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S1, S2, a, $: NÚMEROS E LETRAS EM 4 DISCURSOS

Maria de Lourdes S. Ornellas1

Resumo:
Lacan utilizou letras em lugar de palavras para falar dos quatro discursos. Estas letras
têm um código a ser decifrado: S1= significante mestre; S2= o saber; $= sujeito
barrado; a= pequeno a, o mais-de-gozar. Os quatro discursos circulam em vários
espaços. São atos e não os espaços que especificam o discurso. Ex: o mestre não se
funda apenas no discurso do mestre, mas se enlaça nos quatro discursos.

Principio esse artigo afirmando que os quatro discursos se sustentam na matemática


porque foi nela que Lacan se inspirou para pensar os discursos, numa operação nomeada
de permutação em círculo, onde quatro termos ocupam cada um na sua vez, quatro
lugares ordenados.
Falar sobre esse tema reveste-se de sentido na medida em que, quando me encontrava
pesquisando sobre o discurso docente na contemporaneidade, a inquietação que me veio
à cabeça parece ter enodamento com o real, simbólico e imaginário. Uma leitura sobre
essas letras revela que estas buscam dizer que o discurso docente está enlaçado no nó
borromeu2, tal como é demonstrada nesse matema:

A
S I

Para que a escuta desse nó se presentifique nesse estudo vale


pontuar esses construtos enredando o real como o elo que não se pode simbolizar,
escapa, ex- existe e faz furo no sentido. O Simbólico é o registro da fala, é o que pode
ser nomeado e sua singularidade é que não se pode dizer tudo, enquanto que o

1
Profª Drª em Psicologia da Educação. Profª da Graduação e da Pós-Graduação da Universidade do Estado da Bahia e
Lider do Grupo de Pesquisa em educação e psicanálise e representação social social (gepe-rs). Psicanalista.
2
Lacan (1964) instituiu no seu seminário RSI esses três registros: Real, Simbólico e Imaginário, que enodados de
forma borromeana estruturam o sujeito.

1
Imaginário é especular, é fantasia, tem haver com a imagem. É na educação que o
docente se vê enodado pela representação desses três elos, mesmo sabendo que algo
precisa ser mudado, referenciado frente às demandas da sociedade contemporânea.
O discurso docente não é mais vazio, mas emprenhado de sentidos. Em certa
medida, alguns docentes se apropriam do conhecimento e quantos alunos se alimentam
e bebem desse processo de transmissão quando não comem e gozam desse prazer
intelectual e da angústia do aprender.
O real, o simbólico e o imaginário docente expressam o discurso e a estrutura do
sujeito no processo de ensinar e aprender revela que esse processo tem marcas
fundantes das figuras parentais, as quais contribuíram para a relação transferencial entre
professor-aluno. É possível tecer uma formação discursiva para dizer que quando se fala
de professor fala-se de aluno: docência e aluno tentando se escutar no espaço da sala de
aula: parecidos com a fita de Möebius3 em que o movimento de cara e coroa se desfaz,
porque agora não há mais borda e sim uma continuidade na mesma superfície conforme
revela o matema:

O discurso docente se vê perguntando: por que o aluno, quando tropeça na


aquisição do saber, não confessa que algo precisa ser reiniciado? É uma queixa que se
revela no campo do saber, na transferência, no sintoma4, e assim professor e aluno,
enredados na incompletude, buscam uma forma de encontrar uma saída para o mal-estar
da contemporaneidade, na qual ambos podem se posicionar em dois atos: na superfície
ou mergulhados no ato de ensinar e aprender.
O discurso do docente contemporâneo possivelmente busca identificar os
elementos constitutivos que ancoram o ato de ensinar e aprender.

3
Uma fita de Möbius é um espaço topológico obtido pela colagem das duas extremidades de uma fita, após efetuar
meia-volta numa delas. Deve o seu nome a August Ferdinand Möbius, que a estudou em 1858.
4
Não é uma doença, mas a expressão de um conflito inconsciente. Expressão da realização de um desejo e à
realização de um fantasma inconsciente, que serve a realização de tal desejo. (Freud, 1892, 231).

