TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 700 Questões do CESPE de Direito Administrativo

1 Conceito, objeto Administrativo e fontes do Direito supremacia do interesse público sobre o privado e a indisponibilidade do interesse público. 7) (Analista do TCE/AC 2007) O regime jurídico de direito público encontra-se fundado nos princípios da prevalência do interesse público sobre o privado e o da indisponibilidade desse interesse público. No entanto, de acordo com uma concepção moderna do direito administrativo, de cunho gerencial, não se pode afirmar que o interesse público se confunde com o do Estado. 8) (Analista do TCE/AC 2007) A natureza da atividade administrativa é a de múnus público para quem a exerce, isto é, a de um encargo de defesa, conservação e aprimoramento dos bens, serviços e interesses da coletividade. 9) (Exame de Ordem OAB 2007.1) exercício do poder sancionador administração pública, No da

1) (Analista do TCE/AC 2007) O Direito Administrativo pode ser conceituado de acordo com vários critérios. Desses, o que prepondera, para a melhor doutrina, é o critério do Poder Executivo, segundo o qual o direito administrativo é o conjunto de regras e princípios jurídicos que disciplina a organização e a atividade desse poder. 2) (Delegado de Polícia Federal 2004) A jurisprudência é fonte do direito administrativo, mas não vincula as decisões administrativas, apesar de o direito administrativo se ressentir de codificação legal. 3) (Analista do TCU 2004) A jurisprudência e os costumes são fontes do direito administrativo, sendo que a primeira ressente-se da falta de caráter vinculante, e a segunda tem sua influência relacionada com a deficiência da legislação. 4) (Analista do TCE/AC 2007) O costume não se confunde com a chamada praxe administrativa. Aquele exige cumulativamente os requisitos objetivo (uso continuado) e subjetivo (convicção generalizada de sua obrigatoriedade), ao passo que nesta ocorre apenas o requisito objetivo. No entanto, ambos não são reconhecidos como fontes formais do direito administrativo, conforme a doutrina majoritária. 2 Regime jurídico-administrativo e princípios do Direito Administrativo 5) (Analista do TCU 2004) A expressão regime jurídico-administrativo, em seu sentido amplo, refere-se tanto aos regimes de direito público e de direito privado a que se submete a administração pública quanto ao regime especial que assegura à administração pública prerrogativas na relação com o administrado. 6) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) A doutrina aponta como princípios do regime jurídico administrativo a

A incide o mesmo princípio da tipicidade estrita aplicável às sanções de natureza penal. B não se admite o exercício da discricionariedade administrativa. C devem ser observados os princípios da ampla defesa prévia e da proporcionalidade na dosimetria da sanção. D as sanções de interdição de estabelecimento, de demolição de obra irregular e de multa pecuniária são dotadas da prerrogativa de autoexecutoriedade direta pela administração sancionadora. 10) (Juiz Substituto TJBA 2005) O Estado somente pode punir agente público (em sentido lato) nas estruturas estatais baseadas na hierarquia entre a autoridade competente para aplicar a punição e os agentes a ela sujeitos, hierarquia que deve abranger, sobretudo, o exercício das funções desses agentes.

11) (Oficial de Chancelaria 2006) Como forma de participação do cidadão na administração pública direta e na indireta, está previsto o acesso a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, desde que observado o

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sigilo quando este for imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. 12) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) O poder normativo originário é aquele cuja competência é outorgada pela Constituição Federal. 13) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) O poder normativo é privativo do chefe do Poder Executivo. 14) (Analista ANATEL 2006) O poder regulamentar não se realiza exclusivamente por meio de decreto do chefe do Poder Executivo. 15) (Juiz Federal 5.ª Região 2006) O poder regulador de certas autarquias especiais, denominadas agências, insere-se no conceito regulamentar previsto na Constituição Federal como atribuição do presidente da República para fiel execução das leis. 16) (Juiz Substituto TJCE 2004) Não obstante a previsão constitucional dos direitos fundamentais, a administração, no exercício de seus poderes, tem o poderdever de limitar a fruição de alguns daqueles direitos, mesmo que, para tanto, não disponha de ordem judicial. 17) (Juiz Substituto TJBA 2005) Em sentido amplo, é juridicamente correto afirmar que o exercício do poder de polícia está associado à atividade do Poder Legislativo e do Poder Executivo. 18) (Juiz Substituto TJBA 2004) Como regra geral, é juridicamente correto afirmar que o poder de polícia pode ser exercido, dentro de certos limites, por todas as esferas da administração pública e que, quando couber esse exercício, ele será de competência dos estados-membros se não for de competência da União ou dos municípios. 19) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Conforme entendimento do STF, o poder de polícia não pode ser delegado a pessoas ou instituições privadas, mesmo que haja lei nesse sentido. 20) (Promotor de Justiça MT 2005) O exercício do poder de polícia pode envolver, em certas situações, algum nível de discricionariedade, com base na qual a autoridade competente pode avaliar o momento mais adequado para agir, assim como a forma de atuação do poder público e a sanção aplicável ao caso concreto. 21) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) As decisões do Tribunal de Contas da União são consideradas título executivo judicial e somente podem ser desconstituídas por meio de ação rescisória. 22) (Delegado de Polícia Federal 2004) O abuso de poder, na modalidade de desvio de poder, caracteriza-se pela prática de ato fora dos limites da competência administrativa do agente. 23) (Técnico do TCU 2007) O excesso de poder, uma das modalidades de abuso de poder, configura-se quando um agente público pratica determinado ato alheio à sua competência. 24) (Procurador Federal 2007) A jurisdição constitucional atribuída ao STF tem também uma dimensão política, o que permite ao tribunal exercer controle judicial em tema de implementação de políticas públicas quando configurada hipótese de abusividade governamental. 25) (Procurador Federal 2007) A reserva do possível pode ser sempre invocada pelo Estado com a finalidade de exonerar-se do cumprimento de suas obrigações constitucionais que impliquem custo financeiro. 26) (Juiz Substituto TJTO 2007) O Poder Executivo estadual não tem competência para aplicar administrativamente as penalidades previstas na lei de improbidade administrativa federal. 27) (Analista do TCE/AC 2007) Nos termos do entendimento do STF, as penalidades previstas na Lei de Improbidade Administrativa (Lei n.º 8.429/1992), como a perda do cargo público, podem ser aplicadas pela administração ou pelo Poder Judiciário. 28) (Analista TSE 2007) De acordo com o art. 37 da Constituição Federal, a administração pública direta e indireta de

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qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios deve obedecer aos princípios de legalidade, imparcialidade, moralidade, publicidade e eficiência. 29) (Técnico do TCU 2007) A administração pública deve obedecer aos princípios da legalidade, finalidade, razoabilidade, moralidade e eficiência, entre outros. 30) (Analista do TCU 2005) A existência de atos administrativos discricionários constitui uma exceção ao princípio da legalidade, previsto expressamente na Constituição da República. 31) (Procurador do MP/TCU 2004) O princípio da legalidade pode ser afastado ante o princípio da supremacia do interesse público, especialmente nas hipóteses de exercício de poder de polícia. 32) (Juiz Substituto TJBA 2004) Nem toda ofensa cometida por agente público ao princípio da legalidade importa responsabilização criminal daquele que a praticar. 33) (Juiz Substituto TJBA 2005) Por força do princípio constitucional da legalidade, que vincula de maneira estrita a administração pública, os agentes públicos não podem interferir com sua vontade e sua avaliação subjetiva na prática dos atos administrativos. 34) (Analista do TCE/AC 2007) Pelo princípio da legalidade, na sua concepção atual, exige-se a adequação formal da atividade administrativa ao conteúdo literal da lei. 35) (Analista do TCU 2005) Um professor de direito afirmou a seus alunos que, em virtude do princípio constitucional da irretroatividade, a invalidação de um ato administrativo não atinge efeitos do ato ocorridos anteriormente à data da invalidação. Nessa situação, a afirmação do professor é equivocada. 36) (Analista do TCU 2007) O atendimento do administrado em consideração ao seu prestígio social angariado junto à comunidade em que vive não ofende o princípio da impessoalidade da administração pública. 37) (Juiz Substituto TJBA 2005) De acordo com a Constituição da República, os atos dos agentes públicos geram responsabilidade objetiva para o Estado e não para a pessoa deles próprios, a não ser na hipótese de o poder público comprovar a ocorrência de dolo ou culpa, em ação regressiva. Essa imputação dos atos do agente público ao Estado representa a concretização do princípio da impessoalidade, consoante uma de suas concepções teóricas. 38) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) O princípio da moralidade envolve um conceito indeterminado, que é a própria noção de moralidade, a qual não é definida de modo preciso no ordenamento jurídico; por conseguinte, a ocorrência de ofensa ao princípio deve ser elucidada em cada caso, em face do direito e com o fim de realizar a ética na administração pública. 39) (Procurador MP TCE/PE 2004) Um ato administrativo que ofenda o princípio constitucional da moralidade é passível de anulação e, para que esta ocorra, não é indispensável, em todos os casos, examinar a intenção do agente público. 40) (Analista do TCU 2007) A probidade administrativa é um aspecto da moralidade administrativa que recebeu da Constituição Federal brasileira um tratamento próprio. 41) (Juiz Substituto TJBA 2005) A moralidade administrativa possui conteúdo específico, que não coincide, necessariamente, com a moral comum da sociedade, em determinado momento histórico; não obstante, determinados comportamentos administrativos ofensivos à moral comum podem ensejar a invalidação do ato, por afronta concomitante à moralidade administrativa. 42) (Promotor de Justiça MT 2005) Alguns teóricos enxergam a existência de uma gradação de importância de normas jurídicas, segundo seu conteúdo axiológico intrínseco. Disso seria exemplo o princípio constitucional da moralidade. A despeito de tal entendimento, o direito brasileiro não admite que, com base nesse princípio, outras normas

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constitucionais inconstitucionais. sejam declaradas exige a transparência absoluta dos atos, para possibilitar o seu controle de legalidade. 49) (Juiz Substituto TJBA 2005) Como decorrência do princípio constitucional da publicidade, a Constituição de 1988 assegura a qualquer cidadão obter certidão para a defesa de direito e para o esclarecimento de situação de interesse pessoal. No caso, porém, de o cidadão desejar a defesa de interesse coletivo ou difuso, não terá direito à certidão, mas, sim, o direito de representação ao Ministério Público para que este, como representante da sociedade em juízo, providencie os elementos necessários àquela defesa e promova as ações adequadas, se for o caso.

43) (Procurador MP TCM/GO 2007) O nepotismo, por ofender os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade, caracteriza abuso de direito, porquanto se trata de manifesto exercício do direito fora dos limites impostos pelo seu fim econômico ou social, o que acarreta a nulidade do ato. 44) (Delegado de Polícia Federal 2004) A veiculação do ato praticado pela administração pública na Voz do Brasil, programa de âmbito nacional, dedicado a divulgar fatos e ações ocorridos ou praticados no âmbito dos três poderes da União, é suficiente para ter-se como atendido o princípio da publicidade. 45) (Analista do TCU 2005) Um jornal noticiou que, de acordo com o princípio constitucional da publicidade, a publicação na imprensa oficial é requisito essencial de validade dos atos administrativos praticados pela administração federal direta. Nessa situação, a afirmação veiculada pelo jornal é correta. 46) (Exame de Ordem OAB 2007.1) De acordo com o princípio da publicidade administrativa, A não se admite qualquer espécie de sigilo no exercício de funções administrativas. B só existem atos administrativos escritos e sua eficácia é sempre condicionada à publicação no Diário Oficial. C o ato administrativo deve ser sempre publicado em sítio do órgão ou entidade pública na Internet. D pode haver sigilo de informações administrativas quando tal for imprescindível à segurança do Estado e da sociedade. 47) (Técnico do TCU 2007) Em obediência ao princípio da publicidade, é obrigatória a divulgação oficial dos atos administrativos, sem qualquer ressalva de hipóteses. 48) (Analista do TCU 2007) A declaração de sigilo dos atos administrativos, sob a invocação do argumento da segurança nacional, é privilégio indevido para a prática de um ato administrativo, pois o princípio da publicidade administrativa

50) (Analista

do TCU 2004) O princípio da eficiência relaciona-se com o modo de atuação do agente e com o modo de organização e estruturação da administração pública, aspectos cujo conteúdo identifica-se com a obtenção de melhores resultados na relação custo versus benefícios e com o satisfatório atendimento das necessidades do administrado.

51) (Advogado da União 2004) A transparência e a desburocratização são, entre outras, obrigações do Estado decorrentes do princípio da eficiência. 52) (Procurador Federal 2004) Na Constituição Federal, a inserção do princípio da eficiência como princípio administrativo geral fez acompanhar-se de alguns mecanismos destinados a facilitar a sua concretização, como a participação do usuário na administração pública indireta e a possibilidade de aumento da autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta.

53) (Analista

do TCE/AC 2007) O princípio da segurança jurídica permite que o reconhecimento da ilegitimidade de um ato administrativo possa gerar efeitos ex nunc e não ex tunc, como é a regra.

54) (Juiz Substituto TJBA 2005) O princípio da proporcionalidade é hoje amplamente reconhecido pela doutrina e pela jurisprudência brasileiras como um dos

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que regem a atividade administrativa, conquanto remanesça como princípio implícito no ordenamento jurídico positivo do país. 55) (Juiz Substituto TJCE 2004) Uma decisão administrativa, mesmo que não fira norma jurídica expressa, pode ser inválida se, por exemplo, não guardar relação adequada entre os meios que elegeu e os fins a serem perseguidos pela administração. 56) (Procurador MP TCM/GO 2007) O princípio da ampla defesa traduz a faculdade do indivíduo de, em processos judiciais ou administrativos, na defesa de seus interesses, alegar fatos e propor provas, com os meios e recursos inerentes. 3 Organização administrativa da União, administração direta e indireta e entidades paraestatais 57) (Oficial Bombeiro DF 2007) O termo União designa entidade federal de direito público interno, autônoma em relação às unidades federadas. A União distingue-se do Estado federal, que é o complexo constituído da União, dos estados, do DF e dos municípios e dotado de personalidade jurídica de direito público internacional. 58) (Defensor Público AM 2003) Na organização da República Federativa do Brasil, os municípios são entes federados que não têm subordinação hierárquica frente à União nem aos estadosmembros. 59) (Oficial Bombeiro DF 2007) O DF, sede do governo federal, tem a natureza de autarquia territorial devido a sua autonomia parcialmente tutelada pela União, materializada, principalmente, na competência da União de organizar e manter seu Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública. 60) (Advogado da União 2004) A administração pública, em seu sentido formal, é o conjunto de órgãos instituídos com a finalidade de realizar as opções políticas e os objetivos do governo e, em seu sentido material, é o conjunto de funções necessárias ao serviço público em geral. 61) (Técnico do TCU 2007) A administração direta é o conjunto de órgãos que integram a União e exercem seus poderes e competências de modo centralizado, ao passo que a administração indireta é formada pelo conjunto de pessoas administrativas, como autarquias e empresas públicas, que exercem suas atividades de forma descentralizada. 62) (Defensor Público AM 2003) A administração indireta federal é composta tanto por pessoas jurídicas de direito público quanto por pessoas jurídicas de direito privado. 63) (Juiz Substituto TJTO 2007) A administração direta abrange todos os órgãos do Poder Executivo, excluindo-se os órgãos dos Poderes Judiciário e Legislativo. 64) (Juiz Substituto TJBA 2004) Tutela ou controle é o vínculo que existe entre uma fundação pública e a pessoa jurídica que a instituiu; essa espécie de relação não existe entre o Poder Executivo do estadomembro e as secretarias de estado ou entre a União e os ministérios. 65) (Técnico do TCU 2007) Na organização administrativa da União, o ente político é a pessoa jurídica de direito público interno, ao passo que os entes administrativos recebem atribuição da própria Constituição para legislar, tendo plena autonomia para exercer essa função. 66) (Procurador do MP/TCU 2004) Descentralização é a distribuição de competências de uma pessoa para outra, física ou jurídica, e difere da desconcentração pelo fato de ser esta uma distribuição interna de competências, ou seja, uma distribuição de competências dentro da mesma pessoa jurídica. 67) (Analista TSE 2007) Com relação à descentralização e à desconcentração, é correto afirmar que, na descentralização, a execução das atividades ou a prestação de serviços pelo Estado é indireta e mediata, e, na desconcentração, é direta e imediata.

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ainda. 71) (Analista ANATEL 2006) Conforme a teoria administrativa moderna. 75) (Advogado da União 2004) De acordo com a teoria do órgão da pessoa jurídica aplicada ao direito administrativo. 70) (Juiz Substituto TJTO 2007) Enquanto a administração pública extroversa é finalística. instituídos para o desempenho de funções estatais. 69) (Advogado da União 2004) Na desconcentração. para 6 . que operam contratos de gestão. as agências executivas. são representados por seus agentes. 81) (Analista do TCU 2004) O controle das empresas estatais cabe ao ministério a que estiverem vinculadas e se materializa sob a forma de supervisão. como. segundo a teoria do órgão. 73) (Advogado da União 2006) A teoria do órgão é um dos fundamentos da teoria da responsabilidade subjetiva do Estado. municípios e DF — concretizam-se por intermédio de pessoas físicas. patrimônio e receita próprios. cuja autuação é imputada à pessoa jurídica a que pertencem. fica claro que o autor adota a teoria do órgão. que atuam como mandatários da pessoa jurídica estatal. por sua vez. com personalidade jurídica. 76) (Procurador Federal 2007) No direito brasileiro. as pessoas jurídicas estatais expressam suas vontades por meio dos seus órgãos. 80) (Delegado de Polícia Federal 2004) É possível a existência. e. a melhor explicação da relação entre Estado e seus agentes está expressa na teoria da representação. 72) (Advogado da União 2006) A teoria do órgão. os atos praticados por meio desses agentes públicos devem ser imputados à pessoa jurídica de direito público a que pertencem. em razão do nível ou grau de responsabilidade decisória atribuída à competência desconcentrada ou por critério geográfico ou territorial.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 68) (Juiz Substituto TJBA 2004) Tecnicamente. por exemplo. de entidades da administração indireta vinculadas aos Poderes Legislativo e Judiciário. buscando explicar como se podem atribuir ao Estado os atos praticados por pessoas físicas que agem em seu nome. outros instrumentos de controle que são aplicados de acordo com as condições nela estabelecidas. já que possuem interesses e prerrogativas próprias a serem defendidas. sendo a unidade da atuação da administração pública mantida em razão da coordenação ou vinculação existente entre os órgãos envolvidos. dado que ela é atribuída especificamente a cada ente político. a administração pública introversa é instrumental. o conteúdo das competências desconcentradas pode ser definido em razão da matéria. para que possam atingir aqueles objetivos. os quais. segundo a qual esses agem em nome da pessoa jurídica (Estado) que compõem. obedecendo a uma partilha constitucional de competências. veio substituir as teorias do mandato e da representação. 78) (Procurador Federal 2007) Foi o jurista alemão Otto Gierke quem estabeleceu as linhas mestras da teoria do órgão e indicou como sua principal característica o princípio da imputação volitiva. criado por lei. atualmente adotada no sistema jurídico. 82) (Oficial de Chancelaria 2006) Caracterizase como autarquia o serviço autônomo. 79) (Analista ANATEL 2006) Alguns órgãos possuem capacidade processual. os órgãos são conceituados como unidades de atuação integrantes da estrutura da administração direta e da estrutura da administração indireta e possuem personalidade jurídica própria. 77) (Procurador Federal 2007) As ações dos entes políticos — como União. na Constituição Federal de 1988. estando previstos. que independe da personalidade jurídica. no plano federal. por meio de seus agentes. as delegacias de polícia são unidades desconcentradas da secretaria de segurança pública (ou equivalente) de cada estado. estados. 74) (Advogado da União 2006) Quando Hely Lopes Meirelles conceitua os órgãos públicos como centros de competência. visto que é atribuída genericamente a todos os entes.

84) (Juiz Substituto TJCE 2004) Embora o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) seja autarquia federal.º 5. Em um trabalho de auditoria. O BNDES é um órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento.628/1952. ex-autarquia federal criada pela Lei n. Indústria e Comércio Exterior e tem como objetivo apoiar empreendimentos que contribuam para o desenvolvimento do país. a autorização legislativa específica para a criação de empresas subsidiárias é dispensável nos casos em que a lei autorizativa de criação da empresa de economia mista matriz também previu a eventual formação das subsidiárias. recém-criada por um município goiano para exploração de atividade econômica. por lei. sob a forma de sociedade anônima. a ANATEL submete-se apenas aos aspectos de controle institucional e administrativo. sem a realização de prévio concurso público. julgue os itens seguintes. 90) (Procurador do MP/TCU 2004) O poder público pode criar empresa pública unipessoal. 7 . o BNDES deixou de integrar a administração direta e passou a fazer parte da administração federal indireta. foi enquadrado como empresa pública federal pela Lei n. é exigido o registro do seu estatuto em cartório competente.662/1971. 93) (Analista do TCU 2005) Ao ser transformado em empresa pública. Quanto a este último. 89) (Auditor do TCDF 2002) Uma sociedade de economia mista do DF deverá ser uma sociedade anônima. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). determinadas causas ajuizadas contra ele podem ser julgadas na justiça estadual. Com base na situação hipotética descrita. 94) (Juiz Substituto TJBA 2005) Uma sociedade de economia mista ou empresa pública pode resultar da transformação. a atuação e o funcionamento da ANATEL são submetidos ao princípio da reserva legal. os técnicos do TCM/GO verificaram que uma empresa pública. Texto adaptado do sítio do BNDES. 86) (Analista ANATEL 2006) A criação. ele pode ser extinto mediante decreto do presidente da República. estava admitindo como empregados somente os parentes do presidente da empresa. criada por lei para a exploração de atividade econômica. em sua maioria. Considerando o texto acima e as informações nele contidas. 95) (Advogado da União 2006) De acordo com a jurisprudência do STF. 87) (Oficial de Chancelaria 2006) Define-se como empresa pública toda entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado. de um órgão público preexistente. 91) (Procurador do MP/TCU 2004) Toda sociedade em que o Estado tenha participação acionária integra a administração indireta. para seu melhor funcionamento. ao princípio da especialidade e ao princípio do controle.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA executar atividades típicas da administração pública. gestão administrativa e financeira descentralizada. 88) (Técnico do TCU 2007) As empresas públicas e as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado. As autarquias administrativa.º 1. que requeiram. julgue o item abaixo. não gozando de privilégios fiscais que não sejam extensivos ao setor privado. 83) (Analista TSE 2007) possuem autonomia financeira e política. 85) (Técnico do TCU 2007) Para a criação de uma autarquia. independentemente da edição de lei autorizativa. 92) (Analista do TCU 2005) Embora o BNDES tenha sido instituído mediante lei federal. à União ou a entidade da administração indireta. 96) (Oficial de Chancelaria 2006) Empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade econômica sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas. cujas ações com direito a voto pertençam.

