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1ª COMPETIÇÃO BRASILEIRA DE PROCESSO

PROF. JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA

MEMORIAL PELAS APELANTES

EQUIPE 105

APELANTES APELADAS

R3 MINERAÇÃO EPP LTDA. PELLEGRINO FERROVIAS S.A.


CATALU METAIS EIRELI LTDA. MACASU MINERAÇÃO LTDA.
ANJOLI MINING ME LTDA.
ÍNDICE

Abreviaturas ....................................................................................................................... III


Resumo dos fatos ................................................................................................................. 1
Resumo dos argumentos ...................................................................................................... 2
Razões do Memorial ............................................................................................................. 3
I. A ampliação da colegialidade é medida indispensável à validade do julgamento ....... 3
A. O resultado do julgamento da Apelação não foi unânime ...................................................... 3
B. A ampliação da colegialidade na Apelação deve ocorrer em qualquer hipótese de não
unanimidade ........................................................................................................................................ 5
C. A competência do colegiado ampliado não se limita à matéria objeto da divergência ........ 7
II. A Leste deve ingressar como assistente simples e sustentar oralmente ..................... 7
A. A Leste se amolda à figura do assistente simples...................................................................... 8
B. A Leste possui interesse jurídico para ingressar como assistente ........................................... 8
C. A Leste pode ingressar no processo, bem como sustentar oralmente ................................... 9
III. As partes têm legitimidade para propor a ação anulatória c/c indenizatória em
face da Pellegrino e da Macasu ....................................................................................... 11
A. Há legitimidade ativa e passiva para a propositura da ação anulatória de deliberação
assemblear .......................................................................................................................................... 11
A.1. As acionistas minoritárias têm legitimidade ativa para pedir a anulação da deliberação
assemblear ..................................................................................................................................... 11
A.2. A Pellegrino é o sujeito passivo da impugnação à deliberação assemblear ................. 12
A.3. O acionista que votou favoravelmente à deliberação aprovada deve ser incluído no
polo passivo .................................................................................................................................. 13
B. As acionistas minoritárias têm legitimidade para propositura da ação indenizatória em
face da Controladora ........................................................................................................................ 13
C. É possível e recomendável a cumulação das ações anulatória e indenizatória.................... 15
IV. A anulação da deliberação assemblear e o ressarcimento dos prejuízos são medidas
necessárias .......................................................................................................................17
A. A causa está madura para julgamento ...................................................................................... 18
A.1. Todas as provas necessárias ao pronto julgamento já foram produzidas .................... 18
A.2. O direito ao contraditório foi respeitado ......................................................................... 19
B. A deliberação da AGE de 24.10.2016 não atendeu ao interesse da Companhia e deve ser
anulada................................................................................................................................................ 20

I
C. Os prejuízos reclamados na Inicial devem ser ressarcidos .................................................... 23
C.1. A Macasu elegeu administradores moralmente inaptos para o cargo, induzindo-os a
praticar atos ilegais ....................................................................................................................... 23
C.2. A Macasu não apurou abusos praticados pelos diretores .............................................. 24
Pedidos ............................................................................................................................... 25
Bibliografia ............................................................................................................................ i
Decisões Brasileiras............................................................................................................ xx
Decisões Estrangeiras ..................................................................................................... xxvi

II
ABREVIATURAS

Forma abreviada Significado

§/§§ Parágrafo/Parágrafos

¶/¶¶ Parágrafo/Parágrafos deste Memorial

AC Apelação Cível

Acordo de Acionistas Acordo de Acionistas da Pellegrino (Anexo 5)

AGE Assembleia Geral Extraordinária

AgRg Agravo Regimental

AI Agravo de Instrumento

Anjoli Anjoli Mining Ltda.

AMS Apelação em Mandado de Segurança

Anexo Documento relativo à disputa entre as Partes, anexo ao Caso

ANTT Agência Nacional de Transportes Terrestres

Apelação Esclarecimentos, pp. 9-16

Apeladas Pellegrino Ferrovias S.A. e Macasu Mineração Ltda


Apelantes R3 Mineração Epp Ltda.; Catalu Metais Eireli Ltda. e Anjoli Mining
Ltda.
AREsp Agravo em Recurso Especial
Art./Arts. Artigo/Artigos

c/c Cominado com

cf. Conferir

Caso Narrativa das pp. 1-5 do documento oficial da competição

Catalu Catalu Metais Ltda.

Companhia Pellegrino Ferrovias S.A.

Contrato Contrato celebrado entre as apelantes e a Leste (Anexo 17)

Controladora Macasu Mineração Ltda.

III
Coord./Coords. Coordenador/Coordenadores

CJF Conselho da Justiça Federal

CPC/15 Código de Processo Civil Brasileiro de 2015, Lei n. 13. 105/2015

CPC/73 Código de Processo Civil Brasileiro de 1973, Lei n. 5.869/1973

CPI Comissão Parlamentar de Inquérito

CF Constituição da República Federativa do Brasil de 1988

CVM Comissão de Valores Mobiliários

Des. Desembargador/Desembargadora

Diretoria Diretoria da Pellegrino Ferrovias S.A.

EDcl Embargos de Declaração

EREsp Embargos de Divergência em Recurso Especial

Escl. Esclarecimentos fornecidos pela Organização

Estatuto Estatuto Social

FPPC Fórum Permanente de Processualistas Civis

i.e. Isto é

Inicial Petição Inicial do Caso

j. Julgado em

Jornal Capa do Jornal Duas Horas (Anexo 15)

Laudo Laudo preliminar elaborado pela Patrilu Mafe Auditorias


Independentes (Anexo 10)
Leste Leste litigation finance

LSA Lei das Sociedades Anônimas, Lei n. 6.404/1976

Macasu Macasu Mineração Ltda.

Min. Ministro/Ministra

n. Número

NCPC Código de Processo Civil Brasileiro de 2015, Lei n. 13.105/2015

IV
Org./Orgs. Organizador/Organizadora/Organizadores

p./pp. Página/Páginas

Partes Apelantes e Apeladas conjuntamente referidas

PAS Processo Administrativo Sancionador

Patrilu Patrilu Mafe Auditorias Independentes

Pellegrino Pellegrino Ferrovias S.A.

Pet Petição

R3 R3 Mineração e Aço Ltda.

RE Recurso Extraordinário

Rel. Relator/Relatora

REsp Recurso Especial

RMS Recurso Ordinário em Mandado de Segurança

S.A. Sociedade Anônima

Sentença Sentença proferida no processo (Anexo 13)

STF Supremo Tribunal Federal

STJ Superior Tribunal de Justiça

Tira de julgamento Anexo 16

TJBA Tribunal de Justiça do Estado da Bahia

TJCE Tribunal de Justiça do Estado do Ceará

TJDFT Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

TJMG Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

TJMS Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul

TJPI Tribunal de Justiça do Estado do Piauí

TJPR Tribunal de Justiça do Estado do Paraná

TJRJ Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

V
TJRS Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul

TJSC Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina

TJSP Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

TRF2 Tribunal Regional Federal da Segunda Região

TRF3 Tribunal Regional Federal da Terceira Região

TRF4 Tribunal Regional Federal da Quarta Região

Tribunal Tribunal de Justiça do Estado da Guanabara

v. Volume

Ver Nesse sentido

VI
RESUMO DOS FATOS

1. Trata-se de ação anulatória c/c indenizatória movida por R3, Catalu e Anjoli, ora Apelantes, em
face da Pellegrino e da Macasu, ora Apeladas, com vistas a (i) anular a deliberação que levou ao
aumento do capital social e (ii) condenar a Macasu, acionista controladora, ao pagamento de
indenização à Pellegrino pelos prejuízos decorrentes de sua atuação abusiva [Inicial, pp.7-16].
2. A Pellegrino, concessionária da Ferrovia Oceânica desde 1998, tem seu quadro societário
formado pela Macasu, com 52% das ações ordinárias, e pelas Apelantes, com 16% cada uma
[Caso, p.1, §§1-4]. Em AGE realizada em 24.10.2016, aprovou-se o aumento do capital social da
Companhia, apesar de caloroso embate entre as acionistas e discordância expressa da R3 e da
Catalu, estando ausente a Anjoli, devido ao rompimento de uma de suas barragens [Caso, p.2, §9].
3. Logo após, em 28.11.2016, a Macasu, única acionista favorável a tal medida, subscreveu todas as
ações emitidas [Anexo 9, p.40]. Com isso, passou a titularizar 88% das ações ordinárias, enquanto
as Apelantes tiveram sua participação reduzida para meros 4% cada [Caso, p.3, §10].
4. Como se não bastasse, em Laudo elaborado pela Patrilu, em janeiro de 2017, foram constatados
inúmeros desvios praticados pela Diretoria, com a não surpreendente ciência da Macasu [Caso,
p.3, §11; Laudo, pp.41-42]. Isso sem mencionar a contumaz resistência dos administradores em
fornecer as informações necessárias à elaboração do Laudo [Laudo, p.41, §4].
5. Diante de tais abusos, em 25.01.2017, as Apelantes propuseram ação ordinária – suficientemente
instruída – em face da Macasu e da Pellegrino [Inicial, pp.7-16], tendo firmado, em 11.12.2016,
contrato de financiamento com a Leste [Anexo 17, pp.63-64]. Contudo, o Juiz de 1ª instância
entendeu pela ilegitimidade ativa, indeferindo a Inicial em 27.04.2017 [Sentença, pp.45-50]. A fim
de reformar a decisão, em 26.05.2017, as Apelantes interpuseram o presente recurso, em que se
demostrou que as Partes são legítimas e os pedidos formulados na Inicial, procedentes.
6. Na sessão de julgamento realizada em 30.11.2017, o Relator votou pela ilegitimidade ativa,
enquanto os demais vogais decidiram pela ilegitimidade passiva [Caso, p.4, §18]. Tendo em vista o
resultado não unânime, aplicou-se a técnica de ampliação da colegialidade prevista no Art. 942,
CPC/15, sendo designada nova sessão de julgamento do recurso [Caso, p.4, §19; Tira de julgamento,
p.61]. Nesse momento, a Leste requereu seu ingresso como assistente simples, bem como o
direito de sustentar oralmente na sessão seguinte [Caso, p.4, §20].
7. Diante disso, concedeu-se prazo para que as Partes se manifestassem sobre: (i) a competência do
colegiado estendido para o julgamento da Apelação; (ii) a possibilidade de a Leste intervir e
sustentar oralmente; (iii) a legitimidade das Partes; e (iv) a possibilidade de anulação da
deliberação assemblear e de ressarcimento dos prejuízos [Anexo 18, p.64; Caso, pp.4-5, §21].

1
RESUMO DOS ARGUMENTOS

“(...) a experiência eterna mostra que todo homem que tem poder é tentado a abusar
dele; vai até onde encontra limites. (...) Para que não se possa abusar do poder é
preciso que, pela disposição das coisas, o poder freie o poder”. [MONTESQUIEU,
Charles de. O espírito das leis. 1995, p. 118].

8. [Capítulo I] Tendo em conta o resultado não unânime do julgamento da Apelação, a


colegialidade deve ser ampliada, na forma do Art. 942, CPC/15, independentemente da natureza
ou da reforma da Sentença. Por eventualidade, ainda que se considere necessária a reforma da
sentença de mérito, no caso, não há óbice à aplicação dessa técnica. Ademais, o colegiado
ampliado tem competência para decidir sobre todas as matérias da Apelação, e não apenas sobre
o objeto da divergência.
9. [Capítulo II] Quanto ao ingresso da Leste, a definição da assistência simples se adequa à
situação do financiador. Ainda, a Leste possui manifesto interesse jurídico para ingressar no
processo, vez que titular de relação jurídica diretamente ligada ao resultado da demanda. Por fim,
são descabidos quaisquer argumentos de que terceiros não poderiam ser admitidos neste
momento do processo ou sustentar oralmente, haja vista a permissão expressa do Art. 942,
CPC/15.
10. [Capítulo III] No que tange à legitimidade das Partes, as Apelantes – contrárias ao resultado da
AGE – preenchem os requisitos para ajuizar a ação anulatória, assim como a Pellegrino e a
Macasu possuem legitimidade para defender a higidez da deliberação. Paralelamente, o Art. 246,
LSA atesta a legitimidade das acionistas minoritárias para, em conjunto, proporem a ação
indenizatória em face da Macasu. No mais, por razões de conexão ou, no mínimo, de afinidade,
devem-se cumular as demandas, a fim de evitar decisões contraditórias.
11. [Capítulo IV] O mérito da causa, a seu turno, já pode ser apreciado, tendo em vista que a
produção de novas provas é desnecessária e o contraditório foi respeitado, já que as Partes
puderam – e poderão – manifestar-se antes do julgamento. Assim, deve este Tribunal reconhecer
que a Macasu abusou de seu poder de controle ao (i) votar de forma conflitante com o interesse
social na deliberação que aprovou o aumento do capital da Pellegrino e (ii) deixar de apurar os
desvios praticados pela Diretoria, dos quais tinha ou, ao menos, deveria ter ciência. Por tais
razões, deve a deliberação ser anulada e a Macasu condenada ao pagamento de indenização à
Pellegrino.

