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TÉCNICAS DE DECORAÇÃO FLORAL


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Técnicas de decoração floral

Índice

1.Técnicas básicas de decoração floral………………………………………………..2


1.1.Harmonia de cores e formas………………………………………………………………..2
1.2.Flores e plantas naturais………………………………………………………………………3
1.3.Flores e plantas artificiais……………………………………………………………………..7

2.As frutas como elemento de ornamentação……………………………………..11

3. Outros elementos de decoração……………………………………………………15


3.1.Preparação de adornos e arranjos florais………………………………………………15

4.Técnicas básicas de tratamento de plantas………………………………………18


4.1.Aspectos básicos da constituição das plantas………………………………..........18
4.2.Plantas de jardim e plantas de interior…………………………………………………24
4.3.Tratamento de plantas……………………………………………………………………….27
4.4.Regras e cuidados a ter…………………………………………………………………….32

Bibliografia……………………………………………………………………………….…36

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Técnicas de decoração floral

1.Técnicas básicas de decoração floral

1.1.Harmonia de cores e formas

As plantas fazem uma ligação importante com a natureza no interior de espaços


fechados e ajudam a preencher espaços de forma diversificada e alegre. São ainda um
importante passatempo.

A diversidade destas plantas permite encontrar sempre uma que se adapte bem às
diferentes condições de luz, temperatura e humidade que se encontram no interior de
casas ou espaços comerciais.

Muitas delas têm ainda uma grande adaptabilidade individual, o que permite a
manutenção do desenvolvimento e de um aspecto agradável em condições que
poderiam parecer adversas mesmo que sem crescimentos assinaláveis ou sem nunca
atingirem a produção de flores, frequente em condições de falta de luz e humidade.

As plantas de interior são de muitos géneros e espécies e cada uma apresenta


necessidades de desenvolvimento próprias pelo que há necessidade de as identificar
correctamente para poder cuidar delas correctamente ou, pelo contrário, a partir das
condições ambientais do local para onde precisa de uma planta poder escolher a
melhor.

As plantas podem ser identificadas pelo nome botânico composto por uma primeira
palavra que é o género e por uma segunda palavra que identifica a espécie. Por vezes
é necessário identificar a planta de uma forma mais precisa e é acrescentada uma
terceira palavra que identifica a sub-espécie.

Este é o nome científico da planta, geralmente escrito em latim e, por isso, aparecerá
em itálico. Um exemplo é o caso da Myrtus communis boetica, vulgarmente

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denominada por Murta, em que Myrtus é o género, communis é a espécie e boetica a


sub-espécie.

1.2.Flores e plantas naturais

As flores são símbolo da natureza, da vida, pureza, paz, riqueza, sucesso, bem-estar,
alimento, energia, cura, amor, qualidade de vida.

Os arranjos de flores naturais podem ser usados em diversas ocasiões para fazer de
um ambiente, às vezes mais apagado dentro de uma casa, um lugar mais agradável e
aconchegante.

É preciso ter atenção que nem todas as flores estão sempre disponíveis, a maioria
delas é sazonal. Por isso é bom escolher arranjos de flores sazonais.

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Técnicas de decoração floral

Principais espécies de flores

Amarílis Acácia Amor-perfeito Antúrio

Azálea Camélia Cravo Crisântemo

Dália Estrelícia Gerbera Gladíolo

Girassol Hortênsia Jacinto Jarro

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Lírio Magnólia Malmequer Margarida

Orquídea Papoila Rosa Tulipa

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Exemplos de arranjos de flores naturais:

Arranjo de Lillium Arranjo de jarros e Arranjo de rosas,


tulipas tulipas e Anturium

Arranjo de girassóis Arranjo de rosas Arranjo em vaso de


orquídea

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1.3.Flores e plantas artificiais

As flores artificiais são uma excelente opção para quem deseja ter a casa decorada
com flores, mas não tem tempo para cuidar das flores naturais.

