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Emigração e imigração em Portugal na década de 60 e 90

Na década de 60, Portugal assistiu a um crescimento económico que se traduziu num aumento
significativo do investimento e numa certa abertura à economia externa. O turismo evoluiu
positivamente e as remessas dos emigrantes contribuíram, em grande medida, para equilibrar
a balança comercial. Contudo, os anos 60 são caracterizados por uma forte emigração
portuguesa para a Europa, não só para trabalhar, mas, também, para fugir à guerra colonial.
Os países mais afetados pela II Guerra Mundial (França, Alemanha, Reino Unido, etc.,)
procuram iniciar a reconstrução das suas economias, assim necessitavam de muita mão-de-
obra o que levou a começar a atrair a população Portuguesa. Enquanto que a década de 90
Portugal deixou de ser um país de emigração e passou a ser um país de imigração sofreu com o
fim da ditadura e uns anos mais tarde com a entrada de Portugal na CEE atual UE isso veio
atrair muitas pessoas para o nosso país. A maioria das pessoas que imigravam para Portugal
vinham das Ex colonias portuguesas (Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guine Bissau)
ou do leste Europeu (Ucrânia Roménia, etc.), estas pessoas vinham à procuram de melhores
condições de vida e de trabalhos mais renumerados, pois com a entrada na UE e com a
abertura dos mercados Portugal abriu muitas portas a empresas estrangeiras para abrirem as
suas fabricas no nosso país como por exemplo a AutoEuropa que ainda hoje é uma fabrica
muito importante para o nosso país.

Movimento artístico em Portugal nos anos 60 e 90.


Chegada a década de 60, Portugal estava sobre um regime de ditadura e a sociedade
portuguesa, considerada no seu conjunto, mantinha-se afastada dos circuitos internacionais de
produção e circulação artística, privada do acesso a exposições e iniciativas suscetíveis de dar à
opinião pública uma formação artística básica e de fornecer ao público especializado uma
informação atualizada e uma experiência direta da contemporaneidade. No final da década
dos anos 60 vamos assistir à formação de uma nova conjuntura artística, marcada pela
emergência de uma nova geração de artistas e agentes culturais e à afirmação de novas
tendências na produção artística nacional que refletem a necessidade de sintonização com as
linguagens internacionais, em grande parte devido à emigração de um vasto número de
artistas. É na década de 60 que para dar apoio aos artistas portugueses e para aproximar a arte
internacional a Portugal vai se criar a fundação Calouste Gulbenkian, esta que vai receber
varias exposições como por exemplo a Exposição de Artes Plásticas. No contexto internacional
a década de 90 inicia-se com uma viragem política cuja afirmação passa sobretudo pela atitude
crítica face ao movimento neoexpressionista de "retorno à pintura" que marcara o início da
década anterior. Embora no panorama nacional se postule uma adesão a essa viragem
discursiva, de um modo explícito no caso de alguns grupos de artistas, continua a fazer-se
sentir uma discórdia entre o conteúdo pedido e a forma segundo a qual esse mesmo conteúdo
se exprime, mas os anos 90 ficaram marcados com as inúmeras exposições que houve e pela
quantidade de artistas emergentes em relação a década dos anos 60 e que acabaram por
moldar a arte portuguesas eles que foram: Miguel Palma, Paulo Mendes, João Paulo Feliciano,
Miguel Ângelo Rocha entre outros.
Educação em Portugal nos anos 60 e 90
Na década de 60 a educação em Portugal era muito exigente, os alunos eram
obrigados a usar farda, os professores aplicavam castigos corporais severos e os
manuais mantinham durante décadas. Como na década de 60 Portugal estava
sobre um regime de ditadura militar e Portugal era um país muito influenciado
pela religião os alunos eram obrigados a rezar todos os dias, e tinham de saber
o nome de todas as colónias portuguesas, os alunos estudavam no máximo ate
ao 4 ano. Nos anos 60 só os rapazes é que iam a escola pois as raparigas ficavam
em casa com as mães para aprenderem a ser donas de casa. Já nos anos 90 com
a saída da ditadura militar há uma polarização do ensino entre classes sociais e
géneros, em que todas as pessoas tem o direito de ir à escola e a escola passa a
ser obrigatória.

Crescimento económico Português nos anos 60 e 90


A década de 60 esta associada não só com uma aceleração do ritmo do
crescimento económico, mas também com importantes alterações ao nível da
estrutura económica. O setor primário perdeu posição tanto em termos da sua
contribuição para o PNB, como em termos da percentagem da população ativa
que o ocupa. O setor industrial tornou-se predominante com a implantação das
industrias metalúrgicas de base e químicas produtos metálicos, maquinas e
equipamento de transporte. Também as industrias dos têxteis tiveram uma
posição muito importante. É durante este período que a economia portuguesa
se integra na economia internacional, através do aumento das importações e
exportações, quer através do aumento das entradas de capital privado
estrangeiro. Nos anos 90, com o tratado de Maastrich (união económica e
monetária) em 1922, Portugal vê-se obrigado a reduzir as taxas de juro, pela
desinflação e pelo rigoroso controlo das receitas e despesas que determina o
PIB. Portugal integra o grupo de 11 membros que aderem à moeda única em
1999. Num mundo cada vez mais competitivo Portugal prossegue o seu
programa de modernização.