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lei de drogas

estatuto do desarmamento

abuso de autoridade

lei maria da penha

lei das organizações criminosa

eca

crimes de transito

crimes ambientais

lei 8.137

cdc

lei 12830 dos delegados

tortura

terrorismo

hediondo

lei 9099

racismo

lep

licitação

eleitorais

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Lei 12.984/2014 LEI DA DISCRIMIAÇÃO DO PORTADOR DE HIV

Art. 1o Constitui crime punível com reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e


multa, as seguintes condutas discriminatórias contra o portador do HIV e o
doente de aids, em razão da sua condição de portador ou de doente:

I - recusar, procrastinar, cancelar ou segregar a inscrição ou impedir que


permaneça como aluno em creche ou estabelecimento de ensino de
qualquer curso ou grau, público ou privado;

II - negar emprego ou trabalho;

III - exonerar ou demitir de seu cargo ou emprego;

IV - segregar no ambiente de trabalho ou escolar;

V - divulgar a condição do portador do HIV ou de doente de aids, com intuito


de ofender-lhe a dignidade;

VI - recusar ou retardar atendimento de saúde.

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LAVAGEM DE DINHEIRO

Ano: 2017Banca: CESPEÓrgão: TRF - 5ª REGIÃOProva: Juiz Federal Substituto

Com relação às regras processuais relativas aos crimes de lavagem de dinheiro, assinale a opção
correta.

A)O Juiz não deve receber a denúncia oferecida pelo crime de lavagem de dinheiro, caso tenha
ocorrido a prescrição por crime antecedente.

b) Não é cabível medida cautelar diversa da prisão para crimes de lavagem de dinheiro.

c)O recurso cabível da decisão que determina medida assecuratória nos crimes de lavagem de
dinheiro é o da apelação. (CERTA)

d)Se um imóvel situado no Brasil for produto do crime de lavagem de dinheiro praticado por
estrangeiro que, por esse crime, tenha sido penalmente condenado em seu país, mesmo com a
homologação da sentença penal estrangeira, será vedado o perdimento do imóvel, por se
caracterizar um verdadeiro confisco indireto.

e)É inepta a denúncia por crime de lavagem de dinheiro que, devido ao suposto envolvimento de
diversos agentes, descreve os fatos de maneira genérica e sistematizada, ainda que haja clareza
que permita compreender a conjuntura tida por delituosa.

O juiz poderá decretar medidas assecuratórias de bens, direitos ou valores do investigado,


independentemente de requerimento do MP ou representação do delegado de polícia.

ou seja de oficio

* Lei 9.613/98: (Lavagem de Capitais)

o condenado ficará o dobro da pena aplicada sem poder ocupa cargo público.(lavagem de capitais )
e tortura

crime organizado é oito anos depois de aplicado a pena

abuso é 3 anos e policial 5 anos


Art. 2º O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei:

[...]II - independem do processo e julgamento das infrações penais antecedentes, ainda que
praticados em outro país, cabendo ao juiz competente para os crimes previstos nesta Lei a decisão
sobre a unidade de processo e julgamento;

[...]§ 1o A denúncia será instruída com indícios suficientes da existência da infração penal
antecedente, sendo puníveis os fatos previstos nesta Lei, ainda que desconhecido ou isento de
pena o autor, ou extinta a punibilidade da infração penal antecedente.

(Teoria da acessoriedade limitada)* Jurisprudência:

Nos termos do art. 2º, II, § 1º da lei mencionada, para a configuração do delito de lavagem de
dinheiro não há necessidade de prova cabal do crime anterior, mas apenas a demonstração de
indícios suficientes de sua existência. Assim sendo, o crime de lavagem de dinheiro é delito
autônomo, independente de condenação ou da existência de processo por crime antecedente.

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ORGANIZÃO CRIMINOSA

DEVE POSSUI 4 MEMBROS, CONTANDO PARA ESSE FIM ATÉ OS MENORES, ADMITE A DELAÇÃO
PREMIADA E O PERDÃO JUDICIAL.

Classificação doutrinária do Crime: comum; formal; doloso; comissivo; instantâneo nos verbos
promover, constituir e financiar (caso só haja um único investimento) e permanente nas condutas
financiar (se houver mais de um financiamento, enquanto perdurar esta reintegração de
investimentos) e integrar; admite a tentativa.

Art. 2o Promover, constituir, financiar ou integrar (tipo misto alternativo), pessoalmente ou por
interposta pessoa, organização criminosa:

Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às
demais infrações penais praticadas (cumulação material das penas).

No âmbito do acordo de colaboração premiada, conforme delineado pela legislação brasileira, não
é lícita a inclusão de cláusulas concernentes às medidas cautelares de cunho pessoal, O SIMPLES
FATO DE O DELATOR TER ASSINADO O ACORDO NÃO GARANTE O RELAXAMENTO DA PRISÃO
PREVENTIVA.

O perdão judicial, como causa de extinção da punibilidade, condiciona-se à efetividade da


colaboração, por ser requisito legal cumulativo ao da voluntariedade

o perdão cabe a qualquer momento , mesmo depois da sentença


O ACORDO É MERO MEIO DE PROVA.

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CTB

Constitui crime de PERIGO CONCRETO trafegar em velocidade incompatível com a segurança


próximo a escolas, hospitais e estações de embarque e desembarque de passageiros.

Confiar a direção de veículo automotor a pessoa não habilitada ou em estado de embriaguez


constitui delito que tem natureza de infração penal de perigo abstrato.

Configura crime de perigo CONCRETO o ato de dirigir veículo automotor, em via pública, sem a
devida permissão ou habilitação para dirigir ou após cassação do direito de dirigir.

não confudir com a habilitação suspensa

O crime de embriaguez ao volante, poDE ACUMULAR COM A infração penal de dirigir veículo
automotor em via pública sem permissão ou habilitação.

lesão corporal culposa provocada por motorista alcoolisado é publica incondicionada.

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ESTATUTO DO DESARMAMENTO

Possibilidade de solicitar o registro (regularização) da arma de fogo (art. 30)

Não mais existe. O prazo foi encerrado em 31/12/2009.

Se a pessoa for encontrada possuindo ou portando arma de fogo, haverá crime.

Possibilidade de entrega espontânea da arma de fogo às autoridades (art. 32)

Ainda existe. O prazo para entrega de armas mediante indenização agora é permanente.

Se a pessoa atender todo o procedimento, receberá uma indenização e não responderá por posse
ou porte de arma de fogo.

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TORTURA
Ano: 2017Banca: CESPEÓrgão: PGE-SEProva: Procurador do Estado

No que concerne ao crime de tortura, assinale a opção correta.

a)

O indivíduo que se omite ante a prática de tortura quando deveria evitá-la responde igualmente
pela conduta realizada.

b)

A legislação especial brasileira concernente à tortura aplica-se somente aos crimes ocorridos em
território nacional.

c)No crime de tortura, a prática contra adolescente é causa de aumento de pena de um sexto
até um terço.

d)

A condenação de funcionário público por esse crime gera a perda do cargo, desde que a sentença
assim determine e que a pena aplicada seja superior a quatro anos.

e)

A submissão de pessoa presa a sofrimento físico ou mental por funcionário público que pratique
atos não previstos em lei exige o dolo específico.

COMENTARIOS

# 4*AUMENTA-SE A PENA DE 1/6 ATÉ 1/3 .

# SE O CRIME É COMETIDO POR AGENTE PÚBLICO

# SE O CRIME E COMETIDO CONTRA CRIANÇA , GESTANTE ,PORTADOR DE DEFICIÊNCIA


,ADOLESCENTE OU MAIOR DE 60 ANOS.

# SE O CRIME É COMETIDO MEDIANTE SEQUESTRO .

# A CONVDENAÇÃO ACARRETARÁ A PERDA DO CARGO, FUNÇÃO OU EMPREGO PÚBLICO E A


INTERDIÇÃO PARA SEU EXERCÍCIO PELO DOBRO DO PRAZO DA PENA APLICADA.

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LEP

Segundo o STF, o trabalho em regime aberto que for realizado fora da casa de albergado não será
considerado para fins de remição da pena.

reeducando que cumpre pena em regime aberto não possui direito à remição pelo trabalho (mas
poderá remir caso estude).

a remissão será acrecida de 1/3 caso o apenado conclua o ensino fundamental,medio ou superior.

o tempo remido poderá ser usado para o beneficio de indulto.

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Em se tratando de crimes de lavagem de dinheiro, o processo e o julgamento será da competência


da justiça federal quando a infração penal antecedente for de competência da justiça federal.

III Não haverá crime de lavagem de dinheiro caso o agente seja absolvido, por atipicidade da
conduta, do crime antecedente a ele imputado, uma vez que o crime de branqueamento, embora
autônomo, é delito derivado do antecedente.

Crime de Tortura e Organização Criminosa -> São os únicos com efeito automático perda do cargo,
emprego ou função pública que dispensam motivação.

tortura pelo dobro do prazo da pena aplicada

Organização criminosa por 8 anos após o cumprimento da pena

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lei maria da penha

art. 121, § 7o A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for
praticado: (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015)

I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao parto

II - contra pessoa menor de 14 (catorze) anos, maior de 60 (sessenta) anos ou com deficiência;

III - na presença de descendente ou de ascendente da vítima.

a lei maria da penha passou a definir crime

Do Crime de Descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência


Descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência

Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência previstas
nesta Lei: (Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018)
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.

§ 1o A configuração do crime independe da competência civil ou criminal do juiz que deferiu as


medidas. (Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018)

§ 2o Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a autoridade judicial poderá conceder


fiança. (Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018)

§ 3o O disposto neste artigo não exclui a aplicação de outras sanções cabíveis.

a mulher pode se retratar de sua representação ate do recebimento da denuncia. Nos crimes de
açao penal privada

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Resumo sobre a Lei de crimes raciais:

1. São crimes de Ação Penal Pública INCONDICIONADA;

2. NÃO há pena de detenção na lei de Crimes raciais;

3. Todos os crimes são puníveis com pena de RECLUSÃO;

4. Racismo NÃO é uma conduta isolada, isto é, a lei de racismo define em seu rol formas,
comportamentos e condutas que configuram racismo (divulgar o nazismo, negar ou obstar
emprego em empresa privada, etc., etc.). Logo, todos os crimes nela definidos são formas racismo
e, consequentemente, são alcançados pela IMPRESCRITIBILIDADE e INAFIANÇABILIDADE

5. A lei NÃO se aplica por motivos de: IDADE ou ORIENTAÇÃO SEXUAL;

6. Os efeitos da condenação NÃO são automáticos, tanto no caso deo Art. 16 quanto 17 (pra você
que adora estudar uma legislação extravagante, não confunda com a lei de Organização Criminosa
e Tortura, porque o STJ entende que os efeitos da condenção nas referidas leis são automáticos,
mas aqui não);

7. o servidor público perde o cargo

a suspensão de funcionamento de estabelecimento particular NÃO PODE ULTRAPASSAR O PRAZO


DE 3 MESES (decore isso, por tudo o que é mais sagrado, SEMPRE CAI !!);

Art. 18. Os efeitos de que tratam os arts. 16 e 17 desta Lei não são automáticos, devendo ser
motivadamente declarados na sentença.

8. Injúria racial diz respeito a um SUJEITO ESPECÍFICO (ex: seu preto safado!), enquanto que o
RACISMO é sempre AMPLO e volta-se à RAÇA (ex: OS NEGROS são o que há de pior na
humanidade.);

9. As bancas adoram cobrar o quantum das penas, mas lembre-se que as penas SEMPRE terão um
intervalo de 2 anos de diferença (1 a 3 anos de reclusão; 2 a 4 anos de reclusão, etc.) ou 3 anos (2 a
5 anos de reclusão).

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"Nos casos em que haja condenação a pena privativa de liberdade e multa, a falta de pagamento
não impede o reconhecimento da extinção da punibilidade quando a primeira sanção tiver sido
cumprida.

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, o delito de associação para o tráfico (art. 35 da Lei n. 11.343/2006), não é equiparado a hediondo,
uma vez que não está expressamente elencado no rol do artigo 2º da Lei n. 8.072/1990" (STJ, HC
381.202, j. 27/4/17).

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Embora tortura, tráfico de drogas e terrorismo não sejam crimes hediondos, também são
insuscetíveis de fiança, anistia, graça e indulto.

O homicídio simples também pode ser considerado hediondo, desde que praticado em atividade
típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente (art. 1°, I da Lei nº 8.072/90).

Somente o homicídio simples praticado em atividade típica de grupo de extermínio é hediondo, ao


contrário daquele cometido em ação de milícia privada, cuja prática resulta "apenas" em causa de
aumento de pena (art. 121, sexto parágrafo, CP).

Somente o roubo qualificado pela morte (latrocínio) é hediondo. Os demais não.

O favorecimento de prosttuição ou exploração sexual de vulneráveis ou crianças e adolescentes se


tornou crime hediondo pela Lei Nº12.978/2014. Logo, desde de 2014 a conduta é hedionda.

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Contra Nordestinos: Racismo - Lei 7.716/1989


Contra a Presidente eleita: Injúria Racial - Artigo 140, parágrafo 3º do Código Penal

Lei 7.716 de 1989.--Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor,
etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa.

