MEDIDAS ELÉ TRICAS

Alcantaro Corrêa

Presidente da FIESC

Sérgio Roberto Arruda

Diretor Regional do SENAI/SC

Antônio José Carradore

Diretor de Educação e Tecnologia do SENAI/SC

Marco Antônio Dociatti

Diretor de Desenvolvimento Organizacional do SENAI/SC

FIESC
SENAI



Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
Departamento Regional de Santa Catarina














MEDIDAS ELÉTFICAS


































Florianópolis – 2004
Não pode ser reproduzido, por qualquer meio, sem autorização por escrito do
SENAI DR/SC.



Equipe Técnica:

Organizadores:
José Wanderley Cardoso
João Belmiro Freitas
Moisés Luiz Parucker
Odenir João Pirola
Valmir Antônio Soligo
Vanderlei Baldessar
Volnei Cesar Magedans

Coordenação:
Adriano Fernandes Cardoso
Osvair Almeida Matos
Roberto Rodrigues de Menezes Junior

Produção Gráfica:
César Augusto Lopes Júnior

Capa:
César Augusto Lopes Júnior



Solicitação de Apostilas: Mat-didat@sc.senai.br



S491s



SENAI. SC. Medidas Elétricas.
Florianópolis: SENAI/SC, 2004. 42 p.



1. Medida Elétrica. 2. Medição Elétrica. 3. Instrumento de Medição Elétrica.
I. Título.




CDU: 612.317



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Fone: (048) 231-4290
Fax: (048) 234-5222
SUMÁRIO



1 Introdução.................................................................................................................... 6
2 Princípios de Funcionamento dos Instrumentos de Medição ...................................... 7
2.1 Instrumento Bobina móvel e Imã permanente (BMIP).......................................... 7
2.2 Ferro Móvel......................................................................................................... 10
2.3 Instrumento do tipo eletrodinâmico..................................................................... 15
3 Erros .......................................................................................................................... 17
3.1 Definição Segundo a ABNT (NB-278/73) ........................................................... 17
3.1.1 Erro .............................................................................................................. 17
3.1.2 Valor Verdadeiro .......................................................................................... 17
3.1.3 Exatidão ....................................................................................................... 17
3.1.4 Precisão ....................................................................................................... 17
3.1.5 Classe de Exatidão ...................................................................................... 17
3.1.6 Índice de Classe (IC) ................................................................................... 17
3.1.7 Erro Absoluto ............................................................................................... 18
3.1.8 Erro Relativo ( ) ........................................................................................... 18
3.1.9 Escala de um Instrumento ........................................................................... 18
3.1.10 Valor de Plena Escala ............................................................................... 18
3.2 Classificação dos Erros ...................................................................................... 18
3.2.1 Erros Grosseiros .......................................................................................... 19
3.2.2 Erros Sistemáticos ....................................................................................... 19
3.3.3 Erros Alegóricos .......................................................................................... 20
4 Simbologia ................................................................................................................. 21
4.1 Símbolos do Sistema de Medição de Instrumentos e Acessórios ...................... 21
4.2 Símbolos para Natureza da Corrente e Número de Sistemas de Medição ........ 22
4.3 Símbolos para ensaio de Tensão ....................................................................... 22
4.4 Símbolo de Classe de Exatidão.......................................................................... 22
4.5 Símbolo para posição de uso: ............................................................................ 23
4.6 Exemplo: ............................................................................................................. 23
5 Do Relatório.............................................................................................................. 24
5.1 Objetivo............................................................................................................... 24
5.2 Material utilizado ................................................................................................. 24
5.3 Desenvolvimento ................................................................................................ 24
5.4 Análise e Interpretação ....................................................................................... 25
6 Exercícios .................................................................................................................. 37
Referências Bibliográficas ............................................................................................ 42






















SENAI/SC 5
Medidas Elétricas
1 INTRODUÇÃO


Atualmente as novas tecnologias exigem que as grandes elétricas envolvidas nos fe-
nômenos físicos sejam medidas, com uma confiabilidade cada vez melhor.

Com isso surgem instrumentos e técnicas que permitem medir e controlar tais grande-
zas.

Evidentemente que os conceitos fundamentais, clássicos e básicos de medidas elétri-
cas são indispensáveis aos profissionais que utilizam estas novas tecnologias.

Conhecendo-se tais conceitos, consegue-se medir e controlar grandezas físicas não
elétricas tais como: temperatura, vazão, Pressão, velocidade, etc.

O escopo desta apostila é dar base fundamental referente à medição elétrica, estu-
dando os instrumentos mais comuns utilizados.

















































SENAI/SC 6
Medidas Elétricas
2 PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DOS INSTRUMENTOS DE ME-
DIÇÃO



2.1 Instrumento Bobina móvel e Imã permanente (BMIP)

Uma corrente elétrica ao percorrer um condutor, cia em torno do mesmo, um campo
magnético, cuja direção depende do sentido da corrente.







i i



Fig. 01 Fig. 02

Se a corrente (i) for constante (cc) o campo será constante;

Se a corrente (i) for variável (ca) o campo será variável;

Quando colocarmos uma bobina no centro de um campo magnético d um imã perma-
nente em forma de “U”; A corrente elétrica, ao circular pela bobina, cria na mesma um
campo magnético norte e sul, Este, por sua vez, faz a bobina deslocar-se no seu eixo
para a esquerda ou para a direita, atraída ou repelida pêlos pólos do imã permanente.











N
N S
S


- +
Fig. 03

Os instrumentos eletromagnéticos do tipo bobina móvel tem seu princípio de funcio-
namento baseado nessa atração e repulsão, que ocorre entre o campo magnético cri-
ado na bobina e o campo magnético do imã permanente.












SENAI/SC 7
Medidas Elétricas
Esses instrumentos são compostos basicamente de:


F
A – imã permanente em forma de U

B – Bobina móvel com núcleo de ferro fundido

C – eixo, que interliga o ponteiro e a bobina móvel

E – molas, que fazem o ponteiro retornar ao zero da
escala, quando não circulam corrente pela bobina

F – escala graduada




C
A

E


D


B

Fig. 04

Se aplicarmos a corrente no sentido a direita, os pólos terão formação idêntica ao ilus-
trados.

Note que, neste caso, a bobina tenderá a movimentar-se para a direita, com o seu
pólo norte sendo atraído pelo pólo sul do imã permanente.




_
+





N

N S

S

_
+

Fig. 05

Quando a corrente estiver em sentido contrário, os pólos terão formação também in-
versa. Nesta situação a bobina tenderá a movimentar-se para esquerda.




_
+




S

N S

N

_
+
Fig. 06
O deslocamento da bobina para esquerda ou para direita será maior ou menor, de
acordo com o valor da corrente que estiver percorrendo.







SENAI/SC 8
Medidas Elétricas
Neste instrumento há também:

*Pólos Invariáveis – formados pelo imã permanente
*Pólos Variáveis – formados pela bobina de acordo com o sentido da corrente.

As bobinas dos instrumentos de medidas elétricas do tipo bobina móvel funcionam
somente em corrente continua.

Porque se aplicarmos uma corrente alternada neste instrumento. Ocorrerá que há
variação da CA, vão ocorrer mudanças no sentido do campo magnético da bobina,
fazendo com que ela fique vibrando, atraindo ora para um lado, ora para outro.


Fig. 07

Vantagens dos instrumentos bmip

As principais vantagens são:

1. Baixo consumo próprio.
2. Alta sensibilidade.
3. Uniformidade da escala e possibilidade de escalas bastante amplas.
4. A possibilidade de um simples instrumento ser utilizado com “Shunts” e resistores
série apropriados, para cobrir uma ampla gama de correntes e tensões, como ve-
remos mais adiante.
5. Livre de erros devido à histerese e campos magnéticos externos.
6. Amortecimento perfeito, simplesmente obtido por correntes parasitas no metal (car-
retel de alumínio), que suporta e forma a bobina móvel.
7. Bastante preciosos.
8. Escala Uniforme.

Desvantagens dos instrumentos bmip

As principais desvantagens são:

1. Só são usados em corrente contínua.
2. São instrumentos polarizados.
3. Construção complexa e sensível.
4. Devido a sua alta sensibilidade, danifica-se muito rapidamente, caso não seja utili-
zado com muito cuidado.
5. Não são muito apropriados como instrumentos de ferro móvel.








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Medidas Elétricas

2.2 Ferro Móvel

Quando colocado no interior de uma bobina duas laminas de ferro, com a passagem
da corrente elétrica, as duas lâminas terão identidade de polarização, isto é, haverá
formação de pólos iguais nos seus extremos.

Portanto, as duas lâminas terão a repelir-se, uma vez que, pela lei de atração e repul-
são, pólos iguais se repelem.

Fig. 08 Fig. 09

Os instrumentos de medidas elétricas eletromagnéticos de tipo móvel tem seu princi-
pio de funcionamento baseado nessa repulsão que ocorre entre duas lâminas de ferro
colocadas dentro de uma bobina.

Esses instrumentos apresentam os seguintes componentes básicos:


Fig. 10

A – bobina magnetizante;
B – placa de ferro fixa;
C – placas de ferro móvel;
D – ponteiros;
E – eixo que interliga a placa móvel e o ponteiro;
F – mola que faz o ponteiro retornar a posição de repouso;
G – escala graduada;







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Medidas Elétricas
A figura abaixo é uma forma esquemática do instrumento tipo ferro móvel, onde:



Fig.11

A – representa a bobina magnetizante;
B – representa a placa de ferro fixa;
C – representa a placa de ferro móvel, acoplada ao ponteiro.

Observe novamente a figura acrescida da corrente elétrica em circulação:

Note que quando a corrente elétrica circula pela bobina A, será formada um campo
magnético, que magnetizará as placas B e C. Como estas placas estão alinhadas na
mesma direção, elas se magnetizarão com pólos iguais. Por isso a placa móvel C ten-
derá se afastar (repulsão) da placa fixa B, arrastando consigo o ponteiro.

Fig. 12

O afastamento da placa móvel C da placa fixa B será maior ou menor, de acordo com o
valor da corrente que estiver circulando pela bobina.

Os instrumentos de medida elétrica tipo ferro móvel funcionam tanto em corrente con-
tínua como em corrente alternada.













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Medidas Elétricas


Corrente contínua

Aplicando a regra da mão direita, é possível determinar o sentido do campo magnético
na bobina e, conseqüentemente, as localizações dos pólos norte e sul nas placas;

A corrente contínua não muda de sentido.