2
O discurso docente faz ato com a palavra que faz laço com o ensinar, aprender
que compõem o ato de aprender é o agalma5 que presentifica o estilo do que se diz, o
qual nesse estudo é teorizado tomando como referência Freud (1911) e Lacan. (1958).
No papel de sujeitos cognitivos, afetivos e sociais, o professor brinca de fort-da6
porque há um desejo de que sua presença e sua ausência provoquem faltas e suas
representações são costuradas tanto por conteúdos conscientes como por processos
inconscientes. Nesta lógica, a fala a seguir explicita o processo:
Na condição de pesquisadora indago: não seria essa capacidade de promover um
novo discurso não fechado, um discurso completo mas um discurso do semi-dizer como
quer a psicanálise, um discurso que revela uma ausência para que o aluno busque a
construção do seu conhecimento?
É possível ratificar que esse conhecimento tem uma base cognitiva, afetiva e
social, que se enlaça no escopo do discurso docente, de certo ponto de vista, quando
tentamos ver as faces do cubo que o autor propõe:

O mal-estar na escola tem diversas faces para serem olhadas e


pensadas: é como se olhássemos um cubo, que tem seis faces,
como sabemos, mas só podemos, de um determinado lugar, ver
três faces, é necessário que nos desloquemos para que vejamos
todas as faces”. (OUTEIRAL e CEREZER, 2003. p.1)

É pela escuta cuidadosa dos discursos presentes no mal-estar, na sala de aula,


que se faz preciso olhar a sala de aula, o pátio, a cantina, o banheiro, a entrada e a saída
do aluno, para que se possa entender o que o aluno fala, o que incomoda, o silencio, o
ruído, o prazer e o desprazer do seu processo de aprender.
Esse mundo desejante, que habita diferentemente em cada sujeito, estará sempre
preservado cada vez que um professor renuncie ao controle e aos efeitos de seu poder
sobre o aluno. Matar o mestre – para falar, escutar e tornar o mestre de si mesmo – é
uma lição que precisa ser ressignificada. (KUPFER, 2002, p. 45).
Faz-se preciso descortinar um olhar em que o aluno possa assumir também seu
discurso colocar-se no lugar daquele que investiga, daquele que semiotiza o saber
transmitido pelo desejo de tornar-se produtor do seu saber e do seu conhecimento.

5
Objeto de desejo, brilhante, galante, termo que vem de gal, brilho, no antigo francês. Lacan, J., utiliza essa
expressão no Seminário 8 – A Transferência (1993, p. 139)
6
Par simbólico observado por Freud no brinquedo de uma criança de 18 meses, revelando no jogo presença e
ausência (Chemama, 1995, p.82)

3
No lugar do sujeito do discurso me constituo enquanto sujeito da falta e me
coloco no lugar da fala se por um lado posso correr o risco de ser seduzida pela
completude, e por outro, tento enodar o real, o simbólico e o imaginário do discurso
docente.
O conceito de sujeito em psicanálise implica o próprio desconhecimento deste
em relação àquilo que o determina, ou seja, o inconsciente. Essa relação de
desconhecimento é constituinte do sujeito e permite articular várias rotas possíveis para
se pensar a cultura, a civilização, seja na arte, na ciência, na educação, na política ou na
relação professor-aluno. A noção do inconsciente ainda é estranha à educação, pois é
difícil conviver com a idéia de que possa existir um saber do qual nada se sabe. As
bases filosóficas da contemporaneidade estão assentadas em indagações permanentes
que envolvem o sujeito e o enigma essencial do homem: quem sou eu?, mola propulsora
para a instalação de um desejo de saber.
A apreensão da noção de sujeito na psicanálise e dos demais conceitos
implicados pode constituir-se em dificuldades para o professor, pois exige o
entendimento de que no ato educativo de ensinar e aprender há algo que a subjetividade
humana revela e que envolve mais do que o cognitivo, mas também o afetivo, que
somos seres incompletos, que há falhas em nossas relações, há furos em nosso saber e
que estamos em descompasso. E isso, em certa medida, a pedagogia parece não querer
ver, pois envolve o desejo de cada um, que é singular e que supõe o sujeito do
inconsciente, constituído na trama da linguagem, que envolve o dizer e o não-dizer em
que tanto o professor como o aluno se tecem sujeitos, com sua marca nomeada de estilo.
(KUPFER, 2000, p.129) A autora coloca: “ser sujeito implica que Lacan vai trabalhar
esse conceito na formulação dos quatro discursos, que desenham os diferentes modos
de laço social estabelecidos pelo sujeito no processo de inter-relação e trazem uma nova
dimensão da linguagem a falta”. A ênfase que Lacan coloca na linguagem como um
sistema de significação é um elemento central. O significante é o elemento que
determina o curso do desenvolvimento do sujeito e a direção de seu desejo. Lacan
utiliza fórmulas que expressam relações num dado momento da articulação dos termos:
sujeito, saber, objeto a. Estes termos se movimentam em torno de quatro lugares: o
lugar de um agente, que é o que aparentemente organiza o discurso, lugar do Outro ao
qual o discurso se dirige; o lugar da verdade, que fundamenta o discurso e o lugar da
produção, que marca o produto engendrado pelo discurso. Nessa articulação entre