2
RAZÕES DO MEMORIAL

I. A AMPLIAÇÃO DA COLEGIALIDADE É MEDIDA INDISPENSÁVEL À VALIDADE DO JULGAMENTO

12. Em 25.01.2017, as Apelantes propuseram esta ação em face da Macasu e da Pellegrino [Inicial,
pp.7-16]. A despeito dos abusos e desvios praticados pela Macasu e pelos diretores por ela
indicados, o processo foi extinto sem resolução de mérito, ante suposta ilegitimidade ativa
[Sentença, p.49]. Como forma de assegurar os seus direitos, às Apelantes não restou outra opção
senão recorrer a este Tribunal, pleiteando a reforma da Sentença para reconhecer a legitimidade
das Partes e, desde logo, julgar o mérito da controvérsia [Apelação, pp.9-16].
13. Na sessão realizada em 30.11.2017, os Desembargadores da 2ª Câmara Empresarial divergiram
quanto ao resultado do julgamento. Enquanto o Relator afirmou que as Apelantes não possuíam
legitimidade ativa, os outros dois vogais entenderam que, na verdade, faltava às Apeladas
legitimidade passiva [Caso, p.4, §18; Tira de julgamento, p.61]. Tendo em vista a ausência de
unanimidade, o julgamento foi adiado para ampliação da colegialidade na forma do Art. 942,
CPC/15 [Caso, p.4, §19; Tira de julgamento, p.61].
14. Não há dúvidas quanto à necessária observância dessa técnica, eis que [A] o resultado do
julgamento da Apelação não foi unânime e [B] a ampliação da colegialidade em apelação deve
ocorrer em qualquer hipótese de não unanimidade. Além disso, [C] a competência do colegiado
ampliado não se limita à matéria objeto da divergência.

A. O resultado do julgamento da Apelação não foi unânime

15. A ampliação da colegialidade é uma inovação do CPC/15, substituindo os antigos embargos


infringentes do Art. 530, CPC/73 por uma técnica de julgamento, sem natureza recursal [Zaneti
Jr., p.1355; Marinoni/Mitidiero I, p.242; Dias, p.52; Dantas I, p.86; Barbugiani, pp.13-14; Chaves;
Sampaio, pp.161, 170; Araújo, p.507; Aurelli/Cunha/Duarte, pp.231-232; Bondioli, pp.29-30; Cruz e
Tucci I; Didier Jr./Cunha II, p.318-320; Lucon; Medina I, p.1372; Nunes/Dutra/Oliveira Jr., p.636;
Rodrigues, p.135; Romano Neto, pp.814-815, 824; Peixoto/Becker].
16. Nos termos do Art. 942, caput, CPC/15, o instituto deve, obrigatoriamente, ser observado
“quando o resultado da apelação for não unânime”. Portanto, é de suma relevância a discussão sobre o
que seria a não unanimidade do resultado. Isso acontece, por exemplo, quando dois
Desembargadores votam pelo provimento de um recurso e apenas um, pelo seu desprovimento
[ver TJRJ, AC 00489025020098190038; TJSP, AC 10014038020148260362]. Nessa hipótese, há
patente divergência entre os julgadores, visto que o voto vencido chegou a uma conclusão
imediata – desprovimento do recurso – oposta à dos demais.

3
17. Entretanto, como muito bem pontuado por Odilon Romano Neto, ao analisar os casos de
aplicação do Art. 942, o voto dissidente “não precisa ser necessariamente oposto ao voto vencedor, sendo
suficiente que seja diferente do voto vencedor, ou seja, que dê solução diversa à controvérsia.” [Romano Neto,
p.839; ver Negrão/Gouvêa/Bondioli/Fonseca, p.842]. Esse entendimento se mantém desde a época
dos embargos infringentes [Barbosa Moreira I, p.528]. No caso sub examine, a solução proposta
pelos vogais – ilegitimidade passiva – e a solução proposta pelo Relator – ilegitimidade ativa – são
notoriamente diferentes, como reconhecido no Despacho do Relator [Anexo 18, p.64]. Explica-se.
18. Embora integrem o conceito amplo de legitimidade, a legitimidade ativa e a passiva são elementos
distintos e independentes entre si [ver Theodoro Jr. I, p.167; Carreira Alvim, p.138; Dinamarco II,
p.357-358]. No presente caso, essa independência fica ainda mais clara, já que a legitimidade ativa
é a causa de pedir do recurso, e a ilegitimidade passiva, uma defesa suscetível a ser examinada de
ofício [ver Dinamarco I, p.112; Beraldo I, p.189; Câmara, p.40; Nery Jr./Nery, p.270].
19. Se isso não bastasse, esses elementos se diferenciam, ainda, no que tange aos seus efeitos.
Enquanto a ilegitimidade ativa autoriza o indeferimento da exordial, a ilegitimidade passiva pode
ser corrigida mediante simples indicação da pessoa correta [Araken III, p.661; Medina II; ¶84].
20. Dessa forma, ainda que os três Desembargadores tenham votado pelo desprovimento do
recurso, não há que se falar em unanimidade do julgamento. Pelo contrário, tanto a legitimidade
ativa quanto a ilegitimidade passiva foram decididas por maioria, o que torna a ampliação da
colegialidade medida indispensável para solucionar o litígio.
21. No mais, essa consequência é necessária para resguardar a própria finalidade do instituto, qual
seja, buscar uniformidade da jurisprudência e decisões de melhor qualidade [Kozikoski/Pugliese I,
pp.23, 32; Cambi/Dotti/Pinheiro/Martins/Kozikoski, pp.1403-1404; Câmara Jr., pp.278-280; Didier
Jr./Cunha II, pp.319-320; Lucon; Marinoni/Arenhart/Mitidiero I, p.578; Assumpção Neves I, pp.1434-
1535; Nunes, p.77; Wambier II, p.527]. Isso porque as teses firmadas no julgamento não foram
acolhidas pela totalidade dos Desembargadores [Caso, p.4, §18-19].
22. Então, para assegurar análise mais apurada dos pontos controvertidos e permitir a estabilização
da jurisprudência da Corte, a ampliação do colegiado é medida não apenas essencial, mas também
obrigatória. Afinal, trata-se de matéria de competência funcional que, caso não seja observada,
acarreta a nulidade do processo, a qualquer tempo e grau de jurisdição [Barbugiani, p.19; Didier
Jr./Cunha I, p.94; Wambier I, p.21; Sousa/Rossi, p.159; Lucon; ver Art. 64, §1º, CPC/15; TJSP, EDcl
10051663120168260100; TJSP, EDcl 00050110719918260590].
23. Assim, considerando que não houve unanimidade no julgamento, o quórum do colegiado deve
ser ampliado conforme Art. 942, CPC/15.

4
B. A ampliação da colegialidade na Apelação deve ocorrer em qualquer hipótese de não
unanimidade

24. Na dicção do Art. 942, CPC/15, basta a ausência de unanimidade para que ocorra a ampliação do
colegiado. Portanto, é desnecessária a reforma da sentença de mérito [Barbugiani, pp.19-20; Dantas
I, pp.86,87; Dias, p.55; Didier Jr./Cunha I, pp.94-95; Chaves; Kozikoski/Pugliese II, p.56;
Cambi/Dotti/Pinheiro/Martins/Kozikoski, pp.1404-1405; Sampaio, pp.164-166; Teixeira, pp.37-38;
Zaneti Jr., pp.1356-1357; Amaral, p.966; Alves, p.466; Aurelli/Cunha/Duarte, pp.232, 236-237; Araken
II, p.454; Câmara, p.449; Câmara Jr., pp.280, 284-285; Lanes; Lucon; Marcacini, p.1290;
Marinoni/Arenhart/Mitidiero I, p.576; Romano Neto, pp.826, 829-830; Wambier III, pp.576-577;
Wambier/Conceição/Ribeiro/Mello, p.1341; Bueno I, p.759-760; Beraldo I, p.362; Bermudes, p.420;
Mendes/Silva/Pochmann, p.553; Peixoto/Becker; Ribeiro de Oliveira, p.692; Greco II, pp.187-188; Art.
366, §9º, Regimento Interno TJPI; TRF3, AC 00023523520164036115; TRF3, AC
00045143020124036119; TJSP, AC 10042558220168260564; TJSP, AC 10202454220158260405;
TJSP, AC 10332291220168260506; TJSP, AC 10017862120178260405; TJSC, EDcl
00019103520108240045; TJMS, AC 08027057420148120021].
25. Há três principais razões que justificam esse entendimento.
26. Em primeiro lugar, percebe-se que, em relação ao agravo de instrumento e à ação rescisória, o
Art. 942, §3º, CPC/15, além da não unanimidade, estabelece outros requisitos, respectivamente:
(i) a rescisão da sentença e (ii) a reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito. Já no
tocante à apelação, não há qualquer ressalva ou restrição. Caso existisse a intenção de limitar o
âmbito de incidência dessa técnica na apelação, “seguramente a norma iria contemplar a vedação”
[Câmara Jr., p.284; ver Ribeiro de Oliveira, p.692, Peixoto/Becker].
27. Assim, embora eventualmente o dispositivo possa ser criticado de lege ferenda, as condições
previstas em seu §3º devem ser interpretadas restritivamente [Alves, p.466; Araken II, p.454; Zaneti
Jr., p.1357; Wambier III, pp.576-577; Cambi/Dotti/Pinheiro/Martins/Kozikoski, pp.1404-1405; Teixeira,
p.38; Câmara Jr., p.284]. Afinal, trata-se de uma escolha política do legislador [Didier Jr./Cunha I,
p.95; Alves, p.466; Sampaio, p.167].
28. Em segundo lugar, não há paradoxo ou anti-isonomia no fato de o Art. 942, CPC/15 prever
requisitos distintos para a apelação e para o agravo de instrumento que impugna decisão parcial
de mérito [Araken II, p.454; Câmara Jr., pp.284-285; Sampaio, pp.167-168]. Esses requisitos levam
em conta os meios de impugnação judicial, e não o conteúdo da matéria veiculada [Câmara Jr.,
p.285]. Por isso, é despropositada a preocupação com a simetria entre as hipóteses de cabimento
do Art. 942, CPC/15 [Câmara Jr., p.285].
29. Nesse ponto, destaca-se que o CPC/15 estabelece outras distinções entre a apelação e o referido

5
agravo. Por exemplo, na apelação, a sustentação oral é sempre facultada às partes, e, em regra, o
recurso possui efeito suspensivo; no agravo de instrumento, não [Art. 1.012, CPC/15; Art. 937,
VIII, CPC/15; Sampaio, p.168; Assumpção Neves II, p.703-704; Siqueira, p.436; Machado; Theodoro Jr.
II, p.1049]. Logo, o fato de o Art. 942, CPC/15 estipular mais uma distinção entre esses
expedientes não representa qualquer novidade no sistema processual em vigor.
30. Ademais, deve-se considerar que o julgamento parcial de mérito e o julgamento final não são
ontologicamente idênticos. Isso porque o julgamento parcial é revestido de maior grau de certeza
e permitido apenas em hipóteses restritas, o que justifica o tratamento diverso dado pelo
legislador [Sampaio, pp.167-168]. Inexiste, pois, violação ao princípio da igualdade.
31. Em terceiro lugar, nota-se que a redação do Art. 942, CPC/15 em muito se assemelha à do Art.
530 do CPC/73, antes da reforma dada pela Lei nº 10.352/01 [Alves, pp.465-466; Barbugiani, p.16;
Dantas I, p.86; Romano Neto, p.829; Lanes]. E, naquela época, também se entendia que bastava a
não unanimidade para que fosse cabível a oposição de embargos infringentes na apelação [Lanes;
Dantas I, p.86; Aurelli/Cunha/Duarte, p.231; Arruda Alvim I, p.371; Romano Neto, p.822,829; Alves,
pp.465-466; Sant’anna, p.167-169; Tucci, p.288; ver Barbugiani, pp.19-20].
32. Subsidiariamente, conquanto se optasse por uma linha – minoritária e arraigada ao CPC/73 – que
defende ser necessária a reforma da sentença de mérito [Galvão/Freire, p.147; Medina II; Assumpção
Neves I, p.1535], evidencia-se que mesmo esses requisitos foram cumpridos. Veja-se.
33. O fundamento exposto na Sentença para extinção do processo sem julgamento de mérito foi a
ausência de legitimidade ativa, com base no Art. 159, LSA [Sentença, pp.45-50; ¶82]. Ocorre que, ao
analisar a legitimidade ordinária para propor a ação, o juiz de primeira instância, em realidade,
ingressou no mérito da controvérsia [ver Didier Jr., pp.402-403; Baptista da Silva, p.45; Jauernig, pp.75-
76; Thamay/Andrade, pp.261-262, 273; Fabrício, pp.19-20, 22; Cunha II, p.234; TJRS, AC
03208916620178217000]. A Sentença, portanto, deveria ter sido de improcedência do pedido, o
que autorizaria, mesmo em uma visão mais restritiva, a ampliação da colegialidade na forma do
Art. 942, CPC/15.
34. Além disso, houve clara reforma da Sentença. Enquanto o juiz de primeira instância julgou o
processo extinto por ilegitimidade ativa [Sentença, p.49], os Desembargadores, em sua maioria,
extinguiram-no por ilegitimidade passiva [Caso, p.4, §18].
35. Diante do exposto, infere-se que a técnica de julgamento prevista no Art. 942, CPC/15 deve ser
observada independentemente da natureza da sentença ou de sua reforma, bastando a ausência
de unanimidade no julgamento da apelação. Todavia, ainda que se entenda pela necessidade de
reforma da sentença de mérito, esses requisitos foram cumpridos no presente caso.