98) (Procurador do TCDF 2002) A exploração direta de atividade econômica pelo Estado é estimulada. só devendo ser evitada em situações especialíssimas. compete ao MP a tutela desses interesses. 102) (Procurador do TCDF 2002) A empresa pública. comerciais. D é uma autarquia e está sujeita à supervisão ministerial. julgue o item a seguir. em regra. por disposição constitucional. 101) (Procurador do TCDF 2002) As subsidiárias de sociedades de economia mista que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços se vinculam aos princípios da administração pública relativos à licitação e à contratação de obras e serviços. Considerando que. Constatado o fato pelo controle interno do ministério ao qual a empresa é vinculada. ao regime próprio das empresas privadas. sujeitando-se. a exploração direta de atividade econômica pelo próprio Estado. tanto as que têm personalidade jurídica de direito público quanto as de direito privado. a OAB A é uma autarquia e está sujeita ao princípio do concurso público. 107) (Procurador Federal 2007) De acordo com o STF. cuja instituição depende de prévia autorização em lei específica. Acerca dessa situação hipotética. o ministro instaurou procedimento. são criadas para a persecução de determinado interesse coletivo. no âmbito do ministério. admitindo. em homenagem ao princípio da subsidiariedade. contra os dirigentes e os empregados da empresa que permitiram o pagamento da dívida com bens da empresa. 106) (Juiz Substituto TJBA 2005) As fundações instituídas pelo poder público. 99) (Procurador do TCDF 2002) As sociedades de economia mista se sujeitarão. da veladura das fundações federais de direito público que funcionem. é pessoa jurídica de direito privado. sem prejuízo da atribuição. segundo reconhecem os estudiosos. a um regime distinto daquele a que estão sujeitas as empresas privadas. 100) (Juiz Substituto TJTO 2007) As empresas públicas e as sociedades de economia mista que exploram atividade econômica em regime de monopólio submetem-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas. exclusivamente. 105) (Procurador Federal 2004) A vinculação da empresa pública ao ministério autorizava o ministro a instaurar procedimento contra os dirigentes e os empregados da empresa.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 97) (Procurador MP TCM/GO 2007) A empresa pública mencionada. outrossim. ao Ministério Público Federal. trabalhistas e tributários. ou não.1) Segundo o STF. aos direitos e obrigações tributárias. B exerce função pública. cabe ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios velar pelas fundações públicas e de direito privado em funcionamento no DF. inclusive quanto aos direitos e obrigações civis. 103) (Procurador do MP/TCU 2004) A própria Constituição Federal sujeita certos setores à regulação estatal. no que tange. 8 . nos termos da lei. regidos pelo regime Uma empresa pública federal devedora pagou seus débitos com bens imóveis dominiais de que era proprietária. a sociedade de economia mista e suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviço sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas quanto a direitos e obrigações trabalhistas. C é uma entidade privada e por isso não exerce poder de polícia. 104) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) As sociedades de economia mista e as empresas públicas podem ter servidores estatutário. mas não é uma pessoa jurídica pertencente à administração pública. O pagamento deu-se sem prévia autorização legislativa. no DF ou nos eventuais territórios. sem autorização do ministério ao qual a empresa é vinculada e sem avaliação prévia. 108) (Exame de Ordem OAB 2007. é indispensável a fiscalização do órgão sobre todos os atos desses entes.

os funcionários públicos das empresas estatais. os conselhos profissionais têm capacidade para cobrar preço ou tributo. da energia elétrica e do petróleo. pertencentes ao quadro de órgãos da administração indireta. 121) (Procurador do TCDF 2002) À vista de sua natureza jurídica. o poder de polícia. 112) (Juiz Federal 5. 114) (Analista ANATEL 2006) Nas decisões reguladoras. agência reguladora. autarquias. quando prestadoras de serviço público. pública) tem 115) (Procurador Municipal de Vitória 2007) A regulação que é realizada pelas agências reguladoras tem forte função gerencial sobre os entes regulados. o terceiro setor é entendido como aquele de atuação simultânea do Estado e da sociedade civil na execução de atividades de interesse público ou social 9 . que exerce poder de polícia. 119) (Procurador do TCDF 2002) Os conselhos profissionais pertencem à administração pública federal. os conselhos profissionais não gozam dos privilégios processuais da fazenda pública. as agências reguladoras são pessoas jurídicas de direito público. as quais não revelam muito espaço interpretativo para a administração pública. o chamado terceiro setor é aquele em que a atuação do Estado ocorre de forma simultânea com entidades organizadas da sociedade civil. na sua plenitude. 118) (Procurador Federal 2004) A ANVISA é uma autarquia sob regime especial. 111) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Quanto à natureza jurídica. 110) (Procurador do MP/TCU 2004) A previsão direta e efetiva da criação de agências reguladoras no ordenamento jurídico brasileiro deu-se com a promulgação da Constituição em 1988. observados os respectivos princípios constitucionais. fundações e empresas estatais. em razão do uso de conceitos jurídicos indeterminados associados a conceitos técnicos na Lei Geral de Telecomunicações. 122) (Procurador do TCDF 2002) À vista de sua natureza jurídica.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 109) (Exame de Ordem OAB 2007. D As autarquias. quando restou autorizada a regulação setorial das telecomunicações. A Os dirigentes das empresas estatais que não são empregados dessas empresas não são considerados celetistas. 123) (Juiz Federal 5. devem ser criadas por meio de lei. 124) (Analista ANATEL 2006) Segundo o plano diretor da reforma do aparelho do Estado. mas não estatal. B A Receita Federal (fazenda natureza jurídica autárquica. criando-se um espaço público. exigem-se a legitimidade originária — referida aos órgãos e agentes —. 116) (Procurador Municipal de Vitória 2007) A transferência às agências reguladoras da função de executar objetivos e planos estatais demonstra a centralização que a criação dessas estruturas gera na administração pública.ª Região 2006) O poder normativo das agências reguladoras encontra-se fundado em normas jurídicas lineares. os conselhos profissionais podem exercer. cuja forma de administração é do tipo burocrática.ª Região 2006) Segundo o plano diretor da reforma administrativa do Estado. 113) (Analista ANATEL 2006) A ANATEL dispõe de discricionariedade técnica para o exercício de sua função normativa. atualmente. 117) (Oficial de Chancelaria 2006) As agências reguladoras são autarquias de natureza especial. a legitimidade corrente — referida aos procedimentos — e a legitimidade finalística — referida aos resultados pretendidos e alcançados. ser estatutários. ontologicamente. de acordo com o princípio da legalidade. 120) (Procurador do TCDF 2002) Sendo. podem. assinale a opção correta.1) Em relação à organização da administração pública. C Com o fim do regime jurídico único.

colaboram para o desempenho do Estado nas atividades de interesse público. C As organizações sociais são pessoas jurídicas de direito privado. Para ocultar o fato. 10 . 133) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) As OSCIPs devem ser pessoas jurídicas de direito público sem fins lucrativos. em julho de 2006. prestar contas a esse tribunal e sujeitar-se a princípios que regem a administração pública. ao passo que as organizações sociais celebram termo de parceria. gerem recursos públicos. por isso. que passam a integrar a chamada administração indireta. por exemplo. impessoalidade. para desempenhar atividade típica de Estado. 128) (Procurador Federal 2007) Os serviços sociais autônomos — como SENAC. ainda que mantidos por contribuições parafiscais e tendo natureza de pessoa jurídica de direito privado. estão sujeitos aos princípios da licitação. apesar de serem pessoas jurídicas de direito privado. 129) (Auditor do TCU 2007) O serviço social autônomo referido infringiu normas de direito público. tais como legalidade. pessoas jurídicas de direito privado. 125) (Exame de Ordem OAB 2007. D As organizações da sociedade civil de interesse público celebram contrato de gestão. B As entidades paraestatais estão incluídas no denominado terceiro setor. devendo. A As entidades do denominado sistema S (SESI. por meio de contrato de gestão. 127) (Procurador do MP/TCU 2004) Os serviços sociais autônomos. determinada entidade instituída como serviço social autônomo efetuou a doação pura e simples de um imóvel a uma federação vinculada à mesma categoria econômica. as autarquias qualificadas como agências executivas. SESC. fixam a competência da justiça federal para a apreciação das causas em que essas entidades figurem como autoras ou rés.ª Região 2006) As organizações sociais são entidades privadas. assinale a opção correta. São entidades do terceiro setor. de natureza nãolucrativa. 134) (Oficial de Chancelaria 2006) As organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIP) são consideradas órgãos da administração pública indireta. 130) (Juiz Federal 5. sem fins lucrativos. as entidades dessa natureza.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA não-exclusivas do Estado. desvinculadas da administração pública direta ou indireta. SENAI. 131) (Analista ANATEL 2006) As organizações sociais podem receber legalmente recursos orçamentários e bens públicos necessários ao cumprimento do contrato de gestão. instituídas por iniciativa de particulares. qualificadas como tais por meio de decreto do presidente da República. 132) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Os termos de parceria firmados entre o setor público e uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) consideram legítimas as despesas de pagamento de pessoal efetivamente envolvido na execução das atividades e projetos previstos no termo de parceria. moralidade.1) Acerca das entidades paraestatais e do terceiro setor. embora não integrem a administração indireta. julgue os itens seguintes. foi lavrada em cartório uma escritura de compra e venda de imóvel. publicidade e eficiência. 126) (Técnico do TCU 2007) As entidades paraestatais. SESI e SEBRAE —. SENAC) não se submetem à regra da licitação nem a controle pelo TCU. após o qual estão autorizadas a executar atividades mais eficientes de interesse público. Uma auditoria do TCU constatou que. Considerando a situação hipotética descrita e sabendo que a mencionada federação foi constituída na forma de associação civil. visto que podem receber recursos públicos e servidores públicos cedidos da administração direta. sem que tenha sido pago o preço de venda constante da escritura. Segundo jurisprudência do TCU. não-integrantes da administração direta ou indireta.

em programas instituídos pelo poder público federal. integram a administração direta em cada um dos entes da Federação consorciados. submetem-se ao controle do Tribunal de Contas da União. para toda a administração pública federal. 139) (Advogado da União 2006) Ao TCU é permitida a realização. e não apenas contábil. por iniciativa própria. uma vez aplicadas. como a Ordem dos Advogados do Brasil e as agências reguladoras. C As decisões do TCU de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo. sim. apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do poder público. financeira. em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas. mediante seu poder normativo. ao passo que os segundos abrangem também os atos praticados por particulares. 138) (Advogado da União 2006) O TCU. no exercício de suas atribuições. o valor a partir do qual a tomada de contas especial deve ser imediatamente remetida ao tribunal. 148) (Advogado da União 2004) Os fatos administrativos voluntários se materializam ou por meio de atos 11 . Essas penalidades. 141) (Exame de Ordem OAB 2007.1) No que concerne ao TCU. podem ser relevantes para o direito administrativo. 147) (Técnico do TCU 2007) Os atos administrativos estão completamente dissociados dos atos jurídicos. 140) (Advogado da União 2006) Entre as competências do TCU está a sua função sancionadora. de auditoria operacional. 4 Atos administrativos 146) (Juiz Substituto TJBA 2005) Fatos jurídicos. mas. D O Poder Judiciário não pode anular as decisões do TCU. com competência. privados.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 135) (Oficial de Chancelaria 2006) O termo de parceria é o instrumento de mediação da relação entre as agências reguladoras e os respectivos ministérios supervisores. 136) (Auditor do TCU 2007) Os consórcios públicos. para aprovar as contas do presidente da República. 142) (Advogado da União 2004) O TCU tem competência para fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de que participe a União e pode. por iniciativa própria. em razão das mesmas irregularidades constatadas pelo TCU. entre outras. 137) (Analista ANATEL 2006) O modelo de administração propugnado pela reforma administrativa é de cunho gerencial. pois os primeiros referem-se sempre à atuação de agentes públicos. 144) (Analista ANATEL 2006) As empresas públicas e as sociedades de economia mista que exploram atividade econômica não se submetem ao controle externo do Tribunal de Contas. pode fixar normativamente. B O TCU não detém competência para fiscalizar a aplicação de recursos públicos feita pelas empresas estatais exploradoras de atividade econômica. 145) (Juiz Substituto TJTO 2007) As autarquias profissionais de regime especial. mesmo que independam da vontade e de qualquer participação dos agentes públicos. excluem a aplicação de sanções penais e administrativas pelas autoridades competentes. A O TCU é órgão integrante da estrutura administrativa do Poder Legislativo. assinale a opção correta. inspeções e auditorias de natureza contábil. mediante a qual referida corte promove a aplicação de penalidades aos responsáveis. ao adquirirem personalidade jurídica de direito público. 143) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) O Tribunal de Contas da União (TCU) é competente para realizar. visto que os seus bens não são públicos. operacional e patrimonial nas unidades administrativas do Poder Legislativo. sob pena de violação do princípio da separação dos poderes.

mas são mero trabalho dos agentes públicos. com oportunidade de defesa. Considerando a situação hipotética descrita. a preparação de um ofício ou a condução de uma viatura pública. os atos administrativos que ensejaram a contratação mencionada. isso não significa que não possam gerar direito. 152) (Técnico do TCU 2007) A finalidade dos atos administrativos é sempre um elemento vinculado. 154) (Procurador MP TCM/GO 2007) Caso se confirme a denúncia. Nesse caso. tais como a aula ministrada por um professor. conveniência. eficiência e justiça. estão falhos no elemento essencial de validade atinente à finalidade. Um cidadão encaminhou denúncia ao TCM/GO. 158) (Procurador Federal 2007) As dúvidas sobre a margem de discricionariedade administrativa devem ser dirimidas pela própria administração. ou fatos administrativos são aqueles atos materiais da administração pública que não correspondem a uma manifestação de sua vontade diante de certa situação. ela deve ser precedida de processo regular. havendo a invalidação do ato por anulação. desde que avaliados os aspectos de conveniência e oportunidade. 156) (Analista do TCU 2004) A discricionariedade do ato administrativo decorre da possibilidade legal de a administração pública poder escolher entre mais de um comportamento. contratados sem licitação pela prefeitura com recursos do Fundo de Participação dos Municípios. Entre as espécies de atos existentes. 151) (Analista do TCU 2007) Os atos praticados pelo Poder Legislativo e pelo Poder Judiciário devem ser sempre atribuídos à sua função típica. julgue o item a seguir. o agente público competente. pois o fim desejado por qualquer ato administrativo é o interesse público. as quais não são obrigatoriamente precedidas de um ato administrativo formal. por sua vez. 155) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) O mérito do ato administrativo consiste na possibilidade que tem a administração pública de valorar os motivos e escolher o objeto do ato. para a realização de uma obra pública para a melhoria de uma rodovia. deixando a lei pequenas margens de discricionariedade à administração. 12 . jamais pelo Poder Judiciário. 157) (Advogado da União 2004) Nos atos discricionários. quando autorizada a decidir sobre a sua conveniência e oportunidade. razão pela qual tais poderes não praticam atos administrativos. requisito sem o qual o ato é nulo. mas unicamente porque tal rodovia dava acesso à fazenda particular de parentes do prefeito. por infringirem o princípio constitucional da impessoalidade.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA administrativos que exprimam a manifestação da vontade do administrador ou por meio de condutas administrativas. cassação ou revogação. 153) (Procurador MP TCE/PE 2004) A finalidade dos atos administrativos é o interesse público. 159) (Procurador Federal 2007) O ato disciplinar é vinculado. que não pode demitir ou aplicar quaisquer penalidades contrárias à lei. 149) (Juiz Substituto TJBA 2004) Atos ajurídicos. o ato negocial é considerado específico. que recebe da lei o devido dever-poder para o desempenho de suas funções. Ele precisa de um executor. sob pena de nulidade da extinção do ato. ou em desconformidade com suas disposições. relatando que o prefeito de determinado município goiano estava utilizando máquinas e operários. pois só opera efeitos jurídicos entre as partes. cabe à administração pública a valoração dos motivos e do objeto quanto à sua oportunidade. os fatos administrativos naturais originam-se de fenômenos da natureza com reflexos na órbita administrativa. 150) (Analista do TCU 2007) O ato administrativo não surge espontaneamente e por conta própria. Embora esses atos não sejam preordenados à produção de efeitos jurídicos específicos. como os denomina Diogenes Gasparini.

que tem aplicação no campo probatório. Com referência a esse assunto. ainda assim. Esses três planos são a base para a construção da teoria das nulidades do ato administrativo. acerca do ato administrativo inexistente. entre os diversos motivos determinantes. 163) (Técnico do TCU 2007) A teoria dos motivos determinantes cria para o administrador a necessária vinculação entre os motivos invocados para a prática de um ato administrativo e a sua validade jurídica.1) Acerca dos atos administrativos. gozará. A primeira indica a conformidade do ato com o ordenamento jurídico. 170) (Procurador do MP/TCU 2004) A auto-executoriedade. por 13 . julgue os itens seguintes. A teoria geral do direito estuda a norma jurídica sob uma perspectiva tridimensional. impõe ao particular provar o vício do ato administrativo. atributo inerente aos atos administrativos. mas ser afastado o primeiro. 161) (Analista TSE 2007) É dispensável a motivação expressa de atos discricionários. 171) (Advogado da União 2006) O clássico exemplo de ato inexistente é o ato praticado pelo usurpador de função pública. 172) (Advogado da União 2006) É de pouco interesse prático a distinção entre nulidade e inexistência dentro do direito administrativo. A depender das circunstâncias. não está adequado à realidade fática. ao passo que a segunda representa a adequação do ato à realidade dos fatos. pois os atos inexistentes conduzem ao mesmo resultado dos atos nulos: a invalidação. 162) (Técnico do TCU 2007) Motivo e motivação dos atos administrativos são conceitos coincidentes e significam a situação de fato e de direito que serve de fundamento para a prática do ato administrativo. 164) (Procurador Federal 2007) Não se decreta a invalidade de um ato administrativo quando apenas um. que distingue três planos principais: o da existência. B Um parecer opinativo acerca de determinado assunto emitido pela consultoria jurídica de órgão da administração pública não é considerado. sob pena de invalidade. por defeitos do ato administrativo. os atributos da presunção de validade (ou legitimidade) e da presunção de veracidade dos atos administrativos não significam exatamente a mesma coisa. de modo que seus efeitos somente poderão deixar de produzir-se se houver decisão judicial nesse sentido.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 160) (Procurador do MP/TCU 2004) Todo ato administrativo exige motivação. 167) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) A presunção de legitimidade e de veracidade dos atos administrativos depende de norma infraconstitucional que a estabeleça. mas admite-se também o uso da expressão ato inexistente para designar atos cujo objeto seja materialmente impossível. só não está presente quando vedada expressamente por lei. como a nomeação de pessoa morta. segundo doutrina dominante. 173) (Exame de Ordem OAB 2007. 168) (Juiz Substituto TJCE 2004) Mesmo que um ato administrativo tenha surgido no mundo jurídico despojado de um dos elementos essenciais à sua perfeição. A A demolição de uma casa pela administração é considerada ato administrativo discricionário. os motivos que determinaram a vontade do agente e que serviram de suporte à sua decisão integram o plano da existência do ato administrativo. 169) (Juiz Substituto TJBA 2005) A rigor. o da validade e o da eficácia. assinale a opção correta. o segundo atributo pode subsistir. da presunção de validade. 165) (Procurador Federal 2007) De acordo com a teoria dos motivos determinantes. podendo esta ser declarada pela autoridade hierárquica superior. 166) (Procurador do MP/TCU 2004) O princípio da presunção de legitimidade ou de legalidade.

que poderá revestir-se de naturezas diversas. mediante decreto. 181) (Advogado da União 2006) Quando uma autoridade administrativa acata parecer da sua consultoria jurídica. mas. para a sua formação. 178) (Advogado da União 2004) Os atos emanados de órgãos colegiados são atos complexos. 180) (Analista do TCE/AC 2007) Segundo o Supremo Tribunal Federal. 175) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) A licença. 174) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) Os atos ordinatórios visam disciplinar o funcionamento da administração e a conduta funcional de seus agentes. 176) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) A administração pública pode praticar atos ou celebrar contratos em regime de direito privado. caso venha a afastar-se do sugerido. D Considere que um servidor público municipal. mas sim o ato de sua aprovação. 187) Para (Promotor de Justiça MT 2005) alguns estudiosos. tenha sido comunicado dos danos causados e do valor a ser pago. o ato demissório deverá ser considerado desmotivado e. sendo a vontade de um instrumental em relação à vontade do outro. porque. portanto. ato administrativo. ou o cometimento de erro grave. a veracidade e a legitimidade de seu ato. Nessa situação. mas não é dotado de presunção de legitimidade e veracidade. a autorização. 179) (Procurador Federal 2004) Nos atos compostos. não está vinculada às conclusões do parecer final que lhe é encaminhado por sua consultoria jurídica. eivado de nulidade. na ação executiva fiscal. já que o fiscal deve demonstrar. o que subsiste como ato administrativo não é o parecer. em regra. como normativa. mas sim ato da administração. com a simples aposição da expressão “de acordo”. a Emenda 14 . responsabilizado pelo acidente. 186) (Procurador do MP/TCU 2004) Um decreto que produza efeitos gerais somente pode ser editado em caráter regulamentar. C O lançamento tributário de determinado tributo pela administração tributária é ato administrativo vinculado. que edita o ato principal. criam direitos e obrigações também para os particulares que dependam dos serviços desses agentes. como nos casos em que assina uma escritura de compra e venda ou de doação. o visto da autoridade superior constitui condição de exeqüibilidade. ocupante do cargo efetivo de motorista. 182) (Advogado da União 2006) Para a responsabilização do parecerista que emitiu parecer sobre determinada questão. 177) (Analista do TCU 2004) Ato complexo é o ato que se aperfeiçoa pela manifestação da vontade de dois órgãos. induzindo a autoridade administrativa a erro. ao julgar fatos apurados em um processo administrativo. ordinária. Por isso. 185) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) O presidente da República pode. negocial ou punitiva. sem aprofundamento de fundamentação. diante da força autoexecutória dos atos administrativos. deve especificar os pontos em que o mesmo lhe parece equivocado ou inaplicável ao caso.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA parte da melhor doutrina. 183) (Advogado da União 2006) A autoridade administrativa competente. a permissão. e que. concorrem vontades autônomas dos membros do colegiado. tenha colidido a viatura oficial em um poste. os pareceres opinativos são atos administrativos. extinguir funções e cargos públicos vagos. sob pena de nulidade. é desnecessário demonstrar a culpa. o município não precisa ingressar com ação de reparação de danos. a aprovação e a homologação são exemplos de atos administrativos negociais. 184) (Advogado da União 2006) Se a autoridade administrativa acolher parecer devidamente fundamentado de sua consultoria jurídica para decidir pela demissão de servidor público. inescusável.

no caso de sua nãoanulação. por mais evidente que seja o vício. Independentemente dessa discussão.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA Constitucional n. independentemente de provocação. como também sustar sua eficácia. uma vez que isso implicaria. continua submetido ao princípio da legalidade e não pode. 191) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) A revogação do ato administrativo pode ser operacionalizada por meio de outro ato administrativo ou por meio de decisão judicial.º 32/2001 deu ao presidente da República o poder de baixar os chamados decretos autônomos.1) A revogação do ato administrativo A pode ser decretada por autoridade legislativa. com fundamento no princípio da proporcionalidade. o Congresso Nacional não só pode retirar do mundo jurídico o ato. a manutenção da validade de atos ilegais. 189) (Procurador do MP/TCU 2004) A revogabilidade dos atos administrativos. desde que nas hipóteses expressas ou implicitamente admitidas pela ordem constitucional. 15 . 194) (Procurador Federal 2004 – adaptada) É possível a atribuição de efeitos ex nunc à anulação de um ato administrativo. 197) (Delegado de Polícia Federal 2004) Ocorre a extinção do ato administrativo por caducidade quando o ato perde seus efeitos jurídicos em razão de norma jurídica superveniente que impede a permanência da situação anteriormente consentida. criar nem extinguir órgãos públicos. é certo que o chefe do Poder Executivo. 192) (Procurador do MP/TCU 2004) A anulação de ato administrativo. 190) (Exame de Ordem OAB 2007. de ofício. C Um ato nulo pode. comporta hipóteses em que a revogação não é possível. a invalidação de atos administrativos praticados no exercício do poder discricionário. de processo administrativo de anulação de ato administrativo determina a ausência de sua exeqüibilidade. D A administração tem o prazo prescricional de 5 anos para anular os seus próprios atos. derivada do princípio da autotutela. B A anulação do ato administrativo importa em análise dos critérios de conveniência e oportunidade. A Um ato administrativo que viole a lei deve ser revogado pela própria administração. 196) (Analista do TCE/AC 2007) A instauração. D só é cabível quando se tratar de ato vinculado. 188) (Juiz Substituto TJBA 2004) De acordo com o entendimento da doutrina acerca do poder regulamentar. quando eivados de ilegalidade.1) Em relação ao controle da administração pública. 200) (Advogado da União 2004) Segundo os defensores da teoria monista das nulidades dos atos administrativos. 198) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Havendo sustação de ato normativo do Poder Executivo que exorbite do poder regulamentar ou dos limites da delegação legislativa. 195) (Promotor de Justiça MT 2005) Não é juridicamente possível. no âmbito do direito administrativo. deve ser precedida de contraditório. ao baixar decretos para dispor acerca da organização e do funcionamento da administração federal. deixar de ser anulado em atenção ao princípio da segurança jurídica. assinale a opção correta. de o ato administrativo ser anulável. por exemplo. quando afeta direito de terceiro. todo ato administrativo ilegal é nulo. eventualmente. 199) (Exame de Ordem OAB 2007. 193) (Analista do TCE/AC 2007) A anulação do ato administrativo feita pela administração não deve retroagir. o direito brasileiro acolhe a figura do regulamento delegado. B só é cabível quando há vício de legalidade. C opera efeitos retroativos à data da publicação do ato. dentro de certos limites. não existindo a hipótese.

