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TEMA 01- HEMATOPOIESE

O sangue é um tecido fluido e como tal é formado por um meio intercelular (plasma) e por três
tipos celulares (leucócitos, hemácias e plaquetas). O plasma sanguíneo é constituído por água, minerais,
eletrólitos, vitaminas, proteínas, lipídios e carboidratos. Cada tipo celular do sangue tem uma função
específica para o organismo. As hemácias carreiam os gases sanguíneos, os leucócitos participam da
defesa orgânica e as plaquetas atuma no processo de hemostasia.
O sangue circula no interior dos vasos sanguíneos (artérias, arteríolas, veias e vênulas), sendo
bombeado pelo coração e tem como funções principais a nutrição e oxigenação dos tecidos. Através do
sangue são transportados os nutrientes, hormônios e o oxigênio necessário ao metabolismo celular. O
oxigênio é carreado dos pulmões para os tecidos e o gás carbônico no sentido inverso, ou seja, dos tecidos
para os pulmões. Além dessas funções, o sangue participa da regulação da temperatura corporal, recebe
os produtos do metabolismo celular (catabólitos) e os conduzem para os órgãos de metabolização e
excreção (rins, pulmões e fígado) para que sejam eliminados do organismo.
As células sanguíneas têm um período de vida curto e delimitado, e a quantidade dessas células
na circulação mantêm-se estável por ação de um conjunto de órgãos e tecidos chamado de sistema
hematopoiético-lítico. Participam desse sistema a medula óssea, o baço, o fígado, o timo, os intestinos,
os rins, o estomago e os macrófagos do sistema monocítico fagocitário.
Na medula óssea ocorre a hematopoiese, estoque de ferro (hemossiderina e ferritina) para a
síntese da hemoglobina nos precursores eritróides.
O baço armazena e elimina hemácias (hemocaterese) e plaquetas, além de estar envolvido na
hematopoiese inicial, produz linfócitos e plasmócitos, degrada hemoglobina, estoca o ferro, remove
corpúsculos de Howell-Jolly, corpúsculos de Heinz e parasitas dos eritrócitos.
O fígado é responsável pelo estoque de vitamina B12, folato e ferro, produz muitos dos fatores
de coagulação, albumina e algumas globulinas, converte a bilirrubina livre à conjugada para excretá-la pela
bile, participa da circulação entero-hepática do urobilinogênio, produz um precursor (α-globulina) da
eritropoietina ou alguma eritropoietina e retém seu potencial embrionário para hematopoiese.
O estômago produz HCl para liberação do ferro do complexo de moléculas orgânicas e o fator
intrínseco para facilitar a absorção da vitamina B12.
A mucosa intestinal está envolvida na absorção da vitamina B12 e folato e controla a taxa de
absorção de ferro entre a relação das necessidades corporais.
Os rins produzem eritropoietina também trombopoietina e degrada excessivamente a
hemoglobina filtrada do ferro e bilirrubina para excreção na urina.
O timo consiste em um órgão linfóide central responsável pela diferenciação das células
precursoras derivadas da medula óssea entre linfócitos T imunologicamente competentes envolvidos na
imunidade celular e produção de linfocinas.
Os linfonodos e folículos produzem linfócitos e plasmócitos estão engajados ativamente na
síntese de anticorpos.
O sistema monocítico-fagocitário (sistema reticuloendotelial) consiste no maior sistema fagocítico
do organismo encarregado da defesa celular na infecção microbiana, destrói várias células sanguíneas,
degrada hemoglobina em ferro, globina e bilirrubina livre, estoca o ferro e secreta macromoléculas de
importância biológica, por exemplo, fatores estimulantes de colônia e complemento.
Por meio do sistema hematopoiético-lítico são produzidas as células sanguíneas pelo processo de
hematopoiese, e as células senescentes, parasitadas ou defeituosas são destruídas por hemocatarese. A
produção e a destruição das células sanguíneas são eventos fisiológicos que mantém os constituintes
sanguíneos dentro dos valores normais para cada espécie. Alterações nesses processos contribuem para
redução ou aumento dos tipos celulares do sangue decorrentes dos processos patológicos.
Desta forma, a hematopoiese regula e é responsável pelo fornecimento das quantidades
necessárias de sangue ao corpo, que partem de uma única célula chamada célula "pluripotencial" ou célula
"mãe".
Os elementos de regulação também chamados de fatores de crescimento dão origem a cada tipo
de célula para a qual uma função específica é designada. Os diferentes órgãos são de vital importância
para que o processo conhecido como hematopoiese seja realizado, sendo a medula óssea a principal.
Hemocitopoese é o processo contínuo e regulado de produção de células do sangue, que envolve
renovação, proliferação, diferenciação e maturação celular. As células do sangue têm vida curta e são
constantemente renovadas pela proliferação mitótica de células localizadas nos órgãos hemocitopoéticos. As
primeiras células sanguíneas do embrião surgem muito precocemente, no mesoderma do saco vitelino.
Esta fase da hemocitopoese, denominada mesoblástica, é caracterizada pelo desenvolvimento de
eritroblastos primitivos e geralmente ocorre no interior de vasos sanguíneos em desenvolvimento.
Posteriormente, o fígado funciona temporariamente como órgão hemocitopoético. Esta fase, denominada
hepática, é caracterizada pelo desenvolvimento de eritroblastos, granulócitos e monócitos; as primeiras
células linfóides e megacariócitos aparecem. A hemocitopoese hepática, extravascular, é muito importante
durante a vida fetal, posteriormente declina gradualmente até o nascimento. Outros órgãos em
desenvolvimento como o baço, o timo e linfonodos também contribuem para a hemocitopoese,
especialmente para a produção de linfócitos. Porém, com o inicio da ossificação inicia-se a formação de
medula óssea hematógena (vermelha) em seu interior, dando inicio à fase medular da hemocitopoese. À
medida que a ossificação pré-natal do esqueleto avança, a medula óssea se torna cada vez mais importante
como órgão hemocitopoético, alcançando um pico de atividade ao redor do nascimento. E após o
nascimento a hematopoiese passa a ocorrer somente na medula óssea, os eritrócitos, granulócitos, linfócitos,
monócitos e plaquetas se originam a partir de células-tronco da medula óssea vermelha. Conforme o tipo de
glóbulo formado, o processo recebe os seguintes nomes: eritropoese, granulocitopoese, linfocitopoese,
monocitopoese e megacariocitopoese. Estas células passam por diversos estágios de diferenciação e
maturação na medula óssea, antes de passarem para o sangue. Inicialmente todos os ossos participam
destas atividades, mas com a idade esta função vai limitando-se à medula dos ossos chatos e às
extremidades dos ossos longos. No animal adulto, os principais ossos envolvidos no processo são o
esterno, o crânio, o ílio, as costelas e as extremidades do fêmur e do úmero.
Os órgãos onde o desenvolvimento linfóide ocorre são classificados como primários (medula
óssea e timo) e secundários (ver Cap. 14). Todas as células são derivadas primariamente da medula óssea;
linfócitos B se diferenciam na medula, enquanto linfócitos T provém de células que migram da medula
para o timo e ali se diferenciam. Em órgãos linfóides secundários como o baço, linfonodos e agregados
linfóides em diferentes órgãos os linfócitos T e B proliferam intensamente, em geral estimulados por
antígenos.
É importante ressaltar que a hematopoiese ocorre extravascularmente na medula óssea dos
mamíferos, entretanto nas aves a granulopoiese ocorre em locais extravasculares, mas a eritropoiese e os
trombócitos são produzidos intravascularmente.
Desta forma entene-se que a principal função da medula óssea é a hematopoiese, isto é, a produção
sustentada dos três tipos de células sanguíneas: glóbulos vermelhos ou glóbulos vermelhos, glóbulos
brancos ou leucócitos e plaquetas. Todos estes vêm da divisão e maturação de uma célula precursora
comum chamada célula-tronco.
CÉLULAS-TRONCO, FATORES DE CRESCIMENTO E DIFERENCIAÇÃO
As diferentes células maduras do sangue apresentam algumas características semelhantes, como a
vida-média curta (horas a dias) e a origem comum a partir de Células-Tronco Hematopoéticas (CTHs)
presentes na Medula Óssea (MO). Essas células caracterizam-se por serem as mais imaturas na hierarquia
de diferenciação para células sanguíneas. As CTHs são aquelas capazes de dar origem às mais diversas
linhagens hematopoéticas, como eritroides, mieloides e linfoides, além de apresentarem a capacidade de
reconstituir a hematopoese, no longo prazo e de forma completa, de um indivíduo (humano ou cobaia
animal), após terapias supressoras como radioterapia ou quimioterapia.
As CTHs são classificadas em duas subpopulações: a LT-HSC e a ST-HSC. A LT-HSC (Long Term
Hematopooetic Stem Cell ) é a responsável pela manutenção do pool hematopóetico imaturo e indiferenciado.
Essas células, chamadas de vida-longa (long term) geralmente estão na fase G0 do ciclo celular, de forma
que se mantêm relativamente constantes e presentes ao longo de toda a vida, sofrendo poucos ciclos de
divisões mitóticas. A ST-HSC (Short Term Hematopooetic Stem Cell ) também é quiescente, como a anterior,
entretanto se origina de divisões celulares assimétricas da LT-HSC, resultando célula-filha LT-HSC e outra
ST-HSC, com potencial maior de proliferação e comprometimento para gerar os precursores das
diferentes linhagens sanguíneas. Os últimos são conhecidos como unidades formadoras de colônias (do inglês
CFU, Colony-Forming Units) e podem dar origem a uma ou mais linhagens hematopoéticas. Por exemplo, o
precursor CFU-G (Colony-Forming Unit – Granulocytic) produz apenas granulócitos, enquanto o CFU-GM
(Colony-Forming Unit – Granulocytic/Monocytic) produz granulócitos e monócitos. Quanto mais diferenciado
o precursor, menor é o número de tipo celular a que pode dar origem.
