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SEFAZ-SC

SECRETARIA DE ESTADO DA FAZENDA DE SANTA CATARINA

CONTABILIDADE DE CUSTOS
APURAÇÃO DOS CUSTOS DA PRODUÇÃO E DOS PRODUTOS
MANUEL PIÑON

Atualmente, exerce o cargo de Auditor-Fiscal da


Receita Federal do Brasil e é Professor, voltado
para a área de concursos públicos.
Foi aprovado nos seguintes concursos públicos:
1 – Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil –
AFRFB 2009/2010;
2 – Analista de Finanças e Controle – AFC (hoje,
Auditor Federal de Finanças e Controle) da Con-
troladoria-Geral da União – CGU (hoje, Ministé-
rio da Transparência) em 2008; e
3 – Auditor-Fiscal do Tesouro Nacional – AFTN
(Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil) em
1998.

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CONTABILIDADE DE CUSTOS
Apuração dos Custos da Produção e dos Produtos
Prof. Manuel Piñon

SUMÁRIO
1. Apuração da Produção Acabada e dos Produtos em Elaboração......................5
2. Apuração do Custo dos Produtos Vendidos................................................. 14
3. Utilização de Equivalentes de Produção..................................................... 20
Resumo.................................................................................................... 65
Questões Comentadas em Aula................................................................... 69
Gabarito................................................................................................... 91

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Apuração dos Custos da Produção e dos Produtos
Prof. Manuel Piñon

Olá, amigo(a) concurseiro(a)!

O nosso objetivo, nesta aula 3, é aprofundar nossos conhecimentos acerca da

apuração dos custos da produção acabada, dos produtos ainda em processo e dos

vendidos. Aprenderemos a técnica do Equivalente de Produção.

Como diria Thomas Edison: “Gênio é 1% inspiração e 99% transpiração.”

Então, vamos TRANSPIRAR!

Prof. Manuel Piñon.

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1. Apuração da Produção Acabada e dos Produtos em Elaboração

Vamos conhecer um pouco mais a sistemática de contabilização dos custos,

desde a sua apropriação aos produtos em elaboração, trânsito pelos estoques de

produtos acabados até a sua venda e consequente registro na linha de Custo dos

Produtos Vendidos – CPV.

Observe que já partimos do princípio de que os custos já foram devidamente

segregados das despesas, que já foram contabilizadas diretamente no Resultado do

Exercício, abaixo da linha do Lucro Bruto:

A legislação fiscal, assim como a societária, estabelece que ao fim de cada pe-

ríodo a empresa deve promover o levantamento e a avaliação dos seus estoques.

No caso das matérias-primas e dos bens em almoxarifado, a avaliação é feita

pelo custo de aquisição.

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Até aqui nenhuma novidade, já que esse assunto faz parte do estudo normal da

Contabilidade Geral que abrange, em regra, o estudo do estoque de mercadorias

e o custo das mercadorias vendidas.

Assim, na Contabilidade Geral aprendemos os critérios de avaliação dos esto-

ques de mercadorias e esse aprendizado é usado na avaliação das matérias-primas

e dos materiais em almoxarifado de uma indústria.

Lá estudamos os métodos de avaliação como o UEPS (Último a Entrar Primeiro

a Sair), o PEPS (Primeiro a Entrar Primeiro a Sair) e o Custo Médio. Vimos também

que os impostos recuperáveis não integram o custo de aquisição.

Vale destacar que as novas regras contábeis de convergência, estudadas na

contabilidade geral, especificamente o CPC 16, estabeleceram que, no caso das

matérias-primas, das embalagens e dos demais bens destinados à produ-

ção, a avaliação é feita pelo custo de aquisição deduzido de provisão para

ajuste ao valor justo, quando este for inferior. Considera-se valor justo, para

esses efeitos, o valor de reposição desses bens.

Assim, compara-se o custo de aquisição das matérias-primas, das embalagens

e dos demais bens destinados à produção ao valor de reposição. Se o valor de repo-

sição for menor, deve ser realizado o seu ajuste ao valor justo, cuja contabilização

é a seguinte:

Débito – Despesa com Provisão

Crédito – Provisão para Ajuste ao valor justo (retificadora do ativo)

A Contabilidade de Custos estuda a parte mais complexa do levantamento e

da avaliação dos estoques de uma empresa. Estuda esses aspectos numa empresa,

em regra industrial, mas nada impede que seja aplicada em outros ramos de negó-

cios, por meio do conhecimento do seu processo de negócios.

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Assim, aqui está o diferencial: a Contabilidade de Custos estuda a avaliação dos

produtos em elaboração e acabados e, em consequência, dos produtos vendidos

que são avaliados pelo custo de produção.

Nosso foco aqui é estudar os custos de produção!

Vale destacar também que as novas regras contábeis de convergência, estuda-

das na contabilidade geral, especificamente o CPC 16, estabeleceram também que,

no caso dos Produtos em Elaboração e dos Produtos Acabados, a avaliação

é feita pelo custo de produção deduzido de provisão para ajuste ao valor

justo, quando este for inferior.

Considera-se valor justo, para esses efeitos, o valor realizável líquido ou o seu

preço líquido de realização, que é calculado normalmente de acordo com o valor de

mercado desses produtos.

Assim, compara-se o custo de produção dos Produtos em Elaboração e dos

Produtos Acabados ao valor realizável líquido. Se esse valor realizável líquido for

menor, deve ser realizado o seu ajuste ao valor justo, cuja contabilização segue a

mesma ideia das matérias primas:

Débito – Despesa com Provisão

Crédito – Provisão para Ajuste ao valor justo (retificadora do ativo)

Vamos estudar agora os aspectos mais específicos da contabilidade de custos,

começando por uma diferença de nomenclatura sutil, mas muito importante.

Mercadoria é diferente de produto!

A mercadoria é comprada e revendida sem passar por nenhum processo pro-

dutivo sendo avaliada, como vimos, a princípio, pelo custo de aquisição.

Já o produto é obtido após ser concluído o processo de produção, ao qual são

agregados os custos inerentes a esse processo, sendo assim avaliado, a princípio,

pelo custo de produção.

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Assim, conhecer o processo produtivo de uma empresa é o primeiro passo para

se conhecer os custos de produção e, assim, poder fazer a avaliação dos produtos

em elaboração e acabados e, em consequência, dos produtos vendidos, que são o

nosso objeto de estudo atual.

Vale destacar que a legislação fiscal faz exigências relativas à integração e à co-

ordenação entre o sistema de contabilidade de custos e o restante da escrituração,

além de estabelecer o que deve ser feito pelas empresas caso essas exigências não

sejam atendidas.

Já que falamos tanto na importância de se conhecer o processo produtivo de

uma empresa, vamos começar pelo estudo dos PRODUTOS EM ELABORAÇÃO

que é, vamos dizer assim, a nomenclatura dada aos produtos que ainda não

estão prontos, estando ainda em fase de fabricação, ou seja, ainda estão

“dentro” do processo produtivo.

Iniciada a produção numa empresa, à medida que avançamos no processo pro-

dutivo, vão sendo agregados os custos de cada etapa desse processo nessa conta

de produtos em elaboração.

Esses custos correspondem a custos de materiais (matérias-primas e outros

materiais como embalagens), gastos de fabricação e mão de obra, alocados aos

produtos que, como disse, ainda não foram totalmente industrializados, mas já es-

tão em processo de industrialização.

Em termos contábeis, podemos dizer “simploriamente” que essa conta “recebe”

débitos correspondentes aos custos incorridos (de materiais – matérias-primas e

outros materiais, como embalagens, gastos de fabricação e mão de obra) e crédi-

tos relativos à transferência para produtos acabados (quando finalmente “virarem”

produtos acabados).

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As provas de concursos cobram muitos cálculos de valores de estoques e/ou de

produção. Diante disso, não temos como escapar de algumas fórmulas bem sim-

ples. Mas, antes de vê-las, vamos procurar ter um entendimento do significado de

cada parte.

Saldo Inicial (SIPE)ou Estoque Inicial (EIPE) representa o valor apropria-

do aos produtos ainda não terminados no período de produção anterior. Correspon-

de ao Saldo Final dos Produtos em Elaboração do período anterior.

ENTRADAS (Registros a Débito são os Custos de Produção): à medida

que os custos forem sendo incorridos, fazemos aqui a apropriação. Assim, todo o

Custo de Produção do período (MD – Material Direto + MOD – Mão de Obra Direta

+ CIF) é debitado na conta PRODUTOS EM ELABORAÇÃO.

SAÍDAS (Registros a Crédito são as Transferências para PA): à medida

que os produtos vão sendo terminados, os custos correspondentes vão sendo cre-

ditados na conta PRODUTOS EM ELABORAÇÃO, ou seja, tais custos são transferidos

para a conta PRODUTOS ACABADOS (que é debitada).

Saldo Final (SFPE) ou Estoque Final (EFPE) representa o custo remanes-

cente apropriado aos produtos que até o final do período ainda não foram con-

cluídos, ou seja, que ainda não “viraram” produto acabado. Irá constituir o Saldo

Inicial (Estoque Inicial) da conta do período seguinte.

Finalmente, vamos à fórmula:

EFPE = EIPE + Custo de Produção – transferências para PA

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1. (FCC/ACE/TCE-AP/2012) O Departamento de Contabilidade da Cia. Industrial

Unida apresenta o relatório a seguir:

Com base nessas informações o Custo da Produção Acabada no período, em reais, é de

a) 2.250.000,00.

b) 2.210.000,00.

c) 2.230.000,00.

d) 2.240.000,00.

e) 2.200.000,00.

Letra d.

Vamos usar a fórmula básica dos estoques, dessa vez aplicada aos Produtos em

Elaboração – PE:

Saldo inicial + entradas – saídas = saldo final

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Lembre sempre de que as saídas na conta de PE correspondem ao custo da produ-

ção acabada realizada e que as entradas são, nesta questão, as matérias-primas,

mão de obra e Custos Indiretos.

Voltando à fórmula...

70.000 + 600.000 + 400.000 + 1.200.000 – Saídas = 30.000

Saídas = Custo da Produção Acabada = 2.240.000

Tenho que alertá-lo(a) de que essa fórmula permite variações. Assim, na prova

você não ficar desesperado(a) se ela vier um pouco diferente, como, por exemplo,

assim:

Custo de Produção = EFPE – EIPE + transferências para PA

Agora que já chegamos ao final do processo produtivo da empresa, vamos ver

como funciona a conta de PRODUTOS ACABADOS.

Podemos dizer que aqui são registrados os produtos terminados, oriundos da

própria fabricação da empresa, disponíveis para venda.

Como já vimos antes, essa conta é debitada quando da transferência da conta

produtos em elaboração. Por outro lado, ela é creditada por ocasião das vendas da

empresa.

Aqui também vamos analisar as partes antes de vermos a fórmula, mas já

adianto que a ideia é a mesma da anterior.

Saldo Inicial (SIPA) ou Estoque Inicial (EIPA) representa o valor dos cus-

tos apropriados aos produtos acabados que não foram vendidos no período anterior.

ENTRADAS (Registros a Débito são as Transferências de PE): aqui alo-

camos os custos apropriados aos produtos que são terminados no período. Tais

valores foram transferidos da conta PRODUTOS EM ELABORAÇÃO para a conta

PRODUTOS ACABADOS.

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Os valores debitados na conta PRODUTOS ACABADOS representam o

custo dos Produtos Acabados no Período – Custo da Produção Acabada.

SAÍDAS (Registros a Crédito são as Transferências para Custo dos

Produtos Vendidos CPV): à medida que os produtos são vendidos, a conta

PRODUTOS ACABADOS é creditada pelos valores dos custos dos produtos que

foram alienados.

Saldo Final (SFPA) ou Estoque Final (EFPA): o saldo devedor final da con-

ta PRODUTOS ACABADOS representa o valor dos custos apropriados aos produtos

acabados ainda não vendidos, o que constituirá o saldo inicial do período seguinte.

A fórmula é quase a mesma, cabendo aqui também aquelas derivações menciona-

das. Veja:

EFPA = EIPA + transferências de PA – transferências para CPV

2. (FCC/ACE/TCE-GO/2014) Considere somente com os dados a seguir:

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O valor acabado do estoque de produtos em processo, no período, é

a) R$ 582.000,00

b) R$ 672.000,00

c) R$ 710.000,00

d) R$ 942.000,00

e) R$ 1.015.000,00

Letra a.

Com as informações dadas no enunciado, a maneira mais rápida e direta de re-

solver essa questão é por meio da aplicação da fórmula que calcula o Custo do

Produtos Acabados – CPA em função da movimentação na conta de Produtos em

Processo – PP e das Matérias-Primas – MP.

CPA = EI de MP – EF de MP + EI de PP – EF de PP + Compras de MP

CPA = 350.000 – 115.000 + 250.000 – 340.000 + 437.000

CPA = R$ 582.000,00

3. (FCC/ANALISTA/TRT2/2008) O valor do estoque final de produtos acabados e

não vendidos no levantamento do balanço de uma empresa industrial, é obtido,

pelo departamento de custos, por meio da fórmula:

a) custo da produção do período (+) estoque inicial de produtos acabados (−) es-

toque final de produtos em elaboração.

b) custo dos produtos vendidos (−) estoque inicial de produtos acabados (+) custo

da produção acabada no período.

