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CADERNO DE ESTUDO

BIOLOGIA
10º Ano

Trabalho de Olga Silva Carvalho


Professora da escola secundária Santa Maria
Caderno de Estudo – Biologia 10º ano

INTRODUÇÃO

A Biologia desempenha um papel relevante na construção da sociedade e da cultura, pelo


que deve ser uma componente essencial na educação dos cidadãos. O seu ensino deve permitir
que os jovens compreendam aspetos da natureza da própria Ciência e da construção do
conhecimento científico. Ciência enquanto processo (o que os cientistas fazem e como o fazem),
corpo de conhecimentos, forma de entender a realidade e, sobretudo, atividade humana que não é
neutra. No atual contexto de desenvolvimento científico e tecnológico será impraticável e
contraproducente que o ensino vise apenas transmitir aos alunos conhecimentos específicos de
forma massiva, esquecendo que a sua principal função é contribuir para a educação geral dos
cidadãos. Fundamental será promover aprendizagens significativas que proporcionem e assegurem
a aquisição dos conceitos-chave de cada área científica.
O desenvolvimento da Biologia e da Geologia vai permitir dar resposta a muitas questões que
afetam o futuro da civilização. Entre elas, podemos destacar a produção e distribuição de alimentos,
o bem-estar do indivíduo, a preservação da biodiversidade, a manipulação do genoma humano e
dos outros seres vivos, o combate à doença e a promoção da vida, a escassez de espaços e
recursos, o problema da proteção ambiental e do desenvolvimento sustentável e muitas outras
questões que poderiam ser referenciadas e para as quais não basta encontrar respostas
tecnológicas.
É necessário, para além destas, uma mudança de atitudes por parte de cada indivíduo e da
sociedade em geral.

Adaptado do programa de Biologia/Geologia do MNE

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Trabalho de Olga Silva Carvalho - Escola Secundária de Santa Maria
Caderno de Estudo – Biologia 10º Ano

ÍNDICE

MÓDULO INICIAL – DIVERSIDADE NA BIOSFERA .................................................................................. 4


1. A BIOSFERA ...................................................................................................................................... 4
1.1. DIVERSIDADE ......................................................................................................................... 4
1.2. ORGANIZAÇÃO ....................................................................................................................... 5
1.3. EXTINÇÃO E CONSERVAÇÃO .............................................................................................. 7
2. A CÉLULA .......................................................................................................................................... 8
2.1. UNIDADE ESTRUTURAL E FUNCIONAL .............................................................................. 8
2.2. CONSTITUINTES BÁSICOS DOS SERES VIVOS ............................................................... 10

UNIDADE 1 – OBTENÇÃO DE MATÉRIA ................................................................................................. 20


1. OBTENÇÃO DE MATÉRIA PELOS SERES HETEROTRÓFICOS ................................................. 20
1.1. UNICELULARIDADE vs. PLURICELULARIDADE ............................................................... 20
1.2. INGESTÃO, DIGESTÃO E ABSORÇÃO ............................................................................... 25
2. OBTENÇÃO DE MATÉRIA PELOS SERES AUTOTRÓFICOS ..................................................... 26
2.1. FOTOSSÍNTESE .................................................................................................................... 27
2.2. QUIMIOSSÍNTESE ................................................................................................................. 28

UNIDADE 2 – DISTRIBUIÇÃO DE MATÉRIA ........................................................................................... 46


1. O TRANSPORTE NAS PLANTAS ................................................................................................... 46
1.1. TRANSPORTE NO XILEMA .................................................................................................. 46
1.2. TRANSPORTE NO FLOEMA ................................................................................................ 48
2. O TRANSPORTE NOS ANIMAIS .................................................................................................... 51
2.1. SISTEMAS DE TRANSPORTE E FLUIDOS CIRCULANTES ............................................. 51

UNIDADE 3 – TRANSFORMAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE ENERGIA PELOS SERES VIVOS .................. 65


1. FERMENTAÇÃO .............................................................................................................................. 65
2. RESPIRAÇÃO AERÓBIA ................................................................................................................. 67
3. TROCAS GASOSAS EM SERES MULTICELULARES .................................................................. 68
3.1. NAS PLANTAS ...................................................................................................................... 68
3.2. NOS ANIMAIS ........................................................................................................................ 68

UNIDADE 4 – REGULAÇÃO NOS SERES VIVOS ................................................................................... 89


1. REGULAÇÃO NERVOSA E HORMONAL EM ANIMAIS................................................................ 89
1.1. TERMORREGULAÇÃO ......................................................................................................... 91
1.2. REGULAÇÃO OSMÓTICA OU OSMORREGULAÇÃO........................................................ 91
2. HORMONAS VEGETAIS .................................................................................................................. 95
PROPOSTA DE CLASSIFICAÇÃO .................................................................................................... 110

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MÓDULO INICIAL – DIVERSIDADE NA BIOSFERA


O que acontece às dinâmicas que existem num ecossistema quando este é sujeito a alterações?

1. A BIOSFERA

1.1. DIVERSIDADE

A Biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas da Terra, ou seja, o termo biosfera designa o


conjunto dos seres vivos da Terra e seus habitats.
Os diversos sistemas naturais que existem à superfície da Terra diferem no clima, solo, vegetação,
vida animal e muitas outras caraterísticas. Por exemplo, o deserto difere da floresta e esta difere da
tundra e da pradaria. Também os recifes coralinos diferem de outras regiões marinhas, que, por sua
vez, são distintas dos rios e dos lagos. A biodiversidade ou diversidade biológica destes sistemas,
no seu sentido mais amplo, é entendida como a multiplicidade dos seres vivos presentes na biosfera
e pode exprimir-se em diferentes níveis:
Diversidade ecológica − refere-se à diversidade de comunidades presentes nos
diferentes ecossistemas.
Diversidade de espécies − é relativa à variedade entre espécies encontradas em
diferentes habitats do planeta.
Diversidade genética − inclui variedade genética dentro e entre populações
pertencentes à mesma espécie.
Quando falamos de biodiversidade referimo-nos, geralmente, à diversidade de espécies.
A diversidade de espécies de uma comunidade abrange duas componentes: uma é a riqueza em
espécies, ou seja, o número total de diferentes espécies da comunidade, e outra é a abundância
relativa das diferentes espécies, que diz respeito ao número de indivíduos de cada espécie. Duas
comunidades podem ter a mesma riqueza de espécies, mas apresentarem uma abundância relativa
muito diferente.
Pode considerar-se que a espécie corresponde a um conjunto de indivíduos, em regra
morfologicamente semelhantes, que podem cruzar-se entre si originando descendência
fértil. Especialmente em relação a bactérias e a plantas, há várias excepções a esta definição de
espécie, mas é ainda um conceito muito utilizado. São conhecidas cerca de dois milhões de
espécies, admitindo-se que este número represente uma pequena fração do número total de
espécies que existem no planeta. O ser vivo é um sistema aberto que utiliza energia e matéria do
meio, necessárias à sua manutenção e crescimento, reage a alterações do meio, reproduz-se e tem
constituição celular (podendo ser unicelular ou multicelular).

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1.2. ORGANIZAÇÃO

A diversidade da vida/biodiversidade pode ser organizada em vários níveis:


À escala global fica a biosfera, que abrange os seres vivos e todos os meios da Terra onde existe
vida. A biosfera inclui o nível de ecossistema, que engloba os organismos que vivem numa
determinada área, bem como os componentes abióticos do meio, tais como ar, água, solo, luz solar
e respetivas interações.
O conjunto de seres vivos de diferentes espécies, de um ecossistema e as relações que
estabelecem entre si constituem uma comunidade biótica. Numa comunidade interatuam animais,
plantas, toda a diversidade de organismos que nela, existe. Dentro da comunidade, um grupo de
seres vivos da mesma espécie que interatuam numa determinada área, num dado período de
tempo, constitui urna população.
A população é a unidade funcional que representa a espécie num ecossistema. Na hierarquia,
abaixo do nível população está o organismo.
Globalmente pode concluir-se que os diferentes processos que ocorrem nos ecossistemas
envolvem fluxos de energia e ciclos de nutrientes onde intervêm produtores,
consumidores e decompositores.

Organização biológica
1. Átomo – unidade fundamental de toda a matéria.
2. Molécula – estrutura de átomos.
3. Célula – unidade básica da vida.
4. Tecido – conjunto de células semelhantes, interdependentes, que realizam uma ou mais
funções no organismo.
5. Órgão – conjunto de tecidos que interatuam, realizando uma ou mais funções no organismo.
6. Sistema de órgãos – grupo de órgãos que, em conjunto, realizam determinadas funções
no organismo.
7. Organismo – grupo de vários sistemas de órgãos interdependentes, que funcionam como
um todo.
8. População – grupo de seres vivos da mesma espécie que vivem numa determinada área,
num dado período de tempo.
9. Comunidade – grupo de seres vivos de várias espécies que interactuam numa
determinada área, num determinado período de tempo.
10. Ecossistema – conjunto de seres vivos que vivem numa determinada área (biótopo) e das
interações recíprocas que entre eles se estabelecem (comunidade + biótopo).
11. Biosfera – subsistema que inclui todas as formas de vida existentes na Terra.

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Fluxo de Energia e Ciclo de Matéria


O Sol é a fonte primária de energia para a vida dos ecossistemas. As plantas captam a energia
luminosa e transformam-na em energia química, que fica contida nos compostos orgânicos
que elaboram. Pela fotossíntese, em presença da luz, utilizam dióxido de carbono (CO2), água
(H2O) e alguns sais minerais, que são substâncias inorgânicas, e com elas produzem
compostos orgânicos, que passam a fazer parte do seu próprio organismo. Por esse facto, as
plantas são consideradas seres produtores nos ecossistemas.
As plantas servem de alimento a numerosos seres vivos, que, por sua vez, são comidos por
outros. Os seres que se alimentam de matéria orgânica, a partir da qual produzem a própria
matéria orgânica que os constitui, denominam -se seres consumidores. Existem ainda nos
ecossistemas seres, como bactérias e fungos, que são decompositores. Estes seres
transformam a matéria orgânica dos cadáveres, dos excrementos e dos detritos vegetais e
animais em substâncias minerais, que retornam ao meio abiótico, podendo ser reutilizadas
pelos produtores – ciclo da matéria.
A energia que faz parte da matéria orgânica e que provém inicialmente do Sol é transferida ao
longo do ecossistema, quando o alimento passa através dos seres vivos, nas cadeias
alimentares. Todos os organismos libertam energia sob a forma de calor, que abandona o
ecossistema, não voltando a ele – fluxo de energia.
As relações alimentares podem representar-se por sequências de seres vivos, através dos quais o
alimento passa. Essas sequências constituem cadeias alimentares ou cadeias tróficas.

Figura 1

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O conjunto de organismos de um ecossistema que tem o mesmo tipo de alimentação constitui


um nível trófico. Assim, os produtores constituem o primeiro nível trófico e os diferentes
consumidores fazem parte de níveis tróficos sucessivamente mais elevados. Um
consumidor pode pertencer a várias cadeias alimentares e, por isso, pode ocupar diferentes
níveis tróficos.
Estabelecer redes tróficas (conjunto de cadeias alimentares) representa uma tentativa de
compreender as relações alimentares entre os componentes vivos de um ecossistema.
1.3. EXTINÇÃO E CONSERVAÇÃO

Desde que a vida surgiu na Terra, até à atualidade, ocorreram fenómenos de evolução, que
permitiram que a partir de seres unicelulares fosse criada uma enorme diversidade de organismos
com diferentes graus de complexidade.
Desde o surgimento das primeiras formas de vida até aos nossos dias, um sem número de espécies
terá surgido e quase outro tanto terá sido extinto. A extinção de espécies é assim um fenómeno
natural, que ocorre desde que a vida evoluiu.
A conservação das espécies baseia-se na procura das causas do declínio de espécies e no
desenvolvimento de esforços no sentido de travar esse declínio. Essa conservação das espécies e
do meio ambiente depende da nossa acção.

Conservação da Biodiversidade
A necessidade de proceder à conservação da biodiversidade é da maior importância, uma vez que
do bom funcionamento dos ecossistemas depende:
➢ A regulação do ciclo da água e da composição atmosférica;
➢ A manutenção da fertilidade dos solos;
➢ A prevenção da erosão dos solos;
➢ O Controlo de pragas na agricultura; etc.

As espécies constituem recursos naturais cruciais para o Homem (não nos é possível prever que
espécies nos poderão vir a ser úteis como fonte de alimentos e de medicamentos). Perder espécies
é perder genes únicos e empobrecer a biodiversidade.
O risco de extinção de espécies, com consequente perda da diversidade biológica, devido às
actividades humanas, conduziu à necessidade da conservação da biodiversidade. Esta tomada de
consciência tem levado muitos países, entre outras medidas, a criar zonas de protecção especial
ou áreas protegidas e à recuperação de áreas degradadas. As espécies podem ser ameaçadas
ou mesmo extintas devido a diversas causas, directa ou indirectamente devidas à acção antrópica,
de entre as quais se destacam:
➢ Sobrexploração de espécies, por colheita, caça ou pesca
➢ Destruição ou alteração do habitat;
➢ Introdução de novas espécies em áreas geográficas onde não existiam.

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2. A CÉLULA

2.1. UNIDADE ESTRUTURAL E FUNCIONAL

Todos os seres vivos são constituídos por células, por isso, ela é considerada a unidade estrutural
dos seres vivos; da função de cada célula, resulta o funcionamento do ser vivo.
Teoria Celular
➢ A célula é a unidade básica de estrutura e função de todos os seres vivos.
➢ A célula é a unidade de reprodução, de desenvolvimento e de hereditariedade de todos os
seres vivos.
➢ Todas as células provêm de outras células.

Organização Celular
➢ Células procarióticas: não apresentam um núcleo individualizado nem organelos
membranares. A informação genética está contida numa molécula de DNA, também
chamada nucleóide (Fig 2). Este DNA não está associado a proteínas ao contrário do DNA
das células eucarióticas.

1- DNA/nucleóide
2- Ribossoma
3- Membrana plasmática
4- Parede celular
5- Bainha gelatinosa
6- Lamela fotossintética (com clorofila)

Figura 2: Cianobactéria

➢ Células eucarióticas: possuem núcleo organizado e individualizado ou seja delimitado pela


membrana nuclear, e muitos organelos membranares no citoplasma.
Células eucarióticas animais e vegetais: as células vegetais possuem parede celular,
plastos (cloroplastos, entre outros) e vacúolos que vão aumentando com a idade, as células
animais não têm plastos nem parede celular e os seus vacúolos (quando existentes) são
pouco desenvolvidos.

Ultraestrutura da célula eucariótica

• Membrana celular/membrana
plasmática – constituinte celular que
regula as trocas entre o meio intracelular
e o meio extracelular.
• Citoplasma – constituinte celular onde se
encontram vários organelos responsáveis
por diversas atividades celulares. O
citoplasma apresenta uma massa
semifluida, aparentemente homogénea, o
hialoplasma.

Figura 3: Célula eucariótica animal

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• Mitocôndrias – organelo celular onde ocorrem importantes fenómenos de respiração aeróbia,


constituindo locais de intensa produção de ATP (energia).
• Complexo de Golgi – conjunto de sáculos achatados associado a vesículas esféricas.
Armazena substâncias para secreção; produz os lisossomas.
• Lisossomas – pequenas vesículas esféricas que se destacam do complexo de Golgi e onde se
acumulam enzimas digestivas (digestão intracelular).

• Retículo endoplasmático – é uma via


de comunicação no interior das células. É
constituído por uma extensa rede de
canais, distribuídos no hialoplasma.
• Retículo endoplasmático rugoso –
ocorre a síntese de proteínas no exterior
da sua membrana, onde se encontram
ribossomas e faz transporte de proteínas.
• Ribossomas – organelos não
membranares que fazem a síntese
proteica. Podem estar à superfície do
retículo endoplasmático rugoso.

Figura 4: Célula eucariótica vegetal

• Vacúolos – são cavidades delimitadas por uma membrana e que contêm geralmente água
com substâncias dissolvidas, absorvidas pela célula ou elaboradas por ela. Existem
vacúolos específicos para a digestão e osmorregulação. Ex. vacúolos digestivos e
vacúolos contráteis (fazem a osmorregulação).
• Plastos – grupo de organelos, que só se encontram nas células das algas e das plantas,
onde ocorrem diversos tipos de metabolismo: Cloroplastos: são organelos, que contêm
pigmentos fotossintéticos, nomeadamente clorofilas e onde ocorre a fotossíntese.
• Núcleo – organelo celular que contém a informação genética e que regula as atividades
celulares. Está delimitado por um invólucro ou membrana nuclear.
• Parede celular - constituinte presente na maior parte das células, colocado exteriormente à
membrana celular. Nas plantas e em algumas algas é celulósica.

Microscopia
Os microscópios são instrumentos utilizados para observar pormenores de um objeto ou observar
pequenos objetos.
As células são estruturas apenas visíveis ao microscópio.
Para se poderem observar, coloca-se material biológico entre lâmina e lamela de vidro, numa gota
de líquido (preparação microscópica).

Caraterísticas da Imagem do Microscópio


A imagem dada pelo microscópio é maior que o objeto, virtual, invertida, simétrica e desloca-
se em sentido oposto ao do movimento da preparação.

Ampliação do Microscópio
Objetiva: conjunto de lentes colocada na extremidade do tubo mais próxima do objeto,
Ocular: conjunto de lentes colocada na extremidade do tubo, mais próxima do olho do
observador.

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Cada objetiva e cada ocular têm gravado um número que indica o seu poder de ampliação.
Ampliação total do microscópio. Se por exemplo, o poder ampliador da ocular for de 10x e o
poder ampliador da objectiva for de 40x, a ampliação total é de 400x.
Observações ao microscópio (exemplo)
Ampliação do Microscópio A: 100 x
Ampliação do Microscópio B: 400x
Maior nº de células observadas: Microscópio A
Maior pormenor das células: Microscópio B

2.2. CONSTITUINTES BÁSICOS DOS SERES VIVOS

Compostos inorgânicos – água e sais minerais.


Compostos orgânicos – glícidos, lípidos, prótidos e ácidos nucleicos.

Água
➢ Intervém nas reações químicas, sendo um metabolito essencial.
➢ Atua como meio de difusão de muitas substâncias.
➢ Regulador de temperatura.
➢ Intervém em reações de hidrólise.
➢ Excelente solvente (“solvente universal”).

Compostos Orgânicos

Os compostos orgânicos são moléculas grandes e complexas. São frequentemente polímeros, ou


seja, são cadeias de unidades básicas (monómeros). Através de reações de condensação, os
monómeros ligam-se entre si, libertando uma molécula de água em cada ligação, podendo formar
cadeias cada vez maiores, originando polímeros/ macromoléculas. Através de reações de
hidrólise, os monómeros podem separar-se uns dos outros. Por cada reação de hidrólise é reposta
uma molécula de água.

Figura 5: Reações de condensação e hidrólise

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Compostos Orgânicos:
I. Hidratos de carbono - Glícidos
São compostos ternários de carbono (C), hidrogénio (H) e oxigénio (O), nos quais o hidrogénio
e o oxigénio estão geralmente combinados nas mesmas proporções que na água (2:1); daí o nome
hidratos de carbono.
A fórmula geral dos glícidos é (CH 2O)n.
Os glícidos comportam três grandes grupos: os monossacarídeos, os dissacarídeos e os
polissacarídeos.
1 – Monossacarídeos
São os glícidos mais simples, constituídos apenas por uma unidade ou monómero. As suas
moléculas são as unidades de composição das moléculas dos restantes glícidos.
Consoante o número de carbonos podem ser: pentoses (5C), hexoses (6C) ou heptoses (7C).
A glicose é o composto em C6 mais comum na Natureza, e está relacionado com a respiração
celular.
As pentoses mais frequentes nos seres vivos são a ribose e a desoxirribose que entram na
composição dos ácidos nucleícos, RNA e DNA.
2 – Dissacarídeos
São hidratos de carbono resultantes da ligação de 2 moléculas de monossacarídeos. A ligação
entre as moléculas dos monossacarídeos chama-se ligação glicosídica e estabelece-se pela
remoção de uma molécula de água (reação de condensação).
Duas moléculas de monossacarídeos reagem entre si para formarem um dissacarídeo com
libertação de uma molécula de água.
3 – Polissacarídeos – polímeros
Os glícidos mais importantes são os polissacarídeos. São polímeros de monossacarídeos
(monómeros) - normalmente a glicose.
Funções dos Polissacarídeos
Podem desempenhar funções de reserva ou estrutural.
• Polissacarídeos de reserva: Têm como função fornecer energia, como por exemplo o
amido existente nas células vegetais, e o glicogénio que se localiza no fígado e nos
músculos dos animais.
• Polissacarídeos estruturais: Têm função essencialmente de suporte. São exemplos
principais a celulose e a quitina.
Celulose - É o principal constituinte das paredes celulares das plantas.
Quitina – É o principal constituinte do exoesqueleto dos insetos e crustáceos. Pode também
fazer parte da constituição da parede das células de fungos.

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II - Prótidos
São compostos quaternários constituídos por carbono (C), oxigénio (O), hidrogénio (H), e azoto
(N), podendo conter outros elementos como o enxofre (S).
Classificam-se em: A – aminoácidos; B – peptídeos; C - proteínas.
A – Aminoácidos
São as unidades estruturais dos peptídeos e das proteínas. Têm um radical ácido ou carboxilo
(COOH) e um radical amina (NH2).
Conhecem-se muitos aminoácidos, mas apenas 20 entram na constituição das proteínas dos seres
vivos.
B – Proteínas – Polímeros de aminoácidos
➢ As proteínas podem classificar-se ainda quanto à sua função biológica: Estrutural e Reserva
➢ Como são macromoléculas só entram (Endocitose) ou saem das células (exocitose) em
vesículas membranares.
➢ São macromoléculas formadas por um número elevado de aminoácidos (100 a 2000).
Possuem uma ou mais cadeias polipeptídicas constituindo uma estrutura tridimensional.
➢ Por hidrólise dá-se a rutura das ligações peptídicas, ficando a molécula desdobrada nos
aminoácidos constituintes.
As proteínas podem apresentar na sua molécula vários níveis estruturais:
Estrutura primária: sequência linear dos aminoácidos unidos por ligações peptídicas;
Estrutura secundária: enrolamento em hélice da cadeia peptídica da estrutura primária. É
devida à interacção dos resíduos dos aminoácidos próximos que estabelecem entre si pontes
de hidrogénio;
Estrutura terciária: resulta do enrolamento da cadeia em hélice da estrutura secundária sobre
si própria.
Estrutura quaternária: resulta da associação numa única molécula proteica de duas ou mais
cadeias polipeptídicas, cada uma delas com a sua própria estrutura terciária. Ex. hemoglobina
do sangue.
Funções das proteínas
• São os constituintes estruturais dos seres vivos, embora possam ter função de reserva
como a ovalbumina no ovo e caseína do leite.
• Transportam O2, catalisam reações, intervêm na defesa do organismo.

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III. Lípidos
São compostos ternários de carbono (C), hidrogénio (H), e oxigénio (O), podendo ter outros
elementos como o Fósforo.
A – Triglicéridos – Gorduras
Resultam da reação entre uma molécula de glicerol (álcool) e três moléculas de ácidos gordos.
A ligação que se estabelece entre o glicerol e o ácido gordo, designa-se por ligação éster.
Os triglicéridos encontram-se armazenados nas células, constituindo importantes reservas de
energia.
B – Fosfolípidos
São lípidos que contêm fósforo sob a forma de ácido fosfórico. Os fosfolípidos são moléculas
polares. Possuem uma parte hidrofílica que é solúvel na água, e constitui a zona carregada
eletricamente, (zona polar do fosfolípido). A zona hidrofóbica formada pelas cadeias dos ácidos
gordos, é insolúvel na água e forma a parte não polar do fosfolípido.
Quando as moléculas possuem uma zona hidrofóbica e outra hidrofílica denominam -se
anfipáticas.

Funções dos lípidos


• São importantes constituintes das membranas celulares, como os fosfolípidos e o colesterol
(função estrutural).
• Também têm função de reserva na forma de triglicéridos, sobretudo nos Vertebrados.