§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de
comunicação social ou publicação de qualquer natureza:

Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.

§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a


pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência:

III - a interdição das respectivas mensagens ou páginas de informação na rede mundial de


computadores.

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. Para que o concurso de pessoas se configure é necessário 4 requisitos: (i) pluralidade de agentes;
(ii) relevância causal das condutas; (iii) liame subjetivo; (iv) identidade de crimes para todos os
sujeitos.

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O art. 41 da Lei de Drogas, ao dispor acerca da delação premiada, prevê como benefício ao delator
apenas a causa de diminuição de pena de um terço a dois terços.

As plantações ilícitas serão imediatamente destruídas pelo Delegado de Polícia, que recolherá
quantidade suficiente para exame pericial (art. 32 da Lei de Drogas).

Para a configuração da transnacionalidade do delito de tráfico ilícito de drogas, não se exige a


efetiva transposição de fronteiras nem efetiva coautoria ou participação de agentes de estados
diversos.

Segundo doutrina majoritária e a jurisprudência do STJ, o crime de associação ao tráfico de drogas


exige estabilidade e permanência na associação criminosa, sendo atípica a conduta se o ânimo
associativo for apenas esporádico/eventual (STJ, HC 248.844/GO).

DDD: Drogas - Delator, Diminuição de pena.

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lei maria da penha

No âmbito de aplicação da referida lei, as medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas
independentemente de audiência das partes e de manifestação do Ministério Público, o qual
deverá ser prontamente comunicado.

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A colaboração premiada de que trata a Lei de Lavagem de Dinheiro poderá operar a qualquer
momento da persecução penal, até mesmo após o trânsito em julgado da sentença.

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Uma coisa é a suspensão CAUTELAR da permissão para dirigir, outra (diferente) é a PENALIDADE
de suspensão da permissão para dirigir, essa última, de acordo com o §1º do art. 293 do CTB só
pode ser aplicada DEPOIS do trânsito em julgado da sentença.

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Art. 45. É isento de pena o agente que, em razão da dependência, ou sob o efeito, proveniente de
caso fortuito ou força maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da omissão, qualquer que tenha
sido a infração penal praticada, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.(LEI Nº 11.343, DE 23 DE AGOSTO DE 2006.)

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o delegado de polícia, nos autos do inquérito policial e com a manifestação do Ministério Público,
poderá representar ao juiz a concessão de perdão judicial. CORRETO.

Vide art. 4º, §2º, da lei 12850/2013.

§ 2o Considerando a relevância da colaboração prestada, o Ministério Público, a qualquer tempo,


e o delegado de polícia, nos autos do inquérito policial, com a manifestação do Ministério Público,
poderão requerer ou representar ao juiz pela concessão de perdão judicial ao colaborador, ainda
que esse benefício não tenha sido previsto na proposta inicial, aplicando-se, no que couber, o art.
28 do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal).

Delegado pode REPRESENTAR e Ministério Público pode REQUERER

ainda que seja o lider é possivel obter o perdao

já deizar denunciar so senão for o lider.


§ 4o Nas mesmas hipóteses do caput, o Ministério Público poderá deixar de oferecer denúncia se
o colaborador:

I - não for o líder da organização criminosa;

II - for o primeiro a prestar efetiva colaboração nos termos deste artigo.

§ 3o O prazo para oferecimento de denúncia ou o processo, relativos ao colaborador, poderá ser


suspenso por até 6 (seis) meses, prorrogáveis por igual período, até que sejam cumpridas as
medidas de colaboração, suspendendo-se o respectivo prazo prescricional.

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art. 6º da Lei n°9.609/98 (Lei de Propriedade Intelectual de Programa de Computador). Segundo


Gabriel Habib, o referido dispositivo possui natureza jurídica de exclusão da tipicidade da
conduta do agente (Fonte: Página 773 do Livro Leis Penais Especiais do ano de 2017).

As limitações aos direitos autorais previstas na legislação de regência constituem causas de


exclusão de tipicidade.

Vejamos o dispositivo:

Art. 6º Não constituem ofensa aos direitos do titular de programa de computador:

I - a reprodução, em um só exemplar, de cópia legitimamente adquirida, desde que se destine à


cópia de salvaguarda ou armazenamento eletrônico, hipótese em que o exemplar original servirá
de salvaguarda;

II - a citação parcial do programa, para fins didáticos, desde que identificados o programa e o
titular dos direitos respectivos;

III - a ocorrência de semelhança de programa a outro, preexistente, quando se der por força das
características funcionais de sua aplicação, da observância de preceitos normativos e técnicos, ou
de limitação de forma alternativa para a sua expressão;

IV - a integração de um programa, mantendo-se suas características essenciais, a um sistema


aplicativo ou operacional, tecnicamente indispensável às necessidades do usuário, desde que para
o uso exclusivo de quem a promoveu.
- A própria lei que dispõe acerca dos direitos autorais prevê, em seu artigo 46, algumas
condutas que não constituem ofensa aos direitos do autor, que, embora revestidos de proteção,
mostram-se, assim, limitados.

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Violação de direito autoral admite apenas DOLO;

O prazo decadencial para ajuizamento de queixa crime será de 30 dias a contar da homologação
do laudo pericial: art 529 CPP;

Havendo crime contra a ordem tributária conexo à violação de direito autoral a ação será pública
incondicionada;

Havendo subtração de dinheiro de conta corrente mediante fraude o crime é furto qualificado pela
fraude (acredito que o crime de invasão do dispositivo apenas para essa finalidade será absorvido
(crime meio é absorvido pelo crime fim- princípio da consunção)

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FALENCIAS

Em se tratando de recuperação judicial, extrajudicial e falência do empresário e da sociedade


empresária, aplicam-se as normas do Código de Processo Penal, inexistindo fase de investigação
judicial.

NAO SE APLICA A SEM E EMPRESA PUBLICA

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DL 201

PREFEITO COMETE O CRIME

VEREADOR SÓ INFRANÇÃO ADMINSITRATIVA E POLItiCA

É possível aplicar o princípio da insignificância?

Sobre o tema, existe divergência entre o STF e o STJ:

STF: SIM

STJ NAO

SÚMULA 703 STF: "A EXTINÇÃO DO MANDATO DO PREFEITO NÃO IMPEDE A INSTAURAÇÃO DE
PROCESSO PELA PRÁTICA DOS CRIMES PREVISTOS NO ARTIGO 1º DO DL 201/67".
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PARCELAMENTO DO SOLO

. Lei 6.766, Art. 50. Constitui crime contra a Administração Pública: (...) III - fazer ou veicular em
proposta, contrato, prospecto ou comunicação ao público ou a interessados, afirmação falsa sobre
a legalidade de loteamento ou desmembramento do solo para fins urbanos, ou ocultar
fraudulentamente fato a ele relativo.

I - dar início, de qualquer modo, ou efetuar loteamento ou desmembramento do solo para fins
urbanos, sem autorização do órgão público competente, ou em desacordo com as disposições
desta Lei ou das normas pertinentes do Distrito Federal, Estados e Municipíos;

Logo, é possível existir parcelamento irregular do solo em área rural, para fins urbanos,
adequando-se ao crime do art. 50, I, da Lei 6.766

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CRIME CONTRA ORDEM ECONOMICA

Constitui crime contra a ordem econômica na modalidade de usurpação a exploração de lavra, sem
autorização ou em desacordo com as obrigações impostas pelo título autorizativo, de matéria-
prima pertencente à União.

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ESTATUTO DO INDIO

Lei 6.001, Art. 3º Para os efeitos de lei, ficam estabelecidas as definições a seguir discriminadas: I -
Índio ou Silvícola - É todo indivíduo de origem e ascendência pré-colombiana que se identifica e é
identificado como pertencente a um grupo étnico cujas características culturais o distinguem da
sociedade nacional;

O CESPE JÁ COLOCOU ORIGEM SULAMERICANA - ERRADO

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TORTURA

O fato de o agente constranger um indivíduo mediante violência ou grave ameaça, em razão da


orientação sexual desse indivíduo, causando-lhe sofrimento físico ou mental, NÃO É TORTURA

O delegado que se omite em relação à conduta de agente que lhe é subordinado, não impedindo
que este torture preso que esteja sob a sua guarda, incorre em pena mais branda do que a
aplicável ao torturador.
) A babá que, mediante grave ameaça e como forma de punição por mau comportamento durante
uma refeição, submeter menor que esteja sob sua responsabilidade a intenso sofrimento mental
COMETE O CRIME DE TORTURA ASSIM COMO O PAI, TUTOR

,o crime de tortura pode ser crime próprio ou crime comum

- com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa (tortura-
persecutória ou tortura-prova);

- para provocar ação ou omissão de natureza criminosa (tortura-crime);

- em razão de discriminação racial ou religiosa (tortura-discriminação);

- como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo (tortura-corrigendi)

A diferença entre tortura e maus-tratos é o dolo.

Enquanto na hipótese no crime de maus-tratos, o objetivo da conduta é a repreensão de uma


indisciplina; na tortura, o objetivo é causar o sofrimento da vítima, ainda que a pretexto de aplicar
um “castigo”.

Já a tortura-discriminação pode ser praticada por qualquer pessoa.

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I) Crime (qualquer lugar) + Crime = reincidente

II) Crime (qualquer lugar) + contravenção = reincidente

III) Contravenção (br) + Crime = primário

IV) Contravenção (br) + contravenção = reincidente

V) Contravenção (est.) + crime/contravenção = primário

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De acordo com a Lei n.º 10.741/2003, a retenção, sem justo motivo, de cartão magnético de conta
bancária relativa a benefícios de pessoa idosa é considerada

a) crime de ação penal pública incondicionada.

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De acordo com a Lei n.º 7.492/1986, o indivíduo que gerir fraudulentamente determinada
instituição financeira

cometerá crime cuja ação penal será promovida pelo MPF, perante a Justiça Federal.

Parágrafo único. Se a gestão é temerária: O CRIME É MAIS BRANDO

admite coautoria ou participação, e, se ocorrer confissão espontânea que revele toda a trama
delituosa, a pena será reduzida de um a dois terços.

NA LEI NÃO HÁ PERDÃO

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Previsão normativa

Podemos encontrar algumas previsões embrionárias de colaboração premiada em diversos


dispositivos legais esparsos. Confira a relação:

• Código Penal (arts. 15, 16, 65, III, 159, § 4º);

• Crimes contra o Sistema Financeiro – Lei 7.492/86 (art. 25, § 2º);

• Crimes contra a Ordem Tributária – Lei 8.137/90 (art. 16, parágrafo único);

• Lei dos Crimes Hediondos – Lei 8.072/90 (art. 8º, parágrafo único);

• Convenção de Palermo – Decreto 5.015/2004 (art. 26);


• Lei de Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613/98 (art. 1º, § 5º);

• Lei de Proteção às Testemunhas – Lei 9.807/99 (arts. 13 a 15);

• Lei de Drogas – Lei 11.343/2006 (art. 41);

• Lei Antitruste – Lei 12.529/2011 (art. 87, parágrafo único).

O instituto, no entanto, foi tratado com maior riqueza de detalhes pela Lei nº 12.850/2013 (Lei do
Crime Organizado), em seus arts. 4º a 7º. Este é, atualmente, o diploma que rege, de forma geral, a
colaboração premiada em nosso país, razão pela qual a explicação abaixo será feita com base nesta
Lei.

fonte : Dizer o Direito

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NO ECA DECORA O QUE É CRIME E O QUE É INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA.

INFRAÇOES ADMIN MAIS COMUNS

PROFESSOR , MeDICO DEIXAR DE COMUNICAR MAUS TRATOS

DIVULGAR NOME DE CRIANÇA IMAGEM EM REPORTAGEM

HOSPEDAR CRIANÇA

ESPETACULO SEM INDICAÇÃO

E PRINCIPAL ATENÇÃO COM OS CRIMES SEXUAIS


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LEP

, Art. 37. A prestação de trabalho externo, a ser autorizada pela direção do estabelecimento,
dependerá de aptidão, disciplina e responsabilidade, além do cumprimento mínimo de 1/6 (um
sexto) da pena.

NAO É O JUIZ

Art. 36, § 3º A prestação de trabalho à entidade privada depende do consentimento expresso do


preso.

Para o preso provisório, o trabalho não é obrigatório e só poderá ser executado no interior do
estabelecimento.

O trabalho externo será admissível para os presos em regime fechado somente em serviço ou
obras públicas realizadas por órgãos da Administração Direta ou Indireta, ou entidades privadas,
desde que tomadas as cautelas contra a fuga e em favor da disciplina.

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Conforme este artigo 52, o RDD pode ser adotado quando o preso, provisório ou condenado:

1. pratique crime doloso, que subverta a ordem ou disciplina;

2. apresente alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal ou da sociedade;

3. seja suspeito de envolvimento ou participação em organizações criminosas, quadrilha ou bando.

NÃO PRECISA O CRIME PARA SUJEITA AO RDD COMETIDO COM GRAVE AMEAÇA OU VIOLENCIA.

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Para o CESPE: questão incompleta = questão correta.

