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ANATOMIA DA CURA – Livro

O significado da doença física, mental e espiritual


Autoria: Christine R. Page

Contracapa:

A autora, Christine Page, médica conceituada e respeitada por sua pesquisa na área de saúde, encontrou a
forma ideal para mostrar nossa anatomia sutil e a oportunidade que a doença traz para o desenvolvimento da
alma.

Examinando detalhadamente os chakras e a relação de cada um deles com as doenças, a patologia e o


desenvolvimento da alma, ela explora e amplia nossa visão das doenças e de sua função, cujo objetivo é o nosso
crescimento.
Honesto, corajoso e estimulante este é um livro que nos leva a pensar melhor na cura em todos os níveis (do
corpo, da mente e do espírito) compreendendo o significado profundo da doença.

Traz diagrama a pessoa da cura à totalidade, tornando-se leitura indispensável e de longo alcance em seu ramo,
não só para a saúde mas para a consciência humana.

Parte interna da contracapa:

Coisas surpreendentes podem acontecer quando as pessoas estão doentes.


Elas desenvolvem forças que até então estiverem muito bem escondidas.

Para muita gente, o livre-arbítrio traz consigo o medo do fracasso e de cometer erros. Na verdade, erro é uma
coisa que não existe; nada é desperdiçado. Os eventos mais negativos do mundo oferecem um aprendizado para
a alma, nem que seja somente o de não tomar novamente aquele caminho.

O sentido de nossa vida é desenvolver a autoconsciência, que significa conhecer e aceitar a nós mesmos como
seres espirituais. À medida que esta autoconsciência aumenta, trabalhamos rumo à totalidade, e essa totalidade
leva à meta suprema, a união com Deus.

Este livro foi feito para ajudar você a mergulhar na vida interior, para procurar estabelecer um vínculo entre o saber
esotérico dos antigos e o homem moderno. Depois de todos os meus anos de experiência clínica, estou
convencida de que relegar os sinais e sintomas apenas à esfera de dar nome a uma doença é ignorar uma pista
vital que nos é fornecida pela própria alma.

Acho que se conseguirmos decodificar a mensagem da doença, podemos chegar a uma compreensão maior da
área da alma que está se desenvolvendo naquele momento.

Desse modo, nós, da área da saúde, poderemos dar apoio ao paciente de forma mais construtiva, e ele terá
condições de contribuir ativamente para seu processo de cura.

Christine Page.

Anatomia da Cura 1 Christine R. Page


Dra. Christine R. Page

Anatomia da Cura

O Significado da Doença
Física, Mental e Espiritual

Tradução
Dinah Abreu Azevedo

Anatomia da Cura 2 Christine R. Page


EDITORA GROUND

© Christine R. Page 1992, 2000

Título original: Frontiers of Health (from healing wholeness),


C.W. Daniel Company Limited, United Kingdom.

Revisão: Maria Antonieta Santos


Editoração eletrônica Maria Antonieta Santos
Capa: Niky Venâncio

P132f
Page, Christine R.
Anatomia da Cura: o significado da doença física, mental e espinal
/Christine R. Page; tradução : Dinah Abreu Azevedo - São Paulo : Ground, 2001.
311p; 14 cm.
Tradução de: Frontiers of health: from healing to wholeness
ISBN 85-7187-161 2 (broch.)

1. Cura pela mente. 2. Chacras. T. Azevedo, Dinah Abreu. U. Titulo


CDD: 615.851

Direitos reservados:
Editora Ground Ltda.
Rua Lacedemônia, 68 - Vila Alexandria
04434-020 São Paulo - SP
Tel.: (Oxx11) 5031.1500 - Fax: 5031.3462
E-mail: editora@ground.com.br
Site: www.ground.com.br

Dedicatória

Gostaria de agradecer à minha mãe,


Pat Jarvis,
e

Anatomia da Cura 3 Christine R. Page


aos muitos pacientes
que foram meus mestres

SUMÁRIO
Introdução ...........................................................................................................................
Capítulo 1 – A origem da alma ...............................................................................................................
Capítulo 2 – A energia dos corpos sutis .................................................................................................
Capítulo 3 – A energia dos corpos sutis... continuação ..........................................................................
Capítulo 4 – Os chakras ........................................................................................................................
Capítulo 5 – O significado da doença ....................................................................................................
Capítulo 6 – A doença através dos chakras ...........................................................................................
Capítulo 7 – O chakra da base ..............................................................................................................
Capítulo 8 – O chakra sacral .................................................................................................................
Capítulo 9 – O chakra do plexo solar .....................................................................................................
Capítulo 10 - O chakra do coração ........................................................................................................
Capítulo 11 – O chakra da garganta ......................................................................................................
Capítulo 12 – O terceiro olho .................................................................................................................
Capítulo 13 – O chakra da coroa ...........................................................................................................
Capítulo 14 – Outras ligações psico-espirituais com a doença ..............................................................
Bibliografia ..........................................................................................................................
Índice ..................................................................................................................................

INTRODUÇÃO

Uma das perguntas que me fazem freqüentemente é: "Quando foi que voce se interessou por
questões espirituais?"
Minha resposta é que não me lembro de uma época em que eu não tivesse familiaridade com o
mundo espiritual.
Minha mãe envolveu-se com a cura espiritual e lembro-me de prestar atenção quando ela falava
de "medicina alternativa" e repetir ensinamentos esotéricos. Para mim, ela estava reforçando visões que
já faziam parte de minha própria verdade interior.
Eu mal podia imaginar a importância que essa introdução precoce às ligações entre a mente, o
corpo e o espírito teriam mais tarde em minha vida, e principalmente na carreira que escolhi.
A lembrança mais antiga que tenho da infância gira em torno da época em que eu tinha mais ou
menos 1 ano e 2 meses de idade. Lembro-me de estar olhando quando uma de minhas bonecas
favoritas caiu entre duas cadeiras de madeira e quebrou-se em pedacinhos diminutos. Fiquei arrasada;
assisti com horror enquanto os pedaços eram atirados na lata de lixo sem nenhuma cerimônia. Eu não
conseguia acreditar que não era possível restaurar a integridade dessa vida, por mais imaginária que
fosse e que tão pouco fosse feito para alcançar esse objetivo.
Parece que aquele incidente desencadeou um desejo meu de fazer tudo o que estivesse a meu
alcance para ajudar as pessoas a alcançar a saúde e a totalidade. Na verdade, as palavras que
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designam saúde e cura em ingles (health e healing, respectivamente), derivam da palavra alemã que
significa "totalidade", ou tornar inteiro. Logo percebi que esse tipo de cura tinha de começar com o
terapeuta, comigo.
Quando chegou a hora de tomar uma decisão relativa à carreira profissional, escolhi a área da
saúde com a esperança de que ali eu teria condições de ajudar as pessoas em sua caminhada pela
vida com uma abordagem amorosa, mas objetiva.
E assim, quando cruzei as portas de minha escola de medicina há mais ou menos 18 anos atrás,
eu estava convencida de que ali estava a realização de um sonho. No meu primeiro dia de aula, fiquei
com oito colegas em volta de uma mesa onde jazia meu primeiro corpo morto, pronto para eu aprender
tudo o que pudesse sobre um ser humano.
Portanto, esperei ansiosamente pelo curso prático no hospital. Ali, nós, como estudantes de
medicina, tínhamos permissão de apalpar e cutucar os pobres pacientes ingenuos a fim de expandir
nossos conhecimentos da doença. Em geral, qualquer interrupção verbal feita pelo paciente era
considerada uma intrusão indesejada.
- Só responda ao que estou perguntando, por favor.
Havia pouco tempo para discussão de problemas sociais e emocionais.
Reconheço, por experiencia própria, que, quando trabalhamos num hospital, costuma ser difícil
lembrar que todos os pacientes tem uma outra vida lá fora e que, antes de mais nada, são pessoas.
Quando ouvia meus pacientes conversando, ficava claro que muitos deles tinham vidas
estressantes que incluíam casamentos destroçados, problemas com os filhos, perda do emprego,
parentes enfermos etc., e que, apesar de minha formação médica, eu não estava bem preparada para
enfrentar esses problemas.
As doenças corporais e mentais eram claramente consideradas entidades distintas, sendo estas
últimas transferidas para os departamentos de psicologia e psiquiatria do hospital. Qualquer relação que
pudesse ser feita vinha com a etiqueta de doença psicossomática (psique = corpo; soma = corpo).
Mas era freqüente esse termo ser usado como diagnóstico quando um grande número de testes
não conseguia revelar uma causa para a doença do paciente. O paciente saía da sala do médico
acreditando que os sintomas estavam "todos na sua cabeça", o que gerava mais tensão ainda, além de
um sentimento de impotencia.
Ficou óbvio que esse era um defeito grave no pacote de tratamentos de saúde oferecido pela
classe médica, um pacote que agora felizmente está sendo discutido nos cursos modernos de medicina.
Durante essa época, eu estava tendo os meus próprios problemas. A experiencia de estar muito
próxima do sofrimento dos outros fez um estrago enorme em minha sensibilidade. Eu ficava arrasada
com a dor física e emocional de meus pacientes e achava que não me encontrava em condições de
ajudar devido à falta de conhecimento.
Por causa disso, em várias ocasiões eu desmaiei, deslizando graciosamente para o chão quando
via sangue e dor. Naquela época, a solução foi enterrar meus sentimentos embaixo de um frenesi de
atividade toda vez que me sentia vagamente inadequada.
O uso de uma bata branca deu proteção extra a uma alma sensível. Dentro dela eu ficava
anônima e parecia distante, fria e profissional. Pelo menos era o que eu achava.
Em retrospecto, vejo que tudo quanto consegui foi enterrar meus sentimentos e acredito que,
essa postura faz muito mal a muitos médicos e que deve ser considerada uma das causas mais comuns
de nossos elevados índices de suicídio e alcoolismo.
Levei algum tempo para perceber como era importante eu me dar valor pelo simples fato de "estar
ali" e que, embora os conhecimentos médicos propriamente ditos sejam cruciais, era a compaixão
incondicional que acelerava o processo de cura.
Durante meus estudos, fui tomando uma consciencia cada vez maior de que, apesar de
diagnósticos semelhantes, pacientes diferentes reagiam de formas diferentes à doença e ao tratamento
escolhido.
Não havia a certeza sobre se um paciente saía do hospital inteiramente curado ou podia morrer
de repente, sem qualquer aviso.
Fui instruída no sentido de falar em termos de prognósticos estatísticos. "80% das pessoas
morrem de uma certa doença em dois anos."
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Ninguém nunca me disse o que acontecia com os outros 20%.
O que fazia com que vivessem? Por que eram diferentes?
Concluí que nenhuma doença poderia ser atribuída aos micróbios. Foram feitos numerosos
estudos que mostraram que, apesar da existencia de um vírus ou bactéria dentro de uma comunidade
fechada, ou onde em várias ocasiões eles foram administrados por engano a um grupo de indivíduos,
somente uma pequena proporção dos envolvidos manifestou os sintomas da doença.
No século XIX, Claude Bernard, um grande pesquisador da área médica, escreveu: "As doenças
pairam sobre nós constantemente, suas sementes são levadas pelo vento, mas elas só se enraízam
num terreno que já está pronto para recebe-las."
Dizem que Pasteur, o pai da microbiologia, disse, em seu leito de morte: "Bernard está certo. O
germe não é nada; o terreno é tudo."
O terreno equivale ao meio ambiente e pode incluir tanto nosso mundo interior quanto o exterior.
Outros estudos revelaram que gemeos vitelinos criados no mesmo ambiente mostravam grandes
diferenças, tanto em termos de personalidade quanto de doenças que adquiriam ao longo da vida. Da
mesma forma, nem todos os fumantes morrem do coração ou de câncer no pulmão, nem todos os que
gostam de beber tem lesões no fígado e os mesmos elementos que causam tensão não afetam todos
da mesma maneira.
As variações nesses tipos de doença vem de dentro e, com esse fato em mente, concentrei
minha atenção nos outros elementos envolvidos no paradigma holístico... a mente e o espírito.
Na década de 1970 virou moda falar de tensão. Era visto como um problema difundido que
afetava pessoas de todas as idades e posições sociais, e passou a ser uma resposta aceitável na busca
da causa de muitas doenças crônicas.
Mas, embora a tensão possa ser identificada como um problema, parecia mais difícil de erradicar,
a despeito das tentativas de relaxar, meditar etc.
Concluí que não era a tensão que era o problema, e sim o esforço que temos de fazer quando ela
era aplicada.
A tensão é fundamental para a vida. O dicionário a define como "... uma força propulsora aplicada
a uma forma ou estrutura." A palavra propulsora não implica somente movimento para a frente, mas
também o grau de importância atribuído a tal ação. Sem ela vegetaríamos, não cresceríamos e
morreríamos ou careceríamos de um alimento primordial.
Estresse implica ser tencionado além de nosso limite normal. O estresse manifesta-se quando
vamos além da amplitude ótima de nossa existencia, quando somos obrigados a suportar pressões
emocionais muito grandes, como o medo e a culpa. Acredito que essas influencias são a principal causa
de muitas doenças.
Em geral, os efeitos do estresse são vistos no corpo físico como no caso de uma carga
extremamente pesada que é erguida do chão e resulta numa hérnia de disco. Quando assumimos
trabalho demais no escritório, o estresse pode manifestar-se emocionalmente como irritabilidade ou
choro e, no plano físico, como dor de cabeça.
Sejam quais forem os sinais ou sintomas, tanto físicos quanto mentais, a resposta é a mesma:
reduza o esforço até a quantidade normal que os sinais de mal-estar desaparecem.
O único problema aqui é que parece não existir uma "quantidade normal" para toda a espécie
humana, e nem mesmo para os membros da mesma família ou da mesma faixa etária.
Appley e Trumbull, que estavam pesquisando o estresse em 1967, concluíram que a reação ao
estresse varia consideravelmente de um indivíduo para outro, e de uma resposta para outra.
Na verdade, o indivíduo pode reagir ao mesmo fator estressante de formas diferentes em
situações diferentes.
Na busca de entendimento da conexão entre a mente e o corpo, deparei-me com os estudos
feitos por Greer et al (1979), que identificaram quatro tipos de mecanismos com os quais as pacientes
enfrentam o câncer de mama. A maioria emprega mais de um deles durante sua doença, mas em geral
um deles é proeminente.
São os seguintes:

a) ACEITAÇÃO ESTÓICA: aqui há uma avaliação realista dos fatos da doença que se manifesta
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por meio de uma atitude calma, fatalista e bastante passiva diante da doença.
É a atitude mais comum de todas e está intimamente ligada a traços de personalidade
encontrados com freqüencia em pessoas que desenvolvem um câncer.

b) IMPOTENCIA/DESAMPARO: desespero em relação à doença e nenhuma motivação para se


adaptar.
É o mais próximo de um estado de depressão e, em geral, é visto no início de qualquer processo
de luto.

c) ESPÍRITO DE LUTA: aqui a paciente está determinada a combater a doença e se recuperar


dela.
Essas pessoas provavelmente sempre foram lutadoras e tem o desejo de estar no controle de
qualquer situação, principalmente seu próprio tratamento. Leem todos os livros, procuram outros
pareceres médicos e organizam grupos de apoio.

d) NEGAÇÃO: incapacidade de assimilar o fato de conhecer o diagnóstico e suas implicações.


Há uma amnésia aparente em relação a qualquer aspecto da doença, principalmente aqueles
vinculados ao diagnóstico e, por conseguinte, há também uma incapacidade de fazer as perguntas
apropriadas quando há tempo hábil para conversar.

