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O QUE É CERTIFICAÇÃO?

Certificar significa atestar, por processo normalizado, as caracteristicas declaradas de produtos,


processos e serviços, além de comprovar se os meios e os procedimentos utilizados, nas suas
execuções permitem que sejam alcançados os objetivos de qualidade e segurança.

Existem diversos tipos de certificação de conformidade para atender às demandas do mercado


mundial:

- Algumas têm caráter compulsório, isto é, são impostas pela legislação de um


determinado pais. Um produto que não seja submetido a uma certificação compulsória
corre o risco de sofrer restrições para sua comercialização.
- Outras têm caráter voluntário e são solicitadas por iniciativa do próprio fabricante ou
fornecedor, simplesmente para atestar a qualidade de seu produto ou serviço. Este
procedimento dá ao produto certificado vantagem competitiva e imagem positiva Junto
ao público consumidor

Em geral, cada país estabelece, por meio de normas legais, procedimentos e requisitos a
serem observados no processo de certificação de conformidade dos produtos comercialmente
utilizados em seus territórios, como forma de garantir a saúde e a segurança de seus cidadãos
e do meio-ambiente

Atualmente, a maneira mais usual de se atestar conformidades é por meioda aplicação de


Processos de Certificação ancorados em resultados de testes e ensaios.

O Processo de Certificação é realizado por um organismo neutro, denominado terceira parte,


por não estar comprometido com o fabricante e nem com o consumidor final, Os organismos de
certificação são credenciados por sua idoneidade e capacidade técnica e têm as suas
qualificações periodicamente reavaliadas, como exigência para a manutenção do seu
credenciamento.

Um produto certificado recebe, normalmente, uma marca em seu corpo ou embalagem. Esta
marca é utilizada para a identificação do tipo de conformidade atestada. Um mesmo produto
poderá apresentar várias marcas de conformidade, uma para cada processo de certificação a
que tiver sido submetido, inclusive em relação a requisitos de segurança e de confiabilidade.

POR QUE CERTIFICAR?

A primeira razão para certificar um produto ou serviço é a obrigatoriedade definida pela


legislação de mercados específicos. No entanto, qualquer produto pode ser certificado,
independentemente desta obrigatoriedade.

A certificação está ligada á qualidade e à segurança do produto e, portanto, à sua propriedade


de não oferecer riscos ao usuário ou ao meio-ambiente.

Desde 1947, as barreiras tarifárias colocadas pelos paises para proteger seus mercados
internos caíram de 40% para 5%. Isto se deveu à criação de organismos internacionais de
comércio, como o GATT e a OMC. No entanto, as barreiras tarifárias vêm sendo substituídas
por barreiras técnicas, que impõem normalizações e certificações especificas como forma de
defesa de mercado. Num mundo globalizado e competitivo como o atual, uma marca de
conformidade mundialmente reconhecida é um quesito imprescindível para aqueles que
pretendem manter seus produtos no mercado.

A certificação de conformidade oferece, ainda, uma boa proteção ao fabricante quando da


ocorrência de acidentes que envolvam possíveis questionamentos judiciais. Isso porque a
marca de conformidade pode garantir que o produto foi previamente testado em relação a
normas de segurança.

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Além da obrigatoriedade, são três as principais razões para se certificar produtos, processos e
serviços:

Maior aceitação: Vantagem competitiva junto aos mercados mundiais;

Economia: É muito mais viável contratar um organismo certificador do que manter uma
estrutura especifica para atender e responder às exigências de clientes e órgãos controladores;

Segurança: Ação preventiva em casos de questionamentos judiciais motivados pelo uso do


produto.

ORGANISMOS INTERNACIONAIS DE CERTIFICAÇÃO

Como a legislação dos diversos paises diverge em relação às certificações compulsórias,


algumas organizações internacionais vêm propondo a implementação de associações que
padronizem requisitos e propiciem o reconhecimento mundial de suas marcas de
conformidade.

Os consumidores e negociantes americanos buscam produtos confiáveis e seguros. Os


governos canadense e americano determinam que os produtos devam atender a algumas
normas, antes de serem colocados em circulação no mercado.

A NRTL (National/y Recognized Testing Laboratory) e a OSHA (Occupational Safety & Health
Administration) são importantes organismos americanos que exigem certificação de produtos.

No Canadá, temos a SCC (Standards Council of Canada) responsável pelo reconhecimento de


ensaios e certificação de produtos segundo as normas canadenses.

Field Evalutions
Responsável pela validação de produtos no campo de equipamentos. Tal serviço é necessário
a muitas instalações comerciais ou industriais, onde são utilizados equipamentos não listados
entre os previamente autorizados no mercado americano.

ASME Approvals
Equipamentos de pressão e materiais de tecnologia são verificados e aprovados pela divisão
americana, seguindo os códigos e requisitos internacionais.

