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VIII.

LINHAS DE INFLUÊNCIA
A ação das cargas variáveis decorrentes do tráfego de veículos (rodoviários ou ferroviários) assume
valores importantes e variados conforme a posição das forças. Em algumas seções pode ocorrer mesmo a
inversão do sentido das solicitações. Para a análise dos valores extremos (máximos e mínimos) de
determinada solicitação vale-se do conceito de linha de influência numa seção, tratado neste capítulo.

VIII.1 VIGA BIAPOIADA


Os conceitos envolvidos no traçado e emprego das linhas de influência (L.I.) podem ser facilmente
apresentados considerando-se um sistema biapoiado, que sendo isostático permite que as ordenadas sejam
determinadas com simplicidade.

VIII.1.1 L.I. DE MOMENTOS FLETORES


O conceito de linha de influência pode ser estabelecido analisando-se os valores dos momentos
fletores numa determinada seção de uma viga, submetida à ação de uma carga vertical unitária que se
desloca ao longo do vão. Para exemplificar com valores numéricos, considera-se a viga biapoiada com
7,50m de extensão, ilustrada na Figura VIII.1, com as seções de estudo ( ,  ,   ) indicadas.

Figura VIII.1 – Seções de estudo em viga biapoiada.


Os efeitos de uma carga vertical unitária que se desloca ao longo do vão podem ser analisados a
partir da consideração da ação nas diversas seções de estudo. Por exemplo, com auxílio do programa
FTOOL (www/webserver2.tecgraf.puc-rio.br/ftool/), os momentos fletores na seção  podem ser
determinados, para diversas posições da carga unitária, conforme ilustrado na Figura VIII.2.

Figura VIII.2 – Momento fletores na seção  para carga móvel unitária.

1
Observando-se os diagramas é possível traçar a linha de influência de momentos fletores para a
seção  ( . .  ), ilustrada na Figura VIII.3, onde cada ordenada corresponde numericamente ao valor
do momento fletor na posição da carga unitária.

Figura VIII.3 – Linha de influência de momentos fletores para a seção  .


A partir da linha de influência a determinação do momento fletor na seção  , para qualquer
carregamento, se torna imediata. O momento fletor causado por uma carga concentrada em qualquer
posição pode ser obtido multiplicando-se a ordenada da linha de influência pelo valor da carga. Por
exemplo, para uma carga de 150  no meio do vão, basta determinar a ordenada nesta posição, como
ilustrado na Figura VIII.4. As ordenadas da linha de influência de momentos fletores devem ser em unidade
de comprimento adotada, para que o produto entre carga () e ordenada () resulte na unidade de
momento ( ∙ ).

Figura VIII.4 – Efeito de carga concentrada no meio do vão sobre a . .  .

  150   1,500  225  ∙  VIII.1

Para determinação do momento fletor causado por uma carga distribuída em qualquer posição, basta
multiplicar a respectiva área da linha de influência pelo valor da carga. Por exemplo, para uma carga
uniforme de 50 /, entre as abscissas 0,50  e 2,50 , conforme ilustrado na figura VIII.5, o momento
fletor na seção  pode ser determinado como a seguir.

Figura VIII.5 – Efeito de carga distribuída sobre a . .  .


, ,  , 
  50 /   90  ∙  (VIII.2)


O resultado obtido pode ser verificado determinando-se o diagrama de momentos fletores da viga
sob ação dos dois carregamentos, concentrado e distribuído, simultaneamente    225 " 90 
315  ∙ , conforme apresentado na Figura VIII.6.

Figura VIII.6 – Momentos fletores da viga sob carga concentrada e distribuída ( ∙ )

2
No caso da consideração de balanços nos extremos da mesma viga biapoiada, por exemplo com
1,50m de extensão em cada lado, tem-se os diagramas de momentos fletores apresentados na Figura VIII.7.

Figura VIII.7 – Momentos fletores na seção  para carga unitária nos extremos dos balanços ( ∙ )

Tem-se assim as ordenadas nos extremos dos balanços e a influência de momentos fletores para a
seção  pode ser definida conforme ilustrado na Figura VIII.8.

Figura VIII.8 – Linha de influência de momentos fletores para a seção  (em metros)

Observa-se que a linha de influência de momentos da viga biapoiada é formada por dois trechos
retilíneos, que graficamente podem ser definidos como ilustrado na Figura VIII.9.

Figura VIII.9 – Definição gráfica da linha de influência de momentos fletores (metros).

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VIII.1.2 L.I. DE CORTANTES
Para estudo das solicitações cortantes seção  da mesma viga biapoiada, com 7,50m de extensão,
pode-se considerar os diagramas para a ação de carga unitária apresentados na Figura VIII.10.

Figura VIII.10 – Solicitações cortantes na seção  para carga móvel unitária.


A partir dos diagramas da Figura VIII.10, observando-se a descontinuidade na seção  , é possível
traçar a linha de influência de cortantes para a seção  ( . . $ ), ilustrada na Figura VIII.11.

