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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE PELOTAS

GERÊNCIA DE ENSINO SUPERIOR


CURSO DE AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

BETÂNIA VARGAS OLIVEIRA

Alternativas de Automação Disponíveis no Mercado Brasileiro para


Residências Médio Porte

Monografia submetida à avaliação, como


requisito parcial para a conclusão da
disciplina de Projeto de Graduação

Prof. Msc. Jair Jonko Araujo


Orientador

Pelotas, dezembro de 2006.


AGRADECIMENTOS

Em cada etapa de nossas vidas somos auxiliados e compreendidos pela


força superior e por muitas pessoas. É bastante complicado citar o nome de apenas
algumas destas pois corremos o risco de sermos injustos. Contudo, agreço em
especial à:
em primeiro lugar a Deus pela vida, pela força e pela esperança que foram
imprescindíveis na elaboração deste trabalho;
à minha família e às minhas amigas pela compreensão das minhas
ausências, pelo estímulo e pelas críticas construtivas;
ao professor Jair Jonko, meu orientador, pela oportunidade de trabalho, pela
dedicação, pelas discussões e revisões, pelo esclarecimento de minhas dúvidas e
principalmente por ter reservado boa parte de seu tempo disponível para orientar
este trabalho.
E finalmente, agradeço a todas aquelas pessoas que de alguma forma me
apoiaram na realização deste trabalho.

2
SUMÁRIO

LISTA DE ABREVIATURAS.........................................................................................5
LISTA DE FIGURAS.....................................................................................................6
RESUMO......................................................................................................................7
ABSTRACT..................................................................................................................8
1 INTRODUÇÃO .........................................................................................................9
1.1 Contextualização do Trabalho ...............................................................................9
1.2 Objetivos do Trabalho .........................................................................................12
1.3 Organização do Texto .........................................................................................12
2 PRINCIPAIS ELEMENTOS DE SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL E
PREDIAL....................................................................................................................14
2.1 Controle residencial e predial..............................................................................14
2.1.1 Controle centralizado.........................................................................................15
2.1.2 Controle distribuído...........................................................................................15
2.1.3 Controle local.....................................................................................................16
2.2 Subsistemas.........................................................................................................16
2.2.1 Segurança.........................................................................................................16
2.2.2 Iluminação.........................................................................................................17
2.2.3 Climatização......................................................................................................17
2.2.4 Telefonia ...........................................................................................................18
2.2.5 Rede elétrica ....................................................................................................18
2.2.6 Hidráulica e gás.................................................................................................18
2.3 Protocolos de comunicação.................................................................................19
2.4 Construção da rede física.....................................................................................19
2.4.1 Cabeamento estruturado...................................................................................20
2.4.2 Redes sem fio....................................................................................................21
2.4.2.1 Infravermelho..................................................................................................22
2.4.2.2 Laser...............................................................................................................22
2.4.2.3 Rádio..............................................................................................................23
2.4.3 PLC (Power Line Comunications).....................................................................23
3 PROJETOS DE SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL.............................25
3.1 Descrição do problema........................................................................................25
3.2 Definição dos cenários........................................................................................28
3.2.1 Cenário dormindo..............................................................................................28
3.2.2 Cenário desocupado.........................................................................................28
3.2.3 Cenário faxina...................................................................................................29
3.2.4 Cenário ocupado...............................................................................................29
3.2.5 Cenário férias....................................................................................................29
3.3 Definição das funcionalidades necessárias..........................................................29
3.3.1 Controle de iluminação ambiente......................................................................30
3.3.2 Controle de HVAC.............................................................................................30
3.3.3 Controle das persianas......................................................................................31
3.3.4 Controle de intrusão e alarme...........................................................................32
3.4 Solução utilizando dispositivos programáveis......................................................32
3.4.1 Comando de controle de iluminação por sensor de presença..........................33
3.4.2 Comando de dimerização através de controle remoto e pulsador....................34
3.4.3 Comando temporizado para relés fotoelétricos.................................................35

3
3.4.4 Comando de diferentes pontos de iluminação por controle remoto e
pulsadores..................................................................................................................36
3.4.5 Comando de acionamento de persianas através de telecomando e
interruptor...................................................................................................................37
3.4.6 Controle de temperatura e segurança...............................................................38
3.5 Solução utilizando CLP........................................................................................38
3.6 Solução utilizando equipamento específico para automação residencial............40
4 ESPECIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS.............................................................42
4.1 Solução utilizando dispositivos programáveis......................................................42
4.1.1 Controle de iluminação......................................................................................42
4.1.2 Controle de persianas.......................................................................................43
4.1.3 Controle de HVAC.............................................................................................44
4.1.4 Controle de intrusão e alarme...........................................................................45
4.2 Solução utilizando CLP........................................................................................46
4.2.1 Controle de iluminação......................................................................................46
4.2.2 Controle de persianas.......................................................................................47
4.2.3 Controle de HVAC.............................................................................................47
4.2.4 Controle de intrusão e alarme...........................................................................48
4.3 Solução utilizando equipamento específico para automação residencial............49
4.3.1 Controle de iluminação......................................................................................49
4.3.2 Controle de persianas.......................................................................................50
4.3.3 Controle de HVAC.............................................................................................50
4.3.4 Controle de intrusão e alarme...........................................................................51
4.4 Considerações finais............................................................................................52
5 CONCLUSÕES E TRABALHOS FUTUROS...........................................................54
6 REFERÊNCIAS.......................................................................................................56

4
LISTA DE ABREVIATURAS

AT Armário de Telecomunicações;
ATR Área de Trabalho;
CLP Controlador Lógico Programável;
CEFET-RS Centro Federal de Educação Tecnológica de Pelotas;
DGT Distribuidor Geral de Telecomunicações;
EEPROM
EIA Electronics Industries Association;
HVAC Heating, Ventilation and Air Conditioning;
IHC Intelligent Home Control;
PC Program Counter;
PLC Power Line Comunications;
SEQ Sala de Equipamentos;
TCP/IP
TIA Telecommunications Industry Association

5
LISTA DE FIGURAS

Figura 1.1: Sistema de gestão de funções...................................................................8


Figura 2.1: Exemplo de um sistema de cabeamento estruturado..............................17
Figura 4.1: esquema de ligação dos componentes para comando de controle de
iluminação por sensor de presença..........................................................29
Figura 4.2: esquema de ligação dos componentes para comando de dimerização por
controle remoto e pulsador........................................................................31
Figura 4.3: esquema de ligação dos componentes para comando temporizado para
relés fotoelétricos......................................................................................32
Figura 4.4: esquema de ligação dos componentes para comando de diferentes
pontos de iluminação por controle remoto e pulsadores...........................33
Figura 4.5: tela de supervisão utilizada no programa de gerenciamento remoto.......35
Figura 4.6: esquema de ligação dos componentes da solução utilizando
equipamento específico para automação residencial......................37

6
RESUMO

O grande crescimento das funcionalidades dos sistemas de automação


residencial vem provocando um aumento da complexidade de projeto e de
gerenciamento destes sistemas. Existe uma vasta gama de equipamentos e
softwares específicos para automação residencial, porém nem todos estão
disponíveis no mercado brasileiro. Além disso, há uma enorme dificuldade de
integrar todas as funcionalidades exigidas pelo usuário, permitindo economia,
conforto e praticidade de projeto e garantindo bom desempenho do sistema.
Este trabalho busca analisar algumas alternativas disponíveis no mercado
brasileiro e propor soluções de automação residencial para residências de médio
porte. A fim de direcionar a pesquisa, o trabalho é baseado em um estudo de caso, o
qual se trata de um projeto arquitetônico de uma residência de médio porte. São
apresentadas três soluções distintas para automatizar certas funcionalidades desta
residência. Para realizar o estudo comparativo entre estas soluções são utilizados
parâmetros qualitativos tais como flexibilidade e capacidade de integração entre os
dispositivos.

Palavras-chave: automação residencial, controle, integração.

Available alternatives at the brazilian market for home automation in medium


residences.

7
ABSTRACT

The increasing growth of the functionalities of the home automation systems have
cased an increase of the complexity of project and management of these systems.
There’s a vast specific equipment gamma and software for home automation
systems, however not all of them are available in the brazilian market. Moreover,
there’s an enormous difficulty to integrate all the functionalities demanded for the
user, allowing economy, comfort and practice of project and guaranteeing good
performance of the system.
This work seeks to analyze some available alternatives at the brazilian market and to
consider solutions for home automation in medium residences. In order to focus the
research, the work is based on a case study, which is about a architectural project of
a medium residence. Three distinct solutions are presented to automatize certain
functionalities of this residence. To carry through the comparative study between
these solutions qualitative parameters are used such as flexibility and capacity of
integration between the devices.

Word-keys: home automation systems, control, integration.

8
1 INTRODUÇÃO

1.1 Contextualização do Trabalho

A Automação é um sistema que cresce incessantemente no mundo.


Segundo HOLANDA, 1975, automação é um sistema automático de controle pelo
qual os mecanismos verificam seu próprio funcionamento, efetuando medições e
introduzindo correções sem a necessidade da interferência do homem. No Brasil, ela
começou em meados da década de 70, especificamente no setor industrial, cuja
motivação maior foi a necessidade de aumentar a produtividade e a eficiência das
indústrias. Em seguida, surgiu a automação comercial em hospitais, hotéis, prédios
de escritório, entre outros, que vem evoluindo consideravelmente, principalmente
com o rápido avanço da informática.
Esses sistemas de automação industrial e comercial incentivaram o
desenvolvimento da automação residencial. Esta tem por objetivo aumentar a
segurança, o conforto, a economia e a praticidade da vida das pessoas em suas
residências. Junto com o desenvolvimento da automação residencial veio a
automação predial, que foi desenvolvida inicialmente com as mesmas tecnologias
que eram utilizadas na área industrial (BOLZANI, 2004). Mas, como cada uma delas
tem suas características específicas, foram surgindo tecnologias que se adequam às
necessidades peculiares.
“No início da década de 90, a automação predial era simplesmente a
supervisão e o controle dos sistemas de ar condicionado, elétrica e hidráulica”
(BETTONI, 2006). Esses sistemas visavam, inicialmente, ao conforto operacional e à
redução do consumo de energia. Com o avanço tecnológico, foram sendo
incorporados outros sistemas como os de alarme e incêndio, de segurança, de
sonorização, de cabeamento estruturado e de vários subsistemas específicos para
cada aplicação.

