FACULDADE DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS DO BRASIL ADMINISTRAÇÃO ACADÊMICA DEPARTAMENTO DE CURSOS LIVRE DE TEOLOGIA A DISTÂNCIA CURSO

: MÉDIO EM TEOLOGIA MATÉRIA: APOSTILA 01

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA APOSTILA 01: 1 - TEOLOGIA SISTEMÁTICA 2 - TEOLOGIA: DOUTRINA DE DEUS 3 - CRISTOLOGIA: DOUTRINA DE CRISTO 4 - PARACLETOLOGIA: DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO 5 - SOTERIOLOGIA: DOUTRINA DA SALVAÇÃO 6 - A TRINDADE 7 - ANGELOLOGIA: A DOUTRINA DOS ANJOS 8 - BATALHA ESPIRITUAL 9 - ESCATOLOGIA: A DOUTRINA DA ULTIMAS COISAS 10 -BIBLIOLOGIA: A DOUTRINA DA BIBLIA

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01 - TEOLOGIA SISTEMÁTICA INTRODUÇÃO O termo teologia, segundo seus aspectos etimológicos, é composto de duas palavras gregas: Theos (Deus) e logos (palavra, fala, expressão). Tanto Cristo, a Palavra Viva, como a Bíblia, a Palavra Escrita, são o Logos de Deus. Eles são para Deus o que a expressão é para o pensamento e o que a fala é para a razão. A teologia é, portanto uma Theo-logia, isto é, uma palavra, uma fala ou expressão sobre Deus; uma doutrina sobre Deus. É o estudo sobre a revelação de Deus que é a expressão dos Seus pensamentos e, logo, é, também, o estudo sobre Sua própria Pessoa. Portanto teologia é o estudo sobre Deus, sua obra e sua revelação. Embora não encontremos nas Escrituras a palavra teologia, ela é bíblica em seu caráter. Em Rm.3:2 encontramos ta logia tou Theou (os oráculos de Deus); em 1ªPe.4:11 encontramos logia Theou (oráculos de Deus), e em Lc.8:21 temos ton Logon tou Theou (a Palavra de Deus). TEOLOGIA SISTEMÁTICA Nenhuma exposição sobre Deus seria completa se não contemplasse Suas obras e Seus caminhos no universo que Ele criou, além de Sua Pessoa. Toda ciência provêm e mantêm relação com o Criador de todas as coisas e com Seu propósito na criação. E toda verdade é verdade de Deus, onde quer que ela seja encontrada. Deus se revelou na criação e nas Escrituras, e a verdade achada pelas ciências naturais e sociais, por cristãos ou profanos, não é verdade profana; é verdade sagrada de Deus (Cl.2:3). Toda verdade, onde quer que seja encontrada, tem peso e valor iguais como verdade, como qualquer outra verdade. Uma verdade pode ser mais útil em dada circunstância, e uma outra em outra, mas ambas têm valor como verdade. Portanto é perfeitamente lícito utilizar-se de outras fontes, enquanto verdade, para o estudo da teologia. O estudo teológico que incorpora em seu escôpo o exame das ciências naturais e sociais é denominado teologia sistemática. DIVERSAS DEFINIÇÕES DE TEOLOGIA A) Chafer: Uma ciência que segue um esquema ou uma ordem humana de desenvolvimento doutrinário e que tem o propósito de incorporar no seu sistema a verdade a respeito de Deus e o Seu universo a partir de toda e qualquer fonte (Lewis Sperry Chafer). B) Chafer: Teologia sistemática pode ser definida como a coleção, cientificamente arrumada, comparada, exibida e defendida de todos os fatos de toda e qualquer fonte referentes a Deus e às Suas obras. Ela é temática porque segue uma forma de tese humanamente idealizada, e apresenta e verifica a verdade como verdade (Lewis Sperry Chafer). C) Alexander: A ciência de Deus... um resumo da verdade religiosa cientificamente arranjada, ou uma coleção filosófica de todo o conhecimento religioso (W. Lindsay Alexander). D) Hodge: A teologia sistemática tem por objetivo sistematizar os fatos da Bíblia, e averiguar os princípios ou verdades gerais que tais fatos envolvem (Charles Hodge). E) Strong: A ciência de Deus e dos relacionamentos de Deus com o universo (A. H. Strong). F) Thomas: A ciência é a expressão técnica das leis da natureza; a teologia é a expressão técnica da revelação de Deus. Faz parte da teologia examinar todos os fatos espirituais da revelação, calcular o

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seu valor e arranjá-los em um corpo de ensinamentos. A doutrina, assim, corresponde às generalizações da ciência (W. H. Griffith Thomas) G) Shedd: Uma ciência que se preocupa com o infinito e o finito, com Deus e o universo. O material, portanto, que abrange é mais vasto do que qualquer outra ciência. Também é a mais necessária de todas as ciências (W. G. T. Shedd). H) Definições Inadequadas: Para definir teologia foram empregados alguns termos enganadores e injustificados. Já se declarou que ela é "a ciência da religião"; mas o termo religião de maneira nenhuma é um sinônimo da Pessoa de Deus e de toda a Sua obra. Da mesma forma já se disse que ela é "o tratamento científico daquelas verdades que se encontram na Bíblia; mas esta ciência, embora extrai a porção maior do seu material das Escrituras, extrai também o seu material de toda e qualquer fonte. A teologia sitemática também tem sido definida como o arranjo ordeiro da doutrina cristã; mas como o cristianismo representa apenas uma simples fração de todo o campo da verdade relativa à Pessoa de Deus e o Seu universo, esta definição não é adequada. OUTRAS TEOLOGIAS A) Teologia Natural: Estuda fatos que se referem à Deus e Seu universo que se encontra revelado na natureza. B) Teologia Exegética: Estuda o Texto Sagrado e assuntos relacionados, através do estudo das línguas originais, da arqueologia bíblica, da hermenêutica bíblica e da teologia bíblica. C) Teologia Bíblica: Investiga a verdade de Deus e o Seu universo no seu desenvolvimento divinamente ordenado e no seu ambiente histórico conforme apresentados nos diversos livros da Bíblia. A teologia bíblica é a exposição do conteúdo doutrinário e ético da Bíblia, conforme originalmente revelada. A teologia bíblica extrai o seu material exclusivamente da Bíblia. D) Teologia Histórica: Considera o desenvolvimento histórico da doutrina, mas também investiga as variações sectárias e heréticas da verdade. Ela abrange história bíblica, história da igreja, história das missões, história da doutrina e história dos credos e confissões. E) Teologia Dogmática: É a sistematização e defesa das doutrinas expressas nos símbolos da igreja. Assim temos "Dogmática Cristã", por H. Martensen, com uma exposição e defesa da doutrina luterana; "Teologia Dogmática", por Wm. G. T. Shedd, como uma exposição da Confissão de Westminster e de outros símbolos presbiterianos; e "Teologia Sistemática", por Louis Berkhof, como uma exposição da teologia reformada. F) Teologia Prática: Trata da aplicação da verdade aos corações dos homens. Ela busca aplicar à vida prática os ensinamentos das outras teologias, para edificação, educação, e aprimoramento do serviço dos homens. Ela abrange os cursos de homilética, administração da igreja, liturgia, educação cristã e missões.

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At.4:24. B) Atributos de Deus: Sua substância é Espírito e Seus atributos são as qualidades ou propriedades dessa substância. Lc.22:2). da mão de Deus. IICr. A unidade da divindade é ensinada nas palavras de Jesus: Eu e o Pai somos um.17:25. DEFINIÇÕES DE DEUS: A) Definição Filosófica de Platão: Deus é o começo. sustentação e fim (Jo. é livre de todas as limitações temporais (Jo.46:11).9:6. a) Volição ou vontade = querer (Is. Is. Sl. Ne. Cl.21-23. infinito. onipotente. 2) Deus é uma substância simples: A substância de Deus é puro espírito.14:15.55:8).5:26.1:17). (Jo. Ap. ITm. Dt. etc.23.4:1519.16:9.6:16.l0. B) Atributos Naturais: 1) Vida: Deus tem vida. "incomunicáveis e comunicáveis". sábio e bom. A palavra hebraica que significa um no sentido absoluto é yacheed(Gn. "absolutos e relativos". santidade. portanto é um Ser vivo (Jo. Deus é um em sua natureza constitucional. são expressões da natureza essencial de Deus. Hb. o meio e o fim de todas as coisas. sendo Espírito. é justo. o Filho e o Espírito Santo. sem substância material. portanto. B) Definição Cristã do Breve Catecismo: Deus é um Espírito. Is.. sem mistura com a matéria (Jo.4:24. Ap. onisciente. imutável.17:11.3:17) 3) Personalidade: Existência dotada de auto-consciência e auto-determinação (Ex.12:9. a causa de todo o bem. isto é. eterno. Esta palavra é empregada para expressar a unidade da divindade. Ele ouve.1:5). A) Substância de Deus: 1) Há duas substâncias: matéria e espírito.6:16) II. Essa palavra não é empregada para expressar a unidade da divindade. IRs. "negativos e positivos" ou "imanentes e emanentes". A isto se dá o nome de antropomorfismo. IJo. vê. ESSÊNCIA OU NATUREZA DE DEUS: Quando falamos em essência de Deus.94:9.10:30). Ele é a mente ou razão suprema.4:11). Is. (Jo. invisível. isto é.6:6. é incorpóreo. justiça. sabedoria. Ap.48:12. 2) Espiritualidade: Deus. Esta palavra é usada 4 . Sl.5:7) b) Trindade de Personalidade: Há três Pessoas no Ser divino: o Pai. C) Definição Combinada: Deus é um espírito infinito e perfeito em quem todas as coisas têm sua origem. Deus é vida (Jo. enquanto que a expressão "Deus é amor" (IJo. a fonte de toda a lei e justiça.11:9. especialmente. tudo permeia e tudo controla.1:9). Is.l:8.40:25. (ITm. Jesus está falando da unidade da essência e não de unidade de propósito. o começo de toda a verdade.46:10. sem partes ou paixões físicas e.4:24).4:7) é expressão de Sua personalidade. a causa eficiente de todas as coisas.24:39. D) Definições Bíblicas: As expressões "Deus é Espírito" (Jo.4:5) 4) Tri-Unidade: a) Unidade de Ser: Há no Ser divino apenas uma essência indivisível. bondade e verdade.10:10.14:24. Dt. fala metaforicamente. a origem de toda a ordem e beleza e. eterno e imutável em Seu Ser. 14:26) e o princípio de vida (At.1:15. b) Razão ou intelecto = pensar (Is.6:15. sente e age. c) Emoção ou sensibilidade = sentir (Gn. III.4:24) e "Deus é Luz " (IJo.1:17. queremos significar tudo o que é essencial ao Seu Ser como Deus. ITs. santo. Tg.02.28). IICo. Atributos é a manifestação do Ser de Deus. uma unidade numérica simples. Quando a Bíblia fala do olho. do ouvido.TEOLOGIA: DOUTRINA DE DEUS I. A palavra hebraica que significa um no sentido de único é echad que se refere a uma unidade composta. o absolutamente perfeito. substância e atributos. poder.3:14. Pv. CLASSIFICAÇÃO DOS ATRIBUTOS: A) Naturais e Morais: Também chamados de "intransitivos e transitivos".92:5.

Deus preenche o tempo. Deus é elevado acima de todos os limites temporais e de toda a sucessão de momentos. IRs.32:39.1:12). Gn.14:9 (Veja também Dt. e tem a totalidade de sua existência num único presente indivisível (Is.1:12 e 13:8).93:2. não está sujeito a variação (Tg. pois Deus não tem causa de existência. nem na igreja como habita em Cristo (Is. Compare Ef. não significa extensão ilimitada no espaço. Auto-existência porque uma vez que Deus não é causado.23. Simplicidade porque sendo Deus uma substância simples.3:22.7. c) Elohim: Este nome está no plural e não concorda com o verbo no singular quando designativo de Deus (Gn.57:15).2:9). extramundano = além do mundo. At.4:6). Is. Jó. 102:12.139:7-12. Sl. Deus é a razão de sua própria existência (Jo.1:9).12). Deus ocupa o espaço repletivamente porque preenche todo o espaço e não está ausente em nenhuma parte dele. Zc. Gl.48:15. mas sim que Deus transcende a todas as limitações temporais (IIPe. 11:6.4:35.17:24-28.139:11. Jr. Ele é o Eterno EU SOU. indivisível.2:24 e Zc.1:26. Deus ocupa o espaço variavelmente porque Ele não habita na terra do mesmo modo que habita no céu.1:17). Hb.90:2. Mc. Jo.12:29.6.44:6. Imensidão é a perfeição de Deus pela qual Ele transcende (ultrapassa) todas as limitações espaciais e.8:60.3:1.6:4.6:8) d) Há distinção de Pessoas na Divindade: Algumas passagens mostram uma das Pessoas divinas se referindo à outra (Gn.8:5.23:23. Deus é Eterno (Sl.24) e fora do espaço (supramundano = acima do mundo. ICo. Sl. como no panteísmo.6:15.145:3). Jó.8:27.2:5.110:1. contudo está presente em todos os pontos do espaço com todo o seu Ser PESSOAL (não é panteísmo).102:26. isto é. nem nos ímpios como habita nos piedosos. Ele nunca teve início. presente e futuro.26. para frente e para traz.16).45:5. A imanência não deve ser confundida com o panteísmo (tudo é Deus) ou com o deísmo que ensina que Deus está presente no mundo apenas com seu poder (per portentiam) e não com a essência e natureza de ser Ser (per essentiam et naturam) e que age sobre o mundo à distância. A infinidade de Deus se contrasta com o mundo finito em sua relação tempo-espaço.22:18.2. pois não criou a Si mesmo e não foi causado por outra coisa ou por Si mesmo. Jerônimo estava errado.24-27.em Dt.29:1.3:14).33:27. Deus é imanente em todas as Suas criaturas e em toda a criação. mas tampouco está mais presente numa parte que noutra (Sl. a) A "base" para a imutabilidade de Deus: É Sua simplicidade. Ap. em sua natureza. Ef. em seus atributos e em seu conselho.43:10. Tg. Hb. Dt.66:1.19:24. Ele é o Eterno EU SOU (Ex. ICr.Sl. Os. auto-existência e perfeição. sem mistura. Sl.5:26. Nossa vida se divide em passado. nem nos animais como habita nos homens.27. At.20:13. Is. mas existe em Si mesmo. Eternidade porque Deus não está sujeito às variações e circunstâncias do tempo.1:8. eternidade. A imensidão de Deus é transcendente no espaço (intramundano ou imanente = dentro do mundo . A eternidade de Deus não significa apenas duração prolongada. mas não há essa divisão na vida de Deus. Is.28.1:23 com Cl. por isso Ele não muda (Sl. 6) Infinidade ou Perfeição É o atributo pelo qual Deus é isento de toda e qualquer limitação em seu Ser e em seus atributos (Jó.57:15). b) Imensidão: A infinidade de Deus em relação ao espaço é denominada imensidão ou imensidade.17:3. c) Onipresença: É quase sinônimo de imensidão: A imensidade denota a transcendência no espaço enquanto que a onipresença denota a imanência no espaço. Jr.37:22. Mt. IITm.36:5.5:48). 5) Auto-Existência: Jerônimo disse: Deus é a origem de Si mesmo e a causa de Sua própria substância. então Ele tem que existir da 5 .3:8) existentes em sucessões de tempo.3:20.17:27. ITm.11:7-10.1:18. a) Eternidade: A infinidade de Deus em relação ao tempo é denominada eternidade. emanente = fora do mundo IRs. portanto Deus é absolutamente independente de tudo fora de Si mesmo para a continuidade e perpetuidade de Seu Ser.2:19. A imensidão de Deus é intensiva e não extensiva. 7) Imutabilidade É o atributo pelo qual não encontramos nenhuma mudança em Deus. Hb. ITm.10:9. Deus é imenso (Grande ou Majestoso.1:7.

mas sim por simples inteligência. uma razão que decide a ação. e) Conhecimento necessário: Conhecimento que Deus tem de Si mesmo e de todas as coisas possíveis.6:17).13:19.9:6. Jr. mas fará conforme seu plano predeterminado (Is. que existem no presente e existirão no futuro.10.8:56. A presciência de Deus é muito mais do que saber o que vai acontecer no futuro.11:29. IIRs. isto é.3:6). que envolve uma ação de Sua vontade. Como se processou o conhecimento necessário de Deus nas livres ações dos homens antes mesmo que Ele as decretasse? A liberdade humana não é uma coisa inteiramente indeterminada. e nem menos.24:16. Nada poderá se opor à sua vontade. Portanto a ordem é: conhecimento necessário. Jr. Ez. mais justo. (Por exemplo: O conhecimento do mal é um conhecimento necessário porque não é da vontade de Deus que o mal lhe seja conhecido (Hc.e a Mente Onisciente sabe quais são 6 . Por isso Deus é imutável como a rocha (Dt. g) Presciência: Significa conhecimento prévio. Portanto o homem verdadeiramente livre não é o homem incerto e imprevisível.37:16) c) É simultâneo: Não é sucessivo.forma como existe. em seu amor (Gn. das coisas que existiram no passado. solta no ar.15:29. É chamado necessário porque não é determinado por uma ação da vontade divina. mas o conhece. o decretou e preconheceu os homens.46:9. um conhecimento que repousa na consciência de sua onipotência.43:13). mais misericordioso. e) Imutabilidade de Deus em Seus atributos: Deus é imutável em suas promessas (IRs. b) É inato e imediato: Não resulta de observação ou de processo de raciocínio (Jó.3:14).110:4).40:28).3:2). conhece-se a Si próprio e a todas as coisas possíveis e reais num só ato eterno e simples. IICo.18:8. presciência.32:14. mas é determinada por nossas próprias considerações intelectuais e caráter (lubentia rationalis = autodeterminação racional). Jz.23:19.8:29. Hb. mas o homem seguro.23:12.16:5.leis espirituais .103:17. Veja Rm.T. conhecimento de antemão. f) Conhecimento livre: É aquele que Deus tem de todas as coisas reais. não por experiência.18:25. E perfeição porque toda mudança tem que ser para melhor ou pior e sendo Deus absolutamente perfeito jamais poderá ser mais sábio.4:9.33:11.5:21 onde o termo grego ginosko é usado).1:20). d) Imutabilidade de Deus em Sua natureza: Deus é perfeito em sua natureza por isso não muda nem para melhor nem para pior (Ml.8:18).26). IPe. e as decretou com suas causas e condições na exata ordem em que ocorrem.1:13) Deus não pode nem quer ver o mal. e este conhecimento não é obtido de fora. por ser ato do intelecto divino (veja IICo. d) É completo: Deus não conhece apenas parcialmente. 8) Onisciência Atributo pelo qual Deus. Jl. Trata-se de antropomorfismo (Nm. que pende numa ou noutra direção. isto é. Liberdade não é arbitrariedade e em toda ação racional há um por que.3:6 e Mt. conhecimento de vista. f) Imutabilidade de Deus em Seu conselho: Deus planejou os fatos conforme a sua vontade e decretou que este plano seja concretizado.32:4). Gl. É também chamado visionis.34). A liberdade tem suas leis . é empregado como na LXX que inclui Sua escolha efetiva (Nm. Rm. Is. em sua justiça (Ez. pois Deus conhece as coisas de uma vez em sua totalidade. mais santo. O conhecimento de Deus tem suas características: a) É arquétipo: Deus conhece o universo como ele existe em Sua própria idéia anterior à sua existência como realidade finita no tempo e no espaço. portanto sempre o mesmo (Ex.38:17-20.11:21) apoia-se em seu decreto. Como Deus pode conhecer previamente as ações livres dos homens? Deus decretou todas as coisas. em sua misericórdia (Sl.54:10). e seu uso no N. portanto sua presciência de coisas contingentes (ISm. b) Imutabilidade não significa imobilidade: Nosso Deus é um Deus de ação (Is. Sl. e não de forma fragmentada uma após outra (Is. Sl. de maneira inteiramente única. como o nosso (Rm. mas plenamente consciente (Sl.147:5). ISm. Am.1:2. O próprio Deus jamais mudará de opinião.11:33.2:13). decreto. IISm. Deus não originou o mal mas o conheceu nas ações livres do homem (conhecimento necessário). c) Imutabilidade implica em não arrependimento: Alguns versículos falam de Deus como se Ele se arrependesse (Ex.

Ap.3. exercida sem a intervenção de causas secundárias. os quais não são poderes distintos. na redenção (ICo. ICo. . c) Na criação. 9) Onipotência É o atributo pelo qual encontramos em Deus o poder ilimitado para fazer qualquer coisa que Ele queira. Jr.8 e ICo. Podemos. logicamente procede do decreto.2:13. Jó.17:24-26. . isto é. Deus possui todo o poder que é coerente com Sua perfeição infinita. divorciado de Sua perfeições. nas obras da providência (ICr. Tt. por exemplo. A vontade de Deus recebe variadas classificações. Mt. Ex.1:11.48:9.1:24).26:53). Is.4:12-15.19:1-7. ISm. porém.29:11.8:6.9:6. num ato sumamente simples.(Jo. Jó.1:5. tsebhu.21:1.7:1-5..1:11). IITm. e o poder ordenado como o poder pelo qual Deus faz o que decretou fazer. Sl. Sl.135:6). Ef. determinando-lhe o fim que desejar (Gn.18:11. Entretanto há muitas coisas que Deus não pode realizar. 135:5.36:21-23). Ef. Mt. definir o poder ordenado de Deus como a perfeição pela qual Ele.16).14.10:14. O seu poder ordenado é parte do seu poder absoluto.14:19. Ez. Hb.Chanock define o poder absoluto como aquele pelo qual Deus é capaz de fazer o que Ele não fará. exercida pela ordenada operação de causas secundárias. Smith define a sabedoria de Deus como o Seu atributo através do qual Ele produz os melhores resultados possíveis com os melhores meios possíveis.2:24.3:10) .18:14. Jó.11. mudar ou negar-se a Si mesmo (Nm.ll:33-36..4:35. Uma definição ainda melhor há de incluir a glorificação de Deus: Sabedoria é a perfeição de Deus pela qual Ele aplica o seu conhecimento à consecução dos seus fins de um modo que o glorifica o máximo (Rm. isto porque não há poder absoluto em Deus.Hodge e Shedd definem o poder absoluto de Deus como a eficiência divina.22. mas que tem possibilidade de ser feito. e em virtude do qual Ele pudesse fazer todo tipo de coisas contraditórias entre Si (Jó.22:28. Sl.1:37).104). thelema).1:13.12) e na redenção (Rm. portanto. Dn.6:3.6:18.25). 50:10-12. H.14. Deus sempre busca os melhores fins e os melhores meios possíveis para a consecução dos seus propósitos. At.1:3). Jó 2:6). Lc.91:1. ratson) e gregas (boule.15:29. 145:11-13. Jd. o que Ele ordenou ou marcou para ser posto em exercício. pecar.40:26.32:17. Cl. Hb. Tg. Ele não pode mentir.1:30.4. Rm. 10) Soberania ou Supremacia Atributo pelo qual Deus possui completa autoridade sobre todas as coisas criadas. Jó. Em resumo. a) El-Shaddai: A onipotência de Deus se expressa no nome hebraico El-Shaddai traduzido por Todo-Poderoso (Gn.44:24).27:5.33:6-9.32:27. E' óbvio.29:12). ou traçar entre dois pontos uma linha mais curta do que uma reta.37:23 etc). Deus faz somente aquilo que quer fazer (Sl.B. ICr.17. mas um e o mesmo poder. que Deus pode realizar coisas que a Sua vontade não desejou realizar (Gn. 47:2. O poder de Deus é distinguido de duas maneiras: . Mt.14. Encontramos a sabedoria de Deus na criação (Sl. Tg.8:27.4:19-37. mediante o simples exercício de Sua vontade.1:13. Is.17. Zc. A onipotência de Deus não significa o exercício para fazer aquilo que é incoerente com a natureza das coisas. ".Potentia Dei absoluta = absoluto poder de Deus e potentia Dei ordinata = poder ordenado de Deus.6. Jr. 95:3-5.9:12. 7 . veja também Jó 12:13. o domínio sobre as regiões celestiais (Dn.2:7.19:6). Sl.1:16. fazer que um fato do passado não tenha acontecido.19:26. não teria poder para fazer tudo o que Ele deseja.1:20).29:11.3:9. a presciência é um conhecimento livre (scientia libera) e. IICr. como.1:16).1:13. h) Sabedoria: A sabedoria de Deus é a Sua inteligência como manifestada na adaptação de meios e fins. o domínio sobre a natureza (Sl.44. todo o poder para fazer tudo aquilo que é digno dEle.segundo o decreto sua vontade" (Ef.20:6. A sabedoria é personificada na Pessoa do Senhor Jesus (Pv. e o poder ordenado como a eficiência de Deus. Hb.115:3.11:7).23:19. Pv. o domínio sobre a experiência humana (Sl.4:17. Ex. Na.107:25-29. Dt. b) Em todas as coisas: A onipotência de Deus abrange todas as coisas (ICr. pode realizar tudo quanto está presente em Sua vontade ou conselho. Mt.9:4. Ne. Ez.17:1. pois se Ele não tivesse poder para fazer tudo que pudesse desejar.20:9. a) Vontade ou Auto-determinação: A perfeição de Deus pela qual Ele.8.1:12. dirige-se à Si mesmo como o Sumo Bem (deleita-se em Si mesmo como tal) e às Suas criaturas por amor do Seu nome (Is.12. pois à ela são aplicadas diferentes palavras hebraicas (chaphets. Jr. na providência e na redenção: Deus manifestou o seu poder na criação (Rm. Ex.

Vontade de Beneplacitum: Também chamada Vontade Secreta. 8 . podendo ser positiva ou negativa (Hb.12:11). enquanto que a vontade revelada é mencionada em Mt. Hc.1:15. tal como acontece com a vontade decretória (Sl.20:26. A distinção entre a vontade de beneplacitum e a vontade de signum encontrase em Deuteronomio.115:3. b) Santidade Negativa: Significa que Deus é inteiramente separado de tudo quanto é mal e de tudo quanto o aborrece (Lv. mas age de acordo com a lei do Seu Ser. Jo.23:13.5:4-6).5:15.Vontade Preceptiva: Na qual Deus estabeleceu preceitos morais para reger a vida de Suas criaturas racionais. A vontade de eudokia não se refere somente ao bem. Rm.Rm.1:5. Is. Jó.32.59:1. IPe.7:21. e exige pureza moral em suas criaturas. embora não se relacione com o propósito de fazer algo. tal como acontece com a vontade preceptiva (Is.12:2).46:9-11). A vontade decretória e a vontade preceptiva relacionam-se ao propósito em realizar algo.44:28. Jo. mas sim com o prazer de fazer algo. A santidade negativa é ódio ao mal.2. Na vontade necessária Deus não está sob nenhuma compulsão. determina o seu destino e as utiliza para Seus propósitos (Jó. aborrece o pecado.15:9. ICo. a) Santidade Positiva: Expressa excelência moral de Deus na qual Ele é absolutamente perfeito. e nela não está sempre presente o elemento de deleite (Mt. As Suas criaturas são objetos de Sua vontade livre. A vontade decretória é sempre obedecida. Is. Is.1:5. Neste sentido também o Novo testamento utiliza as palavras gregas hagiazo e hagios.30:14. Vontade Decretória: Pela qual Deus projeta ou decreta tudo o que virá a acontecer.26.9.25. sendo portanto. 1:13. Rm. b) Liberdade: A perfeição de Deus no exercício de Sua vontade. Assim como há conhecimento necessário e conhecimento livre. Jó.19. Ap.16. A vontade de eudokia e a vontade de eurestia relacionam-se ao prazer em realizar algo.2:17. Pv.4:34. Pv. Esta vontade pode ser desobedecida com freqüência (At.20:15. Ef. Dt. Esta vontade está mui perto de nós (Dt. Dn. Quando esta vontade nos é revelada. Sl. tal como acontece na vontade decretória.11:26).57:15. IJo.11:43-45. C) Atributos Morais: 1) Santidade: É a perfeição de Deus.12:9). mas que pode ser desobedecido. pois Ele necessariamente quer a Si próprio e quer a Sua natureza santa. A vontade secreta é mencionada em Sl. Dt. Is.33:13.11:33.9:18.1:9. Deus age necessária e livremente. Jó. Lc. Hc. Is.ll:10.115:3. Ele traça as veredas de todas as Suas criaturas.4:11.29:29.29:16.11. Mt. absolutamente fixa e irrevogável.13:22. Vontade de Eudokia: Na qual Deus deleita-se com prazer em realizar um fato e com desejo de ver alguma coisa feita.9:15-22.45:9. Pv. A santidade positiva é amor ao bem. em virtude da qual Ele eternamente quer manter e mantém a Sua excelência moral. Dt. A vontade secreta de Deus pertence a todas as coisas que Ele quer efetuar ou permitir.23:14.8:20).35.2:23. quer permita que venha a ocorrer por meio da livre ação de suas criaturas (At.25:16. Vontade de Eurestia: Na qual Deus deleita-se com prazer ao vê-la cumprida por Suas criaturas.21:1. pois Deus determina voluntariamente o que e quem Ele criará. Is.34.14.12:50. Rm. Pv. Is.1:13).Am.10:15. lugares e circunstâncias de suas vidas.16:4. Abrange todo o conselho secreto e oculto de Deus. Esta vontade. puro e íntegro em Sua natureza e Seu caráter (IJo. Is.7:17. Rm.10:8).65:12). Rm. há também uma voluntas necessária = vontade necessária e uma voluntas libera = vontade livre. contudo corresponde àquilo que será realizado com certeza.55:11). e os tempos.4:17. A santidade de Deus possui dois diferentes aspectos. Esta vontade abrange aquilo que a Deus apraz que Suas criaturas façam. Ser Santo vem do hebraico qadash que significa cortar ou separar. quer pretenda realizá-lo causativamente.6:16-19. Deus necessariamente se ama a Si próprio e Suas perfeições.34:10. Mt. ela torna-se na Vontade do Signum ou Vontade Revelada.

36:6. é a execução da retidão ou a expressão da justiça absoluta (santidade judicial). b) Beneficência: Enquanto que a benevolência é a bondade de Deus considerada em sua intenção ou disposição.2:6-10. At. É aquilo em Deus que aprova todas as Suas próprias perfeições como também aquilo que se conforma com Ele (Sl. benignidade. Na. a misericórdia tem pena do ser humano em sua infelicidade.10:18.Além de possuir dois aspectos a santidade de Deus possui também duas maneiras diferentes de manifestar-se: c) Retidão: Também chamada justiça absoluta.6:10.35:27. IIPe.18:23. Hb. Sl.32:4. Rm.10:24.16:34.6:26. A bondade implica na disposição de transmitir felicidade. Sl. Ela resulta do fato de que a criatura é obra Sua.42:1. a paciência tolera o pecado que gerou a infelicidade.7:29).3:17. A retidão é a fonte da Santidade de Deus.107:8.145:9. que é o pecado (Ec. Mt. Dt. Jó 6:14).10:31).11:22.86:15. Sl. Rm. em virtude da qual Ele é infinitamente Reto em Si mesmo (santidade legislativa). Sl. a) Benevolência: É a bondade de Deus para com Suas criaturas em geral. Sl.1:5-10.136.2:4. A ira é também designada de severidade (Rm.15. Ed.32.32:39-41.33:11.9:22.14:15) mas apenas àquilo que foi acrescentado à Sua obra.4:8. Rm. Sl.17:25. Strong a chama de santidade transitiva.9:15. Rm. d) Justiça: Também chamada justiça relativa. Sl.46:28.19. É a bondade de Deus demonstrada para com os que se acham na miséria ou na desgraça. a paciência considera a criatura como criminosa. Ed. Ex.116:5. Is. E' a perfeição de Deus que O leva a tratar benévola e generosamente todas as Suas criaturas (Sl. A justiça de Deus pode ser retributiva e remunerativa. então.16. Sl. Sl.7:6. Lc. Sl.9:23-27. A justiça corretiva é aquela pela qual Deus "pune" Seus filhos para corrigi-los (Hb. Sl. clemência e generosidade. a justiça é a demonstração de Sua santidade.33:5. aos homens pela obediência de Suas leis (Hb.3:20.11:4-7 Dt. 9 . Sl. Deus "pune" (corrige) como um Pai Amoroso (Jr. Aqueles que não são Seus filhos. Jr. Thiessen define benevolência como a afeição que Deus sente e manifesta para com Suas criaturas sensíveis e racionais. Rm. Sl. pois em Sua ira Deus aborrece o pecado e odeia tudo quanto contraria Sua santidade (Dt.8) e) Ira: Esta deve ser considerada como um aspecto negativo da santidade de Deus.116:5.1:18. pois a misericórdia considera a criatura como infeliz.21:13) A justiça remunerativa é aquela pela qual Deus recompensa. IITm. A justiça retributiva se divide em punitiva e corretiva. O grego emprega makrothymia que significa ira longe.1:34-37. Dn. Podemos.6:35.14:17). 2) Bondade: É uma concepção genérica incluindo diversas variedades que se distinguem de acordo com os seus objetos.11:22.1:7). Deus pune como um Juiz Severo (Rm. Mt.95:11).119:68. Sl.5:10.143:12.145:17. com Suas bênçãos. Sl.11:22). Sl. a despeito de sua prolongada desobediência. Ex. Bondade é perfeição absoluta e felicidade perfeita em Si mesmo (Mc.57:10. mas aos Seus filhos.12:6.18:18.95:11. a beneficência é a bondade em ação. piedade. Ez. Lc. IITs.34:7). c) Complacência: É a aprovação às boas ações ou disposições.4:5.14.34:6.5:45. Lc. Hb.51:6. Ele não pode odiar qualquer coisa que tenha feito (Jó.30:11.7).89:30-33. compassividade. A longanimidade revela-se no adiamento do merecido julgamento (Ex.12:1. IIJo. quando seus atributos são conferidos. Sl. d) Longanimidade ou Paciência: O hebraico emprega a palavra erek'aph que significa grande de rosto e daí também lento para a ira. IPe.3:15) e) Misericórdia: Também expressa pelos sinônimos compaixão.6:35.5:9 etc). A paciência difere da misericórdia apenas na consideração formal do objeto.145:9.3:5.86:5. Portanto longanimidade é o aspecto da bondade de Deus em virtude do qual Ele tolera os pecadores. é a retidão da natureza divina.3:11-15. No hebraico usa-se as palavras chesed e racham e no grego eleos. dizer que a ira é a manifestação da santidade negativa de Deus (Rm. Jo. A justiça punitiva é aquela pela qual Deus pune os pecadores pela transgressão de Suas leis.9:12. independentemente dos seus méritos (Dt. IICr.13:16).104:21. Esta justiça de Deus exige a execução das penalidades impostas por Suas leis (Sl. ICr.3:11. ICr. ICo.

IJo.10:23. a verdade de Deus é conhecida como sua veracidade e fidelidade. IPe.32:4. 3) Verdade: É a consonância daquilo que é asseverado com o que pensa a Pessoa que fez a asseveração. Jo. Sua obra e Seus dons.119:138. Este amor encontra seus objetos primários nas diversas Pessoas da Trindade. ou então por pura incapacidade fracassam em promessas que fizeram com honestas intenções. Ap. pois com freqüência os homens erram nos testemunhos que prestam. Portanto graça é o ato divino de conceder ao pecador toda a bondade de Deus a qual ele não merece receber (Ex.36:5.3:7. f) Graça: É a bondade de Deus exercida em prol da pessoa indigna.10:10. ICo.2:13.89:8. A fidelidade fundamenta-se na Sua onipotência e imutabilidade (Dt.31:5. a perfeição de Deus pela qual Ele é movido eternamente à Sua própria comunicação. simplesmente por estarem equivocados a respeito dos fatos.7:10. Nenhum pecador merece ir para o paraíso. Jr.5:21) e preservados eternamente de pecado e colocados em posição de honra (Dn. Mas a onisciência de Deus impede que Ele chegue a cometer qualquer equívoco.25:1). g) Amor: A perfeição da natureza divina pela qual Ele é continuamente impelido a se comunicar. Suas virtudes. Na misericórdia Deus suspende o sofrimento merecido.33:19). a) Veracidade: Consiste nas declarações que Deus faz a respeito das coisas.33. 10 . e a Sua onipotência e imutabilidade asseguram o cumprimento de Suas intenções (Dt. Sl. sendo fundamentada na verdade e santidade e no exercício da livre escolha. Essa diferença entre misericórdia e graça é notada em relação aos anjos que não caíram.1:9. pois não pecaram. Tt. portanto exercer misericórdia é o ato divino de livrar o pecador do sofrimento pelo qual ele justamente e merecidamente deveria passar.119:142. Ap.5:20. Jr.A infelicidade e sofrimento deriva-se de um justo desagrado divino.4:24. Sl. e se relaciona com o que Ele revelou sobre Si mesmo. Sl. IITm.7:9. Hb. Jo.3:4. Assim. Hb.5:24. Hb. Lm. mas uma afeição racional e voluntária. Sl. Sl. como conseqüência do desagrado divino.10:23).8:26.6:18.23:19.17:3. conforme elas são. o universo e o homem são desnecessários para o exercício do amor de Deus.119:75. assim Deus exerce a Sua graça doando ao pecador o privilégio de ir gratuitamente para o paraíso. portanto. b) Fidelidade: Consiste no exato cumprimento de Suas promessas ou ameaças. Rm.89:32.6:10. não apenas um impulso emocional.5:3. na graça Deus concede bênçãos não merecidas.4:19. Sl. Deus nunca exerceu misericórdia para com eles. É. Nm. Jo. assim Deus exerce Sua misericórdia livrando o pecador da condenação. Dt. nem ficaram debaixo dos efeitos da maldição. Neste sentido a verdade é um atributo exclusivamente divino. Amor é.3:22). posto que jamais tiveram necessidade dela.1:9. entretanto. Ao exercê-la para com a criatura. Todo pecador merece ir para o inferno. Sl. A veracidade fundamenta-se na onisciência de Deus.1:2. IPe. Ele ama a Si mesmo. Todavia eles são objetos da livre e soberana graça de Deus pela qual foram eleitos (ITm. ITs.3:23.3:33. ITs. Is.

d) Sede (Jo. Não devemos entender com isso que o Verbo foi transformado em carne ou misturado com carne.4:9).03 .26:2-5).21:18).12:1-3). c) Isaque (Gn. b) Abraão (Gn. b) Dependia do Espirito Santo (At.2:18.19:28). no qual habitar.40:28).5).49:10).7:12-16).12:28). Mt. c) Possuía Conhecimento Limitado (Mc. f) Davi (IISm.4:4. f) Sujeição à Morte (ICo. F) Nomes Humanos: 11 . D) Natureza Humana Completa: 1) Corpo (Mt.9:27). d) Jacó (Gn. b) Sono (Mt.23:46). e) Sofrimento e Dor (Lc.26:38). c) Fome (Mt.2:52). 2) Faculdades Mentais (Lc. 2) Alma (Mt. A NATUREZA HUMANA DE CRISTO A) NATUREZA HUMANA 1) Feito de Mulher (Gl. Sl.13:32).2:52).22:44).1:14 que o Verbo se fez carne.CRISTOLOGIA: DOUTRINA DE CRISTO Lemos em Jo.4:15). e que Aquele que era o Filho de Deus ficou sendo o Filho do Homem. C) Aparência Pessoal (Jo. 4) Limitações Espirituais: a) Dependia das Oraçes (Mc. 3) Limitações Morais (Hb.11:13). Is.15:3).26:12).1:35). E) Limitações Humanas: 1) Limitações Físicas: a) Fadiga (Jo. B) Crescimento e Desenvolvimento Naturais: 1) Vigor Físico (Lc. Mt.10:38. e) Judá (Gn. 3) Espirito (Lc.8:24.4:6. 2) Limitações Intelectuais: a) Precisava Crescer em Conhecimento (Lc. um templo formado pelo ventre de uma virgem.28:13-15). não pela confusão da substância mas sim pela unidade de pessoa. e sim que escolheu para Si mesmo. 2) Feito da Semente (esperma) de Davi: a) Sem (Gn.2:40).121:4.1:8). b) Precisava Adquirir Conhecimento pela Observação (Mc.

Sua personalidade continuou a mesma.28:16 e Sl. Tg.12:4-6. 4) Jesus é Jeová Encarnado (Compare Is. mas ao fazê-lo não se despiu de Sua natureza divina.16:31.45:21-23 com Fp. ITs.3:11. Jo. compare Is. não houve auto extinção.11). 3) Perdoador de pecados (Mc.1:8. IICo.2:11. 4) A Igreja primitiva o adorou e orava Ele (At. aos imperadores de Roma.7:10. Sl. Fp. Rm.10:9(ARA = Senhor. 2) Preservador (Cl.1:8). Jo.8:55. 6) O Homem (Jo.1:16).8:13. Hb. no sentido de divindade (At.2:6 com Is. Lc. 12 .44:6).1:21). Na kenosis Jesus deixou o uso independente do Seu poder para depender do Espirito Santo. Ap. Mt. D) Pela associação de Jesus.9:5. e somente à eles era permitido aplicar este título.21:6. Jo.1:6. Lc.1:23.19:5. Cl.1:1.4:11.4 com Jo. Mt. o Filho.2:3). 3) Alfa e Ômega (Ap. ITm. Is. E) Atributos divinos Lhe são atribuídos: 1) Atributos Naturais: a) Onisciência (Jo.11:9). Cl. 3) O Nazareno (At.9:17.24:8-10).12:8-10). Zc.1:18(ARA).11:27. Hb.3:14. e significa Chefe superior. e como tal era empregado à pessoas humanas.2:5). IICo. Tg. Cl. e reteve a consciência de ser Deus (Jo.14:33.5:22. Rm. G) Relação Humana com Deus: 1) Como Mediador e Sacerdote.16:30. Como representante da humanidade Jesus falava com Deus (Mc.10:15.2:2. 2) Filho de Deus (Mt.1) Jesus (Mt. Mestre.28:19). no grego = Criston).7 com ICo.10:9.14 com IPe.5:8.4:10).23.19:10).102:22-27 com Hb.2:5. 3) O Pai deseja que o Filho seja adorado (Hb.1:1. Mc.5:25. 7) Senhor da Glória (ICo.3:1. 2) Jesus aceitou e não impediu Sua adoração (Mt.1:1.15:34). uma auto renúncia dos atributos divinos. Lc. A NATUREZA DIVINA DE CRISTO A) Nomes Divinos: 1) Deus (Jo. Is.13:18). 2) Filho do Homem (Lc.41:14. Is.2:7. Jesus pôs de lado a forma de Deus. 6) Deus Forte (Is.6:3).10:21).2:11).4:5.24:52).19:16). com o nome de Deus Pai (IICo.21:6. Ap. Jo.12:25. ICo. Jo.10:36.21:11).2:13. Is.17.60. Também o Ser divino não se tornou humano.4:16-19. IPe. Is.1:7. 5) Pai da Eternidade e Maravilhoso (Is.1:21. IIPe. Jz. 2) Kenosis: Auto esvaziamento de Jesus Cristo. Ef.4:5. Os.9:6.14:61.2:10.7:49). ARC = Cristo. O propósito da kenosis foi a redenção.17.1:3.8:29.2:1.1:47-51.2:36.2:22).40:3.1:10-12.60:19 com Lc.1:17). 8) Senhor (At.13:14. Entretanto eles eram considerados deuses.3:13). 5) O Carpinteiro (Mc. B) Pelo culto divino que Lhe é atribuido: 1) Somente Deus pode ser adorado (Mt.16:16.2).118:22. O termo "Senhor" em grego é Kúrios.7:59. Sl. Rm.2:32.17:3.17:27. 4) O Santo (At.22:13.8 e At.7.62.1:8-10. IIPe.6:64.27:40. Nm.2:8. Tt. C) Pelos ofícios divinos que Lhe foram atribuídos: 1) Criador (Jo. 4) O Profeta (Mt.11.29. Jo.9:6.20:28.

Senhor e Salvador: Deus Pai (Is.14:6. IJo.1:20).44:6. 7) Senhor: Deus Pai (Mt.19:11.5:2). 2) Único Deus Verdadeiro: Deus Pai (Jo.11:2.102:26.1:2. Ef.1:8. Tt.5.1:1.5:20). ICo.10).1:1.1:23).14:15.4:10). Ef.7 com Hb.6:1-5 com Jo.1:14. Ef. Hb.17:24).5:23.2:20. 6) Jeová dos Exércitos: (ICr. Jesus Cristo (Is. Ap.40:3 com Mt.1:3.62:5. 2) Atributos Morais: a) Santidade (At. Sl. Rm.18.11.60:16.12:3. 10) Salvador: Deus Pai (Is. Cl.1:3. Fp. f) Imutabilidade (Hb.3:14. IISm.6:15.18:20.4:14).2:8.24:10 e Is.1:8). Jesus Cristo (ICo.54:5). Is.4:39.2:10.16). Senhor dos senhores: Deus Pai (Dt. Jd.2:19.1:1.28:20.1:10. Tt. 12) Salvador de todos os homens e do mundo: Deus Pai (ITm.6:4). Jesus Cristo (IJo.2:3.13:4). Is.13:8.47:4. Hb.10:1). Ef. Dn. Mq.12:29.1:1.20:28.4:17. Jesus Cristo (Compare Sl. Ap.1:69.19:7. Jesus Cristo (IJo.9:5.54:5). c) Onipotência (Mt.1:11.2:29).2:13. Jesus Cristo (IIPe.10:17.19:15.17:3). Is.5:18). Jr. Tt.5:20).22:37.1:8.1:3.146:6.28:28.1:23). Jesus Cristo (Lc.1:11.2:11. Jr. Jr.45:6.21:9).25). Jesus Cristo (Cl.8:12. Is.5:20).17:14. 5) Jeová: Deus Pai (Ex. Os.3:20. Jd. IJo.5:21. Jesus Cristo (IIPe.3:14). Jesus Cristo (Sl. Cl. Hb. Fp.3:14.21. 13) O Santo de Israel: Deus Pai (Sl.12:32).12:41. ICo.27.40.3:9.71:22. Lc. Jo.10:12. Jo.9:24).8:6. 18) O Pastor: Deus Pai (Sl. 2) Sustenta e preserva todas as coisas: Deus Pai (Sl. d) Eternidade (Jo.28. Lc. 15) Eu Sou: Deus Pai (Ex.3:6). Fp. Sl. 17) O Esposo de Israel e da Igreja: Deus Pai (Is.21).41:14.1:9. IICo. Jesus Cristo (Compare Is.1:35.9:32). IIRs. Jesus Cristo (Jo. Sl. Sl.45:15.60:16.8:26.2:16).41:4. Mc.1:47: Tt. 11) Único Salvador: Deus Pai (Is. Jesus Cristo (Is.2:3. At.7:26.1:11. Rm. b) Bondade (Jo. c) Verdade (Mt. ITm. Jesus Cristo (Jo. 14) Rei dos reis. Is.46:9.1) 3) Ressuscitou Cristo: Deus Pai (At.6).25). IITm.43:3. At.2:13.17. 9) Jeová e Salvador.2).11:15).10:18).13:4).23:1).17:5.3:13.9:6).8:60. e) Vida (Jo.40:3 com Jo. Ef.13:8. IPe. Os. ICo.10:36.5:31. Hb.17:20. Jesus Cristo (Ap.43:11. Is. g) Auto-Existência (Jo.45:11).3:17.10:11.4:12.3:7.48:12) Jesus Cristo (Ap. 8) Único Senhor: Deus Pai (Mc.1:17.3:20.3:15).54:5.2:11. Jesus Cristo (Jo. Ap.9:6.3:4. Jo.1:4.3:4). Jesus Cristo (Lc.33:6.44:24. 5) É o Autor da regeneração: Deus Pai (IJo.8:6.11:9.11:25. 13 .2:24. Dt.1:5.6:39.b) Onipresença (Jo.14:6). Is.27). IICo.10:17. Hb.4:5). IICo. Tt. ITm. G) Obras atribuídas igualmente a Deus e a Jesus Cristo: 1) Criou o mundo e todas as coisas: Deus Pai (Ne. Sl.54.9:6. IRs. ITm.104:5-9.5:22.8:58.32:18.1:17.. Os.1:16.51:15.31:35).3:9.2:11.14:23 Mt. ICr.27:5.3:3 e Jo. Ap.18).1:4.6:14.4:27Jo. Mc. 16) O Primeiro e O Último: Deus Pai (Is.9.17:24. F) Títulos dados igualmente a Deus Pai e a Jesus Cristo: 1) Deus: Deus Pai (Dt.45:6.4:14). IJo. Jesus Cristo (Jo. Jd. Jo.22:16.14.46:18).14.1:23 e 3:28. Jesus Cristo (IJo. Jr.43:3. h) Espiritualidade (IICo.19:16).2:8.22:13). Hb.1:8.11:25. Ap.43:11.4:5). 3) Deus Forte: Deus Pai (Ne. Jesus Cristo (At.3:18). 4) Ressuscitou mortos: Deus Pai (Rm.15:4.89:18.29.44. Jesus Cristo (Jo.13:20).86:10. 4) Deus Salvador: Deus Pai (Is.2:5.8:58). Ef.7:22. At. Ap.1:3.3:7.8:6.12:29.10:11.24.84:3.10.21:9.11:25. Jesus Cristo (Compare Is.

Jesus Cristo é uma só Pessoa em duas naturezas distintas.A UNIPERSONALIDADE DE JESUS CRISTO Ficou provado que Jesus Cristo possui duas naturezas. 14 . No entanto. mas uma só e apenas uma. embora tenha duas naturezas. Ele não possui duas personalidades ou Pessoas. sendo uma Pessoa divina e outra humana. a divina e a humana. porém unidas.

No AT. conforme registra Atos 5.04 . Ele se manifestava em circunstâncias especiais. tu me sondas e me conheces. as atividades e as manifestações do Espírito Santo eram esporádicas. A deidade do Espírito Santo está implícita na do Pai e do Filho. A DEIDADE DO ESPÍRITO SANTO 2. DEFINIÇÃO DE PARACLETOLOGIA Paracletologia é uma palavra formada por duas palavras gregas: paracletos (que significa. Sabes quando me assento e quando me levanto. O Espírito Santo. realizando milagres e prodígios (Rm 15. As escrituras relatam um episódio nos primeiros dias da igreja. A Paracletologia divide-se. Ele sabe tudo acerca de si mesmo e do que criou Sl 139. No N. mas a Deus". 2. Sua sabedoria é infinita. Ele não é um deus entre os outros. Consolador.1 O ESPÍRITO SANTO É DEUS: Esta declaração é comprovada na Bíblia e na experiência humana. desde Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico. Onisciência e Onipresença. a) Onipotência Por onipotência se entende que todo o poder que há no Universo físico ou espiritual. tem sua origem em Deus. em Jerusalém.11. do mesmo modo que o Pai e o Filho.13 (SENHOR. o Espírito Santo faz o que lhe apraz. No N. advogado) e Logia (que significa estudo..PARACLETOLOGIA: DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO 1. veio para morar nos corações dos crentes e enche-los do seu poder.2. Ajudador.. quando suas atividades se concretizam de maneira direta e contínua através da Igreja. No AT. Estes atributos não foram conferidos a anjos nem aos homens. Ele revelou ao apóstolo Pedro que o casal mentia. quando Ananias e Safira tentaram enganá-lo. Esquadrinhas o meu andar e o meu 15 . para que mentisses ao Espírito Santo? Não mentistes aos homens. começa no dia de Pentecostes. específicas e em tempos distintos.T. 2. O poder do Pai é o mesmo existente no Filho e no Espírito Santo. tenho divulgado o evangelho de Cristo. Ela é a mesma nas três pessoas.19 por força de sinais e prodígios.T. Não se separa. doutrina). singular e indescritível. b) Onisciência Onisciência vem de duas palavras latinas: "OMINES" que significa TUDO e "SCIENTIA" que quer dizer CIÊNCIA.3: "Por que encheu Satanás o teu coração.2 ATRIBUTOS DO ESPÍRITO SANTO Há três atributos pertencentes a deidade de cada uma das pessoas da Trindade que são: Onipotência. pelo poder do Espírito Santo. de maneira que. de longe penetras os meus pensamentos. mas pertence a mesma essência divina do único Deus. A Paracletologia estuda de uma forma sistemática tudo o que se refere ao Espírito Santo (chamado por Jesus de Consolador). A Paracletologia também é conhecida como Pnematologia. na Bíblia em dois períodos: o do Antigo e do Novo Testamento. tem total conhecimento de todas as coisas. Então em sua onipotência.

39 (ouve tu nos céus. Ainda a palavra me não chegou à língua.16. assistente legal. SENHOR. intercessor. porque tu. mas falou de outra que Ele enviaria após sua subida para o céu. e a tua destra me susterá. Ele não se divide em várias manifestações. Identifica-se como pessoa alguém que manifeste qualidades. usada por Jesus.14 encontramos algumas vezes o pronome ele. sem necessidade de corpo material. a conduzi-los a um conhecimento mais profundo da verdade evangélica. Ninguém pode esconder dele coisa alguma. só tu. pois ele está presente em toda a parte. Deus é Espírito. encontra-se a expressão "outro Consolador". mais uma vez. ajudador. amparador. Conhece os homens profundamente 1 Rs 8. identifica a personalidade do Espírito Santo. convocado a estar do lado de alguém. ainda lá me haverá de guiar a tua mão.7-10 ( Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus. o Pai. Em João 14. porque sua presença é total em cada lugar onde estiver: Sl 139. advogado 1b) pessoa que pleiteia a causa de outro com alguém.).8. como o falar. Entretanto.deitar e conheces todos os meus caminhos. ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA 3. súplica a Deus. c) Onipresença O Espírito Santo penetra em todas as coisas e perscruta o nosso entendimento. conselheiro de defesa. convocado a ajudar alguém 1a) alguém que pleiteia a causa de outro diante de um juiz. e tu. és conhecedor do coração de todos os filhos dos homens. lá estás. perdoa. lá estás também. no grego "ALLOS". Ela. pelo perdão de nossos pecados 1c) no sentido mais amplo. lugar da tua habitação.17 (Porque os meus olhos estão sobre todos os seus caminhos. se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares. já a conheces toda). significa "outro do mesmo tipo". . alguém que presta socorro 1c1) É Nome dado Santo Espírito. nem se encobre a sua iniqüidade aos meus olhos). aquele (no grego ekeinos) que indicam a pessoa do Espírito Santo. já que lhe conheces o coração. se faço a minha cama no mais profundo abismo. intercessor 1b1) Cristo em sua exaltação \a mão direita de Deus. a dar16 . destinado a tomar o lugar de Cristo com os apóstolos (depois de sua ascensão ao Pai). 3. Nem um só pensamento nosso passa despercebido do Espírito Santo Jr 16. Consolador no grego é "Paracleto" que significa: 1) chamado. assistente. age e dá a cada um segundo todos os seus caminhos. 3. Às vezes atribuímos à personalidade uma forma corpórea. O Filho de Deus revelou-se como pessoa. ninguém se esconde diante de mim.2 PRONOMES CONFERIDOS AO ESPÍRITO SANTO Em João 16.1 A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO Um dos atributos da deidade é a personalidade que cada uma das três pessoas divinas possui.13. o sentir e o fazer alguma coisa racional. A palavra "outro".

23) Também o Espírito. disse Pedro: Ananias. Espirito Santo é suscetível de trato pessoal: a) Alguém pode mentir para o Espírito Santo (At 5. o Espírito Santo. a saber: a) O Espírito Santo Pensa (Rm 8. reservando parte do valor do campo? b) Pode-se Blasfemar contra o Espírito Santo (Mt 12. O Espírito Santo não é mera influência ou poder. individualmente. vários títulos equivalentes são usados.30) E não entristeçais o Espírito de Deus.7) E. O Espírito de Yahweh estava ativo na criação. Embora o nome Espírito Santo não ocorra no Antigo Testamento. com referência ao "Espírito de Deus" (hb. Yahweh significa aquele que faz existir. com gemidos inexprimíveis. 17 . como lhe apraz. semelhantemente. d) O Espírito Santo Intercede (Rm 8. nos assiste em nossa fraqueza. por que encheu Satanás teu coração. Os principais nomes do Espírito Santo são: a) Espírito de Deus de Yahweh (hb.2. c) O Espírito Santo Sente Tristeza (Ef 4. defrontando Mísia. mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. a cada um. no qual fostes selados para o dia da redenção. g) Espírito Santo Comanda (At 16. conforme revela Gênesis 1.27) E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito. mas o Espírito de Jesus não o permitiu. O título Senhor dos Exércitos é melhor traduzido como "aquele que cria as hostes". para que mentisses ao Espírito Santo. OS NOMES DO ESPÍRITO SANTO Os nomes do Espírito Santo nos revelam muita coisa a respeito de quem ele é. com sua própria individualidade. f) Espírito Santo Fala (Ap 2. ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor. vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens. e é ele que segundo Deus intercede pelos santos. b) O Espírito Santo tem Vontade Própria (1Co 12. distribuindo-as.3) Então. tanto as hostes celestiais (as estrelas. Ruach YHWH). tentavam ir para Bitínia. percorrendo a região frígio-gálata. tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia. Ele tem atributos pessoais.6.26) mas o Consolador.31) Por isso. porque não sabemos orar como convém. ruach 'elohîm). 4. ou.lhes a força divina necessária para capacitá-los a sofrer tentações e perseguições como representantes do reino divino 3. a quem o Pai enviará em meu nome. o Espírito Santo é revelado como Pessoa. os anjos) quanto as hostes do povo de Deus. Ele é uma Pessoa divina como o Pai e o Filho. dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus. conforme consta nas Bíblias em português. mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira.11) Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas.3 ATRIBUTOS PESSOAIS DO ESPÍRITO SANTO Através da Bíblia.7) Quem tem ouvidos. esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. "o Espírito do Senhor". e) O Espírito Santo Ensina (Jo 14.

17). bem-aventurados sois. OS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO Os símbolos oferecem quadros concretos de coisas abstratas. de fato. Em todos os lugares.14 (14 Se. O vento. porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus. vida nova e eterna. tema ou símbolo comum a várias épocas e culturas. Pelo Espírito da graça é oferecida livremente a todos os homens a dádiva da graça divina. honra. se alguém não tem o Espírito de Cristo. sois injuriados. mas no Espírito. ou seja. revela os mistérios de Cristo (Jo 14. não estais na carne. O que estava morto em ofensas e pecados (Ef 2. A palavra grega pneuma tem um alcance semântico quase idêntico ao de ruach. elogio e dedicação que são despertados no crente pelo Espírito Santo. porém. mas ele próprio não é visto. traz frutos de Cristo (Fl.1. o Espírito de Deus habita em vós. a) Vento. 1. atemorizados. Toda e qualquer operação do Espírito Santo enfim. em Cristo Jesus. por causa da idéia de "adoção". A palavra hebraica ruach pode significar "sopro". enchidos pelo Seu Espírito e dotados com nova e eterna vida. O conceito bíblico de filiação perdeu-se totalmente nos nossos dias. O termo melhor hoje seria a parceria. ouves a sua voz. se. Ele substitui a lei reinante do pecado e da morte com a lei da vida (Rm 8. como símbolo. para viverdes. Hb 10. A Bíblia qualifica como pecadores obstinados estes. física e espiritual. mas não sabes donde vem. d) Espírito da Adoção de Filhos Rm 8. conforme o Espírito Santo nos capacita para isto.b) O Espírito de Cristo. Com esse título é acentuada a união do Espírito Santo com Cristo. baseados no qual clamamos: Aba. porém invisíveis. Os símbolos do Espírito Santo também são arquétipos. assim é todo o que é nascido do Espírito).). 2 Co 5. e tiver por profano o sangue do testamento. Isto não quer dizer que um estranho será acolhido como criança numa família e usa a seguir o nome da família. nem para onde vai.8 (O vento sopra onde quer.16) e toma o lugar dos arrebatados na terra (Jo 14. é para glorificação de Jesus Cristo c) Espírito da Vida. 5. percebe-se sem chamara a atenção. a água límpida que flui representa o poder e o refrigério sustentador da vida a todos que têm sede. O significado básico de nephesh é "ser vivente".29 (De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus. Ele vivifica no novo nascimento. mas recebestes o espírito de adoção. outra vez. com que foi santificado. "espírito" "ou vento". 18 . Podemos ver e sentir os efeitos do vento . conforme revela João 3. E. que pisam com os pés o Espírito da Graça. Nós fomos acolhidos na família divina. e fizer agravo ao Espírito da graça?). Como tal ele é a vida Rm 8. Glória nesse caso tem a ver com adoração. o vento representa forças poderosas.11). esse tal não é dele). Em literatura arquétipo é uma personagem. É antes uma transferência legal de uma criança na condição de um filho adulto ou uma filha que alcançou a maioridade. estima. fala da natureza invisível do Espírito Santo. O demais é adoração imitada. te livrou da lei do pecado e da morte). tudo que têm fôlego. A partir daí seu alcance semântico desenvolveu-se a tal ponto de referir-se a quase todos os aspectos emocionais e espirituais do ser humano vivente. o fogo representa uma força purificadora (como a purificação de minérios) ou destruidora (freqüentemente citada no juízo.16-18). Tais símbolos representam qualidades intangíveis porém genuínas. e) Espírito da Graça.2 ( Porque a lei do Espírito da vida. Quando Ele se manifesta numa reunião. Por isso qualquer acréscimo humano. Somente podemos adorar e chegar a glória de Deus.9 (Vós. justiça por obras e melhoramentos adâmicos são abominação para o Espírito Santo. Pai. O Espírito da vida Deus dá a cada crente ao nascer de novo. pelo nome de Cristo. não é revelação do Espírito da Glória. f) Espírito da Glória 1 Pe 4.15 (Porque não recebestes o espírito de escravidão. É empregada paralela com nephesh.).