6
C. A competência do colegiado ampliado não se limita à matéria objeto da divergência

36. A competência do colegiado ampliado abrange todas as matérias devolvidas ao tribunal pela
apelação, e não apenas o objeto da divergência [Nunes/Chaves/Couy; Didier Jr./Cunha I, pp.93-95;
Marinoni/Mitidiero I; p.242; Sampaio, p.165; Lucon; Cunha I, pp.245-346; Greco II, p.188]. Por certo, o
Art. 942, CPC/15 disciplina uma técnica de julgamento, e não um recurso [¶15]. Como não há
“efeito devolutivo”, a cognição dos julgadores – originais e convocados – não se restringe ao
ponto discordante [Marinoni/Mitidiero I, p.242; Didier Jr./Cunha I; p.93; Lucon; Chaves].
37. O tema foi analisado na I Jornada de Direito Processual Civil do CJF, em que se propôs o
seguinte enunciado: “A técnica do julgamento ampliado (art. 942, CPC/2015) aplica-se apenas ao capítulo
do julgamento em que houve divergência”. Essa proposta – com acerto – foi rejeitada. Assim, por via
transversa, concluiu-se que a atuação dos julgadores convocados não se limita à matéria objeto da
divergência [Peixoto/Becker].
38. Entendimento em sentido contrário implicaria sérias dificuldades procedimentais. Afinal, o
acórdão é um só e deveria contar, em todos os seus itens, com a mesma quantidade de votos
[Cunha I, p.246]. Se a competência fosse limitada, haveria um acórdão esdrúxulo, parcialmente
formado por um número menor de votos [Cunha I, p.246]. Nessa hipótese, por exemplo, a quem
caberia julgar eventuais embargos declaratórios? A insegurança criada seria insustentável.
39. Ademais, caso o colegiado voltasse à composição original, o tribunal se sujeitaria a um verdadeiro
“efeito sanfona”, já que novas divergências poderiam surgir, e, consequentemente, a ampliação da
colegialidade poderia ser necessária uma vez mais [Peixoto/Becker; Teixeira, pp.39-40; Lucon].
40. Mesmo aqueles que defendem que os julgadores convocados não podem examinar as questões já
decididas por unanimidade indicam que a composição ampliada deve ser mantida para apreciar as
demais matérias do recurso [Wambier I, p.23; Kozikoski/Pugliese II, pp.48, 56;
Cambi/Dotti/Pinheiro/Martins/Kozikoski, p.1403; Teixeira, pp.39-40]. No caso, a restrição estipulada
por essa corrente não possui relevância prática, visto que, como a discordância se deu sobre uma
questão preliminar, nenhum ponto do recurso havia sido decidido por unanimidade.
41. Portanto, reconhecida a legitimidade das Partes [¶¶62-99], o colegiado ampliado tem competência
para decidir sobre as demais matérias da Apelação.

II. A LESTE DEVE INGRESSAR COMO ASSISTENTE SIMPLES E SUSTENTAR ORALMENTE

42. Antevendo os vultosos gastos que rondam este processo, as Apelantes celebraram contrato com a
Leste, sociedade especializada em financiamento de causas [Anexo 17, pp.62-63]. Em virtude de
seu evidente interesse na solução da disputa e em atenção ao requerimento por ela formulado, a
Leste deve ingressar no processo e sustentar oralmente na nova sessão, uma vez que [A] a figura
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do assistente simples se adequa perfeitamente à realidade do financiador, [B] a Leste possui
interesse jurídico para atuar enquanto assistente simples, e [C] o Art. 942, CPC/15 garante
expressamente que terceiros sustentem oralmente perante os novos julgadores.

A. A Leste se amolda à figura do assistente simples

43. A primeira dúvida que pode surgir, no que tange ao requerimento da Leste, é quanto à adequação
do tipo de assistência escolhida. Para que se compreenda precisamente a situação, cabe analisar o
Contrato, que consiste em uma cessão de direitos creditórios de ação judicial [Anexo 17, pp.62-63].
Tal modelo equivale a um contrato de third-party funding, em que o financiador, terceiro estranho à
relação processual, compromete-se a pagar as despesas do processo do financiado. Em troca,
recebe uma porcentagem do valor que a parte pode auferir ao final da demanda [Barker, p.451;
Beraldo II, p.145; Henriques, pp.576-577, Casado Filho, p.89; Kessedjian, p.11].
44. Alheia à disputa, a Leste pretende, de maneira voluntária, intervir no processo em posição
coadjuvante, com o intuito de assegurar o direito das Apelantes. A definição é idêntica, sem tirar
nem pôr, à do assistente simples [Fux, p.9; Cramer, p.179; Câmara, p.86; Costa, p.103; Carneiro, p.193;
Baptista da Silva, p.257]. Nesse sentido, Marcel Engholm Cardoso leciona que “parece-nos possível que
o financiador possa intervir como assistente simples, visto que seu direito de crédito é subordinado à relação jurídica
entre financiado e parte adversa.” [Cardoso, p.119, grifou-se; ver Almeida, p.123; Cabral, p.72].
45. É de máxima relevância enfatizar que o objeto do Contrato consiste no “proveito econômico obtido
com o resultado de ação judicial” [Anexo 17, p.62, §1.1; ver Almeida, p.122; Bertrand, p.609; Cremades,
p.11]. Não se alienou, em nenhuma hipótese, a coisa ou o direito em litígio. Cai por terra, assim,
eventual tese das Apeladas de aplicação do Art. 109, §2º, CPC/15, segundo o qual poderia o
adquirente ou cessionário intervir no processo como assistente litisconsorcial.
46. A assistência litisconsorcial se funda na defesa de interesse próprio pelo fato de o assistente ser
titular da relação jurídica sub judice com o adversário do assistido [Ferraz, p.53; Fux, p.8; Câmara,
p.87; Didier Jr., p.615; Beneduzi, p.219; Dinamarco II, p.449]. Nada disso se observa no presente caso.
47. Em suma, a Leste se enquadra como assistente simples neste processo, eis que se limita a
resguardar o interesse das Apelantes e não defende interesse próprio.

B. A Leste possui interesse jurídico para ingressar como assistente

48. Superado eventual questionamento quanto ao tipo de intervenção cabível, cumpre demonstrar
que a Leste preenche o requisito para assistência simples, qual seja, ser “terceiro juridicamente
interessado” [Art. 119, caput, CPC/15; Carneiro, p.180; Colnago, p.69; Baptista da Silva, p.259].
49. Há autores que defendem que qualquer limitação de ordem prática já seria suficiente para
caracterizar o interesse jurídico [Greco I, p.476; Costa, p.161; Marques, p.371], mas o entendimento
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geral, sustentado pelo STJ, é de que não basta interesse econômico, afetivo ou moral [STJ, REsp
762093; STJ, REsp 1223361; STJ, AgRg no AREsp 805663; STJ, REsp 724365; STJ, AgRg no
AREsp 1262401; ver Fux, p.14; Dinamarco II, p.445; Bueno II, p.165; Medina I, p.230; Colnago, p.69].
50. Nessa esteira, mero interesse econômico não se confunde com interesse jurídico que tenha
núcleo econômico. Não se deve utilizar um conceito jurídico aberto como um dogma, sob o
pretexto de aplicar a jurisprudência a seu favor. O próprio STJ já reconheceu que o fato de o
interesse jurídico estar acompanhado de eventual repercussão econômica não tem o condão de
desnaturá-lo [STJ, REsp 1143166; STJ, REsp 1199940]. É este o caso.
51. A fim de contextualizar, faz-se aqui um breve apanhado do Contrato. A Leste não é mera credora
das Apelantes – hipótese em que o interesse jurídico seria rechaçado [Dinamarco II, p.445; Colnago,
p.70; STJ, REsp 1418593]. Na verdade, figura em relação jurídica contratual diretamente
interligada ao resultado da demanda. Não é força de expressão. Basta ver, para tanto, duas das
cláusulas contratuais que fazem expressa referência ao presente litígio, quais sejam, as Cláusulas
2.2 e 3.2.
52. Devido à sua relevância, transcrevem-se: “2.2. O Cessionário assume a obrigação de arcar com eventuais
custos e ônus de sucumbência, caso as Cedentes sejam condenadas no âmbito da Ação Judicial, até o limite de R$
1.000.000,00 (um milhão de reais) (Sucumbência);” e “3.2. Condição Suspensiva. Caso as Cedentes não
consigam êxito na Ação Judicial, não haverá obrigação de restituir o capital investido ou pagar qualquer tipo de
Prêmio à Cessionária.” [Anexo 17, pp.62-63, grifou-se].
53. É inegável que se trata de um contrato aleatório [ver Casado Filho, p.104; Beraldo II, pp.147-148],
cuja álea se resume, como visto na Cláusula 3.2, ao resultado deste processo. Não bastasse isso, a
Cláusula 2.2 estipula à Leste a obrigação de assumir as eventuais verbas de sucumbência,
revelando a estreita ligação entre o Contrato e o processo. Portanto, a relação contratual entre as
Apelantes e a Leste é intimamente afetada por esta ação.
54. Ora, o interesse jurídico na assistência simples emana da perspectiva de sofrer os efeitos reflexos
da sentença [Barbosa Moreira III, p.25; Fachin, p.70; Cramer, p.179; Medina I, p.228; Carneiro, p.193;
Alvim, p.773]. Isso decorre da titularidade de uma situação jurídica distinta, mas conexa àquela em
questão [Dinamarco V, pp.34-35; Baptista da Silva, pp.262-263; Cramer, p.180; Câmara, p.87; Beneduzi,
p.219; Bueno II, p.161]. Sendo assim, uma vez demonstrado que a Leste é titular de relação jurídica
com as Apelantes, cujo objeto e execução sofrem reflexamente os efeitos da resolução de mérito
do processo, é indiscutível seu interesse jurídico.

C. A Leste pode ingressar no processo, bem como sustentar oralmente

55. Também não prospera o argumento de que a Leste não pode ingressar como assistente simples

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em meio ao procedimento de ampliação do colegiado. Para demonstrar o descabimento da
colocação, devem-se considerar os direitos garantidos ao assistente nos Arts. 119, parágrafo
único, e 942, caput, ambos do CPC/15.
56. De início, o Art. 119, parágrafo único, CPC/15 prevê a possibilidade de ingresso na causa em
qualquer grau de jurisdição [Bueno III, p.532; Beneduzi, p.216; Wambier/Conceição/Ribeiro/Mello,
p.216]. Diga-se mais, para que o assistente simples possa ser admitido, basta que o processo entre
autor e réu esteja em curso [Zaneti Jr., p.194; Greco I, p.477; Bueno II, p.167].
57. Reconhece-se que o próprio parágrafo único do Art. 119, CPC/15 limita os poderes do assistente
ao prever o recebimento do processo no estado em que se encontra. Essa restrição, contudo, diz
respeito ao que o assistente pode ou não fazer, sem representar qualquer óbice ao seu ingresso.
Tão somente significa impedir a repetição de atos que já foram praticados ou estão preclusos
[Fux, p.14; Dinamarco II, p.448; Zaneti Jr., p.194; Bueno III, p.532; Cramer, p.180; Greco I, p.477].
58. Nesse sentido, o ordenamento pretende evitar, na entrada do terceiro, tormentos procedimentais
[Assumpção Neves I, p.193; ver STF, AgRg na Pet 4391; STJ, RMS 51457; STJ, AgRg no REsp
1388768; STJ, Pet 9085], que, francamente, não se observam no presente caso. Veja-se: (i) a Leste
formulou seu pedido de ingresso [Caso, p.4, §20]; (ii) as Partes se manifestam acerca do tema em
memoriais [Anexo 18, p.64]; e (iii) o Tribunal julgará a controvérsia na sessão do Art. 942,
CPC/15 [Anexo 18, p.64]. Não há, portanto, qualquer prejuízo ao devido processo legal.
59. Além disso, as Apeladas podem alegar que, não havendo um novo julgamento do colegiado
ampliado, mas simples prorrogação, a Leste não poderia realizar sustentação oral. Segundo essa
lógica, a intervenção ocorreria em meio à prática de um ato processual e, logo, estaria barrada
pela preclusão acima exposta.
60. A argumentação é falaciosa por completo. Pouco importa a natureza jurídica da técnica
empregada pelo Art. 942, CPC/15 e a unidade de julgamento. Deve-se observar, na verdade, a
garantia prevista no próprio dispositivo, que assegura “às partes e aos terceiros o direito de sustentar
oralmente suas razões perante os novos julgadores”. Esse direito se renova com a sessão de julgamento
ampliado [Araken II, p.457; Didier Jr., p.94; Zaneti Jr., p.1373; Marcacini, p.1291;
Mendes/Silva/Pochmann, p.553; Dias, pp.52-53; Wambier II, p.536/537; Câmara Jr., p.90]. Não cabe,
pois, afirmar a preclusão de um ato processual, se ele apenas surgirá com a sessão que ainda há de
ocorrer.
61. Em suma, não se deve questionar o ingresso da Leste, tampouco sua possibilidade de sustentar
oralmente.

