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"Estava a olhar para aquelas pessoas reais todas e pensei: 'Estão todos …

INÍCIO / EDIÇÃO DO DIA / 26 NOV 2018

26 NOV 2018
Nº 54641

Índice

DEFESA
Exército aceitou candidatos com nota negativa para
sargentos dos quadros permanentes

BEST OF DN 2018
"Estava a olhar para aquelas pessoas reais todas e
pensei: 'Estão todos mal casados'."

EDUCAÇÃO
Trabalham, viajam, emigram: os jovens que desistem
da universidade

BRASIL
Brasil tem um governo mais bolsonarista do que
Bolsonaro

DINHEIRO

"Estava a olhar para aquelas Lina Santos


pessoas reais todas e pensei: 26 Novembro 2018 — 06:16

'Estão todos mal casados'."


José de Bouza Serrano serviu como diplomata em vários países
da Europa. Na Holanda, onde foi embaixador, assistiu à TÓPICOS

entronização do atual rei, Guilherme. Nesse dia, em 2013, Best of DN 2018


decidiu escrever um livro sobre as cabeças coroadas da Europa, monarquia
feita de casamentos que nunca se realizariam à luz das regras diplomacia
do Almanaque de Gotha. (Artigo originalmente publicado a 26 de Cultura
novembro de 2018) Realeza

A história é contada por José de Bouza Serrano, Relacionados

embaixador e antigo chefe do protocolo nas páginas


do seu novo livro: a infanta D. Maria Antónia de Bragança,
filha de D. Miguel I de Portugal, vendo as filhas entretidas
com o Almanaque de Gotha, perguntou-lhes que secção
CASA REAL
liam. As princesas responderam "a terceira", enfurecendo a Guerra fria no
Palácio. Meghan
mãe. "Infelizes, a única que vos interessa é a primeira." O acabou com o Natal?
livro em causa reunia informação sobre as famílias reais
(no primeiro capítulo) e a aristocracia (no segundo e
terceiro), além de dados económicos. Foi publicado na
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Alemanha, entre 1763 e 1944, ano em que os russos
"Estava a olhar para
bombardearam aquelas pessoas
as instalações reais todas
onde eram e pensei:
impressos. É 'Estão todos …
uma obra pequena, de capa vermelha e muitas páginas.
Ditava as regras. Aquelas que (quase) nenhuma casa real
europeia cumpre.

José de Bouza Serrano, 68 anos, deu-se conta desse


fenómeno na Holanda, o seu último destino como
embaixador e onde assistiu à entronização do príncipe
Guilherme, em 2013. Foi olhando para a plateia daquela
cerimónia, em que marcaram presença os herdeiros ao
trono das monarquias europeias, que teve a ideia de
escrever o livro As Famílias Reais dos Nossos Dias
(Esfera dos Livros), que acaba de chegar às livrarias. É,
como se diz no pós-título, o olhar de um diplomata
português.

Atualmente inspetor de diplomacia do Ministério dos


Negócios Estrangeiros, José de Bouza Serrano está a dois
anos de se reformar. "Sempre tive a sorte de ser colocado
em países que eram monarquias", diz. "Espanha foi o meu
primeiro posto, depois estive na Bélgica, no Vaticano - que
é uma monarquia eletiva e onde estive cinco anos e onde
também ia muita alteza real -, na Dinamarca, vim a
Portugal três anos e meio como chefe do protocolo, e na
Holanda para acabar." Sorte para quem, como ele,
servindo a República, apoia a causa monárquica.

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O embaixador Bouza Serrano fotografado no Ministério dos Negócios


Estrangeiros © Sara Matos

Temos de começar com uma provocação, indo à


conclusão do seu livro (página 231): "Mesmo aquelas
famílias cujos tronos estão vazias e cujas dinastias já
não são reinantes podem exercer enorme poder de
influência e fascínio sobre os governantes e os altos
funcionários das repúblicas onde habitam." Este
parágrafo pode referir-se à casa real de Portugal?
Sim, MENU
com certeza. Temos de pensar no papel que o duque
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de Bragança teve relativamente a Timor e um certo
"Estava
número adeolhar para aquelas
diligências pessoas
que fez em Dílireais todas e pensei:
e pequenas coisas 'Estão todos …
discretas. Toda a família Bragança está ligada à nossa
história.