Figura 6: Representação de um fosfolípido

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IV - Ácidos nucleicos: DNA e RNA

As células possuem dois tipos de ácidos nucleicos: ácido desoxirribonucleico (DNA) e ácido
ribonucleico (RNA). Estes compostos são macromoléculas constituídas por unidades estruturais –
nucleotídeos (monómeros), que têm outras moléculas mais simples a constituí-los.
Segundo Watson e Crick, o DNA é um polímero constituído por duas cadeias polinucleotídicas
enroladas em hélice, constituídas por um esqueleto de unidades de desoxirribose, unidas entre si
por grupos fosfato (ligações fosfodiéster) e tendo lateralmente, as bases.
A ligação entre as duas cadeias faz-se através de ligações de hidrogénio, entre as bases em que
a Adenina se liga à Timina e a Guanina à Citosina.
As duas cadeias dizem-se por isso complementares. Elas são também antiparalelas pois têm
uma orientação em sentido inverso. Assim, se numa cadeia, a sequência de bases for
3’ACGCTT 5´ na outra cadeia haverá uma sequência de bases 5´TGCGAA 3´.
Como os grupos fosfato, o açúcar e as bases se repetem em todos os seres vivos, o que torna estas
moléculas diferentes umas das outras é a sequência das bases que é diferente de espécie para
espécie.
Amostras de DNA mostram um número de moléculas de Timina idêntico ao de Adenina e do mesmo
modo, o número de moléculas de Guanina igual ao de Citosina; daí poder definir-se a equação:
A+G = T+C.
O RNA apresenta uma estrutura idêntica à do DNA: uma cadeia polinucleotídica, constituída por um
esqueleto de unidades de ribose, unidas entre si por grupos fosfato e tendo lateralmente, as
bases: Adenina, Uacilo, Guanina e Citosina.
Os 3 tipos de RNA: RNA de tranferência (RNAt), RNA mensageiro (RNAm) e RNA ribossómico
(RNAr), diferem entre si na estrutura e na função.
O DNA autoduplica-se (replicação) e serve de "molde" para a síntese do RNA (transcrição).

Diferenças entre as moléculas de ácidos nucleicos

Ácidos
Nº. de cadeias Açúcar Bases
nucleicos

RNA 1 Ribose A; C; G; U
DNA 2 Desoxirribose A; C; G; T

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AUTOAVALIAÇÃO

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GRUPO I

A Figura 1 representa, esquematicamente, um conjunto de relações alimentares que se


estabelecem entre seres vivos de um ecossistema.

Figura 1

1. Selecione a alternativa que completa a frase seguinte, de modo a obter uma afirmação correta.
Se a população de gafanhotos sofresse uma diminuição brusca no número de indivíduos, diminuiria
a população de…
(A) … estorninhos.
(B) … ratos.
(C) … cobras.
(D) … aranhas.

2. Refira o nome do conjunto representado.

3. Comente a afirmação: "Nos Ecossistemas, a matéria circula e a energia flui."

4. Um economista ambientalista dos Estados Unidos concluiu que as árvores têm muito mais valor
vivas do que abatidas para venda. “Se considerarmos que a duração média de vida de uma árvore
pode ser de 50 anos, neste período de tempo ela seria responsável pela produção de oxigénio no
valor de 31 250 dólares e de 62 500 dólares, no controlo da poluição. Se tivesse sido abatida para
que a sua madeira fosse vendida não renderia mais que 590 dólares.”

4.1 Comente o texto anterior, referindo-se à interação atmosfera-biosfera.

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5. As biomoléculas são compostos complexos que se podem encontrar em todos os seres vivos.

5.1. Relacione cada um dos polissacarídeos da coluna I com uma das funções, referidas na coluna II:
Coluna I Coluna II
1– amido A – reserva glicídica dos animais
2– glicogénio B – estrutura as células vegetais
3– celulose C – reserva glicídica dos vegetais
4– quitina D – revestimento de alguns animais
E – estrutura a parede das células procarióticas

5.2. Os ácidos nucleicos, DNA e RNA, intervenientes em vários aspetos da vida celular, são
compostos químicos extremamente importantes. Foi feita a análise química, quantitativa das bases
azotadas que constituem estas macromoléculas e que constam da tabela seguinte:

Adenina Citosina Guanina Timina Uracilo


A 40,2 30,5 30,2 40 -
B 20 18 30 - 17,7
Tabela 1
5.2.1 Analise os dados da tabela e identifique as moléculas A e B.

5.2.2 Justifique, com base nos dados anteriores, o modelo estrutural do DNA.

5.2.3 A hidrólise do DNA e RNA produz moléculas mais simples a partir das quais se pode identificar
o DNA e o RNA. Justifique.

5.2.4 Como se chama a unidade estrutural da molécula dos ácidos nucleicos?

6. Selecione a alternativa que preenche os espaços na frase seguinte, de modo a obter uma
afirmação correta.
Da matéria ______ que circula numa teia alimentar fazem parte ______, compostos ricos em azoto.
(A) orgânica (…) os glícidos
(B) inorgânica (…) os glícidos
(C) inorgânica (…) as proteínas
(D) orgânica (…) as proteínas
7. Considere o modelo proposto por Watson e Crick. Classifique as afirmações de Verdadeiras ou
Falsas
AFIRMAÇÕES
I- A molécula de DNA é constituida por desoxirribose, grupos fosfato e bases azotadas.
II - A molécula de DNA é constituida por bases azotadas, sendo a timina a emparelhar com a
citosina.
III - A molécula de DNA é formada por uma única cadeia polinucliotídica.
IV - Na molécula de DNA existe um emparelhamento específico de bases.
V - Na molécula de DNA a timina forma com a adenina ligações de hidrogénio, enquanto entre
a citosina e a guanina se formam ligações fosfodiéster.
VI - As cadeias de DNA são antiparalelas.
VII - A molécula de RNA é formada por uma única cadeia polinucliotídica.
VIII - A molécula de RNA é formada por uma cadeia enrolada em hélice.
8. Considere a estrutura molecular dos fosfolípidos. Explique por que razão, estas moléculas se
dispõem em duas camadas simétricas, uma em relação à outra, na membrana plasmática.

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9. Estabeleça a correspondência entre cada uma das afirmações e uma das letras da chave.

AFIRMAÇOES: CHAVE:
1 – Possui organitos que podem armazenar pigmentos. A - célula procariótica
2 – Existe material hereditário "disperso" no citoplasma. B - célula eucariótica vegetal
3 – A fotossíntese ocorre em cloroplastos. C - ambas as células
4 – Tem parede celular. D - nenhuma das células
5 – Possui uma organização simples.
6 – Possui apenas uma membrana flexível.

10. A célula procariótica carateriza-se por:


(A) Ter núcleo individualizado.
(B) Apresentar um sistema endomembranoso desenvolvido.
(C) Não apresentar membrana nuclear.
(D) Não possuir parede celular.

11. Classifique as afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F):


A - As proteínas são constituídas por aminoácidos.
B - Os lípidos desempenham função estrutural, na célula, tendo na sua constituição
moléculas de ácidos gordos.
C - Os glícidos são compostos de C, H e N.
D - Todas as proteínas são moléculas com função catalítica.
E - As proteínas constituem a principal fonte de energia da célula.

12. Suponha que um determinado organismo tem, na constituição do seu DNA, 14% de
nucleótidos de adenina.

Determine as percentagens relativas dos restantes nucleótidos de DNA.

Na resposta, deve explicitar o seu raciocínio, fazendo referência à estrutura do DNA.

13. Faça corresponder cada uma das descrições relativas aos níveis de organização biológica
expressas na coluna A, à respetiva designação, que consta da coluna B.

COLUNA A COLUNA B
(1) Conjunto de ostras da mesma espécie que habita na Ria (a) Biosfera
Formosa. (b) Comunidade
(2) Conjunto de todos os seres vivos que vive numa determinada (c) Ecossistema
zona lagunar. (d) Espécie
(3) Conjunto de ostras que se reproduzem entre si, originando (e) Organismo
descendentes férteis. (f) Órgão
(4) Conjunto de células idênticas da larva responsável pela (g) População
produção da concha larvar. (h) Tecido
(5) Conjunto de seres vivos de uma zona estuarina que interagem
entre si e com o meio.

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UNIDADE 1 – OBTENÇÃO DE MATÉRIA


Que mecanismos garantem a obtenção de matéria pelos seres vivos?

1. OBTENÇÃO DE MATÉRIA PELOS SERES HETEROTRÓFICOS

1.1. UNICELULARIDADE vs. PLURICELULARIDADE

Existem seres vivos mais simples (unicelulares) e outros mais complexos. Pensa-se, que os
primeiros seres vivos que se formaram, foram células procarióticas que evoluíram, tendo originado
as células eucarióticas. Estas células são bastante complexas e associaram-se em tecidos
originando seres multicelulares.
O aparecimento da multicelularidade só foi possível, porque os seres vivos (sistemas abertos)
desenvolveram sistemas de órgãos (de transporte, digestivo, excretor, respiratório, etc) que
permitem o transporte de nutrientes do meio externo para as células e dos produtos de
metabolismo/substâncias tóxicas, para o meio externo.
Nos seres multicelulares mais complexos, a distância entre as células e o meio externo é reduzida,
porque o sangue (meio interno) comunica com o meio externo ao nível do sistema digestivo e
respiratório, por exemplo.

Permuta de matéria entre as células e o meio – ultra-estrutura da membrana celular


A membrana plasmática ou citoplasmática está presente em todas as células. Estruturalmente, a
membrana plasmática é constituída por uma bicamada fosfolipídica e grandes moléculas
proteicas, assim como glícidos ligados às proteínas (glicoprótidos) ou ligados aos fosfolípidos
(glicolípidos).
De acordo com o modelo de Singer, também designado por mosaico fluido, os fosfolípidos
dispõem-se paralelamente entre si, com as partes hidrofílicas voltadas para os lados externos da
membrana e as partes hidrofóbicas, voltadas para o lado interno; (a esta disposição dá-se o nome
de bicamada), estando as proteínas dispostas de um modo irregular nessa bicamada. Os glícidos
estão localizados na membrana externa da célula.

As proteínas existentes nas membranas são de dois tipos:


➢ extrínsecas ou periféricas, que são de natureza hidrofílica e ligam-se às cabeças polares
dos fosfolípidos
➢ intrínsecas ou integradas que podem atravessar a membrana e constituem um meio de
comunicação entre o exterior e o interior da célula.
Entre as moléculas da membrana, existem movimentos que fazem com que ela seja fluida e que
permitem a passagem de substâncias.

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Figura 1

Funções da membrana
➢ Protege a célula e delimita-a, dando-lhe uma certa forma.
➢ Recebe informações do meio extracelular.
➢ Regula todas as trocas de substâncias entre o meio intra e extracelular, mantendo assim a
constituição caraterística do citoplasma.
➢ Mantém relações estruturais com as células vizinhas nos seres pluricelulares.
➢ É porosa e seletiva. Ao controle de entrada e saída de materiais na célula dá-se o nome de
permeabilidade celular.

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TRANSPORTE DE SUBSTÂNCIAS ATRAVÉS DA MEMBRANA

TRANSPORTE NÃO MEDIADO: ocorre através dos espaços intermoleculares da


membrana plasmática ou de canais hidrofílicos de aquaporinas, no caso da água que não atravessa
a bicamada fosfolipídica, que é hidrofóbica.
1. OSMOSE
➢ Difusão da água através de uma membrana semipermeável
➢ A água movimenta-se no sentido de maior concentração de iões - meio hipertónico.
➢ É um processo físico que ocorre sempre que a célula está num meio com diferente pressão
osmótica / concentração de solutos.

Meio hipertónico – pressão osmótica elevada


Meio hipotónico – pressão osmótica baixa
Meio isotónico – pressão osmótica igual, dentro e fora da célula (neste caso o movimento
de água que sai compensa o que entra, mantendo-se o equilíbrio osmótico)
Fenómenos osmóticos
Quando as células animais estão colocadas num meio hipertónico (D), a água movimenta-se
para o meio extracelular, por osmose, na tentativa de igualar as concentrações dentro e fora da
célula; isso conduz à diminuição do volume do conteúdo celular por retração celular (perda de água).
Este fenómeno denomina-se plasmólise.
Nas células animais colocadas num meio hipotónico (B) ou (C), a movimentação da água para o
interior da célula, vai provocar um aumento do seu volume, conduzindo à turgescência (B).
A turgescência em células animais pode conduzir à rutura da membrana celular - lise celular (C).

Figura 2: Fenómenos osmóticos em células animais

Nas células vegetais a plasmólise vai provocar uma diminuição do tamanho dos vacúolos, sem
alteração do tamanho da célula, devido à existência da parede celular que é rígida.

Figura 3: Fenómenos osmóticos em células vegetais

A turgescência provoca o aumento do tamanho dos vacúolos e do volume citoplasmático. Não se


dá a lise celular devido à parede celular que exerce uma pressão (pressão de parede) que contraria
a pressão de turgescência.

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2. DIFUSÃO SIMPLES
➢ É um processo espontâneo.
➢ Ocorre a favor do gradiente de concentração (do meio de maior concentração para o de
menor concentração).
➢ Não há gasto de energia.
➢ Não envolve agentes mediadores do transporte.

TRANSPORTE MEDIADO: Ocorre com intervenção de proteínas transportadoras


da membrana - permeases ou translocases.

3. DIFUSÃO FACILITADA – Exemplo: transporte de glicose.


➢ É o movimento de substâncias através da membrana a favor do gradiente de concentração.
➢ Não há consumo de energia.
➢ A velocidade de transporte é elevada comparando com a da difusão simples e atendendo
à dimensão das moléculas.
➢ Esta velocidade aumenta quando a concentração da substância também aumenta, mas a
partir de um certo ponto mantém-se constante - cinética de saturação.
➢ As permeases possuem um centro ativo, onde se liga a substância a transportar.
➢ Desligam-se da substância transportada ficando aptas no fim do processo, a transportar
nova molécula.
➢ São afetadas pela temperatura.

4. TRANSPORTE ATIVO
➢ Movimento de substâncias contra o gradiente de concentração
➢ Há consumo de energia metabólica - ATP.
➢ Tem cinética de saturação
➢ As permeases possuem um centro ativo, onde se liga a substância a transportar.
➢ Desligam-se da substância transportada ficando aptas no fim do processo, a transportar
nova molécula.
➢ São afetadas pela temperatura e por substâncias que impedem a célula de formar energia
(inibidores metabólicos).

O transporte ativo permite manter as diferenças de tonicidade/concentrações iónicas entre o


meio externo e o meio interno da célula.

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5. TRANSPORTE DE MACROMOLÉCULAS

5.1 - ENDOCITOSE
As células podem também transferir para o seu interior grandes quantidades de moléculas sob
a forma sólida ou líquida, em estruturas próprias (vesículas endocíticas).
➢ Se as moléculas transportadas forem sólidas, o movimento toma o nome de fagocitose (Ex.
inclusão de uma bactéria por um leucócito);
➢ Se as substâncias transportadas forem partículas líquidas, denomina-se pinocitose (Ex:
inclusão de uma macromolécula).

5.2. EXOCITOSE
Saída da célula, de macromoléculas, em estruturas próprias (vesículas membranares). Ex:
secreção de uma enzima, neurotransmissor, hormona ou de outras macromoléculas.

Figura 2 – Endocitose e exocitose

Apesar do meio extracelular variar constantemente, o meio intracelular mantém-se constante; a esta
constância do meio interno dá-se o nome de homeostasia.
A célula é um sistema biológico aberto, pois estabelece continuamente trocas com o meio
externo; não só dá entrada a substâncias necessárias ao metabolismo celular, como dá saída aos
produtos tóxicos provenientes desse mesmo metabolismo. Estas trocas são efetuadas pela
membrana plasmática, através dos diferentes tipos de transporte já referidos; daqui a sua grande
importância apesar de ter outras funções também já referidas.

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1.2. INGESTÃO, DIGESTÃO E ABSORÇÃO

INGESTÃO – consiste na introdução dos alimentos no organismo, através da boca ou na entrada


de macromoléculas na célula, através da membrana (endocitose).

DIGESTÃO – conjunto de transformações dos alimentos que leva à formação de moléculas


pequenas, solúveis e absorvíveis.
➢ Digestão intracelular - A digestão realiza-se dentro das células em vacúolos digestivos
por ação de enzimas dos lisossomas; estes formam-se a partir de vesículas do Complexo
de Golgi.
➢ Digestão extracelular - no interior duma cavidade ou de um tubo digestivo, por ação de
enzimas, libertadas por exocitose, das células glandulares.
No primeiro caso, a variedade de alimentos é limitada uma vez que as células só podem
fagocitar partículas muito pequenas. Assim, no Reino Animal, a digestão extracelular acabou
por predominar.

ABSORÇÃO – processo de passagem das substâncias resultantes da digestão para o meio interno.

Figura 3

Na Hidra, e na Planária a digestão é intracelular (em vacúolos digestivos) e extracelular (na


cavidade gastrovascular); o tubo digestivo tem uma única abertura, a boca – tubo digestivo
incompleto.
Na planaria a cavidade gastrovascular ramifica - se ao longo do corpo do animal, para distribuir
os nutrientes pelas células, já que não tem sistema de transporte. Os alimentos que entram no tubo
digestivo ficam sujeitos à ação de enzimas produzidas por células glandulares do seu revestimento
interno (digestão extracelular). Também aqui, parte do alimento não digerido pode passar para as
células que formam o revestimento, onde se dá uma digestão intracelular.
A digestão passa a ser apenas extracelular quando o tubo digestivo é completo, isto é, com duas
aberturas: a boca, por onde entram os alimentos e o ânus por onde saem os resíduos.

Vantagens do sistema digestivo completo e em tubo:


➢ O alimento ingerido não se mistura com os dejetos;
➢ O animal pode ingerir ao mesmo tempo que faz a digestão;
➢ A digestão é feita de um modo fracionado e sequencial;
➢ Há assim, um maior aproveitamento dos nutrientes.

No homem, a digestão começa na boca (amido) e no estômago (proteínas e lípidos).


É no intestino delgado (figura 4) que ocorre a parte final da digestão e a absorção da maior parte
dos produtos formados. O maior aproveitamento dos nutrientes é assegurado por uma grande
superfície de absorção: o tubo é longo e toda a sua superfície interna tem numerosas vilosidades;
além disso, o epitélio que o reveste apresenta células com microvilosidades.

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No duodeno abrem os canais de duas grandes glândulas digestivas, o fígado e o pâncreas.


A progressão dos alimentos ao longo do tubo digestivo, a partir do esófago, faz-se por acção dos
músculos - movimentos peristálticos.

Figura 4 – Pormenor do duodeno

2. OBTENÇÃO DE MATÉRIA PELOS SERES AUTOTRÓFICOS


Os seres vivos autotróficos como as plantas, algas e algumas bactérias utilizam matéria mineral /
inorgânica (CO2) e transformam-na em matéria orgânica (glicose).
➢ Fotossíntese – usam uma fonte de energia luminosa (sol) e é realizada por seres
fotoautotróficos.
➢ Quimiossíntese – usam uma fonte de energia química e é realizada por seres
quimioautotróficos.

Reações Metabólicas nos Seres Vivos


Os seres vivos possuem enzimas que permitem a realização de reações químicas. As enzimas
fazem baixar a energia de ativação que é a energia necessária para iniciar uma reação.
As reações que ocorrem nos seres vivos são mais eficientes do que as que ocorrem em laboratório,
sendo menor a perda de energia sob a forma de calor. Esta eficiência deve-se principalmente ao
facto de as reações ocorrerem em sequência, de tal modo que o produto de uma reação serve de
reagente para a reação seguinte. A libertação de energia faz-se por etapas, gradualmente, de modo
a evitar o aumento brusco da temperatura.
➢ Reações anabólicas: reagentes mais simples originam compostos mais complexos.
➢ Reações catabólicas: reagentes mais complexos originam compostos mais simples.

Transferência da Energia nas Reações que Ocorrem nos Sistemas Biológicos


Nos sistemas biológicos a molécula de ATP desempenha um papel muito importante nas
transferências de energia, estando constantemente a ser sintetizada e a ser hidrolisada; é o
principal transportador de energia na célula.
➢ A hidrólise do ATP está associada a reações anabólicas (endergónicas, ex: síntese
proteica).
➢ A síntese do ATP associa-se a reações catabólicas (exergónicas, ex: respiração aeróbia e
fermentação).

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Reações de oxiredução – reações em que uma molécula perde eletrões e se oxida, ficando a
molécula que aceita os eletrões, reduzida.

2.1. FOTOSSÍNTESE

Formação de compostos orgânicos (glicose e outros), a partir de carbono inorgânico (CO 2), H2O
e energia luminosa, por seres vivos que possuem clorofilas e outros pigmentos fotossintéticos;
ocorre nos cloroplastos das células eucarióticas e nas lamelas/citoplasma das células procarióticas
- cianobactérias.
Os cloroplastos apresentam uma série de membranas empilhadas (tilacóides) onde se localizam os
pigmentos fotossintéticos. Estes tilacóides estão no interior do estroma, local do cloroplasto onde
ocorrem as reações do ciclo de Calvin.

Figura 6

REAÇÕES FOTOQUÍMICAS – ocorrem nos tilacóides dos cloroplastos


➢ Absorção de energia luminosa pelos pigmentos fotossintéticos (clorofilas e carotenóides)

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➢ Oxidação das clorofilas (perda de eletrões)


➢ Oxidação da H2O (2H+, 2e-, O2)
➢ Libertação de oxigénio (atmosfera)
➢ Redução do transportador (NADP+ → NADPH, com 2H+ e 2e-) -oxirreduções
➢ Fotofosforilação - Formação de ATP à custa da energia da luz (cadeia transportadora de
eletrões.

REAÇÕES DO CICLO DE CALVIN – ocorrem no estroma dos cloroplastos


➢ Fixação de CO2
➢ Redução do CO2 pelo NADPH que fica oxidado (NADP+) - oxirreduções
➢ Gasto de ATP
➢ Síntese da Glicose (pode ser reservada como amido)
A concentração de CO2, a luz e a temperatura são fatores limitantes da fotossíntese, pois esta só
se realiza dentro de certos valores limite.

2.2. QUIMIOSSÍNTESE

Formação de compostos orgânicos (glicose e outros), a partir de carbono inorgânico (CO2) e


energia química proveniente da oxidação de um composto químico, por seres procariontes -
bactérias.

Figura 7

REAÇÕES QUÍMICAS
➢ A energia resulta da oxidação de um composto químico inorgânico (Ex: SH 2 ou NH3), para
produzir ATP (fosforilação)
➢ Redução do transportador (NADP+→ NADPH)
➢ Fixação de CO2
➢ Redução do CO2 pelo NADPH que fica oxidado (NADP+) - OXIRREDUÇÕES
➢ Consumo de ATP
➢ Síntese de Glicose
Na Quimiossíntese não se liberta Oxigénio.

Fotossíntese Quimiossíntese

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Fonte de eletrões H2 O Composto químico


reduzido (SH2)
Fonte de energia luz Composto químico
reduzido (SH2)
Fonte de matéria CO2 CO2

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AUTOAVALIAÇÃO

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I GRUPO
1. A figura 1 representa, de uma forma extremamente esquematizada, um modelo interpretativo da
membrana plasmática.

Figura 1

1.1 - Faça a correspondência entre cada um dos números 1, 2, 3, 4 e 5 da figura 1 e um termo


indicado pelas letras.
A – fosfolípido
B – bicamada proteica
C – glicolípido
D – glicoprótido
E – proteínas extrínsecas
F – proteínas intrínsecas.

1.2 Refira qual dos meios A ou B corresponde ao meio extracelular.

2. Algumas glândulas produzem hormonas que são proteínas. Estas proteínas são sintetizadas em
células secretoras, sendo depois transportadas das células para o lúmen da glândula.
Relacione o processo de transporte dessas proteínas para o lúmen com as suas caraterísticas
estruturais.

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3. Para estudar o transporte através da membrana plasmática, foi analisada a composição iónica
do conteúdo celular da alga Valonia macrophysa, assim como a do seu meio exterior. Os dados
obtidos foram registados no quadro seguinte:

Tabela 1

3.1 Refira um ião que se movimente, por difusão, do meio intracelular para o meio extracelular.

3.2 Que tipo de transporte poderá justificar a acumulação de K + na célula?


3.2.1 Justifique a sua resposta.

3.3 Se a alga for colocada num meio privado de oxigénio, que a impeça de obter energia, verificar-
se-á em relação ao K+ … (Transcreva a opção correta)
(A) a manutenção do valor da relação entre as concentrações.
(B) um aumento do valor da relação entre as concentrações.
(C) uma diminuição do valor da relação entre as concentrações.
(D) relação entre as concentrações igual a zero.