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III. AS PARTES TÊM LEGITIMIDADE PARA PROPOR A AÇÃO ANULATÓRIA C/C INDENIZATÓRIA EM FACE
DA PELLEGRINO E DA MACASU

62. Diante dos inúmeros desvios praticados pela Diretoria e do despropositado aumento do capital
social, levado a cabo na AGE de 24.10.2016, as acionistas minoritárias – R3, Catalu e Anjoli –
houveram por bem ajuizar esta ação em face da Pellegrino e da Macasu [Inicial, pp.7-16]. Na
oportunidade, requereram a anulação do conclave [Inicial, p.16, §39.5.1], bem como a condenação
da Macasu ao pagamento de indenização à Companhia pelo abuso do poder de controle [Inicial,
p.16, §39.5.2].
63. No caso em análise, resta claro que as Partes [A] possuem legitimidade ativa e passiva para o
pedido de anulação de deliberação assemblear e [B] são legítimas para propor a ação
indenizatória em face da Controladora, diferentemente do que fora apontado na Sentença
[Sentença, pp.45-50]. Além disso, [C] a cumulação das ações é possível e recomendável.

A. Há legitimidade ativa e passiva para a propositura da ação anulatória de deliberação


assemblear

64. No tocante ao pedido anulatório, [A.1] as Apelantes são legitimadas para desconstituir
judicialmente a deliberação da AGE de aumento do capital social. Da mesma forma, quanto à
legitimidade passiva, [A.2] a Companhia deve, obrigatoriamente, constar como ré do processo, e
[A.3] a Macasu deve ou, ao menos, pode ser incluída no polo passivo.

A.1. As acionistas minoritárias têm legitimidade ativa para pedir a anulação da deliberação
assemblear

65. Na hipótese de assembleia maculada por conflito de interesses, não apenas o voto determinante
para a formação da maioria é inválido, mas toda a deliberação [¶118]. Nesses casos, são
legitimados ativos para sustentar a anulabilidade da deliberação, por excelência, todos aqueles que
não contribuíram para o resultado viciado [Ferreira, p.1810; Lucena III, pp.1185-1186; Batalha III,
p.1204; Ascarelli, p.386; Rosman/Bulhões-Arieira, p.2096; Eizirik III, p.595; Valladão/Adamek, p.162;
Talamini, pp.108-110; STF, RE 57621; ver TJRJ, AC 02574595620098190001].
66. Em tal categoria, enquadram-se a R3 e a Catalu, que expressamente se opuseram à aprovação do
aumento do capital social [ver Corrêa, p.87; Talamini, p.108; Valladão II, p.121; G. Pereira, p.79;
Hecker, p.236], assim como a Anjoli, que justificadamente não compareceu à AGE [Anexo 8, p.38].
Isso porque o acionista ausente, por óbvio, não refuta nem sequer aquiesce ao resultado da
deliberação [Hecker, p.241; Talamini, pp.109-110; Corrêa, pp.89-90; Valladão II, pp.121-122; G. Pereira,
p.79].

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67. No mais, a fim de afastar qualquer dúvida que porventura subsista, cada um dos acionistas
poderia, até mesmo, ter ajuizado individualmente a ação, consoante Cláusula 8.3 do Acordo de
Acionistas [Anexo 5, pp.33-34, 8.3, ver G. Pereira, pp.88, 267; Lucena III, p.1186; Ferreira, p.1816; L.
Pereira, p.142; Hecker, p.257]. Afinal, como todos são colegitimados, o litisconsórcio ativo
representa mera faculdade – jamais exigência –, diante do caráter unitário do provimento
jurisdicional nesses tipos de pretensão [G. Pereira, pp.265-267; Arruda Alvim III, pp.68-69; ver
Hecker, p.256].
68. Sem prejuízo, o argumento hipotético de que a Macasu – como acionista – também deveria
integrar o polo ativo da demanda é completamente ilógico. Ora, foi a Controladora quem
proferiu voto determinante – e sem vícios de vontade [ver Valladão II, p.122; Corrêa, p.88] – para
que se aprovasse o aumento do capital que findou por diluir a participação das Apelantes. Dessa
forma, tendo em vista que o ordenamento jurídico brasileiro repudia o comportamento
contraditório [Schreiber, pp. 119-120; Talamini, p.111; Rosman/Bulhões-Arieira, p.2096;
Valladão/Adamek, p.178; Hecker, p.241; Tepedino/Barboza/Bodin de Moraes, pp.20-21; Martins-Costa,
p.144; L. Penteado], não lhe caberia propor demanda com objetivo de anular deliberação aprovada
por conta de seu próprio voto [Batalha III, p.1201; Talamini, p.111; Valladão II, p.122; Eizirik III,
p.595; Hecker, p.240].
69. Embora certos autores defendam que mesmo os acionistas na condição da Macasu têm
legitimidade para propor a ação anulatória [Corrêa, p.89; Carvalhosa II, p.514; ver L. Pereira, pp.140-
146], o litisconsórcio ativo, em tal hipótese, é meramente facultativo. Logo, essa divergência não
se mostra relevante para fins práticos.
70. Por fim, de encontro ao que concluiu o Juízo de 1ª instância [Sentença, pp.45-50], é absolutamente
descabida a inclusão da Pellegrino no polo ativo da demanda, dado que, na verdade, a Companhia
possui legitimidade passiva ad causam [¶¶72-74].
71. Portanto, no que concerne ao pleito anulatório, as acionistas minoritárias são dotadas de
inconteste legitimidade ativa.

A.2. A Pellegrino é o sujeito passivo da impugnação à deliberação assemblear

72. Como se sabe, a assembleia geral, ordinária ou extraordinária, é o órgão responsável pela
formação da vontade da companhia [Tavares Borba, p.359; Lucena I, p.1112; Valladão II, p.34; M.
Penteado, p.266; G. Pereira, pp.35-36; Leães II, p.246; Camargo, p.652; STJ, REsp 1330021; STJ, REsp
704975; TJDFT, AC 00104264020128070015; TJRJ, AC 02574595620098190001], que converge
sempre para um único posicionamento, muito embora decorra de atos colegiais: as deliberações
[Corrêa, pp.74-75; G. Pereira, pp.267-268; M. Penteado, pp.266-267; Valladão II, pp.41-42; Ascarelli,
p.371; Camargo, p.652; ver Lamy Filho, p.288; R. Tepedino, p.986; Bulhões Pedreira/Lamy Filho IV, p.80].

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Nesse sentido, toda pretensão que vise desconstituir uma deliberação atenta, antes de tudo, contra
um ato da sociedade [ver G. Pereira, p.268; Valladão II, p.125].
73. De tal premissa, facilmente se extrai que é a Pellegrino quem obrigatoriamente deve integrar o
polo passivo da ação anulatória [ver Corrêa, p.105; Lucena I, p.1112; Talamini, p.127; Valladão II,
p.125; Eizirik III, p.596; Adamek, p.521; Hecker, p.254]. Afinal, seria extremamente temerário
assumir que uma deliberação assemblear pudesse ser impugnada e, ao fim, anulada, sem que a
própria companhia – diretamente interessada [Hecker, p.254] – fosse capaz de defender sua
higidez.
74. Assim, impõe-se a presença da Pellegrino como legitimada passiva para a causa.

A.3. O acionista que votou favoravelmente à deliberação aprovada deve ser incluído no polo
passivo

75. A despeito da inafastável legitimidade passiva da Companhia, para que o direito de ação seja
exercido de maneira regular, todos os favorecidos pela deliberação anulável devem ser incluídos
no polo passivo, em litisconsórcio necessário com a sociedade [Talamini, p.129]. Como a Macasu
teve sua participação societária ampliada em decorrência do aumento do capital social,
beneficiando-se além do que usualmente permite o idôneo exercício da atividade empresária [ver
Comparato, p.90; ¶¶115-133], é inquestionável que foi corretamente acionada pelas Apelantes [ver
Adamek, p.521].
76. Nada obstante, ainda que se refute a obrigatoriedade do litisconsórcio, não se pode negar, ao
menos, sua possibilidade [Eizirik III, p.597; Hecker, pp.254-255]. Isso porque, se o acionista que
votou em sentido contrário ao desfecho da assembleia pode impugná-la, deve-se facultar a sua
defesa àquele que se alinhou ao resultado e para ele contribuiu [Corrêa, p.106; Talamini, p.128;
Hecker, p.267; ver TJSP, AC 20891445820178260000].
77. De todo modo, como a Macasu foi efetivamente incluída no polo passivo, mostra-se irrelevante
discutir se essa medida consiste em faculdade ou obrigação das Apelantes, devendo-se sobrelevar
apenas tal possibilidade e, consequentemente, a indiscutível legitimidade passiva ad causam da
Controladora.
78. Diante disso, é possível afirmar que não há qualquer irregularidade na composição do polo
passivo, uma vez que a Controladora deve – ou, ao menos, pode – ser acionada em litisconsórcio
com a Companhia na ação anulatória da deliberação assemblear.

B. As acionistas minoritárias têm legitimidade para propositura da ação indenizatória em


face da Controladora

79. Quanto ao pedido indenizatório pelos danos causados por abuso de controle da Macasu [Arts.

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116 e 117, LSA; ¶¶134-144], é evidente que as Apelantes possuem legitimidade ativa
extraordinária, conforme o Art. 246, §1º, LSA [ver Dinamarco IV, p.623; Eizirik III, p.369; Lima,
p.718].
80. No que tange à legitimidade para agir, o CPC/15 insculpiu, no Art. 18, a previsão de que “ninguém
poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico”. Assim, em
regra, somente a pessoa que se diz titular do direito subjetivo material tem legitimidade para
exercer o direito de ação correspondente – legitimidade ativa –, sendo certo, também, que
somente será demandado em juízo aquele sujeito identificado como titular da obrigação exigida –
legitimidade passiva. Essa correspondência entre o titular do direito material e o titular do direito
de ação é denominada legitimidade ordinária [Freire, p.114; Armelin, p.117; Cunha III, pp.63-64;
Theodoro Jr. I, p.262; Amaral Santos, p.171; Cintra/Grinover/Dinamarco, p.297; Dalla, p.192].
81. Contudo, o legislador excepciona a regra geral em determinadas situações, admitindo que direito
alheio seja pleiteado em nome próprio. Nessas hipóteses, fala-se no fenômeno da legitimação
extraordinária [Freire, p.117; Armelin, p.121; Cunha III, pp.64-65; Theodoro Jr. I, p.262; Amaral Santos,
p.171; Cintra/Grinover/Dinamarco, p.297; Dalla, pp.192-193], que é justamente a presente, vez que se
trata de ação social, i.e., aquela em que os acionistas vão a juízo por si mesmos para defender
direito da companhia.
82. Assim, não merece ser mantida a conclusão de que as Apelantes seriam ilegítimas para ajuizar a
ação [Sentença, pp.48-49]. O magistrado, na oportunidade, incorreu em error in judicando ao
subsumir o caso ao Art. 159, LSA, cujo enunciado traduz a ação social a ser manejada contra os
administradores da sociedade [Lima, pp.721-722; Lucena II, p.624; Campinho, p.378]. A presente
hipótese, por sua vez, é dirigida à reparação de danos em face da Controladora, apresentando a
via própria do Art. 246, LSA [Inicial, p.16].
83. Embora as Apelantes não titularizem, individualmente, 5% do capital social [Art. 246, §1º, ‘a’,
LSA], não há qualquer óbice à legitimidade. A doutrina e a jurisprudência entendem pela
possibilidade de um conjunto de acionistas, em litisconsórcio ativo, atingir o percentual de 5%
exigido [Dinamarco IV, p.625; Lima, p.718; Bulgarelli I, p.140; STJ, REsp 87919]. No caso, as
Apelantes, juntas, possuem 12% de participação acionária, cumprindo o requisito legal.
84. Ademais, a redução do percentual de participação social é precisamente um dos danos
ocasionados pela Controladora, que acaba por impactar o patrimônio das Apelantes. Admitir a
rigidez do percentual e condicionar a ação à prestação de caução, prevista no Art. 246, §1º, ‘b’,
LSA, violaria a lei e frustraria o mandamento constitucional da inafastabilidade da jurisdição [Art.
5º, XXV, CF; Valladão/Adamek, p.157; ver Mendes/Branco, p.291; Marinoni, pp.359-362; Geraige Neto,
p.54]. Dessa forma, impõe-se reconhecer a legitimidade com base no Art. 246, §1º, ‘a’, LSA.