As flores artificiais já foram muito mal vistas, mas actualmente isso mudou, pois
surgiram modelos feitos com perfeição, nos quais a diferença com uma flor natural é
praticamente imperceptível.

Um delicado ramo de flores secas pode ser uma alternativa de bom gosto (e
económica) para as flores frescas e as plantas de interior na decoração de um
ambiente.

Como colhê-las e prepará-las


Colha as plantas num dia seco, as flores antes de estarem completamente abertas e
as herbáceas antes de começarem a largar as sementes. Prepare-as imediatamente.

Tire as folhas dos caules. Em algumas flores com corolas grandes e caules delgados
estes devem ser envolvidos com arame fino (arame de florista) enrolado ou mesmo
substituídos por arame 2 cm abaixo da flor.

Secagem ao ar
As flores de plantas não muito carnudas são colocadas de cabeça para baixo num local
escuro e arejado. Resguardadas da luz, elas conservam as cores.

Secagem na areia
Seque previamente areia fina no forno do fogão da cozinha e deixe arrefecer. A areia
extrai então água das plantas. Este método é especialmente indicado para a secagem
de flores grandes e delicadas, como rosas, túlipas ou cravos. As caixas de sapatos são
excelentes para enterrar as flores na areia.

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Quando proceder a esta operação, tente, na medida do possível, que cada pétala fique
rodeada de areia. Flores como as margaridas, por exemplo, devem ser mergulhadas
com a cabeça para baixo; as flores em forma de cálice devem ser enchidas
cuidadosamente com areia e depois enterradas.

Ao secar flores por este método, retiram-se todas as folhas. Às flores muito grandes
cortam-se-lhes os pés até uma altura de 2-3 cm. Todos os caules devem levar arame
para dar apoio; nos caules ocos, ele é introduzido e fica preso ao receptáculo mediante
um pequeno gancho formado na extremidade. A flor seca é posteriormente retirada
com todo o cuidado com o auxílio desse arame. O período de secagem pode variar
entre poucos dias c um mês, no máximo.

Secagem com sílica-gel


A sílica-gel extrai água das flores de forma mais eficiente cio que a areia. Deve ser
sempre conservada em recipientes tanto quanto possível estanques. A sílica-gel torna a
secar sem quaisquer problemas a uma temperatura de 120-13ü°C no forno da cozinha
e pode então voltar a ser utilizada.

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Exemplos de arranjos com flores artificiais:

Arranjo de rosas brancas

Arranjo de orquídea branca

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Arranjo de Amarilis

Arranjo de hortênsias púrpura

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2.As frutas como elemento de ornamentação

As frutas são um elemento de decoração por excelência, tanto pela variedade como
pelo colorido, o que nos dá um belíssimo efeito visual.

A técnica da fruta laminada é amplamente usada pelos profissionais de catering para a


decoração de vários espaços de eventos, criando cenários visualmente exuberantes.

No entanto, à semelhança das flores, as frutas pode ser utlizadas para a execução de
arranjos decorativos para salas e quartos.

Em hotelaria, o tratamento V.I.P no serviço de andares pode incluir a oferta de um


cesto de fruta, completado com uma bebida especial como vinho ou champanhe. Na
realidade, é um presente saudável que quase qualquer um pode apreciar. As referidas
ofertas serão sempre acompanhadas de um cartão de boas-vindas, tanto quanto
possível, personalizado.

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Técnicas de decoração floral

Neste sentido, a empregada de andares deverá dominar as técnicas básicas de


execução deste tipo de arranjos decorativos.

Quando o fruto já é cortado, isso torna o dom instantaneamente capaz de ser


apreciado. No entanto, uma vez cortado, o rápido processo de deterioração do fruto
torna difícil a sua conservação, pelo que devem ser executados no próprio dia de
chegada dos hóspedes, tendo o cuidado de minimizar o seu tempo de permanência do
quarto.

Montagem de uma Cesta de Frutas

Material:
• Uma cesta de vime rectangular

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• Fita adesiva
• Hortênsia seca (2 cores)
• Palha para forrar
• Tesoura
• Pistola de cola quente

Separe algumas flores para fazer os ramos Faça um ramo de flores. Amarre.

