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«mas deixemos os poetas livres, deixemos viver, em cada época, até para exemplo, um punhado de almas livres, inteiramente livres, de almas
desviadas, mas que se castiguem e fiquem presas na sua própria liberdade!...» ­ António Ferro

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22/10/2016 Pesquisar neste blogue
A legitimação literária do canto de Bob Dylan

Poesia

Bob Dylan - fotogr. na Rolling Stone


 

“Bob  Dylan  couldn't  wait  for  the  music  to  change.  He  couldn't  be  only  part  of  the
change. He was the change itself.”

Jay Cocks, in “The folk musician” , Time, n.º 22, 8.06.1998.


  Escritores de A a Zink
 
Agustina Bessa­Luís
Vida (CLABL)
Bob Dylan é o nome artístico de Robert Allen Zimmerman, nascido na cidade de Duluth, nos Estados António Boto (Ler)
Unidos da América, a 24 de maio de 1941. Completou 75 anos de existência, com cerca de meio século António Cândido Franco
de lyrics, escritas e cantadas. (LLL)
É um dos mais famosos cantores e compositores de música “folk”, escritor, pintor, ator, e realizador António Lobo Antunes
norte-americano. (blogue)
António Lobo Antunes
(site)
Aquilino Ribeiro (Ler
AR)
Clarice Lispector
(Arquivo)
Clarice Lispector (ed.
Rocco)
Eça de Queirós (BNP,
obra digital)
Eça de Queirós
(Fundação)
Eduardo Lourenço (Ler)
Juvenília Eduardo Pitta
Dylan nasceu no estado de Minnesota, nos EUA, mas é neto de imigrantes judeus russos. Cedo, ainda Fernando Pessoa (Casa)
adolescente, começou a escrever poemas e, como autodidata, aprendeu piano e guitarra. Fernando Pessoa (Um FP
Embora tenha começado a cantar em grupos de  rock – por exemplo, na escola formou a banda The Fernando Pesssoa
Shadow Blasters e terá sido por essa altura que adotou o pseudónimo Bob Dylan –, só quando foi para (Multipessoa)
a  Universidade de Minnesota, em Minneapolis, em 1959, é que se interessou realmente pela  “folk Florbela Espanca (Ler)
music”. Nesta cidade, atuou em bares, acompanhado apenas de um violão e de uma gaita-de-beiços Graciliano Ramos
(ou “harmónica”). Desiste então do curso e, em 1961, viaja para Nova Iorque, onde assinará um (oficial)
contrato com a sua primeira editora musical.  Guerra Junqueiro
(Junqueiriana)

Bob Dylan, o cantor, desde 1962 Helder Magalhães
Lançou o seu primeiro álbum em 1962, Bob  Dylan, que lhe abre as portas para a fama. O trabalho Henrique Levy
seguinte, The  Freewheelin’Bob  Dylan (1963) converter-se-ia com faixas como “Blowin’ in the Wind” Joana Varela
em hino dos movimentos pacifistas a favor dos direitos civis nos EUA. João Morgado
  Jorge Amado (Fundação
Todavia, em 1964, The times they are a­changin´ alterará esta sua fase como intérprete de canções de Casa de)
protesto.  De facto, o novo álbum Highway  61  revisited (1965) no qual está incluído o tema  “Like a Jorge de Sena (Ler)
rolling stone”,  alterou a conceção que se tinha do rock’n roll através de uma maior profundidade José Luís Peixoto
conferida aos seus textos poéticos.
José Régio
 
José Saramago
Considerado pioneiro na introdução da literatura na música pop e também na fusão de ritmos (Fundação)
europeus e afro-americanos, Bob Dylan é autor e intérprete de sucessos emblemáticos como “Blowin'
José Terra
in the wind” e “A hard rain’s a-gonna fall” (1963), “Mr. Tambourine Man” (1965), “Lay lady lay”
Lídia Jorge (site)
(1969), “Knockin’ on heaven’s door” (1973) e “Slow train” (1979). Estes são alguns dos temas de uma
vasta discografia do cantor-poeta que influenciaram e continuam a influenciar a música popular Luís Amaro
moderna. Luís de Camões (blog
Camoniana)
 