14
85. Vale lembrar, ainda, que a mens legis para estabelecer um percentual apto a atribuir legitimação nas
ações sociais é impedir demandas meramente emulativas por parte de acionistas com ínfima
participação [ver Fran Martins, p.274; Eizirik III, p.370; Dinamarco IV, p.671; Chediak, p.222]. A
causa caminha em sentido oposto, na medida em que houve abuso no poder de controle [¶¶134-
144] e as acionistas atingem, em conjunto, um percentual qualificado, que não pode ser
considerado desprezível dentro da estrutura societária.
86. De mais a mais, a decisão assemblear para autorizar a propositura da ação é prescindível [Eizirik
III, p.369; STJ, REsp 16410]. Isso porque não é incomum que os administradores, eleitos em sua
maioria pelo controlador, manipulem a assembleia para isentá-lo de responsabilização [Carvalhosa
III, p.70]. O Art. 246, LSA, portanto, não prevê a necessidade de deliberação como um requisito
para que o controlador responda pelos prejuízos causados.
87. Por fim, quanto à legitimidade passiva, o sujeito da ação do Art. 246, LSA, por expressa
disposição legal, é a Controladora [ver Lima, p.720; Carvalhosa III, p.72; Eizirik III, p.368], que,
diante do abuso no exercício de seu poder, causou os danos em apreço.
88. Por todo exposto, está suficientemente demonstrada a legitimidade ativa e passiva para a ação
indenizatória, merecendo a sentença reforma nesse ponto.
89. Nada obstante, ainda que este Tribunal entenda pela ilegitimidade passiva, seja na anulatória, seja
na indenizatória, pontua-se que, por uma questão de economia processual, não se deve extinguir
o processo sem julgamento de mérito, mas, sim, dar às Apelantes a oportunidade de sanar o vício,
tal qual preceitua o Enunciado 296 do FPPC [Dantas II, pp.539-540; Sica, p.865; Cruz e Tucci III].

C. É possível e recomendável a cumulação das ações anulatória e indenizatória

90. Como visto, as Apelantes formularam dois pedidos distintos: um em face de ambas as Apeladas –
Pellegrino e Macasu – e outro em face de apenas uma – Macasu [¶¶64-89]. Há, portanto, duas
demandas que não se confundem [ver Santos, p.566; Araken I, p.236]. Até o momento, procurou-se
demonstrar a legitimidade ativa e passiva em cada uma delas. Aqui, analisa-se o processo sob uma
concepção mais ampla, examinando a possibilidade de, ao mesmo tempo, haver cúmulo subjetivo
(réus diferentes) e objetivo (pedidos diferentes). E, adiante-se, a resposta é positiva.
91. Embora o Art. 327, caput, CPC/15 estabeleça que a cumulação objetiva deve se dar em face do
“mesmo réu”, por certo, essa restrição é mitigada nas hipóteses em que se configura o litisconsórcio
passivo facultativo [Santos, p.566; Theodoro Jr. I, pp.791-792; Marinoni/Arenhart/Mitidiero II, p.431;
Araken III, pp.788-789; Negrão/Gouvêa/Bondioli/Fonseca, p.401; STJ, REsp 1670364; STJ, REsp
1202556; STJ, AREsp 461989; STJ, AgRg no REsp 953731; STJ, REsp 291311; TRF3, AC
00046820220064036100; TJCE, AI 06283617720168060000; TJRJ, AC 02154061620168190001;

15
TJMG, AI 07210720920168130000; TJPR, AI 00031808620128160000]. Assim, a limitação
apenas seria relevante se não fossem atendidas as condições do Art. 113, CPC/15, o que não é o
caso.
92. Com efeito, os incisos II e III do Art. 113, CPC/15 abrem espaço para que pedidos distintos
sejam formulados em face de réus também distintos, desde que, respectivamente, haja (i) conexão
pela causa de pedir ou pedido ou (ii) afinidade de questões por ponto comum de fato ou de
direito. Logo, para que se verifique a validade da cumulação, basta analisar se esses requisitos
foram observados [Marinoni/Arenhart/Mitidiero II, p.431; ver Theodoro Jr. I, pp.791-792; Araken III,
p.788-789; Barbosa Moreira II, p.15; STJ, REsp 1670364; STJ, REsp 291311; STJ, REsp 243674;
TJCE, AI 06283617720168060000; TJPR, AI 00031808620128160000; TJRJ, AC
02154061620168190001].
93. Na situação sub examine, a semelhança apta a justificar a incidência do art. 113, CPC/15 se refere à
causa de pedir. Nesse ponto, percebe-se que o legislador estabeleceu verdadeira gradação,
partindo da hipótese mais exigente – a identidade total de causa – prevista na segunda parte do
Art. 113, II, CPC/15, para a menos exigente – a simples afinidade – enunciada no Art.113, III,
CPC/15 [Bueno II, pp.84-85; Araken IV; Assumpção Neves II, p.308-309; Theodoro Jr. I, pp.526-527;
Abelha; Dinamarco III, pp.101-104].
94. Aqui, a causa de pedir jurídica é comum às duas pretensões: tanto a ação anulatória quanto a
indenizatória se fundamentam no abuso do poder de controle [Inicial, pp.7-16]. Na primeira ação,
impugna-se o voto da Macasu na AGE de 24.10.2016, que levou ao desnecessário aumento de
capital social em detrimento das acionistas minoritárias [¶¶115-133]. Na segunda, questionam-se
as condutas da Controladora em relação aos diretores, visto que escolheu pessoas moralmente
inaptas e foi conivente com a prática de desvios [¶¶134-144]. Ambos os comportamentos
configuram violação aos deveres do acionista controlador [¶¶128, 134].
95. Essa semelhança é o bastante para reconhecer a identidade da causa de pedir, o que, a seu turno,
é suficiente para caracterizar o fenômeno do Art. 113, II, CPC/15 [Theodoro Jr. I, pp.367-368; Cruz
e Tucci II, pp.233-236; Araken IV; STJ, REsp 760383; STJ, REsp 305835; ver Carvalhosa I, p.640],
ainda mais sob uma perspectiva abrangente de conexão, na forma do Art. 55, §3º, CPC/15
[Galdino, p.105; Dinamarco III, p.780; Oliveira, p.171]. Mesmo se assim não o fosse, é evidente que
há, no mínimo, a afinidade de questões por ponto comum de direito do Art. 113, III, CPC/15 [ver
Araken IV; Abelha; Dinamarco III, pp.101-104], autorizando o litisconsórcio passivo.
96. Verifica-se, também, a afinidade por ponto comum de fato. Ora, conforme apontado pelo Laudo
da Patrilu, nos exercícios de 2015/2016, foram apuradas “Despesas Administrativas”, no mínimo,
incomuns e incongruências contábeis [Laudo, pp.41-42]. Bastante plausível, portanto, que os

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supostos déficits que vinham se acumulando e que justificaram o aumento do capital social, em
realidade, tenham decorrido da atuação da Diretoria – com a ciência da Macasu [¶¶134-144].
Assim, as ações anulatória e indenizatória possuem a mesma circunstância fática, o que
demonstra a afinidade na forma do Art. 113, III, CPC/15.
97. Além disso, os demais requisitos do Art. 327, §1º, CPC/15 foram observados, quais sejam: (i) a
compatibilidade entre os pedidos; (ii) a competência do juízo para conhecer de todos eles; e (iii) a
adequação entre os tipos de procedimento [Art. 327, CPC/15; Assumpção Neves II, pp.147-150;
Câmara, pp.196-197; Didier Jr., pp.647-650]. Afinal, (i) os pedidos de anulação da AGE e de
condenação da Macasu não se excluem mutuamente – pelo contrário, estão em perfeita
consonância com o objetivo de reprimir as condutas abusivas da Controladora; (ii) não há
qualquer indicação de que algum desses pedidos deveria tramitar em juízo de competência
especial; e (iii) ambos se submetem ao procedimento comum.
98. Assenta-se, ainda, que a cumulação não só é possível, mas bastante recomendável, como medida
para garantir a economia processual [Abelha; TRF3, AC 00046820220064036100; STJ, REsp
1670364; STJ, REsp 1202556; TJMG, AI 07210720920168130000]. No caso, tendo em vista que
as condutas da Macasu foram praticadas em um contexto de atos abusivos, que vinham
ocorrendo, no mínimo, desde 2015 [Laudo, pp.41-42], é do interesse da jurisdição que sejam
apreciadas conjuntamente, evitando-se soluções contraditórias para situações conexas [ver
Assumpção Neves II, p.268-269; Marinoni/Arenhart/Mitidiero II, p.262; Arruda Alvim II, p.453; STJ,
REsp 305835].
99. Diante disso, evidencia-se que a cumulação das ações anulatória e indenizatória é medida
processual autorizada pelo ordenamento jurídico pátrio, uma vez que as demandas são
juridicamente conexas ou, ao menos, afins. Impedir o cúmulo objetivo e subjetivo seria violar a
garantia constitucional da duração razoável do processo e incorrer em risco de soluções
conflitantes.

IV. A ANULAÇÃO DA DELIBERAÇÃO ASSEMBLEAR E O RESSARCIMENTO DOS PREJUÍZOS SÃO MEDIDAS


NECESSÁRIAS

100. Na AGE de 24.10.2016, a Macasu descumpriu o seu dever de lealdade – como acionista e, em
especial, como controladora – ao votar pelo aumento do capital social da Companhia. Esse voto,
em manifesto conflito de interesses, soma-se (i) à indicação de diretores moralmente inaptos ao
exercício do cargo, (ii) ao incentivo para que praticassem desvios e (iii) à ausência de apuração de
irregularidades de que tinha ciência. Essa condução temerária dos negócios sociais denota o
abuso do poder de controle em que incorreu a Macasu.

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101. Assim, conforme se demonstrará, [A] a causa está madura para julgamento. Isto posto, este
Tribunal [B] deve anular a deliberação, eis que o voto da Controladora foi maculado por conflito
de interesses. Além disso, [C] deve reconhecer o dever da Macasu em indenizar os danos
decorrentes do abuso do poder de controle.

A. A causa está madura para julgamento

102. A apreciação do mérito por parte do Tribunal demanda especial atenção para o Art. 1.013, § 3º, I,
CPC/15, que consagra a teoria da causa madura [Donizetti, p.1324; Theodoro Jr. II, p.1192;
Assumpção Neves II, pp.1652-1656], segundo a qual a causa deve estar em condições de imediato
julgamento para que o Tribunal possa, desde já, analisá-la [Medina II; Assumpção Neves II, p.1653;
Theodoro Jr. II, pp.1256-1257; Câmara, p.520; STJ, AgRg no REsp 1192287; TJRJ, AC
01859103920168190001; TJSP AC 10041365920168260132]. Esse é exatamente o caso em
questão, vez que [A.1] não há necessidade de produção de qualquer outra prova e [A.2.] o direito
ao contraditório foi respeitado.

