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Nemuel Kessler

($emuel
v Kessler

CPAD
Rio de Janeiro
2013
Todos os direitos reservados. Copyright© 2007 para a língua portuguesa da Casa Publicadora das
Assembléias de Deus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina.
Revisão: Ciro S. Zibordi
Capa: Marion Soares
CDD: 253 - Liderança
ISBN: 978-85-263-0864-0
As citações bíblicas foram extraídas da versão Almeida Revista e Corrigida, edição de 1995 da
Sociedade Bíblica do Brasil, salvo indicação em contrário.
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6° Impressão Fevereiro 2013 - Tiragem: 1.000
S umário
Apresentação.....................................................................................9
Porque escrevi este livro................................................................ 11
I. O CULTO
1. O que é culto.................................................................................16
2. A importância do culto............................................................... 16
3. Alguns símbolos usados no culto.............................................17
4. O perigo dos símbolos............................................................... 17
II. PRINCIPAIS ELEMENTOS DO CULTO
1. Hinos............................................................................................22
2. Leitura bíblica.............................................................................32
3. Oração..........................................................................................33
4. Contribuição...............................................................................39
5. Pregação........f............................................................................. 42
III. DIVERSIDADE DE CULTOS
1. Culto público .. ....................................................................... 51
• Direção de um culto público...................................................... 54
• Duração do culto público............................................................56
• O decoro no púlpito..................................................................... 57
• O comportamento nos cultos...................................................... 58
• Profecia nos cultos...................................................................... 59
• O sermão no culto...................... 60
2. Culto de oração ..............................................60
• Culto de vigília................................................................ 61
• A ordem nos cultos de oração.....................................................62
• Dias de culto de oração...............................................................63
• Modus vivendi do crente............................................................ 65
• Costumes bíblicos....................................................................... 68
M w aiTOCflBJiaw iw cw BCttw s B a ^ tiW i MMB S iw O T M B iW fW C T asaw w i^ aitw C T aaM aw icB W B tM B ii» ^

3. Culto de Doutrina
• O que é doutrina?.............................. ............... ,./?...................83
4. Culto em ações de graças..•£»-«.*»i’# í-í-í'J i^.iIí>iI>•wv. ••r .-i••...ç..84
5. Culto ao ar-livre..........................................................................85
6. Culto de separação de obreiros ..^.-.-....v................................ ,..86
• Consagração e ordenação................................ 88
1. Separação para diácono.......................................................... 88
2. Ordenação para presbítero......................................................89
3. Ordenação de evangelista e pastor.........................................90
• Formas de jubilação de ministro do evangelho.......................93
7. Culto de colação de grau ... .. â..1.«7. .V/. ..... ..................... .... 96
• Modelos de discursos de formatura de cursos teológicos..... 99
• Diretrizes para uma organização de formatura.....................108
• Juramento para os formandos de curso teológico................ 111
8. Culto de despedida de obreiro....................... ?..................... 114
9. Culto de missões.. 115
• Organizações missionárias....................................................... 116
10. Culto de transmissão de cargo ..........^...-....-r....... 116
11. Discursos de solenidades — •
1. Formatura de enfermagem.................................................... 119
2. Apresentação para o dia dos pais........................................123
3. Dia das m ães...........................................................................125
4. Apresentação para o dia da árvore.......................................128
5. Colação de grau de doutorandos........................................ 129
12. Lançamento de pedra fu n d a m e n ta l............... 131
13. Visita ao enfermo.................................................................137
14. Cerimônia fúnebre ......... ......................................... .v:..i-... ...139
IV. O RD ENAN ÇAS
1. Batismo em águas.....................................................................145
2. Santa ceia do Senhor
1. Origem.....................................................................................148
2. A cerimônia do culto..............................................................150
3. O a to ........................................................................................ 150
• A mesa na última ceia................................................................152
6
• Os costumes de refeições antigas........................................... 154
• A dádiva da hospitalidade......................................:.................154
• A alimentação............................................................................. 156
4. Pontos de vista quanto ao simbolismo da ceia............... 157
• A celebração da ceia entre os católicos..................................158
V. SOLENIDADES CÍVICAS N O TEMPLO
• A ordem do culto........................................................................165
VI. CELEBRAÇÕES
1. Aniversário de 15 anos...........................................................169
2. Cerimônia de noivado............................................................184
3. Casamento . ....................... ....................................... 188 ' 1
4. Bodas de prata e bodas de ouro.......................................... 217
5. Festas comemorativas dosanos de bodas............................ 227
6. Apresentação de crianças..... ......................... 231
VII. U N Ç ÃO C O M Ó L E O .......................................... 237

VIII. A BÊNÇÃO APOSTÓLICA..................................... 243

Bibliografia................................................................................... 249

7
APRESENTAÇAO

Não negamos que bons escritores tenham já referido o mesmo


assunto, de forma diminuta ou aumentada, expondo cada um seu
ponto de vista sobre a liturgia dos cultos.
Nessa obra, procuramos levar, de forma a mais pragmática pos­
sível, o assunto que tem feito muitos obreiros recuarem de aceitar
convites para celebrações religiosas, quando na verdade, a prática e
o bom senso resojvem o problema dessa inibição.
Em oito capítulos, abordamos assuntos como: O culto - seus ele­
mentos principais e sua diversidade; As ordenanças; Solenidades
cívicas; Celebrações e a Bênção apostólica. Foram acrescentados
mais quatro importantes capítulos: Cerimônia Fúnebre, Visita ao
Enfermo, Apresentação de Crianças e Unção com Óleo.
Não posso deixar de registrar aqui os meus mais profundos
agradecimentos ao meu irmão Lemuel Kessler, que com muito de-
nodo e amor, esforçou-se na ajuda da revisão e sugestões para al­
guns dos itens comentados nesta obra.
Em cada capítulo, procuramos justificar bíblica e teologicamen­
te os assuntos abordados, não deixando margem de dúvida para es­
peculações, tal a objetividade. O usual, é enriquecido com exem­
plos práticos, que a qualquer momento pode ser utilizado pelos nos­
sos obreiros investidos em cargos de liderança, como por exemplo:
as prédicas de noivado, casamento, bodas e outras cerimônias.
Q
ramMunsi

A liturgia apresentada para os cultos é apenas uma bússola, cuja


agulha pode pender mais para a direita ou para a esquerda, sem
perder o rumo até o destino final.
Em linguagem bastante acessível, desejamos que não só os que
já militam na obra do Evangelho há longos anos possam usufruir
do livro, mas também os novos que surgem no cenário eclesiásti­
co, sem terem que, às duras penas, passar pelo processo difícil e
duradouro do “errar para acertar”.
Que esta obra seja uma bênção nas mãos daqueles que estão a
serviço do Mestre querido, que deseja o aperfeiçoamento dos san­
tos.

10
PO R Q U E ESCREVÍ ESTE LIVRO

As exigências ministeriais tomam-se cada vez mais crescentes,


especialmente quando novos obreiros vocacionados são chamados
para comporem a plêiade de servos abnegados do Senhor Jesus.Minha
vivência cedo na obra do Senhor foi um dos fatores que contribuíram
para o desenvolvimento de constantes tarefas eclesiásticas, quer na
igreja, quer nas Convenções estaduais e Geral das Assembléias de
Deus no Brasil. O acúmulo de informações recebidas ao longo desses
anos constitui, hoje, um cabedal que pode e deve ser repartido entre
aqueles que abraçam a fé em Cristo Jesus.
As informações que este livro oferece serão valiosas na medida
em que o obreiro cuidar ser a obra do ministério a coisa mais impor­
tante de sua vida. Todos somos obreiros e de uma forma ou outra
temos compromisso de liderança. O líder precisa fazer as coisas acon­
tecerem.
Apresentar-ge aprovado é exigência do apóstolo Paulo aos obrei­
ros, que não devem se envergonhar do que fazem. Se estamos inves­
tidos na obra do Senhor, vamos fazê-la como deve ser feita. Este livro
lhe ajudará a chegar mais perto daquilo que as instituições eclesiásti­
cas vêm praticando.
Claro está que as formas aqui apresentadas não significam o
fim do que não tem limite, pois "quem opera tanto o o querer como
o efetuar" é o Senhor Jesus.
Certamente que por vezes o obreiro ver-se-á em situações ines­
peradas, entre elas a de presidir reuniões com as quais não está fami­
liarizado. Em se tratando de um dos assuntos contidos neste livro, não
terá maiores dificuldades em superar esse momento, após consultá-
lo.
Que este livro possa tomá-lo mais preparado para o desempe­
nho de suas funções.
O autor
11
O Culto
Oculto

O culto
O culto vem a ser um conjunto de formas externas em que a
própria pessoa, a família reunida ou mesmo a comunidade estabe­
lece a sua vida religiosa. E o mesmo que "liturgia", que significa
"ritual", "o culto instituído por uma igreja".
Embora não exista no Antigo Testamento uma palavra especial
para culto (ver Êx 12.36), ele era um elemento muito importante
na vida do povo de Israel. A demonstração disso está nos Salmos,
e, em Gênesis (Gn 4.3), o autor não imagina religiosidade sem
culto. Através do culto, a fé é transmitida em tradição viva ("... o
que ouvimos e sabemos, e os nossos pais nos contaram."). SI 78.3.
Os fiéis da comunidade em Jerusalém participavam do culto do
templo (At 2.46) e o Senhor Jesus chamou o templo de "a casa de
meu Pai" (Jo 2.16), e apresenta o seu próprio corpo como o novo
templo, como vemos em Jo 2.19-22. Com sua morte e ressurrei­
ção, Jesus passou a inaugurar o culto da Igreja, cujos eleitos com­
partilharão de sua imagem e natureza (Rm 8.29).
Para o cristão, do Novo Testamento, o culto racional, ou culto
espiritual, tem o mesmo sentido de "vida agradável a Deus". É
Ele quem dá a iniciativa para que seu povo tenha uma comunhão e
adoração apropriada, inspirada pelo Espírito Santo de Deus (Rm
8.26,27). Por meio de Jesus Cristo, podemos oferecer sacrifícios
espirituais como "casas espirituais" (IPe 2.5).
Dessa forma, o conjunto da manifestação de atos de adoração
forma o culto. Etimologicamente a palavra culto quer dizer "A
mais elevada homenagem que se presta a uma divindade, isto é,
adoração na mais restrita acepção do termo". O culto cristão é
uma série de ações, ou seja, atos conjugados, praticados pelo
adorador. E estes atos, em conjunto, é que formam o culto.
A mulher samaritana perguntou a Jesus onde era o lugar em
que se devia adorar a Deus. Muitos estão presos a lugares, a mar­
cas, a tradições. Mas Deus é imensurável. Não tem fronteiras. É o
Deus do culto, pois “habita no meio dos louvores”.
15
O culto de adoração a Deus pode ser prestado no fundo dos
mares, nas mais altas montanhas, nas maiores alturas, nos aviões,
nos foguetes, na luta.
Mas o culto foi-se degenerando a tal ponto de haver homens
que prestavam “cultos aos anjos” (Cl 2.18) e “culto aos demôni­
os”. O culto racional, segundo Paulo, é a apresentação de nossos
“corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”{Rm 12.1).
O pastor Ebenezer Soares, sabiamente, define o culto de ma­
neira poética, e que enche a nossa alma na sua singeleza.

DOqueÊ culto
• é como uma gota de orvalho em busca do oceano do amor
divino; <?
• é uma alma faminta diante do celeiro espiritual;
• é uma terra sedenta clamando por chuva;
• é uma ovelha tresmalhada no deserto, balindo em busca do
Bom Pastor;
• é um coração faminto em busca do amor;
• é a alma buscando a sua contraparte;
• é o filho pródigo correndo para a casa do seu pai;
• é o homem subindo as escadas do altar de Deus;
• é a vela no ato de ser acesa.

2) Aimportencia do culto
• aproxima o homem a Deus;
• concede instrução para o viver diário;
• concede oportunidade de uma consciência pura;
• provê estímulos morais e desafios para a vida;
• coloca o homem em comunhão perfeita com o próximo.

16
Oculto

3) Alguns sím bolos usados no culto das


igrejas evangélicas
• a cruz (o sacrifício de Cristo);
• a mesa da Ceia (o memorial);
• o púlpito (o testemunho);
• a Bíblia (a revelação de Deus);
• o símbolo da música (louvor);
• o batistério (a ressurreição).

4) 0 perigo doss imbolos


• serem tomados pela coisa simbolizada;
• perdem o significado e se tornam superstições;
• tomam as igrejas litúrgicas;
* *pode dar a tendência de exaltação às coisas externas. Imagens.

17
II
Principais
Elementos do Culto
Principaiselementosdoculto

Quando Davi trasladou a arca de Deus para Jerusalém, e esta


foi colocada na tenda (2 Sm 6.16,17), "Davi e toda a casa de Isra­
el alegravam-se perante o Senhor, com todo o tipo de instrumen­
tos de pau de faia, com harpas, com saltérios, com tambores, com
pandeiros e com címbalos." Tomou-se Jerusalém o lugar central
do culto.
Com a construção do templo por Salomão essa centralização
do culto efetivou-se plenamente.
O apóstolo Paulo traz ordem ao culto (ICo 14.26-39), sugerin­
do haver um "ritual livre" e a Igreja primitiva também teve formas
apropriadas de culto: "Eperseveravam na doutrina dos apóstolos,
na comunhão, no partir do pão e nas orações." (At 2.46).
No Novo Testamento, encontramos algumas formas litúrgicas
como "saudação"', "doxologia"; aclamações como "Abba. Aleluia.
Amém, Hosarux, Maranata": "a coleta se m a n a l"o sennço soci­
al" (At 6.1): "a santa ceia”: "os cânticos de salmos e hinos" (Ef
5.19; Cl 3.16) e essas práticas e muitas outras permanecem hoje
em nossas igrej§s. O próprio Jesus Cristo, chegando em Nazaré,
entrou num dia de sábado na sinagoga, tomou o livro e achou o
lugar onde estava escrito a respeito dele mesmo (Lc 4.16-18; Is
61.1). Paulo diz: "Prega a Palavra" (2Tm 4.1,2).
Assim, achamos por bem, neste capítulo, considerar 5 indis­
pensáveis elementos de um culto, cuja seqüência não representa
necessariamente a ordem a ser obedecida na ministração do culto.

^ ã o eles:
1. Hinos -
J 2. Leitura Bíblica -
t 3. Oração -
) 4. Contribuição r
I 5. Pregação -
21
Principais elementos do culto

H inos (Louvor)
I)
A música não pode ser esquecida durante o culto, e a sua exe­
cução não pode ser desequilibrada ao ponto do culto ser afetado
em seu conteúdo. Há três momentos em que a congregação deve
ser preparada psicologicamente para o culto:
• Prelúdio (criaram grupo de louvor). E a harpa?
É a introdução instrumental ou orquestral de um culto, antes de
seu início, a fim de facilitar a unidade de espírito dos crentes. O
prelúdio deve ser de alto nível.
• Interlúdio
É a peça musical executada, preferencialmente pelo órgão, com
o fim de preparar psicologicamente o auditório para o sermão.
Deve ser suave, breve, e cuja letra desconhecidaj)ara que não in­
terrompa a meditação do crente ou sua oração interior.
• Poslúdio
É a conclusão instrumental ou orquestral de um culto, devendo
o maestro adequar a música à natureza do sermão. Há poslúdios
que incomodam sobremaneira, com peças estreptosas que nos ex­
pulsam da casa de Deus.
A seguir vamos ver como o louvor é importante na vida do
cristão sincero.
A música na igreja, segundo a Bíblia
Desde a criação das hostes celestiais a música vem enchendo
vidas de júbilo, pois assim foi com Davi, no nascimento de Jesus,
com Paulo na prisão, na igreja primitiva e, hoje, continua enchen­
do de gozo todo nosso ser, quer pessoalmente ou nos templos.
Precisamos lutar contra a forte tendência de certas igrejas na
modificação de nossa liturgia musical, pois pretendem substituir
os mais belos hinos de nossos hinários por corinhos, muitas vezes
não inspirados. Os marcos antigos não devem ser removidos^
Um culto sem cântico é um culto triste, e deve ser estimula­
22
Principaiselementosdoculto

do pelo dirigente, sempre com o cuidado de não tomar o lugar


da Palavra de Deus.

' Erros na parte musical dos cultos


v • som da guitarra estridente e ensurdecedor. Há músicos que gos­
tam de impacientar os membros da Igreja, aumentando o volume de
tal modo que ninguém consegue ouvir uma só sílaba da letra do hino
cantado ao microfone. Soma-se à parafemalha instrumental as bate­
rias e os pistões, além da banda de música que acha que deve tam­
bém acompanhar o cantor;
* • os músicos rebeldes deveríam ser suspensos de suas atividades
até que aprendessem a fazer um acompanhamento melodioso, para
que haja adoração nos louvores;
. • certos cantores viciam também os instrumentistas, estimulando-
os a alturas ensurdecedoras de seus instrumentos;
6 • esses mesmos músicos carregam seus “play backs” e com a
"mãozinha", na hora do cântico, fazem sinal para o operador do som
levantar o som, incomodando a todos. Creio que a culpa venha a ser
do dirigente do culto, que deve antecipadamente instruir seus
cooperadores a agirem de modo decente, e não se intimidando com
os “viciados do som” nas suas exigências;
=. • os cânticos promocionais e comerciais devem também ser evita­
dos nos púlpitos de nossas igrejas. O culto e o púlpito são lugares de
adoração a Deus e não participação comercial;
• os instrumentos são necessários e tomam-se belos quando bem
utilizados nos cultos. Há momentos em que, tanto orquestra quanto
banda não devem atuar, como em cultos de ceia, momentos de adora­
ção e contrição. Se se canta nesses momentos, um violão deve acom­
panhar o cântico, ou do cantor ou o congregacional;
. • outro fato digno de registro é a música de fim de culto. Como se
não bastasse o estreptoso sonido durante o culto, amontoam-se os
músicos a liberar suas energias nos instmmentos, cantando e tocando
Principais elementos do culto

de forma antiética, pois não há quem possa conversar a dois, a não


ser gritando um para o outro para ser entendido. Isto nunca foi
poslúdio;
• vezes há em que, não havendo instrumentistas, o operador de
som coloca, à sua escolha, um hino que, pelo volume do som, pro­
duz os mesmos efeitos enervantes das orquestras ou conjuntos musi­
cais;
• a afinação de instrumentos durante o culto é mais um grave pro­
blema enfrentado pelos pastores sem pulso de comando; para quem
chega no templo para orar e meditar antes do culto vê-se interrompi­
do dessa comunhão estreita com Deus pela balbúrdia da afinação de
instrumentos de toda sorte. Outros, irreverentemente, dedilham suas
guitarras mesmo quando o pregador está com a palavra, num fla­
grante desrespeito a todos.
Vamos pôr um fim nisso educando nossos músicos com autorida­
de de quem tem o bastão de Deus na mão.
A música na Bíblia
O que é a música?
• é a arte de combinar bem os sons;
• compõe-se de sons gratos aos ouvidos;
• é a linguagem universal da alma.
A música no Antigo Testamento
• havia música antes da criação (Jó 38.7; Ez 28.13);
• encontramos a primeira menção da música, na Bíblia, em
Gênesis 4.21.
Em que se empregava a música?
- Na vida militar (Nm 10.1-10; Jz 7.22) para chamar à batalha
ou para dar estímulo durante a mesma;
- Nas festas religiosas (Êx 15.1-21; Lv 23.24; SI 81.3);
- Na pregação ou profecia (ISm 10.5);
- No culto do templo (2Cr 5.11-13);
24
Principaiselementosdoculto

- No louvor:
• vocal (SI 81.1; 95.1; 100.1; Is 38.20);
• instrumental (2Sm 6.5; SI 150.3-6);
• - Na tristeza (Am 8.10);
• - Na alegria (Ec 2.8; Is 51.3);
• - Nos funerais (2Cr 35.25);
- - Nas bodas (Jr 7.34).
A música no Novo Testamento
- Os hinos antes da formação da Igreja
• os primeiros hinos (Lc 1.46-55, 57-79; 2.13,14,29-32);
• a adoração pública de Jesus (Mc 11.9,10);
• o hino que possivelmente foi cantado por Cristo e seus
discípulos (Mt 26.30) foi o Salmo 113-118.
- Os hinos da Igreja Primitiva
• exemplos (Ef 5.19; lTm 3.16; 2Tm 2.11-13);
• cantavam nos tempos de aflição (At 16.25) e quando havia
alegria (Tg 5.13).
- Exortações de Paulo
• cantar com o entendimento (1 Co 14.15);
• cantar e falar com o Senhor (Ef 5.19);
• cantar unidos com graça ao Senhor (Cl 3.16).
Enfim, a música foi criada por Deus e é um meio sagrado para
apresentar-Lhe nossos louvores e dar testemunho de nossa fé cris­
tã ao mundo não convertido.

A música do céu
A música sempre foi parte integrante do culto a Deus, e no céu
também se canta (Ap 15.3; 5.9).
O louvor celestial deve glorificar continuamente o Cordeiro, e
“nossas igrejas devem prefigurar sempre o céu e ser a imagem
25
Principaiselementosdoculto

antecipada da assembléia triunfanté’\


O Apocalipse registra a liturgia celeste. Essas belas vozes, o
autor diz, mais preocupadas em prestar um louvor perfeito e agra­
dável a Deus, prescindem de lições de técnica coral (.segundo
Roland de Nassau):
• são suficientes (coral completo porque os coristas estão uni­
dos sempre);
• são responsáveis (não faltam ao ensaio, chegam antes do início,
não olham para o relógio celestial pois o ensaio durará a eternidade);
• todos ensaiam sem regente. Não se disputa função;
• são humildes (não há murmuração);
• não há o problema de repertório, pois o coração está sempre
cheio de um “novo cântico” (Ap 5.9);
• não será preciso renovar as becas do coro (são brancas sempre);
• a admissão no coro será automática: todos os crentes inscritos
no Livro da Vida (Ap 14.1,3);
• cantarão excelentemente, mas não terão auditório: ninguém
apreciará do lado de fora do coral, pois todos quererão participar
(Ap 5.11; 7.14,15);
• será um permanente ensaio;
• os instrumentos são perfeitos em sonoridade e eternos em
durabilidade. As- trombetas tocam e acontecem fatos prodigiosos
(Ap 8,9);
• serão desprezados os microfones (parafernália eletrônica não
existe);
• no céu não haverá oportunidade para a crítica musical.

O verdadeiro louvor
• com adoração (veneração, amor extremo);
• com o coração;
• com reverência;
26
Principaiselementosdoculto

• com desprendimento (desligar, desatar, despregar);


• todos devem participar (sem conversas);
• traz mensagem:
- evangelística (converte as pessoas);
- devocional (dedicação, consagração, sentimento religioso);
- consolação (abatidos). Ex: “Deus tomará conta de ti...”;
- quando cantamos louvamos a Deus. Os salmos são cânticos
de louvores e adoração a Deus. Constituem a mais bela e fecunda
coleção de hinos dos tempos antigos;
- os hinos dos hinários devem ser ensinados à congregação;
- os hinos devem estar em consonância com a mensagem a
ser proferida.
• O que dizer dos primeiros hinos que Lucas registra em seu
Evangelho:
- A Anunciação (Lc 1.30-33);
- O Magnificat (Lc 1.46-55);
- O Benedictus (Lc 1.68-70);
- O Glória in Excelsis (Lc 2.14);
- O Nunc Dimitis (Lc 2.29-32);
- A Entrada Triunfal (Lc 19.38; Mt 21.15).
- Na Última Ceia
Supõe-se que tenha sido o “Hablel" (SI 113-118) que era
comumente cantado na época;
- Salmo 2 (É o hino cantado em At 4.24-30);
- Ef 5.19; Cl 3.16.
- Há trechos líricos que muitos consideram como sendo cita­
ção de hinos antigos dos primeiros cristãos. São: Ef :5.15; lTm
3.16; 6.15,16; 2Tm 2.11-13;
- Referências bíblicas para o cântico nos cultos:
•E f 5.18-21; Cl 3.12-17; ICo 14.15-26; ISm 16.14-23; Ne
27
Prindpaiselementosdoculto

12.27-30; SI 149; Êx 15.1-21; At 16.19-34; Tg5.13;


• Quando cantamos o Espírito Santo opera na vida do crente;
• O cântico foi uma forte arma para Deus dar vitória na bata­
lha (2Cr 20);
• Davi escolheu cantores para cantar e adorar diante da pre­
sença de Deus continuamente (lCr 6.31-48; lCr 13,15,16).
Que música deve o crente cantar?
•As maravilhas de Deus (lCr 16.9; SI 9.1,11; 105.2);
• A bondade e justiça de Deus (SI 101.1; Ef 5.19);
• Os hinos (os cânticos espirituais);
• O poder de Deus (SI 21.13);
• O livramento de Deus (SI 32.7);
• O novo canto (SI 33.3; 40.3; 96.1; 98.1; 114.9; 149.1).
Por que o crente canta?
• Por alegria (Tg 5.13; Is 65.14);
• Por causa das obras de Deus (Is 12.5,6; SI 98.1);
• Por causa da glória de Deus (ICo 10.31);
• Por causa dos bens do Senhor (SI 13.6);
• Por causa da Palavra de Deus (SI 119.54);
• Por causa da nossa salvação (Ap 5.9,10,12; 7.12);
• Por causa da misericórdia de Deus (SI 92.2).
Como o crente canta?
• Com alegria (SI 95.1);
• Com instrumentos (SI 98.5,6);
• De toda a alma (SI 108.1);
• Com harmonioso cântico (SI 47.7);
• Com lábios (SI 63.3; 38.1);
• Com altos louvores (SI 149.6).
Quando o crente canta?
• Sempre (SI 104.33; 44.8: 34.1);
28
Prindpaiselementosdo culto

• À noite (SI 42.8);


•Todo o dia (SI 34.1);
• Todo o tempo (SI 34.1);
• De manhã (SI 92.1);
• Enquanto viver (SI 146.2);
• Quando está alegre (Tg 5.13).

Os propósitos de Deus na música


• Restaurar a verdadeira adoração a Deus (SI 29.2; 95.1,6,8);
• Preparar seu povo para a batalha (Is 30.12);
• Restaurar a alma (ISm 16.17,23);
• Para a meditação (SI 19.14);
• Para influenciar a vontade (SI 18.1: 9.2: 35.18);
• Para revelar o seu caráter (G1 5.22,23);
• Trazer a unidade do corpo de Cristo (Is 52.8,9);
• Liberar o Seu poder de operar milagres (At 16.25,26);
• Liberar a sua palavra profética (2Rs 3.15);
• Conduzir o povo à Sua presença (SI 95.1,2);
• Para cura e saúde para nossos corpos (Pv 17.22).

O pastor Marcílio de Oliveira, em seu artigo “A Música no


Culto”, nos apresenta a seguinte sugestão para utilização do mi­
nistério musical nos cultos de hoje:
• a programação musical da igreja deve estar acompanhando a
evolução da sua própria geração;
• é evidente què deve haver equilíbrio para que não surjam os
famosos “conflitos de gerações”. Mas uma igreja não pode ficar
somente nas experiências musicais das gerações do passado;
• devemos, como crentes, ir mudando antes do mundo, para
não ficarmos sempre andando atrás;
OQ
Principais elementos do culto

• a música deve estar ligada intimamente à geração. Os hinos


de Lutero foram bastante aceitos nos seus dias porque ele procu­
rou compor especificamente hinos corais (forma musical em moda
nos seus dias) que eram familiares ao povo;
• atualizar o vocabulário é um fato imperioso em nossos dias.
(Ex: “engordar”, na versão de Almeida, em Provérbios. Hoje tem
sentido diferente).
Alguns há, hoje, que tentam justificar suas músicas muito mal
adaptadas para uso nos nossos cultos, alegando que Lutero “saía
à cata de músicas populares para mudar seu texto e cantá-las na
igreja”. Na verdade, a preocupação de Lutero era diferenciar uma
música boa, sacra, e própria para o culto, de uma outra má, profa­
na, imprópria e nociva.
Ele não saía juntando tudo quanto era música profana para adaptar
para os cultos, de forma nenhuma. O que ele dizia era que “Não éjusto
que Satanás fique com todas as boas melodias”, e por isso usou algu­
mas poucas melodias conhecidas na época, cujos textos seculares eram
de boa qualidade, aproximando-se quase da sua mentalidade cristã.

A música do diabo
Ainda se diz que “toda música é de Deus”. A conclusão bíblica
que chegamos é que o Diabo também tem sua música (Ez 28.13;
Ex 32.18,191.
Hoje, o rock n'Roll tem-se destacado especificamente como a
música do Diabo. Pode porventura o rock explicar a idéia de Deus,
do pecado destruidor, do juízo eterno, da morte, de Jesus Cristo,
da fé ou da justificação? Se não pode explicar, como pensam al­
guns que pode o rock comunicar o Evangelho?
O rock nasceu nos guetos norte-americanos no fim da Segunda Gran­
de Guerra, usado como gíria entre os jovens nas favelas para referir-se
às relações sexuais. Essa música, que determina um gênero musical
sem origens precisas, começou a invadir a América nos anos 50, quan­
do "os príncipes das trevas vieram para possuir os jovens daAmérica."
30
Principais elementos do culto

Além do sexo, o rock envolve muita blasfêmia e o uso de dro­


gas; leva à rebeldia e à violência. Muitos jovens têm sido levados
ao suicídio pela forte influência desse ritmo, imiscuído às letras
explícitas invocatórias de espíritos imundos.
Num excelente artigo, Ermelino R.L.Ramos (Revista Decisão)
cita uma análise feita por J. Blanchard, Peter Anderson e Derek
Cleave (autores do livro Rock in ... Igreja? Editora Fiel) sobre o
fenômeno rock, expondo algumas razões porque não consideram
argumentos dos defensores do rock cristão, como por exemplo:
• os festivais cristãos de música rock apelam apenas para "cur­
tir o som", sem cristianismo algum;
• é o rock uma linguagem inadequada para a comunicação do
Evangelho, pois a letra é algo secundário;
• a similaridade entre o rock cristão e o secular facilmente seria
identificado pela supressão da letra evangélica;
• os resultados após os shows evangélicos de música rock são
desastrosos na apuração de conversões;
• na verdade, Deus "aprova o uso da música como meio de
louvor e edificação", que é o culto interior.
Enfim, o rock evangélico pode "promover o mundanismo"; leva
ao "exibicionismo", o que é contrário à vida cristã; em vez de pro­
duzir salvação, leva à alegria no corpo; "reduz a mensagem do
Evangelho à trivialidade", criando a falsa idéia de que é a única
forma de se chegar aos jovens. Isto anula a operação do Espírito
Santo.
Satanás, antes de sua queda (ainda como Lúcifer), regia o coral
celestial, pois fôra criado com toda a formosura e beleza, aferidor
de medidas. Suas harpas tangiam, era um grande entendido em
música, e não lhe foi difícil influenciar o homem através de sons,
por conhecer a sensibilidade espiritual dele. As músicas inspira­
das por Satanás levam o homem aos ritmos irreverentes e
desarmoniosos, aos gritos, gestos, símbolos e tudo o que lhe é
peculiar para que o homem se rebele contra Deus.
31
Principais elementos do culto

Usando desses artifícios, Satanás tem trazido essas abomináveis


melodias para dentro da igreja, como títulos inofensivos.
Hoje, esse mesmo ser asqueroso e devorador de almas leva os
jovens às mais variadas reações diante da música rock, como histe­
ria, roupas rasgadas, gritos, gemidos, prática de atos de violência
durante os concertos e esquizofrenia, além de causar delírios, insa­
nidade, surdez progressiva devido ao barulho, imprevisível e irre­
gular que agride o corpo humano através de toneladas de equipa­
mentos que produzem som de nível infrasônico e ultrasônico.
O pastor Samuel Barreto cita em seu artigo “A Música do Dia­
bo” que a “música rock invade o mundo como um tremendo macaréu
infernal, na tentativa de entorpecer a juventude com toda sorte de
sentimento imoral e satanista. Como pastor, está preocupado com
a nossa juventude, composta de todos os crentes em Jesus Cristo,
porque a música exerce grande influência na vida dos jovens.”

2) L EITURA BGEBLICA

Precisa ocupar lugar de destaque no culto, e os crentes portan­


do as suas Bíblias, para o acompanhamento do texto. É a sua arma.
Os judeus liam muito. O salmista amava a lei do Senhor (SI
119.18,92).
“A leitura bíblica é como uma chave que abre as nossas mentes e
prepara os nossos corações e os nossos espíritos para adorar a Deus”.
Geralmente se fica de pé na leitura da Palavra de Deus. Em algu­
mas igrejas, os crentes permanecem sentados. Na verdade, deve-se
ter muito respeito quando se está lendo a Palavra de Deus.
Tipos de leitura:
• facultativo (qualquer texto);
• o texto da pregação (saber com o preletor);
• leitura devocional (sentimento religioso);
• leitura preparatória (espiritual, coração, etc.);
• leitura de circunstâncias atuais (escatológicos, etc.).
32
Principais elementos do culto

3) O ração
É bom começar o culto com oração, que é um dos principais e
indispensáveis elementos do culto cristão.
A oração é a respiração da alma, e por ela falamos e conversamos
com Deus, e deve ocupar lugar saliente no culto. Ela não é discur­
so, como faziam os fariseus, muito menos uma reza programada,
como fazem os católicos.

Leituras bíblicas sobre a oração


Lc 11.1-28; 18.1-14; Mt 6.5-18; Is 56.7; Rm 8.26,27; lTs
5.17; Ef 6.18; Jr 29.13.
Por que orar?
Mt 7.7; 26.41; Lc 18.1; 21.36.
Quando orar?
• Sempre (Lc 18.1; lTs 5.17; Ef 6.18);
• Em aflição (SI 118.5);
• Quando se está abatido (Tg 5.13).
• Quantas vezes devemos orar no culto?
• Não há limites
- no início do culto;
• pelos pedidos de oração;
• pelas ofertas;
• pela pregação e pelo pregador;
• pelos pecadores;
• orações especiais;
- pelo término do culto e saída dos crentes.
Exemplos de oração na igreja primitiva
At 1.14; 4.24-31; 12.5-12.
Irreverência na hora da oração
• sentar-se sem orar ao chegar na igreja;
33
Principais elementos do culto

• quando estão orando, uns chegam e pedem licença para


tomar lugar no banco;
• ficar de olhos abertos observando os demais;
• sair de um lugar para outro na hora da oração.
A reverência na hora da oração
Em todos os momentos de oração estamos falando com Deus.
Tipos de oração
- Quanto à qualidade:
• objetivas {orar para assuntos específicos e definidos);
• compreensivas (não tergiversar = evasivas);
• concisas (resumidas).
- Quanto à classificação:
• de adoração (amor a Deus);
• de louvor (exaltação, glorificação);
• de súplica {rogar, pedir com instância);
• de intercessão {interceder em favor de outrem).
- Quanto ao propósito:
• adoração;
• confissão;
• agradecimento;
• súplica;
• submissão.

Assuntos complementares sobre a oração


Oração
É a respiração e o suspiro do espírito humano por Deus. Consiste
mais em valer-se da disposição de Deus do que em vencer alguma
relutância da parte dEle. É estender toda a nossa incapacidade e a de
outros, em nome do Senhor Jesus Cristo, perante os olhos carinhosos de
um Pai que tudo sabe, tudo entende, tudo acolhe e tudo responde.
34
Principais elementos do culto

A razão de todo fracasso é a falta de oração. Veja a vida de Judas


Iscariotes e de Saul: não tinham o hábito de orar.
É um desastre a falta de oração:
- oraram Adão e Eva antes de estarem com a serpente?;
- orou Paulo antes da desavença com Bamabé? (At 15.36-41).
(Veja At 6.2b,4)- Jesus citou o exemplo de um homem que nunca
orava na terra (chamado apenas de urico ”) e por isso, no inferno,
não pôde obter resposta. Ele orava, no inferno, a um homem, porque
não podia mais receber resposta de Deus (Lc 16.19-30).
• Assim está escrito: "Orai sem cessar" (lTs 5.17). O que o
apóstolo Paulo expressamente quis dizer, é que devemos estar
diutumamente na presença de Deus, "... sobre o dever de orar
sempre e nunca desfalecer," (Lc 18.1), em contínuo e permanente
espírito de oração.
• Não é isto o pressuposto da obrigação de reprisar as súplicas for­
mais, mas sim, o de encaminhar os nossos pedidos ao Pai, por intermédio
de Jesus Cristo, "E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei,
para que o Pai seja glorificado no Filho." (Jo 14.13), para que Ele
nos conceda, em todos os momentos, no decorrer do nosso dia, não
só a sua preciosa graça e bênção, mas também, por meio das nossas
constantes orações, seja-nos permitido louvar, confessar, interceder
e agradecer tudo o que recebemos do poderoso Pai celestial.
• A oração pode e deve ser silenciosa, ser exclamativa, ser
através de gestos, ser oral, ser em pensamento, ou outra qualquer
maneira que se aprouver, pois diz Paulo aos romanos (Rm 12.12):
"Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perse-
verai na oração", pois o certo é que Ele está onde nós estamos,
está no nosso coração, está nos ouvindo durante a nossa oração,
Ele não nos abandona jamais.
• Orar sem cessar é orar antes e durante, às refeições, quando se
está na rua, quando se está dirigindo ou sendo passageiro de qualquer
meio de locomoção, nos nossos momentos de higiene pessoal, na
cama, nas nossas meditações. A recomendação é: "Vigiai, pois, em
todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar
35
Principais elementos do culto..........

todas estas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante


do Filho do Homem." (Lc 21.36).
• Orar sem cessar é não parar de orar em tempo algum, seja a
qualquer hora do dia ou da noite ou, ainda, de madrugada, ao raiar
do dia ou ao entardecer: "Orando em todo tempo, com toda oração
e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e
súplica por todos os santos." (Ef 6.18), em cada oportunidade que
se aprazar; é buscar a Deus sempre.
• Na impossibilidade, não é necessário que dobremos os nossos
joelhos; o essencial é clamarmos a Deus como estivermos, e não
temer o inimigo diante de qualquer situação (Cl 4.2), pois Deus
certamente não nos desamparará e fará justiça a seus escolhidos,
que clamam a Ele de dia e de noite (Lc 18.7).
• Orai sem cessar é a comunhão e integração total com Deus
porque "Já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede
sóbrios e vigiai em oração" (lPe 4.7).
Não há modalidade para se orar
- Ora-se de pé com as mãos abertas (SI 134.2: lRs 8.22);
- Ora-se de joelhos (Dn 6.10);
- De joelhos com as mãos estendidas para o céu (lRs 8.54);
- Levantar as mãos em direção ao céu (Lm 3.41);
- A qualquer hora ou hora fixa (Dn 6.10; SI 55.17);
- Na cama (SI 4.4);
- No templo e fora dele (Lc 1.10);
- Na prisão (At 16.25);
- No fundo do mar (Jn 2).
Como devemos orar?
- Em nome de Jesus (Jo 14.13)
• Orar em nome de Jesus é depender dos seus méritos;
• Orar em nome de Jesus é como se Ele mesmo estivesse
orando (Rm 8.34).
36
Principais elementos do culto

- Orar no Espírito (Ef 6.18);


- Crendo e perdoando (Mc 11.24-26);
- Com a ajuda do Espírito Santo (Rm 8.26,27);
- Com humildade e confissão de pecados (2Cr 7.14);
- De todo o coração (Jr 29.13).
As bases da oração
- A filiação a Deus (Jo 1.12);
- O sangue de Jesus Cristo (Hb 10.19-23);
- As firmes promessas de Deus (Gn 32.9-12);
- A fé em Jesus (Mc 9.22);
- Isenção de dúvida (Mc 11.23);
- A perseverança (Ef 6.18).
Classes de oração
- Súplica

Quando expressamos nossas necessidades a Deus. Suplicar é


pedir com insistência; rogo; implorar; pedir (Lc 23.41).
- Deprecação
É pedir com submissão. É a súplica de perdão; rogativa. É o
mesmo que contrição: espécie de arrependimento pelas próprias
culpas ou pecados (lTm 2.1; SI 51.1).
- Intercessão
Quando expressamos nossa simpatia em favor do próximo (Cl
4.12; Tg 5.16).
- Gratidão
Quando recordamos a bondade do Senhor. Ações de graças (Ef
5.20; At 27.35; Fp 4.6).
- Louvor
Quando exaltamos ao Senhor nosso Deus com um coração puro
e voltado para Ele.

37
Principais elementos do culto

- Adoração
A adoração é a maneira mais sublime de conversarmos com
Deus, pois extravasamos os nossos sentimentos pela grandeza e a
glória do Senhor (SI 45.11; Is 27.13).
- Graça
Graça significa o próprio Deus benevolente para com os homens.
É o próprio Deus olhando para nós com amor e indulgência (SI
37.17).
1) Significado
• Favor dispensado ou recebido, mercê, benefício, dádiva, be­
nevolência, estima, boa vontade;
• Sentido de comutação de pena (clemência do poder público
favorecendo um condenado);
• Beleza, elegância de estilo;
• Dito espirituoso ou engraçado (gracejo, pilhéria, caçoada,
gozação);
• Teologicamente vem a ser "o dom ou virtude especial conce­
dido por Deus como meio de salvação ou santificação. Favor ou
mercê de Deus concedido a uma pessoa
2) Termos usados
- Cair em graça
É ser acolhido com benevolência; merecer a simpatia; ter
valimento junto a alguém.
- De graça
Gratuitamente. Sem razão (orgulhoso, “não foi de graça que
resolveu pedir desculpas ao colega
- Ficar sem graça
O mesmo que perder a graça.
- Não ser de graça
Isto é, sério, sisudo, grave, austero.
- Perder a graça
38
Principais elementos do culto

Atrapalhar-se; desconcertar-se; ficar sem graça.


- Uma graça
Um amor de pessoa.
- Dar graças
Agradecer (Lc 24.30).
- Achar graça
Agradar a Deus ou aos homens mediante a confiança ou a
submissão (Pv 2.4).
- Pedir graça
Suplicar

4) C ontribuição (O ferta)
Quando nada se oferta a Deus, o culto não pode ser perfeito. “E
ninguém apareça vazio diante de Mim” (Êx 23.15b).
"Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com
tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com
alegria." (2Co 9.7).
Um culto sem ofertas é um culto antibíblico, pois as ofertas re­
presentam a expressão de gratidão do cultuador. Quando se recebe
de Deus, devemos dar daquilo que dEle recebemos.
A contribuição no culto é bíblica (Mc 12.41-44), quer venha ela
de pessoas ricas ou pobres.
Assim, o dízimo deve ser entregue na Casa do Tesouro (Ml
3.10), salvo quando o entregador estiver impossibilitado.
Em Ageu 1.5,6,9 temos um exemplo marcante sobre a adver­
tência da não contribuição liberal e generosa, e as expressões do
versículo seis:
- “semeais muito, e recolheis pouco”;
- “comeis, mas não vos fartais”;
- “bebeis, mas não vos saciais”;
- “vesti-vos, mas ninguém se aquece”;
39
- “e o que recebe salário, recebe salário num saco furado”.
Já em Malaquias 3.8,9, o Senhor é mais enfático sobre a dou­
trina do dízimo: “...Todavia vós me roubais e dizeis: em que te
roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas.” Assim, deve o bom
dirigente levar o crente a uma contribuição consciente e bíblica dos
dízimos e das ofertas.
Jerônimo Onofre apresenta em seu livro "Os Exterminadores
de Riquezas", quatro legiões de demônios prontas para arruinar
o crente:
• O Cortador
É aquela que permanece 24 horas por dia na vida do homem que
não obedece a Deus: corrói parte das riquezas e do salário.
• O Migrador
Significa “inconstante”, isto é, quando vem, dá um prejuízo de
surpresa e vai embora, deixando parte do patrimônio destruído.
• O Devorador
É a mais arrasadora, pois deixa a pessoa passando fome,
tomando-lhe a casa e elevando-a a uma situação de dívidas e pre­
juízos sem fim.
• O Destruidor
É assassina, pois leva o indivíduo ao suicídio. É opressora e
provoca desastres tremendos e fatais.