No caso da negação, um observador que prefere ele mesmo a abordagem honesta vai ver a
recusa do paciente em falar sobre seu câncer como um desafio. Vai assumir a tarefa de encorajar o
paciente a falar sobre seus medos e preocupações a fim de evitar a supressão das emoções que,
acredita ele, pode levar a problemas mais complicados ainda.
Como aprendi por experiencia própria, uma abordagem dessas tem pouca consideração pelos
desejos do paciente e satisfaz unicamente o ego do observador.
Depois que a verdade lhe é apresentada de forma clara e simples, o paciente tem todo o direito
de preferir não falar do assunto, o que expressa uma negação.
Lembro-me de minha própria ingenuidade quando me deparei com um paciente que estava
morrendo de câncer de pulmão. Quando entrei na casa, fui recebida por sua mulher, que não me deixou
ficar muito tempo com o paciente e levou-me para a cozinha, onde me falou com muitos detalhes do
câncer do marido e dos problemas atuais.
Em seguida, voltamos ao quarto de dormir, onde o marido estava, e começamos a falar do tempo
e dos problemas secundários da doença.
Depois de outra visita semelhante, perguntei à mulher se o marido conhecia o diagnóstico e se
sabia que estava extremamente doente. Ela respondeu que não tinha certeza, pois nunca tinham
conversado sobre sua falta de saúde.
Sendo uma médica conscienciosa, achei que a verdade devia ser posta às claras e voltei ao
quarto de dormir.
- O senhor sabe o que há de errado com sua saúde? - perguntei.
- Sim, tenho câncer - respondeu ele.
- Sabe qual é a gravidade do problema? - continuei.
- Sim, sei que estou morrendo.
- Já conversou com sua mulher a respeito disso? - perguntei
- Não, não, quero preocupá-la - replicou.
Quando saí da casa, sua mulher disse com um suspiro:
- Então ele sabe, e não adianta continuar fingindo.
Ao olhar para seu rosto, percebi que havia traído sua confiança em mim e agido contra os desejos
do casal com meu desejo importuno de ajudar.
No dia seguinte, o estado do paciente piorou e ele foi para o hospital.
Conseguiu voltar para casa durante um período curto antes de morrer, momento em que me
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chamaram para assisti-lo em seus últimos momentos. Também pude dar algum conforto a sua mulher
nos dias que se seguiram.
Meu desejo de deixar tudo às claras destruíra o delicado tecido da negação que havia sido
fabricado por aquelas duas pessoas como forma de enfrentar a situação. Como com muitas
experiencias de minha vida profissional, senti-me completamente arrasada, mas agradecida por
aprender uma lição tão importante com meus pacientes.
Os mecanismos de defesa não são usados somente no câncer, mas em qualquer situação onde
haja mudança no fluxo da vida. Os médicos usam esses mecanismos todos os dias para enfrentar as
tensões com que se deparam, principalmente aquelas que os afetam profundamente.
As lições referentes aos aspectos emocionais de morrer, da morte e do luto não fizeram parte de
meu curso de medicina. Aos 23 anos de idade e sem qualquer curso formal, esperavam que eu
soubesse como dizer a alguém que um parente próximo estava morrendo. Questionei essa omissão do
currículo e cheguei à conclusão de que o motivo pelo qual isso não tinha sido ensinado era porque
muitas pessoas, inclusive da classe médica, não estava em paz com sua própria mortalidade.
Tive uma experiencia de primeira mão, quando era muito pequena, de ver alguém que eu amava
morrer, e de enfrentar o luto subseqüente. Felizmente, a maioria das pessoas só tem de encarar essa
situação quando já são bem mais velhas. E, mesmo assim, pedem-lhe conselhos e apoio nessas
questões, embora sua formação deixe muito a desejar. Sinto profundamente que essa é mais uma área
que não deve continuar relegada à esfera da religião: deve fazer parte de um curso regular de medicina.
Eu gostaria de acreditar que isso já aconteceu e que o residente moderno está mais bem preparado
para lidar com essas questões importantes.
Não existe uma forma certa e outra errada de resolver um problema e todos os que trabalham na
área da saúde devem reconhecer que não estão ali para serem julgados, e sim para orientar e apoiar
quando necessário.
Infelizmente, nem sempre é tão fácil ser imparcial devido às fraquezas humanas do próprio
médico. Elas são intensificadas pela posição de autoridade atribuída pela sociedade aos que trabalham
na área da saúde.
Sabemos que a opinião de um médico, e a forma como é apresentada, influenciam muito o
processo de doença do paciente, como mais de um estudo sobre o efeito placebo já comprovou.
Estima-se que o reforço positivo, o placebo, dado pelo médico ao prescrever um tratamento, alivia
em 30% os sintomas do paciente. Isso foi verificado em pesquisas onde o reforço foi dado junto com um
comprimido de açúcar que substituía secretamente o verdadeiro remédio.
Deepak Chopra, em seu livro Quantum Healing (1989), fala sobre o efeito "nãocebo", que é o
efeito placebo negativo. É uma situação onde os pacientes recebem informações negativas que levam a
uma piora de seu estado.
- Voce não dura um ano.
Ou
- Voce provavelmente vai ter efeitos colaterais de náusea e vômitos com esse remédio.
Bernie Siegel, em Love, Medicine and Miracles (Amor, Medicina e Milagres), conta a história de
dois homens que, por engano, receberam diagnósticos errados. O que tinha câncer e devia ter morrido
segundo as estatísticas, saiu do hospital; o outro, com um problema que inspirava poucos cuidados,
deixou a ala do hospital num caixão.
A reação ao efeito nãocebo sobre a doença não foi analisada estatisticamente, mas eu não me
surpreenderia se fosse comparável ao do efeito placebo.
Não tenho dúvidas sobre a influencia da mente na criação e manutenção do processo de doença,
e ela nem sempre precisa ser negativa. Por exemplo: já se observou nas alas de oncologia que, quando
os pacientes recebem conselhos positivos, mas honestos, em relação aos efeitos colaterais das drogas,
menos problemas manifestam-se de fato.
Lembro-me de uma senhora idosa que "tinha virado a cabeça para a parede e resolvido morrer".
Recusava-se a comer e beber e estava definhando lentamente. Como é prática comum em casos de
morte iminente, seu sobrinho, que era o parente mais próximo, foi contatado.
Sem nenhum sinal de emoção ou interesse, ele perguntou calmamente quando devia ir ao
hospital pegar os objetos pessoais e o certificado de óbito da tia. A enfermeira ficou chocada com sua
frieza e foi informar a tia de que havia conversado com o sobrinho, omitindo certos trechos da conversa.
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Ao ouvir o que queria ouvir, isto é, que alguém de sua família se importava com ela, a tia virou-se
imediatamente e pediu alguma coisa para beber. Conseqüentemente, quando o sobrinho chegou para
pegar o certificado de óbito, encontrou a tia sentada na cama, cheia de vitalidade e entusiasmo.
As questões de vida ou morte não estão nas mãos dos médicos e dos profissionais da saúde, e
sim nas mãos de um poder muito maior. O que é percebido conscientemente é somente a ponta do
iceberg. Qualquer um que queira fazer uma estimativa da quantidade ou qualidade de vida de outra
pessoa está querendo brincar de ser Deus e está fadado a fracassar num ponto qualquer do caminho.
Coisas surpreendentes podem acontecer quando as pessoas estão doentes. Elas desenvolvem
forças que até então estiveram muito bem escondidas.
Uma das críticas que me fazem quando falo para grupos de médicos é que é errado alimentar
falsas esperanças e que os pacientes devem enfrentar sua morbidez e mortalidade.
Não acho que estamos falando de esperanças, falsas ou não, e sim de honestidade e verdade.
Pedem-nos conselhos com base em nossos anos de experiencia e aprendizado mas, no fim, a decisão
é do paciente.
Como profissional recém-formada, eu acreditava que tinha de resolver todos os problemas
médicos. À medida que fui ficando mais velha e mais sábia, aprendi a acrescentar "não sei", quando era
o caso, "mas conheço alguém que pode ajudar".
Em nossa condição de médicos, acreditamos ser responsáveis não só pelo paciente, mas
também pela presença ou ausencia de doença. Essa crença não se restringe à classe médica: pode ser
encontrada entre todos os que cuidam da saúde dos outros.
Minha experiencia me ensinou que os pacientes não nos pedem para sermos responsáveis por
sua doença, e sim para cuidar deles da forma que acharmos melhor, seja ela qual for, para lhes dar o
máximo de chances de aliviar seu sofrimento e que, em última instância, pode ser deixar sua alma
descansar em paz.
Ensinaram-me em meu curso de medicina que a vida é sacrossanta e que a morte é um fracasso.
Acho que enquanto considerarmos o corpo e a mente como a totalidade do ser humano, sempre vamos
fracassar, pois a única certeza da vida é que um dia morreremos. A vida é terminal.
O espírito tem de ser incluído em qualquer discussão ou ensino relativo ao homem e não pode
mais ser relegado às seções religiosas de nossa comunidade.
A dificuldade em resolver as questões que dizem respeito à pessoa como um todo torna-se cada
vez mais evidente no exercício de minha profissão, onde sei que 80% de meus pacientes tem doenças
crônicas para as quais prescrevi remédios que, embora aliviem os sintomas, não alteram
necessariamente o estado de doença subjacente.
Não parecemos mais perto de resolver o enigma da doença do que há cem anos, a despeito da
tecnologia moderna. Ainda não sabemos porque algumas pessoas morrem jovens enquanto outras
chegam a uma idade avançada, ou porque algumas pessoas contraem doenças enquanto outras
continuam aparentemente saudáveis.
Na busca de respostas, minha atenção voltou-se novamente para a medicina alternativa ou
complementar, como agora é conhecida.
Vi que, na maior parte dessas terapias, há uma crença subjacente na ligação entre corpo, mente
e espírito, e que muitos métodos, como reflexologia, acupuntura e homeopatia, trabalham com o
princípio de que existe uma energia ou força vital fluindo pelo corpo que, na doença, ficaram
bloqueados e assim criaram desarmonia no corpo físico.
Liberar o bloqueio e permitir a recriação da harmonia era o principal objetivo da maioria dos
profissionais de saúde que trabalhavam com essas artes curativas.
Por fim, senti que estava me conectando com minha verdade interior, que me dizia que se não
tratarmos a pessoa como um todo, não poderemos alimentar a esperança de chegar à cura.
Mas, apesar de meu envolvimento tanto com a medicina ortodoxa quanto com a alternativa, eu
ainda sentia que tinha pouco entendimento do significado da vida e da maneira pela qual a doença
entrava nesse processo. Acreditava que nada acontecia por acaso ou sem um sentido qualquer em
algum plano, e que a doença não era exceção.
O significado da doença varia de acordo com a cultura na qual ela acontece. Em muitas culturas,
é vista como fraqueza e equiparada ao fracasso.

Anatomia da Cura 9 Christine R. Page


Vários de meus pacientes homens confessaram que preferiam morrer a ter de enfrentar a
humilhação de admitir que estão doentes. Muitos deles realizam esse desejo muito tempo antes de
chegarem à idade de se aposentar!
Os médicos antigos compreendiam a importância da abordagem holística. Hipócrates (420 a.C.),
o pai da medicina moderna, foi instruído para ser um sacerdote-terapeuta. Esses terapeutas eram
seguidores de Esculápio, o deus grego da saúde, cujo símbolo, uma única serpente enrolada em torno
de vara, ainda é usado por muitas instituições médicas. Os sacerdotes-terapeutas acreditavam que a
recuperação total incluía mente, corpo e espírito.
Mais tarde, Hipócrates mudou de atitude, passando da abordagem holística para outra mais
reducionista. Afirmava acreditar que a causa de uma doença existia exclusivamente no terreno da
doença, isto é, no corpo físico. Lentamente, essa visão foi sendo adotada por todos que cuidavam dos
doentes, e as doenças foram divididas entre aquelas tratadas pelo médico, as tratadas pelo sacerdote e
as tratadas pelo psiquiatra.
Mas é interessante notar que até recentemente todo médico tinha de fazer o juramento de
Hipócrates (de cerca de 420 a.C.), que começa assim:

"Juro por Apolo, o médico, por Esculápio... etc...."


Meus estudos continuavam e pesquisei livros de medicina em busca de referencias ao espírito.
Como não encontrei nenhum, transferi minha atenção para os ensinamentos esotéricos com os quais
tivera contato quando criança.
Fiquei fascinada pela sabedoria dos livros de Alice Bailey e participei de workshops e
conferencias. Muito do que ouvi tocou uma corda lá no fundo de mim, e eu comecei a expandir meu
entendimento em relação ao sentido da vida na Terra.
Acredito que todos originamos de uma única Fonte que tem muitos nomes: a Luz, Deus, o
Criador. Essa Fonte gera muitas luzes ou almas individuais, e todos nós temos uma alma.
O sentido de nossa vida nessa Terra é desenvolver a autoconsciencia, que significa conhecer e
aceitar a nós mesmos como seres espirituais. À medida que essa autoconsciencia aumenta,
trabalhamos rumo à totalidade, e essa totalidade leva à meta suprema, a união com Deus.
O caminho da alma na Terra oferece muitas experiencias que podem levar a esse
desenvolvimento. Neste mundo de dualidade, aprendemos a aceitar e amar tanto nossos aspectos
supostamente negativos quanto os positivos, pois todos eles fazem parte do todo.
Para que a alma possa trabalhar na Terra, ela precisa de tres tipos de "roupa": as emoções, a
mente lógica e o corpo físico. Juntos, esses tres planos constituem a personalidade ou ego.
A alma ou Eu ainda está firmemente ligada à Fonte da vida através do espírito. Por meio dessa
ligação adquirimos consciencia de nós próprios, não somente como personalidade, mas também como
parte do modelo universal da vida.
A alma não é uma força estranha que procura nos influenciar à revelia de nossa vontade; pode
ser vista como uma mãe amorosa que mostra o caminho para uma criança freqüentemente medrosa. A
alma precisa da personalidade e elas precisam trabalhar juntas, como amigas.
Um aspecto dessa vida que para alguns é uma dádiva e para outros um obstáculo é... a presença
do livre-arbítrio.
O livre-arbítrio é que nos possibilita escolher; escolher aceitar a experiencia e escolher aprender a
lição que ela oferece.
Para muita gente, o livre-arbítrio traz consigo o medo do fracasso e de cometer erros. Na
verdade, erro é uma coisa que não existe; nada é desperdiçado. Os eventos mais negativos do mundo
oferecem um aprendizado para a alma, nem que seja somente o de não tomar novamente aquele
caminho.
Outros se perdem na experiencia e não conseguem ver que não são os detalhes da situação que
importam, e sim a oportunidade de mudança que é oferecida.
E o que a alma quer da vida?
Como viajo pelo mundo dirigindo workshops e dando consultas individuais, fico espantada ao ver
que, apesar da grande variedade de culturas, religiões e graus de riqueza, sempre há um tema comum:
"Quero ser eu mesmo."
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O Eu, de que falam contém sete aspectos espirituais:
 Autoconhecimento
 Responsabilidade por si mesmo
 Auto-expressão
 Amor por si mesmo
 Auto-estima
 Auto-respeito
 Percepção de si mesmo