4. Ao delimitar os conteúdos celulares, a membrana plasmática garante o controlo das trocas de


solutos, através de diferentes processos.
Explique de que modo o processo de transporte ativo contribui para a manutenção do equilíbrio
interno da célula.

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5. O transporte de substâncias através das membranas biológicas, é conseguido por diferentes


mecanismos, entre eles, a difusão facilitada e o transporte ativo.
Faça corresponder uma letra da chave a cada uma das caraterísticas enunciadas de I a VI.

CHAVE: Caraterísticas:
A – Difusão facilitada. I - É usada uma proteína transportadora.
B – Transporte ativo. II - Responsável pelo movimento de pequenas moléculas, como
as da água.
C – Não corresponde a
nenhum dos dois tipos de III - O transporte pode fazer-se contra um gradiente de
transporte. concentração.
D – Comum a ambos os tipos IV - Ocorre associado à hidrólise de ATP.
de transporte.
V - Não ocorre associado à hidrólise de ATP.
VI - Mantém a concentração do meio intracelular diferente da do
meio extracelular.

6. As afirmações seguintes dizem respeito ao transporte através da membrana plasmática.


1. A difusão facilitada e a difusão simples são transportes mediados.
2. O transporte ativo e a difusão facilitada são transportes com consumo de ATP.
3. A difusão simples é um transporte que conduz à anulação do gradiente de concentrações.

Selecione a alternativa que as avalia corretamente.


(A) 1e 3 são verdadeiras; 2 é falsa.
(B) 3 é verdadeira; 1 e 2 são falsas.
(C) 1 e 2 são verdadeiras; 3 é falsa.
(D) 1 é verdadeira; 2 e 3 são falsas.

7. As afirmações seguintes dizem respeito ao transporte de algumas substâncias através da


membrana plasmática.

Figura 2
Afirmações
1. O tipo de transporte do Na+ na situação Y é o transporte ativo.
2. O tipo de transporte da glicose na situação X é difusão facilitada.
3. O transporte do K+ na situação Y, é feito contra o gradiente de concentração.
4. A entrada de sódio, é feito contra o gradiente de concentração.

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Selecione a afirmação falsa.


II GRUPO
a) Montou-se, entre lâmina e lamela, um fragmento de epiderme da folha de Tradescância utilizando
como meio de montagem uma solução isotónica relativamente aos fluidos intracelulares -
preparação 1.
b) Repetiu-se este procedimento com mais dois fragmentos da mesma epiderme, utilizando outras
duas soluções, obtendo, respetivamente, as preparações 2 e 3.
c) Observou-se ao microscópio ótico composto, as três preparações.
Nota: à exceção das diferentes soluções utilizadas como meio de montagem, todas as outras
condições permaneceram idênticas nas três preparações.

Na figura 3 estão os esquemas das preparações observadas.

Preparação 1 Preparação 2 Preparação 3

Figura 3

1. Selecione a alternativa que completa corretamente a afirmação seguinte.


O objetivo desta experiência é ...
(A) testar o controlo estomático da transpiração foliar.
(B) verificar o estado de turgidez das células-guarda.
(C) estudar os fatores que regulam a abertura dos estomas.
(D) observar o efeito da concentração de soluto na abertura estomática.

2. Selecione a alternativa que completa corretamente a afirmação seguinte.


A variável independente na atividade experimental descrita foi ...
(A) o sentido do movimento preferencial da água.
(B) o grau de abertura do ostíolo.
(C) o estado de turgescência das células.
(D) a concentração do meio de montagem.

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3. Selecione a alternativa que permite preencher os espaços e obter uma afirmação correta.
Na preparação 2, a coloração da maioria das células, imprimida pelos pigmentos contidos nos
vacúolos, altera-se.
A movimentação preferencial da água num dos sentidos provoca a _____ dos pigmentos coloridos,
apresentando-se a célula, na globalidade, _____ corada.
(A) concentração [ ... ] mais
(B) diluição [ ... ] mais
(C) concentração [ ... ] menos
(D) diluição [ ... ] menos

4. Selecione a alternativa que completa corretamente a afirmação seguinte.

Na preparação 3, a velocidade de entrada de água no meio intracelular é superior à velocidade de


saída da mesma. O gráfico que traduz a velocidade de deslocamento da água para o meio
intracelular, em função da diferença de potencial hídrico nos dois meios, é:

5. Para estudar a relação entre a intensidade luminosa e a variação da taxa de transpiraçãao na


Tradescantia, um grupo de alunos elaborou o seguinte protocolo experimental:
1º. Arranje 3 plantas no mesmo estado de desenvolvimento.
2.° Remova a raiz a cada uma das plantas e mergulhe o caule:
• da planta 1, em agua destilada;
• da planta 2, numa solução saturada de NaCl;
• da planta 3, numa solução de Ringer.

3.° Adapte um potómetro a cada planta, de acordo com a montagem esquematizada na figura,
mantendo as soluções referidas na segunda etapa.

4.° Coloque as três montagens em locais com as mesmas condições ambientais, fazendo variar
apenas a intensidade luminosa (usando para o efeito lâmpadas de 25 W, 40 W e 75 W, para
as plantas 1, 2 e 3, respectivamente, mantendo a temperatura constante).

5.° Observe e registe, para cada caso, a velocidade de deslocamento da bolha de ar no potómetro.

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5.1 Discuta a adequação do protocolo experimental descrito, relativamente ao objectivo proposto,


considerando:
- a possibilidade de se poderem tirar conclusões;
- eventuais sugestões de alterações.

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III GRUPO
1. Num estudo laboratorial, foi administrada a uma cobaia uma injeção com um aminoácido marcado
radioativamente (leucina tritiada). Ao proceder-se à observação microscópica das células, verificou-
se que o aminoácido aparecia inicialmente nas proteínas, ao nível do Retículo Endoplasmático
Rugoso e depois no Complexo de Golgi.
No fim da observação, toda a radioatividade foi
encontrada em grânulos de secreção provenientes
de vesículas que se destacam do Complexo de
Golgi e, no caso das células secretoras,
acumulam-se num dos pólos das células.
Os resultados da experiência descrita encontram-
se representados no gráfico 1.

Gráfico 1

1.1 Selecione a alternativa que permite obter uma afirmação correta.


O problema que esteve na base deste procedimento experimental é:
(A) Qual a intervenção do núcleo no mecanismo de síntese proteica?
(B) Qual o organito que comanda o processo de síntese proteica?
(C) Qual a relação entre o Complexo de Golgi e o Retículo Endoplasmático?
(D) Qual a quantidade de aminoácido radioativo em cada uma das estruturas?

1.2 Selecione a alternativa que completa corretamente a afirmação seguinte.


A interpretação dos resultados desta experiência é:
(A) Aos 120 minutos encontrou-se menor concentração de leucina radioativa nas vesículas de
secreção.
(B) O complexo de Golgi acumula proteínas sintetizadas no retículo, para secreção.
(C) As estruturas citadas estão envolvidas com a secreção de gordura já que a leucina é um
componente obrigatório dos lipídios.
(D) O retículo e o complexo de Golgi armazenam grandes quantidades desse aminoácido.

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2. A figura 4 ilustra alguns processos celulares relacionados com os lisossomas.

Figura 4

2.1. Identifique os processos A, B e C da figura 4, utilizando um dos termos seguintes:

1.digestão intracelular 3. formação do vacúolo digestivo


2. transporte ativo 4. fagocitose
2.2. Na transformação de um girino numa rã adulta, há uma autodestruição das células da cauda.
Relacione este fenómeno com a atividade dos lisossomas.

3. A digestão dos nutrientes é completada no intestino delgado do homem, onde existem as


vilosidades intestinais, estruturas com forma de dedo, cujas células de revestimento apresentam
microvilosidades.
Selecione a alternativa que completa corretamente a afirmação seguinte:
3.1. Nas vilosidades intestinais, a ______ é facilitada pela existência de _______.
(A) função de protecção [...] retículo endoplasmático muito desenvolvido
(B) secreção de enzimas [...] capilares sanguíneos
(C) absorção de nutrientes [...] microvilosidades
(D) separação entre meio interno e meio externo [...] substância intersticial
Nas questões 3.2, 4, 5, 6 e 7, selecione a única alternativa que permite obter uma afirmação
correta.
3.2.As vilosidades intestinais e válvulas coniventes asseguram uma maior eficiência no processo
de absorção, porque:
(A) aumentam significativamente a superfície de contacto com os alimentos.
(B) promovem uma melhor distribuição dos sucos digestivos.
(C) aumentam a frequência dos movimentos peristálticos.
(D) aumentam o número de glândulas intestinais funcionais.
4. Na digestão dos alimentos nos animais, as enzimas atuam:
(A) Sempre fora das células, numa cavidade ou num órgão do tubo digestivo.
(B) Às vezes nas células, em vacúolos digestivos.
(C) Em todos os animais, quer dentro das células, em vacúolos digestivos, como fora.
(D) Exclusivamente no tubo digestivo.

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5. Dos animais indicados, têm tubo digestivo incompleto:


(A) A minhoca e a planária.
(B) A hidra e as esponjas.
(C) A minhoca e as aves.
(D) A hidra e a planária.

6. No decurso da evolução dos animais verificou-se a existência de especialização celular e de


diferenciação de órgãos e sistemas de órgãos. As funções da cavidade gastrovascular, na planaria
são:
(A) digestão, respiração e transporte.
(B) digestão, transporte e absorção.
(C) digestão, absorção e respiração.
(D) transporte, absorção e respiração.

7. Os mamíferos, no seu processo de nutrição, ingerem um conjunto de alimentos que,


posteriormente, sofrem...
(A) digestão intracelular seguida de absorção.
(B) absorção seguida de digestão intracelular.
(C) absorção seguida de digestão extracelular.
(D) digestão extracelular seguida de absorção.

8. Selecione a única alternativa que contém os termos que preenchem, sequencialmente, os


espaços seguintes, de modo a obter uma afirmação correta.
Os mamíferos transformam o alimento em reserva energética, essencialmente, na forma de ______,
dando origem a ______, quando forem, posteriormente, utilizados.

(A) triglicerídeos ... aminoácidos


(B) triglicerídeos ... ácidos gordos
(C) glicogénio ... aminoácidos
(D) glicogénio ... ácidos gordos

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IV GRUPO
1. Da energia luminosa que chega à superficie da Terra, apenas uma pequena fração corresponde
à luz visível (comprimentos de onda entre 390 e 760 nm).
Os gráficos A e B da figura 5 representam, respetivamente, o espetro de absorção da
clorofila a e a atividade fotossintética de uma alga verde (a Ulva taeniata), quando exposta a
diferentes comprimentos de onda.

figura 5
1.1.Relacione a absorvância da clorofila a com a atividade fotossintética.

1.2. Se a referida alga fosse iluminada por um feixe de luz decomposta e no meio existissem
bactérias aeróbias, estas acumular-se-iam… (Selecione a opção correta).
A… preferencialmente entre os 400 e os 500 nm entre os 600 e os 700 nm.
B… preferencialmente entre os 500 e os 600 nm entre os 600 e os 700 nm.
C… preferencialmente entre os 600 e os 700 nm entre os 300 e os 400 nm.
D… indiferentemente ao longo de toda a alga.

2. Na fotossíntese, nas reações fotoquímicas e nas reações do Ciclo de Calvin ocorrem,


respetivamente… (Selecione a opção correta)
(A) … redução do CO2 pelo NADPH e síntese da glicose.
(B) … oxidação da H2O e Redução do CO2 pelo NADPH.
(C)... síntese da glicose e oxidação da CO2.
(D)... síntese da glicose e oxidação da H2O.

3. Se a molécula de H2O for marcada com radioatividade, aparecerão posteriormente marcadas…:


(Selecione a opção correta)
(A) ... as moléculas de glicose e CO2.
(B) … as moléculas de NADPH e CO2.
(C) ...as moléculas de NADP e O2.
(D) … as moléculas de NADPH e O2.

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4. O gráfico seguinte relaciona a variação da intensidade fotossintética com a temperatura e a


intensidade luminosa.

4.1 Refira, fundamentando a resposta, se o gráfico permite concluir que, neste caso, a
temperatura atua como fator limitante da atividade fotossintética.

5. O NADPH é um transportador de hidrogénio que vai provocar a ______ de um composto do(a)


_______ . (Selecione a opção correta)
(A) Oxidação (…) cadeia transportadora de eletrões.
(B) Redução (…) cadeia transportadora de eletrões.
(C) Redução (…) ciclo de Calvin.
(D) Oxidação (…) ciclo de Calvin.

6. Durante a fase dependente da luz houve: (Selecione a opção correta)


(A) Formação de ADP.
(B) Fotofosforilação do ATP.
(C) Oxidação da água.
(D) Fixação do CO2.
7. Foram introduzidas algas verdes em dois meios diferentes, A e B. O Quadro 1 indica a
constituição desses meios.

Quadro 1

7.1. Ao analisar o 02 libertado, verificou-se que: (Selecione a opção correta)


(A) não se encontrou 02 radioativo nem em A nem em B;
(B) se encontrou 02 radioativo em A e em B
(C) se encontrou 02 radioativo apenas em A;
(D) se encontrou 02 radioativo apenas em B.

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8. No decorrer do ciclo de Calvin dar-se-á: (Indique a opção correta)


(A) a polimerização do CO2
(B) a hidratação do CO2
(C) a redução do CO2
(D) a oxidação do CO2

8.1 A ocorrência desta fase exige: Indique a opção correta


(A) Transportador de H2 reduzido e ATP
(B) Água e ATP
(C) Ácido pirúvico e CO2
(D) Luz e ATP

9. No esquema abaixo I, II e III correspondem respetivamente a: (Selecione a opção correta).

A - CO2, H2O e O2 C - H2O, O2 e ATP

B - H2O, O2 e CO2 D - O2, NADPH e H2O

10. Selecione a alternativa que preenche os espaços na frase seguinte, de modo a obter uma
afirmação correta.
Nas cadeias alimentares que se estabelecem nas fontes hidrotermais profundas, a função de
_______ é assumida pelas bactérias quimioautotróficas, que utilizam como fonte de _______ os
compostos de enxofre, através de reações de oxidação-redução.
(A) produtor (…) matéria
(B) microconsumidor (…) matéria
(C) produtor (…) energia
(D) microconsumidor (…) energia

11. Selecione a alternativa que preenche os espaços na frase seguinte, de modo a obter uma
afirmação correta.
As plantas fazem parte de cadeias alimentares como produtores _____, que obtêm a _____
indispensável ao seu metabolismo a partir do carbono atmosférico.
(A) fotossintéticos […] matéria
(B) fotossintéticos […] energia
(C) quimiossintéticos […] matéria
(D) quimiossintéticos […] energia

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12. O diagrama da figura 6 representa um cloroplasto e evidencia aspetos globais da fotossíntese,


processo que ocorre naquele organelo.

Figura 6
A – ATP C – O2 E – CO2 G – GLICOSE

B – H2 O D – ADP F – NADP H - NADPH

12.1 Estabeleça a correspondência entre os números da figura e as letras dos compostos referidos
pelas letras.

12.2 Identifique as fases X e Y.

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V GRUPO
O crescimento das plantas depende da atividade fotossintética. Esta é fortemente influenciada por
vários factores ambientais. Num determinado habitat, a luz e a temperatura variam
significativamente ao longo de um dia, por conseguinte, a fotossíntese ocorre a uma taxa abaixo do
seu valor máximo durante parte do tempo. Para reconhecer até que ponto os factores ambientais
influenciam a taxa de fotossíntese, foi realizada uma experiência com plantas de sardinheira, em
diferentes condições experimentais. Nos doze ensaios realizados, foram utilizadas lotes de plantas
com o mesmo grau de desenvolvimento, submetidas a concentrações de dióxido de carbono e a
temperaturas que variaram de acordo com a Tabela 2. Nestes ambientes, as condições de
humidade e de intensidade luminosa foram semelhantes e não limitantes.

Gráfico 2

As taxas de fotossíntese obtidas em cada ensaio permitiram traçar os gráficos da Figura.

Temperatura (ºC)
Lote 1
Concentração atmosférica de CO 2 15 25 30 35 45 50
Lote 2
Concentração saturante de CO2 15 25 30 35 45 50

Tabela 2 – Condições experimentais dos ensaios realizados

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1. Selecione a alternativa que preenche os espaços na frase seguinte, de modo a obter uma
afirmação correta.
A análise dos resultados obtidos permite concluir que as plantas do _____, submetidas a
concentrações normais de CO2, apresentam a maior taxa de crescimento à temperatura de _____.
(A) lote 1 (…) 40 ºC.
(B) lote 2 (…) 30 ºC.
(C) lote 2 (…) 40 ºC.
(D) lote 1 (…) 30 ºC.

2. Selecione a alternativa que completa a frase seguinte, de modo a obter uma afirmação correta.
De acordo com os resultados da experiência, pode concluir-se que o crescimento das plantas do
lote 1 foi menor, porque…
(A) ...a quantidade de CO2 disponível era inferior à capacidade de assimilação das plantas.
(B) ...as temperaturas utilizadas não foram as mais adequadas à realização da fotossíntese.
(C) ...a intensidade luminosa não variou durante a realização da experiência.
(D) ...a água fornecida ao longo da experiência foi insuficiente.

3. Selecione a alternativa que completa a frase seguinte, de modo a obter uma afirmação correta.
As taxas de fotossíntese registadas nos ensaios do lote 2 apresentam variações que dependem…
(A) …exclusivamente da temperatura.
(B) …da intensidade da luz e da temperatura.
(C) …exclusivamente do dióxido de carbono.
(D) …da humidade e do dióxido de carbono.

4. Submetidas a temperaturas com valores semelhantes, as plantas dos lotes 1 e 2 apresentaram


taxas de fotossíntese diferentes.
Justifique os resultados obtidos, tendo em conta as condições em que a experiência foi realizada.

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UNIDADE 2 – DISTRIBUIÇÃO DE MATÉRIA


Como é que a matéria chega às células?

1. O TRANSPORTE NAS PLANTAS


As plantas mais simples como os musgos não têm tecidos de transporte por isso as substâncias
passam célula a célula por osmose (água), transporte ativo, facilitado ou difusão simples.
TECIDOS CONDUTORES OU VASCULARES
O aparecimento destes tecidos nas plantas tornou possível a exploração do ambiente terrestre e
possibilitou-lhes o crescimento em altura.
O tecido vascular é constituído por células que funcionam como tubos, através dos quais a água e
muitas substâncias em solução se deslocam de umas zonas para outras.
Há dois tipos de tecido vascular: xilema ou lenho e floema ou líber.
Xilema - transporta água e sais dissolvidos da raiz até às folhas, mas também tem função de
suporte, principalmente das partes aéreas da planta. É constituído essencialmente por
células mortas.
Floema - neste tecido, as substâncias deslocam-se em todas as direções. Transporta água e
substâncias orgânicas, que se movem das folhas para o caule e raízes para
armazenamento ou para os pontos de crescimento da planta onde são consumidos de
imediato. É constituído essencialmente por células vivas.
Na raiz, o floema e o xilema dispõem-se alternadamente (feixes simples e alternos).
No caule e folha, o xilema e o floema dispõem-se lado a lado (feixes duplos e colaterais)

1.1. TRANSPORTE NO XILEMA

Seiva bruta (água e sais/solutos)

A maior parte das plantas absorve a água e os minerais pela raiz. Esta solução (seiva bruta) é
depois transportada pelo xilema aos outros órgãos da planta. Por isso, é importante que a raiz
apresente uma grande superfície. Isso é conseguido não só pela vasta ramificação como pela
presença de pêlos radiculares, os pêlos absorventes. É por eles que as plantas absorvem a água
e minerais.

A – Hipótese da Pressão Radicular


Dados a partir dos quais se elaborou esta hipótese:
➢ A entrada da água nas células da raiz dá origem a uma pressão radicular. A existência dessa
pressão é evidenciada quando se corta o caule de uma planta e se observa a seiva a sair
pela zona cortada (exsudação).
➢ A pressão radicular também é responsável pelo fenómeno de gutação, que consiste na saída
da água por hidátodos, geralmente situados nos bordos das folhas. A gutação ocorre
quando as condições atmosféricas não permitem a perda de água por transpiração
(ambiente húmido e quente) de modo que esta, sob pressão no xilema, é obrigada a sair,
formando gotas nos bordos.
➢ Quando as raízes morrem ou ficam privadas de O 2, desaparece toda a pressão radicular. É
portanto um fenómeno que se processa, consumindo ATP. Os iões entram nas células do
córtex por transporte ativo e chegam ao xilema (cilindro central) onde se acumulam. Assim,
ao longo da raiz gera-se um gradiente de concentração iónica entre o córtex, onde é
menor, e o cilindro central, onde a concentração iónica é elevada. Como consequência, a

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água é absorvida, por osmose. A intensidade do processo é suficiente para criar uma
pressão radicular no xilema que empurra a seiva em direção ao caule e folhas.
Síntese
➢ Transporte ativo de sais/solutos (do solo para o xilema da raiz)
➢ Aumento da pressão osmótica (xilema da raiz)
➢ Entrada da água por osmose (xilema da raiz)
➢ Aumento da pressão de turgescência (xilema da raiz)
➢ Subida da seiva (no xilema) até +ou – 1 metro

Dados que contrariam esta hipótese


• A pressão radicular desenvolvida por muitas plantas não é suficiente para explicar a
deslocação da seiva bruta a grandes alturas.
• Nalgumas plantas arbóreas, as pressões desenvolvidas são pequenas (1-2 atm.) e as
coníferas não apresentam pressão radicular; noutras plantas, muito mais pequenas,
como os tomateiros em crescimento, podem alcançar valores entre 6 e 10 atmosferas.

B – Hipótese da Tensão - Adesão - Coesão


Os aspetos principais desta hipótese são os seguintes:
➢ A água está continuamente a ser perdida, nas folhas, por transpiração.
➢ A evaporação da água das células do mesófilo aumenta a sua pressão osmótica e,
gera-se uma força de sucção que absorve a água dos vasos lenhosos próximos, por
osmose
➢ Esta absorção de água cria uma constante tensão na coluna líquida puxando-a para
cima. No xilema, a água está pois submetida a uma tensão que se transmite ao caule e
depois à raiz.
➢ A continuidade da coluna líquida é mantida pelas forças de coesão da água e pela
adesão das suas moléculas às paredes dos vasos do xilema. Devido à tensão, cria-
se no interior dos vasos uma espécie de “vácuo” e a tendência seria do vaso se fechar;
tal não acontece porque os elementos do xilema têm paredes muito resistentes.
➢ Devido à sua polaridade as moléculas de água estabelecem entre si pontes de hidrogénio,
permanecendo assim coesas. Esta propriedade coesiva significa que uma coluna de água
pode ser puxada sem quebrar.

O funcionamento deste sistema é assegurado pela evaporação da água das folhas (transpiração),
criando uma tensão capaz de puxar a água no xilema. Para funcionar, exige continuidade. Se a
coluna se quebrar, por exemplo, por entrada de ar, o sistema deixa de funcionar.
Síntese
➢ Transpiração/Difusão do vapor de H2O (estomas)
➢ Aumento da pressão osmótica (células da folha)
➢ Entrada da água por osmose vinda do xilema (células da folha)
➢ Tensão ou pressão negativa (xilema da folha)
➢ Subida de água numa coluna contínua devido às forças de coesão e adesão
➢ Tensão ou pressão negativa (xilema do caule e raiz)
➢ Absorção na raiz

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Dados que apoiam esta teoria


• Medições das taxas de transpiração e de absorção de água permitem verificar que há
proporcionalidade entre elas. Quanto maior é a transpiração, maior é a absorção, logo,
mais rápida será a subida de seiva bruta.
• O aumento da tensão no xilema, pode ser evidenciada pela variação do diâmetro do caule
de uma árvore, ao longo do dia. Quando há elevada taxa de transpiração, o caule apresenta
um diâmetro ligeiramente menor do que quando a transpiração é reduzida.
Efetivamente, nas horas de maior transpiração, a tensão que se desenvolve no xilema faz
com que este fique como que “esticado”, e, assim, o caule fica ligeiramente mais fino.

