Você está na página 1de 31

APOSTILA

Matéria: Direito Tributário


Publicação: 2ª Edição

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 1 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

BREVE HISTÓRICO SOBRE SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL E CÓDIGO


TRIBUTÁRIO NACIONAL
Habitualmente os sistemas jurídicos evoluem, sem, todavia, deixar as características que a
história somou em sua construção.

No Brasil, oss arts. 145 a 162 da Constituição Federal de 1988 apresentam o Sistema Tributário
Nacional. Representando conjunto harmônico de regras e princípios presentes na Constituição da
República e que dão embasamento para toda legislação ão infraconstitucional que trata de matéria
Tributária no Brasil.

Por sua vez, o Código Tributário Nacional (CTN), instituído pela Lei nº 5.172/66, aprovada ainda
na vigência da
a Constituição de 1946 como Lei Ordinária da União e que, posteriormente, perante
perant
as Constituições de 1967 e 1988, fora recepcionada com força de Lei Complementar. Isso, pois,
que legislar sobre normass gerais de Direito Tributário passou a ser matéria privativa de Lei
Complementar,, justificando esta mudança.

O Código Tributário Nacional


al (CTN) dispõe sobre regras gerais de Direito Tributário, apenas e tão
somente explicitando as regras de tributação constitucionalmente estipuladas. Ou seja, ele não
inova, mas traduz as linhas gerais traçadas pela Constituição Federal, detalhando a intenção
inten do
constituinte.

Desta forma, o Código Tributário Nacional não institui tributo, apenas fornecendo
fornece elementos
definidores sobre como é exercida a competência tributária.

Vale ressaltar, por fim, que o Código


ódigo Tributário Nacional só pode ser alterado por lei
complementar, sob pena de inconstitucionalidade por invasão de competência normativa.

COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
A competência tributária nada mais é do que o limite do poder de tributar estabelecido aos entes
políticos (Estados, União, Municípios e Distrito Federal) pela Constituição Federal. Na Carta
Magna estão divididos os tributos entre os entes, de forma expressa, rígida e exaustiva.

É possível afirmar que a Constituição Federal de 1988 não institui tributos, mas, sim, autoriza que
determinados entes são competentes para tanto,
tanto através dos seus poderes legislativos, para que
eles editem normas que instituem os tributos.

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 2 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

A CAPACIDADE TRIBUTÁRIA ATIVA


Quando se fala em Capacidade Tributária Ativa não se pode confundir com competência
tributária, pois são institutos diferentes em si. Enquanto a competência atribuí ao ente político a
possibilidade para instituir um determinado tributo de forma indelegável,
indelegável, intransferível,
in privativa,
incaducável, inalterável,
vel, facultativa e irrenunciável, a capacitada tributária ativa atua no sentido de
determinar quem será o sujeito ativo da relação.

Mais especificamente, a capacidade tributária ativa é visível no momento do exercício de


competência legislativa pelo ente político.
p Será mediante este exercício que haverá a definição de
quem poderá figurar como sujeito ativo da relação tributária, atribuindo poderes de arrecadação e
fiscalização.

Vejamos o que dispõe o art. 7º do CTN:

Art. 7º A competência tributária é indelegável,, salvo atribuição das


funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis,
serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, tributária
conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do §
3º do artigo 18 da Constituição.

§ 1º A atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais


que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir.
conferir

§ 2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da


pessoa jurídica de direito público que a tenha conferido.

§ 3º Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de


direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos.

Destaca-se
se da análise do supra mencionado artigo que há claramente uma distinção do poder
trazido pela competência entre as funções de “arrecadar
“arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis,
serviços, atos ou decisões administrativas”.
administrativas

Em seu parágrafo único, o referido artigo dá ênfase que as garantias e os privilégios


processuais também seriam repassados àquele que receba a capacidade de exigir/cobrar o
tributo. Ou seja, o poder de cobrança do tributo pelo sujeito que recebera a capacidade tributária
ativa vai além da cobrança administrativa do crédito, estendendo também à via judicial.
jud

Vale dizer, ainda, que o fato dos entes tributantes exercerem as suas competências, não
necessariamente devem assumir a posição de destinatários do tributo. A responsabilidade pela
cobrança pode ser delegada para outra pessoa jurídica, desde que seja de Direito Público
P e que
faça parte da sua organização governamental.

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 3 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

Diferentemente da função de caixa, que pode ser delegada para pessoa jurídica de direito
privado, conforme destaca o artigo 7º, §3º, do CTN, pode ser delegada, no intuito de facilitar a
arrecadação.

CONCEITO LEGAL DE TRIBUTO


O artigo 3º do CTN dispõe que:

Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo


valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito,
instituída em lei e cobrada mediante
mediante atividade administrativa plenamente
vinculada.

Vamos à análise da inteligência do mencionado artigo:

Prestação Pecuniária:
É uma obrigação voltada ao custeio do fomento da atividade estatal e, por isso, deve ser paga em
dinheiro, em moeda ou cujo valor
or nela se possa exprimir.
exprimir Valendo lembrar a possibilidade de
dação em pagamento de Bens Imóveis, prevista no Art. 156, XI do CTN.

Compulsória: (“Prestação não contratual”)


• Compulsória pois se trata de prestação não contratual
• Requisito de existência;
• Os tributos são pagos em face de uma determinação legal;
• Na prestação tributária, a obrigatoriedade tem origem na lei.. Ou seja, não se interpõe
qualquer ato de vontade daquele que assume a obrigação.

Instituída em Lei (“Obrigação Ex Lege”)


• Requisito de validade;
• Princípio da legalidade estrita;
• Lei em sentido formal e material;
• Instituída em lei significa dizer que todas as suas características serão encontradas no
ordenamento jurídico.

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 4 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

Que não constitua sanção de ato ilícito


É importante que se diga que e os tributos não devem ser confundidos com penalidades, em que
pese tenham semelhança em sua natureza compulsória e caráter patrimonial, além de
corresponderem a obrigações de dar e consistirem em receitas derivadas,
derivadas hipótese de incidência
do tributo é sempre um fato lícito, não pode incluir a ilicitude.

Uma coisa é sancionar uma ação antijurídica, ilícita (penalidade); e outra o dever social do
cidadão de contribuir para o Estado com as receitas necessárias à satisf
satisfação das necessidades
públicas (tributo).

No entanto,, o fato gerador pode ocorrer em circunstâncias ilícitas que, por serem estranhas à
hipótese de incidência tributária, tornam-se
tornam insignificantes sob o olhar tributário em si,
si o que
evidencia o Princípio do
o Pecunia Non Olet: Dinheiro não tem cheiro (Art.
rt. 118, I do CTN).

Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada


A atividade administrativa pode ser classificada em Discricionária (oportunidade e conveniência
para definição do mérito) e Vinculada,
inculada, e a cobrança de tributos é atividade plenamente vinculada.

Atividade vinculada: Retira qualquer possibilidade de margem de interpretação à apreciação da


autoridade, que fica completamente vinculada à previsão legal.
legal

Desta forma, é correto afirmarr que, ocorrendo o fato gerador da obrigação tributária, a autoridade
competente tem o dever de constituir o crédito tributário, que se dá através do lançamento e de
exigir o cumprimento da obrigação.

Todavia, vale destacar que o lançamento não é auto-executório,


ecutório, isto é, não pode ser executado
de automaticamente, havendo a oportunidade para que o contribuinte possa desconstituí-lo na
esfera administrativa ou judicial.