FCC
Esta divisão utiliza as chamadas TBC’s (Telecommunication Certification Body) para processos
de aprovação de terminais de telecomunicações fixos e wireless conforme FCC Parts 68, 15,
90, 95, 97 e outras.

FDA
A FDA (Food and Drug Admistration) elege também certificadoras do tipo Third-Party Review na
validação de determinados dispositivos médicos

CERTIFICAÇÕES PARA O MERCADO EUROPEU

A Comunidade Européia estabeleceu a marca CE como certificação compulsória para diversos


produtos. A obtenção desta marca é feita por processo de certificação variável conforme o
produto e as diretivas a ele aplicáveis. Os diversos processos foram divididos em módulos, que
se aplicam á fase de projeto e de produção.

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Na figura acima, são indicados os 8 módulos que levam um produto á certificação CE. As
diretivas de cada produto definem o caminho pelo qual ele deve atingir a certificação. No caso
da aplicação do módulo B para a fase de projeto, então um dos módulos C, D, E ou F deverá
ser aplicado para a fase de produção. No caso de aplicação de módulo A, G ou H a certificação
ocorre diretamente sem aplicação de outro módulo.

Os módulos têm os seguintes significados:

Exige o controle interno do fabricante. do projeto e da produção. Não é exigida a


Módulo A
certificação por organismo credenciado
Exige que o projeto do produto seja examinado através de ensaios de tipo. Um
Módulo B
órgão certificador deve emitir o certificado de EC-Type examination.
Exige o controle interno do fabricante durante a fase de produção, garantindo que
Módulo C o processo produtivo seja realizado conforme o protótipo aprovado. Neste módulo
não é necessária a intervenção de organismo certificador
Exige a certificação. por órgão certificador independente e credenciado. do sistema
Módulo D de qualidade e processos de produção. inspeção e testes. nos moldes da norma
ISO 9001 :2000.
Exige a certificação por órgão certificador independente e credenciado do sistema
Módulo E
de qualidade de Inspeção e testes nos moldes da norma ISO 9001 :2000
Exige a verificação. por órgão certificador independente e credenciado. da
Módulo F
inspeção e testes de cada produto. confrontando-o ao protótipo aprovado
Exige a verificação e testes. por órgão certificado r independente e credenciado. de
Módulo G
cada produto
Exige a certificação por órgão certificador independente e credenciado do sistema
Módulo H de qualidade. do projeto. dos processos de produção. inspeção e testes. nos
moldes da norma ISO 9001 :2000

Qualquer que seja o caso, o fabricante deverá sempre manter na documentação um arquivo
técnico de seu produto, que apresente os detalhes de projeto e de produção e demonstre a
conformidade do produto às características essenciais definidas nas diretivas aplicáveis.

O mercado europeu é um dos maiores e mais importantes do mundo. Com os efeitos da


globalização em que os produtos manufaturados vindos de toda a parte disputam a preferência
de um consumidor cada vez mais exigente, apresentar uma Marca de Qualidade é uma
substancial vantagem. Marcas de Qualidade, de Segurança, de Ergonomia, de Funcionalidade
e outras podem ser obtidas voluntariamente para dar ao produto a imagem de qualidade
necessária.

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CERTIFICAÇÕES PARA OUTROS MERCADOS

Embora existam certificações obrigatórias para vários paises do mundo, as certificações de


segurança costumam atender á maioria das exigências. Em paises como a Argentina, alguns
produtos obrigatoriamente devem estar certificados quanto á segurança.

No Brasil existe um órgão governamental responsável pelo credenciamento de organizações


certificadoras de produtos, processos e serviços, de gestão de qualidade e, ainda, pela
certificação de produtos e processos: o INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial. Segundo a classificação do INMETRO, existem produtos
cuja certificação é obrigatória para uso em território nacional, e outros cuja certificação é
voluntária. Em ambos os casos o selo do INMETRO (a seguir) é estampado no produto:

Abaixo segue a lista de produtos com certificação compulsória do INMETRO:

