Você está na página 1de 13

LICITAÇÕES e CONTRATOS ADMINISTRATIVOS

Licitação é o instrumento administrativo pelo qual as entidades da Administração


Pública, nos casos de obras, serviços, compras, alienações, concessões, permissões e
locações, escolhem a proposta mais vantajosa.

Princípios: legalidade: todos os procedimentos devem ser feitos conforme as


regras definidas em lei; impessoalidade: o administrador jamais pode escolher uma
proposta com discricionariedade, baseado em suas preferências pessoais; moralidade e
probidade: a conduta dos agentes públicos e licitantes deve ser baseada na ética,
compatível com os bons costumes; Igualdade: todos os licitantes devem receber igual
tratamento; publicidade: todos os atos do procedimento da licitação devem ser públicos,
exceto no caso do conteúdo das propostas, até a respectiva abertura; vinculação ao
instrumento convocatório: a Administração fica estritamente vinculada ao edital de
convocação da licitação; julgamento objetivo: o administrador deve utilizar apenas os
critérios específicos definidos no edital, afastando qualquer possibilidade de
subjetividade na análise da melhor proposta; adjudicação compulsória: a Administração
é obrigada a adjudicar, isto é, atribuir o objeto da licitação ao vencedor da mesma. Isso
não significa que o Estado tem a obrigação de celebrar o contrato, mas, caso realmente
dê prosseguimento ao processo, deve celebrar somente com o vencedor. Tal princípio
também proíbe a Administração de realizar novas licitações enquanto estiver válida a
adjudicação anterior.

Todos os entes federativos, União, Estados, Municípios e Distrito Federal, são


obrigados a licitar. Porém cada um possui sua própria competência para legislar,
decorrente de sua autonomia política e administrativa. O governo é composto
atualmente por 26 Estados (Unidades Federativas), 01 Distrito Federal e 5.565
Municípios e divididos da seguinte forma: Governo Federal, Governos Estaduais,
Governos Municipais, Sociedades de Economia Mista, Fundações, Autarquias,
Empresas Estatais e demais entidades vinculadas ao governo. Todo o ano, esta estrutura
governamental, conforme acompanhamento das licitações geradas pelos informativos
do Licitacao.Net, compram em torno de 120 bilhões de Reais. O Governo, é sem
dúvidas o maior comprador do Brasil.

Tipos: menor preço; melhor técnica; técnica e preço e maior lance ou oferta.

Modalidades: convite: destinado a contratos de pequeno valor (até R$150 mil –


obras de engenharia – e R$80 mil – outros). Não há edital, mas sim uma carta-convite,
na qual a Administração convida 3 participantes, no mínimo, para participarem do
procedimento licitatório. Neste caso, a lei não exige publicação do instrumento
convocatório no Diário Oficial, mas sim a fixação de uma cópia do mesmo em lugar
apropriado, permitindo que demais interessados também possam participar; tomada de
preços: destinado a contratos de médio valor (até R$1,5 milhão – obras de engenharia –
e R$650 mil – outros). Participam todos os interessados previamente cadastrados ou
aqueles que apresentarem os documentos exigidos para a qualificação 3 dias antes da
abertura das propostas; concorrência pública: destinado a contratos de grande valor
(maior que R$1,5 milhão – obras de engenharia – e mais que R$650 mil – demais
obras). Suas principais características são a complexidade e a existência de uma fase de
habilitação preliminar.
Na Concorrência ocorre uma preliminar habilitação dos interessados (Abertura da
Licitação/Habilitação). Na Tomada de Preços a habilitação ocorre antes mesmo da
abertura da licitação (Habilitação/Inclusão no cadastro da Administração/Abertura de
Licitação).

O administrador pode usar uma modalidade mais complexa para um caso que
necessite modalidade mais simples, mas não pode fazer o contrário. Ex: Usar
Concorrência ou Tomada de Preços para casos que poderia fazer uso do Convite:
permitido; usar Convite ou Tomada de Preços para casos que teria que fazer uso da
Concorrência: não permitido.

Leilão: modalidade usada para a venda de bens móveis inservíveis para a


Administração e produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação
de bens imóveis cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação
em pagamento;

Concurso: destinado escolher trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a


instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores. Seu edital deve ser publicado
com a antecedência mínima de 45 dias;

Pregão: é destinado à aquisição de bens e serviços comuns, independentemente do


valor; a disputa é feita por meio de propostas e lances em sessão pública. Trata-se de
uma modalidade mais simples e célere, onde apenas o fator preço é levado em conta.