A.1. Todas as provas necessárias ao pronto julgamento já foram produzidas

103. O primeiro requisito para aplicação da teoria da causa madura é que não haja necessidade de
dilação probatória nos autos [Theodoro Jr. II, p.1260; Marinoni/Mitidiero II, p.205; Nery Jr., pp.385-
424; Dinamarco IV, p.173; TJRJ, AC 01859103920168190001; TJBA, AC 00000534220138050185;
TJMG, AC 00178970820148130133].
104. No caso, esse requisito é suprido pelo Laudo apresentado pela Patrilu, que apontou: (i) valor
incomum no que toca às “Despesas Administrativas” e (ii) lançamentos incorretos, duplicados e de
valores não contabilizados, todos com ciência do Presidente e dos Diretores Financeiro e
Administrativo [Anexo 10, p.42]. Embora se trate de Laudo preliminar, as conclusões ali fixadas
são suficientes para que o Tribunal aprecie o mérito do recurso, por duas principais razões.
105. Em primeiro lugar, a Patrilu possui vasta atuação no mercado, tendo sido listada pelos
especialistas entre as Big Four de seu ramo [Inicial, p.10, §15; Apelação, p.11, §9]. Assim, ao
contrário do que podem alegar as Apeladas, uma simples nota de jornal, que sequer traz o objeto
da “CPI da Patrilu” [Jornal, p.60], não é capaz de depor contra uma reputação solidamente
construída.
106. Em segundo lugar, os próprios administradores da Companhia, em manobra desesperada,
recusaram-se a disponibilizar os dados solicitados [Anexo 10, p.41]. Com efeito, embora a consulta
tivesse como objeto o exame dos balanços patrimoniais desde 2009, os administradores foram
reticentes em fornecer as informações solicitadas, divulgando apenas aquelas referentes aos dois
últimos exercícios sociais [Anexo 10, p.41]. Note-se que sequer foram dadas justificativas para

18
negar a apresentação desses documentos [Escl., p.4, ix]. Essa “resistência contumaz” [Laudo, p.41, §4]
evidencia o óbvio: os administradores têm – muito – o que esconder.
107. A despeito da tentativa de apagar os rastros de ilicitude, a Patrilu conseguiu apurar desvios e
inadequações na contabilidade da Pellegrino, cujos balanços, por mais incongruentes que fossem,
contavam com as rubricas do Presidente e de dois Diretores [¶¶134-144]. A situação é bastante
clara: sem qualquer compromisso com o bom desenvolvimento da Companhia, os
administradores, com a ciência da Macasu, realizaram fraudes nas demonstrações financeiras. E o
Laudo da Patrilu, embora preliminar, é suficiente para comprovar esse fato.
108. Portanto, não se verifica qualquer necessidade de produzir novas provas, uma vez que apenas
serviriam para corroborar o que já fora evidenciado. Nesse sentido, em caso recente, o TJSP
entendeu que a causa estava madura para julgamento, pois “não se admitia, na hipótese, a produção de
provas inúteis ou meramente protelatórias” [TJSP, AC 10120454620158260405].
109. Na remota hipótese de se considerar que as provas acostadas não são suficientes para precisar o
quantum do prejuízo, por certo, bastam para demonstrar o direito das Apelantes. Sobre o tema, o
STJ firmou o entendimento de que, quando não é possível fixar, já no processo de conhecimento,
o montante do dano causado pelo abuso de poder do acionista controlador, essa apuração deverá
ocorrer na liquidação da sentença. Assim, não estando o juiz convencido da procedência da
extensão do pedido, pode reconhecer o direito e remeter as partes à liquidação [STJ, REsp
162194; STJ, REsp 798264]. Isto é, a quantificação do dano provocado pela Macasu pode ser
analisada em fase posterior de liquidação da sentença.
110. Em suma, tendo em vista que todos os fatos necessários ao julgamento do pedido foram
devidamente comprovados, não há necessidade de maior dilação probatória.

A.2. O direito ao contraditório foi respeitado

111. O segundo requisito para que a causa seja considerada madura é que todas as alegações
necessárias para o julgamento do mérito tenham sido desenvolvidas [Theodoro Jr. II, p.1257; Silva
Jr., p.83; Dinamarco VI, pp.172-173; Cruz e Tucci IV; Medina II; TRF4, AC 50045503420114047108;
TJMG, AC 00178970820148130133; STJ, REsp 981416; STJ RMS 33395; TRF2, AMS
200651010144067; ver TJMG, AC 02774524220138130024]. Não há dúvidas de que esse
pressuposto também foi preenchido no caso em tela, já que ambas as Partes tiveram, e ainda
terão, a oportunidade de se manifestar antes do julgamento, inclusive realizando sustentação oral
[Tira de Julgamento, p.61; Despacho, p.64].
112. Não se pode olvidar que, além de os presentes memoriais oportunizarem a ambas as Partes a
defesa de seus pontos de vista, as Apelantes, ao elaborarem sua resposta à Apelação, deveriam ter
empregado o mesmo cuidado que teriam ao contestar a demanda. Afinal, por expressa previsão

19
do Art. 1.013, §3º, I, CPC/15 é possível a reforma da sentença e o julgamento do mérito pelo
Tribunal [Negrão/Gouvêa/Bondioli/Fonseca, p.405].
113. Nesse ponto, vê-se que a regra da teoria da causa madura não configura afronta ao princípio da
ampla defesa, uma vez que as Apeladas também poderiam recorrer do acórdão [ver Assumpção
Neves II, p.1653; STJ, REsp 874507].
114. Logo, como o contraditório foi – e continua a ser – respeitado e não há necessidade de se
produzirem novas provas, a causa está madura para julgamento. Destarte, deve o Tribunal se
debruçar sobre o mérito da questão, sob pena de decisão citra petita [Didier Jr./Cunha I, p.227].

B. A deliberação da AGE de 24.10.2016 não atendeu ao interesse da Companhia e deve ser


anulada

115. A Macasu era acionista majoritária e controladora da Pellegrino, com 52% das ações ordinárias,
ao passo que as Apelantes eram titulares de 16% cada [Caso, p.1, §4]. Contudo, não satisfeita, na
AGE de 24.10.2016, a Macasu conseguiu aprovar a emissão de novas ações, sob expressa
discordância das Apelantes presentes. A subscrição da totalidade desses títulos fez com que sua
participação social alcançasse inacreditáveis 88% das ações ordinárias [Caso, p.3; §10; Caso, p.1, §3].
116. Ocorre que tal conduta atenta contra os interesses da Companhia. Explica-se. O interesse social
não corresponde, tão somente, ao de um único acionista – ainda que do controlador –, mas, sim,
à comunhão dos interesses de todos eles para realização de um objetivo comum [Leães II, pp.245-
246; Carvalhosa II, p.510], qual seja, (i) a geração de lucros [Eizirik I, p.678; Carvalhosa I, p.78;
Miranda Valverde I, p.74; Tavares Guerreiro I, pp.70-71; Batalha I, p.67; Campinho, p.29; Tavares Borba,
pp.187-188; Frazão, p.209; Bulgarelli II, p.58] e (ii) o cumprimento da função social [Frazão, p.209;
Bulhões Pedreira/Lamy Filho IV, pp.89-90; Proença, pp.14-15; De Lucca, pp.159-161; Bulgarelli II, p.58].
117. Tal objetivo deve ser perseguido por todos os acionistas, cujos votos devem considerar os
interesses daqueles que trabalham na companhia e da comunidade em que esta atua [Bulhões
Pedreira/Lamy Filho II, pp.836-839; Lucena I, p.1085; Comparato/Salomão, pp.322-323 e 371; ver
Eizirik I, p.679].
118. Desse modo, o conflito de interesses se caracteriza quando o acionista possui dois desígnios
incompatíveis [Carnelutti, p.75; C. Barroso, p.27]: um enquanto indivíduo; outro enquanto membro
da sociedade empresária [Eizirik II, p.379; Galgano, p.251]. Em casos como esse, a deliberação
tomada com base em voto conflitante é anulável [Corrêa, p.154; Ferreira, p.1460; Lazzareschi, p.244;
Lucena I, p.1067; Batalha III, p.1206; Tavares Borba, p.340; Ulhoa Coelho, p.313; Comparato, p.91;
Valladão II, p.117; Ascarelli, pp.384-385; Eizirik I, p.656; Lamy Rego, p.420; R. Tepedino, p.986; G.
Pereira, p.77; Bulhões Pedreira/Lamy Filho I, p.154].

20
119. A verificação da existência desse conflito depende de uma análise material [Leães I, pp.25-26;
Valladão I, p.259; Miranda Valverde II, pp.116, 315; Cunha Peixoto, pp.81-83; Lacerda Teixeira/Tavares
Guerreiro, p.278; Carvalho de Mendonça, p.64; Batista Martins, pp.58-63; Moraes, pp.68-69; Campinho,
p.266; Nascimento, p.89; M. Penteado, pp.252-253; Pimenta da Cunha, pp.268-270; Couto Silva, p.34].
Nessa linha, o conflito se configura quando, após a deliberação, constata-se que o voto se deu no
sentido oposto ao interesse social [ver CVM PAS RJ 2014/10556].
120. No caso, o aumento do capital social não trouxe qualquer benefício à Pellegrino ou aos demais
acionistas. Muito pelo contrário, lesou-as gravemente. O prejuízo imposto às Apelantes é
evidente, uma vez que "a redução de sua participação importa perda de valor econômico" [Escl., p.1, i; ver
Bulhões Pedreira/Lamy Filho V, p.248]. Em outros termos, o aumento do capital social acarreta a
redução da parcela do lucro ou do patrimônio líquido correspondente a cada ação [Eizirik II,
p.503]. Assim, verificando-se a diluição injustificada da participação societária e a afronta ao
interesse social, patente se torna o conflito de interesses da Macasu [ver Eizirik II, p.504].
121. Repise-se: o referido prejuízo não era desconhecido pela Controladora. As Apelantes presentes
na AGE indicaram expressamente que não teriam condições de subscrever as novas ações
emitidas [Escl. p.5, xiv]. No entanto, cega ante a possibilidade de aumentar sobremaneira sua
participação na Companhia, a Macasu promoveu o aumento do capital social, sem quaisquer
estudos prévios que demonstrassem que os novos aportes seriam imprescindíveis à recuperação
da empresa, reforçando a invalidade do conclave [ver TJSP, AC 00551389419968260000].
122. Nesse sentido, como ressaltado pela Corte de Paris no caso S.A. Combe, em 1934, a regularidade
da forma do aumento de capital social não é obstáculo à sua anulação, quando a decisão não for
tomada de boa-fé em prol do interesse da sociedade, mas, sim, para favorecer um grupo de
acionistas que contava com a vantagem da maioria [Bulhões Pedreira/Lamy Filho V, p.249].
123. As Apeladas poderiam alegar que tal deliberação se justifica, diante do suposto déficit no balanço
da Pellegrino [Caso, p.2, §§7-8]. Entretanto, além de haver outras soluções viáveis, tal razão não
goza de credibilidade, uma vez que os mesmos diretores que alegaram a crise praticaram desvios
na condução da Companhia, consoante o Laudo da Patrilu [Laudo, p.41, §§7-8; ¶¶103-110].
124. Em verdade, fosse tal financiamento necessário, seria possível realizá-lo sem causar dano às
Apelantes, por meio da injeção de capital de terceiros, seja por empréstimos, seja por emissão de
debêntures. O uso de recusos de terceiros aumenta a taxa de rentabilidade do patrimônio líquido,
pois os juros pagos são normalmente inferiores à renda do capital aplicado no ativo, de modo que
a subscrição de novas ações é sempre considerada o último recurso a ser utilizado [Bulhões
Pedreira/Lamy Filho III, p.246-247]. Essa é a prática usual do mercado, já que o aumento do capital
social implica novo sacrifício dos acionistas e eventual prejuízo àqueles que não forem capazes de

21
suportá-lo [Rosman, p.1370], além de pouco ou nada acrescentar à estabilidade e segurança da
companhia [Bulhões Pedreira/Lamy Filho III, p.246].
125. Não só isso, o aumento do capital social não tem como consequência necessária a recuperação da
atividade empresária. Pelo contrário, em tempos de crise econômica como o presente [Caso, p.2,
§7], pode representar risco à solvabilidade, eis que se torna mais difícil promover desmobilizações
tempestivas e vantajosas [M. Penteado, p.71].
126. Com efeito, a crise na Pellegrino é estrutural, vide o recorrente déficit experimentado, sendo
impulsionada pela conjuntura desfavorável do país [Caso, p.2, §§6-7]. Aumentar a capacidade de
contrair obrigações, por meio do acréscimo de ativos, não se revela útil, quando a reorganização e
a realocação dos recursos se apresentam como as melhores medidas para solucionar tal crise.
127. Logo, a Macasu violou o interesse social em todas as suas facetas, ao prejudicar as acionistas
minoritárias em prol de seus objetivos privados ensejando infundado aumento de capital social.
128. Nesse ponto, ressalta-se que o conflito de interesses é parâmetro nuclear para que se verifique o
abuso no exercício do poder de controle [Comparato/Salomão, p.388; Tavares Guerreiro II, p.30].
Como o voto conflitante foi proferido pela Macasu – acionista controladora –, houve clara
violação do dever de lealdade inerente à sua posição [Lucena I, p.1085; Lazzareschi, p.263; Fran
Martins, p.411; Rebelo, p.68; Kozlowski, p.27; Spinelli, p.138; CVM, PAS RJ 2008/1815], o que
configura abuso, na forma do Art. 117, §1º, ‘c’, LSA [Fran Martins, p.404; Moraes, pp.62-63; Lucena
I, p.1059; Comparato/Salomão, p.317; TJRJ, AC 574092].
129. Tendo em vista que o controlador detém o poder político da companhia, o intérprete deve
realizar um exame ainda mais rigoroso de seu voto [Bulhões Pedreira/Lamy Filho V, p.236; Fran
Martins, p.405; Batalha II, pp.562-563; Eizirik I, p.240; Valladão I, pp.64-65; Comparato, p.93], sobre o
qual incide, de maneira contundente, o dever de perseguir o interesse social [Art. 115, caput, LSA;
Prado, pp.244-245; Leães I, p.11,13,20-21]. A Macasu, como evidenciado, não observou esse
parâmetro.
130. No mais, de acordo com o Art. 117, §1º, ‘c’, LSA é imperioso que a decisão proferida seja, além
de contrária aos interesses da companhia, lesiva aos acionistas minoritários [Eizirik I, p.692]. Tais
requisitos foram observados neste caso. Com efeito, o aumento do capital social só ocorrerá no
interesse da Companhia quando: (i) a sociedade sofrer perdas extraordinárias; (ii) ocorrerem
modificações nas condições de operação; ou (iii) a Companhia empreender expansão da
produção ou da capacidade instalada [Bulhões Pedreira/Lamy Filho III, p.247].
131. Ora, no presente caso, não se verifica qualquer uma dessas hipóteses. O momento de
instabilidade pelo qual passa a Pellegrino não decorreu de fato extraordinário, sendo imputável,
tão somente, às ações da Controladora, que, para além da má gestão, permitiu e incentivou os

