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Alvenaria Estrutural de Blocos de

Concreto
Parâmetros de Projeto

Prof. M.Sc. Antonio de Faria


Outubro/2013
Definições
Elementos de alvenaria
 Não armada:
 Elemento de alvenaria na qual a armadura é desconsiderada para resistir aos
esforços solicitantes;
 Armado:
 Elemento (e não mais estrutura) de alvenaria no qual são utilizadas
armaduras passivas que são consideradas para resistência dos esforços
solicitantes;
 Protendido:
 Elemento de alvenaria que são utilizadas armaduras ativas impondo uma
pré-compressão antes do carregamento;
Definições
Parede
 Estrutural:
 Toda parede admitida como participante da estrutura (serve de apoio às
lajes e outros elementos da construção);
 Não estrutural:
 Toda parede não admitida como participante da estrutura (apoia e impõe um
carregamento às lajes ou outro elemento da estrutura);
Definições
Área bruta, líquida ou efetiva
 Bruta:
 Área de um componente (bloco) ou elemento (parede) considerando-se as
suas dimensões externas, desprezando-se a existência de vazios;
 Líquida:
 Área de um componente (bloco) ou elemento (parede) considerando-se as
suas dimensões externas, descontada a existência de vazios;
 Efetiva:
 Área de um componente elemento (parede) considerando apenas a região
sobre a qual a argamassa de assentamento é distribuída, desconsiderando os
vazios;
Definições
Amarração direta ou indireta
 Direta:
 Padrão de distribuição dos blocos no qual as juntas verticais se defasam de
no mínimo 1/3 do comprimento dos blocos;
 Indireta:
 Padrão de distribuição dos blocos no qual não há defasagem nas juntas
verticais e se utiliza algum tipo de armação entre as juntas;
Resistência à compressão
Relação fpk/fk
 Para a relação entre a resistência de parede e de prisma (fpk/fk)
assume-se o valor 0,7, ou seja, fk = 0,7.fpk;
 Como estamos trabalhando com valores característicos, foi necessário
estipular uma valor para o coeficiente de ponderação da resistência da
alvenaria (γm);
 A resistência à compressão é verificada por:

γf ⋅ Nk 1,0 parede  0,7 ⋅ fpk   hef  


3
γf = 1,4
≤ ⋅ ⋅ 1 -   
A 0,9 pilares γm   40 ⋅ tef   γm = 2,0

γf, γm – coeficientes de ponderação das ações e das resistências;


Nk – força normal característica;
A – área bruta da seção transversal;
fpk – resistência característica de compressão simples do prisma;
tef, hef – espessura e altura efetiva;
Resistência à compressão
Ensaio de prisma:
 O ensaio de prisma pode ser realizado com dois blocos e uma
junta de argamassa;
 Na construção do corpo de prova (assentamento de um bloco
sobre outro, formando o prisma de dois blocos e uma junta de
argamassa), deve-se dispor a argamassa em toda a face
horizontal do bloco (e não apenas nas laterais);
 A ideia é que o ensaio seja padronizado com ajustes no
dimensionamento de acordo com o tipo de construção;
 A referência para cálculo da resistência de prisma é a área bruta
do bloco e não mais a área líquida como em versões anteriores
da norma;
 Quando a argamassa for disposta apenas em dois cordões
laterais, deve-se reduzir a resistência da alvenaria, calculada e
controlada a partir de um ensaio de prisma com argamassa sobre
todo o bloco, em 20%;
Parede - assentamento

argamassa em toda face argamassa constituída apenas


horizontal do bloco por cordões horizontais
Resistência à compressão
Parede:
 A mínima espessura da parede estrutural foi mantida em 14 cm,
com flexibilização do critério para edificações de até dois
pavimentos, onde se deve respeitar o limite do índice de esbeltez;
 O limite do índice de esbeltez (λ), definido como relação ente a
altura efetiva e a espessura efetiva, foi aumentado para o caso de
alvenaria não armada, devendo-se respeitar os seguintes limites:

hef
λ= ≤ 24 para alvenaria não armada;
tef
hef
λ= ≤ 30 para alvenaria armada;
tef
Resistência à compressão
Parede:
 A espessura efetiva pode ser aumentada com o uso de
enrijecedores, utilizando-se os valores indicados na tabela 1 para
cálculo deste aumento;
te = δ ⋅ t

