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Sumário

Gabarito

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MEGAINTENSIVO PRF

A ESTRUTURA URBANA BRASILEIRA E AS GRANDES METRÓPOLES

1. INTRODUÇÃO

A intensa urbanização que vem ocorrendo no Brasil, especialmente a partir de 1950, tem sido acompanhada por um processo de

metropolização que, segundo IPEA (2010) consiste em um processo de integração de território a partir de uma cidade-núcleo, configurando um território ampliado, em que se compartilha um conjunto de funções de interesse comum. Ou seja, trata-se de “uma ocupação urbana contínua, que ultrapassa os limites físicos dos municípios”.

É um equívoco comum, em livros, revistas e outras publicações, confundir urbanização com crescimento urbano, na realidade dois processos interligados, mas distintos.

O crescimento urbano consiste na expansão das cidades e pode existir sem que, necessariamente, haja urbanização. Esta só ocorre

quando o crescimento urbano é superior ao rural, ou seja, quando há migrações rural-urbanas e a população das cidades aumenta proporcionalmente em relação à do campo. Em alguns países desenvolvidos, como o Reino Unido, a urbanização já cessou,

passando a haver apenas um limitado crescimento urbano, que decorre, em parte, do crescimento natural da população das cidades

e, em parte, da imigração. Nesse país, a população urbana já chegou aos 92% do total e prevalece uma situação estável entre a

cidade e o campo, com visível diminuição da migração rural-urbana, que, por vezes, chega a ser inferior à migração urbano-rural.

A urbanização, portanto, tem limite, ponto final, ao passo que o crescimento das cidades pode continuar indefinidamente. Um bom

exemplo é Cingapura, Estado-Nação com uma única cidade é sem meio rural. Logo, sua população urbana é de 100%; existe crescimento urbano, crescimento da população da cidade e também renovação urbana (com construção de obras), mas não existe urbanização, visto que não há migrações do campo para a cidade.

Dessa forma, é errado falar em urbanização no Brasil durante a época colonial, quando ocorreu na verdade um crescimento de cidades, pois a população rural cresceu tanto quanto a urbana, e às vezes até mais. A urbanização só começou a existir de fat o quando a indústria se tornou o setor mais dinâmico da economia, o que só aconteceu no século XX.

Quando a economia nacional foi dominada pelas atividades primárias de exportação, como o açúcar (séculos XVI e XVII), a mineração (século XVIII), o café (de meados do século XIX até início do século XX) e outras, a população urbana permaneceu mais ou menos estável, representando de 6% a 8% do total. Isso é facilmente explicado pela predominância da força de trabalho no setor primário, pela quase inexistência do setor secundário (indústrias) e pela pequena necessidade de mão-de-obra no setor terciário (principalmente comércio e administração).

Com a industrialização, verificou-se uma urbanização intensa, ocorrendo aumento proporcional dos empregos no setor secundário

e no terciário (bancos, comércio, escolas, seguros, etc.). A percentagem da população urbana sobre o total da população brasileira passou de cerca de 16% em 1920 para 31% em 1940, 45% em 1960 e cerca de 80% em 2010. Veja o gráfico abaixo.

45% em 1960 e cerca de 80% em 2010. Veja o gráfico abaixo. Fonte: IBGE* (*)

Fonte: IBGE*

(*) o gráfico representa a aceleração da urbanização brasileira. O critério para definir população urbana é político-administrativo:

“Trata-se os moradores de cidades (sedes de município) ou de vilas (sedes de distritos)”. É evidente que esse não é o melhor critério, pois é comum certas aglomerações pequenas e voltadas para atividades agrárias serem classificadas como vilas ou até como cidades. Mas, mesmo que se altere esse critério e se adote outro o de considerar como urbanas apenas as populações de cidades com mais de 20 mil habitantes, por exemplo -, ainda se verificará uma urbanização intensa, pois as grandes e as médias cidades vêm crescendo bem mais que as pequenas.

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Afirma-se comumente que a urbanização brasileira não é decorrência direta da industrialização, pois esta não gera empregos em número suficiente para atender ao grande êxodo rural e provoca, assim, desemprego e subemprego em grande escala nas cidades. De fato, quando comparamos a urbanização do Brasil com a que ocorreu nos países capitalistas desenvolvidos na época da Revolução Industrial, verificamos que aqui o setor secundário absorveu menos mão-de-obra. E também que o setor terciário se tornou hipertrofiado, pouco capitalizado e com atividades de pequeno porte que podem ser classificadas como subemprego. Isso se aplica ao grande número de vendedores ambulantes, empregadas domésticas, guardadores e lavadores de carros nas ruas, etc.

Em parte, isso se explica, porque, como vimos, a industrialização brasileira é do tipo tardia, tendo se iniciado apenas no final do século XIX e mediante importação de tecnologia e máquinas dos países desenvolvidos.

Essa tecnologia, geralmente poupadora de mão-de-obra, foi desenvolvida em países em que o crescimento demográfico há muito

tempo declinou, paralelamente à urbanização que ocorreu no século XIX (no caso do Reino Unido, desde meados do século XVIII). No Brasil, assim como em outros países de industrialização tardia, essa tecnologia importada agravou o problema do desemprego

e do subemprego, já que o declínio das taxas de natalidade é bem mais recente e menos acentuado que nos países em que ela foi elaborada.

Mas, se no setor industrial ocorre essa modernização rápida mediante tecnologia importada, no setor terciário verifica-se o contrário: como grande parte dos capitais concentra-se na indústria, as atividades terciárias funcionam com pouco capital e muita mão-de-obra. Isso explica o número excessivamente grande (quando comparado aos países desenvolvidos) de pequenos estabelecimentos comerciais, de ambulantes e autônomos, de pequenas oficinas, de guardadores ou lavadores de carros nas ruas, etc. Ou seja, nos países líderes da Revolução Industrial, essas atividades são geralmente exercidas por grandes empresas capitalistas, ao passo que no Brasil, por causa da carência de capitais, muitas vezes são realizadas por pequenas firmas ou por trabalhadores autônomos, que utilizam muito trabalho e poucas máquinas.

É evidente que também existem grandes empresas capitalistas no setor terciário brasileiro como os bancos, empresas de seguros, firmas de publicidade, cadeias de supermercados, etc., cujo número vem mesmo crescendo nos últimos anos , mas a proporção de pequenas empresas e de trabalhadores autônomos ainda é muito grande. Esse setor terciário hipertrofiado e geralmente descapitalizado ajusta-se muito bem às necessidades do setor industrial. As pequenas empresas comerciais e os vendedores ambulantes comercializam produtos fabricados por firmas modernas (roupas, calçados, perfumes, canetas, eletrodomésticos e até automóveis). As pequenas oficinas e os lavadores de carros fazem um serviço de conservação que, nos países desenvolvidos, é realizado por grandes empresas. O elevado número de empregadas domésticas compensa a baixa mecanização das atividades nas residências. Além disso, o grande número de subempregados e desempregados constitui um volumoso exército de reserva para as empresas capitalistas, que pode ser aproveitado nos períodos de expansão econômica e contribui para manter baixos os níveis salariais, pelo excesso de oferta de força de trabalho.

Dessa forma, a urbanização brasileira decorre, de fato, do tipo de industrialização que aqui existe tardia, típica do capitalismo dependente ou “selvagem”. Logo, também é uma urbanização “selvagem”, com setor terciário hipertrofiado, muito desemprego e subemprego.

2. REGIÕES METROPOLITANAS

A intensa urbanização que vem ocorrendo no Brasil, especialmente a partir de 1950, tem sido acompanhada por um processo de

metropolização, isto é, concentração demográfica nas metrópoles (cidades com mais de 1 milhão de habitantes) e formação de áreas ou regiões metropolitanas. Isso significa que as grandes cidades, principalmente as metrópoles, geralmente têm crescido a um ritmo superior ao das pequenas e médias cidades.

Assim, quando somamos a população das dez principais metrópoles do país São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Belém com a das cidades que pertencem às suas respectivas áreas metropolitanas, verificamos que, em 1950, elas reuniam por volta de 18% da população nacional; em 1970, esse número subiu para 26% e, em 2005, para cerca de 32% da população total do Brasil. E, se incluirmos as outras cidades ou aglomerados urbanos que já ultrapassaram um milhão de habitantes em 2005 Manaus, Goiânia, Baixada Santista, Grande Vitória e região metropolitana de Campinas , veremos que a percentagem da população brasileira que vive em metrópoles já supera os 35% do total.

Com o crescimento acelerado das grandes cidades e com os processos de conurbação que nelas frequentemente ocorrem, certos problemas urbanos como os transportes, abastecimento de água, esgotos, uso do solo não devem mais ser tratados isoladamente em cada cidade vizinha, mas em conjunto.

Daí surgiu, em uma lei federal de 1973, a definição de áreas ou regiões metropolitanas: Conjunto de municípios contíguos [vizinhos ou espacialmente interligados] e integrados socioeconomicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infraestrutura comuns”.

