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Revista do out-dez 2012

Recursos para Líderes de Igreja


Exemplar Avulso: R$ 6,30. Assinatura: R$ 20,00

A escolha do texto bíblico


para o Sermão
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO

O que temer?
V
ivemos na época dos contrastes. De um lado, as “Você diz: ‘Estou rico, adquiri riquezas e não preciso
pessoas se sentem todo-poderosas e, de outro, de nada.’ Não reconhece, porém, que é miserável, digno
muito inseguras. Nunca se sofreu de tanta insegu- de compaixão, pobre, cego, e que está nu. Dou-lhe este
rança e temor! Este é o tempo em que, ao que se deve conselho: Compre de Mim ouro refinado no fogo, e você
temer não se teme, e, ao que não se deve temer, teme-se. se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para
Na Bíblia, descobri que viver mergulhado em preo- cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para
cupações é pecado. Aquele que se preocupa é um “cris- ungir os seus olhos e poder enxergar” (Ap 3:17, 18, NVI).
tão ateu”. Diz confiar em Deus, mas vive como se Ele não Paulo tem uma posição definida: “Quanto a mim, que
existisse. Diz pertencer ao Pai celestial, mas vive como eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor
órfão espiritual. Jesus Cristo, por meio da qual  o mundo foi crucificado
Preocupação e confiança são incompatíveis. Quando para mim, e eu para o mundo” (Gl 6:14, NVI). E acrescenta:
se encontram, uma delas tem que desaparecer. “Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram,
Gostei de um autoadesivo que dizia: “Não fale a Deus não apenas na minha presença, porém muito mais agora
sobre a grandeza de seus problemas, fale aos seus pro- na minha ausência, ponham em ação a salvação de vocês
blemas a respeito da grandeza de Deus.” com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês
Não podemos confiar em alguém que não conhece- tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa
mos. Para confiar em Deus, precisamos conhecê-Lo. vontade dEle” (Fl 2:12, 13, NVI).
“A ansiedade é cega [...] Nosso Pai celestial tem mil Cada dia, devemos renunciar ao “eu”. Entretanto,
modos de providenciar em nosso favor, modos de que “ninguém pode esvaziar-se de si mesmo. Somente pode-
nada sabemos” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as mos consentir em que Cristo execute a obra. Então a lin-
Nações, p. 330). guagem da pessoa será: ‘Senhor, toma meu coração; pois
Com todos acontecem coisas inexplicáveis. Porém, não o posso dar. É Tua propriedade. Conserva-o puro;
é bom lembrar que Deus tem objetivos para nossa vida. pois não posso conservá-lo para Ti. Salva-me a despeito
É motivo de conforto ter a certeza de que Ele sabe o que de mim mesmo, tão fraco e tão dessemelhante de Cristo.
faz. “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o Molda-me, forma-me e eleva-me a uma atmosfera pura
bem daqueles que O amam” (Rm 8:28, NVI). e santa, onde a rica corrente de Teu amor possa fluir por
A ordem para “não temer” ocorre 360 vezes na Bíblia. meu ser’” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 159).
Em uma delas, está um anjo falando aos discípulos: “Não Quanto mais perto de Cristo, mais desconfiados fica-
tenham medo... Vocês estão procurando Jesus, o Naza- remos de nós mesmos e, de fato, mais seguros estare-
reno, que foi crucificado. Ele ressuscitou!” (Mc 16:6, NVI). mos. Por isso, devemos desconfiar de nossa capacidade
Diante do imprevisível, desponta a fé pela qual se crê que ou força e ter medo de começar o dia sem a presença do
existe o Salvador que venceu a morte. Espírito Santo no coração. Confiar em Deus é levar uma
Mas, há algo a temer: a confiança em nossas virtudes vida em segurança. Comece o dia com Deus. Dedique a
e capacidade. Ele a primeira hora.

Carlos Hein
Secretário da Associação
Ministerial da Divisão
Sul-Americana
Divulgação DSA

2 out-dez 2012 Revista do Ancião


EDITORIAL
Revista do

Recursos para Líderes de Igreja

Uma publicação da
Igreja Adventista do Sétimo Dia

Ano 12 – No 48 – Out-Dez 2012


Revista Trimestral – ISSN 2236-708X
A conduta
Editor:
Paulo Pinheiro
Editor Associado:
Nerivan Silva
Assistente de Editoria:
Lenice Faye Santos
ética
Projeto Gráfico e Programação Visual:

P
Vandir Dorta Jr. ara Fábio Comparato, em Ética: Direito Moral e Religião no Mundo Moderno
Foto da Capa:
William de Moraes (São Paulo: Companhia das Letras, 2006), p. 521, quando Paulo disse que
Colaboradores Especiais:
o ancião deve ser “amigo do bem” (Tt 1:8), ele estava tratando de um prin-
Carlos Hein e Rafael Rossi cípio da ética que embeleza a imagem do líder de igreja.
Colaboradores: Ser “amigo do bem” é “ser hospitaleiro”, “não dado ao vinho”, “cordato”, “ini-
Jonas Arrais; Edilson Valiante; Jim Gal-
vão; Jair Garcia Gois; Leonino Santiago; migo de contendas”, “não irascível”, qualidades citadas por Paulo em 1 Timó-
Geovane Souza; Antônio Moreira; Eliezer
Júnior; Horacio Cayrus; Eufracio Quispe; teo 3:2-7 e em Tito 1:6-9. “Coobreiros com Cristo não manifestarão rudeza nem
Salomón Arana; Bolivar Alaña; Daniel
Romero Marín; Pablo Elías Carbajal; Jeu autossuficiência. Tais coisas devem ser expulsas do coração e a gentileza de
Caetano; Carlos Sanchez.
Cristo deve assumir seu lugar. Nunca sejam rudes com pessoa nenhuma” (Ellen
Diretor Geral:
José Carlos de Lima
G. White, Liderança Cristã, p. 15).
Diretor Financeiro:
Edson Erthal de Medeiros
A conduta ética inclui a pro- “Quem permanece em Mim, e Eu,
Redator-Chefe: bidade nos negócios. “O amor
Rubens S. Lessa
do dinheiro é raiz de todos os
nele, esse dá muito fruto; porque sem
Visite o nosso site:
www.cpb.com.br males; e alguns, nessa cobiça, se Mim nada podeis fazer” (João 15:5).
Serviço de Atendimento desviaram da fé e a si mesmos se
ao Cliente:
sac@cpb.com.br atormentaram com muitas dores” (1Tm 6:10). No quesito uso do dinheiro é
Revista do Ancião na Internet: imprescindível que o ancião tenha caráter íntegro e seja generoso, “não ava-
www.dsa.org.br/anciao
rento”, “nem cobiçoso de torpe ganância” (1Tm 3:3; Tt 1:7).
Todo artigo ou correspondência para O apóstolo também chamou a atenção dos presbíteros para a conduta
a Revista do Ancião deve ser enviado
para o seguinte endereço: em família (1Tm 3:4, 5; Tt 1:6). “A Bíblia sugere que uma forma de saber se
Caixa Postal 2600; 70279-970, Brasília,
DF ou e-mail: ministerial@dsa.org.br alguém será ou não ‘bom ancião’ é olhar para o tipo de relacionamento que
mantêm com sua própria família” (Guia para Anciãos, p. 30). Outro ponto com
o qual Paulo se preocupou foi com a pureza moral do ancião (1Tm 4:12). Is-
so envolve o cuidado que o ancião deve ter no relacionamento com o sexo
oposto, “estando atento à sua vulnerabilidade, precavendo-se ao aconselhar
CASA PUBLICADORA BRASILEIRA
Editora dos Adventistas do Sétimo Dia
alguém do sexo oposto, especialmente em assuntos íntimos” (Ibid., p. 31).
Rodovia Estadual SP 127, km 106 A compostura com o sexo oposto, a honestidade nos negócios, a corte-
Caixa Postal 34; 18270-970, Tatuí, SP
sia nos relacionamentos e a abstinência de bebida alcoólica são fatores que
Tiragem: ??.??? exemplares
colaboram para que um líder de igreja seja “amigo do bem” e tenha “boa
Exemplar Avulso: R$ 6,30
Assinatura: R$ 20,00 reputação perante os de fora” (1Tm 3:7, NVI).

Todos os direitos reservados. Paulo Pinheiro


Proibida a reprodução total ou
parcial, por qualquer meio, sem Editor
prévia autorização escrita do
autor e da Editora.
William de Moraes

7181/26676

Revista do Ancião out-dez 2012 3


SUMÁRIO
Aquisição da Revista do Ancião
O ancião que desejar adquirir esta revista
deve falar com o pastor de sua igreja ou com o
2 De Coração a Coração ministerial do Campo.
O que temer?
5 Entrevista
Paixão por pequenos grupos
9 Crescimento Espiritual
Como extrair o melhor da Bíblia
10 Administração de Igreja 26 Ministério Jovem
Como lidar com conflitos na congregação Um legado para a juventude
12 Pregação Objetiva 29 Guia de Procedimentos
A escolha do texto bíblico A união estável permite o batismo?
14 Mídia na Igreja 30 Relacionamentos
PAC.Com – Programa adventista de capacitação Os filhos também fazem parte
em comunicação
31 Perguntas & Respostas
15 Esboços de Sermões Por que rebatizar pessoas já batizadas
Amplie os esboços com comentários e ilustrações por imersão?
21 Homenagem 33 Saúde
Celebre o Dia do Pastor Que alimentos servir em atividades da igreja?

23 Igreja em Ação 34 De Mulher para Mulher


Nova visão para a igreja Seja um elo

10 26

CALENDÁRIO
Data Evento Departamento Responsável
Sábado 6 Sábado Missionário / Evangelismo Integrado Ministério Pessoal
Ministério da Criança e Adolescente / Ministério
Sábado 13 Dia da Criança e do Aventureiro Jovem
Outubro
Sábado 20 Programa da Igreja Local
Sábado 27 Dia do Pastor e das Vocações Ministeriais Associação Ministerial

Sábado 3 Sábado Missionário / Evangelismo Integrado Ministério Pessoal


Sábado 10 Dia do Ancião Associação Ministerial
Novembro
Sábado 17 Dia do Espírito de Profecia Coordenador do Espírito de Profecia
Sábado 24 Programa da Igreja Local

Sábado Missionário / Evangelismo com


Sábado 1 Publicações (Lançamento livro missionário) Ministério das Publicações
Sábado 8 Dia Mundial de Mordomia Cristã Ministério de Mordomia Cristã
Dezembro Sábado 15 Programa da Igreja Local
Sábado 22 Programa da Igreja Local
Sábado 29 Dia da Educação Cristã Educação

4 out-dez 2012 Revista do Ancião


ENTREVISTA

ÉDER FAUSTINO BARBOSA

Paixão por
Pequenos
Cedida pelo entrevistado
Grupos

C
áceres, com sua população de desenvolvem um bom trabalho, mas lhes dar assistência em tempo integral
73.596 habitantes, é um mu- precisam unificar os propósitos para o e, ao mesmo tempo, conduzir o progra-
nicípio importante no Estado cumprimento da missão por meio da ma da igreja.
de Mato Grosso, região Centro-Oeste pregação do evangelho.
do Brasil. A cidade tem dois distritos Que vantagens o senhor vê na atuação
pastorais que totalizam 15 igrejas O que o senhor mais aproveita da dos Pequenos Grupos?
com 1.139 membros. A igreja Central Revista do Ancião? Em minha opinião, a primeira gran-
de Cáceres tem 230 membros e sete É difícil indicar o material de maior de vantagem é a certeza de que ele faz
Pequenos Grupos (PG’s) em funcio- proveito. Depende muito do assunto, parte do plano de Deus. Ali, as pessoas
namento. Éder Faustino Barbosa, 34 mas tenho grande apreciação pelas se sentem acolhidas, amadas e cuida-
anos, é o primeiro-ancião dessa igre- seções “Perguntas & Respostas”, “Igre- das. Em minha igreja, aqueles que são
ja desde 2008 e também coordena o ja em Ação” e, especialmente, as dicas evangelizados por seu envolvimento
“Discipulado nos Pequenos Grupos”. sobre liderança cristã. nos Pequenos Grupos, normalmente
Ele exerce a atividade de advogado chegam ao batismo já evangelizando
e é casado com Rayx Cilane de Lima Qual tem sido sua participação nos Pe- outras pessoas. Os PG’s, além de exer-
Parente Faustino, que, por ocasião da quenos Grupos? cerem influência na conversão dessas
entrevista esperava seu primeiro filho. Além de ancião, sou coordenador pessoas, também as capacitam para
de Pequenos Grupos e boa parte de evangelizar amigos, parentes e outros.
Ancião: Quais são os principais desa- minhas atividades é dedicada a orien- Tenho visto que a vida cristã de muitas
fios de sua igreja? tar os líderes de Pequenos Grupos. No pessoas se torna mais sustentável com
Éder: Penso que o principal deles é a momento, estamos trabalhando para o apoio recebido nos Pequenos Gru-
necessidade de ter uma clara visão evan- formar uma estrutura em que os líderes pos. Costumo dizer que essa proposta
gelística. Os departamentos da igreja tenham supervisores suficientes para na igreja é irrecusável.