Hoje em dia, as soluções vão além de simplesmente usar equipamentos


modernos para automatizar e controlar prédios e residências. A preocupação é de
também aproveitar ao máximo os recursos naturais e integrar os sistemas.

9
A automação está diretamente ligada ao controle de processos. MIYAGI,
1996, define controle como a aplicação de uma ação pré-planejada para que aquilo
que é considerado como objeto de controle atinja certo objetivo. Os sistemas de
controle automático têm sido amplamente utilizados na sociedade moderna, desde
simples aplicações como o controle de temperatura de um equipamento até em
sistemas altamente sofisticados como em aviões e em satélites. Isso se deve ao fato
de que os sistemas de controle colaboram com o bom desempenho econômico e
ambiental dos processos, além de eliminar possíveis riscos envolvidos no processo.
Várias equipes de pesquisas em todo o mundo estão se ocupando em
desenvolver sistemas de tecnologia para novos serviços e aplicações em sistemas
de automação residencial. O foco é mudar cada vez mais do “desenvolvimento de
componentes” para o “desenvolvimento de serviços”, pois a carência não é de
tecnologias básicas, mas sim de soluções de sistemas completos com fácil
manipulação e instalação.
As soluções para sistemas de automação residencial tendem a ser bastante
pessoais e dirigidas, devem ser observados o estilo de vida e o aspecto preferencial
de quem irá residir no local (BOLZANI, 2004). Outro aspecto importante é que o
sistema deve ser projetado com interfaces amigáveis, ou seja, o suporte de funções
deve permitir ao cliente configurar e modificar o sistema sem precisar de ajuda de
um técnico.
Um sistema de automação predial pode executar um número grande de
funções, as quais podem ser classificadas em áreas denominadas subsistemas:
• Controle de HVAC (Heating, Ventilation and Air Conditioning –
Aquecimento,Ventilação e Ar Condicionado);
• Controle de iluminação ambiente;
• Controle de acesso, não apenas das instalações internas (salas,
elevadores, estacionamento...), mas também às redes de computadores;
• Controle de segurança em caso de problemas elétricos ou mecânicos,
fumaça, gases perigosos, incêndio e água, entre outros, devendo ser capaz
de acionar as equipes de emergência, fechar automaticamente portas contra
fogo, acionar iluminação de emergência, etc;
• Controle de movimentação de pessoas e objetos;
• Gestão de energia;

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Entre as características comuns às áreas de automação predial e
residencial, pode-se destacar: confiabilidade, adequação da relação custo/ benefício,
conforto e conveniência, interatividade, entre outras.
Neste trabalho serão abordadas somente características e funções comuns
à automação predial e à automação residencial, por serem as mais utilizadas e
oferecerem um número maior de equipamentos disponíveis no mercado brasileiro.
Para a execução de todas as funções, é imprescindível a troca de dados
entre todos os equipamentos e sistemas de controle. Em geral os dispositivos
podem ser fornecidos por fabricantes diferentes, mas isso não pode prejudicar a
comunicação entre eles. Para isso, existem os protocolos de comunicação. Como
existem diversos protocolos de comunicação, a interoperabilidade entre as diversas
partes dos sistemas se torna um fator imprescindível para o bom funcionamento do
sistema global.
Cada vez mais os dispositivos são dotados de “inteligência”. Assim, a
tendência é a de descentralização do controle entre eles, permitindo que troquem
informações para executar as tarefas previamente programadas. Apesar de
aumentar a confiabilidade e a eficiência dos sistemas, essa descentralização do
controle aumenta a dificuldade de gerenciar esses sistemas e de projetá-los
(ARAUJO, 2005).
Uma gestão otimizada dos sistemas técnicos integrados aumenta o conforto
dos usuários e a segurança do sistema. O desafio é o de oferecer capacidade de
integração e de interoperabilidade dos sistemas, aproveitar melhor os recursos
materiais e lógicos assim como obter uma maior flexibilidade das arquiteturas de
sistemas (BECKER, 1995).
A figura 1.1 mostra um esquema de gestão técnica de funções, a qual tem
como missão controlar todas as instalações de um prédio ou de uma residência e é
encarregada de gerar diversos conjuntos de aplicações para diferentes instalações.
É a gestão dos sistemas técnicos integrados do estabelecimento levando em conta
todas as suas funções técnicas e administrativas, prevendo conforto, segurança e
gestão das pessoas. Ela participa igualmente da flexibilidade do estabelecimento,
pois permite utilizar melhor os equipamentos.

11
Figura 1.1: Sistema de gestão de funções

1.2 Objetivos do Trabalho

Este trabalho tem por objetivo sugerir soluções para automação residencial
disponíveis no mercado brasileiro para residências de pequeno e médio porte.
Como estudo de caso, será adotado um projeto arquitetônico do Curso
Técnico em Edificações do CEFET-RS desenvolvido pela aluna Flávia Abreu. Ele
caracteriza-se como pesquisa bibliográfica, cuja operacionalização dar-se-á
mediante a análise documental da área em foco. No estudo comparativo, entre as
soluções, utilizar-se-ão parâmetros qualitativos tais como flexibilidade e capacidade
de integração entre os dispositivos.

1.3 Organização do texto

Este trabalho está organizado como segue: o próximo capítulo apresenta os


principais elementos que compõem os sistemas de automação residencial e predial,
onde são apresentados os tipos de controle desses sistemas e os subsistemas que
os compõem, os tipos de protocolos de comunicação, como se dá a contrução da

12
rede física, uma breve explicação sobre cabeamento estruturado e como se realiza a
comunicação de dados via redes sem fio e via rede elétrica.

O capítulo 3 descreve a metodologia adotada para a realização do projeto de


automação residencial do caso escolhido, primeiramente com a descrição do
problema, a definição dos cenários a partir da rotina da família, a definição das
funcionalidades necessárias e três soluções de automação para a residência.
O capítulo 4 apresenta a especificação dos equipamentos a serem utilizados
para as três soluções propostas. O capítulo 5 apresenta as conclusões obtidas e
aponta os trabalhos futuros. O último capítulo apresenta as referências utilizadas
para realização deste trabalho.

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2 PRINCIPAIS ELEMENTOS DE SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO
RESIDENCIAL E PREDIAL

Quando se trata de automação industrial, os fatores mais relevantes são o


aumento da produtividade, da qualidade do serviço/produto e da segurança dos
usuários. Já em sistemas de automação residencial e predial, cita-se a segurança, a
economia de tempo e de dinheiro do usuário, a economia de energia elétrica e o
conforto. O fator mais importante é, sem dúvida, o conforto. Se um sistema, seja ele
automatizado ou não, não oferecer conforto ao usuário, em seguida será desativado.
Os equipamentos devem unificar os controles e processos tornando tudo o mais
simples possível. Para isso, é muito importante que todas as funções sejam
desenvolvidas de forma integrada e que todos dispositivos sejam acionados pela
mesma interface. Quando isso não é previsto antes da sua implantação, tem-se a
improvisação e o desperdício, resultando em prejuízos financeiros e dificuldades
operacionais.

2.1 Controle residencial e predial

Um sistema de automação residencial e/ou predial é composto basicamente:

• De variáveis de entrada tais como sensores, interruptores,


telecomandos, controles remotos, etc;
• De variáveis de saída (atuadores, lâmpadas, motores...);
• De dispositivos de controle (controladores).
Um exemplo básico seria, por exemplo, quando se entra em um determinado
ambiente e a iluminação é acionada automaticamente. Nesse caso, um sensor
detecta a presença de um ser no ambiente, emite um sinal em uma entrada do
controlador que por sua vez envia uma tensão para a lâmpada através de uma de
suas saídas, acionando-a.
Uma questão desejável é que o sistema possibilite diferentes respostas de
acordo com a condição do ambiente.
Um ambiente automatizado deve possuir um sistema de controle dos
equipamentos e de gerenciamento de informação que atenda as necessidades dos

14
usuários e facilite a administração por parte dos técnicos e/ou responsáveis. A
escolha do sistema mais adequado deve ser feita no projeto para a continuidade e o
bom desempenho do mesmo.
Basicamente, as soluções existentes oferecem três tipos de controle:
centralizado, distribuído e local (PERGUER, 2006). Esses três sistemas de controle
encontram-se atualmente disponíveis no mercado, é necessário somente escolher o
que mais se adapta para cobrir as necessidades do projeto em questão.

2.1.1 Controle centralizado

É caracterizado por um dispositivo central de controle que é responsável


pelo controle de vários equipamentos ou dispositivos, podendo ter conexão com um
sistema supervisório central ou ter sua própria interface homem-máquina. Como
exemplo, cita-se o CLP (Controlador Lógico Programável) o qual possui entradas e
saídas adaptáveis às necessidades de automação, seja predial, residencial ou
industrial. Porém, este tipo de controlador pode ser igualmente utilizado para
controle distribuído.
O sistema com controle centralizado reduz o tempo gasto com o projeto,
pois os dispositivos e o cabeamento são instalados todos juntos e a manutenção é
fácil devido à busca de erros ser mais rápida.
Porém, como essa alternativa possui apenas uma unidade central de
processamento, apresenta uma inconveniência, pois em caso de pane da unidade
central, todos os outros equipamentos ou dispositivos deixam de funcionar.

2.1.2 Controle distribuído

Nesse tipo de controle não há necessidade de uma unidade de controle


centralizada, os dispositivos são individualmente controlados por instrumentos
autônomos, conectados através de uma arquitetura de rede adequada. Esses
instrumentos podem enviar informações para um sistema supervisório e podem ser
configurados a distância, até mesmo via internet.