As CTHs são responsáveis pela produção de 109 glóbulos vermelhos e 108 leucócitos em média,
por hora, além da produção de plaquetas e de outras linhagens celulares. Essa alta atividade proliferativa,
entretanto, não está associada à extinção do pool de CTHs, uma vez que, além de produzir progenitoras
das diferentes linhagens hematopoéticas, as CTHs também são capazes de produzir, através da divisão
celular, células-filhas que preservam as características de CTHs. Chamamos de hematopoese ao conjunto de
eventos envolvidos em três principais funções fi siológicas: 1) automanuntenção do pool indiferenciado de
CTHs; 2) geração e manutenção do pool de células comprometidas com uma linhagem hematológica
(chamadas precursoras); e 3) proliferação e diferenciação de células precursoras em células diferenciadas
que migram para a corrente sanguínea.
As células-tronco originam células filhas que seguem dois destinos: algumas permanecem como
células-tronco, mantendo a população destas células (auto-renovação), e outras se diferenciam em outros
tipos celulares com características específicas. Acredita-se que a decisão inicial pela auto-renovação ou
diferenciação seja aleatória (modelo estocástico), enquanto a diferenciação posterior seria determinada por
agentes reguladores presentes no microambiente medular, de acordo com as necessidades do organismo
(modelo indutivo). Esta regulação ocorre via interações célula-célula ou por meio de fatores secretados
(fatores de crescimento, outras citocinas) e resulta na amplificação ou repressão da expressão de
determinados genes associados à diferenciação em linhagens múltiplas.
Conforme dados experimentais, as células-tronco são caracterizadas por: (1) capacidade de auto-
renovação, (2) capacidade de gerar uma ampla variedade de tipos celulares e (3) capacidade de reconstituir
o sistema hemocitopoético quando injetadas na medula de camundongos letalmente irradiados. As células-
tronco transplantadas desta maneira desenvolvem colônias de células hemocitopoéticas no baço dos
camundongos receptores irradiados.
Admite-se que todas as células do sangue derivam de um único tipo celular da medula óssea, por
isso chamada célula-tronco pluripotente (Fig. 13.1). Estas células proliferam e formam duas linhagens: a
das células linfóides, que vai formar linfócitos, e a das células m ielói des, que origina os eritrócitos,
granulócitos, monócitos e plaquetas.
A proliferação das células-tronco pluripotentes origina células filhas com potencialidade menor.
Essas células filhas são as células progenitoras multipotentes que produzem as células precursoras (blastos).
É nas células precursoras que as características morfológicas diferenciais das linhagens aparecem pela
primeira vez (Figs. 13.1 e 13.5), pois as células-tronco pluripotentes e as progenitoras são indistinguíveis
morfologicamente e se parecem com os linfócitos grandes. As células-tronco pluripotentes se multiplicam
apenas o suficiente para manter sua população, que é reduzida. A freqüência das mitoses aumenta muito
nas células progenitoras e precursoras (Tabela 13.1), que produzem grande quantidade de células
diferenciadas maduras (3 x 10u hemãcias e 0,85 x 1O granulócitos/kg/dia na medula óssea humana
normal). As células progenitoras, quando se dividem, podem originar outras células progenitoras e também
células precursoras, mas as precursoras só originam células sanguíneas maduras.
A hemocitopoese depende do microambiente adequado e da presença de fatores de crescimento,
fornecidos pelas células do estroina dos órgãos hemocitopoéticos. Estes fatores, denominados fatores de
crescimento hemocitopoéticos, regulam a proliferação, a diferenciação e a apoptose de células imaturas,
assim como a atividade funcional de células maduras. Dentre estes fatores encontram-se pelo menos 18
diferentes interleucinas (Ws), diversas outras citocinas (interferon, por exemplo) e fatores estimuladores
de colônias (CSF, Colony Stimulating Factors) (Tabela 13.2). Embora um fator de crescimento em
particular possa mostrar especificidade para uma determinada linhagem (Tabela 13.2), ele é geralmente
capaz de influenciar outras linhagens também, atuando sinergicamente com outros fa¬tores. Por exemplo,
embora o G-CSF estimule a proliferação de progenitores de granulócitos, ele atua sinergicamente com a
IL-3 para aumentar a formação de megacariócitos.
De maneira geral, os fatores de crescimento hemocito-poéticos podem ser divididos em fatores
multipotentes que atuam precocemente (IL-1, IL-3, IL-6, IL-11 e fator derivado de células-tronco, por
exemplo) e fatores que atuam tardiamente, mais específicos para cada linhagem.
Uma visão panorâmica da hemocitopoese (Tabela 13.1) mostra que neste processo o potencial de
diferenciação e a capacidade de auto-renovação diminuem gradualmente. A resposta mitótica aos fatores
de
crescimento atinge seu máximo no meio do processo. Daí em diante, acentuam-se as características
morfológicas da célula e aumenta sua atividade funcional.
O processo de hematopoese depende de alguns fatores, como: um microambiente adequado, capaz de
sintetizar fatores necessários à sobrevivência das células progenitoras, favorecer as interações entre células
de diferentes tipos e acomodar as células em desenvolvimento, e da presença de fatores de crescimento.
O microambiente é favorecido pelas células do estroma dos órgãos hematopoéticos. Desde que haja o
microambiente, o desenvolvimento das células sanguíneas depende de fatores que influem sobre a
proliferação e diferenciação. Esses fatores são substâncias denominadas fatores de crescimento ou fatores
estimuladores de colônias, responsáveis por estimular a proliferação e a diferenciação das células imaturas
e a atividade funcional das células maduras.
Desta forma, nos diferentes nichos hematopoéticos descritos desde a vida uterina até fase adulta,
existem, além dos precursores hematopoéticos, outras células, que constituem o estroma, formado por
componente celular (representado por fibroblastos, osteoblastos, osteoclastos, células-tronco
mesenquimais, adipócitos, macrófagos, linfócitos e células endoteliais dos sinusoides medulares), e um
componente acelular, composto por substâncias que modulam as atividades celulares, chamadas fatores
de crescimento, citocinas e proteínas de matriz extracelular, as quais favorecem a organização e a estrutura
da MO. A regulação de CTH compreende, portanto, um processo multifatorial, incluindo também sinais
químicos, físicos e mecânicos, como temperatura, força de cisalhamento, tensão de O2 constituintes de
matrix e presença de íons (ex.: Ca+2).
A regulação da hematopoese é dependente tanto de interação célula-célula quanto de fatores de
crescimento solúveis presentes nos diferentes microambientes, compondo os nichos hematopoéticos. Os
fatores de crescimento são glicoproteínas secretadas pelas células estromais que atuam na sobrevivência,
na proliferação e diferenciação das células hematopoéticas. São citocinas e hormônios que se ligam a
receptores específicos nas superfícies das células-tronco e células progenitoras exercendo atividades
modulatórias sobre elas. Esses fatores não possuem uma função única, podendo ser relevantes para a
sobrevivência das células-tronco em uma dada associação de citocinas ou ser importantes para a função
de células diferenciadas em outra nova combinação. Os efeitos da associação desses fatores podem
ocorrer de duas formas: a) permitindo a proliferação e diferenciação de células que, sem o estímulo,
morreriam ou permaneceriam quiescentes; ou b) agindo em sinergismo na proliferação de uma
subpopulação específica de células
precursoras.
Durante o estágio embrionário, ocorre a produção de altas quantidades de fatores que estimulam
a expansão de células-tronco e a formação de precursores hematopoéticos.
Na regulação da mielopoese, que dá origem a hemácias,granulócitos, monócitos e megacariócitos,
a IL-3 e o GM--CSF atuam em um amplo espectro de precursores imaturos, enquanto que o G-CSF e
M-CSF são necessários para o desenvolvimento de células granulocíticas e monocíticas maduras,
respectivamente. Ademais, o GM-CSF inibe a migração, aumenta a atividade fagocítica e induz a
Citotoxicidade Dependente de Anticorpos (antibody-dependent cytotoxicity, ADCC) dos neutrófilos
polimorfonucleares do sangue. Já o G-CSF induz a síntese de superóxido e estimula a ADCC dos
neutrófilos, e o M-CSF ativa macrófagos maduros.
Na regulação da eritropoese, a eritropoetina exerce um papel essencial nos processos de
maturação e apoptose dos precursores da linhagem eritroide. Sua produção é controlada
pelo teor de O2 do sangue arterial que irriga as células peritubulares no córtex renal. Além dela, o ligante
Kit, a IL-3 e o GM-CSF também participam na regulação da proliferação
e diferenciação.
A linfopoese é regulada principalmente por interleucinas, tais como IL-7 e IL-6, que exercem
importante função na proliferação dos precursores de linfócitos B, ao passo que IL-2, IL-3 são mais
relevantes aos precursores de células T. Deve ser lembrado que a diferenciação das células T se faz no
timo, e que as vias envolvidas na proliferação/ativação dos linfócitos serão discutidas em outro capítulo.