Faça outros ramos e amarre-os. Cole a flor na base, perto da alça.

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Use-os para decorar toda a cesta.

Coloque palha no interior da cesta.


Distribua as frutas.

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3. Outros elementos de decoração

3.1.Preparação de adornos e arranjos florais

Cuidados a ter com as flores


Devido à sua fragilidade as flores devem ser bem cuidadas desde a sua apanha até à
execução do arranjo.

O corte deve ser feito em horas de pouco calor e na diagonal para facilitar a absorção
de água.

É conveniente que sejam imediatamente colocadas num recipiente com água tépida,
sem folhas na parte que vai ficar mergulhada, num local escuro, sem correntes de ar e
assim permanecerem durante uma hora, antes de iniciar o arranjo.

Há quem adicione um pouquinho de sal para preservar o aspecto fresco por mais
tempo.

Para maior segurança das flores deve-se colocar uma esponja nu fundo do recipiente e
se o caule for fino, põe-se arame em torno deste.

As flores naturais na decoração de um quarto


O uso de flores no quarto adiciona um efeito calmante ao ambiente. Pode optar por
escolher flores de cores intensas, que dão personalidade à divisão, ou cores mais
neutras, que apelem ao relaxamento e bem-estar.

Escolha flores frescas naturais para criar um aroma agradável no quarto e proporcionar
um ambiente de romantismo. Pode ainda combinar as flores com a roupa de cama ou
o tom das paredes, para ganhar sintonia entre todos os elementos presentes na
decoração.

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Normalmente quando pensamos em flores a primeira ideia que nos vem à mente são
as flores naturais. No entanto, nem todos nós temos disponibilidade para nos ocupar
da manutenção que as flores naturais exigem.

Apesar das flores naturais serem símbolo de beleza por excelência, hoje em dia
existem várias opções no mercado, que vão desde os mais simples arranjos de flores
naturais, a flores artificiais, flores secas, em vidro, de seda ou até mesmo de papel.

Preparação de um arranjo floral


O local de preparação deve ser bem iluminado e ter água corrente.

Antes de iniciar a preparação é importante verificar os seguintes pontos:


• O tamanho da mesa onde este vai ficar
• Se ao canto ou no centro da sala
• Se o espaço já tem ou não muita cor
• Se vai ser colocado junto de algum tapete ou tapeçaria
• Ter em conta a intensidade da luz onde vai ser colocado, para o fazer realçar
• Caso seja uma mesa baixa as flores devem impedir que se veja o fundo do
recipiente

Ao seleccionar o recipiente deve-se ter em conta o tamanho do arranjo, o peso (das


flores) e a cor das mesmas.

Existe uma variedade infindável de recipientes e a sua escolha depende apenas da


estética da pessoa que vai fazer o arranjo.

Contudo, caso o arranjo seja para durar mais que dois dias, e para evitar o aspecto
desagradável, que é a água turva ou odor desagradável, recomenda-se que este seja
opaco, e que seja adicionada um pouco de lixívia à água ou então, é necessário que
alguém fique encarregue de mudar a água todos os dias.

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Deve evitar-se colocar os arranjos em sítios onde haja correntes de ar ou a luz incida
directamente.

O importante nesta arte é trabalhar sempre na presença da imaginação e da estética.

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4.Técnicas básicas de tratamento de plantas

4.1.Aspectos básicos da constituição das plantas

O corpo das plantas com flor apresenta-se, geralmente, dividido em: raiz, caule,
folhas e, na época da reprodução, flores que dão origem aos frutos.

Morfologia da flor

A folha
As folhas são os órgãos da planta directamente responsáveis pela produção de
alimento.

Apesar de apresentarem grande diversidade, podemos considerar que as folhas


completas são constituídas por:
 Bainha - porção da folha que faz ligação com o caule;
 Pecíolo - eixo que suporta a superfície da folha;
 Limbo - superfície da folha;
 Página superior - face voltada para a luz;

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 Página inferior - face voltada para o solo;


 Margem - linha que delimita o limbo;
rvuras - canais condutores (salientes) existentes no limbo.