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2.1.3 Controle local

Não há integração entre o processo e o restante dos dispositivos de


controle, além de não possuir monitoramento a distância. Os dispositivos podem
funcionar independentemente de uma unidade central. Por exemplo, em um hotel,
para controlar a temperatura de seu quarto, o próprio hóspede ajusta a temperatura
de conforto.

2.2 Subsistemas

Um subsistema agrupa funcionalidades do mesmo tipo e um sistema de


automação residencial ou predial é divido em vários subsistemas de acordo com as
funcionalidades desejadas. Ao analisar separadamente os sistemas de automação
residencial e os sistemas de automação predial, notam-se funcionalidades comuns
aos dois tipos de sistemas e funcionalidades específicas para cada sistema. Como
as funcionalidades comuns aos dois sistemas são mais comumente utilizadas por
cobrirem as necessidades mais urgentes dos usuários, apresentam um número
maior de soluções no mercado.
A partir das funcionalidades comuns aos dois sistemas, são definidos os
seguintes subsistemas:
• Segurança;
• Iluminação;
• Climatização;
• Telefonia;
• Rede elétrica;
• Hidráulica e gás (BOLZANI, 2004).

2.2.1 Segurança

Esse subsistema abrange as funcionalidades que têm por objetivo assegurar


às pessoas, aos bens e aos equipamentos. São elas:

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▪ Controle de acesso: permite, somente às pessoas autorizadas, o
acesso a locais determinados e a utilização de certos equipamentos;
▪ Detecção de vazamentos: detecta vazamentos de gases,
fumaça e água e aciona os sistemas de emergência, como o acionamento
das equipes de emergência, fechamento de portas contra fogo e aviso ao(s)
usuário(s);
▪ Detecção de problemas elétricos e mecânicos: detecta
problemas elétricos e mecânicos como, por exemplo, curtos-circuitos e panes
nos atuadores e aciona os sistemas de emergência;
▪ Detecção de invasões: detecta a invasão de pessoas e/ou
objetos, acionando sistemas de emergência como alarmes, equipes de
emergência, fechamento de portas e janelas, desativação da iluminação, etc.

2.2.2 Iluminação

Esse subsistema ocupa-se do controle da iluminação dos ambientes internos


e externos de acordo com certos parâmetros como ocupação do local, horário,
iluminação natural, entre outros. Permite o acionamento de lâmpadas, portas,
janelas, persianas e cortinas, conforme programado.
Com o controle de iluminação é possível criar cenas para cada ocasião,
controlando a intensidade de cada lâmpada que faz parte de um ambiente. Por
exemplo, em um dia chuvoso, a iluminação deve ser mais intensa, as janelas devem
estar fechadas e as cortinas e persianas devem ser abertas.

2.2.3 Climatização

Esse subsistema ocupa-se do controle do clima do ambiente e da água de


acordo com fatores como ocupação, temperatura exterior, umidade, estação do ano,
horário, entre outros. Abrange três funcionalidades principais:
• Controle de aquecimento: permite controlar a temperatura de
aquecimento do ambiente e da água;
• Controle de ventilação: permite controlar a ventilação do ambiente,
através da abertura e fechamento de portas e janelas;

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• Controle de ar condicionado: permite controlar a temperatura
ambiente.
Como exemplo, tem-se o acionamento do ar condicionado 30 minutos antes
do usuário chegar ao ambiente, este acionamento pode ser automático ou via
comando.

2.2.4 Telefonia

Subsistema que trata do comando de todas as outras funcionalidades


através de aparelhos telefônicos e também do acionamento de discadas
automáticas a equipes de emergência e a usuários em casos de emergência. Por
exemplo, pode-se acionar a iluminação e a climatização de um ambiente através do
teclado do telefone.

2.2.5 Rede elétrica

Esse subsistema encarrega-se do gerenciamento e do controle do consumo


de energia, buscando sempre a sua otimização. Conseqüentemente, esse
gerenciamento interfere no comando dos outros subsistemas, pois permite o controle
dos principais dispositivos elétricos da residência ou prédio, como transformadores,
disjuntores de alta e baixa tensão, quadros de alimentação de
equipamentos e centrais de medição de grandezas elétricas. Pode atuar sobre as
o aquecimento de água, a iluminação, a climatização, entre outros, a fim de ajustar
os equipamentos nos períodos mais críticos de modo a manter o nível de consumo e
controlar a demanda de energia para se beneficiar de tarifas diferenciadas. Por
exemplo, se o usuário sai de férias e a iluminação está programada para ser
acionada de vez em quando (para não parecer que a casa está desocupada), o
sistema utiliza o mínimo de energia possível para acender as lâmpadas.

2.2.6 Hidráulica e gás

Esse subsistema possibilita o controle da distribuição de gás e da


pressurização da água em torneiras, chuveiros, sistema de irrigação e piscinas, a fim

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de minimizar o consumo, identificar vazamentos e controlar a acumulação e o
despejo de efluentes nas redes públicas.

2.3 Protocolos de comunicação

Conforme já visto no capítulo 1, para o bom funcionamento do sistema é


necessário que os dispositivos troquem informações entre eles. Para isso, utilizam
protocolos de comunicação. Segundo (BOLZANI, 2004) “protocolo é um conjunto
formal de convenções que regulam o formato e o sincronismo da troca de
mensagens entre dois sistemas de comunicações”. Essas trocas são realizadas em
etapas diferentes para facilitar a resolução do problema.
Existem diversos protocolos de comunicação desenvolvidos para os
sistemas de automação residencial e predial, porém há uma grande dificuldade de
atender os requisitos do usuário. O grande desafio é obter sistemas integrados,
flexíveis às mudanças e de fácil instalação e manutenção. Cada fabricante tem o
objetivo de tornar o seu protocolo um padrão, eles não trabalham juntos a fim de
especificar um padrão comum a todos. Por isso, é necessário o uso de gateways
para converter protocolos e permitir a comunicação entre os dispositivos.
Os protocolos de comunicação, em geral, podem ser classificados em
padrões proprietários e padrões abertos. Quanto ao primeiro, o fabricante dos
disposotivos utiliza um protocolo próprio. Já quanto ao segundo, é possível que
dispositivos de diferentes fabricantes utilizem o mesmo protocolo (ARAUJO, 2004).

2.4 Construção da rede física

O acesso aos dispositivos (sensores, atuadores, controlador central, etc.)


dos diversos subsistemas, dá-se através de um sistema de interligação em redes,
denominado rede doméstica. Esta rede pode possuir um suporte físico (utilização de
cabos) ou uma rede sem fios (wireless networks).
A utilização de rede com suporte físico é mais onerosa devido ao custo dos
cabos e à manutenção dos mesmos. Porém, ainda é a solução mais utilizada pois a

19
utilização de rede sem fios está sujeita a interferências e também a maioria dos
dispositivos existentes no mercado brasileiro não possuem conexão sem fios.
Uma rede caracteriza-se por sua topologia de distribuição, ou seja, pela
organização física e lógica dos nós da rede. Existem quatro topologias físicas de
rede: estrela, barramento, anel e árvore.
As topologias lógicas caracterizam-se pela maneira em que os dados
transitam na rede. Embora existam diferentes topologias lógicas, como a topologia
Ethernet é a mais amplamente utilizada, tornou-se um padrão. Ela consiste no envio
de mensagens por pontos da rede, sendo que todos os sistemas da rede têm
endereços distintos (TORRES, 2001)

2.4.1 Cabeamento estruturado

Existem diferentes tipos de cabos para a realização da transmissão de sinais


de uma rede, tais como cabo coaxial, par trançado, fibra óptica, etc. Ao instalar os
equipamentos em rede, deve-se sempre considerar a distribuição dos cabos no
espaço onde serão instalados, pois em muitos casos o cabeamento pode atrapalhar
o dia-a-dia do usuário. Por isso, surgiu a idéia do cabeamento estruturado. Segundo
(TORRES, 2001), essa idéia visa fornecer ao ambiente de trabalho um sistema de
cabeamento que facilite a instalação e a remoção de equipamentos sem muita perda
de tempo. Esse tipo de sistema deve possuir uma infraestrutura flexível e deve
suportar a utilização de diversos tipos de aplicações.
Para facilitar a compreensão, faz-se um comparativo com o sistema elétrico
de uma casa, onde a pré-instalação da rede elétrica possibilita a instalação de
qualquer equipamento (televisão, liqüidificador, som, entre outros), sendo necessário
somente “plugar” o mesmo na tomada. Do mesmo modo, o cabeamento estruturado
visa proporcionar ao usuário a existência de tomadas que permitam a utilização de
computadores, telefones, sensores, câmeras de vídeo, etc.
Existem diversas normas para cabeamento estruturado e a mais utilizada no
Brasil é a ANSI/TIA/EIA-568-A que foi estabelecida nos Estados Unidos da América
pelas associações TIA (Telecommunications Industry Association) e EIA (Electronics
Industries Association). Essa norma dividiu o Sistema de Cabeamento Estruturado
em seis elementos principais que, juntamente com a questão da administração da
norma ANSI/TIA/EIA-606, formam os sete elementos a seguir:

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1. Cabeamento Horizontal;
2. Distribuidor Geral de Telecomunicações (DGT) entrada do backbone;
3. Área de Trabalho (ATR);
4. Armário de Telecomunicações (AT);
5. Sala de Equipamentos (SEQ);
6. Cabeamento tronco;
7. Administração.

A figura 2.1 mostra um exemplo de um sistema de cabeamento estruturado.

Figura 2.1: Exemplo de um sistema de cabeamento estruturado.