In vitro, a megacariocitopoese é regulada por fatores que atuam nos precursores imaturos
associados a várias linhagens, tais como IL-3, IL-6, GM-CSF e ligante Kit, e o número de precursores
megacariocíticos depende diretamente da presença da combinação desses fatores. Entretanto, a
diferenciação dos megacariócitos e a produção de plaquetas
são controladas in vivo pelo número de plaquetas no sangue periférico, o qual não afeta a produção desses
fatores. O fator responsável por esta modulação é a Trombopoetina (TPO),
produzida principalmente no fígado, que atua através do receptor da família das citocinas chamado Mpl.

APLICAÇÃO MÉDICA
Na pratica medica. os fatores de crescimento têm sido usados para tratar doenças que afetam a
medula óssea. Fies aumentam o número de células hematógenas na medula e o número de células no
sangue circulante. Esses fatores têm sido úteis para corrigir a quantidade de células sanguíneas diminuídas
por radioterapia e por quimioterapia, por exemplo. São usados também para aumentar a eficiência dos
transplantes de medula óssea, pelo estímulo das mitoses, e para aumentar as defesas imunológicas em
pacientes com câncer, doenças infecciosas e imunodeficiências.
MEDULA ÓSSEA
A medula óssea é encontrada no canal medular dos ossos longos e nas cavidades dos ossos
esponjosos (Fig. 132). Distinguem-se a medula óssea vermelha, hematógena, que deve sua cor à presença
de numerosos eritrócitos em diversos estágios de maturação, e a medula óssea amarela, rica em células
adiposas e que não produz células sanguíneas. No recém-nascido, toda a medula óssea é vermelha e,
portanto, ativa na produção de células do sangue. Com o avançar da idade, porém, a maior parte da
medula óssea transforma-se na variedade amarela, existindo a medula vermelha no adulto apenas no
esterno, vértebras, costelas, díploe dos ossos do crânio e, no adulto jovem, nas epífises proximais do
fêmur e do úmero. A medula amarela ainda retém células mesenquimais indiferenciadas e em certos casos,
como nas hemorragias, alguns tipos de intoxicação e irradiação, pode transformar-se em medula óssea
vermelha e voltar a produzir células do sangue.
Em casos de necessidade ocorre regeneração e a medula amarela passa a ser vermelha. Nestes
casos, a hematopoiese pode voltar a ser realizada pelo fígado, baço e linfonodos.
A fase de crescimento rápido do jovem está associada à expansão do volume sanguíneo, com
pesada demanda na medula por eritrócitos. Como a demanda por eritrócitos decresce com a aproximação
da maturidade, a hematopoiese regride para apenas parte dos ossos do corpo. Nos demais locais a medula
vermelha hematopoieticamente ativa é substituída pela medula amarela.
A atividade hematopoiética continua através da vida nos ossos chatos, como esterno, costelas,
vértebras e crânio, e nas epífises de ossos longos como úmero e fêmur. A medula amarela, quando há
demanda eritrocitária, pode ser ativada novamente; no entanto na fase senil a medula óssea amarela é
fibrosada e de difícil e vagarosa expansão.
Tanto na medula óssea vermelha como na amarela existem nódulos linfáticos, que são acúmulos
de linlócitos (ver Cap. 14). A medula óssea não tem vasos linfáticos.
Medula Óssea Vermelha
A medula óssea vermelha (Fig. 13.3) é constituída por células reticulares, associadas a fibras
reticulares (colágeno tipo III). Essas células e fibras formam unia esponja, percorrida por numerosos
capilares sinusóides. Entre as células reticulares existe um número variável de macrófa¬gos, células
adiposas e muitas células hemopoéticas (Figs. 13.3 a 13.5). A matriz extracelular, além de colágeno tipos
I e III, contém fibronectina, laminina e proteoglicanos. Laminina, fibronectina e outra molécula com
afinidade para células, a hemonectina, interagem com receptores celulares, fixando temporariamente as
células. A medula apresenta microrregiões onde predomina um mesmo tipo de glóbulo sanguíneo, em
diversas fases de maturação.
Além de produzir as células do sangue, a medula óssea armazena ferro sob a forma de ferritina e
de hemossiderina, principalmente no citoplasma dos macrófagos. A ferritina é constituída pelo ferro
ligado a uma proteína de peso molecular 480.000, denominada apoferritina. A hemossiderina é um
complexo heterogêneo, contendo ferro, apoferritina e outras proteínas, glicidios, lipídios e outras
moléculas. Outra função da medula óssea vermelha é a destruição de eritrócitos envelhecidos.
A liberação de células maduras da medula para o sangue é controlada pelos fatores de liberação,
moléculas produzidas em resposta às necessidades do organismo. Muitos fatores de liberação são
conhecidos, como o componente C3 do complemento (um conjunto de proteínas do plasma sanguíneo
que atuam em sucessão, como uma cascata, para identificar e destruir invasores), hormônios como os
glicocorticoides e os andrógenos, e certas toxinas bacterianas. A Fig. 13.4 ilustra a passagem de células
da medula óssea para o sangue (liberação).

A MEDULA ÓSSEA É UMA FONTE DE CÉLULAS-TRONCO PARA OUTROS


TECIDOS
APLICAÇÃO MÉDICA
Ao contrário do que sugeriam observações mais antigas, a medula óssea contém muitas células-
tronco que podem produzir diversos tecidos, e não apenas células sanguíneas. Com seu grande potencial
de diferenciação. essas células tornam possível a produção de células especializadas que não são rejeitadas
pelo organismo porque se originam da medula da mesma pessoa. Depois de coletadas da medula óssea e
isoladas através de marcadores específicos, as células-tronco são cultivadas em meio que dirige a
diferenciação para originar as células especializadas que se deseja transplantar. Essas células são, então,
usadas para substituir as células de que o paciente necessita.
A principal função da medula óssea vermelha é a hematopoiese, isto é, a produção sustentada dos
três tipos de células sanguíneas: glóbulos vermelhos ou glóbulos vermelhos, glóbulos brancos ou
leucócitos e plaquetas, desta forma de acordo com o tipo de glóbulo formado, o processo recebe os
seguintes nomes: eritropoese, Leucopoiese (granulocitopoese, linfocitopoese, monocitopoese) e
megacariocitopoese.
LEUCOPOIESE
Leucopoiese é a produção de células brancas. Os leucócitos constituem uma população celular
composta de vários tipos, bem como eles são classificados como polimorfonucleares, nos quais
neutrófilos, eosinófilos são encontrados e basófilos; e em células mononucleares, constituídas por
monócitos e linfócitos. Granulopoiese envolve a produção de neutrófilos, eosinófilos e basófilos, em um
processo ordenado.
GRANULOCITOPOESE
No processo de maturação dos granulócitos ocorrem modificações citoplasmáticas caracterizadas
pela síntese de muitas proteínas, que são acondicionadas em dois tipos de grânulos, os azurófilos e os
específicos. As proteínas desses grânulos são produzidas no retículo endoplasmático rugoso e recebem o
acabamento final e o endereçamento no aparelho de Golgi, em dois estágios sucessivos (Fig. 13.11). O
primeiro estágio resulta na produção de grânulos azurófilos, que se coram pelos corantes básicos das
misturas usuais (Giemsa, Wright) e contêm enzimas do sistema lisossomal. No segundo estágio, ocorre
uma modificação na atividade sintética da célula, com a produção das proteínas dos grânulos específicos.
Os grânulos específicos contêm diferentes proteínas, conforme o tipo de granulócito (Cap. 12). As
modificações morfológicas que têm lugar durante a maturação estão apresentadas nas Figs. 13.5, 13.8 e
13.9.
MATURAÇÃO DOS GRANULÓCITOS
O mieloblasto é a célula mais imatura já determinada para formar exclusivamente os três tipos de
granulócitos (Fig. 13.5). Quando nela surgem granulações citoplasmáticas específicas, essa célula passa a
ser chamada de promie lócito neutrófilo, eosinófilo ou basófilo, conforme o tipo de granulação presente.
Os estágios seguintes de matura¬ção são o mielócito, o metamielócito, o granulócito com núcleo em
bastão e o granulócito maduro (neutrófilo, eosinófilo e basófilo).
O mieloblasto é uma célula com citoplasma basófilo e que contém grânulos azurófilos. O núcleo
é grande, esférico, com cromatina muito delicada e um ou dois nucléolos.
O promielócito é menor do que o mieloblasto. O núcleo é esférico, às vezes com uma reentrância.
A cromatina é mais grosseira do que na célula anterior, e os nucléolos são visíveis nos esfregaços corados
pelas misturas tipo Romanowsky.
Quando comparado com o mieloblasto, o citoplasma do promielócito é mais basófilo e contém
grânulos específicos (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) ao lado das granulações azurófilas.
O núcleo do mielócito pode ser esférico ou em forma de rim e a cromatina é grosseira. Desaparece
a basofilia citoplasmática e aumenta a quantidade de grânulos espe¬cíficos, formando-se os mielócitos
neutrófilo (Figs. 13.11 e 13.12), basófilo e eosinófilo (Fig. 13.13).
O metamielócito caracteriza-se por possuir núcleo com uma chanfradura profunda, que indica o
início do processo de formação dos lóbulos. As modificações que caracterizam os metamielócitos são
difíceis de identificar no granulócito basófilo, por isso o metamielócito basófilo não costuma ser descrito.
Antes de adquirir a forma nuclear lobulada típica da célula madura, o granulócito neutrófilo passa
por uma fase intermediária, chamada neutrófilo com núcleo em bastonete ou simplesmente bastonete, na
qual o núcleo tem a forma de um bastão recurvado (Fig. 13.5). Por serem de identificação difícil, não se
descreve nem o basófilo nem o eosinófilo com núcleo em bastão.
