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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA


UNIDADE ACADÊMICA DE ENGENHARIA DE PETRÓLEO
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PETRÓLEO
T R A B AL H O D E C O N C L U S Ã O C U R S O
PERÍODO 2017.2

ACOMPANHAMENTO DE POÇO MADURO EQUIPADO COM BOMBEIO


MECÂNICO UTILIZANDO A FERRAMENTA SONOLOG

Autores: Iago Alexandre Maia de Azevedo¹, Pablo Diego Pinheiro de Souza²


iagoalexandregba@yahoo.com.br
Universidade Federal de Campina Grande, Rua Dom Pedro II, 318, complemento 304, Centro,
Campina Grande - PB

RESUMO

O aumento crescente da existência de campos maduros demandou um acréscimo da utilização


de métodos de acompanhamento do campo, visando à maximização de seu tempo de produção,
tendo em vista que, nesta fase, os campos se encontram cada vez mais próximo do limite de sua
economicidade. Uma das mais importantes ferramentas de acompanhamento tem sido o registro
com o Sonolog, que visa identificar, através do monitoramento do nível de fluido no anular, o
ciclo produtivo do poço. Neste trabalho, buscou-se, através da utilização do software TWM,
juntamente com o hardware Sonolog, da empesa Echometer, a realização de testes na cabeça
do poço, de forma a se buscar informações a respeito do nível de fluido existente no poço. Os
resultados obtidos mostraram dados a respeito da produção de óleo do poço, do nível de coluna
de fluido disponível para produção, além da não existência de gás emulsionado no momento da
análise. Por fim, pode-se concluir a existência da necessidade de uma possível intervenção, afim
de se aumentar a produção do poço por meio de uma estimulação, além da sugestão da
mudança do regime de produção de maneira a favorecer o aumento da produtividade.

Palavras Chave: Campos Maduros, Acompanhamento Operacional, Sonolog.

1. INTRODUÇÃO

O bombeio mecânico surgiu logo após o nascimento da indústria do petróleo e é


considerado o primeiro método de elevação artificial. Estima-se que, dos poços equipados com
elevação artificial, a nível mundial, cerca de 71% utilizam o sistema de bombeio mecânico. No
Brasil, 73% dos poços produzem através do bombeio mecânico (PETROBRAS,2014 apud LIMA,
2014). A sua grande aceitação ocorre pelo fato deste método apresentar como principais
vantagens: uma boa relação custo/benefício; manutenção fácil e barata; e simplicidade de
operação (BEZERRA, 2015).
O acompanhamento de um poço que está produzindo por bombeio mecânico é feito
através de testes de produção, cartas dinamométricas e registros de Sonolog (THOMAS, et.al,
2004). Este acompanhamento se mostra ainda mais importante quando se trata de campos
maduros, pois, devido a depleção, estes, provavelmente, se encontraram no limite da relação de
custo/benefício, de modo a estar comprometida a viabilidade do campo, de tal forma que, ao
estudá-los, poderá se propor medidas visando a diminuição das despesas e a extensão de sua
economicidade (CRUZ, ALMEIDA, 2017).
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Sendo assim, o registro Sonolog é uma técnica utilizada para determinar o nível de fluido
no anular, entre a coluna de produção e o revestimento de produção, permitindo, determinar a
submergência da bomba e o consequente potencial de produção do poço.
O presente estudo tem como objetivo a análise por Sonolog de um poço localizado no
Campo de Vaza Barris, no Município de Itaporanga D’ajuda, no estado de Sergipe. De forma
que, através da interpretação dos dados encontrados no poço, foi possível um entendimento
sobre a produtividade do poço, de maneira que se pudesse sugerir possíveis intervenções que
tornariam viável a otimização e o prolongamento da produção.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Elevação Natural

Na elevação natural de petróleo, o fluxo de fluidos (óleo, água e gás) desde o reservatório
até as facilidades de produção (separadores, tratadores e tanques) é devido unicamente à
energia do reservatório. Normalmente ocorre no início da vida produtiva das jazidas (THOMAS,
et.al., 2004). Os poços que produzem por este método são conhecidos como surgentes, eles
produzem com menores problemas operacionais devido à simplicidade dos equipamentos que
são utilizados em superfície e também em subsuperfície, além de contar com maiores vazões de
liquido e um menor custo por unidade de volume produzido, de maneira a se caracterizar como
o método mais vantajoso de produção (LEONEZ, 2011).
Essa forma de produção é afetada, especialmente, pela pressão do poço. Entretanto existem
outros fatores que são de grande importância para o auxílio da elevação, como: as propriedades
dos fluidos, o índice de produtividade do poço, o mecanismo de produção (gás em solução, capa
de gás, ou influxo de água), um dano causado à zona produtora durante a perfuração e/ou
completação do poço, a aplicação de técnicas de estimulação (fraturamento, acidificação) e o
adequado isolamento das zonas de água e gás adjacentes à zona de óleo (OLIVEIRA, 2010).