17 (Batizado Jesus. O Espírito Santo garante assim a partir desse momento. O azeite é o símbolo da consagração divina do crente para o serviço no Reino de Deus. Prosseguiu ele e me disse: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel: Não por força nem por poder. um para cada uma das lâmpadas que estão em cima do candelabro. Sem o fôlego vivificante e as águas vivas do Espírito Santo. a) O Espírito Santo é o agente da salvação. fostes selados com o Santo Espírito da promessa)Nos dias bíblicos usava-se um selo de cera como sinal de promessa e acordo.19). que o selado tem parte na consumada obra da salvação.38. e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos.13 (em quem também vós. O Espírito Santo flui da palavra como águas vivas Jo 7. crendo em Cristo. Atualmente a nossa assinatura na compra e venda pode ser comparada a isto. porque Jesus não havia sido ainda glorificado) que sustentam e refrigeram o crente. o Consolador não virá para vós outros. A pomba é o arquétipo de mansidão e de paz. O Espírito Santo desceu sobre Jesus na forma de uma pomba.11. c) Fogo. vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus. Nisto Ele convence-nos do pecado (Jo 16. em quem me comprazo). Ele é manso nas tempestades da nossa vida produzindo paz. nós. como diz a Escritura.2-6 (e me perguntou: Que vês? Respondi: olho.b) Água. No dia de Pentecostes são "línguas de fogo" que marcam a vinda do Espírito (At 2.22) e nos tornamos co-participantes da natureza divina (2Pe 1.7. e depois. e eis que se lhe abriram os céus. Desde os primórdios o azeite é usado primeiramente para ungir os sacerdotes de Yahweh. Na ocasião do novo nascimento o Espírito Santo põe sobre nós o seu selo de direito de propriedade. ao mesmo tempo. porém. Na conversão. diz o SENHOR dos Exércitos.).12. Zc 4.3). mas pelo meu Espírito. 6. Isto é. depois que ouvistes a palavra da verdade. perguntei ao anjo que falava comigo: meu senhor. meu senhor. Esse símbolo é empregado uma só vez para retratar o batismo no Espírito Santo. que é isto? Respondeu-me o anjo que falava comigo: Não sabes tu que é isto? Respondi: não.. recebemos o Espírito Santo (Jo 3. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem. que dizia: Este é o meu Filho amado. se.16. O aspecto mais amplo do fogo como elemento purificador encontra-se no pronunciamento de João Batista: "Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.16. e a outra à sua esquerda. A OBRA DO ESPÍRITO SANTO.. Quando ele vier. os reis e os profetas. As palavras de João Batista referiam-se mais diretamente a separação entre o povo de Deus e os que têm rejeitado o Messias.4). tão vitais nas necessidades físicas humanas. nossa vida espiritual não demoraria murchar e ficar sufocada. d) Óleo. eu for. O aspecto purificador do fogo é refletido claramente em Atos 2. O fôlego e a água. se eu não for. Lc 3. uma promessa. b) O Espírito Santo é o agente da nossa santificação 19 . e) Pomba." (Mt 3. convencerá o mundo do pecado. Por outro lado.3-6). eu vo-lo enviarei. duas oliveiras. tendo nele também crido. o evangelho da vossa salvação.13). porque. realiza o novo nascimento (Jo 3. o fogo ardente e purificador do Espírito da Santidade também opera no crente (1 Ts 5. Mt 3. saiu logo da água. 20.3-6. e viu o Espírito de Deus descendo como pomba. são igualmente vitais no âmbito do espírito.8 Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá.26 ). o seu apoio e ajuda. é necessária ao sustento da vida. uma à direita do vaso de azeite. f) Selo. da justiça e do juízo) revela-nos a verdade a respeito de Jesus (Jo 14. Então. do seu interior fluirão rios de água viva. pois o Espírito até aquele momento não fora dado.17). 39 (Quem crer em mim. Junto a este. Ef 1. A água. assim como o fôlego. e faz-nos membros do corpo de Cristo (1Co 12.

e. Note algumas das coisas que o Espírito Santo faz.) 20 . Para realizar o trabalho do Senhor.Na conversão. 3.67 (E Zacarias.25 (Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. e que nos capacita a proclamar a Palavra de Deus (At 1. Ele nos santifica. ajuda-nos na adoração a Deus e na nossa vida de oração. e da justiça. a criancinha saltou no seu ventre. recebemos poder para testemunhar de Cristo e trabalhar de modo eficaz na igreja e diante do mundo (At 1.32. quando ele vier.9. que começa a viver sob sua influência santificadora (Rm 8. homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel.8. fostes selados com o Santo Espírito da promessa. ao habitar em nós. no qual fostes selados para o dia da redenção) Devemos buscar ser cheios Ef 5.8 (E. o Espírito passa a habitar no crente. foi cheio do Espírito Santo e profetizou.15. e que não sois de vós mesmos?) Nós fomos selados com o Espírito Santo Ef 1. Esta obra do Espírito Santo relaciona-se com o batismo ou com a plenitude do Espírito. proveniente de Deus.2-8.8. 6.19). O Espírito Santo habita em nós 1 Co 6. e Isabel foi cheia do Espírito Santo) Zacarias Lc 1. c) O Espírito Santo é o agente divino para o serviço do Senhor. visando ao bem de todos (1Co 12. no qual há dissolução. i.38).14 (em quem também vós.21.31) e a operar milagres (At 2.22 (Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus. e intercede por nós quando clamamos a Deus (Rm 8.30 (E não entristeçais o Espírito de Deus.7-11). Ele testifica que somos filhos de Deus (Rm 8. batizadas: Isabel Lc 1. depois que ouvistes a palavra da verdade.18 (E não vos embriagueis com vinho. o Espírito Santo outorga dons espirituais aos fiéis da igreja para edificação e fortalecimento do corpo de Cristo (1Co 12—14). e o Espírito Santo estava sobre ele. 1Co 6. Quando somos batizados no Espírito.8). O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO a) Ser Cheio do Espírito Todo o cristão recebe o Espírito Santo no momento da conversão e pode ser cheio dele sem ser batizado no Espírito Santo O Espírito Santo nos convence do Pecado Jo 16. Ele produz em nós as qualidades do caráter de Cristo. tendo nele também crido. 7. purifica.4).16). ao ouvir Isabel a saudação de Maria. Estes dons são uma manifestação do Espírito através dos santos. em louvor da sua glória). mas enchei-vos do Espírito) Exemplo de pessoas que foram cheias do Espírito Santo e não eram. 2 Co 1.. 10.33) e sobre os discípulos (At 2. Ef 4. seu pai. que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração). 4.23). o evangelho da vossa salvação.13.22. que habita em vós. e do juízo).26. Recebemos a mesma unção divina que desceu sobre Cristo (Jo 1.27). libertando-nos da escravidão ao pecado. 5.41 (E aconteceu que.19 (Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo. dirige e leva-nos a uma vida santa. Revestindo os crentes de poder para realizar a obra do Senhor e dar testemunho Dele. ao resgate da sua propriedade. convencerá o mundo do pecado. que O glorificam (Gl 5. dizendo:) Simeão Lc 2.43. o qual é o penhor da nossa herança.

e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.7).15 (porque será grande diante do Senhor.8 (E. e em todos eles havia abundante graça). e será cheio do Espírito Santo. Esse poder não se trata de uma força impessoal. Ele assoprou sobre seus discípulos e disse: "Recebei o Espírito Santo" (Jo 20.5 "Porque. na verdade. 8. Com grande poder. At 1.4.4 (Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas. que há de vir sobre vós. a glória e a operação de Jesus estão presentes com seu povo (Jo 14.44-46 (E. No dia de Pentecostes At 2.5. até que do alto sejais revestidos de poder.22).) b) Ser batizado no Espírito Santo At 1. O batismo no Espírito Santo outorgará ao crente ousadia e poder celestial para este realizar grandes obras em nome de Cristo e ter eficácia no seu testemunho e pregação At 1. Os cristãos de Éfeso At 19.31. dizendo Pedro ainda estas palavras.6 (E. mas vós sereis batizados com o Espírito Santo. cf.João Batista Lc 1. e tanto falavam em línguas como profetizavam). todos quantos tinham vindo com Pedro. Essas manifestações do Espírito visam à edificação e à 21 . veio sobre eles o Espírito Santo. nem bebida forte. porém. e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra. At 4. O livro de Atos descreve o falar noutras línguas como o sinal inicial do batismo no Espírito Santo. já desde o ventre de sua mãe. determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém. também por Ele efetuada. estando com eles. mas de uma manifestação do Espírito Santo.16-18. Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus. mas vós sereis batizados com o Espírito Santo. anunciavam a palavra de Deus. 1Co 12. Porque. João batizou com água. Ele lhes disse que também deviam ser "revestidos de poder" pelo Espírito Santo (Lc 24. na qual a presença. que há de vir sobre vós. 16. OS DONS ESPIRITUAIS Uma das maneiras do Espírito Santo manifestar-se é através de uma variedade de dons espirituais concedidos aos crentes (12. e não beberá vinho.49 (E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai. indicando que a regeneração e a nova vida estavam-lhes sendo concedidas.5. na cidade de Jerusalém.7-11). 33 (Tendo eles orado. mas que esperassem a promessa do Pai. que (disse ele) de mim ouvistes." A respeito do batismo no Espírito Santo.49. segundo o Espírito lhes concedia que falassem. com intrepidez. caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.14. E os fiéis que eram da circuncisão. não muito depois destes dias. na verdade.8). João batizou com água. No mesmo dia em que Jesus ressuscitou.8 (Mas recebereis a virtude do Espírito Santo. os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus.) At 1. Na casa de Cornélio At 10. maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. a Palavra de Deus ensina o seguinte: Jesus ordenou aos discípulos que não começarem a testemunhar até que fossem batizados no Espírito Santo e revestidos do poder do alto Lc 24. ficai. Depois. O batismo no Espírito Santo é uma obra distinta e à parte da regeneração. impondo-lhes Paulo as mãos. Mas recebereis a virtude do Espírito Santo. não muito depois destes dias. todos ficaram cheios do Espírito Santo e. tremeu o lugar onde estavam reunidos.

8) Trata-se de uma mensagem vocal. é dada a palavra da sabedoria. As manifestações do Espírito dão-se de acordo com a vontade do Espírito (12. os dons de curar.8-10. o apóstolo Paulo apresenta uma diversidade de dons que o Espírito Santo concede aos crentes. Em 1Co 12.11). e a outro. i.1 RELAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS Porque a um. de diferentes maneiras. É antibíblico e insensato se pensar que quem tem um dom de operação exteriorizada (mais visível) é mais espiritual do que quem tem dons de operação mais interiorizada. pelo mesmo Espírito.. o dom de discernir os espíritos.31. e a outro. isso não significa que Deus aprova tudo quanto ela faz ou ensina. mas noutros trechos das Escrituras temos ensino sobre os mesmos. ou falsos crentes disfarçados como servos de Cristo podem fazer o mesmo (Mt 7.8-10 não é completa. enunciada mediante a operação sobrenatural do Espírito Santo. e a outro. A lista em 12. ver o estudo 8. Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de Deus ou a sabedoria do Espírito Santo a uma situação ou problema específico Ex.1) Certos dons podem operar num crente de modo regular.: At 6.1). e a outro. ao surgir a necessidade. este dom tem estreito relacionamento com o de profecia 22 .6). Freqüentemente. mediante os quais o crente recebe poder e capacidade para servir na igreja de modo mais permanente. e pela oração (Tg 1. a interpretação das línguas.23). 24.8) Trata-se de uma mensagem vocal sábia.1. inspirada pelo Espírito Santo. cf.22. 14.10 Não podiam resistir a sabedoria com que Estevão falava. pelo Espírito. ele não descreve as características desses dons. a palavra da ciência. Não se deve confundir dons do Espírito. O crente deve desejar "dons". e um crente pode receber mais de um dom para atendimento de necessidades específicas. Não se trata aqui da sabedoria comum de Deus.21-23. a variedade de línguas. e a outro. 2Ts 2.26 nota).7. 24. porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo" (1Jo 4. pelo mesmo Espírito.13-15. Os dons aí tratados podem operar em conjunto. 8. O crente não deve dar crédito a qualquer manifestação espiritual. que se obtém pelo diligente estudo e meditação nas coisas de Deus e na sua Palavra. e a outro. ver 14. Também. para o viver diário.e. b) Dom da Palavra do Conhecimento (12. de circunstâncias.11.6-8 e Ef 4. e também conforme o anelo do crente na busca dos dons (12.1. Esses dons e ministérios não são os mesmos de Rm 12. e não apenas um dom (12. Nesta passagem. mas deve "provar se os espíritos são de Deus. Satanás pode imitar a manifestação dos dons do Espírito. quando uma pessoa possui um dom espiritual. pelo mesmo Espírito. e a outro. a fé.1 DONS DE REVELAÇÃO a) Dom da Palavra da Sabedoria (12.20. a profecia.santificação da igreja (12. revelando conhecimento a respeito de pessoas. 14.11. a operação de maravilhas. com o fruto do Espírito.5.31. 2Co 11.8-10).21. ou de verdades bíblicas. e a outro. 1Ts 5. menos visível. o qual se relaciona mais diretamente com o caráter e a santificação do crente (Gl 5.

: Mt 8. porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora. todavia.6-8 A cura de um coxo na porta do templo. antes. Havendo fé.30 "11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas.11. mas de uma fé sobrenatural especial. repreendeu os ventos e o mar.1 Amados. c) Dom de Operação de Milagres (12.11.26.22-24) e que freqüentemente opera em conjunto com outras manifestações do Espírito. É a fé que remove montanhas (Mc 11. todos eles podem orar pelos enfermos.1. b) Dons de Curas (12. 23 . tais como as curas e os milagres. mencionado em Ef 4. que até os ventos e o mar lhe obedecem? 8.15 notas). homens de pequena fé? Então. os quais servem na igreja como ministros profetas.9) Não se trata da fé para salvação.Ex. levantando-se. os enfermos serão curados Pode também haver cura em obediência ao ensino bíblico de Tg 5. que intervêm nas leis da natureza.1. como manifestação momentânea do Espírito da profecia como dom ministerial na igreja. dizendo: Que homem é este. repartindo particularmente a cada um como quer".: (At 5. provai os espíritos se procedem de Deus.10) Trata-se de atos sobrenaturais de poder.3 DONS DE INSPIRAÇÃO a) Dom de Profecia (12. por meios divinos e sobrenaturais Ex. 8. E aqueles homens se maravilharam. comunicada pelo Espírito Santo.9) Esses dons são concedidos à igreja para a restauração da saúde física.10) Trata-se de uma dotação especial dada pelo Espírito. 30"Têm todos o dom de curar? Falam todos diversas línguas? Interpretam todos?").1-10) Pedro obteve o conhecimento do que Ananias e Safira haviam feito c) Dom de Discernimento de Espíritos (12.27 E ele disse-lhes: Por que temeis. Como dom de ministério.14-16 (ver Tg 5.).10) É preciso distinguir a profecia aqui mencionada. capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. 12. para o portador do dom discernir e julgar corretamente as profecias e distinguir se uma mensagem provém do Espírito Santo ou não (1Jo 4. Os dons de curas não são concedidos a todos os membros do corpo de Cristo (cf. e seguiu-se uma grande bonança. Incluem atos divinos em que se manifesta o reino de Deus contra Satanás e os espíritos malignos Ex. a profecia é concedida a apenas alguns crentes. O plural ("dons") indica curas de diferentes enfermidades e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de Deus. não deis crédito a qualquer espírito.2 DONS DE PODER a) Dom da Fé (12.: At 3.

16-18).25 tornam-se-lhe manifestos os segredos do coração. entendida somente por Deus (1 Co 14. b) Dom de Variedades de Línguas (12. A mensagem profética pode desmascarar a condição do coração de uma pessoa (1 Co 14. e em espírito fala mistérios). e quase sempre não é entendida. à fidelidade e à paciência. contribuir para a santidade de vida dos ouvintes e ser transmitida por alguém que de fato vive submisso e obediente a Cristo (12. visto que ninguém o entende. ou uma língua desconhecida na terra. Não há no N. senão a Deus. consolo. e haja quem interprete. adorará a Deus. na oração. profetizar não é primariamente predizer o futuro.14. no bendizer.46). e isto sucessivamente. na ação de graças e na oração).. que não sejam mais do que dois ou quando muito três. ou prover edificação. exortando e consolando A igreja não deve ter como infalível toda profecia deste tipo. No caso de alguém falar em outra língua. O dom de profecia manifesta-se segundo a vontade de Deus e não a do homem.3).10) No tocante às "línguas" (gr. advertência e julgamento (1 Co 14. se tu bendisseres apenas em espírito. Mas. falando consigo mesmo e com Deus. prostrando-se com a face em terra. como manifestação do Espírito. nunca fica em "êxtase" ou "fora de controle". que significa língua) como manifestação sobrenatural do Espírito. testemunhando que Deus está. c) Dom de Interpretação de Línguas (12. também pelo Espírito. mas a minha mente fica infrutífera.) Deve haver ordem quanto ao falar em línguas em voz alta durante o culto. 16 E. como no N. 29-31) Tanto no AT. de fato. como dirá o indouto o amém depois da tua ação de graças? Visto que não entende o que dizes. Daí. assim. Quem fala em línguas pelo Espírito. porque muitos falsos profetas estarão na igreja (1Jo 4. e. Ela deverá enquadrar-se na Palavra de Deus (1Jo 4.T. glossa.T. o meu espírito ora de fato. toda profecia deve ser julgada quanto à sua autenticidade e conteúdo (1Ts 5. Línguas estranhas faladas no culto devem ser seguidas de sua interpretação.2 Pois quem fala em outra língua não fala a homens.28. 27.16 Porque.10) 24 .1).Como manifestação do Espírito. fique calado na igreja.21 Não desprezeis as profecias. observe o seguinte: Trata-se de um dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de Deus. no louvor.. mas proclamar a vontade de Deus e exortar e levar o seu povo à retidão.1). faculta ao crente a comunicação direta com Deus (i. tanto por quem fala como pelos ouvintes (1 Co 14. para que a congregação conheça o conteúdo e o significado da mensagem (1 Co 14. Quanto à profecia.) O falar noutras línguas como dom abrange o espírito do homem e o Espírito de Deus.20. A língua falada através deste dom não é aprendida. edificando. a profecia está potencialmente disponível a todo cristão cheio dEle (At 2.e.3 Mas o que profetiza fala aos homens. retende o que é bom). um só texto mostrando que a igreja de então buscava revelação ou orientação através dos profetas. exortação. notemos os seguintes fatos: Essas línguas podem ser humanas como as que os discípulos falaram no dia de Pentecostes (At 2.25. A mensagem profética ocorria na igreja somente quando Deus tomava o profeta para isso. que entrando em mútua comunhão. julgai todas as coisas. sob o impulso do Espírito Santo (14. se eu orar em outra língua.24. no meio de vós). não havendo intérprete..

havendo línguas. ou de outra pessoa. é benigno. não se ufana. por causa de uma correta relação com Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus. ágape).2.12-15. b) CHARA – ALEGRIA Trata-se da felicidade do Espírito. tudo espera.e. especialmente as obras da carne. a quem.10 "entristecidos.6. 2Pe 1. o pensamento melancólico e tristonho. i.9. Antes é uma ação do Espírito de Deus no espírito humano é a sensação de alegria baseada no amor. cf. mas. nas bênçãos. generosa nas dádivas aos outros. não se ressente do mal. entretanto não é uma emoção artificial. nas promessas e na presença de Deus. fazei-lho também vós.4-8 O amor é paciente. mas sempre alegres. 8. para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. mas possuindo tudo. amais. É a dedicação ao próximo. Deus não aprecia a duvida e o desânimo. 25 . desaparecerão. amemo-nos uns aos outros. nada tendo. Amados. Ef 4. Toda a congregação pode assim desfrutar dessa revelação vinda do Espírito Santo. havendo ciência. Deus gosta de corações animados. ou pode ser uma profecia. 2Co 6. não se exaspera. O amor é a prova da espiritualidade e tem inicio na regeneração (1 Jo 4. tudo sofre. Tal mensagem interpretada para a igreja reunida.14 nota. porque o amor procede de Deus. Mateus 7:12 Portanto. e ande em comunhão com Deus (ver Rm 8. o amor não arde em ciúmes. na graça. não se ensoberbece. e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.Trata-se da capacidade concedida pelo Espírito Santo. o que fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar) 9. O amor consiste em querer para os outros aquilo que queremos par nos mesmos.) A alegria cristã. 5.8 Jesus Cristo. porque esta é a lei e os profetas. o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (1 Co 13. A interpretação de uma mensagem em línguas pode ser um meio de edificação da congregação inteira. não procura os seus interesses.5-14 nota. qualidade de vida que é graciosa e bondosa caracterizada pela boa vontade. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado. passará) O amor é o solo onde são cultivadas todas as demais virtudes espirituais. O FRUTO DO ESPÍRITO Em contraste com as obras da carne. pois Deus é amor. pode conter ensino sobre a adoração e a oração. mas enriquecendo a muitos. pois toda ela recebe a mensagem.13 Pelo que.3. não havendo visto. mas crendo. cessarão. Também o abomina a doutrina ousada.. tudo o que vós quereis que os homens vos façam.4-9). temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama "o fruto do Espírito".7-8). Cl 3. no qual. pobres. não se conduz inconvenientemente. não se alegra com a injustiça. O fruto do Espírito inclui: a) ÁGAPE – AMOR Caridade" (gr. O amor jamais acaba. mas regozija-se com a verdade. bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo 1 Pe 1. Quem fala em línguas deve orar para que possa interpretá-las (1 Co 14. tudo suporta. (2Co 6. exultais com alegria indizível e cheia de glória. tudo crê. A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas. não vendo agora. havendo profecias.

cuja generosidade brota do coração.1. com o próprio ser e com a própria consciência. Ela é a verdadeira prática do bem. paciência. Bondade é a expressão máxima do amor cristão. em Cristo. sede uns para com os outros benignos. guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. Podemos observar a vida terrena inteira de Jesus de Nazaré. para que o crente se mostre supremamente bondoso.32 Antes. a paz envolve muito mais do que uma tranqüilidade intima. O crente que a possui. da inveja dos excessos de tudo o que são obras da carne. f) AGATHOSUNE – BONDADE Uma pessoa bondosa quando se dispõe a ajudar aqueles que tem necessidade. ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4. esse é gracioso e gentil para com seu semelhante não se mostrando ser inflexível e exigente. não deixando arrebatar por explosões de ira. compassivos. honestidade. Antes. nem lhe provocar dor (Ef 4.c) EIRENE – PAZ A queda do homem no pecado destruiu a paz. trata-se de uma qualidade espiritual de origem cósmica e pessoal produzida pela reconciliação e pelo perdão dos pecados. Ora. com toda a humildade e mansidão. Portanto. Foi através da instrumentalidade da cruz que Deus estabeleceu a paz. bondade. Ser Benigno é não querer magoar ninguém. Esse termo grego significa também excelência de caráter. tolerando as injúrias. d) MAKROTHUMIA – LONGANIMIDADE Quando é uma qualidade atribuída a Deus. A paz é o contrario do ódio. o prisioneiro no Senhor. suportando-vos uns aos outros em amor). baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Fp 4.10 26 . vos perdoou). da contenda. pois. No grego. e) CHRESTOTES – BENIGNIDADE Significa gentileza. com longanimidade. que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados. como também Deus. que prevalece a respeito das tempestades externas. com os outros. que excede todo o entendimento. Paz é a quietude de coração e mente. A longanimidade é a paciência que nos permite subjugar a ira e o sendo de contenda. perdoando-vos uns aos outros. Longanimidade é a perseverança. Agathosune refere-se ao homem bom.7 E a paz de Deus. precisa contar com auxílio do Espírito Santo. É o amor em ação (Gl 6. significa que ele tolera pacientemente todas as iniquidades do homem. a paz com Deus. vivida em meio a atos de bondade para com os outros.2 Rogo-vos. eu.

Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé). g) PISTIS – FÉ Significa tanto confiança como fidelidade. A fé de parceria com o arrependimento, forma a conversão. A entrega da alma, as mãos de Cristo alicerçado sobre o conhecimento espiritual. A fé é vitalizada pelo amor, pois do contrário, não será a verdadeira fé sob hipótese alguma. Fé, é lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade h) PRAUTES – MANSIDÃO Para Aristóteles, essa característica era um vicio de deficiência, e não uma virtude. Aristóteles encarava tal realidade, como uma auto-depreciação. Na verdade mansidão trata-se de uma submissão do homem para com Deus e, em seguida para com o homem. A mansidão é o resultado da verdadeira humildade por causa do reconhecimento alheio, com a recusa de nos considerarmos superiores. Mansidão é moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (Jesus em Mt 11.23 repreende) duramente Carfanaum "Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje "e no v. 29 diz que devemos ser mansos como ele Mt 11.29 2Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.” i) EGKRATEIA - TEMPERANÇA - DOMÍNIO PRÓPRIO Temperança é o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5). Na passagem de 1 Co 7.9 essa palavra é usada em relação ao controle do impulso sexual ( Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado. . Mas em 1 Co 9.25 refere-se a toda forma de autodisciplina ( Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Parece que Paulo se utiliza dessa palavra, neste contesto, dando a entender aquele autocontrole que obtém sobre os vícios alistados em Gl 5.19-21. Os filósofos estóicos percebiam claramente a verdade expressa por essa virtude de domínio próprio. Eles procuravam fazer com que a razão dominasse a vida inteira, controlando as paixões e firmando a lama. O ensino final de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.

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05 - SOTERIOLOGIA: DOUTRINA DE CRISTO 1. Graça: É o poder dinâmico de Deus que provêm imerecidamente para capacitar o homem a desejar e fazer a Sua vontade (Fp.2:13; I co.1:4,5; IITm.1:9; Tg.1:18; IICo.3:5; Hb.13:21; Is.26:12; Jr.10:23; Pv.16:9; 20:24; ICo.15:10). 2. Predestinação: É o conselho ou decreto de Deus concernente aos homens decaídos, incluindo a eleição soberana de uns e a justa reprovação dos restantes (Rm.8:29,30; 9:11-24; Ef.1:5,11). Os dois aspectos da predestinação são: (a) Eleição: É o ato eterno de Deus pelo qual Ele, em seu soberano beneplácito, e sem levar em conta nenhum mérito previsto nos homens, escolhe um certo número deles para receberem a graça especial e a salvação eterna. (b) Reprovação: É o decreto eterno de Deus pelo qual Ele determinou deixar de aplicar a um certo número de homens as operações de sua graça especial, e puní-los por seus pecados, para a manifestação da sua justiça. Os dois aspectos da reprovação são preterição e condenação. PENSAMENTO: A soberania divina e a soberania humana certamente são contraditórias entre si, mas a soberania divina e a responsabilidade humana, não. (F.H. Klooster). 3. Vocação: Vocação ou chamada é o ato de graça pelo qual Deus convida os homens, através de Sua Palavra, a aceitarem pela fé a salvação providenciada por Cristo. (ICo.1:9; ITs.2:12; IPe.5:10; Mt.11:28; Lc.5:32; Jo.7:37; At.2:39; Rm.8:30; ICo.1:24, 26; 7:15; Gl.1:15; Ef.4:1; 4:4; IITs.2:14; IITm.1:9; Ipe.2:9; 5:10). 4. União: É a ligação íntima, vital e espiritual entre Cristo e o Seu povo, em razão da qual Ele é a fonte da sua vida e poder, da sua bem-aventurança e salvação (Ef.5:32; Cl.1:27). 5. Regeneração: É o ato de Deus pelo qual o princípio de uma nova vida é implantado no homem, e a disposição dominante de sua alma é tornada santa. É a comunicação de vida divina à alma, que implica numa completa mudança de coração (Ez.11;19; 18:31; 36:26; Jr.24:7; Rm.6:4; Ef.2:6; Cl.2:12; Jo.5:21; Jo.6:63; 10:10,28; Rm.6:11,13; IJo.5:11,12; Ef.2:1,5; Cl.2:13; IIPe.1:4; Jo.1:12; 3:3,5; IJo.3:1). 6. Conversão: É o ato exterior, visível e prático da salvação operada na vida do pecador regenerado (Lc. 22:32). Os dois aspectos da conversão são: (a) arrependimento: é o aspecto negativo da conversão, porque implica no abandono do pecado e em dizer não para as coisas pecaminosas. (b) fé: é o aspecto positivo da coversão, porque implica em voltar em direção a Deus e em dizer sim para a sua palavra. 7. Arrependimento: É a mudança voluntária e consciente, produzida na vida do pecador, efetuada pelo Espírito Santo, a qual atinge sua mente, seus sentimentos e conduz o pecador ao abandono voluntário do pecado (Mt.21:28-30; IICo.7:9,10).

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8. Fé: É um firme e seguro conhecimento do favor de Deus, para conosco, fundado na verdade de uma promessa gratuita em Cristo, e revelada às nossas mentes e seladas em nossos corações pelo Espirito Santo (As Institutas, III, 2,7, Calvino). 9. Justificação: É um ato judicial de Deus, no qual Ele declara, com base na justiça de Jesus Cristo, que todas as reivindicações da lei estão satisfeitas a favor do pecador (At.13:39; Rm.5:1,9; 8:30-33; Ico.6:11; Gl.2:16; Gl.3:11). Na justificação estão incluídos o perdão, a adoção, a substituição vicária e a imputação. Os dois aspectos da justificação são: (a) Remissão ou Perdão (aspecto negativo/a dívida é anulada): É o resultado da morte de Cristo e se dá por meio da substituição, na qual, Cristo nosso Cordeiro Pascal se oferece para morrer em nosso lugar. (b) Adoção (aspecto positivo/o crédito é imputado): É o resultado da ressurreição de Cristo e se dá por meio da imputação, na qual a justiça de Cristo, que dá o direito legal à adoção, é imputada ao crente. A regeneração opera uma filiação moral enquanto que a adoção opera uma filiação legal. 10. Remissão ou Perdão: É o aspecto negativo da justificação, pois quando Adão pecou, ele foi condenado pelo que fez de errado (iniquidade), como também pelo que deixou de fazer de certo, errando o alvo (pecado). Adão, então pecou por ação (iniquidade = pecado consciente, voluntário, transgressão) e omissão (pecado, leia IJo.3:4). Cristo em sua obra vicária corrigiu os erros de Adão, obedecendo passiva e ativamente, negativa e positivamente os mandamentos de Deus, pois a lei inclui mandamentos negativos (não adulterarás, etc) e mandamentos positivos (amarás a Deus, etc). O perdão é, portanto o ato judicial de Deus pelo qual ele concede ao pecador, na cruz, os benefícios resultantes da obediência passiva de Cristo. O perdão é resultado da morte de Cristo enquanto que a adoção (o aspecto positivo da justificação) é resultado da ressurreição de Cristo (Rm.4:25). Na morte Cristo aniquilou o pecado, na ressurreição trouxe justiça. O perdão é operado mediante a substituição, a justiça é concedida por meio da imputação. O perdão é concedido na cruz. A justiça é imputada no tribunal de Deus (IPe.3:18). NOTA: Remissão não é o mesmo que redenção. Veja redenção no item 17. 11. Adoção: É o ato judicial de Deus, resultado prático da regeneração, pelo qual Ele declara seus filhos emancipados e herdeiros da vida eterna (Tt.3:7). Adoção não deve ser confundida com regeneração, pois na adoção Deus coloca o pecador que já é seu filho regenerado na posição de filho adulto. Na adoção não há transformação interior (moral). A adoção não muda o interior do pecador, muda a sua posição perante Deus. Deus não adota pecadores não regenerados, Deus só adota aqueles que já são seus filhos. 12. Imputação: É o ato de Deus pelo qual Ele debita meritoriamente na conta da humanidade o pecado de Adão, e judicialmente na conta de Cristo o pecado da humanidade, e gratuitamente na conta da humanidade a justiça de Cristo. Imputação significa "debitar", "atribuir responsabilidade" ou "lançar na conta de alguém". Paulo ensina esta doutrina quando assume a dívida de Onésimo. Do mesmo modo Jesus Cristo tomou a nossa dívida (Fm.18,19). 13. Substituição: É o ato judicial de Deus pelo qual Ele pune os pecadores pelos seus pecados, provendo um substituto qualificado, sobre o qual recaiu todo o pecado e a culpa imputados à humanidade por causa do pecado de Adão (Is.53:4-7; Ico.5:7).

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57) Em relação ao pecador Justificação Regeneração (Rm.5:2. A nossa identificação com Cristo é tão perfeita que somos identificados com Ele na sua morte (Rm. sem mácula.1:2. Cl. inocnete. (c) Perfeita Santidade: Um homem comum não seria um bom representante da raça humana.2:12). O substituto deveria ser santo.3:21) Ocasião Morte e ressurreição de Cristo Do novo nascimento até o encontro com Cristo (Fp.5:16. ESQUEMA DA SALVAÇÃO Espírito Alma Corpo Tempo Passado Presente Futuro Em relação ao pecado Penalidade (Jo.6:14) Presença (ICo.1:14).1:4.1:21. 5:1. Santificação: É a graciosa e contínua operação do Espirito Santo pela qual Ele liberta o pecador justificado da corrupção do pecado. Ipe.1:6) Arrebatamento ou 2ª Vinda de Cristo (ICo. não se salvaria nem a si mesmo. pois sendo mortal.7:23-27). Jo. IITm.15:54. e o capacita a praticar boas obras.2:14-17.6:3. separado dos pecadores (Hb. Um mortal comum não poderia salvar ninguém. 14.2:13) Santificação (Tg.53) 30 .22.3).5:24) Poder (Rm. renova toda a sua natureza à imagem de Deus. Rm.3:15) Redenção (Fp.IITs. Hb.15:52. (b) Perfeita Identificação: deveria ter uma profunda identificação com o sofrimento humano (Hb.Um substituto qualificado deveria possuir: (a) Perfeita Encarnação: deveria ter natureza humana completa para poder representar adequadamente a humanidade (Hb.4:15. Hb.2:18.

8:1.6:19. (4) deveria ser livre e não podia ser um escravo.15:19.18). Js. para que através da redenção passassem a pertencer a Cristo (Jo. 37:28-31).20.2:13-15).5:15.12.8:9).89:28-37). Lv. levando os salvos à permanecerem em Cristo e perseverarem firmes na fé. Sl.31.25:24. Rm.1:5. Mt. 4:1. Se um homem ainda não foi redimido.10:26.12:30.86:11.51. Ele não tinha pecado (Hb.2).20. IPe. continua sendo filho do Diabo. para que através de Cristo Deus resgatasse (comprasse) do mundo os que viriam a crer nele.15.2:4. O mundo (sistema) é de Satanás (Lc. (c) Cristo é o Nosso Redentor: (1) (2) (3) (4) Ele se fez nosso parente próximo (Hb. Mc.15.6.20:3-5). IPe. IICo.3. Segurança: É a garantia eterna e imutável da salvação. 18:36.10:17. tem prosseguimento e se completa.8:44).4:6. 16. era ele quem deveria resgatar a pessoa cujo empobrecimento forçou-a a se vender a um não judeu (Lv.25:47-49). o redentor (goel no hebraico) quem deveria resgatar o sangue da vítima assassinada (Nm.3:13.2:7).20.6:19. Redenção: É o ato gracioso de Deus pelo qual Ele liberta o pecador da escravidão da lei do pecado e da morte (Rm. Somente os filhos de Deus são verdadeiramente livres (Gl. Ijo. era ele quem deveria resgatar a possessão da família que fora vendida (Lv.26:18. Rm. iniciada e completada por Deus. Hb.20:28. (3) deveria querer efetuar o resgate (Rt. (a) A Necessidade da Redenção: Todas as criaturas humanas da terra pertencem a Deus (ICo. embora sendo criatura de Deus. Rt.5:7).19.52.15. Ap. Sl. por isso era necessária a redenção. Sl. IICo.1:18.11:23). Lc. A segurança representa o lado divino (Sl. Fp. 31 .35:19-34.27:13. (b) A Natureza do Redentor: Deveria ser parente próximo da vítima: Era ele.2:14. Cl.9:40. 3:9. do qual é ele escravo (Jo. ICo. 5:9.5:21). no coração dos regenerados.6:20).49:7-9). Ico.32:7). O Redentor deveria preencher certos requisitos: (1) deveria ter parentesco do escravo a ser resgatado (Rt.6:20-22.4:6. um escravo não podia resgatar outro escravo.50:12) mas não são todas de Cristo (Rm. Jr. 5:1. O homem só se torna propriedade exclusiva de Cristo mediante a obra da redenção (ICo.1:13). A perseverança representa o lado humano (Jr.32:40. 17:14. 17. Perseverança: É a contínua operação do Espírito Santo no crente. mediante o pagamento de um resgate (Rm.2:20.4:1-7). Gl. Ele nos resgatou voluntariamente (Jo.3:17).8:21.1:18.19.5:19) e as criaturas humanas que estão no mundo pertencem à ele (At. (2) deveria ter meios com que pagar o resgate (Rt. inciada no coração.26. pela qual a obra da graça divina.14). Ele pagou com seu sangue (At.4:4. Em Ezequiel 11:15 a expressão "os homens do teu parentesco" significa "os homens da tua redenção".

A expiação é a remoção da causa da inimizade do homem (Rm.18:10.51:10. (A justificação possui aspectos semelhantes a reconciliação: É negativa e positivamente considerada: (a) Perdão e (b) Adoção). A expiação extingue o pecado (a inimizade contra Deus).103:5. Na expiação a fraqueza.14. transformado à semelhança do corpo glorioso do Senhor Jesus (Fp. O propósito da propiciação é alterar a atitude de Deus. Na propiciação a ação se dirige para Deus. Is. (b) Propiciação: É a reconciliação em seu aspecto positivo. como em Jr. Glorificação ou Ressurreição: É a operação divina pela qual o crente regenerado há de ressuscitar corporalmente.3:19). por meio da morte de Jesus Cristo. Dn. Rm.18. Ijo. e se ocupa com a anulação do ato ofensivo. Os dois aspectos da reconciliação são: (a) Expiação: A reconciliação (no grego = katallagê) tem seu aspecto negativo na expiação. IPe. pois há passagens em que se diz que Deus se arrependeu de fazer o bem. Cl.10) e a amizade de Deus é restaurada.5:9. da ira para a boa vontade e favor.5:10). Cl. Outros aspectos poderão ser encontrados por um.26). ITs. Reconciliação: É a operação graciosa de Deus pela qual Ele reconcilia os pecadores consigo mesmo. principalmente na soteriologia. na propiciação Ele ofereceu-se à Deus (Hb. a impiedade e o pecado (mencionados em Rm. At.3:10). no grego.32:14 o termo arrepender é wayyinnahem.5:18-21.5:6).24. no hebraico. Conclusão: não foram apresentados todos os aspectos envolvidos em cada um dos 20 itens aqui descritos.1:18.3:21.25. É também usado em Lm.1:29. Na expiação Cristo ofereceu-se pelos os homens. 79:8. O termo usado no antigo Testamento para reconciliação é expiação. na teologia sistemática.9:19. tendo seu corpo abatido. 19. como se o bem fosse causa para arrependimento). e por isso vai além da expiação. Portanto expiação é o cancelamento da fraqueza (Rm. Não é o caso de Deus mudar. pois enfatiza a morte de Cristo em relação a Deus.5:6) e especialmente do pecado (Rm. que significa "ser propício". a propiciação extingue a penalidade do pecado (a ira de Deus) que é desviado para a cruz de Cristo (Rm.3.Renovação: É a operação graciosa de Deus que inclui todos aqueles processos de forças espirituais subsequentes ao novo nascimento e decorrentes dele (Sl. da impiedade (Rm. O assunto é vasto e interminável.3:42. IIRs.3:18). a pessoa ofendida.3:2). Na propiciação é a ira que é removida (Rm.9:13. 20.78:38.1:20-22). e hilaskomai.5:8.4:13-17. fatores causadores da inimizade são removidos.24:4.41:1. Na expiação a ação se dirige para aquilo que provocou o rompimento no relacionamento.40:31. É claro que se trata de linguagem poética. IJo. 32 . que enfatiza a morte de Cristo para o perdão dos pecados em relação ao homem. removendo a inimizade (IICo. por isso apresentei um resumo do que considerei mais importante sobre o assunto.5:6-8). Em Ex. mas sim de que sua ira é desviada (Sl.

2 Co 13. Nem o Pai. 14.9 . Gn 1. Dn 7.17).20). 11. Mc 1. Foi o tema de sua mensagem na terra (Mt 4. Jd 20. e cada uma.14. Quanto à forma de manifestação do reino. As três não são três deuses.4-6). (1) As Escrituras declaram que Deus é um só uma união perfeita de uma só natureza. o reino foi tirado desta nação (ver Mt 21.13. compartilhando uma só natureza divina comum. Ap 2. Rm 14.27. 1. Mt 3. (3) O reino de Deus na igreja. Deus é revelado nas Escrituras como um só Deus. A igreja reinará juntamente com Ele.2. O Filho e também o Espírito Santo possuem atributos que somente Deus possui (ver Jo 20. As três divinas pessoas da Trindade estão presentes no batismo de Jesus. Assim. A proclamação e a concretização do reino de Deus foi o propósito da obra de Cristo. Devido à rejeição de Jesus. Ver Mc 14. (2) O Deus único existe numa pluralidade de três pessoas identificáveis.9-11.4 nota). Hb 9.A TRINDADE Marcos 1. atributos. Jo 10. e plural (trina).4.13.14. Is 61. poder e glória.13 TENTADO POR SATANÁS.3.1-4).19.9-11).27. O reino messiânico durará mil anos. 1 Co 2.1).3. que será estabelecido na nova terra (Ap 21. 16. distintas. eis que tu ali estás também”.3. torna possível desde toda a eternidade o amor recíproco. foram feitos ou criados em tempo algum.18. (4) O reino de Deus na consumação da História.1.4.29.28. 1 Co 6. O reino esteve presente na pessoa e na obra de Jesus.14).13.4-6. Gl 3. Das pessoas da deidade. 17. existente em três pessoas. Mc 12. predito pelos profetas (Sl 89.8 “Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu. Rm 8. mas não separadas. nem o Filho.5. 1. No AT.14). nenhuma é Deus sem as outras.17.24. Sua presença manifesta-se com grande poder contra o império de Satanás. se fizer no Seol a minha cama.1) Quem é Deus? OS ATRIBUTOS DE DEUS Sl 139. 1 Co 2. Esta é a doutrina da Trindade.16. existem: (1) O reino de Deus em Israel. a comunhão.37. segundo as Escrituras. At 5.11 "E ouviu-se uma voz dos céus.14).8. sobre as nações (2 Tm 2. 2 Ts 2.21). mas de uma poderosa e eficaz presença e operação de Deus entre o seu povo (ver 1.2. que dizia: TU ÉS O MEU FILHO AMADO.27.10) 1.17. (5) O reino de Deus na eternidade. (3) O Deus único.26. o exercício dos atributos divinos.1.14 O EVANGELHO. é Deus. 1 Pe 1. dando lugar ao reino eterno de Deus.expressando a verdade de que dentro da essência una de Deus. 28. Is 11.13). o reino visava preparar o caminho da salvação da humanidade. mas são três pessoas tão perfeitamente unidas que constituem o único Deus verdadeiro e eterno.2. existente como Pai.12. o Rei (Lc 11. Cristo reinará na terra durante mil anos (Ap 20. a Nova Jerusalém (Ap 21. Sua maior bênção é "verão o seu rosto" (Ap 22.26. Trata-se da manifestação atual do reino de Deus nos corações e nas vidas de todos aqueles que se arrependem e crêem no evangelho (Jo 3.15 O REINO DE DEUS. noutro.7.36. Filho e Espírito Santo (cf. (2) O reino de Deus em Cristo. ver Ap 20.20). Não se trata de um reino político. nem três partes ou expressões de Deus. tu aí estás.27. Deus é singular (uma unidade) num sentido.06 .43 nota). O centro da nova terra é a Cidade Santa. 9. juntamente com as outras.15. 1.1-9.11. substância e essência (Dt 6. subsistem três Pessoas distintas. Ef 4. mas cada um é igual ao outro em essência.1. ver Ap 21.2. 5.16. Os habitantes são os redimidos do AT (Ap 21. Cl 1. nem o Espírito Santo. em quem me comprazo". Trata-se do Reino Messiânico. material. Ver Mt 4. a mútua comunhão no conhecimento e o inter-relacionamento dentro da deidade (cf.10. 33 .12) e do NT (Ap 21. o Messias de Israel.4.

A Bíblia não procura comprovar que Deus existe. Em vez disso, ela declara a sua existência e apresenta numerosos atributos seus. Muitos desses atributos são exclusivos dEle, como Deus; outros existem em parte no ser humano, pelo fato de ter sido criado à imagem de Deus. ATRIBUTOS EXCLUSIVOS DE DEUS. (1) Deus é onipresente — Ele está presente em todos os lugares a um só tempo. O salmista afirma que, não importa para onde formos, Deus está ali (Sl 139.7-12; cf. Jr 23.23,24; At 17.27,28); Deus observa tudo quanto fazemos. (2) Deus é onisciente — Ele sabe todas as coisas (Sl 139.1-6; 147.5). Ele conhece, não somente nosso procedimento, mas também nossos próprios pensamentos (1Sm 16.7; 1 Rs 8.39; Sl 44.21; Jr 17.9,10). Quando a Bíblia fala da presciência de Deus (Is 42.9; At 2.23; 1Pe 1.2), significa que Ele conhece com precisão a condição de todas as coisas e de todos os acontecimentos exeqüíveis, reais, possíveis, futuros, passados ou predestinados (1Sm 23.10-13; Jr 38.17-20). A presciência de Deus não subentende determinismo filosófico. Deus é plenamente soberano para tomar decisões e alterar seus propósitos no tempo e na história, segundo sua própria vontade e sabedoria. Noutras palavras, Deus não é limitado à sua própria presciência (ver Nm 14.11-20; 2Rs 20.1-7). (3) Deus é onipotente — Ele é o Todo-poderoso e detém a autoridade total sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas (Sl 147.13-18; Jr 32.17; Mt 19.26; Lc 1.37). Isso não quer dizer, jamais, que Deus empregue todo o seu poder e autoridade em todos os momentos. Por exemplo, Deus tem poder para exterminar totalmente o pecado, mas optou por não fazer assim até o final da história humana (ver 1Jo 5.19 nota). Em muitos casos, Deus limita o seu poder, quando o emprega através do seu povo (2Co 12.7-10); em casos assim, o seu poder depende do nosso grau de entrega e de submissão a Ele (ver Ef 3.20). (4) Deus é transcendente — Ele é diferente e independente da sua criação (ver Êx 24.9-18; Is 6.1-3; 40.12-26; 55.8,9). Seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (1Rs 8.27; Is 66.1,2; At 17.24,25). Ele subsiste de modo absolutamente perfeito e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele mesmo é incriado e existe à parte da criação (ver 1Tm 6.16 nota). A transcendência de Deus não significa, porém, que Ele não possa estar entre o seu povo como seu Deus (Lv 26.11,12; Ez 37.27; 43.7; 2Co 6.16). (5) Deus é eterno — Ele é de eternidade à eternidade (Sl 90.1,2; 102.12; Is 57.12). Nunca houve nem haverá um tempo, nem no passado nem no futuro, em que Deus não existisse ou que não existirá; Ele não está limitado pelo tempo humano (cf. Sl 90.4; 2Pe 3.8), e é, portanto, melhor descrito como “EU SOU” (cf. Êx 3.14; Jo 8.58). (6) Deus é imutável — Ele é inalterável nos seus atributos, nas suas perfeições e nos seus propósitos para a raça humana (Nm 23.19; Sl 102.26-28; Is 41.4; Ml 3.6; Hb 1.11,12; Tg 1.17). Isso não significa, porém, que Deus nunca altere seus propósitos temporários ante o proceder humano. Ele pode, por exemplo, alterar suas decisões de castigo por causa do arrependimento sincero dos pecadores (cf. Jn 3.6-10). Além disso, Ele é livre para atender as necessidades do ser humano e às orações do seu povo. Em vários casos a Bíblia fala de Deus mudando uma decisão como resultado das orações perseverantes dos justos (e.g., Nm 14.1-20; 2Rs 20.2-6; Is 38.2-6; Lc 18.1-8). (7) Deus é perfeito e santo — Ele é absolutamente isento de pecado e perfeitamente justo (Lv 11.44,45; Sl 85.13; 145.17; Mt 5.48). Adão e Eva foram criados sem pecado (cf. Gn 1.31), mas com a possibilidade de pecarem. Deus, no entanto, não pode pecar (Nm 23.19; 2Tm 2.13; Tt 1.2; Hb 6.18). Sua santidade inclui, também, sua dedicação à realização dos seus propósitos e planos. 34

(8) Deus é trino e uno — Ele é um só Deus (Dt 6.4; Is 45.21; 1Co 8.5,6; Ef 4.6; 1Tm 2.5), manifesto em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo (e.g., Mt 28.19; 2Co 13.14; 1Pe 1.2). Cada pessoa é plenamente divina, igual às duas outras; mas não são três deuses, e sim um só Deus (ver Mt 3.17 nota; Mc 1.11 nota). ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS. Muitas características do Deus único e verdadeiro, especialmente seus atributos morais, têm certa similitude com as qualidades humanas; sendo, porém, evidente que todos os seus atributos existem em grau infinitamente superior aos humanos. Por exemplo, embora Deus e o ser humano possuam a capacidade de amar, nenhum ser humano é capaz de amar com o mesmo grau de intensidade como Deus ama. Além disso, devemos ressaltar que a capacidade humana de ter essas características vem do fato de sermos criados à imagem de Deus (Gn 1.26,27); noutras palavras, temos a sua semelhança, mas Ele não tem a nossa; Ele não é como nós. (1) Deus é bom (Sl 25.8; 106.1; Mc 10.18). Tudo quanto Deus criou originalmente era bom, era uma extensão da sua própria natureza (Gn 1.4,10,12,18,21,25,31). Ele continua sendo bom para sua criação, ao sustentá-la, para o bem de todas as suas criaturas (Sl 104.10-28; 145.9); Ele cuida até dos ímpios (Mt 5.45; At 14.17). Deus é bom, principalmente para os seus, que o invocam em verdade (Sl 145.18-20). (2) Deus é amor (1Jo 4.8). Seu amor é altruísta, pois abraça o mundo inteiro, composto de humanidade pecadora (Jo 3.16; Rm 5.8). A manifestação principal desse seu amor foi a de enviar seu único Filho, Jesus, para morrer em lugar dos pecadores (1Jo 4.9,10). Além disso, Deus tem amor paternal especial àqueles que estão reconciliados com Ele por meio de Jesus (ver Jo 16.27 ). (3) Deus é misericordioso e clemente (Êx 34.6; Dt 4.31; 2Cr 30.9; 'Sl 103.8; 145.8; Jl 2.13); Ele não extermina o ser humano conforme merecemos devido aos nossos pecados (Sl 103.10), mas nos outorga o seu perdão como dom gratuito a ser recebido pela fé em Jesus Cristo. (4) Deus é compassivo (2Rs 13.23; Sl 86.15; 111.4). Ser compassivo significa sentir tristeza pelo sofrimento doutra pessoa, com desejo de ajudar. Deus, por sua compaixão pela humanidade, proveu-lhe perdão e salvação (cf. Sl 78.38). Semelhantemente, Jesus, o Filho de Deus, demonstrou compaixão pelas multidões ao pregar o evangelho aos pobres, proclamar libertação aos cativos, dar vista aos cegos e pôr em liberdade os oprimidos (Lc 4.18; cf. Mt 9.36; 14.14; 15.32; 20.34; Mc 1.41; ver Mc 6.34). (5) Deus é paciente e lento em irar-se (Êx 34.6; Nm 14.18; Rm 2.4; 1Tm 1.16). Deus expressou esta característica pela primeira vez no jardim do Éden após o pecado de Adão e Eva, quando deixou de destruir a raça humana conforme era seu direito (cf. Gn 2.16,17). Deus também foi paciente nos dias de Noé, enquanto a arca estava sendo construída (1Pe 3.20). E Deus continua demonstrando paciência com a raça humana pecadora; Ele não julga na devida ocasião, pois destruiria os pecadores, mas na sua paciência concede a todos a oportunidade de se arrependerem e serem salvos (2Pe 3.9). (6) Deus é a verdade (Dt 32.4; Sl 31.5; Is 65.16; Jo 3.33). Jesus chamou-se a si mesmo “a verdade” (Jo 14.6), e o Espírito é chamado o “Espírito da verdade” (Jo 14.17; cf. 1Jo 5.6). Porque Deus é absolutamente fidedigno e verdadeiro em tudo quanto diz e faz, a sua Palavra também é chamada a verdade (2Sm 7.28; Sl 119.43; Is 45.19; Jo 17.17). Em harmonia com este fato, a Bíblia deixa claro que Deus não tolera a mentira nem falsidade alguma (Nm 23.19; Tt 1.2; Hb 6.18).

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(7) Deus é fiel (Êx 34.6; Dt 7.9; Is 49.7; Lm 3.23; Hb 10.23). Deus fará aquilo que Ele tem revelado na sua Palavra; Ele cumprirá tanto as suas promessas, quanto as suas advertências (Nm 14.32-35; 2 Sm 7.28; Jó 34.12; At 13.23,32,33; ver 2Tm 2.13 nota). A fidelidade de Deus é de consolo inexprimível para o crente, e grande medo de condenação para todos aqueles que não se arrependerem nem crerem no Senhor Jesus (Hb 6.4-8; 10.26-31). (8) Finalmente, Deus é justo (Dt 32.4; 1Jo 1.9). Ser justo significa que Deus mantém a ordem moral do universo, é reto e sem pecado na sua maneira de tratar a humanidade (Ne 9.33; Dn 9.14). A decisão de Deus de castigar com a morte os pecadores (Rm 5.12), procede da sua justiça (Rm 6.23; cf. Gn 2.16,17); sua ira contra o pecado decorre do seu amor à justiça (Rm 3.5,6; ver Jz 10.7). Ele revela a sua ira contra todas as formas da iniqüidade (Rm 1.18), principalmente a idolatria (1Rs 14.9,15,22), a incredulidade (Sl 78.21,22; Jn 3.36) e o tratamento injusto com o próximo (Is 10.14;Am 2.6,7). Jesus Cristo, que é chamado o “Justo” (At 7.52; 22.14; cf. At 3.14), também ama a justiça e abomina o mal (ver Mc 3.5; Rm 1.18 nota; Hb 1.9 ). Note que a justiça de Deus não se opõe ao seu amor. Pelo contrário, foi para satisfazer a sua justiça que Ele enviou Jesus a este mundo, como sua dádiva de amor (Jo 3.16; 1Jo 4.9,10) e como seu sacrifício pelo pecado em lugar do ser humano (Is 53.5,6; Rm 4.25; 1Pe 3.18), a fim de nos reconciliar consigo mesmo (ver 2Co 5.18-21, notas). A revelação final que Deus fez de si mesmo está em Jesus Cristo (cf. Jo 1.18; Hb 1.1-4); noutras palavras, se quisermos entender completamente a pessoa de Deus, devemos olhar para Cristo, porque nEle habita toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). Jesus Cristo Quem é Jesus Cristo? I. A PRÉ-EXISTÊNCIA DE JESUS A. Assim como Deus é eterno, Jesus também o é: Jo 1.1; Cl 1.17; Mq 5.2; Jo 17.3; Jo 8.58. B. Antes da fundação do mundo, Jesus planejou junto com o seu Pai, a salvação da humanidade. Deus na sua onisciência viu, desde a eternidade, que o homem a ser criado, cairia em pecado, sujeito à perdição eterna. Ele então preparou um caminho de salvação, por meio do sacrifício de seu próprio Filho. Jesus participou e concordou e desde então já estava disposto a dar a sua vida por nós. Por isto a Bíblia se expressa: "O Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo", Ap 13.8. A vida eterna é assim prometida "antes dos tempos dos séculos", Tt 1.2, quando Deus nos elegeu para em Jesus sermos santos e irrepreensíveis, Ef 1.4. C. Jesus participou da criação do mundo. " Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez", Jo1.3. "Todas as coisas subsistem por ele", Cl 1.17. II. A ENCARNAÇÃO DE JESUS "Jesus, Deus bendito eternamente", Rm 9.5, fez-se homem. Esse mistério chama-se "encarnação". A Bíblia diz: "Grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne", 1 Tm 3.16. A doutrina da encarnação de Jesus excede tudo que o entendimento humano possa compreender, porém deste milagre depende a substância do evangelho da salvação e a doutrina da redenção. A. Jesus se encarnou por meio duma virgem, através de concepção sobrenatural. Quando Deus, no dia da queda, prometeu um Redentor, revelou também de que maneira ele viria ao mundo. Ele disse à serpente: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu 36

Lc 1. cheio de graça e de verdade". "porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu". e Deus lhe preparou um corpo.5.descendente. visto que não conheço varão?".17. o arcanjo Gabriel comunicou a Maria que ela seria o instrumento da encarnação de Jesus. Lc 1. Houve. Vamos mencionar algumas evidências que provam que Jesus é Deus verdadeiro. diante de um grupo de pastores de ovelhas.17. foram escritas para que todos creiam que "Jesus é o Cristo. e por-lhe-ás o nome de Jesus". Fp 2. Foi assim que ele desceu do céu.10. Jo 6. Duas vezes ele o chamou: "Meu Filho amado" Mt 3.38.34.13. exatamente na época de Maria dar à luz. Hb 2.35. e Jesus veio em semelhança de carne. pelo que também o Santo que de ti há de nascer será chamado Filho de Deus".10. e tu lhe ferirás o calcanhar".3. para expiar o pecado do povo. Hb 2.7. que Jesus é Deus. Jesus nasceu como os demais homens nasceram. e o milagre aconteceu! Ela estava grávida! É impossível explicar este milagre em termos biológicos.36. que incontestavelmente provam a sua deidade. disse-lhe: "em teu ventre conceberás e darás à luz um filho. 42. A. Rm 8.6. ele continua sendo Deus verdadeiro. Mc 9. Quando.31. 37 . e "Deus introduziu no mundo o primogênito". A encarnação deu a Jesus condições de ser o Mediador entre Deus e homens. Lc 2. 41. o chamou "Deus"! "Do Filho diz: Ó Deus. C. O profeta Isaías profetizou: "Uma virgem conceberá e dará à luz um filho e será o seu nome Emanuel". As sagradas escrituras. "em tudo semelhante aos irmãos". cumpra-se em mim segundo a sua palavra". 51. Todo aquele. e ser misericordioso e fiel sumo sacerdote. faz o próprio Deus mentiroso.33. sem deixar uma sombra de dúvida. Ainda depois que ele "aniquilou-se a si mesmo.8. "quando se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz". O verdadeiro Deus havia vindo ao mundo como um verdadeiro homem. e para isto Deus providenciou que o alistamento decretado pelo imperador Augusto obrigasse José e Maria a locomoverem-se de Nazaré na Galiléia até Belém. Pai. Jesus veio a este mundo por meio dum nascimento natural. tomando a forma de servo". Mq 5. pois que nega que Jesus é o Filho de Deus. Jo 1.15. Jesus nasceu. louvores ao Messias que havia nascido. "Pela fé entendemos" Hb 11. Foi por meio deste milagre que "verbo se fez carne". Maria aceitou.5. Jesus é chamado "Deus" Deus. Com a palavra: "Eis aqui a serva do Senhor. na plenitude dos tempos. Sendo homem. 1 Jo 5. Lc 1.14. e o Filho de Deus".7. conforme a profecia. 1 Jo 5. Lc 2. o teu trono subsiste". III. Jo1. Hb 1. 38.17. JESUS .O VERDADEIRO DEUS Não é somente desde a eternidade. Lc 1.14.8-14. Gn 3.14. e "participou da carne e do sangue".2. porém. O médico Lucas registrou este milagre no seu evangelho com fé e convicção. 58. revelando "a glória do Unigênito do Pai. Maria respondeu: "Como se fará isto. Sendo Deus a sua reconciliação fica com um inédito valor. Este te ferirá a cabeça. Gl 4. 38. Hb 1. uma manifestação sobrenatural: Uma multidão de anjos cantaram. Is 7. Hb 10. Ele nasceu exatamente 9 meses após Maria haver concebido de modo sobrenatural. Ele disse: "Descerá sobre ti o Espírito Santo e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Jo 1. 1 Tm 2. Hb 2. podia fazer reconciliação pelos homens. em Belém.6. E Gabriel lhe revelou como este milagre aconteceria.14. Jo 20.4. B.1-3.