pois a investidura decorreu de mero processo seletivo. pode ser validamente ajuizada para atacar ato praticado por sociedade de economia mista. 208) (Juiz Substituto TJTO 2007) O Poder Judiciário se limita a examinar apenas os aspectos extrínsecos do ato administrativo. devido a seu poder de autotutela. sob o argumento de que o mesmo estava viciado por incompetência. o que atende à demanda social de desburocratização da administração pública. tendo em vista nulidade posterior declarada de seu processo de seleção. desde que se evidencie que não acarretam lesão a interesse público nem prejuízo a terceiros. Ao examinar o pedido. teve seu ato de nomeação e sua posse em cargo público efetivo anulados. 209) (Analista do TCU 2007) São exemplos de atos administrativos relacionados com a vida funcional dos servidores públicos a nomeação e a exoneração. Constatado tal fato. Já os atos praticados pelos concessionários e permissionários do serviço público não podem ser alçados à categoria de atos administrativos. 214) (Procurador MP TCE/PE 2004) A doutrina e a jurisprudência consolidaram-se no sentido de defender que os tribunais de contas podem adentrar-se no exame de mérito do ato administrativo. 213) (Juiz Substituto TJTO 2007) O ato administrativo de desapropriação pode ser conceituado como ato genérico. independentemente de provocação da parte interessada. ademais. de ação popular movida por sindicato da categoria que o representaria. 212) (Técnico do TCU 2007) Em regra. 211) (Juiz Substituto TJBA 2004) A ação popular. a lei admite a convalidação de atos inexistentes. administrado que tivera pretensão indeferida pelo servidor pediu a declaração de nulidade do ato indeferitório. Um servidor público de nível médio da administração direta. 207) (Oficial Bombeiro DF 2007) O Poder Judiciário pode apreciar. possível.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 201) (Procurador do MP/TCU 2004) Atos administrativos ilegais estão sujeitos à convalidação quando não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros. ainda quando inexistente o motivo do ato. Acerca dessa situação hipotética. convalidou o ato praticado pelo servidor cuja nomeação e posse foram anuladas. de ofício. 204) (Procurador Federal 2004) Os atos praticados pelo servidor são nulos. a validade do ato administrativo. embora essa categoria de ente tenha personalidade jurídica de direito privado. uma vez que o vício noticiado era de competência. pois a doutrina não admite que o poder público aceite a persistência dos efeitos de atos praticados em desconformidade com o Direito. 202) (Advogado da União 2004) No plano federal. 205) (Procurador Federal 2004) A convalidação dos atos administrativos praticados pelo servidor não se fazia 16 . com trânsito em julgado. como remédio processual destinado à proteção do princípio da moralidade. os atos administrativos são informais. selecionado por meio de processo seletivo. 206) (Procurador Federal 2004) A convalidação do ato praticado pelo servidor cujos atos de nomeação e posse foram anulados era ato discricionário da administração. valendo-se de sua 203) (Juiz Substituto TJBA 2005) Sempre que a administração pública se deparar com a prática de ato administrativo nulo. em face de procedência. 210) (Analista ANATEL 2006) É cabível mandado de segurança contra ato do dirigente de concessionária de serviço público. deverá invalidá-lo e repor a situação no status quo ante. Essa atitude é decorrência do princípio da legalidade. a administração pública negou-o. Com o indeferimento. sob o fundamento de que o indeferimento derivava do nãoatendimento pelo administrado de requisitos expressos em lei. julgue os itens subseqüentes.

sendo que. 220) (Técnico do TCU 2007) Os princípios referentes às licitações públicas devem estar obrigatoriamente expressos em texto constitucional ou legal. 222) (Oficial Bombeiro DF 2007) Em matéria de licitações. tendo em vista os princípios da legalidade e da vinculação ao instrumento convocatório. de acordo com o âmbito de aplicação dessas normas. quando contratada com terceiros. 216) (Técnico do TCU 2007) O estudo das licitações deve ter por base a Lei n. nas aquisições de bens e serviços do poder público. a administração pública não pode descumprir as normas legais. sem exclusão da competência suplementar dos estados. no qual são definidos os critérios para a pontuação dos participantes do certame ou para a seleção da proposta mais vantajosa. qualquer obra ou serviço de engenharia.º 8. com vistas à celebração de um contrato administrativo. 223) (Juiz Substituto TJCE 2004) O procedimento de licitação não visa necessariamente a obter. em função de certos parâmetros legalmente fixados. materializa-se no edital da licitação.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA competência de realizar fiscalização operacional da administração direta e indireta. do DF e dos municípios bem como para as empresas públicas e sociedades de economia mista. 5 Licitações 215) (Técnico do TCU 2007) O conceito de licitação pública remete à idéia de disputa isonômica entre as partes concorrentes ao fim da qual deve ser selecionada a proposta mais vantajosa para a administração pública. 221) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. a proposta com valores mais baixos. minuciosamente.º 8. os estados podiam exercer a competência legislativa plena para atender a suas peculiaridades. enquanto não existia lei federal sobre as normas gerais. as normas sobre licitações e contratos da administração pública. pois tal comportamento violaria o princípio da isonomia entre os licitantes. não pode conceder tratamento diferenciado às microempresas e empresas de pequeno porte. 218) (Auditor do TCU 2007) A Constituição Federal atribui competência à União para legislar sobre licitação e contratação em todas as modalidades. Como se trata de legislação concorrente. 219) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Somente emenda constitucional poderá autorizar os estados a legislarem sobre questão específica em matéria de licitação e contratos administrativos. a competência da União limita-se a estabelecer normas gerais.666/1993.666/1993. preferencialmente na modalidade pregão. em suas contratações públicas. do Distrito Federal e dos municípios. dos estados. em obediência ao princípio da publicidade. tanto que. que rege todos os procedimentos licitatórios. tampouco as condições editalícias. 226) (Analista do TCU 2007) A União. 17 . autárquicas e fundacionais da União. deve ser necessariamente precedida de licitação. a proposta deverá ser desclassificada. para as administrações públicas diretas. dos estados. de observância obrigatória pelos municípios. 217) (Técnico do TCU 2007) As normas gerais acerca de licitação e contratação pública podem ser estabelecidas por meio de ato legislativo da União. a qual estabelece. que estabelecem os critérios de julgamento das propostas com base no tipo de licitação. 225) (Analista do TCU 2005) As sociedades de economia mista e as empresas públicas submetem-se às mesmas regras acerca de procedimento licitatório aplicáveis às autarquias e às fundações públicas. se o valor da proposta for baixo demais. 224) (Analista do TCU 2004) O princípio do julgamento objetivo relaciona-se com os dispositivos da Lei n.

na fase de habilitação. quando autorizado pela administração. exceto no caso de empreendimentos executados e explorados sob o regime de concessão ou de permissão. a autoridade competente indeferiu o recurso. entre outras exigências. de observância obrigatória pelos municípios. de projeto executivo. 234) (Analista do TCU 2005) É ilícita cláusula que determina que o projeto executivo seja desenvolvido concomitantemente à execução das obras. o recurso foi apresentado fora do prazo legal. embora antes da abertura das propostas. eventualmente contratado. 233) (Oficial de Chancelaria 2006) A Lei de Licitações dispõe que as licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços devem cumprir. podendo ser este desenvolvido concomitantemente com a execução da obra. é oposto ao princípio da igualdade entre os licitantes. pela administração pública. Irresignado. o pagamento feito ao licitante brasileiro. como condições específicas para a sua regularidade. fabricação. recuperação ou ampliação de determinado bem público exige. por 18 . antes de esgotados os recursos administrativos cabíveis. que pode ser desenvolvido concomitantemente à execução das obras ou à prestação dos serviços. as seguintes exigências: apresentação de projeto básico. mediante mandado de segurança. 235) (Analista do TCU 2005) É ilícita cláusula que determina. esse licitante ingressou com recurso contra a inabilitação. 228) (Procurador do TCDF 2002) No objeto das licitações. um dos concorrentes foi inabilitado por não apresentar comprovação de determinado requisito ligado à regularidade fiscal. pois editais de licitação regularmente publicados são irrevogáveis. que somente sejam admitidos documentos apresentados em original. as obras e os serviços somente poderão ser licitados. 229) (Analista do TCU 2007) A adjudicação compulsória ao vencedor da licitação corresponde à celebração do contrato. 231) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 227) (Técnico do TCU 2007) O fato de o edital licitatório prever a preferência de contratação de microempresas e empresas de pequeno porte. observada a legislação específica. à taxa de câmbio vigente no dia imediatamente anterior à data do efetivo pagamento. será efetuado em moeda brasileira. Porém. No curso de um procedimento licitatório realizado para a aquisição de computadores. Frente a essa situação. 237) (Analista do TCU 2005) É ilícita cláusula do edital dispondo que os licitantes abram mão do direito de impugnar a concorrência. é vedado incluir a obtenção de recursos financeiros para sua execução. bem como a execução das obras e serviços. no caso de desempate. julgue os itens subseqüentes. quando houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em participar do processo licitatório. nos moldes da Lei n. Supondo que a União publicou edital de concorrência pública para a construção de uma biblioteca em Brasília – DF. desde que autorizado. 238) (Analista do TCU 2005) Seria ilícito ato que anulasse o referido edital. a definição prévia de um projeto básico e a existência de um projeto executivo. demonstrando claramente que a comprovação do requisito estava presente na documentação originalmente entregue. 232) (Advogado da União 2004) A licitação para a contratação de construção. seqüencialmente.º 8. 236) (Analista do TCU 2005) É ilícita cláusula que estabelece que podem concorrer na referida licitação somente empresas com sede e administração no Distrito Federal.666/1993. reforma. 230) (Procurador do TCDF 2002) Nas concorrências internacionais em que seja permitido ao licitante estrangeiro cotar preço em moeda estrangeira. porque a existência dele é requisito necessário para a validade do edital de licitação. de forma fundamentada.

se bem que ela. 248) (Juiz Federal 5. mas decidiu anular. 241) (Analista TSE 2007) A autoridade cometeu abuso de autoridade ao invalidar. 245) (Advogado da União 2004) As normas da lei de licitações se aplicam. não é sujeito a revogação. 243) (Analista do TCU 2005) Um edital de licitação emanado da ANATEL constitui ato administrativo normativo. 249) (Procurador do MP/TCU 2004) Em um mesmo processo licitatório. como regra.ª Região 2006) São modalidades de licitação: a concorrência. de observância obrigatória pelos municípios. a administração pública pode combinar as várias modalidades de licitação para o fim de atender melhor ao interesse público. qualquer licitante. somente podem participar as empresas que efetuaram cadastro perante a administração pública antes da publicação do edital. contratado ou pessoa física ou jurídica pode apresentar representação ao tribunal de contas contra irregularidades na aplicação da referida lei. respondem solidariamente pelo dano causado à fazenda pública o fornecedor ou o prestador de serviços e o agente público responsável. o leilão. civis e administrativas cabíveis. 242) (Analista TSE 2007) A autoridade atuou de acordo com o princípio administrativo da autotutela. em vez de anulá-la. pode ser realizado por leiloeiro oficial ou servidor designado para tal.º 8. em qualquer processo licitatório. no que couber. uma vez que invalidou a inabilitação. independentemente de suas qualidades ou padrões de desempenhos. a inabilitação. portanto. o convite. julgue os itens a seguir. 251) (Defensor Público AM 2003) Na tomada de preços.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA intempestividade. 19 . forma de licitação pública. aos convênios. 247) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. tomada de preços e convite é determinada pelo valor estimado da contratação. 239) (Analista TSE 2007) É correto afirmar que essa autoridade deveria ter julgado procedente o recurso. existindo limites para obras e serviços de engenharia e para compra e serviços em cada uma das três modalidades. 254) (Analista do TCE/AC 2007) O pregão é modalidade de licitação cabível nas hipóteses de compra de bens e de contratação de serviços. cuja celebração deve ser precedida da aprovação de plano de trabalho proposto pela organização interessada em celebrar a avença. 246) (Juiz Substituto TJBA 2005) Uma das mais importantes inovações da vigente Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei n. de ofício. a tomada de preço. de ofício. 252) (Analista do TCU 2005) O convite é uma modalidade licitatória incompatível com a contratação de obras de engenharia. o pregão e a consulta. o ato de inabilitação. se comprovado superfaturamento.666/1993) foi a previsão expressa da possibilidade de invocação da exceptio non adimpleti contractus em favor do contratado particular. 240) (Analista TSE 2007) A autoridade deveria ter revogado a inabilitação. 250) (Técnico do TCU 2007) A escolha entre concorrência. não faculte ao contratado exigir da administração pública o cumprimento antecipado da prestação a ela correspondente. 253) (Procurador do MP/TCU 2004) O leilão. determinando que o licitante fosse considerado habilitado e que suas propostas fossem abertas juntamente com as restantes. Nessa situação. sem prejuízo de outras sanções penais. 244) (Auditor do TCU 2007) A lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública estabelece expressamente que. o concurso.

TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 255) (Procurador do MP/TCU 2004) O pregão é modalidade licitatória que pode ser usada em contratações de qualquer valor. 263) (Analista ANATEL 2006) Em razão de previsão legal específica.100. 266) (Analista TSE 2007) A opção pelo tipo técnica e preço é viável sempre que se tratar de pregão para a contratação de serviços de natureza predominantemente intelectual. O pregoeiro verificou que os licitantes B e G não haviam obedecido aos requisitos do instrumento convocatório. é permitida às agências reguladoras a contratação de serviços pela modalidade de consulta. limitem a competição. identificar o vencedor do pregão. 257) (Juiz Substituto TJBA 2005) Considere a seguinte situação hipotética. Em um pregão. 264) (Analista ANATEL 2006) O pregão é modalidade de licitação cabível à aquisição de bens e serviços comuns. da qual apenas os licitantes A. suficiente e clara. ao final. 262) (Analista do TCU 2005) A modalidade licitatória pregão é a forma de leilão aplicável à aquisição de bens que envolvam tecnologia sofisticada ou serviços técnicos especializados.00 licitante C – R$ 10.666/1993. Essas duas modalidades de licitação se identificam por não exigirem qualquer limite de valor para sua realização. sendo vedadas especificações que. para a prestação de determinado serviço comum: licitante A – R$ 10.00 12.00 11. os participantes apresentaram propostas com os seguintes preços. na elaboração das propostas. esse dispositivo legal cria uma das diferenças essenciais entre o pregão e as demais modalidades de 20 . considerados como bens e serviços comuns. 265) (Analista do TCU 2007) O critério de julgamento aplicável a uma licitação vincula-se ao tipo de licitação. somente existe lei federal instituindo essa espécie licitatória no âmbito da administração federal. inclusive para contratações referentes a serviços de engenharia. sendo suas propostas submetidas a um júri. irrelevantes ou desnecessárias.00 licitante licitante licitante licitante E F G H – – – – R$ R$ R$ R$ licitação destinadas à aquisição de bens e serviços.100. que institui normas para licitações e contratos da administração pública. até o presente momento. a definição do objeto deste deverá ser precisa. é inviável a opção pelo tipo técnica e preço. para aquisição de bens e serviços comuns pela administração pública federal. 258) (Analista do TCU 2007) A modalidade de licitação denominada pregão pode ser utilizada para a aquisição de bens e serviços de informática e automação. 260) (Analista TSE 2007) Na licitação realizada na modalidade pregão. entendidos como aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital por meio de especificações usuais no mercado.900. 256) (Defensor Público AM 2003) O pregão é uma forma híbrida de licitação. Nessas condições. estadual ou municipal.º 8. o pregoeiro deverá passar à fase de lances verbais. Os tipos de licitação aplicáveis a todas as modalidades de licitação são os de menor preço.000.00 12. que não pode ser realizada pela administração estadual porque.º 10. contrariando o que prevê a Lei n. D e E terão o direito de participar. por excessivas. para.500. técnica e preço e maior lance ou oferta.00 licitante B – R$ 10. Já a consulta é modalidade de licitação cabível para bens e serviços não comuns. C.000.520/2002.500. combinando elementos da concorrência pública e do leilão.00 11.00 licitante D – R$ 10. 259) (Juiz Substituto TJBA 2004) Nos termos da Lei n. 261) (Analista TSE 2007) O pregão não é uma modalidade licitatória e sim uma espécie de leilão.000. que regula a licitação por meio de pregão. melhor técnica.

Acerca dessa licitação. é constitucionalmente lícito dispensar licitação com base no princípio constitucional da eficiência. observados os princípios da administração pública. seria necessária licitação para a referida contratação.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 267) (Analista do TCU 2005) É vedado realizar tomada de preço de tipo melhor técnica para a contratação de obra de engenharia. A De acordo com o princípio da adjudicação compulsória. não há a possibilidade de outros interessados se habilitarem e apresentarem a sua proposta. D É dispensável a licitação na hipótese de celebração de contrato de programa entre entes da Federação ou com entidades da administração indireta. como trabalhador autônomo. 270) (Juiz Substituto TJTO 2007) Na modalidade convite. 277) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. José foi contratado pela prefeitura de um município situado no estado de Goiás para prestar serviços de pedreiro. julgue o item abaixo. Com tal fim. 276) (Procurador do MP/TCU 2004) A venda de bens produzidos por entidades da administração pública. Diante da situação hipotética descrita. taxativas no que se refere ao rol previsto em lei. diversamente do que se passa com os casos de inexigibilidade. para a prestação de serviços públicos de forma associada nos termos do autorizado em contrato de consórcio público ou em convênio de cooperação. de observância obrigatória pelos municípios. O prefeito de um município de determinado estado pretende contratar uma sociedade de advogados para desempenhar as atividades de contencioso judicial geral e de consultoria geral do respectivo município. 274) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) A doutrina aponta como diferença entre a dispensa e a inexigibilidade de licitação o fato de aquelas serem exemplificativas e estas. as empresas estatais (sociedades de economia mista e empresas públicas). 273) (Juiz Substituto TJBA 2004) Ante a constatação de que a realização de processo licitatório emperra a agilidade da administração pública.00. todos os casos de dispensa de licitação dependem de avaliação discricionária da autoridade. se o ato de dispensa for devidamente fundamentado. 268) (Exame de Ordem OAB 2007. uma vez que permitem a competição entre os licitantes. 272) (Juiz Substituto TJTO 2007) A contratação na espécie poderia ser feita legalmente na modalidade de pregão. 278) (Promotor de Justiça MT 2005) De acordo com a doutrina. houve por bem contratar um escritório em função da sua notória especialidade. 269) (Juiz Substituto TJTO 2007) A legítima contratação na espécie poderia ser feita inicialmente com inexigibilidade de licitação.000. podem elaborar ato normativo sobre licitação. quando prestadoras de serviço público. diante da notória especialização do contratado. julgue os itens a seguir. Essa foi a única contratação dessa espécie de serviço pela prefeitura durante o ano de 2006. mas também às determinações da administração. nos quais a competição é inviável. 21 . não está sujeita a licitação.1) Quanto às licitações. 271) (Juiz Substituto TJTO 2007) Uma vez que na espécie houve licitação deserta. assinale a opção correta. Assim. o licitante contratado deve obedecer não apenas aos termos do contrato. abriu a licitação na modalidade de convite. 275) (Procurador Federal 2004) A dispensa indevida de licitação constitui ato de improbidade administrativa. diante da natureza singular do serviço. é possível a contratação do escritório com a dispensa de licitação. C A contratação de empresa de publicidade pode ser feita sem licitação. recebendo por esses serviços o montante de R$ 8. em virtude de suas finalidades. para a qual não compareceram interessados. Em novembro de 2006. B Nos termos da Constituição Federal.

a inadiabilidade da operação a ser contratada. 281) (Advogado da União 2006) Para a caracterização da situação de emergência devem estar presentes simultaneamente a imprevisibilidade da situação. Considerando a situação hipotética descrita e sabendo que a mencionada federação foi constituída na forma de associação civil. admite a contratação de profissionais do setor artístico. 285) (Advogado da União 2004) É dispensável a licitação sempre que a União tiver de intervir no domínio econômico. Uma auditoria do TCU constatou que. para caracterizar devidamente a hipótese de dispensa de licitação. enquanto a dispensa de licitação tem lugar em contexto de viabilidade jurídica de competição. avaliação prévia e licitação na modalidade de concorrência. julgue os itens seguintes. para atividades contempladas no contrato de gestão. qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo. sem que tenha sido pago o preço de venda constante da escritura. Para ocultar o fato. a administração efetiva a licitação por meio de concorrência. 286) (Oficial de Chancelaria 2006) A legislação vigente exige a realização de licitação para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais. selecionando as propostas mais vantajosas em face da qualidade. permanecendo em aberto apenas o 22 . 283) (Analista do TCU 2004) Nas sociedades de economia mista interventoras no domínio econômico. diretamente ou por meio de empresário exclusivo. qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo. a licitação é necessária para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais. 288) (Procurador MP TCM/GO 2007) A lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. ao passo que a relacionada com sua atividade meio dispensa o procedimento licitatório. em julho de 2006. devendo o contratado ser consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública. para a alienação do imóvel em questão. a iminência e gravidade do risco e a suficiência do objeto da contratação para afastar os riscos no prazo de até um ano a contar da ocorrência da emergência. 284) (Auditor do TCU 2007) Segundo dispositivos da lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública.ª Região 2006) No sistema de registro de preços. 280) (Procurador do MP/TCU 2004) Segundo a lei. seriam necessárias autorização legislativa. do preço unitário. 289) (Oficial de Chancelaria 2006) É vedada a participação. de empresa consorciada em mais de um consórcio concorrente. foi lavrada em cartório uma escritura de compra e venda de imóvel. 290) (Juiz Federal 5. determinada entidade instituída como serviço social autônomo efetuou a doação pura e simples de um imóvel a uma federação vinculada à mesma categoria econômica. de observância obrigatória pelos municípios. julgue os itens a seguir. em uma mesma licitação. aplicável subsidiariamente à situação descrita. das condições de fornecimento e de pagamento de produtos ou serviços. 282) (Advogado da União 2006) A situação adversa tida como emergencial. por inexigibilidade de licitação. 287) (Procurador Federal 2004) A dispensa de licitação de profissionais de notória especialização restringe-se a casos singulares. não pode ser resultado da falta de planejamento ou desídia administrativa em dar cumprimento a ações que prevenissem a ocorrência do fato invocado como emergência. uma compra relacionada com sua atividade-fim exige licitação.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 279) (Analista do TCU 2007) A inexigibilidade de licitação ocorre sempre que houver impossibilidade jurídica de competição. Acerca da caracterização da hipótese de dispensa de licitação. para atividades contempladas no contrato de gestão.

