IPH 212 - Sistemas de Água e Esgotos: Módulo 3
65
INSTITUTO DE PESQUISAS HIDRÁULICAS UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL – IPH - UFRGS
SISTEMAS DE ÁGUA E ESGOTOS – IPH 212
PARTE III – SISTEMAS DE ESGOTO SANITÁRIO ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS DE ESGOTO ESGOTOS PLUVIAIS
Autor: Dieter Warchow.
Prof. Dieter Wartchow dieterw@iph.ufrgs.br
Prof. Gino Gehling ggehling@iph.ufrgs.br
(Ministrantes: Dieter Wartchow e Gino Gehling)
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66
6. SISTEMAS DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO
As principais normas relativas ao tema são:
- NBR- 9648 (Estudo de concepção de sistemas de esgoto sanitário)
- NBR- 9649 (Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário)
- NBR- 12207/92 (Estudo de concepção de interceptores de esgoto sanitário)
- NBR-12208/92 (Projeto de estações elevatórias de esgoto sanitário)
- NBR – 9061/85 (Segurança de escavação a céu aberto)
- NBR-12266/92 (Projeto e execução de valas para assentamento de tubulação de água, esgoto ou drenagem urbana)
- Sobrinho, P.A.; Tsutiya, M.T. Coleta e Transporte de Esgoto Sanitário. 2ª ed. – São Paulo: Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. 2000. 548 p.
- Resolução CONAMA n° 377/2006 –
6.1 DEFINIÇÕES
Esgoto Sanitário – despejo líquido constituído de esgoto doméstico, comercial e industrial, água de infiltração e contribuição pluvial parasitária. Esgoto doméstico – despejo líquido resultante do uso da água para higiene e necessidades fisiológicas humanas. Esgoto industrial – despejo líquido resultante dos processos industriais, respeitados os padrões de lançamento estabelecidos. Água de infiltração – toda água de subsolo, indesejável ao sistema separador e que penetra nas canalizações (valor usual: 0,5 l/s.km). Contribuição singular – vazão concentrada. Contribuição pluvial parasitária – parcela de deflúvio superficial inevitavelmente absorvida pela rede coletora de esgoto sanitário. Bacia de esgotamento – conjunto de áreas esgotadas e esgotáveis, cujo esgoto flui para um único ponto de concentração. Corpo receptor – qualquer coleção de água natural ou solo que recebe o lançamento de esgoto em seu estágio final.
6.2 ASPECTOS IMPORTANTES EM SISTEMAS DE ESGOTOS
- EC – Estudo de concepção de sistemas de esgoto sanitário;
- Vazão de estiagem do corpo receptor;
- vazão de saturação de um componente do sistema;
- alcance do plano (dimensionamento para final de plano, verificação para início de
plano);
- etapas de implantação;
- população de alcance do plano;
- população atendida;
- população inicial e final;
- população residente e flutuante;
- investimentos (a) custos de operação, manutenção e reparação; b) custos de energia elétrica; c) despesas de exploração);
- informações a respeito da comunidade a ser atendida.
Autor: Dieter Warchow.
(Ministrantes: Dieter Wartchow e Gino Gehling)
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6.3 TIPOS DE REDES PROJETADAS CORRENTEMENTE
a) Separadora absoluta: é a que mais facilita o tratamento em ETEs.
b) Sistema Unitário ou Misto: o esgoto sanitário é lançado nas galerias pluviais.
c) Sistema Condominial de esgoto: seu projeto e sua implantação é encargo do
empreendedor.
6.4 NOMENCLATURA DAS UNIDADES COMPONENTES
- Bacia de drenagem;
- Caixa de passagem (CP);
- Coletor de esgoto: recebe contribuições “em marcha” dos coletores prediais;
- Coletor principal (tronco): só recebe contribuições de coletores;
- Corpo receptor: sempre deve ser especificado nos projetos;
- Diâmetro nominal (DN);
- Emissário;
- Estação de bombeamento de esgotos/Estação elevatória;
- Estação de tratamento de esgotos (ETE);
- Interceptor;
- Ligação predial;
- Órgãos acessórios;
- Poço de visita (PV);
- Profundidade do coletor (greide da tubulação);
- Recobrimento;
- Rede coletora;
- Sifão invertido;
- Sistema coletor;
- Tanques fluxíveis;
- Terminal de limpeza (TL);
- Tubo de inspeção e limpeza (TIL);
- Tubo de queda.