CINÉTICA DA PRODUÇÃO DE NEUTROFILOS
A cinética dos neutrófilos é mais bem conhecida do que a dos outros granulócitos, principalmente
porque são mais numerosos no sangue e, portanto, mais fáceis de estudar. O tempo total gasto desde o
aparecimento do mieloblasto até o final de sua maturação, que leva à penetração de neutrófilos no sangue,
é de aproximadamente 11 dias.
Os neutrófilos são produzidos na medula óssea e já maduros são liberados no sangue;
normalmente esse processo é concluído em poucos dias; Após uma breve permanência na circulação,
eles entram nos tecidos e nas cavidades do corpo para realizar suas funções fisiológicas.
Na medula óssea, com um estímulo adequado, a célula progenitora pluripotencial (CPP) pode ser
transformado em uma célula progenitora comprometida para produzir granulócitos.
A célula responsável pela produção de neutrófilos e monócitos é conhecida como unidade
formadora de colônias de granulócitos-monócitos (CFU-gm); esse estágio inicial é bipotencial, portanto,
requer estímulo para se diferenciar em células UFC-g e UFC-m unipotenciais comprometidos com a
produção de células precursoras de neutrófilos ou monócitos, respectivamente.
Durante o processo, ocorrem cinco divisões mitóticas. Alguns fatores de crescimento
hemocitopoéticos importantes para o desenvolvimento de neutrófilos são GM-CSF, IL-3 e G-CSF.
Durante sua maturação, os neutrófilos passam por diversos compartimentos anatômicos e
funcionais (Fig. 13.14). Esses compartimentos são os seguintes: 1. O compartimento medular de
formação, que pode ser subdividido em compartimento mitótico (aproximadamente três dias), onde os
novos neutrófilos são produzidos, e compartimento de amadurecimento (aproximadamente quatro dias);
2.0 compartimento medular de reserva, que contém neutrófilos maduros, aí mantidos por um período
variável (geralmente quatro dias), antes de penetrarem no sangue; 3. O compartimento circulante,
constituído pelos neutrófilos suspensos no plasma e circulando nos vasos sanguíneos; 4. O
compartimento de marginação, formado por neutrófilos que, embora contidos nos vasos sanguíneos, não
circulam. Esses neutrófilos estão (a) nos capilares colocados temporariamente fora da circulação, por
vasoconstrição, e (b) ligados fracamente a moléculas de integrinas do endotélio dos vasos, não sendo
levados pela corrente circulatória. Há uma troca constante de células entre o compartimento circulante e
o de marginação. O compartimento de marginação e o compartimento circulante têm aproximadamente
a mesma quantidade de neutrófilos. Os neutrófilos e os outros granulócitos entram no tecido conjuntivo
passando entre as células endoteliais dos capilares e vênulas pós-capilares (diapedese). O tecido
conjuntivo constitui um quinto compartimento para os neutrófilos, de tamanho desconhecido, onde eles
permanecem cerca de quatro dias e morrem por apoptose, quer tenham exercido sua função de fagocitose
ou não.
A identidade morfológica das células progenitoras precoces antes do mieloblasto permanece
incerta; o mieloblasto é a fase celular mais reconhecível e imatura da série; esta fase tem um núcleo
arredondado ou ligeiramente oval relativamente grande com cromatina pontilhada sem condensação,
com dois ou mais núcleos ou anéis nucleolares. Os promielócitos geralmente são maiores que os
mieloblastos, mas suas características nucleares são muito semelhantes; o nucléolo está presente, no
entanto, à medida que a célula amadurece, ela desaparece. O citoplasma é mais abundante, manchas
ligeiramente azuis e tipicamente contém muitos grânulos de azurphil de cor vermelho-púrpura.
O mielócito varia em tamanho, porque às vezes divide duas vezes antes de amadurecer e passar
para a próxima fase, o núcleo é redondo e geralmente excêntrico, ligeiramente recuado, não tem o
nucléolo ou não é visível e apresenta alguns agregados de cromatina , o citoplasma é fracamente azul,
especialmente na periferia, e contém grânulos específicos ou secundários, que podem ser neutrófilos,
eosinófilos ou basófilos. Azuropil ou grânulos primários geralmente não são vistos nesta fase, nem em
fases posteriores. Os metamielócitos pode variar em tamanho, o núcleo é recuado, semelhante à forma
de um rim, não nucléolos e cromatina nuclear é moderadamente condensado, o citoplasma é ocupada
por grânulos secundários.
As formas ou bandas juvenis são caracterizadas pela condensação da cromatina nuclear e pela
transformação da forma do núcleo em uma banda.
As células maduras: neutrófilos, eosinófilos ou basófilos são distinguidos pelo seu núcleo
segmentado, cromatina condensada e lóbulos nucleares unidos por finos filamentos de cromatina;
apresenta grânulos específicos no citoplasma.
EOSINÓFILOS
Os eosinófilos permanecem menos de 1 semana no sangue, mas existe um grande pool
armazenado na medula que pode ser mobilizado rapidamente quando necessário (em caso de reações
alérgicas ou parasitoses, por exemplo). Fatores importantes para a formação de eosinófilos são GM-CSF,
11,3 e IL-5.
Eles contêm grânulos rosa brilhantes em seu citoplasma. Suas funções no estado de saúde e
doença começam a ser elucidadas; A pesquisa realizada nas últimas décadas permitiu conhecer o
mecanismo da eosinofilia, comumente associada a parasitas e doenças alérgicas. A forma dos eosinófilos
varia de acordo com a morfologia dos grânulos presentes no citoplasma e sua composição em diferentes
espécies animais.
A sequência de maturação é a mesma descrita para os neutrófilos. As características distintivas
dos eosinófilos são a presença de grânulos citoplasmáticos avermelhados, rosados e avermelhados, e
núcleos menos segmentados do que os neutrófilos maduros (é raro encontrar mais de dois lobos). Os
grânulos presentes no citoplasma variam em tamanho e forma com diferentes espécies e às vezes até
dentro da mesma espécie.
BASÓFILOS
A formação de basófilos é bem menos conhecida, principalmente devido à sua quantidade muito
reduzida no sangue. Sabe-se que alguns fatores importantes para a formação destas células são 1L-3, II..-
4 e IL-9.
Os basófilos não foram investigados tão extensivamente como outras células porque são escassos
no sangue periférico e na medula óssea; consequentemente, pouco se sabe sobre sua produção, função e
resposta em doenças. Sua sequência de maturação é semelhante àquela descrita para neutrófilos. Sua
produção é específica do antígeno e é regulada por substâncias produzidas por linfócitos "T" ativados.
Em preparações coradas pelo método de Wright, os basófilos típicos apresentam grânulos
vermelhos violetas intensos que ocupam o citoplasma quase completamente e escondem o núcleo; o
número, tamanho e coloração dos grânulos varia entre as diferentes espécies; Por exemplo, basófilos de
cães têm poucos grânulos, mas estes são grandes em comparação com as células do gado, cavalos e gatos,
onde eles são pequenos, mas muito numerosos.
A característica metacromacia de basófilos e células mastro é atribuído ao conteúdo dos seus
grânulos de glicosaminoglicano sulfatado (mucopolissacárido), heparina, sulfato de condroitina e sulfato
de dermatano de ácido.

MATURAÇÃO DOS LINFOCITOS E MONÓCITOS


O estudo das células precursoras dos linfócitos e monócitos é difícil porque essas células não
apresentam grânulos específicos nem núcleos lobulados, características que facilitam a distinção entre os
diversos estágios dos granulócitos. Os precursores dos linfócitos são identificados principalmente pelo
tamanho, estrutura da cromatina e presença de nucléolos visíveis nos esfregaços. À medida que os
linfócitos maturam, sua cromatina se torna mais condensada, os nucléolos se tornam menos visíveis e a
célula diminui de tamanho. Além disso, subpopulações de linfócitos adquirem receptores superficiais
específicos, que podem ser identificados por meio de técnicas imunocitoquimicas.
LINFÓCITOS
Os linfócitos representam um grupo heterogêneo de células responsáveis por iniciar e executar a
resposta imune; células plasmáticas que se originam em linfócitos B produzem anticorpos.
Eles podem ser classificados com diferentes critérios: com base no tamanho da célula, eles são
dividem-se em pequenos (6 a 9 µm) e grandes (9 a 15 µm); considerando seu período de vida, são
classificados em vida curta e longa; com base em diferenças funcionais na resposta imune, eles são
classificados como B e T, e em células nulas que não são nem B nem T.
Os linfócitos são produzidos na medula óssea e órgãos linfóides, onde o timo, nódulos linfáticos,
baço e tecido linfóide associado ao intestino, que são manchas de Peyer, amígdalas e incluir apêndice
Estudos quantitativos demonstraram que a medula óssea é tecido linfopoiético maior no corpo,
fornece precursores linfóides que alimentam os órgãos linfóide periférico
Durante a vida intra-uterina, células progenitoras indiferenciadas pluripotentes (CPIP) originam-
se primeiro no saco vitelino e depois no fígado fetal, no baço e na medula óssea; durante a vida adulta,
essas células continuam a se desenvolver na medula óssea. As células progenitoras pluripotentes
indiferenciadas diferenciam-se em células progenitoras linfoides envolvidas; estas células progenitoras
linfóides da medula óssea continuamente alimentado para os órgãos linfóides primários ou centrais, que
são bursa das aves, ou seu equivalente em mamíferos (talvez da medula óssea), e timo; Nesses locais, pelo
menos duas populações diferentes de precursores de linfócitos T e B se desenvolvem em resposta a um
estímulo antigênico apropriado.