A consciencia total de si sintetiza todos esses aspectos e é uma existencia harmônica criada pela
unificação de muitas partes que constituem o homem espiritual.
Para muitos de nós, a personalidade tem o controle de nossa vida cotidiana. Quando a influencia
passa da personalidade para a alma, o processo é registrado pela mente como desarmonia, pois ela
agora está recebendo duas vibrações diferentes, sendo uma transmitida do plano da alma e outra do
plano da personalidade.
Quando simplesmente se permite que a vibração da alma substitua a da personalidade, a
mudança ocorre com o mínimo de perturbação para a vida do indivíduo.
Mas quando há resistencia à mudança, inicialmente essa desarmonia é pela mente, levando a
sintomas de tensão, frustração, raiva, depressão etc. Se, a despeito dessas mensagens, nenhuma
providencia é tomada no sentido de mudar a vibração, a desarmonia pode se manifestar como doença
física.
Essa manifestação pode não só aumentar a consciencia do indivíduo em relação ao fato de que
há desarmonia (ver para crer), como também, em muitos casos, age como veículo para a mudança.
Acredito que esse seja o processo que ocorre em pelo menos 80% das doenças mentais e físicas vistas
hoje, incluindo o trauma.
Este livro foi feito para ajudar voce a mergulhar na vida interior, para procurar estabelecer um
vínculo entre o saber esotérico dos antigos e o homem moderno. Depois de todos os meus anos de
experiencia clinica, estou convencida de que relegar os sinais e sintomas apenas à esfera de dar nome
a uma doença é ignorar uma pista vital que nos é fornecida pela própria alma.
Acho que se conseguirmos descodificar a mensagem da doença, podemos chegar a uma
compreensão maior da área da alma que está se desenvolvendo naquele momento.
Desse modo, nós, da área da saúde, poderemos dar apoio ao paciente de forma mais construtiva,
e o paciente terá condições de contribuir ativamente para seu processo de cura.
Ter um entendimento consciente do processo de desenvolvimento da alma não é essencial para a
vida, mas tenho certeza de que torna a jornada muito mais fácil.
Aceito inteiramente a valiosa contribuição da medicina moderna para tratar a saúde,
principalmente nos estados agudos. Uma de minhas tarefas mais importantes é ensinar os terapeutas
que utilizam a abordagem complementar, a saber quando devem mandar um paciente para um médico
ortodoxo em função da ameaça que a doença representa à força vital do paciente.
No entanto, um verdadeiro tratamento médico tem de incluir as atividades da mente e da alma. O
corpo físico é apenas um veículo da alma e do espírito. Tratar um aspecto sem considerar os outros é
um procedimento que leva a uma cura incompleta, embora o paciente talvez pareça curado no plano
físico.
A cura nunca restaura a forma original de ninguém.
Por sua própria natureza, a doença deve trazer mudança para o indivíduo e essa questão é
freqüentemente mal entendida e até evitada, tanto pelo paciente quanto pelo médico.
Meus pacientes dizem muitas vezes:
- Basta voce me deixar fisicamente melhor para eu poder enfrentar meus problemas emocionais.
Mas é exatamente o contrário. Sim, ao aliviar a dor e outros sintomas agudos, o paciente pode
adquirir forças suficientes para ir em frente. Mas, em muitos casos, enquanto os problemas emocionais
não forem resolvidos, a desarmonia vai se manter, mesmo que os sintomas da doença possam
Anatomia da Cura 11 Christine R. Page
desaparecer graças às drogas modernas.
Depois que a verdadeira harmonia foi alcançada, não pode mais ser destruída. Pode ser perdida
de vez em quando mas, como andar de bicicleta, nunca esquecemos como é depois que aprendemos.
Para a verdadeira saúde e totalidade, o tempo é irrelevante. Muita gente tem muita pressa de
restaurar a saúde, mas perde oportunidades de ouro para o desenvolvimento da alma. Por causa disso,
á lição é repetida desnecessariamente, até a mensagem mais profunda da doença ser compreendida.
Outros desistem e aceitam a doença, não de forma positiva, mas com resignação. "Sofrem" a
doença... a palavra expressa bem seus sentimentos.
Ambos os grupos entram num beco sem saída, onde parece não haver nenhuma esperança.
Peço ao leitor para considerar minhas idéias como uma possibilidade de resolver o impasse.
No fim, é irrelevante qual é a doença existente, qual é o seu tipo de personalidade, o signo
astrológico sob o qual voce nasceu, ou qual o seu tipo de constituição.
Relevante é como voce enfrenta as situações que surgem em sua vida e se usa essas
experiencias para enriquecer e expandir a consciencia da alma.
O material deste livro vem de experiencias de minha própria vida, principalmente aquelas
relacionadas à doença e à cura. Os nomes e certas características dos indivíduos descritos nos
capítulos que se seguem foram alterados em respeito à sua privacidade. A essencia da história é a
mesma.
Grande parte do conhecimento esotérico deriva dos ensinamentos de Alice Bailey, que recebeu
as informações de um mestre tibetano. Mas, no fim, não é o conhecimento que é importante, e sim sua
aplicação à vida.
O conhecimento não tem força sem sabedoria e sem amor. Se as palavras que voce ler fizerem
soar uma corda em algum lugar e facilitarem o entendimento de um problema íntimo, já me darei por
muito satisfeita.
Se não ecoarem... também me darei por satisfeita.
Desde a primeira edição deste livro, há nove anos, muita coisa mudou, tanto em minha vida
quanto em minha compreensão da saúde e da doença. Avanços médicos reduziram a incidencia de
algumas doenças, ao passo que outras se tornaram mais freqüentes, afetando uma população mais
jovem e, infelizmente no caso do câncer, tornando-se muitas vezes mais insidiosas.
No campo psico-espiritual, tem havido uma verdadeira onda de interesse por assuntos
relacionados aos chakras e campos energéticos, intensificada pela contribuição de muitos
conferencistas e escritores excelentes no mundo inteiro. O público não fica mais atordoado com os
termos esotéricos e está procurando um significado mais profundo para a vida, ansioso por assumir
mais responsabilidade pela própria saúde.
Esta nova edição em língua inglesa é mais abrangente e explicita tanto em termos de chakras
quanto de doenças, com base em minha experiencia pessoal e numa sabedoria que vem aumentando
com os anos. Apresento novos insights sobre a função de cada chakra, que parecem muito oportunos
neste momento da história da humanidade. Gostaria de agradecer e fazer honra a todos os que
partilharam sua viagem comigo e me deram a oportunidade de conhecer sua história.

Dra. Christine Page

1 – A ORIGEM DA ALMA
Para entender a ligação entre mente, corpo e espírito, acho que é necessário tentar apresentar
uma explanação esotérica da origem do homem espiritual.
No mundo da ciencia, a teoria do "Big Bang" é vista como uma explicação plausível da criação do
universo.
Anatomia da Cura 12 Christine R. Page
A explicação equivalente em termos esotéricos fala de uma Energia ou Vida Divina, que é a fonte
de tudo quanto é visível ou invisível no Universo. Tudo o que existe é expressão dessa Vida Una.
Quando essa Fonte Divina de Energia toma forma, dois pólos de expressão são criados,
resultando na dualidade da vida que se manifesta por todo o universo.
Esses dois aspectos da dualidade costumam ser descritos como:
a) Espírito ou o Pai.
b) Matéria ou a Mãe.
Da união de Pai e Mãe nasce o Filho, ou Alma.
Como a Alma representa a unidade entre Espírito e Matéria, também se pode dizer que, em
última instância, a Alma é um reflexo da Energia Vital original.
O Um gera Dois.
Os Dois geram um Terceiro.
Juntos, eles representam o Um.
A essencia do Pai e da Mãe expressam aspectos diferentes da Inteligencia Divina.
A essencia do Pai, ou Espírito, é vista em termos de positividade, masculinidade, predomínio,
movimento para fora, lógica e capacidade de auto-afirmação. Expressa a Vontade de criar e, junto com
ela, a vontade de crescer.
A essencia da Mãe ou matéria é vista em termos de negatividade, feminilidade, receptividade,
movimento para dentro, sensibilidade e capacidade de alimentar. Expressa a Sabedoria de reunir tudo o
que é necessário para nutrir a semente do Criador que vai levar a um novo nascimento e à continuação
da vida.
PAI

FILHO

MÃE

FONTE DIVINA DE ENERGIA

MÃE/MATÉRIA PAI/ESPÍRITO

FILHO/ALMA

Sua união é promovida pelo poder de atração ou amor, que se manifesta como a essencia do
Filho ou Alma.
O amor une tudo, acabando com a separação.

A Vontade manifesta-se como uma força elétrica, enquanto o Amor se manifesta como força
magnética. Juntos, criam uma energia eletromagnética que é simbolizada pelo Sol, que dá vida a todas
as formas.
Em termos humanos, vemos o pai como aquele que dá a semente e os materiais necessários ao
crescimento do bebe.
A mãe oferece a dimensão receptiva do útero e, com sua sabedoria, usa os materiais fornecidos
pelo pai para conseguir o beneficio ideal para o bebe.
Ambos tem a mesma importância para a criação desse filho (a Alma), que é uma expressão do
poder de seu amor.
Anatomia da Cura 13 Christine R. Page
A trajetória da alma
Tudo o que existe é criado por meio da interação entre espírito e matéria. Portanto, tudo o que
existe tem alma, de um átomo a um planeta. Em muitos casos, a alma é coletiva, isto é, um grupo de
seres partilha a mesma alma.
No homem, a alma é individual, criando diversidade dentro de uma forma aparentemente comum
a todos.
No corpo humano, essa singularidade se expressa no desenho das impressões digitais e nas
informações genéticas armazenadas nos cromossomas.
Tanto o espírito quanto a matéria contem um nível inato de "inteligencia" transmitida desde a
Inteligencia Divina original. Sua união produz a alma, que pode ser vista como o nível de percepção ou
consciencia que é obtido quando esses dois aspectos da inteligencia se encontram (consciencia é uma
palavra de origem latina - scire = conhecer).
Essa consciencia depende do grau de interação que há entre esses dois aspectos e da natureza
da forma que se expressa.
As diversas formas de vida que habitam a Terra estão expressando estágios diferentes do
desenvolvimento dessa consciencia, isto é, a consciencia de uma célula é diferente da de uma planta,
enquanto certos indivíduos tem uma percepção espiritual maior que outros.
O objetivo da vida é aumentar o nível de consciencia através da interação entre espírito e matéria
até que, finalmente, não há mais separação entre esses dois aspectos da polaridade e a consciencia da
Alma e da Fonte tornam-se uma só.

ESPÍRITO

SER VIVO NÍVEL DE


ALMA
CONSCIÊNCIA

MATÉRIA

ESPÍRITO

EXPRESSÃO
ALMA TOTAL DA FONTE
POR MEIO DA
ALMA
MATÉRIA (ESPÍRITO /
MATÉRIA)

Uma analogia

Se o espírito fosse uma vela acesa e a matéria um cubo de gelo, inicialmente seria difícil ver a
Anatomia da Cura 14 Christine R. Page
chama através do gelo.
Se o gelo for aproximado da vela, ele começa a derreter e agora a luz da chama pode ser vista
mais claramente através da água, isto é, a água está transmitindo a luz da vela.
Se o calor da chama continuar se concentrando sobre a água, vai haver evaporação até a água
deixar de ser visível, e ela transmitirá inteiramente a luz da vela.
Conclusão: o calor aumenta a vibração das moléculas da água, transformando-a fazendo com
que uma forma sólida se torne algo muito mais livre e leve. Ao mesmo tempo, permite uma transmissão
mais fácil da luz, que percorre um meio ambiente constituído de vapor.
Da mesma forma, a harmonia entre espírito e matéria é conseguida, e vista como algo que
beneficia a ambos.

A trajetória do homem
A meta da viagem do homem é a percepção de si mesmo ou autoconsciencia... conhecer a si
mesmo.
Isso não acontece da noite para o dia, é um processo evolutivo.
O homem tem a capacidade de ver a si mesmo como uma entidade distinta do corpo físico, de suas
emoções e de seus pensamentos, isto é, distinta de sua personalidade, que é o nome coletivo desses
tres aspectos de seu ser.
ALMA

PENSAMENTOS
PERSONALIDADE

EMOÇÕES

MUNDO
FÍSICO

Isto é:
O homem não é seu mundo físico...
sua casa, seu carro, seu emprego.
O homem não é suas emoções...
sua raiva, sua tristeza, seus medos.
O homem não é seus pensamentos...
suas análises, seu conhecimento.
O homem não é sua personalidade.

Reconhecer tudo isso só é possível de um ponto de vista objetivo, identificado com a posição da
alma do indivíduo.
À medida que essa percepção aumenta, há um aumento da valorização do mundo espiritual e do
papel modesto, mas importante, que o homem desempenha no grande projeto.

Anatomia da Cura 15 Christine R. Page


MUNDO
DO
ESPÍRITO

ALMA

MUNDO
DA
ALMA

No entanto, a própria consciencia da distinção entre alma e personalidade cria mais dois pólos da
existencia que precisam ser unidos antes que o homem possa ser considerado um ser verdadeiramente
espiritual.
A harmonia é criada por meio da unidade.

Portanto, depois que o indivíduo alcançou um nível de consciencia que reconhece a alma como
algo distinto da personalidade, a energia da alma, que está ligada à do espírito, precisa ser trazida de
volta através dos pensamentos, das emoções e do corpo físico para que a vontade da alma e a da
personalidade possam tornar-se uma só.

ALMA/
ALMA PERSONALIDADE
OU

Só então, em termos esotéricos, quando a alma está inteiramente encarnada na forma física, é que
a serpente que mora na base da coluna pode subir. Esse processo também é conhecido como a
ascensão da Kundalini. Não é possível forçar esse processo: ele é um resultado natural dos passos
necessários que são dados na evolução da consciência.
ASCENSÃO DA
MATÉRIA

AS ENERGIAS DA ALMA
IMPREGNAM A MATÉRIA ASCENSÃO DA
KUNDALINI

A essência da dualidade
Anatomia da Cura 16 Christine R. Page
A criação dos pólos da existencia, espírito e matéria, e sua unificação pela formação do filho, ou
alma, é a base de todas as situações da vida.
Vivenciar, reconhecer e aceitar ambos os pólos é um processo que gera a consciencia de que não
existe separação, mas somente expressões diferentes de um princípio comum. Tudo faz parte da
Grande Energia Criadora.

Uma analogia
Quando vejo uma tenda de frente, ela parece uma estrutura com dois lados e um suporte central.

Quando é vista de cima, ela parece um círculo em volta de um ponto comum.

Os ensinamentos chineses
O conceito de dualidade também aparece na filosofia chinesa, que descreve duas forças opostas,
mas complementares, chamadas yin e yang. Elas expressam a maneira pela qual as coisas interagem
uma com a outra, e são usadas para explicar o processo de transformação constante e natural.
Uma não existe sem a outra; não há absolutos. Não há como ter noção da noite se não
conhecermos o dia; falamos de inspiração porque reconhecemos a expiração.
Ambas contem o potencial de se transformar na força oposta.
A energia yin é descrita como frio, repouso, passividade, escuro, receptividade, movimento para
dentro e diminuição.
A energia yang é descrita como calor, movimento, atividade, claridade, estimulação, movimento para
fora e aumento.
O conceito de yin e yang é expresso pelo símbolo taoísta dos chineses da seguinte forma:

Anatomia da Cura 17 Christine R. Page


YANG YIN

A linha divisória mostra que os dois aspectos estão sempre se fundindo. Os circulozinhos contrastantes
mostram o potencial de transformação.
As curvas sinuosas como uma serpente, ou as curvas de uma espiral, também refletem esse
conceito de equilíbrio obtido com a unificação dos dois pólos da existencia.
A filosofia chinesa mostra que é impossível estar em um aspecto e ignorar o outro.
O mesmo conceito aparece nos ensinamentos esotéricos que abordam a Lei Universal de Harmonia e
Equilíbrio. Segundo esta lei, quando um aspecto da polaridade se expressa num estado extremo, seu
aspecto complementar será necessariamente expresso a seguir, para reequilibrar a situação.

EIXO DO EIXO DO EQUILÍBRIO


EQUILÍBRIO

Grande parte da doença é uma tentativa de corrigir um desequilíbrio por meio da forma física. É algo
inevitável pois, segundo a lei que acabamos de citar, a harmonia precisa ser restabelecida.
Portanto, qualquer desmoronamento aparente do corpo físico ou mental deve ser visto mais
como a atividade de um amigo do que o ataque de um inimigo.
O desmoronamento pode abrir uma passagem, levar à descoberta de uma saída, deixar que algo
novo venha à luz.
A doença não é um castigo ou um sinal de fraqueza, mas um processo natural de recriação do
equilíbrio.

Por exemplo:
Um homem de negócios que continua queimando a vela de ambos os lados, com um consumo
exagerado de álcool, condimentos e café, pode manifestar uma doença que vai levá-lo a controlar seus
excessos, como uma úlcera ou algo do genero, que vai fazer com que ele reduza suas atividades e sua
possibilidade de um ataque cardíaco. Para esse homem de negócios, os sintomas podem ser vistos como
algo incômodo... para o homem espiritual, são vistos como sua salvação.

Ignorar a necessidade de mudança e de formas mais estáveis de vida leva à necessidade de


corrigir o desequilíbrio.

Muitas formas de doenças são geradas pela dificuldade de abandonar pensamentos, atitudes,
emoções e opiniões antigas que levam à expressão extrema de um aspecto.
O medo e a culpa são os motivos mais comuns das pessoas para explicar sua necessidade de
apego ao passado ou a dificuldade de seguir em frente, rumo ao futuro. Abandonar esses velhos
amigos requer fé e ela só vem quando estamos em contato com nosso próprio ser interior.
No entanto, a fé cega, como num movimento religioso ou político, também pode levar à
cristalização do pensamento e à incapacidade de progredir.