Por causa desses aspectos, quando se aplica uma corrente continua nos instrumentos
eletromagnético de medidas elétricas, tipo ferro móvel, ela entra por uma das pontas da
bobina e sai pela outra.

2 3
4

1
0
5



N
N




_
B A
+






Fig. 13

Na figura acima a corrente está entrando pela ponta A e saindo pela ponta B.

A formação dos pólos se dará de maneira exatamente igual á do desenho:

- Pólo norte na placa fixa e
- Pólo norte na placa móvel

Veja agora se inverter o sentido da corrente, fazendo entrar pela ponta B.


2 3
4

1
0
5



S

S




B + A _






Fig. 14








SENAI/SC 12
Medidas Elétricas
Com a inversão da corrente estamos invertendo também o sentido do campo magnéti-
co na bobina, e conseqüentemente, a formação dos pólos nas extremidades das pla-
cas, ou seja:

- Pólo sul na placa fixa e
- Pólo sul na placa móvel.

Corrente alternada

A CA inverte o sentido várias vezes durante o percurso.

Veja, por exemplo, uma CA de 60 Hz.

O seu sentido é invertido 120 vezes durante um segundo.

Portanto, quando aplicamos CA, é como se aplicássemos CC, invertendo o sentido
muitas vezes.

Durante as variações de CA, ocorrem mudanças no sentido do campo magnético for-
mado pela bobina. Conseqüentemente a polaridade das placas também muda.

No entanto, formam-se pólos sempre iguais nos extremos das placas fazendo com
que estas tenham a tendência de se repelir mutuamente.



Instrumento Eletromagnético do Tipo Ferro Móvel Amperímetro



Fig. 15

Como você pode observar, o instrumento de medida elétrica tipo ferro móvel, quando
usado como voltímetro, apresenta os mesmos componentes básicos.
Variam apenas as características da bobinas e a escala, que nesse caso, é graduada
em voltas.












SENAI/SC 13
Medidas Elétricas
Os voltímetros são conectados em paralelo. Por isso, sua bobina deve Ter uma impe-
dância que absorva toda a tensão do ponto a ser medido.


Fig. 16

Essa absorção deve ocorrer com menor consumo de energia possível – o consumo
essencial para magnetizar a bobina.

Por essa razão, as bobinas dos voltímetros tipo ferro móvel são confeccionados com
muitas espiras em fio fino.



Instrumento Eletromagnético do Tipo Ferro Móvel Voltímetro



Fig. 17

Os amperímetros são conectados em série. Por isso, sua bobina não deve Ter uma
impedância, que absorva parte do potencial da carga.












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Medidas Elétricas
2.3 Instrumento do tipo eletrodinâmico

Os instrumentos do tipo eletrodinâmico tem seu principio de funcionamento baseado
também na lei de atração e repulsão.

O seu principio de funcionamento é semelhante ao do tipo bobina móvel, com as se-
guintes diferenças:

- Na bobina móvel, tínhamos pólos fixos formados por imã permanentes e pólos mó-
veis formados por uma bobina.
- No eletrodinâmico ambos os pólos, fixos e móveis, são formados por bobinas.

Esse sistema eletrodinâmico apresenta duas variações:

- Eletrodinâmico simples
- Eletrodinâmico de bobinas cruzadas

Inicialmente iremos falar do funcionamento dos instrumentos eletrodinâmicos simples.

Instrumento eletrodinâmico simples

Basicamente, esses instrumentos são compostos de:

A – Bobina fixa

B – Bobina móvel

C – Ponteiro

D – Escala graduada




Fig. 18

Com a passagem da corrente, as bobinas apresentam polaridades iguais e a bobina
móvel se desloca, arrastando consigo o ponteiro. Este, por sua vez, registra um de-
terminado valor na escala graduada.

Se ocorrer a inversão de um dos sentidos da corrente, ambas as bobinas invertem ao
mesmo tempo suas polaridades. Com esta inversão as condições de repulsão entre as
bobinas não se alteram e a deflexão do ponteiro ocorre sempre na mesma direção.

Por apresentar esta versatilidade em seu funcionamento, os instrumentos eletrodinâ-
micos simples podem ser usados tanto para corrente contínua como para a corrente
alternada.

Eletrodinâmico com bobinas cruzadas

Os instrumentos eletrodinâmicos tipo bobina cruzada são compostos de:



A – Bobina móveis cruzada

B – Bobina fixa

C – Núcleo de ferro




Fig. 19


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Medidas Elétricas
Observe que o princípio de funcionamento eletrodinâmico com bobinas cruzadas é
composto de duas bobinas móveis interligadas entre si, cruzadas e colocadas sob
influência do campo magnético da bobina fixa.

Ao receber tensão, cada uma das bobinas cria campo magnético próprios que intera-
gem e provocam o deslocamento das bobinas móveis, que por sua vez, arrastam o
ponteiro a elas acopladas.



Fig. 20

O deslocamento das bobinas móveis será para direita ou para esquerda, de acordo
com o valor da corrente em cada uma.

Porém quando os valores forem iguais, haverá equilíbrio e as bobinas se ajustarão
sobre um ponto central, como você pode observar na ilustração anterior.

Quando não conectados á rede, os ponteiros deste tipo de instrumento podem tomar
qualquer posição sobre sua escala graduada.

Dentre os instrumentos de medição temos os seguintes, que utilizam o princípio de
funcionamento eletrodinâmico:

- Wattímetro
- Fasímetro e
- Megômetro




























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3 ERROS



3.1 Definição Segundo a ABNT (NB-278/73)

3.1.1 Erro

É o desvio observado entre o valor medido e o valor verdadeiro (ou aceito como ver-
dadeiro).

3.1.2 Valor Verdadeiro

É o valor exato da medida de uma grandeza obtido quando nenhum tipo de erro incide
na medição.

Na prática é impossível eliminar todos os erros e a obtenção de um valor aceito como
verdadeiro, que substitui o valor verdadeiro. É a medida de uma amostra de um de-
terminado número de medidas técnicas, usando o mesmo material e mantendo-se na
medida do possível, as mesmas condições ambientais.

Assim:


X = Xm – Xp = Xm – Xv
Xm = Valor da grandeza obtido através da medida.
Xp = Valor padrão da grandeza, obtido através do método de referência cons-
truído na prática.
Xv = Valor verdadeiro da grandeza, que é um valor ideal, supondo a supressão
total de todo o tipo de erro.

Na falta de Xv aceita-se Xp, que é denominado, então, de valor de referência tomado
como verdadeiro.

3.1.3 Exatidão

É a característica de um instrumento de medida que exprime o afastamento entre a
medida nele observada e o valor de referência aceito como verdadeiro.

3.1.4 Precisão

Refere-se a maior ou menor aproximação da medida em termos de casas decimais. A
precisão, portanto revela o grau de rigorismo com que um instrumento de medida indi-
ca o valor de uma certa grandeza.

3.1.5 Classe de Exatidão

É o limite de erro, garantido pelo fabricante de um instrumento, que se pode cometer
em qualquer medida efetuada pelo mesmo.

3.1.6 Índice de Classe (IC)

Número que designe a classe de exatidão, o qual deve ser tornado como uma porcen-
tagem do valor de plena escala de um instrumento.





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3.1.7 Erro Absoluto

É a diferença algébrica entre o valor medido (Xm) e o valor aceito como verdadeiro
(Xv).

Assim, pose-se dizer que o valor verdadeiro situa-se entre:


Xm –X < Xv < Xm + X

Neste caso, X é o limite máximo do erro absoluto ou simplesmente erro absoluto.
Assim, diz-se que:

Se X>Xv, o erro é por excesso e,
Se X<Xv, o erro é por falta.


3.1.8 Erro Relativo ( )


É definido como a relação entre o erro absoluto (X) e valor aceito como verdadeiro
(Xv) de uma grandeza, podendo ou não ser expresso em percentual.

=
X
Xv
ou %

X
= ⊕ 100
Xv

Para efeito de cálculo do erro relativo, pode-se considerar Xv=Xm, logo:

=

X
Xv

Definição de escala de um instrumento e do valor de plena escala.

3.1.9 Escala de um Instrumento

É o intervalo de valores que um instrumento pode medir. Normalmente vai de zero a
um valor máximo que se denomina calibre ou valor de plena escala.

3.1.10 Valor de Plena Escala

É o máximo valor da grandeza que um instrumento pode medir.


3.2 Classificação dos Erros

Os erros podem ser classificados como:

- Grosseiros
- Sistemáticos
- Acidentais, alegóricos ou residuais










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3.2.1 Erros Grosseiros

São devidos à falta de atenção; são resultados de enganos nas leituras e anotações
de resultados.

São de inteira responsabilidade do operador e não podem ser tratados matematica-
mente.

Para evitá-los é necessário proceder à repetição dos trabalhos, mas é necessário,
sobretudo, que se trabalhe com muita atenção.

ƒ Erros de Leitura

- São devidas as influências do operador e dependem das características do sistema
de leitura.
- Erro de paralaxe.

3.2.2 Erros Sistemáticos

São ligados às deficiências do método, do material empregado ou da avaliação da
medida do operador. Estes erros podem ser classificados como:

- De construção e ajuste;
- De leitura;
- Inerente ao método;
- Devido a condições externas.

ƒ A – Erros de construção e ajuste

- Erros de graduação da escala na indústria.
- Erros de ajuste entre pinos e eixos, assim como de componentes elétricos.

Estes erros tendem a crescer com a idade do instrumento devido a:

- Oxidação;
- Desgaste dos contactos entre peças móveis e fixas.
- Variação dos coeficientes de elasticidade de molas.
Estes tipos de erros são deferentes em diferentes pontos da escala. Eles podem ser
contornados através da construção de uma tabela de correção de erros.

ƒ B – Erros de Paralax

- São resultados do ângulo de observação (paralaxe) do operador.

Estes erros podem ser limitados usando-se dois ou mais operadores e/ou equipando o
instrumento com um espelho junto à escala.

ƒ C – Erros Inerentes ao Método

Ocorre quando a medida é obtida por métodos que necessitem de processamento
indireto de grandezas auxiliares.







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ƒ D – Erros Devidos às Condições Externas

- São aqueles inerentes a condições à medida de uma grandeza. Podem resultar de:
variações de temperatura, pressão, umidade, presença de campos elétricos, etc.