Filho de Deus bendito?". Nisto Ele convence-nos do pecado (Jo 16.30). Lc 1. 33. Mt 10. nem santidade e nenhum cristão neste mundo. o universo.3-6). O próprio Jesus se chamou "Deus". 23. não haveria a criação. os anjos cantaram louvores a "Cristo-Senhor".8).11.11. Sem a presença do Espírito Santo neste mundo.2). Sem o Espírito Santo. Sl 104.9. Pedro: Ananias. sente (Rm 15.3. Este estudo examina alguns dos ensinamentos básicos a respeito do Espírito Santo. a saber: Ele pensa (Rm 8. Ap 22.17. nós. recebemos o Espírito Santo (Jo 3.45. 1 Jo 2. 28. por que encheu Satanás o teu coração.” É essencial que as pessoas reconheçam a importância do Espírito Santo no plano divino da redenção. O Espírito Santo não é mera influência ou poder.27). com sua própria individualidade (2Co 3. Mc 14.2. ao 38 . Na conversão.13).7. o mundo não teria nenhum Salvador. O ESPÍRITO SANTO Quem é o Espírito Santo? A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO At 5. (b) O Espírito Santo é o agente da nossa santificação.29. Para uma exposição da operação do Espírito Santo no AT. Jo 4. Ele se chamou também "o Filho unigênito que está no seio do Pai". e "Eu sou". devemos tratá-lo como pessoa. e considerá-lo Deus vivo e infinito em nosso coração. Sem o Espírito Santo. Ele tem atributos pessoais. o Espírito Santo é revelado como Pessoa.26. Rm 9.23. o Princípio e o Fim. vê o Pai". não haveria fé.24. Foi enviado pelo Pai para levar os crentes à íntima presença e comunhão com Jesus (Jo 14. 58.22. nem o NT (Jo 14. 26. notícia que se espalhou em toda a cidade. ).24 etc.37. Aquele que nega a deidade de Jesus rejeita o próprio testemunho de Jesus e mostra assim que é inspirado pelo espírito de Anticristo. digno da nossa adoração.16. que traduzido é Deus conosco". Jo 4. Se Jesus fosse. nem a raça humana (Gn 1.13.3.4).10) e nenhum poder para proclamar o evangelho (1.26). Jó 26. A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO.30). 62. 20. 1Pe 1. 13. Ele é uma Pessoa divina como o Pai e o Filho (5. Note algumas das coisas que o Espírito Santo faz. para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a.13.14). 15.18. A OBRA DO ESPÍRITO SANTO. enviado por Deus. 1Co 6. não ficava para ti? E. chamou a Jesus "Filho de Deus". Mt 1.22) e nos tornamos co-participantes da natureza divina (2Pe 1.3-6. Através da Bíblia.4. e Jesus seria um homem desacreditável.16-18. um produto da união entre Maria e José ou com qualquer outro homem. Mas glória a Jesus! Ele é Deus bendito eternamente. mas a Deus. não teríamos a Bíblia (2Pe 1. amor e dedicação (ver Mc 1. Jo 2. porque ele afirmou ser o Filho de Deus.26. que é.19).16. então. como os teólogos modernistas afirmam. Quando os seus inimigos lhe perguntaram: "És tu o Cristo. Ele se chamou: Alfa e Ômega. Jo 8. À luz destas verdades. 12.32.8). não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens. 1Co 2. Na conversão. "Chamá-lo-ão pelo nome Emanuel.4 “Disse. Lc 2.61. determina (1Co 12.11) e tem a faculdade de amar e de deleitar-se na comunhão. o Espírito passa a habitar no crente. ele respondeu: Eu o sou. "Quem me vê. realiza o novo nascimento (Jo 3. Quando Jesus havia nascido. o primeiro e o derradeiro. (1) A revelação do Espírito Santo no AT. Para a mulher samaritana ele disse que era Messias.). Jo 14. revela-nos a verdade a respeito de Jesus (Jo 14. crendo em Cristo.35.9. Jo 1. Êx 3. vendida. que começa a viver sob sua influência santificadora (Rm 8.21).5. nem novo nascimento.4).25.59 (Comp. (2) A revelação do Espírito Santo no NT. e faz-nos membros do corpo de Cristo (1Co 12. (a) O Espírito Santo é o agente da salvação. Ele chamou Deus de meu Pai.14. Hb 9. 10.18 e disse.O anjo.

essas atividades do Espírito Santo formam um todo. edificando-a (Ef 2.22). (c) O Espírito Santo é o agente divino para o serviço do Senhor. 1Ts 1.habitar em nós.e.16-18.2). escolhendo seus obreiros (20. Ele nos santifica.14) e efetuando a sua retidão (Jo 16.8. 16. (c) o poder para testemunhar do Senhor ou (d) a comunhão no seu corpo. que O glorificam (Gl 5. Recebemos a mesma unção divina que desceu sobre Cristo (Jo 1.16). Ele nos comunica o amor de Deus (Rm 5. e intercede por nós quando clamamos a Deus (Rm 8.16. 1Co 2.22. consola e ajuda (Jo 14.39). Quando somos batizados no Espírito.2-8. Por exemplo: uma pessoa não pode conservar o batismo no Espírito Santo se não vive uma vida de retidão.16). que nos guia em toda a verdade (Jo 16.45. o Espírito Santo outorga dons espirituais aos fiéis da igreja para edificação e fortalecimento do corpo de Cristo (1Co 12—14). 1Pe 1.46. Gl 5. Para realizar o trabalho do Senhor. Alguém não pode ter (a) a nova vida total em Cristo. libertando-nos da escravidão ao pecado (Rm 8.4. e que nos capacita a proclamar a Palavra de Deus (1. Ao mesmo tempo. que também quer conduzir esta mesma pessoa no conhecimento das verdades bíblicas e sua obediência às mesmas. e nela inspirando a adoração a Deus (Fp 3.7-11).. e não contraditórias.16. ajuda-nos na adoração a Deus (At 10.8. (3) As diversas operações do Espírito são complementares entre si.28) e concedendo-lhe dons (1Co 12. dirigindo a sua missão (13. visando ao bem de todos (1Co 12. Ele produz em nós as qualidades do caráter de Cristo.43.13). 1Pe 1. revestindo os crentes de poder para realizar a obra do Senhor e dar testemunho dEle.8). Rm 8.31) e a operar milagres (2.23. (d) O Espírito Santo é o agente divino que batiza ou implanta os crentes no corpo único de Cristo.38). 10.4. escolhendo seus pregadores (2. 5. (b) um santo viver. que é sua igreja (1Co 12.4). purifica. 4.16. 1Co 2.13) e que permanece nela (1Co 3.5) e nos alegra.4).2-4.27).2).15.26.3). O plano de Deus é que todos os cristãos atuais recebam o batismo no Espírito Santo (At 2. 1Co 3. produzida pelo mesmo Espírito. resguardando o evangelho contra os erros (2Tm 1. i.27) e na nossa vida de oração. não havendo plena separação entre elas. Continuamente. 39 . Esta obra do Espírito Santo relaciona-se com o batismo ou com a plenitude do Espírito.8.5).17. dirige e leva-nos a uma vida santa. ver 1.4-11).26. 3. 14.2. Estes dons são uma manifestação do Espírito através dos santos.6).32.33) e sobre os discípulos (2. 2Ts 2. Ele é o nosso mestre divino. 6.26. sem exercitar estas quatro coisas. recebemos poder para testemunhar de Cristo e trabalhar de modo eficaz na igreja e diante do mundo (1.13. Ele testifica que somos filhos de Deus (Rm 8.14).10-16) e também nos revela Jesus e nos guia em estreita comunhão e união com Ele (Jo 14.

. Jesus disse a um discípulo que queria defendê-los dos que vieram prendêlo: "Acaso pensas que não posso rogar ao meu pai. e que possui respostas para estas perguntas. quem são. Alguns desses espíritos se interessam pelo nosso bem estar. contra as forças espirituais do mal. 38:7 ) mas nunca lemos a respeito dos "filhos dos anjos".Ao nosso redor há um mundo espiritual poderoso. No Velho Testamento por cinco vezes os anjos são chamados de "filhos de Deus" ( Gn 6:2. Introdução . Existem também aqueles. Aparecem e desaparecem. Esses são os anjos de Deus. Mt 26:53. Lc 20:34 -36 ).2. e são repetidamente mencionados como exércitos do céus ou de Deus. A natureza dos anjos 3. A origem dos anjos . os quais estão sujeitos ao governo divino. outros porém. Lc 2:13. At 19:12. estão empenhados em fazer-nos o mal.45. Esses seres habitam nos céus e formam os exércitos celestiais. e movimenta-se com uma rapidez imperceptível sem usar meios naturais. a inumerável companhia dos servos invisíveis de Deus. onde se encontram e o que fazem. Outras referências: Sl 104:4.São um exército e não uma raça. 12. Cl 1:16 ). Hb 12:22 ). Não têm carne nem ossos e são invisíveis ( Cl 1:16). Sl 148:2.1. de um lugar para o outro. Ela deixa claro que há outra classe de seres superiores ao homem. pois os anjos são fundamentalmente os ministros da providência de Deus. Essa doutrina permite-nos conhecer a origem. 3. natureza. acredita-se que a quantidade de anjos é muito grande ( Dn 7:10. 8:2.São seres espirituais e incorpóreos. nas regiões celestes". e ele me mandaria neste momento mais de doze 40 . têm o poder de assumir a forma de corpos humanos a fim de tornar visível sua presença aos sentidos do homem (Gn 19:1-3). com grande rapidez e movimentos imperceptíveis. e o importante papel que têm desempenhado na história da humanidade torna-os merecedores de referência especial. mas é provável que tenha se dado juntamente com a criação dos céus (Gn 1:1 ). Que os anjos não existem desde a eternidade é mostrado pelos versículos que falam de sua criação ( Ne 9:6 . Bons e Maus espíritos passam em nosso meio.A época de sua criação não é indicada com precisão em parte alguma. 3.4.07 . Que os anjos são incorpóreos está claro em Ef 6. Lc 7:21. Os anjos sempre são descritos como varões. que anteriormente foram servos de Deus mas que agora se encontram em atitude de rebelião contra seu governo. pois de acordo com Jó 38:4-7. Várias passagens das Escrituras indicam que há um número muito grande de anjos (Dn 7:10.ANGELOLOGIA: A DOUTRINA DOS ANJOS 1. queda. onde Paulo diz que "a nossa luta não é contra a carne nem sangue. porque diferentes dos homens. Pode ser que tenham sido criados por Deus imediatamente após a criação dos céus e antes da criação da terra. existência. Apesar de serem espíritos. classificação.Os anjos são descritos espíritos. Muitas pessoas questionam se existem realmente tais espíritos ou seres. pertencentes a mesma classe de seres. A doutrina dos anjos segue logicamente a doutrina de Deus. 2. contra os dominadores deste mundo tenebroso.5. Sl 68:17. A palavra de Deus é a única fonte de informação que merece confiança. Mt 8:16. Jó 1:6. não propagam sua espécie ( Lc 20:34-35 ).14. obra e destino dos anjos. As Escrituras ensinam que o casamento não é da ordem ou do plano de Deus para os anjos (Mt 22:30. 11:26. rejubilavam todos os filhos de Deus quando Ele lançava os fundamentos da terra.12. portanto não se caracteriza uma raça. Hb 12:22 ). 2:1. Embora não seja citado número definido na Bíblia. populoso e de recursos superiores ao nosso mundo visível. eles não estão limitados às condições naturais e físicas. porém na realidade não tem sexo. Hb 1:7. e sim contra os principados e potestades. Mt 26:53. No Getsêmani.

Hb 1:6. mesmo entre discípulos. Jd 6). 148:2 Ap 5:11). estão presentes na igreja (1 Tm 5:21) recebem aprendizagem das multiformes riquezas da graça de Deus (Ef 3:10.São seres racionais morais e imortais. 3:10. At 12:15 tampouco o prova. 3. Ef 3:10. uma hoste de heróis poderosos. além de serem dotados de poder formando o exército de Deus. Jó 38:7. são superiores ao homens em conhecimento (Mt 24:36) e por ter natureza moral estão sob obrigação moral. 2 Ts 2:9. Eles se regozijam com a conversão de um pecador (Lc 15:10). São chamados também de "santos anjos ou anjos de luz" (2Co 11:14). embora pareça indicar que há um grupo de anjos particularmente encarregado de cuidar das criancinhas. Hb 1:14) enquanto que os anjos maus formam o exército de Satanás empenhados em destruir a obra do Senhor (Lc 11:21. Pressupõe-se que todos os anjos tiveram um boa condição original (Jo 8:44. seu criador e mestre é descrito como "Senhor dos Exércitos". O fato de que são seres inteligentes parece inferir-se imediatamente do fato de que são espíritos (2 Sm 14:20. Ap 14:10) e retrata os que caíram como mentirosos e pecadores (Jo 8:44. At 10:22. 41 . 12:7) e no rolar da pedra de mais de 4 toneladas que fechou o túmulo de Cristo (Mt 28:2 ) 4. pela qual foram confirmados em sua condição e agora são incapazes de pecar . Aos anjos são atribuídas características pessoais. naquele período primitivo havia alguns. A Bíblia fala dos anjos que permanecerem leais como "santos anjos" ( Mt 25:31. eles são enviados para dar assistência aos herdeiros da salvação (Hb 1:14). e eis que era muito bom. Embora não sejam oniscientes.legiões de anjos"? ( Mt 26:53 ). A idéia de que alguns deles servem de anjos da guarda de crentes individuais não tem apoio nas Escrituras. protegem os pequeninos (Mt 18:10). Mc 8:38. Mt 24:36 . 4. 1 Pe 1:12) e encaminham os crentes ao seio de Abraão (Lc 16:22. Portanto. sempre prontos para fazer o que o Senhor mandar ( Sl 103:20. A classificação dos anjos 4. e tem vida imortal ( Lc 20:36 ). Fp 2:9-11. Ap 14:6) para nos favorecer. 2 Pe 2:4. Is 6:3. Anjos: Tanto no grego quanto no hebraico a palavra "anjo" significa "mensageiro". A declaração de Mt 18:10 é geral demais.Há pouca informação sobre o estado original dos anjos. Sl 103:20.1. São exércitos como seres alados (Dn 9:21. 1:21. exercem vigilância protetora sobre os crentes (Sl 34:7. É evidente que eles são criaturas e portanto limitados e finitos. A imortalidade dos anjos está ligada ao sentido de que os anjos bons não estão sujeitos a morte (Lc 20:35-36). são inteligentes dotados de vontade e atividade.2. Os anjos bons são chamados "anjos eleitos" (1 Tm 5:21) e evidentemente receberam graça suficiente para habilitá-los a manter sua posição de perseverança. 1 Pe 5:8 ). Lc 9:26. Desde a entrada do pecado no mundo. 91:11). Sua atividade mais elevada é a adoração a Deus ( Ne 9:6.Anjos bons e anjos maus . Ilustrações do poder de um anjo são encontradas na libertação dos apóstolos da prisão ( At 5:19. Ef. são recompensados pela obediência e punidos pela desobediência. Sempre contemplam a face Deus (Lc 9:26). não podem estar em dois ou mais lugares simultaneamente. 1 Pe 1:12. Apesar de terem mais livre relação com o espaço e o tempo do que o homem. Cl 1:16. que acreditavam em anjos guardiões. 1 Jo 3:8-10). pois esta passagem mostra apenas que.23). Porém no dia de sua obra criadora Deus viu tudo quanto fizera.Quatro tipos de anjos bons: 1. 2 Pe 2:11).3.

mas diferenças de classe ou de dignidade entre eles. potestades. (Jo 12:31. no tabernáculo. Permanecem servidores em torno do trono do Deus poderoso.4. especificamente distintivo. nas outras passagens essa terminologia se refere definitivamente apenas aos anjos maus (Rm 8:38.14). Hb 9:5) e constituem a carruagem de que Deus se serve para descer à terra (2 Sm 22:11. 3. Cl 2:15). santos (Sl 89:5. Enganando os homens por meio do pecado. Ef 2:2. 14:30. os anjos maus passam o tempo no inferno (2 Pe 2:4) e no mundo. mas no inferno foi preparado o eterno castigo dos anjos maus (Mt 25:41). Miguel. este poder está aniquilado para aqueles que são fieis a Cristo.7. 2 Co 4:4. Zc 14:5. 6:11. Segundo as Escrituras. 12.Embora os anjos não constituam um organismo. Mais do que outras criaturas. Eles são chamados filhos de Deus.20. Principados. Jd 9). Ele é o único a ser chamado de arcanjo e aparece comandando seus próprios anjos (Ap 12.12). há nomes específicos que indicam diferentes classes de anjos.6. (Jó 1:6. mas há outras referências para ao menos um arcanjo. para todos os seres espirituais. 1 Pe 3:22). vigilantes (Dn 4:13. domínios (Ef 1:21. cantam louvores a Ele e são considerados os nobres entre os anjos.17). no qual eles e seu chefe caíram foi o orgulho. Lc 7:24. 7:13. Cl 2:10). Contudo. 42 . Dn 8:13 ). 99:1. Ele está diante da presença de Deus (Lc 1:19) e a ele são confiadas as mensagens de mais elevada importância com relações ao reino de Deus (Dn 8:16. Sl 80:1.7) e como príncipe do povo de Israel (Dn 10:13.1). Estes nomes não indicam espécies de anjos. no templo e na descida de Deus à terra. Serafins: Mencionados somente em Is 6:2. em Ez 1º e Ap 4º são representados simbolicamente como seres vivos em várias formas.7-9). Ef 6:12.21. pela redenção que ele consumou (Ap 5:9. O termo grego "angelos" (anjos = mensageiros ) também e freqüentemente aplicado a homens (Mt 11:10. tronos e domínios: A Bíblia menciona certas classes de anjos que ocupam lugares de autoridades no mundo angélico. observam o propiciatório (Ex 25:18. 9:52. Querubins: São responsáveis pela guarda da entrada do paraíso (Gn 3:24). A maneira pela qual Gabriel é mencionado também indica que ele é de uma classe muito elevada. especialmente nos ares que nos rodeiam. Isto ocorre do fato de que ao lado do nome geral "anjo". 2:1) espíritos (Hb 1:14). como principados e potestades (Ef 3:10. Anjos Maus Os anjos foram criados perfeitos e sem pecado. Os anjos não são contemplados no plano da redenção (1 Pe 1:12). a Bíblia emprega certos nomes específicos para indicar classe de anjos. São representados simbolicamente em forma humana com seis asas cobrindo o rosto. Alguns tem pensado que a ocasião de rebelião dos anjos foi a revelação da futura encarnação do Filho de Deus e a obrigação deles o adorarem. constituem uma classe de anjos muito próxima dos querubins. Não há nas Escrituras um nome geral. Como demonstração do seu poder de majestade. Sob a direção de Satanás. Ap 12:4. tronos (Cl 1:16). Gl 4:14). exercem grande poder sobre eles (2 Co 4:3. eles foram destinados a revelar o poder. 4. e a defender a santidade de Deus no jardim do Éden. 2. Cl 1:16 ) e poderes (Ef 1:21 . muitos pecaram e foram lançados fora do céu (2 Pe 2:4. O pecado. 9:21). Embora em Ef 1:21 a referência parece incluir tanto anjos bons quanto os maus. e como o homem dotado de livre escolha. Sl 18:10). Mc 1:2. evidentemente são organizados de algum modo. os pés e duas prontas para execução das ordens do Senhor. a majestade e a glória de Deus. Arcanjos: O termo arcanjo só ocorre duas vezes nas escrituras (1 Ts 4:16. Jd 6). Is 37:16.

que o pecado dos anjos tenha tido algo a ver com a ruína da criação original no capítulo 1º de Gênesis. Pode também ter havido um efeito sobre a criação original. Ambição desmedida e o desejo de ser mais que Deus parecem ser outra causa. das quais se diz que têm demônios. 5. Isso certamente inclui a perfeição dos anjos em santidade quando originalmente criados.O fato da sua queda . Nos Evangelhos aparecem os espíritos maus desprovidos de corpos.20.13-14). A criatura tinha originalmente a capacidade de pecar ou não.O resultado de sua queda . Ap 9:11.Nas Escrituras não há referência de quando ocorreu a queda dos anjos. Ela foi colocada na posição de poder fazer qualquer uma das duas coisas sem ser obrigada a optar por uma delas. Alguns deles permanecem em liberdade e trabalham em definida oposição à obra dos anjos bons (Ap 12:7-9. A queda dos anjos 5. Em outras palavras. Não é improvável. descontentamento com aquilo que tinha e o desejo de ter tudo o que os outros tinham. Grande prosperidade e beleza parecem ser apontadas como possíveis causas. Jd 9). e após seu julgamento (1 Co 6:3). ele também parece simbolizar Satanás (Is 14. mas deixa claro que se deu antes da queda do homem.1. 2 Pe 2:4.A época de sua queda . No capitulo 1º de Gênesis. Não há duvida que Satanás tenha sido o chefe da apostasia. Algumas pessoas acham que Ez 28:15 se refere a Satanás.A causa de sua queda. Ap 12:9). . Jd 6). conclui-se que a queda dos anjos se deu devido a sua revolta deliberada e auto determinada contra Deus. Dn 10:12. Isto se deve ao fato de terem deixado seu próprio principado e habitação apropriada (Jd 6) e pecado (2 Pe 2:4). o rei de Tiro parece simbolizar Satanás e diz-se que ele caiu devido a essas coisas. foi a causa da queda de Satanás e de outros anjos que o seguiram.De acordo com as Escrituras o universo e a criatura eram originalmente perfeitos. 6.3.2. O rei da Babilônia é acusado de ter essa ambição. e estão envolvidos nos obstáculos e danos contra a vida espiritual e o bem estar do povo de Deus. No ultimo versículo deste capitulo lemos "Viu Deus tudo o quanto fizera. que são opostos aos propósitos de Deus. Os demônios . Em Ez 28:11-19. 5. Mas diversas passagens mostram alguns dos anjos como maus (Sl 78:49. que entram nas pessoas. no lago de fogo e enxofre (Mt 25:41. Porém. 5. Essa questão parece ser parte do mistério que rodeia a origem do mal.21.Tudo nos leva a crer que os anjos foram criados em estado de perfeição. Ap 12:7-9). Portanto.13. Alguns deles foram lançados no inferno e estão acorrentados até o dia do julgamento (2 Pe 2:4). portanto. 5. Is 14:12 e Ez 28:15-17 parece lamentar a sua queda. lemos sete vezes que o que Deus havia feito era bom.As Escrituras não descrevem a origem dos demônios.Todos eles perderam a sua santidade original e se tornaram corruptos em natureza e conduta (Mt 10:1. Os efeitos desta 43 .4. as Escrituras dão claro testemunho da sua existência real e de sua posição (Mt 12:26-28). A terra foi amaldiçoada ao pecado de Adão (Gn 3:17-19) e a criação está gemendo por causa da queda (Rm 8:19-22). sua vontade era autônoma.Os anjos maus são empregados na execução dos propósitos de Satanás. ele é definitivamente mostrado como tendo sido criado perfeito. no futuro. e eis que era muito bom". Se for assim. já que Satanás entrou no jardim na forma de serpente e induziu Eva a pecar (Gn 3). Em qualquer um dos casos o egoísmo. Eles serão. Ef 6:11-12. Mt 25:41. atirados para a terra (Ap 12:8-9).

São seres numerosos (Mc 5:9) de tal modo que tornam Satanás praticamente ubíquo por meio desses seus representantes. mas de Deus.2. É também chamado "príncipe deste mundo" (Jo 12:31. Produzem impureza moral (Mc 5:2. no Novo Testamento. 16:11) e até mesmo "deus deste século" (2 Co 4:4). 6. e ataca Jesus.baixos em conduta (Lc 9:39. e as emprega numa desesperada resistência a Cristo ao seu reino. associadas principalmente com o sistema mental e nervoso (Mt 9:33. possuem características de ações pessoais o que demonstra que possuem personalidade (Mc 1:24. quando Este empreende a obra de restauração. Ap 12:9.19.31. 14:30. Hb 2:16. 1 Tm 4:1-3. Lc 8:18-31). 2 Co 11:3. não do homem em primeiro lugar. 44 . mas o sentido é que Satanás tem sob controle este mundo mau. o mais glorioso dos anjos. Hb 1:13. Satanás era originalmente Lúcifer ("o que leva a luz"). degenerados em sua condição. São seres vis e perversos . Não significa que ele detém o controle do mundo.5). Ele investe contra Adão como a coroa da produção de Deus.Alguns afirmam que Satanás não existe. 1 Tm 4:1.Apossam-se dos corpos dos seres humanos e dos irracionais (Mc 5:8. Há muitos "demônios". se é que ele não existe?" Satanás aparece nas Escrituras como reconhecido chefe dos anjos decaídos. São seres espirituais (Lc 9:38. Mt 4:3). O nome "Satanás" revela-o como "o adversário". Mc 5:4. é lógico que se pergunte: "Quem continua a fazer a obra de Satanás durante a sua ausência. Ele era originalmente um dos poderosos príncipes do mundo angélico.10) e aparece como reconhecido chefe dos que caíram (Mt 25:41. "Demônio" é a transliteração de "daimon" ou "daimonion".42. 9:34. Lc 10:17. Is 14:12-15).Sua origem . Ap 9:11. revestindo-o às vezes de uma força sobrenatural. 6. Mc 5:4. 11-13).1.As atividades dos demônios . 12:22. e veio a ser o líder dos que se revoltaram contra Deus e caíram. Mc 8:16. leva-o aonde quer e geralmente o usa como instrumento. Quando examinam as Escrituras. razão pela qual é chamado Apolion (destruidor). 20:2. 1 Jo 3:8. 1 Jo 4:1 e Tg 2:19). e Ele deu toda autoridade a Cristo. como se houvesse muitos de sua espécie. Ele continua sendo o líder das hostes angélicas que arrastou consigo em sua queda. São seres de baixa ordem moral. epilepsia e outras enfermidades. De acordo com as Escrituras. Diabo é a transliteração do vocábulo grego "diabolos".São seres inteligentes (Mt 8:29. Ainda que alguns falem em "diabos". nome que significa "acusador" e é aplicado nas Escrituras exclusivamente a Satanás. Afligem aos homens mental e fisicamente (Mt 12:22. e sujeitos a Satanás. 7. algumas pessoas ficam em dúvida se os demônios devem ser classificados juntamente com os anjos ou não.20). Mas ele orgulhosamente aspirou a ser "como o Altíssimo" e caiu "na condenação (Ez 28:12. pois Deus é quem o detém.4.7. o espírito fala através de seus lábios ou emudece à sua vontade. O indivíduo sob a influência de um demônio não é senhor de si mesmo. ignóbeis em suas ações.39. Jo 8:44. Ef 2:2). mas observando-se o mal que existe no mundo.A natureza dos demônios .1. São servis e obsequiosos (Mt 12:24-27). Ef 2:2). Satanás 7. o mundo naquilo em que está separado de Deus (Ef 2:2).14. Mt 8:16. Depois da entrada do pecado no mundo ele se tornou "diabolos" (acusador). há ensino positivo concernente a cada um dos dois grupos. São reputados idênticos aos espíritos imundos. Mc 1:27. tal expressão é incorreta. Ap 12:10.possessão se evidenciam por loucura. mas não há dúvida de que na Bíblia. acusando continuamente o povo de Deus. Ele é apresentado nas Escrituras como o originador do pecado (Gn 3:1.5). forja a destruição. mas existe um único "diabo". Mc 5:6.

Afligir e tentar os santos de Deus (1 Ts 3:5).2. Enganador (Ef 6:11). exerce influência em grande escala. Maligno (Jó 2:4). Ap 20:2). e é forte somente para aqueles que cedem à tentação. e pelo uso dos termos "doutrina de demônios" (1 Tm 4:1) e "a sinagoga de Satanás" (Ap 2:9). Astuto (Gn 3:1. Feroz e cruel (1 Pe 5:8). Suas atividades são restritas: Ao mesmo tempo que reconhecemos que Satanás é forte.8.15). 3. Muitas vezes age nos círculos mais elevados como "um anjo de luz" (2 Co 11:14). o que é indicado pela sua presença no ajuntamento dos anjos (Jó 1:6).5. e depois de mil anos será lançado no lago de fogo (Ap 20:10). Intenta destruir a igreja porque ele sabe que uma vez perdendo o sal da terra o seu sabor.Não limita sua operações aos ímpios e depravados.Sua atuação . 7. Ez 28:17). Orgulhoso (1 Tm 3:6. No princípio foi expulso do céu. Ap 20:7. 2 Co 4:4). matar (Jó 2:6). mas restrita (Mt 12:29. durante a grande tribulação será lançado da esfera celeste à terra (Ap 12:7-9). 7.Seu caráter: Presunçoso (Mt 4:4. 1 Tm 3:7). 7. durante o milênio será aprisionado no abismo (Ap 20:1-3). o homem torna-se vítima nas suas mãos inescrupulosas. Opor-se ao Evangelho (Mt 13:19. mas não é divino. Dominar. 45 . enganar e laçar os ímpios (Lc 22:3.Ele é mais que humano. 7. Freqüentemente seus agentes se fazem passar como "ministros de justiça" (2 Co 11:15). Poderoso (Ef 2:2).3. Deveras. afligir (1 Ts 3:5). 2. devemos ter cuidado de não exagerar o seu poder. ele já é um inimigo derrotado (Jo 12:31). cegar. Dessa maneira a Palavra de Deus nos assegura a derrota final do mal. nem tocar no crente sem a permissão de Deus.Suas atividades: 1. Para aqueles que crêem em Cristo. A natureza das atividades: Perturbar a obra de Deus (1 Ts 2:18). até assiste às reuniões religiosas. Não pode tentar (Mt 4:1). tem poder.5). e está destinado a ser lançado no abismo (Ap 20:10). O motivo de suas atividades: Ele odeia até a natureza humana com a qual se revestiu o Filho de Deus.Sua derrota: Deus decretou sua derrota (Gn 3:14. 2 Co 11:3). mas não é onipotente. 2 Co 4:4. Apesar de rugir furiosamente ele é covarde (Tg 4:7).4.

Um é não acreditar na sua existência. gg.2 Co 4:4 "O Príncipe da potestade do ar" Ef." (2 Co 2:11) I . b. "Apoliom" (gg) Ap. opor-se".) A. não estamos vivendo uma vida de Disneylandia espiritual. das 36 vezes. Diabo: gg. "Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós.Mt 4:3. 46 .T. provavelmente os demônios sãos os anjos de Satanás que caíram com ele. Lewis. anárquico. 9:11 destruidor. desordenado" 2 Co 6:15 "Tentador" . não passa mais tarde. que se chama diabo e Satanás.T. pois não lhe ignoramos os desígnios. satan. satanás é quase sempre o grande adversário de Deus e do homem .12:10: "Lúcifer" ou "a estrela da manhã" Is. exterminador" (Abadom = sheol ou hades 3 vezes.29 "Homicida" Jo 8:44 "O Pai da mentira" Jo 8:44 "O deus deste século" .) Terminologia bíblica: Satanás é achado em 7 livros do A.T. daimonízomai 13 vezes: fora de 10 vezes.o Diabo.BATALHA ESPIRITUAL Introdução: "Há dois erros iguais e contrários em que nossa raça pode cair com respeito aos diabos. Outros nomes de Satanás: Nos nomes vemos o caráter de Satanás: "O grande dragão.QUEM É O INIMIGO: Satanás e seus anjos A. não tira férias.S. a morte 2 vezes.S. Ap. p. 2 Co 11:14: anjo de luz) "Belzebu" maioral dos demônios . 1 Ts 3:5 "Inimigo" Mt 13:28. difamador".. provavelmente aqui "o anjo do abismo".Mt 12:24 "Maligno" Mt 13:38 "Belial" . temos igrejas que nem acreditam no diabo e por outro lado temos igrejas que acreditam demais no diabo. daímon 5 vezes: daimónion 60 vezes vb. crentes estão sendo possuídos por demônios. pois hoje ele está agindo dentro da Igreja. gg. (Mt 16:23. Satanás não descansa. Durante muitos anos ele agiu fora da Igreja. mandando matar os cristãos. O outro é acreditar e sentir um interesse excessivo e insalubre neles.) N. "O sedutor de todo mundo" Ap. todos os usos ficam nos Evangelhos.3) Creio que hoje mais do que nunca se cumprem estas palavras de C. Lewis.T. Demônios. diábolos. "adversário" do verbo "ficar em emboscada (como inimigo). satã é usado 15 de 23 vezes para a pessoa de Satanás.14:12 (cf. 2:2 "O Príncipe deste mundo" Jo 14:30. deuses dos pagãos). Screwtape Letters. Você está em guerra. Pastores estão exorcizando cidades. "Acusador dos nossos irmãos . Hoje a Igreja vive uma diferente perseguição de Satanás. 33 vezes.08 . "caluniador. o rei dos demônios. esta guerra acontece 24 horas por dia. hb. e por cada autor do N. 16:11 "O Abadom" (Hb).: Satanás: a. Mc 8:33: Jo 6:70)."sem lei." (C. mas hoje ele está matando os cristãos com as mais variadas heresias. só três não se referem absolutamente à pessoa de Satanás. Geralmente = seres espirituais e maus (às vezes. 12:9. a antiga serpente.

1 Co 6:19-20. o sinete da perfeição. Jo 2:7) Alguns poderosos enganam as nações (Dn 10:13. Ef 6:12: Ap 12:7) Ele reina sobre este mundo. I Co 7:5. alma e espírito. Ap 16:13. 16:14: Lc 8:31. Jo 14:16. mas ao deus-espírito atrás do rei.) Eles conhecem a Jesus (Mt 8:29: Mc 1:24) Eles tem suas doutrinas e promovem doutrinas falsas (1Tm 4:1-3) Podem habitar em homens e animais (Mc 4:24. 2 Ts 2:9. 1 Ts 2:18).B. à imoralidade (1 Co 7:5). Lc 8:28-31) Alguns já estão encarcerados no abismo e alguns destes serão libertados na grande tribulação (2 Pe 2:4. Is 24:21) B. 2 Co 4:3. Lc 22:31. Jd 6. Ef 1:13-14. Ap 12:13-17) Habitação: "possessão demoníaca" não comunica bem o conceito do gg. Jo 3:3-5. Ap 9:14. contrafazer. 43-45) Especificamente contra os cristãos: tenta-os a mentir (At 5:3). enganar. cria problemas físicos (2 Co 12:7-10) Qual a diferença entre Opressão Satânica e Possessão Demoníaca? Possessão é Demoníaca e Opressão é Satânica: Na Possessão a vítima é dominada pelo demônio. 2:1. Ef 2:1-3. Is 14:12-15) No mundo antigo.4. vontade (2 Tm 2:26). semeia o joio para enganar e atrapalhar (Mt 13:38s. perseguição (Ap 2:10). emoções (Ap 12:17) Eles sabem da sua condenação (Mt 8:29. 11:13-15 (anjo de luz). Rm 8:9-10. etc. o controle de alguma forma dum demônio (cf. Warfield). formoso.7. (Lc 4:5. Roma) e o deus nacional.2. corpo. I Tm 3:6) O que Satanás tem. (Jo 1:6. I Jo 2:16) Confundir. I Pe 5:8. (Mt 25:4. 1 Co 3:16-18.) Posição de Satanás: Ele ainda tem acesso ao trono de Deus. Ez 28:15-17 cf.Os demônios tem personalidade. Mt 12:22-28. Zc 3:1-6.4. I Jo 5:19-20) 3. cf. I Tm 3:6.(Lc 8:12 (tirar a Palavra). poderoso. 2 Co 4:3. difamação e calúnia (Ap 12:10). 14:12-14. Tiro. Ap 16:13s. imitar ( I Co 10:20.. é dado. II Co 2:16: 12-13.é.) Atividade do Diabo e seus anjos: Tentar: (Gn 3:1. 5:13) Eles podem causar doenças (Mt 9:33. Lc 22:31. Mt 4:11. Ele caiu por causa do orgulho (Is. mas ele tem um freio na boca e Deus segura as rédeas"(B. 20:3) Destruir . os profetas falam não somente ao rei. Jo 14:30). inteligência (2 Co 11:3). 2. II Co 5:17. Rm 12:1. cf: (Ap 3:20. daimonizomenos (Mt 15:22) = "endemoninhado". O crente que estiver andando com Deus em fé e obediência não pode ser possuído de um espírito demoníaco. permitido e limitado pelo Deus soberano. um rei freqüentemente foi deificado e visto como o mediador entre a sua cidadepaís (i. "O Diabo acha que ele está livre.6.17. 1 Jo 5:19. que é um estado de passividade humana causada pelos demônios. Jo 14:23-30. mas finito.14. 16:23. Satanás foi criado "querubim da guarda ungido.. At 5:3. Nestas passagens. Caráter e Atividade de Satanás: 1. Ap 12:7-10) Ele reina sobre a hierarquia dos demônios. 47 .) A pessoa de Satanás (Ez 28:12. Babilônia.

I Jo 3:1.15. Ef 1:13-14. (E 6:13. 4:30. ascensão e glorificação que nós seguiremos (I Co 15:12-23. I Ts 4:3. Satanás receberá um castigo temporário dum mil anos no abismo (Ap 20:1-3) No fim do milênio. Ap 20:14 Satanás e os demônios . Ef 1:10. 1 Pe 3:18) Redenção: pagou o preço para libertar-nos (At 20:28. no juízo final. 5:18.todos os cristão são alvos de Satanás para cairmos numa vida de pecado.posicional e experimental . 9:11) A cruz é a base do juízo dos incrédulos . Tg 4:7) Obsessão demoníaca . Fp 3:3. Ap 20:11-15. Satanás e os seus anjos serão lançados no lago de fogo e enxofre para eternidade. a morte e Satanás foram vencidos: o pecado . Cl 2:14. Ap 21:1s. 13:8s. Gl 3:23-26. Rm 6:1-14.11. Base do perdão dos pecados do crente: filhos que caem da comunhão com Deus devido ao pecado. Ef 5:26-27.31. 16:8-11. Não deixa Satanás nos 48 . Temos um inimigo terrível com quem temos que lutar. Rm 3:19-26. Tm 5:6-8. agora há "a lei de Cristo". I Jo 3:23) Base da adoção como filhos e herdeiros maduros . a Sua morte na cruz tem valor infinito para todos que crêem" (F. n. 2:16) Justificação: a justiça de Cristo é imputada a nós (At 13:39. 2 Co 5:15-21. Hb 2:14. Jesus é o primogênito do processo da morte. (I Jo 3:8. 6:11. Na cruz. ressurreição.I Jo 5:18-19.) O que Cristo fez na cruz: 17 cumprimentos "Porque Jesus Cristo é Deus e homem. Rm 8:1s. Ef 1:7. I Co 12:13. I Pe 1:15-16.. Hb 9:15. 10:4. Is 65:17-25.QUEM É O VENCEDOR? O poder do Sangue de Cristo A.15) Quando Cristo voltar. 4:1-7.Jo 12:31-33. 10:1-14) O fim da lei Mosaica. 1 Pe 1:18-19) Propiciação: satisfez a ira santa de Deus contra os pecados (Rm 3:25. (Ap 20:10) III . 2 Co 5:21.36. Rm 3:24.2. 8:30.Jo 5:24-27. 2 Co 3:6-17: Gl 3:19-25. Rm 3:19-28. a lei do Espírito. O juízo da natureza pecaminosa: quebrou o poder controlador do pecado. Gl 5:13-25. 8:2-4.11 acima a morte . I Ts 4:13-17: Hb 2:9-15. Jo 3:1418. I Jo 1:7. cf. Hb 2:17.é um ataque mais intenso de ataque demoníaco (II Co 12:7-10).o dom da salvação rejeitado . Hb 2:14-15. Rm 8:18-22. 2 Ts 1:6-11. 2 Co 5:18-21. 2:2. cf. 6:14.I Co 1:2. 5:9. Base da obra do Espírito Santo em nós . podemos viver vidas que agradam a Deus. Cl 2:14. Base da purificação das coisas no céu .Schaeffer) Substituição: Ele morreu no nosso lugar (Lv 1:4.COMO DEVEMOS LUTAR? Três passos à vitória A. Cl 1:18. Ef 1:4) Base do perdão dos pecados antes da cruz (Rm 3:25. 1 Jo 2:2) Reconciliação: o homem pode ser amigo de Deus (Rm 5:10.Rm 8:14-17. I Co 15:55-57. Satanás é feroz: "A razão pela qual muitos cristãos falham por toda vida é esta: eles sub-estimam o poder do inimigo. 5:18) Base da santificação .Opressão .) Base da redenção da natureza. Os Juízos de Satanás e seus anjos: Satanás e os anjos perderam sua posição no céu (Ez 28:16) Ele foi julgado profeticamente no jardim do Éden (Gn 3:16) Cristo veio a primeira vez para destruir as obras do maligno. Ap 20:10 B. II . Mt 20:28.Jo 3:1-7. 8:1-5. Observações Iniciais: 1.Jo 16:8-11. o pecado. cf.Hb 9:22-24 (cf. por isso muitos cristãos podem sofrer.

.14'. Mas tentação vem principalmente da nossa própria carne: cobiça. vestidos na justiça de Jesus Cristo. o diabo e os seus demônios não nos tentam diariamente. O largo cinto da verdade A couraça da justiça Calçai os pés com a preparação do evangelho O escudo da fé O capacete da salvação 2.Hb 11:1-6. constantemente intercede por nós .Ef 6:18. Satanás é finito: não é onipotente. no sentido direto. Ef 1:6) 2. Satanás não pode tocar nossa salvação. Ap 12:10) . temos uma posição de aceitação e autoridade em Jesus Cristo. (Tg 1:13-16. nosso Sumo-Sacerdote.. 2 Co 12:7-9).das quais satanás gosta de nos acusar (Zc 3:1-5. Quando você confrontar a presença satânica. mas a graça que restrita não deixa-os fazem tudo que quiserem (Jó 1:6 . Apesar de falhas nas nossas vidas .15 Com perseverança . Revesti-vos de toda a armadura de Deus. Hb 7:25: I Jo 2:1-2.Rm 13:12-14 Chegai-vos a Deus . 2:7. 15:7. (mas) com a tentação vos proverá livramento.." (D.Deus é fiel.Moody.Tg 4:8 Passo dois: As armas de Deus 1. experimentalmente realizando Sua chamada alta. O poder conquistador da oração: No nome de Jesus .3. ".39).Jo 14:13. Poder do Espírito Santo . O Senhor os permitem ser ativos. Há um deserto. o mundo está controlado espiritual e moralmente por satanás. 16:23-27 Com consciência pura . Cl 4:2.Jd 9. Não saltamos do Egito ao trono de Deus num pulo só." (I Co 10:13).. I Jo 3:21s. cada peça tem propósito para lutar. 4:1-8) 3. Jd 20s Com fé . 5:16. etc. I Ts 4:3 cf.1 Pe 5:8-9a 2. Mas devemos buscar a santidade. uma viagem. Seja santificado pela Palavra . Tg 1:5-8. concupiscência. Satanás e os demônios são limitados por Deus. Mc 11:22-24. A espada do Espírito = a Palavra de Deus (Mt 4:4) 3. Mc 9:29 Passo três: Como Vencer Satanás e os demônios 1. Nada disponhais para a carne . e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças.Rm 8:26s.Tg 4:2. Claro.... nem nos separar do amor de Deus (Rm 8:38. orgulho. Pois assim estaremos mortos! Isto é guerra. I Pe 5:8) 2.At 13:2-3. Cristo.Ef 4:27. Cristo adquiriu nossa pureza na cruz. Lc 11:5-10 Às vezes com jejum . Lc 22:31. 14:23. O pecado na vida nos destrói. Ef 6:18. e há inimigos na terra. (Rm 8:1.. Passo Um: Pureza 1. Êx 20:4-6.Jo 17:17: 2 Tm 3:16 Confessar e renunciar tudo na nossa vida contra Deus .. Em qualquer situação. onipresente ou onisciente. abrindo a porta para opressão. Quase tudo que nos rodeia (neste mundo) nos desvia de Deus..enganar. At 19:12-17 49 .Jo 17:15. e sugere como satanás ataca.L. Tome cuidado . falta de auto-controle. Seja sempre sóbrio e vigilante . não seja tolo. cf.. 2 Pe 2:10s.. 5:14.somos posicionalmente puros.16. Geralmente.

Tg 2:19 5. 16:16-18. os demônios crêem e tremem . 4. seria sábio em procurar líderes cristãos que tem experiência nisso. "Sujeitai-vos pois à Deus. e que o seu juízo foi selado. você. não amaram a própria vida". 10:1-20. e mesmo em face de morte. Também. e ele fugirá de vós"(Tg 4:7) "Eles. Não tente exorcizar ou confrontar sozinho um demônio.. Reconheça a sua autoridade em Jesus Cristo . I Jo 4:4. Mc 16:17. 8:7. (Ap 12:11) 50 . Em casos graves. no nome de Jesus. Nos casos de habitação demoníaca. pois o (Acusador) venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram.3. exceto quando é difícil de achar ajuda. 6. At 5:16. Imediatamente. Entretanto. bem preparado.. resisti ao diabo. Junte-se com eles para orar e resistir ao maligno. 7.Lc 9:1.. peça que o Senhor quebre os poderes de Satanás e os demônios e limpe a situação. pode exorcizar sozinho. Lembre-se que o Sangue de Cristo é a prova que Satanás foi conquistado na cruz. ache outros irmãos logo que possível.

1:16. e a volta dos dois juntos para Jesuralém (IISm. ITm. Mt.2:1.2:12.27.1:10).21:26. ITs.20:1-3). andando sobre as águas.14:3-5. Lc.1:11.30. IITm. Lc.39. Jl.5:15). 5) É Próxima.27).16:17.17.37.24:26.5:23.12. 7) Analogias: Há na Bíblia algumas analogias interessantes a estes dois aspectos da segunda vinda. Tg. Tt. e nas seguintes passagens referindo-se a homens: (ICo. c) Pedro: O encontro de Pedro com Jesus. manifestação) é usado tanto para o primeiro advento (IITm. Tg.2:13). 2) É Literal: a) Pessoal e Corporal: A parousia indica presença pessoal (At. IJo. e sua revelação pública um pouco mais tarde (IIRs.8. Os. A palavra parousia é usada nas seguintes passagens: (Mt.13. Ap.2:19. Por isso é necessário demonstrar.9:28. IIPe. 4) É Iminente. ITs.ESCATOLOGIA: A DOUTRINA DA ULTIMAS COISAS Escatologia significa Doutrina das Últimas Coisas e. 4) Pelo Testemunho dos Anjos (At.4:1.5:7.16:3.2:13.8.24:27).17:26-30). a sua realidade.4:14-17).12.1:7.20.24:3. Fp. Rm. Ela é estabelecida por vários testemunhos bíblicos: 1) Pelo Testemunho dos Profetas (Zc.3:4.3:13.14).13.5:7.2:13.19:1015.13:11). 5) Pelo Testemunho dos Apóstolos (Mc.52:8. ICo.2:7. Jo. b) Joiada: A revelação particular de Joiada aos capitães e aos cários. 3) É Súbita (Ap.9:27).4:15.40. b) Como na conversão do pecador. ITs. Lc.11:4-12). a parousia.15:23.14:4.3:11.14:3). do ponto de vista histórico (Lc.1:7.13:26.10. 2) Pelo Testemunho de João Batista (Lc. b) A segunda fase: A revelação ao mundo.1:9.9-11. 6) Em duas Fases (Sf. na terra (IITs. c) Como na conversão do mundo. Pedro foi até Ele. Ml. Hb. IJo.: O termo epiphaneia (aparição. ITs.2:3). IITs.24:3).1:7. ITm.14:22-34). 51 .3). como para o segundo (IITs. IISm. O termo apokalupsis é usado nas seguintes passagens: (Rm. Ez.10:10).3:4). a ida de Judá ao seu encontro. pelas Escrituras. IICo. a) Davi: A volta de Davi da outra banda do Jordão depois de Abraão e seus seguidores terem sido derrotados. 3) Pelo Testemunho de Cristo (Jo. e ainda hoje encontramos pessoas que negam a realidade desta doutrina. b) Visível: A apokalupsis indica a visibilidade da vinda do Senhor (Ap.3:1-3. Is. IPe. Tt.09 .3:3-6). Mt.14:2.21:27. e os dois voltaram juntos para o barco (Mt.24:33. portanto.2:28. Obs.27.18:8. Jd.3:2.1:7-9. IJo..21:27. Mt. do ponto de vista profético (Tt. a) A primeira fase: O arrebatamento da igreja.3.1:7. nos ares (ITs.3:4.5. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO A) Sua Realidade: Já no tempo dos apóstolos a segunda vinda de Cristo era negada (IIPe. pela expansão do cristianismo (Lc.4:13-18. Cl. IITs.3:1.8:19. tem como escopo o estudo das profecias concernentes ao fim desta era e a volta de Cristo. IPe.4:16.1:11). B) A Natureza da Segunda Vinda: 1) Não é Espiritual: a) Como a vinda do Espirito Santo no Pentecostes.1:8.21:28. ITs. Zc. IITs.4:13). Hb.22:7.3:11. ITs.6:14.2:8.2:1312.4:1. I.1:7.

e) Isaque: O encontro de Isaque com Rebeca (Gn.5:9.2). A última semana. um período que será abreviado por causa dos eleitos (Mt. Dn. e será arrebatada apenas após a tribulação. e que enriquece a noiva com presentes do Noivo (ICo.4:14-17). Eles não distinguem a segunda vinda em duas fases. A TRIBULAÇÃO . por um período de tempo indeterminado.18:15. Ef. 2) Pós-Tribulacionistas: Estes acreditam que a igreja passará por todo o período da tribulação.24). ITs. Estas 70 semanas inciaram-se com a volta de Neemias e com a reconstrução dos muros e da cidade de Jerusalém (Dn. a) Terremotos (Mt.9:2.24:6-8).4:14-17). Mt.Imediatamente após o arrebatamento da igreja inicia-se um período de tempo. 9) Pré-Milenista: A primeira e segunda fase (IITm.9:27. entre a 69 e a 70 semana.2:1-8).9:25). Deus revelou a Daniel que 70 semanas de anos (Ez.21:25b.C. Gn.2:4).5:1-8). Neste trecho Abraão é um tipo de um Rei que faria o casamento de seu Filho (Mt.2:1. ITs.16).24:16. Lv.4:1-4.19:28. IIPe. Rm. Rebeca é um tipo da igreja.6. período este reservado para os gentios (Lc. O sacrifício de Cristo na cruz ocorreu depois da 69 semana (Dn. e) Apostasia (ITm.12:7-11.4:1. Estes incidentes não provam a teoria. 3) Pré-Tribulacionistas: Os defensores desta doutrina acreditam que a igreja não passará pela tribulação.24:63. 1) Identificado com a 70 semana: A tribulação é também chamada de septuagésima semana de Daniel. ainda não se cumpriu. que a Bíblia chama de tribulação. 2) Sinais na Terra (Lc. os irmãos foram ao seu encontro e todos voltaram juntos para a capital (At.13:4. b) Pestes (Mt. mencionada em Dn.24) estavam determinada sobre Israel. C) Os Sinais Precedentes da Segunda Vinda: 1) Sinais nos Céus (Lc.d) Paulo: Quando Paulo aproximou-se de Roma.5:25-32).12:4. ITs.14). que não fala de si mesmo mas das coisas do Noivo para conquistar a noiva (Jo. f) Tempos difíceis (IITm.22:2). bem como a destruição de Jerusalém em 70 d. Gl. Rm.16:13.4:5.21:24).8:11. Isaque. a noiva ama através do testemunho do Servo anônimo (IPe. pois será arrebatada antes que ela se inicie(Ap. 2) Dividido em dois Períodos: Esta última semana divide-se em dois períodos de três anos e meio cada um. IITm. mas ilustram a dupla natureza da volta de Cristo. a quem não havendo visto. e será arrebatada no meio (mid) dos dois períodos de três anos e meio cada. Ne.25:8.24:7).2:12).1:10. II.29:27.14:22 para fundamentar esta opinião. ou seja a septuagésima.11:2.5:22-23). demonstrando que há uma quebra na sucessão das semanas.3:10).3:1-5.1:8). Tg. O Servo anônimo um tipo do Espirito Santo. a virgem noiva de Cristo (Gn.3:10.5:9) B) O Período da Tribulação: Segundo as Escrituras o período da tribulação é de sete anos.21:25a).9:25. c) Guerras e fome (Mt. por ocasião da segunda vinda de Cristo. 8) Pré-Tribulacional: A primeira fase (Ap.24:22).16:6-7.24:7). A) Tipos de Tribulação: Os teólogos se dividem em três diferentes correntes 1) Mid-Tribulacionistas: Os defensores desta opinião acreditam que a igreja vai passar pela primeira metade da tribulação. um tipo do Noivo. e que sai ao encontro de Sua noiva para recebê-la (Gn. Na. e que traz a noiva ao encontro do Noivo (At. Seus defensores citam At. 52 .24:7). IICo. na terra. d) Progresso científico (Dn.

período este que já se completou quase 2. Zc. e) Os 144.12:6. f) Abominação desoladora (Dn. o que eqüivale a "três anos e meio".32:1.11:9.15:16). consideram a sua duração por um período de sete anos. III. dois anos e metade de um ano".7).260 dias" (Ap.13:14. b) As duas testemunhas (Ap. os pós-milenistas colocam a segunda vinda e o arrebatamento da igreja depois do milênio e da tribulação.000 anos. 2) Davi Reinará (Ez. O MILÊNIO Depois da tribulação Cristo voltará à terra com Seus santos e inaugurará o reino milenial (Ap.66:3. 3) Os Crentes Reinarão (Dn. o Anticristo (Ap. d) A besta religiosa. a) Perseguição aos judeus (Ap.12:7. b) Perseguição aos convertidos (Ap.5:43. Dn.14).20:27).7:18.14:17-19). c) A besta política. Jo.24.a) Anos: A expressão "um tempo.30:7.12:6.7:4-8.5:10). mas crêem que a tribulação será um período breve e indeterminado de aflição.12:11. At.13:1-10).14:1-5). Ap. IITs. 5) Haverá Conhecimento de Deus (Is. 3) Pré-Milenistas: Para estes o milênio é futuro e literal de mil anos na terra. tempos e metade de um tempo" (Dn.13:5). eles identificam a tribulação com a revolta de Gogue e Magogue (Ap.20:8. baseado nela.12).9). Ap. e é posterior a segunda vinda.34:23. b) Meses: Este período de três anos e meio eqüivale ao período de "quarenta e dois meses" mencionado na Bíblia (Ap. O termo grego usado na Bíblia é chiliasm (quiliasmo).14). Para eles o milênio é uma realidade puramente espiritual.2:9).9:27. b) Pré-Milenismo Dispensacionalista: Estes vinculam a tribulação à 70 semana de Daniel.13:5. Os pós-milenistas acreditam que a história avança em direção à cristianização do mundo pela igreja. 3) A Primeira Metade da Tribulação: a) Aliança de Israel com o Anticristo (Dn.12:1).11:2. que vem precedido pela tribulação. e. e que culminará na grande tribulação para restauração da igreja e o progresso do testemunho do evangelho. c) Dias: O mesmo período também identificado na Bíblia por dias: "1. 53 .12:14) se refere a "um ano. assim.24:21. 2) Pós-Milenistas: Tal como os amilenistas.12:11.24:15.11. Sl.13:11-18).9:27.37:24. Há dois tipos de pré-milenismo. o Falso Profeta (Ap. B) A Natureza do Milênio: 1) Cristo Reinará (Zc. 4) Haverá Justiça (Is.11:2.2:4. que se estende do primeiro advento ao segundo advento de Cristo.28:14-18). A palavra millennium vem do latim mille e annus que significa mil anos. IICr.000 judeus (Ap. Is.15.7:25. Mt.7:13.9:6.81:15.14:9). Jr. Jr. e que haverá um milênio futuro de duração indeterminada. A) Tipos de Milênio: 1) Amilenistas: Os que defendem esta posição não crêem na literalidade do reino milenial. Dn.11:3.31:34).3). 4) A Segunda Metade da Tribulação: Chamada de grande tribulação ou angústia de Jacó (Mt. Ap. 6) Haverá Paz (Is. a saber: a) Pré-Milenismo Histórico: Colocam o milênio depois da tribulação.

D) Características do Corpo Ressuscitado: 1) Do Crente: a) Identificado com o corpo sepultado (Jó 19:25-27. 3) Gentios (Sl.22:12. .20:4-6. At. Ez. Jo. 8) Haverá Longevidade de Vida (Is.17.17:31.19:20). ICo.10:28.27:52.5:21.25:31.40.5:29b.4:5.2:26.7:1215.6:7.33:24). Zc. Ap.6.11. Zc.42.9:7. Dn.2:4).22. Ap.10:42.5:22. At.149:9. Ml. . Am.6. At.28. IITm.21 IRs. Jo. Lc.27:52. 54 . ITs. Mt. ICo.29.13. Rm.28.14:1.15:23a.7) Haverá Prosperidade (Is.29). B) Natureza do Julgamento: 1) Bema = Tribunal (ICo.27.51:3.11:41-44.23.9:7.7:55. At.5:10).36.6:39. IICo. IV.23.9:13). IICo.3).3. Mt. Jo.8:41.3:2. IIPe.3:1. Jo. 5) Anjos (Mt. AS RESSUREIÇÕES A) Ensinada pelo Antigo Testamento (Jó 19:25-27.20:35.17:17-24.15:23b.20:30-44.2.ICo.50:1-7.17:15. C) A Natureza da Ressurreição: 1) Universal (Jo.3:21.20:5a. ITs.9:27. 2) Do Incrédulo: Mortal e corrupto (Mt. .2:2.4:32-35. c) Real (Lc.96:12.12-14).23:6-8. Ap. Lc.54.25:41. Ap.26:19.11:11).20:5a. Ap.1:32.8).26:8.32.20:12.15:28. d) Livre de limitações terrenas (Jo.49-56.16:9-11. 6) Satanás (Ap.2:16. Os. a) A primeira ressurreição: Em cinco etapas: . ICo.13.2:5.15:22. Sl.13:20.8.20:4. Jd.32).24:14.56). .20).Salvos do milênio: pós-milenista.5:28. ICo.24.14:10-12. V. Jo. b) Semelhante ao de Cristo (IJo.14:1.8.Igreja: pré-tribulacionista (talvez representada por Enoque Hb.11:5.96:13).53.2. 3) Os Santos como Auxiliares (Sl. 2) Israel (Sl.4:5.2).3:11.24:39). Mt. IICo.12:2.5. Mt.23.65:20.6:3.6. B) Ensinada pelo Novo Testamento (Jo. Gl. Hb.25:31. b) A segunda ressurreição (Jo. 2) Dupla (Dn.14:12.14.13. Jl. Ap. 2) Cristo (Rm. Lc.5:10). IPe.1:3 At. Jo.20:10).Duas testemunhas: mid-tribulacionista (Ap. Is.44.21:8. Sl. OS JULGAMENTOS: A) O Juiz: 1) Deus (Rm.20:12.5:10.3:2). 4) Besta e Falso Profeta (Ap. Is.37:12-14.21:8.35:1. Mt. Ez.15.13.1:2.4:1).53).12:2). ICo.14.12:36.3:13-15.5).20:19).26.4:14-16. Is.24:31. Fp.26:19. Mt.Cristo: as primícias (ICo. Ap. 7) Juízo Final = Trono branco (Ap.13:14.5:29.Mártires da grande tribulação e santos do Antigo Testamento: pós-tribulacionista (Dn. IIRs.5:29. Ap.5:24.6:2.20:4).12:1.4:13-15).14:13.