1.2. TRANSPORTE NO FLOEMA

Floema – seiva elaborada (água e açúcares/solutos)

A teoria do fluxo sob pressão ou do fluxo de massa corresponde à explicação corrente da


translocação no floema. Foi proposta em 1930 por Münch, que se baseou no seguinte modelo físico:

Considerem-se dois balões de membranas semipermeáveis (osmómetros), um com uma solução


mais concentrada (A) e outro com uma solução menos concentrada (B). Ambos estão em
contacto por um tubo de vidro C e mergulhados em água destilada (meio hipotónico).

A água vai entrar nos dois balões, mas em maior quantidade no balão A (porque o meio é mais
concentrado). Como resultado, surge um deslocamento da solução ao longo do tubo de vidro C, de
A para B. O sistema acaba por atingir o equilíbrio, igualando-se as concentrações. Se se mantivesse
a diferença de concentrações entre A e B, a solução deslocar-se-ia continuamente, sob pressão,
de A para B.
Este modelo físico pode ser comparado com os tecidos ou órgãos de uma planta da seguinte forma:
o balão A representa os tecidos clorofilinos das folhas onde os açúcares são produzidos,
portanto com elevada concentração. O balão B, representa os centros de consumo ou de reserva,
onde a concentração é mantida baixa pela transformação dos açúcares solúveis em compostos
insolúveis (nas raízes, certos caules, nos frutos) ou pelo consumo para fornecer energia. O tubo de
vidro C representa o floema.
Mais tarde verificou-se que, para o fluxo de seiva ocorrer na planta era necessário ATP, porque a
sacarose entra no floema da folha por transporte ativo.

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Nas folhas ocorre a fotossíntese onde é produzida glicose que se transforma em sacarose. Esta
passa para o floema, por transporte ativo, provocando um aumento da pressão osmótica destas
células. Estas ficam com uma pressão osmótica elevada e deste modo absorvem água por
osmose. A água que entra no floema da folha provoca um aumento de pressão de turgescência
ou pressão de parede que empurra a solução da folha para o caule e raiz. Na raiz ou noutro órgão
da planta, os açúcares são retirados do floema por transporte ativo e a água, por osmose, sai
também para o xilema.
Assim a pressão mais elevada nas folhas origina um fluxo de água e de açúcares, entre estas
(pressão elevada) e os centros de consumo (pressão reduzida). À medida que, sob pressão, a
água flui no floema, transporta consigo os açúcares.
O modelo do fluxo sob pressão (ou do fluxo de massa) explica o transporte no floema. Recorde-se
que a água chega às folhas transportada pelo xilema, desde a raiz.

C – Hipótese do fluxo de massa


➢ Síntese de glicose na fotossíntese e transformação em sacarose (folha)
➢ Transporte ativo de solutos/açúcares (das células da folha para o floema)
➢ Aumento da pressão osmótica (floema de folha)
➢ Entrada da água por osmose (floema da folha)
➢ Aumento da pressão de turgescência (floema da folha)
➢ A seiva é empurrada da folha até à raiz
➢ Transporte ativo de solutos – açúcares (para o caule e raiz)
➢ Saída da água por osmose (para o xilema)

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Conceitos gerais

➢ A seiva bruta tem sentido apenas ascendente.


➢ A seiva elaborada desloca-se em todas as direções das maiores pressões osmóticas para
as menores: das folhas para os botões, para os frutos, para os órgãos de reserva (caules e
raízes subterrâneas). A direção do movimento da seiva elaborada depende do tipo de planta
e da estação do ano (nas plantas de folha caduca, na primavera, a seiva elaborada sobe
dos órgãos de reserva para os botões foliares.
➢ Órgãos consumidores: frutos, flores, caules e raízes e órgãos de reserva onde se forma
amido (polissacarídeo).
➢ Órgãos produtores: folhas.
➢ Nos órgãos de reserva quando o amido é hidrolisado em glicose (solúvel), a pressão
osmótica desses órgãos aumenta e o açúcar desloca-se daí, para outros órgãos.
➢ As forças de adesão aumentam com o aumento da superfície do xilema, daí o xilema ter
muitos vasos finos para que a superfície de adesão seja grande.
➢ A tensão criada nas folhas aumenta com o aumento da transpiração que por sua vez faz
aumentar a absorção.
➢ A absorção dos minerais pelas raízes ocorre, por difusão simples, facilitada ou por
transporte ativo.
➢ Quando as raízes morrem ou ficam privadas de O2, toda a pressão radicular desaparece.
É, portanto, um fenómeno que se processa consumindo energia (ATP).

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2. O TRANSPORTE NOS ANIMAIS

2.1. SISTEMAS DE TRANSPORTE E FLUIDOS CIRCULANTES

Os sistemas de transporte dos animais incluem:


➢ coração (contrátil)
➢ fluido circulatório e
➢ vasos sanguíneos.

1– sistema circulatório aberto – o fluido circula dentro de vasos e fora deles, em lacunas
(gafanhoto).
2– sistema circulatório fechado - o fluido circula sempre dentro de vasos (minhoca e
vertebrados)

A – Hidra e Planária
Não possuem sistema circulatório. O oxigénio e os nutrientes passam por difusão do meio para
as células e o dióxido de carbono e produtos azotados tóxicos como a amónia, das células para
o meio.
Nestes animais a relação área/volume é muito grande e por isso as trocas gasosas ocorrem com
eficiência.
Na planária o seu intestino ramifica-se para todas as partes do corpo funcionando como um
sistema de transporte primitivo.

B – Minhoca
O sistema de transporte destes animais é fechado. É constituído por vaso dorsal e um vaso
ventral interligados por vasos transversais, circulares: arcos aórticos ou corações laterais que
possuem a capacidade de se contraírem. As trocas de substâncias com as células fazem-se através
dos capilares.

C - Gafanhoto
Nestes animais, o sistema de transporte é aberto; o fluido circulatório, abandona os vasos e cai nas
lacunas existentes entre os órgãos (hemocélio). O coração é dorsal e tem a forma tubular. O
sangue que se encontra nas lacunas ou hemocélio entra no coração através de orifícios designados
óstios e uma vez no coração, é bombeado. O fluido circulatório do gafanhoto não possui
pigmentos respiratórios, pois o oxigénio e o dióxido de carbono são transportados por uma rede
de canais, as traqueias; o fluido transporta apenas os nutrientes e os produtos da decomposição
dos prótidos.

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D - Vertebrados
➢ O sistema circulatório é fechado e o coração está localizado ventralmente. Possui duas, três
ou quatro câmaras.
➢ O sangue sai do coração, do(s) ventrículo(s), pelas artérias, que se ramificam em
arteríolas e capilares que se reúnem em vénulas e entra pelas veias nas aurículas.

Circulação Simples
Peixes - No coração passa apenas sangue venoso e há apenas um circuito. O sangue oxigenado
sai das brânquias a baixa pressão – baixa taxa metabólica.

Circulação Dupla
Há dois circuitos:
• circulação pulmonar que ocorre entre o coração e os pulmões, permitindo a oxigenação
do sangue
• circulação sistémica que se faz entre o coração e os tecidos, distribuindo o sangue
oxigenado pelas células com alguma pressão.

Anfíbios e Répteis - circulação dupla incompleta - o coração tem 2 aurículas e um único


ventrículo de modo que existe uma mistura parcial de sangue oxigenado e não oxigenado - taxa
metabólica média.

Aves e Mamíferos - circulação dupla completa - existe um coração com quatro cavidades: duas
aurículas e dois ventrículos. Na metade esquerda do coração, circula sangue arterial e na
direita, sangue venoso.

Este tipo de sistema de transporte, permite uma taxa metabólica elevada contribuindo para a
homeotermia e permitindo uma atividade física mais intensa, caraterística dos animais mais
complexos.

A – Anfíbios B – Répteis C – Aves e Mamíferos

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Velocidade e Pressão do Fluxo Sanguíneo


O coração impulsiona o sangue para as artérias; estas dilatam-
se quando o recebem, mas logo se contraem, impelindo-o na
direção das arteríolas e capilares. Nos capilares a velocidade
do fluxo sanguíneo é muito baixa devido ao facto da área total
das suas secções internas ser muito grande. É aqui que
ocorrem as trocas de substâncias (oxigénio, dióxido de
carbono, nutrientes e substâncias reguladoras) entre o
sangue e as células.
Os capilares reúnem-se nas vénulas que por sua vez vão reunir-
se nas veias, onde a pressão sanguínea é muito baixa.
Pressão Sistólica e Pressão Diastólica
A pressão exercida pelo sangue na artéria aorta, quando o ventrículo esquerdo se contrai (sístole
ventricular) é de cerca de 120 mm de Hg – pressão sistólica. Quando o ventrículo está relaxado
(diástole ventricular) a pressão do sangue nas artérias é de cerca de 80 mmHg – pressão
diastólica.
Fatores que aumentam a velocidade do sangue nas veias:
1– Existem válvulas nas veias que impedem o retrocesso do sangue.
2 – As contrações dos músculos esqueléticos que rodeiam as veias, obrigam o sangue a fluir
nelas, de volta ao coração.
3 – O abaixamento da pressão dentro do coração durante a diástole, gera uma força de
sucção que faz com que o sangue lá chegue.
4 – Durante a inspiração a caixa torácica aumenta de volume e diminui a pressão sobre as
veias, deixando fluir o sangue para o coração.

Circulação Linfática
O sistema linfático é um sistema aberto e unidirecional: inicia-se nos capilares linfáticos que
drenam a linfa intersticial, para as veias linfáticas (passa a designar-se linfa circulante), que
vão desembocar nas veias sanguíneas).
Este sistema está associado ao sistema cardio-vascular e tem três funções principais:
• Os vasos linfáticos transportam o fluido em excesso dos tecidos (linfa intersticial) e devolvem-
no à corrente sanguínea;
• Os capilares linfáticos das vilosidades intestinais (quilíferos) absorvem os produtos da
hidrólise dos lípidos (ácidos gordos e glicerol) e transportam-nos para a corrente sanguínea;
• O sistema linfático ajuda a defender o organismo dos agentes infecciosos.
As veias linfáticas possuem válvulas, que impedem o retrocesso da linfa. O movimento da linfa
dentro destes vasos está dependente da contracção muscular esquelética, tal como nas veias
sanguíneas.
A linfa é formada ao nível dos capilares sanguíneos e preenche os espaços entre as células
tomando o nome de linfa intersticial. Forma-se a partir do plasma sanguíneo que atravessa a
parede fina dos capilares e dos glóbulos brancos que abandonam os capilares por diapedese
(capacidade de se deformarem de tal modo que conseguem atravessar os poros das membranas
dos capilares).
Como a linfa está continuamente a fluir (a ser renovada), dos capilares para os espaços entre as
células e daqui para os capilares linfáticos, os nutrientes e o oxigénio passam com mais
facilidade para as células, retirando destas, as substâncias tóxicas.

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AUTOAVALIAÇÃO

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TRANSPORTE NAS PLANTAS


I GRUPO
1. O esquema da figura 1 evidencia a pressão osmótica, em diferentes regiões da raiz, para os
iões cloro (Cl–) e potássio (K+).

Figura 1

Nos itens 1.1 e 1.2., transcreva a letra correspondente à opção que contém os termos que permitem
completar a afirmação.

1.1 Na figura 1, a deslocação dos iões cloro e potássio do solo para o interior da raiz ocorre_____
gradiente de pressão osmótica, _____ gasto de energia metabólica nesse processo.
(A) contra o [...] havendo
(B) a favor do [...] havendo
(C) contra o [...] não havendo
(D) a favor do [...] não havendo

1.2 A entrada de iões cloro e potássio no interior dos vasos xilémicos, a partir das células
adjacentes, ocorre por _____. O movimento de água para o xilema, em consequência da
acumulação de iões nos elementos de vaso, origina a _____, uma das forças que pode ser
responsável pela ascensão da seiva bruta.
(A) transporte ativo [...] pressão radicular
(B) transporte passivo [...] tensão
(C) transporte ativo [...] tensão
(D) transporte passivo [...] pressão radicular

2. Alguns fungos parasitas de folhas de plantas segregam uma substância química que desencadeia
a acumulação de iões potássio nas células-guarda.
Explique de que modo a secreção desta substância química facilita a infeção da planta.

3. Na primavera, quando os botões florais e vegetativos começam a desenvolver-se, a pressão


osmótica mais elevada ocorre, segundo a teoria do fluxo de massa: (indique a opção correta)
(A) nos botões florais;
(B) nos órgãos de reserva;
(C) nos botões vegetativos;
(D) nas células xilémicas.

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II GRUPO
1. A translocação da seiva xilémica ocorre no interior de milhares de vasos xilémicos.
Explique, a vantagem da existência de uma rede de vasos de menor diâmetro e em maior número,
relativamente a uma rede constituída por poucos vasos, de maior diâmetro.

2. O gráfico da figura 2 ilustra a relação entre a transpiração foliar e a abertura estomática de uma
planta, verificada em duas situações de diferente agitação atmosférica (curvas I e II).

Figura 2

Nas questões 2.1. e 2.2., transcreva a letra correspondente à opção que contém os termos que
permitem preencher corretamente os espaços. Nas questões 2.3. e 2.4., transcreva a letra
correspondente à opção correta.

2.1. Na situação I, quando a abertura estomática passa de 15 μm para 20 μm em consequência


_____ da turgidez das células-guarda, a quantidade de água perdida por transpiração _____.
(A) do aumento […] aumenta
(B) do aumento […] diminui
(C) da diminuição […] aumenta
(D) da diminuição […] diminui

2.2. Na situação II, a velocidade do vento é _____, determinando a existência de uma película de
vapor de água _____ espessa à superfície da folha.
(A) elevada […] mais
(B) elevada […] menos
(C) reduzida […] mais
(D) reduzida […] menos

2.3. Nas situações I e II, a perda de água por transpiração é condicionada maioritariamente pela
resistência oferecida:
(A) pelos estomas existentes na epiderme da folha.
(B) pela película de vapor de água à superfície da folha.
(C) pelos estomas e pela película de vapor de água à superfície da folha, respetivamente.
(D) pela película de vapor de água à superfície da folha e pelos estomas, respetivamente.

3. Relacione o mecanismo que desencadeia a translocação da seiva xilémica com o sentido do


movimento da mesma.

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4. Numa situação experimental, verificou-se, numa árvore, a translocação da seiva xilémica das
raízes para as folhas e da seiva floémica em sentido contrário. Uma secção do tronco desta árvore
foi aquecida a 100 ºC, tendo-se constatado que a translocação da seiva floémica foi interrompida,
enquanto a translocação da seiva xilémica não foi afetada.
Explique por que razão o aquecimento da secção mencionada interferiu na translocação da seiva
floémica, não interferindo, no entanto, na translocação da seiva xilémica

5. O vírus que infeta a beterraba é transmitido de planta para planta através de afidios (insetos
parasitas que se alimentam dos seus fluidos). Explique por que razão a doença se espalha
rapidamente através da beterraba.
III GRUPO

1. Identifique a teoria em que o movimento da seiva bruta é explicado exclusivamente pela


acumulação contínua e ativa de iões pelas raízes das plantas.

2. As afirmações seguintes referem-se a uma possível explicação para o transporte de água e de


sais minerais no interior de uma planta.
Coloque por ordem as letras que as representam, de modo a reconstituir a sequência cronológica
dos acontecimentos.
A – A água acumula-se no cilindro central.
B – Gera-se um gradiente de pressão osmótica entre as células epidérmicas e as células do
xilema.
C – A pressão de turgescência no interior dos elementos de vaso provoca a ascensão da água.
D – O transporte de sais minerais da solução do solo para as células epidérmicas e das células
do córtex para o cilindro central ocorre à custa de energia metabólica.
E – A água desloca-se a favor dos gradientes de concentração, através da zona cortical, até ao
cilindro central.

3. As afirmações seguintes dizem respeito à transpiração foliar.


1 – A perda de água por transpiração é condicionada pelo gradiente de concentração de vapor
de água entre a folha e a atmosfera.
2 – A existência de lacunas no interior da folha permite aumentar a área da superfície de trocas
gasosas com o meio externo.
3 – Quando a diferença de concentração de vapor de água entre o interior e o exterior da folha
diminui, a perda de água por transpiração aumenta.

Selecione a alternativa que as avalia corretamente


(A) 3 é verdadeira; 1 e 2 são falsas.
(B) 1 e 2 são verdadeiras; 3 é falsa.
(C) 2 e 3 são verdadeiras; 1 é falsa.
(D) 1 é verdadeira; 2 e 3 são falsas.

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4. Na figura estão representadas graficamente as curvas de absorção e de transpiração de uma


árvore, durante um período de 24 horas.

Figura 3

4.1. Tendo em atenção os dados do gráfico, faça corresponder V (de Verdadeiro) ou F (de Falso) a
cada uma das letras das afirmações seguintes.
(A) A partir das 12 horas, as células guarda perdem água por osmose.
(B) O diâmetro do tronco da árvore pode aumentar a partir das 18 horas.
(C) A absorção registada é máxima às 18 horas.
(D) A transpiração é consequência da absorção.

5. A cada uma das letras (A, B C, D e E), que assinalam afirmações relativas a mecanismos de
transporte em plantas, faça corresponder o número (de I a VIII) da chave que identifica a designação
respetiva.

Afirmações Chave

A – Saída de seiva bruta, através de um vaso que foi I- Exsudação


mecanicamente interrompido. II - Transpiração
B – Movimento de qualquer tipo de seiva no interior de tecidos III - Absorção
condutores lenhificados. IV - Adesão
C – Perda de água, sob a forma de vapor, através de órgãos V- Coesão
aéreos. VI - Tensão
D – Propriedade conferida pela existência de ligações de VII - Translocação
hidrogénio entre as moléculas de água. VIII - Gutação
E – Entrada de água e de sais minerais para o interior da planta.

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6. Dois grupos de plantas idênticas foram sujeitos a diferentes regimes de irrigação: um grupo foi
sujeito a um regime de deficiência hídrica, através da suspensão da irrigação; outro grupo recebeu,
diariamente, 500 ml de água; ao fim de dez dias, o primeiro grupo começou a ser irrigado
regularmente. Todas as outras condições permaneceram idênticas nos dois grupos.
Os gráficos da figura 4 registam a variação da humidade do solo, da taxa fotossintética e da taxa
de transpiração ao longo de 13 dias, nos dois grupos de plantas mencionados. As setas assinalam
os dias em que se verificaram diferenças significativas entre os dois grupos de plantas.

Figura 4

Legenda:

• Plantas não sujeitas a stress hídrico


□ plantas sujeitas a stress hídrico
↓ diferenças significativas entre os 2 grupos de plantas

6.1. Transcreva a letra correspondente à opção que contém os termos que permitem preencher
corretamente os espaços.

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Nas plantas não sujeitas a stress hídrico, a abertura estomática foi máxima entre os dias __, o que
correspondeu a um estado de _, das células-guarda.
(A) 1 e 3 [ …] plasmólise
(B) 6 e 8 […] plasmólise
(C) 1 e 3 [ …] turgescência
(D) 6 e 8 […] turgescência

6.2. Transcreva a letra correspondente à opção que contém os termos que permitem preencher
corretamente os espaços.
A diminuição da quantidade de água disponível no solo afetou primeiro, significativamente, a taxa
de __. Assim, nos primeiros dias, logo após ter sido suspenso o fornecimento de água (stress hídrico
moderado), estas plantas conseguem reduzir a __.
(A) transpiração [...] perda de água por evaporação, sem afetar significativamente a assimilação
de CO2
(B) fotossíntese [...] assimilação de CO2, sem afetar significativamente a perda de água por
evaporação
(C) transpiração [...] assimilação de CO2, sem afetar significativamente a perda de água por
evaporação
(D) fotossíntese [...] perda de água por evaporação, sem afectar significativamente a assimilação
de CO2

6.3. Transcreva a letra correspondente à opção que completa corretamente a frase.


É previsível que, no grupo submetido a stress hídrico, após o 10° dia ...
(A) …diminua a quantidade de açúcares transportados no xilema.
(B) …diminua a quantidade de seiva bruta transportada no xilema.
(C) …aumente a quantidade de seiva bruta transportada no floema.
(D) …aumente a quantidade de açúcares transportados no floema.

7. Utilize a seguinte chave nas seguintes afirmações.


Chave
I – Teoria da tensão-coesão - adesão
II – Teoria do fluxo de massa
III – Teoria da pressão radicular

Afirmações
A - O vapor de água difunde-se para o exterior dos estomas.
B - Algumas plantas perdem água líquida pelos bordos das folhas.
C - A água entra na raiz por osmose e acumula-se no cilindro central.
D - Nos órgãos de reserva a sacarose pode ser convertida em amido.
E - As células do mesófilo ficam hipertónicas em relação ao xilema.
F - A ascensão cria um défice de água no xilema da raiz.
G – A seiva pode exsudar através do estilete de um afídeo.

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TRANSPORTE NOS ANIMAIS

I GRUPO

1. Na figura 1, encontram-se esquematizadas 3 secções transversais (I, II e III) de diferentes animais


no estado adulto, ilustrando o tipo de sistema circulatório correspondente. I corresponde a um
Vertebrado, II e III correspondem a invertebrados.

I II III
Figura 1

1.1. Faça corresponder V (afirmação verdadeira) ou F (afirmação falsa) a cada uma das letras que
identificam as afirmações seguintes, relativas aos esquemas da figura.
A – Em I, II e III existe um fluido circulante, vasos sanguíneos e órgãos propulsores.
B – Em II, o sangue circula apenas no interior dos vasos sanguíneos.
C – Em III, o coração corresponde a uma zona contráctil.
D – Em II, as trocas de substâncias com as células ocorrem ao nível dos capilares.
E – O esquema I i1ustra um sistema circulatório aberto.
F – Em I e II, o sangue flui com menor velocidade do que em III.
G – Em III, o fluido circulante passa directamente das lacunas do corpo para o coração.

1.2. A cada uma das letras (A, B, C e D), que identificam os seguintes taxa, faça corresponder o
número (I, II ou III) da figura 1, que assinala o tipo de sistema circulatório que está associado a cada
grupo.
A - Minhoca
B - Peixes
C – Gafanhoto
D - Mamíferos

1.3. De um modo geral, os Mamíferos movimentam -se rapidamente. Explique de que modo o tipo
de sistema circulatório destes animais lhes permite a manutenção de um estilo de vida ativo.

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2. Nos Vertebrados o transporte do oxigénio necessário às células é assegurado pelo sistema de


transporte.
2.1. Relativamente à circulação de um anfíbio, selecione a alternativa que avalia as afirmações
corretamente.
Afirmações:
1 – O sangue que sai para a circulação sistémica tem oxigenação diferente do que o que sai
para a circulação pulmonar.
2 – O sangue venoso que entra e o sangue venoso que sai do coração contêm a mesma
concentração de dióxido de carbono.
3 – Na circulação sistémica o sangue circula com a mesma pressão nas artérias e nas veias.

(A) 3 é verdadeira; 1 e 2 são falsas.


(B) 1 e 2 são verdadeiras; 3 é falsa.
(C) 2 e 3 são verdadeiras; 1 é falsa.
(D) 1 é verdadeira; 2 e 3 são falsas.

3. Os insectos são metabolicamente muito ativos. Das opções seguintes selecione a letra daquela
que melhor explica esse elevado metabolismo.
(A) Têm uma circulação aberta.
(B) O oxigénio é transportado directamente às células.
(C) Têm uma circulação dupla e completa.
(D) Têm tubo digestivo completo.

4. Relativamente à função circulatória dos Vertebrados, podemos afirmar que … (selecione a opção
correta):
(A) …no coração dos mamíferos os ventrículos não estão individualizados
(B) …o coração dos anfíbios é constituído por uma aurícula e um ventrículo
(C) …no coração dos peixes o sangue oxigenado mistura-se com o sangue venoso
(D) …a circulação nos anfíbios é dupla e incompleta

5. Explique o motivo pelo qual não se dá um refluxo de sangue nas partes inferiores do corpo,
sabendo-se que a pressão sanguínea das veias é muito baixa.