A célula mais jovem da linhagem é o linfoblasto, que forma o prolinfócito, formando este, por
sua vez, os linfócitos maduros.
O linfoblasto é a maior célula da série linfocítica. Tem forma esférica, com citoplasma basófilo e
sem granulações azurófilas. A cromatina é relativamente condensada, em placas, lembrando já a
cromatina do linfócito maduro. O linfoblasto apresenta dois ou três nucléolos.
O prolinfócito é menor do que a célula anterior; tem o ci-toplasma basófilo, podendo conter
granulações azurófilas. A cromatina do prolinfócito é condensada, porém menos do que nos linfócitos.
Os nucléolos não são facilmente vi-síveis, devido à condensação da cromatina. O prolinfócito dá origem
diretamente ao linfócito circulante.
O desenvolvimento de linfócitos maduros ocorre de uma maneira particular; O reconhecimento
dos diferentes estágios sequenciais é baseado principalmente nas propriedades da superfície celular e em
um critério funcional. Os linfoblastos, linfócitos e linfócitos podem ser identificados morfologicamente,
mas suas linhas celulares B e T não podem ser identificadas.
O núcleo nos linfócitos contém cromatina compacta; sua forma é redonda, embora possa ser oval
ou ligeiramente recuada, o nucléolo não é normalmente visto. A quantidade de citoplasma é baixa em
pequenos linfócitos, mas pode ser mais abundante em grandes linfócitos; a cor que adquirem com a
mancha de Wright é azul, e uma pequena quantidade de grânulos azurofílicos pode ser vista em seu
citoplasma.
Alguns fatores importantes no desenvolvimento da linhagem linfóide na medula óssea são HA,
IL-2, IL-5, IL-6 e IL-9.
As subpopulações de células B e T podem ser diferenciadas pela detecção de vários antígenos na
membrana celular; muitos agrupamentos de antígenos de diferenciação ou unidades CD foram
identificados em linfócitos utilizando anticorpos monoclonais contra leucócitos. Em linfócitos B e aos
seus precursores que são detectados alguns antigénios comuns, tais como CD9, CD10, CD19, CD20,
CD21, CD22, CD24, CD37, CD38, CD39 e; e nos linfócitos "T" estão presentes: CD2, CD3, CD4, CD7
e CD8. As células "T" cooperantes expressam CD4, enquanto as células supressoras "T" expressam CD8.
O antígeno CD4 também serve como um receptor para o vírus da imunodeficiência humana (HIV).
As células plasmáticas são derivadas de linfócitos B em resposta à estimulação antigênica; seus
diferentes estágios de maturação incluem plasmoblastos, plasmócitos transicionais e, finalmente, células
plasmáticas maduras. Todo o processo dura de quatro a cinco dias e inclui a participação de interleucina
4 (IL-4), interleucina 5 (IL-5) e interleucina 6 (IL-6) liberada pelos linfócitos T auxiliares. As células
plasmáticas são reconhecidas por suas características morfológicas; eles apresentam um núcleo pequeno,
geralmente excêntrico, com cromatina, muitas vezes agrupada na forma de uma roda de carroça, um
citoplasma intensamente basofílico e uma pequena área mais clara próxima ao núcleo. O nucléolo pode
ser visto em plasmoblastos.

MONÓCITOS
Os monócitos são derivados de células progenitoras pluripotentes da medula óssea, permanecem
curto período de tempo na circulação e migram vários tecidos aleatoriamente e cavidades do corpo,
tornando-se subsequentemente macrófagos.
Os monócitos descem da célula progenitora bipotencial, a unidade formadora de colônias de
granulócitos-monócitos (CFU-gm) comprometidas na constituição de ambas linhagens celulares; esta
célula progenitora, por sua vez, origina-se da célula progenitora pluripotente (CPP). O UFC-gm dá
origem ao UFC-m, para posteriormente formar os precursores dos monócitos: monoblastos e
promonócitos.
Monoblastos são cerca de 14μm de diâmetro, são caracterizados por citoplasma basofílico, ou
cinzento, o seu núcleo é grande, com uma pequena indentação, cromatina é fina e tem um ou dois
nucléolos. O promonócito tem mais de 20μm de diâmetro e seu núcleo é grande, o nucléolo pode estar
presente, mas geralmente passa despercebido. O citoplasma mostra basofilia considerável, os grânulos
azurofílicos não são detectados nesse estágio.
A fase madura é a de monócitos, que geralmente tem de 16 a 20 μm de diâmetro, tem um
cromatina nuclear amorfo grande núcleo é distribuído sob a forma de tiras e bandas, tendo um ou dois
pequenos nucléolos, o seu citoplasma é abundante , azul acinzentado, contém numerosos vacúolos,
especialmente em uma extremidade da célula; É muito comum detectar pseudópodes na membrana
celular, o que reflete sua atividade motora.
Ao contrário dos granulócitos, que são células diferenciadas e terminais, que não mais se dividem,
os monócitos são células intermediárias, destinadas a formar os macrófagos dos tecidos.
A célula mais jovem da linhagem é o promonócito, encontrado somente na medula óssea,
virtualmente idêntica morfologicamente ao mieloblasto. A existência de uma célula ainda mais jovem, o
monoblasto, precursora do promonócito, é um assunto controvertido, pois sua identificação na medula
óssea normal é praticamente impossível. Em certas doenças da medula óssea aparece uma célula que
muitos hematologistas admitem ser o monoblasto. Porém essa interpretação não tem aceitação universal.
O promonócito é uma célula medindo aproximadamente 20 μm de diâmetro. Sua cromatina é
delicada e o citoplasma basófilo, apresentando aparelho de Golgi grande e retículo endoplasmático
desenvolvido. Mostra numerosos grânulos azurófilos finos (lisossomos). Os promonócitos dividem-se
duas vezes e se transformam em monócitos que passam para o sangue, onde permanecem cerca de 8
horas. Depois migram para o tecido conjuntivo, atravessando a parede das vênulas e capilares, e se
diferenciam em macrófagos. Alguns fatores relevantes para o desenvolvimento dos monócitos na medula
óssea são GM-CSF, M-CSF e 11-3.
MACRÓFAGO
Os macrófagos teciduais têm sua origem nos monócitos, mas são mais numerosos; os valores
elevados, são devidos ao longo período de vida, que varia de algumas semanas a vários anos.
Os macrófagos são grandes, medindo 15 a 20 μm de diâmetro, sua forma é irregular e possuem
pseudópodes, o citoplasma é abundante e com numerosos corpos de cor vermelha neutra. O núcleo tem
a forma de um ovo; a cromatina é esponjosa, o citoplasma é azul-celeste e grânulos e vacúolos azurófilos
são detectados nela.
APLICAÇÃO MÉDICA
proliteraçào neoplà,Àca de célula. }ire, uNotas dos icuies:itos tonstilui as leucemias. As leucernias
mais ,,:ornun±,. de acorde com iu.3 erigem, podem ser lin¬focfficab, Lnidndo originddas da linhagem
linfóide: granulocilicas, originadas da linhagem de5 ItiucOcito% gyanuit'ici tos: e monocitit as, originadas
Lins rrecurson.as dos moné.ei to.; \ as leuct.mias, geralmente ha pn kl ução excessiva de et■lulas 1mu
ienal e morfologicamente d•feituo%as, originadds de um único tipo de célula prvc.urNora. podendo h.n
er redução na tOrmaçao das outras çielulas 5anguineas. Fregoentementv os pacien¬te:3 lèn‘ anemia e
pouca resistência ás infecções, além de muitos outros sintomas. As causas das leucemias não estão
completamente elucidadas, mas, em grande número de casos, existem translocaçóes cromossó-micas Por
exemplo, 95%, dos doentes de leucemia granulocitica crónica são portadores de translocação entre os
cromossomos 22 e 9; e na leucemia mielóide aguda, observa-se translocação entre os cromossomos 8 e
21 e entre os cromossomos 15 e 17. Os esfregaços de medula óssea aspirada do tecido ósseo esponjoso
são muito usados no diagnóstico das leucemia~ e outras doenças da medula óssea. Introduz-se uma
agulha, geralmente no osso esterno, e por aspiração se obtém uma amostra de células da medula, que é
colocada em lãmina e corada. A utilização de anticorpos específicos (monoclonais) para proteínas da
membrana das células precursoras dos leucócitos possibilita a identificação da célula que origina a
leucemia, auxiliando o diagnóstico e o tratamento.
ERITROPOIESE
A eritropoiese é formada na medula óssea a partir de uma célula pluripotencial de origem
mesenquimal chamada célula tronco ou célula mãe que é estimulada a proliferar e diferenciar-se em
“burst” de unidade formadora eritróide (BUF-E) pela IL-3 e fator estimulante de colônia granulocítica-
monocítica na presença da eritropoietina (EPO). Esta diferenciação ocorre sob influência do
microambiente medular local e por citocinas produzidas por macrófagos e linfócitos T ativados. A
proliferação e diferenciação da BUF-E para unidade formadora de colônia eritróide (UFC-E) resulta da
presença destes mesmos fatores e pode ser potencializado por fatores de crescimento adicional. A EPO
é o fator de crescimento primário envolvido na proliferação e diferenciação de UFC-E para rubriblasto,
a primeira célula morfologicamente reconhecível das células eritróides. A seguir seguem as
divisões/maturações em que serão formados: pró-rubrícito, rubrícito, metarrubrícito, reticulócito e
eritrócito.
