Você está na página 1de 3

27/12/2018 https://uspdigital.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?

sgldis=DFD0326&verdis=1&print=true

Informações da Disciplina

Júpiter - Sistema de Graduação

Faculdade de Direito

Filosofia e Teoria Geral do Direito

Disciplina: DFD0326 - Antropologia Jurídica


Legal Anthropology

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 60 h
Tipo: Semestral
Ativação: 15/07/2018 Desativação:

Objetivos
Panorama analítico dos elementos fundamentais da Antropologia Social e Jurídica. Exame da especificidade da pesquisa em
Antropologia. A constituição do campo de análise e pesquisa da Antropologia Jurídica. Escolas da Antropologia Social e Jurídica.
Antropologia Jurídica como veículo para a compreensão de uma perspectiva jurídica plural e para a fundamentação do direito
numa Sociedade Multicultural. O pluralismo jurídico na perspectiva antropológica. O pluralismo jurídico como fundamento do
direito das minorias e dos povos autóctones. Direitos dos povos indígenas no Brasil.

Docente(s) Responsável(eis)
1511919 - Orlando Villas Bôas Filho

Programa Resumido
O curso tem por objetivo analisar a questão do multiculturalismo e do pluralismo jurídico a partir da antropologia jurídica. Nesse
sentido, pretende, preliminarmente, enfocar os aspectos gerais da antropologia jurídica, sobretudo no que se refere à
constituição de seu campo de estudo e pesquisa, o que abrange o exame da gênese e desenvolvimento dessa disciplina. Em
seguida será abordado o tema do pluralismo jurídico como forma privilegiada de articulação entre a antropologia e o direito. A
partir da discussão da perspectiva do pluralismo jurídico, como oposta à concepção monista e estatal do direito, será introduzido
o exame do direito das minorias e dos povos autóctones. Por fim, será feita uma análise da legislação brasileira referente aos
povos indígenas, enfocada a partir de uma perspectiva histórica, com vistas a fornecer ao aluno maior familiaridade e
ambientação com os conceitos estudados, de modo a permitir uma compreensão contextualizada dos mesmos.

Programa
1. Noções gerais sobre a antropologia jurídica; 1.1. A constituição dos campos de análise e pesquisa da antropologia jurídica;
1.2. Nascimento da antropologia jurídica e sua relação com o colonialismo; 1.3. As especificidades da antropologia jurídica; 1.4.
Desenvolvimento da antropologia jurídica; 1.5. Principais escolas e seus representantes mais significativos; 1.6. Tendências
atuais da antropologia jurídica. 2. O conceito de cultura (natureza, teorias e conceitos correlatos); 2.1. O conceito de cultura
enquanto superação das análises raciais; 2.2. Os conceitos de etnocentrismo, racismo e alteridade; 2.3. A perspectiva do
multiculturalismo; 2.4. Multiculturalismo, fusão de horizontes e hermenêutica diatópica; 2.5. O conceito de pluralismo jurídico a
partir do viés antropológico; 2.6. O pluralismo jurídico e sua relação com o multiculturalismo; 2.7. O pluralismo jurídico como
fundamento do direito das minorias e dos povos autóctones. 3. A abordagem antropológica do direito na sociedade brasileira;
3.1. Principais tendências da análise antropológica do direito no Brasil; 3.2 A antropologia jurídica como veículo de proteção dos
direitos das minorias e dos povos autóctones – o exemplo do direito dos povos indígenas.

Avaliação
Método
Aulas teóricas e seminários.
Critério
A avaliação do rendimento escolar do aluno será feita em cada disciplina em função de seu aproveitamento verificado em
provas, trabalhos e seminários.
Norma de Recuperação
Para alunos que obtiveram média final compreendida entre 3,0 e 4,9 e frequência mínima de 70%, será exigida prova
escrita cuja nota para aprovação deverá ser igual ou superior a 5,0.

Bibliografia
ASAD, T. Two European images of non-European rule. In: ASAD, T. (Ed.) Anthropology & the colonial encounter. 7ª Ed.