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sujeito, significante, saber e objeto a, movimentam-se numa continuidade e não como
causa-efeito, se substituindo nos lugares de agente, Outro, verdade e produção.
Lacan utilizou letra em lugar de palavras. Os quatro discursos se sustentam na
matemática e se enlaçam na contemporaneidade. Estas letras têm um código a ser
decifrado:
S1= significante mestre
S2= o saber
$= sujeito barrado
a= pequeno a, o mais-de-gozar

O S1 ocupa o lugar do poder. Nesse lugar tudo está submetido à lei, ao controle
social, à ordem. É um discurso do desejo. Eis que emerge $, um furo do mestre que
insiste num saber todo e aprisiona nossa singularidade. O discurso do mestre (discurso
político, por excelência) é aquele que não quer saber sobre as coisas, mas quer apenas
que elas andem. Para que as coisas andem, aquilo que é da ordem do sujeito, como
assinala o gráfico, a e $ abaixo da barra, deve ficar recalcado.
O primeiro, mais antigo, o do discurso do mestre, visa “consertar” o que surge
como problemático por meio de medidas práticas que interferem naquilo que é
concebido como a causa do problema. Só nesse ponto é que ele se interessa pelo saber,
uma vez que este pode concorrer na solução do problema. Um saber amputado, posto
que é um saber já sabido “todo”, do qual se retirará uma eficácia.
No discurso do mestre, há a idéia de que quem fala sabe sobre o que fala. É o
discurso da possibilidade do saber, que se aproxima da ciência ao se acreditar unívoco.
O conhecimento que resulta desse discurso se reduz a um saber teórico. Essa forma