Código Tributário Nacional

Legislações Tributárias

Art. 96 do CTN.
O conceito de legislação tributária é mais amplo do conceito de legislação. A legislação tributária
compreende as leis, os tratados e convenções internacionais, decretos, normas complementares.
As normas complementares estão contidas no art. 100 do CTN, sendo endo que esses são atos
normativos, decisões de órgãos do fisco, práticas reiteradas (costume) e os convênios. Os atos
normativos entram em vigor na data de sua publicação (art.(art. 103, I, do CTN).
CTN As decisões do

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 5 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

órgão do fisco entram em vigor 30 dias após a data de sua publicação (art.
art. 103, II, do CTN).
CTN Os
convênios entram em vigor na data nele prevista (art.
(art. 103, III, do CTN).
CTN Sobre as práticas
reiteradas não há previsão legal.

Lacunas no Direito Tributário

Art. 108 do CTN (integração da lei tributária).


tributária)
Lacuna é a ausência de norma sobre determinado assunto. Se ocorre alguma situação em que há
lacuna, a autoridade usará: a) analogia (recorrer a lei de um caso similar); b) princípios gerais do
direito tributário; c) princípios gerias do direito
dir público; e, d) equidade.

Revogação da Isenção - Art. 178 do CTN.


CTN
A imunidade está na constituição e é na lei que mora a isenção. A isenção é um beneficio
concedido por lei, sendo que a isenção são benefícios revogáveis, salvo se concedida por prazo
certo e em função de determinada condições.

Para preservar o princípio da segurança jurídica, o art. 178 do CTN cria uma regra especial para
a revogação de isenções temporárias e condicionadas. Se a isenção for temporária e também
condicionada que preencha
ncha a condição não pode perder a isenção no prazo prometido.

ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 145, estabelece a competência para a instituição
das diversas espécies tributárias, detalhando suas características e o regime
regi jurídico (normas
legais) aplicável à cada uma delas.
delas

Em que pese as espécies tributárias sejam submetidas à regras gerais comuns, cada uma delas
possui especificidades.

Na Constituição Federal, extrai-se


se do art. 145 que:

“Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão


instituir os seguintes tributos:

I – Impostos;

II – Taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização,


efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados
ao contribuinte
ontribuinte ou postos à sua disposição;

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 6 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

III – Contribuições de melhoria, decorrente de obra pública.”

Vale destacar que nem todas as espécies tributárias encontram-se


encontram se neste artigo, que se preocupa
com a definição das competências tributárias privativas comuns
comuns a todos os entes federados (no
limite de suas atribuições): União, Estados, DF e Municípios.

Como os empréstimos compulsórios e as contribuições especiais são de competência exclusiva


da União (ressalvada a contribuição previdenciária que os outros entes federados podem cobrar
de seus servidores (Regime Próprio de Previdência) – §1º do Art. 149/CF-88,
149/CF e a COSIP – art.
149-A/CF-88),
88), não era necessário que tais espécies tributárias constassem no artigo 145 da CF.
As outras duas espécies tributárias ausentes no artigo 145 são empréstimo compulsório e as
contribuições especiais, que são de competência exclusiva da União, razão pela qual mereceram
previsão específica, senão vejamos:

“Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos


compulsórios (...).

Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de


intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias
profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas
respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e
sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente
relativamente às contribuições a
que alude o dispositivo. (...)”

Logo, a classificação chamada PENTAPARTITE faz todo o sentido, uma vez que a classificação
das espécies tributárias são cinco: impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos
compulsórios e contribuições especiais.

Classificação dos tributos na Constituição Federal:

a) Impostos

• Ordinários
rdinários (art. 145, I, 153, 155 e 156)
• Residuais
esiduais (art. 154, I)
• Extraordinários
xtraordinários de guerra (art. 154, II)

b) Taxas

• Pelo
elo exercício do poder de polícia (art. 145, II, primeira parte)
• Pela
ela prestação de serviços públicos específicos e divisíveis (art. 145, II, segunda
parte)

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 7 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

c) Contribuições de Melhoria (art. 145, III)

d) Empréstimos Compulsórios

• Para despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra


externa ou sua iminência
• Para
ara investimento público

e) Contribuições Especiais

• Sociais
• Para
ara fins gerais (art. 149, primeira parte e §§2º, 3º e 4º).
• Para
ara a seguridade social:
social
i. Ordinárias
rdinárias (art. 149, primeira parte e §§2º a 4º, c/c art. 195, I a IV)
ii. Residuais
duais (art. 149, primeira parte c/c art. 195, §4º)
iii. Provisória
rovisória (arts. 74 a 90 do ADCT – acerca da CPMF, a qual vigorou pela última vez
até dezembro de 2007)
iv. Para
ara o Regime Próprio de Previdência dos Estados, DF, e Municípios (art. 149, §1º)
• Para intervenção no domínio econômico (art. 149, segunda parte e §§2º a 4º, e a
chamada CIDE-combustíveis,
combustíveis, no art. 177, §4º)
• Para
ara interesse de categorias profissionais ou econômicas (art. 149, terceira parte)
• Para
ara custeio da iluminação pública municipal e distrital (art. 149-A)
1

Como se pode verificar, as espécies são taxativas e a lista exaustiva, sendo vedada
instituição de outros tributos que não se enquadrem nestas categorias.

A) Impostos
O artigo 16 do CTN define imposto como:
como: “Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador
uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte”. É
importante que se diga que a receita obtida com a arrecadação de impostos é destinada ao
financiamento dass atividades gerais do Estado.

No entanto, é possível a instituição de impostos extraordinários (art. 154, II, da CF) em caso de
iminência ou no caso de guerra externa.

Os impostos, em regra, serão instituídos através de Lei, E no


no caso dos impostos previstos na
Constituição Federal, caberárá a lei complementar o regramento sobre os fatos geradores, bases
de cálculo e contribuintes (art. 146, III, a, da CF).

A competência tributária é dividida da seguinte forma entre os entes políticos:

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 8 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

• União (art. 153 e 154 da CF): II, IE, IR, IPI, IOF, ITR, IGF, Impostos residuais Impostos
extraordinários;
• Estados (art. 155 da CF): ITCMD, ICMS, IPVA;
• Municípios (art. 156 da CF): IPTU, ITBI, ISS;
• DF (art. 147 e 155 da CF): ITCMD, ICMS, IPVA, IPTU, ITBI, ISS.

B) Taxas
De acordo com os arts. 145, II, da CF e 77 do CTN, pode-se pode se dizer que taxa é um tributo de
competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dentro de suas
atribuições, que possui como fato gerador o exercício regular do poder de de polícia ou a utilização,
efetiva ou potencial,
otencial, de serviço público específico
específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto a
sua disposição.

É importante ressaltar que ass taxas não podem ter base de cálculo própria de impostos.

TAXA X TARIFA OU PREÇO PÚBLICO


Taxas: Enquadra-se se no regime jurídico de direito público;
público; É espécie de tributo; Observa os
princípios tributários; Compulsória (art. 78 do CTN). Ex.: Taxa de coleta de lixo

Tarifa ou Preço Público: Enquadra-se


Enquadra no regime
ime jurídico de direito privado;
privado Não é tributo; Não
necessita observar os princípios tributários;
tributários; Facultativa (art. 77 e 79 do CTN).
CTN) Ex.: Tarifa de
telefonia

C) Contribuições de melhoria
A contribuição de melhoria é um tributo de competência comum da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições,
ribuições, que possui como
fato gerador a valorização imobiliária decorrente de obra pública (art. 81 do CTN). Ou seja, o
Estado deverá realizar obras públicas que impliquem na valorização do imóvel
imóve do sujeito passivo.

A contribuição de melhoria somente poderá ser cobrada depois de ocorrida a valorização


imobiliária, e a sua lei correspondente deverá
deverá observar os requisitos estabelecidos no art. 82 do
CTN.