Figura VIII.11 – Linha de influência de cortantes para a seção  .

Assim como no caso de momentos fletores, a linha de influência cortantes possibilita a determinação
de solicitações despertada por carga concentrada multiplicando-se a força pela ordenada. Analogamente,
para carga distribuída deve-se multiplicar pela área da linha de influência. As ordenadas da linha de
influência de cortantes devem ser adimensionais para que o produto entre carga e ordenada resulte em
cortante. Logo, os valores das ordenadas da linha de influência de cortante são independentes da unidade
de comprimento adotada.

4
Considerando-se balanços nos extremos da mesma viga biapoiada, por exemplo com 1,50m de
extensão em cada lado, tem-se os diagramas de cortantes apresentados na Figura VIII.12.

Figura VIII.12 – Cortantes na seção  para carga unitária nos extremos dos balanços ()

Tem-se assim o aspecto da linha de influência de cortantes para viga biapoiada com balanços
ilustrado na Figura VIII.13.

Figura VIII.13 – Linha de influência de cortantes para a seção  (valores adimensionais)

Observa-se que a linha de influência de cortantes de viga biapoiada é formada por dois trechos
retilíneos, e pode ser graficamente definida como ilustrado na Figura VIII.14.

Figura VIII.14 – Definição gráfica da linha de influência de cortantes (adimensional).

A aplicação da L.I. de cortantes para determinação de solicitações é análoga ao caso de momentos


fletores. Torna-se assim imediato a pesquisa de solicitações máximas e mínimas, “carregando-se” os trechos
positivos ou negativos da linha de influência.

5
O chamado “trem-tipo” rodoviário normalmente é composto de uma carga distribuída, cuja extensão
pode ser qualquer, superposta a três cargas concentradas, espaçadas de 1,50 m, representando os eixos do
veículo tipo como, por exemplo, o trem-tipo representado na Figura VIII.15.

Figura VIII.15 – Exemplo de cargas de trem-tipo rodoviário.


Para este trem-tipo, pode-se definir os valores dos cortantes máximos (positivo e negativo) para a
seção  , “carregando-se” os trechos positivos e negativos da linha de influência de cortantes, conforme
indicado na Figura VIII.16.

[
Figura VIII.16 – “Carregamento” da linha de influência de cortantes da seção  .

A partir da Figura VIII.16, tem-se os seguintes valores extremos dos cortantes:


%
$   &0,200 " 0,400  120  &
,,  ,,  
() *") *+  50 ⁄  &109,5  VIII.3
 

$   0,600 " 0,400 " 0,200  120  "
,,   ,.,  
() *") *+  50 ⁄  219 VIII.4
 

Os resultados podem ser verificados analisando-se a viga para cada um dos carregamentos, como
por exemplo, para o carregamento de cortante máximo positivo, indicado na Figura VIII.17.

Figura VIII.17 – Diagrama de cortantes para o carregamento de máximo positivo na seção  .


6
VIII.1.3 L.I. DE REAÇÕES DE APOIO
Para estudo das reações de apoio considera-se como exemplo a mesma viga biapoiada, cujas reações
para carga unitária em diversas posições são apresentadas na Figura VIII.18.

Figura VIII.18 – Reações de apoio em viga biapoiada sob carga unitária.


Observando-se a Figura VIII.18 pode-se determinar as linhas de influência das reações de apoio,
conforme ilustrado na Figuras VIII.19.

. . /0

. . /1

Figura VIII.19 – Linha de influência de reações de apoio.

Pode-se observar que as L.I de reações são graficamente definidas como um caso particular das
linhas de cortantes, considerando-se ordenadas unitárias na seção de apoio em estudo. Assim como nas
linhas de cortantes e momentos, havendo balanço, basta prolongar a reta de definição da linha de influência.

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VIII.1.4 L.I. DE SEÇÕES SITUADAS NO BALANÇO
Considerando-se o estudo de seções () situadas no trecho em balanço, distantes 2 dos apoios 3 e
4 , tem-se os aspectos de linha de influência de momentos apresentados na Figura VIII.20. Observa-se que
a linha de influência de momentos fletores para uma seção no balanço sempre apresenta aspecto triangular
com ordenadas negativas.

Figura VIII.20 – Linhas de influência de momentos de seções situadas no balanço.

As linhas de influência de cortantes para as mesmas seções situadas em trecho de balanço assumem
os aspectos típicos representados na Figura VIII.21. Observa-se que a linha de influência de cortantes para
uma seção no balanço sempre apresenta valor unitário constante com ordenadas negativas ou positivas,
conforme a convenção de sinais.

Figura VIII.21 – Linhas de influência de cortantes de seções situadas no balanço (adimensionais).