2.2 Elevação Artificial

Com a produção dos fluidos do reservatório e a sua consequente depleção, a vazão do


poço começa a reduzir até chegar ao ponto em que ele deixa de produzir totalmente ou torna-se
inviável economicamente. Para colocar o poço novamente em produção ou para aumentar a
vazão de liquido, é necessário fornecer trabalho ao sistema. Isto é feito através da aplicação de
um método de elevação artificial, no qual consiste em um conjunto de equipamentos e técnicas
para tornar a produção do poço viável economicamente (ESTEVAM, 1993).
Existem diversos métodos de elevação e todos funcionam com o mesmo princípio:
fornecem energia da superfície para o fundo do poço, afim de elevar os fluidos contidos no
reservatório para a superfície (NASCIMENTO, 2005). Dentre os diversos métodos de elevação
utilizados mundialmente, destacam-se: Gas lift; bombeio centrífugo submerso (BCS), bombeio
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por cavidades progressivas (BCP) e bombeio mecânico com hastes (BM) (THOMAS, et.al.,
2004).
A seleção do método de elevação é de suma importância para a vida produtiva de um
poço, pois está atrelada ao estudo da capacidade atual e futura do reservatório, além disso, a
escolha incorreta do método e seu dimensionamento inadequado podem levar a uma perda de
produção e inúmeros problemas operacionais. Cada método possui suas vantagens e
desvantagens, tornando a escolha de um método de elevação artificial dependente de vários
fatores, dentre os quais se destacam: Índice de produtividade; vazões de produção; profundidade
de elevação; características do fluido (viscosidade, densidade, RGL, composição); produção de
areia; localização do poço (onshore/completação seca ou offshore/completação molhada);
disponibilidade de energia e gás; direcionalidade do poço (THOMAS, et.al., 2004).

2.3 Bombeio Mecânico

Neste método, o movimento rotativo de um motor elétrico ou de combustão interna é


transformado em movimento alternativo por uma unidade de bombeio localizada próximo a
cabeça do poço. Uma coluna de hastes transmite o movimento alternativo para o fundo do poço,
acionando a bomba que eleva os fluidos produzidos pelo reservatório para a superfície
(THOMAS, et.al., 2004).
Segundo (THOMAS, et.al., 2004), a bomba de subsuperfície tem como função fornecer
energia ao fluido vindo da formação, elevando-o para a superfície. A transmissão de energia ao
fluido ocorre sob forma de aumento de pressão. A bomba é do tipo alternativa, de simples efeito,
com as seguintes partes principais: camisa, pistão, válvula de passeio e válvula de pé.
O ciclo de bombeio é dividido em curso ascendente e curso descendente. No curso
ascendente (Figura 1a), o peso do fluido que está dentro da coluna de produção mantém a
válvula de passeio (que se encontra junto ao pistão) fechada. A baixa pressão criada na camisa
da bomba, abaixo do pistão e acima da válvula de pé (na extremidade inferior da bomba), faz
com que está se abra, permitindo a passagem do fluido que está no anular para o interior da
bomba. O fluido que está mais próximo à cabeça do poço entra na linha de produção e, nos
ciclos seguintes, é deslocado para o vaso separador (THOMAS, et.al., 2004). No curso
descendente (Figura 1b) os fluidos que estão na camisa da bomba são comprimidos fechando a
válvula de pé. Como o pistão continua descendo, a pressão acima e abaixo da válvula de passeio
se igualam e esta abre, permitindo a passagem de fluido para cima do pistão. Ao atingir o final
do curso descendente, a válvula de passeio fecha e a de pé abre, iniciando um novo ciclo
(THOMAS, et.al., 2004).
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Figura 1: (a) Curso Ascendente; (b) Curso Descendente Fonte: (adaptado de OLIVEIRA, 2010).

2.4 Acompanhamento Operacional

Segundo (Barreto, 2003), o acompanhamento operacional do funcionamento do sistema,


durante um ciclo de bombeio completo, pode ser realizado através de:
 Submergência da bomba de fundo: determinada através da medição do nível
dinâmico do fluido no espaço anular entre a coluna de produção e o revestimento de
produção, que corresponde à altura de fluido acima da mesma com o poço em
produção (Registro Sonolog);
 Carta Dinamométrica: Obtida através da leitura do deslocamento das hastes e sua
respectiva força de tração;
 Outros indicadores: Obtidos através de testes de produção, verificação da
temperatura das hastes e testes de pressurização do equipamento.