lenr tenr tenr tenr


=1 =2 =3
eenr t t t
6,0 1,0 1,4 2,0
8,0 1,0 1,3 1,7
10,0 1,0 1,2 1,4
15,0 1,0 1,1 1,2
20 ou mais 1,0 1,0 1,0
Resistência à compressão
Parede – resistência na direção horizontal do bloco:
 Se um prisma for totalmente grauteado, assume-se que a
resistência à compressão na direção horizontal é igual a direção
vertical (direção geralmente utilizada no ensaio de prisma);
 Se não houver graute, deve-se admitir resistência à compressão
na direção horizontal igual a 50% da obtida na direção vertical;
Resistência à compressão
Parede – ponto de contato de cargas concentradas:
 Em cargas concentradas não existe o problema de flambagem no
ponto de contato;
 Nesse ponto também é possível considerar um aumento da
resistência à compressão, uma vez que as tensões concentradas
na região de contato estarão confinadas por tensões menores ao
redor dessa região;
 Sempre que a espessura de contato for maior que 5 cm e maior
que t/3, pode-se considerar um aumento de 50% na resistência à
compressão;
 fpk  t
1,5 ⋅ 0,7 ⋅ se a ≥  3
Pk ⋅ γf  γm 5,0 cm
≤
a ⋅b  fpk  t
0,7 ⋅ se a <  3
 γm 5,0 cm

Resistência à compressão
Parede – ponto de contato de cargas concentradas:
 Em todos os casos recomenda-se que o apoio seja feito sempre
em canaleta grauteada (em um coxim, cinta ou verga);
 Se a tensão de contato for maior que a necessária, pode-se ainda
executar um coxim de concreto nesse ponto;
 Considerando um espalhamento da carga a 450, verifica-se a
necessidade de executar ainda esse coxim nas fiadas inferiores;
 Recomenda-se que o apoio seja sempre feito pelo menos meio-
bloco afastado da extremidade da parede, caso contrário não se
recomenda considerar o aumento de resistência;
 Quando a alvenaria é executada dispondo-se argamassa apenas
nos septos laterais dos blocos, o aumento de resistência por
confinamento não acontece;
Resistência à compressão – exemplo de
dimensionamento
Exemplo de dimensionamento:
 Considerando a utilização de blocos de concreto (fpk/fbk = 0,80),
de 14 cm de espessura e a parede apoiada em cima e em baixo
com hef = 280 cm, determine a resistência do bloco,
considerando:
 O espalhamento de argamassa em toda a face superior dos blocos;
 O espalhamento de argamassa em dois cordões laterais apenas;
Resistência à compressão – exemplo de
dimensionamento

γf ⋅ Nk 1,0 parede  0,7 ⋅ fpk   hef  


3

≤ ⋅ ⋅ 1 -   
A 0,9 pilares  γ m   40 ⋅ t ef  

0,7 ⋅ fpk   280  


3
1,4 ⋅ (30 + 60) kN
≤ 1,0 ⋅ ⋅ 1 -    fpk = 2939 = 2,94 MPa
0,14 ⋅1,0 2,0   40 ⋅14   m 2

 Argamassa total:
 Admitindo fpk/fbk = 0,80  fbk ≥ 2,94/0,8 = 3,68 MPa  blocos de 4,0 MPa (os ensaios
de prisma devem resultar em valor característico médio, igual a [0,8.4] = 3,1 MPa;
 Argamassa em dois cordões laterais:
 Considerando diminuição da resistência de 20% pelo fato de termos apenas dois
cordões laterais:  fbk ≥ 2,94/(0,8.0,8) = 4,59 MPa  blocos de 6,0 MPa;
Resistência ao cisalhamento

As tensões de cisalhamento na alvenaria seguem o


critério de resistência de Coulomb (τ = τ0 +µ.σ),
existindo uma parcela inicial da resistência devida à
aderência que é aumentada em função do nível de pré-
compressão;
O valor da parcela de resistência ao cisalhamento da
alvenaria depende do traço de argamassa utilizada, que
influência a aderência inicial (τ0), e do nível de pré-
compressão (µ.σ), com coeficiente de atrito µ = 0,5;
O valor característico da resistência convencional do
cisalhamento, fvk é dado pela tabela a seguir;
Resistência ao cisalhamento

 Resistências – Cisalhamento na alvenaria:


 As resistências características ao cisalhamento não devem ser maiores que os
valores apresentados na Tabela 4, válidos para argamassas de cimento, cal e
areia sem aditivos e adições juntas verticais preenchidas;
 Para outros casos a resistência ao cisalhamento deve ser determinada conforme
NBR 14321;

Resistência Média à Compressão da Argamassa (MPa)