Como critério de desempate, dá-se preferência, sucessivamente, aos bens e


serviços: produzidos no país; produzidos ou prestados por empresas brasileiras;
produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento
de tecnologia no País.

Inexigibilidade: é quando não há a possibilidade de se realizar a licitação, isto é, o


objeto é tão singular que se torna materialmente impossível realizar um procedimento
licitatório. Exemplos: fornecedores exclusivos; serviços técnicos singulares; contratação
de artistas consagrados pela crítica ou público.

O rol da inexigibilidade é apenas exemplificativo, ou seja, pode haver outros


exemplos e situações. É proibida a alegação de inexigibilidade para a contratação de
serviços de publicidade.

Dispensa: é quando até existe a possibilidade jurídica de se realizar o


procedimento licitatório, no entanto a lei autoriza o administrador a não o realizar, haja
vista a existência de situações específicas definidas em lei. Alguns exemplos: obras e
serviços de engenharia que custam menos que R$15 mil; outros serviços que custam
menos que R$8 mil; casos de guerra e grave perturbação da ordem; casos de emergência
e calamidade pública; para intervir no domínio econômico, regular preços ou normalizar
o abastecimento e quando não houver interessados na licitação (deserta) e esta não
puder ser repetida sem prejuízo para a Administração.

Existem várias outras hipóteses de dispensa de licitação (art. 24 da lei 8.666). É


importante saber que este rol é taxativo, ou seja, o legislador apontou todas as situações
de dispensa de forma exaustiva, não havendo possibilidade de existência de nenhuma
hipótese além daquelas definidas em lei.

Contrato: é todo acordo de vontades, firmado livremente pelas partes, para criar
obrigações e direitos recíprocos.

Contrato Administrativo é o ajuste que a Administração, agindo nessa qualidade, firma


com o particular ou outra entidade administrativa para a consecução de objetivos de
interesse público, nas condições estabelecidas pela própria Administração.

Características: consensual: acordo de vontades, e não um ato unilateral e


impositivo da Administração; formal: expressado por escrito e com requisitos especiais;
oneroso: remunerado na forma convencionada; comutativo: porque estabelece
compensações recíprocas; intuito personae: deve ser executado pelo próprio contratado,
vedadas, em princípio, a sua substituição por outrem ou a transferência de ajuste.

Modalidades de contratos administrativos: 1. CONTRATO DE OBRA PÚBLICA:


Trata-se do ajuste levado a efeito pela Administração Pública com um particular, que
tem por objeto A CONSTRUÇÃO, A REFORMA OU AMPLIAÇÃO DE CERTA
OBRA PÚBLICA. Tais contratos só podem ser realizados com profissionais ou
empresa de engenharia, registrados no CREA. Pela EMPREITADA, atribui-se ao
particular a execução da obra mediante remuneração previamente ajustada. Pela Tarefa,
outorga-se ao particular contratante a execução de pequenas obras ou parte de obra
maior, mediante remuneração por preço certo, global ou unitário; 2. CONTRATO DE
SERVIÇO: Trata-se de acordo celebrado pela Administração Pública com certo
particular. São serviços de demolição, conserto, instalação, montagem, operação,
conservação, reparação, manutenção, transporte, etc. Não podemos confundir contrato
de serviço com contrato de concessão de serviço. No Contrato de Serviço a
Administração recebe o serviço. Já na Concessão, presta o serviço ao Administrado por
intermédio de outrem; 3. CONTRATO DE FORNECIMENTO: É o acordo através do
qual a Administração Pública adquire, por compra, coisas móveis de certo particular,
com quem celebra o ajuste. Tais bens destinam-se à realização de obras e manutenção
de serviços públicos. Ex. materiais de consumo, produtos industrializados, gêneros
alimentícios, etc; 4. CONTRATO DE GESTÃO: é o ajuste celebrado pelo Poder
Público com órgão ou entidade da Administração Direta, Indireta e entidades privadas
qualificadas como ONGs e 5. CONTRATO DE CONCESSÃO: Trata-se de ajuste,
oneroso ou gratuito, efetivado sob condição pela Administração Pública, chamada
CONCEDENTE, com certo particular, o CONCESSIONÁRIO, visando transferir o uso
de determinado bem público. É contrato precedido de autorização legislativa.

A licitação é o procedimento obrigatório a ser utilizado pela Administração


Pública para realizar suas contratações, sejam as aquisições de bens e serviços ou as
alienações. É regida principalmente pela Lei Federal nº8.666/93 (Lei de Licitações e
Contratos) e Lei Federal nº 10.520/02 (Lei do Pregão). Licitação é o procedimento
administrativo formal para contratação de serviços ou aquisição de produtos pelos entes
da Administração Pública direta ou indireta. No Brasil, para licitações por entidades que
façam uso da verba pública, o processo é regulado pelas leis 8.666/93 e 10.520/02.