2) A Natureza da Bíblia: a) Ela é superior: Ela é superior a qualquer outro livro do mundo. foi pronunciada 165 anos antes de seu cumprimento. com sua sabedoria e vasto acúmulo de conhecimento nunca foi capaz de produzir um livro que chegue perto de se comparar a Bíblia.1:6. conduziram a uma idéia apagada de Deus e do pecado. na ciência etc. porém. na música. o Zenda Avesta. e uma porcentagem ainda menor dura um século. uma revelação direta de Deus para com o homem. Estes. existe comunicação direta de um para o outro. da conquista de Samaria e preservação de Judá (Is. A) Provas da Revelação: O diabo foi o primeiro ser a pôr em dúvida a existência da revelação: "É assim que Deus disse?" (Gn. A Bíblia. A experiência do homem tem demonstrado que a tendência da natureza humana é degenerar-se e seu caminho ascendente se sustêm unicamente quando é voltado para cima em comunicação direta com a revelação de Deus. As profecias a respeito da dispersão de Israel também. c) Como pode ser salvo. Vejamos alguns argumentos: 1) A Indestrutibilidade da Bíblia: Uma porcentagem muito pequena de livros sobrevive além de um quarto de século. Os. porém. os Clássicos de Confúncio. a operação divina que comunica a verdade de Deus ao homem (ICo. na literatura. O mundo.600 anos.28. tem produzido altos resultados em todas as esferas da vida: na arte.7. Os. Conseqüentemente é de se esperar que exista. se cumpriram (Dt. por um período de 1. Entre os racionais existe uma presença correspondente. c) É um livro harmonioso: Pois embora tenha sido escrito por uns quarenta autores diferentes. o Livro dos Mórmons.15:4.7:6-8. por analogia da natureza. A Bíblia. 4) Argumento da Analogia: Os animais inferiores expressam com suas vozes seus diferentes sentimentos. o imperador Dioclécio decretou que todos os exemplares da Bíblia fossem queimados. Sendo o homem criado à Sua imagem. tem sobrevivido em circunstâncias adversas. Somente a revelação pode desvendar estes mistérios eternos.2:10). d) Se há salvação. fatos que a natureza humana teria interesse em acobertar.l6:13. É portanto. ela revela ser um livro único que expressa um só sistema doutrinário e um só padrão moral. porém. Jr. A Bíblia é hoje encontrada em mais de mil línguas e ainda é o livro mais lido do mundo. Mas a Bíblia é a Palavra de Deus.D. b) É um livro honesto: Pois revela fatos sobre a corrupção humana. 55 . b) Pode ser salvo. Em 303 A. e uma porção quase insignificante dura mil anos.BIBLIOLOGIA: A DOUTRINA DA BIBLIA I.3:1). 3) A Influência da Bíblia: O Alcorão. 6) Argumento da Profecia Cumprida: Muitas profecias a respeito de Cristo se cumpriram integralmente. REVELAÇÃO: É a operação divina que comunica ao homem fatos que a razão humana é insuficiente para conhecer. é natural supor que o Criador sustente relação pessoal com Suas criaturas racionais. ao ponto de ignorá-los.3:4 etc).10 . todos tiveram influência no mundo. coerentes e sem contradições. na arquitetura. sendo que a mais próxima do primeiro advento. 5) Argumento da Experiência: O homem é incapaz por sua própria força descobrir que: a) Precisa ser salvo. uma revelação de pensamentos e sentimentos. na política.

3) Através da Preservação: (Cl.3).2:9. Rm.800 vezes no Velho Testamento.21). 7) Através das Escrituras: A Bíblia é a revelação escrita de Deus e. II.15. devocional. ITs.T.1:1. e significa respirar para dentro. "Palavra do Senhor que foi dirigida a Oséias" (Os.3:16 encontramos a referência a Deus: "Toda Escritura é divinamente inspirada" (theopneustos = soprada ou expirada por Deus) . Is.34:10). não é um termo 56 .l:19-23). e. A referência aqui é ao escritor. etc.11:1.1:1). b) Ela é parcial: (Dt.28).3:16. garantindo a exata transferência da verdade revelada de Deus para a linguagem humana inteligível (ICo. Sm. 5) Através da Comunicação Direta: (Nm.1:17. IJo. "Disse o Senhor a Isaías" (Is.12:8.5:10.14:15). capacitando-os a receber a mensagem divina.30:11. Jr.39:6. abrange importantes aspectos: a) Ela é variada: Variada em seus temas. Expressões como estas são encontradas mais de 3.16:4.11:1).8:28. (Almeida Revista e Corrigida) somente duas vezes no N.15:15). do cativeiro babilônico sobre Judá e Jerusalém (Is. profético e prático.13:1. "Assim diz o Senhor" (Is. Nm. IIPe.25:1. 6) Através da Encarnação: (Hb.1:6-9).48:15.29:29).1:21 encontramos a referência aos homens: "Homens santos de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo" (pherô = movidos ou conduzidos). impedindo-os de cometerem erros e omissões. pois abrange aquilo que é doutrinário .29:10-14). como tal.T. Outras expressões semelhantes são encontradas: "Palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor" (Jr.1:3). At. INSPIRAÇÃO: É a operação divina que influenciou os escritores bíblicos.3:16.54:17). embora consagrado pelo uso.32:48) "O Senhor é quem fala" (Is. Jo. etc.4:1. IIPe. Rm.1:20. d) Ela é progressiva: (Mc.1:1).1:2). Ela é usada pela ARC. 2) Através da Providência: A providência é a execução do programa de Deus das dispensações em todos os seus detalhes (Gn. IIPe.1:1.17:25. Encontramos essa reivindicação na seguintes expressões: "Disse o Senhor a Moisés" (Ex. Dt. Lv. c) Ela é completa: Naquilo que já foi revelado (Cl.25:9-12).4:28).14:37. Este vocábulo. Hb. histórico.4:1-9).1:21).43:1). reivindicando autoridade.4:1. 2) Autoria Humana: Do lado humano certos homens foram escolhidos por Deus para a responsabilidade de receber a Palavra e passá-la para a forma escrita. (IITm. A referência aqui é ao escrito. Portanto o A. 7) Reivindicações da Própria Escritura: A própria Bíblia expressa sua infalibilidade. 4) Através de Milagres: (Ex.57:2.14:1.2:13.19:1-6. de modo que ela recebeu autoridade divina e infalível. e que os moveu a transcrevê-la com exatidão.7:3). e essa mesma reivindicação faz o Novo Testamento (ICo. "Veio expressamente a Palavra do Senhor a Ezequiel" (Ez.8:26.50:20.10:13. afirma ser a revelação de Deus.IRs. sobre a restauração de Jerusalém (Jr. B) Natureza da Revelação: Deus se revelou de sete modos: 1) Através da Natureza: (Sl. e) Ela é definitiva: (Jd. IITm. Em IITm.3:2). portanto.1:3. pela teologia.10). sobre a destruição final de Samaria (Mq. A) Autoria Dual: Com este termo indicamos dois fatos: 1) Autoria Divina: Do lado divino as Escrituras são a Palavra de Deus no sentido de que se originaram nEle e são a expressão de Sua mente.26. "Palavra do Senhor que foi dirigida a Joel" (Jl. B) Inspiração ou Expiração? A palavra inspiração vem do latim. Jr. Nenhum outro livro ousa fazê-lo. Em IIPe. Dt.

isto é.17:17). excluindo a autoria humana da compilação das Escrituras.: (Lc.23:2.1:3.22:20-23). de argumentar num círculo vicioso. 1) Cristo é a Palavra Viva: Cristo é o Logos. cerca de 200 vezes para indicar a Palavra de Deus Escrita. Mq. Jo.10:19.32:8. Ob. e elas ou devem ser cridas neste particular ou rejeitadas em tudo mais.3:16.5:7. como tradução do vocábulo grego pherô. ICo. 2) A Bíblia é a Palavra Escrita: A Bíblia também é o Logos de Deus. afirma sua Inspiração: (Dt. 4) A Bíblia faz declarações científicas descobertas posteriormente: (Jó.T. o homem faz pleno uso de sua liberdade (Pv. IJo.2:33.7:10 diz que foi Moisés quem ordenou. Mas o processo parte de uma prova que todos aceitam: a evidência. O fato é que o homem não é inspirado.12:39-41. Desse mesmo modo Deus também usa Satanás (Compare ICr. e 7 vezes para indicar o Filho de Deus (Jo.135:7. At. Em Mt.12:36. e então aceita o seu testemunho.12:26.1:21. Ec.1:1. As Escrituras afirmam que são inspiradas. não devemos pender para o extremo. sendo que neste fenômeno.5:3.105:25. C) O Termo Logos: Este termo grego foi utilizado no N.5. bem podemos aceitar o que elas dizem de si mesmas. IIPe. (Almeida Revista e Atualizada). divino e humano. igualmente na Palavra de Deus estes dois elementos aparecem unidos sobrenaturalmente.2:13. Em IITm.1:10.6:44).4). IPe.15:26. mas não retira a responsabilidade do homem (At.adequado.3:1.3:1.2:13. 33:4. apesar de utilizar o termo inspiração em IITm. pois pode parecer que Deus tenha soprado alguma espécie de vida divina em palavras humanas.17:17).4:2.33:15.40:22). Ap.36:27. Sl.1:1. e não inspirada como expressa a ARC.4. At.14:37).1:5.T.3:711. At. D) Provas da Inspiração: Somos acusados de provar a inspiração pela Bíblia e de provar a verdade da Bíblia pela inspiração.4:25. com Ez.1:1).9. pois a tradução da ARC.19:13). mas a Palavra de Deus é que é expirada (Compare Jó.T. IIPe.28:25 com Jo.1:7. Ela própria reconhece a autoria dual no registro bíblico. E muitas outras passagens há semelhantes a esta (Compare Sl. portanto o Logos de Deus é a expressão de Deus. ou a validade do seu testemunho.l:16.65:4.9:8. Jr. tendo constatado a sua veracidade.15:28.4:25. sem que o homem perceba que está sendo divinamente conduzido. Sl.14. 37:9).1:21).10. Considerada esta ressalva. ICo. Esta. assim. que significa exatamente mover ou conduzir. a expressão de Deus. Sl. quer seja na forma escrita ou viva (Compare Jo. Portanto podemos afirmar que toda a Escritura é soprada ou expirada por Deus. e. com acerto.14:26. At.16:1. IItm. 1) O A. usa. porém.1:2. IRs. ITs. A ARA. e. Jl. Os.23:2).15 com Mt.22:31. Is. transmite a idéia de que os homens santos foram inspirados pelo Espírito Santo. Hb.1:1.30:19.13:3.3:6. Jo. ITs. Ap. afirma sua Inspiração: (Mt. Is. Ez. Mt. Is.1:21 este vocábulo se torna mais inadequado ainda. Hb.26:7. primeiro prova a veracidade ou credibilidade da testemunha.3:16. Lc.T.19:21.T.15:4 está escrito que Deus ordenou enquanto que em Mc.l:1.20:37 com Mc. A veracidade das Escrituras é estabelecida de vários modos. 57 .1:1.10:15) Deus opera de modo misterioso usando e não anulando a vontade humana.3:16 encontramos o vocábulo grego theopneustos que significa soprado por Deus. o verbo mover em IIPe. como também o faz na obra da salvação (Dt. e assim como em Cristo há dois elementos (duas naturezas).16:13. Eles são para Deus o que a expressão é para o pensamento e o que a fala é para a razão. Ex. 2) O N. a fala.1:1. 3) O N. IISm.21:1 com IISm. As Escrituras são o próprio sopro de Deus. Em IIPe.1:22.3:16.6:9.24:1.2:15. Jo.1:70. IICo. é o próprio Deus falando (IISm.110:1 com Mc. Hb. afirma a Inspiração do A.27. Am.14:6 com Jo.1:11.

Esta teoria foi defendida pelos pelagianos e unitarianos. a dinâmica e a do ditado. Mas idéias não são transferíveis por nenhum outro modo 58 . Erasmo. as verdades desconhecidas dos autores humanos. e podemos ter inspiração sem revelação.W. 2) Teoria do Ditado ou Mecânica: Afirma que os escritores bíblicos foram meros instrumentos (amanuenses). Ela não analisa a relação existente entre as mentes divina e humana. Lutero. 4) Teoria da Inspiração Mística ou Iluminação: Afirma que inspiração é simplesmente uma intensificação e elevação das percepções religiosas do crente. Assim como tem havido artistas. também em relação as Escrituras houve homens excepcionais com visão espiritual que. a inspiração atinge apenas os ensinamentos e preceitos doutrinários. Tholuck. Isto os tornou infalíveis em questões de fé e prática. Grotius. Schleiermacher foi quem disseminou esta teoria. por causa de seus dons naturais. Neander. Cremer. J. Paley.E) Teorias da Inspiração: Podemos ter revelação sem inspiração (Ap. Esta é a noção mais baixa de inspiração. enquanto se desviam a respeito dos fatos mais simples da história. enquanto que a teoria verbal plenária indica o resultado. 5) Inspiração dos Conceitos e não das Palavras: Esta teoria pressupõe pensamentos à parte das palavras. portanto. isto é. Baxter.Robertson. livre das idiossincrasias dos homens (Rm. Teria a dicção e o vocabulário do divino Autor. Para ele inspiração é "um despertamento e excitamento da consciência religiosa.Clarke e G. mas não nas coisas que não são de natureza imediatamente religiosa. mas alguns tem mais do que outros.1:1-4. como quando os escritores registram o que viram com seus próprios olhos e descobriram pela pesquisa (IJo. músicos e poetas excepcionais. segundo Strong.3:15.T.16). todas descrevem a forma de inspiração. e serem rebaixados a um nível inferior ao relatarem um fato de modo natural. diferente em grau e não em espécie da inspiração piedosa ou sentimentos intuitivos dos homens santos". 1) Teoria da Inspiração Dinâmica: Afirma que Deus forneceu a capacidade necessária para a confiável transmissão da verdade que os escritores das Escrituras receberam ordem de comunicar. Não há nenhuma insinuação de que Deus tenha ditado qualquer mensagem a um homem além daquela que Moisés transcreveu no monte santo. Lc. Se Deus tivesse ditado as Escrituras. através da energia divina especial. Doellinger e Strong compartilham desta teoria. 3) Teoria da Inspiração Natural ou Intuição: Afirma que a inspiração é simplesmente um discernimento superior das verdades moral e religiosa por parte do homem natural. escrevendo com seus próprios sentimentos. Esta teoria tem muitas falhas: Ela não explica como os escritores bíblicos poderiam mesclar seus conhecimentos sobrenaturais ao registrarem uma sentença. Cada crente tem sua iluminação até certo ponto. enquanto que o resultado indica a conseqüência da inspiração. enfatiza sobremaneira a autoria divina ao ponto de excluir a autoria humana. qualquer cristão em qualquer tempo. pois Deus usa e não anula as suas vontades. não seres cujas personalidades foram preservadas. que produz tais resultados. da iluminação.F.4). F. Se esta teoria fosse verdadeira.9:1-3. Ela não distingue entre coisas que são essenciais à fé e à pratica e àquelas que não são. através da qual Deus teria transmitido idéias mas deixou o autor humano livre para expressá-las em sua própria linguagem. A forma é o método que Deus empregou na inspiração. estilo e vocabulário. o seu estilo seria uniforme. poderia escrever as Escrituras.10:3. Ela não fornece a psicologia daquele estado de espírito que deveria envolver os escritores bíblicos ao se pronunciarem infalivelmente sobre matérias de doutrina. Portanto. pois enfatiza a autoria humana a ponto de excluir a autoria divina. que produziram obras de arte que nunca foram superadas. foram capazes de escrever as Escrituras.Ladd defendiam esta teoria. Na verdade o autor humano recebeu plena liberdade de ação para a sua autoria. mas garantiu a exatidão da mensagem suprema com tanta perfeição como se ela tivesse sido ditada por Deus. as chamadas teorias da intuição. Esta teoria.1:1-4). Aqui nós temos a forma e o resultado da inspiração. IIPe.

dá margem a especulação fantasiosa.3:13 o verbo perdoar encontra-se. e 7 vezes para indicar o Filho de Deus (Jo. quer seja através de observações pessoais. orientação e revelação direta. ILUMINAÇÃO: É a influência ou ministério do Espírito Santo que capacita todos os que estão num relacionamento correto com Deus para entender as Escrituras (I Cor. a inerrância das Escrituras.1:1. abrangendo as palavras em gênero. cerca de 200 vezes para indicar a Palavra de Deus Escrita.5:7. 6) Graus de Inspiração: Afirma que há inspiração em três graus. também.2:12. Muitas passagens bíblicas dependem de uma das palavras usadas para a sua força e valor. Embora ela reconheça as duas autorias. IJo.45. preservando-os de erros e omissões. no modo particípio e no tempo presente.20:1. Gl. 2) A Bíblia é a Palavra Escrita: A Bíblia também é o Logos de Deus.1:1. a fala.4:30.3:13). portanto o Logos de Deus é a expressão de Deus. quando aceitamos a Cristo. A Bíblia sempre enfatiza suas palavras e não um simples conceito (ICo.5:18) j) Explicação dos itens e.Este termo grego foi utilizado no N. número.17:8.. estende-se por toda a nossa vida. Cl. e do futuro (IJo.além das palavras.h. 1) Cristo é a Palavra Viva: Cristo é o Logos. 7) Inspiração Verbal Plenária: É o poder inexplicado do Espírito Santo agindo sobre os escritores das Sagradas Escrituras.1:12.3:16 Paulo faz citação de um substantivo hebraico que está no singular.1:1-ll. h) Modo: (Ef.1:1). g) Tempo: (Ef.3:16).14. Sugestão.2:27). desse modo.3:15).1:9 trata do perdão do pecado doméstico e não do judicial). Cl.f. referência exclusiva a Cristo. Em Gn. Jesus Cristo reconheceu a inspiração verbal plenária quando declarou que nem um til (a menor letra do alfabeto hebraico) seria omitido da lei(Mt. Tt.24:32.14:6 com Jo. pois se refere exclusivamente a Cristo (Ele te ferirá a cabeça. e não para que palavras sem importância representem um conceito.3:16). fontes orais ou verbais. b) Fonte Oral: (Lc.g. O estudo exegético das Escrituras nas línguas originais é um estudo de palavras. Ap.3:13). Em Gl. a expressão de Deus. para orientá-los (conduzi-los) na transcrição do registro bíblico.1:12). isto é. d) Revelação Divina Direta: ( Ap.3:15 o pronome hebraico está no gênero masculino. no grego. Ex. igualmente na Palavra de Deus estes dois elementos aparecem unidos sobrenaturalmente. IJo. c) Fonte Verbal: (At. preservando. III.16:l7). Gl. a) Observação Pessoal: (IJo. são palavras usadas para classificar estes graus.4:30 e Cl.l:1-4).5:18 e Lc. elevação. do presente. Lc. e) Gênero: (Gn. ou através de revelação divina direta. modo e voz.17:17). Em Ef. quer seja na forma escrita ou viva (Compare Jo. 59 .4:30.i: A inspiração verbal plenária fica assim estabelecida. direção.1:1-4).).T. tempo. abrangendo o perdão dos pecados do passado. divino e humano.19:13).17:18. i) Voz: (Ef. e assim como em Cristo há dois elementos (duas naturezas).2:13. C) O Termo Logos . fazendo. f) Número: (Gl.6:63. Esta teoria ignora a importância das palavras em qualquer mensagem.. para que o conceito possa ser alcançado através das palavras. e dando à ela autoridade divina. Eles são para Deus o que a expressão é para o pensamento e o que a fala é para a razão. superintendência. o que significa que o perdão judicial de Deus realizado no passado. Jo. Esta teoria alega que algumas partes da Bíblia são mais inspiradas do que outras. Hb.

Além disso a iluminação admite graus podendo aumentar ou diminuir (Ef. a inspiração e a revelação estão estritamente ligadas. A inspiração garante a inerrância da Bíblia. A iluminação.3). etc. Assim. por isso deve ser obedecida porque procede de fonte infalível e autorizada.2:16). mas pode atingir as coisas profundas de Deus (ICo. ao passo que aquele que é carnal não pode receber as verdades mais profundas de Deus que são comparadas ao alimento sólido (ICo. pois não depende de escolha soberana.2:15). portanto. As palavras ainda são inspiradas. portanto. sejam históricas.16:22). entendidas no sentido em que foram empregadas.1:18) e sem revelação (ICo. Eles podem ter tido concepções errôneas acerca de muitas coisas. Por exemplo. determinado trecho bíblico possui autoridade.3:4. à vida política e social etc. mas de ajustamento pessoal ao Espírito Santo. determinadas informações bíblicas possuem autoridade. A iluminação é diferenciada da revelação e da inspiração no fato de ser prometida a todos os crentes.2:15. Nenhuma dessas declarações representam o pensamento de Deus ou procedem dEle (procedem apenas por inspiração). 4:23. Deus é o Autor da Bíblia. Hb. Também não significa que não se possa interpretar erroneamente o texto ou que ele não possa ser mal compreendido. o que Satanás disse para Eva foi registrado por inspiração. inspiração sem iluminação (IPe. quanto à terra. não expressam erro algum.A iluminação não inclui a responsabilidade de acrescentar algo às Escrituras (revelação) e nem inclui uma transmissão infalível na linguagem (inspiração) daquele que o Espírito Santo ensina. prestígio e credibilidade (quanto a pureza na transcrição ou tradução).1:1-3. pois há inspiração sem revelação (Lc. geográficas ou científicas. revelação sem iluminação (IPe. e como tal ela possui autoridade. inspiração com revelação (Ap.3:1-3.1:9). a iluminação no versículo 12 e a inspiração no versículo 13. E’ digno de nota que encontramos estes três ministérios do Espírito Santo mencionados em uma só passagem (ICo. as acusações que Elifaz fez contra Jó (Jó. entendidas no sentido que realmente se destinavam a ter. INERRÂNCIA OU INFALIBILIDADE: Inerrância significa que a verdade é transmitida em palavras que.4. mas a mente e o coração são sobrenaturalmente despertados de dentro (ICo. Um texto também perde sua autoridade quando é retirado de seu contexto e lhe é atribuído um significado totalmente diferente daquele que tem quando inserido no contexto. ele não houve uma voz falando de fora e em determinados momentos. Jd. AUTORIDADE: Dizemos que a bíblia é um livro que tem autoridade porque ela tem influência. Ex. Este despertamento do Espírito pode ser prejudicado pelo pecado.5). por ser canônico. IV. mas que foram preservados de erros os seus ensinos. canonicidade e credibilidade.5:12-14). 60 . VI. às estrelas.2:12. Cl. de sua veracidade.1:1-4).2:9-13).1:16-18.22:5-11). mas não as ensinaram.1:10-12) e sem inspiração (Ap. Entretanto. e por isso não têm autoridade. mas o novo significado não tem autoridade. pois é dito que o cristão que é espiritual discerne todas as coisas (ICo. por exemplo. a revelação no versículo 10. de sua autoria. e por ter credibilidade. o conselho que Pedro deu a Cristo (Mt. A autoridade está vinculada a inspiração. e. A iluminação não se limita a questões comuns. por ser inspirado.2:10) porque o Mestre Divino está no coração do crente e.10:3.1:1-11).20:1-22). mas não é a verdade (Gn. IJo. nem tudo aquilo que é inspirado é autorizado. Inerrância não significa que os escritores não tinham faltas na vida. porém podem ser independentes. determinado livro bíblico possui autoridade. à geografia. iluminação sem inspiração (Ef. sem os quais a autoridade da Bíblia não se estabeleceria. às leis naturais. mas nem tudo que está registrado na Bíblia procedeu da boca de Deus. pois a autoridade de um livro trata de sua procedência.1:10-12).

geralmente estão prontos a confiar na falibilidade de suas próprias opiniões.10:35.5:1 encontramos um destes casos. tem-se dito que a Bíblia faz o valor do Pi ser 3 em vez de 3.25:9 diz que morreram 24. que o homem não pode realizar. que é a repetição de uma letra.24) não podemos chegar a uma conclusão definitiva. no manuscrito que o escriba de B copiava. como é o caso de ITm. Desse modo o ouvido traía o escriba até mesmo quando o copista solitário ditava a si próprio. enquanto que Nm.10:8 onde lemos que 23. sílaba ou palavras. Será que Deus nos deu um livro de instrução religiosa repleto de erros? Se ele possui erros sob a forma de uma pretensa revelação.17:17). sendo este em caso de adição. A Bíblia vem de Deus. ao passo que um cordão de trinta côvados o cingia em redor. em Jo. em autos ek tou.T. A inerrância não abrange as cópias dos manuscritos. Consultando o N. os originais.T. Se é parcialmente falsa. não contém as palavras entre parênteses: "Não rogo que os tires do (mundo.18:39 não aparece nos manuscritos 33.3:16 onde o manuscrito D traz homologoumen ôs (nós confessamos que) em vez de homologoumenôs (sem dúvida). 103 e b. que são duas linhas com o mesmo início. 2) Falhas de Audição: Era costume muitos escribas se reunirem numa sala enquanto um leitor lhes ditava o texto sagrado. devido a um final de frase igual na sentença anterior no manuscrito do qual eles se derivam. onde as variantes echômen e echomen 61 . ao passo que em I aos Coríntios nós temos o número parcial que somado ao restante dos homens relacionados nos versículos 9 e 10. Há também confusão de sílabas. isto é.1416. ou pelo homoioarchon. O Códice Laudiano tem um exemplo no versículo 4 do Capítulo 2 do livro de Atos: "Et repleti sunt et repleti sunt omnes spiritu sancto". Isto implica na veracidade daquilo que tem de ser crido. então a vida e a morte estão a depender de um processo de separação entre o certo e o errado.000. chamado ditografia. porque Deus não pode castigar o homem por descrer no que não é verdadeiro (Sl. Outro exemplo utilizado para contrariar a inerrância da Bíblia. Em Rm. 1) Falhas de Visão: Em Rm. Acontece que em Números nós temos o número total dos mortos.119:140. Pode-se admitir que um Deus Santo adicione a sanção do seu nome a algo que não seja a expressão exata da verdade?. como parece sugerir o versículo seguinte (v. Desse modo encontramos os seguintes tipos de erros nos manuscritos: A) Erros Involuntários: Cometidos pelos escribas do N. Mas uma vez que não sabemos se a linha em redor era na extremidade da borda ou debaixo da mesma. levando o escriba a saltar uma delas. Mt. Lc. devido a sua falta ou defeito de visão. deverá contabilizar o total de 24. Diz-se que a Bíblia é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa. É muitas vezes difícil transmitir com exatidão um pensamento por causa desta flexibilidade de linguagem ou por causa de possível variação no sentido das palavras. O erro visual chamado parablopse (um olhar ao lado) é facilitado pelo homoioteleuton. defeitos de audição ou falhas mentais. mas atinge somente os autógrafos. O Códice Vaticano.7:23 onde lemos que o mar de fundição tinha dez côvados de diâmetro de uma borda até a outra.17:15. 57. mas há alguns que trazem alla (porém). que é o final igual de duas linhas.000 homens morreram no deserto. Os dois lambdas juntos deram ao copista a idéia de um mi.142. Aqueles que negam a infalibilidade da Bíblia. Sendo assim. e devemos ser cautelosos ao atribuir erro ao escritor. Em At. perpetua os erros e as trevas que professa remover. mas que os guardes do) maligno".000. Cristo declara que a incredulidade é ofensa digna de castigo. Jo. Como exemplo de opinião falível encontramos aqueles que atribuem erro à passagem de IRs. encontra-se em ICo. como se explica que Deus tenha posto o seu selo sobre toda ela? Se ela é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa.6:5 muitos manuscritos (MSS) tem ama (juntos).15:40 onde há eplexamenoc (tendo escolhido) aparece no Códice Beza epdexamenoc (tendo recebido) onde o lambda maiúsculo é confundido com um delta maiúsculo. grego veremos que as duas linhas terminavam de maneira idêntica. Jo.A inerrância não nega a flexibilidade da linguagem como veículo de comunicação.5:18.

62 . B) Erros Intencionais: Erros que não se originaram de negligência ou distração dos escribas. 209 e h) que conheciam os dois textos. pois o escriba sabia que Jesus era onisciente. o escriba do manuscritos 603 incluiu esta expressão no texto: "Se alguém de vós tem falta de sabedoria espiritual e não humana. A ciência da interpretação é designada hermenêutica. W. chegava a cometer erros que variavam desde a substituição de sinônimos.. No grego coinê as vogais e ditongos pronunciavam-se de modo igual dentro das respectivas classes. IPe. copiando Mt.24:36 omitiu as palavras "nem o Filho". peça-a a Deus..15:6 onde se lê "vestidos de linho puro" a palavra grega linon é substituída por lithon nos manuscritos A e C "vestidos de pedra pura".". e ela foi restaurada como a outra".26:15 onde as palavras "trinta moedas de prata" foram alteradas para "trinta estateres" nos MSS D.15:54 onde o termo nikos (vitória). principalmente doutrinária.2:3 também apresenta um caso semelhante com as variantes cristos (Cristo) e crestos (gentil).estende a tua mão. foi confundido por neikos (conflito). em Lc. 2) Correções Doutrinárias: Certo escriba. E’ o caso de Mt. esta última encontrada nos manuscritos K e L.1:5 a expressão êgeumatikês kai ouk anthrôpines (espiritual e não humana). em razão de sua abrangência. a e b.1:3. 4) Acréscimos Naturais ou de Notas Marginais: Determinado leitor do Códice 1518 anotou nas margens de Tg. mas antes de suspeita de alteração. E ele estendeu.1:1 os escribas do W e Bizantinos mudaram "no profeta Isaias" para "nos profetas" porque verificaram que a citação não é só de Isaias. em Mc. Desse modo uma só letra que o ouvido menos apurado não entendeu direito e que produziu completa mudança de sentido. INTERPRETAÇÃO: É a elucidação ou explicação do sentido das palavras ou frases de um texto. e deduziu que alguém havia cometido erro (Alefe.12:13 onde se lê ". a frase "e ao Espírito Santo" como "empréstimo" de At. como o caso da preposição ek por apo. Um caso de interpolação encontra-se em Mt. afim de definir o tipo de moeda mencionada. conformar-se com o A. o escriba era levado a harmonizar passagens paralelas. 1) Harmonização: Ao copiar os sinópticos. juntaram-no produzindo a frase "trinta estateres de prata".T. requer um estudo especial separado da Bibliologia.foram confundidas. como o caso de Jo. para torná-los compreensivos.15:28. Mais tarde outros escribas (dos manuscritos 1. XI. Outro tipo de harmonização ocorre quando os escribas faziam o texto do N. sendo que aparece em P46 e B como "tragada foi a morte no conflito". Quando este Códice foi copiado. Por exemplo. até a transposição de letras dentro de uma palavra. Os manuscritos da Velha Latina e da Versão Gótica apresentam como acréscimo.. Bizantino). 3) Correções Exegéticas: Passagens de difícil interpretação era alvo dos escribas que tentavam completar o seu sentido através de interpolação e supressões.. torna-se erro grosseiro e hilariante. Em alguns manuscritos de Marcos o texto pára em "restaurada". Em Ap. onde Jesus disse "porque elas dão testemunho de mim" (ai marturousai) e o escriba do manuscrito D escreveu "porque elas pecam a respeito de mim" (hamartanousai). 3) Falhas da Mente: Quando a mente do escriba o traía. e. sendo que em outros o escriba acrescentou as palavras "como a outra" para harmonizá-lo com Mateus.T. É o caso de ICo.5:39.

FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DA IGREJA 18 .HISTÓRIA DA IGREJA CRISTÃ 17 .FACULDADE DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS DO BRASIL ADMINISTRAÇÃO ACADÊMICA DEPARTAMENTO DE CURSOS LIVRE DE TEOLOGIA A DISTÂNCIA CURSO: MÉDIO EM TEOLOGIA MATÉRIA: APOSTILA 02 MATÉRIAS: 11 – HERMENÊUTICA 12 .ARQUEOLOGIA BÍBLICA 14 .A ESCOLA BIBLICA DOMINICAL 20 – DISCIPULADO 63 .SEITAS E HERESIAS 15 .GEOGRAFIA DE ISRAEL 13 .MINISTÉRIOS ECLESIÁSTICOS 19 .O CULTO BÍBLICO 16 .

Ai está a lei da implicação – a manifestação patente do latente. o simbolismo busca o que a figura quer dizer (Ap 3:20). no espaço e nas circunstâncias que foram escritas. figuras e biografias. Mc 15:27. culturas. romances. pode se dizer que uma pessoa geme porque está doente. Como mensagem. Lei da Aplicação do Texto Um mesmo texto pode ser aplicado a pessoas ou clãs vivendo épocas ou situações geográficas diferentes: Mt 13:24-30. Sempre tenha em sua mente as regras da sã Hermenêutica 64 . parábolas. A crítica textual.11-HERMENÊUTICA INTRODUÇÃO Hermenêutica: é a ciência e a arte que estuda a interpretação da Bíblia. assim só se pode profetizar os que receberam. As principais ciências auxiliam no estudo das Escrituras: A hermenêutica. poesias. Lei do Texto Paralelo Um texto deve ser auxiliado na sua interpretação utilizando o mesmo assunto que ocorre em outras partes das Escrituras Sagradas: Jo 19:18. a virtude desse Espírito: Mt 13:25. Ap 3:18-20. Portanto. que é a aplicação prática da hermenêutica e da crítica textual. As principais leis da Hermenêutica que auxiliam na interpretação das Escrituras: Lei do Contexto A parte que vem antes ou depois do texto. Ela contém o Livro e a Mensagem! Como livro. A exegese. e 27 no Novo Testamento. Ciência porque estabelece regras positivas e invariáveis. 0. que procura descobrir o sentido exato das palavras e dos textos. profecias. Suas escrituras são compostas de histórias. de igual forma. Se uma pessoa tem seu rosto plácido é porque o coração está alegre. Mt 27:38. Ct 8:5-10. a forma de apresentação de um determinado texto para um povo que vivia situações diferentes. O literalismo busca o que o texto quer dizer (Jo 21:6). arte porque suas regras são práticas. Is 53:7. Lei da Implicação do Texto Num sentido filosófico. deve ser comparado com outros em tempo ou forma remota: Ef 5:22-27. Lei da Interpretação do Texto A interpretação do texto é aquilo que a passagem quer dizer no tempo. enigmas. que se propõe a determinar a exatidão das palavras e dos textos. Diz-se que não se deve interpretar um texto sem o auxílio do contexto. Como o batismo no Espírito Santo biblicamente é evidenciado pelo crente falar em outras línguas. Lei da Autoria do Texto Os diferentes autores da Bíblia viveram em tempos. ela contém 39 no Antigo Testamento. A Bíblia Sagrada é diferente de qualquer outro livro secular. ela é a Palavra de Deus. situações sociais e regiões diferentes. At 8:30-31. para não se fazer um pretexto: Lc 19:28-44. Lc 23:39-43. I Pe 2:5-10.

" (D.).) 2Tm 2:15. conferir) diariamente At 17:11. dentro da dispensação e dentro do contexto textual e histórico). examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. O espírito do Senhor DEUS está sobre mim. de significado óbvio e indiscutível. há apenas 2 métodos de interpretação da Bíblia: . Profetas falam do futuro como se fosse presente ou passado. não procure nenhum outro sentido.Método literal-gramatical-histórico: “Quando o sentido simples da Escritura faz senso comum. abrindo a sua boca. portanto.Ser salvo 1 Co 2:14. para Nínive). porque elas se discernem espiritualmente. e não Deus! . a não ser que os fatos do contexto imediato. de modo que a autoridade final fica sendo o homem... a interpretação literal-gramatical-histórica tem espaço para linguagem figuradapoética ("Eu sou a porta"..Interpretar literalmente (em harmonia com contexto e passagens correlatas) 2Pd 1:20. Algumas chaves para o entendimento das Escrituras: . Obviamente.ordinário . o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus.Ler (estudar. estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalónica.Comparar Escritura com Escritura 1Co 2:13. lhe anunciou a Jesus. como obreiro que não tem de que se envergonhar. . Cooper).“Lei dos Picos”: um trecho pode dar a visão de 2 picos e esconder 1 vale entre eles (eg: Is 61:1-2. Sabendo . comparando as coisas espirituais com as espirituais. Então Filipe. e pregar At 8:35. Em última instância. . etc. L. claramente indiquem o contrário. "os montes ..). Sempre lembre as 10 regras básicas abaixo: Algumas profecias foram condicionais (eg: Jonas. confundir Israel e a Igreja. baterão palmas".primário. porque o SENHOR me ungiu. não com palavras de sabedoria humana. tome cada palavra no seu significado literal usual .Ora. que maneja bem a palavra da verdade.(interpretação literal-gramatical-histórica. romperão em cântico . porque lhe parecem loucura. a proclamar liberdade aos 65 . primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. etc. porque de bom grado receberam a palavra. só não tem espaço para alegorismo (associar leão à Inglaterra.Aplicar (por em prática). as árvores . .Ora. e não pode entendê-las.. e começando nesta Escritura. As quais também falamos. .. .Procura apresentar-te a Deus aprovado. para pregar boas novas aos mansos. enviou-me a restaurar os contritos de coração.Método alegórico: Cada pessoa atribui o sentido que preferir às palavras de Deus. estudados à luz de passagens relacionadas e de verdades axiomáticas e fundamentais. mas com as que o Espírito Santo ensina.Saber dividir as Escrituras (que dispensação? Dirigido a quem? Dito por quem? Etc. Jl 2:28-32). todas as diferenças teológicas entre os crentes recaem em “Como interpretar a Palavra de Deus?” Basicamente.

e a abertura de prisão aos presos. O sol se converterá em trevas. assim como disse o SENHOR. e vossos filhos e vossas filhas profetizarão. vez num sentido “menor” e incompleto (eg: a destruição de Jerusalém no ano 70) e a 2a. E mostrarei prodígios no céu.cativos. e na terra.“Lei da Recapitulação”: passagens sucessivas podem ser recapitulações. na Bíblia. Para quem as palavras deste parágrafo foram ditas? Para judeus na Dispensação da Lei? Para crentes da dispensação da Igreja? Para a Tribulação? Para o Milênio? C. etc. é constantemente o da sua 1a. Qual é a idéia principal do capítulo? E. tipos. ainda mais. em Mt 13). depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne. sem se curvar demais aos comentários aos grandões (do passado e. repetições de um mesmo fato sob diferentes ênfases e pontos de vista (eg: os 4 evangelhos. e entre os sobreviventes. . etc. hipocrisia. “Lei do Duplo Cumprimento”: profecias podem ser cumpridas duplamente. Gn 1:1 e os outros relatos da criação Gn 1:2-31 e 2:4-25. e a lua em sangue. . a 1a. Referência”: o sentido símbolo. os sonhos de faraó.Siga estas regras e siga o princípio de “Sola Scriptura”. os 7 selos + 7 trombetas + 7 taças de Apocalipse. D. e isto explica a parábola do fermento. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. mas sim para ilustrar doutrinas. E há de ser que. antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR.Tudo o que foi cumprido até hoje o foi literalmente. 66 . e colunas de fumaça. Quem está falando estas palavras neste verso? É Deus Pai/Filho/Espírito Santo? É um profeta de Deus profetizando em nome de Deus? É um anjo de Deus? É um crente. sangue e fogo. literais. Não use estes para torcer e anular aqueles. 1. pecado. qual versículo mais tocou meu coração. mas só os principais. . já bem estabelecidas em trechos claros.“Lei da 1a. vez num sentido “maior” e completo (eg: a Grande Tribulação).. parábolas. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo. . os vossos velhos terão sonhos. Sempre Tenha as Perguntas Chave em Sua Mente Eis algumas perguntas que se deve ter em mente ao ler cada parágrafo da Bíblia: A.Nunca alicerce uma doutrina apenas sobre símbolos. vingança do nosso Deus. porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento. E não procure explicar todos os seus detalhes. O que o capítulo ensina a respeito de CRISTO? (Ele sempre será o centro de tudo).). No capítulo de hoje. ocorrência (eg: fermento é sempre mal. Por que supor que não mais o será? . minha vida? Sublinhe-o.Sempre use os textos explícitos-claros-ordem para explicar os implícitos-escuros-exemplo. sincero mas não inspirado? É um descrente? É um demônio? B. aqueles que o SENHOR chamar. E use-os não para inventar. de hoje). A apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da a consolar todos os tristes. explícitos . os vossos jovens terão visões.

o Espírito Santo será seu professor. e ele se chegará a vós. purificado vós de duplo ânimo. inspiração. Sempre Tenha um Plano de Estudo Definido A. e não posso mais. preparado cantarei. muito esforço. uma boa CONCORDÂNCIA é a melhor coisa que pode usar (se quiser e tiver uns rudimentos de Grego e Hebraico.novo vos um coração novo e um espírito novo. o mais profundamente que puder. e darei louvores. nem aos “super-intelectuais”. nem a comentários. por que razão morreríeis. ó Deus. Usando uma concordância. Há alguma tarefa que devo realizar? I. e perverso. você pondo muito tempo. quem o enganoso conhecerá? Jer 20:9 Então disse eu: Não me lembrarei dele. salvação. use uma concordância nestes idiomas. Por exemplo: a palavra coração dá um estudo muito interessante. e muita submissão no estudo da Palavra. o mais profundamente que puder. e tardos de coração para crer tudo o que os tardo profetas disseram! Sal 57:7 Preparado está o meu coração. santificação e assim por diante. procure uma palavra e veja as várias maneiras como é usada na Bíblia. Descubra tudo o que puder sobre doutrinas tais como. Há alguma promessa da qual me devo apropriar (isto é. Luc 24:25 E ele lhes disse: O néscios. preparado está o meu coração. Estude uma palavra. Depois disto. respondendo. porque eles verão a Deus. Leia estes versículos e diga os tipos de corações que achar: Referência Texto Tipo de coração Mat 5:8 Bem-aventurados os limpos de coração. Podemos notar dez tipos de corações. B. mas isto não é realmente necessário se você tiver uma concordância exaustiva de uma fiel tradução da Palavra de Deus (Textos Massorético + Receptus)). muita oração. limpo Tia 4:8 Chegai-vos a Deus. e estou fatigado de sofrer. pois. 67 . e não falarei mais no seu nome. pecadores. mais do que todas as coisas. como Strong`s [faz parte da Online Bible]. Há um erro que devo evitar? H. purificai os corações. (para servir e louvar) Jer 17:9 Enganoso é o coração. Estude uma doutrina. Não dê muito crédito aos “Pais da Igreja” (geralmente foram hereges em muitas áreas!). e. disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos duro deixou ele escrito esse mandamento.F. ó casa de Israel? Observação: Acima de tudo. crer)? J. oração. encerrado nos meus ossos. Há algum pecado que devo confessar? 2. Purificai as mãos. e fazei. Eze 18:31 Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes. Há um exemplo que devo seguir? G. Mar 10:5 E Jesus. mas ardente isso foi no meu coração como fogo ardente.

que lhe trará maiores benefícios espirituais a você e à igreja onde você prega ou ensina. * Faça uma lista das maneiras em que o capítulo se aplica à sua vida. * Descubra e sublinhe o versículo-chave do capítulo.C. ou só “devocionais água com açúcar”. ou só “para poder defender a fé”. Pior. tal como Gálatas. Como dever de casa. Nunca leia e estude aleatoriamente (“onde a minha mão abrir”). não deixe de estudar regularmente. uma folha por capítulo. Pior ainda. Dê ao capítulo um título. * Faça um esboço do capítulo. Use o seguinte plano com cada capítulo: * Descubra a idéia principal do capítulo. etc. 12-GEOGRAFIA DE ISRAEL 68 . mais equilibrado método. Escreva suas respostas numa folha à parte. usando o plano dado acima. o mais intensamente que puder (seqüencialmente. * Faça uma lista do que o capítulo ensina sobre CRISTO. Só use estes 3 métodos. D. ou só assuntos sensacionalistas. a cada dia. Estude capítulos e livros da Bíblia. leia o livro de Filipenses e prepare um estudo. Comece escolhendo um livro curto. não deixe de estudar com todo coração. usando suas próprias palavras. capítulo por capítulo e verso por verso. da maneira que achar que ele se desenvolve em torno da idéia principal. é o método que deve ser preferido a maior parte do tempo). Este é o melhor.

A distância entre montanhas e planícies. na metade sul do país. Mais para o sul. dentro das fronteiras e linhas de cessar-fogo. 69 . próximo a Eilat e ao Mar Vermelho. incorporaram-se à paisagem natural. lavradas por agricultores em tempos imemoriais. concentrada em sua região setentrional. é habitado apenas por 8% da população. Prosseguindo para o sul. a Eilat. No nordeste encontra-se o Planalto do Golan. inclusive os territórios sob o autogoverno palestino. atingem altitudes entre 500 e 1. Pequenos córregos perenes e um índice pluviométrico relativamente elevado mantêm a cor verde da região durante todo o ano. que corre de norte a sul através desta fenda. ao passo que o sul é semi-árido. As encostas aterraçadas. cujas camadas de arenito resplandecem à luz do sol. entre as montanhas da Galiléia e da Samaria. O Vale do Jezreel. a leste.200 m acima do nível do mar. indústria leve e turismo são as principais atividades econômicas da região. A planície costeira paralela ao Mediterrâneo. extensões de praia arenosa são às vezes pontuadas por calcário entalhado e rochedos de arenito. a Jordânia a leste. a maior parte da indústria do país e grande parte de sua agricultura e instalações turísticas. no extremo norte. agudas elevações de granito cinza e vermelho são cortadas por gargantas secas e rochedos íngremes. Com sua forma longa e estreita. pesca. que acompanham o comprimento do país na fronteira oriental. a Síria a nordeste. pontilhados de pomares de velhas oliveiras verde-prata. Sua área setentrional é extremamente fértil. desce mais de 700 m no seu curso de 300 km. Alimentado por regatos que descem do Monte Hermon.A área de Israel. com suas rochas de basalto. Limita-se com o Líbano ao norte.5 milhões de habitantes de Israel e nela se situam os principais centros urbanos. O Rio Jordão. atividades turísticas e indústria leve. a maior das quais com 8 km de largura e 35 km de comprimento. flanqueada por terrenos férteis que avançam até 40 km em direção ao interior do país. Aspectos Geográficos Israel pode ser dividido em quatro regiões geográficas: três faixas paralelas que correm de norte a sul e uma vasta zona. que constitui cerca da metade da superfície de Israel. trabalham sobretudo em agricultura. caracterizada por pequenas colinas e planícies de arenito. As colinas arredondadas da Samaria e Judéia apresentam um mosaico de cumes rochosos e vales férteis. pode ser coberta em poucos minutos. leva umas seis horas. Agricultura. As montanhas da Galiléia. o ponto mais meridional. campos férteis e desertos. em sua maioria compostas de rocha calcárea branda e dolomita. cortadas por várias gargantas e wadis. Várias cadeias de montanhas acompanham o comprimento do país. Os habitantes da Galiléia e do Golan. apresentando rica variedade de cores e tipos de rochas. o Egito a sudoeste e o Mar Mediterrâneo a oeste. cortam profundamente a crosta terrestre. o país tem cerca de 470 km de comprimento e mede 135 km em seu ponto mais largo. nos quais as chuvas hibernais causam freqüentemente súbitas torrentes. é de 27. A largura do país. é a região agrícola mais rica de Israel. a paisagem dá lugar a uma área de cumes rochosos desnudos.800 km2. crateras. Na planície costeira vive mais da metade dos 5. é formada por uma faixa arenosa junto ao mar. pode ser cruzada de carro em cerca de 90 minutos. Na ponta sul do Neguev. ele atravessa o fértil vale do Hula até o Lago Kineret (Mar da Galiléia). A população se concentra principalmente em pequenos centros urbanos e grandes aldeias. o Neguev se torna uma zona árida. O Neguev. Três crateras erosivas. portos para navios de grande calado. que se ergue como uma parede íngreme a contemplar o Vale do Hula. cultivado por muitas comunidades cooperativas (kibutzim e moshavim). O Vale do Jordão e o Aravá. cerca de 17% da população de Israel. e a viagem desde Metula. quase toda árida. elevados platôs de clima seco e altas montanhas. testemunhas de erupções vulcânicas no passado distante. A economia se baseia sobretudo em agricultura e indústria. entre o Mar Mediterrâneo a oeste e o Mar Morto. No norte. que dividiu a crosta terrestre há milhões de anos. são parte da Fenda Sírio-Africana.

Há duas estações distintas predominantes: o inverno chuvoso. tendo 8 km de largura e 21 km de comprimento. a dias de temperatura extremamente alta. situa-se ao sul do Vale do Jordão. estreito e pouco profundo. Em conseqüência. As chuvas são relativamente abundantes no norte e centro do país. bem mais raras no norte do Neguev e quase inexistentes no extremo sul. empresas de pesca e pontos de atração turística. Clima O clima de Israel varia do temperado ao tropical. O Mar Morto o ponto mais baixo da Terra. e condições de clima semi-desértico o ano todo no Neguev. graças ao uso de sofisticadas técnicas agrícolas. a savana de Israel. É o maior lago de Israel e seu principal reservatório de água potável. Ao longo da costa do Kineret há locais de importância histórica e religiosa. situa-se a 212 m abaixo do nível do mar. são ricas em potássio. Embora se avolume durante a estação chuvosa no inverno. verões quentes e secos e invernos agradáveis no Vale do Jordão. que sopram periodicamente no outono e primavera. Suas águas. e um verão seco nos seis outros meses. sobretudo para exportação. cerca de 400 m abaixo do nível do mar. que poderá devolver ao Mar Morto suas dimensões e nível naturais. aninhado entre as montanhas da Galiléia e o Planalto do Golan. magnésio e bromo. com verões úmidos e invernos amenos na região costeira. que têm o mais alto grau de salinidade e densidade do mundo.aí são cultivadas frutas e verduras fora da estação. seus recifes de coral e a exótica fauna marítima. verões secos e invernos moderadamente frios nas montanhas. assim como em sal de cozinha e sais industriais.6 m desde 1960. O ritmo natural de recuo do Mar Morto acelerou-se nos últimos anos. de modo geral. por causa de ventos secos e quentes. O Aravá.il/MFAPR/ Web Site oficial do Governo de Israel 13-ARQUEOLOGIA BÍBLICA A Natureza e o Propósito da Arqueologia Bíblica. e a vários projetos de desvio em alta-escala realizados por Israel e pela Jordânia.gov. no inverno. FONTE: //www. o nível do Mar Morto baixou em cerca de 10.mfa. está sendo considerado. para atender às suas necessidades de água. inicia-se ao sul do Mar Morto e se estende até o Golfo de Eilat.6 m por ano). Um projeto de ligação do Mar Morto com o Mar Mediterrâneo através de um canal e sistema de tubulação. de novembro a maio. Apesar de suas condições climáticas . A situação do clima varia desde a neve ocasional nas regiões elevadas. 70 . com muito sol. o rio é.continuando a serpentear através do vale do Jordão até desembocar no Mar Morto. O Lago Kineret. devido a uma taxa muito alta de evaporação (1.um índice pluviométrico médio de menos de 25 mm e temperaturas que chegam a 40 no verão . o que causou a redução de 75% da descarga de água. As condições regionais são bastante variadas. assim como colônias agrícolas. O Golfo sub-tropical de Eilat é famoso por suas águas azuis profundas.

tais como a química. todavia. onde houvesse boa quantidade de água e próximo a rotas comerciais importantes. em declarações sobre as confirmações da arqueologia. Não se deve ser dogmático. No entanto. tempos egípcios e o Partenon em Atenas) jamais foram “perdidos”. os habitantes poderiam concluir que os deuses haviam lançado sobre o local uma maldição. todavia. ficando assim temerosos de voltar. Há ainda o problema de interpretar o relacionamento entre os textos recuperados em Ras Shamra (uma localidade na Síria) e o Código Mosaico. Tem confirmado também a exatidão de muitas passagens das Escrituras. pois ela também cria vários problemas para o estudante da Bíblia. archaios e logos. Por exemplo: relatos recuperados na Babilônia e na Suméria descrevendo a criação e o dilúvio de modo notavelmente semelhante ao relato bíblico deixaram perplexos os eruditos bíblicos. Ela revela como era a vida nos tempos bíblicos. Funções da Arqueologia Bíblica A arqueologia auxilia-nos a compreender a Bíblia. As cidades eram geralmente construídas em lugares de fácil defesa. o que passagens obscuras da Bíblia realmente significam. Pode-se. confiantemente crer que respostas a tais problemas virão com o tempo. também devem ser brevemente observadas. Tais lugares eram extremamente raros no Oriente Médio antigo. Nesta última circunstância. A Arqueoloia também ajuda a confirmar a exatidão de textos bíblicos e o conteúdo das Escrituras. Assim. afirmações sobre numerosos reis e toda a narrativa dos patriarcas. Tem auxiliado a estabelecer a exatidão dos originais gregos e hebraicos e a demonstrar que o texto bíblico foi transmitido com um alto grau de exatidão. e os fatos descobertos são avaliados e classificados num conjunto organizado de informações. Fome ou pestes podiam despovoar completamente uma cidade ou território. todavia. A arqueologia é basicamente uma ciência. Uma cidade podia ser amplamente destruída por um terremoto ou por uma invasão. mas talvez algum conhecimento de sua forma e/ou propósito originais. Algumas explicações naturais. A arqueologia bíblica pode ser definida como um exame de artefatos antigos outrora perdidos e hoje recuperados e que se relacionam ao estudo das Escrituras e à caracterização da vida nos tempos bíblicos. bem como o significado de inscrições neles encontradas. ou novos moradores chegavam à 71 . a tendência era reconstruir na mesma localidade. O conhecimento neste campo se obtém pela observação e estudo sistemáticos.A palavra arqueologia vem de duas palavras gregas. a antropologia e a zoologia. ao estudo de materiais escavados pertencentes a eras anteriores. Os locais de cidades abandonadas reduziam-se rapidamente a ruínas. alguns objetos de investigação arqueológica (tais como obeliscos. por exemplo. e como as narrativas históricas e os contextos bíblicos devem ser entendidos. A Bíblia está repleta de tais indicações. Até o presente não houve um caso sequer em que a arqueologia tenha demonstrado definitiva e conclusivamente que a Bíblia estivesse errada! Por Que Antigas Cidades e Civilizações Desapareceram Sabemos que muitas civilizações e cidades antigas desapareceram como resultado do julgamento de Deus. se alguma catástrofe produzisse a destruição de uma cidade. tenha se perdido. Ela tem mostrado a falsidade de algumas teorias de interpretação da Bíblia. A arqueologia é também uma ciência composta. como. E quando os antigos habitantes voltavam. Naturalmente. o termo se aplica. que significam literalmente “um estudo das coisas antigas”. pois busca auxílio em muitas outras ciências. hoje.

chega hoje a 77 papiros. Embora no passado a maior parte do trabalho arqueológico estivesse voltada para a história bíblica. visando saber o que for possível através de pedaços de cerâmica ou outros artefatos nela encontrados. grego. Nem uma doutrina foi pervertida. A Arqueologia e o Texto da Bíblia Embora a maioria das pessoas pense em grandes monumentos e peças de museu e em grandes feitos de reis antigos quando se faz menção da arqueologia bíblica. no Egito (1896-1906). Esses fragmentos ajudam a confirmar o texto feral encontrado nos manuscritos maiores. datados do segundo século da era cristão em diante.000 manuscritos do N. uma mapa do contorno do talude e escolhe-se o setor (ou setores) a ser (em) escavado (s) durante uma sessão de escavações.T. Uma coisa é provar que o texto do N. escritos numa espécie de papel grosseiro feito com as fibras de juncos do Egito. vias comerciais eram redirecionadas ou os ventos da política sopravam noutra direção . ou descobrir algo da história daquele local. Ele pode estar procurando uma cidade que se sabe ter existido mas ainda não foi positivamente identificada. Formavase. B. não evoluíram até sua forma presente ao longo dos primeiros séculos da era cristã. Talvez procure resolver dúvidas relacionadas à proposta identificação de um sítio arqueológico. A Escavação de um Sítio Arqueológico O arqueólogo bíblico pode ser dedicar à escavação de um sítio arqueológico por várias razões. foi notavelmente bem preservado em sua transmissão desde o terceiro século até agora. ele estará pronto para começar a operação. o suprimento de água se esgotava. Possivelmente estará procurando informações concernentes a personagens ou fatos da história bíblica que ajudarão a esclarecer a narrativa bíblica. sem seguida. verificar se certa configuração de solo denota a presença dos resto de alguma edificação. coisa bem diferente é demonstrar que os evangelhos. O número de fragmentos de manuscritos que contêm porções do N. em grego possui uma dúvida quanto à sua genuinidade. Às vezes.região. ele provavelmente procurará descobrir as camadas de ocupações relevantes à narrativa bíblica. Uma vez que o escavador tenha escolhido o local de sua busca. datados do 72 . incluíam uma grande variedade de tópicos apresentados em várias línguas. rios mudavam de curso. financiamento. foi notavelmente preservado a partir do segundo e terceiro séculos. pequenos morros ou taludes. tem demonstrado que o N.T.T. Se o talude que ele for estudar reconhecidamente cobrir uma localidade bíblica. e tenha feito os acordos necessários (incluindo permissões governamentais. Os papiros. por exemplo. e descobriram grandes quantidades de papiros. Esses setores são geralmente divididos em subsetores de um metro quadrado para facilitar a rotulação das descobertas. hoje ela se volta crescentemente para o texto da Bíblia.T. chamados de tell. Faz-se. Hunt realizaram escavações no distrito de Fayun. dando início à ciência da papirologia. ou que Cristo não foi gradativamente divinizado pela lenda cristã. S. equipamento e pessoal).T. cresce o conhecimento de que inscrições e manuscritos também têm uma importante contribuição ao estudo da Bíblia. Na virada do século XX uma nova ciência surgiu e ajudou a provar que nem os Evangelhos e nem a visão cristã de Cristo sofreram evoluções até chegarem à sua forma atual. com muitas camadas superpostas de habitação. Uma exploração cuidadosa da superfície é normalmente realizada em primeiro lugar.o que resultava no permanente abandono de um local. feitos de pergaminho. O estudo intensivo de mais de 3. assim. P. Grenfell e A. o hábito normal era simplesmente aplainar as ruínas e construir uma nova cidade. Westcott e Hort concluíram que apenas uma palavra em cada mil do N.

cerva de cem manuscritos (em sua maioria parciais) contêm porções das Escrituras.T. Todavia. era.quarto século em diante. Menos de 50 palavras em todo o N.T. foram produzidos durante o primeiro século. Dezenas de milhares de fragmentos de couro e alguns de papiro forma ali recuperado. a língua do povo dos primeiros séculos da era cristã. Isaías e Salmos. Embora a maior parte do material seja extrabíblico. Assim. a contribuição dessa massa de papiros de todo tipo não pára aí.T. exceto Éster. Então. Vos. um fragmento do Evangelho de João encontrado no Egito pode ser paleograficamente datado de aproximadamente 125 AD! Descontado um certo tempo para o livro entrar em circulação. O impacto da papirologia sobre os estudos bíblicos foi fenomenal. Por fim. Além disso. por exemplo. A Septuaginta. Além disso. não pelos do período clássico da língua grega. não era um tipo de linguagem inventada pelos seus autores. de modo geral. Desde então um total de 11 cavernas da região têm cedido ao mundo os seus tesouros de rolos e fragmentos. comparável ao de que já dispunham há muito tempo os estudiosos do N. demonstrando. Eles oferecem abundante material crítico para pesquisa no A. estão representados nas descobertas. foram cunhadas pelo apóstolos. foram escrito bem próximo dos eventos que registram e não houve tempo de ocorrer qualquer desenvolvimento evolutivo. ajudando assim a forma uma ponte mais confiável entre os manuscritos mais recentes e os originais. Eles demonstram que o grego do N. ajudaram a confirma a exatidão do texto do A. Até recentemente. fragmentos dos livros mais freqüentemente citados no N. no primeiro século da era cristã.T.T. no outono de 1948.é exatamente isso que a tradição cristã conservadora tem atribuído a ele. e lançaram nova luz sobre outras que já eram bem entendidas. (depois de muito debate. e não grego.. O significado dos Manuscritos do Mar Morto é tremendo. Na verdade. e o A. com base no argumento da gramática histórica.T. os rolos de Qumran nos ofereceram novo material para auxiliar na determinação do sentido de certas palavras hebraicas. E ainda. como era freqüentemente postulado pelos estudiosos. que o Evangelho de João foi escrito dentro de um contexto essencialmente judaico. todos os livros do A..T. Eles fizeram recuar em mais de mil anos a história do texto do A.T. os papiros gregos não-bíblicos ajudaram a esclarecer o significado de palavras bíblicas cujas compreensão ainda era duvidosa. Os rolos de livros bíblicos que ficaram melhor preservados e têm maior extensão são dois de Isaías.T. é possível estabelecer o desenvolvimento da gramática nesse período. Esses livros são Deuteronômio. também são mais comuns em Qumran (o local das descobertas). grego era de boa qualidade. Se os livros do N. Adaptado do Artigo “Archeology” de Howard F. é bem mais exata do que comumente se pensa. um de Salmos e um de Levítico. o manuscrito hebraico do A.T.T. Como se poderia esperar. completo era cerca de um século mais recente. comprovaram os Manuscritos do Mar Morto. Além do mais. publicado no Wycliffe Bible Commentar 14-SEITAS E HERESIAS 73 .. Muitos desses papiros datam dos primeiros três séculos da era cristã.T.T. Ninguém duvida que os outros três Evangelhos são um pouco anteriores ao de João. como se pensava antes. se julgada pelos padrões gramaticais do primeiro século. Ao contrário. datar a composição dos livros do N. os Manuscritos do Mar Morto oferecem um referencial mais adequado para o N. de tamanho considerável mais antigo era datado aproximadamente do ano 900 da era cristã. e. a data dos manuscritos de Qumran foi estabelecida como os primeiros séculos AC e AD). os mundos religioso e acadêmico foram sacudidos com o anúncio de que um antigo manuscrito de Isaías fora encontrado numa caverna próxima à extremidade noroeste do mar Morto. Até aqui. os papiros demonstraram que a gramática do N. deve-se atribuir ao quarto Evangelho uma data próxima do fim do primeiro século .T.

em primeiro lugar. consideram inspirados os escritos dos seus fundadores e os colocam no mesmo nível da Bíblia. Geralmente ensinam o homem a desenvolver sua própria salvação. Essa palavra é empregada no Novo Testamento com dois sentidos principais: (1) seita. mas analisar principalmente algumas heresias e seitas que surgiram no meio da Igreja. englobando todas as formas de umbanda). no entanto. 1 Co 11:19. 28:22).Conceito: Uma seita é qualquer grupo que se afasta do ensino da Palavra de Deus para divulgar suas próprias idéias religiosas. Para isso. No primeiro. um herege é um cristão professo que está errado com relação a alguma verdade particular. e por esse ângulo tanto um partido político como uma torcida organizada de futebol poderiam ser classificados como "seita". está também por detrás de todas as seitas e heresias que surgiram no meio da Igreja no decorrer da história. as seitas aparecem invariavelmente como falsificações da fé cristã. e (2) opinião contrária à doutrina prevalecente. Em nosso estudo. e sim contrafações do cristianismo. * Dizem serem os únicos certos. Nosso interesse aqui não é formar um painel acerca das religiões que atuam ou atuaram no mundo. ao passo que o ponto essencial quanto às seitas é que elas absolutamente não são cristãs. de cujo ponto de vista é considerada heresia (veja 2 Pe 2:1).No segundo. Podemos dizer que as 74 . é traduzido como "facções". no sentido de facção ou partido. A diferença entre o paganismo e o cristianismo é fácil de ser detectada. o termo haireseis procura definir a atividade facciosa ou partidária. "Em seu sentido mais genérico. "HERESIAS E SEITAS" O mesmo espírito religioso que está por detrás de cultos como o islamismo. 15:5. precisamos compreender primeiramente a diferença entre "heresia" e "seita". verificarmos qual a diferença entre "seita" e "heresia". seita é "devoção a uma pessoa ou coisa particular. estamos interessados em estudá-las de uma perspectiva cristã e. Gl 5:20 Nestes dois textos. o diabo é especialista em variar suas armas no ataque contra a Igreja. Tem outras fontes doutrinárias além da Bíblia e crêem apenas em partes da Bíblia. mas o mesmo não acontece entre o cristianismo verdadeiro e alguns movimentos heréticos. Normalmente as seitas possuem outros deuses ou profetas e acabam colocando Cristo em segundo plano. o espiritismo e outras manifestações religiosas. Na verdade. o animismo (adoração de espíritos. "Por definição. HERESIA A palavra "heresia" vem do termo grego "hairesis". Esta definição está na raiz de termos como "sectarismo". o sentido negativo do termo "partidos" é esclarecido pelo contexto: os aprovados são aqueles que não tomam parte nos "partidos". SEITA Podemos compreender melhor o que são seitas se. Algumas Características Comum nas Seitas : Jesus não é o centro das atenções. um corpo de partidários de determinadas doutrinas (veja At 5:17. 24:5. 26:5. nesse prisma. dedicada por uma corporação de adeptos".