Orientações bíblicas para sua vida financeira


Apresentamos aqui algumas orientações eficazes para a impor­
tante área financeira na vida do crente:
Funções do dinheiro segundo a Palavra de Deus
• A Bíblia não define o dinheiro em si, apenas se ocupa de nosso
relacionamento com ele. A Bíblia declara que o dinheiro tem essas
finalidades ou funções em nossa vida;
• Suprir nossas necessidades (Fp 4.14; Mt 6.31-34);
• Demonstrar a bênção do Senhor (Mt 6.33; Ml 3.10; Dt 8.18);
40
Principais elementos do culto

• Abençoar outros através de seu uso (Rm 12.13; 2Co 9.9(6-9).


Indicações bíblicas de escravidão financeira
• Dívidas (Pv 22.7; Rm 13.8; ICo 7.21);
• Pressão financeira (contas) (2Rs 4.1-7; Mt 6.24-34;Tg 2.6);
• Cobiça de riquezas (1 Tm 6.9,10; Pv 1.19; Hb 11.5,6; Pv
23.4; 28.22; Lc 12.15);
• Preocupação (ansiedade) com coisas temporais (lTm 6.17-
19; Ec 5.10);
• Desonestidade (Pv 17.23; 20.17; Tg 5.4; At 24.16).

Orientações bíblicas com referência a dívidas:


• Planejar os gastos conforme suas prioridades, para viver
dentro de sua renda ou salário (Pv 16.9; 24.27; Fp 4.12,13);
• Gastar com sabedoria (Jo 6.12; Mt 25.26-29);
• Evitar sempre dívidas (Rm 13.8);
• A Bíblia adverte sobre fiança (Pv 6.1-5; 20.16; 22.7);
• Fazer prova de fé nas promessas de Deus para o seu bem-
estar financeiro (Pv 28.25; 30.7-9; Fp 4.11-13);
• Exercitar-se na liberalidade para com a causa de Deus, en­
tregando pontualmente seus dízimos e ofertas (Ml 3.10; Pv 3.9,10;
ICo 16.2; 2Co 9.6-15);
• Ser diligente e operoso (Pv 6.6-11; 24.30-34; Cl 3.23).
O dízimo é uma doutrina tão importante que achamos por bem
relacionar abaixo as vinte e seis razões para uma vida feliz, de autor
desconhecido, cujo título é "Dízimo da Felicidade":
Sou dizimista porque:
• o dízimo é santo (Lv 27.30-32);
• quero ser participante das grandes bênçãos (Ml 3.11,12);
• amo a obra de Deus na face da terra (Ml 3.10);
• não quero ser amaldiçoado (Ml 3.6);
• não ficarei devendo 10% mais os juros (Lv 27.13,31);
41
Principais elementos do culto

• Deus é dono de tudo (SI 24; Ag 2.8);


• eu mesmo vou gozar das riquezas de Deus (Dt 14.23);
• mais bem aventurado é dar do que receber (At 20.35);
• Deus ama ao que dá com alegria (2Co 9.7);
• não sou avarento (lTm 6.10);
• meu rico tesouro está nos céus (Mt 6.19-21);
• tudo que peço recebo (Mt 7.7-9);
• obedeço a Deus (At 5.29);
• a bênção de Deus é que enriquece (Pv 10.22; At 3.6);
• receberei de Deus com a mesma medida (Lc 6.38);
• Deus diz: “fazeiprova de Mim” (Ml 3.10);
• a minha descendência não vai mendigar o pão (SI 37.25);
• o meu salário não será posto em saco furado (Agl.6);
• é minha responsabilidade o sustento da Igreja (Ml 3.10);
• quero ter a consciência tranqüila (lTm 119);
• Deus suprirá toda necessidade (Fp 4.19).

5) P regação
A mensagem é a parte central do culto. O pregador é o trans­
missor das verdades do Deus Eterno.
O doutor Manoel Avelino de Souza, em seu livro "O Pastor, pág.
122, declara: “A função principal e por excelência do pregador é
entregar a mensagem. A pregação do Evangelho, ou o sermão, deve
ocupar o lugar supremo da sua vida, dos seus propósitos, dos seus
interesses, das suas ocupações, dos seus estudos e esforços. Tudo
o que está ligado à sua vida submete-se à sua função de pregar.
“E ai daquele que se apresente ao mundo como um mensagei­
ro de Cristo e faça do seu púlpito um lugar de divertimentos, de
passatempo, de exibições ambiciosas; lugar de chicana (tramóia) e
política, de manifestação simplesmente literária, secundária, sem
qualquer responsabilidade.
42
Principais elementos do culto

“Ele não pode fazer do ministério sagrado de anunciar a


salvação de Deus aos pecadores um campo de intrigas, de
explorações, sejam quais forem, de vantagens financeiras e
sociais, de oportunidades especiais, para misteres passageiros
e particulares. Não. Se o fizer, sua queda será inevitável e fatal,
seu testemunho negativo e sáfaro (estéril), sua obra inútil e pre­
judicial a Cristo e à sua causa; será ele uma estrela cadente no
céu ministerial, uma nuvem sem água no espaço donde caem os
aguaceiros da graça divina. Os tais são nódoas, máculas negras
e negregandas no ministério da pregação. A pregação revela o
propósito de Deus aos homens, transmite graça, sabedoria, poder
e vida. Por essa razão, ela é, para o mundo da consciência, um
sopro de vida. Quando ela diminui, o povo perece por falta de
visão e do conhecimento de Deus; quando desaparece, as trevas
cobrem os corações e as almas se perdem; por falta de luz, de
verdade, as trevas substituem a luz, o mal o bem, o pecado a
santidade, a morte a vida, a incredulidade a fé, o ódio o amor,
a vingança o perdão.”

A quem pertence a pregação:


• ao pastor da igreja;
• a quem ele determinar;
• ao povo congregado: “acompanhando a mensagem atenta­
mente, glorificando a Deus e orando em espírito para que Deus
abençoe o pregador” (Sl 106.48);
• se a pregação é uma mesada espiritual da qual todos devem
participar, então o pregador deve orar pedindo a Deus que lhe dê
uma mensagem para satisfazer a fome de todos.

A escolha da mensagem
• o pregador deve buscar a Deus primeiramente;
• deve orar;
• deve estudar a Bíblia Sagrada;
43
Principais elementos do culto

• deve escolher mensagens que venham ao encontro das neces­


sidades espirituais dos ouvintes, pois há ouvintes com necessidades
transitórias (doença, consolação). Deve cuidar para não desviar a
mensagem sendo a necessidade do ouvinte outra.
Variedade na pregação
A Bíblia é rica em versículos que se adequam a fatos surgidos
diariamente na vida do homem aqui na terra. As datas comemo­
rativas de eventos podem ser exploradas com temas de pregação,
como "Dia da Independência do Brasil", "Finados", "Catástrofes”,
“Guerras”, etc.

Tipos de pregação
- Escrita ou decorada
O improviso desaparece; não pode o pregador fitar o ouvinte
e impede o pregador de estar à disposição do Espírito Santo para
lhe dirigir na mensagem.
Desvantagens
• o pregador prepara uma extensa mensagem visando falar
para auditório lotado e se decepciona quando se depara com um
número pequeno de ouvintes;
• pensa o pregador em pregar para crentes e o auditório é para
pecadores, ou vice-versa;
• prepara uma mensagem para uma ocasião e surge outra
diferente, não sabendo como proceder.

- Pregar para pouca gente


• o pregador deve estar preparado para estar em grandes igrejas
com poucas pessoas;
• no caso acima, os grandes espaços vazios dentro da igreja
devem incomodar a pregação; nesse caso, o pregador solicitará que
os irmãos se agrupem à frente do púlpito;
• o pregador deve lembrar-se que muitas vezes Jesus usava
44
Principais eiementos do culto

um barco como púlpito, e não se incomodava com pouca ou


muita gente quando falava a Palavra de Deus.
- A pregação evangelística
• deve ser endereçada a pecadores;
• a Bíblia dispõe de inúmeros versículos para isso (Mt 11.28)
não é só para cansados; é preciso que a mensagem tenha outros
propósitos, como salvação, Jesus como solução (At 24.25);
• arrependimento;
• deve ser pregada para religiosos também;
• deve ser pregada para os que não têm religião (ICo 10.32);
• não deve falar de si próprio (de suas necessidades, etc.).
Cristo é o alvo.
Assim, deve o obreiro nas suas pregações evitar quatro coisas:
Ia) deixar de falar sobre assuntos que não representem a ver­
dadeira necessidade da alma dos seus ouvintes;
2a) deixar de falar das suas próprias necessidades;
3a) deixar de tomar sua própria família como exemplo de
bondade;
4a) falar mais de Cristo, dos Seus exemplos, da Sua bondade,
do Seu poder, do Seu amor e outros tantos qualificativos.
- Pregação moral
• é a que ensina os crentes a viverem no mundo de maneira
honesta em todas as suas relações com os homens, tanto crentes
como descrentes;
• conduta no relacionamento com os homens de um modo
geral (ICo 10.32,33);
• contra a mentira nos negócios (Mt 5.37);
• contra o roubo no peso de mercadorias para enriquecimento;
• Deus não faz acepção de pessoas. Ele é justo.
PrincipaiSielernentos do culto................................ ............................................. m

- Pregação doutrinai
• é aquela que procura firmar os crentes na fé e capacitá-los
para se defenderem das doutrinas erradas (2Tm 4.1-5);
• é fundamental para os dias escatológicos que vivemos (falsas
doutrinas);
• os salvos anseiam em aprender (senão buscarão em outros
lugares);
• obriga o obreiro ao estudo da Palavra de Deus (Ef 4.14; Cl
2.21-23; lTm 1.10; 4.1; Tt 2.1,7; Hb 13.9);
• é didática, sendo verdadeira escola para o aluno e o professor
(lTm 4.13).

- Pregação de consagração
• é aquela que, segundo Rm 12.1,2, o crente é levado pelo
pregador a ter uma vida mais consagrada à obra de Deus e seus
dotes ao progresso do Reino de Deus;
• deve falar com relação à consagração dos bens materiais em
benefício da obra;
• deve falar com respeito aos talentos que cada um possui (mú­
sicos, serviço social, piedade, ofícios profissionais - At 9.36). Dar
ânimo e descobrir aptidões (Daniel, José do Egito, Rm 16.3,12).
- Pregação devocional
Devocional é adjetivo derivado da palavra devoção, que quer
dizer sentimento religioso, pratica religiosa, dedicação às coisas
sagradas.
• fala da adoração e santificação;
• estimula o crente à vida de comunhão com Deus (oração,
jejum, santificação);
• Exemplos de vidas consagradas no altar (Conferir lTs 5.23;
Lv 19.1; lPe 1.15,16): - Simeão (Lc 2.25); - Ana (Lc 2.37).

46
Principais elementos do culto

- Pregação de consolação ou conforto


• tem a finalidade de fortalecer os crentes nas horas de tribu-
lação e sofrimento;
• sempre alguém precisa de uma palavra (Ex.: A viúva de
NaimLc 7.14; At 13.15; Rm 15.5; ICo 14.3; 2Co 1.3; 2Co 7.13;
Fp 2.1-5; 2Ts 2.16,17; lTs 1.3-12. Ef 4.29);
• não se deve repreender com dureza (Ez 34.4). Jó, na hora em
que precisava de consolo, foi duramente criticado (Jó 4-6; 16.1-5;
Lc 22.43).

- Pregação de avivamento
• despertar as igrejas no sentido da evangelização dos peca­
dores, como na consagração e na santificação do crente;
• buscar o batismo com o Espírito Santo;
• levar o crente a contribuir para a obra de Deus;
• levar o crente a se preparar para sair para o campo pregar o
Evangelho.

- Pregação apologética
• é a pregação que procura mostrar a veracidade da Bíblia, e também
defendê-la de ataques dos adversários, sendo convincente e indutiva;
• Não se trata de ataque na pregação, nem de polêmica, apenas,
defesa, elogio à verdade (Ver At 7; 17.27-31).
• Essa pregação pode tirar dúvidas dos crentes sobre temas
importantes, como céu e inferno, batismo, e outros.

- Pregação de exortação
Não significa a repreensão na mensagem com dureza, mas
palavras de estímulo, animação a alguém por meio da palavra (At
11.23; 2.40; 2Tm 4.2).
Ver repreensão em Mt 23.
47
III
Diversidade
de Cultos
j
Diversidade de cultos

1) O CU LTO PÚ B LIC O

Como já explanado ricamente em itens anteriores, o culto públi­


co é o ofício sagrado que permite a todas as pessoas participarem
dele. Normalmente, o chamamos de “culto evangelístico”, ainda
que nem todo culto evangelístico tenha caráter público (quando
celebrado em local privado, ou seja residência ou outro lugar onde
não é permitido o ingresso de todos (ICo 14).
O salmista Davi disse uma verdade que deve ser observada:
"Uma coisa pedi ao Senhor e a buscarei: que possa morar na casa
do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formo­
sura do Senhor, e aprender no seu templo.” (SI 27.4). O cuidado
que ele tinha ao entrar na casa do Senhor não lhe permitia ter as
vestes manchadas ou os pés no alagadiço pecado, pelo temor e
reverência ao Senhor.
A casa do Senhor é chamada de “Casa de oração”(Mt 21.13)
e o pastor J. Filson Soren apresenta um pequeno manual dos par­
ticipantes dos cultos, que deve ser observado por todos:
• esforça-te para chegares à casa do Senhor antes do início do
culto. Não chegues atrasado senão por motivo superior. Muito
prejudica a reverência e a solenidade dos cultos a entrada de nu­
merosos retardatários;
• nunca esperes o culto começar para depois entrares no santuário;
• ao entrares no santuário, dirige-te para o teu lugar, e senta-te e
aguarda o início do culto silenciosamente, em atitude de oração;
• não mudes de um lugar para outro depois de te sentares;
• não te sentes na extremidade de um banco desocupado, de ma­
neira a impedir a entrada de outras pessoas que aü queiram sentar;
• não procures os lugares mais afastados. Deixa os últimos ban­
cos desocupados para que neles os introdutores possam acomodar
os retardatários com o mínimo de perturbação;
• nunca entres e nem te retires do santuário durante uma oração;
51
Diversidade de cultos afsasm m

4 nunca entres nem te retires do santuário durante uma leitura


bíblica;
• não entres no santuário durante a execução de um solo vocal;
• segue a orientação do introdutor. Ele sempre procurará aco­
modar-te da melhor maneira possível;
• não converses depois de transpores as portas do santuário;
• não leias revistas ou jornais, nem qualquer outra coisa durante
o culto;
• evita fazer barulho com os pés, com o leque ou outra coisa.
Não tamboriles com as unhas no banco, nem marques o compasso
dos hinos batendo ruidosamente com o pé no chão;
• não coloques os teus objetos pessoais sobre os peitoris das
janelas, nos parapeitos das galerias, nem em posição precária donde
possam cair com ruídos perturbadores;
• não te retires do santuário antes do fim do culto a não ser por
motivo absolutamente inadiável;
• se tiveres de entrar no santuário depois do início do culto, não
pares para cumprimentar pessoa alguma. Entra discretamente, na
ponta dos pés, e toma ali mesmo a resolução de não tomares um
retardatário habitual;
• não entres no santuário sobraçando revistas e jornais profanos:
traze a tua Bíblia e o teu hinário;
• não fiques conversando na entrada ou nas dependências do
templo uma vez iniciado o culto. Isso prejudica a boa ordem e é
mau exemplo;
• não desvies a atenção durante as orações, mas acompanha-as
com reverência;
• não patrocines os vendedores ambulantes que estacionam na
entrada do templo. Não te acumplicies com os que profanam o Dia
do Senhor e a Casa de Oração;
• não te esqueças de que a tua contribuição ou oferta deve ser
um ato de culto a Deus. Pratica-o com reverência, amor, alegria
e oração;
52
Diversidade de cultos

• lembra-te de que os hinos especiais e outros números musicais


também fazem parte do culto. Deves acompanhá-los com atenção
para que te edifiquem e te inspirem;
• se não puderes reprimir a tosse ou o espirro, abafa-os com
o lenço. É feio e anti-higiênico tossir e espirrar às escâncaras
em público;
• presta atenção ao sermão. O pregador é o servo de Deus ungido
pelo Espírito Santo como mensageiro da Palavra de Deus. Olha
para o pregador. É ridículo e irreverente olhar distraidamente para
um lado e outro durante a pregação;
• ora a Deus pelo pregador, pelos perdidos, pelo bem-estar es­
piritual dos presentes, pela presença e direção do Espírito Santo
no culto e na igreja;
• se o teu filhinho inquietar-se, é preferível que te retires com ele
a permitires que ele perturbe o culto enquanto procuras aquietá-lo
dentro do santuário;
• se a pessoa a teu lado, crente ou descrente, estiver sem hinário,
convida-a a cantar pelo teu;
• cante os hinos com entusiasmo e sentimento. Não fiques alheio
ao cântico, nem cantes displicentemente. Exercita-te espiritualmen­
te e dirige-te a Deus louvando e adorando o Senhor com o cântico
dos teus lábios e do teu coração; „<.
• a leitura da Bíblia deve merecer a tua atenção. Lembra-te de
que se trata da Palavra de Deus;
• se trouxeres um visitante, apresenta-o ao introdutor ou a algum
irmão e, se possível, ao próprio pastor;
• terminado o culto, não te precipites para as portas logo após
a bênção. Senta-te novamente, ora em silêncio, e depois retira-te
calmamente;
• ao te retirares, verifica se há algum visitante para cumpri­
mentares e aos irmãos deves saudar com um aperto de mão e uma
palavra amável e fraternal;
• verifica se algum pertence teu não foi esquecido no banco.
Diversidade de cultos

Preparação pessoal para os cultos


• prepare-se pessoalmente para o culto (SI 84.2,10; 27.4; 122.1);
• vá para o culto com oração e reverência (SI 95.1-7);
• seja rápido em suas reações durante o culto (HblO.22-25);
• procure a “nota chave” do culto (1 Co 12.7);
• fixe os olhos no Senhor (Hb 12.2,3);
• permaneça em oração, com fé, procurando abnegadamente
o bem-estar dos outros;
- • evite o demasiado perfeccionismo.
A adoração nos cultos
Devemos adorar ao Senhor (Sl 95.6,7)
• adoração significa, no hebraico, “encurvan-se” em adoração
contemplativa ao eterno Deus;
• exemplos bíblicos (Êx 33.10; 34.5-8; Js 5.13,14);
• Jesus nos ensinou (Jo 4.19-24);
- • a verdadeira adoração agrada a Deus (Jo 4.23).
Devemos reverenciar e temer ao Senhor
• o temor do Senhor é parte da nossa adoração (Sl 89.7);
• o temor do Senhor é necessário (Hb 12.28; 2 Co 7.1);
• a reverência e o temor do Senhor nos proporcionam:
- bênção (Sl 112.1);
- satisfação (Pv 19.23);
- confiança inabalável (Pv 14.26);
- vida abundante (Pv 10.27);
- o cumprimento dos desejos do coração (Sl 145.19);
- pureza (Pv 16.6).
- Direção de um culto público
A finalidade de um culto público é adorar a Deus e testemu­
nhar do seu amor em nossas vidas, cabendo a direção ao Espírito
54
Diversidade de cultos

Santo, mas tendo a indispensável participação humana, que deve


estar em plena sintonia com Ele. Por essa razão, deve-se evitar
atividade irreverente durante o culto, onde o alimento do céu é
distribuído a famintos espirituais.

Partes do culto público


~ • Oração intercessória
Agradecer o privilégio de cultuar a Deus.
• JJifiO S —' t ó í . i? t r lf c lZ <o M E U/\ É- fH £ M <S>SuN

Devem ser escolhidos de acordo com a mensagem a ser


pregada. Não se deve pedir à congregação, porque pode não
ser conhecido, ou estar fora da pregação e a orquestra não ter as
partituras suficientes para acompanhá-lo; também denota falta de
preparação do dirigente para o culto.
• Leitura bíblica
Geralmente se faz uma leitura responsiva (o pastor lê um
versículo e a congregação o seguinte). Quem faz a leitura deve
fazê-la de modo audível, sem gaguejo e com boa dicção, porque a
mensagem deve ser clara para o crente e o pecador.
• Oração pública
O pedido deve ser definido e específico:
- pela igreja, apresentando-o ao Senhor;
- agradecendo bênçãos;
- confessando o pecado de todos;
- pedindo direção do Espírito Santo para o culto e a inspiração
para a mensagem;
- rogando a graça para os visitantes (para que ilumine suas
consciências);
- a apresentação de visitantes;
- apresentação de cânticos pelos conjuntos, corais e cantores;
- a mensagem de salvação;
55
Diversidade de cuitos

- o apelo;
- os anúncios;
- encerramento com oração e a bênção apostólica.
A duração do culto público
a) Nas cidades
• Nos dias úteis vão das 19:30 às 21:00 horas. Não é conveniente
ultrapassar esse horário por causa das atividades profissionais dos
crentes do dia seguinte.
• Aos domingos e feriados geralmente vão das 19:00 às 21:00
horas.
• Escola Dominical.
Igrejas há que estendem seus cultos de escola dominical até às
13:00 horas, o que se toma uma imprudência muito grande. Por
que razão? Apesar de ser o dia do Senhor (muito embora todos o
sejam), as donas de casa precisam fazer o almoço para os familia­
res e, quando um dos cônjuges é descrente aumenta a tensão de
relacionamento familiar. Nesse caso, convém, na minha opinião
bem sincera, encerrar o culto às 11:00 horas, uma vez que pode
iniciar às 08:00 horas com oração e a programação normal.
Algumas igrejas iniciam seus cultos públicos no domingo à
noite às 18:00 horas, encerrando os trabalhos às 20:00 horas.
Particularmente acho louvável, pois os crentes podem chegar mais
cedo em casa para o preparo das atividades seculares de segunda-
feira e um espaço de tempo têm para a reunião de família. Por
outro lado, é um horário que pode permitir aos membros mais uma
oportunidade de evangelização na circunvizinhança, como bares,
bailes de discoteca, praças (as praças aos domingos à noite são
um local especial para se evangelizar, pois é onde muito povo se
concentra para conversas e passeios).
Imprudência comete o pastor ou dirigente de Igreja quando en­
cerra o culto muito além das 22:00 horas. Para os que não dispõem
de condução própria, correm o perigo da apropriação indébita por
56
Diversidade de cultos

parte do alheio, quer nos transportes ou em ruas pouco movimen­


tadas. Não se deve expor o rebanho do Senhor ao perigo, pois a
prudência é amiga da sabedoria.
b) No interior
Os cultos no interior ou zonas rurais têm características diferen­
tes dos cultos das cidades. Em número, são infinitamente menores
que nas áreas metropolitanas e, muitas vezes os crentes têm que
se deslocar a pé, a cavalo, charrete ou outro meio de transporte,
durante longas horas para chegar ao local da reunião de culto. Daí,
algumas dessas igrejas realizarem seus cultos na parte da tarde,
encerrando-os num horário compatível com o retomo desses irmãos
aos seus lares.
Nas cidades interioranas, onde todos moram nas circunvizinhan-
ças, sempre há a possibilidade de se estender o trabalho além do
horário normal, onde a conversa informal e as trocas de visitas aos
lares dos irmãos são constantes.

O decoro no púlpito
O púlpito é um lugar onde todos devem considerá-lo como
santo, pois dele virá a orientação para a adoração do povo a Deus
e de onde a Palavra de Deus será ministrada. A atenção do povo
estará voltada para o dirigente e os integrantes do púlpito. Dessa
forma, deve-se observar o seguinte comportamento:
• apresentação pessoal do obreiro;
• antes de sentar-se, deve o obreiro orar;
• deve evitar sentar-se de maneira deselegante (pernas abertas,
por exemplo);
• evitar mexer-se ou coçar-se demais;
• não pregar com as mãos no bolso (como se procurasse algo);
• não ajeitar constantemente as calças;
• não gesticular unicamente com a mão direita ou esquerda;
• cuidar para que a gravata ou colarinho não estejam desajeitados;
57
Diversidade de cultos

• não ter o olhar voltado para o teto, para a Bíblia ou outro


local;
• evitar tamborilar com os dedos;
• não soltar piadas ou gracejos;
• estar alheio ou distraído com relação ao que se passa ao redor;
• não repreender a congregação;
• evitar abotoar ou desabotoar o paletó constantemente;
• olhar para o relógio a todo instante;
• ficar com as mãos cruzadas às costas;
■** • não imitar os outros;
• não se escorar no púlpito.
O pregador nunca deve pedir desculpas nem fazer qualquer
referência a si mesmo, como autopromoção.
Evitar preencher lacunas como “amém”, “aleluia” a todo
momento. Deve cuidar-se de vãs repetições como; “né”, “hein”
e similares.
Deve encerrar a pregação quando sentir que ela já atingiu o seu
objetivo e, se for o caso, imediatamente fazer b apelo.
O comportamento nos cultos
- Irreverência
• cochichos no púlpito (o que é uma falta grave);
• falatório dos membros na hora do culto;
• o andar de adultos e o chorar de crianças;
• idas constantes ao banheiro;
• evitar ocasião de escândalo aos visitantes;
• afinação de instrumentos (assunto já tratado no item "A
música na igreja").
- Reverência
• é dever dos diáconos contornar sempre os maus procedi-
58
Diversidade de cultos

mentos de membros na hora do culto;


• os membros devem estar atentos à mensagem e sujeitos ao
Espírito Santo para um resultado mais eficaz do culto;
• a reverência e temor imprimirão resultados espirituais nos
visitantes.

Profecia nos cultos


- O que é o dom de profecia?
É o revestimento da graça para profetizar pelo Espírito (ICo 12.7-
11). E a palavra devidamente inspirada e ungida. E uma palavra sobre­
/ A

natural dada por Deus a uma pessoa, em linguagem conhecida dela.


No Antigo Testamento é profetizado que os homens haveríam
de profetizar nestes dias atuais (At 2.14-21). Vide Joel 2.
O Novo Testamento enfatiza o profetizar.
A profecia é mencionada 22 vezes (ICo 11-14).
O dom de profecia deve ser universalmente recebido pela Igreja,
pois o dom é para todos (At 2.14-18; ICo 14.1,5,24,25,31).
- Escopo e propósitos do dom de profecia
• falar à igreja sobrenaturalmente (ICo 14.3a);
• edificar a igreja (ICo 14.3b);
• exortar a igreja (ICo 14.3b). Exortar (no grego) significa
chamar para perto, e é traduzido como "encorajamento”. Não
significa repreender. Repreensão ou reprovação deve geralmente
partir do ministério da Palavra de Deus ( 2Tm 3.16-4.2);
• consolar a Igreja (ICo 14.3b, 31);
• ensinar a Igreja (ICo 14.31). O aprendizado vem através do
ensino;
• convencer os incrédulos (ICo 14.21-25);
• mulheres e crianças também podem ter este dom (ICo 11.5;
J1 2.28);
• todos podem tê-lo (ICo 14.1,24,31).
59
Diversidade de cultos__ ____

- Instruções e encorajamento dados pela Bíblia à profecia


- não apague o Espírito (lTs 5.19);
- não entristeça o Espírito (Ef 4.29-32);
- não despreze as profecias (lTs 5.20);
- não negligencie o dom (lTm 4.14);
- desperte o dom (2Tm 1.6);
- mordomia e fidelidade (ICo 4.1,2).

O sermão no culto
O sermão ocupa lugar importante entre as partes do culto, prin­
cipalmente se for público (Lc 4.16-21).
O sermão é uma das formas distintas de adoração entre o cristia­
nismo e as demais religiões do mundo, posto que é só o cristianismo
que possui essa prática de adoração com tanto vigor e dedicação.
Apresentação do sermão
a) a matéria;
b) o método;
c) o propósito da pregação.
A matéria é a verdade divina. O pregador é o vaso divino. Essa
verdade está na Palavra de Deus.
O método é a transmissão oral dessa verdade divina. Deve ser com
eloqüência. O bom pregador vai estudar as várias formas de sermão.
O propósito da pregação é persuadir, convencer seus ouvintes
das verdades do Evangelho de Cristo. O pregador precisa sentir
amor profundo pelas almas.
2) C ulto de oração
Textos: Is 56.7; Zc 11.1-13; Tg 5.13; Mt 6.9-15; Rm 8.26,27;
Os 14.2: Mt 7.7; Lc 18.1; Ap 8.3; Sl 5.3; 119.147; Rm 12.12; Sl
5.2; Zc 23.42; At 7.59; 2 Ts 3.5.
60
Diversidade de cultos

Apresentamos aqui alguns itens sobre o culto de oração que, se


observados, poderão tomá-lo mais eficaz. Ei-los:

a) E essencialmente para crentes


• pelo agrupamento de muitos, deve haver arejamento do local,
muito embora deva ser em ambiente fechado;
• é um culto para busca de soluções de problemas;
• deve-se também buscar os dons do Espírito Santo;
• deve-se buscar o batismo no Espírito Santo (Jo 14.16; At 2);
• os cânticos nos cultos de oração não devem ser longos;
• dependendo do local do culto, recomenda-se volume baixo
na voz ou na aparelhagem;
• observar o período de oração: dependerá do local e da dis­
posição dos assistentes;
• não pode ser lugar de “fofocas” ou “intrigas”. A finalidade
é a edificação do corpo de Cristo, e muitos podem ter suas vidas
modificadas.

b) Presença de pessoas estranhas


• pessoas desajustadas mental e espiritualmente devem ser
impedidas de entrar;
• os assuntos tratados devem ter reservas e não serem propa­
lados para a comunidade;
• em caso de manifestação demoníaca, deve haver unanimi­
dade na oração e sem os exageros das gritarias, pois pela palavra
os demônios são expulsos.
c) Culto de vigília
• os cultos de vigília devem ter seu início às 23:00 horas com
término previsto para as 05:00 horas da manhã, quando muito às
06:00 horas. Muitos gabam-se de terminarem esses cultos às 07:00
61
Diversidade de cultos

horas da manhã. Nada de novo isso é, pois se quisermos ficar na


presença de Deus não haverá limite de tempo para isso;
• os períodos de oração devem ser intercalados de louvores
e testemunhos inspirados (cuidar para que revelações absurdas e
contrárias à Palavra não sejam aceitas como verdadeiras)',
• o local para uma vigília deve ser apropriado e não servir de
escândalo para a comunidade;
• local pequeno, grande vizinhança e microfone aberto a alto
volume é caminho para escândalo e conhecimento público dos
assuntos internos da igreja;
• o dirigente deve estar atento para saber de que maneira o
Senhor Jesus quer operar num culto de vigília, pois o Espírito
Santo de Deus poderá trabalhar na vida dos crentes na noite de
vigília através de cânticos, de oração, de testemunhos, usando seus
profetas ou doutrinariamente. Esta sensibilidade do dirigente de
importante, pois poderá forçar sua vontade quando a vontade do
Senhor Jesus é outra.

d) A ordem nos cultos de oração


• a liberdade não deve levar os crentes a uma gritaria carnal,
que gere má impressão a terceiros;
• em At 4.24,31 todos ouviram o que se dizia na reunião;
• o dirigente deve ter o espírito de discernimento para julgar
as profecias (ICo 14.29. Ver versículos 26 a 33);
• deve ele impedir a desordem (duas ou mais pessoas pro­
fetizando ao mesmo tempo, a não ser quando se completam, ou
seja, uma falando em línguas estranhas e a outra interpretando).
"A profecia é a fala de Deus ao homem e não a fala do homem ao
homem”.
e) Para se conhecer se a profecia é de Deus
• que a profecia não contrarie qualquer norma estabelecida na
Bíblia Sagrada. Esta deve ser interrompida ao profeta;
62
StMW
Diversidade de cultos

• que a profecia não pretenda estabelecer normas na igreja,


pois se ela fosse para isso, teríamos que colecioná-las todas e
acrescentá-las à Bíblia, uma vez que seriam a Palavra de Deus;
• a profecia não é para resolver casos pendentes conhecidos
dos profetas;
• a profecia revela o oculto, o que ninguém conhece. É para
edificação e consolação (ICo 14.3);
• se a profecia predisser acontecimento futuro, precisa ser
cumprida para ser verdade.

f) Dias de culto de oração


Feliz é o pastor que pode contar com diversos grupos de oração,
liderados por irmãos ou irmãs, todos os dias da semana, sejam quais
forem os horários determinados. O certo é que a igreja não deve parar
de orar. Trimestralmente, poderá haver um encontro dos círculos de
oração para a manifestação das bênçãos do Senhor.
O dirigente deve aproveitar a disponibilidade de irmãos no tocante
ao tempo, ou mesmo os que estão dispostos para, ao amanhecer,
orarem no templo, como um costume saudável e abençoador.
É preciso tomar cuidado para que os cultos de oração não
se transformem em “caixas de esperança p r o fé tic a Há ir­
mãos que freqüentam diversos círculos de oração em busca
de uma melhor resposta para suas indagações com Deus, ou
para livrá-los de situações embaraçosas da vida, quer de ordem
moral, econômica, conjugal, existencial ou outras. Não raras
vezes, um profeta lhe diz “sim” e outro “não ”, perturbando-
lhe até a sua confiança em Deus. Muitos casamentos têm
sido desfeitos e decisões erradas têm sido tomadas por falsas
profecias, ou profecias humanas. Aconselhamos a que estes
tais confiem mais na Palavra de Deus, e que os dirigentes
de igrejas possam instruir seus membros na conduta certa de
se esperar em Deus e confiar nas suas promessas. Ademais,
os profetas podem ser julgados (ICo 14.29). Há de se louvar
também grandes homens e mulheres usados com sabedoria e
63
Diversidade de cultos

prudência nas palavras proféticas e no uso dos dons do Es­


pírito Santo.
Manifestam-se, ainda, em alguns cultos de oração, certa meni­
nice com relação a visões ou revelações. Na verdade, são obras
da carne ou sugestionamentos que em nada edificam. O que é de
Deus se cumpre, mais cedo ou mais tarde, pois suas promessas
não falham nunca jamais.
Creio que todo dirigente, que consente abertura de oração efe­
tiva em casa de membro da igreja, deveria manter o andamento da
direção desse trabalho sob constante vigilância, fazendo-se presente
sempre que possível. As razões são simples: meninice, inovações
doutrinárias, fofocas generalizadas, formação de grupos contra
o pastor e desvio de liderança, bem assim tomadas de decisões
que contrariam os princípios e diretrizes do pastor da igreja.
Há irmãos que se acostumam a correrem atrás do profeta nos
cultos de oração, mesmo quando esta é feita num lar. Muitas ve­
zes o profeta, também, acostuma-se a profetizar para satisfazer a
angústia do irmão ávido de ter a resposta de Deus para sua causa.
Isto é um perigo, tanto para o profeta quanto para o crente, pois
pode receber uma mensagem que venha do profeta e não de Deus,
e aquele acabará sendo desacreditado por profetizar dele mesmo.
E há três tipos de profecia:
• de Deus;
• do homem;
• do diabo.
Outra determinação que deve partir do dirigente é o uso correto
do som da igreja sede, congregação, especialmente se o templo
é encostado a residências. No entusiasmo, os assuntos transmi­
tidos pelos crentes, seus problemas, pedidos de oração, pecados
e outras coisas podem facilmente ser ouvidos pela vizinhança
e, consequentemente, a desmoralização de crentes envolvidos
nesses problemas. Já presenciei cultos de oração em locais mi­
núsculos, com som estridente, sem razão alguma para o uso de
aparelho de som.
64
H w taw w rn
Diversidade de cultos

Outra questão a ser observada pelos dirigentes é com referência ao


horário desses cultos de oração, especialmente nos lares. Certas irmãs
têm causado problemas familiares, com esposo e filhos, por ficarem
longas horas nesses tipos de culto, esquecendo-se das obrigações de
dona de casa. São costumeiras em deixar a casa sem limpeza, comida
por fazer e roupa por lavar, gerando severas críticas ao seu compor­
tamento. Consequentemente, ao Evangelho de Jesus Cristo.
Com esse procedimento, se o esposo é descrente, jamais poderá
entender uma conversão para a sua vida; antes, seu espírito de
crítica ao evangelho e à igreja será acirrado. Se o marido crente
não aceita essa situação, que diremos do marido descrente?
O salvo é uma pessoa que se distingue das demais neste mundo;
portanto, seu comportamento e modo de viver fazem a diferença
dos demais. O apóstolo do amor disse: "Não ameis o mundo, nem o
que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está
nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a
concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do
mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que
faz a vontade de Deus permanece para sempre. "(1 Jo 2.15-17).
A Bíblia estabelece princípios que devem ser observados, como
um código de ética, e que apresentamos a seguir como um "Mo-
dus vivendi" do crente. Aproveitamos aqui para deixar registrado
um parecer do Conselho de Doutrina da CGADB - Convenção
Geral das Assembléias de Deus no Brasil sobre esse assunto, que
consideramos bastante importante para o procedimento correto do
crente em Jesus Cristo. Vejamos:

a) O crente e sua relação com o mundo


Quanto à relação com o mundo, diz a Bíblia que não podemos
“sair do mundo” (ICo 5.1Q) mas, vivendo no mundo, devemos
“assentar em nosso coração e não nos contaminarmos” (Dn 1.8).
A vida do crente em sua relação com o mundo envolve, também, a
necessidade de ele apresentar-se como um exemplo na sua maneira de
65
Diversidade de cultos
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falar (Ef 4.29; Cl 4.5), no fiel cumprimento dos seus compromissos (Tg
5.12; Mt 5.37) e no pagamento de suas dívidas (Rm 13.8; SI 37.2).
O crente não bebe vinho ou bebidas alcoólicas, pois isto é obra
da carne (G15.20; Pv 23.31; Ef 5.18).
Desde o início, algumas igrejas têm mantido a posição definida
contra cinema e teatro (SI 101.3; 119.37). Hoje, o perigo represen­
tado pelo cinema penetrou nos lares através dos filmes de TV, os
quais têm causado a morte espiritual de muitos. Jesus disse: “Se o
teu olho for mau todo o teu corpo será tenebroso” (Mt 6.23).
Também, desde o início, tem havido uma posição definida contra
todo tipo de loteria, jogo de bicho, etc, por se tratar de um modo
de ganhar dinheiro que se relaciona com a palavra em 1 Timóteo
6.9,10, que fala de toda a espécie de males e que nessa cobiça al­
guns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas
dores e em concupiscências loucas e nocivas que submergem os
homens na perdição e ruína.
Diante do homossexualismo, um pecado que a Bíblia classifica
como “torpeza” (Rm 1.27), e que foi a causa da destruição de
Sodoma e Gomorra (Gn 19) e que ainda é considerado como um
“sinal dos tempos” (Lc 17.28) convém, por causa de uma nova
atitude de tolerância e até de defesa entre certos meios evangélicos,
declarar que não pode haver nenhuma forma de tolerância para este
pecado. Somente uma mensagem de fé e esperança como Cristo
tem poder pode libertar deste pecado tão vil (ICo 6.10,11).
Desde o início deste despertamento, é absolutamente inconcebí­
vel que um membro da igreja pertença a uma “sociedade secreta”.
A Bíblia diz: “Não vos comuniqueis com as obras infrutuosas das
trevas, mas antes condenai-as; porque o que elesfazem em oculto
até dizê-lo é torpe” (Ef 5.11,12).
Quanto ao esporte competitivo, a igreja sempre tem tido uma
atitude definida, de não aceitá-lo. Durante os anos, um bom número
de atletas tem-se convertido, mas eles então têm abandonado a
procura de coroas corruptíveis (ICo 9.25). No entanto, a educação
física é de utilidade para o corpo.
66
Diversidade de cultos

b) O crente e o matrimônio
O matrimônio é de Deus, e a Bíblia nos orienta acerca da
maneira como deve funcionar o estado matrimonial:
• a Bíblia proíbe terminantemente que um crente se case com
uma pessoa descrente, pois isto representa um jugo desigual (2Co
6.14). O casamento deve ser feito “no Senhor” (ICo 7.39);
• todas as relações sexuais antes do casamento são pecado e
são proibidas (1Co 7.9). Por isso, a Bíblia diz: Fugida prostituição
(IC 0 6 .I 8);
• o aborto é pecado, salvo se feito por ordem médica e para
salvar a vida da mãe, pois representa um assassínio. Compare Êx
21.22,23. A Bíblia diz: "Não matarás” (Êx 20.13);
• O divórcio é sempre desaconselhável e deve ser evitado a todo
custo, pois “ 0 que Deus uniu, não o separe o homem” (Mt 19.6).

c) O crente e o seu comportamento externo


O crente deve andar duma maneira que resplandeça a sua luz
diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifi-
quem a seu Pai (Mt 5.16):
• o crente deve se vestir “com traje honesto, com pudor e
modéstia" (lTm 2.9). Independente da moda existente “não ha­
verá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de
mulher" (Dt 22.5);
• conforme a orientação da Bíblia, as crentes não devem usar
jóias, brincos, etc. (lPe 3.3; lTm 2.9) e nem pinturas;
• as mulheres devem ter o seu cabelo crescido, pois lhe é hon­
roso (1 Co 11.15). Da mesma maneira é “desonrapara o varão ter
cabelo crescido”.
d) O crente e a sua vida profissional
O trabalho dignifica o ser humano e, tanto homem como mu­
lher pode exercer atividades profissionais:
67
Diversidade de cultos aomeeRaasHsmasgetoe

• o crente deve em tudo ser honesto (Rm 12.7; Tg 4.8; 2Co


8.21).Ele deve em tudo ser um homem de verdade (2Jo 3);
• o crente deve obedecer aos seus patrões e ser fiel em todo
o seu serviço (Cl 3.22; Ef 6.5-7).
A vida cristã não significa um esforço humano para cumprir
um determinado número de normas, as quais expressam a vontade
de Deus mas é, em primeiro lugar, uma nova criatura (2Co 5.17),
cuja vida é dominada pela nova natureza, que é “Cristo vive em
mim” (G1 2.20).
O crente que “anda em Espírito não cumpre as concupiscências da
carne” (G15.16), mas quer fazer a vontade de Deus (lPe 4.12).
Cremos, portanto, que assim vivendo, poderemos ser carta
aberta para o mundo e cumprir o nosso desiderato para com o
nosso Amado.
Outro assunto interessante a ser abordado, que pode comple­
mentar o que se disse a respeito do nosso modus vivendi, são os
costumes. Os costumes bíblicos seriam um assunto muito vasto
para se comentar dentro da linha deste livro. Somente desejamos
dar uma idéia da indumentária dos tempos antigos, que diferia e
ainda difere dos nossos tempos, especialmente no oriente. Dessa
forma, passamos a comentar sobre os
C o s tu m e s b íb lic o s
Convém introduzir aqui que "costume " é algo meramente huma­
no, "embora possa estar escudado nas leis naturais e nos impulsos
da consciência, estando assim em harmonia com a vontade de Deus.
"Mesmo assim, ele pode ter um tom de perversidade quando se
alia à própria natureza pecaminosa do homem.
Na apresentação deste assunto, observamos que a maioria das
pessoas contemporâneas dos tempos bíblicos vestia uma indu­
mentária bastante simples. O vestuário masculino básico era o da
cobertura dos quadris que os homens de todas as classes usavam.
Sobre este, comumente, os homens usavam um vestuário interno
68
Diversidade de cultos

e outro externo. O vestuário interno era, normalmente, de linho


ou de lã com longas terminações; ele podería ser apertado com
um cinto e chegar aos joelhos ou tornozelos. O vestuário externo,
colocado sobre este, normalmente era uma capa retangular feita
de pele de animal ou de lã. O usuário podia vestir esta capa sobre
um ou ambos os ombros e sem ele o homem era tido como nu
(Vide Jo 21.7). À noite, ele podería tirá-lo e usá-lo como cobertor.
Gente de posse podería usar com freqüência o vestuário externo
lindamente bordado em linho fino.