Cumpre destacar que Marçal Justen Filho rejeita a tese da “supremacia” do


interesse público destacando que o único valor supremo é a dignidade humana, que é o
núcleo dos direitos fundamentais consagrados na Constituição Federal. A expressão
“interesse público” não possui conteúdo próprio, específico e determinado. O interesse
Público costuma ser invocado para satisfação dos interesses escolhidos pelo próprio
governante, o que não encontra respaldo com a ordem jurídico-constitucional em vigor.
Em hipótese alguma o “interesse público” autoriza ignorar ou violar direitos
fundamentais garantidos pela constituição.[1]

É um processo administrativo, isonômico, na qual a administração seleciona a


proposta mais vantajosa, menos onerosa e com melhor qualidade possível, para a
contratação de uma obra, de um serviço, da compra de um produto, locação ou
alienação. Licitação é o processo administrativo responsável pela escolha da empresa
apta a ser contratada pela administração pública para o fornecimento de seus produtos e
/ ou serviços. Princípio da Impessoalidade: utilizado para evitar subjetivismos durante o
processo de licitação.

Para Maria Sylvia Zanella Di Pietro a licitação pode ser definida como um
procedimento administrativo através do qual um ente público, fazendo-se valer do seu
exercício da função administrativa, abre a todos os interessados, que se enquadrem nas
condições fixadas no instrumento convocatório, a possibilidade de oferecerem propostas
dentre as quais será selecionada e aceita a mais conveniente para a celebração do
contrato.[2]

A licitação é obrigatória para toda Administração Pública e deve seguir vários


princípios, conforme preconizado no art. 37 caput e inciso XXI da Constituição Federal:

“Art. 37 A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da


União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao
seguinte:[...]

XXI- Ressalvados os casos específicos na legislação, as obras, serviços, compras e


alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure
igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam
obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei,
o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica
indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações”.

As licitações serão efetuadas no local onde se situar a repartição interessada, salvo


por motivo de interesse público, devidamente justificado. Poderão se habilitar a
licitação, interessados residentes ou sediados em outros locais. Dos Avisos e Editais da
Modalidade de Concorrência. Os avisos contendo os resumos dos editais das
concorrências, das tomadas de preços, dos concursos e dos leilões, embora realizados no
local da repartição interessada, deverão ser publicados com antecedência, no mínimo,
por uma vez:

a) no Diário Oficial da União, quando se tratar de licitação feita por órgão ou


entidade da Administração Pública Federal e, ainda, quando se tratar de obras
financiadas parcial ou totalmente com recursos federais ou garantidas por instituições
federais;
b) no Diário Oficial do Estado, ou do Distrito Federal quando se tratar,
respectivamente, de licitação feita por órgão ou entidade da Administração Pública
Estadual ou Municipal, ou do Distrito Federal;

c) em jornal diário de grande circulação no Estado e, se houver, em jornal de circulação


no Município ou na região onde será realizada a obra, prestado o serviço, fornecido,
alienado ou alugado o bem, podendo ainda a Administração, conforme o vulto da
licitação utilizar-se de outros meios de divulgação para ampliar a área de competição.

O aviso publicado conterá a indicação do local em que os interessados poderão ler


e obter o texto integral do edital e todas as informações sobre a licitação.

Prazo para recebimento das propostas para Licitação. O prazo mínimo até o
recebimento das propostas ou da realização do evento será de:

- 45 (quarenta e cindo dias) para a modalidade de licitação concurso e para a


modalidade de licitação a concorrência, quando o contrato a ser celebrado contemplar o
regime de empreitada integral ou quando a licitação for do tipo "melhor técnica" ou
"técnica e preço";

- 30 (trinta dias) para a modalidade de licitação concorrência, nos casos não


especificados da modalidade de licitação concurso, e da modalidade de licitação
concorrência em relação ao contrato celebrado for no regime de empreitada integral ou
quando a licitação for do tipo "melhor técnica" ou "técnica e preço”.

- 30 (trinta dias) para a modalidade de licitação tomada de preços, quando a


licitação for do tipo "melhor técnica" ou "técnica e preço";

-15 (quinze dias) para a modalidade de licitação tomada de preços, sem abranger o
tipo "melhor técnica" ou "técnica e preço, ou leilão;

- 5 (cinco dias) úteis a modalidade de licitação convite;

Contagem dos Prazos para apresentação das propostas. Os prazos serão contados a
partir da última publicação do edital resumido ou da expedição do convite, ou ainda da
efetiva disponibilidade do edital ou do convite e respectivos anexos, prevalecendo à
data que ocorrer mais tarde.