Ao longo de uma carreira, já com meio século, editou dezenas de álbuns, de studio e ao vivo, dos quais Luís Filipe Castro
Mendes
se destaca: The  times  they  are  a­changin’  (1964), Bringing it all back home (1965), Highway 61
Luís Miguel Nava
Revisited (1965), Blonde on Blonde (1966), Nashville skyline (1969), Self portrait (1970), Pat Garrett
(Fundação)
&  Billy  The  Kid  (1973),  Before  the  flood  (1974),  Slow  Train  Coming  (1979),  Saved  (1980),  Shot  of
Luísa Dacosta
love (1981), Empire burlesque(1985), Under the red sky (1990), Good  as  I  been  to  you  (1992), Time
out of mind (1997), Gotta serve somebody: the gospel songs of Bob Dylan (2003), Together through Luíz Pacheco
life (2009), Timeless (2011), Tempest (2012), Shadows in the night (2015), Fallen Angels (2016).  Machado de Assis (ABL)
Machado de Assis
(Espaço)
Bob Dylan - The Best Of Manuel Alegre
Maria Graciete Besse
Mário de Sá­Carneiro
Online
Moacyr Scliar (oficial)
Ondjaki
Paulo Coelho (oficial)
Richard Zimler
Sophia de Mello Breyner
Andresen (BNP, espólio)
  Vitorino Nemésio
As suas canções mais célebres estão reunidas em “Bob Dylan's greatest hits” (vol. 1, 1967; vol. 2, 1971; Zetho Cunha Gonçalves
vol. 3, 1994), em “The best of Bob Dylan”  (1997) e “The essential Bob Dylan”  (2000). Mais
recentemente, com uma organização metódica e visando uma coleção mais completa, encontramos a
Ficção
obra musical de Dylam em “The Bootleg Series”, que reúne músicas suas desde o início de carreira,
com cerca de 14 volumes. 
 

 
Grande defensor de causas sociais, Bob Dylan participou em várias iniciativas de solidariedade e
beneficência: o Live Aid (JFK Stadium, 1985), Farm Aid (Memorial Stadium, 1985) e Concierto por la
Paz (San Sebastian, País Basco, 2006). Esse seu convicto “engajamento” é coroado em 1997, quando
foi convidado pelo Papa João Paulo II a atuar para milhares de fãs no World Eucharistic Congress, em
Bolonha (Itália). 

O cinema
Bob Dylan tem algumas e variadas incursões pelo mundo do cinema. Por exemplo, compôs a banda
sonora para o filme “Pat Garrett & Billy the Kid” (1973) de Sam Peckinpah, no qual Dylan também
representou como ator um papel secundário.
 

Dois anos mais tarde, na Primavera de 1975, antes e durante a tourné de


Dylan “Rolling Thunder Revue”, em que aparecem muitos outros
cantors, ele daria início à realização do seu único filme –  
“Renaldo and Clara” (EUA, 1978 – quatro horas), 
protagonizado por si, Sara Dylan e Joan Baez. Escrito por Dylan e Sam
Shepard, o filme incorpora diferentes géneros fílmicos: gravação de
concertos, entrevistas documentais, quadros dramáticos ficcionados
refletindo as letras e a vida de Bob Dylan. Apesar da receção negativa
nos EUA, o filme foi galardoado com o “Interfilm Award” no Festival
Internacional de Cinema em Mannheim-Heidelberg (Alemanha), em
1978.

Por outro lado, teve coautoria com Charles Larry no guião do filme por este realizado: “Masked and
Anonymous” (2003).

Em 1976, o grupo The Band apresenta o seu concerto de despedida – The Last Waltz, em São
Francisco. Nele participam também como intérpretes Bob Dylan, que desde 1966 colaborava com esta
banda, Emmylou Harris, Neil Diamond, Eric Clapton, Van Morrison, Joni Mitchell, Ringo Star, entre
outros. Deste concerto memorável será feito um documentário pelo realizador Martin Scorsese, com
estreia em 1978.

Bob Dylan participou em vários filmes e as suas canções estão incluídas em muitas bandas sonoras do
cinema americano. 
 