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c) custo dos produtos vendidos (+) estoque inicial de produtos em elaboração (−)

estoque final de produtos em elaboração.

d) custo da produção acabada no período (+) estoque inicial de produtos acabados

(−) estoque final de produtos em elaboração.

e) custo da produção acabada no período (+) estoque inicial de produtos acabados

(−) custo dos produtos vendidos.

Letra e.

Vamos lembrar a velha fórmula:

SALDO INICIAL + ENTRADAS – SAÍDAS = SALDO FINAL

Agora vamos adaptar para Produtos Acabados:

Estoque Inicial + Custo da Produção Acabada – CPV = Estoque Final

Bem, com essa fórmula na mão, só nos resta ler as alternativas com bastante aten-

ção (especialmente nos sinais) e concluir que a fórmula está representada na letra e.

2. Apuração do Custo dos Produtos Vendidos

Sem perceber, já demonstramos na prática onde “entra” o tópico que vamos con-

ceituar em seguida: conta CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS, o “famoso” CPV.

O CPV é assim contabilizado:

• ENTRADAS (Registros a Débito) – como vimos anteriormente, aqui regis-

tra-se o valor referente ao custo dos produtos acabados que foram comer-

cializados pela empresa. Assim, podemos dizer que, no final das contas, todo

o custo de produção da empresa, se não ocorrerem anormalidades, um dia

será debitado na conta CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (CPV).

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Bom, já vimos os 3 conceitos mais importantes e entendemos como podemos

fazer os cálculos. Mas vamos ver alguns conceitos adicionais que, embora estejam

explícitos no seu Edital, podem ser cobrados pelo Examinador ou podem ser usados

para lhe confundir.

O Custo de Produção do Período (CPP) é a soma dos custos no período dentro

da fábrica.

CPP = MATÉRIA-PRIMA + MOD + CUSTOS GERAIS

CPP = MP + MOD + CIF

OU

CPP = CUSTOS DIRETOS + CUSTOS INDIRETOS

Esse custo, portanto, seria o custo total da produção, mas não necessariamente

dos produtos, pois podem ocorrer as variações nos estoques.

Já o Custo de Produção Acabada (CPA) é a soma dos custos contidos na pro-

dução acabada no período. Pode conter Custos de Produção também de períodos

anteriores existentes em unidades que só foram completadas no presente período,

sendo esses custos aqui representados pela variação nos estoques dos Produtos

em Elaboração.

CPA = EIPE + CPP – EFPE

4. (FCC/ANALISTA/CVM) Do sistema de contabilidade de custos da Cia. Zênite,

foram extraídas as seguintes informações referentes a um determinado exercício

(em R$):

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Custos Indiretos de Fabricação 240.000,00

Mão de Obra Direta 80.000,00

Estoque inicial de Produtos em Elaboração 30.000,00

Estoque final de Produtos Acabados 40.000,00

Custo dos Produtos Vendidos 485.000,00

Estoque final de Produtos em Elaboração 50.000,00

Estoque inicial de Produtos Acabados 65.000,00

O valor da matéria-prima consumida pela companhia no exercício foi, em R$,

a) 120.000,00

b) 130.000,00

c) 140.000,00

d) 150.000,00

e) 160.000,00

Letra e.

Vamos usar as fórmulas, partindo do Produto Acabado (CPA), passando pelo Pro-

duto em Processo (CPP), até calcular a MP consumida.

CPA = EI + CPP – EF

485.000 = 65.000 + CPP – 40.000

CPP = 460.000

Então temos:

460.000 = 30.000 + Matéria-Prima + 80.000 + 240.000 – 50.000

MP = 460.000 + 50.000 – 350.000

MP = 160.000

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Vamos ver mais os 2 conceitos a seguir. Não precisa decorá-los, mas tente en-
tendê-los para não cair em uma eventual pegadinha do examinador!
• Custo de produção: custo de produção do período + estoque inicial de pro-
dutos em elaboração.
• Custos de produtos disponíveis para venda: custo de produção acabada
no período + estoque inicial de produtos acabados.
Amigo(a), a sistemática de apuração dos custos dos produtos vendidos, desde
que feitas as adequações correspondentes, é aplicável também à apuração dos
CUSTOS DOS SERVIÇOS PRESTADOS.
Assim, se você entendeu a apuração dos custos numa indústria, você não terá
dificuldade para visualizar as diferenças e o funcionamento da apuração dos custos
dos serviços prestados numa empresa prestadora de serviços.
A diferença mais relevante é que numa prestadora de serviços não existe esto-
que de produtos em elaboração, muito menos estoque de produtos acabados.
Assim, a Contabilidade de custos na área de serviços trata dos gastos incorridos
na prestação de serviços. É o caso, por exemplo, da prestação de serviços escola-
res, bancários ou hospitalares.
Vamos analisar o exemplo de uma escola.
Pode-se segregar os custos, por exemplo, de uma turma, alocando os custos
diretos com salários e encargos dos professores e material escolar consumido e os
custos indiretos, como o rateio do aluguel da escola em função da área ocupada
por cada turma.
Já os honorários da Diretoria da escola, por exemplo, seriam registrados com
Despesa Administrativa.
Basicamente isso!
Bem mais simples que numa indústria!

Concorda?

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5. (FGV/TÉCNICO CONTABILIDADE/DPE-RO/2015) Uma empresa teve os seguin-

tes custos no mês de maio/2015:

Gastos $
Aluguel do armazém dos produtos acabados 800
Depreciação das máquinas de produção 200
IPTU do prédio da fábrica 450
Mão de obra direta 400
Mão de obra indireta 550
Material direto 50
Salário do departamento de compras 150

No mesmo período a empresa teve uma produção de 150 unidades e vendeu 120.

Considerando as informações do texto e sabendo que no mês anterior a produção

foi de 160 unidades e foram vendidas 130, o custo dos produtos vendidos no perí-

odo anterior foi:

a) 2.600

b) 2.450

c) 2.112,5

d) 1.991

e) 1.365

Letra e.

Dando uma olhada mais atenta ao rol de custos e despesas apresentados na ques-

tão, duas merecem nosso comentário.

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Em relação ao valor de R$ 800,00 referente ao aluguel do armazém de produtos

acabados, veja que, na verdade, trata-se de uma despesa comercial, já que os pro-

dutos que são armazenados já estão prontos e acabados.

Em relação ao valor de R$ 150,00 a título de salário do departamento de compras,

trata-se de despesa administrativa, considerando que área de compras normal-

mente integra o setor administrativo da empresa.

Vamos agora seguir algumas etapas:

1. classificar o rol de custos do enunciado em custos fixos e variáveis:

Custos Fixos = 200 (deprec.), 450 (IPTU fábrica) + 550(MOI) = 1.200

Custos Variáveis = 400 (MOD) + 50 (material direto) = 450

2. Calcular o Custo Variável Unitário (CVU)

CVU = CVT / Quant. Produzida = 450 / 150 = 3,00

3. Calcular os Custos Totais de Produção (CTP)

CTP = Custos Variáveis Totais + Custos Fixos Totais

CTP = (160 X R$ 3,00) + 1.200

CTP = 1.680,00

4. Calcular os Custos Unitários de Produção (CUP)

CUP = 1.680,00 / 160 UNIDADES

CUP = 10,50

5. Calcular os Custos dos Produtos Vendidos (CPV)_

CPV = 130 UNIDADES X R$ 10,50

CPV = R$ 1.365,00

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3. Utilização de Equivalentes de Produção

Ainda neste curso, vamos conhecer os tipos de sistema de produção e o sistema

de produção contínua é um deles.

Por ora basta sabermos que, normalmente, esse tipo de indústria de produção

contínua é aquele que fabrica continuamente produtos com as mesmas característi-

cas (tamanhos, cores, modelos etc.) e que funciona normalmente sem interrupção.

Em função dessa continuidade no processo produtivo, a cada período, essa in-

dústria de produção contínua pode ter em estoque unidades que correspondam a:

• produtos iniciados em período anterior e que foram acabados no período atu-

al ou ainda que serão acabados somente em período posterior;

• produtos iniciados e acabados dentro do período atual;

• produtos iniciados no período atual, mas que só serão acabados em período

posterior.

Dessa forma, podemos notar que o custo total de produção de uma determina-

da unidade pode compreender custos incorridos em mais de um período.

Diante desse fato, não é adequado atribuir-se apenas às unidades acabadas

os custos incorridos em determinado período, já que esses custos também são

aplicados a unidades vindas de período anterior e a unidades iniciadas, mas não

acabadas do período.

A solução para esses complicadores reais é o cálculo dos custos de produção

das unidades acabadas por meio da técnica do custo equivalente de produção, de

modo que elas correspondam aos custos que foram efetivamente necessários à

sua produção.

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Vamos ver alguns exemplos práticos para fixarmos o entendimento.

1. Uma empresa industrial, durante o ano de 2013, efetuou custos de produção de

R$ 100.000,00 para iniciar e acabar 1.000 unidades. Seu custo unitário de pro-

dução foi de quanto?

Esse exemplo é o mais simplificado possível, pois aquelas situações atípicas não

ocorreram, uma vez que o custo total de produção de uma determinada unidade

não pode compreender custos incorridos em mais de um período.

Assim, temos:

Custo de Produção R$ 100.000,00___ =R$ 100,00 p/ unidade acabada

Quantidade Produzida 1.000 unidades

Vamos agora a um exemplo prático mais interessante, em que, já dessa vez,

usaremos a técnica de equivalentes de produção.

2. Uma indústria fabricante de peças automotivas incorreu em custos de produção

de R$ 43.120,00 para iniciar a produção de 1000 unidades, mas, no fim do período,

ainda tinha 200 unidades em elaboração.

Essas 200 unidades ainda em elaboração já estavam, todas elas, no estágio de

90% acabadas, pois já foram aplicados 90% da matéria-prima, da mão de obra

direta e dos custos indiretos de fabricação.

Unidades iniciadas e acabadas = 800

Unidades iniciadas e não acabadas (200 x 90%) = 180

Equivalente total de produção do período = 980 unidades

Custos de produção do período = 43.120,00 = R$ 44,00

Equivalente total de produção = 980 unidades

Desse modo, o custo unitário por unidade acabada foi de R$ 44,00.

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Veja que, embora não tenham sido concluídas, as 200 unidades em elaboração

foram computadas como unidades proporcionalmente acabadas.

Observe que as 200 unidades 90% acabadas equivalem a 180 unidades 100% aca-

badas e foram incluídas no cálculo do custo médio unitário de produção do período

(R$ 44,00). Se não tivéssemos feito essa inclusão, os custos aplicados às unidades

ainda em elaboração seriam tratados como parte do custo das unidades acabadas,

o que seria errado!

Assim, o estoque final de produtos acabados pode ser calculado: R$ 44 X 800 = R$

35.200,00.

Já o estoque final de produtos em elaboração é: 200 unidades x 90% = 180 unida-

des x R$ 44,00 = R$ 7.920,00.

Por outro lado, se não tivéssemos utilizado os equivalentes de produção, tería-

mos o estoque de produtos em elaboração com valor igual a zero e os estoques

finais de produtos acabados seriam erroneamente de R$ 43.120,00 (em vez dos R$

35.200,00) e o custo unitário médio destes seria também erroneamente calculado:

R$ 43.120,00 / 800 unidades = R$ 53,90 (em vez dos R$ 44,00).

Guarde a ideia de que uma indústria que trabalha com sistema de produção

contínua tem produtos em elaboração ao final desse período, trazendo reflexo nos

custos do mês seguinte e assim sucessivamente.

Dessa forma, cada mês já começa com o estoque contendo produtos com a pro-

dução iniciada em período anterior e que foram acabados no período atual ou, nos

casos dos produtos com ciclo superior a um mês, por exemplo, que serão acabados

somente em período posterior.

Temos também aqueles produtos cuja produção foi iniciada no período atual,

mas que só será concluída no período seguinte, ou seja, terminam o mês como

produtos em elaboração e só viram produtos acabados em período posterior.

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E, claro, existe ainda a situação “normal”, ou seja, aquela em que os produtos

têm a sua produção iniciada e acabada dentro do próprio período atual, ou seja, é

caso dos produtos que nunca “terminaram” um mês ainda em elaboração.

6. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2009) No segundo mês de produção de uma empresa fo-

ram iniciadas 20.000 unidades de produção das quais 18.000 foram terminadas,

ficando 2.000 unidades semiacabadas. Nesse mesmo mês, foram terminadas 1.500

unidades que eram semiacabadas no final do mês anterior. Nas unidades semiaca-

badas do mês anterior, 2/3 de todos os custos já haviam sido aplicados. Nas uni-

dades semiacabadas do mês, 50% de todos os custos já foram aplicados. O custo

total de produção (Diretos e Indiretos) do período é R$ 487.500,00. O custo total

aplicado à produção semiacabada no mês anterior foi R$ 15.000,00. A Empresa

produz somente um produto. Utilizando-se a técnica de equivalente de produção, o

custo unitário médio do mês é, em R$,

a) 50,00

b) 45,00

c) 30,00

d) 25,00

e) 15,00

Letra d.