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De acordo com as disposições da LEP, o recolhimento em residência particular somente será
admitido quando se tratar de

Art. 117. Somente se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime aberto em residência


particular quando se tratar de:

I - condenado maior de 70 (setenta) anos;

II - condenado acometido de doença grave;

III - condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental;

IV - condenada gestante.

TOMA CUIDADEO POIS A LEP PEDE O REGIME ABERTO JÁ O 318 DO CPP É PRISÃO PREVENTIVA
CAUTELAR

CPP - Art. 317. A prisão domiciliar consiste no recolhimento do INDICIADO ou ACUSADO em sua
residência, só podendo dela ausentar-se com autorização judicial.

CPP - Art. 318. Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o agente for:

I - maior de 80 (oitenta) anos

II - extremamente debilitado por motivo de doença grave;

III - imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 (seis) anos de idade ou com
deficiência;

IV - gestante;

V - mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos;

VI - homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 12 (doze) anos de idade
incompletos.

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Lei 8.137/1990, art. 7º - Constitui crime contra as relações de consumo:

VIII - destruir, inutilizar ou danificar matéria-prima ou mercadoria, com o fim de provocar alta de
preço, em proveito próprio ou de terceiros.

Vera destruiu grande quantidade de matéria-prima com o fim de provocar alta de preço em
proveito próprio

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Lei 8.137/1990, art. 4º - Constitui crime contra a ordem econômica:

II - formar acordo, convênio, ajuste ou aliança entre ofertantes, visando:

c) ao controle, em detrimento da concorrência, de rede de distribuição ou de fornecedores.

Túlio formou acordo entre ofertantes, visando controlar rede de distribuição, em detrimento da
concorrência.

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=Lei 8.137/1990, art. 1º - Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou
contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas:

III - falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou qualquer outro documento
relativo à operação tributável.

I - omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias;

II - fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de


qualquer natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal;

III - falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou qualquer outro documento
relativo à operação tributável;

IV - elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou
inexato;

V - negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativa
a venda de mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em
desacordo com a legislação.

Art. 2° Constitui crime da mesma natureza: (Vide Lei nº 9.964, de 10.4.2000)

I - fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar outra
fraude, para eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de tributo;
II - deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, descontado ou
cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos;

III - exigir, pagar ou receber, para si ou para o contribuinte beneficiário, qualquer percentagem
sobre a parcela dedutível ou deduzida de imposto ou de contribuição como incentivo fiscal;

IV - deixar de aplicar, ou aplicar em desacordo com o estatuído, incentivo fiscal ou parcelas de


imposto liberadas por órgão ou entidade de desenvolvimento;

V - utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da


obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à
Fazenda Pública.

• Lucas reduziu o montante do tributo devido por meio de falsificação de nota fiscal.

DICA LEI TODA A LEI

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INTECPTAÇÃO TELEFONICA

: Item errado, pois exige-se que haja indícios razoáveis de autoria ou participação na infração
penal, conforme art. 2º, I da Lei. Quanto à materialidade, a despeito de a Lei ser silente, a Doutrina
sustenta que ela deve estar demonstrada no requerimento, pois não faria sentido exigir meros
indícios de autoria e dispensar qualquer prova quanto à materialidade do fato.

A LEI SO EXIGE indicios AUTORIA

A LEI PERMITE

A interceptação das comunicações telefônicas pode ser determinada DE OFÍCIO pelo Juiz, nos
termos do art. 3º da Lei 9.296/96.

SÓ MARCA SE NÃO TIVER OUTRA CORRETA.

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abandono de incapaz- perigo concreto


b) porte ilegal de arma - dispensa pericia

concussão - pode ser qualquer vantagem

d) No crime de aliciamento para o fim de emigração, pune-se a conduta de recrutar trabalhadores,


mediante fraude, com o fim de levá-los para território estrangeiro, como forma de se garantir a
proteção à organização do trabalho.

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=

Ainda que se trate de crimes contra as relações de consumo, o consentimento do ofendido pode
ser considerado excludente da tipicidade.

ei 8.137/90. Art. 7º. Constitui crime contra as relações de consumo: I - favorecer ou preferir, sem
justa causa, comprador ou freguês, ressalvados os sistemas de entrega ao consumo por intermédio
de distribuidores ou revendedores.

) Lei 8.137/90. Art. 16. Parágrafo único. Nos crimes previstos nesta Lei, cometidos em quadrilha ou
coautoria, o coautor ou partícipe que através de confissão espontânea revelar à autoridade policial
ou judicial toda a trama delituosa terá a sua pena reduzida de um a dois terços.

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EI 12.850 – LEI DAS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS

Art. 4o, § 5o Se a colaboração for posterior à sentença, a pena poderá ser reduzida até a metade
ou será admitida a progressão de regime ainda que ausentes os requisitos objetivos.
TME QUE TER OS SUBJETIVOS

Art. 4°, § 14. Nos depoimentos que prestar, o colaborador renunciará, na presença de seu
defensor, ao direito ao silêncio e estará sujeito ao compromisso legal de dizer a verdade.

Em caso de decretação do sigilo da investigação, é assegurado ao defensor, no interesse do


representado e mediante prévia autorização judicial, amplo acesso aos elementos de prova
relacionados ao exercício do direito de defesa, ressalvados os referentes às diligências em
andamento. CORRETO

Art. 7, § 2o O acesso aos autos será restrito ao juiz, ao Ministério Público e ao delegado de polícia,
como forma de garantir o êxito das investigações, assegurando-se ao defensor, no interesse do
representado, amplo acesso aos elementos de prova que digam respeito ao exercício do direito de
defesa, devidamente precedido de autorização judicial, ressalvados os referentes às diligências em
andamento.

__Art. 4o O juiz poderá, a requerimento das partes, conceder o perdão judicial, reduzir em até 2/3
(dois terços) a pena privativa de liberdade ou substituí-la por restritiva de direitos daquele que
tenha colaborado efetiva e voluntariamente com a investigação e com o processo criminal, desde
que dessa colaboração advenha um ou mais dos seguintes resultados:

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: O sujeito foi condenado pela JUSTIÇA FEDERAL, entretanto, cumpre pena em presídio ESTADUAL.
Portanto, sendo assim, todo e qualquer incidente deve ser apreciado pela JUSTIÇA ESTADUAL,
órgão responsável pela custódia do preso.

caberá agravo em execução. Art. 197 da LEP - Das decisões proferidas pelo Juiz caberá recurso de
agravo, sem efeito suspensivo.

Compete à direção do estabelecimento prisional autorizar o trabalho externo.

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No que se refere à inclusão ou à transferência de preso para o sistema penitenciário federal,


assinale a opção correta.

e)

O Departamento Penitenciário Nacional deverá ser ouvido no juízo de origem, federal ou estadual,
na primeira etapa do incidente de inclusão ou da transferência do preso, bem como deverá opinar
sobre a pertinência da medida, com a eventual indicação do estabelecimento penal federal
adequado à custódia.

Art. 5°. § 1.º Caberá à Defensoria Pública da União a assistência jurídica ao preso que estiver nos
estabelecimentos penais federais de segurança máxima.

LEI N. 11.671, DE 8 DE MAIO DE 2008

Art. 11. Na hipótese de obtenção de liberdade ou progressão de regime de preso custodiado em


estabelecimento penal federal, caberá ao Departamento Penitenciário Nacional providenciar o seu
retorno ao local de origem ou a sua transferência ao estabelecimento penal indicado para
cumprimento do novo regime.

Art. 3.º Para a inclusão ou transferência, o preso deverá possuir, ao menos, uma das seguintes
características:

I - ter desempenhado função de liderança ou participado de forma relevante em organização


criminosa;

II - ter praticado crime que coloque em risco a sua integridade física no ambiente prisional de
origem;

III - estar submetido ao Regime Disciplinar Diferenciado - RDD;

IV - ser membro de quadrilha ou bando, envolvido na prática reiterada de crimes com violência ou
grave ameaça;

V - ser réu colaborador ou delator premiado, desde que essa condição represente risco à sua
integridade física no ambiente prisional de origem; ou

VI - estar envolvido em incidentes de fuga, de violência ou de grave indisciplina no sistema


prisional de origem.

DECRETO N. 6.877, DE 18 DE JUNHO DE 2009

Art. 10. § 1.º O período de permanência não poderá ser superior a 360 (trezentos e sessenta) dias,
renovável, excepcionalmente, quando solicitado motivadamente pelo juízo de origem, observados
os requisitos da transferência.

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na lei de drogas não é possivel falar em concurso de corrupção de menores e trafico, pois , a lei
tem aumento de pena própria para essa cituação.

se joao maior convece a maria menor não temos corrupção de menores e sim trafico com
aumento de pena

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Assim, é possível a utilização de inquéritos policiais e/ou ações penais em curso para formação da
convicção de que o Réu se dedica à atividades criminosas, de modo a afastar o benefício legal
previsto no artigo 33, §4º, da Lei 11.343/06.

A quantidade de drogas encontrada não constitui, isoladamente, fundamento idôneo para negar o
benefício da redução da pena previsto no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006.

Caso o delito praticado pelo agente e pelo menor de 18 anos não esteja previsto nos arts. 33 a 37
da Lei de Drogas, o réu poderá ser condenado pelo crime de corrupção de menores, porém, se a
conduta estiver tipificada em um desses artigos (33 a 37), pelo princípio da especialidade, não será
possível a condenação por aquele delito, mas apenas a majoração da sua pena com base no art.
40, VI, da Lei n. 11.343/2006.

33 trafico, 34 maquinario, 35 associação,36 financiar,37 informante

38 medico , 39 dirigir drogado com perigo de dano ,

aplicação da causa de aumento prevista no art. 40, inciso III, da Lei nº 11.343/06 se justifica
quando constatada a comercialização de drogas nas imediações de estabelecimentos prisionais,
sendo irrelevante se o agente infrator visa ou não os frequentadores daquele local. Precedentes.

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EXISTE CRIMES QUE OFENDE A PROPRIEDADE IMATERIAL (AUTORIA DE OBRAS ARTISTICAS)

EXISTE CRIMES QUE OFENDE A PROPRIEDADE INDUSTRIAL LEI 9279

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A propriedade imaterial, ou direitos imateriais, é gênero de que são espécies a propriedade


intelectual e os direitos de personalidade.
A propriedade imaterial consiste na relação jurídica entre o autor e sua obra, em função da criação
(direitos morais), ou da respectiva inserção em circulação (direitos patrimoniais), e perante todos
(Estado, coletividade, explorador econômico, usuário, adquirente de exemplar). A violação de
direito autoral é crime contra a propriedade intelectual que encontra-se tipificado no Capítulo I do
Título III, no artigo 184 do Código Penal, cuja objetividade jurídica é a propriedade imaterial.

A Constituição Federal ressaltou, por intermédio do inc. XXVII do seu art. 5º, que aos autores
pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível
aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar.

Os direito autorais possuem a natureza jurídica de bens móveis, sendo assim considerado como
autor a pessoa física criadora de obra literária, artística ou científica. Pertencem-lhes ainda, os
direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou, possuindo o direito de utilizar, fruir e dispor
das mencionadas obras.

Os direitos do autor poderão ser transferidos a terceiro, total ou parcialmente, por ele ou seus
sucessores, a título universal ou singular, pessoalmente ou por meio de representantes.

O tipo penal aqui em estudo responsabiliza criminalmente não somente aquele que infringe os
direitos do autor, más também aqueles relativos aos direitos dos artistas intérpretes ou
executantes, dos produtores fonográficos e das empresas de radiofusão.

Guilherme de Souza Nucci saliente ainda: “A transgressão ao direito autoral pode dar-se de
variadas formas, desde a simples reprodução não autorizada de um livro por fotocópias até a
comercialização de obras originais sem a permissão do autor. Uma das mais conhecidas formas de
violação do direito do autor é o plágio, que significa tanto assinar como sua obra alheia, como
também imitar o que outra pessoa reproduziu.”

A doutrina classifica a Violação de Direito Autoral como crime comum no que diz respeito ao
sujeito ativo e próprio quanto ao sujeito passivo, pois somente o autor da obra literária, artística
ou científica, seus herdeiros e sucessores ou o titular do direito sobre a produção de outrem pode
figurar nessa condição.
Trata-se de um delito doloso, comissivo (podendo ser praticado via omissão imprópria na hipótese
de o agente gozar do status de garantidor), material, instantâneo ou permanente (dependendo de
como o delito for praticado, podendo se prolongar no tempo), de forma livre, monossubjetivo,
plurissubsistente, e não transeunte.

Bem jurídicamento protegido: A propriedade intelectual é o bem juridicamente protegido pelo tipo
penal do art. 184.

Objeto Material: O objeto material do delito em estudo é a obra literária, artística ou científica.

Sujeito Ativo: Qualquer pessoa pode ser sujeito ativo do delito de violação de direito autoral.

Sujeito Passivo: Será o autor da obra literária, artística ou científica, seus herdeiros e sucessores, ou
qualquer outra pessoa que seja titular dos direitos sobre essa produção intelectual.