Qualquer modificação no edital exige divulgação pela mesma forma que se deu o
texto original, reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido, exceto quando,
inquestionavelmente, a alteração não afetar a formulação das propostas.

Cada uma das modalidades de licitação tem características específicas. Cinco


delas foram descritas pela lei de licitações, a 8.666, em 1993. São elas: Concorrência,
Tomada de Preços, Convite, Concurso e Leilão. O Pregão veio depois, em 2002, por
meio da lei 10.520.

O primeiro critério para escolher qual modalidade será usada em uma compra
pública é o valor da transação. Em segundo lugar, considera-se as características do
objeto. Ou seja, o tipo de produto ou serviço será adquirido pela administração pública.
Modalidades de licitação e suas particularidades: concorrência, essa é a primeira
modalidade de licitação citada na lei 8.666. Ela pode ser utilizada para compras de
qualquer valor. Mas algumas contratações exigem o uso dessa modalidade. É o caso de
obras e serviços de engenharia, em contratos de acima de R$1,5 milhão e licitações
gerais, com valor acima de R$650 mil. É utilizada também para compra e alienação de
bens públicos. Os editais da Concorrência são de ampla participação. No entanto,
definem regras bastante exigentes para a participação, o que elimina muitos
concorrentes na etapa de habilitação; tomada de preços, a tomada de preços é uma
modalidade de licitação que exige o cadastro prévio dos concorrentes. A partir desse
cadastro e após análise dos documentos apresentados, é emitido um certificado. É esse
certificado que permite a participação de uma empresa na tomada de preços. Essa
modalidade pode ser utilizada para contratos de até R$ 1.5 milhão, no caso de obras e
serviços de engenharia. E para os demais casos, no limite de até R$ 650 mil; convite ou
carta-convite, o convite, ou carta-convite é uma modalidade de licitação para contratos
de menor valor. Atende compras com valor até R$150 mil para obras e serviços de
engenharia e até R$80 mil para outras contratações. É uma modalidade bastante
simples. Costuma ser utilizada apenas para compras de valores pequenos e que precisam
ser feitas com rapidez. Nesse caso, pelo menos três empresas são convidadas, para
participar do certame; leilão, essa modalidade de licitação é utilizada para alienar bens
móveis, quando estão inservíveis, apreendidos ou penhorados judicialmente. E bens
imóveis de credores de órgãos públicos, doados para pagamento de dívida ou adquiridos
em processos judiciais. No Leilão, ganha quem der o maior lance e os critérios são
definidos no edital; concurso, diferente do concurso para provimento de cargos no setor
público, a modalidade concurso serve para destacar talentos. O concurso é utilizado para
a seleção e premiação de trabalhos de cunho técnico, científico ou artístico. Os critérios
dessa licitação são definidos pelo edital. O objetivo é incentivar atividades ligadas à
ciência, arte ou tecnologia e pregão, essa modalidade de licitação serve para aquisição
de bens e de serviços comuns. Instituída em 2002, veio para simplificar os
procedimentos já existentes neste segmento. O pregão garante mais celeridade aos
processos de licitação. Nele, não há limites para os valores e a disputa é realizada em
sessão pública. A partir de lances é definido o menor preço. As próximas fases, também
em sessão pública, contemplam a classificação e a habilitação dos interessados.

De modo geral, o edital em uma licitação pública serve para identificar tudo o que
será necessário para a realização do projeto, de modo que os concorrentes possam
avaliar sua capacidade de fornecer os serviços a serem contratados. Por isso, esse é um
dos itens sobre os quais se devem ficar atento. O edital de licitação pública, portanto,
serve para garantir que as empresas tenham conhecimento prévio de tudo o que será
necessário, evitando que a Administração habilite uma empresa que não será capaz de
cumprir com o proposto. A concorrência também se torna mais justa, já que todas as
empresas possuem acesso às mesmas informações e podem se preparar da mesma
maneira. De modo geral, o edital de licitação pública funciona como um documento
para estabelecer quais serão as regras de cada licitação. O edital de licitação pública é o
documento que funciona como lei interna e que rege todas as condições necessárias à
concorrência e realização da licitação. Sua importância reside no fato de que é ele o
responsável por estabelecer quais serão as regras, além de garantir o cumprimento
posterior do processo.

