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Como falar em público

e realizar apresentações
eficazes.

“O segredo de falar muito bem em público


é treinar, treinar e treinar”.

Esse conteúdo se embasa no Programa do Professor Julio Resende com sua


autorização
A Arte de Falar em Público - CONCEITOS
eloqüência – retórica – oratória.
gênero oratório.
fins da oratória.
motivos psíquicos para falar em público.
utilidades da oratória.
componentes do fato oratório.

Eloqüência.
Ação conjunta das palavras, da forma como são pronunciadas e do jogo
fisionômico do orador, capaz de influenciar, convencer, comover, entreter,
persuadir e dissuadir seu público.

Retórica.
Teoria da oratória. Estudo teorítico das normas relativas ao uso eloqüente e
artístico da palavra oral.

Oratória.
Expressão verbal do orador ao se dirigir a seu público usando a retórica e sua
eloqüência. Falar em público.

Gênero oratório
A) forma: prosa (o modo natural de falar).
B) conteúdo:
subjetivo – o orador comunica o que pensa.
Objetivo – subjetivo – o orador comunica o pensamento do grupo
(seus anseios).

Funcionalidade da oratória
1- informar
2- convencer
3- persuadir
4- dissuadir
5- comover
6- entreter

Motivos para falar em público


1 – mero prazer;
2 – auto-afirmação;
3 – aparecer;

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4 – consciência de orientar;
5 – propagar seu ideal;
6 – missão
7 – conveniências próprias.

Consequências do bom uso da oratória


a) Auto-estima;
Tornamos brilhantes, atraentes, sedutores. Faz-nos adquirir amigos.

b) Autoconfiança;
Confere-nos o poder de induzir alguém a efetuar o que desejamos.
Capacita-nos a estar a frente em qualquer circunstância como orador,
conferencista e bons expositores de idéias.
Transforma-nos em genuínos condutores de pequenos grupos ou
multidões.

c) Habilidade expositiva.
Desenvolve em nós a eloqüência, o autodomínio, a rapidez de
pensamento, a capacidade de expor qualquer tipo de produto, serviço ou
idéia a grupos pequenos, médios ou grandes.

Componentes do fato oratório


• O orador
• O público
• As circunstâncias
• O discurso

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A Comunicação Verbal
Vencendo a inibição.

1) Três maiores dificuldades do comunicador.

1– Inibição
Todas as vezes que um comunicador não se levanta para ir a frente e
falar diante do seu grupo, dizemos que está inibido. Sabemos que a
inibição é o ato ou efeito de nossa resistência psicológica a certos atos.
Principalmente o de falar diante de grupos de pessoas, ou seja, em
reuniões, eventos, palestras ou mesmo o falar em público.
Ficamos preocupados com o que os outros vão pensar de nós;
antecipadamente ocupamos nossa mente com algo que talvez nem
aconteça.
Se sua mente estive ocupada não haverá possibilidade de ocupá-la antes da
hora! Logo, ocupe sua mente com o compromisso da realização dos seus
sonhos, fazendo sua escolha de administrar melhor sua emoção.
Além disso, geralmente após decidirmos por alguma coisa, queremos essa
alguma coisa para ontem! Por causa disso, nos tornamos muitos ansiosos!
Devemos ter em mente que, “dar tempo ao tempo” é uma questão de
sabermos que “tudo tem seu tempo certo”.

O medo também gera inibição. Trabalhe seu medo naturalmente, pois é


muito natural ter medo. O medo em nós torna-se prejudicial quando é
maior do que deve ser em nossas vidas. É natural ter medo!
E saiba que você não é o único! O medo de errar, também é uma
característica da inibição. Quando o medo aparecer, encare-o
normalmente.
“Corajoso não é aquele que não tem medo.
Corajoso é aquele que apesar do medo, havendo alguma
coisa para fazer, ele vai e faz, mesmo com medo”.
(anônimo)

“Inteligente é aquele que aprende com seus erros, e


Sábio é aquele que aprende com os erros dos outros”.
(anônimo)

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FAÇA UMA AUTO ANÁLISE DO TAMANHO DO SEU MEDO
Como lidar com seu medo?
Esquema.
Medo Fé
( - ) |----------|------------|---------|--------|------------|---------------| ( + )
foco negativo foco positivo
-3 -2 -1 0 +1 +2 +3

-3 = Não, eles não vão gostar de mim.