Revista do Ancião out-dez 2012 5


Em sua opinião, que fatores têm con- tempo, oração e perseverança. Creio sufocados pelos compromissos, mas
tribuído para o sucesso dos Pequenos que esses são alguns dos fatores. nem por isso vamos negligenciar qual-
Grupos? quer um desses pontos.
Já vivi algumas experiências que Como o ancião pode conciliar trabalho,
não deram certo. Um Pequeno Grupo família e atendimento ao programa da O que sua igreja faz para envolver os jo-
não é uma instituição, um projeto ou igreja? vens no programa evangelístico?
programa. Para mim, os PG’s consti- Na minha visão, a conciliação de Minha igreja tem uma juventude
tuem a igreja em essência, um organis- trabalho, família e igreja envolve uma ativa e talentosa. Há participação sig-
mo vivo. Gosto da metáfora bíblica que questão de adoração. É bem verdade nificativa dos jovens em projetos es-
compara a igreja ao corpo de Cristo, que a vida moderna impõe sobre todos peciais que dinamizam a igreja. Essas
porque ela enfatiza essa ideia. Então, nós a pressão do dia a dia. Somos cha- atividades contribuem para uma proje-
quando nasce um Pequeno Grupo, é mados a reavaliar nossas prioridades. ção da igreja em sua comunidade e nas
como uma criança que precisa de cuida- Isso significa em melhor planejamento redes sociais. Por essa razão, acredito
dos especiais, maior dedicação, paciên- de estilo de vida. É bom lembrar que que a unificação de propósito dos mi-
cia e perseverança. O apoio de pastores Deus proporciona a todos nós 24 horas nistérios da igreja poderia potencializar
e líderes é fundamental. Não me refiro diariamente. Devemos usá-las com sa- ainda mais os resultados dos esforços
ao aspecto puramente ideológico, mas bedoria como demonstração de fideli- da juventude. Estamos procurando al-
às questões práticas que demandam dade à mordomia do tempo. Vivemos cançar essa meta.

A necessidade dos Como dinamizar seu Pequeno Grupo


Pequenos Grupos nas
atividades da igreja 1. Promova com entusiasmo momentos de louvor em seu PG.
2. Não faça monólogo, não pregue, não palestre, não discurse. Lembre-se de
“Se há na igreja grande núme- que todos podem ter contribuição a dar.
ro de membros, convém que se 3. Cuide para que todos os membros do grupo participem.
organizem em pequenos grupos a 4. Promova debates e discussões positivas.
fim de trabalhar, não somente pe- 5. Estimule a participação com elogios sinceros.
los membros da própria igreja, mas 6. Promova bons relacionamentos. Todos querem isso.
também pelos incrédulos. Se num 7. Promova atividades extras (almoço, passeio ou recreação cristã) com seu grupo.
lugar houver apenas dois ou três 8. Note a pessoa ausente e faça planos concretos para que ela seja visitada.
que conheçam a verdade, organi- 9. Organize um sistema de guardiões. Isso dará um senso de pertencer e de
zem-se num grupo de obreiros” importância ao PG.
(Testemunhos Seletos, v. 3, p. 84). 10. Promova a pontualidade para início e término das reuniões do PG.
11. Visite os componentes de seu PG. Não se limite apenas à reunião semanal.
“Formemos em nossas igrejas 12. Promova as datas especiais (aniversário, calendário da igreja). Isso aumenta
grupos para o serviço. Unam-se vá- a confraternização na igreja e a participação nas atividades missionárias.
rios membros para trabalhar como 13. Crie no PG a cultura do serviço cristão. Conscientize-o de que ele não existe
pescadores de homens. Procurem para atender apenas aos seus componentes.
salvar pessoas da corrupção do mun- 14. Promova no PG os testemunhos pessoais, demonstrando como eles exer-
do, para a salvadora pureza do amor cem positiva influência nos demais componentes.
de Cristo” (Serviço Cristão, p. 72). 15. Divida seu PG em duplas para oração, visitação e evangelização.
16. Incentive os componentes de seu PG a participar nos programas e cultos
“A formação de pequenos gru- da igreja.
pos como base de esforço cristão, 17. Relacione os temas estudados com a vida dos componentes do PG.
foi-me apresentada por Aquele 18. Se possível, utilize recursos audiovisuais. Isso facilita e estimula o aprendizado.
que não pode errar” (Serviço Cris- 19. Estabeleça motivos especiais de oração durante as reuniões do PG.
tão, p. 72). 20. Conclua de tal forma que o PG saiba o que fazer ou para onde ir.

(Ellen G. White) (Extraído e adaptado do livro Pequenos Grupos – Teoria e Prática)

6 out-dez 2012 Revista do Ancião


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CRESCIMENTO ESPIRITUAL

Como extrair o
melhor da Bíblia
Ainda é tempo de você e sua igreja entrarem
no programa “Renovados por Sua Palavra”

O
estudo da Bíblia já perdeu sentido o Concílio da Primavera de 2012, desafia tempo para nos adequarmos a ouvir a voz
na vida espiritual dos cristãos de os membros da igreja a ler e meditar em de Deus através da leitura das Escrituras.
muitas denominações. Não é di- um capítulo da Bíblia por dia. O objetivo A Bíblia nos convida a meditar na Pa-
ferente com os adventistas. Será que ain- não é apenas incentivar os membros a lavra (Js 1:8; Sl 1:2, 3). Essa meditação não
da somos o povo da Bíblia? Essa pergun- dedicar mais tempo à Palavra, para ex- tem nada com ficar de olhos fechados ou
ta é extensiva à nova geração de crentes. perimentar o verdadeiro reavivamento sussurrar uma só palavra continuamente.
A profunda influência da internet, tele- e reforma, mas também a ouvir a voz Implica agir com ponderação, conside-
visão e outros entretenimentos tem des- de Deus falando diretamente da Bíblia. rando e apreciando a Palavra de Deus
viado a atenção da Bíblia. Aqueles que não iniciaram ainda esse como um bebê desfruta o leite materno.
Para a fé continuar fundamentada na programa, por um motivo ou outro, es- Peça ao Senhor que o abençoe conceden-
verdade, o estudo da Bíblia precisa ser tão sendo encorajados a começar a qual- do-lhe a sede da Palavra e que essa sede
trazido à sua função original. Talvez uma quer tempo a leitura de dois capítulos seja satisfeita por meio da sua leitura.
forma de restaurar o significado do estu- por dia, até alcançar os demais leitores. A meditação na Palavra de Deus é
do da Bíblia na mente do cristão seja falar Por alguma razão, a maioria das pes- que a torna viva para nós. Sem essa me-
do que o estudo da Bíblia não deve ser. O soas tem a ideia de que deve ler diaria- ditação, haverá dificuldade em encontrar
estudo da Bíblia não deve ser considerado mente uma grande porção da Bíblia para sentido nas Escrituras para a vida diária.
um fardo espiritual. Ele precisa ser praze- desenvolver sua espiritualidade. Isso não “A leitura e contemplação das Escrituras
roso, agradável e incrivelmente relevante é verdadeiro. Espiritualidade não se fun- correspondem a uma audiência com o
na vida diária. A maioria dos cristãos que damenta em sobrecargas, mas na quali- Ser Infinito” (Ellen G. White, Testemunhos
faz a leitura da Bíblia o faz no sentido de dade de tempo passado com Cristo por Para a Igreja, v. 6, p. 393). Que privilégio!
cumprir uma tarefa, preparar um sermão, meio da Sua Palavra, não importando a Você não tem que ler uma porção
etc. Em muitos casos, eles não obtêm ne- quantidade de tempo. A melhor maneira da Palavra de Deus para que a Bíblia se
nhum benefício pessoal da leitura da Bí- de ler a Bíblia é lê-la lentamente e com torne real para você. Cada dia, Deus de-
blia. Mas isso pode ser mudado. oração. Enquanto a Bíblia estiver aberta, monstrará a você o poder e relevância
O programa mundial “Renovados por ore para que Deus Se comunique com de Sua Palavra enquanto você pensa e
Sua Palavra”, promovido pela Associação você de modo especial. Frequentemen- medita no que Ele lhe concedeu, naquele
Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia te, os leitores correm com os olhos pelo dia, durante a leitura.
e iniciado em 17 de abril último, durante texto e perdem oportunidades de ver Você, como ancião, também será re-
detalhes que Deus tenta lhes comunicar novado por Sua Palavra. Você está sen-
durante a leitura. do desafiado a promover esse hábito de
Associação Ministerial da
Associação Geral Tenha em mente que Deus não é o gê- leitura em sua congregação. Motive os
nio da lâmpada. Ele não nos fala obedecen- membros da sua igreja a maior compro-
do ao nosso comando. Algumas vezes, leva metimento com a Palavra de Deus!

Revista do Ancião out-dez 2012 9


ADMINISTRAÇÃO DE IGREJA

Como lidar com conflitos


na congregação

Fotografias: William de Moraes

10 out-dez 2012 Revista do Ancião


C
onflitos surgem em várias áreas da igreja e a maioria espirituais com estima e respeito (ver Hb 13:7, 17), evitar atitu-
deles pode ser enquadrada em um destes três grupos: des de acusação contra eles (ver 1Tm 5:19) e, se for necessário,
(1) conflitos resultantes de escândalos cometidos pelos devem ir diretamente às pessoas envolvidas e não a terceiros
membros da igreja; (2) conflitos em função de questões admi- (ver Ef 4:15). Se um líder não está correspondendo devidamente
nistrativas; e (3) conflitos como consequência de desentendi- às atribuições de sua função, o método descrito por Jesus em
mentos entre os membros. Mateus18:15-17 precisa ser seguido.
De acordo com 1 Coríntios 5, os crentes que pecam publica- A Bíblia chama nossa atenção para fatores que geram con-
mente causam sérios problemas para a igreja. Quando os pro- flitos entre os membros: ostentação, orgulho (ver Tg 4:1-10) e
blemas relacionados com a disciplina de membros faltosos não ofensas que não foram perdoadas (ver Mt 18:15-35), entre ou-
são tratados no tempo devido, abre-se a porta para problemas tros. Deus nos aconselha a promover a paz (ver Rm 12:18; Cl
maiores. A igreja não foi instituída para ser juiz do mundo secu- 3:12-15). Todo membro da igreja tem a responsabilidade de
lar, mas se espera que ela aborde e restaure os membros que auxiliar na resolução de conflitos. Para isso, alguns passos são
não manifestam disposição de mudar atitudes incompatíveis fundamentais:
com a crença. 1. Desenvolver atitudes espirituais, como brandura (Gl 6:1),
Paulo é enfático em 1 Coríntios 5:11: “Mas, agora, vos escre- humildade (Tg 4:10), perdão (Ef 4:31, 32) e paciência (Tg 1:19, 20).
vo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, 2. Em meio ao conflito, fazer uma autoavaliação. Lembre-se
for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beber- de que o crente deve remover a trave de seu olho antes de aju-
rão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais.” Pessoas dar os outros a fazer o mesmo (ver Mt 7:1-5).
nessas condições não devem ser aceitas pela igreja até que de- 3. Ir diretamente à pessoa envolvida (não a outros) e dia-
monstrem desejo de arrependimento. logar sobre o problema (ver Mt 18:15). Essa ação deve ser feita
Mateus 18:15-17 provê uma forma adequada de procedimen- com amor (ver Ef 4:15). Discutir o problema em vez de atacar a
to para a confrontação e restauração do crente. A confrontação pessoa. Isso permite ao outro esclarecer a situação ou obter o
deve ser feita de forma cuidadosa, branda e com o objetivo de perdão da ofensa. Por outro lado, as atitudes de acusação enco-
restauração (ver Gl 6:1). As igrejas que amavelmente disciplinam rajam uma postura de defesa.
os faltosos minimizam conflitos em sua comunidade. 4. Fazer nova tentativa, caso a primeira tenha fracassado.
É comum um membro ficar descontente com a administra- Desta vez, levar outra pessoa que possa facilitar a resolução do
ção ou as resoluções administrativas da liderança. Assim foi o problema (ver Mt 18:16). É importante escolher pessoas que te-
primeiro caso de conflito na história da igreja (ver At 6:1-7). Al- nham habilidade para resolver conflitos.
guns reclamaram da falta de assistência às viúvas das igrejas da
região da Grécia, mas o problema, felizmente, foi contornado e
a igreja avançou (v. 7) e tornou seu ministério mais eficaz.
Quando as igrejas não têm uma clara estratégia para lidar
com esses problemas, os membros acabam criando métodos
próprios para resolver seus conflitos. Isso envolve situações
desagradáveis nas comissões, principalmente quando oficiais
da igreja estão envolvidos nas questões em discussão. Essas
reuniões quase sempre terminam com dois blocos opostos:
pessoas satisfeitas e insatisfeitas.
A liderança da igreja pode evitar esses conflitos ao assumir
atitudes de amor e serviço pastorais em favor da comunidade
(ver 1Pe 5:1-3). Na igreja, os membros devem tratar os líderes

Extraído de Elder’s Digest


julho/setembro 2012

Revista do Ancião out-dez 2012 11


PREGAÇÃO OBJETIVA

A escolha do texto
bíblico

A
o começar a preparar um sermão, mesmo se pode dizer das experiências de do de um ou vários versos bíblicos numa
uma das primeiras tarefas de um conversão, textos do Espírito de Profecia sequência (tecnicamente, isso é chama-
pregador, é escolher o texto sobre e até da leitura aleatória de diversos tex- do de perícope), ou até mesmo somente
o qual vai pregar. Note que essa afirma- tos bíblicos, no início, no fim, ainda que uma parte ou uma expressão extraída de
ção, assim simples e direta, tem pelo me- repetidos ou enfatizados durante a fala um verso.
nos três implicações: do suposto pregador. A verdade é que a Isso não significa que seja incorre-
Primeira: um sermão só pode ser Bíblia jamais pode ser periférica, aces- to ou inadequado ler outras passagens
considerado sermão se tiver a Bíblia sória ou circunstancial. Ela tem que ser bíblicas no decorrer do sermão. Apenas
como sua fonte. Isso tem que ficar muito a fonte. que o texto, em que se baseia o sermão,
claro, desde o início, para o próprio pre- “O dever do ministro de Cristo se tor- tem que estar muito bem destacado na
gador, e depois para todos os ouvintes. na claro nestas diretas e enfáticas pala- mente, nas orações do pregador, em to-
Caso contrário, o pregador pode acabar vras (2Tm 4:1, 2). Ele é instado a ‘pregar das as fases do preparo e durante a apre-
fazendo um discurso evangélico, uma a Palavra’, não as opiniões e tradições sentação. E, no fim do sermão, ele deve
palestra, um show ou dando uma aula. dos homens, não a contar anedotas e ter adquirido um brilho, um significado
Cada uma dessas apresentações tem suas histórias sensacionalistas para despertar mais claro e deixado forte impressão na
características e valor, mas nada substitui fantasias imaginativas ou excitar as emo- mente e no coração dos ouvintes.
o sermão bíblico, que encontra nas Escri- ções” (Ellen G. White, Review and Herald, Escolher um texto, não somente ga-
turas a verdade que vem de Deus. 24 de abril de 1888). rante ao pregador a mensagem de Deus
Manchetes de jornais e fatos do coti- A segunda implicação da afirmação como o encoraja a estabelecer um obje-
diano (a chamada “matéria secular”) têm, feita na abertura deste texto é que, tivo para cada sermão. Você pode agora
Fotografia: William de Moraes

lamentavelmente, não apenas recheado além de ser bíblico, o sermão deve se estar se lembrando de inúmeros sermões
como servido de base para muitas apre- fundamentar em um texto, determina- que deve ter ouvido, ou talvez até ten-
sentações feitas em nossos púlpitos. O do, específico, o qual pode ser constituí- tado pregar, querendo atingir diversos