3.3.3 Erros Alegóricos

- São erros devido ao imponderável. São erros essencialmente variáveis e não sus-
cetíveis de limitações.




























































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4 SIMBOLOGIA



4.1 Símbolos do Sistema de Medição de Instrumentos e Acessórios




Instrumento Ferro Móvel


Instrumento Bobina Móvel ··



Retificador



Dispositivos Eletrônicos
Num circulo de medição
-



Instrumento eletrodinâmico
com núcleo de ferro

Instrumento eletrodinâmico
Com núcleo de ferro
Instrumento eletrodinâmico
de relação



Instrumento eletrodinâmico de
Relação com núcleo de ferro
Instrumento Bimetálico
Instrumento de Lâmina de
Vibração



Acessórios

















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4.2 Símbolos para Natureza da Corrente e Número de Sistemas de
Medição

Corrente contínua
Corrente Alternada Monofásica
(1 sistema)

Corrente Contínua e Alternada
Monofásica (1 sistema)
Corrente Alternada Trifásica
Equilibrada (1 sistema – 3 fio)
Corrente Alternada Trifásica
Desequilibrada
(2 sistemas – 3 fios)
Corrente Alternada Trifásica
Equilibrada com
Neutro (1 sistema – 4 fios)
Corrente Alternada Trifásica
Desequilibrada com Neutro
(2 sistemas – 4 fios)


4.3 Símbolos para ensaio de Tensão

Tensão suportável a freqüência
Industrial 500V



Tensão suportável a freqüência
Industrial acima de 550V
(Ex: 2 KV)

4.4 Símbolo de Classe de Exatidão
Índice de Classe (Ex: 1,5) como
porcentagem do valor fiducial



Índice de Classe (Ex: 1,5) quando o
valor fiducial corresponde ao valor
real




2






1,5




1,5
















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Medidas Elétricas
4.5 Símbolo para posição de uso:

Instrumento a ser usado com
escala vertical



Instrumento a ser usado com
Escala horizontal



Instrumento a ser usado com
Escala inclinada (Ex. 60º)


4.6 Exemplo:




60º






2
1,5


Posição de montagem vertical
Tensão de prova – 2kV
Classe 1,5 (precisão)

Corrente Alternada Monofásica

Com retificador

Bobina móvel




































SENAI/SC 23
Medidas Elétricas
5 DO RELATÓRIO



O aluno redigirá o relatório de acordo com a seqüência abaixo:


5.1 Objetivo

Neste item deverá ser relatado qual o objetivo principal de experiência, o que se esta
querendo demonstrar. Quais as grandezas que se pretende estabelecer alguma rela-
ção. Essa parte é muito importante, pois ela orienta todo o trabalho do laboratório.

Definindo o objetivo, pode-se ter a idéia do que é necessário fazer para alcançá-los.


5.2 Material utilizado

Relacionar o material utilizado para a realização de tarefas ou do experimento.

Esquema de Montagem

Fazer o esquema de montagem dos componentes fundamentais do experimento (de-
senho).


5.3 Desenvolvimento

Deverá ser dividido nas seguintes partes:

a. Fundamentação teórica.

Onde se relata o princípio ou lei sobre os quais se baseia o experimento.

b. Procedimentos.

Descrever brevemente, cem o experimento foi efetuado. A descrição dever ser
totalmente pessoal.

c. Coleta de dados.

Cultivar o hábito de preparar com clareza, pois nelas deverão ser incluídas as
leituras dos instrumentos. As tabelas devem ser apresentadas como parte inte-
grante do relatório. O nome das grandezas será indicado uma vez no alto da
coluna, onde são escritos os números acompanhados da sua, respectiva uni-
dade de medida.

d. Gráficos.

Se for necessário o gráfico, deverá ser construído anexo do relatório.
Em papel milimetrado (A4) ou (A5), cada eixo deverá ter um nome da grandeza
apresentada e a unidade em que a mesma é medida.
A grandeza controlada pelo experimentador no curso das suas observações é
variável independente, e os valores são nomeados no eixo das abscissas.







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5.4 Análise e Interpretação

É uma das partes mais importantes do Relatório. Nela é que se fará a interpretação dos
dados e se farão observações pessoais sobre a significação dos resultados expe-
rimentais, apontando as causas de falhas em medidas, discrepância entre os valores
médios e os computados. Qual a lei obtida a quais as conclusões observadas parale-
lamente ao objetivo principal. Quando se trabalha em laboratórios sempre se descobre
uma porção de outras coisas no decorrer do experimento. Essas descobertas devem
também ser relatadas. Caso sejam formuladas perguntas, as respostas deverão ser
claras e concisas.

Experiência 1

Lei de ohm em corrente alternada

1. Resumo Teórico

Para um circuito resistivo puro, em corrente contínua a lei de ohm é simples:

V = RI

Porém em corrente alternada uma resistência do tipo bobinado apresenta au-
to-indutância, e a lei de ohm em corrente alternada será:

V = ZI = (R + Jx) I V= (R + JWL) I

A representação fasorial para um circuito resistivo indutivo em corrente alternada é:

Z =
= RV

2
+ W
2
L
2


V = ZI
I
JWLI
W = 2 f
RI

2. Circuitos

1) 2)














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3. Passos

1º. Monte o circuito 1 deixando o reostato roei posição OV;
2º. Conecte os pontos A e H a ter;
3º. Gire o cursor do reostato até a. Tensão de 6 no voltímetro (2-3-4-5 e 6);
4º. Faça as leituras de tensão e ocorrente. Anote os valores;
5º. Desconecte C e D do circuito 1 e conecte o circuito 2;
6º. Meça o valor de Rx na ponte de wheatstone. Anote o valor de Rx;
7º. Fazer gráfico V x I em papel milimetrado.

Observação: Nunca ligue o circuito sem a prévia verificação do professor.

V (v) I (A) Z (&) R (&) L (mH)
2
3
4
5
6

Experiência 2


Medida de Potência 3


1. Resumo Teórico

Uma carga 3 pode ser equilibrada ou desequilibrada, dependendo da potência insta-
lada em cada fase.

Se p1 = p2 = p3 então é uma carga equilibrada.
Se pi  p2  p3 ou p1 = p2  p3 então é uma carga desequilibrada.


Em sistemas 3 a alimentação pode ser feita de duas maneiras:


a. Sistema 30 a 3 fios

É o sistema onde só existem as 3 fases. Neste a indicação de potência é feita pelo
método dos 2 wattímetros. Para cargas equilibradas e desequilibradas.


W
R
Carga
1
S
Y ou
WT
2




PT = W1 + W2



















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b. Sistema 3 a 4 fios

É o sistema onde existem as 3 fases mais o neutro. Neste a medição da potência ativa
pode ser feita pelo método dos 2 wattímetros para cargas equilibradas, ou com 3 wat-
tímetros para qualquer tipo de carga, aqui equilibrada ou desequilibrada.



W
R
Carga


S W
PT = W1 + W2 + W3

W
T


N


2. Circuitos

Circuito 1

W1



100W



100W



100W



100W


100W


100W



W2




3 97 2 5
1 8

W
3





















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Circuito 2 Circuito 3



R W1

S W2





N


220
V
T W3








100W





100W











100W















100W



100W











W



380V











3. Passos

1º. Monte o circuito 1 e faça as leituras anotando-as;
2º. Monte o circuito 2 e faça as leituras anotando-as;
3º. Comparar a soma w1 + w2 cm a soma de potência das três lâmpadas;
4º. Reconte o circuito 3 e anote o valo, compare a soma w1 + w2, obtida no.

1º. Passo com o valor obtido do circuito 3 multiplicado por 3.

Experiência 3

Medida de Resistores com a Ponte de Wheatstone

1. Resumo Teórico

A Ponte de Wheatstone é utilizada para se fazer medidas de precisão de resistência
desde alguns: até alguns milhares de ohms. É composta basicamente por 4 resistores
dispostos em forme de ponte, um galvômetro e uma fonte de tensão C.C.



A e B = braços de relação
R = resistor ajustável
Rx = resistor a ser medido
O equilíbrio da ponte ocorre quando Ig = 0. Isto é conseguido variando-se o valor de
R. Neste ponto:

Rx =


R. A
B



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Medidas Elétricas
2. Circuitos

Circuito 1 Circuito 2
Fonte Padrão
3. Passos

1º. Monte o circuito 1 deixando R em um valor qq. Diferencie de zero;
2º. De um pulso em OH 1 e verifique se o galvômetro se deslocou para o fim da escala
esquerdo ou direito; se isto aconteceu varia R1 até que a deflexão do ponteiro seja
invertida, volte R1 a posição anterior e comece a variar R2 até que o ponteiro se
aproxime do zero, então variar R3 e R4 até que o ponteiro fique exatamente sobre o
zero. Sempre que trabalhar com R1 de pulsos com CH1;
3º. Leia o valor obtido em R somando (R1 x 100) + (R2 x 100) + (R3 x 1) +(R4 x 0,1) -
anote este valor de Rx;
4º. Monte o circuito 2 e anote o valor de Rx;
5º. Calcule o erro relativo considerando o circuito 2 como referência.

Experiência 4

Medida de Resistência da Terra

1. Resumo Teórico

- O bom aterramento é de fundamental importância não só para a segurança do pes-
soal como também para o bom funcionamento dós equipamentos de proteção do
sistema.

- O que caracteriza um bom aterramento s o valor da resistência de terra. Estes valo-
res variam de acordo com a finalidade de cada aterramento.

- Para residências (medidor - CELESC) = 25 ohms.
- O bom aterramento propicia a não existência de diferenças significativas de tensão
entre pontos qq. da superfície evitando choques.


20m são suficientes
para que a tensão se
reduza a zero








SENAI/SC 30
Medidas Elétricas
- Ao fazermos um aterramento devemos levar em conta 3 resistências:

1. Resistência do elétrodo;
2. Resistência entre elétrodo e terra;
3. Resistência da própria terra que é função da umidade, temperatura e tipo de solo.

- Deve-se escolher um dia seco, em que a ocorrência de chuva não tenha acontecido a
pelo menos 15 dias, para realização da medição da resistência de terra.

2. Circuitos


3. Passos

1º. Inserir as estacas no terreno conforme circuito;
2º. O operador e o instrumento deverão estar entre as estacas j2 e j3-4;
3º. Conectar j3-4 a malha de terra através de cabo de 6m;
4º. Conectar j2 a estaca intermediária (sonda) através de cabo de 6m;
5º. Conectar j1 a estaca extrema através de cabo de 16m;
6º. Oprimir a tecla cal e ajustar o controle de zero, fazenda com que o ponteiro fique
cima da marca x1 na escala;
7º. Pressionar a tecla x100. Acha-se o valor de rt multiplicando o valor lido na escala
por 100.