Essas regiões metropolitanas foram estudadas e definidas pelo IBGE nos anos 1970 e depois incluídas na Constituição de 1988, que as tirou da esfera federal e deu autonomia aos estados para estabelecerem as suas áreas metropolitanas. No início eram nove,

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que juntamente com Brasília ainda são as principais regiões metropolitanas do país (veja quadro na página seguinte), não obstante

o surgimento recente de várias outras em alguns estados. PRINCIPAIS REGIÕES METROPOLITANAS

em alguns estados. PRINCIPAIS REGIÕES METROPOLITANAS Em 2005 já existiam 27 regiões metropolitanas, e esse

Em 2005 já existiam 27 regiões metropolitanas, e esse número tende a aumentar cada vez mais, pois existe ainda um processo de urbanização e um crescimento horizontal das cidades, o que, com frequência, origina conurbações. Hoje o número de regiões metropolitanas é bem maior que no início dos anos 2000, chegando em 2018 em um total de 73 regiões metropolitanas no Brasil.

A criação de uma região metropolitana não se presta a uma finalidade meramente estatística; o principal objetivo é a viabilização

de sistemas de gestão de funções públicas de interesse comum dos municípios abrangidos. Além disso, não possuem personalidade jurídica própria, nem os cidadãos elegem representantes para a gestão metropolitana.

Assim, cada região metropolitana possui um planejamento integrado de seu desenvolvimento urbano, que é elaborado por um conselho deliberativo nomeado pelo governo de cada estado, com o auxílio de um conselho consultivo formado por representantes de cada município integrante da região. Procura-se, desse modo, tratar de forma global certos problemas que afetam o conjunto da área metropolitana e que, antes, ficavam a cargo apenas, das prefeituras de cada município. Contudo, esse conselho não é um poder independente e à margem dos poderes locais dos municípios. É apenas uma ação coordenada do estado com os municípios da região, que continuam exercendo com independência todas as suas funções no plano municipal.

3. REDE URBANA

Como vimos, a urbanização brasileira só começou no momento em que a indústria se tornou o setor mais importante da economia nacional. Assim, representa um dos aspectos da passagem de uma economia agroexportadora para uma economia urbano- industrial, o que só ocorreu no século XX e se intensificou a partir de 1950.

Essa transformação do Brasil, que deixou de ser um país agrário e rural para tornar-se um país urbano e industrial, embora ainda subdesenvolvido, apresenta outros aspectos. Por exemplo: as camadas sociais dos fazendeiros e grandes comerciantes exportadores deixaram de ser dominantes politicamente, perderam parte da sua influência sobre o governo em favor dos industriais, banqueiros, empresários das comunicações (televisão, jornais, rádios, revistas) e até mesmo, pelo menos antes das privatizações, diretores de grandes empresas estatais. Cessou também o predomínio do campo sobre a cidade, no sentido de que os principais interesses econômicos e a maior parte da força de trabalho do país estão localizados no meio urbano, a cuja atividade industrial e bancária o meio rural se tornou subordinado. Essa subordinação se manifesta de várias maneiras:

O campo fornece mão-de-obra e gêneros alimentícios para o meio urbano; agora não mais se comercializam apenas os excedentes nas cidades, como ocorria no período colonial, mas se produz essencialmente para o comércio urbano;

O setor agrário de exportação continua a ser importante para a economia nacional, mas agora sua renda é utilizada principalmente para pagar as importações de maquinaria ou petróleo para o setor industrial (e a dívida externa, que, em grande parte, foi gerada por este setor), e não mais para se importar bens manufaturados de consumo, que já são fabricados aqui;

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Certos insumos procedentes do meio urbano, como fertilizantes e adubos, além de crédito bancário e máquinas agrícolas, assumem importância cada vez maior.

Enfim, o meio rural não mais produz para o mercado externo, independente das cidades, como era regra geral até o fim do século XIX, mas em função do meio urbano.

3.1.HIERARQUIA URBANA

Além de passar a comandar o meio rural que lhe é vizinho (ou, às vezes, até aqueles bem distantes, como é o caso das metrópoles), as cidades também estabelecem entre si uma rede hierarquizada, um sistema de relações econômicas e sociais em que umas se subordinam a outras.

Existem milhares de cidades ou municípios (pois toda cidade, no Brasil, é sede de um município), geralmente classificadas em pequenas, médias ou grandes, embora existam diferenças dentro de cada uma dessas categorias. As cidades pequenas ou locais são aquelas com até 100 mil habitantes; as médias têm de 100 a 500 mil; e as grandes, mais de 500 mil habitantes.

As cidades pequenas, que existem em grande número (milhares), dependem das médias (que existem em número menor, algumas centenas) ou das grandes; as cidades médias, por sua vez, subordinam-se às grandes e estas às metrópoles. Em outras palavras,

a modernização do país, resultante do crescimento da economia urbano-industrial, produziu uma divisão territorial do trabalho, uma verdadeira rede na qual existe uma subordinação do campo à cidade, bem como das cidades menores às maiores.

3.1.2. AS DUAS METRÓPOLES GLOBAIS

No topo do sistema integrado de cidades, situam-se as duas metrópoles globais do país: São Paulo e Rio de Janeiro (foto a seguir). Eram consideradas, até há alguns anos, como metrópoles nacionais, mas o IBGE produziu uma nova classificação na qual elas foram alçadas ao nível de metrópoles globais em virtude da influência que exercem sobre áreas além do território nacional. Elas polarizam todo o território brasileiro e, mais além, exercem forte influência sobre parte da América do Sul e até da África, comandando praticamente a vida econômica e social da nação com suas indústrias, universidades e centros de pesquisas científicas

e tecnológicas, bancos, bolsas de valores, mídia, grandes estabelecimentos comerciais, etc. Elas são polarizadas apenas pelas maiores metrópoles globais do mundo: Nova York, Londres, Tóquio e outras.

globais do mundo: Nova York, Londres, Tóquio e outras. Como essas metrópoles se localizam mais ou

Como essas metrópoles se localizam mais ou menos próximas (em relação às dimensões do território brasileiro), ligadas pela vi a Dutra, em torno da qual existe uma área intensamente urbanizada, onde estão cidades como São José dos Campos, Taubaté, Lorena e Volta Redonda, entre outras, convencionou-se nos últimos anos que ali se formou uma megalópole ou uma região urbana global. De fato, essa área superurbanizada, que vai de São Paulo até o Rio de Janeiro e que abrange cerca de 47 000 km 2 (0,6% do território nacional), abriga cerca de 22% da população total do país, mais de 50% dos automóveis e da produção industrial do Brasil.

3.1.3. METRÓPOLES NACIONAIS

Logo abaixo das metrópoles globais e acima de todas as outras cidades, surgem sete metrópoles nacionais grandes cidades que, de uma forma ou de outra, polarizam praticamente todo o território nacional: Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador , Recife, Fortaleza e Brasília.

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7 3.1.4. METRÓPOLES E CENTROS REGIONAIS Nessa escala hierárquica da rede urbana brasileira aparecem em seguida

3.1.4. METRÓPOLES E CENTROS REGIONAIS

Nessa escala hierárquica da rede urbana brasileira aparecem em seguida quatro metrópoles regionais, cidades que polarizam uma imensa região: Belém, Manaus, Goiânia e Campinas. Depois temos os centros regionais, que, geralmente, são polarizados por uma metrópole regional (além das nacionais e globais) e, por sua vez, polarizam uma boa parte da região comandada pela metrópole regional. Esses centros regionais são muito diversificados, com variados tamanhos e equipamentos: o IBGE reconhece 68 deles. Como exemplos de centros regionais, podemos citar São Luís, Maceió, João Pessoa, Londrina, Cuiabá, Ribeirão Preto, Santos, Florianópolis e inúmeras outras cidades.

4. PROBLEMAS SOCIAIS URBANOS

O processo de urbanização do Brasil, fruto de uma industrialização tardia, realizada em um país de capitalismo dependente, trouxe

uma série de problemas urbanos que não surgiram (ou existiram com intensidade bem menor) nas cidades dos países desenvolvidos. Esses problemas geralmente estão relacionados com a rápida urbanização e, principalmente, com o tipo de desenvolvimento que vem ocorrendo no país há várias décadas, no qual a distribuição social da renda tornou-se cada vez mais concentrada. Mas também existem outros fatores que explicam essa explosão dos problemas sociais urbanos, sobretudo a violência.

4.1. MORADIA POPULAR

Um dos graves problemas urbanos no Brasil, talvez o mais importante, é a questão da moradia popular. Enquanto em algumas áreas das grandes cidades surgem ou crescem bairros ricos, com residências moderníssimas, em outras, às vezes até nas vizinhanças, multiplicam-se as favelas e os cortiços ou mesmo a população de rua, que não possui nenhum tipo de moradia. Nas últimas décadas, a população favelada aumentou em São Paulo, no Rio de Janeiro e em outras cidades grandes ou médias. Eventualmente, desocupa-se uma favela para construir algum edifício no terreno; parte da população favelada consegue, então, mudar-se para conjuntos habitacionais construídos com recursos públicos, mas o aparecimento de novas favelas e o crescimento das existentes sempre ocorrem em ritmo mais acelerado.

4.2.INFRAESTRUTURA URBANA

Água encanada e tratada, pavimentação de ruas, iluminação e eletricidade, rede de esgotos e de telefonia constituem a infraestrutura urbana. Embora a cada ano aumente a área abrangida por esses serviços, o rápido crescimento da mancha urbana, ou área construída, torna-os sempre insuficientes. Assim, na Grande São Paulo, por exemplo, em 2015 só 60% dos domicílios eram servidos por rede de esgotos, e apenas 71% por água encanada. Em quase todas as grandes cidades do Brasil, a carência é semelhante ou

às vezes muito pior.