6. Observe os esquemas da figura 2 que se referem à função circulatória no Homem.

Figura 2

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6.1 Refira qual dos gráficos A ou B, representam respetivamente, a velocidade do sangue e a


pressão sanguínea?

6.2 Baseando-se nos dados dos gráficos, indique quais os vasos sanguíneos em que:
A. a pressão sanguínea é relativamente baixa e a velocidade é quase nula.
B. a pressão sanguínea é quase nula e a velocidade é quase máxima;
C. a pressão sanguínea é mais alta e a velocidade é máxima;

6.3. Relacione a pequena velocidade referida na afirmação A, com as funções desses vasos
sanguíneos.

7. Classifique como verdadeira (V) ou falsa (F), cada uma das afirmações seguintes, relativas aos
sistemas de transporte em Animais.
A – Num sistema circulatório aberto, o fluido circulante regressa das lacunas quando o coração
está relaxado.
B – Nos animais com circulação simples, o sangue chega aos tecidos com maior pressão do que
nos animais com circulação dupla.
C – Por apresentarem uma circulação dupla, os Anfíbios e os Mamíferos possuem diferentes
níveis de oxigenação dos tecidos.
D – Um sistema circulatório fechado e com circulação dupla e incompleta é caraterizado por um
órgão propulsor com três cavidades.
E – No grupo dos Peixes, onde o sistema circulatório é aberto, circula apenas sangue venoso
nas duas cavidades que constituem o coração.
F – Nos Mamíferos, a metade direita do coração é atravessada exclusivamente por sangue
venoso e a metade esquerda por sangue arterial.
G – Um sistema circulatório fechado é caraterizado pelo facto de o trajecto do fluido circulante
ocorrer dentro de um sistema de vasos.
H – A reduzida complexidade de alguns animais aquáticos permite o fornecimento eficaz de
nutrientes e gases sem a intervenção de um sistema de transporte especializado.
8. Selecione a alternativa que completa a frase seguinte, de modo a obter uma afirmação correta.
Os Peixes apresentam baixo nível metabólico, porque…
(A) …o sangue arterial se mistura com o sangue venoso.
(B) … a circulação sanguínea é simples.
(C) … o coração tem três cavidades.
(D) … a circulação do sangue se faz com elevada pressão.

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9. A figura 3 ilustra, esquematicamente, o papel das válvulas venosas e dos músculos no fluxo
sanguíneo.

Figura 3
Na questão 9.1., transcreva a letra correspondente à opção que contém os termos que permitem
preencher corretamente os espaços. Na questão 9.2., transcreva a letra correspondente à opção
correta.
9.1. Quando o músculo se contrai, o diâmetro da veia _____ e a válvula assinalada com o número
_____ abre.
(A) aumenta [...] 1
(B) diminui [...] 2
(C) diminui [...] 1
(D) aumenta [...] 2
9.2. Dois mecanismos que facilitam o fluxo de sangue em direção ao coração são:
(A) a contração da musculatura esquelética e o aumento da pressão no interior das aurículas.
(B) o relaxamento do diafragma e a contração dos músculos das paredes das veias.
(C) a diminuição da pressão na caixa torácica e a diástole auricular.
(D) o fecho das válvulas venosas e a sístole ventricular

10. Largos períodos de inatividade, como acontece durante as viagens aéreas intercontinentais,
provocam no ser humano a acumulação de linfa nos membros inferiores e, consequentemente, o
seu inchaço.
10.1 Explique esta ocorrência, com base num mecanismo que intervém na circulação sanguínea
nas veias.

11. Sendo os atuais Anfíbios, animais com pulmões, como explica a necessidade de estes animais
realizarem uma intensa hematose através da pele?

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UNIDADE 3 – TRANSFORMAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE


ENERGIA PELOS SERES VIVOS
Para que serve a matéria que chega às células?

Vias Metabólicas de Obtenção de Energia – ATP


A energia contida nas moléculas orgânicas tem que ser transferida e armazenada em moléculas
de ATP. As vias metabólicas de obtenção dessa energia são a fermentação e a respiração.
Na fermentação a glicose não é completamente oxidada e os compostos finais têm elevado
potencial energético (ácido lático e etanol), por isso a quantidade de ATP é reduzida. Na respiração
a glicose é totalmente oxidada e os compostos finais (CO 2 e H2O) têm reduzido potencial energético,
por isso a quantidade de ATP produzida é elevada.

1. FERMENTAÇÃO
É um processo de obtenção de ATP, a partir da oxidação da glicose sem a intervenção de O2.
Ocorre no citoplasma das células eucarióticas e das procarióticas.

ETAPAS DA FERMENTAÇÃO: Glicólise e Redução do Ácido Pirúvico

FERMENTAÇÃO ALCOÓLICA

➢ Além de ATP, formam-se produtos de alto valor


energético potencial como o etanol.
➢ Há libertação de calor.
➢ A glicose não é totalmente oxidada porque o ácido
pirúvico é reduzido pelo NADH. (é o último aceitador
de eletrões)
➢ As leveduras (fungos unicelulares) realizam a
respiração se tiverem oxigénio e a fermentação na
ausência de O2 – são por isso anaeróbias
facultativas.

I – Glicólise – Ocorre no Citoplasma


➢ Fosforilação da glicose (consumo de 2 ATP - energia de ativação)
➢ Redução do NAD+ a NADH.
➢ Síntese de 4 ATP – saldo: 2 ATP.
➢ Fosforilações e oxirreduções.
➢ Formação de ácido pirúvico/piruvato.

II – Redução do Ácido Pirúvico – Ocorre no Citoplasma


➢ Redução do ácido pirúvico pelo NADH.
➢ Oxidação do NADH a NAD+.
➢ Produtos finais: CO2 e Etanol.

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FERMENTAÇÃO LÁTICA
➢ Ocorre no citoplasma de algumas células eucarióticas
animais e das procarióticas (bactérias láticas).
➢ Formam-se produtos de alto valor energético potencial
(ácido lático) e 2 ATP.
➢ Há libertação de calor.
➢ A glicose não é totalmente oxidada porque o ácido
pirúvico é reduzido pelo NADH.
➢ As células musculares recorrem também à fermentação
lática quando estão em esforço físico intenso (quando a
concentração de O2 nas células é baixo).

ETAPAS: Glicólise e Redução do ácido pirúvico


I – Glicólise – ocorre no citoplasma
➢ Fosforilação da glicose (consumo de 2 ATP - energia de ativação)
➢ Redução do NAD+ a NADH.
➢ Síntese de 4 ATP – saldo: 2 ATP.
➢ Fosforilações e oxirreduções.
➢ Formação de ácido pirúvico/piruvato.

II – Redução do ácido pirúvico - ocorre no citoplasma


➢ Redução do ácido pirúvico.
➢ Oxidação do NADH.
➢ Formação de ácido lático - produto final de alto valor energético potencial.

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2. RESPIRAÇÃO AERÓBIA

RESPIRAÇÃO AERÓBIA – processo de obtenção


de ATP, a partir da oxidação da glicose e na
presença de O2.

➢ A glicose é totalmente oxidada.


➢ Ocorre nas mitocôndrias das células
eucarióticas.
➢ Formam-se 36 ATP e os produtos têm
baixo valor energético (CO2, H2O).
➢ Há grande libertação de calor.
➢ O O2 é o último aceitador de eletrões.

ETAPAS: Glicólise, Ciclo de Krebs e Cadeia Respiratória ou Fosforilação Oxidativa

I – Glicólise – Ocorre no Citoplasma


➢ Fosforilação da glicose (consumo de 2 ATP - energia de ativação)
➢ Redução do NAD+ a NADH.
➢ Síntese de 4 ATP – saldo: 2 ATP.
➢ Fosforilações e oxirreduções.
➢ Formação de ácido pirúvico/piruvato.

II – Ciclo de Krebs – Ocorre na Mitocôndria

➢ Oxidação completa do ácido pirúvico.


➢ Descarboxilações – libertação de CO2.
➢ Redução do NAD+ a NADH.
➢ Síntese de ATP (Fosforilações).

III – Cadeia Respiratória / Cadeia Transportadora de Electrões – Ocorre na Mitocôndria


➢ Oxirreduções.
➢ Síntese de ATP – Fosforilação oxidativa.
➢ Redução do O2 pelos eletrões e Hidrogeniões (H+).
➢ Formação de H2O.

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3. TROCAS GASOSAS EM SERES MULTICELULARES

3.1. NAS PLANTAS

As trocas gasosas nas plantas, fazem-se através dos estomas, normalmente situados na página
inferior das folhas. O vapor de água sai, assim como o oxigénio, produto da fotossíntese, e entra
essencialmente CO2.
As plantas podem controlar a taxa de transpiração, abrindo e fechando, mais ou menos, os
estomas, uma vez que a epiderme está protegida por uma cutícula quase impermeável que
minimiza a perda de água.
Cada estoma compreende 6 células, das quais, duas células-guarda que delimitam uma abertura,
o ostíolo.
A entrada de iões K+ nas células, por transporte ativo faz aumentar a pressão osmótica das células
guarda, deslocando-se a água, por osmose, para o seu interior; assim aumenta a turgidez e o
estoma abre.

A saída de iões K+ das células, faz diminuir a pressão osmótica das células guarda, saindo a água,
por osmose. Quando a água sai, as células ficam flácidas/plasmolizadas e o ostíolo fecha.
A parede celular que limita o ostíolo é mais espessa que a restante, mais fina. Quando as células
ficam túrgidas, as paredes mais afastadas do ostíolo tornam-se convexas e repuxam as que
rodeiam o ostíolo, que abre.

Os estomas abrem e fecham como resposta a diversos fatores:


➢ Disponibilidade de água, vento, luz, temperatura e concentração de CO2 Quando a água
do solo, não é suficiente, as células estomáticas deixam de permanecer túrgidas e os ostíolos
fecham.
➢ Quanto à luz, verifica-se que no geral, abrem durante o dia e fecham durante a noite.

3.2. NOS ANIMAIS


Os animais não possuem uma área de armazenamento de gases, por isso eles têm de adquirir
continuamente o oxigénio e libertar o dióxido de carbono. O oxigénio é o recetor final de eletrões
na respiração celular, processo metabólico de obtenção de energia (ATP), necessária ao
crescimento, regeneração e movimento celulares.

As trocas gasosas fazem-se por difusão simples através das membranas celulares. Para que este
processo físico se faça com eficácia, as superfícies respiratórias têm de apresentar certas
caraterísticas:
➢ devem estar húmidas, para que os gases se dissolvam;
➢ devem ser finas;
➢ devem ter uma área grande relativamente ao volume do corpo.

Alguns animais (hidra e planária) são pequenos e constituídos de uma maneira que permite que a
sua parede corporal seja a superfície de troca gasosa. Outros animais mais complexos, possuem
superfícies especializadas para a fazerem.

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A eficácia da difusão é aumentada pela vascularização e a chegada do oxigénio às células assim


como a remoção do dióxido de carbono, são promovidas pela presença de pigmentos
respiratórios no sangue, como por exemplo a hemoglobina.

A difusão é direta se os gases passarem da superfície respiratória para as células (hidra, planaria
e gafanhoto) e indireta se passar das superfícies respiratórias para o sangue (hematose) e deste
para as células (vertebrados).

Órgãos Respiratórios - Adaptação às caraterísticas do Ambiente

Ambiente aquático - Os animais aquáticos têm mais dificuldade em obter o oxigénio da água do
que os animais terrestres do ar. A água completamente saturada com ar contém apenas cerca de
5% de oxigénio e é mais densa do que o ar. Assim os animais aquáticos gastam mais energia para
respirar do que os terrestres (os peixes consomem mais de 25% da sua energia, enquanto os
mamíferos usam apenas 1 a 2% para o fazer).
A hidra e a planária têm uma grande área
superficial relativamente ao seu volume;
esta caraterística permite que a maioria das
suas células, efetuem as trocas gasosas
diretamente com o ambiente – difusão direta.

Nos peixes, as guelras ou brânquias são extensões da faringe, e ficam em contacto direto com o
meio aquático; as brânquias têm um grande número de lamelas paralelas, muito finas e altamente
vascularizadas – as trocas gasosas são efetuadas com o sangue – difusão indireta. Nos capilares
de cada lamela, o sangue flui na direção oposta ao movimento da água que passa nas brânquias
(contra-corrente). A corrente contrária aumenta a quantidade de oxigénio que pode ser
transportada, porque deste modo o sangue está sempre em contacto com água muito oxigenada,
ou seja mantém-se o gradiente de O2 entre a água e o sangue. Este mecanismo de contra-corrente
permite extrair cerca de 80-90% de oxigénio dissolvido na água.

Mecanismo de Contra-Corrente

Os anfíbios não estão completamente adaptados ao ambiente terrestre, pois necessitam dela para
manter a superfície respiratória húmida, a pele. A respiração cutânea nestes animais assume
particular importância já que possuem pulmões lisos/simples, insuficientes para as trocas gasosas
necessárias. Além disso, no estado larvar, os anfíbios respiram por brânquias, estando estas
também presentes em alguns adultos.

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Ambiente terrestre - a evolução dos animais na passagem do ambiente aquático para o terrestre
possibilitou uma maior disponibilidade de oxigénio permitindo assim maior taxa metabólica e
consequentemente uma atividade geral mais elevada. Esta evolução foi acompanhada de
adaptações estruturais dos órgãos respiratórios: alguns tornaram-se internos para evitar a
dissecação e produzem muco para se manterem húmidos.
A minhoca possui respiração cutânea, isto é, a superfície respiratória é a epiderme, através da
qual se efetuam as trocas gasosas. Os gases são transportados pela hemolinfa que circula nos
vasos sanguíneos - difusão indireta.
O oxigénio atmosférico difunde-se através da pele húmida (que se mantém assim, devido à
secreção de muco) e liga-se à hemoglobina dissolvida no plasma.

Os insetos desenvolveram um sistema traqueal


constituído por uma vasta rede de longos e finos tubos
que vão desde a superfície corporal até às células. Estes
tubos, designados traqueias, têm reforços internos de
quitina em forma de aneis, para evitar deformações ou
obstruções por pressões externas. As aberturas
externas das traqueias são os espiráculos.
Sistema traqueal no gafanhoto

As terminações das traqueias junto das células contêm um líquido para permitir a difusão do
oxigénio e do dióxido de carbono. O fluxo de ar faz-se numa só direção e assim não há mistura
de ar oxigenado com ar pouco oxigenado: devido a contrações e expansões do corpo os espiráculos
fecham ou abrem permitindo a circulação do ar – difusão direta.
Dado que a difusão dos gases é muito mais rápida no
ar do que nos líquidos, este sistema de transporte
permite uma maior velocidade nas trocas gasosas; é
por este facto que os insetos têm uma taxa metabólica
elevada (em conformidade com o seu tipo de vida),
apesar de possuírem sistema circulatório aberto

traqueia

Os répteis estão perfeitamente adaptados ao ambiente terrestre, pois só apresentam respiração


pulmonar e a pele está revestida por escamas, sendo impermeável aos gases. Os pulmões são
invaginações da superfície corporal, formados por compartimentos e por isso apresentam uma
superfície respiratória maior que os anfíbios- difusão indireta.
Os mamíferos possuem pulmões muito alveolizados, associados a uma extensa vascularização -
difusão indireta. O mecanismo respiratório dos mamíferos, em que o ar é inalado para os pulmões,
é conhecido como pressão respiratória negativa. Quando os músculos intercostais e o diafragma
se contraem, o volume da caixa torácica aumenta; as paredes dos pulmões (pleura) são puxadas,
aumentando assim o volume dos pulmões. A pressão negativa que se gera faz com que o ar entre
- inspiração. O volume da caixa torácica e consequentemente o volume dos pulmões diminuem,
quando os músculos respiratórios relaxam; a pressão do ar aumenta, obrigando-o a sair -
expiração.

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Transporte de Oxigénio e de Dióxido de Carbono

Os gases são transportados pelo sangue, quer no plasma quer nos glóbulos vermelhos; nestes, é
feita através de pigmentos respiratórios, como a hemoglobina (Hb).
Este pigmento, transporta quase todo o oxigénio (97%), formando com ele um composto instável,
a oxiemoglobina (HbO2), cuja afinidade para o oxigénio é maior nos alvéolos e menor, junto aos
tecidos.

O CO2 é muito mais solúvel em água do que o oxigénio, mas não pode ser transportado deste modo
na sua totalidade, pois alteraria profundamente o pH sanguíneo, provocando a acidose, o que
constituiria um risco. Algum CO2 combina-se com a hemoglobina, formando a carboemoglobina e
a maior parte é transportado no plasma, na forma de ião bicarbonato (HCO3−).

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AUTOAVALIAÇÃO

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RESPIRAÇÃO E FERMENTAÇÃO

I GRUPO

1. A Figura 1 representa as principais vias metabólicas de obtenção de energia, em três tipos de


células (I, II e III).

Figura 1

1.1. Atendendo à forma de obtenção de energia, as células referenciadas por I, II e III, classificam-
se, respetivamente como _______ .
(A) Anaeróbias facultativas, Aeróbias; Anaeróbias
(B) Anaeróbias facultativas, Anaeróbias, Aeróbias
(C) Aeróbias, Anaeróbias, Anaeróbias facultativas
(D) Anaeróbias, Aeróbias, Anaeróbias facultativas

1.2 O factor determinante para a existência alternativa dos processos A e B, em III, é:


(A) Oxigénio
(B) Dióxido de carbono
(C) Glicose
(D) Ácido pirúvico

2. Na respiração aeróbia, ocorrem oxirreduções ____ e forma-se água, como consequência da ___.
(A) na glicólise e ciclo de Krebs (…) redução do oxigénio
(B) na glicólise e ciclo de Krebs (…) oxidação do oxigénio
(C) em todas as etapas (…) redução do oxigénio
(D) em todas as etapas (...) oxidação do oxigénio

3. Selecione a alternativa que preenche os espaços na frase seguinte, de modo a obter uma
afirmação correta.
No ser humano, em situação de exercício físico intenso num curto período de tempo, as células
musculares realizam ______, porque a quantidade de oxigénio disponível é ______ para a produção
de energia requerida nesta atividade.
(A) fermentação lática (…) insuficiente

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(B) respiração aeróbia (…) insuficiente


(C) fermentação lática (…) suficiente
(D) respiração aeróbia (…) suficiente

4. Caraterize os dois processos metabólicos representados, fazendo corresponder a cada afirmação


uma das letras:
A – Fotossíntese B – Respiração

Afirmações:
I - A molécula de H2O cinde-se em átomos de hidrogénio e oxigénio, num processo em que a
energia inicial é absorvida.
II - O CO2 é fixado por aceitadores orgânicos que se vão carboxilando.
III - Os compostos orgânicos libertam átomos de hidrogénio que se combinam com o oxigénio,
formando-se água e libertando-se energia.
IV - O O2 libertado provém da desidrogenação de moléculas de água.
V - O oxigénio é o último aceitador de eletrões provenientes da oxidação dos compostos
orgânicos.
VI - As moléculas dos compostos orgânicos são descarboxiladas com libertação de CO 2.

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II GRUPO
1. A respiração aeróbia consiste numa série de reações de oxidação-redução, que utilizam o
oxigénio molecular como aceitador final de electrões.
Na fosforilação oxidativa, última etapa da respiração aeróbia, a energia libertada pela oxidação dos
transportadores reduzidos (NADH) é utilizada, indiretamente, na síntese de ATP. A fosforilação do
ADP está intimamente ligada ao transporte de electrões na cadeia respiratória. O 2,4-dinitrofenol
(DNP), tóxico para os seres humanos, desliga a síntese de ATP do transporte de electrões,
provocando um aumento do metabolismo e da temperatura corporal, o colapso e a morte.

1.1. As moléculas de NADH, cujos electrões são transferidos para a cadeia respiratória ...
(A) …formam-se por oxidação das moléculas de NAD +.
(B) …provêm exclusivamente da glicólise.
(C) …formam-se devido à oxidação dos compostos orgânicos.
(D) …provêm exclusivamente do ciclo de Krebs.

1.2. Na presença de DNP, a energia associada ao transporte de electrões...


(A) …é dissipada sob a forma de calor.
(B) …é transferida para as moléculas de ATP.
(C) …é armazenada em compostos orgânicos.
(D) …é utilizada para reduzir o oxigénio.

1.3. O aumento do metabolismo que ocorre na presença de DNP pode ser evidenciado por ...
(A) …uma diminuição do consumo de oxigénio.
(B) …um aumento do catabolismo dos nutrientes.
(C) …uma diminuição da produção de dióxido de carbono.
(D) …um aumento da produção de ATP

2. O número de moléculas de glicose necessárias para a produção de 36 ATP nos processos


aeróbio e anaeróbio é, respetivamente ...
(A) …dezoito e uma.
(B) …uma e dezoito.
(C) …duas e trinta e seis.
(D) …trinta e seis e duas.

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III GRUPO
O pão é o alimento resultante da cozedura de massa de farinha levedada por Saccharomyces
cerevisiae, frequentemente designada por levedura de padeiro. A levedura fermenta a glicose que
resulta da hidrólise do amido pelas enzimas existentes no gérmen do cereal. Estas enzimas são
libertadas para a farinha no processo de moagem e são activadas pelo humedecimento.
Quando se pretende amaciar o pão, costuma adicionar-se sacarose à farinha, na preparação da
massa; a levedura possui a capacidade de a hidrolisar, através da sua enzima invertase (sacarase),
nos seus monossacáridos constituintes – glicose e frutose. A glicose é fermentada de imediato e a
frutose é fermentada posteriormente. A quantidade de CO2 libertado e armazenado na massa torna-
a mais leve.
Com o objectivo de estudar o processo de fabrico do pão, foi realizada a seguinte experiência:

1. Duas porções de 10 g de fermento de padeiro (I e II), colocadas no frigorífico a 4 ºC, foram


submetidas às seguintes condições:
Porção I: 30 minutos no congelador (–15 ºC) + 2 horas à temperatura ambiente (20 ºC)
Porção II: 30 minutos no frigorífico (4 ºC) + 2 horas à temperatura ambiente (20 ºC)

2. Em quatro gobelés (A a D), colocaram-se 25 g de farinha de trigo e 20 mL de água.


3. Ao conteúdo de cada um dos gobelés, foi adicionada uma porção de 2 g de fermento, conforme
o indicado no quadro.
4. Ao conteúdo do gobelé D, adicionaram-se 5 g de sacarose.
5. Misturou-se bem o conteúdo em cada gobelé de forma a obter uma massa homogénea.
6. Mediu-se, aproximadamente, o volume da massa e cobriu-se cada gobelé com película
aderente.
7. Os gobelés A, B e D foram colocados na estufa, a 30 ºC, e o gobelé C no frigorífico, a 4 ºC.
8. Decorridos 30 minutos, procedeu-se a nova medição aproximada do volume da massa e
calculou-se a variação percentual do mesmo.

Gobelés Variação do volume ao fim


Condições Experimentais
Fermento utilizado de 30 minutos (%)

A - Porção I 30 ºC ?
B - Porção II 30 ºC 65
C - Porção II 34 ºC 12
D - Porção II 30 ºC ?

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1. Selecione a alternativa que permite preencher os espaços, de modo a obter uma afirmação
correta.
No processo de fabrico do pão, a massa fica lêveda em consequência da produção de _____, o que
provoca a diminuição _____.
(A) etanol […] do seu volume
(B) dióxido de carbono […] do seu volume
(C) etanol […] da sua densidade
(D) dióxido de carbono […] da sua densidade

2. Os gráficos I e II representam a variação da concentração de duas substâncias ao longo do


tempo.

Selecione a alternativa que completa corretamente a afirmação seguinte.


Considerando isoladamente a reacção catalisada pela invertase, os gráficos I e II representam,
respetivamente, a variação da concentração de…
(A) … sacarose e invertase.
(B) … glicose e invertase.
(C) … sacarose e frutose.
(D) … glicose e frutose.

