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Abaixo elaboramos uma lista de normas nacionais e internacionais úteis sobre torres de

telecomunicações:

 TELEBRAS 240-410-600 - Procedimentos de projeto para torres metálicas autoportadas,


estaiadas e postes metálicos.

 NBR6123 - Forças devidas ao vento em edificações

 NBR5419 - Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas

 NBR6120 - Cargas para o cálculo de estruturas de edificações

 NBR8681 - Ações e segurança nas estruturas

 NBR6118 - Projeto e execução de obras de concreto armado

 NBR8800 - Projeto e execução de estruturas de aço de edifícios

 AISC Manual of Steel Construction – Allowable Stress Design 9ª edição /

 AISC Manual of Steel Construction – Load & Resistance Factor Design

 ASTM A36/A36M Standard Specification for Carbon Structural Steel

 ASTM A307 Standard Specification for Carbon Steel Boltsand Studs

 ASTM A325 Standard Specification Structural Bolts, Steel, Heattreated

 ASTM A394 Standard Specification for Steel Transmission Tower Bolts

 ASTM A490 Standard Specification for HeatTreated Steel Structural Bolts

 EIA/TIA-222-Structural Standards for Steel Antenna Tower sand Antenna Supporting


Structures

 ASCE 72 – Design of Steel Transmission Pole Structures

 AISI Specification for the Design of Cold-formed Steel Structural Members.

TIPOS DE TORRES ABORDADOS NESTE ESTUDO. Abordamos os principais tipos de


torres utilizadas no Brasil. São eles:  Torre Autoportante;  Torre Autoportante Tubular; 
Torre Estaiada;  Rooftop

TORRE AUTOPORTANTE É um tipo de torre com seção transversal triangular ou


quadrada, conforme mostra o detalhe da Figura X, projetadas de acordo com as Normas
ABNT e AISC e demais normas técnicas estabelecidas de acordo com cada projeto.
Exigem pouco espaço para instalação e podem ter vários metros de altura.

Seção de Torre tipo Autoportante Fonte:JBT Telecom.

mostra o detalhe de parafuso e porca para fixação de seção de torre autoportante de 15


metros de altura.
Detalhe para fixação de seção na base, feita por parafusos e porcas Fonte: Maykon Costa

É uma torre relativamente leve se comparado a outros tipos de torres

mostra em detalhe a fundação para sustentação de uma torre autoportante de 20 metros


de altura. As torres autoportantes não possuem estais (cabos de aço) para a sua
estabilidade estrutural e normalmente sua base varia aproximadamente entre 5% a 15%
da sua altura. A ligação das seções dá-se por meio de parafusos. São torres normalmente
utilizadas para transmissão de rádio, internet, telefonia móvel e outros tipos de
transmissão. Na sequência, temos duas imagens que mostram a fundação uma torre do
tipo autoportante e sua montagem completa.

Fundação de Torre tipo Autoportante Triangular de 20 metros Fonte: Maykon Costa

Torre Autoportante quadrada completa Fonte: Prosystem Engenharia

Fundação para Torre Autoportante de 60 metros em Ascurra - SC Fonte: Décio Klemtz.

Figura 10 Torre Autoportante de 60 metros, em Ascurra - SC Fonte: Décio Klemtz

TORRE AUTOPORTANTE TUBULAR. Este tipo de torre utiliza estruturas tubulares na sua
composição, normalmente feitas de aço e também de concreto, conforme normas
nacionais e internacionais já mencionadas anteriormente. No Brasil o tipo mais comum são
as torres fabricadas em aço, por ter maior resistência e menor custo do que as feitas de
concreto. Seu coeficiente de arrasto3 segue normas estabelecidas pelo Documento SDT-
240-300-600 da TELEBRÁS já mencionado neste trabalho, além da NBR 6123 para
resistência as agentes da natureza.

Número adimensional que é usado para quantificar o arrasto ou resistência de um objeto


em um meio fluido tal como o ar ou a água, ou, noutras palavras permite quantificar a força
de resistência ao ar ou outro fluido por parte de uma dada superfície. Fonte: Wikipedia.

Torre Autoportante Tubular Fonte: Seccional Torres tubulares, assim como as


autoportantes triangulares e quadradas, não utilizam estais para sua sustentação, sendo
sua fundação dimensionada para suportar seu peso e a força do vento de acordo com seu
diâmetro e altura.

Fixação da base de uma Torre Autoportante Tubular Fonte: Seccional

Cada seguimento da torre possui 5 metros de comprimento, podendo variar de acordo com
cada projeto, e a união dos segmentos é feito através de um processo chamado de Split
Joint. O que define a utilização de uma torre tubular ou uma autoportante é a região
ondeela será instalada, atendendo as especificações técnicas de órgãos competentes e a
relação econômica de sua implantação.

TORRE ESTAIADA Sua estrutura é similar a autoportante triangular, utilizando as


mesmas regulamentações técnicas em sua construção, porem com a utilização de estaias,
ou em outras palavras, sustentada por cabos de aço, dimensionados de acordo com a
altura e o objetivo da antena. A diferença significativa de uma torre estaiada para uma
torre autoportante e sua altura. Por não necessitar de estaias, as autoportantes possuem
um limite físico dimensional, e normalmente possuem alturas que variam de 20 a 100
metros. Já as antenas estaiadas podem ultrapassar os 300 metros de altura e chegando a
impressionantes 628 metros. Atualmente este é o recorde de maior antena existente na
terra, pertence à emissora KVLY-TV, localizada em Blanchard, Dakota do Norte, Estados
Unidos.

Cabos de aço sustentando a Torre da KVLY-TV Fonte: Gigantes do Mundo.

No Brasil, as antenas estaiadas seguem normas e padrões estabelecidos pela ANATEL,


conforme já mencionamos neste estudo.

ROOFTOP Rooftop é um termo utilizado para antenas instaladas nos topos de prédios.
Sua estrutura pode utiliza antenas autoportantes, com dimensões reduzidas, pois já
utilizam a altura do prédio como fator de alcance no raio de atuação das antenas. Seguem
critérios técnicos já descritos em outras torres.