22
desvios por parte dos membros da Diretoria [¶¶134-144].
132. A título de argumentação, fosse o caso de o cumprimento do objeto social ter se tornado inviável,
a Controladora deveria ter proposto a reestruturação das dívidas, a recuperação judicial ou
extrajudicial ou, até mesmo, a dissolução total da Pellegrino, e não um aporte financeiro, que se
mostra infrutífero diante da situação de crise da Companhia [cf. Escl., p.3, v]. Seguindo essa lógica,
o Tribunal de Justiça Europeu avalia não haver utilidade nos auxílios de Estado às sociedades
empresárias, quando se verifica ser pouco provável que elas consigam, de fato, recuperar-se
[Processos 40/85; 223/85; 234/84; 456/00].
133. Em síntese, a deliberação deve ser anulada, uma vez que a Macasu votou de forma contrária ao
interesse social, abusando do seu poder de controle.

C. Os prejuízos reclamados na Inicial devem ser ressarcidos

134. Como relatado, a Pellegrino sofreu, em virtude das condutas da Macasu, inúmeros prejuízos
financeiros que se originam dos desvios praticados pelos diretores [Laudo, pp.41-42; Escl., pp.3-4,
vi]. Nesse sentido, a Macasu violou os deveres impostos ao controlador quando [C.1] indicou
diretores moralmente inaptos para o exercício do cargo, induzindo-os a cometer ilícitos [Art. 117,
§1º, ‘d’, ‘e’, LSA] e [C.2] não apurou eventuais irregularidades das quais tinha ciência [Art. 117,
§1º, ‘g’, LSA].

C.1. A Macasu elegeu administradores moralmente inaptos para o cargo, induzindo-os a


praticar atos ilegais

135. O dever de lealdade inerente ao poder de controle não se limita a votar de forma consoante com
os interesses da companhia [¶¶128-129], mas também envolve a obrigação de eleger diretores
moralmente aptos para o exercício do cargo. Ademais, ante o dever de diligência mínima, a
responsabilidade do controlador advém de quando o mesmo sabia ou, ao menos, deveria saber
dos atos irregulares praticados [Fran Martins, p.410; Batalha II, p.567; Eizirik I, p.693; ver Parente,
p.111; Grebler, p.38].
136. À luz dessa análise, percebe-se que a Macasu violou ambos os deveres, já que indicou diretores
moralmente inaptos – ante os desvios praticados – e optou por ignorar as inconsistências
contábeis e despesas incomuns na administração da Companhia, de conhecimento do Presidente
e de dois diretores [Laudo, pp.41-42]. A Controladora tinha, pois, ciência das irregularidades
praticadas pela Diretoria [ver Laudo, p.41, §8] e, ainda assim, manteve-se inerte.
137. Na remota hipótese de se entender que a Macasu não sabia ou não influenciou a conduta dos
diretores, deve-se admitir que, pelo menos, deveria saber, frente ao dever de diligência que lhe é
imposto [ver Fran Martins, p.410; Batalha II, p.567; Eizirik I, p.693; Parente, p.111]. De fato, o

23
acionista controlador possui um dever de zelo ainda mais acentuado do que os demais [¶¶128-
129], sendo imperativo que empregue esforços para manter a companhia dentro da legalidade. Se
a Patrilu foi capaz de perceber os desvios e as fraudes analisando a documentação contábil de
apenas dois exercícios, a Controladora, que deve ter acesso a qualquer informação referente à
Companhia [ver Sampaio Campos, p.1118], tinha a obrigação de, no mínimo, verificar os livros
sociais.
138. Outrossim, observa-se que um dos membros da família fundadora da Macasu – Raquel Zeini –
compõe a Diretoria da Pellegrino [Escl., p.6-7, xxi]. Tal relação de parentesco demonstra que a
Macasu possui um vínculo pessoal com a administração, para além do que usualmente se espera
dos acionistas controladores. Por mais essa razão, a Controladora possuía meios para saber dos
desvios que vinham sendo perpetrados.
139. Isso reforça, ainda, a incidência do Art. 117, §1º, ‘e’, LSA, relativo à indução do administrador à
prática de atos em descumprimento aos deveres legais e estatutários. Aliás, essa influência fica
ainda mais clara quando se observa que a Macasu mantém membros de sua família fundadora nos
quadros da Diretoria desde a criação da Companhia [Caso, p.2, §6; Escl., pp.6-7, xxi]. Tal situação
se reflete na resistência contumaz dos administradores em fornecer os documentos solicitados
[¶106]. Certamente, não se trata de simples coincidência.
140. Logo, verifica-se que a Macasu violou seus deveres como acionista controladora ao eleger
diretores moralmente inaptos e ao induzi-los a praticar atos ilegais.

C.2. A Macasu não apurou abusos praticados pelos diretores

141. Não bastassem tais condutas, a Controladora violou o citado dever de lealdade ao não apurar as
irregularidades de que tinha ciência. Essa violação consiste em se omitir na apuração de
denúncias das quais sabia ou deveria saber, conforme Art. 117, §1º, ‘g’, LSA [Batalha II, p.568;
Lucena I, p.1109; Eizirik I, p.697].
142. Observa-se, assim, o chamado abuso do poder de controle por omissão, que se verifica sempre
que o controlador possui um dever jurídico de agir e, não o fazendo, viola seu dever de diligência,
informado pela boa-fé objetiva [Frazão, pp.329-352]. Esse é exatamente o caso em questão. Não
apenas a Macasu elegeu administradores moralmente inaptos para o cargo, como também sabia
de seus desvios e nada fez [Anexo 9, p.41]. Mais uma vez, a Controladora demonstrou que seu
compromisso é apenas consigo mesma.
143. Por fim, frise-se que, ante o caráter meramente exemplificativo das alíneas do Art. 117, LSA
[Farah, p.406; Gonçalves Neto, p.153; Salomão, p.195; CVM, PAS RJ 2008/1815; STJ, REsp 798264],
basta que a Controladora incorra em uma das modalidades acima tratadas para que se configure o
abuso do poder de controle e, por conseguinte, o dever de indenizar [Wald, p.12; Moraes, p.68;

24
Farah, p.406; Fran Martins, p.411; Paes, p.96; Gonçalves Neto, p.154].
144. Por todo o exposto, os prejuízos ocasionados pela Macasu devem ser ressarcidos, em virtude do
inequívoco abuso do poder de controle.

PEDIDOS

145. Frente ao exposto, as Apelantes requerem que este Tribunal reconheça a competência do
colegiado ampliado para julgar o recurso, na forma do Art. 942, CPC/15, bem como:
(i) a admissão da Leste como assistente simples no processo, garantindo-lhe o direito de
sustentar oralmente na nova sessão de julgamento;
(ii) o provimento da Apelação para que seja reformada a Sentença, reconhecendo-se a
legitimidade das Partes;
(iii) desde logo, a apreciação do mérito da controvérsia, julgando-se os pedidos procedentes
para: (a) anular a deliberação da AGE de 24.10.2016; e (b) condenar a Macasu a ressarcir
os danos causados à Pellegrino pelo abuso de poder de controle.
(iv) Subsidiariamente, a remessa dos autos ao Juízo de 1ª instância, caso se entenda que a
causa não está madura para julgamento.

/assinado/
Equipe 105

25
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Valladão I FRANÇA, Erasmo Valladão Azevedo e Novaes. Conflito de ¶¶ 119, 129


interesses nas assembleias de S.A. São Paulo: Editora Malheiros,
1993.

Valladão II FRANÇA, Erasmo Valladão Azevedo e Novaes. Invalidade das ¶¶ 66, 68,
deliberações de assembleia das S.A. São Paulo: Editora Malheiros, 72, 73, 118
1999.

Valladão/Adamek FRANÇA, Erasmo Valladão Azevedo e Novaes; ADAMEK, ¶¶ 65, 68, 84


Marcelo Vieira von. Algumas notas sobre o exercício abusivo da ação
de invalidação de deliberação assemblear. In: YARSHELL, Flávio
Luiz; PEREIRA, Guilherme Setoguti J. (Coords.). Processo
societário. São Paulo: Editora Quartier Latin, 2012.

Wald WALD, Arnoldo. A responsabilidade dos sócios na sociedade civil e ¶ 143


na sociedade anônima. In: Revista do Ministério Público, n. 36, 2010.

Wambier I WAMBIER, Teresa Arruda Alvim. Ampliar a Colegialidade: a ¶¶ 22, 40


que custo? In: Res Severa Verum Gaudium, n.1, 2017.

Wambier II WAMBIER, Teresa Arruda Alvim. Ampliar a colegialidade: valeu ¶¶ 21, 60


a pena? NERY JR., Nelson; WAMBIER, Teresa Arruda Alvim
(Coords.). São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2017.

xix
Wambier III WAMBIER, Teresa Arruda Alvim. Ampliação da colegialidade ¶¶ 24, 27
como técnica de julgamento. In: WAMBIER, Luiz Rodrigues;
WAMBIER, Teresa Arruda Alvim (Coords.). Temas Essenciais
do Novo CPC: Análise das principais alterações do sistema processual
civil brasileiro. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016

Wambier/Conceição WAMBIER, Teresa Arruda Alvim; CONCEIÇÃO, Maria ¶¶ 24, 56


/Ribeiro/Mello Lúcia Lins; RIBEIRO, Leonardo Ferres da Silva; MELLO,
Rogério Licastro Torres de. Primeiros comentários ao novo código de
processo civil: artigo por artigo. São Paulo: Editora Revista dos
Tribunais, 2015.

Zaneti Jr. ZANETI JR., Hermes. Art. 942. In: CABRAL, Antonio do ¶¶ 15, 24,
Passo; CRAMER, Ronaldo. Comentários ao Novo Código de 27, 56, 57,
Processo Civil. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2015. 60

DECISÕES BRASILEIRAS

Citação Referência completa Citado em

CVM PAS RJ CVM, Processo Administrativo Sancionador RJ ¶ 119


2014/10556 2014/10556, Rel. Dir. Pablo Renteria, j. 28.11.2017.

CVM, PAS RJ 2008/1815 CVM, Processo Administrativo Sancionador RJ ¶¶ 128, 143


2008/1815, Rel. Diretor Eli Loria, j. 28.04.2009.

STF, AgRg na Pet 4391 STF, Agravo Regimental na Petição 4391/RJ, Rel. ¶ 58
Min. Joaquim Barbosa, Rel. Min. p/ acórdão Teori
Zavascki, Tribunal Pleno, j. 09.10.2014.

STF, RE 57621 STF, Recurso Extraordinário 57621/RJ, Rel. Min. ¶ 65


Cândido Motta, Primeira Turma, j. 16.08.1966.

STJ, AgRg no AREsp STJ, Agravo Regimental no Agravo em Recurso ¶ 49


724365 Especial 724365/SP, Rel. Min. Raul Araújo, Quarta
Turma, j. 16.06.2016.

STJ, AgRg no AREsp STJ, Agravo Regimental no Agravo em Recurso ¶ 49


805663 Especial 805663/RS, Rel. Min. Marco Aurélio

xx
Bellizze, Terceira Turma, j. 20.10.2016.

STJ, AgRg no EREsp STJ, Agravo Regimental no Embargos de ¶ 49


1262401 Divergência no Recurso Especial 1262401/BA, Rel.
Min. Humberto Martins, Corte Especial, j.
25.04.2013.

STJ, AgRg no REsp STJ, Agravo Regimental no Recurso Especial ¶ 102


1192287 1192287-SP, Rel. Min. Benedito Gonçalves,
Primeira Turma, j. 03.05.2011.