- Barras e Fios de Aço


- Fusível Tipo Rolha Cartucho
- Bebedouro de Água-Elétrico
- Interruptores
- Cabo de Potência até 1 KVA
- Mamadeira
- Cabos e Cordões Flexíveis
- Mangueira de PVC para GLP
- Capacetes para condutores e passageiros de motocicletas e similares
- Ônibus Urbano – Carroçarias
- Cilindro de aço sem costura para gás metano veicular
- Plugues e Tomadas
- Cilindro de liga leve para gás metano veicular Pneus Novos de Automóveis, Caminhões
e Ônibus
- Componentes para instalação do sistema para GNV Pneus Novos de Motocicletas,
Motoneta e Ciclomotor
- Componentes do sistema de descarga e do abastecimento de combustíveis
- Pneus reformados para automóveis, camionetas, caminhonetes e seus rebocados
- Condutores Isolados com PVC, para 450/750V, sem cobertura para instalações fixas
(ABNT NM 247-3 e ABNT NM 247-4)
- Preservativo Masculino
- Disjuntor
- Reator eletrônico alimentado em corrente alternada para lâmpada fluorescente tubular
- Dispositivo de Fixação de Contêiner
- Fabricação Reator para lâmpada fluorescente tubular
- Eixo Veicular Auxiliar
- Fabricação Recipiente de Aço para GLP – (Botijão de gás)
- Embalagens para o Transporte Terrestre de Fósforos de Segurança
- Regulador de Pressão para GLP
- Embalagem Plástica para Álcool
- Segurança do Brinquedo
- Equipamento Elétrico para Atmosfera Explosiva
- Tanque de armazenamento subterrâneo de combustíveis em posto revendedor
- Equipamentos Eletromédicos

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- Tubulação não- metálica subterrânea para combustíveis automotivos
- Estabilizador de Tensão monofásico p/ tensão até 220 V e potência máxima até 3 KVA
- Veículo (Rodoviario) Porta Conteiner – Fabricação e Adaptação
- Extintor de Incêndio
- Fabricação Vidros de Segurança dos Veículos Rodoviários
- Filtro Tipo Prensa para óleo diesel
- Fósforo

O INMETRO também credencia os laboratórios de ensaios e de calibração no Brasil.

Estes laboratórios credenciados compõem a RBLE - Rede Brasileira de Laboratórios de


Ensaios e a RBC - Rede Brasileira de Calibração O INMETRO possui convênio com muitos
paises estrangeiros, que reconhecem oficialmente os relatórios de ensaios desses laboratórios.

AS EMPRESAS E ENTIDADES GOVERNAMENTAIS

As empresas multinacionais instaladas no Brasil possuem em sua maioria produtos certificados


em outros mercados. Ao se instalarem no Brasil estas empresas interessam-se pelo processo
de certificação pelas sequintes razões:

- Para que seus produtos produzidos no Brasil mantenham as mesmas marcas que os
produzidos nos paises de origem.
- Possam exportar para paises Sul-americanos. onde a certificação é obrigatória ou
importante para o marketing do produto

 EMPRESAS NACIONAIS

As empresas nacionais não podem prescindir da certificação de seus produtos para exportar
para mercados como a Europa e EUA. Desta forma, os mercados estrangeiros fazem menção
que nossos índices de qualidade em nossos produtos, embora tenham recebido evoluções
importantes nos últimos 15 anos, ainda são inadequados para uso em seus países quando o
assunto é meio ambiente e segurança na utilização dos mesmos.

 EMPRESAS E ENTIDADES GOVERNAMENTAIS

O governo brasileiro tem promovido diversas ações para incentivar a exportação. A obtenção
das marcas de certificação em iniciativas conjuntas com órgãos governamentais é um forte
apoio à exportação e há interesse de apoio mútuo na divulgação dessas ações.

 ABORDAGEM DO MERCADO

O mercado de certificação no Brasil é extremamente vasto. A atuação das certificadoras pode


atingir praticamente todo o parque industrial brasileiro. Por isso, a penetração nos mercados
esta sendo realizada setorialmente.

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MARCAS DE CERTIFICAÇÃO DE PRODUTOS

Dentre os diferentes selos de certificação existentes, citamos alguns:

CE Mark: É a marca mais comum entre os produtos europeus. É


a mais procurada nas certificações de produtos para exportação e
a mais conhecida no meio industrial
GS Mark: Produtos elétricos e mecânicos que apresentam esta
marca têm a garantia de segurança para seus usuários. A GS
Mark já existe há mais de 20 anos e é reconhecida mundialmente
como uma das maiores garantias de qualidade e segurança. O
produto que apresenta esta marca dá ao comerciante ou
importador uma vantagem competitiva para o marketing do
produto, e ao consumidor final a certeza de adquirir um produto
seguro.

E N E C: (European Norms Electrical Certification)


Certificação européia de segurança para equipamentos elétricos

EMC: Marca que garante que os produtos certificados obedecem


aos requisitos de compatibilidade Eletromagnética.

Ergonomics: Esta marca garante a utilização amigável, a


conformidade com as expectativas do usuário quanto à ergonomia
do produto.
Q-Mark: Esta marca garante sua conformidade com a qualidade
de funcionamento, de ergonomia e de outros critérios de
qualidade específicos do produto.

S-Mark Argentina: Esta certificação é obrigatória para elétricos e


eletrônicos comercializados no mercado argentino

SEMI S2 e S8: Certificação internacional de semicondutores.

Referências bibliográficas:

 Manual de certificação de produtos TUV Rheinland


 Site do INMETRO

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