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discursiva coloca o outro na posição de escravo, mas de um escravo que tem um saber
prático do qual o mestre depende, para dali extrair sua essência e transformá-la num
saber de mestre. Visa a um tipo de poder conferido ou prometido pelo saber. É
comandado por um significante mestre apresentado ao outro como o saber que satisfaria
o desejo.
A versão moderna do discurso do mestre tem sua continuidade no discurso
universitário, comandado pelo saber estabelecido. Tem o saber como agente e se dirige
ao aluno que deve obedecer ao imperativo “saber mais”. A produção resultante é o
sujeito universitário que supõe um agente do saber, sobre o qual ele se sustenta, pois
precisa validar cada afirmação pelo já dito de um autor reconhecido enquanto tal. O
discurso universitário prega que há um conhecimento erudito ao qual o aluno deve se
assujeitar; há um saber sobre o objeto (o aluno como objeto), em como este deve ser. O
saber é da ordem de um grande Outro, o que provoca a alienação do sujeito. Observa-se
no Discurso Universitário que, no ato de educar, há um que sabe (o professor) e outro
que não sabe (o aluno). É um discurso transmissor da bibliografia, do conteúdo, do
método, etc. Torna-se escravo da escrita do Outro para dar sentido a sua escrita. Esse
discurso funciona como porta-voz de saberes e conhecimentos. É um mito do EU que
impera o lugar da Eu-cracia, termo utilizado por Lacan em 1969 para parafrasear a
palavra democracia. O discurso universitário goza-se com a alienação. O saber
veiculado é só aquele “creditado”, o que recebeu da “etiqueta” universitária a
autorização e a credibilidade. É um discurso que serve bem ao discurso do mestre. É por
isso que a universidade corre sempre o risco de cair na máxima da “ciência pela
ciência”, do “saber pelo saber” e, no final, as pesquisas mostram muito mais eficácia
metodológica do que resultado profícuos.
O discurso do histérico é sedutor; o histérico deseja reinar sobre o mestre. A
queixa, a insatisfação são marcas desse discurso, posto que idealiza seu mestre e diz que
o ama. Enquanto que o discurso do analista vai na contramão do discurso do mestre. O
analista de posse do saber do inconsciente desvela o sujeito analisante na sua
singularidade e o eleva à condição de sujeito da fala e da falta. É o sujeito suposto saber
Sss e ao mesmo tempo sabe que não sabe. O segundo, mais recente, o do discurso
analítico, busca “escandir” o que surge como conflituoso, agindo na forma como é
falado o conflito e que advém um saber ainda não sabido. Um saber cuja eficácia reside
na possibilidade de fazer questões (outras que não aquelas já existentes na queixa) e não
em dar respostas.

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Os quatro discursos circulam em vários espaços: na família, na escola, na igreja,
no trabalho etc. São atos e não os espaços que especificam o discurso. Ex: o mestre não
se funda apenas no discurso do mestre, mas se enreda nos quatro discursos.
Sabemos que o sujeito para a psicanálise é o sujeito do desejo e que se manifesta
nas formações do inconsciente, ou seja, através dos sonhos, sintomas, enganos,
esquecimentos, lapsos, atos falhos etc. O saber do inconsciente escapa ao sujeito,
quando ele fala. O inconsciente é também o discurso do Outro. O objeto do desejo é o
objeto do desejo do Outro e o desejo é sempre desejo de outra coisa, que é o que falta ao
objeto primordialmente perdido. Este registro da falta que mantém professor e aluno em
busca do saber sobre seu desejo acontece junto com a transferência, uma das condições
presentes para que a educação cumpra seu papel (ORNELLAS, 2005). A vida escolar
como uma extensão da vida familiar reforça a predisposição psíquica do aluno para
essas reedições de afeto estabelecidas na relação original, transferidas para a relação
com o professor e que se bem manejadas podem servir de mediadoras do conhecimento.
O reconhecimento de que no domínio do saber, tal como no domínio do desejo, algo
escapa ao sujeito, pode ressignificar o ato educativo em que a criação se presentifique,
desse modo o professor sujeito pode enfrentar o mal-estar vivido na educação Saber que
o ato educativo se instaura no vazio que o professor deixa nas brechas de seu ensino, ao
que lhe escapa, pode apontar para articulações fundantes do enlace entre a psicanálise e
educação e provocar indagações a respeito do próprio processo educativo nesta
contemporaneidade, reveladora de laços sociais em que os afetos ambivalentes enredam
os sujeitos. Isso não significa, entretanto, psicanalizar a educação, mas apreendê-la na
perspectiva de uma fala e uma escuta, em busca de uma concepção mais subjetivada a
respeito de um jeito próprio de ser, marca de sua singular maneira de enfrentar a
impossibilidade de ser”. Assim, a conexão da psicanálise com a educação, que leva em
conta o sujeito na relação com o Outro, fornece um balizamento das ações do professor,
modificando sua relação com o aluno, exercitando uma nova maneira de lidar com as
situações do cotidiano da sala de aula. O reconhecimento da realidade psíquica e das
fontes libidinais do desejo de saber podem ampliar a intervenção mediadora do
professor, ao criar para o sujeito a demanda de busca do conhecimento, mobilizando o
desejo do aluno e levando em conta a incompletude do sujeito, ajudando-o assim a
encontrar sentido no que vê, ouve, fala ou lê, sem perder de vista que o sujeito do
conhecimento é também o sujeito do desejo, que surge na falta e o impulsiona a
aprender. Esse olhar psicanalítico que desvela nas tramas do desejo o equívoco, o