A pintura
Outra faceta de Bob Dylan é o desenho e a pintura. Em 1994 publicou um livro de desenhos “Drawn
Blank” e, em 2007, expôs pela primeira vez a sua pintura no Museu Kunstsammlungen,
em Chemnitz na Alemanha. Nesta exposição intitulada “The Drawn Blank Series” esteve representado
com 175 aquarelas e guaches. 

Literatura
Dylan começou a escrever poesia ainda adolescente, tendo já escritos e reunidos em  1966 os
textos, ou o “prosa-poema experimental” como já foi designado, para o volume Tarântula que só viria
a publicar em 1971 (New York: Macmillan. – trad. portuguesa de Vasco Gato, Vila Nova de Famalicão:
Quasi, 2007. – trad. brasileira de Paulo Henriques Britto, São Paulo: Brasiliense, 1986).
Embora durante toda a sua vida Dylan tenha publicado as suas canções em livro, o seu Bob
Dylan song book (da ed. New York: M. Witmark, 1965, até à ed. The definitive Bob Dylan songbook,
New York: Amsco, 2001), parece ser com o título de Lyrics que irá sucessivamente editar a compilação
das letras das suas composições: em 1985, as lyrics de  1962­1985; em 1997, ampliadas ao período
1962­1996; em 1999, até 1999; em 2004, compreende as lyrics entre 1962­2001; em 2008, intituladas
simplesmente Lyrics (sem a menção do período temporal); e finalmente em 2014, sob o título The
Lyrics:  since  1962, ed. por Christopher Ricks, Lisa Nemrow e Julie Nemrow, New York: Simon &
Schuster.
Em Portugal, as letras das canções do poeta-cantor foram editadas em dois volumes pela editora
Relógio d’Água, em 2006 e 2008, respetivamente, abrangendo o período entre 1962 e 2001: Canções
1962­2001 – Volume 1 (1962­1973), Volume 2 (1974­2001), ambos com traduções de Angelina Barbosa
e Pedro Serrano. 

 
 
Mais recentemente, em 2004, saiu a público o primeiro volume da autobiografia de Dylan, Chronicles,
volume  one (New York: Simon & Schuster), que teve logo tradução portuguesa por Bárbara Pinto
Coelho: Crónicas (Lisboa: Ulisseia,  2005) e brasileira, por Lúcia Brito: Crônicas Vol.  I (São Paulo:
Planeta, 2005). Curiosamente, Dylan é amigo do igualmente cantor-escritor Caetano Veloso, amizade
procedente da leitura do volume Verdade Tropical deste (São Paulo: Companhia das Letras, 1997). 

Portanto, alguma da obra literária do autor norte-americano, recentemente nobilizado, também está
publicada em Portugal, a par das composições e das edições musicais. 

Reconhecimento e prémios

Em 2004, foi eleito pela revista  Rolling Stone o 7.º maior cantor de todos os tempos e, pela mesma
revista, o 2.º melhor artista da música de todos os tempos, ficando atrás apenas dos Beatles. Uma de
suas principais canções, “Like a rolling stone”, foi escolhida como a melhor de todos os tempos.
Destaco alguns prémios com que foi distinguido ao longo da sua carreira.
 
Bob Dylan recebera já cinco Gramys e em 1991 o “Grammy Lifetime Achievement Award, quando, em
2006, é laureado com mais dois Gramys com o   álbum Modern  Times: “Best Contemporary Folk
Album” e “Best Solo Rock Vocal Performance” com a canção “Someday Baby”.
 
A 30 de janeiro de 1990, recebe as insígnias de Comendador da Ordem das Artes e das Letras
francesas  [Ordre des Arts et des Lettres], condecoração concedida pelo Ministério da Cultura
da França que visa recompensar “as pessoas que se distinguem pela sua criação no domínio artístico
ou  literário  ou  pela  sua  contribuição  ao  desenvolvimento  das  artes  e  das  letras  na  França  e  no
mundo”. Condecoração controversa, como quase todas, pela rebeldia do condecorado, o seu conhecido
consumo de heroína e por ter sido uma voz ativa em relação à guerra do Vietname.
 