Se a folha não tiver pecíolo ou bainha, diz-se que é incompleta.

Podemos distinguir as folhas atendendo aos seguintes critérios:

Recorte da margem do limbo


Quanto ao recorte as folhas podem ser inteiras, quando a margem é lisa, ou
recortadas, quando a margem do limbo é recortada. Se este recorte for pouco
profundo, podem ainda tomar o nome de dentadas, e se for muito profundo,
fendidas.

Divisão do limbo
Quanto à divisão do limbo, as folhas podem ser simples (quando o limbo está inteiro)
ou compostas (quando o limbo é composto por folíolos)

Nervação

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Quanto à nervação, as folhas podem ser uninérveas, peninérveas,


paralelinérveas ou palminérveas

Uninérvea Peninérvea Paralelinérvea Palminérvea - Folha


Folha com apenas Folha aérea com uma Folha com nervuras com várias nervuras
uma nervura nervura principal e várias paralelas principais a saírem da
secundárias base do limbo

O caule
De acordo com a situação do meio em que se desenvolvem, os caules podem ser
aéreos, subterrâneos ou aquáticos.

Os caules subterrâneos têm, essencialmente, funções de reserva, enquanto os aéreos,


funções de suporte e transporte, e tanto uns como outros apresentam formas
variadas.

Caules subterrâneos Caules aéreos Caules aquáticos

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Quanto à forma podemos considerar os seguintes tipo de caule:

Tubérculo Prato ou disco do bolbo - Rizoma


Caule subterrâneo volumoso e Caule subterrâneo de forma Caule subterrâneo alongado
sem folhas escamiformes globosa, base achatada e horizontalmente e com folhas
(batata) com folhas escamiformes escamiformes (lírio)
(cebola)

Tronco Espique Colmo


Caule aéreo ramificado e Caule aéreo cilíndrico, Caule aéreo oco ou com
lenhoso mais grosso na base lenhoso e com ramos e folhas medula e nós salientes
do que no topo (macieira) apenas no topo (palmeira) (bambu)

A raiz
A raiz fixa a planta ao solo, absorve água e sais minerais e, em algumas espécies,
armazena substâncias de reserva.

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Existem vários tipos de raízes quanto ao meio em que se encontram e quanto à forma.

Quanto ao meio em que se encontram, as raízes podem ser subterrâneas, aquáticas ou


aéreas.

Raiz subterrânea Raiz aérea Raiz aquática

Quanto à forma podemos considerar 4 tipos de raízes:

Aprumadas Fasciculadas Tuberoso-aprumadas Tuberoso-fasciculadas


Possuem uma raiz Feixe de raízes todas Raízes aprumadas mas Raízes fasciculadas mas
principal de onde semelhantes saindo com raiz principal muito muito espessas por
partem várias raízes de um ponto espessa por acumulação acumulação de
secundárias. localizado na base de substâncias de substâncias de reserva

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do caule reserva

A raiz de uma planta com flor apresenta na sua constituição geralmente:

 Zona de ramificação - a parte mais antiga da raiz, onde se desenvolvem as


raízes secundárias, sendo responsável pela fixação da planta ao meio;
 Zona pilosa - apresenta pêlos absorventes que permitem a entrada de água e
sais minerais;
 Zona de crescimento - local da raiz onde se verifica maior crescimento,
responsável pelo aumento da raiz em comprimento;
 Coifa - protege a extremidade da raiz à medida que penetra no solo, é muito
resistente e tem forma de cone.

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Técnicas de decoração floral

4.2.Plantas de jardim e plantas de interior

Plantas de jardim
As plantas perenes são as ideais para serem cultivadas num jardim e isso deve-se à
longevidade e à beleza das suas folhas e flores principais. As plantas e flores perenes
podem viver mais de dois anos, isto é, mais de dois ciclos sazonais sem que as suas
folhas caiam.