69
Diversidade de cultos

Crianças aprendendo a lei do Senhor

Vestimenta sacerdotal
O sacerdote usava uma vestimenta de linho, atada com um cinto
torcido de linho azul, púrpura e escarlate e uma cobertura branca
de linho na cabeça.
O sumo sacerdote tinha um vestuário muito mais bem elaborado,
trabalhado em ouro, púrpura e escarlate e um peitoral incrustado com
doze pedras preciosas, uma para cada uma das doze tribos.
O rei de Israel às vezes também vestia uma túnica igual à do sa­
cerdote em conjunto com uma vestimenta apropriada na cabeça.
70
Diversidade de cultos

O SUMO SACERDOTE
A vestimenta do Sumo Sacerdote em Israel era bem trabalhada.
; Cada parte tinha significado especial.

Fita azul

Ombreiras
do Éfode

Anéis de ouro
na extremidade
do peitoral

Peitoral Túnica

Cinto do j
Éfode ] l ?

Manto di
Sino de ouro

Romãs Túnica

Fonte Biblical IluVretór, ^ a ij'8 ^


Vestimentas do sacerdote

Cinto

Casaco do sacerdote

O sumo sacerdote com suas


Roupa do sumo sacerdote
roupas no dia da Expiação
com romãs e sinos de ouro
Diversidade de cultos

O S U M O SA C E R D O T E
a) O que era um sacerdote
Era um ministro investido da autoridade, isto é, autorizado diante
de uma divindade a interceder em favor de um povo. Servia como
mediador entre Deus e o homem.
O sacerdote só podería tomar mulher que fosse de sua própria na­
ção, virgem ou viúva, não repudiada, cuja genealogia medeasse com
a dos sacerdotes, pois estava sujeito a leis sacerdotais (Lv 21).
Deus desejava tomar a nação de Israel como um reino sacerdotal
(Êx 19.6) mas, em falhando, escolheu a família de Arão para ser
a família de sacerdotes, que se perpetuou (Êx 28.1; 40.12-15; Nm
16.40).
Arão (da tribo de Levi) foi o primeiro sumo sacerdote:
• chamado por Deus (Hb 5.4);
• vestidos santos para glória e ornamento (Êx 28.2);
• purificado (Êx 29.4);
• coroado (Êx 29.6);
• ungido e santificado (Lv 8.12);
• submisso à consagração (Lv 8.24-27);
• cingido (Êx 29.9).
b) Funções do sacerdote
Estava sujeito a leis especiais para ministrar (Lv 10.8).
Suas obrigações eram de três categorias:
• ministrar no santuário perante o Senhor;
• ensinar o povo a guardar a lei de Deus;
• tomar conhecimento da vontade divina, consultando o Urim
e Turnim (Êx 29.10; Nm 16.40; Ed 2.63).
O Urim e Tumim (luz e perfeição) era o nome de um ou mais
objetos pertencentes ao Racional do Juízo que o sumo sacerdote
73
Diversidade de cultos

trazia ao peito quando se apresentava ao Senhor (Êx 28.30). Era


para consultar a vontade de Deus em casos difíceis de interesse do
povo (Nm,27.21; Js 9.14; Jz 1.1).

c) Vestimentas do sacerdote
A vestimenta especial do sacerdote era usada quando desem­
penhava funções privativas, “exceto no dia da expiação, em que
as punha de lado para entrar no Santo dos santos”.
As cerimônias da consagração do sumo sacerdote acham-se des­
critas em Êx 29.0 sumo sacerdote era diferenciado dos outros pela
expressão “ ungido” (Lv 4.3,5,16; 21.10). Também havia distinção
no modo da unção deles; estava na quantidade de óleo derramado,
isto é, era mais abundante na cabeça do sumo sacerdote do que era
derramado e aspergido sobre a cabeça do sacerdote.
Foi baseado nesta unção que o salmista Davi escreveu o Salmo
133, que nos fala da unção, que é o resultado da salvação em Cristo.
Os versículos dizem:
Versículo 2
- “a cabeça” (simboliza unção sobre o Senhor Jesus. At 10.38;
Ef 5.23; SI 45.7; 92.10; Lc 4.18);
- “que desce sobre a barba, a barba deArão” (simboliza unção
na vida dos apóstolos. 2Co 1.21);
- “e que desce à orla dos seus vestidos”:
a) “sobre a gola” (simboliza unção sobre a vida da igreja
primitiva. At 2.42,46,47; 4.29-31);
b) “sobre as vestes” (simboliza unção sobre a igreja através
dos tempos. Mt 28.19,20);
c) “sobre a orla dos vestidos” (simboliza unção na vida da
Igreja nos últimos dias, sobre nós portanto. At 2.39).
Versículo 3
“Como orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião;
porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre ”.
74
___ _______________ ____________ _______________ JD Iw g jd g d e d e ç ^ ç s

Sabemos que o monte Hermom vive constantemente coberto de


neblina (orvalho), e que a sua ação se estende até aos montes de Sião;
monte Sião hoje é representado pelo templo ou qualquer outro lugar
onde alguém se reúne em nome do Senhor Jesus Cristo (Mt 18.20; Jo
4.20-24), porque ah o Senhor ordena para que venham sobre os que
estiverem reunidos (sobre nós) a bênção e a vida para sempre.
Além da camisa de linho branco (em comum com os demais
sacerdotes), o sumo sacerdote usava:
1) Peitoral (Racional do Juízo)
O peitoral fala do caráter de Cristo. Era feito de linho fino e
branco; tinha um palmo quadrado (22 cm), e nunca deveria ser sepa­
rado do éfode. O peitoral deveria ser enchido de pedras de engaste
(encravadas), com quatro ordens de pedras (Êx 28.16-21).
S a r d ia T o p á z io C a r b ú n c u l o

E s m e r a l d a S a f i r a D IA M A N T E

J a c in t o á g a t a A m e t is t a

T u r q u e s a S a r d ô n i c a J a s p e

Era de ouro, jacinto, de púrpura e de linho fino retorcido, e


conforme a ordem das doze tribos, em cada pedra estava escrito o
nome de cada tribo dos filhos de Israel.
2) É fo d e (coberta)
Fala da obra mediadora de Cristo. Era a vestimenta externa usada
pelo sacerdote. Era feito de ouro, de azul, de púrpura, de carmesim tinta
duas vezes, de linho retorcido, obra de várias cores, com duas abertu­
ras em cima, uma de cada lado, as quais se tomam a unir, cobrindo a
frente e as costas. Havia uma abertura em cima para enfiar a cabeça.
De um e de outro lado, havia duas pedras comelinas, tendo gravados
os nomes dos filhos de Israel, seis em cada uma (Êx 28.9,10; 39.2).
75
Diversidade de cultos

3) Manto do éfode
Fala da origem celestial de Jesus. De cor azul, era sem mangas,
tendo na parte inferior romãs de azul, e de púrpura e de carmesim,
ao redor de suas bordas; e campainhas de ouro no meio delas, ou
seja, uma romã sempre intercalada por uma campainha de ouro
(Êx 28.31-35; 39.22-26).
4) Túnica
Fala da obra redentora perfeita de Cristo. Era uma vestimenta
comprida e ajustada ao corpo, de linho fino, de obra tecida (Êx
39.27).
5) Mitra
Fala de santidade ao Senhor e da santidade a Ele devida. Era
a cobertura para a cabeça usada pelo sumo sacerdote, e feita de
linho fino, branco.
A mitra era adornada com uma lâmina (placa) de ouro puro,
gravadas as palavras “santidade ao Senhor”. Esta lâmina atava-se
à frente da mitra com uma fita azul (Êx 28.36).

Vestimenta feminina
À semelhança dos homens, as mulheres usavam vestimenta
interna simples, embora esta era mais alta no pescoço e freqüen-
temente atingia embaixo os tornozelos. Geralmente, a vestimenta
feminina era branca, embora algumas usavam preto ou azul. As
ricas, como seus maridos, vestiam linho fino, tingido de reluzente
vermelho ou púrpura, e elas enfeitavam suas roupas com jóias,
prata, ouro e intrincada bordadura. As mulheres provavelmente
também vestiam coberturas simples na cabeça, quase parecidas
com os modernos chalés de oração, e véus fracionados por fileiras
de moedas.
Nos tempos do Antigo Testamento, os homens judeus tinham
a tendência de usar barba e cabelos crescidos; posteriormente,
influenciados pelos gregos e romanos, eles encurtaram o compri­
mento dos cabelos.
76
Diversidade de cultos

O vestido e a moral
A liberalidade no modo de vestir das mulheres vem refletindo
uma crise moral em nossos dias. Esse relaxamento vem afetar a
autoridade dos pais levando, também, a “violar o código natural
da ingênita (de nascença; inato) moralidade do homem”.

A indecência no vestir
A aberração mundana no vestir das mulheres constitui-se, hoje, um
atentado à moral e pedra de escândalo para a igreja de Jesus Cristo.
O pretexto do calor serve para a apresentação do corpo nu, atraindo
o homem o corpo feminino e excitando nele as más paixões. Cabe
aos obreiros a recomendação às irmãs não cederem a essa invasão de
paganismo que ameaça a moral ainda vigente em nossas igrejas.

77
Diversidade de cultos

O apóstolo Paulo, em lTm 2.9,10, recomenda: “Da mesma


sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia
e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas,
ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio
às mulheres que professam ser piedosas).

Maquilagem e jóias
Homens e mulheres se adornavam com anéis e pendentes,
freqüentemente feitos com pedras preciosas. As mulheres faziam
a maquilagem com minerais naturais.

Fazendo a roupa
Os principais materiais utilizados para fazer as roupas eram a lã de
ovelha, o pêlo da cabra, peles de animal e linho; o linho precisava ser
cortado e secado, molhado e então secado de novo. A seguir, as fibras
eram separadas e.o linho podia ser fiado e entrelaçado para formar o
tecido. Para fazer roupa de lã havia um outro processo complicado:
1 ) a lã era lavada e limpa com químicas especiais;
2 ) a lã normalmente era tingida com corantes naturais, usando-se a
potassa e a cal, para fixar a tinta e interromper o seu desbotamento;
3) a lã estava pronta para ser fiada e entrelaçada.
A fiação era, em condições normais, feita simplesmente pelas
mulheres com o uso de frisos manuais, sendo, então, o entrelaça­
mento executado sobre um tear (máquina destinada a produzir
tecido) vertical ou horizontal, de modo idêntico ao adotado para
o linho o pêlo de cabras.

Lavando as roupas
As roupas eram lavadas colocando-as em uma forte correnteza,
de modo que a sujeira fosse retirada da roupa, ou mediante batidas
de roupa molhada sobre a superfície de pedras para eliminar a
78
Diversidade de cultos

sujeira. As mulheres poderíam usar sabão feito de óleo de oliveira


ou de vegetais.
Alguns costumes entre os crentes (1)
a) ler a Bíblia no culto, estando a congregação em pé ou sentada;
b) saudar uns aos outros com “A paz do Senhor”;
c) tanque batismal em templos;
d) capas brancas para batizandos;
e) uniformes para coral;
f) nomes bíblicos de conjuntos, bandas, corais, institutos bíblicos;
g) levantar a mão para aceitar Jesus como Salvador;
h) cálice individual (ou não) na Ceia do Senhor, bem como no
referido ato comer o pão todos de uma vez, ou individualmente;
i) oferta recolhida no gazofilácio ou em sacolas especiais para
ofertas;
j) o rito do casamento religioso, isto é, suas partes constitutivas;
l ) horário de culto nas igrejas, quase sempre à noite;
m) os homens não usarem cabelos compridos e barbas;
n) o uso do paletó e gravata para os homens, especialmente os
oficiais da igreja.

A estola
No hebraico ephod (Êx 25.7; Jz 8.27; 2Sm 6.14) era uma peça
usada pelos sacerdotes e por homens ilustres, bem ajustada ao cor­
po, sem mangas, e de vários comprimentos, mas que usualmente
descia até às cadeiras.
Esse nome aparece em antigos textos assírios do século XIX aC,
bem como em textos ugaríticos do século XV aC, sob ás formas de
epadu e epattu. Algumas estolas eram bastante elaboradas, bordadas
e decoradas de várias maneiras. No caso do sumo sacerdote, a peça
10 Revista "0 Obreiro", abr/mai/95, p.37, CPAD
79
Diversidade de cultos........ ............................

era feita de linho (Veja ISm 2.28; 14.3 quanto à referência desse
item do vestuário).
Era segura em tomo da cintura como uma espécie de cinto e,
nos ombros, por peças que passavam por cima dos ombros.

Calçados
A maioria dos pobres nunca usava qualquer tipo de calçado.
Mas a sandália era o calçado comum. No hebraico naal (Veja Êx
12.11; Dt 29.5; Ez 24.17,23). Os calçados eram tirados quando se
entrava em algum lugar santo (Êx 3.5; Js 5.15). Os que lamentavam
os mortos, imitando os pobres, andavam descalços (2Sm 15.30; Is
20.2; Ez 24.17,23). Os homens de autoridade e de elevada posição
tinham escravos que os calçavam e descalçavam levando os calça­
dos por onde seus donos iam (Mt 3.11; Mc 1.7; Jo 1.27). As solas
das sandálias eram feitas de couro ou de madeira.

80
Diversidade de cultos

Jesus e seus discípulos


A maneira como eles se vestiam pode ser deduzida das instru­
ções dadas aos doze e aos setenta (Mt 10.5-15; Lc 10.1-12), acerca
do que podiam levar ou não em suas jornadas missionárias. Eles
podiam usar:
a) túnicas (no grego chitón);
b) sandálias (no grego upódema);
c) cintos (no' grego Zopé)\
d) bolsas de dinheiro (no grego ballántion);
e) cajado (no grego rábdos)
Eles não podiam levar consigo duas túnicas. O termo grego
usado nessa proibição é chitón, mas o plural pode referir-se a
roupas em geral, e a proibição pode ser contra duas peças inter­
nas, ou não. Uma delas, provavelmente, era para ser levada como
peça avulsa, acreditando-se que Jesus não tivesse proibido o uso
de duas peças ao mesmo tempo. Em ocasiões de frio, certamente

81
Diversidade de cultos

Bolsas e anel
Diversidade de cultos

3) C ulto de doutrina
Tem o culto de doutrina a finalidade de ensinar, de forma dog­
mática, isto é, aquilo que se ensina é fixado na igreja como padrão
de conduta para todos os crentes; são as doutrinas bíblicas:
- serve para crescimento da Igreja;
- traz responsabilidade para quem faz uso da palavra (o pastor);
- não há, necessariamente, a presença de corais;
- é importante um período de oração;
- é um culto diferente de pregação;
- deve ser um culto vivo e dinâmico;
- o pregador deve viver o que ensina;
- a ocasião do ensino não é para ataques pessoais;
- este culto difere de “costumes”, comumente confundido
com “doutrina”.

O que é doutrina?
“É o conteúdo da fé cristã. Ao contrário dos costumes, conce­
bidos ao gosto de cada povo de acordo com sua etnia, a doutrina
é uniforme, a mesma em todos os lugares, para todas as pessoas
em todos os tempos”.
A “doutrina ” difere dos “costumes ”, que representam manei­
ras de agir de um povo, e são “uma forma de expressão do porte,
postura e comportamento social da pessoa ou congregação, con­
firmando a doutrina bíblica, a moral e a ética cristãs", segundo o
pastor Antônio Gilberto.
São doutrinas bíblicas:
- As Sagradas Escrituras.
- A criação de todas as coisas.
- O pecado.
83
Diversidade de cultos

- Os anjos.
- O homem.
- A salvação.
- A justificação pela fé.
- Os dons espirituais.
-A Igreja.
- A segunda vinda de Cristo.
- O milênio.
- O céu e o inferno.
- A santificação.
- As últimas coisas e outras.
Já os “hábitos e costumes são fortemente influenciados pela
cultura e modo de viver e valores sociais e religiosos das pessoas
em suas regiões, onde têm raízes sociais. Isto não levado em con­
sideração é o mesmo que admitir que os orientais vistam todas
as mulheres brasileiras com véus.
Os hábitos e costumes, portanto, não podem ser simplesmente
encarados e agredidos, ou modificados sem maior cautela.”

4) C ulto em ações de graças


A Bíblia respalda o sermos agradecidos pelas bênçãos recebidas
e o compartilhamento com os demais.
Direção do culto
O programa que obedece o culto não pode ser à revelia do pastor
ou dirigente. Deve ele conhecer, antecipadamente, os diferentes mo­
mentos do culto: local, motivos, etc. É importante também examinar
os atos a serem praticados no culto, a fim de evitar aberrações.
Às vezes é possível a inserção de ações de graças num culto
normal da igreja. Nesses cultos, quando o dirigente é um diácono
ou presbítero, deve passar a direção ao pastor da igreja que chega
84
Diversidade de cultos

(se do mesmo ministério). Caso o pastor queira, poderá devolver


a direção do culto ao dirigente.
Textos bíblicos
SI 103.1-5; lTs 5.18; Cl 3.15-17; SI 116.12-14; lTm 1.12 (or­
denação)- ICo 29.10-14; SI 106.1-3; Ef 5.20; SI 105.1-5.
Programa de culto em ações de graça
Processional (órgão)
1) Invocação
- Hino (Exultação) pela congregação
- Leitura devocional (Salmo 150) responsiva
- Oração pastoral
- Meditação
2) Edificação
- Hino (quarteto)
- Saudação aos formandos
- Dueto
- Hino (Doxologia) pela congregação
3) Ação de Graças
- Hino pelo coro da igreja
- Sermão gratulatório
- Hino pelo coro da igreja
- Bênção apostólica
4) Poslúdio (órgão)

5) C ulto ao ar-livre
A evangelização é uma das três partes da missão da igreja, e
diz respeito ao crente e ao mundo. É a mais importante tarefa da
Diversidade de cultos

Igreja. O culto ao ar-livre é uma excelente forma de cumprirmos


essa missão.
Fatos a observar
Os cultos de ar-livre devem ter uma equipe instruída adequa­
damente sobre:
• tempo, textos apropriados, literatura (folhetos, novos testa­
mentos), horário, local, pregadores, apelo;
• tarefas devem ser distribuídas no culto ao ar-livre, como:
conselheiros, recepcionistas para anotar os nomes das pessoas que
aceitam a Cristo, grupo selecionado para ficar em oração durante o
período do culto, grupo para distribuir folhetos antes do culto;
• não se deve levantar ofertas durante o culto de ar-livre;
• os resultados devem ser dados ao pastor da igreja após o
ar-livre, para motivação de outros membros da igreja;
• a equipe deve fazer um acompanhamento dos novos con­
vertidos, tomando-lhes os dados em ficha própria. Para isso, uma
comissão de visitas desempenha o papel de auxiliá-los na fé em
Cristo Jesus;
• os trabalhos de ar-livre devem ser feitos sempre com a ajuda
do Espírito Santo.

6) C ulta de separaçãa de abreiras


É de grande significação para o obreiro como para a Igreja. É
necessário, antes da separação do obreiro, observar nele as seguin­
tes características:
Vocação
A " vocação" divina é uma condição indispensável para o
exercício do ministério, e o apóstolo Paulo entende que a vocação
vem a ser um processo pelo qual Deus chama o homem que
nomeou para sair da escravidão para a justificação (Rm 8.29,30),
trazendo-o para o Seu serviço.
86
jU M e e v s tu s w o s
Diversidade
~ - T lTTTri—
de cultos
T f ——— — ----- — - -

0 ministro vocacionado pelo Senhor coloca o ministério acima


de tudo e, ainda, cuida ser a obra mais importante neste mundo
(At 13.2; Rm 1.1); também inclui o desejo profundo de obedecer à
voz do Senhor na sua consciência, com a exigência, muitas vezes,
de sacrifícios e sofrimentos (ICo 9.16).
Chamada
A ”chamada” vem a significar “falar a outra pessoa, ou
diretamente ou por intermediários, a fim de trazê-la mais perto,
num relacionamento, ou físico ou pessoal”. Além disso, no grego
também é “convidar”, “convocar” (como convocação oficial por
uma autoridade reconhecida), “chamar a si”, “nomear”.
A chamada divina faz com que a pessoa chamada entre em comu­
nhão com Cristo, ao mesmo tempo com os membros do Seu corpo.
Deus pode chamar os homens de modo:
1) Direto (Gn 6.13; 12.1; Ex 3.10; Dt 1.38; ISm 3.20; Is 6.9;
Mc 1.17);
2) Indireto (Gn 37.5-10; Nm 27.18; Dt 1.38; 31.7,8; Rm
16.21).
Ao descrever as chamadas de alguns servos de Deus, José De-
neval Mendes (in memorian) resume alguns propósitos importantes
da chamada divina:
• que o ministério nunca foi uma profissão (na antiga aliança, o
sacerdócio era privativo dos filhos de Arão, e os profetas eram chama­
dos pelo Senhor) na nova; o ministério é um dom e uma vocação;
• a certeza da chamada faz superar obstáculos intransponíveis
(Nm 12.1-16; 14.1-9; At 14.19-22; Hb 11.33,34);
• é acompanhada da missão (para missão específica).
A chamada, quanto à natureza, pode ser:
- divina (Ef 4.11);
- pessoal (Mt 25.14,15);
- soberana (Rm 11.34,35; 2Co 2.16);
- definitiva (Lc 9.57-62; lTm 1.12,13).
87
Diversidade de cultos _____ _______

Consagração e ordenação
Somente com a ordenação tem o pastor autoridade para efetuar
batismos, celebrar a ceia do Senhor, bem como outros atos perti­
nentes à sua função.
Segundo Davis, a “consagração” é o ato pelo qual uma
pessoa se dedicava ao serviço de Deus, incluindo a ordena­
ção para exercer qualquer ofício sagrado (Lv 8.23; lCr 19.5;
2Cr 29.31; Êx 29.9), bem como a separação de objetos de uso
comum, para fins religiosos (Is 6.19; 2Cr 31.6). Assim, a orde­
nação vem a ser o sentido de “tornar oficial uma pessoa para o
exercício de uma tarefa”.
Desta forma, deve o candidato ao santo ministério ter con­
sagrada a sua vida diante de Deus para o exercício do sacerdócio
(Rm 12.1,2) e ordenar as suas atitudes e providências (2Tm4.1-5)
porque a palavra “consagração” nos fala de separação para uma
tarefa, e a palavra “ordenação” nos fala de organização dessa
mesma tarefa.

1) Separação para diácono


Teve origem na necessidade vista pelos apóstolos de cuidar
dos afazeres materiais (At 6.1,2). Tem base bíblica a separação
desses obreiros.
A sua importância é grande pelo serviço que desempenha:
• material;
• espiritual.
O separado para o diaconato precisa reunir condições para tal
(At 6.3; lTm 3.8-13):
a) ser cheio do Espírito Santo;
b) ser de boa reputação;
c) ser cheio de sabedoria.
A escolha é do pastor da igreja (podendo ser indicação dos
dirigentes de congregações).
88
Diversidade de cultos

Culto de separação de obreiros para o diaconato


Procede-se um culto normal, onde há leituras bíblicas, que
poderão ser feitas em At 6.1-7, ou lTm 3.8-16.
Geralmente a imposição de mãos sobre os diáconos não é para
ordenação, e sim para a designação de uma obra específica, como
vemos em Atos 13.3, quando Bamabé e Saulo empreenderam a
primeira viagem evangelística pelo Espírito Santo.
Este ato pode ser feito após a mensagem oficial, que poderá ser pro­
ferida pelo oficiante. Chamará à frente o candidato, com sua esposa, os
quais ficarão ou no púlpito ou à frente dele, ouvindo as admoestações
quanto ao cargo que ora passará a ocupar, bem como deve esclarecer
quanto às suas responsabilidades materiais e espirituais.
O descumprimento da missão ou ineficácia para o cargo deve
gerar afastamento.

^ 2) Ordenação para presbítero


O termo Presbítero não é mera honraria. E um ofício que atua
na vida espiritual e administrativa da Igreja, e desde o princípio da
história vem exercendo funções diversas como conselheiro, juiz,
chefe de família, embaixador e como pastor e bispo da Igreja de
Jesus Cristo. A honra lhe era devida, e nada se lhe devia ocultar.
Assim, a função de presbítero:
• tem base bíblica (lTm 3.1-6;Tt 1.5-9; lPe 5.1-4);
• tem funções de pastor (lPe 5.1,2; Tt 1.5-9);
• é vocação e chamada divina (contraste com os que querem
consagrar analfabetos por prêmio ou favoritismo).

O Ato
O ato de ordenação deve ser feito dentro de um culto normal.
Separa-se um tempo do culto para o ato, a exemplo da separação
para o diaconato:
89
Diversidade de cultos
jipiiinnn^i inriíTMifiSiw* iii"luinniUiiEi uamniimn' 'iiwi ■i. 0
min^i/rrrrifiTTrTP.TYTVYtrini^ioiTfnnrwwnfliiwii nvnitwrrfi nur<•lUiirmrr.Tirqrfftyi,»yi>imiiifliyNyii'gfijynrYiaririrrTiTwTiiaw<» ^,VTMVv^<WJ*

• a escolha é do pastor após um período de observação e oração;


• para o momento da ordenação, temos os textos já citados;
• o ofieiante deve explanar sobre as responsabilidades do
ordenando:
“Irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio,
modesto, hospitaleiro, apto para ensinar, não dado ao vinho, não
violento, porém, cordato, inimigo de contendas, e governe bem a
sua casa, criando osfilhos sob disciplina, com todo o respeito, não
arrogante, não irascível, nem cobiçoso de torpe ganância, justo,
piedoso, que tenha domínio de si; apegado à palavra fiel, que é
segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar
pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem; devem
apascentar o rebanho do Senhor, não por constrangimento, mas
espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância,
mas de boa vontade; nem como dominadores dos que lhes forem
confiados, antes, tornando-se modelo do rebanho
• a esposa deve estar presente e conhecer também o seu papel
na vida do obreiro;
• o candidato ajoelha-se;
• a igreja estará de pé após a prédica. O ofieiante perguntará
se os irmãos estão de acordo na aprovação do candidato. Nada
havendo, o ofieiante fará a oração, ou solicitará que o faça alguma
outra autoridade eclesiástica presente;
• os demais ministros do Evangelho deverão acercar-se do
ordenando para a imposição de mãos (ITm 5.22);
• em se levantando da oração, seguir-se-ão os cumprimentos.
• a igreja o fará após o término do ato, e ao final do culto.

3) Ordenação para evangelista/pastor


Tanto o pastor como o evangelista são considerados Ministros,
título em evidência nos nossos dias, e cuja missão é servir (Rm
12.7; lPe4.10).
90
Diversidade de cultos

0 evangelista é um portador ardoroso das boas novas às almas


perdidas, e deve acompanhar grandes milagres para despertamento
do povo.
A ordenação
Também o ato de ordenação de ministro é feito num culto que
segue normalmente, com a igreja já preparada para isso, reservan­
do-se aproximadamente 30 minutos para a cerimônia.
Textos bíblicos
Ef 4.11-13; Mc 3.13-15; At 13.1-3; lTm 3.1-3; 2Tm 2.5;
4.1,2,5.
Seqüência do ato
• na hora determinada dentro do culto (ao final), o oficiante
explana a Palavra adequada ao ato, devendo a esposa do obreiro
estar a seu lado no púlpito;
• terminada a prédica, o oficiante solicitará que ajoelhem-se
para a oração com a imposição de mãos dos Ministros presentes;
• ao se levantarem, enquanto a igreja canta um "corinho" (que
pode ser o “Serei fiel”), os pastores poderão dar-se aos cumpri­
mentos ao ordenando;
• após a bênção apostólica, a igreja estará cumprimentando o
novo ministro;
• o Secretário lavrará uma ata de ordenação, que deverá ser
enviada à Secretaria da Convenção à qual o obreiro pertence.
Procedimentos para a ordenação de ministro do Evangelho
• o pastor presidente da igreja, após esta aprovar o nome do can­
didato à ordenação, o encaminha à Convenção a que está filiado;
• a Convenção dispõe de formulários próprios de requerimento
de ordenação de ministros, junto com a relação de documentos que
deverão ser apresentados pelo candidato;
• cumprida essa formalidade, a Secretaria da Convenção dá
um número de processo à documentação apresentada;
91
Diversidade de cuitos

• o processo é lido em uma Assembléia Geral da Convenção e enca­


minhado a uma Junta Examinadora de Candidatos, que examinará a
documentação apresentada e marcará entrevista com o candidato;
• o exame é feito segundo as normas já estabelecidas pela
Convenção para a aprovação e ou rejeição de um candidato ao
Santo Ministério;
• se aprovado pela Junta, é comum encaminhar o candidato
para um Curso de Orientação para Obreiros, de aulas práticas e
teóricas, aperfeiçoando-o mais para a obra do ministério;
• em sendo aprovado, marca-se a data de sua ordenação, o
que pode ser feito em uma Assembléia Geral da Convenção ou na
própria igreja do candidato aprovado, em dia e hora aprazados;
• a Convenção do Estado à qual passa a pertencer o novo orde­
nando expede-lhe uma credencial, válida como Ministro do Evange­
lho gozando de todas as regalias inerentes ao ministério pastoral;
• a Convenção do Estado, então, encaminha ficha própria do
já ministro à Convenção maior.

Condições bíblicas para separação de ministro do Evangelho


• que o candidato seja convertido (At 9.15-22);
• que seja batizado com o Espírito Santo (no caso dos pente-
costais) (At 2.4; 4.8-31);
• que tenha uma vida irrepreensível no lar e perante a sociedade
(lTm 3.2);
• que seja dizimista convicto (Lc 14.33);
• que seja casado, marido de uma só mulher (lTm 3.2);
• que seja chamado e vocacionado para a obra do ministério
(2Tm 3.10,11,14);
• que não seja neófito (G12.1,9; lTm 3.6);
• que não pertença a nenhuma sociedade secreta, pois o que
fazemos deve ser às claras;
• que não seja analfabeto (2Tm 2.15);
92
Diversidade de cultos

• que o candidato esteja disposto a viver do Evangelho (ICo


9.13,14);
• que o candidato saiba ler corretamente e possua pelo menos
8 anos escolares, devendo-se evitar a separação de analfabetos.
A sabedoria do pastor fará com que os candidatos que incorrem
nas situações abaixo não sejam ordenados:
a) aposentados por velhice, doença ou invalidez permanente;
b) incursos em processos criminais de qualquer natureza;
c) portadores de doenças nervosas ou mentais, mesmo mili­
tares nessa condição.

F orm as d e j u b il a ç ã o d e m in is t r o s d o e v a n g e l h o

Temos sido consultados por muitos pastores sobre que forma


de jubilação seria a melhor aplicada em sua situação. Num estudo
que fizemos na Convenção, apresentamos a seguinte proposta de
jubilação para Ministros do Evangelho:
Classificação dos pastores
a) Pastor Presidente;
b) Pastor Auxiliar que recebe “pro labore” (indicado pelo
pastor presidente);
c) Pastor Auxiliar com situação financeira definida;
d) Pastor Auxiliar sem condições financeiras de sustento.

Desenvolvimento das situações


A) Pastor presidente
1. Se empregado (pode aposentar-se por seu emprego);
2. Se vive da Igreja também (pode jubilar-se pela igreja também);
Obs: Se quiser pode ter as duasfontes de renda na jubilação, ou
se as condições de sua aposentadoriaforem boas financeiramente,
dispensa o dinheiro da Igreja.
93
Diversidade de cultos^ ^ __^

3. Se o pastor só vive da igreja (pode ser jubiladopela igreja,


tendo somente estafante de renda).
Vindo a falecer
Nos casos 1 e 2, a viúva recebe sua pensão do emprego material,
bem como a jubilação por parte da igreja. Em que termos?
a) enquanto permanecer como membro da igreja, e viúva, a igreja
obriga-se ao pagamento de 70% da jubilação que o esposo recebia;
b) casando-se novamente, perde a jubilação;
c) falecendo a viúva, cessa o compromisso da Igreja quanto
ao pagamento da jubilação.
Sugestão
Sugere-se a criação de um Fundo de Reserva para a aposentadoria
dos ministros presidentes de igrejas, prevendo-se esta circunstância.
B) Pastor auxiliar que recebe “pro labore”
l.A igreja tem o compromisso do pagamento do seu INSS. Em
que base? Em três (3) salários-mínimos.
Em havendo jubilação:
a) ele se aposenta pelo INSS (com tempo ou compulsoria-
mente). Nesse caso a igreja não precisa pagar a jubilação;
Obs: A igreja que recolher contribuição inferior a 3 salários
mínimos ao pastor, deve dar-lhe “pro labore ” de um (1) salário.
b) ele chegou no tempo de jubilação, com mais de 65 anos
de idade e 35 anos de ministério, sem ter tempo de INSS, mas
recebendo “pro labore” da igreja:
• nesse caso, a igreja jubila compulsoriamente na mesma base
do "pro labore"',
• se no exercício do ministério for acometido de doença
grave ou invalidez, aplica-se o mesmo dispositivo de jubilação
compulsória;
94
Diversidade de cultos

c) se o ministro completar 35 anos de ministério, sem ter dado


esses anos na igreja em que completou o tempo de jubilação:
• pode aposentar-se pelo INSS, se para ele contribuiu;
• a igreja na qual atua desobriga-se de sua jubilação; se nun­
ca recolheu para o INSS, a igreja passa a recolher sobre três (3)
salários mínimos.
d) como sugestão, pela tabela fixada pelo Governo, a igreja
poderá pagar o INSS do Pastor Auxiliar sobre um (1) salário-
mínimo e, progressivamente, de acordo com as exigências do órgão
(INSS):

C) Pastor Auxiliar com situação financeira definida


a) a igreja não precisa se envolver na sua jubilação, por ter
sua aposentadoria assegurada pelo seu serviço (INSS, funcionário
público, militar, ou outros órgãos);
b) em não atingindo o pastor o tempo necessário para aposen­
tadoria, por motivo de acidente ou desemprego, ou outro motivo
que lhe impeça de continuar recolhendo seu INSS, a igreja poderá
recolhê-lo até completar o período de sua aposentadoria pelo Ins­
tituto;
c) nesse caso, a igreja poderá arbitrar um “pro labore” para
sua manutenção, pelo período correspondente até a sua aposenta­
doria pelo INSS.
D) Pastor Auxiliar sem condições financeiras de sustento
a) Se nunca recolheu INSS e não tem condições de recolher:
• a igreja poderá recolher o INSS, averbando-lhe o tempo de
serviço como Ministro de Confissão Religiosa, atualizando sua
situação junto ao órgão (INSS);
• a igreja pode passar a recolher o seu INSS até sua a-posen-
tadoria, enquanto permanecer na igreja;
• a igreja passa a arbitrar um “pro labore ” para com-plemen-
tação de sustento familiar enquanto bem servir à igreja;
95
Diversidade de cultos__

b) Se tem algum tempo de serviço com pagamento ao INSS,


e deixou de recolher:
• aplica-se o mesmo exposto no item 1 (letra A);
• a igreja poderá colocá-lo à disposição, arbitrando-lhe um
“pro labore” para sua manutenção;
• a igreja pode, a partir da data que julgar justa, passar a re­
colher o seu INSS, até compulsoriamente completar seu período
de aposentadoria.
Vide no item 10 sobre "Culto de Transmissão de Cargo", parte
referente a "Questões a serem observadas no caso de jubilação

7) C ulto de colação de grau


É o chamado “culto deformatura”. É uma oportunidade similar
à do culto em ações de graças.
A colação de grau, nas igrejas, tem origem em dois eventos:
1) formatura de cursos seculares (terceiro grau);
2) formatura de curso teológico (bacharelado).
Geralmente nas faculdades e universidades, faz-se um culto
ecumênico, após a Colação de Grau promovida pelas turmas, em
auditórios, ou onde acordarem fazer.
Outros, preferem oferecer ao Senhor Jesus um culto em ações
de graça pela vitória alcançada. Esse culto pode ser feito na igreja
. do formando, em auditório externo, ginásio, ou outro local esco­
lhido pelas turmas.
A Colação de Grau na igreja é feita pelos formandos do Curso
Bacharelado em Teologia.
Para os demais cursos, faz-se uma formatura obedecendo um
ritual diferente de um culto normal.
Senão, vejamos:
A. Culto de colação de grau (Programação)
96
Diversidade de cultos

Prelúdio
Primeira Parte - Ação de graças
Abertura solene
Oração
Hino pela congregação "
Hino Macional Brasileiro
Hino pela Congregação
Leitura Bíblica pelo presidente da igreja
Apresentações«
Segunda Parte - Dedicação
Hino Oficial da entidade pelo coral dos formandos
'Palavra do diretor da entidade
Louvor
Palavra do orador da turma
. Louvor pelo coral de formandos
Terceira Parte - Colação de Grau
Colação de Grau pelo presidente da entidade
Compromisso dos formandos
Palavra do paraninfo da turma
Louvor
Assinatura do Termo de Formatura
Entrega dos diplomas aos formandos
Homenagens
Agradecimentos
Oração
Bênção apostólica
Poslúdio

97
Diversidade de cultos

B. Culto de form atura de cursos


a) Elementar de Teologia
b) Básico em Teologia
c) Básico Especial em Teologia
d) Cursos de Extensão em Teologia
e) Médio ou Graduado em Teologia

Programação
Primeira Parte - Ação de graças
Abertura Solene
Oração
Hino pela congregação
Entrada dos formandos do Curso
Hino Nacional Brasileiro
Leitura Bíblica/Oração
Apresentações
Segunda Parte - Dedicação
Hino Oficial da entidade pelo coral dos formandos
Palavra do diretor da entidade
Louvor
Palavra pelo orador da turma
Louvor
Terceira Parte - Form atura
Juramento pelos formandos do curso
Palavra do paraninfo da turma
Louvor
Assinatura do termo de formatura
Entrega dos certificados
Homenagens
98
Diversidade de cultos

Palavra do presidente da entidade


Agradecimentos
Oração
Bênção apostólica
Poslúdio
Ao longo dos anos à frente de uma escola teológica, a EPOE -
Escola de Preparação de Obreiros Evangélicos, com freqüência
somos solicitados pelos alunos a fornecer um modelo de discurso
de formatura. Achamos por bem, por isso, apresentar nesta obra
dois modelos, um de Curso Básico e outro de Curso Bacharelado
em Teologia, constantes de nossos arquivos.
Discurso de formatura de Curso Básico em Teologia
(Modelo)
“Ilustríssimo Senhor Presidente da EPOE,
Ilustríssimo Senhor Diretor da EPOE,
Senhores Professores, Pastores, Alunos,
Meus irmãos, minhas irmãs.
Alguém já disse que as mais importantes palavras deixamos
sempre para o final, e a nossa neste encerramento de curso é:
Muito obrigado!
Primeiramente, a Deus, através do Espírito Santo que nos orientou
para estarmos aqui, nos deu forças, ânimo e, acima de tudo, graça.
Muitos foram os obstáculos, lutas e provações para chegarmos
até aqui. Porém, ficamos firmados na Palavra de Jeová a Daniel:
“Mas tu, porém, vai até o fim”.
Começar qualquer coisa é fácil mas ir até o fim é muito difícil,
mormente o aprendizado da Palavra de Deus. A direção da EPOE,
seu corpo administrativo e pessoal de apoio nas mais diversas tarefas
muito contribuíram para o bom funcionamento das aulas. Que Deus
99
Diyffsídade dç cultos nu _____

os abençoe. As nossas esposas, pais, filhos e demais parentes que


nos ajudaram, nos estimularam e compreenderam a nossa ausência
muitas vezes, e a todos os convidados que vieram congratular-se
conosco por esta vitória. Vocês são parte desta nossa vitória. Há para
vocês também um galardão.
Aos nossos professores que pacientemente com amor e dedica­
ção nos mostraram o caminho do conhecimento a ser seguido, na
busca da verdade, da verdade que liberta dos conceitos, precon­
ceitos e idéias próprias e nos levam ao rio das verdades cristalinas
de Deus — Sua Palavra.
Na verdade, estamos concluindo apenas um ciclo do aprendiza­
do, pois nunca paramos de aprender deste compêndio de verdades
infalíveis, inesgotável, indestrutivo e eterno. Agora, temos que
seguir sem o apoio físico de nossos mestres, mas sabedores que
seremos sempre alvo de suas orações, preocupações e carinho.
Seus esforços não foram em vão. Seus ensinos serão lembrados, e
sempre ficarão em nossos corações suas lembranças.
A nós, formandos, devemos sempre nos lembrar que o mundo
hodiemo não está precisando tanto de médicos; não está precisando
tanto de advogados; não está precisando tanto de engenheiros; não está
carecendo tanto de físicos ou químicos, mas o mundo amai precisa
com urgência-urgentíssima, de homens e mulheres despojados de
tudo, tanto no corpo como na alma, e que sejam capazes de quaisquer
sacrifícios pelo seu Mestre Jesus, até mesmo não fazendo caso da
vida. Como disse o homem mais erudito do Novo Testamento, o velho
apóstolo Paulo: “O viver para mim é Cristo, e o morrer é ganho
Homens e mulheres que sejam “luz” nas densas trevas desta
última hora que sejam “sal” neste mundo apodrecido. Verdadeiros
atalaias salvando almas do iminente perigo. Prontos para levantarem
a bandeira da paz e em meio aos conflitos e guerras deste mundo.
Para nós, formandos, há hoje aqui nesta noite festiva, uma mistura
de alegria e tristeza no ar. Friedrich Nietzsche, o grande filósofo e
pensador alemão, desenvolveu uma tese que retrata os momentos
vividos pelos alunos deste curso. Segundo ele, a vida apre­
100
Diversidade de cultos

senta momentos semelhantes ao da criança quando está na praia,


que ri e pula de alegria quando as ondas trazem as conchas coloridas
para a areia, e chora de tristeza quando as ondas levam as conchas
coloridas de volta ao mar.
Esta solenidade de formatura trouxe as conchas coloridas de
cada um, dando alegria a todos pelo simbolismo da conquista do
conhecimento, mas deu também a tristeza, porque, assim como o
mar leva as conchas coloridas, ao final do último discurso, levará
embora o convívio desta amizade tão bonita...
Mas esta noite é, também, uma noite de renovação de compro­
misso para com Deus. Renovação da entrega sem reservas.
Ao recebermos o certificado, saibamos que ele não nos outorga
o direito de nos considerarmos superiores a ninguém, mas nos
conscientiza que a nossa responsabilidade agora é maior, porque
ao que mais for dado, mais se lhe pedirá.
Hoje é noite de reflexão. Refletir que há um grande caminho a
ser percorrido, e sem a ajuda do Espírito Santo, nosso Consolador,
não poderemos completar esta caminhada.
As lutas virão, agora de modo mais forte, mais cerrada. Porém,
já somos mais do que vencedores por Aquele que nos amou.
Prezados colegas: não se importem com os críticos de plantão, com
os céticos também, porque o nosso compromisso maior é com Deus,
e é a Ele que um dia prestaremos contas do talento que Ele depositou
em nossas mãos. Que a Bíblia seja sempre o centro de nossas vidas,
jamais esquecida, jamais negligenciada, jamais acomodada aos nossos
desejos. Sigamos o exemplo notabilíssimo de George Müller, que
disse: “O vigor de nossa vida espiritual está na proporção exata do
lugar que a Bíblia ocupa em nossas vidas e em nossos pensamentos
Faço esta declaração, solenemente, baseado na experiência de cin-
qüenta e quatro anos: nos primeiros três anos após minha conversão,
negligenciei a Palavra de Deus. Desde que comecei a pesquisá-la
diligentemente, tenho sido maravilhosamente abençoado.
“Já li a Bíblia toda cem vezes, e sempre com maior deleite. Cada
vez se me apresenta um livro novo.
101
Diversidade de cultos

“Grande tem sido a bênção recebida do seu estudo seguido,


diligente e cotidianamente. Considero perdido o dia em que não
me detive a meditá-la.”
Que sigamos este belíssimo exemplo. Assim como temos sede
pela água, fome pelo pão, tenhamos fome pela Palavra de Deus, que
é um sinal de saúde dos espiritualmente sadios. E que esta palavra
seja levada agora com mais força a todos os lugares, espalhada,
plantada neste mundo que vive às apalpadelas, procurando em
tantas fontes o Deus verdadeiro.
Perguntaram a um ocupado chefe de vendas de certa empresa
como ainda podia dar-se ao luxo de passar trinta e cinco minutos
por dia estudando a Bíblia, ao que ele replicou: “Eu não posso
dar-me ao luxo de não estudá-la”. E ninguém pode!
Finalizando nossas palavras, lembremo-nos sempre que “O
homem deve ler a Bíblia para ser sábio, crer na Bíblia para ser
salvo e praticar a Bíblia para ser santo
Muito obrigado a todos vocês e que Deus os abençoe”.
(Ass. aluno Sérgio Luiz de Almeida Martins,
BT/Turma 1994).