2.4.1 Sonolog

Devido à ser dispendioso descida de um registrador de pressão pelo interior da coluna


de produção para medir a pressão no fundo do poço, estima-se o seu valor utilizando o registro
de Sonolog. A técnica consiste na detonação de uma pequena carga explosiva na superfície,
gerando um pulso acústico que se propaga pela coluna. Um receptor na superfície registra a
reflexão do pulso nas luvas da coluna de produção e no nível de liquido no anular. Com o número
de luvas registradas desde o instante do disparo até a reflexão ao nível de liquido do anular,
conhecendo o comprimento médio de cada tubo da coluna, determina-se a profundidade do nível
dinâmico ou estático, dependendo se o poço está produzindo ou fechado. Com a profundidade
dos canhoneados e a densidade do fluido que está no anular, pode-se calcular a pressão de
fluxo no fundo do poço ou a pressão estática do reservatório (THOMAS, et.al., 2004).
A ferramenta Sonolog consiste de um sistema integrado de aquisição e diagnostico de
dados de levantamento artificial, de modo que permite ao operador maximizar a produção de
petróleo e gás, além de minimizar as despesas com operações. Sendo assim, a produtividade
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do poço, a pressão do reservatório, a eficiência geral, o carregamento de equipamento e o


desempenho do poço são derivados de combinações de medições de pressão superficial, nível
de liquido acústico, dinamômetro, potência e resposta transitória de pressão (CRUZ, ALMEIDA,
2017).
O equipamento é um sistema portátil, contendo um conversor de precisão analógico e
digital controlado por um computador com aplicativos baseados no Windows. O Sonolog adquire,
armazena, processa, exibe e gerencia no local do poço para dar uma análise imediata da
condição de funcionamento do poço (ECHOMETER, 2008). As aplicações e interpretações das
medidas que são feitas com o Sonolog podem fornecer respostas para inúmeras questões
relacionadas à produção de poços bombeados. O equipamento pode ser observado na Figura
2.

Figura 2. Ferramenta Sonolog. Fonte: (ECHOMETER, 2008).

3. METODOLOGIA

3.1 Campo Fazenda Vaza Barris

O campo Fazenda Vaza Barris (FVB) é localizado no município de Itaporanga D’ajuda,


à cerca de 27 km a sudoeste da cidade de Aracaju, em Sergipe, conforme a Figura 3. O campo
foi descoberto em 1988 com a perfuração do poço 1-FVB-02-SE e entrou em produção em 1989,
sendo fechado em 1997, com produção acumulada de 4 mil m³ (25,2 mil barris) de óleo com
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média de 18°API e 174 mil m³ de gás, no entanto após serem recolocados em rodadas de
licitações pela ANP, foram arrematados por uma empresa particular e voltaram a produzir no ano
de 2006.

Figura 3. Localização do Campo de Vaza Barris. Fonte: (CRUZ, ALMEIDA, 2017)

Este campo possui 3 poços, sendo o primeiro poço (1-FVB-1-SE), localizado a 4,5 km
ao Sul, fora da área de concessão, e foi considerado seco. Existem outros 2 poços produtores
(1-FVB-02-SE e 1-FVB-3D-SE) com a mesma locação, os quais são interligados, por meio de
linhas a tanques de armazenamento localizados na mesma, sendo que o escoamento da
produção é feito por meio de carretas. O gás natural associado é lançado para atmosfera na sua
totalidade em função dos baixos volumes.
Os principais reservatórios do campo são arenitos e conglomerados do membro
Carmópolis da formação Muribeca, com 16% de porosidade e 24 mD de permeabilidade,
saturados com óleo de densidade média de 18° API. O mecanismo primário de produção é o gás
em solução e atualmente não é injetado qualquer fluido nos reservatórios com o objetivo de
recuperação secundária e/ou melhorada. A locação de aproximadamente 15 mil m² possui três
tanques de armazenamento, sendo um horizontal e dois verticais, uma caixa API, duas unidades
de bombeio uma unidade de carregamento de carreta e containers de equipamentos.