Torre tipo RoofTop para telefonia celular, no topo de um edifício. Fonte:


TellurianAcquisitions

MODELOS DE ANTENAS Conforme a Agencia Nacional de Telecomunicações


(ANATEL), a antena é um dispositivo para, em Sistemas de Telecomunicações, radiar ou
captar ondas eletro- magnéticas no espaço. Pode incluir qualquer circuito que a ela esteja
mecanicamen- te incorporado. Sendo elas denominadas como os seguintes modelos:

Antena "off-set" Antena refletora não simétrica,

Antena Off-set

Antena Isotrópica Antena hipotética cuja intensidade de radiação é uniforme para todas as
dire- ções do espaço, conforme Inciso V do item 4 do anexo da Resolução da Anatel nº
572, de 28/9/2011 e os Inciso II nº 609 e 610, de 18/4/2013 e nº 430, de 21/2/2006

Antena Isotrópica (Estação Terrena) Antena hipotética cuja intensidade de campo radiado
se dá de maneira uni- forme em todas as direções do espaço. Conforme Inciso V do item 4
do anexo da Resolução da Anatel nº 572, de 28/9/20.

Antena Linear Antena cujos elementos radiantes são constituídos por condutores com di-
mensões longitudinais bem maiores que as dimensões transversais, sendo estas bem
menores que o menor comprimento de onda, na faixa de frequências de opera- ção da
antena. Para efeito da Norma para Certificação e Homologação de Antenas Lineares, são
também consideradas lineares as antenas do tipo refletor de canto, conforme.

Antena Omnidirecional Antena com diagrama de radiação horizontal essencialmente não


diretivo e diagrama de radiação vertical diretivo, conforme Inciso III do item 4 do anexo da
Re- solução da Anatel nº 610, de 18/4/2013. As antenas que serão apresentadas
abrangem os sistemas de Radiodifusão, e de Telefonia celular. A radiodifusão é composta
pelos serviços que compreende os serviços desti- nados a serem recebidos direta e
livremente pelo público em geral e é dividida em radiodifusão sonora (rádio) e radiodifusão
de sons e imagens (televisão). As emissoras de rádio e TV, assim como a telefonia
também tem sua faixa de frequência reservada dentro do espectro, essas frequências
destinadas às teleco- municações especificamente de radio e TV como seguem: As faixas
de frequências estão subdividas entre baixas e altas frequências, sendo as mais baixas as
audíveis e as mais altas os raios cósmicos. Na figura mos- tra as faixas de frequências
dentro do espectro

Espectro e Frequência As faixas de frequências estudadas são as seguintes: VHF: É a


Frequência muito alta (Very High Frequency), esta faixa de 30 até 300 MHz, nela
encontram-se as frequências utilizados pelo Rádio FM e TV aberta. UHF: É a Frequência
Ultra Alta (Ultra High Frequency) esta faixa de 300 MHz até 3 GHz, os canis em TV
transmitidos por UHF e juntamente os canais para a tele- fonia celular. SHF: É a
Frequência Super Alta esta faixa de 3 GHz até 30 GHz, utiliza-se par ao sistema de subida
e descida de sinal para satélite Banda “C”, “KU” e as fre- quências para Rádio Digital. Os
satélites que operam em Banda “C” são os que transportam os sinais de Televisão aberta,
permitem conexão internacional e trans- portam os sinais de telefonia e dados.