É importante observar que as linhas de influência de seções situadas em qualquer trecho em balanço
assumem sempre o mesmo aspecto, independentemente do restante da estrutura ser isostática ou
hiperestática. Obviamente o traçado destas linhas de influência é sempre limitado entre a seção de estudo e
o extremo do balanço, ou seja, cargas fora deste trecho não causam solicitação na seção do balanço.
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VIII.1.5 PRINCÍPIO DE MÜLLER BRESLAU
O princípio de Müller Breslau (Heinrich Müller Breslau, engenheiro alemão, 1851-1925),
estabelece que a linha de influência de uma determinada solicitação corresponde à configuração da
estrutura, cujo vínculo a esta solicitação, na seção de estudo, é liberado seguindo-se da imposição de
deslocamento infinitesimal unitário na direção do vínculo rompido.
O princípio de Müller Breslau pode ser aplicado a qualquer tipo de estrutura formada por barras,
permitindo a determinação das linhas de influência de forma bastante simples e intuitiva. Nos modelos
isostáticos, a liberação de um vínculo resulta em estrutura hipostática, cujos elementos se comportam como
mecanismo ao se impor o deslocamento infinitesimal unitário, apresentando exclusivamente movimentos
de corpo rígido. Nos modelos hiperestáticos, a liberação de um vínculo não é suficiente para resultar em
mecanismo e assim a consideração do deslocamento infinitesimal unitário induz deformações, na forma de
linha elástica de barra submetida à imposição de deslocamento ou rotação.

VIII.1.5.1 L.I. DE MOMENTOS FLETORES

O princípio de Müller Breslau pode ser demonstrado analisando-se o momento fletor numa seção 
na viga biapoiada submetida a uma carga concentrada 5, ilustrada na Figura VIII.22.

Figura VIII.22 – Diagrama de momentos fletores de viga sob carga concentrada.

Admitindo-se que na seção de estudo () exista uma ligação rotulada, pode-se obter o mesmo
diagrama de momentos considerando-se a atuação do momento aplicado na rótula, conforme ilustrado
na Figura VIII.23. Observa-se que a liberação de um vínculo numa estrutura isostática resulta na formação
de uma estrutura hipostática (mecanismo).

Figura VIII.23 – Diagrama de momentos fletores de viga com rótula interna.


Pode-se observar que, a viga isostática da Figura VIII.22 e o mecanismo da Figura VIII.23
apresentam o mesmo aspecto da deformada, conforme ilustrado na Figura VIII.24.

Figura VIII.24 – Deformadas idênticas de viga isostática (Fig. VIII.22) e mecanismo (Fig. VIII.23).
9
Por se tratar de um mecanismo, a relação de equilíbrio entre a carga concentrada 5 e o momento
aplicado na rótula pode ser determinada aplicando-se o princípio dos trabalhos virtuais (PTV). Para isto,
considera-se uma configuração resultante de deslocamentos infinitesimais (virtuais) cinematicamente
admissíveis, impostos a partir da configuração de equilíbrio, conforme apresentado na Figura VIII.25.

Figura VIII.25 – Deslocamentos virtuais infinitesimais cinematicamente compatíveis.

De acordo com o PTV, o trabalho virtual das forças ativas deve ser nulo, logo tem-se a seguinte
equação de equilíbrio:
;∙<=
5 ∙ 67 & ∙ 6α & ∙ 6β  0 ⇒  <><? (VIII.5)

Considerando-se que a carga concentrada seja unitária (5  1) e que a rotação total também assuma
valor unitário (6@ " 6A  1), tem-se que o momento corresponde ao valor do deslocamento virtual no
ponto de aplicação da carga concentrada, ou seja,

 67 (VIII.6)

Tem-se assim a expressão do princípio de Müller Breslau: A linha de influência de momentos


fletores corresponde à configuração da estrutura, com vínculo a momento liberado na seção de estudo,
impondo-se rotação infinitesimal unitária (6@ " 6A  1) na direção do vínculo rompido.

Aplicando-se o princípio de Müller Breslau para definição da linha de influência de momentos


fletores, admite-se a estrutura rotulada na seção de estudo submetida a uma rotação infinitesimal unitária
na direção do momento positivo. Tem-se assim, para uma seção no vão de uma viga biapoiada, o aspecto
genérico ilustrado na Figura VIII.26.

Figura VIII.26 – Linha de influência de momento fletor pelo princípio de Müller Breslau.

É importante observar que as relações geométricas para definição dos ângulos e ordenadas devem
ser de natureza infinitesimal, conforme as expressões a seguir.
B E
6@  C ; 6A  (VIII.7)
C

F  6@ ∙ 2 ; F  6A ∙ 2 (VIII.8)

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Para a consideração de balanços basta prolongar as extremidades das barras além dos apoios, como
ilustrado na Figura VIII.27.

Figura VIII.27 – Princípio de Müller Breslau: L.I. de momento fletor em viga biapoiada com balanços.
É importante notar que o valor unitário atribuído ao deslocamento virtual (no caso uma rotação) não
implica que a rotação seja 1,0 GH6, pois este valor não seria infinitesimal.
Observa-se que a configuração da linha de influência é definida pelos dois segmentos de barra que
se conectam na rótula. Como a estrutura original é isostática, a consideração da rótula resulta em um
mecanismo e as barras consideradas articuladas se movimentam como corpos rígidos, mantendo suas
formas retilíneas, indeslocáveis nos apoios.
Nas seções situadas no trecho em balanço, a consideração de rótula torna apenas o restante do
balanço em mecanismo, enquanto a viga permanece isostática, não sofrendo assim nenhuma influência da
rotação unitária imposta, como ilustrado na Figura VIII.28.