12 out-dez 2012 Revista do Ancião


objetivos, cujos resultados tenham sido SUGESTÕES O problema começa quando se troca
insignificantes. Aliás, esse tipo de sermão 1. Acostume-se a fazer anotações, na uma afirmação por uma interrogação,
não resiste nem até após o hino final. Na margem da Bíblia ou sublinhando, para ou vice-versa, quando se altera a ordem
saída do culto, quase ninguém consegue destacar os textos que, durante sua leitu- das frases, também quando o argumento
dizer sobre o que o pregador falou. ra devocional, brilharam sugerindo ser- que interessa ao pregador só aparece em
James Black, que chegou a ser um mões. Com o tempo e com a experiência, determinada versão parafraseada. Nada
grande pregador bíblico, assim descre- quanto mais familiarizado você ficar com pode servir de desculpa para violentar o
veu sua experiência de aprender a esco- a mensagem de Deus, lendo-a sucessiva- texto bíblico.
lher um texto para pregar: mente em diferentes versões, e orando 5. Dê preferência a um texto curto.
“Foi então que fiz uma descoberta intensamente para descobrir o que Deus Assim fica mais fácil repetir o texto fre-
extraordinária, [...] se me contentasse em deseja que você pregue em cada ocasião, quentemente ao longo do sermão, logo
pregar apenas sobre um dado texto ou essa pode se tornar a principal forma de os ouvintes vão memorizá-lo, e junto
sobre uma passagem determinada [...] escolher os textos. com ele as lições principais do sermão.
poderia falar hoje acerca da tentação e 2. Enquanto essa experiência está Não há quem não aprecie a objetividade.
sobre o mesmo assunto no dia seguinte sendo adquirida, comece fixando o obje- 6. Se tiver que escolher entre um tex-
e no outro dia ainda outra vez. Pois des- tivo do seu sermão, mas faça a escolha to positivo e um negativo para pregar
cobri que, se me limitasse à minha pas- do texto logo em seguida, utilizando sobre determinado assunto, prefira o
sagem e tratasse da porção da verdade suas Bíblias, chave bíblica, etc. Essa in- positivo. É claro que a Bíblia, a começar
aí contida, poderia tomar uma dúzia de versão da melhor ordem até pode ocor- pelos dez mandamentos, tem fortes ne-
textos [...] e tratar de cada um deles, ti- rer, desde que o objetivo e o texto sejam gativas, e elas não devem ser omitidas;
rando coisas novas e interessantes. Ao definidos no início do processo. Tudo o mas, como regra geral, faça um esforço
tentar abranger todo o assunto num só mais tem que vir depois. para acentuar o sim, para destacar mais
sermão, não apenas estava tentando rea- 3. Escolha um texto pregável. Pode o procedimento que deve ser reforçado,
lizar o impossível, deturpando o assunto parecer estranho dizer assim, pois fomos sem exaltar demasiadamente o que se
por meio de uma compreensão anormal ensinados que toda a Bíblia é inspirada deseja condenar.
[...] e arruinando meus próprios nervos” e tudo o que nela está escrito deve ser 7. Se você prega com frequência na
(The Mistery of Preaching, p. 153). apresentado. Correto, mas não se esque- mesma igreja, tente variar na escolha
A terceira implicação é que essa ça de que, por causa da divisão de versí- dos textos. A rotina e a monotonia são
escolha do texto deve ocorrer bem no culos, alguns não têm sentido completo. perigos que devem ser insistentemente
início do processo, pois todos nós já ou- É o caso, por exemplo, de Jó 3:2 ou Atos evitados. É claro que a habilidade para
vimos alguém dizer: “tenho a ideia com- 2:16. Há também textos que são de difícil mesclar o conhecido com o desconhe-
pleta do que quero pregar, só me falta manuseio para pregadores menos expe- cido, o antigo com a novidade, vai de-
encontrar uns bons textos bíblicos”! rientes. Convém dar cada passo com se- pender do seu conhecimento da Palavra
O uso de um texto para o sermão, e a gurança e humildade. de Deus e da inspiração divina, mas não
escolha desse texto como primeiro passo 4. Verifique se o texto pertence mes- deixe de usar a criatividade sadia, aquela
na preparação, induz o pregador a orar e a mo à Bíblia. Em que versão aparecem as que não corrompe o texto.
estudar as Escrituras. Tem que ler e pensar. palavras do jeito que você pretende usar? Apenas um pensamento final, extraí-
Embora comece pela Bíblia, deve consul- Com alguma frequência, tenho ouvido do do Espírito de Profecia: “Deus não de-
tar outras fontes. Depois de dominar o tex- sermões fundamentados em textos que seja que homens saiam como instrutores
to e o contexto, o pregador vai continuar a o pregador teve que alterar, forçando-os sem ter aprendido dedicadamente suas
crescer em conhecimento e em poder. a dizer o que ele queria que dissessem. lições e continuado o estudo a fim de po-
der apresentar cada ponto da presente
verdade de modo inteligente e aceitável.
Márcio Dias Guarda Tendo conhecimento da teoria, eles de-
Aposentou-se em 2012, após servir durante vem continuamente obter mais comple-
40 anos como editor na Casa Publicadora
Brasileira e pastor de igreja no Brasil. to conhecimento de Jesus Cristo” (Ellen
William de Moraes

G. White, Testemunhos Para a Igreja,


v. 4, p. 317).

Revista do Ancião out-dez 2012 13


MÍDIA NA IGREJA

11. Redação nas diferentes mídias


12. Veículos internos
13. Fotojornalismo
14. Criatividade

O
PAC.Com é uma iniciativa da Igreja Adventista do Séti- 15. Portais
mo Dia na América do Sul para aprimorar a comunica- 16. Gerenciamento de crise
ção em todos os níveis da igreja. Ele tem como objetivo 17. Marketing
ampliar o conhecimento sobre os fundamentos da comunica- 18. Assessoria de imprensa
ção social e como aplicar esse conhecimento na vida de nossas 19. Planejamento de campanha
congregações. O curso está sendo desenvolvido pelo Departa- 20. Blogs
mento de Comunicação em parceria com o Curso de Comunica- 21. Reportagem de jornalismo
ção Social do Centro Universitário Adventista São Paulo, cam- 22. Audiência/impacto do meio
pus Engenheiro Coelho (Unasp-Eg.Coelho). 23. Redes sociais
24. Documentários
O público alvo: São os membros da Igreja Adventista do 25. Filmes de publicidade e propaganda
Sétimo Dia voluntários ou escolhidos pela comunidade para
atuar na comunicação ou em outras áreas, obreiros e servidores Após assistirem à videoaula, os alunos podem fazer uma
de qualquer setor da igreja. avaliação de retenção de conteúdo. As questões são objetivas.
O ambiente de estudo: A proposta é ser um programa de Uma bibliografia sugestiva para cada área de estudo está dispo-
Educação a Distância (EAD). As videoaulas, avaliações e inte- nível no site. Após a leitura, um relatório deverá ser preenchido
ração estão disponíveis na internet: www.eunopac.com em no site. Recomendamos aos alunos assistirem aos seminários
português, e www.yoenelpac.com em espanhol. ou workshops oferecidos pela União, Associação, Missão ou
Focos das áreas de estudo: Noções em Jornalismo; Rela- promovidos por associações profissionais e faculdades, de acor-
ções com a Mídia; Relações Institucionais; Comunicação na Web do com a área de estudo escolhida.
e Rede Social; Produção de Áudio, Vídeo e Filme. As videoaulas
também são fundamentadas nessas cinco áreas. São várias as vantagens em utilizar a internet para oferecer
O PAC.Com tem três níveis: Curso Básico, Curso Avançado o PAC.Com:
I e Avançado II, esse especialmente para diplomados ou alunos r Permite atender um grande número de pessoas em todas
do Curso de Comunicação Social. as regiões do mundo.
r Autonomia na aprendizagem, o que permite que haja
O aluno que optou pelo Curso Avançado receberá um maior desenvolvimento.
Certificado de Extensão Universitária, oferecido pelo Curso r Permite maior disponibilidade e ritmos de estudo diferenciados.
de Comunicação Social do Unasp-Eg.Coelho, após cumprir os r O material de ensino é de alta qualidade.
requisitos do programa, conforme a área de estudo escolhida. r Incentiva a educação permanente.
Ver detalhes no site.
Ao utilizarmos as modernas técnicas de comunicação, sere-
Temas das videoaulas sobre os Fundamentos da Comunicação: mos mais eficientes na proclamação do evangelho. Faça parte
1. O que é comunicação? desse programa e incentive os membros de sua igreja a partici-
2. Relações públicas parem também. Afinal, somos comunicadores de esperança!
3. Redação de notícias
4. Assessoria de imprensa
5. Produção de filmes
6. Publicidade e propaganda Edson Rosa

7. Web e redes sociais Diretor do Departamento


de Comunicação da
8. O profissional de relações públicas Divisão Sul-Americana
Divulgação DSA

9. Produção de eventos
10. O valor das marcas

14 out-dez 2012 Revista do Ancião


ESBOÇO DE SERMÃO

Cristo, nosso Mediador


1 Timóteo 2:5, 6
INTRODUÇÃO aqui, lutou, foi tentado, sentiu dor e pe- dor ao ser punido pela justiça da lei (ver
1. Paulo deixa claro que Jesus Cristo é o sar, sofreu rejeição (ver Is 53:3, 4). Lv 3:7 e 1Co 5:7).
único mediador entre Deus e os ho- 3. Cristo não enviou ninguém para cum- b) A realidade do perdão.
mens (ver 1Tm 2:5, 6). prir a missão de resgate. Ele mesmo 1) Não importa o que nossos sentimen-
2. O ministério do sacerdócio de Jesus no veio porque ninguém poderia fazer tos possam sugerir.
santuário celestial é uma preciosa ver- isso. Ele “Se fez carne e habitou entre 2) Há uma tendência muito acentuada
dade ensinada pela Igreja Adventista nós, cheio de graça e verdade” (Jo 1:14). de voltarmos ao passado, isto é, re-
do Sétimo Dia. 4. Verdadeiramente Deus, verdadeira- cordar atitudes e atos que nos causam
3. Essa mensagem é um dos fundamen- mente Homem! Jesus é o Deus-homem, tristeza e vergonha.
tos do evangelho e deve ser pregada único no Universo. Assim, Ele Se tornou 3) Como nosso advogado, Cristo nos as-
ao mundo (ver Ap 14:6, 7). nosso Sumo Sacerdote (ver Hb 2:17). segura o perdão e purificação de nos-
4. O Antigo Testamento, prefigurativa- a) “Sendo um conosco, cumpria-Lhe su- sas culpas (ver Ef 2:4, 5).
mente, dá testemunho do ministério portar o fardo de nossa culpa e aflição. c) A realidade de que somos bem-vindos
mediador de Cristo (ver Lc 24:27, 44). Sozinho devia trilhar a vereda; sozinho ao Céu.
carregaria o fardo. Sobre Aquele que 1) O Céu é nossa casa.
I – SOMBRA DAS COISAS abrira mão de Sua glória, e aceitara a 2) À semelhança do filho pródigo somos
CELESTIAIS fraqueza da humanidade, devia repou- recebidos pelo Pai com amor e com-
1. Ler Hebreus 8:4, 5. sar a redenção do mundo. Viu e sentiu paixão (ver Lc 15:20).
2. O ministério sacerdotal foi estabeleci- tudo isso; firme, porém, permaneceu o 3) O sacerdócio de Cristo no santuário
do por Deus para que se ministrassem Seu desígnio. De Seu braço dependia celestial em nosso favor abre os por-
os rituais do santuário (ver Êx 28, 29). a salvação da humanidade caída, e Ele tais de acesso para o reino de Deus.
3. O sangue de cordeiros, bodes e outros estendeu a mão para agarrar a do Oni- d) A realidade de que há poder no santuário.
animais, oferecido pelo penitente pe- potente Amor” (Ellen G. White, O Dese- 1) Cristo não apenas nos compreende,
cador era um prenúncio do sacrifício jado de Todas as Nações, p. 111). mas simpatiza conosco em nossas lutas.
de Cristo (ver At 8:32-35). 5. Ao longo da história e ainda hoje, ho- 2) A intercessão de Cristo em nosso favor
4. O santuário terrestre com seus rituais mens e mulheres têm sentido a ne- no santuário celestial não somente
apontavam para Cristo como realida- cessidade de sacerdotes. Entretanto, a nos purifica do pecado, mas também
de futura de Seu sacrifício e ministério verdade é que sempre houve somente nos concede o poder para resisti-lo.
sacerdotal (ver Hb 8:5, 6). um verdadeiro sacerdote que nos leva 3) “A intercessão de Cristo no santuário
a) Ellen G. White escreveu: “Os lugares à presença de Deus: Jesus Cristo. celestial, em favor do homem, é tão
santos, feitos à mão, deveriam ser fi- 6. Cristo é nosso representante nas cor- essencial ao plano da redenção, como
gura do verdadeiro, figuras das coisas tes celestiais. o foi Sua morte sobre a cruz” (Ellen G.
que estão no Céu. Uma representa- White, Cristo em Seu Santuário, p. 118).
ção em miniatura do templo celes- III – MARAVILHOSAS IMPLICAÇÕES
tial, onde Cristo, nosso grande Sumo 1. Ler 1 João 2:1, 2. CONCLUSÃO
Sacerdote, depois de oferecer a vida 2. Ellen G. White escreveu: “A intercessão 1. Ler Hebreus 8:1, 2.
em sacrifício, ministraria em favor do de Cristo em nosso favor consiste em 2. Essas palavras do autor de Hebreus re-
pecador” (Patriarcas e Profetas, p. 343). apresentar Seus méritos divinos, ofere- sumem toda a argumentação que ele
b) “Para o cristão de hoje essas coisas cendo-Se a Si mesmo ao Pai como nosso desenvolveu nos capítulos anteriores.
servem de ‘alegoria para o tempo Substituto e Penhor; pois Ele ascendeu 3. Cristo como nosso mediador no san-
presente’ (Hb 9:9), em que Jesus Cris- ao alto para fazer expiação por nossas tuário celestial é a síntese da mensa-
to, nosso Sumo Sacerdote, entrou de transgressões” (Fé e Obras, p. 105). gem evangélica.
uma vez para sempre com Seu pró- 3. A obra mediadora de Cristo como nosso 4. Então, “Acheguemo-nos, portanto, con-
prio sangue para fazer propiciação advogado tem as seguintes implicações: fiadamente, junto ao trono da graça, a
por nossos pecados e expiá-los” (Paul a) A realidade de nossa esperança. fim de recebermos misericórdia e achar-
Hoff, Pentateuco, p. 67). 1) O ministério sacerdotal de Cristo nos pro- mos graça para socorro em ocasião
porciona esperança de salvação mediante oportuna” (Hb 4:16).
II – CRISTO É O MEDIADOR os méritos de Seu sacrifício (ver Rm 5:1, 2).
1. Ler Hebreus 9:15. 2) Os rituais do santuário nos proporcio- William G. Johnsson é pastor jubilado
2. Nosso Mediador no Céu é alguém que nam esperança. Ali, de forma simbólica, e reside nos Estados Unidos.
compreende nossas lutas. Ele já esteve vemos Cristo tomando o lugar do peca-
Revista do Ancião out-dez 2012 15
ESBOÇO DE SERMÃO