1. Estas atribuições de alocar e controlar o espectro de radio frequência é de


responsabilidade de um comitê internacional de padronização, criado pelo ONU
(Or- ganização das Nações Unidas) e denominada pela União Internacional de
Teleco- municações (ITU- International Telecommunication Union), que administra
o es- pectro de radiofrequências. Na tabela a seguir mostraremos somente os
serviços abrangidos pelo nosso trabalho sendo para Rádio, Televisão e Telefonia.
Tabela 1 Faixa de frequência e Serviço Faixa de Frequência Até Serviço 530 KHz
1600 HKZ Radio AM 54 MHZ 70 MHz Televisão VHF (canais 2 a 4) 76 MHz 88
MHZ Televisão VHF (Canais 5 e 6) 88 MHz 108 MHz Radiodifusão Radio FM 174
MHZ 216 MHZ Televisão VHF (canais 7 a 13) 470 MHz 806 MHz Televisão UHF
(canais 16 a 69) 824 MHz 834,4 MHz Telefonia Celular Banda “A” 834,4 MHz 845
MHz Telefonia Celular Banda “B” 869 MHz 880 MHz Telefonia Celular Banda “A”
880,6 MHz 890 MHz Telefonia Celular Banda “B” 890 MHz 891,5 MHz Telefonia
Celular Banda “A” 891,5 MHz 894 MHz Telefonia Celular Banda “B” 3,7 GHz 4,2
GHz Descida de sinal de Satélite Banda “C” 5,925 GHz 6,425 GHz Subida de sinal
de Satélite Banda “C” 6,425 GHz 7,125 GHz Sistema Digital 10,7 GHz 11,7 GHz
Radio Digital 14,5 GHz 15, 35 GHz Radio Digital Com a tabela acima nota-se que
alguns serviços ocupam faixas diferentes e com isso a quantidade de espaço que
fica reservado para cada tipo de serviço como sendo: Tabela 2 Quantidade de
espaço reservado Serviço Quantidade Reservado Telefonia 6,25 KHz para cada
ligação 6,25 kHz de banda Radio AM 10 kHz de espaço para cada estação 10 kHz
de banda Radio FM 200 KHz de espaço para cada emissora 200 KHz de banda
Televisão 6 MHz para cada canal 6 MHz de banda 3.2.6 Painel Dipolo de Meia
Onda (DMO) O Painel DMO (Dipolo de Meia Onda) é uma antena que serve para
TV VHF que trabalha nas frequências de 54 a 88 MHZ, o diagrama Omnidirecional,
direcional ou dedicado e capacidade de ganho por níveis de empilhamento, este
modelo é
2. 44. 44 compatível com as torres de seção quadrada e triangular sendo fixada nas
laterais, sendo robusta com baixo peso e carga de vento. Figura 22- Antena Painel
DMO Fonte: transtelconti.com. br 3.2.7 Superturnntile Esta antena atende toda a
faixa de TV VHF, com três modelos abrangendo a faixa de 54 a 216 MHz, seu
diagrama ominidirecional em circulo tem ganho por ní- veis de empilhamento, na
torre autoportante sua montagem como fica no topo sua estrutura já conta com
aterramento e proteção contra raios.
3. 45. 45 Figura 23- Antena Superturnstile Fonte: transtelconti.com.br 3.2.8 Painel H
Atende canais de TV VHF na faixa de frequência de 66 a 216 MHZ com dois
modelos, seu diagrama ominidirecional, direcional ou dedicado, com ganho por ní-
veis de empilhamento, compatível com torre de seção quadrada ou triangular
sendo fixada na lateral. Figura 24- Antena Painel H Fonte:transtelconti.com.br
4. 46. 46 3.2.9 Painel Meia Onda (DMO) Este painel de meia onda para TV VHF
utiliza-se as frequências 174 a 216 MHZ, seu diagrama omnidirecional, direcional e
dedicado, tem ganho por níveis de empilhamento, em torres de seção quadrada e
triangular sendo fixada na lateral por intermédio de “brackets” articuláveis, leve
com baixa carga de vento Figura 25- Antena Painel DMO
Fonte:transtelconti.com.br 3.2.10 Slot TV VHF/UHF Antena de fendas colineares
que abrange as frequências 174 a 216 MHz em VHF e 470 a 806 MHz em UHF,
diagrama ominidirecional, direcional ou dedicado, ampla seleção de ganho e
potencias de entrada pode ser montada na lateral por intermédio de ferragem de
adaptação, topo por intermédio de flanges padronizadas e empilhamento na torre
autoportante, possui robustez com reduzida carga de vento. Figura 26- Slot TV
VHF/UHF Fonte:transtelconti.com.br
5. 47. 47 3.2.11 Slot Digital TV UHF Antena de fenda colineares autoportante na
frequência de 470 a 860 MHz, para TV Digital UHF ISDBT-b, diagrama cardioide8
ou ominidirecional com gama de ganho, potencias e polarização, permite sua
montagem no topo por intermédio de flanges ANSI padronizadas, ou fixação na
lateral por intermédio de ferragem de a- daptação e tendo reduzida carga de vento.
Figura 27- SLOT DIGITAL - TV UHF Fonte:transtelconti.com.br 3.2.12 Painel
Dipolo Onda Completa (DOC) Painel de onda completa para TV UHF nas
frequências de 470 a 860 MHz, com diagrama ominidirecional, direcional ou
dedicado, adapta-se em torres de seção quadrada e triangular, fixando na lateral
por intermédio de suporte articuláveis, para sistema de baixa potencia. 8 é uma
curva que pode ser produzida como um locus
6. 48. 48 Figura 28- Painel DOC Fonte:transtelconti.com.br 3.2.13 Anel FM Antena de
FM ominidirecional em polarização circular, nas frequências de 88 a 108 MHZ,
para operação estéreo e SCA com ganho e separação vertical de λ ou λ/2, sua
montagem para cada anel com ferragem padrão para fixação traseira em tubos
pode ser na lateral ou no topo da torre, sendo pré-sintonizada de fabrica com baixa
potencia FM de classe C Figura 29- ANEL FM - baixa potência
Fonte:transtelconti.com.br 3.2.14 Anel FM Tri-Polo Antena de FM ominidirecional
em polarização circular, nas frequências de 88 a 108 MHZ, para operação estéreo
e SCA com ganho e separação vertical de λ ou λ/2, sua montagem para cada anel
com ferragem padrão para fixação traseira em tubos pode ser na lateral ou no topo
da torre, sendo pré-sintonizada de fabrica com baixa e media potencia .
7. 49. 49 Figura 30- ANEL FM TRI-POLO Fonte:transtelconti.com.br 3.2.15 FM Alta
Potencia Antena FM ominidirecional em polarização circular de alta potencia ate 15
kW por elemento, nas frequências de 88 a 108 MHz, permitindo multiplexação de
ca- nais, com ganho e separação vertical de λ ou λ/2, sendo alimentada
internamente com pressurização, sua montagem para cada elemento com
ferragem padrão para fixação traseira em tubos, na lateral ou no topo da torre.
Figura 31 - Antena FM Alta Potência Fonte:transtelconti.com.br
8. 50. 50 3.2.16 Painel Multiestação FM Painel de faixa larga para FM com
polarização circular, nas frequências de 88 a 108 MHZ, diagrama ominidirecional,
direcional ou dedicado, com ganho por níveis de empilhamento, otimizada para
torre de seção triangular, fixada na lateral por in- termédio de grampos em U
diretamente no chassis da antena ou por ferragem adap- tada dedicada. Figura 32-
Antena MultiEstacão FM Torre Triangular Fonte:transtelconti.com.br 3.2.17 Painel
Multiestacao FM Painel de faixa larga para FM com polarização circular, nas
frequências de 88 a 108 MHZ, diagrama ominidirecional, direcional ou dedicado,
com ganho por níveis de empilhamento, otimizada para torre de seção quadrada,
fixada na lateral por in- termédio de grampos em U diretamente no chassis da
antena ou por ferragem adap- tada dedicada. Os dipolos inclinados devem ser
montados na posição horizontal.
9. 51. 51 Figura 33- Antena MultiEstação FM Torre Quadrada
Fonte:transtelconti.com.br 4 COMPONENTES As torres de transmissões
juntamente com as antenas , estão prontas para transmitir e receber qualquer
comunicação codificada para elas, mas para que aja realmente esse serviço o
conjunto necessita de alguns componentes junto a sua in- fraestrutura para que
isso ocorra. 4.1 SHELTERS Antenas de telecomunicação mencionadas neste
estudo necessitam de um compartimento em sua base para abrigar equipamentos
necessários a seu funcio- namento. Este compartimento denomina-se shelter e é
uma unidade que pode ser móvel ou fixa, construído normalmente de aço,
concreto ou PVC, além de materiais para isolamento térmico e serve para abrigar
equipamentos necessários à transmis- são e recepção de sinal. Seu tamanho é
variável e depende do tipo de transmissão para qual será utilizado, podendo variar
de uma caixa com alguns centímetros de tamanho a unidades de vários metros de
área.
10. 52. 52 Figura 34 - Shelter utilizado em uma antena de telefonia. Fonte: Elaborada
pelo Autor. Shelters também são conhecidos como contêineres ou sites e sua
infraestru- tura varia de acordo com a finalidade da antena. Um shelter pode
abrigar apenas placas eletrônicas responsáveis pela transmissão e recepção de
dados ou sua repe- tição, necessitando de pouco espaço dimensional, como um
gabinete ou caixa, as- sim como pode abrigar equipamentos de alto desempenho e
potência, além dos sis- temas de energização destes equipamentos, como parte
de uma rede de transmis- são, sendo preciso um maior dimensionamento,
conforme visto na Figura 1. Shelters podem ser instalados em áreas fechadas
como em um barracão ou em áreas abertas ao tempo, ao nível do solo ou sobre
estruturas elevadas, ou como parte de edifícios já existentes, em áreas urbanas ou
localidades remotas. Há diver- sas empresas brasileiras que fabricam estas
estruturas, dentre elas a BrasilSat, Ro- yal do Brasil, AttackEletromecanica, RF
COM, Delitel, entre outros