Discurso de formatura de Curso Bacharelado em Teologia


(Modelo)
"Seja a nossa primeira palavra marcada pela satisfação de ver
mais uma importante etapa de vossa vida superada com pleno
êxito.
Estais deixando o Instituto Bíblico e ingressando na realidade
de vossa vida ministerial.
Sinceramente reconhecido ante a honra que nos confere a oportu­
nidade por vós proporcionada, queremos aproveitá-la para felicitar
os senhores diretores e professores deste Educandário Teológico,
pela vitória manifesta nesta brilhante turma que vê chegar o fim de
seus labores escolares, coberta pelos louros da vitória almejada;
102
Diversidade de cultos

e a vós, alunos concludentes, por haverdes sabido aproveitar a


oportunidade que vos foi oferecida por Deus para receberdes neste
Instituto, instruções que vos aproveitarão em todos os sentidos.
Vós fostes escolhidos, vocacionados e separados, tendo feito jus
a esta seleção, tanto que perseverastes até o fim deste curso.
E porque o fizestes, o tendes de aplicar na prática de vossa
atividade espiritual, e descobrir quais são essas atividades em que
vos convém empregar os conhecimentos adquiridos.
Não podeis vos situar apenas na posição de mais uma turma que
“cola grau”, mas sois, sim, parte de uma nova mentalidade que pro­
cura renovar. Deixastes um rastro que jamais poderá ser desfeito.
A vivência nesse curso, certamente marcou experiências inde­
léveis: pobreza, choques entre alunos e mestres, incompreensões,
enfermidades e até falta de inteligência, mas alguns de vós foram
vocacionados durante o curso, e outros, talvez, ainda não atinaram
com a vocação divina e terão de atravessar caminhos escabrosos
até dizer um “sim” ao Senhor de nossas vidas.
É preciso que cada um de vós descubra o dom de que é portador.
- Conheceis a vossa vocação? A lista dos dons espirituais e
ministeriais é bem grande e variada. Qual é, pois, o dom que reco­
nheceis possuir? Qual é o vosso alvo? Que almejais ser no reino de
Deus? Um pastor? um evangelista? um missionário? um professor?
Em qualquer dos casos, no desempenho da vossa missão, deveis
ser uma bênção para os outros, à semelhança do que foi nosso pai
Abraão, porque somente assim sereis de fato uma bênção para
vós mesmos.
Mas podemos afirmar, na certeza de que acertamos: vossa es­
colha é a melhor que pode existir. Muitos de vós, mesmo antes da
matrícula neste Educandário, já vivíeis a verdadeira vocação divina
para uma vida de frutificação.
Tende a certeza de que aquele que é possuidor de dons naturais
e que se coloca nas mãos de Deus em condições de ser por Ele
usado sob a unção do Espírito Santo, é algo de que a humanidade
103
Diversidade de cultos

necessita grandemente. E podemos afirmar que Deus está perma­


nentemente buscando tais homens, em todos os tempos.
E fato que vossos incansáveis mestres, que tão sabiamente vos
transmitiram os seus ensinos, sem reservas, esforçaram-se em vos dar
o essencial. Não negamos que existiram falhas, mas o que deveis fazer
é aprimorar tudo o que guardastes do aprendizado, complementando,
assim, a vossa formação ministerial. Historicamente, conhecemos que
bons ministros de Deus jamais sentaram em um banco de escola secular
ou teológica, porém, mesmo sem essa formação, foram ungidos por
Deus para a obra do ministério. Paralelamente, sempre houve bons
intelectuais que jamais foram ministros de Deus.
É chegada, portanto, a hora de fazer ver que sois portadores de
uma dupla bênção: o conhecimento secular e o teológico.
Bons líderes cristãos devem ter conhecimento secular tão bom
quanto o conhecimento espiritual que possuem.
Hoje, é bom frisar, a extensão do conhecimento é tão grande, que
só a especialização nos permite aprofundar o saber. A soma total
dos conhecimentos duplica em cada década, e o homem de Deus
deve ter conhecimento de uma grande variedade de campos.
Meus jovens concludentes, não deveis vos esquecer de que,
de vossa atuação, aliada à nossa, dependerão os colegas desse
Educandário - vocacionados futuros. Não queremos que eles nos
condenem por omissão.
Deixai-me dizer-vos nesta hora: “Fostes chamados para coope­
rar na salvação das almas e não vos acomodeis às organizações
eclesiásticas e aos cultos de quatro paredes Podemos observar
com justiça que os apóstolos originais de Jesus cumpriram a Grande
Comissão em Jerusalém, na Palestina, em Samaria e no mundo
Mediterrâneo. Agora faz parte da tarefa da Igreja Cristã completar
essa Grande Comissão, conquistando o mundo.
Vós sois a Igreja de Jesus Cristo. Para que isso aconteça — a
mensagem chegar ao mundo — é necessário que leveis o evange­
lho além dos limites da cidade de Jerusalém, para além dos limites
104
Diversidade de cultos

da Palestina, para além das regiões imediatamente vizinhas à Pa­


lestina, para além do mundo Mediterrâneo, levando o evangelho
até aos confins da terra (At 1.8).
Diz-nos Robertson: “Trata-se do mais sublime de todos os espe­
táculos contemplarmos o Cristo ressurreto, sem dinheiro, exército
ou estado, a encarregar o seu grupo de 500 homens e mulheres
da conquista do mundo, levando-os a crer ser possível realizar tal
tarefa com tão séria paixão e poder.”
No grande conceito de Deus, o mundo é o campo; a humanida­
de é a lavoura, a qual está em jogo, em perigo, precisa ser salva.
Levantai-vos, pois, em tempo e salvai-a!
Disse Jesus aos seus discípulos em Sicar, cidade de Samaria:
“Não dizeis que há, ainda, quatro meses até que venha a ceifa?
Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras que
já estão brancas para a ceifa.”
Jesus, no seu rico simbolismo, adverte os discípulos das verdades
que não haviam ainda sido observadas e que constituem uma necessi­
dade urgente realizá-las: “Os campos estão brancos para a ceifa”.
Ceifa realizada significa um mundo maduro no sentido de
conversão de almas. “Até os confins do mundo a colheita muito
dependerá de vós, cujo clamor se faz ouvir: “Rogai ao Senhor da
seara que envie trabalhadores para a sua seara ”.
Caminhamos, como sabeis, em breve, para os 6 bilhões de
almas neste planeta Terra. Entre essas, 2,5 bilhões não conhecem
a Jesus Cristo. Alguém observou que se agora mesmo parasse de
nascer gente e continuando a Igreja a evangelizar o mundo com
os métodos atuais, gastar-se-iam mais quatro mil anos para evan­
gelizar o mundo, já que em dois milênios atingimos a terça parte
dos habitantes da terra.
Esta é a realidade dolorosa que a Igreja está vivendo.
Pensemos, caros jovens, na desigualdade imensa entre as clas­
ses sociais no mundo inteiro: alguns ricos, indiferentes, no luxo
e no fausto que vivem, e, na pobreza, vive a grande maioria da
105
Diversidade de cultos

humanidade. O que dizer da mortalidade infantil, do analfabetismo,


da subnutrição e da avitaminose que faz suas vítimas encherem
os sanatórios? E do desequilíbrio social em que se debate a pobre
humanidade? Da exploração do homem pelo homem? Da índia
misteriosa a debater-se nas garras da fome dentro do seu mundo
de párias? E das centenas e centenas de criaturas que padecem de
fome enquanto realizamos esta formatura?
O mundo de hoje é como a então cidade dè Sicar: um vasto
campo branco para a ceifa.
Vós tendes, então, como geração atual, a responsabilidade de
evangelizar este mundo.
Os acontecimentos que pairam por toda a humanidade, nos
indicam que nuvens tempestuosas já se ajuntam, e o temporal está
prestes a desencadear-se. Então é hoje, agora, o momento que nos
espera o Senhor da seara para que saiamos na desincumbência de
nossa missão.
Hoje é o dia tão esperado para vós; é o início de uma nova jor­
nada. Vós vos separareis como quem vai para a guerra, mas isto
não importa. Aquele que vos enviou, cuidará de vós, cooperando
e confirmando o vosso labor.
Estais informados de que diante de vós tendes mais de 2,5
bilhões de perdidos e que, sozinhos, não os levareis a Jesus, preci­
sando, para isso, mobilizar todos os convertidos que diante de vós
estão? Mas bastaria o conhecimento adquirido nesta instituição de
ensino teológico e os vossos próprios para que a obra de Deus se
complete em vossa vida? Nãol Dizemo-vos: Nãol
Agora, a vós, alunos, dizemos que ireis precisar de uma Pessoa
que vos dê a sábia orientação em cada detalhe de vossa peregrinação
aqui na terra. Essa Pessoa muitas vezes foi chamada “Bom Mestre ”.
Muitos lhe perguntaram: “Que farei, Bom Mestre?”. Esse Mestre
é Jesus Cristo. É preciso que creiais e confieis nEle, antes de tudo.
Diz o salmista: “Os que esperam ou confiam no Senhor são como
o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.”
106
Diversidade de cultos

Bom é confiar no Senhor, mormente quando dependemos dEle.


Não seria demais vos dizer, para alegria vossa, que Ele é Aquele
que domina todas as áreas do saber humano, porque todas as coi­
sas foram feitas por Ele, e sem Ele, nada do que foi feito se fez.
“Porque nEle foram criadas todas as coisas que há nos céus e na
terra; tudo foi criado por Ele e para Ele.”
Quando o homem foi criado, Ele estava presente, e, por isso,
Ele entende bem os seres humanos. Felizes são aqueles que têm
um Deus tão inteligente e sábio como este a quem pregamos. E
Ele, no vosso ministério, deseja ser o vosso Mestre.
Vós que acabais de vos formar, perguntamo-vos: “Porventura
não precisareis vós desse que tem todo o conhecimento para o bom
desempenho do vosso ministério? Por que não abraçar aquEle que
tem todo esse conhecimento e que está pronto a reparti-lo com os
que lho pedirem?
Esse Jesus que vos ama possui tudo aquilo que vós precisais, e
só Ele pode vos compreender melhor do que qualquer outro.
De igual modo, a vossos mestres, que lhes podemos dizer para
expressar os nossos agradecimentos pela dedicação altruísta du­
rante esses anos à frente desta instituição de ensino?
Dizer-lhes “Muito obrigado” é pouco e não expressa em pleni­
tude aquilo que queremos: e o que queremos é o que pensamos;
e o que pensamos não consegue vir ao nível da palavra simples e
objetiva: vai muito além.
Mas as alternativas não são muitas: reduzem-se a estas simples
e humildes palavras.
Somo-lhes gratos e vamos fazer delas o espelho de nossa alma
agradecida, em constante reverência.
Nesse momento em que miramos a platéia onde se misturam
os pais de todos vós, que sintais de modo sublime a gratidão e o
reconhecimento que tivestes por eles. Sejam eles para vós, pais
queridos, e recebam as homenagens e todas as vitórias dos que aqui
hoje se formam.
107
Diversidade de cultos _____ ____ ____

Ao nosso Pai Celestial— Deus, o Criador —, por cujo fôlego nos


mantemos vivos, o temo agradecimento pela resposta às orações nos
momentos difíceis pelos quais passastes nesses quatro anos.
Que Deus, pelo Seu Espírito Santo, vos mantenha no propósito
firme de descobrir qual seja o vosso dom pessoal, para que possais
aperfeiçoá-lo e usá-lo para sua glória e honra e maior vitória da
Igreja de Cristo Jesus aqui na terra. Amém!”
(Ass. Nemuel Kessler, pr IBAD/1986)
Observação:
Os discursos devem ser datilografados ou digitados em micro­
computador, sem separação de sílabas, para afacilidade de leitura
no ato da formatura. O corpo da letra deve ser 14.
Diretrizes para uma organização de formatura
A formatura de uma turma de Curso Teológico deve se revestir
da importância que lhe é devida, e ter a sua nobreza no dia das
láureas (no culto).
A fim de orientar a direção da Escola ou Instituto de Teologia,
na organização dessa formatura, seguem abaixo normas para a
Comissão de Formatura cujas providências antecipadas tomarão
em sucesso a programação do dia da formatura.

A. Comissão de formatura
Devem ser escolhidos 3 alunos, que comporão a Comissão de
Formatura:
- Coordenador;
- Secretário;
- Tesoureiro.
Essa Comissão deverá ter pessoas dispostas ao trabalho, pon­
tuais, exigentes e que se reúnam freqüentemente com a direção da
entidade no acerto de detalhes da formatura, segundo as diretrizes
108
Diversidade de cultos

já estabelecidas pela Diretoria. Há firmas especializadas em


formatura que poderão ser consultadas.
Aconselhamos que no princípio do ano letivo da última série a ser
cursada pelos alunos, já se estabeleça a Comissão de Formatura, a fim
de que os pagamentos de despesas sejam imediatamente cotizados.

B. Das diretrizes
• cabe aos alunos a responsabilidade da confecção dos con­
vites, vestimentas (em não havendo becas), aluguel de becas,
ornamentação da igreja, e outras providências pertinentes;
• filmagem, fotografias;
• o conteúdo do convite de formatura é dado pela direção
pedagógica da entidade, uma vez que tem a informação completa
dos alunos aprovados, corpo docente, etc.

C. Coral dos formandos


• maestro experiente;
• música e letra do hino da entidade para os alunos (partitura);
• escolha dos hinos para o coral cantar no dia da formatura;
• os ensaios deverão ser feitos pela direção da entidade, em
dias programados;
• providenciar organista para acompanhamento.
D. Responsabilidade da diretoria
- Dos ensaios de formatura
a) arrumação das cadeiras de acordo com o número de for­
mandos;
b) colocação nas cadeiras, por tamanho, dos alünos: os me­
nores na frente (moças primeiramente). A colocação visa uma
curva, ou seja os maiores no meio, descendo aos menores para as
extremidades;
109
Diversidade de cultos

c) disposição das mãos e dos pés ao sentar, segurar a pasta e


a Bíblia com a mão esquerda. A mão direita deve ficar em cima da
esquerda;
d) modo de levantar para cantar os hinos e modo de sentar:
com a Bíblia e a pasta na mão esquerda, e a mão direita segurando
o programa (dentro da pasta);
e) modo de levantar para o juramento e o modo de sentar
juntos;
f) reparar para que todos sejam uníssonos no juramento. Re­
parar os erros de português;
g) como todos devem entrar no templo e o modo de sentar
nas cadeiras. O maestro deverá entrar com os alunos, sempre à
frente;
h) como receber o certificado/diploma;
i) anotar o nome dos padrinhos/madrinhas.

- Da preparação do material
a) pasta com a programação e os hinos da instituição e os
escolhidos para ser cantados;
b) canudos para os certificados/diplomas;
c) pasta com o croqui de colocação dos formandos nos assentos;
d) pasta com a relação dos formandos e seus padrinhos;
e) cartão de juramento (modelo de juramento adiante);
f) programa de formatura com a programação, o hino oficial
e o nome dos formandos;
g) boletim dos cursos oferecidos pela entidade, para ser dis­
tribuído entre os convidados;
h) livro para a assinatura do “Termo de Formatura”;
i) separar pranchetas para as recepcionistas;
j) confeccionar o logotipo da instituição para ser colocado em
local visível, no culto de formatura.
110
Diversidade de cultos

E. Juramento para osformandos de curso teológico


“Crendo que a Bíblia é a infalível Palavra de Deus,
Dada por sua direta revelação
E escrita por inspiração do Espírito Santo para salvação
E conseqüente aperfeiçoamento dos santos,
PROMETO
Honrar este Livro durante toda a minha vida,
Lendo-o continuamente para minha nutrição espiritual.
Fazer deste Livro a fonte das minhas meditações,
O fundamento do meu ensino religioso
E o padrão supremo de juízo
Em assunto de fé e conduta.
Renunciar a tudo quanto possa embaraçar
O meu supremo ideal de servir a Cristo Jesus, meu Senhor.

- Da preparação do local onde osformandos sentam


a) arrumação das cadeiras;
b) quantidade de cadeiras de acordo com o número exato de
formandos, mais a cadeira do maestro;
c) ver se há lâmpadas apagadas no local onde o coral vai sentar;
d) ventiladores, se precisar;
e) estante para o maestro;
f) limpeza;
g) mesa pequena para a colocação do livro de “Termo de
Formatura
- Da preparação do púlpito
a) arrumação das cadeiras;
b) quantidade de cadeiras suficientes para os pastores visitantes;
c) colocação das bandeiras do Brasil, do Estado e do Muni-
111
Diyereidade de cult°s _____

cípio. Se a instituição tiver sua bandeira, a colocação será a


seguinte:
• bandeira do Brasil ao centro;
• bandeira do Estado à direita;
• bandeira da instituição à esquerda.
d) colocação de cadeiras para os professores;
e) ornamentação do púlpito;
f) água mineral, se precisar.
- Da preparação do local para a orquestra
a) número de cadeiras e sua disposição;
b) instrumentos;
c) estantes;
d) ensaios.
- Do som / iluminação do templo
a) contatar com o responsável pelo som;
b) verificar se a iluminação precisa ser reparada.

- Da filmagem / fotografia
a) se a Comissão de Formatura previu a filmagem: o respon­
sável deverá entregar uma cópia para a Secretaria da instituição,
para o arquivo histórico;
b) instruções aos câmeras para o trânsito durante o culto;
c) requerer fotos também para o arquivo da entidade.

- Da foto oficial dos formandos


a) antes do encerramento do culto, programar uma foto geral
dos formandos;
b) sentados no local que permaneceram e em frente ao púlpito.

112
Diversidade de cultos

• Da recepção
a) escolher jovens para recepcionarem os convidados;
t>) anotar os nomes dos convidados e encaminhá-los através
das fichas ao púlpito.

- Da responsabilidade dos alunos


• Dos convites
a) divulgar a formatura entre familiares e igrejas;
b) convidar seus respectivos pastores, para a entrega dos cer-
tificados/diplomas aos alunos de suas igrejas;
c) convidar e contratar fotógrafos para as fotos do evento e a
filmagem;
d) mandar confeccionar os convites oficiais de formatura,
solicitando à direção da entidade o necessário para a impressão
do convite (miolo). Antes da impressão definitiva do convite,
uma revisão final deverá ser feita.
- Da ornamentação
a) cotizar entre os formandos, desde o início do ano, para
a formação de um fundo para a ornamentação da igreja no dia
da formatura;
b) formar equipe de alunos para proceder à ornamentação.
- Da recepção
a) a Comissão de Formatura deverá consultar os alunos sobre
a possibilidade de oferecer aos convidados uma recepção, após o
término da formatura (bufet);
b) escolher o local para a recepção.

Check List
A Comissão deverá fazer uma lista de providências a serem
tomadas até o dia da formatura, para ser checada no dia.

113
Diversidade de cultos

8 ) C U L T O DE D E SP E D ID A DE OBREIRO
A prática neotestamentária desse ato está em Atos 13.2,3. O
obreiro não deve ser enviado ao campo sem antes buscar ao Senhor
em jejum e oração para a confirmação de sua saída.
O cuidado do pastor presidente deve ser redobrado ao enviar
um obreiro para servir ao Senhor fora de sua jurisdição. A escolha
nem sempre é fácil, e deverá estar sensível à voz do Espírito Santo
para não errar nessa indicação.
Assim é que deverá cuidar, entre outras coisas:
• de orar a Deus no sentido de o Senhor Jesus indicar a pessoa
certa para o campo;
• ter a certeza de que o campo a ser enviado o obreiro está,
também, na vontade do Senhor;
• de que o obreiro foi devidamente preparado;
• de que o obreiro terá seu sustento adequado;
• de que o obreiro não passará fome, nem será desamparado;
• de que seus filhos poderão ser educados;
• de que sua esposa também sentiu a chamada;
• de que o obreiro não terá seu salário atrasado, nem esquecido;
• de que poderá visitar regularmente seu obreiro.
A despedida
Não deve ser uma despedida nababesca (parecer com peça tea­
tral mais do que um momento de adoração a Deus). Deve o obreiro
receber incentivo da igreja e do ministério ao qual pertence.
O culto
O culto poderá obedecer à seguinte programação:
• oração;
• louvores;
• palavra do pastor sobre o motivo do culto
114
P'vers‘dade de cultos

• leitura bíblica (Textos: Mt 9.35-38; Mc 16.15-20; Jo 17.18;


20.21; 10.16; 28.19; At 1.8);
• oração;
• apresentações;
• mensagem final.
O ato
• o pastor chama o obreiro e sua família ao púlpito para as
palavras finais;
• a igreja ora para a despedida e a bênção;
• o obreiro, com a palavra, despede-se da igreja.
Deve-se evitar lamentações, saudosismo desequilibrado, mas
sim haver manifestação do amor fraternal. Esta é uma boa opor­
tunidade para se tirar uma oferta para cobrir despesas de viagem
e outras mais. Ao final, o obreiro e família podem ficar à porta do
templo para receber os cumprimentos dos irmãos.

9) C U L T © D E M IS S 0 E S
As programações de um Culto de Missões são variadas, desde
um culto normal às grandes conferências missionárias.
Num culto de missões podem ser abordados:
• temas específicos;
• flashes missionários (com as missões mundiais)
• slides;
• filmes em vídeo;
• oferta missionária;
• painéis com estatísticas;
• palavra de um missionário convidado;
• orações específicas por países e continentes;
• apelos missionários;
• representações;
115
Diversidade de cultos

• jograis;
• leitura de cartas de missionários;
• murais e fotos do trabalho missionário mundial;
• panorama mundial de missões.

Organizações missionárias
As igrejas que mantêm missionários e se interessam cada vez
mais por missões, poderão contatar:
- SEPAL - Serviço de Evangelização para a América Latina
(Caixa Postal 7540, Cep 01064-970, São Paulo, SP - Tel: (011)523-
2544, Fax (011)523-2201), e solicitar o catálogo de Juntas e Agên­
cias Missionárias Atuantes no Brasil.
- CHRISTIAN AID MISSION DO BRASIL - Missão de
Ajuda Cristã do Brasil, com sede na Rua Primeiro de Março, 125,
grupo 401, cep. 2®ll|-000,Centro, Rio de Janeiro, RJ, Tel. (0xx21)
21-283-1331. E-mail: missão@uol.com.br

io ) C u lto d e T ransm issão d e C argo


Feliz é a igreja que pode receber com júbilo um novo pastor, com
a despedida honrosa do pastor que deixa a presidência. É inegável
que o momento do culto de despedida sempre é acompanhado
de saudades e gratidão a Deus pelo reconhecimento dos serviços à
causa do Mestre. Mais gratificante será para o pastor que se despede
por ter reconhecido o fim de seu tempo e preparado novo obreiro
para substituí-lo. É louvável.
A transmissão é feita num culto normal da igreja, ao qual deve­
rá estar presente todo o campo para conhecer o novo pastor. Um
oficiante idôneo deverá ser convidado pelo pastor que se despede,
bem como outros companheiros de luta da mesma causa.
O oficiante deverá conhecer bem a vida desses obreiros (o que
sai e o que entra), e colocar em relevo as obras realizadas por
116
Diversidade de cultos

esses servos do Senhor na sua seara.


O pastor que deixa o cargo deve ser cuidadoso e colocar seu
colega a par de todo o movimento da igreja, o patrimônio, pessoal,
ministério e assuntos que digam respeito à vida material e espiritual
da igreja, a fim de que não sofra ela solução de continuidade.
Se houver jubilação, que previamente o ministério e a igreja já
tenham acertado as bases salariais para o jubilado. Deve-se incluir
o amparo à esposa, em caso de falecimento do pastor jubilado.
O culto
• oração;
• louvores;-
• a direção do culto deve estar a cargo de pastor ou pessoa
idônea convidada;
• o pastor a ser substituído deverá estar com sua família;
• ministério local presente;
• local do culto ornamentado (alegria de ambiente);
• manifestação dos departamentos da igreja;
• o pastor que tomará posse deve aguardar que uma comissão
o introduza ao púlpito da igreja. Família também presente (igreja
de pé ao entrar);
• o pastor designa um pastor oficiante, o qual nomeará um
Secretário “ad hoc” (secretário para a ocasião ou o secretário da
igreja) para lavrar a ata e para registro imediato em cartório;
• o pastor oficiante cede a palavra ao pastor titular para as
suas despedidas, devolvendo-a em seguida;
• o oficiante agradecerá a sua indicação para presidir o ato e
lerá um texto bíblico. Exemplos: Ef 4.11-13; lPe 5.2-4; At 20.28;
Jr 3.15; 23.4; lTm 4.16; 2Tm 4.1,2; Tg 2.1.
O texto é explanado (o pastor é uma dádiva de Deus à Igreja; é
mais do que um médico ou pai; o zelo pelo rebanho; agradecerá
pelo trabalho prestado pelo pastor substituído; não deve remover
os marcos antigos, etc);
117
Diversidade de cultos

• agradecimentos da igreja ao pastor que sai. Igreja de pé;


• os dois pastores de pé, um em frente ao outro, perto do ofi-
ciante para o ato seguinte;
• a Bíblia que está sobre o púlpito é tomada pelo pastor minis-
trante que transfere o cargo e a entrega ao substituto, dizendo-lhe
algumas palavras.
Exemplo:

"Pastor (citar o nom e), passando às suas mãos o livro


de Deus, a Bíblia Sagrada, transfiro aos seus cuidados
o pastorado desta querida igreja do Senhor Jesus que
tive a honra e o privilégio de pastorear por... anos."

• abraçam-se;
• ajoelham-se;
• oração;
• após a oração, o oficiante diz: “Está oficialmente empossado
como presidente da Igreja..., o pastor ... ”;
• leitura da ata pelo Secretário “ad hoc” e assinaturas: ofi­
ciante, pastor que transmitiu o cargo, pastor empossado, Secretário
“ad hoc” e demais pastores presentes;
• palavra do pastor empossado no cargo de presidente;
• encerramento do culto;
• bênção apostólica.

Questões para serem observadas no caso de jubilação


1 ) 0 pastor jubilado não deveria mais assumir a direção de
igreja, ou congregação, salvo se a igreja desejar;
2) 0 pastor jubilado deve ter a primazia da isenção do pagamento
de taxa convencional;
3) A jubilação não deve incluir cargo de presidência, porém
118
Diversidade de cultos

poderá ser conselheiro, participar de comissões ou outras funções


análogas, salvo se a igreja desejar;
4) Quando perde um pastor sua jubilação?
• por desvio doutrinário;
• por abandono da fé;
• por atentado à moral;
• por solicitação do próprio;
• por morte dos cônjuges (se recebe ajuda da igreja, esta
desobriga-se do pagamento).

11) D iscursos de solenidades;


(Modelos)
Para auxílio dos obreiros, muitas vezes convidados para fala­
rem em solenidades as mais diversas, juntamos nesta obra alguns
discursos que certamente vão contribuir para a inspiração de novas
peças oratórias.
Tratam os discursos a seguir descritos, sobre os temas:
1) Formatura de Enfermagem
2) Apresentação para o Dia dos Pais
3) Origem do Dia das Mães
4) Dia da árvore
5) Colação de grau de Doutorandos (Faculdade de Ciências
Médicas).
1) Formatura de Enfermagem
“Na profissão que ora acabais de abraçar, muita vez há de faltar
o ânimo e a disposição para continuar; por isso é que vos desejamos
falar nesta noite sobre uma pessoa que tem tudo para ser o vosso
companheiro nas horas difíceis.
119
Diversidade de cultos _____ ______ ^ _______ ^___^_^ ________

Esta pessoa é nosso Senhor Jesus Cristo.


Por que precisamos falar nEle?
É porque Ele tem algo a ver com a vossa própria vida. Diz-nos
o profeta Neemias: “Tu só Es Senhor, tu fizeste o céu, o céu dos
céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares
e tudo quanto neles há, e tu os guarda em vida a todos, e o exército
dos céus te adora” (Ne 9.6).
No princípio Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança, e
tem procurado através dos séculos ajudá-lo de todas as maneiras.
Diz-nos o profeta Isaías (Is 64.4): “Porque desde a antigüidade
não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos
se viu um Deus além de Ti, que trabalhe para aquele que nEle
espera”.
Vós, na profissão de enfermagem, sempre ireis precisar desse
Deus que prometeu ajudar. Diz a Bíblia que Ele é o mesmo ontem,
hoje, e será etemamente; e mais: nEle não há sombra de variação.
Lembre-se: O Senhor é o vosso ajudador (Hb 13.6).
Vós tivestes bons ensinadores nesses meses de estudo e estágio
nos hospitais. A vós foram dirigidas palavras de orientação, bem
como tivestes o espírito preparado para o agradecimento bondoso
e também o descaso pela dedicação prestada.
Agora vos dizemos que ireis precisar de uma pessoa que vos
dê a sábia orientação em cada detalhe de vosso plantão e afazeres
correlatos.
Essa pessoa muitas vezes foi chamado “Bom Mestre ”. Muitos
Lhe perguntaram: “Quêfarei, bom Mestre?”. Esse Mestre é Jesus
Cristo. É preciso que creiais e confieis nEle, antes de tudo. Diz o
salmista: “Os que esperam no Senhor são como o Monte Sião, que
não se abala, mas permanece para sempre ”.
Bom é confiar no Senhor quando dependemos dEle.
Não seria demais vos dizer, para alegria vossa, que Ele é Aquele
que domina todas as áreas do conhecimento humano. Ele estava com
Deus quando este arquitetava todo o Universo, com todos os seus
120
_..... ....................................... ................. Diversidade de cultos

acidentes geográficos e suas paisagens naturais, que inspiraram e


continuam inspirando os mais néscios escritores.(Pv 8.22-36)
Quando o homem também foi criado, Ele estava presente, e por
isso Ele entende bem de seres humanos. E Ele quem esquadrinha
o coração, conhece bem toda a estjrutura humana, e por isso Ele
vos entende bem e a vossos pacientes.
Felizes são aqueles que possuem um Deus tão inteligente, e sá­
bio como Este a quem pregamos. E Ele, na vossa profissão, deseja
ser o vosso Mestre.
Como psicólogo, Jesus compreendeu a mulher adúltera quando
acusada veementemente, não dando chance a seus acusadores.
Conhecia bem a hipocrisia dos escribas e fariseus, e soube perdoar
aos seus inimigos. Na pedagogia, destacou-se pelos seus sábios e
profundos ensinos, a ponto de exclamarem a seu respeito: “Nunca
homem algum falou como este homem”. (Jo 7.46).
Na área da comunicação, não houve igual. Grandes multidões
o cercavam, dias seguidos, fascinados pela beleza de sua simplici­
dade e doutrina, e dEle se disse: “Porventura não ardia em nós o
coração quando pelo caminho nos falava, e quando se nos abria
as Escrituras? (Lc 24.32).
As regras do Direito também foram ditadas por Ele, desde o
princípio. Ainda vemos o apóstolo João dizer: “Filhinhos, estas
coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos
um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo” (lJo 2.1).
Ele foi e continua sendo o defensor dos humildes e intercede por
nós junto a Deus.
Como administrador, ainda deu excelentes mostras de uma vida
irrepreensível, tão profícua que, em apenas três anos pôde dizer o
apóstolo João: "Há, porém, muitas outras coisas que Jesus fez, e
se cada uma das quaisfosse escrita, cuido que nem ainda o mundo
todopoderia conter os livros que se escrevesse" (Jo 21.25).
Vós que acabais de se formar em Enfermagem, vos pergunta­
mos: “Porventura não precisareis vós de todo esse conhecimento
em vossa profissão?” Por que não abraçar aquEle que tem todo
121
Diversidade de cultos

esse conhecimento e que está pronto a repartir com os que Lho


pedirem?
Precisareis muitas vezes, junto ao leito, vos comunicar com o
infortunato - e vos ser agradável. Jesus também é amor e Ele deseja
se comunicar convosco e vos encher de amor, para transmitirdes
aos necessitados.
Ireis, ainda, lidar com almas cujo comportamento deverá ser
compreendido, o que lhes proporcionará um alívio para seus males.
Essa faculdade Jesus Cristo poderá vos conceder, pois tudo isso Ele
recebeu de Seu Pai, e a todos dá sem lhes lançar em rosto.
Queremos vos falar também da perfeição de Cristo ao dominar
toda a área biológica, incluindo a enfermagem, que é um ramo da
Medicina. Sempre atendeu Jesus aos chamados dos necessitados,
viajou muitos dias, e a cura que efetuava era completa: espírito,
alma e corpo. Ao paralítico disse: “Teus pecados te são perdoa­
dos. E ele ficou são.” Muitos cegos, coxos, surdos e tantos outros
com seus males foram curados, porque nEle está a vida e o poder
curador. Não ficou só nisso. Até mortos ressuscitaram ao ouvirem
do sepulcro a Sua voz. São Mateus diz a seu respeito: “Epercorria
Jesus toda a Galiléia ensinando nas suas sinagogas e pregando o
Evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias
entre o povo. E a sua fama correu por toda a Síria, e traziam-Lhe
todos os que padeciam, acometidos de várias enfermidades e
tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos, e
Ele os curava”.
Perguntamos mais uma vez: “Qual seria a vossa reação ao
deparardes com os clamores dos doentes desesperados em seus
leitos?
Jesus disse: “Sem Mim, nada podeis fazer”. Ele disse também
coisa muito mais importante: “Vósfareis obras maiores do que as
que Eu faço, porque vou para o meu Pai.” E uma grande promessa
s

da Bíblia e podeis crer assim.


Jesus quer vos dar essa condição de autoridade, pois no leito
de morte as esperanças se esvaem, e é vossa a responsabilidade de
122
Diversidade de cultos

transmitirdes a palavra de vida aos mortos espiritualmente, e a pa­


lavra de fé aos que desejam a cura de seus males físicos. Jesus vos
ama. Vos ama ainda mais este dia pois escolhestes uma profissão
nobre: “que é a de cuidar dos necessitados, muitos dos quais sem
esperança de viver”.
Esse Jesus que vos ama na sua idade possui tudo aquilo que
vós precisais, e só Ele pode vos compreender melhor que qualquer
outro, pois “Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os
homens, Jesus Cristo, homem” (lTm 2.5).
O seu caráter é inteiramente imutável, santo, reto, bom, fiel,
veraz, justo, inculpável, sem mancha, inocente, sem mácula, sem­
pre resistiu à tentação, obediente a Deus, zeloso, manso, humilde
de coração, misericordioso, paciente, longânimo, compreensivo,
benévolo, amoroso, abnegado, humilde, designado, perdoador,
sujeito a seus pais.
Assim, que Deus vos abençoe nesta nova jornada e que possais
caminhar sempre junto a Jesus. A jornada é longa, mas Jesus pro­
meteu estar conosco “todos os dias até a consumação dos séculos”.
Amém!”

2) Apresentação para o Dia dos Pais

• Origem
O Dia dos Pais adquiriu, através dos anos, um forte significado
emocional, após chegar ao Brasil vindo dos Estados Unidos da
América do Norte.
A idéia partiu de Silvio Bhering, que trabalhava no Jornal “O
Globo”, no Departamento de Publicidade, que verificou não
existir entre maio (Dia das Mães) e novembro qualquer data que
motivasse o grupo à prática das compras promocionais. Isto foi
bem reagido pelo público.
Nos Estados Unidos, o “Father’s Day” (Dia dos Pais) é come­
morado no mês de junho e no Brasil, foi instituído no segundo
123
Diversidade de cultos

domingo do mês de agosto. O Estado do Rio de Janeiro foi o


primeiro a comemorar em 1953, tornando-se tradição até hoje.

• Prédica
Três letras do nosso alfabeto que, juntas, formam, como a
palavra “mãe”, de três letras também, a mais doce expressão de
carinho; são três pequenas letras reunidas que, quando proferidas,
expressam a maior fortaleza, a maior proteção que um ente deseja
almejar.
Esta data de agosto faz-nos lembrar, mais uma vez, esse doce
nome, não que precisemos ter um dia oficializado para ele ser lem­
brado pois, a todo instante, em milhões de lares, a cada momento,
esse nome é balbuciado, é pronunciado, é ensinado e é respeitado.
Os pais de hoje, ontem aprenderam esse nome: PAI! Hoje, cres­
cidos, formados, constituem família honrando esse nome. Hoje,
nesse teu dia, desejamos mais uma vez falar teu nome: Pai!
Lembramo-nos também do nome do nosso Deus, que está acima
de nós, nos céus, que é o nosso Pai Celestial — o Pai da Eternidade.
Ele é quem nos deu tamanha dádiva, uma vez que é o Criador de
todas as coisas. Ele é a causa de tudo.
Pai amigo,
Se existimos também neste mundo, foste tu quem nos trouxeste
e nos deste a oportunidade de amarmos, de compartilharmos tuas
tristezas e alegrias. E hoje, carregamos a tua bela imagem de um
bom pai e bom amigo que nos proporcionaste segurança e conforto
a todo momento.
Se hoje temos alguma coisa foi graças a ti, que soubeste nos dar o
ensinamento necessário para a nossa formação moral e intelectual,
educando-nos e corrigindo-nos quando oportuno.
Que este dia te traga mais felicidade, cercado de carinho e amor,
e que possamos ver os teus dias prolongados e cheios de saúde.
Recebe o nosso singelo presente nesta dia, como símbolo de
temo agradecimento.
124
Diversidade de cultos

3) Dia das mães

“Várias pessoas têm perguntado como se iniciou o costume de


celebrar o segundo domingo de maio como o “Dia das Mães”. A
história é muito interessante. O costume teve começo por iniciativa
de uma senhora por nome Anna M. Jarvis, em Philadelphia Estado
da Pensilvânia, na outra América, no domingo, dia 10 de maio de
1908. Foi celebrado na Igreja Metodista de Santo André.
Faz mais de 80 anos passados que Anna Jarvis teve a idéia de
ter um domingo em cada ano separado para a lembrança das mães,
data em que o povo de modo geral, em toda a nação, prestaria ho­
menagem especial às suas progenitoras. A própria mãe de Anna,
Sra. Ann Reeves Jarvis, havia morrido no segundo domingo de
maio de 1905, e, por esta razão, aconteceu que o segundo domingo
de maio foi escolhido como o dia dessa homenagem especial. Foi
celebrado pela primeira vez numa pequena igreja em Grafton,
Estado de West Virgínia, onde Anna nasceu.
Anna era criança de 10 anos na época e assistia os cultos
na igreja com seus pais e irmãos. Aos 20 anos de idade ela se
formou na Augusta Female Seminário em Stauton, Estado de
Virgínia, e voltou para casa dedicando a sua vida ao ensino nas
escolas públicas. Ela também, com sua mãe, ensinou na Escola
Dominical da Igreja Metodista de Santo André. Foi durante este
período que sua mãe formulava planos para separar um dia em
cada ano como homenagem às mães em todo o mundo. Contudo,
ela não viveu até ver seu sonho realizado.
No dia 31 de dezembro de 1902, o pai de Anna morreu e a Sra.
Jarvis, com seus filhos, mudaram para Philadelphia, para morar
com um filho por nome Claude. Três anos mais tarde, no dia 9 de
maio, a Sra. Jarvis faleceu.
Em 1907, a Anna Jarvis convidou a alguns amigos para se reu­
nirem em sua casa em Philadelphia, a fim de comemorar a morte
de sua mãe e logo revelou seu plano de consagrar como o Dia das
Mães o segundo domingo do mês de maio de cada ano.
125
Diversidade de cultos

Em seguida, Anna escreveu ao superintendente da Escola Do­


minical na igreja de Santo André, sugerindo que a igreja celebrasse
o Dia das Mães em honra de sua mãe.
A idéia foi aceita e, no domingo dia 10 de maio de 1908,
celebrou-se pela primeira vez o Dia das Mães.
Dois anos depois, o Governador do Estado de West Virgí­
nia, W illiam Glasscock, proclamou a realização do primeiro
Dia das Mães.
Com o passar dos anos, Anna fez o que pôde através de cartas e
de encontros para incentivar a celebração do Dia das Mães. A única
companheira chegada foi a sua própria irmã Elsa. Já era idosa.
Os recursos financeiros foram muito escassos. Viviam numa casa
grande em Philadelphia. A mobília era a mesma do tempo quando
sua mãe era viva. O irmão Claude, solteirão, homem de negócios,
tendo certo recurso, preparou alguma coisa para as suas irmãs,
em seu testamento. Mas houve complicações legais e as irmãs
não receberam nada. Sua irmã Elsa ficou cega, e logo começou
a escurecer a visão nos olhos de Anna também. As duas quase
morreram de fome, por falta de recursos. Anna também sofreu
uma crise nervosa.
Por fim, certo advogado que conhecia Anna desde o tempo de
menino, fez um apelo à bondade das pessoas de bem, e a situação
tão triste foi contornada. Em 1934, o governo norte-americano
honrou-a com um selo comemorativo que estampou a foto de sua
mãe. Como Deus foi honrado em tudo isto!
No Brasil, a introdução do “Dia das Mães” foi feita pela
ACM - Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, a 12 de
maio de 1918, quando a data foi comemorada pela primeira vez
na América do Sul.
A oficialização do “Dia das Mães” no Brasil partiu de uma
iniciativa da Sra. Alice de Toledo Tibiriçá, que como Presidente
do II Congresso Internacional Feminista, congregada no Rio de
Janeiro, em junho de 1931, dirigiu apelo naquele sentido ao Chefe
do Governo Provisório, Dr. Getúlio Vargas. Atendendo ao apelo, o
126
Diversidade de cultos

Chefe da Nação firmou o Decreto n°. 21.366, de 05 de maio de 1932,


que instituiu oficialmente em nosso país o já tão esperado
Dia das Mães.
Na verdade, hoje em nossos dias comemora-se o Dia das
Mães mais como aspecto mercantil, onde as mais variadas
formas de produtos são lançadas no comércio para consumo.
Nós, crentes, motivados pela massificação da propaganda,
cedemos às pressões de nossos filhos, e nós mesmos, e aten­
demos ao apelo sentimental para retribuirmos de maneira
carinhosa àquela que nos gerou, e é motivo de nosso sucesso
na vida. Apesar de muitas mães não cumprirem com seu desi-
derato, são elas, para os felizes ou infelizes filhos, quem nos
deram a felicidade do fôlego de vida para encontrarmo-nos
com o Senhor Jesus Cristo.
Não ficando indiferentes, creio que o Dia das Mães é uma boa
ocasião para trabalhos especiais nas igrejas, como por exemplo:
• culto especial em ações de graças a Deus pelas mães da
igreja;
• homenagem às mães mais idosas;
• homenagem às mães que tenham mais filhos;
• homenagem às mães mais novas;
• levantamento da história das mães mais idosas, para leitura
de sua biografia em culto especial. É uma boa ocasião para os
familiares não crentes também estarem presentes, bem como a vi­
zinhança, o que certamente motivará o espírito cristão e de carinho
para com os filhos de Deus;
• levantamento das biografias das mães da Bíblia, para citação
no culto;
• atendimento às mães carentes da igreja, com cestas básicas
de alimento;
• integração das mães da igreja, com trabalhos sociais contí­
nuos, não só de cunho espiritual, mas também material;
127
Diversidade de cultos

• cuidado com as mães da terceira idade, muitas vezes des­


prezadas e esquecidas no contexto das atividades da igreja.
Enfim, muitas são as oportunidades de trabalho para as mães,
cabendo ao líder da igreja, ao invés de recriminarem, fazer as
coisas acontecerem.

