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MED – 13/04/2016 Felipe Abrantes

PREVENTIVA – SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE PRINCÍPIOS DO SUS:

ÉTICOS/ DOUTRINÁRIOS:
Antes do SUS ... UNIVERSALIZAÇÃO Acesso a todos cidadãos –
1923 = CAPs (Caixas de Aposentadorias e Pensões) – Incluindo Estrangeiros
cada grupo tinha uma espécie de ‘caixa’ para assistência INTEGRALIDADE Integrar/Articular as ações de
aos funcionários
Prevenção, cura e reabilitação
Década de 30 = IAPs (Instituto de Aposentadorias e EQUIDADE Tratamento desigual
Pensões) a União passou a participar dessas ‘caixas’ (Era
(priorizando aquele que precisa
Vargas)
mais)
Década de 60 = INPS (Instituto Nacional da
Previdência Social) - militares (centralizadores) 
unificação dos Institutos. Como o controle passava a ser
ORGANIZACIONAIS/ OPERATIVOS
Nacional, os hospitais que foram construídos na década
DESCENTRALIZAÇÃO Divisão de poderes –
de 30 começaram a ficar sucateados. Nessa época
também foi gasta grande quantia de dinheiro com obras Nacional/Estado/Municípios
faraônicas. O dinheiro público financiou a expansão do cada um com seus papéis
REGIONALIZAÇÃO Municipalização da execução
sistema privado no Brasil.
1973 – Falência da previdência no Brasil. Em uma da saúde – Conhece melhor a
tentativa de melhor controle dos gastos, e de contornar a população
HIERARQUIZAÇÃO Posto/ hospital/ diálise >>
situação, é criado o INAMPS (instituto Nacional da
Assistência Médica e Previdência Social) – foi criado organizar os níveis de
um limite e um teto para cada procedimento ( Para um complexidade de assistência
hospital: Só pagava 50 hemogramas/ 50 Radiografias  (a porta de entrada deve ser
problema: códigos foram desviados para procedimentos através da atenção básica)
que pagavam mais) PARTICIPAÇÃO SOCIAL Inserção do povo no SUS
através de Conselhos e
Os problemas relacionados a saúde ... Conferências
RESOLUBILIDADE Resolver os problemas (em
 O acesso era restrito (tinha direito à saúde apenas
aqueles que pagavam por ela – INPS/INAMPS = cada nível de assistência e de
Plano de saúde do governo  Tinha direito quem forma integral)
era Descontado do salário  COMPLEMENTARIEDADE Contratar o privado ... Se
Desempregado/Informal não tinha direito) insuficiência do setor público
 Ênfase na cura (Construção de Hospitais) em resolver os problemas
 Ministérios (existia uma divisão ministerial muito (preferência: instituições
forte no Brasil. O Ministério da Saúde era filantrópicas e privadas não
responsável pelas ações preventivas – saneamento lucrativas)
básico e vacinação. Quem exercia as ações curativas
era a Previdência)
 Medicina Ditatorial (População não participava das Antes era apenas uma teoria fazendo parte da
decisões) constituição  Nasce em 88, mas não foi implantado
na prática, pois ninguém sabia como ia ser seu
Final do governo militar e início da década de 80  funcionamento  A EVOLUÇÃO/AMADURECIMENTO
As revoltas / discussões propondo uma mudança: do SUS ...  1990:
LEI 8.080 vínculo para a prova: funcionamento do SUS
REFORMA SANITÁRIA (Lei Orgânica – De funcionamento da saúde do Brasil)
Inicial: Plano CONASP (Município executa a saúde)/ Vigilância epidemiológica/sanitária/saúde do
AIS (Ações Integradas de Saúde – Abolir as divisões nos trabalhador/laboratórios e hemocentros  Cabe à
ministérios) direção: nacional/ estadual/ municipal
VIII Conferência Nacional de Saúde (1986) – lema da Nacional: define e formula políticas/ normas
reforma sanitária “Saúde, direito de todos, dever do Estado: controla/coordenar o que foi definido
Estado” Município: executa (coloca em prática)
SUDS (Sistema Único e Descentralizado de Saúde) –
1987 -Transição A direção Nacional pode executar?
SUS (Sistema Único de Saúde) – 1988 (Constituição) – Sim! Vigilância de portos, aeroportos (ANVISA) e
Criação – Buscar soluções para os prblemas de saúde fronteiras ... ou em situações inusitadas (Epidemias).
existentes
 E o setor privado?
 Para o acesso restrito >> UNIVERSALIZAÇÃO Pode atuar de forma livre e complementar
 Para a ênfase na cura >> INTEGRALIDADE (preferência: instituições filantrópicas e privadas não
EQUIDADE lucrativas, se preciso se contrata o privado lucrativo –
 Ministérios >> DESCENTRALIZAÇÃO Paga por serviço prestado/ Empresas estrangeiras
REGIONALIZAÇÃO / HIERARQUIZAÇÃO podem participar apenas mediante autorização nacional)
 Medicina ditatorial >> PARTICIPAÇÃO SOCIAL
MED – 13/04/2016 Felipe Abrantes
Lei 8.142 = complementa lei 8.080 – sobre gastos e  Gestão plena do sistema municipal >> atenção
participação popular (como o povo se insere em básica, média e alta complexidade
Conselhos e Conferências e como transferir dinheiro  Piso da atenção básica (PAB) –Todos tem que
para os municípios) fazer o básico
1. Transferência regular e automática – Não mais  Fixo (Valor/habitante/ano para cuidar da atenção
pela produção (Baseado no número de básica- Com Equidade na distribuição dos recursos)
habitantes  Fundo nacional para o municipal  Variável: saúde na escola, do adolescente, bucal,
de saúde) família, NASF, PMAQ (Programa de melhoria na
2. Conselhos e Conferências – Participação Popular atenção e qualidade da Atenção básica da saúde – Se
o 50% = usuários (Paritaria em relação ao conjunto do bons indicadores recebe mais), academias de saúde,
resto) consultórios de rua, atenção domiciliar, equipe
o 50% = profissionais de saúde (25%)/ multidisciplinar de apoio (ESF foi criado em 94 –
prestador/profissionais de serviço (12,5%)/ Época do boom do ESF foi com a criação do PAB
representantes do Governo (12,5%) variável) – De acordo com a necessidade da região