quando.1) Os contratos administrativos A são alteráveis qualitativa e quantitativamente pelo poder público. e desde que o faça com a necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais ou rescisão contratual. rescindi-los unilateralmente nas hipóteses legais. de forma unilateral. nos casos de serviços essenciais. a prerrogativa de. sem nova licitação. os contratos que celebrar. serviços ou compras. imóveis. D não admitem o uso da exceção do contrato não cumprido pelo poder público. no que se refere à alteração quantitativa. não ficando obrigada ao pagamento de qualquer indenização. a obrigação do contratado de manter. 296) (Procurador do MP/TCU 2004) A administração pública pode firmar certas espécies de contratos administrativos com vigência que ultrapasse o plano plurianual. será determinado o quantitativo a ser adquirido.666/1993. em se tratando de serviços especiais. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste. nos moldes da Lei n. C são rescindíveis exclusivamente pelo Poder Judiciário. 292) (Analista do TCU 2005) Em virtude da proteção constitucional do ato jurídico perfeito em matéria administrativa. D A administração pode rescindir o contrato. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. dentro de limites estabelecidos pela lei.º 8. 298) (Procurador do TCDF 2002) O regime jurídico das licitações e dos contratos administrativos. B são sempre precedidos de licitação. embora sujeitas à disciplina do direito privado. na ocorrência de caso fortuito ou força maior.666/1993. e ocupar provisoriamente bens móveis. B Como os contratos administrativos também se submetem ao princípio da formalidade. 23 . A Os contratos administrativos diferenciam-se dos demais contratos privados no que se refere às chamadas cláusulas exorbitantes. de que trata a Lei n.1) A respeito dos contratos administrativos. o percentual de 50% em relação ao valor original do contrato. a lei estabelece.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA quantitativo. eles devem ser obrigatoriamente escritos. além de cláusulas exorbitantes que os diferenciam dos contratos de direito comum. Formado o registro de preços. podem ser parte em contrato administrativo. como a cláusula que autoriza à administração impor penalidades administrativas. 295) (Juiz Substituto TJCE 2004) A sociedade de economia mista e a empresa pública. em relação a eles. a administração poderá efetuar a contratação direta. então. durante a execução do 294) (Exame de Ordem OAB 2007. 6 Contratos administrativos 291) (Procurador do MP/TCU 2004) Não se aplicam disposições de direito privado aos contratos administrativos. imóveis. é vedado à União alterar unilateralmente cláusulas contratuais em contratos administrativos. No entanto. confere à administração a prerrogativa de modificar — unilateralmente — os contratos para melhor adequação às finalidades de interesse público. cujas propostas terão validade de até um ano. de forma unilateral. como limite para os acréscimos e supressões nas obras. suspender a execução do contrato em prazo compatível com o interesse público. são regulados por legislação específica. 299) (AFPS 2003) O regime jurídico dos contratos administrativos instituído pela Lei de Licitações e Contratos não confere à administração. 300) (Analista ANATEL 2006) É cláusula necessária aos contratos administrativos. 293) (Exame de Ordem OAB 2007. C A administração pode alterar.º 8. fiscalizar-lhes a execução. com os fornecedores selecionados. assinale a opção correta. 297) (Procurador do MP/TCU 2004) Os contratos administrativos não podem ser prorrogados. ocupar provisoriamente bens móveis. os quais.

se verificar que o concessionário não está cumprindo as condições do contrato e da lei na prestação do serviço. As sanções aplicáveis nesses casos não podem ser cumuladas. a administração pública deve demonstrar a ocorrência de uma das hipóteses legais que constituem motivo de rescisão de contrato e o vínculo entre a conduta e a lesão ao interesse público. serviço ou fornecimento é motivo para imposição de penalidade. após facultado ao concessionário o exercício da ampla defesa. 304) (Juiz Substituto TJBA 2005) Durante a execução do contrato de concessão de serviço público. se o poder concedente constatar que houve nulidade na licitação ou na formação do contrato ou. decorrendo da aplicação dessa teoria um de dois efeitos: a rescisão contratual sem atribuição de culpa ou a revisão do preço para a restauração do equilíbrio do contrato administrativo. contudo. salvo com pena de multa. ainda. que tem efeito suspensivo em certas situações. O contratado. 308) (Promotor de Justiça MT 2005) A inexecução de contrato administrativo por culpa do particular permite que a administração pública apure a infração e imponha a ele uma penalidade. 302) (Analista do TCU 2004) Na rescisão do contrato em razão de inadimplemento do particular. 307) (Juiz Substituto TJBA 2004) Na execução do contrato administrativo. são modalidades de contratos administrativos que formalizam o processo de descentralização administrativa. efetuar a retenção administrativa do pagamento devido pela administração quando o contrato já tiver sido cumprido. todas as condições de habilitação e qualificação exigidas pela lei. pode o contratado pleitear indenização pelo chamado fato do príncipe. 313) (Analista do TCU 2004) Em todos os contratos administrativos relativos a obras. devem estar estabelecidas obrigatoriamente duas etapas de recebimento do objeto: a do recebimento provisório e a do recebimento definitivo. mas não para rescisão do contrato. No entanto. 312) (Analista do TCU 2004) O contrato de concessão é ajuste de direito administrativo. celebrados e gerenciados pela ANATEL. não se pode. 309) (Juiz Substituto TJTO 2007) O atraso injustificado no início da obra. por conta e risco do concessionário e sujeita a prazos e condições contratuais. para fazer jus àquela. 301) (Procurador do MP/TCU 2004) O princípio da continuidade do serviço público impossibilita a suspensão da execução do contrato em razão de inadimplência do poder público.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA contrato. a concessão é um contrato administrativo cujo objeto precisa ser exclusivamente a outorga da exploração de serviço público. precisará provar que o ato estatal foi antijurídico. 311) (Analista ANATEL 2006) Os contratos de concessão. regulamentares e legais. mas não possui caráter intuitu personae. 314) (Advogado da União 2004) A publicação resumida do instrumento do contrato ou 24 . 303) (Advogado da União 2004) O fundamento da teoria da imprevisão é a álea econômica. pode interpor recurso administrativo. caberá a encampação do contrato por parte do concedente. bilateral. oneroso e comutativo. 306) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) A decretação da falência ou a insolvência do contratado é hipótese prevista para a rescisão do contrato administrativo. 310) (Promotor de Justiça MT 2005) Na ordem jurídica administrativa brasileira. 305) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) A inexecução total ou parcial do contrato acarreta necessariamente a rescisão do contrato administrativo. sob o argumento de que o contratado possui débito com a fazenda pública. não obstante.

em quaisquer processos.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA de seus aditamentos é condição indispensável para sua eficácia. sustou.00. inicialmente fixado em R$ 150.000. A autarquia. foram constatadas as seguintes ocorrências: • contrato A — contrato de prestação de serviços contínuos celebrado com vigência de sessenta meses. julgue os itens a seguir. às suas expensas. entendendo-o ilegal. o advogado renunciou aos mandatos a ele conferidos. corrigir.º 8. remover.00. tenha decorrido de acordo celebrado entre as partes. em princípio. 315) (Procurador Federal 2004) A duração do contrato administrativo deveria ficar. Decorridos três meses sem receber. 321) (Auditor do TCDF 2002) Não se tratando de questão jurídica que possa ser considerada de objeto singular — a contratação de advogados para a proposição de ações de indenização —. 324) (Juiz Substituto TJTO 2007) Quaisquer tributos ou encargos legais criados. alterados ou extintos. 323) (Auditor do TCDF 2002) Caso a redução do valor do contrato E. foi alterado para R$ 250. com exclusividade. adstrita à vigência dos créditos orçamentários que lhe dão suporte. 25 . o objeto do contrato em que se verificarem vícios. um advogado de notória especialização para representá-la judicialmente. 317) (Procurador Federal 2004) Declarada nula a contratação. no total ou em parte. • contrato C — contratação sem licitação de escritório de advocacia de notória especialização para a proposição de ações de indenização contra quem cause prejuízo ao patrimônio da entidade. O valor dos serviços foi pactuado segundo o preço de mercado. 319) (Auditor do TCDF 2002) A cláusula que fixa o prazo de vigência do contrato A em sessenta meses poderá ser considerada legítima. reconstruir ou substituir. o advogado deverá devolver. julgue os itens que se seguem. Uma autarquia federal contratou sem licitação.666/1993. intimada da decisão do TCU. Em decorrência de auditoria realizada no setor de contratos de uma empresa pública do DF. defeitos ou incorreções resultantes da execução ou de materiais empregados. deve ser considerada ilegítima a celebração do contrato C ante a ausência de processo licitatório. • contrato B — contrato de obra pública cujo valor. 322) (Auditor do TCDF 2002) O contrato D é ilegal. supondo que se tenha constatado que o aumento no valor do contrato decorreu da aplicação da teoria da imprevisão e que a documentação que foi juntada aos autos demonstra que a única forma de recompor o equilíbrio do contrato seria repactuá-lo para o valor de R$ 250. • contrato E — contrato para fornecimento de material de expediente que fora formalizado em R$ 100. a execução do contrato. dispensada a publicação apenas dos instrumentos dos contratos sem ônus para a administração. é legítima a repactuação em exame. diante dessa constatação. nos termos da Lei n. os honorários recebidos. entendendo ilegal a contratação.000. Com relação à situação hipotética apresentada acima. de 50% do valor original. pois não se admite a terceirização de atividades-fim. pelo prazo de cinco anos.00.000.00 e posteriormente reduzido para R$ 50. uma vez que o ilícito não gera direitos.00. porque assim lhe pareceu conveniente. 320) (Auditor do TCDF 2002) Em relação ao contrato B.000. 318) (Juiz Substituto TJTO 2007) O contratado é obrigado a reparar. Em relação à situação hipotética apresentada. tão logo dela teve conhecimento. O Tribunal de Contas da União (TCU). suspendeu o pagamento dos honorários que era feito mensalmente ao advogado pelos serviços por ele devidamente prestados. 316) (Procurador Federal 2004) O TCU poderia sustar a execução do contrato. bem como a superveniência de disposições legais. então. • contrato D — contrato de fornecimento de mãode-obra para exercer atividades-fim da entidade.000. a cláusula que promoveu a referida redução deve ser considerada válida.

26 . não é possível a aplicação da teoria da desconsideração da pessoa jurídica para que os efeitos da sanção administrativa de declaração de inidoneidade para contratar com a administração pública sejam estendidos a uma nova sociedade constituída. como se fosse um agente público de direito. 330) (Analista ANATEL 2006) Os dirigentes de concessionárias de serviço público são considerados agentes públicos.º 8. os atos do agente seriam considerados nulos.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA quando ocorridas após a data da apresentação da proposta. prevista na doutrina administrativista. Considerando o assunto abordado no texto acima. ressalvados os impostos sobre a renda.666/1993. a alteração ou a extinção de quaisquer tributos ou encargos legais. diante do ordenamento jurídico brasileiro e ante o poder-dever de autotutela da administração pública. ainda quando decorrente de concurso público. Na Antiga Roma. porém. projetos ou eventos de interesse recíproco. 328) (Procurador MP TCM/GO 2007) A principal distinção entre convênio e contrato é que o convênio tem por objetivo a execução de programas. servidores públicos e Regime Jurídico Único (Lei 8. em situações excepcionais. em regime de mútua cooperação. conforme o caso. se comprovado impacto na cláusula econômico-financeira do contrato administrativo de concessão. de um lado o objeto do contrato e. 333) (Delegado de Polícia Federal 2004) Um agente de fato necessário pratica atos e executa atividades em colaboração com o poder público. 335) (Analista do TCU 2004) O servidor público investido em cargo de viceprefeito pode acumular a remuneração do cargo efetivo com a do cargo eletivo. desde que haja compatibilidade de horários. sob pena de perda do seu mandato. ou seja. quando comprovado seu impacto. após a apresentação da proposta. nos contratos regidos exclusivamente pela Lei n. sendo suas ações. condição por todos ignorada. não são considerados agentes públicos. era um escravo fugitivo. a contraprestação correspondente. a criação. confirmadas pelo poder público. enquanto que o contrato objetiva a realização de interesses diversos e opostos entre os participantes. Embora a condição de escravo fugitivo impedisse o exercício da função de pretor. 7 Agentes públicos. mesmos sócios e mesmo endereço de outra empresa punida com essa sanção. julgue os itens que se seguem. os atos praticados por Barbário Felipe foram considerados válidos. 326) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) O aumento do imposto de renda das concessionárias de serviço público é hipótese que justifica a revisão da tarifa. 325) (Juiz Substituto TJTO 2007) Nos contratos de concessão e permissão de serviço público. do outro. conforme o caso. implicarão a revisão destes para mais ou para menos. implicará a revisão da tarifa. como os mesários e os jurados. tendo em vista que se imaginava estar o agente regularmente provido no cargo.112/90) 329) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Os particulares que eventualmente colaboram com o poder público. 332) (Advogado da União 2006) A situação apresentada no texto guarda paralelo com a figura do agente de fato. 331) (Advogado da União 2006) A doutrina sobre o agente de fato tem como base principiológica os postulados da segurança jurídica e da boa-fé. pessoa que fora nomeada pretor romano e exercia tais funções. 334) (Procurador do MP/TCU 2004) Um governador de estado não pode tomar posse em cargo na administração pública federal. de comprovada repercussão nos preços contratados. foi descoberto que Barbário Felipe. para mais ou para menos. embora ela tenha mesmo objeto social. 327) (Analista do TCU 2004) Em razão do princípio da individualização da pena. de regra.

a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público. é inconstitucional. 342) (Defensor Público AM 2003) Seria inconstitucional uma lei que estabelecesse que determinados cargos em comissão seriam providos mediante concurso público. portanto. consoante estabelece a CF. o qual não poderá ser impugnado após a posse. Estes. e teria opção pela remuneração de um ou de outro. 349) (Analista do TCU 2005) Considere que a ANATEL pretenda selecionar pessoas para ocuparem cargos de provimento efetivo lotados na autarquia. tão-somente em razão da idade do candidato. 348) (Juiz Substituto TJTO 2007) A deficiência física de candidatos aprovados em concurso público pode ser comprovada com atestado médico particular. passaram a ser integral e exclusivamente regidos pela legislação trabalhista. a disciplina jurídica dos agentes públicos seguiu caminho nitidamente privatista. 341) (Defensor Público AM 2003) A Constituição da República determina que os cargos e empregos públicos são acessíveis apenas aos brasileiros e. no que concerne às empresas públicas e às sociedades de economia mista. como ocorreu com a abolição da exigência de regime jurídico único para os servidores civis. 347) (Oficial Bombeiro DF 2007) A proibição genérica de acesso a determinadas carreiras públicas. 338) (Juiz Substituto TJTO 2007) Observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. 343) (Técnico do TCU 2007) Em decorrência do princípio da organização legal do serviço público. a remuneração dos servidores públicos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário é matéria reservada à iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo. os empregos e as funções públicas são acessíveis somente aos brasileiros natos e aos naturalizados. somente por meio de lei podem ser criados cargos.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 336) (Juiz Substituto TJCE 2004) Considere a seguinte situação hipotética. Nessa situação. 339) (Auditor do TCDF 2002) O chefe do Poder Executivo tem iniciativa privativa para propor leis que disponham acerca do provimento de cargos públicos. Nessa hipótese. 337) (Analista CENSIPAM 2006) A instituição de regime estatutário aos servidores públicos só é possível por lei de iniciativa privativa do presidente da República. salvo nos casos em que a limitação de idade possa ser justificada pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. empregos e funções públicas. Pedro era servidor estável da administração direta do Ceará e veio a eleger-se prefeito de um município no estado. seria inconstitucional um ato administrativo que admitisse a inscrição de um estrangeiro para a realização de um concurso público no Brasil. 344) (Oficial de Chancelaria 2006) Excetuadas as nomeações para cargos em comissão declarados em lei como de livre nomeação e exoneração. 346) (Procurador MP TCM/GO 2007) A admissão de quaisquer empregados por empresa pública exploradora de atividade econômica referida deve ser precedida de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. mas deveria afastar-se do cargo estadual. Pedro poderia assumir o cargo eletivo. razão pela qual é inconstitucional a lei de iniciativa parlamentar que disponha sobre limite de idade para determinada carreira. 340) (Oficial de Chancelaria 2006) Os cargos. a ANATEL deve selecionar tais pessoas mediante procedimento licitatório realizado na modalidade concurso. 350) (Advogado da União 2006) A exigência de exame psicotécnico para habilitação 27 . 345) (Juiz Substituto TJCE 2004) Com as reformas constitucionais havidas nos últimos anos. como ocorre em relação aos militares.

julgue os seguintes itens. francês. Considerando essa situação. tornando-se então empregado público. 358) (Procurador Municipal de Vitória 2007) O aumento da remuneração do empregado público pode ser estabelecido livremente. alegando o excesso de serviço para o quadro atual da Procuradoria de Estado e o interesse público na contratação por prazo determinado. em cargo que não integra a carreira na qual estava anteriormente investido. como aqueles relativos à área jurídica. foi contratado por um município. Acerca dessa situação hipotética. 363) (Juiz Substituto TJTO 2007) Para atuar como professor na universidade federal. pelo período de 2 anos. havendo candidatos aprovados e vagas suficientes. 352) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) O ato normativo do TRE/AC não encontra resistência constitucional quando se considera tão-somente o fato de ter havido aproveitamento de servidores estaduais nos quadros da justiça eleitoral. tempo determinado. Considerando a situação hipotética acima à luz do regime jurídico nacional aplicável aos servidores públicos. Jean Pierre. 360) (Oficial Bombeiro DF 2007) O servidor público do DF é livre para se associar ou permanecer em associação sindical. necessidade temporária de interesse público e interesse público excepcional. 356) (Técnico do TCU 2007) A norma constitucional que concede aos servidores públicos civis o direito de greve é uma norma de eficácia limitada. sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento. O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE/AC) editou uma resolução que permite o aproveitamento de servidores requisitados de órgãos do Poder Executivo estadual e originalmente investidos em outras funções para cargos diversos no TRE/AC. 351) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se. a administração pública está obrigada a nomeá-los. que se encontra no Brasil há mais de 15 anos. 361) (Procurador MP TCE/PE 2004) A lei em comento é inconstitucional. Considere que o estado de Pernambuco tenha editado lei autorizando a contratação. Um cidadão. reside atualmente em Palmas – TO. independentemente de previsão legal e de dotação orçamentária. 362) (Procurador MP TCE/PE 2004) A contratação por prazo determinado deve atender às seguintes condições: previsão em lei dos cargos. Federal e com a legislação 357) (Procurador Municipal de Vitória 2007) O direito de greve do empregado público deve ser exercido nos termos e limites de lei complementar. 355) (Procurador do TCDF 2002) O direito de greve dos servidores públicos civis será exercido nos termos e limites definidos em lei específica. julgue os itens subseqüentes de acordo com o texto atual da Constituição pertinente. 354) (Oficial de Chancelaria 2006) É garantido a todo servidor público o direito à livre associação sindical e ao exercício irrestrito do direito de greve. que integra o Poder Judiciário da União. Atua como jornalista político em uma rádio local e também como professor convidado na universidade pública federal. pois a exceção constitucional que autoriza a contratação por tempo determinado não admite a contratação para cargos típicos de carreira. 28 . de 20 procuradores do estado.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA de candidato a cargo público somente pode ser levada a efeito caso haja lei que assim determine. julgue os itens a seguir. 359) (Procurador Municipal de Vitória 2007) O referido cidadão pode filiar-se a sindicato independentemente de autorização do representante do município. após aprovação em concurso público. 353) (Auditor do TCDF 2002) Durante o prazo de validade do concurso.

367) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Tanto os servidores públicos podem vir a responder por atos de improbidade administrativa quanto os terceiros que se beneficiem do ato. dos serviços sociais autônomos e das empresas públicas exploradoras de atividade econômica que não recebem recursos do orçamento público. Nesse caso. 29 . como.ª Região 2006) Suponha que Pedro seja professor em uma universidade pública. o TCM/GO verificou que alguns dos servidores tinham acumulado o cargo público exercido na autarquia com cargos públicos exercidos em órgãos federais ou estaduais. julgue os itens.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA Jean Pierre deve se submeter obrigatoriamente à regra constitucional do concurso público. Ao apreciar. área meio. desde que haja compatibilidade de horários e seja respeitado o teto remuneratório constitucionalmente estabelecido. dos estados. por exemplo. às seguintes cominações: ressarcimento integral do dano. 372) (Procurador do TCDF 2002) Está em harmonia com o regime jurídico dos servidores públicos a acumulação de dois cargos de enfermeiro. para fins de registro. não está impedido. ele poderá acumular o seu cargo de professor com um cargo de analista judiciário. motivo pelo qual seria inconstitucional lei complementar estadual que fixasse remuneração por subsídio para os defensores públicos do estado do Amazonas. empregos e funções públicos. de acumular esse cargo com emprego público no âmbito da administração indireta. poderá acumular os proventos da inatividade com a remuneração do cargo efetivo. 364) (Defensor Público AM 2003) A Constituição da República limita a remuneração mediante subsídio a membros de poder. civis e administrativas previstas na legislação específica. da administração direta e indireta da União. 365) (Procurador do TCDF 2002) Está em harmonia com o regime jurídico dos servidores públicos a vedação de vinculação de vencimentos para fins de pagamento de vantagens funcionais. 366) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário podem ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. 369) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Servidor detentor de cargo efetivo de agente administrativo. em tribunal regional federal. não se observa ilegalidade. a ministros de Estado e a secretários estaduais e municipais. 371) (Juiz Federal 5. sob qualquer forma. em uma subsidiária de empresa pública. fazendo que. entre outras. os atos de aposentadoria de servidores públicos de uma autarquia criada por um município do estado de Goiás. em sendo investido no cargo. suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa. direta ou indireta. Diante da situação hipotética descrita. pelo texto constitucional. 370) (Analista do TCU 2004) Um professor universitário aposentado que preste concurso público para analista de controle externo do TCU. do DF e dos municípios. independentemente das sanções penais. a detentores de mandato eletivo. 368) (Auditor do TCU 2007) A conduta do administrador público no sentido de fraudar a licitação e desviar dinheiro público constitui ato de improbidade administrativa. desde que haja compatibilidade de horários. ele fique sujeito. 374) (Procurador MP TCM/GO 2007) Tendo em vista que os acúmulos verificados são atinentes a cargos relacionados ao magistério. somente ficando excepcionados os empregados das sociedades de economia mista. no âmbito da administração direta. perda da função pública. 373) (Procurador MP TCM/GO 2007) A proibição de acumular abrange os cargos. visto que a CF admite a acumulação de até dois cargos públicos nessas condições. na área de ensino médio e superior.