https://uspdigital.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=DFD0326&verdis=1&print=true 1/3
27/12/2018 https://uspdigital.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=DFD0326&verdis=1&print=true
Atlantic Highlands, N.J.:Humanities Press, 1995, p. 103-118. ASSIER-ANDRIEU, L. Le juridique des anthropologues. In:
Droit et société, v. 5, 1987, p. 91-110. ______. O direito nas sociedades humanas. Trad. Maria Ermantina Galvão. São
Paulo: Martins Fontes, 2000. BOAS, F. As limitações do método comparativo da antropologia, 1896. In: CASTRO, C. (Org.)
Antropologia Cultural – Franz Boas. Trad. Celso Castro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004, p. 25-39. ______. Os métodos
da etnologia, 1920. In: CASTRO, C. (Org.) Antropologia Cultural – Franz Boas. Trad. Celso Castro. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 2004, p. 41-52. ______. Raça e progresso, 1931. In: CASTRO, C. (Org.) Antropologia Cultural – Franz Boas. Trad.
Celso Castro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004, p. 67-86. BOHANNAN, P. A categoria injô na sociedade Tiv. In: DAVIS, S.
H. (Org.) Antropologia do direito: estudo comparativo de categorias de dívida e contrato. Trad. Teresa Cristina Araújo
Costa et alli. Rio de Janeiro. Zahar Editores, 1973, p. 57-69. ______. Etnografia e comparação em antropologia do direito.
In: DAVIS, S. H. (Org.) Antropologia do direito: estudo comparativo de categorias de dívida e contrato. Trad. Teresa
Cristina Araújo Costa et alli. Rio de Janeiro. Zahar Editores, 1973, p. 101-123. CLASTRES, P. La société contre l’État:
recherches d’anthropologie politique. Paris: Les Éditions de Minuit, 1974. COPANS, J. Da etnologia à antropologia. In:
COPANS, J.; TORNAY, S.; GODELIER, M.; BACKÈS-CLÉMENT. Antropologia: ciência das sociedades primitivas? Trad. J. Pinto
de Andrade. Lisboa: Edições 70, 1988, p. 13-41. ______. Introduction à l´ethnologie et à l´anthropologie. 2ª. Ed. Paris:
Armand Colin, 2008. CUNHA, M. C. Antropologia do Brasil: Mito, História, Eticidade. 2ª. ed. São Paulo: Brasiliense, 1987.
______. (Org.). Legislação Indigenista do Século XIX: uma Compilação: 1808-1889. São Paulo: Editora da Universidade de
São Paulo: Comissão Pró-Índio de São Paulo, 1992a. ______. Os direitos do índio. São Paulo: Brasiliense, 1987. ______.
“Política indigenista no século XIX.” In: CUNHA, M. C. (Org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras;
Secretaria Municipal de Cultura; Fapesp, 1992, pp. 133-154. DAVIS, S. H. (Org.) Antropologia do direito. Rio de Janeiro:
Zahar, 1973. ______. Victims of the miracle: development and the Indians of Brazil. New York: Cambridge University
Press, 1977. DELIÈGE, R. Anthropologie sociale et culturelle. 2ª ed. Bruxelles: De Boeck-Wesmael S.A., 1995. DELMAS-
MARTY, M. Le pluralisme ordonné: les forces imaginantes du droit (II). Paris: Éditions du Seuil, 2006. EVANS-PRITCHARD,
E. E. Antropologia social. Trad. Ana Maria Bessa. Lisboa: Edições 70, 1999. FARIA, J. E. O direito na economia globalizada.
São Paulo: Malheiros, 2002. ______. Estado, Sociedade e Direito. In: FARIA, J. E.; KUNTZ, R. Qual o futuro dos direitos?
Estado, mercado e justiça na reestruturação capitalista. São Paulo: Max Limonad, 2002. GEERTZ, C. O saber local: novos
ensaios em antropologia interpretativa. 7ª ed. Trad. Vera Mello Joscelyne. Petrópolis, Rio de Janeiro:Vozes, 2004.
GLUCKMAN, M. Obrigação e dívida. In: DAVIS, S. H. (Org.) Antropologia do direito: estudo comparativo de categorias de
dívida e contrato. Trad. Teresa Cristina Araújo Costa et alli. Rio de Janeiro. Zahar Editores, 1973, p. 25-55. GODELIER, M.
Communauté, société, culture: trois clefs pour comprendre les identités en conflits. Paris: CNRS Éditions, 2009. HEMMING,
J. Die if you must: Brazilian Indians in the twentieth century. London: Macmillan, 2003. ______. Red Gold: the Conquest of
the Brazilian Indians. London: Macmillan, 1978. ______. Amazon Frontier: the Defeat of the Brazilian Indians. London:
Macmillan, 1987. ______; HUXLEY, Francis; FUERST, René; BROOKS, Edwin. “Tribes of the Amazon Basin in Brazil 1972”.
Report for the Aborigines Protection Society. London: Charles Knight & Co. Ltd., 1973. KROTZ, E. Sociedades, conflictos,
cultura y derecho desde una perspectiva antropológica. In: ______. (Ed.) Antropología jurídica: perspectivas
socioculturales en el estudio del derecho. Rubí (Barcelona): Anthropos Editorial; México: Universidad Autónoma
Metropolitana – Iztapalapa, 2002, p. 13-49. LAPLANTINE, F. Aprender antropologia. Trad. Marie-Agnès Chauvel. São Paulo:
Brasiliense, 2006. LÉVI-STRAUSS, C. Race et histoire. Paris: Éditions Gallimard, 2001. MALINOWISKI, B. Crime and