2.4.2 Redes sem fio

As transmissões de dados nas redes locais não precisam ser realizadas


obrigatoriamente através de cabos. Podem ser feitas através de redes sem fio.
Existem três sistemas mais conhecidos para transmissão de dados sem fio:

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Infravermelho, Laser e Rádio. A viabilidade da utilização de redes sem fio ou não
deve ser bem estudada durante o planejamento do projeto da rede, sendo que
alguns fatores devem ser levados em conta como o ambiente de trabalho, a taxa de
transmissão necessária, a possibilidade de interferências eletromagnéticas, entre
outros. O uso de redes sem fio é uma boa solução para a automação de residências
e prédios já existentes, pois evitaria reformas para instalação do cabeamento.

2.4.2.1 Infravermelho

Esse tipo de transmissão consiste na utilização de um raio de luz


infravermelha para fazer a conexão entre os equipamentos. O raio infravermelho é
um raio eletromagnético com um comprimento de onda superior àquele da luz
visível, porém inferior àquelas das micro-ondas. Esse raio se propaga em linha reta,
reflete sobre as superfícies claras e não atravessa as paredes. O sistema se compõe
de um emissor (que funciona geralmente a pilhas) e de um receptor integrado ou
fixado próximo a um aparelho de comando (TORRES, 2001).
Existem duas maneiras para transmissão de dados por infravermelho:
transmissão direta e transmissão indireta. A diferença maior é que na transmissão
direta os dispositivos receptor e emissor precisam estar alinhados para que ocorra a
transmissão. Já na transmissão indireta os raios são enviados em todas as direções.
Porém, na transmissão indireta, a área de alcance e a taxa de transmissão são
menores que na transmissão direta.
O infravermelho possui boa imunidade às perturbações. Contudo, o raio
infravermelho apresenta duas desvantagens: não atravessa objetos sólidos e não
faz curvas.

2.4.2.2 Laser

A transmissão por laser é realizada através de um feixe de luz, porém


utilizando um comprimento de onda diferente do infravermelho. Um feixe laser é
capaz de percorrer distâncias consideravelmente longas (até 4 km) desde que não
haja nenhum obstáculo (inclusive fumaça e pingos de chuva) entre o emissor e o
receptor (TANENBAUM, 1997).

22
Para que a transmissão por laser seja possível é preciso que o emissor e o
receptor estejam perfeitamente alinhados, diferente da transmissão por
infravermelho onde há um ângulo de abertura.

2.4.2.3 Rádio

Esse tipo de transmissão é realizada através de ondas de rádio e o seu


princípio de ligação emissor/receptor é similar ao infravermelho. A diferença está no
fato que as ondas de rádio podem, até certos limites, atravessar as paredes,
permitindo o comando dos aparelhos distribuídos em lugares diferentes (TORRES,
2001).

Existem dois métodos de transmissão por rádio: direcional e não-direcional.


Na transmissão não-direcional, todas as antenas localizadas na área de
alcance conseguem captar os dados transmitidos, o que deixa o sistema inseguro.
Por isso, esse tipo de transmissão é largamente utilizado em sistemas onde os
dados são públicos.
O sistema direcional utiliza pequenas antenas parabólicas para realizar a
transmissão. Uma grande vantagem é que os dados são transmitidos somente ao
receptor, porém uma desvantagem é que as antenas devem estar alinhadas.

2.4.3 PLC ( Power Line Communications )

A tecnologia PLC utiliza a rede elétrica para transmissão de dados e voz em


banda larga. Uma grande vantagem dessa tecnologia é a sua capacidade de
suportar altas taxas de transmissão (até 40 Mb/s em faixas de freqüência de 1,7
MHz a 30 MHz).
Como essa tecnologia utiliza uma infra-estrutura já disponível nas
residências e prédios, não necessita de reformas ou obras para ser implantada e
também facilita a instalação dos equipamentos já que qualquer tomada de energia
elétrica pode ser usada como um ponto de rede. Porém, essa vantagem apresenta a
desvantagem de que as tomadas de energia podem se tornar pontos de
interferência, ou seja, os equipamentos que utilizam radiofreqüência (telefones sem

23
fio, interfones, televisores, etc.) podem sofrer interferência. Além disso, outros
equipamentos também podem causar interferências na rede PLC, como secadores
de cabelos, aspiradores, furadeiras elétricas e chuveiros elétricos.

24
3 PROJETO DE SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL

Devido à grande variedade de funcionalidades disponíveis para sistemas de


automação residencial e predial, a tendência é que cada vez mais exista uma
grande dificuldade no desenvolvimento, na utilização e na manutenção destes
sistemas.
Outra grande dificuldade está em obter sistemas inteiramente integrados
formados a partir de dispositivos isolados e subsistemas, os quais são geralmente
fornecidos por diferentes fornecedores.
A complexidade em projetar sistemas de automação predial é a falta de
metodologias e de ferramentas específicas para esta área que consigam incorporar
flexibilidade para representar as necessidades específicas de cada usuário.
Para avaliar a pesquisa de diferentes soluções, optou-se por realizar o
projeto baseado em um estudo de caso. Adotou-se como case uma residência de
porte médio, que será descrito no item seguinte, e foram definidos um perfil de
utilização com um conjunto de necessidades e uma rotina familiar.

De forma simplificada, será utilizado o roteiro de projeto proposta por Araújo


em (ARAUJO, 2005) a fim de orientar as etapas do projeto. O objetivo principal é
realizar a pesquisa de algumas soluções disponíveis no mercado brasileiro, sendo
que as etapas preliminares de projeto serão simplificadas, concentrando-se na
especificaçao de soluções/equipamentos.

3.1 Descrição do problema

O estudo de caso escolhido neste trabalho é uma casa com dois pavimentos
e corresponde à residência proposta no projeto arquitetônico da aluna Flávia Abreu,
do Curso Técnico em Edificações do CEFET-RS.
Esta residência é composta pelos seguintes ambientes:
- Pavimento térreo: 1 cozinha, 1 sala de jantar, 1 sala de estar, 1 área de
serviço, 1 banheiro, 1 garagem, 1 churrasqueira e 1 pátio;
- Pavimento Superior: 3 dormitórios e 1 banheiro.
Para definir um perfil de utilização, definiu-se que nesta casa residirá uma
família de 4 pessoas: uma mulher de 30 anos, um homem de 34 anos, uma menina

25
de 3 anos e um menino de 5 anos. A mulher trabalha como professora de segunda à
sexta-feira, das 07h30min às 18h15min. O homem trabalha em um banco das 09h
às 16h30min. As crianças ficam na escolinha das 08h30min às 17h00min. Nenhum
dos habitantes da casa almoça em casa. Por isso, a casa fica desocupada das
08h15min às 17h15min. Duas vezes por semana, a casa é ocupada por uma
faxineira das 08h30min às 16h30min. Geralmente aos fins de semana, a família
recebe a visita de uma outra família de 4 pessoas: 1 homem, 1 mulher e suas duas
filhas adolescentes. Essa família costuma sempre chegar no sábado às 11h00min e
sair no domingo, às 17h00min.

Essa casa é localizada no centro da cidade de Recife/PE. Por isso, devido


ao clima quente desta cidade, é indispensável o uso de ar condicionado em quase
todas as peças da casa. Também, devido à violência existente se torna necessário
o uso de sistema de segurança em toda casa.

A tabela 4.1, a seguir, apresenta a rotina familiar:

26
Tabela 4.1: Rotina da família na casa
Horário Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado Domingo
Mulher levanta eMulher levanta e Mulher levanta Mulher levanta Mulher levanta
6 :30 Todos dormem Todos dormem
toma banho toma banho e toma banho e toma banho e toma banho
Homem Homem Homem
Homem levanta Homem levanta
6 :50 levanta e toma levanta e toma levanta e toma Todos dormem Todos dormem
e toma banho e toma banho
banho banho banho
Mulher toma Mulher toma Mulher toma Mulher toma Mulher toma
6 :55 Todos dormem Todos dormem
café da manhã café da manhã café da manhã café da manhã café da manhã
Homem Homem Homem
Homem acorda o Homem acorda
acorda o acorda o acorda o
7 :05 menino e dá o menino e dá Todos dormem Todos dormem
menino e dá menino e dá menino e dá
banho nele banho nele
banho nele banho nele banho nele
Homem Homem Homem
Homem acorda a Homem acorda
acorda a acorda a acorda a
7 :25 menina e dá a menina e dá Todos dormem Todos dormem
menina e dá menina e dá menina e dá
banho nela banho nela
banho nela banho nela banho nela
Mulher sai de Mulher sai de Mulher sai de Mulher sai de Mulher sai de
7 :15 Todos dormem Todos dormem
casa casa casa casa casa
Homem toma Homem toma Homem toma
Homem toma Homem toma
café da manhã café da manhã café da manhã
7 :45 café da manhã café da manhã Todos dormem Todos dormem
com as com as com as
com as crianças com as crianças
crianças crianças crianças
Homem e Homem e Homem e Homem e Homem e
8 :15 crianças saem crianças saem crianças saem crianças saem crianças saem Todos dormem Todos dormem
de casa de casa de casa de casa de casa
Casa ocupada
Casa Faxineira entra Casa Faxineira Casa Mulher levanta e
8 :30 tarefas
desocupada na casa desocupada entra na casa desocupada toma banho
indeterminadas
Casa ocupada
Casa Faxineira entra Casa Faxineira Casa Homem levanta e
9 :00 tarefas
desocupada na casa desocupada entra na casa desocupada toma banho
indeterminadas
Casa ocupada
Casa Faxineira entra Casa Faxineira Casa Casal toma café
9 :30 tarefas
desocupada na casa desocupada entra na casa desocupada da manhã
indeterminadas
Casa ocupada
Casa Faxineira entra Casa Faxineira Casa A outra família
11 :00 tarefas
desocupada na casa desocupada entra na casa desocupada chega
indeterminadas
Casa ocupada Casa ocupada
Casa Faxineira deixa Casa Faxineira Casa
16 :30 tarefas tarefas
desocupada a casa desocupada deixa a casa desocupada
indeterminadas indeterminadas
Casa ocupada A família
Casa Faxineira deixa Casa Faxineira Casa
17 :30 tarefas visitante deixa a
desocupada a casa desocupada deixa a casa desocupada
indeterminadas casa
Homem e Homem e Homem e
Homem e
Homem e crianças crianças crianças
crianças Casa ocupada Casa ocupada
crianças chegam chegam a chegam a chegam a
17 :15 chegam a casa tarefas tarefas
a casa e ficam casa e ficam casa e ficam casa e ficam
e ficam na sala indeterminadas indeterminadas
na sala de estar na sala de na sala de na sala de
de estar
estar estar estar
Mulher chega Mulher chega Mulher chega
Mulher chega a Mulher chega a Casa ocupada Casa ocupada
a casa e a casa e a casa e
18 :45 casa e prepara o casa e prepara tarefas tarefas
prepara o prepara o prepara o
lanche o lanche indeterminadas indeterminadas
lanche lanche lanche
Casa ocupada Casa ocupada
Família toda Família toda Família toda Família toda Família toda
19 :00 tarefas tarefas
lancha lancha lancha lancha lancha
indeterminadas indeterminadas
Mulher Mulher Mulher Casa ocupada Casa ocupada
Mulher prepara o Mulher prepara
20 :30 prepara o prepara o prepara o tarefas tarefas
jantar o jantar
jantar jantar jantar indeterminadas indeterminadas
Casa ocupada Casa ocupada
Família toda Família toda Família toda Família toda Família toda
21 :15 tarefas tarefas
janta janta janta janta janta
indeterminadas indeterminadas
Crianças vão Crianças vão Crianças vão Crianças vão Crianças vão Crianças vão A família toda
22 :00
dormir dormir dormir dormir dormir dormir vai dormir
Os casais e as
O casal vai O casal vai O casal vai O casal vai O casal vai
23 :00 adolescentes vão Todos dormem
dormir dormir dormir dormir dormir
dormir