A eritropoiese normal envolve um mínimo de quatro mitoses: uma na fase de rubriblasto, outra
no estágio de pró-rubrícito e duas no estágio de rubrícito basofílico. O rubrícito basofílico matura-se em
rubrícito policromático, que se transformará em metarrubrícito. Ocasionalmente o rubrícito
policromático pode se dividir. A denucleação do metarrubrícito leva à formação de reticulócito, o qual
finalmente matura-se, dando origem ao eritrócito.
O processo de eritrogênese que resulta na formação de eritrócitos maduros é conhecido como
eritropoiese, levando em torno de sete a oito dias para se completar. O núcleo expulso é fagocitado por
macrófagos locais. Até a fase de metarrubrícito, as células estarão na medula óssea, já o reticulócito pode
ser encontrado no sangue periférico em até 2%. Nas espécies equina, bovina, suína e caprina os
reticulócitos não são encontrados no sangue em condições de normalidade. A fase de proliferação,
compreendida entre a célula pluripotencial até o metarrubrícito leva de dois a três dias, enquanto o
restante consiste na fase de maturação, levando em torno de cinco dias.
A nomenclatura mais aconselhável para as células eritróides morfologicamente identificável é:
rubriblasto –> pró-rubrícito –> rubrícito basofílico –> rubrícito policromático –> eritrócito rubricito
normocrômico –> metarrubrícito –> reticulócito –> eritrócito (Figura 2). Os eritrócitos são células
encarregadas de transportar oxigênio dos pulmões aos tecidos e dióxido de carbono no sentido inverso.
O processo básico da maturação da série eritrocítica ou vermelha é a síntese de hemoglobina e a
formação de um corpúsculo pequeno e bicôncavo, que oferece o máximo de superfície para as trocas de
oxigênio.
Durante a maturação das células da linhagem eritrocítica (Figs. 13.5 a 13.9) ocorre o seguinte: 1.
o volume da célula diminui; 2. o núcleo também diminui de tamanho e a cromatina torna-se cada vez
mais condensada, até que o núcleo se apresenta picnótico (Fig. 13.10) e finalmente é expulso da célula; 3.
os nucléolos diminuem de tamanho e depois tornam-se invisíveis no esfregaço; 4. há uma diminuição dos
polirribossomos (diminuição da basofilia) e um aumento de hemoglobina (aumento da acidofilia) no
citoplasma; 5. a quantidade de mitocôndrias e de outras organelas diminui (Fig. 13.6).
Rubriblasto é considerado a fase mais imatura da série, seu núcleo é arredondado com bordas, o
modelo da cromatina é granular fino e caracteristicamente apresenta de um a dois nucléolos. O citoplasma
é intensamente basofílico e forma um leve anel ao redor do núcleo. Esta fase possui a maior relação
núcleo-citoplasma da série eritroide.
Cada rubriblasto pode ser dividido em três ou quatro mitoses e assim originar 8 ou até 16 células
maduras. À medida que amadurecem, as células se tornam menores, o núcleo se condensa e o citoplasma
muda de azul escuro para vermelho alaranjado.
Prorrubricito tem um núcleo redondo, com irregularidades nas bordas nucleares, o padrão da
cromatina é ligeiramente mais compacto que no rubriblasto. O nucléolo geralmente não é percebido. O
citoplasma é um pouco menos intenso e forma um anel fino ao redor do núcleo. A relação núcleo-
citoplasma é menor do que no estágio anterior, mas maior que o rubricito.
O rubricito pode ser dividida, por sua vez, em três: basofílica, policromatofílica e ortocromática.
O núcleo é pequeno, o modelo da cromatina é muito grosseiro, geralmente se parece com os raios de
uma roda. O citoplasma é azul (basofílico) ou laranja vermelho azulado (policromatofílico) ou laranja
vermelho (ortocromático). A relação núcleo-citoplasma é menor do que no estágio prorrubricito, mas
maior que o meta-rubrico. A mitose ocorre nos estágios iniciais do rubricito, mas termina em estágios
posteriores.
O Metarrubricito apresente núcleo extremamente picnótico e muito escuro, sem ser capaz de
distinguir o padrão da cromatina. O citoplasma pode ser policromofílico ou ortocromático.
No estágio de Eritrócito policromatofílico em esfregaços de sangue corados com técnicas de
Romanowsky, é caracterizada por nenhum núcleo, é tão grande quanto eritrócitos maduros
(ortocromáticos) e rosa azulado (policromatofílico). Para identificar este estágio, a coloração supravital,
como o novo azul de metileno, deve ser usada.
Os reticulócitos são eritrócitos não nucleados que apresentam um ou mais grânulos ou redes de
grânulos quando as preparações são coradas com manchas supravitais.
Os reticulócitos apresentam um grau variável de dobras membranosas e invaginações de
superfície. Eles
contêm ribossomos,
polirribossomos e
mitocôndrias, que os
capacitam a sintetizar
mais de 20% do conteúdo final de hemoglobina. Estas estruturas contribuem para a policromasia dos
reticulócitos.
Após coloração com corantes supravitais, como o novo azul de metileno ou azul cresil brilhante,
utilizado na contagem de reticulócitos, um arroxeado de ribossomos, mitocôndrias e outras organelas
citoplasmáticas aparecem nos reticulócitos como precipitados em forma de cordões (reticulócitos
agregados) ou esparsos (pontilhados).
Os reticulócitos podem permanecer na medula óssea por dois a três dias antes de entrar no sangue
por diapedese através de células endoteliais que contornam os sinusóides medulares. A sua liberação para
o sangue é controlada por um número de fatores que agem em conjunto, incluindo a concentração de
eritropoietina e deformabilidade capilar e carga de superfície.
Variações interespécies podem ocorrer em consideração ao número de reticulócitos liberado no
sangue sob condições fisiológicas e patológicas. Por exemplo, o eqüino não libera reticulócitos para o
sangue periférico, mesmo em anemia severa. Cães e gatos respondem vigorosamente com reticulocitose
no sangue durante anemia regenerativa, porém os ruminantes
geralmente têm uma leve resposta (Tabela 1).
Os reticulócitos maturam-se em eritrócitos 24-48 horas na circulação ou no baço, onde podem
ser seqüestrados temporariamente. O processo de maturação envolve a perda de algumas
superfícies de membranas, receptores para transferrina e fibronectina, ribossomos e outras organelas,
obtenção da concentração normal de hemoglobina, organização final do esqueleto submembranoso,
redução do tamanho celular e mudança de forma para o aspecto bicôncavo.
A contagem de reticulócitos é o melhor indicativo semiquantitativo da atividade efetiva
daeritropoiese medular, mas sua contagem deve ser interpretada em relação às diferentes espécies.
A contagem de reticulócitos é então calculada pelo percentual de reticulócitos contados em
esfregaço sanguíneo obtido com um corante supravital e multiplicado seu resultado pela contagem global
de eritrócitos. A percentagem de reticulócitos pode ser corrigida para o grau de
anemia pela seguinte fórmula:
Uma contagem corrigida de reticulócitos acima de 1% em cães e gatos indica eritropoiese ativa
(anemia regenerativa). Usualmente há necessidade de um período de 3 a 4 dias para que uma significante
reticulocitose, seja encontrada no sangue periférico após uma hemorragia aguda e a resposta máxima
pode levar de 1 a 2 semanas ou mais. Em uma anemia hemolítica severa, entretanto, uma rápida liberação
de reticulócitos pode levar somente 1 ou 2 dias e ser seguida de uma intensa eritropoiese.
Após hemorragia a resposta da medula óssea pode ser avaliada a partir do 3 dias após a perda de
sangue, pois este é o tempo mínimo necessário para a liberação de células jovens após a hipóxia. Em
quadros agudos a avaliação clínica do grau de anemia e estimativa de perdas é
muito mais útil que os parâmetros laboratoriais isolados; deve-se, inicialmente estabilizar o paciente com
transfusão e fluidoterapia.
Reticulócitos e eritrócitos jovens ocasionalmente podem manifestar uma morfologia adicional. A
fragmentação nuclear ou extrusão incompleta dos núcleos dos metarrubrícitos resultam na retenção de
núcleo pequeno remanescente chamado corpúsculo de Howell-Jolly. O corpúsculo de Howell- Jolly é
removido do reticulócito quando este passa no baço e muitas vezes é encontrado em indivíduos
esplenectomizados ou quando a função do baço está comprometida.
O último estágio do desenvolvimento dos eritrócitos são os eritrócitos maduros. Eles são
manchados de vermelho-laranja (ortocromáticos) com manchas do tipo Romanowsky.
Os eritrócitos dos mamíferos são anucleados, enquanto no resto do vertebrados são glóbulos
vermelhos nucleados. Nas espécies domésticas (cão, gato, vaca, cavalo, ovelha e cabra) foram
encontrados eritrócitos bicôncavos, mas o grau de concavidade varia; os típicos estão presentes em cães,
vacas e ovelhas, enquanto em cavalos e gatos os eritrócitos têm uma concavidade menor, e na cabra, a
maioria dos eritrócitos tem uma ligeira depressão na superfície. As hemácias de vacas e ovelhas
apresentam protuberâncias (ecinócitos). Nos camelídeos (camelo, alpaca e lhama) os eritrócitos têm uma
forma elíptica, nos eqüinos eles são agrupados em fileiras que lembram pilhas de moedas (rouleaux), nas
aves que são nucleadas.