RT = RI x 100


8º. Se R < 500& pressiona-se a tecla X 10 e RT = R1 X 10.
9º. Se R < 50& pressiona-se a tecla X1 e RT = R1 X 1,0 e por fim se R < 5& pressio-
na-se a tecla X 0,1 e RT = RL X 0,1.
10º. Feita a leitura de RT, coloque a sonda a 10cm da estaca da malha de terra e faça a
leitura de RT, a partir daí variar a distância da sonda de 2 em 2m até a estaca ex- trema
sempre lendo o valor de RT anotar os valores e montar ó gráfico RT (&) x d (m).


Distância (m) RT (&)
10cm
2
4
6
8
10
12
14
16



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Experiência 5


Correção do fator de Potência 1


1. Resumo Teórico

Quando alimentamos uma carga resistiva - indutiva ou resistiva - capacitiva, estas ab-
sorvem uma certa quantidade de potência da rede que é denominada potência
aparente. Parte desta potência é aproveitada em trabalho útil que é denominada
potência ativa e outra parte fica sendo trocada entre a carga e o gerador, e é
responsável pela formação dos campos magnéticos ou elétricos necessários ao
funcionamento da carga e é denominada potência reativa, cujo valor médio é zero.



















Fasorial


P = VI. Cos



S = VI






Q = VI . Sen







S = VI


P = VI. Cos





Q = VI . Sen



Carga Indutiva
Carga Capacitiva

Cos =
Tg
P

S

=
Sen
Q

P

= s =
P
Q

S

2
+ Q
2




Quando corrigimos o fator de potência estamos na realidade colocando uma fonte de
reativo no sistema, se este for capacitivo. Se o sistema for indutivo colocamos capaci-
tores.
















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2. Circuito



Experiência 6

Análise de Rigidez Dielétrica de Óleo de Transformadores

1. Resumo Teórico

Existem basicamente 3 tipos de transformadores quanto ao resfriamento:

- Transformadores a seco
- Transformadores a 'tenho de óleo
- Transformadores a gás inerte i

Os transformadores a banho de óleo são os mais rosados nos sistemas de distribui-
ção, nos quais o óleo tem duas finalidades básicas que são:

- Isolamento
- resfriamento

Por ser o óleo tão importante nos transformadores se faz necessárias manutenções
periódicas onde é analisada a rigidez dielétrica.

2. Circuito Analisador Ge - Ha – Ka























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3. Passos

1º. Retire a cuba e limpe com benzina retificada (deixe secar bem); verifique a distân-
cia entre os elétrodos - 2,54;
2º. Encha a cuba de óleo até cobrir os elétrodos;
3º. Mexa o conteúdo suavemente para torná-lo homogêneo;
4º. Abaixe a tampa do produto de acrílico;
5º. Ligar o aparelho;
6º. Arme o disjuntor dando um pulso;
7º. Pressione o botão dê comando e simultaneamente gire o regulador de tensão cons-
tantemente a uma razão de 3kv/seg até que o disjuntor desarme – lê-se no kilovol-
tímetro a tensão;
8º. Espere -5 mitos e realize mais 2 testes.

4. Taba








Média =





Teste R.D.KV





T1 + T2 + T3
3



Comparar com:

35 KV = excelente
De 30 até 35 KV = muito bom
De 25 até 30 KV = bom
De 20 até 25 KV = satisfatório

5. Conclusão

Qual é a condição do óleo?

Capacitor Indutor W A1 A2 S = VA1 Cos Q
*

(Var) V
– L1
C1 –
– L1L2
C1 L1L2
C1C2 L1L2
C1C2C3 L1L2
* Calcular

Passos

1º. Montar o circuito deixando o reostato em zero volt;
2º. Ligar as cargas conforme a tabela acima, através dos interruptores anotando os
valores;
3º. Construir gráfico W x Q para cada caso, e unir a origem ao ponto encontrado, de-
terminando assim (S) e (cos) graficamente.






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Medidas Elétricas
Experiência 7

Aferição de Medidor Monofásico de Energia Elétrica

1. Resumo Teórico

Para medir a quantidade de energia consumida, são empregados medidores indutivo
tipo integrador.

Conforme já vimos à iteração entre o fluxo produzido pela I e o fluxo produzido por V,
faz seguir uma força F = K 1 2 sen ,esta força produz um torque T = K1 I V cos que
gera movimento no disco.

Como se pode ver, este torque é proporcional a potência ativa.

Em cada rotação efetuada pelo disco possui um Kd (constante de disco) que é dada
em Wh/rotação. Com o passar do tempo ocorrem desgastes que alteram o valor do
Kd, e para correção deste erro faz-se necessário aferir o medidor.

Kd =


W . h
r

Através do imã permanente = F.P. Ε 100%
1 10%

É esta aferição que faremos aqui.

2. Circuito




3. Passos

1º. Montar o circuito acima;
2º. Ligar o circuito à fonte;
3º. Ligar a chave ch1 e deixar a disco rodar até que o zero apareça
4º. Na frente do visor, desligue ch1;
5º. Simultaneamente acione ch1 e o cronômetro, conte o número de voltas a 10.
6º. Desligue ch1 e anote o tempo e a potência;
7º. Calcule kd e compare com o indicado no medidor;
8º. Se kd calculado > kd medido girar cn para menos e ligar novamente a ch1, sempre o
disco começa do zero;
9º. Se kd calculado < kd medido girar cn para mais;
10º Repetir a operação até que kd calculado = kd medido.

Kd . cal – Kd
Kd
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Medidas Elétricas
Ajuste Nº de Rotações t (s) p (w) Kd (cal) % . 100

1
2
3
4
5
6
7



























































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Medidas Elétricas
6 EXERCÍCIOS


1- Escreva x dentro do quadradinho que corresponde á resposta correta, em cada
questão abaixo:

a) Lei em que fundamenta o princípio de funcionamento dos instrumentos de medi-
das elétricas tipo ferro móvel:

‰ Lei de 0hm
‰ Lei de Kirchoff
‰ Lei de Lenz
‰ Lei de atração e repulsão

b) Quando, pela bobina magnetizante, circula corrente elétrica, as placas de ferro se
polarizam e tendem a se afastar uma da outra, porque:

‰ A bobina atrai uma das placas
‰ As placas recebem polarização igual e tendem a repelir-se
‰ As placas recebem polarização diferente e tendem a repelir-se
‰ As placas recebem polarização igual e tendem a atrair-se

c) Os instrumentos do tipo ferro móvel podem receber:

‰ Corrente contínua
‰ Corrente alternada
‰ Corrente contínua ou alternada
‰ Somente corrente contínua

2- Abaixo você tem o desenho do instrumento de medida tipo ferro móvel com sete
de seus componentes numerados.Tem também uma lista dos nomes desses compo-
nentes.

a) Escreva o número de cada componente dentro dos quadrinhos em frente o nome
do componente dentro dos quadradinhos em frente ao nome do componente,
mantendo a divida correspondência.

‰ Ponteiro
‰ Placa de ferro fixa
‰ Bobina magnetizante
‰ Eixo, que interliga a placa móvel e o ponteiro.
‰ Placa de ferro móvel
‰ Mola, que faz o ponteiro retornar à posição de repouso.
‰ Escala graduada




SENAI/SC 37
Medidas Elétricas
3- Escreva V para Voltímetro A para Amperímetro nos quadradinhos à frente da alter-
nativa.

‰ Bobina com alta impedância e baixo consumo de energia
‰ Escala graduada em watts
‰ Bobina com poucas espiras de fio grosso
‰ Escala graduada em ohms
‰ Bobina com baixa impedância e alto consumo de energia
‰ Bobina com muitas espiras e fio grosso
‰ Bobina com alta impedância com alto consumo de energia.
‰ Escala graduada em ampères
‰ Bobina com muitas espiras de fio fino
‰ Bobina com baixa impedância com baixo consumo de energia
‰ Escala graduada em volts
‰ Bobina com poucas espiras e fio fino

4- Medindo-se a corrente no circuito da figura ao lado, com um miliamperímetro de 0
– 2mA e resistência interna de 500 ohms, qual será a indicação do instrumento?
Qual o erro relativo (teórico) cometido nessa medida?


+ 2 000 & >
3,5 V
_
<
<
>

<



5- O fio AB tem 10 000 ohms de resistência. A fonte de 600 V tem resistência interna
de 2 000 ohms. Qual a tensão existente entre os pontos A e B? e entre M e B? (M é
o ponto médio do fio AB). Que valores se obteriam medindo essas tensões com um
voltômetro de 0 – 500 V e resistência interna 40 000 ohms.

+
_
^^^^^


2 000
&



^^^^^^^^^^^^
A M B

6- Qual a sensibilidade, em ohms por volt, do voltômetro utilizado no problema anteri-
or. É considerada boa essa sensibilidade? Qual o alcance do instrumento básico
(galvanômetro ou miliamperômetro) com o qual o voltômetro foi construído?

7- Se medirmos a tensão V AB com um voltômetro de 0 – 250 V e sensibilidade 2 000
&/V, qual será o erro cometido nessa medida? Qual a resistência interna do voltô-
metro nesse caso?

8- Se utilizarmos um microamperômetro de 0 – 100 ∝A para construir um voltômetro
de 0 – 250 V, qual será a resistência interna e a sensibilidade desse voltômetro?




SENAI/SC 38
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9- Examine atentamente as escalas abaixo e calcule o valor aproximado das medi-
ções de cada instrumento, completando as respostas.













SENAI/SC 39
Medidas Elétricas
10- Na coluna A estão sete símbolos que caracterizam os instrumentos de medidas
elétricas e, na coluna B, discriminação desses símbolos.

Escreva na coluna B a letra da coluna A, mantendo a devida correspondência.



COLUNA A



COLUNA B




‰ Sistema ferro móvel
A.




Megôhmetro
B.


Sistema eletrodinâmico

C.


Sistema bobina móvel


D. f ou Hz





E.




F. cos





G.







Sistema ressonante




Sistema eletrodinâmico com bobinas
cruzadas




‰ Freqüencímetro




‰ Fasímetro
















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11- Assinale com um X a resposta correta, de acordo com o instrumento:

(a)

25
7550 100
125

0 150

V

0,5 1




‰ Bobina móvel, C C, posição vertical, de serviço, tensão de isolação 1 KV.

‰ Bobina móvel, C C e C A, posição vertical, de precisão de isolação 1 KV.