3.1.1 Poço 1-FVB-02-SE

Ao verificar o histórico de operação deste poço, encontram-se relatos da produção de


gás em quantidade insuficiente para sua produção econômica, entretanto, suficiente para
pressurizar em torno de 400 psi na cabeça do poço. Em 2014, após um período sem elevação
artificial, verificou-se que o poço era capaz de surgir, embora não sendo considerado surgente,
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devido à baixa vazão encontrada. Tal feito leva a interpretar que, mesmo com alta densidade do
óleo, a pressão estática é suficientemente capaz de elevar o nível até a superfície. Atualmente,
o poço trabalha em regime de 8 horas funcionando e 16 horas parado, de forma que esse tempo
parado é utilizado para que o poço possa restituir seu nível, de maneira que o mesmo possa
produzir com um maior nível de fluido, evitando que o poço trabalhe com um nível insuficiente
para o preenchimento da bomba. No entanto, é necessário salientar que, devido ao bombeio ser
ligado manualmente por um operador do campo, algumas vezes esse horário de funcionamento
não é seguido fielmente. De acordo com relatos da operação, foi verificada a necessidade de
efetuar condicionamento e limpeza do fundo do poço, fato que pode ser justificado ao se observar
a diferença entre a profundidade de assentamento do revestimento de produção e a profundidade
do poço, listados na tabela 1, onde pode-se verificar uma diferença de 46 metros, de modo que
isso torna visível a existência de detritos (principalmente areia) presentes no poço (CRUZ,
ALMEIDA, 2017). A imagem do poço pode ser vista a seguir na figura 4.

Figura 4. Poço 1-FVB-02-SE. Fonte: (CRUZ, ALMEIDA, 2017).

Outros dados importantes do poço, diz a respeito de sua profundidade total, profundidade
dos canhoneados e informações dos revestimentos descidos no poço, os quais podem ser
observadas na Tabela 1, salientando que esses dados são do ano de 2004.

Tabela 1: Dados do Revestimento 1-FVB-02-SE


Prof. do Poço (m) Prof. dos Canhoneados (m) Prof. da bomba (m)
1832,8 em 30/03/2004 Topo à 1814,5 e base à 1819,5 1780
Tipo Diâmetro Peso Grau do Comprimento Colar (m) Sapata (m)
OD (pol) (lb/pé) Aço (m)
Superfície 13 3/8 54,5 204,0 - 204,0
Intermediário 9 5/8 43,5 1043,0 - 1043,0
Produção 5 1/2 17,0 N-80 1878,0 1842,0 1878,0
Fonte: (CRUZ, ALMEIDA, 2017).
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3.2 Equipamento e Sequência Operacional

O Sonolog é composto por um Hardware, contando com o Well Analyzer, que se trata de
uma unidade eletrônica compacta, responsável por adquirir, digitalizar e enviar os dados para o
computador para o processamento. No computador estará instalado o software TWM (Total Well
Management) de modo que foi concebido com uma simples interface gráfica, que é usada para
interpretação dos dados recebidos do poço.
Além dos itens citados, também fazem parte alguns outros componentes, como: canhão
de gás remoto, laptop, cabos (solenóide, transdutor e microfone), válvulas (solenoide e gás),
medidor de pressão, transdutor de pressão e um dinamômetro.
Foi realizado uma sequência de três disparos, em um intervalo de aproximadamente 24
horas para o poço 1-FVB-02-SE, afim de colher os dados a respeito do nível do mesmo.
Primeiramente, o canhão do Sonolog foi conectado na válvula de 2” rosqueável no anular
do poço e, posteriormente, feita a conexão do transdutor de pressão na mesma. Após isto, foram
feitas as conexões dos três cabos (solenoide, microfone e transdutor de pressão) de tal forma a
realizar a comunicação entre o canhão e o TWM (computador). Em seguida, verificou-se a
comunicação entre os equipamentos através do software TWM no computador. Com a válvula
do poço ainda fechada, a pistola foi carregada com o gás (CO 2) até 350 psi, seguido da sua
abertura (todas as outras válvulas ligadas ao anular, caso existam, devem permanecer
fechadas). Por fim, efetua o comando no software para efetuar o disparo.
O choque do gás carbônico injetado pelo canhão de Sonolog com o fluido contido no
espaço anular do revestimento gera o pulso acústico necessário para se identificar o nível a partir
do conhecimento da velocidade de propagação do som.
Para que se possa mensurar o volume de óleo no anular, a partir do nível, é necessário
o conhecimento de alguns parâmetros do revestimento de produção e da coluna de produção,
para que se possa obter a capacidade. A capacidade volumétrica do interior de um tubo ou do
anular de uma seção é a relação entre o volume da seção e a sua altura, ou seja, é o volume por
unidade de comprimento e é expressa em bbl/m ou dm³/m (FERREIRA, 2014). A Equação 1
representa como a mesma é calculada:

𝐶𝑣 = 0,00318(𝐷𝑝2 − 𝐷𝑡 2 ) Equação (1)