Local
1,5 a 3,4 3,5 a 7,0 acima de 7,0

Juntas horizontais 0,10+0,5.σ ≤ 1,0 0,15+0,5.σ ≤ 1,4 0,35+0,5.σ ≤ 1,7


Interfaces de paredes com
0,35 0,35 0,35
amarração direta

Tabela 4 – valores característicos da resistência ao cisalhamento – fvk (MPa)


Resistência ao cisalhamento

 O valor da tensão de pré-compressão σ deve ser calculado


considerando apenas ações permanentes, minoradas do coeficiente
de redução igual a 0,9;
 Se a alvenaria for de seção T, I ou outra forma com flange, apenas a
área da alma deve ser considerada;
 Se houver armadura de flexão perpendicular ao plano de
cisalhamento em furo grauteado, a resistência característica ao
cisalhamento será obtida por:
fvk = 0,35 + 17,5 ⋅ ρ ≤ 0,7 MPa
Onde:
ρ= As/(b.d) é a taxa geométrica de armadura;
As – é a área da armadura principal de flexão;
b e d são as dimensões da seção transversal, largura e altura útil, respectivamente;
Opcionalmente a resistência ao cisalhamento pode ser determinada de acordo com a
NBR 14321;
Resistência ao cisalhamento

 Para vigas de alvenaria estrutural biapoiadas ou em balanço, a


resistência característica ao cisalhamento pode ser multiplicada pelo
fator [2,5 -0,25.Mmáx/(Vmáx.d)], tomando sempre maior que 1,0,
desde que a resistência característica majorada não ultrapasse 1,75
MPa;
 Mmáx é o maior valor do momento de cálculo na viga;
 Vmáx é o maior valor do esforço cortante de cálculo na viga;
 d é a altura útil da seção transversal da viga;
 Para a verificação do cisalhamento nas interfaces da ligação entre
paredes (amarração direta), considera-se fvk = 0,35 MPa;
 Quando os limites acima não forem suficientes para garantir a
estabilidade, é ainda possível armar a alvenaria ao cisalhamento.
Nesse caso, tem-se:
 Parcela do cisalhamento resistido pela alvenaria: Va = fvd.b.d;
 Armadura de cisalhamento;
Resistência ao cisalhamento

Asw =
(Vd - Va ) ⋅ s ≥ 0,05% ⋅ b ⋅ s
(armadura mínima)
0,5 ⋅ fyd ⋅ d
para pilares, considerar diâmetro mínimo do estribo igual a 5 mm;
 d
 2
 30 cm para as vigas
60 cm para as paredes
s = espaçamento da armadura ≤ 
  b
para os pilares  50 ⋅ φt
 20 ⋅ φl
 

Asw – área da seção transversal da armadura de cisalhamento;


Va – força cortante absorvida pela alvenaria;
Vd – força cortante de cálculo;
fyd – resistência de cálculo de escoamento da armadura;
d – altura útil;
b – largura;
s – espaçamento das barras da armadura;
Exemplo – cisalhamento em parede

 Considerando a utilização de blocos de fbk = 6,0 MPa e argamassa


com resistência à compressão de 5,0 MPa, verificar se a parede com
as características abaixo atende ao E.L.U., considerar t = 14 cm;

De acordo com a tabela2:


fvk = 0,15 + 0,5 ⋅ σ ≤ 1,4 MPa
0,9 ⋅ Nk 0,9 ⋅ 6,0 ⋅ 2,40 kN
σ= = = 385 2 = 0,39 MPa
A 0,14 ⋅ 2,4 m
fvk = 0,15 + 0,5 ⋅ 0,39 = 0,345 MPa ≤ 1,4 MPa → ok!
Vk ⋅ γf fvk 1,4 ⋅ 30 kN 0,345
Verificação: ≤ = = 0,0125 2
= 0,125 MPa ≤ = 0,173 MPa → ok!
b⋅d γm 14 ⋅ 240 cm 2,0
Exemplo – cisalhamento em uma verga
simples
 Dimensione a verga abaixo, considerando blocos de concreto de fbk =
4,0 MPa e As = 0,5 cm2;
Exemplo – cisalhamento em uma verga
simples