C) Empréstimos compulsórios
Tributo de competência
etência exclusiva da União, caracterizado pela sua obrigatoriedade de restituição,
os empréstimos compulsórios somente podem ser instituídos mediante lei complementar nas
hipóteses enumeradas nos incisos I e II do art. 148 da CF. Os empréstimos compulsórios
compulsório
instituídos para atender a despesas extraordinárias em casos de guerra externa ou sua iminência,

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 9 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

ou ainda em casos de calamidade pública, são exceções à anterioridade anual e à anterioridade


nonagesimal (art. 150, § 1º, da CF), podendo ser exigidos de imediato. imediato. Por sua vez, os
empréstimos compulsórios, destinados ao investimento público de caráter urgente e de relevante
interesse nacional, devem observar a anterioridade anual (art. 150, III, b, da CF). É de suma
importância ressaltar que os empréstimos compulsórios
compulsórios somente podem ser instituídos nas
hipóteses previstas na Constituição Federal, e que esta não prevê a sua instituição para a
absorção temporária de poder aquisitivo. Dessa forma o inciso III do art. 15 do CTN, ao trazer
essa possibilidade, não foi
oi recepcionado pela Constituição atual. A exigência de lei complementar
para a instituição dos empréstimos compulsórios, prevista na própria Constituição Federal (art.
148, caput), veda, mesmo em caso de relevância e urgência, a utilização de medidas provisórias
prov
para essa finalidade (art. 62, § 1º, III, da CF): Os empréstimos compulsórios são tributos de
arrecadação vinculada, visto que o parágrafo único do art. 148 da CF determina que os recursos
provenientes da sua arrecadação sejam vinculados às despesas despesas que fundamentaram sua
instituição. Porém, dependendo do fato gerador escolhido pelo legislador, o tributo poderá ter
características similares a impostos ou taxas. Por fim, o prazo do empréstimo e as condições de
seu resgate devem ser fixados pela lei que
que instituir o empréstimo compulsório (art. 15, parágrafo
único, do CTN).

D) Contribuições especiais
São tributos, em regra, de competência exclusiva da União que possuem como principal
característica a finalidade para a qual são criadas.

COMPETE EXCLUSIVAMENTE À UNIÃO INSTITUIR (ART. 149, CAPUT, DA CF)

Contribuições sociais Contribuições de intervenção


inter no domínio econômico
ico (CIDE) Contribuições
de interesse
teresse das categorias profissionais ou econômicas.
econômicas

COMPETÊNCIA COMUM AOS ENTES POLÍTICOS (ART. 149, § 1º, DA CF)

Contribuição cobrada de seus servidores destinada ao custeio, em benefício destes,


des do regime
previdenciário.

COMPETE AOS MUNICÍPIOS E AO DISTRITO FEDERAL (ART. 149-A


149 A DA CF)

Contribuição para o custeio de serviço de iluminação pública (COSIP).


(COSIP)

Contribuições de intervenção no domínio econômico (CIDE)

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 10 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS

PRINCÍPIO LEGALIDADE ESTRITA


Este princípio pode ser encontrado no art. 5º, inciso II, da Constituição. Todavia, no âmbito do
Direito Tributário ele é reforçado pela inteligência do artigo 150, inciso I, da Constituição.

Em suma, significa dizer, que apenas mediante permissão legal é que os entes políticos poderão
estabelecer as regras de incidência, ou aumentar,
aumentar, majorando a base de cálculo ou a alíquota.

O desdobramento do princípio da legalidade tributária,


tributária, portanto, é a reserva absolta da previsão
legal para sua existência.

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é


vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;

Aliás, a leitura do artigo 150 é altamente recomendada, uma vez que traz o regramento sobre os
limites do poder de tributar.

O art. 97 CTN complementa o art.


rt. 150, I da CF (conforme
conforme o art. 146, II da CF)
CF

Lei Complementar ou Lei Ordinária?


Ordinária

Em regra os tributos são instituídos, majorados, reduzidos, extintos através de lei ordinária do
ente respectivo. Ou seja, a lei ordinária é o instrumento
instrumento próprio por excelência para estas
finalidades.

No entanto, alguns tributos somente podem ser instituídos através de Lei Complementar, que
possui um processo diferente de aprovação (maioria absoluta dos membros do Congresso
Nacional) e outras características
cas próprias. Neste sentido, também é possível afirmar que se o
Constituição Federal estabelece que a matéria é reservada à Lei Complementar,
consequentemente não poderá ser tratada por medida provisória (art. 62, §1º da CF). Valendo
este mesmo raciocínio às Leis Delegadas (art. 68 da CF).

Matéria reservada à Lei Complementar:

- Empréstimo compulsório (art. 148 da CF)

- Imposto sobre grandes fortunas (art. 153, VII da CF)

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 11 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

- Novos impostos: Competência residual da União (art. 154, inciso I da CF) para criar novos
impostos além dos constantes na CF, desde que seja através de Lei Complementar.

- Novas contribuições sociais de custeio da seguridade social (art. 195, §4º da CF).

A matéria reservada a Lei Ordinária poderá ser tratada por Lei Complementar, mas o inverso não
é verdadeiro.

Exceções ao Princípio da Legalidade Estrita


Alteração de Alíquotas

O Art. 150, I da CF/88 estabelece a edição de lei para criação


iação e majoração de tributos. Todavia,
Todavia
dependendo
endendo dos critérios econômicos para a manutenção da estabilidade econômica do mercado
e a urgência da medida a ser tomada, permite-se
permite se a alteração das alíquotas do imposto.
(PRINCÍPIO DA LEGALIDADE MITIGADA – ART. 153, §1º CF/88 -> > IPI, IEx, II, IOF).

Medidas Provisórias

Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá


adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las
submetê de
imediato ao Congresso Nacional.

- Limitação materiais – O rolol de matérias que não estão sujeitas


sujeitas a medida provisória pode ser
encontrado no artigo 62. §1º da CF.
CF. Dentre elas, as matérias reservadas a lei complementar.

- Reedição de Medidas Provisórias – Uma única reedição com prazo de 60 dias.

- Votação nas 02 (duas) Casas Legislativas (Câmara e Senado) – Com 45 dias, a Medida M
Provisória tranca a pauta da casa em que estiver tramitando, forçando, assim, a casa legislativa a
apreciá-la (art. 62, §4º da CF).

CF – Medida provisória que implique instituição


ioridade (Art. 62, § 2º da CF)
Princípio da Anterioridade instituiçã ou
majoração de impostos, exceto os previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá
efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele
em que foi editada.

As exceções também são estendidas as seguintes hipóteses:

I) Imposto Residual da União instituído por força de guerra externa ou de sua iminência
(Imposto Extraordinário de Guerra - IEG), explicitado no art. 154, II, CF/88;
II) Empréstimos Compulsórios decorrentes de guerra externa, de sua impedância imped ou
calamidade pública (art. 148, I), repisando, entretanto, que tal ressalva não se estende
ao caso da citada exação para fins de investimento público de caráter urgente e de

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 12 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

relevante interesse nacional (art. 148, II), sendo imperioso, nesta segunda situação, a
observância do Princípio da Anterioridade, sob pena de inconstitucionalidade; e
III) Por
or força da edição da EC 33/2001, que veio acrescentar o § 4º ao art. 155 da CF, as
alíquotas de ICMS de tributação monofásica sobre combustíveis e lubrificantes, prevista
em lei complementar, serão objeto de definição por deliberação dos Estados e do DF,
podendo ser diminuídas ou mesmo restabelecidas sem a observância do Princípio da
Anterioridade (tese acolhida pelo STF). A mesma regra se estende ao caso disposto no
art. 177, § 4º, também da Constituição vigente, vez que a alíquota da CIDE na
importação ou comercialização do petróleo e de seus derivados, gás natural e seus
derivados e álcool combustível pode também ser reduzida ou restabelecida por simples
ato do Poder Executivo, sem o requisito elencado no art. 150, III, “b”.
(Eduardo Sabbag)

Em caso de rejeição de uma medida provisória, afetará o efeito repristinatório, ou seja, voltará a
alíquota anteriormente prevista. Há exceção nos casos de Isenção ou Redução de Alíquota,
quando não haverá a incidência do princípio da anterioridade, valendo seus efeitos desde a
edição da Medida Provisória.

PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE
Princípio da Anterioridade

- Genérica – Art. 150, III, “b” da CF/88

- Mitigada – Art. 150, III, “c” da CF/88

- Nonagesimal – Art. 195, § 6º da CF/88

O referido princípio está


stá contido na norma constitucional do art. 150, inciso
incis III, letra b, da
Constituição, que determina que a lei que institui ou majora um tributo deve, via de regra, ter
vigência
gência e eficácia operantes em exercício fiscal anterior àquele em que o Fisco deseja exigi-lo,
exigi
preservando, desta forma, a segurança jurídica do contribuinte sobre eventuais alterações
tributárias, proporcionando um período para que ele se prepare para o que está por vir.

O ‘Ano fiscal’ coincide com o ‘Ano civil’, sendo, portanto, a cobrança de tributos apenas no outro
ano que se deu a instituição daquele.

Também há a chamada Anterioridade Nonagesimal, em que deve ser observado o prazo de 90


dias para o início
nício da aplicação do tributo, mas que vale estritamente às contribuições sociais
previstas no art. 195, §6º da CF/88, as demais estariam submetidas a anterioridade “anual”. Não
se aplica a Anterioridade Nonagesimal aos impostos de Importação e Exportação, o IR, o IOF, o

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 13 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

IEG, os Empréstimos Compulsórios destinados a combater a Calamidade Pública ou a Guerra


Externa e as alterações na fixação da base de cálculo do IPVA e do IPTU.

PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DA LEI TRIBUTÁRIA


O referido princípio encontra suporte no art. 150, inciso III, letra a, da Constituição.

O princípio da irretroatividade tributária, também conhecido apenas como irretroatividade, é o


princípio de Direito Tributário que estabelece que não haverá cobrança de tributo sobre fatos que
aconteceram antes da entrada em vigor da lei que o instituiu

PRINCÍPIO DA TIPOLOGIA TRIBUTÁRIA


Este princípio determina que o legislador deve,
deve, ao formular a lei, definir, de modo taxativo e
completo, elencar as situações (tipo) tributáveis, bem como os cr
critérios
itérios de quantificação (medida)
do tributo.

se a interpretação extensiva e a analogia, incompatíveis com a


Quanto ao aplicador da lei veda-se
taxatividade e determinações dos tipos tributários.

PRINCÍPIO DO NÃO-CONFISCO
A previsão deste princípio está no art.
a 150, IV da CF.

De acordo com ele, os tributos não podem ser tão elevados a ponto de inviabilizar o direito de
propriedade. Em que pese não haja um conceito objetivo para determinar se um tributo tem ou
não este caráter confiscatório, o STF entende que para dizer sobre o efeito confiscatório de um
tributo, deverá ser analisada toda carga tributária exigida pelo mesmo ente federativo. Além do
tributo não poder ter efeito confiscatório, o mesmo se aplica às multas tributárias.

Atua em conjunto com o princípio


pio da capacidade contributiva, que também visa a preservação da
capacidade econômica do indivíduo.
indivíduo

PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA


Este princípio encontra suporte no artigo 145, §1º, da CF.
CF

145, § 1º Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão


graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à
administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses
objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o
patrimônio, os
os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 14 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

A Capacidade contributiva como princípio torna-se


se um meio de efetivação do princípio da
ISONOMIA.

Ou seja, este princípio objetiva que pessoas que possuem igual possibilidade de suportar os
encargos tributários, que elas sejam tratadas de maneira igual. Se A e B possuem a mesma
capacidade de suportar a contribuição sem que isso comprometa a sua subsistência (mínimo
existencial), devem ser tratadas da mesma forma.

Isso garante, por exemplo, que se A e B possuem a mesma renda e um deles possui mais
dependentes que o outro, seja tratado de forma diferente. Valendo, neste caso, a aplicação do
conceito de igualdade material. Ou seja, o legislador levará em conta as condições pessoais do
contribuinte individualmente.

E o legislador também teve o cuidado de especificar os impostos, pois neles não há fato gerador
vinculado (hipótese em que há contraprestação direta do Estado) a atividade estatal.

O que não significa dizer, todavia, que esta variabilidade não se aplique a outros tributos, como,
por exemplo, as taxas judiciais que podem ser isentadas para pessoas de baixa renda. Ou seja, a
utilização negativa deste princípio é também possível para tributos vinculados, concedendo,
portanto, isenções para as Taxas e Contribuições de Melhoria para quem não pode arcar com
estes custos.

PRINCÍPIO DA SELETIVIDADE
A expressão “Sempre
Sempre que possível”
possível” trazida pelo artigo 145, §1º da CF, desonera o legislador de
usar esta diferenciação entre os contribuintes em todas as hipóteses
hipóteses de tributo, uma vez que isso
nem sempre é possível. Por exemplo, impostos embutidos no preço dos produtos.

Para resolver esta questão, a tributação dos produtos (ICMS e IPI) leva em conta a
essencialidade da coisa, dando origem ao Princípio da Seletividade.
Seletividade. Quanto mais supérfluo for o
bem, maior será a sua tributação.

PRINCÍPIO DA VINCULABILIDADE DA TRIBUTAÇÃO


Este princípio determina que o fisco não pode decidir pela tributação sem suporte legal, mesmo
que seja para beneficiar algum tipo de contribuinte.
contri

PRINCÍPIO DA UNIFORMIDADE GEOGRÁFICA


Este princípio encontra base legal no art. 151, inciso I da CF.

Este princípio proíbe que a União institua tributo de forma não uniforme em todo o país, ou dê
preferência a Estado, Município ou ao Distrito Federal
Federal em detrimento de outro ente federativo.

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 15 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

Permite-se,
se, entretanto, a diferenciação, se favorecer regiões menos desenvolvidas. Visa
promover o equilíbrio socioeconômico entre as regiões brasileiras. Exemplo tradicionalmente
citado é a Zona Franca de Manaus.

PRINCÍPIO DA NÃO DISCRIMINAÇÃO TRIBUTÁRIA EM RAZÃO DA PROCEDENCIA OU


DESTINO DOS BENS
A inteligência deste princípio encontra suporte no artigo 152 da CF.

As pessoas tributantes estão impedidas de graduar seus tributos, levando em conta a região de
origem dos bens ou o local para onde se destinam.

PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE DA TRIBUTAÇÃO


Este princípio determina que o poder vinculante de uma lei provocará efeitos jurídicos até os
limites geográficos do ente político que lhe deu origem.

PRINCÍPIO DA TRANSPARÊNCIA DOS IMPOSTOS


Este princípio encontra suporte no artigo 150, §5º da CF.

Através deste princípio há obrigação de esclarecimento dos impostos que incidam sobre as
utilidades.. Ele está relacionado com o princípio básico das relações de consumo que é o princípio
da informação e/ou transparência.

PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE


A não cumulatividade é aplicada ao:

• IPI (art. 153, § 3º, II, da CF);


• ICMS (art. 155, § 2º, I, da CF);
• Impostos residuais da União (art. 154, I, da CF);
• Contribuições residuais destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade
social (art. 195, § 4º, da CF).