Figura VIII.28 – Princípio de Müller Breslau: L.I. de momento fletor – seções no balanço.

VIII.1.5.2 L.I. DE CORTANTES

Para demonstração do Princípio de Müller Breslau aplicado à análise de solicitação cortante,


considera-se numa seção  na viga biapoiada submetida a uma carga concentrada 5, conforme ilustrado na
Figura VIII.29.

Figura VIII.29 – Diagrama de solicitação cortante em viga sob carga concentrada.

Admitindo-se que na seção de estudo () seja rompido o vínculo a transmissão de força cortante,
pode-se obter o mesmo diagrama considerando-se a atuação do $ , aplicado imediatamente à esquerda e à
direita da liberação, conforme ilustrado na Figura VIII.30. Importante lembrar que a liberação de um
vínculo na estrutura isostática resulta na formação de um mecanismo.

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Figura VIII.30 – Diagrama de cortantes de viga com liberação interna.

A equivalência entre a viga isostática da Figura VIII.22 e o mecanismo da Figura VIII.23 pode ser
constatada observando-se que ambas apresentam o mesmo aspecto da deformada, conforme ilustrado na
Figura VIII.31.

Figura VIII.31 – Deformadas idênticas: viga isostática (Fig. VIII.29) e mecanismo (Fig. VIII.30).

Por se tratar de um mecanismo, a determinação da relação entre a carga 5 e a solicitação cortante


$ pode ser estabelecida aplicando-se o Princípio dos Trabalhos Virtuais. Para isso considera-se uma
configuração resultante de deslocamentos infinitesimais (virtuais) cinematicamente admissíveis, impostos
a partir da configuração de equilíbrio, conforme apresentado na Figura VIII.32.

Figura VIII.32 – Deslocamentos virtuais infinitesimais cinematicamente compatíveis.

Importante observar que a continuidade de momentos fletores na seção  é mantida e assim a rotação
infinitesimal 6I deve ser idêntica nos dois trechos. Com isso os alinhamentos dos dois trechos, à esquerda
e à direita da liberação a cortante, são paralelos.
De acordo com o PTV, o trabalho virtual das forças ativas deve ser nulo, logo tem-se a seguinte
equação de equilíbrio:
;∙<=
5 ∙ 67 & $ ∙ 6H & $ ∙ 6J  0 ⇒ $  <E<B VIII.5

Considerando-se que a carga concentrada seja unitária (5  1) e que o deslocamento total também
seja unitário (6H " 6J  1), tem-se que o cortante $ corresponde ao valor do deslocamento virtual no
ponto de aplicação da carga concentrada, ou seja,
$  67 (VIII.6)
Tem-se assim a expressão do princípio de Müller Breslau: A linha de influência de solicitação
cortante corresponde à configuração da estrutura, com vínculo a cortante liberado na seção de estudo,
impondo-se deslocamento infinitesimal unitário (6H " 6J  1) na direção do vínculo rompido.

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Para definição da linha de influência de cortantes, a aplicação do princípio de Müller Breslau segue
procedimento análogo, ou seja, deve-se admitir que o vínculo a cortante seja liberado na seção de estudo,
aplicando-se forças auto equilibradas correspondentes a um cortante positivo. A deformada infinitesimal
deve corresponder a um deslocamento relativo unitário na seção em estudo. A Figura VIII.33 ilustra
esquematicamente a liberação do vínculo de cortante, idealizada com duas pequenas hastes bi-rotuladas
paralelas, de forma a garantir a continuidade de momentos fletores.

Figura VIII.33– Linha de influência de cortantes pelo princípio de Müller Breslau.

Como a liberação do vínculo deve ocorrer exclusivamente na direção do cortante, a continuidade de


rotação deve ser preservada. Lembrando que a geometria é infinitesimal, tem-se as seguintes relações:

6I  C (VIII.7)

F  6I ∙ 2 ; F  6I ∙ 2 (VIII.8)

Pode-se considerar extremos em balanços analogamente à linha de momentos fletores, prolongando-


se as linhas, conforme ilustrado na Figura VIII.34.

Figura VIII.34 – Princípio de Müller Breslau: L.I. de cortantes em viga biapoiada com balanços.
Analogamente às linhas de momentos fletores, nas seções situadas no trecho em balanço, a liberação
a cortante torna apenas o restante do balanço em mecanismo, enquanto a viga permanece isostática que
assim não apresenta nenhuma influência do deslocamento unitário imposta, como ilustrado na Figura
VIII.35.

Figura VIII.35 – Princípio de Müller Breslau: L.I. de cortantes – seções no balanço.