Vamos começar pelo cálculo do equivalente de produção:

Unidades iniciadas e acabadas no mês = 18.000

Unidades iniciadas, mas não acabadas 2.000 x 50% = + 1.000

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Unidades em elaboração no mês anterior 1.500 x 1/3 = + 500

Equivalente de Produção (em unidades) = 19.500

Agora falta calcularmos o custo médio unitário:

Custo unitário médio = Custo total _ = R$ 487.500,00 = R$ 25,00

Equivalente de prod. 19.500

Em suma, o fator complicador de uma indústria que trabalha em sistema

de produção contínua é o fato de que o seu custo total de produção nor-

malmente envolve custos incorridos em mais de um período.

A boa técnica contábil não permite que sejam atribuídas apenas às unidades

totalmente finalizadas e acabadas os custos incorridos em determinado período,

pois parte desses custos foram aplicados na finalização de unidades cuja produção

iniciou em período anterior e também foram aplicados na produção de unidades

iniciadas, mas que só serão finalizadas em período posterior.

Nesse contexto é que usamos a técnica do custo equivalente de produção!

Guarde a ideia de que técnica do custo equivalente de produção é usada para per-

mitir o custeio dos custos que foram efetivamente necessários à sua produção.

7. (FCC/AFTM/SEFAZ-SP/2007) Em auditoria externa de estoques de uma empresa

industrial, que tinha iniciado suas atividades no exercício em curso, foi constatado

que o custo total de produção no período importou em R$ 320.000,00. Foi iniciada

nesse exercício a produção de 2.000 unidades do bem X, sendo que no final do pe-

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ríodo estavam ainda em processo 500 unidades com grau de acabamento equiva-

lente a 20% do produto pronto. Confirmada essa percentagem com os engenheiros

de produção da empresa, o auditor verificou que o estoque de produtos em proces-

so tinha sido avaliado e registrado por R$ 80.000,00, na escrituração contábil da

empresa. O valor do estoque de produtos em processo está:

a) correto.

b) subestimado em R$ 70.000,00.

c) superestimado em R$ 60.000,00.

d) subestimado em R$ 30.000,00.

e) superestimado em R$ 20.000,00.

Letra c.

Colega, essa é uma questão de equivalente de produção “disfarçada”!

Note que o enunciado “fala” que a empresa iniciou 2.000 unidades e terminou

1.500, sendo que as 500 restantes apresentavam grau de acabamento na ordem

de 20% do produto pronto, que equivalem, portanto, a 100 unidades acabadas

(500 x 20% = 100).

Assim, o equivalente de produção é = 1.500 + 100 = 1.600 unidades

Vamos ao custo unitário= R$ 320.000,00 / 1.600 = R$ 200,00

O estoque de produtos em processo é 100 x R$ 200,00=R$ 20.000,00

Como o enunciado informa que o estoque de processo foi registrado por R$

80.00,00, podemos concluir, portanto, que esse estoque está superestimado em

R$ 60.000,00.

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Vamos ver mais 2 exemplos numéricos, partindo do caso mais simples para um

mais complexo.

3. Suponha que uma indústria que trabalha com sistema de produção contínua,

durante o ano de 2017, incorreu em custos de produção de R$ 1.000.000,00 para

iniciar e acabar 100.000 unidades.

Como podemos calcular o seu custo unitário de produção?

Na indústria em tela em 2017 não tivemos aquelas situações atípicas inerentes ao

sistema de produção contínua, já que o custo total de produção de uma determina-

da unidade não compreendeu custos incorridos em mais de um período.

O cálculo do custo unitário de produção nesse caso é bem simples:

Custo de Produção R$ 1.000.000,00___ = R$ 10,00 p/ unidade acabada

Quantidade Produzida 100.000 unidades

4. Imagine uma indústria hipotética que atue na fabricação de peças para geladei-

ras, que tenha incorrido em custos de produção, em novembro de 2017, na ordem

de R$ 100.000,00 para iniciar a produção de 1000 unidades, mas no fim do período

ainda tinha 100 unidades em elaboração. Essas 100 unidades ainda em elaboração

já estavam, todas elas, no estágio de 50% acabadas, pois já foram aplicados 50%

da matéria-prima, da mão de obra direta e dos custos indiretos de fabricação.

E agora, como podemos calcular o seu custo unitário de produção, se temos produ-

tos cuja produção foi iniciada, mas ainda não foi concluída?

Vamos aplicar a técnica do equivalente de produção!

A nossa primeira tarefa é calcular o equivalente total de produção do período:

Unidades iniciadas e acabadas = 900

Unidades iniciadas e não acabadas (100 x 50%) = 50

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Equivalente total de produção do período = 950 unidades

Custos de produção do período = 100.000,00 = R$ 105,26

Equivalente total de produção 950 unidades

O custo unitário por unidade acabada foi de R$ 105,26.

A técnica do equivalente de produção permitiu o custeio das 100 unidades em

elaboração, que foram computadas como unidades proporcionalmente acabadas,

embora não tivessem sido concluídas.

É importante entender que 100 unidades 50% acabadas equivalem a 50 unidades

100% acabadas, evitando uma distorção que aconteceria se os custos aplicados

às unidades ainda em elaboração tivessem sido tratados como parte do custo das

unidades acabadas.

Superada essa etapa de aplicação da técnica do equivalente de produção, podemos

agora calcular os valores dos estoques, tanto para os produtos acabados quanto

para os produtos em elaboração.

Estoque final de produtos acabados= R$ 105,26 X 900 = R$ 94.734,00.

Estoque final de produtos em elaboração = 100 unidades x 50% = 50 unidades x

R$ 105,26 = R$ 5.263,00.

Estoque final total = Estoque de produtos acabados + Estoque de produtos em ela-

boração = R$ 94.734,00 + R$ 5.263,00 = R$ 99.997,00 que arredondando chega

aos R$ 100.000,00.

E o que teria acontecido com os produtos em elaboração se não tivéssemos utiliza-

do os equivalentes de produção?

Caso a técnica do equivalente de produção não tivesse sido utilizada, o estoque de

produtos em elaboração ficaria zerado, ou seja, menor que a realidade, já que efe-

tivamente custos foram incorridos em sua produção.

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E o que teria acontecido com os produtos acabados se não tivéssemos utilizado os

equivalentes de produção?

Os estoques finais de produtos acabados seriam erroneamente calculados, de R$

100.000,00 (em vez dos R$ 94.734,00).

Além disso, o custo unitário médio também estaria distorcido:

R$ 100.000,00 / 900 unidades = R$ 111,11 (em vez dos R$ 105,26).

8. (FCC/ACE/TCM-GO/2015) A empresa Plix Ltda. iniciou suas atividades no dia

01/11/2014. Ela produz embalagens para 100 ml de shampoo e adota o custeio

por processo. Nos dois primeiros meses de funcionamento, incorreu nos seguintes

custos, em reais:

Novembro/2014 Dezembro/2014
Matéria-prima 1.170,00 1.337,00
Mão de obra direta 975,00 955,00
Custos Indiretos de Produção 1.755,00 1.910,00

Os números relativos ao volume físico da produção foram, em unidades:

Novembro/2014 Dezembro/2014
Iniciadas 1.000 950
Acabadas 900 970
Em processamento 100 80

As unidades em processamento, tanto no final de novembro quanto no final de de-

zembro, receberam 75% de todo o processamento necessário para serem acabadas.

Considerando que a empresa utiliza o método de custeio por absorção e adota o

critério PEPS para a avaliação dos estoques, o valor do custo da produção acabada

no mês de dezembro de 2014, em reais, foi

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a) 4.202,00.

b) 4.239,75.

c) 3.828,00.

d) 4.238,00.

e) 3.938,00.

Letra d.

Essa questão é um pouco trabalhosa, mas nada de desânimo!

Bem, para resolver essa questão, com os dados que temos, recomendo seguir a

seguinte sequência:

1. calcular o estoque de produtos em elaboração no fim de novembro par-

tindo da produção equivalente

Produção equivalente = 900 unidades acabadas + 100 unidades (75%)

Produção equivalente = 900 + 75

Produção equivalente = 975

Agora vamos calcular o CU – Custo Unitário

CU = 3.900 / 975

CU = 4

Agora sim, chegamos ao E de PE – Estoque de Produto em Elaboração

E de PE = 100 unidades x 75% prontas x ao custo unitário de R$ 4,00

E de PE = 300

2. Calcular o Custo Unitário de produção de dezembro

Vamos primeiro calcular a produção equivalente

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a) 100 unidades iniciadas em novembro que exigiam ainda 25%

PE 100(25%) = 100 X 25% = 25

b) Cálculo das unidades iniciadas e terminadas em dezembro

PE = 970 – 100 (tratada acima) = 870

c) Cálculo das unidades iniciadas e não terminadas em dezembro

PE = 950 – 870 = 80 X 75% = 60

Temos, portanto, a seguinte Produção Equivalente de dezembro

PE = 25 + 870 + 60

PE = 955

Agora, sim, finalmente vamos calcular o CU – Custo Unitário

CU = 1.337 + 955 + 1.910 / 955

CU = 4,4

3. Calcular a PA – Produção Acabada em dezembro

PA das 100 unidades iniciadas em novembro

PA 1 = 100 X 75% X 4,4 = R$ 300,00

PA 2 = 100 X 25% X 4,4 = R$ 110,00

PA das 870 unidades iniciadas e terminadas em dezembro

PA 3 = 870 X 4,4 = R$ 3.828,00

PA = 300 + 110 + 3.828

PA = 4.238,00

9. (FCC/AFTM/PREFEITURA-SP/2007) Considere os dados a seguir:

Estoque inicial de materiais diretos.................. 60.000,00

Estoque final de produtos em elaboração.......... 68.000,00

Compras de materiais diretos......................... 160.000,00

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Estoque inicial de produtos acabados................ 20.000,00

Mão de obra direta......................................... 15.000,00

Estoque final de produtos acabados................. 16.000,00

Custos indiretos de fabricação......................... 53.000,00

Estoque final de materiais diretos..................... 77.000,00

Estoque inicial de produtos em elaboração........ 42.000,00

Despesas administrativas................................ 22.000,00

Despesas com vendas.................................... 18.000,00

Despesas financeiras líquidas............................ 4.000,00

Considerando apenas essas informações, extraídas da contabilidade da Cia. Rio

Negro, o Custo dos Produtos Vendidos, no período, correspondeu a, em R$:

a) 145.000,00

b) 167.000,00

c) 185.000,00

d) 189.000,00

e) 211.000,00

Letra d.

Bem, aproveitando as informações dadas no enunciado, já podemos usar aquela

velha equação dos estoques, e resolver logo essa questão.

Vamos começar pelo estoque de matérias-primas:

Estoque Inicial + Compras – Saídas = Estoque Final

60.000 + 160.000 – Saídas = 77.000

Saídas de Matérias Primas = 143.000

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Agora vamos usar a equação adaptada para Produtos em elaboração:

EI + transferência de MP + MOD + CIF – Saídas = Estoque Final

42.000 + 143.000 + 15.000 + 53.000 – Saídas = 68.000

Saídas de Produtos em elaboração =185.000

Finalmente, vamos ao estoque de Produtos Acabados:

Estoque Inicial + Transferência de PA – CPV = Estoque Final

20.000 + 185.000 – CPV = 16.000

CPV = 189.000

10. (FCC/AUDITOR/ISS – TERESINA/2016) A Cia. Peso Pesado é uma empresa in-

dustrial que produz um único produto. Durante o mês de abril de 2016 incorreu nos

seguintes gastos, em reais:

Mão de obra direta................... 41.000,00

Compra de matéria-prima......... 85.000,00

Energia elétrica (sendo 80% referente à fábrica)... 15.000,00

Aluguel (sendo 40% referente à fábrica).............. 20.000,00

Salário do supervisor da fábrica.......................... 12.000,00

Comissões dos vendedores................................... 6.000,00

Frete sobre as compras de matéria-prima................ 9.000,00

Frete sobre vendas............................................. 11.000,00

Depreciação do setor administrativo....................... 7.000,00

Depreciação dos equipamentos da fábrica.............. 10.000,00

Sabendo-se que o estoque inicial de produtos em processo era R$ 18.000,00, que

o estoque final de produtos em processo era R$ 22.000,00, que o estoque inicial

de matéria-prima era R$ 8.000,00 e que o estoque final de matéria prima era R$

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3.000,00, o custo da produção acabada no mês de abril de 2016, utilizando o mé-


todo de custeio por absorção, foi, em reais,
a) 182.000,00.
b) 184.000,00.
c) 178.000,00.
d) 169.000,00.
e) 217.000,00.