Onde:
Cv é a capacidade em bbl/m;
Dp é o diâmetro interno do revestimento de produção em pol;
Dt é o diâmetro externo da coluna de produção em pol.
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Ao multiplicar a capacidade encontrada de 0,0498 bbl/m, utilizando das informações que


o diâmetro interno do revestimento de 5,5”, peso 17 lb/pé, grau N-80, é de 4,892”, e o diâmetro
externo da coluna de produção de 2 7/8”, pela altura da coluna de liquido livre, define-se o volume
disponível para a produção, o qual se encontra a temperatura e a pressão do interior do poço.
Deve-se atentar que, ao expor o óleo à uma variação de pressão e temperatura, poderá resultar
em transformações físicas do mesmo, de modo a permitir uma discordância entre os volumes
contidos no revestimento e o produzido no tanque.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Tendo sido realizado uma sequência de 3 disparos, em um intervalo de


aproximadamente 24 horas no poço 1-FBV-02-SE, os principais dados obtidos nos disparos,
estão apresentados na tabela 2.

Tabela 2. Parâmetros dos disparos realizados no poço 1-FVB-02-SE.


Ordem do disparo 1 2 3
Data 16/12/2017 16/12/2017 17/12/2017
Hora 10:35:48 17:12:39 10:08:25
Profundidade do
1699,33 1716,74 1661,31
Nível (m)
Coluna de Líquido
81,0 63,0 119,0
Livre de Gás (m)
Coluna de Fluidos
81,0 63,0 119,0
Totais (m)
Volume (bbl) 4,03 3,14 5,93
Variação da Pressão
Construída no - 10,659 - 7,655 - 7,655
Revestimento (psi)
% Líquido no Anular 100% 100% 100%
Tempo do poço
1:30 8 2
produzindo (horas)
Fonte: Própria

De acordo com a Tabela 2, é possível checar os resultados mais expressivos que


puderam ser obtidos com os disparos, sendo que estes dados são adquiridos com o fluido que
se encontra no espaço anular, antes do mesmo ser produzido pela coluna com destino aos
tanques.
Tomando para análise o primeiro disparo, que foi realizado às 10:35 da manhã, e com
uma informação adicional, de que o poço já estava produzindo por um período de 1 hora e 30
minutos, pode-se, primeiramente, identificar a existência de líquido acima da bomba, como pode
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ser observado na Figura 5, de tal modo a permitir que o poço possa produzir normalmente,
evitando alguns possíveis problemas, como preenchimento incompleto da bomba, entre outros.

Figura 5. Layout do Disparo 1 Fonte: TWM adaptado

Também foi possível determinar qual a quantidade da coluna de líquido no anular que
se tinha disponível para produção, sendo que neste primeiro disparo foi encontrada uma coluna
de 81 metros, considerando a diferença da profundidade do nível de liquido que é 1699 metros
e a profundidade da admissão da bomba de 1780 metros, de tal maneira que de acordo com a
capacidade do anular, o volume disponível para produção neste momento do dia era de, pelo
menos, 4,03 bbl. Salientando que, mesmo em uma menor quantidade, o reservatório irá continuar
fornecendo fluido ao poço durante o tempo em que o mesmo está em funcionamento. Outro dado
a ser analisado corresponde a não existência de gás na coluna de fluido, de modo que sugere
que o óleo estava em equilíbrio de temperatura e pressão constantes. Deve-se reforçar que o
poço não havia sido despressurizado, fato que contribuiu para a não existência de gás livre no
anular no momento do disparo. De modo que é possível observar que a coluna livre de gás é
igual a coluna de fluidos totais, resultando em uma porcentagem de 100% de líquido existente
no espaço anular.
Por fim, pode-se notar uma leve variação de pressão negativa no revestimento, como
observado na Figura 6. No entanto, esta pode significar apenas um determinado vazamento de
alguma válvula de acesso ao anular.
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Figura 6. Transiente de Pressão do primeiro disparo. Fonte: TWM adaptado

Já para análise do segundo disparo, que foi realizado às 17:12 da tarde, ou seja, o poço
já estava em produção durante, aproximadamente 8 horas. Pode-se, mais uma vez, constatar a
existência de fluido acima de bomba, de modo a permitir ainda a existência de produção, no
entanto, pode-se observar um aumento na profundidade do nível, comportamento já esperado
devido ao tempo que o poço estava produzindo no dia do teste, a configuração do fluido no anular
poço pode ser observada na Figura 7.