6.5 MATERIAIS UTILIZADOS EM REDES COLETORAS
- MG (manilha de grês): não usar quando rede é afogada no freático.
- PVC (NBR 7362-1, Jan 1999): fornecido de 100 a 400mm; a partir do DN 300
o PVC começa a ficar mais caro que os tubos de C.A. de mesmo diâmetro;
- Concreto simples (NBR 8889): classes S-1 e S-2, DN 200 à DN 1000
- Concreto armado (NBR 8890): classes A-2 e A-3, DN 400 a 2000.
- F o F o (ferro fundido);
- FC (fibro cimento): não são mais adotados devido à corrosão em meio ácido.
6.6 DIMENSÕES DOS PVs
- tampa: 0,60 m;
- câmara: 1,00 m.
Autor: Dieter Warchow.
(Ministrantes: Dieter Wartchow e Gino Gehling)
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6.7 DISTÂNCIAS ENTRE PVs
A distância entre PV, TIL ou TL consecutivos deve ser limitada pelo alcance dos
equipamentos de desobstrução. Em geral, os comprimentos dos cabos de limpeza está limitado a 80 ou 100 m.
6.8 CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS
O fundo de PV, TIL ou TL deve ser constituído de calhas destinadas a guiar os fluxos
afluentes em direção à saída. Lateralmente as calhas devem ter altura coincidindo com a geratriz superior do tubo de saída. As partes superiores dos PVs, ou seu metro final
superior, normalmente é construído por um terminal excêntrico.
|
6.9 |
RECOBRIMENTOS |
|
Os |
recobrimentos mínimos recomendados são: |
- no leito carroçável: mínimo de 0,90 m; - no passeio: mínimo de 0,65 m.
6.10 CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO
A P-NB-567 (superada) estabelecia que nas condições iniciais de projeto, a velocidade
devia ser igual ou superior a 0,50 m/s e que a relação h/D devia ser igual ou superior a 0,20 (20 %); esta última condição seria dispensada se a velocidade média fosse superior
a 0,60 m/s.
Esta condição asseguraria a “auto-limpeza” dos coletores. É mais racional, no entanto,
que estas condições sejam substituídas pela tensão de arraste, que é o esforço tangencial unitário exercido pelo líquido sobre o coletor, e, portanto, sobre o material depositado
|
no |
mesmo. |
|
A |
força de arraste é a componente tangencial do peso do líquido. Considerando a porção |
|
do |
líquido contida num trecho de comprimento L, seu peso é F = γ A L ( sendo “γ“ o |
peso específico do líquido e “A” a área da seção molhada) e sua componente tangencial
é
T = F sen α = γ A L sen α.
O esforço tangencial é:
σ
= γ
•
A
•
L
•
α
sen
P
•
L
onde “P” é o perímetro molhado, resultando σσσσ = γγγγ.R H. sen αααα ( onde R H é o raio hidráulico). Como “α“ é suficientemente pequeno para que se possa confundir o seno com a tangente, pode-se escrever:
σ = γ •
R
H
•
I
Associando essa expressão à formula de Manning:
V =
R
H
2 / 3 •
I
1 / 2
n
, ou
Autor: Dieter Warchow.
V
=
R
2 / 3
H
•
I
1 / 2
•
K
(Ministrantes: Dieter Wartchow e Gino Gehling)
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h
Figura 6.1: Tensão trativa “σ” em galeria ou tubulação.
Para o dimensionamento, há que se lançar mão das seguintes expressões:
|
θ = |
2arccos(1 |
− |
2 h |
) |
||||||||
|
D |
||||||||||||
|
R H |
= D 4 [1 |
− 360 2 • |
• sen θ π • θ |
] , ou |
||||||||
|
A |
= |
D |
2 [ π |
• θ − |
senθ |
] |
||||||
|
4 |
360 |
2 |
, ou |
|||||||||
|
Sabe-se que: |
||||||||||||
|
Q |
= |
A •V , |
ou |
V = |
Q |
|||||||
|
A |
||||||||||||
|
V = |
I 1 / 2 R |
H |
2 / 3 |
|||||||||
n
Substituindo (4) em (5), resulta:
R
H
=
0,25 • [
θ
− sen
θ
θ
] •
D
A = 0,125 • [θ − senθ ] • D
2
(Eq. 1)
(Eq. 2)
(Eq. 3)
(Eq. 4)
(Eq. 5)
n •
Q =
I 1 / 2
A
•
R
2 / 3
H
Substituindo A e R H por (2) e (3), tem-se:
n
•
Q
1
(
π
•
θ
sen
−
θ
)
•
[
1
D
8 / 3
•
I
1/ 2
4
360
2
4
=
(1
−
360
•
sen
θ
2
•
π
•
θ
]
2 / 3
À expressão
n.Q
D 8/3 I 1/2
deu-se o nome de F H , fator hidráulico da seção circular.
