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REICH, W. Psicologia de massas do fascismo. Trad. Maria da Graça M. Macedo.

São Paulo: Martins Fontes, 1988.

“A queda da nossa civilização é inevitável se os trabalhadores, s cientistas de todos os


ramos vivos (e não mortos) do conhecimento e os que dão e recebem o amor natural,
não se conscientizarem, a tempo, da sua gigantesca responsabilidade.” (REICH, W.
Psicologia de massas do fascismo. Trad. Maria da Graça M. Macedo. São Paulo:
Martins Fontes, 1988, p. XXIII)

“Foi a estrutura humana autoritária, que teme a liberdade, que possibilitou o êxito de
sua [Hitler] propaganda.” (REICH, W. Psicologia de massas do fascismo. Trad. Maria
da Graça M. Macedo. São Paulo: Martins Fontes, 1988, p. 38)

“Os erros são possíveis e reparáveis, mas a tacanhice científica é reacionária.” (REICH,
W. Psicologia de massas do fascismo. Trad. Maria da Graça M. Macedo. São Paulo:
Martins Fontes, 1988, p. 55)

“ser apolítico não é, como se acredita, um estado psíquico de passividade, mas sim um
comportamento extremamente ativo, uma defesa contra a consciência das
responsabilidades sociais.” (REICH, W. Psicologia de massas do fascismo. Trad. Maria
da Graça M. Macedo. São Paulo: Martins Fontes, 1988, p. 190)

“Quando a ideia da liberdade é aproveitada por naturezas medíocres, pobre liberdade!”


(REICH, W. Psicologia de massas do fascismo. Trad. Maria da Graça M. Macedo. São
Paulo: Martins Fontes, 1988, p. 214)

“A partir da intervenção dos estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, o consenso


internacional e, de maneira geral, humano, voltou a impor-se cada vez mais. Mas há
razões para temer que algum dia venham a verificar-se reações humanas de um
irracionalismo ainda maior e catástrofes sociais ainda mais mortíferas, caso os
psicólogos e sociólogos responsáveis não decidam descer a tempo do seu pedestal
acadêmico para participar ativamente do curso dos acontecimentos e fazer um esforço
honesto no sentido de ajudar a esclarecê-los.” (REICH, W. Psicologia de massas do
fascismo. Trad. Maria da Graça M. Macedo. São Paulo: Martins Fontes, 1988, p. 215)

“o desenvolvimento técnico de uma sociedade não é idêntico ao seu desenvolvimento


cultural.” (REICH, W. Psicologia de massas do fascismo. Trad. Maria da Graça M.
Macedo. São Paulo: Martins Fontes, 1988, p. 249)

“É dever do Estado não só encorajar o anseio apaixonado por liberdade nas massas
trabalhadoras; ele precisa também fazer todos os esforços para torná-las capazes de
liberdade. se não o fizer, se reprimir o anseio intenso por liberdade, ou até desvirtuá-lo,
e colocar-se como obstáculo à tendência para a autogestão, então estará mostrando
claramente que é um Estado fascista. Torna-se assim responsável por todos os estragos
e por todos os perigos que provocar, em consequência de não ter cumprido o seu dever.”
(REICH, W. Psicologia de massas do fascismo. Trad. Maria da Graça M. Macedo. São
Paulo: Martins Fontes, 1988, p. 266)
“Uma ditadura declarada é muito menos perigosa do que uma democracia aparente. É
possível defender-se da primeira; a última é como uma alga presa ao corpo de um
afogado.” (REICH, W. Psicologia de massas do fascismo. Trad. Maria da Graça M.
Macedo. São Paulo: Martins Fontes, 1988, p. 281)

“Os ditadores cons|truíram o seu poder sobre a irresponsabilidade social das massas
humanas.” (REICH, W. Psicologia de massas do fascismo. Trad. Maria da Graça M.
Macedo. São Paulo: Martins Fontes, 1988, p. 299-300)

“Temos de enfrentar esta realidade inegável: jamais na história da sociedade humana


as massas foram capazes de preservar, desenvolver e organizar a liberdade e a paz
conquistadas em batalhas sangrentas. Referimo-nos à verdadeira liberdade de
desenvolvimento pessoal e social, à liberdade de enfrentar a vida sem medo, à liberdade
em relação a todas as formas de repressão econômica, à liberdade em relação às
inibições reacionárias do desenvolvimento: numa palavra, a autogestão livre da vida.
Libertemo-nos de todas as ilusões. No seio das próprias massas humanas existe m poder
de retardamento que é reacionário e mortífero, e que se opõe repetidamente aos esforços
dos que lutam pela liberdade.
Esta força reacionária que atua no seio das massas manifesta-se sob a forma
geral de medo da responsabilidade e medo da liberdade. Não se trata aqui de valores
moralistas. Esse medo encontra-se profundamente enraizado na constituição biológica
do homem contemporâneo. Mas essa constituição não é inata no homem, como acredita
o fascista típico: ela resulta da evolução histórica e, por isso, é suscetível de ser
modificada fundamentalmente.” (REICH, W. Psicologia de massas do fascismo. Trad.
Maria da Graça M. Macedo. São Paulo: Martins Fontes, 1988, p. 311)

“As massas humanas, sob a influência dos políticos, costumam atribuir a


responsabilidade pelas guerras àqueles que detêm o poder numa determinada guerra. Na
Primeira Guerra Mundial, foram os industriais de material bélico; na Segunda Guerra
Mundial, foram os generais psicopatas. Isto é fugir das responsabilidades. A
responsabilidade pelas guerras recai exclusivamente nos ombros dessas mesmas
massas, pois elas têm, em suas próprias mãos, todos os meios necessários para impedir
a guerra. Em parte por sua apatia, em parte por sua passividade, e em parte ativamente,
essas mesmas massas humanas possibilitaram as catástrofes de que elas mesmas são as
maiores vítimas. Acentuar a culpa que cabe às massas humanas, atribuir-lhes toda a
responsabilidade, significa levá-las a sério. Por outro lado, deplorar as massas humanas
como vítimas significa tratá-las como se trata uma criança pequena e desamparada. A
primeira atitude é a dos autênticos lutadores pela liberdade; a segunda é típica do
político sedento de poder.” (REICH, W. Psicologia de massas do fascismo. Trad. Maria
da Graça M. Macedo. São Paulo: Martins Fontes, 1988, p. 324)

“As massas humanas que agora são incapazes de liberdade têm de conquistar o poder
social para então serem capazes de ser livres e de estabelecer a liberdade.” (REICH,
W. Psicologia de massas do fascismo. Trad. Maria da Graça M. Macedo. São Paulo:
Martins Fontes, 1988, p. 327)

“Em vez de se considerar o fascismo como a irracionalidade e a infâmia organizada pelo


Estado, vê-se nele uma ‘forma de Estado’ em pé de igualdade com as outras.” (REICH,
W. Psicologia de massas do fascismo. Trad. Maria da Graça M. Macedo. São Paulo:
Martins Fontes, 1988, p. 333)
“É evidente que também o fascismo ‘às vezes tem razão’. Do mesmo modo que o
doente mental.” (REICH, W. Psicologia de massas do fascismo. Trad. Maria da Graça
M. Macedo. São Paulo: Martins Fontes, 1988, p. 333)