O Espírito e o cumprimento da missão


Mateus 24:14; Atos 1:8
INTRODUÇÃO b) Por três vezes, Jesus O descreveu co- III – O ESPÍRITO E NOSSA MISSÃO
1. As palavras de Jesus registradas nos mo o Espírito da verdade (ver Jo 14:17; 1. Somos portadores de uma mensagem
textos acima sintetizam bem nossa 15:26; 16:13). Dessa forma, o Espírito: de fé e esperança para ser pregada ao
missão. 1) Guia a toda a verdade. mundo (ver Mt 28:19, 20).
2. Maior número de batismos ou mais 2) Testemunha sobre a pessoa e obra de 2. Por isso, diariamente necessitamos
igrejas devem ser vistos como conse- Cristo. buscar o cumprimento da promessa
quências do cumprimento da prega- 3) Ensina todas as coisas que hão de vir. do Espírito Santo em nossa vida.
ção evangélica. c) Haveria uma conexão do Espírito San- a) “A nós hoje, tão certamente como aos pri-
3. Sem a atuação do Espírito Santo, a to com a missão dos discípulos. meiros discípulos, pertence a promessa
missão se torna tarefa impossível (ver d) Cristo os orientou para que não saís- do Espírito. Deus dotará hoje homens e
At 1:4). sem de Jerusalém até que recebes- mulheres com poder do alto, assim como
4. Ele é o coordenador das atividades da sem o poder do Espírito Santo (ver dotou aqueles que, no dia de Pentecos-
igreja no cumprimento da missão (ver At 1:4). tes, ouviram a palavra de salvação. A pro-
At 16:6-10). 3. No Pentecostes: messa do Espírito Santo não é limitada
a) William Barclay, erudito do Novo a algum século ou etnia. Cristo declarou
I – O ESPÍRITO E A MISSÃO DE JESUS Testamento, escreveu: “Havia três que a divina influência do Espírito deve-
1. Ler Marcos 1:8. grandes festas judaicas às quais todo ria estar com Seus seguidores até o fim”
2. Nesse texto, João Batista faz referên- judeu, que vivia num raio de pelo me- (Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 250).
cia a Cristo ao cumprir Seu ministério. nos trinta quilômetros de Jerusalém, 3. Ao pregar para as pessoas, a assistên-
3. Na sinagoga de Nazaré, Jesus descre- era legalmente obrigado a compare- cia do Espírito Santo é o único elemen-
veu o cumprimento de Sua missão cer – a Páscoa, o Pentecostes e a Festa to que torna viável o cumprimento de
por meio da atuação do Espírito (ver dos Tabernáculos” (O Novo Testamento nossa missão.
Lc 4:16-20). Comentado, v. 7, p. 27). a) “Alguém pode possuir erudição, talento,
4. Segundo a predição de Isaías (ver Is 61:1-3), b) O Pentecostes era a Festa das Colhei- eloquência, ou qualquer dom natural ou
o ministério de Cristo consistia em: tas (ver Êx 23:16; 34:22) celebrada 50 adquirido; mas, sem a presença do Espíri-
a) Pregar boas-novas aos pobres. dias após as Primícias (ver Lv 23:15-21). to de Deus, nenhum coração será tocado,
b) Proclamar libertação aos cativos. “Cristo é as primícias dos que dor- pecador nenhum ganho para Cristo. Por
c) Anunciar liberdade aos oprimidos. mem” (1Co 15:20). outro lado, se estiver ligado a Cristo, se os
d) Proclamar o ano aceitável do Senhor. c) Ler Atos 2:1-4. dons do Espírito lhe pertencerem, o mais
5. A missão de Cristo foi um ministério de d) Os discípulos estavam no mesmo pobre e ignorante de Seus discípulos terá
pregação mediante palavras e atos em lugar (v. 1). um poder que influenciará corações. A
favor das pessoas (ver Mt 4:23-25). e) Não apenas num lugar geográfico, presença do Espírito com os obreiros de
6. Em Seu ministério, Cristo teve cons- mas num mesmo espírito. Deus conferirá à apresentação da verda-
tantemente a presença e a atuação do f) No Pentecostes, os discípulos recebe- de um poder que nem toda a honra ou
Espírito Santo. ram o Espírito Santo como resultado glória do mundo poderiam dar” (Ellen G.
a) Ellen G. White afirma: “Cristo recebia de sua disposição em recebê-Lo (ver White, Testemunhos Seletos, v. 3, p. 212).
constantemente do Pai, para que nos At 1:12, 14).
pudesse comunicar. Cotidianamente 1) Ellen G. White escreveu: “Os discípulos CONCLUSÃO
recebia novo batismo do Espírito Santo. oraram com intenso fervor para ser ha- 1. Ler Joel 2:28, 29.
As palavras Lhe eram dadas diretamente bilitados a se aproximar dos homens 2. O Espírito Santo atuou de forma direta
das cortes celestes, palavras que pudes- e, em seu trato diário, falar palavras na missão de Cristo e dos discípulos.
se falar oportunamente aos cansados e que levassem os pecadores a Cristo. 3. Ele é dádiva de Deus concedida à
oprimidos” (Parábolas de Jesus, p. 139). Pondo de parte todas as divergências, igreja para o cumprimento da missão
todo desejo de supremacia, uniram-se evangélica.
II – O ESPÍRITO E A MISSÃO DOS em íntima comunhão cristã” (Atos dos 4. Essa missão só será cumprida median-
DISCÍPULOS Apóstolos, p. 37). te a ação do Espírito Santo na vida dos
1. Ler João 20:19-22. g) Consequentemente, cerca de 3 mil líderes e membros da igreja.
2. Depois da ressurreição: pessoas foram batizadas e incorpora-
a) O Espírito Santo continuaria a ensiná- das na comunidade da igreja primitiva Clinton Wahlen é diretor associado do Instituto
los após a ascensão de Cristo ao Céu. (ver At 2:41-47). de Pesquisa Bíblica, na Associação Geral.

16 out-dez 2012 Revista do Ancião


ESBOÇO DE SERMÃO

A queda de uma estrela


1 Coríntios 10:12
INTRODUÇÃO anjos. Ele conduzia as hostes celestiais corações abrigam o orgulho, inveja,
1. Ler 1 Coríntios 10:12. na adoração ao Criador. ciúmes e maledicências.
2. Nesse texto, o apóstolo Paulo chama a b. Sua maneira de ver as coisas e sua pa- 1) Ilustração: Conta-se que Múcio, cida-
atenção da igreja para a necessidade lavra de autoridade. “Ao ver que seus dão romano, se destacava na socieda-
de vigilância. primeiros passos foram coroados de su- de de seu tempo por sua notável inveja
3. Devemos buscar a Deus e permanecer cesso, vangloriou-se de que ainda have- e má disposição. Certo dia Públio, tam-
com o coração aberto para receber ria de ter todos os anjos ao seu lado, que bém cidadão romano, percebeu que
instruções claras a respeito de nós seria igual ao próprio Deus e que sua voz Múcio estava com semblante deprimi-
mesmos e da Sua vontade. de autoridade seria ouvida no comando do. Foi então que ele disse: “Ou sobre-
4. Um dos tristes relatos bíblicos é aque- de todo o exército celestial” (Ellen G. veio a Múcio um grande mal, ou veio a
le que descreve a manifestação do pe- White, História da Redenção, p. 16). outro cidadão um grande bem.”
cado através do conflito dos séculos. 3) Orgulho por estar na presença de Deus. c) Nos corações em que esses sentimen-
a. Lúcifer foi aquele ser que desfrutou a pre- tos são abrigados há confronto e bata-
I - A QUEDA DE LÚCIFER sença divina. Ele assistia diante de Deus. lha pela supremacia.
1. Ler Ezequiel 28:15-17. b. Ele se julgou membro da divindade e 4. Muitos hoje julgam que estar na pre-
2. A aplicação primária desse texto é pa- vindicou a prerrogativa de adoração sença de Deus é suficiente. Mas nós
ra o rei da cidade de Tiro (ver Ez 28:1, por parte dos demais anjos. sabemos que, além de estar na pre-
2). No entanto, é usado como referên- 4) Orgulho por não reconhecer os erros. sença de Deus, devemos estar com o
cia à queda de Lúcifer. a. Lúcifer personalizou o orgulho e isso o coração submisso a Ele.
3. A apostasia desse anjo é um mistério. impediu de reconhecer que somente 5. Em sua rebelião contra Deus, Lúcifer
“É impossível explicar a origem do Deus é soberano no Universo. se tornou prisioneiro de seus próprios
pecado de maneira a dar a razão de b) A inveja sentimentos. Muitos cristãos, de forma
sua existência. Todavia, bastante se 1) Ler Isaías 14:13, 14. exaltada, valorizam um comportamen-
pode compreender em relação à [sua] 2) O contexto desse capítulo é uma re- to contrário às orientações divinas.
origem” (Ellen G. White, O Grande ferência à queda de Babilônia, como a) Ilustração: Certa vez um membro da
Conflito, p. 492). opressora do povo de Deus. igreja aproximou-se do pastor e disse:
4. Porém, a Bíblia deixa transparecer dois 3) Aplicando esse texto à queda de Lúci- “Tenho um temperamento terrível. Mas,
elementos presentes em sua queda: o fer, podemos perceber sua inveja levan- até certo ponto, devo ser desculpado
orgulho e a inveja. do-o a pretender estar acima de Deus. porque o herdei de meu pai.” O pastor
a) O orgulho – No caso de Lúcifer pode 4) O Dicionário Aurélio define inveja co- lhe perguntou: Você é nascido de novo?
ser descrito em quatro aspectos: mo: “Desgosto ou pesar pelo bem ou – Sim. Estou certo que sou.
1) Orgulho por causa de sua beleza física. pela felicidade de outrem. Desejo vio- – É nascido de Deus? Deus é seu Pai?
a. Ele é descrito como a estrela da ma- lento de possuir o bem alheio. Lúcifer – Sim, Deus é meu Pai.
nhã. Sábio, formoso, vestido com mui- não queria ser igual a Deus em caráter – E que temperamento você herdou
tas pedras admiráveis e com aparência e sim na posição soberana ocupada quando nasceu de novo?
impressionante. Essas vestes refletiam pela divindade.”
sua posição exaltada. CONCLUSÃO
b. Ellen G. White escreveu: “Seu sem- II – REFLEXÕES OPORTUNAS 1. Ler 1 Coríntios 10:12.
blante, como o dos outros anjos, era 1. Ler Efésios 6:10-12. 2. Em nossa caminhada cristã enfrentamos
suave e revelava felicidade. A testa 2. Como cristãos, vivemos em meio a um desafios que conspiram contra nossa fé.
era alta e larga, demonstrando grande conflito cósmico. Ele teve seu início no Céu 3. Pelo poder e graça de Deus, precisamos
inteligência. Sua forma era perfeita, o (ver Ap 12:7-9) e se estendeu para a Terra. diariamente nos esvaziar de nós mesmos
porte nobre e majestoso. Uma luz es- 3. Precisamos cuidar porque o orgulho e a e fechar as avenidas da alma para que o
pecial resplandecia de seu semblante inveja são elementos presentes no co- orgulho e a inveja não transitem por elas.
e brilhava ao seu redor, mais viva do ração humano (ver Jr 17:9 ; Gl 5:19-21). 4. Durante o milênio, Satanás vai refletir
que ao redor dos outros anjos” (Histó- a) Agostinho, bispo de Hipona, disse: “O sobre os resultados de seu orgulho e
ria da Redenção, p. 13). orgulho é a fonte de todas as fraquezas, inveja (ver Ap 20:1-3).
2) Orgulho por ter posição mais elevada porque é a fonte de todos os vícios.”
que os outros anjos. b) Muitos cristãos enveredam hoje pelo Vicente de Paula Siqueira é pastor na
a. No Céu, ele era o regente do coral dos mesmo caminho, quando em seus região Nordeste do Brasil.