STJ, AgRg no REsp STJ, Agravo Regimental no Recurso Especial ¶ 58


1388768 1388768/PE, Rel. Min. Mauro Campbell Marques,
Decisão Monocrática, j. 01.09.2015.

STJ, AgRg no REsp STJ, Agravo Regimental no Recurso Especial ¶ 91


953731 953731/SP, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda
Turma, j. 02.10.2008.

STJ, AREsp 461989 STJ, Agravo em Recurso Especial 461989/DF, Rel. ¶ 91


Min. Sidnei Beneti, Decisão Monocrática, j.
27.02.2014.

STJ, Pet 9085 STJ, Petição 9085/SP, Rel. Min. Marco Buzzi, ¶ 58
Decisão Monocrática, j. 22.06.2012.

STJ, REsp 1143166 STJ, Recurso Especial 1143166/RJ, Rel. Min. Nancy ¶ 50
Andrighi, Terceira Turma, j. 16.12.2010.

STJ, REsp 1199940 STJ, Recurso Especial 1199940/RJ, Rel. Min. Nancy ¶ 50
Andrighi, Terceira Turma, j. 01.03.2011.

STJ, REsp 1202556 STJ, Recurso Especial 1202556/MG, Rel. Min. ¶ 91, 98
Nancy Andrighi, Terceira Turma, j. 07.12.2010.

STJ, REsp 1223361 STJ, Recurso Especial 1223361/PE, Rel Min. ¶ 49


Herman Benjamin, Segunda Turma, j. 07.06.2011.

xxi
STJ, REsp 1330021 STJ, Recurso Especial 1330021/SP, Rel. Min. Luis ¶ 72
Felipe Salomão, Quarta Turma, j. 17.03.2016.

STJ, REsp 1418593 STJ, Recurso Especial 1418593/MS, Rel. Min. Luis ¶ 51
Felipe Salomão, Segunda Seção, j. 14.05.2014.

STJ, REsp 162194 STJ, Recurso Especial 162194/SP, Rel. Min. Barros ¶ 109
Monteiro, Quarta Turma, j. 17.12.1999.

STJ, REsp 16410 STJ, Recurso Especial 16410/SP, Rel. Min. Salvio de ¶ 86
Figueiredo Teixeira, Quarta Turma, j. 14.12.1992.

STJ, REsp 1670364 STJ, Recurso Especial 1670364/RS, Rel. Min. Nancy ¶¶ 91, 92,
Andrighi, Terceira Turma, j. 06.06.2017. 98

STJ, REsp 243674 STJ, Recurso Especial 243674/PE, Rel. Min. João ¶ 92
Otávio de Noronha, Segunda Turma, j. 28.10.2003.

STJ, REsp 291311 STJ, Recurso Especial 291311/RO, Rel. Min. Barros ¶¶ 91, 92
Monteiro, Quarta Turma, j. 22.02.2005.

STJ, REsp 305835 STJ, Recurso Especial 305835/RJ, Rel. Min. Jorge ¶¶ 95, 98
Scartezzinni, Quinta Turma, j. 03.10.2002.

STJ, REsp 704975 STJ, Recurso Especial 704975/SP, Rel. Min. ¶ 72


Massami Uyeda, Quarta Turma, j. 19.08.2008.

STJ, REsp 760383 STJ, Recurso Especial 760383/RJ, Rel. Min. Arnaldo ¶ 95
Esteves Lima, Quinta Turma, j. 26.09.2006.

STJ, REsp 762093 STJ, Recurso Especial 762093/RJ, Rel. Min. Luiz ¶ 49
Fux, Primeira Turma, j. 20.05.2008.

STJ, REsp 798264 STJ, Recurso Especial 798264/SP, Rel. Min. Carlos ¶¶ 109, 143
Alberto Menezes Direito, Terceira Turma, j.
06.02.2007.

STJ, REsp 874507 STJ, Recurso Especial 874507/SC, Rel. Min. Luis ¶ 113

xxii
Felipe Salomão, Quarta Turma, j. 14.06.2011.

STJ, REsp 87919 STJ, Recurso Especial 87919/PE Rel. Min. Eduardo ¶ 83
Ribeiro, Terceira Turma, j. 06.04.1999.

STJ, REsp 981416 STJ, Recurso Especial 981416/SP, Rel. Min. Luis ¶ 111
Felipe Salomão, Quarta Turma, j. 04.10.2012.

STJ, RMS 33395 STJ, Recurso Ordinário em Mandado de Segurança ¶ 111


33395/SP, Rel. Min. Eliana Calmon, Segunda
Turma, j. 16.04.2013.

STJ, RMS 51457 STJ, Recurso em Mandado de Segurança 51457/ES, ¶ 58


Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Decisão
Monocrática, j. 07.06.2017.

TJBA, AC TJBA, Apelação Cível 00000534220138050185, Rel. ¶ 103


00000534220138050185 Des. Lícia de Castro L. Carvalho, Quarta Câmara
Cível, j. 19.09.2017

TJCE, AI TJCE, Agravo de Instrumento ¶¶ 91, 92


06283617720168060000 06283617720168060000, Rel. Des. Paulo Airton
Albuquerque Filho, Primeira Câmara Direito
Público, j. 18.12.2017

TJDFT, AC TJDFT, Apelação Cível 00104264020128070015, ¶¶ 91, 92


00104264020128070015 Rel. Des. Flavio Rostirola, Primeira Turma Cível, j.
18.09.2013.

TJMG, AC TJMG, AC 00178970820148130133, Rel. Des. ¶¶ 103, 111


00178970820148130133 Mariza de Melo Porto, Décima Primeira Câmara
Cível, j. 19.08.2015.

TJMG, AC TJMG, AC 02774524220138130024, Rel. Des. ¶ 111


02774524220138130024 Valdez Leite Machado, Décima Quarta Câmara
Cível, j. 27.02.2014.

TJMG, AI TJMG, Agravo de Instrumento ¶¶ 91, 98


07210720920168130000 07210720920168130000, Rel. Des. Vasconcelos Lins,

xxiii
Décima Oitava Câmara Cível, j. 13.06.17.

TJMS, AC TJMS, Apelação Cível 08027057420148120021, Rel. ¶ 24


08027057420148120021 Des. Des. Fernando Mauro Moreira Marinho,
Terceira Câmara Cível. j. 11.07.2017.

TJPR, AI TJPR, Agravo de Instrumento ¶¶ 91, 92


00031808620128160000 00031808620128160000, Rel. Des. Augusto Lopes
Cortes, Décima Primeira Câmara Cível, j.
18.04.2012.

TJRJ, AC TJRJ, Apelação Cível 00489025020098190038, Rel. ¶ 16


00489025020098190038 Des. Marianna Fux, Vigésima Quinta Câmara Cível,
j. 18.05.2016.

TJRJ, AC TJRJ, Apelação Cível 01859103920168190001, Rel. ¶¶ 102, 103


01859103920168190001 Des. Tereza Cristina Sobral Bittencourt Sampaio,
Vigésima Sétima Câmara Cível, j. 09.01.2018.

TJRJ, AC TJRJ, Apelação Cível 02154061620168190001, Rel. ¶¶ 91, 92


02154061620168190001 Des. Ricardo Rodrigues Cardozo, Décima Quinta
Câmara, j. 30.01.2017.

TJRJ, AC TJRJ, Apelação Cível 02574595620098190001, Rel. ¶¶ 65, 72


02574595620098190001 Des. Fernando Cerqueira Chagas, Décima Primeira
Câmara Cível, j. 30.08.2017.

TJRJ, AC 574092 TJRJ, AC 574092, Rel. Des. Lindberg Montenegro, ¶ 128


Segunda Câmara Cível, j. 18.5.1993.

TJRS, AC TJRS, Apelação Cível 03208916620178217000, Rel. ¶ 33


03208916620178217000 Des. Jorge Luiz Lopes do Canto, Quinta Câmara
Cível, j. 18.12.2017.

TJSC, EDcl TJSC, Embargos de Declaração ¶ 24


00019103520108240045 00019103520108240045, Rel. Des. André Carvalho,
Primeira Câmara de Direito Civil, j. 09.11.2017.

TJSP AC TJSP, Apelação Cível 10041365920168260132, Rel. ¶ 102

xxiv
10041365920168260132 Des. Edgard Rosa, Vigésima Quinta Câmara da
Seção de Direito Privado, j. 14.12.2017.

TJSP AC TJSP, Apelação Cível 10120454620158260405, Rel. ¶ 108


10120454620158260405 Des. Renato Rangel Desinano, Décima Primeira
Câmara de Direito Privado, j. 11.01.2018.

TJSP, AC TJSP, Apelação Cível 00551389419968260000, Rel. ¶ 121


00551389419968260000 Des. Yussef Cahali, Oitava Câmara de Direito
Privado, j. 13.05.1998.

TJSP, AC TJSP, Apelação Cível 10014038020148260362, Rel. ¶ 16


10014038020148260362 Des. Sá Duarte, Trigésima Terceira Câmara de
Direito Privado, j. 11.12.2017.

TJSP, AC TJSP, Apelação Cível 10017862120178260405, Rel. ¶ 24


10017862120178260405 Des. Francisco Giaquinto, Décima Terceira Câmara
de Direito Privado, j. 09.01.2018.

TJSP, AC TJSP, Apelação Cível 10042558220168260564, Rel. ¶ 24


10042558220168260564 Des. João Camillo de Almeida Prado Costa, Décima
Nona Câmara de Direito Privado, j. 19.12.2017.

TJSP, AC TJSP, Apelação Cível 10202454220158260405, Rel. ¶ 24


10202454220158260405 Des. Carmen Lucia da Silva, Décima Oitava Câmara
de Direito Privado, j. 12.12.2017.

TJSP, AC TJSP Apelação Cível 10332291220168260506, Rel. ¶ 24


10332291220168260506 Des. Nelson Jorge Júnior, Décima Terceira Câmara
de Direito Privado, j. 20.12.2017.

TJSP, AC TJSP, Apelação Cível 20891445820178260000, Rel. ¶ 76


20891445820178260000 Des. Francisco Loureiro, Primeira Câmara de
Direito Privado, j. 10.08.2016.

TJSP, EDcl TJSP, Embargos de Declaração ¶ 22


10051663120168260100 10051663120168260100, Rel. Des. José Luiz Gavião
de Almeida, Terceira Câmara de Direito Público, j.
12.12.2017.

xxv
TJSP, EDcl TJSP, Embargos de Declaração ¶ 22
00050110719918260590 00050110719918260590, Rel. Des. João Alberto
Pezarini, Décima Quarta Câmara de Direito Público,
j. 24.11.2016.

TRF2, AMS TRF-2, Apelação em Mandado de Segurança ¶ 111


200651010144067 200651010144067 RJ, Rel. Des. Luiz Mattos, Quarta
Turma Especializada, j. 22.11.2011.

TRF3, AC TRF-3, Apelação Cível 00023523520164036115, Rel. ¶ 24


00023523520164036115 Des. Gilberto Jordan, Nona Turma, j. 14.08.2017.

TRF3, AC TRF-3, Apelação Cível 00045143020124036119, Rel. ¶ 24


00045143020124036119 Des. Hélio Nogueira, Primeira Turma, j. 06.10.2016.

TRF3, AC TRF-3, Apelação Cível 00046820220064036100, Rel. ¶¶ 91, 98


00046820220064036100 Juiz Convocado Herbert de Bruyn, Sexta Turma, j.
25.07.2013.

TRF4, AC TRF-4, Apelação Cível 50045503420114047108, Rel. ¶ 111


50045503420114047108 Des. Maria de Fátima Freitas Labareère, Primeira
Turma, j. 12.11.2015.

DECISÕES ESTRANGEIRAS

Citação Referência completa Citado em

Processo 40/85 Tribunal de Justiça Europeu. Reino da Bélgica contra ¶ 132


Comissão das Comunidades Europeias. Auxílios do
Estado - Participação no capital de uma empresa -
Direito de defesa. Processo 40/85. 10 de julho de
1986

Processo 223/85 Tribunal de Justiça Europeu. Rijn-Schelde-Verolme ¶ 132


(RSV) Machinefabrieken en Scheepswerven NV
contra Comissão das Comunidades Europeias.
Auxílios de Estado - Sector da grande construção
naval e da grande construção off-shore. Processo
223/85. 24 de novembro de 1987.

xxvi
Processo 234/84 Tribunal de Justiça Europeu. Reino da Bélgica contra ¶ 132
Comissão das Comunidades Europeias. Ajudas do
Estado - Participação no capital de uma empresa -
Direito de defesa. Processo 234/84. 10 de julho de
1986.

Processo 456/00 Tribunal de Justiça Europeu. República Francesa ¶ 132


contra Comissão das Comunidades Europeias.
Recurso de anulação - Auxílios de Estado -
Organização comum de mercado - Vinho - Medidas a
favor da reconversão das vinhas da região de
Charentes. Processo C-456/00. 12 de dezembro de
2002.

xxvii