Referia-me mais aos descendentes do duque de


Bragança. Afonso, o primogénito, 22 anos, que, em
teoria, herdaria o trono. Ele já é maior de idade, é um
jovem adulto. O que é que ele pode trazer de novo e
entusiasmar para uma instituição que os
portugueses...

... Não conhecem. Porque, no fundo, 100 anos de


República apagaram oito séculos de monarquia. Se formos
brutais, radicais, é assim. Ele tem-se dedicado muito a este
problema da proteção dos fogos e tem tentado estimular
as jovens associações de bombeiros. Tem sempre, por um
lado, a preparação que os pais lhe dão, e a identificação
da família com a história de Portugal. Portanto, a sua
disponibilidade para servir o país, o compromisso para
servir os concidadãos. Tenho muita esperança de que esta
nova geração seja inspiradora.

Acha que isso pode acontecer pelo casamento, como


sucedeu nas casas reais europeias?

Pode. O casamento de D. Duarte [em 1995] foi uma


coisa... Quando se casaram tive o privilégio de estar cá.
Estava colocado na Bélgica nessa altura e estava a ver
que não conseguia chegar porque havia uma greve dos
controladores aéreos. Foi extraordinário, muitas pessoas
na rua, ajudou muito na altura o presidente ser Mário
Soares, porque ele era um homem de esquerda, lutador
pelas liberdades, mas de uma grande abertura e convivia
perfeitamente com a monarquia. Esteve presente no
casamento como também esteve o então primeiro-ministro,
Cavaco Silva. Vieram imensos estrangeiros, foi uma festa
muito bonita, e as pessoas esquecem-se de que têm
representantes da casa real e descendentes da Casa de
Bragança. Uma das coisas que tenho no livro é uma árvore
genealógica que prova que todos são família. O livro era
para se chamar "A Casa de Orange e os seus primos reais
da Europa", mas o editor achou que não ia vender nada e
ficou As Famílias Reais dos Nossos Dias. Há aí muito
sangue Bragança.
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"Estava a olhar para aquelas pessoas reais todas e pensei: 'Estão todos …

O embaixador Bouza Serrano fotografado no Ministério dos Negócios


Estrangeiros © Sara Matos

Perguntava-lhe do casamento, porque lendo o livro


fica claro que estas uniões morganáticas [entre realeza
e os que não o são] são polémicas, por um lado, mas,
por outro, trazem uma vitalidade que as Casas reais
precisavam. Concorda?

Sim, mas temos de ver isso à la longue. Até agora tem


funcionado em casas como os Windsor, que têm esta
capacidade de se superarem a eles próprios. Quem diria
há dez anos que Meghan Markle entraria uma família real.
Uma americana, divorciada. Pensa-se na Wallis Simpson,
que nunca conseguiu ser tratada por alteza real, só pelos
criados. É possível porque Harry é o filho segundo, não é o
herdeiro ao trono, a sucessão está garantida. O pai
[Carlos] seguiu aquela tradição do heir and the spare (o
herdeiro e o sobressalente). E o que nós vimos, numa
altura em tudo está em crise, o que foi a aclamação
popular daquele casamento.

Como antes o de William e Catherine Middleton, que foi


ainda mais contundente.

Porque ele é o herdeiro ao trono e aí o protocolo faz a


diferença. Este também teve a sua dignidade, com aquele
gesto do príncipe Carlos de levar a noiva ao altar. Um
gesto que não foi inédito. O rei Olaf [da Noruega], que
levou dez anos a aceitar que o rei Harald se casasse com
a rainha Sónia, porque ela era plebeia, levou-a ao altar,
para fazer ver a toda a gente que ela era bem recebida na
casa real. São gestos, pormenores muito significativos.
Mas eles são uma casta à parte, quer a gente queira quer
não. São treinados desde sempre para a função real.
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"Estava a olhar para aquelas pessoas reais todas e pensei: 'Estão todos …

José de Bouza Serrano com a rainha da Dinamarca © Direitos Reservados

Se os membros das casas reais são educados para tal,


mas depois querem casamentos por amor, e sujeitos
ao desamor, que sentido faz terem privilégios?