-2 = Não vão gostar de mim.
-1 = Não sei! / Não faço a menor idéia.
Seja audacioso!
Seja ousado!
Pense de forma positiva.
Assim:
0 = Eu acho que eles vão gostar de mim. (mínino aceitável);
+1 = Eu penso que eles vão gostar de mim. (equilíbrio);
+2 = Eu creio que eles vão gostar de mim. (avançado);
+3 = Eu sei que eles vão gostar de mim. (audacioso).

Como lidar com a frustração?


a) Não se leve tão a sério.
Lembre-se de manter-se em estado emocional favorável. Ou seja,
tenha bom humor! Não se entristeça por pequenas coisas!

b) Lembre-se que tudo são pequenas coisas.


Neste universo em que vivemos tudo é transformável. Aprenda a
contornar os dissabores da vida, sabendo que é possível transformar
o mais terrível revés sofrido.

Como lidar com a rejeição?


a) Quantos “NÃOS” você suporta?
Por mais inteligente que você seja, por mais assertivo que seja o seu
discurso, por mais correto que você seja e por mais bem vestido que
esteja; sempre haverá alguém contrário a você!
Por isso, prepare-se, faça o seu melhor e deixe a consciência de
cada um trabalhar e faça o seu melhor o tempo todo.

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2– Desconexão
Quantas vezes temos dificuldade em decidir o que falar? E quantas
vezes nos perdemos em nosso discurso? A desconexão se caracteriza
por fugirmos de nosso foco, o discurso precisa ser o quanto possível
focado no alvo a que nos propomos atingir com nosso público. Por
isso, antes de pensar o que falar, pense o que deseja atingir com seu
público.

3 – Prolixidade
Quantas vezes temos dificuldade em parar de falar? Sei que você é
inteligente. Sei que tem muito a falar. E por isso, vai ter muita vontade
de falar tudo o que sabe. Porém, sei que o tempo passa muito
depressa. E sei que não dará tempo de você falar tudo que gostaria de
falar. Por isso, treine muitas vezes, impondo-se tempo.
Seja eficaz, fale dentro do tempo que terá, nem mais, nem menos.

As cinco formas de ser avaliado pelo seu público:


1- Sua entrada em cena.
2- Seus olhos, para onde você está olhando.
3- Suas mãos, o que você está fazendo com elas.
4- Seu argumento, o que você está dizendo.
5- Seu estilo, como você diz aquilo que está dizendo.

Os três componentes da influência humana na comunicação são:


O professor Mehrabian da Universidade da Califórnia em Los Angeles
estudou, numa investigação já considerada clássica, as reações das
pessoas à comunicação viva. Ele descobriu que o impacto da comunicação
no receptor dependia de três fatores que identificou e quantificou em
percentagens: 7% do impacto corresponde ao emprego da linguagem; 38%
às características do som empregue na linguagem, volume, tonalidade,
timbre, etc.; e 55% à comunicação corporal, postura, movimentos,
respiração.
No fundo o impacto resume-se nisto: 7% de conteúdo e 93% de
pacote.

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- Linguagem corporal (fisiologia) 55%.
Fisiologia: 55% do impacto da comunicação.
O corpo fala, utilize-o bastante, de acordo com o tema.
Portanto, mexa-se. Mas sem exageros!

- Tom de voz (entonação; ênfase; pronuncia) 38 %.


Varie seu tom de voz, de propósito! Pode, no começo,
utilizar um tom de voz baixo, e ao longo da aplicação
do discurso, ir aumentando o mesmo até o clímax do discurso.

Obs: “Geralmente quem fala,


não escuta o tom que fala,
e quem ouve
escuta o tom de quem fala”.
“Fale à todos de uma só vez,
e de uma só vez,
fale a cada um em particular”.
JULIO RESENDE

- Palavras (conteúdo) 7 %
Por isso, não há vantagem em se gastar muito tempo,
escrevendo um discurso com palavras de dicionário.