Plantas de interior
As plantas de interior são usadas como importantes elementos de decoração nos mais
diversos locais, sejam casas particulares, escritórios, átrios de centros comerciais,
pátios de escadas, restaurantes, etc.

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Técnicas de decoração floral

Exemplos de plantas perenes para jardim:

ASTROMÉLIA ÁSTER NÊVEDA

FLOR DE CONE MARGARIDA AMARELA TROVISCO

MIOSÓTIS GAILÁRDIA GAURA

EUCHERA LAVANDA CARDO MARÍTIMO

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Exemplos de plantas de interior:

ASPIDISTRA LÍNGUA-DA-SOGRA PLANTA-JADE

COSTELA-DE-ADÃO DRACENA FICO

PLECTRANTO ANTÚRIO FETO-ESPADA

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4.3.Tratamento de plantas

Utensílios básicos de jardinagem

Pá Tesoura de poda Ancinho Regador ou


vaporizador

Forquilha Semeador Sacho Vasos ou


tabuleiros

Pá para Estacas de
transportar bambu ou PVC

Técnicas de jardinagem

Semear no interior

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PREPARAÇÃO DO VASO
 Para plantar nos vasos, iremos primeiro cobrir
o fundo com uma camada de gravilha (1/3 da
altura), que nos irá garantir uma drenagem
perfeita.
 A seguir, acabamos de encher o vaso com o
composto de terra até 1 ou 2 cm do rebordo.
SEMEAR
 Com o substrato nivelado e totalmente plano
(com uma tábua ou com a mão), espalhamos
as sementes com um pequeno semeador.
 Devemos cobrir as sementes com uma
espessura de substrato semelhante ao
diâmetro das mesmas.
 Se forem muito pequenas, comprima-as
simplesmente.
NIVELAR
 Se as sementes forem grandes, primeiro,
fazemos uns pequenos sulcos no substrato,
por exemplo com um lápis, e separados 3 cm
entre si.
 Colocamos as sementes e cobrimo-las com
terra.
A HUMIDADE
 Depois de semearmos, colocamos o vaso
dentro de outro com água para que a
humidade suba pela terra até à superfície.
 Quando o substrato já estiver húmido,
retiramos o vaso do interior do outro.
 Cobrimos o vaso com um vidro, mas para
evitar que se formem gotas de condensação,

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Técnicas de decoração floral

colocamos uma cunha de madeira entre o vaso


e o vidro.
A REGA
 Colocamos o vaso num local resguardado do
frio e do ar (uma estufa) onde as sementes
captarão o calor e acabarão por germinar com
a luz.
 As sementes são regadas com um vaporizador,
criando uma chuva fina.
 Se o sol estiver demasiado forte, tapamos o
vaso. Devemos lavar o vidro todos os dias e
colocá-lo numa posição diferente.
TRANSPLANTE ENTRE
VASOS  Se o vaso se tornar pequeno ou se as plantas
já tiverem um tamanho que nos permita o seu
transplante, repicamo-las e levantamos a terra
com cuidado para retirá-las.
 Estas são plantadas num vaso de maiores
dimensões com uma separação de 5 cm entre
si.
 Fazemos os orifícios com um pequeno pau
pontiagudo e colocamos as plantas e a terra à
sua volta. Depois, são regadas.
TRANSPLANTE ENTRE
VASOS E O EXTERIOR  Quando as plantas estiverem suficientemente
desenvolvidas (com mais de 6 folhas ou uma
grossura do caule adequada), são mudadas
para vasos de barro com turfa comprimida que
colocamos numa divisão da casa sem
aquecimento, mas com boa ventilação e
claridade.

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Técnicas de decoração floral

 Até ao dia 15 de Maio podemos transplantá-las


para o exterior.