Essa é a pergunta que, mais cedo ou mais tarde, será


feita.

E qual é a sua opinião?

Que não, que não queremos. Se a realeza é igual à vizinha


do lado ou se é igual a mim, se vai à escola com os meus
filhos e não sobressai em nada, porque hei de estar a fazer
uma reverência a uma pessoa que tem um privilégio de
nascimento, um emprego vitalício? Uma pessoa se é filho
de um alto funcionário ou de um grande médico não herda
a função do pai. Porque é que numa altura de
globalização, em que o mundo mudou tanto - é a primeira
frase do livro: "O mundo em que nascemos já não existe" -,
porque é que tenho de fazer uma vénia a alguém igual a
mim? A aristocracia é uma parcela superior da sociedade e
a realeza está acima. Eles eram preparados para reinar
em qualquer país e tomar as dores desse país, assimilar-
se. Durante muito tempo achavam que esse poder lhes
vinha por direito divino. Depois, começaram a pensar na
vontade do povo. Já era com a ajuda de Deus, mas com a
vontade do povo. E muitas vezes foram confirmados. Na
Noruega, quando houve a cisão com a Suécia, ele quis
fazer um referendo. Era pior para ele não ter a adesão do
povo, numa altura em que as mulheres não votavam, e os
homens só a partir dos 25 anos.

Portugal não sente necessidade de ter um rei, porque


tem as mesmas fronteiras há muito tempo...

E deve-as aos seus reis, mais do que aos presidentes da


República.

Mas facto de existir essa coincidência das nossas


fronteiras com a nossa língua, e ela ser a nossa pátria,
essa identificação que não existe na Bélgica, na
Noruega ou na Espanha.
Podemos dispensá-la? Não, porque a história é muito mais
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rica do que isso.
"Estava a olhar para aquelas pessoas reais todas e pensei: 'Estão todos …

"Sou um monárquico com serviço


à República."

Ganharíamos com uma Coroa.

Eu acho que sim. Mas sou eu que digo na minha fantasia


monárquica [risos]. Não faço proselitismo, não estou a
vender isto a ninguém. Eu, no fundo, sou um monárquico
com serviço à República, porque sou funcionário público,
mas como também não escondo nada, sirvo sempre a
República. Se vir o meu gabinete, eu sirvo a República
[aponta para as fotografias dos Presidentes da República]
sempre a olhar para a monarquia [aponta para as fotos dos
membros de casas reais].

"O meu pai, que era republicano,


sempre me alimentou os
devaneios monárquicos. Sempre
houve uma grande tolerância."

Deve ser um dilema.

Não é, porque gosto muito do meu país e da minha


profissão, que é representar o meu país lá fora. E tive a
sorte, pensando bem, de todos os postos onde servi serem
monarquias. Servi sempre bem a República e ao mesmo
tempo mantive esta causa, a monarquia, que é nós
gostarmos que o nosso país fosse organizado dessa
maneira. Uma monarquia democrática, parlamentar,
ninguém põe em causa que não seja assim. E o meu pai,
que era republicano, sempre me alimentou os devaneios
monárquicos. Sempre houve uma grande tolerância.

Não herdou esse gosto de família.

Da minha mãe sim, eram espanhóis. Os reis estavam no


exílio no Estoril. Mas sempre soube descobrir as coisas de
um lado e do outro. E a história de Portugal é riquíssima.

Lendo o seu livro, a ideia de casar fora do círculo


aristocrático não é de agora.

Sónia da Noruega era filha dos donos de uns armazéns,


nem para os parâmetros noruegueses era rica. Ela foi a
primeira, no século XX, sem uma gota de sangue real, nem
nobre. Porque, por exemplo, o rei dos belgas casou-se
com uma aristocrata [Mathilde], que já tem uma formação
que procura imitar a realeza. Por exemplo, com a Lady Di
não houve a ideia de a casar com os primos alemães, que
estavam todos malvistos e tinham atacado a Inglaterra e
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feito sofrer tanto o povo. No casamento de Isabel II e do
"Estava
príncipe ade
olhar para aquelas
Edimburgo pessoas
não foi reais
ninguém datodas e pensei:
família 'Estão todos …
dele, por
terem simpatias nazis.