Anatomia da Cura 18 Christine R. Page


A capacidade de se soltar e ir em frente, levando somente aquelas coisas que ainda são
relevantes para o presente é uma das maiores forças curativas do universo.
A doença costuma ser vista como uma crise na vida da pessoa, mas a palavra "crise" deriva do
termo grego krisis, uma decisão. É a hora de virar o jogo; a decisão a ser tomada é passar de um
aspecto da polaridade que está se expressando de maneira extrema e enfrentar, vivenciar e aceitar o
outro.
Às vezes, a necessidade de harmonia e equilíbrio é vista numa escala maior e se reflete no
surgimento de uma "crise" na vida de muitas pessoas ao mesmo tempo.
O método com o qual a Terra enfrenta uma crise desse tipo é visto em termos de desastres
naturais como vulcões que entram em erupção, tufões e terremotos, através dos quais o excesso de
energia é liberado para que o equilíbrio possa ser restaurado.
O corpo físico mantém um meio ambiente harmônico (homeostase que detecta desequilíbrios num
estágio inicial e, por meio de um delicado processo de sintonização, corrige-os sem que o problema
chegue à percepção consciente.
Mas quando a influência da mente invalida esses ajustes, o desequilíbrio pode atingir o ponto de
crise e a doença é inevitável na recriação da harmonia.
Depois que ambos os pólos da existência foram aceitos, sua influência sobre nosso aprendizado
torna-se insignificante. Poderíamos dizer que, por meio da unidade, sua nota coletiva está em harmonia
com a alma individual.
Por exemplo: quando temos saúde, não precisamos nos preocupar se a contração dos músculos
do coração será ou não seguida de relaxamento, ou se a inspiração vai ou não se seguir à expiração.
Esse estado de aceitação também pode ser chamado de "hábito"; ele permite que o cérebro
abandone o que é aceito e conhecido e se concentre apenas nas facetas mais importantes da vida.

Desenvolvimento da consciência
A consciência do indivíduo desenvolve-se através do movimento constante entre esses dois
pólos da existencia. Encontram-se inicialmente em todos os aspectos da personalidade: o físico, o
emocional e o mental.
Com a experiencia e a observação dos diferentes níveis de dualidade e com a aceitação de sua
existencia, o indivíduo logo percebe que não são entidades diferentes, e sim um continuum em torno
de um aspecto comum da existencia.
A separação entre a alma e cada um dos aspectos da vida não é conseguida sem sofrimento dor
e pesar. Para muitos, esses estados extremos funcionam como um trampolim para a ação.
Uma depressão profunda é conhecida como "a noite escura da alma". Aqui costuma haver um
estado de entorpecimento, ou então a pessoa realiza ações automáticas. Mas é nesses momentos que
a luz da alma pode ser vista, porque numa sala iluminada a chama de uma vela passa despercebida
facilmente mas, numa sala escura, a vela lança uma luz extraordinária.
Os extremos são cansativos e, felizmente, a compreensão torna desnecessário continuar num
aspecto extremo ao mesmo tempo em que se procura evitar o outro.
Esse é particularmente o caso das emoções, pois a repressão de uma delas permite que ela
cresça dentro de nós até haver uma liberação explosiva e impossível de conter. É inevitável que esse
processo leve a mais medo ainda dessa emoção e a mais repressão.
Já vi isso acontecer muitas vezes em homens que optaram por reprimir sua raiva, na tentativa de
parecer estar no controle da situação. O que acaba acontecendo é que sua raiva aumenta até explodir
em atos violentos, criando assim outros problemas.
O psicólogo Jung chamava o pólo inexpresso da dualidade de "sombra" e explicava que, ao fugir
constantemente desse aspecto, só estamos criando uma sombra maior. Aconselhava-nos a tratá-la
como amiga.

Anatomia da Cura 19 Christine R. Page


SOL / FILHO

SOMBRA

Simbolicamente, não há sombra quando ficamos diretamente sob o Sol. Só quando nos
distanciamos do Sol (a alma) é que a sombra aparece.
Quando nossa consciencia troca a influencia da personalidade e do mundo externo pela da alma,
percebemos que, mesmo que sintamos dor e tristeza, elas são fases passageiras.
A alternativa é continuar amarrado à mente coletiva dos mundos físico, emocional e mental e
nunca alcançar a autoconsciencia, nem a paz.

Uma analogia
Um mergulhador de águas profundas, usando uma roupa pesada e obsoleta, vai até o fundo do
mar. Sua única ligação com a superfície é uma corda de escafandro amarrada no seu peito.
No leito do oceano, ele não consegue mais ver nem ouvir claramente e seus movimentos são
atrapalhados pelo peso da roupa.
À medida que sua vida no leito do oceano vai passando, as lembranças da vida em terra firme
começam a se desvanecer e seus sentidos tornam-se adaptados somente para a vida na água.
Ele perambula pelo fundo do mar tropeçando nos outros e perguntando-lhes se conhecem o
caminho. Cheios de auto-importância, os outros sugerem que os siga e lá vão eles, sem clareza a
respeito da direção e sem querer reconhecer esse fato.
A certa altura, a corda de escafandro fica retesada e nosso mergulhador é obrigado a parar e voltar
sozinho. Lá está ele, olhando para todos os lados, atordoado e assustado. Então, com um esforço
enorme, ele vira a cabeça para cima e ergue os olhos. Só consegue ver uma luz muito difusa.
Com movimentos lentos, mas firmes, ele volta gradualmente à superfície, caindo muitas vezes ao
longo do caminho, mas agora consciente de uma força na outra extremidade da corda, que o está
puxando lentamente para a superfície.
Ele não precisa mais de instruções dos outros, pois agora tem sua própria luz para seguir, a luz da
alma e, por fim, a Fonte Divina de toda Luz.
A alma está aqui para nos mostrar o caminho e oferecer apoio, mas não pode nos obrigar a seguir
a luz. Temos a liberdade de nos identificar com os diferentes aspectos da personalidade ou de procurar
um caminho que nos realize mais plenamente, embora nem sempre seja fácil de seguir.

O caminho

O mundo físico

Um indivíduo identifica-se com o mundo material ou físico. Ele é sua pobreza ou sua riqueza, sua
doença ou sua saúde, sua escuridão ou sua claridade.
Apesar disso, com essas experiencias ele toma consciencia de que não é uma coisa nem outra, é
ambas.

Por exemplo:
Um homem rico pode ver-se como alguém que nunca tem o suficiente e, por isso, sente-se pobre.
Anatomia da Cura 20 Christine R. Page
Um mendigo pode sentir-se rico quando encontra um pedacinho de pão.

Em última instância, tudo depende do nível de percepção.

Como no conceito de yin e yang, palavras como riqueza e pobreza são apenas expressões
relativas de uma situação, não expressões absolutas. Estão sempre mudando de acordo com a posição
do observador e quanto mais distante o local da ação, tanto mais fácil é ver que esses dois extremos
são os dois lados da mesma moeda ou, melhor dizendo, posições diferentes dentro de um círculo.

Uma analogia
Dois menininhos estão no playground.
- Vi um elefante - diz um deles. - Era grande e tinha uma tromba comprida que podia se mexer, vir
até o chão e levantar voce.
- Não era um elefante - diz o outro. - Eu vi um o mes passado e ele tem umas pernas grandes e
grossas e um rabo que, quando se mexe, pode acertar você e joga-lo no chão.
- Voce está enganado - diz o primeiro menininho. - Não sabe do que está falando.
- E voce não reconheceria um elefante se ele pisasse em voce - retruca o segundo.
Naquele momento, um menino mais velho e mais sabido está vindo na direção dos outros dois que
estão discutindo.
- Sentei-me em cima de um elefante. Na frente ele tem uma tromba comprida e orelhas largas.
Atrás ele tem um rabo comprido e pernas grossas. Portanto, os dois estão certos; a parte de trás e a da
frente constituem o animal inteiro, que é visto mais claramente de um ponto mais alto.

No homem espiritual, esse ponto mais elevado é a alma.


Com a capacidade do homem ver a vida objetivamente, em vez de se identificar com a matéria,
vem uma expansão natural da consciencia.

ALMA (mundo tetradimensional)

MATERIAL / FÍSICO
RICO (mundo tetradimensional) POBRE

MUNDO MATERIAL / FÍSICO

ALMA

A percepção da unidade através da diversidade é equivalente ao principio da criação da alma


através da união entre espírito e matéria.
Segundo a Lei Universal da Correspondencia tudo o que acontece nos reinos espirituais também se
manifesta no plano terrestre.

"Como é em cima, é embaixo."

ESPÍRITO/PENSAMENTO/EMOÇÃO

Anatomia da Cura 21 Christine R. Page


ALMA

MUNDO MATERIAL/FÍSICO

O mundo emocional
À medida que o homem percorre seu caminho, sua identificação muda, passando do mundo
material para o mundo emocional. Ele se transforma em suas emoções (que nunca são muito
claramente definidas).
Ele é sua raiva, sua depressão, sua ansiedade, sua felicidade, seu medo, sua culpa, sua alegria,
seu sofrimento.
Muitas vezes vivencia os dois pólos da vida emocional no mesmo período de tempo.

Por exemplo:
Um homem irritado no trabalho talvez nunca mostre
sua raiva em casa, por medo de
aborrecer os outros.

Um rosto sempre sorridente pode estar escondendo uma depressão


profunda.

Uma pessoa que nunca se queixa


pode estar alimentando
bastante ressentimento.

ALMA

ALEGRIA SOFRIMENTO EMOÇÕES


(os dois extremos vistos como um continuum)

Mais uma vez, de um ponto de vista do lado de fora da experiencia, surge lentamente a
consciencia de que esses extremos são desequilibrados e cansativos, além de atrapalhar o
desenvolvimento. Todas as emoções são apenas a expressão de uma forma mental que deve, na
verdade, levar à ação.

ESPÍRITO/PENSAMENTO

ALMA

EMOÇÕES/MUNDO MATERIAL

Anatomia da Cura 22 Christine R. Page


O homem não é suas emoções.

O mundo dos pensamentos


O homem se identifica com seus pensamentos, seus sistemas de crenças, regras e regulamentos
que governam sua vida. "Penso, logo existo." (Descartes, filósofo frances).
As estruturas mentais abarcam também a ilusão da vida criada pelos mundos material e
emocional... passamos a ser nossos pensamentos.
Desse modo, nossas ações tornam-se reações baseadas em sistemas de crenças estabelecidos
de acordo com situações de vidas passadas. Na maioria dos casos, há um grande apego emocional
que liga o/a "agente" à experiencia e não lhe permite transformar-se em observador ou "público".
Isto é, nossas emoções criam a forma mental, e não a alma.

Por exemplo:
Quando Anne tinha seis anos de idade, seu pai abandonou o lar para viver com outra mulher. Ela
não tinha condições de entender porque isso tinha acontecido, pois pensava que o pai tinha amor por
ela.
Chegou à conclusão (aquela que uma criança pode tirar) de que devia ter sido por alguma coisa
que ela fez que ele foi embora.
Guardando essa crença dentro de si, carregou-a pela vida afora até começar a namorar. Era um
namoro atrás do outro com um final infeliz. Na maioria dos casos, os meninos diziam que seu amor era
sufocante e que qualquer sugestão para ela "pegar leve" enfrentava acusações de que eles não a
amavam.
Anne tinha uma necessidade desesperada de agradar seu namorado pois, para ela, isso
significava que ele não a abandonaria. Sua necessidade de ser amada e sua crença de que isso só
poderia acontecer através de outra pessoa causou-lhe muita dor e sofrimento.
Um dia, enquanto conversava com um amigo, ela percebeu que a mesma história já se repetira
muitas e muitas vezes. Conseguiu entender que sua falta de amor por si mesma estava atraindo
homens que confirmavam suas crenças interiores.
Depois disso ela começou uma nova relação amorosa, e hoje é uma pessoa muito mais forte e
sábia.
As estruturas mentais e os sistemas de crenças são estabelecidos em nossos anos de formação e
são representados pelos deveres e proibições da vida.
ALMA

DEVER ESTRUTURAS PROIBIÇÃO


MENTAIS

ESPÍRITO

ALMA

Anatomia da Cura 23 Christine R. Page


MATERIAL / EMOÇÕES / PENSAMENTOS
(A Personlidade)

No decorrer de nossa vida, oscilamos entre rebelar-nos e nos conformarmos com essas regras,
até descobrir um equilíbrio que represente as crenças que são apropriadas e valiosas para o presente.
Esse equilíbrio é encontrado quando seguimos as Leis Universais da Vida e testamos as regras
para ver se elas ainda tem ou não validade, aceitando as conseqüências de nossos atos como parte da
experiência de aprendizado.
Só usando a intuição é que podemos saber realmente que os pensamentos se originam da alma e
fazem parte da personalidade.
Depois que o homem se conhece como personalidade e como alma, esta última se torna o
mediador que dá acesso aos planos espirituais. O estágio seguinte é a alma conseguir que suas
energias desçam para a personalidade até sua luz brilhar através do veículo.
"Primeiro encontre-se no caminho; depois perca-se para descobrir o caminho" (a unidade).
Para conseguir isso, a consciencia da alma é testada mais uma vez ao descer pelos planos mental,
emocional e físico.
A dualidade aparece de novo mas, dessa vez, com a alma no comando, o indivíduo consegue ver
aqueles planos exatamente como são e, por isso, é menos influenciado pela diversidade.

As leis universais
O ensinamento esotérico diz que existe uma série de Leis que governam o Universo.

a) A LEI DA CORRESPONDÊNCIA já foi discutida com o conceito de que tudo o que acontece no
plano espiritual também acontece no plano terrestre.

b) A LEI DA REENCARNAÇÃO afirma que não vivemos apenas uma vez, vivemos muitas vezes.

A reencarnação permite ao indivíduo experimentar todos os aspectos da vida e, desse modo,


promover o desenvolvimento da consciencia.
O conceito de reencarnação esteve presente na Bíblia até o ano 553 d.C., quando o Concílio
Ecumenico de Constantinopla decretou que essa crença devia ser excluída dos ensinamentos
religiosos.
Em função desse decreto, o homem ocidental passou a acreditar que só existe uma vida, com a
possibilidade de uma vida após a morte.
Mas a filosofia oriental manteve seus ensinamentos e suas idéias estão penetrando novamente
nos centros espirituais do Ocidente.
As muitas vidas devem ser vistas como expressões de diferentes aspectos do eu em sua tentativa
de compreender o todo.

ALMA MUITAS VIDAS

Anatomia da Cura 24 Christine R. Page


Acredito que antes de entrar no plano terreno, escolhemos as lições que desejamos aprender
nessa vida.
Isso significa que escolhemos nossos pais e nossa família e, mais tarde, nossos conhecidos e
amigos.
Os membros de nossa família "de sangue" são nossos maiores mestres e, apesar da raiva ou ódio
contra eles, é difícil esquece-los. Com os amigos é muito mais fácil desaparecer de sua presença.
Nossa verdadeira família espiritual não vive necessariamente sob o mesmo teto... voce reconhece
seus membros à primeira vista, e gosta do que ve. Eles lhe dão orientação e apoio em momentos de
necessidade e depois saem de sua vida.
Não é muito relevante se voce acredita em uma vida ou em muitas. O importante é a capacidade
de viver o momento atual na presença de sua alma.
Há mais tres Leis Universais que governam nossa capacidade de atrair para nós aquilo que é
necessário para nosso desenvolvimento.

c) A LEI DA OPORTUNIDADE diz que nossas chances de aprender e crescer sempre vão existir,
assim como os instrumentos necessários à realização da tarefa.

d) A LEI DA ATRAÇÃO afirma que vamos atrair para nós tudo quanto nos for preciso. Mas ela não
diz que o que precisamos sempre vai ser o que queremos!

e) A LEI DO KARMA afirma que tudo quanto fizermos volta para nós.
... "Voce colhe aquilo que planta."

Assim como a maré vai, acabará voltando; inspiramos e depois expiramos; a contração de uma
mola será seguida de um relaxamento.

O karma não é punição por algo que fizemos de errado. Existe para nos ajudar a compreender
ambos os pólos da existencia e optar por não nos identificarmos com nenhum deles.

A MESMA
EXPERIENCIA

Se optarmos por tirar proveito da oportunidade que está diante de nós, então, como a vida é uma
espiral, a mesma experiencia será oferecida de novo sob uma forma diferente. Mas não há garantia de
que será mais fácil da próxima vez!
Em muitos casos, colocamos mais uma camada de terra, que cria uma rampa para nossa saída
final de uma situação de inatividade.