4) Apresentação para o dia da árvore


O Dia da Árvore foi institucionalizado para que os homens se
lembrassem o quanto devemos às árvores, pois elas controlam o meio
ambiente e muitos outros benefícios têm trazido à humanidade.
As árvores, quando juntas, formam as grandes matas e flores­
tas, e em todo o nosso país há belas matas, maiores ou menores,
livremente formadas, ou plantadas pelo homem. Tudo isso repre­
senta uma grande riqueza que devemos saber aproveitar, buscando
também renová-la, para o bem de todos.
As árvores representam riquezas, pois elas nos dão produtos
preciosos. Basta dizer que fornecem madeira indispensável às cons­
truções em geral, e à fabricação de móveis e mil e um utensílios.
Mas há coisas que exigem matéria-prima tirada da madeira,
transformada pela indústria. Essa matéria é a celulose, sem a qual
não se faz papel, nem papelão, nem certos tecidos, nem determi­
nados produtos químicos. O papel que escrevo estas linhas já foi,
em grande parte, elemento do tronco ou dos galhos de uma árvore.
Quem sabe, também, algumas peças de nossas roupas?
Muito mais devemos a ela. Enquanto vivas, reunidas em flores­
tas, matas ou bosques plantados pelo homem, as árvores represen­
tam condição indispensável à manutenção da fertilidade do solo, ou
mais largamente, para conservação das riquezas naturais. Também
regularizam o regime das chuvas, evitando que elas escasseiem,
trazendo-nos secas, ou ao contrário, que as chuvas sejam violen­
tadas, produzindo inundações.
As árvores produzem sombra e detritos, como as folhas secas,
que melhoram o estado daquela capa superficial dos terrenos, “ou
128
Diversidade de cultos

a sua parte de humo”. Por outro lado, servem de quebra-vento, ou


de anteparo às ventanias mais fortes.
Cientistas que têm estudado esse assunto, têm demonstrado que
grandes trechos hoje desertos, já foram férteis, quando só existiam
matas, que o homem ignorante destruiu, muitas vezes inutilmente,
em “queimadas”.
Quando se aproxima o “Dia da Árvore”, devemos nos lembrar
que temos o dever de defender as matas, porque assim fazendo nos
defendemos a nós mesmos. Quando se derrubam árvores, outras
devem ser plantadas.
5) Colação de grau de doutorandos
“Queridos mestres, caros colegas formandos, pais e amigos.
Inicialmente queremos agradecer a Deus, que nos possibilitou
cursar esta faculdade, agradecer-Lhe pelos pais que se abstiveram
de muitas vontades para que este dia chegasse, pelos mestres que
nos orientaram, pelas amizades conquistadas e pela oportunidade
de conhecer um pouco da criação divina, fazendo com que nos
despertasse quanto à Sua existência.
A principal razão de mencionar as palavras que vocês ouvirão
neste momento é de revelar a necessidade que nós, seres humanos,
temos do Deus Criador e Restaurador.
Falo Criador, pois a natureza testifica de Deus. Se os homens
abrissem o entendimento para discernir a relação que há entre a
natureza e o Deus da natureza, ouvir-se-ia o fiel reconhecimento
do poder do Criador.
As árvores, os frutos, as flores, os pássaros, o homem enfim,
todas as obras da natureza são expressões do caráter divino; por
meio delas podemos compreender o Seu amor, Seu poder e Sua
glória. Não é a obra, mas o obreiro que é merecedor de honra. O
Deus da natureza é que deve ser exaltado.
Lembro-me neste momento das palavras do nosso sempre que­
rido mestre Nélson Barbano, quando numa das aulas de anatomia,
ensinava-nos mostrando os músculos, nervos e vasos de uma das
129
Diversidade de cultos

mãos de um cadáver, exclamou dizendo: “É impossível não crer


em Deus vendo tanta perfeição”.
Após seis anos de estudo e observação nas salas de anatomia,
fisiologia, patologia e também junto aos pacientes nas enferma­
rias, podemos afirmar categoricamente: Deus existe e Ele criou o
corpo humano.
Este mesmo corpo humano que padece de doença, sofrimento e
morte, os quais são conseqüências da natureza pecaminosa do homem,
faz com que o mesmo necessite também do Deus Restaurador.
Quando Deus guiou os israelitas para fora do Egito, prometeu-
lhes que se obedecessem a Seus estatutos, não colocaria nenhuma
enfermidade sobre eles. Deus garantiu a libertação da doença, fato
que a medicina moderna não pode repetir. Será que esta promessa
é útil para as nossas vidas atuais?
Aprendemos nestes anos que o paciente não é um conjunto
de tecidos e órgãos, mas é uma pessoa que possui características
orgânicas, espirituais, psíquicas e sociais.
Desta maneira, também sabemos atualmente que, muitas das
doenças são provenientes do medo, tristeza, inveja, ressentimento,
depressão, angústia e ódio. A paz não vem em comprimidos!
Necessitamos mais do que um comprimido para aliviar as tensões
doentias do homem desempregado, do jovem pai que tem um câncer
incurável, da mãe cujo filho é drogado, e da esposa cujo marido é al­
coólatra. Mas graças a Deus, na história da raça humana, houve uma
pessoa que realmente lutou contra a doença, contra o sofrimento e contra
a morte física e espiritual do homem até o ponto de oferecer a Sua vida
para que o ser humano conseguisse ter saúde no corpo e na alma.
A vinda do Messias foi profetizada por Isaías, centenas de anos antes
do Seu nascimento, enfatizando-o como o Grande Médico e Restaurador,
através das seguintes palavras: “Verdadeiramente Ele tomou sobre si
as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si”.
E nos trinta e três anos que esteve neste mundo, confirmou através
de Sua vida esta verdade; com a Sua morte e ressurreição provou
à humanidade que Ele possuía um interesse todo especial pelos
130
w»~», &»**»**. Diversidade de cultos

Seus pacientes; pois quando era acusado pelo fato de andar entre
os ladrões, curar os leprosos, perdoar as prostitutas e sustentar os
pobres, Ele afirmou com autoridade: “Os sãos não precisam de
médico, mas sim os doentes”.
Ele, verdadeiramente, foi o Grande Médico e nEle encontramos
todas as virtudes que um médico deve possuir para que, através de
sua profissão, sirva a Deus e aos homens de maneira íntegra.
A humildade, o amor, a caridade, a misericórdia, a justiça, a
honestidade, a perseverança, a coragem, todos estes atributos nós,
formandos de medicina, podemos adquirir desde que O busquemos
e reconheçamos n’Ele o Grande Médico e Restaurador das nossas
vidas. Isto é mais do que um convite, é um desafio lançado pelo
próprio Deus a cada um de nós aqui presente.
No restante das nossas vidas, estaremos recordando este dia, tão
significativo para todos nós, mas a nossa oração é que nos momentos de
dificuldades, de solidão, possamos recorrer ao Grande Médico das nossas
almas— Jesus Cristo, pois Ele diariamente está de plantão 24 horas por
dia, disposto a nos atender em nossas enfermidades e pleitos.
Que Deus abençoe a todos!
(.Discurso proferido pelo irmão Otávio Moraes Campos
Colação de Grau da 16a. Turma de Doutorandos da Faculdade
de Ciências Médicas da Santa Casa da Misericórdia de São Paulo,
SP). 1986.

1 2 ) C u lto de l a n ç a m e n t o de p e d r a
FUNDAMENTAL
A prática do lançamento de pedra fundamental vem, usualmen­
te, sendo aplicada pelos pastores na conquista de uma área para a
edificação de uma casa para adoração do nome de Jesus Cristo.
Como Jacó, que lançou uma pedra por coluna da casa de Deus
(Gn 28.22), chamando o lugar “El Betei”, porquanto Deus ali se
131
Diversidade de cultos cMnacmcfos

lhe tinha manifestado quando fugia diante da face de seu irmão,


devem aqueles que têm o cetro de direção da casa de Deus lançar
a “pedra de edificação ” dessa casa.
Cabe aqui uma pequena digressão para advertir aqueles, que
na ânsia de construírem uma igreja, agem precipitadamente nas
transações imobiliárias, sem verificarem alguns aspectos da com­
pra, como:
a) ser o terreno de posse, ou em locais sujeitos à desapropriação;
b) terreno em inventário não concluído;
c) terreno sem escritura definitiva;
d) terreno com dívida de impostos e confiscado pelo governo;
e) terrenos situados em locais impróprios para edificação de
uma igreja: íngremes, montanhosos, baixada com enchentes (o que
demandaria aterro, e outras providências);
f) terreno vendido a mais de uma pessoa;
g) edificar em terreno com moradia de não-crentes;
h) área demasiadamente pequena para construir um templo
que abrigue o povo suficientemente, e sem previsão de salas
para o ensino dominical, cultos de crianças, departamentos, e
outros;
i) terrenos em áreas de conflito, ou seja, em local onde já exista
igreja, para não incorrer no que disse Paulo sobre “a pregação
do evangelho de contendas
O mais desastroso seria a aquisição de uma área, com a pompa de
um lançamento de pedra fundamental acompanhado das afirmações
da vontade de Deus e suas promessas para o local e acontecer um
embargo da obra inesperado, venha de onde vier, com a conseqüente
perda de todo o investimento feito para o erguimento do templo,
e mais o agravo moral perante a comunidade.
A leitura da observação de Jesus no texto de Lc 14.28-30 deve
ser feita com grande retenção. Disse Jesus nessa parábola sobre a
presidência: “Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não
se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem
132
Diversidade de cultos

com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver
posto os alicerces, e não podendo acabar, todos os que a virem
comecem a escarnecer dele, Dizendo: Este homem começou a
edificar e não pôde acabar.”
O líder prudente primeiro traça planos, confiando nas promessas
de Deus, e depois constrói o templo:
• na Sua vontade de ter a igreja um local, ou novo local para
a edificação de Sua casa;
• na Sua vontade da escolha do melhor local para a Sua casa;
• na providência dos recursos financeiros para a aquisição
de ampla área para a construção e a conclusão da obra, e seu
sustento futuro;
• na confiança do crescimento da igreja (At 2.47) e sua expan­
são.

A preparação
Algumas providências devem ser tomadas para o dia do
lançamento da pedra fundamental. Certamente o líder contará
com uma boa secretaria e pessoal motivado para a emissão de
cartas-convite para:
• autoridades eclesiásticas (pastores de igrejas có-irmãs e de-
nominacionais);
• autoridades loeais e amigas;
• vizinhos.
Nas cartas para as autoridades civis, as formas de tratamento
são: Vossa Excelência e Excelentíssimo.
Em se tratando de Vereadores, Deputados, Prefeitos, Senadores,
etc., a carta terá o seguinte cabeçalho:
Exm°. Sr.
Dr. Fulano de tal
MD ou DD (Vereador, Deputado...)
(Endereço)
133
D iversidade de cultos

P ara a m ig o s o u p e s s o a s se m títu lo s d e d e sta q u e :


Ilm°. Sr.
Fulano de tal
(Endereço completo)
Exemplo de carta:
'‘Rio de Janeiro, RJ, 15 de........ de...
Ao
Pr Armando Cruz
Igreja Evangélica ...
Rua da Pedra, 25 - PORTO
Cep 23030-380 RIO DE JANEIRO -RJ

Prezado Pastor,

A Igreja Evangélica .. , situada na Rua da Pedra, 25, em


Porto, Rio de Janeiro, RJ, tem a subida honra de convidá-lo para
o lançamento da pedra fundamental cie seu templo sede (ou da
congregação), a ter lugar no dia ... de......de... . às..h.
na Rua...
A conquista dessa área foi uma resposta às orações da igreja a
Deus, e desejamos compartilhar com o amado pastor e sua igreja
a alegria de render graças a Deus por tão auspiciosa bênção.
Certa de que Deus há de tornar possível sua vinda, envia

Saudações cristãs.

Pr Fulano de tal
P r e sid e n te

A cavidade no chão
U m profissional pode, antecipadamente (um ou dois dias an­
tes) abrir uma cavidade no chão, podendo ser de 30x30cm. A
134
Diversidade de cultos

cavidade deve ser cimentada e ter uma tampa, a qual será bem
vedada no ato da inauguração.
Geralmente, o lançamento da pedra fundamental é feito logo
após a posse da propriedade, quando ainda não se tem uma planta
de construção aprovada. Nesse caso, situa-se o local da cavidade
onde, supostamente, o erguimento do prédio não venha remover a
caixa de cimento de seu lugar.
Entretanto, se o projeto assim o exigir, a caixa deve ser removida
para outro local definitivo.
A recomendação de se fazer uma caixa de cimento prevê o caso
de uma remoção. Também a sua vedação com tampa cimentada
evita a penetração de água, destruindo o que se colocou em seu
interior (usar um produto impermeabilizante tipo "cica").
Material para a caixa
Não há regra fixada para o que se deposita dentro da caixa ou
cavidade no chão.
Alguns há que usam uma pedra e a enterram no ato inaugura-
tório. Outros pensavam que o lançamento da pedra fundamental
era o atirar uma pedra ao longe.
O primeiro ato ainda é seguido por muitos, que apenas abrem
uma cavidade no chão e, com uma pedra selecionada, a enterram
no momento da oração.
Para a grande maioria, nessa cavidade (ou caixa) deposita-se:
• uma Bíblia com dedicatória, autografada pelas autoridades
presentes;
•uma ata ou um histórico da igreja para marcar história;
•folhetos;
•jornais evangélicos;
•o que mais desejar.
D iversidade de cultos

O ato
E m certas ocasiões de lançamento de pedra fundamental, quando
o líder deseja deter o povo mais tempo que o necessário no local,
ele estabelece um toldo em uma parte do terreno, para prevenir
contra o sol ou mesmo a chuva nesse dia. Assentos são também
providenciados, e faz-se um verdadeiro culto antes da cerimônia
de lançamento da pedra fundamental.
O pastor deve ter o cuidado de providenciar algumas moças e
rapazes que servirão como recepcionistas das autoridades convi­
dadas, e o respectivo encaminhamento aos lugares de honra. As
anotações devem ser feitas em papel próprio de recepção, e não
em pedaços de papel improvisados. Deverão constar o nome da
pessoa, seu cargo e procedência.
A ocasião torna-se propícia para a instalação de barracas para
a venda de algo que possa contribuir para a construção, além da
oferta que se possa tirar durante o culto.
Uma vez realizado o culto, os convidados e os crentes reúnem-se
em tomo da cavidade (ou da caixa) aberta no chão.
E m não havendo um culto propriamente dito, os passos da ce­
rimônia podem ser os seguintes:
• início com oração;
« o líder da igreja historia como Deus abriu as portas para a
aquisição do móvel;
• abrirá oportunidade de fala para as autoridades presentes
(e c le s iá s tic a s e c iv is);
• abrirá espaço para cânticos de agradecimento a Deus;
• indicará as pessoas para colocarem os materiais dentro da
caixa de cimento;
® um fotógrafo poderá documentar o fato nesse momento;
• seguir-se-á uma oração por um ministro, dedicando a obra
de construção a Deus, e agradecendo o privilégio da cessão do
terreno para a adoração de Seu nome naquele local;

136
D ive rsid a d e de cultos

13) V isita ao enfermo

O pastor deve proceder, com relativa freqüência, formais e in­


formais visitas aos membros de sua igreja, principalmente àqueles
que se encontram enfermos, ministrando aos necessitados a ajuda
espiritual, com a palavra de fé e de amor a Jesus Cristo, aproximan­
do-os de Deus, pois “P erto e stá o S e n h o r d o s q u e têm o c o ra ç ã o
q u e h ra n ta d o e sa lv a o s c o n tr ito s d e e s p ír ito ” (Sl 34.18).
E mister do pastor, a tarefa de infundir nos corações necessi­
tados, os textos bíblicos para serem usados pelo Espírito Santo,
preparando-os e exortando-os com o advento que possuem da fé,
pois ela será concedida por Ele, de acordo com a necessidade de
cada um, e como conseqüência, a oração da fé o libertará.
O apóstolo Tiago diz, em sua oração pelos enfermos: “E stá
a lg u é m en tre v ó s d o e n te ? C h a m e o s p r e s b íte r o s d a ig reja, e o rem
so b re ele, u n g in d o -o c o m a ze ite e m n o m e d o S e n h o r.” (Tg 5.14).
Aí também está uma das missões do pastor para com o enfermo,
a de ungi-lo com óleo, e o fazendo em nome de Jesus Cristo, na
autoridade definida pelas Escrituras com o objetivo de repreender a
enfermidade, sem no entanto, agir com precipitação, ungindo o en­
fermo, não a enfermidade, pois a cura é feita pelo poder de Deus.
Quando da visita a um enfermo hospitalizado, deve-se observar
as recomendações médicas quanto ao mesmo, fazendo ver aos
responsáveis pelo hospital de que se trata do cumprimento bíblico
de um ofício religioso, a fim de evitar problemas com o funcio­
namento e regulamento da casa de saúde visitada, e convém notar
que é muito importante “que de nenhuma forma o homem de Deus
deve deixar transparecer ao enfermo qualquer impressão negativa
referente à sua condição de saude”.
Deve o pastor, ao visitar um lar, tomar o cuidado para que não
fique a sós com o sexo oposto, por causa da aparência do mal.
O tempo de visita deve ser curto e objetivo, evitando-se chegar
à hora das refeições. A menos que seja convidado a ficar, deverá
137
D iversidade de cultos

encerrar a visita com uma palavra de oração e conforto ao visi­


tando e à família.
O pastur pode ler, na Bíblia, um ou mais dos textos sobre cura
divina contidos nos versículos a seguir identificados:
1) Êx 15.23-26; 23.20-25;
2) N m 12.13; 21.4-10;
3) Dt 7.12-15; 28.1-30;
4) 2Rs 20.5;
5) Jó 5.18;
6) SI 103.3; 107.17-21;
7) Pv 6.15; 29.1;
8) Ec 3.3;
9) Is 19.22; 30.26; 3.4,5; 58.8; 61.1,2;
10) Jr3.22; 6.14; 8.11-15,22; 14.19; 17.14; 30.17; 33.6; 46.13;
51.9; 14.4;
11) Mt 4.23; 5.28; 8.8; 8.16,17; 9.28; 9.35; 10.1; 10.8;
12.10,15,22; 13.15; 14.14; 15.30; 16.18; 17.16;
32) M c 1.34,40,41; 2.11; 3.2; 6.56; 7.27; 16.17-20;
13) Lc 4.16-23,40; 5.17,24; 6.7,18; 7.7,21; 8.2,43; 9.1,2;
10.9-17; 13:12-16,22; 14.3; 17.17; 22.51;
14) Jo 2.11; 4.47; 5.6,13; 10.10; 12.40; 14.11-14; 15.24;
15) At 4.14; 5.16; 8.7; 9.34; 10.38; 14.9; 28.8.27;
16) ICo 12.9; 12,28;
17) Hb 12.13;
19) Tg 5.14-15;
20) lJo 3.8;
21) Ap 13.12; 22.2.

138
D ive rsid a d e de cultos

14) C erimônia fúnebre


Quando da ocorrência do falecimento de um membro da igreja,
é dever primordial e humanitário do pastor, ao receber a devida
comunicação, oferecer de imediato à família, sua ajuda e consolo
espiritual, através de sua presença, ou de um dos membros do
pastorado local, nesta hora de dor e pesar.
O Ministro do Evangelho, representando a igreja, deverá certifi-
car-se das providências tomadas pela família, ou pela igreja, quanto
à realização do funeral, como local onde ficará o corpo, o cemitério
em que será sepultado, e, se possível, a hora desejada para o culto
cristão. O momento da cerimônia fúnebre é de muita tristeza para
os presentes, e o representante da igreja tem que estar emocional e
espiritualmente preparado para realizá-la, a fim de evitar possíveis
constrangimentos, podendo seguir o seguinte roteiro:
• procurar conhecer com a família e também com irmãos de
convivência próxima, os bons exemplos praticados, a condição
espiritual e o testemunho do falecido;
•pedir autorização da família para iniciar a cerimônia, que não
deve ser demorada, porém explanada de forma moderada e singela,
e de maneira que sua finalidade e sentido, possa ser perfeitamen-
te captado pelos presentes, objetivando confortar os enlutados e'
transmitir aos demais, a mensagem para que reflitam e meditem
sobre um posterior encontro com Jesus;
• pedir a atenção dos presentes para o começo do culto, e
iniciá-lo com uma breve oração;
•propor o cântico de hinos adequados para a ocasião;
- • abrir oportunidade para quem deseje testemunhar sobre a
vida do falecido;
8a palavra final deve ser do pastor, ou seu representante legal;
• após a palavra final, orar rogando a Deus para que conceda
conforto espiritual e consolação aos familiares e demais enlutados, e
agradecer o tempo que esteve entre os seus. e também pelos exem-
D iversjdade de cultos

pios de fé e de servidão à causa evangélica durante a sua vida


terrena, e falando do amor e da providência divina e na esperança
eterna que é oferecida aos salvos.
Dada a importância do falecido, o corpo poderá ser velado na
própria igreja, onde o culto poderá ser realizado, antes do enterro.
Se o corpo do falecido estiver na capela do cemitério, uma hora
antes do enterro programado pela direção do Cemitério, poderá
ser realizado um culto. Após o cerimonial acima descrito, segue
o féretro até à cova.
É um erro fazer outro culto à volta da cova. Isso só aumenta o
choro e a dor dos entes que ficam. E prudente fazer-se uma última
oração antes da descida do caixão ao túmulo, encerrando-se, em
seguida, o ato, voltando todos para os seus lares.
Há casos em que os pastores são convidados para fazerem a
cerimônia fúnebre de pessoas descrentes. Nesse caso, falar sobre
uma pessoa descrente é tarefa bastante difícil e constrangedora por
não se saber o destino da alma penitente. Por outro lado, é uma
ótima oportunidade para se falar do amor dé Deus para com os
homens e as delícias do céu, que podem ser desfrutadas no futuro
pelos que aceitarem, em vida, a Jesus Cristo. Esquece-se o morto,
porque Jesus é a esperança dos vivos.
Damos abaixo, uma relação de versículos que podem ser usados
pelos oficiantes na hora do enterro:
1) Jó 1.21; 8.9; 9.25; 12.10; 14.1,2; 19.25,26;
2) SI 23; 27.5,14; 46.1-3,10; 90; 91.1-9; 103.13-17; 116.15;
138.7; 144.3,4;
3) Pv 14.26;
4) Ec 8.8; 12.7;
5) Is 40.1,13,15,28,31; 41.40; 43.1-3; 61.1-3;
6) Jr 31.15-17;
7) Dn 4.35;
8) A m 5.8;

140
D iversidade de cultos

9) Na 7;
1.0) Mt 5.4; 18.1-6,10-14; 25.20-23;
11) Lc 18.15,16;
12) Jo 1.4; 5.28,29; 6.40; 10.10; 11.23-26; 14.1-2; 14.27; 16.22
13)At 11.33-36; 26.8;
14) R m 14.9;
15) ICo 15.20,26,42,44,53,55; 15.58;
16) 2Co 5.1-8;
17) Fp 1.23; 3.20,21; 4.13;
18) 1Ts 4.13-18;
19) 2Tm 1.12; 4.7,8;
20) Hb 13.5;
21) Tg 4.13-15;
22) Ap 14.13; 20.4-6; 21.3-7; 22.4,5.

141
IV
Ordenanças
Ordenanças

1. B atismo em águas
Significado
Tem origem na palavra grega “b a p tiz o ” e “b a p tis m a ”, e significa
su b m erg ir, im ergir.
O batismo de Jesus identificou-o com a humanidade e o do
crente o identifica com Cristo (Rm 6.4-6,8,9,11):
a ) n a s u a m o r te
Somos mortos com Cristo (destruído o corpo do pecado);
b) n o se u s e p u lta m e n to
Nos unimos a Ele momentaneamente no seu sepultamento;
c) N a s u a r e s s u r r e iç ã o
O ato de sair das águas nos identifica com a sua ressurreição.
O batismo é um símbolo da regeneração (novo nascimento).
O batismo nas águas é uma ordenança (Mt 28.19,20; Mc 16.16).

A fórmula
“E m n o m e d o P ai e d o F ilh o e d o E sp írito S a n to ” (Mt 28.19).
Note-se At 2.38; 8.16; 10.48 e 19.5.

Como receber o batismo nas águas


a) confessando Jesus como Salvador;
b) arrependendo-se de seus pecados;
c) resolvendo seguir a Jesus até o fim (At 22.16; 10.47,48).

Condições para ser batizado nas águas


a) ter instrução na fé em Cristo;
b) ter ciência da sua salvação (e o novo nascimento);
c) já ter inutilizado seus ídolos (At 19.19);
d) a igreja deve ensinar o caminho do Senhor (su a r e s p o n s a ­
b ilid a d e d e a g o ra em d ia n te ) e o crente dar bom testemunho (ICo
145
Ordenanças

5.6-8; ITm 1.18-20; 2Tm 2.16-i 8; Tt 3.10,11; R m 16.17);


e) deixar todo o mundanismo;
f) casar-se, se de vida amancebada;
g) responsabilidades quanto à ceia do Senhor;
h) o serviço cristão.

Crianças devem ser batizadas?


a) não, porque não há pecado praticado para se arrependerem
(Mc 10.14);
b) não têm capacidade para a fé (Mc 16.16; At 2.41; 10; 8; 16).

Como realizar a cerimônia de batismo nas águas


Preliminares
a) classe de instrutores;
b) ensinamentos sobre o significado do batismo;
c) instruções sobre roupa de batismo por baixo da capa branca
que usará no dia, evitando, assim, a nudez aparente com o molhar
da roupa;
d) explicar que o uso da capa branca é o símbolo da pureza
(alvura de nova vida);
e) fazer ciente que uma comissão, no dia do batismo, enca­
minhará os candidatos a uma sala onde trocarão de roupa;
f)animá-los a fim cieevitaro nervosismo do dia (extrema alegria);
g) alertá-los quanto a um possível batismo no Espírito Santo
no ato batismal;
h) ensinar aos batizandos que no momento do batismo deverão:
• ter as mãos cruzadas sobre o peito.
- manter os pés juntos
• prender a respiração (no ato da imersão);
•dobrar as pernas para facilitaro pastor que batiza (as pessoas
altas podem se ajoelhar);
146
O rdenanças

•deixar-se cair c ser conduzido pelo oficiante, que terá uma


de suas mãos superpostas à do batizando;
i) pessoas nervosas, antes do batismo, devem ser acalmadas
(claustrofobia, etc).

O ato
a) orientar o batizando a colocar suas mãos entrelaçadas sobre
o peito (mão superpostas);
b) dependendo da posição, colocará sua mão direita ou es­
querda nas mãos do batizando e a outra levantará, perguntando:
•o (a ) irm ão (ã )crê que Jesus é o S a lva d o r e S en h o r de sua vida ?
• p ro m e te v iv e r p a r a E le durante, to d a a su a e x is tê n c ia ?
oe stá d isp o sto a o b e d e c e r à S u a P a la v ra sem. r e striç õ e s?
c) ouvindo o “sim”,dirá o oficiante:
“S e g u n d o o teu p u b lic o te s te m u n h o eu te b a tizo em n o m e d o
P ai e d o F ilh o e d o E sp írito S a n to ”;
d) mandar o batizando prender a respiração;
e) o batizador reverentemente inclinará o candidato para trás
até submergi-lo totalmente, com rapidez, levantando-o para a po­
sição ereta;
f) refeito o batizando de sua respiração, o encaminhará até à
saída da água, com a ajuda do(a) auxiliar;
g) ao concluir o batismo, o oficiante fará uma oração com toda
a igreja de pé.

Notas
• atos de gracejos devem ser evitados;
8estrepolias do batizando devem ser corrigidas;
8o oficiante deve estarbem uniformizado, com roupas brancas,
calçado branco e com gravata;
• os enfermos ou pessoas de difícil locomoção devem ser
147
O rdenanças

batizados por último;


•muitos são batizados com o Espírito Santo no ato de batismo;
•se o batismo for em água corrente, deve o oficiante conhecer
previamente o local.
Parte devocional
Indispensável, porque:
•traz à memória dos fiéis o dia do seu batismo;
0 dá-lhes fortalecimento espiritual;
• os não-crentes, que observam, vão entender melhor o ato a
ser realizado.
(T exto s: M t 3.13-17; A t 8 .2 6 -3 9 ; R m 6 .3 -5 )

Parte musical
E administrada por um maestro que, entre um batismo e outro,
fará a congregação cantar hinos para a ocasião.

2» Santa ceia do Senhor


1) Origem
A celebração da Páscoa era um memorial para osjudeus com re­
lação à libertação que Deus lhes concedera, tirando-os do Egito.
“A santa ceia representa, para nós, um memorial que fala da
gloriosa, incomparável e eterna libertação que Deus, em Cristo,
outorgou à Igreja.”

A santa ceia é:
a) um memorial neotestamentário;
b) foi estatuída por Jesus;
c) um ato solene;
d) leva 0 crente a recordar o sacrifício de Cristo;

148
Ordenanças

e) contribui para despertar nos assistentes um sentimento de


submissão;
f) comemorada “a té q u e E le v e n h a ”

P re lim in a re s
• pão e vinho ser comprado com antecedência;
• o vinho deve ser “su c o d e uva ” (o quejCristo usoui:
•pão sem levedura ou de forma;
0 bandejas e cálices bem lavados;
• a toalha para cobrir esses elementos deve ser branca e
estar bem limpa;
- na mesa do púlpito ou subpúlpito devem ser colocados os
pães, cobertos.
O r ie n ta ç õ e s im p o r ta n te s
•geralmente deve serpara os salvos a santaceia(vigiarpara os in­
crédulos não tomarem a ceia) e requer-se para o ato muita reverência;
8 os comungantes devem voltar-se para o ato. Preparação do
coração;
•deve seroferecida oportunidade para o “p e r d ã o c o le tiv o ” (ca­
sos que requeiram disciplina precisam ser tratados antes da ceia);
• assuntos estranhos à ceia não devem imiscuir-se no ato;
• os crentes podem citar versículos bíblicos;
• os corais ou cantores podem atuar no culto;
•nunca se interrompe a ceia com testemunhos, ou ofertas, ou
anúncios;
®não se deve tomar a ceia em inimizades (deve haver recon­
ciliação entre as partes).

Quando realizá-la
Não há determinação bíblica. Os cristãos do Novo Testamento
comemoravam com freqüência.
149
O rdenanças

Muitas igrejas a realizam mensalmente; outras trimestralmente;


ainda outras só aos quintos domingos, para que a cerimônia não
se torne coisa meramente mecânica.

2) A cerimônia do culto
• início com oração e louvores;
• leitura bíblica inicial;
• oração com apresentação dos respectivos pedidos;
• apresentação de visitantes ou assunto a ser mencionado;
• hino (co ra l, can to r, c o n g r e g a ç ã o ) para o ofertório.

3) O ato
• leitura bíblica: (M t 2 6 .2 6 ; L c 2 2 .7 -2 2 ; I C o 1 1 .2 3 -3 2 ; M c
1 4 .2 2 -2 6 ; Jo 6 .3 5 -5 3 ; 1 4 .1 5 -2 1 ; R m 8 .2 8 -3 0 ; E /3 .2 0 ; 6 .1 0 -1 8 ; F p
2 .1 -1 1 ; C l 3 .1 5 -1 9 ; H b 1 1 .1 -3 ; A p 2 2 .1 4 -1 7 ,2 0 ,2 1 ). '
•exposição sobre o significado do ato;
0cântico coral enquanto os ministros lavam as mãos;
• o co-pastor ou outro indicado pode passar ao oficiante a
bandeja com o pão;
•consagração do pão com oração;
8logo após, o oficiante diz:: E, h a ven d o d a d o graças, o p a rtiu ;
•os diáconos já estarão a postos para receberem as bandejas.
E m algumas igrejas as diaconisas fazem esse serviço;
• oficiante iniciará a entrega das bandejas aos diáconos, que
já deverão estar dispostos à frente do púlpito para a distribuição
do pão entre os membros presentes .

N o ta s im p o r ta n te s p a r a os m in is tr o s q u e não d e v e m :
• partir o pão antes do oficiante;
•fazer a entrega dos elementos antes da primeira entrega feita
pelo oficiante;
150
O rdenanças

• adiantar-se nem mesmo na lavagem das mãos.


- antes da entrega, o oficiante dirá: “E te n d o d a d o g ra ç a s, o
p a r tiu e d isse: to m a i e co m e i, isto é o m e u c o rp o q u e é p a r tid o por
vós
• quando já distribuído o primeiro elemento, o oficiante
perguntará se todos o receberam. (Na distribuição poderá haver
cânticos). O peão pode ser comido na hora da distribuição ou todos
aguardam para comê-lo juntos;
• terminada a distribuição, uns recolhem as bandejas vazias,
e outros responsáveis pela Mesa da Ceia já estarão colocando as
bandejas com os cálices no púlpito. Os cálices já devem estar com
o vinho;
•igrejas há (quando de pequeno porte) que enchem os cálices
no ato da ceia, com bules cheios;
•antes da oração, o co-pastor pode passar às mãos do oficiante
a bandeja com os cálices;
•o oficiante, em seguida, ora ou pede a alguém para orar pelo
vinho. Logo após, dá a primeira bandeja ao diácono, podendo os
Ministros entregarem as demais bandejas. Antes, o oficiante dirá:
“S e m e lh a n te m e n te , ta m b ém , d e p o is d e cear, to m o u o c á lic e d iz e n ­
do : E ste c á lic e é o N o v o T e sta m e n to n o m e u sa n g u e ; fa z e i isto em
m e m ó ria d e M im " . (ICo 11.25);
•os diaconos, ao distribuírem o pão e vinho, devein dizer aos
membros: “T o m a i e c o m e i ”,e “T o m a i e b e b e i”;
• geralmente, o oficiante serve, tanto o pão quanto o vinho,
aos obreiros do púlpito, podendo entregar esta tarefa para outro
pastor;
• a igreja canta ou ouve cânticos;
.verifica-se, quando as bandejas retornam, se alguém ficou sem
tomar o vinho;
• o co-pastor ou o vice-presidente geralmente serve o pastor
oficiante;

! Ç I
O QUADRO DA ULTIMA CEIA DO SENHOR
(Mt 26.17-30; Mc 12.14-26; Lc 22.7-23)

AUMENTOS E UTENSÍLIOS NA MESA DA ÚLTIMA CEIA


Uvas, passas, figos, salmouras, cevada, mel, amêndoas, damasco, pão asno, tâmara, ovo, pepino, cenoura, pimentão,
maçã, azeitona, queijo, peixe seco, nozes, alfarrobas, cogumelos, vinho, água, taça, jarra e candelabro.
O rdenanças

•concluída a distribuição, a igreja é convidada a orar;


8encerramento.

A mesa na última ceia


O diagrama da página 149 mostra o posicionamento à mesa na
refeição da páscoa, típica do período romano, servida em mesa
reclinável (um tr id m iu m ). Durante a refeição era costume apoiar-se
no cotovelo esquerdo e comer com a mão direita. O braço esquerdo
da mesa era o mais importante. O anfitrião normalmente ocupava
a segunda posição a partir da extremidade (1). A sua esquerda e
direita (2 e 3) ficavam posições de honra (Mt 20.21,23). A posição
à esquerda (3) era a do convidado de honra.
Considerando que Jesus desempenhava a posição do anfitrião na
preparação da comida e no ensino durante o evento, existem razões
para crer que Jesus estava reclinado na posição (1). João, que se
apoiava no peito de Jesus (Jo 13.23), deve ter estado à direita de
Jesus (2). Era de se esperar que Jesus oferecesse os lugares à sua
direita e à sua esquerda a Pedro, João ou Tiago, já que eles compu­
nham o círculo mais aproximado de seus discípulos (Lc 9.28; Mc
14.33). Já que Jesus havia confiado a Pedro e João a preparação
cio cordeiro pascoal (se a refeição era a Páscoa) e demais detalhes
(Lc 22.8), Pedro pode ter imaginado que a ele seria dada a posição
à esquerda de Jesus.
Todavia, há três indicações que Pedro não estava reclinado na
posição (3):
a) quando Jesus anunciou que um dos discípulos o haveria de
trair, Pedro precisou despertar a atenção de João para conseguir
que ele perguntasse a Jesus quem seria o traidor (Jo 13.23-26).
Observando que a posição (1) fica afastada em oposição aos outros,
Pedro provavelmente estava na posição oposta a João (4);
b) o relato de Jesus lavando os pés aos discípulos faz supor que
Pedro era o último a teros pés lavados (Jo 13.6). A pessoa reclinada
no último assento (4) teria se recusado a ter seus pés lavados;

153
Ordenanças

c) a rivalidade sobre quem seria o maior parece que era uma


ocorrência comum entre os discípulos (Mc 9.34; Lc 22.24). Talvez
quando Jesus ofereceu o assento do convidado de honra a algum
outro, o impulsivo Pedro se deslocou para o último assento no
canto oposto da mesa.
Há duas indicações que era Judas a quem foi dado o assento do
visitante de honra ao lado esquerdo de Jesus (3);
1) o pedaço de pão mergulhado no prato principal (o ensopado)
comumente era dado ao visitante de honra (Jo 13.26);
2) Judas tinha que estar reclinado perto de Jesus para ter sua
mão mergulhada no mesmo vaso (Mt 26.23). Parece que Jesus,
embora sabendo da planejada traição de Judas, ofereceu a ele toda
a deferência e oportunidade para renunciar seus planos até o último
momento. Se esta reconstituição é correta, o Senhor apoiando-se
sobre seu peito durante a refeição deve ter aumentado o conflito
que inundava o coração de Judas (Mt 26.14-16).

Os costumes de refeições antigas


Saudação
Com uma tijela na cabeça, dava-se bemvindo aos convidados:
“P az se ja c o m v o c ê ”. E os outros respondiam: “E c o m você, p a z
Com as mãos dadas uns aos outros e de ombros encostados, eles
se beijavam no rosto.

A dádiva da hospitalidade
Para fazer o convidado sentir-se bemvindo e à vontade, o anfi­
trião fazia uma ou mais das seguintes coisas:
a) ele ungia o convidado na cabeça com um óleo perfumado;
b) lavava a poeira dos seus pés;
c) dava-lhe um copo de água fria;
d) queimava incenso perfumado quando o convidado chegava;
e) sentava o convidado na cadeira de honra;
f) oferecia-lhe uma tigela de sopa durante a comida (pão e
154
O rdenanças

um pratinho de carne, e colocava isso na boca do convidado).


Lavando as mãos
Uma pequena jarra d'água era colocada do lado da parte baixa do
braço, dos dois lados e a água da mão era esfregada com o polegar
e faziam isto antes de enxugar com a toalha. A jarra (cântaro) e as
toalhas eram passadas para a pessoa seguinte.
A refeição da páscoa no tempo de Jesus
a) O copo santificado
•era abençoado no dia da festa (K id d u sh );
• eram lavadas as mãos;
• prato de ervas amargosas (K a rp a s).
b) Copo da instrução
•era a narração da páscoa (M a g g id );
• o cântico de um pequeno salmo (SI 113).
c) O copo da redenção
8 a palavra de bênção sobre o pão (M o ízi M a tza );
• comiam o cordeiro, o pão sem fermento e ervas amargas
(S h u lh a n O rekh );
8 ao final, após a comida, vinha a bênção (B a rekh ).
d) O copo da esperança
8 o grande salmo (SI 114-118);
8 a bênção final (N e e r tz a ).

Abençoando
A bênção sobre o vinho era oferecida por tomar o copo nas duas
mãos ecom osolhos ea mão levantadas,eledizia: “B e n d ito é o S e n h o r
n o sso D e u s ,o R e i do U n iverso , c ria d o r d o fr u to d e ste v in h o ”.
A bênção sobre o pão era oferecida tomando o pão e levantando
com as mãos dizendo:
“B e n d ito é o S e n h o r n o sso D eu s, R e i d o U n iverso , q u e tro u xe
p ã o p a r a a terra U
U m pequeno pedaço de pão era partido e comido. O pão não
Ordenanças

era cortado com a faca para mostrar o respeito da providência de


Deus.