1. TIPOS DE SHELTERS Como já mencionado no tópico anterior, um shelter pode


ser classificado de a- cordo com a finalidade de sua utilização. Como neste projeto
o intuito é fornecer in- formações sobre os elementos que compõem uma antena
de transmissão, listare- mos alguns tipos de shelters mais comuns, além de
imagens de seus componentes:
2. 53. 53  Shelter Transportável: Sua estrutura sai da fábrica pronta, conforme as
espe- cificações do projeto, sendo transportado até o local de sua instalação, con-
forme visto na Figura 2 abaixo. Figura 35 - Içamento e Fixação de Shelter. Fonte:
Delitel Telecomunicações.  Shelter Desmontável: Caso seja necessário instalar o
contêiner no topo de um prédio ou em um local de difícil acesso, por exemplo, é
possível que sua construção seja feita em partes, facilitando o transporte até o
local, que de- pois se encaixam para formar a estrutura.
3. 54. 54 Figura 36 - Shelter Rooftop ou desmontável. Fonte: RoyalTelInternational. 1
 Shelter Móvel: Utilizado para estruturas temporárias, como em grandes even- tos
ou quando são utilizado pelas forças armadas, normalmente adaptadas sobre uma
carreta. Figura 37 - Unidade móvel de transmissão da Sony. Fonte:
www.wikinoticia.com 1  Mini Shelter: Dependendo das características e da
finalidade da antena, o shelter pode abrigar apenas uma parte essencial para o
funcionamento da an- tena, permitindo que sua dimensão seja reduzida.
4. 55. 55 Figura 38 - Gabinete Delta SR/300A/-48/ SAGITA - MINI SHELTER. Fonte:
Beltecnica. Suas especificações técnicas variam de acordo com cada projeto,
ficando a cargo das empresas de telecomunicações e as fabricantes dos shelter
definirem su- as dimensões e modelos e os tipos de materiais que serão usados.
Mas todos ne- cessitam suportar ventos de no mínimo 150km/h e seu peso pode
variar de 50 a 2500kg para estruturas convencionais, salvo em projetos
específicos.
5. 56. 56 4.3 COMPONENTES INTERNOS DE UM SHELTER A seguir listamos os
componentes normalmente encontrados em um shelter. Algumas imagens foram
feitas pela própria equipe, em visita técnica guiada a um site de uma grande
operadora de telefonia em Curitiba:  Racks para instalação dos equipamentos de
transmissão e recepção: Podem suportar as placas de recepção e transmissão,
além de outros equipamentos essenciais ao funcionamento da antena e
distribuição de sinais. Figura 39 - Equipamentos de rede dentro de um shelter.
Fonte: Elaborada pelo Autor.  Sistemas de Ar Condicionado: Como o shelter está
sujeito a aqueci- mento tanto externo, quanto interno, ele necessita de um eficiente
sis- tema de controle de temperatura. O ar condicionado pode estar aco- plado ao
shelter ou ser fornecido através de dutos de ventilação de um sistema externo ao
contêiner.
6. 57. 57 Figura 40 - Sistema de ar condicionado acoplado ao Shelter. Fonte: Delitel
Telecomunicações2.  Sistemas de iluminação: Necessário para que o técnico
possa executar serviços quando estiver na parte interna do shelter e para
segurança externa, mantendo o ambiente bem iluminado e destacado durante a
noite, inibindo a entrada de pessoas estranhas.  Sistema de Aterramento e
descargas atmosféricas: Dispositivo de se- gurança para proteger técnicos e os
equipamentos de transmissão e recepção alocados no shelter.
7. 58. 58 Figura 41 - Aterramento de um shelter. Fonte: Elaborada pelo Autor. 
Distribuição de energia de Corrente Alternada e Corrente Continua: O tipo de
energia fornecida para alimentar os equipamentos eletrônicos contidos do shelter
pode ser obtido através de um gerador independen- te, ou diretamente da rede
elétrica externa. Como o sistema exige estar 24 horas funcionando, em caso de
falha na recepção de energia exter- na, utiliza-se um banco de baterias como um
imenso nobreak, para que a alimentação dos equipamentos se torne ininterrupta.
8. 59. 59 Figura 42 - Banco de baterias. Fonte: Elaborada pelo Autor.  Sistema de
Detecção e Combate a Incêndio: Outro item essencial a segurança dos
equipamentos e item obrigatório em um sistema inde- pendente de transmissão e
recepção. Em caso de superaquecimento de algum equipamento, ocasionando um
incêndio, este sistema atuara para extinguir ou retardar o fogo até que uma equipe
chegue ao local para efetuar o combate ao incêndio.
9. 60. 60 Figura 43 - Alarme de Incêndio e Extintor com acionamento automático.
Fonte: Elaborada pelo Autor.  Telemetria online de equipamentos: A tecnologia de
hoje permite que praticamente todos os equipamentos eletrônicos possam ser
monitora- dos a distância. Qualquer alteração em seus padrões de funcionamen-
to, a equipe técnica responsável pela manutenção do shelter será ime- diatamente
notificada através do sistema de telemetria de equipamen- tos. Figura 44 - Central
de telemetria e monitoramento de equipamentos. Fonte: Elaborada pelo Autor.
10. 61. 61 Figura 45 - Detalhe de uma central de telemetria de equipamentos. Fonte:
Elaborada pelo Autor. Alem destes equipamentos, os shelters podem conter
diversos tipos de sen- sores, como os de abertura de porta, detecção de intrusos
no perímetro, de tempe- ratura externa e interna, sistemas de câmeras de
vigilância, etc. e outros componen- tes exigidos quando um projeto mais especifico