Até que ponto as simpatias nazis de Eduardo VIII e


Wallis Simpson pesaram na facilidade com que
aceitaram a abdicação?

Sim, Churchill percebeu isso, embora o divórcio fosse


ainda uma hot stuff. Entretanto, a rainha jurou que ia servir
o seu povo até ao fim, o que no caso deles é até à morte,
porque não põem a hipótese de uma abdicação como na
Holanda. Adorei ver a entronização de um rei. Há cinco
anos, estava a olhar para aquelas pessoas reais todas e
pensei: "Estão todos mal casados."

A capa do livro "As Famílias Reais dos Nossos Dias" © Direitos Reservados

Acha que estão todos mal casados?

Mal casados para as regras do Almanaque de Gotha. Hoje


não, porque o Gotha deixou de se fazer [em 1944, foram
destruídos durante a guerra pelos alemães].
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"Estava a olhar para aquelas pessoas reais todas e pensei: 'Estão todos …

Foto da família real da Suécia. Ingrid Alexandra (à esquerda), a filha mais velha
de Haakon e Mette-Marit, sucederá ao pai e ao avô, Harald

Voltemos à Sónia da Noruega, que inaugura esta época


de casamentos morganáticos, entre cabeças coroadas
e plebeias.

Com grande resistência, e depois não conseguia ficar


grávida. Como conto no livro, chamavam-lhe a Fabíola do
Norte. A rainha Sílvia, da Suécia, também não passou
bem. O príncipe, Carl Phillip, foi herdeiro ao trono por muito
pouco tempo, porque mudaram a lei com efeitos
retroativos e Victoria tornou-se a herdeira. O pai ficou
tristíssimo e manifestou-se. Na Suécia, por um lado, como
na Noruega, as repúblicas não eram fashionable e mudar
tudo sai muito mais caro. A monarquia tem aquele tipo de
património que pode ser usado no dia-a-dia. Têm tudo, os
palácios, os coches, os guardas de honras. Quando eu era
chefe do protocolo acusavam-me imenso de pôr cavalos a
mais nas visitas de Estado [risos], mas eu dizia que se nós
temos os cavalos, os homens, e há a lei das honras
militares que diz quantas pessoas devem ir, podemos
encolher, mas não estou a fazer nada que seja mal gastar.
Tudo tem os seus preceitos na lei. E hoje a República já
usa os palácios da monarquia. E bem! O senhor
Presidente da República, com imensa sensibilidade, senta-
os mais ou menos. Tem-se portado muito bem, porque
sempre disse que o senhor duque de Bragança e o senhor
cardeal-patriarca, um príncipe eleitor de outro Estado, pode
sair eleito, e Portugal não tem qualquer categoria, é uma
simples cortesia. No outro dia vieram os Príncipes da
Bélgica e convidou-os e a outras primas, as filhas da
princesa Teté, a princesa Teresa de Orleães.
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"Estava a olhar para aquelas pessoas reais todas e pensei: 'Estão todos …

A família real da Suécia: reis Carl Gustav e Sílvia em primeiro plano e os três
filhos e cinco netos. Ao centro, Vitória, a herdeira ao trono, e a Estelle Silvia, que
lhe sucederá

Diz que Espanha é a monarquia com a vida mais difícil


no futuro. Porquê?