Anatomia da Cura 25 Christine R. Page


Recapitulando:
1) No começo era a Fonte Divina de Energia.
2) Ao tomar forma, essa Energia dividiu-se em dois pólos: Espírito e Matéria.
3) A união de Espírito e Matéria criou a Alma.
4) A Alma expressa o grau de consciencia liberado através da união.
5) O objetivo da vida é aumentar o nível de consciencia que ocorre por meio da interação entre
espírito e matéria.
6) O objetivo do homem é desenvolver a consciencia de si mesmo, isto é, ver a si mesmo como um
ser distinto de sua personalidade e depois perder essa distinção à medida que as energias da alma e da
personalidade se fundem para formar o homem espiritual.
7) Esse aumento de consciência é conseguido vivenciando e aceitando os vários aspectos da
dualidade e reconhecendo primeiro suas diferenças e depois sua identidade.
8) Dessa forma, o homem pode começar a se ver tanto como espírito quanto como matéria e
depois entender que ambos provem da mesma fonte.
9) Uma das maiores áreas de atrito do homem com essas idéias é o campo das emoções ou dos
desejos.
10) A doença do corpo físico é muitas vezes um meio de restaurar o equilíbrio.

Exercício 1

1) Escolha seis coisas que você gosta em si mesmo como, por exemplo, seu nariz, seu sorriso,
sua natureza carinhosa, sua capacidade de ouvir, sua sensibilidade e sua capacidade de se dar bem
com os outros.
2) Escolha seis coisas que voce não gosta em si mesmo (muito mais fácil!) como, por exemplo,
seus quadris, sua intolerância, sua irritabilidade, seu mau humor e seu desejo de ficar sozinho, seu
amor pelo chocolate e sua pele feia.
3) Agora repita em voz alta, para si mesmo, diante de um espelho ou de outra pessoa, seus pontos
fortes: "Gosto do meu..." ou "Gosto de fato de ser..."
4) Agora repita em voz alta, para si ou para outra pessoa, os pontos negativos de seu ser total:
"Aceito meu..." e, se possível, "Adoro meu...
5) Agora estude as duas listas para ver se existem áreas de contradição: "Sou carinhosa... mas
intolerante."
"Gosto de estar com os outros... mas quero ficar sozinho."
"Adoro chocolate... mas detesto ter a pele feia."

Esses exemplos mostram áreas de conflito em volta de um tema comum. Detestar os pontos
negativos mostra incompreensão. Sua existencia representa uma área de desequilíbrio.
Anatomia da Cura 26 Christine R. Page
No exemplo acima, uma natureza super carinhosa pode indicar uma quantidade de tempo
insuficiente gasta em receber e uma quantidade excessiva gasta em dar, o que leva à expressão de um
desequilíbrio por meio de irritabilidade, comer para compensar frustrações e mau humor.
O objetivo é detectar o tema comum.
Nesse caso, pouco amor por si mesmo, e que não existe a não ser por meio do ouvinte ou de
alguém que cuida de voce, leva à desarmonia.
Ao reservar tempo para si mesmo e tomar consciencia das áreas negligenciadas, como a
alimentação... os aspectos supostamente negativos se dissolvem, ao passo que os "positivos" são
harmonizados.

Exercício 2

1) Escolha duas pessoas em relação às quais voce se sente em desarmonia.


2) Faça uma lista das coisas que o aborrecem, irritam ou amedrontam.
3) Segundo a Lei da Atração, voce atraiu essas pessoas para si por causa das lições que tem a
aprender. Elas estão refletindo um aspecto seu que ainda está na sombra.

Esse conceito costuma ser difícil de aceitar, mas lembre-se de não olhar para os fatos e
concentrar-se, em vez disso, no aspecto oculto que está desequilibrado.

Por exemplo:
Seu marido se recusa a se fazer notar no trabalho, sempre deixando que outros passem na sua
frente. Voce o considera um fraco e fica frustrada por nunca ter dinheiro suficiente e nunca conseguir ter
férias decentes.
Mas, quando lhe sugerem que talvez voce devesse procurar um emprego, voce encontra uma
desculpa após outra. Voces dois tem a sensação de "não serem grande coisa" e provavelmente
acreditam que vão fracassar em qualquer tentativa que fizerem.
Nenhum dos dois teve estímulo dos pais e ambos já ouviram que "voce nunca vai ser alguém".
Ao se ver em seu marido, voce começa a perceber que sua frustração se dirige para dentro. Só vai
poder ser resolvida quando voce eliminar todas as desculpas e realizar uma atividade criativa com a
qual possa ter sucesso.
Desse modo, sua confiança aumenta e voce acaba com as censuras a seu marido, permitindo que
ele prossiga em seu desenvolvimento pessoal.

2 - A ENERGIA DOS CORPOS SUTIS


O homem é mais que só seu corpo físico.
Tem uma alma e a alma é o produto da interação entre espírito e matéria. Estes, por sua vez, são
produto da Fonte Divina de Energia.
O homem também tem uma personalidade que inclui a mente lógica, as emoções e o corpo físico.
Essas várias partes do homem são descritas em termos esotéricos como "corpos" e, quando o
corpo físico é excluído, elas são chamadas de "corpos sutis" porque não podem ser vistos pelo olho
físico.

Anatomia da Cura 27 Christine R. Page


Uma analogia
Quando a luz passa por um prisma, ela se divide nas sete cores distintas do arco-íris.
Quando essas cores passam por um segundo prisma, as sete tornam-se uma: a luz branca.

Os "corpos" são campos de energia interconectados, cada qual vibrando com um ritmo diferente,
e seus nomes lhes foram dados numa ordem decrescente, que vai da maior vibração para a menor,
como mostra o diagrama da página seguinte.
Os corpos não existem em camadas, eles se interpenetram. Juntos, formam a "aura", tal como é
percebida por um vidente.
Muitas vezes é difícil imaginar que somos mais que carne e osso quando entramos num mundo
onde é preciso ver para crer.

A analogia que apresentamos a seguir pode elucidar a questão:

Uma analogia

Se eu lhe der um cubo de gelo e lhe pedir para atravessá-lo com a mão, voce vai dizer que é
impossível.
Mas a aplicação de um calor moderado fará com que o gelo derreta e se transforme em água.
Agora sua mão pode passar facilmente pela água gelada.
Se depois eu disser que posso fazer a água desaparecer, voce pode questionar mais uma vez a
validade de minha afirmação. No entanto, com mais calor, a água se transforma em vapor e desaparece
no ar.
Quando aumentamos a vibração das moléculas, nem sempre é preciso ver para crer.

Os corpos de energia do homem

Anatomia da Cura 28 Christine R. Page


A energia dos corpos superiores, os corpos divino, espiritual e anímico, deriva de uma pequena
parte da energia que constitui a Fonte Divina de Energia, o espírito e a alma respectivamente.
Poucos indivíduos estão em contato com a energia de seu corpo espiritual e de seu corpo divino.
Essas pessoas costumam estar entre os santos das culturas antigas.

Juntos, o aspecto divino, o espiritual e os elementos superiores do corpo anímico constituem o eu


superior. Ele se expressa através da mente superior e está acima das preocupações do cotidiano. Dota
o indivíduo de um amor incondicional e uma visão geral da vida em todos os níveis, mas uma visão que
não julga.

CORPO
MENTAL

Ao atingir a mente superior, é muito mais fácil ver as coisas com mais objetividade e, por isso,
colocá-las em perspectiva.
O eu inferior, a personalidade ou o ego, expressa-se através da mente inferior e consiste nos
corpos astral, mental, etérico e físico.
Os aspectos inferiores do corpo anímico são os mediadores entre o eu superior e o eu inferior.
No homem, a alma escolhe a personalidade que, acredita, lhe dará condições de tirar o proveito
máximo das situações de aprendizado com que se depara em cada vida.
Depois, os vários corpos são reunidos pela força coesiva da alma que é uma expressão do poder
do amor.

Anatomia da Cura 29 Christine R. Page


Os corpos inferiores
Esses corpos de energia são formados pela união original entre espírito e matéria. Assim sendo,
vemos que eles também tem seu próprio nível de consciência.
Seu desenvolvimento pode ser comparado ao conceito de evolução, onde um estágio manifesta-se
no seguinte.

A evolução

No começo era o nada.


Mas havia o recipiente de todos os seres vivos... o éter (a energia feminina original).
Pela ação da força eletromagnética do sol (a força masculina original), o reino mineral foi formado.
Esse reino é representado pelos cristais e rochas, e também pelos elementos químicos básicos
que são usados na construção do homem e de todos os outros sistemas vivos.
Em seguida veio o reino vegetal. As plantas crescem por meio da interação entre o sol, os
minerais e a água de dentro da terra.
Depois das plantas surgiu o reino animal, que se alimenta dos reinos vegetal e mineral a fim de
manter sua espécie.
E então veio o homem, o homem é onívoro; sua sobrevivência baseia-se na existência dos outros
três reinos.
Para completar o quadro da evolução, o homem deve ser visto como uma pequena parte da
hierarquia total, cujas energias ou inteligências combinadas manifestam-se como a Fonte Divina de
Energia.
A energia liberada da comida de cada um dos grupos é usada para alimentar os habitantes dos
reinos superiores.
Portanto, o homem é a energia coletiva dos reinos mineral, vegetal e animal.
Quando isso é relacionado à formação da personalidade, vemos que a "inteligência" de cada um
dos reinos é usada na criação dos corpos inferiores:
a) O corpo físico deriva do reino mineral
b) O corpo etérico deriva do reino vegetal
c) O corpo astral deriva do reino animal
d) O corpo mental deriva do reino humano e é a sede da vontade da alma humana

Mas nada é estático neste mundo, e o objetivo de cada um dos reinos é atingir um nível mais
elevado de consciência.
Vemos, portanto, que os minerais não só são capazes de armazenar e transmitir energia, como
também, através do uso de cristais, curar, e no campo da tecnologia, também podem atuar como
transformadores de energia, que é a função do corpo etérico.
O reino vegetal capta e transforma a energia do sol. Nos últimos anos, alguns pesquisadores
mostraram que as plantas são sensíveis a seu meio ambiente e podem afastar-se de estímulos
dolorosos ou prejudiciais. Essa sensibilidade e a capacidade de responder ao meio ambiente é a função
do corpo astral.
O reino animal é associado aos instintos relativos à sobrevivência e à procriação mas, nos
animais mais evoluídos, como os animais domésticos, existe a capacidade de mostrar um certo grau de
pensamento individual.
O homem, por sua vez, com sua mente lógica que lhe dá a capacidade de análise, aspira
reconhecer e aceitar sua alma como um ser sábio e amoroso.

Anatomia da Cura 30 Christine R. Page


O grau de inteligência e a doença
À medida que o homem expande sua consciência vivenciando os vários "corpos" de sua
existência, ele se identifica com a inteligência de cada reino que, por isso mesmo, vai influenciar sua
maneira de agir.

O corpo mental

Os desequilíbrios do corpo mental ainda são poucos, uma vez que a maioria das "doenças mentais"
evidentes originam-se efetivamente no corpo astral.

O corpo astral

Enquanto o homem se identificar com suas emoções, vai estar ligado à inteligência de seu corpo
astral ou animal.
Este corpo está associado à sobrevivência e, por isso, à reprodução. Por conseguinte, em termos
puramente animais, costuma haver tendência à competitividade, à agressividade e à defesa.
Sem a influência da mente lógica ou da intuição, a inteligência astral tem a tendência de reagir
sem pensar ao estímulo sensorial que recebeu.
Acho que as pessoas que estão presas nessa forma de inteligência manifestam muitas doenças
cuja origem está no corpo astral.

O corpo etérico

Outro centro importante de doença ou desarmonia é o corpo etérico que recebe e transforma a
inteligência coletiva dos outros corpos e depois a transmite ao corpo físico.
Infelizmente, a inteligência subjacente ao corpo não é sensível o bastante para reconhecer quais
são as energias eletromagnéticas prejudiciais ao homem.
Por isso, nos últimos anos, tem havido um aumento evidente de efeitos nocivos à saúde
provenientes de postes de, eletricidade com fios aéreos, correntes de água subterrânea e equipamentos
elétricos em casa.
Esses efeitos são percebidos no sistema nervoso, que é o equivalente do corpo etérico.

O corpo físico

Embora o corpo físico manifeste freqüentemente a desarmonia ou doença, raramente é a origem


dos desequilíbrios, pois é somente o veículo das energias transmitidas por outros corpos, que se
manifestam como pensamento e ação.

EU SUPERIOR

ALMA

Anatomia da Cura 31 Christine R. Page


EU INFERIOR / PERSONALIDADE

CORPO FÍSICO

A descrição dos corpos

O corpo mental

Este corpo é a sede da vontade da alma; o ponto de partida para a alma integrar sua inteligência
com a personalidade.
É a sede do pensamento lógico ou analítico.
É o lugar onde os impulsos do eu superior, sob a orientação das Leis Universais, são transmitidos
pela alma e transformados em formas mentais e depois em ação.
Essas formas mentais podem ocorrer durante o sono como sonhos, durante a meditação, como
um devaneio ou se desenvolver lentamente como uma idéia que penetra na mente consciente como um
objetivo que é possível alcançar.
Até um certo grau, o indivíduo tem a oportunidade de negar a forma mental e enterrá-la nos
recessos profundos da mente subconsciente. No entanto quando esse impulso é importante para o
desenvolvimento da alma, ele será apresentado em momentos diferentes e de formas diferentes, até
manifestar-se em ação.

Sei que houve momentos em minha vida em que evitei um determinado impulso que, em geral,
envolvia um certo grau de mudança para acabar descobrindo que lenta, mas inevitavelmente, fui
"persuadida" a me mexer por eventos externos.
Por exemplo: certa manhã, ao sair do carro, descobri que um dos pneus estava furado.
Aborrecida com esse atraso para iniciar o meu dia, fui trocar o pneu. Naquele momento o telefone tocou
dentro de casa e, ao atender, fui convidada para uma reunião que acabou levando a mudanças
importantes em minha vida.
Acredito que nada acontece por acaso... se voce quiser acreditar em coincidências... tudo bem...
mas você pode estar perdendo oportunidades únicas!
Idéias novas precisam de terra nova. Portanto, antes de uma idéia se manifestar no mundo físico,
pode ser necessário dispor de tempo para preparar o terreno e eliminar raízes velhas ou ervas daninhas
que atrapalham o crescimento dos brotos. Esse é o conceito da "faxina de primavera": aquilo que está
velho e não tem mais valor para a vida presente é descartado para abrir espaço para o novo.
No homem espiritual, a resposta à ação manifesta é um feedback do corpo mental, onde toma
forma com o uso da memória. Depois volta à alma, onde sua sabedoria é aplicada e os resultados são
comparados ao impulso original.
O resultado da ação e a avaliação feita pela alma governa o "caráter" do impulso seguinte.

Anatomia da Cura 32 Christine R. Page


A avaliação feita pela alma baseia-se na intuição, que é influenciada pela capacidade de
discriminação. A lógica pura por parte do corpo mental tende a contar com um julgamento que, em
geral, inclina-se em favor da personalidade.
Quando o homem identifica-se inteiramente com seu corpo mental, o impacto da energia da alma é
pequeno.
O produto de uma ação gera uma resposta "preto no branco" e lhe é atribuído o papel de regras.
Essas regras formam a base do "sistema de crenças" que, mais tarde, constitui o principal impulso para
outras atividades futuras.
As regras e as leis não são necessariamente estabelecidas para dificultar a vida: são um fato.

Por exemplo:

É fato que se você resolver andar no meio de uma avenida movimentada, há uma grande
probabilidade de você sair machucado.
É fato que o fogo queima.
É fato que, se não comer, voce vai acabar morrendo.
As regras existem para protegê-lo. Quando transgredimos a lei, nossa segurança e sobrevivência
não podem ser garantidas.
As primeiras regras estabelecidas são aquelas apresentadas pelos pais, responsáveis e
professores, cujo desejo essencial é oferecer uma orientação protetora no meio ambiente terrestre.
Essas regras se fazem acompanhar muitas vezes por palavras que indicam "dever" e "proibição".
Elas nos alertam para os perigos do fogo e das ruas, de caminhar perto demais da borda de um
precipício, de conversar com estranhos; esses conselhos são bons e ajudam-nos a nos sentir seguros.
Infelizmente, em muitos casos as regras são misturadas a preconceitos, emoções e experiências
do conselheiro e, por isso, não tem uma estrutura lógica.

Por exemplo:

- Se você não ficar quieto, não vou mais gostar de você.