Semear no exterior

SEMEAR EM TERRENO
ABERTO  Antes de semear directamente na terra,
devemos preparar o solo.
 Esta preparação é feita no Outono e consiste
em remexer a terra com uma pá,
aproximadamente a uma profundidade de 30
cm.
 Se a terra for pobre, adicionamos produtos de
melhoramento para adaptar a sua estrutura ou
composição como, por exemplo, o estrume.
PREPARAR A SUPERFÍCIE
 Na Primavera, basta apenas passar o ancinho
ligeiramente sobre a superfície para nivelá-la,
eliminando pedras e raízes.
 Se a terra for pesada e argilosa, misturamos-
lhe turfa.

SEMEAR
 Depois de marcar uma série de pequenos
sulcos em linha recta e paralelos entre si
(assim diferenciamos os novos rebentos das
ervas daninhas), colocamos as sementes
misturadas com um pouco de areia.

A REGA
 Depois de semearmos toda a superfície, esta é
coberta com uma fina camada de húmus e

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Técnicas de decoração floral

enterramo-las um pouco com o ancinho.


 Com a parte plana do ancinho, alisamos a
terra e regamo-la ligeiramente com um
vaporizador.
 Até ao momento da germinação, protegemos a
sementeira da chuva com um plástico.
ELIMINAR AS PLANTAS
DÉBEIS  Depois de as plantas semeadas brotarem e
verdejarem, temos de arrancar as que estejam
muito juntas e as mais débeis.
 A distância a respeitar está indicada no saco
das sementes, que normalmente corresponde
a 2/3 da altura de uma planta adulta.

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4.4.Regras e cuidados a ter

Como conservar as floreiras sempre bonitas


 Remexer a terra para deixá-la fofa. Misture adubo orgânico.
 Retirar todas as impurezas: ervas daninhas, raízes mortas, torrões de terra
seca.
 Para melhorar a qualidade do solo, pode-se fazer uma mistura básica. Misturar
uma porção de areia, com uma porção de terra e uma porção de terra vegetal.
Para cada 5 litros de mistura básica, acrescentar: 1 colher de sobremesa de
farinha de ossos, uma colher de sobremesa de farinha de peixe e uma colher
de sobremesa de nitrato de potássio. Adicionar a mistura à terra e mexer
bastante.
 Para corrigir ainda mais o solo, acrescentar areia em solos argilosos e
compactos ou terra em solos arenosos.
 Escolher as plantas de acordo com o local onde vai ficar a floreira ou o vaso: se
bate sol ou fica mais na sombra, se é grande ou pequeno, etc.
 Para plantar as mudas, faz-se um buraco de bom tamanho, retira-se o plástico
da muda e coloca-se o torrão dentro do buraco.
 Para plantas com caules finos e altos, colocar um tutor para apoiar a planta.
Amarre delicadamente a planta.
 Para regar as plantas, dá-se preferência às primeiras horas do dia. Evitar regá-
las quando estiver calor.
 Para vasos com plantas com caule regar por cima com um regador fino até que
a água saia pelo furo da drenagem do vaso.
 Para vasos com plantas que cubram toda a superfície do vaso, encher de água
o prato que fica sob o vaso.
 Para jardins e canteiros use mangueiras com irrigadores de pressão.
o Retirar as folhas secas, murchas e doentes, com uma tesoura de poda.
Deixar as flores murchas para reprodução.
o Combater as pragas, pulverizando com insecticidas.

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Técnicas de decoração floral

o Quando as raízes atingem um tamanho muito grande para o vaso onde


estão, têm que se mudar para um vaso maior.

Observar as plantas
Esta é a melhor maneira de notar os primeiros sinais de problemas que, tratados
rapidamente, não se tornam muito graves. Ao fazer a observação, verifique todos
estes casos:

Verifique se a terra não está seca demais.


 Neste caso, picar bem a superfície da terra com um garfo de jardineiro.
 Se a planta estiver em vaso, mergulhar numa bacia cheia de água e usar um
borrifador para humedecer as plantas.
 Após algum tempo, retirar o vaso e deixar escorrer

O excesso de água também pode causar a murchidão.