Autor: Dieter Warchow.
(Ministrantes: Dieter Wartchow e Gino Gehling)
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Substituindo o ângulo central θ = f ( h/D) dado pela equação (1), resulta F H = f( h/D). Para simplificar os cálculos, utiliza-se a tabela seguinte, gerada dando-se valores a h/D de 0,01 a 1,00 , com variação de 0,01 , calculando-se os correspondentes valores de R H /D e F H .
Assim, para a determinação da porcentagem de enchimento e da velocidade de escoamento de um tubo com diâmetro pré-determinado “D”, coeficiente de Strickler- Manning “K”, declividade “I” e transportando uma vazão “Q”, é necessário:
1 o ) Determinar o seu F H ;
2 o ) Entrar na tabela com F H e retirar R H /D e h/D;
3 o ) Com R H /D, calcular “V” na equação de Manning.
Após a determinação de “V”, calcular a tensão trativa média, que deve ser maior que 1,0 Pa. Logo:
σ
=
γ
• v
2
R
1/ 3
H
•
K
2
≥
1,0
Pa
Pela NBR 9648, tem-se:
σσσσ = γγγγ R H I
|
1 kg = 100.000 Pa ∴ |
1 kg |
= 100.000 Pa |
∴ 1 |
kg |
= |
10 Pa |
|
cm 2 |
10 -4 m 2 |
m 2 |
||||
σ = 1 Pa = 0,100 kg/m 2
A declividade mínima que satisfaz essa condição, para pode ser determinada por:
I mín = 0,0055 Q i -0,47
sendo I mín = em m/m e Q i = em l/s.
Admitir-se-á como declividade máxima (I max ) a que venha a resultar em velocidade de escoamento na tubulação igual a 5,0 m/s, para a vazão final de plano no trecho. Para coeficiente de Manning n = 0,013, teremos:
I
máx
=
4,65
⋅
Q
− 0,67
f
onde: I máx [m/m] é a declividade máxima e Q f [l/s] é a vazão de jusante do trecho no final de plano.
Lembrar que as tubulações são dimensionadas para fim de plano de projeto, e verificadas para início de plano. Caso o dimensionamento de final de plano não satisfaça às condições da Norma Brasileira para início de plano, remanejar a declividade, rearranjando o diâmetro.
Lembrar ainda que:
- Vazão de cada trecho:
Q =
k
1
•
k
2
•
P
•
q
•
C
86.400
Autor: Dieter Warchow.
+
Qi
nf
+
(Ministrantes: Dieter Wartchow e Gino Gehling)
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onde:
C = coeficiente de retorno água/esgoto, usualmente adotado igual a 0,80;
Q inf = vazão de infiltração, em l/s.km (projetista decide; usual 0,5 L/s.km)
|
A |
infiltração à rede dependerá basicamente do tipo de material adotado para o coletor, |
|
se |
o coletor estará submerso no freático ou não, e do tipo de solo. |
- Lâmina máxima:
(%) = h/D = 0,75 ou 75 %
A lâmina máxima deve ser limitada a apenas 50 % do diâmetro do coletor sempre que a velocidade final (V f ) superar a velocidade crítica (V c ). A velocidade crítica é definida por:
onde:
V c
= 6
V c [m/s] é a velocidade crítica, g [m/s 2 ] é a aceleração da gravidade R H [m] é o raio hidráulico para a vazão final.
Exemplos de aplicação:
1. Deseja-se veicular a vazão de 10 l/s, por uma tubulação assentada com uma declividade de 0,001 m/m. Determinar o diâmetro do tubo e verificar a máxima tensão trativa (ou de arraste), sabendo que “n” de Manning é igual a 0,013 (“K”de Strickler- Manning = 76,9).
Solução: Apresentada em sala de aula.
Autor: Dieter Warchow.