por restar provada a falta funcional. no qual foi empossado na vigência das atuais normas 30 . 379) (Analista do TCU 2005) Adriano. da contribuição dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas. pois Marina foi demitida enquanto estava grávida e. detentor de cargo efetivo.” 384) (Procurador MP TCM/GO 2007) No artigo acima transcrito e em outros dispositivos da CF que tratam da matéria. durante os seis meses seguintes ao ato que determinou a sua demissão. 383) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) A Constituição Federal dispõe que as aposentadorias e as pensões dos servidores públicos federais devem ser custeadas apenas com recursos provenientes das contribuições dos servidores. Instaurou-se. 378) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) O processo administrativo está eivado de nulidade. Marina impetrou mandado de segurança contra o ato demissório. Maria. C a inexistência de direito adquirido à manutenção do regime jurídico vigente e a irredutibilidade de vencimentos. sindicância e. 382) (Procurador MP TCE/PE 2004) Conforme as diretrizes constitucionais do regime previdenciário dos servidores públicos da União. posteriormente. portanto. para os titulares de cargos efetivos.1) São características do regime jurídico estatutário A a admissão exclusiva por concurso público e a demissão após processo administrativo disciplinar. foi demitido por motivo de corrupção. sendo o referido sistema custeado com contribuições devidas exclusivamente pelos segurados. servidora pública. pois a sua demissão é inconstitucional. após ocupar cargo efetivo no TCU durante exatos dez anos. enquanto era detentora de estabilidade provisória. foi demitida por ato de improbidade administrativa. comissão de processo disciplinar. respondia a regular processo administrativo disciplinar por ter procedido de forma desidiosa no exercício da função. 380) (Procurador Federal 2004) O regime previdenciário do servidor público é de caráter contributivo e solidário e constituído por recursos decorrentes. a figura. “O tempo de contribuição federal. subsiste o caráter assistencial e solidário. Determinado servidor público. 385) (Procurador MP TCE/PE 2004) Considere a seguinte situação hipotética. Após ser regularmente processada. Neste caso. Ao fim do processo administrativo. então. Maria. Julgue os próximos itens. 381) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) As diretrizes constitucionais do regime previdenciário dos servidores públicos ocupantes de cargo efetivo incluem o caráter contributivo e solidário. dos estados. a Constituição da República garante a Adriano o direito de receber segurodesemprego. D a natureza legal e institucional do vínculo entre o servidor e a administração pública e a vedação à greve. Por estar com 6 meses de gestação.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 375) (Exame de Ordem OAB 2007. julgue o item abaixo. 377) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) Nesse caso. 376) (Defensor Público do DF 2006) Maria deve ser reintegrada ao cargo. alegando estabilidade gestante. servidora pública. relativos à situação hipotética acima. exclusivamente. estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. devido ao fato de ela ainda estar grávida quando foi demitida. Marina foi demitida. Com base nessa situação hipotética. B proibição de acumulação de cargos e a garantia da efetividade no serviço público. pode-se identificar uma nítida relação de gênero e espécie entre os conceitos de tempo de serviço e tempo de contribuição. que corresponderia a eventual retorno da servidora ao cargo seria a reintegração. na espécie. do Distrito Federal (DF) e dos municípios. ainda grávida. estava gestante quando se descobriu um ato por ela praticado que supostamente configuraria improbidade administrativa. Marina.

salvo no caso de servidores: portadores de deficiência. 396) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) Ao servidor ocupante. exclusivamente. dois dias após ter entrado em exercício. junto ao órgão. aos setenta anos de idade. considerando a sistemática atual do regime de previdência dos servidores públicos ocupantes de cargo efetivo definida pela Constituição Federal. sofreu acidente de serviço. Um servidor público. 20 anos de contribuição para o regime geral de previdência. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração não se aplica o regime geral da previdência social. 389) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) A aposentadoria voluntária de servidor ocupante de cargo efetivo deverá ser percebida de forma integral caso ocorra o atendimento dos seguintes requisitos: tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo em que se dará a aposentadoria. 395) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Os servidores públicos ocupantes de cargo em provimento comissionado estão inseridos no regime geral de previdência social (RGPS). caso ele venha a falecer em 4/3/2004. 393) (Analista do TCU 2004) Considerando que um servidor tenha ingressado no serviço público em 20/2/2004 e tenham sido averbados. para os servidores ocupantes de cargo efetivo que exija formação de nível superior. no qual foi empossado na vigência das normas constitucionais atualmente em vigor. exclusivamente. Nessa situação. se homem. 391) (Procurador MP TCM/GO 2007) A lei não pode estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. o valor do benefício de pensão por morte a ser pago a seus dependentes será igual a 20 trinta e cinco avos da remuneração que ele percebia no cargo efetivo. um ano após ter entrado em exercício. 392) (Advogado da União 2006) Para efeito de aposentadoria especial de professores.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA constitucionais. 387) (Oficial Bombeiro DF 2007) A administração pública é obrigada a aposentar o servidor público assim que este atinja 70 anos de idade. não se computa o tempo de serviço prestado fora de sala de aula. é possível instituir regime de previdência distinto do instituído para os ocupantes de cargo efetivo que exija formação de nível médio. contraiu doença incurável. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. o referido servidor terá direito à aposentadoria por invalidez. que resultou na sua incapacidade para o trabalho. ou cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. independentemente do tempo de contribuição. 397) (Procurador MP TCM/GO 2007) Ao servidor ocupante. com proventos integrais. independentemente dos anos trabalhados. conforme os termos das diretrizes definidas na Constituição Federal. que exerçam atividades de risco. 386) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Considere a seguinte situação hipotética. no âmbito do qual também se inserem os empregados públicos. 388) (Procurador MP TCE/PE 2004) No caso de aposentadoria compulsória. Nessa situação. detentor de cargo efetivo. bem como de outro cargo temporário ou de 31 . 394) (Procurador MP TCE/PE 2004) Os ocupantes de cargos em provimento efetivo e comissionado contam com o mesmo tratamento previdenciário. com proventos integrais. se mulher. o referido servidor terá direito à aposentadoria por invalidez. 65 anos de idade e 35 anos de contribuição. de servidor público ocupante de cargo efetivo. 390) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Segundo as normas constitucionais vigentes. os proventos serão proporcionais ao tempo de contribuição. e 60 anos de idade e 30 anos de contribuição.

C A demissão de servidor público tem natureza punitiva. seja aprovado em concurso público e passe a ocupar cargo público em provimento efetivo em autarquia da administração indireta do estado de Pernambuco. idade mínima de 60 anos para os homens e 55 para as mulheres e tempo de contribuição de 35 anos para o homem e de 30 anos para as mulheres. o nível de escolaridade 32 . os estados e os municípios podem estabelecer teto-limite em relação ao valor dos proventos de aposentadoria de servidores ocupantes de cargo efetivo. portanto. entre outros. posteriormente à obtenção dessa aposentadoria. os dois cargos referidos são acumuláveis. os quais serão instituídos por meio de fundos de previdência de natureza privada. exceto daquelas constituídas em regime especial. custeada pelo regime geral de previdência social (RGPS). das autarquias. se mulher. tendo. assinale a opção correta. o gozo dos direitos políticos. B Considere que um cidadão ocupe cargo efetivo de professor em determinado município e tenha sido aprovado em concurso público de técnico judiciário. cargo acessível aos que detenham nível médio de escolaridade.112/1990 instituiu o regime dos servidores públicos civis da União. como requisitos básicos. 15 anos de carreira e 5 no cargo em que se der a aposentadoria. cumulativamente. D Ao servidor público que tomou posse após a Emenda Constitucional n.1) A respeito dos agentes públicos. A Os particulares em colaboração com o poder público são considerados servidores públicos. o DF e os municípios podem definir alíquotas de contribuição previdenciária inferiores às dos servidores titulares de cargos efetivos da União. não há óbice à percepção de proventos de aposentadoria decorrente do referido regime por servidor ocupante de cargo efetivo que já conte com a percepção de aposentadoria decorrente do RGPS. para sua investidura no cargo público. 400) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) A União. e. 401) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Os estados. e 30 anos de contribuição. 398) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Segundo as normas constitucionais relativas ao regime previdenciário dos servidores públicos ocupantes de cargo efetivo. desde que preencham. a prévia aprovação em concurso público de provas ou provas e títulos. e das fundações públicas federais. caso um servidor público que tenha ocupado emprego público em empresa pública do estado de Pernambuco. ainda podem aposentar-se com proventos integrais. se homem. bem como os servidores públicos ocupantes de cargo efetivo que compõem o seu quadro administrativo e que tenham ingressado no serviço público até 16 de dezembro de 1998. inexistindo plano de complementação. 403) (Exame de Ordem OAB 2007. enquanto a exoneração não tem esse caráter. 402) (Auditor do TCU 2007) Os magistrados integrantes de tribunal regional federal. aplica-se o regime geral da previdência social (RGPS). entre outras. sendo facultativa a criação de sistemas de previdência complementar. a percepção da aposentadoria decorrente do RGPS não constitui óbice à percepção de proventos de aposentadoria decorrente do mencionado cargo público. 404) (Oficial de Chancelaria 2006) A Lei n. 25 anos de efetivo exercício no serviço público. a qual recebia recursos do referido ente federado. 405) (Auditor do TCU 2007) Os servidores públicos das autarquias federais submetem-se ao mesmo regime jurídico dos servidores públicos civis da União.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA emprego público. na forma do RGPS. passe a gozar aposentadoria por idade.º 8. as seguintes condições: 35 anos de contribuição.º 41/2003 serão exigidos para aposentadoria por invalidez os seguintes requisitos: 10 anos de tempo de serviço público. em qualquer área do conhecimento. 399) (Procurador MP TCE/PE 2004) Segundo as regras constitucionais acerca do regime previdenciário dos servidores públicos. Nessa situação. 5 anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria.

emprego ou função e pode ocorrer com extinção do vínculo pela exoneração. o ato administrativo que o exonerar será vinculado e não discricionário. demissão e morte.º 8. Reinaldo tem responsabilidade civil objetiva pelos atos que praticar no estrito cumprimento de seus deveres funcionais. 413) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) É de 24 meses o período de estágio probatório dos servidores públicos federais regidos pela Lei n. ou sem extinção do vínculo. servidor público federal. já havia adquirido a estabilidade no serviço público quando foi aprovado em concurso público para o cargo de analista do TCU. servidor público ocupante de cargo comissionado no TCU há exatos seis anos. 418) (Procurador do MP/TCU 2004) O pagamento das indenizações ao erário pelo servidor em razão de danos provocados à administração pública pode ser parcelado.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA exigido para o exercício do cargo. conforme jurisprudência dos tribunais superiores. Paulo pode requerer a sua recondução ao cargo que ocupava anteriormente até 15/1/2009. 406) (Analista do TCU 2005) Os empregados do BNDES (empresa pública federal) são servidores públicos federais e. julgue os itens que se seguem. a eles se aplica o regime jurídico estabelecido na Lei n. 409) (Defensor Público AM 2003) O ato de nomeação de Reinaldo não pode ser revogado pela administração pública.º 8. 421) (Analista do TCU 2005) Do fato de Reinaldo ocupar o mesmo cargo há seis 33 . 415) (Procurador do MP/TCU 2004) O servidor em estágio probatório não pode exercer cargo de provimento em comissão. que é um contrato administrativo de adesão em que são definidas as regras que regerão a prestação das atividades legalmente definidas para o seu cargo. e antes de entrar em exercício. 419) (Analista do TCU 2005) O indeferimento do pedido de Reinaldo foi um ato administrativo vinculado. pela promoção. mesmo sendo bem avaliado no estágio probatório em curso. a pedido do interessado. no qual tomou posse. solicitou que lhe fosse concedida licença para tratar de interesses particulares. Seu pedido foi recusado sob o argumento de que essa licença somente pode ser concedida a servidores ocupantes de cargo efetivo. aposentadoria. 408) (Defensor Público AM 2003) O ato de nomeação de Reinaldo não é vinculado.112/1990. assumindo a função em 15/1/2007. 411) (Defensor Público AM 2003) A partir da data de sua posse. em qualquer hipótese. 412) (Defensor Público AM 2003) Se um servidor solicitar regularmente sua exoneração. 416) (Procurador do MP/TCU 2004) A reversão é forma de provimento de cargo público proscrita em face da exigência de concurso público. Considerando que Reinaldo foi nomeado para o cargo de defensor público do estado do Amazonas. 414) (Defensor Público da União 2007) Paulo. Reinaldo. portanto. Reinaldo deve assinar o termo de posse. Nessa situação. 407) (Oficial de Chancelaria 2006) A investidura do cargo público ocorre com o provimento. readaptação ou recondução. 417) (Delegado de Polícia Federal 2004) A vacância é o ato administrativo pelo qual o servidor é destituído do cargo.112/1990. a idade mínima de dezoito anos e a aptidão física e mental. Considerando a situação hipotética descrita acima. detentor de cargo efetivo de auditor fiscal da previdência social. conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 410) (Defensor Público AM 2003) Após ser nomeado. 420) (Analista do TCU 2005) O argumento utilizado para indeferir o pedido de Reinaldo é juridicamente correto. mas discricionário. julgue os itens subseqüentes.

Instaurada sindicância. em estágio probatório. no período do registro da candidatura até o décimo dia seguinte ao da eleição. 422) (Advogado da União 2006) É inviável juridicamente o deferimento de licença para tratar de interesses particulares a ocupante de cargo de provimento em comissão. porquanto o superior deste tem o dever de iniciar o processo. 427) (Técnico do TCU 2007) Apesar de os servidores públicos civis federais estarem organizados em estrutura hierarquizada na administração pública. não há a obrigação. 431) (Promotor de Justiça MT 2005) No caso de servidor público cometer ilícito funcional que lese direito de cidadão. foi acusado de patrocinar indiretamente interesse privado perante a administração pública. com a mesma amplitude do direito penal. mas é o próprio cargo que é deslocado para outro órgão ou entidade. 434) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) Marina. 429) (Juiz Substituto TJBA 2005) No processo administrativo disciplinar. foi demitido por motivo de corrupção. dentro do mesmo poder. Adriano. 428) (Oficial de Chancelaria 2006) A legislação não proíbe a participação de servidor público como acionista em sociedade comercial. ainda que exercido sob a forma de mandato.ª Região 2006) No que se refere a licença para atividade política.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA anos não se pode inferir que ele tenha sido aprovado em estágio probatório. Neste caso. não se aplica. o deslocamento do cargo somente ocorre na hipótese de readaptação. fase do processo administrativo disciplinar. 432) (Analista do TCU 2005) É requisito de validade da demissão de Adriano a realização de inquérito administrativo voltado à apuração dos fatos relativos à infração disciplinar cometida pelo servidor. equipara-se ao inquérito. 34 . 424) (Analista TSE 2007) Na redistribuição. o que implica a possibilidade de a autoridade administrativa aplicar sanção a conduta que não esteja minuciosamente descrita como ilícita na norma legal. 433) (Analista do TCU 2005) A demissão de Adriano configura rescisão unilateral do contrato de trabalho que ele celebrou com a União mediante a assinatura do termo de posse. apenas o servidor público detentor de cargo efetivo fará jus à remuneração do cargo. após ocupar cargo efetivo no TCU durante exatos dez anos. de ofício. Com base nessa situação hipotética. a sindicância. não é o servidor que é deslocado de um cargo para outro. a comissão processante deve ser composta por servidor estável. respondia a regular processo administrativo disciplinar por ter procedido de forma desidiosa no exercício da função. omissão ou abuso de poder. 425) (Advogado da União 2006) O servidor que exerce cargo em comissão em localidade diversa da sua sede de expediente tem direito de receber ajuda de custo. 430) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Para o regime jurídico dos servidores públicos federais. 423) (Analista TSE 2007) Na hipótese de redistribuição. fase do processo penal. por parte desses servidores. valendo-se de sua qualidade de funcionário. Um servidor federal estatutário de nível médio. calculada sobre a remuneração integral do cargo em comissão. o processo administrativo disciplinar para apuração da falta não exigirá que o lesado represente contra o servidor. servidora pública. de dar cumprimento a ordem manifestamente ilegal. e com nível de escolaridade igual ou superior ao de Marina. assim como não há a obrigação de representar contra seu superior no caso em que a ordem configure ilegalidade. 426) (Juiz Federal 5. o princípio da tipicidade. não podendo essa licença exceder o prazo máximo de três meses. designado por autoridade competente. julgue os itens a seguir.

ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA apurou-se que outro servidor. o ato praticado pela administração é discricionário. que o servidor de nível médio praticara tão-somente ato de deslealdade para com a instituição a que serve e o servidor de nível superior patrocinara indiretamente interesse privado perante a administração pública. o administrador foi citado e notificado por meio de edital. julgue os itens seguintes. valendo-se da qualidade de funcionário. Quanto à situação hipotética acima. informação de que o administrador havia tentado alienar os bens que possuía. de nível superior. No decorrer do processo. quando isso for conveniente ao serviço público. a conduta de um administrador público do Poder Executivo federal no sentido de fraudar a licitação e desviar dinheiro público sujeita-o à pena de demissão. o prazo legal máximo fixado para a conclusão do processo disciplinar foi prorrogado. o presidente da comissão. a ser aplicada pelo presidente da República. ante o grande volume de fatos a apurar. após regular processo administrativo disciplinar. Ante a situação hipotética acima descrita. 436) (Procurador Federal 2004) A prorrogação do prazo de conclusão de processo administrativo disciplinar era admissível. 442) (Auditor do TCU 2007) Nos termos da lei federal que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União. quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificarem a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. a apuração da responsabilidade do servidor pela infração praticada no exercício de suas atribuições deve ser feita por meio de processo disciplinar em que sejam garantidos ao servidor o contraditório e a ampla defesa. entre eles. admitida a sua prorrogação por igual prazo. Produzidas as defesas. 35 . que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível. é causa de demissão. 441) (Auditor do TCU 2007) Nos termos da lei federal que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União. 439) (Procurador Federal 2004) O presidente da República não poderia exonerar o servidor de nível médio. O prazo para conclusão do processo não deve exceder sessenta dias. o TCU condenou um administrador público solidariamente com uma empresa particular à restituição de determinada quantia aos cofres públicos. teria sido co-autor da infração. porque ele não foi ouvido previamente na sindicância. 435) (Procurador Federal 2004) O afastamento por 90 dias de ambos os servidores foi ilegal. 438) (Procurador Federal 2004) O patrocínio. Nesse caso. Instaurado processo disciplinar contra os dois servidores. converter a penalidade de suspensão aplicada a servidor público em multa. sendo pacífica a jurisprudência do STF no sentido da indelegabilidade dessa atribuição. O administrador era ocupante de cargo efetivo e integrante dos quadros de um órgão do Poder Executivo federal. 440) (Técnico do TCU 2007) A administração pública pode. ao final. julgue os itens seguintes. uma vez que ele não cometera infração punível com pena de demissão. estatutário e estável. ficou comprovado o conluio do administrador e dos representantes da empresa para fraudar a licitação e desviar dinheiro público. Havia. uma vez que não tinha domicílio certo. como medida cautelar. nos autos. O processo deve ser conduzido por uma comissão composta de três servidores estáveis designados pela autoridade competente. Indiciados. No processo. de interesse privado perante a administração pública. valendo-se da qualidade de funcionário. por igual período. uma única vez. outrossim. ambos foram afastados do exercício de seus cargos pelo prazo de 90 dias. ainda que indireto. 437) (Procurador Federal 2004) A demissão do servidor de nível superior foi ilegal. Ao julgar um processo de tomada de contas. a comissão do processo disciplinar concluiu. O presidente da República demitiu o servidor de nível superior e exonerou o servidor em estágio probatório. 443) (Analista do TCU 2004) O processo disciplinar pode ser revisto de ofício.

fundamentada em decisões do STF. entre as vagas destinadas aos deficientes. em 1. julgue o item que se segue.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 444) (Analista ANATEL 2006) A possibilidade de as agências reguladoras requisitarem servidores e empregados de órgãos e entidades integrantes da administração pública é prevista. respectivamente. Três meses após ter tomado posse para cumprir o seu mandato. mas ficando posicionado em oitavo lugar. de um total de 5 vagas. Maria não terá direito à sua nomeação. para a formação de um ato único. 450) (Procurador do TCDF 2002) Os servidores dos conselhos profissionais são servidores estatutários. João e Paulo classificaram-se em 1. a jurisprudência pacífica do TCU. é no sentido de que a admissão de empregados por essas entidades deve ser precedida de prévio concurso público de provas ou provas e títulos. 446) (Procurador MP TCM/GO 2007) A aposentadoria do servidor público pode ser corretamente classificada como ato administrativo complexo. previa que 20% das vagas seriam destinadas aos deficientes físicos. Pedro foi aprovado em concurso público para investidura em cargo público no âmbito estadual. em primeiro lugar. Maria. entre os aprovados às vagas destinadas aos não-deficientes. todavia. Maria foi classificada em 6. logo após a exoneração. Com base na situação hipotética acima. ante a natureza autárquica desses conselhos. a obrigatoriedade da reposição das importâncias recebidas de boa-fé. 453) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STF. julgue os itens. Nessa situação. em concurso. somente se aperfeiçoando com o registro pelo tribunal de contas competente. 449) (Procurador do MP/TCU 2004) O julgamento.º lugar.º lugar. por si só. pelo TCU. mas somente a outras modalidades de controle externo. de ilegalidade de concessão de aposentadoria não implica. na classificação geral. todavia. em lei. 448) (Procurador MP TCM/GO 2007) Os empregados de empresa pública exploradora de atividade econômica são submetidos ao regime da CLT e os atos de admissão desses empregados não estão sujeitos a registro pelo TCM/GO. não se aplica à Ordem dos Advogados do Brasil. 451) (Auditor do TCU 2007) Os empregados dos conselhos de fiscalização profissional não são servidores públicos em sentido estrito. Tal jurisprudência. em razão de sua experiência no setor. 36 . com base em lei estadual. para prestar consultoria a uma empresa ligada ao setor de telecomunicações. 452) (Analista do TCE/AC 2007) Considere a seguinte situação hipotética. O edital do concurso previa que seriam destinados 5% dos cargos vagos aos deficientes. com base no tratamento constitucional destinado aos servidores públicos. A respeito da situação hipotética apresentada. Sônia. a administração deve nomear Pedro para que ele tome posse logo após a nomeação do candidato aprovado em primeiro lugar na classificação geral.º lugar e Sônia. 445) (Analista ANATEL 2006) A esse exdiretor não se aplica nenhum impedimento para prestação de qualquer tipo de serviço a empresa integrante do setor regulado pela agência. 447) (Analista do TCU 2005) Ato administrativo que nomeie um cidadão brasileiro para cargo comissionado lotado na ANATEL tem como requisito essencial de validade a sua aprovação pelo TCU. pois se forma pela manifestação de vontade de órgãos administrativos diferentes. expressamente. cujo edital. em relação aos candidatos que disputavam as vagas destinadas aos deficientes físicos.º e 2. já que devem ser duas as vagas destinadas aos deficientes físicos e somente cinco destinadas aos não-deficientes. João e Paulo foram aprovados em concurso público para provimento de 7 vagas de analista judiciário no tribunal de justiça de determinado estado da Federação. um diretor da ANATEL foi exonerado a pedido e. nos termos da norma constitucional. foi contratado.

necessários que são para se aferir capacitação moral para o exercício da função pública. a justiça do trabalho será competente para dirimir os conflitos dessa relação jurídica. 468) (Analista do TCU 2007) Segundo a corrente doutrinária conhecida como essencialista. 460) (Juiz Federal 5. mas mera expectativa de direito. Assim. sem violação à garantia constitucional dos direitos adquiridos. inclusive no intuito de reverter a pena aplicada. o exame psicotécnico pode ser estabelecido para concurso público. o conceito de serviço público. PPPs.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 454) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. 457) (Auditor do TCDF 2002) Em razão do princípio da vinculação ao edital. nem tampouco as leis o fazem. 8 Serviços públicos. 455) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. João deve ser nomeado somente depois de nomeados os candidatos aprovados para as vagas destinadas aos não-deficientes.ª Região 2006) Conforme entendimento do STF. a prescrição da pretensão punitiva não é causa de desconsideração de antecedentes criminais. 461) (Analista TSE 2007) A condenação de um servidor público pela prática de ato de improbidade administrativa deve ocorrer mediante administrativo disciplinar. mesmo após o estágio probatório de novo cargo assumido. não é possível identificar um núcleo relativo à natureza da atividade que leve à classificação de uma atividade como serviço público. caso a administração resolvesse não contratar nenhum dos candidatos aprovados. 465) (Juiz Substituto TJTO 2007) João ocupava exclusivamente cargo em comissão no estado do Tocantins. em face de improbidade administrativa. processo 462) (Juiz Federal 5. o servidor público federal tem direito de retornar a cargo federal anterior. podendo ter caráter subjetivo. desde que haja expressa previsão no edital. adentrar no mérito do julgamento administrativo. além de apreciar a regularidade do procedimento à luz dos princípios do contraditório. 458) (Procurador do TCDF 2002) Está em harmonia com o regime jurídico dos servidores públicos a ilegitimidade do veto a candidatos quando embasado em avaliação da saúde psicológica a partir de exame restrito a uma entrevista privativa. 456) (Auditor do TCDF 2002) A exigência de altura mínima para o exercício de cargo público é incompatível com o regime constitucional de preservação da dignidade humana. nãoimpugnada pelo candidato antes de sua realização. 466) (Procurador Federal 2007) Empregado público na administração direta federal em desvio de função não possui direito ao pagamento das diferenças salariais pela função exercida. não podendo constituir exigência legal ou editalícia. 37 . Sônia não teria direito subjetivo à nomeação. sendo o ato de nomeação um ato discricionário. 464) (Procurador do TCDF 2002) Está em harmonia com o regime jurídico dos servidores públicos a plena liberdade na reestruturação remuneratória dos cargos. da ampla defesa e do devido processo legal. desde que observada a vedação de decesso remuneratório. no Brasil.ª Região 2006) O servidor público não pode sofrer a pena de perda do cargo público. cabe ao Poder Judiciário. a conceituação do serviço público deve ser buscada na doutrina. consórcios públicos convênios e 467) (Analista do TCU 2007) A Constituição federal não traz expresso. 459) (Auditor do TCDF 2002) Para fins de concurso público. ainda que não-exigido por lei. Nessa situação. em seu texto. 463) (Oficial Bombeiro DF 2007) No controle do processo administrativo disciplinar. em decorrência exclusiva de decisão administrativa proferida em sede de processo administrativo disciplinar.

