Você está na página 1de 9

UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR

Disciplina: Química
Relatório de Trabalho Laboratorial
Reconhecimento de Reagentes

Docente: Prof. Rogério Simões

Aluno: Filipe Sabugueiro, nº 35666 Curso: Engenharia Eletromecânica


Aluno: Luis Venâncio, nº35181 Curso: Engenharia Eletromecânica
Aluno: Rodrigo Proença, nº_________Curso: Engenharia Eletromecânica

Covilhã – Portugal
Ano letivo 2015/16

1. Objetivo
Esta atividade laboratorial tem como objetivo desenvolver a
capacidade do aluno de conseguir distinguir e reconhecer
determinados reagentes, testando a sua capacidade de organização e
a sua capacidade de análise sistemática do que acontece no
laboratório.

2. Introdução

O trabalho que desenvolvemos visava determinar quais as substancias


contidas em cinco recipientes que estavam numerados de 1 a 5. Para
atingir este objetivo, tivemos de efetuar alguns testes que incluíram,
análise das propriedades físicas dos reagentes tais como: a cor e o
cheiro libertado por cada uma das substâncias, medição do pH
recorrendo a indicadores de pH, e ainda preparação de algumas
soluções, nas quais misturávamos os reagentes dois a dois de modo a
obter reações de precipitação e de ácido-base que nos permitissem
aferir acerca das propriedades de cada um dos reagentes.
3. Procedimento Experimental

Durante toda a atividade laboratorial seguiu-se o procedimento


experimental ao máximo, adicionando alguns detalhes no que toca à
organização na área de trabalho, tendo sempre em conta a segurança
dos membros do grupo que realizaram esta atividade.
Tivemos também alguns cuidados como por exemplo, nunca cheirar
diretamente um reagente e no final da experiência, lavar todo o
material passando-os por água da torneira e/ou por água destilada.
Sendo os passos seguidos durante toda a atividade os seguintes:

 Colocou-se todo o material necessário no local de trabalho do grupo;

 Utilizando o marcador, escreveu-se em cada gobelé um numero de 1


a 5;
 Com a pipeta e pompete, transferiu-se 10cm3 de cada um dos
reagentes (1,2,3,4,5), para os gobelés com os números respetivos,
para que se pudesse fazer o trabalho com o menor desperdício
possível das substâncias e de forma rigorosa;
 Tentou-se identificar quais as substâncias que estavam contidas nos
frascos rotulados de 1 a 5, através da observação das propriedades
físicas (cor e cheiro dos vapores). Primeiro observou-se se as soluções
eram coradas ou não, e depois através do olfato, tentámos identificar
algum odor intenso ou característico, liberto pelos vapores (não
cheirando diretamente);

 Rasgou-se um pouco de papel indicador de pH e dividiu-se em cinco


partes. Com as pipetas de Pasteur colocou-se uma gota de solução
dos reagentes (1 a 5) no respetivo papel indicador de pH, para
determinar se as substâncias eram ácidas, básicas ou neutras.
 Testou-se a reatividade das soluções;
o Colocaram-se dez gotas de solução num tubo de ensaio;
o A cada tubo de ensaio adicionou-se dez gotas de outra solução,
misturando as soluções segundo o sistema abaixo indicado;
o Agitou-se cuidadosamente o tubo de ensaio a fim de acelerar a
reação;
o Anotaram-se os resultados observados;
 Finalizada a experiência, lavou-se e arrumou-se todo o material
utilizado.

Tabela das soluções a misturar


Reagentes A B C D E
A ---
B --- ---
C --- --- ---
D --- --- --- ---
E --- --- --- --- ---
4. Resultados e Discussão

Reagentes:
 A → incolor, cheiro suave, pH=1;
 B → incolor, inodoro, pH=5;
 C → incolor, inodoro, pH=14;
 D → incolor, inodoro, pH=6;
 E → incolor, cheiro intenso, pH=12;

Reatividade das Soluções:


1. A,B → Sem alterações (incolor);
2. A,C → Sem alteração (incolor);
3. A,D → Formou-se precipitado branco;
4. A,E → Sem alterações (incolor);
5. B,C → Sem alteração (incolor);
6. B,D → Formou-se precipitado branco;
7. B,E → Sem alterações (incolor);
8. C,D → Formou-se precipitado castanho/cinzento-escuro;
9. C,E → Sem alterações (incolor)
10.D,E → Sem alterações (incolor);

Discussão:
Tendo em conta os resultados obtidos, pode-se observar que
nenhum dos reagentes tem cor e no que toca ao cheiro apenas
o reagente E possui um odor intenso. Em relação aos valores de
pH pode-se começar desde logo a tirar conclusões e identificar
alguns reagentes. Verifica-se que existem dois reagentes
neutros, são eles o B e o D, um ácido (A) e uma base (C). Nas
reações verificou-se que em apenas três delas houve formação
de precipitado: C com D, B com D e A com D, em que na
primeira houve formação de precipitado castanho e nas
restantes precipitado branco.

4.1 Resposta às questões

1) Que dificuldades encontrou?


- Durante toda a experiência não encontrámos nenhuma grande
dificuldade, sendo o único pequeno obstáculo a identificação dos
últimos dois reagentes.

2) Diga qual o teste que mais contribuiu para a identificação das


várias soluções. Justifique.
- O teste que mais contribuiu para a identificação das
diferentes soluções foi o processo em que se formou um
precipitado em determinados tubos de ensaio, visto que tal
precipitado apenas se formaria se um dos reagentes fosse nitrato
de prata. A partir daí foi apenas necessário realizar uma
associação de ideias para conseguir identificar os outros
reagentes.

3) Escreva as equações químicas que traduzem 3 das reações que


realizou. Indique as propriedades dos compostos envolvidos.

 NaOH(aq) + AgNO3(aq)  AgOH(s) + NaNO3(aq) → reação de


precipitação;

 HCl (aq) + NaOH (aq)  NaCl (aq) + H2O (l) → reação ácido –
base;

 HCl (aq) + AgNO3 (aq)  AgCl (s) + HNO3 (aq) → reação de


precipitação;

4) Nas reações realizadas diga qual é:


a. Uma reação de precipitação
- A reação entre o hidróxido de sódio e o nitrato de
prata é uma reação de precipitação.
-NaOH (aq) + AgNO3 (aq)  AgOH (s) + NaNO3 (aq)

b. Uma reação ácido-base


- A reação entre o ácido-clorídrico e o hidróxido de
sódio é uma reação ácido-base:
-HCl (aq) + NaOH (aq)  NaCl (aq) + H2O (l);

5. Conclusões

Com esta atividade podemos concluir que uma das maneiras de


identificar reagentes desconhecidos é através da observação da mistura de
dois desses reagentes de uma forma sistemática e analisando os resultados
destas misturas, utilizando (se for necessário) papel indicador de pH para
uma melhor análise e identificação dos compostos.
Deveremos sempre ter em atenção as questões de segurança
laboratorial e possuir durante toda a atividade um pensamento crítico e
analítico do que se está a passar à nossa frente.

6. Anexos
Fig. 1- Recipientes numerados contendo os reagentes a identificar

Fig. 2- Medição e identificação do pH de cada reagente


Fig. 3- Identificação dos tubos de ensaio com as reações efetuadas

Fig. 4- Resultados das reações entre os reagentes


Fig. 5- Resultados das reações entre os reagentes

Fig. 6- Identificação dos reagentes


Fig. 7- Término da atividade experimental e lavagem do material