Porque temos vivido até agora com bipartidarismo, como


em Portugal. Agora vivemos uma fragmentação -
Podemos, Ciudadanos, separatismos, os
independentismos catalães, republicanos de base.
Tivemos uma certa culpa. Em 1640, preferiram ir abafar a
revolta na Catalunha, destes que são ricos e produtivos, os
portugueses já lá vai, conseguimos ficar independentes.
Desde então, eles estão mal na sua pele. Contestam os
títulos do rei de Espanha, os principados. É uma Coroa
frágil e nova. Voltaram por vontade de Franco, que saltou
um dos elos, o conde de Barcelona [D. Juan], mas sempre
com aquela ideia galega de não ter a certeza. E tinha uma
série de outros pretendentes ao trono. Até casou uma neta
com o duque de Cádis. Podia mudar de vontade. Veio D.
Juan Carlos, que sofreu muito, era pequenino, em
Espanha. O ambiente era agreste, ele gostava das irmãs,
dos amigos. Sacrificou-se muito. Hoje como arranjamos
um consenso? O que eu penso - fui cinco anos secretário
da embaixada de Madrid - é que não estamos longe de
alguém, por uma associação parlamentar, pedir um
referendo entre democracia e república. São os espanhóis
muito monárquicos? Não. São juancarlistas, os que
gostavam do rei - que não são estes novos, que já
nasceram em democracia, nunca houve golpes de Estado.

Guilherme da Holanda, que tomou posse em 2013,


quando era embaixador, tornou-se popular. Era visto
como demasiado folião.

Máxima tem ajudado imenso. E se olhamos para a Bélgica,


a rainha tem sido fundamental naquele regime. As
mulheres têm tido uma grande influência.

E preparamo-nos para uma Europa em que reinam as


mulheres.
É. Espanha, Bélgica,11
Holanda, Noruega, Suécia, por duas
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vezes. É l'air du temps.
"Estava a olhar para aquelas pessoas reais todas e pensei: 'Estão todos …

A família real da Suécia: reis Carl Gustav e Sílvia em primeiro plano e os três
filhos e cinco netos. Ao centro, Vitória, a herdeira ao trono, e a Estelle Silvia, que
lhe sucederá

Qual acha que é a casa real europeia mais vital, uma


monarquia muito sólida?

Vejo a holandesa, mas também a belga. Tem uma grande


hipótese, o rei está a mostrar-se e ela, Mathilde, tem tido
um papel muito importante. Ele era um homem tímido.
Viveu aquele truque da irmã querer ficar com o lugar dele,
Philippe estava solteiro e sem filhos. Foi preciso a rainha
Fabíola dizer que o rei Balduíno queria que fosse ele o
herdeiro. Quando Balduíno morreu, o pai perfilou-se para
ser rei. Vivi na Bélgica três anos, e é uma sociedade muito
dividida.

Os reis dos belgas, Philippe e Mathilde, com os seus quatros filhos. À direita,
Elizabeth, a herdeira

O príncipe Carlos, 70 anos, algum dia será rei?

A rainha Isabel II nunca saltará [uma geração]. Nesta


última reunião da Commonweatlh, ela preparou o caminho
para o filho ser o soberano dos 15 Estados. Mas não a
vejo abdicar. Carlos pode ter um reinado curto. A rainha
está mais distendida e, apesar das pessoas reais serem
treinadas para não mostrarem os sentimentos, no outro dia
convidou Meghan Markle para uma viagem no comboio
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real e aparecia a sorrir.
"Estava a olhar para aquelas pessoas reais todas e pensei: 'Estão todos …

Meghan Markle ao lado da rainha Isabel II

Os casamentos morganáticos começam com o fim da


publicação do Almanaque de Gotha, em 1944.

Pois foi [risos]. Os alemães vão ter de reconstruir as


indústrias da publicação. O Almanaque de Gotha era
importante para os diplomatas, pois como tinha quadros,
os diplomatas faziam informações económicas dos países.

(Artigo originalmente publicado a 26 de novembro de 2018)

PA R T I L H A R

COMENTÁRIOS

5 comentários Ordenar por Principais

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Miguel Alarcão Albuquerque


O meu Avô Miguel tinha na sua Livraria da Quinta das Lágrimas, o
Almanach Gotha. Lembro-me de o folhear .Só tinha Familias
Reais. Lembro-me de se dizer que fulano era tão nobre que vinha
no Almanach Gotha..
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Antonio Coelho
Muitos parabens Jose'. So' agora (hoje)..Dia 1 Anno Domini,
atraves do Diario de Noticias. Aproveito para te enviar fraterno
abraço e EXCELENTE 2019 cheio de saude Antonio Hipolito
Coelho
Gosto · Responder · 4 h

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