Em 1997, foi distinguido com o “Kennedy Center Honors” pelo labor
artístico de toda uma vida, e em 2000 recebeu das mãos do Rei da
Suécia o Prémio de Música Polar [Polarpriset], concedido pela Real
Academia Sueca de Música em reconhecimento do caráter inovador
da sua criação musical e da sua contribuição para o avanço da música.
Em 2001 recebeu um Óscar pela melhor canção original e um Globo
de Ouro pelo seu tema “Things have changed”, incluída no filme “The
Wonder Boys” (2000).  

Bob Dylan - Things Have Cha…


Cha…

Bob Dylan - Things Have Changed


 
Em junho 2007, foi honrado com o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes, considerando que Bob
Dylan é um “mito viviente en la historia de la música popular y faro de una generación que tuvo el
sueño de cambiar el mundo.” Igualmente porque “austero en las formas y profundo en los mensajes,
Dylan  conjuga  la  canción  y  la  poesía  en  una  obra  que  crea  escuela  y  determina  la  educación
sentimental de muchos millones de personas.” Neste sentido, o prémio das artes distinguiu-o porque
“es fiel reflejo del espíritu de una época que busca respuestas en el viento para los deseos que habitan
en el corazón de los seres humanos.” (da Ata, 13.06.2007).
 
Em 2012, foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade,   a mais alta honra civil, pelo
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que terá dito: “Não há um gigante maior na história da
música americana.”
 

Bob Dylan na Casa Branca, EUA, 2012.
Foto por Charles Dharapak, no Facebook.

 
Finalmente, foi distinguido com o Prémio Nobel da Literatura em 2016 por “ter criado novos modos
de  expressão  poética  no  quadro  da  tradição  da  música  americana”. Esta atribuição inesperada do
maior prémio... da literatura a alguém que era conhecido no mundo da música foi algo controverso e
fez correr muita tinta. O crítico de música Greil Marcus expressa provavelmente a opinião de muitos,
em setembro de 2006 mas em sintonia com outubro de 2016, sobre se pensam que Dylan iria alguma
vez ganhar o Prémio Nobel da Literatura, como de facto ganhou, ao responder :

«  I  hope  not.  There  are  thousands  of  novelists  more  deserving  than  he  is.  It’s  a  prize  for
literature; he’s a songwriter, he’s a singer, he’s a performer. Anyway, Bob Dylan’s won lots
of awards, he doesn’t need this one. There are plenty of people who need the money, need
the readers. »

(no verbete sobre « Ball, Gordon », 


in MICHAEL, Gray - The Bob Dylan encyclopedia, 2006, p. 32.)
 
 
Bob Dylan já recebera o título de Doutor honoris causa pela Universidade de Princeton e fora  incluído
pela revista Time na lista das 100 pessoas mais influentes do século XX.
 

 
Obra (literatura, música, pintura)

Bibliografia
Bob Dylan song book. Fotogr. Chuck Stewart. New York: M. Witmark, 1965. / The definitive Bob
Dylan songbook. New York: Amsco, 2001.
Bob Dylan Himself: his words, his music. London: Duchess, 1965.
Bob Dylan: a collection. New York: M. Witmark, 1966.
Bob Dylan: the original. Ed. by Dan Fox. Warner Bros - Seven Arts Music, 1968.

Tarantula. New York: Macmillan, 1971. 
Trad. portuguesa: Tarântula / Bob Dylan. Trad. Vasco Gato. Vila Nova de Famalicão: Quasi, 2007.
Poem to Joanie. With an introd. by A. J. Weberman. London: Aloes Seola, 1971.
Writings and drawings. New York: Alfred A. Knopf, 1973.
The songs of Bob Dylan: from 1966 through 1975. New York: Knopf, 1976.
 
 
 
Lyrics, 1962-1985. New York: Knopf, 1985. 
Lyrics, 1962-1996. – New York : Villard, 1997. 
Lyrics, 1962-1999. – New York : Knopf, 1999. 
Lyrics : 1962-2001. New York: Simon & Schuster, 2004.  
Lyrics. Ed. by Heinrich Detering. Stuttgart: Reclam, 2008. 
The Lyrics: since 1962. Ed. by Christopher Ricks, Lisa Nemrow
and Julie Nemrow. New York: Simon & Schuster, 2014. 