Consumação: Segundo Ney Moura Teles: “O momento consumativo acontece no ato de


transgressão do direito autoral, cabendo ao intérprete observar em que consiste exatamente a
violação, socorrendo-se da legislação civil, para definir o exato instante da violação, que ocorre,
por exemplo, com a publicação de obra inédita ou reproduzida, com a execução ou representação
de uma obra musical ou teatral.”

Tentativa: Admite-se tentativa.

Elemento Subjetivo: O delito de violação de direito autoral somente pode ser praticado
dolosamente, não havendo previsão para a modalidade de natureza culposa.

Modalidades qualificadas: Os § 1º, 2º e 3º do art. 184 preveem as modalidades qualificadas de


violação de direito autoral, quais sejam:

§ 1o Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto,
por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem
autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso,
ou de quem os represente:

Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

A palavra reprodução significa a cópia de um ou vários exemplares de uma obra literária, artística
ou científica ou de um fonograma, de qualquer forma tangível, incluindo qualquer armazenamento
permanente ou temporário por meios eletrônicos ou qualquer outro meio de fixação que venha a
ser desenvolvido.

O agente deverá atuar com a finalidade de obter lucro direto ou indireto. Meio é um recurso
empregado para atingir um determinado objetivo, processo é uma sequência de atos ou estágios
com a finalidade de atingir uma certa meta, possuindo um noção mais ampla e mais extensa na
linha do tempo. Logo, para a reprodução não autorizada de obra intelectual de um modo geral,
tanto faz que o agente utilize um método singular (meio) ou uma sequencia deles (processo).

Artistas intérpretes ou executantes são autores, cantores, músicos, bailarinos ou outras pessoas
que representem um papel, cantem, recitem, declamem, interpretem ou executem em qualquer
forma obras literárias ou artísticas ou expressões do folclore. Produtor é a pessoa física ou jurídica
que toma a iniciativa e tem a responsabilidade econômica da primeira fixação do fonograma ou da
obra audiovisual, qualquer que seja a natureza do suporte utilizado. Fonograma é toda fixação de
sons, ou de uma representação de sons que não seja uma fixação incluída em uma obra
audiovisual.

§ 2o Na mesma pena do § 1o incorre quem, com o intuito de lucro direto ou indireto, distribui,
vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia
de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor, do direito de
artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma, ou, ainda, aluga original
ou cópia de obra intelectual ou fonograma, sem a expressa autorização dos titulares dos direitos
ou de quem os represente.

No § 1º do art. 184 do Código Penal, pune-se a conduta de reproduzir, total ou parcialmente, com
o intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, obra intelectual,
interpretação, execução ou fonograma. O § 2º do mesmo artigo prevê outros comportamentos
típicos, praticados depois da reprodução, que dizem respeito a obra intelectual ou fonograma.

Assim, agindo com o intuito de lucro, deverá o agente praticar as condutas de distribuir, vender,
expor à venda, alugar, introduzir no país, adquirir, ocultar, e ter em depósito. Todos esses
comportamentos devem recair sobre original ou cópia de obra intelectual ou fonograma
reproduzido com violação do direito de autor, do direito do artista intérprete ou executante, ou do
direito do produtor de fonograma.

Também será punido com pena de reclusão de 2 a 4 anos, e multa o agente que alugar original ou
cópia de obra intelectual ou fonograma sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou
quem os represente.

§ 3o Se a violação consistir no oferecimento ao público, mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas
ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para
recebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda, com
intuito de lucro, direto ou indireto, sem autorização expressa, conforme o caso, do autor, do artista
intérprete ou executante, do produtor de fonograma, ou de quem os represente:

Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

É possível a violação do direito de autor através da internet, por exemplo, valendo-se o agente do
crime do oferecimento ao público, com intuito de lucro, de música, filmes, livros, e outras obras,
proporcionando ao usuário que as retire da rede. O destinatário da obra pala pelo produto más o
valor jamais chega ao autor. Assim o fornecedor não promove a venda direta ao consumidor do
produto, mas coloca em seu site à disposição de quem desejar, para download as obras que o
autor não autorizou expressamente que fossem por esse meio utilizadas ou comercializadas.

Pena e Ação Penal: A pena é de detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa, para a violação de direito
autoral prevista no caput do art. 184 do Código Penal. Para as modalidades qualificadas,
constantes nos §§ 1º, 2º e 3º, a pena é de reclusão, de 2 a 4 anos e multa.

Segundo o art. 186 do Código Penal, procede-se mediante: I – queixa, nos crimes previstos no
caput do art. 184; II – ação penal pública incondicionada, nos crimes previstos nos §§ 1o e 2o do
art. 184; III – ação penal pública incondicionada, nos crimes cometidos em desfavor de entidades
de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou fundação
instituída pelo Poder Público; IV – ação penal pública condicionada à representação, nos crimes
previstos no § 3o do art. 184.

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LEI DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE INDUSTRIAL

Estes delitos estão previstos na lei 9.279/96 e buscam a proteção dos bens jurídicos, como
patentes (arts. 183 a 186),

desenhos industriais (arts. 187 e 188),

marcas (arts. 189 e 190),

indicação geográfica (arts. 192 a 194)

e o combate à concorrência desleal (art. 195).

LER A LEI PARA DIFERENCIAR OS TIPOS DE CRIME

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O bem jurídico precipuamente tutelado pela Lei 10.826/2003(ESTATUTO DO DESARMAMENTO) é a


incolumidade pública.

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LEI MARIA DA PENHA

A AUTORIDADE POLICIAL ENCAMINHA EM 48 HORAS PARA O JUIZ O PEDIDO DE MEDIDAS


PROTETIVAS.

AS MEDIDAS PROTETIVA PODEM SER CONCEDIDAS DE OFICIO PELO JUIZ

E AS CONTRAVENÇÕES APLICA-SE A LEI MARIA DA PENHA

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lei de drogas

a lei tras a possibilidade de infiltração de agente e a ação controloda (flagrante postesgado ou


diferido) ambas com autorização do juiz
já na lei de crime organizado ação controlodada não precisa de autorização do juiz

plantação destruição imediata

drogas o juiz determina a destruição em 10 dias para decidir e o delegado 15 para destruir

se o agente emprega arma ou menor ira reponder por trafico con causa de aumento

aumeno de 1/6 a um terço 1/3

transacionalidade

agente publico execendo a função ou guarda

nas imediaçoes de presideo escola quarteis onibus - não precisa especificar os comprodaores

é permitido restritiva de direito na LD

se o agente alem de informa também participa dos lucros responde pelo 33 e nao 37

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estatuto do desarmamento

não há necessidade da pericia da arma conforme o stj

o praticante esportivo pode levar arma municiada

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lei maria da penha

violencia psicologica X violencia moral(calunia , injuria e difamação)

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lavagem de dinheiro

se o agente compra uma casa com proventos do crime e colocar no seu nome não ha lavagem de
dinheiro pois ele não esta ocutando.

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A prescrição da pretensão de se apurar falta disciplinar, cometida no curso da execução penal,


deve ser regulada, por analogia, pelo prazo do artigo 109 do Código Penal, com a incidência do
menor lapso previsto, atualmente de três anos, conforme dispõe o inciso VI do dispositivo. STF, HC
138314.
a) Art. 127, LEP. Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até 1/3 (um terço) do tempo remido,
observado o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar.

b) Art. 59, LEP. Praticada a falta disciplinar, deverá ser instaurado o procedimento para sua
apuração, conforme regulamento, assegurado o direito de defesa. Parágrafo único. A decisão será
motivada.

c) Súmula nº 535, STJ: A prática de falta grave não interrompe o prazo para fim de comutação de
pena ou indulto.

d) Súmula nº 533, STJ: Para o reconhecimento da prática de falta disciplinar no âmbito da execução
penal, é imprescindível a instauração de procedimento administrativo pelo diretor do
estabelecimento prisional, assegurado o direito de defesa, a ser realizado por advogado
constituído ou defensor público nomeado.

Segue jurisprudência:

Cumpridos os requisitos legais, será cabível, nos Crimes Hediondos bem como seus Equiparados:
I) A substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos.

II) Concessão da Liberdade Provisória, desde que SEM o pagamento de fiança.

III) O regime inicial de cumprimento de pena NÃO necessariamente será o fechado.

NATUREZA DO CRIME: COMUM OU HEDIONDO?

Sequestro relâmpago deixou de ser crime hediondo:

Antes o sequestro relâmpago (sendo enquadrado no art. 159) era crime

hediondo. Agora deixou de ser crime hediondo (porque a extorsão do art. 158,

§ 3º, não está catalogada, no Brasil, como crime hediondo - ver art.

1º da Lei 8.072/1990). Não sendo possível analogia contra o réu, não pode

o juiz suprir esse vácuo legislativo (nem o doutrinador pode violar a garantia da

lex stricta)

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Art. 298. São circunstâncias que sempre agravam as penalidades dos crimes de trânsito ter o
condutor do veículo cometido a infração:

I - com dano potencial para duas ou mais pessoas ou com grande risco de grave dano
patrimonial a terceiros;

II - utilizando o veículo sem placas, com placas falsas ou adulteradas;

III - sem possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação;

IV - com Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação de categoria diferente da do veículo;

V - quando a sua profissão ou atividade exigir cuidados especiais com o transporte de


passageiros ou de carga;

VI - utilizando veículo em que tenham sido adulterados equipamentos ou características que


afetem a sua segurança ou o seu funcionamento de acordo com os limites de velocidade prescritos
nas especificações do fabricante;

VII - sobre faixa de trânsito temporária ou permanentemente destinada a pedestres.

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drogas consumo pessoal

Sanções:

ADVERTÊNCIA
COMPARECIMENTO EM PROGRAMA *

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS COMUNITÁRIOS *

* reincidente - 10 meses; não reincidente - 5 meses

Não cumpre - medidas coercitivas para o cumprimento das anteriores:

Admoestação verbal

Multa - executada como dívida ativa.

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2. Art. 288A - Milícia Privada - "Grupo" segundo Guilherme Nucci no mínimo 02 Pessoas

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não cabe suspenção do processo em lavagem de dinheiro

houve uma inovação legislativa, visto que passou a ser permitida, neste contexto legal (Crimes
apurados na Lei 9.613/98), uma espécie de revelia relativa, na qual o processo não será suspenso,
devendo o acusado que não comparecer, nem constituir advogado ser citado por edital,
prosseguindo o feito até o julgamento, com nomeação de defensor dativo. Essa é a inteligência do
parágrafo segundo do artigo segundo:

§ 2o No processo por crime previsto nesta Lei, não se aplica o disposto no art. 366 do Decreto-Lei
nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal), devendo o acusado que não
comparecer nem constituir advogado ser citado por edital, prosseguindo o feito até o julgamento,
com a nomeação de defensor dativo.
Essa inovação é medida política criminal diante da incompatibilidade material existente entre os
objetivos desse diploma e a macrocriminalidade representada pela lavagem de dinheiro. Caso
fosse permitida a suspensão do processo, constituiria como uma espécie de prêmio para os
delinquentes afortunados e um verdadeiro obstáculo à descoberta de uma grande variedade de
ilícitos que se desenvolvem em pareceria com a lavagem e ocultação de bens, direitos e valores.

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RDD

Art. 52. A prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, quando ocasione
subversão da ordem ou disciplina internas, sujeita o preso provisório, ou condenado, sem prejuízo
da sanção penal, ao regime disciplinar diferenciado, com as seguintes características:

I - duração máxima de trezentos e sessenta dias, sem prejuízo de repetição da sanção por nova
falta grave de mesma espécie, até o limite de um sexto da pena aplicada;

II - recolhimento em cela individual;

III - visitas semanais de duas pessoas, sem contar as crianças, com duração de duas horas;

IV - o preso terá direito à saída da cela por 2 horas diárias para banho de sol.

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Crime Militar nunca é hediondo.

Tortura, Tráfico de Drogas e Terrorismo: sofrem as mesmas consequências por imposição


constitucional, mas não são considerados crimes hediondos. São equiparados.

CRIMES HEDIONDOS - CONSEQUÊNCIAS


Vedação: fiança, anistia, graça e indulto.

Cabível: liberdade provisória.

Regime de cumprimento da pena: inicialmente fechado. Porém, o STF declarou este dispositivo
inconstitucional. Agora cabe qualquer regime de acordo com o CP.

Progressão de regime:

2/5 – condenado for primário

3/5 – condenado reincidente

Não exige que a reincidência seja específica em crime hediondo ou equiparado, bastando a
genérica.

Direito de recorrer em liberdade:

Interpretação conforme a CF/88: réu preso recorre preso, salvo se desaparecerem os fundamentos
da preventiva.
Prisão temporária:

30 dias, podendo haver prorrogação por mais 30 dias.

Lei 7.960/89 – lei de prisão temporária

Prisão temporária: 5dias + 5dias.

Prisão temporária de hediondo ou equiparado: 30dias + 30dias.

Estabelecimentos penais:

Art. 3º A União manterá estabelecimentos penais, de segurança máxima, destinados ao


cumprimento de penas impostas a condenados de alta periculosidade, cuja permanência em
presídios estaduais ponha em risco a ordem ou incolumidade pública.

Livramento condicional:

Cumprido mais de 2/3 da pena.