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VIII.1.5.3 L.I. DE REAÇÕES DE APOIO

A linha de influência de reação de apoio pode ser definida analogamente, considerando-se um


deslocamento infinitesimal unitário na direção da reação, conforme ilustrado na Figura VIII.36.

Figura VIII.36 – Princípio de Müller Breslau: L.I. de reação de apoio – viga biapoiada.

Para a viga biapoiada com balanços, basta considerar o prolongamento da barra, como apresentado
na Figura VIII.37.

Figura VIII.37 – Princípio de Müller Breslau: L.I. de reação de apoio – viga biapoiada com balanços.

VIII.2 VIGA BIAPOIADA COM RÓTULA INTERNA


O exemplo clássico de viga com rótula interna ocorre no caso das “vigas Gerber”, concepção
bastante difundida no passado, atualmente em desuso. O estudo das vigas Gerber é importante pois diversas
superestruturas com esta concepção, ainda em serviço, devem ser recuperadas, reforçadas e readequadas às
necessidades modernas.
Outra situação, em que se considera uma viga com rótula interna, ocorre ao se modelar as placas de
aproximação com ligação rotulada na extremidade da superestrutura. Neste caso, entretanto a superestrutura
não pode ser considerada, formalmente, uma viga Gerber, já que a estrutura principal não apresenta trecho
em vão Gerber. A placa de aproximação é um elemento secundário, acessório, e a consideração desta como
viga biapoiada é uma simplificação, visando apenas considerar a parcela de carga transmitida à
superestrutura.
Para apresentação dos conceitos básicos deste tipo de situação, considera-se como exemplo inicial
a viga biapoiada com extremos em balanço e placa de aproximação, apresentada na Figura VIII.38.

Figura VIII.38 – Ponte biapoiada com extremos em balanço e placa de aproximação.


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Considerando-se a superestrutura da ponte apoiada sobre aparelhos de apoio em elastômero fretado,
pode-se adotar, para a análise estrutural, o modelo unifilar ilustrado na Figura VIII.39.

Figura VIII.39 – Modelo de viga biapoiada com balanços e placas de aproximação.

VIII.2.1 L.I. DE REAÇÕES DE APOIO


Seguindo o princípio de Müller Breslau, o traçado da linha de influência de reação de apoio pode
ser obtido considerando-se que o vínculo, restrição vertical no apoio, foi rompido, impondo-se nesta direção
um deslocamento infinitesimal unitário, conforme ilustrado na Figura VIII.40. Importante observar que a
natureza infinitesimal do deslocamento unitário garante que as hastes, do mecanismo formado, não sofram
alongamento nem contração ao se manterem ligadas aos apoios. A rótula interna permite a formação de
ponto anguloso resultando assim na forma poligonal, típica das linhas de influência de estruturas isostáticas.

Figura VIII.40 – Aplicação do princípio de Müller Breslau para traçado da . . /0

Considerando-se as dimensões indicadas na Figura VIII.35, tem-se, para o deslocamento vertical


unitário, os valores das ordenadas indicadas na Figura VIII.41.

Figura VIII.41 – Linha de influência de reação de apoio em A ( . . /0 ).

VIII.2.2 L.I. DE MOMENTOS FLETORES

Tomando-se para estudo de momentos fletores uma seção , a 5,0m do apoio esquerdo na mesma
viga do exemplo anterior, a aplicação do princípio de Müller Breslau requer a consideração de uma rotação
relativa infinitesimal unitária entre os segmentos de viga, considerados rotulados na seção  , conforme
ilustrado na Figura VIII.42.

15
Figura VIII.42 – Aplicação do princípio de Müller Breslau para traçado da . .

LLLL e LLLL
Como a rotação relativa unitária é infinitesimal, os lados 3′ M′ do triângulo 3′M apresentam o
LLLL
mesmo comprimento (5,00m) e o lado 3M pode ser determinado como o produto do ângulo e um dos lados
adjacentes, ou seja
3M LLLL ∙ 6I  5,00  1,00  5,00
LLLL  3′ (VIII.9)

4′ e LLLLL
Analogamente, os lados LLLLL N′ do triângulo 4′N apresentam o mesmo comprimento (15,00m)
LLLL
e o lado 4N pode ser determinado como

LLLL LLLLL ∙ 6I  15,00  1,00  15,00


4N  4′ (VIII.10)

A ordenada da linha de influência LLLL


′ pode então ser obtida por semelhança de triângulos. A partir
LLLL
de ′ , as demais ordenadas podem ser determinadas da mesma forma, resultando nos valores indicados
na Figura VIII.43.

Figura VIII.43 – Linha de influência de momentos fletores na seção S ( . . )

Como exemplo de determinação das solicitações extremas a partir da . . ilustrada na Figura


VIII.43, adota-se o trem tipo com cargas concentradas com 120kN equidistantes 1,50m e carga distribuída
de 50kN/m. A partir das ordenadas principais de definição da . . são determinadas as ordenadas
16
intermediárias para posicionamento das três cargas concentradas em cada situação (máx. e mín.), conforme
indicado na Figura VIII.44.
O posicionamento do trem tipo para determinação do momento máximo (positivo) é indicado
abaixo da . . . O posicionamento do trem tipo para determinação do momento mínimo (negativo) é
indicado acima da . . .