- Se não parar de chorar, vai ficar sem jantar.
- Voce não deve/está proibido de conversar, falar, agir dessa maneira.
- Por que?
- Porque estou mandando!
- Não fale sobre nossos negócios com os vizinhos.
- Roupa suja se lava em casa.
- Seja um menino corajoso.
- Cresça... (dito muitas vezes a uma criança de dois anos quando o novo bebê chega em casa).
- Voce não deu o máximo de si.

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- Voce tem de se esforçar mais da próxima vez.
Essas frases são descritas freqüentemente como provérbios ou lemas de família e, enquanto
sistemas de crenças, podem influenciar o ouvinte para o resto da vida.
Outras frases, ditas com a intenção de ajudar, podem ser mal entendidas por uma criança, cuja
inteligência ainda não diferencia uma aplicação da lei de outra.

Por exemplo:
Lembro-me de um menininho que ficou histérico ao ser colocado dentro de uma tenda plástica
especial, que é o tratamento indicado para o crupe.
Quando finalmente foi retirado da tenda e tranqüilizado, ele disse que sua mãe sempre lhe fizera
advertências no sentido de não por a cabeça dentro de um saco plástico.
Outro menino ficou histérico quando lhe disseram que, para remover suas amídalas, ele teria de
ser posto para dormir.
Depois ficamos sabendo que, na semana anterior, ele tinha ido com a mãe ao veterinário para
"fazer seu cachorro dormir".

O pensamento lógico desenvolve-se com a idade e a experiência e, por isso, as crianças muitas
vezes entendem as coisas literalmente até que lhes seja explicado que não são bem assim.

Os ciclos vitais de sete anos


A época mais vulnerável do desenvolvimento de uma pessoa é durante os primeiros sete anos de
vida. É nesse período que os processos mentais são articulados e as regras básicas da vida são
fixadas.
Sem uma ligação espiritual apropriada, muitos sistemas de crenças equivocados passam a ser o
terreno onde se enraíza o conceito da consciência de si.
Um dos principais motivos pelos quais isso acontece é que, durante esses anos de formação, a
criança está totalmente dependente de seus responsáveis ou pais no que diz respeito à alimentação,
calor, roupas e amor. Uma criança pequena não tem condições de sair e ganhar ó próprio pão.
Portanto, quando se diz a uma criança que ela só vai receber comida se ficar quieta, ela fica
quieta.
Se lhe disserem para ser corajosa e não chorar para ser amada, ela não vai chorar.
Esses sistemas de crenças são arquivados na memória e, anos mais tarde, ainda influenciam as
ações do indivíduo.
Mas vai chegar uma hora em que será necessário questionar a sabedoria dessas crenças e
verificar se elas ainda se aplicam ao ambiente atual e se estão em harmonia com a verdade interior do
indivíduo.
Se houver desarmonia, surge um conflito que, nos anos de adolescência, é descrito como
"aborrecência".
Aqui o jovem está tentando determinar o que é válido para ele e o que pertence a seus pais.
Os jovens podem exagerar com penteados ou cortes de cabelo extravagantes, amigos esquisitos
e música estranha. É sua maneira de apresentar o outro pólo da existência que não aquele
apresentando por seus pais.
Entre os 14 e os 21 anos, os jovens tentam formular seus próprios sistemas de crenças e aplicá-
los até os 28 anos.
Aos 28 anos, reintroduzem alguns princípios dos pais que agora parecem ter alguma relevância,
combinando-os com seus próprios sistemas de crenças.

Anatomia da Cura 34 Christine R. Page


No entanto, muita gente passa sossegadamente pelos anos de rebeldia da adolescência, para
acabar vendo-os surgir aos 40 ou aos 50 anos.
Os penteados e cortes de cabelos mudam (embora agora os cabelos talvez sejam muito poucos),
os guarda-roupas são remodelados e pode haver troca de par amoroso ou de emprego.
Em termos astrológicos, essas mudanças acompanham os ciclos de sete anos do planeta
Saturno, que é o planeta ligado ao poder de restringir e, por isso mesmo, à capacidade de aprender.
Podemos dizer que, nessa época, recebemos todas aquelas coisas que nos detém e verificamos se
estamos prontos ou não para mudar e nos liberar.

Começar do zero
Estabelecer novos parâmetros a partir dos quais trabalhar pode muitas vezes ser assustador, pois
tudo quanto foi "comprovado pelo tempo" parece familiar e cômodo.
É freqüente haver medo de "ver" o que está por trás do conselheiro, principalmente quando este é
o pai ou a mãe. Também pode haver medo do fracasso e de confiar nos próprios instintos recém-
descobertos.
As palavras, "Eu bem que avisei" ou "Depois não diga que não avisei" não ajudam quando
estamos tomando decisões sozinhos.
Quando o sistema de crenças envolve mensagens repetidas sobre a auto-estima, pode ser muito
difícil começar a desenvolver o senso de identidade e autovalorização.
O único papel que resta a um indivíduo nessas circunstâncias é acreditar que tudo quanto lhe
acontece é culpa sua e que ele nunca vai conseguir nada que tentar obter.
Quando começam a desenvolver um grau modesto de auto-estima, podem até se sentir culpados
por negar aquilo em que acreditaram durante tanto tempo.
Podem tornar-se a vítima e o algoz ao mesmo tempo, e o crescimento estaciona.
Na verdade, são os únicos a ter a chave que pode abrir a porta de sua prisão... muitos podem
oferecer apoio, mas a "vítima" precisa abrir a porta para permitir que os amigos entrem.
Tudo requer tempo e uma das maneiras de sabotar qualquer movimento para a frente é
estabelecer metas altas demais e, assim, realizar a crença subconsciente de que nada é possível.
Seja qual for o motivo, costuma ser muito difícil mudar o "disco" ou sistema de crenças arquivado
no banco de dados da memória e substituí-lo por outro.
Mas, quando chega o momento certo, a mudança acontece de acordo com a Lei da Harmonia e
do Equilíbrio, e lá vamos nós, de boa vontade ou esperneando e gritando!
Eu poderia citar um monte de gente nos seus 50 ou 60 anos, homens e mulheres, cujos atos
ainda são governados pelos sistemas de crenças de seus pais.
Como devem agir, o que devem usar, quanto devem se esforçar no trabalho, o que devem ler, o
que devem comer.
Todos conselhos bons e sensatos em sua época, mas que talvez não sejam apropriados agora.
Sempre que ouço as palavras "voce tem de fazer isso, é obrigado a fazer aquilo", sei que estou
diante de um problema.
Que puxa uma pergunta:
- Quem disse?
Raramente a resposta é "Eu."

Por exemplo:
Anatomia da Cura 35 Christine R. Page
Maria era uma mulher bem sucedida, estava com 55 anos e era perfeccionista. Trabalhava o dia
inteiro e depois se perguntava por que a cabeça não parava e não a deixava dormir.
Conversamos sobre relaxamento e lazer e ela disse que não eram atividades que fizessem parte
de sua rotina, pois significavam a perda de um tempo precioso.
Perguntei-lhe qual a origem dessa rigorosa ética profissional e ela me contou que a mãe sempre
lhe dissera que nunca conseguiria nada e nunca seria alguém.
Durante os últimos 50 anos, ela tinha tentado provar que a mãe estava errada.
Não era capaz de olhar para suas conquistas e se dar os parabéns... ainda procurava obter a
aprovação da mãe.
Em épocas de mudança, é absolutamente válido voltar a hábitos antigos de comportamento
durante curtos períodos de tempo até os novos paradigmas já estarem bem "adaptados" e os antigos
sistemas de crenças não combinarem mais com a nova imagem.
Deepak Chopra, em seu livro Quantum Healing, afirma que é muito difícil mudar velhos hábitos de
uma vida inteira... não é impossível, mas requer um "salto quântico" mental, que significa soltar-se e
confiar.

Leis e Regras

As leis do universo e da terra em que vivemos existem para evitar o caos e proporcionar
segurança.
Mas as regras e os sistemas de crenças precisam ser avaliados de tempos em tempos para
verificarmos se ainda estão harmônicos com a sabedoria do eu superior.
Essa sabedoria surge do desenvolvimento da intuição e reflete aquilo que é bom não só para o
indivíduo, mas também para a humanidade como um todo.

3 – A ENERGIA DOS CORPOS SUTIS...


continuação

O corpo astral

Esse corpo está ligado à expressão dos impulsos ou desejos da pessoa sob a forma de
"emoções".
No homem espiritual, esses desejos derivam da alma- e entram no corpo etérico através do
chakra do coração. No entanto, quando não existe uma ligação sólida com a alma, a energia desce até
o plexo solar, onde se expressa como desejos da personalidade.
A energia do corpo astral segue a Lei da Atração que revela, por meio das emoções, que
atrairemos para nós tudo quanto é necessário para o desenvolvimento da alma.
Desse modo, as emoções produzem tanto os atores quanto o palco, levando à transformação do
impulso em ação.

Uma analogia

Anatomia da Cura 36 Christine R. Page


O desejo que uma planta tem de disseminar seu pólen leva à criação de pétalas de uma certa cor e
à liberação de um certo perfume no ar.
Os insetos, atraídos pela cor e pelo perfume, vem se alimentar de néctar. Enquanto estão em
contato com a planta, o pólen adere às patinhas do inseto. Desse modo, o pólen é transportado para
outra planta, onde a fertilização acontece.
Assim, a sobrevivência da planta é assegurada e seu desejo realizado.
Da mesma forma, somos os criadores de nosso próprio mundo para podermos crescer e expandir o
alcance de nossa existência.
Tudo quanto sentimos ou experimentamos foi criado com um determinado objetivo em nossa vida,
seja num plano pessoal, seja como um membro da espécie humana, ou um habitante deste planeta.
O impulso de nosso mundo interior reflete-se na existência de nosso mundo exterior.

Por exemplo:
Quando nos sentimos alegres ao acordar, vestimo-nos e agimos de acordo com esse impulso
interior.
Durante o dia, percebo que a maioria das pessoas que encontro sorriem para mim ou me dirigem
palavras amáveis que aumentam os sentimentos positivos que estou tendo por mim.
No entanto, quando me sinto infeliz e acho que o mundo está contra mim, não há dúvida de que
vou encontrar muita gente que vai reforçar meus próprios sentimentos de insegurança.

A transformação do pensamento em ação


As emoções são voltadas para fora; emoção é colocar essa energia (e) ou impulso em
movimento.
O que conseguimos usando as diferentes energias vibratórias dos cinco elementos (terra, ar, fogo,
água e éter) para manifestar o impulso no mundo físico.

ÉTER

FOGO

PENSAMENTO EMOÇÕES AR AÇÃO

ÁGUA

TERRA

PENSAMENTO EMOÇÕES 5 ELEMENTOS AÇÃO

ATRAÇÃO

FORMA SENTIMENTOS 5 SENTIDOS RESPOSTA

Esse impulso manifesto vai então atrair uma determinada resposta que é reconhecida pelos cinco
sentidos e gravada na memória no interior do corpo astral para fornecer uma expressão da mensagem
sob a forma de "sentimentos".

Anatomia da Cura 37 Christine R. Page


Os sentimentos são voltados para dentro; são um reflexo da situação.
Por meio do corpo mental, os sentimentos tomam forma e são comparados ao impulso original.
Portanto, o corpo astral é a sede tanto dos sentimentos quanto das emoções; poderíamos dizer
que aquilo que é expresso pelas emoções é gravado pelos sentimentos.
Quando o impulso e a resposta se encaixam perfeitamente um no outro, a harmonia é gravada e a
consciência da alma se expande.

Uma analogia:
Um ator representa seu papel e, no fim, recebe aplausos, muitos aplausos. Ele vê rostos
sorridentes e escuta as palmas e, ao comparar esses impulsos sensoriais com aqueles armazenados
no banco de dados da memória, percebe que representou bem.
Isso significa que ele cumpriu o contrato firmado ao aceitar o papel, e alcança uma sensação de
harmonia.
Mas quando a comparação entre expectativa e resultado não mostra coincidência, isto é, quando
o ator não recebe aplausos ou não se sente satisfeito com seu desempenho, então o que fica registrado
é desarmonia e o processo será repetido, com alterações na forma de expressão, até ele obter
harmonia.

Portanto, as emoções são mais que apenas as expressões verbais de raiva, alegria e tristeza;
também incluem o gesto, a roupa e a atitude da pessoa.

A "cor" das emoções

A cor é uma importantíssima forma de expressão e, por isso, uma força de atração. As cores que
usamos acrescentam mais uma dimensão à atmosfera que envolve a pessoa.

Anatomia da Cura 38 Christine R. Page


Por exemplo:
A moça de preto talvez queira parecer misteriosa... ou pode estar de luto.
A mulher de calças compridas vermelhas tem muita energia contida e ninguém deve ficar em seu
caminho!
O homem de gravata amarela sente-se vibrante e cheio de idéias novas.
As cores que escolhemos para usar ou com as quais nos rodeamos em nosso lar refletem as
cores que precisamos para o desenvolvimento da alma e que podem estar ausentes de nossa aura
(também podem ser as únicas roupas limpas de que dispomos no momento!).
Independentemente da cor, o sentido da visão também registra expressões não-verbais, que
podem ser um método muito importante de transmitir mensagens. Um sorriso, uma gargalhada, um
erguer de sobrancelha podem substituir livros inteiros.
O tom de voz, as inflexões da fala, o uso de gestos, tudo isso pode dar ao ouvinte um grande
número de informações relativas ao estado de espírito de quem fala.

O vínculo entre a memória, os sentidos e os sentimentos


A estimulação dos sentidos leva muitas vezes ao reconhecimento de uma emoção que está
arquivada no banco de dados da memória.

Por exemplo:

O perfume das flores de verão pode nos levar de volta à infância e nos lembra de épocas felizes e
despreocupadas.
Inversamente, o cheiro do éter talvez nunca deixe de evocar o medo do desconhecido e do
isolamento.
O cheiro é registrado no sistema límbico do cérebro, que é a sede de nossas emoções.
Da mesma forma, quando os outros sentidos, como a audição, o tato e o gosto são estimulados,
podem trazer à tona lembranças há muito enterradas e esquecidas.

Por exemplo:
Paredes brancas podem lembrar uma pessoa da época em que, aos três anos, ela foi
"abandonada" pelos pais e deixada nas mãos de gente usando roupa branca, vivendo em cômodos
brancos e estéreis... ouvindo dizer que seus pais "deram só uma saidinha".
Essa criança e depois o adulto aprende a desconfiar das palavras dos outros, principalmente dos
que usam casacos e aventais brancos.
Uma lembrança desse tipo pode muito bem influenciar a capacidade do indivíduo entrar
novamente num hospital ou procurar um tratamento médico ortodoxo, a despeito de sinais e sintomas
sérios.
É preciso lembrar, então, que a memória é apenas um guia e não a lei e que precisa ser
atualizada com informações relevantes. Como já disse antes, alterar a memória das células não é fácil e
requer muita coragem e perseverança.
Quanto maior o contato com a alma, tanto mais fácil é ver as coisas em perspectiva, assim como
mudar o "disco" que esteve tocando durante anos, substituindo-o por outro mais sintonizado com a
identidade do eu interior.

Anatomia da Cura 39 Christine R. Page


As emoções são uma parte necessária da vida
As emoções não podem ser definidas como "boas ou más". Seria como dizer que a noite é ruim e
o dia é bom... o que certamente não seria verdade, pois há muita gente que conta com as horas da
noite para trabalhar.
Elas são uma forma de expressão que só é relevante para a situação determinada em que se
encontram.
Raiva, tristeza, ressentimento, ciúme fazem todos parte da natureza humana. Fazem parte da
pessoa que somos.
O importante é que as emoções não governem a vida da pessoa, quer sejam expressas ou
reprimidas.
Muitos homens e mulheres vivem a partir do corpo astral e nunca alcançam nada mais elevado.

Os problemas básicos dessa área são:


a) Identificação exagerada com as emoções.
b) Identificação insuficiente ou repressão das emoções.
c) Identificação com os desejos da personalidade, e não com os desejos da alma.

Vamos discutir um de cada vez:

a) Identificação exagerada com as emoções.