3. Identifique uma das variáveis independentes na atividade experimental descrita.

4. Indique o gobelé que constitui o dispositivo de controlo desta experiência.

5. Selecione a alternativa que permite preencher os espaços, de modo a obter uma afirmação
correta.
Tomando como referência o resultado obtido no gobelé B, é de prever que no gobelé A o aumento
de volume da massa tenha sido _____, enquanto no gobelé D esse aumento deve ter sido _____.
(A) nulo […] superior
(B) semelhante […] superior
(C) nulo […] semelhante
(D) semelhante […] semelhante

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IV GRUPO
O vinho resulta da fermentação do sumo de uvas devido à ação de leveduras.
Ao longo do processo, o teor em álcool vai aumentando até atingir níveis tóxicos para as leveduras,
o que determina a sua morte e a cessação da fermentação.
Realizou-se uma experiência com o objetivo de identificar diferenças entre a fermentação realizada
por leveduras de estirpes selvagens (que aparecem naturalmente na casca das uvas) e a
fermentação realizada por leveduras de cultivo.
Adicionou-se a duas soluções de glicose, de igual volume e concentração, igual número de
leveduras selvagens e de leveduras de cultivo. As duas suspensões assim obtidas foram colocadas
em cubas de fermentação separadas e fechadas.
A fermentação decorreu, em ambas as cubas, durante dez dias, ao longo dos quais se retiraram,
diariamente, amostras. Os resultados das análises às amostras estão representados no gráfico da
fig.2.

Figura 2

1. Classifique como verdadeira (V) ou falsa (F), cada uma das seguintes afirmações, relativas aos
resultados experimentais representados na figura 2.
A – A quantidade de glicose inicial limitou o crescimento das leveduras selvagens.
B – A taxa de fermentação alcoólica foi menor na cuba das leveduras de cultivo.
C – A variável independente nesta investigação é a estirpe de leveduras.
D – As leveduras são afetadas pela concentração de etanol no meio.
E – Meios de cultura com 2,5% de álcool são tóxicos para as leveduras selvagens.
F – Em meios com 7,5% de álcool, o número de leveduras de cultivo está em declínio.
G – A variável dependente foi a concentração de etanol produzida.

2. Selecione a alternativa que permite preencher os espaços e obter afirmações corretas.


É plausível que a remoção do álcool acumulado durante os primeiros cinco dias da cultura com
leveduras selvagens _____ o crescimento da população, pois o meio _____.
(A) afete […] tem falta de oxigénio
(B) afete […] torna-se menos tóxico
(C) não afete […] tem falta de oxigénio
(D) não afete […] torna-se menos tóxico

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3. Ao fim dos dez dias, o líquido formado na cuba que continha as leveduras selvagens foi deixado
em contacto com o ar. Ao analisar posteriormente o conteúdo dessa cuba, constatou-se que tinha
azedado, devido à acumulação de ácido lático.
Selecione a alternativa que completa corretamente a afirmação seguinte.
Esta observação permite concluir que ...
(A) …existia glicose no líquido que foi deixado em contacto com o ar.
(B) …o factor responsável pela acumulação de ácido lático na cuba analisada foi o oxigénio.
(C) …a diminuição da população de leveduras selvagens, que ocorreu entre o quinto e o décimo
dia, deveu-se à ação de bactérias.
(D) …a formação de ácido lático é responsável pela diminuição das leveduras selvagens até ao
décimo dia.

4. As trocas de matéria e energia são condições essenciais à manutenção da organização estrutural


dos seres vivos.
4.1 - Para cada uma das afirmações que se seguem, escolha a letra da chave que se lhe aplica:

Afirmações: Chave:
1. Utiliza glicose.
2. Há oxirreduções
3. Produz dióxido de carbono.
A – Respiração aeróbia
4. A glicose é totalmente oxidada
B – Fermentação alcoólica
5. Ocorre exclusivamente no hialoplasma.
C – Ambos os processos
6. Ocorre a oxidação da água
D – Nenhum dos processos
7. Formam-se compostos finais de alto valor energético
potencial.
8. Algumas reações ocorrem na mitocôndria.

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V GRUPO
1. Colocaram-se 5 gramas de levedura, em cada uma de três soluções aquosas, contidas em
frascos com agitação frequente, deixados na sala entre uma quarta-feira e a segunda-feira seguinte.
As condições em que decorreu a investigação estão esquematizadas na fig. 3 e os resultados
obtidos, na tabela 1.

Figura 3

Tabela 1

1.1. Faça corresponder a cada uma das afirmações seguintes a letra (V) ou (F).

A. As três suspensões continham inicialmente o mesmo número de células.


B. Entre 4ª e 6ª feira, houve fermentação alcoólica em todos os recipientes.
C. Para haver multiplicação de leveduras são necessários outros nutrientes além de um
açúcar.
D. Não se verifica crescimento na ausência de ar.
E. A fermentação e a respiração são processos metabólicos que influenciam o crescimento.
F. A presença de ar implica sempre a existência de respiração.
G. Para haver crescimento basta existir uma fonte de energia e de carbono.
H. As vitaminas e sais minerais são indispensáveis ao crescimento.

1.2. Qual é o controlo da experiência?

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VI GRUPO
No Verão de 1856, Louis Pasteur foi confrontado por Bigot, pai de um dos seus alunos, com um
problema que afligia muitos industriais da zona de Lille. Bigot dedicava-se à produção de álcool
(etanol) a partir da fermentação dos açúcares da beterraba. Por vezes, verificava-se que, em
algumas cubas, o sumo não se transformava em etanol e acabava mesmo por azedar, devido à
acumulação de ácido lático. Na tentativa de resolver esse problema, Pasteur recolheu duas
amostras:
Amostra 1 – líquido recolhido de uma cuba onde se formou etanol.
Amostra 2 – líquido recolhido de uma das cubas cujo conteúdo azedou.
Estas amostras foram observadas ao microscópio. Na amostra 1, Pasteur encontrou apenas
leveduras (fungos unicelulares). Na amostra 2, observou um pequeno número de leveduras e um
grande número de bactérias.
Em observações posteriores, Pasteur confirmou que só se verificava a presença de bactérias nas
cubas cujo conteúdo azedava, e que o número de bactérias era tanto maior, quanto mais azedo o
conteúdo da cuba. Quando terminou a investigação, Pasteur concluiu que as leveduras utilizavam
o açúcar da beterraba para produzir etanol, e que as bactérias o utilizavam para produzir ácido
lático.

1. Pasteur concluiu que a presença de células vivas é fundamental para a ocorrência de


fermentação.
Selecione a alternativa que completa corretamente a afirmação seguinte.
Para poder tirar aquela conclusão, seria necessário comparar as observações das amostras 1 e 2
com a observação de uma amostra de sumo de beterraba (mantido em cuba tapada, a temperaturas
favoráveis à ocorrência de fermentação) que…
(A) … tivesse sido submetida a filtração, removendo as células vivas.
(B) … fosse retirada de uma cuba onde se tivesse obtido etanol.
(C) … fosse retirada de uma cuba cujo conteúdo tivesse azedado.
(D) … tivesse tanto leveduras como bactérias.

2. Selecione a alternativa que permite preencher os espaços e obter uma afirmação correta.
As células de leveduras e de bactérias apresentam _____ e _____.
(A) núcleo […] mitocôndrias
(B) mitocôndrias […] ribossomas
(C) ribossomas […] membrana plasmática
(D) membrana plasmática […] núcleo

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3. Em finais do séc. XIX, Eduard Büchner efectuou um conjunto de experiências com extracto de
levedura, obtido por trituração de leveduras e posterior filtração dos resíduos celulares
remanescentes. A este extracto adicionou uma solução aquosa açucarada. Passado algum tempo,
detetou na solução a presença de etanol e a libertação de dióxido de carbono.
3.1. Selecione a alternativa que completa corretamente a afirmação seguinte.
Com esta experiência, Büchner poderia testar a seguinte hipótese:
(A) a fermentação é um processo que ocorre apenas na ausência de oxigénio.
(B) a temperatura é um dos factores limitantes do processo de fermentação.
(C) a concentração de açúcar influencia o rendimento energético da fermentação.
(D) a fermentação pode ocorrer na ausência de leveduras.

3.2. Selecione a alternativa que completa corretamente a afirmação seguinte.


Para que os resultados da experiência de Büchner possam provar que a ocorrência de fermentação
está, de alguma forma, relacionada com a intervenção de seres vivos (ou seus derivados), seria
necessária a introdução, no procedimento, de um dispositivo que contivesse…
(A) … leveduras numa solução açucarada.
(B) … extrato de levedura numa solução açucarada.
(C) … unicamente uma solução açucarada.
(D) … exclusivamente leveduras.

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VII GRUPO
O colibri é uma pequena ave migratória que percorre cerca de 1000 Km sobre o oceano, partindo
da zona sudeste dos Estados Unidos com destino ao México e à América Central. Esta ave
manifesta, assim, capacidades energéticas extraordinárias.

O colibri alimenta-se de néctar, rico em


açúcares, e de pequenos insetos,
armazenando lípidos em grande quantidade e
quase duplicando o seu peso.

Figura 2 – Relação entre a massa corporal e a taxa metabólica basal em algumas aves

1. Selecione a única alternativa que contém os termos que preenchem, sequencialmente, os


espaços seguintes, de modo a obter uma afirmação correta.
No colibri, as mitocôndrias das células musculares, além de serem numerosas, têm uma membrana
interna com uma grande superfície, o que possibilita uma grande atividade da ______, o que
acarreta ______ consumo de oxigénio.
(A) cadeia respiratória ... maior
(B) glicólise ... menor
(C) cadeia respiratória ... menor
(D) glicólise ... maior

2. Selecione a única alternativa que permite obter uma afirmação correta.


A elevada capacidade energética do colibri, que lhe permite fazer o percurso migratório, é apoiada
pelos dados do gráfico da Figura 2, uma vez que...
(A) a taxa metabólica varia na razão direta da massa corporal.
(B) a uma pequena massa corporal corresponde uma baixa taxa metabólica.
(C) a taxa metabólica varia na razão inversa da massa corporal.
(D) a uma grande massa corporal corresponde uma elevada taxa metabólica.

3. O colibri apresenta um número elevado de glóbulos vermelhos no sangue e as suas células


musculares têm uma quantidade de mitocôndrias superior à da maioria das aves.
Justifique a capacidade migratória do colibri, tendo em conta as adaptações estruturais referidas.

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TROCAS GASOSAS NOS ANIMAIS


I GRUPO
1. A figura ilustra esquematicamente o sistema circulatório de um mamífero e as trocas gasosas
ao nível de diferentes estruturas.

No plasma sanguíneo, junto aos tecidos, ocorre a


formação de HCO3- e H+, a partir do CO2 e H2O. O
HCO3- fica em solução no plasma e o H+ liga-se à
hemoglobina. Esta reação é importante para
regular o pH do sangue. A maior parte do O 2,
encontra-se ligado à hemoglobina junto aos
alvéolos pulmonares.

Nota: as estruturas representadas não se encontram à


mesma escala.

Na questão 1.1., transcreva a letra correspondente à opção correta.


1.1. No sangue dos Mamíferos, o oxigénio e o dióxido de carbono são transportados
maioritariamente:
(A) o primeiro dissolvido no plasma, e o segundo ligado à hemoglobina.
(B) o primeiro ligado à hemoglobina, e o segundo dissolvido no plasma.
(C) o primeiro dissolvido no plasma, e o segundo sob a forma de carboemoglobina.
(D) o primeiro ligado à hemoglobina, e o segundo sob a forma de oxiemoglobina.

Nas questões 1.2., 1.3. e 1.4., transcreva a letra correspondente à opção que contém os termos
que permitem preencher corretamente os espaços.

1.2. No vaso assinalado com o número _____ , o sangue flui a baixa velocidade; o sangue
flui com baixa pressão, mas a velocidade relativamente elevada, nos vasos sanguíneos
assinalados com os números _____ .
(A) 3 [...] 1 e 4 (C) 5 [...] 2 e 4
(B) 6 [...] 1 e 5 (D) 1 [...] 2 e 5
1.3. A pressão parcial de dióxido de carbono no sangue que flui para os capilares alveolares
é de _____ mm Hg, e a pressão parcial de oxigénio no sangue, à saída dos capilares
alveolares, é de _____ mm Hg.
(A) 40 [...] 40 (C) 45 [...] 104
(B) 40 [...] 104 (D) 45 [...] 40

1.4. Nos tecidos, a libertação de dióxido de carbono para o sangue provoca _____ do pH do sangue,
o que leva a _____ da afinidade da hemoglobina para o oxigénio.
(A) um aumento [...] um aumento
(B) um aumento [...] uma diminuição
(C) uma diminuição [...] um aumento
(D) uma diminuição [...] uma diminuição

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II GRUPO
1. Os esquemas A, B e C mostram as superfícies respiratórias de três animais.

A B C
1.1 As superfícies esquematizadas correspondem respetivamente a: (Assinale a opção correta.)
(A) anfíbios, peixes e mamíferos
(B) insectos, peixes e mamíferos
(C) répteis, peixes e aves
(D) insectos, mamíferos e peixes

1.2 Refira o tipo de difusão que se verifica em C.

2. Todas as superfícies respiratórias serão tanto mais eficientes nas trocas gasosas:
(assinale a afirmação correta)
(A) quanto mais seca estiver a superfície
(B) quanto maior for a espessura da superfície
(C) quanto maior for a área de contacto com o meio
(D) quanto maior for a vascularização da superfície

3. Nos animais o oxigénio entra nas células por: (indique a opção correta)
(A) osmose
(B) transpiração
(C) difusão simples
(D) transporte ativo

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III GRUPO
1. O esquema da figura ilustra uma brânquia de um peixe, onde ocorrem mecanismos de
contracorrente. A água circula em sentido inverso ao do sangue.

1.1. Nos itens 1.1.1. e 1.1.2., transcreva a letra correspondente à opção que contém os termos que
permitem preencher corretamente os espaços.
1.1.1. Nos capilares das brânquias, o sangue flui _____ do movimento da água. Na figura, o vaso
sanguíneo que transporta sangue com maior pressão parcial de dióxido de carbono está assinalado
com a letra _____.
(A) no mesmo sentido que o […] X
(B) no sentido oposto ao […] X
(C) no mesmo sentido que o […] Y
(D) no sentido oposto ao […] Y

1.1.2. Nas brânquias, o mecanismo de contracorrente favorece a _____ do gradiente de pressão


parcial dos gases respiratórios, entre o sangue e a água; em consequência, em qualquer ponto do
percurso ao longo da brânquia, _____ difunde-se para o sangue.
(A) diminuição […] dióxido de carbono
(B) manutenção […] dióxido de carbono
(C) diminuição […] oxigénio
(D) manutenção […] oxigénio

2. Nos Peixes, os filamentos branquiais possuem dilatações, denominadas lamelas, que são
percorridas por capilares sanguíneos.
Relacione a existência de capilares com a função desempenhada pelas brânquias

3. Selecione a alternativa que permite preencher os espaços e obter uma afirmação correta.
Nos insetos, o fluido circulante não apresenta pigmentos respiratórios. Pode daí deduzir-se que o
transporte de gases respiratórios até às células e destas para o exterior é efetuado por difusão
_____, o que implica que as células _____, necessariamente, próximas do meio externo.
(A) indireta […] estejam
(B) indireta […] não estejam
(C) direta […] estejam
(D) direta […] não estejam

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IV GRUPO
1. Nos desertos, encontram-se animais de diferentes grupos, como, por exemplo, Mamíferos, Aves,
Répteis e Insetos. Estes animais têm tendência para perder água através das superfícies
respiratórias e excretoras, apresentando diferentes estruturas que lhes permitem sobreviver em
ambientes hostis.
1.1. Nos itens 1.1.1., 1.1.2., 1.1.3., transcreva a letra correspondente à opção que contém os termos
que permitem preencher corretamente os espaços.

1.1.1. A _____ das superfícies respiratórias dos animais considerados possibilita _____.
(A) pequena espessura [...] a economia de água em meio terrestre
(B) elevada vascularização [...] a eficácia da difusão indireta
(C) grande área de contacto com o meio externo [...] a eficácia da difusão indireta
(D) localização [...] a economia de água em meio terrestre

1.1.2. Nos vertebrados terrestres, as superfícies respiratórias estão permanentemente húmidas, o


que _____ a difusão dos gases respiratórios e _____ a perda de água durante a expiração.
(A) possibilita [...] favorece
(B) dificulta [...] favorece
(C) possibilita [...] impede
(D) dificulta [...] impede

1.1.3. A existência de uma elevada taxa metabólica em _____ contribui para que, a uma
temperatura atmosférica de 10 ºC, a diferença de temperatura entre o seu meio interno e o ambiente
seja _____.
(A) Mamíferos [...] maior do que em Répteis
(B) Répteis [...] maior do que em Mamíferos
(C) Mamíferos [...] menor do que em Répteis
(D) Répteis [...] menor do que em Mamíferos

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Caderno de Estudo – Biologia 10º Ano

UNIDADE 4 – REGULAÇÃO NOS SERES VIVOS


Face às variações do meio externo, de que modo é que os seres vivos podem manter em
equilíbrio o seu meio interno?

1. REGULAÇÃO NERVOSA E HORMONAL EM ANIMAIS


Através do sistema nervoso, os seres vivos podem dar resposta, não só a estímulos do meio
externo, mas também, a estímulos do interior do seu organismo.
Nos animais mais evoluídos, a manutenção do equilíbrio do meio interno está dependente da
actividade conjunta do sistema nervoso e endócrino, que coordenam a atividade dos restantes
sistemas.
As mensagens enviadas pelo sistema nervoso deslocam-se mais rapidamente do que as
mensagens enviadas pelo sistema endócrino.

Coordenação Nervosa – Rede de Neurónios e Circulação de Informação


Um organismo estabelece comunicação com o meio externo e reage às suas alterações através do
sistema nervoso.
Os neurónios são as células mais abundantes do sistema nervoso. Possuem um corpo celular
onde se encontra o núcleo e dois tipos de ramificações: as dendrites, mais pequenas e o axónio,
de maiores dimensões. Estão organizados, constituindo os nervos.

Figura 1: neurónio

Complexo hipotálamo-hipófise – o hipotálamo é o centro coordenador da homeostasia nos


vertebrados. Está ligado à hipófise por um pedículo que contém vasos sanguíneos e formações
nervosas.
➢ Vias aferentes – vias nervosas que transmitem mensagens dos órgãos recetores para os
centros nervosos.
➢ Vias eferentes – vias nervosas que transmitem mensagens dos centros nervosos para os
órgãos efetores.
O axónio ou certas dendrites de uma célula nervosa constituem uma fibra nervosa. As fibras
nervosas podem formar feixes. Os nervos são constituídos por vários grupos destes feixes de fibras
nervosas, envolvidas por uma membrana.

➢ Influxo nervoso ou impulso nervoso: informação que circula ao longo dos neurónios.

➢ Transmissão do influxo nervoso: os neurónios possuem uma diferença de potencial


elétrico transmembranar, entre a face externa e a face interna da membrana. Essa diferença é o
potencial de repouso e resulta de uma distribuição desigual de iões de ambos os lados da

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membrana. Quando ocorre um estímulo, desencadeiam-se movimentos iónicos através da


membrana e há uma modificação local do potencial da membrana – potencial de ação (inversão
acentuada e localizada da polarização da membrana, tornando o interior da membrana positivo em
relação ao exterior). Este processo avança sequencialmente, porque provoca uma nova inversão
da polaridade na vizinhança imediatamente a seguir – propagação da mensagem nervosa. Ao
chegar ao fim do axónio, o influxo nervoso passa para outra célula (neurónio ou célula efetora).

Transmissão da Mensagem Nervosa de um Neurónio para outra Célula

A informação nervosa é transmitida ao nível de


uma sinapse, não havendo contacto directo
entre as celúlas. Na célula pré-sinática existem
vesículas que armazenam substâncias
produzidas pelos neurónios – os
neurotransmissores. Quando o impulso
nervoso chega à célula pré-sinática, as
vesículas fundem-se com a membrana e os
neurotransmissores saem por exocitose para a
fenda sinática (Figura 2).

Figura 2

Os neurotransmissores ligam-se à membrana pós-sinática em recetores específicos,


desencadeando nesta, um potencial de ação.

Coordenação Hormonal
Hormonas – moléculas orgânicas produzidas por glândulas endócrinas, que são lançadas
directamente no sangue e que actuam apenas em células-alvo, onde existem recetores específicos
para uma dada hormona. A fixação de uma hormona aos recetores específicos da célula-alvo
desencadeia a realização de respostas fisiológicas correspondentes. As hormonas contribuem para
a manutenção da integridade do organismo.

Integração neuro-hormonal A maioria dos processos fisiológicos, como os mecanismos


homeostáticos, é regulada pelo sistema nervoso e pelo sistema hormonal, que interagem através
do complexo hipotálamo-hipófise, desencadeando respostas específicas.

MECANISMOS HOMEOSTÁTICOS
Homeostasia – é a capacidade de manutenção das condições do meio interno dentro de limites
compatíveis com a vida. Os mecanismos homeostáticos permitem apenas pequenas oscilações das
condições internas, mesmo que existam grandes variações do meio externo.

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1.1. TERMORREGULAÇÃO

É o conjunto de mecanismos que permite a manutenção da temperatura do corpo, quando há


variação considerável da temperatura do meio externo. A temperatura influencia as reações
químicas metabólicas.
➢ Animais homeotérmicos/endotérmicos: a temperatura do corpo, praticamente constante,
depende da taxa metabólica.

➢ Animais poiquilotérmicos/exotérmicos/ectotérmicos: a temperatura do corpo depende de


fontes externas de calor (varia em função da temperatura do meio exterior).

Controlo dos Mecanismos de Termorregulação


A termorregulação é controlada pelo sistema nervoso e também, por vezes, pelo sistema hormonal.

Constituição de um sistema de termorregulação:

➢ Recetores térmicos superficiais de natureza nervosa


➢ Mensageiros da informação recolhida, constituídos por nervos sensitivos ou aferentes
➢ Centro regulador, hipotálamo, recebe as informações e ativa as respostas
➢ Sistema de mensageiros, nervos motores ou eferentes que conduzem as mensagens do
hipotálamo até aos órgãos efetores
➢ Órgãos efetores: desencadeiam ações que permitem corrigir os desvios provocados pelas
alterações detetadas (capilares sanguíneos – vasodilatação e vasoconstrição, glândulas
sudoríparas, músculos).

1.2. REGULAÇÃO OSMÓTICA OU OSMORREGULAÇÃO

A manutenção do volume e concentração dos fluidos corporais dentro de determinados limites -


osmorregulação é indispensável ao equilíbrio do organismo.
A composição química e o volume dos fluidos corporais, mantém-se relativamente constante apesar
da grande variedade de substâncias que entram e saem do organismo. Os rins desempenham um
papel fundamental na manutenção deste equilíbrio, sendo o seu funcionamento regulado por via
hormonal.
O hipotálamo possui células nervosas -
osmorrecetores, que são sensíveis à osmolaridade do
sangue, actuando como “sensores”. Quando estes
“sensores” detectam que o sangue está demasiado
concentrado (pressão osmótica elevada), enviam a
mensagem à hipófise posterior, a qual lança a ADH
(hormona anti-diurética) na corrente sanguínea. Esta
hormona vai actuar a nível do aparelho urinário,
estimulando a reabsorção de água para o sangue,
até a pressão osmótica retomar os valores normais.
Esta informação é então conduzida até ao hipotálamo,
inibindo a produção de ADH, que volta aos valores
normais. É uma situação de controlo por retroação
negativa (Figura 2).

Figura 2

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A sede (desejo consciente de beber água) tem um papel importante na regulação do equilíbrio
hídrico do organismo. O “centro da sede” localiza-se no hipotálamo e é ativado pelo aumento da
osmolaridade do líquido extracelular.

Os órgãos excretores também têm como função, manter o equilíbrio de sais e água no interior do
organismo. Esta regulação faz-se através de mecanismos diferentes consoante os meios.

Osmoregulação nos peixes ósseos

Os peixes ósseos de água salgada têm tendência a perder água por osmose devido ao meio
ambiente ser hipertónico relativamente ao meio interno. No entanto não ocorre desidratação,
porque eles bebem água do mar, retirando-lhe os iões de sódio (Na+) e de cloreto (Cl-) por
transporte ativo, nas brânquias e nos rins. Os rins possuem glomérulos pequenos para a
filtração ser reduzida, logo produzem pequenas quantidades de urina concentrada.