(Ministrantes: Dieter Wartchow e Gino Gehling)
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TABELA 6.1 - Fator Hidráulico, R H /D e h/D para o dimensionamento de redes coletoras de esgoto sanitário.
|
Q |
= vazão em m3/s |
||||||||||
|
FH = (Q x n ) / ( D 8/3 x I 1/2 ) |
n = coeficiente de Manning ou (SM) |
||||||||||
|
D |
= diâmetro (m) |
||||||||||
|
I = declividade (mm) |
|||||||||||
|
FH de 0,0001 a 0,080 |
FH de 0,081 a 0,250 |
FH de 0,251 a 0,333 |
|||||||||
|
FH |
R |
H /D |
h/D |
FH |
R H /D |
h/D |
FH |
R |
H /D |
h/D |
|
|
0,0001 |
0,0066 |
0,01 |
0,0820 |
0,1935 |
0,35 |
0,2511 |
0,2933 |
0,68 |
|||
|
0,0002 |
0,0132 |
0,02 |
0,0864 |
0,1978 |
0,36 |
0,2560 |
0,2948 |
0,69 |
|||
|
0,0005 |
0,0197 |
0,03 |
0,0910 |
0,2020 |
0,37 |
0,2610 |
0,2962 |
0,70 |
|||
|
0,0009 |
0,0262 |
0,04 |
0,0956 |
0,2062 |
0,38 |
0,2658 |
0,2975 |
0,71 |
|||
|
0,0015 |
0,0326 |
0,05 |
0,1003 |
0,2102 |
0,39 |
0,2705 |
0,2988 |
0,72 |
|||
|
0,0022 |
0,0389 |
0,06 |
0,1050 |
0,2142 |
0,40 |
0,2752 |
0,2998 |
0,73 |
|||
|
0,0031 |
0,0451 |
0,07 |
0,1099 |
0,2182 |
0,41 |
0,2798 |
0,3008 |
0,74 |
|||
|
0,0041 |
0,0513 |
0,08 |
0,1148 |
0,2220 |
0,42 |
0,2842 |
0,3017 |
0,75 |
|||
|
0,0052 |
0,0575 |
0,09 |
0,1197 |
0,2258 |
0,43 |
0,2886 |
0,3024 |
0,76 |
|||
|
0,0065 |
0,0635 |
0,10 |
0,1248 |
0,2295 |
0,44 |
0,2928 |
0,3031 |
0,77 |
|||
|
0,0080 |
0,0695 |
0,11 |
0,1298 |
0,2331 |
0,45 |
0,2969 |
0,3036 |
0,78 |
|||
|
0,0095 |
0,0755 |
0,12 |
0,1350 |
0,2366 |
0,46 |
0,3009 |
0,3040 |
0,79 |
|||
|
0,0113 |
0,0813 |
0,13 |
0,1401 |
0,2401 |
0,47 |
0,3047 |
0,3042 |
0,80 |
|||
|
0,0131 |
0,0871 |
0,14 |
0,1453 |
0,2435 |
0,48 |
0,3083 |
0,3043 |
0,81 |
|||
|
0,0152 |
0,0929 |
0,15 |
0,1506 |
0,2468 |
0,49 |
0,3118 |
0,3043 |
0,82 |
|||
|
0,0173 |
0,0986 |
0,16 |
0,1558 |
0,2500 |
0,50 |
0,3151 |
0,3041 |
0,83 |
|||
|
0,0196 |
0,1042 |
0,17 |
0,1612 |
0,2531 |
0,51 |
0,3183 |
0,3038 |
0,84 |
|||
|
0,0220 |
0,1097 |
0,18 |
0,1665 |
0,2562 |
0,52 |
0,3212 |
0,3033 |
0,85 |
|||
|
0,0246 |
0,1152 |
0,19 |
0,1718 |
0,2592 |
0,53 |
0,3239 |
0,3026 |
0,86 |
|||
|
0,0273 |
0,1206 |
0,20 |
0,1772 |
0,2621 |
0,54 |
0,3264 |
0,3018 |
0,87 |
|||
|
0,0301 |
0,1259 |
0,21 |
0,1826 |
0,2649 |
0,55 |
0,3286 |
0,3007 |
0,88 |
|||
|
0,0331 |
0,1312 |
0,22 |
0,1879 |
0,2676 |
0,56 |
0,3305 |
0,2995 |
0,89 |
|||
|
0,0362 |
0,1364 |
0,23 |
0,1933 |
0,2703 |
0,57 |
0,3322 |
0,2980 |
0,90 |
|||
|
0,0394 |
0,1416 |
0,24 |
0,1987 |
0,2728 |
0,58 |
0,3335 |
0,2963 |
0,91 |
|||
|
0,0427 |
0,1466 |
0,25 |
0,2041 |
0,2753 |
0,59 |
0,3345 |
0,2944 |
0,92 |
|||
|
0,0461 |
0,1516 |
0,26 |
0,2094 |
0,2776 |
0,60 |
0,3351 |
0,2921 |
0,93 |
|||
|
0,0497 |
0,1566 |
0,27 |
0,2147 |
0,2799 |
0,61 |
0,3353 |
0,2895 |
0,94 |
|||
|
0,0534 |
0,1614 |
0,28 |
0,2200 |
0,2821 |
0,62 |
0,3349 |
0,2865 |
0,95 |
|||
|
0,0572 |
0,1662 |
0,29 |
0,2253 |
0,2842 |
0,63 |
0,3339 |
0,2829 |
0,96 |
|||
|
0,0610 |
0,1709 |
0,30 |
0,2306 |
0,2862 |
0,64 |
0,3222 |
0,2787 |
0,97 |
|||
|
0,0650 |
0,1756 |
0,31 |
0,2358 |