Figura 7. Layout do disparo 2 Fonte: TWM adaptado

Neste momento do dia, o nível da coluna de liquido era aproximadamente 63 metros,


sendo totalmente livre de gás, da mesma forma que o primeiro disparo. Essa informação
demostra que a coluna de fluidos totais e a coluna de fluido livre de gás, apresentavam o mesmo
resultado. Ainda, de acordo com a coluna de fluido encontrada, pode-se chegar ao volume
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disponível para a produção e, de posse da capacidade do anular, foi possível chegar ao valor de
ao menos 3,14 bbl de fluido disponível, tendo em vista o fato já citado anteriormente de que o
reservatório continua a fornecer fluido durante o dia.
Pode-se ter uma mensuração aproximada da produção desse poço, no dia da análise,
considerando os resultados dos dois disparos efetuados, sendo que, em 6 horas e 37 minutos
de diferença entre os disparos, foi possível notar uma diferença do nível de fluido do anular de
18 metros, fato este que explicita que o poço produziu a cada hora do dia, uma coluna de fluido
de 2,72 metros ou 0,14 bbl/h. No entanto, deve-se ressaltar que não se está considerando a
entrada de fluido do reservatório para o poço durante o tempo em que o mesmo estava em
funcionamento, sendo apenas uma mensuração de um cenário ideal. Como no dia em questão,
ele passou 8 horas produzindo, têm-se que ele teve aproximadamente uma produção de 1,12
bbl durante o dia.
Após o segundo disparo, o poço foi desligado, iniciando, assim, seu período de
restituição, de modo que o reservatório possa auxiliar a preencher novamente o poço de fluido,
esperando desta forma que se aumente o nível de fluido encontrado no poço, no dia seguinte.
Por fim, foi realizado um terceiro disparo, no dia seguinte, às 10:10 da manhã, com o
poço produzindo há duas horas, este disparo é de extrema relevância para o trabalho, pois
espera-se que o mesmo possa contribuir com a informação aproximada de quanto o poço
conseguiu restituir de coluna de fluido, no tempo em que ficou sem produzir. Devendo evidenciar
que o mesmo já estava em produção no momento deste disparo, e que o reservatório ainda
estava fornecendo fluido para o poço.
Sendo assim, ao observar o nível de fluido que o poço estava quando foi desligado no
dia anterior (63m), e o nível que o poço se encontrava no momento do teste (119m), pode-se
constatar um aumento de 56 metros. Ainda, tendo o poço já produzido duas horas e, como
anteriormente, foi mensurado que o poço produzia 2,72 metros de coluna de fluido por hora,
chega-se ao valor de 61,44 metros de ganho de nível. Sendo assim, considerando que o poço
passou por um período de 16 horas parado, pode-se chegar ao entendimento que o poço possui
uma taxa de restituição de 3,84 m/h ou 0,19 bbl/h. De maneira que esta mensuração trata como
um caso ideal, tendo em vista que não leva em consideração principalmente o volume injetado
pelo reservatório durante o horário do bombeio.
Ainda de acordo com os valores encontrados para a coluna livre de gás e a coluna de
fluidos totais, é possível notar que não há interferência de gás durante a produção, de modo que
o fluido se encontra estável. É o poço contava com um volume disponível de produção de ao
menos 5,93 bbl de fluido para produção durante o dia. A configuração do poço no momento do
disparo, pode ser visto na figura (8):
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Figura 8. Layout do disparo 3 Fonte: TWM adaptado

Também foi notada uma variação negativa da pressão no revestimento, acompanhando


os resultados dos testes que antecederam este. De tal modo a evidenciar a existência de algum
vazamento, no entanto, devido a sua pequena interferência, o mesmo não é tão prejudicial para
o processo de produção.
Com a realização dos três disparos com o aparelho do Sonolog, foi possível a
mensuração de dados, como a taxa de produção e a taxa de restituição do poço, sendo estas,
2,72 metros por hora e 3,84 metros por hora, respectivamente. Além disso, tendo em vista a
existência de uma taxa de restituição maior que a taxa de produção, foi proposto que se pudesse
fazer uma análise para otimizar a produção de poço, de modo a buscar um maior tempo de
produção, com um menor tempo de restituição, mas que ainda assim o poço continuasse a
produzir com um nível de fluido acima da admissão da bomba.
Sendo assim, após a realização dos três disparos, juntamente com a informação da taxa
de produção, estimou-se a informação que ao se colocar o poço em funcionamento no segundo
dia o nível de fluido existente no anular acima da admissão da bomba era de 124,44 metros.
Desta forma, buscou-se mensurar o tempo máximo com o poço produzindo até encontrar o
menor nível de fluido possível acima de admissão, para após isto se efetuar a parada da
produção e iniciar um período de restituição. O gráfico encontrado, figura 9 a seguir, mostra que
para atingir um nível de fluido próximo de zero, o poço pode produzir 45 horas e 30 minutos
continuamente, de modo a ser encontrado um nível de 0,68 metros de fluido acima da admissão
da bomba.
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Produtividade
140

120

Profundidade(m) 100

80

60

40

20

0
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Tempo de produção (h)

Figura 9. Produtividade do poço. Fonte: Própria

Encontrado o tempo que o poço poderia passar produzindo até chegar ao menor nível
de fluido acima da bomba, buscou-se encontrar um tempo de produção e restituição ideal, de
modo a aumentar a produtividade do poço em análise. Sendo assim, foi possível observar no
gráfico da figura 10, que com um tempo de restituição de 10 horas, o poço iria obter um nível de
fluido de 39,08 metros.

