deferir
o dano moral, requer seja este arbitrado no importe máximo de 10 (dez) salários mínimos.

Pretende o réu participar de eventual audiência de conciliação/mediação


porventura designada por V. Exa.

Nestes termos, pede deferimento.

Cuiabá, 23 de março de 2018.

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Sthefany Mariane Pereira Rafael Cardoso de Barros Aguiar

OAB 1.224 OAB 3.233

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Jorge José Noga

OAB 3.830