Os tributos incidem muitas


uitas vezes em mais de uma fase da cadeia produtiva, por essa razão são
cumulativos quando o valor já pago não for descontado na fase atual; ou não cumulativos,
quando existir a compensação dos valores.

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 16 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
O legislador ao instituir um imposto
mposto deve, necessariamente, definir qual a conduta que levará a
incidência deste, a isto damos o nome de fato gerador. Diante da prática do fato gerador surge
um liame obrigacional que conecta, de um lado, o sujeito ativo e, de outro, o sujeito passivo, cada
um com o seu interesse específico. A esta conexão dá-se
dá se o nome de obrigação tributária, a qual
permite que seja verificada a existência de direitos subjetivos do sujeito ativo (credor) de exigir do
sujeito passivo (devedor)
or) o cumprimento da prestação.

Sujeito ativo
É considerado sujeito ativo aquele que possui o direito subjetivo de exigir a prestação pecuniária
advinda da instituição de tributo. Conforme anteriormente mencionado, é permitido ao ente
federativo com competência tributária a transferência
transferência administrativa (fiscalizar e arrecadar) da
capacidade ativa a outro ente ou a entidade de direito público ou, até mesmo, privado. Desta
forma, aquele que pode exigir a prestação (capacidade tributária ativa), será o sujeito ativo.

Sujeito passivo
Por sua
ua vez, o sujeito passivo é considerado a pessoa, física ou jurídica, privada ou pública, que
deve efetuar o pagamento do tributo por ocasião da ocorrência do fato gerador. Figurando, por
conseguinte, no polo passivo, razão pela qual é correto afirmar que possui capacidade tributária
passiva. Vale ressaltar que o incapaz, a sociedade de fato ou pessoas que tenham limitação no
exercício das atividades civis, comerciais, não possuem impedimento para figurar como sujeitos
passivos da obrigação, ex vi do art. 126
1 do CTN.

IMPORTANTE: Ainda que as partes convencionem através de contrato uma obrigação com
relação aos tributos devidos, para o fisco não há efeito.

Os entes políticos da administração direta (União, Estados, Distrito Federal e Municípios), muitas
vezes são imunes a tributação, como, por exemplo, a hipóteses do art. 150, VI, “a” da CF, mas
podem ter de arcar com taxas
axas e contribuições de melhoria. As autarquias também são imunes
aos impostos (art.
art. 150, § 2º, da CF), mas também devem m ser alvo de cobrança
cobra de taxas e
contribuições; as empresas públicas e sociedades de economia mista possuem capacidade
tributária passiva plena (impostos, taxas e contribuições – art. 173 da CF), pois não são
contempladas pela Constituição como imunes.
imunes Nesse contexto, em resumo,
sumo, poderá ser sujeito
passivo o contribuinte, ou seja, aquele que tem relação pessoal e direta com o fato gerador, ou o
responsável, que tem a obrigação veiculada por lei, apesar de não ter relação pessoal e direta
com o fato gerador.

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 17 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

Obrigação principal
al e obrigação acessória
Obrigação Principal: Caracteriza-se
se como obrigação de dar, de pagar tributo ou multa;

Obrigação Acessória: Caráter de instrumentalidade, deveres de cunho formal, já que são


obrigações de fazer ou não fazer (ex.: declaração do IR, não circular
ular mercadoria sem a nota
fiscal).

Verificar artigo 113, §§ 1º e 2º do CTN. É mister que se observe, ainda, a previsão trazida pelo
artigo 194, parágrafo único, do CTN, que prevê que a dispensa da obrigação principal não implica
a dispensa da obrigação
gação acessória.
acessória

RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA
Sujeito Passivo Direto: aquele que tem relação pessoal e direta com o fato gerador.

Sujeito Passivo Indireto: o responsável eleito por lei para figurar


ar no polo passivo da relação
jurídica.

A responsabilidade tributária
ributária pode aparecer sob duas formas, quais sejam: por transferência ou
por substituição.

Na primeira, há previsão legal sobre a ocorrência de um fato posterior ao surgimento da


obrigação tributária que faz com que a responsabilidade se desloque do contribuinte
con para um
terceiro, podendo este assumir integralmente a responsabilidade ou apenas em caráter supletivo.
Na segunda hipótese, a lei determina que o responsável
responsável ocupe o lugar do contribuinte desde a
ocorrência do fato gerador.

A) Responsabilidade por transferência

Responsabilidade solidária
Nessa condição, o crédito tributário poderá ser exigido de qualquer dos devedores ou de todos
conjuntamente. O art. 124 do CTN estabelece que não há falar em possibilidade de arguir
benefício de ordem quando se a responsabilidade
responsabilidade é solidária, podendo o Fisco exigir de qualquer
um deles a integralidade do crédito.

Imperioso que se mencione, também, o artigo 125 do CTN, que estabelece que o pagamento
paga de
um dos coobrigados aproveita aos demais; a isenção e a remissão,
remissão, se não concedidas

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 18 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

pessoalmente, estendem seus efeitos aos demais e, no caso de terem sido outorgadas
pessoalmente, os demais ficam obrigados solidariamente pelo saldo; e, por fim, a interrupção da
prescrição estende-se aos demais coobrigados para favorecer,
fa cer, ou prejudicar.

Responsabilidade dos sucessores


Quando se trata de sucessão é possível visualizar a hipótese ocorrida por força de atos
praticados em vida ou em decorrência da morte do sujeito passivo direto.

Sucessão causa mortis


Aberta a sucessão é necessário que os créditos tributários sejam satisfeitos, ainda que não mais
pelo sujeito passivo direto (falecido).
(falecido) Segundo a inteligência do artigo 131, III, do CTN, o espólio
será pessoalmente responsável pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da
sucessão. Após a realização da partilha, o sucessor e o cônjuge ficam responsáveis pelos tributos
devidos pelo de cujus até a data da partilha limitada,
limitada evidentemente, ao montante do quinhão,
legado ou meação recebido.

Sucessão inter vivos


A transferência da responsabilidade de sujeito passivo é prevista no ordenamento tributário e
também poderá ocorrer por atos praticados em vida.

a) 1ª Hipótese – aquisição de bens imóveis (art. 130 do CTN) Quando há aquisição de um bem
imóvel, a regra a que prevalece é a de que os créditos tributários se sub-rogam
sub na pessoa do
adquirente do bem imóvel. Havendo duas exceções: 1) 1) responderá o adquirente pelos débitos
pertinentes ao imóvel, a menos os que no título de transferência
transferência haja certidão
certi de quitação dos
tributos (Certidão Negativa de Débito); ou, 2)
2) caso o bem imóvel tenha sido adquirido em hasta
pública (leilão)

b) 2ª Hipótese – aquisição de bens móveis (art. 131, I, do CTN) Com relação à aquisição de bens
ben
móveis, a regra que prevalece é a prevista pelope art.rt. 131, I, do CTN, que estabelece que o
adquirente ou remitente ficam responsáveis pelos débitos anteriores à aquisição do bem.

c) 3ª Hipótese – aquisição de estabelecimento


estabelecimento comercial ou fundo de comércio
comér (art. 133 do CTN)
Desta forma, se a pessoa que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou
estabelecimento comercial, industrial ou profissional
profissional e continuar a respectiva exploração,
ex sob a
mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde sponderá pelos tributos.
Ocorrendo
ndo a alteração da razão social da empresa adquirida ou cessando a exploração da
atividade, não haverá alteração no tocante a responsabilidade pelo crédito tributário. Valendo a
mesma regra para a aquisição de empresa em situação de recuperação judicial, salvo s se o
adquirente for sócio, sociedade controlada pelo falido, agente ou familiar.