C. água.C. V a. se casou com uma viúva rica de mais ou menos 20 anos mais velha. Confúcio tentou anos chegar ao poder. Pouco se sabe sobre ele. veio com o nome de Li Erh (Lao-Tse significa "velho filósofo") por volta de 604 a. e. Um monge o leva à Terra Santa onde morreu na ilha de Chipre.Mescla de Ritos Populares iniciados na Índia entre 2000 e 1500 a. Com os conhecimentos das peregrinações..C. um órfão que nasceu por volta de 570 d. CONFUCIONISMO K'Ong Fu-Tse (Confúcio) Nasceu em Lu. que é a "Bíblia"dos taoístas. V a. considerados popularmente como os responsáveis pela vida terrena. MAÇONARIA .C.seitas. Nem toda heresia culmina na formação de uma seita. preserva boa parte do Livro de Gênesis da Bíblia Cristã.C. Seus contribuintes foram anglicanos. Christan foi para Arábia e Egito e após para Europa.. porque quis!. TAOÍSMO Lao-Tse Nasceu na China. Consta a História que ele encontrou seu contemporâneo Confúcio e o repreendeu por sua vaidade e ambição. huguenotes. e encontrou também um unicórnio.Mescla de ritos populares e de denominações distintas iniciado na Inglaterra por volta de 1717 d. onde a vegetação se abriu e ela encontrou os 05 elementos. segundo a tradição chinesa. na verdade. Inspirou o Corão (ou Alcorão). a saber: madeira. terra. O livro conta que ele foi enviado a um mosteiro. filho de Abraão com a criada Agar. o Rei Suddhodana da Índia. judaísmo. são o produto final das heresias. ISLAMISMO Abulgasin Mohammad (Maomé) Fundado por Maomé na antiga Arábia Saudita. na província de Honan. fogo. queria evitar que o filho tivesse contato com o sofrimento do Mundo. e que seu pai. Este por sua vez. em sua maior parte. por volta do séc. mas lhe atribuem o livro "A REFORMA GERAL DO MUNDO" publicado em 1614 d. RASACRUCIONISMO Desconhecido Um desconhecido que percorreu a Europa em 1597 d. o isolando no Castelo. budismo. 75 . reuniu a ordem e morreu aos 150.Mescla de Ritos Populares iniciados no Japão. HINDUÍSMO . Era sempre ouvido mas nunca conseguia.. considerado a "Bíblia" dos maometanos. século VI a. O mistério é a base da crença. mas toda seita possui em seu sistema elementos heréticos. fundou o "Budismo"por volta do séc. PRINCIPAIS SEITAS E RELIGIÕES BUDISMO Sidarta Gautama O Príncipe Gautama. é uma mescla de zoroastrismo. Lao-Tse criou o Tao Teh-King. Diz a tradição que seu nascimento ocorreu por volta de 560 a. confucionismo e até porções do Novo Testamento. que tem como personagem principal Christian Resenkreutz.C. pedreiros livres e pessoas insatisfeitas. ou seja. o resultado da fermentação herética na massa da igreja. Os maometanos são descendentes de Ismael.C. com o intuito de criar uma sociedade às pesquisas de Alquimia. "Tao" significa "caminho". Disse ter obtido a Graça Celeste pois sua mãe quando gestante peregrinou à montanha Ni-Kieou..C. metal.C. até que ele saiu. que mantém um sistema de auto-ajuda aos afiliados em troca de "outras" coisas.. e o mesmo foi concebido com 40 dentes dizendo "Sou Senhor do Mundo". XINTOÍSMO . na China. também conhecido como BUDA.C.

foi criado na Igreja Presbiteriana. tal religião foi instituída pelo seu filho Sir Abdul-Bahá em 1894 d. Diz a crença que Vodu (ou Zumbi) era um deus que dominava à noite e protegia seus adeptos.C. No Brasil. o 4º Mandamento destacava-se dos demais. que se tornou a nova prefetiza dos sabatistas. Remarcou para 22 de outubro de 1844. Passou o ano e nada aconteceu.C. Mudou-se para o Estado de Illinois onde adotou a poligamia. BAHAÍSMO Mirzá Husayn Alí Nuri Também conhecido como Baha Allah (Glória de DEUS). em Vermont/EUA. Nasceu em 1805 d. Morreu em 1869 arrependendo-se publicamente por ter escrito tal livro. formando Adventista do Sétimo Dia.. CRISTO voltaria. médico e professor francês. Faziam perguntas e estas eram respondidas mediante estalidos de dedos. adulterada. Nova decepção! Teve de fugir para sua fezenda. em Hydevislle. abandonou a "nova religião" e até pediu reconciliação aos Batistas. e a Sr. EUA. TESTEMIUNHAS DE JEOVÁ Charles Taze Russel Nascido em 1853 nos EUA.C. que as irmãs Margaret e Kate Fox afirmaram ver as mesas girando. Adotou o nome de Allan Kardec. Apesar de tudo. VODU . Influenciado por um livro fictício do Pastor Presbiteriano aposentado Salomão Spaulding que dizia que CRISTO após crucificação foi pregar onde é hoje os EUA e após afirmar que DEUS e CRISTO apareceram a ele dizendo para não ir a denominação nenhuma pois estavam todas corrompidas. sendo que na visão. arrumou licença para pregar. Afirmam ser a única Igreja certa e que CRISTO é apenas um dos Deuses!? Por isso. Muito semelhante a Macumba e em certas seções há o assassinato de um indivíduo . Racionalismo Cristão. tornou-se médium. Tais dissidentes eram liderados por Ali Muhammad que se denominava "A Porta" e muitos seguidores desta seita o consideravam uma espécie de "João Batista" para Baha Allah. ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA Guilherme Miller Nos EUA.ESPIRITISMO Hipolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec) Foi em 1848 [ano]. foi uma invenção islâmica de us dissidentes que queriam modificar pontos no Corão. O Sr. data que Esdras chegou a Jerusalém e encontrou o ano 1843 d..C.. o ano que segundo ele. Cultura Racional. etc. Russel conseguiu reunir um grupo de discípulos sem qualquer título e se auto-denominou Pastor. saindo logo depois. 76 .C. Rivail. daí o "Sétimo Dia". nascido em 1804 lançou a "Bíblia" dos espíritas "O Livro dos Espíritos" em 1857. Batista. pelo grande ADVENTO. até Hitler os perseguiu na 2ª Guerra pela Europa. MORMONISMO Joseph Smith Jr.. Miller tomou Daniel 08:13-14 e ensinou daí que as 2300 tardes e 2300 noites são 2300 anos. Organizou em Paris a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.Mescla de ritos africanos focado nas Antilhas que em 1803 d. Em 1872. era ignorante e pouco instruído. Somou com o ano 457 a. e ouvir pancadas na casa em que moravam. alegando ser este o seu nome na outra encarnação. ele e o irmão Hiram Smith foram mortos a tiros por uma multidão enfurecida em 1844.. que junto a "Um Livro de Mandamentos". Ordem Rosacruz. embora tenha muita vontade.C. Usam a Bíblia para atrair leigos mas possuem a sua própria "Bíblia". Na verdade. forma a base da doutrina mórmom. foram levados em massa aos EUA onde teve uma certa Organização. Hellen G White. seus seguidores continuaram. causando um cisma na seita (Smith teve 24 esposas e 44 filhos) e depois de vários problemas com a polícia. Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento. passou para Congregacional e depois ingressou na Adventista. também conhecida como Igreja de Jesus Cristo aos Santos dos Últimos Dias. Daí o título "Adventista". Miller alegou erro ao usar o calendário hebraico em vez do romano. um fazendeiro. disse ter uma visão onde contemplava a Arca no Céu na qual ela viu as Tábuas dos Dez Mandamentos. eis alguns de seus seguidores desfarçados: Legião da Boa Vontade. publicou "O Livro dos Mórmons" ( a "Bíblia" deles) em 1830 d.

CIÊNCIA CRISTÃ Mary Baker Eddy Nascida em 1821 nos EUA, quando jovem pertencia a Igreja Congregacional. Fundou a Igreja de Cristo Cientista (Eddyismo) que de ciência e de CRISTO não tem nada. Foi esta mulher influenciada por um relojoeiro que se dizia doutor, de nome Quimby, que era dado as práticas de ocultismo, psiquismo, espiritualismo. TEOSOFIA Helena Blavatsky Mescla de religiões pagãs do Oriente, a Sra. Helena, de origem russa e descendente alemã, nasceu em 1831 e aos 17 anos casou-se com o General Czarista Blavatsky. Abandonando-o 03 meses após, era uma mulher explosiva. Tornou-se médium espírita e em suas andanças pelo mundo, teve contato com diversas religiões místicas. Subdividem a humanidade em 03 raças e 05 sub-raças e dizem que CRISTO está na 5º sub-raça. PERFECT LIBERT (PL) Tokoharu Miki Uma imitação do Budismo. O Sr. Miki desde os 08 anos estava num monastério de Budismo no Japão. Aos 41 anos. Depois de diversas vezes tentando fundar a seita, conheceu mestre Kanada, que detinha 18 preceitos, somando a 03 de Miki formaram a base da religião, que se desfez em 1936 por desentendimentos internos. 02 anos após, Miki morre. Toruchira Miki, filho de Tokoharu, em 1946, pegando os 21 preceitos, resolveu ressucitar a seita. IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL Mokiti Okada Okada nasceu no Japão e hoje é chamado de Meishu-Sama (Senhor da Luz). Embora os messiânicos existirem a mais tempo, somente em 1947a IMM foi reconhecida e oficializada pelo governo japonês. De Messias tal seita não tem nada! Não há qualquer referência do Senhor Jesus Cristo, nem do Espírito Santo, nem de nada vezes nada. Quando falam de DEUS, se referem a Meishu-Sama. SEICHO-NO-IE Masaharu Tanigushi Após ter escrito o livro "Crítica a DEUS", onde Judas é o herói, Tanigushi, que nasceu em Kobe, no Japão, escreveu Seicho-No-Ie (Lar do Progredir Infinito), que com seu 1º número publicado em 1930, deu início a seita, afirmando ser Movimento de Iluminação da Humanidade. Afirmam que os ensinamentos de CRISTO na Judéia, Buda na Índia e o xintoísmo no Japão são manifestações do deus absoluto Amenominakanushi. HARE KRISHNA Krishna Ramo do hinduísmo. No século I d.C., na Índia, o jovem Krishna, um condutor de carroças, declarase encarnação do deus Brahma, até então um deus impessoal. Daí por diante, vários gurus dizem ser reencarnações de Krishna. Afirmam ser Krishna a "Suprema Personalidade de DEUS". Atuam pelo mundo, principalmente junto aos jovens, induzindo-os a largar a família e a sociedade, ter seus nomes trocados por termos hindus e passar a morar em galpões junto a outros adeptos. MENINOS DE DEUS David Brandt Berg Fundada em 1970 por Berg, um evangelista da Aliança Cristã e Missionária nos EUA. Ele se dizia ter recebido de DEUS uma missão diferente e em 1968 iniciou entre hippies e viciados o seu trabalho. Sexo livre, ignorância bíblica, uma religião que "vale tudo". Seu slogan é "Todas as coisas são puras para os puros". MOON IGREJA DA UNIFICAÇÃO Sun Myung Moon Fundada na Coréia em 1954 por Moon, um milionário que nasceu na Coréia do Norte em 1920, de pais Presbiterianos. Tem a família como argumento e explicam: Adão e Eva falharam por causa do pecado; CRISTO e Maria Madalena por causa da morte de CRISTO antes do casar; agora está 77

sendo levantada por Moon e sua esposa. Com isso, passam "por cima" de CRISTO e todos os ensinamentos da Bíblia.

15-O CULTO BÍBLICO
INTRODUÇÃO Muitas vezes, as pessoas se perguntam por quê existem. Para quê fomos criados? A Bíblia nos mostra que existimos para o louvor e glória de Deus. Sendo este um fato espiritual, é natural concluirmos que o culto está vinculado à nossa natureza. Nascemos com um "instinto cultual". Tal afirmativa é endossada pelos historiadores, antropólogos e arqueólogos. Em todas as civilizações de todos os tempos, encontra-se presente o fenômeno chamado "culto". O culto é a expressão da fé. É o tributo de honra, louvor e serviço àquele que se venera. Quem é "aquele" ? Bem... nesse ponto as civilizações não se entendem. Os alvos do culto humano têm sido os mais diversos possíveis. Há quem adore o sol, a lua, as estrelas, os rios, os animais. Outros veneram o seu semelhante, vivo ou morto, ou imagens de sua própria criação. Mais longe vão os que espiritualizam o culto : adoram espíritos que são identificados por centenas ou milhares de nomes. Em muitos povos foi constatada também a adoração a um "ser supremo", criador de todas as coisas. Provavelmente, tais pessoas tiveram algum tipo de experiência espiritual genuína. Entretanto, é através do povo de Israel que o criador se apresentou à humanidade. Jesus disse : "Vós adorais o que não sabeis. Nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus". (João 4:22). Aleluia ! Aí está aquele que deve ser o alvo de culto de todo ser humano: o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Os judeus são o nosso ponto de referência religiosa na história. Portanto, convém que nos dediquemos a conhecer aspectos do seu culto que nos serão de grande utilidade no entendimento de nossas práticas atuais. Enquanto muitos se perdem em cultos vãos, adorando ao que não se deve, a Bíblia nos mostra que Deus está à procura de verdadeiros adoradores. Antes de buscar pregadores, intercessores, evangelistas, etc, o Senhor procura pessoas que se dediquem a cultuá-lo. O culto a Deus está fundamentado no conhecimento que se tem dele. À medida em que o conhecemos, o adoramos. O verdadeiro culto é um relacionamento purificador e transformador com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Que o Senhor nos ajude a encontrar as diretrizes do culto que o agrada. Esta questão é a principal. Normalmente, temos o hábito de fazer avaliações dos cultos em que participamos. Depois dizemos : "Não gostei do culto hoje", ou , "fiquei muito satisfeito com o culto". Falamos como se o culto fosse dirigido a nós. Deus nos livre de usurparmos a glória que lhe é devida. Que ele nos abençoe e que possamos ser encontrados como aqueles que adoram ao Pai em espírito e em verdade. A ESSÊNCIA DO CULTO BÍBLICO Haverá, em meio às múltiplas maneiras de cultuar, um sine qua non na adoração, um elemento que seja imprescindível? Cremos firmemente que há. Jesus reafirmou o que Moisés, no Antigo Testamento, deixou claro: o primeiro mandamento exige um amor a Deus, sem limites (Dt.6:4,5). Séculos depois que Deuteronômio foi escrito, um intérprete da lei levantou esta pergunta para Jesus: "Qual é o grande mandamento da lei?" Respondeu o Mestre: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento"(Mt. 22:36-37). No texto original de Deuteronômio, encontramos a palavra "força" em lugar de "entendimento". O texto de Marcos (12:30) transcreve ambos, "entendimento" e "força", na resposta de Jesus. O cristão, cuja mente e coração estão voltados para o Criador e Pai Eterno, percebe nestas palavras de Jesus um verdadeiro desafio, pois nelas estão a raiz, o tronco e o fruto da adoração. Sem o incentivo do amor por Deus, o culto não passa de palha, pura "casca", isento de qualquer valor. Pode até se tornar em culto a Satanás. Uma adoração que se realiza sem o objetivo de 78

expressar e aumentar nosso amor por aquele "de quem, e por meio de quem e para quem, são todas as coisas" (Rm.11:36), falha completamente. Deixa de ser culto a Deus, pois carece da essência, que é o amor. Ora, quando se trata de amor por pessoas amigas ou entes queridos da família, não encontramos dificuldades em atender o sentido de amar. Mas, como se há de amar a Deus, a quem "ninguém jamais viu"? (Jo.1:18) Como havemos de colocar o Senhor no centro de nossas ambições? Ou, como nutriremos a amizade que venhamos a oferecer a Deus, sendo nós pecadores, enquanto Ele é Espírito infinito e mora em luz inacessível? Como faremos de Deus o "Senhor absoluto" de nossa existência? Os cristãos, reunidos em adoração a Deus, devem ter este objetivo como prioritário. Culto verdadeiro requer amor de todo o coração Para o hebreu, o coração, no sentido metafórico, representava o centro da vida intelectual e espiritual. Associando-se de perto com a alma, o leitor original de Deuteronômio teria pensado em seus sentimentos, suas avaliações, sua vontade, todos emanando do coração. Esta realidade pessoal emite emoções tais como alegria, pesar, tranqüilidade e ansiedade. Igualmente alcança as áreas intelectuais tais como compreensão e conhecimento, e exerce o poder de raciocinar ou lembrar. Diríamos, enfim, que coração e alma representam o homem interior como um todo. Em seu coração o homem é responsável diante de Deus, em todos os seus atos e palavras. Somente um coração inclinado para Deus é capaz de adorá-lo, agradá-lo e amá-lo. Tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, o amor que há no coração é o alvo da busca de Deus. Ele se dirige ao coração porque ali está a sede do amor. Prof. Bruce Waltke, do Regent College, no Canadá, lembra-nos que antes de o Senhor mandar seu povo buscá-lo unicamente no lugar onde Ele estabeleceria seu nome (Dt.12), Deus, em seis capítulos antecedentes (Dt. 6-11), exorta os israelitas a darem-se a si mesmos inteiramente ao Senhor. "Circuncidai, pois, o vosso coração" (Dt. 10:16). Pois é no coração que o Todo-poderoso toca, ao fazer contato conosco, "... aquela parte do homem ... onde, em primeira instância, se decide a questão pró ou contra Deus" (Gutbrod). Por ser o coração essencialmente espiritual, mantendo o que resta da imagem de Deus no homem caído, é possível amar àquele que não tem corpo físico e nem existe ao alcance dos nossos cinco sentidos? Evidentemente, para amarmos a Deus, precisamos crer que Ele se revelou através de palavras por Ele inspiradas (II Tim. 3:16), e uma vez recebidas pelos profetas, homens por Ele escolhidos, estes fizeram seus devidos registros. Contudo, sua revelação não se limita à transmissão de conceitos comunicáveis por linguagem humana. Inclui atos que claramente evidenciam seu amor e paciência para com seres que têm negligenciado e ignorado as evidências do seu profundo interesse por eles. Inclui convicção criada por Deus no coração que ele decide abrir (At.16:14), para fazer brilhar a luz de sua personalidade (II Cor. 4:4,6). Resulta no reconhecimento do testemunho do Espírito Santo de Deus "com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Rm.8:16). Enquanto Deus revela a si mesmo no íntimo do coração pela Palavra lida e recebida, pelo reconhecimento de sua ação no mundo e pela comunicação pessoal do Espírito residente, nós devemos responder em adoração a ele que declara e aprofunda nosso amor. Uma moça presa numa casa em chamas foi resgatada por um jovem bombeiro que pôs sua própria vida em risco para retirá-la do incêndio. Ela sentiu profunda responsabilidade de agradecer-lhe o ato sacrificial. Poucos dias depois, a jovem, que foi resgatada, procurou o bombeiro para externar sua gratidão. Eles conversaram, passearam, e, finalmente, acabaram se casando. Ela, que devia a vida ao jovem bombeiro, passou a namorá-lo e, lentamente, um mero sentimento de gratidão transformou-se num amor profundo. Pagou uma dívida de vida com a oferta permanente do seu amor e mostrou sua alegria em conviver com aquele que arriscou sua vida para lhe resgatar. Assim Deus procura uma comunhão por meio da experiência verdadeira com cada pessoa que experimentou passar da morte para a vida (Jo.5:24), pelo sacrifício de Jesus Cristo. O novo adorador começa com um sentimento de obrigação de servir a Deus no culto; vai aprendendo a amá-lo e progride até que todo o seu coração se concentre na beleza da pessoa do Senhor: "Eis que Deus é a minha salvação; confiarei e não temerei, porque o Senhor Deus é a minha força e o meu 79

Concluímos que Deus nos quer como seus verdadeiros adoradores.. confiar no seu imediato e imerecido perdão (I Jo. "Se alguém me ama. O evangelho é deveras uma posição doutrinária. "cada indivíduo dá seu coração àquilo que considera de máxima importância. em contraste com a resposta philos (amor de amizade e afeição). "E nós o amamos porque ele nos amou primeiro" (I Jo. vós com alegria tirareis água das fontes da salvação" (Is. Certamente. descobrir um eco semelhante no seu coração. Agostinho afirmou. só devemos ficar satisfeitos se expressarmos o verdadeiro amor ou se nosso culto revelar toda a preciosidade do Senhor. nem nos orgulhar por declarações petrinas. Davi. seus filhos. não deixa de ser um estímulo forte de amor. todo o poder da minha vontade e toda a influência da minha vida. Assim. disse: "Ó Deus. guardará a minha palavra. o Nossa oração procurar assimilar seus pensamentos. Amor genuíno funde os desejos dos que buscam o Reino e a vontade única de Deus. reconhecemos que nunca alcançaremos um amor perfeito por Deus. determinei que Deus teria tudo do que houvesse em William Booth.4:19). O general William Booth. mas antes é um relacionamento do cristão com Deus. estaríamos prontos a responder-lhe: "Sim. mas desde o dia em que os pobres de Londres dominaram meu coração e ganhei uma visão daquilo que Jesus Cristo podia fazer. a beleza da sua pessoa e a perfeição do seus caráter. Desse modo se expressaram os que. É natural. com os olhos cheios de lágrimas. Seu mandamento singular requer que nós o amemos de todo o coração e alma. refletindo assim a harmonia do universo. como a Pedro. a minha alma tem sede de ti" (Sl. o A mensagem. ainda. foi indagado acerca do segredo do seu sucesso. Se há algum poder no Exército da Salvação. ele nos perguntasse: "Amas-me mais do que estes?" (Jo.12:2. convidar todo homem a atribuir glória ao Pai maravilhoso (Sl. 63:1). por nos amar profundamente ( I Jo. Serão veículos de transformação de inimigos em amigos que a ele buscarão agradar (Jo. na redenção e na regeneração. acertadamente. expressar petições de acordo com seus conhecidos desejos. suscitar pensamentos de gratidão e encorajamento. à altura do amor que ele tem por nós. mediante o culto celebrado em lugar sagrado e em hora 80 . o A música atrair o coração para a beleza de Deus revelada na criação.cântico.15:14. infundindo-a nos participantes. O CULTO NO VELHO TESTAMENTO A lei judaica determinava que os israelitas servissem a Deus na vida de cada dia. a adoração da igreja cumprirá seu objetivo se : o O louvor focalizar sua dignidade. hoje. é porque Deus tem recebido toda a adoração do meu coração. 14:23). respondeu: "Eu compartilharei o segredo. e meu Pai o amará. Porque na realidade. 46:10). Deve. mesmo sabendo que o vocábulo da pergunta de Jesus seja agapas ( amor sacrificial decidido). Enfim.15). 63:3). ou então . Amamos. Deus tem se apoderado de tudo que há em mim. para quem experimentou a "graça melhor do que a vida" (Sl. amavam a Deus. Há o risco de uma lealdade falha. Também. Participar em todo e qualquer culto requer primeiramente uma melhor aproximação dele em amor. e viremos para ele e faremos nele morada" (Jo..3).21:15). nas linhas bem conhecidas que deixou para a posteridade: "O homem mantém-se agitado até encontrar seu descanso em Deus". quando adoramos. mas não podemos confiar muito em nosso amor. eu te busco ansiosamente. por ele criado. tu és meu Deus forte. fundador do Exército da Salvação. Podem ter havido homens com maiores oportunidades. 4:8/16) . Senhor. tu sabes que te amo". e esta lealdade determina a direção e o conteúdo da sua vida". na Antiga aliança. observando os preceitos e as instruções.1:9). Hesitou um instante e. ouvido ou lida. Se. o A confissão do pecado que cometemos externar o reconhecimento da nossa indignidade e declarar nosso arrependimento pela rebelião contra a expressa vontade de Deus. no deserto de Judá.

Sob o antigo pacto. Ele foi tanto abençoado como santificado por Deus (Ex. Alude-se apenas a um santuário a ser fundado futuramente (Gn. ele ou a mãe recebiam as palavras orientadoras e promissoras de Deus. foi incluído nas "festas 81 . no ritmo das solenidades anuais . no alto de um monte. Apesar da cessação de toda obra. dia semanal de descanso e adoração é um exemplo fundamental do tempo consagrado a Deus. O quarto mandamento impõe rigidamente a sua observância. junto a fonte de água. Os sobreviventes recomeçam sua vida olhando para o Salvador a quem pertence a vida recém doada. a Bíblia simplesmente atribui a santidade do sétimo dia à lei de Deus. o nascimento de filhos. Não apenas uma instituição humana. nunca deveriam ser esquecidos. na BÍblia e em muitos idiomas.3). os sacerdotes continuavam o seu serviço (Lv. quando expressa em ritual. a circuncisão era executada. O CULTO E O TEMPO . Israel aceitou a observância do sábado como um sinal exigido de submissão nacional a Deus (Ex. O sacrifício é motivado por objetivo fortuito.19). igualmente. Deus fez provisão para períodos de tempo diários. Na inexistência de tempos sagrados festejavam-se certas ocasiões importantes.regulamentada.20:11). embora sendo apenas uma observância semanal. Em resumo.31:13).32). Ambos os motivos conservam seu valor até os tempos atuais. O pai funcionava como intermediário. marcando então a transição para outra forma de vida. os primeiros dias do mês e as cinco festas anuais do período pré-exílico foram divinamente determinados. experimentava pela primeira vez a sacralidade de um lugar a par com a palavra de Javé precedente da aparição de Deus. para o cumprimento da obrigação de culto em Israel. Ele foi fundamentado no descanso de Deus após a criação (Gn. como a mudança das pastagens (antecipações da páscoa). funcionando Moisés como medianeiro (Êx. não por instituição regulamentada. o grupo. Honrase ainda tanto o Deus benfeitor como o Deus redentor.1:1-2. em lugares improvisados. é denominada "serviço divino". O sábado. bem como a presença do sacerdote como intermediário. exige tempo.O SÁBADO E AS FESTAS A adoração. Tanto do lado de Deus como do homem opera-se um agir e um falar. nasce da situação concreta (Gn. debaixo de uma árvore frondosa. 29:39) eram considerados centrais na expressão da adoração a Deus em Israel. mas antes uma expressão institucional do relacionamento recíproco entre Deus e o homem. ao pé do monte sagrado. Esta segunda forma. o sábado. em ação de graças e para impetrar a bênção para o futuro. Embora alguém tenha se referido ao sábado como uma criação singular do gênio religioso hebraico e uma das contribuições hebraicas mais valiosas à civilização da humanidade. O lugar especial e o tempo certo separam o culto do dia a dia. Já o sacrifício de Noé teve como fundo a salvação de perigo mortal. Os sacrifícios descritos em Gênesis 1 a 11 representam dois tipos diferentes quanto à sua motivação. anuais e mesmo de gerações. imposição do nome à criança. porque eventos passados. Os patriarcas celebraram o seu culto no seio da família nômade. semanais. a par com as ações cultuais motivados por ocasiões peculiares. O CULTO PRÉ-MOSAICO O culto é patrimônio comum do gênero humano.28). e a oferta de Noé depois do dilúvio. O sacrifício diário. o pai administrava a bênção. Em Gênesis 1 a 11 encontramos por duas vezes uma ação litúrgica: os sacrifícios de Caim e Abel. bem como para proporcionar ao corpo físico o descanso necessário. Caim e Abel ofereceram as primícias da lavoura e do rebanho. esta festa semanal foi instituída para lembrar ao homem a sua responsabilidade de adorar a Deus em tempos e lugares determinados. O serviço divino assim concebido foi introduzido como fruto maduro da teofania sinaítica. transfuga do Egito e em caminho pelo deserto. Sendo uma parte integral do pacto. A prece. "Tempos designados" (Num. nos quais Deus agira.12:15.24:8). o descanso do sábado ou do sétimo dia. Conclui-se daí com direito ser o culto fenômeno essencialmente humano de acordo também com as pesquisas da História das Religiões.

23:1-3). ele era entes funcional. As festas agrícolas de Canaã receberam uma dose de historicidade em combinação com os eventos ocorridos entre Javé e o povo.16). Quer visitando um profeta. Deus proibiu Israel de erigir altares sacrificiais em qualquer lugar onde seu nome residisse (Dt. Assim. Jesus mostrou grande respeito pelo templo. O Santo dos Santos representa o monte Sinai. refletindo as mudanças periódicas das pastagens. criaria um templo de uma ordem distinta para o substituir. onde Deus se encontrou com Moisés. assim mesmo ele foi destinado à destruição. De acordo com o ritmo anual celebravam-se as bênçãos divinas da sementeira e da colheita. posteriormente. no mais solene rito anual de adoração (Lv. fora do lugar santo. em Israel e em muitas outras religiões. Por ocasião das festas anuais. A ressurreição do corpo de Jesus. o tabernáculo e . não devendo ser profanada. E foi esta re-interpretação que preservou as solenidades de sua total paganização. Na sua qualidade de festa pastoril. ou talvez já um pouco antes. Originariamente festas cananéias. embora recebendo novo conteúdo no tempo da saída do Egito (Êx. Jesus declarou que um templo "não feito por mãos" estava destinado a tomar o lugar da temível grandiosidade da arquitetura herodiana (Mc.23:14-19. com ligeiras modificações. a importância do templo em Jerusalém. Contudo. entre eles também a páscoa. porém. posto que também em Israel permanecessem ligadas à lavoura. Os vários elencos das festas. purificando-o para realçar sua santidade. então . isto é. Muitos outros textos poderiam ser citados para mostrar qual significado o dia deveria ter para os israelitas (Sal. A páscoa lembra ainda outra evolução significativa do culto divino em Israel.14:58). na sua qualidade de fonte de 82 .O TEMPLO Na adoração do antigo Israel. sua data passou a depender de calendário fixo e nem sempre simultâneo com o seu objetivo.fixas do Senhor" (Lv. "uma convocação santa". dando-lhe sua palavra e mostrando-lhe a sua glória. não se impunha a separação do ambiente considerado "profano". respeitável primeiramente no tabernáculo e depois no templo onde Deus "residia". Isaías desafiou os seus leitores a se desviarem dos seus próprios prazeres e "se deleitarem no Senhor" (58:13). crescendo. Vê-se daí que as festas não dependiam exclusivamente do santuário. apesar da identificação do templo com a "casa do Pai". um conceito compreensível aos discípulos depois da ressurreição apenas com a ajuda do Espírito Santo. aquele aposento santo. O caso mais eloqüente de um historicização é a festa da Páscoa que se transformou em memória das origens de Israel. O surgimento da sinagoga aumentou ainda mais a centralidade da adoração no sábado (Lc. quer participando da adoração no templo. Destruído o templo. O término do templo ocorreria na associação da sua morte com a invasão romana. a celebração desta festa voltou para a família. Durante e após o exílio. Somente a festa da Páscoa regride até a época do nomadismo. as famílias visitavam o templo. 34:18-26. a vindima. são os seguintes : Êx. por exemplo.12). o templo se tornaram extensões históricas daquele encontro. o sangue da expiação pelos pecados da nação era aspergido. todos os festejos foram transferidos para lá. O caráter sagrado do templo não era absoluto. os hebreus encarregados de tal serviço o consideravam coincidente com a santidade do sábado. ela foi celebrada na intimidade da família. ficavam o propiciatório e a arca que continha as tábuas da sua lei. os israelitas as assumiram depois da sua imigração para Canaã. como. A adoração é o protocolo pelo qual se pode entrar na presença divina. a proeminência do sábado aumentou. Tempos depois. aos tempos divinamente designados. o levantamento do tabernáculo significava localizar a glória de Deus no Lugar Santo. o modelo de adoração para o povo eleito. Deus escolheu locais especiais para se revelar no decorrer da história vétero-testamentária.12:5) Nos recessos inacessíveis do Santo dos Santos. Outra faceta da evolução era a coincidência direta com o objetivo agrícola. consagrações e entrega de dízimos agradável a Deus. Especialmente após o êxodo e a instituição da lei.92). O templo era o único local de sacrifícios. o espaço sagrado era comparável em importância. Ali.4:16). LUGAR SAGRADO .

.A oferta de manjares era literalmente chamada uma "dádiva". A "porção memorial". uma verdade básica a ser lembrada.A oferta queimada. o propósito principal do culto não era chamar os fiéis à penitência. podia ser oferecido. igualmente. retribuindo o país estas bênçãos em forma de ofertas para o culto do templo. Com efeito.7). 3 . Ela produzia um "sabor de satisfação" de modo que do altar.. retornando às suas casas repletos do que lá haviam recebido. Uma vez por ano o sangue expiatório tinha de ser levado para dentro do véu. Logo. mas o culto sacerdotal é designado como resposta ao seu ato e como testemunho da purificação do pecador. Nas procissões e nas peregrinações. a igreja cristã costumava se reunir no primeiro dia da semana para "partir o pão". para garantir que um número de amigos fosse incluído. Desde o princípio. quando estudamos o modo como a igreja antiga adorava. Não era permitido que a festa resultante durasse mais que um dia. Como "Moisés. juntamente com a ameaça do juízo definitivo e voltaria somente para residir num templo restaurado e com os ministérios purificados. estas eram exigidas quando um pecador quebrava a lei de Deus e tinha o seu relacionamento interrompido com o Criador.43:25). os pecadores gozavam da bênção de pecados cobertos (Sal. conseqüentemente. Ela expressava a plenitude e o bem-estar denotados pela paz de Deus. contudo.. duas vezes por dia. Há. ela exigia "o sal da aliança do teu Deus" (2:13).106:23). compartilhada com sacerdotes e amigos. revelava-se a consciência da santidade funcional da casa de Deus. um macho sem mácula. "simbolizar a resposta do homem à promessa de Deus. Apenas o melhor animal.A oferta pacífica (Lv. O CULTO CRISTÃO NA IGREJA PRIMITIVA O que sabemos do culto cristão nos dá uma idéia do modo como aqueles cristãos do primeiro século percebiam e experimentavam sua fé.11-14). 4 .8-13). nós nos apercebemos do impacto que sua fé deve ter tido para as massas depojadas que constituíam a maioria dos fiéis. Oferecida junto com a oferta queimada e a oferta pacífica.. A santidade do templo teve a sua concretização quando os habitantes do país a ele se dirigiram. Seguindo as ordens divinas.32:1) ou apagados (Is. Seguindo um ritual preparatório idêntico àquele de quem apresentou a oferta queimada. no tribunal da casa de Deus. tinha como objetivo trazer a aliança à lembrança de Deus. "Deus não é influenciado por meio de sacrifício sacerdotal. significando literalmente "aquilo que ascende" (Lv. eles precisavam de sangue para ser aspergido diante do véu e aplicado aos dois altares.1:6. O simbolismo sugeria que Deus era o convidado de honra. o caráter sacral é diferente: a glória de Javé abandonara a sua habitação no meio do povo. assim o sacerdote e o pecador sob a égide do Antigo Pacto se uniam para oferecerem a Deus uma vítima sacrificial em propiciação.As ofertas pelo pecado e pela culpa (Lv. o que sugere a máxima devoção. A razão pela qual o culto tinha lugar no primeiro dia da semana era que nesse dia se comemorava a ressurreição do Senhor. 83 . Distintas das três festas anteriores que eram voluntárias. de modo que possa ter comunhão com seu Criador. se interpôs. Já no templo concebido por Ezequiel. O SACRIFÍCIO Considerando que o homem é pecador. Quatro tipos distintos de sacrifício eram prescritos: 1 . A imposição de mãos retratava a identificação completa.3:7. ele precisa de um sacrifício propiciatório para remover qualquer ofensa que o separe de Deus. um fogo perpétuo e o sacrifício pudessem. Nem a congregação nem o Sumo sacerdote estavam sem pecado. o ofertante comia o sacrifício com alegria diante do Senhor. queimada com incenso ao Senhor. Os objetivos desse sacrifício eram a restauração da comunhão e o acesso à presença de Deus.bênçãos para o país. É realmente o próprio Deus quem realiza o ato de perdão e expiação. Este vaivém das casas para o templo e do templo para as casas perfaz um elemento essencial do culto e da sacralidade. 2 . impedindo que sua cólera os destruísse" (Sal.4:1-6.

o culto de comunhão constava de duas partes. começou a se celebrar a comunhão sem o refeição em comum. a comunhão era celebrada em meio de uma refeição. e depois da comida em comum. na qual se recordavam os atos salvíficos de Deus e se invocava a ação do Espírito Santo sobre o pão e o vinho. sempre e quando estivessem batizados. Naturalmente. Esta era a função das catacumbas. certo preparo para compreender o alcance do Evangelho. dando a entender que estas eram lugares secretos em que os cristãos se reuniam para celebrar seus cultos escondidos das autoridades. a que já nos aludimos anteriormente. as leituras bíblicas. a comunhão tem sido o centro do culto cristão. A segunda parte do culto começava geralmente com o ósculo da paz. OS BATISMOS Segundo já foi dito anteriormente. e singeleza de coração" (Atos 2:46) . às perseguições e às calúnias que circulavam acerca das "festas de amor" dos cristãos. e se despediam com a benção. Em alguns casos. a esses elementos comuns acrescentavam-se muitos outros em diversos lugares e circunstâncias. o presidente pronunciava uma oração sobre o pão e o vinho. e das diferenças entre eles.isto é. onde a maioria dos conversos vinha do judaísmo. Além dos indícios que nos oferece o Novo Testamento e que são de todos conhecidos . portanto. que parecem ter formado parte de todas as celebrações da comunhão. mas celebrar a ressurreição do Senhor e as promessas das quais essa ressurreição era a garantia. Mesmo que em algumas ocasiões os cristãos tenham utilizado algumas das catacumbas para se esconder dos seus perseguidores. Cada qual trazia o que podia. Mesmo que não possamos entrar em detalhes acerca de cada um destes documentos. Pelo menos a partir do século segundo. e possivelmente devido. Uma nova realidade havia amanhecido. Mas sempre se manteve o espírito de celebração dos primeiros anos. A partir de então e através de quase toda a história da igreja. os presentes comungavam. Isto é um exagero. e os cristãos reuniam-se para celebrá-la e fazerem-se participantes dela. No princípio. A primeira delas.nem fazê-los sentir o peso de seus pecados. Mas conforme a igreja foi incluindo mais gentios tornou-se cada vez mais necessário um período de preparo e de prova antes 84 . só quem havia sido batizado podia estar presente durante a comunhão. e não a dor ou a compunção. Logo alguém trazia o pão e o vinho para frente e os apresentava a quem presidia. Isto era possível na primitiva comunidade cristão. celebravam orações sobre o pão e o vinho. as homilias e as orações . e tinha. vemos que tão logo alguém se convertia era batizado. E somente em época relativamente recente que algumas igrejas estabeleceram a prática de se reunir para adorar aos domingos sem celebrar a comunhão. Outra característica comum do culto nesta época é que só podia participar dele quem tivesse sido batizado. é que a ceia do Senhor era uma celebração. podemos assinalar algumas das características comuns. Na realidade as catacumbas eram cemitérios e sua existência era conhecida pelas autoridades. Os que vinham de outras congregações podiam participar livremente. era permitido aos convertidos que ainda não tinham recebido o batismo assitir à primeira parte do culto . Na primeira liam-se e comentavam-se as Escrituras. Em seguida. No livro de Atos. Alguns autores dramatizaram a "igreja das catacumbas". em parte. Depois se partia o pão. O tom característico do culto era o gozo e a gratidão. Já em princípios do século segundo. faziam-se orações e cantavam-se hinos. sabemos acerca do modo em que os antigos cristãos celebravam a ceia do Senhor graças a uma série de documentos que perduraram até nossos dias. entretanto. pois não eram só os cristãos que tinham tais cemitérios subterrâneos.mas tinham que se retirar antes da celebração da ceia do Senhor propriamente dita. ~E por isso que o livro de Atos descreve aqueles cultos dizendo que " partindo o pão nas casas comiam juntos com alegria. A atenção naqueles cultos de comunhão não se centralizava tanto nos acontecimentos de Sexta-feira santa como nos do domingo de ressurreição. a razão pela qual se reuniam nelas era que ali estavam enterrados os heróis da fé. Outro dos costumes que aparece desde muito cedo era celebrar a ceia do Senhor nos lugares onde estavam sepultados os fiéis já falecidos.

Ele descobre.1:16). Este período recebe o nome de " catecumenato" . deve se aprimorar no ensino. Em geral. no domingo da ressurreição. no partir do pão e nas orações" (At. com Deus Pai . Quando os assistentes novatos no culto da igreja de Jerusalém ou Antioquia ouviam pela primeira vez : " vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados.25:9). mas seguro. e tratava de dar mostras em sua vida diária da firmeza de sua fé. Tudo isto poderia levar-nos a desvalorizar a prática nos cultos da igreja primitiva.) . os novos discípulos recebiam a orientação sobre a vida consagrada. Tinha de ser " segundo a tudo o que eu te mostrar para modelo de todos os seus móveis. Após o derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecoste. não permitia que ele desobedecesse conscientemente qualquer regrinha que regulamentava o ritual dos cultos (Dt. e queriam entender num sentido prático o que significaria levar o "jugo suave" do Senhor. Jesus convocou os seus discípulos a " discipularem todas as nações" (Mt. 85 . o que procura. Jesus ordenou aos apóstolos que ensinassem aos futuros discípulos da segunda geração a " guardar todas as coisas" que Ele ensinara a seus seguidores. Ele advertiu Moisés sobre a construção do Tabernáculo. que glorifica a Deus (I Pd. e eu vos aliviarei. O temor de Deus arraigado no coração do piedoso israelita .da ministração do batismo. Dentro do culto primitivo. porque um culto oferecido na ignorância evapora (Jo. cremos que é válido examinar as indicações sobre as formas de adoração nos escritos dos apóstolos. As práticas sob a tutela dos apóstolos fornecem-nos um fundamento geral.2). Após a leitura do Antigo Testamento. Durante este tempo. Foi Deus quem planejou a participação dos sacerdotes e levitas no culto que Ele mandou que oferecessem (Nm. Por fim. carece de substância e de verdade. total. estranhamos o fato de não descobrirmos no Novo Testamento regras explícitas para nos informar que tipo de culto Deus quer. o catecúmeno recebia instrução acerca da doutrina cristã. Numerosas pesquisas. era examinado . geralmente. mas ensinamentos junto com apelos aos discípulos para que acatassem as diretrizes do Senhor. 8:1 I Cr. ainda que logo e por diversas razões se começou a ser ministrado em outras ocasiões. sob a Antiga Aliança. Esses ensinos foram exemplos práticos em torno de uma nova compreensão do relacionamento com Deus. pouco tempo antes do seu batismo. A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS Adoração e doutrina apóiam-se mutuamente. celebração da ceia e oração. O primeiro passo foi o batismo que representava um compromisso público.às vezes em companhia de sues padrinhos . certamente sentiram o impulso do Espírito para renovarem sua confiança em Jesus.11:28). 28:19).e eram admitidos na classe dos que estavam prontos para serem batizados. Quando igrejas do século XX dão uma ênfase exagerada à transmissão da informação e não à sua expressão. Doutrina não significa apenas granjear informação. Mesmo assim. a igreja de Jerusalém " perseverava na doutrina dos apóstolos e na comunhão.2:42). o batismo era ministrado uma vez ao ano. 9:33 23:5 II Cr. Os detalhes que Deus comunicou ao chefe da nação foram dados para que o povo não se desviasse em nenhum ponto da vontade estipulada por Deus. etc. Em seguida.4:22 At. criam pouca convicção além daquela formada na cabeça do estudioso. Deus Filho e Deus Espírito. e no princípio do século terceiro durava uns três anos. elas promovem depressão espiritual. A PRÁTICA DA ADORAÇÃO Deus mandou que seu povo.17:23).6:1. e aprendei de mim porque sou manso e humilde de coração. Adoração. e achareis descanso para as vossas almas" (Mat. para manter o padrão apostólico. cumprisse ao pé da letra todas as suas instruções a respeito da adoração. assim mesmo o fareis" (Êx. 29:25. feitas com o intuito de descobrir as diretrizes que devem reger a forma de adoração realmente neo-testamentária. comunhão. Tomai sobre vós o meu jugo. Este verso nos traz um breve esboço dos componentes do culto primitivo. Não foi uma aula bíblica acadêmica que os apóstolos ministraram .

com a intenção de beneficiar os cristão mais carentes da igreja. em Corinto. Ele pouco falou sobre oração em comunhão com outros irmãos . Paulo e Silas não sentiram nenhum embaraço ao participarem desse primeiro culto "ecumênico". ser-lhes-á concedida por 86 . AS ORAÇÕES Um dos elementos que têm destaque no culto da igreja primitiva é a oração. Ensino requer entendimento.ágape ou " festa de amor".. Conseqüentemente. concordarem a respeito de qualquer coisa que porventura pedirem. somos escravos de Deus e dos membros do Seu Corpo. não havia os dez homens necessários para formar uma sinagoga. uma colônia romana. além de relembrar a morte de Jesus e a inauguração da Nova aliança. COMUNHÃO . onde mulheres se reuniam. Percebe-se pela leitura de I Cor. Esta refeição. profanavam o Corpo de Cristo formado pela morte e ressurreição. regularmente. "depois de cear" (I Cor. que substituiu a Páscoa dos judeus. cada um toma antecipadamente a sua própria ceia" (I Cor. o veemente protesto de Paulo. a Ceia confirmava. na prática. e tinham tudo em comum. deve dar lugar central à palavra de Deus porque ele assim ordena. ". Que presente digno devemos trazer para o altar cristão? O pano de fundo da eucaristia cristã descobre-se na refeição da Páscoa. Ações de graça pelo sacrifício do Filho de Deus incitam os filhos beneficiados a indagar como se desincumbir da obrigação imposta. "Pregue a Palavra" (II Tm. A importância básica das orações é notada no nome "lugar de oração" (At.11:24).. transformando o que antes era especificamente judaico em culto cristão. nem devem ter inveja. sobre a terra. diante da negação na prática da comunhão que a ceia devia demonstrar.A CEIA DO SENHOR Junto com o serviço da palavra. adotasse este modo de vida. com exceção da famosa afirmativa: "Se dois dentre vós. Daquele local foi feito um palco para anunciar o evangelho. era tomada diária ou semanalmente. O judeu do primeiro século dificilmente podia imaginar um culto sem orações. Uma vida ou personalidade ocupa a unidade física humana.4:2) representa a preocupação de Paulo com a igreja de Éfeso. era natural que os primeiros cristãos continuassem essa prática. uns pêlos outros. ainda que com algumas modificações. Os crentes ficavam juntos indica que estavam juntos como família de Deus. Ele deve ser apto para ensinar. Os cristãos que comem juntos no culto são integrados num corpo comparável ao corpo humano. Esta celebração consistia de duas partes : primeira. Porque ao comerdes. O caráter dessa refeição não se evidencia somente numa dramatização do sacrifício único do Filho de Deus pêlos nossos pecados. que pelo menos um outro grupo contemporâneo judaico. Em Filipos. todos se comprometiam diante de Deus a ter e manter uma responsabilidade mútua. Ricos e pobres.. Um homem que almeja o pastorado precisa ter uma qualidade que lhe recomende a conduzir os cristãos num culto verdadeiro. Marshall sugere que " não seria surpreendente. Daí.6:6) e pessoal. Comiam e bebiam juízo para si. que todos os participantes tinham uma vida em comum. que esta refeição era a " Ceia do Senhor". O que Jesus insistiu originalmente era repetido como duas partes de uma refeição maior . livres e escravos. isto é. de maneira inconfundível. a primeira igreja da história perseverava na comunhão (At. de tal forma que nenhuma parte pode se desligar sem prejuízo para as outras. Lucas explica algo mais a respeito desta comunhão nos versos subseqüentes. nem podem desprezar uma à outra. que reunia todos os membros da família de Deus.2:42). mas era também uma demonstração da adoração que tem implicações horizontais. a seita de Cunrã. Fomos comprados por preço infinitamente alto. e segunda. Jesus ensinou que a oração deve ser particular (Mat. 11:20)." A adoração genuína conduz-nos à lembrança de que não somos de nós mesmos. não é a ceia do Senhor que comeis..A adoração. Conseqüentemente.16:13). 11:17-22. pelo menos na sinagoga. explicação. relacionamento entre o ouvinte e o Pai. "enquanto comiam". mas havia um lugar de orações. Agindo assim.

Amar a Deus acima de todo objeto por ele criado só pode significar que ele quer ser conhecido e desejado pelas suas criaturas. enquanto a adoração conceitua a alma sobre seu Deus. na contundente ocasião após seu espancamento e antes do terremoto que abriu as portas da prisão. com o passar dos séculos. O CULTO E OS DONS ESPIRITUAIS 87 . Ele nos ama mais do que um pai humano é capaz (Lc.14:26) após a celebração da Páscoa. Avivamentos e despertamentos religiosos. W.3:16). por inspiração imediata do Espírito Santo. O termo "espirituais" referese a todas as formas de expressão de louvor contidas nos três termos. hinos e cânticos"(Cl. Um comentário puritano sobre o Salmo 107 dizia: "A miséria instrui maravilhosamente a pessoa na arte de orar". "salmos. O autor de Hebreus cita Salmo 22:22 : "Cantar-te-ei louvores no meio da congregação" (2:12). provavelmente. amados por nós e lidos em nossos cultos. Ainda que pensando num sentido mais geral. estimularam o louvor por meio da música.11:1113). a verdade incomparavelmente preciosa de que Deus deseja nossa comunhão. Mas as orações bíblicas valorizam a comunhão com Deus. Os "hinos" também. num monte ou lugar afastado (Lc.6:12). Acreditamos que essa música evangelística concorreu para a conversão do carcereiro (At. Paulo cita o Salmo 18:49: ". as orações dos santos são qualificadas como o incenso que enche os vasos de ouro nas mãos dos 24 anciãos que rodeiam o trono do Senhor do universo (Apc.7:7-11).16:25). deixamos de alcançar o objetivo de nossa existência fora da comunhão que a oração cria. projetados para uma função particular. descrevem de modo global o âmbito da adoração expressa pela música e estimulada pelo Espírito. Jesus quis ensinar.18:19). Mas. que um movimento que suscitou tanta emoção.3:16) provavelmente são os mesmos do Antigo Testamento. O altar de incenso do propiciatório simbolizava o prazer com que Deus recebia os louvores e petições do seu povo. várias referências aos cânticos dos adoradores celestiais revelam características de exultação e júbilo na contemplação da vitória retumbante de Deus e Seu Filho sobre todas as forças do maligno. no primeiro século. "Cânticos espirituais" (Cl. seria estranho se no primeiro século não houvesse aparecido expressões musicais para tornar a adoração mais real e agradável. Somos. a oração se distingue da adoração pela preocupação do suplicante com suas necessidades.26:30 Mac. cantarei louvores ao teu nome"(Rm. "formando parte do culto religiosos e da fraternidade cristã". Por isso. ainda que não possamos precisar as formas exatas da expressão musical. Nas igrejas que se reuniam nas casas. compostos espontaneamente por cristãos no momento do culto. Sua própria prática foi de orar sozinho. Egoísmo. Ele deseja ouvir as nossas necessidades e supri-las (Mat. ainda que referências à música sejam raras no Novo Testamento.5:8).meu Pai que está nos céus"(Mat. soberba e murmuração aniquilam a comunhão.15:9). tomadas juntas. seguramente o soar de vozes em louvor a Deus teve muito destaque nos cultos dos primórdios da igreja. provavelmente. O CÂNTICO NO NOVO TESTAMENTO Surpreendentemente encontramos poucas referências ao cântico no Novo Testamento.. No Apocalipse. acerca da oração . o entoar de salmos deve ter sido comum. Os evangelistas relatam que Jesus cantou um hino (Mat. Como aparelhos complicados. lealdade e entusiasmo. Os "salmos" (Cl.Lock identifica tais composições como semelhantes a alguns cânticos preservados no Novo Testamento.. como também os essênios do Mar Morto. os judeus cantavam salmos. relacionada com o contexto de disciplina na igreja. Ocasionalmente cantamos porções de alguns salmos. McDonald escreve: "É de se esperar a priori. Orar de verdade quer dizer abandonar a rebelião e aceitar a reconciliação. Estas três palavras.3:16). encontre expressão em cântico". Paulo e Silas "cantavam louvores a Deus" na prisão em Filipos. ou em outras horas. surgiram. referem-se aos hinos de louvor a Deus e a Cristo. então como quem tenta martelar um prego com sabonete. Nas sinagogas.

Mas o Novo Testamento projeta uma visão de adoração que invade toda a vida com a presença e a glória de Deus. esses mesmos corpos estiverem sujeitos ao Cabeça para servir. expressará adoração nas reuniões ou nas atividades do dia a dia. a resposta humana a Deus e ao seu favor. Paulo lembra aos romanos que a oferta de seus corpos a Deus é um ato de adoração espiritual. nem se separar do próprio Senhor. O cunho puritano no dito "a finalidade principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre" é inequívoco. profeta. de modo que a adoração se torna. contribuir. Em resumo. católicos e cristãos ortodoxos estão satisfeitos em participar de maneiras vazias. com apenas uma vaga percepção do conceito bíblico de adoração em Espírito e em verdade. ensinar. a liturgia é teologia representada. pois milhares de protestante. A vida do cristão. presidir e exercer misericórdia (Rm. Assim.12:1-8). pastor e mestre cooperam e fecundam no centro do culto para encorajar o bom ajustamento. o despertamento da consciência torna-se identificável com a percepção de Deus no processo da história. O resultado é visto em toda parte na secularização do "pós-cristão que atingiu a maioridade". do viver cotidiano. evangelista. O CULTO NA IGREJA COMPARADO AO CULTO JUDAICO O cristianismo é bipolar pela sua própria natureza. 88 . a lei ameaça deslocar a graça como o motivo fundamental para se adorar a Deus. não pode evitar de transmutar as verdades religiosas em mitos. hoje. Os puritanos focalizaram o significado da existência inteira do homem em glorificar a Deus e deleitar-se em sua comunhão . através da qual o cristão e Deus mantêm comunhão. A significação dos cultos nos quais a congregação se reunia alcançou relevância particular na concentração de vozes louvando e ensinando juntas. mas são vitalizados por apoio mútuo. sacrifício e sacerdócio.Passando a descrição do culto em Atos para Romanos e I Coríntios. profetizar. o liberalismo nega realidade de um Deus que está presente. Os evangélicos têm tendência de separar a centralidade do senhorio de Cristo. o que "efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor"(Ef. com efeito. os cristão não estão consciente de que sua adoração reflete a teologia prática da comunidade onde estão inseridos. Podemos criticar a observação: "Em toda a parte os cristãos estão perdendo o interesse.Tozer sobre a adoração do cristianismo evangélico como "a jóia perdida" reflete a dicotomia insalubre entre a verdade proclamada e a vitalidade da adoração. Ambos os polos não são fortalecidos repelindo-se ou ignorando-se. biblicamente fundamentada. Os dons de apóstolo. Era um ocasião apropriada para o treinamento dos santos para servirem a Deus dentro e fora das reuniões. De um lado. Tanto o hábito quanto a busca da paz espiritual devem ser suspeitos quando procuramos uma base lógica e bíblica para a adorar a Deus. fundamentado na sua mensagem revelada. Certamente a lista pode ser estendido para incluir todo e qualquer ministério. De um modo geral. compartimentada em cápsulas de uma hora de duração. se. templo. As formas persistem enquanto o conteúdo evapora ou muda o seu centro de Deus para o homem. aprendendo e aplicando a palavra. porque este era o único resultado prático de suas crenças. A avaliação de W. como o Novo Testamento refundiu as formas vétero-testamentárias da adoração sem anular a importância da reunião da igreja. com corações sedentos. Somente no caso dos dons serem motivados por amor genuíno pelos irmãos e por Deus é que podemos encaixá-los no quadro de um culto genuíno. exortar. O objetivo desse estudo é mostrar. o auxílio de toda junta e a cooperação de cada parte. Assim. através de um exame dos conceitos de tempo. contudo. não sendo levado em consideração quão importante pode ser o ato de se "invocar o nome do Senhor juntos". porém rígidas. Esses dois polos são o conteúdo da fé. A adoração centralizada no homem tende a negar a realidade do coração que confessamos. "em Espírito e em verdade". passando a simplesmente simular na igreja". se não se isolar da família de Deus. descobrimos que o exercício dos dons do Espírito deve ser encarado como uma expressão de culto a Deus.4:16). A teologia da libertação procura contextualizar a adoração num programa de ação sócio-político. Fazendo assim. e a adoração prática.