Na realidade o registro de preços é um procedimento especial de licitação que se efetiva


utilizando-se as modalidades de licitações de Concorrência Pública e Pregão (eletrônico
ou presencial), o qual seleciona a proposta mais vantajosa com observância fiel do
princípio da isonomia, pois sua compra é projetada para uma futura contratação. A
Administração Pública firma um compromisso por meio de uma ata de registro de
preços, onde se precisar de determinado produto registrado, o Licitante Vencedor estará
obrigado ao fornecimento dentro do prazo de validade da referida ata. O prazo de
validade da Ata de Registro de Preço não poderá ser superior a um ano, computadas
neste as eventuais prorrogações. Regulamentado pelo Decreto Nº 3.931, de 19 de
setembro de 2001.

Os preços registrados poderão ter uma validade de 6 ou 12 meses período no qual, os


respectivos produtos ou serviços poderão ser adquiridos ou contratados pelos órgãos
públicos gerenciadores e os órgãos participantes do SRP. Outros órgãos públicos
também podem "pegar carona" nestes preços, bastando para isso, pertencer a mesma
esfera administrativa.

A Administração também se cuidou de quebrar a rigidez do processo licitatório


para casos especiais de compra sem desrespeitar os princípios de moralidade e da
isonomia. A contratação por meio da dispensa de licitação deve limitar-se a aquisição de
bens e serviços indispensáveis ao atendimento da situação de emergência e não qualquer
bem ou qualquer prazo.

A licitação é dispensável quando:

Em situações de emergência: exemplos de Casos de guerra; grave perturbação da


ordem; calamidade pública, obras para evitar desabamentos, quebras de barreiras,
fornecimento de energia.

Por motivo de licitação frustrada por fraude ou abuso de poder econômico: preços
superfaturados, neste caso pode-se aplicar o artigo 48 parágrafo 3º da Lei 8666/93 para
conceder prazo para readaptação das propostas nos termos do edital de licitação.

Intervenção no Domínio Econômico: exemplos de congelamento de preços ou


tabelamento de preços.

Dispensa para contratar com Entidades da Administração Pública: Somente


poderá ocorrer se não houver empresas privadas ou de economia mista que possam
prestar ou oferecer os mesmos bens ou serviços. Exemplos de Imprensa Oficial,
processamento de dados, recrutamento, seleção e treinamento de servidores civis da
administração.

Contratação de Pequeno Valor: Materiais, produtos, serviços, obras de pequeno


valor, que não ultrapassem o valor estimado por lei para esta modalidade de licitação.

Dispensa para complementação de contratos: Materiais, produtos, serviços, obras


no caso de rescisão contratual, desde que atendida a ordem de classificação da licitação
aceitas as mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor, inclusive quanto ao
preço, devidamente corrigido.

Ausência de Interessados: Quando não tiver interessados pelo objeto da licitação,


mantidas, neste caso, todas as condições preestabelecidas em edital.
Comprometimento da Segurança Nacional: Quando o Presidente da República, diante
de um caso concreto, depois de ouvido o Conselho de Defesa Nacional, determine a
contratação com o descarte da licitação.

Imóvel destinado a Administração: Para compra ou locação de imóvel destinado


ao atendimento, cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua
escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de mercado, segundo avaliação
prévia. Deverá a Administração formalizar a locação se for de ordem temporária ou
comprá-lo se for de ordem definitiva.

Gêneros Perecíveis: Compras de hortifrutigranjeiros, pão e outros gêneros


perecíveis durante o tempo necessário para a realização do processo licitatório
correspondente.

Ensino, pesquisa e recuperação social do preso: Na contratação de instituição


brasileira dedicada a recuperação social do preso, desde que a contratada detenha
inquestionável reputação ético-profissional e não tenha fins lucrativos na aplicação de
suas funções.

Acordo Internacional: Somente para aquisição de bens quando comprovado que as


condições ofertadas são vantajosas para o poder público.

Obras de Arte e Objetos Históricos: Somente se justifica a aplicação da dispensa


de licitação se a finalidade de resgatar a peça ou restaurar for de importância para a
composição do acervo histórico e artístico nacional.

Aquisição de Componentes em Garantia: Caso a aquisição do componente ou


material seja necessário para manutenção de equipamentos durante o período de
garantia. Deverá a Administração comprá-lo do fornecedor original deste equipamento,
quando a condição de exclusividade for indispensável para a vigência do prazo de
garantia.

Abastecimento em Trânsito: Para abastecimento de embarcações, navios, tropas e


seus meios de deslocamento quando em eventual curta duração, por motivo de
movimentação operacional e for comprovado que compromete a normalidade os
propósitos da operação, desde que o valor não exceda ao limite previsto para dispensa
de licitação.