pelo princípio da continuidade do serviço público essencial e da dignidade da pessoa humana. em face do princípio da continuidade do serviço público. da eficiência. 477) (Juiz Substituto TJTO 2007) Não se exige que José seja notificado da ausência de pagamento para que haja o corte de energia elétrica. permissionários ou autorizatários. exclusivamente à pessoa de um cidadão que lhes faça jus. 474) (Juiz Substituto TJBA 2005) Os serviços públicos essenciais devem ser prestados de maneira contínua. não pagou a fatura de energia elétrica de sua residência relativamente ao mês de abril de 2007. autorizandose. sendo prestados de forma direta. para que um serviço público se insira na primeira categoria. corresponde aos chamados serviços administrativos. não caracteriza descontinuidade do serviço público concedido. 471) (Delegado de Polícia Federal 2004) Os serviços de utilidade pública têm característica de essencialidade e necessidade para os membros da coletividade. 481) A Constituição da República determina que a cada município brasileiro cabe prestar o serviço público de transporte coletivo. está. 475) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. iluminação pública.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 469) (Juiz Substituto TJBA 2004) Quanto à essencialidade. por meio de concessionários. quando necessária à satisfação de relevante interesse público ou de imperativos de segurança nacional. desempregado. 479) (Juiz Federal 5. a sua interrupção. Os primeiros são aqueles prestados.ª Região 2006) A interrupção do fornecimento de serviço por inadimplemento do usuário. ao passo que os últimos são prestados à coletividade globalmente considerada ou a um grupo de pessoas. a concessionária não pode suspender o fornecimento de energia elétrica. determinou a suspensão do fornecimento de tal serviço. A concessionária do serviço. 473) (Analista do TCU 2004) Os requisitos do serviço público identificam-se com o conteúdo dos princípios da permanência ou continuidade. 476) (Juiz Substituto TJTO 2007) O serviço de fornecimento de energia elétrica a José se caracteriza como impróprio e individual. desde que feita após prévio aviso. julgue os itens acerca dos serviços públicos. seja diretamente. não pode o órgão público prestador de serviço público essencial cortar o fornecimento de serviço a consumidor que permaneça inadimplente após ter sido previamente notificado. em cada ocasião. 472) (Juiz Substituto TJBA 2005) De acordo com a classificação dos serviços públicos quanto ao objeto. Diante dessa situação hipotética. por meio de seu dirigente. da modicidade e da cortesia. considerado o interesse da coletividade. Portanto. José. inadimplente no que se refere ao pagamento de sua conta de luz e não possui as mínimas condições econômico-financeiras de satisfação desse débito. da generalidade. pela administração pública. julgue o item que se segue. os serviços públicos podem ser classificados em essenciais ou em não-essenciais. não deve ser efetuada a suspensão do fornecimento de energia elétrica. Nessa mesma conta. seja 470) (Juiz Substituto TJCE 2004) Uma das classificações dos serviços públicos divide-os em serviços uti singuli e uti universi. 480) (Procurador do MP/TCU 2004) O serviço público detentor de poder de polícia não pode ser objeto de concessão a particular. uma vez que pode ser essencial por sua própria natureza. não é necessário haver lei que assim o defina. há mais de dois meses. ou indireta. Com base nessa situação hipotética. a intervenção estatal na atividade econômica. João. 478) (Analista ANATEL 2006) A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento de que. foi cobrada a contribuição de 38 . residente em Palmas – TO. via de conseqüência.

490) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) A concessão de serviço público de limpeza urbana dispensa a edição de lei autorizativa municipal. sendo a remuneração pela execução do serviço feita por meio de tarifa. no curso do prazo contratual. imitiu-se na posse dos bens por meio dos quais o serviço era prestado. tem natureza de preço público e é fixada pelo preço da proposta vencedora da licitação e preservada pelas regras de revisão previstas na lei que disciplina o regime de concessão de prestação de serviços públicos. razão pela qual. não havendo. ainda. qualquer direito subjetivo à continuidade da autorização. portanto. foi estabelecido que a remuneração dos serviços darse-ia por meio de pagamento de tarifa paga pelos usuários e. o poder concedente pode decretar a retomada do serviço. 493) (Procurador Federal 2004) É legal a previsão de remuneração do 39 . pactuada sem prazo determinado. com o intuito de se assegurar a igualdade de condições a todos os concorrentes e a seleção da proposta mais vantajosa.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA mediante regime administrativo concessão ou permissão. a empresa propôs demanda na qual alegou e provou a inexistência dos motivos de interesse público que motivavam a retomada. de último e desde que não se trate de situação de emergência. Durante a vigência da concessão. Em relação a essa situação hipotética. por meio de concorrência pública. por meio de outras fontes provenientes de receitas alternativas. D no curso do prazo contratual. 484) (Advogado da União 2002) O regime jurídico da autorização não é constitucionalmente compatível com a exploração de serviço público por parte de pessoa jurídica privada. Concedido serviço público a uma empresa privada. uma vez que a relação de consumo subjacente não pode ser gratuita. que. 485) (Defensor Público do DF 2006) A discricionariedade ínsita aos atos de autorização de serviços públicos permite ao poder público avaliar a conveniência de eventual revogação do ato autorizado. o poder concedente não pode intervir na prestação do serviço. por parte do particular. 492) (Procurador Federal 2004) A concessão do serviço público podia dar-se por meio de tomada de preços. que é feita por conta e risco do concessionário. por motivo de interesse público. B o concessionário está autorizado a interromper a prestação dos serviços por inadimplemento do usuário independentemente de prévio aviso deste 491) (Procurador do MP/TCU 2004) Na alienação do controle acionário de empresa estatal prestadora de serviço público. ante a imposição constitucional de realização de licitação nas concessões. no edital e no contrato. 487) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) É vedada a concessão de serviço público por prazo indeterminado. 483) (Oficial Bombeiro DF 2007) A delegação de concessão ou permissão de serviço público pelo poder público está subordinada ao princípio da obrigatoriedade de licitação prévia. independentemente de prévio pagamento de indenização ao concessionário. a prestação do serviço deveria ser retomada. Irresignada com o ato de retomada. mas a titularidade do serviço permanece em poder da administração pública. julgue os itens a seguir. a administração pública entendeu que. a remuneração do concessionário está condicionada à fixação de tarifa. 489) (Procurador do MP/TCU 2004) Na concessão de serviço público. C no curso do prazo contratual. não se pode transferir concomitantemente a concessão do serviço público. sem pagamento de indenização. 488) (Exame de Ordem OAB 2007. por motivos de interesse público.1) Nas concessões de serviço público A o concessionário presta o serviço em nome próprio. cumulativamente. 486) (Advogado da União 2004) As concessões de serviço público têm natureza de contrato administrativo. paga pelo usuário. 482) (Analista do TCU 2007) O DF deve prestar os serviços públicos previstos como de competência dos estados e dos municípios.

504) (Juiz Federal 5. ocorreu dissídio coletivo dos motoristas e cobradores e. foi constatado que. 501) (Auditor do TCDF 2002) A repactuação ocorrida no contrato para a linha A. foram identificadas as ocorrências a seguir indicadas. tem como características a precariedade e a possibilidade de revogação unilateral do contrato pelo poder concedente. haja vista a existência de lei do DF que determina que. por motivo de interesse público 507) (Analista ANATEL 2006) Denomina-se encampação a retomada do serviço pelo 40 . Ainda em relação à linha A. 498) (Procurador do TCDF 2002) A prestação de serviços públicos sob o regime de permissão dar-se-á. para trechos experimentais. Para uma primeira linha — A —. 503) (Analista do TCU 2007) No exercício da fiscalização e do controle dos serviços públicos prestados por concessionários e permissionários. foi contratada uma determinada empresa sem licitação. em conseqüência. por intermédio de licitação pública. por sua conta e risco. obrigatoriamente. considerada ilegal a cláusula que estipulou prazo certo para a linha A. em decorrência do dissídio coletivo. 494) (Procurador Federal 2004) A concessão pactuada. na caducidade do contrato de concessão. a administração pública terá acesso aos dados relativos a administração. Para uma segunda linha — linha B —. desde que tenham sido observados os parâmetros definidos em lei local.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA concessionário por fontes provenientes de receitas alternativas. necessariamente. modalidade de licitação adotada para a linha A. 502) (Auditor do TCDF 2002) Com base na legislação vigente. na modalidade de tomada de preço. recursos técnicos. 496) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) As permissões de serviço público são formalizadas mediante contrato de adesão. e o edital previa a celebração de contrato de permissão pelo prazo de cinco anos. Em decorrência de auditoria realizada no setor de transporte coletivo de passageiros no DF. devendo ser. durante o prazo da concessão. o TCDF deverá deixar de aplicar a lei do DF que amparou a contratação de permissionárias para a linha B sem licitação. 497) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Quando a permissão de serviço público se der a título precário. deve ser considerada ilegal. foi aplicada a teoria da imprevisão para aumentar o valor das tarifas cobradas dos passageiros como forma de recompor o equilíbrio econômicofinanceiro do contrato. Em face da situação hipotética acima. portanto. realizada com base na teoria da imprevisão.ª Região 2006) A condenação transitada em julgado da concessionária por sonegação de tributos importa. 500) (Auditor do TCDF 2002) A permissão de serviço público tem como uma de suas principais características a precariedade e a revogabilidade unilateral. contabilidade. ante a sua manifesta inconstitucionalidade. ante a indeterminação do prazo da concessão. é ilegal. econômicos e financeiros das permissionárias e concessionárias. formalizada mediante celebração de contrato de adesão entre o poder concedente e a pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para o seu desempenho. havia sido realizada licitação. é possível a contratação sem licitação de empresa permissionária por prazo não-superior a dois anos. julgue os itens que se seguem. e exigir a realização de licitação. 506) (Procurador do MP/TCU 2004) Denomina-se encampação a retomada do serviço concedido pelo poder concedente. 505) (Procurador Federal 2004) A retomada do serviço público por motivos de interesse público denomina-se encampação. não houve qualquer ilegalidade. será dispensada a licitação. 495) (Delegado de Polícia Federal 2004) A permissão de serviço público. 499) (Auditor do TCDF 2002) Acerca da adoção de tomada de preço. três meses após a celebração do contrato com a empresa que venceu a licitação.

após prévio pagamento de indenização. na gestão anterior à do atual secretário de infra-estrutura. Considere a situação em que o poder concedente. 515) (Procurador Federal 2004) A inexistência do motivo para a retomada do serviço público. em face do princípio da separação de poderes. pode ser rescindido por iniciativa do concessionário. in limine. a concessão em definitivo da segurança almejada no sentido de desconstituir o ato administrativo impugnado. logo após a extinção do contrato de concessão. Com referência à situação hipotética acima e à legislação a ela pertinente. 509) (Procurador MP TCE/PE 2004) Para respeitar a legislação vigente. tenha optado. pois o contrato celebrado não foi precedido da indispensável realização de procedimento licitatório público. A empresa Expresso 1111 impetrou mandado de segurança contra ato do secretário de infraestrutura de uma unidade da Federação. um contrato que. 512) (Juiz Federal 5. 514) (Procurador Federal 2004) Em face do princípio da continuidade do serviço público. de que a continuidade da prestação dos seus serviços à população atende ao interesse público seria suficiente para que fosse mantido o seu contrato com a administração pública estadual. julgue os seguintes itens. por motivo de interesse público. A empresa Expresso 1111 não se submeteu a processo licitatório. o poder concedente dispõe de 12 meses para indenizar o concessionário. sem pagamento de indenização. a retomada deverá ser autorizada por lei específica. pela retomada de um serviço concedido. a exploração da linha. com base no contrato até então em curso. por ter a concessionária descumprido cláusulas contratuais ou disposições legais ou regulamentares concernentes à concessão. exigido 41 . A inicial requereu a suspensão. durante o prazo da concessão. 516) (Procurador Federal 2007) Na situação em apreço. 508) (Procurador MP TCE/PE 2004) A essa modalidade de extinção da concessão dá-se o nome de encampação. Como o novo secretário anulou esse contrato entre o estado e a empresa Expresso 1111.ª Região 2006) O contrato de concessão de serviço público. ainda que não houvesse motivo para dispensa ou inexigibilidade da licitação. a Expresso 1111 entendeu ter direito líquido e certo de continuar a exploração da linha. a imissão na posse dos bens por meio dos quais o serviço era prestado pela empresa. a simples demonstração. segundo seu entendimento. nos casos de descumprimento das normas contratuais pelo poder público. expresso no ato. em decorrência de descumprimento das normas contratuais pelo concessionário.º 3/2000 concedido à Expresso 3333 para operar a linha referida e. ao final. tendo realizado licitação e concedido à Expresso 3333. que concedeu permissão para a atividade de transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros entre duas cidades à empresa Expresso 3333. 517) (Procurador Federal 2007) A empresa Expresso 1111 não é legítima detentora de direitos contratuais para a exploração do serviço de transporte coletivo de passageiros. pela empresa Expresso 1111. A respeito dessa situação. 511) (Delegado de Polícia Federal 2004) O contrato de concessão de serviço público extingue-se pela rescisão quando a iniciativa de extinção do contrato é do poder concedente.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA poder concedente. dos efeitos do Termo de Permissão Condicionada n. 513) (Advogado da União 2004) A extinção do contrato de concessão de serviço público por meio da encampação se consuma com a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão. por motivo de interesse público e realizada mediante lei autorizativa específica. é legal. mas obteve. 510) (Procurador MP TCE/PE 2004) Após a retomada. julgue os itens que se seguem. a habilitava plenamente ao exercício da atividade. determina sua invalidade. independentemente de decisão judicial. empresa vencedora do certame.

porém. responsabilidade subsidiária do Estado. às sociedades de economia mista e às demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União. aos fundos especiais. exercido em auxílio ao Congresso Nacional. conservando-se a sua titularidade. às empresas públicas. às fundações públicas. 527) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a Lei n. 519) (Analista ANATEL 2006) A concessão de serviços de telecomunicações é a delegação de sua prestação. e não no de franquia.º 11.079/2004. mediante contrato. 528) (Auditor do TCU 2007) Todas as etapas do processo de licitação e contratação da PPP referida estão sujeitas ao controle do TCU. a concessionária sujeita-se aos riscos empresariais. sendo remunerada pela cobrança de tarifas dos usuários ou por outras receitas alternativas e respondendo diretamente pelas suas obrigações e pelos prejuízos que causar. já que em ambas se transfere a execução do serviço público. 521) (Juiz Substituto TJTO 2007) Por meio da terceirização de mão-de-obra. 529) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei n. Nesse caso. 523) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei n. pelo DF e pelos municípios. a validade e a eficácia do contrato administrativo. na medida em que somente no contrato de concessão. enriquecimento e industrialização de minérios e minerais nucleares e seus derivados. 524) (Analista Inmetro 2007) Nas parcerias público-privadas (PPP) a remuneração do parceiro privado deve ser exclusivamente tarifária. o fornecimento e a instalação de equipamentos ou a execução de obra pública. se não ocorrer ausência ou falha na fiscalização do concedente. Eles se diferenciam. às autarquias. Não há. contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.º 11. 526) (Juiz Substituto TJTO 2007) Concessão patrocinada é o contrato de prestação de serviços no qual a administração pública é usuária direta ou indireta. sendo vedado o pagamento de contraprestações públicas. pode haver rescisão unilateral. 520) (Juiz Substituto TJTO 2007) O contrato de concessão se iguala ao de franquia. pelos estados. 525) (Juiz Substituto TJTO 2007) Uma das diferenças entre a parceria públicoprivada e a concessão de serviço público refere-se à forma de remuneração. adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários. já que naquela haverá necessariamente contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. incluindo eventual prorrogação. macula a existência. nos casos de prestação de serviço público sob o regime de permissão ou concessão.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA não só por lei. Nesse 42 .079/2004 proíbe expressamente a celebração de contrato de parceria público-privada que tenha como objeto único o fornecimento de mão-de-obra. 522) (Oficial de Chancelaria 2006) A União pode estabelecer contrato com empresas estatais ou privadas para realizar atividades de pesquisa. ainda que envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens. 518) (Procurador Federal 2007) A licitação é pressuposto que. não constitui parceria público-privada a concessão de serviços públicos ou de obras públicas quando não envolver contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. O contrato da PPP na modalidade patrocinada deve envolver. dada pela administração. não podendo ter prazo de vigência inferior a 5 anos nem superior a 35 anos. lavra. uma vez ausente. mas também pela própria CF.º 11. o Estado pode transferir a atividade-fim para que os particulares a desempenhem em um regime de direito privado. 530) (Advogado da União 2006) Considere que um ministério pretenda contratar o fornecimento de mão-de-obra para a execução de uma obra pública.079/2004 contém dispositivos aplicáveis aos órgãos da administração pública direta. que é o titular do controle externo.

para as PPPs na modalidade patrocinada. serviços. conforme regulamento. 531) (Advogado da União 2006) Nos contratos de parceria público-privada. deverá obedecer a padrões de governança corporativa e adotar contabilidade e demonstrações financeiras padronizadas.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA caso. o consórcio deve ser uma pessoa jurídica de direito privado.º 11. se prevista em contrato. ou entre estas e organizações particulares. a contraprestação da administração pública. 540) (Auditor do TCU 2007) Segundo lei específica recentemente editada. para a realização de objetivos de interesse comum dos partícipes. 539) (Auditor do TCU 2007) Consoante disposição expressa da Constituição Federal. 536) (Juiz Substituto TJTO 2007) A contratação de parceria público-privada será precedida de licitação modalidade de concorrência. os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados. salvo aquisição por instituição financeira controlada pelo poder público em caso de inadimplemento de contratos de financiamento. sob pena de nulidade. Assim. ficando vedado à administração pública ser titular da maioria do seu capital votante. o poder público não pode contratar parceria público-privada quando a soma das despesas de caráter continuado derivadas do conjunto das parcerias já contratadas tiver excedido. nos termos do Código Civil. esse ministério pode-se valer da celebração de contrato de parceria público-privada. que poderá assumir a forma de companhia aberta. 534) (Juiz Federal 5. vinculada ao seu desempenho. 532) (Juiz Substituto TJTO 2007) Nas parcerias público-privadas. poderá prever o pagamento de remuneração variável. o pagamento ao parceiro privado não pode ficar vinculado à qualidade do seu desempenho. 541) (Juiz Substituto TJTO 2007) Os consórcios são acordos firmados por entidades públicas de qualquer espécie. os estados. o Distrito Federal (DF) e os municípios devem disciplinar. conforme metas e padrões de qualidade e disponibilidade definidos no contrato. pois os riscos do empreendimento devem ser repartidos entre as partes. 533) (Advogado da União 2006) Antes da celebração do contrato de parceria público-privada. a qual poderá adotar a forma de companhia aberta. um consórcio deve ser constituído na forma de associação civil. por meio de lei. é obrigatória. 43 . 535) (Juiz Substituto TJTO 2007) Nas parcerias público-privadas. para análise e aprovação. pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. deve ser constituída sociedade de propósito específico. durante a execução do contrato. na 537) (Auditor do TCU 2007) Nos termos da lei federal que regula as PPPs na administração pública brasileira. de organização de pessoas para fins não-econômicos. no ano anterior. bem como a transferência total ou parcial de encargos. tendo como associadas duas pessoas jurídicas de direito público interno.079/2004. antes da publicação na imprensa oficial. 538) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a Lei n. por ter o poder-dever de fiscalização sobre ela. uma vez que se trata. a União. que regula os consórcios administrativos no âmbito da administração pública brasileira. a submissão da minuta do edital e do contrato ao TCU.ª Região 2006) O contrato de parceria pública e privada deve ser firmado entre o poder público e uma sociedade de propósito específico. podendo autorizar a gestão associada de serviços públicos. a sociedade de propósito específico. com valores mobiliários admitidos a negociação no mercado. em 1% a receita corrente líquida do exercício. da qual a administração pública não pode fazer parte.

do contrato de consórcio público celebrado entre os municípios que o integram. sendo imprescritíveis tanto os bens de uso comum do povo como os bens de uso especial. constituíram. 547) (Procurador MP TCM/GO 2007) A União pode celebrar convênios com o referido consórcio público. o integra a dos três 548) (Procurador MP TCM/GO 2007) A existência legal da pessoa jurídica que constitui o consórcio mencionado começa com a publicação. por ato administrativo ou por lei. na forma estabelecida na legislação civil. os fins e a sede do consórcio. na imprensa oficial. 544) (Procurador MP TCM/GO 2007) O estatuto que dispõe sobre a organização e o funcionamento de cada um dos órgãos constitutivos do mencionado consórcio é nulo se não contiver. apenas os dominicais são sujeitos a usucapião. três municípios vizinhos. contratos e renúncias de receitas. 9 Bens públicos 549) (Analista do TCU 2007) Domínio público é um conceito mais extenso que o de propriedade. 557) (Procurador do MP/TCU 2004) Os bens públicos podem ser objeto de oneração desde que não se tenha por fim a constituição de direito real de garantia. 553) (Juiz Substituto TJTO 2007) A desafetação de bem público só pode ser feita por meio de lei. 545) (Procurador MP TCM/GO disposição expressa da lei dispõe sobre normas contratação de consórcios mencionado consórcio administração indireta municípios consorciados. a denominação. 44 . legitimidade e economicidade de despesas. pois ele inclui bens que não pertencem ao poder público. 550) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Bens públicos dominiais são aqueles afetados ao serviço público. que é regida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 554) (Procurador Federal 2004) Os bens das autarquias não estão sujeitos a penhora. diretrizes e normas que regulam o Sistema Único de Saúde (SUS). 542) (Procurador MP TCM/GO 2007) O consórcio público mencionado está sujeito à fiscalização contábil. prestação de contas e admissão de pessoal. a imprescritibilidade é qualidade apenas dos bens de uso comum do povo e dos bens de uso especial. Acerca da situação hipotética descrita. julgue os itens. situados no estado de Goiás. 551) (Defensor Público AM 2003 – adaptada) A instituição de cobrança pelo uso de estacionamento público faz com que a referida área deixe de ser bem de uso público comum do povo e passe a ser bem de uso especial. 546) (Procurador MP TCM/GO 2007) Ao mencionado consórcio público não é obrigatória a obediência aos princípios. 555) (Analista do TCU 2004) Segundo entendimento jurisprudencial. um consórcio público para a realização de objetivos e interesses comuns e para a prestação de serviços na área de saúde. 556) (Defensor Público AM 2003) Entre os bens públicos. celebração de contratos. operacional e patrimonial do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM/GO). 543) (Procurador MP TCM/GO 2007) O referido consórcio público deve observar as normas de direito público no que concerne a realização de licitação. entre outras disposições. inclusive quanto a legalidade.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA Em 2006. 552) (Analista do TCU 2004) Os bens dominiais ou do patrimônio disponível podem ser afetados a uma utilidade pública. 2007) Por federal que gerais de públicos. atos. com o objetivo de viabilizar a descentralização e a prestação de políticas públicas em escalas adequadas.