Revista do Ancião out-dez 2012 17


ESBOÇO DE SERMÃO

Correr até o fim
Hebreus 12:1, 2
INTRODUÇÃO jeito?” Ele respondeu: “Simples: Eu me III – O PRÊMIO
1. A cada 31 de dezembro é realizada na levantava toda vez que caía.” 1. Ler 1 Coríntios 9:25.
cidade de São Paulo a famosa corrida 2. O prêmio vem no fim da corrida. No
de São Silvestre. É uma das corridas II – OS CORREDORES esporte secular, ganha o prêmio quem
mais importantes do mundo. 1. Há três tipos de corredores na corrida chega primeiro.
2. Nesse evento participam alguns dos me- cristã: 3. Na corrida cristã, ganha o prêmio
lhores maratonistas. De modo geral, os a) Os que nunca iniciam a corrida. quem atinge a linha de chegada.
atletas se esforçam para ganhar o prêmio. 1) São os que olham as regras, ouvem 4. Paulo contrasta a coroa que os gregos
3. Como cristãos, todos nós estamos falar dos prêmios, mas não gostam da queriam alcançar com a coroa eterna
envolvidos nessa corrida que requer pista porque não há atalhos. reservada ao vencedor no fim da corri-
perseverança, determinação e visão 2) Devemos deixar todo embaraço que da cristã (ver 2Tm 4:7, 8).
da linha de chegada. nos impede de seguir a Jesus. Com Ele 5. “Para alcançar um prêmio perecível,
é possível começar bem a corrida e ter os corredores gregos não fugiam de
I – A CORRIDA a certeza da vitória. nenhum esforço ou disciplina. Nós es-
1. O que há numa corrida? 3) Às vezes, ao perder uma batalha, des- tamos lutando por um prêmio infinita-
a) Uma pista a percorrer. cobrimos uma nova maneira de ga- mente mais valioso: a própria coroa da
b) Um alvo a alcançar. nhar a guerra. vida eterna. Quão mais cuidadosa deve
c) Regras a seguir. b) Os que iniciam a corrida, mas não ter- ser nossa luta, e quão maior nossa dispo-
d) Outros corredores com quem competir. minam. sição para o sacrifício e renúncia!” (Ellen
e) Expectadores a animar. 1) São os corredores que começam bem G. White, Atos dos Apóstolos, p. 312).
f) Um prêmio a conquistar. a corrida cristã, mas logo desanimam. 6. Ilustração: Um jovem foi preso devido
2. Quando há torcedores ao longo do 2) Judas começou bem, mas Satanás o à sua lealdade a Cristo. Foi colocado
percurso, a corrida se torna mais fácil. pôs no desvio. Para ele, trinta moedas numa pequena cela onde não havia
Correr em pista vazia é desanimador. de prata valiam mais que Jesus. mesa, cadeira nem cama. Quando ele
3. Todo o Céu deseja nossa vitória na cor- 3) Para a mulher de Ló, a vida em Sodo- estava para ser executado, desejou
rida que fazemos diariamente. ma valia mais que a salvação. deixar uma mensagem naquela cela;
a) A corrida é a mesma para todos. Não a. Ilustração: Um casal de meia idade porém, não tinha com que escrever.
se trata de velocidade mas de resis- sofreu um acidente aéreo. Os dois fi- Ele mordeu o pulso até começar a
tência (ver 1Co 9:24). caram hospitalizados algum tempo, sangrar. Molhou o dedo no sangue e
b) Torna-se muitas vezes uma corrida de mas sobreviveram. Três anos depois, escreveu as seguintes palavras: “Sê fiel
obstáculos, conforme o inimigo vai o marido, que era obeso, emagreceu, até a morte, e dar-te-ei a coroa da vi-
colocando barreiras de desânimo na começou a praticar esportes e ficou da” (Ap 2:10).
pista (Mc 4:18, 19). mais alegre e dinâmico. Por outro la-
c) É uma competição que exige obediência do, a mulher entrou em profunda de- CONCLUSÃO
às regras, pois uma corrida só é válida se pressão e não mais conseguiu sair de 1. Ler Mateus 24:13.
as regras forem obedecidas, caso contrá- casa. O marido disse: “Que sorte a mi- 2. Muitos desistem devido às tentações
rio, o corredor é desqualificado (1Co 9:25). nha! sobrevivi, nasci de novo.” A espo- mundanas.
4. É uma corrida que exige perseverança. sa lamentou: “Que azar o meu! Quase 3. Outros por acalentarem algum peca-
a) Mas se você realmente acredita no morri, é muito perigoso sair de casa.” do secreto.
que faz, tem que persistir mesmo b. William Eggleston, fotógrafo norte- 4. Unicamente aqueles que empreende-
diante dos obstáculos. americano, afirma: “A pessoa persis- rem a corrida té o fim serão salvos.
b) Ilustração: Um menino se tornou famo- tente começa seu sucesso onde outros 5. Pela fé, já avistamos a linha de chega-
so entre seus colegas porque patinava terminaram seu fracasso.” da. A vitória está à nossa frente!
com extrema habilidade. Quando sua c) Os que empreendem a corrida até o fim.
família se mudou para outra cidade, 1) Ler Filipenses 3:13, 14. Extraído e adaptado do livro Mensagens que
ele impressionou com seus patins a 2) As palavras de Paulo significam que é Transformam Vidas, de Alcy Francisco
rapaziada de seu bairro. Certo dia, de- preciso atingir a linha de chegada com de Oliveira, pastor jubilado.
pois de mais uma excelente apresen- todo empenho por parte do maratonista.
tação, um rapaz lhe perguntou: “Como 3) Isso implica o conhecimento de onde
foi que você aprendeu a patinar desse se quer chegar.

18 out-dez 2012 Revista do Ancião


ESBOÇO DE SERMÃO

Comunhão com Deus


João 15:1-5

INTRODUÇÃO 4. A comunhão com Deus é fruto de rea- 4) Charles Spurgeon, pregador inglês do
1. Nesse texto, Cristo Se apresenta como vivamento. Essa experiência conduz o século 19, afirmou: “Ajoelhemo-nos
a videira verdadeira. No Antigo Testa- cristão a um relacionamento com Deus e não cessemos de orar até a vinda
mento, a videira também é usada para de tal modo que sua influência é senti- do Senhor.”
representar o povo de Israel (ver Sl 80:8). da em seu meio social (ver Mt 5:16). c) Testemunho (ver Jo 4:39-42).
2. A expressão “Eu Sou” é comum no 5. Sendo que a comunhão com Deus é 1) Compartilhar com os outros o que
evangelho de João. Ela remonta ao An- tão importante para nossa edificação Cristo tem feito em nossa vida é parte
tigo Testamento no contexto do cha- espiritual, não nos esqueçamos de integrante de nossa comunhão com
mdo de Moisés (ver Êx 3:14). que cristianismo sem comunhão com Deus. É impossível darmos aos outros
3. Por várias vezes, Cristo proferiu essa Cristo é mera religiosidade. aquilo que não temos (ver Jo 15:5).
expressão para descrever a Si mesmo a. “Todo verdadeiro discípulo nasce
como o bom Pastor, o caminho úni- II. FATORES INDISPENSÁVEIS NA no reino de Deus como missionário.
co, a ressurreição e a vida (Jo 10:11; COMUNHÃO Aquele que bebe da água viva, faz-se
14:6; 11:25). 1. Ler Mateus 6:33. fonte de vida. O depositário torna-se
4. Uma das lições que prodemos extrair 2. Cristo estabeleceu que o reino de doador. A graça de Cristo no coração é
do relato da videira nos escritos de Deus deve ser prioritário na vida cristã. uma vertente no deserto, fluindo para
João é a comunhão que o cristão deve 3. Alguns elementos são fundamentais refrigério de todos, e tornando os que
ter com Deus ao longo da vida cristã. para desenvolver comunhão com Deus: estão quase a perecer, ansiosos de be-
a) Leitura da Bíblia (ver Jo 5:39). ber da água da vida” (Ellen G. White,
I. NECESSIDADE DE COMUNHÃO 1) A Bíblia é nosso pão espiritual de cada Serviço Cristão, p. 9).
1. Ler Marcos 1:35. dia. Sua mensagem fala ao nosso co- 2) Nosso testemunho pessoal é demons-
2. Ao longo de Seu ministério, Cristo de- ração e nos faz sentir a necessidade de trado pela postura que assumimos
monstrou exemplo de profunda co- nos aproximar de Deus. diante das pessoas que nos cercam
munhão com Deus. a. Ilustração: Algum tempo atrás, surgiu (ver Mt 5:13).
a) Falando da vida devocional de Cristo, pelo mundo afora um movimento po- a. Esse testemunho será eficaz principal-
Ellen G. White escreveu: “Sua felicida- pular de jovens cristãos que carrega- mente em nossa família. Sua extensão
de encontrava-se nas horas em que Ele vam a Bíblia nas mãos como se fosse alcançará nosso local de trabalho, lo-
estava a sós com Deus e a natureza. um estandarte e proferiam como slo- cal de estudos e os demais relaciona-
Sempre que Lhe era concedido esse gan o nome “Jesus”. Esse movimento mentos sociais.
privilégio, Ele Se afastava do cenário fracassou porque a Bíblia era apenas b. Fatores como devoção pessoal, culto
de Seus labores e ia para o campo a tranasportada e não lida. Esse movi- familiar, frequência aos cultos da igre-
meditar nos verdes vales, a entreter co- mento supostamente cristão não man- ja e participação em projetos missio-
munhão com Deus na encosta da mon- tinha íntima comunhão com Deus. nários auxiliam no desenvolvimento
tanha ou entre as árvores da floresta. b) A oração (ver Sl 55:17; Dn 6:10, 13). da comunhão viva com Deus.
O alvorecer frequentemente O encon- 1) Os heróis da fé eram homens e mulhe-
trava em algum lugar retirado, medi- res de oração. CONCLUSÃO
tando, examinando as Escrituras, ou em 2) No contexto da Igreja Adventista, os 1. Ler Salmos 51:10-13.
oração. Dessas horas quietas Ele volta- pioneiros desenvolveram forte minis- 2. A comunhão com Deus, através do
va para casa a fim de retomar Seus de- tério da oração. Espírito Santo, renova nossa vida es-
veres e dar exemplos de paciente labor” 3) Ellen G. White escreveu: “Coisa mara- píritual.
(O Desejado de Todas as Nações, p. 90). vilhosa é podermos orar com eficácia; 3. Deus nos convida continuamente a
3. Uma das necessidades que caracteri- indignos e faltosos mortais possuírem conhecê-Lo por meio de nossa comu-
zam a vida cristã é a comunhão diária o poder de apresentar a Deus seus nhão e serviço cristão.
com Deus. pedidos! Que mais alto poder pode o 4. Uma vida cristã vitoriosa será o resul-
a) “O homem pecaminoso só pode en- homem desejar do que este: o de estar tado de uma vida ativa e completo re-
contrar esperança e justiça em Deus; ligado ao infinito Deus? O homem fra- lacionamento com Deus.
e nenhum ser humano é justo além do co e pecador tem o privilégio de falar a
tempo em que tem fé em Deus e com seu Criador. Podemos proferir palavras Jonas Arrais é secretário ministerial associado
Ele mantém vital ligação” (Ellen G. Whi- que cheguem ao trono do Rei do Uni- na Associação Geral.
te, Testemunho Para Ministros, p. 367). verso” (Obreiros Evangélicos, p. 258).
Revista do Ancião out-dez 2012 19
ESBOÇO DE SERMÃO