Letra c.
Vamos começar calculando o custo de matéria-prima do mês usando a fórmula bá-
sica de estoques:
Estoque Final = Estoque Inicial + Entradas (compras) – Saídas
3.000 = 8.000 + 85.000 + 9.000 – SAÍDAS para a produção
SAÍDAS para a produção = 102.000 – 3.000
SAÍDAS para a produção = 99.000
Bem, já sabemos que R$ 99.000,00 de matéria-prima foram enviados ao processo
para produção. Então, vamos calcular agora os custos de produção total incluindo
os demais insumos utilizados na produção, usando a fórmula básica de estoques
de produtos em processo:
E Final = E + insumos utilizados processo – Saídas p/ produtos acabados
22.000 = 18.000 + 99.000 + 41.000 + 12.000 + 8.000 + 12.000 + 10.000 – Sa-
ídas p/ PA
22.000 = 200.000 – Saídas p/ produtos acabados
Saídas p/ produtos acabados = 200.000 – 22.000

Custo da produção acabada = 178.000

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11. (FCC/ANALISTA CONTADOR/CREMESP/2016) A Cia. Industrial incorreu nos se-

guintes gastos, durante o mês de setembro de 2016, referentes a seu único produ-

to: mão de obra direta R$ 30.000,00; custos indiretos de produção R$ 12.000,00;

salários da administração geral da empresa R$ 10.000,00; salários da supervisão

da fábrica R$ 8.000,00; comissões dos vendedores R$ 5.000,00; compra de maté-

ria prima R$ 15.000,00 (valor líquido dos tributos recuperáveis).

Em setembro de 2016, o estoque inicial de produtos em processo era R$ 10.000,00,

o estoque final de produtos em processo era R$ 14.000,00, o estoque inicial de ma-

téria prima era R$ 8.000,00 e o estoque final de matéria prima era R$ 3.000,00.

Com base nessas informações, o custo da produção acabada no mês de setembro

de 2016, utilizando o método de custeio por absorção foi, em reais,

a) 66.000,00.

b) 80.000,00.

c) 76.000,00.

d) 61.000,00.

e) 70.000,00.

Letra a.

Vamos primeiro separar e desprezar aqueles gastos que não são custos, mas des-

pesas e que, assim, não entram no nosso cálculo, como é o caso dos salários da

administração geral da empresa e das comissões dos vendedores.

Vamos calcular o custo da produção somando o custo de matéria-prima, mão de

obra direta e custos indiretos de produção.

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O custo de matéria-prima é dado pela soma entre o valor comprado e o estoque

inicial deduzido do estoque final:

MP=CMP+EIMP−EFMP

MP=15.000+8.000−3.000

MP=20.000

Os custos indiretos de fabricação são compostos por custos indiretos de produção

e salários da supervisão da fábrica:

CIF=12.000+8.000

CIF=20.000

Já podemos conhecer o custo de produção do período:

CPP=MP+MOD+CIF

CPP=20.000+30.000+20.000

CPP=70.000

Conhecendo o CPP, vamos somar o estoque inicial de produtos em processo e de-

duzir o estoque final, para, finalmente, encontrar o custo da produção acabada:

CPA=CPP+EIPP−EFPP

CPA=70.000+10.000−14.000

CPA=66.000

12. (FCC/CONTADOR/ELETROSUL/2016) A empresa Copacabana S.A. inventariou

seus estoques de materiais e identificou R$ 100.000,00 de itens obsoletos.

O lançamento de ajuste contábil é:

Débito Crédito

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a)
Custos − ajuste de inventário Estoque de materiais

b)
Despesas não Operacionais Estoque de materiais

c)
Perdas em Estoques − Despesas Estoque de materiais

d)
Outras Despesas Operacionais Estoque de materiais

e)
Fornecedores Estoque de materiais

Letra a.

O crédito em estoque de materiais é tranquilo, já que não existe alternativa dife-

rente dessa na questão. Acredito, então, que sua dúvida fique entre às alternativas

a e c.

Guarde que a legislação exige é que tal situação gere um débito de custos. Vamos o

art. 291, do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto n. 3.000/1999), que trata

desse tema. Confira com grifos nossos:

Art. 291. Integrará também o custo o valor:


I – das quebras e perdas razoáveis, de acordo com a natureza do bem e da atividade,
ocorridas na fabricação, no transporte e manuseio;
II – das quebras ou perdas de estoque por deterioração, obsolescência ou pela
ocorrência de riscos não cobertos por seguros, desde que comprovadas:

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a) por laudo ou certificado de autoridade sanitária ou de segurança, que especifique e


identifique as quantidades destruídas ou inutilizadas e as razões da providência;
b) por certificado de autoridade competente, nos casos de incêndios, inundações ou
outros eventos semelhantes;
c) mediante laudo de autoridade fiscal chamada a certificar a destruição de bens obso-
letos, invendáveis ou danificados, quando não houver valor residual apurável.

13. (FCC/CONTADOR/ELETROSUL/2016) A empresa Otimiza S.A. utiliza do seu de-

partamento de manutenção de máquinas e equipamentos para reforma das suas

instalações administrativas. O serviço é esporádico e somente realizado em horas

ociosas destes funcionários.

Dessa forma, os gastos decorrentes do salário desses profissionais deve ser

a) absorvido nos custos dos estoques em decorrência dos funcionários estarem

ligados diretamente a produção e os serviços serem esporádicos.

b) levado ao resultado na composição do CMV, uma vez que faz parte do Custo.

c) apropriado ao custo e a despesa proporcionalmente as horas empregadas em

cada atividade.

d) registrado em perdas administrativas, por representar a ociosidade dos funcio-

nários da produção.

e) contabilizado em despesas não operacionais por esta relacionado a reforma de

instalações, atividade não operacional.

Letra c.

Vamos analisar as alternativas e marcar a correta:

a) Errada, já que, na verdade, devem ser absorvidas nos custos dos estoques ape-

nas aquelas horas em que os funcionários de dedicaram à fábrica.

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b) Errada, já que, o custo será levado ao estoque apenas na proporção das horas

em que os funcionários se dedicaram às atividades da fábrica e, além disso, tal

custo do estoque só se transforma em CMV quando os produtos são vendidos.

c) Certa. Pega-se o salário dos funcionários e aloca-se ao custo proporcionalmente

às horas que dedicaram à produção ou, alternativamente, apropria-se a despesa

com base nas horas empregadas nas instalações administrativas.

d) Errada, já que os funcionários não estão ociosos, mas alocados em outras ativi-

dades na empresa e, além disso, mesmo que estivessem ociosos na produção, isso

não seria uma perda administrativa.

e) Errada, porque existe divisão entre custos e despesas quando apropriado o sa-

lário dos funcionários e também a despesa é, sim, operacional.

14. (FGV/TÉCNICO – CONTABILIDADE/DPE-RO/2015) A empresa de alimentos

congelados Tumbata revende 53 produtos e produz outros cinco.

Em abril de 2015 a empresa produziu 4.000 pizzas, 3.200 lasanhas, 7.100 hambúr-

gueres, 900 frangos desfiados e 5.000 quibes com os seguintes custos:

Matéria-prima Mão de obra direta


Custos $ 15 por kg $ 4 por hora
Pizza 800 kg 320 h
Lasanha 1.300 kg 160 h
Hambúrgueres 200 kg 400 h
Frango desfiado 820 kg 270 h
Quibe 1000 kg 450 h

Os custos indiretos totalizam $ 24.000 e a Tumbata apropria-os conforme o tempo

de mão de obra direta. Considerando os seguintes custos com embalagem unitária

por produto:

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Produto Embalagem
Pizza 3,00
Lasanha 5,00
Hambúrgueres 9.00
Frango desfiado 12.00
Quibe 15.00

Com base nas informações do texto, o produto que apresenta o maior valor de
custo variável total é:
a) pizza;
b) lasanha;
c) hambúrgueres;
d) frango desfiado;
e) quibe.

Letra e.
É importante anotar logo que, dos custos apresentados na questão, são variáveis a
matéria-prima, as embalagens e a mão de obra.
Nesse contexto, o examinador pediu para marcarmos o produto com maior custo
variável total e, usando os dados e parâmetros de conversão apresentados, vamos,
então, calcular o custo variável total de cada produto e escolher o de maior valor:
Pizza = 12.000 (mp) + 1.280 (mod) + 12.000 (embalagem) = 25.280

Lasanha = 19.500 (mp) + 640 (mod) + 16.000 (embalagem) = 36.140

Hambúrgueres = 3.000(mp)+1.600 (mod)+ 63.900 (embalagens) = 68.500

Frango Desfiado = 12.300(mp) + 1.080(mod) + 10.800(embalagens)= 24.180

Quibe = 15.000(mp) + 1.800(mod) + 75.000(embalagens)= 91.800

Mas aí você me pergunta se eu não esqueci dos custos indiretos de fabricação.

Sim!

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Esqueci de comentar, mas não de analisar!

Observe a análise que fiz.

Veja que o parâmetro para rateio dos custos indiretos de fabricação é o tempo de

mão de obra direta.

Observe que o KIBE, além do maior custo variável total até aqui, também teve o

maior custo de mão de obra direta e, o mais importante, consumiu 450 horas de

mão de obra direta (o maior consumo), ou seja, ao agregarmos os custos indire-

tos, o KIBE certamente continuaria sendo o maior custo, o que nos faz economizar

alguns minutos na prova.

15. (FCC/ACE/TCM-GO/2015) A Indústria Gelix produz sorvete de morango que é

vendido em galões de 5 litros. No mês de dezembro de 2014, ocorreram os seguin-

tes eventos:

• Aquisição de uma máquina no valor de R$ 800.000,00, com vida útil econô-

mica de 5 anos, que foi colocada em funcionamento em janeiro de 2015.

• Aquisição de matéria prima, no dia 15/12/2014, pelo custo de R$ 10.000,00,

a qual foi estocada.

• Consumo de matéria prima, que foi adquirida em novembro de 2014 pelo

custo de R$ 8.000,00, na produção de sorvete. Normalmente, há um desper-

dício de 5% da matéria prima no processo produtivo.

• O estoque de embalagens (galões) adquiridos em meses anteriores no valor

de R$ 1.500,00 foi danificado em decorrência de um problema anormal na

parte hidráulica das instalações, não mais podendo ser utilizado pela empre-

sa na produção de sorvetes.

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• Pagamento de salários e encargos do mês de dezembro de 2014 referentes

aos funcionários da área de produção no valor de R$ 7.000,00.

• Pagamento de fretes para entrega dos galões de sorvete vendidos em de-

zembro de 2014 no valor de R$ 500,00.

Os galões de sorvete produzidos em dezembro de 2014 foram vendidos em janei-

ro de 2015. Com base nestas informações, é correto afirmar que, em dezembro

de 2014,

a) os investimentos foram R$ 800.000,00.

b) as perdas do período foram R$ 1.900,00.

c) o custo da produção do período foi R$ 15.000,00.

d) as despesas foram R$ 900,00.

e) os gastos foram R$ 825.500,00.

Letra e.

Vamos analisar as alternativas e marcar a correta.

a) Errada. Os investimentos foram de 810 mil, sendo 800 mil de máquina e 10 mil

de matéria-prima estocada.

b) Errada, já que as perdas foram de 1.500, referentes apenas aos galões danificados.

c) Certa. Sim, o custo de 15.000 é composto de 8.000 (mp comprada em novem-

bro) e 7.000 (salários e encargos produção).

d) Errada. Despesas de frete de 500.

e) Errada. Gasto é o gênero, dos quais despesas, custos, investimentos e perdas

são espécies.

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16. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2013) A empresa BRfone Ltda. produz somente dois tipos

de aparelhos de telefone, telefone preto sem fio e telefone vermelho com fio, cujos

preços de venda por unidade, líquidos de tributos, são $60 e $40, respectivamente.

Para a produção, a empresa incorre nos seguintes custos:

Quantidade Consumida
Custos
telefone preto telefone vermelho
Mão de Obra Direta: $ 10/hora. 0,50 hora por unidade. 0,35 hora por unidade.
Materiais diretos: $ 4/kg. 2 kg por unidade. 1 kg por unidade.

Sabe-se que a empresa paga comissões de 5% sobre o preço líquido de vendas aos

vendedores.

Com base nessas informações, a soma dos custos e despesas variáveis incorridos

para a produção de cada unidade dos produtos telefone preto e telefone vermelho,

respectivamente, é, em $,

a) 8,00 e 5,50.

b) 11,00 e 6,00.

c) 13,00 e 7,50.

d) 16,00 e 9,50.

e) 17,00 e 16,00.

Letra c.

Amigo(a), questão tranquila da FCC, mas que muita gente errou por um detalhe.

Como o enunciado da questão pede “a soma dos custos e despesas variáveis in-

corridos para a produção de cada unidade dos produtos telefone preto e telefone

vermelho”, somente devemos considerar os gastos diretamente relacionados à pro-

dução, ou seja, os gastos com comissões NÃO DEVEM SER COMPUTADOS.

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Feita essa consideração, vamos às classificações e aos cálculos.