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– Características de um apresentador eficaz
Fazer o que precisa ser feito

Falar o que precisa ser falado

Autoconfiança desenvolvida
- Administrando medos, insegurança e inibições.
- Identificando o que o público tem de comum.
- Aplicando uma comunicação verbal e não-verbal mais criativa.

Auto-estima desenvolvida
- Administrando conflitos internos;
- Fazendo elogios e apresentações sinceras aos outros;
- Sorrindo mais vezes;
- Irradiando simpatia;
- Promovendo a sinergia com seu público.

Auto-imagem desenvolvida
- Respeitando e aceitando o outro como ele é;
- Sendo flexível, ponderando e recebendo sugestões;
- Bom conceito de si mesmo;

Automotivação
- Entusiasta, fala e faz com medida certa de entusiasmo;
- Motiva a si mesmo independente da ação dos outros;
- Bom tom de voz;

Habilidade expositiva
- Capaz de expor o que pensa.
- Capaz de expor características, vantagens, benefícios e
facilidades de um objeto.
- Pronuncia bem as palavras, boa articulação.

- Características de uma boa apresentação


Quanto ao assunto
Geralmente falamos sobre assuntos de nossa profissão, interesse pessoal ou
fatos de nossas próprias vidas. Fique atento portanto, na forma de falar e
cuidando dos seguintes aspectos:

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• Temas atualizados;
• Domínio próprio;
• Nova abordagem em velhos assuntos;
• Congruência com as circunstâncias;
• Pesquisa.

Quanto ao grau de influência


Alto:
Onde o orador tem compromisso de trazer um resultado do seu público.
Ex: vender; persuadir; dissuadir; instruir; convencer; facilitar o aprendizado;
comover.
Médio:
Onde o orador não tem compromisso de trazer um resultado do seu público.
Ex: informar; entreter.

Quanto ao público
• Público predominantemente masculino com orador masculino:
Geralmente não ocorre nenhuma influência no resultado da apresentação
quando um homem fala para platéias masculinas.
• Público predominantemente feminino com orador masculino:
Quando um homem fala para platéias femininas deve ter o cuidado
redobrado em ser autêntico, pois as mulheres possuem “radar” que detectam
facilmente as artimanhas e falsidades do orador. Se pretender elogiá-las
deverá ser sincero. Respeito, gentileza e seriedade ajudarão muito o orador
diante do seu público feminino.

• Público predominantemente masculino com orador feminino:


Geralmente a oradora não percebe sentimento de competitividade e de
rivalidade, a menos que seus ouvintes se sintam prejudicados nas suas idéias
ou atividades pela importância conquistada pela oradora ou pelo risco que
supõem estar correndo por causa das mensagens apresentadas. Quando o
público masculino é especialista num determinado assunto há certa
resistência em aceita-la como autoridade, o inverso só acontece quando sua
capacidade e reputação são inquestionáveis.
• Público predominantemente feminino com orador feminino:
Muitas vezes o público feminino gera empatia com a oradora e apresenta
certa cumplicidade e benevolência, porém em ocasiões distintas a oradora
pode perceber um sentimento de competitividade e de rivalidade, ainda que o
assunto seja diverso.

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• Público infantil
Facilite sua comunicação usando mensagens bem claras, com termos
concretos e cheia de ilustrações, como histórias curtas e fábulas, que ajudem
a reter sua atenção por mais tempo.
• Público jovem
A cada nova geração o público jovem muda muito de interesses, preferências
e ídolos. São idealistas, fazem planos e são entusiasmados com o que lhes
pareça atraente e original. Gostam de aprender, descobrir e realizar
novidades construtivas. A fim de conquista-los o(a) orador(a) deverá
respeita-los e entender suas limitações, usando de bom humor e presença de
espírito.
• Público adulto
A faixa etária pode ser um importante indicador do preparo e do nível de
entendimento da plateia, mas não é um dado suficiente ao orador, é preciso
saber o quanto essa plateia está interessada em estar presente, qual seu nível
de conhecimento sobre o tema etc.