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 19 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

4ª Hipótese - Prevê o art. 132 do CTN que a pessoa jurídica de direito privado que resultar de
fusão, transformação, incorporação é responsável pelos tributos devidos até a data do ato pelas
fusionadas, incorporadas,
as, transformadas.

Responsabilidade de terceiros
O art. 134 do CTN traz um rol de terceiros que responderão solidariamente com o devedor nos
atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis. De acordo com previsão
do art. 135 do CTN, há possibilidade
dade de responsabilização pessoal
pessoal dos terceiros nos casos em
que houver excesso de poderes, infração à lei, contrato social ou estatuto. Nesses casos, excluir-
excluir
se-á
á o contribuinte do polo passivo, ficando extinta sua responsabilidade. Também poderão
responder as pessoas que respondem por interveniência no ato; mandatários, prepostos e
empregados; diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado.

Responsabilidade por substituição


O vocábulo substituição já nos dá a ideia de que algo foi retirado de seu lugar próprio, onde nova
figura foi colocada. Nessa modalidade de responsabilidade verificamos a substituição do
contribuinte, sujeito passivo direto, por outra pessoa eleita
eleita pela lei, independentemente de
qualquer acontecimento posterior ao fato gerador. Assim, como primeira causa de diferenciação,
não se vislumbra nessa modalidade de responsabilidade um evento, posterior ao fato gerador,
que venha a provocar o deslocamento
deslocamento da responsabilidade tributária de um para outro sujeito. A
escolha do responsável e sua colocação como responsável pelo cumprimento da obrigação é
trazida por lei e ocorre contemporaneamente à ocorrência do fato gerador. A substituição,
portanto, depende
de de lei (ex.: dever imputado ao empregador de reter o valor relativo ao imposto
devido pelo empregado e repassar o montante ao Fisco no lugar daquele).

Substituição tributária para trás


Nesse caso, o fato gerador ocorre mas o pagamento é efetuado posteriormente
posteriormente por um substituto
eleito pela lei, que se encontra no meio ou no fim da cadeia produtiva.

Substituição tributária para frente


Nesta hipótese, não se tem a ocorrência prévia do fato gerador e o posterior recolhimento do
tributo. Ocorrendo, por sua vez, o contrário.

Responsabilidade por infrações


A responsabilidade por infrações decorre do descumprimento de uma obrigação principal ou de
uma obrigação acessória, e independe da intenção do agente ou do responsável.

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 20 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

A responsabilização pessoal do agente


age está prevista no art. 137 e incisos do CTN, ou seja,
quando a infração for capitulada como crime ou contravenção, salvo se praticada no n exercício
regular de administração,
tração, mandato, função, cargo ou emprego, ou no cumprimento de ordem
expressa emitida por
or quem de direito; quanto às infrações em cuja definição o dolo específico
espe do
agente seja elementar.

Com relação às infrações que decorram direta e exclusivamente de dolo específico:

a) das pessoas referidas no art. 134, contra aquelas por quem respondem;
b) dos mandatários, prepostos ou empregados, contra seus mandantes, preponentes
ou empregadores;
c) dos diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado,
contra estas.

Denúncia espontânea
A denúncia espontânea é hipótese prevista pelo elo artigo art. 138 do CTN pela qual é possível
excluir a responsabilidade por infrações desde que acompanhada do pagamento do tributo
tribut devido
e juros, resultando na exclusão da multa. No entanto, é importante destacar que a exclusão de
penalidade apenas ocorrerá
orrerá se feita antes da instauração de qualquer procedimento de
fiscalização. A multa também será aplicada caso o contribuinte opte pelo parcelamento.

CRÉDITO TRIBUTÁRIO
O Crédito Tributário é a própria obrigação tributária já lançada. Ocorrendo o fato gerador, surge a
obrigação tributária principal, que terá como objeto o pagamento do tributo ou de penalidade, da
qual decorrerá o Crédito Tributário.

A ordem para constituição do Crédito Tributário pode ser representada da seguinte forma:
forma

Fato Gerador (Artigo 114 do CTN) > Obrigação Tributária (Artigo 113 do CTN) >>> Lançamento
(Artigo 142 do CTN) = Crédito Tributário (Artigo 139 do CTN).

LANÇAMENTO
O artigo 142 do CTN define o lançamento como sendo o procedimento administrativo tendente a:

a. verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente;


b. determinar a matéria tributável;

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 21 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

c. calcular o montante do tributo devido, ou seja, o débito a pagar; identificar o sujeito


passivo; e
d. propor a aplicação da penalidade cabível, quando for
for o caso..

A autoridade administrativa, de acordo com a lei, é quem possui competência privativa para
constituir o crédito tributário através do lançamento.
amento. E como já visto anteriormente, é atividade
ativid
vinculada e obrigatória, tendo a autoridade o dever de realiza-lo lo sob pena de responsabilidade
funcional (art. 142, parágrafo único), sendo aplicável a legislação vigente à época da ocorrência
do fato gerador, mesmo que posteriormente ela seja alterada.

No entanto, é importante ressaltar que as alterações de leis leis posteriores à ocorrência do fato
gerador que instituam novas regras de apuração, fiscalização ou ampliativas dos poderes de
apuração serão aplicáveis, bem como as que outorguem ao crédito maiores garantias ou
privilégios (conforme determina o art. 144, caput e §1º da CF).

Após a conclusão do lançamento não poderá ser alterado o sujeito passivo, excetuando-se
excetuando as
hipóteses previstas pelo artigo 145 do CTN.

MODALIDADES DE LANÇAMENTO
Lançamento por declaração (art. 147 do CTN): A autoridade administrativa
ministrativa efetua o lança-
mento com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro sobre a matéria de fato. Ex.:
ITCMD.

Lançamento de ofício (art. 149 do CTN): A autoridade administrativa


ministrativa efetua todo o procedi-
procedi
mento de lança- mento com base nos dados de que dispõe,
dispõe, sem que haja colaboração do sujeito
passivo. Ex.: IPTU, IPVA.

Lançamento por Homologação (art. 150 do CTN): Ocorre quando o sujeito passivo, de acordo
com a lei, antecipa o paga- mento do tributo sem prévio exame da autorid
autoridade administrativa para
posterior
sterior homologação do pagamento por parte desta. Ex.: IR.

REPARTIÇÃO DAS RECEITAS TRIBUTÁRIAS


A repartição das receitas tributárias objetiva equilibrar a distribuição dos valores arrecadados
entre os entes políticos. Ou seja, cabe à União o repasse aos Estados
Estados e ao Distrito Federal, e aos
Estados, o repasse aos Municípios. Não terão o produto da arrecadação repartido: IPTU, ISS, I
ITBI; os impostos estaduais
taduais se arrecadados pelo Distrito Federal, ITCMD, II, IE, IGF, IEG.

Repartição direta da receita da União

Repartição do IOF – art. 153, § 5º, da CF

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 22 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

É garantida a transferência do montante da arrecadação nos seguintes termos: 30% para o


Estado, o Distrito Federal ou o Território, conforme
conforme a origem; 70% para o Município
Municí de origem.

Vale destacar que o ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial,
sujeita-se
se exclusivamente à incidência do IOF.
IOF

Demais casos – art. 157 da CF

Aos Estados-membros
membros e ao Distrito Federal pertencem 20% do produto da arrecadação
ar do
imposto que a União instituir no exercício da competência residual prevista no art. 154, I, da CF.
Bem como, pertencem
ertencem aos Estados e ao Distrito Federal 100% do produto da arrecadação do
IRRF, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações
funda
que instituírem e mantiverem.