0,2882 |
0,65 |
0,3294 |
0,2735 |
0,98 |
|||
|
0,0691 |
0,1802 |
0,32 |
0,2409 |
0,2899 |
0,66 |
0,3248 |
0,2666 |
0,99 |
|||
|
0,0733 |
0,1847 |
0,33 |
0,2460 |
0,2917 |
0,67 |
0,3117 |
0,2500 |
1,00 |
|||
|
0,0776 |
0,1891 |
0,34 |
|||||||||
Autor: Dieter Warchow.
(Ministrantes: Dieter Wartchow e Gino Gehling)
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73
FIGURA 6.2: Perfil e Planta Baixa de um trecho de rede coletora de esgoto. Fonte:
DMAE/PoA.
Autor: Dieter Warchow.
(Ministrantes: Dieter Wartchow e Gino Gehling)
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74
Autor: Dieter Warchow.
(Ministrantes: Dieter Wartchow e Gino Gehling)
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75
6.11 CUSTO DAS OBRAS DE IMPLANTAÇÃO DE REDES DE ESGOTO
Tabela 6.3 - Custos percentuais das diversas partes da obra para a execução das redes de esgoto. (Fonte: Sobrinho, 2000)
|
Implantação da obra |
Canteiro e locação |
0,6% |
|
(3,08%) |
Tapumes e sinalização |
2,1% |
|
Passadiços |
1,1% |
|
|
Valas |
Levantamento e pavimento |
1,3% |
|
(61,2%) |
Escavação |
10,6% |
|
Escoramento |
38,8% |
|
|
Reaterro |
10,5% |
|
|
Assentamento de |
Transporte |
0,4% |
|
tubulações |
Assentamento |
4,1% |
|
(25,1%) |
Poços de Visita |
15,5% |
|
Ligações prediais |
4,6% |
|
|
Cadastro |
0,5% |
|
|
Serviços |
Lastros e bases adicionais |
0,7% |
|
Complementares |
Reposição de pavimento |
9,2% |
|
Reposição de galerias de águas pluviais |
0,1% |
6.12 CONTROLE DE SULFETOS:
- H 2 S: gás sulfídrico (sulfeto de Hidrogênio) - a tensão trativa (> 1,5 Pa) praticamente inibe a formação de sulfetos em coletores acima de 500 mm de diâmetro.
- odor (ovo podre)
- extremamente tóxico, corrosivo e precursor para a formação de H 2 SO 4
- concentrações de H 2 S (> 300 ppm): morte !
- explosivo quando > 4,3 % no ar.
Tabela 6.4
- Riscos à saúde associados às concentrações de sulfetos
|
CONCENTRAÇÃO |
POSSÍVEIS DANOS ASSOCIADOS |
|
|
(ppm) |
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0,002 – 0,15 |
Faixa de odores perceptíveis |
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3 - 5 |
Significativos incômodos devido a odores |
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10 |
Número MAK |
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10 - 20 |
Problemas nas vistas, ardência dos olhos |
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> 45 |
Problemas graves às vistas |
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50 - 100 |
Incômodos às vias respiratórias e mucosas |
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|
> |
150 |
Perda de olfato |
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200 - 500 |
Dores de cabeça, sonolência, tonturas, paralisia Enjôo, demência |
|
|
> 500 |
Afeta o sistema nervoso, paralisia do aparelho respiratório, perda de memória e sentidos, câimbras e morte |
|
|
> |
900 |
Morte quase instantânea |
Autor: Dieter Warchow.
(Ministrantes: Dieter Wartchow e Gino Gehling)
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