de contêiner for requerido pela em- presa responsável da torre de transmissão.
11. 62. 62 4.4 NORMATIZAÇÃO DE ABRIGOS PARA TELECOMUNICAÇÕES.
Embora cada projeto possa definir o tamanho do shelter de acordo com a ne-
cessidade, existem algumas normas comuns utilizadas pelos fabricantes em
relação a composição dos materiais, das instalações elétricas, da capacidade de
resistência a agentes da natureza, etc. Neste estudo abordamos estas normas de
forma infor- mativa, sem entrar em detalhes, apenas apontando a direção a qual
seguir, deixan- do ao leitor a opção de se aprofundar no tema. As normas
pesquisadas encontradas durante este estudo estão listadas a seguir e foram
retiradas do site de internet de um fabricante nacional de contêineres, e que está
listado nas referências bibliográfi- cas deste estudo. Tabela 3 Dimensional de
Contêiners (Shelters) TIPO COMPRIMENTO LARGURA ALTURA Padrão 6500
mm 2500 mm 2800 mm Reduzido 5000 mm 2500 mm 2800 mm Mini 4700 mm
1700 mm 2800 mm Simples 1800 mm 1700 mm 2800 mm Fonte: Metal Alfa. Com
relação a normas técnicas, listamos as principais utilizadas, referentes a
instalações elétricas, de composição de materiais e resistência a ação de agentes
da natureza, conforme listadas abaixo:  NBR 5410: Instalações elétricas de baixa
tensão;  NBR 5419: Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas;  IEC
62208: Proteção contra impactos externos, grau de vedação e re- sistência à
corrosão;  IEC 60068-2: Também é referente a corrosão;  IEC 60068-2-30:
Resistência a alterações climáticas;  IEC 60439-5 Parte 5: Requisitos para
quadros de distribuição de ener- gia para redes públicas e testes anti-vandalismos;
 ETSI 300 019-2-4: Suporte a temperatura externa e irradiação externa;  IEC
61587 Parte 3: Blindagem eletromagnética em armários, racks, sub-racks que
alojam equipamentos de telecomunicações;
12. 63. 63  ASTM D1729/D253/D3359/D4752: Referentes a tipo de pintura e aca-
bamento dos shelter;  GR-487-CORE: Referente a choque térmico entre o
ambiente interno e externo. Os complementos que compõem a sua utilização na
estrutura da área de Telecomu- nicações, todas são regidas através de normas
que qualificam o material utilizado, e de como ele deve ser preparado de forma
criteriosa que visa demonstrar que o pro- duto utilizado tem qualidade superior e
como ele foi trabalhado para atender essas normas. As estruturas metálicas que
se utiliza na área de Telecomunicações 5 COMPLEMENTOS DAS TORRES 5.1
BLOCO DE CONCRETO PARA LASTREAMENTO DE SLEDS (BC): Blocos de
concreto com alça metálica, que são utilizados para contra peso em Sleds, assim
assegurado sua estabilidade, com as seguintes dimensões: (0.20x0.20x0.40)m.
Veja um exemplo: Figura 46 Bloco de concreto Fonte: prosystem.com.br
13. 64. 64 Observação: barra redonda fornecida galvanizada, por imersão a quente,
con- forme norma ASTM A123. 5.2 PLACA DE NEOPRENE PARA APOIO DE
ESTRUTURAS (PN): São aparelhos de apoio de elastômero simples, não fretados
usados em estru- turas que não tem grande carga ou movimentações. Usada para
apoio de estruturas não perfurantes em superfícies planas, com as medidas de
(2,15 x 0,50)m x 10mm de espessura. Temos como exemplo os Sleds apoiados
em lajes de coberturas de edifícios. Veja a seguir um exemplo: Figura 47 - Placa
de borracha Neoprene Fonte: prosystem.com.br 5.3 COMPONENTES
TUBULARES 5.3.1 Componentes tubulares DIN2440 (D4): O tubo DIN 2440 que
atendem a norma DIN 2440 e sua equivalente NBR 5580, são tubos com costura
para aplicações leve como a condução de gases e líquidos desde que
galvanizados para aplicações como eletrodutos onde pode-se passar fios e cabos
em instalações industriais e comerciais. Rebarba solda é removida, com o objetivo
fixação de antenas. Suas medidas são 48 mm de diâmetro externo e 1m de
comprimento. Veja um exemplo:
14. 65. 65 Figura 48- Tubo DIN2440 Fonte: prosystem.com.br 5.3.2 Componentes
tubulares SCH40 (S4): Tubos schedules ou também conhecidos como “tubos SCH”
são tubos que a- tendem a norma ASTM 106, ASTM-A53 e API 5LB, ideais para
condução de fluídos e gases podendo ser usados para os mais diversos fins seja
nas indústrias ou na construção civil, porem usado como fixação de antenas, com
as medidas 48mm de diâmetro externo e 1m de comprimento. Veja um exemplo:
Figura 49 - Tubo SCH40 Fonte: prosystem.com.br Todos os componentes
tubulares galvanizados por imersão a quente conforme norma ASTM A123, e tubo
de aço sem costura conforme norma ASTM A53(S4), e tubo de aço com costura
conforme norma DIN 2440(D4).
15. 66. 66 5.4 SISTEMA DE FIXAÇÃO (SF): 5.4.1 Sistema padrão A para fixação de
escada e esteira em mastros (EA): Sistema de fixação de escada ou esteiramento
em estruturas tubulares forma- do por conjunto de abraçadeiras, com as medidas
1m de escada e esteiramento no mastro MT-AA-03L, 04L, 05L, ,06L, 07L, 08L, 09L
e 10L. Segue o exemplo: Figura 50- Sistema de fixação em escada Fonte:
prosystem.com.br 5.4.2 Sistema padrão B de fixação de escada em cavaletes ou
torres (EB): Sistema de fixação de escada e esteiramento no interior de cavaletes
ou torres formados por cantoneiras bi apoiadas, com suas medidas de Sistema de