Os custos e as despesas variáveis do telefone preto são:

Mão de obra direta = 10 reais (por hora) x 0,5 (meia hora) = R$ 5,00

Materiais diretos = 4 reais (por kg) x 2 kg = R$ 8,00

Total do preto = R$ 13,00

Os custos e as despesas variáveis do telefone vermelho são:

Mão de obra direta = 10 reais (por hora) x 0,35 = R$ 3,50

Materiais diretos = 4 reais (por kg) x 1 kg = R$ 4,00

Total do vermelho = R$ 7,50

17. (FCC/ANALISTA/TRE-RN/2011) A Cia. Campos Verdes apresentou os seguintes

dados no mês de setembro de 2010, em R$:

Consumo de Materiais Diretos 100.000,00


Mão de Obra Direta 80.000,00
Estoque Inicial de Produtos em Elaboração 60.000,00
Custo dos Produtos Vendidos 470.000,00
Custos Indiretos de Fabricação 240.000,00
Estoque Inicial de Produtos Acabados 110.000,00
Estoque Final de Produtos em Elaboração 70.000,00

O Custo da Produção Acabada e o Estoque Final de Produtos Acabados, neste mês,

equivaleram, respectivamente, a, em R$,

a) 410.000,00 e 50.000,00.

b) 420.000,00 e 40.000,00.

c) 480.000,00 e 50.000,00.

d) 410.000,00 e 40.000,00.

e) 420.000,00 e 60.000,00.

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Letra a.

Vamos calcular inicialmente o custo da produção do período, que é a soma entre

consumo de materiais diretos, mão de obra direta e custos indiretos de fabricação:

CPP=MD+MOD+CIF

CPP=100.000+80.000+240.000 =420.000

Agora, vamos somar esse valor ao o estoque inicial dos produtos em elaboração e

deduzir o estoque final e, assim, chegar ao custo dos produtos acabados:

CPA=CPP+EIPE−EFPE

CPA=420.000+60.000−70.000

CPA=410.000

Considerando que o estoque final de produtos acabados pode ser obtido por meio

do cálculo dos custos dos produtos vendidos, temos:

CPV=CPA+EIPA−EFPA

Ora, exceto pelo EFPA, já temos todos os valores. Então, vamos:

EFPA=CPA+EIPA−CPV

EFPA=410.000+110.000−470.000

EFPA = 50.000

18. (FCC/ANALISTA/TRE-AM/2010) A empresa Y incorreu nos seguintes gastos du-

rante o mês de novembro de X9:

Mão de obra direta................................................ R$ 10.000,00

Energia elétrica (fábrica)........................................ R$ 3.000,00

Aluguel (setor administrativo).............................. R$ 2.000,00

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Salário da supervisão da fábrica.............................. R$ 5.000,00

Compra de matéria-prima....................................... R$ 5.000,00

Comissões de vendedores........................................ R$ 3.000,00

Depreciação das máquinas da fábrica........................R$ 4.000,00

Sabendo que a empresa produz um único produto, que o estoque inicial de produ-

tos em processo era R$ 15.000,00, o estoque final de produtos em processo era

R$ 4.000,00, o estoque inicial de matéria-prima era R$7.000 e o estoque final de

matéria-prima era R$ 3.000,00. O custo da produção acabada no período utilizando

o custeio por absorção foi, em reais,

a) 46.000,00

b) 42.000,00

c) 32.000,00

d) 31.000,00

e) 27.000,00

Letra b.

Vamos calcular logo o custo com matéria-prima e, para isso, vamos somar o esto-

que inicial com o valor comprado e deduzir do estoque final:

MP=EIMP+CMP−EFMP

MP=7.000+5.000−3.000

MP=9.000

A próxima etapa é calcular o custo de produção do período e, para isso, vamos

somar o custo de matéria-prima com os custos de mão de obra direta, de energia

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elétrica da fábrica, de salário da supervisão e de depreciação das máquinas das fá-

bricas. Destaque-se que os gastos com comissão de vendedores e com aluguel do

setor administrativo representam despesas, não custos. Logo, temos:

CPP=MP+MOD+EE+SSF+D

CPP=9.000+10.000+3.000+5.000+4.000

CPP=31.000

Conhecido o CPP, vamos somar a ele o estoque inicial de produtos em processo e

deduzir o estoque final para encontrarmos o custo dos produtos acabados:

CPA=CPP+EIPP−EFPP

CPA=31.000+15.000−4.000

CPA=42.000

O custo da produção acabada no período é de 42.000!

19. (FCC/ATC/SERGÁS/2010) Os dados da produção de uma empresa, em um de-

terminado mês, são os seguintes:

Itens Valores em R$
Custos Indiretos do período 3.500.000
Estoque Final de Produtos Acabados 400.000
Estoque Final de Produtos em Elaboração 600.000
Estoque Inicial de Produtos Acabados 900.000
Estoque Inicial de Produtos em Elaboração 800.000
Matéria-Prima consumida no período 2.000.000
Outros Custos Diretos no período 2.500.000

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O custo da produção vendida é


a) R$ 9.000.000.
b) R$ 8.800.000.
c) R$ 8.700.000
d) R$ 8.500,000.
e) R$ 8.300.000.

Letra c.
O custo de produção do período pode ser calculado somando-se:
Matéria prima consumida = R$ 2 Milhões
Outros Custos diretos = R$ 2,5 Milhões
CIF = R$ 3,5 Milhões
TOTAL = R$ 8.000.000,00
Assim, calculamos, na verdade, o custo dos produtos que foram elaborados, ou
seja, calculamos a “entrada” da fórmula de estoque de produtos em elaboração:
Saldo inicial + entradas – saídas = saldo final
800.000 + 8.000.000 – saídas = 600.000
Saídas = 8.200.000
Temos, portanto, que o valor de R$ 8.200.000 sai da conta de produtos em elabo-
ração e é transferido como entrada para conta da produção acabada.
Novamente, vamos aplicar a velha fórmula dos estoques, dessa vez para os produ-
tos acabados, para calcular o CPV:
Saldo inicial + entradas – saídas = saldo final
900.000 + 8.200.000 – CPV = 400.000

CPV = 8.700.000

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20. (FCC/ATC/SERGÁS/2010) Com base nos dados da questão anterior, o total de

produtos acabados disponíveis para a venda é

a) R$ 8.700.000.

b) R$ 8.800.000.

c) R$ 9.000.000

d) R$ 9.100.000.

e) R$ 9.400.000.

Letra d.

O custo de produção do período pode ser calculado somando-se:

Matéria-prima consumida = R$ 2 Milhões

Outros Custos diretos = R$ 2,5 Milhões

CIF = R$ 3,5 Milhões

TOTAL = R$ 8.000.000,00

Assim, calculamos, na verdade, o custo dos produtos que foram elaborados, ou

seja, calculamos a “entrada” da fórmula de estoque de produtos em elaboração:

Saldo inicial + entradas – saídas = saldo final

800.000 + 8.000.000 – saídas = 600.000

Saídas = 8.200.000

Temos, portanto, que o valor de R$ 8.200.000 sai da conta de produtos em elabo-

ração e é transferido como entrada para conta da produção acabada.

Novamente, vamos aplicar a velha fórmula dos estoques, dessa vez para os produ-

tos acabados, para calcular o CPV:

Saldo inicial + entradas – saídas = saldo final

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900.000 + 8.200.000 – CPV = 400.000

CPV = 8.700.000

Agora já temos informação suficiente para calcular o valor do total de produtos que

foram disponibilizados para venda:

+ Produtos vendidos (CPV) = 8.700.000

+ Produtos em estoque de PA no final do período = 400.00

= R$ 9.100.000,00

21. (FCC/ATC/SERGÁS/2010) Com base nos dados da questão anterior, O custo

total da produção no mês é

a) R$ 7.000.000.

b) R$ 8.000.000.

c) R$ 8.200.000.

d) R$ 8.300.000.

e) R$ 8.800.000.

Letra b.

Essa questão, embora tenha aparência de trabalhosa, na verdade é de resolução

bem rápida e direta.

O custo de produção do período pode ser calculado somando-se:

Matéria-prima consumida = R$ 2 Milhões

Outros Custos diretos = R$ 2,5 Milhões

CIF = R$ 3,5 Milhões

TOTAL = R$ 8.000.000,00

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22. (FCC/ANALISTA/TRT/2009) Se uma empresa superavalia seu estoque final,

isso indica que o seu lucro

a) não é alterado.

b) é superavaliado.

c) é subavaliado.

d) é real.

e) é imprevisível.

Letra b.

Amigo(a), se uma empresa superavalia o seu estoque final, consequentemente

seus custos (o nosso CPV) foram subavaliados. Se o custo dos produtos vendidos

foi subavaliado, o lucro foi superavaliado!

23. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2009) Custo de Produção do Período é a soma dos custos

incorridos no período dentro da fábrica. Custo da Produção Acabada é a soma dos

custos contidos na produção acabada no período. Custo dos Produtos Vendidos é

a soma dos custos incorridos na produção dos bens e serviços que só agora estão

sendo vendidos.

Com relação à afirmação acima, e tomando-se como base para comparação o mes-

mo período, é correto afirmar que

a) o custo de Produção será obrigatoriamente maior que os demais.

b) o custo da Produção Acabada será obrigatoriamente menor que os demais.

c) o custo dos Produtos Vendidos será obrigatoriamente maior do que os outros

dois acima mencionados.

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d) não existe correlação obrigatória de grandeza entre os três custos acima men-

cionados.

e) o custo de Produção Acabada será obrigatoriamente maior que os demais, por

ser a soma dos custos contidos na produção.

Letra d.

Essa questão exige o conhecimento dos problemas relacionados ao tratamento

contábil dos custos de produção.

Para facilitar o seu entendimento, vamos considerar que a empresa da questão uti-

liza o sistema de produção por ordem. Vamos comentar cada uma das alternativas.

a) Errada, pois o custo dos produtos vendidos não possui relação direta com o cus-

to de produção do período, pois sendo a “baixa” dos produtos acabados que foram

vendidos, pode ser maior que o custo de produção do período.

Imagine, por exemplo, uma empresa que começou o ano com o nível de estoques

de produtos acabados bastante elevado. Provavelmente ela vai parar a produção

(pode dar férias coletivas aos funcionários, por exemplo) e fazer uma liquidação.

Nesse caso, provavelmente nesse ano ela vai vender mais do que produzir, assim o

CPV deverá ser maior que os custos de produção do ano.

b) Errada. O mesmo exemplo da alternativa anterior serve para derrubar a tese

levantada por essa alternativa.

c) Errada.

Imagine agora uma situação inversa do exemplo que dei na alternativa a. Imagi-

ne uma empresa que começou o ano sem estoques de produtos acabados e que

espera vender muito no ano. Então, essa empresa resolve produzir muito desde o

primeiro dia do ano, mas uma crise mundial acontece e faz com que a empresa não

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consiga vender o que produziu no ano, terminando o período do ano com o nível

de estoques de produtos acabados bastante elevado. Ora, nesse caso, os custos de

produção foram superiores ao CPV.

d) Certa. Os exemplos dados e as incorreções das demais alternativas provam que

não realmente não existe essa correlação obrigatória entre os 3 custos menciona-

dos no enunciado.

e) Errada. O mesmo exemplo que dei no comentário a alternativa a serve para

provar esse erro.

24. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2009) A empresa Modelo possui os seguintes saldos no

período 2:

Para produzir uma unidade de produto acabado a empresa usa 3 unidades de ma-

téria-prima. A empresa planeja produzir 150.000 unidades no período 2.

O número de unidades de matéria-prima que a empresa necessita adquirir é

a) 350.000

b) 420.000

c) 450.000

d) 480.000

e) 530.000

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Letra d.

Aqui temos que usar a relação, informada no enunciado, de 3 unidades de maté-

ria-prima para cada 1 unidade de produto acabado.

Nessa toada, para produzir 150.000 de PA, temos que consumir 450.000 unidades

de MP.

Devemos levar em consideração que podem ser consumidas as 20.000 unidades do

estoque inicial, mas que devem ficar em estoque ao final o saldo de 50.000 unidades.

E agora?

É só aplicar a boa e velha fórmula básica dos estoques para as matérias-primas.

Estoque Inicial + Compras – consumo = Estoque Final

20.000 + Compras – 450.000 = 50.000

Compras = 480.000 unidades

25. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2006) A Cia. Atenas utiliza duas unidades de matéria-pri-

ma para cada unidade acabada. Ao fazer seu planejamento, para o ano fiscal de

2.006, estabelece como meta os seguintes saldos:

Para que a empresa venda 480.000 unidades durante o ano fiscal de 2006, a quan-

tidade de unidades que deverá produzir no decorrer desse período é:

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a) 440.000

b) 450.000

c) 460.000

d) 480.000

e) 520.000

Letra b.

Essa questão da FCC é diferente do que vem sendo cobrado em concurso e exigiu

raciocínio e interpretação dos candidatos.

Considerando que a empresa, no início do ano, tem 70.000 unidades de produtos

acabados para venda e que ela pretende reduzir esse saldo no final do ano para

40.000 unidades, concluímos que essa redução dos estoques de produtos acabados

em 30.000 unidades será realizada justamente pela diferença entre o que a empre-

sa venderá nesse ano.

Em outras palavras, a empresa deve vender 30.000 unidades a mais que a quan-

tidade que produzir!

Bom, como a questão nos disse que a empresa quer vender 480.000 unidades, logo

basta ela produzir apenas 450.000 unidades, pois essas 30.000 unidades virão da

redução do saldo final de estoques.

Outra forma de resolver a questão é logo de início observar que a empresa começa

o ano com 70.000 unidades e pretende terminar o ano com 40.000. Assim, ela pre-

cisa produzir 30.000 unidades a menos do que pretende vender. Se ela quer vender

480.000, logo basta produzir 450.000 unidades.