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tropeço, pode constituir-se em novas possibilidades sobre as questões educacionais e o
papel desempenhado pelas práticas educativas, na constituição e no devir do sujeito.
Tanto ensinar como aprender é um ato de desejo. Entre o sujeito que ensina e o sujeito
que aprende há um movimento dinâmico que envolve fios reais, simbólicos e
imaginários, por vezes (in)visíveis na trama relacional e que são próprios da
constituição da subjetividade.
O analista escuta o enigma e professor-sujeito escuta o mal-estar ora é presença,
ou seja, embaça e ora clareia o saber que transmite, pensa que sabe o que diz porque
tem a pretensão de saber sobre sua própria vida e a do outro, mas confessa que quase
não sabe e indaga: quem é esse sujeito que marcado pela divisão não sabe o que diz, o
que é dito pela palavra que faz gozo na falta?
O mal-estar na educação pode ser chamado de estrutural, pois ele é inerente; é
um dos elementos de uma estrutura. E é nesse registro que pode ser chamado de
sintomático no sentido analítico.
O discurso pedagógico constrói uma noção de criança em desenvolvimento, só
pode fazê-lo dando ênfase às funções do ego. O sujeito não se desenvolve, só o ego. O
discurso pedagógico toma a criança como assexuada. As teorias do desenvolvimento
reforçam essa premissa. O saber veiculado pelo discurso pedagógico hegemônico exclui
do seu fluxo a distinção masculino/feminino.
O que ocorre, todavia, é um transbordamento, um retorno de uma verdade na
falha de um saber, o que nos leva a perceber que a mestria falha, como, aliás, qualquer
discurso, em sua pretensão totalizadora. Um transbordamento que só pode surgir como
mal-estar.
Se há mal-estar na educação e se o tomamos como estrutural, é inevitável
pensarmos na legitimidade de uma intervenção analítica e em suas possibilidades.

a $ Ignorância douta Queixa/enigma


___ ____ _____________ ________________
S2 S1 Saber inédito significantes da queixa

Na posição do agente (a) uma escuta, mas uma escuta fundada na ignorância
“douta”. Uma escuta que vise produzir na queixa sua transformação em enigma ($),
fazer advir ali onde há sofrimento/gozo, ou seja, em que o sujeito se sinta implicado no
que sofre/goza, responsabilizando-se por aquilo que é da ordem do ato.

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Não é necessário que o professor seja “contratado” no lugar como analista, é
necessário que ele saiba constituir-se como “a”, valendo-se de uma postura ética,
sustentada em uma brecha qualquer que a estrutura do sintoma lhe confira. O que pode
ser feito até no pedido, a ele endereçado, de um curso de reciclagem.
Lacan nos mostra mais um discurso: o discurso capitalista que está enredado
com a psicanálise e a educação.

Referências

CHEMAMA, R. Dicionário de psicanálise; Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.

FREUD, S. Obras completas. vs. 3,7,9,10,22, CD ROM. Rio de Janeiro: Imago, 1976.

KUPFER, M.C. Educação para o futuro; psicanálise e educação. São Paulo: Escuta,
2002.

LACAN, J. Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise. Rio de Janeiro:


Perspectiva, 1964.

________ Livro 20. Mais ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1965.

________O Seminário 8, A transferência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.

__________O eu na teoria de Freud e na técnica da psicanálise. Rio de Janeiro:


Jorge Zahar, 1958.

ORNELLAS, M.L.S. Afetos manifestos na sala de aula. São Paulo: Annablume, 2005.

OUTEIRAL, J. CEREZER, C. Adolescer: estudos sobre adolescência. Porto Alegre:


Artes Médicas, 1994.