Você está na página 1de 10

Semiologia II

Métodos de imagem – Sistema urinário

1. Ultrassonografia

 Forma imagens através de ondas sonoras.


 Na sequência: Áreas anecóicas (líquido), hipoecóias (partes moles), e hiperecóicas
(gordura, calcificação).

 Vantagens: Menor custo


Fácil mobilização (a beira do leito ou no ato cirúrgico)
Método seguro e dinâmico: não invasivo e não utiliza radiação ionizante
Desvantagens: Operador-dependente
Equipamento-dependente

 Usos:
 Identificação de obstrução
 Diagnóstico diferencial entre lesões sólidas e císticas
 Avaliação da insuficiência renal aguda e crônica
 Seguimento de pacientes com rim transplantado
 Guia para procedimentos invasivos. Ex: biópsia renal
 Litíase renal
 Na litíase renal, os cálculos são visualizados como focos hiperecóicos produtores de
sombra acústica (sombra ecogênica: seta vermelha) com boa definição.

Gabriella Puiati Pelluso Página 1


 No ureter médio, devido a localização retroperitoneal profunda do ureter, a busca por
ureterolitíase é dificultada.
 Já na bexiga urinária, para obtermos uma nítida visualização, necessitamos de uma
repleção hídrica adequada, ou seja, o paciente precisa ingerir água suficiente para que a
mesma possa se distender.
 Ultrassonografia Doppler: avaliação da arquitetura vascular e hemodinâmica.
 Rim:
- Arquitetura renal (cortical, medular e pelve)
- Tamanho e formato
- Relação córtico-medular
- Ecogenicidade

Aspecto de um rim normal a US:

A gordura perirrenal é
hiperecóica. A parte coletora
(pelve renal e seios) fica
normalmente colabada.

1.1 – Corte Longitudinal

Gabriella Puiati Pelluso Página 2


1.2 – Corte Transversal

1.3 – Corte Dorsal

 Insuficiência renal crônica:


- Rins de dimensões reduzidas.
- Hiperecogenicidade e afilamento do parênquima.
- Perda da diferenciação corticomedular.
• A redução volumétrica renal apresenta boa correlação com o grau de lesão histológica.

Gabriella Puiati Pelluso Página 3


 Urolitíase
Os cálculos “em trânsito” mais frequentemente se localizam nos “pontos de estreitamento”
(95%):
- Junção ureteropiélica (pelve renal com o ureter).
- Cruzamento com os vasos ilíacos.
- Junção ureterovesical: terço distal do ureter (JUV).

 Cistos
Classificação de Bosniak: quanto mais complexo o cisto, quanto maior a quantidade de
septação maior o risco de malignidade.

Gabriella Puiati Pelluso Página 4


 Obstrução do sistema coletor: provoca dilatação do mesmo distal à obstrução.
Vemos na US que a gordura perirrenal é deslocada (comprimida) e aparece uma área
anecóica no sistema coletor intra-renal.

Gordura perrirenal
comprimida: obstrução
Rim normal

2. Raio-X

 Ampla disponibilidade, pequeno custo e fácil realização.


 Uso de radiação ionizante
 Áreas hipotransparentes (brancas) e hipertransparentes (pretas)
Do mais escuro para mais branco: gás, gordura, líquido e cálcio.

 Baixa acurácia para a maioria das doenças


 Utilizada para litíase do trato urinário, em prontos socorros e para guiar procedimentos
urológicos.
 Através da radiografia é possível determinar o tamanho, forma e localização dos rins.

Rim D
Rim E

Cálculo

M. Pssoas

Bexiga

Gabriella Puiati Pelluso Página 5


 Flebólitos: são massas ou depósitos de cálcio ou óxido de cálcio que se desenvolvem na
parede de uma veia, são muito comuns na região pélvica. Cuidado para não confundir com
cálculos no ureter distal.

 Raio-x com contraste Iodado: urografia excretora


 Baseia-se na propriedade renal de filtrar e concentrar substâncias radiopacas (iodo),
viabilizando a visualização e avaliação de aspectos anatômicos e funcionas dos rins e vias
urinárias.
 Atualmente não se usa mais como antigamente
 Usado para: - Anormalidades congênitas
- Litíase urinária

Gabriella Puiati Pelluso Página 6


 Os dois maiores problemas relacionados ao uso de contrastes iodados endovenosos são
seus efeitos adversos (vômitos, náuseas, urticária e prurido) e sua nefrotoxicidade.

3. Tomografia computadorizada

 Técnica que utiliza radiação ionizante


 Áreas hiperdensas (brancas, como o cálcio) e hipodensas (escuras, como a gordura)
 A TC com contraste iodado tornou-se o método de escolha para avaliação de lesões focais
renais. Com contraste, uma massa sólida fica ainda mais evidente (contrastada).
 A TC sem contraste iodado é o padrão-ouro para litíase urinária.
A porção medular não se diferencia da cortical nos rins normais
 Excelente detalhamento anatômico
 Indicações:
- Presença de massas neoplásicas;
- Estabelecer diagnóstico diferencial entre lesões sólidas, císticas e abcessos;
- Detectar invasão neoplásica perirrenal e de linfonodos;
- Urolitíase;
- Guiar biópsia percutânea;
- Analisar traumas renais.

Litíase renal: cálculo no rim direito

Gabriella Puiati Pelluso Página 7


 Duplicidade do sistema coletor:

 Pielonefrite aguda: forma de apresentação clínica da infecção do trato urinário (ITU).


Quando a ITU ocorre sob a forma de PNA, pressupõe-se que houve ascensão da infecção
do trato urinário baixo (bexiga e uretra) para o trato urinário alto (ureteres e rins).

Gabriella Puiati Pelluso Página 8


 Abcesso renal

 Cálculo uretral
Localizado na porção terminal do ureter.

Gabriella Puiati Pelluso Página 9


4. Ressonância Magnética

 Não utiliza radiação ionizante


 Áreas hiperintensas (brancas) e áreas hipointensas (escuras).
 A RM pode obter imagens em qualquer plano (ex: axial, coronal, sagital e oblíquo).
 É raro haver necessidade de contraste oral na RM. O gadolíneo é o contraste endovenoso
utilizado nos exames e não é nefrotóxico, sendo, portanto muito seguro.
 Após a administração do gadolíneo o córtex e a medula podem ser nitidamente
diferenciados.
 Um dos principais problemas da RM é sua baixa sensibilidade para detecção de
calcificações, não sendo indicada na pesquisa de cálculos urinários.
 Usos:
- Estadiamento de carcinoma das células renais;
- Tumores, estenoses ou obstruções uretrais.

Gabriella Puiati Pelluso Página 10

Você também pode gostar