Algumas pessoas são consideradas ou se consideram "emotivas". Em geral, isso significa que é
fácil levá-las às lágrimas, embora outras emoções possam ser igualmente evidentes, como raiva,
tristeza, felicidade, ciúme ou ressentimento.
Quando questionadas sobre seu estado de saúde, respondem:
- Estou deprimido, estou feliz, estou com raiva, estou ressentido.
Uma afirmação dessas, quando repetida muitas vezes, começa a criar uma identidade, em vez de
ser apenas um estado emocional daquele momento.
- Sou depressivo, sou uma pessoa ansiosa, sou irritadiço.
Seria mais acurado dizer, "Neste momento estou com raiva" etc.
As emoções e os sentimentos existem para ser registrados, quer expressos externa ou
internamente e depois usados com objetivos de aprendizado e compreensão da alma.
Depois de registrados, devem ser abandonados, exatamente como trocamos de roupa para
representar uma determinada situação.
Se eu sentir raiva... registro a raiva e depois digo a mim mesmo: "Minha raiva representa um
bloqueio de energia que precisa ser liberado. O que eu POSSO fazer para mudar a situação?" Essa
mudança pode ser física ou resultar numa alteração em minha forma de ver uma certa experiencia.
Muitas vezes, essa consciência só vem quando saímos do papel do ator e assumimos o papel do
público, permitindo que a mente alcance um estado de paz do qual surge a resposta.
Fisicamente, pode não haver uma solução fácil... o luto é um processo natural de "perda" e requer
tempo... mas pode chegar um momento em que o luto se transforma em autopiedade. Esse estado é
nocivo tanto para a "vítima" quanto para os que a cercam.

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Em outros casos, pode ser necessário fazer um acordo com a situação e aceitar que "é assim que
as coisas são" e essa aceitação libera o indivíduo para seguir em frente mesmo que, no início, seus
passos sejam hesitantes.
Já vi muitos casos em que a expressão exagerada das emoções esconde medo ou resistência
em sair de um ponto "comprovado pela experiência"... essas pessoas estão presas na rotina e isso
pode ser visto fisicamente em doenças onde há imobilidade, como a osteoartrite e algumas doenças
neurológicas.
- Estou ocupado demais com minhas emoções para pensar em mudar!
Mesmo alguém que está permanentemente "feliz" pode estar evitando olhar muito fundo dentro
de si por medo de encontrar sua sombra.
Essa identificação exagerada revela os dois aspectos da polaridade... o fluxo excessivo de
emoções para o mundo exterior reflete a repressão interior do movimento para a frente ao longo do
caminho espiritual.
Por fim, a Lei da Harmonia e do Equilíbrio vai criar uma situação onde a mudança vai ter de
ocorrer.
Isso pode acontecer através de alterações da saúde física, mas é mais comum através da
necessidade de liberar as próprias emoções a fim de ajudar os outros.
Muita gente bem intencionada luta para arrancar um amigo, par amoroso, parente ou cliente de
seu estado "emotivo", seja raiva, depressão, ciúme ou até uma felicidade imprópria.
Quanto mais o "salvador" puxa de um lado, tanto maior a resistência à mudança. Às vezes, a
pessoa que quer ajudar transforma-se em vítima, apanhada na rede criada pela vítima original que
agora é o "algoz", levando à estagnação do movimento de ambos.
Em outros momentos, o salvador desiste repugnado, o que revela o motivo oculto da tentativa
abortada que é mudar a outra pessoa em vez de considerar a própria necessidade de mudança.
Não mudamos os outros, nem os carregamos ao longo de seu caminho, nem do nosso. Tudo
quanto podemos fazer é oferecer apoio, que pode ser aceito pelo livre-arbítrio do outro.
Muita gente fica muito satisfeita quando está deprimida. Florescem no meio de seu sofrimento e
adoram reviver ressentimentos antigos e abrir velhas feridas. Assim como algumas pessoas são
dependentes de cigarros e álcool, essas pessoas dependem de suas emoções.
Ao usar os princípios da dualidade, aqueles que querem ajudar essas "vítimas" precisam
estimular a área da vida que está carente, em vez de tentar desencorajar suas emoções, sem as quais
se sentiriam absolutamente inseguras.

Uma analogia

Quando voce quer convencer um bebê que está aprendendo a andar a largar a chupeta, é melhor
oferecer algo que pareça mais atraente em vez de censurar a criança por seus hábitos "infantis e
vergonhosos"!

b) Identificação insuficiente ou repressão das emoções.


O extremo oposto é o repressor de emoções.
Esse tipo de pessoa sempre começa a conversa dizendo, "Eu penso que...", em vez de "Eu sinto
que..."
Respondem suas perguntas de forma clara e exata, embora nunca mencionem um sentimento.
Lidam com fatos e com a lógica e podem até desprezar ou criticar os que são "emotivos demais".
Em muitos casos, as emoções foram reprimidas devido a suas reações a experiências anteriores
que podem ter acontecido nos primeiros sete anos de vida, no parto, no período pré-natal (na barriga da
mãe) ou durante os primeiros tempos nesta terra.

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Por exemplo:

Uma criança criada numa família onde há raiva e violência pode aprender a reprimir suas próprias
emoções.
Inversamente, uma criança pode ser criada numa família onde ninguém expressa emoções... não
que não se gostem, mas parece não haver necessidade de partilhar sentimentos.
Quando lhes perguntam, "O que deixa você irritado?", a resposta que se segue em geral é
"Nada."
Mas se a pergunta for modificada para, "Você alguma vez já se sentiu irritado por dentro?", a
resposta costuma ser "Sim."
Em geral, esses repressores gostam de "panos quentes"; evitam o conflito sempre que possível.
São os "ouvintes": todos lhes contam seus problemas... mas eles raramente contam os seus.
Podem se sentir ressentidos, mas raramente se queixam, pois agora tem medo de liberar a
própria raiva caso não consigam controlar a situação.
Em termos físicos, essa raiva pode ficar enterrada na área do fígado e, segundo a visão da
acupuntura, criar problemas ao longo do meridiano do fígado.
Em outros casos, o choro pode ser a expressão reprimida, pois é visto como sinal de fraqueza. A
mensagem era "ser forte" numa situação onde a criança teve de aprender ainda muito pequena a ser
independente e corajosa.
O choro, assim como a raiva usada apropriadamente, é uma liberação natural de energia...
ambos fazem parte do processo de luto, que permite ao indivíduo "soltar-se" de uma situação que
terminou e abrir espaço para novas experiências.
As lágrimas represadas aparecem no corpo físico como excesso de líquido, como o catarro que
pinga garganta abaixo, ou em inchaços nas extremidades.
Outros tem medo de perder o controle da situação caso fiquem muito emotivos. As emoções
transformam-se na sombra que deve ser negada tanto quanto possível.
Mas aquilo que não se expressa externamente vai precisar, de acordo com Lei Universal da
Harmonia e do Equilíbrio, expressar-se internamente para restaurar a harmonia.
Por isso existem tantos casos de erupções cutâneas (irritação não expressa), asma (fala não
expressa), diarréia (medo não expresso), intolerância à gordura (raiva não expressa) e muitos outros
problemas. Eles confirmam que grande parte dos problemas de saúde só estão refletindo uma
obstrução oculta ao fluxo normal da vida.
A alma sempre vai tentar encontrar um forma de aliviar o sistema do excesso de energia, seja
através do corpo físico, seja através de circunstâncias externas.

Por exemplo:

Você detesta seu emprego. É tedioso e isso leva à frustração. Você fica irritado com as pessoas
que o cercam, mas não tem coragem de procurar outro emprego.
De repente, voce fica redundante. Está com raiva da empresa que o empregou e aí, fica
deprimido enquanto os dias em casa se arrastam como semanas.
Em desespero, você começa a vasculhar seu guarda-louças e encontra uma obra de arte da qual
gostou no passado mas que, devido à pressão do trabalho, acabou deixando de lado.
Logo você percebe que se trata mais do que um simples hobby e resolve montar seu próprio
negócio, vendendo suas criações.
A energia da raiva transformou-se em algo criativo e agora pode ser usada para o
desenvolvimento da alma.
Depois da percepção do bloqueio energético, este pode ser dissolvido consciente e suavemente,
sem a necessidade de uma doença física, de mudanças externas ou de uma experiência catártica.
A energia estática leva à doença.

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A consciência leva à liberdade.

Choque

Em alguns casos, a força do sentimento despertado em resposta à ação é tão grande que o
indivíduo é esmagado pela experiência.
Em termos físicos, um choque desses leva a um estado de desmaio ou inconsciência que
desconecta a mente consciente da sensação de dor.
Como médica de formação ortodoxa, posso conseguir o mesmo resultado, isto é, desconectar
usando anestesia e, se eu precisar que o paciente fique consciente, só lhe dou uma anestesia local.
Seu efeito é perda de sensibilidade ou entorpecimento, e perda de movimento ou rigidez. Mas agora
está comprovado que, embora a dor não seja sentida conscientemente, fica gravada no subconsciente.
Essa "dor", quer emocional, quer física, pode ser carregada durante a vida inteira e até mesmo
levada para outra vida.
Acredito que o resultado dessas emoções suprimidas manifesta-se como problemas físicos nos
casos em que há dor, entorpecimento, rigidez ou perda de movimento inexplicáveis.
Esses pacientes podem precisar da ajuda de psicoterapeutas bem formados para liberar a
emoção trancada a sete chaves e trazer os sentimentos e sensações do corpo astral para o corpo
mental e, de lá, para o plano da alma, onde é possível chegar a uma solução.
No plano da alma, o indivíduo pode ver a "experiência de choque" tal como é... um processo de
aprendizagem, mesmo que doloroso, no caminho da expansão da alma, e então pode liberar a energia
que ficou bloqueada durante tanto tempo.

A pessoa que não sabe se expressar direito

Lembro-me de perguntar a uma de minhas pacientes, que se queixava de dores na região do


estômago:
- Voce expressa sua raiva?
- Sim, o tempo todo; sou insuportável no trabalho e minha família teve de aprender a se desviar
dos pratos voando pela sala!
- E quanto à sua mãe, voce manifesta sua raiva dela?
- Oh, não, isso só iria aborrecê-la. Apesar disso, é ela quem me faz sentir raiva. Em vez de me
voltar contra ela, volto-me contra todos os outros.
Talvez seja verdade que a mãe não conseguisse entender o súbito ataque de raiva dirigido contra
ela, mas a mensagem por trás dessa situação é que é a filha quem tem de mudar, não a mãe.
A filha descreveu a mãe como uma criatura perfeccionista, para quem você nunca faz nada certo.
Apesar disso, a filha ainda a visita com a esperança subconsciente de que, mais dia, menos dia, vai
conseguir aprovação da mãe e, com isso, o seu amor.
- Ela me deixa louca de raiva.
Ou, o que seria mais apropriado:
- Fico morrendo de raiva de mim mesma por permitir que ela governe a minha vida.
A raiva é o fogo das emoções; é a força que nos ajuda a ir em frente. A raiva diz: "Você precisa
fazer alguma coisa com essa situação."
Nesse caso específico, a filha viu que sua necessidade de aprovação por parte da mãe estava
obsoleta e que agora ela tinha idade suficiente para elogiar a si mesma.
Com esse insight, a atitude da filha em relação à mãe mudou. Ela via a mãe como alguém que
não chegara a se realizar na vida e, por isso, achava difícil elogiar os outros.
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À medida que os sentimentos de auto-estima da filha foram aumentando, as dores de estômago
foram desaparecendo, o que lhe possibilitou elogiar a mãe e, assim melhorar a relação entre elas.
Outros exemplos de expressão imprópria são vistos quando um marido grita com a mulher que
está de cama, doente.
Nesse caso, não é raro descobrir que o marido não está com raiva, mas com medo. Precisa da
mulher para se sentir forte e não suporta a idéia de que talvez tenha de enfrentar uma situação difícil
sozinho.
Acho triste que ainda hoje, com a idade que temos, sejamos obrigados a esconder nossos
verdadeiros sentimentos, em vez de mostrar nossos temores e ansiedades.
Um outro grupo de indivíduos a ser mencionado é o daqueles criados numa família insegura ou
com disfunções sérias, onde há mudanças imprevisíveis de humor por parte dos pais ou responsáveis,
o que pode resultar em alguma forma de vício ou doença crônica, tanto mental quanto física.
Essas crianças aprendem a se tornar camaleões, mudando de cara, de roupa e de emoções para
se harmonizar com o estado de espírito dos outros. Dessa forma ficam despersonalizadas, muitas
vezes adotando uma perspectiva adulta a fim de sobreviver, e às vezes até assumem o papel de pais
dos pais imprevisíveis.
À medida que vão crescendo, perdem-se ainda mais e só reagem ao mundo externo. Isso leva a
uma insegurança grave e a uma auto-estima precária. São maravilhosas como imitadoras e podem até
assumir o teatro, o cinema ou a televisão como carreira. Tornam-se pessoas que não se expressam
bem, pois seu dom de ler os pensamentos dos outros e reagir de acordo, pode ficar prejudicado pelo
extravasamento de suas próprias emoções reprimidas.
Todos os membros desse grupo, o contrário daqueles que se identificam exageradamente com
suas emoções, precisam ser encorajados a expressar suas emoções, seja verbalmente, fisicamente,
escrevendo, representando ou através de qualquer outra forma de criatividade.
Mas deve ficar bem claro que essa expressão deve começar com as palavras, "Eu sinto..." e não
"Você me faz sentir..." Ninguém nos faz sentir nada. No fim, consciente ou inconscientemente, a decisão
é nossa.
O principal objetivo desse grupo é descobrir que as emoções podem e devem ser expressas de
forma livre e apropriada, e depois liberadas. Qualquer reação das pessoas próximas é propriedade
dessas pessoas que estão reagindo, não daquela que está se expressando.
Quando a pessoa que se expressa resolve levar em conta a reação das outras, deve lembrar-se
que é uma opção sua. Muitas crianças aprendem a reprimir suas emoções quando sua expressão leva
a um dilúvio de reações negativas.

Por exemplo:
- Não chore... faz a mamãe ficar com dor de cabeça.
- Não chore/não fique com raiva... isso me aborrece.
- Por que você sempre tem de fazer o papai ficar com raiva de você?
- Por favor, faça a mamãe feliz e fique quieto.
- Você não se importa com o fato de seu comportamento me irritar.

Isso é chantagem emocional e pode governar a vida de uma pessoa durante muito tempo. Para
muitos, o desejo de agradar e de ser amado invalida todo e qualquer pensamento racional.
Essas reações ameaçam a paz e a tranqüilidade do mundo externo e vale a pena mantê-las
apesar do turbilhão interno. Todos nós precisamos ter controle de nossas emoções e vê-las como
mensageiros, e não como governantes ou carcereiros.

c) Identificação com os desejos da personalidade, e não com os desejos da alma.

Este é o problema mais comum.

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Os dois primeiros exemplos descrevem a expressão dos dois pólos da existência em torno de um
tema comum; a expressão exagerada ou insuficiente das emoções leva à obstrução, muitas vezes por
causa do medo, ao longo do caminho.
O terceiro problema relaciona-se ao registro do sentimento pelo corpo mental, mas que não
consegue passar a mensagem para a alma a fim de conseguir uma visão objetiva da situação.
O resultado desse "curto circuito" é que os novos impulsos não vem da alma, e sim da
personalidade, cujos desejos ou impulsos se baseiam nos sistemas de crenças com origem em
experiências passadas.
DESEJOS / IMPULSOS DA ALMA

EXPRESSÃO EXAGERADA SUPRESSÃO


DAS EMOÇÕES DAS EMOÇÕES

DESEJOS / IMPULSOS DA PERSONALIDADE

Por exemplo:

Acredito ou penso que sou feliz. Visto-me com cores vivas e saio para o mundo sentindo-me feliz;
sorrio e tenho algo de dança no meu andar. Expresso felicidade.
No entanto, apesar de minha aparência, a primeira pessoa para quem sorrio teve uma noite ruim,
está com uma aparência horrível e sente-se péssima.
Devido à falta de uma sensação profunda de contentamento, imediatamente tomo a reação do
outro a nível pessoal e, a despeito de toda a felicidade que sentia quando saí de manhã, agora estou
péssima.
Na manhã seguinte, saio me sentindo péssima. Nove pessoas entretanto me dizem que estou
com uma aparência maravilhosa. A décima diz: "Você não parece feliz."
Finalmente alguém fala a verdade!
- Estou péssima... - e, de certa forma, isso acaba me deixando feliz!
Esses conceitos relativos a como nos sentimos, muitas vezes estão profundamente enterrados
desde tenra idade. Por isso, nossa reação a cada situação nova já pode estar influenciada pela
lembrança de experiências anteriores:

- Você nunca vai conseguir nada na vida.