Repartição com os Municípios – art. 158 da CF

Pertencem aos Municípios 100% do produto da arrecadação do IRRF sobre rendimentos pagos, a
qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem,
mant
conforme previsto no art. 158, I, da CF. Caberão
aberão aos Municípios e ao Distrito Federal 50% do
produto da ar- recadação do ITR, relativamente aos imóveis neles situados – art. 158, II, da CF;
porém, caso optem, conforme previsão da Lei n. 11.250/2005,, por fiscalizar e cobrar o ITR, caber-
caber
lhes-ão 100% da arrecadação.

Casos de repartição direta da receita dos Estados com o Município – art. 158, III, da CF

Os Estados devem entregar a cada Município 50% do produto da arrecadação do IPVA


licenciados em seus
us respectivos territórios. Cabendo, ainda, aos Municípios 25% do produto
produ da
arrecadação do ICMS, conforme estabelece o inciso IV do art. 158 da CF.

Casos de repartição indireta da receita da União – art. 159, I, da CF

Art. 159. A União entregará:

I - do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e


sobre produtos industrializados, 49% (quarenta e nove por cento), na seguinte forma:

a) vinte e um inteiros e cinco décimos por cento ao Fundo de Participação dos Estados e do
Distrito Federal;

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 23 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

b) vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento ao Fundo de Participação dos Municípios;

c) três por cento, para aplicação em programas de financiamento ao setor produtivo das Regiões
Norte, Nordeste e Centro-Oeste,
Oeste, através de suas instituições financeiras de caráter regional, de
acordo com os planos regionais de desenvolvimento, ficando assegurada ao semiárido do
Nordeste a metade dos recursos destinados à Região, na forma que a lei estabelecer;

d) um por cento ao Fundo de Participação


Participação dos Municípios, que será entregue no primeiro
decêndio do mês de dezembro de cada ano; e) 1% (um por cento) ao Fundo de Participação dos
Municípios, que será entregue no primeiro decêndio do mês de julho de cada ano;

II - do produto da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados, dez por cento aos
Estados e ao Distrito Federal, proporcionalmente ao valor das respectivas exportações de
produtos industrializados.

III - do produto da arrecadação da contribuição de intervenção no domínio econômico


econômi prevista no
art. 177, § 4º, 29% (vinte e nove por cento) para os Estados e o Distrito Federal, distribuídos na
forma da lei, observada a destinação a que se refere o inciso II, c, do referido parágrafo.

Linha do Tempo

A linha do tempo é o estudo do devido processo legal para a cobrança de tributos. A hipótese de
incidência é o que descreve uma conduta. O fato gerador é quando ocorre a prática da conduta
prevista. Quando ocorre o fato gerador, irá nascer a obrigação tributária utária. Será através de um
lançamento (ato unilateral do fisco), haverá dada a quantia do valor da obrigação tributária. Com
o lançamento, o fisco terá o direito a um crédito tributário (direito de cobrar). Se o sujeito passivo
não pagar, o fisco irá colocar
ar o nome do sujeito em dívida ativa,, e emitir uma certidão de divida
ativa,, e poderá propor execução fiscal.

HI – FG – OT- L- CT-DA
DA – CDA – EF

Observação:: de acordo com o principio do devido processo legal,, a sequencia acima indicada é
o único meio legitimo
timo de cobrar tributos no Brasil. Qualquer comportamento do fisco fora dessa
sequência, para forçar o pagamento do tributo é inconstitucional. Ex: protesto de CDA e
fechamento do estabelecimento.

Hipótese de Incidência

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 24 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

Produz o dever de pagar tributo. Hipótese de incidência é diferente de fato gerador. A hipótese de
incidência ocorre no plano abstrato (ex: auferir renda, verba indenizatória não é fato gerador),
enquanto que o fato gerador ocorre no plano concreto (ex: João aufere renda).
Para facilitar
acilitar o estudo do tema, a doutrina dividiu a hipótese de incidência em cinco partes,
chamadas de aspectos. Todos os aspectos da hipótese de incidência devem ser definidos por lei.
Esses aspectos são:

Aspecto quantitativo Aspecto Temporal


(quanto?) (quando?)
Lei

Aspecto material (por quê?) Aspecto espacial ou territorial (onde?)

Aspecto pessoal (quem?)

Importante: o aspecto quantitativo determina o valor devido, sendo composto por dois elementos:
a) base de cálculo (é a grandeza econômica sobre a qual o tributo incide, ex: a base de calculo do
IPTU é o valor venal do imóvel); b) alíquota (é o percentual da base de cálculo que o contribuinte
deve, ex: em SP a alíquota do IPVA é de 4%).

EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


As hipóteses de extinção do crédito tributário estão previstas no art. 156 do CTN.

A) Pagamento

O pagamento é a hipótese mais corriqueira de extinção do crédito tributário, e que, conforme


previsão do art. 162 do CTN, pode ser efetuado em moeda corrente, cheque, vale postal e, nos
casos previstos em lei.

IMPORTANTE: O pagamento parcial de um crédito não importa em presunção de pagamento


pag das
demais prestações, bem como o pagamento total total não presume o pagamento de outros créditos
relativos ao mesmo ou a outros
ros tributos (art. 158 do CTN).

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 25 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

B) Compensação
A compensação é possível quando o contribuinte for ao mesmo tempo devedor e credor do Fisco.

Todavia, há que se observar que a existência


existência de crédito recíproco não autoriza automaticamente
a compensação, devendo haver previsão legal específica que lhe autorize (Art. 170 e 170-A
170 do
CTN)

C) Transação
A lei pode facultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e passivo da obrigação
o
tributária celebrar transação que, mediante concessões mútuas, importe em determinação de
litígio e consequente extinção de crédito tributário

Parágrafo único. A lei indicará a autoridade competente para autorizar a transação em cada caso.
(art. 171 do CTN).

D) Remissão
A remissão do crédito tributário implica seu perdão pela autoridade administrativa
adminis devidamente
autorizada por lei específica.. A remissão do crédito tributário poderá ser total ou parcial, e o art.
172 do CTN possibilita a sua concessão pela autoridade administrativa através de despacho
fundamentado. A sua concessão não gera direito adquirido e deve atender: “I – à situação
econômica do sujeito passivo; II – ao erro ou ignorância escusáveis
cusáveis do sujeito passivo, quanto a
matéria de fato; III – à diminuta importância do crédito tributário; IV – a considerações de
equidade, em relação com as características pessoais ou materiais do caso; V – a condições
peculiares a determinada região do território da entidade tributante”.

E) Decadência e prescrição
Tanto a decadência quanto a prescrição são matérias que, de acordo com o art. 146, III, b, da CF,
devem ser tratadas por lei complementar. Nesse caso, o CTN (arts. 150, § 4º, 173 e 174) dispôs a
respeito. Observe-se
se que ambas procuram
procuram preservar a segurança jurídica com o transcorrer do
tempo, e são hipóteses de extinção do crédito tributário que, devido à importância de cada
instituto, devem ser estudadas com especial atenção.

Decadência
De acordo com o art. 173 do CTN, “o direito de de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário
extingue-se
se após 5 (cinco) anos”. Ou seja, a decadência é a perda do direito da Fazenda Pública
de realizar o lançamento após o decurso do prazo de 5 anos.

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 26 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

Contagem do prazo:

Hipóteses do artigo 173, I, do CTN (Por ofício ou por Declaração): O início da contagem
cont se dá a
partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele que o lança-
lança mento poderia ter sido efetuado.
efetuado

Hipóteses do artigo 150, §4º do CTN (Lançados por Homologação): O início da contagem
cont se dá a
partir da ocorrência do fato gerador.