fixação de escada de 6m, 8m, 10m, 12m, 14m em torres ou cavaletes. Segue o
exemplo:
16. 67. 67 Figura 51- Sistema de Fixação de escada em torres Fonte:
prosystem.com.br 5.4.3 Sistema de fixação de escadas em sleds (ES): Sistema de
fixação de escadas em sleds triangulares, composto por cantonei- ras bi apoiadas,
parafusadas nas travessas. Em escada para sleds, e sled triangular médio. Segue
um exemplo: Figura 52- Sistema de Fixação em Sled triangular Fonte:
prosystem.com.br
17. 68. 68 5.4.4 Sistema de fixação de tubos de suportes de antena em sleds (TS):
Sistema de fixação de tubos em sleds triangulares, composto por cantoneiras bi
apoiadas, parafusadas nas travessas do sled, com a medida de 101mm de diâme-
tro externo, em sled triangular médio. Segue um exemplo: Figura 53- Sistema de
fixação em Sled Fonte: prosystem.com.br Todos os componentes seguem as
normas ASTM (American Society for Tes- ting and Materials). Seguem as normas.
1- Perfis e chapas de aço estrutural conforme norma ASTM A36. 2- Parafusos
conforme norma ASTM A325. 3- Perfis galvanizados, por imersão a quente,
conforme norma ASTM A123. 4- Conectores galvanizados por imersão a quente
conforme norma ASTM A153. 5.5 SKIDS (SK): Base metálica, Estruturas
destinadas á sustentação de equipamentos para Si- emens e para Nokia, cada um
com seus padrões.
18. 69. 69 5.5.1 Base metálica para equipamento Siemens: Padrão A: Com
capacidade para 5 gabinetes, totalmente parafusado para faci- litar seu transporte,
com a medida de sua base metálica contínua de 3,5m de com- primento, 0,58m de
largura. Segue um exemplo: Figura 54- Base metalica para suporte de
equipamento Siemens padrão A Fonte: prosystem.com.br Padrão B: Já essa
estrutura vem com plataforma, destinada para 5 gabinetes. Totalmente parafusado,
com a medida de sua base metálica contínua de 3,5m de comprimento, 0,58m de
largura. Segue um exemplo:
19. 70. 70 Figura 55 - Base metálica para suporte de equipamento Siemens padrão B
Fonte: prosystem.com.br 5.5.2 Base metálica para equipamento Nokia: Padrão A:
Capacidade para 4 gabinetes, totalmente parafusados com a medi- da de sua base
metálica contínua de 3,5m de comprimento. Segue o exemplo: Figura 56- Base
metálica para suporte de equipamento Nokia padrão A Fonte: prosystem.com.br
Padrão B: Capacidade para 2 gabinetes, totalmente parafusados com as me- didas
de sua base metálica contínua de 1,5m de comprimento. Segue o exemplo:
20. 71. 71 Figura 57- Base metalicia para suporte de equipamento Nokia padrão B
Fonte: prosystem.com.br Todas as peça seguem um conjunto de normas padrões
chamados de Ameri- can Society for Testing and Materials (ASTM) e American
Welding Society (AWS). Todos os componentes seguem segue as seguintes
normas. 1- Perfis e chapas de aço estrutural conforme norma ASTM A36. 2-
Parafusos conforme norma ASTM A325. 3- Todos os perfis serão fornecidos
galvanizados, por imersão a quente, con- forme norma ASTM A123. 4- Conectores
galvanizados por imersão a quente, conforme norma ASTM A153. 5- Solda com
eletrodo ER70S-6, conforme norma AWS A5.18. 5.5.3 Cavalete base quadrada,
padrão A (QA) : Cavaletes auto-portantes, padrão A, de seção quadrada constante
de 1m de largura e formado por cantoneiras. Composto por módulos de 2m de
comprimento, facilitando o transporte de seus elementos no interior de prédios.
21. 72. 72 Figura 58- Cavalete triangular Fonte: prosystem.com.br 5.5.4 Cavaletes
base triangular, padrão A (TA) : Cavaletes auto-portantes, padrão A, de seção
triangular constante de 1,5m de largura e formado por diagonais em cantoneiras e
montantes em chapa dobrada. Composto por módulos de 2m de comprimento,
facilitando o transporte de seus ele- mentos no interior de prédios. Figura 59-
Cavalete triangular padrão A Fonte: prosystem.com.br
22. 73. 73 Observações: 1- Aevr = Área efetiva de exposição ao vento das antenas
multiplicada pelos respectivos coeficientes de arrasto. 2- Parâmetros de vento de
projeto: Vo=35m/s; S1=1,0; S2=IIIA; S3=1,1. 3- Perfis laminados em cantoneiras
de abas iguais e chapas de aço estrutural conforme norma ASTM A36. 4-
Parafusos conforme norma ASTM A325. 5- Perfis galvanizados por imersão a
quente conforme norma ASTM A123. 6- Conectores galvanizados a quente
conforme norma ASTM A153. 5.6 SLEDS (SD): Sleds são estruturas formadas por
cantoneiras para instalação de antenas no topo dos prédios. A estabilidade da
estrutura é garantida por blocos de peso sem utilização de chumbadores, evitando
danificar a impermeabilização. Outras vanta- gens são: facilidade de
montagem/desmontagem e possibilidade de reposiciona- mento a qualquer
instante na área da cobertura do prédio para efeito de otimização de sinal. Este
tipo de estrutura abrange de formas diferentes de instalação em topos de prédios
como sendo ele de forma simples, duplo, em forma de L e triangular.: 5.6.1 Sleds
simples (SS) O Sled simples é uma estrutura metálica, com uma face destinada a
receber suportes de antenas. É lastreado com contrapesos (Bloco de concreto),
para asse- gurar sua estabilidade, e utilizados normalmente nos sites em topo de
prédios. A estrutura é totalmente parafusada, facilitando seu transporte.