Na Nova Aliança. Assim sendo. No transcorrer da história bíblica. o falar. uma forma de vida. as formas exteriores do culto eram as mais enfatizadas. Deus vem ensinando o seu povo a cultuá-lo. No Velho Testamento. antes de tudo. a utilização de tais recursos fica reduzida a um número bem pequeno. dependemos do Espírito Santo para realizarmos um culto aceitável diante de Deus. que chamamos de cultos. o culto é. oportunidade de comunhão e ensino. Percebemos que elas tinham um objetivo didático afim de trazer à percepção humana realidades espirituais. 16-HISTÓRIA DA IGREJA CRISTÃ INTRODUÇÃO 89 . Em outras palavras. Elas constituem o culto coletivo. as reuniões da igreja. No Novo Testamento. tudo deve ser feito para a glória de Deus. Sua ênfase é espiritual e não tanto ritual. Das ofertas de Caim e Abel até a adoração dos seres celestiais. o beber. o culto verdadeiro é aquele cuja essência provém do próprio Deus e a ele retorna. Seja o comer. têm grande importância nesse contexto.CONCLUSÃO A Bíblia apresenta a questão do culto de Gênesis a Apocalipse. Não obstante.

sabemos que é impossível buscar a presença do Senhor sem a ação do Espírito. A Igreja. Essas vozes ou foram insuficientes ou foram caladas pela fogueira. criou as condições necessárias para que a Reforma pudesse subsistir. pois. no segundo período. Jesus age através do Espírito Santo. na Judéia e Samaria e até os confins da terra.A Igreja Cristã nasceu no momento em que Jesus convocou Seu primeiro discípulo para a obra de Deus (ver Jo 1. até o dia em que Ele foi elevado às alturas (At 1. Sob o poder e ação do Espírito esses mesmos discípulos escolheram Matias. E dentre os que preservaram a fé certamente estão inseridos os reformadores do século XVI. Lutero. para não somente conduzi-la à Salvação e à Glória com o eterno Pai. tal como já havia operado por ocasião da vinda de Cristo. Sem que houvesse descontinuidade. devemos nos lembrar que a História da Igreja é também a história dos atos de pessoas pecadoras como nós e. Staupitz. O Pentecoste foi o cumprimento da Promessa. conforme a promessa de Jesus em At 1. na festa do Pentecoste. conforme o relato do mesmo Lucas. com 22 anos. houve momentos em que nos é difícil ver a ação do Espírito Santo de Deus. orou unânime. para tentar minorar a angústia do futuro reformador. que já era nascida do Espírito. Em alguns períodos parecerá que toda a Igreja abandonou por completo a fé bíblica. Às vezes. nos momentos mais escuros da história eclesiástica. Mas o Deus Todo-Poderoso. seu superior. mas. veremos que. vigílias e flagelações. na realidade. no curso da História da Igreja. o que aconteceu quando o Cabeça da Igreja deixou este mundo? Atos 1. praticamente não há diferença entre eles. O Pentecoste nos mostra quão grandiosa é a bênção decorrente de uma Igreja unânime em oração. Ora. Lutero não encontrou a paz de espírito desejada. O Evangelho de João nos diz que o Espírito já havia sido dado aos discípulos antes do Pentecoste. e olharmos para a História com os óculos da fé.2). em dois períodos aparentemente distintos. Assim é. a liderança da Igreja Romana teimava em manter a Arca da Fé fora dos rumos estabelecidos pelas Sagradas Escrituras. no convento. Sua justificativa para tal ato foi a de que o caminho mais adequado para a salvação era através da vida monástica. sobretudo. Deus pode suscitar apóstolos e evangelistas para intervir soberanamente na vida da Igreja. propugnando por uma reforma na Igreja. mas. lhe dar poder para testemunhar de Cristo. se abrirmos bem os nossos olhos. recebeu a Sua plenitude. por sua Providência. em 1505. O sentimento de culpa pelo pecado e a sensação de estar sempre debaixo da ira divina fez com que ele se excedesse em jejuns. surgiram vozes de protesto. e as pessoas vinham se agregar ao Grupo Santo. apesar das vozes de protesto dos verdadeiros crentes. e através de quem a pureza do Evangelho recuperou a sua honra. através dos Evangelhos e demais livros do Novo Testamento. Cinqüenta dias depois da Páscoa. como diz João Calvino no livro IV das Institutas. A história da vida do Mestre nós bem a conhecemos. Mas. resolveu tornar-se um monge agostiniano. o grande reformador Martinho Lutero é um exemplo típico de apóstolo de Jesus Cristo. o "batismo de poder" de que nos falam os pais reformados. nunca faltaram aqueles que preservaram a chama santa e ajudaram a conduzir a Igreja no caminho certo. Jesus chamava.6-12 nos fala da ascensão do Senhor e nos reporta que a Igreja perseverava unânime em oração. Milhares foram batizados. Em 1512.35-51).22). e o Espírito foi derramado em Sua plenitude. Mas. como substituto para Judas Iscariotes. Tinha o Espírito. o Espírito foi outorgado à Igreja de maneira plena. além do quê. A História da Igreja Cristã se divide. a Igreja cresceu. procurava seu confessor a toda hora. quando necessário. em seu Evangelho (Lc 24. Contudo. o traidor. Diante de tal situação. O primeiro nos fala dos atos de Jesus e de Seus seguidores. diretamente por Jesus ressurreto (Jo 20.8. prosperou e testemunhou de Cristo: em Jerusalém. Para Calvino. mandou que ele fosse lecionar 90 .49). No início do século XIV. É isso que Lucas quis dizer na introdução ao livro de Atos.

mas. A grande basílica. ofereciam diminuição das penas do purgatório. Nessa época. Tetzel afirmava. o pretenso poder de a igreja de ser mediadora entre o homem e Deus e de conferir perdão aos pecadores. A fé não é uma qualidade do homem. nas quais se debatiam as idéias e se convidavam todos os interessados para uma discussão acadêmica. em última análise. em lugares públicos. véspera do dia de Todos os Santos. Lutero afixou. nas portas dessa igreja. Lutero se indignou. Ao saber do fato. O cristão é. até para os parentes já mortos ("tão pronto a moeda caísse no cofre. não pressupõe a indiferença de Deus diante do pecado. em troca de que a metade do produto fosse enviada para os cofres da Igreja. ele tinha que utilizar esse poder. Até que. mas porque Deus lhe dá esse dom. enquanto lia a Carta aos Romanos. Pelo contrário. Finalmente. Pelo contrário. declarando que estas não tinham poder para remover a culpa ou afetar a situação das almas no purgatório. a alma saía do purgatório"). Lutero ainda não tinha percebido que sua grande descoberta se opunha a todo o sistema de penitências da Igreja Católica. e não por ser justificado é que deixa de pecar. Com esse dinheiro. para o exercício do cargo. Lutero deparou-se com o texto "O justo viverá por fé" (Rm 1.. Deus é santo. Lutero trabalhou em Wittenberg sem romper com a igreja. quando muita gente comparecia à igreja do castelo de Wittenberg. se era verdade que o papa tinha poderes para tirar uma alma do purgatório. recebendo. Essas indulgências. Sobre este assunto Lutero ainda declarou: ". O crente vive pela fé. um homem chamado João Tetzel. era costume apor-se. nas cercanias da cidade. A justificação pela fé. 95 teses que deviam servir de base para um debate acadêmico. As teses negavam. ainda. o papa Leão X sonhava com o término da Basílica de São Pedro. enfrentar tão grande erro e abuso. visto que Lutero havia mexido em uma das maiores fontes de receita da Igreja.Filosofia e Teologia na nova universidade de Wittenberg. pela qual ele mereça uma recompensa da parte de Deus. a justificação não é ausência do pecado. ao mesmo tempo. pela qual o homem recebe o perdão gratuito de Deus. Decidiu. o quanto é pecador. e acima dela. apareceu. ou porque cumpra as exigências da justiça divina. Ele não deixa de ser pecador quando é justificado. pairava o ensino da igreja romana que o homem pode alcançar a salvação pelas obras. mesmo que para isso tivesse que vender a Basílica de São Pedro" (tese 51). mas um dom ou dádiva de Deus. Diante das teses e da repercussão que elas alcançaram. que os aqueles que comprassem as indulgências por ele vendidas. o título acadêmico de doutor em teologia. em si mesmo.17 b) e concluiu que a "justiça de Deus" não se refere ao fato de que Deus castigue os pecadores. o papa intimou Lutero a comparecer a Roma 91 . e que o cristão arrependido tinha o perdão vindo diretamente de Deus. e contra esta verdade. foi uma das causas indiretas da reforma protestante. ficariam mais limpos que Adão antes de pecar. No dia 31 de outubro de 1517. onde atacou principalmente a prática das indulgências. justo e pecador. A resposta da Igreja Romana foi rápida e violenta. Nas universidades medievais. que a justiça do justo não é obra sua. entre outras coisas. No ano seguinte. Segundo Lutero.. que é hoje o orgulho da Igreja romana. não porque seja justo em si mesmo. Por mais de quatro anos. Esses escritos eram chamados de "teses". quem recebe a justificação pela fé descobre. A venda de indulgências que Lutero atacou havia sido autorizada pelo papa. Esta é a verdade da justificação pela fé. uma vez que o tráfico das indulgências estava desviando o povo do ensino a respeito de Deus e do pecado. não por razões triviais como a necessidade de fundos para construir uma igreja. em 1517. mas simplesmente por amor. e o pecado lhe causa repugnância. então. e assim fazê-lo gratuitamente (tese 82). mas o fato de que Deus nos declara justos ainda que em meio ao nosso pecado. enviado para vender indulgências emitidas pelo papa. a defesa ou ataque de certas opiniões. o certo é que o papa deveria dar o seu próprio dinheiro aos pobres de quem os vendedores de indulgências tiravam. enfraquecendo seriamente a vida moral do povo.

a Igreja sofreria um tremendo golpe em sua autoridade. retirando-o do ambiente. da bondade de Deus. é a revelação máxima de Deus e sua máxima ação. Como era de se esperar. que gritavam: "à fogueira com ele". a Bíblia tinha para ele grande importância. e de outro. Diante das palavras de Lutero. por alguns setores mais ortodoxos da Igreja Católica. Ora. na cidade de Worms. chamado "Dieta". Aberta assim a luta. a segunda pessoa da Trindade. baseado no salmo 46. cujas cópias foram colocadas nos bancos das igrejas. e distinguir entre o bem e o mal. Negou que somente o papa pudesse interpretar as Escrituras. o Verbo que se fez carne e habitou entre nós (Cf. A revelação de Deus é também a vitória de Deus. Este conhecimento permite ao ser humano saber que Deus existe. Em vista de suas afirmações. disse ele. Lutero não escaparia da fogueira. nem os sacerdotes tinham poderes sobrenaturais. podiam ser interpretadas por qualquer crente sincero. um javali selvagem que penetrou na vinha do Senhor (bula "exsurge domine). venceu os poderes do maligno. De um lado. o Eleitor da Saxônia protegeu seu súdito. a não ser que me provem que estou errado.para se justificar. Estas. Assim Deus me ajude.. Lutero passou então a provar que todos os cristãos são sacerdotes. que foi convocado para se reunir. Na Dieta. O Parlamento decretou Lutero fora da lei e a destruição de seus escritos. Deus se nos deu a conhecer e. Essas afirmações configuraram um rompimento definitivo com a Igreja Católica Romana. agindo com muita rapidez. da glória de Deus. escondendo-o em um castelo amigo. os partidários do papa. Ora. mas esse ato só seria tornado efetivo após a aprovação pelo parlamento alemão. fala do poder de Deus. a Bíblia tem autoridade sobre a Igreja. essa Palavra se encarnou em Jesus Cristo. Jo 1). Os dotes musicais de Lutero o impeliram a redigir. Por providência divina. ao que respondeu: "É impossível retratar-me. é pretender ver a Deus naquelas coisas que nós humanos consideramos mais valiosas e. que. E Isso aconteceu. tudo isto não é 92 . Minha consciência está alicerçada na Palavra de Deus. O que a teologia da glória faz. o Reformador prosseguiu sem temor. ainda hoje. A Palavra de Deus. Todos os esforços da mente humana para elevar-se ao céu e conhecer a Deus são totalmente inúteis. houve grande confusão. Lutero foi mais longe ainda. isso significaria morte certa. Sim. mas os alemães o protegeram. Visto que a Bíblia dá um testemunho mais fidedigno desse Evangelho do que a igreja corrompida do papa. Como professor das Sagradas Escrituras. em sua própria glória. Amém". por sua vez. tendo acesso à presença de Deus mediante a fé em Cristo. então. Em Jesus. declarando que o papa não tinha autoridade divina e que os concílios eclesiásticos não eram infalíveis. caso essa idéia encontrasse apoio e adesão. Lutero foi instado pelo imperador a se retratar de seus atos e livros que escrevera. a letra daquele que viria a ser o hino da Reforma: "Castelo Forte é o Nosso Deus" Lutero fez da Palavra de Deus o ponto de partida e a autoridade final de sua teologia. como o herege destruidor da unidade da Igreja. pelo testemunho das Escrituras. que nos sujeitavam. pois ela é nada menos que Deus mesmo. transcendia o revelado na Bíblia. Porém. a autoridade final está no Evangelho. considerado. que é a Palavra de Deus encarnada. O que mais chocou a Igreja Católica foi sua afirmativa de que nem o papa. no final das contas. Tal teologia pretende ver Deus como ele é. A Deus não se conhece como quem usa uma escada para subir ao telhado. sem ter em conta a enorme distância que separa o ser humano de Deus. A teologia de Lutero nos diz ainda que é possível ter certo conhecimento de Deus por meios puramente racionais ou naturais. A Bíblia é. esse não é o verdadeiro conhecimento de Deus. a Palavra de Deus porque nela Jesus Cristo chega até nós. Esses esforços nos conduzem à teologia da Glória. Durante o período em que esteve recluso. Lutero foi excomungado pelo papa. na realidade. seus compatriotas alemães fizeram um escudo humano para protegê-lo.. Lutero aproveitou para traduzir a Bíblia para o alemão. Porém. Para Lutero. na mensagem de Jesus Cristo. No debate que se seguiu. em 1521. o povo viu que qualquer pessoa podia ser verdadeiramente cristã sem ter a necessidade de prestar obediência ao papa. Essa é a razão pela qual Lutero é. ordenando que o caso fosse discutido na Alemanha. como Cristo. portanto.

pouco depois da morte de Lutero. E isso. destrói todas as nossas idéias pré-concebidas da glória divina.9). Deus. Lutero sempre pensou que a Igreja era parte essencial da religião cristã. no sofrimento e no escândalo. à luz da influência de livros de história geral. que finalmente eclodiu em 1546. a communio sanctorum ou comunhão dos santos. Este sacerdócio comum de todos em benefício de todos une a igreja. é necessário que o crente siga o caminho da teologia da cruz. de apoiar a Reforma. mas uma vida cristã no meio de uma comunidade de fiéis. repetindo o aforismo de Cipriano de Cartago (Extra ecclesia. podendo. Para quem estava acorrentado durante séculos. a liberdade tende a ser confusa e até certo ponto perigosa. que faleceu aos sessenta e três anos. estando capacitado a se apresentar diante de Deus para orar por seus irmãos em Cristo e para lhes ensinar as maravilhas do Evangelho. 2) só a Fé. Assim como uma pessoa não pode nascer de si mesmo ou se autobatizar. em Sua revelação. nula salus – fora da igreja. O fato é que Deus. na cidade de Spira. Mas. na sociedade medieval. e como Ele mesmo se revela. Ou seja. isto não quer dizer que cada crente deva isolar-se em si mesmo. porque as pessoas. A unidade e igualdade em Cristo devem ser demonstradas pelo amor mútuo e cuidado de uns pelos outros. alguns dos quais enfraqueceram politicamente a Reforma. assim. na cruz. Em 1529. que é considerada a Carta Magna da Reforma Luterana. daí por diante. 4) só a Graça e 5) Sacerdócio Universal. Lutero também combateu o clericalismo na Igreja. não onde nós queremos vê-Lo. para deliberar sobre os últimos acontecimentos que agitavam a nação alemã. A suprema revelação de Deus tem lugar na cruz de Cristo e. por medo. reuniuse. O que essa teologia busca é ver Deus. Deus se manifestou na debilidade. há a responsabilidade e o serviço decorrente. A ordem conforme foram apresentados não indica uma maior importância de um sobre os demais. 1 Pe 2. 3) só Cristo. O sacerdócio do crente é universal. não contemplava apenas uma comunhão direta do indivíduo com Deus. portanto. pois o ser sacerdote não contempla somente uma relação interpessoal homem-Cristo. não têm a justa medida dos limites de sua própria liberdade. em Augsburgo. da mesma forma não se pode servir a Deus sozinho. A maioria católica decidiu pelo impedimento de qualquer propaganda da Reforma. pois a Escritura diz que todos os cristãos são sacerdotes (cf. pela oração. nem como nós desejamos que Ele seja. o que valeu por uma declaração de guerra. Ao olharmos para a Reforma com os olhos da fé e não com a ótica do século. cada crente é sacerdote de seu irmão. visto que cada um deles tem a ver com os desvios ou erros em que a Igreja Católica havia incidido ao longo de mil e quinhentos anos. em contraposição ao citado benefício e privilégio. através de uma Confissão. em lugar da teologia da glória. se nos dá a conhecer de um modo muito distinto. ou seja. não há salvação). tendo recebido reforços daqueles que desistiram. os quais estão impregnados 93 . os do partido de Lutero protestaram. nova Dieta. isso é. diretamente com o Criador. e de sua rebeldia contra as autoridades da igreja romana. pois nenhum cristão pode dizer que é cristão sem aceitar a honra e a responsabilidade do sacerdócio. Isso implica que ninguém pode ser um cristão sozinho. A Dieta de Augsburgo deu um ultimato aos protestantes. os seguidores da Reforma são geralmente chamados de "Protestantes". como alguns líderes evangélicos hoje o fazem. mas sim onde Deus se revela. Apesar de seu protesto contra as doutrinas comumente aceitas.mais do que fazer Deus à nossa própria imagem e pretender que Deus seja como nós mesmos desejamos que Ele seja. Contra isso. gerou muitos conflitos. os reformados luteranos expuseram sua teologia. preconizada pelo Credo dos Apóstolos. razão pela qual. Deus atua de modo radicalmente distinto do que se poderia esperar. ou direito. Mas. de uma maneira geral. Em sua eclesiologia. na cruz. Ali. da qual podemos extrair cinco princípios básicos: 1) só a Escritura. No ano seguinte. comunicar-se.

se afastaram dos ideais dos reformadores. para que o inimigo de nossas almas não nos pegue desprevenidos e nos peneire. mais do que nunca. estamos comemorando 486 anos. Portanto são dois assuntos de importância: (1) A forma e modelo da Igreja do Novo Testamento e. se propuseram a isso. cuja chama de testemunho se espalhou por toda a terra. entre vós penetrarão lobos vorazes.. as palavras do apóstolo Paulo que estavam tendo seu cumprimento: “Eu sei que. Mantenhamos. Épocas em que setores do protestantismo. aos teus anciãos e eles te dirão" . E que. à época do Sínodo de Dort: "Ecclesia reformata. o Corpo de Cristo. (2) Seu posterior desenvolvimento dentro da história. que não pouparão o rebanho. e que esses princípios não podem nem dever ser levianamente considerados pela igreja que se diz reformada. semper reformanda". Era. por meio de quem a pureza do Evangelho recuperou a sua honra. sem lugar a dúvidas. SUPLEMENTO TEOLÓGICO SOBRE A HISTÓRIA DA IGREJA O panorama que se nos apresenta no cenário religioso moderno seja talvez uma das muitas razões que nos levou a fazer um acurado e profundo estudo da Igreja do Novo Testamento. endireitar as veredas e se esforçar na restauração. à toda hora estão batendo à nossa porta.13). de alguma maneira. Que as comemorações do dia da Reforma nos façam sempre relembrar que ela. mas porque chegou o momento oportuno de Deus. Não há dúvida de que sempre houve uma semente santa na Igreja. a sã doutrina dos reformadores. A Reforma foi um reavivamento dessa brasa. Nos dias atuais.Deuteronômio 32:7. Zuínglio e Calvino. Atos 20:29-30. Esse toco contém uma brasa eterna.. que muitos têm traduzido equivocadamente. por influência de doutrinas deletérias racionalistas. os filhos da Reforma. atenta para os anos de muitas gerações: pergunta a teu pai e ele te informará. assim como o seu posterior desenvolvimento histórico. a entendemos como tendo sido um movimento essencialmente religioso. os principais reformadores do século XVI. Hoje. através do ensino desses tristes fatos possa mover o coração de alguns para corrigir os desvios. o toco a que se refere o profeta Isaías (Is 6. é preciso que nos mantenhamos fiéis ao aforismo de autoria do reformado holandês Gisbertus Voetius. nós. Doutrinas estranhas à Palavra de Deus. que já a partir do segundo século a grande maioria da Igreja trilhou o caminho da apostasia. depois da minha partida. vigiar e orar. Devemos voltar ao passado para examinar acuradamente os fatos e 94 . pois. os atalaias da fé reformada. com surpresa. Ao longo de nossa história houve momentos de plena obediência a Deus e Sua Palavra. Cabe a nós. para que Deus. dentre vos mesmos. estabeleceu princípios. Mas uma coisa fica bem clara: a reforma não se produziu porque Lutero. se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles”.de doutrinas sociais e econômicas. mantida pelo Espírito Santo. à luz da Palavra de "Deus. Todo historiador que procura pesquisar os primeiros 500 anos da Igreja concorda com o fato de que realmente aconteceu esse lamentável quadro de apostasia e desvio da verdade. a ponto de romper com uma das essências da fé cristã que é a crença na divindade de Cristo. Estes eventos históricos devem ser sucessivamente colocados diante do povo honesto. E nesse estudo histórico comprovamos. reverenciando aqueles apóstolos de Jesus Cristo. Uma lembrança que a Bíblia insiste em fazer: "Lembra-te dos dias da antigüidade. mas que quer dizer: Igreja Reformada sempre se mantendo fiel aos princípios da Reforma. assim como períodos de ênfase excessiva em valores puramente humanos. não costumes.

retendo as idéias básicas. 1ª Timóteo 4:9. desta disciplina é outro. Um longo e exaustivo trabalho poderia ser apresentado usando o grande acervo de documentos em nossos arquivos. o Filho de Deus. pois. Em primeiro lugar faremos uma breve resenha do Império Romano. dentro dos limites do Império Romano. conforme afirmam as seguintes passagens: “Na verdade fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. e para que. cada uma desenvolvendo um tema determinado e específico. isto é. Este foi um dos maiores impérios que o mundo tem conhecido em toda a sua história. 2. mas isso seria cansativo e erudito demais. humilde e transformador que era ensinado e pregado nos primórdios da fé. O Império Romano abrangia quase a totalidade do mundo conhecido e habitado. um resumo dos fatos principais. Algumas considerações que são importantes em relação com a Igreja. João 20:30-31. A mensagem de Deus está completa na Bíblia e nos fornece todo o necessário para nossa vida e salvação. Uma vez que desejamos apresentar apenas a verdade contida nas Sagradas Escrituras. 0 que conhecemos hoje como "Cristianismo" ou religião cristã começou com Cristo entre os anos 25 e 30 da nossa era. e aprender com os apóstolos como era a Igreja que Jesus fundou. Não precisamos de qualquer revelação ou nova doutrina. “Fiel é a Palavra e digna de inteira aceitação”. Ele é dividido em três partes. Pensamos fazer assim. O desejo do autor: É o desejo do autor que esta disciplina desperte a consciência espiritual de alguns para a grande necessidade de voltar às origens do Evangelho simples. pois foi neste cenário histórico que a Igreja se desenvolveu.assim comprovar como eram os acontecimentos reais. o que facilita o estudo individual ou em grupo. 3. Tendo em vista apresentar de forma clara os fatos como eles são. é apresentar. O propósito. senão unicamente as diretrizes de Cristo e dos apóstolos. foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo. crendo tenhais vida em seu nome”. porém. O plano e estrutura desta disciplina: O plano desta disciplina é fácil de se ver. Alguns eram deuses que representavam as forças da natureza e outros deuses 95 . Tinha uma religião politeísta. Desejamos que estas linhas sejam para o seu estudo. Acreditamos ser a Bíblia a autêntica Palavra de Deus. Nessa época Tibério César era o seu imperador. sem procurar encobrir a verdade por mais dura e triste que seja. portanto. a qual foi escrita para nosso conhecimento e aperfeiçoamento na fé. estudamos alguma coisa também das leis e processos da legislação romana para compreender melhor o julgamento ao qual Jesus foi submetido e as razões pelas quais a igreja foi perseguida pelo Império. 1. uma síntese. de uma tese posterior. Estes. Quanto à religião o Império Romano era pagão. quem sabe. Um trabalho. orientação e crescimento na Palavra de Deus. é importante o estudo e a compreensão de uma parte para logo em seguida passar para a segunda parte. de muitos deuses.

Octavius Augustus se encontrou na situação daquele que detém o poder absoluto num imenso império com suas províncias pacificadas e em cuja capital a aristocracia se encontrava exausta e debilitada. mas ao general vitorioso. na religião como no vestuário e em outras manifestações culturais. O sistema econômico funcionava com eficácia. imperador de 37 a 41 d. Ásia e África. Imperador Octavius Augustus.nome adotado por Octavius em 27 a. mas também do Império. cresciam e se tornavam cada vez mais cultas e prósperas. Registraram-se então perseguições.C. que permaneceu sem solução definitiva. completou-se a dominação das regiões montanhosas dos Alpes e da Península Ibérica e empreendeu-se a conquista da Mauritânia. a 476 d. e Nero.consistiu em conciliar a tradição República de Roma com a de monarquia divinizada dos povos orientais do império. Conhecedor do ódio ancestral dos romanos à instituição monárquica. o mundo romano estava desejoso de paz. caracterizou-se pela paz interna (Pax Romana). Na Europa. A burocracia se multiplicou. A habilidade de Augustus . Calígula. de forma que os senadores se tornaram insuficientes para garantir o desempenho de todos os cargos de responsabilidade. foi o da sucessão no poder. O maior problema. se revezaram no poder diversos membros de sua família.. pois as fontes históricas que chegaram aos tempos modernos são de autores que se opuseram de frente a tais imperadores. solidamente organizado. assumiu o título de imperador. nem dinástica nem eletiva. o Senado . Nunca existiu uma ordem sucessória bem definida.eram imaginários. apesar da ampla tolerância religiosa de uma sociedade que não acreditava verdadeiramente em nada. O longo período durante o qual Augustus foi senhor dos destinos de Roma. O império romano só começou a ser rígido 96 . mas nunca houve uma tentativa de diminuí-las. Augustus orientou as instituições do estado romano em sentido oposto ao republicano. parecia em nada se ressentir. o império. pela consolidação das instituições imperiais e pelo desenvolvimento econômico. porém.C. entre 27 a.) Depois de um século de lutas civis. Havia muitos devotos e adoradores desses deuses.C. representantes de todas as províncias. Em alguns momentos. Apresentamos a seguir uma síntese do Império Romano. o cristianismo foi-se aos poucos propagando por todo o império. Não era simplesmente uma religião do povo.passou a admitir italianos e. de 54 a 68 d. Depois de Augustus. reconheceu todos os súditos do império. Era uma religião oficial. principalmente entre as classes baixas dos núcleos urbanos. ao opor-se à divinização. Ao primitivo panteão romano juntaram-se centenas de deuses e. o rígido Monoteísmo de Judeus e cristãos se chocou com as conveniências políticas.C.C. .até então domínio exclusivo das antigas e grandes famílias romanas . Os novos administradores deviam tudo ao imperador e contribuíam para fortalecer seu poder. mais ritual que efetiva. poder moral que em Roma se atribuía não ao rei. do imperador. Estabelecida pela lei e protegida pelo governo. Sob a aparência de um retorno ao passado. IMPÉRIO ROMANO (27 a. detentor do poder militar. dito Caracalla. A partir de suas origens obscuras na Judéia. registrava-se uma paz relativa em quase todas as províncias e além das fronteiras não existiam inimigos capazes de enfrentar o poderio de Roma. Isso facilitou o ingresso da classe dos cavaleiros na alta administração do império. As fronteiras européias foram fixadas no Reno e no Danúbio.C. difundiram-se modismos Egípcios e Sírios. o imperador Marcus Aurelius Antoninus. Mas se a corrupção e a desordem reinavam nos palácios romanos.C. e 14 d. A história salientou as misérias pessoais e a instabilidade da maior parte dos imperadores da Dinastia Julius-Claudio como Caius Julius Caesar Germanicus.C. As diferenças culturais e sociais entre as cidades e as zonas rurais que as cercavam eram enormes. mais tarde. para um panorama bíblico que fornece dados históricos e culturais para compreender o ambiente em que se desenvolveu a Igreja.. bases administrativas do império. É provável que tenha havido exagero. por meio do qual adquiriu o Imperium. as cidades. A cidadania romana ampliou-se lentamente e somente em 212 d. O Senado não estava em condições de opor-se aos desejos do general. Pouco a pouco.

No fim do século II. no Oriente. O intercâmbio de mercadorias decaiu e as rotas terrestres e marítimas ficaram abandonadas. O século III viu acentuar-se o aspecto Militar dos Imperadores. e Diocletianus. a ausência de guerras de conquista deixou desprovido o mercado de escravos e o sistema econômico. e as do norte. Cresceu o banditismo no interior.C. imperador de 379 a 395 d. Mas o sistema da Tetrarquia não deu resultados. O século II. ao primogênito. já no século IV.) teve início um breve domínio sobre a Mesopotâmia e a Armênia. o comércio e o poder do império se encontravam em seu ponto máximo. a partir do século II não se registrou nenhum desenvolvimento econômico e provavelmente também nenhum crescimento populacional. em 1453.C. umas vezes como atacantes outras como aliados. e o de Constantinopla. Dácia e parte da Germânia foram abandonadas ante a impossibilidade das autoridades romanas de garantir sua defesa. se decompôs com rapidez. Theodosius I conseguiu preservar a integridade imperial tanto ante a ameaça dos bárbaros quanto contra as usurpações. dividindo-o em duas partes. As fronteiras orientais. O desgaste do mundo romano era tal que a antiga divisão administrativa se transformou em divisão política a partir de Theodosius. As forças imperiais. que gradativamente passou a ser adotado como religião oficial. deposto por Odoacrus no ano 476d. Arcadius.. cada uma das quais foi governada por um Augusto. o último tentou reorganizar o império. A agricultura e a indústria se tornavam mais prósperas quanto mais se afastavam da capital. A da causa da decadência de Roma. regente de 270 a 275 d. empobrecidas. obrigatória para todos os súditos. os povos bárbaros exerciam uma pressão crescente. Apesar da paz interna e da criação de um grande mercado comercial. Bretanha. O último a exercer sua autoridade sobre todo o império. começou a registrar-se a decadência. sancionou a futura separação entre o Oriente e o Ocidente do império ao entregar o governo de Roma a seu filho Honorius. entretanto uma última vitória ao derrotar Átila nos Campos Catalaúnicos.C. a população. AS DINASTIAS E OS IMPERADORES DE ROMA DINASTIA DOS JULIUS E CLAUDIUS 97 .e intolerante em matéria religiosa depois que adotou o cristianismo como religião oficial. de 284 a 305 d. começavam a fortificar-se. enquanto as cidades. Nas fronteiras. data que mais tarde viria a ser vista como a do fim da antigüidade. pelo edito de 380 d. A Itália continuava a registrar uma queda em sua densidade demográfica. A parte oriental conservou uma maior vitalidade demográfica e econômica. Registraram-se diversos períodos de anarquia militar. Um acelerado declínio da população ocorreu a partir do ano 252 d. durante um milênio. com a Péseia. O último imperador do Ocidente foi Romulus Augustus. enquanto que o império ocidental. Depois dessa época. mas começavam a perceberse sinais de que o sistema estava à beira do esgotamento. até a conquista de Constantinopla pelos Turcos.C. com os povos germânicos. em conseqüência da peste que grassou em Roma.C. destinado a ser o seu sucessor. com diversas vicissitudes. o império não teve mais forças para anexar novos territórios. A última grande conquista territorial foi a Dácia e na época de Trajanus (98-117 d. no transcurso dos quais vários imperadores lutaram entre si devido à divisão do poder e dos territórios. baseado no trabalho da mão-de-obra escrava. Constantino I favoreceu o cristianismo. no qual diversos povos bárbaros efetuavam incursões. No entanto. De fato. O império oriental prolongou sua existência.. somadas às dos aliados bárbaros. conseguiram. foi considerado pela historiografia tradicional como aquele em que o Império Romano chegou a seu apogeu. Com grande energia.C.C.. começou a experimentar crises em conseqüência de sua falta.C.C. Havia um número cada vez menor de homens para integrar os exércitos. Este adotou a Ortodoxia Católica como religião oficial. tinham sua segurança ameaçada. Os imperadores Aurelianus. com a emigração de seus habitantes para Roma ou para as longínquas províncias do Oriente e do Ocidente. conseguiram apenas conter a crise. Mas se terminaram por consegui-lo. teve início uma nova guerra civil. conhecido como o Século dos Antoninus. que acabou por eclipsar todos os demais. devido à necessidade de defender-se de uma zona rural que já não lhes pertencia. O rei godo Alarico saqueou Roma no ano 410 d. em 451 d. na tentativa de penetrar nos territórios do império. que associou seu governo a um Caesar (César). já que os agricultores e artesãos livres haviam quase desaparecido da região ocidental do império. isso não se deveu a sua força e sim à extrema debilidade de Roma.. Com a abdicação de Diocletianus.

) DINASTIA DOS FLAVIUS E ANTONINUS (68 a 193 d.C. 3º.C.) DIREITO ROMANO: "AÇÕES DA LEI" INTRODUÇÃO. Três períodos abrangeram a história do processo civil romano. Processo extraordinário.) TETRARQUIA (284 a 307 d. a 68 d. Processo formulário. Processo das ações da lei.) (193 a DINASTIA DOS SEVERUS 235 d.C. compreendendo cada um seu sistema processual típico: 1º. 2º.) IMPERADORES MILITARES E USURPADORES (235 a 284 d.C.C. 98 .) CASA (392 a DE THEODOSIUS I E FIM DO IMPÉRIO 476 d.) CASA DE CONSTANTINUS I O GRANDE (307 a 392 d.C.C.(27 a.C.

) e seu escriba Gneo Flavius. o Cegus (cônsul em 307 e 296 a. Para os romanos o vocábulo Jus encerrava. a dívida das pessoas responsáveis para contribuir com a compra e manutenção do cavalo para com o soldado de cavalaria. coexistiram dois sistemas processuais diferentes até que o mais antigo caísse em desuso. o direito em Roma vinha de hábitos. que detinham o conhecimento do calendário e das normas jurídicas.C. pondo em movimento o aparelho judiciário do Estado. O direito subjetivo é tutelado pela ação (actio) que. antes disso. também. O mais antigo dos sistemas de processo civil romano é o das ações da lei (legis actiones). codificado no século VI. Para isso executa uma série de atos jurídicos ordenados. ou seja. faz-se necessário o conhecimento de alguns conceitos e da evolução histórica do processo civil romano. antes. c) pela criação do pretor urbano em 367 a. costumes. O processo nesta época histórica era marcado pela extrema rigidez de seus atos. pois apesar das três fases específicas e distintas. . o processo. que tornou público aos cidadãos os formulários das ações da lei. a dívida do comprador de animal para com o vendedor. faculdade ou poder permitido e garantido pelo direito positivo. constituiu um corpo jurídico sem igual nos tempos 99 . nada mais é do que atividade processual mediante a qual o particular procura concretizar a defesa dos direitos. e este sistema processual possuía uma estrutura individualizada para situações expressamente reconhecidas. d) por dois personagens: Appius Claudius. o elemento laico e o elemento religioso. b) pela bipartição do procedimento. LEGADO DE ROMA A civilização romana foi original e criadora em vários campos: o Direito Romano. Conjugavam-se o ius e o faz. em Roma.C. onde as ações tomavam a forma da própria lei.Essa delimitação é apenas convencional. . A justiça romana passa por um processo de secularização. . O Processo civil romano (Jus actionum) era o conjunto de regras que o cidadão romano deveria seguir para realizar seu direito. no sentido restrito que ainda hoje lhe atribuem. consolidando o direito consuetudinário antigo. do qual a maior parte das informações provém das Institutas de Gaius. ao tempo do imperador Justinianus. Porém. a cada direito correspondia uma ação específica. PROCESSO CIVIL ROMANO. e o conhecimento das regras jurídicas eram monopólio dos sacerdotes. conservando-se imutáveis como esta. com um ritual de gesto e palavras pré-estabelecidas. provocada por alguns aspectos como: a) pela Lei das XII tábuas. Durante este período. a dívida do contribuinte para com o publicano no tocante aos impostos. a dívida do locatário de um animal de carga em relação ao locador desde que este animal estivesse destinado a sacrifício religioso. . em momentos de mudança. O romano concebia e enunciava o direito mais sob o aspecto processual que material. a dívida do tribunus aerarii em relação ao soldo (stipendium) do soldado. o sentido que os modernos emprestam a direito subjetivo. Em nosso estudo abordaremos o sistema das ações da lei. ou seja. mas somente de mantê-la em seu poder até que fosse honrada a dívida. temos um conceito genérico de ação. o direito romano era mais um sistema de actiones e de meios processuais do que de direitos subjetivos. As ações da lei eram instrumentos processuais exclusivos dos cidadãos romanos tendo em vista a guarda de seus direitos subjetivos previsto no ius quiritarium. solenidade e oralidade. utilizado no direito pré-clássico. Cercada de formalismo. únicos conhecedores das palavras sacramentais de cada actio. Hoje. Direito e ação eram conceitos estritamente conexos no sistema jurídico romano. O apossamento extra judicial dos bens do devedor não conferia direito de uso da coisa ao credor. CARACTERÍSTICAS DAS AÇÕES DA LEI. Durante toda a época clássica. . a fim de um melhor entendimento da matéria. detidos apenas pelos pontífices e pelo rex.

Conservaram-se delas grandes trechos e seu traçado foi seguido. templos e vias .detalhe em maquete da antiga Roma ARTE ROMANA Roma é um dos centros culturais mais importantes do Ocidente e boa parte de seus monumentos remonta à antiguidade. o português.C. principalmente. em linhas gerais. tais como pontes. está na origem das atuais línguas românicas. Depois de quase dois mil anos. a serviço dos imperadores divinizados. quando foram substituídas pela arte cristã primitiva. uniam todas as províncias do império e continuaram a facilitar os deslocamentos por terra dos povos que se radicaram nas antigas terras imperiais ao longo dos séculos.C. O cristianismo se valeu do Império Romano para sua expansão e organização e depois de vinte séculos de existência são evidentes as marcas deixadas por ele no mundo romano. Aquedutos. o catalão e o romeno. As criações artísticas dos romanos. idioma que a expansão romana tornou universal. represas e aquedutos ainda causam impressão pelo domínio da técnica e o poderio que revelam. além de ter conservado sua vigência. pela primeira vez. o francês.. a Arte Romana não foi original. conselheiro do imperador Augustus. até os tempos modernos. Se. os artistas obtiveram o mesmo prestígio que políticos e soldados. Arte romana é o conjunto das manifestações culturais que floresceram na península itálica do início do século VIII a. Muitas cidades européias mostram ainda em seu conjunto urbano os vestígios das colônias romanas que foram no passado. apesar de seu estado de abandono.antigos e forneceu as bases do direito da Europa medieval. à imortalidade da alma e à vida de além-túmulo. perfeitamente pavimentadas. tais como o espanhol. foi o primeiro dos grandes patronos da arte. O latim. em muitas legislações.. Em sua época surgiram o conhecedor de arte e o turista em busca de tesouros culturais e. Os temas indicam a crescente preocupação religiosa. Roma teve o mérito de haver sabido transmitir à posteridade os feitos dos artistas gregos. por muitas das grandes vias modernas de comunicação.C. As estradas romanas. sobretudo a arquitetura e 100 . As obras públicas. Caius Mecenas. o italiano. que reinou no final do século I a. fontes. em linhas gerais. referem-se. até o século IV d. Os poucos vestígios que sobreviveram da pintura romana mostram que as tradições gregas continuavam vivas. pode-se ainda falar de um mundo latino de características bem diferenciadas.

O Coliseu ergue-se no lugar antes ocupado pela Domus Aurea. nome que alude a suas proporções grandiosas. jônicas e coríntias. 101 . pedra travertina. para as classes altas. A fachada se compõe de arcadas decoradas com colunas dóricas. para a plebe e as mulheres. "Enquanto o Coliseu se mantiver de pé. atingiram notável unidade. ladrilho e tufo (pedra calcária com grandes poros). Dois séculos depois. pontes etc. de acordo com o pavimento. Titus inaugurou-o em 80 e a obra foi concluída poucos anos depois. O edifício inicial. aquedutos. em conseqüência de um poder político que se estendia por um vasto império. de três andares. COLISEU Vista lateral do Coliseu . e os portici ou pórticos. A grandiosidade desse monumento testemunha o poderio e o esplendor de Roma na época dos Flávios. O alto grau de organização da sociedade e o utilitarismo do modo de vida romano foram os principais fatores que caracterizaram sua produção artística. correspondentes às diferentes classes sociais: o podium. Roma cairá e se acabará o mundo". residência do imperador Nero.as artes plásticas. Os assentos são de mármore e a cavea. setor destinado à classe média. Sua planta é elíptica e os eixos medem aproximadamente 190 por 155m. A civilização romana criou grandes cidades e a estrutura militar favoreceu as construções defensivas. Roma permanecerá.). as maeniana. sua capacidade foi ampliada para quase noventa mil. grande cobertura de lona destinada a proteger do sol os espectadores.detalhe em maquete da antiga Roma. ou Coliseu (Colosseo em italiano). como fortalezas e muralhas. quando os imperadores Severus Alexander e Gordianus III acrescentaram um quarto pavimento. Por cima dos muros ainda se podem ver as mísulas que sustentavam o velarium. família a que pertenciam esses imperadores. A profecia do monge inglês Venerável Beda dá a medida do significado que teve para Roma o anfiteatro Flávio. dividia-se em três partes. quando o Coliseu ruir. e as obras públicas (estradas. O Coliseu foi construído em mármore. escadaria ou arquibancada. na época de Domitianus. comportava mais de cinqüenta mil espectadores. A tribuna imperial ou pulvinar ficava no podium e era ladeada pelos assentos reservados aos senadores e magistrados. Sua construção foi iniciada por Vespasianus por volta do ano 70 da era cristã.

Ela não procurou destronar a César. um para o verso (onde aparecem comumente as "efígies" dos imperadores) e um para o reverso (onde aparecem as "propagandas" da época). Forense. Marcos 12:17. Consideremos brevemente o mundo judaico na época de Jesus.JÚNIOR. . O povo judeu deste período não constituía propriamente uma nação separada. R. O gravador esculpia os desenhos da moeda através de entalhes feitos nos punções. do imperador ao mais simples cidadão de Roma ou de alguma Província e Colônia do Império. Disse Jesus: "Dai pois a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Mateus 22:19-22. . pois. cada moeda era "golpeada à mão". como também os 102 que seu sua seu . C.ALVES. 4. seus feriados.4 e 5 .. A Igreja e seu panorama histórico. Sendo uma religião espiritual. Eles tinham ainda o templo em Jerusalém e ali vinham adorar a Deus.TRICI. estavam. dos famosos edifícios e templos há muito tempo transformados em ruínas. 19ª edição. Editor Borsoi. . AZEVEDO. J. eram ensinados a respeitar todas as leis civis.Curso de Direito Romano. que normalmente era aquecido. CRETELLA . era colocado sobre ele.Lições de História do Processo Civil Romano. c. L. 1995. 3. C. J. J. ao contrário. BIBLIOGRAFIA . COMO ERAM FEITAS AS MOEDAS ROMANAS: Durante o império romano as moedas eram "golpeadas". M. vol. como os imperadores queriam ser vistos pelo seu povo através das "virtudes" cunhadas em suas moedas. 1.C. Primeiro o gravador criava dois punções feitos em bronze. Ed. O punção reverso era colocado em cima do disco de metal e era então "golpeado" por um martelo. Ed. A Igreja de Cristo em seus primórdios não procurou secularizar-se. não visava rivalizar com os governos terrenos. Lucas 20:20). O punção do verso era colocado em uma mesa. de suas esposas e filhos. então um disco de metal. Seus aderentes. ocasiões religiosas e seus deuses. uma vez se encontravam judeus espalhados através de todo o Império. até orgulhosos de religião. c. nem buscar qualquer apoio de qualquer governo. Não havia nenhum processo de cunhagem através de máquinas ou algum processo sistemático. Rio. XVII E XVIII. Revista dos Tribunais. As moedas nos mostram muito sobre o que era importante para o povo romano: como eles celebravam suas festas. além de nos dar excelentes retratos dos imperadores. semelhantemente aos pagãos encheram-se de formalismo e perderam poder. Mas.MOEDA ROMANA As moedas romanas oferecem uma visão única da antiga vida romana.Direito Romano. 1965. RJ. porque eram usadas diariamente por todos. 5.

Isto demonstra o lugar que a igreja ocupa no coração do Salvador. o único que permaneceu foram Seus ensinos deixados para a Instituição da qual ele falou que o inferno não prevaleceria contra ela. esparsos. Verdade que foi muitas vezes escurecida e terrivelmente desfigurada. poderíamos discutir que ela é imperfeita? Poderíamos alegar que o que Jesus fez precisa se “modernizar”. como também de suas lutas e triunfos. 1. Talvez a maioria pense que a Igreja sempre foi assim. reuniu seus seguidores numa organização.governos. então devemos tomar cuidado. I Pedro 2:13-16). Alguns fatos lamentáveis de perseguição. portanto. dada à importância que Jesus Cristo deu a Sua Igreja é impossível ficar indiferente diante do lamentável quadro apresentado nos dias de hoje pelos professos seguidores do Mestre Jesus. que nos deixarão de sobreaviso. 2. Além disso.200 anos os que marcaram o estabelecimento definitivo de um sistema religioso opositor da verdade. Foram estes 1. da forma e maneira em que as denominações a apresentam. A história da Igreja é o mais interessante estudo que pode ser encontrado em qualquer literatura. O Propósito da Investigação.200 anos. do jeito que a vemos hoje. Isso permaneceu assim nos primeiros três séculos. que possivelmente tiveram outras doenças. ALGUMAS CARACTERÍSTICAS CERTAS Se atravessando os séculos encontramos um grupo ou grupos de pessoas fugindo à observância destas características distintivas e enunciando outras coisas além das doutrinas fundamentais. E aos discípulos competia a tarefa de organizar e expandir essa organização com uma metodologia chamada de: "fazer discípulos". (Romanos 13:1-7. Nosso primeiro alvo será para obter uma clara compreensão do que e como era a Igreja de Cristo na época do Novo Testamento. desejamos chamar sua atenção para algumas das características ou sinais da Igreja de Cristo . envelheceram e morreram. A Igreja é a instituição pela qual Jesus Cristo deu sua vida. e com especial atenção. culto e adoração da igreja moderna. foi por ela que Jesus morreu na cruz. A seguir. vamos nos concentrar nos 1. Porém. mas. porque já está ultrapassada? Acreditamos que a Organização 103 . Cristo. isso acontece porque se está ocultando do povo a forma e maneira em que a Igreja do Novo Testamento era. o autor da religião cristã. Se nos pudermos identificar como era a Igreja do Novo Testamento teremos então o modelo de Igreja que Jesus estabeleceu. Havia. Neste curso vamos traçar uma linha através destes 21 longos séculos. uma clara distinção entre igreja e estado. e poderemos medir por esse modelo a organização. Jesus curou muitos doentes. a que chamou "Igreja". Jesus também ressuscitou a muitos. Tito 3:1. A Igreja do Novo Testamento. e se esse Criador da Organização chamada Igreja é Jesus. conhecidos pelos historiadores como anos de trevas espirituais e estagnação intelectual. 6. cuidadosos e suplicantes para que esses fatos não voltem a se repetir. PARTE 1 1. Em primeiro lugar percebemos que há UM AUTOR para a organização da Igreja.a religião cristã. os quais voltaram a morrer. Não obstante haverá sempre alguma característica indelével. alguns poucos fieis. não só para aprender sobre a origem e missão da Igreja. Encontraremos dos opositores da verdade muita hipocrisia como também muita farsa.

não somente para a Igreja como organização. etc. e que Ele resgatou Sua Igreja com seu próprio sangue. Somente os "Salvos" eram recebidos para ser membros das Igrejas. 9). Efésios 4:11. Vamos estudar esta luta entre a transigência com o mundo. 6. Se nos acreditamos que Cristo é Deus. Esta executava simplesmente a vontade do Seu Senhor expressa em suas leis completas como inseridas no Novo Testamento. nunca a Igreja legislou ou emendou ou abrigou velhas leis (do Velho Testamento) ou formulou novas. sendo esta celebrada somente pela Igreja. Isto significa que a organização geral era denominada: “Igreja de Cristo”. diáconos (Atos 6:1-6. de um lado. Dois ou mais seguidores eram chamados "discípulos". Sem nenhuma compulsão física ou governamental. seu Senhor e legislador e único cabeça da Igreja. Note bem! Nem Cristo nem os Seus apóstolos deram em qualquer tempo aos seus seguidores designações como "Católico". o Batismo e a Ceia do Senhor. o Novo Testamento são a única regra de fé e de vida. mas também para cada crente como indivíduo. São memoriais e perpétuas. Era Jerusalém contra Roma. 9. 4. 5. 8. (Atos 2:47). evangelistas (Atos 21:8. À Igreja de Cristo foram dadas duas ordenanças. Eram salvos unicamente pela graça. A fé era uma matéria de exame individual e de escolha pessoal.estabelecida por Jesus e pelos apóstolos é perfeita e não necessita que homens venham a colocar defeitos e ter assim argumentos para acrescentar “modernização”. Jesus Cristo chamou "discípulo" ao indivíduo que o seguia. 1 Timóteo 3:8). é o seu único sacerdote e rei. 2 Timóteo 4:5). pessoal e puramente voluntária. então não há nenhuma contradição em Paulo chamar a Igreja de Cristo como “Igreja de Deus” (Atos 104 . Cristo Jesus. E unicamente os que eram recebidos e batizados participavam da Ceia do Senhor. Ordenanças da Igreja serão analisadas à luz do Novo Testamento. sem qualquer obra da lei (Efésios 2:5. A finalidade e propósito destes chamados: “encargos de ministério” serão estudados em detalhes. e somente duas. 3. Efésios 4:11). O conjunto de todas as Igrejas era denominado assim: “Igrejas de Cristo” (Romanos 16:16). 7. O pastor era também chamado "bispo". quer em Jerusalém ou Antioquia ou outra qualquer parte era chamada "Igreja".). e a fé e coragem para manter a pureza da fé por outro lado. e para servirem à Igreja. 2. de acordo com o Novo Testamento e com a prática dos apóstolos. A história comprova que a Igreja que tinha sede centralizada em Jerusalém teve que mais tarde competir com uma outra organização centraliza em Roma. As Igrejas Locais no seu governo e disciplina eram centralizadas como podemos perceber na decisão que devia ser tomada somente por Jerusalém (veja em Atos 15). Somente as Escrituras Sagradas e. com certeza uma ficou desmerecida e outra prevaleceu. O fundador da Igreja e O Salvador de seus componentes. mestres (1 Coríntios 12:29. 8. A assembléia de discípulos. Todos eram escolhidos pela Igreja. A religião de Cristo era individual. em realidade. "Escolhei" é a ordem das Escrituras. uma mulher que seguia os ensinamentos de Jesus era chamada de “discípula” (Atos 9:36). em detalhes na Segunda parte desta disciplina. Os salvos e eles somente deviam ser imersos em nome do Pai e do Filho e do Espirito Santo (Mateus 28:19). Nesta organização chamada “Igreja de Cristo” (Romanos 16:16). desde cedo foram criadas algumas classes de oficiais para o exercício da liderança: pastores ou presbíteros ou anciãos (Atos 20:17.

mais tarde foi interpretada pelo Espírito Santo e tornou-se vida e poder neles. Este era também o método e o programa geográfico para a sua obra. na forma de um estudo bíblico. Mateus 7:29) – De princípio a fim é ensinamento e não um sermão. pois Mateus coloca esta metodologia em primeiro lugar. Queremos saber se qualquer inovação acrescentada a esse modelo seria possível e ao mesmo tempo permitido. devemos imitar. de modelo. com um culto e adoração que servisse de paradigma. pois foi Ele que diz: “edificarei a minha Igreja. conhecido como “Sermão da Montanha”. Os discípulos. honesta nossa intenção e santo nosso propósito. 6. o ensino e exposição da palavra em forma de estudo bíblico. As palavras ali registradas são a apresentação de um ensino. Tinha a Igreja de Cristo um modelo ou padrão a ser seguido? Esse é nosso alvo nesta pesquisa histórica e principalmente bíblica. A Igreja é de Cristo. na Judéia. isto é. Ou se qualquer acréscimo era visto pelos apóstolos como apostasia. pois se pudermos determinar com exatidão o modelo e padrão da Igreja Primitiva. Quando a igreja. o método empregado por Jesus na montanha não é de um “sermão” e sem o de um Mestre ensinando. que lembra as primeiras palavras de Jesus em relação a Sua organização. então nos teremos uma visão do modelo e padrão de Igreja pela qual Jesus deu Sua vida. em Samaria e até os confins da terra. então se enveredou pelo caminho da apostasia. 6 e 7.. Notar este fato é essencial à orientação da obra de evangelização e missionária em qualquer tempo e lugar. nada mais justo de que esse nome: Igreja de Cristo. Mateus 4:23 demonstra que a prioridade no ministério de Jesus era o ensino. (veja o texto paralelo em Mateus 9:35). INÍCIO DA APOSTASIA A formação do cristianismo e a sua propagação como religião histórica foi resultado exclusivo do testemunho e da interpretação da pessoa de Jesus Cristo. é de Deus. abrindo a sua boca os ensinava. Uma organização e administração estabelecida pelos apóstolos e da qual não pudessem se desviar. a nosso ver. Principalmente notamos que na narrativa que Mateus faz dos capítulos 5. Os discípulos tiveram convívio com Jesus. essa experiência. Nesta pesquisa inicial queremos saber se havia esse modelo de Igreja. portanto. pois se prestamos atenção Mateus declara o seguinte: “E.. por exemplo.20:28). e 7 faz questão de deixar claro que se trata de método de ensino de princípio a fim (veja para o início Mateus 5:2 e para o final. Você comprovará neste estudo que a tônica da mensagem era a didática. se perdeu no método especulativo. Nosso alvo é justo. a partir do segundo século em diante perdeu a metodologia por Jesus para seu crescimento. É mediante o testemunho e a interpretação da pessoa de Jesus Cristo feita pelos apóstolos e outros cristãos que o Cristianismo se estabeleceu e é. um ensinamento (veja Mateus 5:2 e compare com Mateus 5:19). O longo discurso registrado em Mateus capítulos 5. O Cristianismo implantou-se e propagou-se pelo método que Jesus Cristo mesmo seguiu no Seu exemplo e ensino. na verdade não é um “sermão”. que a história da Igreja precisa ser estudada. Portanto. 105 . Quando a igreja começou a usar outros métodos e deixou o ensino da Palavra como prioridade. dizendo:” (Mateus 5:2). Destacamos sempre a palavra “ensino”. nesta mesma base. eles foram escolhidos e treinados por Jesus para que dessem muito fruto e fruto que fosse permanente. como método eficaz para o estabelecimento da Igreja de Cristo. A tarefa dos discípulos era a de serem testemunhas de Jesus em Jerusalém.” (Mateus 16:18). E se esse é um modelo e padrão a ser imitado.

aquela que Ele fundou. 2. era a alegria de ser justificado.Fazei discípulos. Abordamos. Na declaração de Jesus: “ser-me-eis testemunhas” (Atos 1:8) está implicitamente revelado que o Cristianismo essencial é o Cristo implantado no coração dos homens através da sua experiência com Jesus. no estudo sobre a história da Igreja. porém. O método essencial. Portanto. deve ser ensinar as pessoas através de nosso próprio testemunho do que significa Jesus Cristo para nós. Pela interpretação e divulgação deste fato pelos apóstolos surgiu o Cristianismo como religião histórica. como Igreja. se desejamos avivar nosso trabalho de testemunho. aqueles que deveriam continuar o trabalho da Igreja não poderiam inventar “moda” e criar outros métodos diferentes. podemos ver o reconhecimento que as pessoas fazem do ministério de Jesus. Também. Chamamos a atenção para que.Ensinando-os. Aqui se comprova uma tarefa enorme. uma mensagem de justificação.Em Mateus 11:1 de novo o apóstolo. e de novo deixa claro que era o ensino. A Igreja de Cristo. ao narrar as atividades de Jesus coloca em primeiro lugar o ministério de ensino – Compare com Mateus 13:54. dando prioridade e a devida importância ao ensino das verdades bíblicas. devemos ponderar o trecho que é conhecido como a “Grande Comissão” Mateus 28:1920. É pela obra do Espírito Santo que Jesus foi feito Cristo e Senhor. o que é básico e essencial. nem do aperfeiçoamento dos nossos meios de comunicação. precisamos dar a devida atenção à pessoa de Jesus Cristo. Ministrar não apenas belos sermões.. 106 . repitamos. o testemunho cristão. que em palavras mais bíblicas pode-se chamar de “Justificação pela Fé”..Batizando-os. precisamos verificar o destaque que nele foi dado à pessoa de Jesus Cristo. Precisamos distinguir entre o Cristianismo essencial ou histórico e o Cristianismo “moderno” que muitas vezes procuramos implantar nos homens. e só depois a instituição. Mas. certamente. a tarefa de ensinar o povo de Deus. esta obra interior. segue a mesma orientação dada pelo Seu Mestre. Cristianismo consiste primariamente na presença do próprio Cristo nos cristãos. O Cristianismo essencial ou histórico. O método e êxito para isto não depende de formularmos uma doutrina ou teologia de evangelização. A ordem dos fatos é: 1. mas principalmente. tem o seu lugar ou utilidade. logo em seguida no ensinamento de doutrina. Freqüentemente proclamamos hoje. Tudo isto.. Este fato nem sempre tem recebido de nós a devida atenção. Para compreendermos a situação do Cristianismo em qualquer período da história. Justificação pela Fé. que sentido exato tem esta afirmação para nos mesmo e para o mundo? Que testemunho de interpretação nos poderíamos então dar e realmente damos sobre essa mensagem tão diferenciada e importante? Temos uma experiência de justificação? Desejamos aqui despertar a atenção dos alunos para este assunto. 3. ao ser interpretada pelo Espírito Santo tem como resultado natural o testemunho cristão. verifiquemos o lugar que a pessoa de Cristo tem tido nos vários períodos da história. Finalmente. Mais estudo e menos diversão. Em Mateus 22:16. em essência. Notamos de novo a ordem para que os seguidores de Jesus. mas não podemos examinar em pormenores a sua importância. que era o impulso e motivação dos crentes do primeiro século. e acima de tudo ENSINAR. é o Jesus da história como Cristo nos homens.