• Público idoso
O idoso geralmente é saudosista e se interessa mais por informações do
passado e lembranças de velhas conquistas.
Geralmente críticos e de espírito desconfiado, dificilmente se interessam por
futuro de projetos novos e idealistas. Assim, é fundamental ao orador ser
claro na sua comunicação, além de pronunciar bem as palavras num discurso
e mais pausadamente. Evidentemente mantendo o respeito e a apreciação ao
seu público terá dele sua contribuição atenciosa.

Sobre o nível sociocultural do público:


• Pessoas despreparadas
Um público que tem dificuldades de entendimento e é mais influenciado
pelas colocações emocionais do que pela razão. São influenciáveis, mais pela
inflexão da voz e gesticulação do que pela coerência da mensagem. Assim, o
orador deve valer-se de termos comuns e acessíveis a seu público.
Raciocínios curtos, simples e reforçados com pequenas histórias e exemplos
práticos de fácil compreensão.

• Pessoas preparadas
Geralmente mais exigente, o público culto é mais receptivo e não se deixa
levar facilmente por artifícios demagógicos. Apreciam o humor inteligente e
compreendem bem a informação. Apresentam desinteresse imediato quando

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o orador não domina o assunto que expõe. Alguns chegam a se retirar do
auditório.

Sobre a Raça do público


- Em função da raça do público opte por exposições que tragam menção a
vivências pertinentes a sua cultura. O orador deve suprimir qualquer
informação que insinue algum tipo de preconceito racial.

Quanto ao orador
O orador deve realizar ações que durante a apresentação da palestra, propiciem
empatia, numa comunicação clara, sem distorções, bloqueios ou ruídos. Seu
olhar, gestos, entusiasmo, inflexão de voz e ritmo darão vida a interpretação
perante o público.
Não é apenas o que diz, mas como diz é que causa mais impacto em seus
publico. Daí, o orador apresentar-se:
1 – Atualizado.
Demonstra que está a par dos fatos e notícias mais recentes.
2 – Consciente de seu domínio.
Se não conhece bem o assunto é melhor passar o convite a
diante.
3 – Bem estruturado psicologicamente. Administrar bem seu
“self-talk” de tal maneira que possa ter em autocontrole,
auto-estima e habilidade expositiva bem acentuadas.

Quanto ao discurso
DISCURSO.
É a manifestação das idéias e sentimentos do orador em público com objetivo
de transmitir esta mesma idéia aos seus ouvintes. Suas partes constituem de:

- INTRODUÇÃO
Onde inicialmente conquistamos a atenção do público para o que está por vir.

1) Vocativo – Saudação às pessoas mais importantes presentes ao evento.


2) Exórdio – Introdução da fala. Sendo muito comum o uso de: Informações,
afirmação, negação, pergunta, declaração, contraste, show, música, peça teatral
ou filme.
3) Objetivos: - Conquistar a atenção do público. Romper resistências; Obter a
benevolência do publico.

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- PREPARAÇÃO
Preparar a mensagem a fim de facilitar o entendimento do ouvinte.
1) Proposição.
Onde iremos dizer qual o assunto e onde queremos
chegar.
2) Narração.
Contar um breve relato, um histórico ou levantar um
problema.
3) Divisão – Geralmente três ou quatro partes já é o suficiente para
facilitar visualização e compreensão.
Quando formos falar por pouco tempo, (3 minutos ou menos) a divisão
não se faz necessária. Não é necessário também, quando
nosso público assimila rápido.

- ASSUNTO CENTRAL
Onde iremos facilitar daquilo que estamos falando. Preferencialmente que seja
dividido em três ou quatro partes (tópicos), podendo ter sub-tópicos.
1) Confirmação.
Onde exibiremos os raciocínios que provam a tese.
a. Ilustração.
Parte do discurso onde iremos usar os testemunhos, imagens,
dados estatísticos e sons que reforcem a tese.

b. Explicação.
Parte do discurso onde iremos explicar como funciona, os
benefícios, as vantagens e as características daquilo que
estamos falando.

c. Aplicação.
Parte do discurso onde será posta em prática; onde será
colocado em funcionamento. É o estilo e forma do orador ao
seu discurso.
2) Refutação.
Como defenderemos nossa tese de possíveis oposições.
a. Expressas.
São refutadas a partir da manifestação dos
ouvintes.
b. Tácitas.