Figura VIII.44 – Determinação de momento fletor máximo e mínimo a partir da . .

Os valores dos momentos fletores, máximo e mínimo, são determinados como a seguir apresentado.

,S ,
áP  3,75 " 3,38 " 3,00  120 " ) 
*  50  3 091.  (VIII.11)

,S V, , V,


íU  &2,34 " 3,75 " 2,63  120 & ) " *  50  &2 171.  (VIII.12)
 

O traçado da linha de influência de momentos fletores para uma seção situada no trecho em balanço
se define conforme já apresentado na Figura VIII.28. Por exemplo, considerando-se a seção imediatamente
sobre o apoio 3, a linha de influência de momentos fletores assume os valores apresentados na Figura
VIII.45.

Figura VIII.45 – Aplicação do princípio de Müller Breslau para traçado da . . 0

17
VIII.2.3 L.I. DE CORTANTES

Toma-se para determinação da linha de influência de solicitação cortante a mesma seção  do


exemplo anterior. Segundo o princípio de Müller Breslau, considera-se um deslocamento relativo
infinitesimal unitário à esquerda e à direita da seção. O mecanismo formado, considerando-se a liberação
do vínculo a cortante, assume assim a configuração indicada na Figura VIII.46.

Figura VIII.46 – Aplicação do princípio de Müller Breslau para traçado da . . $


Lembrando que o deslocamento relativo unitário é infinitesimal, as ordenadas LM
LLL e LLLL
N podem ser
determinadas a partir do ângulo 6I como o a seguir apresentado.
,
6I   0,0500 (VIII.13)
,
LLLL  3M
M LLLL ∙ 6I  5,00  0,0500  0,250 (VIII.14)
LLLL  4N
N LLLL ∙ 6I  15,00  0,0500  0,750 (VIII.15)
A partir das ordenadas à esquerda e à direita da seção , as demais ordenadas podem ser
determinadas por semelhança de triângulos, obtendo-se os valores indicados na Figura VIII.47.

Figura VIII.47 – Linha de influência de cortantes na seção S ( . . $ )


A partir das ordenadas principais de definição da . . $ são determinadas ordenadas intermediárias
para posicionamento das três cargas concentradas em cada situação (máx. e mín.), como apresentado na
Figura VIII.48. O posicionamento do trem tipo para determinação do cortante máximo (positivo) é indicado
abaixo da . . $ . O posicionamento do trem tipo para determinação do cortante mínimo (negativo) é
indicado acima da . . $ .

Figura VIII.48 – Determinação de cortantes máximo e mínimo a partir da . . $


18
Os valores dos cortantes, máximo e mínimo, são determinados como a seguir apresentado.
,S  , , V,
$ áP  0,750 " 0,675 " 0,600  120 " ) " * 50  581 (VIII.16)
 
,  , , V,
$ íU  &0,175 " 0,250 " 0,1562  120 & ) " * 50  &157,2 (VIII.17)
 

A partir das Figuras VIII.46 e VIII.47 pode-se definir o traçado da linha de influência de cortantes
para a seção imediatamente à direita do apoio 3 ( . . $0WXY ), conforme ilustrado na Figura VIII.49.

Figura VIII.49 – Linha de influência de cortantes em A à direita (L.I. $0WXY ).


Aplicando-se o princípio de Müller Breslau pode-se definir o traçado da linha de influência de
cortantes para a seção imediatamente à esquerda do apoio 3 ( . . $0Z [ ), considerando-se um deslocamento
infinitesimal unitário, conforme ilustrado na Figura VIII.50.

Z [
Figura VIII.50 – Linha de influência de cortantes em A à esquerda (L.I. $0 )
Lembrando que a reação de apoio em 3 corresponde à resultante dos cortantes à esquerda e à direita
do apoio, considerando-se a convenção de sinais, tem-se que a linha de influência de reações de apoio
corresponde à soma das L.I. dos cortantes em A à esquerda e à direita (observando-se os sinais), ou seja
. . /0  . . $0WXY & . . $0Z [ (VIII.18)
A validade da expressão (VIII.18) pode ser constatada observando-se as Figuras VIII.41, VIII.49 e
VIII.50. Observa-se que os valores positivos da linha de influência de reação são representados acima da
viga na Figura VIII.41, enquanto que nas linhas de cortantes os valores positivos são representados abaixo
da viga.

VIII.2.4 VIGA BIAPOIADA COM VÃO “GERBER”


Uma vez estabelecidos os procedimentos de traçado das linhas de influência segundo o princípio de
Müller Breslau, o estudo das vigas isostáticas com vão Gerber pode ser prontamente efetuado. Considera-
se inicialmente para exemplo, a superestrutura em viga sobre apoios em elastômero fretado, com extremos
em encontro e placa de aproximação, apresentado na Figura VIII.51, juntamente com o modelo unifilar
com indicação da numeração usualmente adotada para as seções de análise, tomadas a cada décimo de vão.

