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TORÇÃO

VITOR LIMA MESQUITA

Matricula: 1821342

1. INTRODUÇÃO
O ensaio realizado neste relatório visa estudar o comportamento de 4 tipos de barras
submetidas a torção pura. Cada corpo de prova tem um diferente tipo de material ou seção,
vamos analisar para cada um dos corpos de prova o seu comportamento ao serem fixados em
um mandril e submetidos a diferentes valores de carga e desta forma através da rotação, com
o auxilia de verniers, e deformação, com o auxílio de extensômetros. Em cada ensaio
determinamos os módulos de cisalhamento transversal experimental e aplicamos cargas iguais
com um braço de alavanca de 200 mm que se anulam e dessa forma o corpo de prova fica
sujeito a torção pura.
O estudo do
efeito do momento
torsor é muito
importante em seções
de paredes finas,
flambagem lateral por
torção de vigas e da
alma de pilares. No
presente ensaio
também iremos estudar
o comportamento de
seções cheias e ocas e
comparar seus
resultados.

2. OBJETIVOS
Observar o comportamento de diferentes materiais e diferentes seções, através de 4
corpos de prova submetidos a torção pura e assim determinar o módulo de cisalhamento de
transversal experimental e o seu comportamento para cada um dos corpos de prova ensaiados.

3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1 Torção de Barras Circulares

Quando um eixo com seção transversal circular e submetido a um torque (T), a seção
transversal permanece plana e o seu eixo gira de um ângulo, chamado de ângulo de torção. O
ângulo de torção, para uma certa faixa de variação de T, é proporcional tanto a T como ao
comprimento do eixo L. Relacionando a distorção com o ângulo de torção e a taxa de

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variação do ângulo de torção ao longo do comprimento obtemos uma relação para determinar
o ângulo de torção para um comprimento L.

3.2 Torção de Barras Seção Retangular

Em barras cujas seções transversais não são simétricas em relação as respectivas linhas
centrais elas entortarão (empenamento) quando o eixo sofrer torção. Deformações
provenientes do cisalhamento devem variar de forma não-linear. Saint Venant obteve solução
completa para o problema em 1855. No caso de uma seção retangular simples, a tensão
cisalhante máxima e o ângulo de torção podem ser obtidos a partir das expressões 1 e 2.

A partir do círculo de Mohr para rosetas retangulares , é possível calcular a direção


principal de deformações por meio da equação (9) abaixo.

3.3 Torção de Barras Seção Qualquer

O problema pode ser resolvido, ainda, para barras de seção qualquer através da
analogia de membrana (soap film) (Prandt, 1903). Na a nalogia, a superfície elástica de uma
membrana sob pressão em um dos lados é comparada à distribuição de tensões (stress
function) em uma seção. Para seções de paredes finas abertas, o problema pode ser resolvido
pela analogia de membrana. Um tubo cortado pode ter seu ângulo de torção determinado
como:

3.4 Arranjos Típicos de Extensômetros

As deformações e direção principais, pode-se determinar as componentes de


deformação para o sistema x-y. Para uma roseta retangular, os ângulos entre os extensômetros
são de 45°. Dado um estado de deformação εx, εy, γxy, para um certo sistema de referência x-y,

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pode-se reescrever esse estado para um outro sistema de referência x’-y’:Assim, as equações
se simplificam e:

4. DESCRIÇÃO DO PROGRAMA EXPERIMENTAL

4.1 Ensaio 1

No primeiro ensaio, utilizamos uma roseta com 3 extensômetros ligados em ¼ de


ponte de Wheatstone, cada uma com um ângulo de 45° entre sim, e para que assim possam
verificar as deformações de um corpo de prova de material ortótropico de resina polimérica
reforçada com fibra de vidro . Com o auxilio dos extensômetros obtivemos as deformações na
barra, neste ensaio a roseta estava em um ângulo de 3° com o eixo longitudinal. Com os dados
das deformações e dimensões do corpo de prova realizamos os cálculos necessários para a
obtenção do modulo de cisalhamento transversal. Obtemos a tensão cisalhante máxima
através da equação 2. As componentes de deformação são determinadas pela equação 3,4 e 5
e através da equação 6,7 e 8 passamos para o sistema de referência para um ângulo de 3° com
o eixo longitudinal. Com os resultados obtidos traçamos um gráfico de tensão cisalhante
máxima por tmaxx𝛾xy e a inclinação da reta do gráfico representa o valor para o modulo de
cisalhamento transversal do corpo de prova.

4.2 Ensaio 2

No segundo ensaio, verificamos o ângulo de torção em uma barra de perspex com o


auxilio de verniers, medimos o ângulo de torção nas duas extremidades do corpo de prova.
Através do gráfico da variação do ângulo de torção pelo momento torsor e considerando a
equação 1 como uma equação de reta obtemos o valor de G para o ensaio.

4.3 Ensaio 3

No terceiro ensaio, verificamos o ângulo de torção em uma barra de alumínio circular


de seção cheia com o auxilio de verniers, medimos o ângulo de torção nas duas extremidades
do corpo de prova. Atraves do gráfico da variação do ângulo de torção pelo momento torsor e
considerando a equação 1 como uma equação de reta obtemos o valor de G para o ensaio.

4.4 Ensaio 4

No quarto ensaio, verificamos o ângulo de torção em uma barra de alumínio


circularcom rasgo de seção vazada com o auxilio de verniers, medimos o ângulo de torção nas
duas extremidades do corpo de prova. Através do gráfico da variação do ângulo de torção

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pelo momento torsor e considerando a equação 1 como uma equação de reta obtemos o valor
de G para o ensaio.

5. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

6. CONCLUSÃO
Analisando os resultados obtidos obtemos resultados satisfatórios para os ensaios 2 e
3, os valores experimentais nesses ensaios foram bem próximos e consistentes com os valores
encontrados na literatura. Os resultados do ensaio 1 foram tão diferentes devido ao fato de a
regra da mistura considerar que as fibras da manta de reforço do corpo de prova estarem
organizados enquanto que na realidade eles estão na verdade em um emaranhado de fibras,
essa desorganização da manta externa do corpo de prova influencia tanto no resultado do
ensaio devido ao fato de o momento torsos máximo se encontrar nas extremidades do corpo
de prova. Alguns efeitos podem ter influenciado nos resultados do ensaio 4, como erro
humano, nesse ensaio verificamos que o interior de uma seção do corpo de prova não
contribui tanto para o modulo de cisalhamento transversal já que o momento torsor máximo e
na extremidade da seção.

REFERENCES
[1] ARKEMA GROUP, Plexiglas®. Plexiglas®. Philadelphia: Arkema Inc, 2000. 2 p.
Disponível em:
<http://www.alro.com/datapdf/plastics/plasticsbrochures/brochure_plexiglasg.pdf>.
Acesso em: 10 set. 2018.

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[2] LIMA, Luciano. Torção. Rio de Janeiro: UERJ, 2018. 33 p. Disponível em:
<http://www.labciv.eng.uerj.br/pgeciv/files/Notas%20de%20Aula%2001%20-
%20Tor%C3%A7%C3%A3o.pdf>. Acesso em: 10 set. 2018.
[3] ROSA, Wilian. Propriedades dos Materiais Utilizados em Engenharia. Campo Grande:
[s.n.], 2018. 1 p. Disponível em:
<http://www.profwillian.com/materiais/propriedades.asp>. Acesso em: 10 set. 2018.
[4] HIBBELER, R.C. Resistência dos materiais. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2004.

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