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Como não são manifestadas, o orador deve fazer a
refutação antes que ela ocorra.
- CONCLUSÃO
O momento de encerrar o discurso, onde após analisar todas as opções
propostas, escolhe-se a melhor em comum acordo com todos e toma-se uma
decisão que seja de todos ou da maioria.
a) Recapitulação.
Ou resumo, diga o que já falou em uma ou duas frases, preferencialmente
de algum personagem conhecido de todos do seu público.

b) Epílogo.
O último momento do orador diante do auditório. Neste momento o
orador deve apelar mais para a emoção.

Estruturação de uma palestra.


Uma palestra deve conter algumas dessas dez partes. Necessariamente
não tem que conter todas as partes, principalmente se for dar um aviso
(por exemplo). Ao menos as partes principais (PA) você deverá
apresentar. O roteiro da fala em dez partes:
1- Saudação
Faça a saudação no começo antes do seu discurso.
2- Quebra gelo
Se está feliz, diga-o.
3- Identificação
Diga seu nome, caso ninguém o tenha feito.
4- Diga o que vai falar
Apresente seu assunto antes de aborda-lo.
5- Introdução
Escolha a melhor que lhe convier.
6- Fale em três tópicos
Divida o corpo do discurso em três partes.
7- Responda perguntas
Dependendo das circunstâncias do seu evento, deixe as perguntas
para o final. Assim, caso surja alguma ao longo da sua apresentação,
você não correrá o risco de entrar em desconexão. Ou mesmo,
antecipar um assunto que virá logo em seguida.
8- Resumo ou conclusão
Se optar por resumo deve fazê-lo repetindo o que disse em frases
curtas. Neste caso se for possível encaixar palavras de alguém
conhecido do seu público, seu resumo ficará ainda melhor. Lembre-se
que o orador deve ajudar seu público a memorizar o que disse. Se

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optar por conclusão, deve repetir o que o seu grupo definiu em
conjunto.
9- Epílogo
Faça um retorno ao seu alvo. Lembre-se que em oratória a última
palavra é a que fica. Preferencialmente desenvolva uma palavra-
chave que seja ao mesmo tempo conhecida do seu público e ainda um
artifício mnemônico.
10- Agradecimento
Pronuncie a palavra OBRIGADO(A). Não chame o final dizendo
que “quer agradecer” ou “finalizando”; pois seu público pode não
entender o seu jeito de finalizar e não bater palmas ao seu término.
Ao ouvir a palavra OBRIGADO(A) entenderá que seu discurso
acabou e portanto lhe agradecerá por seu empenho e palavras batendo
palmas para você. Observe que pela intensidade das palmas você
poderá perceber se agradou muito ou não.

Quanto às circunstâncias
• Ambientes fechados
- Conhecer antecipadamente quem é a pessoa responsável
pelo auditório (ou sala) que iremos ocupar;
- Conhecer antecipadamente as condições de chamadas
urgentes, como ramal, número de telefone, etc;

- Ter preparado antecipadamente outros recursos que


possam ser utilizados na substituição imediata caso ocorra
imprevistos nos equipamentos e peças utilizadas;
- Na medida do possível, ter seus próprios equipamentos é
uma excelente estratégia, pois estaremos dominando com
mais segurança e, além disso, evitar receber aparelhos
defeituosos ou sem condições para funcionar.

• Ambientes abertos
- Conhecer as condições climáticas, como: previsão do
tempo, posição do sol e sentido do vendo. Além de outras
condições como: construções próximas e outros eventos;
- Conhecer e garantir a qualidade do som, de tal forma que
propicie a ouvir a mensagem. Sem ruídos, volume
irregular (alto / baixo), eco etc.

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• Observações
- Saiba o nome correto, cargo ou posição das pessoas que serão
mencionadas.
- Que haja alguém responsável para avisar o orador do que seja
indispensável, como:
a. Fato relevante ocorrido anteriormente;
b. Fatos ou informações a serem evitados;
c. Quem falará antes e depois;
d. Se houve alguma alteração nos assuntos que os outros oradores irão
discorrer;
e. Se houver alguma alteração no palco, como: Tribuna, microfone com
ou sem fio, espaço disponível para se mover, etc.
g. Se possível, leve um segundo relógio ou cronômetro e deixe-o na
tribuna, onde possa acompanhar seu tempo.