- Pare de ler e faça alguma coisa útil.
- Fique quieto... o que equivale a "Não exista."
- Não questione.
- Se você está em segundo lugar, por que não está no primeiro?
- Você está destinado a fracassar, como sempre.
- Seu pai e eu nunca quisemos outros filhos.

Como é difícil superar essa oposição profunda e começar a acreditar em si mesmo... Para piorar
os problemas, a Lei da Atração afirma que sempre atraímos para nós aquilo que projetamos.
Sinto-me infeliz... vou atrair infelicidade.
Sinto-me feliz... vou atrair felicidade.
Aos olhos da alma, não existe fracasso, só movimento. Mas, na personalidade, deparamo-nos
com os dois pólos da existência.
Sucesso ou fracasso.

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Expressar suas necessidades ou ficar quieto.
Alegria ou tristeza.
Ser ativo ou preguiçoso.
Quando não dou valor a mim mesmo, continuo encontrando pessoas que vão me lembrar que
"não presto".
Quando me sinto inseguro, continuo encontrando pessoas que também são inseguras e estão à
procura de alguém que tenha menos auto-confiança ainda para se sentirem bem.
Somos realmente os criadores de nossas próprias ilusões.
Ficamos presos numa forma de agir cheia de sedução com base em nossas reações.
Há uma alternativa: erguer os olhos para o lugar onde está a alma, que não julga e oferece um
amor incondicional.
Aqui podemos dizer: "Posso não ser perfeito, mas sou aceito assim mesmo."
Aqui podemos aprender a evitar determinadas situações e entender que os outros também tem
problemas. Podemos permitir que expressem suas emoções sem nos envolvermos pessoalmente.
Aqui podemos ver que é bom expressar as emoções de tristeza e de alegria, estarmos atarefados
e relaxar, conversar e ficar em silêncio. Todas essas expressões são aspectos do organismo complexo
e belo chamado homem.
Afastar-se dos desejos da personalidade requer que o indivíduo se torne consciente de sua
própria intuição e adquira confiança em sua capacidade de orientá-lo em áreas onde há espaço para a
expansão e a consciência.
Aprender a confiar na própria intuição pode levar tempo mas, no fim, sua sabedoria é vista como
algo mais confiável do que dar ouvidos ao julgamento dos outros.
A crítica construtiva sempre vai tocar uma corda em sua verdade interior.

Uma analogia

Estou percorrendo a estrada de minha vida quando me deparo com um belo cavalo em meu
caminho. Monto o cavalo e lentamente ele começa a andar.
Inicialmente fico deliciada com a sensação do vento no rosto, mas o cavalo passa a galopar mais
rápido e eu começo a me sentir insegura. Procuro diminuir sua velocidade puxando as rédeas, mas ele
não responde. Começo a gritar pedindo ajuda.
A velocidade -do cavalo é tão grande agora que não consigo mais distinguir as estruturas
individuais na paisagem a minha volta, e fico completamente desorientada.
Naquele momento, alguém grita, "Pula!" Mas o medo que acompanha essa idéia me faz agarrar-
me ainda mais a ele.
Por fim, fico tão zonza que posso sentir as mãos que seguram as rédeas se soltarem, e eu caio
inconsciente do cavalo no chão macio.
Quando volto a mim, olho ao meu redor e vejo, para meu grande espanto, que meu belo cavalo é
somente parte de uma miragem.
Tinha sido tudo ilusão. Manter-me em cima do cavalo só me faria continuar girando em círculos.
Quanto mais rápido o animal se movia, tanto mais assustada, desorientada e descontrolada eu ficava.
Cair do cavalo, por mais assustador que fosse no momento, levou à reafirmação do controle e da
liberdade de ir em frente de novo.
Desorientação significa literalmente "afastar-se do Oriente". Segundo os ensinamentos dos índios
nativos dos Estados Unidos, o Oriente é onde o mundo se ilumina. A reorientação leva ao realinhamento
com nossa fonte de inspiração que é a alma.

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Às vezes, a única forma de sair de uma situação estática para a liberdade e o movimento é com
uma reviravolta completa da estrutura original, o que permite que outra se forme sob a orientação da
energia inspiradora.
Nada está desgastado ou perdido para sempre; às vezes é bom olhar para as coisas sob um
outro ângulo.
Não somos nossas emoções, assim como não somos nossas posses materiais, nem nossos
sistemas de crenças. Usamos nossas emoções para expressar a energia da alma e, com isso,
podermos crescer.

O corpo etérico
A principal função do corpo etérico é ligar o corpo físico às energias provenientes do corpo astral,
do corpo mental e do eu superior.
Essas fontes às vezes são chamadas de "força vital", pois animam todos os seres vivos, sejam
eles humanos, vegetais ou planetários.
A vitalização do corpo físico pelo corpo etérico ocorre principalmente através de sua
contrapartida, o sistema nervoso e, em particular, através do sistema nervoso autônomo.
O corpo etérico é descrito como uma rede complexa de linhas de transmissão ou "nadis", que
percorrem todo o corpo físico de uma forma semelhante a fibras nervosas, artérias ou veias. Toda célula
é tocada e vitalizada por essa força energética.
Dessa forma, o corpo etérico também age como uma planta de engenharia para a construção do
corpo físico; a força da energia emitida e sua freqüência vibratória determinam a formação celular
necessária para criar os órgãos e os sistemas.

EU SUPERIOR

EU INFERIOR

CORPO ETÉRICO

CORPO FÍSICO

Uma analogia

Se eu acendesse uma luz na escuridão lá de fora, depois de algum tempo as mariposas se


aglomerariam em torno dela até que tudo quanto poderia ser visto seria um amontoado de mariposas.
Se não soubéssemos de nada disso, poderíamos pensar que não havia luz alguma, só aquela
bola de "mariposas".
Ao desligar a luz, as mariposas se dispersam e não resta mais nada.
Essa analogia é um símbolo do efeito do corpo etérico sobre o corpo físico. Quando a "força" está
ativa, a experiência é de vida. Quando a força é desligada, a experiência é de morte.
Como já disse, o corpo etérico também liga o indivíduo à força eletromagnética que emana do
corpo etérico de todos os seres vivos. Dessa forma, é criada uma rede que se estende por todo o
planeta e até mesmo o universo.
Poderíamos dizer que o corpo etérico liga toda a matéria que existe, ao passo que o corpo
anímico liga todo o espírito.
Nos últimos anos, a tecnologia avançou numa velocidade tremenda, levando ao uso generalizado
de aparelhos elétricos e computadorizados em nossas casas e locais de trabalho. Para algumas
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pessoas, essa energia eletromagnética, com seus íons positivos, está criando desarmonia em seus
corpos etéricos, causando doenças, principalmente no sistema nervoso.
Essa sensibilidade a campos eletromagnéticos depende do estado dos outros corpos no
momento, mas acredito que é preciso tomar mais cuidado ao difundir a energia desses íons positivos a
fim de reduzir o número crescente de doenças que agora afetam o sistema nervoso.

O corpo físico
A divisão do átomo revelou que, por trás da estrutura aparentemente sólida havia uma interação
dinâmica de partículas elétricas, todas expressando diferentes aspectos do campo energético.
Com esse conhecimento, o corpo físico não pode mais ser visto como uma forma sólida, estática;
tem de ser visto como uma massa complexa e sincronizada de partículas de energia em movimento,
cada uma delas dando forma à composição do corpo, tal como expressa pela presença de células e
órgãos.
Em termos do homem espiritual, o corpo físico é um produto e um veículo da energia combinada
de outros corpos.
Possui um grande número de capacidades maravilhosas, como flexibilidade, agilidade,
criatividade, regeneração, transformação, sensibilidade extrema e um sistema de comunicações muito
eficiente.
Conta com uma nutrição ótima, não apenas em termos da comida ingerida e do ar respirado, mas
também de insumos "inteligentes" de mentes inferiores e superiores.
O surgimento de doenças no corpo físico em geral significa desarmonia num nível mais profundo.
Idealmente, é preferível restaurar o equilíbrio no nível mais profundo possível e depois erradicar a
doença do corpo físico. Mas, às vezes, as mudanças físicas são irreversíveis e é absolutamente
necessário fazer os ajustes nos níveis mais profundos para acomodar a mudança.

Uma analogia

A função de um carro não depende da forma externa, e sim do funcionamento interno do motor e
das atividades da pessoa no lugar do motorista.
Quando um fio se solta e um dos faróis não acende, um proprietário sensato vai procurar a ajuda
de um especialista que vai detectar o problema e reconectar o fio.
Mas, quando o dono do carro não procura ajuda, ou ela não está à sua disposição, ele não vai
poder viajar com segurança à noite, o que vai prejudicar seu desempenho.
A incapacidade de notar os primeiros sinais de alarme pode levar à necessidade de manifestação
de sinais mais sérios a fim de chamar a atenção.
O corpo físico emite uma força eletromagnética que pode ser medida e usada como um guia para
avaliação da capacidade de funcionamento do corpo. Essa força é vista na fotografia Kirlian, que tem
sido usada para detectar as áreas de desarmonia no corpo. Essa fotografia também reconhece a
interação sutil de energias entre dois indivíduos que estão em íntimo contato físico, o que é
particularmente relevante nas artes curativas, onde as energias do terapeuta vão influenciar
inevitavelmente a saúde de seus clientes.
Muito trabalho está sendo feito agora para qualificar os terapeutas no sentido de detectar as
energias que emanam dos outros corpos.
O corpo físico é o templo sagrado da alma; sem ele, nossa jornada nessa Terra acaba. Portanto,
deve ser tratado com o respeito que todo objeto sagrado merece. Dizem que o coração tem capacidade
para viver 400 anos; o homem o destrói em 40.
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Sinto tristeza quando vejo o corpo físico ser usado para carregar não só todas as coisas boas da
vida, mas também nosso ódio, amargura, ressentimento e dores. Essas formas de poluição destróem
nosso templo muito mais depressa do que qualquer poluição externa.
Amar esse veículo é o primeiro estágio na direção do amor total e, por conseguinte, da
totalidade.

O corpo causal
Antes da morte, os impulsos das mentes superior e inferior cessam, o que causa a desintegração
do corpo etérico, levando à incapacidade do corpo físico sobreviver.
Os aspectos positivos dos corpos astral e mental que foram desenvolvidos nesta vida formam o
corpo causal. Os aspectos mais negativos de nossa vida são transformados numa energia positiva a ser
usada num outro momento.
A construção do corpo causal leva muitas vidas e, por fim, constitui o templo da alma. Esse vaso
permanente funciona como a contrapartida espiritual da personalidade, conduzindo a alma entre as
diversas vidas na Terra.

A aura
Apesar do fato dos corpos terem sido descritos individualmente, é preciso lembrar que eles são
integrados e que suas energias se entrelaçam.
Essa energia combinada é chamada de "aura".
Um vidente percebe a aura como um manto de cores em movimento que circundam o indivíduo.
As cores vão mostrar uma grande variedade de tons, assim como de graus, de expansão da forma
física.
Quanto maior a harmonia entre os corpos, tanto maior a aura. Antes da morte, a aura diminui de
tamanho, à medida que a força vital abandona o corpo físico.
Subconscientemente, todos percebemos, em graus variados, as auras que emanam das outras
pessoas. Talvez a escolha do lugar para nos sentar ou ficar de pé se deva à percepção de que uma
determinada pessoa tem uma aura "mais brilhante", enquanto a de outra é "mais escura" e menos
acolhedora.
Em vista do fato de que a energia da aura de um terapeuta influencia sua capacidade de curar, é
vitalmente importante que todos os que trabalham na área de saúde trabalhem no sentido de expandir
sua consciência antes de tentar ajudar os outros.

Os quatro elementos e os corpos

O psicólogo Carl Jung falava de quatro funções psicológicas que representavam uma atitude
mental essencial... sensação ou percepção, sentimento, pensamento e intuição.

Elas podem ser equiparadas aos quatro elementos: terra, água, ar e fogo, respectivamente, e
com os quatro corpos, como mostramos abaixo:

SENSAÇÃO, como o tato, o paladar, a visão etc...


CORPO FÍSICO/ETÉRICO
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"Eu sinto..."

SENTIMENTO, como raiva, alegria, tristeza etc...


CORPO ASTRAL
"Eu sinto..."

PENSAMENTO, como análise, lógica...


CORPO MENTAL
"Eu penso..."

INTUIÇÃO, como saber ilimitado...


CORPO ANÍMICO
“Eu sei..."

A maioria das pessoas expressa-se através de uma ou duas características mentais como, por
exemplo, sentimento/sensação, ou sensação/pensamento.
Devíamos funcionar com todas as quatro, pois a supressão de qualquer delas pode levar à sua
manifestação como doença no corpo físico.

Exercícios:

1) Faça uma lista de três ou quatro frases ou provérbios muito citados em sua família e que você
consegue se lembrar desde a infância.

Por exemplo:
"Roupa suja se lava em casa."
"Cabeça desocupada, oficina do diabo."
"Em boca fechada não entra mosca."
“Ande sempre com roupas íntimas limpas; vai que voce sofre um acidente!"
a) Essas frases ainda se aplicam a sua vida?
b) Você transmitiu essas mensagens a seus filhos?
c) Alguma delas já perdeu a importância para você?

Recebemos muitos conselhos sensatos de nossos educadores mas, às vezes, aquilo que é
relevante quando somos crianças deixa de ser necessário mais tarde. O medo costuma ser a pedra no
meio do caminho.
Muitas vezes, rejeitamos os conselhos recebidos na infância e acabamos nos surpreendendo
repetindo as mesmas frases para nossos filhos.
Verifique se seus conselhos são seguidos.

2) Ouça sua própria conversa:


Com que freqüência as palavras "deve, precisa, tem de, é obrigado" são usadas?
Pergunte a si mesmo quem é que está dando as coordenadas: o eu superior ou a personalidade
que ainda pode estar sendo governada pelo passado?

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3) Olhe para as cores que o rodeiam em casa e que estão nas roupas que você usa.
O que estão dizendo àqueles que as veem?
Você está satisfeito com o que elas estão dizendo?
Se não estiver, talvez seja hora de mudar. Nada precipitado, só um movimento numa outra
direção.

4) Ouça novamente sua conversa prestando atenção nos seguintes verbos:


"Eu sinto", "Eu penso", "Eu vejo" e "Eu sei".
Quais são as duas que você tende a usar ao entabular uma conversa?

Por exemplo:
"Eu penso" e "Eu vejo":
Como explicamos no texto, a supressão das outras duas funções pode levar a bloqueios
energéticos que podem se manifestar como doença física.
Tome a decisão de expressar essas funções latentes começando suas frases com "Eu sinto" e
"Eu sei".
É espantosa a transformação do teor de uma conversa só com a alteração das primeiras
palavras.

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4 - OS CHAKRAS

Dentro de cada um dos seis corpos sutis existem sete centros principais de energia ou chakras,
que estão bem alinhados, em termos anatômicos, com a trajetória da medula espinhal.
A energia dos chakras move-se como uma espiral, de forma muito parecida à de um fogo de
artifício.
Os nomes dos principais chakras e sua posição são os seguintes:

CHAKRA: POSIÇÃO
Da COROA: No ALTO da CABEÇA

Anatomia da Cura 51 Christine R. Page


Da SOBRANCELHA (Terceiro Olho): TESTA

Da GARGANTA: GARGANTA

Do CORAÇÃO: CENTRO do PEITO

Do PLEXO SOLAR: EPIGÁSTRIO

Do SACRO: No ABDÔMEN INFERIOR

Da BASE: CÔCIX e SACRO

Há muitos outros centros menos importantes situados, por exemplo, atrás dos joelhos, nas mãos e
nos pés e em volta dos lóbulos das orelhas. Eles oferecem alternativas para um terapeuta se conectar
ao sistema de chakras.
A posição do oitavo chakra varia de acordo com a fonte de referencia. Alguns dizem que é o centro
localizado acima da cabeça e que representa a ligação com o eu superior; é chamado freqüentemente
de "filho da estrela".
Também é possível ver um chakra como uma flor de muitas pétalas, com a posição central ocupada
pela energia da alma contendo suas ligações com o eu superior. Do centro para fora, as pétalas
consistem no corpo mental, corpo astral e corpo etérico.

Anatomia da Cura 52 Christine R. Page