Não cabe para reincidente específico, ou seja, aquele que tenha cometido outro crime hediondo
ou equiparado com decisão transitada em julgado.

Associação criminosa:

Associação criminosa para outros crimes: pena – 1 a 3 anos, podendo haver aumento até ½ se
for armada ou envolver participação de criança e adolescente.

Associação criminosa para crimes hediondos ou equiparados: pena – 3 a 6 anos.

Delação premiada:

O participante e o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha, possibilitando seu


desmantelamento, terá a pena reduzida de um a dois terços.

RESTRITIVA DE DIREITOS: o STF diz ser cabível. Assim, tanto hediondos, como tráfico de drogas
cabe restritivas de direito.

SURSIS:
Nos crimes hediondos é cabível. A lei 8.072 não vedou.

No tráfico de drogas não cabe. A lei 11.343 vedou expressamente.

REMIÇÃO

Lei não proíbe, sequer implicitamente.

TRABALHO EXTERNO

Lei não proíbe, sequer implicitamente.

PRISÃO DOMICILIAR (ART. 117 LEP)

Tribunais Superiores têm admitido.

Critérios adotados para a definição dos crimes hediondos :


-> Critério Legal -> O legislador estabelece por lei ( Lei ordinária )

-> Critério Judicial -> O juiz afirma se o crime é ou não é hediondo .

-> Critério Misto -> Critério legal + Critério judicial

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Cuidado, pois especificamente na Lei de Drogas o concurso de pessoas não é causa de aumento de
pena! A FCC, inclusive, já cobrou esse entendimento nos concursos da Magistratura do TJRR/2015
e TJGO/2009.

Art. 30 da Lei 11.343/2006: Prescrevem em 2 anos a imposição e a execução das penas, observado,
no tocante à interrupção do prazo, o disposto nos arts. 107 e seguintes do Código Penal.

Art. 45 da Lei 11.343/2006: É isento de pena o agente que, em razão da dependência, ou sob o
efeito, proveniente de caso fortuito ou força maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da
omissão, qualquer que tenha sido a infração penal praticada, inteiramente incapaz de entender o
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

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padece de inconstitucionalidade o tipo que incrimina o ato de afastar-se o condutor do veículo do


local do acidente, para fugir à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída. [TJSP
entende que é inconstitucional - princípio "nemo tenetur se detegere" (o direito de não produzir
prova contra si mesmo)]

No entanto, ressalte-se que para o MPSP isso não prevalece, inclusive há Tese Institucional dizendo
que o art. 305, CTB, é constitucional:

Tese 333: O crime de fuga à responsabilidade não ofende o inciso LXIII, do artigo 5º, da
Constituição da República, eis que o suposto direito à fuga não pode prevalecer sobre o interesse
do Estado na identificação dos envolvidos no evento de trânsito.

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o juiz, no curso da ação penal, havendo necessidade para garantia da ordem pública, poderá, de
ofício, decretar, em decisão motivada, a suspensão da permissão ou da habilitação para dirigir
veículo automotor, ou a proibição de sua obtenção, cabendo contra tal ato recurso em sentido
estrito, sem efeito suspensivo. (CORRETA, 294, CTB)

Art. 302. Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor:

Penas - detenção, de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou


a habilitação para dirigir veículo automotor.

§ 1o No homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor, a pena é aumentada de 1/3


(um terço) à metade, se o agente:

I - não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação

II - praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada

III - deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à vítima do acidente

IV - no exercício de sua profissão ou atividade, estiver conduzindo veículo de transporte de


passageiros.

d) Art. 301. Ao condutor de veículo, nos casos de acidentes de trânsito de que resulte vítima, não
se imporá a prisão em flagrante, nem se exigirá fiança, se prestar pronto e integral socorro àquela.

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Art. 292. A suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo
automotor pode ser imposta isolada ou cumulativamente com outras penalidades. (Redação
dada pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

Art. 293. A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habilitação,


para dirigir veículo automotor, tem a duração de dois meses a cinco anos.
§ 1º Transitada em julgado a sentença condenatória, o réu será intimado a entregar à
autoridade judiciária, em quarenta e oito horas, a Permissão para Dirigir ou a Carteira de
Habilitação.

§ 2º A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habilitação para


dirigir veículo automotor não se inicia enquanto o sentenciado, por efeito de condenação penal,
estiver recolhido a estabelecimento prisional.

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Art. 34. (...) § 3º - O trabalho externo é admissível, no regime fechado, em serviços ou obras
públicas; LEP | Art. 36. O trabalho externo será admissível para os presos em regime fechado
somente em serviço ou obras públicas realizadas por órgãos da Administração Direta ou Indireta,
ou entidades privadas, desde que tomadas as cautelas contra a fuga e em favor da disciplina.

Art. 37. (...) Parágrafo único. Revogar-se-á a autorização de trabalho externo ao preso que vier a
praticar fato definido como crime [CONTRAVENÇÃO PENAL NÃO], for punido por falta grave, ou
tiver comportamento contrário aos requisitos estabelecidos neste artigo.

LEP | Art. 37. A prestação de trabalho externo, a ser autorizada pela direção do estabelecimento,
dependerá de aptidão, disciplina e responsabilidade, além do cumprimento mínimo de 1/6 (um
sexto) da pena.

E) LEP | Art. 36. (...) § 1º O limite máximo do número de presos será de 10% (dez por cento) do
total de empregados na obra.

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Configura crime de preconceito de raça ou cor

I. obstar promoção funcional em razão de procedência nacional.

II. veicular símbolos que utilizem a cruz suástica para fins de divulgação do nazismo.

IV. incitar a discriminação por procedência nacional.

V. impedir a convivência familiar.

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Constranger alguém mediante ameaça em razão de discriminação racial configura crime de


tortura.

Exportar bens com valores não correspondentes aos verdadeiros configura crime de lavagem de
bens.

c)A lei de crime organizado se aplica às infrações penais previstas em convenção internacional
quando iniciada a execução no país devesse ter ocorrido no estrangeiro.

Tratando-se de falência de microempresa e não se constatando prática habitual de condutas


fraudulentas por parte do falido, o juiz poderá substituir a pena de prisão pela de perda de bens e
valores.

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Conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça,

a)

não há que se falar em aplicação do princípio da consunção para os crimes de falsidade ideológica
e de uso de documento falso quando cometidos com desígnio autônomos.

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Segundo a Lei de Execução Penal, o preso, condenado com trânsito em julgado, poderá ter a
execução da sua pena fiscalizada por meio da monitoração eletrônica, quando o juiz

autorizar a saída temporária no regime semiaberto ou determinar a prisão domiciliar.

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associação para o tráfico de drogas pode existir sem a prova da materialidade do crime principal.

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Observações importantes acerca da Lei de Drogas(é extenso mas vale a pena):

1. A Lei de Drogas só afirma que drogas são substâncias que "...causam dependência", o rol
taxativo está na portaria da ANVISA 344/1998;
2. Associação para o tráfico (para o STJ, NÃO é equiparado a HEDIONDO) = 2 ou + agentes para
prática de atos previstos na lei de drogas. Deve haver ESTABILIDADE (se não, concurso de pessoas);

3. Primariedade, bons antecedentes, a ausência de atividades criminosas, NÃO integração em


organização criminosa, configuram tráfico privilegiado e pode o agente ter a pena reduzida de um
sexto a dois terços, segundo o STF e STJ, requistos que devem ser CUMULADOS;

4. Para o STF, os chamados "mulas" podem se valer dos benefícios do Art. 33,§ 4º, desde que
cumpridos seus requisitos legais;

5. O tráfico privilegiado NÃO tem natureza hedionda (STF. (HC-118533)) e é CRIME FORMAL;

5. O Informativo 547, STJ, afirma que o agente que leva droga consigo em transporte público, mas
NÃO comercializa dentro do veículo, NÃO recai sobre si a majorante do Art. 40, III;

6. O Informativo 534, STJ, afirma que NÃO HÁ CONCURSO MATERIAL entre importar e vender
drogas e, com os recursos, se autofinanciar para a prática do tráfico, mas há causa de aumento de
pena de um sexto a dois terços (Art. 40, VII);

7. STJ. O princípio da insignificância não se aplica aos delitos de tráfico de drogas e porte de
substância entorpecente para consumo próprio, pois trata-se de crimes de perigo abstrato ou
presumido. (RHC 57761/SE);

8. É inconstitucional a vedação à liberdade provisória nos crimes dos Art. 33 ao 37;

9. STJ/2017: É POSSÍVEL a utilização de inquéritos policiais e/ou ações penais em curso para
formação da convicção de que o réu se dedica a atividades criminosas, de modo a afastar o
benefício legal previsto no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/06;
11. Se NO MESMO contexto fático, o crime do Art. 33 absorve o do Art. 28;

12. Para o STJ, é possível substituir a Privativa de Liberdade pela Restritiva de Direitos no crime de
tráfico privilegiado (Art. 33, § 4º) se preencherem os requisitos legais do Art. 44, CP (HC
329060/SP);

13. STJ: A natureza e a quantidade da droga NÃO podem ser utilizadas simultaneamente para
justificar o aumento da pena-base e afastar a redução prevista no §4º do art. 33 da Lei 11.343/06,
sob pena de caracterizar bis in idem (AREsp 704874/SP);

14. Sum. 231,STJ. A incidência da circunstância atenuante NÃO pode conduzir à redução da pena
abaixo do mínimo legal;

15. Para o STJ, a internacionalidade do delito NÃO precisa se ocorrer para a caracterização do
crime de tráfico de drogas, basta a tentativa de transpor a fronteira;

16. NÃO há prisão em flagrante para o crime do Art. 28, somente o encaminhamento ao juízo
competente ou, na falta deste, o compromisso do agente no comparecimento em juízo;

17. O ÚNICO crime culposo da Lei de Drogas é o do Art. 38. "Prescrever ou ministrar,
culposamente, drogas..."

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d)

O juiz da execução penal pode alterar o regime de cumprimento da pena privativa de liberdade
estipulada na sentença alegando o problema da superlotação carcerária.( desde que para
beneficiar o réu).

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Nos termos da Lei no 7.210, de 11 de julho de 1984, os condenados por crime praticado,
dolosamente, com violência de natureza grave contra a pessoa, ou por qualquer dos crimes
previstos no art. 1o da Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990

a)

serão submetidos, obrigatoriamente, à identificação do perfil genético mediante extração de DNA.

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A jurisprudência do STJ e do STF são no sentido de que o crime de sonegação fiscal é crime
material, exigindo, para consumação, a ocorrência de resultado naturalístico consistente no dano
ao erário.

DELITO MATERIAL. NÃO ATENDIMENTO. EXIGÊNCIA. FISCO.

O STJ já firmou o entendimento de que o delito de supressão ou redução de tributo é material (art.
1º da Lei n. 8.137/1990), consumando-se, portanto, no momento da efetiva supressão ou redução
consubstanciadas na vantagem auferida ou no prejuízo causado com a evasão tributária. Por sua
vez, o delito previsto no parágrafo único do referido dispositivo (de descumprir exigência da
autoridade fazendária) também tem essa natureza. Portanto, para sua configuração, é necessário
que haja a redução ou supressão de tributo tal qual definido no caput daquele artigo, o que não
ocorreu na hipótese. REsp 1.113.460-SP, Rel. Min. Celso Limongi (Desembargador convocado do TJ-
SP), julgado em 24/11/2009.

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Nos crimes contra o meio ambiente, previstos na Lei n.º 9.605/1998, a suspensão condicional da
pena pode ser aplicada nos casos de condenação a pena privativa de liberdade não superior a três
anos.

CRIMES QUE NÃO ADMITEM TENTATIVA:

CHUPÃO CON/CON, MERA OMISSÃO TRIBUTÁRIA MATERIAL:

- C => culposos, salvo culpa imprópria.


- H => habituais. Atenção! Não confundir com os crimes permanentes - que admitem a tentativa.

- U => unisubsistentes.

- P => preterdolosos.

- A => atentado ou de empreendimento. Ex.: 358, CP.

- O => obstáculo (os que retratam atos preparatórios do delito, tipificados de forma autônoma pelo
legislador, ex. associação criminosa e porte de arma).

- CON => contravenções penais *=> Existe a possibilidade fática da tentativa, mas a mesma não é
punida => art. 4º, LCP.

- CON => condicionado ao resultado (a punibilidade está sujeita à produção de um resultado


legalmente exigido - ex. art. 122, CP).

- MERA => Mera conduta.

- OMISSÃO => omissivos próprios, pois na omissão imprópria a tentativa é admitida.

- Tributária material => Lei 8137/90, art. 1º, I a IV c/c SV nº 24 do STF.

CDC

Todos os crimes previstos no Código do Consumidor admitem os institutos despenalizadores


da Lei 9.099, tais como:

1.Transação Penal;
2.Suspenção Condicional da Pena;
3.Suspensão Condicional do Processo
4.Composição Civil – desde que a vítima seja determinada.
Além do mais, o crimes são todos de ação pública incondicionada, afiançáveis pelo delegado
de polícia e os que admitem a modalidade culposa estão previstos apenas nos artigos 63 e 66

Art. 76. São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste código:
I - serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade;
II - ocasionarem grave dano individual ou coletivo;
III - dissimular-se a natureza ilícita do procedimento;
IV - quando cometidos:
a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição econômico-social seja
manifestamente superior à da vítima;
b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor de dezoito ou maior de sessenta
anos ou de pessoas portadoras de deficiência mental interditadas ou não;
V - serem praticados em operações que envolvam alimentos, medicamentos ou quaisquer
outros produtos ou serviços essenciais .