Como preparar uma aula ou apresentação


1 – Escolha o tema: O que comunicará?
Dê preferência a algo que você domine por gosto pessoal e sinta um forte
entusiasmo pelo assunto.
2 – Estabeleça seu alvo: Por que comunicará?
Defina o que deseja com seu público no evento determinado: Informar?
Entreter? Vender? Persuadir? Dissuadir? Liderar?
3 – Identifique seu público: A quem comunicará?
Descubra o que há de comum com todos. O que desejam, o que vieram buscar,
o que precisam ouvir, etc.
4 – Planeje estratégias e defina tática: Como comunicará?
Seja criativo, desperte interesse e faça-os participarem. Dê preferência ao
diálogo.

5 – Escolha o momento, local e meio: Quando comunicará?


Na agenda verifique se há impedimentos antes e depois da data mais provável.
6 – Administre o tempo: Quanto comunicará?
Não corra o risco de tornar-se enfadonho cansando aos ouvintes. Não
ultrapasse 40 minutos de exposição e 20 de interação. Observe as condições de
conforto no ambiente.
7 – Defina o local: Onde comunicará?

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A medida do possível, visite o local previamente e identifique se é seguro com
entradas e saídas adequadas à quantidade de pessoas.
Se nas redondezas há silêncio suficiente, se o tamanho é adequado, se há
relativo conforto, temperatura e clima para estudo.
8 – Estabeleça os efeitos pretendidos: O que deseja com seu público?
Geralmente em oratória a última palavra é a que fica na cabeça dos ouvintes.
Por isso, escolha sua última frase com mais cuidado.
9 – Organize o evento: Como acontecerá?
Liste tudo o que precisa, como: Nomes, telefones e especialidade dos
profissionais envolvidos. Além de outros, como: recursos, apostilas e material
de apoio.
Cheque antecipadamente seus recursos materiais e confirme se você ou alguém
responsável está de posse da lista com nomes e telefones dos profissionais
envolvidos.
10 – Treine, treine e treine.
Reproduza o quanto puder até estar convencido de que já capaz de fazê-lo sem
maiores dificuldades. Treine com amigos, fale com parentes e discuta o tema
com eles. Além disso, fale diante do espelho a fim de treinar mais.
11 – Produza o evento.
Vá ao local na data e horário contratado e faça sua apresentação. Após isso,
cheque com ouvintes como foi sua exposição.

Como preparar e utilizar recursos audiovisuais


Não basta falar muito bem, é preciso dar “vida” ao que se está falando.
Sabendo-se que cerca de 80% de todas as informações que chegam ao cérebro
vem pelo sentido visual, logo é interessante usar ilustrações, gravuras, filmes e
até músicas para que as informações sejam mais assimiladas. Use imagens que
reforcem o que você está falando, pois assim os ouvintes retêm melhores as
informações passadas.
E, à medida que seu público cresce em tamanho é interessante adaptar os
recursos visuais. Escolha o equipamento apropriado.
Para grupos pequenos de até 45 pessoas, recomendo o uso de:
1 – Quadro de fundo branco
• Certifique-se de usar ao menos duas cores (preto e azul) e apagador.
• Certifique-se de que esteja limpo e em condições de uso imediato.
• Escreva usando uma ordem (algarismos romanos, números ou letras).
• Divida o quadro em duas partes.