27
3.2 Definição dos cenários:

Através de uma análise feita na rotina diária da família, foram definidos os


cenários possíveis. Um cenário define os procedimentos que devem ser executados
conforme a ocorrência de determinadas pré-condições.
Como quanto maior for o número de cenários, mais complicada se torna a
solução, tanto para o projetista quanto para o usuário, neste trabalho apresentam-se
cenários que cobrem as principais necessidades do usuário e ao mesmo tempo
sejam fáceis de serem utilizados.
A partir da análise das rotinas, foram determinados cinco estados de
ocupação do ambiente e com base neles foram definidos os comportamentos
desejados em cada modo.

3.2.1 Cenário dormindo


• Desativação de todos os sensores de iluminação;
• Desativação dos aquecedores de água;
• Acionamento dos alarmes;
• Acionamento do ar condicionado do quarto do casal e do quarto das
crianças;
• Ligação das luzes da frente da casa e do pátio em baixa potência;
• Fechamento de todas as janelas e persianas que estiverem abertas;
• Acionamento do aquecedor de água e do ar condicionado do banheiro
do 2° andar 30 minutos antes do horário programado do despertador.

3.2.2 Cenário desocupado


• Desativação de todos os sensores de iluminação;
• Desativação dos aquecedores de água;
• Acionamento dos alarmes;
• Abertura de todas as persianas;
• Fechamento de todas as janelas.

28
3.2.3 Cenário faxina
• Desativação de todos os sensores de iluminação;
• Desativação dos aquecedores de água;
• Desativação do fechamento automático de janelas e persianas;
• Desativação dos alarmes.

3.2.4 Cenário ocupado


• Ativação de todos os sensores de iluminação;
• Desativação dos alarmes;
• Acionamento dos aquecedores de água.

3.2.5 Cenário férias


• Desativação de todos os sensores de iluminação;
• Desativação dos aquecedores de água;
• Fechamento de todas as janelas;
• Abertura e fechamento das persianas conforme previamente
programado;
• Ligação das luzes conforme previamente programado;
• Acionamento dos alarmes.

3.3 Definição das funcionalidades necessárias

Dentre as funcionalidades existentes em um sistema de automação


residencial, verifica-se que para cobrir as necessidades da família em questão, as
funcionalidades seguintes são necessárias:
• Controle de iluminação ambiente;
• Controle de HVAC;
• Controle das persianas;
• Controle de intrusão e alarme.
Para apresentar soluções para cada subsistema, é necessário observar não
só os cenários possíveis como também as tarefas que geralmente são executadas

29
em cada peça. É necessário analisar todas as soluções existentes e buscar a melhor
solução para cada caso.

3.3.1 Controle de iluminação ambiente

No caso do controle de iluminação, a solução de utilizar sensores de


presença para acionar a iluminação do ambiente não é uma boa solução para
quartos e salas, pois são lugares onde as pessoas permanecem bastante tempo e
não obrigatoriamente movimentando-se. Por exemplo, no caso de uma pessoa estar
deitada no sofá da sala lendo um livro, se o sensor foi programado para desligar a
lâmpada 30 minutos após o último movimento e a pessoa não está se movendo, a
pessoa corre o risco de a luz ser apagada enquanto lê seu livro ou, no caso de um
quarto, a luz poderia ser acionada quando, por exemplo, uma pessoa se movimenta
na cama enquanto dorme.
Entretanto, esse tipo de solução é bom para cozinhas, halls, áreas de
serviço, garagens e banheiros, visto que são peças mais práticas da casa, onde as
pessoas geralmente permanecem menos tempo paradas.
Para salas e quartos, a melhor solução seria o controle de dimerização por
controle remoto ou pulsador, visto que o controle da intensidade luminosa pode
gerar um ambiente mais confortável, bem como economia de energia e também,
como o acionamento do mesmo é manual, não seria possível que acontecesse o
problema mencionado acima.
Para a iluminação externa da casa como, por exemplo, fachada, pátio,
piscina, jardim, etc, a melhor solução é o comando temporizado para relés
fotoelétricos, pois assim é possível programar lâmpadas para serem acesas quando
houver presença de alguém, apagadas em um tempo determinado e quando houver
luz solar.

3.3.2 Controle de HVAC

No caso do controle de HVAC, a solução mais adequada seria utilizar


ventiladores e exaustores na cozinha, banheiro e churrasqueira e somente ventilador
na área de serviço, visto que as pessoas não permanecem muito tempo nessas

30
peças da casa, sendo assim, não há a necessidade do ar-condicionado. Nas demais
peças, a melhor solução é utilizar ar-condicionado por possuir as opções tanto de
ventilação quanto de aquecimento e resfriamento e, também, por possuir controle
remoto e autodiagnóstico. Além disso, não há a necessidade de exaustores nessas
peças. Porém, como o ar-condicionado se trata de um equipamento previamente
programado, torna-se muito difícil de controlar o mesmo, devido aos variados
dispositivos que o compõe. Por isso, a solução mais simples é controlar apenas o
acionamento e o desligamento do mesmo.
Com relação ao aquecimento de água da residência, a melhor solução seria
um aquecedor solar elétrico residencial, pois se trata de uma casa onde haverá sol
sobre o telhado a ser colocado o equipamento, localizada em uma região bastante
ensolarada, não possuindo árvores e/ou edifícios ao redor. A instalação do
aquecedor solar utilizará como apoio o sistema central elétrico. Já no caso de casas
de porte médio a instalação desse aquecedor utiliza o chuveiro elétrico no ponto de
consumo.
Para determinar o tipo de aquecedor a ser utilizado é preciso dimensioná-lo,
levando em conta o consumo diário de água quente. Os padrões atuais do mercado
definem, em média, o seguinte (ASTROSOL, 2006):
• Água quente para chuveiros (duchas de média vazão) e cozinha = 100
litros/pessoa/dia;
• Água quente para lavanderia = +100 litros/dia.
Considerando que a família é composta de quatro pessoas, verifica-se que
em média a família gasta 500 litros/dia de água quente. Por isso, escolher-se-á um
boiler elétrico e solar com capacidade de 500 litros.

3.3.3 Controle das persianas

Com relação às aberturas da casa, as janelas dos quartos da cozinha, da


sala de jantar, da sala de estar e da escada, serão fechadas por persianas
motorizadas. Para isso, as janelas da casa serão persianas seladas entre vidros.
Este tipo de persiana utiliza dois tipos de motor: o externo à câmara, adaptável à
maior parte dos modelos, e o interno. O externo proporciona os movimentos de
recolhimento e/ou orientação das lâminas, por intermédio de dois ímãs rotativos
acionados eletricamente. O ímã externo, quando acionado pelo motor, faz com que

31
o imã interno mova a persiana dentro da câmara de vidro. O motor pode ser
acoplado a uma central de comando ou telecomando, por isso o acionamento do
mesmo pode ser feito manualmente (através de interruptores e telecomando
infravermelho) e automaticamente através de programação de uma central de
comando.

3.3.4 Controle de intrusão e alarme

O controle de intrusão e alarme será realizado através de centrais de alarme


(kits) para a solução usando dispositivos programáveis. Como o número de sensores
que compõem um kit de alarme não é suficiente para assegurar toda a casa, seriam
necessários dois kits (um para cada andar da casa), o que impossibilita a integração
do sistema de alarme da casa.
Já para as outras duas soluções (CLP e equipamento específico para
automação residencial) o controle de intrusão e alarme será integrado ao sitstema e
realizado através de programação dos dispositivos (sensores magnéticos nas
janelas e sirenes).