Compra de materiais de uso pelas forças armadas: Sujeito à verificação conforme


material, ressaltando que as compras de material de uso pessoal e administrativo
sujeitam-se ao regular certame licitatório.

Associação de portadores de deficiência física: A contratação desta associação


deverá seguir as seguintes exigências: Não poderá ter fins lucrativos; comprovar
idoneidade, preço compatível com o mercado.

José dos Santos de Carvalho Filho alerta que na Lei de Licitações foram
determinadas algumas vedações aos Estados, Distrito Federal e Municípios em todo o
procedimento administrativo, destacando-se entre elas, a que proíbe a ampliação dos
casos de dispensa e inexigibilidade e a ampliação dos limites de valor para cada
modalidade de licitação. Também tratou a lei de vedar redução dos prazos de
publicidade e dos recursos.[3]

Na inexigibilidade, a contratação se dá em razão da inviabilidade da competição


ou da desnecessidade do procedimento licitatório. Na inexigibilidade, as hipóteses do
artigo 25 da Lei 8666 de 1993, autorizam o administrador público, após comprovada a
inviabilidade ou desnecessidade de licitação, contratar diretamente o fornecimento do
produto ou a execução dos serviços. É importante observar que o rol descrito neste
artigo, não abrange todas as hipóteses de inexigibilidade. A licitação poderá ser
inexigível quando:

Fornecedor Exclusivo: Exclusividade Comercial: somente um representante ou


comerciante tem o bem a ser adquirido, um grande exemplo disto seria medicamentos;
exclusividade industrial: somente quando um produtor ou indústria se acha em
condições materiais e legais de produzir o bem e fornecê-los a Administração. Aplica-se
a inexigibilidade quando comprovada por meio de fornecimento de Atestado de
Exclusividade de venda ou fabricação emitido pelo órgão de registro do comércio para o
local em que se realizará a licitação.

Singularidade para contratação de serviços técnicos: Somente poderão ser


contratados aqueles enumerados no artigo 13 da Lei 8666/9: estudos técnicos;
planejamentos e projetos básicos ou executivos; pareceres, perícias e avaliação em
geral; acessórias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias;
fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras e serviços; patrocínio ou defesa de
causas judiciais ou administrativas; treinamento e aperfeiçoamento de pessoal;
restauração de obras de arte e bens de valor histórico.

Notória Especialização: contratação de empresa ou pessoa física com notória


experiência para execução de serviços técnicos. Este tipo de contratação se alimenta do
passado, de desempenhos anteriores, estudos,

experiências, publicações, nenhum critério é indicado para orientar ou informar como e


de que modo a Administração pode concluir que o trabalho de um profissional ou
empresa é o mais adequado à plena satisfação do objeto do contrato.

Profissional Artista: contratação de profissional de qualquer setor artístico,


diretamente ou através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica
especializada ou pela opinião pública.

Após concluída a licitação, ou os procedimentos de dispensa ou inexigibilidade, a


Administração adotará as providências para celebração do respectivo contrato, carta-
contrato ou entrega da nota de empenho da despesa, mediante recibo, ou da ordem de
execução do serviço, ou da autorização de compra, ou de documento equivalente. No
contrato devem estar estabelecidas com clareza e precisão as cláusulas com os direitos,
obrigações e responsabilidade da Administração e do particular. É comum em muitos
editais de licitações, acompanhar em anexo, minuta do contrato a ser celebrado.

Vale lembrar que o conteúdo de um Contrato Administrativo deverá ser


unicamente o que consta no Edital de Licitação e na proposta comercial do licitante,
sendo o Edital a base do Contrato Administrativo. Todo e qualquer anexo do Edital de
Licitações faz parte do Contrato, tais como especificações detalhadas, planilhas,
cronogramas, cálculos e qualquer outro anexo existente no edital de licitação.

O contrato administrativo é sempre consensual, visto que concretiza um acordo de


vontades. Além disso, em regra, é, oneroso, formal, comutativo e intuito personae
(celebrado em função de características pessoais e relevantes do contratado). Segundo
Hely Lopes Meirelles, o contrato administrativo “é o ajuste que a Administração
Pública, agindo nessa qualidade, firma com particular ou outra entidade administrativa,
para a consecução de objetivos de interesse público, nas condições estabelecidas pela
própria Administração”. Nesse mesmo contexto o enunciado do artigo 2º, parágrafo
único da Lei 8.666/93, estabelece: "Para os fins desta Lei, considera-se contrato todo e
qualquer ajuste entre órgãos ou entidades da Administração Pública e particulares, em
que haja um acordo de vontades para formação de vínculo e a estipulação de obrigações
recíprocas, seja qual for a denominação utilizada".[4]

A expressão “Contrato Administrativo” é utilizada, para nomear apenas os


contratos em que a Administração Pública, indireta ou direta, investida nessa qualidade,
celebra com pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, com fins públicos,
segundo regime jurídico de Direito Público.