Restituição
45
40
35
Profundidade(m)

30
25
20
15
10
5
0
0 2 4 6 8 10 12
Tempo de Restituição (h)

Figura 10. Gráfico de Tempo de Restituição Fonte: Própria

Após isto, buscou-se analisar se seria possível que ao produzir às 14 horas restantes no
dia, ainda poderia se obter um nível positivo de fluido acima da admissão da bomba, fato este
que pode ser comprovado com o gráfico da produtividade do poço, na figura 11. Que demostra
que ao produzir às 14 horas ao longo do dia, o poço ficará ainda com 1 metro de fluido acima de
admissão da bomba, e após isto, ele será desligado para dar início a um novo ciclo de restituição
de 10 horas.
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Produtividade
45
40
35
Profundidade(m)

30
25
20
15
10
5
0
0 3 6 9 12 15
Tempo de produção (h)

Figura 11. Gráfico da produtividade após a restituição Fonte: Própria

Desta forma, fica clara a possibilidade de que o poço seja capaz de atuar em um período
de 14 horas de produção, e após isto seja feito um intervalo de restituição de 10 horas, mantendo-
se sempre com nível de fluido acima da bomba, e com está configuração de regime será possível
aumentar a produtividade do poço, de maneira que ele irá contar com 6 horas a mais de
produção, do que conta atualmente, resultando em um aumento de 0,84 bbl por dia, ou seja, o
poço contará com 75 % de acréscimo na sua produção diária.

5. CONCLUSÃO

A partir dos dados obtidos com a realização dos três disparos com o equipamento de
sonolog, foi possível a interpretação dos mesmos na busca pelo melhor entendimento das
condições do poço. Tomando como base os resultados obtidos, pode-se observar com o poço
conta com sua bomba trabalhando sempre com determinado nível de submergência, o que evita
possíveis problemas, principalmente o preenchimento incompleto da mesma, além disso,
também não foi encontrada emulsão gás/óleo durante os disparos, fato este que pode ser
explicado pela pressurização do poço durante os testes, outro fato a se destacar e uma baixa
taxa de produção encontrada de 2,72 metros de coluna de fluido por hora, podendo indicar algum
problema com a bomba, como sujeira acumulada na admissão desta, de modo a possivelmente
necessitar de uma intervenção para realizar uma manutenção, ou mesmo a necessidade de uma
estimulação no poço, afim de gerar um aumento de sua produtividade. Além de que, o tempo de
restituição de 3,84 metros de coluna de fluido por hora, mostrou-se bastante positivo em seu
intuito de fornecer um maior nível de fluido, para que o possa produzir durante o dia, sempre em
um nível favorável para a admissão da bomba.

Ainda foi possível a sugestão de uma intervenção da maneira de produção do poço, de


modo que foi sugerido que após um intervalo de 45 horas e 30 minutos de produção continua do
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poço, seu regime de produção fosse alterado para 14 horas de produção e 10 horas de
restituição, de maneira a garantir um aumento de 0,84 bbl na sua produção diária, resultando em
um aumento de 75% do volume a ser produzido.
Portanto, a ferramenta Sonolog mostrou-se de bastante relevância para que se possa
ter um processo eficiente e confiável, de modo que ao utilizar seus recursos pode-se ter um
aumento da qualidade e segurança na análise de dados do poço, além de contribuir de maneira
preditiva para possíveis interpretações que mostrem necessárias intervenções que possam vim
a reduzir os gastos da operação, e aumentar sua eficiência.

Para futuros trabalhos, espera-se que o teste com Sonolog, seja feito em conjunto com
a interpretação de cartas dinamômetricas, visando assim não só o entendimento do fluido que
está no anular, como também o funcionamento da bomba, visando uma detecção mais detalhada
de possíveis problemas.