Vão efetivo da verga: l = 1,0 + 0,095 + 0,095 = 1,19 ≅ 1,20 m


q ⋅ l 5,0 ⋅1,2
Det. cortante máxima: Vk, máx = = = 3,0 kN
2 2 2
q⋅l 5,0 ⋅1,22
Det. momento fletor: Mk, máx = = = 0,9 kN ⋅ m
8 8
Determinação do fvk: fvk = 0,35 + 17,5 ⋅ ρ ≤ 0,7 MPa
As 0,5 cm 2
ρ= = = 0,002381 2 fvk = 0,35 + 17,5 ⋅ 0,002381 = 0,392 MPa ≤ 0,7 MPa
Ac 14 ⋅15 cm
Aumento de fvk para viga biapoiada:
 Mmáx   0,9 
 2,5 - 0,25 ⋅  =  2,5 - 0,25 ⋅  = 2,0
Vmáx ⋅ d   3 ⋅ 0,15 
fvk = 2,0 ⋅ fvk = 2,0 ⋅ 0,392 = 0,784 MPa ≤ 1,5 MPa

Vk ⋅ γf fvk 1,4 ⋅ 3,0 kN 0,784


Verificação: ≤ = = 0,02 2
= 0,2 MPa ≤ = 0,392 MPa → ok!
b⋅d γm 14 ⋅15 cm 2,0
Flexão Simples

Ensaio de tração na flexão


Tração na flexão – ABNT NBR 15961-1:2011

 Resistências – Tração na flexão:


 No caso de ações variáveis como, por exemplo, a do vento, permite-se a
consideração da resistência à tração da alvenaria sob flexão, segundo os valores
característicos definidos na Tabela 3, válida para argamassas de cimento, cal e
areia sem aditivos e adições e juntas verticais preenchidas;
 Para outros casos, a resistência de tração na flexão deve ser determinada
conforme procedimento descrito no ANEXO C da ABNT NBR 15.961-2 ou de
acordo com a NBR 14322;
Resistência Média à Compressão da Argamassa (MPa)
Direção da Tração
1,5 a 3,4 a 3,5 a 7,0 b acima de 7,0 c

Normal à fiada 0,10 0,20 0,25


Paralela à fiada 0,20 0,40 0,50
Nota 1 – valores relativos a área bruta;
a – Classe P2 e P3, conforme ABNT NBR 13281;
b – Classes P4 e P5, conforme ABNT NBR 13281;
c – Classe P6, conforme ABNT NBR 13281;

Tabela 3 – valores característicos da resistência à tração na flexão – ftk (MPa)


Alvenaria estrutural não armada
ABNT NBR 15961-1:2011 – Item 11.3.1
Para a alvenaria não armada, o cálculo do momento fletor resistente
da seção transversal pode ser feito com o diagrama simplificado
indicado na figura abaixo;

Diagrama de tensões para


Alvenaria não armada

A máxima tensão de compressão de cálculo na flexão não pode


ultrapassar em 50% a resistência à compressão de cálculo da
alvenaria (fd), ou seja, 1,5.fd;
A máxima tensão de tração de cálculo não pode ser superior à
resistência à tração de cálculo da alvenaria ftd;
Alvenaria estrutural armada
ABNT NBR 15961-1:2011 – Item 11.3.2
Para a alvenaria armada, o cálculo do momento fletor resistente da
seção transversal pode ser feito com o diagrama simplificado
indicado na figura abaixo;

Diagramas de deformações e tensões para a alvenaria armada


Alvenaria estrutural armada
ABNT NBR 15961-1:2011 – Item 11.3.2
d – altura útil da seção;
x – altura da linha neutra;
As – área da armadura tracionada;
As’ – área da armadura comprimida;
εs – deformação na armadura tracionada;
εc – deformação máxima na alvenaria comprimida;
fd – máxima tensão de compressão;
fs – tensão de tração na armadura;
Fc – resultante de compressão na alvenaria;
Fs – resultante de forças na armadura tracionada;
Fs’ – resultante de forças na armadura comprimida;
Alvenaria estrutural armada
ABNT NBR 15961-1:2011 – Item 11.3.3

No caso de uma seção retangular fletida com armadura simples, o


momento fletor resistente de cálculo é igual a:

MRd = As ⋅ fs ⋅ z na qual o braço de alavanca z é dado por:

 As.fs 
z = d ⋅ 1 - 0,5 ⋅  ≤ 0,95 ⋅ d
 b ⋅ d ⋅ fd 
onde:
fyk ou seja, metade da resistência ao escoamento de
fs = 0,5 ⋅ fyd = 0,5 ⋅
γm cálculo da armadura;
o valor de MRd não pode ser maior que:

MRd ≤ 0,4 ⋅ fd ⋅ b ⋅ d 2
Alvenaria estrutural armada
Exemplo 01: Flexão Simples em Viga

