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«mas deixemos os poetas livres, deixemos viver, em cada época, até para exemplo, um punhado de almas livres, inteiramente livres, de almas
desviadas, mas que se castiguem e fiquem presas na sua própria liberdade!...» ­ António Ferro

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12/04/2016 Pesquisar neste blogue
QUEM ÉS TU, LUÍS FILIPE CASTRO MENDES?

  Poesia

Luís Filipe Castro Mendes (1950­)

A vida
Luís Filipe Carrilho de Castro Mendes nasceu em Idanha-a-Nova, em 1950.
Poeta, ficcionista, diplomata, ministro da Cultura. Escritores de A a Zink
 
Agustina Bessa­Luís
*** (CLABL)
  António Boto (Ler)
Luís Filipe Castro Mendes é licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa (1974).  António Cândido Franco
A partir de 1975, seguiu a carreira diplomática, desempenhando funções em Luanda, Madrid, Paris, (LLL)
Rio de Janeiro, Budapeste e Nova Deli.  António Lobo Antunes
Quando Regressou a Lisboa, foi assessor de Melo Antunes no Ministério dos Negócios Estrangeiros (blogue)
e, mais tarde, do presidente Ramalho Eanes, em 1983. Entre 1995 e 1997, foi Chefe de Gabinete do António Lobo Antunes
então Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Luís Amado, e exerceu depois o (site)
cargo de cônsul de Portugal no Rio de Janeiro. Em 2010, substituiu Manuel Maria Carrilho na Aquilino Ribeiro (Ler
AR)
representação de Portugal junto da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação,
Clarice Lispector
Ciência e Cultura, e, em 2012, assumiu funções no Conselho da Europa, em Estrasburgo. Em abril de
(Arquivo)
2016, iniciou as suas funções como Ministro da Cultura.
Clarice Lispector (ed.
Estreou-se precocemente como poeta (1965-1967), ao publicar poemas no suplemento juvenil Rocco)
do  Diário  de  Lisboa e no suplemento literário do diário República, começando a publicar a sua Eça de Queirós (BNP,
poesia em forma de livro na década de 80. Recados (1983), é uma “obra onde se impõem desde logo obra digital)
duas das mais marcantes características da sua poesia: o virtuosismo no tratamento de formas Eça de Queirós
poéticas tradicionais e a intertextualidade, com referências muito presentes a vários escritores, (Fundação)

como Emily Dickinson, Rilke, Nietszche, Jorge Luís Borges, Rimbaud, etc.” (in DGLB). É esse Eduardo Lourenço (Ler)