23. 74. 74 Figura 60- Sled simples Fonte: prosystem.com.br 5.6.2 Sleds duplo (SD) O
Sled duplo é uma estrutura metálica, com duas faces back-to-back, desti- nadas a
receber suportes de antenas. É lastreado com contrapesos (Bloco de con- creto),
para assegurar sua estabilidade, e utilizados normalmente nos sites em topo de
prédios. A estrutura é totalmente parafusada, facilitando seu transporte. Figura 61-
Sled duplo Fonte: prosystem.com.br 5.6.3 Sleds em L (SL) O sled em L é uma
estrutura metálica, com duas faces adjacentes destinadas a receber suportes de
antenas. É lastreado com contra-pesos (Bloco de concreto), para assegurar sua
estabilidade, e utilizados normalmente nos sites em topo de pré- dios. A estrutura é
totalmente parafusada, facilitando seu transporte.
24. 75. 75 Figura 62- Sled em L Fonte: prosystem.com.br 5.6.4 Sled triangular (ST) O
sled triangular é uma estrutura metálica, com as três faces destinadas a re- ceber
suportes de antenas. É lastreado com contra-pesos (Bloco de concreto), para
assegurar sua estabilidade, e utilizados normalmente nos sites em topo de prédios.
A estrutura é totalmente parafusada, facilitando seu transporte. Figura 63- Sled em
triangulo Fonte: prosystem.com.br 5.7 SUPORTE 5.7.1 Suporte de antena em
balanço para fixação em parede, padrão D (Pd): Estrutura para fixação de antenas
de RF ou MO em paredes, com chapas de ancoragem. O suporte é formado por
cantoneiras com furos oblongos, que permitem sua perfeita adequação quanto à
verticalidade, mesmo em paredes desaprumadas.
25. 76. 76 Figura 64- Suporte em antena em balanço Fonte: prosystem.com.br 5.7.2
Suporte de antena para fixação em cantoneira, padrão A (LA) Estrutura para
fixação de antenas de RF ou M.O. em estruturas verticais com montantes em
cantoneira, padrão A. Padrão adotado para que a direção do suporte fique oblíquo
a face da estrutura vertical (fixação do suporte com grampo tipo C) O suporte pode
ser instalado em estruturas verticais com quaisquer inclinações. Figura 65- Suporte
para antena em cantoneiras Fonte: prosystem.com.br 5.7.3 Suporte de antena
para fixação em tubos, padrão A (TA) Estrutura para fixação de antenas de RF ou
M.O. em mastros tubulares.
26. 77. 77 Figura 66- Suporte em antenas tubo Fonte: prosystem.com.br 5.7.4 Suporte
de antena para fixação em tubos, padrão O (TO) Estrutura para fixação de antenas
de RF ou M.O. em mastros tubulares, pa- drão OI. Figura 67- Suporte de antena
padrão O Fonte: prosystem.com.br Observações: 1- Perfis e chapas de aço
estrutural conforme norma ASTM A36.
27. 78. 78 2- Parafusos conforme norma ASTM A325. 3- Todos os perfis serão
fornecidos galvanizados, por imersão a quente, con- forme norma ASTM A123. 4-
Conectores galvanizados por imersão a quente, conforme norma ASTM A153. 5-
Solda com eletrodo ER70S 6, conforme norma AWS A5.18. 6- Os diâmetros
referentes aos tubos citados abaixo, são externos. 7- Os suportes apresentados
nesta página são fornecidos sem tubos, permitin- do ao comprador uma maior
flexibilidade na composição dos mesmos. Podendo o comprador encomendar
tubos de acordo com suas especificações em nossa seção de tubos galvanizados.
Os tubos normalmente utilizados com os suportes, são os sugeridos como
acessório opcional. 5.8 MASTROS 5.8.1 Mastros tubulares auto-suportados (AA) :
Mastros tubulares auto-suportados, padrão A, com seção variável, composto por
módulos de 2 ou 3m de comprimento de fácil transporte. Os 2m do topo são li- vres
para instalação de antenas. Por ser auto-suportado não necessita de escoras
Figura 68- Mastro tubular auto-suportado
28. 79. 79 Fonte: prosystem.com.br 5.8.2 Mastros tubulares escorados (EA) : Mastros
tubulares escorados, padrão A, seção constante, composto por mó- dulos de 2 ou
3m de comprimento de fácil transporte. Os 2m do topo são livres para instalação
de antenas. Complementados com duas escoras em cantoneiras de abas iguais
para sustentação. Figura 69- Mastro tubular escorado Fonte: prosystem.com.br
Observações: 1- Aevr = Área efetiva de exposição ao vento das antenas
multiplicadas pelos respectivos coeficientes de arrasto. 2- Parâmetros de vento de
projeto: Vo=35m/s; S1=1,0; S2=VA; S3=1,1. 3- Tubos de aço carbono, conforme
norma ASTM A53, schedule 40, com diâmetros externos de 114mm e emendados
por flanges parafusados. 4- Perfis e chapas de aço estrutural conforme norma
ASTM A36. 5- Perfis, chapas e tubos galvanizados por imersão a quente conforme
norma ASTM A123. 6- Parafusos conforme norma ASTM A325.
29. 80. 80 7- Conectores galvanizados por imersão a quente conforme norma ASTM
A153. 6 SEGURANÇA NA COMPOSIÇÃO ESTRUTURAL DE TOR- RES DE
TELECOMUNICAÇÕES 6.1 SISTEMAS DE PARA-RAIOS Segundo NBR 5419
2005, “esta Norma fixa as condições exigíveis ao projeto, instalação e manutenção
de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas.
Esta Norma aplica-se às estruturas comuns, utilizadas para fins comerciais,
industriais, agrícolas, administrativos ou residenciais, e às estruturas especiais,
bem como de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do vo- lume
protegido. Constituída por haste no topo da torre, como pode ser verificado na
figura abaixo, com comprimento de 3 (três) metros, captor tipo Franklin, cabo de