Figura VIII.51 – Superestrutura em viga isostática com vão Gerber e extremos em encontro.
19
As linhas de influência de reações de apoio em 3 e em 4, resultantes da consideração de
deslocamento unitários nas respectivas direções das reações, são apresentadas na Figura VIII.52.

Figura VIII.52 – Linhas de influência de reações de apoio em 3 e 4


As linhas de influências de cortantes nas seções 3 e 11, apresentadas na Figura VIII.53
apresentam os aspectos típicos das linhas para seções no vão biapoiado e no trecho em balanço.

Figura VIII.53 – . . $ para seções no vão biapoiado e no trecho em balanço.


Conforme já descrito, as linhas de influência de reações de apoio em 3 e em 4, podem ser
determinadas a partir das linhas de influência de cortantes à esquerda e à direita dos apoios, conforme pode-
se observar na Figura VIII.54 as ilustrações das linhas de cortantes imediatamente antes e após os apoios 3
e 4, que correspondem respectivamente às seções 10 e 10.

Figura VIII.54 – Linhas de influência de cortantes à esquerda e à direita dos apoios 3 e 4.


As linhas de cortantes nas seções da viga Gerber são idênticas às linhas de vigas biapoiadas,
conforme exemplificado na Figura VIII.54. Observa-se que a linha de cortantes na rótula M corresponde à
linha de reação de apoio da viga Gerber, sendo também o caso particular da linha de cortante para seção no
trecho em balanço, semelhante à linha de influência da seção 11 apresentada na Figura VIII.55.

Figura VIII.55 – Linhas de influência de cortantes para seções no vão Gerber.


As linhas de influências de momentos fletores nas seções 3 e 10, apresentadas na Figura VIII.56
apresentam, respectivamente, os aspectos típicos das linhas para seções no vão biapoiado e no trecho em
balanço. As linhas de influência para seções na viga Gerber correspondem ao caso da viga biapoiada.

Figura VIII.56 – . . para seções no vão biapoiado e no trecho em balanço.

20
VIII.3 VIGA CONTÍNUA
Visando demonstrar a validade do princípio de Müller Breslau, no caso das estruturas hiperestáticas,
considera-se o momento fletor numa seção  numa viga contínua submetida a uma carga concentrada 5,
como ilustrado na Figura VIII.57.

Figura VIII.57 – Diagrama de momentos fletores de viga sob carga concentrada.

Admitindo-se que na seção de estudo () o vínculo a momento fletor seja rompido, pode-se obter o
mesmo diagrama de momentos considerando-se a atuação do momento aplicado na rótula, conforme
ilustrado na Figura VIII.58. Observa-se que a liberação de um vínculo numa estrutura hiperestática não
resulta na formação de uma estrutura hipostática (mecanismo).

Figura VIII.58 – Diagrama de momentos fletores de viga com rótula interna.


Pode-se observar que, as vigas das Figura VIII.57 e VIII.58 apresentam deformada com o mesmo
aspecto, conforme ilustrado na Figura VIII.59.

Figura VIII.59 – Deformadas da viga original e com vínculo rompido (Figuras VIII.57 e VIII.58).
A relação entre a carga concentrada 5 e o momento aplicado na rótula pode ser determinada
aplicando-se o princípio dos trabalhos virtuais (PTV), considerando-se uma configuração resultante de
deslocamentos infinitesimais (virtuais) cinematicamente admissíveis, impostos a partir da configuração de
equilíbrio, conforme apresentado na Figura VIII.60.

Figura VIII.60 – Deslocamentos virtuais infinitesimais cinematicamente compatíveis.


De acordo com o PTV, o trabalho virtual das forças ativas deve ser nulo, logo tem-se:
;∙<=
5 ∙ 67 & ∙ 6α & ∙ 6β  0 ⇒  <><? (VIII.19)

Considerando-se que a carga e a rotação total assumam valores unitários (5  1 e 6@ " 6A  1),
tem-se que o momento corresponde ao valor do deslocamento virtual no ponto de aplicação da carga
unitária, resultando assim o princípio de Müller Breslau.

21
Embora o princípio de Müller Breslau seja válido para estruturas hiperestáticas, a determinação dos
valores das ordenadas revela-se trabalhosa, justamente por envolver a determinação da linha elástica de
uma estrutura, em geral, hiperestática. Entretanto o método permite determinar, com simplicidade, a forma
das linhas de influência das estruturas hiperestáticas.
Importante observar que as linhas de influência de estruturas hiperestáticas são sempre curvas,
enquanto as linhas de influência nas estruturas isostáticas são sempre poligonais.
Como exemplo, apresenta-se na Figuras VIII.61 as linhas de influência de cortantes típicas para
seções nos vãos de uma viga contínua com três vãos.

Figura VIII.61 – Aspectos típicos de L.I.V. em seções no vão de viga contínua.