Lei 8137

Nos termos do parágrafo único do artigo 7º da Lei 8.137/90, as hipóteses dos


incisos II, III e IX, abaixo destacados de azul, pune-se a modalidade
culposa, reduzindo-se a pena e a detenção de 1/3 (um terço) ou a de multa à
quinta parte, in verbis:

Art. 7° Constitui crime contra as relações de consumo:


I - favorecer ou preferir, sem justa causa, comprador ou freguês, ressalvados os sistemas de
entrega ao consumo por intermédio de distribuidores ou revendedores;
II - vender ou expor à venda mercadoria cuja embalagem, tipo, especificação, peso ou
composição esteja em desacordo com as prescrições legais, ou que não corresponda à
respectiva classificação oficial;
III - misturar gêneros e mercadorias de espécies diferentes, para vendê-los ou expô-los à
venda como puros; misturar gêneros e mercadorias de qualidades desiguais para vendê-los ou
expô-los à venda por preço estabelecido para os demais mais alto custo;
IV - fraudar preços por meio de:
a) alteração, sem modificação essencial ou de qualidade, de elementos tais como
denominação, sinal externo, marca, embalagem, especificação técnica, descrição, volume,
peso, pintura ou acabamento de bem ou serviço;
b) divisão em partes de bem ou serviço, habitualmente oferecido à venda em conjunto;
c) junção de bens ou serviços, comumente oferecidos à venda em separado;
d) aviso de inclusão de insumo não empregado na produção do bem ou na prestação dos
serviços;
V - elevar o valor cobrado nas vendas a prazo de bens ou serviços, mediante a exigência de
comissão ou de taxa de juros ilegais;
VI - sonegar insumos ou bens, recusando-se a vendê-los a quem pretenda comprá-los nas
condições publicamente ofertadas, ou retê-los para o fim de especulação;
VII - induzir o consumidor ou usuário a erro, por via de indicação ou afirmação falsa ou
enganosa sobre a natureza, qualidade do bem ou serviço, utilizando-se de qualquer meio,
inclusive a veiculação ou divulgação publicitária;
VIII - destruir, inutilizar ou danificar matéria-prima ou mercadoria, com o fim de provocar alta
de preço, em proveito próprio ou de terceiros;
IX - vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar
matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo;
Pena - detenção, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, ou mult

Meus resumos QC 2018 (Lei dos crimes hediondos)

1. Com a nova redação do parágrafo único da Lei dos crimes hediondos (introduzida pela Lei
n. 13.497/17), os crimes de porte ou posse ilegal de arma de fogo de uso RESTRITO
TAMBÉM SÃO HEDIONDOS.
2. Súmula 471, STJ. Os condenados por crimes hediondos ou assemelhados cometidos antes
da vigência da Lei n. 11.464/2007 sujeitam-se ao disposto no art. 112 da Lei n. 7.210/1984
(Lei de Execução Penal) para a progressão de regime prisional, isto é, 1/6 de cumprimento da
pena para viabilizar a progressão de regime;
3. A Lei contém rol TAXATIVO, porque adotou-se o sistema legal de definição dos crimes
hediondos (Obs: além desse, existe o judicial e o misto, mas não foram adotados no Brasil);
4. Tentativa também é crime hediondo;
5. Tráfico privilegiado NÃO é crime hediondo, tampouco equiparado (essa regra TAMBÉM se
aplica ao delito de ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO, Art. 35, Lei de Drogas);
6. STF entende que o regime inicial de cumprimento de pena NÃO necessariamente será o
fechado.
7. Para o STF e STJ, o inadimplemento da pena de multa cumulativamente aplicada impede a
progressão de regime, salvo quando provada a absoluta incapacidade econômica do
condenado.
8. Para o STJ, nos casos em que haja condenação a pena privativa de liberdade e multa, a
falta de pagamento não impede o reconhecimento da extinção da punibilidade quando a
primeira sanção tiver sido cumprida."
9. Informativo 835 do STF: "Os crimes de estupro e atentado violento ao pudor, mesmo que
cometidos antes da edição da Lei nº. 12.015/2009, são considerados hediondos, ainda que
praticados na forma simples".
10. O exame criminológico para a concessão de progressão de regime nos crimes
hediondos NÃO é obrigatória, mas se o fizer, dever ser FUNDAMENTADA (SV. 26 +
Sum 439, STJ) e a gravidade em abstrato NÃO É FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA (Sum.
718, STF)

Art. 158 => Extorsão Simples => só será hediondo quando qualíficado pela morte.

Art.159 => Extorsão Mediante Sequestro => será hediondo em todas as suas formas !!!
a) a extorsão quallificada pela morte (art. 158, §2º).

b) a extorsão mediante sequestro em todas as figuras.

Já a extorsão qualificada pela lesão grave não é infração hedionda, o sequestro-


relâmpago com lesão grave também não será. Se, todavia, trata-se de resultado morte, o
delito será hediondo porque a extorsão seguida de morte possui essa natureza.

Já a extorsao mediante sequestro 159 p 3 com morte não é considerado pela doutrina majoritaria

como hediondo

Art. 1° Caberá prisão temporária:

I - quando imprescindível para as investigações do inquérito policial;

II - quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao
esclarecimento de sua identidade;

III - quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação
penal, de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes:

a) homicídio doloso

b) seqüestro ou cárcere privado

c) roubo

) extorsão(art. 158, caput, e seus §§ 1° e 2°);

e) extorsão mediante seqüestro (art. 159, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°);

e) extorsão mediante seqüestro (art. 159, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°) ;

f) estupro (art. 213, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e parágrafo único) ; (Vide
Decreto-Lei nº 2.848, de 1940)

g) atentado violento ao pudor (art. 214, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e
parágrafo único); (Vide Decreto-Lei nº 2.848, de 1940)

h) rapto violento (art. 219, e sua combinação com o art. 223 caput, e parágrafo único) ; (Vide
Decreto-Lei nº 2.848, de 1940)

i) epidemia com resultado de morte (art. 267, § 1°);

j) envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela


morte (art. 270, caput, combinado com art. 285);
l) quadrilha ou bando (art. 288), todos do Código Penal;

m) genocídio (arts. 1°, 2° e 3° da Lei n° 2.889, de 1° de outubro de 1956 ), em qualquer de sua


formas típicas;

n) tráfico de drogas (art. 12 da Lei n° 6.368, de 21 de outubro de 1976) ;

o) crimes contra o sistema financeiro (Lei n° 7.492, de 16 de junho de 1986).

p) crimes previstos na Lei de Terrorismo. (Incluído pela Lei nº 13.260, de 2016)

Art. 2° A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da autoridade
policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por
igual período em caso de extrema e comprovada necessidade.

§ 1° Na hipótese de representação da autoridade policial, o Juiz, antes de decidir, ouvirá o


Ministério Público.

§ 2° O despacho que decretar a prisão temporária deverá ser fundamentado e prolatado dentro
do prazo de 24 (vinte e quatro) horas, contadas a partir do recebimento da representação ou do
requerimento.

§ 3° O Juiz poderá, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público e do Advogado,


determinar que o preso lhe seja apresentado, solicitar informações e esclarecimentos da autoridade
policial e submetê-lo a exame de corpo de delito.

§ 4° Decretada a prisão temporária, expedir-se-á mandado de prisão, em duas vias, uma das
quais será entregue ao indiciado e servirá como nota de culpa.

§ 5° A prisão somente poderá ser executada depois da expedição de mandado judicial.

§ 6° Efetuada a prisão, a autoridade policial informará o preso dos direitos previstos no art. 5°
da Constituição Federal.

§ 7° Decorrido o prazo de cinco dias de detenção, o preso deverá ser posto imediatamente em
liberdade, salvo se já tiver sido decretada sua prisão preventiva.

Art. 3° Os presos temporários deverão permanecer, obrigatoriamente, separados dos demais


detentos.

Atenção, a direção de veículo automotor com a permissão ou habilitação suspensa


configura o crime do art. 307 do CTB, pois estaria violando a suspensão que lhe foi
imposta.

Agora a direção, em via pública, SEM a permissão ou habilitação ou, ainda, com o
direito de dirigir CASSADO, só configurará o crime se gerar o Perigo de dano.
Dirigiu com a habilitação suspensa - Crime independente de gerar perigo de dano.
Dirigiu sem CNH ou Cassado o Direito de Dirigir - Crime só se GERAR PERIGO DE ANO.
CTB - Art. 307. Violar a suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a
habilitação para dirigir veículo automotor imposta com fundamento neste Código. - Penas -
detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos.
CTB - Art. 309. Dirigir veículo automotor, em via pública, sem a devida Permissão para
Dirigir ou Habilitação ou, ainda, se cassado o direito de dirigir, gerando perigo de
dano: Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.

CTB - Art. 293. A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a


habilitação, para dirigir veículo automotor, tem a duração de dois meses a cinco anos.

Em suma:

- Dirigiu com a habilitação suspensa (Art.307)- Crime independente de gerar perigo de


dano (é crime de perigo abstrato).

- Dirigiu sem CNH ou Cassado o Direito de Dirigir (Art.309) - Crime só se GERAR PERIGO DE
ANO (crime de perigo concreto).

Aplicam-se aos crimes de transito que resulte lesão corporal culposa a Lei 9099/95;

Exceto se forem praticados no contexto de:

* Embriaguez
*Racha
*Acima de 50 km da velocidade máxima permitida

Nesses casos a Ação penal será pública Incondicionada, em que deverá ser instaurado
Inquérito Policial, não cabendo na fase processual Composição civil dos danos nem Transação
Penal

Art. 298. São circunstâncias que sempre agravam as penalidades dos crimes de trânsito ter o
condutor do veículo cometido a infração:

I - com dano potencial para duas ou mais pessoas ou com grande risco de grave dano
patrimonial a terceiros;

II - utilizando o veículo sem placas, com placas falsas ou adulteradas;

III - sem possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação;

IV - com Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação de categoria diferente da do veículo;

V - quando a sua profissão ou atividade exigir cuidados especiais com o transporte de


passageiros ou de carga;
VI - utilizando veículo em que tenham sido adulterados equipamentos ou características que
afetem a sua segurança ou o seu funcionamento de acordo com os limites de velocidade prescritos
nas especificações do fabricante;

VII - sobre faixa de trânsito temporária ou permanentemente destinada a pedestres.

O delito de maus tratos com lesão corporal grave praticado contra idoso segue o rito
sumaríssimo previsto na Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, vedada, no entanto, a
aplicação dos institutos da transação penal e da suspensão condicional do processo.

Art. 291, § 1o Crimes de lesão culposa NÃO aplicará JECRIM:


1-Influencia de ALCOOL;
2-Em via pública, corrida (RACHA);
3-Velocidade + DE 50 KM

Art. 298 - Causas que sempre AGRAVAM a pena:


1-Dano p/mais de 2 pessoas; (PESSOA)
2-Veiculo SEM placa; (OBJETO)
3- Sem CNH; (OBJETO)
4-CNH diferente; (OBJETO)
5-Profissão de transporte de pessoas; (PESSOA)
6-Veiculo adulterado, afeta a segurança; (OBJETO)
7-Faixa de transito temporária ou permanente destinada a pedestres; (OBJETO)

Art. 302, § 1o No homicídio Culposo aumenta-se a pena de 1/3 a Metade:


1- Sem CNH; (OBJETO)
2-Faixa de pedestre ou calçada; (OBJETO)
3-Deixar de prestar Socorro a pessoa; (PESSOA)
4- Profissão de transporte de pessoas; (PESSOA)

OBS 1: LESÃO CORPORAL - As possibilidades da não aplicação no JECRIM NÃO se


repetem nos demais (ALCOOL1, RACHA2, 50KM3)

OBS2: Homicídio a PESSOA aumenta-se de 1/3 a Metade (4 formas): Aplica-se a


Pessoa (2) + Objeto (2): PESSOA = Socorro a Pessoa e Transporte
de Pessoa; OBJETO = CNH e Faixa;

OBS 3: Sempre AGRAVAM: das 7, 3 são as do homicídio Culposo. 5 para OBJETOS e


2 para PESSOAS.

Lavagem de dinheiro
art. 1º par. 4o A pena será aumentada de um a dois terços, se os crimes definidos nesta Lei
forem cometidos de forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa.