O estímulo fundamental para a eritropoiese é a tensão tecidual de oxigênio (PO2). A hipóxia
tecidual desencadeia a produção de eritropoietina, um fator humoral especificamente responsável pela
produção de eritrócitos. É produzida pelos rins (células corticais endoteliais, glomerulares e intersticiais)
e em menor proporção pelo fígado (células de Kupffer, hepatócitos e células endoteliais). O rim é
considerado a única fonte de eritropoietina no cão e o fígado é o sítio predominante no feto.
A eritropoietina é gerada pela ativação do eritropoietinogênio, uma alfa-globulina, pelo fator
eritropoiético renal ou eritrogenina, ou pela ativação da proeritropoietina produzida no rim por um fator
plasmático (Figura 3). A eritropoietina estimula a eritropoiese em várias etapas, pela
indução da diferenciação de progenitores eritróides (UFC-E) até rubriblastos, estimulando a mitose de
células eritróides e reduzindo seu tempo de maturação e aumentando a liberação de reticulócitos e
eritrócitos jovens ao sangue periférico.
Vários órgãos endócrinos influenciam a eritropoiese, através de seus efeitos na síntese de
eritropoietina. A pituitária media estes efeitos através da produção de TSH, ACTH e hormônio do
crescimento; as adrenais através da produção de corticosteróides; as glândulas tireóides através da
produção de tiroxina; e as gônadas através da produção de andrógenos e estrógenos. A única influência
negativa é a de estrógenos.
Em conjunto com a eritropoietina a IL-3 produzida por linfócitos T; o FEC-GM por linfócitos
T, células endoteliais e fibroblastos; e o FEC-G por macrófagos, granulócitos, células endoteliais e
fibroblastos estimulam a multiplicação de uma célula progenitora eritróide jovem, a unidade formadora
de explosão eritróide (UFE-E) e sua diferenciação na célula progenitora da UFC-E. A UFE-E é
relativamente insensível a eritropoietina sozinha. Doses farmacológicas de andrógenos aumentam a taxa
de glóbulos vermelhos, estimulando a produção de eritropoietina ou potencializando sua ação, por isso,
machos apresentam maior número de eritrócitos que as fêmeas. Os estrógenos, por sua vez, apresentam
efeito inibitório sobre a eritropoiese. Hormônios tireoidianos, hipofisários e adrenocorticais alteram a
demanda de oxigênio nos tecidos, alterando a necessidade de eritropoiese.
Para que ocorra a adequada multiplicação eritrocitária, há necessidade também de substrato para
possibilitar a divisão celular, principalmente material nucléico. Os substratos que constituem maior
importância são a vitamina B12, o ácido fólico, o cobalto e o ácido nicotínico. Na fase de maturação
eritrocitária, o RNA mensageiro encarrega-se da hemoglobinização citoplasmática. Nesta fase são
importantes o ferro na forma ferrosa, o cobre e a piridoxina.
Para uma adequada eritropoiese há o requerimento de suprimento continuado de nutrientes como
vitaminas e minerais. A deficiência destes fatores por qualquer causa levará a anemia. Uma causa comum
de anemia é a deficiência de ferro. Anemias nutricionais no homem e nos animais são aquelas causadas
por deficiências de proteínas, vitamina B12, folato, niacina, vitamina E, selênio, cobre e cobalto.
A duração média da vida do eritrócito varia com a espécie animal. No estado de saúde normal, o
eritrócito deixa a circulação por duas vias, quais sejam: fagocitose por macrófagos, que é a principal e a
lise intravascular, com liberação de hemoglobina.
A deformabilidade é importante na sobrevida da hemácia e depende da manutenção da sua forma,
fluidez normal interna da hemoglobina e propriedades visco-elásticas intrínsecas da membrana. Qualquer
mudança nestas características pode ativar a destruição fagocitária por macrófagos, o que ocorre
primariamente no baço e fígado, podendo também ocorrer na medula óssea. Os macrófagos iniciam a
fagocitose após reconhecerem anticorpos IgG aderidos a antígenos de membrana em eritrócitos
danificados e/ou envelhecidos. A perda de eritrócitos é continuamente balanceada por uma liberação de
reticulócitos ou células jovens da medula óssea para o sangue periférico. Neste caso, os reticulócitos são
importantes em casos de anemia, para que se classifiquem as anemias em regenerativa ou arregenerativa.
Em casos de babesiose, no quarto ou quinto dia estas células começam a aparecer no sangue periférico.
O processo básico da maturação da série eritrocítica ou vermelha é a síntese de hemoglobina e a
formação de um corpúsculo pequeno e bicôncavo, que oferece o máximo de superfície para as trocas de
oxigênio.
Durante a maturação das células da linhagem eritrocítica (Figs. 13.5 a 13.9) ocorre o seguinte: 1.
o volume da célula diminui; 2. o núcleo também diminui de tamanho e a cromatina torna-se cada vez
mais condensada, até que o núcleo se apresenta picnótico (Fig. 13.10) e finalmente é expulso da célula; 3.
os nucléolos diminuem de tamanho e depois tornam-se invisíveis no esfregaço; 4. há uma diminuição dos
polirribossomos (diminuição da basofilia) e um aumento de hemoglobina (aumento da acidofilia) no
citoplasma; 5. a quantidade de mitocôndrias e de outras organelas diminui (Fig. 13.6).
De acordo com seu grau de maturação, as células eritrocíticas são chamadas de: proeritroblastos,
eritroblastos basófilos, eritroblastos policromáticos, eritroblastos ortocromáticos (ou acidófilos),
reticulócitos e hemácias (Fig. 13.5).
O proeritroblasto é urna célula grande (22-28 um) que apresenta todos os elementos
característicos de uma célula que sintetiza intensamente proteínas. O núcleo é esférico, central, tem
cromatina com estrutura delicada e um ou dois nucléolos grandes. O citoplasma é intensamente basófilo,
com uma região clara em redor do núcleo. A microscopia eletrônica mostra que o halo perinuclear
contém mitocôndrias, o aparelho de Golgi e um par de centríolos. O restante do citoplasma contém
numerosos polirribossomos, porém o retículo endoplasmático é pouco desenvolvido.
As proteínas sintetizadas pelo proeritroblasto destinam-se principalmente a reconstituir o
tamanho da célula, que se divide ativamente. Há também síntese de hemoglobina, que pode ser
demonstrada por microespectrofotometria. Nesse estágio, a quantidade de hemoglobina é pequena para
ser detectada pelas técnicas de coloração.
O ferro é trazido para os pro- e os outros eritroblastos pela transferrina, uma proteína plasmática
transportadora de ferro. Os eritroblastos possuem na membrana receptores para transferrina. Após se
combinarem, o complexo receptor transferrina penetra no citoplasma por endocitose.
O eritroblasto basófilo é uma célula menor do que a anterior. A cromatina é condensada em
grânulos grosseiros. Não há nucléolos visíveis.
O eritroblasto policromático é uma célula ainda menor, com um núcleo contendo cromatina mais
condensada. O eritroblasto policromático contém hemoglobina em quanti-dade suficiente para aparecer
uma acidofilia citoplasmática (cor-de-rosa), que, somada à basofilia ainda existente, con-fere uma
coloração cinza ao citoplasma dessa célula.
O eritroblasto ortocromático ou normoblasto tem um diâmetro de 8 a 10 um. O núcleo, com
cromatina muito condensada, é picnótico. Por sua riqueza em hemoglobi¬na, o citoplasma do
eritroblasto ortocromático é acidófilo, podendo apresentar traços de basofilia, devido aos restos de RNA.
A microcinematografia mostrou que, em certo momento, o normoblasto começa a emitir uma
série de saliências cito-plasmáticas, uma delas contendo o núcleo, que é expelido levando ao seu redor
uma delgada camada de citoplasma (Fig. 13.6 e 13.17). A parte anucleada, que passa a ser chamada
reticulócito, apresenta algumas mitocóndrias e muitos polirribossomos, que ainda sintetizam
hemo¬globina. Uma vez que os polirribossomos não podem ser renovados, devido à ausência do núcleo
celular, a síntese protéica cessa dentro de pouco tempo.
Os núcleos com restos de citoplasma, expelidos dos normoblastos, são fagocitados pelos
macrófagos da medula óssea.
Nos esfregaços de sangue corados pelos métodos usuais, reticulócito aparece como um
corpúsculo maior do que o eritrócito, medindo cerca de 9µm de diâmetro. O reticulócito também difere
do eritrócito por conter vestígios de RNA, mostrando uma basofilia homogênea, superposta à intensa
acidofilia da hemoglobina.
Quando os reticulócitos são tratados por certos corantes, como azul-de-cresil, suas
ribonucleoproteínas precipitam, formando um retículo corado em azul (Fig. 13.5). Os reticulócitos saem
da medula óssea e vão para o sangue, onde permanecem por pouco mais de 1 dia antes de se tornarem
eritrócitos maduros; por este motivo, sua porcentagem no sangue de adultos normais é baixa (cerca de
0,5-2,5% do total de hemácias).
Durante a eritropoese, fatores reguladores como o GM-CSF e IL-3 são muito importantes,
especialmente nas etapas iniciais. O hormônio eritropoetina (Tabela 13.2), produzido e secretado por
células intersticiais renais, previne a apoptose de precursores e é essencial para a diferenciação,
estimulando a síntese de hemoglobina. Além disso, a eritropoetina estimula a saída precoce de
reticulócitos da medula para o sangue. Um estímulo para que as células renais secretem eritropoetina é a
baixa tensão de O, no sangue.
ORIGEM DAS PLAQUETAS
As plaquetas se originam na medula óssea vermelha pela fragmentação do citoplasma dos
megacariócitos. Estes, por sua vez, formam-se pela diferenciação dos megarioblastos.