‰ Ferro móvel, C C e C A, posição vertical, de serviço, tensão de isolação 1 KV.



(b)

1,5
2
2,5
1
0
3
A

1,5 2


‰ Ferro móvel, C C e C A, posição vertical, de serviço, tensão de isolação 2 KV.
‰ Ferro móvel, CC e CA, posição horizontal, de serviço, tenção de isolação 2 KV.
‰ Bobina móvel, CC e CA, posição horizontal, de precisão, tenção de isolação 2
KV.



(c)

200 400

0

W


600



2 1



‰ Eletrodinâmico, CC e CA, posição horizontal, de serviço, tensão de isolação
1KV.
‰ Eletrodinâmico, CC e CA, posição vertical, do serviço, tensão de isolação 1KV.
‰ Eletrodinâmico, CC e CA, posição inclinada, de serviço, tensão de isolação
1KV.









SENAI/SC 41
Medidas Elétricas
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


TESSER, Valtensir da Costa; SILVA, Francisco de Assis Costa e; BRONZATTO, Ad-
mir Miguel. Instrumentos de medidas elétricas I: voltímetros, amperímetros, ohmíme-
tro. São Paulo: SENAI/SP, 1983. 67p. (Eletrotécnica, 28).

TORREÍRA, Rual Pergallo. Instrumentos de medição elétrica. São Paulo: Hemus,
1978.



























































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Alcantaro Corrêa Presidente da FIESC Sérgio Roberto Arruda Diretor Regional do SENAI/SC Antônio José Carradore Diretor de Educação e Tecnologia do SENAI/SC Marco Antônio Dociatti Diretor de Desenvolvimento Organizacional do SENAI/SC

FIESC SENAI
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de Santa Catarina

Florianópolis – 2004

Não pode ser reproduzido, por qualquer meio, sem autorização por escrito do SENAI DR/SC. Equipe Técnica: Organizadores: José Wanderley Cardoso João Belmiro Freitas Moisés Luiz Parucker Odenir João Pirola Valmir Antônio Soligo Vanderlei Baldessar Volnei Cesar Magedans Coordenação: Adriano Fernandes Cardoso Osvair Almeida Matos Roberto Rodrigues de Menezes Junior Produção Gráfica: César Augusto Lopes Júnior Capa: César Augusto Lopes Júnior Solicitação de Apostilas: Mat-didat@sc.senai.br

S491s SENAI. SC. Medidas Elétricas. Florianópolis: SENAI/SC, 2004. 42 p. 1. Medida Elétrica. 2. Medição Elétrica. 3. Instrumento de Medição Elétrica. I. Título.

CDU: 612.317

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de Santa Catarina www.sc.senai.br Rodovia Admar Gonzaga, 2765 – Itacorubi. CEP 88034-001 - Florianópolis - SC Fone: (048) 231-4290 Fax: (048) 234-5222

.. 17 3.................................2 Material utilizado ..................... 18 3....................................................................... 24 5......................1................................................ 23 5 Do Relatório............................................................................................................................................................ 24 5...... 18 3................... 37 Referências Bibliográficas ............1............................................................................................................... 19 3........... 7 2.................................1 Símbolos do Sistema de Medição de Instrumentos e Acessórios .... 17 3. 21 4................................................................................................... 17 3.................................................1 Objetivo............................2. 18 3.....................................................................................................................................................................1 Definição Segundo a ABNT (NB-278/73) ................................SUMÁRIO 1 Introdução................7 Erro Absoluto ..............4 Precisão ..1......................3 Erros Alegóricos .3 Símbolos para ensaio de Tensão .......... 6 2 Princípios de Funcionamento dos Instrumentos de Medição .... 24 5................ 17 3.......2 Valor Verdadeiro .......2 Ferro Móvel.........4 Análise e Interpretação ......................................................................................................................................................................3 Desenvolvimento ............................................ 22 4..............................6 Exemplo: .........................................10 Valor de Plena Escala ...............5 Símbolo para posição de uso: ................. 19 3............................1 Erros Grosseiros ................... 17 3.......................................................1................... 17 3............................................2............... 22 4.......1....... 23 4.............3....................2 Classificação dos Erros ..................................................... 24 5................................... 42 5 .............................3 Exatidão ..............1............................................................9 Escala de um Instrumento ..........................4 Símbolo de Classe de Exatidão........ 21 4....................................................................................... 15 3 Erros ...................................... 7 2..................................................... 17 3..................................................................................................................................................1 Erro .............................................................1......................3 Instrumento do tipo eletrodinâmico.............................................................1........................................................... 22 4......................................... 10 2.....................................................................................................1..........1................................................................2 Símbolos para Natureza da Corrente e Número de Sistemas de Medição ...........................................5 Classe de Exatidão ...1 Instrumento Bobina móvel e Imã permanente (BMIP)..........................................................................................................................................................................8 Erro Relativo ( ) .................... 25 6 Exercícios .......6 Índice de Classe (IC) .............2 Erros Sistemáticos ................................................................................... 17 3.............................................................................. 18 3............................ 20 4 Simbologia ........... 18 3.............................................

Atualmente as novas tecnologias exigem que as grandes elétricas envolvidas nos fenômenos físicos sejam medidas. Conhecendo-se tais conceitos. clássicos e básicos de medidas elétricas são indispensáveis aos profissionais que utilizam estas novas tecnologias. vazão. O escopo desta apostila é dar base fundamental referente à medição elétrica. velocidade. 6 . Pressão. Com isso surgem instrumentos e técnicas que permitem medir e controlar tais grandezas. com uma confiabilidade cada vez melhor. consegue-se medir e controlar grandezas físicas não elétricas tais como: temperatura. etc. estudando os instrumentos mais comuns utilizados. Evidentemente que os conceitos fundamentais.

01 Fig. 03 Os instrumentos eletromagnéticos do tipo bobina móvel tem seu princípio de funcionamento baseado nessa atração e repulsão. 7 . i i Fig. cria na mesma um campo magnético norte e sul. Se a corrente (i) for variável (ca) o campo será variável. cia em torno do mesmo. um campo magnético. por sua vez. ao circular pela bobina. A corrente elétrica. faz a bobina deslocar-se no seu eixo para a esquerda ou para a direita.! " # % $ &' " ( ) Uma corrente elétrica ao percorrer um condutor. 02 Se a corrente (i) for constante (cc) o campo será constante. N N S S - + Fig. Quando colocarmos uma bobina no centro de um campo magnético d um imã permanente em forma de “U”. Este. que ocorre entre o campo magnético criado na bobina e o campo magnético do imã permanente. cuja direção depende do sentido da corrente. atraída ou repelida pêlos pólos do imã permanente.

05 Quando a corrente estiver em sentido contrário. que interliga o ponteiro e a bobina móvel E – molas. _ + N N S S _ + Fig. 06 8 . Note que. que fazem o ponteiro retornar ao zero da escala. Fig. Nesta situação a bobina tenderá a movimentar-se para esquerda. 04 F A Se aplicarmos a corrente no sentido a direita. os pólos terão formação idêntica ao ilustrados. com o seu pólo norte sendo atraído pelo pólo sul do imã permanente.Esses instrumentos são compostos basicamente de: A – imã permanente em forma de U B – Bobina móvel com núcleo de ferro fundido C – eixo. de acordo com o valor da corrente que estiver percorrendo. _ + S N N S + _ O deslocamento da bobina para esquerda ou para direita será maior ou menor. quando não circulam corrente pela bobina F – escala graduada C E D B Fig. neste caso. os pólos terão formação também inversa. a bobina tenderá a movimentar-se para a direita.

6. para cobrir uma ampla gama de correntes e tensões. 3. As bobinas dos instrumentos de medidas elétricas do tipo bobina móvel funcionam somente em corrente continua. 2. fazendo com que ela fique vibrando. 8. Desvantagens dos instrumentos bmip As principais desvantagens são: 1. Porque se aplicarmos uma corrente alternada neste instrumento. 07 Vantagens dos instrumentos bmip As principais vantagens são: 1. Construção complexa e sensível. 7. Baixo consumo próprio. 4. vão ocorrer mudanças no sentido do campo magnético da bobina. ora para outro. Escala Uniforme. Só são usados em corrente contínua. Livre de erros devido à histerese e campos magnéticos externos. Uniformidade da escala e possibilidade de escalas bastante amplas. 5. Devido a sua alta sensibilidade. 4. Bastante preciosos. 3. 9 . caso não seja utilizado com muito cuidado. como veremos mais adiante. atraindo ora para um lado. Amortecimento perfeito. A possibilidade de um simples instrumento ser utilizado com “Shunts” e resistores série apropriados. danifica-se muito rapidamente. Ocorrerá que há variação da CA. que suporta e forma a bobina móvel. Não são muito apropriados como instrumentos de ferro móvel. 5. simplesmente obtido por correntes parasitas no metal (carretel de alumínio). Fig. Alta sensibilidade. 2. São instrumentos polarizados.Neste instrumento há também: *Pólos Invariáveis – formados pelo imã permanente *Pólos Variáveis – formados pela bobina de acordo com o sentido da corrente.

09 Os instrumentos de medidas elétricas eletromagnéticos de tipo móvel tem seu principio de funcionamento baseado nessa repulsão que ocorre entre duas lâminas de ferro colocadas dentro de uma bobina. E – eixo que interliga a placa móvel e o ponteiro. pela lei de atração e repulsão. 08 Fig. as duas lâminas terão a repelir-se. Portanto. 10 A – bobina magnetizante. B – placa de ferro fixa. pólos iguais se repelem. C – placas de ferro móvel. G – escala graduada. Fig. uma vez que. F – mola que faz o ponteiro retornar a posição de repouso. isto é. haverá formação de pólos iguais nos seus extremos. Esses instrumentos apresentam os seguintes componentes básicos: Fig. D – ponteiros. com a passagem da corrente elétrica. 10 . as duas lâminas terão identidade de polarização.# % $ Quando colocado no interior de uma bobina duas laminas de ferro.

Observe novamente a figura acrescida da corrente elétrica em circulação: Note que quando a corrente elétrica circula pela bobina A. C – representa a placa de ferro móvel. que magnetizará as placas B e C. Fig.A figura abaixo é uma forma esquemática do instrumento tipo ferro móvel.11 A – representa a bobina magnetizante. será formada um campo magnético. de acordo com o valor da corrente que estiver circulando pela bobina. 12 O afastamento da placa móvel C da placa fixa B será maior ou menor. onde: Fig. acoplada ao ponteiro. B – representa a placa de ferro fixa. Como estas placas estão alinhadas na mesma direção. Por isso a placa móvel C tenderá se afastar (repulsão) da placa fixa B. 11 . arrastando consigo o ponteiro. Os instrumentos de medida elétrica tipo ferro móvel funcionam tanto em corrente contínua como em corrente alternada. elas se magnetizarão com pólos iguais.