CRIMES DE TENDENCIA INTERNA TRANSCENDENTE NOS CRIMES DE TORTURA-


(ZULKDERNO) E PROF MARCELO UZEDA

.
ELEMENTO NORMATIVO DO TIPO “CAUSANDO-LHE SOFRIMENTO FÍSICO OU
MENTAL” TIPO SUBJETIVO
• Dolo - vontade livre e consciente de infligir sofrimento físico ou mental na vítima,
através de violência ou grave ameaça.
• O ESPECIAL FIM DE AGIR, segundo boa parte da doutrina, é exigido nas três
figuras típicas(do delito de tortura), que se classificam como crimes de intenção
ou de tendência interna transcendente, em que o elemento subjetivo não se esgota
no dolo, é necessária uma finalidade ulterior.
• Em sentido diverso, há quem entenda que a terceira figura exigiria
(DISCRIMINATÓRIA), em vez de especial fim de agir, um motivo determinante (EM
RAZÃO DE).
.----------------------------------------------------------------------
PARA O MITO ZULK- COPILANDO TRECHOS DO LIVRO DO DOUTRINADOR REGIS
PRADO
.
Segundo o referido doutrinador, os crimes contra a honra são delitos de
TENDÊNCIA INTENSIFICADA. Isso significa que “o tipo legal exige uma
determinada tendência subjetiva de realização da conduta típica, qual seja, a
finalidade de desacreditar, menosprezar (…). Não se requer a persecução de um
resultado ulterior ao previsto no tipo, senão que o autor confira à ação típica um
sentido subjetivo não expresso no tipo, mas dedutível da natureza do delito: O
PROPÓSITO DE OFENDER. Essa tendência peculiar é O ELEMENTO SUBJETIVO DO
INJUSTO, distinto do dolo, que o tipo exige, além deste, para sua realização. O
desvalor da ação não se esgota no dolo. Nos delitos contra a honra é preciso que
também concorra o propósito de ofender”.
De acordo com o artigo 139 do CPB, o crime de DIFAMAÇÃO assim está previsto:
Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: (...)Pena -
detenção, de três meses a um ano, e multa.
Apesar de não restar claramente previsto na estruturação típica, para a
configuração do referido crime é imperiosa a presença do “o propósito de ofender”,
ínsito ao tipo penal. Por isso, trata-se, segundo a doutrina, de um crime de
TENDÊNCIA INTENSIFICADA ou peculiar! “É insuficiente que as palavras sejam
idôneas a ofender, faz-se necessário que sejam proferidas com esse fim”
(Bitencourt).
Para o “pai do finalismo penal”, o alemão Hans Welzel, corroborando com o que já
apresentamos aqui, os crimes de tendência intensificada são aqueles em que o tipo
requer o ânimo ou tendência de realizar a própria conduta típica, sem transcendê-
la, como ocorre nos delitos de intenção, ou seja, os tipos subjetivos que requerem
que a conduta seja dirigida a um fim ou objetivo para além do resultado típico.

Compete à Justiça Comum Federal processar e julgar crime de estelionato praticado mediante
falsificação das guias de recolhimento das contribuições previdenciárias, desde que haja de
lesão à autarquia federal.

tendo em vista o entendimento jurisprudencial pacífico do STF: “Compete à Justiça Federal


processar e julgar os crimes consistentes em disponibilizar ou adquirir material pornográfico
envolvendo criança ou adolescente [artigos 241, 241-A e 241-B da Lei 8.069/1990] quando
praticados por meio da rede mundial de computadores.

Considerando a infiltração de agentes policiais em ambiente virtual, antes da conclusão da


operação, o acesso aos autos será reservado ao juiz, ao Ministério Público e ao delegado de
polícia responsável pela operação, com o objetivo de garantir o sigilo das investigações.

Conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, as comunicações telefônicas do


investigado legalmente interceptadas podem ser utilizadas em desfavor do outro interlocutor
ainda quando este seja advogado do investigado. Quando da conversa se mostra a pratica de
crimes.

Teoria extremada da culpabilidade e a teoria limitada da culpabilidade

1 OBS: é diferente das teorias do dolo defendido pelo causalista o cespe gosta de confundir.

As teorias da culpabilidade buscam resolver o problema do eu sobre as decriminantes


putativas.

As teorias do dolo estuda a conciencia e a vontade atual do dolo.

teoria extremada da culpabilidade defendida pelo finalistas não diferenciar erro de proibição de
erro de tipo, tudo será o erro de proibição.

teoria limitada da culpabilidade faz a diferenciação podendo existir erro de proibição ou de tipo
permissivo.
Eca

Nas hipóteses de flagrante de ato infracional cometido sem violência ou grave ameaça à
pessoa, a lavratura do auto poderá ser substituída por boletim de ocorrência circunstanciada.

Comparecendo qualquer dos pais ou responsável, o adolescente será prontamente liberado


pela autoridade policial, sob termo de compromisso e responsabilidade de sua apresentação ao
representante do Ministério Público, no mesmo dia ou, sendo impossível, no primeiro dia útil
imediato, exceto quando, pela gravidade do ato infracional e sua repercussão social, deva o
adolescente permanecer sob internação para garantia de sua segurança pessoal ou
manutenção da ordem pública.

Nas localidades onde não houver entidade de atendimento, a apresentação far-se-á pela
autoridade policial. À falta de repartição policial especializada, o adolescente aguardará a
apresentação em dependência separada da destinada a maiores, não podendo, em qualquer
hipótese, exceder o prazo de 24 horas.

O adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional não poderá ser conduzido ou
transportado em compartimento fechado e veículo policial, em condições atentatórias à sua
dignidade, ou que impliquem risco à sua integridade física ou mental, sob pena de
responsabilidade.

Art. 177. Se, afastada a hipótese de flagrante, houver indícios de participação de adolescente
na prática de ato infracional, a autoridade policial encaminhará ao representante do
Ministério Público relatório das investigações e demais documentos.

Lei 7.492/86, Art. 1º Considera-se instituição financeira, para efeito desta lei, a pessoa
jurídica de direito público ou privado, que tenha como atividade principal ou acessória,
cumulativamente ou não, a captação, intermediação ou aplicação de recursos financeiros
(Vetado) de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, ou a custódia, emissão,
distribuição, negociação, intermediação ou administração de valores mobiliários.

Parágrafo único. Equipara-se à instituição financeira:

I - a pessoa jurídica que capte ou administre seguros, câmbio, consórcio, capitalização ou


qualquer tipo de poupança, ou recursos de terceiros;

II - a pessoa natural que exerça quaisquer das atividades referidas neste artigo, ainda que
de forma eventual.
Lei 8.137/90

Art. 7° Constitui crime contra as relações de consumo:

[...]

VIII - destruir, inutilizar ou danificar matéria-prima ou mercadoria, com o fim de


provocar alta de preço, em proveito próprio ou de terceiros;

LEI Nº 8.137/90

Art. 4° Constitui crime contra a ordem econômica:

I - abusar do poder econômico, dominando o mercado ou eliminando, total ou


parcialmente, a concorrência mediante qualquer forma de ajuste ou acordo de empresas;

II - formar acordo, convênio, ajuste ou aliança entre ofertantes, visando:

a) à fixação artificial de preços ou quantidades vendidas ou produzidas;

b) ao controle regionalizado do mercado por empresa ou grupo de empresas;

c) ao controle, em detrimento da concorrência, de rede de distribuição ou de


fornecedores.

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos e multa.

Art. 7° Constitui crime contra as relações de consumo:

I - favorecer ou preferir, sem justa causa, comprador ou freguês, ressalvados os sistemas


de entrega ao consumo por intermédio de distribuidores ou revendedores;

II - vender ou expor à venda mercadoria cuja embalagem, tipo, especificação, peso ou


composição esteja em desacordo com as prescrições legais, ou que não corresponda à
respectiva classificação oficial;
III - misturar gêneros e mercadorias de espécies diferentes, para vendê-los ou expô-los à
venda como puros; misturar gêneros e mercadorias de qualidades desiguais para vendê-
los ou expô-los à venda por preço estabelecido para os demais mais alto custo;

IV - fraudar preços por meio de:

a) alteração, sem modificação essencial ou de qualidade, de elementos tais como


denominação, sinal externo, marca, embalagem, especificação técnica, descrição, volume,
peso, pintura ou acabamento de bem ou serviço;

b) divisão em partes de bem ou serviço, habitualmente oferecido à venda em conjunto;

c) junção de bens ou serviços, comumente oferecidos à venda em separado;

d) aviso de inclusão de insumo não empregado na produção do bem ou na prestação dos


serviços;

V - elevar o valor cobrado nas vendas a prazo de bens ou serviços, mediante a exigência
de comissão ou de taxa de juros ilegais;

VI - sonegar insumos ou bens, recusando-se a vendê-los a quem pretenda comprá-los nas


condições publicamente ofertadas, ou retê-los para o fim de especulação;

VII - induzir o consumidor ou usuário a erro, por via de indicação ou afirmação falsa ou
enganosa sobre a natureza, qualidade do bem ou serviço, utilizando-se de qualquer meio,
inclusive a veiculação ou divulgação publicitária;

VIII - destruir, inutilizar ou danificar matéria-prima ou mercadoria, com o fim de provocar


alta de preço, em proveito próprio ou de terceiros;

IX - vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma,
entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo;

Pena - detenção, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, ou multa.

O crime contra a ordem ecômomica pressupõe acordos visando o controle ilegal do


mercado, enquanto o crime contra as relações de consumo se trata de artifícios que
lesam diretamente o consumidor.

Há crimes de consumo tanto no CDC quanto na 8.137/90


Assim como há crimes tributários no CP, na 8.137/90 e outras Leis Esparsas

Nos termos do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003), a conduta de


emprestar a terceiro arma de fogo, sem autorização e em desacordo com
determinação legal ou regulamentar, configura o crime de Porte ilegal de arma de
fogo

I. No procedimento relativo à execução das medidas socioeducativas, será adotado o


sistema recursal do Código de Processo Civil, não se exigindo, contudo, a realização de
preparo para a interposição dos recursos, cujo prazo para o Ministério Público e para a
defesa, salvo nos embargos de declaração, será sempre de 10 (dez) dias.

LEI 12850, Art 4 § 3º: O prazo para oferecimento de denúncia ou o processo, relativos ao
colaborador, poderá ser suspenso por até 6 (seis) meses, prorrogáveis por igual período, até
que sejam cumpridas as medidas de colaboração, suspendendo-se o respectivo prazo
prescricional.

Art. 83, Lei 9.099: Cabem embargos de declaração quando, em sentença ou acórdão,
houver obscuridade, contradição ou omissão.

§1º Os embargos de declaração serão opostos por escrito ou oralmente, no prazo de


cinco dias, contados da ciência da decisão.

Art. 55, Lei 11343: Oferecida a denúncia, o juiz ordenará a notificação do acusado para
oferecer defesa prévia, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias.

Art. 56, Lei 11343: Recebida a denúncia, o juiz designará dia e hora para a audiência de
instrução e julgamento, ordenará a citação pessoal do acusado, a intimação do
Ministério Público, do assistente, se for o caso, e requisitará os laudos periciais.

OU seja o Juiz antes de receber a denúncia intimar o acusado para oferecer a defesa previa.

Segundo a Lei nº 13.431/2017, que estabelece o sistema de garantia de direitos da


criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência, o depoimento especial
reger-se-á por protocolos sempre que possível, será realizado uma única vez, em sede
de produção antecipada de prova judicial, garantida a ampla defesa do investigado. (...) §
2º Não será admitida a tomada de novo depoimento especial, salvo quando justificada a
sua imprescindibilidade pela autoridade competente e houver a concordância da vítima
ou da testemunha, ou de seu representante legal".

Lei nº 12.850/2013, Art. 4,§ 7º: "Realizado o acordo na forma do § 6º, o respectivo termo,
acompanhado das declarações do colaborador e de cópia da investigação, será remetido
ao juiz para homologação, o qual deverá verificar sua regularidade, legalidade e
voluntariedade, podendo para este fim, sigilosamente, ouvir o colaborador, na presença
de seu defensor".

Lei nº 12.850/2013, Art. 4,§ 8º: "O juiz poderá recusar homologação à proposta que não
atender aos requisitos legais, ou adequá-la ao caso concreto".

Nos casos de violência contra a mulher praticados no âmbito doméstico e familiar, é


possível a fixação de valor mínimo indenizatório a título de dano moral, desde que
haja pedido expresso da acusação ou da parte ofendida, ainda que não especificada
a quantia, e independentemente de instrução probatória. REsp 1.643.051-MS, Rel.
Min. Rogerio Schietti Cruz, Terceira Seção, por

Art. 1º Constitui crime de tortura:

I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento


físico ou mental:

a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa;


(geralmente policial)

b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa;

c) em razão de discriminação racial ou religiosa;

II - submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou
grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou
medida de caráter preventivo.

De acordo com o artigo 3º, caput e incisos, da Lei n. 9.296/96, a interceptação poderá ser
determinada de ofício pelo magistrado (caput), a requerimento da autoridade policial
durante a investigação (inciso I) ou do Ministério Público, durante a investigação ou
instrução criminal (inciso II). Há doutrina refutando a possibilidade de o magistrado se
valer da interceptação telefônica de ofício quando da investigação, sob pena de
configuração da figura do juiz-inquisidor. Opostamente, há quem defenda a possibilidade
de decretação de interceptação de ofício mesmo na investigação, quando verificada a
hipótese do artigo 156, I, do CPP.( prova antecipada, em caráter de urgência)

Tendo em vista que a interceptação telefônica é hipótese de restrição de direito


fundamental (art. 5º, XII, CF), não se pode admitir que seja admitida em qualquer
hipótese, ou admitindo-se métodos menos gravosos de investigação. O artigo 2º, II, da Lei
n. 9.296/96 expressamente veda a interceptação telefônica quando a prova da infração
puder ser feita por outros meios disponíveis – sendo, nesse sentido, aplicação do
princípio da proporcionalidade lato sensu (notadamente do elemento necessidade).