Para Celso Antônio Bandeira de Mello (2005), “as prerrogativas da Administração


Pública no chamado contrato administrativa são reputadas existentes por força da
ordenação legal ou das cláusulas exorbitantes da avença”.[5]

Considerando os contratos administrativos, não no sentido amplo empregado, mas


no sentido próprio e restrito, que abrange apenas aqueles acordos de que a
administração é parte, sob regime jurídico publicístico, derrogatório e exorbitante de
direito comum, podem ser apontadas as seguintes características:

1) Presença da Administração Pública como Poder Público: Nos contratos


administrativos, a Administração aparece com uma série de prerrogativas que garantem
a sua posição sobre o particular; elas vêm expressas precisamente por meio das
chamadas cláusulas exorbitantes ou de privilégio ou de prerrogativas.

2) Finalidade Pública: Esta característica está presente em todos os atos e


contratos da Administração Pública, ainda que regidos pelo direito privado, às vezes,
pode ocorrer que a utilidade direta seja usufruída apenas pelo particular, como ocorre na
concessão de uso de sepultura, mas, indiretamente, é sempre o interesse público que a
Administração tem que ter em vista, sob pena de desvio de poder. No exemplo citado, o
sepultamento adequado, nos termos da lei, é de interesse de todos e, por isso mesmo,
colocado sob tutela do Poder Público.

3) Obediência à forma prescrita em lei: Para contratos celebrados pela


Administração, encontram-se na lei inúmeras normas referentes à forma; esta é
essencial, não só em benefício do interessado como da própria administração, para fins
de controle da legalidade. Dentre essas cláusulas, é oportuno realçar a concernente ao
prazo, é vedado o contrato com prazo de vigência indeterminado. Além disso, a duração
dos contratos regidos por esta lei ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos
orçamentários (1ano), exceto quanto: I- aos projetos cujos produtos estejam
contemplados nas metas estabelecidas no Plano Plurianual, os quais poderão ser
prorrogados se houver interesse da Administração e desde que isso tenha sido previsto
no ato convocatório; II- à prestação de serviços a serem executados de forma contínua,
que poderão ter a sua duração prorrogada por iguais e sucessivos períodos com vistas à
obtenção de preços e condições mais vantajosas para a Administração, limitada a
sessenta meses; III- ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de
informática, podendo a duração estender-se pelo prazo de até 48 meses após o início da
vigência do contrato; IV- às hipóteses previstas no art. 24, inc. IX,XIX,XXVIII e XXXI,
cujos contratos poderão ter vigência por até 120 meses, caso haja interesse da
administração.

4) Procedimento legal: A lei estabelece determinados procedimentos


obrigatórios para a celebração de contratos e que podem variar de uma modalidade para
a outra, compreendendo medidas como autorização legislativa, avaliação, motivação,
autorização pela autoridade competente, indicação de recursos orçamentários e
licitação.

5) Contrato de adesão: Todas as cláusulas dos contratos administrativos são


fixadas unilateralmente pela Administração. Costuma-se dizer que, pelo instrumento
convocatório da licitação, o poder público faz uma oferta a todos os interessados,
fixando as condições em que pretende contratar; a apresentação de propostas pelos
licitantes equivalente à que pretende contratar; a apresentação de propostas pelos
licitantes equivale à aceitação da oferta feita pela administração. Essa ideia se confirma
com a norma art. 40 § 2º, da lei, segundo a qual, dentre os anexos do edital da licitação,
deve constar necessariamente “a minuta do contrato a ser firmado entre a administração
e o licitante vencedor”; com isto fica a minuta do contrato sujeita ao princípio da
vinculação do edital. Mesmo quando o contrato não é precedido de licitação, é a
Administração que estabelece, previamente, as cláusulas contratuais, vinculada que está
às leis, regulamentos e ao princípio da indisponibilidade do interesse público.

6) Natureza jurídica: Todos os contratos para os quais a lei exige licitação são
firmados intuito personae, ou seja, em razão de condições pessoais do contratado,
apurada no procedimento da licitação.

7) Presença das cláusulas exorbitantes: São cláusulas exorbitantes que não


seriam comuns ou que seriam ilícitas em contrato celebrado entre particulares, por
conferirem prerrogativas a uma das partes (a Administração) em relação à outra; elas
colocam a Administração em posição de supremacia sobre o contrato.