Inevitavelmente surgiu a oposição dos que eram responsáveis pela crucificação de Jesus e de quem os discípulos testemunhavam que tinha sido ressuscitado por Deus. casas e ensinar. No Pentecostes os apóstolos tornaram-se e passaram a atuar como testemunhas de Jesus Cristo e do que Deus fizera com Ele. era o Cristo anunciado pelos profetas. Disperso devido às perseguições em Jerusalém. Como resultado da obra do Espírito Santo nos apóstolos e do testemunho que estes deram de Jesus Cristo. A Igreja cresceu até que a cidade de Jerusalém toda tinha conhecimento da doutrina sobre a salvação por meio da Justiça de Deus (Atos 5:28). Esse nome estava em completo acordo com o testemunho essencial dos cristãos. A Igreja primitiva era espontânea e espiritual e não um efeito de atividades de entretenimento para os membros. eles anunciavam o Cristo que os tinha justificado pela obra na realizada e consumada na cruz. C. a narrativa era a seguinte: “E todos os dias. O desenvolvimento começou com a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e com a interpretação que estes fizeram depois da pessoa de Jesus com quem tiveram convívio durante o seu ministério. Isto revela que o que estava em foco na pregação era a pessoa de Jesus que era o Cristo predito nas Escrituras Hebraicas. se bem que ao certo ela já estava organizada de forma embrionária durante o ministério de Jesus. A Propagação do Cristianismo em Jerusalém.A propagação do Cristianismo na Judéia e Samaria. Quanto ao destaque à pessoa de Jesus Cristo na propagação do Cristianismo na Judéia e Samaria e na obra missionária de Paulo até o final do período da história do livro de Atos. surgiu em Jerusalém uma nova comunidade espiritual cujas características estão descritas em Atos 2:42-47 e 4:32-34. O Cristianismo histórico surgiu e propagou-se como resultado do testemunho que os apóstolos deram de Jesus Cristo. Este testemunho dos apóstolos inicialmente era acompanhado pelas maravilhas com que Deus glorificou o Seu Filho. mas por causa de vida de Jesus em cada membro. 2. a cura do coxo junto à porta do templo. Os primeiros discípulos não construíam templos.aqui. O trabalho missionário era concentrado nas casas. não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo” (Atos 5:42) – Um destaque devemos fazer sobre esta passagem. Três palavras em destaques: templo. O centro do movimento e das atividades dos primeiros discípulos era Cristo. ou seja. pois as reuniões da igreja primitiva seguia esse modelo. em especial anunciando a salvação provida mediante a fé em Jesus Cristo. apenas o destaque que a pessoa de Jesus Cristo teve na propagação do Cristianismo no período do Novo Testamento. Essa Comunidade é que mais tarde foi chamada Igreja de Cristo (Romanos 16:16). de que Deus o ressuscitou dos mortos. a espiritualidade não era imposta por leis e mandamentos. A expansão do Cristianismo em Jerusalém trouxe perseguição por parte dos adversários. por exemplo. desde que eles acreditavam que não mais Deus habitava em templos feitos de mãos humanas (Atos 7:48 e 17:24) e a ênfase da atividade missionária dos discípulos era o ensino. O Cristianismo como realidade histórica surgiu definitivamente em Pentecostes. por exemplo. Os que creram em Jesus Cristo formaram esta Comunidade que foi denominada “Igreja”. A formação da Igreja era um movimento espontâneo. vamos mencionar apenas alguns exemplos desta propagação sem entrar em pormenores. o que nos leva a acreditar que a narrativa de Atos 5 está situada antes da destruição do Templo judaico no ano 70 d. esta palavra é usada aqui para se referir ao grande templo dos judeus. 1.. que culminou com a morte de Estevão. e de como o Jesus Homem. O testemunho dos apóstolos e o crescimento da Igreja inicialmente eram acompanhados pelos sinais operados por Deus como. era fruto da sua experiência interpretada. Em face das perseguições o Cristianismo passou a se propagar fora de Jerusalém e o nome de Jesus Cristo foi divulgado em toda parte. no templo (dos judeus) e nas casas. cuja finalidade era glorificar a Jesus Cristo. Sobre a atuação dos apóstolos. Os adversários admitiram que a causa do movimento estava no fato de que os discípulos haviam estado com Jesus (Atos 4:13). Eram Testemunhas. Filipe chegou a 107 . eles testemunhavam da obra de Jesus em favor deles.

Paulo afirmou que o seu ensino era que Cristo devia padecer e que Ele era o primeiro a ressurgir dos mortos. portanto. essa base era o ensino correto e apropriado da Justificação pela Fé em Cristo. Aparece a ele como “Jesus” histórico. Lucas fala dos crentes dispersos pelas perseguições em Jerusalém (Atos 8:1). “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo” (Atos 16:31). Também pela mesma razão os discípulos em Antioquia foram chamados de “cristãos”. por exemplo. Saulo começou a ensinar em Damasco que Jesus era o filho de Deus. Em sua defesa perante o rei Agripa. ensino centralizado na pessoa de Jesus como Filho de Deus. quando o Cristianismo transcendeu as fronteiras da nacionalidade. Na conversão de Saulo no caminho de Damasco aparece em grande destaque a ação da própria pessoa de Cristo glorificado junto a Saulo. isto é digno de nota. Filipe ensinou sobre a pessoa histórica de Jesus como cumprimento da profecia que o etiope estava lendo. que já conheciam a Jesus. no areópago de Atenas. A Igreja de Cristo que estava em Antioquia pouco depois se tornou um centro de expansão missionária. a pessoa de Jesus foi o ensino ministrado por Pedro na casa de Cornélio. por exemplo. pois era fundamentada sobre um alicerce correto. ouvem agora de Felipe que esse Jesus era o Cristo.. ele fala que alguns varões chíprios e cirenenses ensinavam aos gregos em Antioquia e como fruto desses ensinos grande número se converteu ao Senhor (Atos 11:20-21 e 24). Sem entrar em minúcias. o ponto culminante da mensagem de Paulo foi o ensino de que Deus destinou um varão que foi ressuscitado dos mortos. Ao carcereiro de Filipos disse. em momentos especiais e marcantes no seu trabalho. Na história da obra missionária de Paulo. também. e pregava ali a “Cristo”. chamamos a atenção dos alunos apenas para alguns casos concretos. Foi na base destes ensinamentos que se implantou o Cristianismo em Antioquia e foi constituída ali a Igreja. Depois disso. e que devia anunciar essa mensagem somo se fosse uma luz para o povo judaico e aos gentios. Os missionários que saíram de Antioquia estavam sob a orientação do Espírito Santo (Atos 13:1-3). fez uma exegese correta e anunciou “a Jesus”. que viram a inutilidade das obras tanto para o judaísmo como para todo o sistema religioso pagão. Explicou que “esse Jesus é o Cristo” (Atos 17:3). Quando. pois a conversão era a Cristo Jesus e não a qualquer sistema de doutrinas. Logo depois.Samaria. Aparece também junto a Ananias instando-o para ir orientar a Saulo com referência ao que ele devia fazer. O etiope creu e se converteu. Pedro fez um estudo de como Jesus de Nazaré. divinamente dirigido. andou fazendo o bem (Atos 10:38) como fora crucificado e ressuscitado e como todos aqueles que aceitassem essa dádiva divina de salvação em Cristo receberiam a justificação. Em Tessalônica Paulo ensinou que convinha que o Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos. Depois. mensagem essa que alegrou o coração dos gentios. O que se vê nestes casos é o destaque ao ensino da fé. Verificamos. a única mensagem ensinada pelos crentes em toda parte era a pessoa de Jesus Cristo. Filipe. Igualmente. ou seja. Também no seu longo ministério em Corinto. Os samaritanos. Notamos que o Cristianismo se expandia como resultado direto do ensino das verdades bíblicas relativas a Jesus e não de programas que visam apenas divertir e entreter multidões. Na propagação do Cristianismo também entre os gentios em geral. É digno de destaque saber que quando Paulo e Barnabé regressaram de sua primeira viagem relataram (fizeram um relatório) de como Deus tinha aberto aos gentios “a porta da fé” (Atos 14:27). Este estudo bíblico sobre a ação salvadora de Deus em Cristo foi o ponto máximo no ensino de Pedro na casa de Cornélio quando o Cristianismo passou para o meio dos gentios. e lhe ensinou a correta interpretação do texto da Bíblia.A Propagação do Cristianismo até os Confins da Terra. temos muitos exemplos de como. A Igreja de Cristo em Filipos era composta de crentes em “Jesus Cristo” (Filipenses 1:1). lia a Escritura Hebraica. ungido de Deus com virtude. ele apresentou a mensagem da Justificação pela Fé na pessoa de Jesus Cristo. 3. encontrou-se com um etíope que. E que foi por meio dessa qualidade de ensino que o 108 . era a ação salvadora de Deus na pessoa de Jesus Cristo. o único assunto de sua pregação era Cristo e esse crucificado. na sua viagem de regresso para a sua terra. que no ensinamento de Paulo e dos cristãos primitivos em geral.

mas de maneira prática. do cristianismo sobre o judaísmo. Diante dessa situação. O ensino e a didática. Mesmo assim. Além da situação já existente. que mesmo nos primórdios da Igreja de Cristo. em face de perseguições e heresias. sem se perguntar “como se explica essa doutrina?”. Foi nesta base que a expansão do Cristianismo chegou ao ponto máximo na sua marcha essencialmente didática e sem problemas de natureza especulativa. durante esta transição para o método especulativo. eram essencialmente o testemunho de como a Justificação era uma realidade pessoal dos cristãos. portanto. a posição das igrejas comparadas a castiçais de ouro. É a situação refletida no Livro aos Hebreus. em face das provações e desânimo causados pelas perseguições. apesar dos problemas que cada uma enfrentavam. uma liderança responsável comparada a um “anjo”. (1 Coríntios 15:3-4). com o desaparecimento dos apóstolos e da influência pessoal dos cristãos primitivos. esse movimento de volta ao judaísmo. cada igreja local identificada como tendo uma liderança composta e nunca uma única pessoa. 21 – Desde o início até o fim o tema do Livro também é a experiência da justificação pela fé. A obra salvadora de Jesus no primeiro século ainda não era interpretada de forma doutrinária. porém. surgiu então. Nela pode-se ver claramente o ensino da superioridade da Nova Aliança. A fé era a base e alicerce da salvação. como já comprovamos. o Cristianismo histórico na revelação do Apocalipse aparece com suas formas e atividades externas estabelecidas como sejam. Eram tendências despertadas pela filosofia e idéias religiosas pagãs. Isto significava. Os cristãos primitivos (do primeiro século) apenas aplicavam à vida os benefícios da Justificação. é que desde o início podemos notar o claro ensino da Justificação pela Fé o que torna o último Livro do Novo Testamento também um Livro de didática espiritual e salvadora (veja como exemplo: Apocalipse 1:5-6 e 22:11. enquanto de maneira progressiva era introduzida uma outra forma de salvação. o testemunho cristão era em essência a experiência da justificação. os benefícios do sangue de Cristo e a graça divina) A partir do segundo século. A morte e a vida de Cristo era aplicada na vida como benefícios de Deus ao homem e essa aplicação prática era o ponto máximo e único do ensino teológico. tão combatido por Paulo nas Epístolas aos Romanos.Cristianismo penetrou e implantou-se nos principais centros do império romano. Porém. No final do primeiro século. 14. 109 . é dessa forma que podemos extrair das Cartas de Paulo para a Igreja. Na parte final do primeiro século da era cristã. a necessidade de uma defesa do Cristianismo e de exaltar a salvação cristã em contraste com o judaísmo. por exemplo: A observância do Domingo como dia do Senhor (Apocalipse 1:10). No ensino dos apóstolos e dos outros cristãos do primeiro século até esta altura a pessoa de Jesus Cristo e de Sua obra salvadora eram apresentadas como fatos de experiência sem qualquer tentativa para interpretações doutrinárias e especulativas. começaram a surgir entre alguns líderes do Cristianismo. por exemplo. o mais descuidado na leitura de Apocalipse. o que demonstra o valor de cada uma. aos Efésios e em especial aos Gálatas. O Cristianismo apresenta-se organizado e em condições de prosseguir como religião histórica. para Ele poder ter a capacidade de operar a Justificação provida por Deus. a revelação de Cristo a João prediz também as coisas que ainda hão de acontecer e a necessidade de a Igreja de Cristo ouvir a mensagem de Jesus através dos seus pastores sob a orientação do Espírito Santo. várias tendências de interpretar criticamente ou em termos racionais a pessoa de Jesus Cristo. Sua finalidade e didática é fortalecer os crentes e mostrar o final do velho sistema de culto e ritos judaicos. muitos fieis permaneceram do lado da verdade. perdurou ainda por algum tempo o ensino correto sobre o tema e a apresentação do testemunho de cristãos que tinham a experiência da justificação em suas vidas. foi conhecido na história como “judaizante”. muitos cristãos de origem judaica começaram a enfraquecer na fé e a se inclinar para voltar ao judaísmo.

Havia necessidade de doutrinar as igrejas em face de tais problemas e outros semelhantes. nada havia de interpretação especulativa. esse ensino transformou o mundo de então e abalou o Império Romano. e também um tremendo ensinamento para nossos dias. Nessa época. como também a influência do verdadeiro cristianismo. ao ascetismo. diziam os teólogos. esse era o “poder de Deus”. Por exemplo: Foi então que se começou a perguntar se Jesus Cristo era divino ou humano. até 320 d.. depois do segundo século. Também os assuntos básicos do Cristianismo ainda não eram estudados em profundidade ou exaustivamente. C. que o sangue de Cristo foi derramado para a nossa salvação e trouxe a graça de Deus e a chamada ao arrependimento dirigido ao mundo inteiro. e a solução provida na obra salvadora de Jesus. Por exemplo: A celebração da 110 . Jesus Cristo continuou a ser crido e ensinado como o único e suficiente mediador entre Deus e os homens. e isto é lamentável. Precisamos reafirmar que esta tendência crítica surgiu em face de heresias. e como essas idéias podiam ser harmonizadas. por exemplo. Clemente de Roma diz. vindos de fora. muitos começaram a analisar criticamente essa obra de redenção. Já explicamos que o Cristianismo Histórico apresentava um ensino simples sobre a condição do homem sem Deus. E no intuito de explicar se inicia um sem número de especulações. O sofrimento de Cristo era considerado vicário e Sua vida substitutiva. umas negando. as mudanças foram se ampliando até que culminou num sistema “cristão” que ensinava a salvação pelas obras. cerimônias e paramentos. a divindade de Jesus Cristo. porém.Porém. algumas igrejas começaram a sofrer neste período. A aceitação da pessoa e obra de Jesus Cristo era essencialmente prática. e outras negando sua humanidade. se era Filho de Deus ou era filho do homem. Era simples. era a demonstração do poder do evangelho que podia transformar um pecador em uma pessoa que desfrutava dos benefícios da Justificação pela Fé. começou a surgir em algumas igrejas o ensino de uma interpretação da pessoa de Cristo. nem “shows para arrastar multidões”. Porém. Os escritos dos teólogos deste período geralmente pouca referência fazem à idéias especulativas. ou quando ele precisa defender aquilo em que crê em face de desafio das heresias. No ensino cristão. Quando. A morte de Cristo traz. as Igrejas de Cristo atuavam na maior humildade. A sua morte na cruz era considerada fato essencial na obra redentora. os teólogos. O ensino realmente cristão era um testemunho prático da fé em Cristo e não uma resposta doutrinária à perguntas dos que em Jesus não acreditam. ele corre o perigo de abandonar a sua fé genuína e pessoal e se enveredar para a especulação. que agora passaremos a chamar de “Cristianismo Histórico”. Mencionaremos algumas causas e como isso aconteceu: Quando o ensino apostólico passou para o ensino dos séculos posteriores foi óbvio que não só o ensino original foi se perdendo. Não havia ainda esforços para se formar algum sistema de teologia. com apenas um testemunho pessoal. no pensamento e no ensino é maior do que podemos imaginar. a influência de tendências para o sacramentalismo com reuniões cheias de programações. Ao invés de apenas acreditar na obra salvadora. por exemplo. era o evangelho de Cristo para salvação (Romanos 1:16). jamais a exposição doutrinária está isolada do testemunho da fé e da experiência pessoal com Cristo. obras externas como atributos de salvação e a perda da visão da Justificação pela Fé. Como resultado desse ensino simples. embora já tivessem os seus pensamentos despertados para assuntos de controvérsias cristológicas. o cristão precisa se defender contra os ataques do mundo. a partir do segundo século. mantiveram ainda uma posição genuinamente evangélica com referência à pessoa e obra de Jesus Cristo. por exemplo. humilde e singelo o Cristianismo Histórico estendeu suas fronteiras e chegou a predominar no Império Romano. depois da morte dos apóstolos. sem ostentação. a salvação e a vida eterna. era essa a única ênfase. Nos primeiros séculos depois do período apostólico. singelo. Era o período da expansão do cristianismo. Esta mudança no interesse. dando demasiada importância ao batismo.

enquanto os apóstolos estavam ainda vivos a hierarquia da Igreja de Cristo repousava sobre uma liderança tríplice. pelo contrário notamos que ele se reportou à liderança de Jerusalém para dar o seu relatório e solucionar o problema criado com o ensino da Justificação pela Fé aos gentios (Atos 15 – todo o capítulo). que como vimos formava parte da liderança tríplice. cuja sede estava em Jerusalém. Sim! No ano 49 d. Faz 21 inclinações com a cabeça e 7 vezes com os ombros. estabelecer um ministério individual. Mas. Os apóstolos deveriam permanecer em Jerusalém. Evidentemente os três apóstolos serviam como órgão diretor para as congregações dispersas das Igrejas de Cristo (Romanos 16:16). o 111 . Sabemos pela leitura atenta de Atos. veja com atenção Gálatas 2:9 – “E conhecendo Tiago. que eram considerados como as colunas. veja como Martinho Cochêm descreve o cerimonial no livro: Explicação da Missa. inclina-se 8 vezes e beja a oferta 36 vezes! Põe as mãos sobre o peito 11 vezes e oito vezes olha para o céu. um dos outros apóstolos da diretoria geral. beija o altar 8 vezes. Dize-nos. e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?” Mateus 24:3. Durante o primeiro século. página 40 – “O sacerdote durante uma só missa benzese 16 vezes. aquilo que no Apocalipse é chamado de “primeiro amor” (Apocalipse 2:4). quando serão essas coisas. exceto os apóstolos”. Mateus 26:37 e Marcos 5:37). A Igreja aqui mencionada é o reconhecimento que havia uma única Igreja.. A Igreja não pode se perder na busca de outros modelos a não ser aquele que Jesus estabeleceu para sua Igreja. depois duma consideração aberta. em contradição com a Sede de Jerusalém. Devemos notar com cuidado que esta religião especulativa e cheia de cerimônias tomou corpo. a saber Judas. Nesta reunião notamos também que quem falou foi Pedro (Atos 15:7). eleger homens dentre eles e enviá-los com Paulo e Barnabé a Antioquia. o primeiro que Jesus lhes disse foi: “Acautelai-vos que ninguém vos engane” Mateus 24:4 – E a continuação lhes explica que o engano consistiria num engano religioso. Desde que a Igreja estava em formação. Após a resolução. Veja como o desvio da fé se iniciou quando movimentos de cenário começaram a substituir as singelas reuniões de ensino da Palavra. e Silas. Note-se com atenção que quem está fazendo este reconhecimento é Paulo. 10 bate no peito. Cefas e João. descobre o Cálix e o cobre novamente 5 vezes e muda de lugar 20 vezes!”. homens distintos entre os irmãos”. que as Igrejas de Cristo.. ele é indicado com clareza nas páginas do Novo Testamento.. ajoelha-se outras 10 vezes e junta as mãos 54 vezes. “então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos (Presbíteros).”. assim. em seus primórdios tinham como organização centralizada a cidade de Jerusalém. volta-se para o povo outras 16 vezes. Então. 16:4). visto que aquela tríplice liderança em Jerusalém era o modelo cristão primitivo para a supervisão geral sobre todos os discípulos. faz 11 rezas em voz baixa e 13 em voz alta. assim como também quem falou dando sua opinião foi Tiago (Atos 15:13). a Bíblia relata que essa resolução deveria ser aceita por todas as igrejas locais que estavam sob a jurisdição de Jerusalém (Atos 15:23. enquanto Jesus ainda estava com seus discípulos já tinha estabelecido essa hierarquia (Veja com atenção Mateus 17:1. apesar da grande perseguição. ele que muito bem poderia querer. dada a sua importância.. O relato de Atos nos diz que. muito mais quando sua Sede se estabeleceu em Roma. O “primeiro amor” era a fé cristã como aceitação da graça de Deus. Devemos ainda destacar que depois que os perguntaram ao Salvador: “.C. Se a Igreja desejar seguir o padrão e modelo original. Como resposta a essa pergunta. com toda a igreja. e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria. pois Jerusalém era a Sede da organização e ali deveria permanecer a liderança. Tudo isso começou a enfraquecer a fé e a vitalidade inicial. foi preciso que eles se reunissem em Jerusalém para resolver questões que afetavam os cristãos em geral..missa é mais uma encenação que um culto cristão. chamado Barsabás. A fé se perdeu quando o culto era uma programação para entreter as pessoas e não para ensinar as pessoas. é importante notar que o relato de Atos 8:1 explica assim: “e fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém. levanta os olhos 11 vezes.

um dos apologistas do cristianismo. Aprovou o Credo de Nicéia. bispo de Esmirna. Define a unidade pessoal de Cristo. pondo fim à era de perseguições. povo.sinal era caracterizado pelo maior engano que o mundo já viu! Portanto. Justino. Concílio de Calcedônia: condenou o monofisismo. o Mártir. advogado cartaginês. PRINCIPAIS DATAS 155 100/165 160/320 313 DATAS FATOS DO CRISTIANISMO HISTÓRICOS Morre queimado Policarpo. Define as duas naturezas de Cristo. notável apologista do cristianismo. Concílio de Nicéia I: condenou o arianismo. traduziu a Bíblia para a o latim (Vulgata). os próprios eleitos (Mateus 24:24). 325 340/420 381 385/405 401 431 451 553 112 . Concílio de Constantinopla I: definiu a divindade do Espírito Santo. Concílio de Éfeso: condenou o nestorianismo. o grande engano. As conseqüências de ser enganados pela falsa religião são muito piores do que ser vítimas da fome. e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra” Apocalipse 13:7-8). Período em que Jerônimo traduz a Vulgata. pelo Imperador Constantino. Concílio de Constantinopla II: condena os erros de Orígenes. teria muita autoridade e uma adoração mundial ou universal (“Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo. Início do gradativo fortalecimento do papado e da Igreja Católica Romana que se estende por toda Idade Média. Publicação do Edito de Milão. De acordo com o Livro de Apocalipse essa falsa religião. A conseqüências são de valor eterno. enfermidade ou guerra. Jerônimo. o engano religioso seria o primeiro e mais importante sinal para indicar as cousas que aconteceriam após a morte dos apóstolos. Tertuliano. língua e nação. Jesus advertiu dizendo que seriam enganados “se for possível” até os escolhidos.

Concílio de Nicéia II. Considerados hereges. Lutero prega na porta da Igreja de Wittenberg suas famosas 95 teses. João Wyclif ou Wycliffe. médico e teólogo espanhol. Daí vem o termo "menonitas". pré-reformador. Meno Simons. (Valdenses) Papa Inocêncio III institui “os inquisidores da fé contra os albigenses”. humanista. morto na fogueira por decisão do Concílio de Constança. Jerônimo (Girolamo) Savonarola. João Huss. pré-reformador. comemorada no dia 31 de outubro. Nasce João de Wesselus ou Wessel. o extermínio começou no ano de 1209 e se estendeu por vinte anos. Período das Cruzadas. Trulano II ou Qüinissexto (692). condenou o monotelismo.680 Concílio de Trulano (em Constantinopla). pré-reformador. o mais célebre líder dos anabatistas. Dia da Reforma Religiosa. morre na prisão. O pré-reformador João de Wessália. fundador da Sociedade de Jesus (jesuítas). líder da Reforma Religiosa do Século XVI. Erasmo de Roterdam. notável doutor de teologia em Erfurt. 787 1096/1291 1140/1217 1198 1328/1384 1369/1415 1419 1452/1499 1469/1536 1479 10/11/1483 17/07/1505 1511-1553 31/10/1517 1491/1556 1492/1559 113 . Inácio de Loyola. Nasce Martinho Lutero. pré-reformador. braço da Igreja católica na contra-reforma. preso. Martinho Lutero ingressa na ordem dos agostinianos. condenado e queimado em Genebra. Condena a veneração de imagens. pré-reformador. herói da Boêmia. Serveto. Pedro Valdo. considerado como complementação dos dois anteriores.

Nasce o Pietismo. 10/07/1509 1564 31/10/1517 Reforma Religiosa do Século XVI. também chamada Reformada ou Calvinista. na Escócia. sob inspiração do sistema doutrinário e eclesiástico de João Calvino. o primeiro culto reformado no Brasil. credo firmado pelos luteranos que delimitava a o pensamento teológico calvinista e luterano. em 1560. reformador polonês. perpetuando a separação dos grupos.1505/1572 John Knox. Felipe Jacó Spener. João Knox funda. Morre Jan Laski. a Igreja que viria a chamar-se Presbiteriana. recomendando as Sagradas Escrituras como base da fé cristã. a Igreja Presbiteriana. Jacobus Arminius. Falece o reformador suíço Guilherme Farel. pastor em Genebra. Pai do calvinismo. fundador da seita dos quaquers. grande despertamento espiritual após a Reforma. João Calvino. Fórmula da Concórdia. Lutero afixa as 95 teses à porta da Igreja de Wittenberg. funda. Noite de São Bartolomeu. George Fox. O arminianismo sustenta que os benefícios da graça são oferecidos a todos. reformador da Escócia. Organizada a primeira igreja evangélica do Brasil e da América do Sul. 10/03/1557 21/03/1557 08/01/1560 1560 1560/1609 1565 24/08/1572 1577 1666-1686 1624/1647 1631/1705 1643/1648 1661 1685 114 . Nesta data. líder do Pietismo Reúne-se a Assembléia de Westminster e elabora conhecida confissão de fé Fundada em Londres a primeira igreja Anabatista da Inglaterra. reformador. publicada em 1563. teólogo holandês. no Rio de Janeiro. Pregou o pastor Pierre Richier. líder do Pietismo. Realiza-se. Participou da tradução da Bíblia para o polonês. Felipe Jacó Spener.

fundada por Robert Raikes. Data da experiência máxima de João Wesley. Robert Raikes. missionário na China William Carey. Hudson Taylor. Joseph Smith criador da seita dos mórmons. o pai das missões modernas. 1701 1703/1758 17/06/1703 22/03/1791 1714/1770 1732 George Whitefield Os morávios enviam Hans Egede à Groelândia. Wesley começa a pregar ao ar livre. missionário na Índia. Moody. Charles e John Wesley visitaram a Irlanda pela primeira vez. fundador da comunidade dos moravianos.e que durou cerca de meio século. 1700-1760 Conde Nicolau von Zinzendorf. jornalista inglês. notável avivalista. Primeiro grande avivamento da História da Igreja. Jonathan Edwards. Sociedade Missionária Batista é criada por William Carey. Começa a funcionar na Inglaterra a primeira escola dominical. 115 24/05/1738 1735/1743 1735/1811 12/05/1739 1747 1761/1834 1805/1844 1832/1905 1761/1834 1837-12/12/1899 1774 20/07/1780 1792 1792/1875 . criador da Escola Dominical. dando início ao movimento de missões estrangeiras. em Bristol. William Carey. avivalista Primeira Conferência Metodista na Foundery (Londres). Finney. John Wesley. Início do trabalho missionário mundial. fundador do Metodismo.

é fundada nos EUA. morreu assassinado. EUA. eloqüente pastor batista americano. por Roberto Kalley e sua esposa. 312. em Los Angeles. instituição que se dedica à distribuição de Bíblias. comandou Teologia da Dialética. onde foram ensinadas as doutrinas que se tornaram o núcleo do movimento pentecostal mundial. teólogo e mártir luterano alemão. Nasce o movimento pentecostal na famosa Rua Azuza. fundador a seita conhecida como Testemunhas de Jeová. missionário escocês na África. teólogo. combateu a segregação racial. James Hudson Tailor. um dos expoentes da Teologia da Dialética. em Petrópolis. para onde seguiu em 1840. Emil Brunner. Os Gideões Internacionais. Nasce Billy Graham. Soren Aabye Kierkegaard. Charles Parham funda a Escola Bíblica Betel. um dos maiores nomes da teologia do século XX. notável pregador batista. Charles Taze Russel. Richard Wurbrand. EUA. 1898 1900 25/02/1902 1906/1945 09/04/1906 1908/2001 07/11/1918 18/04/1926 15/01/1929 04/04/1968 116 . filósofo e teólogo dinamarquês. onde se localizava a Azuza Street Mission. Kansas. 05/05/1813 11/11/1855 1832/1905 1852/1916 19/08/1855 23/08/1884 30/07/1976 1886/1968 1889/1966 Karl Bart. Dietrich Bonhoeffer. RJ. considerado como o primeiro representante da filosofia existencialista. missionário na China. criador da Missão A Voz dos Mártires. Martin Luter King. Nasce o Jürgen Moltman. em Topeka. Nasce em Estrasburgo o teólogo Oscar Culman. Rudolf Bultman. teólogo suíço.1813-1873 David Livingstone. Fundada a primeira EBD no Brasil.

Li na Bíblia “pedi e dar-se-vos-á”. que não o receberam. são impressionantes. percebi que não me achava pronto a entrar nos céus. Fundado. Fiquei impressionado especialmente com o fato de as orações dos crentes. criador do Ministério Desafio Jovem.. Imediatamente.. nos Estados Unidos. e ouvir os sermões do senhor Galé.1931 23/08/1948 1960 Nasce David Wilkerson. na Duquesne University of Holy Spirit. Na Inglaterra. não houve baile nem representação de teatro na cidade durante seis anos. Fiquei quebrantado até o pó perante o Senhor.) Fui vencido pela convicção do grande pecado de eu envergonhar-me se alguém me encontrasse de joelhos perante Deus. Li. Jovens Com Uma Missão. em oração. Eis o segredo dos grandes pregadores. o Conselho Mundial de Igrejas. semana após semana. ao assistir às reuniões de oração. O pecado parecia-me horrendo.. Holanda. infinito. um derramamento do Espírito de Deus e afirmavam que assim haveria um avivamento com a conversão de pecadores. multidões também se prostraram diante do Senhor enquanto Finney pregava. a JOCUM. também. Exortavam uns aos outros a se despertarem para pedir. das que professaram conversão nos cultos de algum dos maiores pregadores. o advogado perdeu todo o gosto pela sua profissão e tornou-se um dos mais famosos pregadores do Evangelho. (. A conversão de Finney e o seu imediato batismo no Espírito Santo. Nessa altura. E buscar-me-eis. também. quando me buscardes de todo o vosso coração”. 1966 ALGUNS PERSONAGENS REVELANTES DA HISTÓRIA DA IGREJA CHARLES FINNEY (1792-1875) Nasceu de uma família descrente e se criou num lugar onde os membros da igreja conheciam apenas a formalidade fria dos cultos.. eu entrava na mata. Eis um trecho de sua biografia: Ao ler a Bíblia. ao encontrar nos seus livros de jurisprudência muitas citações da Bíblia. muita oração em secreto. mais de 100 mil pessoas foram ganhas para Cristo pelo ministério de Finney. cultos de oração. e ireis. do que os pais terrestres a darem boas coisas aos filhos. em Pittsbourgh. e orareis a mim. a seguinte passagem me iluminou: “ Então me invocareis. Achei. Descobriu-se que mais de 85 pessoas de cada 100 que se convertiam sob a pregação de Finney permaneciam fiéis a Deus. Conta-se acerca deste pregador que depois de ele pregar em Governeur. enquanto 75 pessoas de cada cem. O amor a Deus. para ficar inteiramente sozinho com Deus. e eu vos ouvirei. a fome de sua Palavra. comprou ume exemplar com a intenção de conhecer as Escrituras. e bradei em alta voz que não abandonaria o lugar. em Amsterdam. Ouvia os crentes pedirem um derramamento do Espírito Santo e confessarem. nas palavras do próprio Finney: Os meios empregados eram simplesmente pregação. Tornou-se um advogado que. durante nove meses de evangelização. depois. Loren Cunnigham funda. acho que. grande proveito em observar freqüentemente dias inteiros de jejum em secreto. se desviavam.. Parece que Finney tinha o poder de 117 . a unção para testemunhar e anunciar do Evangelho vieram sobre ele no dia de sua entrega a Jesus. Em tais dias. orava realmente sem cessar. Foi num domingo de 1821 que assentei no coração resolver o problema sobre a salvação da minha alma e ter paz com Deus.. Eu tinha o costume de passar muito tempo orando. não serem respondidas. no Estado de New York. nem que todos os homens da terra e todos os demônios do inferno me cercassem. às vezes. que Deus é mais pronto a dar o Espírito Santo aos que lho pedirem. e me achareis. Calcula-se que somente durante os anos de 1857 e 1858. contados em sua biografia. Nasce a renovação carismática (RCC) nos Estados Unidos. ou me fechava dentro do templo. intensivo evangelismo pessoal e cultos para a instrução dos interessados.

000. continuando a ser 118 . Pregava ao ar livre e nos maiores edifícios. Nesta mesma viagem. fundou e dirigiu o orfanato de Stockwell. maravilhas também ocorreram. Henrique Varley: O mundo ainda não viu o que Deus fará com. 400. fundou e dirigiu o Colégio dos Pastores. O culto inaugural deu-se em 19 de outubro de 1856. de tal maneira que produzia fruto mais permanente. 45 cultos. o prédio mais amplo. Irlanda. 60 cultos. Moody deixou um bom emprego para trabalhar todos os dias no serviço de Cristo. Quando o culto começou.. Contava com trezentos intercessores que. em 1871. CHARLES SPURGEON (1834-1892) Conhecido como o “príncipe dos pregadores”. multidões buscaram ao Senhor. Teve uma tremenda experiência numa viagem a Inglaterra. isto perdurando pelos próximos 31 anos. Ao início do culto. para e pelo homem inteiramente a Ele entregue. em média oito a doze vezes por semana! Spurgeon publicou inúmeros livros. 330. em Bow Road Hall.000 pessoas assistiram.000 assistentes. A princípio um luar muito amplo. Em março de 1861 sua Igreja concluiu a construção do Metropolitan Tabernacle. esta viagem culminou com quatro meses de cultos em Londres. Vitória Hall. Haymarket Opera House. Sua mãe ficou viúva com os filhos ainda pequenos. Moody nasceu em 5 de fevereiro de 1837. esforçou-se em vários outros ramos de atividades. o que mais impressionou Moody e o levou a buscar definitivamente uma experiência mais profunda com Cristo foram estas palavras proferidas por um grande ganhador de almas de Dublim. Milhares de sermões seus foram publicados e traduzidos para diversas línguas. Reconhecendo a necessidade de instruir os jovens chamados por Deus a proclamar o Evangelho. aos quais um total de 720. Para termos idéia. Sua mãe foi uma crente fiel e soube instruir seus filhos no Caminho. Retornou aos EUA em 1875. construído para diversões públicas. porém freqüentado por um pequeno grupo de fiéis. Também contatou Jorge Muller e o orfanato em Bristol. Inspirado pelo exemplo de Jorge Muller. Aos vinte e quatro anos. 60 cultos. logo após casar-se. A oração fervorosa era um hábito em sua vida. o sexto filho de nove.000. também foi um divisor de águas na vida de Moody.000 pessoas a cada culto dominical. aos 19 anos já era pastor na Park Street Chapel. Nesta época ele teme uma marcante experiência com o Espírito Santo. numa pobre família do Connecticut.000 fora que não puderam entrar! Uma terrível catástrofe ocorreu neste dia. Tendo trabalhado com Escolas Bíblicas e evangelização em Chicago. sem ter promessa de receber um único centavo. pessoas diabólicas se levantaram gritando “ Fogo! Fogo!”.impressionar a consciência dos homens sobre a necessidade de um viver santo. Isto não impediu que o interesse pelos cultos até aumentasse.000 assistiram. Na Irlanda. Gales. Pregou em cidades de toda a Inglaterra e noutros países: Escócia. Moody pregava alternadamente em quatro centros. sendo reconhecido como o mais famoso pregador do mundo. Um terrível incêndio que praticamente destruiu Chicago. provocando um grande alvoroço e um saldo de sete pessoas mortas e vinte e oito gravemente feridos. mantinham-se em súplica. atuou também junto aos soldados durante a Guerra Civil. aos quais 600. todas as vezes que pregava. 60 cultos. Voltou a pregar na Inglaterra posteriormente e Deus o usou para inflamar os corações.000 pessoas estava superlotado e havia mais 10. é o cálculo da colheita que Deus fez por intermédio de seu humilde servo. Holanda e França. Visitou Spurgeon no Metropolitan Tabernacle e impressionou-se. EUA. local que comportava uma média de 5. DWIGHT LYMAN MOODY (1837-1899) Um total de quinhentas mil almas ganhas para Cristo. o mais velho tinha 12 e ela estava grávida de gêmeos quando o marido morreu. com a assistência de 480. em Camberwell Hall. Realizaram-se 60 cultos no Agricultural Hall. imponente e magnífico de Londres. em Chicago. em Londres. com conversões de multidões ao Senhor. o prédio no qual cabiam 12. para mil e duzentas pessoas. Na Escócia. Além de pregar constantemente a grandes auditórios e de escrever tantos livros. Em poucos meses o prédio não comportava mais a multidão e eles se mudaram para um outro auditório que comportava quatro mil e quinhentas pessoas! A Igreja então resolveu alugr o Surrey Music Hall.

não chegando a ministrar aos índios. Numa reunião de um grupo morávio na rua Aldersgate. JOHN WESLEY (1703-1791) Foi um instrumento poderoso nas mãos de Deus para um grande avivamento no século XVIII. pela santa unção que lhe sobreveio. em 24 de maio de 1738. Wesley sentiu seu coração aquecido de modo estranho. tornaram-se palavras de espírito e de vida. voltou para a Inglaterra e.000 sermões. por todas as partes da Inglaterra. onde surgiu um reavivamento entre os mineiros de carvão em Kingswood.. País de Gales e Irlanda. Durante uma tempestade na travessia do Oceano Atlântico. John Wesley foi a Bristol. Foi no circo de Forepaugh durante a Exposição Mundial. Canadá e México. O metodismo veio a tornar-se uma denominação após a morte de Wesley.um humilde servo de Deus. numa família de dezenove irmãos! Em 1735 foi para a Geórgia como missionário aos índios norte-americanos. atualmente. então. Wesley ficou profundamente impressionado com um grupo de morávios a bordo do navio.000 km. Moody disse repetidamente: “Pois o Filho do homem veio . acrescentou que nada evitava que os pecadores caíssem no inferno. Nascido em Epworth. Foi contemporâneo e atuante num grande despertamento espiritual e tido por alguns como o maior teólogo da América do Norte. Pecadores nas Mãos de um Deus Irado (1741). Retornou à Inglaterra em 1738. de todas as classes e de todas as qualificações.. mas as suas palavras. começou a pregar a salvação pela fé. Depois de uma viagem rápida para a Alemanha para visitar a povoação moravia de Herrnhut. Essa “nova doutrina” era considerada redundante pelos sacramentalistas da Igreja Oficial que achavam que as pessoas já eram suficientemente salvas em virtude de seu batismo na infância. juntamente com George Whitefield.000 pessoas. Embora os estudiosos discordem entre si quanto à natureza exata dessa experiência. Viajou cerca de 400. JONATHAN EDWARDS (1703-1758) Grande pregador dos EUA. Transcrevo um depoimento de um dos assistentes a um dos cultos promovidos por Moody: Nunca jamais me esquecerei de certo sermão que Moody pregou. Escócia. nada dentro de Wesley ficou sem ser tocado pela fé que acabara de receber. Sua influência se estendeu à América do Norte. pregando cerca de 40. Se não existisse a 119 . aplicando ao texto ao auditório: Aí está o inferno com a boca aberta. O texto do sermão foi: “Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. parecia que estva em íntimo contacto com todos os corações daquela massa de gente. Disse que o pecado era como um fogo encerrado dentro do pecador e pronto. Afirmou que Deus estava mais encolerizado com alguns dos ouvintes do que com muitas pessoas que já estavam no inferno. Sobre o sermão mais famoso. A fé que tinham diante do risco da morte (o medo de morrer acompanhava Wesley constantemente durante a sua juventude) predispôs Wesley à fé evangélica dos morávios. Era pregador excelente. Massachusetts. mas sim aos colonos na Geórgia. há. predizendo tempestades espantosas. a transformar-se em fornalhas de fogo e enxofre. Grandiosa era a unção do pregador.veio hoje ao Circo Forepaugh para procurar e salvar o que se perdera”. a não ser a própria vontade de Deus. O reavivamento continuou sob a liderança direta dele durante mais de cinqüenta anos. Em diversos lugares as campanhas duraram até seis meses. Continuou. ingressou no ministério em 1726. com célebres sermões publicados: Deus Glorificado na Dependência do Homem (1731). Durante um período de 20 anos dirigiu campanhas com grandes resultados nos Estados Unidos. Em 1739. com grandes trovões. Uma Luz Divina e Sobrenatural (1733) e o mais famoso. Estavam presentes 17. nuvens negras da ira de Deus pairando sobre vossas cabeças. Inglaterra. Não existe coisa alguma sobre a qual vós vos possais firmar e segurar. Seu primeiro pastorado foi em Northampton. Escrito e impresso isso parece um sermão comum. com a permissão de Deus. baseou-se em Deuteronômio 32:35. e que somente a vontade de Deus indignado os guardava da morte instantânea. ao escutar uma leitura tirada do prefácio de Lutero ao seu comentário de Romanos. onde serviu até 1750. Depois de explicar a passagem.

na porta da igreja. Eu detestava as palavras “a justiça de Deus”. tudo estará perdido. a tradução da Bíblia para o alemão. Em outubro de 1517.. seríeis destruídos e vos tornaríeis como a palha da eira. Assim odiava a um Deus justo. estas palavras eram-me detestáveis. escritas em latim. como monge. Se vos afastardes dela por um momento. Deus. o teor das quais é que Cristo requer o arrependimento e a tristeza pelo pecado e não a penitência. é como o sol em contraste com todas as demais luzes. Lutero afixou à porta da Igreja do Castelo de Wittemberg as 95 teses. me mostrou a palavra “o justo viverá da fé”. sereis vitoriosos. A passagem me servia como a porta do Paraíso. Durante a noite inteira a cidade de Enfield ficou como uma fortaleza sitiada. casando-se com Catarina von Bora. durante um momento. Lutera era um erudito em hebraico e grego. perscrutava-as para ver tudo quanto ensinam sobre a justiça de Deus. Lutero resolveu deixar por completo a vida monástica. estavam na Itália.. fazendo estremecer os alicerces de Roma. Comparada aos outros livros. Depois de abandonar o hábito de monge. depois de meditar sobre esse ponto durante muitos dias e noites. Como trabalho de complementação a este arquivo deverá enviar para a Faculdade sob o código de pesquisa história10 o seguinte:  Mais um ou dois personagens que você acredite que são relevantes na história da Igreja. Lutero afixou as teses para um debate público.. revoltado intimamente. Estas teses.vontade soberana de Deus. Porém. Antes.. no nome do Senhor. a consciência perturbada me mostrava que era pecador perante Deus. está sendo provocado ao extremo. porque queria saber o que Paulo ensinava. o que facilitou sua grande obra.. porque conforme fui ensinado. Foi desse ato de afixar as 95 teses que nasceu a Reforma. enviada pelo Papa. podem levar-vos para onde quer que desejem. Lutero respondeu com um tratado dirigido ao Papa Leão X. perante grande ajuntamento do povo. exortando-o. Quando a bula de excomunhão. se alguns de vós com saúde e calmamente sentados aí nos bancos. que castiga os pecadores. doutor em teologia e pregador na cidade de Wittemberg. Não vos deixeis levar a abandona-la sob qualquer pretexto. Contudo. sobre o abismo do inferno. que é a única coisa para evitar o ímpeto do vento até agora. agora as recebo com o mais intenso amor. é a justiça que o homem piedoso recebe de Deus pela fé.. O Deus que vos segura na mão. como dádiva.. 120 . freira que também saíra do claustro. Ele mesmo escreveu para o seu povo: Jamais em todo o mundo se escreveu um livro mais fácil de compreender do que a Bíblia. MARTINHO LUTERO (1483-1546) Era um destacado monge agostiniano. comecei o estudo da Epístola aos Romanos. para deixa-lo cair depois. e geraram seis filhos. Um ano depois de afixar as teses. Não há que admirar. holandês e espanhol. mais ou menos como o homem segura uma aranha ou outro inseto nojento sobre o fogo. Vi então que a justiça de Deus. contudo voltava sempre ao mesmo versículo.. Se permanecerdes com as Escrituras. Ele mesmo contou: Desejando ardentemente compreender as palavras de Paulo. O sermão foi interrompido pelos gemidos dos homens e os gritos das mulheres. foram logo traduzidas para o alemão. quando ocorreu uma grande transformação em sua vida. A bula do Papa foi queimada fora do muro da cidade de Wittemberg. Teve início um dos maiores avivamentos dos tempos modernos na Nova Inglaterra. na sua graça. quase todos ficaram de pé ou caídos no chão. Lutero era o homem mais popular em toda a Alemanha. Então me achei recém nascido e no Paraíso. Apesar de viver irrepreensivelmente. Senti-me ferido de consciência.  Deverá pesquisar e encontrar as 95 Teses de Lutero e enviar para a Faculdade. a que se arrependesse. passarem para lá antes de amanhã. logo no primeiro capítulo consta que a justiça de Deus se revela no Evangelho (vs 16 e 17). eu a considerava como um atributo do Deus santo que o leva a castigar os pecadores. chegou a Wittemberg. como era costume nesse tempo. Logo. nessa passagem. Todas as Escrituras tinham para mim outro aspecto.

O primeiro batizado com o Espírito Santo fora um menino de 8 anos. em Los Angeles. tem início o movimento pentecostal atual.Congregacional 1739 Inglaterra .Mórmon 1843 EUA . Outros.Adventista 1884 EUA . no dia 9 de abril.Testemunhas de Jeová 1903 EUA . Seymour. na famosa rua Azuza. 312.Católica Fundador(es) Primeiro Papa. Ashbel Green Simonton (18331867) chegou ao Rio de janeiro em 12 de agosto de 1863.INICIO DE ALGUMAS DENOMINAÇÕES NO MUNDO E SEUS FUNDADORES Ano Pais/Denominação 606 Roma . com Willian J.Evangélica Quadrangular INICIO DE ALGUMAS DENOMINAÇÕES NO BRASIL E SEUS FUNDADORES Igreja Presbiteriana O missionário americano Rev.Anglicana 1536 Suíça . da Igreja do Nazareno e de outras igrejas foram sendo batizado Um grupo de Pentecostais Aimee Semple McPherson 1520 Alemanha . Foi ele quem trouxe o presbiterianismo ao Brasil e fundou aqui a Igreja Presbiteriana que teve sua primeira comunidade local no Rio de 121 .Luterana 1534 Inglaterra .Igreja de Cristo 1830 EUA . Tomlinson Em 1906.Pentecostal EUA-O movimento pentecostal 1906 1914 EUA .Metodista 1827 EUA .Assembléia de Deus 1918 EUA . onde se localizava a Azuza Street Mission. Bonifácio Martinho Lutero Rei Henrique VIII João Calvino Roberto Browne João Wesley Alexandre Campbell Joseph Smith William Miller Charles Taze Russell A.Presbiteriana 1580 Inglaterra . J.

em 1912 ao Rio Grande do Sul. Suécia. a 2ª IPI de São Paulo tornou-se a Igreja Presbiteriana Conservadora de São Paulo. com a chegada do missionário Erik Jansson. por Manuel de Mello. imigrante italiano radicado no Brasil. chamado Imprensa Evangélica. com sede em Campinas. fruto da fusão de duas Renovada do Brasil outras igrejas pentecostais: a IPIR e a ICP. Seu órgão oficial é o Presbiteriano Conservador. após dois anos de debates sobre a doutrina Conservadora do Brasil relacionada às "penas eternas".R. em 15 de novembro de 1951. em Botafogo. no Rio de Deus Janeiro. em 1950/1955. no Pará. no Brasil 122 . PR. em Maringá. Em 1952 foi organizada a Convenção das Igrejas Batistas Independentes. 1955 Igreja Internacional da Graça R. em 24 de outubro de 1864 Congregação Cristã Assembléia de Deus Igreja Batista Independente Fundada em 1909/1910. Igreja Universal do Reino de Fundada em 9 de setembro de 1977. Igreja Presbiteriana Organizada em 1975. por Louis Francescon. Rio de Janeiro. por Edir Macedo. detém a marca Gospel. Soares Igreja Pentecostal Deus é Organizada em 3 de junho de 1962. onde tem seu seminário Igreja Presbiteriana Em 11/02/1940. imigrantes suecos. dissidentes batistas. em São Paulo. Detém a marca Aleluia. Igreja do Quadrangular Evangelho Fundada em São Paulo. SP. por Harold Williams. Tem origem no trabalho da Missão de Örebro. Atua fortemente na política Igreja Renascer em Cristo Organizada em 1986. por David Amor Miranda. por Gunnar Vingren e Daniel Berg. Fundada em 18 de junho de 1911.Janeiro (1865). O Brasil Para Cristo Igreja da Nova Vida Fundada por Robert McAllister. Foi a primeira a admitir pastoras Igreja Evangélica Pentecostal Fundada em São Paulo. Simonton também foi um dos fundadores do primeiro jornal evangélico do Brasil.

Estas igrejas locais podem ser mais ou menos puras. Deus sempre teve e terá um povo para Si. A Igreja de Deus sempre existiu e sempre existirá. atravessou duas fases históricas distintas. e que recebem a Cristo como Salvador e Senhor. o pecado. é a mesma Igreja no Velho e no Novo Testamentos. e raças (Apocalipse 7. tendo vencido a luta. São a organização e estruturação local dos fiéis que se reúnem num mesmo lugar regularmente. Isto não quer dizer que a Igreja é do tamanho do mundo. promovem cultos de adoração. para com Ele ficarmos para sempre. A Igreja de Deus. celebram os sacramentos. e hoje desfrutam do triunfo na presença de Deus (Hebreus 12. mediante a Sua Palavra. composta dos crentes vivos neste mundo. está espalhada pelo mundo todo. porém. Porém. e funcionava com rituais. e que participam pela fé dos benefícios gratuitos oferecidos por Cristo. existe agora em duas partes. direção e liderança espiritual e administrativa. os crentes do Antigo Testamento se salvaram pela fé no Messias que haveria de vir. A Igreja militante. ou seja.13-20). que conhecem e adoram a Deus Pai. para cultuar a Deus. Ao mesmo tempo. Podemos definir a Igreja como sendo a comunhão de todos os que foram chamados por Deus.22-23). em verdade. e agora adoramos a Deus de forma mais simples. quando houver a ressurreição dos mortos. estas cerimônias foram abolidas.9-10). e com nossos irmãos de todas as épocas e de todas as partes do mundo (1 Tessalonicenses 4. O Senhor Jesus falou dela. Antes de Cristo.16-18). só existe uma. Com a vinda de Cristo. Essa preocupação se encontra refletida nas confissões de fé adotada pelas Igrejas após a Reforma protestante. Elas têm um aspecto estrutural e organizacional. A Igreja está no mundo. Estas duas partes da Igreja de Deus se unirão na Vinda do Senhor Jesus. somos salvos pela fé no Messias que já veio. As igrejas organizadas têm membros a elas afiliados. composta daqueles fiéis que. para o adorar em espírito e em verdade. A Igreja militante se expressa aqui neste mundo por meio de igrejas particulares. Filho e Espírito Santo. o mundo e Satanás. que ainda estão lutando contra a carne. Os Reformadores se preocuparam em entender e definir a Igreja. como figuras e tipos de Cristo. A Igreja de Deus. mas não é dele. anunciam o Evangelho e praticam boas obras. mesmo sendo una e indivisível. e nosso encontro com o Senhor. mas jamais devem ser consideradas como um clube ou uma empresa. 123 . a celebração correta dos sacramentos e o exercício da disciplina entre seus membros. A Igreja é una. ela é universal. dependendo de quão pura é a pregação do Evangelho que ocorre ali. símbolos e ordenanças determinadas por Deus. povos.17-FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DA IGREJA O QUE É A IGREJA A Igreja de Deus existe e está presente no mundo. já partiram deste mundo. Existe uma diferença radical entre a Igreja e o mundo. serem instruídos em Sua Palavra e celebrar os sacramentos. e têm pessoas de todas as tribos. No período antes de Cristo ela estava em geral resumida à nação de Israel. E a Igreja triunfante. quando disse aos discípulos que “edificaria Sua igreja” (Mateus 16. Depois de Cristo.

Eles eram oficiais da igreja local. Os estudiosos de todas as tradições aceitam hoje a idéia de que os termos episkopos (bispo) e prebyteros (ancião) são equivalentes no Novo Testamento (At 20. Esta forma reivindica autorização bíblica direta. Uma forma de presbiterianismo também opera onde uma igreja local é administrada por um grupo de líderes nomeados. sendo em meados do segundo século o padrão praticamente universal para o ministério cristão. De modo diferente dos episcopais. pastores (principalmente o clero local. Este sistema não tem como reivindicar base bíblica. Por outro lado. Só os bispos podem ordenar outros para o ministério e eles traçam a sucessão através dos séculos.17). metodista (esta com modificações). da celebração dos sacramentos e pela vida espiritual e moral de seus membros. Quando a igreja teve de enfrentar a perseguição extrema e a heresia em seu próprio meio. desde que foram claramente investidos de responsabilidade sobre várias igrejas. Episcopal É o governo por meio de bispos (episkopoi). Timóteo. Deve manter comunhão com igrejas evangélicas irmãs — afinal. que participam da liderança com ele (1 Tm 5. com certas modificações episcopais. os profetas parecem Ter às vezes atuado nesse sentido. Congregacional (Independente) 124 . onde presbíteros são nomeados nas igrejas locais. para administrar a Palavra e os sacramentos. abrangendo bispos. Presbiteriano O governo por meio de anciãos (presbyteroi) caracteriza as igrejas Reformada e Presbiteriana em todo o mundo e. Segundo. Os apóstolos são o exemplo supremo neste caso. Que Deus nos dê graça para podermos fazer tudo isto! Podemos distinguir quatro padrões gerais. ligado aos assuntos administrativos da igreja. portanto. os diáconos são quase sempre pastores-aprendizes. todos os pastores têm formalmente o mesmo status. havendo quase sempre alguns servindo na mesma igreja. Um ministério triplo é mantido. que exerce a liderança nas igrejas e nas paróquias) e diáconos/diaconisas. no sentido de que o Novo Testamento apresente alguma exigência indiscutível quanto ao assunto. O presbiterianismo também reconhece o direito de cada igreja participar da escolha dos pastores. Primeiro. e nos presbitérios locais.É tarefa de cada igreja particular reformar-se continuamente à luz da Palavra de Deus. na sinagoga judaica. São os princípios que são imutáveis. ela reforçou sua liderança oficial. ela não é única neste mundo! Deve zelar pela pureza da pregação. Os anciãos se reúnem geralmente num corpo central. as igrejas episcopais destacam dois fatores significativos como apoio ao sistema. segundo o modelo dos anciãos do Antigo Testamento. Esses líderes aparecem consultando os apóstolos no Concílio de Jerusalém. como uma assembléia nacional. o Metodismo. Entre os presbíteros na congregação local. de uma forma de ministério que provou ser de considerável valor para a igreja no decorrer dos séculos. embora muitos grupos não se enquadrem exatamente em nenhum deles. Os diáconos realizam um ministério de apoio. procurando cada vez mais se aproximar do ideal bíblico. não pode haver dúvida de que a ordem de ministério tríplice retroceda quase até a era apostólica. Em termos gerais. baseada no padrão do Novo Testamento. Na prática. à parte dos outros presbíteros administradores. É a ordem adotada pelas igrejas anglicana. a fim de fazer frente a esses desafios. luterana. Trata-se.7). principalmente o episcopado.28. Fp 1.5. sínodos e concílios. Assim sendo. Tt 1.17. o governo é quase sempre exercido por um sistema de presbitérios. com jurisdição sobre territórios geograficamente menores. que trabalham como auxiliares da igreja. Tito e Tiago são vistos como exemplos especiais dessa terceira dimensão do ministério do Novo Testamento. a presença de ministérios na igreja primitiva que transcendiam os da igreja local.1. um pode ser escolhido como presbítero-mestre. a idéia da palavra bispos no Novo Testamento não é em geral aquela encontrada no sistema episcopal. não as formas organizacionais e externas. em Atos 15.

o Papa. segundo o seu discernimento. nem o congregacional pode reivindicar o apoio total das Escrituras.textosdareforma. Católico-Romano O catolicismo é essencialmente uma expressão histórica específica do episcopalianismo. entretanto. precisamos unir-nos a um desses grupos.14s). Algumas igrejas do tipo congregacional põem em dúvida a validade da idéia de nomear um determinado indivíduo para ministrar na congregação local. Além disso. Subjacente a isso. Mas. embora em alguns casos o pastor divida a responsabilidade espiritual com vários presbíteros. relativa à natureza da igreja. nem o presbiteriano.net/ 125 . o congregacionalismo reconhece o valor da comunhão mútua e da cooperação entre as igrejas. o pastor. quer pessoal ou corporativo. Não queremos sugerir com isso que a evidência bíblica deva ser posta de lado e o assunto seja decidido em bases pragmáticas. A igreja local é a unidade básica: nenhum líder ou organização pode exercer qualquer autoridade sobre ela. embora isso possa ser negado por alguns. tanto para se referir à igreja local como à igreja universal. Devemos reconhecer. Este breve resumo mostra que nem o sistema episcopal. Como vimos. Existem sérios desvios das normas bíblicas em sua compreensão da igreja. apesar de isso ser raro na prática. O ministério é geralmente duplo. A ordenação para o ministério pode ser efetuada sem o envolvimento de outras igrejas. A Igreja Católica difere outrossim das igrejas reformadas em seu conceito de um sistema eclesiástico sacerdotal. com pastores e diáconos. em cada tradição. congregacionais. O aspecto singular da organização católica é a primazia do Bispo de Roma. seguido pelas igrejas batistas. não existe no Novo Testamento qualquer evidência quanto à imposição de grupos mais amplos ou oficiais de fora sobre a vida da igreja local. como Tito e Timóteo. os diáconos e os presbíteros (se houver) acham-se no mesmo nível que os demais membros. Na prática. Todas as decisões são tomadas por toda a igreja. Este artigo é parte integrante do portal http://www. a Escritura faz uso da mesma linguagem. Cada igreja local tem liberdade para interpretar a vontade de Deus sem interferência de outras igrejas ou grupos. embora não a ponto de restringir a suprema liberdade do grupo local para agir conforme a vontade do Senhor. Os congregacionalistas se baseiam no significado da igreja local no Novo Testamento. também encontrado nas igrejas ortodoxas do oriente e em algumas igrejas anglicanas. os limites assim como a extensão de nossas convicções em assuntos que não contradigam claramente o ensino bíblico e exercer aquele respeito mútuo fraternal que é o sinal que distingue o povo de Deus (Jo 13. excetuando-se evidentemente os apóstolos ou seus representantes pessoais. acha-se a convicção de que a liderança de Cristo na igreja implica sua presença imediata entre o povo e o poder de transmitir a sua vontade sem a mediação de qualquer outro agente. a fim de nos identificarmos com o corpo de Cristo. muitos congregacionalistas consideram essencial uma representação mais abrangente. e um mínimo de compromisso com suas estruturas é algo essencial para dar significado à nossa adesão. pentecostais e outras igrejas independentes. embora na prática a maioria das igrejas independentes se una com outras de interesse comum.É o governo através da igreja local em conjunto.

mas para interpretar a vontade do grupo e viabilizar sua execução. muitas são as cabeças e diversas as opiniões. Contudo. talentos e atribuir responsabilidades. Precisamos obtê-las urgentemente. Não se associam nem com outros da sua própria espécie. a fim de poder conduzi-lo de modo eficaz. O ser humano. Tal associação é necessária a fim de alcançar objetivos que. Entretanto. não seriam possíveis. viver em grupo tem também seus problemas e cria novas necessidades. os homens ainda precisam de líderes visíveis. Ele é a cabeça da igreja. (Ef. Depois de haver criado Adão. Deus instituiu ministérios na igreja. Vive em grupos. Outra necessidade que surge com o grupo é divisão de tarefas. A igreja não é uma excecão. são necessários os líderes. a própria natureza humana sente necessidade do companheirismo e do amor. Por isso. uma vez que nem sempre estão aptos a ouvir a ordem direta de Deus. o dicionário da língua portuguesa nos diz que ministério é "trabalho ou serviço na igreja". ao contrário. Exige sabedoria e bom senso. Se são muitos os componentes do grupo. precisam de modelos humanos e direção humana. Além disso. exceto. é gregário." Quem insiste em se isolar luta contra o bom senso e torna-se infeliz. MINISTÉRIO Entre outras informações. pois a indefinição nesse assunto tem causado problemas diversos na obra de Deus e dificultado a expansão do seu Reino. porque pode ser que o grupo esteja enganado quanto aos seus propósitos. o Senhor Jesus. O primeiro problema é a direção a ser tomada. Deus disse : "Não é bom que o homem esteja só. Esta é uma dura tarefa. Por isso. Como disse Salomão. O líder da igreja é . com a mãe no primeiro período da vida e com a companheira (o) durante o cio. em última instância. Não para fazer a sua própria vontade. A liderança é necessária em qualquer empreendimento coletivo. aquele que se separa insurge-se contra a verdadeira sabedoria. Biblicamente.1:20-23).18-MINISTÉRIOS ECLESIÁSTICOS INTRODUÇÃO Alguns animais vivem totalmente isolados. (Pv. individualmente. o líder precisa ter capacidade e preparação superior a média do grupo. entendemos que todo serviço cristão que se desempenha de modo 126 . Por isso. É preciso identificar habilidades. O que é um ministério ? Quais são os ministérios estabelecidos por Deus ? Tal liderança é ainda necessária nos nossos dias ? Como está a realidade das igrejas em relação a tudo isso ? Neste estudo procuraremos respostas a essas questões.18:1).