A insuficiência dos recursos aplicados na infraestrutura decorre não apenas da rápida expansão das cidades, mas também da

existência de terrenos baldios ou espaços ociosos em seu interior. Como a terra, especialmente no meio urbano, constitui um bem imóvel que costuma se valorizar com o tempo, muitos proprietários deixam áreas enormes sem uso, à espera de um bom negócio.

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8 É comum as empresas imobiliárias, ao realizarem um loteamento na periferia, onde ainda não existem

É comum as empresas imobiliárias, ao realizarem um loteamento na periferia, onde ainda não existem serviços de infraestrutura,

deixarem um espaço de terra sem lotear entre a área que estão vendendo e o bairro mais próximo. Após a fixação da população na área loteada, ocorrerão reivindicações para que o local seja provido de infraestrutura. Quando isso ocorrer, tais serviços terão de passar por aquele espaço ocioso, que, então, será vendido ou loteado com um lucro bem maior. Isso se chama especulação imobiliária: ela beneficia um grupo reduzido de pessoas e prejudica a maioria da população, pois agrava a carência de infraestrutura, além de levar a população trabalhadora da periferia para locais cada vez mais distantes do centro da cidade. Os espaços vazios ou ociosos abrangem atualmente cerca de 20% da área urbana da cidade de São Paulo e extensões semelhantes nos demais grandes centros urbanos do país.

4.3.VIOLÊNCIA URBANA

Assassinatos, estupros, roubos e furtos, agressões contra pessoas somente pela sua aparência, acidentes de trânsito e atropelamentos, entre outros, são problemas comuns nas grandes cidades brasileiras e constituem a chamada violência urbana.

Os acidentes de trânsito, com milhares de feridos e mortos a cada ano, têm índices bem altos no Brasil. Enquanto em Nova York e Chicago há uma relação de seis mortes ao ano por 10 mil veículos, em São Pauto e no Rio de Janeiro essa relação sobe para 16. Tal número se deve ao descaso das autoridades, a abusos e impunidade dos motoristas e desrespeito do/ao pedestre.

A violência policial, especialmente sobre a população mais pobre, também é frequente no Brasil. Ao mesmo tempo, cresce cada vez

mais o número de homicídios, roubos e furtos, além do narcotráfico (comércio de drogas como a cocaína, o crack, a heroína, a maconha, etc.). Nas cidades brasileiras, salvo raríssimas exceções, essas ocorrências estão entre os índices mais elevados do mundo,

às vezes até maiores que os de países em guerra.

5. CIDADES E REGIÕES URBANAS GLOBAIS E MEGALÓPOLE

Um dos temas mais discutidos nas organizações internacionais é o papel de algumas cidades no processo de globalização. Em 1999, por causa de uma valorização dos conceitos de "cidade global" ou "região urbana global" pela ONU e outras instituições internacionais, passou-se a chamar essa megalópole de região urbana global, denominação considerada mais apropriada à atual fase de globalização.

Essas metrópoles também chamadas cidades mundiais ou globais usam intensamente a telemática, são grandes centros

financeiros, sedes de grandes corporações e bases de complexas redes de serviços modernos nos quais se apoiam as transações globais. Embora ainda impreciso, o conceito de cidade global vem sendo aplicado sem polêmicas a Nova York, Tóquio e Londres

e, com menos segurança, as metrópoles como Paris, Frankfurt, Los Angeles, Cingapura, Hong Kong, Miami, Cidade do México, São

Paulo, Bombaim (atual Mumbai) e algumas outras.

O primeiro requisito para uma cidade global é a centralidade: ela deve estar localizada nos núcleos densos de economias nacionais

de grande porte que estejam dinamicamente inseridas na globalização. Ela deve ainda ter grande dimensão demográfica e, principalmente, econômica , e se faz necessário que a infraestrutura e os serviços urbanos básicos (energia, transportes,

comunicações, saúde, saneamento, educação, cultura, lazer) propiciem as condições para o desenvolvimento de novas atividades produtivas, entre elas as redes de indústrias intensivas de afta tecnologia e os chamados serviços modernos mercado financeiro

e de capitais, informática-telecomunicações, centros de pesquisas e desenvolvimento, mídia e publicidade, universidades e institutos de altos estudos, consultorias econômico-financeiras, de gestão de negócios, direito, contabilidade, etc.

Existe ainda uma hipótese, que se aplica mais a Nova York e Londres, a de que as cidades mundiais estão se desindustrializando

e se tornando pós-industriais ou centros de serviços modernos (sobretudo financeiros), mas em Tóquio as indústrias permanecem

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como forças econômicas dominantes e mesmo naquelas duas cidades ainda existem periferias ou entornes com redes de indústrias de alta tecnologia.

Alguns estudos recentes propuseram visualizar São Paulo e Rio de Janeiro como duas metrópoles geminadas, integrando uma única e complexa região urbana, a qual teria mais chances de desempenhar na América do Sul as exigentes funções de cidade mundial que cada uma dessas duas cidades isoladamente. QUESTÕES CORERELATAS COMENTADA (Geógrafo - CESPE - MPOG - 2015) Acerca das recentes transformações da rede urbana e da urbanização brasileira, julgue o item que se segue.

Nas duas últimas décadas do século XX, a urbanização brasileira passou por processo de desaceleração a partir dos efeitos da crise econômica vivida pelo país, cujas metrópoles se mantiveram em contingente demográfico, tamanho e importância, em contraposição às cidades médias, as quais passaram a receber os fluxos migratórios antes destinados às metrópoles. Gabarito: Item Errado Comentário: De acordo com o IBGE, a população brasileira, a partir de 1970, a população é predominantemente urbana. Com o avanço industrial, esse número só tende a aumentar, ou seja, o contrário do que a questão sugestiona.

QUESTÕES CORRELATAS

Julgue os itens subsequentes, acerca da estrutura urbana brasileira e das grandes metrópoles nacionais.

01. A organização do espaço urbano em áreas industriais, áreas de lazer, espaços públicos e locais de consumo, e a distribuição

dos meios de transporte e dos serviços públicos de saúde e educação são determinadas pelo plano diretor de uso e ocupação do

solo, o qual promove uma cidade mais igualitária e menos segregadora. Item Errado

02. As desigualdades sociais se refletem no espaço urbano e as formas produzidas são distintas em função de cada contexto

territorial. As estruturas e formas urbanas das cidades dos países mais ricos da Europa e América Anglo-saxônica são totalmente diversas daquelas das cidades latino americanas e africanas. Item Correto

03. A grande cidade capitalista costuma dispor de áreas consolidadas, envelhecidas ou em processo de renovação, criadas em

diferentes momentos do tempo, somadas a paisagens construídas recentemente.

Item Correto

(SEMAF / RN - Técnico de Nível Superior 2004) São Paulo e Rio de Janeiro são consideradas cidades com projeção internacional. A despeito da perda de posição no quadro urbano do país, a metrópole carioca sobressai pela tradição do turismo secundada pelas metrópoles do Nordeste, tendendo a afirmar-se como polo de telecomunicação e de informática, enquanto que a de São Paulo tem projeção maior no continente latino-americano e na terceira ou quarta categoria do circuito financeiro mundial.

Atlas Nacional do Brasil. IBGE, 2000.

Considerando essas informações, julgue os itens seguintes, a respeito da urbanização brasileira.

04. O fato de o Rio de Janeiro e de São Paulo serem consideradas cidades com projeção internacional coloca-as, de acordo com a

hierarquia urbana, no patamar de megalópoles. Item Errado

05. O processo de urbanização no Brasil, embasado na metropolização, pode ser caracterizado como descentralizado e homogêneo,

com o Rio de Janeiro e São Paulo encabeçando a rede urbana brasileira. Item Errado

(Analista Ministerial CESPE MPE/TO-2009) Os fatos urbanos têm sido encarados sob diferentes prismas científicos: geográfico, sociológico, econômico, urbanístico etc. A diversidade no tratamento da matéria não elimina, porém, a necessidade de uma conceituação básica da natureza do fato urbano, isto é, um esquema teórico que possa esclarecer quando e porque uma aglomeração humana adquire a condição de centro urbano.

Sobre o processo de urbanização no Brasil, no final do século XIX, julgue os itens.

06. Foi marcado pelo crescimento das pequenas cidades existentes, tanto em número quanto em área e população.

Item Errado

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07. Nesse momento houve a expansão das relações assalariadas de produção, o que contribuiu para o crescimento do mercado

interno e para o desenvolvimento urbano.

Item Correto

08. Foi marcado pela inexistência de indústrias e atividade comercial incipiente, pois as fazendas produziam os bens de que

necessitavam.

Item Errado

(Fiscal Sanitário Prefeitura de São Luís 2007) Apenas a partir da década de 1940, juntamente com a industrialização e a integração entre o território e o mercado, é que se estruturou uma rede urbana em escala nacional. Considerando a modernização da economia brasileira e de sua rede urbana julgue os itens subsequentes.