CONSELHOS (Fiscaliza): NOAS 2001/ 2002


 Fiscaliza/Controlam os gastos e a execução da (Norma Operacional da Assistência a Saúde)
saúde (Municipal/Estadual/Nacional de saúde – EQUIDADE NOS RECURSOS E NO ACESSO À SAÚDE
Tem em cada esfera) Regionalização Organizada – A partir da avaliação do
 Permanente papel de cada gestor/município foi criado as Regiões
 Deliberativo/Decidem (Não tem carater consultivo) de saúde (Conjunto de municípios delineados por
 Reunião mensal uma identidade territorial, cultural e geográfica e
que em cada região de saúde seja capaz de ter tudo –
CONFERÊNCIAS (Orgão idealizador): posto, urgência, hospital  Para cada região de
 Acontecem de 4 em 4 anos saúde se tem um município referência)
Acesso à saúde o mais próximo da residência para
 Convocadas pelo Executivo (Prefeito, Governador,
qualquer pessoa ...
Presidente) ou pelos Conselhos
Município referência = Recebe $ para média
 Avaliam a situação da saúde e criam diretrizes da
complexidade em relação aos outros habitante que tem
Política de Saúde dos próximos anos
ele como referência (Encaminhamento)
Alta complexidade é sempre através de autorização 
Criaram normas para lapidar o SUS:
Para procedimentos (APAC)
Ampliação da Atenção Ambulatorial (Evitar excesso
NOB 91 (Norma Operacional Básica) –SEM NOÇÃO! – Lei
de encaminhamentos)
para aguarda a adaptação dos municípios!
PAB ampliado (Ampliar as funções dos municípios
Centralizam a estão no nível Federal
menores em saúde por dinheiro a mais)
Municípios se comportam como prestadores
o Observação na urgência
Prestadores públicos e privados recebem dinheiro do MS
o Atendimento domiciliar (médico/ enfermeira)
de acordo com a produção
o Cirurgias ambulatoriais
o ECG, teste imun. De gravidez
NOB 92 (sem importância conceitual/ prática)
ROAS
NOB 93
Municípios  passam a ser os GESTORES
PACTO DE SAÚDE 2006
E tiveram que optar entre 3 formas de Gestão:
Pacto em DEFESA .. social/mais recursos para saúde
incipientes/ parcial/ semi-plena
Pacto de GESTÃO .. esferas
Transferência regular e automática pelo número de
Pacto pela VIDA ... saúde
cabeças que vivem na cidade  Problema para que vem
Saúde do idoso
de fora!
Ca de mama e de colo
Comissão Intergestores – Tentar resolver problemas
Mortalidade infantil e materna
após confusões devido ao repasse regular e
Doenças emergentes e endemias
automático
(Dengue, hanseníase, BK, malária e Influenza)
 Bipartite (Estadual): Estado, Município (COSEMS) –
Promoção à saúde (qualidade de vida)
Usar a comissão para pactuar e organizar confusões
Atenção Básica à saúde (PSF)
entre municípios do estado
.................................................................................................
 Tripartite (Nacional): MS, Estados (CONASS), 2008:
Municípios (CONASEMS) – Confusão entre
municípios de estados diferentes Saúde Mental (CAPS)
Saúde do homem ( CA de próstata e pulmão não
NOB 96 entram devido a dificuldades no rastreio efetivo)
 Poder pleno pelo município – Optar por 2 formas de Saúde do trabalhador
gestão: Pessoas com deficiência
 Gestão plena da atenção básica >> atenção básica Pessoas em risco de violência
(80% dos problemas de saúde) Hepatite e AIDS (Doenças endêmicas emergentes)
MED – 13/04/2016 Felipe Abrantes
Oral (bucal - 2011)  Adscrição de clientela (cadastramento das pessoas 
Função do ACS que tem que mora no local  Visitas
UBS, CAPS, UPA, Especial (Multirões de cirurgia) = domiciliares se necessário, busca de contactantes,
portas de entrada isolamento de casos)/ territorialização (Conhecer o
território  Atenção domiciliar) (Responsável no
território por uma média ideal = 3 mil/ máximo = 4 mil
PRINCÍPIOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA: pessoas)
Principais:
NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família) – Forma de
PRIMEIRO CONTATO resolver maior número de problemas em um território –
(porta de entrada do sistema de saúde  acessibilidade) Apoio com outros profissionais de nível superior
LONGITUDINALIDADE generalistas (Especialidades generalistas: GO, pediatra, to,
(acompanhamento do indivíduo ao longo do tempo, fisioterapia, nutrição, ed. Física, veterinário, psiquiatra,