Tradução portuguesa: Canções 1962­2001: Volume 1 (1962­


1973). Trad. Angelina Barbosa, Pedro Serrano. Lisboa: Relógio
d'Água, 2006. 
Canções 1962­2001: Volume 2 (1974­2001). Trad. Angelina
Barbosa, Pedro Serrano. Lisboa, 2008. 
 
Bob Dylan Anthology. New York: Amsco, 1990.
Drawn Blank. – New York: Random House, 1994. / Bob Dylan: The  drawn  blank  séries.
Ed. by Ingrid Mössinger and Kerstin Drechsel. New York : Prestel, 2007.
Man  gave  names  to  all  the  animals. – Il. by Scott Menchin. San Diego, Calif.: Harcourt
Brace, 1999. / New York: Sterling, 2010. – Il. by Jim Arnosky.

 
 

 
 
 
 
Chronicles: Volume One. 
New York: Simon & Schuster, 2004.  

Trad. portuguesa: Crónicas / Bob Dylan; trad. Bárbara Pinto


Coelho. Lisboa: Ulisseia, 2005. 
 
 
 
 
 
Hollywood foto­rhetoric : the lost manuscript. Photographs by Barry Feinstein. New York:
 

Simon & Schuster, 2008.


Forever Young. Il. by Paul Rogers. New York: Atheneum, 2008.
Bob Dylan: The Brazil series. New York: Prestel, 2010.
 

Blowin’ in The Wind. Il. by Jon J. Muth. New York: Sterling, 2011.


 

Bob Dylan: The Asia series. New York: Gagosian Gallery, 2011.


Revisionist Art. New York: Gagosian Gallery, 2012.
Bob Dylan: Face Value. Text by John Elderfield. London: National Portrait Gallery, 2013.
 If dogs run free. Il. by Scott Campbell. New York: Atheneum, 2013.
 If not for you. Il. by David Walker. New York: Atheneum, 2016.

Traduções em língua portuguesa
Crónicas / Bob Dylan; trad. Bárbara Pinto Coelho. Lisboa: Ulisseia, 2005.
Tarântula / Bob Dylan; trad. brasileira de Paulo Henriques Britto, São Paulo: Brasiliense,
1986.
Tarântula / Bob Dylan; trad. portuguesa de Vasco Gato. Vila Nova de Famalicão:
Quasi, 2007.
Canções 1962­2001: Volume 1 (1962­1973) / Bob Dylan; trad. Angelina Barbosa, Pedro
Serrano; rev. Alda Couto. Lisboa: Relógio d'Água, 2006. – Tít. Orig.: Lyrics.
Canções 1962­2001: Volume 2 (1974­2001) / Bob Dylan; trad. Angelina Barbosa, Pedro
Serrano; rev. Alda Couto. Lisboa: Relógio d'Água, 2008. – Tít. Orig.: Lyrics.

 
Álbuns
Bob Dylan (1962)
The freewheelin’ Bob Dylan (1963)
The times they are a-changin’ (1964)
Another side of Bob Dylan (1964)
Bringing it all back home (1965)
Highway 61 revisited (1965)
Blonde on blonde (1966)
Bob Dylan's greatest hits
The Bootleg Series:
Films (lista)
Bob Dylan's greatest hits:
Bob Dylan's greatest hits (1967)
Bob Dylan's greatest hits vol. 2 (1971)
Bob Dylan's greatest hits vol. 3 (1994)
The best of Bob Dylan (1997)
The essential Bob Dylan (2000)

John Wesley Harding (1968)