“jogo da citação e do diálogo com referências e memórias da cultura ocidental” que se inscreve “no Eduardo Pitta
Fernando Pessoa (Casa)
conjunto de características que permitem considerar a sua obra como pós-moderna” (idem).
Fernando Pessoa (Um FP
Fernando Pesssoa
(Multipessoa)
Florbela Espanca (Ler)
Graciliano Ramos
(oficial)
Guerra Junqueiro
(Junqueiriana)
Helder Magalhães
Henrique Levy
Joana Varela
João Morgado
Jorge Amado (Fundação
Casa de)
Jorge de Sena (Ler)
José Luís Peixoto
Publicará de seguida, no domínio da poesia, Seis  elegias  e
José Régio
outros poemas (1985), A Ilha dos Mortos (1991), Viagem de
inverno (1993), O  jogo  de  fazer  versos (1994), Modos  de José Saramago
(Fundação)
música (1996), Quadras  ao  gosto  pessoano (1997), Outras
José Terra
canções  (1998). Estas obras serão coligidas em Poesia
Lídia Jorge (site)
reunida: 1985­1999, acrescidas do livro inédito Os amantes
obscuros  (1999). Após a publicação de Os  dias  inventados Luís Amaro
(2001), voltará a coligir os seus poemas, agora selecionados Luís de Camões (blog
Camoniana)
e em edição bilingue – em português e dinamarquês, na
Luís Filipe Castro
antologia Os  amantes  obscuros:  poemas  escolhidos:  1985­
Mendes
2001 (2007). Mais recentemente, vieram a lume Lendas da
Luís Miguel Nava
Índia (2011), A  misericórdia  dos  mercados  (2014) e Outro (Fundação)
Ulisses regressa a casa (2016). Luísa Dacosta
Luíz Pacheco
          A sua estreia na ficção foi igualmente na década de 80,
Machado de Assis (ABL)
com Areias  escuras  (1984); só voltando à prosa com o
Machado de Assis
romance de 1995, Correspondência secreta, obra polifónica (Espaço)
quer pelas figuras a que dá voz - Marquesa de Alorna, Filinto
Manuel Alegre
Elísio, Cavaleiro de Oliveira... – quer pela relação intertextual que estabelece com uma
Maria Graciete Besse
multiplicidade de géneros literários, como poemas, epístolas e monólogos, através da paródia e de
Mário de Sá­Carneiro
outros processos de citação e evocação de todo um legado histórico-literário português. Online
Trata-se de um escritor sobejamente laureado: em 1985, o seu Seis  elegias  e  outros
Moacyr Scliar (oficial)
poemas recebe o Prémio Pedro Homem de Mello, do Lions Clube do Porto; em 1992, a obra A Ilha
Ondjaki
dos Mortos (1991) é destacada com o Prémio PEN Clube Português de Poesia; dois anos depois, em
Paulo Coelho (oficial)
1994, com O jogo de fazer versos, o poeta é duplamente laureado – recebe o Prémio Municipal Eça
Richard Zimler
de Queiroz e o Prémio D. Diniz. É também duplamente premiado com o romance Correspondência
secreta (1995) – obra distinguida com o Prémio Municipal Eça de Queiroz, em 1995, e com o Prémio Sophia de Mello Breyner
Andresen (BNP, espólio)
PEN Clube Português de Novelística, em 1996.
Vitorino Nemésio
Recentemente, em 2012, recebeu o Prémio António Quadros, com
Zetho Cunha Gonçalves
a publicação de Lendas  da  Índia (2011). De acordo com o
júri, este livro inscreve-se no “horizonte de um diálogo de culturas, com
Ficção
aspetos relevantes do pensamento universalista e da abertura de
espírito do patrono deste Prémio [...] dando prossecução a um trajeto
literário de grande qualidade estética.” Lendas  da  Índia  versa sobre a
identidade portuguesa “sem complexos históricos com o passado dos
Descobrimentos”. 
 
A obra
Recados [poesia]. Lisboa: INCM, 1983. / 2002.
Areias escuras [ficção]. Lisboa : Heptágono, 1984.
Seis elegias e outros poemas. Porto: Associação dos Jornalistas e Homens de Letras:
Lions Clube, 1985.
A Ilha dos Mortos [poesia]. Lisboa: Quetzal, 1991.
Viagem de Inverno [poesia].Lisboa: Quetzal, 1993.
O Jogo de fazer versos [poesia]. Lisboa: Quetzal, 1994.
Correspondência secreta [romance]. Lisboa: Quetzal, 1995. / 2.ª ed., 1999.
Modos de música [poesia]. Lisboa: Quetzal, 1996.
Quadras ao gosto pessoano. Lisboa: e.a., 1997.
Outras canções [poesia]. Lisboa: Quetzal, 1998.
Poesia reunida (1985­1999). Com o livro inédito ‘Os amantes obscuros’.
Lisboa: Quetzal, 1999.
Os dias inventados [poesia]. Lisboa: Gótica, 2001.
Os amantes obscuros : poemas escolhidos (1985­2001). S.l.: s.n., 2007. ISBN
978-954-462-129-2. – Ed. bilingue em português e dinamarquês.
Lendas da Índia [poesia]. ed. literária de Maria da Piedade Ferreira; rev. Ana Lúcia
Parga. Alfragide: Dom Quixote, 2011.
A misericórdia dos mercados [poesia]. Porto: Assírio & Alvim, 2014.
Outro Ulisses regressa a casa [poesia]. Porto: Assírio & Alvim, 2016.
 