É Natal!
João 3:16
INTRODUÇÃO se pode impor; não pode ser conquis- por ti Ele destrói o domínio da morte,
1. Para Martinho Lutero, líder da Reforma tado pela força nem pela autoridade. e abre as portas do Paraíso. Aquele
Protestante do século 16, o texto bíbli- Só o amor desperta o amor. Conhecer que impôs calma às ondas revoltas, e
co de João 3:16 era o resumo da Bíblia. a Deus é amá-Lo; Seu caráter deve ser caminhou por sobre as espumejantes
2. Qual é a relação das palavras desse manifestado em contraste com o de vagas, que fez tremerem os demônios
texto com as festividades do Natal? Satanás. Essa obra, unicamente um e fugir a doença, que abriu os olhos
3. Embora o nascimento de Cristo não te- Ser, em todo o Universo, era capaz de cegos e chamou os mortos à vida –
nha ocorrido no dia 25 de dezembro, o realizar. Somente Aquele que conhe- ofereceu-Se a Si mesmo na cruz, em
Natal é um evento comemorado pratica- cia a altura e a profundidade do amor sacrifício, e tudo isso por amor de ti.
mente em todas as culturas do mundo. de Deus, podia torná-lo conhecido” (O
4. Essa época é caracterizada pela con- Desejado de Todas as Nações, p. 22). III – O MEU PRESENTE PARA JESUS
fraternização e troca de presentes. 8. De fato, o amor foi a motivação maior 1. Ler Salmos 116:12-14.
5. Deus agraciou a humanidade com Sua desse presente de Deus aos homens. 2. A pergunta do salmista envolve as
maior dádiva: Jesus Cristo. bênçãos de Deus para com ele.
II – NEM TODOS ACEITAM O 3. Como resposta, ele fala em se oferecer
I – MOTIVO DO PRESENTE PRESENTE a si mesmo como dádiva ao Senhor.
1. Ler João 3:16 e Gálatas 4:4. 1. Deus criou o homem com liberdade de 4. Essa postura pressupõe um relaciona-
2. A vinda de Cristo ao mundo foi a maior escolha, ou seja, dotado de livre-arbítrio mento com Deus caracterizado pela
dádiva de Deus à humanidade. (ver Gn 2:16, 17; Js 24:15). gratidão e obediência às orientações e
3. O nascimento de Cristo cumpriu pre- 2. O desejo de Deus é de que todos os estatutos divinos (ver Jo 14:15).
dições proféticas anunciadas nos dias seres humanos tenham vida eterna 5. Qual é o maior presente que você
do Antigo Testamento (ver Dt 18:15, (ver Jo 3:16). poderia oferecer a Deus neste Natal?
18; Is 7:14; Mq 5:2). 3. A época do Natal gera nas pessoas Lembre-se de que dar e receber pre-
4. O texto afirma que “Deus amou ao o prazer e a alegria de compartilhar sentes nesse dia é assunto da cultura
mundo de tal maneira...” O funda- presentes. A aceitação do presente moderna. Mas o que você acha de
mento desse presente de Deus aos proporciona contentamento naqueles aproveitar a oportunidade para ofere-
homens é o amor. que oferecem a dádiva. cer algo a Deus?
5. “Vindo habitar conosco, Jesus devia 4. Jesus Cristo é a maior dádiva de Deus 6. O Senhor deseja realizar em sua vida
revelar Deus tanto aos homens como ao mundo. Porém, o valor desse pre- um verdadeiro milagre neste Natal.
aos anjos. Ele era a Palavra de Deus – o sente está na aceitação daqueles que 7. O pecado arruinou a vida do ser huma-
pensamento de Deus tornado audível” o recebem. no. Traumas, complexos, rebelião, vio-
(O Desejado de Todas as Nações, p. 19). 5. Cristo veio ao mundo para dar Sua vida lência e sentimentos egoístas marcam
6. Quando o pecado maculou a Terra e em favor da humanidade (ver Mc 10:45). o coração humano.
levou o homem à ruina, Deus poderia Embora Ele tenha morrido por todos, 8. Quem poderia se interessar por um pre-
ter abandonado a humanidade, mas nem todos aceitam Seu sacrifício. sente como esse? Mas Jesus nos convi-
não o fez. Seu amor e graça sobrepu- 6. Assim como a história é dividida em da para irmos a Ele (ver Mt 11:28-30).
jaram a desgraça do homem (ver Jo antes (a.C.) e depois de Cristo (d.C. ou
3:16; Rm 5:20). A.D.), a humanidade também se divi- CONCLUSÃO
7. O amor de Deus é indescritível. Fre- de em dois grupos: aqueles que acei- 1. Ler Provérbios 23:26.
derick M. Lehman (1868-1953) foi o tam o presente de Deus ao mundo e 2. Deus pede nossa vida em Seu altar co-
compositor do hino “Sublime Amor” aqueles que não o aceitam. mo dádiva a Ele.
(Hinário Adventista nº 31). Nessa melo- 7. Prefigurativamente, isso aconteceu 3. Natal é tempo de dar e receber presentes.
dia, ele diz: por ocasião da morte de Cristo. Ele foi 4. Jesus Cristo, Deus conosco, é o maior pre-
a) “Sublime amor, o amor de Deus! Oh! crucificado entre dois ladrões. Um de- sente que Deus concedeu à humanidade.
Maravilha sem par! Por esse amor, les O rejeitou, mas o outro O aceitou 5. Torne este Natal profundamente sig-
eternamente, a Deus iremos louvar.” (ver Lc 23:39-42). nificativo ao se colocar no altar do Se-
b) Ellen G. White escreveu: “O exercício da a) Ellen G. White escreveu: “tudo fala a nhor como dádiva de tudo que você é
imposição é contrário aos princípios cada filho da família humana, decla- e possui.
do governo de Deus; Ele deseja unica- rando: É por ti que o Filho de Deus con-
mente o serviço de amor; e o amor não sente em carregar esse fardo de culpa; Alejandro Bullón é pastor jubilado.

20 out-dez 2012 Revista do Ancião


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A GRANDE ESPERANÇA

Revista do Ancião out-dez 2012 23


com as diversas facções do judaísmo (saduceus, fariseus, hero- Em 2013, queremos mo-
dianos, zelotes e essênios) a ponto de ter sido desenvolvido um tivar a igreja a avançar unida
sistema religioso com 613 leis. em seus grandes movimentos
Segundo a visão deles, eram 248 mandamentos afirmati- e, especialmente, junto às gran-
vos, um para cada parte do corpo humano e 365 mandamentos des cidades. Precisamos enfatizar
negativos, um para cada dia do ano. Jesus entrou em cena e um processo discipulador simples,
tornou o que era complexo em algo simples, apresentando o que leve cada adventista na América
âmago da lei em dois mandamentos: amar a Deus e ao próximo do Sul a buscar o discipulado como seu
(Mt 22:37-40). Com isso, o Senhor Jesus não estava abaixando o estilo de vida. Um processo que envol-
padrão ou abolindo a lei; Ele estava apresentando Sua essência va a igreja como um todo, levando seus
numa única declaração simples. Essa era uma característica de departamentos e ministérios a enfatizar o
Cristo: ser simples e prudente (Mt 10:16). discipulado como o princípio de nossas ações.
Por isso, Sua declaração para a igreja que estava sendo esta- Apresentamos três palavras que expressam a visão de uma
belecida e para a igreja de hoje foi e continua sendo uma só: “Fa- igreja discipuladora: comunhão, relacionamento e missão. Na
çam discípulos.” Uma declaração apenas, simples e poderosa, verdade, elas estão interligadas e são inseparáveis. Serão os
capaz de transmitir poder e a permanente companhia celestial. passos da nossa jornada em produzir discípulos da esperança.
Retornar ao modelo radical de fazer discípulos é urgente! Com essas palavras essenciais, queremos que cada adventista
Precisamos deixar de gerar “consumidores” ou pessoas que en- na América do Sul entenda o seguinte:
Imagens: © panthesja | Fotolia e William de Moraes

tram na igreja e permanecem deslocadas porque nunca enten- Comunhão significa dedicar a primeira hora do dia para
dem sua função no corpo de Cristo. Devemos tornar claro que estar na presença de Deus.
nosso desafio não é apenas ganhar o maior número possível de Relacionamento envolve a participação em um ambiente
pessoas, mas insistir em que nossa tarefa não termine no tan- de comunidade dentro de um pequeno grupo.
que batismal. Fazer “discípulos da esperança” deve ser nosso Missão leva ao compromisso de testemunhar para alguém,
principal objetivo. de acordo com os dons espirituais.

24 out-dez 2012 Revista do Ancião


Para cada passo dessa jornada discipuladora serão desenvol- Confirmação. Nessa etapa, o discípulo se aprofunda no co-
vidas diferentes ações para alcançar nosso objetivo principal que nhecimento doutrinário e é orientado a se relacionar com ou-
é o de fazer discípulos sadios. Esperamos que os diferentes minis- tros, participando de um Pequeno Grupo, para ser pastoreado
térios contribuam com ações alinhadas ao processo discipulador. e crescer na experiência cristã.
Será um verdadeiro movimento de evangelismo integrado para Capacitação. Dentro desse processo, o discípulo é envol-
que o propósito, a linguagem e as ações da igreja levem cada vido na Escola Missionária, descobrindo e desenvolvendo seus
adventista na Divisão Sul-Americana a desenvolver comunhão, dons espirituais para testemunhar de Cristo e cumprir a missão.
relacionamento e missão. Essa é uma nova visão para a igreja. Nova, não porque seja
Os novos conversos receberão automaticamente essa vi- desconhecida, mas porque necessita ser priorizada e colocada
são ao serem inseridos no ciclo do discipulado. Cada membro em prática. Nova visão porque queremos muito mais do que nú-
recém-batizado deverá ser acompanhado por um discipulador meros; queremos pessoas transformadas que permaneçam como
que transferirá, por palavras e exemplo, seu conhecimento de ramos na videira. “Permanecer em Cristo é preferir unicamente a
Cristo. Os novos na fé passarão por três fases a fim de se torna- disposição de Cristo, de maneira que Seus interesses sejam identi-
rem maduros e reprodutivos: ficados com os nossos. Permanecer nEle é ser e fazer unicamente
Conversão. Fase dos estudos bíblicos, quando o novo discí- o que Ele quer. Tais são as condições do discipulado e, a menos
pulo aprende a conhecer Deus, amá-Lo e ter comunhão com Ele. que elas sejam cumpridas, vocês nunca poderão encontrar des-
canso” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 110).
Junte-se a nós para explorar essa visão de Deus para a igre-
ja, fazendo discípulos maduros na caminhada rumo ao Céu e
Everon Donato alcançando nossa grande esperança!
Diretor do Ministério Pessoal
da Divisão Sul-Americana
Divulgação DSA

Revista do Ancião out-dez 2012 25


MINISTÉRIO JOVEM

Um legado para
a juventude
A semente lançada pelos
jovens pioneiros ainda
está germinando

N
os últimos anos, a Igreja Adventis- por os objetivos, alvos e planos, pro- to Carinho”, “Operação Resgate” e, bem
ta tem enfatizado a “Comunhão vendo treinamento que equipe a igreja mais recentemente, dois projetos que
e Missão” (e mais recentemente como um todo para salvar sua juventude conquistaram espaço até na mídia secu-
“Relacionamentos”). Ao dar uma olhada e prepará-la para levar o evangelho a lar, dado a sua envergadura: “Vida por
na história do Ministério Jovem, percebe- todo o mundo” (trecho da “Declaração Vidas” e “Missão Calebe”.
-se nitidamente que esse binômio eclesi- de Missão do Ministério Jovem”, adotada “Vida por Vidas” e “Missão Calebe”
ástico sempre fez parte do supremo ob- pelos diretores de jovens da Associação surgem no momento bem delicado de
jetivo da juventude adventista. Se existe Geral e Divisões, em julho de 1993; cita- nossa história, em que a mentalidade
uma bandeira que sempre esteve defla- do por Malcolm Allen em O Desafio do pós-moderna influencia grandemente
grada bem alto pelos braços de nossos Ministério Jovem, p. 157, 158). hábitos, costumes e crenças de uma ju-
jovens, é a bandeira que leva a máxima: Diferentemente dos que equivoca- ventude atuante, dinâmica, porém, ques-
“Salvar do pecado e guiar no serviço”. damente classificam o ministério jovem tionadora, exigente e pluralista. É bem
Isso nos leva à conclusão de que, antes como uma área da igreja voltada só conhecido que uma das fortes caracterís-
mesmo de Comunhão e Missão, nossos para “festas” e eventos, o Ministério Jo- ticas da condição sociocultural e estética
jovens já abraçavam essa ênfase com as vem da Divisão Sul-Americana tem se que prevalece no mundo capitalista é a
palavras sinônimas “salvação” e “serviço”. esmerado em não se distanciar de nossa necessidade de romper as barreiras do
Na declaração de missão fica eviden- vocação e legado. Isso fica claro quando mero discurso, mostrando seus ideais em
te que sempre foi nosso propósito unir evidenciamos fortes projetos evangelís- ações práticas e probantes. Daí seu forte
missão e comunhão: “O propósito do De- ticos liderados pelos jovens. Posso citar apego aos projetos sociais.
Montagem sobre fotos de: © Iakov Halinin, Bogdan Wankowics e fimg | Fotolia

partamento de Jovens é facilitar e apoiar de cor alguns projetos que acompanhei Sem dúvida nenhuma, a grande con-
o ministério da igreja para alcançar, trei- nas últimas três décadas que marcaram tribuição desses projetos tem sido imitar
nar, manter e recuperar sua juventude. minha juventude e a de minha geração. o método de Cristo para atrair pessoas à
O Departamento compartilha a respon- Entre eles: “Missão Folhas de Outono”, verdade: “Somente os métodos de Cristo
sabilidade de desenvolver uma estraté- “Missão Renascer”, “Missão Verde”, “Pro- trarão verdadeiro sucesso em alcançar
gia de evangelismo global em consulta jeto Prisma”, “Missão Saúde” (com cursos pessoas. O Salvador misturava-Se com
com a administração e em cooperação comunitários antitabagistas e combate os homens como alguém que lhes dese-
com os outros departamentos da igreja. ao alcoolismo), “Ação Globike”, “Projeto java o bem. Demonstrava Sua simpatia
Deve auxiliar a igreja mundial em com- Bálsamo”, “Projeto Melhore JA”, “Proje- por eles, ministrava às suas necessida-