Nos peixes ósseos de água doce, os problemas osmóticos são opostos aos descritos
anteriormente. Os fluidos corporais dos peixes de água doce são hipertónicos relativamente ao meio
hipotónico e portanto tendem a receber água por osmose. Eles nunca bebem água, mas em vez
disso eliminam-na através da produção de grandes quantidades de urina hipotónica. Deste modo
há uma perda significativa de sais que eles repõem, fazendo o transporte ativo dos mesmos para
o sangue através das brânquias e reabsorção nos rins. Os rins possuem glomérulos grandes e
muito abundantes.

Tal como os peixes ósseos de água salgada, outros animais terrestres são também capazes de
beber água do mar apesar da sua elevada concentração em sais. Aves e répteis que vivem próximo
do mar possuem a glândula de sal, nasal, que pode excretar grandes quantidades de solução
salina concentrada. Os mamíferos marinhos como a foca, a baleia e outros podem concentrar a sua
urina de modo a poderem beber água salgada. O rato-cangurú consegue passar sem beber água;
produz uma urina muito concentrada e as suas fezes são quase completamente secas. Ele usa
água metabólica formada em certas reações químicas.

Osmorregulação no Homem
Os animais terrestres perdem água através da transpiração, da respiração e das excreções. Eles
obtêm-na através da ingestão de alimentos, bebendo-a ou através da decomposição dos nutrientes
(água metabólica). A osmorregulação nestes animais é essencialmente para a conservação
da água.
Os répteis e as aves têm o corpo com revestimento para reduzir a perda de água por
transpiração. Os rins têm glomérulos reduzidos e a urina é hipertónica.
Os mamíferos possuem rins com elevada capacidade de reabsorção de água e possuem uma urina
hipertónica.

RIM - Regula a quantidade de água e iões nos fluidos corporais (osmoregulação).

A unidade estrutural e funcional do rim é o nefrónio, nefron ou tubo urinífero. Cada rim é
constituído por cerca de um milhão destes pequenos tubos.

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Figura 3: nefrónio

A osmorregulação está relacionada com a produção da urina que envolve três processos
distintos:
1– Filtração - quando o sangue entra nos glomérulos, a pressão sanguínea é elevada e obriga
pequenas moléculas, tais como aminoácidos, glicose, água, sais e resíduos, a passar
para a cápsula glomerular. Isto acontece também porque as paredes glomerulares são
cem vezes mais permeáveis do que as da maior parte dos outros capilares. As moléculas
que passam do sangue para a cápsula glomerular constituem o filtrado glomerular. As
proteínas e células do sangue não fazem parte deste filtrado porque são muito grandes
e não atravessam as paredes dos capilares.
2– Reabsorção - a reabsorção seletiva dos nutrientes (aminoácidos, glicose) é feita
também por transporte ativo. A glicose é um exemplo de uma molécula que normalmente
é completamente reabsorvida devido à existência de grande quantidade de moléculas
transportadoras de glicose (permeases).
3– Secreção ativa -. Substâncias tóxicas (H+, K+, drogas e venenos) que foram absorvidas
no intestino são eliminadas por transporte ativo. A penicilina é também excretada desta
maneira. No tubo coletor existe uma grande reabsorção de água pelo que a
concentração da urina aumenta significativamente.

A hormona ADH segregada pelo complexo hipotálamo-hipófise torna os tubos colectores


permeáveis para ocorrer reabsorção de água, quando se perde água na transpiração, por exemplo.
Quando se bebe muita água a síntese da ADH é inibida, os tubos colectores ficam quase
impermeáveis e há pouca reabsorção sendo a água eliminada na urina.

➢ Sempre que a água é absorvida para o sangue, a pressão osmótica do plasma diminui e o
excesso de água tem de ser eliminada no rim, produzindo-se uma urina diluida.
➢ Sempre que a pressão osmótica do plasma aumenta (ingestão de sal ou açúcar ou
transpiração) ou tem de se beber água, ou esta é reabsorvida ao máximo no rim, sendo
eliminada pouca urina concentrada.
➢ A ADH – hormona antidiurética é libertada no complexo hipotálamo - hipófise, consoante a
pressão osmótica do sangue:
➢ Pressão osmótica baixa → aumenta a água no plasma → reduz-se a produção de ADH
→ tubos colectores impermeáveis → pouca reabsorção de água para o plasma → eliminação

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do excesso de água no rim → urina abundante; A pressão osmótica é restabelecida e por


rectroação negativa o complexo hipotálamo – hipófise volta a produzir normalmente ADH.
➢ Pressão osmótica alta → diminui a água no plasma → produz-se mais ADH → tubos
colectores permeáveis → muita reabsorção de água para o plasma → eliminação de pouca
água no rim → urina reduzida; A pressão osmótica é restabelecida e por rectroação negativa
o complexo hipotálamo – hipófise é inibido voltando a produzir normalmente ADH.

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2. HORMONAS VEGETAIS
➢ São essenciais para a adaptação das plantas e para o controlo do seu desenvolvimento e
reprodução.
➢ Possuem aplicações comerciais, entre as quais o controlo da frutificação, herbicidas,
possibilidade de produção permanente de determinados produtos e controlo da
germinação.
➢ No entanto, também podem trazer impactos negativos para o ambiente e para a saúde.
➢ Atuam em pequenas concentrações.

O crescimento das plantas é regulado por diversos fatores externos - luz, temperatura, gravidade e
duração do dia - e por fatores internos, nos quais se incluem as hormonas vegetais ou fito-
hormonas.
As hormonas são substâncias químicas produzidas pelas plantas como resposta aos estímulos
externos, funcionando como mensageiros intercelulares e produzindo alterações metabólicas nas
células onde atuam, além de coordenarem a atividade dos vários órgãos da planta.
As hormonas vegetais são produzidas principalmente nos meristemas apicais da raiz, nas gemas,
folhas em crescimento, sementes em desenvolvimento e nos frutos. A regulação hormonal é
particularmente importante durante a germinação das sementes, crescimento de raízes e
caules e na queda das folhas.

Hormonas de Crescimento
O crescimento das plantas é regulado essencialmente por três tipos de hormonas vegetais:
➢ Auxinas
➢ Citoquininas
➢ Giberelinas

Auxinas
O principal efeito das auxinas é o alongamento das células, principalmente nos tecidos do caule.
Muitas plantas têm tendência a inclinar-se por ação da luz - Fototropismo. Os caules apresentam
fototropismo positivo, inclinando-se na direção do estímulo luminoso, enquanto as raízes
apresentam fototropismo negativo, inclinando-se para o lado oposto da luz.
Foram as experiências realizadas por Went, na Holanda, em 1926 que demonstraram que o
crescimento do coleóptilo era provocado pela ação de uma substância química produzida na sua
extremidade e que se deslocava para a base.
Went designou esta substância por auxina (da palavra grega, auxein-aumentar).
Pelo facto de terem ação seletiva as auxinas têm muito interesse económico na destruição das
ervas daninhas nos prados, pastagens e campos de cultura de cereais.

Citoquininas

As citoquininas são hormonas vegetais derivadas da adenina (uma das bases dos ácidos nucleicos).
➢ Estimulam a divisão celular/crescimento. (cytokinesis significa divisão celular).
➢ Estimulam a floração em certas plantas.
➢ Estimulam o desenvolvimento dos frutos em certas espécies vegetais.

Giberelinas

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➢ As giberelinas existem nas plantas em fase de desenvolvimento, estimulando a divisão celular


e, consequentemente, o seu crescimento, particularmente o rápido alongamento do caule.
➢ Nas sementes em germinação, podem induzir o embrião a produzir a enzima que hidrolisa as
reservas de amido.
➢ Estimulam a floração.

O desenvolvimento das plantas é assim coordenado pela interação de diversas hormonas vegetais,
cada uma com o seu efeito: as auxinas e citoquininas estimulam o crescimento inicial; as auxinas
e giberelinas promovem o alongamento do caule; o etileno desencadeia o processo de
envelhecimento.

Etileno
➢ Estimula a floração em certas plantas.
➢ Acelera o amadurecimento dos frutos.
➢ Contribui para a queda de folhas, flores e frutos.

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AUTOAVALIAÇÃO

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REGULAÇÃO NERVOSA
GRUPO I

Os investigadores em neurociências têm procurado estudar o funcionamento do cérebro.


Recentemente, surgiram novos dados a partir de uma pesquisa genética em microrganismos cuja
sobrevivência depende de proteínas canal sensíveis à luz (rodopsinas). Estas, regulando o
transporte de iões (protões) através da membrana celular, permitem a utilização da energia
luminosa.
A tecnologia que recorre a estas proteínas foto-recetoras para estudar e controlar os padrões de
atividade em neurónios-alvo denomina-se optogenética.
Ao contrário do que acontece com a técnica tradicional de estimulação com eléctrodos em ratos,
que requer a imobilização destes, é agora possível, através da engenharia genética, expressar
estas proteínas nos neurónios dos ratos, estimulando ou inibindo a actividade de neurónios-alvo
com um feixe de luz, em animais que podem estar em movimento.
A utilização de diferentes rodopsinas permite controlar ao mesmo tempo diferentes células: com a
luz amarela, exerce-se um tipo de controlo sobre umas e, com a luz azul, envia-se um comando
diferente a outras.
A experiência descrita a seguir mostra a aplicação desta técnica para acordar um rato. Através de
métodos de engenharia genética mediada por vírus, introduz-se no genoma dos neurónios de um
rato um gene que codifica a síntese de uma proteína (canal de Rodopsina-2, ChR2) que reage à
luz azul. Estes neurónios são responsáveis pelo adormecimento e localizam-se no hipotálamo.
Para estimular esses neurónios, implanta-se uma cânula ligada a uma fibra ótica que emite uma luz
laser azul e cujo comprimento permite que o rato se movimente. O tempo de habituação do rato à
cânula é dez dias. Quando o rato adormece, inicia-se a fotoestimulação, ativando-se os canais
ChR2, o que permite a entrada de iões cálcio e sódio no neurónio e a saída de iões potássio,
modificando-se assim a polaridade da membrana e criando-se potenciais de ação. O neurónio
excitado envia sinais a outros, despertando o rato.

Na resposta a cada um dos itens de 1 a 5, Selecione a única opção que permite obter uma afirmação
correta.

1. O fluxo de iões entre o interior e o exterior da célula, através da membrana celular, é regulado
por proteínas
(A) intrínsecas, que atravessam a membrana plasmática.
(B) extrínsecas, que se encontram na face externa da membrana plasmática.
(C) intrínsecas, que se encontram na face interna da membrana plasmática.
(D) extrínsecas, que atravessam a membrana plasmática.

2. A fotoestimulação dos neurónios permite


(A) a despolarização da membrana devido à entrada de iões cálcio e sódio.
(B) a despolarização da membrana devido à saída de iões cálcio e sódio.
(C) a repolarização da membrana devido à entrada de iões cálcio e sódio.
(D) a repolarização da membrana devido à saída de iões cálcio e sódio.

3. Na comunicação entre neurónios, o neurónio excitado envia sinais


(A) eléctricos através de neurotransmissores que se ligam a recetores do neurónio pós-sináptico.
(B) eléctricos através de neurotransmissores que se ligam a recetores do neurónio pré-sináptico.
(C) químicos através de neurotransmissores que se ligam a recetores do neurónio pós-sináptico.
(D) químicos através de neurotransmissores que se ligam a recetores do neurónio pré-sináptico.

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4. A reposição do potencial de repouso é conseguida através de um transporte de iões


(A) não mediado e ativo.
(B) mediado e passivo.
(C) não mediado e passivo.
(D) mediado e ativo.

5. O sentido do impulso nervoso faz-se segundo a sequência


(A) axónio – corpo celular – dendrites.
(B) dendrites – corpo celular – axónio.
(C) axónio – dendrites – corpo celular.
(D) corpo celular – dendrites – axónio.

6. Ordene as letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência cronológica dos acontecimentos


relacionados com a transmissão do impulso nervoso.

A. Alteração da polaridade da membrana.


B. Emissão de um feixe de luz.
C. Entrada de iões cálcio e sódio.
D. Criação de um potencial de acção.
E. Libertação de neurotransmissores.

7. Explicite, com base nos dados fornecidos, as três vantagens da utilização da optogenética em
relação à técnica de estimulação de neurónios através de elétrodos.

II GRUPO

1. O esquema representa a alteração das cargas positivas e negativas num neurónio depois de
receber um estímulo. Faça corresponder um dos esquemas a cada uma das afirmações.

A – O estímulo provoca a entrada de sódio (Na+), invertendo a polaridade (despolarização).


B – A troca de cargas propaga-se ao longo do neurónio, originando o influxo nervoso, após o qual
há um momento de repouso restabelecendo-se a distribuição inicial das cargas.
C – O neurónio está em repouso. No exterior, concentração de Na+ é superior à de K +, enquanto
no interior a situação é inversa.
D – O potássio sai e a polaridade é restabelecida (repolarização). O sódio da região adjacente ao
estímulo entra.

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2. A superfície interna da membrana encontra-se por vezes carregada negativamente em relação


ao exterior. Esta diferença de potencial designa-se:
(A) potencial de repouso
(B) despolarização
(C) impulso nervoso
(D) potencial de ação

3. A diferença de potencial entre as duas faces da membrana durante a despolarização designa-se:


(A) potencial de repouso
(B) repolarização
(C) impulso nervoso
(D) potencial de ação
4. O esquema da figura 1 representa uma sinapse.

4.1. Faça corresponder um número da figura a cada letra dos termos seguintes.
(A) membrana pos-sinática
(B) membrana pre-sinática
(C) neurotransmissor
(D) canais iónicos

4.2. Refira a importância dos neurotransmissores na transmissão do impulso nervoso.

5. Selecione a única alternativa que contém os termos que preenchem, sequencialmente, os


espaços seguintes, de modo a obter uma afirmação correta.
A sensação de dor constitui um sinal de que a homeostasia do organismo está comprometida, pelo
que este aciona mecanismos de regulação _______, que constituem processos de retroalimentação
_______.
(A) química ... positiva.
(B) química ... negativa.
(C) electroquímica ... negativa.
(D) electroquímica ... positiva.

6. Selecione a única alternativa que permite obter uma afirmação correta.


Durante a transmissão do impulso nervoso, ao nível da sinapse, a libertação dos
neurotransmissores na fenda sináptica irá…
(A) provocar a despolarização da membrana no neurónio pré-sináptico.
(B) promover a endocitose dos neurotransmissores no neurónio pós-sináptico.
(C) desencadear o potencial de acção no neurónio pós-sináptico.
(D) alterar a permeabilidade da membrana no neurónio pré-sináptico.

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OSMORREGULAÇÃO
I GRUPO

1. O esquema ilustra a ansa de Henle do nefrónio de um rim de mamífero, onde ocorrem fenómenos
osmóticos.
Nas questões 1.1 a 1.4, transcreva a letra correspondente à opção que contém os termos que
permitem preencher corretamente os espaços.

1.1. No rim, o gradiente osmótico entre o interior da ansa e o exterior, é mantido devido à reabsorção
de __, processo que consome ATP e à permeabilidade do ramo __ .
(A) água [ ... ] ascendente da ansa de Henle aos iões Na+ e Cl -
(B) iões Na+ e Cl- [ ... ] ascendente da ansa de Henle à água
(C) água [ ... ] descendente da ansa de Henle aos iões Na+ e Cl - .
(D) iões Na+ e Cl- [ ... ] descendente da ansa de Henle à água

1.2. À medida que o fluido tubular se desloca ao longo do ramo descendente da ansa de Henle, a
sua concentração em solutos __ . A reabsorção de água ao longo deste ramo continua a ocorrer,
pois a concentração de solutos no interior do tubo urinífero permanece, em cada momento, __ à
dos fluidos intersticiais da medula.
(A) aumenta […] inferior
(B) diminui [ ... ] inferior
(C) aumenta […] superior
(D) diminui […] superior

1.3. Na ausência de ADH, as paredes dos tubos coletores são praticamente impermeáveis à água,
dando origem à doença designada por diabetes insipidus.
Esta doença é caraterizada pela produção de uma ____ quantidade de urina ____.
(A) grande […] hipertónica.
(B) grande […] hipotónica
(C) pequena […] hipotónica.
(D) pequena […] hipertónica
1.4 Quando ocorre uma elevada perda de água por transpiração, diminui o teor de água no sangue,
e é __ a produção de ADH, que é libertada no sangue. Nesta situação, ____ a quantidade de urina
produzida.
(A) estimulada […] aumenta.
(B) inibida […] aumenta.
(C) estimulada […] diminui.
(D) inibida […] diminui.

1.5. Selecione a alternativa que completa a frase seguinte, de forma a obter uma afirmação correta.

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Caderno de Estudo – Biologia 10º Ano

O organismo humano é sensível a variações de pressão osmótica no sangue. Um diabético não


produz a hormona antidiurética (ADH) pelo que…
(A) …aumenta a reabsorção de água nos rins.
(B) …aumenta a permeabilidade das células alvo nos rins.
(C) …diminui a quantidade de água excretada pelos rins.
(D) …diminui a permeabilidade das células alvo nos rins.

2. Selecione a única opção que permite obter uma afirmação correta.


No controlo da actividade do organismo, a acção do sistema nervoso distingue-se da ação
hormonal, por esta última ser…
(A) mais lenta, em geral, e permanecer por mais tempo no organismo.
(B) imediata e solicitar uma resposta de curta duração.
(C) mais lenta, em geral, e solicitar uma resposta de curta duração.
(D) imediata e permanecer por mais tempo no organismo.

II GRUPO
1. Os gráficos da figura referem-se à diurese humana, após a ingestão de 1 litro de água, e traduzem
a variação da quantidade de solutos excretada, da osmolaridade da urina e da osmolaridade do
plasma, ao longo do tempo.

1.1. Transcreva a letra correspondente à opção que contém os termos que permitem preencher
corretamente os espaços.
Na sequência da ingestão de 1 litro de água, o rim excreta uma __ quantidade de urina __.
(A) pequena [...] concentrada
(B) pequena [ ... ] diluída
(C) grande […] diluída
(D) grande […] concentrada
1.2. As curvas que traduzem a variação da osmolaridade __ e da quantidade de solutos excretados
após a ingestão de 1 litro de água encontram-se assinaladas na figura pelos números __
respectivamente.
(A) do plasma [...] I e II
(B) do plasma [ ... ] I e III
(C) da urina [….] I e III
(D) da urina [ ... ] II e III
1.3. No caso apresentado, a quantidade de solutos excretada __ significativamente com o volume
de água ingerida. Isto é possível, porque ao longo do tubo urinífero a quantidade de água
reabsorvida é, proporcionalmente, __ do que a de solutos.

102
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(A) varia [ ... ] maior


(B) não varia [ ... ] maior
(C) varia [ ... ] menor
(D) não varia [ ... ] menor

2. Selecione a alternativa que completa a frase seguinte, de forma a obter uma afirmação correta.
O organismo humano é sensível a variações de pressão osmótica no sangue, pelo que, em
condições de desidratação, a hormona antidiurética (ADH) é produzida para…
(A) …diminuir a reabsorção de água nos rins.
(B) …aumentar a permeabilidade das células alvo nos rins.
(C) …aumentar a quantidade de água excretada pelos rins.
(D) …diminuir a permeabilidade das células alvo nos rins.

3. O castor, animal que vive em ambientes de água doce, e o rato-canguru, habitante do deserto,
possuem ansas de Henle com diferentes comprimentos e produzem urinas com diferentes
concentrações.
3.1. Explique, de que modo a disponibilidade de água no meio em que vivem os animais
mencionados, está relacionada com o comprimento das respetivas ansas de Henle.

III GRUPO

1. A figura apresenta a estrutura do rim de três mamíferos e um gráfico relativo à concentração


máxima da urina produzida por esses animais. Em cada rim, observam-se, esquematicamente, duas
unidades excretoras ligadas a um tubo colector.

1.1. Relacione as diferenças observadas nos tubos uriníferos dos três animais com a concentração
da urina por eles produzida.

103
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Caderno de Estudo – Biologia 10º Ano

1.2. As afirmações seguintes referem-se à osmorregulação que ocorre no rim de mamíferos.


Coloque por ordem as letras que as representam, de modo a reconstituir a sequência temporal dos
acontecimentos.
A – A urina proveniente dos tubos colectores acumula-se no bacinete.
B – A maior parte dos nutrientes é reabsorvida para o meio interno.
C – No tubo colector, a concentração de solutos na urina aumenta em consequência da
reabsorção de água.
D – A pressão sanguínea força a passagem de fluido do meio interno para o meio externo.
E – No tubo contornado, ocorre o transporte ativo de substâncias para o meio externo.

2. O salmão, bem como outros peixes que migram entre o oceano e os rios, sobrevive a alterações
da osmolaridade do meio envolvente. No oceano, o salmão perde água por osmose, compensando
esta perda através da ingestão de grande quantidade de água. Quando migra para o rio, a entrada
de água por osmose é compensada pela produção de urina abundante. Estes processos colocam
problemas ao nível da concentração de sais minerais no meio interno.
Relacione os processos descritos para cada meio com os mecanismos envolvidos na regulação da
concentração de sais.

3. Nos Mamíferos de ambientes desérticos, a capacidade de produzir urina _____aparece


normalmente associada a tubos uriníferos com ansas de Henle _____compridas, permitindo a
economia de água naqueles ambientes.
(A) diluída [...] mais
(B) oncentrada [...] mais
(C) diluída [...] menos
(D) concentrada [...] menos

4. Chiromantis xerampelina e Phyllomedusa sauvagii são duas espécies de Anfíbios habitantes do


deserto, que possuem caraterísticas pouco vulgares nesta classe como, por exemplo, a produção
de uma urina muito concentrada e em pequena quantidade.
Relacione a osmoregulação nestes animais, com a possibilidade de sobrevivência em ambientes
desérticos.

104
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Caderno de Estudo – Biologia 10º Ano

IV GRUPO
O camelo e um animal herbívoro, dócil e bem adaptado a ambientes desérticos. Estas caraterísticas
facilitaram a sua domesticação, desde há 4500 anos. Porque resiste facilmente ao calor e à secura,
é utilizado como meio de transporte de pessoas e bens, em pleno deserto.
A produção de uma urina escassa, que pode atingir duas vezes a concentração normal da água do
mar, e a produção de fezes muito desidratadas são adaptações que levam à retenção de água no
meio interno, aumentando a capacidade de sobrevivência nestas condições extremas. O camelo
também só começa a transpirar quando a temperatura corporal atinge os 40 oC. O calor armazenado
durante o dia e perdido a noite, quando o ar esta mais frio, não havendo perda de agua por
evaporação.
Apesar dessas adaptações, se passar uma semana sem comer nem beber perde ate 25% do seu
peso, condição que seria letal para a maioria dos animais.
Apos um período sem acesso a agua, a manutenção do volume sanguíneo, a custa do fluido
intersticial, não compromete a circulação. Os eritrócitos são pequenos e ovais, podendo, em
condições ainda mais extremas, continuar a circular se ocorrer um aumento de viscosidade do
sangue.
Em contrapartida, quando tem água disponível, pode ingerir uma grande quantidade sem dai
resultarem problemas osmóticos. Isto só é possível, porque a agua e absorvida lentamente ao nível
do estomago e do intestino, dando tempo a que se estabeleça o equilíbrio do meio interno. Alem
disso, os eritrócitos podem aumentar ate 240% o seu volume, enquanto, na maioria das espécies,
a lise dos eritrócitos ocorre com um aumento de 150% do seu volume.
Para melhor compreender os mecanismos envolvidos na adaptação ao deserto, uma equipa de
cientistas desenvolveu uma investigação em Camelus dromedarius, durante a qual foram
comparadas as taxas de perda de água por transpiração, em animais tosquiados e em animais não
tosquiados. Os resultados obtidos encontram-se no gráfico da Figura 1.

Figura 1 – Taxa de transpiração observada nos ensaios com C. dromedarius

1. Selecione a única alternativa que permite obter uma afirmação correta.

A temperatura corporal normal em C. dromedarius possibilita a tolerância às temperaturas extremas


do deserto, porque oscila entre os 34 oC e os 40 oC, e está associada a um aumento…
(A) do consumo de energia metabólica ao serviço da regulação.
(B) da necessidade de ingerir maior quantidade de alimentos.
(C) da quantidade de água perdida pela superfície corporal.
(D) do volume de água retido por adiamento da regulação térmica.