09. Moradores da periferia, de favelas e de cortiços em um grande centro urbano encontram-se em boas condições de

infraestrutura, como saneamento básico e sistema de transportes, pois o atual esquema de relações urbanas favorece o acesso

dessa parcela da população a condições mais dignas de moradia. Item Errado

10. À medida em que as cidades se expandem horizontalmente, ocorre a conurbação, ou seja, elas se tornam contínuas e

integradas, e os problemas de infraestrutura urbana se tornam comuns ao conjunto de municípios da metrópole. Item Correto

DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO NO BRASIL E OS MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS INTERNOS

1. CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO

No Brasil, nas últimas décadas, o declínio das taxas e crescimento vegetativo e o aumento da expectativa de vida têm promovido mudanças aceleradas na composição etária da população: vem aumentando a participação percentual de pessoas em idade produtiva (15 a 59 anos) e dos idosos (60 anos ou mais) e diminuindo a participação percentual dos jovens (0 a 14 anos).

De acordo com o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, o total de habitantes no Brasil era de 190.732.694, que estão distribuídos da seguinte forma pelas macrorregiões brasileiras:

REGIÃO

POPULAÇÃO

Norte

15.865.678

Nordeste

53.078.137

Sudeste

80.353.724

Sul

27.384.815

Centro-Oeste

14.050.340

Fonte: IBGE, 2010.

Segundo as projeções do IBGE, nos dias atuais o Brasil conta com 209.231.323 habitantes e passou por um redimensionamento do seu território. O Brasil tem uma nova medida de superfície: 8.515.767,049 km², o que significa um incremento de 0,01% sobre o valor da última publicação da área territorial brasileira, em 2002 (8.514.876,599 km², segundo a estrutura político-administrativa vigente em 01/01/2001). A nova medição, que foi divulgada nesta terça-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa um incremento (de 0,001%) em relação ao valor publicado na Sinopse do Censo Demográfico de 2010 (8.515.692,272 km²).

O redimensionamento é próprio da evolução da tecnologia para mensuração e da dinâmica da Divisão Territorial Brasileira, que implica atualização periódica dos valores das áreas estaduais e municipais e reflete eventuais alterações nos limites político- administrativos. Tais alterações podem ser de natureza legal ou judicial ou decorrentes de: ajustes e refinamentos cartográficos; alterações comunicadas, no âmbito dos convênios que o IBGE mantém com órgãos estaduais responsáveis pela divisão política administrativa; e utilização continuada de melhores técnicas e insumos de produção.

Destacam-se as seguintes alterações na publicação atual da superfície territorial brasileira: a área do estado da Bahia passou a incorporar os valores das áreas insulares do Arquipélago de Abrolhos, subordinado ao município de Caravelas; a área do estado de Santa Catarina passou a incorporar os valores de área referentes às águas internas da Baía Sul e Baía Norte; os valores de ár ea dos estados do Ceará, de Pernambuco e da Paraíba foram ajustados assim como os valores de área dos estados de Alagoas e de Pernambuco.

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De acordo com essas novas mudanças demográficas e territoriais o país conta hoje com uma população relativa/densidade demográfica de 24,56 habitantes por quilômetros quadrados.

2. EXPECTATIVA DE VIDA NO BRASIL

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esperança média de vida dos brasileiros nascidos em 2016 é de 75 anos e 8 meses de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia

e

Estatística (IBGE). Em 76 anos, de 1940 a 2016, a expectativa de vida dos brasileiros ao nascer aumentou em mais de 30 anos

e

hoje é de 75,8 anos um acréscimo de três meses e onze dias em relação a 2015. Os dados constam da Tábua de Mortalidade

de 2016, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2015, a expectativa de vida no país era de 75,5

anos.

Segundo o IBGE, a partir de 1940, com a incorporação dos avanços da medicina às políticas de saúde pública, o país experimentou uma primeira fase de sua transição demográfica, caracterizada pelo início da queda das taxas de mortalidade.

Um pouco mais a frente, fatores como campanhas de vacinação em massa, atenção ao pré-natal, incentivo ao aleitamento materno, contratação de agentes comunitários de saúde e programas de nutrição infantil contribuíram para o aumento da expectativa de vida do brasileiro ao longo dos anos. De 1940 até 2016, o aumento foi de exatamente 30,3 anos. Apesar desse crescimento

contínuo na expectativa de vida, o Brasil ainda está abaixo de países como Japão, Itália, Singapura e Suíça, que em 2015 tinham

o indicador na faixa dos 83 anos.

Os avanços em termos de programas de saúde pública e programas de saneamento que os países desenvolvidos já tinham alcançado foram transferidos para os menos desenvolvidos. Nesse instante é que começa a diminuir a mortalidade no Brasil.

Segundo o IBGE, inicialmente os grandes beneficiados foram as crianças. No Brasil, em 1940, de cada mil crianças nascidas vivas, 156 não atingiam o primeiro ano de vida. E hoje em dia estamos com uma mortalidade infantil de 13 por mil. Depois, a queda das taxas de mortalidade foi expandida para a toda a população.

2.1.EXPECTATIVA POR ESTADO

A Tábua de Mortalidade 2016 constatou que, entre os estados brasileiros, Santa Catarina é o que apresenta a maior esperança de

vida, com 79,1 anos; seguido do Espírito Santo (78,2 anos); Distrito Federal (78,1 anos); e São Paulo, estado onde a expectativa

de vida é de 78,1 anos.

Ainda com indicadores superiores à média nacional aparecem, pela ordem, o Rio Grande do Sul, onde a expectativa de vida ao nascer em 2016 era de 77,8 anos; Minas Gerais (77,2 anos); Paraná (77,1 anos); e Rio de Janeiro (76,2 anos). No outro extremo, com as menores taxas de expectativas de vida, estão os estados do Maranhão, com 70,6 anos e do Piauí, com 71,1 anos. Os resultados da pesquisa são usados como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social.

Os dados da Tábua de Mortalidade 2016, constatou que mulheres vivem em média mais do que homens. Enquanto a expectativa de vida dos homens, em 2016, era de 72,9 anos, a das mulheres atingiu 79,4 anos.

Esse comportamento nacional se repetiu em todos os estados, sendo que a maior diferença foi registrada em Alagoas, onde as mulheres vivem, em média, mais 9,5 anos do que os homens; em seguida, vem a Bahia (9,2 anos) e Sergipe (8,4 anos).

Nos estados de Santa Catarina, Espírito Santo, Distrito Federal, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, a expectativa de vida das mulheres ultrapassou os 80 anos. Enquanto nos estados do Maranhão, Alagoas e Piauí a expectativa de vida masculina foi de 66,9 anos, valor bem inferior à média nacional.

Em nosso país, as taxas médias de fecundidade (número de filhos por mulher) vêm declinando de forma acentuada: de 6,28 filhos em 1960 para 2,38 em 2000, e em 2015 para 1,72 filhos. Essas mudanças no comportamento demográfico permitem que os governos federal, estadual e municipal estabeleçam planos de investimentos em educação e saúde muito mais favoráveis do que na década de 1970, quando o ritmo de crescimento da população beirava os 3%, ou seja, cerca de 5 milhões de habitantes por década. O investimento hoje pode se concentrar na melhoria da qualidade do serviço prestado e não mais na expansão da rede, quando era necessário construir cada vez mais escolas. A redução do número de jovens na população total favorece a criação de oportunidades no sistema público de educação e no mercado de trabalho.

3. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO NO BRASIL

Cerca de 82% da população brasileira está concentrada na região litorânea do Brasil, que raramente ultrapassa os 50 Km. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE o Brasil em 2016, a densidade demográfica no Brasil é de aproximadamente 24,6 hab/Km².

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DENSIDADE DEMOGRÁFICA GERAL E POR REGIÃO (2010)

12 DENSIDADE DEMOGRÁFICA GERAL E POR REGIÃO (2010) A observação do mapa sobre a distribuição geográfica

A observação do mapa sobre a distribuição geográfica da população permite-nos observar uma discrepância entre o litoral e as porções central e oeste do país. As causas dessa distribuição variam desde o processo de colonização que tem por base a região litorânea (zona da mata) e o desenvolvimento do cultivo da cana-de-açúcar até a formação dos grandes centros urbanos nessa faixa de terra do nosso território.

3.1. ÁREAS DENSAMENTE POVOADAS E FRACAMENTE POVOADAS

Além das grandes regiões e dos estados, existem algumas áreas que se destacam por serem densamente povoadas (litoral do Nordeste, Recôncavo Baiano, Baixada Santista, Vale do Itajaí, as regiões metropolitanas etc.) e outras por serem fracamente povoadas (Sertão Nordestino, porções central e ocidental das regiões Centro-Oeste e Norte).

4. PIRÂMIDES ETÁRIAS NO BRASIL E TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA

No Brasil, temos verificado uma mudança na pirâmide etária, que tem alargado o topo, e estreitado a base. Essas mudanças decorrem em especial da urbanização do país, que mudou significativamente o modo de vida de grande parte dos brasileiros, principalmente com relação aos filhos, e também garantiu avanços fundamentais a nível médico-sanitário, a participação da mulher no mercado de trabalho, etc.

PIRÂMIDE ETÁRIA NO BRASIL (2015)

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13 A população brasileira está em transição para a fase adulta, ou madura, fato que coloca

A população brasileira está em transição para a fase adulta, ou madura, fato que coloca a pirâmide etária do país em uma situação

intermediária: a base é mais estreita que o corpo, porque a taxa de natalidade está reduzida e o número de adultos já compõe a maior parte da população do país; o topo é mais estreito que a base. No entanto com o passar do tempo e o aumento da expectativa de vida, o número de idosos será cada vez maior, aumentando assim, o ápice da pirâmide.