 Certificar que a terra não está encharcada e, se for o caso, suspender as regas
por um tempo.
 Se as raízes mostrarem sinais de apodrecimento, replantar.
 Quando se usam vasos para o cultivar plantas, escolher sempre aqueles que
apresentam furos de drenagem no fundo, para facilitar a eliminação do excesso
de humidade.
Muita exposição à luz solar.
 Algumas espécies de plantas necessitam de muita luz para se desenvolverem
bem, outras nem tanto.
 Verificar quais são as necessidades adequadas da planta que apresenta o
problema e mudar de lugar, se for o caso.

Excesso de calor.
 Para cada planta existe uma faixa de temperatura ideal.
 A maioria das plantas de interiores, por exemplo, adaptam-se bem na faixa de
15 a 25º C. Outras precisam de mais calor.

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Técnicas de decoração floral

 Entretanto, a temperatura elevada pode causar a murchidão de folhas e caules.

Manchas nas folhas


 Aplicar fertilizantes nas plantas é uma medida que garante a boa nutrição,
porém, o exagero pode ser prejudicial.
 O excesso de nutrientes pode resultar em folhas manchadas e mal-formadas.
Manchas acastanhadas e o aparecimento de uma crosta branca na superfície da
terra ou nos vasos são sinais de excesso de fertilizante.
 O excesso de água também pode ocasionar manchas de podridão na superfície
das folhas, amarelecimento e bordos acastanhados.
 Diminuir a quantidade de água nas regas.

Sol em demasia.
 A exposição à luz solar em demasia pode provocar diversas alterações na
coloração natural das folhas de algumas espécies.
 Se este for o caso, mude a planta de lugar.

Queda de flores, botões e folhas


 A luz é um factor decisivo para o bom desenvolvimento das plantas. Em geral,
as plantas floríferas necessitam de maior luminosidade do que as folhagens.
 Certas espécies não produzem floração quando colocadas em locais com baixa
incidência de luz, em outros casos, ocorre a queda de flores, botões e folhas.

Condições de temperatura.
 Algumas plantas floríferas são altamente sensíveis à temperatura.
 O calor excessivo para as plantas de clima temperado ou ameno pode reduzir o
tempo de floração e provocar a queda prematura de botões e flores.
 Por outro lado, as espécies de clima tropical se ressentem se com baixas
temperatura.

Erro nas regas.

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Técnicas de decoração floral

 Aqui também a quantidade de água das regas pode ser um problema.


 Em excesso, pode provocar o apodrecimento de botões.
 Já o baixo nível de humidade reduz a hidratação da planta, resultando em
folhas murchas ou secas.

Folhas amareladas e crescimento lento


 Escassez de fertilizante.
 Como todos os seres vivos, as plantas necessitam de nutrientes para sobreviver
e se desenvolver.
 Quando há falta de nutrientes, a planta apresenta crescimento lento, folhas
amareladas, hastes fracas, folhas pequenas e floração reduzida.

Necessidade de reenvasamento.
 Plantas que estão envasadas há muito tempo, podem ter suas raízes sufocadas
e apresentar nutrição deficiente, pois a terra já está esgotada.
 Em geral, pode notar-se este problema quando a terra do vaso se apresenta
excessivamente compactada.
 Vasos pequenos em relação ao tamanho da planta também um problema. O
melhor, neste caso, é mudar a planta para um vaso maior.

Correntes de ar.
 Certas espécies ressentem-se profundamente quando sofrem o efeito de
correntes de ar.
 Plantas de folhas finas, como as avencas, são as mais sensíveis, principalmente
às correntes de ar frio.
 Verifique o local onde a planta está situada.

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Técnicas de decoração floral

Bibliografia

AA VV. Curso de princípio e técnicas do serviço de andares, Compenditur: recursos


didácticos, s/d

Rochinha, Maria Helena, Manual do formador: Conservação de espaços interiores,


Projecto Delfim, GICEA - Gabinete de Gestão de Iniciativas Comunitárias do Emprego,
2000

Walton, Sally e Stewart, Manual completo de decoração de interiores, Habitat, 1999

Webgrafia

http://decoracaoeideias.blogs.sapo.pt/

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