13 Na figura acima a corrente está entrando pela ponta A e saindo pela ponta B. ela entra por uma das pontas da bobina e sai pela outra. as localizações dos pólos norte e sul nas placas. A formação dos pólos se dará de maneira exatamente igual á do desenho: . conseqüentemente.Pólo norte na placa móvel Veja agora se inverter o sentido da corrente.Pólo norte na placa fixa e . Por causa desses aspectos. 14 12 . fazendo entrar pela ponta B.Corrente contínua Aplicando a regra da mão direita. tipo ferro móvel. 2 1 0 3 4 5 N N _ B A + Fig. quando se aplica uma corrente continua nos instrumentos eletromagnético de medidas elétricas. A corrente contínua não muda de sentido. 2 1 0 3 4 5 S S B + A _ Fig. é possível determinar o sentido do campo magnético na bobina e.

ou seja: . a formação dos pólos nas extremidades das placas. é como se aplicássemos CC. 13 . uma CA de 60 Hz. ocorrem mudanças no sentido do campo magnético formado pela bobina. Portanto. 15 Como você pode observar. Corrente alternada A CA inverte o sentido várias vezes durante o percurso. por exemplo. Conseqüentemente a polaridade das placas também muda. Veja. é graduada em voltas. e conseqüentemente. quando aplicamos CA. invertendo o sentido muitas vezes. apresenta os mesmos componentes básicos.Pólo sul na placa móvel. No entanto. que nesse caso. formam-se pólos sempre iguais nos extremos das placas fazendo com que estas tenham a tendência de se repelir mutuamente. o instrumento de medida elétrica tipo ferro móvel. O seu sentido é invertido 120 vezes durante um segundo.Com a inversão da corrente estamos invertendo também o sentido do campo magnético na bobina. Durante as variações de CA. quando usado como voltímetro.Pólo sul na placa fixa e . Variam apenas as características da bobinas e a escala. Instrumento Eletromagnético do Tipo Ferro Móvel Amperímetro Fig.

Os voltímetros são conectados em paralelo. que absorva parte do potencial da carga. as bobinas dos voltímetros tipo ferro móvel são confeccionados com muitas espiras em fio fino. Instrumento Eletromagnético do Tipo Ferro Móvel Voltímetro Fig. 17 Os amperímetros são conectados em série. Por isso. Por essa razão. sua bobina não deve Ter uma impedância. sua bobina deve Ter uma impedância que absorva toda a tensão do ponto a ser medido. Por isso. Fig. 16 Essa absorção deve ocorrer com menor consumo de energia possível – o consumo essencial para magnetizar a bobina. 14 .

Se ocorrer a inversão de um dos sentidos da corrente. ambas as bobinas invertem ao mesmo tempo suas polaridades. por sua vez. arrastando consigo o ponteiro. são formados por bobinas. as bobinas apresentam polaridades iguais e a bobina móvel se desloca. registra um determinado valor na escala graduada. esses instrumentos são compostos de: A – Bobina fixa B – Bobina móvel C – Ponteiro D – Escala graduada Fig. O seu principio de funcionamento é semelhante ao do tipo bobina móvel. 19 15 .Eletrodinâmico de bobinas cruzadas Inicialmente iremos falar do funcionamento dos instrumentos eletrodinâmicos simples. com as seguintes diferenças: . Por apresentar esta versatilidade em seu funcionamento.Na bobina móvel.* + !' % + . Instrumento eletrodinâmico simples Basicamente. Eletrodinâmico com bobinas cruzadas Os instrumentos eletrodinâmicos tipo bobina cruzada são compostos de: A – Bobina móveis cruzada B – Bobina fixa C – Núcleo de ferro Fig. .No eletrodinâmico ambos os pólos. !! Os instrumentos do tipo eletrodinâmico tem seu principio de funcionamento baseado também na lei de atração e repulsão. fixos e móveis. tínhamos pólos fixos formados por imã permanentes e pólos móveis formados por uma bobina. Com esta inversão as condições de repulsão entre as bobinas não se alteram e a deflexão do ponteiro ocorre sempre na mesma direção. os instrumentos eletrodinâmicos simples podem ser usados tanto para corrente contínua como para a corrente alternada. Esse sistema eletrodinâmico apresenta duas variações: . 18 Com a passagem da corrente.Eletrodinâmico simples . Este.

Megômetro 16 . Fig.Fasímetro e . haverá equilíbrio e as bobinas se ajustarão sobre um ponto central. os ponteiros deste tipo de instrumento podem tomar qualquer posição sobre sua escala graduada. Ao receber tensão. Quando não conectados á rede. 20 O deslocamento das bobinas móveis será para direita ou para esquerda. que por sua vez. arrastam o ponteiro a elas acopladas. que utilizam o princípio de funcionamento eletrodinâmico: . cada uma das bobinas cria campo magnético próprios que interagem e provocam o deslocamento das bobinas móveis. Porém quando os valores forem iguais. Dentre os instrumentos de medição temos os seguintes. de acordo com o valor da corrente em cada uma. cruzadas e colocadas sob influência do campo magnético da bobina fixa.Wattímetro . como você pode observar na ilustração anterior.Observe que o princípio de funcionamento eletrodinâmico com bobinas cruzadas é composto de duas bobinas móveis interligadas entre si.

4 Precisão Refere-se a maior ou menor aproximação da medida em termos de casas decimais. Assim: X = Xm – Xp = Xm – Xv Xm = Valor da grandeza obtido através da medida.! !/& 0 + " ( 1 3 *) 21 3. portanto revela o grau de rigorismo com que um instrumento de medida indica o valor de uma certa grandeza.6 Índice de Classe (IC) Número que designe a classe de exatidão. 3. 3.1. Na falta de Xv aceita-se Xp.1. que substitui o valor verdadeiro. obtido através do método de referência construído na prática. Xp = Valor padrão da grandeza. garantido pelo fabricante de um instrumento. 3. as mesmas condições ambientais.2 Valor Verdadeiro É o valor exato da medida de uma grandeza obtido quando nenhum tipo de erro incide na medição. que é um valor ideal. 3. A precisão. Na prática é impossível eliminar todos os erros e a obtenção de um valor aceito como verdadeiro.* * .1.3 Exatidão É a característica de um instrumento de medida que exprime o afastamento entre a medida nele observada e o valor de referência aceito como verdadeiro. Xv = Valor verdadeiro da grandeza. que é denominado. supondo a supressão total de todo o tipo de erro. o qual deve ser tornado como uma porcentagem do valor de plena escala de um instrumento.1 Erro É o desvio observado entre o valor medido e o valor verdadeiro (ou aceito como verdadeiro). de valor de referência tomado como verdadeiro. que se pode cometer em qualquer medida efetuada pelo mesmo. usando o mesmo material e mantendo-se na medida do possível.1. 3. 17 .1.5 Classe de Exatidão É o limite de erro. então. É a medida de uma amostra de um determinado número de medidas técnicas.1.

Assim. * %" !. X é o limite máximo do erro absoluto ou simplesmente erro absoluto. Normalmente vai de zero a um valor máximo que se denomina calibre ou valor de plena escala. = X Xv ou % X = ⊕ 100 Xv Para efeito de cálculo do erro relativo. Assim.1. pode-se considerar Xv=Xm.1. Se X<Xv.3.7 Erro Absoluto É a diferença algébrica entre o valor medido (Xm) e o valor aceito como verdadeiro (Xv).Sistemáticos .1.9 Escala de um Instrumento É o intervalo de valores que um instrumento pode medir. alegóricos ou residuais 18 . 3.Acidentais.8 Erro Relativo ( ) É definido como a relação entre o erro absoluto ( X) e valor aceito como verdadeiro (Xv) de uma grandeza. o erro é por falta. o erro é por excesso e. 3. diz-se que: Se X>Xv. podendo ou não ser expresso em percentual.!"/& + Os erros podem ser classificados como: . 3.1. pose-se dizer que o valor verdadeiro situa-se entre: Xm – X < Xv < Xm + X Neste caso.10 Valor de Plena Escala É o máximo valor da grandeza que um instrumento pode medir. logo: = X Xv Definição de escala de um instrumento e do valor de plena escala.Grosseiros .

.

3. Eles podem ser contornados através da construção de uma tabela de correção de erros.São resultados do ângulo de observação (paralaxe) do operador. Inerente ao método.1 Erros Grosseiros São devidos à falta de atenção.São devidas as influências do operador e dependem das características do sistema de leitura. mas é necessário. ƒ B – Erros de Paralax .2. . sobretudo. ƒ Erros de Leitura . .Erro de paralaxe.Erros de ajuste entre pinos e eixos. . ƒ C – Erros Inerentes ao Método Ocorre quando a medida é obtida por métodos que necessitem de processamento indireto de grandezas auxiliares.2. 3.2 Erros Sistemáticos São ligados às deficiências do método. Estes erros podem ser classificados como: ƒ De construção e ajuste.Variação dos coeficientes de elasticidade de molas. Estes erros podem ser limitados usando-se dois ou mais operadores e/ou equipando o instrumento com um espelho junto à escala. que se trabalhe com muita atenção.Desgaste dos contactos entre peças móveis e fixas. . Estes erros tendem a crescer com a idade do instrumento devido a: . De leitura. Devido a condições externas. são resultados de enganos nas leituras e anotações de resultados. do material empregado ou da avaliação da medida do operador. Estes tipos de erros são deferentes em diferentes pontos da escala. A – Erros de construção e ajuste . São de inteira responsabilidade do operador e não podem ser tratados matematicamente. Para evitá-los é necessário proceder à repetição dos trabalhos.Oxidação.Erros de graduação da escala na indústria. assim como de componentes elétricos. 19 .

3. Podem resultar de: variações de temperatura. etc. 3. umidade. pressão.São aqueles inerentes a condições à medida de uma grandeza. presença de campos elétricos.3 Erros Alegóricos . 20 .ƒ D – Erros Devidos às Condições Externas . São erros essencialmente variáveis e não suscetíveis de limitações.São erros devido ao imponderável.