PIRÂMIDE ETÁRIA NO BRASIL (2050)

o ápice da pirâmide. PIRÂMIDE ETÁRIA NO BRASIL (2050) Fonte:

Fonte: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/piramide- etaria-populacao-brasileira.htm

5. ECONOMIA E DINÂMICA SOCIAL NO BRASIL (SETORES DA ATIVIDADE)

No Brasil, o setor primário (agricultura, pecuária, exploração animal e vegetal) ainda é muito importante. O agronegócio ganha cada vez mais força no cenário nacional. O setor secundário (indústria e extrativismo mineral) é o setor da economia que transforma produtos naturais produzidos pelo setor primário em produtos de consumo, ou em máquinas industriais (produtos a serem utilizados por outros estabelecimentos do setor secundário). Geralmente apresenta porcentagens bastante relevantes nas sociedades desenvolvidas. É nesse setor, que podemos dizer que a matéria-prima é transformada em um produto manufaturado.

A indústria e a construção civil são, portanto, atividades desse setor. O setor terciário (no Brasil), no contexto da economia,

envolve a comercialização de produtos em geral, e o oferecimento de serviços comerciais, pessoais ou comunitários, a terceiros. Nesse setor há grande ocorrência de problemas, assim como a hipertrofia e a macrocefalia, que são nada mais que o crescimento desordenado, e consequente excesso de mão-de-obra. O setor terciário é, geralmente, a principal fonte de renda dos países desenvolvidos. O setor quaternário é o setor ligado a alta tecnologia, pesquisa, biotecnologia, informática, etc. O setor quinquinário é trazido à tona pelo professor Milton Santos no livro: O Brasil Território e sociedade no início do século XXI, onde ele trata o indivíduo que trabalha no setor de finanças, como as bolsas de valores como integrantes desse setor.

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*Obs.: Hoje muitos autores falam em Setor Quinário, que seriam os serviços sem fins lucrativos, como organizações não governamentais.

6. NOVAS TENDÊNCIAS MIGRATÓRIAS

Nos últimos trinta anos, a Região Nordeste continuou perdendo população, mas apresentou ritmos diferentes em cada estado. No Ceará e no Rio Grande do Norte, houve redução de emigração, em consequência da expansão econômica que gerou as novas

oportunidades de trabalho. Já os estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia não conseguiram reverter a evasão populacional. Mesmo

a Bahia, que teve aumento da participação do PIB nacional nesse período, não conseguiu gerar empregos suficientes para o tamanho de sua população.

As migrações internas, muito intensas no país, sofreram mudanças nas últimas décadas. Segundo o IBGE, em São Paulo as entradas de migrantes diminuíram em 12%, enquanto as saídas aumentaram em 36%, fazendo com que o saldo migratório de 744.798 migrantes registrados em 1991, declinasse para 339.926 em 2000. Já os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro passaram de repulsores para receptores de população, ou seja, ocorreu aumento das entradas e diminuição das saídas. Na década de 1990, com a reativação de alguns setores da economia nordestina, como o crescimento do turismo e a instalação de diversas empresas, estabeleceu-se um fluxo de retorno da população para o Nordeste.

Em 1999 segundo o IBGE, 15,5 milhões de pessoas residiam fora de suas regiões de origem. Entre 1992 e 1999, 15,9% da população da Região Nordeste e 10% da do Centro-Oeste. No entanto, tendências mais recentes da mobilidade da população no Brasil apontam para o crescimento das migrações intrarregionais, dos fluxos urbano-urbano e intrametropolitanos. Ou seja, muitas pessoas têm migrado de uma cidade para outra ou no interior das áreas metropolitanas. Cidades com mais de 100 mil habitantes têm apresentado maior crescimento populacional e têm sido procuradas por migrantes.

A mobilidade interna do povo brasileiro sempre esteve ligada ao processo de povoamento de um enorme território. A sucessão dos

ciclos ou períodos da economia brasileira, sempre, ligados a um determinado produto ou atividade, favoreceu essa mobilidade, pois as pessoas são sempre atraídas por fatores como emprego, facilidade de obter terras ou de enriquecer rapidamente. Observe

a tabela abaixo sobre os principais ciclos brasileiros migratórios:

HISTÓRICO DAS MIGRAÇÕES INTERNAS NO BRASIL

Século

Características

XVI e XVII

Saída de nordestinos da Zona da Mata, rumo ao Sertão, atraídos pela expansão da pecuária.

XVIII

Saída de nordestinos e paulistas rumo à região mineradora (Minas Gerais)

 

Saída de mineiros rumo ao interior paulista, atraídos pela expansão do

XIX

café./Saída de nordestinos rumo à Amazônia para trabalhar na extração da borracha

XX Década de 1950

Saída de nordestinos rumo ao Centro-Oeste (Goiás) para trabalhar na construção de Brasília. Este período ficou conhecido como a Marcha para o Oeste, e os migrantes como candangos.

Décadas de 1950-1960

Saída de nordestinos (principalmente) rumo ao Sudeste, motivada pela industrialização. As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro receberam o maior fluxo de migrantes.

Décadas de 1960-1970

Saída de nordestinos que continuaram migrando para o Sudeste, o Centro-Oeste (Mato Grosso) e o Sul (Paraná). A partir de 1967, com a criação da Zona Franca de Manaus, ocorreu uma intensa migração de nordestinos rumo à Amazônia (principalmente Manaus). Esse processo em grande parte foi orientado pelo Governo Federal.

Décadas de 1970-1990

Migrações de sulista rumo ao Centro-Oeste (agropecuária) e de nordestinos rumo à Amazônia (agropecuária e garimpos). Em consequência, o Norte e o Centro-Oeste foram, respectivamente, as regiões que apresentam o maior crescimento populacional do Brasil, nas últimas décadas.

6.1. PRINCIPAIS TIPOS DE MIGRAÇÕES INTERNAS

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As migrações internas no Brasil caracterizam-se por dois tipos principais: a intrarregional e a inter-regional.

A migração intrarregional é entendida como a movimentação de pessoas dentro de uma mesma região. Década de 1990, essa

dinâmica tem sido caracterizada pela saída de pessoas das pequenas cidades, principalmente na região Nordeste, rumo às suas respectivas capitais, onde a possibilidade de novas perspectivas é maior. E também pela saída de pessoas das metrópoles globais localizadas no Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro, rumo às cidades médias do próprio Sudeste, em busca de melhor qualidade de vida.

Neste tipo de migração, é comum trabalhadores de áreas agrícolas partirem para outras regições, onde há necessidade de mão de obra para o cultivo de algum produto (período das safras). São movimentos sazonais, assim chamados por se realizarem conforme as estações de plantio e colheita.

Migração Inter-regional é o deslocamento de pessoas entre as regiões brasileiras. Esse tipo de migração constinua sendo o mais típico e, quantitativamente, o mais expressivo dentre as transferências populaconais no interior do Brasil.

as transferências populaconais no interior do Brasil. Durante meio século de história, a região Nordeste, que

Durante meio século de história, a região Nordeste, que não voltou a ter a mesma importância econômica do período colonial, caracterizou-se como uma região de expulsão populacional. Primeiro para a região Sudeste, depois, para as novas fronteiras agrícolas.

A região Sudeste, ao contrário, viveu dois momentos fundamentais para a economia brasileira a economia cafeeira e a

industrialização -, além da descoberta do ouro no periodo colonial. Por esses fatores e por ter abrigado a capital federal até o início

dos anos 1960, o Sudeste tornou-se o centro econômico do país e, em consequência, a maior região de atração populacional do Brasil, principalmente até a década de 1980.

TAXA DE IMIGRAÇÃO LÍQUIDA (%)

Região

1950

1960

1970

1980

Norte

12,12

9,72

9,9

18,16

Nordeste

5,47

6,31

5,93

6,49

Sudeste

11,9

13,71

16,57

18,45

Sul

10,94

16,83

17,5

14,06

Centro-Oeste

20,69

29,38

32,84

35,14

A taxa de Imigração Líquida é a relação entre o número de não naturais de uma região e o total de população residente nessa

região.

QUESTÕES CORRELATAS (COMENTADA)

(IEMA-ES - Analista Ambiental-Geografia 2007) O panorama geral dos fluxos migratórios entre os estados brasileiros, nos períodos de 1970-1980, 1981-1990 e 1991-2000, revela várias modificações. Esses fluxos migratórios tiveram, como pano de fundo, o avanço generalizado da urbanização no país, com a substituição das migrações rurais-urbanas pelas urbanas-urbanas e com o recente fenômeno da migração de retorno aos locais de

origem. (

No plano das migrações entre países, somente em meados dos anos 80, os brasileiros começaram a

emigrar. Esses fluxos de emigração são os primeiros da história do Brasil. Os dados da divulgação sobre a migração da população brasileira ainda são muito imprecisos, mas o Ministério das Relações Exteriores estima que 1,9 milhão de brasileiros (mais de 1% do total de 170 milhões) vivem hoje fora do seu “país natal”.

)

Revista Ciência Hoje. N.º 219, v. 37, set./2005. p.34-9, 40-4 (com adaptações).

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Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item que se segue.

A modernização do campo ocorrida na região Nordeste, na metade do século passado, favoreceu a migração de contingentes populacionais dessa região para as principais metrópoles situadas no Sul do país.