6. AGRADECIMENTOS

Primeiramente, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus, meu grande mentor, que
sempre me deu forças para lutar contra todas as adversidades encontradas, desde o primeiro
dia na Universidade até este meu momento de TCC, sei que sem minha fé nada disso teria sido
possível.
Aos meus pais, Francisco e Marinez, por todo apoio e dedicação comigo, durante toda
minha graduação, mesmos nos momentos mais difíceis sempre estiveram ao meu lado, apesar
de não ser fisicamente, mas com palavras que me ajudaram a seguir em frente.
Meus avós, pelo apoio incondicional, e conselhos fraternais, buscando sempre solidificar
minhas decisões.
Meus tios, por terem me acolhido, de maneira que me deram todo suporte para a
continuação dos estudos.
A minha namorada, Andrezza Barros, maior tesouro que encontrei em minha vida
universitário, e que se propôs a dividir comigo risos e choros, afagos e broncas, e minha maior
companheira na Jornada.
Agradecimento especial a Empresa GEP, na figura dos meus amigos Tales Almeida, Ana
Luiza e Kenedy, por terem me aberto as portas, e me ajudado a adquirir diversos conhecimentos,
não só práticos, como também de vida, além de todo suporte no tempo em que passei em
Aracaju.
Ao meu orientador, Pablo Diego, pelos ensinamentos ensinados, e paciência em me
auxiliar, mesmo eu estando longe, sempre com o intuito de passar novos conhecimentos.
Aos meus amigos de Campina Grande, por fazerem desta jornada uma tarefa menos
árdua, ao dividirem comigo momentos felizes, da mesma forma que também me ajudaram a
suportar alguns difíceis.
Aos meus novos amigos de Aracaju, que me auxiliaram em uma parte importante da
minha vida, ajudando a me sentir em casa, mesmo quando eu estando em outro estado, e que
sempre me apoiaram e me deram forças para seguir em frente.
E a minha grande família de amigos de Guarabira, que sempre fazem meus dias na
cidade especiais, e que sempre torceram por mim

7. REFERÊNCIAS

BARRETO FILHO, M. de A. Bombeio Mecânico em Poços de Petróleo. Op. CURSOBMARQ.doc.


Arquivo do Microsoft® Word, 2003. p.88.
II Jornada de Trabalhos de Conclusão de Curso de Engenharia de Petróleo UFCG/UAEPetro
Período 2017.2

BEZERRA, A.R.A. PROTÓTIPO DE UMA UNIDADE DE BOMBEIO MECÂNICO. Trabalho de


Conclusão de Curso (Engenharia de Petróleo). Universidade Federal do Rio Grande do Norte,
Natal, 2015.

CRUZ, S. S; ALMEIDA, T.A., Análise do Nível em Poços Equipados com Bombeio Mecânico
Utilizando o Sonolog. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia de Petróleo). Universidade
Tiradentes, Aracaju, 2017.

ECHOMETER. Well Analyzer brochure: 2008, disponível em <


http://echometer.com/Products/WellAnalyzer/tabid/85/Default.aspx > acessado 15/01/2018.

ESTEVAM, V., Curso de Exploração e Produção de Petróleo – Métodos de Elevação, Petrobras


– DEPRO/DITEP/SETPRO, 1993.

FERREIRA, I. M. ESPC Superfície Drilling – Controle de Poço. Aracaju: Wellcon, 2014.

LEONEZ, R. C. de L., Métodos de Elevação Utilizados na Engenharia de Petróleo – Uma revisão


de Literatura. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciência e Tecnologia). Universidade Federal
do Semi-Árido, Angicos, 2011.

LIMA, F. S. de. Detecção e Classificação de Modos de Operação do Bombeio Mecânico Via


Cartas Dinamométricas. 141 f. Tese (Doutorado) - Curso de Pós Graduação em Engenharia
Elétrica e de Computação, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2014.

NASCIMENTO, J.M.A. do. Simulação Computacional para Poços de Petróleo com Método de
Elevação Artificial por Bombeio Mecânico. 2005. Dissertação de Mestrado (Mestrado em
Engenharia Elétrica), Centro de Tecnologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal.

OLIVEIRA, R. C. Elevação Artificial de Petróleo – Bombeio Mecânico com Haste (BMH). Apostila,
Aracaju, 2010.

THOMAS et al. Fundamentos da Engenharia de Petróleo. 2. ed. Rio de Janeiro:


Interciência,2004.
II Jornada de Trabalhos de Conclusão de Curso de Engenharia de Petróleo UFCG/UAEPetro
Período 2017.2

ACOMPANHAMENTO DE POÇO MADURO EQUIPADO COM BOMBEIO


MECÂNICO UTILIZANDO A FERRAMENTA SONOLOG

Iago Alexandre Maia de Azevedo

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) aprovador por:

______________________________________________________
Prof. Pablo Diego Pinheiro de Souza
Unidade Acadêmica/ UFCG
Orientador

_______________________________________________________
Prof. Edson de Andrade Araújo
Unidade Acadêmica/ UFCG
Membro Examinador

_______________________________________________________
Eng. Waleska Rodrigues Pontes da Costa
Unidade Acadêmica/ UFCG
Membro Examinador

Campina Grande, ____ de ____________de 2018.