 
 
Referências
Centro de Documentação de Autores Portugueses - “Luís Filipe de Castro Mendes”,
biografia-verbete, in DGLB, jan. 2002.
“Luís Filipe Castro Mendes”, verbete, in Infopédia da Porto Editora.
“Luís Filipe Castro Mendes”, verbete, in “Autores”, verbete da Wook online.
“Luís Filipe Castro Mendes”, verbete, in Wikipédia, a enciclopédia livre.
“Em silêncio... Luís Filipe Castro Mendes: “Música calada”, em “O poema da semana” no
Centro Virtual Camões.
Entrevista, no Brasil, com o poeta a propósito de Poesia Reunida (1999).
Luís Filipe Castro Mendes – “Depois da queda: as organizações europeias face a um
sistema internacional em mudança (1989-1993)”, artigo, in Política Internacional, vol. 1,
n.º 7/8 (outono 1993), dir. João Ferreira de Sousa, Lisboa, p. 19-.

 
[Desde a sua nomeação para MC, do mais antigo para o mais recente:]
GUERREIRO, António – “A poesia, essa ocupação inocente”, in Público [digital],
11.04.2016.
“O novo ministro da Cultura em 10 poemas”, in Observador [digital], 10.04.2016.
“Luís Filipe Castro Mendes é o novo ministro da cultura”, in Observador [digital],
10.04.2016.
“Luís Filipe Castro Mendes, um diplomata poeta que será ministro”, in DN [digital],
10.04.2016.
“Luís Filipe Castro Mendes é o novo ministro da Cultura”, in Expresso [digital], 10.04.2016.
“Embaixador Luís Filipe Castro Mendes é novo ministro da Cultura”, in Público [digital],
10.04.2016. – por Cláudia Lima Carvalho , António Guerreiro , Isabel Coutinho , Luís
Miguel Queirós E Sérgio B. Gomes
Presidente da República aceita proposta de nomeação do novo Ministro da Cultura”,
notícia, página da Presidência da República Portuguesa, 10.04.2016.
***
 
AMARAL, Fernando Pinto do – 100  livros  portugueses  do  século  XX:  uma  selecção  de
obras literárias = 100 portuguese books of the 20th century: a selection of literary works.
Pref. Jorge Couto; fot. Luísa Ferreira, Arquivo da BNP, Arquivo do DN; trad. Richard
Rogers. Lisboa: Instituto Camões, 2002, p. 192-193. –Contem uma fotografia do autor,
acompanhada de uma breve nota biográfica, e a reprodução da capa da 1.ª edição do livro
selecionado: A Ilha dos Mortos (1991). – ISBN 972-566-227-X.
“Luís Filipe Castro Mendes”, fotografia 56, in Les écrivains: le Portugal au Salon du Livre
2000. Fotog. Luisa Ferreira; Mariana Viegas; João Francisco Vilhena; Teresa Belo. Lisboa:
Ministério da Cultura, 2000.
“Luís Filipe Castro Mendes”, fotografia 23, in Portuguese  writers  in  Frankfurt.
photographs by Luísa Ferreira; biographies written by Ana Maria Pereirinha; design Luís
Filipe Cunha; trad. David Alan Prescott. Lisboa: Portugal-Frankfurt 97 / Casa Fernando
Pessoa / IPLB, 1997. – A fotografia é acompanhada no verso por a biobibliografia do autor.
“Luís Filipe Castro Mendes”, in Figuras  de  estilo  =  Figures  de  style [Visual gráfico].
Monique BURKE; texto de Eduardo Prado Coelho. Lisboa: INCM, 1988, p. 139.
Abril: poesia dos anos 90 em Portugal, dir. Miguel Candel...; et al.. Luxembourg, n.º ? (abril
[19--?]). – Contém o poema “O Modo Funcionário de Viver” da autoria de Luís Filipe
Mendes e que é alusivo à memória de Bernardo Soares.

Publicada por José à(s) 01:05   

Etiquetas: Luís Filipe Castro Mendes
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