co- bre nu de 50mm² e isoladores de descida”. Figura 70 Captor tipo Franklin
Fonte:www.tel.com.br/product/captores-tipo-franklin-2-descidas Conforme NBR
5410 2004, “qualquer que seja sua finalidade (proteção ou funcional) o aterramento
deve ser único em cada local da instalação. Sistema de Aterramento combinado
por hastes cobreadas do tipo Copperweld ø5/8” x 2,40m a serem enterradas em
profundidade, uma para cada apoio/bloco de fundação da tor- re, como pode ser
visualizado na figura abaixo, mais 1 (uma) ao lado da escada de acesso, instalada
em caixa de passagem, todas interligadas através de cabo de co-
30. 81. 81 bre nu de 50mm² e soldas xotérmicas. “Poderá ser utilizado ao solo
composto mine- ral natural, não tóxico, não corrosivo, insolúvel e altamente
condutor, que adéqua baixa resistência ôhmica e estabilidade em qualquer época,
cujo valor final não de- verá ser superior a 5,0 ohms”. Figura 71 Hastes Cobreadas
do tipo Copperweld Fonte: http://www.intelli.com.br/produto.php?apl=5&idi=77 6.2
SISTEMAS DE BALIZAMENTO NOTURNO E DIURNO Conforme regulamentado
pelo COMAR (Comando Aéreo Regional) “Baliza - objeto destinado a reduzir o
perigo ás aeronaves pela indicação da presença de um obstáculo ou pela definição
da forma geral do objeto. Comumente utilizada em rede elétrica suspensa, cabos
aéreos ou estruturas similares”. O balizamento noturno deverá conter 01 (um)
sinalizador de obstáculo duplo, de vidro vermelho pigmentado, com lâmpadas
incandescentes 60 w x 127vca de filamento reforçado, com fotocélula para
ativação automática e cabo de alimentação. O sinalizador precisará ser instalado
no topo da estrutura.
31. 82. 82 Figura 72 Sinalizador de Obstáculo Duplo
Fonte:https://wetzel.collabo.com.br/pt/produtos/iluminacao/iluminacao-
especifica/sinalizadores-e- balizadores/as-2-vermelhoamarelo O balizamento
diurno deverá ser realizado com tinta resistente a corrosão a base de epóxi, para
superfícies galvanizadas. A estrutura deve ser pintada nas cores laranja e branca
intercaladas, sempre começando com o 1° módulo em laranja e terminando no
último também em laranja. Relatório fotográfico será exigido para a- testar o uso da
tinta. Figura 73 Balizamento Diurno Fonte :
http://prosystem.com.br/produto/cotacao-de-torre-metalica/ 6.3 SUPORTES DE
ANTENAS Deve ser deixado, acima das plataformas e patamares, 1 (um) espaço
de 2 m (dois metros) de altura, livre de quaisquer obstáculos. Todos os suportes
para ante- nas parabólicas, obrigatoriamente, devem ser fixados em estruturas, e
estas, de vem distribuir os esforços em 2 (dois) montantes.
32. 83. 83 Figura 74 Suporte de Antenas Fonte:http://comprar-
vender.mfrural.com.br/detalhe/torre-telecomunicacao-para-provedor-internet-
137432.aspx As estruturas para distribuir os esforços das antenas para os
montantes de- vem ser sempre do mesmo tipo/dimensões, de modo a permitir
remanejamento das mesmas para outras partes previstas na torre. Deverá ter 03
(três) suportes para fixação das antenas com 60 cm de diâmetro e 2 m de
comprimento. 6.4 PLATAFORMAS DE TRABALHO E DESCANSO As plataformas
de trabalho devem ter largura mínima de 80 cm (oitenta cen- tímetros), com
proteção de guarda-corpo e rodapé. As plataformas de trabalho do trecho
piramidal/reto devem ser internas. Para definição do projeto padrão, conside- rar
as posições e quantidades de plataformas de trabalho. Figura 75 Plataforma de
Trabalho e Descanso Fonte : http://www.edsengenharia.com.br/artigos/6thumb.pdf
É obrigatória a colocação de guarda-corpo em todos os lados desabrigados das
plataformas e patamares, a uma altura de 1 m (um metro). As diagonais da es-
33. 84. 84 trutura da torre não devem ser consideradas guarda-corpo. A exceção é
feita no ca- so de patamares e plataformas internas quando a abertura da torre for
inferior a 1,60 m (um metro e sessenta centímetros) e a mesma possua travessas
horizontais dis- tanciadas entre si de, no Maximo, 1 m (um metro). Os guarda-
corpos devem ser dimensionados para suportar uma força horizontal de 80 kg
(oitenta quilogramas), na posição mais desfavorável. 6.5 ESCADAS GUARDA
CORPO PARA A ESCADA E TRAVA QUEDAS A escada será do tipo marinheiro
com 40 cm de largura e com guarda-corpo até o topo da torre. O sistema de trava-
quedas será composto por cordoalha de aço com diâmetro de 8,0mm tipo HS de 7
(sete) fios galvanizada por imersão à quente (hot dip), afastadores intermediário,
fixação por olhal no topo e por olhal/esticador na base. Todas as peças metálicas
deverão ter galvanização a quente (hot dip). Figura 76 - Escada Tipo Marinheiro
Fonte: Seccional Entende-se como sistema trava-quedas, a instalação de
dispositivos na estru- tura da torre, cintos de segurança e dispositivos de trava.
Este sistema deverá pos- suir certificado de aprovação emitido por órgãos oficiais
de segurança do trabalho. Em sendo instalado sistema de segurança, deverão ser
fornecidos conjuntos de se- gurança, composto de: cinto tipo paraquedista e
sistema de trava-quedas. A distân- cia entre degraus deverá ser de 30 (trinta)
centímetros, em se tratando de escada de marinheiro.

Fonte slideshare

Fatec parana

Torre de transmissão

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