conhece sua história  criação de vínculo com a psicologo) para auxiliar no atendimento da população.
Não é porta de entrada !
população)
NASF 1: Apoia 5 a 9 EFS, com mínimo de 5 profissionais (40h)
INTEGRALIDADE
e 200h/sem
(integral/ completo  atenção a todas as necessidades)
COORDENAÇÃO NASF 2: Apoia 3 a 4 ESF, com mínimo de 3 profissionais e
(integração do cuidado – Quando necessário encaminha o 120h/sem
paciente ao especialista – Referência e Contra-referência – NASF 3: Apoia 1 a 2 EFS, com mínimo de 2 profissionais e
Integra o cuidado com o que é feito no especialista) 80h/sem
Relação em que outros profissionais ou equipe apoiam a
Secundários: Equipe da saúde da família (= Referância e contra-Referência)
 MATRICIAMENTO
ENFOQUE FAMILIAR Obs.: quando houve o predomínio do modelo Bismarckiano
(.. na família  genograma – Entender o relacionamento da no Brasil?  Antes do SUS
família – >= 3 gerações) Depois do SUS  Beveridgiano
ORIENTAÇÃO COMUNITÁRIA
(contato com a comunidade – Palestras, decisões junto da Composição mínima de uma equipe de saúde da família: um
comunidade, Educação em saúde) Médico, um enfermeiro, um auxiliar ou técnico de enfermagem
COMPETÊNCIA CULTURAL e agentes comunitários de saúde.
(facilitar a relação)
Composição ampliada: composição mínima + um dentista, um
Conduta na AB é baseada no conhecimento médico e na técnico em higiene bucal e um auxiliar de consultório dentário
participação da comunidade, respeitando autonomia, decisão
em conjunto com o paciente  Visão reorientada – centrada na MÉTODO CENTRADO NA PESSOA (e não no sintoma)
pessoa e não no sintoma (visão biopsicossocial) (Evitar o  Percepção do problema (sentimentos,
modelo hospitalocêntrico, centrado na doença) expectativas)
 Entender a pessoa como um todo (história de
Portarias:
vida)
648 – 2006
 Sistematizar – Plano Conjunto
2488 – 2011
 Ser Realista (nem tudo de uma vez só... priorizar)
ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (Modelo de execução  Objetivar Prevenção
da atenção primária)  Aprofundar relação (empatia, compaixão,
cuidado)
2006 – foram estabelecidas algumas áreas estratégicas (ênfase
maior): MEDICINA DE FAMÍLIA
ÁREAS ESTRATÉGICAS =BK, hanseníase, HAS, DM, saúde Entender como aprendemos a medicina tradicional:
bucal, criança, mulher, idoso, desnutrição ... •Anatomia (Esqueleto da família): Genograma (Gráfico das
interações/ >= 3 Gerações)
As 8 características de prova Ecomapa (Família e o ambiente: escola, igreja,
 Princípios principais amigos, vizinhos, creche)
 Reabilitação também faz parte da atenção básica •Histologia (Aprofundar=Microscópico): Ciclos de Vida que
(Integralidade – Prevenção 4ª – Fisioterapia no NASF, essa família se encontra (Entendendo que uma família Evolua
emprego para uma pessoa) ao longo da vida)
 Integral – 40 horas semanais (médico pode 20 horas – Esperando que a família apresente ao longo da vida: Crises
Unico profissional que pode se vincular em 2 unidades de Evolutivas/Esperadas/Normativas (casamento, nascimento do
PSF) filho, filhos adolescentes, independência dos filhos) x
 Equipe (multidisciplinar) – No mínimo: 1 médico + 1 Imprevisíveis/Paranormativa (Morte de filho, desemprego,
enfermeiro + 1 auxiliar de enfermagem + 4 a 6 ACSs divórcio)
(agente comunitário de saúde) – atulamente: 1 ACS para •Fsiologia:
no máximo 750 pessoas APGAR: Questionário para avaliar satisfação de cada mem
 Acolhimento/ Respeitar a autonomia (participação da bro na família
comunidade/ direito de decisão da pessoa – Pactuação PRACTICE: Reunião para discutirem um problema, avaliar
com pessoa) como a família resolve um problema
 Reorientação (substitutivo)  centrado na pessoa FIRO: Avaliar as interrelações familiares que existem/
 ELEVADA complexidade - Diversos problemas com Sentimento nas relações do cotidiano – Inclusão (Pessoa é
necessidade de muito conhecimento (80% dos problemas) bem aceita ou não quer ser aceita na família)/Controle
/ BAIXA densidade – Não através de equipamentos, exames (Controla todos, quer ser controlada)/Intimidade (Afeto
mas através da medicina centrada na pessoa entre membros da família)
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Decreto 7508/2011 (Formalização das ROAS – Criaram as