8) Exigência de garantia: A lei atual permite que a exigência de garantia seja


feita, já na licitação, “para efeito de garantia ao inadimplemento do contrato a ser
ulterior celebrado”. A escolha da modalidade de garantia cabe ao contratado, não
podendo ultrapassar o correspondente a 5% do valor do contrato, anão ser no caso de
ajustes que importam entrega de bens pela Administração, dos quais o contratado ficará
depositário; nesse caso, ao valor da garantia deverá ser acrescido o valor dos bens. A
garantia, quando exigida do contratado, é devolvida após a execução do contrato; em
caso de rescisão contratual, por ato atribuído ao contratado, a Administração pode reter
a garantia para ressarcir-se dos prejuízos e dos valores das multas e indenizações a ela
devidos. Trata-se de medida auto executória, que independe de recurso ao Poder
Judiciário. Nos contratos de parceria público-privada (concessão patrocinada e
concessão administrativa), a prestação de garantia deixa de ser ônus apenas do
contratado, porque prevista também para o parceiro público; em razão disso, perde a
natureza de cláusula exorbitante.

Com relação à rescisão do contrato administrativo se trata de ato vinculado e não


discricionário, devendo o administrador agir com base no princípio da continuidade do
serviço público, devendo ser rescindido com base no inadimplemento como também
com base no interesse público, pois é uma questão de ordem pública. Leciona Meirelles
(2012) que “nenhum particular adquire direito à imutabilidade do contrato
administrativo ou a sua execução integral, ou ainda as vantagens in specie, pois estaria
subordinando o interesse público ao interesse privado no contrato”.[6]

Tanto na alteração como também na rescisão do contrato administrativo deverá


sempre observado o princípio do contraditório e ampla defesa, pois são garantias
constitucionais de todo processo, sob pena de nulidade do ato administrativo.

Licitação é um procedimento administrativo onde a Administração Pública Direta


e Indireta obtêm a proposta mais vantajosa, assegurando igualdade de condições aos que
participem do certame, visando à celebração do Contrato Administrativo para promover
os interesses da coletividade. A constituição Federal estabeleceu como regra geral a
licitação como o instrumento adequado para as contratações do Poder Público e somente
em casos excepcionais a Administração Pública está autorizada a firmar contratos
administrativos sem licitar. O procedimento administrativo da licitação deve ser
realizado coadunando-se perfeitamente com a legislação infraconstitucional e com o
edital para que não haja violação ao princípio da vinculação ao instrumento
convocatório.

É de se analisar, que nos contratos administrativos ficará a critério da


Administração exigir a prestação de garantia nas contratações de obras, serviços e
compras. Esta previsão encontra guarida na Lei de Licitações que especificou como
modalidade de garantias: caução em dinheiro, em títulos da dívida pública ou
fidejussória e fiança bancária. Quanto à duração dos prazos do contrato administrativo,
cumpre observar que estes não poderão, salvo exceções expressas na Lei de Licitações,
ser firmados por tempo indeterminado, estando a vigência do contrato adstrita ao crédito
orçamentário. Prevê ainda a legislação em comento a possibilidade de prorrogação do
contrato, nos prazos de início de etapas de execução, nos prazos de conclusão e nos
prazos de entrega.

Os contratos administrativos buscam, na maioria das vezes, a satisfação do


interesse público, são dotados de cláusulas exorbitantes e contem em seu bojo cláusulas
de cunho obrigatório. Os contratos administrativos não podem ser considerados mera
formalidade, devendo ser rigorosamente cumpridos e formalmente editados pelos
órgãos da Administração Pública.

Referências

BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de direito administrativo. 18ª ed.


São Paulo: Malheiros, 2005.

CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 24. ed. rev.
ampl. e atual. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011.
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 24. ed São Paulo: Atlas,
2011.

JUSTEN FILHO, Marçal. Comentários à lei de licitações e contratos


administrativos. 14. ed. São Paulo: Dialética, 2010, p. 62-63.

MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 38ª ed. São Paulo:
Malheiros, 2012.

[1] JUSTEN FILHO, Marçal. Comentários à lei de licitações e contratos


administrativos. 14. ed. São Paulo: Dialética, 2010, p. 62-63.

[2] DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 24. ed São


Paulo: Atlas, 2011.

[3] CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 24. ed.
rev. ampl. e atual. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011.

[4] MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 38ª ed. São Paulo:
Malheiros, 2012.

[5] BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de direito administrativo. 18ª ed.
São Paulo: Malheiros, 2005.

[6] MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 38ª ed. São Paulo:
Malheiros, 2012.