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26. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2006) Uma empresa inicia suas operações no mês de

março de 2006. No final do mês produziu 12.100 unidades, sendo que 8.500 fo-

ram acabadas e 3.600 não foram acabadas. Os custos de matéria-prima foram R$

3.200.450,00. Os custos de mão de obra direta foram R$ 749.920,00 e os custos

indiretos de fabricação foram R$ 624.960,00. A produção não acabada recebeu os

seguintes custos: 100% da matéria-prima, 2/3 da mão de obra e 3/4 dos custos

indiretos de fabricação. Aplicando-se a técnica do equivalente de produção, o custo

médio unitário do mês é:

a) R$ 544,80

b) R$ 455,20

c) R$ 410,25

d) R$ 389,10

e) R$ 355,20

Letra d.

A primeira coisa a fazer é calcular o Equivalente de Produção – EP para os produtos

em elaboração.

Vamos usar as tabelas a seguir para facilitar sua compreensão.

Na primeira tabela, apenas demonstramos as informações do enunciado de modo

um pouco mais organizado.

Aplicação em PE Total em Reais % acabamento


Materiais Diretos 3.200.450 100
MOD 749.920 67
CIF 624.960 75
Custo Total 4.575.330 -

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A segunda já demonstra como calculamos o EP para cada grupo de custo.

EP das uni-
Unidades em Unidades EP
Custo % de acabamento dades em
elaboração acabadas Produção
elaboração
M Dir. 3.600 100% 3.600 8.500,00 12.100,00
MOD 3.600 67% 2.400 8.500,00 10.900,00
CIF 3.600 75% 2.700 8.500,00 11.200,00

Pronto!

Como já sabemos o EP de cada grupo de custo, agora é só dividir os valores em Reais

da primeira tabela pelo EP da segunda e somar para chegar ao seu custo unitário.

Custo Total R$ EP Produção Custo Unitário


Mat. Diretos 3.200.450 12.100,00 264,50
MOD 749.920 10.900,00 68,80
CIF 624.960 11.200,00 55,80
Custo Total 4.575.330 389,10

Podemos concluir, portanto, que, aplicando-se a técnica do equivalente de produ-

ção, o custo médio unitário do mês é de R$ 389,10.

27. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2006) Uma empresa inicia suas operações no mês de

março de 2006. No final do mês produziu 12.100 unidades, sendo que 8.500 fo-

ram acabadas e 3.600 não foram acabadas. Os custos de matéria-prima foram R$

3.200.450,00. Os custos de mão de obra direta foram R$ 749.920,00 e os custos

indiretos de fabricação foram R$ 624.960,00. A produção não acabada recebeu os

seguintes custos: 100% da matéria-prima, 2/3 da mão de obra e 3/4 dos custos

indiretos de fabricação.

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O valor total da produção em processo no final do mês será:

a) R$ 1.125.432,00

b) R$ 1.267.980,00

c) R$ 1.380.444,00

d) R$ 1.400.760,00

e) R$ 1.525.740,00

Letra b.

A primeira coisa a fazer é calcular o Equivalente de Produção – EP para os produtos

em elaboração.

Vamos usar as tabelas a seguir para facilitar sua compreensão.

Na primeira, apenas demonstramos as informações do enunciado de modo um pou-

co mais organizado.

Aplicação em PE Total em Reais % acabamento

Materiais Diretos 3.200.450 100


MOD 749.920 67
CIF 624.960 75
Custo Total 4.575.330 -

A segunda já demonstra como calculamos o EP para cada grupo de custo.

Unidades em % de EP das unidades Unidades EP


Custo
elaboração acabamento em elaboração acabadas Produção
M Dir. 3.600 100% 3.600 8.500,00 12.100,00
MOD 3.600 67% 2.400 8.500,00 10.900,00
CIF 3.600 75% 2.700 8.500,00 11.200,00

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Na verdade, o EP daquelas unidades que ainda estão em fase de elaboração signi-


fica o quanto esse estoque em elaboração representa do acabado, ou, em outras
palavras, em termos de custo, qual o seu grau de acabamento.
Vamos, então, ratear o custo total para demonstrar o valor dos produtos em elabo-
ração e o valor dos produtos acabados.

Total em EP Unidades EP em Rateio


Custo Rateio PE
Reais produção acabadas elaboração PA
MD 3.200.450 12.100 8.500 3.600 2.248.250 952.200
MOD 749.920 10.900 8.500 2.400 584.800 165.120
CIF 624.960 11.200 8.500 2.700 474.300 150.660
Soma 4.575.330 3.307.350 1.267.980

Assim, o valor total da produção em processo no final do mês será de R$ 1.267.980,00.

28. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2006) A Cia. Atenas utiliza duas unidades de matéria-pri-


ma para cada unidade acabada. Ao fazer seu planejamento, para o ano fiscal de
2.006, estabelece como meta os seguintes saldos:

Se a empresa planeja produzir 400.000 unidades, no período, o número de unida-


des de matéria prima que deverá adquirir será:
a) 1.020.000
b) 1.010.000
c) 1.000.000
d) 990.000

e) 810.000

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Letra e.

Analisando os produtos em elaboração, temos em unidades:

Saldo final = saldo inicial + MP utilizada – Produção realizada

10.000 = 10.000 + MP utilizada – 400.000

Logo, a princípio, temos:

MP utilizada = 400.000 unidades

Entretanto, o enunciado deixa claro que a Cia. Atenas utiliza duas unidades de

matéria-prima para cada unidade acabada, o que nos permite concluir que serão

utilizadas 800.000 unidades de matéria-prima.

Mas novamente fique atento(a), pois o que se pede é quanto deve ser adquirido de

acordo com o planejamento da produção de 2006, e não o quanto foi consumido!

Hum...

Então, temos que ver os saldos de matéria-prima também.

Se temos saldo inicial de 30.000 unidades e o saldo final planejado é de 40.000

unidades, quer dizer que temos que adquirir 10.000 unidades adicionais além do

que formos consumir.

Hum...

Então, temos 800.000 unidades que serão consumidas, mais 10.000 unidades para

elevar o saldo final de matéria-prima em relação ao saldo inicial, ou seja, teremos

que comprar 810.000 unidades.

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29. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2006) No mês de janeiro de 2006, dos relatórios de pro-

dução da Cia. Albion foram extraídas as seguintes informações:

III – Informações adicionais:

A empresa aplica Custos indiretos de fabricação a uma taxa de 60% da Mão de obra

direta. O excesso ou subaplicação dos CIF serão apropriados no final do exercício.

Total de custos de produção no mês de janeiro:

a) 501.000

b) 665.000

c) 673.000

d) 681.000

e) 743.000

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Letra d.

Amigo(a), para sabermos o total dos custos de produção do mês de janeiro, preci-

samos saber quais foram os custos de matéria-prima, de mão de obra direta e os

custos indiretos de fabricação.

Vamos começar pela matéria-prima. Podemos verificar que foram feitas compras

no valor de R$ 191.000,00 e que, mesmo assim, o estoque foi reduzido em R$

10.000,00 (R$ 134.000,00 – R$ 124.000,00). Logo, podemos concluir que o con-

sumo de matéria-prima, que é o que integra o custo de produção do mês, foi de R$

201.000,00.

A mão de obra utilizada veio “de mão beijada” e foi de R$ 300.000,00.

PEGADINHA DA BANCA

Já em relação aos CIFs, temos uma pegadinha de leve! O enunciado informa que

devem ser calculados à razão de 60% da mão de obra direta, ou seja, 60% de R$

300.000,00 = R$ 180.000,00, não devendo ser usada, portanto, a informação da

tabela (R$ 175.000,00).

Por fim, temos: 201.000,00 + 300.000,00 + 180.000,00 = R$ 681.000,00, que é

a alternativa d.

Eu disse que a pegadinha foi de leve porque não foi colocada nenhuma alternativa

com o valor de R$ 676.000,00.

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30. (FCC/AFFE/SEFAZ-PI/2015) Instrução: para responder à questão, considere as

informações, a seguir, da empresa Canastra Ltda. que são referentes ao mês de

novembro de 2014:

Queijo Queijo
Itens Empresa
Prato Minas
Quantidade produzida (em Kg) 10.000 15.000
Quantidade vendida (em Kg) 9.000 13.000
Preço de venda bruto (por Kg) R$ 20,00 R$ 15,00
Matéria-Prima (por Kg produzido) R$ 9,00 R$ 8,00
Comissões sobre o preço bruto de vendas 10% 10%
Tributos sobre vendas 12% 12%
Custos Fixos Indiretos (por mês) R$ 50.000,00
Despesas Fixas Indiretas (por mês) R$ 27.500,00

No início do mês de novembro de 2014, não havia estoques iniciais de produtos

acabados e em elaboração e, no final deste mês, não havia estoques de produtos

em elaboração.

Nos casos necessários a empresa utiliza como critério de rateio a quantidade pro-

duzida.

Os valores dos estoques finais de queijo prato e de queijo minas em 30/11/2014,

pelo método de custeio por absorção são, respectivamente, em reais,

a) 12.100,00 e 22.200,00.

b) 11.000,00 e 20.000,00.

c) 9.000,00 e 16.000,00.

d) 10.100,00 e 18.200,00.

e) 13.000,00 e 23.000,00.

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Letra b.

Usando os dados da questão, vamos começar pelo levantamento dos custos e, em

seguida, dos estoques do queijo prato e depois do queijo minas.

QUEIJO PRATO

1. Rateio dos custos fixos (CIF) de R$ 50.000,00

Foram produzidos no total 25.000 kg (10.000 + 15.000).

Assim, a parte do queijo prato é 40% (10/25).

CIF = R$ 50.000,00 x 40% = R$ 20.000,00

2. Levantamento do Custo do Produto (CP)

CP = (quantidade produzida x preço da mp) + CIF

CP = (10.000 X 9,00) + 20.000

CP = 110.000

3. Levantamento do Custo do Produto Vendido (CPV) e Estoque Final (EF)

CPV = CP X (quantidade vendida / quantidade produzida)

CPV = 110.000 X (9.000 / 10.000)

CPV = 99.000,00

EF = 110.000 – 99.000 = 11.000

QUEIJO MINAS

1. Rateio dos custos fixos (CIF) de R$ 50.000,00

Foram produzidos no total 25.000 kg (10.000 + 15.000).

Assim, a parte do queijo prato é 60% (15/25).

CIF = R$ 50.000,00 x 60% = R$ 30.000,00

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2. Levantamento do Custo do Produto (CP)

CP = (quantidade produzida x preço da mp) + CIF

CP = (15.000 X 8,00) + 30.000

CP = 150.000

3. Levantamento do Custo do Produto Vendido (CPV) e Estoque Final (EF)

CPV = CP X (quantidade vendida / quantidade produzida)

CPV = 150.000 X (13.000 / 15.000)

CPV = 130.000,00

EF = 150.000 – 130.000 = 20.000

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RESUMO

A legislação fiscal, assim como a societária, estabelece que ao fim de cada perí-

odo a empresa deve promover o levantamento e a avaliação dos seus estoques. No

caso das matérias-primas e dos bens em almoxarifado, a avaliação é feita pelo

custo de aquisição.

As novas regras contábeis de convergência, estudadas na contabilidade geral,

especificamente o CPC 16, estabeleceu que, no caso das matérias-primas, das

embalagens e dos demais bens destinados à produção, a avaliação é feita

pelo custo de aquisição deduzido de provisão para ajuste ao valor justo,

quando este for inferior. Considera-se valor justo, para esses efeitos, o valor de

reposição desses bens.

A Contabilidade de Custos estuda a parte mais complexa do levantamento e

da avaliação dos estoques de uma empresa. Estuda esses aspectos numa empresa,

em regra industrial, mas nada impede que seja aplicada em outros ramos de negó-

cios, por meio do conhecimento do seu processo de negócios.

Assim, aqui está o diferencial: a Contabilidade de Custos estuda a avaliação dos

produtos em elaboração e acabados e, em consequência, dos produtos vendidos

que são avaliados pelo custo de produção. Nosso foco aqui é estudar os

custos de produção!

Vale destacar também que as novas regras contábeis de convergência, estuda-

das na contabilidade geral, especificamente o CPC 16, estabeleceu que, no caso

dos Produtos em Elaboração e dos Produtos Acabados, a avaliação é feita

pelo custo de produção deduzido de provisão para ajuste ao valor justo,

quando este for inferior.

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Prof. Manuel Piñon

Mercadoria é diferente de Produto!

A mercadoria é comprada e revendida sem passar por nenhum processo pro-

dutivo, sendo avaliada, como vimos, a princípio, pelo custo de aquisição.

Já o Produto é obtido após ser concluído o processo de produção, ao qual são

agregados os custos inerentes a esse processo, sendo assim avaliado, a princípio,

pelo custo de produção.

PRODUTOS EM ELABORAÇÃO é a nomenclatura dada aos produtos que ain-

da não estão prontos, estando ainda em fase de fabricação, ou seja, ainda

estão “dentro” do processo produtivo.