Apesar das especificações bíblicas. Um trabalho eventual não pode ser assim considerado. as igrejas e denominações estabelecem alguns ministros e desprezam ou ignoram os demais.Profetas . Desde a liderança até tarefas operacionais permanentes. "Onde está pois a jactância ?" O Verdadeiro espírito do ministro. Os Metodistas têm bispos e pastores. O termo aparece. Eis aí um fator que serve até para diferenciar ministérios e dons espirituais.contínuo é um ministério. têm-nos sob seu domínio. sendo traduzida por : .6). Quando os discípulos disputavam entre si para saber quem era o maior. (At. Existem quatro termos gregos que se relacionam ao vocábulo "ministro" e "ministério"." (Mc. presbíteros) . Logo. Algumas vezes. socorro. o ministro é um servo. (Mc. que foi "não ser servido. não deve ser a ambição carnal de mandar ou ser servido. e sobre eles seus maiores exercem autoridade. quem quiser ser o primeiro entre vós. 127 . mas são responsáveis por algumas áreas. pelo contrário. São eles :   huperetai   leitourgos   sunergon   diakonos Paulo emprega quase que invariavelmente.Mestres (Efésios 4:11) Os diáconos são apresentados como auxiliares. serviço.10:41-44).Pastores (bispos. o apóstolo Paulo usou o termo  (doulos). 25 vezes no Novo Testamento. Jesus "os chamou para junto de si e disse-lhes : sabeis que os que são considerados governadores dos povos.Evangelistas . será servo de todos. será esse o que vos sirva. Ministério é serviço. quem quiser tornar-se grande entre vós. diakonos. nas quatro formas. ministério ou administração.10:45). que significa escravo.Distribuição de serviço. Mas entre vós não é assim. mas servir".Apóstolos . A forma "diakonia" aparece 24 vezes. Eles não dirigem a igreja local. Os ministérios de liderança apresentados no Novo Testamento são : . mas encarnar o que Jesus sempre fez no seu ministério terreno.

observamos que. APÓSTOLOS O nome que designa o primeiro ministério estabelecido na igreja (I Cor. (Heb. por exemplo. o traiu e foi substituído por Matias. Os Batistas têm somente pastores e diáconos. mediante a operação do Espírito Santo que lhes fora dado (At. a Elias. como. O maior de todos os apóstolos é o próprio Senhor Jesus.11:32). (At. ao passo que. conhecia o pastoral "cuidado de todas as igrejas". por não terem ido a terras distantes.29:18). e outras cidades. Tais homens foram equipados pelo Senhor com autoridade. procuraremos explicitar alguns detalhes de cada um dos ministérios supracitados. "Sem profecia o povo se corrompe". que foi enviado pelo Pai para executar sua obra na terra. Muitos cristãos afirmam que o ministério apostólico não existe mais. poder para operar milhagres. ousadia para pregar. por sua vez. No Novo Testamento.1:8).13:1 At. Donald Gee diz : "Esse ministério exigia praticamente que um apóstolo reunisse quase todos os outros ministérios num só homem. e receberão do Senhor o devido galardão. mas estão desempenhando esse ministério em sua própria "Jerusalém" (At. Corinto. fazia a obra de um evangelista. que. quando muitos povos estão ainda por serem alcançados pelo evangelho ? O apóstolo não é um cacique ou um papa. Um deles. não são assim reconhecidos. o Senhor levantou outros apóstolos no período do Novo Testamento.1:16-26). ele participava da inspiração do profeta. como afirmou Salomão. Deus continuou levantando profetas. Judas Iscariotes.11:27 I Cor. No Novo Testamento. (Lc. existem menções a esse ministério. Sua importância era grande pois." Possivelmente. quando fosse necessário. (Pv. Jesus escolheu doze homens. devia ser apto para ensinar. um indivíduo que executa serviço especial. 128 . Tudo isso.4:34).1:8). sobretudo. (At.1:76 Mt.12:28) é de origem grega ( ) e significa "enviado". Para que essa obra fosse continuada após sua ascensão. Paulo e Barnabé. assemelhando-se . etc. apóstolos de Jesus. (At. que veio no estilo dos profetas antigos. Na seqüência.11:9-14 Mc.10:1-2 Jo. Antioquia. apontando o caminho para o povo de Deus. O primeiro foi João Batista. (Mt. Assim. Por quê ele não o faria ainda hoje. agindo em nome e pela autoridade de quem o enviou. Esse anúncio pode ser uma revelação.14:29).Jesus. diáconos e presbíteros. de fato. Sua presença é constante no Velho Testamento. toda essa "munição" tinha por objetivo capacitá-los a desbravar todas as frentes por onde iam e aí estabelecerem a igreja de Jesus Cristo. muitos dos missionários da atualidade sejam. PROFETAS O profeta é a pessoa que recebe a mensagem diretamente de Deus e a transmite ao povo.3:1 Jo. levantou outros profetas para orientar a igreja que surgia.Os Presbiterianos. ou seja. ou uma predição.20:21). Entretanto. havendo muitos deles em Jerusalém. além dos doze. seguia o exemplo do Senhor em não se esquivar dos deveres de um diácono. Seu papel foi preparar o caminho para o profeta maior . Muitos profetas existiram na história de Israel. Assembléia de Deus e outras igrejas pentecostais têm pastores.14:14). atendendo `a administração de negócio. uma admoestação. Outros há que.

EVANGELISTAS É uma pessoa dotada de capacidade especial para pregar o evangelho. Isto é .100:3 Jr. Deus cuidava dele e de seu povo.O profeta não é um mero pregador da palavra. até a defesa contra ladrões ou animais selvagens que possam atacá-las. algumas vezes. Evidentemente. O ministério apostólico é mais abrangente e extrapola os limites da igreja local. que veio a ser rei de Israel. A Bíblia. constatamos que existem pastores demais. e percebeu que. Jesus disse de si mesmo : "Eu sou o bom pastor". mas. Não apela para os poderes da lógica. um pastor é a pessoa que cuida de um rebanho de ovelhas. e faz isso com maestria. Dos cinco ministérios de Efésios 4:11. Nos nossos dias.23:1-2). Outros títulos utilizados para o pastor no Novo Testamento são : bispo e presbítero. Abel foi o primeiro pastor de ovelhas. O próprio Davi. pois muitos líderes vivem se esforçando para serem o que não são e deixam de fazer aquilo para que foram chamados. o pastor é o que está mais próximo da ovelha. mas não necessariamente. funerais. celebrar casamentos . proteger. pastores. (At.21:8 II Tm. Ao reconhecer esse fato. prejudicial. No Novo Testamento. pregar sermões. no entanto. conduzir. nem um preditor de futuro. esse título já era usado normalmente como o usamos hoje. conhecemos muitos desses ministros. Esse trabalho era muito comum no meio dos israelitas e outros povos antigos. Alguns usam esse título apenas em relação aos escritores dos quatro evangelhos. defender. mas. de acordo com Ef. cita ainda Filipe e Timóteo como evangelistas. o termo "pastor" é utilizado em referência a Deus e aos líderes do seu povo. É bom frisarmos também que o trabalho do evangelista não se restringe à pregação.Abraão. receberam o título de pastor. de fato. Isaque e Jacó .4:5). (Jo. Davi escreveu o conhecido Salmo 23 : "O Senhor é o meu pastor e nada me faltará". erudição. . habilidade. mais comprometido e mais atencioso para com ela. Seu trabalho vai desde a procura do melhor alimento para elas. Em muitos outros textos da Bíblia. não é somente batizar. (Sl. cuidava de ovelhas quando era jovem.foram pastores. Sua mensagem pode vir através de uma pregaçao. a maioria não é capaz de fazer uma pregação propriamente dita. Todos os cristãos podem e devem anunciar o evangelho. Consideramos que todo apóstolo é um evangelista. mas nem todo evangelista é apóstolo.Aperfeiçoar os santos para o desempenho do serviço de cada membro do Corpo de Cristo. 129 . percebemos que não são.4:11-16 : .Edificar o corpo de cristo que é a igreja. Os patriarcas . O profeta é um ministro de Cristo. nem todo pregador é evangelista. por uma distorção tradicional e histórica da igreja. Todavia. da mesma forma. O evangelista é um pregador. cuidar. PASTORES Voltando à origem do termo. Podem até ter um dos outros ministérios bíblicos. oratória. O termo grego para pastor é  (poimén). um mestre da Bíblia.O ministério do pastor na igreja tem as atribuições que vimos no início : alimentar. e poder que lhe são conferidos pelo Espírito Santo especialmente para esse fim. igorância ou misticismo. mas abrange também o evangelismo pessoal. O trabalho do pastor na igreja. psicologia.10:11). porém. Quando. Esse é um ministério lindo.

Tiago. encontramos reprodução perfeita hoje em muitos obreiros que se sacrificam por Cristo. não ofício. Paulo e Barnabé. um superintendente.120. mas organiza. na ida fizeram trabalho evangelístico e público. O apóstolo Paulo disse que não queria que os coríntios fossem ignorantes a respeito dos dons espirituais (I Cor. são pessoas que possuem o dom da palavra do conhecimento e da sabedoria. na igreja. etc. O termo episkopos era dado àquele que tinha a função de vigiar. Um modelo de pastor nos tempos modernos foi no século passado Charles H. o trabalho específico de um pastor dotado de visão administrativa. inabaláveis no amor e constantes na obra do Senhor. deveriam ser homens de negócios e de trabalho. Na primeira viagem missionária. mas realizaram o imortal trabalho de conduzir almas a Cristo e apascentá-las com paciência e amor. Pelo retrato que a Bíblia guarda de alguns pastores. Certamente. Eles foram eleitos pela igreja para desempenhar funções pastorais na palavra. operosos e humildes. foi crescendo sempre até chegar a "dezenas de milhares" (At. Indica. O ministério pastoral surgiu no livro de Atos.12:8).significa velho.vem do grego  (episkopos). aumentou para 3.14:21-23). na celebração das ceias. Deveriam ser homens de certa idade. sérios. os doze cuidavam de tudo. mas função.12:1).5:17). dedicados exclusivamente ao ministério da palavra. cheios da graça do Senhor. principalmente as embarcações. Paulo e Barnabé somaram ao dom apostolar o dom pastoral. consagrados. Estes. conduta exemplar.4:6). Presbítero . nos batismos. Em cada cidade havia presbíteros. Spurgeon. em cada cidade por onde passaram reuniram os convertidos. O bispo como pastor tem a responsabilidade de ver que o serviço seja bem feito. (Os. Além disso. do famoso Tabernáculo de Londres e milhares de outros famosos ou que viveram na sombra do anonimato. Antioquia organizou trabalhos no continente. providencia tudo e depois supervisiona. no princípio. bons chefes de família. Por esse motivo. organizaram igrejas e ordenaram presbíteros (At. Em Jerusalém surgiu o primeiro rebanho pela obra do Espírito Santo. ele estabeleceu mestres. colocam o Reino de Deus acima de tudo e constituem a galeria daqueles que vivem para glorificar o Senhor. pois isso poderia significar a nossa destruição. firmes na fé. Constituído de 120 pessoas. Os presbíteros recrutados entre os convertidos das igrejas. ou doutores. Ele não faz todo o trabalho. 130 . Os gregos e os romanos usavam este termo para designar superintendentes de obras profanas ou sagradas. o irmão do Senhor que foi pastor da igreja em Jerusalém. Alguns se dedicaram grandemente ao trabalho do Senhor e passaram a dar tempo integral ao ministério e o apóstolo Paulo mandou dar a esses homens. Houve problemas e os doze cuidaram da oração e da palavra e outros homens passaram a ser designados para outras tarefas. fiscalizar. Essa afirmação nos mostra claramente a importância do ensino da Palavra de Deus. MESTRES Deus disse : "O meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento". no retorno.21:20). (I Cor. ancião.1:1). O trabalho do Senhor foi além de Jerusalém e chegou até Antioquia da Síria. homens transformados pelo Espírito Sando.Bispo . Não se encontra no Novo Testamento o uso do vocábulo bispo no sentido de um oficial eclesiástico que tem autoridade sobre os outros ministros do evangelho. Na era apostólica encontramos pluralidade de pastores em cada igreja (Fp. irrepreensíveis. revestidos de poder. salários dobrados (I Tm. A Bíblia alinha nessa imortal galeria de pastores reais. Deus não quer que sejamos ignorante acerca de nenhuma das doutrinas bíblicas. possuem capacidade intelectual e facilidade de comunicação. No princípio.

TRABALHO MINISTERIAL EM EQUIPE Os apóstolos e profetas são os alicerces da igreja." Que significa para a igreja o ofício de diácono ? Em que afetaria o seu programa. oferece uma oportunidade real de servir à igreja. Os mestres são os edificadores. que só não é maior do que o galardão que os aguarda na eternidade . Haverá algum serviço particular que o diácono possa prestar numa igreja rural com um número reduzido de membros ? Dizia ela que o marido era fiel cristão no serviço da igreja. carregam uma grande responsabilidade (Tg.22:9). Esse homens desempenham uma nobre função. Bom número de diáconos e pastores acham mesmo que nossas igrejas seriam melhor servidas por outros oficiais e comissões eclesiásticas.12:3). Os pastores são os que zelam pelo "Edifício de Deus". o nome que damos a quem exerce esta função é o de "professor". sendo Jesus a principal pedra de esquina. E mui possivelmente. o professor não é tratado com a mesma importância. recebi uma carta da esposa dum diácono que exercia esse ofício numa igreja batista rural. Conta-nos o autor de uma de nossas fontes bibliográficas o seguinte : "Depois duma semana passada no Estado de Virgínia. Hoje em dia. no capítulo 6. devido às murmurações dos cristãos helenistas. estão sinceramente procurando fazer progredir o reino de Deus.3:5-17). quando. vemos que Deus os valoriza e os estabeleceu na igreja. Os evangelistas são aqueles que buscam o material para a construção. 131 .13:17 I Cor. Provavelmente. da nossa nação. (Mat. (Ef. (Hb. (Dn. E tais irmãos não são herejes. Essa ilustração nos dá uma idéia aproximada de como é a integração do trabalho dos cinco ministérios. em sua maior parte. Sua primeira menção se encontra em Atos dos Apóstolos. DIÁCONOS Outro ministério que figura no Novo Testamento é o dos diáconos. trata-se de um problema ligado à conjuntura político-social do nosso tempo. se .2:20-22). onde falara numa reunião de diáconos. quando bem compreendido.Atualmente.3:1). Acima de tudo. Lera uma reportagem daquela escola de diáconos no jornal da localidade e queria saber se ainda havia razão plausível para a continuação de tal ofício. honra e respeito que o mestre recebia nos tempos bíblicos. Entretanto. Na resposta. A Bíblia valoriza o mestre. há pessoas que questionam a utilidade dos diáconos em nossas igrejas. ou. assegurei-lhe que o ofício de diácono é escriturístico e . como acontecia na comunidade judaica. por deliberação geral e por amor à paz esse ofício fosse abolido ? Em muitas igrejas batistas a cessação desse ofício seria mera formalidade. onde a educação é relegada a último plano. mas que o ser ele diácono não significava coisa alguma. especificamente. foram escolhidos sete homens para a direção do trabalho social da igreja de Jerusalém. nem reacionários. algumas igrejas até recebessem com entusiasmo essa mudança.

São professores de Escola Dominical. certamente precisamos também reestimar. presidentes de organizações missionárias. Às vezes assumem a feição de verdadeiros conflitos. Sim. ouvimo-los dizer : "Sei muito bem o que devo fazer. seja mulher. e outras atividades afins. de quinhentos.Primeiro : O mundo em que vivemos é diferente. e dos que servem por nomeação. . e denota enfermidade espiritual. Então. inteligente e escriturística. seja homem. diretores de departamentos. O crescimento das grandes cidades. quando a vasta maioria do povo que realiza a obra das igrejas não está incluída nesse ofício ? Certamente os diáconos não fazem mais jus a essa honra do que os outros. e com isso muito se prejudica a influência e a obra dessas igrejas. Alguns pastores acham que não podem trabalhar com seus diáconos. ou mais. nem de juntas diaconais dessa espécie. o número de irmãos eleitos excede. o desenvolvimento das igrejas em tamanho e número. às vezes. Enorme distância separa o mundo em que a Igreja Primitiva deliberou sobre a necessidade de homens para servirem às mesas deste nosso mundo em que as igrejas hoje lutam por Cristo. Muitas vezes essas pessoas dão muito mais tempo de serviço à igreja do que mesmo os diáconos. que pesar cuidadosamente as situações que vêm provocando esse questionamento.Quarto : há muitos outros que servem na igreja. e do esquema neo-testamentário que esta idéia.não precisamos. a multiplicidade das organizações eclesiásticas. Existem igrejas cujos diáconos se apropriaram duma autoridade muito contrária aos ensinos do Novo Testamento. bem desagradável. bem como as vastas beneficências que as igrejas desejam oferecer ao povo.Temos. Acresce notar que certa revista aconselha que se contitua em diácono a todo aquele que exerce algum ofício na igreja. E nessas igrejas . a verdade é esta . Haverá necessidadede um ofício que dê honra a uns poucos. reapreciar e reapreender o serviço que eles devem prestar. organizações modernas e de crescente eficácia. e um pensamento generalizado de que os diáconos é que são os "diretores" da igreja. . Em muitas igrejas está mal definido e mal compreendido o ofício do diácono e o serviço que ele deve prestar. às vezes. Boa parte dos batistas têm uma idéia errônea acerca do que o diácono deve fazer. e . Tudo isso exige novos métodos de trabalho. presidentes de uniões.Segundo : O ofício do diácono tem sido mal interpretado. o diaconato já foi abolido devido a essas desavenças. toca às rais 132 ." Uma situação dessas é. se lhes confere honra especial por um serviço não específico. vamos analisar algumas questões que se formam sobre o assinto : . Por isso. Em algumas igrejas. de tais diáconos. Num mundo como este em que vivemos. e a assembléia que resolva. levarei o caso à congregação. Existe um complexo de "junta". Se meus diáconos não concordarem comigo. Nas nossas igrejas de hoje há muita gente que ocupa posições de responsabilidade. temos que reconhecer o desconcertante contraste entre o mundo do primeiro século e o do século XX. ou unidades. nas nossas igrejas. Quais as condições que levaram o povo pensante a levantar a questão da necessidade de diáconos ? Antes de tudo. para muitos batistas.Terceiro : muitos choques têm acontecido entre pastores e diáconos. o número de diáconos muitas vezes não chega a cinqüenta. no entanto. inevitavelmente surgirão aqueles que afirmam não haver necessidade alguma de diáconos. membros de corais. Que significa para a igreja o ofício do diácono ? Qual a responsabilidade do diácono ? que função exerce ele ? Se precisamos de diáconos em nossas igrejas hoje. O ritmo de hoje é muitíssimo mais acelerado. Tal idéia. Nada mais distanciado da índole batista. . além dos eleitos por classe. Onde prevalecer este errôneo conceito. mui facilmente nos confundimos no que respeita ao lugar do diácono na igreja. Nas nossas igrejas atuais vemos refletida a complexidade da vida hodierna. Nas igrejas grandes das cidades. portanto. E devemos dar-lhe uma resposta sincera. de fato.

Assim. Os programas. vida esta . por meio de Jesus Cristo. Foi nesse impasse que o Espírito Santo apresentou aos doze uma solução: separariam sete 133 . No estudo deste ofício.do ridículo. e ele tem. organização e métodos. as razões da sua existência devem ser claras. concisas. e o problema não pode ser esquecido. Veio o pentecoste.aquela igreja estava fundada sobre uma relação íntima. pois que todo o resto se relaciona com ele. De fato. batistas. uma finalidade divina. dizendo que as viúvas hebréias estavam sendo melhor contempladas que as outras. Em segundo lugar. Muita gente está perguntando qual a necessidade desse ofício. e sua comissão igualmente. perceberam que eles ganhavam vida nova. pois testemunhavam que Jesus ressuscitara. no entanto. Precisamos dos diáconos hoje. a sua origem divina torna eternos tanto o seu significado como a sua utilidade. porque esse ofício é parte inseparável do modelo da igreja neo-testamentária. Uma das questões que foram levantadas contra a igreja foi em relação ao tratamento que davam às viúvas. A compreensão exata e o emprego adequado do diaconato constitui resposta clara para os problemas vitais que hoje desafiam as igrejas e . Assim. Os crentes helenistas da congregação reclamavam. a igreja não é primeiramente um companheirismo. O bem-estar espiritual da igreja exige uma resposta. que gostamos de chamar nossas igrejas de igrejas do Novo Testamento e que não nos filiamos a nenhuma outra sorte de igreja. a igreja é uma organização que salienta a grande responsabilidade que temos para com Deus. cuja pedra fundamental é a confissão duma fé pessoal em Jesus. assim. e sim uma afinidade. Os judeus parecia estarem convencidos de que a morte de Jesus poria fim aos seus problemas teológicos. às vezes. Foi a direção do Espírito Santo que levou as igrejas do Novo Testamento a criar o diaconato. seus seguidores logo se dispersariam. Primeira . com um Deus santo. PRECISAMOS AINDA DOS DIÁCONOS ? Sim ! É a resposta mais adequada. três coisas são verdadeiras e mui significativas quanto à igreja neo-testamentária. não. A maioria dos batistas sente que o diaconato é parte inseparável da vida batista. e . Estamos perfeitamente convictos de que a igreja precisa derivar suas doutrinas. Será que admitimos o diaconato por mera tradição ? Absolutamente. Achavam que uma vez morto o Chefe dos nazarenos. o programa da igreja deve ser organizado em plena harmonia e inteira consonância com os ensinos do Livro Sagrado. A sabedoria divina trouxe à luz o diaconato. Mas. "Modelo Neo-Testamentário" é uma frase mui significativa para nós. a de pecadores salvos. escriturísticas e práticas. com este o poder de Deus e o crescimento da igreja. oriunda da certeza de haverem estado com Jesus. aos órfãos e aos necessitados. Quais os fatos históricos que devemos considerar aqui ? Relembremos as tormentas que davam contra a igreja primitiva em Jerusalém. finalmente. mas é certo o raciocínio que a sustenta. as dificuldades são reais. Algum tempo depois. Precisamos dos diáconos em nossas igrejas atuais tanto quanto deles precisaram os da primitiva igreja de Jerusalém. Fazem-se até comparações nada aconselháveis entre o grupo chamado dos diáconos e o dos outros obreiros ativos da igreja. E. emperram o seu glorioso avanço. dando-lhe existência. O motivo principal que nos faz reconhecer a necessidade da existência do diaconato em nossas igrejas hoje deve ser apresentado em primeiro lugar. os planos e a estratégia de Deus nunca ficam fora de tempo ou da moda. O diaconato é um modelo neo-testamentário. das páginas do Novo Testamento.

lemos isto : "Paulo e Timóteo. São quase sempre chamados de "os sete". E assim.Promover o bem-estar dos crentes que seriam beneficiados com o seu serviço. Deve-se dintinguir entre a obra que o diácono realiza e o ofício em que é investido. isto é. .homens de certas habilidades e lhes confiariam os problemas da distribuição. (Filipenses 1:1).3:8 e 3:12). foram eleitos pela congregaçào os sete. Escolhei. O que se faz necessário é uma redescoberta do ofício. por sugestão do Espírito Santo. perseveraremos na oração e no ministério da palavra. pois. começando na igreja de Jerusalém. No livro de Atos aqueles homens não recebem o nome de diáconos. ainda que vejamos claramente. para acudir a quaisquer outras necessidades da igreja. oferece a resposta certa à pergunta sobre a necessidade de diáconos em nossos dias. mas serve à igreja na mesma base em que são chamados a servir todos os mais cristãos.. há acordo geral em que a eleição daqueles sete varões qualificados significa realmente o início do diaconato como um cargo na igreja. aos quais constituamos sobre este importante negócio. (Fp. onde encontramos a palavra grega " " empregada tanto para significar "ministro" como para significar "servo". . "Então os doze convocaram a multidão dos discípulos e lhes disseram : Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. O esquecimento desta distinção tem acarretado muitos mal-entendidos acerca do diaconato.Deixar desembaraçados os ministros para se dedicarem à oração e ao estudo e ensino da palavra de Deus.. O Novo Testamento. com os bispos e diáconos". . de fato.1:1 I Tm. Dado que o ofício apareceu pela orientação da sabedoria de Deus. claro está que só deve desaparecer quando dele nos vierem instruções bem claras. existir esse ofício. O Novo Testamento emprega a mesma palavra para se referir em geral a cristãos. O diácono tem uma responsabilidade toda especial para com o serviço. Tal palavra é usada na maior parte das vezes não para determinar aquele que tem uma posição ou exerce um ofício na igreja. Os diáconos foram instituídos com os seguintes objetivos : . irmãos. dentre vós. e uma reconsagração no sentido de melhor se avaliar esta criação da vontade divina. como servos. o ofício do diaconato se desenvolvera com a aprovação e a bênção do Espírito Santo. (Atos 6:2-4). sete varões de boa reputação. Também no início de sua carta aos Filipenses. servos de Jesus Cristo. Nós. CONCLUSÃO 134 . Essa distinção entre a obra e a posição que ele ocupa origina-se do Novo Testamento. a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos. um novo estudo das Escrituras a esse respeito. não há nenhum serviço que ele faça de que outros não possam participar. porque não existe uma obra que seja feita exclusivamente pelos diáconos. porém. pelas cartas paulinas. e também a oficiais particularmente separados para um determinado serviço.Reforçar a liderança da igreja. Temos aqui forte base escriturística para afirmar que. Contudo.Promover a paz na igreja ao preencher uma carência que estava gerando conflitos. É no terceiro capítulo da primeira carta a Timóteo que aparecem cuidadosamente esboçadas por Paulo as qualificações dos que deveriam servir à igreja como diáconos.

crescerá naturalmente e terá saúde espiritual. ou libertação de viciados.A Bíblia nos apresenta diversos ministérios eclesiásticos. 135 . Quando são. Aí começam os problemas e surgem as heresias. O que se vê. Isto não é ruim. Daí o fato de existirem igrejas "especializadas" em cura. Uma igreja "especializada" em curas normalmente é deficiente no ensino da Palavra de Deus. exceto os grandes vultos internacionais. A igreja que assim fizer. a não ser que sejam também pastores. será equilibrada. e talvez até abaixo do diaconato. Precisamos valorizar cada um deles. As igrejas .o pastor. ou expulsão de demônios. A liderança deve ser praticada pela equipe ministerial. A igreja torna-se então um retrato desse líder. é porque eles são necessários e indispensávis. etc. não são vistos como ministros. Se Deus os estabeleceu. é que apenas o ministério pastoral é valorizado atualmente. Creio que os outros ministérios existem. O mal está do outro lado da moeda. O que vemos em muitas delas ? A liderança está centralizada nas mãos de um homem . Por exemplo : os evangelistas. parecem estar em um nível bem abaixo do pastorado. Quem perde com tudo isso ? A própria igreja. não investem na formação nem na remuneração de outros ministros. É necessário descobrir aqueles que os possuem. Se limita aos seus limites e se especializa em suas especialidades e dons. ou profecias. Para evitar esse tipo de situação Deus estabeleceu ministérios vários e distintos na igreja. investir na formação e na remuneração desses ministros. mas não são reconhecidos. em geral. entretanto.

E a escola dominical existe até hoje! Não é por acaso que a escola dominical existe até hoje. pontual. Ela é parte integrante da Igreja do Senhor Jesus Cristo. A escola dominical é uma bênção de Deus com características próprias.19-A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL BÊNÇÃO DE DEUS. RESPONSABILIDADE NOSSA O objetivo deste artigo é chamar a atenção para o valor e importância que devemos dar à escola dominical. mas muitas vezes eu me ponho a pensar: "O que alguém que não leva Bíblia. Ele faz a lição de casa. a um ser extraordinário: brilhante. anota suas dúvidas e vem disposto a colaborar seriamente na sala de aula. Como assim? Ele é dedicado: Assíduo. isto é. e sim. O casal Robert e Sarah P. sem sua Bíblia e/ou sem revista. Fundada na Inglaterra pelo jornalista evangélico Robert Raikes. por mais que uma pessoa participe dos cultos e das atividades da semana de sua igreja. de quem temos a promessa de que "as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16. o aluno ideal é antes de tudo uma pessoa bem intencionada. É lamentável quando o aluno vai à escola dominical sem ter estudado durante a semana. A RESPONSABILIDADE DO ALUNO O segredo de uma escola dominical dinâmica e eficaz depende. Kalley fundou a primeira escola dominical no Brasil em 19 de agosto de 1855. Vai à escola dominical com prazer e não para dizer simplesmente "estou aqui". "cheguei" ou "agora o superintendente não vai pegar no meu pé". 136 . Não. é importante dizer que por aluno ideal não nos referimos.18). Lê a Bíblia e sua revista. e muito. em 1780. responsável. a escola dominical foi uma criação que deu certo. O verdadeiro aluno da escola dominical não pensa assim. gênio. do aluno. Será que essas pessoas sabem o quanto estão perdendo? Pense bem: Ausentando-se da escola dominical quem perde as bênçãos de Deus é você. propriamente. E olha que eu não estou falando dos pequeninos. Tão certo que os primeiros missionários que aqui chegaram procuraram organizá-la imediatamente. de gente grande mesmo! Pode parecer grosseiro de minha parte. e que não estuda em casa vai fazer na escola dominical?". revista (ou algo semelhante). Aprender? Duvido! Não se pode aprender quando o básico é menosprezado. E como deve ser o aluno da escola dominical? Qual o perfil do aluno ideal? Antes de respondermos essas perguntas. Infelizmente não são poucas as pessoas que fazem opções em detrimento da escola dominical. tem coisa que só será aprendida na escola dominical. super intelectual.

o bom professor conhece seus alunos. estudando e colocando-se diante de Deus como instrumento para a instrução de outros. quer seja em relação à habilidade no ensino e crescimento espiritual de seus alunos. É importante que o professor conheça seus alunos. A classe nunca deve ser subestimada (muito menos a dos pequeninos). despertar os alunos quanto ao próximo assunto a ser estudado.7). ou seja. • Depender sempre da iluminação do Espírito Santo. É claro que o professor tem suas responsabilidades. ele perde a oportunidade de contribuir com algo mais. ele não apenas desrespeita seus alunos como peca contra Deus. Tem que ser como o apóstolo Paulo exortou: ". teria coragem de se colocar diante de uma classe sem que estivesse adequadamente preparado. Professor: Faça de sua aula 137 . Ela saberá se o professor está sendo sincero no que diz. os editores dos Estudos Bíblicos Didaquê apresentam sugestões preciosas que ajudarão em muito os professores da escola dominical. A RESPONSABILIDADE DO PROFESSOR O bom professor é aquele que almeja a excelência do ensino e se empenha em alcançá-la. por melhor que seja o seu trabalho de pesquisa. orando. Ele nunca deve acreditar que basta. • Planejar a ministração das aulas.. pegar a revista e ensinar o que está ali. • Dinamizar a aula sem monopolizar a palavra oferecendo respostas prontas. cada um de seus alunos. Contribuindo ganha a classe e o professor também. a menos que esteja doido. • Verificar a transformação na vida dos alunos. Duas coisas. relacionando-as entre si para que haja coerência e se evite a antecipação da matéria. Muitos dos alunos que ficam calados durante a exposição do professor cometem o erro (para não dizer "pecado") da negligência semanal. Quanto ao preparo e a exposição da aula propriamente dito. quer seja em relação a sua própria vida cristã. Fazer pesquisas de última hora e preparar a aula às pressas nunca dá certo. É o que eu costumo dizer aos meus alunos. mas nenhum professor. têm levado muita gente a perder o interesse pela escola dominical hoje em dia. ou seja aluno.. • Elaborar pesquisas e anotações. É preciso que você aluno reverta esse quadro se porventura está sendo negligente. mostrandolhes a possibilidade de aprenderem coisas novas e incentivando-os a estudar durante a semana. • No final da aula. como veremos adiante. desafiando-os a praticar as verdades aprendidas. Além de viver o que ensina. • Relacionar as mensagens ao cotidiano dos alunos. • Evitar o distanciamento do assunto proposto na lição. sem querer jogar sobre eles a responsabilidade que cabe a mim.De uma coisa precisamos estar cientes: 50% ou mais do bom desempenho do professor numa sala de aula depende de seus alunos.o que ensina. por exemplo. Dedicação que resultará num progresso constante do professor. ambos devem fazer tudo para a glória de Deus. conforme já mencionamos acima. Quando o aluno não se prepara em casa. Seja professor. a fim de avaliar o êxito de seu trabalho. até mesmo para uma transmissão mais natural e eficaz de sua aula. esmere-se no fazê-lo" (Rm 12. Com ligeiras adaptações passo a transcrevê-las: • Utilizar sempre a Bíblia como referencial absoluto. Como também saberá se o professor se preparou adequadamente para a aula. buscando noutras fontes subsídios para a complementação das lições. a falta de criatividade do professor e dinâmica das aulas. Quando o professor não se esforça para fazer o melhor. pois quantas vezes a culpa de uma aula má dada recai sobre o professor quando na realidade o culpado é outro. O professor da escola dominical deve ser o primeiro a viver o que ensina. Paulo recomenda àquele que ensina a dedicação total desse ministério. pelo menos. O professor da escola dominical deve conhecer a sua classe.

Deve ser assíduo e pontual no cumprimento de seus deveres. nós pais somos (bem ou mal) modelos para os nossos filhos. amanhã poderá ser tarde de mais para chorar o que podia ser evitado ontem. amigavelmente. mas pessoa qualificada para comandar o corpo de Cristo. E isso. porque todos precisam aprender mais e mais das verdades do Senhor. Portanto. Perdoe-me a batida na mesma tecla mas isso é importante. Papai e mamãe. devem mostrar aos filhos que a escola dominical é especial para toda a família. E A RESPONSABILIDADE DO SUPERINTENDENTE O superintendente da escola bíblica dominical é muito mais que uma simples pessoa que faz a abertura e encerramento da escola dominical e promove a comemoração de algumas datas importantes e eventos especiais. Criatividade e dinamismo são. diácono. afinal de contas. os pais precisam levar seus filhos à escola dominical. o que ensina. mostrar aos filhos que a escola dominical é um importante veículo de crescimento espiritual. por isso mesmo. Gostaria de dar a esse segundo ponto uma atenção especial. Quando perguntei a uma irmã porque não trouxe o filho. precisa ser realizado da melhor maneira possível. Antes de tudo. Em segundo lugar. a saber: pastor. presbítero. esmere-se no fazê-lo" (Rm 12. por causa dos filhos. levem seus filhos à escola dominical. pela vida e pela palavra. irrepreensível na moral. em boa parte. apenas porque ela está cansada por estudar durante a semana. certamente deixarão de progredir como deveriam na vida cristã. É necessário que o professor da escola dominical veja seu trabalho como o ministério que Deus lhe deu e que. vamos entender a coisa da seguinte maneira: por que os pais precisam estar na escola dominical? De um lado.. Geralmente as crianças não apreciam levantar cedo para ir à escola dominical. os pais precisam ser assíduos e freqüentes na escola dominical. Porém. E A RESPONSABILIDADE DOS PAIS A responsabilidade dos pais crentes com a escola dominical é dupla. os pais devem passar para os filhos que a escola de domingo também é especial por uma série de razões. Boa parte delas já faz isso durante a semana. todo crente. o segredo do sucesso do professor eficaz. pois. seja criativo. Pois. por si só. ou porque brincou demais no sábado ou foi dormir tarde por causa daquela festa na igreja. visto que está diretamente relacionado ao anterior. Receio que ele tenha seguido o caminho de seus irmãos mais velhos que abandonaram a igreja porque a mãe comodamente aceitava o fato de que eles não quiseram vir. ". professor. Cumpram as suas responsabilidades como um dia prometeram a Deus quando levaram seus filhos para serem batizados ou apresentados. O superintendente ou diretor(a) da EBD é o irmão ou irmã em Cristo designado(a) pela igreja para administrar a escola dominical com competência e seriedade. gaste tempo nisso. visando a edificação e a maturidade do corpo de Cristo. por outro lado. Deve ser exemplo dos fiéis. Qualidades que devem acompanhar.7). o superintendente deve ser alguém verdadeiramente compromissado com Deus e a igreja. ela me respondeu: "Ele não quis vir". 138 . tenham eles vontade ou não. Eu não sei como está ou por onde anda aquele que agora é um rapaz. etc. deve ser motivo de reflexão para os pais .algo interessante. são na fé. Em primeiro lugar. Os filhos desejam e precisam ver nos pais a seriedade no trato com a escola dominical. prudente no agir. discreto no falar e exemplo de santidade de vida.. É nessa hora que os pais. no mínimo. pois os pais precisam. A presença dos pais na escola dominical é imprescindível. achando que faltar na escola dominical não tem tanto problema. Os pais que vão somente ao culto vespertino. Esse é um tipo de compaixão que não procede. Erra o pai ou a mãe que acha que não deve levar sua criança à escola dominical. como no caso daquela mãe. Lembro-me de um fato ocorrido em uma igreja da qual fui pastor. não neófito. que na época devia ter cinco anos de idade. e principalmente aquele que recebeu a graça da liderança.

como também na pedagogia e na didática". mas também zelará pelo aperfeiçoamento de seus professores. o recompensará. O zelo e a responsabilidade doutrinária do pastor o tornam necessariamente ligado à escola dominical. a descobrir novas metodologias. orientar e superintender as atividades da igreja. melhor ainda. Incentive-os a ler. Some-se a isto a visão do superintendente. Quando se investe na liderança da escola dominical todo mundo sai ganhando. Escrevendo aos efésios. Promoverá encontros. criativa. Entretanto. com idéias saudáveis que revigoram a escola dominical. a se tornarem especialistas não apenas no currículo e na aula a ser ministrada. é uma bênção de Deus e por isso deu certo. Deve ser uma pessoa inovadora. A RESPONSABILIDADE DO PASTOR Como ministro do evangelho. Como eu disse. a estudar. enfermos e desviados. a monotonia e aquela mesmice insuportável. é com professores que o superintendente está lidando e é a qualidade do bom ensino que ele estará supervisionando. pela artimanha dos homens. o vigor e a saúde da escola dominical através da motivação de seus alunos. para que não mais sejamos como meninos. Afinal de contas. governar. outros para evangelistas. em comum acordo com o pastor. com certeza. diz o grande pastor e apóstolo Paulo: "E ele mesmo (Jesus) concedeu uns para apóstolos. com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço. apascentá-lo na doutrina cristã. Olhe com carinho para tudo isso e Deus. o que é ideal. melhorará toda a escola dominical quando melhorar seus professores. à medida da estatura da plenitude de Cristo. Destaco a palavra "academicamente" de propósito. o superintendente deve ser uma pessoa preparada academicamente. Evite a rotina. como dissemos no início deste artigo. aflitos. até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus. à perfeita varonilidade. As aulas da escola dominical devem ser prazerosas. E continua: "Que os seu professores não se contentem com o preparo já conseguido. o ensino (no mais amplo sentido do termo) é a característica prioritária do ministério pastoral. Compete ao pastor: orar com o rebanho e por este. no sentido de unidade de propósitos. Ele é o superintendente ex-officio da 139 . mas é necessário que tenha algum conhecimento pedagógico. para a edificação do corpo de Cristo. ou já se acostumaram aos improvisos?". Algo que dá gosto de se vê e participar. outros para profetas. Meu irmão superintendente: torne a sua escola dominical dinâmica. bem como aos necessitados. o superintendente não precisa ser um especialista. sei que não são poucas e nem pequenas as responsabilidades do pastor. Promova. mas precisa ter noção do que ela significa e representa. Comecemos com algumas de suas atribuições. Para isso precisa se atualizar e se inteirar do trabalho de outros superintendentes. Se tiver experiência como professor. bíblica e funcional. Pelo que podemos perceber das atribuições e vocação do pastor. mas não menos importante. juntamente com seu pastor e professores. pela astúcia com que induzem ao erro" (Ef 4. Da criança ao adulto que levantam cedo para ir à igreja. um experiente diretor de escola dominical escreveu aos superintendentes: "Os seus professores ensinam com qualidade? Ou estão se repetindo diante da classe? Preparam devidamente a lição. congressos e uma série de eventos que ajudarão na formação e reciclagem dos professores. O superintendente é o carro-chefe da escola dominical que. Se o superintendente pensar administrativa e pedagogicamente. a fim de tornar eficiente a vida espiritual do povo de Deus.11-15).Além disso. Pensando nisso. O que isso quer dizer? Quer dizer que o superintendente não precisa necessariamente ser um expert em educação cristã. a escola dominical deve ser algo que valha a pena por causa do conteúdo e didática do ensino e (por que não?) por causa do agradável local de estudo. Eu acredito na escola dominical porque. dedicar atenção à infância e à mocidade. instruir os neófitos. a escola dominical precisa passar por um processo constante de revitalização. o superintendente precisa ser dinâmico a fim de dinamizar sua escola dominical. Finalmente. prestar assistência pastoral. e outros para pastores e mestres. agitados de um lado para outro. exercer as suas funções com zelo. ele não apenas saberá conduzir a igreja bem. a pesquisar. e levados ao redor por todo vento de doutrina.

conforme recomenda Paulo em 1 Coríntios 1. 20-DISCIPULADO INTRODUÇÃO A classe de novos convertidos na Escola Dominical é uma expressão ou extensão do amplo Ministério do Discipulado. Esta informação ele adquirirá primeiramente com o superintendente e através das constantes reuniões com o conselho de ensino. A escola dominical agradece! Ademais.35. aluno. 3) Discípulo é alguém que permanece diariamente em união frutífera com Cristo (Jo 15.) Nos Evangelhos. mathetés.8). Além disso. é necessário que o pastor tenha propósitos permanentes e bem definidos para a escola dominical. pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. É imprescindível que o pastor e a liderança da escola dominical falem uma só língua e se ajudem mutuamente. Acredite: O pastor é a chave que abre a porta do sucesso da escola dominical. ilimitado e flexível. 1 Jo 3. Também. na mesma disposição mental e no parecer". Por isso mesmo. O Discipulado é um ministério pessoal. (Texto-base: Mt 28. Um verdadeiro braço direito na condução da igreja. aprendiz. o superintendente deve ser seu maior aliado. O pastor deve ser um verdadeiro conselheiro no meio de seus auxiliadores. Diálogo é fundamental. Jesus define a palavra discípulo de cinco maneiras: 1) Discípulo é um crente que está envolvido com a Palavra de Deus de maneira contínua (Jo 8. mostrando a importância e valor da leitura. o pastor precisa estar atento às carências de seus professores e superintendente. 140 .10: "Rogo-vos. sem medir esforços (Jo 13. Se você. Quem não é discípulo não pode fazer discípulos! A palavra "discípulo". 2) Discípulo é aquele que ama sacrificialmente. tiver visão pedagógica. O superintendente que não estiver disposto a andar com o seu pastor não conseguirá promover a paz e a unidade no corpo de Cristo. Antes de conhecer as peculiaridades de sua classe e os métodos mais adequados a serem adotados. Para isso. Precisa indicar e sugerir bons livros. é usada 269 vezes nos Evangelhos e em Atos. 2) ganhar vidas para Cristo e discipulá-las e 3) formar líderes capacitadores. e que não haja entre vós divisões. Significa pessoa "ensinada" ou "treinada". irmãos. Quais devem ser os objetivos do pastor para a escola bíblica dominical? São basicamente estes: 1) promover a edificação da igreja na Palavra para o serviço.16). pela experiência e formação pastoral que tem. ao pastor nunca jamais deve faltar a informação necessária acerca do que está sendo ensinado na escola dominical.20. o pastor precisa saber o que os professores ensinam ao seu rebanho.31). O Espírito Santo gosta de pessoas assim e quer usar pessoas assim. que faleis todos a mesma cousa. o ensinador de Novos Crentes precisa saber de antemão o que significa ser discípulo. além de administrativa é claro. antes sejais inteiramente unidos. pastor. é necessário que o pastor incentive a sua liderança a participar de e a promover eventos educacionais. Enfim. ninguém segurará sua escola dominical.escola dominical.19. quem ensina e como se ensina. É uma das formas mais rápidas de aumentar o número de batismos e aprofundar a qualidade de vida dos que são alcançados para Cristo. Ele deve zelar pelo aprimoramento de sua escola dominical investindo pesado em sua liderança.

33). nível sócio-econômico. São pessoas especiais que requerem atenção especial. limitações físicas. O pecador se arrepende. Devem ser recepcionados imediatamente após a conversão e identificados." Billy Graham • • • Você precisa conhecê-los realmente! Vamos fazer um teste? Pense em três novos convertidos de sua igreja.27). A diferença e a ênfase está justamente nisto: não são alunos comuns. 1. através da "Ficha de identificação e triagem". • Elaborar programa de assistência. formação etc. cultura. adolescentes. O PERFIL DOS ALUNOS Quem são seus alunos? Naturalmente são novos convertidos. • Conhecer a realidade de seus alunos. perguntas dos tipo: É a primeira vez que está se decidindo? Está vindo de outra igreja? Qual? Quanto tempo esteve por lá?). data da decisão. I. necessidades pessoais.) "A salvação é de graça.4) Discípulo é aquele que assume a sua cruz e segue a Cristo (Lc 14. Orienta quanto a matrícula na EBD: ideal orientadores para cada faixa (crianças. a) São totalmente dependentes espiritualmente. 141 . Orienta sobre os principais trabalhos da igreja. São como crianças recém-nascidas em Cristo que precisam ser identificadas logo após o nascimento. sua relação com a comunidade. Sondagem ® Coleta de dados ® Conhecimento da realidade ® Diagnóstico ® Estratégia de Trabalho (Nome. endereço. o Espírito Santo o regenera (novo nascimento) = conversão. origem religiosa. histórico familiar. sexo. 5) Discípulo é aquele que renuncia tudo que tem (Lc 14. mas o discipulado custa tudo o que temos. Na triagem: Oferece literatura. Qual a finalidade da identificação? • Ter como localizá-los. jovens e adultos). • Formar comissões de visitadores (que atendam as peculiaridades dos decididos: idade. • Sabe o nome deles? • Pode lembra-se onde eles moram? • Sabe a data do aniversário deles? • Sabe como vão indo nos estudos ou no trabalho? • Mantém boas relações com suas famílias? • Conhece algum problema em particular? • O que poderia dizer sobre seu testemunho cristão? • Há alguma coisa especial de que necessitam? • Quando foi que aceitaram a Cristo? 2. data de nascimento.

b) "Meio-ambiente" propício (lar espiritual). b) Falta-lhes um senso adequado de valores. e onde haja compreensão. Muitos querem as bênçãos do Salvador mas não o aceitam como Senhor. O professor deve proporcionar um meio-ambiente propício para um inter-relacionamento com outros crentes onde se compartilham idéias. nem tão pouco ainda agora podeis" (1 Co 3. Não se pode administrar à criança recém-nascida alimentos sólidos. Portanto. • O professor deve apresentar a real proposta do evangelho. em vez de aprenderem o que tem realmente valor. A princípio.Só conseguem digerir os aspectos mais simples das verdades espirituais. a criança é alimentada pelos outros. "Até que todos cheguemos à unidade da fé. à medida da estatura completa de Cristo" (Ef 4. se apegam a rudimentos de doutrinas.. mais tarde. O novo convertido precisa conhecer as doutrinas básicas da salvação. Precisamos aceitar o senhorio de Cristo (diferente da Confissão Positiva). o leite materno. "Desejai afetuosamente."Até que todos cheguemos. passa a alimentar outros. deve afastar-se de assuntos complexos e especulativos. verdades aprendidas na Palavra. a)"Alimentação" adequada (leite racional).2). (Eles se escandalizam facilmente. Livrar o homem da perdição eterna (diferente do Evangelho da Prosperidade)." verificamos que o meio ambiente propício ao crescimento espiritual é encontrado no contexto da comunhão cristã (lar espiritual. família espiritual). como meninos novamente nascidos o leite racional.13). para que por ele vades crescendo" (1 Pe 2. • Agarram-se a detalhes sem importância. Um dos alvos do fazedor de discípulos é ensinar o discípulo a alimentar-se. e ao conhecimento do Filho de Deus.13 .24). não falsificado. 3. mais tarde alimentar também outros. de forma que ele possa. quando adulta. a varão perfeito. aspirações.1-3). inicialmente. começa a alimentar-se por conta própria e finalmente. "Com leite vos criei e não com manjar. Observando as palavras de Paulo em Efésios 4. porque ainda não podíeis. • Precisam ser alimentadas por outrem. c) Precisam de um referencial no novo grupo de convivência. Não haverá crescimento espiritual fora do contexto da comunhão cristã. Quando o homem aceita a Cristo torna-se nova criatura. podem criar dogmas) • O professor deve apresentar a Cristo como Senhor e não apenas como Salvador (senhorio de Cristo Mt 16. 142 . Geralmente a primeira referência do novo convertido na igreja é o professor (discipulador) de sua classe na Escola Dominical.. São pessoas carentes que requerem cuidados especiais. Não haverá crescimento espiritual independente da Palavra de Deus. Não é suficiente o contato que o professor tem com o aluno durante a aula na Escola Dominical. ou seja. nasce de novo. antes. • Têm dificuldade em falar (de explicarem a razão da fé).

Espírito Santo. Simpatia e interesse natural pelos alunos e desejo de auxiliá-los nos seus problemas e anseios. • Amor paedagogicus. homem. (Pedir a classe para ler o texto) 143 . santificação). autoconfiança e presença de espírito.11.12). O PERFIL DO PROFESSOR Em linhas gerais. soteriologia: (regeneração. Pré requisitos gerais. no qual encontrará plena satisfação e melhores possibilidades de auto-realização. fechados. imaginação. a) Vocação autêntica. Jesus Cristo. linguagem fluente. com sede de novos conhecimentos capaz de se entusiasmar pelo progresso da ciência e da cultura. clara e simples. convincente. • São atributos ou qualidades pessoais que exprimem certa disposição natural ou potencial para um determinado tipo de atividades ou de trabalho. além de ter comprovada capacidade para ensinar. boas relações humanas. Formação pedagógica. Geralmente a escolha de um professor favorito se baseia num relacionamento pessoal e não na capacidade para ensinar. Trindade. não estão talhados para a função do magistério. redenção. espiritual e seguro conhecedor das doutrinas bíblicas. um leitor assíduo. Pré requisitos específicos. órgãos de fonação. firmeza e desembaraço. justificação. (Saúde. b) Aptidões específicas.ENSINO DINÂMICO PARA OS NOVOS CONVERTIDOS PARTE II II. expiação. naturalidade e desembaraço. sua inclinação geral predominante para um determinado tipo de vida e de atividade. Os alunos se lembram dos professores que mostraram interesse especial e cuidam delas antes de se lembrarem daqueles que tinham bons dotes de oratória. boa voz: firme. a) Ser chamado por Deus para o ministério do ensino (Ef 4. 2. • Sociabilidade. pecado. o professor da classe de novos convertidos precisa ser um crente fiel. O professor que realmente tem vocação para o magistério é naturalmente um estudioso. visão e audição em boas condições. A educação e o ensino são fenômenos de interação psicológica e social. se possível. Conhecimentos teológicos mínimos: Deus. temperamentos egocêntricos. 1. propiciação. este exige comunicabilidade e dedicação à pessoa dos educandos e aos seus problemas. equilíbrio mental e emocional. O conhecimento amplo e sistemático da matéria ou da respectiva área de estudo é condição essencial e indispensável para a eficiência do magistério cristão. A vocação floresce no próprio cerne da personalidade. Significa a propensão fundamental do espírito. agradável. incapazes de abrir e manter contatos sociais comum certo calor e entusiasmo.) c) preparo especializado. • Apreço e interesse pelos valores da inteligência e da cultura. habilidade de criação. iniciativa e liderança.

O que representa este relacionamento? Cristo é seu salvador pessoal.. d) Reconhecer a importância da sua tarefa e encará-la com seriedade.estar com a mente. 144 . fórmula de "Comenius": compreensão. muitos de vós não sejam mestres. O homem é um ser educável e nunca acaba de aprender. Ter objetivos claros e definidos em cada etapa do ensino. você participa de toda a glória das recompensas espirituais que serão colhidas através da vida. f) Disposição de aprender. O apóstolo Paulo disse aos tessalonicenses: "Vós sois a nossa glória e nosso gozo" (1 Ts 2. aplicação.. usou todos os métodos didáticos disponíveis para ensinar. b) Ter um relacionamento vital e real com Jesus Cristo.meus irmãos. Ser professor é diferente de ocupar o cargo de professor. Aprendemos com os livros.1). sabendo que receberemos mais duro juízo" (Tg 3. Esmero significa integralidade de tempo no ministério . a prender era memorizar. haja dedicação ao ensino" (Rm 12. aprendemos enquanto ensinamos. • Séc XVII. Os vocacionados têm esmero (dedicação): ". • Hoje. a apdz é um processo: lento. No apoio ao pastor. e) Lealdade. • O que pretendo alcançar (Objetivos) • Como alcançar (Métodos e recursos) • Em quanto tempo (cronograma) • O que fazer e como fazer (Procedimentos de ensino) • Como avaliar o que foi alcançado (Avaliação) h) Entender o processo de aprendizagem. "Não há melhor maneira de aprender do que tentar ensinar outra pessoa. para sempre. o coração e a vida nesse ministério. Jesus é o maior pedagogo de todos os tempos. na assistência aos cultos. Qual importância? Quando um investimento espiritual é feito em outra vida. memorização.. é melhor ser honesto e dizer que não sabe. Por que seriedade? Por causa do juízo: ".aprender é modificar o comportamento. com nossos alunos.se é ensinar.20).. g) Saber planejar suas aulas.7b).Os professores da EBD são freqüentemente escolhidos pelos líderes e não vocacionados por Deus. na participação no sustento financeiro. salvo-o de todo o pecado e é também Senhor e dono da sua vida." Quando não sabe uma resposta. • Até o séc XVI. gradual e complexo . c) Esforçar-se em seguir o exemplo de Jesus.

O pecador precisa invocar o nome do Senhor (Rm 10. missão e destino) c) Doutrinar o novo batizado para que adquira firmeza doutrinária e se integre na comunhão da igreja. Deve saber e dominar o que vai ensinar. • Levar o convertido a compreender com clareza as promessas de salvação feitas por Deus (Jo 5.13). "Ele está se tornando semelhante a Cristo?" m) Viver o que ensina. O pecador precisa crer em Jesus (Jo 5. O caráter de Deus é o fundamento para que a pessoa alcance a certeza de vida eterna. l) Despertar o aluno para a salvação e o crescimento espiritual. O ensino deve. • Necessidade do batismo • Valor e significado • Forma bíblica do batismo (imersão) • Ceia. (ver 3º ponto do seminário) j) Ensinar com motivação. b) Doutrinar o novo crente para que seja batizado conscientemente.9). ENSINO DINÂMICO PARA OS NOVOS CONVERTIDOS PARTE III III. O professor não motiva. eticamente correto.24. Ap 3. a) Levar o novo convertido a alcançar a certeza de salvação. natureza. finalidade • Para quem foi instituída a ceia • Igreja (origem.24). O MÉTODO DE ENSINO 1. ou seja.20). • Deus não pode mentir (Tt 1. dizimista. manterse distante dos ventos de doutrinas.2). n) Ser crente integrado à sua igreja: presença nos cultos e atividades da igreja. O pecador precisa confessar seus pecados (1 Jo 1. Conhecer bem a Palavra. Três passos para levar o novo convertido a ter certeza de salvação: • Levar o convertido a confiar no caráter de Deus. • Levar o convertido a entender claramente as condições estabelecidas por Deus para alguém ser salvo. • Crente e sua nova natureza • Comportamento do cristão • Vida devocional 145 . objetivar um plano de cultivo de resultados.i) Conhecer variados métodos de ensino. a integração dos novos crentes. em primeiro lugar. o currículo e a lição daquele dia. Este conhecimento deve fazer parte de sua experiência. O pecador precisa se arrepender (Is 55.7). incentiva.

Escatologia etc. bilateral e multilateral. a geografia. espaço e circunstância no plano bíblico. Neste aspecto quais providências o professor deve tomar em relação a ministração do conteúdo da matéria? 3. • professor tem suas idéias tão mal ou perfeitamente organizadas. Outros. • O professor está mais preocupado em expor a matéria (transmitir conhecimento). Arrebatamento da Igreja. Justificação. Não compreendem a história.16). c) Cultura Bíblica. b) Comunicação. Redenção. O novo convertido não está familiarizado com a linguagem evangélica. • O professor coloca tantas idéias em cada exposição que somente algumas delas são compreendidas e retidas. A oração é o segredo do poder no ensino (Mc 1.35. • O professor utiliza conceitos ou termos que ainda não existem na experiência dos alunos novos convertidos. os costumes dos personagens bíblicos e sua aplicação para os nossos dias. • O professor não se preocupa em aumentar o vocabulário de seus alunos.Mordomia cristã Testemunho 2. em voz baixa e tom monótono. O ensino deve atender às dificuldades de compreensão peculiares ao novo convertido. • Alguns professores falam rápido demais ou articulam mal as palavras. • • a) Linguagem.15). d) Temas teológicos e doutrinários da Bíblia. 146 . Quais são os principais problemas de comunicação entre professores e alunos? O método é definido através de padrões de comunicação: unilateral. Milênio. A linguagem deve ser comum entre o professor e o aluno. O novo convertido não está habituado a expressões como: Regeneração. a) Através da oração. • O professor não utiliza meios visuais para comunicar conceitos ou relações que exigem apresentação gráfica. e) Noções de tempo. b) Com propósito preestabelecido. que não há lugar para a imaginação criativa dos alunos. O ensino deve ser planejado e não improvisado. O professor deve preparar-se profundamente para a aula (2 Tm 2. Expiação. O conhecimento que possuem a respeito de Deus geralmente é alheio às Escrituras. Lc 5.

c) Através de estudo diário. Se possível. todo professor de Novos Convertidos deve ser um discipulador em potencial. Ou seja. • Dicionário Bíblico • Gramática da Língua Portuguesa • Concordância Bíblica • Chave Bíblica (resumo dos livros) • Manuais de Doutrina • Comentários • Atlas Bíblico • Didática Aplicada • Apontamentos individuais CONCLUSÃO O Discipulado propicia à igreja local maduros líderes centralizados em Cristo e orientados para a Palavra. diariamente. 147 . do início ao término da semana. Mas. todas as legítimas versões em português. O professor deve preparar suas lições com antecedência. • A Bíblia. Nem todo discipulador é professor da Classe de Novos Convertidos. d) Material de estudo mínimo necessário.O professor deve estabelecer os objetivos da lição.

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