Cortesia durante a ceia


Cada um pegava deste copo e passava um para o outro. Quando
eles pediam para passar o copo, um respondia: “Você rne h o n r a ”,
como se tivesse pedindo um favor.
Aí passava para o outro.
Oração finai
Depois da alimentação, qualquer um espontaneamente fechava
com oração de agradecimento.
No “A m é m ”, os outros repetiam a mesma frase da oração: de
uma só vez em voz baixa.
A alimentação
Alimentos servidos na Páscoa no tempo de Jesus:
8 C o rd eiro
Era comido assado com vegetais.
• O p ã o s e m le v e d u ra
Era feito com trigo cevado, sal e água.
* V inho
Eram 4 copos de vinho misturado com água para representar as
4 fases da redenção de Ex 6.6,7.
8E r v a s a m a rg o sa s
Representavam o sofrimento cruel no Egito. Eles incluíam
cebola, alho, rabanetes e pimenta.

Alimentos incluídos após o tempo de Jesus


8H a r o s e th (espécie de massa)
Era feito para se assemelhar ao sofrimento mortal no Egito;
continha maçã, íigo, amêndoas, vinho e mel.
8 O v o s c o z id o s
Era uma tradição entremuitos dos antigos e que simbolizam sofrimento.
156
O rdenanças

9 O u tro s a lim e n to s c o m id o s p e lo s a n tig o s n a s fe s ta s


Uvas, passas, figos, salmouras, damasco, amêndoas, nozes,
cevada, alfarrobas, sementes, mel. azeitonas, cogumelos, queijos
e peixe seco.
Esta ceia ainda voltará a ser realizada!

4) Pontos de vista quanto ao simbolismo da ceia


a) Transubstanciação
E a doutrina católica, Eles crêem na transformação das
substâncias do pão e do vinho nas substâncias do corpo e do
sangue de Cristo pelo efeito da consagração eucarística. E urna
grande heresia.
O ensino da transubstanciação vem da má interpretação das
palavras de Jesus “Isto é o m e u c o r p o ”, pois o que deveria ser
figurado foi interpretado literalmente.
A transubstanciação vem a sera “s u b stâ n c ia p ã o e v in h o ”, e pas­
sam a ser substância de Jesus, embora as espécies permaneçam.
Essa idéia foi decretada no C o n c ilio d e T rem o , e não vem do
cristianismo.
Não há nas Escrituras o termo “Eucaristia”, muito menos
“hóstia”, senão as expressões: “Ceia do Senhor” (ICo 11.20,21)
e “partir do pão” (At 2.42). O pão, então, continua sendo pão e
o vinho continua sendo vinho.
Dessa forma, a finalidade da ceia não é “conferir graça”, como
dizem os católicos, mas “simbolizarfatos espirituais”, ou seja, a
ceia retrata a morte de Jesus e lembra-nos que nos alimentamos
espiritualmente dele (Lc 22.19; ICo 11.26).

b) Consubstanciação
É o ponto de vista dos luteranos. Eles crêem que o participante
dos elementos, após a consagração, realmente come a carne e bebe
o sangue de Cristo, embora os elementos não se modifiquem.

157
O rdenanças

c) Presença mística
Crêern muitas igrejas reformadas que a união é espiritual, de
modo que, onde o sacramento é recebido com fé, a graça de Deus
o acompanha.
d) Memorial
Este é o ponto de vista bíblico e aceito por nós. Cristo instituiu
a Ceia como um memorial. O crente não recebe nenhuma graça
especial quando participa da Ceia. Ela leva-o a rememorar o sa­
crifício de Cristo por nós na cruz.
A CELEBRAÇÃO DA CEIA ENTRE OS CATÓLICOS
Achamos por bem deixar registrada aqui, para que os nossos
obreiros tomem conhecimento, a cerimônia de realização da ceia
entre os católicos romanos, o que confronta com a própria Bíbllia.
° o celebrante saúda o povo;
9celebrante primeiro beijao altar,símbolo
do Cristo. Dirige-se, então, à sua cadeira e.de­
pois de fazer o sinal da cruz, saúda o povo;
•os ritos preliminares da missa terminam
com a leitura de uma pequena oração pelo
sacerdote, na qual ele une as petições da
congregação;
•o leitor (m u ita s vezes um le ig o ) lê duas
passagens da Bíblia e guia a congregação
num salmo responsório. O celebrante preside de sua cadeira;
8 o celebrante (o u u m d iá c o n o ) lê o Evangelho. Nas missas de
domingo e dias santos o Evangelho é seguido por uma homília,
uma instituição baseada na liturgia;
8dois (ou m a is) membros da congregação tomam o vinho, a água
e o pão da mesa credencial e os levam em procissão ao santuário;
• levantando levemente a hóstia da patena (d isc o c irc u la r ;de
o u ro o u d e m e ta l d o u ra d o , q u e se rv e p a r a c o b r ir o cá lic e e re c e b e r
a h ó stia ), o celebrante agradece a Deus por esse pão da vida;

158
8preparando o segundo elemento das ofertas, o
padre deita vinho e um pouco de água no cálice e
o eleva, agradecendo a Deus pela sua bondade;

• a cerimônia de lavar as mãos, e


uma breve oração sobre as ofertas,
são seguidas pelo prefácio, que in­
troduz a oração eucarística;

.no meio do ritual da missa o padre


profere as palavras pelas quais o pão
ofertado se to r n a o c o r p o d e C risto .
Depois ergue a hóstia para que todos
a vejam;
• curvando-se levemente sobre o cá­
lice de vinho, o celebrante pronuncia as
palavras da consagração. Ergue, então, o
cálice para que a congregação o veja;
•erguendo a patena e o cálice, o padre recitauma doxologia (for­
ma litürgica de louvor a Deus, geralmente ritmada),
dedicando a liturgia ao Pai, ao Filho e ao Espírito
Santo, e o povo responde: “A m é m ”;
8 no ritual da paz, opcional, o celebrante, com
gesto amistoso, cumprimenta os membros da
congregação, e convida os presentes a trocar
sinais de paz;
•o sacerdote divide a hóstia e deita uma par-
O rdenanças

teno cálice.Erguendo ahóstia,elediz “E ste é o


C ordeiro de D e u s ”. Então, com acomunidade,
ele diz, “Senhor, eu nã o so u d ig n o ”;

• depois de o celebrante tomar do cálice, a comunhão é distri­


buída ao povo. O padre diz “O c o rp o d e C r is to ”, e o comungante
responde “A m é m ”;
• na parte final do rito da missa, o celebrante invoca a bênção
de Deus sobre o povo. Despede-o, então, em paz, exortando-o a
amar e a servir a Deus.

Nota
As Escrituras ensinam que os dois elementos devem ser tomados
igualmente por todos os crentes que estiverem congregados; entre­
tanto, o catolicismo dá a hóstia ao povo e reserva o vinho unicamente
para o sacerdote, o que é uma flagrante desobediência: “E to d o s be-
b e r a m d e le ” (do vinho, M c 14.23). “B e b e i d ele to d o s...” (M t 26 .27 ),
"... a ssim c o m a d e ste p ã o e b eb a d e ste c á lic e " ( I C o 11.28).
160
!( fS

'pnfj. ■

Esta é a ceia pintada por Leo­


nardo da Vincí, no Século XVI,
e que é aceita pelos católicos. É
uma visão distorcida e que não
retrata a ceia servida em mesa
reclinável, como mostra o qua­
dro da última ceia do Senhor.
Soienidades
Cívicas no Templo
Solenidades cívicas no Templo

As solenidades cívicas que costumeiramente ocorrem nos


nossos templos são, em geral, as celebrações do dia da Pátria (7
de setembro), certas homenagens que por representantes do povo
são feitas a pessoas do nosso convívio, e outras reuniões cívicas,
às quais se deseja dar uma feição religiosa como se celebrasse um
culto em ação de graças,
O dirigente deve estarbem informado dos motivos dessas reuni­
ões. e conhecer as pessoas que representam o povo e a instituição
que promove o evento.

A ordem do culto pode ser a seguinte:


a) abertura com oração e louvores a Deus;
b) leitura bíblica por alguém que for designado; oração;
c) o dirigente fará a apresentação das autoridades presentes e
dos visitantes, nomeando-se os principais;
d) em geral, executa-se o H in o N a c io n a l B ra sile iro cantado por
todos os presentes, e tocado pela banda (ou orquestra), após o que o
dirigente declarará aberta a solenidade, mencionando os motivos;
e) a palavra é, então, franqueada aos representantes de enti­
dades civis, militares e eclesiásticas que presentes estejam como
representantes;
f) os atos serão intercalados com louvor;
g) falará então o representante da organização que promove
o evento;
h) após esse orador, não se dará mais oportunidade a ninguém
para falar sobre o evento salvo alguém cuja representatividade
s o b re p u je a do último orador;
i) o último orador de fato será o mensageiro da Palavra de
Deus, que deve ter tempo suficiente para desenvolver a sua men­
sagem evangelística;
j) após o sermão, o dirigente fará ou designará alguém para
fazer o apelo, orando pelos decididos a Cristo;
Splenidades cívicas_no Tem plo

1)com uma palavra de agradecimento, o culto será concluído,


após a oração final e bênção apostólica.

Nota
A programação para essas solenidades convém que seja crite­
riosamente elaborada, com o tempo bem distribuído para que o
nome do Senhor Jesus seja exaltado.

1 66
VI
Celebraç
: ......... ........ ... ..... . „ ............................ ..... C elebrações

1) Aniversário de 15 anos
1) O aniversário de 15 anos:
O aniversário de 15 anos não é um ato bíblico como feito na
forma atual, senão urna cerimônia aperfeiçoada através dos tempos
em que se valoriza essa quadra áurea da vida.
Assim:
• tornou-sc costume;
•é inovação trazida pela evolução;
•se realizada em templo, a preparação ou ornamentação deve
ser singela.
Temos diversas maneiras de celebração:
a) na própria residência, num culto particular, sem ostentação;
b) em clubes, com ostentação;
c) na igreja (celebrante e família devem tercontatado o pastor
da igreja antecipadamente), O tempo de duração de uma solenidade
não deve exceder de uma hora e meia aproximadamente.

2) A celebração na igreja
a) a aniversariante
• pode ingressar no recinto do culto de forma convencional e
aguardai' o momento da chamada para o local previamente escolhido;
• se o ingresso for no momento do início do ofício, à entrada
da aniversariante todos devem pôr-se de pé. Sentará em local pre­
viamente escolhido.
b) cânticos
A parte musical deverá estar instruída quanto às apresentações
musicais.
c) a família
Sentará em local de destaque.
d) o culto
- não há ofertas;
• o mensageiro não deve alongar-se em sua mensagem;
• oração pela aniversariante;
• bênção final.
e) Instruções
Segundo o pastor A n tô n io G ilb e r to ,podem ser tomadas as se­
guintes providências por parte dos pais e da aniversariante:
• narrador e ministro oíiciunte;
• fotógrafo, se desejar;
• reserva de lugares junto ao púlpito, para a família e convi­
dados especiais;
• flores e arrumação do auditório;
• palmas para 30 componentes da mocidade local, 15 moças
e 15 rapazes (optativo);
8 introdutores para receber e conduzir visitantes.

Notas
E m atos desta natureza:
• não há cântico de hinos pela congregação;
• não há apresentações de visitantes;
• não há anúncios, exceto os pertinentes ao ato;
• não há testemunhos;
•só há cânticos: solos, duetos, trios,quartetos, coral, conjuntos.
Na entrada da aniversariante no templo, 15 rapazes e 15 moças
formarão alas quando a aniversariante e seus pais entrarem no
recinto (p a i à fr e n te , filh a em seg u id a , e m ã e p o r ú ltim o ).
Se o corredor permitir, entrarão os três em linha:
8 pai à esquerda;
• filha ao centro;

170
Celebraçõ es

Exemplo da colocação dos rapazes e das moças


e da aniversariante e seus pais na igreja

Rapazes Moças
C e leb raçõ es.................................... .. ....................... .

• mãe à direita.
Não deve haver esquecimento dos cartões sociais de 15 anos
para os convidados.
O ato deve ser ensaiado alguns dias antes para que o programa
não perca a sua cerimonialidade.
O oficiante deve receber do responsável pelo evento os dados
biográficos da aniversariante, que serão lidos na programação.

f) O ato propriamente dito


• palavras introdutórias do oficiante sobre a solenidade;
8 coral, orquestra, solo (sempre os hinos com alusão ao ato a
ele relacionado);
8 traços biográficos da aniversariante:
-dados pessoais;
- fatos destacados e marcantes desde a infância;
-vida estudantil;
-vida espiritual (testemunho cristão, atividades, realizações);
- planos futuros (quanto à carreira secular e/ou espiritual).

g) ato religioso (oficiante)


•pai, mãe e aniversariante sentados em lugar destacado, junto
ao púlpito;
•leitura bíblica (auditório de pé). Sugestões para leitura bíblica
(SI 103.1-5; 119.1-11; 71.5,6,15-18; lTm 4.12; 2Tm 3.15.16; Ec
12.1-5,13);
• prédica em torno da juventude, focalizando:
- sua oportunidade de servir a Deus, à Igreja, à família, â
pátria e à humanidade, na quadra áurea da vida;
-sua responsabilidade para com a humanidade necessitada,
e um mundo perdido;
- seu ideal à luz do plano divino para nossas vidas;
172
(Ce]e braço es

Posição da família perante o altar

Rapazes Moças

• ao término da predica, os três ajoelham-se e faz-se uma


oração (ig reja d é p é). Finda a oração, o pastor cumprimenta a
aniversariante em seu próprio nome e em nome da Igreja. Os pais
fazem o mesmo;
• anúncio da saída do cortejo, anúncios sociais pertinentes,
fotos;
8 solenidade encerrada.

P rogramação de aniversário de 15 anos

Apresentamos um resumo da programação de 15 anos:


Celebraçõ es

•Entrada, acompanhada pelos pais e irmãos (pai à frente, filha


no centro, mãe atrás e irmãos).
• Oração.
• Palavras introdutórias sobre o ato sócio-religioso.
• Número especial.
•Traços biográficos da aniversariante.
• Leitura bíblica (E x e m p lo : S a lm o 1 1 9 .1 -1 1 ).
8 Prédica:
- a juventude e a sua oportunidade para com Deus, igreja,
sociedade, família, pátria, na quadra áurea da vida;
- a juventude e sua responsabilidade junto à humanidade,
num mundo necessitado;
-ajuventude e seu ideal através de suas vidas, como cristãos.
•Ajoelham-se para a oração pelo oíiciante.
s Número musical especial.
•Anúncios referentes à recepção preparada pelas famílias.
° Cumprimentos do oficiante.
• Fotos.
8 Saída do cortejo.

Desenvolvimento da programação de aniversário de 15 anos


M o d e lo 1
a) entrada da aniversariante no templo:
*p a i;
• filha;
* mãe;
* irm ã o s.
Se o corredor permitir, entrarão os três em linha:
•pcii (ci e sq u e rd a );
• filha (ao centro);
174
Celebraçõ es

8 m ã e (à d ireita );
b) moças e rapazes fonnarão alas quando a aniversariante entrar
no templo (15 no máximo);
c) palmas (folhas de palmeira) para os componentes da mocidade
que formarão a ala;
d) pai, mãe e aniversariante sentados em lugar destacado junto
ao púlpito;
e) reserva de lugares junto ao púlpito para a família e convida­
dos especiais;
f) fotos;
g) crianças:
0 -5 b e rç á rio e ja r d im d e in fâ n c ia ;
6-8 primários;
9-11 juniores;
12-14 adolescentes;
15-17 s e c u n d á r io s (a sp ira ç ã o ).

O ato propriamente dito


a) o oíiciante solicita à Congregação que permaneça de pé;
b) entrada, acompanhada pelos pais;
c) colocação à frente do púlpito;
d) fotos;
e) oração;
f)palavras introdutórias sobre a razão da solenidade (oficiante):
Temos perante a Igreja esta jovem ........ que atinge a
quadra áurea da vida. Há 15 a n o s , este casal que a rodeia.......
e ...... seus pais, cheios de felicidade e ideais para o futuro,
recebia dos médicos a notícia do nascimento daquela criança, re­
sultado do sonho e da esperança de muitos dias de espera.
Hoje. dia ... de ........... de... ,festejamos com
júbilo esta data significativa, reunidos na casa de Deus. onde
temos o privilégio de solenizar tão glorioso acontecimento, para
dizer da nossa admiração profunda por seus pais que, certamente,
como Isa b e l e Z a c a r ia s , a dedicaram ao Senhor, e ela cresceu e se
robusteceu em espírito.
Passados que são quinze anos, tornam eles ao altar de Deus
para reapresentá-la, num gesto de gratidão, vencida esta quadra
áurea de sua vida.
Nota
Se os pais se converteram após o nascimento da filha, a men­
sagem deve ser modificada, o que o oficiante poderá fazer com
sabedoria.
g) cânticos alusivos.
h) narrador lê os traços biográficos da aniversariante:
® dados pessoais;
• fatos destacados c marcantes desde a infância;
•vida espiritual (testemunho cristão, atividades, realizações);
• vida estudantil;
• planos futuros (quanto a carreira secular e/ou espiritual).
i) cânticos.

O ato religioso
O oficiante solicita que os irmãos fiquem de pé para a leitura
bíblica (que pode ser feita no Salmo 119.1-11; 103.1-5; 71,5,6,15-
18 ou Eclesiastes 12.1-5,13).
Após a leitura convidará os irmãos para sentarem, momento em
que fará a prédica em torno da juventude, dizendo:
“Do texto sagrado que acabamos de ler, permita-nos a nossa
jovem..... extrair alguns paralelos espirituais que adornarão
toda a sua existência: N ó s te m o s a b e m -a v e n tu r a n ç a d o s q u e tr i­
lh a m c a m in h o s re to s".
Esta sua idade é a da escolha das companheiras. Como tem em
176
............... C elebrações

casa os pais, você há de procurar companheiros para a vida fora


do lar. Na sua inocência, atenderá com facilidade a um líder que
queira conduzi-la.
Não é muito fácil encontrar bons companheiros nessa idade, por
causa da muita corrupção dos nossos dias. Há um ditado: "D ig a -m e
co m q u em a n da s, e d irei q u em és Outro diz: “A s m á s c o m p a n h ia s
c o rro m p e m o s b o n s c o stu m e s
Mas nós gostaríamos de apresentar-lhe um companheiro ideal
também para a sua vida social -J e s u s C risto . Ele é o verdadeiro
líder que pode conduzi-la às águas tranqíiilas, mesmo que vocc
ande pelo vale da sombra da morte.
Lembre-se do que diz o salmista: “D e sv ia d e m im o c a m in h o ,
d a fa ls id a d e , e c o n c e d e -m e p ie d o s a m e n te a T ua l e i ”. “C o rrerei
p e lo c a m in h o d o s teu s m a n d a m e n to s ”.
Se ele se propôs a correr é porque este caminho já está feito e se
pode andar por ele com segurança. Mandamento por mandamento
foi colocado formando uma longa trilha. Corra por ele! Desvia os
teus olhos de contemplarem a vaidade. O salmista Davi pediu a
Deus: “D e s v e n d a os m e u s o lh o s p a r a q u e eu veja a s m a r a v ilh a s
d a Tua le i" . Não se pode seguir um caminho retamente com os
olhos vendados. Nele, você achará bons amigos, amizades sadias e
poderá convidar outros para seguirem com você porque Jesus será
o seu companheiro .Ele prometeu estar com você todos os dias da
sua vida. pois Ele mesmo é o Caminho para Deus, Ele é o pioneiro
desse caminho. Ele é o homem ideal a ser seguido.
Acentuadamente nessa quadra da existência humana, verificam-
se mudanças profundas no jovem: mudanças físicas e mudanças
mentais, ou seja: mudança de corpo, mudança de ideais, mudança
de alvo e mudança ciedisposição. Há grande dificuldade de controle
muscular. Tem-se ambições e sonhos do futuro, anelando o jovem
coisas impraticáveis, quando não impossíveis.
O sonho de ser adulto, o desejo de formar fortuna se manifestam
e é nesse período que seu futuro é determinado. Nota-se, agora,
contraste em todas as emoções. Os gostos são muito fortes e a
177
tendência será para o excesso.
Assim é o início desse novo período em que o corpo e a mente
adquirem um desenvolvimento rápido. Você está deixando de ser
criança dependente para ser ajovem independente e idealizadora,
a adulta capaz e realizadora.
E m vista destas mudanças, deixe-nos apresentar-lhe, mais uma
vez, o já apresentado. Ele reúne as características físicas e mentais
perfeitas. E Jesus Cristo, o Filho de Deus.
Você passa por transformações em sua idade, e Jesus é o trans­
formador de vidas por excelência. Ele mesmo transfigurou-se diante
dos discípulos irradiando uma luz de glória celestial, uma luz que
veio principalmente de dentro dEle.
Essas mudanças repentinas turbam-lhe, muitas vezes, o coração,
tirando-lhe a tranqüilidade e a paz de espírito. Deixe, então, que Ele
-Jesus Cristo, controle todos os seus sentidos. Que eles sejam usados
para Deus. Que a sua mente obedeça à voz do comando divino.
Jesus diz: “F ilh o m eu , d á -m e o teu c o ra ç ã o Ele pede o coração
porque é o centro da vida, do desejo, da vontade; é o centro da vida
emocional e moral. Dando-lhe o coração, você não ficaráconfundida,
pois Ele cuidará da transformação do seu corpo, dos seus ideais, que
serão nobres; indicar-lhe-á o alvo a alcançar e ditar-lhe-á as regras
do bom viver, pois os justos têm a mente de Cristo.
Lembre-se do texto sagrado, já lido: “L o u v a r -te -e i co m retid ã o
d e c o r a ç ã o ’’; “O b s e r v a r e i o s T eus e s ta tu to s ’’.
Nosso conselho final para você.......é que: “Não se aven­
ture a fazer suas escolhas e tomar suas decisões sem antes consultar
ao Senhor. Deus sabe o que é melhor para você. Conhece seus
talentos, aptidões, os anseios de sua alma. e quer que você seja
vitoriosa na vida.
Amém!”
Ao término, o oficiante pedirá para que todos ponham-se de pé
e convidará a aniversariante para vir à frente, ao lado dos pais.
178
Celebraçõ es

Declaração de voto
O oficiante pedirá à aniversariante para que repita o seguinte: ■
"A m in h a a lm a e n g r a n d e c e a o Sen h o r. E o m e u e s p ír ito se
a leg ra em D eu s, m e u S a lva dor.
E is a q u i Senhor, a tu a serva. C u m p ra e m m im os teu s d e síg n io s,
D e u s d a m in h a s a lv a ç ã o " .
Prometo seguir o Teu caminho; seguir o Teu exemplo, manter
em meu coração a chama viva do Teu amor. Hoje e sempre.
A m é m ”.
Ajoelha-se
• Pais ao lado;
8Aniversariante ajoelhada;
•Oficiante ora;
0Cumprimentos.
Pode-se programar para que sete crianças entreguem uma rosa.
cada uma, à aniversariante.
Seguem-se os cumprimentos finais.
Se houver recepção para os convidados, o local pode ser
anunciado ao microfone. Nesse local a aniversariante receberá os
cumprimentos. E m não havendo festa, os cumprimentos podem
ser dados no próprio local da cerimônia.
•Encerramento.

M o d e lo 2
Não há 1imitepara secriarmaneiras de serealizaruma cerimônia de
aniversário de 15 anos. Esta forma apresentada poderá nortearos nos­
sos dirigentes de igrejas nas cerimônias de aniversário de 15 anos.
•Cântico ou música à entrada da aniversariante;
• Saudação de recepção;
A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos os que se
acham reunidos neste santuário.
179
Celebrações

“É co m a leg ria q u e receb em o s o s e n h o r .. e s e n h o r a ... que


tra zem a su a f i l h a ....q u e h á 15 a n o s veio ilu m in a r o seu la r co m o
d o m d e D eus, fo n te d e to d a a vida, e co m su a s p a la v ra s e seu s e n si­
n a m en to s a ed u ca rem c u id a d o sa m e n te n o s c a m in h o s da vida
• Oração dos pais (o oficiante pede que os pais orem em
favor da filha).
• Os pais sentam-se ao lado da sua filha. Segue-se:
-cântico de louvor a Deus;
- após o cântico o celebrante dirige-se à aniversariante di­
zendo:
“Caríssimajovem: você estátendo o privilégiode celebraro seu 15o
aniversário natalícioreligiosamente, diante de Deus que é onipotente,
onipresente e onisciente, e perante todos os que nos assistem.
Como Ministro Oficiante deste ato cultuai, peço-lhe que me
responda:
Você crê em um único Deus, Pai, Filho e Espírito Santo?
Você crê no Espírito Santo que é Deus igual ao Pai e ao Filho,
e que neste mundo exerce o ministério de guia, iluminador, con­
solador e confortador dos cristãos?
V ocê crê q u e h á u m só D e u s a q u e m d e v e m o s a d o r a r e cultuar,
e m e s p ír ito e em verd a d e, s e m in te r m e d iá r io s ? ”

Entrega da Bíblia
Dirigindo-se à aniversariante:
“O terceiro lustro da sua existência preciosa aiigura-se-me a
uma flor de 15 pétalas que, por harmoniosa conformação divina,
ornamenta o seu lar.
As pétalas simbolizam a sua formosura e as virtudes de jovem
aprimorada em um lar estimado.
Bemfazejo é este momento da sua vida na presença de Deus e
que, por certo, se lixará na sua memória como lembrança fecunda
para o seu futuro.

180
Faço votos que a sua vida, como a flor, exale sempre o aroma
sagrado da mulher virtuosa, que sabe honrar o seu Criador, a si
mesma e à sua família.
Você dependerá, sempre, para manter o seu vigor físico, moral
e espiritual, de suficientes recursos de manutenção.
E m nome dos seus pais eu lhe ofereço, neste instante, o instru­
mento singular dessa suficiência vital.
Aqui está. E o livro sagrado, a Bíblia, a Palavra de Deus.
É um presente muito delicado e de valor eterno. Neste livro santo
estão os preceitos normativos para a segurança de todo o seu viver.
T om a-o. L e ia -o d ia r ia m e n te .”
8 Homília
“P r e z a d o s o u v in te s : a p r o v e ita m o s e s ta o p o r tu n id a d e q u a n ­
d o r e c o m e n d a m o s à jo v e m a n iv e r s a r ia n te a le itu r a d a B íb lia ,
c a b e -m e d ir ig ir a to d o s u m a p a la v r a p a s to r a l b a s e a d a n a s
E s c r itu r a s S a g r a d a s . E is o q u e n o s e n s in a a P a la v r a d e D e u s,
em S a lm o s L I :
“Feliz aquele que rejeita os conselhos dos maus, não segue
o exemplo dos pecadores e não anda com os que zombam de
Deus. Ao contrário, o seu prazer está na lei de Deus eterno, e
nesta lei medida dia e noite”.
Como podemos perceber, este trecho bíblico trata da felicidade
humana. Desejar ser feliz é uma aspiração normal tanto na pessoa
jovem como na adulta. À felicidade é sentimento tão nobre que se
torna profundamente desejável e de efeito permanente em todos
os setores da convivência do homem e da mulher, tanto na vida
pessoal como em qualquer área social comunitária.
O nosso Brasil transpiraria uma sadia atmosfera de felicidade se
todos os brasileiros refletissem como essência da sua vida terrena
os padrões morais de caráter e de comportamento ajustados aos
ensinamentos divinos.
Infelixmente, esse não é o aspecto comum da vida dos nossos
C elebrações.......

concidadãos. É lastimável o fato de que o nosso povo vive um tempo


dificílimo em que predominam crisese conflitos em todos os espaços
da sociedade, a começar da célula básica da pátria— a família.
Não temos dúvida de afirmar que a deformação do conceito de
família nos dias atuais é responsável pelo inquietante e inseguro
tempo em que vivemos em nosso país. Indiscutivelmente, a felici­
dade da nossa nação depende, intransferivelmente, da estabilidade
moral da família.
Coelho Neto, o grande escritor brasileiro, afirmou com muita
propriedade, que a pátria é a família amplificada.
O que estáfaltando às famíliase,consequentemente, ànossa nação,
éencontrar-se nojustoplano vitaldo sincero relacionamento com Deus,
o Todo-Poderoso, o nosso Criador e Senhor. “Felizé anação cujo Deus
é o Senhor” é a afirmação que lemos na Palavra de Deus.
O segredo da felicidade verdadeira não se estabelece, simples­
mente, por meio de planos econômicos, por medidas legais, nem
mesmo pela aprovação de normas constitucionais de governo. O
nosso país está mergulhado num tempo em que predomina a imo­
ralidade em todos os campos da vida humana.
Seja no comércio, na indústria, na política, seja na cultura, seja nos
divertimentos, nada escapa àação deletériadesse estado de moral imoral.
A desonestidade assumiu foros de esperteza e tomou o lugar da socie­
dade das mãos limpas, tendo-se chegado a um momento de ilegalidade
em tudo quanto se pratica no relacionamento entre os homens.
Confrontando-se os dias atuais com os dias antigos da história
humana, podemos concluir que estamos chegando ao fim de uma
era, "o s ú ltim o s te m p o s ” mencionados pelo apóstolo Paulo, numa
das suas epístolas dirigidas aos cristãos da sua época.
Embora nos sintamos envolvidos por essa atmosfera atorrnen-
tadora da época atual, prevalece, no entanto, a nobre aspiração
humana da felicidade verdadeira.
Será justa a indagação: Onde e como encontraremos os parâ­
metros para uma vida de felicidade verdadeira?

182
A Bíblia Sagrada nos responde: “Feliz aquele que não anda
segundo os conselhos dos ímpios... Ao contrário, o seu prazer está
na lei do Deus eterno, e nessa lei medita dia e noite.”
Caros ouvintes:
Esse texto bíblico nos ensina que a verdadeira felicidade de­
pende das seguintes atitudes:
a) rejeição cios maus conselhos (seja através do rádio, TV,
etc.);
b) no viver consciente na presença de Deus;
c) na observância dos preceitos segundo a Palavra de Deus;
d) na valorização do homem como pessoa.
Podemos estar certos de que a infelicidade humana nos tempos
modernos é conseqtiência da:
- aceitação e aprovação dos maus conselhos;
-do distanciamento do Deus eterno.
Por fim, podemos dizer que os homens, as mulheres, os jovens,
os adolescentes, as famílias, os maridos, as esposas, os filhos se
quiserem ter urna vida de real felicidade, terão que pautar o seu
modo de viver, pelas normas da moralidade cristã.
J e su s C risto , se a c e ito c o m o S a lv a d o r e S e n h o r d a n o ssa v id a ,
é a g a ra n tia d a fe lic id a d e n e ste m u n d o e a se g u ra n ç a d o n o sso
d e stin o feliz, na e te r n id a d e " .
• Oração pastoral;
9 Cântico sacro;
• Compromisso de fidelidade;
9 Despedicla.
Congratulações com a família, exortando-a a que não se esque­
ça de sempre render graças a Deus por tudo quanto lhe sobrevenha
na vida, sejam quais forem as circunstâncias que lhe ocorra.
• Bênção apostólica.
Celebrações

2) C erimônia de noivado
O compromisso do noivado reveste-se da mesma importância
do casamento, pois representa um pacto de uma união futura de
dois seres para uma convivência harmoniosa e duradoura.
Os pais, os responsáveis ou os contratantes devem ser prudentes
no anúncio público de um noivado. Este anúncio não deve ser feito
sem que antes o casal tenha tido a plena certeza de se conhecer um
ao outro profundamente para o estabelecimento de um relaciona­
mento futuro indissolúvel, segundo a Bíblia.
Algumas causas de casamentos infelizes podem ser facilmente
identificados e, com isso, se evitar que a simples emoção, que se
assemelha ao amor, possa contribuir para a infelicidade de duas
vidas que pretendem subir ao altar.
Consideremos, pois,o que disseo apóstolo Paulo: “N ã o v o sp re n d a is
a um ju g o d e s ig u a l ’’. E um grande conselho para os namorados.
Vejamos, senhores obreiros, alguns aspectos a serem observados
por um casal que se enamora:
• a questão da união e comunhão entre o casal: precisam ter
Cristo no coração;
• o desnível cultural, quando um dos dois não tem instrução
intelectual para enfrentar o círculo de amizades do outro;
•diferença social;
•diferença profissional;
• desequilíbrio emocional (g ê n io in c o m p a tív e l);
8 unidade vocacional;
8 diferenças eclesiásticas;
8 união física (o se x o é s a g r a d o ).
A insistência em permanecerem juntos, mesmo incorrendo
nas questões citadas, é tornar o casamento um jugo desigual, com
conseqüências de infelicidade para os filhos.
Outro fator que contribui para a desgraça do casamento é a ex­
periência do sexo pré-matrimonial. São os namoros avançados, e
184
.... ....................... ...... ....... ......................... ..... ........ ................... Celebraçõ es

as constantes experiências que tirarão a beleza da p r im e ir a v e z de


se amarem, em santidade.
Os jovens devem esperar no Senhor atéachar o seu par ideal, e não
sair experimentando todas as moças e rapazes, como se fosse uma
despedida dc solteiro, isso não é agradável aos olhos de Deus.
Testemunho belo é o de Isaque, porque enquanto Abraão aceitou
o conselho de Sara para ter filhos com suas concubinas, ele amou
Rebeca. orou para que ela pudesse ter filhos e sei teve filhos com
ela. sendo isto exemplo de honra ao Senhor.
A cerimônia
Comumente uma cerimônia de noivado é feita entre famílias,
sem que propriamente se realize um culto. Pode ser no lar de um
dos noivos, ou em local acordado entre as famílias.
A cerimônia pode ser feita por um ministro convidado, e que
conheça os noivos e suas famílias para poder atestar o compromisso
que o casal faz para o casamento.
É bom notar que quando em Israel era anunciado um noivado,
socialmente istojá era considerado como se os nubentes já fossem
casados, isto pela força do significado deste ato.
Damos, a seguir, alguns motivos de palavras para quem vai
ministrar este ato.

Predica
O oficianle poderá abordar os seguintes aspectos numa predica
(sermão):
• ambos devem ser crentes (Gn 24.3,4);
» deve haver a direção de Deus (Gn 24.27);
® deve haver entre o casal:
a) amor (u m s e n tim e n to recíp ro co , n ã o p a ix ã o ,p o is p a ix ã o
nã o é a m o r):
b) dedicação (o a m o r leva à d e d ic a ç ã o ,q u e é a m a io r exp ressã o
d o verb o servir, s e r v ir u m a o o u tro ):
185
Celebrações ____ ........................................................ - .....„.,.w,,,

c) compreensão (o a m o r e a. d e d ic a ç ã o leva m ü c o m p re e n sã o ,
q u e é s e n tir o s e n tim e n to u m d o ou tro , se n d o ta m b é m p e rd ã o );
d) paz (o am or, a d e d ic a ç ã o e a c o m p r e e n s ã o con du z,em lo g i­
c a m e n te à p a z).
• deve haver para o casal: “Um lar. Havendo amor + dedicação
+ compreensão + paz, há (presente e n ã o fu tu r o ) um lar.
U m lar, então, é um lugar de amor, dedicação, de compreensão
e de paz.
Se faltar um desses elementos no conjunto, não haverá um lar:
haverá, apenas, uma casa, um ajuntamento, mas nunca um lar.
Não se compreende lar sem sociedade. O lar é composto de
mais de uma pessoa que vive em sociedade.
Se há um ajuntamento humano, uma sociedade, tem forçosa-
mente, que haver uma direção. A Bíblia está cheia de exemplos e de
mandamentos mostrando que Deus deu a direção do larao homem;
no caso de um casal, a direção vem a ser do marido.
Não se discuta o que aconselha a Sociologia, nem o que
exigem as ligas de mulheres, mas é imprescindível que se
recorra à Bíblia (Ef 5.22,23): “ Vós, m u lh e re s, s u je ita i-v o s
a v o s s o s m a r id o s , c o m o a o S e n h o r... c o m o ta m b é m C risto é a
c a b e ç a d a ig r e ja ...”
Como o casamento, o noivado não deve ser desfeito. En­
tão, antes de noivar, deve haver um minuto de meditação e de
decisão”.
Meditem agora e decidam:
“Se você ... ( e le ) ....... não tem dúvidas de que Deus
tem escolhido a .. ( e la ) ......... para sua noiva, então re­
pita comigo: “Estou certo de que é a direção de Deus, portanto
confirmo este noivado”.
“Se você .... (e la ) ....... não tem dúvidas de que Deus
tem escolhido o ... (ele) ........ para seu noivo, então repita
comigo: “Estou certo de que é a direção de Deus, portanto con­
firmo este noivado”.
186
.............. ..... ......... ....... _ ...... , ................................................... v^ejebraçõ es

.(cita r o n o m e d o n o iv o ) e (c ita r o n o m e d a n o iv a )
.cm vista cie suas respostas, dirijo-lhes outra pergunta:
“Estão dispostos, diante de Deus, diante das suas respectivas
famílias e diante dos seus amigos a assumir o solene compromisso
de que este noivado só será desfeito pelo casamento ou pela morte,
e de que durante o noivado e após o matrimônio observarão todos
os conselhos que aqui lhes foram dados?
- “S i m ”, dirão os dois. lo g ic a m e n te .
Considerando as atitudes e compromissos assumidos diante de
Deus. das respectivas famílias e dos amigos eu, corno Ministro
de Deus. os declaro noivos.
(A s a lia n ç a s sã o en treg u es a o s p a r e n te s e s c o lh id o s p a r a co lo cá -
la s n o s n o ivo s).
O Ministro diz:
“S irv a m e sta s a lia n ç a s p a r a lh e s le m b r a r d u r a n te a v id a o
c o m p ro m isso h o je a s s u m id o ”.
• Segue-se uma oração a Deus.
• Logo após, ao som de um hino, colocam-se as alianças.
•O ministro ora a Deus pedindo a bênção sobre o casal.
•Encerramento com abraços.
• Recepção aos convidados.

3) C erimônia de casamento
O casamento é uma instituição divina, oficializada no Jardim do
Éden e c um fato de grande importância na vida de uma pessoa.
Por esse fato estar revestido de nobreza, reverência, beleza,
inspiração e outros qualificativos é que tudo deve ser bem
planejado para que não haja improvisações, tornando a ceri­
mônia algo banal. Grande parte do sucesso de sua realização
está na pessoa do oficiante e, como há muitas formas de se
realizar uni casamento, procuraremos deixar aqui exemplos
1R7
C elebrações ^ ......... . ......... _..................................................

distintos que ajudarão aqueles ministros que solicitamente


são convidados para esse ato.
A lei hoje permite que se realize um casamento sob duas mo­
dalidades:
a) casamento religioso com efeito civil;
b) casamento com caracteres estritamente religioso.
Antes de entrarmos diretamente no ato do casamento, ou sua
forma de realização, é interessante que o ministro oficiante saiba,
em resumo, alguns direitos de família.
O casamento
•Formas primitivas de casamento entre os romanos:
a) Usus - pela posse da mulher;
b) Coemptio - era o casamento da plebe;
c) Confarreatio - correspondia ao casamento religioso dos
cidadãos. Ofereciam bolo de trigo aos deuses na celebração.
• Regime de liberdade para o matrimônio:
a) capacidade dos nubentes;
b) consentimento dos nubentes;
c) ausência e impedimento.
•A Igreja Romana e a instituição matrimonial:
Pelo C o n c ilio d e T ren to (1 5 4 5 -1 5 6 3 ), para os católicos, ficou
estabelecido o seguinte:
a) expedição de proclama;
b) publicação por 3 vezes;
c) celebração pelo sacerdote ou pároco;
d) duas testemunhas.
• Separação do casamento da tutela da Igreja Romana:
a) L e i d e 1 1 .0 9 .1 8 6 1 que regula o matrimônio segundo o rito
religioso dos próprios nubentes;
b) A Proclamação da República (1 8 8 9 ) é o marco da sepa­
ração dos próprios nubentes;
188
c) instituição do casamento civil ( D e c r e to 1 8 1 , d e
2 4 .0 1 .1 8 9 0 );
d) O casamento na atual Constituição Federal.
•Fundamento legal do casamento civil
a) Código Civil Brasileiro (A r tig o s 180 a 183):
b) L e i 6 .0 1 5 ,d e 3 1 .1 2 .7 3 (A r tig o s 6 7 a 76);
c) L e i 1.110, d e 2 3 .0 5 .1 9 5 0 .

Dos impedimentos para casar


A lei não permite casamento:
a) de sogro com nora;
b ) de genro com sogra;

c) de padrasto com enteada;


d) de madrasta com enteado;
e) adotante com cônjuge do adotado;
f)o adotado com o filho superveniente ao pai ou à mãe adotiva;
g) o cônjuge adultero com o seu co-réu como tal condenado;
h) outros casos.

Casamento religioso com efeito civil


A L e i 1110, d e 2 3 .0 5 .1 9 5 0 veio facilitar a realização de casa­
mentos por ministros evangélicos com efeito civil, evitando as
cerimônias civis sem solenidade alguma nas pretorias, locais de
grande vozerio e balbútdia desagradáveis.

Formalidades preliminares
Dessa forma, as primeiras providências a serem tomadas pelos
noivos e pela igreja onde o casamento vai ser realizado são as
seguintes:
Celebrações^......... ................. _ .................

A) Declaração dos noivos


E m formulário próprio, cedido pela Circunscrição do Registro
Civil onde residem, os noivos preenchem seus dados completos,
datando-o e assinando-o, conforme modelo (A n e x o I). Esse formu­
lário é para a expedição da C e rtid ã o d e H a b ilita ç ã o .
No verso do formulário duas testemunhas deverão ser qualifi­
cadas afirmando serem verdadeiros os dados apresentados pelos
noivos. Essas testemunhas nada têm a ver com as testemunhas e
padrinhos do dia do casamento.

Notas:
a) os noivos e as testemunhas deverão apresentar xerox de qual­
quer documento, mais um comprovante de residência;
b) o formulário deverá tero reconhecimento de firma em cartório
das assinaturas, ou seja: noivo, noiva e as duas testemunhas.
c) após essa providência, o formulário será entregue na C ir c u n s ­
c r iç ã o d o R e g istro C iv il onde residem os noivos, ou um deles;
d) o prazo de espera para o Cartório emitir a C e rtid ã o d e H a ­
b ilita ç ã o é de três semanas.
E m se tratando de menor, os responsáveis deverão assinar o
formulário consentindo o casamento.