Custom in Savage Society. London: Routledge & Kegan Paul Ltd., 1961. MOORE, S. F. Certainties undone: fifty turbulent
years of legal anthropology, 1949-1999”. In: The Journal of the Royal Anthropological Institute. V. 7, n.o 1 (2001), p. 95-
116. ______. Law and the future. In: MOORE, S. F. (Ed.) Law and Anthropology: a reader. Massachusetts: Blackwell, 2005,
p. 343-345. ______. Law as process: an anthropological approach. Hamburg: Lit, 2000. OLIVEIRA, L. R. C. Direito legal e
insulto moral: dilemas da cidadania no Brasil, Québec e EUA. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002. RADCLIFFE-BROWN,
A. R. Estrutura e função na sociedade primitiva. Tradução de Nathanael C. Caixeiro. Petrópolis: Vozes, 1973. RIVIÈRE, C.
Introdução à antropologia. Trad. José Frederico Espadeiro Martins. Lisboa: Edições 70, 2004. ROULAND, N. Anthropologie
juridique. Paris: Presses Universitaires de France, 1988. ______. (Org.) Direito das minorias e dos povos autóctones.
Tradução de Ane Lize Spaltemberg. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 2004. ______. L’anthropologie juridique.
Paris: Presses Universitaires de France, 1995 (Collection Que sais-je, n.o. 2528). ______. Nos confins do direito:
antropologia jurídica da modernidade. Trad. Maria Ermantina de Almeida Prado Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
______. Pluralismo jurídico. In: ARNAUD, A.-J. (Dir.). Dicionário enciclopédico de teoria e de sociologia do direito. Trad.
Patrice Charles e F. X. Willaume. Rio de Janeiro: Renovar, 1999, p. 589-590. RUDE-ANTOINE, E.; CHRÉTIEN-VERNICOS, G.
(Coords.) Anthropologies et droits: état des savoirs et orientations contemporaines. Paris: Dalloz, 2009. SACCO, R.
Anthropologie juridique: apport à une macro-histoire du droit. Paris: Dalloz, 2008. SANTOS, B. S. Introdução: para ampliar
o cânone do reconhecimento, da diferença e da igualdade. In: SANTOS, B. S. (Org.) Reconhecer para libertar: os caminhos
do cosmopolitismo multicultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, p. 25-69. ______. Por uma concepção
multicultural de direitos humanos. In: SANTOS, B. S. (Org.) Reconhecer para libertar: os caminhos do cosmopolitismo
multicultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, p. 429-461. ______. El significado político y jurídico de la
jurisdición indígena. In: SANTOS, B. S. et. all. El caleidoscopio de las justicias en Colombia: análisis sócio-jurídico. Bogotá:
Siglo del Hombre Ediotres, 2001, p. 201-211. SCHWARCZ, L. M. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão
racial no Brasil – 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. SHIRLEY, R. W. Antropologia jurídica. São Paulo:
Saraiva, 1987. ______. Law in rural Brazil. In: MARGOLIS, M. L.; CARTER, W. E. (Eds.). Brazil: anthropological
perspectives. New York: Columbia University Press, 1979, p. 343-361. TURNER, T. Anthropology and multiculturalism:
what is anthropology and multiculturalism should be mindful of it? In: GOLDBERG, D. T. (Ed.) Multiculturalism: a critical
reader. Oxford. Blackwell: 1996, p. 406-425. VANDERLINDEN, J. Anthropologie juridique. Paris: Éditions Dalloz, 1996.
VILLAS BÔAS FILHO, Orlando. A constituição do campo de análise e pesquisa da antropologia jurídica. In: Prisma Jurídico.
São Paulo, vol. 6, p. 333-350. 2007. ______. História, direito e a política indigenista brasileira no século XX. In: VILLAS
BÔAS FILHO, O. (Org.) Orlando Villas Bôas: expedições, reflexões e registros. São Paulo, Metalivros, 2006, p. 32-101.
______. Tendências da análise antropológica do direito: algumas questões a partir da perspectiva francófona (resenha do
livro: RUDE-ANTOINE, E.; CHRÉTIEN-VERNICOS, G. (Coords.) Anthropologies et droits: état des savoirs et orientations
contemporaines. Paris: Dalloz, 2009). In: Revista Direito GV. São Paulo, vol. 6, n. 1, p. 321-328, 2010. WAGLEY, C.
Anthropology and Brazilian national identity. In: MARGOLIS, M. L.; CARTER, W. E. (Eds.). Brazil: anthropological
perspectives. New York: Columbia University Press, 1979, p. 1-18. WENDY, J. The anthropologist as reluctant imperialis.
In: ASAD, T. (Ed.) Anthropology & the colonial encounter. 7ª ed. Atlantic Highlands, N.J.: Humanities Press, 1995, p. 41-
69.

Clique para consultar os requisitos para DFD0326

https://uspdigital.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=DFD0326&verdis=1&print=true 2/3
27/12/2018 https://uspdigital.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=DFD0326&verdis=1&print=true
Clique para consultar o oferecimento para DFD0326

Créditos | Fale conosco


© 1999 - 2018 - Superintendência de Tecnologia da Informação/USP

https://uspdigital.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=DFD0326&verdis=1&print=true 3/3