foram revogados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). estão as terras devolutas. considerada terra devoluta. há outros. Além desses bens. a característica de inalienabilidade dos bens públicos não é absoluta. A empresa. A respeito dessa situação hipotética. permanecem no domínio público. concedidos à empresa Zeta Minerações e Pavimentações Ltda. mas. 562) (Analista do TCU 2007) A utilização da linha de jundu como critério para demarcar os terrenos de marinha é uma prática que atende à legalidade estrita no processo de gestão dos bens públicos.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 558) (Juiz TJSE 2003) Salvo para os bens insuscetíveis de valoração patrimonial. 564) (Juiz Substituto TJCE 2004) Um rio. ela deve ser. 567) (Procurador do MP/TCU 2004) O processo discriminatório das terras devolutas da União pode efetivar-se por meio de processo administrativo. se uma gleba de terra não possuir registro imobiliário e não se fizer prova de que pertence a particular. permissão para que a área fosse utilizada e explorada pelo 9. do regime jurídico dos recursos minerais e da avocação administrativa. 560) (Analista do TCU 2007) Entre os bens do domínio terrestre do solo. 559) (Defensor Público da União 2007) De acordo com o STF. instalações necessárias ao funcionamento de suas atividades. o TCU não tem competência para julgar contas das sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica. os terrenos marginais. Alvarás de pesquisa minerária.. tendo em vista a necessidade de que o Exército construísse. em Brasília – DF. quanto as dormentes. sim. 569) (Procurador do MP/TCU 2004) Entre os bens da União estão os recursos minerais do solo e do subsolo. tendo em vista a sua ilegalidade. ou de seus administradores. 561) (Promotor de Justiça MT 2005) As terras devolutas são bens públicos de natureza dominical.º Batalhão de Engenharia e Construções do Exército Brasileiro. a depender de onde nasça e por onde corra. solicitou ao ministro de Estado de Minas e Energia que este avocasse o processo administrativo e reformasse o ato nele praticado. arrolados pela Constituição Federal como bens da União. praças. após o Comando do Exército ter solicitado. 45 . como as lagoas e os reservatórios construídos pelo poder público. As lagoas que não sejam alimentadas por correntes públicas. 570) (Juiz Substituto TJTO 2007) Os recursos minerais do solo são de propriedade da União. como os sítios arqueológicos e pré-históricos. 566) (Juiz Substituto TJTO 2007) As terras reservadas aos indígenas são bens dominiais e são consideradas bens públicos da União. privados. pertencem à União e constituem bem dominial. diretamente e em local próximo à área em exploração. já que os bens dessas entidades não são públicos. as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e as cavidades naturais (cavernas) subterrâneas. em princípio. espaços livres e áreas destinadas a edifícios públicos e outros equipamentos urbanos dá-se a partir do momento em que o projeto de loteamento é aprovado pelo poder público. sob o fundamento da prevalência do interesse público. então. como os rios e riachos. a aquisição por município ou pelo Distrito Federal de vias. 565) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) As águas do lago Paranoá. julgue os itens que se seguem. ainda que situadas ou cercadas por um só prédio particular. poderá ser propriedade da União ou de estado-membro. autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). os terrenos de marinha. propriedade essa que não se estende à lavra produzida pelas concessionárias que exploram essa atividade. sendo que nem todas são disponíveis. 563) (Analista do TCU 2007) São bens públicos tanto as águas correntes. os terrenos acrescidos e as ilhas. 568) (Procurador do MP/TCU 2004) Com relação a loteamentos urbanos.

por meio dele. 579) (Procurador Federal 2004) A dação em pagamento dependia de prévia avaliação. são. caracteriza-se como atividade econômica. Os dirigentes e empregados da empresa representaram. sem autorização do ministério ao qual a empresa é vinculada e sem avaliação prévia. entre outros. garantindo-se ao concessionário a propriedade do produto da lavra. contra o ato do ministro. por iniciativa da administração. avaliação prévia. 575) (Procurador do TCDF 2002) Os bens imóveis da administração pública cuja aquisição tenha decorrido de dação em pagamento poderão ser alienados por ato da autoridade competente. Assim. 572) (Procurador Federal 2007) A extração de recursos minerais desejada pelo Comando do Exército. contra os dirigentes e os empregados da empresa que permitiram o pagamento da dívida com bens da empresa. deve ser dada interpretação restritiva ao dispositivo. 573) (Procurador do MP/TCU 2004) A alienação de bens imóveis das sociedades de economia mista depende de interesse público devidamente justificado.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 571) (Procurador Federal 2007) Os dispositivos constitucionais que regem a matéria relativa à exploração mineral determinam que os recursos minerais pertencem à União para fins de exploração. tanto bens públicos quanto particulares podem ser atingidos. autorização legislativa e licitação. desde que cumpram os seguintes requisitos: sejam previamente avaliados. 577) (Procurador Federal 2004) A dação em pagamento não dependia de prévia autorização do ministério. obrigação de indenizar. no âmbito de sua competência. 581) (Procurador do MP/TCU 2004) O tombamento de bem particular que constitua patrimônio histórico não gera. 574) (Procurador do MP/TCU 2004) A alienação de bens imóveis da administração direta poderá ser efetuada sem licitação nas hipóteses de investidura.ª Região 2006) De acordo com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). portanto. perante o TCU. seja demonstrada a necessidade ou utilidade da alienação e seja adotado procedimento licitatório sob a forma de concorrência pública ou leilão. Uma autarquia federal responsável pela defesa do patrimônio histórico. entendendo-se como tal a venda. Uma empresa pública federal devedora pagou seus débitos com bens imóveis dominiais de que era proprietária. explore diretamente substâncias minerais que serão utilizadas na construção de obras públicas. 46 . Por meio de auto de infração. provocados por um trator pertencente a essa municipalidade. no âmbito do ministério. o ministro instaurou procedimento. julgue os seguintes itens. feita pelo 9. Constatado o fato pelo controle interno do ministério ao qual a empresa é vinculada. e o ato de tombamento pode ocorrer tanto mediante consenso entre a administração e o particular dono do bem quanto compulsoriamente. aos proprietários lindeiros de área remanescente ou resultante de obra pública que se tornar inaproveitável isoladamente. 580) (Juiz Substituto TJBA 2004) O tombamento é um dos mais importantes mecanismos para a proteção de bens de valor artístico e histórico. foi aplicada multa ao município. autuou um município por danos em bem tombado. que é vedada pela CF. lavrado por um dos fiscais da autarquia. entre outras hipóteses. Acerca dessa situação hipotética. a União.º Batalhão de Engenharia e Construções do Exército Brasileiro. como regra. a fim de que seu alcance se restrinja a garantir ao particular tal exploração. O pagamento deu-se sem prévia autorização legislativa. sendo inconstitucional que a proprietária. impenhoráveis. os bens das concessionárias são públicos enquanto estiverem atrelados ao serviço público e. 576) (Juiz Federal 5. em qualquer hipótese. 578) (Procurador Federal 2004) A dação em pagamento dependia de prévia autorização legislativa.

estético e paisagístico. dispensada esta somente nos casos estabelecidos em lei. de avaliação prévia e de licitação na modalidade condizente com o preço do imóvel. haveria necessidade de realização do devido processo expropriatório dos bens do estado pelo município. determinou o tombamento provisório de um conjunto arquitetônico formado por 3 edifícios. Por derradeiro. 587) (Procurador Municipal de Vitória 2007) Em caso de litígio entre o estado e o município. 582) (Procurador Federal 2004) Teve razão o município ao alegar que a multa não seria devida. porque o tombamento não fora registrado no cartório de registro de imóveis. antes da arrematação ou adjudicação. a anulação do ato com efeitos ex tunc. o poder público concedente deve manifestar-se. onde funcionava a secretaria da fazenda do estado. as contas públicas não podem ser objeto de bloqueio judicial para garantir o custeio de tratamento médico. porque o tombamento não fora registrado no cartório de registro de imóveis. sobre determinados bens ou sobre todo o patrimônio. pois o ato importa a automática transferência de propriedade dos imóveis que compõem o conjunto arquitetônico. o Poder Judiciário não poderá se imiscuir na demanda para definir se os bens tombados têm ou não valor histórico-cultural ou se o ato administrativo do tombamento foi concretizado mediante desvio de finalidade. enquanto detiverem condição de afetados. argumentou que o ato considerado danoso fora praticado por pessoa estranha aos quadros de servidores do município. 10 Responsabilidade Civil do Estado 592) (Juiz Substituto TJBA 2004) As fórmulas “The king can do no wrong” (“O rei não pode errar”) e “Le roi ne peut mal faire” 47 . Pediu. 591) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. 588) (Procurador MP TCM/GO 2007) A alienação de imóvel de uma autarquia é subordinada à existência de interesse público devidamente justificado. a quem o trator de propriedade municipal fora emprestado por um de seus funcionários. hipótese em que. no caso. por fim. já que a Constituição apenas ressalvou a hipótese de seqüestro de crédito de natureza alimentícia. por meio de decreto. que não poderia ser multado pela autarquia ante sua personalidade de direito público.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA Impugnada a aplicação da penalidade. conceito este que não abrange aquele custeio. o município alegou que a multa não seria devida. 583) (Procurador Federal 2004) O exercício do poder de polícia por parte da autarquia federal em defesa do patrimônio histórico pode atingir entidades públicas estaduais e municipais. Em face dessa situação hipotética. histórico. Julgue os itens seguintes. significando que somente poderão ser utilizados com vistas à consecução dos fins a que se destina a pessoa jurídica. acerca da defesa de bens de valor artístico. depende de autorização em lei específica. julgue os itens que se seguem. de propriedade do estado do Espírito Santo. partindo da situação hipotética apresentada acima. Sustentou. ainda. 585) (Procurador Municipal de Vitória 2007) A competência para o tombamento de bens de valor histórico. O prefeito do município X. seria do próprio estado e não do município X. 584) (Procurador Federal 2004) A circunstância de ter sido o trator do município emprestado a terceiro não exime o poder público de responsabilidade. 586) (Procurador Municipal de Vitória 2007) Antes de ser editado o decreto de tombamento. 590) (Analista ANATEL 2006) Os bens das concessionárias de serviço público não são necessariamente impenhoráveis. A execução por quantia certa de créditos contra essas entidades pode ser feita por meio de penhora sobre a renda. 589) (Auditor do TCDF 2002) Os bens móveis ou imóveis de uma fundação federal de direito privado serão objeto de consagração.

Pela referida teoria da reparação integral. por parte destes. 593) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) O direito brasileiro adota a responsabilidade objetiva do Estado. 597) (Defensor Público da União 2007) A responsabilidade da administração pública. os territórios. 601) (Procurador MP TCM/GO 2007) A responsabilidade objetiva de que trata o segundo artigo acima transcrito abrange a União. dolo ou culpa. desde que haja. 602) (Procurador MP TCM/GO 2007) O primeiro artigo acima transcrito não 48 . historicamente. pois o dolo do servidor público elide a responsabilidade estatal. segundo a qual o administrado somente fazia jus a indenização por ato estatal se provasse a culpa ou o dolo da administração. ou ocorreu por culpa exclusiva da vítima. 596) (Defensor Público da União 2007) Como a responsabilidade civil do Estado por ato danoso de seus prepostos é objetiva. ainda que este resulte de caso fortuito ou força maior. causarem a terceiros. uma vez que a Constituição brasileira adota para a matéria a teoria da responsabilidade civil objetiva. “As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros. “As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes.” Considerando os dois artigos acima transcritos. inclusive as associações públicas. basta a ocorrência do evento danoso. nessa qualidade. a teoria da responsabilidade com culpa (ou responsabilidade subjetiva).TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA (“O rei não pode fazer mal”) representam. 599) (Defensor Público AM 2003) Nos casos de danos resultantes de omissão. estaduais. 594) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) As pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos respondem pelos danos que seus agentes. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. se houver. No entanto. julgue os itens. 600) (Procurador MP TCM/GO 2007) A responsabilidade objetiva estabelecida no artigo da CF acima transcrito abrange todas as empresas públicas e sociedades de economia mista federais. de acordo com o Código Civil. 595) (Procurador do MP/TCU 2004) A responsabilidade da administração direta é sempre objetiva. distritais e municipais.” E. os municípios e as autarquias. surge o dever de indenizar se restarem provados o dano ao patrimônio de outrem e o nexo de causalidade entre este e o comportamento do preposto. os estados. o Distrito Federal (DF). causarem a terceiros. causarem danos a terceiros. uma vez que essas empresas integram a administração indireta de tais entes da Federação. tanto na ocorrência de atos comissivos como de atos omissivos de seus agentes que. o Estado poderá afastar a responsabilidade objetiva quando provar que o evento danoso resultou de caso fortuito ou de força maior. para gerar a obrigação do Estado de reparar a lesão sofrida pelo terceiro. qualquer que seja a hipótese. culpa ou dolo. ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano. evidencia-se na obrigação que tem o Estado de indenizar o dano injustamente sofrido pelo particular — independentemente da existência de falta do serviço e da culpa do agente público —. bem como as demais entidades de caráter público criadas por lei. de acordo com a teoria do risco administrativo. 598) (Delegado de Polícia Federal 2004) A responsabilidade civil do Estado por conduta omissiva não exige caracterização da culpa estatal pelo não-cumprimento de dever legal. havendo a possibilidade de comprovação da culpa da vítima a fim de atenuar ou excluir a indenização. De acordo com a Constituição Federal (CF). nessa qualidade. nessa qualidade. o Estado responde apenas pelos atos praticados culposamente pelos seus servidores.

a responsabilidade da PETROBRAS independe de dolo ou culpa de seus empregados. Posteriormente. desta feita pleiteando a condenação do município ao pagamento de indenização por danos morais. João ingressou com outra ação ordinária em decorrência do mesmo acidente. quando conduzia sua bicicleta. seu veículo teria sido abalroado por um veículo de propriedade da empresa referida. acolhida pelo Código Civil. apesar de o laudo pericial haver atribuído a culpa pelo acidente ao motorista da empresa. 603) (Procurador MP TCM/GO 2007) É subjetiva a responsabilidade do servidor público municipal a que alude o texto. 605) (Juiz Substituto TJTO 2007) São excludentes da responsabilidade civil do Estado a culpa exclusiva da vítima ou de terceiro. por força de 49 . um cidadão protocolizou no TCU um documento. Em novembro de 2006. A ação em análise foi julgada procedente. (PETROBRAS) que trabalhavam no setor de manutenção. conduzido por um empregado da empresa durante seu trabalho. com o acolhimento do pedido formulado. 604) (Procurador MP TCM/GO 2007) A responsabilidade do município no caso em questão é decorrente da aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica. pleiteando o pagamento de indenização por danos materiais suportados para o conserto da sua bicicleta avariada no acidente. o servidor municipal. 608) (Auditor do TCU 2007) A Constituição Federal e o Código Civil não estenderam a responsabilidade objetiva da administração às empresas públicas e sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica. Após o seu desfecho. versando sobre ilegalidade que estaria sendo praticada por uma sociedade de economia mista federal. que contempla a possibilidade de responsabilização da pessoa jurídica por ato praticado pela pessoa física. exploradora de atividade econômica. na condição de empregadora e proprietária do veículo. em velocidade acima da permitida na via. Considerando a situação hipotética referida no texto. 606) (Procurador Municipal de Vitória 2007) No atual estágio da doutrina da responsabilidade da administração pública pelos atos de seus agentes. julgue os itens a seguir. impôs-lhe dor e sofrimento. uma grande quantidade de óleo vazou para a Mata Atlântica. vindo a sentença a transitar em julgado. constatou-se que o acidente aconteceu em razão da negligência de três empregados da Petróleo Brasileiro S. Assim. Considerando o texto acima e sabendo que a PETROBRAS é uma sociedade de economia mista federal. intitulado de denúncia.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA abrange os partidos políticos nem as organizações religiosas. provocando danos significativos à fauna e à flora da região. dirigido por um servidor público municipal em serviço. justificando essa pretensão na alegação de que o acidente em foco. Em virtude disso. apenas o dano moral gerado por servidor será passível de imputar responsabilidade civil a ele. Acrescentou que. a sociedade de economia mista mencionada. João ingressou com ação ordinária contra o município. 609) (Auditor do TCDF 2002) No que se refere ao pagamento de indenização pelos prejuízos causados ao meio ambiente em decorrência do acidente citado no texto. caso fortuito ou força maior. Devido ao rompimento de um oleoduto. João. no segundo semestre de 2004. esta recusava-se a pagar-lhe administrativamente a indenização devida. a indenização decorrente de atos lesivos limita-se aos danos materiais.A. por ter-lhe causado dano físico. somente responderá pelo dano causado ao particular após este haver provado que houve dolo ou culpa atribuível à empresa. julgue o item a seguir. foi vítima de atropelamento por um veículo pertencente à prefeitura de um município do estado de Goiás. 607) (Promotor de Justiça MT 2005) Devido ao caráter objetivo da responsabilidade civil estatal (que torna prescindível a perquirição do elemento subjetivo do agente público que haja causado a lesão a direito). no caso. julgue os itens seguintes. A ilegalidade alegada pelo cidadão era a de que. Considerando a situação hipotética descrita e sabendo que a mencionada sociedade de economia mista é exploradora de atividade econômica.

há responsabilidade objetiva da concessionária. ao serem as crianças atingidas por um relâmpago em dia chuvoso. 620) (Procurador do TCDF 2002) No risco administrativo. 618) (Oficial Bombeiro DF 2007) Se o preso se suicida dentro do presídio. inclusive contra si mesmos. Nessa hipótese. do que resulta a responsabilidade do Estado. deve incidir no processo de responsabilização do gestor público. o que exige a comprovação de dolo ou culpa para que o Estado possa indenizar a família da vítima. dano e nexo de causalidade. Um condenado escapou da penitenciária e. caso em que a responsabilidade civil é subjetiva. A família da vítima acionou o Estado. Exemplo disso é a situação em que há demora do Estado em colocar um pára-raios em uma escola localizada em área com grande incidência de raios. houve ato omissivo do poder público. o ônus de fazer prova da culpa estatal quanto a atos de império. o que leva a uma catástrofe. nessa qualidade.ª Região 2006) Considere que uma pessoa tenha morrido dentro de um ônibus de uma concessionária de serviço público municipal. o princípio da eficiência. causarem a terceiros. 612) (Procurador Municipal de Vitória 2007) A doutrina da culpa administrativa representa um estágio de transição entre a doutrina da responsabilidade civilística e a tese objetiva do risco administrativo. cabe ao Estado o ônus de demonstrar a sua não-culpa quanto a atos de gestão e. 50 . há nexo de causalidade entre a fuga do apenado e o latrocínio. 614) (Procurador MP TCE/PE 2004) Na situação apresentada. e alegou a responsabilidade objetiva do Estado. após terem obrigado o motorista do veículo a parar. reconhece-se a responsabilidade objetiva do Estado. tendo em vista que se descuidou do fugitivo. tempos depois. que tem o dever de proteger os seus detentos. 611) (Advogado da União 2004) De acordo com a teoria da responsabilidade com culpa. 619) (Analista do TCU 2007) A administração pública responde civilmente pela inércia em atender uma situação que exige a sua presença para evitar uma ocorrência danosa. 616) (Procurador MP TCE/PE 2004) Consoante jurisprudência do STF. 613) (Juiz Substituto TJBA 2005) A responsabilidade civil do Estado por ato omissivo prescinde de demonstrar-se a relação de causalidade entre a omissão e a lesão a direito da vítima. como falta do serviço. 615) (Procurador MP TCE/PE 2004) A falta do serviço não dispensa o requisito da causalidade entre a ação omissiva atribuída ao poder público e o dano causado a terceiro. 617) (Juiz Federal 5. 621) (Procurador do TCDF 2002) De acordo com a teoria do risco administrativo. com base na responsabilidade subjetiva decorrente da prática de ato ilícito. a responsabilidade pode ser excluída ou atenuada pela presença de uma causa excludente do nexo de causalidade. sob grave ameaça de morte. Considerando a situação hipotética acima apresentada. em decorrência de incêndio causado por traficantes armados. porquanto bastará comprovar o dever estatal de agir e o dolo ou culpa do agente público. a responsabilidade do Estado se estabelece a partir dos elementos estruturais. Nesse caso. em busca de indenização. 610) (Auditor do TCDF 2002) Os três empregados negligentes podem responder civilmente pelos eventuais prejuízos causados à PETROBRAS em razão do acidente citado no texto. que exige da administração rapidez. juntou-se a quadrilha para cometer latrocínio. em face de as vítimas serem usuárias do serviço público. julgue os itens que se seguem.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA expressa disposição constitucional que obriga empresas públicas e sociedades de economia mista a responderem objetivamente pelos danos que seus agentes. perfeição e rendimento. aos particulares.

poderá Fernando propor ação de responsabilidade civil contra o poder público. 629) (Analista do TCU 2004) A ação regressiva da administração pública contra o agente público causador direto de dano a particular. 630) (Auditor do TCDF 2002) Fernando deverá propor ação de indenização diretamente contra Clarissa. proferida na instância penal. 626) (Procurador Municipal de Vitória 2007) A teoria do risco integral jamais foi acolhida em quaisquer das constituições republicanas brasileiras. 623) (Procurador do TCDF 2002) Tanto no risco administrativo como no risco integral. Se esta demonstrar não ter tido culpa pelo acidente. 628) (Oficial de Chancelaria 2006) Os atos danosos a terceiros praticados por servidor público. já que. incompatível com o atual sistema legal o direito de regresso contra o responsável pelo dano. pela teoria do risco administrativo. cada qual dos envolvidos — o poder público e Fernando — deverá arcar com seus próprios prejuízos.ª Região 2006) Só haverá responsabilidade objetiva da pessoa jurídica de direito público. conduzia veículo da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do DF (SESP). 625) (Juiz Federal 5. Com relação à situação hipotética acima. quando o agente causador do dano estiver no exercício do cargo público. por meio de processo administrativo realizado no âmbito da SESP. sendo. Clarissa. agente da Polícia Civil do DF. a responsabilidade deixará de existir ou incidirá de forma reduzida quando outras circunstâncias interferirem no evento danoso. no entanto. conforme entendimento jurisprudencial. legislativos e executivos. determinou o congelamento de preços de determinados produtos abaixo do valor de custo. fundada no risco administrativo. geram a responsabilidade da administração pública. tendo como base a legislação vigente. 633) (Auditor do TCDF 2002) Caso seja instaurado processo penal contra Clarissa e ela seja absolvida em decorrência de negativa de autoria. a responsabilidade estatal se diferencia a partir da inclusão indistinta dos atos jurisdicionais. 627) (Analista ANATEL 2006) Considere que o Estado. 624) (Procurador do TCDF 2002) Na teoria do risco integral.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 622) (Procurador do TCDF 2002) Na teoria do risco administrativo. condutor de veículo particular. essa decisão. na sua função de regulação do mercado. 632) (Auditor do TCDF 2002) A comparação. no caso de falecimento desse agente. Nesse caso. indenizado pela administração por força de condenação judicial. no exercício da função. repercutirá na instância cível e eximirá o poder público de pagar qualquer indenização em favor de Fernando. no elenco das condutas aptas a gerar o dever de reparação estatal. quando se envolveu em acidente que causou danos materiais e ferimentos em Fernando. 634) (Auditor do TCDF 2002) Se vier a ser comprovada a culpa de Clarissa. 631) (Auditor do TCDF 2002) Caso seja realizada perícia técnica que conclua não ser possível atribuir culpa a qualquer dos envolvidos no acidente. a ação de indenização que o poder público venha a propor contra ela para obter 51 . o caso fortuito e a força maior afastam a responsabilidade estatal pela configuração de uma causa de exclusão da conduta do agente. o Estado agiu no legítimo exercício de suas atribuições legais. o que gerou efetivo prejuízo aos agentes do respectivo setor econômico. de que Clarissa não agiu com culpa não constitui empecilho a que Fernando obtenha sucesso em ação de indenização que deverá ser proposta diretamente contra essa secretaria. não houve responsabilidade objetiva do Estado. não se transmitindo aos herdeiros. julgue os itens abaixo. nos casos de dolo ou culpa. extingue-se.