26 out-dez 2012 Revista do Ancião


des, e ganhava sua confiança. Então os pios, vilas e bairros sem a presença adven- nossa esperança para a obra missionária”
convidava: ‘Sigam-Me.’” (Ellen G. White, tista são alcançados e milhares de pessoas (Fundamentos da Educação Cristã, p. 320).
A Ciência do Bom Viver, p. 143). convertidas. É o despertamento de uma Cabe aos líderes experientes servir
Assim, sabiamente a liderança da igre- juventude que acredita ser o cumprimen- de exemplos, orar intercessoramente e
ja associou o projeto “Impacto Esperança” to profético de Joel 2:28: “Acontecerá, de- estender a mão aos jovens para que a
(distribuição maciça de livros) com a cole- pois, que derramarei o Meu Espírito sobre força associada à maturidade levante o
ta de sangue liderada pelos jovens. Como toda a carne; vossos filhos e vossas filhas espírito missionário de nossas igrejas e
consequência, ganhamos notoriedade na profetizarão, vossos velhos sonharão, e mais pessoas sejam atraídas a este exér-
mídia, envolvemos a juventude em duas vossos jovens terão visões.” cito vitorioso que marcha a despeito das
frentes que atuaram poderosamente no Como é gratificante ver que a semen- baixas e contra-ataques.
mesmo dia e aumentamos nossa influên- te lançada pelos nossos jovens pioneiros “Com tal exército de obreiros como
cia. Como resultado, centenas de pessoas está germinando viçosamente no terre- o que poderia fornecer nossa juventude
descobriram que “o povo da esperança” no árido dos grandes problemas atuais. devidamente preparada, quão depressa
é também “o povo da vida”, já que, além O legado de jovens como J. N. Andrews a mensagem de um Salvador crucificado,
de distribuir o livro A Grande Esperança, os e Loughborough (que começaram a pre- ressuscitado e prestes a vir poderia ser le-
jovens ainda doaram sangue, plaquetas gar com 14 anos e 17 anos, respectiva- vada ao mundo todo! Quão depressa po-
e medula óssea. Hoje o projeto “Vida por mente), Tiago White (que aos 21 anos já deria vir o fim – o fim do sofrimento, tris-
Vidas” conta com mais de 300 mil jovens havia levado mais de mil pessoas a Cris- teza e pecado!” (Ellen G. White, Conselhos
em toda a América do Sul. to), Urias Smith (indicado a redator-chefe aos Pais, Professores e Estudantes, p. 555).
“Seu êxito não dependerá tanto de da Review and Herald com apenas 21 No momento em que várias gerações
seu saber e realizações, como de sua ha- anos) e Ellen G. White (chamada para um diferentes convivem no mesmo ambien-
bilidade em chegar ao coração das pes- lindo ministério profético aos 16 anos de te cristão, é prudente apelarmos para as
soas. Sendo sociáveis e aproximando-se idade) tem se mantido vivo através dos palavras de Cristo na Sua oração sacerdo-
bem do povo, vocês poderão mudar- anos pelo forte compromisso que boa tal: “Para que todos sejam um, como Tu, ó
lhes a direção dos pensamentos muito parte de nossa juventude tem abraçado. Pai, o és em Mim, e Eu em Ti; que também
mais facilmente do que pelos mais bem Quando falamos de uma juventude eles sejam um em nós, para que o mun-
feitos discursos” (Ellen G. White, Obreiros que se levanta, poderosamente, neste do creia que Tu Me enviaste” (Jo 17:21).
Evangélicos, p. 193). mundo que cai vertiginosamente, não Somente com a forte união entre os mais
Por sua vez, a Missão Calebe (em queremos jamais ser triunfalistas e fechar idosos e os mais jovens, a igreja experi-
que os jovens doam as férias para proje- os olhos para os problemas que rodeiam mentará a mensagem de Elias de que nos
tos sociais e missionários) cresce, a cada nossas igrejas. Contudo, mesmo sabendo últimos dias o coração dos pais seriam
ano, impulsionada pelo poder do Espírito que a fase da igreja é de Laodicéia, tam- convertidos aos filhos, e o coração dos
Santo e a conscientização de todos os se- bém estamos cientes de que nem todos filhos a seus pais (Ml 4:5, 6). Dessa união
tores da igreja de que esse projeto veio são laodiceanos. Quando ouço sugestões serão extraídos inúmeros benefícios que
para ficar. sobre o que podemos fazer para impedir manterão o Ministério Jovem focalizado
O que começou com meia dúzia de que os jovens saiam da igreja ou deixem ou concentrado em sua essência e missão.
jovens no interior da Bahia, atualmente de levar vida dupla, respondo sempre Quando o legado é bem aplicado, a juven-
conta com quase 50 mil jovens em todo com as palavras ditas por Ellen G. White: tude é preservada, a igreja é dinamizada e
o território da Divisão Sul-Americana. Inú- “Podemos fazer pouco, mas Deus vive e a volta de Jesus é anunciada. Pois, já está
meros testemunhos são colhidos, municí- reina. Ele pode fazer muito. Os jovens são na hora de todos nós sermos jovens.

Donato Azevedo Filho


Diretor do Ministério Jovem da
União Noroeste Brasileira
Cedida pelo autor
GUIA DE PROCEDIMENTOS

A união estável
permite o batismo?

QUAL É A VISÃO DA IGREJA COM RELAÇÃO À UNIÃO ES Diferentemente do que acontece com as leis humanas que,
TÁVEL? PODEMOS BATIZAR PESSOAS QUE NÃO ESTÃO CASA na realidade, refletem a tentativa de regulamentar os fatos que
DAS NO CIVIL, MAS QUE SE ENQUADRAM NESSA SITUAÇÃO? já estão acontecendo. A União Estável entra nessa condição.
O casamento é uma instituição estabelecida pelo próprio É uma forma de conciliar os problemas causados pela degene-
Deus antes mesmo de o pecado entrar neste mundo. A Bíblia ração dos princípios que envolvem o casamento.
nos diz: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mu- O “Novo Código Civil” reconhece a União Estável para fins
lher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2:24). de direitos de propriedade e herança, o que não é nem neces-
Ellen G. White afirma: “Deus celebrou o primeiro casamen- sário que as partes morem juntas, mas será considerada União
to. Assim essa instituição tem como seu originador o Criador Estável desde que existam elementos que o provem, como, por
do Universo. ‘Venerado seja [...] o matrimônio’ (Hb 13:4); foi esta exemplo, a existência de filhos.
uma das primeiras dádivas de Deus ao homem, e é uma das O casal formador de uma União Estável possui a vontade
duas instituições que, depois da queda, Adão trouxe consigo de permanecer como companheiros, mas não com vínculos
aquém das portas do Paraíso” (O Lar Adventista, p. 25, 26). permanentes, pois, caso queiram, a lei os confere facilidade
O primeiro casamento serve de modelo para os demais. para a conversão. Portanto, casamento civil não é a mesma
O plano de Deus é um casamento monogâmico, em que existe coisa que União Estável. O casamento civil, embora seja de
verdadeiro e total compromisso. Em Mateus 19:4-6, esses princí- responsabilidade do Estado, reflete os ideais de compromis-
pios são apresentados de forma clara: “Respondeu Ele: Não ten- so e continuidade, diferentemente do que representa a União
des lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher Estável. Uma pessoa vivendo em União Estável precisa se casar
e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá para ser batizada.
a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que Caso uma das partes negue-se a casar ou haja outra situa-
já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ção, o caso deve ser estudado pela comissão da igreja local e
ajuntou não separe o homem.” encaminhado à Mesa Diretiva da Associação/Missão.
O casamento é um compromisso vitalício, ou seja, é perma- Para os cristãos, o casamento indica que Deus, ao redimir
nente, que se faz em um momento da vida e perdura enquanto o mundo do pecado, busca restaurar o casamento ao seu ideal
houver vida. “O casamento, uma união vitalícia, é símbolo da original, estabelecendo a unidade e igualdade entre marido e
união entre Cristo e Sua igreja. O espírito que Cristo manifesta mulher, fortalecendo o compromisso de fidelidade e abnega-
para com a igreja é o que marido e mulher devem dedicar-se mu- ção e ensinando que no casamento é que deve acontecer a in-
tuamente” (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 7, p. 46). timidade sexual como um presente de Deus.
Na Bíblia, percebemos que Deus sempre estabelece as di-
retrizes antes dos fatos. Ele mostra Seus planos e os princípios
inseridos neles, antecipadamente.

Caro ancião:
A Associação Ministerial da Divisão Sul-Americana é quem res-
ponde. Escreva para Guia de Procedimentos – Caixa Postal 2600;
CEP 70270-970, Brasília, DF, ou revistadoanciao@dsa.org.br.
A proposta deste espaço é esclarecer dúvidas sobre assuntos liga-
dos à administração da igreja. Dentro do possível a resposta será
publicada nesta seção.

Revista do Ancião out-dez 2012 29


RELACIONAMENTOS

Eles também fazem parte


Bom relacionamento com os filhos é importante
para a liderança espiritual do ancião

A
vida moderna tem dado teste- ber se alguém será ou não bom ancião é ária dará força ao testemunho público.
munho das crises que marcam o olhar para o tipo de relacionamento que A paciência, a coerência e o amor im-
relacionamento das pessoas. Em- mantêm com sua própria família” (Guia pressionarão os corações de maneira
bora a tecnologia seja boa e facilite a vida para Anciãos, p. 30). que os sermões não podem conseguir”
de todos, principalmente ao encurtar as Alguns elementos caracterizam bom (O Lar Adventista, p. 253). Não há dúvida
distâncias e reduzir o tempo para a rea- relacionamento entre pais e filhos: de que essas palavras inspiradas podem
lização de tarefas e projetos, na maioria Amor – Demostrações práticas de afe- ser aplicadas ao ancião.
das vezes, as redes sociais têm afastado to são uma necessidade do ser humano. Empatia – É a capacidade de se co-
as pessoas umas das outras, dificultando Os filhos precisam ver e sentir que o pai os locar no lugar do outro. Por sua experi-
o cultivo de bons relacionamentos até ama e os aceita incondicionalmente. ência de vida, o pai necessita compre-
mesmo entre as famílias. Coerência – Da perspectiva educa- ender o filho nas circunstâncias dele.
As duas epístolas de Paulo a Timóteo, cional, a postura coerente demonstrada É bom lembrar que, um dia, o adulto
conhecidas como epístolas pastorais, são por pais e professores no dia a dia é algo de hoje foi adolescente e jovem. Tam-
um manual de orientação para os líderes imprescindível. Uma disciplina exercida bém experimentou as lutas e conflitos
da igreja. Elas foram escritas entre 63 e sem o equilíbrio entre a justiça e o amor próprios dessa fase da vida. Princípios
67 d.C. quando Timóteo exercia sua lide- torna questionável sua razão de ser. No e normas de conduta precisam ser mi-
rança na igreja de Éfeso (ver 1Tm 1:3). Ao contexto da disciplina, Paulo aconselha nistrados com equilíbrio. No relacio-
aconselhar os diáconos e anciãos, Paulo aos pais a não provocarem seus filhos à namento com os filhos, alguns anciãos
enfatizou a necessidade de cuidar da fa- ira (ver Ef 6:4). deixam de considerar esse aspecto fun-
mília com disciplina e admoestação do Exemplo – O senso comum diz que damental da boa disciplina.
Senhor (ver 1Tm 3:4). “as palavras convencem mas os exem- A liderança do ancião em sua igreja
A Igreja Adventista recomenda que plos arrastam”. No relacionamento com envolve muitas atividades. Porém, ele
“o ancião deve ser alguém ‘que governe seus filhos, o ancião deve ter a consci- precisa dar atenção aos filhos. Sua pri-
bem a própria casa, criando os filhos sob ência de que, como “carta conhecida meira responsabilidade espiritual é para
disciplina, com todo respeito (pois se al- e lida por todos os homens” (2Co 3:2), com a família.
guém não sabe governar a própria casa, seu exemplo é a imagem gravada na
como cuidará da igreja de Deus?)’” (Guia mente de seus filhos. Falando da famí-
para Anciãos, p. 29). Em sua congregação, lia pastoral, Ellen G. White escreveu:
o ancião exerce influência espiritual co- “É o desígnio de Deus que, em sua vida Nerivan Silva

mo consequência de seu relacionamen- doméstica, o mestre da Bíblia seja um Editor associado

to familiar. O cuidado da família envol- exemplo das verdades que ensina. O que
William de Moraes