A megacariopoiese é única, comparada ao desenvolvimento de outras células sanguíneas. Os
megacardoblastos são o primeiro estágio morfologicamente identificável na medula óssea, mas pode ser
impossível diferenciá-lo de outros blastos. São células grandes com núcleo redondo e nucléolo
proeminente. Nesta fase, o promegacariócito, que é grande, tem um núcleo multilobulado com
citoplasma basofílico; e o megacariócito, facilmente reconhecível na medula óssea devido ao seu grande
tamanho (100 a 200 μm). Esta grande célula possui um núcleo multilobulado e abundante citoplasma
granular.
O megacarioblasto é uma célula com diâmetro de 15-50 itm, núcleo grande, oval ou em forma de
rim, com numerosos nucléolos (Fig. 13.15). O núcleo é poliplóide, contendo até 30 vezes a quantidade
normal de DNA, e o citoplasma é homogéneo e intensamente basófilo.
O megacariócito (Figs. 13.18 e 13.19) mede 35-100 min de diâmetro, tem núcleo irregularmente
lobulado e cromatina grosseira, sem nucléolos visíveis nos esfregaços. O cito-plasma é abundante e
levemente basófilo. Contém nume¬rosas granulações que ocupam, às vezes, a maior parte do citoplasma.
Estas granulações vão formar os cromômeros das plaquetas.
O citoplasma do megacarioblasto é rico em retículo endoplasmático liso e rugoso. Durante a
maturação do megacariócito aparecem grânulos citoplasmáticos, de-limitados por membrana. Esses
grânulos se formam no aparelho de Golgi e depois se distribuem por todo o ci-toplasma. São precursores
do hialômero das plaquetas e contêm diversas substâncias biologicamente ativas, como o fator de
crescimento derivado das plaquetas, o fator de crescimento dos fibroblastos, o fator de von Willebrand
(que provoca a adesão das plaquetas a alguns substratos) e o fator IV das plaquetas (que favorece a
coagulação do sangue). Com o amadurecimento do megacariócito, ocorre também um aumento na
quantidade de membranas lisas, que vão formar os canais de demarcação (Fig. 13.19). Essas membranas
acabam confluindo, dando origem à membra¬na das plaquetas.
Os megacariócitos localizam-se adjacentes aos capilares sinusóides, o que facilita a liberação das
plaquetas para o sangue (Fig. 13.4). As células precursoras dos megacarioblastos são recrutadas na medula
por GM-CSF, IL-3 e IL-11; outros fatores muito importantes na formação de megacariócitos são IL-6,
1L-7 e trombopoetina. A trombopoetina é um hormônio produzido pelo fígado que estimula a
proliferação e a diferenciação de progenitores de megacariócitos. Este hormônio também atua
sinergisticamente com outras citocinas para estimular o desenvolvimento das linhagens eritróide e
mielóide. Quando este hormônio é administrado a animais, há uma expansão dos progenitores
hematopoéticos de todas as linhagens e uma aceleração da produção de plaquetas. Por outro lado, a
deficiência de trombopoetina leva a uma redução de progenitores de todas as linhagens e a produção de
plaquetas fica seriamente prejudicada. Sendo assim, a trombopoetina é atualmente considerada o principal
regulador do megacariócito e da produção de plaquetas.
As plaquetas são formadas a partir do citoplasma dos megacariócitos através da formação de uma
estrutura conhecida como proplaqueta, esta estrutura é fragmentada em múltiplas plaquetas. As plaquetas
resultantes são pequenas células de forma discóide que não possuem núcleo e possuem citoplasma rosa
com presença ocasional de grânulos púrpura....

APLICAÇÃO MÉDICA
Em cetros tipos de purpura trompocitopênica em que o número de plaquetas no sangue é baixo,
aumenta a quantidade de plaquetas presas ao citoplasma dos megacariócitos indicando um deleito no
mecanismo de liberação desses corpúsculos.
As aves, em contraste com os mamíferos, possuem eritrócitos maduros e trombócitos nucleados.
Eritrócitos
Leucócitos
Heterófilos.
Basófilos
Linfócitos e monócitos
Trombócitos
A eritropoiese e a trombopoiese em aves ocorrem principalmente dentro dos seios vasculares,
enquanto a granulopoiese, como nos mamíferos, ocorre fora dos seios vasculares. Todas estas células
amadurecem e sintetizam a hemoglobina. Os diferentes estágios de maturação das células eritrocíticas e
granulocíticas são similares aos dos mamíferos; no entanto, a condensação progressiva da cromatina
nuclear não é tão acentuada quanto nos mamíferos.
As doenças da hemocitopoese são causadas geralmente pelo aumento ou diminuição da produção
de células-tronco, com a consequente superprodução ou subprodução de células das linhagens
hematopoiéticas. Uni único ou vários tipos de células-tronco podem ser afetados, podendo haver
diminuição de um tipo de célula madura e simultâneo aumento de outro tipo. Um exemplo são as
leucemias, onde ocorre formação excessiva de leucócitos anormais.
Um significativo entendimento sobre as doenças do sistema hemopoético pode ser conseguido apenas
pelo exame hematológico. Assim, um liemograma completo tem, muitas vezes, mais valor que uma
necropsia no entendimento dos mecanismos das doenças do sistema hernopoético, O aprendizado da
avaliação dos esfregaços de sangue é uma valiosa adição ao conhecimento que pode ser alcançado pelo
exame físico do animal_ Aspirados de h nfonodos e da medula óssea são também freqüentemente
indicados quando se estudam distúrbios do sistema hemopoético.
Como outros órgãos, os órgãos formadores de sangue_ linfonodos e baço podem sofrer atrofia,
hiperplasia, hipertrofia e neoplasia. Atrofia de células hemopoéticas da medula óssea seguem certos tipos
de lesão e resultam em insuficiência de eritropoese (causando anemia), granulopoese (causando neutropenia)
e trombopoese (causando trombocitopenia). Ocasionalmente, lesões em células-tronco pluripotentes resultam
em falha completa de hemopoese e ocorrência de pancitopenia. Atrofia do baço não é comum, ocorrendo
em animais velhos e é, usualmente, de pouca conseqüência. Infecções por certos vírus, certas intoxicações
e má nutrição podem causar atrofia timica e de linfonodos e prejuízos das funções imunológicas.
A ocorrência de hipertrofia da medula óssea é pouco provável em animais, uma vez que o tecido
hemopoético é contido por osso. (Em crianças com anemias hemoliticas congênitas, alguns ossos chatos
podem aumentar de volume devido à hiperplasia eritróide com anos de duração.) A hipertrofia do baço pode
ocorrer quando a polpa vermelha se ingurgita com eritrócitos. Nesse caso, o Órgão é comprimivel e deixa
fluir sangue na superfície de corte. A hiperplasia de populações de linfõcitos ou macrófagos esplênicos
também resulta em aumento de volume do baço. Quando isso ocorre, o órgão é firme e consistente ao corte.
O aumento de volume de linfonodos, secundário à proliferação celular ou hiperplasia, ocorre em resposta à
inflamação e á estimulação antigênica. A hipertrofia de linfonodos superficiais é usualmente confinada a
um linfonodo que recebe linfa de uma área localizada de lesão ou inflamação. Hipeiplasia generalizada dos
linfonodos (hiperplasia linfóide) é inconuun e ocorre nas infecções sistêmicas de alguma duração.
A hiperplasia dos tecidos hemopoéticos da medula óssea ocorre após prolongada hemorragia ou
hemólise e após infecções bacterianas. O tecido hemopoético se expande e substitui os adipócitos. A
medula amarela torna-se vermelha a partir do endósteo. Hemopoese extramedular em órgãos como o
fígado e o baço freqüentemente acompanham a hiperplasia da medula óssea.
O sistema hemopoético em algumas espécies como gato apresenta uma significativa incidência de
neoplasia. Sarcomas da medula óssea podem ser derivados de populações celulares eritrocilicas,
granulociticas, megacariociticas, linfocitárias e plasmaciticas. Em gatos infectados com vírus da leucemia
felina, uma combinação de sarcomas eritrociticos e granulociticos pode ocorrer ocasionalmente. Sarcomas
da medula óssea são singulares em patologia porque podem liberar células neoplásicas na corrente
circulatória. Em conseqüência, a identificação do sarcoma pode ser feita através da identificação das
células leucênicas nos esfregaços sangüíneos. Freqüentemente, no entanto, a aspiração da medula óssea
é necessária para identificar o sarcoma. Veterinários devem estar aptos a obter essas amostras.
Linfossarcomas originam-se em qualquer órgão, mas, como seria de se esperar, freqüentemente causam
aumento dos linfonodos. Aspirados de linfonodos superficiais para exame citológico e biópsias para
avaliação histopatológica usualmente permitem diferenciar o linfossarcoma da linfadenite e da hiperplasia
linfóide.
A hematopoiese é um processo de importância vital que nos mantém vivos. O sangue é um
líquido que constitui a fonte vital da vida, cujo processo de produção ocorre na medula óssea. O processo
de formação dos diferentes elementos formados origina-se de uma única célula pluripotencial que se
diferencia para dar origem a eritrócitos, monócitos, leucócitos, etc.

Recomendação
Que se pratique a coleta de amostras de diferentes animais, para o reconhecimento das células do
sangue. Além disso, a centrifugação do sangue é realizada e o plasma, os eritrócitos, os leucócitos e as
plaquetas podem ser observados separadamente.

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