nos casos de omissão. por isso. Ao final do procedimento. ou seja. a responsabilidade extracontratual do Estado é subjetiva. Isso significa que. Márcio. na ordem de aproximadamente 100 salários mínimos. B A vítima de dano causado por ato comissivo deve ingressar com ação de indenização por responsabilidade objetiva contra o servidor público que praticou o ato. com isso. causou dano a um cidadão. todos os demais 52 . 642) (Juiz Substituto TJTO 2007) Segundo entendimento do STF. descumpriu dever funcional e. Em fevereiro de 2003. se provada a culpa do agente público. ao desempenho inconstitucional da função de legislador é aplicável a responsabilidade civil do Estado.784/99 644) (Juiz Substituto TJBA 2005) No controle administrativo dos atos da administração pública.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA ressarcimento por danos causados ao erário não estará sujeita a qualquer prazo prescricional. 640) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) O direito de obter indenização dos danos causados por entes privados prestadores de serviços públicos se dará na forma da legislação civil. sendo necessário. o cidadão promoveu ação. sem culpa do condutor. João ajuizou ação de indenização contra o Estado. na situação hipotética. conforme entendimento prevalecente. Nessa situação. C Não há responsabilidade civil do Estado por dano causado pelo rompimento de uma adutora ou de um cabo elétrico. 643) (Oficial Bombeiro DF 2007) A responsabilidade do Estado em razão do ato legislativo só é admitida quando declarada pelo STF a inconstitucionalidade da lei causadora do dano a ser ressarcido. Portanto. assinale a opção correta. o que também se aplica ao Estado. sob o fundamento de sua responsabilidade objetiva. 637) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. em litisconsórcio passivo.910/1932. Com base nessa situação hipotética. não sendo aplicado o Decreto n. porquanto. foi punido pela administração. seu amigo. De posse de cópia dos autos. conduzindo veículo oficial durante o expediente. 635) (Juiz Substituto TJCE 2004) Considere a seguinte situação hipotética. a sistemática de recursos baseia-se no princípio de hierarquia que subjaz à estrutura dos órgãos e dos entes públicos. e colidiu com um poste. consistentes em despesas médicas. culposamente. já que essa situação se insere no conceito de caso fortuito. ofereceu carona a João. a denunciação à lide do servidor causador do dano é obrigatória nas ações fundadas na responsabilidade objetiva do Estado. não caberia processar o Estado. D Proposta a ação de indenização por danos materiais e morais contra o Estado. 638) (Exame de Ordem OAB 2007.º 20. o carro desgovernou-se. julgue o próximo item. em 10 anos. ocorreu a prescrição. perquirir acerca da culpa e do dolo. servidor público. 11 Processo Administrativo e Lei 9.1) Quanto à responsabilidade extracontratual do Estado. 639) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Todas as ações contra a fazenda pública prescrevem no prazo de 10 anos. Durante o trajeto. com exceção dos recursos destinados à própria autoridade que haja produzido o ato. na forma da legislação civil. é imperioso que este. pedindo indenização pelo dano. A Prevalece o entendimento de que. que a aceitou. a pretensão de reparação civil prescreve em 3 anos. Em julho de 2006. denuncie à lide o respectivo servidor alegadamente causador do dano. causando lesões em João. apenas em face do servidor. 641) (Oficial Bombeiro DF 2007) Nos termos do Código Civil. Um servidor respondeu a procedimento administrativo porque. mantidos pelo Estado em péssimas condições. alegando a ocorrência de danos materiais. agiu corretamente o lesado. 636) (Juiz Substituto TJTO 2007) A ação de responsabilidade civil objetiva por ato cometido por servidor público pode ser legitimamente proposta contra o Estado ou contra este e o respectivo servidor.

Inconformado. a realização de compensação tributária de um crédito de ICMS. A administração direta do estado do Amazonas multou Cristiano por imputar a ele uma determinada infração ambiental.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA devem ser dirigidos à autoridade hierarquicamente superior àquela. por considerá-la ilegal. 653) (Defensor Público AM 2003) Para que tenha direito a postular judicialmente a anulação da referida multa. contra decisão originária do ministro de Estado que aplicou a penalidade de demissão de servidor público federal. levando em conta as normas atinentes aos processos administrativos e ao controle judicial da administração pública. foram revogados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). julgue os itens a seguir. 648) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) A argumentação mais adequada para a solução do problema seria a invocação. 647) (Advogado da União 2004) A reclamação é o recurso administrativo pelo qual qualquer pessoa. Cristiano precisa comprovar que exauriu todos os recursos administrativos possíveis. no curso do procedimento. permissão para que a área fosse utilizada e explorada pelo 9. com o fim de imprimir outro rumo à decisão anteriormente tomada. 650) (Juiz Substituto TJBA 2004) O princípio da audiência do interessado. a que se referem autores como Celso Antônio Bandeira de Mello. tendo em vista a necessidade de que o Exército construísse. significa que. diretamente e em local próximo à área em exploração. 649) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) O ato da administração. a penalidade. autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). com delegação do presidente da República. mas ingressou com o recurso fora do prazo. solicitou ao ministro de Estado de Minas e Energia que este avocasse o processo administrativo e reformasse o ato nele praticado. de ofício. Acerca da situação hipotética apresentada. 646) (Advogado da União 2006) O recurso hierárquico impróprio é o pedido de reexame dirigido à autoridade superior àquela que produziu o ato impugnado. nada impede que a autoridade administrativa competente reconheça a procedência da argumentação de Cristiano e anule. a administração ainda não havia dado resposta a João. Alvarás de pesquisa minerária. A empresa. sob o fundamento da prevalência do interesse público.. Com referência à situação hipotética acima. julgue os itens a seguir. do princípio da eficiência da administração. mesmo que não atingida por um ato irregular. ele recorreu dessa decisão indeferitória. Irresignado. Passados 180 dias da propositura do pleito. não cabe recurso hierárquico. denuncia condutas abusivas e ilegais praticadas por agentes da administração. João pleiteou. verifica-se dentro da mesma escala hierárquica. então. de forma genérica. após o Comando do Exército ter solicitado. o interessado tem o direito de obter a designação de audiência para serem testemunhas. o pedido de reconsideração é uma solicitação feita à autoridade que despachou no caso. instalações necessárias ao funcionamento de suas atividades. quando necessidade de a prova relevantes ser testemunhal. 652) (Defensor Público AM 2003) Embora a intempestividade obste o conhecimento do recurso. no âmbito do processo administrativo. concedidos à empresa Zeta Minerações e Pavimentações Ltda. tendo em vista a sua ilegalidade. inquiridas houver dos fatos 651) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ.º Batalhão de Engenharia e Construções do Exército Brasileiro. enquanto o recurso hierárquico é dirigido sempre à autoridade superior àquela de cujo ato se recorreu. no caso em apreço. Cristiano realizou pedido administrativo de anulação da multa. à autoridade administrativa fazendária estadual. isto é. para não haver cerceamento de defesa. é típico ato comissivo. mas sua solicitação foi indeferida. 645) (Advogado da União 2006) Entre o recurso hierárquico e o pedido de reconsideração há diferença consubstanciada no fato de que. 53 .

entre outros. o desatendimento de intimação pelo administrado importa o reconhecimento da verdade dos fatos. no princípio administrativo constitucional da publicidade e no direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. O ministro. só é possível realizar eventual revisão do ato do DNPM sob a invocação do mérito administrativo. visando. 655) (Procurador Federal 2007) O ministro de Estado do MME detém poder-dever de supervisão sobre o DNPM.784/1999. só poderá exercer a avocação se provocado pelo particular. em regra. C da impulsão pelas partes. entretanto. D da proporcionalidade. julgue os itens que se seguem. aplicáveis ao processo administrativo. 54 . do regime jurídico dos recursos minerais e da avocação administrativa. caso realizada. 661) (Procurador do MP/TCU 2004) Os atos do processo administrativo independem de forma determinada. 662) (Procurador do MP/TCU 2004) A vedação de aplicação retroativa de nova interpretação de norma administrativa encontra-se consagrada no ordenamento jurídico pátrio e decorre do princípio da segurança jurídica.1) Aos processos administrativos aplica-se. no âmbito do Poder Judiciário. B da verdade formal. dos estados. nesse último caso. 667) (Promotor de Justiça MT 2005) Com a promulgação da Lei n. 654) (Procurador Federal 2007) No âmbito da avocatória. 663) (Procurador do MP/TCU 2004) Regras relativas a impedimentos e suspeições são aplicadas a servidores públicos como corolário do princípio da impessoalidade. 659) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei do Processo Administrativo (Lei n.º 9. como o de extração de cópias. que propiciará ao ministro orientar e corrigir o ato ilegal porventura tomado pelo DNPM. Uma das características desse processo é a gratuidade. entre outros. ressalvada a possibilidade de a administração cobrar o ressarcimento de certos custos.784/1999 institui normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da União. 660) (Procurador do MP/TCU 2004) Observado o mesmo princípio do direito processual civil. assim como está disposto no CPC para os atos processuais.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA A respeito dessa situação hipotética. todo o processo administrativo passou a ser exaustivamente regulado por suas disposições. 657) (Exame de Ordem OAB 2007. à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da administração. caso assim venha a entender o MME. o princípio A do formalismo ou da essencialidade das formas. a avocação. 665) (Analista ANATEL 2006) O direito de o administrado ter ciência da tramitação dos processos administrativos em curso na ANATEL nos quais tenha a condição de interessado fundamenta-se. 664) (Delegado de Polícia Federal 2004) A possibilidade de reconsideração por parte da autoridade que proferiu uma decisão objeto de recurso administrativo atende ao princípio da eficiência. a menos que a lei expressamente o exija. ao processo civil. pois inexiste a possibilidade de avocação de ofício. será cabível a anulação e não. 656) (Procurador Federal 2007) A avocação. que é uma autarquia vinculada à área de competência desse ministério. mas não da sua ilegalidade. em especial. do formalismo moderado e da verdade material.784/1999) estabelece que os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir. constituir-se-á em método de realização de controle externo. não se aplicam. 666) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei n. do DF e dos municípios. pois.º 9.º 9. 658) (Procurador MP TCM/GO 2007) Os princípios da oficialidade.

sob pena de violação da imparcialidade. têm direito de recorrer de uma decisão não apenas as partes envolvidas no processo.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 668) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei n. circunstância de natureza meramente econômica pode ser invocada para justificar a conveniência de um órgão administrativo colegiado em delegar parte da sua competência a seu presidente. 673) (Técnico do TCU 2007) Os atos de caráter normativo e a decisão de recursos administrativos não podem ser delegados. 679) (Juiz Substituto TJTO 2007) O processo administrativo em geral. mas quaisquer titulares de direitos e interesses que forem afetados pela decisão recorrida. têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada. 55 . pode ser instaurado de ofício ou por iniciativa dos interessados. 675) (Advogado da União 2006) A ato excepcional. 670) (Procurador do MP/TCU 2004) Um órgão administrativo e seu titular não podem. com a assinatura da autoridade que os pratica. a partir da publicação. sem previsão legal expressa.784/1999 não tem nenhuma aplicação nos processos dos tribunais de contas. delegar essa competência ao respectivo presidente. prescindindo da relevância dos motivos e de justificação. 674) (Advogado da União 2006) É obrigatória a publicação em meio oficial dos atos de delegação ante o seu caráter formal e. 671) (Advogado da União 2006) Salvo impedimento legal. 682) (Técnico do TCU 2007) Os atos do processo administrativo devem ser produzidos por escrito. 681) (Analista do TCU 2004) A intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências podem ser efetuadas por qualquer meio que assegure a certeza da ciência do interessado. no entanto. 678) (Defensor Público AM 2003) No processo administrativo.º 9.º 9. com vistas à maior agilidade dos processos administrativos e à diminuição dos seus volumes. avocação é transitório. órgão é a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica. enquanto entidade é a unidade de atuação integrante da estrutura da administração direta e indireta.784/1999. delegar parte de sua competência a outros órgãos ou titulares. a instrução probatória cabe à parte. entre os quais se incluem as pessoas e associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos. 672) (Analista do TCU 2004) Em sendo o órgão colegiado competente para decidir sobre recursos administrativos. dispensa por parte da hierarquicamente superior determina. regidos por legislação própria. 677) (Oficial de Chancelaria 2006) São considerados legitimados como interessados no processo administrativo inclusive aqueles que. por força de disposição legal. 669) (Oficial de Chancelaria 2006) De acordo com o disposto na Lei n. sendo vedado à administração substituir os interessados desse ônus processual. ele poderá. Essa assinatura deve ser submetida ao reconhecimento de firma. de caráter que. 676) (Analista ANATEL 2006) A avocação temporária de competência é admitida. visto que a própria lei exclui a sua aplicabilidade aos processos administrativos específicos. o ato de delegação torna-se irrevogável. afastando-se qualquer dúvida sobre a sua autenticidade. motivação autoridade que a desde que seja em caráter excepcional e se relacione a órgãos hierarquicamente subordinados. 683) (Analista ANATEL 2006) No âmbito do processo administrativo. 680) (Técnico do TCU 2007) Pedidos de vários interessados com conteúdo e fundamentos idênticos devem ser formulados em requerimentos separados. no âmbito da União. sem terem iniciado o processo.

por tratarse de decisão de caráter discricionário. bem como à decisão que indeferiu o pedido de concessão. data limite para o prazo decadencial. o contribuinte interpôs recurso. com o objetivo de cursar. tem efeito suspensivo. Passados mais de 180 dias. mas esse pedido foi indeferido por Bartolomeu. 690) (Analista TSE 2007) Ana recurso à autoridade correta. 54.º 9. deveria estar concluído em 9/1/2003. 687) (Analista TSE 2007) O pedido de reconsideração deveria ter sido dirigido ao superior imediato de Bartolomeu. Com relação ao direito de Ana à referida licença. Ana. fixando prazo para o julgamento do recurso administrativo pendente de apreciação. A propósito dessa situação hipotética. que reiterou a inexistência de interesse administrativo. argumentando que a capacitação dos servidores para falar outras línguas era relevante para a administração.784/1999 fixa um prazo prescricional de cinco anos. o contribuinte impetrou mandado de segurança contra a omissão da autoridade. o secretário ainda não havia julgado o recurso. 686) (Juiz Substituto TJTO 2007) Por meio do recurso ou da revisão administrativa. No prazo disponível. apresentou pedido de reconsideração. datado de 10/1/1998. 56 . de ofício. instaurado em 10/1/2000. em regra. 691) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) Não cabe ao Poder Judiciário exercitar controle da omissão da administração pública nesse caso. a Lei n. no âmbito de processo administrativo. a própria administração deveria velar para que a decisão fosse emitida no prazo de 30 dias. no art.º 9. solicitou a concessão de licença para capacitação.784/1999. Bartolomeu. por dois meses. não se admitirá como resultado o agravamento da situação do recorrente. 694) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) Decai em 5 anos o prazo para que a administração pública federal possa anular. embora presentes os requisitos formais que permitissem a concessão desse tipo de licença. 692) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) Levando-se em conta a lei que rege o processo administrativo. julgue os itens. 689) (Analista TSE 2007) O recurso interposto por Ana é descabido. Dessa forma. Inconformado. o processo administrativo visando anulá-lo. pois pedidos de reconsideração são irrecorríveis. ato ilegal que gere efeitos favoráveis à pessoa do destinatário. 685) (Analista ANS 2005) O recurso administrativo. Irresignada. Ana ingressou com recurso contra o indeferimento do pedido de reconsideração. estabeleceu prazo decadencial de 5 anos para que a administração possa anular seus próprios atos quando eles estabelecerem efeitos favoráveis à pessoa do destinatário e quando forem praticados com boa-fé. considerou que. um curso de língua inglesa na Austrália. dirigiu o Um contribuinte. dirigindo-o à autoridade imediatamente superior a Bartolomeu. o qual deve ser sempre motivado por causas como o justo receio de ocorrência de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente de execução da decisão recorrida. Ana. julgue os itens seguintes. para a administração anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários. então. 693) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei n. contados da data em que foram praticados. 695) (Analista do TCE/AC 2007) Como forma de concretização do princípio da segurança jurídica. servidora pública. não havia interesse da administração em liberar servidores para efetuarem esse tipo de curso.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 684) (Procurador do MP/TCU 2004) A interposição de recurso administrativo suspende os efeitos de ato impugnado quando deste decorra perda patrimonial para o administrado. obteve do secretário de Estado da Fazenda decisão que lhe era desfavorável. 688) (Analista TSE 2007) O pedido de reconsideração é descabido. O pedido foi indeferido porque a autoridade competente. na hipótese de um ato administrativo ilegal.

Nessa situação. salvo comprovada má-fé. a administração pode anular o ato de readmissão com base no seu poder de autotutela. salvo comprovada má-fé. 698) (Advogado da União 2004) Considere a seguinte situação hipotética. 700) (Analista ANATEL 2006) Caso o benefício ilegal tivesse sido concedido em favor de Mário antes do advento da Lei n. julgue os seguintes itens. GABARITO: 1E 2C 3C 4C 5E 6C 7C 8C 9C 10E 11C 12C 13E 21E 22E 23C 24C 25E 26C 27E 28E 29C 30E 31E 32C 33E 41C 42E 43E 44E 45E 46D 47E 48E 49E 50C 51C 52C 53C 61C 62C 63E 64C 65E 66C 67C 68C 69E 70C 71E 72C 73E 81C 82C 83E 84C 85E 86E 87E 88C 89C 90C 91E 92E 93E 101C 102C 103C 104E 105E 106E 107C 108B 109A 110E 111C 112E 113C 121C 122E 123E 124E 125B 126C 127C 128E 129C 130E 131C 132C 133E 141C 142C 143C 144E 145E 146C 147E 148C 149C 150C 151E 152C 153C 161E 162E 163C 164C 165E 166C 167E 168E 169C 170E 171C 172C 173B 57 . a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) é competente para anular seus próprios atos quando eivados de vício de legalidade. No caso de efeitos patrimoniais contínuos.784/1999. a administração não mais poderia cassar esse benefício. por meio de processo administrativo instaurado por comissão constituída para essa finalidade. 699) (Analista ANATEL 2006) Nessa situação. quando se verificou a boa-fé de Mário.º 9. em face da decadência. praticados em dezembro de 1998. Em janeiro de 2005. 697) (Procurador do MP/TCU 2004) O direito de a administração anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis aos destinatários decai em três anos. No caso de decorrerem do ato anulado efeitos favoráveis para os destinatários. revisando. Com base nessa situação hipotética. servidor público. O ato de cassação do benefício somente ocorreu em maio de 2005. a administração identificou esse pagamento indevido e iniciou um processo administrativo visando cassá-lo. relativos a invalidação de atos administrativos. contados da data em que foram praticados. esse direito decai em cinco anos.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 696) (Analista ANATEL 2006) No uso de sua capacidade de autotutela. a administração constatou a readmissão irregular de um servidor que não fazia jus ao benefício. não haveria prazo decadencial para anulação. esse prazo é contado da percepção do último pagamento. atos de anistia e readmissão no serviço público. vinha percebendo uma parcela remuneratória de forma indevida desde abril de 2000. Mário. ainda que comprovada a boa-fé do servidor e desde que assegurados os direitos ao contraditório e à ampla defesa. em face dos princípios tempus regit actum e da irretroatividade das leis. Em 2004.

TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 14C 15E 16C 17C 18C 19C 20C 34E 35C 36E 37C 38C 39C 40C 54E 55C 56C 57C 58C 59E 60C 74C 75E 76E 77C 78C 79E 80C 94C 95C 96C 97C 98E 99E 100E 114C 115C 116E 117E 118C 119C 120C 134E 135E 136E 137C 138C 139C 140E 154C 155C 156C 157C 158E 159C 160E 174E 175C 176C 177E 178E 179C 180E 181C 182E 183C 184E 185C 186E 187C 188E 189C 190A 191E 192C 193E 194C 195E 196C 197C 198E 199C 200C 201E 202E 203E 204E 205E 206E 207E 208E 209E 210C 211C 212E 221E 222C 223C 224C 225E 226E 227E 228E 229E 230E 231C 232C 233C 234E 235C 236C 237C 238E 239E 240E 241E 242C 243E 244E 245C 246C 247C 248C 249E 250C 251E 252E 261E 262E 263E 264C 265E 266E 267E 268D 269E 270E 271C 272E 273E 274E 275C 276C 277E 278E 279C 280E 281E 282C 283E 284E 285E 286E 287E 288C 289C 290C 291E 292E 301E 302C 303C 304E 305E 306C 307E 308E 309E 310E 311C 312E 313E 314E 315C 316E 317E 318C 319C 320C 321C 322C 323C 324C 325C 326E 327E 328C 329E 330C 331C 332E 341E 342C 343C 344C 345E 346E 347C 348E 349E 350C 351C 352E 353E 354E 355C 356C 357E 358E 359C 360E 361C 362C 363E 364E 365E 366E 367C 368C 369E 370C 371E 372C 381E 382E 383E 384E 385E 386C 387E 388C 389E 390E 391E 392C 393E 394E 395C 396E 397C 398C 399C 400E 401E 402E 403C 404E 405E 406E 407E 408C 409C 410E 411E 412C 421C 422C 423C 424E 425C 426C 427E 428C 429C 430E 431C 432C 433E 434C 435C 436C 437E 438C 439E 440C 441E 442C 443C 444C 445C 446C 447E 448E 449C 450E 451C 452C 461E 462E 463E 464C 465E 466E 467C 468E 469C 470E 471E 472E 473C 474E 475E 476C 477E 478E 479C 480C 481C 482E 483C 484E 485C 486C 487C 488A 489E 490C 491E 492E 501C 502C 503C 504E 505C 506C 507E 508C 509C 510E 511E 512E 513E 514E 515C 516E 517C 518C 519E 520E 521E 522E 523C 524E 525C 526E 527C 528C 529C 530E 531E 532C 58 .

TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 213E 214E 215C 216C 217E 218E 219E 220E 253C 254E 255C 256E 257C 258E 259E 260C 293A 294A 295C 296C 297E 298E 299E 300C 333C 334E 335E 336C 337C 338E 339C 340E 373E 374E 375C 376E 377C 378E 379E 380E 413C 414C 415E 416E 417E 418E 419C 420C 453C 454E 455E 456E 457E 458C 459E 460C 493C 494C 495C 496C 497E 498C 499C 500E 533E 534E 535C 536C 537E 538E 539C 540E 541E 542C 543C 544C 545E 546E 547C 548E 549C 550E 551E 552C 553E 554C 555E 556E 557C 558C 559E 560C 561C 562E 563E 564C 565E 566E 567C 568E 569C 570C 571E 572E 573E 574C 575C 576E 577C 578E 579C 580C 581C 582E 583C 584C 585E 586E 587E 588E 589C 590C 591E 592E 593E 594E 595E 596C 597C 598E 599E 600E 601C 602C 603C 604E 605E 606E 607E 608E 609E 610C 611E 612C 613E 614C 615C 616E 617E 618C 619C 620E 621C 622E 623E 624E 625E 626C 627E 628E 629E 630E 631E 632E 633E 634C 635E 636E 637E 638A 639E 640E 641C 642C 643C 644E 645C 646E 647E 648E 649E 650E 651E 652C 653E 654E 655E 656E 657D 658C 659C 660E 661C 662C 663C 664C 665C 666E 667E 668E 669E 670E 671C 672E 673C 674E 675E 676E 677C 678C 679C 680E 681C 682E 683E 684E 685E 686E 687E 688E 689E 690C 691E 692C 693E 694E 695E 696C 697E 698E 699E 700E 59 .

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