ve bom relacionamento com os filhos. um homem é, exerce maior influência do


“A Bíblia sugere que uma forma de sa- que o que ele diz. A piedade na vida di-

30 out-dez 2012 Revista do Ancião


PERGUNTAS & RESPOSTAS

Por que rebatizar


pessoas já batizadas
tizados por João Batista no “batismo de arrependimento” que
por imersão? nem ao menos haviam ouvido falar “que existe o Espírito San-
to”. Após compreenderem essa verdade, eles foram rebatiza-
dos “em o nome do Senhor Jesus”.
Ellen G. White já havia sido batizada por imersão em Por-
Com base em Efésios 4:5 (“há um só Senhor, uma só fé, um só tland, Maine, em 1842, sendo ainda metodista. Mas, após com-
batismo”), algumas pessoas alegam que o batismo por imersão preender a verdade do sábado em 1846, ela pediu que o próprio
só pode ser ministrado uma única vez a cada indivíduo. Mas essa esposo, pastor Tiago White, a rebatizasse (Arthur L. White, Ellen
teoria acaba distorcendo não apenas o sentido básico do texto G. White, v. 1 – “The Early Years”, p. 121, 122). Tiago White, em seu
bíblico, mas também o significado do rito batismal e o ensino de livro Life Incidents, p. 273, declara que ela foi tomada em visão
outros textos inspirados que abordam a questão do rebatismo. após essa experiência. “Ao ser batizada por mim, em um perío-
Efésios 4:1-6 fala a respeito da unidade que deveria existir do inicial de sua experiência, quando eu a levantei das águas, ela
entre todos aqueles que ingressaram na comunidade dos cren- foi imediatamente tomada em visão.”
tes através do mesmo rito batismal. Andrew T. Lincoln esclarece Outra circunstância mencionada, no Manual da Igreja, na
‘um só batismo’ é o batismo nas águas, o rito público de con- qual é aconselhável que a pessoa seja rebatizada diz respeito
fissão da única fé no único Senhor. O batismo é único, não por a pessoas que já foram adventistas e apostataram da fé. Quan-
ter uma única forma ou por ser ministrado uma única vez, mas do o cristão rompe sua aliança com Cristo e volta a uma vida
por ser a iniciação em Cristo, no corpo único”. Como todos os de pecado, ele se torna passível de ter seu nome removido do
cristãos se tornaram membros do corpo de Cristo através do rol de membros da igreja. Seu reingresso na comunidade dos
batismo, esse rito é um “fator unificador” da igreja (Word Bibli- crentes deve ser assinalado por um novo testemunho público
cal Commentary, v. 42, p. 240). de mudança de vida, selado pelo rebatismo.
Biblicamente, o batismo não é um sacramento que concede As principais declarações de Ellen G. White sobre a prática
méritos para a salvação, e sim um símbolo visível de uma nova do rebatismo aparecem em seu livro Evangelismo, p. 372-375.
aliança salvífica entre Deus e o pecador regenerado pela graça Analisando-se essas declarações, pode-se concluir, em pri-
divina. Por meio desse ato público, a pessoa se compromete a meiro lugar, que adventistas apostatados que se convertem e
deixar de servir o pecado, passando a viver “em novidade de desejam voltar à comunhão da igreja devem se submeter ao
vida” (Rm 6:1-7). A nova vida em Cristo implica na aceitação de rebatismo; e, em segundo lugar, que crentes já batizados por
Jesus como Salvador e Senhor, bem como na vivência prática imersão em outras denominações seriam aceitos na comunhão
de Sua vontade revelada nas Escrituras. da igreja preferencialmente pelo rebatismo, mas sem jamais
O ideal é que o batismo seja ministrado uma única vez aos coagi-los a se submeterem a esse rito, caso não sintam genuína
novos conversos, no início da vida cristã. Mas o Manual da Igre- necessidade dele.
ja menciona duas circunstâncias em que é aconselhável que a Portanto, Efésios 4:1-6 ratifica a unidade da fé ao mencionar
pessoa seja rebatizada. que todos os crentes se tornaram parte do corpo de Cristo através
Uma delas diz respeito aos conversos provenientes de ou- do mesmo rito público (o batismo) de confissão da única fé no úni-
tras comunidades cristãs nas quais já foram batizados por imer- co Senhor. Mas essa realidade não desaprova o rebatismo daque-
são. Mesmo nunca tendo rompido seu relacionamento com les que assumem nova aliança com Cristo e com Sua Palavra.
Cristo, essas pessoas podem selar publicamente, por um novo
batismo, sua aceitação de uma nova plataforma doutrinária,
mais ampla e mais comprometida com o conteúdo geral das
Escrituras (ver Mt 4:4; 28:19, 20; Jo 16:13). Caro ancião:
Que a aceitação de novos componentes doutrinários fun- O Dr. Alberto Timm, diretor associado do Ellen G. White Estate,
na Associação Geral, é quem responde. Escreva para Perguntas e
damentais pode justificar o rebatismo de um cristão é evidente
Respostas – Caixa Postal 2600; CEP 70270-970, Brasília, DF ou
nas experiências tanto de um grupo de crentes em Éfeso como revistadoanciao@dsa.org.br. A proposta deste espaço é esclarecer
de Ellen G. White. Somos informados em Atos 19:1-7 que, em dúvidas sobre assuntos ligados à doutrinas da igreja. Dentro do
Éfeso, o apóstolo Paulo encontrou “uns doze” discípulos já ba- possível a resposta será publicada nesta seção.

Revista do Ancião out-dez 2012 31


SAÚDE

Que alimentos servir


em atividades da igreja?

C
omo líder de igreja, cedo ou tarde Saborosos (apetitosos). 5. Sirva sucos naturais, diretamente
você será consultado sobre a po- Atraentes (boa aparência, coloridos, da fruta, sem aditivos químicos ou con-
sição oficial da igreja em relação apresentados com criatividade). servantes.
a alimentos servidos em junta-panelas, Os adventistas servem alimentos 6. Prefira apresentar alimentos crus,
encontros de casais, restaurantes de ins- ovo-lacto-vegetarianos, que são reco- cozidos ou assados. Evite frituras.
tituições, igrejas, escolas, acampamen- nhecidamente mais saudáveis (utiliza-se 7. Apresente apenas três refeições
tos, comissões, reuniões ou programas leite e ovos com moderação, mas evitam- diárias, sendo que a última (jantar), de-
oficiais da Igreja Adventista do Sétimo se carnes, aves, peixes e frutos do mar). ve ser leve e servida o mais cedo possível.
Dia. Então, segue para você um resumo Evite comer no intervalo das refeições.
e adaptação das recomendações oficiais Recomendações 8. Evite abundância de sal ou de açú-
que estão no Anexo 9: Voto 2008-108:  1. Frutas de boa qualidade e em car. O mel pode ser uma opção saudável
Entre as vantagens de um estilo de vida abundância (desjejum e jantar) e varie- para adoçar. Pode-se deixar à disposição
saudável, conforme é promovido pela Igre- dade de saladas cruas e verduras (no o açúcar mascavo, frutose, frutas se-
ja Adventista do Sétimo Dia, estão: mais almoço). cas e adoçantes (evitando o Ciclamato
qualidade de vida, longevidade, maior 2. Iogurte natural (sem conservantes, e a Sacarina).
desenvolvimento do potencial humano, e, corantes ou sabor artificial) ou queijo fres- 9. Evite igualmente os aditivos quí-
o mais importante de tudo, a mente mais co (tipo frescal, ricota ou cotage com a op- micos como caldos, temperos artificiais,
predisposta para a comunhão com Deus. ção de magros ou desnatados). Evite grande etc., além de temperos fortes ou condi-
Por isso a Igreja Adventista, em todas quantidade de leite, açúcar e ovos juntos. mentos como pimenta, noz-moscada,
as suas instâncias, deve procurar de mo- 3. Utilize produtos integrais e natu- mostarda ou mesmo vinagre de qual-
do simpático e agradável desempenhar rais em lugar dos refinados e industria- quer tipo. Substitua-os pelo molho de
papel educativo, servindo alimentos que lizados: pão integral, granola, arroz iogurte ou limão com temperos simples,
estejam de acordo com as orientações integral, aveia, triguilho (farinha como cheiro-verde, alho, cebola, sal e
que recebeu através da Revelação. Os ali- de quibe), sal não refinado e açúcar azeite de oliva.
mentos devem ser: mascavo. 10. Apresente a cevada solúvel como
Saudáveis (boa qualidade, boa com- 4. Prefira fermentos biológicos em substituto ao café. Não utilize café, chá-
binação, nutritivos e boa higienização). lugar dos químicos. preto, chimarrão ou assemelhados. Evite
completamente os refrigerantes, espe-
cialmente os de guaraná e à base de cola.
Marcos Faiock Bomfim (Mais orientações no livro Conselhos
Diretor do Ministério da Saúde sobre o Regime Alimentar, de Ellen G.
da Divisão Sul-Americana
White).
Divulgação DSA

Revista do Ancião out-dez 2012 33


DE MULHER PARA MULHER

Seja um Elo

O
dicionário define “elo” como anel de uma cadeia, cada São novos lugares, novas pessoas, nova escola (para os fi-
uma das argolas de que se compõe a amarra de ferro, lhos), novo trabalho ou falta de trabalho (para ela), enfim nova
ligação. realidade de vida. Diante de tantas mudanças, alguns pensa-
Uma das necessidades do ser humano é o senso de per- mentos a assaltam: “Vamos ser aceitos?” “Os irmãos da igreja
tencer. Primeiro, pertencer à família; depois, a um grupo de irão apoiar meu esposo?” “Meus filhos encontrarão amigos ou
amigos; mais tarde, a uma pessoa em especial, por meio do sentirão saudades dos que deixaram para trás? Eles vão se adap-
casamento; e, depois, ao trabalho e à irmandade da igreja. tar ao novo colégio?” “Vou me sair bem? Terei meu espaço?”

Para avaliar quanto isso é importante, basta pensar em sua Com tantas situações novas não tem como não se sentir
reação quando você precisa ir a uma reunião, mesmo que seja apreensiva e ansiosa, especialmente levando-se em conta que
da igreja, em que você não conhece ninguém. Como se sente? a mulher é a catalisadora das emoções na família. Quando um
Apreensiva? Ansiosa? de seus membros sofre, ela sofre também e é ela quem procura
É claro que, dependendo do tipo de personalidade, é mais atenuar as tristezas e dificuldades.
fácil conviver com esses sentimentos. Mas, certamente nos sen- Talvez seja por isso que, no livreto preparado pelo Minis-
timos bem melhor quando podemos levar o esposo, um filho tério da Mulher, Eu, Mulher, a Dra. Cláudia Araújo apresenta as
ou um amigo. Acompanhadas, nos sentimos mais à vontade, mudanças, com suas novas adaptações ao trabalho e a lugares,
menos tensas, especialmente quando se é alvo das atenções. como um dos maiores causadores de estresse.
Imagine você, sendo a palestrante – todos os olhares se vol- Mas o que isso tem que ver com você, esposa de ancião?
tando para sua direção! Por isso é que muitas mulheres temem Tudo! Em Tito 2:3 e 4, lemos: “Aconselhe também as mulheres
falar em público. Mas se, no auditório, você encontra rostos mais idosas a viverem como devem viver as mulheres dedica-
Montagem sobre foto de: © Iosif Szasz-Fabian | Fotolia

amigos, você até consegue relaxar e sorrir. das a Deus. [...] Que elas ensinem o que é bom, para que as mu-
Se existe uma pessoa que muitas vezes necessita dessa “aju- lheres mais jovens aprendam.”
dazinha”, de uma presença amiga, é certamente a esposa do pas- Mesmo sendo mais jovem que a esposa do novo pastor, vo-
tor. A cada três, quatro ou cinco anos, ela enfrenta uma mudança! cê tem diante de Deus a responsabilidade de, como mais antiga
Mudança de endereço, de cidade ou estado, de casa e de igreja! na igreja local, apoiá-la e ajudá-la.

34 out-dez 2012 Revista do Ancião


Você deve ser o elo entre a esposa do novo pastor e a igreja. sugerir à classe dos adolescentes ou jovens da igreja que faça
Você deve ser a primeira a lhe estender a mão. uma visitinha ao pôr do sol de sexta-feira, levando alimentos
Caso você tenha tempo e disposição, pode se oferecer para e dando-lhes as boas-vindas!
ajudar na mudança – e quanto trabalho dá uma mudança! Ou Além disso, você é a responsável por integrar a esposa do
pode se oferecer para cuidar das crianças enquanto a esposa do novo pastor à igreja. Portanto, caso você saiba de gente que
pastor transforma a casa em lar. Pense na possibilidade de se esteja fazendo comparações entre essa família pastoral e a an-
tornar a “motorista”, transportando as crianças à escola enquan- terior (ou outra), converse com carinho com essas pessoas e
to a família está se organizando. Ou oferecer à família pastoral peça-lhes que se coloquem no lugar deles.
algumas refeições até que o fogão, a geladeira e o gás estejam Se os filhos do pastor dão trabalho, lembre-lhes de que os
funcionando perfeitamente, e outros itens básicos, como pane- deles também dão. Olhem com empatia para essas crianças
las, pratos, talheres e copos, estejam também em seus lugares. que, muitas vezes, passam o sábado inteirinho sozinhas, en-
Além desse apoio na chegada, a esposa do novo pastor quanto os pais estão envolvidos nas atividades da igreja, com a
precisa de alguém para dar-lhe algumas dicas e orientações intenção de servi-los melhor. Criança sem alguém para olhar e
simples, mas igualmente necessárias: onde fica a padaria mais cuidar sabe exatamente como deve se comportar, ou acaba se
próxima, o mercado de melhor preço, o cabeleireiro, a costurei- enfadando e se esquecendo?
ra, o pediatra, o dentista, o ginecologista, o pronto-socorro, o Como o elo, cujo papel é unir os anéis de uma cadeia, você
ponto de ônibus, a estação rodoviária, etc. Sem falar na famosa é a responsável por promover a união da nova família pastoral

listinha de telefones úteis: água, luz, gás, além dos telefones com seu novo distrito, sua nova igreja, seus novos irmãos. Sua
dos anciãos, diretores de departamentos, zelador, etc. colaboração poderá tornar, de forma prazerosa, essas novas ar-
Somente quem nunca mudou de residência é que não con- golas parte da corrente antiga. Se o ajuste for bem feito ambas
segue avaliar como tudo isso é importante. as partes sairão ganhando!
Já na igreja, a esposa do pastor e seus filhos precisam, ao Seu esposo é o ancião da igreja. Ele é quem representa a
chegar, ter a certeza de que serão bem acolhidos, que existem igreja. Ele é quem melhor conhece cada um dos membros. Pro-
pessoas simpáticas e dispostas a recebê-los. vavelmente, ele frequente essa igreja desde antes de o pastor
Você conhece as crianças da igreja; por que não apresentá- chegar e vai continuar depois que ele sair. É por isso que você,
las aos filhos do pastor que têm a mesma idade delas? Se a verdadeira primeira dama da igreja, precisa estender a mão
os recém-chegados são adolescentes ou jovens, você pode àquela que está chegando.
Essas são apenas algumas ideias, mas sei que, com oração
e amor, você terá muitas outras boas e criativas sugestões para
tornar o mais confortável possível a chegada da nova família
Sonia Rigoli Santos pastoral, e ser exatamente aquilo que eles tanto necessitam
Diretora do Ministério da Mulher durante os três, quatro ou cinco anos que conviverão com a sua
da União Central Brasileira
igreja: um elo!
Cedida pelo autor

Revista do Ancião out-dez 2012 35


 
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