4 4 7 5 6 % + ! "+ + !/& + - #! Instrumento Ferro Móvel Instrumento Bobina Móvel Retificador Dispositivos Eletrônicos Num circulo de medição Instrumento eletrodinâmico com núcleo de ferro Instrumento eletrodinâmico Com núcleo de ferro Instrumento eletrodinâmico de relação Instrumento eletrodinâmico de Relação com núcleo de ferro Instrumento Bimetálico Instrumento de Lâmina de Vibração Acessórios ·· - 21 .

4 7 + !/& % '" " " 8" + " 9 + ! " + Corrente contínua Corrente Alternada Monofásica (1 sistema) Corrente Contínua e Alternada Monofásica (1 sistema) Corrente Alternada Trifásica Equilibrada (1 sistema – 3 fio) Corrente Alternada Trifásica Desequilibrada (2 sistemas – 3 fios) Corrente Alternada Trifásica Equilibrada com Neutro (1 sistema – 4 fios) Corrente Alternada Trifásica Desequilibrada com Neutro (2 sistemas – 4 fios) 4* 7 % '" " "! + & Tensão suportável a freqüência Industrial 500V Tensão suportável a freqüência Industrial acima de 550V (Ex: 2 KV) 44 7 % + %" + :" !+ & Índice de Classe (Ex: 1.5) quando o valor fiducial corresponde ao valor real 2 1.5 22 .5 1.5) como porcentagem do valor fiducial Índice de Classe (Ex: 1.

7 % '" " ' !/& + < Instrumento a ser usado com escala vertical Instrumento a ser usado com Escala horizontal Instrumento a ser usado com Escala inclinada (Ex.5 (precisão) Corrente Alternada Monofásica Com retificador Bobina móvel 23 .4.5 2 Posição de montagem vertical Tensão de prova – 2kV Classe 1. 60º) 4= : '% < 60º 1.

Definindo o objetivo. e os valores são nomeados no eixo das abscissas. Gráficos.. Quais as grandezas que se pretende estabelecer alguma relação. pois ela orienta todo o trabalho do laboratório. " !"% !%!8"+ Relacionar o material utilizado para a realização de tarefas ou do experimento. . cem o experimento foi efetuado. . c. pois nelas deverão ser incluídas as leituras dos instrumentos. deverá ser construído anexo do relatório. Esquema de Montagem Fazer o esquema de montagem dos componentes fundamentais do experimento (desenho). o que se esta querendo demonstrar. Procedimentos. A grandeza controlada pelo experimentador no curso das suas observações é variável independente. As tabelas devem ser apresentadas como parte integrante do relatório. Onde se relata o princípio ou lei sobre os quais se baseia o experimento. 24 . Em papel milimetrado (A4) ou (A5). b. Essa parte é muito importante. Coleta de dados. pode-se ter a idéia do que é necessário fazer para alcançá-los. O nome das grandezas será indicado uma vez no alto da coluna. Se for necessário o gráfico. ? !$ Neste item deverá ser relatado qual o objetivo principal de experiência. 5 > O aluno redigirá o relatório de acordo com a seqüência abaixo: . Descrever brevemente.* $ %$ ! Deverá ser dividido nas seguintes partes: a. cada eixo deverá ter um nome da grandeza apresentada e a unidade em que a mesma é medida. Fundamentação teórica. A descrição dever ser totalmente pessoal. Cultivar o hábito de preparar com clareza. onde são escritos os números acompanhados da sua. respectiva unidade de medida. d.

discrepância entre os valores médios e os computados. Quando se trabalha em laboratórios sempre se descobre uma porção de outras coisas no decorrer do experimento. Nela é que se fará a interpretação dos dados e se farão observações pessoais sobre a significação dos resultados experimentais. Resumo Teórico Para um circuito resistivo puro. Essas descobertas devem também ser relatadas. Circuitos 2 + W2L2 V = ZI JWLI RI 1) 2) 25 .4 @ %! ' "/& É uma das partes mais importantes do Relatório. e a lei de ohm em corrente alternada será: V = ZI = (R + Jx) I V= (R + JWL) I A representação fasorial para um circuito resistivo indutivo em corrente alternada é: Z= V = R I W=2f 2. Experiência 1 Lei de ohm em corrente alternada 1. apontando as causas de falhas em medidas.. Qual a lei obtida a quais as conclusões observadas paralelamente ao objetivo principal. as respostas deverão ser claras e concisas. Caso sejam formuladas perguntas. em corrente contínua a lei de ohm é simples: V = RI Porém em corrente alternada uma resistência do tipo bobinado apresenta auto-indutância.

Se pi  p2  p3 ou p1 = p2  p3 então é uma carga desequilibrada. 7º. 6º. dependendo da potência instalada em cada fase. Meça o valor de Rx na ponte de wheatstone. Conecte os pontos A e H a ter. 3º. Tensão de 6 no voltímetro (2-3-4-5 e 6). 4º. Observação: Nunca ligue o circuito sem a prévia verificação do professor. Passos 1º. Sistema 30 a 3 fios É o sistema onde só existem as 3 fases.3. Em sistemas 3 a alimentação pode ser feita de duas maneiras: a. Monte o circuito 1 deixando o reostato roei posição OV. W R S T W Carga Y ou 2 PT = W1 + W2 1 26 . 5º. Anote os valores. Resumo Teórico Uma carga 3 pode ser equilibrada ou desequilibrada. 2º. Anote o valor de Rx. Faça as leituras de tensão e ocorrente. Gire o cursor do reostato até a. Neste a indicação de potência é feita pelo método dos 2 wattímetros. Fazer gráfico V x I em papel milimetrado. Para cargas equilibradas e desequilibradas. Se p1 = p2 = p3 então é uma carga equilibrada. V (v) 2 3 4 5 6 I (A) Z (&) R (&) L (mH) Experiência 2 Medida de Potência 3 1. Desconecte C e D do circuito 1 e conecte o circuito 2.

W R S T W N 2.b. ou com 3 wattímetros para qualquer tipo de carga. Circuitos Circuito 1 W1 Carga W PT = W1 + W2 + W3 100W 100W 100W 100W 100W 100W W2 3 1 W 7 9 2 8 5 3 27 . Sistema 3 a 4 fios É o sistema onde existem as 3 fases mais o neutro. aqui equilibrada ou desequilibrada. Neste a medição da potência ativa pode ser feita pelo método dos 2 wattímetros para cargas equilibradas.

A B 29 . Passos 1º. obtida no. Experiência 3 Medida de Resistores com a Ponte de Wheatstone 1. 4º. Resumo Teórico A Ponte de Wheatstone é utilizada para se fazer medidas de precisão de resistência desde alguns: até alguns milhares de ohms. Isto é conseguido variando-se o valor de R. 3º.Circuito 2 Circuito 3 R S W1 W2 100W 100W 100W 100W W 380V N 220 V 100W T W3 3. Passo com o valor obtido do circuito 3 multiplicado por 3. Monte o circuito 2 e faça as leituras anotando-as. Reconte o circuito 3 e anote o valo.C. Comparar a soma w1 + w2 cm a soma de potência das três lâmpadas. 1º. É composta basicamente por 4 resistores dispostos em forme de ponte. Monte o circuito 1 e faça as leituras anotando-as. Neste ponto: Rx = R. A e B = braços de relação R = resistor ajustável Rx = resistor a ser medido O equilíbrio da ponte ocorre quando Ig = 0. compare a soma w1 + w2. um galvômetro e uma fonte de tensão C. 2º.

Calcule o erro relativo considerando o circuito 2 como referência. 5º. . .O bom aterramento propicia a não existência de diferenças significativas de tensão entre pontos qq.1) anote este valor de Rx. Sempre que trabalhar com R1 de pulsos com CH1. Diferencie de zero.Para residências (medidor . Circuitos Circuito 1 Circuito 2 Fonte Padrão 3.2. se isto aconteceu varia R1 até que a deflexão do ponteiro seja invertida. 4º. Passos 1º. Resumo Teórico . volte R1 a posição anterior e comece a variar R2 até que o ponteiro se aproxime do zero.O bom aterramento é de fundamental importância não só para a segurança do pessoal como também para o bom funcionamento dós equipamentos de proteção do sistema. .CELESC) = 25 ohms. Monte o circuito 2 e anote o valor de Rx. 20m são suficientes para que a tensão se reduza a zero 30 . Experiência 4 Medida de Resistência da Terra 1. Monte o circuito 1 deixando R em um valor qq. 3º. De um pulso em OH 1 e verifique se o galvômetro se deslocou para o fim da escala esquerdo ou direito. Estes valores variam de acordo com a finalidade de cada aterramento.O que caracteriza um bom aterramento s o valor da resistência de terra. Leia o valor obtido em R somando (R1 x 100) + (R2 x 100) + (R3 x 1) +(R4 x 0. da superfície evitando choques. 2º. então variar R3 e R4 até que o ponteiro fique exatamente sobre o zero.

1.. a partir daí variar a distância da sonda de 2 em 2m até a estaca ex. Conectar j3-4 a malha de terra através de cabo de 6m. Oprimir a tecla cal e ajustar o controle de zero. Se R < 500& pressiona-se a tecla X 10 e RT = R1 X 10. 7º. 4º. Resistência da própria terra que é função da umidade. Pressionar a tecla x100. .Ao fazermos um aterramento devemos levar em conta 3 resistências: 1. O operador e o instrumento deverão estar entre as estacas j2 e j3-4. 3º. 10º. Se R < 50& pressiona-se a tecla X1 e RT = R1 X 1. Inserir as estacas no terreno conforme circuito. Acha-se o valor de rt multiplicando o valor lido na escala por 100. em que a ocorrência de chuva não tenha acontecido a pelo menos 15 dias. Distância (m) 10cm 2 4 6 8 10 12 14 16 RT (&) 31 . fazenda com que o ponteiro fique cima da marca x1 na escala.1 e RT = RL X 0. 2. 9º. Circuitos 3. temperatura e tipo de solo.0 e por fim se R < 5& pressiona-se a tecla X 0. 3. Conectar j2 a estaca intermediária (sonda) através de cabo de 6m. 6º. Feita a leitura de RT. Conectar j1 a estaca extrema através de cabo de 16m.Deve-se escolher um dia seco. 5º. 2º. RT = RI x 100 8º. para realização da medição da resistência de terra. Passos 1º. Resistência entre elétrodo e terra.trema sempre lendo o valor de RT anotar os valores e montar ó gráfico RT (&) x d (m). 2. Resistência do elétrodo. coloque a sonda a 10cm da estaca da malha de terra e faça a leitura de RT.