regiões de saúde)

Região de Saúde (Quem monta é o estado, se tiver


municípios de estados diferentes- Pactuar nas comissões
intergestores): Espaço Geográfico/Agrupamento de
Municípios com identidade territorial, em que se resolve os
problemas por lá – Atenção Primária/ secundária e
hospitalar/urgência/Psicossocial/Vigilância

Contrato Organizativo de Ação Pública: Acordo entre os


municípios – Evitar trânsito de pacientes de maneira formal
para outras regiões de saúde, apesar da proximidade

Mapas de Saúde: Descrição geográfica de recurso humano e


ações de saúde – Mais detalhada (SUS e rede privada)

FINANCIAMENTO DO SUS
Seguridade Social  Orgão que financia Saúde e Previdência 
Quem alimenta: Contribuições sociais = COFINS (Contribuição
para o financiamento social), CSLL (Contribuição social do
lucro líquido das empresas) ..., CPMF  Parte para saúde e
parte para previdência
A principal fonte da Seguridade Social = desconto compulsório
sobre a folha de salário dos trabalhadores (INSS  Vai para
previdência)
** Desconto da folha de salários não entra na Saúde
“O financiamento do SUS é uma responsabilidade comum da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”
EC no. 29 (2000)  LEI 141 (2012)  EC 86 (2015)
UNIÃO: 15% da receita vai para a Saúde (até 2019)/
ESTADOS: 12%/ MUNICÍPIOS: 15%

Curiosidade do financiamento: 6 blocos de R$ (na saúde divide


em 6 blocos o dinheiro e não há transferância entre eles)
I. Atenção básica: PAB fixo e variável
II. Atenção média/ alta: SAMU, UPA, Tx, diálise (Recebe
mais verbas)
III. Vigilância da saúde: epidemiologia ambiental/ sanitária
1. Homem sempre à esquerda
IV. Ações farmacêuticas (Banca medicamentos, com
2. Paciente índice = Bolinha dentro da outra
participação da rede privada  Farmácia popular:
100% do valor de medicamentos apra 3 doenças:
HAS, DM, Asma e menos para outras)
V. Gestão do SUS
VI. Investimentos em saúde