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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

Pós-Graduação Saúde Mental e Atenção Psicossocial

Fichamento de Estudo de Caso

PSICOPATOLOGIA

Tutor: Prof. ROSANE DE ALBUQUERQUE COSTA

Rio de Janeiro
2018

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ATIVIDADE ESTRUTURADA (PSICOPATOLOGIA)

Referência Bibliográfica:

CLASSIFICAÇÃO Internacional de Doenças CID10.Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Artimed,


2011

NUSBAUM, Abraam M. Guia para o exame diagnostico segundo DSM-5. Porto Alegre, Rio
Grande do Sul: Artimed,2015

1.Qual a importância de se estabelecer o diagnóstico?

O diagnóstico é fundamental, pois, é a partir dele que será estabelecido qual o tratamento
e prognóstico. Quais profissionais estarão envolvidos no tratamento, tais como o
psiquiatra, psicólogo, além de outros, caso necessário.

Fazer o diagnóstico não é fácil, pois, ainda que um conjunto de sintomas, seja característico
de um determinado transtorno mental, o que existe na verdade é uma pessoa com sua
subjetividade e que tem sua maneira própria de adoecer.

É preciso que nas entrevistas, sejam observados pontos importantes, tais como: Aparência,
Comportamento, Fala ,Emoção, Processo de Pensamento, Conteúdo do Pensamento,
Cognição e Recursos intelectuais.

Da mesma forma, como um exame físico comumente se realiza dos pés à


cabeça, o exame do estado mental começa com as aparências exteriores
de uma pessoa e progressivamente adentra a sua vida interior.
(NUSSBAUM, 2005:203)

O diagnóstico deve ser feito atendendo a interdisciplinariedade, as informações entre os


profissionais é importante para um diagnóstico preciso.

2.Como trabalhar para que o diagnóstico não se transforme num rótulo para o paciente?

Segundo a Lei 10.216/2001, é um direito da pessoa com transtorno mental, receber o


maior número de informações a respeito de sua doença de um tratamento.

Contudo, o momento do diagnóstico é delicado, o profissional deve ter empatia ,


acolhimento, pois, o modo como a pessoa, a família, o meio em que ela vive recebe o
diagnóstico pode comprometer sua autoestima , sua identidade, aumentando ainda mais
seu sofrimento.

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Dessa forma é importante que também a família seja também envolvida no processo, para
que recebam os esclarecimentos necessários.

O diagnóstico deve ser dado com a perspectiva de que o tratamento é um trabalho


conjunto, do qual o paciente é o protagonista.

3. Como podemos caracterizar o diagnóstico diferencial?

O diagnóstico diferencial é feito quando o paciente apresenta sintomas, características que


são comuns a dois ou mais transtornos.

O diagnóstico final é estabelecido após a comparação dos sinais e sintomas, baseado num
processo de dedução por exclusão.

Para tal, o psicólogo deve utilizar deve utilizar os classificadores possíveis como DSM-V,
CID10, Guia Exame diagnóstico DSM-5.

4.Como construir o raciocínio que permite ao terapeuta ter hipóteses diagnóstica?

Para levantar hipóteses e posteriormente chegar a um diagnóstico, o terapeuta deverá se


basear nos conhecimentos teóricos que obteve em sua formação e os adquiridos em sua
prática profissional se utilizando da bibliografia disponível principalmente o CID-10 e DSM-
5, realizar anamnese, como também estabelecer critérios diagnósticos como, testes
diversos para detectar sintomas e sinais de transtornos, interpretá-los de forma que se
possa chegar a um diagnóstico seguro.

ESTUDO DE CASO:

Qual o possível diagnóstico e quais os encaminhamentos que você faria nesse caso?

No momento Ana Clara apresenta um quadro de muita tristeza, abatimento, desânimo,


choro, sem motivo aparente, não se alimenta e dorme o dia inteiro.

Todos esses sintomas são comuns no “transtorno depressivo”, entretanto, são também
característicos do “Transtorno de Humor Bipolar.”

Inclusive, não é raro pessoas com sintomas depressivos serem classificadas como
pertencentes ao espectro unipolar e serem medicadas com antidepressivos,
comprometendo o tratamento e prognóstico. Faz-se necessário, portanto, o diagnostico
diferencial.

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De acordo com o CID10, são sintomas da fase maniaca do Transtorno de Humor bipolar e
que são encontrados em Ana Clara, mediante o relato da família: aumento de energia,
gastos excessivos, compulsão alimentar, no caso o uso de bebidas é frequente e em grande
quantidade.

Ainda, segundo o Cid 10, esta fase pode durar dias ou mesmo meses e são mais comuns
em pessoas que tem o tipo I da doença. No tipo II, os sinais são similares, mas menos
intensos.

Quanto à fase depressiva, de acordo com o CID10, são sinais e sintomas e também podem
ser encontrados na Ana Clara, no quadro atual: Desânimo, tristeza, perda de apetite,
excesso de sono, afastamento das atividades que antes eram prazerosas.

Somente no contato, por um certo período de anamnese é que será possível observar
todos os sinais e sintomas para chegar a um diagnóstico.

O possível diagnóstico seria Transtorno de Humor Bipolar. Será encaminhada ao


psiquiatra para em conjunto chegar ao diagnóstico correto e estabelecer o
tratamento.