3.4 Solução utilizando dispositivos programáveis

Este tipo de solução é caracterizado como de controle local, na qual não


existe integração entre o processo e o restante dos dispositivos de controle. Como já
comentado no capítulo 2, este tipo de solução não permite monitoramento a
distância já que cada dispositivo é programado individualmente. Nesse tipo de
solução são usados controladores dedicados, relés, temporizadores, entre outros, e
a lógica de funcionamento é realizada via hardware através da correta ligação dos
dispositivos. Embora exista uma grande variedade de fornecedores de dispositivos
que são usados em acionamentos industriais, neste ítem serão referenciados
produtos disponíveis em (INSTALAÇÕES ELÉTRICAS, 2006-a), o qual se
caracteriza por ser fornecedor deste tipo de solução para automação residencial.
A vantagem dessa solução é a facilidade de programação dos dispositivos
devido à falta de integração dos mesmos e à segurança do sistema, pois a

32
inexistência da unidade de controle de um problema em um dos dispositivos de um
sistema não impede o funcionamento dos outros.
Uma grande desvantagem é a falta de praticidade na utilização do sistema
visto que para cada subsistema existem um controle remoto ou interruptores
diferentes. Não é possível que o usuário acesse a todo sistema a partir de um único
controle.
Este tipo de sistema não apresenta flexibilidade, pois qualquer alteração
lógica exige a religação ou a substituição de dispositivos.

3.4.1 Comando de controle de iluminação por sensor de presença


(INSTALAÇÕES ELÉTRICAS, 2006-b)

Consiste da elaboração de um circuito composto pelos seguintes


componentes:
• 1 lâmpada (E1);
• 1 sensor de presença (SP).
A figura 4.1 mostra o esquema de ligação destes componentes.

Figura 4.1: Esquema de ligação dos componentes para comando de controle


de iluminação por sensor de presença.

33
Este esquema permite que, quando o sensor detecta a presença de uma
pessoa, o mesmo liga a lâmpada. Porém, toda a vez que detecta movimento de
pessoa, aciona o temporizador interno que desligará a lâmpada no tempo pré-
ajustado. É aconselhável que esse tempo não seja muito curto a fim de preservar a
vida útil da lâmpada. Ele também possui ajuste da sensibilidade da luz ambiente
para ativação do sensor.

3.4.2 Comando de dimerização de controle remoto e pulsador (INSTALAÇÕES


ELÉTRICAS, 2006-c)

Consiste da elaboração de um circuito composto pelos seguintes


componentes:
• 1 Dimmer (D1);
• 1 lâmpada (E1);
• 1 Controle remoto (CR);
• 1 Botão pulsador.

A figura 4.2, abaixo, mostra o esquema de ligação destes componentes.

34
Figura 4.2: Esquema de ligação dos componentes para comando de
dimerização por controle remoto e pulsador.

Esse esquema permite o acionamento da lâmpada através do botão


pulsador e a definição da intensidade luminosa do ambiente através do controle
remoto.

3.4.3 Comando temporizado para relés fotoelétricos (INSTALAÇÕES


ELÉTRICAS, 2006-d)

Consiste da elaboração de um circuito composto pelos seguintes


componentes:
• 2 lâmpadas (E1 e E2);
• 1 relé fotoelétrico (K1);
• 1 Programador de Horário (P1).

35
A figura 4.3, abaixo, mostra o esquema de ligação destes componentes.

Figura 4.3: Esquema de ligação dos componentes para comando


temporizado para relés fotoelétricos

Neste esquema é possível que, ao anoitecer, as lâmpadas sejam acionadas.


Enquanto uma delas é desativada quando termina o tempo pré-determinado no relé
fotoelétrico, a outra lâmpada é desativada quando amanhece.

3.4.4 Comando de diferentes pontos de iluminação por controle remoto e


pulsadores (INSTALAÇÕES ELÉTRICAS, 2006-e)

Consiste da elaboração de um circuito composto pelos seguintes


componentes:
• 6 lâmpadas (E1...E6);
• 3 relés de impulso (K1, K2 e K3)
• 1 controle remoto (CR);
• 3 botões pulsadores (S1, S2 e S3).

36
A figura 4.4, abaixo, mostra o esquema de ligação destes componentes.

Figura 4.4: Esquema de ligação dos componentes para comando de


diferentes pontos de iluminação por controle remoto e pulsadores

Através deste esquema, é possível controlar a iluminação de até 6


lâmpadas a partir de um mesmo controle remoto.

3.4.5 Comando de acionamento de persianas através de telecomando e


interruptor

Para o comando de acionamento de persianas será utilizado para cada janela


um kit persiana composto por persianas motorizadas, seladas entre vidros,
telecomando e interruptor.

37
3.4.6 Controle de temperatura e segurança

Nessa solução o controle de temperatura é realizado de forma autônoma por


ar-condicionado e a segurança por centrais de alarme.

3.5 Solução utilizando CLP

Esse tipo de solução utiliza controle centralizado dos dispositivos. O CLP é o


dispositivo central que controla todos os equipamentos que estão conectados às
suas entradas e saídas. Pode ser conectado tanto com um sistema supervisório
central quanto ter sua própria interface homem-máquina.
As principais vantagens desse sistema são: a redução do tempo de projeto,
a facilidade de manutenção devido à rápida busca de erros e a praticidade de
utilização do sistema.
Porém, essa solução apresenta como desvantagem principal a dependência
que o CLP ocasiona nos dispositivos, visto que um problema neste comprometeria o
funcionamento de todos os equipamentos a ele ligados.
Uma desvantagem considerável é também a dificuldade de programação do
sistema visto que a formação dos cenários através de programas com CLP’s é
bastante complicada.
Apesar de existir uma enorme variedade de fornecedores de CLP’s, será
apresentada a solução utilizando o CLP da marca Dexter, visto que o mesmo
caracteriza-se por ser específico para soluções de automação residencial.
Como dispositivo central de controle utilizar-se-á o CLP de 3 entradas
analógicas e 4 entradas e 4 saídas digitais, expansível até 12 entradas e 12 saídas
digitais, programável através de microcomputador a partir de um software de
programação. A mesma é realizada através de blocos de funções ligados por fios
que podem ser posicionados através do mouse. Esse tipo de CLP permite que até
14 outros CLP’s sejam conectados a ele através de uma rede especificada pelo
fabricante que utiliza topologia tipo barramento e é multi-mestre. Este CLP possui
também um relógio de tempo real com dia da semana, hora, minuto e segundo.
Depois de realizada a programação, os programas ficam gravados em uma
memória não-volátil (EEPROM). É possível a utilização de pilhas que podem manter
o programa gravado por até 15 dias após a ruptura da alimentação externa.

38
Para facilitar o gerenciamento do sistema utilizar-se-á um programa de
gerenciamento remoto para este tipo de CLP. Esse programa possibilita o
gerenciamento dos dispositivos via rede telefônica discada e possui a opção de
comunicação via TCP/IP. A figura 4.5 apresenta a tela de supervisão utilizada no
programa de gerenciamento remoto.
A fim de expandir as entradas e saídas do CLP, adicionar-se-á um
equipamento que possui 8 entradas e 8 saídas digitais. Ele é conectado ao CLP via
conector específico que não consome endereços da rede.

Figura 4.5: Tela de supervisão utilizada no programa de gerenciamento


remoto.

Com a finalidade de estender a rede via rede telefônica discada, utilizar-se-á


um modem (modulador / demodulador) que é capaz de discar e / ou atender
chamada. O modem deve ser conectado ao microcomputador para que o programa
de gerenciamento remoto possibilite o monitoramento do sistema. Ele possui
igualmente interface RS-232C e pode possuir RS-485 e conexão a rádios-
transmissores para comunicação sem fio.

Como interface Homem / Máquina utilizar-se-á um equipamento com 4


teclas, 1 display alfanumérico de 2 linhas de 16 caracteres cada e 8 entradas

39
analógicas de 0 a 5 V. Esta interface pode comunicar com até 14 CLP’s através da
rede.
Nessa solução, os sensores e atuadores são conectados ao CLP e este
realiza o controle e gerenciamento dos mesmos conforme a programação dos
cenários. Porém, o usuário poderá não só escolher o cenário desejado através da
interface homem/máquina do CLP como poderá acionar manualmente os sistemas
através de interruptores.

3.6 Solução utilizando equipamento específico para automação


residencial

Esse tipo de solução utiliza controle distribuído na qual não existe uma
unidade de controle centralizada. Como já comentado no capítulo 2, neste tipo de
controle os dispositivos são individualmente controlados por instrumentos
autônomos, porém são conectados através de uma arquitetura de rede adequada.
Esses instrumentos podem enviar informações para um sistema supervisório e
podem ser configurados a distância, até mesmo via internet.
Para esse tipo de solução, utilizar-se-á um IHC (Intelligent Home Control) da
marca Prime, pois o mesmo foi desenvolvido específicamente para soluções de
automação residencial. Consiste de um controlador central com módulos de entrada
e de saída onde são conectados os equipamentos. Nesta solução, apesar de existir
um controlador central, como os dispositivos recebem e gravam os programas em
sua própria memória, mesmo que um problema ocorra com o IHC, certos
dispositivos continuam a realizar suas tarefas, porém a configuração a distância se
torna inviável.
Na figura 4.6, encontra-se o esquema de ligação dos componentes.

40
Figura 4.6: Esquema de ligação dos componentes da solução utilizando
equipamento específico para automação residencial.

O controle de todo o sistema é possível via controle local e remoto


infravermelho, ou a distância via internet, telefone ou celular.
Esse tipo de sistema oferece considerável flexibilidade visto que a
programação de dispositivos pode ser alterada a qualquer momento e o usuário não
precisa ter conhecimentos de programação e suas linguagens, pois a programação
funciona com um princípio de perguntas e respostas. Esta pode ser realizada
através de um PC com o software IHC Visual, no qual podem ser inseridos blocos ou
links funcionais, podem ser feitas simulações, podem ser realizados upload e
dowload de programas além de ser possível a impressão de relatórios.

41
4 ESPECIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS

4.1 Solução utilizando dispositivos programáveis

4.1.1 Controle de iluminação

Para o controle de iluminação do quarto das crianças e do quarto de


hóspedes do pavimento inferior existe a seguinte opção:
- Comando de dimerização através de controle remoto e pulsador. Para esta
solução são necessários os seguintes dispositivos para cada peça:
• 1 Dimmer de referência 13.51.8.230.0060 da marca Finder;
• 1 lâmpada;
• 1 controle remoto;
• 1 Botão pulsador da linha Claris da marca Prime.