B) Na Circunscrição do Registro Civil


O Cartório, de posse do documento (fo r m u lá r io ), indagará sobre
o local onde se realizará a cerimônia de casamento.
a ) C a s a m e n to n a ig reja
Se o casamento for realizado na igreja, o Cartório emitirá uma
C e r tid ã o d e H a b ilita ç ã o (A n e x o II), que conterá um número (P ro ­
cesso Esse documento terá validade de 90 dias. tempo em
que deverá se dar o casamento.
b) C a s a m e n to n o C a rtó rio
Se o casamento for realizado na própria C irc u n sc riç ã o do R e -
190
..........,,, .„...^..^^.^^Çelebrações
istro C iv il ,os noivos deverão comparecer no dia em que o Cartório
reservar data para tal. Geralmente é fixado um dia na semana para
a realização de muitos casamentos.
c) Providências imediatas na igreja
O casal, de posse da C e rtid ã o d e H a b ilita ç ã o ,vai à igreja de sua
preferência para realizar o casamento e agendar a data do mesmo
de acordo com a Secretaria da igreja.
A Secretaria da igreja deverá ser informada do seguinte, após
receber a C e rtid ã o d e H a b ilita ç ã o :
a) q u em se rá o c e le b r a n te ?
b) q u a lific a ç ã o d a s d u a s te ste m u n h a s, co m o : n o m e, e sta d o
civil, n a tu ra lid a d e , p ro fissã o , id a d e e resid ên cia .
O Secretário da igreja, que servirá como Escrivão a d h o c (para
este caso, em lugar de), precisará destes dados para lavrar o T e rm o
d e C a s a m e n to R e lig io s o da Igreja (A n e x o I I I ) .
Deste termo lavrado em livro próprio de casamento da Igreja,
o Secretário tirará uma cópia datilografada, assinando:
a) Celebrante;
b) Noivo;
c) Noiva (nome de solteira);
d) Ia.testemunha
e) 2a.testemunha
f) Escrivão
No dia do casamento, tanto o livro como essa cópia deverão ser
assinados. A cópia datilografada será entregue ao casal, que tem
3 0 d ia s para a apresentar no Cartório com a firma reconhecida do
celebrante.
A C irc u n sc riç ã o do R eg istro C ivil (Cartório), de posse do T erm o
d e C a sa m e n to R e lig io s o entregue pelo casal, tem o prazo de uma
semana para emitir a C e rtid ã o d e C a s a m e n to .

191
C e le b raçõ e s............. . .............................. ri ______ ___

V o l t e m o s às m o d a l id a d e s d e c a s a m e n t o

A) Casamento religioso com efeito civil


Primeira Parte (casamento civil)

A cerimônia de casamento
a) Os convidados já deverão estar assentados na Igreja;
b) O pastor ministrante entra e aguarda no púlpito e deve ser
prevenido da chegada da noiva. O escrivão a d h o c estará a seu
lado, com o livro de casamento, onde já estará pronto o T erm o de
Casamento Religioso, conforme processamento efetuado anterior­
mente;
c) entrada do noivo;
d) entrada dos padrinhos;
e) entrada da dama de honra da noiva;
f) Entrada da noiva;
g) O noivo recebe a noiva, que despede-sc de seu pai ou res­
ponsável;
h) Os noivos sobem ao altar;
i) O oíiciante, tendo perante si o casal de noivos, dirá:
"O a p ó s to lo P a u lo o rd e n o u ci Ig re ja d e J e su s C risto o b e d iê n c ia
à s leis e à s a u to r id a d e s le g itim a m e n te c o n stitu íd a s.
" N e n h u m m in istro e v a n g é lic o p o d e re a liz a r a s o le n id a d e d e
m a tr im ô n io se m q u e a n te s te n h a m o s m ib e n te s sa tis fe ito a s e x i­
g ê n c ia s d a s leis b r a s ile ir a s .'’
j) Afirmação dos nubentes:

.Do Noivo
_________________________________ ,p e rsiste n o fir m e
p r o p ó s ito d e lim e e e s p o n tâ n e a v o n ta d e c a sa r-se co m a se n h o rita
•/

192
C elebrações

— S im (responderá o noivo).

.Da Noiva
___________________________________ , p e r s is te no
fir m e p r o p ó s ito d e liv re c e s p o n tâ n e a v o n ta d e c a s a r -s e c o m o
s e n h o r __________________________________ ?
—-S im (responderá a noiva).

l) Declaração de casamento:
O oficiante, diante da afirmação dos nubentes. declarará:
“D e a c o r d o c o m a m a n ife s ta ç ã o d e v o n ta d e q u e a c a b a is d e
a fir m a r p e r a n te m im , d e v o s r e c e b e r d e s p o r m a r id o e m u lh e r ,
eu, M in is tr o d o E v a n g e lh o , e m r e p r e s e n ta ç ã o d o M a g is tr a d o
C iv il e e m n o m e d a le i v o s d e c la r o c a s a d o s , c o n s titu íd o s e m
fa m ília . ”
m) Leitura do Termo de Casamento Religioso, dizendo o
oficiante:
“O u ç a m o s a le itu ra d o T erm o d e C a sa m e n to R e lig io s o q u e se rá
a ssin a d o p o r m im , ce le b ra n te , p e lo s n u b e n te s, p e la s te s te m u n h a s
e p e lo E sc riv ã o "ad hoc‘\
n) Após a leitura do termo, seguem-se as assinaturas, tendo
ao fundo música suave.

B) Casamento com efeito religioso


Segunda Parte (c a s a m e n to re lig io so )

À cerimônia de casamento
8 Oração feita pelo celebrante.
* O celebrante diz:
“Estamos reunidos na presença de Deus e destas testemunhas a
fim de invocarmos as bênçãos de Deus sobre............e ....
..............,que se unem no santo matrimônio, bem como
193
de compartilharmos da alegria que enche os seus corações. O desejo
de Deus é que o homem não viva só, não caminhe sozinho. No
casamento, marido e esposa se unem para iniciarem uma nova
jornada.”

Para os nubentes
(G n 2 .1 8 , 2 1 -2 4 )
“E d is s e o S e n h o r D e u s: N ã o é b o m q u e o h o m e m e ste ja só:
fa r -lh e - e i u m a a d ju to r a q u e e ste ja c o m o d ia n te dele.
‘‘Então o SenhorDeus fezcairum sono pesado sobreAdão, eesteador­
meceu; e tomou uma das suas costelas,e cerrou a carne em seu lugar;
“E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou
uma mulher, e trouxe-a a Adão.
“E d is s e A d ã o : E s ta é a g o ra o sso d o s m e u s o sso s, e c a rn e d a
m in h a c a rn e ; e sta s e rá c h a m a d a va ro a , p o r q u a n to d o v a rã o fo i
to m a d a .
“P o rta n to d e ix a r á o v a rã o o se u p a i e a su a m ã e, e a p e g a r-se -á
à su a m u lh er, e s e r ã o a m b o s u m a só c a r n e .’’

(O M in is tr o e x p la n a r á o te x to a c im a )
Ao noivo
( E f 5 .2 5 -3 3 )
“Vós m a rid o s, a m a i v o ssa s m u lh eres, co m o ta m b ém C risto a m o u
a Ig reja , e a si m e s m o se e n tre g o u p o r ela,
“Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela
palavra,
“Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem
ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
“Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres,
como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a
si mesmo.
“P o rq u e n u n c a n in g u é m a b o rre c e u a su a p r ó p r ia c a rn e ; a n te s
194
.... ............. ......................... C elebrações

a a lim e n ta c su ste n ta , c o m o ta m b é m o S e n h o r a ig re ja :
“P m 'isso, d e ix a rá o h o m e m seu p a i e su a m ã e, e se u n irá a su a
m u lh e r; e se rã o d o is n u m a c a r n e .”

A noiva
( E f 5 .2 2 -2 4 )
“V ó s, m u lh e r e p , s u je ita i- v o s a v o s s o s m a r id o s , e c o m o a o
S en ho r;
“P o rq u e o m a rid o é a c a b e ç a d a m u lh er, c o m o ta m b é m C risto
é a c a b e ç a d a ig reja ; se n d o ele p r ó p r io o s a lv a d o r d o co rp o .
“D e so rte que, a ssim c o m o a ig re ja e s tá s u je ita a C risto , a ssim
ta m b é m a s m u lh e re s se ja m em tu d o s u je ita s a s e u s m a r id o s .”

(O celebrante deve fazer o comentário dentro do texto lido, com


suas próprias palavras. Se preferir outros textos, poderá fazê-lo).

.Os votos
...... ( e l e ) .................... e ...........
(e la ) ...........
Dada a seriedade do ato que estais praticando, estais dispostos
a assumir todas as soleníssimas obrigações dele decorrentes?
Respondam:
“Sim , c o m a a ju d a d e D e u s .”
Ao noivo
...... ( e le ) ........... , você conserva o propósito de
receber..... (e la ) ........... por sua esposa, e viver com ela
segundo os mandamentos de Deus no santo estado de matrimônio,
consagrar-lhe amor e honra, consolá-la e conservá-la tanto na feli­
cidade ou na desventura, na riqueza ou na pobreza, na enfermidade
como na saúde, e guardar-se somente para ela, enquanto ambos
viverem?
Então diga: “Sim , q u e r o .”
195
Celebrações.....^ ........... ...... _ ........ _.....................

À noiva
..... (e la ) .......... ,você conserva o propósito ciereceber
... (e le ) .......... por seu esposo e viver com ele segundo os
mandamentos de Deus no santo estado de matrimônio, consagrar-
lhe amor e honra, consolá-lo e conservá-lo tanto na felicidade ou
na desventura, na riqueza ou na pobreza, na enfermidade como na
saúde, e guardar-se somente para ele, enquanto ambos viverem?
Então diga: “S im , q u e r o .”

O Celebrante diz:
“Diante do que acabais de afirmar, perante mim, Ministro do
Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, de vos receberdes em
matrimônio, em conformidade com a Palavra de Deus, eu vos
proclamo casados, constituídos em família, marido e mulher.

As alianças

Estas alianças que colocareis no dedo anular um do outro,represen­


tam o sinal de um compromisso de fidelidade e amor. Que este amor
seja infindável como o círculo que elas representam, e puro como o
ouro que as compõe.
Eu as abençoo em nome de Jesus Cristo.
A o n o iv o
.................. ,coloque esta aliança no dedo anular
de sua noiva, e repita comigo estas palavras:
“C o m e sta a lia n ç a eu te d e s p o s o e te fa ç o p a r tic ip a n te d e tu d o
q u a n to so u e te n h o .”

A n o iv a
................. ,coloque esta aliança no dedo anular
de seu noivo, e repita comigo estas palavras:
196
Celebrações

Anexo I
linr. Sr. Oficiai da......Circunscrição do Registro Civil

DIZEM ................................................................................................................................................................
e.........................................................................................................................................
que tendo ajustado o seu casamento, apresentam os documentos exigidos por iei e não surgindo qualquer
impedimento, pedem que lhes seja expedida a respectiva certidão de habilitação, fazendo para esse efeito
as seguintes declarações:

O NOIVO
Data do nascimento.............................................................................................................................................
Estado civil ........................................................................................................................................................
Profissão..............................................................................................................................................................
Natural de............................................................................................................................................................
Residência..........................................................................................................................................................
Fiino de................................................................................................................................................................
Natural de............................................................................................................................................................
Profissão..............................................................................................................................................................
Estado civil..................................................................................................................com......................... anos
e de.....................................................................................................................................................................
Natural d e ...........................................................................................................................................................
Profissão.............................................................................................................................................................
Estado civil ................................................................................................................com......................... anos
Residentes..........................................................................................................................................................

A NOIVA
Data do nascimento.............................................................................................................................................
Estado civil ,.l......................................................................................................................................................
Profissão..............................................................................................................................................................
Natural de............................................................................................................................................................
Residência..........................................................................................................................................................
Filha d e ...............................................................................................................................................................
Natural de............................................................................................................................................................
Profissão..............................................................................................................................................................
Estado civil .........................................................................................................................................................
com..............................................................................................................................................................anos
de.........................................................................................................................................................................

Natural de............................................................................................................................................................
Profissão..............................................................................................................................................................
Estado civil..................................................................................................................com........................ anos
Residentes...........................................................................................................................................................

A noiva depois de casada passará a assinar-se:..............................................................................................

d e .................. de 19

O Noivo.
A Noiva

197
C elebrações

ATESTADO

Nós, abaixo assinados, declaramos conhecer pessoalmente e atestamos não haver parentesco ou qualquer
impedimento que proiba casar os nubentes a que se refere o memorial retro e nele qualificados, cujos dados
afirmamos serem verdadeiros

TESTEMUNHAS

(assinar por extenso)


2‘ ......................................
(assinar por extenso)

QUALIFICAÇÃO DAS TESTEMUNHAS


i* Nacionalidade
Profissão..........
Estado civil ........................... ............. com.............. .............anos de idade
Residência............................

2‘ Nacionalidade .................
Profissão................................ ................................ ..................
Estado civil............................ ............ com.............. ............. anos de idade
Residência............................

CONSENTIMENTO

Os abaixo assinados, na qualidade d e ........................................ d............ menor................................ a que


se refere o memorial retro, declaram................. conceder pleno consentimento para que o mesmo se case
com o nubente retro preferido por ser de sua livre e espontânea vontade podendo, para esse fim, requerer
em Juizo o que preciso for,

................................................. . d e ..................................d e ................

P ai......................................................................................................................................................................
Mãe......................................................................................................................................................................
Pai.......................................................................................................................................................................
Mãe......................................................................................................................................................................

198
f e le b r a jõ e s

Anexo II
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Registro Civil

.9” ....Circunscrição - ....5a..........Freguesia de ....São Cristóvão...........

i CERTIFICA que, tendo decorrido o prazo íegal sem ter aparecido impedimento algum, se acham habilitados I
a contrair matrimônio dentro de noventa dias:
' O Sr......GILBERTO DE JESUS LU IZ........................................................................................................... i
com ......HÍLDA DA SILVA MELLO.-............................................................................................................... ;
; que passa a se chamar:...."HILDA DA SILVA MELLO LUIZ".......................................................................
i
| O NOIVO
Natural de................... Rio de Janeiro, RJ.....................................................................................................
Nascido a.................................. 30/11/1957...................................................................................................
Estado civil......................................solteiro...................................................................................................
Profissão:....................................soldador......................................................................................................
: Residente aTravessa São Sebastião, 10, São Cristóvão..............................................................................
Filho de................ Genézio Francisco Luiz....................................................................................................
: e de...................... Viceníina de Jesus Luiz....................................................................................................

j A NOIVA
Natural de................... Rio de janeiro - RJ....................................................................................................
Nascida a.................................. 30/08/1956 ...................................................................................................
Estado civií......................................solteira..................................................................................................
Profissão.....................................costureira................................................... ................................................ j
Residente a ................................................................... Rua Henrique de Mesquita, 48 c/2, São Cristóvão i
i: Filha de.................Antonio Victor de Mello................................................................................................... j!
e d.............................. Maria da Silva Mello...................................................................................................

Observações: Os nubentes apresentaram os documentos exigidos pelo art. 180, nm ....1,2 e 4 ......do
Código Civil. Processo n” .....36.220.-..........................................................
Casamento sob o regime da Comunhão Parcial de Bens...........................................................

O referido é verdade e dou fé.

Rio de janeiro, RJ, ...5... de .dezembro...de 1995.


I
Oficial

19 9
Celebrações

Anexo III
TERMO DE CASAMENTO RELIGIOSO

Às dezoito horas do dia dezoito de fevereiro de mil novecentos e noventa


e cinco, no tem pío central da igreja Evangélica Assem bléia de Deus,
localizada no Campo de São Cristóvão, trezentos e trinta e oito, São Cris­
tóvão,- Rio de Janeiro, perante o Rev. Benedito Cesar de Jesus Santana,
brasileiro, casado, Ministro do Evangelho, residente nesta cidade, e as
testem unhas adiante qualificadas, após a habílitaçãoma forma da lei civil
vigente e depois de manifestarem espontaneamente a vontade de se cons­
tituírem em fam ília como marido e mulher,-receberam -se em matrimônio
Magdiel de Lima Santana e Renata A guiar da Rocha, que passa a adotar
o nome de Renata A guiar da Rocha Santana. Ele, natural do Estado do
Rio de Janeiro, nascido aos 19 de outubro de 1973, solteiro, universitá­
rio, residente nesta cidade, filho de Benedito Cesar de Jesus Santana e
Márcia Nobre de Lima Santana. Ela, natural do Estado do Rio de Janeiro,
nascida aos 23 de maio de 1974, solteira, universitária, residente nesta
cidade, filha de João Pereira da Rocha e de Maria da Conceição Aguiar.
Serviram de testem unhas Joel Vasconcelos Monteiro, brasileiro, casado,
militar, com 34 anos de idade, e Rute Lemos Dias Monteiro, brasileira,
casada, adm inistradora, com 32 anos de idade, ambos residentes na Rua
Barão São Borja, 24, no Méíer, Rio de Janeiro. Os nubentes apresentaram
Certidão de Habilitação para casamento, expedida aos 16 de fevereiro de
1995, pela Primeira C ircunscrição do Registro Civil sob o número 14.796.
E, para constar, eu, Theophilo Normundo Karkle, escrivão “ad hoc", lavrei
e subscreví o presente Termo que, registrado em iívro próprio, servirá de
prova para a inscrição do casam ento no registro civil e vai assinado pelo
celebrante, pelos nubentes e pelas testemunhas.

C e le b ra n te :_______________________________
N o iv o :______________________________
N o iv a :_____________________________
Testem unhas:_________________________

Escrivão:

200
. ........._ .. .......................................... ^ ................... ............... C elebrações

“C o m esta a lia n ç a cm te d e sp o so e te fa ç o p a r tic ip a n te d e tu d o


q u a n to so u e ten h o ."
(Enquanto se processa a colocação das alianças deve haver
um fundo musical. Também um número musical pode ser apre­
sentado entre a colocação das alianças e o evento seguinte).

Oração pelos noivos


O celebrante convidará os noivos para se ajoelharem, entrela­
çando as mãos no púlpito, seguindo-se:
a) oração;
b) bênção apostólica.
“A g ra ç a d e n o sso S e n h o r e S a lv a d o r .Jesus C risto , o a m o r d e
D eu s e a c o m u n h ã o d o E sp írito S a n to se ja m c o m to d o s e c o m este
casa i, d e sd e a g o ra e p a ra to d o o sem p re. A m é m ." ;
c) Por fim, o celebrante dirá;
“O que Deus ajuntou, não o separe o homem.”

Proeessional da cerimônia de casamento

A) Início da cerimônia
A entrada na Igreja:
a) O pastor ministrante
Entra e espera no púlpito. Deve ser prevenido da chegada da
noiva;
b) O noivo
Entra com a mãe ou madrinha escolhida e aguarda a entrada da
noiva e o momento em que ela se aproxima do altar;
c) Os padrinhos
Entram os padrinhos (p o d e n d o s e r 4 o u 8 c a sa is), aos pares, e
se colocam divididos ao lado do púlpito, onde se encontra o pastor
celebrante, como adiante;
201
Celebrações

Oficiante

Noivo

202
Celebrações

d ) A n o iv a
• Damas de honra (podendo ser 2 casais de crianças, entre 5
e 7anos), que entram antes da noiva.

Oficiante

Damas

Noiva

Padrinho

203
Celebrações^ ............ ................

*A noiva (acompanhada do pai ou padrinho escolhido), como


abaixo:
e) O n o iv o re c e b e a n o iv a
A noiva entra ao som da marcha nupcial.
A dois metros de distância, quando a noiva chega perto do noivo,
este d e ix a a madrinha (ou a m ã e ) e d irig e -se à noiva, receb en d o -a
das mãos do padrinho (o u p a i) com a mão esquerda, deixando o

204
................................................................. ...................... ................... ......... ............... ,„ Ç e I§Jb ra ç õ e.5
braço direito livre.Nesse momento, a madrinha une-se ao padrinho e
dirige-se ao seu lugarjunto com os padrinhos, ao lado do púlpito.
A noiva, então, dá ao noivo o braço direito, ficando do seu lado
esquerdo, e ambos se dirigem ao púlpito, ficando à frente do pastor
celebrante, como abaixo:

Oficíante

Noivos

Padrinhos

B) Cerimônia religiosa
.A p a la v r a p a s to ra l
a) O ministro lêo texto (hávários textos bíblicos sobre o assunto:
Gn 2.1.8,21-25: Hb 13.1; Ef 5.22,23; Mc 10.7-9; Jo 21.11 e outros);
b) Nesse momento, após a leitura, pode haver um cântico;
solos vocais, solos instrumentais, quartetos, conjuntos, coro da
igreja. Os hinos devem ser pertinentes ao ato;
c) O oficiante, em seguida, explana a Palavra de Deus. O tempo
máximo para uma predica não deve ultrapassar 20 minutos;
205
Celebrações ..... . , v . . r. . ....
d) A p ó s a e x p la n a ç ã o d a P a la v ra d e D e u s e as d e v id a s re c o ­
m e n d a ç õ e s ao c a sa l, p o d e rá h a v e r c â n tic o m a is u m a vez:
e) O o fic ia n te . e m s e g u id a , p e rg u n ta ao s n u b e n te s:
Ao noivo
...... (e le ) ....... d ia n te d e D e u s e d e to d a s e sta s te s te ­
m u n h a s d e c la r a s o le n e m e n te q u e rec e b e c o m o e sp o sa , d e livre e
e sp o n tâ n e a vo n ta d e, a ..... (e la ) ........,co m o c o m p ro m isso
de a m á -la , h o n r á -la e p r o te g ê -la d u r a n te to d o s o s d ia s de. su a vida,
a té q u e a m o rte o s s e p a r e ? ”
" S im , d irá a n o iv a ”

À n o iv a
...... (e la ) ..... , d ia n te d e D e u s e d e to d a s e sta s te s te ­
m u n h a s d e c la r a s o le n e m e n te q u e re c e b e c o m o e sp o so , d e livre e
e sp o n tâ n e a v o n ta d e, o ............. ,c o m o c o m p ro m isso de
a m á -lo , h o n r á -lo e p r o te g ê -lo d u r a n te to d o s o s d ia s d e su a vida,
a té q u e a m o r te os se p a re ? ”
“Sim, d irá o n o iv o ”
f) L o g o a p ó s o o fic ia n te d irá:
“D ia n te d o q u e a c a b a is d e a fir m a r p e r a n te m im , d e vos r e c e ­
b e rd e s em m a tr im ô n io c o n fo r m e a P a la v ra d e.D eu s, eu, M in istro
d o E v a n g e lh o d e n o s s o S e n h o r J e s u s C risto , vos declaro ca sa d o s,
c o n s titu íd o s e m fa m ília , m a r id o e m u lh e r
. A colocação das alianças
a) a m e n in a c o m a c e s tin h a c o n te n d o as a lia n ç a s e n tra no
c o rre d o r ao so m d e m ú sic a ;
b) o p a s to r re c e b e d as m ã o s d a m e n in a as a lia n ç a s (sem d eix á-
las c a ir n o c h ã o ), e s e p a ra n d o -a s u m a d a o u tra , dirá:
“Q u e e sta s a lia n ç a s s ir v a m c o m o m e m o r ia l d e ste p a c to fe ito
d ia n te d a s te s te m u n h a s p r e s e n te s ...” (o c e le b ra n te p o d e a c re sc e n ta r
a lg o a e s ta s p a la v ra s );
c) o c e le b ra n te , d e p o is, e n tre g a a a lia n ç a d a n o iv a ao n o iv o ,
p a ra q u e e ste c o lo q u e n o d e d o d a n o iv a, em su a m ã o e s q u e rd a . O
m e sm o fa rá c o m a no iv a;
d) apó s, o o fician te fará c o m q u e ajo e lh e m p a ra se r im p e tra d a a
b ê n ç ã o do S en h o r, c o m o ra ç õ e s e g ra ç a s a D eu s. T o d a a a s s is tê n c ia
d e v e rá e sta r em pé:
e) b ê n ç ã o a p o stó lic a ;
f) o m inistro oficiante en cerra o casam en to dizendo: “O q u e D e u s
a ju n to u , nã o o sep a re o h o m e m .” O casal sai p a ra c u m p rim e n to s.

CERIM ÔNIA DE CASAMENTO


(M o d e lo d e P re g a ç ã o )

O oficiante
A Ig reja E v a n g é lic a n e sta cid a d e, d e a c o r d o c o m a P a la v ra d e
D eu s, à B íb lia Sagrada., r e c o n h e c e o c o n tr a to c iv il c o m o su fic ie n te
p a r a s a tis fa z e r a s e x ig ê n c ia s d iv in a s d o m a tr im ô n io .
E sta m o s a q u i re u n id o s n a p r e s e n ç a d e D e u s e d e s ta s te s te m u ­
n h a s p a ra s o le n iz a r o rito m a trim o n ia l. V isto q u e j á se m o stro u
leg a l a in stitu iç ã o civil, resta -n o s, p o r ta n to , im p e tr a r a s b ê n ç ã o s
do T o d o -P o d ero so so b re as d u a s vidas, q u e d ia n te d o a lta r sa g ra d o ,
se u n em p e lo s la ç o s m a trim o n ia is.

- Música de coral ou solo.

T end es v in d o p e r a n te m im , m in istro d e C risto , p a r a vo s u n ird e s


p e lo s sa g ra d o s la ç o s d o m a trim ô n io . T o m a is uma. d e c is ã o sé ria e
solene. V iveis n e ste in sta n te, o c lím a x d e v o sso s id e a is c o m o c r ia tu ­
ras h u m a n a s. F eliz é o m o m e n to e m q u e d u a s a lm a s se u n e m p e lo s
v ín c u lo s d o am or;, q u a n d o d o is c o r a ç õ e s e x p e rim e n ta m o m e sm o
se n tim e n to e fa z e m q u e d u a s v o n ta d e s e d u a s p e s s o a s a tu e m c o m o
u m a só. R e a liza m , a c im a d e tu d o , u m a u n iã o e s p ir itu a l e ch eg a m
à c o n s u m a ç ã o d e um p a c to q u e se c h a m a ‘'m a tr im ô n io ''.
207
C elebrações

Oficiante

208
C elebrações

O oficiante pergunta aos noivos:


“D a d a a se rie d a d e d o a lo q u e esta is p ra tic a n d o , e sta is d isp o sto s
a a ssu m ir io d a s as so le n íssim a s o b rig a ç õ e s d o a lo d e c o r r e n te ? "

Os noivos respondem:
“S im "
O u v i-m e to d o s! O c a s a m e n to é um e sta d o h o n ro so in s titu íd o
p o r D eu s. A B íb lia d iz q u e “d ig n o d e h o n ra en tre to d o s se ja o
m a tr im ô n io ”,e o c o n sa g ra c o m o s ím b o lo d a u n iã o m ís tic a en tre
C risto e S u a ig reja .
N u m a s o c ie d a d e em q u e o m a tr im ô n io é c o n s id e r a d o c o m o
‘‘c o stu m e u ltra p a ssa d o ", e q u e o s fr e io s d a m o r a l têm sid o r o m p i­
d o s p e lo d e sa c a to e o ir r e lig w s id a d e d e g e r a ç ã o d e n o s s o sécu lo ,
e ste s d o is jo v e n s ven c em o m u n d o e s u a s c o n tr a d iç õ e s e b u sc a m
d ia n te d e ste a lta r o S IM d e D eu s. M a is p u r o s e p r o fu n d o s q u e
os c o n se lh o s d o m u n d o sã o o s d a P a la v ra d e D eu s. O uvi, p o is. a
P a la vra d e D e u s e sc rita p a r a v o ssa in stru ç ã o , a fim d e q u e te n h a is
lu z em v o sso c a m in h o . L e ia m o s o q u e e stá e sc rito n a c a rta d o
a p ó sto lo P a u lo a o s E fésio s, c a p ítu lo c in c o e v e rsíc u lo s v in te e d o is
a trin ta e três, q u e tra ia m d a s r e s p o n s a b ilid a d e s m a tr im o n ia is d e
a m b o s o s c ô n ju g e s:

O o fic ia n te !ê E fé sio s 5 .2 2 -3 3

- A p ó s a le itu ra , o p a s to r c e d e lu g a r à m ú sic a .

O m in istro d irig e -se ao no iv o:


S e n h o r ..... (e le ) .......... e s tá s d is p o sto a p r o m e te r
d ia n te d e D e u s e d e s ta s te ste m u n h a s, a s s im c o m o p r o m e te s te p e ­
ran te as a u to rid a d e s civis, q u e to m a s a esta m u lh e r p o r tu a le g íti­
m a, p a ra viveres co m ela se g u n d o f o i o rd e n a d o p o r D eus, no sa n to
esta d o do m a tr im ô n io ? P ro m e te s a m á -la , h o n rá -la , e co n servá -la ,
ta n to n a s a ú d e c o m o n a e n fe r m id a d e , n a p r o s p e r id a d e c o n to
209
em seus sofrim entos, e te con servares exclusivam ente p a ra ela enquanto
a m b o s viverem ?

“Sim, prometo”, re s p o n d e rá o n o iv o .

O m in is tro d irig e -s e à n o iv a:
S e n h o r a (ita ) .... (e la ) .......... ,e stá s d isp o sta a p r o m e ­
te r d ia n te d e D e u s e d e s ta s te ste m u n h a s, a ssim co m o o p ro m e te ste s
p e r a n te a s a u to r id a d e s civis, q u e to m a s a e ste h o m e m p o r teu
le g ítim o e sp o so , p a r a v iv e re s c o m ele se g u n d o fo i o r d e n a d o p o r
D eu s, n o sa n to e sta d o d o m a tr im ô n io ? P ro m e te s a m á -lo , h o n rá -lo ,
re sp e itá -lo , a ju d á -lo e c u id a r d e le ta n to na e n fe r m id a d e c o m o na
sa ú d e, n a p r o s p e r id a d e e n o so frim e n to , e te c o n s e rv a re s e x c lu s i­
v a m e n te p a r a ele e n q u a n to a m b o s v iv e re m ?

“Sim, prometo”, re s p o n d e rá a n o iv a.

- A p ó s a d e c la ra ç ã o d e a m b o s, o p a s to r c e d e lu g a r à m ú sica.

E n tr e g a d a s a lia n ç a s

D iz o o fic ia n te ao n o iv o : “Q u e p e n h o r e n tre g a s a esta m u lh e r


c o m o te s te m u n h o d e tu a s p r o m e s s a s ? ”
O n o iv o (o u a d a m a d e h o n ra ) c o lo c a as a lia n ç a s so b re o livro
d o o fic ia n te .
D iz o o fic ia n te : “Q u e e sta aliança se ja o sím b o lo p u ro e im u ­
tá v e l d e v o sso a m o r ! ”
O o fic ia n te e n tre g a a a lia n ç a d a n o iv a ao n o iv o , e e ste a c o lo c a
n o d e d o a n u la r d a m ã o e s q u e rd a d a n o iv a, e m a n d a q u e ele re p ita
as s e g u in te s p a la v ra s:
“E u , ... (e le ) .... ,c o m esta a lia n ç a , p e r a n te D eu s, m in h a s
te s te m u n h a s e to d o s o s p re se n te s, a ssu m o c o n tig o a s re sp o n sa b i-
210
....................................... .......... C elebrações

Jidades in e re n te s d o m a trim ô n io . E m n o m e d o P a i, d o F ilh o e d o


E sp írito S a n to . A m é m ! “

E m se g u id a , o o fic ia n te e n tre g a a a lia n ç a d o n o iv o à n o iv a , e


esta a c o lo c a no d ed o a n u la r d a m ão e s q u e rd a d o n o iv o , e m a n d a
q u e ela re p ila as se g u in te s p a la v ra s:

“E u , ... (e la ) .... com e sta a lia n ç a , p e r a n te D eu s, m in h a s


te s te m u n h a s e to d o s o s p r e se n te s, a s s u m o c o n tig o a s r e s p o n s a b i­
lid a d e s in e re n te s d o m a trim ô n io . E m n o m e d o Pai, d o F ilh o e d o
E sp írito S a n to . A m é m ! ”
— S e g u e u m h in o

I m p e tr a ç ã o da bênção

O o fic ia n te c o n v id a os n u b e n te s p a ra d o b ra re m se u s jo e lh o s
p e ra n te o a lta r e o ra a D e u s p e d in d o a b ê n ç ã o s o b re e le s.
P o r fim , o o fic ia n te d e c la ra , c o m a m ã o s o b re as m ã o s d o s
n u b e n te s:
“A q u e le s a o s q u a is D e u s a ju n to u , n in g u é m o s s e p a r e ”.
“ V isto q u e a m b o s c o n s e n tira m in g re s s a r n o sa n to e s ta d o do
m a trim ô n io , p ela a u to rid a d e a m im c o n fe rid a d e M in is tro d a Ig re ja
d e C risto , eu vos p ro c la m o e declaro c o n s titu íd o s e m f a m ília , e
fe ito s marido e mulher, em n o m e d o P ai, d o F ilh o e d o E sp írito
S a n to , A m ém !"
* E n c e rra m e n to e a n ú n c io d o lo cal d a re c e p ç ã o (se h o u v e r).
• R e tira d a d o s c a s a d o s e c u m p rim e n to s .

C o n s e l h o s s o b r e m a t r im ô n io e s e x o

Já que estam os falando de casam ento, em u m a de suas m uitas palestras


so b re “M a tr im ô n io , S e x o e A tu a li d a d e ”, o p a s to r A n tô n io G il-
211
Ç elebrações .. _........................ . . ............. ............

b e r to discorreu sobre importantes pontos de orientação paraos casais,


e que poderão ser observados pelos noivos antes de se estabelecerem
como futura família. Os pastores são responsáveis perante Deus e
perante a sociedade pelas bases da família cristã neste mundo. Tece
comentários edificantes, como o que apresentamos abaixo.
A Igreja tem esquecido o assunto bíblico do sexo, para seu
próprio prejuízo, quando ela mesma explicita este tema desde
seus primeiros capítulos, como em Gênesis 1 e 2; Provérbios 5 a
7; Mateus 5; 1 Coríntios 7, etc.
O sexo é uma dádiva de Deus e deve ser utilizado conforme as
leis da Sua Palavra. O impulso sexual saiu perfeito das mãos de
Deus, mas o pecado o deturpou como se vê hoje em dia.
Agentes causais da prática sexual
a) o comercial (o meretrício);
b) o erótico (sexo por simples prazer carnal, sem amor);
c) o biológico (sexo para reprodução apenas);
d) o amoroso (é a motivação do sexo por amor mútuo do casal);
e) o involuntário (é o sexo forçado, por intimidação, por cons­
trangimento, por dever, por engano, por sedução, etc.).

Conselhos ligados ao sexo


a) companhias (e v ite m á s c o m p a n h ia s, 2 C o 6 .1 7 );
b) o olhar (n e m se m p re v o c ê p o d e e v ita r o p r im e ir o olhar, m a s
p o d e e v ita r o se g u n d o , S l 1 0 1 .3 );
c) a conversa (d is c ip lin e su a co n v e rsa ; c o n tro le su a lín g u a ;
e v ite p ia d a s im o r a is e h is tó r ia s o b sc e n a s, C l 3 .8; IC o 1 5 .3 3 );
d) o vestir (c u id a d o c o m o vestir: v ista -se c o m o se D e u s e s ­
tiv e sse s e m p r e a o se u la do , S l 1 0 3 .1 b );
e) a leitura (c u id a d o c o m o q u e v o c ê lê: a le itu ra é a lim e n to
b o m o u m a u p a r a a m e n te . E v ite lite ra tu ra ero tiza n te );
f) a Palavra de Deus (ela é se m p re um fa to r d e v itó ria n a vid a
d o c ristã o , S l 1 1 9 .9 ,1 1 );
212
_ ........ . .... . ..... ........................................ ................. ............C elebrações

g) Deus (a n d e co m D eu s. M e d ite n o c a so d e J o s é d o E g ito


e a m u lh e r d e Potifar. D e u s n o s d á fo r ç a s s o b r e n a tu r a is n a área
m o r a l ,c o m o n a s d e m a is , G l 5 .2 2 );
h) ética de postura em público e em particular (in c lu s iv e no
n a m o ro e se u s fa t o s ).

O matrimônio
O namoro c a fase do conhecimento, através da comunicação,
dos pretendentes ao casamento. O noivado é a fase da decisão
dos pretendentes ao casamento e o matrimônio é a fase da união
do casal, no plano físico. Muitos jovens hoje têm problemas no
casamento por terem começado seu amor no plano físico, sendo
tarde demais para-continuarem no plano espiritual. O casamento
é divino e Deus tem propósitos nele. Vejamos:
a) companheirismo (Gn 2.18; Ec 9.9; ICo 11.9,11);
b) propagação do gênero humano (Gn 1.28);
c) preservação da pureza moral, na família e na sociedade
(1Co 7.2);
d) estabelecimento do lar (Mt 19.5).
O casamento entre duas pessoas deve acompanhar a felicidade
dos dois. Não a felicidade espiritual, pois esta vem da salvação e.cla
comunhão do crente com o seu Senhor, mas a felicidade conjugal.
Assim, há felicidade em duas vidas que se unem pelo casamento,
quando;
a) há piedade, dos cônjuges diante de Deus (Pv 31.30);
b) existe um amor pleno na vida dos cônjuges ((Pv 10.12);
c) há maturidade dos dois;
d) há um ajustamento conjugal dos dois, que é a área mais
difícil e demorada do casamento.
Entretanto, um casamento pode serinfeliz, cujas causas podem ser;
a) casamento sem amor (c a s a m e n to a r r a n ja d o e se m b a se
c o n ju g a ! n ã o re sistirá a o s e m b a te s d a vid a );
C elebrações

b) infidelidade conjugal, que desfrói o amor;


c) casamento misto (2Co 6.14,15; Dt 7.3; Ec 9.12):
d) ciúme doentio, infundado, que resulta na insegurança, na
desconfiança e em complexos. Ciúme não significa amor. antes de­
corre de problemas emocionais ocorridos na infância e esvaziados
no casamento;
e) conflitos de personalidade, que resultam em brigas
infundadas, discussões sérias e grosseiras, ofensas, feridas no
coração e outros males;
f) eromanias (lo u c u ra p r o d u z id a p e lo a m o r se n su a l).
Conselhos aos que pretendem se casar
a) não casar por riquezas, pois não se pode comprar a felicidade
conjugal por ouro ou prata;
b) não casar porque todos se casam (c a s a m e n to n ã o é m o d a ,
n e m e x p e riê n c ia );
c) não casar com incrédulo;
d) não casar sem a aprovação de Deus (a v o n ta d e d e D e u s
d e v e e s ta r n o a m o r e n a u n iã o c o n ju g a l);
e) não casar por causa da idade (a m o ç a é m a is te n d e n te a
is s o );
f) não casar por oportunidade;
g) não casar sem amor total e mútuo.

A P O S IÇ Ã O DA M U L H E R N ESTE SÉCULO
Este breve esboço pode ajudar o pastor a teruma visão melhor
do papel da mulher neste século, e auxiliá-lo na preparação do seu
material para a celebração de um casamento.

- A posição inicial da mulher


(G n 2 .1 8 -2 3 ; IC o 11 .9; E fS .3 0 ; IT m 2 .1 3 )
A mulher foi tirada do homem e não o homem tirado da mu-
..... ............ ..... ... . ...... ... ............ ......... ........ .......... _Ce)ebraç5es

lher. Ela é parte do ser do homem e não o homem é parte do ser da


mulher. O homem é a cabeça. A mulher foi tirada do lado esquerdo
do homem (p e río d o co ra çã o ).

- O abaio na posição inicial


O pecado provocou certa separação e responsabilidade. Antes
havia uma companhia intrínseca; agora, uma companhia extrínseca
(q u e n ã o p e r te n c e à essência, d e u m a c o isa ). Gerou o pecado uma
consciência do bem e do mal. preocupação, vergonha. Eva ignorava
a gravidade do ato que estava praticando, sendo o homem tentado
pela mulher.

-O cristianismo e os privilégios da mulher


(M i 1.1; 11.11; 14 .21 ; 15 .3 8 ; 1 9 .3 ; 2 7 .5 5 ; L c 7 .3 9 ; J o 8 .3 -5 ;
2 0 .1 5 ,1 6 ; R m 1 6 .1 ,3 ; IC o 1 4 .3 4 ; IT m 2 .1 1 ; 2 T m 1.5).
Os judeus não numeravam as mulheres na multidão, consi­
derando-a num padrão baixo. Os rabinos criam que as mulheres
não tinham alma, não podiam ensinar nem aparecer em público
com seus maridos. O judaísmo influenciou nos impedimentos
para a mulher na prática eclesiástica neotestamentária. E m todos
os países não-cristãos, a mulher é privada de direitos. Na Chi­
na, com menos de dez anos, os pais já casaram seus filhos, sem
consultá-los.
A maior desgraça é nascer uma menina. Era sinal de desa­
grado da divindade para com os pais. A mulher que der à luz três
meninas seguidas pode ser repudiada pelo marido, tornando-se a
nível de escárnio.
Jesus, porém, veio dar privilégios às mulheres, tirando-lhes esse
opróbrio. como nos versículos acima citados.
A mulher cristã na problemática deste século
a) C a s a m e n to (G n 2 .2 4 ; M t 1 9 .4 -6 ; 2 4 .3 7 ,3 8 ; M c 10.7; L c
17.28: IC o 7 .2 ,9 .1 2 ,1 3 ; E f5 .3 1 ).

9 1S
C elebrações

D eu s ja m a is a p ro v o u a p o lig a m ia . D av i, b íg a m o , so freu a esp a d a


d e n tro d e su a p ró p ria c a sa ate à m o rte. A s m u lh e re s d e S a lo m ã o
c o lo c a ra m seu re in o e m d e c lín io . C e lib a to é d o m de D e u s e d o m
é p e sso a l e n ã o im p o sto . T o d o h o m e m é fe ito p a ra u m a m u lh e r e
v ic e -v e rsa . E p re c is o s a b e r se o c a s a m e n to é a v o n ta d e d e D eu s,
e c o m q u e m se casar.
O s tip o s d e c e lib a to s são:
• c e lib a to re lig io s o (p a ra a g r a d a r a d iv in d a d e );
• c e lib a to p o r m o tiv o s fu n c io n a is;
• c e lib a to p o r m o tiv o e sté tic o .
N a v e rd a d e , se m o se x o o p o sto fa lta p a rte d o c o rp o e a m a tu ri­
d a d e d o ser d e p e n d e d e e s ta r c o m p le to .
b) Filhos (Gn 3 .1 6 ; 3 3 .5 ; 4 8 .4 ; D t 2 8 .4 ; S l 1 2 7 .3 ; P v 1 0 .2 2 ;
I T m 2 .1 5 ; 5 .1 4 ; E f6 .4 ; C l 3 .2 1 );
c) Sexo (G n 3 .1 6 a ; I C o 7 .5 ,9 ; I T m 5.1 4 ).
H a v ia a to se x u a l a n te s d o p e c a d o , p o is a o rd e m d e D e u s foi
crescer e multiplicar. O sex o é a lg o in stin tiv o , c o m o c o m er, b eb er,
tra b a lh a r e d o rm ir. O se x o e ra p ra tic a d o n o rm a l e tra n q ü ila m e n te
n o J a rd im d o É d e n até q u e a p e rv e rsã o d o m in o u o h o m e m ;
d) Moda ( I T m 2 .9 ,1 0 ; IP e 3 .3 ,4 ; 3 .1 6 ).
A v e s tim e n ta d e fo lh a g e m fe ita p e lo h o m e m e a m u lh e r foi
s u b s titu íd a p e la v e s tim e n ta d e p e le d e a n im a l (G n 3 .7 ,2 1 ):
• a v e s tim e n ta d e A d ã o e E v a foi d ita d a p e lo p ró p rio D eu s,
n ã o se n d o u m m a n e q u im e sc o lh id o p e lo ser h u m a n o ;
• fo i v e s tim e n ta d e sa n g u e , q u e só o salv o p o d e vestir;
• a v e s tim e n ta d a d a p o r D eu s é m u ito m ais d u ráv el;
- a v e stim e n ta d a d a p o r D eu s é in teiriça; n ão tin h a furo s c o m o a
de fo lh a g e m fe ita p e lo h o m e m ; a p ele d e le s estav a c o b e rta (tira n d o
a n u d e z);
• m o v im e n to fe m in is ta ( E f 5 .2 2 ,2 4 ,3 3 ; C l 3 .1 8 ; I T m 2 .1 2 ; Ti
2 .4 ,5 ).