As linhas de influência de cortantes nas seções imediatamente à esquerda e à direita dos apoios
intermediários, constituem casos particulares das linhas apresentadas na figura anterior, conforme ilustrado
na Figura VIII.62.

Figura VIII.62 – Aspectos de L.I.V. em seções imediatamente vizinhas aos apoios intermediários.

Conforme expressão (VIII.18), a linha de influência de reações de apoio em 4 pode ser determinada
somando-se a linha de cortantes à esquerda da linha de cortantes à direita. Representando-se os valores
positivos de reações acima do eixo da viga, tem-se a linha de reações em 4 ilustrada na Figura VIII.63.

Figura VIII.63 – L.I.R. de apoio intermediário em viga contínua.

A linha de influência de cortantes imediatamente vizinha de apoio extremo, neste caso coincide em
módulo com a própria linha de influência de reação de apoio, que apresenta apenas a inversão de sinais,
conforme apresentado na Figura VIII.64.

22
Figura VIII.64 – L.I.V. à direita de apoio extremo e L.I.R. do mesmo apoio.

Superpondo-se as linhas de influência de cortantes imediatamente à direita e à esquerda dos apoios


que delimitam um determinado vão, tem-se a envoltória de todas as linhas de influência de cortantes no vão
Z [
em questão. Por exemplo, a partir da superposição de . . $1WXY e . . $\ , ilustrada na Figura VIII.65,
podem ser determinadas quaisquer linhas de influência de cortantes no vão central.

Figura VIII.65 – Superposição de . . $1WXY e . . $\Z [ .


Z [
Analogamente, a partir da superposição de . . $0WXY e . . $1 , ilustrada na Figura VIII.66, podem
ser determinadas quaisquer linhas de influência de cortantes no vão 34 LLLL.

Z [
Figura VIII.66 – Superposição de . . $0WXY e . . $1 .
As linhas de influência de momentos fletores, típicas de seções nos vãos de uma viga contínua com
três vãos, são apresentadas na Figura VIII.67.

Figura VIII.67 – Aspectos típicos de L.I.M. em seções no vão de viga contínua.

Para as seções relativamente próximas dos apoios intermediários, as linhas de influência de


momentos fletores pode apresentar inversão, conforme ilustrado na Figura VIII.68.

Figura VIII.68 – Aspectos típicos de L.I.M. em seções próximas a um apoio intermediário.


23
As linhas de influência de momentos fletores sobre apoios intermediários apresentam os aspectos
típicos apresentados na Figura VIII.69.

Figura VIII.69 – Aspectos típicos de L.I.M. sobre apoios intermediários.


O aspecto típico das linhas de influência de momentos fletores, em seções tomadas a cada décimo
de vão, superpostas são apresentadas na Figura VIII.70.

Figura VIII.70 – Linhas de influência de momentos fletores em seções a cada décimo de vão.
Em resumo, a aplicação do princípio de Müller Breslau às estruturas em viga contínua pode ser
baseada nos aspectos típicos da linha elástica, resultante da consideração de deslocamentos ou rotações
unitárias, conforme sintetizado nas Figuras VIII.71, para as linhas de cortantes, VIII.72, para as linhas de
reações e VIII.73, para as linhas de momentos fletores.

Figura VIII.71 – Aspectos típicos de linhas de influência de solicitações cortantes.

Figura VIII.72 – Aspectos típicos de linhas de influência de reações de apoio.

Figura VIII.73 – Aspectos típicos de linhas de influência de momentos fletores.


24
VIII.3.1 EXTREMOS EM BALANÇO
Considerando-se por exemplo a superestrutura em viga contínua sobre aparelhos de apoio em
elastômero fretado, com três vãos, extremos em balanço e placa de aproximação:

Modelo estrutural unifilar

L.I. V (seção no balanço)

L.I. VAesq

L.I. VAdir

L.I. V (seção no vão lateral)

25
L.I. VBesq

L.I. VBdir

L.I. V (seção no vão central)

L.I. RA

L.I. RB

L.I. M (seção no balanço)

26
L.I. MA

L.I. M (seção no vão lateral)

L.I. MB

L.I. M (seção no vão central)

VIII.3.2 EXTREMOS EM ENCONTRO


Considerando-se a mesma superestrutura, porém com extremos em encontro:

Modelo estrutural unifilar

27
L.I. VAesq

L.I. VAdir

L.I. V (seção no vão lateral)

L.I. VBesq

L.I. VBdir

L.I. V (seção no vão central)

L.I. RA

28
L.I. RB

L.I. M (seção no vão lateral)

L.I. MB

L.I. M (seção no vão central)

VIII.3.3 VIGA CONTÍNUA COM VÃO GERBER

Modelo unifilar:

L.I. VS10esq

29
L.I. VS10dir

L.I. VS15

L.I. VS20esq

L.I. VS20dir

L.I. MS5

L.I. MS10

30
L.I. MS15

L.I. MS20

L.I. RA

L.I. RB

L.I. RC

31