Para o controle de iluminação do quarto do casal e do quarto de hóspedes


do pavimento superior existe a seguinte opção:
- Comando de diferentes pontos de iluminação por controle remoto e
pulsadores. Para essa solução são necessários os seguintes dispositivos para cada
peça:

• 4 lâmpadas;
• 2 relés de impulso de referência 27.05.8.230.0000 da marca Finder;
• 1 controle remoto;
• 3 botões pulsadores da linha Claris da marca Prime.

Para o controle de iluminação da sala de jantar e sala de estar existe a


seguinte opção:
- Comando de diferentes pontos de iluminação por controle remoto e
pulsadores. Para esta solução são necessários os seguintes dispositivos para as
duas peças juntas:

• 6 lâmpadas;

42
• 3 relés de impulso de referência 27.05.8.230.0000 da marca Finder;
• 1 controle remoto;
• 3 botões pulsadores da linha Claris da marca Prime.

Para o controle de iluminação dos banheiros, da área de serviço, da


garagem, da churrasqueira, da cozinha e da circulação do pavimento superior existe
a seguinte opção:
- Comando de controle de iluminação por sensor de presença, para isso os
seguintes equipamentos serão utilizados para cada peça:
• 1 lâmpada;
• 1 sensor de presença de referência 18.01.8.230.0000 da marca
Finder.

Para o controle de iluminação da escada e da circulação do pavimento


inferior existe a seguinte opção:
Comando de controle de iluminação por sensor de presença, para isso os
seguintes equipamentos serão utilizados:
• 2 lâmpadas (E1);
• 1 sensor de presença de referência 18.01.8.230.0000 da marca
Finder;

Para o controle de iluminação da fachada e da piscina existe a seguinte


opção:
- Comando temporizado para relés fotoelétricos:
• 2 lâmpadas;
• 1 relé fotoelétrico de referência 11.O1.8.230.0000 da marca Finder;
• 1 Programador de Horário de referência 12.21.8.230.0000.

4.1.2 Controle de persianas

Para o controle de todas as persianas serão utilizados:


• 1 telecomando infravermelho da marca Screenline;
• 1 central de comando da marca ScreenLine.

43
Para o controle de persianas do quarto das crianças, dos dois quarto de
hóspedes, da cozinha, da sala de jantar e da sala de estar existe a seguinte opção:
- Comando de acionamento de persianas através de controle remoto e
pulsador, para isso os seguintes equipamentos serão utilizados:
• 1 persiana motorizada selada entre vidros da marca ScreenLine;
• 1 interruptor de parede da marca ScreenLine.

Para o controle de persianas da escada e do quarto do casal existe a


seguinte opção:
- Comando de acionamento de persianas através de controle remoto e
pulsador. Para isso, os seguintes equipamentos serão utilizados:

• 2 persianas motorizadas seladas entre vidros da marca ScreenLine;


• 2 interruptores de parede da marca ScreenLine.

4.1.3 Controle de HVAC

Para o controle de resfriamento, aquecimento e ventilação de todos os


quartos, há a seguinte opção para cada quarto:
• 1 ar condicionado de referência SL-122FLA da marca LG de 12000
Btu/h.

Para o controle de resfriamento, aquecimento e ventilação de todos os


quartos, há a seguinte opção para cada quarto:
• 1 ar condicionado de referência SK-181QLA da marca LG de 18000
Btu/h.

Para o controle de ventilação dos banheiros existe a seguinte opção para


cada banheiro:
• 1 exaustor de ar de referência BR12 da marca Vesper será acionado
quando o sensor de presença (o mesmo utilizado para iluminação) for
acionado.

44
Para o controle de ventilação da cozinha e da churrasqueira existe a
seguinte opção para cada peça:
• 1 exaustor de ar para cozinha de referência B12 da marca Vesper
será acionado quando o sensor de presença (o mesmo utilizado para
iluminação) for acionado;
• 1 ventilador de teto de referência CL303 da marca Consul.

Para o controle de ventilação da área de serviço existe a seguinte opção:


• 1 ventilador de teto de referência CL303 da marca Consul.

Para o controle de aquecimento de água dos banheiros, cozinha e área de


serviço, há a seguinte opção:
• 1 boiler elétrico e solar de referência AVN500 (capacidade de 500
litros) da marca Astrosol.

4.1.4 Controle de intrusão e alarme

Para o controle de intrusão e alarme existe a opção de 2 Kits de alarme


residencial de referência VS-250 da marca Vetti, composto dos seguintes elementos:
• 1 Central VS-250 microprocessada (codificada) ;
• 1 Central VS-250 microprocessada (codificada) ;
• 1 Bateria 12 v 7amp fixada na central;
• 1 Sirene 122 dB (incluindo 2 metros de fio já fixado);
• 2 Controles remotos (codificados) com pilhas;
• 5 Sensores magnéticos de abertura, modelo A-25, sem fio
(codificado) com pilhas e fita adesiva dupla face para fixação;
• 1 Placa de sinalização "Protegido 24Hs / Alarme";
• 1 Manual rápido de instalação.

45
4.2 Solução utilizando CLP

Nesse tipo de solução serão adotados os cenários já definidos neste


trabalho, ou seja, a programação do sistema será baseada nos cenários.
Para o comando do sistema serão utilizados 3 controladores lógicos
programáveis de referência µDX Série 100 da marca Dexter que vêm
acompanhados do software de programação. Adicionar-se-á ao CLP uma expansão
para o controlador µDX Série 100 de 8 entradas e 8 saídas digitais da marca Dexter.
Para seleção dos cenários, utilizar-se-á a Interface Homem / Máquina para
Controlador µDX Série 100 da marca Dexter.
Para estender a rede via rede telefônica discada, utilizar-se-á o modem para
controlador µDX Série 100 da marca Dexter.

4.2.1 Controle de iluminação

Como equipamentos para o controle de iluminação do quarto das crianças,


do quarto de hóspedes, do pavimento térreo dos banheiros, da área de serviço, , da
área de circulação do pavimento superior e térreo, da cozinha e da churrasqueira,
existe a seguinte opção para cada peça:
• 1 lâmpada;
• 1 sensor de presença de referência 18.01.8.230.0000 da marca
Finder;
• 1 botão pulsador da linha Claris da marca Prime;
• 1 saída do CLP para conectar a lâmpada;
• 1 entrada do CLP para conectar o sensor de presença;
• 1 entrada do CLP para conectar o botão.

Como equipamentos para o controle de iluminação do quarto do casal,


quarto de hóspedes do pavimento superior, escada, sala de jantar, sala de estar,
garagem e piscina existe a seguinte opção para cada peça:
• 2 lâmpadas;
• 1 sensor de presença de referência 18.01.8.230.0000 da marca
Finder;

46
• 1 saída do CLP para conectar as 2 lâmpadas;
• 1 entrada do CLP para conectar o sensor de presença;
• 1 botão pulsador da linha Claris da marca Prime.

4.2.2 Controle de persianas

Como equipamentos para o controle de persianas da escada e do quarto do


casal, há a seguinte opção para cada peça:
• 4 saídas do CLP para conectar os motores das persianas;
• 2 persianas motorizadas seladas entre vidros da marca ScreenLine;
• 2 interruptores de parede da marca ScreenLine;
• 2 entradas do CLP para conectar os interruptores.

Como equipamentos para o controle de persianas do quarto das crianças,


dos dois quarto de hóspedes, da cozinha, da sala de jantar e da sala de estar, existe
a seguinte opção para cada peça:
• 2 saídas do CLP para conectar o motor da persiana;
• 1 persiana motorizada selada entre vidros da marca ScreenLine;
• 1 interruptor de parede da marca ScreenLine;
• 1 entrada do CLP para conectar o interruptor.

4.2.3 Controle de HVAC

Para o controle de resfriamento, aquecimento e ventilação de todos os


quartos, existe a seguinte opção para cada quarto:
• 1 ar condicionado de referência SL-122FLA da marca LG de 12000
Btu/h;
• 1 saída do CLP para ligar a tomada do ar-condicionado.

Para o controle de resfriamento, aquecimento e ventilação de todos os


quartos há a seguinte opção para cada quarto:

47
• 1 ar condicionado de referência SK-181QLA da marca LG de 18000
Btu/h;
• 1 saída do CLP para ligar a tomada do ar-condicionado.

Para o controle de ventilação dos banheiros existe a seguinte opção para


cada banheiro:
• 1 exaustor de ar de referência BR12 da marca Vesper;
• 1 saída do CLP para conectar o exaustor.

Para o controle de ventilação da cozinha e da churrasqueira existe a


seguinte opção para cada peça:
• 1 exaustor de ar para cozinha de referência B12 da marca Vesper;
• 1 ventilador de teto de referência CL303 da marca Consul;
• 2 saídas do CLP para conectar o exaustor e o ventilador.

Para o controle de ventilação da área de serviço existe a seguinte opção:


• 1 ventilador de teto de referência CL303 da marca Consul;
• 1 saída do CLP para conectar o ventilador.

Para o controle de aquecimento de água dos banheiros, cozinha e área de


serviço há a seguinte opção:
• 1 boiler elétrico e solar de referência AVN500 (capacidade de 500
litros) da marca Astrosol.

4.2.4 Controle de intrusão e alarme

Para o controle de intrusão e alarme existe a opção:


• 2 sirenes de 122dB;
• 10 Sensores magnéticos de proximidade de referência SMTSO-8E-
NS-M12-LED-24 da marca Festo;
• 2 entradas do CLP para conectar os sensores das duas zonas;
• 1 saída do CLP para conectar as sirenes.