Nashville skyline (1969)
Self portrait (1970)
New morning (1970)
Pat Garrett & Billy The Kid (1973)
Dylan (1973)
Planet Waves (1974)
Before the flood (1974)
Blood on the tracks (1975)
The basement tapes (1975)
Desire (1976)
Hard rain (1976)
Street legal (1978)
Bob Dylan at Budokan (1978)
Slow train coming (1979)
Saved (1980)
Shot of love (1981)
Infidels (1983)
Real live (1984)
Empire burlesque (1985)
Biograph (1985) – Um compilação de cinco álbuns que assinala os seus 25 anos de artista.
Knocked out loaded (1986)
Down in the groove (1988)
Dylan & the Dead (1989)
Oh mercy (1989)
Under the red sky (1990)
Good as I been to you (1992)
World gone wrong (1993)
MTV Unplugged (1995)
The songs of Jimmie Rodgers: a tribute (1997)
Time out of mind (1997)
“Love and theft” (2001)
Masked and anonymous: the soundtrack (2003)
Gotta serve somebody: the gospel songs of Bob Dylan (2003)
Live at the Gaslight 1962 (2005)
Live at Carnegie Hall 1963 (2005)
Modern Times (2006)
The traveling Wilburys collection (2007)
Together through life (2009)
Christmas in the heart (2009)
The original mono recordings (2010)
Good Rockin’ Tonight: The legacy of sun (2011)
Timeless (2011)
Tempest (2012)
The lost notebooks of Hank Williams (2011)
Shadows in the night (2015)
Fallen Angels (2016)
The Bootleg Series:
The Bootleg Series: vols. 1-3: Rare and unreleased 1961-1991 (1991)
The Bootleg Series, vol. 4: Bob Dylan live 1966: The ’Royal Albert Hall’ concert (1998)
The Bootleg Series, vol. 5: Live 1975: The rolling thunder revue (2002)
The Bootleg Series, vol. 6: Live 1964: Concert at Philharmonic Hall (2004)
The Bootleg Series, vol. 7: No direction home: the soundtrack (2005)
The Bootleg Series, vol. 8: Tell tale signs: rare and unreleased, 1989-2006 (2008)
The Bootleg Series, vol. 9: The Witmark Demos: 1962-1964 (2010)
The Bootleg Series, vol. 10: Another self portrait (2013)
The Bootleg Series, vol. 11: The basement tapes complete (2014)
The Bootleg Series, vol. 12: The cutting edge 1965-1966 (2015)
The Bootleg Series, vol. 14: surviving in a ruthless world: the 1983 infidels sessions. 

 
 Filmes
Dont look back / D. A. Pennebaker, 1967.
Eat the document / D. A. Pennebaker, Howard Alk, Bob Dylan, 1971.
Pat Garrett & Billy The Kid / Sam Peckinpah, 1973.
Renaldo & Clara / Bob Dylan, 1978.
The last Waltz / Martin Scorsese, 1978.
Hard to handle / Gillian Armstrong, 1986.
Hearts of fire / Richard Marquand, 1987.
Masked and anonymous / Larry Charles; written by Bob Dylan and Larry Charles, 2003.
No direction home / Martin Scorsese, 2005.
I’m not there / Todd Haynes, 2007.
The other side of the mirror: Bob Dylan live at the Newport Folk Festival, 1963-1965. /
Murray Lerner, 2007.
 

 
Algumas referências
MICHAEL, Gray (2006) The Bob Dylan encyclopedia. New York: Continuum. – 736 p.
“The Nobel Prize in Literature 2016”, in Nobelprize.org. Nobel Media AB 2014. Web. 21 Oct
2016. http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/2016/.
“The Nobel Prize in Literature 2016 – Bio­bibliography”, in Nobelprize.org. Nobel Media AB 2014.
Web.  21  Oct  2016.  http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/2016/bio-
bibl.html
NASCIMENTO,  Débora  –  “Bob  Dylan:  o  inigualável  trovador  solitário”,  in  Revista  Continente,
Brasil (maio 2011 ­ quando o artista completou 70 anos); reprod. agora na página da revista online
em: Issuu, 2016. – Endereço: http://bit.ly/2eaC609.
“Prince  of  Asturias  Awardfor  the  Arts  2007”, in sítio da Fundación Princesa de Asturias, Oviedo,
Espanha, 2007.
 

Publicada por José à(s) 21:20   

Etiquetas: Bob Dylan, Canções, Lyrics

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