216
. ...... . . . . . . . ............ ...................... ............... . ................ ........ C elebrações

4) C erimônia de bodas de prata e de ouro

Bodas
“ Boda ” é u m a p a la v ra q u e v e m d o la tim “ v o ta ” , p lu ra l de
“ v o te ” q u e vem a sig n ific a r c e le b ra ç ã o d e c a s a m e n to . D e a c o rd o
co m os an o s d e c a sa m e n to , c e le b ra -s e a fe sta d e s s e c a s a m e n to .
O sím b o lo das bodas m an ifesta u m a c o m u n h ã o ín tim a e in d isso ­
lúvel d e du as p esso as, co m o q u e u m a fu são d e seres q u e se am am .
assim corno a in d isso lu b ilid ad e d e C risto co m os q u e ele co m p ro u
com o seu p ró p rio san g u e (A p 5.9). P a ra os salv os, a ce le b ra ç ã o das
B o d as d o C o rd eiro será n o céu (A p 19.7), o n d e ex iste u m am b ien te
ex trem am en te ad eq u ad o p ara a u n ião en tre a ig reja e C risto .
A celeb ração das b o d as en tre u m casal vem expressai' essa u n ião
íntim a ao longo dos anos e a aleg ria de estar n u m a po sição elev ada, onde
a honra pertence a Jesus C risto. N o altar, a esposa, co m o u m a noiva
recém -casada, regozija-se em seu esp o so em q u em tem confiado.
A p re se n ta m o s, a seg u ir, a lg u m a s fo rm a s d e cu lto , c o m su a s p ro ­
g ra m a ç õ e s e p ré d ic a s, q u e se rã o ú te is p a ra o rie n ta ç ã o d o s p a s to re s
c e le b ra n te s. S ão e x e m p lo s q u e p o d e m te r su a o rd e m a lte ra d a e o
d isc u rso a d a p ta d o c o m o c o n v ie r a q u e m se u tiliz a r d eles.

F orm as de prog ram ação

Ia Sugestão de culto
• P re lú d io
a) m ú sic a co ral ou p e lo ó rg ã o ;
b) o ração .
• E n tra d a d a fa m ília
A Ig re ja m a n té m -s e d e pé. A o so m d o ó rg ã o e n tra m :
a) os p ais n a fre n te ;
b) os filh o s p e la o rd e m lo g o atrá s, o u d e d o is em d o is, te n d o
n as m ão s u n ia fo lh a d e p a lm e ira ;
o 11
C elebrações

c) a fa m ília se c o lo c a p o r o rd e m d e fre n te p a ra o altar.


• L e itu ra d o S a lm o 128
A p ó s a le itu ra d e ste S a lm o , c a n ta -s e o c o rin h o “ G ra ç a s d o u ”,
o u o c o ra l ou c o n ju n to c a n ta u m h in o .
• Palavras in trodu tó rias do oíícian te (L eitu ra do S alm o 92.12-15).
A prédica
“T em o s p e ra n te e ste a lta r s a g ra d o e ste c a sa l q u e re ú n e atrás de
si, os filh o s, o s p a re n te s, os a m ig o s c o n v id a d o s, a ig re ja d e C risto
e p e ra n te m im , M in is tro d e D eu s. H á (25 o u 50 ) an o s atrá s, este
casal ch eio d e e sp e ra n ç a s e id eais, p la n to u su a v id a p elo m atrim ô n io
p a ra to rn a r p o ssív e l o id e a l d iv in o d a in stitu iç ã o d a fam ília.
N o te x to p o é tic o e filo só fic o q u e a c a b a m o s d e le r no S a lm o
9 2 , e n c o n tra m o s a ilu s tra ç ã o d e u m a d as á rv o re s m ais b elas do
re in o v e g e ta l - a p a lm e ir a . U m a á rv o re b e la , fru tífe ra q u e tem
a c a p a c id a d e d e se firm a r e flo re sc e r n o s lu g a re s m a is d ifíc e is. É
u m a fig u ra fa m ilia r d e fo rç a e g ló ria .
A p a lm e ira te m b e le z a , u tilid a d e e fo rm a . E la n a sc e no o ásis
d o d e s e rto e n ã o p e rd e o v e rd e d e su a s fo lh a s lo n g a s e larg a s. S eu
tro n c o te m u m a fo rm a re ta . S u a s fo lh a s fa z e m so m b ra . S eu s fru ­
to s sã o sa b o ro s o s . A p a lm e ira , ao m e s m o te m p o , p ro v ê a lim e n to ,
b e b id a , c o m b u stív e l, m a te ria l d e c o n s tru ç ã o e so m b ra.
O c re s c im e n to d o ju s to é c o m p a ra d o c o m o c e d ro n o L íb a n o ,
q u e é m a je s to s o , p e rfu m a d o , fo rm o s o e d e se ja d o p e lo s reis p a ra
su a s c o n s tru ç õ e s.
A B íb lia ilu s tra o ju s to c o m o a p a lm e ira p la n ta d a n o s á trio s da
c a s a d o S en h o r.
T e m o s u m e x e m p lo real e viv o d e u m casal q u e foi p la n ta d o nos
á trio s d a c a s a d o S e n h o r. C o m o a p a lm e ira , flo re sc e u , a lim e n to u ,
p ro te g e u e d e u n o v o s b ro to s. E is as n o v as p a lm e irin h a s (citar os
nomes dos filhos) q u e g e ra ra m ao lo n g o d o s (25 ou 5 0 ) an o s de
u n iã o c o n ju g a l.
A fo rm a re ta d a p a lm e ira p a ra o a lto re v e la a re tid ã o de d u as
v id a s, q u e ao b a la n ç a r d o s v e n d a v a is n ão se d o b ra ra m e n e m caí-
218
ram . O verde de seu s ra m o s in d ic a q u e a fú ria d o sol e s c a ld a n te d a
v id a n ão a tin g iu su a v id a in te rio r, p o is su as ra íz e s e stã o fu n d a d a s
nos átrio s d a c a sa d o S en h o r.
• M ú sic a (fu n d o m u sic o !) ou u m h in o .
• O s filh o s a b e n ç o a m os p ais.
(O s filh o s p o d e m e s te n d e r p a lm a s so b re a c a b e ç a d o s p a is, fo r­
m a d o s. e re p e te m c o m o O fic ia n te a d e c la ra ç ã o e b ê n ç ã o ):
“Q u e r id o s p a is , s o m o s a s n o v a s p a lm e ir in h a s q u e g e ra ste s,
fr u to d o v o s s o am or, p o r isso h o je v o s a b e n ç o a m o s c o m o n o s s o
a m o r e re sp e ito , e p r o m e te m o s s e g u ir v o s s o e x e m p lo , m a n te r em
n o s s o s c o r a ç õ e s o te m o r d e D e u s q u e n o s o u to r g a s te s . C o b r im o s
v o ssa s c a b e ç a s c o m o c o b r is te s a s n o s s a s n e s te s (2 5 o u 5 0 ) a n o s.
D e u s vo s a b e n ç o e , p a p a i e m a m ã e . Vos a b e n ç o a m o s e m n o m e d o
Pai. d o F ilh o e d o E s p ír ito S a n to . A m é m .’'
. O O fic ia n te c o n tin u a :
“A h o n ra d e s o le n iz a r e ste tão g lo rio s o a c o n te c im e n to , n o s lev a
a d iz e r d a a d m ira ç ã o p ro fu n d a q u e te m o s p o r d u a s v id a s, q u e ap ó s
(25 ou 5 0 ) an o s cie v id a c o n ju g a l, v o lta m ao a lta r p a ra re n o v a re m
seu s v o to s de fid elid ad e.
F e s te ja m o s c o m j ú b i l o e s ta d a ta s ig n if ic a t iv a . E s ta m o s
r e u n id o s n a c a s a d e D e u s . p e r a n te a ig r e ja e e s ta s te s t e m u ­
n h a s p a r a s o le n iz a r a f id e lid a d e a o s v o to s m a tr im o n ia is d e
....( e l e ) ........................................................... e .......................................................
( e l a ) ...........
P o r (25 ou 5 0 ) an o s vos h a v e is c o n se rv a d o s fiéis a v o sso s v o to s.
O s an o s tra n sc o rre ra m n a in fin ita su c e ssã o d o te m p o , e te n d e s v e n ­
c id o to d o s os re v e z e s e v ic is s itu d e s d a v ida. E sta is a g o ra la d e a d o s
p elo s filh o s, fru to d o v o sso am o r, e p ro c la m a is a v itó ria c o n tra o
in fe rn o ao v o lta rd e s ao a lta r p a ra re a firm a r v o s s o s v o to s.
H o je é u m d ia d e e x tre m a fe lic id a d e , p o is ap ro u v e a D e u s c i­
m e n ta rd e s v o ssa u n ião co m o sím b o lo (da prata, se cerimônia de
Bodas de Prata, ou de ouro, se cerimônia de Bodas de Ouro), q u e
re siste às in te m p é rie s d o te m p o e n ão se q u e b ra c o m fa c ilid a d e .
219
C elebrações ^,n.,a> ______ ______

Ergueis bem alto a bandeira que Deus vos deu, para hasteardes
contra as forças do mal.
Hoje tendes as marcas da batalha desses (25 ou 50) anos, e na
vitória alcançada, essas marcas do tempo registram o valor e a
importância do temor a Deus.
Agora trocais as alianças que dignificam vossa resignação,
anunciais sem medo que estais assumindo encargo de manter essa
união enquanto viverdes, até que a morte vos separe.

. Renovação de votos (O Oíiciante pede que repitam):


a) O esposo
“Eu, .................. ,reafirmo minha lealdade a ti,
minha fielesposa, e como recompensa prometo-lhe, uma vez mais,
com a ajuda de Deus, ser fiel esposo até que a morte nos separe,
empenhando minha palavra. E m nome de Jesus. Amém.”
b) A esposa
“Eu,...................... ,reafirmo minha lealda­
de a ti, meu fiei esposo, e como recompensa prometo-lhe,
■uma vez mais, com a ajuda de Deus, ser fiel esposa até que
a morte nos separe, empenhando minha palavra. E m nome
de Jesus. A m é m . ”

. Cerimônia das alianças


(Os filhos erguem as palmas por cima das cabeças dos pais,
enquanto ambos trocam as alianças).
(O Oíiciante pede para que o casal repita)
O esposo
“Q u e rid a e sp o sa , q u e este a n e l seja o sím b o lo d e p u re za e a c o n ­
tin u a ç ã o d e n o s s o a m o r sin cero , e d e m in h a le a ld a d e a vo cê ”.
A esposa
“Q u e r id o e sp o so , c o r r e s p o n d e n d o a s e u s e sfo rç o s e fid e lid a d e
a D e u s, à su a e s p o s a e a s e u s filh o s, eu lh e e n tre g o e ste a n el,
220
________________ __________ ___________ _____ÇêlêfeSSSSS

re a firm a n d o m e u s v o to s de fid e lid a d e p a r a c o m v o c ê e. o fe re c e n d o


to d a a m in h a d e d ic a ç ã o e a m o r ".
(Ambos colocam as alianças vagarosamente, enquanto repetem
as palavras acima com ò Oficiante).
• Oração feita pelo Oficiante (O casal põe-se de joelhos e o
Oficiante coloca suas mãos sobre as cabeças dos celebrados).
•Antes da oração final, cada filho pode entregar uma rosa à mãe.
• Cumprimentos.
8 Recepção.

2 a S u g e s tã o d e c u lto
• Ritos iniciais:
a) convite à adoração (prelúdio musical);
b) acolhimento do casal jubilar à entrada do templo;
c) proccssional do casal e seus familiares, tendo à frente o
Oficiante.
• Liturgia devocional:
a) introdução cerimonial:
"C a ríssim o s irm ã o s e a m ig o s: e sta m o s re u n id o s a q u i n e ste san­
tuário, a vista d e D eus, p a ra c e le b ra rm o s a s B o d a s d e ..(Prata ou
Ouro)., d o d ig n íssim o c a s a l .. (ele)..... e .... (ela).....
Há (25 ou 50) anos atrás estes dois filhos de Deus assumiram
o compromisso de conviverem no estado do matrimônio, reco­
nhecendo os deveres e privilégios de cada um, e respeitando-se
mutuamente, comprometeram-se a tudo fazer para a felicidade de
ambos e para a grandeza do lar.
Passados esses anos, ei-los diante de Deus estimulados pelas
grandes vitórias alcançadas e também animados pelas experiências
menos agradáveis ocorridas nesse período de tempo que passou;
experiências que serviram, por certo, para fortalecer mais os laços
de amor que os uniram aqui na terra e os têm inspirado durante
todos esses dias até o dia de hoje.
221
Q u e D e u s ilu m in e o c a s a l e a to d o s nós nos re d o b ra d o s s e n ti­
m e n to s d e jú b ilo e g r a tid ã o .”
b) oração feita pelo Oficiante;
c) cântico coral.
*■Liturgia da palavra:
a) leitura responsiva (O fic ia n te e c o n g re g a ç ã o . E sc o lh a d o
S a lm o p e lo O fic ia n te ):
b) cântico;
c) sentenças bíblicas (Oficiante):

(Gênesis 1.26-28, 31a)


“Disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a
nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre
as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e
sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra.
“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus
o criou; homem e mulher os criou.
“E Deus os abençoou e lhes disse: sede fecundos e multiplicai-
vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, so­
bre as aves dos céus e sobre todo o animai que rasteja pela terra.
“Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom.”

(Mateus 19.3-6)
“Certa ocasião vieram a Jesus alguns fariseus, e O experimen­
taram perguntando: É lícito ao. marido repudiar a sua mulher por
qualquer motivo?
“Respondeu Jesus: Não tendes lido que o Criador desde o prin­
cípio os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará
o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois
uma só carne?
‘‘D e m o d o q u e j á n ã o sã o m a is d o is, p o r é m u m a só ca rn e. P o r­
ta n to , o q u e D e u s a ju n to u n ã o o se p a re o h o m e m .”
222
Folder

CELEBRAÇÃO RELIGIOSA DAS


BODAS DE PRATA

Isac Nunes de Moura


&
Maria José Pereira
de Moura

Assembléia de Deus
Rua Capitão Manoel Prata, 49
São Benedito/Uberaba-MG
Dia 26/1 1/94

223
C elebrações

M o d e lo d e P r o g r a m a ç ã o d e B o d a s
CELEBRAÇÃO RELIGIOSA DAS
BODAS DE PRATA
Isac Nunes de Moura e
M aria José Pereira da Moura
01) P relúdio..................................................................................................
02) Entrada do c e le b ra n te .......................................................................
03) Entrada da fam ília do casal

Os país da Maria José

Os irmãos do Isac

A fa m ília da Dina (irmã da Maria José)


Os filhOS dO C asal..................... Isac Júnior/André NunesAA/i!liams Nunes/Kátia Pereira

Entrada do casai
04) Leitura b íb lic a .........................................................................................
05) Palavra introdutória do celebrante.....................................................

06) O ra çã o .....................................................................................................
07) Cântico so le n e ........................................... “ G ló ria e L o u v o r"' - Coral

08) M e nsagem ............................................................. Pastor celebrante


09) Cântico so le n e ................................................... “S a lm o 2 3 ”- Família

10) Renovação dos votos do ca sa l...........................................................


11) Cântico solene ...................................................... “In d iv is ív e l "-T rio
12) Cerim ônia de troca das a lia n ç a s ........................... •..........................

13) Oração pelo ca sa l..................................................................................


14) Cântico s o le n e ......................................... “O A m o r D iv in o ...”- Coral

15) Oração de ence rra m e n to .....................................................................


16) Bênção a p o s tó lic a ................................................................................

17) Saída da fa m ília .....................................................................................


18) P oslúdio...................................................................................................
• Liturgia votiva:
ci) R e n o v a ç ã o d e c o m p ro m isso m a tr im o n ia l
P re p a ra ç ã o
“Caríssimos esposos, certamente considerais o inestimável
benefício que tendes recebido das mãos de Deus, alcançando
este dia, pleno de significação para vós. Recordando todas as
bênçãos resultantes do vosso matrimônio; avaliando a preciosa
experiência adquirida na vida conjugal, em virtude do que pu­
destes expulsar muito do egoismo humano dos vossos corações;
conseguistes cultivar o verdadeiro amor, no seu mais profundo
e nobre sentido.
Por tudo isso, prezado e distinto casal, eu vos exorto a que deis
sinceras graças a Deus por tão grandes dádivas, e cordialmente,
renoveis as promessas e votos de mútuo amor e fidelidade que um
dia fizestes um ao outro.”
Prosseguindo, o Oficiante pergunta ao irmão:
“I r m ã o ................. ,a g ra d e c e n d o a D e u s to d o s os
se u s b e n e fíc io s, q u e re is re n o v a r a p r o m e s s a d e a m o r e fid e lid a d e
à q u e la q u e tem sid o a co m p a n h eira , fie l e e sp o s a d e d ic a d a , em
to d a s a s h o ra s, d e s d e q u e a r e c e b e s te s ? "
“S im " , responderá o irmão.
Prosseguindo, o Oficiante pergunta à irmã:
“Irmã ....................,a g r a d e c e n d o a D e u s to d o s
os se u s benefícios, q u e re is re n o v a r a p r o m e s s a d e a m o r e fideli­
dade à q u e le q u e tem sid o o c o m p a n h e ir o fie l e e sp o so d e d ic a d o ,
em to d a s a s h o ra s, d e sd e q u e o r e c e b e s te s ? "
" S im " , responderá a irmã.
O Oficiante dirige-se aos filhos e demais parentes, e diz: “D is tin ­
to s filh o s e d e m a is fa m ilia r e s : T en d es a lc a n ç a d o u m a d a s m a io re s
b ê n ç ã o s a q u e p o d e is a sp ira r na terra : o p a rtic ip a rd e s in tim a m e n le
da a le g ria da c o m e m o r a ç ã o so le n e d e hoje.
Mirai-vos no exemplo destes pais, que depois de longos anos
unidos pelo santo matrimônio, aqui se encontram, pela graça de
225
D e u s, c o rd ia lm e n te d is p o sto s a re n o v a r a p ro m e s s a e os v o to s de
a m o r e fid e lid a d e q u e fiz e ra m u m d ia, u m ao o u tro .
P e rm ita D e u s q u e e ste g e s to sirv a d e in s p ira ç ã o a m u ito s, p a ra
q u e as v irtu d e s d o la r se ja m cu ltiv a d a s, a v id a h u m a n a e n g ra n d e c id a
e C ris to g lo rific a d o ” .
O O fic ia n te fa z q u e o e sp o s o to m e , c o m a m ã o d ire ita , a d e stra
d a e s p o s a , e re c ita c o m o e sp o s o o se g u in te :
O e sp o s o re p e te :
“............(n o m e d e la ) .... ,n o v a m e n te p r o m e to -lh e s e r fie l na
a le g ria e n a triste za , n a s a ú d e e n a d o e n ç a , a m a n d o -lh e e r e s p e i­
ta n d o -lh e to d o s o s d ia s d a su a v id a .”
A e s p o s a re p e te :
“............(n o m e d e le ) .............. ,n o v a m e n te p r o m e to -lh e s e r fie l na
a le g ria e n a triste za , n a s a ú d e e n a d o e n ç a , a m a n d o -lh e a r e s p e i­
ta n d o -lh e to d o s o s d ia s d a su a v id a .”
O O fic ia n te a c re sc e n ta :
“D e u s v o s c o n s e r v e p o r lo n g o s a n o s e d e r r a m e so b re vó s
a b u n d a n te s b ê n ç ã o s
O O fic ia n te p e d e as a lia n ç a s e o ra, d iz e n d o :
“A b e n ç o a , S en h o r, e s ta s a lia n ç a s, s in a l d e a m o r e fid e lid a d e
p a r a o s te u s f i l h o s .. (e le ) .... e .. (e la ) ..... Q u e e sta s
a lia n ç a s re c o rd e m o s a g ra d o v ín c u lo q u e o s u n iu h á (2 5 ou 50 )
a n o s a trá s, c o n s e r v a n d o -o s se m p re n o se u am or. P o r C risto Jesu s,
n o s s o S en h o r. A m é m .”
A seg u ir, o O fic ia n te p e d e ao m a rid o p a ra c o lo c a r a a lia n ç a no
d e d o a n u la r d a e sp o sa , d iz e n d o :
“........(nom e dela).......... ,recebe esta a lia n ça em sin a l do m eu a m o r e
da m in h a fid elid a d e. E m n o m e do Pai, d o Filho e do E spírito S a n to ”.
A e s p o s a re p e tirá o m e sm o , a p ó s o m arid o :
“ ............(n o m e d e le ).............. ,re c e b e e sta a lia n ç a em s in a l d o m eu
a m o r e d a m in h a fid e lid a d e . E m n o m e d o Pai, do F ilh o e d o E s ­
p ír ito S a n t o ”.
A seguir, o Oficiante convida o casal para se ajoelhar, e diz:
" P re z a d ís s im o s irm ã o s em C risto : Im p lo r e m o s a s b ê n ç ã o s d i­
v in a s so b re e ste ca sa l, q u e n e sta d a ta c e le b ra a s s u a s B o d a s (d e
P ra ta ou O uro).
b) O ra ç ã o p e lo o fic ia n te o u q u e m ele d e s ig n a r
• Ritos finais
- O Oficiante. de mãos estendidas para os jubilares, ora.
- Posliidio.
• Retirada do casal.

5) Festas comemorativas dos anos de bodas


Anos B o d as

1 Papel ou Algodão
2........... Algodão ou Papelão
3_______ Couro
4 Seda ou Flores
Jade
(pedra dura. que risca o vidro e quartzo) o u M a d e ira

6 Jacarandá ou Açúcar
7 Platina
(metal branco acinzentado e difícil de fundir)

8 Coral
(concreção calcária, de cor vermelha) o u B arro

9 Opala
(pedra preciosa de cor leitosa e azulada)

10 Pérola ou Estanho
(metal branco, de brilho argênteo, maleável e de fácil fusão)

11. Topázio
(pedra preciosa, de cor amarela) o u A ç o

12 Ônix
(pedra preciosa semitransparente, que apresenta camadas

227
paraielas de diferentes cores) o u S e d a

13 Safira
(pedra preciosa de cor azui) o u R e n d a s

14 Quartzo
(cristal de rocha) o u M a rfim

15 Cristal
(vidro muito branco e transparente)

16 Turmalina
(pedra preciosa dura)

17 Âmbar
(matéria sólida, parda ou preta, empregada em medicina e perfumaria)

18 Ágata
(pedra preciosa multicolorida)

19 Água-Marinha
20 Heliotrópio
(nome de várias piantas cuja flor parece seguir o curso do sol) o u P o rc e -
" Iá n à ' ..... ~ ..... ..... ' ......... .... ........

21 Zircão
(pedra preciosa cristaíina)

22 Louça
23 Marfim
24 Turquesa
(pedra preciosa de cor azul, opaca)

25 Prata _ __
26 Alexandrita
(pedra preciosa verde-escura)

27 Crisóprazo
(variedade de pedra verde-clara)

28 Hamatita
29 Lã
30 J_ápis ou Pérola
31 Nacar
(substância branca e brilhante que reveste o interior de grande número
"dé cõhchás;'cor:dé: rõsa; cohde carrriTrh)....................................

32 Pinho
228
33 Crisóliía
(certa pedra preciosa_da_cor de ouro)

34 Oliveira
35 Granada
(pedra preciosa arroxeada) ou C o ra !

36 Cedro
37 Aventurína
(variedade de quartzo compacto, com lâminas de mica que lhe emprestam
..............................brilho'cintiFanlé pariícuTãr)......... ..

38 Carvalho _
39 Mármore
40 Berilo
_ (silicato de alumínio e giicínio, do qual são variedades a esmeralda e a
.......... ......água mafirihaj......." ................. ...

41 ^Aço_ _ __ _ _ _ _____
42 _ L in h o ____ _ _ __ _ ^ _ __
43 Azeviche
(variedade compacta de linhita, de cor preta e brilhante)

44 Carbonato
45 Esmeralda
(pedra preciosa, de cor verde brilhante) o u R u b i

46 Alabastro
(espécie de mármore branco, translúcido, pouco resistente e suscetível
~de ’bèíõpolido)' ...' ... .... .............. ........

47 Jaspe
(variedade de_quartzo duro e opaco, de cores diversas)

48 Granito
_ _ (rocha erupíiva formada d e ju artzo )

49 Porcelana
(louça fina) _________

50 Ouro
51 Bronze
52 Argila
53 Antimônio
99Q
Celebrações ...

54 Níquel
55 Ametista
(p e d ra s e m ip re c io s a de c o r violeta)

56 Malvadita
57 Estanho
(meta! branco)

58 Vidro
59 Cereja
60 Rubi
(pedra preciosa, transparente, de cor vermelha)

61 Cobre
62 Telésio
63 Sândalo
(árvore cuja madeira é perfumada)

64 Favorita
65 Ferro
66 Ébano
(árvore cuja madeira é escura e resistente)

67 Neve
68 Chumbo
69 Mercúrio
70 Vinho
71 Trigo ____ _____________
72 Sardônica
(pedra preciosa de cor escuro-alaranjada)

73 Mogno
74 Carvão
75 Diamante ou Brilhante
76 Cera
77 Perfume
78 Rosas

230
eíebraço es

79 Veludo
80 Nogueira
(tipo de árvore)

6) Apresentação de crianças
Milhões de pessoas no mundo confiam na prática do batismo
infantil para a regeneração das suas almas e para obterem a vida
eterna. Crêem que a criança sem o batismo irremediavelmente
estará perdida.
Se para nós o batismo significa arrependimento para com Deus
(At 2.38) e a fé no Senhor Jesus Cristo, como pode um inocente ter
essa consciência de pecado para arrependimento'1 O batismo que
praticamos é um batismo administrado sob profissão de fé. Como
se pode batizar, então, uma criança sem o uso da razão, que não.
pode fazer a escolha por si mesma? O batismo infantil é, portanto,
uma violação da liberdade religiosa.
Ainda que algumas igrejas tradicionais adotem o batismo in­
fantil como costume social, ou um sentimento de zelo paternal,
preferimos apenas a cerimônia de dedicação pública e solene da
criança a Deus.
Jesus cumpriu com a cerimônia da circuncisão ordenada por
Deus a Abraão: "to d a c r ia n ç a d o se x o m a s c u lin o d e v ia re c e b e r a
c irc u n c isã o q u a n d o c h e g a sse a o 8° d ia d e seu n a sc im e n to " (Gn
17.12; Lc 2.21). Após 33 dias (da purificação para o nascimento
de um menino), le v a ra m J e s u s a J e r u s a lé m p a r a o a p re se n ta re m
a o S e n h o r (Lc 2.22). A Igreja está isenta deste ritual, que continua
para os judeus.
Hoje. a prática existente de as famílias cristãs fazerem a apre­
sentação dos seus filhos, recém-nascidos ou não, encontra amparo
bíblico e já integra a nossa tradição evangélica. Nesse ato de apre­
sentação ao Senhor, pede-se a Deus para que recaiam sobre eles.
durante toda a sua existência, a gloriosa bênção divina.
Ç s is i& is s it ? ...-.,-,--.................. ......................... „....................... . .............. ........ .....

Para o ato de dedicação, recomenda-sc a simplicidade na


oficialização da cerimônia, e que sua celebração aconteça antes
de ser pronunciada a bênção apostólica, que indica o término do
culto, e ministrada sempre através do pastor titular da Igreja, ou
no impedimento deste, pelo seu substituto imediato.
S u g e re -s e a a d o ç ã o d a se g u in te p o stu ra :
•> O pastor recebe, por escrito, a comunicação (contendo o
nome dos pais e da criança) da presença de uma criança para ser
apresentada ao Senhor Jesus, e solicita aos pais que a tragam à
frente da igreja;
•> Os pais, acompanhados de parentes (algumas igrejas per­
mitem que compareçam “padrinhos”), se dirigem com a criança
até ao púlpito;
•> O pastor pede à igreja que se mantenha de pé, e lerá, entre
outras, as seguintes passagens bíblicas: D e ix a i vir a M im os
m e n in o s e n ã o o s im p eça is, p o r q u e d o s ta is é o R e in o d e D e u s ,” (Lc
18.16), “A/é a c r ia n ç a se d a rá a c o n h e c e r p e la s su a s a çõ es, se a
su a o b ra f o r p u r a e reta .” (Pv 20.11), “E vós, p a is, n ã o p r o v o q u e is
a ira a v o s s o s filh o s , m a s c r ia i-o s n a d o u tr in a e a d m o e s ta ç ã o d o
S e n h o r .” (Ef 6.4).
•> Imediatamente a criança deve ser entregue ao pastor que a
susterá de forma delicada e com segurança;
•> O pastor dirá, em breves palavras, porque não é costume
se batizar crianças, uma vez que não se encontra respaldo bíblico
para tal.
•> O pastor, levantando a criança (ou simplesmente a deixará
em seus braços como se embala uma criança), fará uma oração
específica, com plena liberdade do que melhor lhe aprouver;
•> Seguem-se fotos;
•O pastor entrega a criança à mãe, parabenizando em seguida
os pais e os acompanhantes;
•> Os pais e os parentes se retiram para os seus lugares, e após
o término do culto, recebem os cumprimentos da Igreja. Algumas
232
............................ ,„,....Ç e je b x a ç õ e s

igrejas entregam um Certificado d e A p r e s e n ta ç ã o d e C ria n ç a s,


com registro antecipado em livro próprio.
E bastante gratificante para a família de descrentes quando o
pastor da igreja pode apresentar ao Senhor seus filhos, para que
sejam abençoados desde a tenra idade, em vez de irem às suas
igrejas para os procedimentos de praxe.
Não existe, na verdade, nenhuma transgressão para se pedir
a bênção de Deus para um inocente. Pelo contrário: d e v e m os
p e q u e n in o s s e r le v a d o s a J e s u s .

233
JJn£§ osom ó Ie o

U n ção com ó leo

Em todo o Novo Testamento, encontramos apenas três vezes a


palavra unção, na primeira epístola de João: (v2 0 ): “E v ó s p o s s u ís
u m a u n ç ã o q u e p r o c e d e d o Scm io, e io d o s te n d e s c o n h e c im e n to .
(v2 7 ): Q u a n to a vós, a u n ç ã o q u e re c e b e s te s d e le p e r m a n e c e em
vós, e n ã o p r e c is a is q u e a lg u é m vo s e n s in e ; m a s, c o m o a s u a u n ­
ç ã o vo s e n sin a a re sp e ito d e tu d o , a q u a l é v e r d a d e ir a e n ã o fa ls a ,
p e r m a n e c e i nele, ta l c o m o vos e n sin o u . ” (1 Jo 2.20,27).
Nessas três ocorrências, o que está em pauta é a presença do
Espírito Santo, de modo permanente.
A idéia de unção é algo que vem desde os tempos do Antigo Testa­
mento. No contexto da cultura judaica, isto era reputado como de grande
valor, pois os judeus acreditavam que o óleo ou azeite tinha proprieda­
des terapêuticas e medicinais. Gênesis nos mostra como Jacó, desde o
princípio, ungiu a coluna que erigira em Betei (Gn 35.13-15).
A título de exemplificação, vamos mostrar alguns tipos de unção,
antes de entrarmos no assunto objeto deste capítulo.
Tipos de unção:
1) D e coisas
O tabernáculo e os objetos nele usados (Êx 30.22-33; 40.9-11;
Lv 8.10; Êx 29.36. Ver Gn 28.18).

2) D e pessoas
a) Reis. Derramado sobre suas cabeças, simbolizando consa­
gração ao ofício (Samuel unge a Saul como rei de Israel, 1Sm 10.1;
Zadoque unge a Salomão, 1Rs 1.39; Elias unge a Jeú rei de Israel,
1Rs 19.16). Essa unção sobre os reis veio criar o termo “u n g id o
d o S e n h o r '' ( 2Sm 1.14).
b) Sacerdotes. Quando um sacerdote era ungido era- lhe
conferido um ofício vitalício (Lv 4.3; 8.12).
237
Unção om,ó|eo ,......^...........................^......._ .... ....................
c) Profetas. Eliseu (IRs 19.16).
Dessa forma, a unção fazia a distinção, santificando o destinado
para o serviço de Deus.
No Novo Testamento, Tiago é quem associa a unção com óleo
à cura física (Tg 5.14: “E stá alguém entre vós doente? C ham e
os presb ítero s da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite
(óleo) em nom e do S en h o r ” Essa prática era um sinal visível do
poder de Deus sobre o enfermo, confirmando-lhes a sua fé (Mc
6.13: “E expulsavam m uitos dem ônios, e ungiam m uitos enferm os
com óleo, e os cu ra va m ? ).
Esta é uma ótima oportunidade para chamar a atenção de nossos
irmãos quanto a aplicação do uso do azeite (óleo) da unção:
a) não é o óleo que cura, mas a invocação do nome do Senhor
(“...ungindo-o com azeite, em nom e..?)',
b) a fé deve entrar em ação (“£ a oração da f é sa lva rá o do­
ente, e o S en h o r o levantará... “, Tg 5.15);
c) a cura pode vir com o perdão dos pecados (“£ se houver
com etido p eca d o s, ser-lhe-ão p e rd o a d o s ”, Tg 5.15);
d) a unção deve ser ministrada unicamente a pessoas doentes;
e) o óleo é para ser aplicado sobre o doente, e não sobre a
enfermidade. Fui testemunha de um pastor que besuntou a perna
inchada de um doente com óleo, e no dia seguinte a sua perna ficou
mais inchada ainda, causando-lhe sérios problemas de saúde.
É costume entre os ministros a unção do óleo sobre a testa do
enfermo, apenas.
f) o óleo da unção não é para ser bebido, o que é extrabíblico.
Impropriamente, alguns de nossos irmãos têm abusado do sentido
da “u n ç ã o ”, ao oferecerem aos incautos “óleo u n g id o ’’, “óleo
abençoado ”, “óleo de Jerusalém ou mesmo “su b m e rg ir aos
m ã o s ou n o p is a r em recipientes com o citado óleo ”. A nossa fun­
ção é observar o que diz a Bíblia, o que fazemos nesse capítulo;
g) a unção com óleo não vem a significar "benzer" o doente,
o que tira o seu sentido bíblico;
238
_ ...................... ........................................................., JUn ;ão_om oleo

h) somente os presbíteros e os ministros de fato podem mi­


nistrar a unção, não sendo atribuição das nossas irmãs e de mais
ninguém: c h a m e os p re sb íte ro s ...” (Tg 5.14).
Geralmente no púlpito das igrejas existe um vidrinho, com óleo,
para ungir as pessoas enfermas após o culto. Muitos obreiros levam
consigo um pequeno frasco com óleo, para aplicação na hora certa
aos doentes.
Lembremo-nos que o Grande M é d ico dc nossas almas e de
nosso corpo é nosso Senhor Jesus Cristo e é o uso do seu nome o
remédio mais eficaz para a cura de todos os males do corpo e da
alma do ser humano.
Disse Ele, ao estar na sinagoga em Nazaré:
“O E s p írito do S e n h o r é s o b r e m im , p o is q u e m e u n g iu p a r a
e v a n g e lizc ir os p o b re s, e n v io u -m e a c u r a r os q u e b r a n ta d o s d e
c o ra ç ã o , a a p r e g o a r lib e rd a d e a o s c a tiv o s, e d a r v ista a o s c e g o s;
a p ô r em lib e rd a d e os o p rim id o s; a a n u n c ia r o a n o a c e itá v e l do
S e n h o r ." (Is 6 1 .1 ; L c 4 .1 8 ,1 9 ).

239
 Bênção Apostólica
Bênção a p o sto 1ica

Bênção apostólica
A benção é uma prerrogativa de Deus e pode ser considerada
como uma manifestação do seu grande poder (Gn 12.3), e tem
também um papel importante nos relatos dos patriarcas (Gn 12-36).
E algo muito especial, porque uma vez proferida, opera de modo
irrevogável (Gn 27.33; 2 Sm 7.29).
A Bíblia registra diferentes ocasiões e modos para o abençoar:

1. No Antigo Testamento
O verdadeiro Deus escolhia em Israel pessoas individuais ou
grupos, que transmitiam “bênçãos” como seus representantes:
* reis;
- profetas; e
• sacerdotes.
Textos: M o isé s : Dt 33; Eli: l Sm 2.20; D avi: 2Sm 6.18; S a ­
lom ão: 1Rs 8.14,55.
a) a que passa do pai morimbundo para o filho (Gn 27; 48.12-
20);
b) no casamento (Gn 24.60);
c) na morte (Gn 48-49.22).
A criação foi abençoada por Deus (Gn 1.28).

2) No N ovo Testam ento


As mesmas concepções são mantidas, pois o próprio Senhor
Jesus Cristo:
a) abençoou as crianças (Mc 10.16; Mt 19.13-15). Jesus agiu
como faria um pai de família ou um rabino judaico, mostrando que
sua atividade abrangia o homem em todas as etapas de sua vida;
243
Bêngão apostólica.............. . .................... . ^ ...............

b) no partir do pão (Lc 24.30);


c) na multiplicação dos pães (Mc 6.41; Mt 14.13-21);
d) na última ceia (Mt 26.26).
O apóstolo Paulo emprega o conceito da bênção de forma mais
assentada, mais cristológica: Em Gálatas 3.8, que é uma citação de
Gênesis 12.3b, Paulo mostra o cumprimento da bênção prometida
a Abraão como ato redentor através de Cristo (que atinge todas
as nações da terra). O escritor aos Hebreus emprega o conceito
de bênção que há no Antigo Testamento; (Hb 6.14 (Abraão; Gn
22.16,17); Hb 7.1 -7 (Melquisedeque: Gn 14.18-20); Hb 11.20 (Isa-
que abençoa Jacó e Esaú: Gn 27.27); Hb 11.21 (Jacó: Gn 48.15,16).
O fim destas menções é para que “nos tornemos imitadores dos que
pela fé e paciência herdam a promessa”. (Hb 6.12);
e) a bênção aos filipenses (Fp 4.7,23);
í) aos coríntios (ICo 16.23);
g) aos colossenses (Cl 4.18);
h) aos santos em Apocalipse (Ap 22.21).

A bênção sacerdotal
“E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
“O S e n h o r te a bençoe e te g u a rd e; O S e n h o r fa ç a resplandecer
o seu rosto so b re ti , e te n h a m isericó rd ia de ti; O S e n h o r sobre
ti leva n te o se u rosto, e te dê a p a z ”.
(N m 6 .2 4 -2 6 ).

Esta é a bênção com que os aaronitas abençoaram o povo de


Israel. Até hoje conserva-se nas sinagogas esse costume, e também
fazia parte do culto no templo em Jerusalém.
Os sacerdotes, antes da dispersão dos judeus, erguiam as mãos,
com os rostos voltados para a congregação, e proferiam solenemente
244
Bênção apostólica

a bênção requerida.
As nossas igrejas cristãs preservam essa prática, e a mais comum
está cm 2Co 13.13.

Como pronunciar a bênção apostólica


A exemplo dos sacerdotes, deve o Ministro, ao final do culto,
erguer as suas duas mãos sobre o auditório, e proferir a bênção:

UA g r a ç a d e n o s s o S e n h o r J e s u s C risto , e o a m o r d e D e u s ,e a
c o m u n h ã o d o E s p ír ito S a n to s e ja c o m to d o s vós. Amém. ”

Essa forma que é a mais usada, não exclui as demais usadas


por alguns pastores.
F3 praxe entre nós permitir impetrar a bênção apostólica aos
presbíteros quando cm função pastoral, isto é, designado para
dirigir o trabalho (em congregação ou praticando outros atos mi­
nisteriais).
A bênção apostólica não é atribuída aos diáconos e outros au­
xiliares.
Outro exemplo dc bênção apostólica:
"E a g o r a id e em p a z !
Que o Deus Eterno vos seja por habitação e como sustento nos
estenda os braços eternos e nos guarde no amor do Pai, na graça
redentora do Filho, na comunhão da paz do Espírito Santo, hoje e
para todo o sempre, Amém".

A benção apostólica pode ser cantada.


_._>liografia
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R esources, Jeaisalém , Israel, em seu trabalho “B iblical M eai Presen-
ta tio rí',
F ontes bíblicas primárias
0 1 .0 cativeiro israelita e Faraó (Êx 1.7)
02. A s dez pragas (Êx 7.11)
03. A prim eira páscoa (Êx 12.13)
04. O êxodo e a jo rn ad a pelo deserto (Êx 13.17)
05. O prim eiro aniversário do êxodo (Nrn 9.1-14)
06. A p ásco a da segunda geração em G ilgal (Js 5.10)
07. S alom ão observa a Festa dos Pães A sm os (2C r 8.12,13)
08. E zequias celebra a páscoa (2C r 30)
09. Josias celebra a páscoa (E z 45.21-24)
10. O rien tação de E zequiel sobre a páscoa (Ez 45.21-24)
11. A páscoa entre os exilados (Ed 6.19-22)
12. A páscoa no tem po de Jesus (M t 26.17-29; M c 14,12-3 1; Lc 22,1 -
38; IC o 11.23-34)

250
B ib lio g ra fia

Fontes primárias extra-bíblicas


01. Papiros elefantinos e D ois O straca (5" século aC)
02. O Livro dos Jubileus (49.1-23), A lexandrino (2 "século aC)
03. E zequielos. um a tragédia grega (A lexandrino (2o século aC)
04. A sabedoria de Salom ão (10.1 8,19; 18.1 -25) (10 século aC)
05. C alendário Q um ran - dias de festas especiais (1 "sécu lo aC)
06. PhiIo de Spec. L egibus fl 144-75 (1° século dC)
07. M igilloth T a’aniuth, Texto A ram aico (1° século dC )
08. Josefo, G uerras 6.420-427; A ntigüidades 2 .2 7 7 -3 4 9 ;3.248-251.
Leituras posteriores
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R abínico Prim itivo. B erkley e Los A ngeles. CA . U. C alifó rn ia Pres,
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KL..EÍN. M ordell. Páscoa. L ivraria Judaica Popular. Jerusalém , K eter
B ooks, 1973.
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A través dos Tem pos. Jerusalém ; S teim atzky 1972.
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Referências das figuras


Págs. 68,69 (G uide to the B ible, by Tim D ow ley, Illustrations by
R ichard Scott, pág. 16..31)
Pág 71,79, 81 (E nciclopédia de B íblia,T eologia e Filosofia, Ed. C an­
deia, pág. 760)
Figuras estilizadas do capítulo das C elebrações (R evista A dm inistra­
ção E clesiástica, Juerp, v. 4, n. 3, pág. 10, pr José dos R eis Pereira)
Pág. 149, O quadro da últim a ceia do Senhor (B ib lica l R esources -
Israel). Pág. 158, O quadro de L eonardo da Vinci.
Págs 155-157. H udson Pereira e A ndréa M orei K essler, RJ.