Gabarito: Item Errado Comentário: A questão retrata uma modernização no campo nordestino na segunda metade do século XX, quando na realidade apenas algumas áreas, isoladas, como a MAPITOBA ou o MÉDIO/SUBMÉDIO SÃO FRANCISCO que aparecem com uma elevada modernização, essas áreas podem ser consideradas como ilhas de desenvolvimento no campo nordestino, que a grosso modo ainda é baseado em um modelo de desenvolvimento agrícola precário e pouco desenvolvido. QUESTÕES CORRELATAS (Analista Ministerial CESPE MPE/TO-2006) Nas últimas pesquisas, destacam-se mudanças no quadro demográfico brasileiro. Com referência às suas características e tendências observadas, julgue os itens que se seguem.

01. Uma característica da população brasileira é a sua concentração espacial, devendo ser considerado, entretanto, sua atual

tendência de redistribuição no território nacional. Item Correto

02. Observa-se no país um declínio do contingente populacional brasileiro, declínio este causado pela diminuição na taxa de

natalidade do país nos últimos anos. Item Errado

03. Uma das alterações verificadas no padrão demográfico brasileiro diz respeito à composição da população por idade, com o

aumento significativo do percentual dos idosos no conjunto da população. Item Correto

04. A taxa de fecundidade da população tem aumentado em consequência da melhoria do acesso aos programas públicos de

saúde nas áreas urbanas. Item Errado

05. Uma das grandes disparidades entre as regiões brasileiras diz respeito à densidade demográfica, apesar dos intensos fluxos

migratórios internos em direção aos vazios populacionais. Item Correto

(Oficial de Inteligência CESPE ABIN 2018) Acerca dos movimentos migratórios internos, da estrutura etária da população brasileira e da evolução de seu crescimento no século XX, julgue os itens a seguir.

06. O baixo crescimento vegetativo da população brasileira verificado nos últimos três censos demográficos indica a diminuição do

ritmo de migrações no país e o início de longo ciclo de estagnação. Centros urbanos de atração de migrantes, como Brasília, Manaus

e São Paulo, diminuíram drasticamente o ritmo de crescimento econômico, justificando assim a queda do fluxo migratório de entrada e o aumento da saída de população. Item Errado

07. A dinâmica da estrutura etária da população brasileira tende ao equilíbrio quanto à quantidade de crianças, jovens, adultos e

idosos: a população de idosos com maior expectativa de vida cresce tanto quanto a população em idade infantil e jovem.

Item Errado

08. Fundamentados no aumento da expectativa de vida, que resulta em crescimento das despesas com aposentadorias, serviços

de saúde e assistência social, setores da sociedade brasileira defendem a necessidade de reforma do sistema previdenciário

nacional.

Item Correto

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17 (Oficial de Inteligência - ABIN - Agente de Inteligência – 2008) Com auxílio dos dados

(Oficial de Inteligência - ABIN - Agente de Inteligência 2008) Com auxílio dos dados apresentados no gráfico, que mostra a pirâmide etária brasileira no ano de 2000 e a sua projeção para 2020, julgue os seguintes itens.

09. Observa-se uma previsão de diminuição da população brasileira até 2020. Item Errado

10. A participação relativa dos jovens no conjunto da população brasileira deverá diminuir, enquanto a das pessoas com mais de 70 anos de idade deverá aumentar. Item Correto

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A EVOLUÇÃO DA ESTRUTURA FUNDIÁSRIA E PROBLEMAS DEMOGRÁFICOS NO CAMPO

1. INTRODUÇÃO

Para entendermos melhor o problema da terra no Brasil é necessário um resgaste histórico, que aponta para uma desigual distribuição de terras já no período colonial. As capitanias hereditárias e as sesmarias são responsáveis por boa parte dos latifúndios brasileiros atuais.

2. O REGIME DAS SESMARIAS 1

O rei Dom João III, em 1530, decidiu implementar o sistema de sesmarias no Brasil para ter noção da extensão territorial do

território.

Porém, é necessário lembrar, que antes da conquista territorial, Portugal passava por uma grave crise econômica, diversos conflitos entre proprietários de terras e os lavradores, que provocaram o êxodo rural e a falta de alimentos nas grandes cidades.

D.Fernando I rei de Portugal à época transformou em lei um costume antigo dos países ibéricos, onde o rei sorteava terras chamadas de sesmarias, para serem cultivadas pelos chamados sesmeiros, por um período de dois anos. Assim, em junho de 1375, surgiu a Lei das Sesmarias.

No Brasil, as sesmarias não pressuponham a existência de propriedade anterior, como em Portugal e na Espanha. Lá, as terras concedidas aos sesmeiros eram as que haviam sido abandonadas, enquanto aqui, eram terras virgens, desprovidas de qualquer documento jurídico, as terras aqui nunca tiveram donos.

As terras no Brasil não foram devidamente cultivadas basicamente por dois motivos: a grande extensão territorial e a falta de mão-

de-obra, logo as terras permaneciam ociosas, e corriqueiramente eram confiscadas pelo rei.

Como o regime das sesmarias não estava dando certo no Brasil, a saída encontrada foi criar um sistema mais atraente, que transferisse a árdua tarefa de colonização à iniciativa particular surge aí o sistema de capitanias hereditárias. 2

O país foi dividido em 15 lotes, entregues condicionalmente para 12 donatários. Pero Lopes de Sousa ficou com três lotes e Martim

Afonso de Sousa com 2 lotes.

ANTIGO MAPA DAS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS E SEUS DONATÁRIOS

1 A palavra sesmo deriva do termo latino sex ou seximus e significa a sexta parte de alguma coisa. Como os sesmeiros ficavam com a sexta parte da produção (embora alguns historiadores afirmem o contrário), tudo leva a crer que a palavra seja proveniente de sesmo.

2 O sistema de capitanias hereditárias foi implantado, inicialmente, e com sucesso nas possessões portuguesas de Açores, Cabo Verde, Madeira e São Tomé. Eram chamadas de capitanias porque seus chefes tinham o título de capitão-mor. E eram hereditárias, porque deveriam passar de pai para filho. Os capitães-mores ficaram conhecidos também como donatários, porque recebiam as terras do rei em caráter de doação.

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19 Os donatários deveriam conceder lotes menores a outros interessados, entretanto, isso não ocorreu. Os donatários

Os donatários deveriam conceder lotes menores a outros interessados, entretanto, isso não ocorreu. Os donatários não se preocuparam com essa subdivisão e nem com a função social da terra. Vaidoso e detentores de inúmeros privilégios típicos da nobreza da época, sentiam-se os donos absolutos da terra e valiam-se delas somente para fins de grande pessoal e ostentação de poder. Continuamente, instituiu-se o germe de um comportamento autoritário, que passou a História com o nome de coronelismo, que não tem suas raízes no Brasil como podemos observar no texto seguinte:

CORONELISMO EM TODO LUGAR

“O termo ‘coronel’ tem origem nos títulos que a Guarda Nacional milícia de cidadãos criada pelo regente Diogo Antônio Feijó em 1831 distribuía aos proprietários de terra e outras pessoas influentes. Em troca, a Guarda recebia ajuda para manter a ordem pública, ameaçada pelas constantes insurreições e revoltas que caracterizaram o período das regências (1931-1940), como a Abrilada, em Pernambuco, da Cabanagem, no Pará, e da Farroupilha no Rio Grande do Sul. Foi um dos meios usados pelo governo para não perder o controle sobre o país depois da abdicação de Pedro I e antes de seu filho Pedro II ter idade suficiente para assumir o poder. Embora o termo ‘coronel’ tenha nascido nesse período conturbado, a origem dessa figura remonta ao Brasil colonial, quando a presença de chefes locais era essencial para organizar a vida das comunidades. A socióloga Maria Isaura Pereira de Queiroz chama esse fenômeno de ‘mandonismo’, que existiria também em Portugal, na Espanha e nos países de colonização ibérica.

O ‘coronel’ brasileiro, o ‘gamonal’ peruano e o ‘caudilho’ argentino ou uruguaio – denominações características do detentor do poder local nesses países – têm a ver com o ‘cacique’ espanhol, português, mexicano ou colombiano. Foi a realidade de cada país que deu a esses líderes características diferentes”.

20 Revista de História da Biblioteca Nacional. Ano 6. Set.2010. Frente ao fracasso das capitanias,
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Revista de História da Biblioteca Nacional. Ano 6. Set.2010.

Frente ao fracasso das capitanias, o rei de Portugal resolveu instituir um governo-geral nomeado, no qual os donatários deveriam

se submeter. Tomé de Sousa foi indicado para ser o primeiro governador-geral do Brasil.

Tomé de Sousa governou até 1553 sendo substituído por Duarte da Costa (1553-1558) e este por Mém de Sá (1558-1572). Todos tiveram a preocupação de manter os colonos ocupados em produzir gêneros agrícolas que fossem consumidos na Europa. A prioridade continuava a ser a cana-de-açúcar.

As únicas capitanias que prosperaram foram as de São Vicente e Pernambuco, onde se inicia a colonização brasileira, com a implantação de engenhos e a grande produção de açúcar. Foi em Pernambuco que se estabeleceram os primeiros e os maiores latifúndios no Brasil.