48
4.3 Solução utilizando equipamento específico para automação
residencial

Para o gerenciamento do sistema, serão utilizados:


• 1 módulo de controle da marca Prime de 128 entradas e 128 saídas;
• 1 módulo modem da marca Prime;
• 1 módulo visualizador da marca Prime;
• 1 controle remoto infravermelho da marca Prime (possui 9 botões e mais de
16 funções);
• 1 Software IHC Win.

4.3.1 Controle de iluminação

Como equipamentos para o controle de iluminação dos banheiros, da área


de serviço, de circulação do pavimento superior e térreo, da cozinha e da
churrasqueira, existe a seguinte opção para cada peça:
• 1 lâmpada de qualquer marca;
• 1 interruptor automático por presença de referência PRM0907 da
marca Prime;
• 1 saída do módulo de controle para conectar a lâmpada;
• 1 entrada do módulo de controle para conectar o interruptor.

Como equipamentos para o controle de iluminação do quarto das crianças,


quarto do casal, do quarto de hóspedes do pavimento superior, da escada, da sala
de jantar, da sala de estar, da garagem e da piscina, existe a seguinte opção para
cada peça:

• 2 lâmpadas de qualquer marca;


• 1 interruptor automático por presença de referência PRM0907 da
marca Prime;
• 1 saída do módulo de controle para conectar a lâmpada;
• 1 entrada do módulo de controle para conectar o interruptor.

49
4.3.2 Controle de persianas

Como equipamentos para o controle de persianas da escada e do quarto do


casal, existe a seguinte opção para cada peça:
• 2 saídas do módulo de controle para conectar os motores das
persianas;
• 2 persianas motorizadas seladas entre vidros da marca ScreenLine;
• 2 interruptores de parede da marca ScreenLine;
• 2 entradas do módulo de controle para conectar os interruptores.

Como equipamentos para o controle de persianas do quarto das crianças,


dos dois quartos de hóspedes, da cozinha, da sala de jantar e da sala de estar,
existe a seguinte opção para cada peça:
• 1 saída do módulo de controle para conectar o motor da persiana;
• 2 entradas do módulo de controle para conectar o interruptor;
• 1 persiana motorizada selada entre vidros da marca ScreenLine;
• 1 interruptor de parede da marca ScreenLine.

4.3.3 Controle de HVAC

Para o controle de resfriamento, aquecimento e ventilação de todos os


quartos, há a seguinte opção para cada quarto:
• 1 ar condicionado de referência SL-122FLA da marca LG de 12000
Btu/h;
• 1 saída do módulo de controle para ligar a tomada do ar-
condicionado.

Para o controle de resfriamento, aquecimento e ventilação de todos os


quartos há a seguinte opção para cada quarto:
• 1 ar condicionado de referência SK-181QLA da marca LG de 18000
Btu/h;
• 1 saída do módulo de controle para ligar a tomada do ar-
condicionado.

50
Para o controle de ventilação dos banheiros, existe a seguinte opção para
cada banheiro:
• 1 exaustor de ar de referência BR12 da marca Vesper;
• 1 saída do módulo de controle para conectar o exaustor.

Para o controle de ventilação da cozinha e da churrasqueira, existe a


seguinte opção para cada peça:
• 1 exaustor de ar para cozinha de referência B12 da marca Vesper;
• 1 ventilador de teto de referência CL303 da marca Consul;
• 2 saídas do módulo de controle para conectar o exaustor e o
ventilador.

Para o controle de ventilação da área de serviço, existe a seguinte opção:


• 1 ventilador de teto de referência CL303 da marca Consul;
• 1 saída do módulo de controle para conectar o ventilador.

Para o controle de aquecimento de água dos banheiros, da cozinha e da


área de serviço, há a seguinte opção:
• 1 boiler elétrico e solar de referência AVN500 (capacidade de 500
litros) da marca Astrosol.

4.3.4 Controle de intrusão e alarme

Para o controle de intrusão e alarme de cada peça, existe a seguinte


opção:
• 2 sirenes de 122 db ;
• 1 interruptor bipolar paralelo de referência PRM51061 da marca Prime
(as peças que já o possuem, não há necessidade de outro);
• 1 saída do módulo de controle para conectar as sirenes;
• 1 entrada do módulo de controle para conectar o interruptor.

51
4.4 Considerações finais

A primeira solução utilizando dispositivos programáveis é bastante segura.


Não existe a possibilidade de pane total do sistema devido ao fato de os dispositivos
serem programados individualmente e de não existir uma unidade de controle
centralizada. Uma outra vantagem dessa solução é a facilidade de programação dos
dispositivos pois se tratam de relés, temporizadores, etc. Entretanto, não existe uma
integração dos subsistemas, o que ocasiona falta de praticidade ao usuário que se
depara com diversas interfaces diferentes e não consegue monitorar todos os
sistemas a partir de um mesmo telecomando. Também se apresenta, como
desvantagem, a falta de flexibilidade pois qualquer alteração lógica a ser feita, exige
a troca ou religação dos dispositivos.
Na segunda solução, utilizando CLP, não foi possível realizar a integração
dos subsistemas visto que o controlador central não possui entradas e saídas
suficientes para a ligação de todos os dispositivos e, por isso, teve-se que utilizar 3
CLP’s. Porém, se essa solução fosse utilizada em um ambiente de pequeno porte,
um apartamento, por exemplo, permitiria a integração de todos os subsistemas.
Essa solução apresenta considerável flexibilidade já que a inserção de um novo
dispositivo ou a mudança de algum subsistema acarretaria somente na modificação
da lógica de programação. Uma outra vantagem é a praticidade de utilização visto
que a monitoração de todos dispositivos ligados a um mesmo CLP, pode ser feita
através de uma única interface. Contudo, essa solução apresenta a desvantagem de
dificuldade de programação, pois a linguagem de programação dos CLP’s são
bastante complexas, ainda mais quando a programação é baseada nos cenários
pré-determinados. Uma outra desvantagem desta solução é a falta de segurança do
sistema visto que o funcionamento de todos os dispositivos dependem do bom
funcionamento do controlador.
A última solução apresentada, utilizando equipamento específico para
automação residencial, apresenta grande flexibilidade além da programação ser
bastante simples, não sendo necessário nenhum conhecimento de programação.
Essa solução é consideravelmente segura pois, como o dispositivo recebe o
programa do controlador e armazena na sua memória, qualquer problema que
ocorra com o controlador não impede a continuação do funcionamento do sistema.

52
Ainda, uma outra vantagem é a praticidade uma vez que todos dispositivos podem
ser monitorados a distância ou programados como desejado.

53
5 CONCLUSÕES E TRABALHOS FUTUROS

Este trabalho teve por objetivo principal sugerir alternativas de automação


disponíveis no mercado brasileiro para residências de médio e pequeno porte.
A fim de que as alternativas propostas atendam às necessidades de
automação de uma residência, foram pesquisados os principais elementos de
sistemas de automação residencial e predial e selecionados os mais comumente
utilizados, ou seja, os que atendem as necessidades mais urgentes do usuário.
A metodologia do trabalho foi realizar um estudo de caso, utilizando como
case uma residência de médio porte para que sobre o perfil de utilização fossem
determinados os subsistemas necessários à residência.
Determinados os subsitemas necessários, realizou-se uma pesquisa de
soluções existentes no mercado brasileiro e em seguida uma pesquisa de mercado
para escolha dos equipamentos.
O trabalho apresenta as seguintes contribuições:
• Identificação das funcionalidades dos sistemas de automação
residencial e predial;
• Identificação dos tipos de controles possíveis nestes sistemas;
• Definição dos subsistemas necessários para automatizar uma residência
de pequeno ou médio porte;
• Definição de soluções utilizando os três tipos de controle possíveis;
• Especificação de equipamentos necessários para implementação do
projeto.
A identificação das funcionalidades típicas dos sistemas de automação
residencial e predial possibilita que um integrador conheça todos os subsistemas
possíveis em um projeto de automação residencial, podendo sugerir ao usuário
diversas alternativas para obter mais conforto, economia e praticidade em sua
residência como também identificar os tipos de controle possíveis em sistemas de
automação residencial e predial, permitindo ao integrador escolher a alternativa que
melhor se adapta ao sistema.
A escolha de um case já projetado por outra pessoa mostrou que nem
sempre é possível encontrar soluções para todos os subsistemas desejados, seja

54
porque não existem os equipamentos necessários no mercado brasileiro, seja
porque a casa foi projetada de uma maneira difícil de instalar os equipamentos, seja
porque mesmo existindo os equipamentos, não podem ser integrados aos
subistemas definidos.
A busca de equipamentos para cada uma das soluções apresentou aspectos
negativos e positivos para cada solução proposta. No caso da solução utilizando
dispositivos programáveis, há vantagens como a facilidade de programação dos
dispositivos e a segurança do sistema. Porém, esse tipo de sistema apresenta
grandes desvantagens como a falta de flexibilidade e principalmente, a falta de
integração entre os dispositivos.
A solução utilizando CLP possui considerável flexibilidade e permite o
estabelecimento de cenários que aumentam a praticidade na utilização. No entanto,
a programação é muito complexa.
A última solução apresentada, utilizando equipamento específico para
automação residencial, é a melhor solução do ponto de vista qualitativo, pois
apresenta flexibilidade, praticidade e integração dos subsistemas.
Como trabalho futuro, recomenda-se a implementação real dessas soluções,
a fim de permitir realizar uma comparação quantitativa porque o usuário busca não
só qualidade no sistema como também preço baixo.
Sugere-se que a implementação real das soluções seja realizada em um
sistema de pequeno porte, por exemplo, uma sala de vídeo-conferência, pois além
de ser menos oneroso, este case possibilita a aplicação de todos subsistemas de
uma residência de médio porte. A implementação em uma residência de médio porte
ocasionaria a repetibilidade dos subsitemas e equipamentos necessários. A
complexidade do projeto não está ligada ao número de ambientes a automatizar,
mas sim ao número de subsistemas necessários.

55
6 REFERÊNCIAS

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Sistemas de Automação Predial. 2003 Trabalho Individual (Mestrado em Ciência
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