Art. 2° Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando ocorrer


qualquer das seguintes hipóteses:

I - não houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal;

II - a prova puder ser feita por outros meios disponíveis;

III - o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de
detenção.

A personalidade do agente, embora relevante, não é requisito de validade ao acordo de


colaboração, mas sim elemento a ser considerado pelo magistrado quando da
homologação (art. 4º, §1ª, da Lei n. 12.850/2013). A validade do acordo de colaboração,
segundo a doutrina, está submetida ao preenchimento dos requisitos ordinários de
validade de negócios jurídicos processuais, bem como aos requisitos específicos
constantes da Lei das Organizações Criminosas.

A revelação da estrutura hierárquica e da divisão de tarefas da organização criminosa é


sempre necessária para que haja o acordo de colaboração.

Errada. Malgrado a revelação da estrutura hierárquica seja um dos resultados


pretendidos pela colaboração premiada (art. 4º, II, da Lei n. 12.850/2013), o próprio caput
do artigo 4º prevê a alternatividade dos resultados previstos em seus incisos. Ou seja:
basta a presença de um dos resultados do artigo 4º para que o acordo possa ser levado
em consideração pelo magistrado. Por fim, há doutrina a defender que quando o
colaborador pode atingir mais de um dos resultados do artigo 4º, deverá fazê-lo, sob pena
de ter reconhecida a sua má-fé e de descumprimento ao dever de renúncia ao silêncio –
impedindo, por consequência, a obtenção dos benefícios previstos no acordo de
colaboração.

Algumas observações:
1. É um meio de obtenção de prova (que deve ser efetiva e voluntária) cabível em
qualquer fase da persecução penal, mesmo após o trânsito em julgado.

2. Se anterior a sentença, o colaborador pode ser beneficiado com: o perdão judicial,


redução da pena PPL de 2/3 ou aplicação da PRD.

3. Se posterior a sentença, a pena pode ser reduzida até 1/2 ou benefício da progressão
de regime.

4. O juiz não participa das negociações, quem pode proceder a colaboração é somente o
delegado e o MP.

5. A concessão dos benefícios é condicionada a observação de requisitos, como: eficácia


da colaboração e personalidade do agente.

6. Pode haver suspensão do prazo para oferecimento da denúncia ou do processo: até 6


meses, prorrogável por +6 c/ suspensão do prazo prescricional.

São as fases que a dogmática penal especializada enxerga no crime de lavagem de


dinheiro. Vale notar que há substanciosa doutrina que chama a primeira fase de
colocação, e não de ocultação. A ocultação ocorre na movimentação do dinheiro,
separando-o do agente e colocando-o na economia formal, geralmente em mercados ou
países com sistemas fiscalizatórios mais brandos; a dissimulação (layering, estratificação)
consiste na prática de diversos atos concatenados e destinados a disfarçar a origem do
capital, a exemplo de diversas transações bancárias para inúmeros terceiros; a integração,
por fim, consiste no retorno do capital ao agente, que realiza operações regulares e
contabilizadas com o dinheiro, dando-lhe ares de licitude.

a) A Súmula Vinculante nº 24 do Supremo Tribunal Federal aplica-se não só aos crimes


materiais e formais previstos na Lei nº 8.137/1990, mas também ao crime de descaminho.

Errada. Errada porque (i) o enunciado 24 da súmula vinculante expressamente se reporta


aos crimes materiais (incisos I a IV da Lei n. 8.137/90), não abrangendo os crimes formais,
e (ii) o crime de descaminho é crime formal, a ele não se aplicando o referido enunciado
(STJ. 5ª Turma. HC 271.650/PE, rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, j. 03.03.2016).

b) A adesão ao Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT) instituído


pela Lei nº 13.245/2016, associada ao pagamento integral dos tributos devidos e multas
antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, acarretará a extinção da
punibilidade.

Correta. É o que prevê o artigo 5º, §1º e §2º, II, da Lei n. 13.245/2016.

c) O parcelamento do débito sempre acarreta a suspensão do processo, mesmo que


formalizado depois do recebimento da denúncia.

Errada. O artigo 83, §2º, da Lei n. 9.430/96, assim prevê: “É suspensa a pretensão punitiva
do Estado referente aos crimes previstos no caput, durante o período em que a pessoa
física ou a pessoa jurídica relacionada com o agente dos aludidos crimes estiver incluída
no parcelamento, desde que o pedido de parcelamento tenha sido formalizado antes do
recebimento da denúncia criminal”. O parcelamento posterior ao recebimento da
denúncia, portanto, não suspende a pretensão punitiva do Estado. Por fim, vale
lembrar que o STJ definiu que o pagamento integral do débito tributário
(compreendendo principal e acréscimos decorrentes da inadimplência) extingue a
punibilidade a qualquer tempo (STJ. 5ª Turma. HC 362.478/SP, rel. Min. Jorge Mussi, j.
14.09.2017).

d) Ainda que não se inicie perante o órgão fiscal competente o procedimento para
constituir definitivamente o crédito tributário, é possível ao menos a instauração de
procedimento investigatório para a apuração dos fatos supostamente criminosos.

Errada. O entendimento tanto do STJ quanto do STF é que, como regra, as investigações
destinadas à apuração de crime cometido conta a ordem tributária só podem ser
iniciadas após o lançamento do crédito tributário – porque antes disso não há crime.
Ocorre que o Supremo entende que em situações absolutamente excepcionais é possível
a instauração de inquérito “antes do encerramento do processo administrativo fiscal,
quando for imprescindível para viabilizar a fiscalização” (STF. 2ª Turma. HC 95.443, rel.
Min. Ellen Gracie, j. 02.02.2010). Perceba-se que há expressa menção à existência de um
PAD fiscal em curso, de sorte que se pode concluir que não havendo sequer
procedimento administrativo para apurar eventual crédito tributário, não se pode dar
início às investigações preliminares por absoluta ausência de materialidade.

A condenação anterior por cometimento de crime tipificado no art. 28, da Lei


11.343/06, atrai a agravante da reincidência.

Houve despenalização, e não descriminalização. Alguns autores falam em


descarcerização, pois a lei ainda pune por advertencia , prestação de serviço a
comunidade e etc, o que faz ser uma pena. Sendo ainda crime, se o agente pratica-lo será
considerado reincidente.
O art. 3 da Lei das Contravenções Penais dispõe que para a existência da contravenção,
basta a ação ou omissão voluntária, prescindindo(não precisa) do dolo ou culpa. Basta
uma ação voluntária e livro. Essa é uma visão positiva da ação.(até p q nossa lei é super
antiga)

A admissibilidade da punição pela prática de lavagem, é independente da culpabilidade


do autor do delito prévio, bastando a fato tipico e ilicito( Teoria da acessoriedade
mínima;Teoria da acessoriedade limitada; Teoria da acessoriedade extrema)

A) A pena de multa no caso de condenação por crime de dispensa de licitação fora das
hipóteses previstas em lei (Lei n. 8.666/1993) deve seguir o critério bifásico previsto no
Código Penal, devendo o juiz atender, principalmente, na fixação do valor de cada dia-
multa, ao montante da vantagem obtida ou potencialmente aferível pelo agente.

Errada. O artigo 99 da Lei n. 8.666/90 prevê um critério específico de fixação da pena de


multa: será uma porcentagem da vantagem pretendida pelo agente.

B) Tratando-se de crime de menor potencial ofensivo (Lei n. 9.099/1995), sendo crime de


ação penal pública condicionada, a composição civil ocorrida antes do oferecimento da
denúncia acarreta a extinção da punibilidade e impede a ocorrência da tentativa de
transação penal.

Errada. A composição civil dos danos implica em renúncia ao direito de queixa ou


representação (art. 74, parágrafo único, da Lei n. 9.099/95). A renúncia ao direito de
representação acarreta extinção da punibilidade nos crimes de ação penal privada – não
havendo menção às ações públicas condicionadas –, nos termos do art. 107, V, do CP. De
qualquer forma, há doutrina que sustente haver extinção da punibilidade também nesses
casos, então a afirmativa pode ser um tanto polêmica.

C) É admissível a forma tentada nos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e


valores (Lei n. 9.613/1998).

Correta. Tratando-se de crime comissivo e plurissubsistente, perfeitamente cabível a


tentativa, quando, por motivos alheios à vontade do agente, não se concretiza o
branqueamento de capitais.
D) O artigo 32 da Lei das Contravenções Penais (Decreto-lei n. 3.688/1941), sob a rubrica
de falta de habilitação para dirigir veículo, foi derrogado pelo crime de dirigir veículo
automotor, em via pública, sem a devida permissão para dirigir ou habilitação ou, ainda,
se cassado o direito de dirigir, previsto na Lei de Crimes de Trânsito (Lei n. 9.503/1997).

Errada. A alternativa, na verdade, está incompleta: a derrogação abrange apenas a


condução de veículos terrestres sem habilitação, bem como que o crime do CTB prevê, ao
final “gerando perigo de dan

E) Nos casos de violência de gênero contra a mulher no âmbito doméstico (Lei n.


11.340/2006), não é possível o juízo criminal fixar indenização mínima por dano moral
sem instrução probatória específica sobre a ocorrência do dano moral.

Errada. Para o STJ, é necessário o pedido expresso nesse sentido, mas não há
necessidade de instrução específica (STJ. 3ª Seção. REsp 1.643.051/MS, rel. Min. Rogério
Schietti Cruz, j. 28.02.2018, DJe 08.03.2018)

A medida de segurança pode ser aplicada em segunda instância, ainda que só o réu tenha
recorrido (súmula 525)

Errada. O enunciado 525 da súmula do STF veda aplicação da medida de segurança


quando apenas o réu tiver recorrido. Ocorre que o enunciado foi editado antes da
reforma de 1984 do CP, quando vigente o sistema do Duplo Binário. Com a reforma,
doutrina majoritária, bem como o STJ, passarou a advogar a superação do enunciado por
ter o legislador adotado o sistema unitário ou vicariante. Não obstante, em 2012 o STF
voltou a aplicar o enunciado (STF. 2ª Turma. HC 111.769, rel. Min. Gilmar Mendes, rel. p/ o
ac. Min. Cezar Peluso, j. 26.06.2012).

Não há crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua
consumação (súmula 145).

Correta. O enunciado 145 da súmula do STF, reproduzido na alternativa, veda o chamado


flagrante preparado. São situações em que a própria autoridade policial enseja a prática
do crime mas que, em razão de sua presença, é impossível a consumação. Uma situação
recorrente, mas em que não se aplica o enunciado 145 da súmula do STF, é a de policiais
que se passam por consumidores de droga e prendem agente que com eles negociou o
tóxico. Nesses casos, por ser o tráfico de droga crime de ação múltipla, há consumação
com a mera guarda da substância, sendo impróprio se falar em flagrante preparado.
Nesse caso, o agente já havia consumado o delito antes mesmo da negociação dos
policiais, sendo próprio o flagrante (STF. 2ª Turma. HC 105.929, rel. Min. Gilmar Mendes, j.
24.05.2011).
Utilizando-se de uma chave falsa, José invadiu um museu e amarrou o vigilante
Marcos na cama em que este cochilava, a fim de efetivar a subtração de obras de
arte que guarneciam o local. Durante a amarração, Marcos acorda, tenta impedir
José, mas não consegue se desvencilhar das cordas e assiste, impotente, ao
cometimento do crime. Praticada a subtração, José deixou o local, sem desamarrar
Marcos. Horas depois, por conta de uma inesperada e forte chuva seguida de
inundação, e em razão de estar amarrado, Marcos morreu por afogamento.
Considere a inundação causa superveniente relativamente independente.

O agente amarrou o vigilante, PARA subtrair os pertences - VIOLÊNCIA IMPRÓPRIA,


portanto, ROUBO ATÉ AQUI.

Depois da subtração por parte do autor, que vai embora, ocorre uma INUNDAÇÃO, que
ocasiona a morte da vítima. Qual o fenômeno? causa superveniente relativamente
independente. Ótimo. A causa, por si só, produziu o resultado? sim. Surgem os
questionamentos, então:

1) - Mas, de acordo com a teoria da conditio sine qua non, a morte da vítima não poderia
ser atribuida ao autor do fato? uma vez que, se ele não tivesse amarrado a vítima, esta
não teria morrido por conta da inundação. RESPOSTA - NÃO, pois a teoria é temperada
pela CAUSALIDADE ADEQUADA (VON KRIES). Segundo a teoria, somente se o evento
morte estivesse na linha de DESDOBRAMENTO FÍSICO do fenômeno, seria possível a
responsabilização do autor pelo resultado mais grave. Portanto, como determina o artigo
13, §1º, do CP, "o agente somente se responsabilizará pelos atos até então praticados" - O
ROUBO.

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