O regime das sesmarias teve seu fim no dia 17 de julho de 1822, ano da independência do país. Após a extinção das sesmarias, o

Brasil ficou 28 anos sem nenhuma lei específica que regulamentasse a aquisição de terras.

Somente em 18 de setembro de 1850 surgiu a lei nº 601 chamada Lei de Terras, que praticamente instituiu a propriedade privada da terra no Brasil, determinando que as terras públicas ou devolutas só podiam ser adquiridas por meio de compra, favorecendo os abastados proprietários rurais.

3. ESTRUTURA FUNDIÁRIA, O USO DAS TERRAS E AS RELAÇÕES DE PRODUÇÃO NO CAMPO BRASILEIRO

A estrutura fundiária é a forma como estão organizadas as propriedades agrárias de um país ou região, isto é, a classificação dos

imóveis rurais segundo o número, tamanho e distribuição social. Observe os gráficos sobre a distribuição de terras no Brasil:

NÚMERO DE ESTABELECIMENTOS RURAIS

os gráficos sobre a distribuição de terras no Brasil: NÚMERO DE ESTABELECIMENTOS RURAIS ÁREA DE ESTABELECIMENTOS

ÁREA DE ESTABELECIMENTOS

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21 3.1. ESTATUTO DA TERRA E CLASSIFICAÇÃO DOS IMÓVEIS RURAIS O Estatuto da Terra foi criado

3.1. ESTATUTO DA TERRA E CLASSIFICAÇÃO DOS IMÓVEIS RURAIS

O Estatuto da Terra foi criado pela lei 4.504, de 30-11-1964, sendo, portanto, uma obra do regime militar que acabava de ser

instalado no país através do golpe militar de 31-3-1964. Sua criação estará intimamente ligada ao clima de insatisfação reinante

no meio rural brasileiro e ao temor do governo e da elite conservadora pela eclosão de uma revolução camponesa. Afinal, os espectros da Revolução Cubana (1959) e da implantação de reformas agrárias em vários países da América Latina (México, Bolívia, etc.) estavam presentes e bem vivos na memória dos governantes e das elites.

As lutas camponesas no Brasil começaram a se organizar desde a década de 1950, com o surgimento de organizações e ligas camponesas, de sindicatos rurais e com atuação da Igreja Católica e do Partido Comunista Brasileiro. O movimento em prol de maior justiça social no campo e da reforma agrária generalizou-se no meio rural do país e assumiu grandes proporções no início da década de 1960.

No entanto, esse movimento foi praticamente aniquilado pelo regime militar instalado em 1964. A criação do Estatuto da Terra e

a promessa de uma reforma agrária foi a estratégia utilizada pelos governantes para apaziguar, os camponeses e tranquilizar o s

grandes proprietários de terra. As metas estabelecidas pelo Estatuto da Terra eram basicamente duas: a execução de uma reforma

agrária e o desenvolvimento da agricultura. Três décadas depois, podemos constatar que a primeira meta ficou apenas no papel, enquanto a segunda recebeu grande atenção do governo, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento capitalista ou empresarial da agricultura.

Com o Estatuto da Terra (1964), surgiu o conceito de módulo rural: “é o modelo ou padrão que deve corresponder à propriedade familiar”.

Com base nesse conceito, posteriormente, o INCRA, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, criou o conceito de módulo fiscal: “unidade de medida expressa em hectares, fixada para cada região, considerando vários fatores, como o tipo de exploração predominante no município e a renda obtida com a exploração predominante.”.

Portanto, o tamanho do módulo fiscal depende de cada região, sendo usado pelo IBGE para classificar os imóveis rurais quanto ao

tamanho:

Minifúndio: área inferior a um módulo fiscal.

Pequena propriedade: área entre um e quatro módulos fiscais.

Média propriedade: área superior a quatro e até quinze módulos fiscais.

Grande propriedade: área superior a quinze módulos fiscais.

Empresa Rural: imóvel explorado racionalmente, com um mínimo de 50% de sua área agricultável utilizada e que não exceda

a 600 vezes o módulo rural.

Latifúndio por exploração: imóvel que, não excedendo os mesmos limites da empresa rural, é mantido inexplorado em relação

às possibilidades físicas, econômicas e sociais do meio.

Latifúndio por dimensão: imóvel rural com área superior a 600 vezes o módulo rural médio da região.

Outro aspecto importante do Estatuto da Terra é que, teoricamente, o trabalhador rural ganhou uma proteção legal, representada pelo salário mínimo, férias remuneradas, previdência e 13 o salário. Mas, na prática, os fazendeiros “fugiam” dessa mudança, passando a contratar trabalhadores temporários, surgindo à figura do boia-fria.

3.2. PERSONAGENS DO CAMPO

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Boia-fria: essa denominação decorre do fato de tais trabalhadores comerem fria a refeição que levam de casa, pois no local de trabalho não existem instalações para esquentar a comida. O nome correto do trabalhador diarista é volante ou assalariado temporário; ele reside normalmente nas cidades e trabalha no campo, em geral nas colheitas. Esse tipo de trabalhador teve crescimento numérico, devido à mecanização no cultivo de certos produtos, o que diminuiu a necessidade de m ão-de-obra no cultivo, mas aumentou na época da colheita.

Posseiro: indivíduo que se apossa de uma terra que não lhe pertence, geralmente plantando para o sustento familiar.

Grileiro: indivíduo que falsifica títulos de propriedade, para vendê-los como se fossem autênticos, ou para explorar a terra alheia.

Parceiros: pessoas que trabalham numa parte das terras de um proprietário, pagando a este com uma parcela da produção que obtêm, ficando com metade (meeiros) ou com a terça parte (terceiros).

Arrendatários: pessoas que arrendam ou alugam a terra e pagam ao proprietário em dinheiro.

Peões: surgiram na década de 1970, com as fronteiras agrícolas em direção ao norte. São contratados fora da Amazônia, em geral no Nordeste, pelos intermediários (“gatos”), que iludem esses trabalhadores e, por causa de dívida por alimentação nos armazéns dos latifúndios, são escravizados, sendo impedidos de deixar o serviço.

Ocupante: Indivíduo que ocupa e produz na terra alheia.

4. REFORMA AGRÁRIA

Teoricamente representa o fim da concentração fundiária brasileira, com redistribuição das terras, rompendo definitivamente com

o passado colonial de exploração. Alguns intelectuais apontam que a primeira e, ao mesmo tempo, a última reforma foi no século XVI, com as capitanias hereditárias, que introduziu os latifúndios, os quais resistem até os dias atuais.

Em razão do poder político das oligarquias rurais, a reforma agrária começou a ser discutida após a Segunda Guerra Mundial, inicialmente, por meio de comissões, que fracassaram.

Na década de 1960, surgiram às primeiras tentativas no governo de João Goulart, frustradas pelo golpe militar de 1964. Neste mesmo ano, surgiu o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) com a responsabilidade de aplicar o Estatuto da Terra, que provocou um aumento dos trabalhadores temporários, pois os fazendeiros não aceitaram as garantias trabalhistas do trabalhador do campo.

Mais tarde, em 1985, foi criado o Ministério da Reforma Agrária aplicando o Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA), do governo Sarney; e, em 1988, a reforma agrária foi inscrita na Constituição, deixando a cargo do Ministério da Agricultura a responsabilidade de promovê-la.

REFORMA AGRÁRIA E CONSTITUIÇÃO (1988)

Art. 184. Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e cuja utilização será prevista em lei.

Portanto, a reforma é um processo no qual o governo desapropria terras não aproveitadas, cedendo-as para agricultores que desejem trabalhá-la. Mas, para obter sucesso, a reforma deve ser acompanhada por várias medidas como: assistência técnica

permanente, educação, financiamento de equipamentos, política de preços mínimos, infraestrutura de transporte, armazenagem, telefonia e eletrificação rural. Em vários casos, isto não acontece, explicando-se o abandono posterior das terras distribuídas. Como

o governo é lento e burocratizado, surgem os conflitos rurais, marcados pela violência.

5. PRODUÇÃO AGRÍCOLA NO BRASIL O CELEIRO AGRÍCOLA DO MUNDO

Nas últimas décadas, o Brasil transformou-se em um dos maiores produtores e fornecedores de alimentos e fibras para o mundo.

A participação crescente no mercado mundial de produtos agrícolas é resultado de uma combinação de fatores, como o avanço

das terras cultivadas sobre as áreas com cobertura vegetal natural, chamadas de fronteiras agrícolas, e os investimentos em tecnologia e pesquisa, o que gerou um aumento da produtividade.

Podemos dividir a área agrícola em dois tipos de lavoura: cultura permanente e cultura temporária. No primeiro caso as culturas levam mais de um ano para produzir, já as lavouras temporárias são formadas por culturas com ciclo de vida curto, que precisam ser replantadas todos os anos. No Brasil destacamos o café, o cacau e a laranja como culturas permanentes e a soja,

o milho e a cana-de-açúcar como culturas temporárias.

CULTURAS PERMANENTES NO BRASIL (2010)

CULTURAS TEMPORÁRIAS NO BRASIL (2010) 23 Fonte: IBGE. Disponível em http://www.ibge.com.br; THÉRY, Hervé. Quanto à

CULTURAS TEMPORÁRIAS NO BRASIL (2010)

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CULTURAS TEMPORÁRIAS NO BRASIL (2010) 23 Fonte: IBGE. Disponível em http://www.ibge.com.br; THÉRY, Hervé. Quanto à

Fonte: IBGE. Disponível em http://www.ibge.com.br; THÉRY, Hervé.