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2– Flip-chart
Na ausência do quadro de fundo branco e ainda com grupo
reduzido, é recomendado o uso do flip-chart.
• Certifique-se de que haja pinceis de cores diferentes (ao
menos duas cores) e em condições de uso.
• Certifique-se de que haja bloco com quantidades de folhas
disponíveis e suficientes.
• Coloque-o de frente ao público e numa posição que todos
possam vê-lo.
3– Power Point
• Use imagens coloridas e sem excesso;
• Use imagens que reforcem o que você vai falar;
• Não escureça demais o ambiente, use uma penumbra
adequada.
• Evite excesso de informação e cores;
• Use imagens que “falem por si mesmas” ou seja que
complementem o que você escreveu e agregue mais valor a
mensagem;
• Evite ficar transitando na frente da projeção do slide
enquanto fala;
• Fique o máximo de tempo possível de frente ou de perfil
para o seu público.
4– Filmes.
Os filmes podem despertar interesses, provocar impacto e facilitar
a memorização da mensagem. Porém nunca substituem o orador.
• Assista ao filme antes de projeta-lo;
• Verifique se é o link correto;
• Teste o filme e deixe-o posicionado;
• Sinalize para o público quais os aspectos a serem
observados;
• Mantenha-se dentro do ambiente e esteja atento aos
imprevistos.
5– Microfone.
• Sempre que necessário, principalmente em ambientes
abertos;
• Prefira lapela ou headset;
• Ensaie sua apresentação utilizando-o;
• Se for de mão mantenha-o à distância de pelo menos 20 cm;

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• Segure-o com naturalidade, evitando o balançá-lo como se
fosse um brinquedo ou ornamento sem valor;
• Se for destro (trabalha mais com a mão direita), mantenha-o
na mão contrária; pois agindo assim, evitará tira-lo do seu
alcance da sua voz, proporcionando ao seu público a
impossibilidade de não ouvi-lo;
• Fale em tom natural e faça pausa esporádica ao termino de
uma mensagem.

TREINE SUA APRESENTAÇÃO:


1 – Técnica do espelho.
Fique diante de um espelho preferencialmente grande, ou o suficiente
para que você se veja da cintura para cima. Mantenha o corpo reto,
junte os calcanhares, encolha a barriga, estufe o peito e levante a
cabeça.
Respire profundamente duas ou três vezes até experimentar uma
sensação de poder, força e determinação. Olhe bem no fundo dos seus
olhos e diga que vai conseguir o que deseja. Fale em voz alta de
maneira a ver seus lábios moverem-se e de modo a poder ouvir suas
próprias palavras. Faça disso um ritual regular e pratique-o pelo
menos duas vezes por dia, pela manha e à noite, e se surpreenderá
com os resultados.
Aproveite a oportunidade, olhe sua imagem no espelho e diga:
- Eu te perdôo (diga seu nome).
- Eu te amo (diga seu nome).

2– Leitura em voz alta.


Selecione textos de sua preferência e treine lendo-os em voz alta
de tal forma que você mesmo possa ouvir com atenção.
3- Contar histórias.
Pode-se também, conseguir um bom resultado contando histórias
para crianças e/ou adultos.
4- Temas solicitados em sala de aula.
Podemos treinar também com os temas solicitados pelo professor
em sala de aula.
5- Leitura de pequenos poemas e/ou textos de formas emocionais
variadas.

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BIBLIOGRAFIA

OLIVEIRA, J B. Falar é fácil. Editora Madras. SP 2000.


POLITO, Reinaldo. Assim é que se fala. Como organizar a fala e transmitir
idéias. Editora Saraiva. SP 2000.
POLITO, Reinaldo. Como falar corretamente e sem inibições. Editora
Saraiva. SP, 2000.
MARINHO, Robson Moura. A arte de pregar. A comunicação na homilética.
Editora Vida Nova. RJ 1999.
MENEZES, Rubem. Conversa franca sobre pregador e pregação. Orientações
claras e praticas para o pregador leigo. Editora Quadrangular. SP 1994.
Carnegie, Dale. Como falar em publico e influenciar pessoas no mundo dos
Negócios. Editora Record. RJ 1999.
Weil, Pierre. O corpo fala: a linguagem silenciosa da comunicação não –
Verbal, por Pierre Weil e Roland Tompakow. Editora Vozes. RJ 1986.

Fletcher, Leon. Como falar como um profissional. Editora Record, 1993.

Frank, Milo O . Como apresentar as suas idéias em 30 segundos ou menos.


13 Edição. Rio de Janeiro. Editora Record,2000.

Bettger, Frank. Do fracasso ao sucesso na arte de vender.


27 Edição. São Paulo. Editora Ibrasa,1978.

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