Dimensionar a verga com as características abaixo, considerando


blocos de concreto de 4,0 MPa

obs: cotas em cm
Exemplo 01: Resolução

Vão efetivo da verga: l = 1,0 + 0,095 + 0,095 = 1,19 ≅ 1,20 m

q.l 2 5,0.1,2 2
M= = = 0,90 kN.m = 90 kN.cm
8 8
MSd = γf.M = 1,4.90 = 126,0 kN.cm
fk fp
fd = fk = 0,7.fp η= = 0,80 fp = η ⋅ fb = 0,80 ⋅ 4,0 = 3,2 MPa
γm fb
fk = 0,7.fpk = 0,7.3,2 = 2,24 MPa

fk 2,24
fd = = = 1,12 MPa
γm 2,0

0,5.fyk 0,5.500
fs = = = 217,4 MPa
γs 1,15
Solução:

Critério normativos
2  As.fs 
MRd = As ⋅ fs ⋅ z ≤ 0,4 ⋅ fd ⋅ b ⋅ d z = d ⋅ 1 - 0,5 ⋅  ≤ 0,95 ⋅ d
 b ⋅ d ⋅ fd 
As (cm2) 0,41
Braço de Alavanca z (cm) 12,18
Zmáx (cm) 14,25
Verificação: z ≤ 0,95.d ok
MRd (kN.cm) 126,00
MRd,máx (kN.cm) 141,12

As = 0,41 cm2  2 # 5,0 mm


Exemplo 02: Projetar as armaduras de flexão de uma viga
em alvenaria estrutural, com largura de 14 cm, para vencer
um vão livre de três metros. Considerar uma carga de 6,0
kN/m, uniformemente distribuída sobre a viga;
Dados:
fpk = 9,5 MPa = 0,950 kN/cm2
Aço CA-50
q.l 2 6,0.3,0 2
M= = = 6,75 kN.m = 675 kN.cm
8 8
MSd = γf.M = 1,4.675 = 945,0 kN.cm
fk = 0,7.fpk = 0,7.9,5 = 6,65 MPa
fk 6,65
fd = = = 3,325 MPa
γm 2,0
0,5.fyk 0,5.500
fs = = = 217,4 MPa
γs 1,15
Solução:

Critério normativos
2  As.fs 
MRd = As ⋅ fs ⋅ z ≤ 0,4 ⋅ fd ⋅ b ⋅ d z = d ⋅ 1 - 0,5 ⋅  ≤ 0,95 ⋅ d
 b ⋅ d ⋅ fd 
As (cm2) 1,430
Braço de Alavanca z (cm) 28,66
Zmáx (cm) 30,4
Verificação: z ≤ 0,95.d ok
MRd (kN.cm) 945,00
MRd,máx (kN.cm) 1.906,69

As = 1,43 cm2  2 # 10,0 mm ou 3 # 8,0 mm


Padronização da especificação de argamassa e
graute e valor de prisma para blocos de concreto
classe A, B e C (NBR 6136:2005)
Padronização da especificação de argamassa e graute e valor de prisma para blocos de concreto classe A, B e C (NBR 6136/2005)
MPa, área bruta Carga máxima (kN/m) para hef = 2,8 m
Sem graute,
Sem graute, Com graute em todos Com graute a cada
* * argamassa em toda a
fbk fa fgk fpk/fbk fpk fpk /fpk fpk face do bloco
argamassa lateral os furos dos furos
observação: paredes com graute construídas com argamassa em toda a face do bloco
3,0 4,0 15,0 0,80 2,40 2,00 4,80 74 59 147 110
4,0 4,0 15,0 0,80 3,20 2,00 6,40 98 78 196 147
6,0 6,0 15,0 0,80 4,80 1,75 8,40 147 118 257 202
8,0 6,0 20,0 0,80 6,40 1,75 11,20 196 157 343 270
10,0 8,0 20,0 0,75 7,50 1,75 13,13 230 184 402 316
12,0 8,0 25,0 0,75 9,00 1,60 14,40 276 221 441 358
14,0 12,0 25,0 0,70 9,80 1,60 15,68 300 240 480 390
16,0 12,0 30,0 0,70 11,20 1,60 17,92 343 274 549 446
18,0 14,0 30,0 0,70 12,60 1,60 20,16 386 309 617 502
20,0 14,0 30,0 0,70 14,00 1,60 22,40 429 343 686 557
em que:
fa = resistência média à compressão da argamassa;
fbk = resitência característica à compressão do bloco;
fgk = resistência característica à compressão do graute;
fpk = resistência característica à compressão do prisma oco;
fpk* = resistência característica à compressão do prisma cheio;
Blocos de 14 cm de espessura;
fonte: Parâmetros de projeto de alvenaria estrutural com blocos de concreto - EdUFSCar-2012