Quanto à pecuária destaca-se o número de cabeças de gado existentes no país, em torno de 200 milhões, o que confere ao Brasil

o primeiro lugar no número de cabeças de gado comercial. Há, no território nacional 1 milhão de pecuaristas, que ocupam 221

milhões de hectares de terras e 740 indústrias de carne e derivados, conforme dados do Conselho Nacional de Pecuária de Corte.

A produção de frangos também é um grande sucesso do setor agropecuário no Brasil. As exportações nesse setor contam com

mais de 140 clientes e representam quase metade da produção do mercado internacional. Apesar do destaque no mercado internacional, a criação de gado e o mercado de carnes no Brasil ainda são marcados por baixos índices de produtividade e eficiência logística, embora, nos últimos dez anos, seja evidente uma crescente melhoria nos índices de produtividade.

RELAÇÃO ENTRE A ÁREA UTILIZADA E A TERRA ARÁVEL NÃO UTILIZADA NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES

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24 Os Dados não incluem a Amazônia Legal. Fonte: FAO Entre 1996 e 2006, a área

Os Dados não incluem a Amazônia Legal. Fonte: FAO

Entre 1996 e 2006, a área de lavoura do país aumentou cerca de 84%, enquanto a área de pastagem diminuiu 3% nesse mesmo período. Os resultados mais expressivos vieram da Região Norte, que apresentou um crescimento de 275%.

5.1. TIPOS DE UNIDADES DE PRODUÇÃO

Os estabelecimentos rurais no Brasil podem ser divididos de acordo com a organização do processo de trabalho da unidade de produção. Assim, as unidades de agricultura familiar são aquelas nas quais os proprietários trabalham diretamente na terra, sem o uso de outra forma de mão de obra, além dos próprios membros da família. Por sua vez, as unidades de agricultura patronal são aquelas nas quais o trabalho contratado é superior ao familiar ou o comando da produção é exercido por quem trabalha diretamente na terra.

Esses diferentes tipos de unidade de produção participam de forma desigual da produção da riqueza gerada na agropecuária brasileira. Enquanto a agricultura patronal gera 68% do PIB agrícola brasileiro, a agropecuária familiar é responsável por apenas

32%.

Apesar de cultivar uma área menor com lavouras e pastagens, a agricultura familiar é responsável pelo fornecimento de boa parte dos alimentos que estão nas mesas das famílias brasileiras, o que reafirma sua importância.

6. AGRONEGÓCIO NO BRASIL

O termo agronegócio foi proposto pelos pesquisadores Ray Goldberg e John Davis, da Universidade de Harvard, a partir de análises

feitas da intensa integração entre a agropecuária e o setor industrial nos anos 1950.

O agronegócio representa um enorme complexo de atividades desenvolvidas a partir da produção no campo. A agropecuária gera

uma rede de estabelecimentos que utilizam matérias-primas animais ou vegetais e transformam em produtos de alto valor agregado. Alimentado por grandes complexos agroindustriais, o setor do agronegócio gerencia a produção do suco de laranja, óleo de soja, lecitina de soja, açúcar, álcool, café solúvel, carnes em conserva etc., assim como sua distribuição para outros setores da

atividade industrial. Como tais produtos agregam trabalho e tecnologia, a venda destes é mais lucrativa que a da matéria-prima que os compõe.

Nunca se investiu tanto em pesquisa na área agropecuária quanto nas últimas décadas. Técnicas cada vez mais modernas são empregadas com a finalidade de obter maior rendimento e produtividade. Satélites, sensores e computadores passaram a fazer parte da realidade do mundo rural moderno.

Com o extraordinário aumento do agronegócio, surgiu a agricultura de precisão, que permite o conhecimento detalhado (espacial

e temporal) da lavoura, por meio da utilização de um conjunto de equipamentos tecnológicos (GPS, drones, softwares, imagens

de satélites etc.) para a interpretação dos dados. Desse modo, todo o processo é controlado: da aplicação de insumos à correç ão

de fatores limitantes da produção. O uso da tecnologia tem como objetivo aumentar a produtividade, passando pela redução dos impactos ambientais.

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A produção e comercialização de produtos agropecuários são controladas por companhias multinacionais que procuram influenciar

na criação de leis que as beneficiem. Apenas seis empresas, chamadas gigantes da genéticas 3 , controlam atualmente 60% do

mercado mundial e sementes e ¾ do mercado global de pesticidas.

CICLO DA AGRICULTURA DE PRECISÃO

global de pesticidas. CICLO DA AGRICULTURA DE PRECISÃO QUESTÕES CORRELATAS (COMENTADA) (Agente de Inteligência -

QUESTÕES CORRELATAS (COMENTADA) (Agente de Inteligência - ABIN - CESPE - 2018) Julgue o item subsequente, a respeito da evolução da estrutura fundiária rural e dos movimentos demográficos no território brasileiro.

A internacionalização da agropecuária brasileira ainda é totalmente dependente de investimentos de conglomerados e empresas

estrangeiras que compram empresas nacionais do setor e terras para cultivo.

Gabarito: Item Errado Comentário: A maior parte dos investimentos atuais no agronegócio brasileiro é nacional. Atualmente, porém, a atração de investimentos estrangeiros para o agronegócio brasileiro tem sido um dos trabalhos prioritários do MAPA. Essa expectativa de maior entrada de investimentos estrangeiros no setor objetiva aumentar a agregação de valor aos produtos do agronegócio, melhorar a logística de produção e distribuição desses, dentre outras vantagens, tornando-os mais acessíveis ao mercado nacional e mais competitivos no mercado internacional. Além disso, com os investimentos, diversas novas vagas de emprego podem ser criadas.

QUESTÕES CORRELATAS (Agente de Inteligência - ABIN - CESPE - 2018) Julgue os itens subsequentes, a respeito da evolução da estrutura fundiária rural e dos movimentos demográficos no território brasileiro.

01. Por fazer uso de tecnologias que ampliam sua independência do espaço urbano, o campo não gera empregos necessários para

o desenvolvimento de muitos dos municípios de pequeno porte demográfico inseridos em regiões produtivas do agronegócio no Brasil. Item Errado

02. A geração de emprego altamente especializado intensifica a divisão social do trabalho no campo e a concentração de empregos nos complexos agroindustriais especializados localizados em cidades médias, acima de 100 mil habitantes, bem como o trabalho sazonal, causando um processo migratório recente no Brasil: a migração descendente (de cidades pequenas para cidades médias) de profissionais especializados no agronegócio que migram em razão do período de safra e entressafra. Item Errado

3 Monsanto (EUA), Syngenta (Suiça), Dupont (EUA), Basf Alemanha), Bayer (Alemanha) e Dow (EUA)

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03. A agricultura científica e o agronegócio têm impacto direto na concentração fundiária e no mercado de trabalho no campo,

pois as empresas agrícolas compram ou arrendam vastas extensões de terra para o cultivo e geram empregos especializados, impondo novas relações de trabalho para os agricultores, que não têm condições técnicas e financeiras para competir com esse modelo de agricultura.

Item Correto

A respeito da dinâmica do agronegócio brasileiro, julgue os itens que se seguem.

04.A expansão da fronteira agrícola na Amazônia Legal é marcada por conflitos entre assentados e grandes projetos agropecuários e de mineração e por intensa devastação e desperdício dos recursos naturais e da biodiversidade, o que compromete o futuro da região. Item Correto

05. A partir da adoção de políticas públicas de ocupação do território nacional durante o regime militar, a fronteira agrícola

expandiu-se para o Centro-Oeste, que passou a ser visto como “celeiro do mundo”, destinado à produção de commodities como as do complexo grão carnes e à agropecuária em larga escala.

Item Correto

06. A divisão territorial do trabalho existente em regiões produtivas do agronegócio é organizada em dois circuitos da economia

local: o circuito superior, comandado pelas empresas e produtores hegemônicos do agronegócio, e o circuito inferior, formado a

partir da agricultura camponesa não integrada diretamente à agricultura tecnificada. Item Correto

(Agente de Inteligência CESPE ABIN 2008) O Brasil é um importante produtor agrícola que tem ampliado suas exportações, principalmente as do agronegócio. Ganhos em produtividade são reconhecidos em todos os fatores da produção: terra, trabalho e capital.

Tendo em vista o panorama da agricultura brasileira na atualidade, sua evolução e características principais, julgue os itens que se seguem.

07. A industrialização do país é responsável pela modernização do setor agrícola.

Item Correto

08. A expansão agrícola, ao inaugurar novos polos de crescimento econômico e ao disseminar os programas de assentamento

rural, ajudou a atenuar o problema da concentração da propriedade de terras no país. Item Errado

09. Um dos aspectos que compõem o quadro de modernização da agricultura brasileira é a formação de complexos agroindustriais

como aqueles ligados à fruticultura. Item Correto

(Oficial de Inteligência CESPE ABIN 2018) Com relação ao processo de modernização agrícola brasileira e suas implicações, julgue os itens subsequentes.

10. Embora sejam evidentes os esforços de modernização das atividades no campo, o aumento do volume da produção brasileira

decorre do aumento da área de terra cultivada.

Item Errado

Gabarito

Disponibilizado durante o evento

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