Sen P = VI. Cos Q = VI . Se o sistema for indutivo colocamos capacitores. Parte desta potência é aproveitada em trabalho útil que é denominada potência ativa e outra parte fica sendo trocada entre a carga e o gerador. Cos Carga Capacitiva s= S 2 + Q2 S P Quando corrigimos o fator de potência estamos na realidade colocando uma fonte de reativo no sistema. estas absorvem uma certa quantidade de potência da rede que é denominada potência aparente. Resumo Teórico Quando alimentamos uma carga resistiva . Sen S = VI Carga Indutiva Cos = P Tg = Q Sen = Q P S = VI Q = VI . e é responsável pela formação dos campos magnéticos ou elétricos necessários ao funcionamento da carga e é denominada potência reativa.capacitiva. 32 .indutiva ou resistiva . Fasorial P = VI. se este for capacitivo. cujo valor médio é zero.Experiência 5 Correção do fator de Potência 1 1.

Resumo Teórico Existem basicamente 3 tipos de transformadores quanto ao resfriamento: . nos quais o óleo tem duas finalidades básicas que são: .Transformadores a seco . Circuito Experiência 6 Análise de Rigidez Dielétrica de Óleo de Transformadores 1. Circuito Analisador Ge .2.Transformadores a gás inerte i Os transformadores a banho de óleo são os mais rosados nos sistemas de distribuição.Isolamento .Transformadores a 'tenho de óleo .resfriamento Por ser o óleo tão importante nos transformadores se faz necessárias manutenções periódicas onde é analisada a rigidez dielétrica. 2.Ha – Ka 33 .

54. Ligar as cargas conforme a tabela acima. Conclusão Qual é a condição do óleo? Capacitor – C1 – C1 C1C2 C1C2C3 Indutor L1 – L1L2 L1L2 L1L2 L1L2 W A1 A2 S = VA1 Cos Q* (Var) V * Calcular Passos 1º. 5º. 2º. Taba Teste R. 34 . 4.3.D. 4º. através dos interruptores anotando os valores. e unir a origem ao ponto encontrado. Construir gráfico W x Q para cada caso. Montar o circuito deixando o reostato em zero volt.2. Retire a cuba e limpe com benzina retificada (deixe secar bem). Espere -5 mitos e realize mais 2 testes. 7º. Passos 1º. Abaixe a tampa do produto de acrílico. Pressione o botão dê comando e simultaneamente gire o regulador de tensão constantemente a uma razão de 3kv/seg até que o disjuntor desarme – lê-se no kilovoltímetro a tensão. Ligar o aparelho. 3º. 2º. 8º. 6º. verifique a distância entre os elétrodos . determinando assim (S) e (cos ) graficamente. Arme o disjuntor dando um pulso. Mexa o conteúdo suavemente para torná-lo homogêneo.KV Média = T1 + T2 + T3 3 Comparar com: 35 KV = excelente De 30 até 35 KV = muito bom De 25 até 30 KV = bom De 20 até 25 KV = satisfatório 5. 3º. Encha a cuba de óleo até cobrir os elétrodos.

Conforme já vimos à iteração entre o fluxo produzido pela I e o fluxo produzido por V. faz seguir uma força F = K 1 2 sen . são empregados medidores indutivo tipo integrador. e para correção deste erro faz-se necessário aferir o medidor. Resumo Teórico Para medir a quantidade de energia consumida. 7º. desligue ch1. 8º. Com o passar do tempo ocorrem desgastes que alteram o valor do Kd. 3º. Na frente do visor. Como se pode ver. Kd = W.P. este torque é proporcional a potência ativa. Desligue ch1 e anote o tempo e a potência. 2º. Ligar a chave ch1 e deixar a disco rodar até que o zero apareça 4º. Simultaneamente acione ch1 e o cronômetro. sempre o disco começa do zero. Ligar o circuito à fonte. 6º. conte o número de voltas a 10. Circuito 3.esta força produz um torque T = K1 I V cos que gera movimento no disco. Em cada rotação efetuada pelo disco possui um Kd (constante de disco) que é dada em Wh/rotação. Kd . 9º. Calcule kd e compare com o indicado no medidor. Passos 1º.Experiência 7 Aferição de Medidor Monofásico de Energia Elétrica 1. cal – Kd Kd 35 . Se kd calculado > kd medido girar cn para menos e ligar novamente a ch1. Ε 100% 1 10% É esta aferição que faremos aqui. Se kd calculado < kd medido girar cn para mais. 2. 10º Repetir a operação até que kd calculado = kd medido. 5º. Montar o circuito acima.h r Através do imã permanente = F.

100 36 .Ajuste 1 2 3 4 5 6 7 Nº de Rotações t (s) p (w) Kd (cal) % .

a) Escreva o número de cada componente dentro dos quadrinhos em frente o nome do componente dentro dos quadradinhos em frente ao nome do componente. mantendo a divida correspondência.Abaixo você tem o desenho do instrumento de medida tipo ferro móvel com sete de seus componentes numerados. circula corrente elétrica. Escala graduada ‰ ‰ ‰ ‰ ‰ ‰ ‰ 37 .Escreva x dentro do quadradinho que corresponde á resposta correta. pela bobina magnetizante. porque: ‰ ‰ ‰ ‰ c) A bobina atrai uma das placas As placas recebem polarização igual e tendem a repelir-se As placas recebem polarização diferente e tendem a repelir-se As placas recebem polarização igual e tendem a atrair-se Os instrumentos do tipo ferro móvel podem receber: Corrente contínua Corrente alternada Corrente contínua ou alternada Somente corrente contínua ‰ ‰ ‰ ‰ 2. em cada questão abaixo: a) Lei em que fundamenta o princípio de funcionamento dos instrumentos de medidas elétricas tipo ferro móvel: Lei de 0hm Lei de Kirchoff Lei de Lenz Lei de atração e repulsão ‰ ‰ ‰ ‰ b) Quando.Tem também uma lista dos nomes desses componentes. Ponteiro Placa de ferro fixa Bobina magnetizante Eixo.= A 1. as placas de ferro se polarizam e tendem a se afastar uma da outra. que faz o ponteiro retornar à posição de repouso. Placa de ferro móvel Mola. que interliga a placa móvel e o ponteiro.

Se medirmos a tensão V AB com um voltômetro de 0 – 250 V e sensibilidade 2 000 &/V.Qual a sensibilidade. + _ ∋ ^^^^^ 2 000 & A ^^^^^^^^^^^^ M B 6.O fio AB tem 10 000 ohms de resistência. É considerada boa essa sensibilidade? Qual o alcance do instrumento básico (galvanômetro ou miliamperômetro) com o qual o voltômetro foi construído? 7. do voltômetro utilizado no problema anterior.Medindo-se a corrente no circuito da figura ao lado. com um miliamperímetro de 0 – 2mA e resistência interna de 500 ohms. qual será a indicação do instrumento? Qual o erro relativo (teórico) cometido nessa medida? + 2 000 & > 3. qual será o erro cometido nessa medida? Qual a resistência interna do voltômetro nesse caso? 8. qual será a resistência interna e a sensibilidade desse voltômetro? 38 .Escreva V para Voltímetro A para Amperímetro nos quadradinhos à frente da alternativa.5 V _ < > < < 5. A fonte de 600 V tem resistência interna de 2 000 ohms.3. em ohms por volt. ‰ ‰ ‰ ‰ ‰ ‰ ‰ ‰ ‰ ‰ ‰ ‰ Bobina com alta impedância e baixo consumo de energia Escala graduada em watts Bobina com poucas espiras de fio grosso Escala graduada em ohms Bobina com baixa impedância e alto consumo de energia Bobina com muitas espiras e fio grosso Bobina com alta impedância com alto consumo de energia. Qual a tensão existente entre os pontos A e B? e entre M e B? (M é o ponto médio do fio AB). Escala graduada em ampères Bobina com muitas espiras de fio fino Bobina com baixa impedância com baixo consumo de energia Escala graduada em volts Bobina com poucas espiras e fio fino 4. Que valores se obteriam medindo essas tensões com um voltômetro de 0 – 500 V e resistência interna 40 000 ohms.Se utilizarmos um microamperômetro de 0 – 100 ∝A para construir um voltômetro de 0 – 250 V.

Examine atentamente as escalas abaixo e calcule o valor aproximado das medições de cada instrumento. completando as respostas.9. 39 .

10. cos ‰ G. Freqüencímetro ‰ Fasímetro 40 . Sistema eletrodinâmico com bobinas cruzadas F. COLUNA A COLUNA B A. Sistema eletrodinâmico C. discriminação desses símbolos. na coluna B.Na coluna A estão sete símbolos que caracterizam os instrumentos de medidas elétricas e. mantendo a devida correspondência. f ou Hz Sistema ressonante E. Escreva na coluna B a letra da coluna A. Sistema bobina móvel D. ‰ Sistema ferro móvel Megôhmetro B.

de serviço. de acordo com o instrumento: (a) 0 25 750 100 5 125 150 V 0. posição horizontal. tensão de isolação 1KV. de serviço. posição vertical.5 3 A 2 ‰ ‰ ‰ KV. tenção de isolação 2 200 0 400 600 W 2 1 ‰ ‰ ‰ 1KV. posição inclinada. CC e CA. de serviço. posição vertical. CC e CA. Eletrodinâmico. CC e CA.Assinale com um X a resposta correta. tenção de isolação 2 KV. do serviço. posição vertical. de precisão. tensão de isolação 2 KV. Bobina móvel. posição horizontal. tensão de isolação 1 KV.5 2 2. C C e C A. CC e CA. de serviço. 41 . de serviço. C C e C A. 1. (c) Ferro móvel.11. C C. CC e CA.5 1 0 1. tensão de isolação 1 KV. tensão de isolação 1KV.5 1 ‰ ‰ ‰ (b) Bobina móvel. Bobina móvel. posição vertical. Ferro móvel. de serviço. posição vertical. tensão de isolação Eletrodinâmico. posição horizontal. C C e C A. de precisão de isolação 1 KV. Eletrodinâmico. Ferro móvel.

28). BRONZATTO. Rual Pergallo. SILVA. 1983. Valtensir da Costa. Instrumentos de medição elétrica. 42 . amperímetros. TORREÍRA. Admir Miguel. Instrumentos de medidas elétricas I: voltímetros. Francisco de Assis Costa e. 1978. São Paulo: Hemus. 67p. (Eletrotécnica. São Paulo: SENAI/SP.B 5 6 C TESSER. ohmímetro.

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