EFPE = EIPE + Custo de Produção – transferências para PA

OU

Custo de Produção = EFPE – EIPE + transferências para PA

PRODUTOS ACABADOS: podemos dizer que aqui são registrados os pro-

dutos terminados, oriundos da própria fabricação da empresa, disponíveis

para venda.

EFPA = EIPA + transferências de PA – transferências para CPV

Produção Equivalente

No sistema de produção contínua, fabricam-se continuamente produtos com as

mesmas características (tamanhos, cores, modelos etc.).

Assim, a cada período, essa indústria de produção contínua pode ter em esto-

que unidades que correspondam a:

• produtos iniciados em período anterior e que foram acabados no período atu-

al ou, ainda, que serão acabados somente em período posterior;

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• produtos iniciados e acabados dentro do período atual;

• produtos iniciados no período atual, mas que só serão acabados em período

posterior.

Dessa forma, podemos notar que o custo total de produção de uma determina-

da unidade pode compreender custos incorridos em mais de um período.

Diante desse fato, não é adequado atribuir-se apenas às unidades acabadas

os custos incorridos em determinado período, já que esses custos também são

aplicados a unidades vindas de período anterior e a unidades iniciadas, mas não

acabadas do período.

A solução para esses complicadores reais é o cálculo dos custos de pro-

dução das unidades acabadas por meio da técnica do custo equivalente de

produção, de modo que elas correspondam aos custos que foram efetiva-

mente necessários à sua produção.

O Custo de Produção do Período (CPP) é a soma dos custos no período den-

tro da fábrica.

CPP = MATÉRIA-PRIMA + MOD + CUSTOS GERAIS

CPP = MP + MOD + CIF

OU

CPP = CUSTOS DIRETOS + CUSTOS INDIRETOS

O Custo de Produção Acabada (CPA) é a soma dos custos contidos na pro-

dução acabada no período. Pode conter Custos de Produção também de períodos

anteriores existentes em unidades que só foram completadas no presente período,

sendo esses custos aqui representados pela variação nos estoques dos Produtos

em Elaboração.

CPA = EIPE + CPP – EFPE

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Custo de produção: custo de produção do período + estoque inicial de produ-

tos em elaboração.

Custos de produtos disponíveis para venda: custo de produção acabada no

período + estoque inicial de produtos acabados.

Espero que você tenha gostado dessa aula!

Como diria Thomas Jefferson:

“Eu acredito demais na sorte. E tenho constatado que, quanto mais duro eu

trabalho, mais sorte eu tenho”.

Então, VAMOS TRABALHAR!

Espero você na aula 4!

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QUESTÕES COMENTADAS EM AULA

1. (FCC/ACE/TCE-AP/2012) O Departamento de Contabilidade da Cia. Industrial

Unida apresenta o relatório a seguir:

Com base nessas informações o Custo da Produção Acabada no período, em reais,

é de

a) 2.250.000,00.

b) 2.210.000,00.

c) 2.230.000,00.

d) 2.240.000,00.

e) 2.200.000,00.

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2. (FCC/ACE/TCE-GO/2014) Considere somente com os dados a seguir:

O valor acabado do estoque de produtos em processo, no período, é

a) R$ 582.000,00

b) R$ 672.000,00

c) R$ 710.000,00

d) R$ 942.000,00

e) R$ 1.015.000,00

3. (FCC/ANALISTA/TRT 2/2008) O valor do estoque final de produtos acabados e

não vendidos no levantamento do balanço de uma empresa industrial, é obtido,

pelo departamento de custos, por meio da fórmula:

a) custo da produção do período (+) estoque inicial de produtos acabados (−) es-
toque final de produtos em elaboração.

b) custo dos produtos vendidos (−) estoque inicial de produtos acabados (+) custo

da produção acabada no período.

c) custo dos produtos vendidos (+) estoque inicial de produtos em elaboração (−)

estoque final de produtos em elaboração.

d) custo da produção acabada no período (+) estoque inicial de produtos acabados

(−) estoque final de produtos em elaboração.

e) custo da produção acabada no período (+) estoque inicial de produtos acabados

(−) custo dos produtos vendidos.

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4. (FCC/ANALISTA/CVM) Do sistema de contabilidade de custos da Cia. Zênite, foram

extraídas as seguintes informações referentes a um determinado exercício (em R$):

Custos Indiretos de Fabricação 240.000,00

Mão de Obra Direta 80.000,00

Estoque inicial de Produtos em Elaboração 30.000,00

Estoque final de Produtos Acabados 40.000,00

Custo dos Produtos Vendidos 485.000,00

Estoque final de Produtos em Elaboração 50.000,00

Estoque inicial de Produtos Acabados 65.000,00

O valor da matéria-prima consumida pela companhia no exercício foi, em R$,

a) 120.000,00

b) 130.000,00

c) 140.000,00

d) 150.000,00

e) 160.000,00

5. (FGV/TÉCNICO – CONTABILIDADE/DPE-RO/2015) Uma empresa teve os seguin-

tes custos no mês de maio/15

Gastos $
Aluguel do armazém dos produtos acabados 800
Depreciação das máquinas de produção 200
IPTU do prédio da fábrica 450
Mão de obra direta 400
Mão de obra indireta 550
Material direto 50
Salário do departamento de compras 150

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No mesmo período a empresa teve uma produção de 150 unidades e vendeu 120.

Considerando as informações do texto e sabendo que no mês anterior a produção

foi de 160 unidades e foram vendidas 130, o custo dos produtos vendidos no perí-

odo anterior foi:

a) 2.600

b) 2.450

c) 2.112,5

d) 1.991

e) 1.365

6. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2009) No segundo mês de produção de uma empresa fo-

ram iniciadas 20.000 unidades de produção das quais 18.000 foram terminadas,

ficando 2.000 unidades semiacabadas. Nesse mesmo mês, foram terminadas 1.500

unidades que eram semiacabadas no final do mês anterior. Nas unidades semiaca-

badas do mês anterior, 2/3 de todos os custos já haviam sido aplicados. Nas uni-

dades semiacabadas do mês, 50% de todos os custos já foram aplicados. O custo

total de produção (Diretos e Indiretos) do período é R$ 487.500,00. O custo total

aplicado à produção semiacabada no mês anterior foi R$ 15.000,00. A Empresa

produz somente um produto. Utilizando-se a técnica de equivalente de produção, o

custo unitário médio do mês é, em R$,

a) 50,00

b) 45,00

c) 30,00

d) 25,00

e) 15,00

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7. (FCC/AFTM/SEFAZ-SP/2007) Em auditoria externa de estoques de uma empresa

industrial, que tinha iniciado suas atividades no exercício em curso, foi constatado

que o custo total de produção no período importou em R$ 320.000,00. Foi iniciada

nesse exercício a produção de 2.000 unidades do bem X, sendo que no final do pe-

ríodo estavam ainda em processo 500 unidades com grau de acabamento equiva-

lente a 20% do produto pronto. Confirmada essa percentagem com os engenheiros

de produção da empresa, o auditor verificou que o estoque de produtos em proces-

so tinha sido avaliado e registrado por R$ 80.000,00, na escrituração contábil da

empresa. O valor do estoque de produtos em processo está:

a) correto.

b) subestimado em R$ 70.000,00.

c) superestimado em R$ 60.000,00.

d) subestimado em R$ 30.000,00.

e) superestimado em R$ 20.000,00.

8. (FCC/ACE/TCM-GO/2015) A empresa Plix Ltda. iniciou suas atividades no dia

01/11/2014. Ela produz embalagens para 100 ml de shampoo e adota o custeio

por processo. Nos dois primeiros meses de funcionamento, incorreu nos seguintes

custos, em reais:

Novembro/2014 Dezembro/2014
Matéria-prima 1.170,00 1.337,00
Mão de obra direta 975,00 955,00
Custos Indiretos de Produção 1.755,00 1.910,00

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Os números relativos ao volume físico da produção foram, em unidades:

Novembro/2014 Dezembro/2014
Iniciadas 1.000 950
Acabadas 900 970
Em processamento 100 80

As unidades em processamento, tanto no final de novembro quanto no final de de-

zembro, receberam 75% de todo o processamento necessário para serem acabadas.

Considerando que a empresa utiliza o método de custeio por absorção e adota o

critério PEPS para a avaliação dos estoques, o valor do custo da produção acabada

no mês de dezembro de 2014, em reais, foi

a) 4.202,00.

b) 4.239,75.

c) 3.828,00.

d) 4.238,00.

e) 3.938,00.

9. (FCC/AFTM/PREFEITURA-SP/2007) Considere os dados a seguir:

Estoque inicial de materiais diretos.................. 60.000,00

Estoque final de produtos em elaboração.......... 68.000,00

Compras de materiais diretos......................... 160.000,00

Estoque inicial de produtos acabados................ 20.000,00

Mão de obra direta......................................... 15.000,00

Estoque final de produtos acabados................. 16.000,00

Custos indiretos de fabricação......................... 53.000,00

Estoque final de materiais diretos.....................77.000,00

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Estoque inicial de produtos em elaboração........ 42.000,00

Despesas administrativas................................ 22.000,00

Despesas com vendas.................................... 18.000,00

Despesas financeiras líquidas............................ 4.000,00

Considerando apenas essas informações, extraídas da contabilidade da Cia. Rio

Negro, o Custo dos Produtos Vendidos, no período, correspondeu a, em R$:

a) 145.000,00

b) 167.000,00

c) 185.000,00

d) 189.000,00

e) 211.000,00

10. (FCC/AUDITOR/ISS – TERESINA/2016) A Cia. Peso Pesado é uma empresa in-

dustrial que produz um único produto. Durante o mês de abril de 2016 incorreu nos

seguintes gastos, em reais:

Mão de obra direta................... 41.000,00

Compra de matéria-prima......... 85.000,00

Energia elétrica (sendo 80% referente à fábrica)... 15.000,00

Aluguel (sendo 40% referente à fábrica).............. 20.000,00

Salário do supervisor da fábrica.......................... 12.000,00

Comissões dos vendedores................................... 6.000,00

Frete sobre as compras de matéria-prima................ 9.000,00

Frete sobre vendas............................................. 11.000,00

Depreciação do setor administrativo....................... 7.000,00

Depreciação dos equipamentos da fábrica.............. 10.000,00

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Sabendo-se que o estoque inicial de produtos em processo era R$ 18.000,00, que


o estoque final de produtos em processo era R$ 22.000,00, que o estoque inicial
de matéria-prima era R$ 8.000,00 e que o estoque final de matéria prima era R$
3.000,00, o custo da produção acabada no mês de abril de 2016, utilizando o mé-
todo de custeio por absorção, foi, em reais,
a) 182.000,00.
b) 184.000,00.
c) 178.000,00.
d) 169.000,00.
e) 217.000,00.

11. (FCC/ANALISTA CONTADOR/CREMESP/2016) A Cia. Industrial incorreu nos se-


guintes gastos, durante o mês de setembro de 2016, referentes a seu único produ-
to: mão de obra direta R$ 30.000,00; custos indiretos de produção R$ 12.000,00;
salários da administração geral da empresa R$ 10.000,00; salários da supervisão
da fábrica R$ 8.000,00; comissões dos vendedores R$ 5.000,00; compra de maté-
ria prima R$ 15.000,00 (valor líquido dos tributos recuperáveis).
Em setembro de 2016, o estoque inicial de produtos em processo era R$ 10.000,00,
o estoque final de produtos em processo era R$ 14.000,00, o estoque inicial de ma-
téria prima era R$ 8.000,00 e o estoque final de matéria prima era R$ 3.000,00.
Com base nessas informações, o custo da produção acabada no mês de setembro
de 2016, utilizando o método de custeio por absorção foi, em reais,
a) 66.000,00.
b) 80.000,00.
c) 76.000,00.
d) 61.000,00.

e) 70.000,00.

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12. (FCC/CONTADOR/ELETROSUL/2016) A empresa Copacabana S.A. inventariou

seus estoques de materiais e identificou R$ 100.000,00 de itens obsoletos.

O lançamento de ajuste contábil é:

Débito Crédito

a)
Custos − ajuste de inventário Estoque de materiais

b)
Despesas não Operacionais Estoque de materiais

c)
Perdas em Estoques − Despesas Estoque de materiais

d)
Outras Despesas Operacionais Estoque de materiais

e)
Fornecedores Estoque de materiais

13. (FCC/CONTADOR/ELETROSUL/2016) A empresa Otimiza S.A. utiliza do seu de-

partamento de manutenção de máquinas e equipamentos para reforma das suas

instalações administrativas. O serviço é esporádico e somente realizado em horas

ociosas destes funcionários.

Dessa forma, os gastos decorrentes do salário desses profissionais deve ser

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a) absorvido nos custos dos estoques em decorrência dos funcionários estarem

ligados diretamente a produção e os serviços serem esporádicos.

b) levado ao resultado na composição do CMV, uma vez que faz parte do Custo.

c) apropriado ao custo e a despesa proporcionalmente as horas empregadas em

cada atividade.

d) registrado em perdas administrativas, por representar a ociosidade dos funcio-

nários da produção.

e) contabilizado em despesas não operacionais por esta relacionado a reforma de

instalações, atividade não operacional.