105
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2. Selecione a única alternativa que contem os termos que preenchem, sequencialmente, os


espaços seguintes, de modo a obter uma afirmação correta.
No camelo, para que não seja comprometida a circulação do sangue, o volume sanguíneo e mantido
à custa _______ da pressão osmótica do _______, garantindo, no entanto, uma hidratação mínima
dos tecidos.
(A) da diminuição ... fluido intersticial
(B) do aumento ... fluido intersticial
(C) do aumento ... sangue
(D) da diminuição ... sangue
3. Selecione a única alternativa que contem os termos que preenchem, sequencialmente, os
espaços seguintes, de modo a obter uma afirmação correta.
No camelo, a absorção lenta de agua ao nível do tubo digestivo __ o aumento brusco da diferença
de concentrações entre o plasma e os eritrócitos, atingindo-se a isotonia com a __ destas celulas.
(A) impede ... turgescência
(B) permite ... turgescência
(C) permite ... plasmolise
(D) impede ... plasmolise

4. Selecione a única alternativa que permite obter uma afirmação correta.


O objetivo da experiencia, descrita no texto, realizada em C. dromedarius, foi investigar…
(A) a importância da pele na conservação da temperatura.
(B) como se processa a termorregulação.
(C) a importância dos pelos na conservação da água.
(D) como se processa a transpiração.

5. Quando exposta ao sol, a superfície da pelagem de C. dromedarius pode alcançar temperaturas


superiores a 70 oC, enquanto ao nível da pele a temperatura corporal não ultrapassa os 40 oC.
Explique, a partir dos dados fornecidos, de que modo a investigação realizada permitiu relacionar a
adaptação a elevadas temperaturas com os níveis de transpiração apresentados por C.
dromedarius.

6. No seculo XIX, o camelo foi introduzido pelo homem na Austrália, onde atualmente se encontra
uma população selvagem, descendente de indivíduos que escaparam aos seus proprietários. Esta
população cresceu descontroladamente, porque não existem predadores locais. Em 2005, no
deserto no Sul da Austrália, foram abatidos cerca de 3000 camelos selvagens, porque estavam a
afectar os escassos recursos destinados ao gado bovino e ao gado ovino.
Relacione a necessidade de abate de camelos com as alterações verificadas na dinâmica do
ecossistema natural, apos a introdução deste animal no deserto australiano.

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HORMONAS VEGETAIS
I GRUPO
A queda de folhas durante o Outono, de determinadas espécies de plantas, tem como responsveis,
duas hormonas: auxinas e etileno. No Outono, a diminuição de temperatura provoca a
descarboxilação das auxinas, diminuindo o seu transporte para a zona de abscisão, ficando esta
mais sensível à acção do etileno.
O efeito do etileno sobre as plantas foi conhecido muito antes da descoberta das auxinas: na
Alemanha, no séc. XIX, as ruas eram iluminadas com lâmpadas de gás e a fuga de gás de uma
conduta provocou a queda das folhas das árvores ao longo de várias ruas; em 1901, Dimitry
Neljubov demonstrou que o componente mais ativo do gás de iluminação era o etileno.
A figura 1 representa esquematicamente a sequência de acontecimentos que determinam a
abscisão foliar.

Figura 1

1. Indique a opção verdadeira, relativa à acção das auxinas e do etileno na queda das folhas.
(A) A queda das folhas deve-se à actuação de auxinas na zona de abscisão foliar.
(B) Altas concentrações de etileno no pecíolo atraem auxinas para a zona de abscisão.
(C) Estímulos ambientais interferem na produção de auxinas.
(D) Na Primavera/Verão, a acção do etileno determina a abscisão foliar.

2. Indique a opção verdadeira, relativa à acção das auxinas e do etileno na queda das folhas.
(A) No Outono, a concentração de auxinas no pecíolo aumenta.
(B) O transporte de auxinas na folha faz-se num único sentido, do caule para a folha.
(C) A presença de etileno na zona de abscisão, promove a queda das folhas.
(D) O processo de abscisão foliar não é determinado pela acção de hormonas vegetais.

3. Selecione a alternativa que permite preencher os espaços e obter uma afirmação correta.
A mudança de cor das folhas, no Outono, deve-se a _____ das concentrações de clorofilas, o que
_____ a expressão dos carotenóides.
(A) um aumento […] favorece
(B) uma diminuição […] favorece
(C) um aumento […] não favorece
(D) uma diminuição […] não favorece
4. Selecione a alternativa que permite preencher os espaços e obter afirmações corretas.
As fito-hormonas _____ actuar em diferentes órgãos da planta. O seu efeito _____ de fatores como
o estado de desenvolvimento da planta.
(A) não podem […] é independente
(B) não podem […] depende
(C) podem […] é independente
(D) podem […] depende

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Caderno de Estudo – Biologia 10º Ano

II GRUPO
Algumas variedades de arroz, planta semi-aquática, têm uma capacidade extrema de alongamento
do caule ao nível dos entrenós (região de um caule entre dois nós sucessivos; os nós constituem
os locais de inserção das folhas). O crescimento é induzido por um sinal do ambiente e é mediado,
pelo menos, pela interação de três hormonas: o etileno, o ácido abcísico e as giberelinas.
Métraux e Kende (1983) compararam o comprimento dos entrenós, ao longo de 7 dias, em dois
grupos de plantas de arroz das variedades mencionadas. Um grupo foi mantido emerso; o outro
grupo foi sujeito ao seguinte regime: as plantas foram parcialmente submersas num tanque de 1
metro de altura, de modo que um terço da folhagem permanecesse fora de água; à medida que
foram crescendo, foram progressivamente afundadas no tanque (gráfico a da figura 2).
Os resultados desta investigação estão registados no gráfico b da figura 2.

a b
Figura 2 – Regime de submersão (a) e resultados da 1.ª investigação de Métraux e Kende (b)

Numa segunda investigação, Métraux e Kende (1983) aplicaram externamente etileno, numa
concentração de 0,4 μL L–1, a um grupo de plantas que cresceram fora de água, e registaram o
comprimento dos entrenós ao longo de 7 dias. Os resultados foram comparados com os obtidos
com um outro grupo de plantas, mantido nas mesmas condições, mas ao qual não foi aplicado
etileno (figura 3).

Figura 3 – Resultados da 2.ª investigação de Métraux e Kende


1. Selecione a alternativa que permite preencher os espaços, de modo a obter uma afirmação
correta.
O objectivo da _____ investigação efectuada por Métraux e Kende (1983) foi estudar o efeito da
_____.
(A) primeira […] aplicação externa de etileno no alongamento dos entrenós
(B) primeira […] submersão das plantas no alongamento dos entrenós
(C) segunda […] aplicação externa de etileno na concentração desta hormona nos tecidos

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(D) segunda […] submersão das plantas na concentração de etileno nos tecidos

2. Selecione a alternativa que permite preencher os espaços, de modo a obter uma afirmação
correta.
Em ambas as investigações, o grupo _____ era constituído por plantas _____.
(A) de controlo […] emersas, não tratadas com etileno
(B) experimental […] emersas, tratadas com etileno
(C) de controlo […] submersas, não tratadas com etileno
(D) experimental […] submersas, tratadas com etileno

3. Selecione a alternativa que completa corretamente a afirmação seguinte.


A afirmação que traduz a conclusão da segunda investigação de Métraux e Kende (1983) é:
(A) o aumento da profundidade faz variar a concentração de etileno nos tecidos dos entrenós.
(B) a alteração da concentração de etileno no meio é responsável pelo alongamento dos
entrenós.
(C) o alongamento dos entrenós depende da profundidade a que as plantas estão submersas.
(D) o alongamento dos entrenós é independente da concentração de etileno no meio.

4. Experiências efetuadas com plantas de arroz indicam que a velocidade de absorção de iões
potássio é menor quando as plantas estão colocadas em solos inundados (pouco arejados) do que
quando as plantas se encontram em solos sem problemas de arejamento.
Explique de que modo o arejamento do solo interfere na velocidade de absorção de iões potássio
do solo para o interior da raiz.

5. O alagamento dos solos reduz a troca de oxigénio entre o solo e a atmosfera. O metabolismo
celular é afetado, passando a produzir produtos finais tóxicos para as células, como, etanol e ácido
lático. Experiências realizadas com a planta do milho, demonstraram que, em condições de hipoxia
(carência de oxigénio), há um aumento da produção de etileno, que se acumula nas raízes e nos
caules submersos. A concentração interna de etileno aumenta com a duração da submersão em
água, induzindo a formação de tubos de ar, que facilitam a circulação de oxigénio.

5.1. Selecione a única opção que contém os termos que preenchem, sequencialmente, os espaços
seguintes, de modo a obter uma afirmação correta.
O _______, é uma hormona vegetal que, em resposta ao alagamento dos solos, _______ a eficácia
da produção de energia, na planta do milho.
(A) etileno … diminui
(B) etanol … diminui
(C) etileno … aumenta
(D) etanol … aumenta

5.2. Explique de que modo as alterações morfológicas, referidas no texto, evidenciam que a planta
do milho reagiu a uma situação ambiental desfavorável, aumentando a sua capacidade de
sobrevivência em solos alagados.

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PROPOSTA DE CLASSIFICAÇÃO

MÓDULO INICIAL

I GRUPO
1. D
2. Teia alimentar
3.
• Os seres vivos produtores utilizam matéria mineral e transformam-na em matéria orgânica. Esta
matéria orgânica é utilizada pelos seres dos vários níveis tróficos. Depois de morta é
transformada novamente em matéria mineral, pelos decompositores, formando um ciclo.
• A energia luminosa do sol é convertida em energia química, sendo utilizada pelos vários níveis
das cadeias alimentares, perdendo-se sob a forma de calor; constitui assim um fluxo.
4.1.
• Na biosfera, as árvores, seres fotossintéticos, libertam oxigénio e absorvem o dióxido de
carbono da atmosfera;
• Com o abate de árvores, o oxigénio libertado é reduzido e o CO 2 acumula-se na atmosfera,
provocando o efeito de estufa (poluição);
• O controlo da poluição ficaria então mais caro do que o valor económico de uma árvore, pelo
que tem mais valor viva do que abatida para venda.
5.1. 1-C, 2-A, 3-B, 4-D
5.2. 1 A – DNA, B – RNA
5.2.2.
• O número de Adeninas é igual ao número de Timinas e o de citosinas é igual ao de guaninas.
• A molécula de DNA possui duas cadeias polinucleotídicas ligadas entre si através das bases
azotadas complementares.
• 5.2.3
• A hidrólise do DNA origina moléculas de desoxirribose, fosfato e adenina, timina, citosina e
guanina;
• A hidrólise de RNA origina moléculas de ribose, fosfato e adenina, uracilo, citosina e guanina.
5.2.4. Nucleótido
6. D
7. Verdadeiras (V): I, IV, VI,VII; Falsas (F): II, III, V, VIII.
8.
• Os fosfolípidos são moléculas polares com uma região hidrofílica e outra hidrofóbica;
• Em meio aquoso a região hidrofóbica repele as moléculas de água, formando uma bicamada
com as regiões hidrofóbicas no interior da bicamada e as regiões hidrofílicas voltadas para fora
da bicamada.
9. 1-B, 2-A, 3-B, 4-C, 5-A, 6-D
10. C
11. Verdadeiras: A, B. Falsas: C, D, E.
12. relação entre as duas cadeias de nucleótidos que constituem a molécula de DNA e o
emparelhamento das bases azotadas complementares (A-T; C-G);
• explicitação do raciocínio que possibilita a determinação da presença de 14% de timina, 36% de
citosina e 36% de guanina.

13. (1) – (g); (2) – (b); (3) – (d); (4) – (h); (5) – (c)

UNIDADE 1

I GRUPO

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1.1. 1-A, 2-E, 3-D, 4-C, 5- F


1.2. Meio B
2.
• As proteínas são macromoléculas e por isso não atravessam a membrana plasmática;
• São transportadas em vesículas membranares que se fundem com a membrana plasmática
saindo por exocitose
3.1. Iões K+
3.2. Transporte ativo
3.2.1.
• Para ocorrer acumulação de iões K+ no interior da célula, têm de ser transportados contra o
gradiente de concentração.
• O único transporte que é feito contra o gradiente é o transporte ativo, onde há consumo de
energia.
3.3. C
4.
• O transporte ativo contribui para aumentar o gradiente de concentrações/diferença de
concentrações entre o meio intracelular e o meio extracelular, com consumo de ATP.
• O transporte ativo conduz a concentrações internas apropriadas ao equilíbrio interno da célula,
garantindo a sua sobrevivência.
5. I-D, II-C, III-B, IV-B, V-A, VI-B
6. B
7. Afirmação 4
II GRUPO
1. D
2. D
3. A
4. B (à medida que a água entra nas células, o potencial hídrico diminui e a velocidade de entrada
da água também diminui)
III GRUPO
1.1 C
1.2 B
2.1 A-4, B-3, C-1
2.2
• Os lisossomas são vesículas que contêm enzimas hidrolíticas;
• estas digerem os próprios organitos celulares, levando à destruição das células da cauda.
3.1 C 6. B
3.2 A 7. D
4. B 8. B
5. D

IV GRUPO
1.1.
• A absorvância da clorofila a é mais elevada nos comprimentos de onda próximos dos 420nm e
660nm;
• A atividade fotossintética é mais elevada nesses comprimentos de onda;
• Quanto maior for a absorvância da clorofila maior será a intensidade fotossintética.
1.2. A
2. B
3. D

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Caderno de Estudo – Biologia 10º Ano

4.1.
• Até ao valor Q de intensidade luminosa a taxa de fotossíntese variou de igual forma, a alta
temperatura e a baixa temperatura.
• A partir do valor Q a taxa fotossintética é mais elevada a alta temperatura.
• Pode concluir-se que até ao valor Q é a luz o fator limitante da fotossíntese e para valores
elevados de intensidade luminosa o fator limitante passa a ser a temperatura.
5. C 9. C
6. C 10. C
7.1. C 11. A
8. C 12.1. 1-B, 2-C, 3-F, 4-E, 5-G, 6-A
8.1. A 12.2. X – fase fotoquímica, Y- fase química
V GRUPO
1. D
2. A
3. A
4.
• Para cada valor de temperatura testado, foi mais elevada a taxa de fotossíntese do lote de
plantas sujeitas a uma atmosfera saturada em CO2.
• Quando o CO2 está disponível em quantidades não limitantes, permite taxas de fotossíntese
mais elevadas, independentemente dos valores da temperatura.

UNIDADE 2

TRANSPORTE NAS PLANTAS


I GRUPO
1.1 A
1.2 D
2.
• A acumulação de iões potássio nas células –guarda aumenta a pressão osmótica destas que
absorvem água por osmose, levando à sua turgescência.
• O aumento de turgescência das células-guarda leva à abertura dos estomas;
• O ostíolo sempre aberto facilita a entrada de fungos na planta por esta via.
3. B
II GRUPO
1.
• A existência de uma rede de vasos de menor diâmetro e em maior número faz aumentar a
superfície de adesão às paredes dos vasos;
• Consequentemente há uma maior translocação da seiva, relativamente a uma rede constituída
por poucos vasos de maior diâmetro.
2.1. A
2.2. C
2.3. C
3.
• A transpiração foliar faz aumentar a tensão / pressão negativa no interior dos vasos xilémicos
da folha;
• A diferença de tensão, ao longo dos vasos xilémicos, entre a folha e a raiz, provoca o
movimento da seiva bruta da raiz até às folhas.
4.
• O aquecimento, a 100 ºC, de uma secção de um tronco de uma árvore provoca a interrupção
da atividade metabólica das células / morte das células;

112
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• A translocação da seiva floémica depende da manutenção da atividade metabólica das células


do floema;
• A translocação da seiva xilémica é independente relativamente à existência de atividade
metabólica nos elementos condutores do xilema
5. • quando o afídio suga a seiva elaborada, injeta o vírus diretamente nos tubos floémicos;
• os tubos floémicos distribuem a seiva elaborada (contaminada) pelos órgãos da planta, infetando-
os rapidamente.
III GRUPO
1. Teoria da pressão radicular 5. A – I, B – VII, C – II, D – V, E – III
2. D-B-E-A-C 6.1. C
3. D 6.2. A
4.1. 1 A – F; B – V; C – V; D – F 6.3. D
7. A – I, B – III, C – III, D – II, E – I, F – I, G – II

TRANSPORTE NOS ANIMAIS


I GRUPO
1.1 VERDADEIRAS: A, B, C, D, G. FALSAS: E, F,
1.2 A – II, B – I, C – III, D – I
1.3
• Os mamíferos possuem um coração com 4 cavidades e o sangue arterial e venoso não se
misturam, tendo uma circulação dupla e completa.
• A taxa metabólica é assim mais elevada e há uma maior quantidade energia produzida que
permite um estilo de vida ativo.
2.1. D
3. B
4. D
5. As veias possuem válvulas venosas que abrem num só sentido e a contracção dos músculos
esqueléticos impulsiona o sangue em direção ao coração, impedindo o refluxo de sangue.
6.1. A – velocidade do sangue, B – pressão sanguínea
6.2. A – capilares, B – veia cava, C – aorta
6.3.
• Nos capilares ocorre a troca de substâncias entre o sangue e as células.
• A pequena velocidade do sangue nos capilares aumenta a eficácia dessas trocas.
7. VERDADEIRAS: A, D, F, G, H. FALSAS: B, C, E
8. B
9.1. C
9.2. C
10.1.
• Largos períodos de inativação diminui a contração dos músculos esqueléticos dos membros
inferiores;
• Isso faz diminuir a velocidade do sangue nas veias, de regresso ao coração;
• A pressão sanguínea nos pés aumenta, acumulando-se linfa intersticial que provoca o inchaço.
11.
• As superfícies respiratórias, para serem eficazes necessitam de ter uma grande área de
contacto com o meio, relativamente ao volume corporal.
• Os pulmões dos anfíbios são lisos pelo que têm uma pequena área.
• A hematose através da pele compensa a pequena área dos pulmões.

UNIDADE 3

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I GRUPO II GRUPO III GRUPO


1.1 D 1.1 C 1. D
1.2 A 1.2 A 2. C
2. C 1.3 B 3. Temperatura e sacarose
3. A 2. B 4. Gobelé B
4. I-A, II-A, III-B, IV-A, V-B, VI-B 5. B

IV GRUPO
1.VERDADEIRAS: C, D; F, G
FALSAS: A, B, E
Com 2,5 de álcool o nº de
leveduras selvagens (B) está a
aumentar. Com 7,5 de álcool o
nº de leveduras de cultivo(A)
está a diminuir
1. G
2. B
4. A
5.1. 1-C, 2- C, 3-C, 4-A, 5-B, 6-D, 7-
B, 8-A

VI GRUPO
V GRUPO
1. A
1.1 VERDADEIRAS (V): A, B,
2. C
C, E, H; FALSAS (F): D, F, G
3. D
1.2 Frasco C
4. C

VII GRUPO
1. A
2. C
3.
• A quantidade de energia exigida na actividade migratória do colibri implica uma grande
produção de ATP;
• O número elevado de glóbulos vermelhos permite o fornecimento de uma maior quantidade de
O2 às células, por unidade de tempo;
• Com maior disponibilidade de O2 e um número elevado de mitocôndrias, é aumentada a taxa
respiratória ao nível das células musculares.
TROCAS GASOSAS NOS ANIMAIS
I GRUPO
1.1 B 1.3. C
1.2. A 1.4. D

II GRUPO

114
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1.1 B 2. C
1.2 Difusão indireta 3. C

III GRUPO
1.1.1. D
1.1.2. D
2.
• A existência de lamelas faz aumentar a área das brânquias em contacto com a água;
• o aumento da área das brânquias em contacto com a água torna mais eficaz a difusão de
gases respiratórios entre a água e o sangue.
3. C
IV GRUPO
1.1.1 D
1.1.2 A
1.1.3 A
UNIDADE 4
REGULAÇÃO NERVOSA
I GRUPO
1.(A) 4 (D)
2. (A) 5.(B)
3.(C) 6. B, C, A, D, E
7. a optogenética torna possível estimular ou inibir a atividade de neurónios-alvo;
• existe a possibilidade de os animais se movimentarem no decorrer da experiência;
• existe a possibilidade de controlar ao mesmo tempo diferentes células, utilizando luzes de cores
diferentes.
II GRUPO
1. A - II, B – IV, C – I, D – III 3. D
2. A 4.1. A – 2, B – 4, C – 3, D – 1
4.2.
• Quando o impulso nervoso chega ao fim do axónio, os neurotransmissores saem por exocitose
para a fenda sinática.
• Estes ligam-se aos recetores da membrana pos-sinática desencadeando nesta, o potencial de
ação.
• Assim o impulso nervoso é transmitido, por via química, para outro neurónio.
5. C
6. C
OSMORREGULAÇÃO
I GRUPO
1.1. D 1.4. C
1.2. A 1.5. D
1.3. B 2. A

II GRUPO
1.1 C 1.3 D
1.2 C 2. B

3.1
• Nas ansas de Henle ocorre reabsorção de água, por isso quanto mais compridas forem maior
é essa reabsorção.

115
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Caderno de Estudo – Biologia 10º Ano

• O rato-canguru vive em meios com pouca disponibilidade de água, logo as ansas compridas
permitem-lhe reabsorver mais água, produzindo pouca urina muito concentrada.
• O castor vive em meios com muita água disponível, por isso as ansas curtas permitem-lhe
reabsorver pouca água, produzindo uma urina abundante e diluída.
III GRUPO
1.1
• Nas ansas dos tubos uriníferos, ocorre a reabsorção de água.
• Quanto mais comprida for a ansa maior é a reabsorção
• Quanto maior for a reabsorção, mais concentrada será a urina (III).
1.2 D- B- E – C – A
2.
• No oceano, a ingestão de grande quantidade de água salgada leva a um excesso de sais no
corpo;
• Ocorre a excreção de sais ao nível das guelras e secreção ao nível do nefrónio, por transporte
ativo.
• No rio, a produção de uma urina abundante leva à consequente perda de sais;
• A perda de sais é compensada pela entrada dos mesmos para o meio interno por transporte
ativo ao nível das guelras e pela reabsorção de sais ao nível do nefrónio.
3. B
4.
• Em ambientes desérticos existe pouca água disponível;
• As duas espécies de Anfíbios regulam a pressão osmótica, eliminando sais e reabsorvendo
água no rim;
• Deste modo a urina é muito concentrada e em pequena quantidade.
IV GRUPO
1. D
2. B
3. A
4. C
5.• a investigação realizada em C. dromedarius mostrou que os animais que não foram tosquiados
perderam menos água por transpiração;
.• a pelagem impede que a temperatura atingida à superfície do pêlo seja sentida ao nível da pele;
• a pelagem (ao isolar termicamente o animal) diminui as perdas de água por transpiração.

6.• as condições favoráveis encontradas pelos camelos introduzidos no ecossistema australiano


permitiram o seu sobredesenvolvimento (praga /espécie exótica infestante);
• o excesso de população interferiu no equilíbrio das espécies nativas, levando à competição com
elas e à sua destruição, só remediada com o abate da espécie infestante.
HORMONAS VEGETAIS
I GRUPO
1. C 3. B
2.C 4. D

II GRUPO
1. B
2. A
3. B

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Trabalho de Olga Silva Carvalho - Escola Secundária de Santa Maria
Caderno de Estudo – Biologia 10º Ano

4.
• a absorção de iões potássio para o interior da raiz, ocorre por transporte ativo, que consome ATP;
• quanto maior for a quantidade de ATP disponível nas células, maior poderá ser a velocidade de
transporte ativo de iões potássio para o interior da raiz;
• quanto maior for a quantidade de oxigénio existente no solo, maior poderá ser a taxa de respiração
aeróbia, onde é produzido o ATP.
5.1 C
5.2
• o alagamento dos solos reduz a troca de oxigénio entre o solo e a atmosfera e a planta tem menos
oxigénio disponível;
• perante a escassez de oxigénio, a planta aumenta a produção de etileno, o qual induz a formação
de tubos de ar nas raízes, provocando a circulação de ar/oxigénio;
• deste modo, as células da raiz privilegiam a respiração, diminuindo a fermentação e aumentando
a eficácia do processo de produção de energia, evitando a acumulação de produtos tóxicos.

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Trabalho de Olga Silva Carvalho - Escola Secundária de Santa Maria