Hipóteses do artigo 173, II do CTN (Anulação por vício formal): O início da contagem se dá a
partir da data em que se tornar definitiva
definitiva a decisão que anular o lançamento
lança anteriormente
efetuado.

Hipótese do artigoo 168, I e II do CTN (Restituição de tributo pago indevidamente): O início da


contagem se dá a partir da data da extinção do crédito tributário ou da data da decisão definitiva
que tiver reformado, anulado, revogado ou rescindido
rescindido decisão condenatória anterior.
anter

Prescrição
De acordo com previsão do artigoigo 174 do CTN, a “ação para a cobrança do crédito tributário
prescreve em 5 (cinco) anos, contados da data da sua constituição definitiva”.

Ou seja, a prescrição retira da Fazenda Pública o direito de iniciar o processo de execução fiscal
se decorrido o período de 5 anos contados a partir da constituição do crédito tributário. Devendo-
Devendo
se observar, no entanto, as hipóteses de suspensão e interrupção previstas nos artigos 151 e 174
do CTN respectivamente.

Prescrição Intercorrente
Esta hipótese de prescrição é possível em fase de execução fiscal. No caso da suspensão por 1
ano devido ao não encontro do devedor ou de bens que garantam a execução (penhora), os
autos serão arquivados, conforme estabelece o artigo
artigo 40, §2º da Lei de Execuções Fiscais.
Se permanecer arquivado por 5 anos, a prescrição intercorrente poderá
poderá ser decretada de ofício
após ser ouvida a Fazenda Pública.

Conversão de depósito em renda


Esta hipótese de extinção opera quando o contribuinte, a fim de discutir o crédito exigido, realiza
depósito judicial, suspendendo a sua exigibilidade e, ao final, tem decretada a improcedência da
sua defesa. Dessa forma, ocorrerá a conversão do depósito em renda extinguindo o crédito
tributário (Art. 156, VI do CTN).

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 27 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

Pagamento antecipado e homologação do lançamento

Art. 150 do CTN:

O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito
passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade
autor administrativa,
opera-se
se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim
exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.

§ 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob
condição
ção resolutória da ulterior homologação ao lançamento.

§ 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação,


praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito.

§ 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, considerados na apuração do


saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação.

§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do
fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-
considera
se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a
ocorrência de dolo, fraude ou simulação.

Consignação em pagamento

O artigo
igo 164 do CTN prevê a possibilidade de consignação do pagamento em juízo nos seguintes
casos:

• Recusa de recebimento,
mento, ou subordinação deste ao pagamento de outro tributo ou de
penal- idade, ou ao cumprimento de obrigação acessória.
• Subordinação do recebimento
recebimento ao cumprimento de exigências administrativas sem
fundamento legal.
• Exigência,
xigência, por mais de uma pessoa
pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico sobre um
mesmo fato gerador.

Decisão definitiva nas esferas administrativa ou judicial


Constitui hipótese
pótese de extinção do crédito tributário
tributário a decisão definitiva, favorável
fa ao sujeito
passivo da obrigação tributária, em processo administrativo ou judicial.

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 28 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

Dação em pagamento
Hipótese na qual o sujeito ativo aceita receber, a título de pagamento, coisa diversa da qual lhe é
devida, extinguindo o crédito tributário. O art. 156, XI, do CTN prevê a dação em pagamento em
bens imóveis como forma de extinção do crédito tributário, exigindo-se,
exigindo se, no entanto, a observação
de condições estabelecidas em lei.

Exclusão do crédito tributário


O art. 175 do CTN estabelece como hipóteses de exclusão
exclusão do crédito tributário a isenção
is e a
anistia. Todavia, em seu parágrafo único ele é pontual ao prever que, apesar de impedir o
lançamento, não retira as obrigações acessórias.
acess

Isenção
A isenção opera em casos previstos em lei que autorizam a dispensa do pagamento de
determinado tributo, a ser concedida apenas pelo ente político que detêm a competência para sua
instituição.

Ver artigo 177 e 179 do CTN.

Anistia
A anistia
ia é o perdão das penalidades pecuniárias resultantes de infrações cometidas antes da lei
de anistia, conforme artigo 180 do CTN.
CTN

Deve-se
se observar, ainda, o que prevê o artigo 181 do CTN, que estabelece que a anistia poderá
ser concedida em caráter geral ou ilimitadamente:
a) às infrações relativas a determinado tributo;
b) às infrações punidas com multa até determinado montante, conjugadas ou não com
penalidades de outra natureza;
c) a determinada região, em função dede condições a ela peculiares;
d) sob condição do pagamento
agamento de tributo no prazo fixado em lei.

Preferências do crédito tributário


O crédito tributário prefere a qualquer outro, excetuando-se
excetuando se os relativos a créditos trabalhistas ou
dos relativos a acidente de trabalho (art. 186 do CTN). Dessa forma, não está sujeito ao concurso
de credores
dores ou habilitação em falência, recuperação judicial, concordata, inventário ou
arrolamento.

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 29 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

No entanto, o concurso entre credores que forem pessoas jurídicas de direito Público, obedecem
a seguinte ordem de preferência: União, Estados, Distrito Federal e Territórios, conjuntamente e
pro rata,, Municípios, conjuntamente e pro rata.

Imunidades Tributárias
As imunidades tributárias são normas previstas na CF. Não se pode confundir imunidade e
isenção, uma vez que, a imunidade é prevista na CF (art.( 150 da CF)) e a isenção (causa de
exclusão do crédito tributário) é prevista na lei. Tanto a imunidade quanto
quanto à isenção afastam
somente a obrigação principal do tributo, sendo que as obrigações acessórias deveram ser
cumpridas.

Imunidade Recíproca
União, Estados, Distrito Federal e Municípios não podem cobrar impostos uns dos outros. Essa
imunidade foi estendida
tendida para as autarquias e fundações públicas. Essa imunidade ocorre, pois
existe um pacto federativo (art.
art. 150, §2° da CF).
CF

Imunidade Religiosa
As instituições religiosas não pagam nenhum tipo de imposto. Vale ressaltar que essa imunidade
será estendida as áreas continuas ao templo, desde que seja provada que a renda obtida com as
áreas continuas sejam integralmente convertida para o propósito religioso
religioso (ex: estacionamento).

Partido político,, sindicato de trabalhador, instituição de educação e entidades de assistência


social:

Quando houver a entidade patronal, haverá incidência normalmente. Entidade de assistência


social é imune a 2 tributos, sendo
endo contribuição social previdenciário e impostos. Súmula 724 do
STF. Essas entidades poderão não pagar IPTU, dependendo dos requisitos previstos em lei (art.
(
14 do CTN);
I- Se tiver lucro não poderá ser apropriado pelos mantenedores;
II- Proíbe-sese a remessa do lucro para o exterior;
III- Escrituração contábil em dia;

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 30 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br
APOSTILA
Matéria: Direito Tributário
Publicação: 2ª Edição

Imunidade de Imprensa
Essa imunidade está relacionada com livros, jornais, periódicos e papéis. Todavia, a
imunidade concedida é referente apenas a matéria prima, que é o papel. O STF entendeu que os
filmes e papéis fotográficos também são possuidores de tal imunidade.

Sindicato de trabalhadores
Envolvem os sindicatos dos empregados. Nesta imunidade está incluso também as centrais
sindicais, como, por exemplo, a CUT.

Portal Prova da Ordem


Rua Lauro Linhares, 2055, sala 705, Bloco Flora, Trindade, Fpolis/SC,
Fpolis/SC CEP 88036-002 www.provadaordem.com.br Pág. 31 de 31
Tel. +55 48 3024-5197 | e-mail: comercial@provadaordem.com.br