14. (FGV/TÉCNICO – CONTABILIDADE/DPE-RO/2015) A empresa de alimentos

congelados Tumbata revende 53 produtos e produz outros cinco.

Em abril de 2015 a empresa produziu 4.000 pizzas, 3.200 lasanhas, 7.100 hambúr-

gueres, 900 frangos desfiados e 5.000 quibes com os seguintes custos:

Matéria-prima Mão de obra direta


Custos $ 15 por kg $ 4 por hora
Pizza 800 kg 320 h
Lasanha 1.300 kg 160 h
Hambúrgueres 200 kg 400 h
Frango desfiado 820 kg 270 h
Quibe 1000 kg 450 h

Os custos indiretos totalizam $ 24.000 e a Tumbata apropria-os conforme o tempo

de mão de obra direta. Considerando os seguintes custos com embalagem unitária

por produto:

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Produto Embalagem
Pizza 3,00
Lasanha 5,00
Hambúrgueres 9.00
Frango desfiado 12.00
Quibe 15.00

Com base nas informações do texto, o produto que apresenta o maior valor de

custo variável total é:

a) pizza;

b) lasanha;

c) hambúrgueres;

d) frango desfiado;

e) quibe.

15. (FCC/ACE/TCM-GO/2015) A Indústria Gelix produz sorvete de morango que é

vendido em galões de 5 litros. No mês de dezembro de 2014, ocorreram os seguin-

tes eventos:

• Aquisição de uma máquina no valor de R$ 800.000,00, com vida útil econô-

mica de 5 anos, que foi colocada em funcionamento em janeiro de 2015.

• Aquisição de matéria prima, no dia 15/12/2014, pelo custo de R$ 10.000,00,

a qual foi estocada.

• Consumo de matéria prima, que foi adquirida em novembro de 2014 pelo

custo de R$ 8.000,00, na produção de sorvete. Normalmente, há um desper-

dício de 5% da matéria prima no processo produtivo.

• O estoque de embalagens (galões) adquiridos em meses anteriores no valor

de R$ 1.500,00 foi danificado em decorrência de um problema anormal na

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parte hidráulica das instalações, não mais podendo ser utilizado pela empre-

sa na produção de sorvetes.

• Pagamento de salários e encargos do mês de dezembro de 2014 referentes

aos funcionários da área de produção no valor de R$ 7.000,00.

• Pagamento de fretes para entrega dos galões de sorvete vendidos em de-

zembro de 2014 no valor de R$ 500,00.

Os galões de sorvete produzidos em dezembro de 2014 foram vendidos em janeiro

de 2015. Com base nestas informações, é correto afirmar que, em dezembro de

2014,

a) os investimentos foram R$ 800.000,00.

b) as perdas do período foram R$ 1.900,00.

c) o custo da produção do período foi R$ 15.000,00.

d) as despesas foram R$ 900,00.

e) os gastos foram R$ 825.500,00.

16. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2013) A empresa BRfone Ltda. produz somente dois tipos

de aparelhos de telefone, telefone preto sem fio e telefone vermelho com fio, cujos

preços de venda por unidade, líquidos de tributos, são $60 e $40, respectivamente.

Para a produção, a empresa incorre nos seguintes custos:

Quantidade Consumida
Custos
telefone preto telefone vermelho
Mão de Obra Direta: $ 10/hora. 0,50 hora por unidade. 0,35 hora por unidade.
Materiais diretos: $ 4/kg. 2 kg por unidade. 1 kg por unidade.

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Sabe-se que a empresa paga comissões de 5% sobre o preço líquido de vendas aos
vendedores.
Com base nessas informações, a soma dos custos e despesas variáveis incorridos
para a produção de cada unidade dos produtos telefone preto e telefone vermelho,
respectivamente, é, em $,
a) 8,00 e 5,50.
b) 11,00 e 6,00.
c) 13,00 e 7,50.
d) 16,00 e 9,50.
e) 17,00 e 16,00.

17. (FCC/ANALISTA/TRE-RN/2011) A Cia. Campos Verdes apresentou os seguintes


dados no mês de setembro de 2010, em R$:

Consumo de Materiais Diretos 100.000,00


Mão de Obra Direta 80.000,00
Estoque Inicial de Produtos em Elaboração 60.000,00
Custo dos Produtos Vendidos 470.000,00
Custos Indiretos de Fabricação 240.000,00
Estoque Inicial de Produtos Acabados 110.000,00
Estoque Final de Produtos em Elaboração 70.000,00

O Custo da Produção Acabada e o Estoque Final de Produtos Acabados, neste mês,


equivaleram, respectivamente, a, em R$,
a) 410.000,00 e 50.000,00.
b) 420.000,00 e 40.000,00.
c) 480.000,00 e 50.000,00.
d) 410.000,00 e 40.000,00.

e) 420.000,00 e 60.000,00.

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18. (FCC/ANALISTA/TRE-AM/2010) A empresa Y incorreu nos seguintes gastos du-

rante o mês de novembro de X9:

Mão de obra direta................................................ R$ 10.000,00

Energia elétrica (fábrica)........................................ R$ 3.000,00

Aluguel (setor administrativo).............................. R$ 2.000,00

Salário da supervisão da fábrica.............................. R$ 5.000,00

Compra de matéria-prima....................................... R$ 5.000,00

Comissões de vendedores........................................ R$ 3.000,00

Depreciação das máquinas da fábrica........................R$ 4.000,00

Sabendo que a empresa produz um único produto, que o estoque inicial de produ-

tos em processo era R$ 15.000,00, o estoque final de produtos em processo era

R$ 4.000,00, o estoque inicial de matéria-prima era R$7.000 e o estoque final de

matéria-prima era R$ 3.000,00. O custo da produção acabada no período utilizando

o custeio por absorção foi, em reais,

a) 46.000,00

b) 42.000,00

c) 32.000,00

d) 31.000,00

e) 27.000,00

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19. (FCC/ATC/SERGÁS/2010) Os dados da produção de uma empresa, em um de-

terminado mês, são os seguintes:

Itens Valores em R$
Custos Indiretos do período 3.500.000
Estoque Final de Produtos Acabados 400.000
Estoque Final de Produtos em Elaboração 600.000
Estoque Inicial de Produtos Acabados 900.000
Estoque Inicial de Produtos em Elaboração 800.000
Matéria-Prima consumida no período 2.000.000
Outros Custos Diretos no período 2.500.000

O custo da produção vendida é

a) R$ 9.000.000.

b) R$ 8.800.000.

c) R$ 8.700.000

d) R$ 8.500,000.

e) R$ 8.300.000.

20. (FCC/ATC/SERGÁS/2010) Com base nos dados da questão anterior, o total de

produtos acabados disponíveis para a venda é

a) R$ 8.700.000.

b) R$ 8.800.000.

c) R$ 9.000.000

d) R$ 9.100.000.

e) R$ 9.400.000.

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21. (FCC/ATC/SERGÁS/2010) Com base nos dados da questão anterior, O custo


total da produção no mês é
a) R$ 7.000.000.

b) R$ 8.000.000.

c) R$ 8.200.000.
d) R$ 8.300.000.
e) R$ 8.800.000.

22. (FCC/ANALISTA/TRT/2009) Se uma empresa superavalia seu estoque final,


isso indica que o seu lucro
a) não é alterado.
b) é superavaliado.
c) é subavaliado.
d) é real.
e) é imprevisível.

23. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2009) Custo de Produção do Período é a soma dos custos in-


corridos no período dentro da fábrica. Custo da Produção Acabada é a soma dos custos
contidos na produção acabada no período. Custo dos Produtos Vendidos é a soma dos
custos incorridos na produção dos bens e serviços que só agora estão sendo vendidos.
Com relação à afirmação acima, e tomando-se como base para comparação o mes-
mo período, é correto afirmar que
a) o custo de Produção será obrigatoriamente maior que os demais.
b) o custo da Produção Acabada será obrigatoriamente menor que os demais.
c) o custo dos Produtos Vendidos será obrigatoriamente maior do que os outros
dois acima mencionados.

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d) não existe correlação obrigatória de grandeza entre os três custos acima men-
cionados.
e) o custo de Produção Acabada será obrigatoriamente maior que os demais, por

ser a soma dos custos contidos na produção.

24. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2009) A empresa Modelo possui os seguintes saldos no

período 2:

Para produzir uma unidade de produto acabado a empresa usa 3 unidades de ma-

téria-prima. A empresa planeja produzir 150.000 unidades no período 2.

O número de unidades de matéria-prima que a empresa necessita adquirir é

a) 350.000

b) 420.000

c) 450.000

d) 480.000

e) 530.000

25. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2006) A Cia. Atenas utiliza duas unidades de matéria-pri-

ma para cada unidade acabada. Ao fazer seu planejamento, para o ano fiscal de

2.006, estabelece como meta os seguintes saldos:

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Para que a empresa venda 480.000 unidades durante o ano fiscal de 2006, a quan-

tidade de unidades que deverá produzir no decorrer desse período é:

a) 440.000

b) 450.000

c) 460.000

d) 480.000

e) 520.000

26. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2006) Uma empresa inicia suas operações no mês de

março de 2006. No final do mês produziu 12.100 unidades, sendo que 8.500 fo-

ram acabadas e 3.600 não foram acabadas. Os custos de matéria-prima foram R$

3.200.450,00. Os custos de mão de obra direta foram R$ 749.920,00 e os custos

indiretos de fabricação foram R$ 624.960,00. A produção não acabada recebeu os

seguintes custos: 100% da matéria-prima, 2/3 da mão de obra e 3/4 dos custos

indiretos de fabricação. Aplicando-se a técnica do equivalente de produção, o custo

médio unitário do mês é:

a) R$ 544,80

b) R$ 455,20

c) R$ 410,25

d) R$ 389,10

e) R$ 355,20

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27. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2006) Uma empresa inicia suas operações no mês de

março de 2006. No final do mês produziu 12.100 unidades, sendo que 8.500 fo-

ram acabadas e 3.600 não foram acabadas. Os custos de matéria-prima foram R$

3.200.450,00. Os custos de mão de obra direta foram R$ 749.920,00 e os custos

indiretos de fabricação foram R$ 624.960,00. A produção não acabada recebeu os

seguintes custos: 100% da matéria-prima, 2/3 da mão de obra e 3/4 dos custos

indiretos de fabricação.

O valor total da produção em processo no final do mês será:

a) R$ 1.125.432,00

b) R$ 1.267.980,00

c) R$ 1.380.444,00

d) R$ 1.400.760,00

e) R$ 1.525.740,00

28. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2006) A Cia. Atenas utiliza duas unidades de matéria-pri-

ma para cada unidade acabada. Ao fazer seu planejamento, para o ano fiscal de

2.006, estabelece como meta os seguintes saldos:

Se a empresa planeja produzir 400.000 unidades, no período, o número de unida-

des de matéria prima que deverá adquirir será:

a) 1.020.000

b) 1.010.000

c) 1.000.000

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d) 990.000

e) 810.000

29. (FCC/AFR/SEFAZ-SP/2006) No mês de janeiro de 2006, dos relatórios de pro-

dução da Cia. Albion foram extraídas as seguintes informações:

III – Informações adicionais:

A empresa aplica Custos indiretos de fabricação a uma taxa de 60% da Mão de obra

direta. O excesso ou subaplicação dos CIF serão apropriados no final do exercício.

Total de custos de produção no mês de janeiro:

a) 501.000

b) 665.000

c) 673.000

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d) 681.000

e) 743.000

30. (FCC/AFFE/SEFAZ-PI/2015) Instrução: para responder à questão, considere as

informações, a seguir, da empresa Canastra Ltda. que são referentes ao mês de

novembro de 2014:

Queijo Queijo
Itens Empresa
Prato Minas
Quantidade produzida (em Kg) 10.000 15.000
Quantidade vendida (em Kg) 9.000 13.000
Preço de venda bruto (por Kg) R$ 20,00 R$ 15,00
Matéria-prima (por Kg produzido) R$ 9,00 R$ 8,00
Comissões sobre o preço bruto de vendas 10% 10%
Tributos sobre vendas 12% 12%
Custos Fixos Indiretos (por mês) R$ 50.000,00
Despesas Fixas Indiretas (por mês) R$ 27.500,00

No início do mês de novembro de 2014, não havia estoques iniciais de produtos

acabados e em elaboração e, no final deste mês, não havia estoques de produtos

em elaboração.

Nos casos necessários a empresa utiliza como critério de rateio a quantidade pro-

duzida.

Os valores dos estoques finais de queijo prato e de queijo minas em 30/11/2014,

pelo método de custeio por absorção são, respectivamente, em reais,

a) 12.100,00 e 22.200,00.

b) 11.000,00 e 20.000,00.

c) 9.000,00 e 16.000,00.

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d) 10.100,00 e 18.200,00.

e) 13.000,00 e 23.000,00.

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GABARITO

1. d 16. c

2. a 17. a

3. e 18. b

4. e 19. c

5. e 20. d

6. d 21. b

7. c 22. b

8. d 23. d

9. d 24. d

10. c 25. b

11. a 26. d

12. a 27. b

13. c 28. e

14. e 29. d

15. e 30. b

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